Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
RELATÓRIO FINAL DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO
BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE D’OESTE /RO
Setembro de 2022
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
PRODUTO K
RELATÓRIO FINAL DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO
BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE D’OESTE /RO
Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de
Cooperação Técnica
– NICT da FUNASA, como produto
para composição do Plano Municipal de Saneamento
Básico, equivalendo ao Produto K do Termo de
Execução Descentralizada
– TED nº 08/2017, celebrado
entre FUNASA e IFRO. O relatório foi elaborado pelo
Comitê Executivo do PMSB e aprovado pelo Comitê de
Coordenação, recebendo assessoramento técnico do
IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº
1876/REIT-CGAB / IFRO, e financiamento através da
FUNASA.
SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Setembro de 2022
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia
Mxxxp São Felipe D
’Oeste/RO, Prefeitura Municipal.
Relatório Final do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de São Felipe D’Oeste – RO. / Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) – Projeto Saber Viver. Porto Velho, RO, 2022.
580 f.
1.Saneamento Básico. 2.Programas, Projetos e Ações. 3.Plano de Execução.
4.Indicadores de Desempenho. 5.Sistema de Informação para Tomada de Decisão. I.
Projeto Saber Viver. II. Título.
CDU xxx(xxx.x)
Nome do Bibliotecário(a) CRB XX/XXX
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PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Av. Jorge Teixeira de Oliveira, n.667, Centro, CEP 76.977-000, São Felipe D’Oeste/RO,
(69) 3445-1099
PREFEITO
Sidney Borges de Oliveira
VICE-PREFEITO
Edson de Oliveira
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
— FUNASA
Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO)
Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP 76.803-596, (69) 3216-6138
www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br
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APRESENTAÇÃO
Dentre o conjunto de documentos que norteiam a elaboração do Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB), o Resumo Executivo do Plano possui grande importância, por
ser um relatório final, que objetiva subsidiar as autoridades e gestores municipais na captação
de recursos para a implementação do Plano.
Conforme as diretrizes dos Termos de Referência (TR 2012 e TR 2018) para construção
do PMSB, este Resumo Executivo (Produto K) deve apresentar a síntese de todas as
informações e dados, referentes aos quatro componentes do saneamento básico, obtidos durante
a elaboração dos Produtos anteriores (Produtos C, D, E, F, H e I; disponíveis para consulta
pública no site https://saberviver.ifro.edu.br/saofelipedoeste-nav.
No objetivo de ampliar as possibilidades de captação de recursos para o município junto
às autoridades competentes, buscamos facilitar a apresentação e exposição das informações
completas e detalhadas, contidas nos Produtos citados. Portanto, estes Produtos estão também
inseridos na íntegra no presente documento, permitindo uma pronta consulta às informações
necessárias referentes ao PMSB municipal, constando na forma dos Apêndices a seguir:
• Apêndice A: Prospectiva e Planejamento Estratégico (Produto D) -
apresentando o “Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços”, sendo a base
de orientação para a execução de projetos, contendo a definição dos objetivos e
metas, bem como as prospectivas técnicas para cada um dos quatro serviços de
saneamento básico;
• Apêndice B: Programas, projetos e ações (Produto E)
– contendo as propostas
de execução de forma organizada, para permitir a viabilização dos objetivos e das
metas definidas no Prognóstico;
• Apêndice C: Programação da Execução (Produto F) - sistematização dos
programas, projetos e ações de saneamento básico para os quatro serviços de
saneamento básico. Especifica os beneficiários, o custo estimado, as fontes de
financiamento disponíveis, os agentes responsáveis e as parcerias potenciais para
cada programa definido no escopo do PMSB;
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• Apêndice D: Indicadores de desempenho (Produto H) - indicadores e índices,
com base matemática, apropriados para a descrição da realidade local e regional
do município e acompanhamento do desenvolvimento da execução dos projetos e
atividades, bem como fácil comunicação com a população do município nas
diversas áreas de atuação do PMSB;
• Apêndice E: Sistema de informação para avaliação e tomada de decisão
(Produto I)
– sistema eletrônico com a função primordial de monitorar a situação
real do saneamento municipal, tendo como base dados e indicadores de diferentes
naturezas, possibilitando a intervenção no ambiente e auxiliando o processo de
tomada de decisões. Trata-se de uma ferramenta de apoio gerencial fundamental,
não apenas no momento de elaboração do plano, mas principalmente em sua
implantação e avaliação. Contém três subsistemas, a saber: 1) Percepção social do
saneamento básico, 2) Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3)
Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB.
O presente Produto, norteado pelo Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde
(FUNASA) de 2018, foi elaborado pelos Comitês Executivo e de Coordenação do PMSB do
município (conjuntamente com prefeitura e secretarias). Através do Termo de Execução
Descentralizada (TED) 08/2017, celebrado entre as instituições FUNASA e IFRO, o município
recebeu assessoramento técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Rondônia
– IFRO, por meio do Projeto Saber Viver (Portaria nº1876/REIT-CGAB/IFRO), com
financiamento advindo através da Fundação Nacional de Saúde
– FUNASA.
Dentre a gama de produtos integradores do TED 08/17, o Resumo Executivo do PMSB
refere-se ao Produto K. Este produto, bem como todos os produtos integrantes do PMSB do
município também estão disponíveis para consulta pública no site
https://saberviver.ifro.edu.br/saofelipedoeste-nav.
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LISTA DE SIGLAS
AAB - Adução de Água Bruta
ACS - Agentes Comunitários de Saúde
AGERO
- Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia
ANA - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
CAERD - Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia
CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Serviço Geológico do Brasil
EEAT - Estação Elevatória de Água Tratada
ETA - Estação de Tratamento de Água
ETE - Estação de Tratamento de Esgotos
FUNASA - Fundação Nacional da Saúde
IFRO - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia
MS - Ministério da Saúde
PAC - Programa de Aceleração do Crescimento
PERH - Plano Estadual de Recurso Hídricos
PMSB - Plano Minicipal de Saneamento Básico
PMGIRS - Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
PMGRSS - Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico
SAA- Sistema de Abastecimento de Água
SAC - Solução Alternativa Coletiva
SAI’s - Soluções Alternativas Individuais
SEDAM - Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental
SEMOSP - Secretaria Municipal de Obras e Serviços
SES - Sistema de Esgotamento Sanitário
SNIRH - Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos
SNIS - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento
TED - Termo de Execução Descentralizada
TR - Termo de Referência
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Capacitação dos comitês do PMSB de São Felipe D’Oeste .................................... 18
Figura 2 - Mapa dos Setores de mobilização do Município de São Felipe D’Oeste. ............... 19
Figura 3 - Participação social nos eventos setoriais ................................................................. 20
Figura 4 - Mapas falados desenvolvidos durante as reuniões setorizadas ................................ 21
Figura 5 - Delimitação territorial do Município de São Felipe D’Oeste, RO. ......................... 23
Figura 6 - Mapa da Sede Municipal. ........................................................................................ 24
Figura 7 - Localização da Sede Municipal de São Felipe D'Oeste e do Distrito de Novo Paraíso.
.................................................................................................................................................. 24
Figura 8 - Localização das infraestruturas do Sistema de Abastecimento de Água na sede do
Município de São Felipe D’Oeste ............................................................................................ 30
Figura 9 - Esquema ilustrando como ocorre o fornecimento de água pela prestadora de serviços
.................................................................................................................................................. 31
Figura 10
– Localização do ponto de captação do SAA da sede de São Felipe D’Oeste......... 33
Figura 11 - Croqui de adução da água bruta do SAA da sede de São Felipe D’Oeste ............. 35
Figura 12
– Casa de Química e laboratório .............................................................................. 37
Figura 13 - Tanques misturadores de sulfato de alumínio ........................................................ 37
Figura 14 - Localização da EEAT da ETA da sede de São Felipe D’Oeste ............................. 39
Figura 15 - Localização da AAT do SAA de São Felipe D’Oeste ........................................... 41
Figura 16 - Reservatório Elevado de Água Tratada ................................................................. 42
Figura 17 - Localização dos reservatórios semienterrados e do reservatório elevado do SAA da
sede de São Felipe D’Oeste ...................................................................................................... 43
Figura 18 - Croqui da rede de Distribuição de água do SAA da sede de São Felipe D’Oeste. 45
Figura 19 - Esquema gráfico do sistema de abastecimento de água do Distrito Novo Paraíso 46
Figura 20 - Localização das infraestruturas de abastecimento de água do Distrito Novo Paraíso
.................................................................................................................................................. 47
Figura 21 - Situação Atual do Esgotamento Sanitário na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
.................................................................................................................................................. 60
Figura 22 - Croqui da Situação Atual do Esgotamento Sanitário no Distrito Novo Paraíso .... 61
Figura 23 - Mictórios utilizados na área rural do Município de São Felipe D’Oeste............... 62
Figura 24 - Ligações clandestinas de esgoto no sistema de drenagem em São Felipe D’Oeste.
.................................................................................................................................................. 63
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Figura 25 - Área com risco de contaminação por esgotos de fossas na Sede Municipal de São
Felipe D’Oeste. ......................................................................................................................... 64
Figura 26 - Lançamento de esgoto a céu aberto na RO-489, Distrito Novo Paraíso................ 65
Figura 27 - Ligação clandestina de esgoto no sistema de drenagem no Distrito Novo Paraíso
.................................................................................................................................................. 65
Figura 28 - Área com risco de contaminação por esgotos de fossas no Distrito Novo Paraíso
.................................................................................................................................................. 66
Figura 29 - Localização da represa onde são lançados efluentes, no Distrito Novo Paraíso ... 67
Figura 30 - Canaletas de escoamento das águas de lavagem no laticínio. ............................... 68
Figura 31 - Lançamentos de efluentes do laticínio em buraco isolado coberto por vegetação.68
Figura 32 - Fundos de vale identificados na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ............ 70
Figura 33 - Fundos de vale identificados no Distrito Novo Paraíso ......................................... 72
Figura 34 - Estação de tratamento de esgoto no Município de São Felipe D’Oeste de acordo
análise preliminar da ANA. ...................................................................................................... 74
Figura 35 - Possível área para locação da ETE na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ... 77
Figura 36 - Localização da área sugerida para a Estação de Tratamento de Esgoto do Distrito
Novo Paraíso ............................................................................................................................ 79
Figura 37 - Macrodrenagem da Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ................................ 81
Figura 38 - Galeria - Macrodrenagem natural e artificial na Sede de São Felipe D’Oeste ...... 82
Figura 39 - Localização do Canal 1 de macrodrenagem natural, na Sede de São Felipe D’Oeste.
.................................................................................................................................................. 83
Figura 40 - Localização do Canal 2 de macrodrenagem natural, na Sede de São Felipe D’Oeste.
.................................................................................................................................................. 83
Figura 41 -Localização do Canal 3 de macrodrenagem natural, na Sede de São Felipe D’Oeste.
.................................................................................................................................................. 84
Figura 42 - Croqui de Microdrenagem Urbana da sede de São Felipe D’Oeste ...................... 85
Figura 43 - Macrodrenagem natural do Distrito Novo Paraíso ................................................ 86
Figura 44 - Croqui de Microdrenagem Urbana do Distrito Novo Paraíso ............................... 87
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Evolução da população recenseada do município de São Felipe D’Oeste/RO 1991
-
2019 .......................................................................................................................................... 25
Gráfico 2 - Abastecimento de água na área rural do Município de São Felipe D’Oeste/RO ... 49
Gráfico 3 - Esgotamento Sanitário na área rural de São Felipe D’Oeste. ................................ 62
Gráfico 4 - Sistema de drenagem na zona rural de São Felipe D’Oeste/RO. ........................... 88
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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LISTA DE TABELAS
Tabela 1- População residente em São Felipe D’Oeste/RO ..................................................... 25
Tabela 2 - Longevidade, mortalidade e fecundidade no Município (1991
–2010). .................. 26
Tabela 3
– Definição da área urbana de São Felipe d’Oeste .................................................... 27
Tabela 4─ Caracterização da rede de distribuição do SAA da sede de São Felipe D’oeste .... 44
Tabela 5 - Ligações e consumo por categoria na sede ............................................................. 44
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Setores de mobilização da área urbana de São Felipe D’Oeste. ............................ 18
Quadro 2 - Detalhamento dos conjuntos motobomba .............................................................. 34
Quadro 3
– Etapas da estação de tratamento de água ............................................................... 36
Quadro 4 - Especificações do conjunto motobomba da estação elevatória de água tratada .... 38
Quadro 5 - Peças e conexões do barrilete da EEAT ................................................................. 38
Quadro 6 - Características da AAT do SAA da sede de São Felipe D’Oeste .......................... 40
Quadro 7
– Características dos reservatórios da ETA de São Felipe D’Oeste ......................... 42
Quadro 8 - Tipos de abastecimento de água na área rural de São Felipe D’Oeste ................... 48
Quadro 9 - Tipos de esgotamento sanitário em São Felipe D’Oeste ........................................ 59
Quadro 10 - Critérios a serem analisados ................................................................................. 75
Quadro 11 - Cronograma da coleta dos resíduos sólidos na Sede Municipal e Distrito Novo
Paraíso ...................................................................................................................................... 89
Quadro 12 - Indicadores de resíduos sólidos. ........................................................................... 90
Quadro 13 - Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços de Saneamento Básico no
Município, segundo as Dimensões Nacional, Estadual e Local. ............................................ 101
Quadro 14 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada
na Sede municipal de São Felipe D’Oeste.............................................................................. 103
Quadro 15 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada
no Distrito Novo Paraíso. ....................................................................................................... 104
Quadro 16 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada
nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. .................................................................... 104
Quadro 17 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário na Sede
municipal de São Felipe D’Oeste. .......................................................................................... 106
Quadro 18 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário no
Distrito Novo Paraíso. ............................................................................................................ 106
Quadro 19 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário nas
comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. ........................................................................... 106
Quadro 20 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas
pluviais na sede municipal de São Felipe D’Oeste. ............................................................... 108
Quadro 21 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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pluviais no Distrito Novo Paraíso. .......................................................................................... 109
Quadro 22 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas
pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. ....................................................... 109
Quadro 23 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos na
Sede municipal de São Felipe D’Oeste. ................................................................................. 111
Quadro 24 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no
Distrito Novo Paraíso. ............................................................................................................ 112
Quadro 25 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas
comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. ........................................................................... 112
Quadro 26 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água
tratada na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ................................................................ 114
Quadro 27 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água
tratada no Distrito de Novo Paraíso. ....................................................................................... 119
Quadro 28 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água
tratada nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. ......................................................... 122
Quadro 29 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário na
Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ................................................................................. 126
Quadro 30- Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário no
Distrito de Novo Paraíso. ....................................................................................................... 129
Quadro 31 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário nas
comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. ........................................................................... 132
Quadro 32 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. .................................................... 135
Quadro 33 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais no Distrito de Novo Paraíso. ........................................................................... 139
Quadro 34 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. ............................................. 143
Quadro 35 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos
na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ............................................................................ 147
Quadro 36 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos
no Distrito de Novo Paraíso. .................................................................................................. 151
Quadro 37 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos
nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. .................................................................... 154
Quadro 38 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos
nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. .................................................................... 156
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 15
2 ESTRATÉGIA PARTICIPATIVA .................................................................................... 17
2.1 Estruturação dos comitês municipais ............................................................................. 17
2.2 Estruturação dos setores de mobilização ....................................................................... 18
2.3 Estratégias de Mobilização, Comunicação e Participação Social e suas contribuições
para o processo de elaboração do PMSB.............................................................................. 20
3. CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL DO MUNICÍPIO ........................................... 23
3.1 Caracterização da área de planejamento ....................................................................... 23
3.1.1 Perfil demográfico do município ..................................................................................... 25
3.2 Caracterização socioeconômica do município ............................................................... 26
3.2.1 Estrutura territorial do município .................................................................................... 26
3.3 Aspectos ambientais de Recursos Hídricos .................................................................... 28
4 DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO DO SANEAMENTO BÁSICO
MUNICIPAL ........................................................................................................................... 29
4.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA ..................................................................................... 29
4.1.1 Sistema de Abastecimento de Água na sede ................................................................ 29
4.1.1.1 Captação superficial ................................................................................................... 32
4.1.1.2 Estação elevatória de Água Bruta ............................................................................. 34
4.1.1.3 Adutora de Água Bruta ........................................................................................... 34
4.1.1.4 Estação de Tratamento de Água (ETA) ................................................................... 36
4.1.1.5 Estação Elevatória de Água Tratada ........................................................................ 38
4.1.1.6 Adutora de água tratada ............................................................................................ 40
4.1.1.7 Reservação do SSA ................................................................................................... 42
4.1.1.8 Rede de Distribuição ................................................................................................ 44
4.1.2 Solução Alternativa Coletiva (SAC) do Distrito Novo Paraíso ............................ 46
4.1.3 Soluções individuais de abastecimento nas demais localidades da zona rural ........ 48
4.1.4 Caracterização da prestação dos serviços segundo indicadores (Indicadores
Operacionais, econômico-financeiros, administrativos e de qualidade) ............................ 49
4.1.4.1 Indicadores Operacionais ........................................................................................ 49
4.1.4.2 Indicadores Econômico-Financeiros e Administrativos ....................................... 53
4.1.2.3 Indicadores sobre a qualidade ................................................................................ 57
4.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO ..................................................................................... 59
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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4.2.1 Sistema de Esgotamento Sanitário ............................................................................... 59
4.2.1.1 Sistema de Esgotamento Sanitário na sede .............................................................. 59
4.2.1.2 Sistema de Esgotamento Sanitário no Distrito Novo Paraíso ................................. 61
4.2.1.3 Sistema de Esgotamento Sanitário na área rural de São Felipe D’Oeste .............. 62
4.2.2 Áreas de risco de contaminação por esgotos do Município .................................... 63
4.2.2.1 Sede Municipal de São Felipe D’Oeste ................................................................... 63
4.2.2.2 Distrito Novo Paraíso ............................................................................................... 65
4.2.2.3 Área rural do Município de São Felipe D’Oeste ................................................... 67
4.2.3 Identificação de principais fundos de vale, corpos d’água receptores e áreas para
locação de ETE ....................................................................................................................... 69
4.2.3.1 Identificação de principais fundos de vale por onde poderá haver traçado de
interceptores na Sede Municipal ........................................................................................... 69
4.2.3.2 Identificação de principais fundos de vale por onde poderá haver traçado de
interceptores no Distrito Novo Paraíso ................................................................................. 71
4.2.3.3 Potenciais corpos d’água receptores dos esgotos ................................................... 73
4.2.3.4 Possíveis áreas de alocação de ETE ........................................................................ 75
4.2.3.4.1 Sede Municipal ....................................................................................................... 75
4.2.3.4.2 Distrito Novo Paraíso ............................................................................................. 78
4.2.3.5 Caracterização da prestação dos serviços segundo indicadores ................................... 80
4.3 SERVIÇO DE DRENAGEM DAS ÁGUAS PLUVIAIS .............................................. 80
4.3.1 Sistema de Drenagem da Sede Municipal ................................................................... 80
4.3.2 Sistema de Drenagem do Distrito Novo Paraíso ......................................................... 85
4.3.3 Sistema de Drenagem das Águas Pluviais nas áreas rurais ....................................... 87
4.3.2 Indicadores da prestação do serviço ......................................................................... 88
4.4 SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ......... 89
4.4.1 Caracterização do serviço de manejo de resíduos sólidos segundo indicadores ...... 90
5 PROGNÓSTICO MUNICIPAL ....................................................................................... 100
5.1.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o abastecimento de água ...... 102
5.1.2 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o esgotamento sanitário ....... 105
5.1.3 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo das águas pluviais 107
5.1.4 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo dos resíduos
sólidos.....................................................................................................................................110
6 PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO
PMSB ..................................................................................................................................... 113
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6.1 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Abastecimento de
água........................................................................................................................................113
6.2 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Esgotamento
Sanitário.................................................................................................................................125
6.3 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Águas
Pluviais ................................................................................................................................... 134
6.4 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de
Resíduos Sólidos .................................................................................................................... 146
REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 158
ANEXO 1
– DECRETO DE NOMEAÇÃO DOS COMITÊS DE COORDENAÇÃO E
EXECUTIVO DO PMSB DE SÃO FELIPE D’OESTE ................................................... 159
ANEXO 2
– RELATÓRIOS MENSAIS SIMPLIFICADOS DO ANDAMENTO DAS
ATIVIDADES, CORRESPONDENTE ÀS REUNIÕES SETORIAIS DE
MOBILIZAÇÃO, ÀS CONFERÊNCIAS E AOS LEVANTAMENTOS DE CAMPO E
VISITAS TÉCNICAS .......................................................................................................... 160
APÊNDICE A: PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (PRODUTO D)
................................................................................................................................................ 173
APÊNDICE B: PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (PRODUTO E) ...................... 367
APÊNDICE C: PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO (PRODUTO F) .......................... 418
APÊNDICE D: INDICADORES DE DESEMPENHO (PRODUTO H) ......................... 484
APÊNDICE E: SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE
DECISÃO (PRODUTO I) .................................................................................................... 531
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1 INTRODUÇÃO
Este Produto configura-se como o Resumo Executivo (Relatório Final) do Plano
Municipal de Saneamento Básico
– PMSB do município de São Felipe D’Oeste. Ele apresenta
a síntese de todas as informações e dados referentes aos quatro componentes do saneamento
básico, obtidos durante a elaboração dos Produtos anteriores (C, D, E e F, conforme TED 08/17
FUNASA/IFRO).
O Diagnóstico Técnico-Participativo (Produto C) detalha a situação atual dos serviços
de saneamento básico, os métodos e informações utilizadas na realização do diagnóstico e os
aspectos gerais ligados à caracterização física, social e econômica do município.
A Prospectiva e Planejamento Estratégico (Produto D) aborda projeções de demandas e
meios de fiscalização, de regulação e prestação dos serviços de saneamento. Ainda, apresenta
os processos e medidas adotadas para avaliação, previsão e proposição de diretrizes de ações a
serem tomadas pelo município em períodos de curto, médio e longo prazo, em consonância
com o Marco Regulatório do Saneamento, atualizado pela Lei nº 14.026/2020.
Os Programas, Projetos e Ações (Produto E), baseados nas propostas do Prognóstico,
expõem, de maneira mais específica, aquelas atitudes municipais que contribuirão para o
cumprimento dos objetivos previstos pela Política Nacional do Saneamento Básico, como a
universalização do acesso os serviços de saneamento, nos prazos estabelecidos por lei, e o
respeito ao meio ambiente nas interferências humanas nos recursos e elementos naturais. Além
disso, também são abordadas as especificidades inerentes ao Plano Emergencial e de
Contingência, que garantem a segurança e a continuidade da prestação dos serviços de
saneamento em casos adversos.
Finalmente, o Plano de Execução (Produto F) prevê o cumprimento das metas e ações
estabelecidas no produto E e apresenta o cronograma físico e financeiro das
atividades, definindo os valores e prazos estimados para serem investidos no município.
Também foram estabelecidos os indicadores de desempenho do PMSB, que apresentam
métodos de cálculo de especificidades relativas a cada componentes, tendo como resultado os
índices de funcionamento dos sistemas de saneamento.
Conforme o Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde de 2018 (TR
FUNASA, 2018, páginas 18 e 19), o Resumo Executivo (Produto K) do PMSB tem por objetivo
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subsidiar as autoridades e gestores municipais na captação de recursos para a implementação
do Plano. Nesse sentido, esse documento deve ter como escopo mínimo:
• um resumo da Estratégia Participativa, informando sobre a composição e o
funcionamento dos Comitês do PMSB, um registro fotográfico dos eventos participativos, uma
análise de como a participação social trouxe contribuições para o processo de elaboração do
PMSB;
• um resumo da caracterização territorial do município, destacando os aspectos sociais,
ambientais, econômicos, culturais e de infraestrutura que influenciaram mais diretamente os
rumos e as escolhas feitas no âmbito do PMSB;
• uma descrição analítica do diagnóstico da situação dos serviços de saneamento básico
no município e de seus impactos nas condições de vida da população, indicando as causas das
deficiências encontradas e as pontes construídas no prognóstico para a resolução dos principais
problemas existentes;
• uma apresentação sucinta, se possível por meio de tabela, dos objetivos e respectivas
metas do PMSB e das alternativas escolhidas para o cenário de referência para a gestão dos
serviços de saneamento básico;
• o quadro com a Programação da Execução do PMSB, que sistematiza as propostas do
PMSB de programas, projetos e ações do PMSB, a sua posição no ranking decorrente da
aplicação da metodologia para hierarquização das propostas do PMSB, além da estimativa de
custos, as fontes de financiamento, o agente responsável por sua implementação e as parcerias
potenciais.
O PMSB do município de São Felipe D’Oeste, foi elaborado com a assessoria do
Projeto Saber Viver, todos os Produtos integrantes estão disponíveis para consulta pública no
site https://saberviver.ifro.edu.br/saofelipedoeste-nav, permitindo facilmente a busca de
informações mais detalhadas nos Produtos completos, há qualquer momento em que houver
necessidade.
Portanto, considerando o exposto, as informações e dados estão apresentados de forma
mais objetiva e sintética, reunindo e destacando todos os dados mais relevantes para o
entendimento e a execução do planejamento estabelecido no PMSB deste município.
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2 ESTRATÉGIA PARTICIPATIVA
2.1 Estruturação dos comitês municipais
Para uma efetiva participação da sociedade no processo de elaboração do Plano
Municipal de Saneamento Básico de São Felipe D’Oeste considerou-se os princípios da gestão
participativa e da paridade social nas instâncias dos Comitês Executivo e de Coordenação. Uma
vez que essas instâncias colegiadas visam a atender à necessidade de inserção das perspectivas
e aspirações da sociedade e à apreciação da realidade local em termos de saneamento.
O Comitê Executivo é a instância responsável pela orientação dos processos de
elaboração e execução do PMSB no município. A formação deste Comitê deve ser caracterizada
por uma composição multidisciplinar, que inclui membros técnicos dos órgãos e entidades
municipais, dos prestadores de serviço da área de saneamento básico e de áreas correlacionadas.
O Comitê de Coordenação é a instância consultiva e deliberativa, composto por
representantes da sociedade civil organizada e do poder público relacionados ao saneamento
básico, que incluem entidades profissionais, empresariais, movimentos sociais, representantes
dos Conselhos Municipais, da Câmara de Vereadores.
Os comitês executivo e de coordenação de Paraíso foram organizados e nomeados por
meio do decreto publicado, conforme pode ser verificado no Anexo I do presente relatório.
No início da construção do PMSB foi realizado um curso de capacitação para os
comitês executivo e de coordenação, no qual foram definidas as estratégias participativas para
cada passo da construção do PMSB. As metodologias foram oficinas colaborativas e
metodologias ativas de aprendizagem, por meio das quais os membros dos comitês
puderam se apropriar das temáticas e conteúdo técnico, ao mesmo tempo em que
construíram, dinâmica e coletivamente, as estratégias para repassar e atingir a população
municipal como um todo, visto que os comitês representam a população municipal, por
serem munícipes conhecedores da realidade local.
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Figura 1 - Capacitação dos comitês do PMSB de São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019).
2.2 Estruturação dos setores de mobilização
Para uma efetiva participação da sociedade no processo de elaboração do Plano
Municipal de Saneamento Básico de São Felipe D’Oeste, na primeira etapa foram organizados
eventos setoriais em diferentes regiões do município, organizadas pelos membros do comitê
executivo, com o apoio dos membros do comitê de coordenação.
Para alcançar todas as regiões do município, foram criados Setores de Mobilização. O
Quadro 1 traz a composição dos Setores de Mobilização nas áreas urbana e rural, com indicação
da população estimada e distância da sede.
Quadro 1 - Setores de mobilização da área urbana de São Felipe D’Oeste.
Setor Abrangência Distância da
Sede
População do
Setor
Sede Todos os bairros 0 km
2.423
Comunidade Jesus de Nazaré,
Linha FA 1 Linha 50, Linha Kapa Zero, Linha 45,
Linha FP 10, Linha 208 Sul
10 Km
Comunidade Nossa Senhora
Aparecida, Linha Kapa 4 5 km
Assentamento da
Linha 45 Linha Kapa 8, Linha FP 9, Linha FP 7,
Linha FP 6, Linha 45, Linha 41
7 km
1.853 Unidade Básica de Saúde 3, São
João 12 km
Distrito Novo Paraíso Linhas P17, 29, P16, 33, 37, Kapa 8,
Linha Projetada, P18 17 km 1.742
Total Populacional 6.018
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019).
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Figura 2 - Mapa dos Setores de mobilização do Município de São Felipe D’Oeste.
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Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019).
20
Figura 3 - Participação social nos eventos setoriais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019).
2.3 Estratégias de Mobilização, Comunicação e Participação Social e suas contribuições
para o processo de elaboração do PMSB
O processo de mobilização social tem por objetivo promover a participação da
comunidade nas reuniões setorizadas e audiências públicas da construção do PMSB. Assim, o
processo de mobilização que precedeu a realização dos primeiros eventos setoriais e audiência
pública no município, teve o intuito de convidar a população a se fazer presente na construção
dos cenários atuais e futuros a respeito do saneamento básico do município.
Logo, as estratégias contemplaram toda a extensão territorial, abrangendo as áreas
urbana e rural, de modo a alcançar a população como um todo, considerando as lideranças
comunitárias, os agentes sociais com representação nas instâncias colegiadas, os responsáveis
pela gestão dos serviços públicos de saneamento básico e os diferentes setores e agentes da
sociedade.
No sentido de mobilizar o maior número de pessoas, foram traçadas estratégias de
comunicação visual e midiática, bem como a comunicação nas emissoras de rádio local. As
estratégias de mobilização utilizadas foram: divulgações rápidas, com panfletagens e
faixas nos semáforos em horários de pico; divulgação das reuniões em carros volantes;
divulgação presencial nas escolas; divulgação em mídias digitais por interação digital (e-mails,
banners, vídeos, stories) e divulgação por meio de material gráfico impresso como: cartazes,
folders informativos, panfleto para divulgar as datas dos eventos setoriais, convites para reunião
e audiência pública e cartilhas educativas. Os cartazes foram formulados para levar informações
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sobre a data, hora e local das atividades que serão realizadas. Já os folders foram criados para
levar informações resumidas sobre saneamento básico e o PMSB, e os cartazes foram afixados
em locais de grande circulação de pessoas como: escolas, comércios, prefeitura, secretarias,
posto de saúde; enquanto que as cartilhas, que também estão disponíveis no site (https://saberviver.ifro.edu.br/saofelipedoeste-nav) apresentam informações mais detalhadas
sobre PMSB e sobre a realidade do saneamento básico no município de São Felipe D’Oeste.
No que concerne às mídias digitais, foram utilizadas as plataformas sociais: Instagram,
Facebook, WhatsApp e YouTube, a favor da divulgação e disseminação das ações do PMSB.
Uma vez traçadas as estratégias para mobilizar, buscou-se delinear as ferramentas que
garantissem efetiva participação social, considerando-se os diferentes contextos
presenciados.
Nesta perspectiva, durante as reuniões setorizadas para apresentação da proposta de
construção do PMSB nos municípios, foram realizadas atividades e dinâmicas para
compreender os anseios sociais e a situação atual do saneamento básico.
Uma das atividades que proporcionaram esse momento de troca e escuta dos anseios
das comunidades foi o método de Explosão de Ideias (brainstorm), a partir de questões
levantadas pelo condutor, a comunidade expos com ideias e sugestões, de forma objetiva e
espontânea, a realidade do saneamento básico do município. Também foi utilizado a
metodologia de mapa falado (Figura 4) e roda de conversas, como forma de registrar e
especializar os principais problemas de saneamento básico apontados pelos membros da
comunidade em relação a cada bairro/localidade.
Figura 4 - Mapas falados desenvolvidos durante as reuniões setorizadas
Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2019).
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Além das estratégias de interpretação da realidade a partir da visão dos cidadãos,
utilizadas nas reuniões e audiência pública, foram realizadas entrevistas com a população, com
emprego de amostragem por conglomerados. A pesquisa teve como objetivo verificar a
percepção social do saneamento básico, possibilitando uma interpretação mais plural da
situação do saneamento básico e os impactos nas condições de vida da população. Para tanto,
foram desenvolvidos dois questionários socioeconômicos: um para levantamento de dados
urbanos e outro para dados rurais e povos tradicionais.
Os questionários foram programados através do software Survey Solutions, um
aplicativo gratuito desenvolvido por Data Group of The World Bank, que possibilita o
levantamento de dados de forma fácil e segura por meio de tablets e smartphones com sistema
operacional Android, online
e off-line. A ferramenta permite a captura de fotos, áudio e
recolhimento de informações precisas sobre os locais (GPS), distâncias e áreas, sendo capaz de
guiar os entrevistadores às exatas localidades das entrevistas off-line usando imagens de satélite
de alta resolução com GPS interligado, recolhendo os dados de forma online
e off-line
Uma das seções dos questionários foi dedicada a coleta de dados de comunicação e
participação social, para compreender o perfil da comunidade quanto a participação e gestão
democrática, bem como averiguar os instrumentos que utilizam para acessar as informações.
O processo de mobilização, comunicação e participação social compõem o grande cerne
do processo de construção do PMSB, considerando que é a participação da população que
qualifica o PMSB de acordo com realidade do município. Logo, é uma forma de legitimação
das mesmas políticas, uma vez que as propostas nascem, em grande parte, das proposições do
público-alvo do saneamento básico, em geral representado por suas lideranças diretas ou
indiretas.
Dessa forma, a participação da sociedade nos eventos setoriais oportunizou a realização
de uma leitura da realidade no que se refere ao saneamento básico, a partir da vivência e espaço
onde cada sujeito se situa, desafiando os munícipes para a construção de mudanças que resultem
no planejamento de ações que atendam às reais necessidades e superem os problemas
prioritários dos seus setores.
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3. CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL DO MUNICÍPIO
3.1 Caracterização da área de planejamento
São Felipe D’Oeste se encontra na Mesorregião do Leste Rondoniense e na
Microrregião de Vilhena. A área da unidade territorial é de 541,7 km², o que equivale a 54.170
hectares, estando em segunda colocação entre os menores Municípios do Estado em extensão
territorial. Está a 264 metros de altitude, nas seguintes coordenadas geográficas: 11° 54' 5''Sul
(Latitude) 61° 30' 9'' Oeste (Longitude) (CNM, 2016). São Felipe D’Oeste faz divisa com os
Municípios de Primavera de Rondônia, Santa Luzia d'Oeste, Pimenta Bueno, Parecis e Rolim
de Moura (Figura 5).
Figura 5 - Delimitação territorial do Município de São Felipe D’Oeste, RO.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
São Felipe D’Oeste está localizado a 531,8 km da capital de Rondônia (Porto Velho).
As principais vias de acesso são a RO-491, RO-492, RO-010/RO-383, RO-479 e a BR-364.
A Sede Municipal de São Felipe D’Oeste possui apenas dois bairros, denominados
Centro e Nova Esperança. A população na área urbana no Município é de 2.082 habitantes,
segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA, 2020). A Figura 6 demonstra a
estrutura da Sede do Município de acordo com o ordenamento da SEMUSA.
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Figura 6 - Mapa da Sede Municipal.
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de São Felipe D'Oeste, 2019.
Atualmente, o Município de São Felipe D’Oeste possui apenas um Distrito, sendo Novo
Paraíso. Este é considerado urbano, pois possui iluminação pública, asfaltamento, escola, posto
de saúde, igrejas e estabelecimentos comerciais, e o fornecimento de água é realizado pela
Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia (CAERD). O Distrito (área urbana) tem
uma população estimada de 529 habitantes, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (2020).
A Figura 7 indica a localização do Distrito de Novo Paraíso e da Sede Municipal.
Figura 7 - Localização da Sede Municipal de São Felipe D'Oeste e do Distrito de Novo Paraíso.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
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3.1.1 Perfil demográfico do município
Segundo a divulgação do último censo vigente (IBGE, 2010), a população de São Felipe
D’Oeste é de 6.018 habitantes, dos quais 1.444 habitam na região urbana e 4.574 são habitantes
das áreas rurais. A estimativa populacional para 2020 era de 5.139 habitantes. O Gráfico 1
apresenta a evolução populacional do município no período de 1991 a 2019, segundo o IBGE.
A Tabela 1 apresenta a população residente discretizados em sexo e zona (rural e urbana).
Gráfico 1 - Evolução da população recenseada do município de São Felipe D’Oeste/RO 1991-2019
Fonte: IBGE, 2010; Projeto Saber Viver 2019, IFRO/FUNASA TED 08/2017.
Tabela 1- População residente em São Felipe D’Oeste/RO
População 1991 2000 2010 2019
População total 6.947 7.056 6.018 5.139
População Masculina 3.733 3.752 3.086 2.659
População Feminina 3.214 3.304 2.932 2.480
População Urbana - 1.031 1.444 2.082
População Rural 6.947 6.025 4.574 3.057
Fonte: IBGE, 2010; Projeto Saber Viver 2019, IFRO/FUNASA TED 08/2017.
Outros componentes da dinâmica demográfica, como longevidade, mortalidade e
fecundidade, auxiliam na tomada de decisão. De acordo com o PNUD (2013), a mortalidade de
crianças com menos de um ano de idade no Município passou de 29,2 óbitos por mil nascidos
vivos, em 2000, para 21,4 óbitos por mil nascidos vivos, em 2010. Em 1991, a taxa era de 43,0.
Já a esperança de vida ao nascer cresceu 5,2 anos na última década, passando de 66,6 anos, em
2000, para 71,8 anos, em 2010 (Tabela 2). 0
1.031
1.444
2.082
6.947
6.025
4.574
3.057
7.056
6.018
5.139
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
8000
1991 2000 2010 2019
População Urbana População Rural População Total
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Tabela 2 - Longevidade, mortalidade e fecundidade no Município (1991
–2010).
INDICADORES DE SAÚDE 1991 2000 2010
Esperança de vida ao nascer 62,7 66,6 71,8
Mortalidade infantil 43,0 29,2 21,0
Mortalidade até 5 anos de idade 54,8 34,9 22,5
Taxa de fecundidade total 4,3 2,8 1,9
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil PNUD, 2013.
3.2 Caracterização socioeconômica do município
3.2.1 Estrutura territorial do município
Quanto à estrutura territorial do Município (IBGE, 2017), em São Felipe D’Oeste, o
percentual da população que vive em zonas consideradas urbanas é 23,99% (grau de
urbanização 24%), enquanto 76,1% é o percentual da população que vive em zonas
consideradas rurais.
O Censo Agropecuário (IBGE, 2017) indica que aproximadamente 76% da área total do
Município é utilizada para fins agropecuários. Há cerca de 797 estabelecimentos agropecuários
com 41.452 hectares ao todo. Destes, 38.115 hectares são de coproprietários de terras tituladas
coletivamente e 125 hectares comandatário (inclusive com termo de autorização de uso
sustentável - taus). Da área total, apenas 110 hectares são de produtores arrendatários. As terras
são utilizadas majoritariamente para lavouras (permanentes ou temporárias) e pastagens
(pecuária). Em torno de 55% dos estabelecimentos utilizam/utilizaram agrotóxicos e 20%
realizam algum tipo de irrigação.
Na área rural de São Felipe D’Oeste, há domicílios ao longo de todas as linhas vicinais,
além do Distrito. O Município assegura acesso a alguns serviços públicos de Saneamento
Básico no Distrito de Novo Paraíso, como abastecimento de água e coleta de resíduos sólidos.
O Distrito de Novo Paraíso possui características urbanas, com a existência de algumas
infraestruturas como escola, posto de saúde, comércios, asfaltamento e iluminação pública. Para
as regiões além do Distrito, não há serviços públicos de Saneamento (há fomento apenas de
transporte escolar, serviços de saúde e manutenção de vias).
No Município de São Felipe D’Oeste, segundo a Prefeitura Municipal, não existem
projetos de assentamento. Referente às áreas dispersas, na área rural destaca-se o aglomerado
da Linha 45, Comunidade São João Batista, povoada por 13 famílias.
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O Município dispõe de Plano Diretor, sancionada através da Lei Municipal nº 684/2017
de 14 de dezembro de 2017. Outros instrumentos legais municipais baseiam-se nas diretrizes
para a política agrícola inseridas na Lei Orgânica (São Felipe D’Oeste, 1997), e nas Leis
Municipais n. 003/1997 e n. 618/2015, que instituem o Conselho Municipal de
Desenvolvimento Rural Sustentável.
Na Sede Municipal, de acordo com a Prefeitura Municipal de São Felipe D’Oeste,
quanto à situação fundiária, ao chegar na cidade, todos os imóveis do lado direito da Avenida
Tancredo Neves já foram escriturados/titulados em favor dos proprietários. No entanto, àqueles
imóveis do lado esquerdo dessa mesma avenida, aproximadamente 500 lotes a área está em
nome do Município com registro geral e georreferenciamento individualizado de cada imóvel;
entretanto, ainda é aguardado a finalização da Superintendência Estadual de Patrimônio e
Regularização Fundiária
– SEPAT, em Porto Velho, bem como pedido de titulação de cada
imóvel em favor dos moradores.
No Distrito de Novo Paraíso, os imóveis estão em nome da União, tem um Processo
Administrativo desde 2011 em trâmite junto ao INCRA e necessita efetuar o
georreferenciamento do Distrito para continuidade do processo. A Tabela 3 compreende o
loteamento da área urbana no Município de São Felipe D’Oeste, indicando que a maior parte
da área da Sede Municipal é destinada a lotes e institucional.
Tabela 3
– Definição da área urbana de São Felipe d’Oeste
ÁREA
TOTAL /
Km2
ÁREA
LOTES /
Km2
ARRUAMENTOS
/ Km
INSTITUCIONAL
/ m
2
EQUIPAMENTOS
PÚBLICOS / m
2
OUTROS
/ m
2
SEDE 728.377,00 424.492,62 127.773,41 124.721,14 11.352,24 40.037,59
NOVO
PARAÍSO 508.221,75 257.709,17 109.465,06 139.151,90 1.895,62
0
TOTAL 1.236.598,75 682.201,79 237.238,47 263.873,04 13.247,86 40.037,59
Fonte: Setor de Tributação de São Felipe d’Oeste (2022).
O zoneamento das macrozonas rurais e urbanas são estabelecidas pelo Plano Diretor do
Município, definida pela Lei Municipal n. 684, de 14 de dezembro de 2017, em seu art. 52
divide o território municipal em 09 (nove) macrozonas, sendo 01 (uma) macrozona urbana e 08
(oito) macrozonas rurais. A referida Lei define como essa macrozona rural será objeto de
aplicação de infraestrutura e serviços públicos onde couber, principalmente nas vicinais que
interligam esta zona à Sede do Município e outras localidades consideradas urbanas. As
macrozonas têm seus territórios definidos pelos setores censitários do IBGE e passam a ser
unidades de planejamento para o desenvolvimento Rural.
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3.3 Aspectos ambientais de Recursos Hídricos
No âmbito municipal, atualmente São Felipe D’Oeste não possui Fundo Municipal de
Recursos Hídricos, Política Municipal de Recursos Hídricos ou Planos Municipais
equivalentes. Conforme os dados da ANA (2020), o Município também não compõe junto aos
Comitês de Bacia Hidrográfica Estaduais. Não há um Órgão Municipal específico responsável
pela área, e no momento não há quaisquer programas/projetos voltados aos recursos hídricos.
De acordo com os dados do Plano Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Rondônia
(PERH, 2018), na região de São Felipe D’Oeste a disponibilidade hídrica superficial está na
faixa de 5 - 20 m³/s. As vazões retiradas para uso de abastecimento animal são majoritárias,
seguida do abastecimento humano urbano, irrigação, indústria e abastecimento humano rural
aparecem em menores proporções. No Município de São Felipe D’Oeste não existe
monitoramento da qualidade das águas.
A captação de água é realizada no Rio Araras e de acordo com as projeções de consumo
realizadas pela CAERD, a demanda máxima diária de abastecimento na sede para o ano de
2019 é de 2,39 L/s. Como a vazão do rio é de Q95 = 234,20 L/s (ANA, 2016) ele atende à
demanda atual da sede municipal. No Distrito de Novo Paraíso a demanda diária de água é de
0,89 L/s. Como a vazão do rio é de Q95 = 234,20 L/s (ANA, 2016) ele atende à demanda atual
do Distrito.
No Rio Araras não existe a proteção vegetal do entorno conforme as legislações
vigentes. Por ser um rio margeado por pastagem, contatou-se que o rio recebe interferência de
atividades agropecuárias, as quais faz deste um corpo hídrico com possibilidade de sofrer
alterações na qualidade de suas águas, advindas dessas atividades. Além disso, a água bruta do
manancial é prejudica ao receber a montante da captação o lançamento de águas de drenagem
da sede.
Em São Felipe D’Oeste existem locais como assentamentos e setores chacareiros que
possuem os mananciais subterrâneos como garantia de atendimento da demanda. O município,
encontra-se localizado sobre dois sistemas de aquíferos, os Sistema de Aquífero Fraturado
(Fraturado Norte) e o Sistema de Aquífero Parecis.
O aquífero fraturado norte cobre 90% do território de São Felipe D’Oeste com reserva
potencial explorável de 1,683 L/s/km². Já o Aquífero Parecis cobre 10% do território municipal
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e possui potencial explorável de 1.112 m³/s/km (Figura 93). De acordo com a Agência Nacional
29
de Água (2019) a estimativa da vazão de retirada de água para todo o município, incluindo a
área rural e urbana para o ano de 2030 será de 0,10 m³/s.
4 DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO DO SANEAMENTO BÁSICO
MUNICIPAL
4.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
O abastecimento de água no Município de São Felipe D’ Oeste ocorre de três formas
distintas: • Sistema de Abastecimento de Água (SAA) operacionalizado pela CAERD,
abastecendo o perímetro urbano da Sede Municipal. • Solução Alternativa Coletiva (SAC) operacionalizado pela CAERD,
abastecendo o Distrito Novo Paraíso. • Soluções Alternativas Individuais (SAI), praticado principalmente por
moradores da zona rural e áreas não cobertas ou a qual não há adesão ao SAA.
4.1.1 Sistema de Abastecimento de Água na sede
A prestação dos serviços do Sistema de Abastecimento de Água
– SAA na sede
municipal de São Felipe D’Oeste é realizada por meio de administração indireta pela
Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia
– CAERD, criada pelo Decreto-Lei nº
490, de 04 de março de 1969.
O escritório da CAERD na sede do município está localizado na Rua Castelo Branco, s/n. Nesse
endereço a população da sede municipal, realiza todas as solicitações referentes aos serviços de
abastecimento de água, como ligações de água, reclamações, denúncias, segunda via da conta
de água, entre outros serviços. No que segue (Figura 8).
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Figura 8 - Localização das infraestruturas do Sistema de Abastecimento de Água na sede do Município de São Felipe D’Oeste
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Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2020.
31
A estrutura do SAA é composta por uma captação com bombeamento no Rio Araras,
adução de água bruta para a estação de tratamento de água (ETA), reservatório apoiado, estação
elevatória de água tratada, reservatório elevado e distribuição para os usuários. O controle da
qualidade de água é realizado em um local na área onde se encontra a ETA. A (Figura 9)
apresenta o esquema de como ocorre o fornecimento de água tratada para a população da sede
do Município de São Felipe D’Oeste.
Figura 9 - Esquema ilustrando como ocorre o fornecimento de água pela prestadora de serviços
Fonte: Adaptado da ANA (2019)
O sistema possui 14,89 km de extensão de rede de distribuição de água instalados, tendo
um total de 730 ligações. Do total de ligações, 457 ligações estão ativas, 396 são hidrometradas,
representando um índice de hidrometração de 86,65% das ligações existentes (CAERD, 2019).
Do total de 2.082 habitantes da área urbana o sistema atende 1.996 pessoas com
abastecimento de água urbano, representando 95,87% da população urbana. Dessa forma,
apenas 4,13% dos habitantes urbanos (86 habitantes) utilizam soluções alternativas individuais
como fonte de água.
O município de São Felipe D’Oeste possui consumo médio per capta de 86,11 L/hab.dia.
Em relação aos volumes de água no ano de 2019, a prestadora disponibilizou o volume médio
anual de água produzida de 132.110 m³, por sua vez o volume consumido foi de 62.736 m³ e o
volume faturado foi de 70.277 m³ no ano de 2019, o que implica em um índice de perdas no
faturamento de 46,80% e na distribuição de 52,51% (CAERD, 2019).
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4.1.1.1 Captação superficial
O Sistema de Abastecimento de Água da Sede de São Felipe D’Oeste possui a captação
de água bruta no Rio Araras, localizado nas coordenadas geográficas de latitude 11°54’15.30’’S
e longitude 61°31’2.00’’O (Figura 10). A captação é direta do tipo superficial, por meio de um
conjunto motor bomba e mangote flexível suspenso por flutuadores e um conjunto reserva.
O rio possui vazão média de 234,2 L/s conforme estudo realizado pela Agência Nacional
das Águas no Atlas de Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas em 2016.
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Figura 10
– Localização do ponto de captação do SAA da sede de São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA (2019).
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4.1.1.2 Estação elevatória de Água Bruta
Para aduzir a água bruta até a estação de tratamento de água, são utilizados 2 conjuntos
motobombas, sendo um reserva. Cada conjunto motobomba (CMB) é do ano de 2016, composto
por bomba modelo Thebe e motor Weg (Quadro 2).
Quadro 2 - Detalhamento dos conjuntos motobomba
Denominação Tipo de CMB Q (m³/h)
Motor
Potência (CV) Rendimento %
CMB em operação Horizontal 40 15 90,5
CMB reserva Horizontal 40 15 90,5
Fonte: CAERD (2019).
4.1.1.3 Adutora de Água Bruta
A Adução de Água Bruta (AAB) da sede de São Felipe D’Oeste inicia-se no recalque
da bomba de captação, por meio de uma adutora de água bruta (AAB) de 1.300 metros em PVC,
com diâmetro de 110 mm até a Estação de Tratamento de Água, onde a água passa pelos
processos de tratamento (Figura 11).
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Figura 11 - Croqui de adução da água bruta do SAA da sede de São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
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4.1.1.4 Estação de Tratamento de Água (ETA)
A Estação de Tratamento de Água (ETA) está situada na Rua Castelo Branco, s/n. A
ETA é do tipo compacta aberta convencional, fabricada em janeiro de 2015, com material de
fibra de vidro, possui operação diária de 12 horas, com vazão máxima de tratamento de 13 L/s.
Além disso, para o tratamento a ETA é constituída de medidor Parshall, 3 floculadores
hidráulicos com câmara de floculação, 1 decantador hidráulico com câmara de decantação tipo
laminar, com módulos de decantação formado por placas planas paralelas e 4 filtros de dupla
camada autolaváveis do tipo descendente. Antes de ir para o reservatório, a água recebe a
cloração.
O Quadro 3 demonstra as etapas que constituem o tratamento da água do SAA da sede
municipal de São Felipe D’Oeste.
Quadro 3
– Etapas da estação de tratamento de água
Etapas Detalhamentos dos processos
Coagulação
Adição de sulfato de alumínio por meio de uma torneira, seguido de uma forte
agitação que ocorre após a passagem de água no medidor Parshal, agitando a
água com a substância promovendo o atrito das partículas.
Floculação
Uso de floculadores, onde aproveita-se a energia hidráulica disponível
dissipando na câmara de floculação. A água efetua um movimento sinuoso
facilitando a formação de flocos.
Decantação Processo de deposição das partículas mais pesadas no fundo de um tanque.
Filtração
Eliminação das partículas menores, com redução do número de bactérias, por
meio de quatro filtros descendentes, compostos por camadas de areia e carvão
ativado.
Desinfecção Utilização de cloro com o intuito de eliminar as bactérias presentes na água.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019
O sistema de abastecimento de água possui uma Casa com uma sala de Química e outra
de laboratório, onde são realizadas as preparações do coagulante sulfato de alumínio, bem como
a dosagem de cloro que é utilizado no processo de desinfecção. São utilizados em média 245
Kg/mês de sulfato e 15 Kg/mês de cloro.
A sala de química é construída em alvenaria, e possui uma área de 20m² (4m x 5m),
sendo que as estruturas estão corroídas, devido a utilização do sulfato. A infraestrutura externa
da casa está em boas condições de uso (Figura 12).
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Figura 12
– Casa de Química e laboratório
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
O preparo das substâncias químicas ocorre em reservatórios de polietileno de 1m³, com
misturadoras acopladas a motores da marca Weg para agitação mecânica do fluido, com
potência de 0,75 cv. A Figura 13 apresenta os preparos das substâncias.
Figura 13 - Tanques misturadores de sulfato de alumínio
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
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4.1.1.5 Estação Elevatória de Água Tratada
O Sistema de Abastecimento de Água da sede do Município de São Felipe D’Oeste
possui uma Estação Elevatória de Água Tratada (EEAT) com um conjunto motobomba (CMB)
em boas condições de uso, localizado nas dependências onde se encontra a ETA. A Figura 14
demonstra a localização da EEAT do SAA de São Felipe D’Oeste.
A Estação Elevatória de Água Tratada é responsável por fazer a sucção do Reservatório
Semienterrado até o Reservatório Elevado (REL) de água tratada. A bomba do CMB é da marca
KSB meganorm e o motor é da marca Weg, de eixo horizontal e apresentam as seguintes
características (Quadro 4). O barrilete de recalque do conjunto motobomba é de ferro fundido,
possuindo registros e curvas de 90º, e que o conjunto motobomba é conservado
Quadro 4 - Especificações do conjunto motobomba da estação elevatória de água tratada
Denominação Tipo de
CMB
Hman
(mca)
Q
(m³/h)
Motor
Potência (cv) Rend. % Rotação rpm
CMB EEAT Horizontal 15 40 7,5 90 3.190
Fonte: CAERD (2019)
O quadro abaixo apresenta os elementos que compõe a EEAT.
Quadro 5 - Peças e conexões do barrilete da EEAT
Denominação Peças e conexões dos barriletes Material Diâmetro (DN)
CMB EEAT
1 Tubo de entrada Ferro Fundido 80 mm
1 Flange com redução de 80 mm x
80 mm para a entrada da bomba Ferro Fundido 80 mm x 80 mm
1 Curva de 90° com flange Ferro Fundido 80 mm
1 Extremidade com flange Ferro Fundido 80 mm
1 Registro de gaveta Ferro Fundido 80 mm
1 Te com flanges Ferro Fundido 80 mm
1 Válvula de retenção Ferro Fundido 80 mm
1 Registro de gaveta de saída Ferro Fundido 200 mm
Saída para Rede
Extremidade com flange + curva de
90º com flange + Tubo saída para
rede de distribuição
Ferro Fundido 100 mm
Manômetro analógico
– Medição de
pressão: Range de pressão 0
– 80
mca
- -
Fonte: CAERD (2020)
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Figura 14 - Localização da EEAT da ETA da sede de São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
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4.1.1.6 Adutora de água tratada
A água recalcada pela EEAT é transportada para o reservatório elevado de água tratada
por uma Adutora de Água Tratada (AAT), a AAT do sistema de abastecimento de água de São
Felipe D’Oeste tem coordenadas iniciais de: 11°54’41.39’’S; 61°30’52.79’’ O e finais de:
11°54’41.13’’S; 61°30’47.32’’ O. A Figura 15 demonstra a localização da ATT do SAA da
sede de São Felipe D’Oeste.
O Quadro abaixo demonstra as características da adutora de água tratada do SAA da
sede municipal.
Quadro 6 - Características da AAT do SAA da sede de São Felipe D’Oeste
Adutora Material DN (mm) Comprimento
(m)
Cota inicial
(m)
Cota Final
(m)
Desnível
(m)
AAT PVC 100 200 274 276 2
Fonte: CAERD (2019)
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Figura 15 - Localização da AAT do SAA de São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
.
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4.1.1.7 Reservação do SSA
Após a água ser tratada, ela é direcionada por gravidade para dois reservatórios
circulares semienterrados, que possuem diâmetro de 30m e profundidade de 3m cada,
construídos em material de concreto com capacidade de armazenamento 200m³ cada,
localizados dentro das dependências da ETA.
Após a água ser reservada, a estação elevatória de água tratada direciona a água para um
reservatório retangular elevado, construído no ano de 1997 em concreto com capacidade de 50
m³. O reservatório está localizado nas coordenadas geográficas 11°54'41.1"S 61°30'47.4"O
(Figura 16). O Quadro 7 apresenta as características destes reservatórios.
Quadro 7
– Características dos reservatórios da ETA de São Felipe D’Oeste
Reservatório Tipo Material Volume (m³)
Reservatório circular 1 Semienterrado Concreto 200
Reservatório circular 2 Semienterrado Concreto 200
Reservatório retangular 3 Elevado Concreto 50
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
Figura 16 - Reservatório Elevado de Água Tratada
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
A Figura 17 demonstra a localização dos reservatórios semienterrados do SAA da sede
de São Felipe D’Oeste.
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Figura 17 - Localização dos reservatórios semienterrados e do reservatório elevado do SAA da sede de São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
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4.1.1.8 Rede de Distribuição
A rede de distribuição do SAA de São Felipe D’Oeste, é do tipo mista, com extensão de
11,34 km de rede instalada, cobrindo 78,70% do perímetro urbano da cidade. A distribuição de
água na sede do município ocorre por gravidade.
A rede de distribuição conta com tubulações 100% de material PVC com diâmetros que
variam entre 50 e 140 mm. A Tabela 4 apresenta as características da rede de distribuição do
sistema de abastecimento de água.
Tabela 4 - Caracterização da rede de distribuição do SAA da sede de São Felipe D’oeste
Tubulação (mm) Extensão (m)
PVC DN 50 4.741
PVC DN 60 5.078
PVC DN 75 887
PVC DN 100 434
PVC DN 140 200
Total 11.340
Fonte: CAERD (2019)
Ao analisar os dados disponibilizados pela prestadora para o ano de 2019, percebe-se
que o SAA da sede do municipal possuiu 457 ligações ativas de água, de um total de 730
ligações. Das ligações ativas, 396 ligações estavam hidrometradas, o que representa um índice
de hidrometração de 86,65%.
A Tabela 5 apresenta o número de ligações totais, ativas por categoria conforme o
relatório de análise de consumo de água do ano de 2019. Observa-se que das ligações ativas de
água na sede de São Felipe D’Oeste, 90,80% é representada pelas ligações residenciais
(CAERD, 2019).
Tabela 5 - Ligações e consumo por categoria na sede
Categoria Nº ligações
totais
Nº ligações
ativas
Nº ligações
factíveis
Nº ligações
inativas
Consumo
anual (m³/ano)
Residencial 614 415 16 183 55.173
Comercial 58 24 4 30 4.510
Industrial 39 0 35 4 0
Pública 19 18 0 1 3.053
Total 730 457 55 218 62.736
Fonte: CAERD (2019)
A rede de distribuição do SAA da sede de São Felipe D’Oeste pode ser visualizada na
Figura 18.
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45
Figura 18 - Croqui da rede de Distribuição de água do SAA da sede de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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46
4.1.2 Solução Alternativa Coletiva (SAC) do Distrito Novo Paraíso
No Distrito Novo Paraíso assim como na sede do município de São Felipe D’Oeste, o
Sistema de Abastecimento de Água (SAA) é operacionalizado pela CAERD.
A água fornecida à população de Novo Paraíso é captada em dois poços tubulares por
meio de uma bomba submersa e em uma nascente, por meio de uma bomba fixada em base de
concreto. A água bruta bombeada, passa por dois dosadores de cloro e posteriormente é
encaminhada para o armazenamento em um Reservatório Elevado (REL), em seguida ocorre a
distribuição por gravidade. A Figura 19 apresenta o esquema gráfico do sistema de
abastecimento de água de Novo Paraíso.
Figura 19 - Esquema gráfico do sistema de abastecimento de água do Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
De acordo com dados fornecidos pela prestadora de serviços, o sistema possui 6 km de
extensão de rede de distribuição de água instalados, tendo um total de 313 ligações. Do total de
ligações, 211 ligações estão ativas e 165 são hidrometradas, representando um índice de
hidrometração de 78,20% das ligações existentes em 2019 (CAERD, 2019). O consumo médio
per capta é de 113,67 L/hab.dia. Em 2019 volume consumido foi de 23.609m³ e o volume
faturado foi de 28.075m³.
A Figura 20 demonstra a localização das infraestruturas de abastecimento de água
existentes em Novo Paraíso.
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Figura 20 - Localização das infraestruturas de abastecimento de água do Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
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4.1.3 Soluções individuais de abastecimento nas demais localidades da zona rural
No município de São Felipe D’Oeste nos locais onde não há atendimento pelos sistemas
de abastecimento de água coletivos, a população utiliza soluções alternativas individuais como
fonte de abastecimento de água.
A área rural do município de São Felipe D’Oeste possui cerca de 1.539 domicílios e
cerca de 100% dos domicílios utilizam soluções alternativas individuais como fonte de
abastecimento de água. O Quadro 8 demonstra os tipos de abastecimentos existentes na área
rural do município de acordo com dados disponibilizados pela secretaria de saúde do município
(2019).
Quadro 8 - Tipos de abastecimento de água na área rural de São Felipe D’Oeste
Tipo de abastecimento de água por domicilio Área Rural
Rede pública 0
Poço amazonas
802
Poço tubulares 384
Mina/Nascente no domicílio 277
Outro 76
Não informado 0
Total 1.539
Fonte: Secretaria de Saúde (2019)
Conforme exposto no quadro, cerca de 52,11% dos domicílios utilizam poços do tipo
amazonas, 24,95% poços tubulares, 18% utilizam mina/nascente e 4,9% fazem uso de outro
tipo de solução individual como fonte de abastecimento de água.
Durante o levantamento de dados realizado pelo Projeto Saber Viver (2019) na área
rural do município de São Felipe D’Oeste, quando perguntado para os moradores acerca do
abastecimento de água nas residências (quem/o que fornece a água que chega na residência),
8% responderam que a água provém da rede pública (CAERD), 6% disseram que a água provém
de fonte/nascente, 61% utilizam poço artesiano/semi-artesiano/poço tubular, 11% utilizam poço
amazonas/cacimba, em 8% dos domicílios a água advém de cisterna/chuva, e 4% utilizam duas
formas de abastecimento (poço e mina/nascente). Dos domicílios visitados, 15% realizam
irrigação de alguma área na propriedade (os tipos de irrigação mencionados foram:
gotejamento, aspersão e canalização) (Gráfico 2).
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Gráfico 2 - Abastecimento de água na área rural do Município de São Felipe D’Oeste/RO
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
4.1.4 Caracterização da prestação dos serviços segundo indicadores (Indicadores
Operacionais, econômico-financeiros, administrativos e de qualidade)
Com o intuito de verificar os fatores que interferem na avaliação da eficiência do
Sistema de Abastecimento de Água de São Felipe D’Oeste, utilizou-se os indicadores
estabelecidos pelo Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), com as
informações disponibilizadas pelo setor responsável da Companhia de Águas e Esgotos do
Estado de Rondônia (CAERD) que realiza o preenchimento do SNIS. Na sequência são
apresentados os indicadores a serem utilizados referentes ao sistema de abastecimento de água
da sede de São Felipe D’Oeste referentes ao ano de 2019, pois no SNIS não consta os dados
relacionados ao Distrito Novo Paraíso.
4.1.4.1 Indicadores Operacionais
Equação 1 - Densidade de economias de água por ligação
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟑
∗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟐
∗
AG002: Quantidade de ligações ativas de água
AG003: Quantidade de economias ativas de água
1,02 econ./lig.
8%
11%
61%
6%
8%
Rede Pública Poço Amazonas/Cacimba Poço Tubular Fonte e Nascente Cisterna/Chuva
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50
Equação 2 - Índice de hidrometração
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟒
∗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟐
∗
× 𝟏𝟎𝟎
AG002: Quantidade de ligações ativas de água
AG004: Quantidade de ligações ativas de água micromedidas 83,99%
Equação 3 - Índice de micromedição relativo ao volume disponibilizado
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟖
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟗 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
× 𝟏𝟎𝟎
AG006: Volume de água produzido
AG008: Volume de água micromedido
AG018: Volume de água tratada
importado
AG019: Volume de água tratada
exportado
AG024: Volume de serviço
52,34%
Equação 4 - Índice de macromedição
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟐
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟗
AG006: Volume de água produzido
AG012: Volume de água macromedido
AG018: Volume de água tratada importado
AG019: Volume de água tratada exportado
0%
Equação 5 - Índice de perdas no faturamento
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟏 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
AG006: Volume de água produzido
AG011: Volume de água faturado
AG018: Volume de água tratada importado
AG024: Volume de serviço
25,55%
Equação 6 - Consumo micromedido por economia
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟖
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟒
∗
×
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟏𝟐
AG008: Volume de água micromedido
AG014: Quantidade de economias ativas de água
micromedidas
15,14 m
3
/mês/econ.
Equação 7 - Consumo de água faturado por economia
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟏 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟑
∗
×
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟏𝟐
AG003: Quantidade de economias ativas de água
AG011: Volume de água faturado
AG019: Volume de água tratada exportado
18,03 m
3
/mês/econ.
Equação 8 - Extensão da rede de água por ligação
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟓
∗
𝐀𝐆𝟎𝟐𝟏
∗
× 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
AG005: Extensão da rede de água
AG021: Quantidade de ligações totais de água 21,47 m/lig.
Equação 9 - Consumo médio per capita de água
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟎 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟏
∗
×
𝟏. 𝟎𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎
𝟑𝟔𝟓
AG001: População total atendida com abastecimento
de água
AG010: Volume de água consumido
140,44
l/hab.dia
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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51
AG019: Volume de água tratada exportado
Equação 10 - Índice de atendimento urbano de água
𝐀𝐆𝟎𝟐𝟔
𝐆𝐄𝟎𝟔𝐚
× 𝟏𝟎𝟎
AG026: População urbana atendida com abastecimento de água
GE06a: População urbana residente do(s) município(s) com
abastecimento de água POP_URB: População urbana do município do
ano de referência (Fonte: IBGE)
100%
Equação 11 - Volume de água disponibilizado por economia
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟑
∗
×
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟏𝟐
AG003: Quantidade de economias ativas de
água
AG006: Volume de água produzido
AG018: Volume de água tratada importado
AG019: Volume de água tratada exportado
24,22
m
3
/mês/econ.
Equação 12 - Índice de faturamento de água
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟏
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
× 𝟏𝟎𝟎
AG006: Volume de água produzido
AG011: Volume de água faturado
AG018: Volume de água tratada importado
AG024: Volume de serviço
74,45%
Equação 13 - Participação das economias residenciais de água no total das economias de água
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟑
∗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟑
∗
× 𝟏𝟎𝟎
AG003: Quantidade de economias ativas de água
AG013: Quantidade de economias residenciais ativas de água 90,21%
Equação 14 - Índice de micromedição relativo ao consumo
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟖
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟎 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟗
× 𝟏𝟎𝟎
AG008: Volume de água micromedido
AG010: Volume de água consumido
AG019: Volume de água tratada exportado
80,08%
Equação 15 - Índice de perdas na distribuição
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟎 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
× 𝟏𝟎𝟎
AG006: Volume de água produzido
AG010: Volume de água consumido
AG018: Volume de água tratada
importado
AG024: Volume de serviço
34,64 %
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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52
Equação 16 - Índice de perdas lineares
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟎 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟓
∗
×
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟑𝟔𝟓
AG005: Extensão da rede de água
AG006: Volume de água produzido
AG010: Volume de água consumido
AG018: Volume de água tratada
importado
AG024: Volume de serviço
8,42
m
3
/dia/km
Equação 17 - Índice de perdas por ligação
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟎 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟐
∗
×
𝟏. 𝟎𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎
𝟑𝟔𝟓
AG002: Quantidade de
ligações ativas de água
AG006: Volume de água
produzido
AG010: Volume de água
consumido AG018: Volume
de água tratada importado
AG024: Volume de serviço
282,68
L/dia/ligação
Equação 18 - Índice de consumo de água
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟎
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖 − 𝐀𝐆𝟎𝟐𝟒
× 𝟏𝟎𝟎
AG006: Volume de água produzido
AG010: Volume de água consumido
AG018: Volume de água tratada importado
AG024: Volume de serviço
65,36%
Equação 19 - Consumo médio de água por economia
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟎 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟑
∗
×
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟏𝟐
AG003: Quantidade de economias ativas de água
AG010: Volume de água consumido
AG019: Volume de água tratada exportado
15,83
m
3
/mês/econ.
Equação 20 - Índice de atendimento total de água
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟏
𝐆𝐄𝟏𝟐𝐚
× 𝟏𝟎𝟎
AG001: População total atendida com abastecimento de água
GE12A: População total residente do(s) município(s) com
abastecimento de água, segundo o IBGE POP_TOT: População total
do município do ano de referência (Fonte: IBGE)
23,99%
Equação 21 - Índice de fluoretação de água
𝐀𝐆𝟎𝟐𝟕
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖
× 𝟏𝟎𝟎
AG006: Volume de água produzido
AG018: Volume de água tratada importado
AG027: Volume de água fluoretada
0
Equação 22 - Índice de consumo de energia elétrica em sistema de abastecimento de água
𝐀𝐆𝟎𝟐𝟖
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟔 + 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟖
AG006: Volume de água produzido
AG018: Volume de água tratada importado
AG028: Consumo total de energia elétrica nos sistemas de água
0,66 kWh/m3
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4.1.4.2 Indicadores Econômico-Financeiros e Administrativos
Equação 23
– IN002 Índice de produtividade: economias ativas por pessoal próprio
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟑
∗ + 𝐄𝐒𝟎𝟎𝟑
∗
𝐅𝐍𝟎𝟐𝟔
∗
AG003: Quantidade de economias ativas de
água
ES003:Quantidadedeeconomiasativasdeesgotos
FN026:Quantidadetotaldeempregadospróprios
101,00
econ./empreg.
Equação 24
– IN003 Despesa total com os serviços por m
3
faturado
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟕
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟏 + 𝐄𝐒𝟎𝟎𝟕
×
𝟏
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
AG011: Volume de água faturado
ES007: Volume de esgotos faturado
FN017: Despesas totais com os serviços (DTS)
6,95 R$/m³
Equação 25
– IN004 Tarifa média praticada
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟏
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟏 + 𝐄𝐒𝟎𝟎𝟕
×
𝟏
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
AG011: Volume de água faturado
ES007: Volume de esgotos faturado
FN002: Receita operacional direta de água
FN003: Receita operacional direta de esgoto
FN007: Receita operacional direta de água exportada
(bruta ou tratada)
FN038: Receita operacional direta - esgoto bruto
importado
Comentários: FN001 = FN002 + FN003 + FN007 +
FN038
3,62
R$/m³
Equação 26- IN005 Tarifa média de água
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟐
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟏 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟕 − 𝐀𝐆𝟎𝟏𝟗
×
𝟏
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
AG011: Volume de água faturado
AG017: Volume de água bruta exportado
AG019: Volume de água tratada exportado
FN002: Receita operacional direta de água
3,62
R$/m³
Equação 27
– IN007 Incidência da desp. de pessoal e de serv. de terc. nas despesas totais com os serviços
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟎 + 𝐅𝐍𝟎𝟏𝟒
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟕
× 𝟏𝟎𝟎
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN014: Despesa com serviços de terceiros
FN017: Despesas totais com os serviços (DTS)
91,48%
Equação 28- IN008 Despesa média anual por empregado
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟎
𝐅𝐍𝟎𝟐𝟔
∗
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN026: Quantidade total de empregados próprios 138.968,29 R$/empreg.
Equação 29- IN0012 Indicador de desempenho financeiro
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟏
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟕
× 𝟏𝟎𝟎
FN002: Receita operacional direta de água
FN003: Receita operacional direta de esgoto
FN007: Receita operacional direta de água exportada (bruta ou
tratada)
FN017: Despesas totais com os serviços (DTS)
FN038: Receita operacional direta - esgoto bruto importado
52,10%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Equação 30
– IN018 Quantidade equivalente de pessoal total
𝐅𝐍𝟎𝟐𝟔
∗
+
(𝐅𝐍𝟎𝟏𝟒 × 𝐅𝐍𝟎𝟐𝟔
∗
)
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟎
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN014: Despesa com serviços de terceiros
FN026: Quantidade total de empregados próprios
4,50
empregados
Equação 31
– IN019 Índice de produtividade: economias ativas por pessoal total (equivalente)
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟑
∗ + 𝐄𝐒𝟎𝟎𝟑
∗
𝐈𝐍𝟎𝟏𝟖
AG003: Quantidade de economias ativas de água
ES003: Quantidade de economias ativas de esgotos
IN018: Quantidade equivalente de pessoal total
101,0 R$/m³
Equação 32
– IN026 Despesa de exploração por m
3
faturado
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓
𝐀𝐆𝟎𝟏𝟏 + 𝐄𝐒𝟎𝟎𝟕
×
𝟏
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
AG011: Volume de água faturado
ES007: Volume de esgotos faturado
FN015: Despesas de Exploração (DEX)
6,84 R$/m³
Equação 33
– IN027 Despesa de exploração por economia
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟑
∗ + 𝐄𝐒𝟎𝟎𝟑
∗
AG003: Quantidade de economias ativas de água
ES003: Quantidade de economias ativas de esgotos
FN015: Despesas de Exploração (DEX)
1.479,39
R$/ano/econ.
Equação 34
– IN029 Índice de evasão de receitas
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟓 − 𝐅𝐍𝟎𝟎𝟔
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟓
× 𝟏𝟎𝟎
FN005: Receita operacional total (direta + indireta)
FN006: Arrecadação total -36,64%
Equação 35
– IN030 Margem da despesa de exploração
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟏
× 𝟏𝟎𝟎
FN002: Receita operacional direta de água
FN003: Receita operacional direta de esgoto
FN007: Receita operacional direta de água exportada (bruta ou
tratada)
FN015: Despesas de Exploração (DEX)
FN038: Receita operacional direta - esgoto bruto importado
188,79%
Equação 36
– IN031 Margem da despesa com pessoal próprio
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟎
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟏
× 𝟏𝟎𝟎
FN002: Receita operacional direta de água
FN003: Receita operacional direta de esgoto
FN007: Receita operacional direta de água exportada (bruta
ou tratada)
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN038: Receita operacional direta - esgoto bruto importado
175,58%
Equação 37
– IN032 Margem da despesa com pessoal total (equivalente)
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟎 + 𝐅𝐍𝟎𝟏𝟒
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟏
× 𝟏𝟎𝟎
FN002: Receita operacional direta de água
FN003: Receita operacional direta de esgoto
FN007: Receita operacional direta de água exportada (bruta
ou tratada)
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN014: Despesa com serviços de terceiros
175,58%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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FN038: Receita operacional direta - esgoto bruto importado
Equação 38
– IN033 Margem do serviço da dívida
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟔 − 𝐅𝐍𝟎𝟑𝟒
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟏
× 𝟏𝟎𝟎
FN002: Receita operacional direta de água
FN003: Receita operacional direta de esgoto
FN007: Receita operacional direta de água exportada (bruta ou
tratada)
FN016: Despesas com juros e encargos do serviço da dívida
FN034: Despesas com amortizações do serviço da dívida
FN038: Receita operacional direta - esgoto bruto importado
0,00%
Equação 39
– IN034 Margem das outras despesas de exploração
𝐅𝐍𝟎𝟐𝟕
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟏
× 𝟏𝟎𝟎
FN002: Receita operacional direta de água
FN003: Receita operacional direta de esgoto
FN007: Receita operacional direta de água exportada (bruta ou
tratada)
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN011: Despesa com produtos químicos
FN013: Despesa com energia elétrica
FN014: Despesa com serviços de terceiros
FN015: Despesas de Exploração (DEX)
FN020: Despesa com água importada (bruta ou tratada)
FN021: Despesas fiscais ou tributárias computadas na DEX FN038:
Receita operacional direta - esgoto bruto importado FN039: Despesa
com esgoto exportado
Comentários: FN027 = FN015
– (FN010 + FN011 + FN013 + FN014
+ FN021 + FN020 + FN039)
0,53%
Equação 40
– IN035 Participação da despesa com pessoal próprio nas despesas de exploração
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟎
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓
× 𝟏𝟎𝟎
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN015: Despesas de Exploração (DEX) 93,01%
Equação 41
– IN036 Participação da despesa com pessoal total (equivalente) nas despesas de
exploração
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟎 + 𝐅𝐍𝟎𝟏𝟒
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓
× 𝟏𝟎𝟎
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN014: Despesa com serviços de terceiros
FN015: Despesas de Exploração (DEX)
93,01%
Equação 42
– IN037 Participação da despesa com energia elétrica nas despesas de exploração
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟑
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓
× 𝟏𝟎𝟎
FN013: Despesa com energia elétrica
FN015: Despesas de Exploração (DEX) 1,76%
Equação 43
– IN038 Participação da despesa com produtos químicos nas despesas de exploração
(DEX)
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟏
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓
× 𝟏𝟎𝟎
FN011: Despesa com produtos químicos
FN015: Despesas de Exploração (DEX) 0,00%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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56
Equação 44
– IN039 Participação das outras despesas nas despesas de exploração
𝐅𝐍𝟎𝟐𝟕
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓
× 𝟏𝟎𝟎
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN011: Despesa com produtos químicos
FN013: Despesa com energia elétrica
FN014: Despesa com serviços de terceiros
FN015: Despesas de Exploração (DEX)
FN020: Despesa com água importada (bruta ou tratada)
FN021:DespesasfiscaisoutributáriascomputadasnaDEX
FN039: Despesa com esgotoexportado
0,28%
Equação 45
– IN040 Participação da receita operacional direta de água na receita operacional total
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟐 + 𝐅𝐍𝟎𝟎𝟕
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟓
× 𝟏𝟎𝟎
FN002: Receita operacional direta de água
FN005: Receita operacional total (direta + indireta)
FN007: Receita operacional direta de água
exportada (bruta ou tratada)
97,40%
Equação 46
– IN042 Participação da receita operacional indireta na receita operacional total
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟓 − 𝐅𝐍𝟎𝟎𝟏
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟓
× 𝟏𝟎𝟎
FN002: Receita operacional direta de água
FN003: Receita operacional direta de esgoto
FN005: Receita operacional total (direta + indireta)
FN007: Receita operacional direta de água exportada
(bruta ou tratada)
FN038: Receita operacional direta - esgoto bruto
importado
2,60%
Equação 47
– IN045 Índice de produtividade: empregados próprios por 1000 ligações de água
𝐅𝐍𝟎𝟐𝟔
∗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟐
∗
× 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
AG002: Quantidade de ligações ativas de água
FN026: Quantidade total de empregados próprios
10,15
empreg/mil lig.
Equação 48
– IN048 Índice de produtividade: empregados próprios por 1000 ligações de água +
esgoto
𝐅𝐍𝟎𝟐𝟔
∗
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟐
∗ + 𝐄𝐒𝟎𝟎𝟐
∗
× 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
AG002: Quantidade de ligações ativas de água
ES002: Quantidade de ligações ativas de esgotos
FN026: Quantidade total de empregados próprios
10,15
empreg/mil lig.
Equação 49
– IN054 Dias de faturamento comprometidos com contas a receber
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟖
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟓
× 𝟑𝟔𝟎
FN005: Receita operacional total (direta + indireta)
FN008: Créditos de contas a receber 91,90 dias
Equação 50 -IN060 Índice de despesas por consumo de energia elétrica nos sistemas de água e esgotos
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟑
𝐀𝐆𝟎𝟐𝟖 + 𝐄𝐒𝟎𝟐𝟖
×
𝟏
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
AG028: Consumo total de energia elétrica nos sistemas
de água
ES028: Consumo total de energia elétrica nos sistemas de
esgotos
FN013: Despesa com energia elétrica
0,14
R$/ kWh
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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57
Equação 51
– IN101 Índice de suficiência de caixa
𝐅𝐍𝟎𝟎𝟔
𝐅𝐍𝟎𝟏𝟓 + 𝐅𝐍𝟎𝟑𝟒 + 𝐅𝐍𝟎𝟏𝟔 + 𝐅𝐍𝟎𝟐𝟐
× 𝟏𝟎𝟎
FN006: Arrecadação total
FN015: Despesas de Exploração (DEX)
FN016: Despesas com juros e encargos
do serviço da dívida
FN022: Despesas fiscais ou tributárias
não computadas na DEX
FN034: Despesas com amortizações do
serviço da dívida
74,15%
Equação 52
– IN102 Índice de produtividade de pessoal total (equivalente)
𝐀𝐆𝟎𝟎𝟐
∗ + 𝐄𝐒𝟎𝟎𝟐
∗
𝐈𝐍𝟎𝟏𝟖
AG002: Quantidade de ligações ativas de água
ES002: Quantidade de ligações ativas de esgotos
FN010: Despesa com pessoal próprio
FN014: Despesa com serviços de terceiros
FN026: Quantidade total de empregados próprios
IN018: Quantidade equivalente de pessoal total
98,56
ligações/empreg.
4.1.2.3 Indicadores sobre a qualidade
Equação 53
– IN071 Economias atingidas por paralisações
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟒
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟐
QD002: Quantidades de paralisações no sistema de distribuição
de água
QD004: Quantidade de economias ativas atingidas por
paralisações
0 Economia/paralisação
Equação 54
– IN072 Duração média das paralisações
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟑
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟐
QD002: Quantidades de paralisações no sistema de distribuição de água
QD003: Duração das paralisações (soma das paralisações maiores que 6
horas no ano)
0
Horas/paralis.
Equação 55
– IN073 Economias atingidas por intermitências
𝐐𝐃𝟎𝟏𝟓
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟏
QD015: Quantidade de economias ativas atingidas por interrupções
sistemáticas
QD021: Quantidade de interrupções sistemáticas
-
Equação 56
– IN074 Duração média das intermitências
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟐
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟏
QD021: Quantidade de interrupções sistemáticas
QD022: Duração das interrupções sistemáticas -
Equação 57
– IN075 Incidência das análises de cloro residual fora do padrão
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟕
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟔
× 𝟏𝟎𝟎
QD006: Quantidade de amostras para cloro residual
(analisadas)
QD007: Quantidade de amostras para cloro residual com
resultados fora do padrão
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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8,97%
58
Equação 58
– IN076 Incidência das análises de turbidez fora do padrão
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟗
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟖
× 𝟏𝟎𝟎
QD008: Quantidade de amostras para turbidez (analisadas)
QD009: Quantidade de amostras para turbidez fora do
padrão
6,41%
Equação 59
– IN079 Índice de conformidade da quantidade de amostras - cloro residual
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟔
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟎
× 𝟏𝟎𝟎
QD006: Quantidade de amostras para cloro residual
(analisadas)
QD020: Quantidade mínima de amostras para cloro
residual (obrigatórias)
65%
Equação 60
– IN080 Índice de conformidade da quantidade de amostras - turbidez
𝐐𝐃𝟎𝟎𝟖
𝐐𝐃𝟎𝟏𝟗
× 𝟏𝟎𝟎
QD008: Quantidade de amostras para turbidez
(analisadas)
QD019: Quantidade mínima de amostras para
turbidez (obrigatórias)
65%
Equação 61
– IN083 Duração média dos serviços executados
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟓
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟒
QD024: Quantidade de serviços executados
QD025: Tempo total de execução dos serviços
2,50
hora/serviço
Equação 62
– IN084 Incidência das análises de coliformes totais fora do padrão
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟕
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟔
× 𝟏𝟎𝟎
QD026: Quantidade de amostras para coliformes
totais (analisadas)
QD027: Quantidade de amostras para coliformes
totais com resultados fora do padrão
-
Equação 63
– IN085 Índice de conformidade da quantidade de amostras - coliformes totais
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟔
𝐐𝐃𝟎𝟐𝟖
× 𝟏𝟎𝟎
QD026: Quantidade de amostras para coliformes
totais (analisadas)
QD028: Quantidade mínima de amostras para
coliformes totais (obrigatórias)
-
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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59
4.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO
4.2.1 Sistema de Esgotamento Sanitário
No Município de São Felipe D’Oeste não foram verificados sistemas relacionados ao
esgotamento sanitário convencional (estação elevatória, interceptores, estações de tratamento,
emissários, etc.), também não há sistemas condominiais, tornando-se o mais usual pelos
moradores a utilização de fossas rudimentares. No entanto, o Município possui um projeto para
implantação do sistema público de esgotamento sanitário, que foi realizado com recurso da
Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) no Programa de Aceleração do Crescimento
–
PAC2/2012.
A fim de analisar as soluções adotadas para eliminar os esgotos gerados no Município
foram utilizadas informações sobre a quantidade de domicílios atendidos por tipo de
infraestrutura sanitária. O Quadro 9 apresenta os tipos de destinação final dado aos efluentes de
esgotamento sanitário no Município de São Felipe D’Oeste.
Quadro 9 - Tipos de esgotamento sanitário em São Felipe D’Oeste
TIPO DE ESGOTAMENTO
SANITÁRIO SEDE
DISTRITO
NOVO
PARAÍSO
ÁREA
RURAL
TOTAL DO
MUNICÍPIO
Quantidade de domicílios existentes 383 260 950 1593
Quantidade de domicílios atendidos por
rede de esgoto 0 0 0 0
Quantidade de domicílios que usam fossa
séptica 0 0 190 190
Quantidade de domicílios que usam
fossa rudimentar 368 255 713 1336
Quantidade de domicílios que usam
privada com fossa seca 0 0 38 38
Quantidade de domicílios que não
possuem método definido de destinação
final de esgotamento sanitário, lançando
esgoto in natura em valas ou
inadequadamente ligados a rede de
drenagem
15 5 9 29
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019; IBGE (2010).
4.2.1.1 Sistema de Esgotamento Sanitário na sede
O Município de São Felipe D’Oeste não possui sistemas convencionais para coleta,
tratamento ou destinação de efluentes. A Figura 21 apresenta a situação atual do esgotamento
sanitário da Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
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Figura 21 - Situação Atual do Esgotamento Sanitário na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Agência Nacional das Águas (ANA, 2016).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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61
No ano de 2019, o Município de São Felipe D’Oeste apresentava uma população total
de 5.139 habitantes, dos quais 2.082 encontram-se na área urbana, em 383 domicílios
permanentes. De acordo com o levantamento de dados, 368 domicílios (96%) da Sede lançam
os esgotos produzidos em fossas rudimentares, sendo que 4% lançam a céu aberto,
especialmente em valas, ou estão ligados inadequadamente à rede de drenagem.
4.2.1.2 Sistema de Esgotamento Sanitário no Distrito Novo Paraíso
O Distrito Novo Paraíso possui uma população total de 569 habitantes distribuídos em
260 domicílios. O Distrito não possui nenhum sistema de esgotamento sanitário coletivo,
apenas soluções alternativas individuais. A Figura 22, apresenta a situação atual do esgotamento
sanitário do Distrito Novo Paraíso.
Figura 22 - Croqui da Situação Atual do Esgotamento Sanitário no Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
Sendo assim, 255 domicílios (98%) lançam os esgotos produzidos em fossas
rudimentares e 5 domicílios (2%) lançam a céu aberto ou estão ligados à rede de drenagem.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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62
4.2.1.3 Sistema de Esgotamento Sanitário na área rural de São Felipe D’Oeste
A área rural do Município possui uma população total de 2.488 habitantes, distribuídos
em 950 domicílios, sendo que 713 domicílios (75%) lançam os esgotos produzidos em fossas
rudimentares, 190 domicílios (20%) utilizam fossas sépticas como alternativa final para o
esgotamento sanitário, 38 domicílios (4%) ainda utilizam privada com fossa seca, e 9 domicílios
(1%) lançam a céu aberto (Gráfico 3).
Gráfico 3 - Esgotamento Sanitário na área rural de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
Foi possível constatar ainda, conforme demonstra a Figura 23, a utilização de fossas
secas em algumas propriedades.
Figura 23 - Mictórios utilizados na área rural do Município de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
75%
20%
4%1%
Fossas Rudimentares
Fossas Sépticas
Fossa Seca
Vala/Céu aberto
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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63
4.2.2 Áreas de risco de contaminação por esgotos do Município
4.2.2.1 Sede Municipal de São Felipe D’Oeste
O Município de São Felipe D‘Oeste não possui sistema coletivo de tratamento de
esgoto, e os moradores fazem uso de soluções individuais, como fossas rudimentares. Os
lançamentos de esgotos sem nenhum tipo de tratamento, seja no solo ou água, são
potencialmente fontes de poluição pontuais. Portanto, toda área urbana da Sede Municipal que
possui moradias são áreas que apresentam potenciais riscos de contaminação por esgotos,
principalmente no solo e águas subterrâneas.
A Figura 25 apresenta o mapeamento das áreas que estão suscetíveis à contaminação
por esgotos oriundos do uso de fossas rudimentares na Sede Municipal.
Um outro fator considerado como de risco relacionado ao esgotamento sanitário na Sede
Municipal de São Felipe D’Oeste é o lançamento de águas residuárias a céu aberto em pontos
da cidade, o que provoca incômodos à população e comprometem as condições de salubridade
das vias públicas, bem como a finalidade dos elementos da microdrenagem.
Ademais, além dos problemas citados, durante visita técnica constatou-se que o
Município apresenta problemas em relação a ligações clandestinas de lançamento de esgoto em
dispositivos de drenagem, como mostra a figura abaixo.
Figura 24 - Ligações clandestinas de esgoto no sistema de drenagem em São Felipe D’Oeste.
Av. Presidente Tancredo Neves;
Coordenadas: 11º54’22,76”S; 61º30’50,19”O.
Av. Presidente Tancredo Neves;
Coordenadas: 11º54’22,66”S; 61º30’50,65”O.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Figura 25 - Área com risco de contaminação por esgotos de fossas na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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4.2.2.2 Distrito Novo Paraíso
No Distrito Novo Paraíso, o uso de soluções individuais, como fossas rudimentares,
apresentam potenciais riscos de contaminação por esgotos, principalmente do solo e águas
subterrâneas. Não há dados oficiais sobre a situação atual dessa contaminação, porém estimase que toda do Distrito que possui moradias apresenta potenciais riscos de contaminação por
esgotos, principalmente no solo e águas subterrâneas.
Durante o levantamento de campo observou-se o lançamento esgoto a céu aberto em
pontos do Distrito, o que provoca incômodos à população e comprometem as condições de
salubridade das vias públicas (Figura 26).
Figura 26 - Lançamento de esgoto a céu aberto na RO-489, Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
Durante visita técnica constatou-se também problemas em relação a ligações
clandestinas de lançamento de esgoto em dispositivos de drenagem, como mostra a Figura 27.
Figura 27 - Ligação clandestina de esgoto no sistema de drenagem no Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
A Figura 28 apresenta o mapeamento das áreas que estão suscetíveis à contaminação
por esgotos oriundos do uso de fossas rudimentares no Distrito Novo Paraíso.
Rua 01;
Coordenadas: 11°47'56.23"S;
61°28'15.17"O.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Figura 28 - Área com risco de contaminação por esgotos de fossas no Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2021 IFRO/FUNASA, 2021.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Outra área de contaminação por esgoto localizada no Distrito Novo Paraíso trata-se de
uma represa, na qual são lançados efluentes pelos moradores, a mesma apresenta vasta
vegetação, além de contar com a presença de grande quantidade de macrófitas. Atualmente não
há fiscalização por parte da Prefeitura Municipal. A represa fica localizada no final da Rua 1A,
com as seguintes coordenadas geográficas: 11°47'56.29"S e 61°28'11.44"O (Figura 29).
Figura 29 - Localização da represa onde são lançados efluentes, no Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
4.2.2.3 Área rural do Município de São Felipe D’Oeste
Na área rural do Município o uso de soluções individuais, como fossas rudimentares,
apresenta potenciais riscos de contaminação por esgotos, principalmente do solo e águas
subterrâneas. Ademais, a utilização de soluções individuais de abastecimento de água é o mais
usual, portanto, pode ocorrer a contaminação dos poços devido à proximidade com as fossas
rudimentares.
Atualmente, o Município conta apenas com uma atividade de característica industrial,
sendo uma agroindústria de fabricação de leite e queijos, que fica a aproximadamente 6,2 km
da Sede Municipal.
Em visita in loco o responsável pelo empreendimento informou que a agroindústria não
possui Plano de Gerenciamento de Resíduos e esta em tramite o licenciamento ambiental. A
agroindústria possui uma produção de aproximadamente 1.500 L/dia de leite, o principal
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resíduo líquido produzido na agroindústria é o soro. A quantidade de resíduos líquidos gerados
no empreendimento por mês fica entorno de 1200 L e 1500 L. A maior parte do soro tem sido
doado para os produtores rurais vizinhos para reutilizarem na alimentação de animais.
A água de lavagem dos equipamentos e instalações escorre pelas canaletas (Figura 30)
e é despejada em um buraco isolado coberto por vegetação onde ocorre a infiltração desses
efluentes no solo (Figura 31).
Figura 30 - Canaletas de escoamento das águas de lavagem no laticínio.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
Figura 31 - Lançamentos de efluentes do laticínio em buraco isolado coberto por vegetação.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2020
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4.2.3 Identificação de principais fundos de vale, corpos d’água receptores e áreas para
locação de ETE
4.2.3.1 Identificação de principais fundos de vale por onde poderá haver traçado de
interceptores na Sede Municipal
Os principais fundos de vale na Sede Municipal são constituídos pelos canais naturais
que recebem as águas provenientes da drenagem, sendo eles o Rio Araras e mais 3 canais de
macrodrenagem natural (fundos de vale) (Figura 32). Em São Felipe D’Oeste, o Rio Araras ou
Rio Rolim de Moura (ANA, 2016), que é utilizado para captação de água bruta, localiza-se a
aproximadamente 900 m da Sede Municipal.
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70
Figura 32 - Fundos de vale identificados na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
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4.2.3.2 Identificação de principais fundos de vale por onde poderá haver traçado de
interceptores no Distrito Novo Paraíso
O Distrito Novo Paraíso possui fundo de vale em sua área urbana consolidada, que
poderá haver traçado de interceptores, e é margeado por cursos d’água, aos tende a se aproximar
a um horizonte de longo prazo, podendo estes serem fundos de vale por onde poderá haver
traçado de interceptores em um horizonte de longo prazo. A Figura 33 apresenta os principais
fundos de vale por onde poderá haver traçado de interceptores no Distrito, prevendo um
possível crescimento para um horizonte de projeto maior que 20 anos.
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72
Figura 33 - Fundos de vale identificados no Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
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4.2.3.3 Potenciais corpos d’água receptores dos esgotos
O Município de São Felipe D’Oeste não possui sistema coletivo de tratamento de
efluentes, assim não possui um corpo hídrico receptor.
De acordo com um estudo realizado pela Agência Nacional de Águas, disposto no Atlas
Esgotos - Despoluição de Bacias Hidrográficas (ANA, 2016), na Sede Municipal de São Felipe
D’Oeste, o Rio Rolim de Moura ou Rio Araras foi considerado o principal corpo d’água com
potencial a ser corpo receptor de esgoto. O Rio possui uma vazão de referência de 234,2 L/s
(0,2342 m³/s), e está localizado ao norte da área urbana, aproximadamente a 470 m, nas
coordenadas 11°53'56.1"S e 61°30'53.5" O. As margens do Rio Rolim de Moura estão
parcialmente preservadas e no entorno ocorre a prática de atividades, como pecuária,
piscicultura e agricultura.
Durante visita em campo, verificou-se que este manancial é o principal ponto de
captação para abastecimento de água da Sede. Sendo assim, em caso de uso como corpo
receptor de esgotos, é recomendável que o lançamento ocorra à jusante do local onde ocorre a
captação de água.
A Figura 34 demonstra as informações sobre a possível estação de tratamento de esgotos
no Município de São Felipe D’Oeste de acordo com uma análise preliminar realizada pela
ANA.
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Figura 34 - Estação de tratamento de esgoto no Município de São Felipe D’Oeste de acordo análise preliminar da ANA.
Fonte: Atlas esgoto despoluição (ANA, 2016).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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4.2.3.4 Possíveis áreas de alocação de ETE
4.2.3.4.1 Sede Municipal
Para escolha da área de alocação de uma Estação de Tratamento de Esgotos é
nececessários que alguns critérios sejam analisados. Não há legislação específica ou norma
técnica que oriente a localização de uma ETE. Os critérios para selecionar a melhor área foram
adotados a partir de uma adaptação do trabalho proposto por Campos (2011), no estudo de
alternativas locacionais e processos de tratamento de esgoto no município de Canelinha-SC. O
Quadro abaixo mostra os critérios analisados.
Quadro 10 - Critérios a serem analisados
Critério Descrição
Área
Refere-se ao espaço físico disponível no terreno para
a implantação da ETE, também sobre algum fator
que impeça sua construção ou ampliação;
Acesso Refere-se a avaliação da dificuldade de acesso ao
terreno;
Proximidade de
rede elétrica
Refere-se a distância que a ETE está de uma rede
elétrica mais próxima;
Proximidade de
habitações
Refere-se a distância que a ETE está de uma
residência;
Proximidade do
corpo receptor
Refere-se a distância que a ETE está do corpo
receptor e a necessidade de bombeamento do efluente
tratado;
Autodepuração do corpo receptor
Refere-se a capacidade de assimilação do corpo
receptor de acordo com seu enquadramento legal,
podendo ser necessário a instalação de tecnologias
mais caras para que o efluente lançado não
comprometa a qualidade ambiental do corpo receptor.
Impacto Ambiental
Refere-se ao grau de impacto no meio ambiente que o
planejamento, construção e operação da ETE irão
causar no local, bem como análise da área escolhida,
se atende a legislação ambiental vigente;
Topografia
Refere-se às características físicas do terreno, no
sentido de que a necessidade de modificar as
condições preexistentes do terreno, não seja de tal
ordem que desaconselhe alguma opção;
Risco de Inundação
Refere-se ao risco de inundações na área indicada
para a construção da ETE. A inundabilidade de uma
área pode torná-la menos atrativa devido aos custos
causados pela enchente, ou então custos para aterro
da área.
Fonte: Adaptado de CAMPOS (2011)
A sede municipal de São Felipe D’Oeste possui uma área destinada à implantação de
uma Estação de Tratamento de Esgotamento Sanitário indicada no Projeto do Sistema de
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Esgotamento sanitário realizado com recurso da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) no
Programa de Aceleração do Crescimento
– PAC2/2012.
A área selecionada está localizada ao norte do Município, apresentando uma superfície
plana, sob localização geográfica de latitude 11°54'05.44"S e longitude 61°30'46.90"O. O
possível terreno para implantação da ETE na Sede do Município de São Felipe D’Oeste atende
aos requisitos dispostos no quadro 10, a área pode ser visualizada na Figura 35.
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Figura 35 - Possível área para locação da ETE na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Adaptado FUNASA, 2013; Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
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4.2.3.4.2 Distrito Novo Paraíso
Para a seleção da possível área de alocação da ETE no Distrito Novo Paraíso levou-se
em consideração os critérios adotados por Campos (2011) descritos no item 9.7.5.1 do
diagnóstico, além disso, levou-se em consideração o local apontado pelo Comitê Executivo do
PMSB de São Felipe D’Oeste.
Conforme informações do Comitê Executivo uma possível área para implantação da
Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Distrito é o Travessão para a Linha P16. Entretanto,
não foram realizados maiores estudos para tal afirmação. Futuramente, para a escolha definitiva
do local, é preciso considerar o manancial com capacidade para receber efluentes,
distanciamento seguro de áreas habitacionais, privilegiar a localização em área já antropizada,
e considerar estações elevatórias para atender o escoamento por gravidade dos esgotos até
mesmo sendo locadas na parte mais baixa das possíveis bacias contribuintes.
Na Figura 36 é indicado o local sugerido para a Estação de Tratamento de Esgoto do
Distrito Novo Paraíso.
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Figura 36 - Localização da área sugerida para a Estação de Tratamento de Esgoto do Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
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4.2.3.5 Caracterização da prestação dos serviços segundo indicadores
Como o Município de São Felipe D’Oeste não possui sistema de esgotamento sanitário,
não há indicadores operacionais, econômico-financeiros, administrativos e de qualidade dos
serviços prestados.
4.3 SERVIÇO DE DRENAGEM DAS ÁGUAS PLUVIAIS
No Município de São Felipe D’Oeste os serviços de manejo de águas pluviais são
geridos pela administração direta da Prefeitura Municipal, sendo que a gestão dos serviços de
drenagem fica a cargo da Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Estradas
(SEMOSPE), que responde pelo planejamento de manutenção da rede de drenagem artificial e
natural existente em todo o Município
4.3.1 Sistema de Drenagem da Sede Municipal
A macrodrenagem do Município é formada por canais naturais (rios, córregos, fundos
de vales e áreas de várzea), com a presença de drenagens de transposição de talvegues, durante
a fase de coleta de dados para o diagnóstico, identificou-se que no perímetro urbano do
Município de São Felipe D'Oeste possui um sistema de macrodrenagem artificial, galeria que
serve de escoamento das águas do Rio das Antas (popularmente conhecido por Rio Inferninho)
e também foram identificados canais de escoamento natural da água da chuva, formando fundo
de vale (córregos), que servem como drenagem de águas pluviais oriundas de sistemas de
microdrenagem do município de São Felipe D'Oeste.
A Figura 37 apresenta a localização da macrodrenagem presente na Sede Municipal de
São Felipe D'Oeste.
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Figura 37 - Macrodrenagem da Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
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De acordo com a Prefeitura Municipal, a infraestrutura de macrodrenagem artificial
existente na Sede é formada apenas por uma galeria de travessia no Rio das Antas (Figura 38).
Figura 38 - Galeria - Macrodrenagem natural e artificial na Sede de São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
No perímetro urbano do Município ocorrem alguns canais de escoamento natural da
água de chuva, formando bacias de pequeno porte (córregos e fundos de vale), que servem
como drenagem de águas pluviais oriundas de sistemas de microdrenagem. A extensão total
dos canais de macrodrenagem natural inseridos na malha urbana é de aproximadamente 1.750
metros: • O Canal 1 de macrodrenagem natural - Possuí aproximadamente 650 metros. • O Canal 2 de macrodrenagem natural - Possuí aproximadamente 600 metros • O Canal 3 de macrodrenagem natural - Possuí aproximadamente 500 metros
As figuras a seguir indicam a localizaçãos dos canais de macrodrenagem natural.
Macrodrenagem artificial
– Galeria
– Rio das Antas;
Coordenadas: 11º55’02.09” S; 61º30’45.35” O;
Extensão: 8 metros de largura e 12 metros de extensão;
Dimensão: 7m de diâmetro cada uma;
Situação: bom estado de conservação.
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Figura 39 - Localização do Canal 1 de macrodrenagem natural, na Sede de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
Figura 40 - Localização do Canal 2 de macrodrenagem natural, na Sede de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
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Figura 41 -Localização do Canal 3 de macrodrenagem natural, na Sede de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
Com relação a microdrenagem, as infraestruturas existentes são compostas por
pavimentação asfáltica com meios-fios, sarjetas e bocas de lobo e suas respectivas galerias e
emissários. O escoamento das águas pluviais ao longo das sarjetas é necessário para conduzilas até as bocas-de-lobo que, por sua vez, deságuam nos emissários para os cursos de águas
naturais.
Conforme dados levantados com os técnicos da SEMOSPE, a Sede possui na malha
urbana 11.000 metros (11km) de ruas pavimentadas com presença de sarjetas ou meios-fios,
sendo que apenas 2.400 metros (2,4 km) de vias não possuem pavimentação com dispositivos
de microdrenagem subterrânea (Figura 42). A rede coletora é composta por manilha de concreto
armado juntapostas com 3 tamanhos de diâmetros.
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Figura 42 - Croqui de Microdrenagem Urbana da sede de São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
4.3.2 Sistema de Drenagem do Distrito Novo Paraíso
No Distrito Novo Paraíso foi identificado sistema de macrodrenagem escasso no
perímetro urbano. A água pluvial que incide no Distrito tende a escoar superficialmente para
uma represa localizada na área periférica do Distrito. Vale mencionar que toda a água da chuva
escorre pelas Ruas 01 e 03 para essa represa que passa para o fundo de vale. A represa localizase a aproximadamente 80 metros da Rua 01A, na respectiva coordenada 11°53'55.86"S e
61°27'58.62"O. A Figura 43 demonstra a macrodrenagem identificada no Distrito Novo
Paraíso.
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Figura 43 - Macrodrenagem natural do Distrito Novo Paraíso
ft
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021.
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No Distrito Novo Paraíso, as infraestruturas de microdrenagem existentes são
compostas por pavimentação asfáltica com meios-fios, sarjetas e bocas de lobo e suas
respectivas galerias. O escoamento das águas pluviais ao longo das sarjetas é necessário para
conduzi-las até as bocas-de-lobo que, por sua vez, as captam para a galeria e desaguam nos
emissários.
As infraestruturas presentes no distrito são 5.000 metros (5km) de pavimentação
asfáltica com meio-fio e sarjetas, nesse trecho possuí 23 bocas de lobo e 3 emissários de
lançamento das águas pluviais. A rede coletora é composta por aproximadamente 800 metros
de manilha de concreto armado justapostas e com diâmetro de 60cm, 80 cm e 100cm (Figura
44).
Figura 44 - Croqui de Microdrenagem Urbana do Distrito Novo Paraíso
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
4.3.3 Sistema de Drenagem das Águas Pluviais nas áreas rurais
Na área rural do Município verifica-se alguns sistemas de macrodrenagem natural e
artificial para melhor escoamento das águas de rios e córregos, assim como para o tráfego da
população pela malha viária. Esses sistemas são constituídos de bueiros e pontes.
Especificamente na Linha Kapa Zero, a poucos metros da Linha 45, foi instalado um
bueiro com 16 manilhas de 1,20 metros que substituiu uma antiga ponte de madeira. Devido ao
elevado volume de água no local, o bueiro instalado foi pareado e a fundação foi reforçada com
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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pedras de médio porte para reforçar a estrutura e evitar que as manilhas sejam levadas pelas
águas em tempos de grandes chuvas.
Durante as entrevistas realizadas com a população local, objetivando levantar a
percepção social quanto ao manejo das águas das chuvas na área rural, quando interrogado a
respeito do sistema de drenagem nas linhas/estradas, 27% dos moradores entrevistados
responderam que há bueiro/manilhas, 57% disseram não há sistema de drenagem em suas áreas,
e 14% não souberam responder (Gráfico 4).
Gráfico 4 - Sistema de drenagem na zona rural de São Felipe D’Oeste/RO.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
No período de chuva, 44% dos entrevistados disseram que em suas
comunidades/localidades há problemas como inundação, alagamento, enchente, deslizamento
de terra, erosão e enxurrada. Os problemas indicados ocorrem, principalmente, nas linhas FP16,
LH 33, LH 29 e na Projetada, próximo aos rios, bueiros e pontes, havendo assim problemas de
manutenção das infraestruturas de drenagem rural, pois possuem pontos com erosão e
assoreamento ao longo das linhas vicinais devido ao processo de cascalhamento e deficiência
de drenagem e contenção do carreamento de solo para o curso d’água.
Indagado se próximo às residências havia algum igarapé ou rio, 53% responderam “sim,
com vegetação protegendo”, 10% responderam “sim, sem vegetação protegendo”, 32%
responderam “não há rio/igarapé próximo”, e 5% não souberam responder.
4.3.2 Indicadores da prestação do serviço
Não há, na Prefeitura Municipal de São Felipe D’Oeste, órgão específico para a gestão
da drenagem urbana. Desta forma, atualmente, a Secretaria Municipal de Obras, Serviços
27% 57%
14%
2%
Não há Bueiro Não sei Outros
RURAL
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Públicos e Estradas (SEMOSPE) realiza a supervisão das obras em andamento, a limpeza de
dispositivos de drenagem e a execução de manutenções pontuais (ações corretivas).
Contudo, até a presente data não ocorre o levantamento sistemático de dados necessários
e suficientes para calcular e comparar de forma contínua os indicadores operacionais,
econômicos e financeiros, impossibilitando fazer uma avaliação dos serviços. Sendo assim,
deverá ocorrer a partir da elaboração do Produto H do Plano Municipal de Saneamento Básico
de São Felipe D’Oeste.
4.4 SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Em São Felipe D’Oeste o manejo dos resíduos sólidos e os serviços de limpeza urbana
são realizados pela Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Estradas (SEMOSPE),
órgão responsável.
Os resíduos da sede e do distrito são acondicionados de forma segregada, nas segundas
e sextas-feiras a coleta é de resíduos úmidos (com cobertura de 100% dos domicílios) e nas
quartas-feiras é o dia da coleta dos recicláveis (Quadro 11). Os resíduos urbanos são coletados
de maneira convencional, porta-a-porta, em período diurno.
Quadro 11 - Cronograma da coleta dos resíduos sólidos na Sede Municipal e Distrito Novo Paraíso
LOCALIDADE DIAS DE
COLETA HORÁRIO
FREQUÊNCIA TIPO DE
MATERIAL
COLETADO
Sede Municipal e
Distrito Novo
Paraíso
Segundas e
Sextas-feiras
5h00min
–
10h00min
2 x por semana
Resíduos Sólidos
Sede Municial e
Distrito Novo
Paraíso
Quartas-feiras 5h00min
–
10h00min
1 x por semana Resíduos Sólidos
(Recicláveis)
Fonte: Adaptado da SEMOSPE de São Felipe D’Oeste
(2020)
Atualmente o Município destina seus resíduos sólidos domiciliares no Aterro Sanitário
da empresa MFM Soluções Ambientais do Município de Cacoal/RO, por meio do Contrato de
Concessão n° 298/2018 que tem vigência até 18 de novembro de 2020. O objeto do contrato é
o tratamento e a disposição final adequada dos resíduos sólidos domiciliares urbanos.
Já os resíduos recicláveis coletados são destinados a uma cooperativa de catadores
(COOPERCATAR) localizada a 63 km da sede de São Felipe D’Oeste, na Linha 208, Lote 27,
km 05, no Município de Cacoal/RO.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Segundo informações da SEMOSPE, a varrição e a coleta de resíduos como folhas e
galhos provenientes dos quintais das residências é realizada a cada dois meses. No entanto, é
dever de cada domicílio a destinação final desse resíduo, que na maioria das vezes são
queimados. Os serviços de varrição atendem prioritariamente as vias centrais da área urbana da
sede, atingindo índice de varrição de 15,7%, com varrição em aproximadamente 1,73 km de
vias
Na área rural do município não há coleta dos resíduos gerados, portanto, após a
segregação a população deposita em locais para queima ou buracos para aterramento. De acordo
com o os dados obtidos com a aplicação de questionários durante a pesquisa social realizada
pelo Projeto Saber Viver, em 59% dos domicílios o lixo é queimado, em 18% é
queimado/enterrado, e em 9% dos domicílios o lixo é enterrado.
4.4.1 Caracterização do serviço de manejo de resíduos sólidos segundo indicadores
Os indicadores operacionais, econômico-financeiros, administrativos e de qualidade dos
serviços prestados, disponíveis no SNIS para o Município de São Felipe D’Oeste são expostos
no Quadro 12.
Não foi possível mensurar alguns indicadores, pois a Prefeitura não soube informar
valores específicos de despesas, tendo em vista que o valor passado foi um valor total.
Quadro 12 - Indicadores de resíduos sólidos.
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
Taxa de
empregados em
relação à
população urbana
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
TB013: Quantidade de trabalhadores de agentes
públicos envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
TB014: Quantidade de trabalhadores de agentes
privados envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
5,76 empreg/1000 hab
Despesa média por
empregado alocado
nos serviços do
manejo de RSU
𝐅𝐍𝟐𝟏𝟖 + 𝐅𝐍𝟐𝟏𝟗
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒
FN218: Despesa dos agentes públicos executores
de serviços de manejo de RSU.
FN219: Despesa com agentes privados
executores de serviços de manejo de RSU.
17.916,70 R$/empreg
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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91
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
TB013: Quantidade de trabalhadores de agentes
públicos envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
TB014: Quantidade de trabalhadores de agentes
privados envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
Incidência das
despesas com o
manejo de RSU nas
despesas correntes
da Prefeitura
𝐅𝐍𝟐𝟐𝟎
𝐅𝐍𝟐𝟐𝟑 𝐗 𝟏𝟎𝟎
FN220: Despesa total com serviços de manejo de
RSU.
FN223: Despesa Corrente da Prefeitura durante o
ano com todos os serviços do Município (saúde,
educação, pagamento de pessoal, etc.).
1,66
%
Incidência das
despesas com
empresas
contratadas para
execução de
serviços de manejo
RSU nas despesas
com manejo de
RSU
𝐅𝐍𝟐𝟏𝟗
𝐅𝐍𝟐𝟏𝟖 + 𝐅𝐍𝟐𝟏𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
FN218: Despesa dos agentes públicos executores
de serviços de manejo de RSU.
FN219: Despesa com agentes privados
executores de serviços de manejo de RSU.
0
%
Autossuficiência
financeira da
Prefeitura com o
manejo de RSU
𝐅𝐍𝟐𝟐𝟐
𝐅𝐍𝟐𝟏𝟖 + 𝐅𝐍𝟐𝟏𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
FN218: Despesa dos agentes públicos executores
de serviços de manejo de RSU.
FN219: Despesa com agentes privados
executores de serviços de manejo de RSU.
FN222: Receita arrecadada com taxas e tarifas
referentes à gestão e manejo de RSU.
67,78
%
Despesa per capita
com manejo de
RSU em relação à
população urbana
𝐅𝐍𝟐𝟐𝟎
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁
FN220: Despesa total com serviços de manejo de
RSU.
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
103,27 R$/hab
Incidência de
empregados
próprios no total de
empregados no
manejo de RSU
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒 𝐗 𝟏𝟎𝟎
TB013: Quantidade de trabalhadores de agentes
públicos envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
TB014: Quantidade de trabalhadores de agentes
privados envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
100
%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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92
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
Incidência de
empregados de
empresas
contratadas no total
de empregados no
manejo de RSU
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒 𝐗 𝟏𝟎𝟎
TB013: Quantidade de trabalhadores de agentes
públicos envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
TB014: Quantidade de trabalhadores de agentes
privados envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
0
%
Incidência de
empregados
gerenciais e
administrativos no
total de
empregados no
manejo de RSU
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟏 + 𝐑𝐁𝟎𝟏𝟐
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒 𝐗 𝟏𝟎𝟎
TB011: Quantidade de empregados
administrativos dos agentes públicos.
TB012: Quantidade de empregados
administrativos dos agentes privados.
TB013: Quantidade de trabalhadores de agentes
públicos envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
TB014: Quantidade de trabalhadores de agentes
privados envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
16,67 %
Receita arrecadada
per capita com
taxas ou outras
formas de cobrança
pela prestação de
serviços de manejo
RSU
𝐅𝐍𝟐𝟐𝟐
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁
FN222: Receita arrecadada com taxas e tarifas
referentes à gestão e manejo de RSU.
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
70 R$/habitante/ano
Taxa de cobertura
do serviço de
coleta domiciliar
direta (porta-aporta) da
população urbana
do Município
𝐂𝐎𝟏𝟔𝟓
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CO165: População urbana atendida pelo serviço
de coleta domiciliar direta, ou seja, porta a porta.
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
100
%
Taxa de cobertura
do serviço de
coleta de RDO em
relação à
população total do
Município
𝐂𝐎𝟏𝟔𝟒
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CO164: População total atendida no Município.
POP_URB: População total do Município (Fonte:
IBGE).
40,51
%
Taxa de cobertura
do serviço de
coleta de RDO em
𝐂𝐎𝟎𝟓𝟎
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏𝟎𝟎 100
%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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93
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
relação à
população urbana
CO050: População urbana atendida no
Município, abrangendo o distrito-sede e
localidades.
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
Taxa de
terceirização do
serviço de coleta de
(RDO + RPU) em
relação à
quantidade
coletada
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟕 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟐
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟔 + 𝐂𝐎𝟏𝟏𝟕 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟐 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CO116: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelo agente público.
CO117: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelos agentes privados.
CO142: Quantidade de RDO e RPU coletada por
outros agentes executores.
CS048: Qtd. recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores com parceria/apoio da Prefeitura.
0
%
Produtividade
média dos
empregados na
coleta (coletadores
+ motoristas) na
coleta (RDO +
RPU) em relação à
massa coletada
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟔 + 𝐂𝐎𝟏𝟏𝟕
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟏 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟐 𝐗
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟑𝟏𝟑
CO116: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelo agente público.
CO117: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelos agentes privados.
TB001: Quantidade de coletadores e motoristas
de agentes públicos, alocados no serviço de
coleta de RDO e RPU.
TB002: Quantidade de coletadores e motoristas
de agentes privados, alocados no serviço de
coleta de RDO e RPU.
105,32 Kg/empreg/dia
Taxa de
empregados
(coletadores +
motoristas) na
coleta (RDO +
RPU) em relação à
população urbana
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟏 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟐
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
TB001: Quantidade de coletadores e motoristas
de agentes públicos, alocados no serviço de
coleta de RDO e RPU.
TB002: Quantidade de coletadores e motoristas
de agentes privados, alocados no serviço de
coleta de RDO e RPU.
4,80 empreg/1000 hab
Massa coletada
(RDO + RPU) per
capita em relação à
população urbana
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟔 + 𝐂𝐎𝟏𝟏𝟕 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟐
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟑𝟔𝟓
CO116: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelo agente público.
CO117: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelos agentes privados.
CO142: Quantidade de RDO e RPU coletada por
outros agentes executores.
0,43 Kg/hab/dia
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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94
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
CS048: Qtd. recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores COM parceria/apoio da Prefeitura.
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
Massa (RDO)
coletada per capita
em relação à
população atendida
com serviço de
coleta
𝐂𝐎𝟏𝟎𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟎𝟕 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟎
𝐂𝐎𝟏𝟔𝟒 𝐗
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟑𝟔𝟓
CO108: Quantidade de RDO coletada pelo
agente público.
CO109: Quantidade de RDO coletada pelos
agentes privados.
CO140: Quantidade de RDO coletada por outros
agentes executores, exceto coop. ou associações
de catadores.
CO164: População total atendida.
CS048: Qtd. Recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores com parceria/apoio da Prefeitura.
0,42 Kg/hab/dia
Custo unitário
médio do serviço
de coleta (RDO +
RPU)
𝐅𝐍𝟐𝟎𝟔 + 𝐅𝐍𝟐𝟎𝟕
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟔 + 𝐂𝐎𝟏𝟏𝟕 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖
CO116: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelo agente público.
CO117: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelos agentes privados.
CS048: Qtd. recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores com parceria/apoio da Prefeitura.
FN206: Despesas dos agentes públicos com o
serviço de coleta de RDO e RPU.
FN207: Despesa com agentes privados para
execução do serviço de coleta de RDO e RPU.
474,56 R$/t
Incidência do custo
do serviço de
coleta (RDO +
RPU) no custo total
do manejo de RSU
𝐅𝐍𝟐𝟎𝟔 + 𝐅𝐍𝟐𝟎𝟕
𝐅𝐍𝟐𝟏𝟖 + 𝐅𝐍𝟐𝟏𝟗
FN206: Despesas dos agentes públicos com o
serviço de coleta de RDO e RPU.
FN207: Despesa com agentes privados para
execução do serviço de coleta de RDO e RPU.
FN218: Despesa dos agentes públicos executores
de serviços de manejo de RSU.
FN219: Despesa com agentes privados
executores de serviços de manejo de RSU.
72,76
%
Incidência de
(coletadores +
motoristas) na
quantidade total de
empregados no
manejo de RSU
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟏 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟐
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒 𝐗 𝟏𝟎𝟎
TB001: Quantidade de coletadores e motoristas
de agentes públicos, alocados no serviço de
coleta de RDO e RPU.
83,33
%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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95
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
TB002: Quantidade de coletadores e motoristas
de agentes privados, alocados no serviço de
coleta de RDO e RPU.
TB013: Quantidade de trabalhadores de agentes
públicos envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
TB014: Quantidade de trabalhadores de agentes
privados envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
Taxa da quantidade
total coletada de
resíduos públicos
(RPU) em relação à
quantidade total
coletada de
resíduos sólidos
domésticos (RDO)
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟐 + 𝐂𝐎𝟏𝟏𝟑 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟏
𝐂𝐎𝟏𝟎𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟎𝟗 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟎 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CO108: Quantidade de RDO coletada pelo
agente público.
CO109: Quantidade de RDO coletada pelos
agentes privados.
CO112: Quantidade de RPU coletada pelo agente
público.
CO113: Quantidade de RPU coletada pelos
agentes privados.
CO140: Quantidade de RDO coletada por outros
agentes executores, exceto coop. ou associações
de catadores.
CO141: Quantidade de RPU coletada por outros
agentes executores, exceto coop. ou associações
de catadores.
CS048: Qtd. recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores com parceria/apoio da Prefeitura.
1,81
%
Massa de resíduos
domiciliares e
públicos
(RDO+RPU)
coletada per capita
em relação à
população total
atendida pelo
serviço de coleta
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟔 + 𝐂𝐎𝟏𝟏𝟕 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟐
𝐂𝐎𝟏𝟔𝟒 𝐗
𝟏. 𝟎𝟎𝟎
𝟑𝟔𝟓
CO116: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelo agente público.
CO117: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelos agentes privados.
CO142: Quantidade de RDO e RPU coletada por
outros agentes executores.
CO164: População total atendida no Município.
CS048: Qtd. recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores com parceria/apoio da Prefeitura.
0,43 Kg/habitante/dia
Taxa de cobertura
do serviço de
coleta seletiva
porta-a-porta em
relação à
população urbana
do Município
𝐂𝐒𝟎𝟓𝟎
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CS050: População urbana do Município atendida
com a coleta seletiva do tipo porta-a-porta
executada pela Prefeitura (ou SLU).
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
100
%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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96
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
Taxa de
recuperação de
materiais
recicláveis (exceto
matéria orgânica e
rejeitos) em relação
à quantidade total
(RDO + RPU)
coletada
𝐂𝐒𝟎𝟎𝟗
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟔 + 𝐂𝐎𝟏𝟏𝟕 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟐 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CO116: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelo agente público.
CO117: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelos agentes privados.
CO142: Quantidade de RDO e RPU coletada por
outros agentes executores.
CS009: Quantidade total de materiais recicláveis
recuperados.
CS048: Qtd. Recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores COM parceria/apoio da Prefeitura.
11,65
%
Massa recuperada
per capita de
materiais
recicláveis (exceto
matéria orgânica e
rejeitos) em relação
à população urbana
𝐂𝐒𝟎𝟎𝟗
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
CS009: Quantidade total de materiais recicláveis
recuperados.
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
18,44 Kg/hab/ano
Incidência de papel
e papelão no total
de material
recuperado
𝐂𝐒𝟎𝟏𝟎
𝐂𝐒𝟎𝟎𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CS009: Quantidade total de materiais recicláveis
recuperados.
CS010: Quantidade de papel e papelão
recicláveis recuperados.
0
%
Incidência de
plásticos no total
de material
recuperado
𝐂𝐒𝟎𝟏𝟏
𝐂𝐒𝟎𝟎𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CS009: Quantidade total de materiais recicláveis
recuperados.
CS011: Quantidade de plásticos recicláveis
recuperados.
0
%
Incidência de
metais no total de
material
recuperado
𝐂𝐒𝟎𝟏𝟐
𝐂𝐒𝟎𝟎𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CS009: Quantidade total de materiais recicláveis
recuperados.
CS012: Quantidade de metais recicláveis
recuperados.
0
%
Incidência de
vidros no total de
material
recuperado
𝐂𝐒𝟎𝟏𝟑
𝐂𝐒𝟎𝟎𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CS009: Quantidade total de materiais recicláveis
recuperados.
0
%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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97
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
CS013: Quantidade de vidros recicláveis
recuperados.
Incidência de
outros materiais
(exceto papel,
plástico, metais e
vidros) no total de
material
recuperado
𝐂𝐒𝟎𝟏𝟒
𝐂𝐒𝟎𝟎𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CS009: Quantidade total de materiais recicláveis
recuperados.
CS014: Quantidade de outros materiais
recicláveis recuperados (exceto pneus e
eletrônicos).
0
%
Taxa de material
recolhido pela
coleta seletiva
(exceto mat.
orgânica) em
relação à
quantidade total
coletada de
resíduos sól.
domésticos
𝐂𝐒𝟎𝟐𝟔
𝐂𝐎𝟏𝟎𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟎𝟗 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟎 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CO108: Quantidade de RDO coletada pelo
agente público.
CO109: Quantidade de RDO coletada pelos
agentes privados.
CO140: Quantidade de RDO coletada por outros
agentes executores, exceto coop. ou associações
de catadores.
CS026: Qtd. total recolhida pelos agentes
executores da coleta seletiva acima mencionados.
CS048: Qtd. Recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores com parceria/apoio da Prefeitura.
11,86
%
Massa per capita
de materiais
recicláveis
recolhidos via
coleta seletiva
𝐂𝐒𝟎𝟐𝟔
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
CS026: Qtd. total recolhida pelos agentes
executores da coleta seletiva acima mencionados.
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
18,44 Kg/habitante/ano
Massa de RSS
coletada per capita
em relação à
população urbana
𝐑𝐒𝟎𝟒𝟒
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗
𝟏. 𝟎𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎
𝟑𝟔𝟓
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
RS044: Quantidade total de RSS coletada pelos
agentes executores.
1,55 Kg/1000 hab/dia
Taxa de RSS
coletada em
relação à
quantidade total
coletada
𝐑𝐒𝟎𝟒𝟒
𝐂𝐎𝟏𝟏𝟔 + 𝐂𝐎𝟏𝟏𝟕 + 𝐂𝐒𝟎𝟒𝟖 + 𝐂𝐎𝟏𝟒𝟐 𝐗 𝟏𝟎𝟎
CO116: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelo agente público.
CO117: Quantidade de RDO e RPU coletada
pelos agentes privados
0,36
%
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 101 de 584
98
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
CO142: Quantidade de RDO e RPU coletada por
outros agentes executores
CS048: Qtd. recolhida na coleta seletiva
executada por associações ou cooperativas de
catadores com parceria/apoio da Prefeitura.
RS044: Quantidade total de RSS coletada pelos
agentes executores.
Taxa de
terceirização dos
varredores
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟒
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟒 𝐗 𝟏𝟎𝟎
TB003: Quantidade de varredores dos agentes
públicos, alocados no serviço de varrição.
TB004: Quantidade de varredores de agentes
privados, alocados no serviço de varrição.
0
%
Taxa de
terceirização da
extensão varrida
𝐕𝐀𝟎𝟏𝟏
𝐕𝐀𝟎𝟑𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
VA011: Por empresas contratadas (km varridos).
VA039: Extensão total de sarjetas varridas pelos
executores (km varridos).
0
%
Custo unitário
médio do serviço
de varrição
(Prefeitura +
empresas
contratadas)
𝐅𝐍𝟐𝟏𝟐 + 𝐅𝐍𝟐𝟏𝟑
𝐕𝐀𝟎𝟑𝟗
FN212: Despesa dos agentes públicos com o
serviço de varrição.
FN213: Despesa com empresas contratadas para
o serviço de varrição.
VA039: Extensão total de sarjetas varridas pelos
executores (km varridos).
4547,25 R$/Km
Produtividade
média dos
varredores
(prefeitura +
empresas
contratadas)
𝐕𝐀𝟎𝟑𝟗
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟒 𝐗
𝟏
𝟑𝟏𝟑
TB003: Quantidade de varredores dos agentes
públicos, alocados no serviço de varrição.
TB004: Quantidade de varredores de agentes
privados, alocados no serviço de varrição.
VA016: Há algum tipo de varrição mecanizada
no Município?
VA039: Extensão total de sarjetas varridas pelos
executores (km varridos).
0,01 Km/empreg/dia
Taxa de varredores
em relação à
população urbana
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟒
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
TB003: Quantidade de varredores dos agentes
públicos, alocados no serviço de varrição.
1,92 empreg/1000
hab
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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99
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
TB004: Quantidade de varredores de agentes
privados, alocados no serviço de varrição.
Incidência do custo
do serviço de
varrição no custo
total com manejo
de RSU
𝐅𝐍𝟐𝟏𝟐 + 𝐅𝐍𝟐𝟏𝟑
𝐅𝐍𝟐𝟏𝟖 + 𝐅𝐍𝟐𝟏𝟗 𝐗 𝟏𝟎𝟎
FN212: Despesa dos agentes públicos com o
serviço de varrição.
FN213: Despesa com empresas contratadas para
o serviço de varrição.
FN218: Despesa dos agentes públicos executores
de serviços de manejo de RSU.
FN219: Despesa com agentes privados
executores de serviços de manejo de RSU.
33,84
%
Incidência de
varredores no total
de empregados no
manejo de RSU
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟒
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒 𝐗 𝟏𝟎𝟎
TB003: Quantidade de varredores dos agentes
públicos, alocados no serviço de varrição.
TB004: Quantidade de varredores de agentes
privados, alocados no serviço de varrição.
TB013: Quantidade de trabalhadores de agentes
públicos envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
TB014: Quantidade de trabalhadores de agentes
privados envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
33,33
%
Extensão total
anual varrida per
capita
𝐕𝐀𝟎𝟑𝟗
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
VA039: Extensão total de sarjetas varridas pelos
executores (km varridos).
0,008 Km/habitante/ano
Taxa de
capinadores em
relação à
população urbana
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟓 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟔
𝐏𝐎𝐏_𝐔𝐑𝐁 𝐗 𝟏. 𝟎𝟎𝟎
POP_URB: População urbana do Município
(Fonte: IBGE).
TB005: Quantidade de empregados dos agentes
públicos envolvidos com os serviços de capina e
roçada.
TB006: Quantidade de empregados dos agentes
privados envolvidos com os serviços de capina e
roçada.
1,92 empreg/1000
hab
Incidência de
capinadores no
𝐓𝐁𝟎𝟎𝟓 + 𝐓𝐁𝟎𝟎𝟔
𝐓𝐁𝟎𝟏𝟑 + 𝐓𝐁𝟎𝟏𝟒 𝐗 𝟏𝟎𝟎
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 103 de 584
33,33
%
100
INDICADOR FÓRMULA QUANTIDADE UNIDADE
total empregados
no manejo de RSU
TB005: Quantidade de empregados dos agentes
públicos envolvidos com os serviços de capina e
roçada.
TB006: Quantidade de empregados dos agentes
privados envolvidos com os serviços de capina e
roçada.
TB013: Quantidade de trabalhadores de agentes
públicos envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
TB014: Quantidade de trabalhadores de agentes
privados envolvidos nos serviços de manejo de
RSU.
Fonte: Prefeitura Municipal de São Felipe D’Oeste, 2019.
5 PROGNÓSTICO MUNICIPAL
5.1 CENÁRIOS, OBJETIVOS E METAS
Os cenários de referência baseiam a elaboração do Plano Estratégico de Ação, o qual
contem os Planos, Programas e Projetos formulados para os componentes de Abastecimento
de Água, Esgoto Sanitário, Drenagem de Águas Pluviais Urbanas e Gerenciamento de Resíduos
Sólidos, considerando o recorte temporal especificado de 20 anos.
Seguindo-se a metodologia proposta pelo Termo de Referência para elaboração do
Plano Municipal de Saneamento Básico
– TR PMSB (Funasa, 2018), o Quadro 13 demonstra
o Cenário de referência atual do muncípio, o qual encontra-se no estado regular. A partir deste
Cenário, será construído um Plano Estratégico de Ação.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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101
Quadro 13 - Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços de Saneamento Básico no Município, segundo as Dimensões Nacional, Estadual e Local.
D CONDICIONANTES HIPÓTESE 1 HIPÓTESE 2 HIPÓTESE 3 NACIONAL
DO ESTADO BRASILEIRO EM GERAL (Natureza política e econômica desse Estado)
Perfil do Estado Provedor/desenvolvimentista Regulador/maior participação Privada Mínimo/privatização
Predominância de políticas públicas Políticas de Estado contínuas e
estáveis estre mandatos
Políticas de governo sem
continuidade e estabilidade
Programas, projetos sem
vinculação com políticas
Tipo de relação federativa instituída Bom nível de cooperação e
fomento a sistemas nacionais
Bom nível de cooperação sem
fomento a sistemas nacionais
Precária atuação
centralizada da União
DA ATUAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO NO SANEAMENTO BÁSICO (Nível de obediência à legislação vigente)
Direcionamento dos investimentos no setor Predominante para agentes
públicos
Predominante para agentes públicos com
maior participação dos privados Fomento à privatização
Política de indução segundo o que estabelece a legislação em vigor Satisfatória Regular Deficiente
Desenvolvimento: consórcios, capacitação, tecnologias apropriadas Fomento nos 3 tipos de ações Fomento em pelo menos 1 ação Nenhum fomento
ESTADUAL
DO GOVERNO ESTADUAL (Da atuação do governo estadual no setor)
Organização estadual, por meio de elaboração de programas, planos,
projetos e estudos, observada e respeitada a titularidade municipal Satisfatória Regular Insuficiente
Nível de cooperação e de apoio ao município por meio de ações
estruturantes: capacitação, assistência técnica, desenvolvimento institucional
e tecnológico
Bom Regular Deficiente
Atuação no setor segundo uma visão ambientalmente sustentável, observada
e respeitada a titularidade municipal na matéria Bom Regular Insuficiente
Aplicação de recursos financeiros no setor, observada a legislação Adequado às necessidades Regular Insuficiente
LOCAL
DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL (Natureza política do Executivo Municipal/Política Pública)
Participação Social Consolidada Em construção Inexistente
Atuação do poder público local na economia do município Satisfatória Regular Deficiente
Capacidade de gestão econômica da Prefeitura Capacidade de investimentos e
de reposição Capacidade apenas de reposição Deficitária para
investimentos e reposição
Relação com o Poder Legislativo Municipal Positiva consolidada Positiva em construção Inexistente
DA ATUAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL NO SETOR (Capacidade de gestão dos serviços de saneamento básico)
Capacidade de Planejamento Participativo e Integrado Consolidada Em construção Desconhecida
Nível de Regulação Pública e de Fiscalização dos serviços (existência e
atendimento à legislação/integralidade) Pleno Parcial Inexistente
Capacidade de Prestação dos Serviços (qualidade e aplicação aos 4
componentes)
Satisfatória (boa e atende aos 4
componentes)
Regular
(não atende a pelo menos 1)
Deficiente
(precária para os 4)
Exercício do Controle Social Consolidado/instituído Em construção Inexistente
Fonte: Termo de Referência para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico , TR PMSB (FUNASA, 2018).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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102
5.1.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o abastecimento de água
O diagnóstico dos serviços de abastecimento de água no Município de São Felipe
D’Oeste/RO apresenta a necessidade de uma reestruturação e adequação do modelo de
prestação dos serviços. Sendo assim, o cenário futuro tem em seus objetivos a melhoria na
eficiência operacional visando o alcance da universalização do saneamento e a garantia de um
fornecimento de água potável à população. Nos quadros a seguir estão relacionados os cenários
atuais, os objetivos e as metas relativos ao abastecimento de água potável.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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103
Quadro 14 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede municipal de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 O Sistema de abastecimento urbano atende aproximadamente
78,70% da população urbana
Ampliar o sistema de abastecimento de água urbano em
vistas da universalização do serviço com 99% de
atendimento da população até 2033
Médio prazo 3
2 Alto índice de perdas na distribuição (51,52%) Reduzir o índice de perda para 20% até 2033 Imediato 1
3 Índice de hidrometração de 81,16% Ampliar parque de hidrômetros para atendimento de 100% Médio Prazo 2
4 0% de macromedição no SAA Instalar macromedidor, para contribuir com processo de
redução de perdas
Médio Prazo 2
5 Programa de monitoramento da qualidade da água bruta e tratada
não cumpre com a legislação vigente
Atender a legislação vigente no monitoramento da qualidade
da água bruta e tratada, garantindo segurança ao consumo
Imediato 1
6 Ausência de agência reguladora Regularizar a prestação dos serviços conforme a Lei
14026/2020
Imediato 1
7 Ausência de Conselho Municipal de Saneamento Básico Garantir o controle social com a criação do Conselho
Municipal para serviço de saneamento básico
Imediato 1
8 Falta de programa de educação sanitária ambiental que atenda a
sede municipal. Distrito Novo Paraíso e Área rural
Promover educação ambiental Contínuo 1, 2, 3, 4
9 Falta de Plano de Gerenciamento de Risco do SAA Elaborar e implantar Plano de Gerenciamento de Risco para
o Sistema de Abastecimento de Água.
Curto Prazo 2
10 Ponto de captação de água encontra-se em área não regularizada e
há a presença de animais no entorno
Regularizar a área de captação e realizar o cercamento do
local
Imediato 1
11 Ausência de tratamento do lodo da ETA Dar tratamento e destinação ambientalmente adequada ao
lodo da ETA
Médio Prazo 2
12 Constantes quedas de energia e inoperabilidade da captação da
água bruta e da elevação da água tratada para o reservatório
Adquirir um motor de energia Curto Prazo 2
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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104
Quadro 15 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Novo Paraíso.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Percentual de atendimento urbano de 59,5%; Ampliar o sistema de abastecimento de água urbano em vistas da
universalização do serviço com 99% de atendimento da população até
2033
Curto prazo 1
2 Percentual de 100% de rede de distribuição de água Manter a cobertura de abastecimento de água urbano em 100%, em
vistas à universalização do serviço
Contínuo 1
3 Boa micromedição (78,20%) Ampliar parque de hidrômetros para atendimento de 100% Médio Prazo 2
4 Reservatório do distrito necessita de manutenção Criar um programa de manutenção da infraestrutura existente
5 A CAERD não realiza o monitoramento qualidade da
água bruta que é distribuída para a população do
Distrito
Atender a legislação vigente no monitoramento da qualidade da água
bruta e tratada, garantindo segurança ao consumo
Imediato 1
6 Não há informações referente as perdas de água Realizar as medições para quantificar o valor de perdas de água Imediato 1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 16 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Carência de serviços de abastecimento de água nas áreas rurais e
comunidades dispersas
Elaborar e implantar de projetos adequados às normas
legais e às realidades encontradas na extensão rural que
objetivam atender a demanda futura e universalizar o
acesso ao serviço de abastecimento de água com vista a
universalização do serviço com 99% de atendimento da
população até 2033
Médio Prazo
3
2 Falta de projetos e programas educacionais para o abastecimento
de água adequado.
Promover Educação Sanitária e Ambiental Médio Prazo 3
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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105
5.1.2 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o esgotamento sanitário
O município de São Felipe D’Oeste não possui sistema de esgotamento sanitário de
modo que boa parte da população se utiliza de soluções alternativas tais como fossas
rudimentares como destinação final de esgotos. Porém, estas soluções apresentam muitos
problemas, causando contaminação do lençol freático e de corpos hídricos urbanos. Sendo
assim, as alternativas propostas para o tratamento de esgoto sanitário gerado na zona urbana e
rural são os seguintes.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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106
Quadro 17 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário na Sede municipal de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Ausência de Sistema de Esgotamento Sanitário
coletivo
Buscar recursos junto as fontes financiadoras para realizar as obras de
implantação de um sistema coletivo de tratamento de esgoto visando
universalizar os serviços de esgotamento sanitário conforme os padrões de
qualidade vigentes
Imediato 1
2 Utilização de fossas rudimentares Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar
programa de reforma e regularização das soluções e realizar
monitoramento frequente e sistemático
Imediato
1
3 Lançamentos de águas cinzas a céu aberto Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Imediato
1
4 Ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Imediato
1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 18 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Novo Paraíso.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Ausência de Sistema de Esgotamento Sanitário
coletivo
Buscar recursos junto as fontes financiadoras para realizar as obras de
implantação de um sistema coletivo de tratamento de esgoto visando
universalizar os serviços de esgotamento sanitário conforme os padrões de
qualidade vigentes
Imediato 1
2 Utilização de fossas rudimentares Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar
programa de reforma e regularização das soluções e realizar
monitoramento frequente e sistemático
Imediato
1
3 Lançamentos de águas cinzas a céu aberto Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Imediato
1
4 Ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Imediato
1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 19 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Predominância do uso de fossas rudimentares na área
rural
Implementar soluções alternativas individuais de baixo custo e adequadas
às normas vigentes em até 90% dos domicílios do distrito até 2033
Curto Prazo 2
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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5.1.3 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo das águas pluviais
Para se alcançar a melhoria na eficiência operacional dos serviços de drenagem pluvial
urbana, sugerem-se os seguintes objetivos e metas para o município São Felipe D’Oeste quanto
ao componente de manejo de águas pluviais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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108
Quadro 20 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na sede municipal de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Existência de soluções pontuais de drenagem Manter o bom funcionamento do sistema de drenagem
existente
Contínuo 1,2,3 e 4
2 Existência de obras de microdrenagem (meio fio, sarjetas, valetas
e canaletas e bocas de lobo)
Manter o bom funcionamento do sistema de drenagem
existente
Contínuo 1,2,3 e 4
3 Falta de microdrenagem em quantidade e distribuição suficientes,
o que ocasiona erosão nas vias
Projetar e dimensionar sistema de drenagem adequado, de
acordo com a realidade do município
Médio Prazo 1
4 Ausência de limpeza/manutenção dos dispositivos de
microdrenagem existentes
Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos
de microdrenagem
Contínuo 1,2,3 e 4
5 Inexistência de previsão específica de orçamento para obra do
setor de drenagem
Buscar recursos juntos as agências federais financiadoras Contínuo 1,2,3 e 4
6 Inexistência de equipe de controle, manutenção e fiscalização do
sistema de drenagem
Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do
sistema de drenagem dentro da Secretária de Obras do
município
Contínuo 1,2,3 e 4
7 Inexistência de uma política de cobrança dos serviços de
drenagem
Criar lei específica de acordo com a realidade do Município Imediato 1
8 Não existe o cadastro referente a estrutura instalada, informações
financeiras e projetos básicos de ampliação
Mapear as estruturas existentes no Município e criar um
cadastro técnico
Imediato 1
9 Ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária Contínuo 1,2,3 e 4
10 Lançamento de águas cinzas em sarjetas Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária Contínuo 1,2,3 e 4
11 Presença de resíduos sólidos no sistema de microdrenagem Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos
de microdrenagem
Contínuo 1,2,3 e 4
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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109
Quadro 21 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Novo Paraíso.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Baixa cobertura de dispositivos de microdrenagem (bocas de
lobo, bueiros);
Projetar e dimensionar sistema de drenagem adequado, de
acordo com a realidade do município
Médio Prazo
1
2 Erosão nas vias Projetar e dimensionar sistema de drenagem adequado, de
acordo com a realidade do município
Médio Prazo
1
3 Não existe o cadastro referente a estrutura instalada, informações
financeiras, projetos básicos de ampliação
Mapear as estruturas existentes no Município e criar um
cadastro técnico
Imediato 1
4 Bocas de lobo obstruídas com resíduos sólidos Criar um programa de manutenção e limpeza dos
dispositivos de microdrenagem
Contínuo 1,2,3 e 4
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 22 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Existência de pontos críticos de inundações em períodos
chuvosos, impedindo a trafegabilidade na zona rural
Melhorar a infraestrutura viária e dos dispositivos de
drenagem
Médio prazo
2
2 Problemas de erosão do solo e alagamentos nas vias de acesso Melhorar a infraestrutura viária e dos dispositivos de
drenagem
Médio prazo
1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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5.1.4 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo dos resíduos sólidos
A seguir estão apresentados os cenários atuais, objetivos e metas para posterior
realização do estudo e da concepção de cenários futuros para o tratamento dos resíduos sólidos
urbanos e disposição final dos rejeitos.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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111
Quadro 23 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede municipal de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Contrato com o CIMCERO para destinação final adequada dos
resíduos domiciliares
Manter a continuidade do contrato visando a destinação final
ambientalmente adequada dos resíduos sólidos
Contínuo 1,2,3 e 4
2 Cobertura da coleta domiciliar alcança 100% dos domicílios Garantir 100% da cobertura Contínuo 1,2,3 e 4
3 Possui coleta seletiva Manter a coleta seletiva no município Contínuo 1
4 Coleta de resíduos sólidos realizada conforme cronograma Manter a continuidade da coleta realizada conforme
cronograma
Contínuo 1,2,3 e 4
5 Contrato com empresa terceirizada para o manejo dos Resíduos de
Serviço de Saúde pública (RSS)
Manter a destinação ambientalmente adequada dos RSS Contínuo 1,2,3 e 4
População da área urbana do município pratica a queima de
resíduos de podas de árvores
Realizar a fiscalização juntamente com a Vigilância
Sanitária
Contínuo 1,2,3 e 4
6 O município não possui programas específicos de separação, nem
pontos de coleta dos resíduos especiais (pilhas, baterias, lâmpadas
fluorescentes, radioativos)
Implantar programas específicos de separação e pontos de
coleta dos resíduos especiais (pilhas, baterias, lâmpadas
fluorescentes, radioativos)
Contínuo 1,2,3 e 4
7 Resíduos perigosos são coletados juntos com a coleta convencional Promover a educação sanitária e ambiental Curto Prazo 2
9 Gerenciamento inadequado de Resíduos de Construção Civil (RCC) Melhorar infraestrutura para gestão de RCC Curto Prazo 2
10 Não há a cobrança de licenciamento ambiental dos
empreendimentos que são passiveis de licenciamento e
considerados geradores de resíduos volumosos e perigosos
Realizar a fiscalização juntamente com a Vigilância
Sanitária
Contínuo 1,2,3 e 4
11 Gerenciamento inadequado de resíduos verdes Melhorar infraestrutura para gestão dos resíduos verdes Curto Prazo 2
12 Lançamento de resíduos domésticos e resíduos recicláveis na área
do antigo lixão
Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância
sanitária
Curto Prazo 2
13 Baixa arrecadação com os serviços de coleta de lixo Revisar o modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de
garantir sustentabilidade econômico-financeira
Curto Prazo 1
14 Falta de atualização do Plano de Gerenciamento Integrado de
Resíduos Sólidos (PGIRS)
Atualizar o PGIRS e executar as ações previstas no PGIRS Imediato 1
15 Não possui Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos de
Serviços de Saúde (PGIRSS)
Elaborar o PMGIRSS Imediato 1
16 Falta de política de gestão da logística reversa Realizar parcerias com associação comercial e industrial
para implantar o sistema de logística reversa
Curto Prazo 2
17 Necessidade de elaboração do Projeto de Recuperação de Áreas
Degradadas para recuperar a área do antigo lixão
Elaborar o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas Imediato 1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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112
Quadro 24 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Novo Paraíso.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Cobertura da coleta domiciliar alcança 100% dos domicílios Garantir 100% da cobertura Contínuo 1,2,3 e 4
2 Possui coleta seletiva Manter a coleta seletiva no município Contínuo 1
3 Coleta de resíduos sólidos realizada conforme cronograma Manter a continuidade da coleta realizada conforme
cronograma
Contínuo 1,2,3 e 4
4 População pratica a queima de resíduos de podas de árvores Realizar a fiscalização juntamente com a Vigilância
Sanitária
Contínuo 1,2,3 e 4
5 Gerenciamento inadequado de Resíduos de Construção Civil
(RCC)
Melhorar infraestrutura para gestão de RCC Curto Prazo 2
6 Baixa arrecadação com os serviços de coleta de lixo Revisar o modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de
garantir sustentabilidade econômico-financeira
Curto Prazo 1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 25 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Resíduos são queimados e/ou enterrados pelos moradores Promover a educação sanitária e ambiental para atender as
áreas da zona rural
Imediato 1
2 Falta de Pontos de Entregas Voluntárias (PEV) ou Ecopontos Criar pontos estratégicos na área rural para implantação de
PEVs ou Ecopontos
Imediato 1
3 Falta de programa de educação sanitária e ambiental Criar um programa de educação sanitária e ambiental Imediato 1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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6 PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO
PMSB
6.1 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Abastecimento de água
Os quadros a seguir demonstram a programação de execução dos Programas, Projetos e
Ações de abastecimento de água da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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114
Quadro 26 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO
/META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
1.1 Elaborar
projeto para
atender a
demanda futura
e universalizar o
acesso ao SAA
Operacional/
Estruturante
1. Ampliar o
sistema de
abastecimento
de água urbano
em vistas da
universalização
do serviço com
99% de
atendimento da
população até
2033
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
232.803,67
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Elaborar
instrumentos
legais que
determinem a
ligação
domiciliar na
rede de
distribuição
Estruturante - Baixa Médio (9
a 12
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.3 Aprovar na
câmara
instrumentos
legais que
determinem a
ligação
domiciliar na
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
- Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.4 Implantar lei
municipal que
determine a
ligação
domiciliar a
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
- Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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115
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
2.1
Levantamento,
aquisição e
instalação de
micromedidores
Estrutural/
Estruturante
2. Ampliar a o
parque de
hidrômetros
para
atendimento de
100%
Prefeitura
Municipal/
Concessionária.
Contínuo Contínuo R$ 36.780,08 Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
3.1 Investir na
automatização
do sistema
EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
3. Instalar
macromedidor
para contribuir
com processo
de redução de
perdas
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo previsto
no item 3.2
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Concessionária
3.2
Automatização
de 100% do
sistema de
abastecimento
de água até
2026
Estruturante Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$ 8.992,26 Prefeitura
Municipal
Concessionária
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
4.1 Aquisição e
instalação de
adensador de
lodo e filtro
prensa
Estrutural/
Estruturante
4. Realizar o
tratamento e
destinação
ambientalmente
adequada ao
lodo da Estação
de Tratamento
de Água
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Curto
(4 a 8
anos)
R$ 56.578,00 Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
5.1 Identificar
as causas de
perda
no sistema de
abastecimento
de
água
5. Reduzir o
índice de
perdas de
52,51% para
20%
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Curto
(4 a 8
anos))
R$
162.598,21
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
5.2 Criar Estrutural/ Governo Média Imediato Custo Prefeitura Secretarias
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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116
cronograma
permanente de
manutenção e
reparos da rede
Estruturante Estadual/Prefeitura
Municipal
(0 a 3
anos)
indireto. Ação
deverá ser
realizada pela
concessionária
Municipal/
Concessionária
Municipais ou
Estadual
5.3 Instalação
de
macromedidores
até 2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Médio (9
a 12
anos)
R$ 35.980,00 Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
5.4 Manutenção
e reparos no
sistema e na
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Imediato
(0 a 3
anos)
R$
627.246,80
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
6.1 Formalizar
contrato com à
Agência de
Regulação de
Serviços
Públicos
Delegados do
Estado de
Rondônia
(AGERO) sobre
termos legais
Estrutural/
Estruturante
6. Regularizar a
prestação dos
serviços
conforme a Lei
n° 14.026/2020
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
7.1 Estabelecer
e acompanhar
protocolos de
monitoramento
da qualidade da
água até 2023
Estrutural/
Estruturante
7. Atender a
legislação
vigente no
monitoramento
da qualidade da
água bruta e
tratada,
garantindo
segurança ao
consumo
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
326.600,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
8.1 Realizar a
regularização da
área do ponto de
Estrutural/
Estruturante
8. Regularizar a
área de
captação e
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto. Ação
a ser realizada
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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117
captação e o
cercamento da
área
realizar o
cercamento do
local
pela
concessionária
9.1 Formar
professores das
escolas
municipais e
lideranças
comunitárias
para
implementação
de ações
educativas e
ambientais até
2023
Estrutural/
Estruturante
9. Promover a
educação
sanitária e
ambiental para
atender a sede,
Distrito Novo
Paraíso e a
zona rural
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
estimado no
item 9.2 do
Quadro 1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
9.2 Implementar
programa
municipal de
educação
sanitária e
ambiental sobre
os quatro
componentes do
saneamento
básico nas
escolas de todo
o município a
partir de 2024
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo R$
874.232,29
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
9.3 Realizar
campanhas
anuais de
educação
ambiental para
toda a
população na
Semana do
Meio
Ambiente (5 de
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
estimado no
item 9.2 do
Quadro 1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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118
junho), a partir
de
2024
Gestão de Risco
para o Sistema
de
Abastecimento
de Água
10.1 Realizar a
aquisição de um
gerador reserva
de energia
Estrutural/
Estruturante
10. Adquirir
um motor de
energia
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto
(4 a 8
anos)
R$ 40.526,75 Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
11.1 Criar o
conselho de
saneamento
básico para
atender os
serviços de
saneamento
básico no
município
Estrutural/
Estruturante
11. Criação do
conselho
municipal de
saneamento
básico para
atender os
serviços de
saneamento
básico
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
12.1 Elaborar e
implantar um
Plano de
Gerenciamento
de Risco para o
Sistema de
Abastecimento
de Água até
2028
Estrutural/
Estruturante
12. Elaborar e
implantar Plano
de
Gerenciamento
de Risco para o
Sistema de
Abastecimento
de Água
Prefeitura
Municipal
Alta Médio (9
a 12
anos)
R$ 18.413,70 Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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119
Quadro 27 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito de Novo Paraíso.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
“Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água’’
1.1 Elaborar
projeto para
atender a
demanda futura
e universalizar
o acesso ao
SAA
Estrutural/
Estruturante
1. Ampliar o
sistema de
abastecimento
de água urbano
em vistas da
universalização
do serviço com
99% de
atendimento da
população até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
R$
89.617,60
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Elaborar
instrumentos
legais que
determinem a
ligação
domiciliar na
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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120
1.3 Aprovar na
câmara
instrumentos
legais que
determinem a
ligação
domiciliar na
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.4 Implantar
lei municipal
que determine a
ligação
domiciliar a
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
“Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água’’
2.1
Levantamento,
aquisição e
instalação de
micromedidores
Estrutural/Estruturante 2. Ampliar a o
parque de
hidrômetros
para
atendimento de
100%
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
16.297,76
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.1 Investir na
automatização
do sistema
Estrutural/Estruturante 3. Instalar
macromedidor
para
quantificar o
valor de perdas
de águas
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Curto
(4 a 8
anos)
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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121
3.2
Automatização
de 100% do
sistema de
abastecimento
de água até
2026
Estrutural/Estruturante Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Curto
(4 a 8
anos)
R$
35.980,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
4.1 Implantar
um programa
de manutenção
da
infraestrutura
existente no
Distrito
Estrutural/Estruturante 4. Criar um
programa de
manutenção da
infraestrutura
existente
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Contínuo R$
18.413,70
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
5.1 Estabelecer
e acompanhar
protocolos de
monitoramento
da qualidade da
água até 2023
Estrutural/Estruturante 5. Atender a
legislação
vigente no
monitoramento
da qualidade
da água bruta e
tratada,
garantindo
segurança ao
consumo
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Contínuo R$
326.600,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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122
Quadro 28 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
“Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água”
1.1 Elaborar
projeto para
atender a
demanda futura
e universalizar
o acesso ao
abastecimento
de água
adequado a
realidade da
Área Rural
Operacional/
Estruturante
1. Elaborar e
implantar de
projetos
adequados às
normas legais e
às realidades
encontradas na
extensão rural
que objetivam
atender a
demanda futura
e universalizar o
acesso ao
serviço de
abastecimento
de
água com vista a
universalização
do
serviço com
99% de
atendimento da
população até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
1.413.533,50
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.2 Instituir
programa de
monitoramento
da qualidade de
água dos poços
nas áreas rurais
até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Instituir
programa de
financiamento
de perfuração
de poços em
localidades
isoladas
até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionaria
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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123
1.4
Implementar
soluções de
tratamento de
água
individualizadas
para as áreas
isoladas até
2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
previsto no
Item 1.1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
1.5
Implementar
Soluções
alternativas
coletivas em
comunidades
com pequenos
agrupamentos
populacionais
até 2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Curto (4
a 8 anos
Custo
previsto no
Item 1.1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
Preservação e
Conservação
Ambiental
2.1 Formar
professores das
escolas rurais e
lideranças do
campo para
implementação
de ações
educativas e
ambientais até
2023
Estrutural/
Estruturante
2. Elaborar e
executar
Programa de
Educação
Sanitária e
Ambiental
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
568.335,6
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.2
Implementar
programa Rural
de educação
sanitária e
ambiental nas
escolas a partir
de 2024
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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124
2.3 Realizar
campanhas
anuais de
educação
ambiental para
toda a
população na
Semana do
Meio Ambiente
(5 de junho), a
partir de 2024
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Contínuo Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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125
6.2 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Esgotamento Sanitário
Os quadros a seguir demonstram a programação de execução dos Programas, Projetos e
Ações de esgotamento sanitário da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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126
Quadro 29 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Tratamento de
Esgoto”
Programa
“Tratamento de
Esgoto”
1.1 Executar o
projetos de
implantação do
SES
até 2026
Operacional/
Estruturante
1. Implantação
de um Sistema
de
Esgotamento
Sanitário
Coletivo em
vista da
universalização
da oferta do
serviço com
90% de
atendimento
até 2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
R$
1.975.760,13
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.2 Implantar
um SES para
atender até
90% da
população
urbana até
2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Item
previsto no
item 1.1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Realizar
licitação da
concessão dos
serviços de
água e esgoto
ou adesão ao
bloco regional
Estruturante Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.4 Implantar
sistema de
tarifação
adequado à
realidade da
área
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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127
1.5 Intensificar
atividades de
fiscalização
para extinção
dos pontos de
lançamento de
esgoto a céu
aberto céu
aberto e na rede
de drenagem
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.1 Elaborar e
executar
projetos de
eliminação das
fossas
rudimentares e
adesão ao SES
das áreas de
maior risco em
consonância
com a
implantação do
SES até 2028
Operacional/
Estruturante
2. Eliminar o
uso de
fossas
irregulares por
meio de
campanhas de
sensibilização,
instrumentos
legais,
e ações de
fiscalização,
Incentivar a
ligação
domiciliar no
SES implantado
até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto (4
a 8 anos)
Custo
Indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
2.2 Elaborar e
Executar um
projetos de
eliminação das
fossas
rudimentares e
adesão ao
SES dos
prédios e
equipamentos
públicos até
2030
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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128
2.3 Eliminar de
90% das fossas
rudimentares e
adesão ao SES
até 2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Programa
“Tratamento de
Esgoto”
3.1 Elaborar
instrumentos
legais que
determinem o
lançamento de
águas cinzas
em locais
ambientalmente
adequados
Estrutural 3. Erradicar o
lançamentos de
águas cinzas a
céu aberto
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto.
Serviços a
serem
realizados
pelos fiscais
da Prefeitura
Municipal
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
3.2 Criar e
implantar
programa de
fiscalização
sanitária
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto.
Serviços a
serem
realizados
pelos fiscais
da Prefeitura
Municipal
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.3 Implantar
lei municipal
que determine a
ligação
domiciliar à
rede de esgoto
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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129
Quadro 30- Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito de Novo Paraíso.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
1.1 Elaborar e
Executar um
projetos de
implantação do
SES
até 2026
Estrutural/
Estruturante
1. Implantação
de um Sistema
de Esgotamento
Sanitário
Coletivo em
vista da
universalização
da oferta do
serviço com
90% de
atendimento até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
R$
779.749,70
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
1.2 Implantar
um SES para
atender até 90%
da população
urbana até
2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
previsto no
item 1.1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Realizar
licitação da
concessão dos
serviços de água
e esgoto ou
adesão ao bloco
regional
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
1.4 Implantar
sistema de
tarifação
adequado à
realidade da área
Estruturante Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
R$
47.520,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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130
1.5 Intensificar
atividades de
fiscalização para
extinção dos
pontos de
lançamento de
esgoto a céu
aberto e na rede
de drenagem
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
2.1 Elaborar e
executar
projetos de
eliminação das
fossas
rudimentares e
adesão ao SES
das áreas de
maior risco em
consonância
com a
implantação do
SES até 2028
Estrutural/
Estruturante
2. Eliminar o
uso de
fossas
irregulares por
meio de
campanhas de
sensibilização,
instrumentos
legais,
e ações de
fiscalização,
Incentivar a
ligação
domiciliar no
SES implantado
até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
2.2 Elaborar e
Executar um
projetos de
eliminação das
fossas
rudimentares e
adesão ao
SES dos prédios
e
equipamentos
públicos até
2030
Estrutural/
Estruturante
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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131
2.3 Eliminar de
90% das fossas
rudimentares e
adesão ao SES
até 2033
Estrutural/
Estruturante
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Preservação
e
Conservação
Ambiental
3.1 Elaborar
instrumentos
legais que
determinem o
lançamento de
águas cinzas em
locais
ambientalmente
adequados
Estrutural/
Estruturante
3. Erradicar o
lançamentos de
águas cinzas a
céu aberto
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto.
Serviços a
serem
realizados
pelos fiscais
da
Prefeitura
Municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.2 Criar e
implantar
programa de
fiscalização
sanitária
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto.
Serviços a
serem
realizados
pelos fiscais
da
Prefeitura
Municipal
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.3 Implantar lei
municipal que
determine a
ligação
domiciliar à
rede de esgoto
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA
– TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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132
Quadro 31 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Tratamento de
Esgoto”
1.1 Elaborar e
executar um
projeto de
financiamento
de
soluções
alternativas
individuais
adequadas em
até
20% dos
domicílios até
2028
Estrutural/
Estruturante
1.
Implementar
soluções
alternativas
individuais de
baixo
custo e
adequadas às
normas
vigentes em
até 90% dos
domicílios
até 2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Média Curto
(4 a 8
anos)
R$
2.073.318,00
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.2 Elaborar e
executar um
projetos de
financiamento
de
soluções
alternativas
individuais de
esgotamento
sanitário em até
40% dos
domícilios até
2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto
(4 a 8
anos)
Custo incluso
no item 1.1
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Elaborar e
executar um
projetos de
financiamento
de
soluções
alternativas
individuais de
esgotamento
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto
(4 a 8
anos)
Custo incluso
no item 1.1
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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133
sanitário em até
90% dos
domicílios até
2033.
Programa
“Tratamento de
Esgoto”
2.1 Eliminar de
90% das fossas
rudimentares
até 2033
Estrutural/
Estruturante
2. Eliminar o
uso de
fossas
irregulares por
meio de
campanhas de
sensibilização,
instrumentos
legais,
e ações de
fiscalização
até 2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
vigilância
sanitária do
município
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
2.2
Intensificação
de atividades de
fiscalização
para extinção
dos pontos de
lançamento de
esgoto a céu
aberto e em
sistemas
inadequados
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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134
6.3 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Águas
Pluviais
Os quadros a seguir demonstram a programação de execução dos Programas, Projetos e
Ações do manejo de águas pluviais da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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135
Quadro 32 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Caminho
das Águas
1.1 Elaborar e
executar projeto
e
dimensionamento
do sistema de
drenagem
adequado com a
realidade do
município, até
2026
Estrutural/
Estruturante
1. Atender a
90% da
população
com
sistema de
drenagem
pluvial
suficiente e
adequado
para a
realidade e
condições
locais até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
previsto no
item 1.3
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Elaborar e
executar projeto
de ampliação e
unificação do
Sistema de
Manejo de Águas
Pluviais para
atendimento 70%
do território
urbano municipal
até 2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Médio (9
a 12
anos)
Custo
previsto no
item 1.3
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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136
1.3 Elaboração e
execução de
projeto de
ampliação do
Sistema de
Manejo de Águas
Pluviais em
100% até 2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta R$
29.840.219,87
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
2.1. Implementar
cronograma de
manutenção
permanente do
sistema até 2028.
Estrutural/
Estruturante
2. Garantir o
atendimento
do serviço de
esgotamento
sanitário,
seguindo o
que
estabelece a
Lei Federal
11.445/07,
alterada pela
Lei
14.026/20;
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
R$ 18.413,70 Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
2.2 Implantação
de ações de
monitoramento
dos dispositivos
de drenagem; até
2026
Estruturante Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto. Ação
deverá ser
realizada pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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137
2.3 Elaboração e
execução de
Plano Diretor de
Drenagem
Urbana. até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
145.000,00
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Programa
“Gestão de
Riscos para
Drenagem
Pluvial”
3.1 Mapear as
estruturas
existentes no
Município e criar
um cadastro
técnico
Estrutural/
Estruturante
3. Mapear as
estruturas e
planejamento
de realizar
novas obras
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Médio (9
a 12
anos)
R$
791.144,85
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.2 Criar um
programa de
fiscalização junto
a Vigilância
Sanitária para
identificar e
encerrar as
ligações
clandestinas
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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138
3.3 Criar um
programa de
educação
ambiental e
sanitária sobre a
importância de
não realizar
ligações
clandestinas na
rede de drenagem
pluvial
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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139
Quadro 33 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito de Novo Paraíso.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Controle
das
Condições
de Manejo
de Águas
Pluviais”
1.1 Elaborar e
executar projeto
e
dimensionamento
do sistema de
drenagem
adequado com a
realidade do
Distrito, até
2026
Estrutural/
Estruturante
1. Atender a
90% da
população com
sistema de
drenagem
pluvial
suficiente e
adequado para
a realidade e
condições
locais até 2033
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
previsto no
item 1.2
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.2 Elaborar e
executar projeto
de ampliação e
unificação do
Sistema de
Manejo de
Águas
Pluviais para
atendimento
70%
do território
urbano
municipal
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
R$
11.134.410,40
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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140
até 2030
1.3 Elaboração e
execução de
projeto de
ampliação do
Sistema de
Manejo de
Águas
Pluviais em
100% até 2033
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
previsto no
item 1.2
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Controle
das
Condições
de Manejo
de Águas
Pluviais”
2.1 Criar e
implantar um
cronograma de
manutenção e
limpeza dos
dispositivos de
microdrenagem
existentes
Estrutural/
Estruturante
2. Criar um
programa de
manutenção e
limpeza dos
dispositivos de
microdrenagem
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo R$ 18.413,70 Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.2 Criar uma
equipe de
controle,
manutenção e
fiscalização do
sistema de
drenagem dentro
da Secretaria de
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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141
Obras do
município
2.3 Implantar lei
municipal que
dispõe sobre a
drenagem pluvial
no município
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Preservação
e
Conservação
Ambiental
3.1 Mapear as
estruturas
exitentes no
Município e criar
um cadastro
técnico
Estrutural/
Estruturante
3. Mapear as
estruturas e
planejamento
de realizar
novas obras
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
791.144,85
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.2 Criar um
programa de
fiscalização junto
a Vigilância
Sanitária para
identificar e
encerrar as
ligações
clandestinas
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.3 Criar um
programa de
educação
ambiental e
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 145 de 584
142
sanitária sobre a
importância de
não realizar
ligações
clandestinas na
rede de drenagem
pluvial
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 146 de 584
143
Quadro 34 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Controle
das
Condições de
Manejo de
Águas
Pluviais”
1.1 Elaborar e
Executar projeto e
dimensionamento
do sistema de
drenagem
adequado a
realidade da Zona
Rural até 2026
Estrutural/
Estruturante
1. Atender a
90% da
população
com
sistema de
drenagem
pluvial
suficiente e
adequado
para a
realidade e
condições
locais até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Médio (9
a 12
anos)
R$
11.000.000,00
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.2 Elaborar
cronograma
permanente de
manutenção das
estradas e acessos
das áreas
rurais até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Médio (9
a 12
anos)
R$ 18.413,70 Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Elaborar
projetos de
controle de erosão
das margens dos
rios das
comunidades
rurais até 2028
Estrutural Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
R$ 18.413,70 Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 147 de 584
144
Estaduais
Preservação
e
Conservação
Ambiental
2.1 Implementar
cronograma de
manutenção
permanente do
sistema até 2028
Estrutural/
Estruturante
2. Garantir o
atendimento do
serviço de
drenagem
pluviais,
seguindo o que
estabelece a Lei
Federal
11.445/07,
alterada pela
Lei
14.026/20
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
2.2 Implantação de
ações de
monitoramento dos
dispositivos
de drenagem até
2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.1 Elaborar
projetos de
macrodrenagem na
Zona Rural até
2026
Estrutural/
Estruturante
3.
Elaboração e
execução
de projetos
de
recuperação,
proteção e a
conservação
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.2 Execução de
obras de
macrodrenagem no
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 148 de 584
145
município até 2028 dos solos e
das águas
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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146
6.4 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de
Resíduos Sólidos
Os quadros a seguir demonstram a programação de execução dos Programas, Projetos e
Ações do manejo de resíduos sólidos da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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147
Quadro 35 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Gerenciamento
e Destinação
dos Resíduos
Sólidos
1.1 Manter a
coleta seletiva
(orgânicos e
inorgânicos)
Estrutural/
Estruturante
1. Manter o
atendimento
de 100% da
população
com
destinação
adequada
dos
resíduos, de
acordo com
a Lei
Federal n°
12.305/2010
quanto
à destinação
final
dos resíduos
sólidos
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Baixa Contínuo Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura Municipal Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Manter a
separação da
coleta de
orgânicos e
inorgânicos até
2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Contínuo Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Implantar
um modelo de
cobrança da
taxa de lixo, em
busca de
garantir
sustentabilidade
econômicofinanceira
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Baixa Imediato
(0 a 3
anos
R$
47.520,00
Prefeitura Municipal Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.4 Realizar
capacitação
contínua da
equipe de
trabalho no
manejo dos
resíduos sólidos
e limpeza
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Contínuo R$
173.520,00
Prefeitura Municipal Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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148
pública Estaduais
Gerenciamento
e Destinação
dos Resíduos
Sólidos
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
2.1 Realizar
parcerias com
associação
comercial e
industrial para
implantar o
sistema de
logística
reversa até
2026
Estrutural/
Estruturante
2. Promoção
de ações
de regulação e
fiscalização
quanto
aos resíduos
comerciais e
industriais
gerados
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/Consórcio*
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.2
Implementação
das ações de
logística
reversa
previstas no
PGIRS até
2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais
3.1 Criar um
programa de
compostagem
em parceria
com a
cooperativa de
catadores para
reutilização dos
resíduos verdes
Estrutural/
Estruturante
3. Melhorar
infraestrutura
para gestão de
Resíduos de
Construção
Civil (RCC),
gestão de
resíduos
verdes e de
resíduos
volumosos
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.2 Reutilizar
os resíduos de
construção civil
em aterramento
nas obras da
prefeitura
municipal
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.3 Contratar
empresa
especializada
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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149
para coleta e
destinação final
de resíduos
volumosos
Gerenciamento
e Destinação
dos Resíduos
Sólidos
4.1 Atualizar e
implementar o
PGIRS até
2024
Estrutural/
Estruturante
4. Elaborar e
executar
projetos que
contemplem a
gestão de
todos os
tipos de
resíduos
gerados no
Município
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos
R$
40.000,00
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais
4.2 Elaborar e
implementar o
PGIRSS até
2024
Estruturante Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos
R$
40.000,00
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais
Programa
“Limpeza
Urbana e
Manejo de
Resíduos
Sólidos”
5.1
Intensificação
das
atividades de
fiscalização
para coibir
práticas
inadequadas de
lançamento de
resíduos na área
do antigo lixão
até 2024
Estrutural/
Estruturante
5. Preservar o
solo
e lençóis
freáticos
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais
5.2 Elaboração
de cronograma
de
monitoramento
permanente até
2023
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura Municipal Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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150
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
6.1 Elaborar e
implementar
um Projeto de
Recuperação de
Área
Degradada
(PRAD)
visando a
recuperação da
área do antigo
lixão até 2024
Estrutural/
Estruturante
6. Elaborar
um Plano de
Recuperação
de Área
Degradada
(PRAD) para
recuperar a
área do antigo
lixão do
município
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
69.986,42
Prefeitura Municipal Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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151
Quadro 36 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito de Novo Paraíso.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Limpeza Urbana
e Manejo de
Resíduos Sólidos
1.1 Manter a
coleta seletiva
(orgânicos e
inorgânicos)
Estrutural/
Estruturante
1. Manter o
atendimento de
100% da
população com
destinação
adequada
dos resíduos,
de
acordo com a
Lei
Federal n°
12.305/2010
quanto
à destinação
final
dos resíduos
sólidos.
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Manter a
separação da
coleta de
orgânicos e
inorgânicos até
2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Implantar um
modelo de
cobrança da taxa
de lixo, em
busca de garantir
sustentabilidade
econômicofinanceira
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos
Item
previsto no
item 1.3 do
Quadro 10
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Gerenciamento
e destinação dos
Resíduos
Sólidos”
2.1 Realizar
parcerias com
associação
comercial e
industrial para
implantar o
sistema de
logística reversa
até 2026
Estruturante 2. Promoção
de ações
de regulação e
fiscalização
quanto
aos resíduos
comerciais e
industriais
gerados
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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152
2.2 Implementar
ações de
logística reversa
previstas no
PGIRS até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Limpeza
Urbana e
Manejo de
Resíduos
Sólidos”
3.1 Implantar um
modelo de
gestão voltada
para os RCC,
resíduos
volumosos e
resíduos verdes
Estrutural/
Estruturante
3. Melhorar
infraestrutura
para gestão de
Resíduos de
Construção
Civil (RCC) e
gestão de
resíduos verdes
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal e
a vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.2 Criar um
programa de
compostagem
em parceria com
a cooperativa de
catadores para
reutilização dos
resíduos verdes
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.3 Reutilizar os
resíduos de
construção civil
em aterramento
nas obras da
prefeitura
municipal
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.4 Implementar
compostagem de
resíduos
orgânicos até
2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Longo (9
a 13
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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153
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
4.1
Intensificação
das
atividades de
fiscalização
para coibir
práticas
inadequadas de
queima dos
resíduos até
2024
Estrutural/
Estruturante
4. Preservar o
solo
e lençóis
freáticos
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
4.2 Elaboração
de cronograma
de
monitoramento
permanente até
2023
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
4.3 Implementar
fiscalização e
multas para
ações irregulares
até 2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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154
Quadro 37 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Limpeza
Urbana e
Manejo de
Resíduos
Sólidos
1.1 Criar
pontos
estratégicos
para
implantação de
Pontos de
Entregas
Voluntárias
(PEVs) ou
Ecopontos na
comunidade
Estrutural/
Estruturante
1. Elaboração de
projetos para a
gestão dos resíduos
sólidos gerados na
extensão rural de
acordo com as
realidades locais
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
R$
77.403,00
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Promover a
separação da
coleta de
orgânicos e
inorgânicos até
2028
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto.
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Elaborar e
divulgar o
cronograma de
coleta de
resíduos
sólidos
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto. A
ação deverá
ser
realizada
pela
prefeitura
municipal.
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Gerenciamento
e destinação dos
Resíduos
Sólidos”
2.1
Intensificação
das
atividades de
fiscalização
para coibir
práticas
Estruturante 2. Promover ações
de educação
ambiental e sanitária
visando orientar a
população a não
realizar a
queima/enterramento
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
vigilância
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 158 de 584
155
inadequadas
até 2024
dos resíduos sanitária
2.2 Elaboração
de cronograma
de
monitoramento
permanente até
2023
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
2.3
Implementação
de
fiscalização e
multas para
ações
irregulares até 2028
Estruturante Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Contínuo Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 159 de 584
156
Quadro 38 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Limpeza
Urbana e
Manejo de
Resíduos
Sólidos
1.1 Criar
pontos
estratégicos
para
implantação de
Pontos de
Entregas
Voluntárias
(PEVs) ou
Ecopontos na
comunidade
Estrutural/
Estruturante
1. Elaboração de
projetos para a
gestão dos resíduos
sólidos gerados na
extensão rural de
acordo com as
realidades locais
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
R$
77.403,00
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Promover a
separação da
coleta de
orgânicos e
inorgânicos até
2028
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto.
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Elaborar e
divulgar o
cronograma de
coleta de
resíduos
sólidos
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto. A
ação deverá
ser
realizada
pela
prefeitura
municipal.
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Gerenciamento
e destinação dos
Resíduos
Sólidos”
2.1
Intensificação
das
atividades de
fiscalização
para coibir
práticas
inadequadas
até 2024
Estruturante 2. Promover ações
de educação
ambiental e sanitária
visando orientar a
população a não
realizar a
queima/enterramento
dos resíduos
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 160 de 584
157
2.2 Elaboração
de cronograma
de
monitoramento
permanente até
2023
Estrutural/
Estruturante
Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações
de Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
2.3
Implementação
de
fiscalização e
multas para
ações
irregulares até
2028
Estruturante Governo Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Contínuo Custo
indireto.
Ação
deverá ser
realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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158
REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde - FUNASA.Termo de referência
para elaboração de plano municipal de Saneamento Básico / Ministério da Saúde,Fundação
Nacional de Saúde.
– Brasília : Funasa, 2018.
________. PRESIDENCIA DA REPÚBLICA. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007.
Disponível em: < http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao> Acesso em: 04 /02/2016.
________ Lei nº 12.305, de 2 de Agosto de 2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília,
2010. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao>.
________ Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 - Atualiza o marco legal do saneamento básico
e altera as Leis nº 9.984, de 17 de julho de 2000, nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, nº
11.107, de 6 de abril de 2005, nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 12.305, de 2 de agosto de
2010, 13.089, de 12 de janeiro de 2015, nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017; e dá outras
providências. Brasília, 2020. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2020/lei/l14026.htm>
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159
ANEXO 1
– DECRETO DE NOMEAÇÃO DOS COMITÊS DE COORDENAÇÃO E
EXECUTIVO DO PMSB DE SÃO FELIPE D’OESTE
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ANEXO 2
– RELATÓRIOS MENSAIS SIMPLIFICADOS DO ANDAMENTO DAS
ATIVIDADES, CORRESPONDENTE ÀS REUNIÕES SETORIAIS DE
MOBILIZAÇÃO, ÀS CONFERÊNCIAS E AOS LEVANTAMENTOS DE CAMPO E
VISITAS TÉCNICAS
Para mobilizar a comunidade a participar das reuniões de construção do PMSB foram
realizadas diversas estratégias de mobilização, como por exemplo, divulgação nas mídias locais
para convidar colaboradores e apresentar os objetivos da reunião, divulgação em carros volantes
das reuniões, divulgação em escolas e rádio local, divulgação em mídias digitais por interação
digital (e-mails, banners, vídeos, stories, lives e enquetes) e a divulgação por meio de material
gráfico impresso.
Processo de mobilização social: divulgação e comunicação
Fonte: Projeto Saber Viver (2019).
As reuniões setorizadas e audiências públicas de apresentação das etapas de construção
do PMSB, bem como da equipe do IFRO e dos membros dos comitês municipais, foram
realizadas no período do dia 19 a 23 de agosto 2019.
No município de São Felipe D’Oeste, foram realizadas 3 (três) reuniões
setorizadas/audiências públicas, com uma participação total de 254 pessoas.
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Reuniões setorizadas/audiências públicas em São Felipe D’Oeste
Fonte: Projeto Saber Viver (2019).
As reuniões setorizadas e audiências públicas tiveram um caráter formativo,
possibilitando o processo de divulgação do PMSB por meio de multiplicadores, sendo esses os
membros da própria comunidade.
Sendo realizada em paralelo com as reuniões setorizadas de forma colaborativa entre a
equipe multidisciplinar do IFRO, dos membros dos comitês municipais, Agentes comunitários
de Saúde (ACSs) foi realizado o levantamento das condições atuais de drenagem urbana,
esgotamento sanitário, coleta e destinação de resíduos, entrega de água potável e as condições
socioeconômicas.
No tocante, o processo de coleta de dados se efetivou por meio dos levantamentos de
campo das condições sociais, ambientais e de infraestrutura, no que diz respeito as condições
de existência de prestação de serviços relacionados ao saneamento básico na sede, núcleos e
zona rural do município.
Coleta de dados
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ATA DA AUDIÊNCIA FINAL DE APROVAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Aos 03 dias do mês de novembro de 2022, às 9h (nove horas), na Câmara Municipal de
São Felipe d’Oeste/Rondônia, representantes da equipe do Projeto Saber Viver, da Funasa
e dos Comitês Executivo e de Coordenação, realizaram a Audiência Final de aprovação
do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de São Felipe d’Oeste. Esse evento
integra uma das etapas da construção do PMSB de São Felipe d’Oeste, que começou em
2019, com o levantamento de dados, diagnóstico e prognóstico. Na ocasião, foram
apresentadas soluções graduais e progressivas, com proposição de metas voltadas para a
universalização do acesso aos serviços de saneamento básico, com base na legislação
vigente. Além disso, foi apresentado o Painel de Indicadores do PMSB de São Felipe
d’Oeste, principal ferramenta de monitoramento e gestão do PMSB, mecanismo
importante para a população ter o controle social quanto às metas de universalização dos
serviços de saneamento básico. A elaboração do PMSB teve como elemento balizador a
participação social para o êxito na sua construção. Assim, toda a população do município
foi convidada a construir o PMSB de São Felipe d’Oeste, para que esse seja consolidado
enquanto um instrumento de representação da realidade social, econômica e cultural. Não
havendo mais nada a se tratar, declarou-se encerrada a Audiência Pública.
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Audiência Final de Aprovação do Plano Municipal de Saneamento Básico de São Felipe D
’Oeste.
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173
APÊNDICE A - PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (PRODUTO D)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Agosto de 2022
PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO PLANO MUNICIPAL
DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
PRODUTO D
PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO PLANO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO
FELIPE D’OESTE/RO
Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de
Cooperação Técnica
– NICT da FUNASA, como produto
para composição do Plano Municipal de Saneamento
Básico, equivalendo ao Produto D do Termo de
Execução Descentralizada
– TED 08/17, celebrado entre
FUNASA e IFRO. O relatório foi elaborado pelo Comitê
Executivo do PMSB e aprovado pelo Comitê de
Coordenação, recebendo assessoramento técnico do
IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº
1876/REIT-CGAB / IFRO, e financiamento através da
FUNASA.
SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Agosto de 2022
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Av. Jorge Teixeira de Oliveira, 667, Centro, São Felipe D’Oeste/RO, CEP 76.977-000,
(69) 3445-1099
PREFEITO
Sidney Borges de Oliveira
VICE-PREFEITO
Edson de Oliveira
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
— FUNASA
Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO)
Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP 76.803-596, (69) 3216-6138
www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br
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APRESENTAÇÃO
Dentre o conjunto de documentos que norteiam a elaboração do Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB), a Prospectiva e Planejamento Estratégico, corresponde ao
Prognóstico do PMSB e apresenta o ‘Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços’,
contendo a definição dos objetivos e metas e as prospectivas técnicas para cada um dos quatro
serviços de saneamento básico: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas
pluviais e manejo de resíduos sólidos. O Prognóstico do PMSB possui função de base
orientadora e constitui-se em uma etapa que contempla a leitura dos técnicos com base no
Diagnóstico Técnico-Participativo, já aprovado pela população do município.
O presente Prognóstico, norteado pelo Termo de Referência da Fundação Nacional de
Saúde (FUNASA) de 2018 e legislação vigente (Lei nº 11.445/07, alterada pela Lei nº
14.026/20), foi elaborado pelos Comitês Executivo e de Coordenação do PMSB do município
(conjuntamente com prefeitura e secretarias). Através do Termo de Execução Descentralizada – TED 08/2017, celebrado entre as instituições FUNASA e IFRO, o município recebeu
assessoramento técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia
–
IFRO, por meio do Projeto Saber Viver (Portaria nº1876/REIT-CGAB/IFRO), com
financiamento advindo através da Fundação Nacional de Saúde
– FUNASA.
Dentre a gama de produtos integradores do TED 08/17, o Prognóstico do PMSB referese ao Produto D. Este produto, bem como todos os produtos integrantes do PMSB do município
também estão disponíveis para consulta pública no site https://saberviver.ifro.edu.br/
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LISTA DE SIGLAS
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
ANA - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
APP - Área de Preservação Permanente
ATS - Aterro Sanitário
ATT
– Área de Transbordo e Triagem
CAERD- Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia
CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais
EEE - Estações Elevatórias de Esgotos
ETA - Estação de Tratamento de Água
ETE - Estação de Tratamento de Esgotos
FUNASA
– Fundação Nacional da Saúde
IBGE
– Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDARON- Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril de Rondônia
MMA - Ministério do Meio Ambiente
PEV - Ponto de Entrega Voluntária
PGAIRS- Plano Regional de Gestão Associada e Integrada de Resíduos Sólidos
PGRSS - Plano de Gestão de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde
PLANSAB - Plano Nacional de Saneamento Básico
PNRS
– Plano Nacional de Resíduos Sólidos
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico
RCC
– Resíduos de Construção Civil
RDO
– Resíduos Sólidos Domiciliares
RESEX
– Reserva Extrativista
SAA- Sistema de Abastecimento de Água
SAI’s - Soluções Alternativas Individuais
SEDAM - Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental
SGRS
– Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos
SEMOSPE- Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Estradas
SES
– Sistema de Esgotamento Sanitário
SNIS - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Rio Araras. ............................................................................................................ 80
Figura 2 - Localização do ponto de captação do SAA da sede de São Felipe D’Oeste. .... 81
Figura 3 - Rio das Antas. ....................................................................................................... 82
Figura 4 - Rio Araras. ............................................................................................................ 83
Figura 5 - Aquíferos existentes no Município de São Felipe D’Oeste. ............................... 84
Figura 6 - Variantes dos sistemas de esgotamento sanitário. ............................................. 97
Figura 7 - UASB + Lodos Ativados. .................................................................................... 103
Figura 8 - UASB + Lagoa facultativa. ................................................................................ 104
Figura 9 - UASB + Filtro Biológico. .................................................................................... 105
Figura 10 - UASB + Lagoa aerada e de decantação. ......................................................... 106
Figura 11 - Lagoa anaeróbia + Lagoa facultativa. ............................................................ 107
Figura 12 - Lagoa anaeróbia + Lagoa aerada e de decantação. ....................................... 107
Figura 13 - Fluxograma para escolha da tecnologia para tratamento de esgoto doméstico
em comunidades isoladas. .................................................................................................... 109
Figura 14 - Esquema da ligação domiciliar de esgoto. ...................................................... 113
Figura 15 - Sistema combinado tanque séptico/filtro biológico. ...................................... 113
Figura 16 - Esquema do sumidouro. ................................................................................... 114
Figura 17 - Esquema de vala de infiltração. ....................................................................... 115
Figura 18 - Esquema de vala de filtração. .......................................................................... 115
Figura 19 - Tanque de evapotranspiração. ........................................................................ 116
Figura 20 - Boca de lobo quebrada no município de São Felipe D’Oeste. ...................... 121
Figura 21 - Características das alterações com a urbanização. ....................................... 126
Figura 22 - Faixas de ocupação. .......................................................................................... 127
Figura 23 - Fluxograma de implementação ou adequação da política. ........................... 138
Figura 24 - Coletores simples de óleo de cozinha, pilhas e lâmpadas usadas. ................ 143
Figura 25 - Ligações entre logística reversa, responsabilidade compartilhada, e acordo
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setorial. .................................................................................................................................. 148
Figura 26 - Síntese de critérios de elegibilidade e diretrizes para o Plano de encerramento
e pós encerramento de Lixões. ............................................................................................. 166
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LISTA DE EQUAÇÕES
Equação 1 - Projeção Geométrica (crescimento populacional em função da população
existente a cada ano) ............................................................................................................... 38
Equação 2 - Coeficiente da Projeção Geométrica................................................................ 38
Equação 3 - Vazão do Projeto ............................................................................................... 71
Equação 4 - Demanda máxima de água ............................................................................... 71
Equação 5 - Produção estimada de Esgoto ........................................................................... 88
Equação 6 - Vazão nominal de esgoto ................................................................................... 88
Equação 7 - Vazão máxima de esgoto ................................................................................... 89
Equação 8 - Vazão média de esgoto ...................................................................................... 89
Equação 9 - Vazão média de esgoto ...................................................................................... 93
Equação 10 - Produção estimada de resíduos sólidos ....................................................... 130
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LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Evolução da população recenseada do município de São Felipe D’Oeste/RO
1991-2019. ................................................................................................................................ 37
Gráfico 2 - Ligações ativas e inativas do sistema de abastecimento de água da sede
municipal. ................................................................................................................................ 44
Gráfico 3 - Ligações ativas hidrometradas e ligações ativas não hidrometradas. ............ 44
Gráfico 4 - Índice de atendimento por abastecimento de água. ......................................... 45
Gráfico 5 - Abastecimento de água na região urbana do município.................................. 45
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LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - População residente em São Felipe D’Oeste/RO. .............................................. 37
Tabela 2 - Projeção e estimativa populacional para São Felipe D’Oeste/RO 2010 a 2042,
com destaque para os anos de início de implantação do PMSB e de previsão de
universalização conforme a Lei 14.026/20. ........................................................................... 39
Tabela 3 - Variáveis do Sistema de Abastecimento de Água da sede. ............................... 46
Tabela 4 - Coeficientes de run-off para distintos tipos de áreas. ....................................... 58
Tabela 5 - Coeficientes de run-off para distintos tipos de superfície. ................................ 59
Tabela 6 - Principais valores adotados para realização do prognóstico do SAA da sede de
São Felipe D’Oeste. ................................................................................................................. 74
Tabela 7 - Avaliação das disponibilidades e necessidades para o SAA da Sede de São Felipe
D’Oeste/RO. ............................................................................................................................ 75
Tabela 8 - Estimativa da demanda de água e vazões de água para o Distrito Novo Paraíso.
.................................................................................................................................................. 77
Tabela 9 - Estimativa da demanda de água e vazões de água para demais áreas rurais. 79
Tabela 10 - Projeção da vazão de esgoto para o horizonte do PMSB na sede do município
de São Felipe D’Oeste/RO. ..................................................................................................... 90
Tabela 11 - Projeção da vazão de esgoto para o Distrito Novo Paraíso. ........................... 91
Tabela 12 - Avaliação da carga orgânica gerada e da demanda por coleta e tratamento de
esgoto para a zona rural de São Felipe D’Oeste/RO. .......................................................... 93
Tabela 13 - Despesas com os serviços de limpeza pública no ano de 2019. ..................... 135
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Distribuição das Metas e temporalidades. ........................................................ 19
Quadro 2 - Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Área Urbana. ................. 27
Quadro 3 - Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Distrito Novo Paraíso. .. 27
Quadro 4 - Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Áreas rurais. .................. 28
Quadro 5 - Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Área Urbana. ................... 29
Quadro 6 - Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Distrito Novo Paraíso. .... 30
Quadro 7 - Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Comunidades rurais. ...... 30
Quadro 8 - Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Área Urbana. ........... 32
Quadro 9 - Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Distrito Novo Paraíso..
.................................................................................................................................................. 32
Quadro 10 - Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Comunidades rurais.
.................................................................................................................................................. 32
Quadro 11 - Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Área Urbana. .......... 34
Quadro 12 - Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Distrito Novo Paraíso.
.................................................................................................................................................. 35
Quadro 13 - Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Comunidades rurais.
.................................................................................................................................................. 35
Quadro 14 - Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços de Saneamento Básico no
Município, segundo as Dimensões Nacional, Estadual e Local .......................................... 41
Quadro 15 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água
tratada na Sede municipal de São Felipe D’Oeste. .............................................................. 48
Quadro 16 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água
tratada no Distrito Novo Paraíso. ......................................................................................... 49
Quadro 17 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água
tratada nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. .................................................... 49
Quadro 18 - Tipos de esgotamento sanitário em São Felipe D’Oeste. ............................... 51
Quadro 19 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário na
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Sede municipal de São Felipe D’Oeste. ................................................................................. 53
Quadro 20 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário no
Distrito Novo Paraíso. ............................................................................................................ 53
Quadro 21 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário
nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. .................................................................. 54
Quadro 22 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais na sede municipal de São Felipe D’Oeste. ................................................... 60
Quadro 23 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais no Distrito Novo Paraíso. .............................................................................. 61
Quadro 24 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. ......................................... 61
Quadro 25 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos
na Sede municipal de São Felipe D’Oeste. ........................................................................... 67
Quadro 26 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos
no Distrito Novo Paraíso. ....................................................................................................... 68
Quadro 27 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos
nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. .................................................................. 68
Quadro 28 - Possíveis Mananciais para abastecimento futuro do município de São Felipe
D’Oeste. ................................................................................................................................... 85
Quadro 29 - Limites e/ou condições de coliformes fecais para águas de Classe I. ........... 94
Quadro 30 - Condições e padrões específicos de lançamento direto de efluentes oriundos
de sistemas de tratamento de esgotos sanitários. ................................................................. 95
Quadro 31 - Padrões de lançamento de efluentes
– Parâmetros inorgânicos. .................. 96
Quadro 32 - Níveis de tratamento. ........................................................................................ 98
Quadro 33 - Tipos de Lagoas de estabilização. .................................................................... 99
Quadro 34 - Lodos ativados e suas variantes. ...................................................................... 99
Quadro 35 - Sistemas aeróbios com biofilmes. .................................................................. 100
Quadro 36 - Sistemas anaeróbios. ....................................................................................... 100
Quadro 37 - Tipos de disposição no solo. ........................................................................... 100
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Quadro 38 - Dados de entrada ETEx para Sede. .............................................................. 101
Quadro 39 - Dados de entrada ETEx para o Distrito Novo Paraíso. ............................... 101
Quadro 40 - Resultado dos cálculos de estimativa de custos dos tipos de ETEs para a Sede
Municipal de São Felipe D’Oeste. ....................................................................................... 102
Quadro 41 - Resultado dos cálculos de estimativa de custos dos tipos de ETEs para o
Distrito Novo Paraíso. .......................................................................................................... 102
Quadro 42 - Síntese das principais características das quinze tecnologias selecionadas
para o tratamento de esgoto de comunidades isoladas. .................................................... 110
Quadro 43 - Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas na sede do Município.
................................................................................................................................................ 121
Quadro 44 - Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas no Distrito de Novo
Paraíso. .................................................................................................................................. 122
Quadro 45 - Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas nas demais localidades
rurais. ..................................................................................................................................... 123
Quadro 46 - Dispositivos de controle na fonte. .................................................................. 124
Quadro 47 - Geração de resíduos sólidos por tipo no ano de 2019. ................................. 131
Quadro 48 - Previsão de geração de RDO por tipologia conforme horizonte do PMSB (São
Felipe D’Oeste). ..................................................................................................................... 133
Quadro 49 - Despesas com os serviços de limpeza pública no ano de 2019. ................... 141
Quadro 50 - Restrições legais para a escolha de áreas para a disposição de resíduos sólidos
urbanos. ................................................................................................................................. 152
Quadro 51 - Consórcios existentes em Rondônia e Municípios participantes. ............... 153
Quadro 52 - Proposta 1 de arranjos municipais e instalação de unidades de gerenciamento
de RSU. .................................................................................................................................. 155
Quadro 53 - Proposta 2 de arranjos municipais e de instalação de unidades de
gerenciamento de RSU. ........................................................................................................ 156
Quadro 54 - Proposta 3 de arranjos municipais e de instalação de unidades de
gerenciamento de RSU. ........................................................................................................ 157
Quadro 55 - Formas de Prestação atual dos Serviços de Saneamento Básico no município
de São Felipe D’Oeste ........................................................................................................... 170
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Quadro 56 - Quadro síntese das possibilidades de prestação dos serviços de água e esgoto
e dos sistemas de cobrança correspondentes. ..................................................................... 173
Quadro 57 - Quadro síntese das possibilidades de prestação dos serviços de manejo de
resíduos sólidos e drenagem urbana de cobrança correspondentes. ............................... 174
Quadro 58 - Qualificação dos critérios técnicos referentes a hierarquização das
modalidades institucionais de prestação de serviços de Saneamento Básico. ................. 176
Quadro 59 - Análise comparativa das Modalidade Institucionais, considerando a
qualificação dos critérios para o município de São Felipe D’Oeste. ................................ 177
Quadro 60 - Alternativas mais viáveis para prestação dos Serviços de Saneamento Básico.
................................................................................................................................................ 180
Quadro 61 - Eventos de Emergência e Contingência. ....................................................... 184
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 16
2 METODOLOGIA 23 3 ANÁLISE TÉCNICA ATUAL 26
3.1 Abastecimento de água 27
3.1.1 Ações prioritárias referentes ao Abastecimento de água 28
3.1.1.1 Área urbana 28
3.1.1.2 Distrito Novo Paraíso 29
3.1.1.3 Demais localidades rurais 29
3.2 Esgotamento sanitário 29
3.2.1 Ações prioritárias referentes ao Esgotamento Sanitário 30
3.2.1.1 Área Urbana 30
3.2.1.2 Distrito Novo Paraíso 31
3.2.1.3 Demais localidades rurais 31
3.3 Drenagem de águas pluviais 32
3.3.1 Ações prioritárias referentes à Drenagem de águas pluviais 33
3.3.1.1 Área Urbana 33
3.3.1.2 Distrito Novo Paraíso 33
3.3.1.3 Demais localidades rurais 33
3.4 Resíduos sólidos 34
3.4.1 Ações prioritárias referentes à Gestão dos Resíduos sólidos 35
3.4.1.1 Área urbana 35
3.4.1.2 Distrito Novo Paraíso 36
3.4.1.3 Demais localidades rurais 36
4 PROJEÇÃO POPULACIONAL E HORIZONTE DO PLANO DE SANEAMENTO 37
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4.1 Dados censitários e projeção populacional 37
5 CENÁRIOS, OBJETIVOS E METAS 40
5.1 Abastecimento de água 43
5.1.1 Síntese dos cenários atuais, objetivos e metas para o abastecimento de água 47
5.2 Esgotamento sanitário 50
5.2.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o esgotamento sanitário 52
5.3 Drenagem e manejo de águas pluviais 55
5.3.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo de águas pluviais 59
5.4 Resíduos sólidos 62
5.4.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo de resíduos sólidos
66
6 PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO
ABASTECIMENTO DE ÁGUA, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, MANEJO DE
ÁGUAS PLUVIAS URBANAS E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS 69
6.1 Abastecimento de água 69
6.1.1 Diretrizes para avaliação do padrão quantitativo e qualitativo do SAA 69
6.1.2 Projeção estimativa da demanda de água 70
6.1.2.1 Zona Urbana 70
6.1.2.2 Distrito Novo Paraíso 76
6.1.2.3 Demais áreas rurais do município 78
6.1.3 Descrição dos principais mananciais (superficiais e/ou subterrâneos) passíveis de
utilização para o abastecimento de água na área de planejamento 80
6.1.4 Definição das alternativas de manancial para atender a área de planejamento 85
6.1.5 Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda
calculada 86
6.1.5.1 Sede Municipal 86
6.1.5.2 Distrito Novo Paraíso 86
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6.1.5.3 Demais localidades rurais 87
6.2 Esgotamento sanitário 87
6.2.1 Diretrizes para avaliação do padrão quantitativo e qualitativo do SES 87
6.2.2 Projeção da Vazão de Esgotos e Estimativa da Carga e Concentração de DBO e
Coliformes Fecais 87
6.2.2.1 Zona Urbana 87
6.2.2.2 Zona Rural 92
6.2.3 Padrão de Lançamento para Efluente Final de SES 94
6.2.4 Sugestões de soluções técnicas para a problemática do esgotamento sanitário 97
6.2.4.1 Sistema 1 - UASB + Lodos Ativados 103
6.2.4.2 Sistema 2 - UASB + Lagoa facultativa 103
6.2.4.3 Sistema 3 - UASB + Filtro Biológico 104
6.2.4.4 Sistema 4 - UASB + Lagoa aerada e de decantação 105
6.2.4.5 Sistema 5 - Lagoa anaeróbia + Lagoa facultativa 106
6.2.4.6 Sistema 6 - Lagoa anaeróbia + Lagoa aerada e de decantação 107
6.2.4.7 Sistemas baseados em tecnologias disponíveis no Manual de Saneamento
elaborado pela FUNASA e normas técnicas da ABNT para tratamento de
esgotos em comunidades 108
6.2.5 Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda
calculada 111
6.2.6 Melhorias sanitárias domésticas 111
6.2.6.1 Comparação das alternativas de tratamento dos esgotos sanitários: se
centralizado ou se descentralizado, justificando a abordagem selecionada
112
6.3 Drenagem e manejo de águas pluviais 118
6.3.1 Diretrizes para reduzir o assoreamento de cursos d’água e de bacias de detenção
120
6.3.2 Diretrizes para reduzir o lançamento de resíduos sólidos nos corpos d’água 121
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6.3.3 Diretrizes para o controle de escoamento na fonte 123
6.3.4 Diretrizes para o tratamento de fundos de vale 126
6.3.5 Analise da necessidade de complementação do sistema com estruturas de micro
e macrodrenagem, sem comprometer a concepção de manejo de águas pluviais
128
6.4 Gestão dos resíduos sólidos 129
6.4.1 Projeção da geração dos resíduos sólidos 130
6.4.2 Metodologia para o cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de
limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, bem como a forma de cobrança
desses serviços 135
6.4.3 Novo cenário e exigências para a sustentabilidade econômico-financeira dos
serviços de manejo dos resíduos sólidos. 138
6.4.4 Gerenciamento dos resíduos sólidos e regras para transporte 139
6.4.4.1 Coleta seletiva e logística reversa 140
6.4.4.2 Gestão dos resíduos da construção civil 143
6.4.5 Critérios para pontos de apoio ao sistema na área de planejamento (apoio à
guarnição, centros de coleta voluntária, mensagens educativas) 144
6.4.6 Descrição das formas e dos limites de participação da Prefeitura na coleta
seletiva e na logística reversa respeitado o disposto no art. 33 da Lei
12.305/2010 e outras ações de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de
vida dos produtos 146
6.4.7 Critérios de escolha da área para destinação e disposição final adequada de
resíduos inertes gerados no município (seja por meio de reciclagem ou em
aterro sanitário) 150
6.4.8 Identificação de áreas favoráveis para a disposição final de resíduos,
identificando as áreas com risco de poluição e/ou contaminação 151
6.4.9 Procedimentos operacionais e especificações mínimas a serem adotados nos
serviços, incluída a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos 158
7 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO DESENVOLVIMENTO
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INSTITUCIONAL 168
7.1 Modalidades institucionais de prestação de serviços de saneamento básico a disposição
do município 170
7.2 Conselho Municipal de Saneamento Básico 180
8 PREVISÃO DE EVENTOS DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA 182
9 REFERÊNCIAS 187
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1 INTRODUÇÃO
O relatório de Prospectiva e Planejamento Estratégico (Produto D) do PMSB de São
Felipe D’Oeste se propõe a apresentar os cenários atual e futuro para os quatro componentes
que compõem o saneamento básico, abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo e
drenagem de águas pluviais, manejo de resíduos sólidos. Segundo o Termo de Referência (TR)
da FUNASA, para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico
– PMSB
(FUNASA, 2018).
Esta fase de Prospectiva e Planejamento Estratégico, também denominada de
Prognóstico, deve englobar a definição dos objetivos e metas e prospectivas técnicas que
nortearão a elaboração das propostas de programas, projetos, ações e do plano de execução das
próximas fases do planejamento, para cada um dos quatro componentes, de modo que as
estratégias nesta etapa elaboradas permitirão a efetiva atuação para a melhoria das condições
dos serviços de saneamento.
A identificação dos cenários futuros possíveis e desejáveis serve para nortear as ações
do presente e prever condições racionais para a tomada de decisões através de referenciais
concretos, produzidos a partir de um processo de planejamento estratégico participativo que
relaciona os saberes populares e técnicos. Desta feita, a análise integrada desses aspectos do
Prognóstico possibilita o embasamento técnico necessário para estudo e definição de um
Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços.
A construção de cenários é importante para compatibilizar programas, projetos e ações
necessárias para atingir os objetivos e as metas, de modo compatível com os respectivos planos
plurianuais e com outros planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de
financiamento.
Os cenários apresentados serão analisados e avaliados técnica e financeiramente em
termos de sua viabilidade tecnológica, ambiental e social, seguindo as orientações da Resolução
Recomendada n° 75/2009 do Ministério das cidades (que estabelece orientações relativas à
Política de Saneamento Básico), para auxiliar na escolha do modelo de gestão, assim como, na
definição das ações necessárias para garantir a sustentabilidade financeira, a qualidade, a
regularidade e a universalização dos serviços de saneamento básico no município, tanto na zona
urbana, quanto na zona rural.
É importante ressaltar que toda a construção dos cenários deve estar embasada na
legislação vigente, considerando-se o contexto legal demarcado pela mesma. Portanto, é
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importante notar que ao tempo da aprovação deste produto, a Lei 11.445/07, que estabelece as
diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico,
foi atualizada pela Lei 14.026, de 15 de julho de 2020.
Nessa direção, a Lei nº 14.026/2020, atualizou as diretrizes do marco regulatório do
Saneamento Básico, Lei nº 11.445/2007 e promoveu mudanças na Lei nº 9.984/2000. Para
tanto, destaca-se as principais alterações promovidas pela Lei nº 14.026/2020, para melhor
esclarecimento do conteúdo deste Prognóstico: ● Compatibilidade entre Planos
Em nova redação, a Lei reitera que “Os planos de saneamento básico deverão ser
compatíveis com os planos das bacias hidrográficas e com planos diretores dos Municípios em
que estiverem inseridos, ou com os planos de desenvolvimento urbano. ● Universalização dos Serviços de Saneamento básico
A Lei nº 14.026/2020 determina a universalização dos serviços de saneamento básico,
garantindo que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento
e a coleta de esgoto, de acordo com o tipo de prestação de serviço:
a) Contratos de concessão: nesse tipo de prestação a universalização dos serviços deve
ocorrer até 31 de dezembro 2033;
b) Prestação direta pelo município: nesse tipo de prestação a universalização dos
serviços deve ocorrer até 31 de dezembro de 2039.
.
● Contratos de Concessão
Uma atualização de fundamental importância é que, com a promulgação da lei, os
serviços de saneamento básico só podem ser executados na forma direta (a exemplo de
autarquia municipal) ou por concessão mediante licitação, podendo esta concessão ser de forma
individual ou regionalizada. Portanto, fica vedada a prestação mediante contrato de programa,
convênio, termo de parceria ou outros instrumentos de natureza precária.
Assim, o marco regulatório do saneamento básico, extingue os chamados “contratos de
programa”, firmados, sem licitação, entre municípios e empresas estaduais de saneamento.
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Esses acordos, atualmente, são firmados com regras de prestação de tarifação, mas sem
concorrência. Determinando a obrigatoriedade da realização de licitação, com participação de
empresas públicas e privadas.
Nos municípios em que atualmente os serviços de saneamento básico sejam prestados
mediante contrato de programa, poderão ser mantidos. No entanto, os contratos que não
possuírem metas de universalização, sustentabilidade financeira, qualidade e eficiência dos
serviços terão até 31 de março de 2022 para alterar os contratos vigentes para viabilizar essa
inclusão. ● Atribuição de titularidade para os Estados sobre os serviços de interesse comum
entre vários municípios
O Novo Marco determina que os Estados, componham em até 180 dias grupos ou
blocos de municípios que poderão contratar os serviços de forma coletiva, municípios de
um mesmo bloco não precisam ser vizinhos. Esses blocos deverão implementar planos
municipais e regionais de saneamento básico; e a União poderá oferecer apoio técnico e
financeiro para a execução dessa tarefa.
No caso do Estado de Rondônia, a Lei Estadual nº 4.955, de 19 de janeiro de 2021,
instituiu Unidade Regional de Saneamento Básico no Estado de Rondônia, a qual contempla os
52 (cinquenta e dois) municípios do Estado.
Assim, em caso de escolha de concessão regionalizada dos serviços de saneamento
básico, a opção estendida ao município já está formalizada, visto que a lei define que a Unidade
Regional contemplará, automaticamente, outros municípios, regiões metropolitanas,
aglomerações urbanas ou microrregiões que venham a ser posteriormente criados no estado de
Rondônia, os quais demandam prévios estudos de viabilidade. ● Integração com a Política Nacional de Resíduos Sólidos
Outro ponto regulamentado pela legislação atualizada refere-se a uma integração mais
efetiva com a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, incluindo adaptações essenciais
para a constituição de um ordenamento íntegro e coeso. No sentido de integrar os componentes
do PMSB, a nova lei estabelece:
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a) a articulação entre o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), a PNRS e
o Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH);
b) a inclusão, no PLANSAB, dos princípios e estratégias da PNRS;
c) a integração do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos
Sólidos
– SINIR, criado pela PNRS;
d) a inclusão das instalações integrantes dos serviços públicos de manejo de resíduos
sólidos na regra que trata dos requisitos para licenciamento ambiental. ● Regulação da prestação de serviços
Conforme a Lei 14.026/2020, as entidades reguladoras devem estabelecer padrões e
normas (de dimensões técnica, econômica e social) para a adequada prestação e a expansão da
qualidade dos serviços e para a satisfação dos usuários, com observação das normas de
referência editadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
– ANA.
Delineadas as demarcações legais e instrucionais apresentadas, o foco se dirige à
construção prática do Prognóstico. O alcance do Plano Municipal de Saneamento Básico
(PMSB) do Município, de acordo com o TR/FUNASA 2018 se estende por um horizonte de
vinte anos, a contar do ano de elaboração do plano. Todavia, com a nova regulamentação
promovida pela Lei 14.026/20, a temporalidade, para cumprimento dessas metas, no que se
refere a universalização do acesso a água potável à 99% da população e a coleta e tratamento
de esgoto à 90% da população, se altera de acordo com o tipo de prestação de serviços
estabelecidas pelos municípios, conforme evidenciado no Quadro 1.
Quadro 1 - Distribuição das Metas e temporalidades.
Contratos de Concessão Temporalidades
Imediato até 02 anos 2 anos
Curto prazo 3 a 6 anos 4 anos
Médio prazo 7 a 10 anos 5 anos
Total 11 Anos (até 2033)
Gestão Autônoma Temporalidades
Imediato até 02 anos 2 anos
Curto prazo 3 a 5 anos 3 anos
Médio prazo 6 a 9 anos 4 anos
Longo Prazo 10 a 17 anos 8 anos
Total 17 anos (até 2039)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Logo, os programas, projetos e ações, que compõem o prognóstico, serão delineados
considerando-se as metas estabelecidas pelo marco regulatório do Saneamento Básico vigente.
Da mesma forma, sua revisão está condicionada ao prazo não superior a 10 (dez) anos.
Conforme estabelecido na Lei 14.026/20, em seu Artigo 19, inciso V e parágrafo 4º.
Ressaltados estes pontos, adentramos na construção da Prospectiva e Planejamento
Estratégico do município. Introdutoriamente, cabe elencar de forma sumária os principais
problemas e potencialidades identificados no Diagnóstico Técnico-Participativo do PMSB do
município de São Felipe D’Oeste.
De acordo com o relatório do Diagnóstico técnico-participativo (Produto C) do PMSB,
a sede do município de São Felipe D’Oeste possui cerca 2.082 habitantes e conta com rede
pública de abastecimento de água, operacionalizada pela CAERD. O sistema possui 14,89 kmde
extensão de rede de distribuição de água instalados, tendo um total de 730 ligações. Do total de
ligações, 457 ligações estão ativas, 396 são hidrometradas, representando um índice de
hidrometração de 86,65% das ligações existentes (CAERD, 2019). Do total de 2.082 habitantes
da área urbana o sistema atende 1.996 pessoas com abastecimento de água urbano,
representando 95,87% da população urbana. Dessa forma, apenas 4,13% dos habitantes urbanos
(86 habitantes) utilizam soluções alternativas individuais como fonte de água.
No que se refere ao esgotamento sanitário, no Município de São Felipe D’Oeste não
foram verificados sistemas relacionados ao esgotamento sanitário convencional (estação
elevatória, interceptores, estações de tratamento, emissários, etc.), também não há sistemas
condominiais, tornando-se o mais usual pelos moradores a utilização de fossas rudimentares.
No entanto, o Município possui um projeto para implantação do sistema público de esgotamento
sanitário, que foi realizado com recurso da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) no
Programa de Aceleração do Crescimento
– PAC2/2012.
Quanto ao manejo de águas pluviais, a Sede urbana possui na malha urbana 11.000
metros (11km) de ruas pavimentadas com presença de sarjetas ou meios-fios, sendo que apenas
2.400 metros (2,4km) de vias possuem pavimentação com dispositivos de microdrenagem
subterrânea. A rede coletora é composta por manilha de concreto armado justapostas com 3
tamanhos de diâmetros.
Por fim, em São Felipe D’Oeste o manejo dos resíduos sólidos e os serviços de limpeza
urbana são realizados pela Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Estradas
(SEMOSPE). Os resíduos recicláveis do Município atualmente são destinados para uma
cooperativa de catadores localizada no Município de Cacoal/RO, a COOPERCATAR
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(Cooperativa de Catadores de Recicláveis). O Município de São Felipe D’Oeste faz parte do
Consorcio Público Intermunicipal da Região Centro Leste do Estado de Rondônia
(CIMCERO), e realiza a destinação final de seus resíduos sólidos domiciliares (desde o ano de
2014, quando o lixão do Município foi desativado (Decreto nº1062/2014) devido ao TAC
(Termo de Ajustamento de Conduta) aplicado pelo Ministério Público ao Município) em aterro
sanitário.
A percepção social quanto ao saneamento básico também foi matéria de análise do
diagnóstico técnico-participativo do PMSB municipal, a partir de entrevistas realizadas por
amostragem da população.
Sobre o abastecimento de água, 76% dos domicílios visitados responderam que a água
provém da rede pública (CAERD), 13% utilizam poço tubular, 5% utilizam poço amazonas,
5% dos domicílios utilizam duas formas de abastecimento (rede pública e poço), e 2% utilizam
outras formas. Aproximadamente 33% dos entrevistados afirmaram que o abastecimento da
residência apresenta problemas quanto à qualidade da água e frequência do fornecimento.
Analisando somente a porcentagem dos participantes que enfrentam problemas com o
abastecimento de água, 45% têm problemas com o a frequência do abastecimento e com a
qualidade da água, 33% têm problemas apenas com a frequência, e 23% têm problemas apenas
com a qualidade da água. Referente ao tipo de tratamento da água para consumo, em 21% a
água tratada é comprada em galão, 28% dos domicílios visitados utilizam filtro, 30% realizam
tratamento com cloro, 1% filtram e adicionam cloro na água, 17% não fazem nenhum tipo de
tratamento (estes afirmam que a água é tratada pela prestadora de serviço de abastecimento de
água), e 3% utilizam outras formas de tratamento.
Acerca do “esgotamento sanitário” na área urbana, a maioria dos domicílios possuem
sanitário/banheiro dentro de casa (94%). No entanto, 24% utilizam fossas rudimentares como
destinação final do esgoto, 75% afirmam utilizar fossas sépticas, 1% apontam outras
destinações para o esgotamento sanitário domiciliar. Quando abordado sobre a frequência de
limpeza das fossas, 50% responderam que não realizam limpeza, 35% responderam que fazem
limpeza anualmente/semestralmente, e 15% não souberam responder. Em 40% dos domicílios
entrevistados há separação do esgoto, entre a água residual utilizada nos sanitários e a água
utilizada em pia/chuveiro/máquina de lavar.
Quanto ao manejo de águas pluviais, 10% dos entrevistados apontaram que os locais
onde residem não são asfaltados. Aproximadamente metade dos entrevistados afirmaram que
não há sistema de drenagem na via onde moram. No período chuvoso, 35% dos entrevistados
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afirmaram que enfrentam problemas, como: mau cheiro em ralos e saídas coletoras de água,
transbordamento de fossas, acúmulo de lixo, enxurradas, erosão, inundação e alagamento. Os
problemas ocorrem nas casas e nas ruas. Indagado se próximo às residências havia algum
igarapé ou rio, 16% responderam “sim, com vegetação protegendo”, 8% responderam “sim,
sem vegetação protegendo”, 74% responderam “não há rio/igarapé próximo”, e 2% não
souberam responder.
Por fim, a existência de coleta de resíduos sólidos domiciliares em suas ruas é afirmada
a existência de coleta de lixo, 99% dos domicílios visitados responderam que há coleta em suas
ruas. Desses, 93% estão satisfeitos com os serviços. Sobre os materiais recicláveis, 21% dos
participantes da pesquisa disseram que selecionam materiais recicláveis para catadores/centros
de reciclagem. No que tange à coleta seletiva, 46% afirmaram que não existe esse tipo de coleta
em suas comunidades, 42% disseram que há, e 12% não souberam responder. Cerca de 97%
responderam que acham muito importante/importante reciclar o lixo e participar da coleta
seletiva. Ainda correspondente ao componente dos resíduos sólidos, 80% dos participantes da
pesquisa disseram que a Prefeitura realiza serviços de limpeza urbanas em seus bairros
(varrição, poda das árvores, roçada, coleta de entulhos, coleta de animais mortos).
Aproximadamente 74% consideram as ruas de seus bairros limpas. Por fim, perguntado se
há/houve campanhas de sensibilização em relação à coleta seletiva, 86% responderam não.
Quanto à existência de programas de educação ambiental para limpeza urbana e resíduos
sólidos no Município, 58% responderam que não há/houve.
Mediante estas informações introdutórias apresentadas, seguem a Metodologia utilizada
na construção deste Prognóstico, a Análise técnica dos componentes consoante com a Projeção
populacional para o horizonte do PMSB, os Cenários, objetivos e metas delineados, a
Prospectiva e o Planejamento Estratégico definidos para cada componente, além da Previsão
de eventos de emergência e contingência.
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2 METODOLOGIA
A metodologia apresentada neste relatório consistiu basicamente na identificação do
cenário atual, na definição de objetivos a serem alcançados e na construção de um novo cenário
para cada um dos quatro componentes do saneamento básico de São Felipe D’Oeste/RO.
Na identificação dos cenários atuais foram considerados as informações técnicas e as
informações obtidas junto a população, as quais estão consolidadas no Produto C (Diagnóstico
Técnico-Participativo do PMSB). Com base nestes dados e informações, inicialmente
procurou-se identificar as fragilidades e potencialidades atinentes a cada componente,
aplicando-as a uma Matriz de Condicionantes, Deficiências e Potencialidades (CDP), a fim de
permitir visão mais clara da real situação e assim garantir melhor análise e compreensão para a
construção dos cenários de referência.
A matriz CDP se mostrou bastante adequada para o Prognóstico do PMSB, por possuir
uma representação gráfica que facilita o cruzamento dos dados e a visualização e compreensão
destes quanto à transmissão e aplicação dos resultados. A Matriz CDP, aplicada no
planejamento, considera os seguintes aspectos: ● Condicionantes – Elementos de estrutura urbana (e rural) que devem ser
mantidos, preservados ou conservados e, sobretudo, considerados no planejamento.
São, basicamente, os elementos do ambiente urbano (e rural) e natural, ou planos e
decisões existentes, com consequências futuras previsíveis no ambiente físico ou na
estrutura urbana, que determinam a ocupação e o uso do espaço municipal. ● Deficiências – Situações que devem ser melhoradas ou problemas que devem ser
eliminados. São situações negativas para o desempenho das funções da cidade e do
município, e que significam estrangulamentos de caráter qualitativo e quantitativo
para o desenvolvimento da área em estudo e da sua comunidade. ● Potencialidades – Elementos, recursos ou vantagens que podem ser incorporados
positivamente ao sistema territorial e que até então não foram aproveitados
adequadamente.
Em resumo, pode-se indicar que a principal vantagem da sistemática CDP é a
facilidade de complementação e de aperfeiçoamento contínuo em termos de abrangência e de
detalhamento dos elementos de planejamento. As atividades básicas de aplicação da CDP são: ● Sistematização e Análise das Informações; ● Identificação das Áreas Prioritárias de Ação; ● Identificação das Medidas Prioritárias.
A partir das problemáticas apresentadas no cenário atual e das projeções de demanda,
foram propostos, pelo comitê executivo do PMSB, os objetivos e metas que compõem o cenário
futuro para a organização dos serviços que melhor se adaptam às suas necessidades e condições.
Os objetivos apresentam as melhorias definidas para cada componente do saneamento
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básico e da saúde pública manifestadas pela população e avaliadas pelos técnicos a respeito dos
cenários futuros a serem construídos. As metas demarcam os objetivos em termos de resultados
mensuráveis, distribuídas ao longo do horizonte de 20 anos de execução do PMSB, e visando
sobretudo alcançar a universalização do acesso aos serviços de saneamento básico, de modo a
reduzir as desigualdades sociais pela melhoria da qualidade dos serviços prestados à população.
Os cenários foram, preferencialmente, divididos em zonas, a saber: urbana e rural.
Com os objetivos consolidados, realizou-se a análise financeira do cenário em questão.
As simulações financeiras foram realizadas adotando-se parâmetros obtidos por meio de
consultas a outros prestadores de serviços, em projetos na área do saneamento básico e
indicadores de desempenho ou banco de informações como o disponibilizado pelo Sistema
Nacional de Informações do Saneamento (SNIS). O período considerado para a construção dos
cenários financeiros econômicos nas áreas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e
resíduos sólidos corresponde aos anos de 2022 a 2042.
As metas expressam os objetivos em termos de resultados e para isso devem ser
mensuráveis. Devem ser propostas de forma gradual (como os resultados dos objetivos serão
alcançados no tempo) e, preferencialmente, apoiadas em indicadores. As metas poderão ser
distribuídas ao longo do horizonte de vinte anos do PMSB. Todavia, com a nova
regulamentação promovida pela Lei 14.026/20, a temporalidade, para cumprimento dessas
metas, no que se refere a universalização do acesso a água potável à 99% da população e a
coleta e tratamento de esgoto à 90% da população, se altera de acordo com o tipo de prestação
de serviços estabelecidas pelos municípios, conforme supracitado no Quadro 1. Já para os
serviços de drenagem e resíduos sólidos, as metas seguem o prazo estipulado no TR 2018 da
FUNASA, como:
• imediata ou emergencial: até 3 anos
• curto prazo: entre 4 e 8 anos
• médio prazo: entre 9 e 12 anos
• longo prazo: entre 13 e 20 anos
A metodologia de avaliação econômica utilizada para a avaliação dos cenários propostos
foi o método do Valor Presente Líquido (VPL). O método VPL constitui-se na diferença entre
o valor a ser investido e o valor dos benefícios esperados no futuro, descontados para uma data
inicial, usando-se uma taxa de descontos. Nesta metodologia, os valores nominais atuais foram
trazidos ao valor presente como forma de comparação das alternativas a serem estudadas.
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Conhecer o VPL dos recursos monetários que serão esperados no futuro decorrentes da
cobrança de taxas e tarifas é importante, pois o valor monetário modifica-se com o tempo.
Os cenários atuais e o futuro foram construídos e avaliados pelo comitê executivo e
aprovados pelo comitê de coordenação, tendo sido considerado os anseios da população. Os
cenários analisados neste relatório deverão ser otimizados à medida que o Conselho Municipal
de Saneamento Básico e a população em geral forem se apropriando das ações necessárias para
alcançar os objetivos definidos para o saneamento durante o processo de gerenciamento do
PMSB de São Felipe D’Oeste/RO.
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3 ANÁLISE TÉCNICA ATUAL
O município de São Felipe D’Oeste, tal qual detalhadamente exposto no Diagnóstico
Técnico-Participativo do PMSB (Produto C), é um município extenso que possui diversos
setores, agrupados conforme as especificidades e os contextos socioeconômicos aproximados.
Assim, continuando o agrupamento trabalhado no Diagnóstico, setorizamos o Prognóstico
considerando: ● a Sede Municipal (área urbana); ● Distrito Novo Paraíso; ● Comunidades rurais (englobando as demais chácaras, comunidades, colônias,
ramais e projetos de características rurais).
A análise técnica atual está apresentada nos quadros a seguir, os quais expõem as
Condicionantes, Deficiências e Potencialidades (CDP) hodierna levantadas pelo Diagnóstico
Técnico-Participativo, para os quatro componentes do saneamento básico. A partir da análise
das matrizes CDP, são também apresentadas as ações prioritárias para cada componente.
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3.1 Abastecimento de água
Quadro 2 - Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Área Urbana.
Planejamento Abastecimento de água
Área Urbana
Condicionantes
- Percentual de 78,70% de atendimento do sistema de abastecimento de água da sede
municipal;
- Boa micromedição (81,16%);
- Contrato com prazo de 30 anos, com início no ano de 2015 e vencimento no ano de
2045 para o Serviço de abastecimento de água
– CAERD.
Deficiências
- Alto índice de perdas de água na distribuição (52,51%);
- Ponto de captação de água da sede encontra-se em área não regularizada e há a
presença de animais no entorno;
- Uso de poços rasos em área urbana atendida com SAA;
- Falta agência reguladora;
- Ausência de macromedidores para medir a vazão;
- Constantes quedas de energia e inoperabilidade da captação da água bruta e da
elevação da água tratada para o reservatório;
- Lançamento em local inadequado e sem o devido tratamento do lodo proveniente da
ETA;
- O SAA São Felipe D’Oeste não atende plenamente a legislação vigente, no que
tange o número mínimo de amostras e frequência para o controle da qualidade da
água de sistema de abastecimento;
- Falta de um programa de educação sanitária ambiental que atenda a sede municipal,
Distrito Novo Paraíso e a área rural;
- Necessidade de criação de um Conselho Municipal de Saneamento Básico que
atenda aos 4 componentes do saneamento básico.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para
os municípios.
Indicações da
Sociedade
nos Eventos Setoriais
na
fase de Mobilização
Social
- Reclamações quanto as quedas de energia que ocasionam a paralisação no
fornecimento de água.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 3 - Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Distrito Novo Paraíso.
Planejamento Abastecimento de água
Área Distrito Novo Paraíso
Condicionantes
- Percentual de atendimento urbano de 59,5%;
- Percentual de 100% de rede de distribuição de água;
- Boa micromedição (78,20%)
Deficiências
- Reservatório do distrito necessita de manutenção;
- A CAERD não realiza o monitoramento qualidade da água bruta que é distribuída
para a população do Distrito.
- Não há informações referente as perdas de água.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os
municípios.
Indicações da
Sociedade
nos Eventos
Setoriais na
fase de Mobilização
Social
- Reclamações quanto a intermitência no abastecimento quando ocorre quedas de
energia;
- Reclamações sobre a falta de água nos meses de seca;
- Houve reclamações quanto a turbidez elevada da água distribuída.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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Quadro 4 - Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Áreas rurais.
Planejamento Abastecimento de água
Área Comunidades rurais
Condicionantes - Não possui.
Deficiências
- Falta de tratamento da água utilizada pelos moradores;
- Captação feita através de alternativas individuais (perfuração de poços rasos);
- Eventual perfuração de poços próximos a fossas negras;
- Falta de informações cadastrais sobre soluções adotadas pelos moradores;
- Ausência de avaliação da qualidade dos Sistemas Alternativos Individuais da área
rural.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para
os municípios.
Indicações da
Sociedade
nos Eventos Setoriais
na
fase de Mobilização
Social
- Alguns moradores não fazem nenhum tipo de tratamento da água para consumo.
.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
3.1.1 Ações prioritárias referentes ao Abastecimento de água
3.1.1.1 Área urbana ● Manutenção na rede de distribuição visando a redução das perdas de água; ● Ampliar a rede de distribuição de água para atender 99% da população urbana; ● Melhorar as estruturas do sistema de abastecimento (reservação, abastecimento, sistema
de elevação), evitando a intermitência periódica no fornecimento de água para a
população;
● Implantação de macromedidores e micromedidores; ● Ampliar número de ligações domiciliares; ● Incentivar a população a fazer a ligação na rede de distribuição; ● Realizar as manutenções e reformas, de forma periódica e sistematizada, nas
infraestruturas do SAA;
● Obter conjuntos Motobomba reserva para a captação; ● Realizar macromedição; ● Criar, implantar e propagar programas de educação sanitária ambiental, em diversos
níveis educacionais, para a população, em face das problemáticas de falta de proteção e
preservação de mananciais e da necessidade de recuperação ambiental, sobretudo, das
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nascentes e matas ciliares.
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3.1.1.2 Distrito Novo Paraíso ● Melhorar as estruturas do sistema de abastecimento (reservação, abastecimento, sistema
de elevação e rede de distribuição), promovendo maior eficiência do sistema e evitando
a intermitência periódica no fornecimento de água para a população;
● Realizar macromedição; ● Atender aos requisitos de monitoramento da legislação vigente referente a qualidade da
água bruta e distribuída;
● Aumentar investimentos para reparação do sistema existente; ● Criar e implantar programas de educação sanitária ambiental para a população.
3.1.1.3 Demais localidades rurais ● Implantar sistema individual de abastecimento de água; ● Aumentar investimentos no setor de abastecimento de água; ● Criar e implantar programas de proteção a nascentes e mananciais; ● Criar e implantar programas de educação sanitária ambiental para a população, em face
das problemáticas de falta de proteção e de preservação e da necessidade de promover
a recuperação ambiental, sobretudo, das nascentes e matas ciliares.
● Criar e implantar programa de orientação à população quanto às formas de realizar
tratamento mínimo (desinfecção) na água de poços antes do consumo.
3.2 Esgotamento sanitário
Quadro 5 - Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Área Urbana.
Planejamento Esgotamento sanitário
Área Urbana
Condicionantes - O Município possui um projeto elaborado no ano de 2012 para implantação do
sistema público de esgotamento sanitário na sede municipal.
Deficiências
- Uso de fossas rudimentares entre outras destinações inadequadas para o
esgotamento sanitário; - Lançamento de águas cinzas nas ruas;
- Ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo
para os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização Social
- Relatos de lançamento de esgotos diretamente em canais e valas;
- Fossas construídas sem a distância recomendada dos poços.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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Quadro 6 - Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Distrito Novo Paraíso.
Planejamento Esgotamento sanitário
Área Distrito Novo Paraíso
Condicionantes Não possui.
Deficiências
-Uso de fossas rudimentares entre outras destinações inadequadas para o
esgotamento sanitário;
- Lançamento de esgoto na rede de drenagem;
- Lançamento de águas cinzas nas ruas.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo
para os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização Social
- Uso predominante de fossas rudimentares e latrinas.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 7 - Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Comunidades rurais.
Planejamento Esgotamento sanitário
Área Comunidades rurais
Condicionantes Não possui.
Deficiências
- Uso de fossas rudimentares entre outras destinações inadequadas para o
esgotamento sanitário;
- Lançamento de águas cinzas a céu aberto;
- Ausência de programas e incentivos para soluções individuais adequadas
na zona rural e para população de baixa renda.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a
fundo para os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização Social
- Uso predominante de fossas rudimentares e latrinas.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
3.2.1 Ações prioritárias referentes ao Esgotamento Sanitário
3.2.1.1 Área Urbana ● Captar recursos para realizar obras de esgotamento sanitário coletivo; ● Atender a Lei 14.026/20 e realizar a licitação de concessão para prestação dos serviços
esgotamento sanitário ou instituir um SAAE;
● Realizar revisão de taxas e tarifas a fim de buscar sustentabilidade econômicofinanceira; ● Implantar o sistema coletivo de esgotamento sanitário para atender 100% da área
urbana;
● Realizar análises da qualidade do efluente tratado; ● Eliminar soluções alternativas individuais com padrão construtivo inadequado.
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● Criar Plano Setorial de Esgotamento Sanitário (a cargo da concessionária).
3.2.1.2 Distrito Novo Paraíso ● Captar recursos para realizar obras de esgotamento sanitário coletivo; ● Atender a Lei 14.026/20 e realizar a licitação de concessão para prestação dos serviços
esgotamento sanitário ou instituir um SAAE;
● Realizar aplicação de taxas e tarifas a fim de buscar sustentabilidade econômicofinanceira; ● Implantar o sistema coletivo de esgotamento sanitário para atender 100% da área
urbana;
● Realizar análises da qualidade do efluente tratado; ● Eliminar soluções alternativas individuais com padrão construtivo inadequado. ● Criar Plano Setorial de Esgotamento Sanitário (a cargo da concessionária).
3.2.1.3 Demais localidades rurais ● Captar recursos voltados para o esgotamento sanitário mediante captação junto aos
Programas Federais;
● Implantar sistemas de tratamento de esgoto do tipo fossa séptica econômica
desenvolvidas pela EMBRAPA, de forma que a manutenção seja realizada pela
Associação de Moradores no bojo de um programa específico de treinamento e
capacitação previsto nesse PMSB;
● Criar e implantar programas de educação sanitária ambiental para a população frente a
problemática do esgotamento sanitário na zona rural;
● Eliminar soluções alternativas individuais com padrão construtivo inadequado.
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3.3 Drenagem de águas pluviais
Quadro 8 - Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Área Urbana.
Planejamento Drenagem de águas pluviais
Área Urbana
Condicionantes
- Existência de soluções pontuais de drenagem;
- Existência de obras de microdrenagem (meio fio, sarjetas, valetas e canaletas e
bocas de lobo).
Deficiências
- Sistema de microdrenagem existente insuficiente;
- Bocas de lobo obstruídas com resíduos sólidos;
- Erosão nas vias;
- Bocas de lobo quebradas;
- Não existe o cadastro referente a estrutura instalada, informações financeiras e
projetos básicos de ampliação;
- Resíduos jogados nas valas e fundos de vale;
- Falta manutenção nos dispositivos de microdrenagem;
- Ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem.
- Falta de fiscalização do sistema de drenagem;
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo
para os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização Social
- Erosão nas vias;
- Reclamações quanto ao lançamento de esgotos na rede de microdrenagem.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 9 - Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Distrito Novo Paraíso..
Planejamento Drenagem de águas pluviais
Área Distrito Novo Paraíso
Condicionantes
- Existência de soluções pontuais de drenagem.
Deficiências
- Baixa cobertura de dispositivos de microdrenagem (bocas de lobo, bueiros);
- Erosão nas vias;
- Não existe o cadastro referente a estrutura instalada, informações financeiras,
projetos básicos de ampliação;
- Bocas de lobo obstruídas com resíduos sólidos;
- Lançamento de esgoto na rede de drenagem.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo
para os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização Social
- Reclamações quanto a erosões nas vias.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 10 - Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Comunidades rurais.
Planejamento Drenagem de águas pluviais
Área Comunidades rurais
Condicionantes - Possui canais de macrodrenagem natural (Rios e Igarapés).
Deficiências - Problemas de erosão do solo nas vias de acesso; - Alagamentos em vias.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para
os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização
Social
- Reclamações quanto a pontos críticos de alagamento nas linhas FP16, LH 33, LH
29 e na projetada;
- Pontos de alagamento com até três dias sem possibilidade de transitar como
próximo a escolinha antiga, LH 45, FP06, Marco 08 e FP07;
- Reclamações quanto a erosão de bueiros nas estradas.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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3.3.1 Ações prioritárias referentes à Drenagem de águas pluviais
3.3.1.1 Área Urbana ● Investir na melhoria do sistema de drenagem municipal; ● Elaborar Plano Setorial de Drenagem de Águas Pluviais; ● Realizar obras de macrodrenagem artificial e microdrenagem; ● Melhoria da infraestrutura realizando limpeza dos canais de drenagem, bueiros e
galerias proporcionando melhor escoamento das águas das chuvas;
● Captar recursos para execução de projetos de drenagem pluvial; ● Realizar manutenção nos dispositivos de drenagem já implantados.
3.3.1.2 Distrito Novo Paraíso ● Investir na melhoria do sistema de drenagem municipal; ● Elaborar Plano Setorial de Drenagem de Águas Pluviais; ● Realizar obras de macrodrenagem artificial e microdrenagem; ● Melhoria da infraestrutura realizando limpeza dos canais de drenagem, bueiros e
galerias proporcionando melhor escoamento das águas das chuvas;
● Captar recursos para execução de projetos de drenagem pluvial; ● Realizar manutenção nos dispositivos de drenagem já implantados.
3.3.1.3 Demais localidades rurais ● Implantar sistemas de escoamento das águas pluviais nas estradas vicinais; ● Implantar macrodrenagem artificial (bueiros, galerias e pontes) para melhor escoamento
das águas conforme a demanda específica de cada ponto;
● Elaborar e implantar projetos para promover a recuperação das matas ciliares e das
nascentes;
● Realizar limpeza e manutenção nos canais de drenagem natural; ● Elaborar e implantar projetos para promover a conservação e a recuperação dos solos
nas propriedades rurais observando as unidades territoriais das microbacias
hidrográficas;
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● Realizar regularização e compactação do solo das estradas (terraplanagem,
regularização e compactação do solo) para reduzir as erosões laminares causadas pelas
águas pluviais.
3.4 Resíduos sólidos
Quadro 11 - Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Área Urbana.
Planejamento Resíduos sólidos
Área Urbana
Condicionantes
- Cobertura de 100% de coleta dos resíduos domiciliares;
- Contrato com empresa terceirizada para o manejo dos resíduos de serviço de
saúde pública;
- O município possui um programa de coleta seletiva;
- Coleta de resíduos sólidos realizada conforme cronograma.
Deficiências
- População da área urbana do município pratica a queima de resíduos de podas
de árvores;
- Lançamento de resíduos domésticos e resíduos recicláveis na área do antigo
lixão;
- O município possui programa de coleta seletiva, no entanto, cerca de 60,81%
dos resíduos recicláveis gerados no município, ainda estão sendo destinados para
o aterro sanitário;
- O município não possui programas específicos de separação, nem pontos de
coleta dos resíduos especiais (pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes,
radioativos);
- Falta de plano de gerenciamento específico de resíduos sólido dos comércios
que se aplicam a essa categoria;
- Como não há gerenciamento dos Resíduos de Construção Civil a população
costuma dar destinação por conta própria despejando-os muitas vezes em locais
inapropriados, servindo de abrigo para vetores e causando aspecto estético
desagradável ao local;
- Resíduos classificados como perigosos gerados em alguns comércios indo para
coleta junto com resíduos sólidos domésticos;
- Realizar revisão de taxas e tarifas a fim de buscar sustentabilidade econômicofinanceira;
- Não há fiscalização por parte do município quanto ao gerenciamento dos
resíduos de serviço de saúde privados;
- Não há a cobrança de licenciamento ambiental dos empreendimentos que são
passiveis de licenciamento e considerados geradores de resíduos volumosos e
perigosos;
- Falta de atualização do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos
(PGIRS);
- Não possui o PMGIRSS;
- Necessidade de elaboração do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas
para recuperar a área do antigo lixão.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo
para os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização Social
- Reclamações quanto ao lançamento inadequado de resíduos domiciliares na área
do antigo lixão;
- Apesar de existir coleta de lixo, houve relatos de queima de resíduos sólidos;
- Relatos de terrenos baldios onde são lançados diversos tipos de resíduos.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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Quadro 12 - Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Distrito Novo Paraíso.
Planejamento Resíduos sólidos
Área Distrito Novo Paraíso
Condicionantes - Coleta domiciliar na totalidade do distrito;
- Coleta de resíduos sólidos realizada conforme cronograma.
Deficiências - Falta de política de gestão da logística reversa.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo
para os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização Social
- Não possui.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 13 - Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Comunidades rurais.
Planejamento Resíduos sólidos
Área Comunidades rurais
Condicionantes - Não possui.
Deficiências - Falta de PEV'S e Eco Pontos;
- Resíduos são enterrados ou queimados.
Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo
para os municípios.
Indicações da Sociedade
nos Eventos Setoriais na
fase de Mobilização Social
- Não há coleta de lixo na extensão rural;
- Os moradores da área rural costumam queimar e enterrar o lixo.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
3.4.1 Ações prioritárias referentes à Gestão dos Resíduos sólidos
3.4.1.1 Área urbana ● Atender a Lei 14.026/20 e realizar a licitação de concessão para prestação dos serviços
de gestão de resíduos sólidos ou instituir um SAAE;
● Realizar revisão de taxas e tarifas a fim de buscar sustentabilidade econômicofinanceira; ● Promover ações para redução de geração de resíduos sólidos; ● Efetivar o Controle de Transporte de Resíduos (CTR) como instrumento de fiscalização
e controle sobre geração, transporte e destinação final de resíduos;
● Implantar Galpão de Triagem (etapa I); ● Implantar Área de Transbordo de Resíduos Sólidos pós triagem (etapa II) ● Implantar Galpão de Compostagem (etapa III); ● Elaborar políticas que priorizem a logística reversa; ● Criar o PMGIRS e o PMGIRSS;
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● Instalar maior número de lixeiras públicas padronizadas na área urbana do município,
incluindo as praças, quadras e logradouros públicos;
3.4.1.2 Distrito Novo Paraíso ● Efetivar o Controle de Transporte de Resíduos (CTR) como instrumento de fiscalização
e controle sobre geração, transporte e destinação final de resíduos;
● Criar e implantar programas de educação sanitária ambiental para a população frente a
problemática da queima e destinação dos resíduos sólidos, como também das técnicas
de segregação na fonte e de destinação de Resíduos Sólidos secos nos Contêineres dos
Eco Pontos.
3.4.1.3 Demais localidades rurais ● Instalar PEV’s; ● Criar infraestrutura para gestão dos resíduos sólidos, com aproveitamento dos resíduos
orgânicos;
● Instalar ECO Pontos; ● Criar e implantar programas de educação sanitária ambiental para a população frente
a problemática da queima e da destinação inadequada dos resíduos sólidos, como
também das técnicas de segregação na fonte e de destinação de Resíduos Sólidos secos
nos Contêineres dos Eco Pontos.
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4 PROJEÇÃO POPULACIONAL E HORIZONTE DO PLANO DE SANEAMENTO
Esta seção apresenta a estimativa da população a ser atendida ao longo do horizonte
temporal de 20 anos do PMSB, bem como o método de projeção utilizado mais oportuno à
realidade do Município, tendo em vista a realização mais fidedigna das projeções, a fim de
possibilitar maior eficiência no planejamento e execução dos serviços.
4.1 Dados censitários e projeção populacional
Segundo a divulgação do último censo vigente (IBGE, 2010), a população de São Felipe
D’Oeste é de 6.018 habitantes, dos quais 1.444 habitam na região urbana e 4.574 são habitantes
das áreas rurais. A estimativa populacional para 2020 era de 5.139 habitantes. O Gráfico 1
apresenta a evolução populacional do município no período de 1991 a 2019, segundo o IBGE.
A Tabela 1 apresenta a população residente discretizados em sexo e zona (rural e urbana).
Gráfico 1 - Evolução da população recenseada do município de São Felipe D’Oeste/RO 1991-2019.
Fonte: IBGE, 2010; Projeto Saber Viver 2019, IFRO/FUNASA TED 08/2017.
Tabela 1 - População residente em São Felipe D’Oeste/RO.
População 1991 2000 2010 2019
População total 6.947 7.056 6.018 5.139
População Masculina 3.733 3.752 3.086 2.659
População Feminina 3.214 3.304 2.932 2.480
População Urbana - 1.031 1.444 2.082
População Rural 6.947 6.025 4.574 3.057 0
1,031
1,444
2,082
6,947
6,025
4,574
3,057
7,056
6,018
5,139
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
7000
8000
1991 2000 2010 2019
População Urbana População Rural População Total
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Fonte: IBGE, 2010; Projeto Saber Viver 2019, IFRO/FUNASA TED 08/2017.
Para fins de construção dos cenários e realização de prognósticos quanto ao
planejamento estratégico, foi considerado um alcance da projeção populacional de 20 anos,
compreendendo os anos de 2022 a 2042. Visto que o último censo disponível é do ano de 2010
e as prospectivas dos cenários futuros devem ser realizadas a partir do ano de elaboração do
PMSB, a projeção populacional realizada possui um alcance maior do que o resto das projeções
deste produto.
Para realizar a projeção populacional, é necessária a taxa de crescimento da população,
o qual pode ser obtida por vários métodos. Neste relatório, foi utilizado o método geométrico.
A Equação 1 apresenta o cálculo realizado para estimar a taxa de crescimento geométrico em
um determinado período.
Equação 1 - Projeção Geométrica (crescimento populacional em função da população existente a cada
ano)
𝑃𝑡 = 𝑃0 ∗ 𝑒𝑘𝑔∗(𝑡−𝑡0)
Onde:
P0 = População do ano t0;
Pt = População estimada no ano t (hab);
T e T0 são anos final de inicial, respectivamente;
Kg = Coeficiente Geométrico
A Equação 2 apresenta o cálculo realizado para obter o coeficiente geométrico Kg.
Equação 2 - Coeficiente da Projeção Geométrica
𝑘𝑔
=
𝑙𝑛𝑃2 − 𝑙𝑛𝑃
0
𝑇2 − 𝑇0
Onde:
P0 e P2= Populações nos anos t0 e t2;
T0 e T2 são anos final de inicial, respectivamente;
Kg = Coeficiente Geométrico
Para a projeção utilizou-se as populações apresentadas na Tabela 1, para os anos de 1991
a 2010, obtendo-se um coeficiente Kg de -0,007. Sendo assim, pôde-se realizar a projeção
populacional, apresentada na Tabela 2.
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Tabela 2 - Projeção e estimativa populacional para São Felipe D’Oeste/RO 2010 a 2042, com destaque
para os anos de início de implantação do PMSB e de previsão de universalização conforme a Lei
14.026/20.
Ano População Total População Urbana População Rural
2010 6018 1444 4574
2011 5973 1433 4540
2012 5928 1422 4505
2013 5883 1412 4471
2014 5839 1401 4438
2015 5795 1390 4404
2016 5751 1380 4371
2017 5708 1370 4338
2018 5665 1359 4306
2019 5622 1349 4273
2020 5580 1339 4241
2021 5538 1329 4209
2022 5496 1319 4178
2023 5455 1309 4146
2024 5414 1299 4115
2025 5373 1289 4084
2026 5333 1280 4053
2027 5293 1270 4023
2028 5253 1260 3992
2029 5213 1251 3962
2030 5174 1241 3933
2031 5135 1232 3903
2032 5096 1223 3874
2033 5058 1214 3844
2034 5020 1205 3815
2035 4982 1195 3787
2036 4945 1186 3758
2037 4907 1178 3730
2038 4871 1169 3702
2039 4834 1160 3674
2040 4797 1151 3646
2041 4761 1142 3619
2042 4726 1134 3592
Fonte: Projeto Saber Viver 2019, IFRO/FUNASA TED 08/2017, 2022.
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5 CENÁRIOS, OBJETIVOS E METAS
Os cenários de referência baseiam a elaboração do Plano Estratégico de Ação, o qual
contém os Planos, Programas e Projetos formulados para os componentes de Abastecimento de
Água, Esgoto Sanitário, Manejo e Drenagem de Águas Pluviais Urbanas e Gerenciamento de
Resíduos Sólidos, considerando o recorte temporal especificado de 20 anos.
Seguindo-se a metodologia proposta pelo Termo de Referência para elaboração do
Plano Municipal de Saneamento Básico
– TR PMSB (Funasa, 2018), o quadro a seguir
demonstra o Cenário de referência atual do município, o qual encontra-se no estado regular. A
partir deste Cenário, pode-se construir o Plano Estratégico de Ação.
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Quadro 14 - Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços de Saneamento Básico no Município, segundo as Dimensões Nacional, Estadual e Local
D CONDICIONANTES HIPÓTESE 1 HIPÓTESE 2 HIPÓTESE 3 NACIONAL
DO ESTADO BRASILEIRO EM GERAL (Natureza política e econômica desse Estado)
Perfil do Estado Provedor/desenvolvimentista Regulador/maior participação Privada Mínimo/privatização
Predominância de políticas públicas Políticas de Estado contínuas e
estáveis estre mandatos
Políticas de governo sem
continuidade e estabilidade
Programas, projetos sem
vinculação com políticas
Tipo de relação federativa instituída Bom nível de cooperação e
fomento a sistemas nacionais
Bom nível de cooperação sem
fomento a sistemas nacionais
Precária atuação
centralizada da União
DA ATUAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO NO SANEAMENTO BÁSICO (Nível de obediência à legislação vigente)
Direcionamento dos investimentos no setor Predominante para agentes
públicos
Predominante para agentes públicos com
maior participação dos privados Fomento à privatização
Política de indução segundo o que estabelece a legislação em vigor Satisfatória Regular Deficiente
Desenvolvimento: consórcios, capacitação, tecnologias apropriadas Fomento nos 3 tipos de ações Fomento em pelo menos 1 ação Nenhum fomento
ESTADUAL
DO GOVERNO ESTADUAL (Da atuação do governo estadual no setor)
Organização estadual, por meio de elaboração de programas, planos,
projetos e estudos, observada e respeitada a titularidade municipal Satisfatória Regular Insuficiente
Nível de cooperação e de apoio ao município por meio de ações
estruturantes: capacitação, assistência técnica, desenvolvimento institucional
e tecnológico
Bom Regular Deficiente
Atuação no setor segundo uma visão ambientalmente sustentável, observada
e respeitada a titularidade municipal na matéria Bom Regular Insuficiente
Aplicação de recursos financeiros no setor, observada a legislação Adequado às necessidades Regular Insuficiente
LOCAL
DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL (Natureza política do Executivo Municipal/Política Pública)
Participação Social Consolidada Em construção Inexistente
Atuação do poder público local na economia do município Satisfatória Regular Deficiente
Capacidade de gestão econômica da Prefeitura Capacidade de investimentos e
de reposição Capacidade apenas de reposição Deficitária para
investimentos e reposição
Relação com o Poder Legislativo Municipal Positiva consolidada Positiva em construção Inexistente
DA ATUAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL NO SETOR (Capacidade de gestão dos serviços de saneamento básico)
Capacidade de Planejamento Participativo e Integrado Consolidada Em construção Desconhecida
Nível de Regulação Pública e de Fiscalização dos serviços (existência e
atendimento à legislação/integralidade) Pleno Parcial Inexistente
Capacidade de Prestação dos Serviços (qualidade e aplicação aos 4
componentes)
Satisfatória (boa e atende aos 4
componentes)
Regular
(não atende a pelo menos 1)
Deficiente
(precária para os 4)
Exercício do Controle Social Consolidado/instituído Em construção Inexistente
Fonte: Termo de Referência para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, TR PMSB (FUNASA, 2018).
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O Plano Estratégico de Ação utilizou os dados apresentados no Diagnóstico TécnicoParticipativo (Produto C) como parâmetros para a definição dos objetivos e das metas
imediata/emergencial (até 3 anos), de curto prazo (4 a 8 anos), de médio prazo (9 a 12 anos) e
de longo prazo (13 a 20), considerando os cenários almejados a serem realizados no futuro em
São Felipe D’Oeste.
Em referência ao Abastecimento de água, está proposta uma alternativa para
aprimoramento dos sistemas de abastecimento de São Felipe D’Oeste e universalização do
acesso à água no âmbito municipal. Para isso foram calculadas as necessidades relacionadas a:
demanda por vazões para abastecimento; ligações de água; necessidade de produção de água,
considerando as perdas na distribuição; necessidade de rede de abastecimento de água;
mananciais para abastecimento de água.
Quanto ao Esgotamento sanitário, o intuito é permitir ao município uma tomada de
decisão quanto ao modelo de gestão e as ações necessárias para garantir a coleta e tratamento
do esgoto na zona urbana e na zona rural, considerando: a necessidade de rede coletora de
esgotos; as ligações de esgoto; e as demandas por tratamento de esgoto.
Na temática da gestão dos resíduos sólidos domiciliares (RDO) e da limpeza urbana, o
propósito é auxiliar o gestor municipal na tomada de decisão quanto a sustentabilidade
financeira do modelo de gestão a adotar, assim como, o de atender a legislação vigente,
observando: a geração de resíduos sólidos no município; a previsão de geração e redução na
fonte em 20 anos; as metodologias de coleta e de transporte; os sistemas de tratamento de
resíduos sólidos; a disposição final de resíduos sólidos em Aterros Sanitários específicos;
Referente ao Manejo e Drenagem das águas pluviais, visa demonstrar a importância do
planejamento e estudos de macrodrenagem, em que considere as microbacias urbanas, medidas
de controle na origem, na bacia e do dimensionamento das galerias pluviais segundo critérios
hidrológicos e urbanos. O objetivo é atender ao princípio da precaução e prevenção contra
problemas que poderão advir da falta de regulação, planejamento e implantação de um sistema
de drenagem pluvial segundo diretrizes recomendadas nas normas técnicas, manuais, e
diretrizes hidráulicas e hidrológicas. Para isso, foram considerados: os programas de
atendimento a rede de drenagem; o cadastramento das redes; o crescimento das redes, conforme
a demanda e o crescimento do município.
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5.1 Abastecimento de água
No objetivo da ampliação quali-quantitativa da prestação dos serviços de água e a
universalização do atendimento do serviço de Abastecimento de Água, com eficiente controle
social, os atores envolvidos orientam-se por diretrizes específicas a seu campo de atuação.
A concessionária de água deve buscar: a recuperação e ampliação das estruturas físicas;
a modernização do modelo de gestão; e a capacitação de servidores e profissionais para a gestão
técnica dos sistemas de abastecimento de água. Já o gestor público se orienta: pelo reforço da
capacidade fiscalizadora da vigilância sanitária; e pela busca de mecanismos de financiamento
para garantir o abastecimento de água no município.
Conjuntamente, ambos devem conduzir suas ações observando: a preservação das áreas
em torno do manancial de abastecimento público do município (em cooperação com os órgãos
ambientais); e campanhas de sensibilização e educação sanitária e ambiental da população para
as questões da qualidade, racionalização do uso da água e adimplência do pagamento.
O município de São Felipe d’Oeste possui três tipos de fornecimento de água: Sistema
de Abastecimento de Água (SAA) operacionalizado pela CAERD, abastecendo o perímetro
urbano da Sede Municipal; Sistema de Abastecimento de Água (SAA) operacionalizado pela
CAERD, abastecendo o Distrito de Novo Paraíso; Soluções Alternativas Individuais de
abastecimento de água para consumo humano, praticado principalmente por moradores da zona
rural e áreas não cobertas ou a qual não há adesão ao SAA.
A prestação dos serviços do Sistema de Abastecimento de Água
– SAA na sede
municipal de São Felipe D’Oeste e no Distrito Novo Paraíso é realizada por meio de
administração indireta pela Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia
– CAERD.
A estrutura do SAA é composta por uma captação com bombeamento no Rio Araras, adução
de água bruta para a estação de tratamento de água (ETA), reservatório apoiado, estação
elevatória de água tratada, reservatório elevado e distribuição para os usuários. O controle da
qualidade de água é realizado em um local na área onde se encontra a ETA.
O sistema possui 14,89 km de extensão de rede de distribuição de água instalados, tendo
um total de 730 ligações. Do total de ligações, 457 ligações estão ativas, 396 são hidrometradas,
representando um índice de hidrometração de 86,65% das ligações existentes.
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Gráfico 2 - Ligações ativas e inativas do sistema de abastecimento de água da sede municipal.
Fonte: CAERD (2019).
Gráfico 3 - Ligações ativas hidrometradas e ligações ativas não hidrometradas.
Fonte: CAERD (2019).
Do total de 2.082 habitantes da área urbana o sistema atende 1.996 pessoas com
abastecimento de água urbano, representando 95,87% da população urbana. Dessa forma,
apenas 4,13% dos habitantes urbanos (86 habitantes) utilizam soluções alternativas individuais
como fonte de água.
415
24
0
18
199
34 39
1
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
Residencial Comercial Industrial Público
Ligações ativas Ligações inativas
86,65%
13,35%
Ligações ativas hidrometradas
Ligações ativas não hidrometradas
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Gráfico 4 - Índice de atendimento por abastecimento de água.
Fonte: CAERD (2019).
Confrontados com os dados coletados nas entrevistas à população na fase do diagnóstico
as porcentagens se confirmam, salvo pequena margem de erro, indicando 76% do uso de
abastecimento da rede pública, 13% de poços tubulares, 5% de poços amazonas e 1% de outras
fontes de abastecimento.
Gráfico 5 - Abastecimento de água na região urbana do município.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2019).
Em relação aos volumes de água no ano de 2019, a prestadora disponibilizou o volume
médio anual de água produzida de 132.110 m³, por sua vez o volume consumido foi de 62.736
m³ e o volume faturado foi de 70.277 m³ no ano de 2019. O índice de perdas na distribuição é
de 52,51% (CAERD, 2019). Na Tabela 3 é demonstrado os valores das variáveis do Sistema de
Abastecimento de Água da sede do Município de São Felipe D’Oeste.
96%
4%
Ligações Ativas de água
Soluções alternativas
individuais
Rede pública
76%
Poço tubular
13%
Poço Amazonas
5%
Rede pública e Poço
5%
Outros
1%
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Tabela 3 - Variáveis do Sistema de Abastecimento de Água da sede.
Variáveis Valor Unidade
Nº de ligações ativas 457 Ligações
Índice de atendimento 95,86 %
Volume médio de água produzida 132.110 m³/ano
Volume produzido/economia - m³/economia
Consumo per capita 86,11 l/hab.dia
Índice de reservação - %
Volume de água consumida 62.736 m³/ano
Volume faturado 70.277 m³/ano
Índice de perdas na distribuição 52,51 %
Índice de arrecadação 103,84 %
Índice de macromedição 0 %
Índice de hidrometração 86,65 %
Fonte: CAERD (2019).
Ao analisar o indicador de perdas na distribuição do SAA de São Felipe D’Oeste
disponível no SNIS para o ano de 2017, percebe-se que 49,83 % da água produzida era perdida
durante a distribuição. Para 2018, o índice de perdas na distribuição foi de 49,95% (SNIS,
2020). Já em 2019, o índice de perdas na distribuição foi de 34,64 %. Valores próximos à média
nacional de 39,20%, e abaixo da média da região norte e do Estado de Rondônia que é de
55,20% e 60,80%, respectivamente (SNIS, 2019). Não são aferidas as pressões na rede de
distribuição e, mesmo com macromedidores na entrada da ETA, os mesmos não estavam
ligados no dia da visita técnica. As ligações são micromedidas por meio de hidrômetros, o que
representa um índice de 86,65% de ligações hidrometradas.
No Distrito Novo Paraíso, assim como na sede do município de São Felipe D’Oeste, o
Sistema de Abastecimento de Água (SAA) é operacionalizado pela CAERD. A água fornecida
à população de Novo Paraíso é captada em dois poços tubulares por meio de uma bomba
submersa e em uma nascente, por meio de uma bomba fixada em base de concreto. A água
bruta bombeada, passa por dois dosadores de cloro e posteriormente é encaminhada para o
armazenamento em um Reservatório Elevado (REL), em seguida ocorre a distribuição por
gravidade.
De acordo com dados fornecidos pela prestadora de serviços, o sistema possui 6 km de
extensão de rede de distribuição de água instalados, tendo um total de 313 ligações. Do total de
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ligações, 211 ligações estão ativas e 165 são hidrometradas, representando um índice de
hidrometração de 78,20% das ligações existentes em 2019 (CAERD, 2019).
O Distrito Novo Paraíso possui consumo médio per capta de 113,67 L/hab.dia, valor
considerado baixo quando comparado com a média da região Norte que foi de 132,3 L/hab.dia
e com a média nacional que foi de 153,9 L/hab.dia de acordo com os dados do SNIS (2019).
Em relação aos volumes de água no ano de 2019, a prestadora não disponibilizou o
volume médio anual de água produzida, pois não é realizada nenhum tipo de medição. Quanto
ao volume consumido foi de 23.609 m³ e o volume faturado foi de 28.075 m³ no ano de 2019.
A prestadora não possui o valor do índice de perdas de água na distribuição do SAA do Distrito
Novo Paraíso (CAERD, 2019).
O Distrito Novo Paraíso possui 1.511 habitantes (Secretaria Municipal de Saúde, 2019).
Dos 1.511 habitantes residentes no Distrito, 339 habitantes são atendidos pelo sistema de
abastecimento de água, o que representa um índice de atendimento urbano de 22,6% (CAERD,
2019). Ao analisar os dados disponibilizados pela prestadora para o ano de 2019, percebe-se
que o Distrito de Novo Paraíso possuiu 211 ligações ativas de água, de um total de 313 ligações.
Das ligações ativas, 165 ligações estavam hidrometradas, o que representa um índice de
hidrometração de 78,20%.
Nas demais áreas da zona rural os habitantes se utilizam majoritariamente de poços
“amazonas”. Quando avaliadas as condições físicas dos locais, é notório que muitos poços estão
próximos ou abaixo da altitude de fossas, abertos ou em locais inadequados.
5.1.1 Síntese dos cenários atuais, objetivos e metas para o abastecimento de água
O diagnóstico dos serviços de abastecimento de água no município de São Felipe
D’Oeste/RO apresenta a necessidade de reestruturação e adequação do modelo de prestação dos
serviços de abastecimento de água. Sendo assim, o cenário futuro tem em seus objetivos a
melhoria na eficiência operacional, visando a universalização do saneamento e a garantia de
um fornecimento de água potável à população. Nos Quadros abaixo estão relacionados os
cenários atuais, os objetivos e as metas relativos ao abastecimento de água potável.
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Quadro 15 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede municipal de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 O Sistema de abastecimento urbano atende aproximadamente
78,70% da população urbana
Ampliar o sistema de abastecimento de água urbano em
vistas da universalização do serviço com 99% de
atendimento da população até 2033
Médio prazo 3
2 Alto índice de perdas na distribuição (51,52%) Reduzir o índice de perda para 20% até 2033 Imediato 1
3 Índice de hidrometração de 81,16% Ampliar parque de hidrômetros para atendimento de 100% Médio Prazo 2
4 0% de macromedição no SAA Instalar macromedidor, para contribuir com processo de
redução de perdas Médio Prazo 2
5 Programa de monitoramento da qualidade da água bruta e tratada
não cumpre com a legislação vigente
Atender a legislação vigente no monitoramento da qualidade
da água bruta e tratada, garantindo segurança ao consumo Imediato 1
6 Ausência de agência reguladora Regularizar a prestação dos serviços conforme a Lei
14026/2020 Imediato 1
7 Ausência de Conselho Municipal de Saneamento Básico Garantir o controle social com a criação do Conselho
Municipal para serviço de saneamento básico Imediato 1
8 Falta de programa de educação sanitária ambiental que atenda a
sede municipal. Distrito Novo Paraíso e Área rural Promover educação ambiental Contínuo 1, 2, 3, 4
9 Falta de Plano de Gerenciamento de Risco do SAA Elaborar e implantar Plano de Gerenciamento de Risco para
o Sistema de Abastecimento de Água. Curto Prazo 2
10 Ponto de captação de água encontra-se em área não regularizada e
há a presença de animais no entorno
Regularizar a área de captação e realizar o cercamento do
local Imediato 1
11 Ausência de tratamento do lodo da ETA Dar tratamento e destinação ambientalmente adequada ao
lodo da ETA Médio Prazo 2
12 Constantes quedas de energia e inoperabilidade da captação da
água bruta e da elevação da água tratada para o reservatório Adquirir um motor de energia Curto Prazo 2
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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Quadro 16 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Novo Paraíso.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Percentual de atendimento urbano de 59,5%;
Ampliar o sistema de abastecimento de água urbano em vistas da
universalização do serviço com 99% de atendimento da população até
2033
Curto prazo 1
2 Percentual de 100% de rede de distribuição de água Manter a cobertura de abastecimento de água urbano em 100%, em
vistas à universalização do serviço Contínuo 1
3 Boa micromedição (78,20%) Ampliar parque de hidrômetros para atendimento de 100% Médio Prazo 2
4 Reservatório do distrito necessita de manutenção Criar um programa de manutenção da infraestrutura existente
5
A CAERD não realiza o monitoramento qualidade da
água bruta que é distribuída para a população do
Distrito
Atender a legislação vigente no monitoramento da qualidade da água
bruta e tratada, garantindo segurança ao consumo Imediato 1
6 Não há informações referente as perdas de água Realizar as medições para quantificar o valor de perdas de água Imediato 1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 17 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Carência de serviços de abastecimento de água nas áreas rurais e
comunidades dispersas
Elaborar e implantar de projetos adequados às normas
legais e às realidades encontradas na extensão rural que
objetivam atender a demanda futura e universalizar o
acesso ao serviço de abastecimento de água com vista a
universalização do serviço com 99% de atendimento da
população até 2033
Médio Prazo
3
2 Falta de projetos e programas educacionais para o abastecimento
de água adequado. Promover Educação Sanitária e Ambiental Médio Prazo 3
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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5.2 Esgotamento sanitário
A prestação dos serviços de esgotamento sanitário com qualidade deve ser delineada
pelas seguintes diretrizes:
• Elaboração de projeto eficiente de sistema de esgotamento sanitário coletivo nos
distritos e área rural do município;
• Adequação da ETE da sede municipal aos padrões normativos;
• Adoção de métodos e tecnologias que garantam o atendimento aos padrões de
lançamento de efluentes preconizado pelas normas e legislações vigentes;
• Implantação em etapas adequadas à demanda social e às condições técnicas e
financeiras;
• Implementação de tecnologias de infraestrutura adequadas à realidade socioeconômica
e ambiental local;
• Avaliação consistente do Plano Tarifário para a cobrança dos serviços de esgotamento
sanitário junto à empresa concessionária de saneamento do município;
• Ação fiscalizadora capacitada dos órgãos competentes, quanto à liberação de
construções funcionamento do sistema;
• Mecanismos específicos de financiamento para soluções de esgotamento sanitário em
distritos e comunidades rurais, com inclusão de programa de formação profissional para
a gestão técnica destes sistemas de esgotamento sanitário no meio rural;
• Campanhas de sensibilização e educação da população para as questões da saúde,
vetores, poluição dos corpos hídricos e de ligações de esgoto sanitário.
No Município de São Felipe D’Oeste não foram verificados sistemas relacionados ao
esgotamento sanitário convencional (estação elevatória, interceptores, estações de tratamento,
emissários, etc.), também não há sistemas condominiais, tornando-se o mais usual pelos
moradores a utilização de fossas rudimentares. No entanto, o Município possui um projeto para
implantação do sistema público de esgotamento sanitário, que foi realizado com recurso da
Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) no Programa de Aceleração do Crescimento
–
PAC2/2012.
A fim de analisar as soluções adotadas para eliminar os esgotos gerados no Município
foram utilizadas informações sobre a quantidade de domicílios atendidos por tipo de
infraestrutura sanitária. O Quadro 18 apresenta os tipos de destinação final dado aos efluentes
de esgotamento sanitário no Município de São Felipe D’Oeste.
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Quadro 18 - Tipos de esgotamento sanitário em São Felipe D’Oeste.
TIPO DE ESGOTAMENTO
SANITÁRIO SEDE
DISTRITO
DE NOVO
PARAÍSO
ÁREA
RURAL
TOTAL DO
MUNICÍPIO
Quantidade de domicílios existentes 383 260 950 1593
Quantidade de domicílios atendidos por
rede de esgoto 0 0 0 0
Quantidade de domicílios que usam fossa
séptica 0 0 190 190
Quantidade de domicílios que usam
fossa rudimentar 368 255 713 1336
Quantidade de domicílios que usam
privada com fossa seca 0 0 38 38
Quantidade de domicílios que não
possuem método definido de destinação
final de esgotamento sanitário, lançando
esgoto in natura em valas ou
inadequadamente ligados a rede de
drenagem
15 5 9 29
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019; IBGE (2010).
Deve-se salientar que as visitas in loco possibilitaram a percepção de que boa parte das
fossas denominadas como sépticas pela população na verdade tratam-se apenas de fossas
rudimentares cimentadas ou cercadas por materiais que funcionariam como filtros, tais como
fragmentos de utensílios de cerâmica, carvão, pneus usados, etc. Inexiste, dessa forma, a
estrutura completa de uma fossa séptica e a retirada frequente dos efluentes que deveriam ser
enviados a uma estação de tratamento. Trata-se de uma denominação popular que, na maioria
das vezes, não corresponde ao modelo de solução alternativa adequado para o esgotamento
sanitário.
Tal confusão de nomenclatura apresentada pela população demonstra a grande
necessidade de processos de educação ambiental e sanitária em vistas da adesão da população
a soluções mais adequadas de saneamento. Processos como a elaboração do PMSB e posterior
execução de projetos e ações são oportunidades para a intensificação de práticas de orientação
educativa da população acerca dessas temáticas.
É importante destacar também que, como as fossas rudimentares se apresentam como
solução alternativa hegemônica (utilizada por cerca de 96% da população, enquanto 4% se
utilizam do lançamento in natura em valas ou na rede de drenagem), todo o território municipal
apresenta o risco de contaminação do solo e dos lençóis freáticos, não estando concentradas em
uma área específica.
O Distrito de Novo Paraíso possui uma população total de 569 habitantes distribuídos
em 260 domicílios. O Distrito não possui nenhum sistema de esgotamento sanitário
convencional, apenas soluções alternativas individuais. Sendo assim, 255 domicílios (98%)
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lançam os esgotos produzidos em fossas rudimentares e 5 domicílios (2%) lançam a céu aberto
ou estão ligados à rede de drenagem.
A área rural do Município possui uma população total de 2.488 habitantes, distribuídos
em 950 domicílios, sendo que 713 domicílios (75%) lançam os esgotos produzidos em fossas
rudimentares, 190 domicílios (20%) utilizam fossas sépticas como alternativa final para o
esgotamento sanitário, 38 domicílios (4%) ainda utilizam privada com fossa seca, e 9 domicílios
(1%) lançam a céu aberto.
5.2.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o esgotamento sanitário
O município de São Felipe D’Oeste não possui sistema de esgotamento sanitário de
modo que boa parte da população se utiliza de soluções alternativas tais como fossas
rudimentares como destinação final de esgotos. Porém, estas soluções apresentam muitos
problemas, causando contaminação do lençol freático e de corpos hídricos urbanos. Sendo
assim, as alternativas propostas para o tratamento de esgoto sanitário gerado na zona urbana e
rural são os seguintes.
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Quadro 19 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário na Sede municipal de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Ausência de Sistema de Esgotamento Sanitário
coletivo
Buscar recursos junto as fontes financiadoras para realizar as obras de
implantação de um sistema coletivo de tratamento de esgoto visando
universalizar os serviços de esgotamento sanitário conforme os padrões de
qualidade vigentes
Imediato 1
2 Utilização de fossas rudimentares Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar
programa de reforma e regularização das soluções e realizar
monitoramento frequente e sistemático
Imediato
1
3 Lançamentos de águas cinzas a céu aberto Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Imediato
1
4 Ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Imediato
1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 20 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Novo Paraíso.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Ausência de Sistema de Esgotamento Sanitário
coletivo
Buscar recursos junto as fontes financiadoras para realizar as obras de
implantação de um sistema coletivo de tratamento de esgoto visando
universalizar os serviços de esgotamento sanitário conforme os padrões de
qualidade vigentes
Imediato 1
2 Utilização de fossas rudimentares Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar
programa de reforma e regularização das soluções e realizar
monitoramento frequente e sistemático
Imediato
1
3 Lançamentos de águas cinzas a céu aberto Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Imediato
1
4 Ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Imediato
1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 21 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Predominância do uso de fossas rudimentares na área
rural
Implementar soluções alternativas individuais de baixo custo e adequadas
às normas vigentes em até 90% dos domicílios do distrito até 2033
Curto Prazo 2
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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5.3 Drenagem e manejo de águas pluviais
As diretrizes norteadoras do serviço de Drenagem e manejo de águas pluviais são
basicamente: a universalização do sistema de drenagem e manejo de águas pluviais na zona
urbana etapas adequadas às condições técnicas e financeiras; a manutenção adequada no
sistema; a revisão e atualização de normativas legais pertinentes à ocupação e uso do solo; e o
fomento de campanhas de sensibilização e educação ambiental da população para as questões
da saúde, vetores, poluição dos corpos hídricos e preservação de Áreas de Preservação
Permanente (APPs).
No Município de São Felipe D’Oeste os serviços de manejo de águas pluviais são
geridos pela administração direta da Prefeitura Municipal, sendo que a gestão dos serviços de
drenagem fica a cargo da Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Estradas
(SEMOSPE), que utiliza funcionários próprios e responde por todas as atividades realizadas à
drenagem no Município.
A SEMOSPE responde pelo planejamento de manutenção da rede de drenagem artificial
e natural existente em todo o Município, porém as ações são pontuais, executadas através de
sua equipe, sem um planejamento efetivo que atenda com soluções em curto, médio e longo
prazo. Não há, portanto, Plano Municipal que contemple de modo específico as ações relativas
à drenagem que acontecem no âmbito dos serviços gerais de manutenção da infraestrutura e
limpeza.
Durante a fase de coleta de dados para o diagnóstico, identificou-se que no perímetro
urbano do Município de São Felipe D'Oeste possui um sistema de macrodrenagem artificial,
galeria que serve de escoamento das águas do Rio das Antas (popularmente conhecido por Rio
Inferninho) e também foram identificados canais de escoamento natural da água da chuva,
formando fundo de vale (córregos), que servem como drenagem de águas pluviais oriundas de
sistemas de microdrenagem do município de São Felipe D'Oeste.
De acordo com a Prefeitura Municipal, a infraestrutura de macrodrenagem artificial
existente na Sede é formada apenas por uma galeria de travessia no Rio das Antas
(popularmente conhecido por Rio Inferninho), que foi construída em concreto armado com duas
células com 7m de diâmetro cada uma, 8 metros de largura e 12 metros de extensão, a qual
atravessa a Linha 45 sentido ao Município de Primavera de Rondônia.
No perímetro urbano do Município ocorrem alguns canais de escoamento natural da
água de chuva, formando bacias de pequeno porte (córregos e fundos de vale), que servem
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como drenagem de águas pluviais oriundas de sistemas de microdrenagem. A extensão total
dos canais de macrodrenagem natural inseridos na malha urbana é de aproximadamente 1.750
metros.
No Distrito de Novo Paraíso foi identificado sistema de macrodrenagem escasso no
perímetro urbano. A água pluvial que incide no Distrito tende a escoar superficialmente para
uma represa localizada na área periférica do Distrito. Vale mencionar que toda a água da chuva
escorre pelas Ruas 01 e 03 para essa represa que passa para o fundo de vale.
Os serviços de manutenção e construção desses sistemas de drenagem no Distrito de
Novo Paraíso, assim como na Sede Municipal, são realizados por meio de demandas, não
existindo um planejamento prévio das ações a serem realizadas, pois a SEMPOSPE não dispõe
de muitos servidores para a realização do quantitativo de atividades existentes em toda a
extensão dessas áreas urbanas.
Na área rural do Município verifica-se alguns sistemas de macrodrenagem natural e
artificial para melhor escoamento das águas de rios e córregos, assim como para o tráfego da
população pela malha viária. Esses sistemas são constituídos de bueiros e pontes.
Durante as entrevistas realizadas com a população local, objetivando levantar a
percepção social quanto ao manejo das águas das chuvas na área rural, quando interrogado a
respeito do sistema de drenagem nas linhas/estradas, 27% dos moradores entrevistados
responderam que há bueiro/manilhas, 57% disseram não há sistema de drenagem em suas áreas,
e 14% não souberam responder.
No período de chuva, 44% dos entrevistados disseram que em suas
comunidades/localidades há problemas como inundação, alagamento, enchente, deslizamento
de terra, erosão e enxurrada. Os problemas indicados ocorrem, principalmente, nas linhas FP16,
LH 33, LH 29 e na Projetada, próximo aos rios, bueiros e pontes, havendo assim problemas de
manutenção das infraestruturas de drenagem rural, pois possuem pontos com erosão e
assoreamento ao longo das linhas vicinais devido ao processo de cascalhamento e deficiência de drenagem e contenção do carreamento de solo para o curso d’água.
Indagado se próximo às residências havia algum igarapé ou rio, 53% responderam “sim,
com vegetação protegendo”, 10% responderam “sim, sem vegetação protegendo”, 32%
responderam “não há rio/igarapé próximo”, e 5% não souberam responder.
Na Área Urbana do Município de São Felipe D’Oeste as infraestruturas de
microdrenagem existentes são compostas por pavimentação asfáltica com meios-fios, sarjetas
e bocas de lobo e suas respectivas galerias e emissários. O escoamento das águas pluviais ao
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longo das sarjetas é necessário para conduzi-las até as bocas-de-lobo que, por sua vez,
deságuam nos emissários para os cursos de águas naturais.
Conforme dados levantados com os técnicos da SEMOSPE, a Sede possui na malha
urbana 11.000 metros (11km) de ruas pavimentadas com presença de sarjetas ou meios-fios,
sendo que apenas 2.400 metros (2,4km) de vias possuem pavimentação com dispositivos de
microdrenagem subterrânea. A rede coletora é composta por manilha de concreto armado
juntapostas com 3 tamanhos de diâmetros.
Os sistemas de microdrenagem na Sede Municipal necessitam de serviços de
manutenção e construção/ampliação. No entanto, essas atividades são realizadas apenas por
prioridades (maior demanda), pois a quantidade reduzida de servidores disponíveis para esses
trabalhos não contribui para a realização de um planejamento prévio das ações a serem
realizadas.
No Distrito de Novo Paraíso, as infraestruturas de microdrenagem existentes são
compostas por pavimentação asfáltica com meios-fios, sarjetas e bocas de lobo e suas
respectivas galerias. O escoamento das águas pluviais ao longo das sarjetas é necessário para
conduzi-las até as bocas-de-lobo que, por sua vez, as captam para a galeria e desaguam nos
emissários.
As infraestruturas presentes no distrito são 5.000 metros (5km) de pavimentação
asfáltica com meio-fio e sarjetas, nesse trecho possuí 23 bocas de lobo e 3 emissários de
lançamento das águas pluviais. A rede coletora é composta por aproximadamente 800 metros
de manilha de concreto armado justapostas e com diâmetro de 60cm, 80 cm e 100cm.
A Prefeitura Municipal informou que ainda não existem áreas verdes utilizadas como
recomposição vegetal, decorrente da implantação de projetos de compensação ambiental.
O Município de São Felipe D’Oeste não possui cronograma para manutenção da rede
drenagem natural e artificial na Sede Municipal, no Distrito de Novo Paraíso ou nas áreas rurais.
O Município não dispõe de setor e funcionários exclusivos para o serviço de manutenção
da drenagem, sendo disponibilizada quando solicitado uma equipe de seis servidores da
Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Estradas (SEMOSPE), para a realização
das atividades de limpeza e desobstrução dos dispositivos de drenagem, tanto para a Sede
Municipal quanto para o Distrito de Novo Paraíso e demais áreas.
De forma geral, na Sede Municipal e no Distrito há uma necessidade muito grande de
limpeza e manutenção das infraestruturas, principalemtne das bocas de lobo, meio fios e
sarjetas, que estão com acúmulo de lixo.
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O Município não conta ainda com um sistema de esgotamento sanitário. Os moradores
em sua maioria utilizam fossas como forma de destinação final dos esgotos. Atualmente, as
águas pluviais do Município são coletadas e transportadas pelo sistema de drenagem pluvial
independente, do tipo separador, porém foram identificadas ligações clandestinas de esgotos na
rede de drenagem pluvial.
Durante o levantamento de campo foi possível observar diversas ligações clandestinas
de esgoto à rede de drenagem, através da ligação direta dos esgotos na boca de lobo e
lançamento em galerias, bem como o despejo de esgoto a céu aberto e ligações diretas dos
esgotos nas valas de macrodrenagem e em canais de drenagem naturais. A ocorrência dessa
prática acarreta a poluição do solo e da água, principalmente dos corpos hídricos que atuam
como receptores das águas pluviais. Além disso, ocasiona mau cheiro nas vias e expõe a
população a diversos tipos de doenças, fato que deve ser mais bem fiscalizado e coibido pelo
setor de fiscalização.
A urbanização que ocorre com o crescimento das cidades provoca uma diminuição da
cobertura vegetal e consequente aumento do escoamento superficial. Sendo assim, recomendase, conforme as técnicas atuais de drenagem pluvial, o controle do escoamento na fonte. Ou
seja, onde a ocupação do solo seja realizada seguindo os critérios de impacto mínimo, em que
as novas ocupações preveem a infiltração da água da chuva no próprio terreno.
Acerca dos recursos ambientais e gestão de riscos, não há monitoramento hidrológico
ou mapeamento das áreas de risco, pois, segundo a Prefeitura Municipal não há áreas com essas
potencialidades ou registros de enchentes ou inundações no município. De acordo com o SNIS
(2019), não há domicílios sujeitos a risco de inundação.
A utilização de dispositivos de controle na fonte não evita completamente a necessidade
da construção de redes tradicionais de drenagem pluvial. Nesse caso, as águas de chuva que
escoam pela superfície deverão ser coletadas por meio de grelhas e conduzidas por tubulações
de concreto de dimensões adequadas. Os valores a adotar para os coeficientes de escoamento
superficial variam de acordo com o tipo de área (Tabela 4) e o tipo de superfície (Tabela 5). A
vazão deverá ser estimada por meio da fórmula racional:
Tabela 4 - Coeficientes de run-off para distintos tipos de áreas.
Descrição da área Coeficiente de run-off
Área comercial
Área comercial central 0,70 a 0,95
Área comercial em bairros 0,50 a 0,70
Área Residencial
Residências isoladas 0,35 a 0,50
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Unidades múltiplas (separadas) 0,40 a 0,60
Unidades Múltiplas (conjugadas) 0,60 a 0,75
Lotes com 2.000 m
2 ou mais 0,30 a 0,45
Área com prédios de apartamentos 0,50 a 0,70
Área industrial
Área industrial leve 0,50 a 0,80
Área industrial pesada 0,60 a 0,90
Parques, cemitérios 0,10 a 0,25
Área de recreação “Playgrounds” 0,20 a 0,35
Pátios ferroviários 0,20
– 0,40
Áreas sem melhoramentos 0,00 a 0,30
Fonte: Sistemas de Água e Esgotos (Wartchow e Gehling, 2017).
Tabela 5 - Coeficientes de run-off para distintos tipos de superfície.
Característica da superfície Coeficiente de run-off
Ruas com pavimento asfáltico 0,70 a 0,95
Passeios 0,75 a 0,85
Telhados 0,75 a 0,95
Terrenos relvados (solos arenosos)
Pequena declividade (2%) 0,05 a 0,10
Média declividade (2% a 7%) 0,10 a 0,15
Forte declividade (7%) 0,15 a 0,20
Terrenos relvados (solos pesados)
Pequena declividade (2%) 0,15 a 0,20
Média declividade (2% a 7%) 0,20 a 0,25
Forte declividade (7%) 0,25 a 0,30
Fonte: Sistemas de Água e Esgotos (Wartchow e Gehling, 2017)
5.3.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo de águas pluviais
Para se alcançar a melhoria na eficiência operacional dos serviços de drenagem pluvial
urbana, sugerem-se os seguintes objetivos e metas para o município de São Felipe D’Oeste
quanto ao componente de manejo de águas pluviais.
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Quadro 22 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na sede municipal de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Existência de soluções pontuais de drenagem Manter o bom funcionamento do sistema de drenagem
existente Contínuo 1,2,3 e 4
2 Existência de obras de microdrenagem (meio fio, sarjetas, valetas
e canaletas e bocas de lobo)
Manter o bom funcionamento do sistema de drenagem
existente Contínuo 1,2,3 e 4
3 Falta de microdrenagem em quantidade e distribuição suficientes,
o que ocasiona erosão nas vias
Projetar e dimensionar sistema de drenagem adequado, de
acordo com a realidade do município Médio Prazo 1
4 Ausência de limpeza/manutenção dos dispositivos de
microdrenagem existentes
Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos
de microdrenagem Contínuo 1,2,3 e 4
5 Inexistência de previsão específica de orçamento para obra do
setor de drenagem Buscar recursos juntos as agências federais financiadoras Contínuo 1,2,3 e 4
6 Inexistência de equipe de controle, manutenção e fiscalização do
sistema de drenagem
Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do
sistema de drenagem dentro da Secretária de Obras do
município
Contínuo 1,2,3 e 4
7 Inexistência de uma política de cobrança dos serviços de
drenagem Criar lei específica de acordo com a realidade do Município Imediato 1
8 Não existe o cadastro referente à estrutura instalada, informações
financeiras e projetos básicos de ampliação
Mapear as estruturas existentes no Município e criar um
cadastro técnico Imediato 1
9 Ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária Contínuo 1,2,3 e 4
10 Lançamento de águas cinzas em sarjetas Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária Contínuo 1,2,3 e 4
11 Presença de resíduos sólidos no sistema de microdrenagem Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos
de microdrenagem Contínuo 1,2,3 e 4
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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Quadro 23 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Novo Paraíso.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Baixa cobertura de dispositivos de microdrenagem (bocas de
lobo, bueiros);
Projetar e dimensionar sistema de drenagem adequado, de
acordo com a realidade do município Médio Prazo
1
2 Erosão nas vias Projetar e dimensionar sistema de drenagem adequado, de
acordo com a realidade do município Médio Prazo
1
3 Não existe o cadastro referente a estrutura instalada, informações
financeiras, projetos básicos de ampliação
Mapear as estruturas existentes no Município e criar um
cadastro técnico Imediato 1
4 Bocas de lobo obstruídas com resíduos sólidos Criar um programa de manutenção e limpeza dos
dispositivos de microdrenagem Contínuo 1,2,3 e 4
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 24 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1
Existência de pontos críticos de inundações em períodos
chuvosos, impedindo a trafegabilidade na zona rural Melhorar a infraestrutura viária e dos dispositivos de
drenagem Médio prazo
2
2 Problemas de erosão do solo e alagamentos nas vias de acesso Melhorar a infraestrutura viária e dos dispositivos de
drenagem Médio prazo
1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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5.4 Resíduos sólidos
A prestação dos serviços relacionados à coleta, transporte e destinação final dos resíduos
sólidos, almejando-se a qualidade, devem ser delineadas pelas seguintes diretrizes: adequação
quanto ao uso de equipamentos, veículos e EPIs para o manejo destes; implantação da coleta
seletiva; fomento de campanhas de conscientização para redução do consumo,
acondicionamento adequado dos resíduos encaminhados para a coleta e correto gerenciamento
dos resíduos passíveis de logística reversa e otimização da coleta convencional.
O titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos é
responsável pela organização e prestação direta ou indireta desses serviços, observados o
respectivo plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, a Lei nº 11.445, de 2007, e
as disposições desta Lei e seu regulamento. Para os efeitos da Lei nº 11.445, o serviço público
de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes
atividades:
I. de coleta, de transbordo e de transporte dos resíduos relacionados na alínea
“c” do inciso I do caput do art. 3º desta Lei;
II. de triagem, para fins de reutilização ou reciclagem, de tratamento, inclusive
por compostagem, e de destinação final dos resíduos relacionados na alínea “c” do
inciso I do caput do art. 3º desta Lei;
III. de varrição de logradouros públicos, de limpeza de dispositivos de drenagem
de águas pluviais, de limpeza de córregos e outros serviços, tais como poda, capina,
raspagem e roçada, e de outros eventuais serviços de limpeza urbana, bem como de
coleta, de acondicionamento e de destinação final ambientalmente adequada dos
resíduos sólidos provenientes dessas atividades.
Em São Felipe D’Oeste o manejo dos resíduos sólidos e os serviços de limpeza urbana
são realizados pela Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Estradas (SEMOSPE),
órgão responsável. A prestação do serviço de coleta dos resíduos sólidos urbanos é de
responsabilidade da Prefeitura Municipal de São Felipe D’Oeste, realizada de forma direta pela
equipe de limpeza pública da SEMOSPE. Na área urbana da Sede Municipal a coleta de
resíduos é feita três vezes na semana com cobertura de 100% dos domicílios. Os resíduos
urbanos são coletados de maneira convencional, porta-a-porta, em período diurno.
Os resíduos recicláveis do Município atualmente são destinados para uma cooperativa
de catadores localizada no Município de Cacoal/RO, a COOPERCATAR (Cooperativa de
Catadores de Recicláveis).
O Município de São Felipe D’Oeste faz parte do Consorcio Público Intermunicipal da
Região Centro Leste do Estado de Rondônia (CIMCERO), e realiza a destinação final de seus
resíduos sólidos domiciliares (desde o ano de 2014, quando o lixão do Município foi desativado
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(Decreto nº1062/2014) devido ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) aplicado pelo
Ministério Público ao Município) em aterro sanitário.
Atualmente o Município destina seus resíduos sólidos domiciliares no Aterro Sanitário
da empresa MFM Soluções Ambientais do Município de Cacoal/RO, por meio do Contrato de
Concessão n° 298/2018.
Os resíduos sólidos domiciliares do Distrito de Novo Paraíso são provenientes das
atividades diárias das residências. Os resíduos gerados são os orgânicos constituídos de restos
de alimentos (tais como cascas de frutas, verduras) e inorgânicos, como jornais, revistas,
garrafas, embalagens em geral, caixas de papelão, vidros, dentre outros.
A Prefeitura Municipal não dispõe de dados relacionados ao quantitativo de resíduos
sólidos domiciliares gerados e coletados exclusivamente do Distrito de Novo Paraíso, pois a
mesma não realiza nenhum tipo de pesagem. A pesagem dos resíduos domiciliares do Distrito
é realizada juntamente com os resíduos da Sede, pois os resíduos são coletados e transportados
juntos e posteriormente são destinados ao Aterro Sanitário do Município de Cacoal, onde ocorre
a pesagem.
As áreas rurais do Município não são servidas por coleta regular. Neste caso, 89% dos
entrevistados afirmaram não existir coleta de lixo em suas localidades. Os resíduos domiciliares
gerados nessa área são destinados de forma alternativas.
O Município de São Felipe D’Oeste realiza coleta diferenciada dos resíduos sólidos
urbanos domiciliares desde o ano de 2014, através de um programa de coleta seletiva. Segundo
informações da Prefeitura Municipal, as mobilizações quanto à implantação da coleta seletiva
se iniciaram em 2014, após a desativação do lixão através do Decreto nº1062/2014. As
atividades realizadas como meio de divulgação do programa no Município foram: distribuição
de panfletos nas escolas e nas residências tanto na Sede quanto no Distrito, e palestras nas
escolas estaduais e municipais.
Atualmente, os resíduos são segregados pela própria população, e nas quartas-feiras é
realizada a coleta dos resíduos recicláveis. Os resíduos recicláveis coletados são: papelão,
plástico fino, plástico grosso, PAD (Polietileno de Alta Densidade), PET (Politereftalato de
etileno), alumínio, ferro, metal e cobre. Os resíduos recicláveis coletados são destinados a uma
cooperativa de catadores localizada na Linha 208, Lote 27, km 05, no Município de Cacoal/RO.
O Município de São Felipe D’Oeste não possui nenhum tipo de contrato com a
Cooperativa. No entanto, existe um acordo entre o Prefeito do Município e o responsável pela
Cooperativa, e os resíduos do Município são doados para a Cooperativa. Os resíduos recicláveis
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são transportados até a Cooperativa através do caminhão da coleta do Município de São Felipe
D’Oeste. Ao chegar no local não é realizada a pesagem desses resíduos.
Na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste, são gerados resíduos provenientes das
atividades de varrição de ruas, podas de árvores, limpeza de terrenos e praças, feiras livres, e
de outras formas de limpeza pública. Os resíduos de limpeza pública não possuem um padrão
de acondicionamento e na maioria das vezes são dispostos de forma aberta nas vias públicas
até o momento da coleta que é realizada pela SEMOSPE.
Os resíduos orgânicos provenientes da feira são reaproveitados pelos próprios feirantes
e o que sobra é transportado por eles até suas propriedades. Os demais resíduos são depositados
com os resíduos domiciliares domésticos e tem a mesma destinação final.
Atualmente os resíduos provenientes da limpeza pública não possuem nenhum tipo de
tratamento e/ou reutilização. Estes resíduos são dispostos diretamente no solo em uma área
definida pela Prefeitura, que é a área do antigo lixão do Município, localizado a
aproximadamente 7 km da Sede Municipal.
No Distrito de Novo Paraíso são gerados resíduos provenientes das atividades de
varrição de ruas, podas de árvores, limpeza de terrenos e animais mortos. O Distrito possui
praças, mas não existem lixeiras públicas.
Os resíduos resultantes da limpeza pública são acondicionados temporariamente a céu
aberto nas calçadas das vias públicas, até que a equipe de limpeza pública realize o recolhimento
e o transporte para a destinação final.
O Município de São Felipe D’Oeste não realiza coleta, transporte e destinação final de
resíduos volumosos de forma periódica. São os moradores do Município que dão a destinação
final desses resíduos. Atualmente, a Prefeitura Municipal não possui órgão destinado à
fiscalização para esse tipo de prática.
A Prefeitura Municipal não possui registro da quantidade gerada de resíduos de
construção civil, e no Município não existe nenhuma empresa privada que realize a coleta,
transporte e destinação final desses resíduos.
No Município de São Felipe D’Oeste, os resíduos públicos de serviços de saúde são
gerados nas unidades básicas de saúde (Sede e Distrito) e na unidade mista (Sede). O Município
não possui hospital.
A gestão consorciada dos resíduos de saúde é feita pelo CIMCERO e pela Prefeitura
Municipal de São Felipe D’Oeste. Para coleta, transporte, tratamento e destinação final dos
resíduos de serviços de saúde gerados pelo Município, foi celebrado contrato com a Empresa
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Preserva Soluções LTDA - ME, pessoa jurídica de direito privado, devidamente inscrita no
CNPJ 15.515.617/0001-17, situada na Linha 184, Km 11,5
– Lado Norte, Lote 27, Gleba 13 na
Zona Rural de Rolim de Moura, Estado de Rondônia.
No Município, os resíduos de serviços de saúde são coletados uma vez por mês
diretamente nos geradores, mais especificamente em seus respectivos armazenamentos
externos. Quanto aos RSS gerados do Distrito Novo Paraíso, estes são levados para a Sede do
município através de um carro da Secretaria de Saúde e lá ficam armazenados até o caminhão
da empresa privada realizar a coleta.
A empresa Preserva Tratamento de Resíduos utiliza o processo de incineração no
tratamento dos resíduos de serviço de saúde. Os resíduos são incinerados em unidades especiais.
Segundo informações da empresa, a disposição dos rejeitos (cinzas), resultantes do processo de
incineração é realizada em aterros controlados e licenciados.
Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) gerados em estabelecimentos privados do
Município de São Felipe D’Oeste são de responsabilidade dos próprios geradores. A Prefeitura
não licencia e nem fiscaliza as atividades desses empreendimentos, sendo o órgão licenciador
a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM).
De acordo com levantamento de campo, os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) dos
estabelecimentos privados do Município de São Felipe D’Oeste são unanimemente coletados,
transportados e tratados pela empresa Preserva Tratamento de Resíduos, localizada no
Município de Rolim de Moura. Os resíduos são coletados uma vez por mês em cada
estabelecimento. Segundo informações obtidas junto à empresa, a Preserva Tratamento de
Resíduos atende a todos os requisitos de qualidade, cumprindo exigências da legislação
ambiental.
No Município de São Felipe D’Oeste, o principal de resíduo gerado é proveniente do
tratamento de água. Não existe resíduo proveniente de esgoto, pois o Município não possui
Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), e nem empresas privadas que realizam limpezas de
fossas.
Os resíduos da ETA não são coletados, são destinados pela CAERD através de uma
canalização diretamente no Rio Araras. O Rio Araras atualmente é o manancial de captação de
água do Município. Segundo informações da CAERD, o lançamento das águas de lavagem dos
filtros ocorre à jusante do ponto de captação.
O principal resíduo líquido produzido na agroindústria é o soro, e a maior parte desse
soro tem sido doada para os produtores rurais vizinhos, que reutilizam na alimentação de
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animais. O soro fica armazenado em uma caixa d’água de aproximadamente 500 L. A outra
parte do soro é destinada para uma fossa rudimentar, e junto do soro vão todas as águas de
lavagens do local. Esses efluentes líquidos são direcionados até essa fossa rudimentar através
de canaletas de condução.
No Município não existe nenhum posto de recolhimento de embalagens vazias de
agrotóxicos e os postos mais próximos estão localizados nos Municípios de Cacoal e Rolim de
Moura, assim como postos itinerantes, no Município de Pimenta Bueno.
Atualmente, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia
(IDARON) não realiza campanhas de coleta de embalagens de agrotóxicos no Município, sendo
responsabilidade do produtor rural levar as embalagens até os pontos de coletas mais próximo.
Os resíduos dos postos de recolhimentos são destinados para a Associação das Revendas
de Produtos Agroquímicos (ARPACRE) no Município de Cacoal, que é responsável por 60%
das embalagens deste produto devolvidas no Estado de Rondônia. Lá as embalagens são
compactadas e enviadas para o Estado de São Paulo, onde são encaminhados para reciclagem
ou incineração.
De acordo com a SEMOSPE, lâmpadas, pilhas e baterias, e dispositivos eletrônicos
costumam ser descartados e acondicionados em sacos plásticos juntamente com os resíduos
domiciliares, e são coletados e transportados pelo serviço de coleta pública. O Município não
possui ecoponto ou ponto de coleta diferenciado.
As embalagens de defensivos agrícolas são entregues pelos produtores rurais nos pontos
de coleta do IDARON, e não há empresas agropecuárias que recebem embalagens de defensivos
agrícolas no Município.
Os resíduos contaminados com óleos lubrificantes e pneus são gerados nas oficinas
mecânicas e nas borracharias, e são responsabilidade dos próprios geradores.
5.4.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo de resíduos sólidos
A seguir estão apresentados os cenários atuais, objetivos e metas para posterior
realização do estudo e da concepção de cenários futuros para o tratamento dos resíduos sólidos
urbanos e disposição final dos rejeitos.
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Quadro 25 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede municipal de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Contrato com o CIMCERO para destinação final adequada dos
resíduos domiciliares
Manter a continuidade do contrato visando a destinação final
ambientalmente adequada dos resíduos sólidos
Contínuo 1,2,3 e 4
2 Cobertura da coleta domiciliar alcança 100% dos domicílios Garantir 100% da cobertura Contínuo 1,2,3 e 4
3 Possui coleta seletiva Manter a coleta seletiva no município Contínuo 1
4 Coleta de resíduos sólidos realizada conforme cronograma Manter a continuidade da coleta realizada conforme
cronograma
Contínuo 1,2,3 e 4
5 Contrato com empresa terceirizada para o manejo dos Resíduos de
Serviço de Saúde pública (RSS)
Manter a destinação ambientalmente adequada dos RSS Contínuo 1,2,3 e 4
População da área urbana do município pratica a queima de
resíduos de podas de árvores
Realizar a fiscalização juntamente com a Vigilância
Sanitária
Contínuo 1,2,3 e 4
6 O município não possui programas específicos de separação, nem
pontos de coleta dos resíduos especiais (pilhas, baterias, lâmpadas
fluorescentes, radioativos)
Implantar programas específicos de separação e pontos de
coleta dos resíduos especiais (pilhas, baterias, lâmpadas
fluorescentes, radioativos)
Contínuo 1,2,3 e 4
7 Resíduos perigosos são coletados juntos com a coleta convencional Promover a educação sanitária e ambiental Curto Prazo 2
9 Gerenciamento inadequado de Resíduos de Construção Civil (RCC) Melhorar infraestrutura para gestão de RCC Curto Prazo 2
10 Não há a cobrança de licenciamento ambiental dos
empreendimentos que são passiveis de licenciamento e
considerados geradores de resíduos volumosos e perigosos
Realizar a fiscalização juntamente com a Vigilância
Sanitária
Contínuo 1,2,3 e 4
11 Gerenciamento inadequado de resíduos verdes Melhorar infraestrutura para gestão dos resíduos verdes Curto Prazo 2
12 Lançamento de resíduos domésticos e resíduos recicláveis na área
do antigo lixão
Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância
sanitária
Curto Prazo 2
13 Baixa arrecadação com os serviços de coleta de lixo Revisar o modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de
garantir sustentabilidade econômico-financeira
Curto Prazo 1
14 Falta de atualização do Plano de Gerenciamento Integrado de
Resíduos Sólidos (PGIRS)
Atualizar o PGIRS e executar as ações previstas no PGIRS Imediato 1
15 Não possui Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos de
Serviços de Saúde (PGIRSS)
Elaborar o PMGIRSS Imediato 1
16 Falta de política de gestão da logística reversa Realizar parcerias com associação comercial e industrial
para implantar o sistema de logística reversa
Curto Prazo 2
17 Necessidade de elaboração do Projeto de Recuperação de Áreas
Degradadas para recuperar a área do antigo lixão
Elaborar o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas Imediato 1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
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Quadro 26 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Novo Paraíso.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Cobertura da coleta domiciliar alcança 100% dos domicílios Garantir 100% da cobertura Contínuo 1,2,3 e 4
2 Possui coleta seletiva Manter a coleta seletiva no município Contínuo 1
3 Coleta de resíduos sólidos realizada conforme cronograma Manter a continuidade da coleta realizada conforme
cronograma
Contínuo 1,2,3 e 4
4 População pratica a queima de resíduos de podas de árvores Realizar a fiscalização juntamente com a Vigilância
Sanitária
Contínuo 1,2,3 e 4
5 Gerenciamento inadequado de Resíduos de Construção Civil
(RCC)
Melhorar infraestrutura para gestão de RCC Curto Prazo 2
6 Baixa arrecadação com os serviços de coleta de lixo Revisar o modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de
garantir sustentabilidade econômico-financeira
Curto Prazo 1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Quadro 27 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
Cenário atual Cenário desejado
Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade
1 Resíduos são queimados e/ou enterrados pelos moradores Promover a educação sanitária e ambiental para atender as
áreas da zona rural
Imediato 1
2 Falta de Pontos de Entregas Voluntárias (PEV) ou Ecopontos Criar pontos estratégicos na área rural para implantação de
PEVs ou Ecopontos
Imediato 1
3 Falta de programa de educação sanitária e ambiental Criar um programa de educação sanitária e ambiental Imediato 1
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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6 PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO
ABASTECIMENTO DE ÁGUA, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, MANEJO DE
ÁGUAS PLUVIAS URBANAS E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
6.1 Abastecimento de água
6.1.1 Diretrizes para avaliação do padrão quantitativo e qualitativo do SAA
Como critérios para a avaliação do padrão quantitativo (dimensionamento) e qualitativo
do SAA de São Felipe D’Oeste/RO, adotar
-se-á como satisfatórios ao bom atendimento à
população os seguintes parâmetros, dentre outros:
a) Consumo médio per capita: 150 L/hab. dia. De acordo com os dados
disponibilizados pela CAERD (2019) o consumo médio per capita atual é de 86,1 L/hab. dia;
b) Pressões mínimas e máximas: 10 mca e 40 mca (parâmetro recomendado pela
CORSAN, TSUTYA 2006). De acordo com o diagnóstico realizado atualmente não se tem
aferido a pitometria na rede de distribuição;
c) Reservação: 1/3 do volume do dia de maior consumo. O que corresponderia no
sistema atual aproximadamente em 450 m³ de reservação. Contudo, a capacidade de reservação
atual é de 450 m³ dispostos em três reservatórios, como o volume diário médio consumido é de
171,88 m³.
d) Micromedição obrigatória, com renovação quinquenal dos hidrômetros instalados.
Atualmente consta-se o índice de micromedição por hidrometração de 86,65% das ligações na
sede urbana de São Felipe D’Oeste, de acordo com dados disponibilizados pela CAERD
(2019).
e) Meta (ano 2033) para a perda máxima admissível no SAA: 20%. Atualmente o
índice de perdas na SAA da sede urbana de São Felipe D’Oeste é de 52,51% (CAERD, 2019);
f) Cobertura do atendimento: 100% para água. De acordo com dados do SNIS (2018),
confirmados pela CAERD (2019), o índice de atendimento atual é de 95,86% da população
urbana.
g) NBR 12.211/92 - Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de
água, NBR 12.212/2006 - Projeto de poço tubular para captação de água subterrânea, NBR
12.244/1992 - Construção de poço para captação de água subterrânea, NBR 12.214/1992 -
Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público, NBR 12.215/1992 -
Projeto de adutora de água para abastecimento público, NBR 12.217/94 - Projetos de
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reservatório de distribuição de água para abastecimento público, NBR 12.218/94 - Projeto de
rede de distribuição de água para abastecimento público;
h) Decreto Estadual nº 10.114, de 20 de setembro de 2002 que regulamenta a Lei
Complementar nº 255, de 25 de janeiro de 2002, que institui a Política, cria o Sistema de
Gerenciamento e o Fundo de Recursos Hídricos do Estado de Rondônia, e dá outras
providências no Estado de Rondônia;
i) Portaria GM/MS nº 888 de 04 de maio de 2021, em seu Anexo XX, estabelece os
procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigilância da qualidade da água para
consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá outras providências.
6.1.2 Projeção estimativa da demanda de água
6.1.2.1 Zona Urbana
Conforme já relatado, a prestação dos serviços de abastecimento de água no perímetro
urbano do município é realizada pela Companhia de Águas e Esgoto de Rondônia- CAERD.
As avaliações das demandas de água e dos volumes de reservação para a Sede de São Felipe
D’Oeste/RO foram calculadas tendo como base informações constantes no Sistema Nacional
de Informações sobre o Saneamento (SNIS) e dados obtidos com a CAERD. Adotaram-se as
seguintes variáveis para o cálculo da estimativa da demanda de água:
a) Consumo médio per capita de água (q)
O consumo médio per capita de água representa a quantidade média de água, em litros,
consumida por cada habitante em um dia. Segundo dados da CAERD (2019) para o
abastecimento de água na zona urbana do município, o consumo médio per capita de água
(IN022) medido foi de 86,1 litros de água por habitante ao dia.
b) Coeficientes do dia e hora de maior e menor consumo (k1, k2 e k3)
O consumo de água em uma localidade varia ao longo do dia (variações horárias), ao
longo da semana (variações diárias) e ao longo do ano (variações sazonais). Conforme a prática
corrente, foram adotados os seguintes coeficientes de variação da vazão média de água:
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• Coeficiente do dia de maior consumo k1 = 1,2 • Coeficiente da hora de maior consumo k2 = 1,5 • Coeficiente da hora de menor consumo k3 = 0,5
c) Vazão de projeto
Para o cálculo da vazão de projeto, multiplica-se a população pelo consumo per capita
estabelecido e pelo coeficiente do dia de maior consumo e divide-se o total por 86.400 para
achar a demanda máxima em litros/segundo, conforme a equação:
Equação 3 - Vazão do Projeto 𝑄
𝑝𝑟𝑜𝑗=𝑃∗𝑞∗𝑘
1
86400
Onde:
Qproj = vazão de projeto (L/s);
q= consumo per capita de água
P = população prevista para cada ano (urbana);
k1 = 1,20.
A vazão de projeto é utilizada, principalmente, para o dimensionamento da captação, de
elevatórias e de adutoras. O cálculo referente à sede urbana do Município de São Felipe D’Oeste
para o ano de 2019 aponta o valor de 2,81 L/s.
d) Demanda máxima
Para o cálculo da demanda máxima de água, considera-se o coeficiente da hora de maior
consumo, conforme a equação:
Equação 4 - Demanda máxima de água 𝑄
𝑚𝑎𝑥
=
𝑃∗𝑞∗𝑘
1∗𝑘
2
86400
Onde:
Qmax = demanda máxima diária de água (L/s);
P = população prevista para cada ano (total);
q= consumo per capita de água
k1 = 1,20;
k2 = 1,50.
Ademais, foi considerado para todos os anos o atendimento de 100% da população da
sede, para que, assim, a produção necessária pudesse ser calculada considerando a
universalização do acesso à água. A demanda máxima de água é utilizada para o
dimensionamento da vazão de distribuição, dos reservatórios até a rede. O cálculo referente ao
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ano de 2019 para sede urbana do Município de São Felipe D’Oeste aponta o resultado de 4,22
L/s.
e) Perdas de água (p)
Segundo Heller e Pádua (2012), as perdas de água em um sistema de abastecimento
correspondem aos volumes não contabilizados, incluindo os volumes não utilizados e os
volumes não faturados. Tais volumes distribuem-se em perdas reais e perdas aparentes, sendo
tal distribuição de fundamental importância para a definição e hierarquização das ações de
combate às perdas e, também, para a construção de indicadores de desempenho.
As perdas físicas ou peras reais ocorrem através de vazamentos e extravasamentos no
sistema, durante as etapas de captação, adução, tratamento, reservação e distribuição, assim
como durante procedimentos operacionais, como lavagem de filtros e descargas na rede. As
perdas não físicas ou perdas aparentes ocorrem através de ligações clandestinas (não
cadastradas) e por by-pass irregular no ramal predial (popularmente “gato”), somada aos
volumes não contabilizados devido a hidrômetros parados ou com submedição, fraudes de
hidrômetros, erros de leituras e similares.
Segundo os dados constantes no SNIS (2019), o Índice de Perdas na Distribuição (IPD)
(IN049) foi de 52,51%, ou seja, um índice acima da média nacional de aproximadamente
38,20% (SNIS, 2019).
f) Produção necessária
A vazão de produção necessária deverá ser o resultado da soma da demanda máxima de
água e da vazão perdida no sistema de distribuição. A vazão perdida no sistema é resultado do
índice de perdas sobre a demanda máxima. A vazão perdida de 52,51% aplicada à demanda
máxima calculada de 4,22 L/s aponta o valor de 2,21 L/S de vazão perdida, de modo que a
produção necessária calculada para o município de São Felipe D’Oeste no ano de 2019 é de
6,43 L/s.
g) Capacidade instalada
A capacidade instalada de um sistema de abastecimento de água é avaliada pela sua
vazão de captação. No caso do sistema de abastecimento de água da sede de São Felipe
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D’Oeste/RO, a capacidade instalada de captação corresponde à vazão da captação de 40 m³/h,
ou seja, 11,11 L/s (CAERD, 2019).
h) Avaliação do saldo ou déficit de água
Para avaliar se o sistema de abastecimento de água atualmente instalado no município
de São Felipe D’Oeste/RO é capaz de atender a demanda necessária, subtraiu-se a produção
necessária da capacidade instalada de captação e avaliou-se o déficit ou saldo. Dessa forma, foi
possível avaliar se o sistema conseguirá atender a demanda e, caso contrário, identificar se é
necessário realizar expansões. Considerando os cálculos referentes ao ano inicial das projeções
(2019) obtém-se que a capacidade instalada de 11,11 L/s subtraída a produção necessária de
6,43 L/s obtém-se um saldo de 4,68 L/s.
g) Avaliação do volume de reservação disponível e necessário
Para o cálculo do volume de reservação necessário, foi adotada a recomendação da NBR
12.217/1994 que estipula um volume mínimo igual a um terço (1/3) do volume distribuído no
dia de consumo máximo. Dessa forma, para avaliação do déficit ou saldo, subtraiu-se o volume
de reservação necessário do volume de reservação disponível. Na Tabela 7 foram
sistematizados os valores adotados no sistema de abastecimento de água da sede para os
principais parâmetros de projeto utilizados neste Prognóstico.
Segundo informações levantadas na etapa de Diagnóstico (Produto C), o sistema de
abastecimento de água na sede de São Felipe D’Oeste/RO conta com três reservatórios, com
capacidade de armazenamento de 450 m³, enquanto ao se considerar o índice de 1/3 do volume
distribuído no dia de máximo consumo obtém-se o valor de 150 m³/dia, demonstrando um saldo
de 300 m³ no atual reservatório.
De fato, de acordo com a gerente local da CAERD no Município o reservatório tem
condições de atender a demanda apenas por 3 horas sem o funcionamento do sistema de
captação. A Tabela 6 apresenta a avaliação da demanda de água e dos volumes de reservação
para a Sede de São Felipe D’Oeste/RO para o período de horizonte do PMSB.
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Tabela 6 - Principais valores adotados para realização do prognóstico do SAA da sede de São Felipe
D’Oeste.
População total em
2019 (hab)
Consumo per capita
(L/hab. dia)
Perdas
físicas (%)
Capacidade de
captação (L/s)
Volume de
reservação
disponível (m³)
1.349 150 52,51 11,11 450
Fonte: SNIS (2019
)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Tabela 7 - Avaliação das disponibilidades e necessidades para o SAA da Sede de São Felipe D’Oeste/RO.
Ano
População
URBANA
Vazão
de
projeto
Perdas
Físicas
Produção
necessária
Capacidade
instalada
de captação
Saldo ou
Déficit
Demanda
máxima
Volume de
reservação
disponível
Volume de
reservação
necessário
Saldo ou déficit de
reservação
Habitantes
(1)
L/s
(2)
%
(3)
L/s
(4)
L/s
(5)
L/s
(6)
L/s
(7)
m³/dia
(8)
m³/dia
(9)
m³/dia
(10)
2019 1349 2,81 53 6,43 11,1 4,68 4,22 450 81 369
2020 1339 2,79 53 6,38 11,1 4,73 4,18 450 80 370
2021 1329 2,77 53 6,33 11,1 4,78 4,15 450 80 370
2022 1319 2,75 53 6,29 11,1 4,82 4,12 450 79 371
2023 1309 2,73 53 6,24 11,1 4,87 4,09 450 79 371
2024 1299 2,71 53 6,19 11,1 4,92 4,06 450 78 372
2025 1289 2,69 53 6,14 11,1 4,97 4,03 450 77 373
2026 1280 2,67 53 6,10 11,1 5,01 4,00 450 77 373
2027 1270 2,65 53 6,05 11,1 5,06 3,97 450 76 374
2028 1260 2,63 53 6,01 11,1 5,10 3,94 450 76 374
2029 1251 2,61 53 5,96 11,1 5,15 3,91 450 75 375
2030 1241 2,59 53 5,92 11,1 5,19 3,88 450 74 376
2031 1232 2,57 53 5,87 11,1 5,24 3,85 450 74 376
2032 1223 2,55 53 5,83 11,1 5,28 3,82 450 73 377
2033 1214 2,53 53 5,78 11,1 5,33 3,79 450 73 377
2034 1205 2,51 53 5,74 11,1 5,37 3,76 450 72 378
2035 1195 2,49 53 5,70 11,1 5,41 3,74 450 72 378
2036 1186 2,47 53 5,65 11,1 5,46 3,71 450 71 379
2037 1178 2,45 53 5,61 11,1 5,50 3,68 450 71 379
2038 1169 2,43 53 5,57 11,1 5,54 3,65 450 70 380
2039 1160 2,42 53 5,53 11,1 5,58 3,62 450 70 380
2040 1151 2,40 53 5,49 11,1 5,62 3,60 450 69 381
2041 1142 2,38 53 5,44 11,1 5,67 3,57 450 69 381
2042 1134 2,36 53 5,40 11,1 5,71 3,54 450 68 382
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021).
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6.1.2.2 Distrito Novo Paraíso
De acordo com o cenário atual, a prestação dos serviços de abastecimento de água na
sede do Distrito Novo Paraíso, zona rural do município de São Felipe D’Oeste, é realizada pela
Companhia de Água e Esgoto de Rondônia- CAERD. A Tabela 8 apresenta para o período de
2022-2042, a projeção populacional, a estimativa da demanda de água e vazões de água para o
distrito. Para o cálculo do volume consumido e da demanda máxima do Distrito Novo Paraíso
utilizou-se o consumo médio per capita de 150 L/hab. dia, de acordo com os dados
disponibilizados pela prestadora do serviço (CAERD, 2019). As perdas físicas foram calculadas
da mesma forma que na zona urbana.
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Tabela 8 - Estimativa da demanda de água e vazões de água para o Distrito Novo Paraíso.
Ano
População
Distrito
Novo
Paraíso
(1)
Vazão
de
projeto
L/s
(2)
Perdas
Físicas %
(3)
Produção
necessária
L/s
(4)
Capacidade
instalada
de captação
L/s
(5)
Saldo ou
Déficit
L/s
(6)
Demanda
máxima
L/s
(7)
Volume de
reservação
disponível
m³/dia
(8)
Volume de
reservação
necessário
m³/dia
(9)
Saldo ou déficit de
reservação
m³/dia
(10)
2019 556 1,16 20 2,08 10,8 8,75 1,74 20 33
-13
2020 551 1,15 20 2,07 10,8 8,76 1,72 20 33
-13
2021 547 1,14 20 2,05 10,8 8,78 1,71 20 33
-13
2022 543 1,13 20 2,04 10,8 8,79 1,70 20 33
-13
2023 539 1,12 20 2,02 10,8 8,81 1,68 20 32
-12
2024 535 1,11 20 2,01 10,8 8,82 1,67 20 32
-12
2025 531 1,11 20 1,99 10,8 8,84 1,66 20 32
-12
2026 527 1,10 20 1,98 10,8 8,85 1,65 20 32
-12
2027 523 1,09 20 1,96 10,8 8,87 1,63 20 31
-11
2028 519 1,08 20 1,95 10,8 8,88 1,62 20 31
-11
2029 515 1,07 20 1,93 10,8 8,90 1,61 20 31
-11
2030 511 1,07 20 1,92 10,8 8,91 1,60 20 31
-11
2031 507 1,06 20 1,90 10,8 8,93 1,59 20 30
-10
2032 504 1,05 20 1,89 10,8 8,94 1,57 20 30
-10
2033 500 1,04 20 1,87 10,8 8,96 1,56 20 30
-10
2034 496 1,03 20 1,86 10,8 8,97 1,55 20 30
-10
2035 492 1,03 20 1,85 10,8 8,98 1,54 20 30
-10
2036 489 1,02 20 1,83 10,8 9,00 1,53 20 29 -9
2037 485 1,01 20 1,82 10,8 9,01 1,52 20 29 -9
2038 481 1,00 20 1,80 10,8 9,03 1,50 20 29 -9
2039 478 1,00 20 1,79 10,8 9,04 1,49 20 29 -9
2040 474 0,99 20 1,78 10,8 9,05 1,48 20 28 -8
2041 470 0,98 20 1,76 10,8 9,07 1,47 20 28 -8
2042 467 0,97 20 1,75 10,8 9,08 1,46 20 28 -8
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021).
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6.1.2.3 Demais áreas rurais do município
Nas demais áreas rurais do Município (linhas vicinais, áreas de proteção e conservação
ambiental, terras indígenas, comunidades tradicionais quilombolas, etc.), o abastecimento de
água é realizado majoritariamente por meio de poços amazonas, tubulares e também em rios,
córregos e outros mananciais. A tabela a seguir apresenta para o período de 2022-2042, a
projeção populacional, a estimativa da demanda de água e vazões de água para as demais áreas
rurais. Para o cálculo do volume consumido e da demanda máxima dessas áreas rurais dispersas
utilizou-se o indicador estadual de consumo médio per capita de 150 L/hab. dia (Von Sperling).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Tabela 9 - Estimativa da demanda de água e vazões de água para demais áreas rurais.
Ano População Rural Vazão do Projeto
(L/s)
Demanda máxima
(L/s)
Perdas Físicas
(L/s)
Produção
Necessária
(L/s)
2019 3718 7,75 11,62 0 11,62
2020 3690 7,69 11,53 0 11,53
2021 3662 7,63 11,44 0 11,44
2022 3634 7,57 11,36 0 11,36
2023 3607 7,51 11,27 0 11,27
2024 3580 7,46 11,19 0 11,19
2025 3553 7,40 11,10 0 11,10
2026 3526 7,35 11,02 0 11,02
2027 3500 7,29 10,94 0 10,94
2028 3473 7,24 10,85 0 10,85
2029 3447 7,18 10,77 0 10,77
2030 3421 7,13 10,69 0 10,69
2031 3396 7,07 10,61 0 10,61
2032 3370 7,02 10,53 0 10,53
2033 3345 6,97 10,45 0 10,45
2034 3319 6,92 10,37 0 10,37
2035 3294 6,86 10,30 0 10,30
2036 3270 6,81 10,22 0 10,22
2037 3245 6,76 10,14 0 10,14
2038 3221 6,71 10,06 0 10,06
2039 3196 6,66 9,99 0 9,99
2040 3172 6,61 9,91 0 9,91
2041 3148 6,56 9,84 0 9,84
2042 3125 6,51 9,76 0 9,76
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021).
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6.1.3 Descrição dos principais mananciais (superficiais e/ou subterrâneos) passíveis de
utilização para o abastecimento de água na área de planejamento
O município de São Felipe D’Oeste possui uma abundante disponibilidade hídrica,
porém quando analisados os potenciais hídricos para o abastecimento humano é importante
levar em consideração diversos fatores, como as características quantitativas, qualitativas,
distância média do núcleo urbano, bem como as condições do entorno.
O Rio araras é o atual manancial de abastecimento de água da Sede Municipal. O
manancial é o popularmente chamado de Rio Araras, porém nos dados da Agência Nacional
das Águas esse rio recebe o nome de Rio Rolim de Moura. A vazão apresentada no trecho de
captação é de Q95=234,20 L/s (ANA, 2016). A captação se localiza nas coordenadas
geográficas de latitude 11°54'16.0"S e longitude 61°31'02.0"W, 242 m de altitude, a
aproximadamente 1 km da sede municipal.
No entorno do manancial a principal atividade praticada é a pecuária que é uma fonte
potencial de contaminação. A falta de mata ciliar no entorno do manancial corrobora com o
assoreamento das margens, o que pode comprometer sua quantidade e qualidade a longo prazo
(Figura 1).
Figura 1 - Rio Araras.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
De acordo com as projeções de consumo realizadas pela CAERD, a demanda máxima
diária de abastecimento na sede para o ano de 2019 é de 2,39 L/s. Como a vazão do rio é de
Q95 = 234,20 L/s (ANA, 2016) ele atende à demanda atual da sede municipal. A Figura 2
demonstra a localização do ponto de captação no Rio Arara e a distância até a sede municipal.
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Figura 2 - Localização do ponto de captação do SAA da sede de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
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O Rio das Antas é considerado como alternativa para abastecimento da área urbana do
Município de São Felipe D’Oeste. O possível ponto de captação está localizado a norte da área
urbana, aproximadamente a 2 km nas coordenadas geográficas latitude 11°55'06"S e longitude
61°29'54"W. O manancial apresenta uma vazão aproximada de 210,6 L/s (ANA, 2016), as
margens estão parcialmente preservadas e no entorno ocorre a prática de atividades pecuárias
(Figura 3).
Figura 3 - Rio das Antas.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
Como não foram encontrados resultados de análises da qualidade de água desse
manancial, é necessário estudos mais aprofundados com o objetivo de atestar a possibilidade
de utilizá-lo para abastecimento futuro.
No Distrito de Novo Paraíso, o Rio Araras também é considerado como alternativa para
abastecimento. O possível ponto de captação está localizado aproximadamente a 1,5 km nas
coordenadas geográficas latitude 11°47'28.87"S e longitude 61°28'55.57"O. O manancial
apresenta uma vazão aproximada de 234,20 L/s (ANA, 2016), as margens estão parcialmente
preservadas e no entorno ocorre a prática de atividades pecuárias (Figura 4).
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Figura 4 - Rio Araras.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
No entorno do manancial a principal atividade praticada é a pecuária que é uma fonte
potencial de contaminação. A falta de mata ciliar no entorno do manancial corrobora com o
assoreamento das margens, o que pode comprometer sua quantidade e qualidade a longo prazo.
No Distrito de Novo Paraíso a demanda diária de água é de 0,89 L/s. Como a vazão do rio é de
Q95 = 234,20 L/s (ANA, 2016) ele atende à demanda atual do Distrito.
Em São Felipe D’Oeste existem locais como assentamentos e setores chacareiros que
possuem os mananciais subterrâneos como garantia de atendimento da demanda. O município,
encontra-se localizado sobre dois sistemas de aquíferos, os Sistema de Aquífero Fraturado
(Fraturado Norte) e o Sistema de Aquífero Parecis.
O aquífero fraturado norte cobre 90% do território de São Felipe D’Oeste com reserva
potencial explorável de 1,683 L/s/km². Já o Aquífero Parecis cobre 10% do território municipal
e possui potencial explorável de 1.112 m³/s/km (Figura 5). De acordo com a Agência Nacional
de Água (2019) a estimativa da vazão de retirada de água para todo o município, incluindo a
área rural e urbana para o ano de 2030 será de 0,10 m³/s.
O Município de São Felipe D’Oeste possui dentro de seu limite municipal outros
mananciais, porém devido a distância torna-se oneroso utilizá-los como possíveis mananciais
para o abastecimento público.
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Figura 5 - Aquíferos existentes no Município de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019.
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O Quadro abaixo apresenta o resumo do Levantamento da rede hidrográfica do
município, com a identificação dos mananciais, situação do abastecimento de água atual e
cenário futuro.
Quadro 28 - Possíveis Mananciais para abastecimento futuro do município de São Felipe D’Oeste.
Local Manancial
Atual
Situação do
Abastecimento
Atual
Possíveis
Mananciais
Futuros
Vazão do
manancial
futuro (L/s)
Distância do
manancial futuro
para a localidade (m)
Sede São
Felipe
D’Oeste
Rio Araras Satisfatório Rio das Antas 210,6 2000
Distrito
Novo
Paraíso
Nascente e 2
Poços
Tubulares
Requer
manancial
Rio Araras 234,20 1500
Aquífero Fraturado
Norte (Subterrâneo) 1,68 L/s/km² 0
*Disponibilidade Hídrica superficial (L/s), Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos, 2019.
6.1.4 Definição das alternativas de manancial para atender a área de planejamento
Recomenda-se a continuidade da captação no Rio Araras, desde que faça as devidas
manutenções nas estruturas e isolamento da área. Decisão está sugerida e referendada em
reunião pelos atores sociais, durante os Eventos Setoriais de Mobilização Social realizados na
sede do município.
O Rio Araras também pode ser uma alternativa de abastecimento do Distrito Novo
Paraíso, porém é necessário adequação na tecnologia de tratamento de água existente para a
conformação principalmente do parâmetro de turbidez. Outra possibilidade é o estudo de um
local apropriado para perfuração de um poço tubular profundo.
Quanto a questão da seleção dos critérios que podem justificar a escolha do manancial,
importa dizer que o estado possui o Plano Estadual de Recursos Hídricos devidamente
regulamento e discretizado para todos os municípios, facilitando a obtenção de dados assertivos
e confiáveis no que diz respeito a vazão dos corpos hídricos. A despeito disso, consideradas as
informações preliminares, observa-se como mais potencialmente viável a captação no Rio
Araras uma vez que os Poços Tubulares, conforme dados levantados nos Eventos Setoriais do
PMSB de São Felipe D’Oeste, tem apresentado gradativa redução das vazões, sobretudo, nas
épocas mais secas do ano, o que pode comprometer a segurança hídrica para a sede do
município.
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6.1.5 Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda calculada
6.1.5.1 Sede Municipal
Quanto a captação vale destacar que o Município de São Felipe D’Oeste possui nas
imediações do núcleo urbano o Rio Araras como alternativas de captação em manancial hídrico,
e também a alternativa de captação por poços tubulares profundos, no entanto, o manancial
utilizado atualmente para o abastecimento possui vazão satisfatória que atende a demanda.
Considerando que a projeção produção necessária de água para a população no ano de
2042 foi de 5,40 L/s, verifica-se que as infraestruturas atuais de captação e de tratamento de
água atendem à demanda projetada, visto que as infraestruturas possuem capacidade nominal
de produção de 11,11 L/s.
A reservação de água do município é feita através de dois reservatórios, sendo dois
semienterrados e um elevado construídos em concreto armado, que apresentam uma capacidade
de armazenamento de 450 m³. De acordo com a projeção calculada a reservação necessária para
final de plano no ano de 2042 é de 382 m³, sendo assim o atual reservatório supri a demanda
final de projeto, possuindo um saldo de 68 m³ de reservação.
No presente momento, a rede de distribuição do Município de São Felipe D’Oeste não
cobre toda a área urbana do município, possuindo um índice de cobertura de 78,70%, portanto,
como foi previsto nos cenários futuros deste produto há a necessidade de ampliação da rede e
a realização de ligações na totalidade dos domicílios urbanos, contemplando assim 100% da
área urbana.
6.1.5.2 Distrito Novo Paraíso
Quanto a captação vale destacar que o Distrito Novo Paraíso possui nas imediações do
núcleo urbano o Rio Araras como alternativas de captação em manancial hídrico, que pode ser
uma alternativa viável para captação de água. Atualmente no Distrito há uma combinação de
captações de água sendo a água proveniente de uma nascente e de dois poços tubulares, no
entanto, conforme relatos da população, em épocas de seca o sistema combinado não atende a
demanda. já existe um poço tubular implantado que possui vazão de 3 a 5 m³/s, no entanto será
necessário a implantação de mais um poço para suprir a demanda do distrito, visto que o poço
amazonas utilizado como segunda opção chega a secar no período seco do ano.
O sistema também possui um reservatório elevado com capacidade de armazenamento
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de 50 m³ e aproximadamente 6.000 metros (6 km) de rede de distribuição iniciada. Portanto
ficou decidido que seria mais interessante para viabilizar o fornecimento de água tratada ao
distrito com a continuação do sistema presente.
6.1.5.3 Demais localidades rurais
Para as demais localidades da área rural verificou-se que seria mais interessante a
implantação de sistemas individuais de captação de água, os quais seriam obras de captação de
água subterrânea feitas com o emprego de perfuratriz em um furo vertical, pois essa é a forma
mais viável para aquele tipo de povoamento disperso, dada a baixa vazão de produção no fim
do plano de 11,33 L/s.
6.2 Esgotamento sanitário
6.2.1 Diretrizes para avaliação do padrão quantitativo e qualitativo do SES
Como critérios para a avaliação do padrão quantitativo (dimensionamento) e qualitativo
do SES de São Felipe D’Oeste/RO, adotar
-se-á como satisfatórios ao bom atendimento à
população os seguintes parâmetros, dentre outros:
a) Não possui sistema de esgotamento sanitário;
b) Uso de fossas rudimentares por 96% da população urbana;
c) Meta (ano 2033) para a universalização do SES.
6.2.2 Projeção da Vazão de Esgotos e Estimativa da Carga e Concentração de DBO e
Coliformes Fecais
6.2.2.1 Zona Urbana
O crescimento populacional, a previsão de população a ser atendida e os volumes de
esgoto a serem coletados para o horizonte do PMSB na zona urbana, 2022 a 2042, estão
apresentadas na Tabela 11. Estas são as vazões utilizadas para a elaboração dos cenários e
devem ser consideradas no projeto executivo do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) -
vazão nominal e vazão máxima. Foram adotados os seguintes parâmetros para os cálculos
necessários:
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a) Produção estimada de esgoto
A produção de esgotos corresponde aproximadamente à vazão de água efetivamente
consumida. Entende-se por consumo efetivo aquele registrado na micromedição da rede de
distribuição de água, descartando-se, portanto, as perdas do sistema de abastecimento. Parte
desse volume efetivo não chega aos coletores de esgoto, pois conforme a natureza de consumo
perde-se por evaporação, incorporação à rede pluvial ou escoamento superficial (ex: irrigação
de jardins e parques, lavagem de carros, instalações não conectadas à rede etc).
Dessa forma, para estimar a fração da água que adentra à rede de esgotos, aplica-se o
coeficiente de retorno (R), que é a relação média entre o volume de esgoto produzido e a água
efetivamente consumida. O coeficiente de retorno pode variar de 40% a 100%, sendo que
usualmente adota-se o valor de 80% (VON SPERLING, 2005).
A produção estimada de esgoto da população urbana de São Felipe D’Oeste/RO foi
calculada conforme a equação abaixo:
Equação 5 - Produção estimada de Esgoto
𝑄 = 365 ∗ 𝑃 ∗ 𝑞 ∗ 𝑅
Onde:
P = população prevista para cada ano;
q = consumo médio de água per capita (m³/hab. dia)
R = coeficiente de retorno: 0,80
b) Vazão nominal de esgotos
A Vazão nominal estimada de esgoto da população urbana de São Felipe D’Oeste/RO
foi calculada conforme equação:
Equação 6 - Vazão nominal de esgoto 𝑉𝑛𝑜𝑚 =
𝑃 ∗ 𝑞 ∗ 𝑅 ∗ 𝑘
1
86400
Onde:
P = população prevista para cada ano (total);
q = consumo médio de água per capita (L/hab. dia)
R = coeficiente de retorno: 0,80
k1= coeficiente do dia de maior consumo: 1,2
c) Vazão máxima de esgotos
A Vazão máxima estimada de esgoto da população urbana de São Felipe D’Oeste/RO
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foi calculada conforme equação:
Equação 7 - Vazão máxima de esgoto 𝑉
𝑚𝑎𝑥
=
𝑃∗𝑞∗𝑅∗𝑘
1∗𝑘
2
86400
Onde:
P = população prevista para cada ano;
q = consumo médio de água per capita (L/hab. dia)
R = coeficiente de retorno: 0,80
k1= coeficiente do dia de maior consumo: 1,2
k2= coeficiente da hora de maior consumo: 1,5
A produção estimada, a vazão nominal estimada e a vazão máxima estimada
consideraram um consumo médio per capita de água de 150 litros de água por habitante ao dia,
valor adotado geralmente nos cálculos de projetos de SES.
Destaca-se que para a realização deste prognóstico a demanda calculada considerou o
atendimento de 100% da população da Sede, considerando a universalização do acesso à coleta
e ao tratamento de esgoto na área urbana.
Considerando os dados municipais do ano de 2019, os respectivos valores encontrados
foram: 59.089 m³/ano para produção estimada, 2,25 L/s para vazão nominal e 3,37 L/s de vazão
máxima.
d) Vazão média de esgotos
A vazão média estimada de esgoto é calculada a partir da Equação 8, considera o
consumo médio de água per capita de 150 litros de água por habitante ao dia, conforme dados
constantes CAERD (2019), para o município. Para o ano de 2019 o valor calculado para a vazão
média foi de 1,87 L/s.
Equação 8 - Vazão média de esgoto 𝑉
𝑚𝑒𝑑=𝑃∗𝑞∗𝑅
86400
Onde:
P = população prevista para cada ano;
q = consumo médio de água per capita (L/hab. dia):
R = coeficiente de retorno: 0,80
e) Carga Orgânica (DBO5)
Para avaliar a carga orgânica associada ao esgoto sanitário, gerada e lançada nos cursos
d’água (ou diretamente no subsolo) que atravessam o município de São Felipe D’Oeste/RO,
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trabalhou-se com as seguintes informações: número total de habitantes da zona urbana do
município e contribuição de cada indivíduo em termos de matéria orgânica presente nos esgotos
domésticos.
Segundo VON SPERLING (2005), esse valor correspondente a 0,054 Kg DBO por
habitante por dia. Dessa forma, a carga orgânica gerada foi calculada multiplicando-se a sua
população (em nº de habitantes) pela carga per capita (equivalente a 0,054 Kg DBO/hab.d).
Em 2019, a população urbana do município de São Felipe D’Oeste correspondia a 1.349
habitantes, de modo que a carga orgânica gerada é de 72,85 DBO/dia.
f) Carga SST
Para avaliar a carga sólidos suspensos totais (SST) trabalhou-se com as seguintes
informações: número total de habitantes da zona urbana do município e contribuição de cada
indivíduo em termos de matéria orgânica presente nos esgotos domésticos.
Segundo VON SPERLING (2005), esse valor corresponde a 0,06 Kg por habitante por
dia. Assim, a carga orgânica gerada foi calculada multiplicando-se a sua população (em nº de
habitantes) pela carga per capita (equivalente a 0,06 Kg/d).
Em 2019, a população urbana do município de São Felipe D’Oeste correspondia a 1.349
habitantes, de modo que a carga SST gerada é de 80,94 Kg/dia.
Tabela 10 - Projeção da vazão de esgoto para o horizonte do PMSB na sede do município de São Felipe
D’Oeste/RO.
Ano
População
Urbana
Produção
Estimada de
Esgoto
Vazão
Nominal
estimada
de Esgoto
Vazão
Máxima
estimada
de Esgoto
Vazão
Média
estimada de
Esgoto
Carga
DBO5
Carga
SST
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)
Habitantes m³/ano L/s L/s L/s Kg/dia Kg/dia
2019 1349 59.089 2,25 3,37 1,87 72,85 80,94
2020 1339 58.645 2,23 3,35 1,86 72,30 80,34
2021 1329 58.203 2,21 3,32 1,85 71,76 79,73
2022 1319 57.765 2,20 3,30 1,83 71,22 79,13
2023 1309 57.330 2,18 3,27 1,82 70,68 78,53
2024 1299 56.899 2,17 3,25 1,80 70,15 77,94
2025 1289 56.470 2,15 3,22 1,79 69,62 77,36
2026 1280 56.045 2,13 3,20 1,78 69,10 76,77
2027 1270 55.624 2,12 3,17 1,76 68,58 76,20
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2028 1260 55.205 2,10 3,15 1,75 68,06 75,62
2029 1251 54.789 2,08 3,13 1,74 67,55 75,05
2030 1241 54.377 2,07 3,10 1,72 67,04 74,49
2031 1232 53.968 2,05 3,08 1,71 66,54 73,93
2032 1223 53.561 2,04 3,06 1,70 66,03 73,37
2033 1214 53.158 2,02 3,03 1,69 65,54 72,82
2034 1205 52.758 2,01 3,01 1,67 65,04 72,27
2035 1195 52.361 1,99 2,99 1,66 64,55 71,73
2036 1186 51.967 1,98 2,97 1,65 64,07 71,19
2037 1178 51.576 1,96 2,94 1,64 63,59 70,65
2038 1169 51.188 1,95 2,92 1,62 63,11 70,12
2039 1160 50.802 1,93 2,90 1,61 62,63 69,59
2040 1151 50.420 1,92 2,88 1,60 62,16 69,07
2041 1142 50.040 1,90 2,86 1,59 61,69 68,55
2042 1134 49.664 1,89 2,83 1,57 61,23 68,03
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA, TED 08/2017 (2019).
Tabela 11 - Projeção da vazão de esgoto para o Distrito Novo Paraíso.
Ano
População
Novo
Paraíso
Produção
Estimada de
Esgoto
Vazão
Nominal
estimada
de Esgoto
Vazão
Máxima
estimada
de
Esgoto
Vazão Média
estimada de
Esgoto
Carga
DBO5
Carga
SST
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)
Habitantes m³/ano L/s L/s L/s Kg/dia Kg/dia
2019 556 24.332,22 0,93 1,39 0,77 30,00 33,33
2020 551 24.149,07 0,92 1,38 0,77 29,77 33,08
2021 547 23.967,30 0,91 1,37 0,76 29,55 32,83
2022 543 23.786,90 0,91 1,36 0,75 29,33 32,58
2023 539 23.607,85 0,90 1,35 0,75 29,11 32,34
2024 535 23.430,15 0,89 1,34 0,74 28,89 32,10
2025 531 23.253,79 0,88 1,33 0,74 28,67 31,85
2026 527 23.078,76 0,88 1,32 0,73 28,45 31,61
2027 523 22.905,05 0,87 1,31 0,73 28,24 31,38
2028 519 22.732,64 0,87 1,30 0,72 28,03 31,14
2029 515 22.561,53 0,86 1,29 0,72 27,82 30,91
2030 511 22.391,71 0,85 1,28 0,71 27,61 30,67
2031 507 22.223,16 0,85 1,27 0,70 27,40 30,44
2032 504 22.055,89 0,84 1,26 0,70 27,19 30,21
2033 500 21.889,87 0,83 1,25 0,69 26,99 29,99
2034 496 21.725,11 0,83 1,24 0,69 26,78 29,76
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2035 492 21.561,58 0,82 1,23 0,68 26,58 29,54
2036 489 21.399,28 0,81 1,22 0,68 26,38 29,31
2037 485 21.238,21 0,81 1,21 0,67 26,18 29,09
2038 481 21.078,35 0,80 1,20 0,67 25,99 28,87
2039 478 20.919,69 0,80 1,19 0,66 25,79 28,66
2040 474 20.762,23 0,79 1,19 0,66 25,60 28,44
2041 470 20.605,95 0,78 1,18 0,65 25,40 28,23
2042 467 20.450,85 0,78 1,17 0,65 25,21 28,01
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA, TED 08/2017 (2019).
6.2.2.2 Zona Rural
Para a avaliação das demandas por coleta e tratamento de esgoto para zona rural de São
Felipe D’Oeste/RO, adotou-se os seguintes parâmetros:
a) Carga orgânica gerada
Para avaliar a carga orgânica associada ao esgoto sanitário, gerada e lançada nos cursos
d’água (ou diretamente no subsolo) que entrecortam o município de São Felipe D’Oeste/RO,
trabalhou-se com as seguintes informações: número total de habitantes da zona rural do
município e contribuição de cada indivíduo em termos de matéria orgânica presente nos esgotos
domésticos. Segundo VON SPERLING (2005), esse valor corresponde a 0,054 Kg DBO por
habitante por dia. Dessa forma, a carga orgânica gerada foi calculada multiplicando-se a sua
população (em nº de habitantes) pela carga per capita (equivalente a 0,054 Kg DBO/hab.d). Em
2019, a população rural do município de São Felipe D’Oeste correspondia a 3.718 habitantes,
de modo que a carga orgânica gerada é de 200,76 DBO/dia.
b) Vazão média de esgotos produzida
Para estimar a vazão média de esgotos produzida pela população da zona rural, foi
considerado um consumo per capita de água de 150 L/hab. dia e coeficiente de retorno de 80%.
A vazão média de esgotos da população rural foi calculada para o horizonte temporal de 2022
a 2042 (Equação 9). Para 2019, o valor calculado corresponde a 5,16 L/s. A tabela a seguir
apresenta a avaliação da carga orgânica gerada e da demanda por coleta e tratamento de esgoto
para a zona rural.
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Equação 9 - Vazão média de esgoto 𝑉
𝑚𝑒𝑑=𝑃∗𝑞∗𝑅
86400
Onde:
P = população prevista para cada ano (total);
q = consumo médio de água per capita (L/hab. dia);
R = coeficiente de retorno: 0,80
Tabela 12 - Avaliação da carga orgânica gerada e da demanda por coleta e tratamento de esgoto para a
zona rural de São Felipe D’Oeste/RO.
Ano
População
Rural
Produção
Estimada de
Esgoto
Vazão
Nominal
estimada
de Esgoto
Vazão
Máxima
estimada
de
Esgoto
Vazão Média
estimada de
Esgoto
Carga
DBO5
Carga
SST
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)
Habitantes m³/ano L/s L/s L/s Kg/dia Kg/dia
2019 3718 162.838,70 6,20 9,29 5,16 200,76 223,07
2020 3690 161.613,00 6,15 9,22 5,12 199,25 221,39
2021 3662 160.396,54 6,10 9,16 5,09 197,75 219,72
2022 3634 159.189,22 6,06 9,09 5,05 196,26 218,07
2023 3607 157.991,00 6,01 9,02 5,01 194,78 216,43
2024 3580 156.801,79 5,97 8,95 4,97 193,32 214,80
2025 3553 155.621,54 5,92 8,88 4,93 191,86 213,18
2026 3526 154.450,16 5,88 8,82 4,90 190,42 211,58
2027 3500 153.287,61 5,83 8,75 4,86 188,98 209,98
2028 3473 152.133,81 5,79 8,68 4,82 187,56 208,40
2029 3447 150.988,69 5,75 8,62 4,79 186,15 206,83
2030 3421 149.852,19 5,70 8,55 4,75 184,75 205,28
2031 3396 148.724,24 5,66 8,49 4,72 183,36 203,73
2032 3370 147.604,79 5,62 8,42 4,68 181,98 202,20
2033 3345 146.493,76 5,57 8,36 4,65 180,61 200,68
2034 3319 145.391,09 5,53 8,30 4,61 179,25 199,17
2035 3294 144.296,73 5,49 8,24 4,58 177,90 197,67
2036 3270 143.210,60 5,45 8,17 4,54 176,56 196,18
2037 3245 142.132,64 5,41 8,11 4,51 175,23 194,70
2038 3221 141.062,80 5,37 8,05 4,47 173,91 193,24
2039 3196 140.001,02 5,33 7,99 4,44 172,60 191,78
2040 3172 138.947,22 5,29 7,93 4,41 171,30 190,34
2041 3148 137.901,36 5,25 7,87 4,37 170,02 188,91
2042 3125 136.863,37 5,21 7,81 4,34 168,74 187,48
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA, TED 08/2017(2019).
Os resultados apontam para a necessidade de implementar soluções que possam tratar
preliminarmente o esgoto doméstico antes deste ser lançado ao ambiente contaminando o solo
e recursos hídricos e expondo a população rural aos sérios riscos de doenças correlacionadas a
saneamento inadequado como diarreia, verminoses, dentre outros.
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6.2.3 Padrão de Lançamento para Efluente Final de SES
Os padrões de emissão exigidos pela SEDAM/RO (Secretaria de Estado do
Desenvolvimento Ambiental/Rondônia) para o efluente final dos sistemas de tratamento de
esgotos são os estabelecidos pela Resolução CONAMA 430, de 13 de maio de 2011 e Decreto
Estadual nº 7.903, de 01 de julho de 1997.
O Decreto Estadual nº 7.903, de 01 de julho de 1997 regulamenta a Lei n. 547, de 30 de
dezembro de 1993, que dispõe sobre proteção, recuperação, controle, fiscalização e melhoria
de qualidade do meio ambiente no estado (RONDÔNIA, 1997). O Título II trata da Poluição
da água, em seu art. 9º aponta que as águas de Classe Especial para uso de abastecimento sem
a prévia desinfestação, os coliformes fecais devem estar ausentes em qualquer amostra. Para
águas de Classe I, são estabelecidos os limites e/ou condições conforme a seguir (Art. 10).
Quadro 29 - Limites e/ou condições de coliformes fecais para águas de Classe I.
Parâmetros Limites e/ou condições
Materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais Virtualmente ausentes
Óleos e graxas Virtualmente ausentes
Substancias que comuniquem gosto ou odor Virtualmente ausentes
Corantes artificiais Virtualmente ausentes
Substancias que formem depósitos objetáveis Virtualmente ausentes
DBO 7 dias 20ºC Até 3 mg/l O
2
Turbidez Até 40 unidades nefelométricas de turbidez (UNT)
Cor Nível de cor natural do corpo de água em 70 mg Pt/l
pH 6,0 a 9,0
Substâncias potencialmente prejudiciais Constantes no Anexo I deste Decreto
Fonte: Decreto Estadual n° 7.903/1997 (Rondônia, 1997).
O Decreto coloca ainda que em seu art. 10, §3º que para demais usos não deverá ser
excedido um limite de 200 coliformes fecais por 100 mililitros em 80% ou mais de 5 amostras
mensais em qualquer mês. E no caso de não haver na região meios disponíveis para o exame de
coliformes fecais, o índice limite será de 1.000 coliformes totais por 100 mililitros em 80% ou
mais de 5 amostras fecais colhidas em qualquer mês (§4º, art. 10).
Para águas de Classe 2, são estabelecidos os mesmos limites ou condições da Classe 1,
à exceção dos seguintes (Art. 11):
I
– Proibida a presença de corantes artificiais que não sejam removíveis por processo
de coagulação, sedimentação e filtração convencionais;
III
– Cor: até 70 mg/l;
IV
– Turbidez: até 100 UNT;
V
– DBO 7 dias a 20ºC até 5 mg/l - O
2;
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O Decreto descreve ainda os limites ou condições para as águas de Classe 3 e 4. O art.
17 menciona, portanto, que os efluentes de qualquer natureza somente poderão ser lançados nas
águas inferiores, subterrâneas, situadas no território do Estado de Rondônia, desde que não
sejam considerados poluentes, na forma estabelecidas no art. 2° deste Regulamento, o qual
estabelece que “O Poder Público Estadual, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento
Ambiental
– SEDAM, estabelecerá e regerá as medidas de proteção, recuperação, controle,
fiscalização e melhoria da qualidade do meio ambiente no Estado de Rondônia”. Neste sentido,
a presente disposição aplica-se aos lançamentos feitos diretamente, por fonte de poluição ou
indiretamente, através de canalização pública ou privada, bem de outro dispositivo de
transporte, próprio ou de terceiros.
Quanto as condições e padrões para efluentes de sistemas de tratamento de esgotos
sanitários, a Resolução CONAMA 430, de 13 de maio de 2011 em sua Seção III versa sobre
este aspecto e apresenta condições e padrões específicos descritos no art. 21, conforme pode
ser observado no Quadro 30.
Quadro 30 - Condições e padrões específicos de lançamento direto de efluentes oriundos de sistemas de
tratamento de esgotos sanitários.
Parâmetro Valores máximos Condições
pH 5 e 9 -
Temperatura < 40 °C Sendo que a variação de temperatura do corpo receptor
não deverá exceder a 3°C no limite da zona de mistura.
Materiais sedimentáveis Até 1 ml/L
Em teste de 1 hora em cone Inmhoff. Para o
lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de
circulação seja praticamente nula, os materiais
sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes.
Demanda Bioquímica de
Oxigênio-DBO 5 dias, 20°C
Máximo de 120
mg/L
Sendo que este limite somente poderá ser ultrapassado
no caso de efluente de sistema de tratamento com
eficiência de remoção mínima de 60% de DBO, ou
mediante estudo de autodepuração do corpo hídrico
que comprove atendimento às metas do enquadramento
do corpo receptor.
Substâncias solúveis em
hexano (óleos e graxas) até Até 100 mg/L -
Ausência de materiais
flutuantes - -
Fonte: Resolução Conama nº 430/2011.
As condições e padrões de lançamento relacionados na Seção II que trata das Condições
e Padrões de Lançamento de Efluentes, em seu art. 16, incisos I e II, da Resolução CONAMA
430/2011, poderão ser aplicáveis aos sistemas de tratamento de esgotos sanitários, a critério do
órgão ambiental competente, em função das características locais, não sendo exigível o padrão
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de nitrogênio amoniacal total (Quadro 31).
Quadro 31 - Padrões de lançamento de efluentes
– Parâmetros inorgânicos.
Parâmetros inorgânicos Valores máximos
Arsênio total 0,5 mg/L As
Bário total 5,0 mg/L Ba
Boro total (Não se aplica para o lançamento em águas salinas) 5,0 mg/L B
Cádmio total 0,2 mg/L Cd
Chumbo total 0,5 mg/L Pb
Cianeto total 1,0 mg/L CN
Cianeto livre (destilável por ácidos fracos) 0,2 mg/L CN
Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu
Cromo hexavalente 0,1 mg/L Cr+6
Cromo trivalente 1,0 mg/L Cr+3
Estanho total 4,0 mg/L Sn
Ferro dissolvido 15,0 mg/L Fe
Fluoreto total 10,0 mg/L F
Manganês dissolvido 1,0 mg/L Mn
Mercúrio total 0,01 mg/L Hg
Níquel total 2,0 mg/L Ni
Nitrogênio amoniacal total 20,0 mg/L N
Prata total 0,1 mg/L Ag
Selênio total 0,30 mg/L Se
Sulfeto 1,0 mg/L S
Zinco total 5,0 mg/L Zn
Parâmetros Orgânicos Valores máximos
Benzeno 1,2 mg/L
Clorofórmio 1,0 mg/L
Dicloroeteno (somatório de 1,1 + 1,2cis + 1,2 trans) 1,0 mg/L
Estireno 0,07 mg/L
Etilbenzeno 0,84 mg/L
Fenóis totais (substâncias que reagem com 4-aminoantipirina) 0,5 mg/L C6H5OH
Tetracloreto de carbono 1,0 mg/L
Tricloroeteno 1,0 mg/L
Tolueno 1,2 mg/L
Xileno 1,6 mg/L
Fonte: Resolução Conama nº 430/2011.
No caso de sistemas de tratamento de esgotos sanitários que recebam lixiviados de
aterros sanitários, o órgão ambiental competente deverá indicar quais os parâmetros do art. 16,
inciso II desta Resolução que deverão ser atendidos e monitorados, não sendo exigível o padrão
de nitrogênio amoniacal total. Para a determinação da eficiência de remoção de carga poluidora
em termos de DBO5,20 para sistemas de tratamento com lagoas de estabilização, a amostra do
efluente deverá ser filtrada.
A Resolução explica também que os efluentes de sistemas de tratamento de esgotos
sanitários poderão ser objeto de teste de ecotoxicidade no caso de interferência de efluentes
com características potencialmente tóxicas ao corpo receptor, a critério do órgão ambiental
competente. Esses testes de ecotoxicidade em efluentes de sistemas de tratamento de esgotos
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sanitários têm como objetivo subsidiar ações de gestão da bacia contribuinte aos referidos
sistemas, indicando a necessidade de controle nas fontes geradoras de efluentes com
características potencialmente tóxicas ao corpo receptor.
As ações de gestão serão compartilhadas entre as empresas de saneamento, as fontes
geradoras e o órgão ambiental competente, a partir da avaliação criteriosa dos resultados obtidos
no monitoramento.
6.2.4 Sugestões de soluções técnicas para a problemática do esgotamento sanitário
A necessidade de análise de alternativas para a escolha de técnicas para a coleta e o
tratamento de efluentes se deve ao grande número de tecnologias e sistemas disponíveis. Na
Figura 6 é apresentado as variantes dos sistemas de esgotamento sanitário, contendo as formas
de tratamento e de coleta.
Figura 6 - Variantes dos sistemas de esgotamento sanitário.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2019; IFRO/FUNASA, TED 08/2017.
Os sistemas individuais são sistemas onde as distâncias entre fontes geradoras de esgoto,
seu tratamento e disposição final são próximos entre si. Já, os sistemas coletivos apresentam
Estações de Tratamento de Esgotos - ETEs, construídas, geralmente, em regiões periféricas das
cidades, interligadas a redes de coleta de esgoto (tubulações interconectadas) trabalhando por
gravidade, e, às vezes, com inserção de energia por meio de bombas hidráulicas (uso de
Estações Elevatórias de Esgotos), de maneira a permitir a coleta e o afastamento do esgoto
sanitário das residências.
A respeito das formas de coleta, o sistema unitário transporta esgotos sanitários, águas
de infiltração e as águas pluviais em uma mesma rede de canalizações até a ETE. Podem ser
previstos dois tipos de tratamento destes efluentes, o tratamento com a vazão integral dos
efluentes ou dimensionar a ETE para atender as vazões do esgoto sanitário e as vazões pluviais
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em tempo seco.
No sistema separador absoluto, o mais utilizado e recomendado por norma no Brasil, os
esgotos sanitários são coletados em um conjunto de canalizações independentes da rede de
drenagem pluvial. O sistema condominial é uma variante do sistema separador absoluto. Ao
contrário do que é feito na rede convencional, a rede do sistema condominial é construída nos
passeios ou dentro dos lotes, possibilitando a utilização de canalização menos resistente e com
menor aterramento.
As operações e processos para promover a remoção dos poluentes no tratamento, de
forma a adequar o lançamento nos corpos hídricos do município a um padrão de qualidade
aceitável, conforme Von Sperling (2005), está associada aos conceitos de nível de tratamento e
eficiência do tratamento, conforme pode ser observado no Quadro 32.
Quadro 32 - Níveis de tratamento.
Nível de
Tratamento Descrição Tipo de remoção
Preliminar
Remoção de constituintes dos esgotos como galhos, objetos
flutuantes, areia e gordura que possam causar dificuldades
operacionais ou de conservação nos processos ou operações unitárias
de tratamento.
Predomínio dos
mecanismos
físicos
Primário Remoção dos sólidos sedimentáveis e parte da matéria orgânica
Secundário Remoção da matéria orgânica e eventualmente nutriente (nitrogênio e
fósforo)
Predomínio dos
mecanismos
biológicos
Terciário
Remoção de poluentes específicos (usualmente tóxicos ou compostos
não biodegradáveis) ou ainda a remoção complementar de poluentes
não suficientemente removidos. Raramente usados no Brasil. -
(Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995).
Uma ETE pode ser composta por várias unidades com diferentes níveis de tratamento: ● tratamento preliminar, realizado através do gradeamento e do desarenador, ● medidor de vazão; ● tratamento primário, realizado através de um decantador, e; ● tratamento secundário, que apresenta uma grande variedade de alternativas.
As formas de tratamento secundário mais utilizadas estão descritas brevemente nos
quadros a seguir.
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Quadro 33 - Tipos de Lagoas de estabilização.
Tipo Descrição
Lagoa
Facultativa
A DBO solúvel e finamente particulada é estabilizada com a presença de oxigênio por
bactérias dispersas no meio líquido, ao passo que a DBO suspensa tende a sedimentar,
sendo estabilizada anaerobiamente por bactérias no fundo da lagoa. O oxigênio requerido
pelas bactérias aeróbias é fornecido pelas algas, através de fotossíntese.
Lagoa
Anaeróbica +
lagoa facultativa
A DBO é em torno de 50% estabilizada na lagoa anaeróbia (sem oxigênio; mais profunda
e com menor volume), enquanto a DBO remanescente é removida na lagoa facultativa. O
sistema ocupa uma área inferior ao de uma lagoa facultativa.
Lagoa Aerada
Facultativa
Os mecanismos de remoção da DBO são similares aos de uma lagoa facultativa. No
entanto, o oxigênio é fornecido por aeradores mecânicos, ao invés de através da
fotossíntese. Como a lagoa é também facultativa, uma grande parte dos sólidos do esgoto
e da biomassa sedimenta, sendo decomposta anaerobiamente no fundo.
Lagoa aerada de
mistura
completa +
lagoa de
decantação
A energia introduzida por unidade de volume da lagoa é elevada, o que faz com que os
sólidos (principalmente a biomassa) permaneçam dispersos no meio líquido, ou em
mistura completa. A decorrente maior concentração de bactérias no meio líquido aumenta
a eficiência do sistema na remoção da DBO, o que permite que a lagoa tenha um volume
inferior ao de uma lagoa aerada facultativa. No entanto, o efluente contem elevados
teores de sólidos (bactérias), que necessitam ser removidos antes do lançamento no corpo
receptor. A lagoa de decantação a jusante proporciona condições para essa remoção. O
lodo da lagoa de decantação deve ser removido em períodos de poucos anos.
(Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995).
Quadro 34 - Lodos ativados e suas variantes.
Tipo Descrição
Lodos ativados
convencional
Os sólidos (lodo) são recirculados do fundo da unidade de decantação, por meio de
bombeamento, para a unidade de aeração. No tanque de aeração, devido à entrada
contínua de alimento, na forma de DBO dos esgotos, as bactérias crescem e se
reproduzem continuamente. Para manter o sistema em equilíbrio é necessário que se
retire aproximadamente a mesma quantidade de biomassa que é aumentada por
reprodução. O lodo permanece no sistema de 4 a 10 dias.
Lodos ativados
com aeração
prolongada
Difere do tipo convencional devido ao tempo em que o lodo permanece no sistema (20 a
30 dias). Para que a biomassa permaneça mais tempo, é necessário que o reator seja
maior. Visto que a disponibilidade de alimento para as bactérias é menor que a da
convencional, as bactérias, para sobreviver, passam a utilizar nos seus processos
metabólicos a própria matéria orgânica, estabilizando o lodo no sistema.
Normalmente não apresentam decantadores primários.
Lodos ativados
com fluxo
intermitente
(batelada)
O processo consiste de um reator de mistura completa onde ocorrem todas as etapas do
tratamento, através do estabelecimento de ciclos de operação com durações definidas.
Não é necessário decantadores separados. Os ciclos de tratamento são: enchimento
(entrada de esgoto bruto ou decantado no reator); reação (aeração/mistura da massa
líquida contida no reator); sedimentação (sedimentação e separação dos sólidos em
suspensão do esgoto tratado); esvaziamento (retirada do esgoto tratado do reator);
repouso (ajuste de ciclos e remoção do lodo excedente)
(Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995).
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Quadro 35 - Sistemas aeróbios com biofilmes.
Tipo Descrição
Filtro de baixa
carga
A DBO á estabilizada aerobiamente por bactérias que crescem aderidas a um suporte
(comumente pedras). O esgoto é aplicado na superfície do tanque através de
distribuidores rotativos. O líquido percola pelo tanque, saindo pelo fundo, ao passo que a
matéria orgânica fica retida pelas bactérias. Os espaços livres são vazios, o que permite a
circulação de ar. No sistema de baixa carga, há pouca disponibilidade de DBO para as
bactérias, o que faz com que as mesmas sofram uma autodigestão, saindo estabilizadas
do sistema. As placas de bactérias que se despregam das pedras são removidas no
decantador secundário. O sistema necessita de decantação primária.
Filtro de alta
carga
Similar ao sistema anterior, com a diferença de que a carga de DBO aplicada é maior. As
bactérias (lodo excedente) necessitam de estabilização no tratamento
do lodo. O efluente do decantador secundário á recirculado para o filtro, de forma a diluir
o afluente e garantir uma carga hidráulica homogênea.
Biodisco
Os biodiscos não são filtros biológicos, mas apresentam a similaridade de que a biomassa
cresce aderida a um meio suporte. Este meio é provido por discos que giram, ora
expondo a superfície ao líquido, ora ao ar.
(Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995).
Quadro 36 - Sistemas anaeróbios.
Tipo Descrição
Reator anaeróbio
de manta de lodo
(UASB)
A DBO á estabilizada anaerobiamente por bactérias dispersas no reator. O fluxo do
liquido é ascendente. A parte superior do reator é dividida nas zonas de sedimentação e
de coleta de gás. A zona de sedimentação permite a saída do efluente clarificado e o
retorno dos sólidos (biomassa) ao sistema, aumentando a sua concentração no reator.
Entre os gases formados inclui-se o metano. O sistema dispensa decantação primária. A
produção de lodo é baixa, e o mesmo
sai estabilizado.
Filtro anaeróbio
A DBO é estabilizada anaerobiamente por bactérias aderidas a um meio suporte
(usualmente pedras) no reator. O tanque trabalha submerso, e o fluxo é ascendente. O
sistema requer decantação primária (frequentemente fossas
sépticas). A produção de lodo é baixa, e o mesmo já sai estabilizado.
(Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995).
Quadro 37 - Tipos de disposição no solo.
Tipo Descrição
Infiltração lenta
Os esgotos são aplicados ao solo, fornecendo água e nutrientes necessários para o
crescimento das plantas. Parte do liquido á evaporada, parte percola no solo, e a maior
parte é absorvida pelas plantas. As taxas de aplicação no terreno são bem baixas. O
líquido pode ser aplicado segundo os métodos da aspersão, do alagamento e da crista e
vala.
Infiltração rápida
Os esgotos são dispostos em bacias rasas. O líquido passa pelo fundo poroso e percola
pelo solo. A perda pela evaporação é menor, face às maiores taxas de aplicação. A
aplicação intermitente, proporcionando um período de descanso para o solo. Os tipos
mais comuns são: percolação para a água subterrânea,
recuperação por drenagem subsuperficial e recuperação por poços freáticos.
Infiltração subsuperficial
O esgoto pré-decantado é aplicado abaixo do nível do solo. Os locais de infiltração são
preenchidos com um meio poroso, no qual ocorre o tratamento. Os tipos mais comuns
são as valas de infiltração e os sumidouros.
Escoamento
superficial
Os esgotos são distribuídos na parte superior de terrenos com certa declividade, através
do qual escoam, até serem coletados por valas na parte inferior. A aplicação é
intermitente, os tipos de aplicação são: aspersores de alta pressão,
aspersores de baixa pressão e tubulações ou canais de distribuição com aberturas
intervaladas.
(Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995).
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Vale lembrar que é crescente o desenvolvimento de tecnologias de tratamento de
esgotos, geralmente combinando sistemas anaeróbios com aeróbios, camadas e suportes de
materiais diversos, com ou sem recirculação de lodos, processos e operações num mesmo reator
ou reatores distintos, uso de membranas entre outras evoluções.
De acordo com Von Sperling (2006), a decisão quanto ao processo a ser adotado para o
tratamento dos esgotos deve ser derivada fundamentalmente de um balanceamento entre
critérios técnicos e econômicos, com a apreciação dos méritos quantitativos e qualitativos de
cada alternativa.
Neste sentido, para auxiliar a tomada de decisão do município de São Felipe D’Oeste
na escolha da estação de tratamento de esgoto, foi utilizado um Software (OLIVEIRA, 2004;
LEONETI, 2009), que elabora o dimensionamento de seis tipos diferentes de estações de
tratamento, além de seus respectivos custos de implantação, operação e manutenção.
Disponível em http://www.etex.eng.br/, é necessário apenas realizar um breve cadastro e inserir
os dados de entrada do modelo, apresentados nos quadros que seguem.
Quadro 38 - Dados de entrada ETEx para Sede.
Município São Felipe D’Oeste
Estado RO
Projeção do número de habitantes 1.349 (população atendida em 20 anos)
Vazão média 161,56 (vazão afluente média, em m³/d)
Vazão máximo 291,17 (vazão afluente máxima, em m³/d)
DBO média do afluente 350 (DBO média afluente, em mg/L)
Temperatura média do mês mais frio 26 (temp. média no mês mais frio, em
°C)
(Fonte: ETEx, 2020).
Quadro 39 - Dados de entrada ETEx para o Distrito Novo Paraíso.
Município São Felipe D’Oeste – Distrito
Novo Paraíso
Estado RO
Projeção do número de habitantes 556 (população atendida em 20 anos)
Vazão média 66,53 (vazão afluente média, em m³/d)
Vazão máximo 120,09 (vazão afluente máxima, em m³/d)
DBO média do afluente 350 (DBO média afluente, em mg/L)
Temperatura média do mês mais frio 26 (temp. média no mês mais frio, em
°C)
(Fonte: ETEx, 2020).
Nos quadros a seguir são apresentados resultados resumidos dos cálculos realizados pelo
Software ETEx. Observa-se que os custos de operação e manutenção da estação de tratamento
apresentados são para a vida útil da estação, ou seja, 20 anos.
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Quadro 40 - Resultado dos cálculos de estimativa de custos dos tipos de ETEs para a Sede Municipal de
São Felipe D’Oeste.
Item Sistema 1 Sistema 2 Sistema 3 Sistema 4 Sistema 5 Sistema 6
Estimativa de
custo de
implantação
(US$)
131.351,66 87.064,62 330.950,23 90.476,22 78.164,72 82.094,54
Estimativa de
custo de operação
e manutenção
(US$)
64.944,72 30.320,27 170.282,06 39.720,08 14.386,87 30.638,56
Custo total do
sistema (US$) 196.296,38 117.384,88 501.232,29 130.196,30 92.551,59 112.733,10
Estimativa DBO
efluente (mg/l) 10 21 26 28 37 32
Eficiência do
sistema (%) 97% 94% 93% 92% 90% 91%
Área total
requerida (m²) 264 954 283 357 1.800 797
Fonte: estimativa do custo de implantação calculados pela última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004;
LEONETI, 2009) e estimativa DBO efluente com base em Von Sperling (2006).
Quadro 41 - Resultado dos cálculos de estimativa de custos dos tipos de ETEs para o Distrito Novo
Paraíso.
Item Sistema 1 Sistema 2 Sistema 3 Sistema 4 Sistema 5 Sistema 6
Estimativa de
custo de
implantação
(US$)
106.079,89 53.693,62 305.728,48 65.721,10 39.738,60 52.897,93
Estimativa de
custo de operação
e manutenção
(US$)
41.850,68 14.748,78 153.070,46 21.068,50 5.929,65 15.073,42
Custo total do
sistema (US$) 147.930,58 68.442,40 458.798,94 86.789,60 45.668,25 67.971,34
Estimativa DBO
efluente (mg/l) 10 20 25 28 37 32
Eficiência do
sistema (%) 97% 94% 93% 92% 90% 91%
Área total
requerida (m²) 109 379 117 148 741 328
Fonte: estimativa do custo de implantação calculados pela última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004;
LEONETI, 2009) e estimativa DBO efluente com base em Von Sperling (2006).
A seguir, são apresentadas as principais características dos sistemas e unidades de
tratamento utilizadas no modelo. Destaca-se que o conceito utilizado por Oliveira (2004) para
a seleção dos tipos de estação de tratamento foi o crescente emprego com sucesso da associação
de sistemas anaeróbios seguidos de aeróbios.
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6.2.4.1 Sistema 1 - UASB + Lodos Ativados
Este sistema possui a melhor estimativa de remoção de DBO do afluente, mas possui
operação complexa. Von Sperling (2006), elenca as seguintes vantagens para o sistema de
UASB seguido de lodos ativados: maior independência das condições climáticas; reduzidas
possibilidades de maus odores; menor área dentre todos os sistemas; e satisfatória resistência a
variações de cargas.
As desvantagens são: introdução de equipamentos; aumento do nível de sofisticação;
requisitos de energia relativamente elevados; e necessária remoção contínua ou periódica de
lodo. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 7.
Figura 7 - UASB + Lodos Ativados.
Fonte: Von Sperling, 2006; apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009)
6.2.4.2 Sistema 2 - UASB + Lagoa facultativa
Este sistema, que possui um reator em seu processo de tratamento, geralmente exige um
tempo de detenção hidráulica relativamente alto, mas pode ser considerado adequado para
locais com pouco terreno disponível. Segundo Von Sperling (2006), as principais vantagens do
sistema de UASB seguido de lagoa facultativa são: maior eficiência na remoção de DBO;
menores requisitos de área; baixos custos de implementação e operação; tolerância a afluentes
bem concentrados; reduzido consumo de energia; possibilidade de uso energético do biogás; e
baixíssima produção de lodo.
As desvantagens são: baixa eficiência na remoção de coliformes; possibilidade de
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geração de efluente com aspecto desagradável; e relativamente sensível a variações de cargas e
compostos tóxicos. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 8.
Figura 8 - UASB + Lagoa facultativa.
Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009)
6.2.4.3 Sistema 3 - UASB + Filtro Biológico
Esse arranjo de sistema de tratamento de esgoto possui uma das melhores estimativas
de DBO efluente. Von Sperling (2006), elenca as seguintes vantagens para o sistema de UASB
seguido de filtro biológico: maior independência das condições climáticas; reduzidas
possibilidades de maus odores; menor área dentre todos os sistemas; e satisfatória resistência a
variações de cargas.
As desvantagens são: introdução de equipamentos; aumento do nível de sofisticação;
requisitos de energia relativamente elevados; e necessária remoção contínua ou periódica de
lodo. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 9.
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Figura 9 - UASB + Filtro Biológico.
Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009).
6.2.4.4 Sistema 4 - UASB + Lagoa aerada e de decantação
Este sistema possui algumas semelhanças com o sistema composto por UASB seguido
de lodos ativados, porém com redução do consumo de concreto e com efluente final de baixa
concentração de DBO. Von Sperling (2006), elenca as seguintes vantagens para o sistema de
UASB seguido de lagoa aerada e de decantação: maior independência das condições climáticas;
reduzidas possibilidades de maus odores; menor área dentre todos os sistemas; e satisfatória
resistência a variações de cargas.
As desvantagens são: introdução de equipamentos; aumento do nível de sofisticação;
requisitos de energia relativamente elevados; e necessária remoção contínua ou periódica de
lodo. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 10.
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Figura 10 - UASB + Lagoa aerada e de decantação.
Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009).
6.2.4.5 Sistema 5 - Lagoa anaeróbia + Lagoa facultativa
Também conhecido como sistema australiano, esse arranjo de sistema de tratamento de
esgoto apesar de apresentar uma eficiência satisfatório, necessita de uma área para implantação
maior do que os outros arranjos. Segundo Von Sperling (2006), as principais vantagens do
sistema de lagoa anaeróbia seguida de lagoa facultativa são: construção, operação e manutenção
simples; ausência de equipamentos mecânicos e contratação de técnicos especialistas; remoção
de lodo após 20 anos; e requisitos energéticos praticamente nulos.
Como desvantagens o autor cita: elevados requisitos de área; possibilidade de maus
odores; dificuldades em satisfazer padrões de lançamento restritivos; eficiência variável
conforme as condições climáticas; e necessário afastamento mínimo de 600m de residências
circunvizinhas. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 11.
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Figura 11 - Lagoa anaeróbia + Lagoa facultativa.
Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009).
6.2.4.6 Sistema 6 - Lagoa anaeróbia + Lagoa aerada e de decantação
Este sistema é uma adaptação do sistema de lagoa anaeróbia seguida de lagoa facultativa
e tem como objetivo reduzir a área de implantação, introduzindo aeração. Von Sperling (2006),
elenca as seguintes vantagens para o sistema de lagoa anaeróbia seguida de lagoa aerada e de
decantação: maior independência das condições climáticas; reduzidas possibilidades de maus
odores; e satisfatória resistência a variações de cargas. As desvantagens são: introdução de
equipamentos; aumento do nível de sofisticação; requisitos de energia relativamente elevados;
e necessária remoção contínua ou periódica de lodo. O fluxograma deste sistema pode ser
visualizado na figura abaixo.
Figura 12 - Lagoa anaeróbia + Lagoa aerada e de decantação.
Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009).
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6.2.4.7 Sistemas baseados em tecnologias disponíveis no Manual de Saneamento elaborado
pela FUNASA e normas técnicas da ABNT para tratamento de esgotos em comunidades
O Manual de Saneamento elaborado pela FUNASA (FUNASA, 2015) e as normas
técnicas da ABNT (ABNT 1993 e 1997) apresentam sistemas novos ou modificados e sua
aplicação prática em comunidades isoladas. As soluções aqui apresentadas possuem
implantação, funcionamento e operação simplificados, capazes de garantir uma remoção eficaz
de matéria orgânica do esgoto a baixo custo. Algumas dessas alternativas de tratamento têm
sido usadas frequentemente em comunidades isoladas, possuindo respaldo técnico de pesquisas
desenvolvidas em centros de pesquisas, universidades, prefeituras e ONGs.
Para a escolha da tecnologia mais adequada às condições existentes, foi criado um
fluxograma simplificado como subsídio a tomada de decisão (Figura 13), considerando o tipo
de esgoto a ser tratado (ex.: águas cinzas, águas de vaso sanitário, esgoto doméstico ou esgoto
misto) e diversas opções de tecnologias de tratamento possíveis para cada caso.
A cada pergunta feita, a resposta (SIM ou NÃO) leva a uma nova pergunta ou à
sugestão de uma tecnologia. Para cada tecnologia sugerida, há uma Ficha de Tratamento de
Esgoto correspondente (Fichas T01 a T15), com detalhes de construção e funcionamento,
imagens da sua aplicação, desenhos esquemáticos dos sistemas e referências bibliográficas. O
Quadro 42 resume as principais características das tecnologias, comparando-as.
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Figura 13 - Fluxograma para escolha da tecnologia para tratamento de esgoto doméstico em comunidades isoladas.
Fonte: FUNASA, 2015.
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Quadro 42 - Síntese das principais características das quinze tecnologias selecionadas para o tratamento
de esgoto de comunidades isoladas.
Fonte: FUNASA, 2015.
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6.2.5 Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda calculada
O Município de São Felipe D’Oeste, não possui sistema de esgotamento sanitário. Para
Sede Municipal e o Distrito Novo Paraíso os sistemas a serem implantados deverão contar
basicamente com os seguintes componentes: ● Ligações domiciliares; ● Rede coletora; ● Interceptores; ● Coletores tronco; ● Linha de recalque; ● Estação elevatória de esgoto; ● Estação de Tratamento de Esgotos; ● Emissário; ● Corpo Receptor; ● Estruturas complementares;
De acordo com levantamento realizado, o sistema 5
– Lagoa anaeróbia seguido de lagoa
facultativa, foi o que apresentou menor custo de instalação e manutenção, entretanto requer
maior área e possui menor eficiência na remoção de carga orgânica, já o sistema 1
– apresentou
maior eficiência e requer menor área, porém apresenta maior custo de instalação e de
manutenção, bem como maior complexidade operacional. Ressalta-se que a tecnologia de
tratamento de esgoto a ser definida, deverá ter eficiência de tratamento de acordo com a
capacidade de autodepuração do corpo receptor dos esgotos tratados.
Para o Distrito Novo Paraíso a solução mais apropriada seria o Sistema 2 - UASB +
Lagoa facultativa, visto que o custo se apresenta mais adequado a realidade do distrito e ao
número de habitantes no final do plano. Além disso, há o aspecto de maior simplicidade
operacional, baixo requerimento de equipamentos e respectiva manutenção e, destacadamente
baixo consumo de energia.
Para os domicílios dispersos da zona rural, recomenda-se a utilização de sistemas
individuais com custo de implantação baixo e de fácil manutenção, de acordo com a realidade
da residência, conforme fluxograma apresentado na Figura 18. Salienta-se que a população
interessada deve ser assistida por um programa institucionalizado de assistência técnica e de
educação sanitária e ambiental que os oriente minimamente a lidar com essas soluções.
6.2.6 Melhorias sanitárias domésticas
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6.2.6.1 Comparação das alternativas de tratamento dos esgotos sanitários: se centralizado ou se
descentralizado, justificando a abordagem selecionada
Considerando que 246 dos 10.684 domicílios do Município de São Felipe D’Oeste
(IBGE, 2010), não possuíam nem banheiro nem sanitário, sugere-se, mediante o uso do
manual criado pela Funasa, expor todos os aspectos essenciais para a elaboração de
propostas para o programa de melhorias sanitárias
1
. O Programa de melhorias sanitárias
domésticas tem os seguintes objetivos:
I. Implantar soluções individuais e coletivas de pequeno porte, com tecnologias
apropriadas;
II. Contribuir para a redução dos índices de morbimortalidade provocados pela falta ou
inadequação das condições de saneamento domiciliar;
III. Dotar os domicílios de melhorias sanitárias, necessárias à proteção das famílias e à
promoção de hábitos higiênicos; e
IV. Fomentar a implantação de oficina municipal de saneamento.
No tópico que trata dos Sistemas para destinação de águas residuais são detalhados
alguns tipos de tratamento e destinação de águas residuais. De modo que a escolha da tecnologia
a ser implantada em cada domicílio deverá levar em consideração as características locais,
principalmente aquelas relacionadas à constituição do solo e ao espaço físico disponível.
A ligação intradomiciliar de esgoto é recomendada para localidades dotadas de rede
coletora de esgoto próxima ao domicílio, devidamente interligada à estação de tratamento de
esgoto
– ETE, conectando a caixa de inspeção, que reúne as tubulações dos utensílios sanitários,
à rede existente. É importante observar as normas do operador do sistema de esgotamento
sanitário, para a correta ligação intradomiciliar (Figura 14). 1
Disponível em http://www.funasa.gov.br/melhorias-sanitarias-domiciliares.
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Figura 14 - Esquema da ligação domiciliar de esgoto.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014).
No caso da utilização de Tanque séptico + filtro biológico no tratamento complementar,
busca-se garantir melhor qualidade ao efluente que será disposto em solo. Deste modo, a
combinação do tanque séptico e filtro biológico (sistema fossa/filtro) apresenta-se como a
tecnologia mais indicada para o tratamento sanitário domiciliar na ausência de rede coletora de
esgoto próxima ao domicílio (Figura 15).
Figura 15 - Sistema combinado tanque séptico/filtro biológico.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014).
Em terrenos que ficam temporariamente ou sempre encharcados, recomenda-se a
utilização de tanque séptico em material pré-fabricado, tipo polietileno, fibra de vidro, entre
outros. As dimensões do tanque séptico poderão variar em função do número de moradores do
domicílio. Outras informações necessárias à elaboração do projeto técnico, à construção e à
operação do tanque séptico estão disponíveis na norma técnica NBR 7.229/1993. Antes de
entrar em funcionamento, o tanque séptico deve ser submetido ao ensaio de estanqueidade,
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realizado após ele ter sido saturado por, no mínimo, 24h, conforme NBR 7.229/1993.
O Sumidouro é outro sistema complementar para destinação de águas residuais
recomendados pelo “Manual de Orientações Técnicas para Elaboração de Projeto de Melhorias
Sanitárias Domiciliares” (FUNASA, 2014). Sendo um poço escavado no solo, destinado à
disposição final do efluente tratado em tanque séptico/filtro biológico, devendo ser revestido
internamente e tampado, contendo sempre dispositivo de ventilação.
É um poço seco, não impermeabilizado, que orienta a infiltração de água residuária no
solo (NBR 7229/1993). Devendo ser revestido com alvenaria em crivo ou anéis de concreto
furados (Figura 16).
Figura 16 - Esquema do sumidouro.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014).
Temos ainda, as valas de infiltração e as valas de filtração. Valas de infiltração são valas
escavadas no solo, próximo à superfície, não impermeabilizadas, destinadas à disposição final
do efluente tratado em tanque séptico/filtro biológico, sob o solo, sem o contato com as pessoas
e animais. São utilizadas geralmente quando o lençol freático é bastante raso não sendo possível
o uso de sumidouros (Figura 17).
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Figura 17 - Esquema de vala de infiltração.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014).
Enquanto que as valas de filtração são preenchidas com pedras, areia ou carvão, onde o
efluente tratado no tanque séptico/filtro biológico é lançado por gravidade, por meio de
tubulação perfurada. O efluente percola pela vala de filtração e passa por processo de filtragem
biológica aumentando assim o tratamento do efluente. Esse sistema é indicado para locais onde
o solo é pouco permeável e o lençol freático é raso (Figura 18).
Figura 18 - Esquema de vala de filtração.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014).
A forma e o tamanho das valas de filtração ou infiltração serão definidos em função do
tipo de solo e quantidade de pessoas que moram no domicílio.
O sistema com tanque de evapotranspiração utilizando bananeiras, conhecido também
como “Fossa Verde”, reaproveita o efluente gerado nos utensílios sanitários por meio de um
processo de biorremediação. Consiste em um tanque construído em alvenaria, ferro, cimento
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ou outro material que impermeabilize o tanque, no seu interior utiliza-se estrutura em tijolos
furados, em forma de câmara, de modo que o efluente percole por esta câmara, saindo pelos
furos até atingir o material filtrante e na parte superior do tanque, sob o solo, devem ser
plantados alguns cultivares que funcionam como zona de raízes, tais como banana, tomate,
pimenta, etc., podendo ser consumidas sem prejudicar a saúde (Figura 19).
Figura 19 - Tanque de evapotranspiração.
Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014).
Após o tratamento do esgoto doméstico no tanque séptico/filtro biológico ou na “Fossa
Verde”, o efluente tratado pode ser destinado à irrigação, por meio de tubulação sob o solo, sem
permitir o contato com pessoas e animais, portanto, é possível o reaproveitamento das águas
servidas, principalmente na área rural, visto que a disponibilidade de água é restrita ao uso
doméstico e a quantidade de chuva durante o período de seca (estiagem) muitas vezes é
insuficiente para viabilizar a irrigação de culturas (pomares) ou até pastagens.
Após a análise do melhor sistema, de acordo com cada realidade local, recomenda-se
uma ação conjunta e cooperada entre os entes federais e beneficiários, tanto no âmbito
financeiro quanto no âmbito técnico, analisando a possibilidade de se buscar recursos não
onerosos para a execução desses sistemas de maneira individual ou coletiva.
O sistema de lagoa anaeróbia e lagoa facultativa já implantado no município apresenta
as seguintes vantagens e desvantagens:
a) Vantagens do sistema de lagoa anaeróbia e lagoa facultativa ● Satisfatória eficiência na remoção de DBO;
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● Eficiência na remoção de patógenos; ● Construção, operação e manutenção simples; ● Reduzidos custos de implantação e operação; ● Ausência de equipamentos mecânicos; ● Requisitos energéticos praticamente nulos; ● Satisfatória resistência a variações de carga; ● Remoção de lodo necessária apenas após tempo > 20 anos.
b) Desvantagens do sistema de lagoa anaeróbia e lagoa facultativa ● Elevados requisitos de área; ● Dificuldade em satisfazer padrões mais restritivos de lançamento; ● A simplicidade operacional pode trazer o descaso com a manutenção
(crescimento da vegetação);
● Possível necessidade de remoção de algas dos efluentes para o cumprimento
de padrões mais rigorosos;
● Performance variável com as condições climáticas (temperatura e isolação); ● Possibilidade de crescimento de insetos.
Esse sistema deve funcionar com eficiência superior a 85% na remoção da Demanda
Bioquímica de Oxigênio (DBO5). O fator que contribui para adoção desse sistema na Região
Norte do Brasil são as elevadas temperaturas durante todo o período anual, além da facilidade
em encontrar áreas disponíveis, nas proximidades das zonas urbanas dos municípios com custo
de aquisição relativamente baixo por parte das municipalidades.
Para as demais localidades: Distrito Novo Paraíso, Surpresa e demais localidades da
zona rural atualmente são adotados Soluções Alternativas Individuais que não se apresentam
eficientes nem eficazes para o tratamento dos esgotos sanitários produzidos, uma vez que sua
destinação em fossas negras tem ocasionado a poluição dos lençóis freáticos subsuperficiais e
dos mananciais hídricos que cortam as localidades.
Em contrapartida, a adoção de Fossas Sépticas Biodigestoras se revela a alternativa mais
viável para pequenas localidades, na medida que o sistema permite dispor de área pequena para
construção e também se apresenta como vantajoso sobre a ótica de menor custo de instalação
(menos escavação e menos elevação) e possui boa eficiência de tratamento o que repercute
positivamente com a menor poluição do lençol freático.
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c) Vantagens da adoção de fossas sépticas biodigestoras ● Configuração simples; ● Câmaras que possibilitam maior contato entre microrganismos e substratos; ● Baixo custo de construção; ● Não há necessidade de equipamentos como agitadores; pequenas
profundidades para o reator (caixa d’água);
● Não há necessidade de dispositivos de separação gás/líquido/sólido; ● Em virtude de sua configuração, o arraste de microrganismos é reduzido sendo
favorecida a formação de grânulos;
● Possuem tempo de retenção relativamente baixo; ● Podem ser operados durante longos períodos de tempo sem descarte do lodo; ● Suportam dejetos com altas e baixas concentrações de DBO; ● Elevado volume útil; sem consumo de energia elétrica; ● Não utilização de equipamentos onerosos; ● Possibilidade de operação intermitente.
d) Desvantagens da adoção de fossas sépticas biodigestoras ● Produção de efluente com baixa qualidade visual; ● Possibilidade de produção de odores; necessidade de pós-tratamento; ● Partida lenta; ● Efluente com baixa quantidade de oxigênio dissolvido; ● Remoção insatisfatória de nitrogênio, fósforo e organismos patogênicos.
Estas desvantagens são inerentes ao próprio processo anaeróbio e não representam um
problema, pois o efluente final não será descartado em corpos d’água, mas usado como
fertilizante agrícola.
6.3 Drenagem e manejo de águas pluviais
Como a drenagem de águas pluviais urbanas é uma matéria de natureza eminentemente
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ambiental, uma vez que opera com impactos ambientais de natureza física e que são diretamente
relacionados com a frequência e a intensidade de precipitação pluviométrica, com a taxa de
impermeabilização do solo nos perímetros urbanos das cidades, com a falta de instalação de
equipamentos e infraestruturas de microdrenagem conjuntamente a realização de obras de
pavimentação asfáltica e com a falta de instalação de obras de macrodrenagem e em certos
casos a falta de instalação de bacias de detenção (piscinões), faz-se essencial propor medidas
mitigadoras que possam, quer individualmente ou no conjunto, contribuir para atenuar os
impactos negativos dessas intensas precipitações de águas pluviais, tão comuns e cada vez mais
intensas.
As medidas de controle de escoamento na fonte e de tratamento de fundos de vale
analisadas, os princípios e as diretrizes para os programas, projetos e ações da drenagem e de
manejo de águas pluviais urbanas no Município de São Felipe D’Oeste são: ● Disponibilizar o sistema de drenagem em as áreas urbanas e alternativas para
regiões isoladas;
● Garantir a segurança, a qualidade e a regularidade na prestação dos serviços; ● Utilizar métodos e tecnologias apropriadas considerando as peculiaridades
individuais locais, as possibilidades econômicas do município e a adoção de
soluções gradativas;
● Preservar as condições hidrológicas da bacia hidrográfica urbana através da
redução do lançamento de deflúvios, com emprego de técnicas compensatórias
de retenção e detenção e de preservação de áreas permeáveis para controle do
escoamento superficial;
● Vincular as propostas para o sistema de drenagem às políticas de
desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de proteção ambiental, de
promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a
melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator
determinante;
● Proteger os corpos d’água, através do controle de processos erosivos, de
eventos como a produção de sedimentos e de assoreamento;
● Proteger e conservar áreas de preservação permanente; ● Controlar a manutenção, a fiscalização e o monitoramento do sistema; ● Dispor de sistemas de informações confiáveis, institucionalizados, o que
confere transparência a ações dele dependentes;
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● Envolver a população nas tomadas de decisão, por meio da participação pública
e da educação ambiental em todos os níveis de educação formal e informal.
6.3.1 Diretrizes para reduzir o assoreamento de cursos d’água e de bacias de detenção
Quanto a essa questão vale frisar que para reduzir o assoreamento dos cursos d’aguas e
das bacias naturais de detenção é essencial agir não somente no perímetro urbano das cidades
como também nas zonas rurais de seu entorno, ou melhor dizendo, em toda a microbacia
hidrográfica de cada manancial hídrico superficial de importância, haja vista que a própria
academia e a ciência de solos ensina que para reduzir movimentação de solos, erosão,
assoreamento de corpos hídricos, deslizamentos e soterramentos é necessário estabelecer e
implementar uma Política de Conservação de Solos que, a priori, não respeita os limites físicos
impostos pela divisão política administrativa dos entes confederados.
Entretanto os limites impostos pela natureza e pelas ciências naturais precisam ser
respeitados, de tal sorte que para tratar e remediar os processos maléficos da movimentação de
solos nas encostas e interflúvios das superfícies topo geomorfológicas faz-se oportuno tratar as
unidades de planejamento como bacias hidrográficas de tal modo que um dado terraço ou
sequência de terraços ao ser construído não pode e nem deve ter sua extensão circunscrita aos
limites das propriedades rurais, ou mesmo das divisas entre municípios, mas deve se estender
por todo o contorno isoaltimétrico da encosta ou do interflúvio, sempre observando o fluxo
natural das águas e a bacia de acumulação a que aquela dada superfície se insere.
Dessa forma é possível estabelecer os mecanismos de atenuação necessários e
suficientes para deter a força desagregadora da movimentação dos solos resultante do impacto
das gotas das chuvas que desagregam a sua estrutura e da força da energia cinética dos volumes
caudalosos das enxurradas sendo arrastados morro abaixo, carreando e potencializando o efeito
erosivo do fluxo descendente das águas. Para tanto, além da política de conservação de solos
por microbacia hidrográfica que prevê o plantio em nível e a construção de terraços
(plataformas em nível que detém as águas das enxurradas quebrando paulatinamente a sua
velocidade de deslocamento), torna-se imprescindível reflorestar e proteger com o plantio de
plantas perenes as margens dos rios (matas ciliares) e aqueles pontos mais íngremes e
declivosos do terreno.
Nas cidades é preciso construir uma rede eficiente de microdrenagem em toda a malha
urbana de pavimentação asfáltica, dotada de meio fio, sarjeta, bocas de lobo e caixas coletoras
que, uma vez mantidas em bom estado de conservação, possam coletar e canalizar as águas
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pluviais que escorrem nos logradouros públicos urbanos, por força da alta taxa de
impermeabilização que é imposta ao solo urbano pelas obras de urbanização, para lagoas de
detenção (piscinões) ou para os dispositivos de macrodrenagem projetados, retificados e
edificados para receber e escoar com a rapidez necessária os excedentes das águas pluviais
urbanas até as estruturas de drenagem natural da superfície dos vales que entrecortam o
perímetro urbano da cidade de São Felipe D’Oeste. Na Figura 20 é apresentado o exemplo de
uma Boca de lobo danificada, potencialmente comprometendo a microdrenagem urbana.
Figura 20 - Boca de lobo quebrada no município de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021).
6.3.2 Diretrizes para reduzir o lançamento de resíduos sólidos nos corpos d’água
Para mitigar o lançamento de resíduos sólidos nos corpos d’agua é preciso melhorar a
gestão de resíduos sólidos no perímetro urbano da cidade de São Felipe D’Oeste, atividade que
só se tornará possível se houver uma substantiva melhoria no processo de coleta de resíduos
sólidos domiciliares, nos procedimentos de limpeza pública urbana, da implantação da coleta
seletiva, mas, sobretudo, no processo de conscientização da população por intermédio da
educação sanitária ambiental realizada de forma sistemática, persistente e contínua, uma vez
que só dessa forma poder-se-á ao longo do tempo mudar o comportamento da população. Para
isso devem ser previstos no bojo de programas específicos uma série de componentes que juntos
são capazes de resultar nos objetivos esperados.
Os Quadros a seguir sistematizam as principais diretrizes e medidas mitigadoras a
serem implantadas para o município de São Felipe D’Oeste e para as demais localidades e
distritos.
Quadro 43 - Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas na sede do Município.
Principais impactos Medidas Mitigadoras
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Início ou Aceleração de Processos
Erosivos
•Efetuar proteção do solo e execução de obras de drenagem;
•Elaborar e executar projeto de estabilização de taludes;
•Monitorar a drenagem de forma a torna-la eficiente;
• Criação de canais junto ao meio fio com capacidade de reter as
águas que vem de cotas superiores.
Contaminação do Solo por
Produtos Químicos, Combustíveis,
Óleos e Graxas
• Instalar redes de drenagem e sistemas de tratamento de efluentes;
• Uso de procedimentos operacionais, “checklists”, planos de
contingência e outros meios de gerenciamento de risco para
prevenção de acidentes e minimização das devidas consequências;
• Substituir fertilizantes e pesticidas por biopesticidas;
• Usar uma bandeja para aparar vazamentos de óleo de motor.
Inundações, alagamentos e
enchentes (residências próximas a
fundos de vale)
• Preservar cobertura vegetal, garantindo a manutenção de um
balanço hidrológico equilibrado;
• Projetar e dimensionar sistema de drenagem adequada de acordo
com métodos conhecidos, aperfeiçoar, detalhar levantamentos
topográficos.
Alteração da qualidade de águas
superficiais e subterrâneas
• Promover a separação dos resíduos gerados, utilizar banheiros
químicos para o descarte adequado dos efluentes sanitários;
• Adotar Programa de Gestão Ambiental da Fase Construtiva;
• Realizar monitoramento da Qualidade da Água superficial:
- Implantação e operação da ETE;
- Promover o monitoramento da Qualidade da Água superficial.
Redução da permeabilidade do
solo, com a construção civil e área
de trânsito e manobras asfaltadas
• Implantar área de drenagens naturais (valas de drenagem) ao longo
da propriedade que permitem a absorção da água de forma lenta e
gradual.
Alteração da drenagem existente
• Executar do Projeto de Terraplenagem na implantação:
• Utilizar de elementos de redução de velocidade de fluxo e de
sedimentação (barreiras para areia e valas de infiltração).
• Aplicar de diretrizes do Plano de Controle de Águas de Chuva na
fase de operação:
•Realizar manutenção dos dispositivos de drenagem;
• Restaurar mata ciliar.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021).
Quadro 44 - Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas no Distrito de Novo Paraíso.
Principais impactos Medidas Mitigadoras
Início ou Aceleração de Processos
Erosivos
• Proteção do solo e execução de obras de drenagem;
• Projeto de estabilização de taludes;
• Execução de drenagem eficiente;
• Implantação de sistemas provisórios de drenagem;
• Execução de revestimento vegetal de taludes.
Assoreamento do sistema de
macrodrenagem natural
• Projetar e dimensionar de acordo com métodos conhecidos sistema de
escoamento de água através de valas de drenagem em toda a extensão do
limite do distrito, buscando ordenar o escoamento natural das águas para
que o solo possa absorver gradualmente o fluxo;
• Colocar barreiras para que os sedimentos não se acumulem
rapidamente sobre elas;
• Preservar a região e as matas do entorno, já que, como dito
anteriormente, elas barram a entrada de sedimentos nos rios e conservam
o solo das margens, evitando erosões fluviais.
Interrupção ou desvio do fluxo
natural dos recursos hídricos
• Projetar e dimensionar de acordo com métodos conhecidos sistema de
escoamento de água através de valas de drenagem em toda a extensão do
limite da propriedade, buscando ordenar o escoamento natural das águas
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para que o solo possa absorver gradualmente o fluxo. A preocupação da
ação mitigadora está em não interromper o fluxo natural da água.
Morfologia do solo indicando
alagamentos
• Desenvolver drenagem eficiente, utilizar valas de drenagem com
vegetação compatível para impulsionar a drenagem e manter o equilíbrio
hidrológico local.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021).
Quadro 45 - Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas nas demais localidades rurais.
Principais impactos Medidas Mitigadoras
Início ou Aceleração de Processos
Erosivos
• Proteção do solo e execução de obras de drenagem;
• Projeto de estabilização de taludes;
• Execução de drenagem eficiente;
• Implantação de sistemas provisórios de drenagem;
• Execução de revestimento vegetal de taludes.
Assoreamento do sistema de
macrodrenagem natural
• Projetar e dimensionar de acordo com métodos conhecidos sistema de
escoamento de água através de valas de drenagem em toda a extensão
do limite do assentamento, buscando ordenar o escoamento natural das
águas para que o solo possa absorver gradualmente o fluxo;
• Colocar barreiras para que os sedimentos não se acumulem
rapidamente sobre elas;
• Preservar a região e as matas do entorno, já que, como dito
anteriormente, elas barram a entrada de sedimentos nos rios e
conservam o solo das margens, evitando erosões fluviais.
Interrupção ou desvio do fluxo
natural dos recursos hídricos
• Projetar e dimensionar de acordo com métodos conhecidos sistema de
escoamento de água através de valas de drenagem em toda a extensão
do limite da propriedade, buscando ordenar o escoamento natural das
águas para que o solo possa absorver gradualmente o fluxo. A
preocupação da ação mitigadora está em não interromper o fluxo
natural da água.
Alteração da qualidade de águas
superficiais e subterrâneas
• Adotar Programa de Gestão Ambiental da Fase Construtiva;
• Adotar do Programa de Educação Ambiental;
• Realizar monitoramento da Qualidade da Água superficial.
• Construção de Fossas Sépticas Econômicas Biodigestoras para o
descarte adequado dos efluentes sanitários;
• Promover o monitoramento da Qualidade da Água superficial.
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021).
6.3.3 Diretrizes para o controle de escoamento na fonte
O controle de escoamento na fonte pode ser realizado através de diversos dispositivos
que objetivam reconstituir as condições pré-ocupação. Os dispositivos aumentam a área de
infiltração através de valos, bacias de infiltração, trincheiras de infiltração, pavimentos
permeáveis e mantas de infiltração. Também sendo possível armazenar temporariamente a água
em reservatórios locais. O quadro a seguir correlaciona alguns dispositivos com as suas
características, suas vantagens e desvantagens e as condicionantes físicas para a utilização da
estrutura.
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Quadro 46 - Dispositivos de controle na fonte.
Dispositivo Características Vantagens Desvantagens
Condicionantes físicas
para a utilização da
estrutura
Valos de
infiltração
com
drenagem
Gramados, áreas
com seixos ou
outro material que
permita a
infiltração natural
Permite
infiltração de
parte da água
para o subsolo.
Planos com declividade
maior que 0,1% não
devem ser usados; o
transporte de material
sólido para a área de
infiltração pode reduzir
sua capacidade de
infiltração
Profundidade do lençol
freático no período
chuvoso maior que1,20
m. A camada
impermeável deve estar a
mais de 1,20 m de
profundidade. A taxa de
infiltração do solo
quando saturado maior
que 7,60 mm/h.
Valos de
infiltração
sem
drenagem
Gramados, áreas
com seixos ou
outro material que
permita a
infiltração natural
Permite
infiltração da
água para o
subsolo.
O acúmulo de água no
plano durante o período
chuvoso não permite
trânsito sobre a área.
Planos com declividade
que permita escoamento
para fora do mesmo.
Pavimento
permeáveis
Superfícies
construídas de
concreto, asfalto
ou concreto
vazado com alta
capacidade de
infiltração
Permite
infiltração da
água para o
subsolo.
Não deve ser utilizado para
ruas com tráfego intenso
e/ou de carga pesada, pois
a sua eficiência pode
diminuir.
Poços de
Infiltração,
trincheiras
de
infiltração e
bacias de
percolação
Volume gerado
no interior do solo
que permite
armazenar a água
e infiltrar
Redução do
escoamento
superficial e
amortecimento
em função do a
Redução do
escoamento
superficial e
amortecimento
em função do
armazenamento
Pode reduzir a eficiência
ao longo do tempo
dependendo da quantidade
de material sólido que
drena para a área.
Profundidade do lençol
freático no período
chuvoso maior que 1,20
m. A camada
impermeável deve estar a
mais de 1,20 m de
profundidade. A taxa de
infiltração de solo
saturado deve ser maior
que 7,60 mm/h. Bacias
de percolação a
condutividade hidráulica
saturada maior
que 2.10-5 m/s.
Fonte: DORNELLES, 2016.
Como diretrizes para o controle do escoamento para o município de São Felipe D’Oeste
é interessante destacar que é necessário: ● Integrar os procedimentos da limpeza pública com a manutenção dos
dispositivos de infiltração nas vias. Isto inclui: limpeza dos sistemas de
infiltração, manutenção das vias, dos dispositivos e dos cursos d’água, varrição
de ruas, coleta de resíduos sólidos;
● Adotar a fiscalização de empreendimentos que realizam o uso e o
armazenamento de substâncias tóxicas de modo a evitar o contato das mesmas
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com a água, tais como: postos de combustíveis, oficinas, usinas de reciclagem
de produtos, hospitais;
● Controlar a ocorrência de ligações clandestinas de esgoto, por meio da adoção
de medidas preventivas que envolvem o estabelecimento de normas de
controle, fiscalização periódica “in loco”.
Um dos principais fatores de degradação da qualidade da água nos corpos d’água
urbanos está relacionado ao lançamento de esgotos domésticos na rede de drenagem. Neste
ínterim, no propósito de evita-la, propõe-se: ● Promover a Educação Sanitária da população através de programas educativos
que abranjam, por exemplo, mesas-redondas, debates, campanhas e
distribuição de material informativo, visando o envolvimento da comunidade
com a questão, o incentivo à participação na tomada de decisões e na
manutenção do sistema e a mudança nos padrões de conduta não sustentáveis
do uso da água;
● Desenvolver o Plano Diretor de Drenagem Urbana
– PDDU (a cargo da
Secretaria de Planejamento do município), para possibilitar a implantação
efetiva de medidas sustentáveis de controle de cheias urbanas.
Os Planos PMSB e o PDDU são instrumentos que estabelecem regras que visam o
controle e a prevenção, combinando medidas não estruturais e estruturais nos cenários de
ocupação atual e futura; instituem diretrizes que norteiam o arranjo e a distribuição dos lotes,
além de estabelecer o uso de dispositivos de retenção de água e de estímulo induzido de
infiltração de água o mais próximo possível de sua fonte (ou seja, quanto menor distância a
água percorrer sob a forma de enxurradas, menos prejuízo ao patrimônio, a saúde das pessoas
e ao meio ambiente ela ocasionará).
Observada as propostas devem-se levar em consideração outras medidas
complementares para os Distrito Novo Paraíso, Surpresa e demais localidades rurais: ● Recuperação da vegetação ciliar na zona rural notadamente ao longo dos
trechos dos cursos d’água situados nos distritos;
● Criação de parques públicos para o uso como áreas de lazer e de contemplação
que, além de retardar o escoamento e melhorar a qualidade das águas, impedem
a ocupação irregular das áreas ribeirinhas;
● Revitalização de trechos de córregos sujeitos a erosão, com a recomposição de
matas ciliares;
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● Sugere-se um programa de Conservação do solo e da água e proteção e
recuperação de nascentes e de matas ciliares.
6.3.4 Diretrizes para o tratamento de fundos de vale
O fundo de vale é o ponto mais baixo de um relevo acidentado, por onde escoam as
águas das chuvas. Nele, forma-se uma calha que recebe a água proveniente de todo seu entorno
e de calhas secundárias. De acordo com Porto Alegre (2005), as inundações ocorrem,
principalmente, pelo processo natural, no qual o rio ocupa o seu leito maior, de acordo com os
eventos chuvosos extremos. Este tipo de inundação é decorrência do processo natural do ciclo
hidrológico. Os impactos sobre a população são causados principalmente pela ocupação
inadequada do espaço urbano (Figura 21).
Figura 21 - Características das alterações com a urbanização.
Fonte: PORTO ALEGRE, 2005
Os fundos de vale acabam se tornando locais problemáticos nas cidades virando um
risco para a população. As inundações, além dos prejuízos sociais e econômicos, são
responsáveis por doenças infectocontagiosas de veiculação hídrica, visto que os fundos de vale
acabam degradados nas intervenções urbanas, com o lançamento de esgoto, a retirada da
vegetação, a movimentação de terra e a ocupação intensiva do solo.
O tratamento dos fundos de vale tem como objetivo de reabilitar, renaturalizar ou
revitalizar. Segundo as definições de Bof (2014): ● Reabilitação é o esforço de estabelecer melhorias nas condições urbanas e/ou
ambientais.
● Renaturalização é o esforço de estabelecer condições naturais, não necessariamente
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àquelas originais do corpo hídrico.
● Revitalização é o esforço de estabelecer melhorias nas condições urbanas e
ambientais, buscando um equilíbrio.
● Recuperação é um termo geral para incluir todos os anteriores, qualquer tipo de
esforço visando melhorias será considerado um esforço de recuperação.
Para impedir a ocupação de áreas ribeirinhas, sugere-se o zoneamento. Onde, o
objetivo, é disciplinar a ocupação do solo visando minimizar o impacto devido as inundações.
A metodologia consiste em definir faixas onde são definidos condicionantes desta ocupação.
Os critérios de ocupação devem ser introduzidos no Plano Diretor urbano da cidade ou na
Lei de diretrizes urbanas e os dados necessários para a realização são a topografia da cidade
e os níveis de inundações na cidade.
As faixas utilizadas são, conforme a Figura 22: a zona de passagem da inundação (1),
a zona com restrição (2) e a zona de baixo risco (3). A primeira zona possui função hidráulica,
sendo esta considerada área de preservação permanente e não deve ser ocupada. A zona com
restrições tende a ficar inundadas, mas, devido às pequenas profundidades e baixas
velocidades, não contribuem muito para a drenagem da enchente, tendo como uso: parques e
atividades recreativas; agrícola; industrial e comercial, como áreas de carregamento, de
estacionamento e de armazenamento de equipamentos ou maquinaria facilmente removível
ou não sujeitos a danos de cheia.
Figura 22 - Faixas de ocupação.
Fonte: Maestri, 2017.
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6.3.5 Analise da necessidade de complementação do sistema com estruturas de micro e
macrodrenagem, sem comprometer a concepção de manejo de águas pluviais
Ante a alteração do equilíbrio natural antes mencionado, resta aos planejadores no bojo
do processo de elaboração do Plano Diretor de Drenagem do município (PDDU) e dos
consequentes projetos de engenharia que possam vir a detalhar as suas ações, buscar
mecanismos para restabelecer esse equilíbrio outrora presente e agora alterado, por intermédio
da realização de intervenções dentre as quais se pode citar: ● Identificação dos fundos de vale em situação crítica; ● Criação de uma legislação que privilegie a formação de gramados e áreas
verdes nos quintais das residências, nos terrenos e logradouros públicos em
detrimento do calçamento e da impermeabilização indiscriminada dos solos
urbanos;
● Limpeza dos cursos d’água receptores das águas pluviais; ● Remoção e o remanejamento da população que habita áreas irregulares e áreas
de preservação permanente da sede do município;
● Recuperação das matas ciliares e dos logradouros públicos caracterizados
como fundos de vales naturais;
● Dragagem e, quando for o caso, a retificação dos fundos de vales; ● Limpeza sistemática e a manutenção dos dispositivos de drenagem existentes
no município, muito dos quais encontram-se entupidos e obstruídos por
resíduos sólidos domésticos, galhadas e terras de assoreamento;
● Contenção dos processos erosivos; ● Construção de bacias de contenção; ● Regulação e fiscalização da área permeável dos lotes urbanos; ● Construção de curvas de nível na zona rural, em áreas próximas aos corpos
hídricos.
Quanto às atividades e ações para alcançar os objetivos e diretrizes, serão estabelecidas
medidas não-estruturais que não requerem alterações físicas, e estruturais, que promovam estas
ditas alterações físicas. As medidas deverão ser divididas em instrumentos de indução
(incentivos e desincentivos financeiros, compensações e investimentos em infraestrutura e
serviços), persuasão (educação e implementação de projetos-piloto) e coação (proibições e
sanções).
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6.4 Gestão dos resíduos sólidos
A gestão dos resíduos sólidos nos munícipios brasileiros é regida pela Lei Nº
12.305/2010, mais recentemente atualizada pela Lei Nº 14.026/2020.
Vale destacar, que a Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de
Resíduos Sólidos, tem nas suas diretrizes a promoção de uma gestão integrada de resíduos
sólidos, que deve se consolidar em um “conjunto de ações voltadas para a busca de soluções
para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental,
cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável” (art. 3º,
XI). Entre outras prerrogativas, define a disposição final ambientalmente adequada como sendo
a “distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de
modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos
ambientais adversos” (art. 3º, VIII). Vale dizer, a disposição final ambientalmente adequada
dos rejeitos pressupõe a eliminação dos “lixões” e a implantação de aterros, segundo as normas
ambientais vigentes.
Muito embora a previsão de melhorias no sentido de eliminar os lixões e disposições
inadequadas dos resíduos sólidos ter sido estipulada, em seu art. 54, o prazo de 4 (quatro) anos
após sua publicação. Tal intento não foi obtido na grande maioria dos municípios.
Contudo, a Lei Federal nº 14.026/2020 alterou o prazo, flexibilizando, com novos
parâmetros, o período para que os lixões sejam desativados e os aterros sanitários implantados,
conforme a nova redação conferida ao art. 54 da Lei Federal nº 12.305/2010.
Art. 54. A disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos deverá ser
implantada até 31 de dezembro de 2020, exceto para os Municípios que até essa data
tenham elaborado plano intermunicipal de resíduos sólidos ou plano municipal de
gestão integrada de resíduos sólidos e que disponham de mecanismos de cobrança que
garantam sua sustentabilidade econômico-financeira, nos termos do art. 29 da Lei nº
11.445, de 5 de janeiro de 2007, para os quais ficam definidos os seguintes prazos:
I - Até 2 de agosto de 2021, para capitais de Estados e Municípios integrantes de
Região Metropolitana (RM) ou de Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) de
capitais;
II - Até 2 de agosto de 2022, para Municípios com população superior a 100.000 (cem
mil) habitantes no Censo 2010, bem como para Municípios cuja mancha urbana da
sede municipal esteja situada a menos de 20 (vinte) quilômetros da fronteira com
países limítrofes;
III - Até 2 de agosto de 2023, para Municípios com população entre 50.000 (cinquenta
mil) e 100.000 (cem mil) habitantes no Censo 2010; e
IV - Até 2 de agosto de 2024, para Municípios com população inferior a 50.000
(cinquenta mil) habitantes no Censo 2010.
É preciso lembrar que esses novos prazos, melhor explicitado na atual redação da Lei
n. 11.445 de 2007, dizem respeito apenas à implantação dos aterros sanitários enquanto solução
adequada para a disposição final dos rejeitos e eliminação dos Lixões, permanecendo inalterada
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a exigência legal de outras medidas previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, tais
como a implantação de coleta seletiva, incentivo à criação de associações de catadores de
materiais recicláveis, limpeza urbana; educação ambiental, entre outros. E sobre as quais
balizaram a elaboração deste capítulo.
Nesse sentido, nos objetivos definidos pelo município em consonância com a Política
Nacional de Resíduos Sólidos, recomenda-se repetir periodicamente, na medida da implantação
das melhorias na Gestão dos Resíduos Sólidos em São Felipe D’Oeste/RO, a caracterização dos
diferentes tipos de resíduos e a apropriação de custos das diferentes etapas e processos. A
separação da fração orgânica presente nos Resíduos Sólidos Domiciliares (RDO) será de
fundamental importância para a melhoria da equação relativa à sustentabilidade financeira dos
cenários propostos. Estas conclusões conduzem a uma importante decisão a ser tomada pelo
município e variáveis administrativas e operacionais a serem determinadas.
Outra possível medida que poderá impactar positivamente o resultado econômico é a
retirada ou a diminuição da fração orgânica presente nos RDO do tipo não reciclável e sua
compostagem na forma caseira ou controlada, a qual permitirá aumentar a vida útil da célula
do aterro sanitário a ser construída.
Em suma, a sustentabilidade da atividade relacionada ao manejo e gestão dos resíduos
sólidos domiciliares depende de uma intensa campanha para a redução da geração de resíduos,
a compostagem caseira, a separação dos resíduos orgânicos e dos restos de alimentos e a
colaboração da população em compreender que a tendência da elevação dos custos com a gestão
dos resíduos sólidos somente poderá ser freada a partir de atitudes pró-ativas de quem os gera.
O município informou que não controla os resíduos de serviços de transportes tal como
estabelecido na alínea “j” do I do art. 13, os originários de portos, aeroportos, terminais
alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira, desta forma apresentou
informações sobre os mesmos. Vale lembrar que a exceção do terminal ferroviário, o município
possui os demais terminais.
6.4.1 Projeção da geração dos resíduos sólidos
A produção estimada de resíduos sólidos da população urbana e rural de São Felipe
D’Oeste foi calculada conforme a equação abaixo:
Equação 10 - Produção estimada de resíduos sólidos
𝑃𝑟𝑜𝑑. 𝑅𝑒𝑠í𝑑𝑢𝑜𝑠 =
365 ∗ 𝑃 ∗ 𝑞
1000
Onde:
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P = população prevista para cada ano;
q = produção média per capita de resíduos que é de 0,43 kg/hab.dia
Para estimar a quantidade de resíduos por tipologia, aplicou-se a fração de cada tipo de
resíduos conforme o quadro abaixo, extraído do diagnóstico técnico-participativo.
Quadro 47 - Geração de resíduos sólidos por tipo no ano de 2019.
Componente Peso (t) Fração (%)
Matéria orgânica 174,78 54
Plástico Mole 35,60 11
Plástico Duro (PET) 12,95 4
Papel/Papelão 29,13 9
Vidro 3,23 1
Metal Ferroso 6,48 2
Alumínio 9,70 3
Borracha/Couros/Trapos 19,42 6
Contaminantes Biológicos 22,66 7
Outros/Diversos 9,71 3
Total 323,66 100
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), IFRO/FUNASA (TED 08/2017).
Durante o ano de 2019, foram coletados 285,26 toneladas de resíduos sólidos
domiciliares, com uma média mensal de 23,77 toneladas, e uma média diária de 0,79 toneladas
de resíduos destinados ao aterro sanitário.
Nesse quantitativo, estão incluídos os resíduos gerados nas atividades domésticas em
residências da Sede Municipal e do Distrito Novo Paraíso, os resíduos comerciais e de prestação
de serviços quando não perigosos e os resíduos públicos. No entanto, não estão incluídos os
resíduos recicláveis como papelão/papel, vidro, alumínios, metais, entre outros, pois estes
possuem uma destinação diferente dos resíduos úmidos.
Os resíduos recicláveis do Município atualmente são destinados para uma cooperativa
de catadores localizada no Município de Cacoal/RO, a COOPERCATAR (Cooperativa de
Catadores de Recicláveis). Segundo dados fornecidos pelo responsável da cooperativa, durante
o ano de 2019, estima-se que São Felipe D’Oeste gerou cerca de 3,2 toneladas/mês (3.200
kg/mês) de resíduos recicláveis, perfazendo um total de 38,4 toneladas/ano (38.400 kg/ano).
Levando em consideração o volume coletado e destinado ao aterro sanitário e o volume
de resíduos recicláveis coletados e destinados à cooperativa de catadores, o Município de São
Felipe D’Oeste gerou um total de 323,66 toneladas/ano, uma média de 26,97 tonelada/mês e
0,90 toneladas/dia de resíduos no ano de 2019.
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Considerando os dados de resíduos coletados, para o ano de 2019 tem-se que a
contribuição per capita do Município é de 0,43 kg/hab./dia, para 2.082 habitantes da Sede e do
Distrito que são atendidos com coleta. Ressalta-se que o valor de contribuição per capita do
Município é menor do que a per capita de resíduos sólidos urbanos da Região Norte que é de
0,88 kg/hab./dia, conforme dados da ABRELPE (2019).
Vale ressaltar que a taxa per capita de resíduos, segue a metodologia apresentada no
Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos do SNIS, a equação utilizada IN022 é
detalhada no documento “Glossário de Indicadores - Resíduos Sólidos Indicadores sobre
despesas e trabalhadores 2019” e no “Glossário de Informações - Resíduos Sólidos Gerais”
ambos encontrados no endereço eletrônico: http://www.snis.gov.br/diagnostico-anualresiduos-solidos/diagnostico-do-manejo-de-residuos-solidos-urbanos-2019 .
E se tratando de um valor dado por cabeça, inúmeros fatores tais como, hábitos de
consumo, taxa de IDH, econômicos, culturais, dentre outros, influenciam o valor dado no
cálculo Per Capita, desta forma se convenciona realizar o cálculo e comparar com valores
obtidos em condições similares quando possível.
O Quadro 48 apresenta uma previsão da produção dos Resíduos Sólidos Domiciliares
(RDO) e seus componentes realizada com base na projeção populacional para a cidade de São
Felipe D’Oeste/RO e na caracterização dos RDO coletados apresentados no Diagnóstico
Técnico-Participativo. Para o cálculo das quantidades de resíduos gerados considerou-se uma
produção per capita de 0,43 kg/hab.dia, para efeito de cálculo a população urbana contempla a
sede municipal e a população rural contempla a área rural e o Distrito Novo Paraíso.
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Quadro 48 - Previsão de geração de RDO por tipologia conforme horizonte do PMSB (São Felipe D’Oeste).
Ano 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030
População
(habitantes)
Total 5538 5496 5455 5414 5373 5333 5293 5253 5213 5174
Urbana 1329 1319 1309 1299 1289 1280 1270 1260 1251 1241
Rural 4209 4178 4146 4115 4084 4053 4023 3992 3962 3933
Produção
RSD
(t/ano)
Total 869,20 862,66 856,16 849,72 843,32 836,97 830,67 824,42 818,22 812,06
Urbana 208,56 206,99 205,43 203,89 202,35 200,83 199,32 197,82 196,33 194,85
Rural 660,64 655,66 650,73 645,83 640,97 636,15 631,36 626,60 621,89 617,21
Produção
Resíduos
RSD
(t/ano)
Rejeito
Total 139,07 138,02 136,99 135,95 134,93 133,92 132,91 131,91 130,91 129,93
Urbana 33,37 33,12 32,87 32,62 32,38 32,13 31,89 31,65 31,41 31,18
Rural 105,70 104,91 104,12 103,33 102,56 101,78 101,02 100,26 99,50 98,75
Orgânicos
Total 469,37 465,83 462,33 458,85 455,39 451,97 448,56 445,19 441,84 438,51
Urbana 112,62 111,78 110,93 110,10 109,27 108,45 107,63 106,82 106,02 105,22
Rural 356,74 354,06 351,39 348,75 346,12 343,52 340,93 338,37 335,82 333,29
Produção
Resíduos
recicláveis
(t/ano)
Papel,
papelão
Total 78,23 77,64 77,05 76,47 75,90 75,33 74,76 74,20 73,64 73,09
Urbana 18,77 18,63 18,49 18,35 18,21 18,07 17,94 17,80 17,67 17,54
Rural 59,46 59,01 58,57 58,12 57,69 57,25 56,82 56,39 55,97 55,55
Plástico
Total 130,38 129,40 128,42 127,46 126,50 125,55 124,60 123,66 122,73 121,81
Urbana 31,28 31,05 30,82 30,58 30,35 30,12 29,90 29,67 29,45 29,23
Rural 99,10 98,35 97,61 96,87 96,15 95,42 94,70 93,99 93,28 92,58
Vidro
Total 8,692 8,627 8,562 8,497 8,433 8,370 8,307 8,244 8,182 8,121
Urbana 2,086 2,070 2,054 2,039 2,024 2,008 1,993 1,978 1,963 1,949
Rural 6,606 6,557 6,507 6,458 6,410 6,361 6,314 6,266 6,219 6,172
Metais
Total 43,46 43,13 42,81 42,49 42,17 41,85 41,53 41,22 40,91 40,60
Urbana 10,43 10,35 10,27 10,19 10,12 10,04 9,97 9,89 9,82 9,74
Rural 33,03 32,78 32,54 32,29 32,05 31,81 31,57 31,33 31,09 30,86
Total
recicláveis
Total 260,76 258,80 256,85 254,92 253,00 251,09 249,20 247,33 245,47 243,62
Urbana 62,57 62,10 61,63 61,17 60,71 60,25 59,80 59,35 58,90 58,46
Rural 198,19 196,70 195,22 193,75 192,29 190,84 189,41 187,98 186,57 185,16
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Continuação do Quadro 48 - Previsão de geração de RDO por tipologia conforme horizonte do PMSB (São Felipe D’Oeste).
Ano 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 2041
População
(habitantes)
Total 5135 5096 5058 5020 4982 4945 4907 4871 4834 4797 4761
Urbana 1232 1223 1214 1205 1195 1186 1178 1169 1160 1151 1142
Rural 3903 3874 3844 3815 3787 3758 3730 3702 3674 3646 3619
Produção
RSD
(t/ano)
Total 805,95 799,88 793,86 787,88 781,95 776,07 770,23 764,43 758,67 752,96 747,30
Urbana 193,38 191,93 190,48 189,05 187,63 186,21 184,81 183,42 182,04 180,67 179,31
Rural 612,56 607,95 603,37 598,83 594,33 589,85 585,41 581,01 576,63 572,29 567,98
Produção
Resíduos
RSD
(t/ano)
Rejeito
Total 128,95 127,98 127,02 126,06 125,11 124,17 123,24 122,31 121,39 120,47 119,57
Urbana 30,94 30,71 30,48 30,25 30,02 29,79 29,57 29,35 29,13 28,91 28,69
Rural 98,01 97,27 96,54 95,81 95,09 94,38 93,67 92,96 92,26 91,57 90,88
Orgânicos
Total 435,21 431,93 428,68 425,46 422,25 419,08 415,92 412,79 409,68 406,60 403,54
Urbana 104,43 103,64 102,86 102,09 101,32 100,56 99,80 99,05 98,30 97,56 96,83
Rural 330,78 328,29 325,82 323,37 320,94 318,52 316,12 313,74 311,38 309,04 306,71
Produção
Resíduos
recicláveis
(t/ano)
Papel,
papelão
Total 72,54 71,99 71,45 70,91 70,38 69,85 69,32 68,80 68,28 67,77 67,26
Urbana 17,40 17,27 17,14 17,01 16,89 16,76 16,63 16,51 16,38 16,26 16,14
Rural 55,13 54,72 54,30 53,89 53,49 53,09 52,69 52,29 51,90 51,51 51,12
Plástico
Total 120,89 119,98 119,08 118,18 117,29 116,41 115,53 114,66 113,80 112,94 112,09
Urbana 29,01 28,79 28,57 28,36 28,14 27,93 27,72 27,51 27,31 27,10 26,90
Rural 91,88 91,19 90,51 89,82 89,15 88,48 87,81 87,15 86,49 85,84 85,20
Vidro
Total 8,059 7,999 7,939 7,879 7,820 7,761 7,702 7,644 7,587 7,530 7,473
Urbana 1,934 1,919 1,905 1,891 1,876 1,862 1,848 1,834 1,820 1,807 1,793
Rural 6,126 6,080 6,034 5,988 5,943 5,899 5,854 5,810 5,766 5,723 5,680
Metais
Total 40,30 39,99 39,69 39,39 39,10 38,80 38,51 38,22 37,93 37,65 37,36
Urbana 9,67 9,60 9,52 9,45 9,38 9,31 9,24 9,17 9,10 9,03 8,97
Rural 30,63 30,40 30,17 29,94 29,72 29,49 29,27 29,05 28,83 28,61 28,40
Total
recicláveis
Total 241,78 239,96 238,16 236,36 234,59 232,82 231,07 229,33 227,60 225,89 224,19
Urbana 58,02 57,58 57,15 56,72 56,29 55,86 55,44 55,03 54,61 54,20 53,79
Rural 183,77 182,39 181,01 179,65 178,30 176,96 175,62 174,30 172,99 171,69 170,40
Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2022)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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6.4.2 Metodologia para o cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de limpeza
urbana e de manejo de resíduos sólidos, bem como a forma de cobrança desses serviços
A Prefeitura do Município de São Felipe D’Oeste realiza cobrança de taxa pela
prestação do serviço de coleta e destinação final dos resíduos sólidos urbanos, através do
Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) (Lei Municipal nº 689/2017), enviado ao
contribuinte, no início de cada ano.
O Município de São Felipe D’Oeste arrecadou de R$ 45.736,40 (quarenta e cinco mil,
setecentos e trinta e seis reais e quarenta centavos) com taxa de coleta de lixo e taxa de limpeza
pública, no ano de 2019 através do IPTU. As despesas com os serviços de limpeza pública
urbana do Município no ano de 2019 são apresentadas na Tabela 13.
Tabela 13 - Despesas com os serviços de limpeza pública no ano de 2019.
DESPESAS VALOR ANUAL (R$)
Custos dos serviços de limpeza pública com
pessoas ocupadas no setor de coleta de resíduos 33.888,00
Custos dos serviços de limpeza pública com
pessoas ocupadas no setor administrativo 49.800,00
Custos dos serviços de limpeza pública com
pessoas ocupadas com o serviço de varrição
72.756,00
Despesa com a destinação final dos resíduos
sólidos domésticos (aterro sanitário)
45.356,34
Despesa com o CIMCERO 13.200,00
Total 215.00,34
Fonte: SEMOSPE e Portal Transparência, 2019.
O Município possui um gasto de R$ 215.000,34 (duzentos e quinze mil e trinta e quatro
centavos) com despesas relacionadas aos resíduos sólidos urbanos, e possui uma arrecadação
de R$ 45.736,40 (quarenta e cinco mil, setecentos e trinta e seis reais e quarenta centavos).
Assim, é possível concluir que o que a Prefeitura arrecada não é o suficiente para suprir os
gastos com o manejo dos resíduos.
De acordo com informações prestadas pelas Secretarias, não foram realizados
investimentos e nem financiamento para a realização dos serviços de resíduos sólidos no ano
de 2019. O Município também não recebeu nenhum recurso de fontes Federais e Estaduais nos
últimos dois anos para gestão de resíduos sólidos.
A relação entre as receitas e despesas com o manejo de resíduos sólidos demonstram
que o Poder Público Municipal não possui capacidade financeira de realizar investimentos no
setor com recursos próprios, necessitando de recursos advindos de programas federais e
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estaduais ou parcerias privadas para investir e implantar melhorias no manejo de resíduos
sólidos.
A definição dos mecanismos de arrecadação também pode afetar a sustentabilidade dos
serviços de manejo de resíduos sólidos. No caso da arrecadação por meio do IPTU, por
exemplo, há o risco de inadimplência e de estabelecimento de valores inferiores àqueles
necessários ao custeio dos serviços, haja vista o baixo desempenho desse mecanismo
arrecadatório na maior parte dos municípios brasileiros, com índices de inadimplência, em geral
e superiores a 50%. As causas do baixo desempenho do mecanismo de IPTU são diversas,
cabendo destacar as seguintes: práticas insatisfatórias de instituição, lançamento, arrecadação e
cobrança do imposto; alto nível de transferências governamentais que desencorajam a
tributação própria; baixa cultura fiscal e elevado custo político em reformar o IPTU na maioria
dos municípios (De CESARE et al., 2015; CARVALHO JUNIOR, 2018; IPEIA 2018.
Por sua vez, quando a cobrança ocorre na fatura dos serviços de água e esgoto, alguns
prestadores de serviço relataram durante as reuniões para Tomada de Subsídios que, em geral,
a inadimplência é menor, especialmente porque o não pagamento dessa fatura pode resultar no
corte do fornecimento de água pelo respectivo prestador de serviços de água e esgotos (ANA,
2021).
Verifica-se, portanto, que, de forma técnica, a remuneração do serviço de RSU por meio
de tarifa, seja específica ou associada a outros serviços (água e esgoto ou energia elétrica), se
apresenta como metodologia mais favorável ao município, para garantir a eficiência na
arrecadação, redução de frustação de receitas e sustentabilidade econômico-financeira.
Caso o município venha a ter prestação regionalizada de resíduos sólidos, caberá à
Estrutura de Prestação Regionalizada definir a tarifa para a cobrança do serviço, nos termos das
competências delimitadas por sua lei de criação ou protocolo de intenções celebrado (ANA,
2021).
Estão sujeitos à cobrança pela prestação do SMRSU os usuários, pessoas físicas ou
jurídicas, geradores efetivos ou potenciais de resíduos sólidos urbanos. Na prática, a cobrança
tem por referência cada unidade imobiliária autônoma, tendo como sujeito passivo a pessoa
física ou jurídica proprietária, possuidora ou titular do domínio útil do imóvel, reconhecida
como usuária do serviço pela autoridade tributária ou pelo prestador.
Dessa forma, os usuários podem ser a pessoa física, enquanto munícipe gerador de
resíduos domésticos em sua unidade domiciliar, os empreendimentos e atividades constituídos
em pessoa jurídica geradora de resíduos sólidos comerciais, industriais e de serviços
equiparados aos resíduos domésticos e a pessoa jurídica do Município como gerador de resíduos
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originários do Sistema de Limpeza Urbana (SLU) e dos imóveis públicos.
O valor arrecadado pela cobrança das tarifas ou taxas deve ser aquele suficiente e
necessário para garantir a sustentabilidade econômico-financeira do serviço, por meio da
recuperação integral dos custos incorridos na prestação do Serviço de Manejo de Resíduos
Sólidos Urbanos (SMRSU) (custo do serviço), representada pela receita requerida.
A Receita Requerida do SMRSU é aquela suficiente para ressarcir o Prestador de
Serviços das despesas administrativas e dos custos eficientes de operação e manutenção
(OPEX), de investimentos prudentes e necessários (CAPEX), bem como para remunerar de
forma adequada o capital investido. Deve também incluir as despesas com os tributos cabíveis
e com a remuneração da entidade reguladora do SMRSU e contratação de associações
ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis, quando for o caso (NR1, item 5.2).
Cada usuário pagará, na forma de tarifa ou taxa, o valor suficiente e necessário para
prestação do serviço, que corresponde à divisão da Receita Requerida entre os sujeitos passíveis
de cobrança, mediante parâmetros que podem ser o consumo de água, área do imóvel, peso de
resíduos coletados ou a frequência de coleta.
Para a cobrança de tarifa ou taxa é necessário medir ou estimar a quantidade de serviço
utilizado ou colocado à disposição do usuário e determinação do custo deste, a fim de se obter
a Receita Requerida para a prestação do SMRSU.
Como é operacionalmente difícil medir de forma efetiva a quantidade de resíduos gerada
por cada usuário, é comum serem adotados parâmetros para estimar esta quantidade e
possibilitar o rateio do custo do serviço e uma cobrança mais justa.
Além da utilização efetiva ou potencial do serviço, o valor a ser cobrado deve considerar
necessariamente o nível de renda da população atendida e os custos envolvidos tanto para a
coleta dos resíduos, como para a sua destinação final adequada, conforme estabelece o artigo
35 da Lei Nº 11.445/2007, com redação pela Lei Nº 14.026/2020.
A escolha dos critérios e respectivos fatores de estimativa da Receita Requerida deve
considerar elementos e dados que possam ser fácil e objetivamente identificados, cadastrados e
quantificados, sistematicamente atualizados e auditáveis.
A Figura 23, abaixo apresenta um fluxograma orientativo para implementação ou
adequação da política de cobrança pelo serviço de manejo de resíduos sólidos, de acordo com
a NR 1/ANA/2021.
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Figura 23 - Fluxograma de implementação ou adequação da política.
6.4.3 Novo cenário e exigências para a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços
de manejo dos resíduos sólidos.
É notório que o cenário apresentado no item anterior quanto ao déficit dos serviços de
gestão dos resíduos sólidos se repete na maioria dos munícipios brasileiros. Nesse sentido, foi
recentemente aprovado a primeira norma de referência da ANA, como resultado e em resposta
as exigências do Novo Marco Legal do Saneamento. Aprovada em 15 de junho de 2021 pela
ANA, denominada de Resolução nº 79, estabelecendo, assim, o regulamento sobre o regime, a
estrutura e os parâmetros da cobrança pela prestação do serviço público de manejo de resíduos
sólidos urbanos, fixando procedimentos e prazos relativos aos aspectos financeiros.
Dentre outras disposições, a norma estabelece diretrizes para a cobrança pela prestação
de serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos, de modo a assegurar a
sustentabilidade econômico-financeira da prestação dos serviços. Além disso, ela estabelece a
adoção, preferencialmente, do regime de cobrança por meio de tarifa, com o objetivo de
remunerar de forma adequada o capital investido pelo prestador de serviço.
É importante ressaltar, que são objetivos da regulação, conforme a Lei Nº 11.445/2007:
I - Estabelecer padrões e normas para a adequada prestação e a expansão da qualidade
dos serviços e para a satisfação dos usuários, com observação das normas de referência editadas
pela ANA;
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II - Garantir o cumprimento das condições e metas estabelecidas nos contratos de
prestação de serviços e nos planos municipais ou de prestação regionalizada de saneamento
básico;
III - prevenir e reprimir o abuso do poder econômico, ressalvada a competência dos
órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência; e
IV - Definir tarifas que assegurem tanto o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos
quanto a modicidade tarifária, por mecanismos que gerem eficiência e eficácia dos serviços e
que permitam o compartilhamento dos ganhos de produtividade com os usuários.
Espera-se com isso contribuir para o fim dos lixões no Brasil por meio da sustentabilidade
econômico-financeira dos serviços de manejo de resíduos sólidos, através de instrumentos de
cobrança que garantam a prestação do serviço.
6.4.4 Gerenciamento dos resíduos sólidos e regras para transporte
Os geradores de resíduos sólidos, definidos no Artigo 20 da Lei 12.305/2010, sejam eles
pessoas físicas ou jurídicas, são responsáveis pela implementação e operacionalização integral
do plano de gerenciamento de resíduos sólidos aprovado pelo órgão competente, sendo este,
parte integrante do processo de licenciamento ambiental do empreendimento ou atividade. Os
conteúdos mínimos do plano de gerenciamento são definidos no Artigo 21 da Lei 12.305/2010.
Estão sujeitos a elaboração do plano os geradores de resíduos sólidos:
a) dos serviços públicos de saneamento básico, como exemplo podemos citar os
resíduos das estações de tratamento de água e das estações de tratamento de esgoto;
b) industriais: gerados nos processos produtivos e instalações industriais;
c) serviços de saúde: gerados nos serviços de saúde, conforme definido em
regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama (Sistema Nacional
do Meio Ambiente) e do SNVS (Sistema Nacional da Vigilância Sanitária);
d) de mineração: gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de
minérios;
Também deverão realizar o plano de gerenciamento os estabelecimentos comerciais e
de prestação de serviços que:
a) gerem resíduos perigosos;
b) gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não perigosos, por sua natureza,
composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder
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público municipal;
Além das empresas de construção civil, conforme regulamento ou normas estabelecidas
pelos órgãos do SISNAMA, os responsáveis por atividades agrossilvopastoris, se exigido pelo
órgão competente do SISNAMA, do SNVS ou do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade
Agropecuária - SUASA. Ver, IV - os responsáveis pelos terminais e outras instalações referidas
na alínea “j” do inciso I do art. 13 e, nos termos do regulamento ou de normas estabelecidas
pelos órgãos do SISNAMA e, se couber, do SNVS, as empresas de transporte;
Ao se tratar de regras para o transporte dos resíduos, é importante considerar as
seguintes normativas que versam sobre o tópico. ● ABNT NBR 7500 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio,
movimentação e armazenamento de produtos; ● ABNT NBR 7501 – Transporte terrestre de produtos perigosos
– Terminologia;
● ABNT NBR 13.463/95
– Coleta de resíduos sólidos
– Classificação;
● ABNT NBR 12.807/93 - Resíduos de serviços de saúde
– Terminologia;
● ABNT NBR 10.157/87
– Aterros de resíduos perigosos
– Critérios para projetos,
construção e operação; ● Resolução CONAMA Nº 05/1993
– Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos
sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. ● Resolução CONAMA Nº 358/2005 - Dispõe sobre o tratamento e a disposição
final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências.
6.4.4.1 Coleta seletiva e logística reversa
A coleta seletiva é definida pela Lei Federal n° 12.305/2010 como a coleta de resíduos
sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição. O incentivo para a
coleta seletiva poderá significar redução de custos, elevação da vida útil do aterro sanitário e/ou
a inserção social de famílias predominantemente de baixa renda, organizadas na forma de uma
associação ou de uma cooperativa, para trabalharem não como catadores, mas como
trabalhadores em um centro de triagem/operação da coleta seletiva. Neste modelo a participação
da população na separação dos resíduos secos e na entrega destes ao sistema de coleta destes
resíduos será de fundamental importância, como também o serão as campanhas e ações
educativas.
Havendo dificuldades na contratação de novos funcionários para auxiliar nos serviços
de coleta dos resíduos sólidos domiciliares, recomenda-se o incentivo à criação e
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desenvolvimento de uma cooperativa ou de outra forma de associação no município. Esta
associação poderá ser contratada pelo titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de
manejo de resíduos sólidos para a realização da coleta seletiva. Esta contratação, prevista na
Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, é dispensável de licitação, nos termos do inciso XXVII
do art. 24 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Bem como, da alínea “j” do inciso IV do
caput do art. 75 da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, que trata da dispensa. Deverão,
somente, estar estabelecido em regulamento as normas e as diretrizes sobre a exigibilidade e
sobre a atuação da cooperativa ou da associação de catadores.
Ainda, previsto na Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, poderá ser concedido linhas
de financiamento para atender, prioritariamente, às iniciativas de estruturação de sistemas de
coleta seletiva e de logística reversa e à implantação de infraestrutura física e aquisição de
equipamentos para cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais
reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda. Ou seja, a criação de
uma associação ou cooperativa poderá facilitar a aquisição de recursos não onerosos para, por
exemplo, a instalação dos contêineres no município, dentre outras infraestruturas ou
equipamentos necessários para aperfeiçoar e adequar a coleta seletiva.
A Prefeitura do Município de São Felipe D’Oeste realiza cobrança de taxa pela
prestação do serviço de coleta e destinação final dos resíduos sólidos urbanos, através do
Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) (Lei Municipal nº 689/2017), enviado ao
contribuinte, no início de cada ano.
O Município de São Felipe D’Oeste arrecadou de R$ 45.736,40 (quarenta e cinco mil,
setecentos e trinta e seis reais e quarenta centavos) com taxa de coleta de lixo e taxa de limpeza
pública, no ano de 2019 através do IPTU. As despesas com os serviços de limpeza pública
urbana do Município no ano de 2019 são apresentadas na (Quadro 49).
Quadro 49 - Despesas com os serviços de limpeza pública no ano de 2019.
DESPESAS VALOR ANUAL (R$)
Custos dos serviços de limpeza pública com pessoas ocupadas no setor de coleta de
resíduos 33.888,00
Custos dos serviços de limpeza pública com pessoas ocupadas no setor
administrativo 49.800,00
Custos dos serviços de limpeza pública com pessoas ocupadas com o serviço de
varrição
72.756,00
Despesa com a destinação final dos resíduos sólidos domésticos (aterro sanitário) 45.356,34
Despesa com o CIMCERO 13.200,00
Total 215.00,34
Fonte: SEMOSPE e Portal Transparência, 2019.
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O Município possui um gasto de R$ 215.000,34 (duzentos e quinze mil e trinta e quatro
centavos) com despesas relacionadas aos resíduos sólidos urbanos, e possui uma arrecadação
de R$ 45.736,40 (quarenta e cinco mil, setecentos e trinta e seis reais e quarenta centavos).
Assim, é possível concluir que o que a Prefeitura arrecada não é o suficiente para suprir os
gastos com o manejo dos resíduos.
De acordo com informações prestadas pelas Secretarias, não foram realizados
investimentos e nem financiamento para a realização dos serviços de resíduos sólidos no ano
de 2019. O Município também não recebeu nenhum recurso de fontes Federais e Estaduais nos
últimos dois anos para gestão de resíduos sólidos.
Os cenários devem prever a promoção da logística reversa no município. De acordo com
a Lei nº 12.305, são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa,
mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço
público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores,
distribuidores e comerciantes de:
a) agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja
embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso; pilhas e baterias;
b) pneus;
c) óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
d) lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
e) produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Recomenda-se a instalação de um Ponto de Entrega Voluntário na zona urbana para
receber resíduos como óleo de cozinha usado, pilhas, baterias e lâmpadas. A figura 24, a seguir
apresenta exemplo de coletores simples para óleo de cozinha, pilhas e lâmpadas usados. Estes
pontos de entrega voluntário devem ser uma solução temporária e deve vir acompanhada de
atividades de educação com a população, visto que não é responsabilidade do município o
descarte deste tipo de resíduos.
Entretanto vale lembrar que todos os envolvidos no processo de logística reversa, devem
manter o município informado conforme estabelecido no § 8º, do Art. 33. Observado o disposto
na Lei nº 12.305, de 2010, e no decreto nº 10.936, de 12 de janeiro de 2022.
No decreto supracitado, em seu capitulo III, seção I, trata do Programa Nacional de
Logística Reversa, já no Art. 12. O mesmo cita:
Fica instituído o Programa Nacional de Logística Reversa, integrado ao Sistema
Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos - Sinir e ao Plano
Nacional de Resíduos Sólidos - Planares.
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§ 1º O Programa Nacional de Logística Reversa é instrumento de coordenação e de
integração dos sistemas de logística reversa e tem como objetivos:
I - Otimizar a implementação e a operacionalização da infraestrutura física e logística;
II - Proporcionar ganhos de escala; e III - Possibilitar a sinergia entre os sistemas.
Figura 24 - Coletores simples de óleo de cozinha, pilhas e lâmpadas usadas.
Fonte: Universidade Federal de São João del Rei.
6.4.4.2 Gestão dos resíduos da construção civil
Quanto à gestão dos resíduos da construção civil, o instrumento primordial para o seu
regramento é o Plano Municipal de Gestão de Resíduos da Construção Civil (PMGRCC),
estabelecido pela Resolução CONAMA 307/2002 e com modificações dadas pela Resolução
CONAMA 348/2004, 448/2012 e 469/2015. Ao considerar os resíduos da construção civil
(RCC), os geradores deverão ter como objetivo a não geração de resíduos, redução, a
reutilização, a reciclagem, o tratamento dos resíduos sólidos e a disposição final
ambientalmente adequada. Os RCC, conforme resolução do CONAMA, são classificados em: ● Classe A: resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:
a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras
de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes
cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto;
c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto
(blocos, tubos, meios fios etc.) produzidas nos canteiros de obras.
● Classe B: resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel,
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papelão, metais, vidros, madeiras e gesso; ● Classe C: resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações
economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos
oriundos do gesso. ● Classe D: resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas,
solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de
demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem
como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à
saúde.
Através do PGRCC serão definidas as responsabilidades de pequenos e grandes
geradores, as áreas aptas para disposição dos resíduos inertes e os procedimentos para o
gerenciamento dos demais tipos de resíduos, entre outras definições.
6.4.5 Critérios para pontos de apoio ao sistema na área de planejamento (apoio à guarnição,
centros de coleta voluntária, mensagens educativas)
A prefeitura municipal projeta implementar no perímetro urbano da sede do Município
de São Felipe D’Oeste, no Distrito Novo Paraíso, em um primeiro momento, os Pontos de
Entrega Voluntária (PEV’s), que funcionarão como uma Área de Triagem e Transbordo isto a
curto prazo, conforme o estabelecido no Cenário de Referência definido pelos atores sociais e
agentes políticos do município como sendo aquele que melhor se adapta as condições locais.
Nas demais localidades rurais, propôs-se a instalação de PEV’s, onde a população rural pode
receber orientações por intermédio da educação ambiental rural, melhor detalhada no PPA
(Programas, Projetos e Ações) desse plano, no sentido de levar os resíduos sólidos de forma
voluntaria no referido ponto.
Além disso, para atender a logística reversa e a coleta seletiva, o poder público deverá
criar um regime de coleta diferenciada, de forma que os resíduos possam ser separados
adequadamente pela população. A definição desses pontos não deve ser feita a nível de plano,
tendo em vista que tal instrumento de planejamento opera a nível macro, devendo, portanto, ser
definido quando da elaboração do estudo de concepções e projeto de arranjo estrutural e
definição operacional do sistema de resíduos sólidos que também está previsto no PPA.
Para se indicar locais onde é possível se estruturar pontos de apoio ao sistema de limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos no município de São Felipe D’Oeste pode-se levar em
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consideração alguns critérios, tais como: ● Localizações de disposições irregulares de resíduos sólidos; ● Áreas onde a coleta ocorre com menos regularidade; ● Locais públicos de grande circulação de pessoas.
Os locais de disposição inadequada podem ser considerados potenciais pontos de apoio
uma vez que se situam em áreas nas quais a população, mesmo que erroneamente, habituou-se
a dispor seus resíduos. Esses locais podem ser transformados em pontos de apoio, reduzindo a
carga negativa associada à disposição inadequada, já que essa pode resultar em passivos
ambientais.
Nas áreas onde são observadas as disposições irregulares pode-se proceder à criação de
ecopontos, com a implementação de mecanismos como containers ou áreas de transbordo para
disposição adequada.
Nas áreas onde a coleta ocorre com menos regularidade, ou não ocorre, os pontos de
apoio serviriam como uma possibilidade a mais para os cidadãos, principalmente para a
população localizada nas áreas periféricas da cidade, bem como na zona rural, podendo
minimizar problemas associados a deficiências no processo de coleta, como disposições
inadequadas em beiras de estradas e terrenos desocupados, além da queima de resíduos a céu
aberto. Assim como mencionado para as áreas de disposição irregular, nas regiões onde a coleta
ocorre com menor frequência, ou não ocorre, pode-se instalar equipamentos como contêineres
ou baias para receber os resíduos da população. Deve-se avaliar e optar por locais
estrategicamente viáveis em termos de mobilidade (fácil acesso, próximo a rodovias, estradas
e vias com fluxo considerável de moradores da região), com o intuito de facilitar a logística de
entrega desses resíduos, por parte da população, e sua retirada, por parte da prefeitura.
Outro critério que pode ser considerado é estabelecer pontos de apoio em locais
públicos, como praças, centros comunitários e escolas (estaduais e municipais), já que o
município oferece tais dispositivos à população em todos os setores de planejamento. Esses
locais serviriam tanto como pontos de recebimento dos materiais rejeitados, quanto como
centros de educação ambiental para desenvolvimento de trabalhos e oficinas voltados a
conscientização da população, como já supracitado.
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6.4.6 Descrição das formas e dos limites de participação da Prefeitura na coleta seletiva e na
logística reversa respeitado o disposto no art. 33 da Lei 12.305/2010 e outras ações de
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos
A implementação da logística reversa oportuniza a gestão compartilhada dos produtos,
na medida em que, os entes governamentais, os agentes privados empresariais, as associações
e a sociedade são guindados a compartilharem a discussão e a construção das alternativas
próprias e específicas capazes de atender as peculiaridades locais e os arranjos regionais para
que seja cumprido o objetivo maior de dar a destinação adequada aos resíduos sólidos sujeitos
a essa modalidade especial de destinação, de tal modo que os resíduos produzidos nessas
cadeias produtivas especiais possam retornar aos seus geradores que, na forma da lei, devem
dar destinação adequada a esses resíduos.
Por outro lado, se não cabe ao poder público assumir o ônus direto essa destinação,
compete a ele colaborar, na medida de sua possibilidade com o processo de gestão, uma vez
que ele também faz parte do processo, de forma indireta, na forma da responsabilidade
compartilhada, podendo auxiliar na organização do processo de gestão e não diretamente pela
sua destinação final, durante o ciclo de vida dos produtos.
No âmbito da gestão compartilhada dos resíduos sólidos sujeitos a logística reversa cabe
aos entes parceiros definir, cada qual, o seu papel no processo de gerenciamento desses
produtos, considerando, inclusive, o ciclo de vida de cada produto. Assim as responsabilidades
devem ser definidas e assumidas por cada ente parceiro, não podendo ser atribuído ao Poder
Público a responsabilidade sobre todo o processo, uma vez que a Lei estabelece de forma clara
e inequívoca que ele não é responsável por todo o processo, não podendo jamais as empresas
geradoras se esquivar de suas responsabilidades.
Entretanto, compete ao poder público participar desse processo ajudando a organizá-lo,
oferecendo áreas propicias ao armazenamento temporário desses produtos, sem, contudo,
assumir a totalidade do financiamento da operação que deve ficar a cargo das associações das
empresas geradoras e comercializadoras desses produtos, assim como o acondicionamento, a
preparação para o transporte, o armazenamento temporário. Sendo que, a partir daí, caberá as
associações das empresas geradoras o dever de transportar e dar a destinação final a esses
produtos na forma prevista no artigo 33 da Lei n° 12.305/2010.
Como se pode depreender o poder público tem uma responsabilidade limitada nesse
processo, devendo se limitar a ela, sem assumir os custos que não são de sua competência, mas
sim da competência das indústrias, importadoras, distribuidores e revendedores.
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A lei estabelece os mecanismos de estímulo para a organização dos pontos, facultandolhes o espaço para a organização dos serviços de: coleta, acondicionamento e transporte até as
indústrias de reciclagem. É imperativo para que o sistema se torne eficiente que haja o
compartilhamento de ações e de responsabilidades entre os vários agentes do processo, com
vistas na obtenção de sinergias, atingindo assim a plena institucionalização da gestão
compartilhada ao nível local.
Nos termos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos é o "conjunto de atribuições individualizadas e
encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e
dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para
minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos
causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos,
nos termos desta Lei."
A logística reversa é um dos instrumentos para aplicação da responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. A PNRS define a logística reversa como um
"instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações,
procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao
setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra
destinação final ambientalmente adequada”.
De acordo com Decreto nº 10.936, de 12 de janeiro de 2022, os sistemas de logística
reversa serão implementados e operacionalizados por meio dos seguintes instrumentos:
a) Regulamento expedido pelo Poder Público
Neste caso a logística reversa poderá ser implantada diretamente por regulamento,
veiculado por decreto editado pelo Poder Executivo. Antes da edição do regulamento, o Comitê
Orientador deverá avaliar a viabilidade técnica e econômica da logística reversa. Os sistemas
de logística reversa estabelecidos diretamente por decreto deverão ainda ser precedidos de
consulta pública.
b) Acordos Setoriais
Os acordos setoriais são atos de natureza contratual, firmados entre o Poder Público e
os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, visando a implantação da
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responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.
O processo de implantação da logística reversa por meio de um acordo setorial poderá
ser iniciado pelo Poder Público ou pelos fabricantes, importadores, distribuidores ou
comerciantes dos produtos e embalagens referidos no Decreto nº 10.936, de 12 de janeiro de
2022.
Os procedimentos para implantação da logística reversa por meio de um acordo setorial
estão listados no Art. 22 do Decreto nº10.936, de 12 de janeiro de 2022.
c) Termos de Compromisso
O Poder Público poderá celebrar termos de compromisso com fabricantes,
importadores, distribuidores ou comerciantes visando o estabelecimento de sistema de logística
reversa:
I - Nas hipóteses em que não houver, em uma mesma área de abrangência, acordo
setorial ou regulamento específico, consoante o estabelecido no Decreto nº10.936, de 12 de
janeiro de 2022; ou
II - Para a fixação de compromissos e metas mais exigentes que o previsto em acordo
setorial ou regulamento.
Os termos de compromisso terão eficácia a partir de sua homologação pelo órgão
ambiental competente do SISNAMA, conforme sua abrangência territorial.
Figura 25 - Ligações entre logística reversa, responsabilidade compartilhada, e acordo setorial.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente, sd.
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No Município de São Felipe D’Oeste os estabelecimentos comerciais sujeitos a
implantar sistema de logística reversa, na sua grande maioria, não cumprem o estabelecido na
Lei n° 12.305/2010. Atualmente o município não possui informações organizadas dos resíduos
sólidos de geradores sujeitos à logística reversa e de distribuidoras e/ou de revendedoras de
produtos classificados ou que deem origem à resíduos especiais.
A prefeitura municipal então, também em prazo imediato, irá realizar o cadastro de
resíduos especiais e chamar as empresas interessadas, mediante convocação, para discutir as
seguintes medidas necessárias:
I. Implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usadas;
II. Disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis;
III. Atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de
catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis
Com a adoção dessas dentre outras medidas, as empresas podem reduzir seus custos,
cumprir com a legislação, beneficiar o meio ambiente, melhorando sua imagem e agregando
valor ao seu produto.
Os aterros de resíduos da construção civil e de resíduos inertes são áreas onde são
dispostos os resíduos da classe A, conforme classificação da Resolução CONAMA n° 307, e
os resíduos inertes no solo, visando a reservação de materiais segregados, de forma a possibilitar
o uso futuro dos materiais e/ou futura utilização da área, conforme princípios de engenharia
para confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio
ambiente. Estes resíduos não poderão ser dispostos em aterros de resíduos sólidos urbanos,
porém, os critérios para a localização dos aterros é a mesma. As normas técnicas que regem o
manejo, a reciclagem e a disposição dos RCC são: ● NBR 15.112/04: Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de
transbordo e triagem
– Diretrizes para projeto, implantação e operação;
● NBR 15.113/04: Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes
– Aterros;
● NBR 15.114/04: Resíduos sólidos da construção civil - Áreas de reciclagem
–
Diretrizes para projeto, implantação e operação;
● NBR 15.115/04: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil -
Execução de camadas de pavimentação
– Procedimentos;
● NBR 15.116/04: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil -
Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural
–
Requisitos.
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6.4.7 Critérios de escolha da área para destinação e disposição final adequada de resíduos
inertes gerados no município (seja por meio de reciclagem ou em aterro sanitário)
Os aterros de resíduos da construção civil e de resíduos inertes são áreas onde são
dispostos os resíduos da classe A, conforme classificação da Resolução CONAMA n° 307, e
os resíduos inertes no solo, visando a reservação de materiais segregados, de forma a
possibilitar o uso futuro dos materiais e/ou futura utilização da área, conforme princípios de
engenharia para confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao
meio ambiente. Estes resíduos não poderão ser dispostos em aterros de resíduos sólidos
urbanos, porém, os critérios para a localização dos aterros é a mesma. As normas técnicas que
regem o manejo, a reciclagem e a disposição dos RCC são:
NBR 15.112/04: Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de
transbordo e triagem
– Diretrizes para projeto, implantação e operação;
NBR 15.113/04: Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes
– Aterros;
NBR 15.114/04: Resíduos sólidos da construção civil - Áreas de reciclagem
– Diretrizes
para projeto, implantação e operação;
NBR 15.115/04: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil -
Execução de camadas de pavimentação
– Procedimentos;
NBR 15.116/04: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil -
Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural
– Requisitos.
De acordo com a ABNT NBR 15113/2004, o local utilizado para a implantação de
aterros de resíduos da construção civil classe A e resíduos inertes deve ser tal que:
a) o impacto ambiental a ser causado pela instalação do aterro seja minimizado;
b) a aceitação da instalação pela população seja maximizada;
c) esteja de acordo com a legislação de uso do solo e com a legislação ambiental.
Para a avaliação da adequabilidade de um local a estes critérios, os seguintes aspectos
devem ser observados:
a) geologia e tipos de solos existentes;
b) hidrologia;
c) passivo ambiental;
d) vegetação;
e) vias de acesso;
f) área e volume disponíveis e vida útil;
g) distância de núcleos populacionais.
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6.4.8 Identificação de áreas favoráveis para a disposição final de resíduos, identificando as áreas
com risco de poluição e/ou contaminação
A disposição final ambientalmente adequada é definida como a distribuição ordenada
de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou
riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos (BRASIL,
2010).
De acordo com a NBR 13.896/97, um local para ser utilizado para aterros de resíduos
não perigosos deve ser tal que o impacto ambiental a ser causado pela instalação do aterro seja
minimizado; a aceitação da instalação pela população seja maximizada; esteja de acordo com
o zoneamento da região e; possa ser utilizado por um longo espaço de tempo, necessitando
apenas de um mínimo de obras para início da operação. Sendo assim, diversas considerações
técnicas devem ser feitas, são elas (ABNT, 1997):
a) topografia - esta característica é fator determinante na escolha do método construtivo
e nas obras de terraplenagem para a construção da instalação. Recomendam-se locais
com declividade superior a 1% e inferior a 30%;
b) geologia e tipos de solos existentes - tais indicações são importantes na
determinação da capacidade de depuração do solo e da velocidade de infiltração.
Considera-se desejável a existência, no local, de um depósito natural extenso e
homogêneo de materiais com coeficiente de permeabilidade inferior a 10-6 cm/s e uma
zona não saturada com espessura superior a 3,0 m;
c) recursos hídricos - deve ser avaliada a possível influência do aterro na qualidade e
no uso das águas superficiais e subterrâneas próximas. O aterro deve ser localizado a
uma distância mínima de 200 m de qualquer coleção hídrica ou curso de água;
d) vegetação - o estudo macroscópico da vegetação é importante, uma vez que ela
pode atuar favoravelmente na escolha de uma área quanto aos aspectos de redução do
fenômeno de erosão, da formação de poeira e transporte de odores;
e) acessos - fator de evidente importância em um projeto de aterro, uma vez que são
utilizados durante toda a sua operação;
f) tamanho disponível e vida útil - em um projeto, estes fatores encontram-se interrelacionados e recomenda-se a construção de aterros com vida útil mínima de 10 anos;
g) custos - os custos de um aterro têm grande variabilidade conforme o seu tamanho
e o seu método construtivo. A elaboração de um cronograma físico-financeiro é
necessária para permitir a análise de viabilidade econômica do empreendimento;
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h) distância mínima a núcleos populacionais
– deve ser avaliada a distância do limite
da área útil do aterro a núcleos populacionais, recomendando-se que esta distância
seja superior a 500 m.
Para a escolha de áreas favoráveis para disposição final de resíduos, estabeleceu-se
critérios eliminatórios e seletivos, adaptando a metodologia às características peculiares do
município de São Felipe D’Oeste. Os critérios eliminatórios utilizados são aqueles
estabelecidos pela legislação ambiental, no que se refere à distância de cursos d'água
(PORTARIA n.º 124 de 20/08/1980), parcelamento do solo (Lei Federal n.º 6766/79 e suas
alterações), Normas Técnicas (ABNT) sobre aterros-NBR 13896 (ABNT, 1997) e NBR 10157
(ABNT, 1987), entre outras.
Além desses critérios eliminatórios existem outros, previstos pela Legislação Ambiental
Federal, que impedem a instalação de aterros em áreas de proteção ambiental, parques, reservas
indígenas, área de preservação permanente e outras situações específicas (Quadro 50).
Quadro 50 - Restrições legais para a escolha de áreas para a disposição de resíduos sólidos urbanos.
ID Restrição Norma mais restritiva
R1 Distância mínima de 300 m de cursos d’água DN COPAM nº 118/2008
R2 Distância mínima de 100 m do sistema
viário DN COPAM nº 118/2008
R3 Declividade inferior a 30% DN COPAM nº 118/2008
R4 Distância mínima de 500 m de núcleos
populacionais DN COPAM nº 118/2008
R5 APPs de topo de morro Lei nº 12.651/2012
R6 Distância de 9 km de aeroportos Portaria nº 249/GCS/2011 do Ministério da
Defesa
R7 Unidades de conservação Lei nº 9.985/2000
APP: área de proteção permanente; DN COPAM: Deliberação Normativa do Conselho de Políticas Ambientais
de Minas Gerais.
Fonte: Adaptado de Felicori, et al, 2016.
Atualmente o Município de São Felipe D’ Oeste adere ao Consorcio Público
Intermunicipal de Rondônia (CIMCERO) o qual é responsável pela coleta e destinação dos
resíduos sólidos domésticos e resíduos do serviço de saúde, sendo que o destino dos resíduos
doméstico é o Aterro Sanitário da MFM Soluções Ambientais do Município de Cacoal.
Conforme o Quadro 51, o Município adere ao CIMCERO e está compreendido na
Região III
– Zona da mata, juntamente com outros oito Municípios, sendo eles: Alta Floresta
D’ Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Castanheiras, Nova Brasilândia D’ Oeste, Novo Horizonte
Do Oeste, Parecis, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura e Santa Luzia D’ Oeste.
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Quadro 51 - Consórcios existentes em Rondônia e Municípios participantes.
CONSÓRCIO REGIÃO MUNICÍPIOS
CIMCERO
– Consórcio
Intermunicipal da Região
Centro Leste de Rondônia
REGIÂO I
– CONE SUL
Cabixi, Cerejeiras, Colorado D’Oeste,
Corumbiara e Pimenteiras
D’Oeste
REGIÂO II
– CENTRAL Cacoal, Espigão D’ Oeste, Ministro
Andreazza, Pimenta Bueno
REGIÃO III
– ZONA DA
MATA
Alta Floresta D’ Oeste, Alto Alegre
dos Parecis, Castanheiras, Nova
Brasilândia D’ Oeste, Novo Horizonte
D’ Oeste, Parecis, Primavera de
Rondônia, Rolim de Moura, Santa
Luzia D’ Oeste, São Felipe D’ Oeste
REGIÃO IV
– BR 429
Alvorada D’ Oeste, Costa Marques,
São Francisco do Guaporé, São Miguel
do Guaporé, Seringueiras
REGIÃO V
– BACIA
LEITEIRA
Ji
-Paraná, Machadinho D’ Oeste,
Mirante da Serra, Nova União, Ouro
Preto D’ Oeste, Presidente Médici,
Teixeirópolis, Urupá, Vale do Paraíso
REGIÃO VI
– PORTO
VELHO
Buritis, Candeias do Jamari, Itapuã D’
Oeste, Porto Velho
REGIÃO VII
– MADEIRA Guajará Mirim, Nova Mamoré.
CISAN-CENTRAL
–
Consórcio Público
Intermunicipal de
Saneamento da Região
Central de Rondônia.
Alto Paraíso, Ariquemes, Buritis,
Cacaulândia, Campo Novo de
Rondônia, Cujubim, Governador Jorge
Teixeira, Itapuã do Oeste,
Jaru, Machadinho d'Oeste, Monte
Negro, Rio Crespo, Theobroma e Vale
do Anari
Fonte: PERS/RO, SEDAM (2019).
O CIMCERO criou o Programa Ambiental em 2010, que iniciou com a previsão de 37
(trinta e sete) Municípios consorciados, através do Protocolo de Intenções assinado em 2009.
Após a criação do Programa, foi realizada uma licitação, na modalidade de Concessão, para a
construção de aterros sanitários no Estado, visando atender os Municípios consorciados. O
Edital de licitação dividiu os Municípios em 04 (quatro) polos, sendo um aterro sanitário em
cada polo, localizados em: Vilhena; Cacoal; Novo Horizonte D’Oeste e Ouro Preto D’Oeste.
Além da Concessão, o CIMCERO possui contrato com empresa terceirizada que possui, em
operação, aterros sanitários em Vilhena e Cacoal e, em implantação, Ji-Paraná (SEDAM, 2019).
Para identificação de possibilidades da implantação de soluções consorciadas
intermunicipais, avaliou-se as proposições realizadas pelo Plano Estadual de Resíduos Sólidos
de Rondônia (PERS/RO) (SEDAM, 2019), uma vez que os planos municipais de saneamento
devem observar os planejamentos contidos em esferas superiores.
O Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Rondônia (2018) apresentou três arranjos para
o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos do Município de São Felipe D’Oeste:
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● Proposta 1: Estabelecida a partir do estudo da atual situação de destinação e
disposição final de resíduos sólidos no estado de Rondônia, conforme consórcios
e arranjos já estabelecidos;
● Proposta 2: Estabelecida com base nos critérios de agregação anteriormente
citados. Nesta foram priorizadas as distâncias e condições de acesso entre os
municípios e o número de habitantes do arranjo proposto;
● Proposta 3: Sugerida pelo corpo técnico da SEDAM.
Os Quadro 52, Quadro 53 e Quadro 54 apresentam os arranjos de consórcios no qual
estão inseridos o Município de São Felipe D’Oeste.
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Quadro 52 - Proposta 1 de arranjos municipais e instalação de unidades de gerenciamento de RSU.
POLOS
DE
GESTÃO
DE RS
MUNICÍPIO
ESTIM.
POP.
URBANA
2019
(HAB.)
DISTÂNCIA
PARA O
MUN. SEDE
(km)
UNIDADES/PROJETOS PROPOSTOS
EL RL UT PEV LEV UCO ATT ET ARCD AS ASP
P
Trat.
Térmico
Polo
Cacoal
Cacoal 73.222 - - 1 2 3 2 1 no AS 1 - 1 no AS 1 - 1 no AS
Rolim de Moura 48.948 64,0 - 1 2 2 2 1 1 1 1 - - -
Pimenta Bueno 35.821 50,0 1 1 1 2 2 1 1 1 - - - -
Espigão D'Oeste 26.026 50,0 - 1 1 1 1 - 1 1 - - - -
Alta Floresta
D'Oeste
16.098 109,0 - 1 1 1 - - 1-
ASPP
1 - - - -
São Miguel do
Guaporé
10.785 180,0 - 1 - 1 - - 1 no
ASPP
1 - - - -
Nova Brasilândia
D'Oeste
10.508 125,0 - 1 - 1 - - - 1 - - - -
Presidente Médici 14.579 65,0 - 1 1 1 - - - 1 - - - -
Alvorada D'Oeste 9.082 119,0 1 - - 1 1 - - 1 - - - -
Alto Alegre dos
Parecis
4.654 117,0 1 - - - 1 - - 1 - - - -
Seringueiras 4.896 220,0 1 - - - 1 - - 1 - - - -
Ministro Andreazza 3.828 32,0 1 - - - - - - - - - - -
Novo Horizonte do
Oeste
2.137 89,8 1 - - - - - - 1 - - - -
Santa Luzia D'Oeste 4.222 84,5 1 - - - - - - 1 - - - -
Parecis 2.566 97,4 1 - - - - - - 1 - - - -
São Felipe D'Oeste 1.907 62,8 1 - - - - - - 1 - - - -
Castanheiras 891 77,0 1 - - - - - - 1 - - - -
Primavera de
Rondônia
1.385 75,6 1 - - - - - - 1 - - - -
Estim. Pop.
Urbana Total 2019
271.554
Fonte: Adaptado de PERS/RO (2018).
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Quadro 53 - Proposta 2 de arranjos municipais e de instalação de unidades de gerenciamento de RSU.
POLOS
DE
GESTÃO
DE RSU
MUNICÍPIO
ESTIM.
POP.
URBANA
2019 (HAB.)
DISTÂNCIA
PARA O
MUN. SEDE
(KM)
UNIDADES/PROJETOS PROPOSTOS
EL RL UT PEV LEV UCO ATT ET ARCD AS ASPP
TRAT.
TÉRMI
CO
Polo Alta
Floresta
D’Oeste
Alta Floresta
D'Oeste
16.098 - - 1 1 1 - - 1 no
ASPP
- - - 1 -
Alto Alegre dos
Parecis
4.654 37,0 1 - - - 1 - - 1 - - - -
Santa Luzia D'Oeste 4.222 26,3 1 - - - - - - 1 - - - -
Parecis 2.566 73,0 1 - - - - - - 1 - - - -
São Felipe D'Oeste 1.907 55,0 1 - - - - - - 1 - - - -
Estim. Pop.
Urbana Total 2019
29.447
Fonte: Adaptado de PERS/RO (2018).
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Quadro 54 - Proposta 3 de arranjos municipais e de instalação de unidades de gerenciamento de RSU.
POLOS
DE
GESTÃO
DE RSU
MUNICÍPIO
ESTIM.
POP.
URBANA
2019 (HAB.)
DISTÂNCIA
PARA O
MUN. SEDE
(KM)
UNIDADES/PROJETOS PROPOSTOS
E
L
R
L UT PEV LE
V UCO AT
T ET ARCD AS ASPP
TRAT.
TÉRMI
CO
Polo
Cacoal
Cacoal 73.222 - - 1 2 3 2 1 no AS 1 - 1 no AS
1 - 1 no AS
Pimenta Bueno
(RO)
35.821 50,0 - 1 1 2 2 1 1 1 - - - -
Espigão D'Oeste
(RO)
26.026 50,0 - 1 1 1 1 - 1 1 - - - -
Ministro Andreazza
(RO)
3.828 32,0 1 - - - - - - - - - - -
Primavera de
Rondônia (RO)
1.385 75,6 1 - - - - - - 1 - - - -
Parecis (RO) 2.566 93,8 1 - - - - - - 1 - - - -
São Felipe D'Oeste
(RO)
1.907 61,0 1 - - - - - - 1 - - - -
Estim. Pop.
Urbana Total 2019
144.754
Fonte: Adaptado de PERS/RO (2018).
Legendas:
EL
– Encerramento de Lixão; RL
– Remediação de Lixão; UT
– Unidade de Triagem; PEV
– Ponto de Entrega Voluntária; LEV
– Local de Entrega Voluntária; UCO
–
Unidade de Compostagem; ATT
– Área de Triagem e Transbordo; ET
– Estação de Transbordo; ARCD
– Aterro de Resíduos de Construção e Demolição; AS
– Aterro
Sanitário; ASPP
– Aterro Sanitário de Pequeno Porte. 1 na ATT
– uma unidade prevista no interior da Área de Triagem e Transbordo de Resíduos; 1 no AS
– uma unidade
prevista na mesma área do Aterro Sanitário; 1 no ASPP
– uma unidade prevista na mesma área do Aterro Sanitário de Pequeno Porte.
Observações importantes:
1 - Para as colunas incluídas no item “Unidades/projetos propostos”: Fonte azul - refere-se àquelas unidades já previstas para os municípios integrantes do Consórcio CISANCENTRAL e àquelas já existentes (iniciativa privada), ou em fase de implantação ou ainda em processo de licenciamento junto ao órgão ambiental competente. Fonte preta -
indica as unidades propostas pela Floram, conforme critérios estabelecidos anteriormente. 2 - Para o item “Distância para o mun. Sede ATUAL (km)”, na 4ª coluna: Fonte
vermelha - indica os municípios cuja distância a ser percorrida até o local de disposição final de resíduos ultrapassam o critério estabelecido pelo Ministério do Meio Ambiente
para sua viabilidade técnico-econômica.
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Pode-se observar que o PERS apresenta três propostas de consórcio que incluem o
Município de São Felipe D’Oeste. Em duas propostas o Município está inserido no Polo Cacoal,
e em uma está inserido no Polo Alta Floresta D’Oeste.
O Polo Cacoal é o qual o Município está aderido atualmente, e este tem demonstrado
sua viabilidade técnico-econômica devido principalmente à distância a ser percorrida até o local
de destinação final. Portanto, o atual cenário de destinação final dos resíduos domésticos do
Município é o mais adequado.
6.4.9 Procedimentos operacionais e especificações mínimas a serem adotados nos serviços,
incluída a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos
No processo de gestão de resíduos sólidos de São Felipe D’Oeste, no bojo desse PMSB,
serão adotados procedimentos operacionais mínimos, os quais se encontram detalhados logo
abaixo, vejamos:
a) Atendimento total da coleta domiciliar urbana no perímetro urbano
Para garantir a boa gestão dos resíduos sólidos é essencial que haja o atendimento da
totalidade da cobertura de atendimento dos serviços de coleta domiciliar urbana à população,
de tal modo que todos os resíduos sólidos domiciliares produzidos possam passar pelo sistema
de Gestão de Resíduos implantados no município, quer através de Coleta Seletiva (parcial ou
total), quer fora dela. Tudo através do Sistema de Gestão que passa obrigatoriamente pela Área
de Triagem e Transbordo, que no caso, estará associada a PEV/Central. Assim, após triados e
gerenciados de acordo com as melhores técnicas disponíveis no momento, serão em parte
reciclados e reutilizados e, posteriormente, serão, em parte destinados a Aterro Sanitário.
b) Implantação de um Sistema de Gestão de Resíduos no Município de São Felipe D’Oeste
Para que ocorra uma boa gestão de resíduos sólidos no Município de São Felipe
D’Oeste, a primeira e fundamental providência que o poder público deve tomar é assegurar
meios para ter pleno controle do processo de gestão.
Assim, há que se criar um Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos, que inclui a
elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e a sua
implementação, conforme previsão legal na Seção IV, Art. 18. da Lei n°12.305/2010. A
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situação atual do plano é que o Município deu início ao PMGRS, porém não está concluído e o
Ministério Público já notificou o município por meio da ação civil pública nº 7003816-
07.2018.8.22.0015 para que conclua o plano e cumpra a exigência legal oriunda da Lei n°
12.305/2010, a qual o município já deveria ter cumprido. O prazo determinado para conclusão
é abril de 2022, segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente, a responsável pela
elaboração.
Uma vez cumprida essa etapa, esse SGRS deve ser implementado, e, com ele haverá um
afunilamento das ações que passarão, obrigatoriamente por um ponto convergente, a PEV
Central cumulada com a Área de Triagem e Transbordo (ATT), onde a municipalidade terá
pleno controle das ações lá inseridas e executadas, tanto no que tange aos atendimento da
legislação vigente que regulamenta a Gestão de RS, como a destinação final de resíduos inertes
para um ATS, quanto em relação a apuração e ao controle dos custos de todo esse processo.
Compete ao Poder Público Municipal proceder as atividades de limpeza pública urbana
que envolve a poda de arvores e o recolhimento de seus resíduos, desde que estas estejam
plantadas em locais e logradouros públicos (exclusive aquelas plantadas em terrenos
particulares), a limpeza de praças, parques, jardins, cemitérios e locais que sirvam como palco
de festividades municipais, de bocas de lobo e dos dispositivos de drenagem urbana, entre
outros.
No bojo dessas ações deve estar incluído ainda o Plano de varrição de logradouros
públicos, que deve ser feito pelo município no seu Plano Municipal de Resíduos Sólidos e
executado a contento, a partir de sua implementação.
As atividades de limpeza urbana muito embora já estejam sendo realizadas em São
Felipe D’Oeste, podem ser aperfeiçoadas com a adoção dos princípios gerais do Sistema de
Gestão de Resíduos Sólidos (SGRS) do município.
c) Implantação das atividades de Triagem de RDO
Para conferir efetividade ao SGRS faz-se necessário que haja a triagem obrigatória dos
Resíduos Sólidos produzidos no município, a começar por seu perímetro urbano, de tal forma
que possam ser atendidas os princípios gerais da PNRS. Assim, a triagem será feita em uma
estrutura a ser construída pela própria municipalidade, em terreno próprio, onde será edificada
uma Área de Triagem e Transbordo (ATT) inserida em uma PEV Central. Lá os RDO
recolhidos serão despejados e triados, havendo a separação deste RDO por tipo (plástico,
metais, vidros, matéria orgânica, etc.), medida pela qual será atendida o princípio da
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segregação.
Após a triagem obrigatória, atividade que será realizada pela Associação de Catadores,
criada e fomentada pela própria municipalidade, haverá o transbordo do material que sobrou
(material inerte) e então só ele será transportado para a destinação final. A realização da triagem
obrigatória se fundamenta em quatro justificativas fundamentais, senão vejamos:
I. Justificativa Econômica
É fato que as atividades de transporte e de destinação final de resíduos sólidos são
demasiadamente caras e isso pode onerar o Município de São Felipe D’Oeste. Assim, pensar
em transportar todo o resíduo sólido doméstico produzido no município para um aterro
sanitário, seja ele qual for, e, independentemente da distância que haverá de ser percorrida,
torna-se proibitivo para qualquer planejamento futuro que se possa adotar.
Nessa linha é pacifico afirmar que qualquer solução economicamente viável para as
finanças do Município de São Felipe D’Oeste no tocante ao manejo dos resíduos sólidos passa,
obrigatoriamente, pela triagem obrigatória dos Resíduos Sólidos domiciliares, providencia que
facultará àquela municipalidade adotar os princípios de redução de volume, segregação,
reciclagem e reuso, como também pelo tratamento de Resíduos Sólidos. Com o manejo de
Resíduos Sólidos poder-se-á reduzir as despesas em até 80% do orçamento inicial.
II. Justificativa Técnica
O emprego das técnicas de gestão e de manejo de resíduo sólidos tornará os municípios
mais eficientes quanto a gestão desses resíduos, como também, no que tange ao gasto de
recursos públicos tornará a sua gestão mais eficaz no sentido de gerir os recursos com maior
eficiência o que técnica e contabilmente é uma premissa perseguida pelas administrações
modernas. A conjugação dessas técnicas, além de potencializar e valorizar a técnica da gestão
de Resíduos Sólidos, colocará a administração de São Felipe D’Oeste na vanguarda da gestão
pública. Ademais, a adoção das melhores técnicas disponíveis (triagem, reciclagem,
compostagem, reuso de RCC, Logística Reversa) resultará em um notável ganho ambiental no
processo de gestão, fato que já justifica a adoção do processo por si só.
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III. Justificativa Social
As atividades de reciclagem, reuso e reutilização dos Resíduos Sólidos são
fundamentais para que oportunizar trabalho e renda para pessoas excluídas do mercado formal
de trabalho no município. Assim, o emprego dessas práticas tem uma forte aplicação social, ao
gerar oportunidades para que pessoas sem formação possam adotar essa atividade como uma
profissão, possibilitando assim um processo de reinserção social de quem hoje está excluído do
sistema e que pode adquirir cidadania através da adoção do manejo de Resíduos Sólidos.
IV. Justificativa ambiental
O emprego das técnicas de gestão e de manejo de Resíduos Sólidos em São Felipe
D’Oeste é tecnicamente recomendável na medida em que, potencializa a redução de demandas
por parte dos produtos da natureza e bem assim, tornam a atividade sustentável.
d) Implantação de atividade de reciclagem que envolve a segregação e o reaproveitamento
A efetiva operação do Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos de São Felipe D’Oeste
compreende a adoção da atividade de reciclagem como um componente obrigatório desse
processo, isso em face de que a Segregação, além de um Princípio Geral da Gestão de Resíduos
Sólidos, também exerce um importante papel de possibilitar a separação das diversas frações
dos resíduos sólidos domésticos, facultando a reciclagem de parte do material descriminado e
o reaproveitamento de uma outra fração do resíduo sólido doméstico que poderá ser tratada
adequadamente no próprio PEV Central, em um galpão especifico destinado a reciclagem da
fração da matéria orgânica dos resíduos sólidos domésticos, da qual resultará o “humus”
material com elevado potencial de reaproveitamento por se constituir em um excelente adubo
orgânico com grande poder recondicionador dos solos.
O produto da reciclagem será prensado e armazenado temporariamente em feixes, por
tipo de material que será acumulado em um galpão de estocagem para ser posteriormente
carregado e transportado.
e) Implantação da atividade de segregação e estocagem por baias
Na estrutura da PEV Central/ ATT será destinado um espaço especialmente reservado
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para a construção de baias onde serão depositadas as diferentes frações de resíduo sólido
doméstico, na maior parte para recepcionar resíduos sólidos sujeitos a logística reversa (àqueles
Resíduos Sólidos enquadrados no artigo 33 da Lei n° 12.305/2010), tais como: Carcaças de
pneus inservíveis, produtos eletroeletrônicos, pilhas e baterias, vasilhames usados de
agrotóxicos, volumosos, lâmpadas fluorescentes queimadas, etc.
Ademais, os resíduos orgânicos da fração dos resíduos sólidos domésticos serão
transportados para o galpão de compostagem situado na própria estrutura do PEV Central, em
local próximo ao ponto de segregação, para lá serem compostados.
f) Implantação de atividade de estocagem temporária e trituração de galhos e folhas
É tácito que no procedimento de limpeza pública de áreas verdes, grande quantidade de
galhos finos, folhas, galhos grossos e troncos são produzidos. Esse material caracterizado como
sendo formado por cadeias de polímeros longos, possui elevada relação Carbono/Nitrogênio
(C/N), e, por conseguinte, possui decomposição mais lenta do que a fração orgânica do RDO
(a qual possui relação C/N baixa e por isso tem decomposição mais rápida).
Logo, após a estocagem temporária desse material faz-se necessário que haja a sua
trituração (folhas e galhos mais finos), de tal modo que esse material produzido seja moído no
intuito de aumentar sua superfície específica (medida que favorece a sua decomposição), e, na
sequência seja misturado, em proporção adequada (1:3), na fração orgânica de RDO obtendo
uma mistura com composição C/N mais equilibrada que favorece o processo de decomposição.
g) Implantação de atividades de compostagem
No processo de SGRS é forçoso haver a pratica da compostagem de resíduos orgânicos
de natureza domiciliar. Esse material, rico em nitrogênio (relação C/N baixa) é muito
interessante para ser submetido a um processo de decomposição controlada (compostagem)
resultando em um material de boa aplicabilidade como adubo orgânico para hortas caseiras,
parques, jardins e pequenas plantações. É oportuno que esse material seja misturado na
proporção de 3:1 com os resíduos lenhosos provenientes de trituração de galhos e folhas para
melhor equilibrar a composição gravimétrica da mistura e assim facilitar o processo de
decomposição.
Para produzir tal material será edificado um galpão de compostagem dentro da estrutura
do PEV Central/ ATT. Esse galpão coberto terá a função precípua de evitar o excesso de
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umidade e bem assim permitir a oxigenação do material uma vez que a combinação desses 2
fatores (oxigênio e umidade) são insumos essenciais a rápida decomposição das cadeias
complexas de polímeros (celuloses, amido e outras) em moléculas simples e de fácil absorção
nas estruturas do solo. Assim, qualquer desequilíbrio nessa relação (oxigênio e umidade)
interfere na eficiência do processo de decomposição, podendo torna-lo mais lento por falta de
oxigênio que ocorre toda a vez que houver excesso de umidade, ou que pode ocorrer por falta
de água que ocorrerá toda vez que o material estiver excessivamente seco.
h) Implantação da atividade de manejo de Resíduo de Construção Civil
Os resíduos de construção civil (RCC) são materiais considerados como ótimos agentes
agregantes (cimentantes) eis que possuem em sua composição elevados teores de argila,
cimento, argamassa, areias finas e outros materiais de largo emprego na construção civil. Esse
fato os transforma de resíduos sólidos desejáveis e materiais de elevado interesse para
construção civil, possuindo ótima aplicação.
Destarte as próprias Secretarias de Obras das Prefeituras Municipais passaram a se
interessar por esse tipo de material para utilizar em pequenas obras realizadas pela própria
municipalidade nas praças e espaços públicos.
Contudo, vale ponderar que a destinação final desse tipo de material não é da
responsabilidade direta da Prefeitura Municipal, sendo, na verdade, obrigação dos próprios
geradores (proprietários das casas demolidas ou geradores de restos de materiais de obras), a
eles cabe o dever e a responsabilidade de dar destinação final a esses resíduos.
Outrossim, cabe a Prefeitura Municipal cooperar com os usuários e organizar a
prestação dos serviços e a gestão compartilhada dos produtos ao longo de seu ciclo de vida,
logo, a municipalidade pode colaborar, por exemplo, fornecendo a estrutura física e o espaço
para a organização da atividade, podendo terceirizá-la, em última instância ou até operá-la
diretamente, a depender da conveniência e da oportunidade.
No local além do pátio para a carga, descarga e armazenamento temporário do material,
haverá uma peneira e eventualmente um britador móvel para processá-lo, reduzindo o tamanho
dos agregados, etapa que possibilita um melhor aproveitamento do material.
A peneira terá a função de separar o material grosso do fino. Diferentemente do material
fino que tem aplicação imediata, o material grosso necessita ser britado e a britadeira móvel por
ser um material caro, poderá ser compartilhada, servindo a várias municipalidades em regime
de sucessão. Assim, na medida em que for havendo a separação da fração fina, também haverá
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a separação do material grosso que ficará armazenado em local apropriado, até que se acumule
uma quantidade suficiente que permita a operação da britadeira móvel, que só então entrará em
operação.
i) Implantação de atividade de Educação Ambiental
A Educação Ambiental é uma atividade considerada como transversal, isto é, perpassa
diversas atividades e operações na Gestão dos Resíduos Sólidos.
Desta feita, cumpre asseverar que o seu emprego no município é considerado de vital
importância para o sucesso de todo o SGRS, pois só com uma educação ambiental efetiva
haverá uma melhoria continua nos processos de Gestão de Resíduos Sólidos e poder-se-á criar
uma cultura favorável ao manejo de Resíduos Sólidos e com isso, a incorporação dessas práticas
ambientais favoráveis no cotidiano da população.
A educação ambiental deve ser um processo continuo e verticalizado ao longo dos 20
anos de implantação desse PMSB em São Felipe D’Oeste.
j) Implantação da atividade de coleta seletiva
No seio do processo de Gestão de Resíduos Sólidos, a coleta seletiva e a sua adoção por
parte da população são uma atividade essencial para que haja uma evolução no processo de
segregação, reciclagem e reaproveitamento de resíduos sólidos.
Desse modo, a partir do momento que a população absorver esse conceito e adotar essa
pratica no seu cotidiano, o trabalho dos catadores no galpão de triagem e transbordo se tornará
muito mais fácil, pois o material já chegará no PEV Central/ ATT do município segregado, pois
haverá sido segregado na fonte.
É certo que esse processo é de lenta e gradual assimilação e não ocorre de uma hora para
outra, devendo ser objeto de um projeto piloto em um dado setor da cidade, evoluindo
gradativamente para os demais setores de sua área urbana, até atingir a universalização dessa
pratica.
Por outro lado, no galpão de triagem e de transbordo, os catadores de material reciclável
receberão o material já segregado em sacolas diferenciadas, em dias alternadas da semana, fato
que facilitará em larga medida o seu trabalho, além de aumentar o índice de aproveitamento
dos Resíduos Sólidos e redução no custo com transporte e destinação final por parte da
Prefeitura, ao reduzir o volume de Resíduos Sólidos final a ser destinado.
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k) Implantação de atividade de Acumulo de Resíduos Sólidos sujeito a logística reversa
No processo de SGRS a ser implantado em São Felipe D’Oeste, serão edificadas baias
de acumulo para depósito temporário de RS. Essas baias tem a finalidade de permitir o acumulo
de Resíduos Sólidos por tipo de material, de tal sorte que haja o acumulo e deposito temporário
desse material até que ocorra o alcance de um determinado volume depositado, a ponto de que
um veículo de cargas possa recolher esse material, por parte das Associações de Geradores
(Fabricantes, atacadistas e revendedores). O papel do município é organizar e apoiar a atividade
sem, contudo, se arvorar a assumir a sua gestão.
6.4.10 Aspectos importantes no encerramento de Lixões
No que tange ao novo cenário delineado de incentivo e cronograma estabelecido pelo
Novo Marco Legal do Saneamento, para o encerramento dos lixões vale a pena realizar aqui
alguns destaques.
Um projeto bem planejado para substituir lixões por instalações centralizadas e
integradas de processamento de resíduos tem potencial para atrair investimento do setor
privado. O envolvimento proativo do setor privado pode ser sustentado assegurando-se que
existam ferramentas financeiras apropriadas e facilitando a demanda do mercado por serviços
e materiais (ABRELPE, 2018).
O apoio à criação de economias de escala pela exigência de regionalização como
condição prévia para o financiamento de projetos; a incorporação de princípios estratégicos,
tais como planejamento participativo, remuneração com base nos resultados, economia circular
e abordagem do ciclo de vida entre outras diretrizes podem auxiliar na condução efetiva de
encerramento dos lixões e adoção de soluções sustentáveis.
Na Figura 26 são apresentados uma síntese dos principais critérios a serem considerados
no planejamento para o encerramento de um Lixão e substituição por uma solução sustentável.
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Figura 26 - Síntese de critérios de elegibilidade e diretrizes para o Plano de encerramento e pós
encerramento de Lixões.
Fonte: Adaptado de ABRELPE (2018).
Os lixões devem ser substituídos por sistemas integrados de gestão de resíduos sólidos,
envolvendo:
• Elementos físicos: infraestrutura de acondicionamento, coleta, transporte,
transferência, reciclagem, recuperação, tratamento e disposição dos resíduos.
• Atores: governos municipais, regionais e nacionais, geradores de resíduos/usuários
de serviços, fabricantes, prestadores de serviços, sociedade civil, organizações não
governamentais e agências internacionais.
• Aspectos estratégicos: aspectos políticos, de saúde, institucionais, sociais,
econômicos, financeiros, ambientais e técnicos.
Dentre os cases de sucesso na desativação de um lixão, destaca-se o caso de Brasília,
com o encerramento do Lixão da Estrutural, considerado o segundo maior lixão do mundo. Nos
materiais referenciais de planejamento, apresentados por Heliana Kátia Tavares Campos,
Diretora-presidente do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal e responsável por todo
o processo de encerramento do lixão. Destaca entre outros aspectos, que a desativação de um
lixão é por natureza uma ação complexa, por envolver diversos aspectos e atores diferentes. Tal
complexidade é um desafio para qualquer governo, considerando que o Estado tem um papel
central na mobilização dos atores envolvidos, organização e planejamento das atividades, bem
como na execução das atividades que lhe são pertinentes. Desafios desse porte demandam do
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Estado o que a literatura da área denomina de intersetorialidade, a qual pode ser entendida
como:
“[...] articulação de saberes e experiências no planejamento, realização e avaliação de
ações, com o objetivo de alcançar resultados integrados em situações complexas,
visando um efeito sinérgico no desenvolvimento social.” (Junqueira et al., 1997, p.24).
No caso de Brasília, a decisão governamental de encerrar as atividades do Aterro do
Jóquei demandou alto nível de intersetorialidade, considerando a necessidade de enfrentar de
forma simultânea e coordenada as questões técnica e ambiental e o profundo problema social.
Em certa medida, esses apontamentos supracitados podem auxiliar nas diretrizes de
elaboração de um plano de encerramento de lixões nos municípios brasileiros, particularmente
ao município de São Felipe D’Oeste.
Após encerramento de um lixão, as áreas destinadas à disposição do lixo, sem a
infraestrutura adequada para evitar os danos consequentes dessa atividade, têm seu uso futuro
comprometido e são responsáveis pela degradação ambiental das regiões sob sua influência
(SISSINO; MOREIRA, 1996).
Pelas consequências citadas, as áreas de disposição do lixo, quando desativadas,
encontram-se, invariavelmente, degradadas e necessitam da elaboração de um plano de
recuperação, além do monitoramento ao longo dos anos para avaliar a sua evolução.
De acordo com o diagnóstico e as exigências legais para tratar a situação encontrada, O
Plano de Recuperação de Área Degradada, deve descrever o que deverá ser realizado na área
do antigo lixão, bem como, os principais problemas encontrados e os mais significativos, em
geral são:
● Poluição da área com a presença de vários resíduos espalhados na superfície do
terreno;
● Poluição da mata anexa; ● Ausência de espécies florestais; ● Poluição do solo com a deposição dos resíduos, podendo ainda acarretar na
contaminação do lençol freático. ● Infiltração das águas das chuvas provenientes do escoamento superficial, o que
pode acarretar no aumento do chorume.
Cada um desses problemas terá que ser analisado e mitigado através de solução
individual, visando um resultado integrado no menor espaço de tempo possível. Deve observar
que o plano supracitado, deverá estar em consonância com a Lei n°12.305/2010, e atender o
disposto na Seção III - Dos Planos Estaduais de Resíduos Sólidos, Art. 17.
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7 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO DESENVOLVIMENTO
INSTITUCIONAL
Durante a análise dos resultados do diagnóstico técnico-participativo foi observado que
em algumas situações são necessárias mudanças a nível institucional, ou seja, faz-se necessário
mudar algumas regras ou normas de organização e de interação de alguns órgãos municipais
(secretarias, setores, departamentos, etc.) para tornar viável o acompanhamento e fiscalização
dos serviços realizados, bem como o alcance dos objetivos definidos para o saneamento básico.
Em consonância com a Lei Orgânica Municipal (São Felipe D’Oeste, 1997), Artigo 9º,
compete ao Município de São Felipe D’Oeste, dentre outras atribuições, o abastecimento de
água e esgotos sanitários, bem como limpeza pública, coleta domiciliar e destinação final de
lixo. O Município deve promover condições dignas de saneamento básico, planejando e
executando a política de saneamento básico em articulação com o Estado e a União.
A Lei Municipal nº. 594/2015 (São Felipe D’Oeste, 2015) autoriza o Município, por
meio de Convênio de Cooperação e Contrato de Programa, a estabelecer com o Governo do
Estado de Rondônia a gestão associada para prestação, planejamento, regulação e fiscalização
dos serviços de Saneamento Básico. Essa gestão é exercida por meio de delegação à Companhia
de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD), e o exercício das funções de regulação/fiscalização
dos serviços é exercida pela Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado
de Rondônia (AGERO). O contrato de programa vigerá por 30 (trinta), abrange todas as áreas
urbanas do Município, e o Distrito de Novo Paraíso foi incluído na concessão a partir do dia 01
de janeiro de 2017.
O Convênio de Cooperação e Contrato de Programa considera saneamento básico o
abastecimento de água potável e afastamento e disposição final dos esgotos sanitários,
abrangendo a integralidade dos serviços e das redes de infraestrutura (São Felipe D’Oeste,
2015). A natureza jurídica da prestadora de serviços de saneamento básico em São Felipe
D’Oeste é sociedade de economia mista com administração pública criada pelo Decreto-Lei
Federal 460/69, em conformidade com o disposto nas Leis Federais 11.107/2005 e
11.445/2007. Atualmente o quadro de funcionários lotados no SAE São Felipe D’Oeste é de
cinco funcionários: dois agentes administrativos, um técnico e dois agentes de sistema de
saneamento.
A CAERD tem prestado apenas o serviço de água, e atende com abastecimento a Sede
Municipal, com 450 ligações ativas; e no Distrito de Novo Paraíso com 220 ligações ativas. O
abastecimento de água no Distrito é operacionalizado também pela CAERD. Nas demais áreas
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do Município são utilizados poços individuais.
A Lei Municipal nº. 499/2012 (São Felipe D’Oeste, 2012) autoriza a participação do
Município de São Felipe D’Oeste no Consórcio Intermunicipal da Região Centro Leste de
Rondônia (CIMCERO), para a gestão associada de serviços públicos por meio do
gerenciamento, planejamento, coordenação e execução, nas áreas de Infraestrutura, Ambiente
e Saúde.
Na área de manejo dos resíduos sólidos, ocorre a gestão associada com o CIMCERO
para planejamento, regulação, fiscalização e prestação dos serviços públicos de tratamento e
destinação de resíduos sólidos urbanos. No Município de São Felipe D’Oeste, o órgão
responsável pela gestão dos resíduos sólidos é a Secretaria Municipal de Obras, Serviços
Públicos e Estradas (SEMOSPE) com administração pública direta.
A cobrança pelos serviços referentes aos resíduos sólidos é feita por taxa específica no
mesmo boleto do IPTU. São realizadas coletas de resíduos domiciliares e públicos, coleta de
resíduos de serviço de saúde, varrição de logradouros públicos e coleta de resíduos de
construção civil e recicláveis. A frequência do atendimento entre as localidades é de três vezes
na semana.
Apesar de 3,2% da população afirmar que entregam seus resíduos sólidos a catadores,
não há registro de catadores organizados em entidades associativas. Todavia, 17,4% dos
entrevistados realiza a seleção e encaminha para o centro de reciclagem os resíduos domiciliares
havendo, portanto, coleta seletiva formalmente instituída (Projeto Saber Viver, 2019
– TED
08/2017 IFRO/FUNASA). Os resíduos sólidos do Município são destinados ao Aterro Sanitário
de Cacoal.
A gestão do manejo das águas pluviais é feita pela Prefeitura Municipal, com
administração pública direta. No momento, não existe sistema de drenagem urbana nem
políticas públicas destinadas a esse componente do saneamento básico.
Não foi observada a existência de entidade ou agência reguladora e fiscalizadora dos
serviços de saneamento básico como prevê a Lei 11.445/2007.
O Quadro 55 apresenta sinteticamente a forma de prestação dos serviços de saneamento
básico no município, sendo direta e indireta.
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Quadro 55 - Formas de Prestação atual dos Serviços de Saneamento Básico no município de São Felipe
D’Oeste
Componente do
Saneamento Básico Tipo de Gestão Forma de Prestação Prestador
Abastecimento de Água Associada Direta
(Contrato de Programa) CAERD
Resíduos Sólidos
Direta
(Coleta de Resíduos)
Direta
(Coleta de Resíduos
Sólidos - Contrato)
Secretaria Municipal de
Obras e Serviços
Públicos- SEMOSPE
Indireta
(Destinação final dos
resíduos sólidos -
Contrato)
MFM Soluções
Ambientais e Gestão de
Resíduos Ltda
Centralizada
(Limpeza Urbana)
Secretaria Municipal de
Obras e Serviços
Públicos- SEMOSPE
Drenagem de águas
pluviais Direta Centralizada
Secretaria Municipal de
Obras e Serviços
Públicos- SEMOSP
Esgotamento Sanitário - - Não possui
Fonte: Prefeitura Municipal de São Felipe D’Oeste, 2020
O cenário futuro, recomendado para o Município de São Felipe D’Oeste/RO, visa
promover o desenvolvimento institucional, permitindo a tomada de decisão quanto ao modelo
de gestão e as ações necessárias para a universalização do saneamento básico, com base na
legislação em vigor, conforme exposto na Introdução deste Prognóstico.
7.1 Modalidades institucionais de prestação de serviços de saneamento básico a disposição
do município
Preliminarmente à exposição do cenário atual, objetivos e metas para os componentes
do saneamento básico, vale apresentar uma análise referente às diferentes modalidades jurídicoinstitucionais de prestação de serviços de saneamento básico que estão à disposição do
município.
Como preconizada pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, os
municípios possuem a garantia de plena autonomia administrativa, financeira e política. Neste
diapasão, a Lei Federal nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o
saneamento básico (alterada pela Lei 14.026/2020), em seu Artigo 9º estabelece que o titular
(município) é responsável por formular a sua política pública de saneamento básico, bem como:
“I - elaborar os planos de saneamento básico, nos termos desta Lei, bem como
estabelecer metas e indicadores de desempenho e mecanismos de aferição de
resultados, a serem obrigatoriamente observados na execução dos serviços prestados
de forma direta ou por concessão;
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II - prestar diretamente os serviços, ou conceder a prestação deles, e definir, em ambos
os casos, a entidade responsável pela regulação e fiscalização da prestação dos
serviços públicos de saneamento básico”.
Deste modo, remete ao município as atribuições de planejar, regular, fiscalizar e prestar
serviços, asseverando a formulação de estratégias, políticas e diretrizes que garantam a
realização dos objetivos e metas do PMSB.
Portanto, de posse deste Prognóstico, as autoridades municipais de São Felipe D’Oeste,
auxiliadas pela sociedade civil organizada representada pelo Conselho Municipal de Saúde,
pelo Comitê de Coordenação do PMSB e pelos secretários municipais, devem decidir acerca
do regime de prestação de serviços e as modalidades jurídico-institucionais que irão adotar na
execução do PMSB. Logo, a análise aqui apresentada fica à disposição da prefeitura municipal
para subsidiar a decisão referente a forma de executar só serviços de saneamento, bem como
serve de base para o estudo de viabilidade econômico-financeira apresentado posteriormente,
nos Produtos sequenciais desse PMSB.
Anteriormente, a Lei nº 11.445/2007, elencava três formas de prestação dos serviços
públicos de saneamento básico: a prestação direta, a prestação indireta (terceirização,
permissão, autorização ou concessão) e a gestão associada. Basicamente, as modalidades
institucionais disponíveis, referentes aos serviços de saneamento básico eram: (a) Autarquia;
(b) Outorga a Sociedade de Economia Mista controlada pelo Poder Público Municipal; (c)
Concessão à Companhia de Água e Esgoto (CAERD), mediante Contrato de programa
(Modalidade Atual); (d) Concessão Direta e/ou coleta e disposição dos resíduos sólidos,
mediante licitação pública; (e) Parceria Público-Privada (PPP ), mediante licitação pública; (f)
Gestão Associada e Compartilhada dos Serviços, a exemplo da constituição e filiação das
prefeituras em Consórcios Intermunicipais de Saneamento Básico; (g) Prestação Direta dos
Serviços por parte de secretarias municipais; (h) Prestação indireta dos Serviços através da
terceirização.
Contudo, como supracitado na Introdução, com a promulgação da Lei 14.026/20,
alterando a Lei 11.445/07, as opções de prestação dos serviços públicos de saneamento básico
pelo município passam a ser: prestação direta; e concessão, mediante licitação, de forma
individual ou regionalizada.
Referente aos casos de contratos em vigor, como é o caso da prestação pela CAERD em
São Felipe D’Oeste, a Lei prevê que estes poderão ser mantidos somente mediante a condição
de haver comprovação da capacidade econômico-financeira da contratada e a existência de
metas e cronograma de universalização dos serviços de saneamento básico para o prazo de
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2033.
O município, exercitando seu pleno poder de decisão, pode optar por modalidades e
regimes de prestação de serviços diferentes para cada um dos quatro componentes do
saneamento básico, considerando a alternativa mais eficiente e interessante para o município,
dadas as condições e circunstâncias específicas. Uma vez escolhidos modalidade e regime de
prestação de serviço, estes constam oficialmente no PMSB do município e em Lei própria de
sua Política Municipal de Saneamento Básico, instrumento local da Política Nacional do
Saneamento Básico.
No entanto, convém ressaltar que a escolha de uma determinada modalidade jurídicoinstitucional de prestação de um dado serviço de saneamento básico não é definitiva. Há
possibilidade de alteração desta definição na ocasião das revisões periódicas do PMSB, a
ocorrerem no máximo a cada 4 anos, como prevê a Lei n° 11.445/2007 e o seu Decreto
Regulamentador n° 7.217/2010.
Os Quadros a seguir apresentam a síntese das possibilidades de prestação dos serviços
de saneamento básico e dos sistemas de cobrança correspondentes.
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Quadro 56 - Quadro síntese das possibilidades de prestação dos serviços de água e esgoto e dos sistemas de cobrança correspondentes.
Caracterização da política e do
regime de cobrança
Regimes e formas de prestação e sistemas de cobrança dos serviços de água e esgoto
Direta Indireta Prestação Regionalizada
Centralizada Descentralizada Concessão
Administrativa
Concessão
Comum ou
Patrocinada
Direta Indireta
Parcial
Indireta
Plena (1)
Prestador de Serviço Órgão(s) Adm.
Direta
Autarquia
municipal
Empresa
pública
ou capital
misto
Concessionária Concessionária
(ou
permissionária)
Consórcio
público Órgão/ Entidade Delegatária
Munic.
Gestor do sistema de cobrança Secretaria de
Finanças
Autarquia
municipal
Empresa
municipal
Concessionária
Concessionária Consórcio
público
Consórcio
público Delegatária Órgão/ Entidade
Munic. Ou
Estadual Delegatária
Regime de
cobrança
preferencial
Uso efetivo Cobrança de taxas ou tarifas Cobrança de tarifas
Estrutura de
cobrança Classificação Categorias de consumo
Mecanismos de
cobrança
Executor Gestor do sistema de cobrança e/ou Executor contratado/conveniado
Meios de
arrecadação Fatura do serviço de abastecimento de água e esgoto
(1) Prestação integral do serviço mediante concessão comum ou patrocinada ou contrato de programa congênere
Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2021), adaptado de ANA (2021).
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Quadro 57 - Quadro síntese das possibilidades de prestação dos serviços de manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana de cobrança correspondentes.
Caracterização da política e do regime
de cobrança
Regimes e formas de prestação e sistemas de cobrança dos serviços manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana
Direta Indireta Prestação Regionalizada
Centralizada Descentralizada Autorização
(1)
Concessão
Administrativa
Concessão
Comum ou
Patrocinada
Direta Indireta
Parcial
Indireta
Plena (2)
Prestador de Serviço
Órgão(s)
Adm.
Direta
Autarquia
municipal
Empresa
pública
ou capital
misto
Cooper./Assoc.
Usuários Concessionária Concessionária
(ou
permissionária)
Consórcio
público Órgão/ Delegatária
Entidade
Munic.
Órgão/
Entidade
Munic.
Gestor do sistema de cobrança Secretaria de
Finanças
Autarquia
municipal
Empresa
municipal
Órgão/
Entidade
Munic.
Concessionária
Concessionária Consórcio
público
Consórcio
público
Delegatária
Autorizada
Órgão/
Entidade
Munic. Ou
Estadual
Delegatária
Regime de
cobrança
preferencial
Disponibilidade (3)
ou Uso
efetivo/presumido (4)
Cobrança de taxas ou tarifas Cobrança de tarifas
Disposição e Uso
potencial (5) Cobrança de taxas
Cobrança
indireta de
taxas
Cobrança de taxas Cobrança
indireta de taxas Cobrança indireta de taxas
Cobrança indireta de taxas
Estrutura de
cobrança
Classificação Categorias de uso; Faixas de área construída/Padrão do imóvel, Faixas de consumo de água, Beneficiários de subsídios (isenções,
taxa/tarifa social)
Fatores de rateio Quantidade gerada de RDO; Paramétricos: Quantidade de pessoas, Consumo de água e/ou Área construída; outros.
Mecanismos
de cobrança
Executor Gestor do sistema de cobrança e/ou Executor contratado/conveniado
Meios de arrecadação Carnê/guia do IPTU - Fatura do serviço de abastecimento de água - Fatura do serviço de energia elétrica - Fatura específica
– Outros (mídia
digital)
(1) Soluções restritas no caso do serviço de manejo de RSU. (2) Prestação integral do serviço mediante concessão comum ou patrocinada ou contrato de programa congênere.
(3) Disponibilidade efetiva: Imóvel edificado, em condições de utilização para qualquer atividade, situado em logradouro atendido pela atividade de coleta regular de RDO
(Resíduos Sólidos Domiciliares). (4) Uso presumido: imóvel edificado ou não, onde houver qualquer atividade geradora de RDO, ou seja, usuário ativo do serviço de
abastecimento de água ou de energia elétrica. (5) Disposição e uso potencial: Terreno vazio ou gleba urbana passível de parcelamento/loteamento, situado em logradouro
atendido pela atividade de coleta regular de RDO
Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2021), adaptado de ANA (2021)
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A análise para escolha da implementação da modalidade institucional mais propícia e
eficiente pode ser baseada em critérios técnicos comparativos relativos à capacidade de resposta
a demandas reais do município para o horizonte de 20 anos previsto, tais como:
• Capacidade de mobilização dos recursos financeiros necessários;
• Possibilidade de atendimento aos requisitos necessários para a prestação de serviço
adequado;
• Rapidez no atendimento à legislação sanitária, ambiental, recursos hídricos, tributária,
defesa do consumidor, etc.;
• Capacidade para atrair e manter no sistema os grandes consumidores de água e os
grandes emissores de esgoto domésticos e efluentes industriais (visando economia de escala),
bem como de garantir adesão mínima aos processos de gestão de resíduos sólidos propostos
para a comunidade, como de resto nos procedimentos coletivos tendentes a melhorar a
drenagem urbana;
• Capacidade de efetuar, pela menor tarifa, a prestação adequada dos serviços;
• Capacidade de adequação e cumprimento das práticas comerciais adequadas;
• Capacidade de racionalização do uso dos recursos hídricos existentes;
• Segurança política institucional;
• Capacidade de atrair parceiros privados;
• Manter de forma satisfatória a complexidade do arranjo institucional;
• Assegurar uma aceitabilidade mínima por parte da comunidade, da classe política, dos
meios de comunicação e demais entidades organizadas da sociedade civil, quanto aos regimes
de prestação de serviços adotados.
O Quadro 58 explicita a qualificação dos critérios supracitados, considerando-se os
parâmetros técnicos e econômico-financeiros referentes à realidade vivida no município para a
hierarquização das modalidades institucionais de prestação de serviços de Saneamento Básico.
O Quadro 59 coaduna as demarcações dos critérios para cada modalidade institucional em uma
análise comparativa geral.
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Quadro 58 - Qualificação dos critérios técnicos referentes a hierarquização das modalidades institucionais
de prestação de serviços de Saneamento Básico.
Fator Qualificação Critérios de atendimento
Mobilização de
recursos financeiros
Pleno Quando nada obsta o atendimento
Médio Quando existem dúvidas quanto ao atendimento
Insuficiente Quando há obstáculos significativos ao atendimento
Atendimento dos
requisitos de serviço
adequado
Pleno Quando nada obsta o atendimento
Médio Quando existem dúvidas quanto ao atendimento
Insuficiente Quando há obstáculos significativos ao atendimento
Rapidez no
atendimento à
legislação pertinente
Pleno Quando o atendimento é realizado rapidamente.
Médio Quando o atendimento é realizado em tempo moderado.
Insuficiente Quando o atendimento é realizado com tempo retardado
Nível tarifário para
serviço adequado
Pleno Quando as tarifas são baixas
Médio Quando as tarifas são aceitáveis
Insuficiente Quando as tarifas são altas
Adequação de
práticas comerciais
Pleno Quando nada obsta o atendimento
Médio Quando existem dúvidas quanto ao atendimento
Insuficiente Quando há obstáculos significativos ao atendimento
Racionalização do uso
de recursos hídricos
Pleno Quando o uso de recursos hídricos é racional
Médio Quando o uso de recursos hídricos é razoável
Insuficiente Quando o uso de recursos hídricos é insatisfatório
Segurança políticoinstitucional
Pleno Quando não há nenhum risco conhecido
Médio Quando existem níveis aceitáveis de risco
Insuficiente Quando os riscos são elevados
Atração de parceiros
privados
Pleno Quando nada obsta o atendimento
Médio Quando existem dúvidas quanto ao atendimento
Insuficiente Quando há obstáculos significativos ao atendimento
Complexidade do
arranjo institucional
Pleno Quando o arranjo é simples
Médio Quando existe complexidade passível de controle
Insuficiente Quando o arranjo é muito complexo
Aceitabilidade pela
sociedade
Pleno Quando não existem restrição
Médio Quando existem dúvidas quanto à adequação
Insuficiente Quando existe rejeição
Fonte: Projeto Saber Viver—TED IFRO/FUNASA 08/2017.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 59 - Análise comparativa das Modalidade Institucionais, considerando a qualificação dos critérios para o município de São Felipe D’Oeste.
FATORES DE COMPARAÇÃO
MODALIDADES INSTITUCIONAIS
Prestação direta (ex.:
Autarquia municipal -
SAAE)
Concessão por Contrato
(ex.: CAERD)
Concessão individual
mediante Licitação
Pública
Concessão regionalizada
mediante Licitação
Pública
Mobilização de recursos financeiros Médio Insuficiente Insuficiente Pleno
Atendimento dos requisitos de serviço
adequado Médio Insuficiente Insuficiente Pleno
Rapidez no atendimento à legislação
pertinente Médio Médio Pleno Pleno
Atração de grandes usuários dos serviços Médio Insuficiente Médio Pleno
Nível tarifário para serviço adequado Médio Médio Insuficiente Médio
Adequação de práticas comerciais Médio Insuficiente Médio Pleno
Racionalização do uso de recursos hídricos Médio Insuficiente Pleno Pleno
Segurança político-institucional Pleno Insuficiente Pleno Pleno
Atração de parceiros privados Insuficiente Insuficiente Médio Pleno
Complexidade do arranjo institucional Pleno Médio Médio Médio
Aceitabilidade pela sociedade Médio Insuficiente Médio Médio
Solução de continuidade por já estar
operando Insuficiente Pleno Insuficiente Insuficiente
Enquadramentos em Pleno 2 1 3 8
Enquadramentos em Médio 8 3 5 3
Enquadramentos em Insuficiente 2 8 4 1
Fonte: Projeto Saber Viver
—TED IFRO/FUNASA 08/2017
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Examinando a análise comparativa apresentada no Quadro acima, conforme o
preenchimento dos critérios elencados, pode-se chegar a algumas conclusões, delineadas a
seguir: ● Prestação direta pelo município
Esta alternativa pode ser feita através de autarquia municipal e caracteriza-se como
opção de plena segurança político-institucional e simplicidade no arranjo institucional, por ser
vinculada inteiramente à administração municipal. Porém, há alguns gargalos que dificultam a
escolha desta modalidade, principalmente referentes às dificuldades na obtenção de recursos
financeiros e de mão de obra qualificada para a gestão do saneamento, vistas as condições
elementares do município em termos de arrecadação e baixa qualificação técnica de seu quadro
de servidores.
Um ponto favorável a escolha desta modalidade é a possibilidade da extensão do prazo
de universalização dos serviços de saneamento básico para 2039, sendo esta o atendimento de
99% (noventa e nove por cento) da população com água potável e de 90% (noventa por cento)
da população com coleta e tratamento de esgotos.
Destaca-se, todavia, que para o componente Drenagem e Manejo de Águas Pluviais
Urbanas, esta alternativa de administração direta se caracteriza como a alternativa mais
proeminente, por melhor se moldar às circunstâncias e peculiaridades referentes à execução e
manutenção deste serviço. ● Gestão pela CAERD por meio de Contrato de Programa
Apesar de ser a modalidade atual, é referida como hipótese precária para continuidade
futura, por alguns motivos. Primeiramente, há que se considerar o número elevado de críticas e
reclamações relacionados à prestação de serviço ineficiente, falhas recorrentes de
abastecimento e operação deficitária. Além disso, como já exposto, o novo Marco Legal de
saneamento básico (Lei n° 14.026/2020) veda a prestação de serviços na modalidade de
Contrato de programa.
A única opção de continuidade deste contrato atual, até o final de sua vigência, é a
apresentação de algumas condicionantes referentes à garantia da universalização dos serviços
de saneamento no prazo instituído, sendo as principais: a comprovação de capacidade
econômico-financeira da contratada; e a existência de metas e cronograma específicos. Os
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contratos que não tiverem já expressas estas condicionantes, deverão viabilizar a inclusão destas
até 31 de março de 2022. Se houver atendimento destas condicionantes, somadas à não
interrupção dos serviços, redução de perdas e melhoria nos processos de tratamento, de forma
comprovada, os contratos de programa podem continuar a ser executados normalmente.
Contudo, atualmente a CAERD opera a prestação de serviços apenas do componente de
abastecimento de água. Visto que a legislação vigente prioriza, apoia e incentiva serviços e das
ações de saneamento integrado (Artigo 9, inciso XVI da Lei 11.445/07, atualizada pela Lei
14.026/20), as condicionantes acima destacadas deveriam ser ampliadas para englobar também
os serviços de esgotamento sanitário e gestão de resíduos sólidos. ● Concessão individual mediante licitação pública
Esta alternativa constitui-se como possível para aos componentes de abastecimento de
água e esgotamento sanitário. Como ponto favorável contempla a possibilidade de se alcançar
o objetivo de qualidade e quantidade satisfatórias de serviços. Porém, desfavoravelmente há
certa preocupação com o custo tarifário e de pagamentos do setor público, que tende a subir
consideravelmente. Considerando este aspecto, a atratividade para alguma concessionária
particular tende a ser baixa. Em contrapartida, a concessão regionalizada que oferece maior
custo-benefício e lucratividade.
Em referência ao componente de Resíduos Sólidos, esta alternativa foi analisada como
inviável pelos altos custos operacionais e tecnológicos envolvidos, além da capacidade atual do
município. Visto que a legislação vigente prioriza, apoia e incentiva serviços e das ações de
saneamento integrado (Artigo 9, inciso XVI da Lei 11.445/07, atualizada pela Lei 14.026/20),
tal ponto finda por dificultar ainda mais a escolha desta alternativa para o município.
Cabe ressaltar que a realização de uma concessão não isenta o setor público da
responsabilidade de prover os respectivos serviços de planejar, regular e fiscalizar o
cumprimento dos contratos, submetidos a reavaliações periódicas para adequações das receitas
aos custos de provisão dos serviços com qualidade técnica requerida e de universalização. ● Concessão regionalizada mediante licitação pública
Considerando-se a análise técnica comparativa apresentada e o exposto anteriormente
neste item, esta alternativa representa a modalidade mais propícia para os componentes de água,
esgoto e resíduos sólidos. No caso, há que se ressaltar a qualificação técnica e capacidade
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operacional mais elevadas que as empresas aptas a participarem dessa modalidade geralmente
apresentam.
Um ponto desfavorável é que, no caso de São Felipe D’Oeste, a distância geográfica
dos outros municípios tende a dificultar a logística de operação dos serviços, assim como
aumentar os custos de operacionalização. Contudo, em contraste às outras alternativas e
considerando a definição da Unidade Regional de Saneamento Básico no Estado de Rondônia,
estabelecida na Lei Estadual 4.955/21, esta alternativa continua sendo a mais proeminente e
viável dos pontos de vista técnico e econômico.
Portanto, como resultado da análise técnica apresentada, conclui-se que a modalidade
de Concessão Regionalizada mediante licitação pública é a mais propícia para os componentes
de Abastecimento de água, Esgotamento sanitário e Gestão de Resíduos Sólidos, e a
Administração Direta mais viável para a Drenagem e manejo de água pluviais (Quadro 60).
Quadro 60 - Alternativas mais viáveis para prestação dos Serviços de Saneamento Básico.
Funções de
Gestão
Componente de Saneamento
Abastecimento de
Água
Esgotamento
Sanitário
Drenagem de
águas pluviais Resíduos Sólidos
Planejamento Município Município Município Município
Regulação e
Fiscalização AGERO AGERO AGERO AGERO
Prestação de Serviços Prestação
regionalizada
Prestação
regionalizada Direta Prestação
regionalizada
Meios de arrecadação Fatura específica de água e esgoto Tarifa associada na fatura de água ou de
energia elétrica
Controle social Conselho municipal de saneamento básico
Fonte: Projeto Saber Viver
—TED IFRO/FUNASA 08/2017.
7.2 Conselho Municipal de Saneamento Básico
Conforme pontua o TR 2018, a Resolução nº 80 do Conselho Nacional das Cidades
(DOU de 23/11/09, seção 01 nº 223, página 81) recomenda:
ao Ministério das Cidades que seja estabelecido como um dos critérios de prioridade
para atendimento dos programas estruturados no âmbito da mencionada pasta, a
realização de conferências das cidades e a criação de conselhos estaduais e municipais
das cidades, pelos Estados, Distrito Federal e municípios.
Logo, o controle social dos serviços de saneamento básico pode ser exercido por meio
de um Conselho Municipal de Saneamento Básico do município, inclusive pela possibilidade
de articular as questões do saneamento com a dinâmica territorial como um todo. Há ainda a
possibilidade de que a atribuição seja incorporada pelo próprio Conselho Municipal de Saúde,
a depender do estudo e da discussão feita de forma participativa nesta etapa do Prognóstico.
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Considerando a natureza qualitativa dessas instâncias, referente ao funcionamento
regular, a pauta de reivindicações, e a capacidade da sua atuação influenciar nas decisões
tomadas pelo município com relação ao saneamento básico, a melhor opção é a criação de um
Conselho Municipal específico para o saneamento básico, vistas as muitas demandas de
implantação, manutenção, revisão e ampliação em todos os componentes do PMSB
Assim, independente da forma de gestão e prestação dos serviços deverá ser criado um
Conselho Municipal de Saneamento Básico através de uma lei municipal. Caberá a este novo
órgão, de natureza consultiva e deliberativa, o exercício do controle social, da fiscalização e da
regulação dos serviços, garantindo assim a transparência dos prestadores dos serviços e a
participação da sociedade nas deliberações necessárias para a garantia da qualidade dos
serviços.
O Conselho atuará também na gestão das ações a serem executadas conforme o PMSB
de São Felipe D’Oeste/RO. O Conselho Municipal de Saneamento Básico deverá ser composto
por representantes da sociedade civil organizada, representantes de Secretarias Municipais e
Instituições Governamentais (como exemplo a Secretaria Municipal de Obras e Serviços
Públicos- SEMOSPE, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente- SEMMA, a Secretaria
Municipal de Saúde- SEMSAU, a Associação de Catadores, a EMATER, o Instituto Federal de
Rondônia, a Universidade Federal de Rondônia e representantes das entidades/empresas
prestadoras dos serviços). Uma possibilidade plausível é a transformação do Comitê de
Coordenação no Conselho Municipal de Saneamento Básico.
Além disso, o Conselho Municipal de Saneamento Básico será responsável por
acompanhar a alimentação das variáveis e uso dos indicadores de percepção social, de
desempenho e do planejamento estratégico do PMSB, que estarão descritos no Produto H
(Relatório sobre indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico) e
Produto I (Sistema de Informações para auxílio à tomada de decisão), disponíveis no site do
Projeto Saber Viver (http:saberviver.ifro.edu.br).
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8 PREVISÃO DE EVENTOS DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
Exigido entre os itens mínimos necessários em um Plano de Saneamento Básico, a
previsão de eventos de emergência e contingencia está citada nos quatro componentes do
saneamento. Independentemente do cenário escolhido, a previsão dos eventos é de
indispensável magnitude para o planejamento das operações de emergência.
O planejamento das operações de emergência é a concepção de uma série de atividades
que, se devidamente executadas, permitem preparar com antecedência ao desastre as ações
necessárias para minimizar os impactos provocados pelo mesmo (Funasa, 2013).
De acordo com o levantamento realizado na etapa do diagnóstico, descrito no capítulo
5 do Produto C; e as informações sobre gestão de riscos e respostas a desastres, disponibilizadas
pelo município para a Pesquisa de Informações Básica Municipais- MUNIC/IBGE (2017), os
riscos e desastres naturais ocorridos no município nos últimos quatro anos tem sido: a) eventos
de seca; b) alagamentos e processo corrosivo; c) enchente ou inundação gradual, e d) enxurradas
ou inundação brusca.
Complementam essas informações o estudo promovido pelo Serviço Geológico do
Brasil- CPRM intitulado “Ação Emergencial para Delimitação de Áreas em Alto e Muito Alto
Risco a Enchentes, Inundações e Movimentos de Massa- São Felipe D’Oeste” (2015) no qual
se analisam as áreas de maiores riscos. O Município não dispõe de nenhum plano de gestão de
riscos e desastres naturais, ainda que a situação da enchente seja recorrente na realidade
municipal. O CPRM (2015) sugere como medidas para redução de riscos no município:
1. Formalização definitiva da Defesa Civil Municipal, com a geração de concurso para
a formação de quadro permanente e comprometido com as ações pertinentes, evitando
a substituição dos integrantes por conta de mudanças de gestão, ocasião em que se
assume o risco de ter um quadro novo e sem capacitação, a cada quatro anos. Este
problema está ocorrendo, neste momento, em todo o Brasil;
2. Incremento das ações de fiscalização e controle urbano, tornando obrigatórias as
ações de preparação e tratamento licenciado de encostas e taludes de corte. O controle
urbano rígido e eficaz é uma solução que, em médio prazo, eliminará a geração de
áreas de risco no município; Colocação de placas de identificação de Área de Risco
Muito Alto
– Proibido Ocupar, numeradas e georreferenciadas, para total controle da
fiscalização.
3. Criação de projetos de educação voltados para as crianças em idade escolar e para
os adultos em seus centros comunitários, ensinando-os a ocupar corretamente e a não
ocupar áreas de encostas e planícies de inundação dos córregos e rios da região. A
CPRM disponibiliza gratuitamente cartilhas de fácil entendimento, produzidas para
este fim. Possuímos também um Programa de Treinamento em Riscos Geológicos
Urbanos, voltado para as Defesas Civis e seus voluntários, lideranças comunitárias,
Bombeiros e todas as pessoas envolvidas com o processo de eliminação dos riscos e
mitigação de desastres nos municípios.
4. Implementação de sistema de alerta para as áreas de risco, através de meios de
veiculação pública (mídia, sirenes, celulares), permitindo a remoção eficaz dos
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moradores, em caso de alertas de chuvas intensas ou contínuas, enviado pelo
CEMADEN.
5. Contratação de Geólogo/Eng. Geotécnico para visitas periódicas às áreas de risco
e supervisão das obras em andamento, evitando a proliferação das áreas de risco e
enormes custos ao erário público. Sabe-se hoje que os custos com prevenção são de
aproximadamente 10% dos custos de mitigação de desastres naturais, além das perdas
de vidas que são insubstituíveis. A Defesa Civil deve agir mais de modo preventivo
do que paliativo e, nos períodos de seca, aproveitar a baixa no número de ocorrências
para percorrer e vistoriar todas as áreas de risco conhecidas e já adotar as medidas
preventivas cabíveis. (CPRM, 2015, p. 9-10).
De acordo com o Manual de Desastres, desenvolvido pela Defesa Civil (2003), as
inundações têm como causa a precipitação anormal de água que, ao transbordar dos leitos dos
rios, lagos, canais e áreas represadas, invade os terrenos adjacentes, provocando danos. Esse é
um fenômeno recorrente na região do Município de São Felipe D’Oeste e adjacências por conta
do transbordo do Rio Madeira, que geralmente ocorre entre os meses de outubro a abril, época
de chuvas na região norte do Brasil. Associam-se a esses fatores a defasagem no sistema de
drenagem dos locais atingidos e na ocupação desenfreada das áreas susceptíveis a danos.
De acordo com Funasa (2013), em função do nível das águas, a velocidade e a área
geográfica que abrangem, as inundações apresentam como principais efeitos nos sistemas de
saneamento: destruição total ou parcial de sistemas de captação localizados nos mananciais;
danos em estações de bombeamento; carreamento de sedimentos; perdas na captação; ruptura
de tubulações expostas ou não; contaminação da água; interrupção no fornecimento de energia
elétrica necessária ao funcionamento dos sistemas; e entrada de água marinha nos aquíferos
continentais implicando em diminuição de água subterrânea e/ou sua contaminação.
O último grande evento de enchente e inundação no município de São Felipe D’Oeste
se deu no ano de 2014, ocasionando como danos: a inundação de áreas delicadas como a Estação
de Tratamento de Esgoto e o Cemitério Municipal; desabrigamento de famílias que vivem nas
áreas de risco; contaminação de águas subterrâneas, dentre outros. Até o momento, os eventos
de seca não causaram alterações consideráveis na execução dos serviços de abastecimento, tais
como racionamento de águas ou danificação de estruturas dos sistemas públicos.
Sendo assim, este item busca definir possíveis eventos de emergência nos quatro
componentes em todo território municipal e consequentes ações visando amenizar e/ou
solucionar o problema. O Quadro 61 contém a relação destes eventos e possíveis ações que
deverão ser adotadas.
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Quadro 61 - Eventos de Emergência e Contingência.
Componente Ocorrência Ações contingenciais
Abastecimento
de água
Qualidade inadequada da
água dos mananciais da Sede
e Distritos
Monitoramento da qualidade da água para consumo humano;
Mapeamento de mananciais alternativos;
Orientações à população afetada;
Deficiências de água nos
mananciais em períodos de
estiagem
Mapeamento de mananciais alternativos;
Orientações à população afetada;
Vazamento ou defeito na
Rede de distribuição
Acionamento dos meios de comunicação para aviso à
população atingida pelo racionamento;
Acionamento emergencial da manutenção para conserto
imediato;
Apoio com carros pipa a partir de fontes alternativas
cadastradas;
Disponibilidade de estoques das peças e acessórios
necessários para realização dos consertos;
Rompimento na linha
adutoras de água tratada
Acionamento emergencial da manutenção para conserto
imediato da adutora e/ou redes de distribuição;
Apoio com carros pipa a partir de fontes alternativas
cadastradas;
Disponibilidade de estoques das peças e acessórios
necessários para realização dos consertos;
Criar alternativas de fornecimento de água;
Esgotamento
Sanitário
Enchentes/inundações anuais
Elaborar Programa de Gerenciamento de riscos;
Plano de Contingência;
Treinamento da população para resposta rápida a alarmes, e
sinais sonoros;
Treinar previamente a população das áreas de risco sobre a
sequência de procedimentos a adotar na configuração das
hipóteses de risco;
Elaborar Plano de Ação de Emergência;
Poluição dos corpos
receptores
Ampliar o monitoramento e fiscalização destes
equipamentos na área urbana e na zona rural, principalmente
nas fossas localizadas próximas aos cursos de água e pontos
de lançamento de efluentes e de esgotos sem tratamento;
Elaborar Plano de Ação de Emergência;
Lançamento indevido de
águas pluviais na rede
coletora de esgoto
Executar reparo das instalações danificadas;
Comunicar à Vigilância Sanitária e à SEMA;
Ampliar a fiscalização e o monitoramento das redes de
esgoto e de captação de águas pluviais com o objetivo de
identificar ligações clandestinas, regularizar a situação e
implantar sistema de cobrança de multa e punição para
reincidentes;
vazamento e/ou infiltração
de esgoto por ineficiência de
fossas
Promover o isolamento da área e contenção do resíduo com
objetivo de reduzir a contaminação;
Conter vazamento e promover a limpeza da área com
caminhão limpa fossa, encaminhando o resíduo para a
estação de tratamento de esgoto;
Exigir a substituição das fossas negras por fossas sépticas e
sumidouros ou ligação do esgoto residencial à rede pública
quando o sistema estiver disponível;
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Contaminação do Solo por
vazamento ou
extravasamento de fossas
Implantar programa de orientação da comunidade em
parceria com a prestadora quanto à necessidade de adoção
de fossas sépticas em substituição às fossas negras e
fiscalizar se a substituição e/ou desativação está acontecendo
nos padrões e prazos exigidos;
Conter vazamento e promover a limpeza da área com
caminhão limpa fossa, encaminhando o resíduo para a
estação de tratamento de esgoto;
Exigir a substituição das fossas negras por fossas sépticas e
sumidouros ou ligação do esgoto residencial à rede pública
quando o sistema estiver disponível;
Limpeza urbana
e manejo de
resíduos sólidos
Explosão do lixão
Implantar Programa de Gerenciamento de Riscos;
Implantar Plano de Ação de Contingência;
Implantar sistema de isolamento, avisos e vigilância;
Mapear, identificar e cadastrar as áreas de risco;
Paralização da operação;
Comunicação ao responsável técnico;
Isolar a área e remover as pessoas e sinalizar a área;
Comunicação à administração pública
– Secretaria ou Órgão
responsável, Comunicação à Defesa Civil, Corpo de
Bombeiros, Polícia Civil e Perícia Técnica, Comunicação ao
Órgão ambiental e/ou Polícia ambiental, Comunicação à
população;
Solicitação de apoio a municípios vizinhos;
Falta de coleta
Acionamento dos meios de comunicação para aviso à
população sobre o atraso na coleta;
Comunicação à administração pública
– Secretaria ou Órgão
responsável.
Depredação
Comunicação à administração pública
– Secretaria ou Órgão
responsável, Comunicação à Polícia Civil e Perícia Técnica,
Comunicação ao Órgão ambiental e/ou Polícia ambiental.
Vazamento de Efluente
Implantar Programas de Educação Ambiental para
orientação da população de como lidar com o problema;
Implantar Programa de Gerenciamento de Riscos;
Implantar Plano de Ação de Contingência;
Uso de equipamento de proteção individual;
Isolar o efluente adequadamente para que não ocorra sua
dispersão;
Chamar os bombeiros e os técnicos da Secretaria de Saúde e
de Meio Ambiente.
Drenagem e
manejo de
águas pluviais Enchentes/Inundações
Anuais
Prevenção dos eventos de enchente/inundação através do
zoneamento/Mapeamento das áreas de maior risco;
Projetos Comunitários de Manejo Integrado de Microbacias;
Obras de Perenização e Controle de Enchentes (canais,
sistema de represas, etc.) Barragens reguladoras;
Obras de Desenroncamento, Desassoreamento e
Canalização;
Criação de canais de Derivação e de Interligação de Bacias;
Diques de Proteção;
Medidas para otimizar a alimentação do lençol freático
(florestamento e reflorestamento, por exemplo);
Bacias de captação de Água (construídas nas laterais de
estradas vicinais);
Deslizamentos de terra
Elaborar e implantar projetos de proteção para o sistema de
drenagem na área Rural, iniciando áreas mais afetadas por
processos erosivos;
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Assoreamento nos emissários
de drenagem pluvial,
Promover reestruturação/reforma/adaptação ou construção
de emissários e dissipadores adequados nos pontos finais dos
sistemas de drenagem.
Doenças relacionadas a
veiculação hídrica
Sensibilizar e mobilizar a comunidade através de iniciativas
de educação ambiental como meio de evitar o lançamento de
resíduos nas vias públicas e nos sistemas de drenagem;
Acionamento da Defesa Civil;
Informar o órgão ambiental competente e/ou Vigilância
Sanitária;
Fonte: Projeto Saber Viver (2019), IFRO/FUNASA (TED 08/2017).
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9 REFERÊNCIAS
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reservatório de distribuição de água para abastecimento público. Rio de Janeiro, 1994.
________________________________________________ NBR 13.896/1997: Aterros de
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Simplificado de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
– PSGIRS para municípios com
população inferior a 20 mil habitantes. Brasília, DF: MMA, 2013. Disponível em: <
http://www.portalresiduossolidos.com/wp-content/uploads/2014/10/Elaboracao-de-PSGIRS20000-hab.pdf>.
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BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE. Manual de
Saneamento / Ministério da Saúde. 4. ed. Brasília: Funasa, 2015. 642 p.
________________________________________________________________ Política e
plano municipal de saneamento básico: convênio Funasa / Assemae. 2 ed. Brasília: Funasa,
2014. 188 p. Disponível em: < http://www.funasa.gov.br/site/wpcontent/files_mf/ppmsb_funasa_assemae.pdf >.
_________________________________________________________________ Plano de
atuação da Funasa em situações de desastres ocasionados por inundações. Brasília: Funasa,
2013. Disponível em: http://www.funasa.gov.br/site/publicacoes/saude-ambiental/.
_________________________________________________________________ Protocolo
de atuação da Funasa em situações de desastres ocasionados por inundações. Brasília:
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BRASIL. MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL. Manual de desastres: Desastres
naturais
– v.1. Brasília, 2013. Disponível em:
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Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília,
2010. Disponível em: < http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao>.
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________ Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 - Atualiza o marco legal do saneamento básico
e altera as Leis nº 9.984, de 17 de julho de 2000, nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, nº
11.107, de 6 de abril de 2005, nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 12.305, de 2 de agosto de
2010, 13.089, de 12 de janeiro de 2015, nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017; e dá outras
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Diário Oficial da União
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DORNELLES, F. Gerenciamento da drenagem urbana. 01 agosto 2016, 21 dezembro 2016.
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BOF, P. H. Recuperação de Rios Urbanos: O caso do Arroio Dilúvio. 2014. 93 f. Monografia
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– Instituto de Pesquisas Hidráulicas.
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VON SPERLING, M. Introdução a Qualidade das Águas e ao Tratamento de Esgotos. 3.ed.
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Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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367
APÊNDICE B - PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (PRODUTO E)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Agosto de 2022
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
PRODUTO E
PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE
D’OESTE/RO
Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de
Cooperação Técnica
– NICT da FUNASA, como produto
para composição do Plano Municipal de Saneamento
Básico, equivalendo ao Produto E do Termo de Execução
Descentralizada
– TED 08/17, celebrado entre FUNASA
e IFRO. O relatório foi elaborado pelo Comitê Executivo
do PMSB e aprovado pelo Comitê de Coordenação,
recebendo assessoramento técnico do IFRO, por meio do
Projeto Saber Viver Portaria nº 1876/REIT-CGAB /
IFRO, e financiamento através da FUNASA.
SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Agosto de 2022
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Av. Jorge Teixeira de Oliveira, 667, Centro, São Felipe D’Oeste/RO, CEP 76.977-000,
(69) 3445-1099
PREFEITO
Sidney Borges de Oliveira
VICE-PREFEITO
Edson de Oliveira
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
— FUNASA
Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO)
Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP 76.803-596, (69) 3216-6138
www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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APRESENTAÇÃO
Dentre o conjunto de documentos que norteiam a elaboração do Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB), os Programas, projetos e ações correspondem ao momento de
pactuação das propostas do PMSB com objetivos e metas definidos. Os programas, projetos e
ações são apresentados para os quatro serviços de saneamento básico: abastecimento de água,
esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos.
O presente Produto, norteado pelo Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde
(FUNASA) de 2018 e a legislação vigente (Lei nº 11.445/07, alterada pela Lei nº 14.026/20),
foi elaborado pelos Comitês Executivo e de Coordenação do PMSB do município
(conjuntamente com prefeitura e secretarias). Por meio do Termo de Execução Descentralizada
(TED) 08/2017, celebrado entre as instituições FUNASA e IFRO, o município recebeu
assessoramento técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia
–
IFRO, por meio do Projeto Saber Viver (Portaria nº1876/REIT-CGAB/IFRO), com
financiamento advindo da Fundação Nacional de Saúde
– FUNASA.
Dentre a gama de produtos integradores do TED 08/17, os Programas, projetos e ações
correspondem ao Produto E. Este produto, bem como todos os produtos integrantes do PMSB
do município também estão disponíveis para consulta pública no site
https://saberviver.ifro.edu.br/.
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LISTA DE SIGLAS
AGERO - Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado de Rondônia
ATS - Aterro Sanitário
ATT
– Área de Transbordo e Triagem
CAERD- Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia
EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
ETA - Estação de Tratamento de Água
PERH
– Plano Estadual de Recurso Hídricos
PEV - Ponto de Entrega Voluntária
PMGRS - Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico
RCC
– Resíduos de Construção Civil
RDO
– Resíduos Sólidos Domiciliares
RSS
– Resíduos Serviço e Saúde
SAA- Sistema de Abastecimento de Água
SAI’s - Soluções Alternativas Individuais
SES
– Sistema de Esgotamento Sanitário
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada
na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ........................................................................... 16
Quadro 2 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada
no Distrito Novo Paraíso. ....................................................................................................... 20
Quadro 3 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada
nas comunidades rurais. ........................................................................................................ 22
Quadro 4 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento sanitário na Sede
Municipal de São Felipe D’Oeste. ......................................................................................... 25
Quadro 5 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento sanitário no
Distrito Novo Paraíso. ............................................................................................................ 27
Quadro 6 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento nas comunidades
rurais de São Felipe D’Oeste. ................................................................................................ 29
Quadro 7 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas
pluviais na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ............................................................. 31
Quadro 8 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas
pluviais no Distrito Novo Paraíso. ......................................................................................... 33
Quadro 9 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas
pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. .................................................... 35
Quadro 10 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos na
Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ................................................................................ 37
Quadro 11 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos no
Distrito Novo Paraíso. ............................................................................................................ 39
Quadro 12 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas
comunidades rurais de São Felipe D’Oeste. ......................................................................... 41
Quadro 13 - Hierarquização das propostas para o serviço de abastecimento de água
tratada no Municipal de São Felipe D’Oeste. ...................................................................... 43
Quadro 14 - Hierarquização das propostas para o serviço de esgotamento sanitário no
Municipal de São Felipe D’Oeste. ......................................................................................... 45
Quadro 15 - Hierarquização das propostas para o serviço de drenagem e manejo de águas
pluviais no Municipal de São Felipe D’Oeste. ...................................................................... 46
Quadro 16
– Hierarquização das propostas para o serviço de gestão de resíduos sólidos
no Municipal de São Felipe D’Oeste. .................................................................................... 48
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 9 2METODOLOGIA 10 3PROPOSIÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB 14
3.1 Abastecimento de água 14
3.1.1 Programa Universalização do Abastecimento de Água 14
3.1.2 Programa Preservação e Conservação Ambiental 15
3.1.3 Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água 15
3.2 Esgotamento sanitário 24
3.2.1 Programa Tratamento de Esgoto 24
3.2.2 Programa Preservação e Conservação Ambiental 24
3.3 Manejo de águas pluviais 30
3.3.1 Programa “Caminho das águas” 30
3.3.2 Programa Gestão de Riscos para Drenagem Pluvial 30
3.3.3 Programa “Preservação e Conservação Ambiental” 30
3.4 Gestão de resíduos sólidos 36
3.4.1 Programa gerenciamento e destinação dos resíduo sólidos 36
3.4.2 Programa Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos 36
3.4.3 Programa Preservação e Conservação Ambiental 36
4HIERARQUIZAÇÃO DAS PROPOSTAS DO PMSB 42
4.1 Abastecimento de água 43
4.2 Esgotamento sanitário 45
4.3 Manejo de águas pluviais 46
4.4 Manejo de resíduos sólidos 48
REFERÊNCIAS 50
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1 INTRODUÇÃO
Segundo o Termo de Referência (TR) da FUNASA para a elaboração do Plano
Municipal de Saneamento Básico
– PMSB (FUNASA, 2018), os Programas, Projetos e Ações
(Produto E) pontuam o alcance e a viabilização dos objetivos e das metas definidos no
Prognóstico; as fontes de financiamento envolvidas, de acordo com o planejamento
orçamentário do município; e os critérios operacionais para hierarquização das propostas.
Dessa forma, a proposição contempla os quatro componentes referentes aos serviços de
saneamento básico e se estende desde o campo mais amplo da política e da gestão dos serviços,
ao campo da infraestrutura (obras para implantação/ampliação dos sistemas e melhorias
operacionais), devendo haver clara correspondência entre as medidas a serem tomadas nos dois
campos, pois a implantação e operação da infraestrutura não se sustenta sem a gestão do serviço.
Nessa perspectiva, este Produto E apresenta a proposição de programas e/ou projetos
e/ou ações para a efetivação na práticado PMSB de São Felipe D’Oeste/RO, em que as
atividades foram elaboradas e pactuadas de forma detalhada e organizada, considerando: ● a universalização do acesso por meio da expansão e de melhoria da prestação dos
serviços para os 4 componentes (abastecimento de água, esgotamento sanitário,manejo
de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais);
● o atendimento da população rural e de baixa renda, incluindo as áreas dispersas
mediante a utilização de sugestões compatíveis com suas características sociais,
culturais e ambientais;
● o desenvolvimento institucional do saneamento por meio de capacitação de gestores e
técnicos municipais sobre regularização dos contratos, segundo o que estabelece a
legislação, o uso de tecnologias apropriadas e de tecnologias sociais para a gestão
integrada e participativa;
● a capacitação dos agentes sociais quanto à política pública e à gestão dos serviços de
saneamento básico, incluindo conselheiros municipais, lideranças comunitárias, agentes
de saúde, representantes de movimentos sociais, entre outros que existirem no
município;
● o fortalecimento da educação ambiental e da mobilização social visando o combate ao
desperdício, o consumo sustentável, o uso racional da água, a não geração, redução,
reaproveitamento e reciclagem dos resíduos sólidos;
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● a implantação e/ou fortalecimento da coleta seletiva municipal com inclusão social dos
catadores de materiais recicláveis como agentes econômicos e ambientais do manejo de
resíduos sólidos;
● a regulação pública e regulamentação municipal para disciplinar os demais geradores
de resíduos sólidos (RCC, RSS, perigosos, comerciais em grande volume,etc.) e para
implementar a logística reversa;
● o controle e a redução de perdas nos sistemas de saneamento básico em operação no
município;
● o controle e a vigilância da qualidade da água para consumo humano (potabilidade e
informação ao consumidor);
● o controle das condições de manejo de águas pluviais por meio de retenção do
escoamento das águas superficiais, redução do nível de impermeabilização do solo,
detenção e amortecimentos, revitalização de fundos de vale, aproveitamento de água de
chuva, entre outras medidas;
● a reestruturação da gestão municipal do saneamento básico, de acordo com o que dispõe
a Política Municipal e o Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços.
Cabe pontuar que para o município de São Felipe D’Oeste, o prognóstico indicou que
as modalidades institucionais de prestação de serviços de saneamento básico mais viáveis
seriam as modalidades de Concessão Regionalizada mediante licitação pública para os
componentes de Abastecimento de água, Esgotamento Sanitário e Gestão de Resíduos Sólidos,
e a Administração Direta para a Drenagem e manejo de água pluviais. 2 METODOLOGIA
A elaboração dos programas, projetos e ações aqui apresentados teve embasamento
primeiramente nos dados e informações revelados no diagnóstico técnico-participativo e
pactuados no prognóstico, os quais derivaram as alternativas de soluções para equacionar os
principais problemas e deficiências do município em matéria de saneamento básico.
Em seguida, cumprindo o previsto na estratégia participativa e sob a condução dos
Comitês do PMSB, foram realizados os eventos setoriais, as reuniões temáticas e a audiência
pública (conferência municipal), a fim de viabilizar a participação efetiva e ativa da população
na elaboração e pactuação do que o PMSB quer propor.
Seguindo o TR 2018, a apresentação dos programas, projetos e ações é feita em formato
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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de quadros, no objetivo de permitir a elaboração das propostas do PMSB de uma maneira menos
genérica e mais bem especificadas, de forma que expressem com clareza a sua vinculação com
o que foi definido no prognóstico e pactuado com a população.
Inicialmente, são apresentados os quadros referentes a cada componente do saneamento
básico. Cada componente abrange mais de um programa, e para cada programa proposto, há
um desdobramento em projetos e respectivas ações. Para um entendimento claro das
informações contidas nos Quadros, cabe explicitar algumas notas para melhor compreensão dos
pontos abordados: ● Na 1ª coluna do quadro consta o componente do saneamento básico abordado,
sendo: AA (abastecimento de água) ou ES (esgotamento sanitário) ou AP
(manejo de águas pluviais) ou RS (manejo de resíduos sólidos), ou mais de um
entre os 4.
● A Natureza da proposta pode ser classificada preponderantemente como
Estruturante (ligada especificamente à gestão) ou Estrutural (ligada à
implantação/ampliação de sistemas, operação/manutenção da infraestrutura);
● A proposta deve ser vinculada a um Objetivo e/ou Meta estabelecida no
Prognóstico do PMSB, o qual por sua vez advém de algum problema/deficiência
revelado no Diagnóstico;
● As Áreas/Comunidades do município a serem atendidas são indicadas, em
conformidade com para a organização territorial adotada no PMSB segundo os
setores de mobilização;
● A indicação das Fontes de Financiamento disponíveis servem para nortear a
viabilidade efetiva de execução das ações propostas.
Além da exposição dos programas, projetos e ações a serem realizados, este produto
também elenca a hierarquização das propostas, como objetivo de atribuir uma visão mais
estratégica ao PMSB e orientar o município para tornar exequível aquilo que é tido como mais
prioritário. Para isso, é utilizada uma metodologia que elenca critérios dentro de dimensões
mais abrangentes, sendo estas de natureza Institucional, Social, Ambiental, Econômicofinanceira e Operacional.
Dentro da dimensão Institucional, o critério Integralidade se refere a um projeto
implementado em um determinado serviço que equaciona também problemas diagnosticados
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em outros serviços de saneamento básico. A exemplo, a melhoria do gerenciamento de
Resíduos de Construção Civil pode contribuir para o melhor funcionamentodo serviço de
manejo de águas pluviais.
O critério de Intersetorialidade diz respeito a uma ação implementada em uma área de
saneamento básico que impacta positivamente também outra área, promovendo a interface do
saneamento com outras políticas públicas (saúde, meio ambiente, gestão de recursos hídricos,
habitação de interessesocial, desenvolvimento local, entre outras). Como exemplo, a
implantação de um aterro sanitário, assegurando-se sua operação adequada, equaciona vários
problemas de contaminação ambiental e de recursos hídricos, impactando positivamente a
política de meio ambiente do município.
O critério de Regulação pública se reporta ao fortalecimento da capacidade de gestão da
Administração Municipal (direta e indireta). Pode ocorrer, por exemplo, quando da criação de
entidade de regulação de saneamento básico.
O critério de Participação e controle social se refere ao exercício do controle social sobre
as atividades de gestão dos serviços, bem à qualificação da participação popular no processo de
formulação, implementação e avaliação da Política Pública e do PMSB. Como exemplo, podese efetivar a capacitação dos Comitês do PMSB como uma ação pós-Plano, estendendo-a ao
órgão colegiado (existente ou a ser criado) e outros conselhos municipais, os quais podem
passar a atuar como instâncias de acompanhamento e avaliaçãodo PMSB, avaliando os
resultados obtidos e decidindo sobre a correção de rumos e, futuramente, na revisão.
Quanto à natureza social, o critério de Universalização e inclusão social abrange
projetos que ajudam a reduzir o nível de desigualdades sociais do município por meio de
implantação e prestação dos serviços de saneamento básico nas áreas diagnosticadas como
lugares onde moram famílias de baixa renda e submetidas a situação de vulnerabilidade, tanto
na área urbana quanto na área rural, incluindo áreas dispersas (comunidades indígenas,
quilombolas e tradicionais).
A dimensão Ambiental abraça dois critérios. A Reparação ambiental envolve a
reparação a algum tipo de dano ambiental provocado pela ausência e/ou deficiência de
saneamento básico. A exemplo, pode ser citada a implantação de uma Estação de Tratamento
de Esgoto interligada ao sistema de esgotamento sanitário para evitar o lançamento de esgoto
in natura nos cursos d’água do município.
A Reparação ambiental e conformidade legal se refere a um projeto de reparação
ambiental que também equacione alguma pendência legal, podendo ser um Termo de
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Ajustamento de Conduta (TAC) ou outro tipo de Termo de Acordo, como por exemplo executar
o encerramento do lixão e a remediação da área contaminada seguido da implantação de um
aterro sanitário, em atendimento por exemplo a um TAC firmado pelo município com o
Ministério Público.
A natureza econômico-financeira é contemplada por três critérios. O primeiro são as
Fontes de financiamento disponíveis, se reportando a projetos com fontes de recursos
disponíveis para sua implementação, seja no âmbito do governo federal, governo estadual,
comitês de bacia, consórcios públicos, entre outras instâncias, ou ainda de organismos
multilaterais de cooperação. Também são avaliados nesse critério eventuais recursos
disponibilizados por agentes privados, seja em parceria com o poder público local, seja em
contrapartida ou em compensação em decorrência da presença de algum empreendimento de
grande porte no município.
O critério de melhor relação custo benefício se define pela avaliação do maior número
maior de pessoas beneficiadas comparando-se a implementação de um projeto em uma área e
ou em outra, ou pelo próprio alcance da ação. Como exemplo, pode se pensar em ações de
saneamento em comunidades pobres onde moram mais pessoas.
A sustentabilidade econômico-financeira dos serviços é um critério que tem por objetivo
subsidiar a estruturação de uma política de remuneração dos serviços e/ou fomentar a
recuperação dos custos dos serviços prestados, desde que as duas situações ocorram de acordo
com os termos estabelecidos na Lei n° 11.445/2007.
A dimensão Operacional contém o critério de Melhoria da qualidade da prestação dos
serviços, referindo-se a projetos que resultem na melhoria da qualidade da prestação dos
serviços, com relação ao regime de eficiência e de eficácia da parte do prestador de serviços,
ou com relação à efetividade gerada para a população usuária. A exemplo, pode ser a
implementação de ações para redução das perdas no sistema de abastecimento de água, ou
capacitação da população sobre como acionar a entidade reguladora para assegurar os seus
direitos como usuários dos serviços de saneamento básico.
É importante ressaltar que a validade da aplicação dessa metodologia de hierarquização
das ações do PMSB está intrínsecamente relacionada ao processo de reflexão, análise e
avaliação das ações pelos comitês (de coordenação e execução). A pontuação e classificação
das ações advém de um diálogo intenso e visão ampla sobre cada critério e o conjunto deles, e
sua aplicação acaba por consubstanciar um exercício síntese de todo o processo do PMSB.
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3 PROPOSIÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB
Inicialmente, expomos a descrição dos Programas/Projetos desenvolvidos pelos
Comitês municipais do PMSB, assessorados pelo Projeto Saber Viver por meio do TED
IFRO/FUNASA 2017 . Cabe reiterar que este Produto não se destina a pormenorizar o projeto
em termos detalhados de ações, mas sim propor as ações previstas dentro de um planejamento
um horizonte de 20 anos. Seguindo a sequência das etapas que integram o PMSB, o próximo
Produto, denominado Programação de Execução do PMSB (Produto F) já propõe uma
sistematização maior das propostas.
Cabe ressaltar que a Lei 11.445/07, conforme as alterações e atualizações recebidas pela
Lei 14.026/20, estabelece que a universalização dos serviços deve ocorrer até 31 de dezembro
2033. Segundo a lei, a universalização implica no atendimento de 99% (noventa e nove por
cento) da população com água potável e de 90% (noventa por cento) da população com coleta
e tratamento de esgotos, assim como metas quantitativas de não intermitência do abastecimento,
de redução de perdas e de melhoria dos processos de tratamento.
A estrutura dos quadros a seguir foi desenvolvida pelo Projeto Saber Viver, tendo por
base, fonte e referência o TR FUNASA 2018. Os quadros, apresentados dentro de cada um dos
componentes do saneamento básico, são subdivididos pelas áreas de atuação dentro do
município de São Felipe D’Oeste, sendo a sede urbana, o Distrito Novo Paraíso, o distrito de
Surpresa e as comunidades rurais.
3.1 Abastecimento de água
3.1.1 Programa Universalização do Abastecimento de Água
Conforme os objetivos dos termos legais para o PMSB, este programa prevê o projeto
de Ampliar o sistema de abastecimento urbano de forma a atender toda a população municipal
em toda sua abrangência geográfica, social e cultural, considerando as tecnologias mais
plausíveis em termos de custo/benefício e acessibilidade. Para isso, deverá contar com ações de
manutenção e reforma da rede existente, para solucionar problemas atuais e garantir um sistema
base eficiente que possa suportar ações posteriores referentes a ampliação da rede de
abastecimento de água.
Este Programa almeja também a distribuição sem perdas a partir de projetos de
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planejamento e aplicação de tecnologias e gestão atualizadas pelo avanço científico, bem como
ações sistematizadas de investigação para resolução de problemas de vazamentos e perdas de
recurso hídrico, e ainda projetos de educação ambiental em todos os níveis de ensino.
3.1.2 Programa Preservação e Conservação Ambiental
Engloba projetos de planejamento a fim de evitar a contaminação do solo e do lençol
freático. Em face do exposto pode-se afirmar que a preservação das matas ciliares é de
fundamental importância para a manutenção de um ambiente equilibrado, visto que diminui as
ocorrências de erosão, reduzindo o assoreamento, e melhorando a paisagem natural do local. A
falta da vegetação está diretamente ligada ao adensamento populacional, em decorrência do
desmatamento, construção de casas e impermeabilização do solo. Os locais adensados próximos
aos corpos hídricos são locais de ocupações irregulares que devido ao grau dos processos de
degradação já se tornaram áreas de risco para a população quanto ao próprio corpo hídrico.
3.1.3 Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água
Este Programa tenciona estruturar e implementar a gestão de riscos no processo de
fornecimento de água do Município de São Felipe D’Oeste por meio da elaboração e execução
do Plano de Gerenciamento de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água, que prevê
eventos de emergência e contingência e propõe ações que permitam corrigir potenciais eventos
que possam comprometer o Sistema.
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Quadro 1 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água
1 1. Ampliar o sistema de
abastecimento de água
urbano em vistas da
universalização do
serviço com 99% de
atendimento da
população até 2033
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Elaborar projeto para
atender a demanda futura
e universalizar o acesso
ao SAA
Médio
prazo
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1.2 Elaborar
instrumentos legais que
determinem a ligação
domiciliar na rede de
distribuição
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Aprovar na câmara
instrumentos legais que
determinem a ligação
domiciliar na rede de
distribuição
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.4 Implantar lei
municipal que determine
a ligação domiciliar a
rede de distribuição
2
2. Ampliar a o parque de
hidrômetros para
atendimento de 100%
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Levantamento,
aquisição e instalação de
micromedidores
Curto
prazo Estrutural e
Estruturante
Concessionária
2 3. Instalar macromedidor
para contribuir com
processo de redução de
perdas
Melhoria da
prestação dos
Serviços
3.1 Investir na
automatização do sistema
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
3.2 Automatização de Concessionária
100% do sistema de
abastecimento de água
até 2026
Médio
prazo
Estrutural
2 4. Realizar o tratamento
e destinação
ambientalmente
Melhoria da
prestação dos
Serviços
4.1 Aquisição e
instalação de adensador
de lodo e filtro prensa
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
Concessionária
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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adequada ao lodo da
Estação de Tratamento
de Água
1 5. Reduzir o índice de
perdas de 52,51% para
20%
Melhoria da
prestação dos
Serviços
5.1 Identificar as causas
de perda
no sistema de
abastecimento de
água
Curto
Prazo
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concession
ária
5.2 Criar cronograma
permanente de
manutenção e reparos da
rede
Imediato Operacional/
Estruturante
5.3 Instalação de
macromedidores
até 2028
Médio
Prazo
Operacional/
Estruturante
5.4 Manutenção e
reparos no sistema e na
rede de distribuição
Imediato Estrutural
Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água
1 6. Regularizar a
prestação dos serviços
conforme a Lei n°
14.026/2020
Melhoria da
prestação dos
Serviços
6.1 Formalizar contrato
com à Agência de
Regulação de Serviços
Públicos Delegados do
Estado de Rondônia
(AGERO) sobre termos
legais
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
Conssionária/Prefeitura
Municipal
1 7. Atender a legislação
vigente no
monitoramento da
qualidade da água bruta
e tratada, garantindo
segurança ao consumo
Melhoria da
prestação dos
Serviços
7.1 Estabelecer e
acompanhar
protocolos de
monitoramento da
qualidade da água até
2023
Imediato Estrutural/
Estruturante
Concessionária
1 8. Regularizar a área de
captação e realizar o
cercamento do local
Melhoria da
prestação dos
Serviços
8.1 Realizar a
regularização da área do
ponto de captação e o
cercamento da área
Imediato Estrutural/
Estruturante
Concessionária
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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1 9. Promover a educação
sanitária e ambiental
para atender a sede,
Distrito Novo Paraíso e a
zona rural
Melhoria da
prestação dos
Serviços
9.1 Formar professores
das escolas
municipais e lideranças
comunitárias
para implementação de
ações
educativas e ambientais
até 2023
Imediato Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
9.2 Implementar
programa
municipal de educação
sanitária e
ambiental nas escolas a
partir de
2024
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
9.3 Realizar campanhas
anuais de
educação ambiental para
toda a
população na Semana do
Meio
Ambiente (5 de junho), a
partir de
2024
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
10. Adquirir um motor
de energia
Melhoria da
prestação dos
Serviços
10.1 Realizar a aquisição
de um gerador reserva de
energia
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
Concessionária
1 11. Criação do conselho
municipal de
saneamento básico para
atender os serviços de
saneamento básico
Melhoria da
prestação dos
Serviços
11.1 Criar o conselho de
saneamento básico para
atender os serviços de
saneamento básico no
município
Imediato Estrutural Prefeitura Municipal
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Programa Gestão
de Risco para o
Sistema de
Abastecimento de
Água
2 12. Elaborar e implantar
Plano de Gerenciamento
de Risco para o Sistema
de Abastecimento de
Água.
Melhoria da
prestação dos
Serviços
12.1 Elaborar e implantar
um Plano de
Gerenciamento de Risco
para o Sistema de
Abastecimento de Água
até 2028
Médio
Prazo
Estrutural Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 2 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Novo Paraíso.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água
1 1. Ampliar o sistema de
abastecimento de água
urbano em vistas da
universalização do serviço
com 99% de atendimento
da população até 2033
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Elaborar projeto
para atender a demanda
futura e universalizar o
acesso ao SAA
Médio
prazo
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1.2 Elaborar
instrumentos legais que
determinem a ligação
domiciliar na rede de
distribuição
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Aprovar na câmara
instrumentos legais que
determinem a ligação
domiciliar na rede de
distribuição
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.4 Implantar lei
municipal que
determine a ligação
domiciliar a rede de
distribuição
2
2. Ampliar a o parque de
hidrômetros para
atendimento de 100%
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Levantamento,
aquisição e instalação de
micromedidores
Curto
prazo
Estrutural e
Estruturante
Concessionária
2 3. Instalar macromedidor
para quantificar o valor de
perdas de águas
Melhoria da
prestação dos
Serviços
3.1 Investir na
automatização do
sistema
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
3.2 Automatização de Concessionária
100% do sistema de
abastecimento de água
até 2026
Médio
prazo
Estrutural
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2 4. Criar um programa de
manutenção da
infraestrutura existente
Melhoria da
prestação dos
Serviços
4.1 Implantar um
programa de
manutenção da
infraestrutura existente
no Distrito
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
Concessionária
1 5. Atender a legislação
vigente no monitoramento
da qualidade da água bruta
e tratada, garantindo
segurança ao consumo
Melhoria da
prestação dos
Serviços
5.1 Estabelecer e
acompanhar
protocolos de
monitoramento da
qualidade da água até
2023
Imediato Estrutural/
Estruturante
Concessionária
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
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Quadro 3 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água
1 1. Elaborar e implantar
de projetos adequados
às normas legais e às
realidades encontradas
na
extensão rural que
objetivam atender a
demanda futura e
universalizar o
acesso ao serviço de
abastecimento de
água com vista a
universalização do
serviço com 99% de
atendimento da
população até 2033
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Elaborar projeto para
atender a demanda futura e
universalizar
o acesso ao abastecimento de
água adequado a
realidade da Área Rural
Curto
Prazo
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1.2 Instituir programa de
monitoramento da qualidade
de água dos poços nas áreas
rurais
até 2026
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Instituir programa de
financiamento de perfuração
de poços em localidades
isoladas
até 2026
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
1.4 Implementar soluções de
tratamento de água
individualizadas para as áreas
isoladas até 2028
Médio
Prazo
Estrutural/
Estruturante
1.5 Implementar Soluções
alternativas coletivas em
comunidades com pequenos
agrupamentos populacionais
até 2030
Longo
Prazo
Estrutural/
Estruturante
2 2. Elaborar e executar
Programa de
Educação Sanitária e
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Formar professores das
escolas rurais e lideranças do
campo para implementação
Imediato Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Ambiental de ações educativas e
ambientais até 2023
Concessionária
2.2 Implementar programa
Rural de educação sanitária e
ambiental nas escolas a partir
de 2024
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
2.3 Realizar campanhas
anuais de educação ambiental
para toda a população na
Semana do Meio Ambiente (5
de junho), a partir de 2024
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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3.2 Esgotamento sanitário
3.2.1 Programa Tratamento de Esgoto
A partir da análise do cenário atual do serviço público de esgotamento sanitário e do
cenário futuro desejado, que foi construído a partir dos objetivos definidos para esta área, foi
proposto o programa denominado Esgoto Tratado, cuja finalidade é universalizar o serviço de
esgotamento sanitário utilizando soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do
município para realizar o tratamento e dar a destinação ambientalmente adequada do esgoto
sanitário na zona urbana e na zona rural.
O Programa objetiva executar as ações de ampliação, reforma e manutenção do sistema
de esgotamento sanitário, bem como definir alternativas técnicas de engenharia para atender as
diversas realidades encontradas no Município, garantindo o atendimento do serviço de
esgotamento sanitário com qualidade de acordo com o que estabelece a Lei Federal 11.445/07,
alterada pela Lei 14.026/20.
3.2.2 Programa Preservação e Conservação Ambiental
Engloba projetos de planejamento a fim de evitar a contaminação do solo e do lençol
freático. Em face do exposto pode-se afirmar que a preservação das matas ciliares é de
fundamental importância para a manutenção de um ambiente equilibrado, pois diminui as
ocorrências de erosão, reduzindo o assoreamento, e melhorando a paisagem natural do local. A
falta da vegetação está diretamente ligada ao adensamento populacional, pois houve
desmatamento, construção de casas e impermeabilização do solo. Os locais adensados próximos
aos corpos hídricos são locais de ocupações irregulares que devido ao grau dos processos de
degradação já se tornaram áreas de risco para a população quanto ao próprio corpo hídrico.
O Programa inclui ações de controle ambiental, fiscalização, orientação, gestão
ambiental, e ações educativas, através de parcerias com órgãos federais, estaduais e municipais,
visando principalmente o combate ao desperdício, o consumo sustentável, o uso racional dos
recursos naturais, e a reciclagem dos resíduos sólidos.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 4 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Tratamento de
Esgoto
1 1. Implantar um Sistema
de Esgotamento Sanitário
Coletivo em vista da
universalização da oferta
do serviço com 90% de
atendimento até 2033
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
1.1 Executar o
projeto de implantação do
SES
até 2026
Imediato Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1.2 Implantar o SES para
atender até 90% da
população urbana até
2033
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Realizar licitação da
concessão dos serviços de
água e esgoto ou adesão
ao bloco regional
Imediato Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1.4 Implantar sistema de
tarifação adequado à
realidade da área
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1.5 Intensificar atividades
de fiscalização para
extinção dos pontos de
lançamento de esgoto a
céu aberto céu aberto e na
rede de drenagem
Contínuo Estruturante -
Institucional
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1
2. Eliminar o uso de
fossas irregulares por
meio de campanhas de
sensibilização,
instrumentos legais,
e ações de fiscalização,
Incentivar a ligação
domiciliar no SES
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
2.1 Elaborar e executar
projetos de eliminação
das fossas rudimentares e
adesão ao SES
das áreas de maior risco
em consonância com a
implantação do SES até
2028
Curto
prazo EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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implantado até
2033
2.2 Elaborar e Executar
um
projetos de eliminação
das
fossas rudimentares e
adesão ao
SES dos prédios e
equipamentos públicos até
2030
2.3 Eliminar de 90% das
fossas
rudimentares e adesão ao
SES até 2033
2 3. Erradicar o
lançamentos de águas
cinzas a céu aberto
Melhoria da
prestação dos
serviços
3.1 Elaborar instrumentos
legais que determinem o
lançamento de águas
cinzas em locais
ambientalmente
adequados
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
3.2 Criar e implantar
programa de fiscalização
sanitária
Curto
prazo
Estrutural
3.3 Implantar lei
municipal que determine
a ligação domiciliar à rede
de distribuição
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 5 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Novo Paraíso.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Tratamento de
Esgoto
1 1. Implantação de um
Sistema de Esgotamento
Sanitário Coletivo em
vista da universalização da
oferta do serviço com 90%
de atendimento até 2033
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
1.1 Elaborar e Executar
um
projetos de implantação
do SES
até 2026
Imediato Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1.2 Implantar um SES
para atender até 90% da
população urbana até
2033
Curto
Prazo
Estrutural/
Estruturante
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
1.3 Realizar licitação da
concessão dos serviços
de água e esgoto ou
adesão ao bloco regional
Imediato Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
1.4 Implantar sistema de
tarifação adequado à
realidade da área
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
1.5 Intensificar
atividades de fiscalização
para extinção dos pontos
de lançamento de esgoto
a céu aberto e na rede de
drenagem
Contínuo Estruturante -
Institucional
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
1
2. Eliminar o uso de
fossas irregulares por meio
de campanhas de
sensibilização,
instrumentos legais,
e ações de fiscalização,
Incentivar a ligação
domiciliar no SES
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
2.1 Elaborar e executar
projetos de eliminação
das fossas rudimentares e
adesão ao SES
das áreas de maior risco
em consonância com a
implantação do SES até
2028
Curto
prazo EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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implantado até
2033
2.2 Elaborar e Executar
um
projetos de eliminação
das
fossas rudimentares e
adesão ao
SES dos prédios e
equipamentos públicos
até 2030
2.3 Eliminar de 90% das
fossas
rudimentares e adesão ao
SES até 2033
2 3. Erradicar o
lançamentos de águas
cinzas a céu aberto
Melhoria da
prestação dos
serviços
3.1 Elaborar
instrumentos legais que
determinem o
lançamento de águas
cinzas em locais
ambientalmente
adequados
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
3.2 Criar e implantar
programa de fiscalização
sanitária
Médio
prazo
Estrutural
3.3 Implantar lei
municipal que determine
a ligação domiciliar à
rede de distribuição
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 6 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Tratamento de
Esgoto
1 1. Implementar
soluções
alternativas
individuais de
baixo
custo e adequadas
às
normas vigentes
em até 90% dos
domicílios até
2033
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
1.1 Elaborar e executar um
projeto de financiamento de
soluções alternativas
individuais adequadas em até
20% dos domicílios até 2028
Imediato Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
1.2 Elaborar e executar um
projetos de financiamento de
soluções alternativas
individuais de esgotamento
sanitário em até 40% dos
domícilios até 2030
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Elaborar e executar um
projetos de financiamento de
soluções alternativas
individuais de esgotamento
sanitário em até 90% dos
domícilios até 2033.
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
1
2. Eliminar o uso
de
fossas irregulares
por meio de
campanhas de
sensibilização,
instrumentos
legais,
e ações de
fiscalização
até 2033
Implantação do
sistema de
esgotamento
sanitário
2.1 Eliminar de 90% das
fossas
rudimentares até 2033
Curto
prazo EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
2.2 Intensificação de
atividades de fiscalização para
extinção dos pontos de
lançamento de esgoto a céu
aberto e em sistemas
inadequados.
Contínuo
EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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3.3 Manejo de águas pluviais
3.3.1 Programa “Caminho das águas”
A partir da análise do cenário atual do serviço público de drenagem e manejo de águas
pluviais, construído por meio dos resultados obtidos no diagnóstico técnico-participativo, e do
cenário futuro desejado, que foi construído a partir dos objetivos definidos para esta área, foi
proposto o programa denominado Caminho das Águas.
O programa tem como finalidade utilizar soluções eficientes e eficazes e compatíveis à
realidade do município, em toda a área urbana, para prestar o serviço de drenagem e manejo
das águas pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes, adequados à saúde
pública e à segurança da vida e do patrimônio público e privado.
Este Programa tem como finalidade atender a população com sistema de drenagem
pluvial suficiente e adequado para atender a realidade da Sede Municipal, dos Distritos e da
extensão rural. Para isso, são previstas ações de planejamento, execução, ampliação,
manutenção e reparo das estruturas de drenagem.
3.3.2 Programa Gestão de Riscos para Drenagem Pluvial
A partir deste Programa será estruturada a gestão de riscos para o serviço de drenagem
urbana do Município de São Felipe D’Oeste através da elaboração e execução do Plano de
Gerenciamento de Risco para o Manejo de Águas Pluviais, que prevê eventos de emergência e
contingência e propõe ações que permitam corrigir potenciais eventos que possam
compromoter o Sistema e a população local.
3.3.3 Programa “Preservação e Conservação Ambiental”
Este programa visa à diminuição dos impactos causados ao ambiente por ausência de
soluções adequadas referentes ao Manejo da denagem das águas pluviais.
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Quadro 7 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Caminho das
Águas
1 1. Atender a 90% da
população com
sistema de drenagem
pluvial suficiente e
adequado para a
realidade e condições
locais até 2033
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Elaborar e executar projeto
e dimensionamento do sistema
de drenagem adequado com a
realidade do município, até
2026
Médio
prazo
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
1.2 Elaborar e executar projeto
de ampliação e unificação do
Sistema de Manejo de Águas
Pluviais para atendimento 70%
do território urbano municipal
até 2030
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Elaboração e execução de
projeto de ampliação do
Sistema de Manejo de Águas
Pluviais em 100% até 2033
Longo
Prazo
2 2. Criar um programa
de manutenção e
limpeza dos
dispositivos de
microdrenagem
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Criar e implantar um
cronograma de manutenção e
limpeza dos dispositivos de
microdrenagem existentes
Contínuo Estrutural/
Estruturante
Prefeitura Municipal
2.2 Criar uma equipe de
controle, manutenção e
fiscalização do sistema de
drenagem dentro da Secretaria
de Obras do município
Contínuo Estrutural
2.3 Implantar lei municipal que
dispõe sobre a drenagem pluvial
no município
2 3. Mapear as estruturas
e planejamento de
realizar novas obras
Melhoria da
prestação dos
Serviços
3.1 Mapear as estruturas
existentes no Município e criar
um cadastro técnico
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
3.2 Criar um programa de
fiscalização junto a Vigilância
Contínuo
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Sanitária para identificar e
encerrar as ligações
clandestinas
3.3 Criar um programa de
educação ambiental e sanitária
sobre a importância de não
realizar ligações clandestinas na
rede de drenagem pluvial
Curto
Prazo
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
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Quadro 8 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Novo Paraíso.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Caminho das
Águas
1 1. Atender a 90% da
população com
sistema de drenagem
pluvial suficiente e
adequado para a
realidade e condições
locais até 2033
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Elaborar e executar projeto e
dimensionamento do sistema de
drenagem adequado com a
realidade do município, até
2026
Médio
prazo
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
1.2 Elaborar e executar projeto
de ampliação e unificação do
Sistema de Manejo de Águas
Pluviais para atendimento 70%
do território urbano municipal
até 2030
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Elaboração e execução de
projeto de ampliação do
Sistema de Manejo de Águas
Pluviais em 100% até 2033
Longo
Prazo
2 2. Criar um programa
de manutenção e
limpeza dos
dispositivos de
microdrenagem
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Criar e implantar um
cronograma de manutenção e
limpeza dos dispositivos de
microdrenagem existentes
Contínuo Estrutural/
Estruturante
Prefeitura Municipal
2.2 Criar uma equipe de
controle, manutenção e
fiscalização do sistema de
drenagem dentro da Secretaria
de Obras do município
Contínuo Estrutural
2.3 Implantar lei municipal que
dispõe sobre a drenagem pluvial
no município
2 3. Mapear as
estruturas e
planejamento de
realizar novas obras
Melhoria da
prestação dos
Serviços
3.1 Mapear as estruturas
exitentes no Município e criar
um cadastro técnico
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
3.2 Criar um programa de
fiscalização junto a Vigilância
Contínuo
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Sanitária para identificar e
encerrar as ligações clandestinas
3.3 Criar um programa de
educação ambiental e sanitária
sobre a importância de não
realizar ligações clandestinas na
rede de drenagem pluvial
Curto
Prazo
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 9 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Caminho das
Águas
1 1. Atender a 90% da
população com
sistema de drenagem
pluvial suficiente e
adequado para a
realidade e condições
locais até 2033
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Elaborar e Executar
projeto e dimensionamento
do sistema de drenagem
adequado a realidade da
Zona Rural até 2026
Médio
prazo
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
1.2 Elaborar cronograma
permanente de manutenção
das
estradas e acessos das áreas
rurais até 2026
Médio
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Elaborar projetos de
controle de erosão das
margens dos rios das
comunidades rurais até 2028
Longo
Prazo
2
2. Garantir o
atendimento do
serviço de
drenagem pluviais,
seguindo o que
estabelece a Lei
Federal 11.445/07,
alterada pela Lei
14.026/20
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Implementar cronograma
de manutenção permanente
do
sistema até 2028
Contínuo
EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
Prefeitura Municipal
2.2 Implantação de ações de
monitoramento dos
dispositivos
de drenagem até 2026
Contínuo
Programa
Preservação e
Conservação
Ambiental
2 3. Elaboração e
execução de projetos de
recuperação, proteção e
a conservação dos solos
e das águas
Melhoria da
prestação dos
Serviços
3.1 Elaborar projetos de
macrodrenagem na Zona
Rural até 2026
Contínuo Estrutural/
Estruturante
Prefeitura Municipal
3.2 Execução de obras de
macrodrenagem no município
até 2028
Contínuo Estrutural
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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3.4 Gestão de resíduos sólidos
3.4.1 Programa gerenciamento e destinação dos resíduo sólidos
A partir da análise do cenário atual do serviço público de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos, construído mediante os resultados obtidos no diagnóstico técnico
participativo, e do cenário futuro desejado, que foi construído a partir dos objetivos definidos
para esta área, foi proposto o programa denominado Gerenciamento e Destinação dos Resíduo
Sólidos, cuja finalidade é universalizar o serviço de limpeza urbana e manejo de resíduos
sólidos utilizando soluções eficientes, eficazes e compatíveis à realidade do município visando
o gerenciamento e a destinação ambientalmente adequada aos resíduos sólidos na zona urbana
e na zona rural.
3.4.2 Programa Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
O Programa almeja atender 100% da população do Município com coleta e destinação
adequada dos resíduos, considerando a legislação vigente quanto ao gerenciamento e à
disposição final. Além disso, objetiva a manutenção dos espaços públicos por meio de
atividades de limpeza urbana e conservação de vias.
É prevista também a implantação da coleta seletiva no Município, bem como ações de
incentivo à organização e constituição de associação ou cooperativa de catadores de materiais
recicláveis.
3.4.3 Programa Preservação e Conservação Ambiental
O Programa inclui ações de controle ambiental, fiscalização, orientação, gestão
ambiental, e ações educativas, por intermédio de parcerias com órgãos federais, estaduais e
municipais, visando principalmente o combate ao desperdício, o consumo sustentável, o uso
racional dos recursos naturais, e a reciclagem dos resíduos sólidos.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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Quadro 10 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Gerenciamento e
destinação dos
Resíduos
Sólidos
1 1. Manter o atendimento
de 100% da população
com
destinação adequada
dos resíduos, de
acordo com a Lei
Federal n°
12.305/2010 quanto
à destinação final
dos resíduos sólidos
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Manter a coleta seletiva
(orgânicos e inorgânicos)
Contínuo Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
1.2 Manter a separação da Municipal
coleta de orgânicos e
inorgânicos até 2028
Contínuo Estrutural/
Estruturante
1.3 Implantar um modelo de
cobrança da taxa de lixo, em
busca de garantir
sustentabilidade econômicofinanceira
Imediato Estrutural
/Estruturante
1.4 Realizar capacitação
contínua da equipe de
trabalho no manejo dos
resíduos sólidos e limpeza
pública
Contínuo Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
1
2. Promoção de ações
de regulação e
fiscalização quanto
aos resíduos
comerciais e
industriais gerados
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Realizar parcerias com
associação comercial e
industrial para implantar o
sistema de logística reversa
até 2026
Curto
prazo EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
2.2 Implementação das ações
de logística reversa previstas
no
PGIRS até 2026
Curto
prazo
1 3. Melhorar
infraestrutura para gestão
de Resíduos de
Construção Civil (RCC),
gestão de resíduos verdes
e de resíduos volumosos
Melhoria da
prestação dos
Serviços
3.1 Implantar um modelo de
gestão voltada para os RCC,
resíduos volumosos e
resíduos verdes
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
3.2 Criar um programa de
compostagem em parceria
com a cooperativa de
catadores para reutilização
Curto
prazo
Estrutural
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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dos resíduos verdes
3.3 Reutilizar os resíduos de
construção civil em
aterramento nas obras da
prefeitura municipal
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
3.4 Contratar empresa
especializada para coleta e
destinação final de resíduos
volumosos
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
2 4. Elaborar e executar
projetos que
contemplem a
gestão de todos os
tipos de resíduos
gerados no
Município
Melhoria da
prestação dos
Serviços
4.1 Atualizar e implementar
o
PGIRS até 2024
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
4.2 Elaborar e implementar o
PGIRSS até 2024
Programa
Preservação e
Conservação
Ambiental
2 5. Preservar o solo
e lençóis freáticos Melhoria da
prestação dos
Serviços
5.1 Intensificação das
atividades de fiscalização
para coibir práticas
inadequadas de lançameto de
resíduos na área do antigo
lixão até 2024
Contínuo Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
5.2 Elaboração de
cronograma
de monitoramento
permanente até 2023
5.3 Implementação de
fiscalização e multas para
ações irregulares até 2028
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
1 6. Elaborar um Plano de
Recuperação de Área
Degradada (PRAD) para
recuperar a área do
antigo lixão do município
Melhoria da
prestação dos
Serviços
6.1 Elaborar e implementar
um Projeto de Recuperação
de Área Degradada (PRAD)
visando a recuperação da
área do antigo lixão até 2024
Imediato Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 11 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Novo Paraíso.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Gerenciamento e
destinação dos
Resíduos
Sólidos
1 1. Manter o
atendimento de 100%
da população com
destinação adequada
dos resíduos, de
acordo com a Lei
Federal n°
12.305/2010 quanto
à destinação final
dos resíduos sólidos
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Manter a coleta seletiva
(orgânicos e inorgânicos)
Contínuo Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
1.2 Manter a separação da
coleta de orgânicos e
inorgânicos até 2028
Contínuo Estrutural/
Estruturante
1.3 Implantar um modelo de
cobrança da taxa de lixo, em
busca de garantir
sustentabilidade econômicofinanceira
Imediato Estrutural/
Estruturante
1
2. Promoção de ações
de regulação e
fiscalização quanto
aos resíduos
comerciais e
industriais gerados
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Realizar parcerias com
associação comercial e
industrial para implantar o
sistema de logística reversa
até 2026
Curto
prazo EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
2.2 Implementação das
ações de logística reversa
previstas no
PGIRS até 2026
Curto
prazo
1 3. Melhorar
infraestrutura para
gestão de Resíduos de
Construção Civil (RCC)
e gestão de resíduos
verdes
Melhoria da
prestação dos
Serviços
3.1 Implantar um modelo de
gestão voltada para os RCC,
resíduos volumosos e
resíduos verdes
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
3.2 Criar um programa de
compostagem em parceria
com a cooperativa de
catadores para reutilização
dos resíduos verdes
Curto
prazo
Estrutural
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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3.3 Reutilizar os resíduos de
construção civil em
aterramento nas obras da
prefeitura municipal
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Programa
Preservação e
Conservação
Ambiental
2 4. Preservar o solo
e lençóis freáticos Melhoria da
prestação dos
Serviços
4.1 Intensificação das
atividades de fiscalização
para coibir práticas
inadequadas de queima dos
resíduos até 2024
Contínuo Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
4.2 Elaboração de
cronograma
de monitoramento
permanente até 2023
4.3 Implementar
fiscalização e multas para
ações irregulares até 2028
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 12 - Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA PRIORIDADE
DO
PROGRAMA
OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE
FINANCIAMENTO
Programa
Gerenciamento e
destinação dos
Resíduos
Sólidos
1 1. Elaboração de projetos
para a gestão dos resíduos
sólidos gerados na extensão
rural de acordo com as
realidades locais
Melhoria da
prestação dos
Serviços
1.1 Criar pontos
estratégicos para
implantação de Pontos
de Entregas Voluntárias
(PEVs) ou Ecopontos na
comunidade
Curto
prazo
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
1.2 Promover a
separação da coleta de
orgânicos e inorgânicos
até 2028
Curto
prazo
Estrutural/
Estruturante
1.3 Elaborar,
gerenciamento e
divulgação de
cronograma de coleta de
resíduos sólidos
Imediato Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Programa
Preservação e
Conservação
Ambiental
2 2. Promover ações de educação
ambiental e sanitária visando
orientar a população a não
realizar a queima/enterramento
dos resíduos
Melhoria da
prestação dos
Serviços
2.1 Intensificação das
atividades de
fiscalização
para coibir práticas
inadequadas até 2024
Contínuo Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
2.2 Elaboração de
cronograma
de monitoramento
permanente até 2023
2.3 Implementação de
fiscalização e multas
para
ações irregulares até
2028
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
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4 HIERARQUIZAÇÃO DAS PROPOSTAS DO PMSB
Com o objetivo de atribuir uma visão estratégica ao PMSB, no sentido de torná-lo
exequível naquilo que é tido como mais prioritário, utilizou-se uma metodologia que visa
orientar o município na tarefa de hierarquização das propostas de programas, projetos e ações
programadas.
Os critérios elencados nessa metodologia são de natureza: • Institucional; • Social; • Ambiental; • Econômico-financeira; • Operacional.
Além dessas dimensões relacionadas à natureza, esses critérios equivalem a ações tanto
estruturais quanto estruturantes, sendo que essas últimas geram também resultados para o bom
funcionamento da infraestrutura instalada. Passa-se, em seguida, à descrição de cada critério,
organizado segundo a dimensão quanto à natureza à qual pertence, e associado ao seu próprio
descritor, que certamente ajudará na tarefa de analisar, classificar e valorar cada programa no
PMSB.
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4.1 Abastecimento de água
Quadro 13 - Hierarquização das propostas para o serviço de abastecimento de água tratada no Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA/
PROJETO
D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO
CRITÉRIO (S/N)
PONTUAÇÃO
(0 A 10)
TOTAL
DE
PONTOS
POSIÇÃO
Universalização do abastecimento Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 1
Regulação pública 3,0 S 10 30
Participação e controle social 3,0 S 10 30
Intersetorialidade 2,5 S
9 22,5
Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50
Amb. Reparação ambiental 2,0 S
9 18
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S
8 12
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S 10 40
Fontes de financiamento
disponíveis
1,0 S
8
8
Melhor relação custo-benefício 0,5 S
7 3,5
Op. Melhoria da qualidade da
prestação dos serviços
3,5 S 10 35
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 294
Preservação e Conservação Ambiental Inst. Integralidade 4,5 S
8 24 3
Regulação pública 3,0 S
8 24
Participação e controle social 3,0 S
7 17,5
Intersetorialidade 2,5 S 10 50
Social Universalização e inclusão social 5,0 S
7 14
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Amb. Reparação ambiental 2,0 S
7 10,5
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S 10 40
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S
6
6
Fontes de financiamento
disponíveis
1,0 S
6
3
Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 35
Op. Melhoria da qualidade da
prestação dos serviços
3,5 S
8 24
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 264,5
Gestão de Risco para o Sistema de
Abastecimento de Água
Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 2
Regulação pública 3,0 S
9 27
Participação e controle social 3,0 S 10 30
Intersetorialidade 2,5 S
9 22,5
Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50
Amb. Reparação ambiental 2,0 S
9 18
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S
8 12
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S 10 40
Fontes de financiamento
disponíveis
1,0 S
8
8
Melhor relação custo-benefício 0,5 S
7 3,5
Op. Melhoria da qualidade da
prestação dos serviços
3,5 S 10 35
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 291
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA
– TED 08/2017 (2022).
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4.2 Esgotamento sanitário
Quadro 14 - Hierarquização das propostas para o serviço de esgotamento sanitário no Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA/
PROJETO
D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO CRITÉRIO
(S/N)
PONTUAÇÃO
(0 A 10)
TOTAL
DE
PONTOS
POSIÇÃO
Programa Tratamento de Esgoto Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 1
Regulação pública 3,0 S 10 30
Participação e controle social 3,0 S 10 30
Intersetorialidade 2,5 S 10 25
Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50
Amb. Reparação ambiental 2,0 S 10 20
Reparação ambiental e conformidade
legal
1,5 S 10 15
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 10 40
Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 10 10
Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10
5
Op. Melhoria da qualidade da prestação dos
serviços
3,5 S 10 35
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 305
Preservação e Conservação
Ambiental
Inst. Integralidade 4,5 S
8 24 2
Regulação pública 3,0 S
8 24
Participação e controle social 3,0 S
7 17,5
Intersetorialidade 2,5 S 10 50
Social Universalização e inclusão social 5,0 S
7 14
Amb. Reparação ambiental 2,0 S
7 10,5
Reparação ambiental e conformidade 1,5 S 10 40
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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legal
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S
6
6
Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S
6
3
Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 35
Op. Melhoria da qualidade da prestação dos
serviços
3,5 S
8 24
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 264,5
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
4.3 Manejo de águas pluviais
Quadro 15 - Hierarquização das propostas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA/
PROJETO
D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO
CRITÉRIO (S/N)
PONTUAÇÃO
(0 A 10)
TOTAL
DE
PONTOS
POSIÇÃO
Programa caminho das águas
Inst. Integralidade 4,5 S
9 40,5 1
Regulação pública 3,0 S
8 24
Participação e controle social 3,0 S
8 24
Intersetorialidade 2,5 S
8 20
Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50
Amb. Reparação ambiental 2,0 S
7 14
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S
7 10,5
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S 10 40
Fontes de financiamento
disponíveis
1,0 S
7
7
Melhor relação custo-benefício 0,5 S
7 3,5
Op. Melhoria da qualidade da prestação
dos serviços
3,5 S 10 35
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 268,5
Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 2
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Programa Gestão de Riscos para
Drenagem Pluvial
Regulação pública 3,0 S
9 27
Participação e controle social 3,0 S 10 30
Intersetorialidade 2,5 S
9 22,5
Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50
Amb. Reparação ambiental 2,0 S
9 18
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S
8 12
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S 10 40
Fontes de financiamento
disponíveis
1,0 S
7
7
Melhor relação custo-benefício 0,5 S
7 3,5
Op. Melhoria da qualidade da prestação
dos serviços
3,5 S 10 35
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 290
Preservação e Conservação
Ambiental
Inst. Integralidade 4,5 S
8 24 3
Regulação pública 3,0 S
8 24
Participação e controle social 3,0 S
7 17,5
Intersetorialidade 2,5 S 10 50
Social Universalização e inclusão social 5,0 S
7 14
Amb. Reparação ambiental 2,0 S
7 10,5
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S 10 40
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S
6
6
Fontes de financiamento
disponíveis
1,0 S
6
3
Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 35
Op. Melhoria da qualidade da prestação
dos serviços
3,5 S
8 24
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 264,5
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA
– TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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4.4 Manejo de resíduos sólidos
Quadro 16
– Hierarquização das propostas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA/
PROJETO
D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO
CRITÉRIO (S/N)
PONTUAÇÃO
(0 A 10)
TOTAL
DE
PONTOS
POSIÇÃO
Programa gerenciamento e destinação
dos resíduo sólidos
Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 1
Regulação pública 3,0 S 10 30
Participação e controle social 3,0 S 10 30
Intersetorialidade 2,5 S 10 25
Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50
Amb. Reparação ambiental 2,0 S 10 20
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S 10 15
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S 10 40
Fontes de financiamento
disponíveis
1,0 S 10 10
Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10
5
Op. Melhoria da qualidade da
prestação dos serviços
3,5 S 10 35
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 305
Programa Limpeza Urbana e Manejo
de Resíduos Sólidos
Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 2
Regulação pública 3,0 S 10 30
Participação e controle social 3,0 S 10 30
Intersetorialidade 2,5 S
9 22,5
Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50
Amb. Reparação ambiental 2,0 S
9 18
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S
9 13,5
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S 10 40
Fontes de financiamento 1,0 S
8
8
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 49 de 50
disponíveis
Melhor relação custo-benefício 0,5 S
8
4
Op. Melhoria da qualidade da
prestação dos serviços
3,5 S 10 35
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 296
Preservação e Conservação Ambiental Inst. Integralidade 4,5 S
8 24 3
Regulação pública 3,0 S
8 24
Participação e controle social 3,0 S
7 17,5
Intersetorialidade 2,5 S 10 50
Social Universalização e inclusão social 5,0 S
7 14
Amb. Reparação ambiental 2,0 S
7 10,5
Reparação ambiental e
conformidade legal
1,5 S 10 40
Eco/
finan.
Sustentabilidade econômico
financeira
4,0 S
6
6
Fontes de financiamento
disponíveis
1,0 S
6
3
Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 35
Op. Melhoria da qualidade da
prestação dos serviços
3,5 S
8 24
TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 264,5
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde - FUNASA.Termo de referência
para elaboração de plano municipal de Saneamento Básico / Ministério da Saúde,Fundação
Nacional de Saúde.
– Brasília : Funasa, 2018.
________. PRESIDENCIA DA REPÚBLICA. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007.
Disponível em: < http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao> Acesso em: 04 /02/2016.
________ Lei nº 12.305, de 2 de Agosto de 2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília,
2010. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao>.
________ Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 - Atualiza o marco legal do saneamento básico
e altera as Leis nº 9.984, de 17 de julho de 2000, nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, nº
11.107, de 6 de abril de 2005, nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 12.305, de 2 de agosto de
2010, 13.089, de 12 de janeiro de 2015, nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017; e dá outras
providências. Brasília, 2020. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2020/lei/l14026.htm>
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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418
APÊNDICE C - PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO (PRODUTO F)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Agosto de 2022
PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
PRODUFO F
PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE
D’OESTE/RO
Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de
Cooperação Técnica
– NICT da FUNASA, como produto
para composição do Plano Municipal de Saneamento
Básico, equivalendo ao Produto F do Termo de Execução
Descentralizada
– TED 08/17, celebrado entre FUNASA
e IFRO. O relatório foi elaborado pelo Comitê Executivo
do PMSB e aprovado pelo Comitê de Coordenação,
recebendo assessoramento técnico do IFRO, por meio do
Projeto Saber Viver Portaria nº 1876/REIT-CGAB /
IFRO, e financiamento através da FUNASA.
SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Agosto de 2022
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Av. Jorge Teixeira de Oliveira, 667, Centro, São Felipe D’Oeste/RO, CEP 76.977-000,
(69) 3445-1099
PREFEITO
Sidney Borges de Oliveira
VICE-PREFEITO
Edson de Oliveira
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
— FUNASA
Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO)
Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP 76.803-596, (69) 3216-6138
www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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APRESENTAÇÃO
Dentre o conjunto de documentos que norteiam a elaboração do Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB), a Programação da Execução corresponde à sistematização dos
programas, projetos e ações de saneamento básico para os quatro serviços de saneamento
básico: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de
resíduos sólidos. Este Produto objetiva especificar os beneficiários, o custo estimado, as fontes
de financiamento disponíveis, os agentes responsáveis e as parcerias potenciais para cada
programa definido no escopo do PMSB.
O presente Produto, norteado pelo Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde
(FUNASA) de 2018, foi elaborado pelos Comitês Executivo e de Coordenação do PMSB do
Município (conjuntamente com a Prefeitura e Secretarias). Através do Termo de Execução
Descentralizada (TED) 08/2017, celebrado entre as instituições FUNASA e IFRO, o Município
recebeu assessoramento técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Rondônia
– IFRO, por meio do Projeto Saber Viver (Portaria nº1876/REIT-CGAB/IFRO), com
financiamento advindo através da Fundação Nacional de Saúde
– FUNASA. Dentre a gama de
produtos integradores do TED 08/17, refere-se ao Produto F.
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LISTA DE SIGLAS
AGERO - Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado de Rondônia
PERH
– Plano Estadual de Recurso Hídricos
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico
RCC
– Resíduos de Construção Civil
RDO
– Resíduos Sólidos Domiciliares
RS
– Resíduos Sólidos
RSS
– Resíduos Serviço e Saúde
SAA- Sistema de Abastecimento de Água
SAIs - Soluções Alternativas Individuais
SES
– Sistema de Esgotamento Sanitário
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LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água
tratada na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste .............................................................. 14
Quadro 2 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água
tratada no Distrito de Novo Paraíso ..................................................................................... 19
Quadro 3 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água
tratada nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste ..................................................... 22
Quadro 4 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário
na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. ........................................................................... 26
Quadro 5- Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário
no Distrito de Novo Paraíso. .................................................................................................. 29
Quadro 6 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário
nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste ................................................................... 32
Quadro 7 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste. .................................................. 35
Quadro 8 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais no Distrito de Novo Paraíso. ......................................................................... 38
Quadro 9 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de
águas pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste .......................................... 40
Quadro 10 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos
sólidos na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste ............................................................... 43
Quadro 11 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos
sólidos no Distrito de Novo Paraíso. ..................................................................................... 47
Quadro 12 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos
sólidos nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste ...................................................... 50
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 8
2 PROPOSIÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB ...................... 10
2.1 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Abastecimento de Água 13
2.2 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Esgotamento Sanitário .. 25
2.3 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Águas
Pluviais ..................................................................................................................................... 34
2.4 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Resíduos
Sólidos ...................................................................................................................................... 42
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 52
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1 INTRODUÇÃO
Segundo o Termo de Referência (TR) da FUNASA para a elaboração do Plano
Municipal de Saneamento Básico
– PMSB (FUNASA, 2018), a Programação da Execução do
PMSB sistematiza, de forma objetiva, os resultados do processo de elaboração do PMSB, na
medida em que lista todas as propostas, retomando a vinculação com os objetivos e as metas,
hierarquizando sua prioridade, bem como a quem beneficia, o custo estimado, as fontes de
financiamento disponíveis, os agentes responsáveis e as parcerias potenciais.
Esta sistematização amplia as informações referentes aos Programas, Projetos e Ações
apresentadas no Produto anterior (Produto E), acrescenta elementos de:
a) prioridade alcançada no ranking da metodologia que hierarquizou as ações do PMSB;
b) prazo para sua execução;
c) custo estimado para cada proposta;
d) fontes de financiamento, que poderão ser captadas pelo Governo Municipal, ou
reservadas se for com recursos próprios;
e) agente responsável pela implementação da proposta e parcerias conquistadas em
torno da proposta.
Cabe ressaltar e reafirmar que os recursos estimados no PMSB não estarão
necessariamente contemplados previamente no orçamento municipal. Logo, deverão fazer parte
do PPA a partir de então. Também poderão ser consideradas outras fontes de recursos oriundas
de programas dos Governos Federal, estadual, emendas parlamentares, recursos privados,
dentre outros.
Os detalhamentos da programação estão apresentados em listagens dos programas e
posteriores quadros organizados conforme os quatro componentes referentes aos serviços de
saneamento básico e as áreas do Município.
Este Produto continua seguindo a perspectiva pactuada para a proposição dos
programas, projetos e ações aqui elencadas para a efetivação na prática do PMSB de São Felipe
d’Oeste/RO, considerando:
• a universalização do acesso por meio da expansão e de melhoria da prestação dos
serviços para os 4 componentes (abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo
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de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais);
• o atendimento da população rural e de baixa renda, incluindo as áreas dispersas mediante
a utilização de sugestões compatíveis com suas características sociais, culturais e
ambientais;
• o desenvolvimento institucional do saneamento por meio de capacitação de gestores e
técnicos municipais sobre regularização dos contratos, segundo o que estabelece a
legislação, o uso de tecnologias apropriadas e de tecnologias sociais para a gestão
integrada e participativa;
• a capacitação dos agentes sociais quanto à política pública e à gestão dos serviços de
saneamento básico, incluindo conselheiros municipais, lideranças comunitárias, agentes
de saúde, representantes de movimentos sociais, entre outros que existirem no Município;
• o fortalecimento da educação ambiental e da mobilização social visando o combate ao
desperdício, o consumo sustentável, o uso racional da água, a não geração, redução,
reaproveitamento e reciclagem dos resíduos sólidos;
• a implantação e/ou fortalecimento da coleta seletiva municipal com inclusão social dos
catadores de materiais recicláveis como agentes econômicos e ambientais do manejo de
resíduos sólidos;
• a regulação pública e regulamentação municipal para disciplinar os demais geradores
de resíduos sólidos (RCC, RSS, perigosos, comerciais em grande volume, etc.) e para
implementar a logística reversa;
• o controle e a redução de perdas nos sistemas de saneamento básico em operação no
Município;
• o controle e a vigilância da qualidade da água para consumo humano (potabilidade e
informação ao consumidor);
• o controle das condições de manejo de águas pluviais por meio de retenção do
escoamento das águas superficiais, redução do nível de impermeabilização do solo,
detenção e amortecimentos, revitalização de fundos de vale, aproveitamento de água de
chuva, entre outras medidas;
• a reestruturação da gestão municipal do saneamento básico, de acordo com o que dispõe
a Política Municipal e o Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços.
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2 PROPOSIÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB
O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de São Felipe d’Oeste definiu oito
Programas, apresentados das seguintes formas:
Programa Universalização do Abastecimento de Água
Conforme os objetivos dos termos legais para o PMSB, este Programa prevê o projeto
de ampliar o sistema de abastecimento urbano de forma a atender toda a população municipal
em toda sua abrangência geográfica, social e cultural, considerando as tecnologias mais
plausíveis em termos de custo/benefício e acessibilidade. Para isso, deverá contar com ações de
manutenção e reforma da rede existente, para solucionar problemas atuais e garantir um sistema
base eficiente que possa suportar ações posteriores referentes a ampliação da rede de
abastecimento.
Este Programa almeja também a distribuição sem perdas através de projetos de
planejamento e aplicação de tecnologias e gestão atualizadas pelo avanço científico, bem como
ações sistematizadas de investigação para resolução de problemas de vazamentos e perdas de
recurso hídrico, e ainda projetos de educação ambiental em todos os níveis de ensino.
Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água
Este Programa dedica-se a estruturar e implementar a gestão de riscos no processo de
fornecimento de água do Município de São Felipe d’Oeste por meio da elaboração e execução
do Plano de Gerenciamento de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água, que prevê
eventos de emergência e contingência e propõe ações que permitam corrigir potenciais eventos
que possam comprometer o Sistema.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Programa Tratamento de Esgoto
A partir da análise do cenário atual do serviço público de esgotamento sanitário,
construído mediante os resultados obtidos no diagnóstico técnico-participativo, e do cenário
futuro desejado, que foi construído a partir dos objetivos definidos para esta área, foi proposto
o programa denominado Esgoto Tratado, cuja finalidade é universalizar o serviço de
esgotamento sanitário utilizando soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do
Município para realizar o tratamento e dar a destinação ambientalmente adequada do esgoto
sanitário na zona urbana e na zona rural.
O Programa objetiva executar as ações de ampliação, reforma e manutenção do sistema
de esgotamento sanitário, bem como definir alternativas técnicas de engenharia para atender as
diversas realidades encontradas no Município, garantindo o atendimento do serviço de
esgotamento sanitário com qualidade de acordo com o que estabelece as Leis Federais n.
11.445/2007 e n. 14.026/2020.
Programa Caminho das Águas
A partir da análise do cenário atual do serviço público de drenagem e manejo de águas
pluviais, construído a partir dos resultados obtidos no diagnóstico técnico-participativo, e do
cenário futuro desejado, que foi construído por intermédio dos objetivos definidos para esta
área, foi proposto o programa denominado Caminho das Águas.
O Programa tem como finalidade utilizar soluções eficientes e eficazes e compatíveis à
realidade do Município, em toda a área urbana, para prestar o serviço de drenagem e manejo
das águas pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes, adequados à saúde
pública e à segurança da vida e do patrimônio público e privado.
Este Programa tem como finalidade atender a população com sistema de drenagem
pluvial suficiente e adequado para atender a realidade da Sede Municipal, dos Distritos e da
extensão rural. Para isso, são previstas ações de planejamento, execução, ampliação,
manutenção e reparo das estruturas de drenagem.
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Programa Gestão de Riscos para Drenagem Pluvial
A partir deste Programa será estruturada a gestão de riscos para o serviço de drenagem
urbana do Município de São Felipe d’Oeste através da elaboração e execução do Plano de
Gerenciamento de Risco para o Manejo de Águas Pluviais, que prevê eventos de emergência e
contingência e propõe ações que permitam corrigir potenciais eventos que possam comprometer
o Sistema e a população local.
Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos
A partir da análise do cenário atual do serviço público de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos, construído por meio dos resultados obtidos no diagnóstico técnico
participativo, e do cenário futuro desejado, que foi construído mediante os objetivos definidos
para esta área, foi proposto o programa denominado Gerenciamento e Destinação dos Resíduos
Sólidos, cuja finalidade é universalizar o serviço de limpeza urbana e manejo de resíduos
sólidos utilizando soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do Município para
fazer o gerenciamento e dar a destinação ambientalmente adequada para os resíduos sólidos na
zona urbana e na zona rural.
Programa Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
O Programa almeja atender 100% da população do Município com coleta e destinação
adequada dos resíduos, considerando a legislação vigente quanto ao gerenciamento e à
disposição final. Além disso, objetiva a manutenção dos espaços públicos por meio de
atividades de limpeza urbana e conservação de vias.
É prevista também a implantação da coleta seletiva no Município, bem como ações de
incentivo à organização e constituição de associação ou cooperativa de catadores de materiais
recicláveis.
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Programa Preservação e Conservação Ambiental
O Programa considera os quatro componentes do saneamento básico e inclui ações de
controle ambiental, fiscalização, orientação, gestão ambiental, e ações educativas, por meio de
parcerias com órgãos federais, estaduais e municipais, visando principalmente o combate ao
desperdício, o consumo sustentável, o uso racional dos recursos naturais, e a reciclagem dos
resíduos sólidos. Engloba ainda projetos de planejamento a fim de evitar a contaminação do
solo e do lençol freático e preservar as matas ciliares, elementos fundamentais para a
manutenção de um ambiente equilibrado.
Os programas são agrupados em projetos, e estes por sua vez, possuem um escopo
específico de ações, objetivos, responsáveis, metas e custos.
As políticas públicas das áreas que abrangem o saneamento foram levadas em
consideração na formulação dos programas, projetos e ações. Entretanto, podem sofrer
alterações em função de políticas governamentais ou impactos na economia, na conjuntura ou
circunstância atual em que estejam inseridas, devendo as ações e as metas contempladas serem
revisadas e adaptadas às novas condições.
2.1 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Abastecimento de
Água
A seguir é listada a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações de
abastecimento de água da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 1 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste
.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO
/META
FONTES DE
FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
1.1 Elaborar
projeto para
atender a
demanda futura
e universalizar o
acesso ao SAA
Operacional/
Estruturante
1. Ampliar o
sistema de
abastecimento
de água
urbano em
vistas da
universalizaçã
o do serviço
com 99% de
atendimento
da população
até 2033
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
R$ 232.803,67
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse Público/
Convênios Federais
e Estaduais
1.2 Elaborar
instrumentos
legais que
determinem a
ligação
domiciliar na
rede de
distribuição
Estruturante - Baixa Médio (9 a
12 anos) Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.3 Aprovar na
câmara
instrumentos
legais que
determinem a
ligação
domiciliar na
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante - Alta
Curto
(4 a 8
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.4 Implantar lei
municipal que
determine a
ligação
domiciliar a
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante - Alta
Curto
(4 a 8
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
2.1
Levantamento,
aquisição e
instalação de
micromedidores
Estrutural/
Estruturante
2. Ampliar a o
parque de
hidrômetros
para
atendimento
de 100%
Prefeitura
Municipal/
Concessionária. Contínuo Contínuo R$ 36.780,08
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse Público/
Convênios Federais
e Estaduais
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
3.1 Investir na
automatização
do sistema
EconômicoFinanceira/
Estrutural e
Estruturante
3. Instalar
macromedidor
para contribuir
com processo
de redução de
perdas
Prefeitura
Municipal/
Concessionária Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
Custo previsto
no item 3.2
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Concessionária
3.2
Automatização
de 100% do
sistema de
abastecimento
de água até
2026
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
R$ 8.992,26 Prefeitura
Municipal
Concessionária
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
4.1 Aquisição e
instalação de
adensador de
lodo e filtro
prensa
Estrutural/
Estruturante
4. Realizar o
tratamento e
destinação
ambientalment
e adequada ao
lodo da
Estação de
Tratamento de
Água
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média
Curto
(4 a 8
anos)
R$ 56.578,00 Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
5.1 Identificar
as causas de
perda
no sistema de
abastecimento
de
5. Reduzir o
índice de
perdas de
52,51% para
20%
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média
Curto
(4 a 8
anos))
R$ 162.598,21
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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água
5.2 Criar
cronograma
permanente de
manutenção e
reparos da rede
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média
Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
concessionária
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
5.3 Instalação
de
macromedidores
até 2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Médio (9 a
12 anos) R$ 35.980,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
5.4 Manutenção
e reparos no
sistema e na
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média
Imediato
(0 a 3
anos)
R$ 627.246,80
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
6.1 Formalizar
contrato com à
Agência de
Regulação de
Serviços
Públicos
Delegados do
Estado de
Rondônia
(AGERO) sobre
termos legais
Estrutural/
Estruturante
6. Regularizar
a prestação
dos serviços
conforme a
Lei n°
14.026/2020
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
7.1 Estabelecer
e acompanhar
protocolos de
monitoramento
da qualidade da
água até 2023
Estrutural/
Estruturante
7. Atender a
legislação
vigente no
monitorament
o da qualidade
da água bruta
e tratada,
garantindo
segurança ao
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
R$ 326.600,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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consumo
8.1 Realizar a
regularização da
área do ponto de
captação e o
cercamento da
área
Estrutural/
Estruturante
8. Regularizar
a área de
captação e
realizar o
cercamento do
local
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto.
Ação a ser
realizada pela
concessionária
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
9.1 Formar
professores das
escolas
municipais e
lideranças
comunitárias
para
implementação
de ações
educativas e
ambientais até
2023
Estrutural/
Estruturante
9. Promover a
educação
sanitária e
ambiental para
atender a sede,
Distrito Novo
Paraíso e a
zona rural
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo
Custo
estimado no
item 9.2 do
Quadro 1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
9.2 Implementar
programa
municipal de
educação
sanitária e
ambiental sobre
os quatro
componentes do
saneamento
básico nas
escolas de todo
o município a
partir de 2024
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo
R$ 874.232,29 Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
9.3 Realizar
campanhas
anuais de
educação
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo
Custo
estimado no
item 9.2 do
Quadro 1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 18 de 65
ambiental para
toda a
população na
Semana do
Meio
Ambiente (5 de
junho), a partir
de
2024
Gestão de Risco
para o Sistema
de
Abastecimento
de Água
10.1 Realizar a
aquisição de um
gerador reserva
de energia
Estrutural/
Estruturante
10. Adquirir
um motor de
energia
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto
(4 a 8
anos)
R$ 40.526,75
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
11.1 Criar o
conselho de
saneamento
básico para
atender os
serviços de
saneamento
básico no
município
Estrutural/
Estruturante
11. Criação do
conselho
municipal de
saneamento
básico para
atender os
serviços de
saneamento
básico
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Universalização
do
Abastecimento
de Água”
12.1 Elaborar e
implantar um
Plano de
Gerenciamento
de Risco para o
Sistema de
Abastecimento
de Água até
2028
Estrutural/
Estruturante
12. Elaborar e
implantar
Plano de
Gerenciament
o de Risco
para o Sistema
de
Abastecimento
de Água
Prefeitura
Municipal Alta Médio (9 a
12 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 19 de 65
Quadro 2 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito de Novo Paraíso.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA
OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
“Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água’’
1.1 Elaborar
projeto para
atender a
demanda futura
e universalizar o
acesso ao SAA
Estrutural/
Estruturante 1. Ampliar o
sistema de
abastecimento
de água
urbano em
vistas da
universalizaçã
o do serviço
com 99% de
atendimento
da população
até 2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta
Curto
(4 a 8
anos)
R$ 89.617,60
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Elaborar
instrumentos
legais que
determinem a
ligação
domiciliar na
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta
Curto
(4 a 8
anos)
Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 20 de 65
1.3 Aprovar na
câmara
instrumentos
legais que
determinem a
ligação
domiciliar na
rede de
distribuição
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta
Curto
(4 a 8
anos)
Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.4 Implantar lei
municipal que
determine a
ligação
domiciliar a rede
de distribuição
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta
Curto
(4 a 8
anos)
Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
“Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água’’
2.1
Levantamento,
aquisição e
instalação de
micromedidores
Estrutural/E
struturante
2. Ampliar a o
parque de
hidrômetros
para
atendimento
de 100%
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
R$ 16.297,76
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 21 de 65
3.1 Investir na
automatização
do sistema
Estrutural/E
struturante 3. Instalar
macromedidor
para
quantificar o
valor de
perdas de
águas
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto
Curto
(4 a 8
anos)
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.2
Automatização
de 100% do
sistema de
abastecimento de
água até 2026
Estrutural/E
struturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto
Curto
(4 a 8
anos)
R$ 35.980,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
4.1 Implantar um
programa de
manutenção da
infraestrutura
existente no
Distrito
Estrutural/E
struturante
4. Criar um
programa de
manutenção
da
infraestrutura
existente
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Contínuo R$ 18.413,70
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
5.1 Estabelecer e
acompanhar
protocolos de
monitoramento
da qualidade da
água até 2023
Estrutural/E
struturante
5. Atender a
legislação
vigente no
monitorament
o da qualidade
da água bruta
e tratada,
garantindo
segurança ao
consumo
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Contínuo R$ 326.600,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 3 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
“Universalização
dos
Serviços de
Abastecimento
de Água”
1.1 Elaborar
projeto para
atender a demanda
futura e
universalizar
o acesso ao
abastecimento de
água adequado a
realidade da Área
Rural
Operacional
/
Estruturante
1. Elaborar e
implantar de
projetos
adequados às
normas legais e
às realidades
encontradas na
extensão rural
que objetivam
atender a
demanda futura e
universalizar o
acesso ao serviço
de
abastecimento de
água com vista a
universalização
do
serviço com 99%
de
atendimento da
população até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
R$
1.413.533,50
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.2 Instituir
programa de
monitoramento da
qualidade de água
dos poços nas
áreas rurais
até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Instituir
programa de
financiamento de
perfuração de
poços em
localidades
isoladas
até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionaria
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 23 de 65
1.4 Implementar
soluções de
tratamento de água
individualizadas
para as áreas
isoladas até 2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
previsto no
Item 1.1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
1.5 Implementar
Soluções
alternativas
coletivas em
comunidades com
pequenos
agrupamentos
populacionais até
2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Curto (4
a 8 anos
Custo
previsto no
Item 1.1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
Preservação e
Conservação
Ambiental
2.1 Formar
professores das
escolas rurais e
lideranças do
campo para
implementação de
ações educativas e
ambientais até
2023
Estrutural/
Estruturante
2. Elaborar e
executar
Programa de
Educação
Sanitária e
Ambiental
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
R$
568.335,6
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.2 Implementar
programa Rural de
educação sanitária
e ambiental nas
escolas a partir de
2024
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 24 de 65
2.3 Realizar
campanhas anuais
de educação
ambiental para
toda a população
na Semana do
Meio Ambiente (5
de junho), a partir
de 2024
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Contínuo Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 25 de 65
2.2 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Esgotamento Sanitário
A seguir é listada a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações de
esgotamento sanitário da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 26 de 65
Quadro 4 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
1.1 Executar o
projetos de
implantação do SES
até 2026
Operacional/
Estruturante
1.
Implantação
de um
Sistema de
Esgotamento
Sanitário
Coletivo em
vista da
universalizaçã
o da oferta do
serviço com
90% de
atendimento
até 2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
R$
1.975.760,13
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.2 Implantar um
SES para atender
até 90% da
população urbana
até
2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Item previsto
no item 1.1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Realizar
licitação da
concessão dos
serviços de água e
esgoto ou adesão ao
bloco regional
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta
Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.4 Implantar
sistema de tarifação
adequado à
realidade da área
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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1.5 Intensificar
atividades de
fiscalização para
extinção dos pontos
de lançamento de
esgoto a céu aberto
céu aberto e na rede
de drenagem
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Contínuo Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.1 Elaborar e
executar projetos de
eliminação das
fossas rudimentares
e adesão ao SES
das áreas de maior
risco em
consonância com a
implantação do SES
até 2028
Operacional/
Estruturante 2. Eliminar o
uso de
fossas
irregulares por
meio de
campanhas de
sensibilização,
instrumentos
legais,
e ações de
fiscalização,
Incentivar a
ligação
domiciliar no
SES implantado
até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto (4
a 8 anos) Custo Indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
2.2 Elaborar e
Executar um
projetos de
eliminação das
fossas rudimentares
e adesão ao
SES dos prédios e
equipamentos
públicos até 2030
Operacional/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos) Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.3 Eliminar de 90%
das fossas
rudimentares e
adesão ao SES até
2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos) Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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Página 28 de 65
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
3.1 Elaborar
instrumentos legais
que determinem o
lançamento de
águas cinzas em
locais
ambientalmente
adequados
Estrutural
3. Erradicar o
lançamentos
de águas
cinzas a céu
aberto
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo indireto.
Serviços a
serem
realizados
pelos fiscais
da Prefeitura
Municipal
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
3.2 Criar e
implantar programa
de fiscalização
sanitária
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto (4
a 8 anos)
Custo indireto.
Serviços a
serem
realizados
pelos fiscais
da Prefeitura
Municipal
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.3 Implantar lei
municipal que
determine a ligação
domiciliar à rede de
esgoto
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto (4
a 8 anos) Custo indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 5- Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito de Novo Paraíso.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
1.1 Elaborar e
Executar um
projetos de
implantação do
SES
até 2026
Estrutural/
Estruturante
1. Implantação
de um Sistema
de Esgotamento
Sanitário
Coletivo em
vista da
universalização
da oferta do
serviço com
90% de
atendimento até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4 a
8 anos)
R$
779.749,70
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
1.2 Implantar
um SES para
atender até 90%
da população
urbana até
2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4 a
8 anos)
Custo
previsto no
item 1.1
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Realizar
licitação da
concessão dos
serviços de água
e esgoto ou
adesão ao bloco
regional
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4 a
8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais
1.4 Implantar
sistema de
tarifação
adequado à
realidade da área
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4 a
8 anos)
R$
47.520,00
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 458 de 584
Página 30 de 65
1.5 Intensificar
atividades de
fiscalização para
extinção dos
pontos de
lançamento de
esgoto a céu
aberto e na rede
de drenagem
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4 a
8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
2.1 Elaborar e
executar
projetos de
eliminação das
fossas
rudimentares e
adesão ao SES
das áreas de
maior risco em
consonância
com a
implantação do
SES até 2028
Estrutural/
Estruturante
2. Eliminar o
uso de
fossas
irregulares por
meio de
campanhas de
sensibilização,
instrumentos
legais,
e ações de
fiscalização,
Incentivar a
ligação
domiciliar no
SES implantado
até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa Curto (4 a
8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
2.2 Elaborar e
Executar um
projetos de
eliminação das
fossas
rudimentares e
adesão ao
SES dos prédios
e
equipamentos
públicos até
2030
Estrutural/
Estruturante
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4 a
8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2.3 Eliminar de
90% das fossas
rudimentares e
adesão ao SES
até 2033
Estrutural/
Estruturante
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Alta Curto (4 a
8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Preservação e
Conservação
Ambiental
3.1 Elaborar
instrumentos
legais que
determinem o
lançamento de
águas cinzas em
locais
ambientalmente
adequados
Estrutural/
Estruturante
3. Erradicar o
lançamentos de
águas cinzas a
céu aberto
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4 a
8 anos)
Custo
indireto.
Serviços a
serem
realizados
pelos fiscais
da Prefeitura
Municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.2 Criar e
implantar
programa de
fiscalização
sanitária
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Curto (4 a
8 anos)
Custo
indireto.
Serviços a
serem
realizados
pelos fiscais
da Prefeitura
Municipal
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.3 Implantar lei
municipal que
determine a
ligação
domiciliar à
rede de esgoto
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alto Curto (4 a
8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA
– TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 6 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA
OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
1.1 Elaborar e executar
um
projeto de
financiamento de
soluções alternativas
individuais adequadas
em até
20% dos domicílios até
2028
Estrutural/
Estruturante
1.
Implementar
soluções
alternativas
individuais de
baixo
custo e
adequadas às
normas
vigentes em
até 90% dos
domicílios
até 2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Média
Curto
(4 a 8
anos)
R$
2.073.318,00
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.2 Elaborar e executar
um
projetos de
financiamento de
soluções alternativas
individuais de
esgotamento
sanitário em até 40%
dos
domícilios até 2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa
Curto
(4 a 8
anos)
Custo
incluso no
item 1.1
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Elaborar e executar
um
projetos de
financiamento de
soluções alternativas
individuais de
esgotamento
sanitário em até 90%
dos
domicílios até 2033.
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal/
Concessionária
Baixa
Curto
(4 a 8
anos)
Custo
incluso no
item 1.1
Prefeitura
Municipal Secretarias
Municipais
Programa
“Tratamento
de Esgoto”
2.1 Eliminar de 90%
das fossas
rudimentares até 2033
Estrutural/
Estruturante
2. Eliminar o
uso de
fossas
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta
Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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irregulares por
meio de
campanhas de
sensibilização,
instrumentos
legais,
e ações de
fiscalização
até 2033
ser realizada
pela
vigilância
sanitária do
município
2.2 Intensificação de
atividades de
fiscalização para
extinção dos pontos de
lançamento de esgoto a
céu aberto e em
sistemas inadequados
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta
Curto
(4 a 8
anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2.3 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Águas
Pluviais
A seguir é listada a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações do
manejo de águas pluviais da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 7 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste
.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Caminho das
Águas
1.1 Elaborar e
executar projeto e
dimensionamento
do sistema de
drenagem adequado
com a
realidade do
município, até
2026
Estrutural/
Estruturante
1. Atender a
90% da
população
com
sistema de
drenagem
pluvial
suficiente e
adequado
para a
realidade e
condições
locais até
2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediat
o (0 a 3
anos)
Custo
previsto no
item 1.3
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Elaborar e
executar projeto de
ampliação e
unificação do
Sistema de Manejo
de Águas
Pluviais para
atendimento 70%
do território urbano
municipal
até 2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Médio
(9 a 12
anos)
Custo
previsto no
item 1.3
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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1.3 Elaboração e
execução de
projeto de ampliação
do
Sistema de Manejo
de Águas
Pluviais em 100%
até 2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta R$
29.840.219,
87
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
2.1. Implementar
cronograma de
manutenção
permanente do
sistema até 2028.
Estrutural/
Estruturante
2. Garantir o
atendimento
do serviço de
esgotamento
sanitário,
seguindo o
que
estabelece a
Lei Federal
11.445/07,
alterada pela
Lei
14.026/20;
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8
anos)
R$
18.413,70
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
2.2 Implantação de
ações de
monitoramento dos
dispositivos de
drenagem; até 2026
Estruturante Prefeitura Municipal Alta Imediat
o (0 a 3
anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.3 Elaboração e
execução de Plano
Diretor de
Drenagem Urbana.
até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediat
o (0 a 3
anos)
R$
145.000,00
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Programa
“Gestão de
Riscos para
Drenagem
Pluvial”
3.1 Mapear as
estruturas existentes
no Município e criar
um cadastro técnico
Estrutural/
Estruturante
3. Mapear as
estruturas e
planejamento
de realizar
novas obras
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Médio
(9 a 12
anos)
R$
791.144,85
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.2 Criar um
programa de
fiscalização junto a
Vigilância Sanitária
para identificar e
encerrar as ligações
clandestinas
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínu
o
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.3 Criar um
programa de
educação ambiental
e sanitária sobre a
importância de não
realizar ligações
clandestinas na rede
de drenagem pluvial
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 8 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito de Novo Paraíso.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Controle das
Condições de
Manejo de
Águas
Pluviais”
1.1 Elaborar e
executar projeto e
dimensionamento do
sistema de
drenagem adequado
com a
realidade do Distrito,
até
2026
Estrutural/
Estruturante
1. Atender a
90% da
população com
sistema de
drenagem
pluvial
suficiente e
adequado para a
realidade e
condições locais
até 2033
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo previsto
no item 1.2
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.2 Elaborar e
executar projeto de
ampliação e
unificação do
Sistema de Manejo
de Águas
Pluviais para
atendimento 70%
do território urbano
municipal
até 2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
R$
11.134.410,40
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Elaboração e
execução de
projeto de ampliação
do
Sistema de Manejo
de Águas
Pluviais em 100% até
2033
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo previsto
no item 1.2
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Controle das
Condições de
Manejo de
Águas
2.1 Criar e implantar
um cronograma de
manutenção e
limpeza dos
dispositivos de
Estrutural/
Estruturante
2. Criar um
programa de
manutenção e
limpeza dos
dispositivos de
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo R$ 18.413,70 Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 39 de 65
Pluviais” microdrenagem
existentes
microdrenagem
2.2 Criar uma equipe
de controle,
manutenção e
fiscalização do
sistema de drenagem
dentro da Secretaria
de Obras do
município
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.3 Implantar lei
municipal que dispõe
sobre a drenagem
pluvial no município
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Preservação e
Conservação
Ambiental
3.1 Mapear as
estruturas exitentes
no Município e criar
um cadastro técnico
Estrutural/
Estruturante
3. Mapear as
estruturas e
planejamento de
realizar novas
obras
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$ 791.144,85 Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.2 Criar um
programa de
fiscalização junto a
Vigilância Sanitária
para identificar e
encerrar as ligações
clandestinas
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.3 Criar um
programa de
educação ambiental e
sanitária sobre a
importância de não
realizar ligações
clandestinas na rede
de drenagem pluvial
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo indireto Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 9 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Programa
“Controle das
Condições de
Manejo de
Águas
Pluviais”
1.1 Elaborar e
Executar projeto e
dimensionamento
do sistema de
drenagem adequado
a realidade da Zona
Rural até 2026
Estrutural/
Estruturante
1. Atender a
90% da
população
com
sistema de
drenagem
pluvial
suficiente e
adequado para
a realidade e
condições
locais até 2033
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Médio (9
a 12
anos)
R$
11.000.000,00
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
1.2 Elaborar
cronograma
permanente de
manutenção das
estradas e acessos
das áreas
rurais até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Médio (9
a 12
anos)
R$
18.413,70
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Elaborar
projetos de controle
de erosão das
margens dos rios
das comunidades
rurais até 2028
Estrutural Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
R$
18.413,70
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Preservação e
Conservação
Ambiental
2.1 Implementar
cronograma de
manutenção
permanente do
sistema até 2028
Estrutural/
Estruturante
2. Garantir o
atendimento do
serviço de
drenagem
pluviais,
seguindo o que
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2.2 Implantação de
ações de
monitoramento dos
dispositivos
de drenagem até
2026
Estrutural/
Estruturante
estabelece a Lei
Federal 11.445/07,
alterada pela
Lei
14.026/20
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.1 Elaborar
projetos de
macrodrenagem na
Zona Rural até
2026
Estrutural/
Estruturante
3. Elaboração
e execução
de projetos de
recuperação,
proteção e a
conservação
dos solos e das
águas
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.2 Execução de
obras de
macrodrenagem no
município até 2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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2.4 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de
Resíduos Sólidos
A seguir é listada a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações do
manejo de resíduos sólidos da Sede Municipal, Distrito e demais localidades rurais.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 43 de 65
Quadro 10 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de São Felipe D’Oeste
.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Gerenciamento
e Destinação
dos Resíduos
Sólidos
1.1 Manter a
coleta seletiva
(orgânicos e
inorgânicos)
Estrutural/
Estruturante
1. Manter o
atendimento de
100% da
população com
destinação
adequada
dos resíduos, de
acordo com a
Lei
Federal n°
12.305/2010
quanto
à destinação
final
dos resíduos
sólidos
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Baixa Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Manter a
separação da
coleta de
orgânicos e
inorgânicos até
2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Implantar
um modelo de
cobrança da
taxa de lixo, em
busca de
garantir
sustentabilidade
econômicofinanceira
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Baixa Imediato
(0 a 3
anos
R$
47.520,00
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.4 Realizar
capacitação
contínua da
equipe de
trabalho no
manejo dos
resíduos sólidos
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Contínuo R$
173.520,00
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 472 de 584
Página 44 de 65
e limpeza
pública
Federais e
Estaduais
Gerenciamento
e Destinação
dos Resíduos
Sólidos
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
2.1 Realizar
parcerias com
associação
comercial e
industrial para
implantar o
sistema de
logística reversa
até 2026
Estrutural/
Estruturante
2. Promoção de
ações
de regulação e
fiscalização quanto
aos resíduos
comerciais e
industriais
gerados
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal/Cons
órcio*
Secretarias
Municipais ou
Estadual
2.2
Implementação
das ações de
logística reversa
previstas no
PGIRS até 2026
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.1 Criar um
programa de
compostagem
em parceria com
a cooperativa de
catadores para
reutilização dos
resíduos verdes
Estrutural/
Estruturante
3. Melhorar
infraestrutura para
gestão de
Resíduos de
Construção Civil
(RCC), gestão de
resíduos verdes e
de resíduos
volumosos
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Média Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.2 Reutilizar os
resíduos de
construção civil
em aterramento
nas obras da
prefeitura
municipal
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
3.3 Contratar
empresa
especializada
para coleta e
destinação final
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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de resíduos
volumosos
Gerenciamento
e Destinação
dos Resíduos
Sólidos
4.1 Atualizar e
implementar o
PGIRS até 2024
Estrutural/
Estruturante
4. Elaborar e
executar
projetos que
contemplem a
gestão de todos os
tipos de resíduos
gerados no
Município
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos
R$
40.000,00
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
4.2 Elaborar e
implementar o
PGIRSS até
2024
Estruturante Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos
R$
40.000,00
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Limpeza
Urbana e
Manejo de
Resíduos
Sólidos”
5.1
Intensificação
das
atividades de
fiscalização
para coibir
práticas
inadequadas de
lançamento de
resíduos na área
do antigo lixão
até 2024
Estrutural/
Estruturante
5. Preservar o
solo
e lençóis freáticos
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
5.2 Elaboração
de cronograma
de
monitoramento
permanente até
2023
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 46 de 65
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
6.1 Elaborar e
implementar um
Projeto de
Recuperação de
Área Degradada
(PRAD) visando
a recuperação
da área do
antigo lixão até
2024
Estrutural/
Estruturante
6. Elaborar um
Plano de
Recuperação de
Área Degradada
(PRAD) para
recuperar a área
do antigo lixão do
município
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos)
R$
69.986,42
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 11 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito de Novo Paraíso.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Limpeza Urbana
e Manejo de
Resíduos Sólidos
1.1 Manter a coleta
seletiva (orgânicos
e inorgânicos)
Estrutural/
Estruturante
1. Manter o
atendimento de
100% da
população com
destinação
adequada
dos resíduos,
de
acordo com a
Lei
Federal n°
12.305/2010
quanto
à destinação
final
dos resíduos
sólidos.
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Manter a
separação da coleta
de orgânicos e
inorgânicos até
2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Implantar um
modelo de cobrança
da taxa de lixo, em
busca de garantir
sustentabilidade
econômicofinanceira
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Imediato
(0 a 3
anos
Item
previsto no
item 1.3 do
Quadro 10
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Gerenciamento
e destinação dos
Resíduos
Sólidos”
2.1 Realizar
parcerias com
associação
comercial e
industrial para
implantar o
sistema de logística
reversa até 2026
Estruturante 2. Promoção de
ações
de regulação e
fiscalização
quanto
aos resíduos
comerciais e
industriais
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2.2 Implementar
ações de logística
reversa previstas no
PGIRS até 2026
Estrutural/
Estruturante
gerados Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Limpeza
Urbana e
Manejo de
Resíduos
Sólidos”
3.1 Implantar um
modelo de gestão
voltada para os
RCC, resíduos
volumosos e
resíduos verdes
Estrutural/
Estruturante
3. Melhorar
infraestrutura
para gestão de
Resíduos de
Construção
Civil (RCC) e
gestão de
resíduos verdes
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal e
a vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.2 Criar um
programa de
compostagem em
parceria com a
cooperativa de
catadores para
reutilização dos
resíduos verdes
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
3.3 Reutilizar os
resíduos de
construção civil em
aterramento nas
obras da prefeitura
municipal
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Curto (4
a 8 anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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3.4 Implementar
compostagem de
resíduos orgânicos
até 2030
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Longo (9
a 13
anos)
Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Programa
“Preservação e
Conservação
Ambiental”
4.1 Intensificação
das
atividades de
fiscalização
para coibir práticas
inadequadas de
queima dos
resíduos até 2024
Estrutural/
Estruturante
4. Preservar o
solo
e lençóis
freáticos
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
4.2 Elaboração de
cronograma
de monitoramento
permanente até
2023
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
4.3 Implementar
fiscalização e
multas para
ações irregulares
até 2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Quadro 12 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de São Felipe D’Oeste.
PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO/
META
FONTES DE
FINANCIAMENTO
PRIORIDADE PRAZO CUSTO
ESTIMADO
AGENTE
RESPONSÁVEL
PARCERIAS
MOBILIZADAS
Limpeza Urbana
e Manejo de
Resíduos Sólidos
1.1 Criar
pontos
estratégicos
para
implantação
de Pontos de
Entregas
Voluntárias
(PEVs) ou
Ecopontos na
comunidade
Estrutural/
Estruturante
1. Elaboração de
projetos para a
gestão dos
resíduos sólidos
gerados na
extensão rural de
acordo com as
realidades locais
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4 a 8
anos)
R$
77.403,00
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
1.2 Promover
a separação da
coleta de
orgânicos e
inorgânicos
até 2028
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4 a 8
anos)
Custo
indireto.
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
1.3 Elaborar e
divulgar o
cronograma de
coleta de
resíduos
sólidos
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Curto (4 a 8
anos)
Custo
indireto. A
ação deverá
ser realizada
pela
prefeitura
municipal.
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais ou
Estadual
Programa
“Gerenciamento
e destinação dos
Resíduos
Sólidos”
2.1
Intensificação
das
atividades de
fiscalização
para coibir
práticas
Estruturante 2. Promover ações
de educação
ambiental e
sanitária visando
orientar a
população a não
realizar a
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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inadequadas
até 2024
queima/enterrame
nto dos resíduos
2.2 Elaboração
de cronograma
de
monitorament
o
permanente
até 2023
Estrutural/
Estruturante
Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Alta Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Municipais/
Instituições
Privadas,
Organizações de
Interesse
Público/
Convênios
Federais e
Estaduais
2.3
Implementaçã
o de
fiscalização e
multas para
ações
irregulares até
2028
Estruturante Governo
Estadual/
Prefeitura
Municipal
Média Contínuo Custo
indireto.
Ação deverá
ser realizada
pela
vigilância
sanitária
Prefeitura
Municipal
Secretarias
Municipais
Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde - FUNASA. Termo de referência
para elaboração de plano municipal de Saneamento Básico / Ministério da Saúde,
Fundação Nacional de Saúde.
– Brasília: Funasa, 2018.
________. PRESIDENCIA DA REPÚBLICA. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007.
Disponível em: < http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao> Acesso em: 04 /02/2016.
________ Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília,
2010. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao>.
________ Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 - Atualiza o marco legal do saneamento básico
e altera as Leis nº 9.984, de 17 de julho de 2000, nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, nº
11.107, de 6 de abril de 2005, nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 12.305, de 2 de agosto de
2010, 13.089, de 12 de janeiro de 2015, nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017; e dá outras
providências. Brasília, 2020. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2020/lei/l14026.htm>
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ANEXO 1
– MEMORIAL DE CÁLCULO
MEMORIAL DE CÁLCULO
INFRAESTRUTURA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
– SEDE MUNICIPAL
Programa Universalização dos Serviços de Água
1.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao SAA
Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade
Referência/Código Descrição Und Preço
Unit.
Quantidad
e
Preço Total
ORSE 12290
Projeto de Abastecimento de
Àgua do sistema de
distribuição, acima de
125.000,00 m²
m² R$ 0,32 727.511,47 R$ 232.803,67
1.2 Elaborar instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição
Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade
Custo indireto
1.3 Aprovar na câmara instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição
Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade
Custo indireto
1.4 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar a rede de distribuição
Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade
Custo indireto
2.1 Levantamento, aquisição e instalação de micromedidores
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço
Unit.
Quantidad
e
Preço Total
ORSE 6163
Fornecimento e assentamento
de hidrômetro dn 1/2", vazão
3,0m3/h
un 110,12 334* R$ 36.780,08
*= Número de ligações sem hidromêtros da sede municipal.
3.1 Investir na automatização do sistema
Custo previsto no item 3.2 do Quadro 1
3.2 Automatização de 100% do sistema de abastecimento de água até 2026
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço
Unit.
Quantidad
e
Preço Total
Fonte por similaridade de Projeto
de automação (2020) de município
Cândido Mota/SP
Infraestrutura elétrica para
sistema de automação -
incluindo material e mão de
obra especializada
un
R$
8.992,26
1 R$ 8.992,26
4.1 Aquisição e instalação de adensador de lodo e filtro prensa
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Águas Claras
Engenharia
Aquisição de
adensador de lodo
20 m³, com frete
un R$ 22.844,27
1 R$ 22.844,27
Aquisição de filtro
prensa de 10 placas,
com frete
un R$ 33.733,73
1 R$ 33.733,73
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Total R$ 56.578,00
5.1 Identificar as causas de perda no sistema de abastecimento de água
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
PMSB São Miguel do
Gostoso
Contratação de empresa de consultoria
especializada em combate a perda de
água através da implantação do Método
de Análise e Solução de Problemas de
Perdas de Água
– MASP II
un R$ 162.598,21
1 R$ 162.598,21
5.2 Criar cronograma permanente de manutenção e reparos da rede
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela concessionária
5.3 Instalação de macromedidores até 2028
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Mercado Livre
(2021)
Aquisição de
medidor de vazão
ultrassônico
portátil para uso
na aferição de
sensores de vazão,
juntamente com o
treinamento para o
uso do
equipamento.
un R$ 17.990,00 2 R$ 35.980,00
5.4 Manutenção e reparos no sistema e na rede de distribuição
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Convenção coletiva
SINTELPES/RO
Contratação de 01
(um) profissional
para o cargo de
encanador ou
encanador
hidráulico
mês R$ 2.526,67 240 R$ 606.400,80
ORSE
6098
Cadastro de Redes
de Água /Adutoras m R$ 1,4 14.890 R$ 20.846,00
Total da ação R$ 627.246,80
6.1 Formalizar contrato com à Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (AGERO) sobre
termos legais
Custo indireto
7.1 Estabelecer e acompanhar protocolos de monitoramento da qualidade da água até 2023
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und
Preço
Unit.
Quantidad
e
Preço Total
Qualyanalise Ambiental
Análises laboratoriais
semanais un R$ 250,00 312 R$ 93.600,00
Análises laboratoriais
mensais un
R$
4.000,00 48 R$ 192.000,00
Análises laboratoriais
bimestrais un
R$
1.000,00 1 R$ 192.000,00
Análises laboratoriais
trimestrais un
R$
1.000,00 4 R$ 16.000,00
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Análises laboratoriais un R$ 6 R$ 24.000,00
Página 55 de 65
semestrais 4.000,00
Total Anual R$ 326.600,00
8.1 Realizar a regularização da área do ponto de captação e o cercamento da área
Custo indireto. Ação a ser realizada pela concessionária
9.1 Formar professores das escolas municipais e lideranças comunitárias para implementação de ações educativas e ambientais
até 2023
Custo estimado no item 9.2 do Quadro 1
9.2 Implementar programa municipal de educação sanitária e ambiental sobre os quatro componentes do saneamento básico
nas escolas de todo o município a partir de 2024
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço
Unit.
Quantidad e
Preço Total
-
Estimado conforme Produto
F do Município de São
Miguel do Gostoso, com
correção da inflação para
novembro de 2021
- - -
R$ 874.232,29
9.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente (5 de junho), a
partir de 2024
Custo estimado no item 9.2 do Quadro 1
10.1 Realizar a aquisição de um gerador reserva de energia
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço
Unit. Quantidade Preço Total
Mercado livre (2022)
Gerador Á Gasolina 1,2 Kva 4 Tempos
Gt1200 Monofásico Tekna
-
R$
1.054,90
1 R$ 1.054,90
11.1 Criar o conselho de saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico no município
Custo indireto
Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água
Projeto de Gerenciamento de Riscos
12.1 Elaborar e implantar um Plano de Gerenciamento de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água até 2028
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço
Unit.
Quantidad
e
Preço Total
SINAPI
91677
Contratação de 01 (um)
profissional técnico
responsável (Engenheiro
Civil/Ambiental/Sanitarista)
para elaboração de um Plano
de Gerenciamento de Risco
mês R$
18.413,70 1 R$ 18.413,70
MEMORIAL DE CÁLCULO
INFRAESTRUTURA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
– DISTRITO NOVO PARAÍSO
Programa Universalização dos Serviços de Água
1.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao SAA
Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade
Referência/Código Descrição Un
d
Preço
Unit.
Quantidad
e
Preço Total
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 56 de 65
ORSE 12290
Projeto de Abastecimento de Água
do sistema de distribuição, acima de
125.000,00 m²
m² R$ 0,32 280.055,01 R$
89.617,60
1.2 Elaborar instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição
Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade
Custo indireto
1.3 Aprovar na câmara instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição
Custo indireto
1.4 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar a rede de distribuição
Custo indireto
2.1 Levantamento, aquisição e instalação de micromedidores
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Un
d
Preço
Unit.
Quantidad
e
Preço Total
ORSE 6163 Fornecimento e assentamento de
hidrômetro dn 1/2", vazão 3,0m3/h un 110,12 148* R$
16.297,76
*= Número de ligações sem hidromêtros do Distrito Novo Paraíso
3.1 Investir na automatização do sistema
Custo indireto
3.2 Automatização de 100% do sistema de abastecimento de água até 2026
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Mercado Livre
(2021)
Aquisição de
medidor de vazão
ultrassônico
portátil para uso
na aferição de
sensores de
vazão,
juntamente com
o treinamento
para o uso do
equipamento.
un R$ 17.990,00 2 R$ 35.980,00
4.1 Implantar um programa de manutenção da infraestrutura existente no Distrito
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
SINAPI 91677
Contratação de 01 (um)
profissional técnico
responsável (Engenheiro
Civil/Ambiental/Sanitarista
) para elaborar um plano de
manutenção preventiva dos
sistemas integrantes
(bombas, sistemas elétricos,
reservatório, sistemas de
tratamento, entre outros)
mês R$ 18.413,70
1 R$ 18.413,70
5.1 Estabelecer e acompanhar protocolos de monitoramento da qualidade da água até 2023
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Qualyanalise
Ambiental
Análises laboratoriais
semanais un R$ 250,00 312 R$ 93.600,00
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Análises laboratoriais un R$ 4.000,00 48 R$ 192.000,00
Página 57 de 65
mensais
Análises laboratoriais
bimestrais un R$ 1.000,00 1 R$ 192.000,00
Análises laboratoriais
trimestrais un R$ 1.000,00 4 R$ 16.000,00
Análises laboratoriais
semestrais un R$ 4.000,00 6 R$ 24.000,00
Total Anual R$ 326.600,00
MEMORIAL DE CÁLCULO
INFRAESTRUTURA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
– ZONA RURAL
Programa Universalização dos Serviços de Água
1.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao abastecimento de água adequado a
realidade da Área Rural
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Un
d
Preço Unit. Quantidade Preço Total
ClorAqua
(2021)
Kit para tratamento de água residencial
clorAqua (filtros de carvão ativado,
polipropileno plissado e dosador de
cloro)
un R$ 1.487,93 950* R$ 1.413.533,50
*= Número de domicílios da área rural
1.2 Instituir programa de monitoramento da qualidade de água dos poços nas áreas rurais
até 2026
Custo indireto
1.3 Instituir programa de financiamento de perfuração de poços em localidades isoladas até 2026
Custo Indireto
1.4 Implementar soluções de tratamento de água individualizadas para as áreas isoladas até 2028
Custo previsto no Item 1.1
1.5 Implementar oluções alternativas coletivas em comunidades com pequenos agrupamentos populacionais até 2030
Custo previsto no item 1.1
2.1 Formar professores das escolas rurais e lideranças do campo para implementação de ações educativas e ambientais até
2023
Custo indireto
2.2 Implementar programa Rural de educação sanitária e ambiental nas escolas a partir de 2024
Custo previsto no Item 9.2 do Quadro 1
2.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente (5 de junho),
a partir de 2024
Custo indireto
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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MEMORIAL DE CÁLCULO
INFRAESTRUTURA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
– SEDE MUNICIPAL
Programa Tratamento de Esgotos
1.1 Executar o projeto de implantação do SES até 2026
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Composição no
site ETEx
(Produto D)
Execução do SES do tipo
coletivo, sistema composto por – Lagoa anaerobia + Lagoa
facultativa
- R$ 484.044,81
1 R$ 484.044,81
SNSA Nº
492/2010
IES_C1
Custo médio unitário de
Ligação domiciliar / habitante
como ocupante
domiciliar/familiar (PNADIBGE, 2008); 109 R$/hab.
corrigido pelo INCC 02/2022
R$/hab R$ 235,13 2.082 R$ 489.540,66
SNSA Nº
492/2010
IES_C3
Coleta (Rede coletora +
Interceptor) / habitante como
ocupante domiciliar (PNADIBGE, 2008); 219,00 R$/hab
corrigido pelo INCC 02/2021.
R$/hab R$ 472,42 2.082 R$ 982.974,66
Qualyanalise
Ambiental 2022 Análises laboratoriais mensais un R$ 400,00 48 R$ 19.200,00
Total R$ 1.975.760,13
1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2033
Previsto no item 1.1
1.3 Realizar licitação da concessão dos serviços de água e esgoto ou adesão ao bloco regional
Custo indireto
1.4 Implantar sistema de tarifação adequado à realidade da área
Custo indireto
1.5 Intensificar atividades de fiscalização para extinção dos pontos de lançamento de esgoto a céu aberto céu aberto e na
rede de drenagem
Custo indireto
2.1 Elaborar e executar projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES
das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028
Custo indireto
2.2 Elaboração e execução de projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e
equipamentos públicos até 2030
Custo indireto
2.3 Eliminação de 90% das fossas rudimentares e adesão ao SES até 2033
Custo indireto
3.1 Elaborar instrumentos legais que determinem o lançamento de águas cinzas em locais ambientalmente adequados
Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal
3.2 Criar e implantar programa de fiscalização sanitária
Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal
3.3 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar a rede de esgoto
Custo indireto
MEMORIAL DE CÁLCULO
INFRAESTRUTURA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
– DISTRITO NOVO PARAÍSO
Programa Tratamento de Esgotos
1.1 Elaboração e execução de projetos de implantação do SES até 2026
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Composição no
site ETEx
(Produto D)
Execução do SES do tipo
coletivo, sistema composto por
- UASB + Lagoa Facultativa
- R$ 357.953,75
1 R$ 357.953,75
SNSA Nº
492/2010
IES_C1
Custo médio unitário de
Ligação domiciliar / habitante
como ocupante
domiciliar/familiar (PNADIBGE, 2008); 109 R$/hab.
corrigido pelo INCC 02/2022
R$/hab R$ 235,13 569 R$ 133.788,97
SNSA Nº
492/2010
IES_C3
Coleta (Rede coletora +
Interceptor) / habitante como
ocupante domiciliar (PNADIBGE, 2008); 219,00 R$/hab
corrigido pelo INCC 02/2021.
R$/hab R$ 472,42 569 R$ 268.806,98
Qualyanalise
Ambiental 2022 Análises laboratoriais mensais un R$ 400,00 48 R$ 19.200,00
Total R$ 779.749,70
1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2033
Previsto no item 1.1
1.3 Realizar licitação da concessão dos serviços de água e esgoto ou adesão ao bloco regional
Custo indireto
1.4 Implantar sistema de tarifação adequado à realidade da área
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
SBC
008926
Contratação de
serviços de
consultoria de
empresa
especializada
un R$ 47.520,00
1 R$ 47.520,00
1.5 Intensificar atividades de fiscalização para extinção dos pontos de lançamento de esgoto a céu aberto e na rede de
drenagem
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária
2.1 Elaborar e executar projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES
das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028
Custo indireto
2.2 Elaborar e Executar um projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos
públicos até 2030
Custo indireto
2.3 Eliminar de 90% das fossas rudimentares e adesão ao SES até 2033
Custo indireto
3.1 Elaborar instrumentos legais que determinem o lançamento de águas cinzas em locais ambientalmente adequados
Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal
3.2 Criar e implantar programa de fiscalização sanitária
Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal
3.3 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar à rede de esgoto
Custo indireto
MEMORIAL DE CÁLCULO
INFRAESTRUTURA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
– ZONA RURAL
Programa Tratamento de Esgotos
1.1 Elaborar e executar um projeto de financiamento de soluções alternativas individuais adequadas em até 20% dos
domicílios até 2028
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ORSE
1708
Fossa séptica pré-moldada, tipo OMS,
capacidade 10 pessoas (v= 600 litros) un R$ 494,38 950* R$
469.651,50
ORSE
9960
Sumidouro pre-moldado de concreto
–
06 aneis, ø=1,00m e h=0,50 m cada anel
(1,00 x 3,00m)
un R$ 1.688,07 950* R$
1.603.666,50
Total da Ação R$
2.073.318,00
*= Número de domicílios da área rural
1.2 Elaborar e executar um projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até
40% dos domícilios até 2030
Custo incluso no item 1.1
1.3 Elaborar e executar um projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até
90% dos domícilios até 2033.
Custo incluso no item 1.1
2.1 Eliminar de 90% das fossas rudimentares até 2033
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária do município
2.2 Intensificação de atividades de fiscalização para extinção dos pontos de lançamento de esgoto a céu aberto e em
sistemas inadequados
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
MEMORIAL DE CÁLCULO
DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
– SEDE MUNICIPAL
Programa Caminho das Águas
1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a realidade do município, até
2026
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Custo previsto no item 1.3
1.2 Elaboração e execução de projeto de ampliação e unificação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para
atendimento de 70% do território urbano municipal até 2030
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Custo previsto no item 1.3
1.3 Elaboração e execução de projeto de ampliação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento de 100%
do território urbano até 2033
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
PPA de
Cerejeiras
(2018)
1 km
pavimentação e
drenagem de
águas pluviais =
R$ 1.579.125,00
km
R
$ 2.226.882,08* 13,4 R$ 29.840.219,87
*= Valor corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção no ano de Maio de 2022
2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
SINAPI
91677
Contratação de 01
(um) profissional
técnico
responsável
(Engenheiro
Civil) para
elaboração de um
Plano de
Manutenção
preventiva e
corretiva dos
dispositivos de
mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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drenagem
2.2 Implantar ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
2.3 Elaboração e execução de Plano Diretor de Drenagem Urbana até 2024
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Editais de
Licitação de
município
menores que
10 mil
habitantes
Contratação de empresa
especializada para
elaboração de Plano
Diretor Técnico
Participativo
un R$ 145.000,00 1 R$ 145.000,00
3.1 Mapear as estruturas existentes no Município e criar um cadastro técnico
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
PPA de
Cerejeiras
(2020)
Contratação de consultoria
especializada para levantar
e mapear todos os
problemas de drenagem
urbana e criar um cadastro
técnico
h 750 150 R$ 791.144,85
3.2 Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária para identificar e encerrar as ligações clandestinas
Custo indireto
3.3 Criar um programa de educação ambiental e sanitária sobre a importância de não realizar ligações clandestinas na rede
de drenagem pluvial
Custo indireto
MEMORIAL DE CÁLCULO
DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
– DISTRITO NOVO PARAÍSO
Programa Caminho das Águas
1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a realidade do Distrito, até
2026
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Custo previsto no item 1.2
1.2 Elaborar e executar projeto de ampliação e unificação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento 70%
do território urbano municipal até 2030
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
PPA de
Cerejeiras
(2018)
1 km pavimentação e
drenagem de águas pluviais
= R$ 1.579.125,00
km
R
$ 2.226.882,08* 5,0 R$ 11.134.410,40
*= Valor corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção no ano de Maio de 2022
1.3 Elaboração e execução de projeto de ampliação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais em 100% até 2033
Custo previsto no item 1.2
2.1 Criar e implantar um cronograma de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem existentes
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
SINAPI
91677
Contratação de 01
(um) profissional
técnico
responsável
(Engenheiro
Civil) para
elaboração de um
Plano de
Manutenção
preventiva e
corretiva dos
mês R$ 18.413,70
1 R$ 18.413,70
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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dispositivos de
drenagem
2.2 Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do
município
Custo indireto
2.3 Implantar lei municipal que dispõe sobre a drenagem pluvial no município
Custo indireto
3.1 Mapear as estruturas exitentes no Município e criar um cadastro técnico
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
PPA de
Cerejeiras
(2020)
Contratação de consultoria
especializada para levantar
e mapear todos os
problemas de drenagem
urbana e criar um cadastro
técnico
h R$750,00 150 R$ 791.144,85
3.2 Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária para identificar e encerrar as ligações clandestinas
Custo indireto
3.3 Criar um programa de educação ambiental e sanitária sobre a importância de não realizar ligações clandestinas na rede
de drenagem pluvial
Custo indireto
MEMORIAL DE CÁLCULO
DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
– ZONA RURAL
Programa Caminho das Águas
1.1 Elaborar e Executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado a realidade da Zona Rural até 2026
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total - Média anual
estimada com
base no Plano
Plurianual do
Município (2022-
2025). Ação
"Recuperação de
linhas vicinais"
- - - R$ 550.000,00
Total em 20 anos R$ 11.000.000,00
1.2 Elaborar cronograma permanente de manutenção das estradas e acessos das áreas rurais até 2026
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
SINAPI
91677
Contratação de 01
(um) profissional
técnico
responsável
(Engenheiro
Civil) para
elaboração de um
cronograma de
manutenção.
mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70
1.3 Elaborar projeto de controle de erosão das margens dos rios das comunidades rurais até 2028
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
SINAPI
91677
Contratação de 01
(um) profissional
técnico
responsável
mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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Página 63 de 65
(Engenheiro
Civil) para
elaboração de
projeto de
controle de
erosão das
margens dos rios
das comunidades
rurais
2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028
Custo indireto
2.2 Implantação de ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026
Custo indireto
3.1 Elaborar projetos de macrodrenagem na Zona Rural até 2026
Custo indireto
3.2 Execução de obras de macrodrenagem no município até 2028
Custo indireto
MEMORIAL DE CÁLCULO
MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
– SEDE MUNICIPAL
Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos
1.1 Manter a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos)
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
1.2 Manter a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
1.3 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de garantir sustentabilidade econômico-financeira
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
SBC
008926
Contratação de
serviços de
consultoria de
empresa
especializada
un R$ 47.520,00 1 R$ 47.520,00
1.4 Realizar capacitação contínua da equipe de trabalho no manejo dos resíduos sólidos e limpeza pública
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
SINAPI
100306
Profissional
especializado na
área (engenheiro
civil, sanitarista ou
ambiental).
h R$ 108,45 80 R$ 8.676,00
Total em 20 anos R$ 173.520,00
2.1 Realizar parcerias com associação comercial e industrial para implantar o sistema de logística reversa até 2026
Custo indireto
2.2 Implementação das ações de logística reversa previstas no PGIRS até 2026
Custo indireto
3.1 Criar um programa de compostagem em parceria com a cooperativa de catadores para reutilização dos resíduos
Custo indireto
3.2 Reutilizar os resíduos de construção civil em aterramento nas obras da prefeitura municipal
Custo indireto
3.3 Contratar empresa especializada para coleta e destinação final de resíduos volumosos
Custo indireto
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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4.1 Atualizar e implementar o PGIRS até 2024
Página 64 de 65
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
BANCO DE
DADOS
INCIBRA
(Inovação Civil
Brasileira Projetos
e
Serviços Técnicos
Ltda)
(2021)
Contratação de
prestação de
serviços técnicos
especializados
para elaboração
do Plano
Municipal de
Gestão Integrada
de Resíduos
Sólidos
– PGIRS
mês R$ 40.000,00
1 R$ 40.000,00
4.2 Elaborar e implementar o PMGIRSS até 2024
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
BANCO DE
DADOS
INCIBRA
(2021)
Contratação de
prestação de
serviços técnicos
especializados
para elaboração
do Plano
Municipal de
Gestão Integrada
de Resíduos de
Serviços de Saúde – PMGIRSS
mês R$ 40.000,00
1 R$ 40.000,00
5.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas de lançameto de resíduos na área do antigo
lixão até 2024
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária
5.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
6.1 Elaborar e implementar um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) visando a recuperação da área do antigo
lixão
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Licitação da
Prefeitura de
Nova União
n°3/2021
Contratação de
uma empresa para
serviço e
elaboração do
Plano de
Recuperação de
Área Degradada
(PRAD)
mês R$ 69.986,42 1 R$ 69.986,42
MEMORIAL DE CÁLCULO
MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
– DISTRITO NOVO PARAÍSO
Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos
1.1 Manter a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos)
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
1.2 Manter a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
1.3 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo em busca de garantir sustentabilidade econômico-financeira
Item previsto no item 1.3 do Quadro 10
2.1 Realizar parcerias com associação comercial e industrial para implantar o sistema de logística reversa até 2026
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Página 65 de 65
2.2 Implementação das ações de logística reversa previstas no PGIRS até 2026
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal
3.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até 2024
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal e a vigilância sanitária
3.2 Criar um programa de compostagem em parceria com a cooperativa de catadores para reutilização dos resíduos verdes
Custo indireto
3.3 Reutilizar os resíduos de construção civil em aterramento nas obras da prefeitura municipal
Custo indireto
3.4 Implementar da compostagem de resíduos orgânicos até 2030
Custo indireto
4.1 Intensificar das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas de queima dos resíduos até 2024
Custo indireto
4.2 Elaborar de cronograma de monitoramento permanente até 2023
Custo indireto
4.3 Implementar fiscalização e multas para ações irregulares até 2028
Custo indireto
MEMORIAL DE CÁLCULO
MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
– ZONA RURAL
Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos
1.1 Criar pontos estratégicospara implantação de Pontos de Entregas Voluntárias (PEV’s) ou Ecopontos na comunidade
Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade
Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total
Preço consultado
na internet
Criação de Pontos
de Entregas
Voluntárias
(PEVs) com
Container 1,2 m³
un R$ 5.899,00 10 R$ 58.990,00
SINAPI
91677
Contratação de 01
(um) profissional
técnico
responsável
(Engenheiro
ambiental) para
elaboração de
projetos para a
gestão dos
resíduos sólidos
gerados na
extensão rural de
acordo com as
realidades locais
mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70
Total R$ 77.403,00
1.2 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028
Custo indireto.
1.3 Elaborar e divulgar o cronograma de coleta de resíduos sólidos
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela prefeitura municipal.
2.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até 2024
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária.
2.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária
2.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028
Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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484
APÊNDICE D - INDICADORES DE DESEMPENHO (PRODUTO H)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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1
ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
INDICADORES DE DESEMPENHO DO PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO
– PMSB DE SÃO FELIPE D’OESTE/RO
SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Novembro de 2020
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2
ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
PRODUTO H - INDICADORES DE DESEMPENHO DO PLANO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
– PMSB DE SÃO
FELIPE D’OESTE/RO
SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Novembro de 2020
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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3
ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
PRODUTO H - INDICADORES DE DESEMPENHO DO PLANO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
– PMSB DE SÃO
FELIPE D’OESTE/RO
Proposta de indicadores de desempenho do plano municipal
de saneamento básico
– PMSB de São Felipe d’Oeste/RO
apresentado ao Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT da FUNASA, como produto para composição do
Plano Municipal de Saneamento Básico, equivalendo a
Produto H do Termo de Execução Descentralizada
– TED
08/17, celebrado entre FUNASA e IFRO. O Diagnóstico foi
elaborado pelo Comitê Executivo do PMSB e aprovado pelo
Comitê de Coordenação, recebendo assessoramento técnico
do IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº 1876 /
REIT-CGAB / IFRO, e financiamento através da FUNASA.
SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Novembro de 2020
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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4
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Av. Jorge Teixeira de Oliveira, n.667, Centro, CEP 76.977-000, São Felipe D’Oeste/RO,
Telefone (69) 3445-1099
PREFEITO
Marcicrenio da Silva Ferreira
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
— FUNASA
Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO)
Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP: 76.803-596
Telefones: (69) 3216-6138/6109/6162;
www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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5
APRESENTAÇÃO
A proposta de indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico
(PMSB) de São Felipe d’Oeste/RO – Produto H
– é resultado de um processo de construção
coletiva realizado pelos membros dos comitês de execução e de coordenação do PMSB, sob
assessoria da equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO). Essas pessoas são
representantes das comunidades contidas no município e são conhecedoras da realidade local
e regional.
O documento apresenta o conjunto de indicadores de desempenho que foram
selecionados pelos membros do Comitê Executivo do PMSB a partir de um rol de
possibilidades previamente desenvolvidas por outros Planos Municipais de Saneamento Básico
de Municípios do país. Essa atividade foi assessorada pela equipe do Projeto Saber Viver (TED
08/17, FUNASA/IFRO). Uma exceção importante foi a criação do Índice de qualidade de água
para o padrão de potabilidade de água (IA1), conforme a Portaria de Consolidação nº 5 de
28/09/2017, ANEXO XX. Essa atividade foi realizada pela equipe do Projeto Saber Viver
(TED 08/17, FUNASA/IFRO), tornando o texto em uma função matemática a qual indicará a
potabilidade com base nos registros sobre qualidade de água coletada pelo VIGIÁGUA. Assim,
majoritariamente realizou-se a adequação de indicadores que foram considerados apropriados
pelos membros do comitê executivo do PMSB para a descrição da realidade local e regional
do município de São Felipe d’Oeste/RO. Além disso, o trabalho dos comitês observou a
previsão legal, como a inserção de indicadores epidemiológicos e o seu alinhamento com o
SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), e, ainda, a fácil comunicação com
a população do município.
Enfim, a aplicação das variáveis e indicadores contidos nesse documento, estabelecido
pelo Conselho Municipal de Saneamento Básico, facilitará o acompanhamento e o
monitoramento de desempenho dos programas e ações planejadas para o Plano Municipal de
Saneamento Básico de São Felipe d’Oeste/RO por qualquer cidadão daquele município,
estando em conformidade com o inciso V do artigo 19 da Lei 11.445/2007, e o Termo de
Referência (FUNASA/MS, 2018).
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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6
SUMÁRIO
Lista de abreviaturas e siglas................................................................................................................... 7
Lista de figuras........................................................................................................................................ 8
Lista de quadros....................................................................................................................................... 9
1. Introdução............................................................................................................................ 10
2. Indicadores de desempenho do PMSB selecionados pelos comitês de execução e de
coordenação do PMSB de São Felipe d'Oeste......................................................................... 14
2.1. Características dos indicadores de desempenho para o plano municipal de saneamento
básico....................................................................................................................................... 14
2.2. Processo de seleção de variáveis e indicadores de desempenho do pmsb........................ 17
2.3. Os indicadores de desempenho do PMSB de São Felipe d'Oeste..................................... 27
3. Considerações finais............................................................................................................ 42
4. Bibliografia.......................................................................................................................... 43
5. Anexos................................................................................................................................. 45
5.1. Anexo I - ata da primeira reunião dos comitês................................................................. 45
5.2. Anexo II - ata da segunda reunião dos comitês................................................................. 46
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABES Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental
CIMCERO
Consórcio Público Intermunicipal da Região Centro Leste do Estado de
Rondônia
COOPERCATAR Cooperativa de catadores em Cacoal
CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente
FUNASA Fundação Nacional de Saúde
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IFRO Instituto Federal de Rondônia
MS Ministério da Saúde
PMSB Plano Municipal de Saneamento Básico
SEMOSPE
Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Estradas de São
Felipe d’Oeste
SNIS Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento
TED Termo de Execução Descentralizada
TR Termo de Referência
MG Minas Gerais
MT Mato Grosso
RO Rondônia
RN Rio Grande do Norte
RS Rio Grande do Sul
VMP Valor Máximo Permitido
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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8
LISTA DE FIGURAS
Figura 1
– Qualidade de vida da população do município em relação ao tempo de implantação
do Plano Municipal de Saneamento Básico positivamente correlacionada com as quatro
dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde..............................12
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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9
LISTA DE QUADROS
Quadro 1
— Variáveis para compor os indicadores de desempenho do PMSB de São Felipe
d'Oeste.......................................................................................................................................19
Quadro 2
— Indicadores de desempenho de Governança para acompanhamento do PMSB de
São Felipe d'Oeste.....................................................................................................................28
Quadro 3
— Indicadores de desempenho de Habitabilidade para acompanhamento do PMSB
de São Felipe d'Oeste................................................................................................................30
Quadro 4
— Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do
PMSB de São Felipe d'Oeste.....................................................................................................34
Quadro 5
— Indicadores de desempenho de Saúde para acompanhamento do PMSB de São
Felipe d'Oeste............................................................................................................................40
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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1. INTRODUÇÃO
O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de São Felipe d’Oeste/RO é um
pacto social e, dentro do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO), tem sido
construído com a participação popular, em observação ao Termo de Referência para elaboração
de Plano municipal de saneamento básico da FUNASA/MS (2018). Esse plano idealiza a
universalização dos quatro eixos do saneamento básico
– abastecimento de água potável,
esgotamento sanitário com tratamento de resíduos, manejo de águas pluviais e manejo de
resíduos sólidos com a correta destinação final
– nas zonas urbana e rural do município de São
Felipe d’Oeste/RO. Além disso, ele descreve o instrumento de política pública que viabilizará
a gestão compartilhada dos equipamentos de saneamento básico (p.ex.: Estações de
Tratamento de Água, Estações de tratamento de Esgoto, Ecopontos para coleta seletiva e
logística reversa, Aterros sanitários e controlados, entre outros), através do controle social do
investimento de recurso público em infraestrutura, insumos e pessoas para a instalação,
operação e manutenção dos componentes necessários para a entrega universal do saneamento
básico para a população desse município.
O Termo de Referência para elaboração de Plano municipal de saneamento básico da
FUNASA/MS (2018), ao tratar dos Indicadores de Desempenho do PMSB, exige a coleta de
um grande volume dados sobre o saneamento básico municipal, inclusive sobre a gestão de
recursos financeiros, para descrever o atingimento das metas na cobertura e prazos estipulados
no Produto E - Programas, projetos e ações do PMSB, e, dessa forma, descrever a evolução do
saneamento básico e da melhoria das condições de vida da população, por isso o objetivo
principal dos indicadores de desempenho do PMSB é avaliar o atingimento da melhoria da
qualidade de vida da população e da universalização do saneamento básico nas zonas rural e
urbana do município.
O conjunto de indicadores aqui descrito será integrado à estrutura de um sistema de
informações municipais sobre saneamento, nos termos do Inciso VI do Art. 9º da Lei
11.445/2007. “A função primordial desse sistema é monitorar a situação real do saneamento
municipal (...) auxiliando o processo de tomada de decisões” (TR FUNASA MS 2012 Item 5.3 – Pg. 22). O referido sistema de informações compõe o Produto I – Sistema de informações
para auxílio à tomada de decisão. Já os indicadores de desempenho do PMSB, objetos do
presente Relatório, compõem o Produto H - Proposta de indicadores de desempenho do plano
municipal de saneamento básico
– PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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11
Tais indicadores descrevem a orquestração da prestação de serviços nos quatro eixos
do saneamento básico e o efeito direto desse processo na percepção da melhoria da qualidade
de vida da população do município, a qual é descrita em quatro dimensões: 1- Governança, 2
- Habitabilidade, 3 - Integridade Ambiental e 4 - Saúde.
Em busca da melhor metodologia para a concretização da gestão compartilhada e o
controle social do PMSB, com a qual os cidadãos poderão acompanhar e participar da tomada
de decisão durante o desenvolvimento de um processo complexo como o saneamento básico
municipal, adotou-se duas ferramentas, a saber: canais de comunicação; e indicadores de
desempenho, pois ambos dependem da ação continuada do Conselho Municipal de
Saneamento Básico, que é o colegiado que deve a cada período compilar os dados exigidos
pelas variáveis e alimentar o sistema de informação que exportará os indicadores de
desempenho na frequência determinada pelo comitê executivo do PMSB.
Sugere-se que os canais de comunicação adotados pelo Conselho Municipal de
Saneamento Básico sigam o exemplo das redes sociais e website desenvolvidos pela equipe do
Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO), pois são permeáveis na situação do
município de São Felipe d’Oeste, possuem característica de repositório histórico de informação
e, ainda, envolvem os munícipes e suas representações, como líderes comunitários, associações
e legislativo municipal. Esses canais devem ser utilizados para o compartilhamento dos
resultados dos indicadores a cada período e também para convocar a população para as
audiências públicas de acompanhamento e de revisão do PMSB, as quais devem ser executadas
em prazos estipulados pela legislação em vigência, conforme consta no Termo de Referência
para elaboração de Plano municipal de saneamento básico (FUNASA/MS, 2018).
Por sua vez, os indicadores de desempenho propostos, que foram compilados após
um processo de seleção executado pelos membros dos comitês de Execução e de
Coordenação do Plano Municipal de Saneamento Básico de São Felipe d’Oeste/RO,
estarão disponíveis conforme o Produto I
– Sistema de informações para auxílio à tomada
de decisão, no website https://saberviver.ifro.edu.br/saofelipedoeste-nav e no website da
Prefeitura Municipal. Os indicadores serão apresentados em audiência pública final do
PMSB e divulgados na cartilha sobre o PMSB do Município.
Enfim, foram selecionados grupos de indicadores de desempenho que permitirão à
população e aos líderes locais o acompanhamento e monitoramento da evolução do PMSB. Os
indicadores permitirão aos agentes indicados verificar orquestração da prestação de serviços
nos quatro eixos do saneamento básico e o efeito direto desse processo na percepção da
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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12
melhoria da qualidade de vida da população do município, a qual é descrita em quatro
dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde (FIGURA 1).
Figura 1: Qualidade de vida da população do município em relação ao tempo de implantação
do Plano Municipal de Saneamento Básico positivamente correlacionada com as quatro
dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde.
Fonte: Projeto Saber Viver (2020)
O Diagnóstico técnico-participativo do saneamento básico municipal (Produto C)
informa que, no cenário atual, o município de São Felipe d’Oeste possui os seguintes serviços
de saneamento básico: 1) abastecimento de água na sede do município e no distrito de Novo
Paraíso, distribuída pela rede pública (CAERD/São Felipe d’Oeste); 2) sistema de
microdrenagem parcial, sendo composto por ruas pavimentadas, meios-fios, sarjetas, bocas de
lobo e suas respectivas galerias; 3) sistema de macrodrenagem do perímetro urbano do
município é artificial, na forma de galeria atuando no escoamento das águas do Rio das Antas
(popularmente conhecido por Rio Inferninho); 4) os resíduos sólidos, na sede urbana de São
Felipe d’Oeste e no Distrito de Novo Paraíso, são coletados pela Prefeitura Municipal através
da Secretaria de Obras, Serviços Públicos e Estradas (SEMOSPE) e, então, destinado à
cooperativa de catadores em Cacoal/RO (COOPERCATAR); 5) a destinação final dos resíduos
sólidos não recicláveis é realizada através do Consórcio Público Intermunicipal da Região
Centro Leste do Estado de Rondônia (CIMCERO), encaminhando o volume coletado para o
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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13
Aterro sanitário da empresa MFM Soluções Ambientais do município de Cacoal; 6) na zona
rural, como não há coleta, o lixo é queimado e/ou enterrado. Destaca-se que, em São Felipe
d’Oeste, não existe coleta nem tratamento de esgoto. Por isso, a população utiliza-se de soluções
individuais como fossas rudimentares e sépticas para tratamento do esgoto residencial e,
algumas residências, há lançamento a céu aberto ou na rede de drenagem de águas pluviais.
No que diz respeito ao Saneamento Básico, em todas as suas dimensões, cabe lembrar
que o município de São Felipe d’Oeste se encontra em condições um pouco acima da média
descrita para a região Norte. Em estudo da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e
Ambiental
– ABES, no ano de 2015, a região Norte contava com 60,2% de abastecimento de
água por rede de distribuição e 78,6% de serviço de coleta de lixo. Segundo dados levantados
pelo Projeto Saber Viver, através da aplicação dos questionários à população, em 2019, o
município de São Felipe d’Oeste contava com 76% de rede de distribuição de água na área
urbana, estando superior à média da região Norte; e 99% de serviço de coleta de lixo na área
urbana e no distrito de Novo Paraíso, ou seja, uma cobertura superior à da região Norte na área
urbana de quatro anos antes. Cabe ressaltar que o município de São Felipe d’Oeste não possui
um aterro sanitário, mas envia os resíduos coletados para o aterro sanitário do Município de
Cacoal.
Apesar disso, é desejado que o cenário futuro do saneamento básico para São Felipe
d’Oeste seja diferente e que tenha uma evolução que caminhe para a universalização dos
componentes do sistema de saneamento básico, nas zonas rural e urbana, entregando assim
uma melhor qualidade de vida para a população. Essa evolução poderá ser acompanhada pela
sociedade civil organizada e pelo Poder Público através do Indicadores de Desempenho do
PMSB aqui propostos. Ressaltamos, que um indicador de desempenho traduz dados concretos
em informação útil, porém, inexoravelmente, ele porta também uma visão reduzida da
realidade, pois não é capaz de incorporar toda a complexidade do mundo real. Assim,
interpretações equivocadas podem ser tomadas em caso de uso descontextualizado. Dessa
forma, a interpretação dos resultados apresentados pelos indicadores de desempenho deve
sempre ser feita em colegiado, bem como a tomada de decisão necessária. Assim, a instalação
do Conselho Municipal de Saneamento Básico é mandatória para o desenvolvimento correto
do PMSB e para que seja minimizada a possibilidade de erros e promovida uma política pública
que busque o bem-estar social de todos os cidadãos.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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2 INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB SELECIONADOS PELO
COMITÊS DE EXECUÇÃO E DE COORDENAÇÃO DO PMSB DE SÃO FELIPE
D’OESTE/RO
2.1 CARACTERÍSTICAS DOS INDICADORES DE DESEMPENHO PARA O
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Indicadores de desempenho podem ser definidos como instrumentos de mensuração de
atributos particulares do objeto que se deseja acompanhar e/ou monitorar a sua evolução. São,
portanto, ferramentas de apoio ao acompanhamento e monitoramento da eficácia e efetividade
dos programas e ações planejadas e em execução. Cada indicador, criado para descrever uma
situação numa dada área e durante um dado período, permite mensurar o desempenho do
cumprimento de metas e objetivos previamente estabelecidos e, ainda, se descrito em função
do tempo, fornece uma análise de sua evolução. Enfim, o emprego de indicadores de
desempenho é, portanto, uma ferramenta fundamental para análises de cenários complexos e
para auxílio da tomada de decisão colegiada.
Para o acompanhamento e monitoramento do PMSB em termos da eficácia no
cumprimento de metas e ações e da efetividade dos seus desdobramentos para a melhoria da
qualidade de vida dos cidadãos, as informações estatísticas deverão ser buscadas no próprio
Plano, a saber:
1. no Diagnóstico Técnico-Participativo do Saneamento Básico
Municipal (Produto C), o qual traz o cenário atual da cobertura e operação dos
componentes do saneamento básico do município;
2. no Relatório da Prospectiva e Planejamento Estratégico
(Produto D), o qual descreve as soluções e investimentos recomendados para a
universalização do saneamento básico do município;
3. nos seus agentes executores, como secretarias municipais de
planejamento, de obras e de meio ambiente;
4. e, acessoriamente, estatísticas públicas produzidas por órgãos
como CAERD, Ministério da Saúde, IBGE, entre outros.
A sistematização dessas informações é feita de forma automatizada pelo Produto I
–
Sistema de informações para auxílio à tomada de decisão em valores absolutos. Assim, aos
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membros do Conselho Municipal de Saneamento Básico cabe a responsabilidade de compilar
os dados exigidos pelas variáveis e alimentar o sistema de informação na periodicidade
necessária. O sistema de informação, então, calculará os Indicadores de Desempenho do PMSB
de São Felipe d’Oeste com base nas variáveis reportadas. Os resultados serão expressos na
forma de taxas, proporções ou índices que deverão guardar uma relação direta com o objetivo
programático original do PMSB e que orientarão o desenvolvimento da Gestão Compartilhada
do Sistema de Saneamento Básico do Município.
A escolha dos Indicadores, realizada em conjunto de audiências com os membros dos
comitês de execução e de coordenação, se pautou pela aderência (JANNUZZI, 2001) deles às
propriedades consideradas desejáveis a um indicador de desempenho para gestão pública, tais
como:
● Relevância para a gestão pública; ● Confiabilidade da medida; ● Sensibilidade; ● Cobertura (abrangência dos projetos e metas do PMSB); ● Comunicabilidade ao público.
Além das propriedades acima elencadas, os indicadores de desempenho foram
analisados para assegurar que eles apresentassem, no mínimo, as seguintes características: ● Terem definição clara, concisa e interpretação inequívoca; ● Serem mensuráveis com facilidade; ● Possibilitarem e facilitarem a comparação do desempenho obtido com
os objetivos planejados para o PMSB; ● Majoritariamente, dispensarem análises complexas.
No caso da presente proposta de indicadores de desempenho do Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB) de São Felipe d’Oeste/RO, foram consideradas, ainda,
características específicas do objeto a ser avaliado e acompanhado: o PMSB. Portanto, o
processo assegurou que os indicadores estão: ● Seguros na constância de alimentação de dados para o fornecimento de
informação para a Gestão Pública;
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● Limitados a uma quantidade ótima e suficiente para avaliação objetiva
das metas de planejamento do PMSB; ● Compatíveis com os indicadores do Sistema Nacional de Informações
SNIS e incluem um conjunto de indicadores epidemiológicos para demonstrar os
efeitos das ações de saneamento (ou da sua insuficiência) na saúde humana.
Enfim, os indicadores estão distribuídos em 4 dimensões, a saber: Governança,
Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. A seguir, descreveremos a razão do conjunto
de indicadores de cada dimensão: ● Governança: envolve indicadores econômicos, sociais e jurídicos
destinados a otimizar a organização do poder público de maneira a promover a
correta e suficiente captação de recursos financeiros, organização de contratos,
prestação de contas, transparência e a entrega de serviços de saneamento nos quatro
eixos (EOS, 2019); ● Habitabilidade: envolve indicadores que permitam a identificação do
perfil das habitações de determinada região, facilitando a entrega, pelo poder
público, de serviços de saneamento na totalidade do saneamento básico
(LERVOLINO & SCABBIA, 2015); ● Integridade Ambiental: envolve indicadores para uma diagnose
adequada à compreensão dos aspectos ambientais da região, os impactos negativos
que tenham sido impostos sobre o meio ambiente e que permitam a mitigação dos
mesmos visando a conservação da qualidade da água e dos mananciais, a
minimização da contaminação de água e solo que eventualmente já haja ocorrido;
redução de efluentes e de resíduos sólidos; evitar perdas de água tratada.
(CALIJURI, et al., 2007); ● Saúde: envolve indicadores necessários à correta identificação das
condições de morbidade ou higidez da população, permitindo a proposição de ações
e serviços que levem à redução de agravos de saúde de doenças relacionadas à
ausência de serviços de saneamento básico (CALIJURI, et al., 2007).
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2.2 PROCESSO DE SELEÇÃO DE VARIÁVEIS E INDICADORES DE
DESEMPENHO DO PMSB
O processo de seleção dos indicadores foi realizado em três etapas que buscaram a
construção dialógica e coletiva de entendimento comum. Primeiramente, foram analisadas e
escolhidas as variáveis úteis para a descrição quantitativa ou qualitativa de componentes do
Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). As variáveis foram inspiradas em
documentos de produtos H do PMSB de outros municípios (por exemplo: municípios Cristiano
Otoni/MG; Nicolau Vergueiro/RS; Novo Horizonte do Norte/MT; Angicos/RN). Atenção
especial foi dada para o mapeamento da fonte de dados no município, em consonância com o
Produto C e as dificuldades envolvidas na obtenção dos dados necessários para a elaboração
do Indicador. Em seguida, foram analisados e definidos os indicadores de desempenho do
PMSB de São Felipe d’Oeste, os quais foram endereçados a uma das quatro dimensões a
seguir: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. Na segunda etapa, a
atenção redobrada foi dedicada à escolha das variáveis que comporão os indicadores, a
periodicidade de cálculo e mês de execução, o intervalo de validade e agente municipal
responsável pela produção do indicador. Assim, majoritariamente realizou-se a adequação de
indicadores que foram considerados apropriados pelos membros do comitê executivo do
PMSB para a descrição da realidade local e regional do município de São Felipe d’Oeste /RO.
Além disso, o trabalho dos comitês observou a previsão legal, como a inserção de indicadores
epidemiológicos e o seu alinhamento com o SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento), e, ainda, a fácil comunicação com a população do município.
Um destaque importante foi a criação do Índice de qualidade de água para o padrão
de potabilidade de água (IA1), em uma terceira e posterior etapa. Esse índice observa o
disposto na Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, ANEXO XX, reportando a
potabilidade da água com base nos registros de vigilância da qualidade de água coletados pelo
Vigiágua. Essa atividade foi realizada pela equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17,
FUNASA/IFRO).
As duas primeiras etapas descritas acima ocorreram com a aplicação da técnica para a
construção dialógica e colaborativa denominada “Espaço Aberto (Open Space)” (FUNASA,
2016), mediada pela equipe do Projeto Saber Viver em ambiente virtual (Google Meet). Essa
técnica caracteriza-se por reuniões com um tema claramente estabelecido, mas sem agenda
pré-definida. A agenda é criada pelos participantes e são produzidas tantas sessões quantas
questões/ideias suscitadas por estes. Ao final de cada sessão é produzida uma síntese dos
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resultados consolidados. Em nosso caso, uma reunião foi para a apresentação do Produto H e
para início das investigações sobre variáveis e indicadores presentes. Em seguida, a outra
reunião foi realizada para a consolidação dos agentes municipais responsáveis pela geração
dos dados e frequência de registro dos indicadores de desempenho. No final, todas as
contribuições de todos os grupos por estação foram agrupadas, analisadas e consolidadas pela
equipe do Projeto Saber Viver, na terceira etapa de construção do Produto H em tela.
A primeira reunião dos comitês aconteceu em 14 de agosto de 2020, no Gabinete da
Prefeitura Municipal de São Felipe D´Oeste as 11h:20min. A segunda reunião dos comitês
aconteceu em 9 de setembro de 2020, no Gabinete da Prefeitura Municipal de São Felipe
D´Oeste as 10h:00min. As atas das reuniões, com a assinatura dos presentes, estão nos anexos
I e II.
O quadro 1, apresenta o resultado do trabalho dos comitês em reunião de produção
dialógico-colaborativa, descrevendo as variáveis adotadas para a produção dos indicadores.
Observe a definição de unidade e da fonte municipal responsável pela produção dos dados.
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Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB de São Felipe
d’Oeste/RO.
Variáveis Descrição Unidade
Fonte
(origem dos
dados)
ASD
Área total contemplada
com sistema de drenagem
urbana (superficial e
profunda)
Área total contemplada com bocas de lobo (drenagem
superficial) e área com tubulações da rede de drenagem
(drenagem profunda)
Ou
Quantidade de bocas de lobo
km²
Secretaria
de
Planejamento
ATDp
Área total contemplada
com sistema de drenagem
urbana profunda
Área total contemplada com tubulações do sistema de
drenagem, obtida com auxílio de software km²
Secretaria
de
Planejamento
ATDs
Área total contemplada
com sistema de drenagem
urbana superficial
Área total contemplada com bocas de lobo, obtida com
auxílio de software
Ou
Quantidade de bocas de lobo
km²
Secretaria
de
Planejamento
ATM Área total do município Área total do município, segundo IBGE km²
Secretaria
de
Planejamento
ESD
Extensão da rede de
sistema de drenagem
urbana (km)
Extensão total da rede de drenagem urbana km Secretaria de
Obras
ERE Extensão da Rede de
Esgoto
Comprimento total da malha de coleta de esgoto,
incluindo redes de coleta, coletores tronco e
interceptores e excluindo ramais prediais e emissários
de recalque, operada pelo prestador de serviços, no
último dia do ano de referência
Km Secretaria de
Obras
ETV Extensão total do sistema
viário (km)
Extensão total do sistema viário do município,
pavimentado ou não. km Secretaria de
Obras
INP Total dos investimentos
previstos no PMSB Valor do total de investimentos previstos no PMSB R$ Secretaria de
Administração
INR
Total de investimentos
realizados até a data da
avaliação
Valor do total de investimentos realizados até a data
avaliada R$ Secretaria de
Administração
LAA Ligações total de água
(ativas) Quantidade total de ligações de água (ativas) Ligações CAERD
LAL Ligações ativas com
leitura Total de ligações ativas hidrometradas com leitura Ligações CAERD
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Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB
de São Felipe d’Oeste/RO.
Variáveis Descrição Unidade
Fonte
(origem
dos dados)
LAMi Ligações de água
micromedidas (ativas)
Quantidade de ligações de água
micromedidas (ativas) Ligações CAERD
MAC Número total de macromedidores Quantidade total de macromedidores
existentes no município Macromedidores CAERD
PAA
Total de projetos e ações
programados para o setor de
Abastecimento de Água
Número total de projetos e ações
programados para o setor de
Abastecimento de Água no PMSB
Projetos e ações CAERD
PAAe
Total de projetos e ações
estabelecidos para universalização
do serviço de Abastecimento de
Água executados
Número total de projetos e ações
estabelecidos para universalização dos
serviços de Abastecimento de Água
que já foram executados
Projetos e ações CAERD
PAD
Total de projetos e ações
programados para o setor de
Manejo de Águas Pluviais e
Drenagem urbana
Número total de projetos e ações
programados para universalização dos
serviços de Manejo de Águas Pluviais
e Drenagem urbana no PMSB
Projetos e ações CAERD
PADe
Total de projetos e ações
estabelecidos para universalização
do serviço de Manejo de Águas
Pluviais e Drenagem urbana
executados
Número total de projetos e ações
estabelecidos para universalização dos
serviços de Manejo de Águas Pluviais
e Drenagem urbana que já foram
executados
Projetos e ações CAERD
PAE
Total de projetos e ações
programados para o setor de
Esgotamento Sanitário
Número total de projetos e ações
programados para universalização dos
serviços de Esgotamento Sanitário no
PMSB
Projetos e ações Secretaria
de
Educação
PAEe
Total de projetos e ações
estabelecidos para universalização
do serviço de Esgotamento
sanitário executados
Número total de projetos e ações
estabelecidos para universalização dos
serviços de Esgotamento Sanitário que
já foram executados
Projetos e ações
Secretaria
de
Educação
PARS
Total de projetos e ações
programados para o setor de
Limpeza Urbana e Manejo de
Resíduos Sólidos
Número total de projetos e ações
programados para o setor de Limpeza
Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
no PMSB
Projetos e ações
Secretaria
de
Obras e
Meio
Ambiente
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB
de São Felipe d’Oeste/RO.
Variáveis Descrição Unidade
Fonte
(origem dos
dados)
PARSe
Total de projetos e ações
estabelecidos para universalização
do serviço de Limpeza Urbana e
Manejo de Resíduos Sólidos
executados
Número total de projetos e ações
estabelecidos para universalização dos
serviços de Limpeza Urbana e Manejo
de Resíduos Sólidos que já foram
executados
Projetos e
ações
Secretaria de
Obras
PAS
Total de projetos e ações
programados para universalização
do saneamento
Número total de projetos e ações
programados no PMSB para
universalização do saneamento básico
Projetos e
ações
Secretaria de
Educação
PASe
Total de projetos e ações
estabelecidos para universalização
do saneamento executados
Número total de projetos e ações
estabelecidos para universalização do
saneamento que já foram executados
Projetos e
ações
Secretaria de
Educação
PFE5 População infantil até 5 anos de
idade
População do município segundo a
faixa etária: de 0 a 5 anos de idade Habitante Secretaria de
Educação
PPGI
Produtos componentes do Plano de
Gestão Integrada de Resíduos
Sólidos
Número total de produtos que
compõem o Plano de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos
Unidadeproduto
Secretaria de
Meio Ambiente
PPGI
e
Produtos componentes do Plano de
Gestão Integrada de Resíduos
Sólidos executados
Número total de produtos que
compõem o Plano de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos executados.
Unidadeproduto
Secretaria de
Meio Ambiente
POPT População total População total do município, do
último Censo realizado. Habitantes Secretaria de
Assistência Social
POPTr População total rural
População total rural do município,
estimativas ou último Censo realizado
pelo IBGE.
Habitantes Secretaria de
Meio Ambiente
POPTu População total urbana
População total urbana do município,
estimativas ou último Censo realizado
pelo IBGE.
Habitantes Secretaria de
Assistência Social
PRA
População rural atendida com os
serviços de Abastecimento de
Água
População rural atendida com serviços
do sistema de Abastecimento de Água Habitantes CAERD
PRE População rural atendida com os
serviços de Esgotamento Sanitário
População rural atendida com sistema
de Esgotamento Sanitário seja por
meio de rede coletora de esgoto e
tratamento ou fossas sépticas (total)
Habitantes Secretaria de
Meio Ambiente
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB
de São Felipe d’Oeste/RO.
Variáveis Descrição Unidade
Fonte
(origem dos
dados)
PRF População rural atendida com
fossa séptica
Quantidade total de habitantes da área rural que
possuem fossa séptica Habitantes
Secretaria de
Meio
Ambiente
PTA
População total atendida com
os serviços de Abastecimento
de Água
População total atendida com serviços do
sistema de Abastecimento de Água Habitantes
Secretaria de
Assistência
Social
PTD
População total atendida com
serviços de Manejo de Águas
Pluviais e Drenagem
População total atendida com sistema de
Manejo de Águas Pluviais e Drenagem, por
meio de rede coletora e de bocas de lobo.
Habitantes
Secretaria de
Assistência
Social
PTE
População total atendida com
os serviços de esgotamento
sanitário
População total atendida com sistema de
esgotamento sanitário seja por meio de rede
coletora de esgoto e tratamento ou fossas
sépticas (total)
Habitantes
Secretaria de
Assistência
Social
PTR
População total atendida com
os serviços de coleta de
resíduos
População total atendida com coleta de resíduos
diretamente pelo serviço de limpeza e/ou
caçambas
Habitantes
Secretaria de
Assistência
Social
PRR
População rural atendida com
os serviços de coleta de
resíduos
População rural atendida com coleta de resíduos
diretamente pelo serviço de limpeza e/ou
caçambas.
Habitantes
Secretaria de
Meio
Ambiente
PUR
População urbana atendida
com os serviços de coleta de
resíduos
População urbana atendida com coleta de
resíduos diretamente pelo serviço de limpeza
e/ou caçambas
Habitantes
Secretaria de
Assistência
Social
PuCS População urbana atendida
por coleta seletiva
População urbana atendida com a coleta
seletiva do tipo porta-a-porta executada pela
prefeitura ou empresas contratadas; por
associações ou cooperativas de catadores
ou por outros agentes.
Habitantes
Secretaria de
Assistência
Social
PUA
População urbana atendida
com os serviços de
Abastecimento de Água
População urbana atendida com serviços do
sistema de Abastecimento de Água Habitantes CAERD
PUE
População urbana atendida
com os serviços de
Esgotamento Sanitário
População urbana atendida com sistema de
Esgotamento Sanitário seja por meio de rede
coletora de esgoto e tratamento ou fossas
sépticas (total)
Habitantes
Secretaria de
Meio
Ambiente
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Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB
de São Felipe d’Oeste/RO.
Variáveis Descrição Unidade
Fonte
(origem dos
dados)
PUD
População urbana
atendida com serviços de
Manejo de Águas Pluviais
e Drenagem
População urbana atendida com sistema de
Manejo de Águas Pluviais e Drenagem, por
meio de rede coletora e de bocas de lobo.
Habitantes
Secretaria de
Assistência
Social
QI01 Economias ativas
atingidas por interrupções
Quantidade total anual, inclusive repetições, de
economias ativas atingidas por interrupções
sistemáticas no sistema de distribuição de água
decorrente de intermitências prolongadas.
Economias Secretaria de
Administração
QI02 Interrupções Sistemáticas
Quantidade de vezes, no ano, inclusive
repetições, em que ocorreram interrupções
sistemáticas no sistema de distribuição de água,
provocando intermitências prolongadas no
abastecimento.
Interrupções Secretaria de
Obras
RDAS
Destinação de resíduos
domiciliares para aterros
sanitários
Total de resíduos sólidos domiciliares coletados
e destinado para Aterro Sanitário Toneladas Secretaria de
Obras
TOI Óbitos infantis
Total de óbitos infantis: Número de Óbitos
infantis ocorridos na população com idade até
um ano, no ano de referência.
Nº de
mortes
Secretaria de
Saúde
TNV Nascidos vivos Total de Nascidos vivos: Total de crianças
nascidas vivas, no ano de referência. Pessoas Secretaria de
Saúde
TID Incidência de casos de
doenças diarréicas
Taxa de Incidência diarréica: Número total de
casos de doenças diarréicas, em relação à
população infantil antes de completar 5 anos de
idade, no ano de referência.
Pessoas Secretaria de
Saúde
TIDE Número de casos de
Dengue
Taxa de incidência de casos de Dengue:
Número total de novos casos de Dengue no ano
de referência.
Nº de casos
registrados
Secretaria de
Saúde
TIHV Número de casos de
Hepatites Virais
Taxa de incidência de casos de Hepatites Virais:
Número total de novos casos de Hepatites virais
no ano de referência
Nº de casos
registrados
Secretaria de
Saúde
TIZV Número de casos de Zika
Vírus
Taxa de incidência de casos de Zika Vírus:
Número total de novos casos de Zika Vírus no
ano de referência.
Nº de casos
registrados
Secretaria de
Saúde
TICH Número de casos de Febre
Chikungunya
Taxa de incidência de casos de Febre
Chikungunya: Número total de novos casos de
Febre Chikungunya no ano de referência.
Nº de casos
registrados
Secretaria de
Saúde
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Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB
de São Felipe d’Oeste/RO.
Variáveis Descrição Unidade
Fonte
(origem dos
dados)
QCS
Resíduos coletados
por meio de coleta
diferenciada
Quantidade de resíduos sólidos
domiciliares coletados por meio de
coleta diferenciada (coleta seletiva)
Tonelada Secretaria de Meio
Ambiente
QCSR
Resíduos recicláveis
coletados e
recuperados
Quantidade anual de materiais
recicláveis recuperados (exceto
matéria orgânica e rejeitos)
coletados de forma seletiva ou não,
decorrente da ação dos agentes
executores.
Tonelada Secretaria de Meio
Ambiente
QCT Resíduos domiciliares
totais coletados
Quantidade de resíduos sólidos
domiciliares totais coletados Tonelada Secretaria de
Obras
QextrR Quantidade de
extravasamentos
Quantidade de vezes, no ano,
inclusive repetições, em que foram
registrados extravasamentos na rede
de coleta de esgotos. No caso de
município atendido por mais de um
sistema, as informações dos diversos
sistemas devem ser somadas.
Número de
vezes
Secretaria de
Obras
ECOLI Escherichia coli
A Portaria de Consolidação nº 5 de
28/09/2017, Anexo 1 do ANEXO
XX, dispõe que o controle e
vigilância da qualidade da água para
consumo humano e seu padrão de
potabilidade devem buscar pelo
padrão microbiológico da água para
consumo humano, o qual é
identificado pela ausência de
Escherichia coli em amostras de
ausência em 100 mL de água
coletadas no sistema de distribuição,
indicando a eficiência de tratamento
de água para a potabilidade.
Escherichia coli são bactérias que
ocorrem no trato intestinal de
animais de sangue quente e são
indicadoras de poluição por esgotos
domésticos. A presença dessa
bactéria indica a possibilidade da
existência de microorganismos
patogênicos que são responsáveis
pela transmissão de doenças de
veiculação hídrica (ex: disenteria
bacilar, febre tifóide, cólera).
Ausência em
100 mL CAERD
COLTOT Coliformes totais
A Portaria de Consolidação nº 5 de
28/09/2017, Anexo 1 do ANEXO
XX, dispõe que o controle e
vigilância da qualidade da água para
consumo humano e seu padrão de
potabilidade devem buscar pelo
padrão microbiológico da água para
consumo humano, o qual é
identificado pela ausência de
Coliformes totais em amostras de
ausência em 100 mL coletadas no
sistema de distribuição, indicando a
integridade do sistema de
distribuição de água potável.
Ausência em
100 mL CAERD
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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25
pH Potencial
hidrogeniônico
A Portaria de Consolidação nº 5 de
28/09/2017, Parágrafo 1º do Artigo
39 do ANEXO XX, dispõe que
controle e vigilância da qualidade da
água para consumo humano devem
buscar pelo padrão de potabilidade e
recomenda que no sistema de
distribuição o pH da água seja
mantido na faixa de 6,0 a 9,5. O pH
afeta o metabolismo de várias
espécies aquáticas. A Resolução
CONAMA 357 estabelece que para
a proteção da vida aquática o pH
deve estar entre 6 e 9. ÁGUA
TRATADA TEM SEU pH
CORRIGIDO PARA 7. ÁGUAS
ÁCIDAS, COM pH INFERIOR A
5,5 podem aumentar o efeito de
substâncias químicas que são tóxicas
para os organismos aquáticos, tais
como os metais pesados.
Entre pH 6 e
9,5 CAERD
TURB Turbidez
A Portaria de Consolidação nº 5 de
28/09/2017, Anexo 2 do ANEXO
XX, dispõe que o controle e
vigilância da qualidade da água para
consumo humano devem buscar pelo
padrão de potabilidade e estabelece
que o padrão de turbidez para água
pós-filtração e conduzida pelo
sistema de distribuição tenha um
Valor Máximo Permitido (VMP) de
1,0 uT. A turbidez indica o grau de
atenuação que um feixe de luz sofre
ao atravessar a água. Esta atenuação
ocorre pela absorção e espalhamento
da luz causada pelos sólidos em
suspensão (silte, areia, argila, algas,
detritos, etc.). A principal fonte de
turbidez é a erosão dos solos,
quando na época das chuvas as
águas pluviais trazem uma
quantidade significativa de material
sólido para os corpos d’água. O
aumento da turbidez faz com que
uma quantidade maior de produtos
químicos (ex: coagulantes) sejam
utilizados nas estações de tratamento
de águas, aumentando os custos de
tratamento. Além disso, a alta
turbidez também afeta a preservação
dos organismos aquáticos, o uso
industrial e as atividades de
recreação.
VMP 1,0 uT CAERD
CLORE Cloro residual
A Portaria de Consolidação nº 5 de
28/09/2017, Artigo 34 do ANEXO
XX, dispõe que o controle e
vigilância da qualidade da água para
consumo humano devem buscar pelo
padrão de potabilidade e determina a
água no sistema de distribuição
contenha entre 0,2 mg/L de cloro
residual livre a 2,0 mg/L de cloro
residual combinado, em qualquer
Entre 0,2 e 2
mg/L CAERD
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ponto do sistema de abastecimento e
independentemente do método de
desinfecção adotado. O cloro
residual assegura a desinfecção da
água potável em todo o sistema de
distribuição.
VAC Volume total de água
consumido
Volume anual de água consumido
por todos os usuários,
compreendendo o volume
micromedido + o volume de
consumo estimado para as ligações
desprovidas de hidrômetro ou com
hidrômetro parado. Não deve ser
confundido com o volume de água
faturado
m³ CAERD
VAP Volume total de água
produzido
Volume total de água captado no
município em um mês seja por
captação superficial ou subterrânea
m³ CAERD
VAT Volume total de água
tratada
Volume total de água tratada,
medido na saída da Estação de
Tratamento de Água no município
em um mês
m³ CAERD
VEC Volume de Esgoto
Coletado
Volume total do esgoto coletado no
município por ano (Em geral é
considerado como sendo de 80% a
85% do volume de água
consumido na mesma economia)
m³ Secretaria de
Agricultura
VET Volume de esgoto
tratado
Volume total de esgoto tratado no
município por ano, medido na saída
da Estação de Tratamento de Esgoto.
m³ Secretaria de
Agricultura
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do
Norte - MT.
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2.3 OS INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB DE SÃO FELIPE
D’OESTE
Após a etapa de curadoria, a equipe do Projeto Saber Viver (IFRO/FUNASA)
consolidou os indicadores selecionados para o PMSB de São Felipe d’Oeste/RO. Esse último
trabalho buscou, sobretudo, retirar redundâncias e equívocos, bem como definir indicadores
com características que atendam aos critérios de eficácia e de efetividade relacionados às metas
e ações planejadas.
Os indicadores de desempenho de Governança referem-se à eficácia do PMSB, eles
permitem o acompanhamento do comportamento do gestor para o sucesso das metas
explicitadas no plano, isto é, eles fornecem substância ao colegiado avaliador para comparar
as metas propostas e as atingidas no prazo de tempo considerado, com base nas informações
disponíveis. Adicionalmente, a simplicidade de comunicação de resultados dos indicadores e
gráfico temporais, na medida em que forem socializados, permitem a efetiva participação
social na avaliação e acompanhamento do desenvolvimento da política municipal de
saneamento.
Os indicadores de efetividade referem-se à Saúde, Integridade Ambiental e
Habitabilidade. Eles indicam se a cobertura e a operação dos componentes do saneamento
básico pelo município têm alcançado os resultados pretendidos, no médio e longo prazos. Eles
estabelecem a relação entre os resultados de uma intervenção ou programa, em termos de
efeitos sobre a população alvo e os objetivos pretendidos. Os indicadores de saúde, embora
não originários diretamente dos serviços de saneamento, estão fortemente correlacionados com
a entrega de água potável e com a coleta e tratamento de efluentes domésticos, conforme
demonstrado em literatura técnica e acadêmica sobre doenças de veiculação hídrica (Soares et
al. 2002; FUNASA/MS, 2012). Logo, esse segundo conjunto de indicadores é importante para
demonstrar os efeitos das ações do PMSB na melhoria da qualidade de vida da população.
Assim, os Indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico estão
explicitados nos quadros 02 a 05. Observe a definição de objetivo do índice, unidade, fórmula,
variáveis, periodicidade de cálculo, intervalo de validade e responsáveis pela produção dos
índices
.
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Quadro 2. Indicadores de desempenho de Governança para acompanhamento do PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Indicador unidade Fórmula e variáveis Periodicidade
de cálculo
Intervalo de
validade Responsável Código Nome Objetivo
G1
Índice de
Execução do
PMSB
Avaliar o
desempenho no
cumprimento das
metas e objetivos
estabelecidos no
PMSB para
universalização
dos serviços de
saneamento
Percentual (%) (PASe/PAS)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Marcia Rossi
G2
Índice de
Execução dos
serviços de
Sistema de
Abastecimento
de Água
Avaliar o
desempenho no
cumprimento das
metas e objetivos
estabelecidos no
PMSB para o
serviço de
Abastecimento de
Água
Percentual (%) (PAAe/PAA)*100 Semestral Semestral Franciele Cozer
da Silva
G3
Índice de
execução dos
serviços do
Sistema de
Esgotamento
Sanitário
Avaliar o
desempenho no
cumprimento das
metas e objetivos
estabelecidos para
o serviço de
Esgotamento
Sanitário
Percentual (%) (PAEe/PAE)*100 Semestral Semestral Marcia Rossi
G4
Índice de
execução dos
serviços de
Manejo de
Águas Pluviais
e Drenagem
Urbana
Avaliar o
desempenho no
cumprimento das
metas e objetivos
estabelecidos no
PMSB para os
serviços de
Manejo de Águas
Pluviais e
Drenagem
Urbana
Percentual (%) (PADe/PAD)*100 Semestral Semestral Marcia Rossi
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29
G5
Índice de
execução dos
serviços de
Limpeza
Urbana e
Manejo de
Resíduos
Sólidos
Avaliar o
desempenho no
cumprimento das
metas e objetivos
estabelecidos no
PMSB para os
serviços de
Limpeza Urbana
e Manejo de
Resíduos Sólidos
Percentual (%) (PARSe/PARS)*100 Semestral Semestral Ana Paula
Figueiredo
G6
Indicador de
execução dos
investimentos
totais previstos
no PMSB
Avaliar o
desempenho no
cumprimento dos
investimentos
previstos no
PMSB
Percentual (%) (INR/INP)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Nadiane Nunes
Oliveira Veiga
*consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT.
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30
Quadro 3. Indicadores de desempenho de Habitabilidade para acompanhamento do PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Indicador unidade Fórmula e variáveis Periodicidade
de cálculo
Intervalo de
validade Responsável Código Nome Objetivo
H1
Índice de
atendimento total
com
Abastecimento
de Água
Avaliar o grau de
universalização
da população
total atendida
com o serviço de
Abastecimento
de Água, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PTA/POPT)*100 Anual Anual Franciele Cozer
da Silva
H2
Índice de
atendimento
urbano com
Abastecimento
de Água
Avaliar o grau de
universalização
da população
urbana atendida
com o serviço de
Abastecimento
de Água, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PUA/POPTu)*100 Anual Anual Franciele Cozer
da Silva
H3
Índice de
atendimento rural
com
Abastecimento
de Água
Avaliar o grau de
universalização
da população
rural atendida
com o serviço de
Abastecimento
de Água, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PRA/POPTr)*100 Anual Anual Franciele Cozer
da Silva
H4
Índice de
atendimento total
com serviço de
Esgotamento
Sanitário
Avaliar o grau de
universalização
da população
total atendida
com o serviço de
Esgotamento,
face às metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PTE/POPT)*100 Anual Anual Natalice da Silva
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31
H5
Índice de
atendimento
urbano com
serviço de
Esgotamento
Avaliar o grau de
universalização
da população
urbana atendida
com o serviço de
Esgotamento
Sanitário, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PUE/POPTu)*100 Anual Anual Natalice da Silva
H6
Índice de
atendimento
Rural com
serviço de
Esgotamento
Sanitário
Avaliar o grau de
universalização
da população
rural atendida
com o serviço de
esgotamento
sanitário, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PRE/POPTr)*100 Anual Anual Ana Paula
Figueiredo
*consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT.
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Continuação Quadro 3. Indicadores de desempenho de Habitabilidade para acompanhamento do PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Indicador unidade Fórmula e variáveis Periodicidade
de cálculo
Intervalo de
validade Responsável Código Nome Objetivo
H7
Índice de
atendimento
total com
serviços de
Manejo de
Águas Pluviais e
Drenagem
Avaliar o grau de
universalização do
atendimento da
população total
com serviços de
Manejo de Águas
Pluviais e
Drenagem, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PTD/POPT)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Ana Paula
Figueiredo
H8
Índice de
atendimento
total com serviço
de coleta de
Resíduos
Avaliar o grau de
universalização da
população total
atendida com o
serviço de coleta
de resíduos
sólidos, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PTR/POPT)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Ana Paula
Figueiredo
H9
Índice de
atendimento
Urbano com
Serviço de coleta
de resíduos
Avaliar o grau de
universalização da
população urbana
atendida com o
serviço de coleta
de resíduos
sólidos, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (PUR/POPTu)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Ana Paula
Figueiredo
H10
Índice de
atendimento
rural com
serviços de
coleta de
resíduos sólidos
Avaliar o grau de
universalização da
população rural
atendida com o
serviço de coleta
de resíduos
sólidos, face às
metas
estabelecidas no
PMSB
Percentual (%) (PRR/POPTr)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Ana Paula
Figueiredo
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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33
H11
Índice de
implantação de
coleta
diferenciada
(secos e úmidos)
ou coleta
seletiva
Avaliar o grau de
universalização da
coleta
diferenciada
(secos e úmidos)
ou coleta seletiva,
face às metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (QCS/QCT)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Ana Paula
Figueiredo
*consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT.
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34
Quadro 4. Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade
de cálculo
Intervalo de
validade Responsável Código Nome Objetivo
IA1
Índice de
qualidade de
água para o
padrão de
potabilidade de
água (IA1),
conforme
Portaria de
Consolidação nº
5 de 28/09/2017,
ANEXO XX.
Essa atividade foi
realizada pela
equipe do Projeto
Saber Viver
(TED 08/17,
FUNASA/IFRO),
tornando o texto
em uma função
matemática que
indicará a
potabilidade com
base nos registros
sobre qualidade
de água coletados
pelo Vigiágua.
O Índice de
qualidade de
água para o
padrão de
potabilidade de
água foi
desenvolvido
reportar a
potabilidade da
água. O índice é
uma função
booleana
composta por
cinco variáveis
com respostas
parametrizadas
pela Portaria de
Consolidação nº
5 de 28/09/2017,
ANEXO XX,
que combinadas
asseguram o
padrão de
potabilidade da
água, conforme
função lógica
indicada. Essas
variáveis são
aferidas
mensalmente
pelo
VIGIÁGUA do
município.
Potável/
insatisfatória
\lnot ECOLI\land\ \lnot
COLTOT\land\
\left(pH\geq6\land p
h\le9,5\right)\land\
\left(TURB\geq0\land T U R
B\le1\right)\land
(CLORE\geq0.2\ \land CLORE\le2)\
Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
IA2
Índice de
intermitência na
distribuição de
água
Avaliar a
melhoria da
qualidade do
serviço de
distribuição da
água a partir do
início da
execução do
PMSB
Percentual (%) QI01/QI02*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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35
IA3
Índice de
cobertura de
Hidrometração
Avaliar a
cobertura de
hidrometração
das ligações de
água ativas, face
às metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (LAMi/LAA)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
IA4 Índice de leitura
de ligações ativas
Avaliar o
consumo médio
per capita de
água da
população com
vistas a evitar
desperdícios,
face às metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (LAL/LAA)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
IA5
Índice de perdas
na produção de
água
Avaliar as
perdas de água
na produção,
face às metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) ((VAP-VAT)/VAP)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
*consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT.
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36
Continuação Quadro 4. Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade
de cálculo
Intervalo de
validade Responsável Código Nome Objetivo
IA6 Índice de coleta
de esgoto
Monitorar a
quantidade de
esgoto
coletada, face
às metas
estabelecidas
no PMSB.
Percentual (%) (VEC/VAC)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
IA7
Índice de
tratamento de
esgoto
Avaliar a
evolução do
tratamento de
esgoto coletado,
face às metas
estabelecidas
no PMSB.
Percentual (%) (VET/VEC)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
IA8 Índice de
extravasamento
Monitorar a
eficácia na
redução de
extravasamento
de esgoto, face
às metas
estabelecidas
no PMSB.
Extravasamento
/Horas de
extravasamento
QextrR/ERE Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Ana Paula
Figueiredo
*consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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37
Continuação Quadro 4. Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade
de cálculo
Intervalo de
validade Responsável Código Nome Objetivo
IA9
Índice de vias
urbanas com
sistema de
drenagem urbana
Avaliar a
cobertura do
sistema de
drenagem em
relação ao
sistema viário
existente no
município face
às metas
estabelecidas no
PMSB
Percentual (%) (ESD/ETV)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Ana Paula
Figueiredo
IA10
Índice de
cobertura de área
com sistema de
Manejo de
Águas Pluviais e
Drenagem
Urbana em
relação à
pavimentação
Avaliar a área
coberta pelo
sistema de
Manejo de
Águas pluviais e
Drenagem
Urbana,
contemplando
drenagem
superficial e
profunda, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (ASD/ATM)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
IA11
Índice de
cobertura de área
com sistema de
manejo de águas
pluviais e
drenagem
urbana, com
drenagem
profunda.
Avaliar a área
coberta pelo
sistema de
Manejo de
Águas pluviais e
Drenagem
Urbana,
contemplando
drenagem
profunda, face às
metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (ATDp/ATM)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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38
IA12
Índice de
cobertura de área
com sistema de
manejo de águas
pluviais e
drenagem
urbana, com
drenagem
superficial.
Avaliar a área
coberta pelo
sistema de
Manejo de
Águas pluviais e
Drenagem
Urbana,
contemplando
drenagem
superficial, face
às metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual (%) (ATDs/ATM)*100 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Franciele Cozer
da Silva
*consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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39
Continuação Quadro 4. Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade
de cálculo
Intervalo de
validade Responsável Código Nome Objetivo
IA13
Elaboração do
Plano de
Gerenciamento
Integrado de
Resíduos Sólidos
Acompanhar e
monitorar a fase da
elaboração do Plano
de Gerenciamento
Integrado de Resíduos
Sólidos
Percentual
(%) (PPGIe/PPGI)*100 Trimestral
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Ana Paula
Figueiredo
IA14
Índice de
disposição final
adequada
Avaliar e monitorar o
volume de resíduos
sólidos domiciliares
coletado com
disposição final
adequada (segundo
metas estabelecidas
no PMSB)
Percentual
(%) (RDAS/QCT)*100 Semestral Semestral Ana Paula
Figueiredo
IA15
Índice de
materiais
recicláveis
recuperados
Avaliar o atingimento
de metas
estabelecidas no
PMSB relativa à
redução de resíduos
sólidos domiciliares
destinados à
disposição final em
razão do aumento do
volume de materiais
recicláveis
recuperados
Percentual
(%) (QCSR/QCT)*100 Semestral Semestral Marcia Rossi
IA16 Índice de coleta
seletiva
Avaliar a abrangência
de implantação da
coleta seletiva,
segundo metas
estabelecidas no
PMSB.
Percentual
(%) (PuCS/POPTu)*100 Trimestral
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Marcia Rossi
*consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e
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40
Quadro 5. Indicadores de desempenho de Saúde para acompanhamento do PMSB de São Felipe d’Oeste/RO.
Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade
de cálculo
Intervalo de
validade Responsável Código Nome Objetivo
IS1
Taxa de
mortalidade
infantil
Avaliar a
efetividade dos
programas e
ações do PMSB
na melhoria da
qualidade de
vida da
população,
considerando a
população
infantil até um
ano de idade.
Taxa por 1000 (TOI/TNV)*1000 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Gilberto
Siqueira
IS2
Taxa de
incidência de
casos de doenças
diarreicas
Avaliar a
efetividade dos
programas e
ações do PMSB
na melhoria da
qualidade de
vida da
população
considerando a
população
infantil até 5 nos
de idade
Taxa por 1000 (TID/PFE5)*1000 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Gilberto
Siqueira
IS3
Taxa de
incidência de
Dengue
Avaliar a
efetividade dos
programas e
ações do PMSB
na melhoria da
qualidade de
vida da
população
Taxa por 1000 (TIDE/POPT)*1000 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Gilberto
Siqueira
IS4
Taxa de
incidência de
Zika Vírus
Avaliar a
efetividade dos
programas e
ações do PMSB
na melhoria da
qualidade de
vida da
população
Taxa por 1000 (TIZV/POPT)*1000 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Gilberto
Siqueira
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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41
IS5
Taxa de
incidência de
Febre
Chikungunya
Avaliar a
efetividade dos
programas e
ações do PMSB
na melhoria da
qualidade de
vida da
população
Taxa por 1000 (TICH/POPT)*1000 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Gilberto
Siqueira
IS6
Taxa de
incidência de
Hepatites Virais
Avaliar a
efetividade dos
programas e
ações do PMSB
na melhoria da
qualidade de
vida da
população
Taxa por 1000 (TIHV/POPT)*1000 Anual
20 anos
(Prazo de
execução do
PMSB)
Gilberto
Siqueira
*consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores
Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT.
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42
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As variáveis e indicadores apresentados não são um fim em si. Eles foram selecionados
e descritos para garantir que toda a população do município acompanhe o desenvolvimento do
PMSB e perceba os aprimoramentos em qualidade de vida. Para isso, deve ser obter o
compromisso das equipes e órgãos municipais com a produção de dados que compõem as
variáveis para a constância da divulgação dos resultados dos indicadores no website
https://saberviver.ifro.edu.br/saofelipedoeste-nav e no website da Prefeitura Municipal.
Isso é a manifestação da responsabilidade institucional e pública para com o
desenvolvimento de uma sociedade melhor. E essa melhoria será mensurada em número de
projetos para a instalação e construção de equipamentos públicos efetivamente concluídos e
entregues para uso pela população de São Felipe d’Oeste, em quilômetros de drenagem urbana
para manejo de águas pluviais, em número de ligações hidrometradas ao sistema de
abastecimento de água potável, em número de residências atendidas pela coleta seletiva de lixo
e etc. Tal decisão resoluta deve ser mantida até a universalização do saneamento básico no
município, para as zonas rurais e urbanas. A divulgação dos resultados e tendências deve ser
ampla e acessível, para assegurar a participação e controle social.
O PMSB em desenvolvimento terá uma validade de 20 anos, com etapas intermediárias
de verificação e replanejamento. Assim, o uso de indicadores e do sistema de informação em
desenvolvimento é crucial para as decisões de ajustes nas audiências públicas que envolvem o
desenvolvimento do plano de saneamento. É por meio deles que o acompanhamento do
desempenho do plano se concretiza, que os objetivos e metas originalmente traçados são
confirmados ou, caso se observe mudanças no ambiente de planejamento, esses poderão passar
por eventuais ajustes.
Enfim, é importante relembrar que as informações reportadas pelos indicadores de
desempenho não são absolutas e, inevitavelmente, contêm uma visão parcial da realidade. Por
isso, até mesmo os próprios indicadores de desempenho devem ser submetidos a análise e
verificação de sua aderência aos objetivos propostos. E, caso necessário, devem ser
aprimorados em último caso. Portanto, a instalação do Conselho Municipal de Saneamento
Básico é mandatória para o desenvolvimento correto do PMSB e para que seja minimizada a
possibilidade de erros e promovida uma política pública que busque o bem-estar social dos
cidadãos. Além disso, esse colegiado trabalhará para a tradução de números em avanços na
qualidade de vida da população de São Felipe d’Oeste/RO, significando a eficácia e a efetividade
da política municipal de saneamento.
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4 BIBLIOGRAFIA
ABES
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BÁSICO NO BRASIL, UMA ANÁLISE COM BASE NA PNAD 2015.
BRASIL, Lei 11.445, de 5 de janeiro de 2007: Estabelece diretrizes nacionais para o
saneamento básico. Brasília: Presidência, 2007.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Planejamento e
Investimentos Estratégicos. Indicadores de Programas: Guia Metodológico. Brasília
– DF,
2010.
CALIJURI, M. L., SANTIAGO, A. F., CAMARGO, R. A., MOREIRA NETO, R. F. Estudo
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41522009000100003 Acesso em 13.05.2020
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começar? Disponível em: https://www.eosconsultores.com.br/governanca-no-saneamentobasico/ Acesso em 13.05.2020.
FUNASA, F. N. D. S. Termo de Referência para Elaboração de Planos Municipais de
Saneamento Básico. Brasília: [s.n.], 2012.
FUNASA, F. N. D. S. Metodologias para o fortalecimento do controle social no saneamento
básico. JACOBI, P. R., PAZ, M. G. A., SANTOS, I. P. de O. (Orgs.). Universidade de São Pulo, São
Paulo: USP, 2016.
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Saneamento Básico. Brasília, Funasa, 2018.
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Campinas: Alínea, 2001.
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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condições de habitabilidade e saneamento. 2015. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/293959009_A_BUSCA_PELA_SUSTENTABILI
DADE_NAS_CIDADES_CONDICOES_DE_HABITABILIDADE_E_SANEAMENTO
Acesso em 13.05.2020.
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGICOS/RN. PRODUTO H: INDICADORES DE
DESEMPENHO EM SANEAMENTO DO PMSB DE ANGICOS/RN. Plano Municipal de
Saneamento Básico de Angicos/RN
– PMSB. 2018.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CRISTIANO OTONI/MG. PRODUTO H:
INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB. Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB. 2015.
PREFEITURA MUNICIPAL DE NICOLAU VERGUEIRO/RS. PRODUTO H:
RELATÓRIO DOS INDICADORES DE DESEMPENHO EM SANEAMENTO. Plano
Municipal de Saneamento Básico de Nicolau Vergueiro
– RS. 2018.
PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVO HORIZONTE DO NORTE/MT. PRODUTO H:
INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB DE NOVO HORIZONTE DO NORTE – MT. Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB. Prefeitura Municipal De Novo
Horizonte Do Norte/MT. 2017.
SOARES, S. R. A.; BERNARDES, R. S. & CORDEIRO NETTO, O. M. Relações entre
saneamento, saúde pública e meio ambiente: elementos para formulação de um modelo de
planejamento em saneamento. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 18(6):1713-1724, nov-dez, 2002.
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5 ANEXO
5.1 ANEXO 1 - ATA DA PRIMEIRA REUNIÃO DOS COMITÊS
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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5.2 ANEXO II
– ATA DA SEGUNDA REUNIÃO DOS COMITÊS
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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531
APÊNDICE E - SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE
DECISÃO (PRODUTO I)
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
SÃO FELIPE D’OESTE - RO
AGOSTO DE 2020
SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AUXÍLIO À TOMADA DE DECISÃO DO
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) DO MUNICÍPIO
DE SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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ESTADO DE RONDÔNIA
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AUXÍLIO À TOMADA DE DECISÃO DO
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) DO MUNICÍPIO DE
SÃO FELIPE D’OESTE/RO
Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de
Cooperação Técnica
– NICT da FUNASA, como
produto para composição do Plano Municipal de
Saneamento Básico, equivalendo ao Produto I do
Termo de Execução Descentralizada
– TED 08/17,
celebrado entre FUNASA e IFRO. O relatório foi
elaborado pelo Comitê Executivo do PMSB e
aprovado pelo Comitê de Coordenação, recebendo
assessoramento técnico do IFRO, por meio do
Projeto Saber Viver Portaria nº 1876/REIT-CGAB /
IFRO, e financiado através da FUNASA.
São Felipe D’Oeste/RO
Agosto de 2020
Prefeitura de São Felipe d`Oeste
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PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO FELIPE D’OESTE
Av. Jorge Teixeira de Oliveira, n.667, Centro, CEP 76.977-000, São Felipe
D’Oeste/RO, Telefone (69) 3445-1099
PREFEITO
Marcicrenio da Silva Ferreira
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
— FUNASA
Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO)
Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP: 76.803-596
Telefones: (69) 3216-6138/6118
www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br
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APRESENTAÇÃO
O Município de São Felipe D’Oeste tem desenvolvido o Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB) com o apoio do Projeto Saber Viver (TED 08/17,
FUNASA/IFRO). Esse plano envolve um conjunto de documentos denominados Produtos
(de A a K), que seguem as instruções de desenvolvimento descritas no Termo de Referência
para elaboração de Plano Municipal de Saneamento Básico (FUNASA/MS, 2012). Tais
documentos devem ser construídos com a participação popular, através de reuniões
setorizadas, de audiências públicas e de reuniões de trabalho dos comitês de Execução e de
Coordenação do PMSB. A equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO)
presta serviço de assessoria ao desenvolvimento dos produtos, com transferência de expertise
em áreas técnicas. Assim, promove-se o aperfeiçoamento institucional e tecnológico do
município, visando assegurar a adoção de mecanismos adequados ao planejamento,
implantação, monitoramento, operação, recuperação, manutenção preventiva, melhoria e
atualização dos sistemas integrantes dos serviços públicos de saneamento básico (TR Item 3.
b. p. 8).
O SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO
DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB)
– é um dos produtos que
compõe o PMSB, e a função primordial desse sistema é monitorar a situação real do
saneamento municipal, tendo como base dados e indicadores de diferentes naturezas,
possibilitando a intervenção no ambiente e auxiliando o processo de tomada de decisões.
Trata-se de uma ferramenta de apoio gerencial fundamental, não apenas no momento de
elaboração do plano, mas principalmente em sua implantação e avaliação (TR Item 5.3
– Pg.
22).
O SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO
DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) foi desenvolvido com
uma composição de três subsistemas, a saber: 1) Percepção social do saneamento básico, 2)
Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3) Gerenciador de Planos, Projetos e Metas
do PMSB. Cada subsistema apresenta uma fonte própria de dados (por exemplo: entrevistas
censitárias com os munícipes, dados da situação do saneamento básico e saúde prestados
pelas secretarias municipais de obras e de saúde e, ainda, dados sobre o orçamento aplicado
no PMSB pela secretaria de administração e planejamento do município). Os subsistemas
exportarão relatórios que vão auxiliar na elaboração do prognóstico, no acompanhamento da
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evolução e na tomada de decisão para os planos anuais e para a revisão prevista do Plano
municipal de Saneamento Básico para no mínimo a cada quatro anos. Destaca-se que os
subsistemas indicados utilizam soluções web gratuitas, sendo elas: Survey Solutions,
Metabase, Django e Redmine, respectivamente.
O presente documento apresentará como o SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA
AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO
BÁSICO (PMSB), se encontra estruturado, as ferramentas de desenvolvimento, sua forma de
acesso, aquisição e preservação dos dados e demais tópicos que detalham seu funcionamento.
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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 10 2 SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO
DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) ................................. 11
2.1 PAINEL DE PERCEPÇÃO SOCIAL DO PMSB ........................................................... 12
2.2 PAINEL DE INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB
– EM QUATRO
DIMENSÕES: GOVERNANÇA, HABITABILIDADE, INTEGRIDADE AMBIENTAL
E
SAÚDE. ................................................................................................................................ 17
2.2.1 Procedimentos metodológicos e confiabilidade dos dados de infraestrutura que compõe o painel de
indicadores de desempenho do PMSB ......................................................................................................... 18
2.2.2 Painel de Indicadores de desempenho do PMSB
– sobre os dados técnicos de saneamento básico ... 19
2.2.3 Parametrização do painel de indicadores de desempenho do PMSB .................................................. 21
2.3 SISTEMA GERENCIADOR DE PLANOS, PROJETOS
E METAS DO PMSB ........... 23
2.3.1 Apresentação e acesso às informações do sistema gerenciador de planos, projetos e metas do pmsb 25
2.3.2 Inserindo e manipulando dados para a gestão de projetos do PMSB .................................................. 30
3 BANCO DE DADOS: COMPOSIÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E MANUTENÇÃO ...... 33 4 DISTRIBUIÇÃO, INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO SISTEMA DE
INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) ....................................................... 37 5 TOMADA DE DECISÃO PELO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL ................. 37 6 COMUNICAÇÃO E CONTROLE SOCIAL .............................................................. 40
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 41
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 42
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do plano municipal
de saneamento básico (PMSB) foi desenvolvido para o monitoramento do PMSB à luz
das premissas do Projeto Saber Viver, composto por três subsistemas: 1. Percepção
social do saneamento básico, 2. Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3.
Gerenciador de planos, projetos e meteas. ........................................................................... 11
Figura 2: Telas do APP Survey Solutions empregado na coleta de dados sociais e de
engenharia para descrever a Percepção Social do Saneamento Básico. ............................ 14
Figura 3: Tela do Painel de Indicadores desenvolvido para descrever a Percepção Social
do Saneamento Básico, com aplicação do filtro (destaque em quadro vermelho) com
informação sobre o Município de São Felipe D’Oeste. ....................................................... 16
Figura 4:Tela do Painel de Indicadores desenvolvido para descrever a Percepção Social
do Saneamento Básico. ........................................................................................................... 17
Figura 5: Projeção do Painel de Indicadores de Desempenho com dados técnicos do
saneamento básico levantados na pesquisa de campo municipal. ...................................... 20
Figura 6: Tela inicial para o acesso Painel de Indicadores de desempenho do PMSB
desenvolvido para descrever o desempenho da execução do PMSB
– em quatro
dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. ...................... 20
Figura 7: Tela para acesso ao subsistema de alimentação das variáveis para cálculo dos
Indicadores desenvolvido para descrever o desempenho da execução do PMSB
– em
quatro dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. ......... 21
Figura 8: Estruturação do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB 25
Figura 9: Página inicial do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB.
.................................................................................................................................................. 26
Figura 10: Tela de listagem dos projetos cadastrados no Sistema Gerenciador de Planos,
Projetos e Metas do PMSB. ................................................................................................... 27
Figura 11: Tela com painel gerencial e visão dos projetos, ações e metas estabelecidas e
cadastradas no Sistema Gerenciador do PMSB. ................................................................. 27
Figura 12: Projeção das telas de Tarefas e Atividades cadastradas no Sistema
Gerenciador. ............................................................................................................................ 28
Figura 13: Projeção da tela com nível de detalhamento de uma ação em desenvolvimento
referente a algum projeto do PMSB. .................................................................................... 29
Figura 14: Projeção da tela de acompanhamento das atividades cadastradas no Sistema
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Gerenciador. ............................................................................................................................ 30
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Figura 15: Projeção da tela de acompanhamento das Tarefas cadastradas no Sistema
Gerenciador. ............................................................................................................................ 30
Figura 16: Projeção da tela de autenticação de usuários no Sistema Gerenciador. ......... 31
Figura 17: Projeção da tela inicial de listagem de tarefas, após autenticação de usuário,
do Sistema Gerenciador. ........................................................................................................ 31
Figura 18: Níveis de visão do banco de dados do sistema de informação para avaliação e
tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB). ........................... 34
Figura 19: Modelo de apresentação da base de dados do sistema de informação para
avaliação e tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB). ....... 35
Figura 20: Ilustração da metodologia PDCA - Planejar, Executar, Monitorar e Agir
aplicada ao gerenciamento de projetos do PMSB. .............................................................. 38
Figura 21: Ilustração do apoio do Sistema de Informação, a partir da utilização dos
subsistemas, para tomada de decisão em relação aos projetos do PMSB. ........................ 38
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LISTA DE EQUAÇÃO
Equação 1 - Fórmula para definição de amostras de levantamento no Município .......... 15
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1 INTRODUÇÃO
O saneamento básico é de responsabilidade municipal e deve ser executado na forma
descrita no PMSB, exigindo dos gestores total atenção ao plano e seu horizonte de execução,
de tal forma em que estes devem se subsidiar em metódos eficazes de gestão que garantam o
controle e a melhoria contínua dos processos, serviços e produtos do saneamento básico. E,
para garantir o melhor atendimento aos resultados esperados, o gestor deve se munir de
ferramentas capazes de lhe fornecer informações precisas para que as tomadas de decisões
sejam acertivas.
O desenvolvimento do SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E
TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
(PMSB) é parte integrante da elaboração do PMSB, por força do Art. 9 da Lei 11.445/07. Por
ser considerado uma ferramenta de apoio, principalmente à tomada de decisão, o sistema é
fundamental para o desenvolvimento de ações voltadas ao saneamento básico municipal.
Um Sistema de Informação, ou simplesmente SI, é um conjunto de recursos que
processa dados e os transformam em informações para serem utilizadas no processo decisório
da gestão municipal do saneamento básico e proporciona, assim, a sustentação administrativa
para alcançar os resultados previamente almejados (OLIVEIRA, 2004). Em outras palavras, o
SI pode ser utilizado como ferramenta que dá o suporte necessário, com base em
processamento de dados, para que as ações municipais de planejamento, gestão e execução do
PMSB sejam entregues à população do município, uma vez que, ao mesmo passo em que dá
subsídios para o gestor decidir, permite ainda o acesso às informações por parte dos
munícipes, que podem acompanhar e fiscalizar toda a execução do plano.
Neste contexto, com apoio do SI, o PMSB deve ser executado atendendo a rotina préestabelecida, no esforço de garantir a universalização do saneamento básico, melhor qualidade
de vida e saúde para a população.
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2 SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO
DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB)
O sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB) foi construído para que atenda, simultaneamente, de forma
individualizada ou integrada, os 18 municípios contemplados no TED 08/2017, celebrado
entre FUNASA, IFRO e Prefeituras Municipais.
O Sistema de Informação foi desenvolvido a partir da composição de três subsistemas,
sendo estes: 1) Percepção social do saneamento básico, 2) Painel de indicadores de
desempenho do PMSB e 3) Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB, conforme
pode ser observado na (Figura 1):
Figura 1: Sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do plano municipal de
saneamento básico (PMSB) foi desenvolvido para o monitoramento do PMSB à luz das
premissas do Projeto Saber Viver, composto por três subsistemas: 1. Percepção social do
saneamento básico, 2. Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3. Gerenciador de
planos, projetos e meteas.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Considerando a disseminação e popularização da internet, além da facilidade de
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publicitar as informações e ações desenvolvidas no âmbito do saneamento municipal,
possibilitando ainda a transparência das ações, atendendo aos princípios da administração
pública previstos na Constituição Federal de 1988, os subsistemas que compõem o
SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) foram desenvolvidos para
que o acesso seja por meio da internet, utilizando-se tecnologias altamente responsivas, ou
seja, capazes de serem acessadas por intermédio de navegadores de computadores e
smartphones, adaptando-se automaticamente.
A operação do primeiro subsistema - Percepção social do saneamento básico
–
possibilita listar a percepção social do saneamento básico municipal por eixo (abastecimento
de água, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, esgotamento sanitário e manejo de
resíduos sólidos). Esse subsistema deve ser alimentado, como sugestão, a cada 4 anos, antes
das audiências para revisão e acompanhamento do PMSB.
A operação do segundo subsistema - Painél de indicadores de desempenho do PMSB
–possibilita a parametrização do sistema com as variáveis e índices levantados para o
município e apresentados na forma do Produto H, onde são calculados os indicadores de
desempenho de cada variável prevista para o PMSB. Esse subsistema deve ser alimentado
com periodicidade anual, no mínimo, observando período de coleta de dados para cada
variável que compõem os indicadores.
A operação do terceiro subsistema
–Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do
PMSB
– se dá pela inserção dos projetos, metas e atividades, cuja finalidade é de gerenciar,
monitorar e controlar cada projeto a ser desenvolvido do PMSB. A alimentação deste
subsistema depende de cada projeto, quando o gestor municipal e equipe informará a
execução das ações que compõem os projetos e planos do saneamento básico municipal.
2.1 PAINEL DE PERCEPÇÃO SOCIAL DO PMSB
Para o desenvolvimento do subsistema: Painel de Percepção Social do Saneamento
Básico foi, e será necessária a coleta de dados no município para o levantamento da percepção
social da população em relação aos quatro eixos que compõem o PMSB: abastecimento de
água, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, esgotamento sanitário e manejo de
resíduos sólidos.
O Survey Solutions, desenvolvido pelo Banco Mundial e distribuído de forma gratuita
através do link <https://mysurvey.solutions/Download>, foi o sistema utilizado para a coleta
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dos dados e nele foram estruturados os formulários para a pesquisa de campo.
Esta ferramenta é disponível para computadores e smartphones, resultando em maior
mobilidade e permitindo coletas de dados de forma on-line, ou seja, em tempo real, e ou offline (desconectados da internet), pelos membros dos comitês e pesquisadores do projeto Saber
Viver. Assim, o sistema se adequou às necessidades do PMSB, pois, ao mesmo tempo em que
possibilitou a coleta de dados na área urbana do município, onde é possível a conexão com a
internet por meio da tecnologia wi-fi ou 4G, possibilitou ainda a coleta de dados nos meios
rurais, onde na maioria das vezes, não é possível a conexão com internet. Os dados coletados
de forma off-line eram posteriormente sincronizados assim que o smartphone do pesquisador
se conectava à internet, transferindo todas as informações para o banco de dados do sistema.
Destaca-se que a adoção da utilização deste aplicativo se mostrou sustentável, considerando
que dispensou qualquer tipo de formulários impressos, principalmente.
Ao se estruturar um formulário, pode-se realizar a divisão de papéis, onde os dados
levantados em campo foram supervisionados e validados pelas supervisões técnicas do projeto
Saber Viver, garantindo a integridade e diminuindo a margem de erro da pesquisa. A
ferramenta possibilitou ainda a adoção de formulários específicos para cada componente do
PMSB, onde as respostas se deram na forma de texto, fotografias e/ou coordenadas
geográficas (localização), tornando-se um diferencial no levantamento de dados, pois, por
exemplo, ao levantar se determinada rua do município havia bocas-de-lobo
1
, pôde-se anexar
uma foto que detalha como foi construída, seu atual estado de conservação e a sua exata
localização geográfica.
A
(Figura 2) ilustra as telas do Survey Solution, onde, da esquerda para direita, temos:
tela inicial do sistema que possibilita ao pesquisador a escolha do componente para
carregamento do formulário; tela de identificação do município onde os dados estão sendo
coletados e tela para levantamento dos dados sobre mananciais, com possibilidade de
indicação da localização exata através da adoção de coordenadas geográficas, conforme
mencionado anteriormente. Vejamos: 1
Dispositivos coletores de águas pluviais instaladas junto ao meio-fio e interligadas à rede coletora, com
objetivo de dar vazão às águas da chuva.
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Figura 2: Telas do APP Survey Solutions empregado na coleta de dados sociais e de engenharia
para descrever a Percepção Social do Saneamento Básico.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
2.1.1 Procedimentos Metodológicos e confiabilidade dos dados
A construção do Painel de percepção social do saneamento básico de São Felipe
D’Oeste emprega a metodologia de pesquisa de campo do tipo quantitativa e descritiva.
Tendo por base a investigação empírica por meio da aplicação de questionários, com o
objetivo de conferir a percepção da sociedade no que se refere ao acesso aos serviços de
saneamento básico no município e de seus impactos nas condições de vida da população
A coleta de dados in loco se deu por meio de questionários, com auxílio do aplicativo
Interviewer (Survey Solution.). Houve a aplicação de dois questionários socioeconômicos: um
para levantamento de dados urbanos (com 70 a 100 perguntas) e outro para dados
rurais/povos tradicionais (também com 70 a 100 perguntas). A aplicação desse questionário
foi realizada pelos membros do comitê municipal de execução do PMSB, pela equipe de
assessoria do Projeto Saber Viver e por outros voluntários (agentes e membros das áreas de
saúde, educação e outras).
Buscou-se um referencial metodológico que pudesse garantir representatividade
factível e segura da realidade do cenário municipal, com quantificação e distribuição de
questionários que atendesse ao mínimo necessário. Para tanto, empregou-se o método
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probabilístico, com emprego de amostragem por conglomerados, a seguir explicitado.
Inicialmente, define-se o tamanho da amostra em São Felipe D’Oeste, por meio de
cálculos que empregam a
(Equação 1).
Equação 1 - Fórmula para definição de amostras de levantamento no Município
n =
𝒁𝜶/𝟐 𝟐
. 𝒑 . 𝒒 . 𝑵
𝜺
𝟐 .
(𝑵 − 𝟏
) + 𝒁𝜶/𝟐 𝟐
. 𝒑 . 𝒒
n = Tamanho da Amostra
Z = Abscissa da Norma Padrão
p = Estimativa da Proporção (sim = 50% = 0,5)
q = 1
– p (não = 50% = 0,5)
N = Tamanho da População 𝜀 = Erro Amostral (máxima diferença a ser suportada)
Na fórmula, Z corresponde ao valor de 1,96, por ter sido aplicado nível de confiança
de 95%. O tamanho da população foi pautado na projeção do IBGE para 2018 (5.280
habitantes), e o tamanho da amostra, separadamente entre população urbana (1.267 hab.) e
rural (4.013 hab.), dividido pelo número médio de moradores por domicilio. Em cada
domicílio foram registrados todos os moradores, garantindo-se a amostragem realizada pelo
número de pessoas entrevistadas e não de domicílios.
Foram visitadas 103 residências da área urbana, totalizando amostragem de 305
indivíduos (média de 2,91 moradores por domicílio). Na área rural, que inclui o Distrito de
Novo Paraíso foram visitados 200 domicílios, totalizando amostragem de 629 indivíduos
(média de 3,13 moradores por domicílio).
2.1.2 Painel da percepção social do Saneamento Básico
Os dados coletados deram forma ao banco de dados, que reúne as informações da
percepção social dos munícipes em relação aos quatro eixos do sanemaento básico,
imprenscindível para construção do PMSB.
Ao menos a cada 4 (quatro) anos, o município deverá promover uma outra pesquisa,
para atualização da percepção social em razão dos serviços e produtos que compõem o
sanemamento básico municipal. Para isto, será distribuída, na forma digital, gravada em mídia
ou para download, os questionários utilizados pelo Projeto Saber Viver e estruturados
utilizando o software Survey Solution. Ressalta-se que os questionários disponibilizados
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podem ser alterados, de acordo com as necessidades que surgirem ao longo da execução do
PMSB.
O Painel de Percepção Social do PMSB utiliza os dados coletados e, por meio de
consultas via SQL (linguagem de banco de dados) emite relatórios dinâmicos, ou dashboard,
para apresentação dos dados e é acessível através da internet.
Considerando a necessidade de transparência dos dados, o acesso dispensa
autenticação e a (Figura 3) ilustra a tela do subsistema onde estão listados os dados referentes
à percepção social da população sobre o eixo do sanemanto básico: abastecimento de água.
Em destaque, na (Figura 3), está a funcionalidade do sistema que possibilita a filtragem dos
dados por munícipio, visto que o TED 08/2017 FUNASA/IFRO contempla 18 municípios do
estado de Rondônia.
Figura 3: Tela do Painel de Indicadores desenvolvido para descrever a Percepção Social do
Saneamento Básico, com aplicação do filtro (destaque em quadro vermelho) com informação
sobre o Município de São Felipe D’Oeste.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Como pode-se observar na (Figura 3), as informações são apresentadas de forma
simples e objetiva, com utilização de gráficos de fácil leitura e compreensão. Tudo foi
desenvolvido para facilitar a comunicação com o usuário do serviço público, o cidadão, e com
os gestores que necessitarão analisar, periodicamente, os dados levantados.
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O sistema possibilita que seja realizada consulta com nível maior de detalhamento,
onde o usuário poderá coletar informação adicionais ao passar com o mouse do computador
sob o gráfico que deseja maiores detalhes, por exemplo, onde será apresentada uma caixa de
texto com as informações adicionais. A (Figura 4), ilustra este procedimento. Nela podemos
observar quais os outros problemas existiam em relação ao fornecimento de água e o
resultado retornado foi de que uma pessoa, equivalente à 33,3% (trinta e três vírgula três por
cento) dos que responderam esta pergunta, opinou que há cloro em excesso.
Figura 4:Tela do Painel de Indicadores desenvolvido para descrever a Percepção Social do
Saneamento Básico.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Para o desenvolvimento do painel de percepção social utilizou-se a ferramenta
Metabase, distribuída de forma gratuita, isto é, open source, que, conectado ao banco de
dados, possibilita a construção de relatórios dinâmicos (ou dashboard), imprimindo na tela as
respostas das entrevistas realizadas no município sobre os componentes do saneamento básico
municipal.
Recomenda-se que instituições de ensino fundamental e médio explorem as
informações contidas nesse subsistema, pois as mesmas podem ser utilizadas para atividades
de aprendizagem envolvendo diferentes ciências (exatas, naturais e humana) e com aplicação
imediata ao contexto do município.
2.2 PAINEL DE INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB
– EM QUATRO
DIMENSÕES: GOVERNANÇA, HABITABILIDADE, INTEGRIDADE AMBIENTAL
E SAÚDE.
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O Painel de Indicadores de Desempenho do PMSB é apresentado em quatro
dimensões, sendo estas: governança, habitabilidade, integridade ambiental e saúde. Para cada
dimensão é possível mensurar os indicadores desejados para o PMSB.
A exemplo do primeiro subsistema apresentado, para o desenvolvimento do painel de
indicadores de desempenho do PMSB também foram utilizadas ferramentas gratuitas, ou seja,
open sources, a saber: Django, para a criação da interface web (site) da aplicação; Python,
como linguagem de programação das ações do sistema; e SQLlite3 para o armazenamento dos
dados inseridos e gerados pelo painel de indicadores de desempenho do PMSB. A
combinação das ferramentas possibilita a construção de subsistema que atende aos princípios
da simplicidade, robustez e facilidade de implantação.
2.2.1 Procedimentos metodológicos e confiabilidade dos dados de infraestrutura que
compõe o painel de indicadores de desempenho do PMSB
No que tange aos dados de infraestrutura, que compõe o painel de indicadores de
desempenho do PMSB, primeiramente foi realizado o diagnóstico técnico, por meio de
informações disponibilizadas pelas prestadoras de serviços, secretarias e prefeitura municipal,
através da adoção de formulários específicos, bem como a caracterização “in loco” pela
equipe do comitê municipal de execução do PMSB, pela equipe de assessoria do Projeto
Saber Viver e por outros voluntários., associadas aos levantamentos sócios econômicos
efetuados com a população.
O aplicativo Interviewer, possibilitou o preenchimento dos dados coletados na forma
de texto, fotografias e/ou coordenadas geográficas (localização), tornando-se uma ferramenta
importante para a confiabilidade das informações. Houve a aplicação de sete questionários:
um para levantamento de dados urbanos (com 64 perguntas); outro para dados rurais (também
com 64 perguntas); um para levantamento de dados dos catadores de materiais recicláveis
(com 36 perguntas); um para levantamento de dados do sistema abastecimento de água (com
24 perguntas); um sobre esgotamento sanitário (com 57 perguntas); drenagem (70 perguntas)
e manejo de resíduos sólidos (com 79 perguntas).
Como fontes de dados secundários, para o levantamento de informações do sistema de
abastecimento de água, foram utilizados os dados fornecidos pela plataforma da Agência
Nacional de Águas
– ANA. E para determinar os fatores que influenciam na análise da
eficiência geral da prestação de serviços de água, de esgotos e de manejo de resíduos sólidos
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urbanos foram utilizados os dados fornecidos pelo Sistema Nacional de Informação sobre
Saneamento (SNIS), pela confiabilidade e, abrangência dos aspectos operacionais,
administrativos, econômico-financeiros, contábeis e de qualidade de serviços disponíveis na
base de dados, disponibilizada gratuitamente no sítio http://www.snis.gov.br/. Essas
informações foram reunidas em planilhas, analisadas e discutidas no texto com os dados
fornecidos pelas prestadoras de serviços ou órgãos municipais encarregados da gestão dos
serviços.
Para a obtenção dos dados de qualidade da água distribuída utilizou-se informações
disponibilizadas pelo Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo
Humano (VIAGIÁGUA) através do acesso ao Sistema de Informação de Vigilância da
Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA). Os dados transcritos em planilhas
são analisados e discutidos conforme os parâmetros estabelecidos pelas Portaria da
Consolidação MS nº 05/2017.
2.2.2 Painel de Indicadores de desempenho do PMSB
– sobre os dados técnicos de
saneamento básico
Os dados técnicos levantados na coleta de dados municipal em relação aos serviços e
produtos do saneamento básico existentes no município serão disponibilizados através de
dashboards. O sistema mostrará gráficos de linhas com os dados levantados inicialmente. A
escolha do gráfico de linhas possibilita que os usuários do sameamento básico e os gestores
municipais possam acompanhar a evolução dos serviços e produtos do PMSB ao longo do
tempo, criando uma série histórica. Inicialmente, os dados mostrados serão os levantados na
pesquisa de campo realizada pelos Comitês, assessorados pelos pesquisadores do Projeto
Saber Viver, sendo que novos dados serão agregados a cada atualização do sistema Painel de
Indicadores de Desempenho do PMSB. A
(
Figura 5), logo abaixo, ilustra a projeção deste Painel.
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Figura 5: Projeção do Painel de Indicadores de Desempenho com dados técnicos do saneamento
básico levantados na pesquisa de campo municipal.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Há duas formas de acesso ao sistema. O primeiro, sem necessidade de autenticação,
semelhante ao que foi implantado no primeiro subsistema, e carrega em tela os indicadores
gerados para cada variável que compõe os indicadores de desempenho do PMSB (listadas no
produto H) e que são parametrizadas no Painel de Indicadores. A outra forma de acesso ao
sistema é por meio de autenticação, onde a gestão municipal deverá indicar os agentes
responsáveis pela atualização dos dados do sistema
2
. A
(Figura 6) mostra a página de
autenticação.
Figura 6: Tela inicial para o acesso Painel de Indicadores de desempenho do PMSB desenvolvido 2
Servidor público municipal que será responsável pela alimentação anual do subsistema.O Projeto Saber Viver
fornecerá capacitação e tutorial para a operação do subsistema. Os dados serão gerados pelas Secretarias
Municipais e outros órgãos, mas a alimentação deverá ser individualizada para minimizar erros e obter
responsabilidade e comprometimento com o desenvolvimento do PMSB.
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para descrever o desempenho da execução do PMSB
– em quatro dimensões: Governança,
Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Após autenticação, o usuário será direcionado para a página inicial onde estarão
destacadas as funcionalidades do sistema que devem ser parametrizadas a fim de que os
indicadores de qualidade sejam calculados. O próximo tópico abordará como será realizada
esta parametrização.
2.2.3 Parametrização do painel de indicadores de desempenho do PMSB
A parametrização do sistema se dará exclusivamente por meio de usuário autenticado.
Após autenticação, a tela inicial do sistema está apresentada na (Figura 7):
Figura 7: Tela para acesso ao subsistema de alimentação das variáveis para cálculo dos
Indicadores desenvolvido para descrever o desempenho da execução do PMSB
– em quatro
dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde.
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Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
A
(Figura 7) apresenta o painel de administração do sistema, no qual é possível inserir
os dados através do menu disponível na esquerda da tela. Além disso, é possível listar as
ações recentes para o usuário que está acessando o sistema, no meio da tela e, por fim, na
parte superior direita, são listadas as informações de boas vindas, usuário conectado, opção de
alterar senha e encerrar a seção (finalizar o acesso de forma segura).
O cálculo para geração dos indicadores é feito a partir das variáveis e fórmulas
estabelecidas e aprovadas para o PMSB e que estão consolidadas e apresentadas no Produto
H: Indicadores de desempenho do PMSB. Essas variáveis devem ser alimentadas no
subsistema Painel de Indicadores de desempenho do PMSB, onde cada parâmetro representa: • Eixos: onde o usuário informa qual a dimensão, definidas no Produto H (Governança,
Habitabilidade, Integridade ambiental e saúde), do indicador que deseja criar.
• Indicadores: instrumento pelo qual a gestão municipal e população realizarão o
acompanhamento da prestação dos serviços de saneamento básico do município.
• Indicadores do projeto: destina-se ao vínculo dos indicadores ao PMSB no qual se
deseja gerar
• Municípios: reservado para o cadastro de municípios nos quais se deseja gerar os
indicadores. Considerando que o sistema de informação pode ser utilizado para um ou
mais municípios que necessitam gerenciar seus Planos Municipais de Saneamento
Básico.
• Projetos: destina-se ao cadastro do PMSB no qual se deseja gerar os indicadores. • Unidades de medidas: necessário informar as unidades de medidas levadas em
consideração em cada variável. Por exemplo, se a variável for em relação à vazão de
água, o usuário pode inserir a unidade de medida m³.
• Variáveis de projeto: Com base nas informações coletadas pelos gestores do PMSB,
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neste espaço serão inseridos os valores aferidos para cada variável, necessários para o
cálculo dos indicadores.
• Variáveis: reservado para o cadastro das variáveis definidas no produto H.
O Painel de indicadores de desempenho do PMSB se articula com o SNIS, por meio
da importação/exportação de dados para que as informações geradas em um sistema possam
alimentar o outro, possibilitando assim um cruzamento efetivo de informações, o que poderá
proporcionar perspectivas situacionais mais precisas, no processo de gestão do saneamento
básico.
O sistema possibilita a revisão dos valores, sempre que houver a constatação da
necessidade de alteração de variáveis e indicadores, o que o torna adaptativo às revisões que o
PMSB possivelmente será submetido.
Para garantir a confidencialidade dos dados, que é um dos princípios básicos da
segurança da informação, o acesso para inserir, editar ou excluir dados será por meio de
autenticação, onde são necessários usuário e senha. Além disso, em termos de segurança, o
sistema registra também relatórios (logs) com histórico de todas as transações realizadas por
cada usuário, possibilitando a identificação da origem da informação, processos de auditoria,
dentre outros, impactando positivamente na integridade dos dados e na segurança da
informação.
Para que o município possa ter uma memória dos indicadores de desempenho do
PMSB, o histórico de alterações é armazenado e pode ser comparado, resultando na
possibilidade de acompanhar se os indicadores de qualidade estão em ascendência (sendo
atendidos) ou em descendências (que necessitam de ações de correção).
Recomenda-se a revisão mínima dos indicadores semestralmente, uma vez que são os
responsáveis na medição e acompanhamento do desenvolvimento do PMSB. Caso o
município julgue que há necessidade de atualizações constantes e em prazo menor, o sistema
não apresenta nenhuma restrição de funcionalidade.
2.3 SISTEMA GERENCIADOR DE PLANOS, PROJETOS E METAS DO PMSB
O Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB se constituí na
utilização do Redmine, também open source, isto é, gratuito, para gerenciamento de projetos.
O Redmine é uma ferramenta para utilização web, ou seja, acessível pela internet, e foi
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desenvolvido utilizando Ruby on Rails
3
. Um dos benefícios deste sistema é que ele suporta
diversos banco de dados.
Para instalação e configuração do Redmine, o agente responsável designado pelo
município, preferencialmente um técnico ou analista de TI, deverá fazer o dowload da
ferramenta, disponivel no endereço eletronico:
https://www.redmine.org/projects/redmine/wiki/Download. Neste mesmo link é possível
também acessar o passo-a-passo da instalação do sistema. É importante que o município
utilize a versão mais atual do sistema, que atualmente é redmine 4.1.1.
Considerando que um projeto se traduz em esforço temporário empreendido para criar
um produto, serviço ou resultado exclusivo (PMI, 2020), o sistema deve ser utilizado para a
gestão de projetos diversos que envolvam a execução do PMSB, perpassando desde projetos
de engenharia até projetos de engajamento social ou educação ambiental, por exemplo,
independentemente da complexidade de execução de cada proposta.
O gerenciamento de projetos consiste em aplicar os conhecimentos, habilidades,
ferramentas e técnicas às atividades do projeto para que se possam alcançar os resultados
desejados. Nesta proposta, o Redmine é apresentado como a ferramenta capaz de gerir,
monitorar e controlar a execução do PMSB.
Considerando-se que, na perpectiva do desenvolvimento de projetos, os objetivos a
serem alcançados se apresentam na forma de metas de desempenho, custo e tempo, mantendo
o escopo
4
do projeto no nível correto e desejado, a utilização de sistemas de informação para
auxílio na gestão de projetos são, historicamente, eficazes, pois, ao mesmo tempo em que
diminuem a complexidade do acompanhamento das atividades, imprimem a evolução do
projeto descartando a comparação da execução em razão do tempo e custo.
É possível também gerar gráficos de gantt
5
, que apresenta a timeline do projeto, ou
seja, a linha do tempo de vida do projeto com todas as entregas previstas, compreendendo as
ações do início, meio e fim destinadas a cada projeto. É possível ainda a obtenção de
deadlines, que são as entregas a serem consideradas na linha do tempo de vida do projeto.
Além disso, há uma opção de acompanhar as atividades/ações de um projeto pelo calendário,
sendo possível saber em qual dia qual ação deve ser executada. Essas funcionalidades
permitem que a gestão municipal execute o PMSB gerenciando, principalmente os prazos de
entregas dos serviços e produtos do saneamento básico, mitigando os possíveis atrasos. 3
Framework gratuito utilizado para otimização no desenvolvimento de softwares.
4
O escopo de um projeto é a magnitude do trabalho a ser desenvolvido.
5
Ferramenta utilizada para controlar o cronograma do projeto.
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As informações contidas no Redmine são de acesso público. Portanto, qualquer
cidadão pode obter informações dos projetos listados para o PMSB. Entretanto, apenas os
gestores definidos pelo município (prefeito e secretário de adminstração e planejamento, por
exemplo) poderão inserir ou alterar informações do sistema, como os registros de atividades,
ações, percentuais de conclusão e todos os demais dados de um projeto.
O PMSB possui vigência de 20 (vinte) anos e atende quatro eixos, a saber:
abastecimento de água, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, esgotamento sanitário
e manejo de resíduos sólidos, que se decompõem em objetivos a serem alcançados e que, por
sua vez, estão relacionados aos diversos indicadores do PMSB. Para alcançar ou manter cada
indicador, são necessários diversos projetos que demandam ações ao serem executados.
Assim, a estruturação do Redmine para atender ao Subsistema Gerenciador de Planos,
Projetos e Metas do PMSB, obdecerá esta organização. A (Figura 8) é a representação gráfica
do sistema. Além disso, as informações utilizadas para a alimentação inicial do subsistema
serão originadas pelos Produto D - Relatório da prospectiva e planejamento estratégico, E -
Relatório dos programas, projetos e ações e F - Plano de execução.
Figura 8: Estruturação do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
2.3.1 Apresentação e acesso às informações do sistema gerenciador de planos, projetos e
metas do pmsb
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A (
Figura 9) ilustra a perspectiva da página inicial do Sistema Gerenciador de Planos,
Projetos e Metas do PMSB.
Figura 9: Página inicial do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
O acesso ao sistema pode ser realizado por meio dos links na parte superior. O link
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projetos, destacado na (Figura 10), abaixo, lista os eixos e projetos cadastrados no Redmine.
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Figura 10: Tela de listagem dos projetos cadastrados no Sistema Gerenciador de Planos,
Projetos e Metas do PMSB.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Acima, temos 3 (três) elementos importantes, numerados e indicados através dos
contornos e da seta, onde: • 1: Menus que direcionam o usuário para a página inicial do sistema (home
page e ilustrada na Figura 10), página de projetos (a que concentra as informações dos
projetos cadastrados referentes ao PMSB) e o link ajuda (uma espécie de manual do
usuário). • 2: Menus entrar e cadastre-se. Ao clicar no primeiro, o usuário será
direcionado para a tela de autenticação do sistema
– ver (Figura 16), e, na segunda, o
usuário preenche um formulário que será recebido, por e-mail, pelo administrador do
sistema. Esta segunda funcionalidade é opcional, ficando a critério do agente
municipal responsável pela administração do sistema e sua adoção. • 3: Lista com os eixos cadastrados. Ao clicar no link correspondente ao eixo, o
usuário será direcionado para a tela onde serão apresentados os projetos e ações
cadastradas para este componente do PMSB. A (Figura 11) é a representação da
referida tela.
Figura 11: Tela com painel gerencial e visão dos projetos, ações e metas estabelecidas e
cadastradas no Sistema Gerenciador do PMSB.
1
2
3
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Fonte: Projeto Saber Viver, 2020
.
Acima, é possível verificar a existência de dois painéis, sendo o da esquerda destinado
ao monitoramento dos projetos, planos e atividades para o eixo do PMSB selecionado, em que
para ter acesso o usuário necessitará apenas clicar acima do que pretende pesquisar (clicar em
atividades, por exemplo, caso o usuário queira pesquisar as atividades previstas para os
projetos de cada eixo), enquanto que o da esquerda apresenta as informações das pessoas
responsáveis pelos projetos, em níveis hierárquicos. Esta é apenas uma proposta de
customização do Redmine, ficando a critério do município outras escolhas. Pode-se ainda
observar que o sistema imprime a quantidade de horas aplicadas para a execução dos projetos,
disponível logo abaixo do texto
“Tempo gasto
”.
A
(Figura 12) ilustra, respectivamente, as telas onde são listados os projetos e as ações,
a partir da pesquisa selecionada pelo usuário, descrita no parágrafo anterior.
Figura 12: Projeção das telas de Tarefas e Atividades cadastradas no Sistema
Gerenciador.
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Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Para ter o detalhamento das ações, o usuário precisa apenas clicar com o mouse no
link correspondente à atividade que deseja detalhar, onde será direcioando para a tela da (Figura 13).
Figura 13: Projeção da tela com nível de detalhamento de uma ação em desenvolvimento
referente a algum projeto do PMSB.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Nota-se que há um quadro explicativo da atividade, contendo infomações importantes
da situação (se ativo ou não), data de início e previsão de conclusão, atribuído para setor,
equipe ou pessoa, percentual de conclusão e a estimativa do tempo gasto até o momento para
a execução desta atividade. A tela onde são listados os eixos e os projetos são parecidadas às
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telas de ações, conforme pode-se observar, respectivamente, nas (Figura 14 e Figura 15), a
seguir:
Figura 14: Projeção da tela de acompanhamento das atividades cadastradas no Sistema
Gerenciador.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Figura 15: Projeção da tela de acompanhamento das Tarefas cadastradas no Sistema
Gerenciador.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
2.3.2 Inserindo e manipulando dados para a gestão de projetos do PMSB
Para inserir, editar e excluir informações no subsistema Gerenciador de Planos,
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Projetos e Metas do PMSB é preciso que usuário seja previamente cadastrado no sistema.
Cabe à gestão municipal do saneamento básico a indicação dos responsáveis pela alimentação
do sistema de gerenciamento dos projetos do PMSB.
Para o acesso, o usuário deverá clicar no menu entrar, anteriormente apresentado na
(Figura 10), sendo direcionado para janela apresentada na (Figura 16), devendo inserir
usuário e senha e clicar no botão entrar.
Figura 16: Projeção da tela de autenticação de usuários no Sistema Gerenciador.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Após autenticação, o usuário será direcionado para a tela inicial do sistema que
apresenta uma lista de tarefas atribuídas a ele. O acesso às funcionalidades do sistema está
disponível no menu de navegação que se apresenta na barra superior, conforme detalhado a
seguir:
Figura 17: Projeção da tela inicial de listagem de tarefas, após autenticação de usuário, do
Sistema Gerenciador.
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Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Conforme acima apresentado, da esquerda para direita, temos os menus e suas
funcionalidades:
1. Página inicial: direciona para página inicial do Redmine
.
2. Minha página: direciona para as tarefas atribuídas ao usuário.
3. Projetos: direciona para a página onde estarão listados todos os projetos cadastrados
em relação ao PMSB.
4. Ajuda: direciona para um manual do usuário, contendo as principais funcionalidades
do sistema.
5. Acessado como: apenas informa qual usuário está acessando o sistema no momento
da consulta.
6. Minha conta: direciona para página de informações do usuário. Nesta página é
possível, por exemplo, alterar nome de usuário, e-mail e idioma de apresentação do
sistema Redmine.
Deve-se inserir dados referentes ao PMSB, Eixos, Projetos
e Atividades, conforme o
sistema se encontra estruturado (ver Figura 8).
Para melhor gerenciamento do sistema e obedecendo a hierarquia da gestão municipal
do saneamento básico, recomenda-se a criação de usários com papeis distintos. A definição
dos usuários do sistema pode ser assim aplicada: um usuário com papel de líder/gestor, que
será responsável pela inserção dos dados referentes ao PMSB, Eixos e Projetos; e usuário
operador, sendo este o responsável pela execução das atividades/ações dos projetos de
execução do PMSB.
Com base no gerenciamento de projetos, os Eixos e Projetos são componentes do
escopo do PMSB, isto é, qualquer alteração de grandeza superior poderá inviabilizar a
execução e comprometer os serviços do saneamento básico municipal. Por tal razão,
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considerando que estes componentes sofrem alterações excepcionais e devem ser realizadas
exclusivamente pelo usuário denominado líder/gestor, enquanto que as atividades/ações
podem ser inseridas e atualizadas tanto pelo usuário líder/gestor como pelo usuário operador,
a qualquer momento.
A insersão de dados no sistema é simples, prática e objetiva. A equipe de
assessoramento do projeto Saber Viver fará o treinamento dos usuários do sistema
gerenciador e serão distribuídos os manuais de operação. Ressaltamos que toda a
documentação de utilização do Redmine está acessível no endereço eletrônico
https://www.redmine.org/projects/redmine/wiki/Guide. 3 BANCO DE DADOS: COMPOSIÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E MANUTENÇÃO
Banco de dados pode ser considerado como uma coleção de dados logicamente
coerente com determinado significado próprio. Em outras palavras, banco de dados é o
conjunto de dados integrados que tem por objetivo atender a uma comunidade de usuários.
Os bancos de dados surgiram da grande necessidade de integração entre os dados
convencionais e os dados essenciais. Assim, projetar e modelar banco de dados são
fundamentais dentro dos atuais recursos para desenvolvimento de sistemas de informação,
principalmente os gerenciais.
Modelar banco de dados é uma das tarefas mais importantes no desenvolvimento de
sistemas. Através deste recurso pode-se obter uma organização dos dados, de modo a facilitar
a implantação do banco, como também eventuais manutenções.
A gestão dos dados dentro de um banco de dados é feita pelos Sistemas de
Gerenciamento de Banco de Dados
– SGBD. Segundo Tonsing (2006, p. 18), o “Sistema de
Gerenciamento de Banco de Dados deve ser capaz de manter a coleção do banco de dados;
deve possuir recursos para que usuários possam não apenas executar atividades relacionadas
aos dados, mas também ao dicionário de dados”. Neste sentido, Korth e Silberschatz afirmam:
Os sistemas de banco de dados são projetados para gerenciar grandes grupos
de informações. O gerenciamento de dados envolve a definição de estruturas
para armazenamento de informação e o fornecimento de mecanismos para
manipulá-las. Além disso, o sistema de bancos de dados precisa fornecer
segurança das informações armazenadas, caso o sistema caia, ou contra
tentativa de acesso não autorizado. Se os dados devem ser divididos entre
diversos usuários, o sistema precisa evitar possíveis resultados anômalos.
(KORTH, SILBERSCHATZ, 1995. p.1).
Um sistema de bancos de dados é composto de uma coleção de arquivos interPrefeitura de São Felipe d`Oeste Este documento foi assinado digitalmente por Sidney Borges de Oliveira (CPF 079.###.###-82), em 17/02/2023 - 10:39, e pode ser validado pelo QR Code ao lado e ou pelo link: https://lxsign.lxsistemas.com.br/pmsaofelipe/documento/documentoAssinado/16365. Folha 575 de 584
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relacionados e de um conjunto de programas que permitem aos usuários fazer o acesso,
consultar e/ou modificar esses arquivos. O grande objetivo desses gerenciadores é prover os
usuários com uma visão abstrata dos dados. Isso significa dizer que o sistema omite ao
usuário um detalhamento de como os dados são mantidos e armazenados. Para isso, a
(Figura
18) apresenta a complexidade dos dados escondidos em diversos níveis de abstração que
simplificam a interação do usuário com o sistema:
Figura 18: Níveis de visão do banco de dados do sistema de informação para avaliação e tomada
de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB).
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
O banco de dados utilizado para armazenamento, manutenção e atualização das
informações do PMSB é composto por três bancos de dados distintos, um para cada
subsistema, todos com suporte ao MySQL (sistema gerenciador de banco de dados), onde as
transações são feitas através de comandos desta linguagem, pré-definidos nos sistemas
desenvolvidos, garantindo maior robustez, controle e integridade dos dados coletados.
Tonsing (2006, p.68) afirma que “um número muito grande de operações pode ser executado
sobre um banco de dados utilizando-se comandos SQL”, ou seja, garante que vários usuários
acessem os dados de forma concomitantemente, sem que haja indisponibilidade da
informação. Ressalta-se que todas as transações são feitas por intermédio de códigos de
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programação, definidas no sistema de informação do saneamento básico, possibilitando o
acesso sem que o usário necessite de conhecimento em programação de sistemas ou de banco
de dados. A composição do banco de dados do subsistema Painel de Percepção Social do
PMSB se baseia no levantamento de dados realizados no município. Utiliza consultas SQL
para manipulação de dados e apresentação em forma de relatórios dinâmicos (dashboard).
Ressalta-se que foi utilizada a ferramenta Survey Solution, pela robustez, praticidade e
segurança em relação ao levantamento dos dados. Esta mesma ferramenta poderá ser utilizada
no momento da revisão dos dados da percepção social, onde os questionários utilizados serão
repassados ao comitê gestor do saneamento básico municipal.
A composição do banco de dados do subsistema Painel de Indicadores do PMSB foi
modelada utilizando o banco de dados SQLlite3, ferramenta altamente robusta e que permite a
conexão com diversas aplicações sem a complexidade e exigência de conhecimentos
avançados em programação de sistemas. É necessária a revisão períodica dos indicadores de
qualidade, para que possam nortear as ações em desenvolvimento e os futuros projetos que
devem ser executados na garantia da universalização do saneamento básico.
A composição do banco de dados do terceiro substema que compõe o Sistema de
Informações do PMSB poderá ser feita utilizando-se banco de dados SLQ, PostgreSQL e
SQLlite3. A escolha fica a critério da gestão municipal, considerando-se a infraestrutura
disponível. Qualquer uma das bases de dados são conceituadas e amplamente utilizadas no
desenvolvimento de aplicações. Compõem os dados desses sistemas as informações contidas
no PMSB, os Indicadores de Desempenho gerados pelo produto H e os projetos a serem
desenvolvidos para implantação do saneamento básico.
A junção de todos os bancos de dados consiste em uma grande base de dados capaz de
unir informações que dão o suporte necessário para que o gestor municipal possa agir
acertivamente na implantação do PMSB. A (Figura 19) ilustra como essas bases de dados
podem dar o suporte necessáiro para as decisões municipais:
Figura 19: Modelo de apresentação da base de dados do sistema de informação para avaliação e
tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB).
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Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
A distribuição da base de dados do SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA
AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO
BÁSICO (PMSB) será realizada através de mídias digitais ou download. O município deverá
prover a infraestrutura necessária para que possam ser instalados o Sistema de Informação e
Banco de Dados.
Para manutenção da base de dados, a prefeitura deverá designar, preferencialmente,
um técnico em infomática ou analista de sistemas, para administração do banco de dados e
aplicações (DBA
– Database Administrator ou Administrador de Banco de Dados) referentes
ao SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB). Este agente será treinado pela
equipe de TI do Projeto Saber Viver para realizar a instalação e configuração dos bancos que
compõem o Sistema de Informação.
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4 DISTRIBUIÇÃO, INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO SISTEMA DE
INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB)
A exemplo da base de dados, o Sistema de Informação e seus subsistemas deverão ser
instalados em servidores da prefeitura. São requisitos mínimos 8GB de memória RAM e
40GB de memória secundária (Disco Rígido). Como os subsistemas são multiplataformas,
podem ser utilizados diversos sistemas operacionais como Linux, Windows e MacOS.
Os subsistemas serão distribuídos em mídia digital ou através de download. A
instalação e configuração deverão ser realizadas, preferencialmente, por técnico em
informática ou analista de sistemas, devidamente designado pela gestão municipal, que será
treinado para realizar a instalação e configuração dos sistemas. Na realização do treinamento,
serão fornecidos os manuais com o passo-a-passo da instalação, configuração e utilização dos
sitemas. 5 TOMADA DE DECISÃO PELO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL
A execução do PMSB exige do gestor o fiel acompanhamento das ações e projetos a
serem desenvolvidos. Este, assessorado pelo Conselho Municipal, deve se munir das
metodologias capazes de gerar os resultados pre-estabelecidos e de mitigar as altas
complexidades exigidas no gerenciamento do saneamento básico municipal.
Neste sentido, uma metodologia comumente utilizada é a PDCA, que busca uma
melhora contínua dos processos de gestão e é aplicada para diversos fins, tanto no âmbito
governamental, como na gestão de empresas. Esta metodologia se baseia em quatro etapas:
planejamento, execução, monitoramento e ação (do inglês plan, do, check, act
– PDCA). A (
Figura 20) ilustra a PDCA:
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Figura 20: Ilustração da metodologia PDCA - Planejar, Executar, Monitorar e Agir aplicada ao
gerenciamento de projetos do PMSB.
Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
Para que o gestor possa se munir de informações concretas que dêem o total subsídio
nos processos de planejamento, execução, monitoramento e ação do PMSB, é necessária a
utilização do SI proposto ao longo deste documento, onde sua base de dados, atualizada
sempre em que houver avanços ou necessidades de alterações, possibilita ao gestor imprimir
gráficos, indicadores de desempenho e relatórios técnicos capazes de apresentar um panorama
da situação atual do PMSB. Essa possibilidade é ilustrada a seguir, na (Figura 21):
Figura 21: Ilustração do apoio do Sistema de Informação, a partir da utilização dos subsistemas,
para tomada de decisão em relação aos projetos do PMSB.
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Fonte: Projeto Saber Viver, 2020.
A tomada de decisão em relação aos projetos e ações de implantação do PMSB será
realizada por meio da obtenção das informações que indicam o estado atual do saneamento
básico municipal, municiando o comitê gestor, a gestão municipal, os munícipes e todo o
colegiado responsável pela execução do PMSB, para que sejam avaliadas quais as ações
necessárias para a garantia de indicadores, metas e dos investimentos estabelecidos pelo
município.
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6 COMUNICAÇÃO E CONTROLE SOCIAL
A participação social é imprescindível para elaboração e gestão do PMSB e ela se dará
de diversas formas e meios. Uma vez construído o PMSB, a necessidade de controlar e avaliar
a sua execução se intensifica a cada etapa que se avança na implantação do plano,
indiferentemente, se serão conduzidas pela gestão municipal ou se serão delegadas para entes
públicos ou privados.
Considerando que os serviços e produtos do saneamento básico serão mantidos por
meio da cobrança de taxas e tarifas, aumenta-se a necessidade de maior transparência em
relação aos recursos aplicados e ainda, por parte do munícipe, maior acompanhamento dos
gastos públicos empregados na execução do plano.
Desta forma, para promover a comunicação e participação social no processo de
elaboração e, consequentemente, de implantação do PMSB, bem como para potencializar a
participação dos munícipes neste processo, o município deverá adotar os seguintes meios:
1. Pesquisa da percepção do social dos serviços e produtos do saneamento básico, por
eixo, com periodicidade mínima correspondente ao tempo do ciclo de revisão do
PMSB. Para isto, o município deverá utilizar o Survey Solution para alimentar o
Painel de Indicadores com os dados atualizados;
2. Acesso, por meio da internet, dos produtos e demais elementos que compõem o
PMSB (atualmente disponível no endereço eletrônico http://saberviver.ifro.edu.br);
3. Acesso aos subsistemas que compõem o Sistema de Informação do PMSB, por meio
da internet;
4. Divulgação em mídia online ou impressa, mídias sociais, carros de som, etc., das
obras e ações referentes à execução do PMSB;
5. Publicar convênios e contratos firmados para a gestão e execução do PMSB;
6. Realizar campanhas educativas nas escolas municipais (e demais instituições de
ensino atuantes no município) que retrate a importância do PMSB, as formas de
participação e de controle social, dentre outros;
7. Utilizar cartilhas, folders, cartazes e demais materiais de campanhas para a
publicidade das ações de execução do plano;
8. Dentre outras.
As ações acima listadas devem ser aprovadas pela gestão do PMSB, podendo,
inclusive, adotá-las na íntegra, modificar ou indicar outras formas de comunicação e
participação social que julgue mais eficaz para o controle da execução do plano de
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saneamento básico.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A adoção de um Sistema de Informação como ferramenta de suporte na gestão do
saneamento básico municipal é fundamental para o alcance dos indicadores e metas préestabelecidos, além de permitir obter uma avaliação, através da percepção social, em relação
aos serviços prestados por cada eixo.
O monitoramento e controle são cruciais para o gerenciamento de projetos. Eles
minimizam os possíveis impactos negativos ao auxiliar os gestores, munidos das informações
fornecidas pelo Sistema de Informação, a tomarem decisões acertivas.
Por fim, ressalta-se que a adoção do Sistema de Informação deve prever a necessidade
de alimentação com dados atualizados, nos prazos mínimos indicados neste documento, para
cada subsistema, a fim de permitirem a revisão periódica do planejamento e das ações que
concretizem a oferta do saneamento básico municipal.
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº. 11.445, de 05 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o
saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de
maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei
no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Disponível em:
http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11445.htm
KORTH, Henry F., ABRAHAM Silbershatz. Sistema de bancos de dados. 2ª . Tradução:
Maurício Heihachiro Galvan Abe. São Paulo: Makron Books, 1995.
LANG, J. P. Overview
– Redmine. REDMINE, 2020. Disponivel em: http://redmine.org.
Acesso em: 21 de maio de 2020.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas de Informações gerenciais:
estratégicas, táticas, operacionais. 9ª. São Paulo: Atlas, 2004.
PMI. A Guide to the Project Management Body of Knowledge. 6ª Edição, 2017.
TONSIG, Sérgio Luiz. MySQL - Aprendendo na prática. Rio de Janeiro: Ciência Moderna,
2006.
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