| Tipo | LEI ORDINÁRIA |
|---|---|
| Número / Ano | 415 / 2014 |
| Date | 2014-03-24 |
| Ementa | DISPÕE SOBRE O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO MUNICÍPIO DE MEDICILÃNDIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. |
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ESTADO DO PARA ap - - x PODER EXECUTIVO ka PREFEITURA MUNICIPAL DE MEDICILÂNDIA / $ “CAPITAL NACIONAL DO CACAU” CNPJ Nº 34.593.525/0001-08 |! AN LEI Nº 415/2014 Be PARA DISPÕE SOBRE O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO MUNICÍPIO DE MEDICILÂNDIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O Prefeito Municipal de Medicilândia, Estado do Pará, no uso de suas atribuições legais, Faz saber que a Câmara Municipal APROVOU e, Eu sanciono a seguinte Lei: Título I Das Disposições Preliminares Art. 1º. A organização e fiscalização do Município de Medicilândia pelo sistema de controle interno ficam estabelecidas na forma desta Lei, nos termos do que dispõe os artigos 31, 70 e 74 da Constituição Federal. Título II Das Conceituações Art. 2º. O controle interno do Município de Medicilândia compreende o plano de organização e todos os métodos e medidas adotados pela administração para salvaguardar os ativos, desenvolver a eficiência nas operações. avaliar o cumprimento dos programas, objetivos, metas e orçamentos e das políticas administrativas prescritas, verificar a exatidão e a fidelidade das informações e assegurar o cumprimento da lei. Art. 3º. Entende-se por Sistema de Controle Interno o conjunto de atividades de controle exercidas no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo Municipal, incluindo as Administrações Direta e Indireta, de forma integrada, compreendendo particularmente: I — o controle exercido diretamente pelos diversos níveis de chefia objetivando o cumprimento dos programas, metas e orçamentos e a observância à legislação e às normas que orientam a atividade específica da unidade controlada: II —o controle, pelas diversas unidades da estrutura organizacional, da observância à legislação e às normas gerais que regulam o exercício das atividades auxiliares; NI - o controle do uso e guarda dos bens pertencentes ao Município, efetuado pelos órgãos próprios; IV — o controle orçamentário e financeiro das receitas e despesas, efetuado pelos órgãos dos Sistemas de Planejamento e Orçamento e de Contabilidade e Finanças; V-o controle exercido pela Unidade Central de Controle Interno destinado a avaliar a eficiência e eficácia do Sistema de Controle Interno da administração e a assegurar a observância dos dispositivos constitucionais e dos relativos aos incisos I a VI, do art. 59, da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tv. Dom Eurico nº1035 - Centro — Medicilândia — PA. Fone: (0**93) — 3531-1265; CEP: 68.145-000. A ESTADO DO PARA PODER EXECUTIVO PREFEITURA MUNICIPAL DE MEDICILÂNDIA “CAPITAL NACIONAL DO CACAU” CNPJ Nº 34.593.525/0001-08 $ 1º. Os Poderes referidos no caput deste artigo deverão se submeter às disposições desta lei e às normas de padronização de procedimentos e rotinas expedidas no âmbito de cada Poder ou órgão, incluindo as respectivas administrações Direta e Indireta, se for o caso. $ 2º. O Poder Legislativo Municipal criará e regulamentará sua Estrutura própria de Controle Interno e estabelecerá suas próprias normas de rotinas e procedimentos, com observância à legislação aplicável a cada matéria. Art. 4º. Entendem-se por unidades executoras do Sistema de Controle Interno as diversas unidades da estrutura organizacional, no exercício das atividades de controle interno inerentes às suas funções finalísticas ou de caráter administrativo. Título TI Das Responsabilidades da Unidade Central de Controle Interno Art. 5º. São responsabilidades da Unidade Central de Controle Interno referida no artigo 7º, além daquelas dispostas nos art. 74 da Constituição Federal, também as seguintes: I — coordenar as atividades relacionadas com O Sistema de Controle Interno do Município, abrangendo as administrações Direta e Indireta, e da Câmara Municipal, promover a integração operacional e orientar a elaboração dos atos normativos sobre procedimentos de controle; If — apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional, supervisionando e auxiliando as unidades executoras no relacionamento com o Tribunal de Contas dos Municípios, quanto ao encaminhamento de documentos e informações, atendimento às equipes técnicas. recebimento de diligências, elaboração de respostas, tramitação dos processos e apresentação dos recursos; KI — assessorar a administração nos aspectos relacionados com os controles interno e externo e quanto à legalidade dos atos de gestão, emitindo relatórios e pareceres sobre os mesmos; IV — interpretar e pronunciar-se sobre a legislação concernente à execução orçamentária, financeira e patrimonial; Y — medir e avaliar a eficiência, eficácia e efetividade dos procedimentos de controle interno, através das atividades de auditoria interna a serem realizadas, mediante metodologia e programação próprias, nos diversos sistemas administrativos do Município, abrangendo as administrações Direta e Indireta, e da Câmara Municipal, expedindo relatórios com recomendações para o aprimoramento dos controles; VI — avaliar o cumprimento dos programas, objetivos e metas espelhadas no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento, inclusive quanto a ações descentralizadas executadas à conta de recursos oriundos dos Orçamentos Fiscal e de Investimentos; VII - exercer o acompanhamento sobre a observância dos limites constitucionais, da Lei de Responsabilidade Fiscal e os estabelecidos nos demais instrumentos legais; Tv. Dom Eurico nº1035 - Centro — Medicilândia — PA. Fone: (0**93) — 3531-1265; CEP: 68.145-000. 11) ESTADO DO PARÁ PODER EXECUTIVO PREFEITURA MUNICIPAL DE MEDICILÂNDIA “CAPITAL NACIONAL DO CACAUN CNPJ Nº 34.593.525/0001-08 VIII — estabelecer mecanismos voltados a comprovar à legalidade e a legitimidade dos atos de gestão e avaliar os resultados, quanto à eficácia, eficiência e economicidade na gestão orçamentária, financeira. patrimonial e operacional do Município, abrangendo as administrações Direta e Indireta, e da Câmara Municipal, bem como, na aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado: IX - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres do Ente; X — supervisionar as medidas adotadas pelos Poderes, para retorno da despesa total com pessoal ao respectivo limite, caso necessário, nos termos dos artigos 22 e 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal; “XI - tomar as providências, conforme o disposto no art. 31 da Lei de Responsabilidade Fiscal, para recondução dos montantes das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos limites: XII — aferir a destinação dos recursos obtidos com a alienação de ativos, tendo em vista as restrições constitucionais e as da Lei de Responsabilidade Fiscal; XIII — acompanhar a divulgação dos instrumentos de transparência da gestão fiscal nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, em especial quanto ao Relatório Resumido da Execução Orçamentária e ao Relatório de Gestão Fiscal, aferindo a consistência das informações constantes de tais documentos; : XIV - participar do processo de planejamento e acompanhar a elaboração do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária: XV — manifestar-se, quando solicitado pela administração, acerca da regularidade e legalidade de processos licitatórios, sua dispensa ou inexigibilidade e sobre o cumprimento e/ou legalidade de atos, contratos é outros instrumentos congêneres; XVI - propor a melhoria ou implantação de sistemas de processamento eletrônico de dados em todas as atividades da administração pública, com O objetivo de aprimorar os controles internos, agilizar as rotinas e melhorar o nível das informações; XVII — instituir e manter sistema de informações para O exercício das atividades finalísticas do Sistema de Controle Interno; XVIII - verificar os atos de admissão de pessoal, aposentadoria, reforma revisão de proventos e pensão para posterior registro no Tribunal de Contas: XIX — manifestar através de relatórios, auditorias, inspeções, pareceres e outros pronunciamentos voltados a identificar e sanar as possíveis irregularidades; XX - alertar formalmente a autoridade administrativa competente para que instaure imediatamente a Tomada de Contas sob pena de responsabilidade solidária, as ações destinadas a apurar os atos ou fatos inquinados de ilegais, ilegítimos ou antieconômicos que resultem em prejuízo ao erário, praticados por agentes públicos, ou quando não forem Tv. Dom Eurico nº1035 - Centro — Medicilândia — PA. Fone: (0++93) — 3531-1265; CEP: 68.145-000. (1) SA ESTADO DO PARÁ PODER EXECUTIVO . PREFEITURA MUNICIPAL DE MEDICILÂNDIA “CAPITAL NACIONAL DO CACAU” CNPJ Nº 34.593.525/0001-08 prestadas contas ou, ainda, quando ocorrer desfalque, desvio de dinheiro, bens ou valores públicos; XXI — revisar e emitir parecer sobre os processos de Tomadas de Contas Especiais instaurados pelo Município, incluindo suas administrações Direta c Indireta, e pela Câmara Municipal, determinadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios; XXI — representar ao TCM-PA, sob pena de responsabilidade solidária, sobre as irregularidades e ilegalidades identificadas e as medidas adotadas; XXIII — emitir parecer conclusivo sobre as contas anuais prestadas pela administração; XXIV - realizar outras atividades de manutenção e aperfeiçoamento do Sistema de Controle Interno. Título IV Das Responsabilidades de todas as Unidades Executoras do Sistema de Controle Interno Art. 6º. As diversas unidades componentes da estrutura organizacional do Município de Medicilândia, abrangendo as administrações Direta e Indireta, e da Câmara Municipal, no que tange ao controle interno, têm as seguintes responsabilidades: 1 - exercer os controles estabelecidos nos diversos sistemas administrativos afetos à sua área de atuação. no que tange a atividades específicas ou auxiliares, objetivando a observância à legislação, a salvaguarda do patrimônio e a busca da eficiência operacional; II — exercer o controle, em seu nível de competência, sobre o cumprimento dos objetivos e metas definidas nos Programas constanies do Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias, no Orçamento Anual e no cronograma de execução mensal de desembolso; HI - exercer o controle sobre o uso e a guarda de bens pertencentes ao Município de Medicilândia, abrangendo as administrações Direta e Indireta, e à Câmara Municipal, colocados à disposição de qualquer pessoa física ou entidade que os utilize no exercício de suas funções; IV - avaliar, sob o aspecto da legalidade, a execução dos contratos, convênios € instrumentos congêneres, afetos ao respectivo sistema administrativo, em que o Município de Medicilândia, abrangendo as administrações Direta e Indireta, e a Câmara Municipal seja parte; vV — comunicar à Unidade Central de Controle Interno do Município de Medicilândia, abrangendo as administrações Direta e Indireta, e da Câmara Municipal, qualquer irregularidade ou ilegalidade de que tenha conhecimento, sob pena de responsabilidade solidária. i - Título V Da Organização da Função, do Provimento dos Cargos e das Vedações e Garantias 7) 68.145-000. JEEP ESTADO DO PARA PODER EXECUTIVO PREFEITURA MUNICIPAL DE MEDICILÂNDIA “CAPITAL NACIONAL DO CACAU” CNPJ Nº 34.593.525/0001-08 Capítulo I Da Organização da Função Art. 7º. O Município de Medicilândia, abrangendo as administrações Direta e Indireta, fica autorizado a organizar a sua respectiva Unidade Central de Controle Interno, com o status de Secretaria, e no caso a Câmara Municipal, com status de Função de Confiança, vinculada diretamente ao respectivo Chefe do Poder, com o suporte necessário de recursos humanos e materiais, que atuará como Órgão Central do Sistema de Controle Intemo. ? Capítulo II Do Provimento dos Cargos Art. 8º. O ocupante do cargo denominado Controlador Interno , de livre nomeação e exoneração, cujo vencimento será o mesmo de secretario municipal, deverá ser preenchido exclusivamente por servidor com nível de escolaridade Média Completa, reputação ilibada e que demonstre conhecimento sobre matéria orçamentária, financeira, contábil, jurídica e administração pública, além de dominar os conceitos relacionados a controle interno e à atividade de auditoria, responderá como titular da correspondente Unidade Central de Controle Interno no Poder Executivo Municipal. Art. 9º. Deverá ser criado na Estrutura Administrativa do Município de Medicilândia, o cargo efetivo de Auditor de Controle Interno, a ser ocupado por servidores que possuam escolaridade de nível superior, em quantidade suficiente para o exercício das atribuições a ele inerentes. $ 1º. Deverá ser criado na Estrutura Administrativa da Câmara Municipal, o cargo efetivo de Auditor Público Interno, a ser ocupado por servidores que possuam escolaridade de nível superior, em quantidade suficiente para o exercício das atribuições a ele inerentes. $ 2º. Até o provimento destes cargos, mediante concurso público, os recursos humanos necessários às tarefas de competência da Unidade Central de Controle Interno serão recrutados do quadro efetivo de pessoal do Município de Medicilândia e da Câmara Municipal, desde que preencham as qualificações para o exercício da função. Capítulo II Das Vedações Art. 10. É vedada a indicação e nomeação para o exercício de função ou cargo relacionado com o Sistema de Controle Interno. de pessoas que tenham sido, nos últimos 5 (cinco) anos: I — responsabilizadas por atos julgados irregulares, de forma definitiva, pelos Tribunais de Contas; II — punidas, por decisão da qual não caiba recurso na esfera administrativa, em processo disciplinar, por ato lesivo ao patrimônio público, em qualquer esfera de governo; III — condenadas em processo por prática de crime contra a Administração Pública, capitulado nos Títulos II e XI da Parte Especial do Código Penal Brasileiro, na Lei nº 7.492, Tv. Dom Eurico nº1035 - Centro — Medicilândia — PA. Fone: (0**93) — 3531-1265; CEP: 68.145-000. (B ESTADO DO PARÁ PODER EXECUTIVO , PREFEITURA MUNICIPAL DE MEDICILÂNDIA “CAPITAL NACIONAL DO CACAU” CNPJ Nº 34.593.525/0001-08 de 16 de junho de 1986, ou por ato de improbidade administrativa previsto na Lei nº 8.429, de 02 de junho de 1992. É Art. 11. Além dos impedimentos capitulados no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, é vedado aos servidores com função nas atividades de Controle Interno exercer: I— atividade político-partidária; II — patrocinar causa contra a Administração Pública Municipal. Capítulo IV Das Garantias Art. 12. Constitui-se em garantias do ocupante da função de titular da Unidade Central de Controle Interno e dos servidores que integrarem a Unidade: I - independência profissional para o desempenho das atividades na administração direta e indireta; KI — o acesso a quaisquer documentos, informações e banco de dados indispensáveis e necessários ao exercício das funções de controle interno. $ 1º. O agente público que, por ação ou omissão, causar embaraço, constrangimento ou obstáculo à atuação da Unidade Central de Controle Interno no desempenho de suas funções institucionais, ficará sujeito à pena de responsabilidade administrativa, civil e penal. $ 2º. Quando a documentação ou informação prevista no inciso II deste artigo envolver assuntos de caráter sigiloso, a Unidade Central de Controle Interno deverá dispensar tratamento especial de acordo com o estabelecido pelos Chefes dos respectivos Poderes indicados no caput do art. 3º, conforme o caso. 83º. O servidor lotado na Unidade Central de Controle Interno deverá guardar sigilo sobre dados e informações pertinentes aos assuntos a que tiver acesso em decorrência do exercício de suas funções, utilizando-os, exclusivamente, para a elaboração de pareceres e relatórios destinados à autoridade competente, sob pena de responsabilidade. Título VI Das Disposições Gerais Art. 13. É vedada, sob qualquer pretexto ou hipótese a terceirização da implantação e manutenção do Sistema de Controle Interno, cujo exercício é de exclusiva competência do Poder ou órgão que o instituiu. Art. 14. O Sistema de Controle Interno não poderá ser alocado a unidade já existente na estrutura do Poder que o instituiu, que seja, ou venha a ser, responsável por qualquer outro tipo de atividade que não a de Controle Interno. Art. 15. As despesas da Unidade Central de Controle Interno correrão à conta de dotações próprias, fixadas anualmente no Orçamento do Município. Tv. Dom Eurico nº1035 - Centro — Medicilândia — PA. Fone: (0**93) — 3531-1265; CEP: 68.145-000. 17) ese ESTADO DO PARÁ “PODER EXECUTIVO PREFEITURA MUNICIPAL DE MEDICILÂNDIA “CAPITAL NACIONAL DO CACAU” CNPJ Nº 34.593.525/0001-08 Art. 16. Fica estabelecido o período de 3 anos como período de transição para realização de concurso público objetivando o provimento do quadro de pessoal da Unidade Central de Controle Interno, salvo quando surgir alguma impossibilidade de realização, deverá ser justificado e conforme o caso, podendo este ser prorrogado uma única vez por igual período. Art. 17. Esta Lei entrar em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário. E Gabinete do Prefeito Municipal de Medicilândia - PA, aos 24 dias do mês de Março de 2014. Prefeito Municipal x Tv. Dom Eurico nº1035 - Centro — Medicilândia — PA. Fone: (0**03) — 3531-1265; CEP: 68.145-000.