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materia nº 354/2026

Tipo Indicação
Número / Ano 354 / 2026
Date 2026-05-25
EmentaINDICO AO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL A IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES PERMANENTES DE PREVENÇÃO, CONTROLE, TESTAGEM E MONITORAMENTO DA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA NO MUNICÍPIO DE PARAUAPEBAS, COM PRIORIDADE PARA OS BAIRROS COM MAIOR INCIDÊNCIA DA DOENÇA.
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Autoria

Tramitação (latest 4)

DateStatusTurnoTexto
2026-05-27 Proposição encaminhada ao Poder Executivo — —
2026-05-26 Proposição aprovada na sessão — —
2026-05-25 Proposição inclusa na Ordem do Dia — —
2026-05-25 Proposição recebida — —

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2026-05-26T11:36:07.026220-03:00 Aprovado 12 0 3
2026-05-26T11:36:04.409888-03:00 Aprovado 12 0 3

Documents (1)

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INDICAÇÃO Nº 354 /2026
INDICO AO PODER EXECUTIVO 
MUNICIPAL A IMPLEMENTAÇÃO DE 
AÇÕES PERMANENTES DE 
PREVENÇÃO, CONTROLE, TESTAGEM 
E MONITORAMENTO DA 
LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA 
NO MUNICÍPIO DE PARAUAPEBAS, 
COM PRIORIDADE PARA OS BAIRROS 
COM MAIOR INCIDÊNCIA DA DOENÇA.
 AUTORA: GRACIELE BRITO. 
Senhor Presidente, 
Senhores Vereadores e Vereadoras
Desta Honrosa Casa, 
INDICO, na forma regimental, após ouvido o Plenário, que seja encaminhada ao Poder 
Executivo Municipal a presente indicação para que, por meio da Secretaria Municipal de 
Saúde, da Unidade de Vigilância em Zoonoses e dos demais órgãos competentes, sejam 
implementadas ações permanentes de prevenção, controle, testagem e monitoramento da 
Leishmaniose Visceral Canina no Município de Parauapebas, com atenção especial aos 
bairros que apresentam maior registro da doença, bem como às áreas com maior 
vulnerabilidade ambiental, presença de cães errantes, terrenos baldios, vegetação densa, 
acúmulo de matéria orgânica, canais a céu aberto, igarapés e descarte irregular de 
resíduos.
 Graciele Brito
__________________________________________________________ 
JUSTIFICATIVA
A presente indicação nasce de uma necessidade urgente de saúde pública no 
Município de Parauapebas: o enfrentamento da Leishmaniose Visceral Canina, doença 
que atinge os cães e que também representa risco à saúde humana, especialmente quando 
há presença de animais infectados, ambientes favoráveis à proliferação do mosquito 
transmissor e ausência de ações contínuas de prevenção e controle.
Estudo realizado sobre a distribuição espacial e epidemiológica da 
Leishmaniose Visceral Canina em Parauapebas, com dados da Unidade de Vigilância em 
Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, analisou o período de 2018 a 2022 e 
identificou 8.768 animais avaliados, sendo constatados 2.464 cães com diagnóstico 
positivo para a doença no município. O mesmo estudo apontou que os bairros Santa 
Luzia, Esplanada e Nova Vida apresentaram maior incidência de casos positivos, entre 
80% e 100% dos animais testados.
Esses dados demonstram que a leishmaniose canina não é um problema 
isolado, mas uma realidade presente na área urbana de Parauapebas, exigindo 
planejamento, monitoramento e ações permanentes. A análise espacial apresentada no 
estudo também identificou um possível corredor epidemiológico, com destaque para os 
bairros Cidade Jardim, Betânia, Tropical, Vila Rica, Bairro da Paz e Rio Verde, locais 
onde foi notificada a maioria dos casos de Leishmaniose Visceral Canina entre 2018 e 
2022. O estudo ainda aponta que os bairros com maior densidade de casos positivos, 
acima de 150 registros, representam pontos críticos que precisam de atenção especial do 
poder público.
A realidade dos bairros mais afetados revela que a doença está diretamente 
relacionada às condições ambientais e urbanas locais. No Cidade Jardim, o alto número 
de casos foi associado à presença de terrenos baldios, vegetação densa, ruas não 
pavimentadas, poças formadas no período chuvoso e acúmulo de matéria orgânica. No 
Betânia, o estudo aponta deficiência de saneamento básico e presença de cães errantes. 
No Tropical, foram identificadas áreas de mata e igarapés com acúmulo de matéria 
orgânica. No Rio Verde, há registro de esgoto próximo ao Igarapé Ilha do Coco, moradias 
próximas a corpos d’água, vegetação alta e descarte inadequado de resíduos. Já no Bairro 
da Paz, foram destacados o acúmulo de detritos orgânicos, presença de cães infectados 
nas residências e ausência de saneamento adequado.
Diante desse cenário, torna-se necessário que o Município desenvolva uma 
atuação integrada, envolvendo saúde pública, vigilância em zoonoses, limpeza urbana, 
meio ambiente, educação em saúde e proteção animal. A simples realização de ações 
pontuais não é suficiente para enfrentar um problema que apresenta comportamento 
persistente em diversos bairros. É preciso ampliar a testagem, mapear os casos, 
intensificar as campanhas educativas, orientar os tutores, combater o abandono de 
animais, promover a limpeza de áreas críticas e atuar diretamente nos locais que 
favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
A Vereadora Graciele Brito, ao apresentar esta indicação, contribui de forma 
direta para transformar dados técnicos de Parauapebas em ação pública concreta. Sua 
atuação pode dar visibilidade ao problema, cobrar providências do Poder Executivo, 
fortalecer a Unidade de Vigilância em Zoonoses, solicitar informações oficiais sobre a 
cobertura de testagem nos bairros, propor reuniões com os órgãos responsáveis e defender 
investimentos para campanhas, diagnóstico, controle ambiental e cuidado com os 
animais.
A pesquisa também demonstrou diferença na cobertura de testagem por zonas 
da cidade, apontando que a Zona Norte realizou o maior número de testes, enquanto a 
Zona Oeste realizou o menor número, o que revela a necessidade de ampliar o 
monitoramento para garantir que todas as áreas de risco sejam acompanhadas de forma 
adequada. Essa informação é importante porque bairros com baixa testagem podem 
apresentar silêncio epidemiológico, dificultando a identificação real da doença e 
atrasando as ações de controle.
Assim, esta indicação busca sensibilizar o Poder Executivo Municipal para 
que atue de forma planejada, contínua e eficiente no enfrentamento da Leishmaniose 
Visceral Canina em Parauapebas, protegendo a saúde das famílias, promovendo o bem￾estar dos animais e melhorando as condições ambientais dos bairros mais afetados.
Diante da relevância da matéria, submeto a presente indicação à apreciação 
dos nobres pares, esperando sua aprovação e o posterior encaminhamento ao Poder 
Executivo Municipal.
Parauapebas, 22 de maio de 2026
GRACIELE COELHO JACOME DE BRITO MOREIRA
Vereadora (União Brasil)

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