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materia nº 12/2025

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 12 / 2025
Date 2025-05-05
EmentaAPROVA O PROTOCOLO DE ATRIBUIÇÕES, PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS E SOLICITAÇÃO DE EXAMES POR ENFERMEIROS NA ATENÇÃO BÁSICA DO MUNICÍPIO DE ANGICAL DO PIAUÍ-PI
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DateResultadoSimNãoAbst.
2025-05-14T09:25:04.589607-03:00 Aprovada por maioria 7 0 0
2025-05-14T09:23:33.999575-03:00 Aprovada por maioria 7 0 0

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Prefeitura Municipal de Angical do Piauí 
CNPJ 06554.752/0001-80
Av. João Siqueira Paes, S/N - CENTRO 
Angical do Piauí
CEP: 64-410-000
E-MAIL: pref.angicaldopi@gmail.com
Ofício nº 070/2025.
Angical do Piauí-PI, 05 de maio de 2025.
Senhora Presidente da Câmara de Vereadores,
Ao tempo em que cumprimento V. Exa., encaminho, em anexo, 
Justificativa e Projeto de Lei que “aprova o protocolo de atribuições, prescrição de 
medicamentos e solicitação de exames por enfermeiro na Atenção Básica do 
município de Angical do Piauí - PI”.
Atenciosamente,
Bruno Ferreira Sobrinho Neto
- Prefeito Municipal –
Prefeitura Municipal de Angical do Piauí 
CNPJ 06554.752/0001-80
Av. João Siqueira Paes, S/N - CENTRO 
Angical do Piauí
CEP: 64-410-000
E-MAIL: pref.angicaldopi@gmail.com
JUSTIFICATIVA
A Excelentíssima Senhora
DD. Presidente da Câmara Municipal de Angical do Piauí/PI 
Nesta cidade
Dirijo-me a V.Exa. e aos insignes vereadores desta Casa para encaminhar 
o Projeto de Lei que “aprova o protocolo de atribuições, prescrição de 
medicamentos e solicitação de exames por enfermeiro na Atenção Básica do 
município de Angical do Piauí - PI”.
O supracitado Projeto de Lei dispõe sobre um protocolo que tem por 
finalidade regulamentar, organizar e respaldar as ações dos profissionais de 
enfermagem na Atenção Primária à Saúde do município de Angical do Piauí - PI, 
garantindo maior segurança, qualidade e agilidade na assistência à população, em 
conformidade com a legislação vigente e as normativas do Conselho Federal de 
Enfermagem (COFEN) e do Ministério da Saúde.
Assim, a implementação deste protocolo representa um avanço significativo 
para os serviços de saúde, possibilitando um atendimento mais resolutivo, seguro e
humanizado, respeitando os princípios da atenção básica e ampliando o acesso da 
comunidade aos cuidados de saúde.
Diante do exposto, solicitamos que o presente protocolo seja analisado,
apreciado e, se possível, aprovado por esta Casa Legislativa, visando sua efetiva 
implantação no âmbito da Atenção Básica do município de Angical do Piauí – PI.
Com essas considerações, encaminhamos o Projeto de Lei para 
apreciação do legislativo, contando com sua aprovação. 
Bruno Ferreira Sobrinho Neto
- Prefeito Municipal –
0
ESTADO DO PIAUÍ
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGICAL DO PIAUÍ
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E SANEAMENTO BÁSICO 
CNPJ: 00.665.671/0001-71
PROJETO DE LEI Nº 11, DE 05 DE MAIO DE 2025.
“APROVA O PROTOCOLO DE 
ATRIBUIÇÕES, PRESCRIÇÃO DE 
MEDICAMENTOS E SOLICITAÇÃO DE 
EXAMES POR ENFERMEIRO NA ATENÇÃO
BÁSICA DO MUNICÍPIO DE ANGICAL DO 
PIAUÍ-PI.”
O PREFEITO MUNICIPAL DE ANGICAL DO PIAUÍ/PI, BRUNO 
FERREIRA SOBRINHO NETO, no uso de suas atribuições legais, faço saber que 
a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei.
Art. 1º Fica aprovado o protocolo de prescrição de medicamentos e 
solicitação de exames por enfermeiros na Atenção Básica do Município de Angical 
do Piauí, Estado do Piauí, nos termos do Anexo I desta Lei.
Art. 2º O Poder Executivo fica autorizado a tomar todas as demais 
providências administrativas, jurídicas, orçamentárias, financeiras, contábeis, 
patrimoniais e fiscais para o fiel cumprimento da presente lei.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as 
disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito do Município de Angical do Piauí, Estado do Piauí, 
em 05 de maio de 2025.
____________________________________
Bruno Ferreira Sobrinho Neto
- Prefeito Municipal –
BRUNO FERREIRA 
SOBRINHO 
NETO:003673103
09
Assinado de forma 
digital por BRUNO 
FERREIRA SOBRINHO 
NETO:00367310309 
Dados: 2025.05.05 
08:40:42 -03'00'
ESTADO DO PIAUÍ
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGICAL DO PIAUÍ
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E SANEAMENTO BÁSICO
CNPJ: 00.665.671/0001-71
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ANEXO I
ESTADO DO PIAUÍ
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGICAL DO PIAUÍ
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E SANEAMENTO BÁSICO
CNPJ: 00.665.671/0001-71
PROTOCOLO DE ATRIBUIÇÕES, PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS E SOLICITAÇÃO 
DE EXAMES POR ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA 
DO MUNICÍPIO DE ANGICAL DO PIAUÍ-PI
 JANEIRO/2025
ESTADO DO PIAUÍ
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGICAL DO PIAUÍ
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E SANEAMENTO BÁSICO
CNPJ: 00.665.671/0001-71
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PROTOCOLO DE ATRIBUIÇÕES, PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS E SOLICITAÇÃO 
DE EXAMES POR ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA 
DO MUNICÍPIO DE ANGICAL DO PIAUÍ-PI
BRUNO FERREIRA SOBRINHO NETO
Prefeito Municipal de Angical do Piauí
HELDER JORDÃO SOUSA GOMES
Vice-Prefeito Municipal de Angical do Piauí
JUAN VICTOR DA SILVA
Secretário Municipal de Saúde
Colaboradores 
Barbara Emanuelly Do Nascimento Silva
Coordenadora da Atenção Básica
Tiara Soares Santos
Enfermeira RT
Milena Beatriz de Sousa Soares
Farmacêutica
Revisado por:
Conselho Regional de Enfermagem do Piauí- COREN-PI
Aprovado por:
Câmara Municipal de Vereadores
Data de criação: 23/03/2025 
Data de atualização:23/03/2025
ESTADO DO PIAUÍ
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGICAL DO PIAUÍ
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E SANEAMENTO BÁSICO
CNPJ: 00.665.671/0001-71
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PROTOCOLO DE ATRIBUIÇÕES, PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS E 
SOLICITAÇÃO DE EXAMES POR ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA
DO MUNICÍPIO DE ANGICAL DO PIAUÍ-PI
“Dispõe sobre prescrição de Medicamentos 
e Solicitação de Exames por Enfermeiros na 
Atenção Básica: Procedimentos, 
Competências e Orientações ao Paciente.”
O Secretário de Saúde do Município de Angical do Piauí-Pi, senhor JUAN VICTOR DA 
SILVA no uso de suas atribuições legais de gestor do sistema municipal e em 
observância à legistação superior, e
CONSIDERANDO o disposto na Constituição Federal, artigo 5º, incisos:
“II – Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de 
Lei.” “XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as 
qualificações profissionais que a lei estabelecer.”
CONSIDERANDO o disposto na Lei 8080/90, de 19 de setembro de 1990, a qual “Dispõe 
sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o 
funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. ”
CONSIDERANDO o disposto no Decreto nº 7508 de 28 de junho de 2011, que regulamenta 
a Lei nº 8080/90:
Capítulo I da Organização do SUS/Seção II da Hierarquização/ Art. 9º - “São portas de
entrada às ações e aos serviços de saúde nas Redes de Atenção à Saúde os serviços: I -
de atenção primária; II – de atenção a urgência e emergência; III – de atenção psicossocial; 
e IV – especiaisde acesso aberto;”
Capítulo IV da Assistência à Saúde/ Seção I da Relação Nacional de Ações e Serviços de 
Saúde
RENASES/ Art. 21- “A relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde – RENASES
compreende todas as ações e serviços que o SUS oferece ao usuário para atendimento da 
integralidade da assistência à saúde.”
Capítulo IV da Assistência à saúde/ Seção II da Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais
RENAME/ Art. 25 – “A Relação nacional de Medicamentos Essenciais
RENAME compreende a seleção e a padronização de medicamentos indicados para 
atendimento de doenças ou de agravos no âmbito do SUS.”
Capítulo IV da Assistência à Saúde/ Seção II da Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais RENAME/ Art. 26 – “O Ministério da Saúde é o órgão competente para dispor
sobre a RENAME e os protocolos clínicos e Diretrizes Terapêuticas em âmbito nacional,
observadas as diretrizes pactuadas pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT);”
Capítulo IV da Assistência à Saúde/ Seção II da Relação nacional de Medicamentos 
Essenciais. RENAME/ Art. 27 – “O Estado, o distrito Federal e o Município poderão adotar 
relações específicas e complementares de medicamentos, em consonância com a 
RENAME, respeitadas as responsabilidades dos entes pelo financiamento de 
medicamentos, de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores.
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SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E SANEAMENTO BÁSICO
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Capítulo IV da Assistência à Saúde/ Seção II da Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais. RENAME/ Art. 28 – “O acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica
pressupõe, cumulativamente: I – estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde do
SUS; II – ter o medicamento sido prescrito por profissional de saúde, no exercício regular de 
suas funções no SUS; III – estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os 
protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas ou com a relação específica complementar 
estadual, distrital ou municipalde medicamentos;”
CONSIDERANDO o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a Lei Orgânica de Saúde 
nº 8.080/90 e a Lei n° 8.142/90;
CONSIDERANDO o constante na Lei n° 7498/86, que dispõe sobre o exercício da 
enfermagem e o Decreto n° 94.406/87, que a regulamenta;
CONSIDERANDO o disposto no Decreto nº 20.931, de 11 de janeiro de 1932, que regula e 
fiscaliza o exercício da medicina no Brasil;
CONSIDERANDO a Portaria Ministerial n° 2.436/2017, que aprova a Política Nacional de 
Atenção Básica;
CONSIDERANDO os programas do Ministério da Saúde implantados no município:
Programa Nacional de Suplementação de Ferro, Programa Nacional de Suplementação da 
Vitamina A, Hiperdia, Programa de Prevenção do Câncer de colo de útero e de mama, Pré￾natal,parto e puerpério de baixo risco, Hanseníase, Tuberculose, PACS, PSF, saúde da 
criança, idoso e adolescente, MDDA, tabagismo, imunização, planejamento familiar, 
vigilância sanitária e epidemiológica, DST/AIDS;
CONSIDERANDO os Manuais de Normas Técnicas publicados pelo Ministério da Saúde;
CONSIDERANDO as resoluções do Conselho Federal de Enfermagem: 195/97, que 
dispõe sobre a solicitação de exames de rotina e
complementares por Enfermeiro; 358/09, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência
de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos 
ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências
564/2017, que aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem; 302/05,
que baixa normas para ANOTAÇÃO da Responsabilidade Técnica de Enfermeiro(a), em 
virtude de Chefia de Serviço de Enfermagem, nos estabelecimentos das instituições 
eempresas públicas, privadas e filantrópicas; 290/04, que fixa as Especialidades de 
Enfermagem;
CONSIDERANDO a Portaria 2.436/17 do Ministério da Saúde que “Aprova a Política
Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da
Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)”;
CONSIDERANDO a portaria nº 1.625/07, do Ministério da Saúde, a qual “Altera atribuições 
dos profissionais das equipes de saúde da família – ESF dispostas na Política Nacional de 
atenção Básica”, mais especificamente o Art. 1º/II – das atribuições dos profissionais 
enfermeiros das equipes Saúde da Família: “realizar consultas de enfermagem”, solicitar 
exames complementares e prescrever medicações, observadas as disposições legais da 
profissão e conforme os protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo 
Ministério da Saúde, os gestores estaduais, os municipais ou os do Distrito Federal;
CONSIDERANDO a Norma Operacional de Assistência à Saúde – SUS 01/2001 publicada 
pelo Ministério da Saúde, da Portaria 95/GM. De 26 de janeiro de 2001;
CONSIDERANDO a necessidade de dar continuidade à implantação da estratégia de 
Saúde da Família no Município, com a expansão de equipes de saúde da família, tendo 
como integrantes profissionais enfermeiros e,
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CONSIDERANDO a necessidade de atualizar a normatização, no âmbito Municipal, das 
atividades inerentes aos enfermeiros, face ao modelo de atenção vigente.
RESOLVE:
Art. 1º Normatizar a consulta de enfermagem, a prescrição/transcrição de medicamentos e 
a solicitação de exames complementares e de rotina, por enfermeiros das unidades 
assistenciais e públicas de saúde do Município de Angical do Piauí-Pi.
Art. 2° A prescrição/transcrição prevista no artigo anterior refere-se a medicamentos
previamente estabelecidos em Programas de Saúde Pública e em rotinas aprovadas pela 
Secretaria Municipal de Saúde de Angical do Piauí-Pi.
Art. 3º O enfermeiro poderá solicitar exames complementares, de rotina e de seguimento 
do paciente, desde que enquadrados nos Programas de Saúde Pública do Ministério da 
Saúde e dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e Secretaria Municipal de 
Saúde.
Art. 4º A prescrição/transcrição de medicamentos e a solicitação de exames de rotina 
complementares pelo enfermeiro deverão ser realizadas em receituário/formulário 
padronizado da Secretaria Municipal de Saúde de Angical do Piauí-Pi, identificado com 
carimbo e número da inscrição do Conselho regional de Enfermagem – COREN/PI, nome 
do profissional e respectiva assinatura.
6 
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………… 08
1 Saúde da Criança…………………………………………………………………………………. 09
1.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………….. 09
1.2 Solicitação de exames………………………………………..…………………………………. 09
1.3 Prescrição de medicamentos e conduta recomendada……………………………………… 09
✓ Escabiose…………………………………………………………………………………..…….. 09
✓ Pediculose………………………………………………………………………………….…….. 11
✓ Monilíase oral e perineal………………………………………………………………………… 12
✓ Miliária…………………………………………………………………..…………………………. 14
✓ Febre…………………………………………………………………..………………..…………. 15
✓ Obstrução nasal…………………………………………………………………..………………. 17
✓ Polivitamínicos…………………………..…..………………..………………..…………………. 15
✓ Suplementação de vitamina A..………………..………………..……………….……..………. 17
✓ Suplementação de vitamina D..………………..………………..……………….………...…… 17
✓ Zinco…………………………..…..………………..………………..……………….……………. 18
✓ Anemia e Suplementação de Ferro …………..………………..………………..…………….. 18
✓ Verminoses…………..………………..………………..……………………………..………….. 19
✓ Manejo do coto umbilical…………..………………..………………..………………………….. 21
✓ Dor de ouvido…………..………………..………………..………………………………………. 22
2 Saúde do Adolescente……………………………………………………………………………. 23
2.1 Atribuições do Enfermeiro…………..……………………….…..………………..…………….. 23
2.2 Solicitação de exames…………..……………………….…..……………….…………………. 23
2.3 Prescrição de medicamentos e conduta recomendada.………………………..……………. 24
2.3.1 Anticoncepcionais hormonais orais…………..……………………….……….…………….. 23
2.3.2 Anticoncepção hormonais injetáveis……..………………………...………………………… 24
2.3.3 Anticoncepção de emergência……..………………………...……………………..………… 25
3 Saúde da mulher ………………………………………………………………………………….. 26
3.1 Controle dos cânceres do colo do útero e da mama_Atribuições do Enfermeiro……………….. 26
3.2 Solicitação de exames…………….…..……………………..………………………………… 26
3.3 Prescrição medicamentos e conduta recomendada em ISTs………………………………… 27
✓ Candidíase vulvovaginal…………….…..……………………..………………………………… 27
✓ Vaginose bacteriana…………….…..……………………..…………………………………….. 27
✓ Tricomoníase…………….…..……………………..…………………………………………….. 28
✓ Gonorreia e Clamídia…………….…..………………………………………………………….. 28
3.4 Prescrição de medicamento, solicitação de exames e conduta em pré-natal…………….. 29
✓ Prescrição de ácido fólico…….…..……………………………………………………………… 30
✓ Prescrição de Cálcio…….…..…………………………………………………………………… 30
✓ Suplementação de ferro…….…..……………………………………………………………… 30
✓ Hiperêmese Gravídica…….…..…………………………………………………………………. 31
✓ Dor abdominal, cólicas, flatulência e obstipação intestinal………………………………… 32
✓ Bacteriúria assintomática e infecção do trato urinário (itu) não complicada……………… 32
✓ Candidíase vulvovaginal…….…..……………………………………………………………… 34
✓ Vaginose bacteriana…….…..…………………………………………………………………… 34
✓ Tricomoníase…….…..……………………………………………………………………………. 34
✓ Gonorreia…….…..……………………………………………………………………………….. 34
✓ Clamídia….…..……………………………………………………………………………………. 35
✓ Sífilis….…..………………………………………………………………………………………… 35
3.5 Solicitação de exames e conduta assistencial recomendada no Climatério……………… 37
4 Saúde do Homem ……………….……………………………………………………..………… 38
4.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………… 38
4.2 Solicitação de exames…………………………………………………………………………… 38
7 
5 Saúde do Idoso……………….…………………………………………………….……………… 39
5.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………… 39
5.2 Solicitação de exames…………………………………………………………………………… 39
6 Planejamento familiar ……………….…………….……………………………..………………. 40
6.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………… 40
6.2 Solicitação de exames…………………………………………………………………………… 40
6.3 Prescrição medicamentosa …………………………………………………………………… 42
✓ Anticoncepcionais hormonais orais……………………………………………………………. 42
✓ Anticoncepcionais hormonais injetáveis……………………………………………………… 42
✓ Anticoncepção de emergência………………………………………………………………… 43
7 Infecções Sexualmente Transmissíveis…………….……………………………….………… 44
7.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………… 44
7.2 Solicitação de exames e prescrição de medicamentos……………………………………… 44
✓ Corrimento Vaginal……………………………………………………………………………….. 45
✓ Corrimento Uretral………………………………………………………………………………… 46
✓ Doença inflamatória pélvica…………………………………………………………………… 47
✓ Úlceras genitais ………………………………………………………………………………… 48
✓ Hepatite B ……………………………………………………………………………………….. 49
✓ Hepatite C ………………………………………………………………………………………… 50
✓ Suspeita de HIV…………………………………………………………………………………… 50
✓ Cancro mole………………………………………………………………………………………. 54
8 Hipertensão Arterial Sistêmica…………….……………………………….…………………… 55
8.1 Atribuições do Enfermeiro………………………………………………………………………. 55
8.2 Solicitação de exames e prescrição de medicamentos 57
9 Hanseníase…………….……………………………….…………………………………………… 59
9.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………… 59
9.2 Solicitação de exames e prescrição de medicamentos 62
✓ Paciente paucibacilar…………………………………………………………………………… 62
✓ Paciente multibacilar……………………………………………………………………………… 62
✓ Esquema terapêutico para crianças com peso inferior a 30 kg 63
10 Tuberculose…………….……………………………….…………….………………………… 64
10.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………… 64
10.2 Solicitação de exames e prescrição de medicamentos…………………………………… 66
✓ Segundo situação de tratamento do paciente e unidades de atendimento……………….. 66
✓ Esquema básico para o tratamento de tuberculose em Adultos e adolescentes (eb) 
(2rhze/4rh)………………………………………………………………………………………….
67
✓ Esquema básico 2rhz/4rh para criança (eb) (2rhz /4rh)……………………………………… 67
✓ Esquema para a forma meningoencefálica da tuberculose em adultos e adolescentes…. 68
11 Dengue e Chikungunha…………….……………………………….………………………… 70
11.1 Atribuições do Enfermeiro…………………………………………………………………….. 70
11.2 Solicitação de exames e prescrição de medicamentos…………………………………… 71
11.3 Chikungunya…………….……………………………….………………………………………. 74
12 Saúde do Trabalhador…………….……………………………….….………….……………. 77
12.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………… 77
12.2 Solicitação de exames e prescrição de medicamentos…………………………………… 78
13 Raiva Humana…………….……………………………….….………….……………………….. 79
13.1 Atribuições do Enfermeiro……………………………………………………………………… 79
13.2 Solicitação de exames e prescrição de medicamentos…………………………………….. 79
✓ Contato indireto…………………………………………………………………………………… 79
✓ Acidente leve…………………………………………………………………………………… 79
✓ Acidente grave…………………………………………………………………………………… 81
8 
INTRODUÇÃO
De acordo com a Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017 que aprova a 
Política Nacional de Atenção Básica, entre as atribuições do profissional enfermeiro 
atuante na Atenção Básica estão a realização de consulta de enfermagem, 
procedimentos, solicitação de exames complementares, a prescrição de medicação 
conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas ou outras normativas técnicas 
estabelecidas pelo gestor, observadas as disposições legais da profissão.
A consulta de enfermagem está regulamentada pela Lei nº 7498/1986 que dispõe 
sobre o exercício da enfermagem, pelo Decreto nº 94.406/1987 que a regulamenta e 
pela Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) nº 358/2009 que dispõe 
sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a Implementação do Processo 
de Enfermagem.
Dito isto, a Consulta de Enfermagem deve estar baseada em suporte teórico que
oriente o raciocínio clínico do enfermeiro em cada uma das etapas do processo: coleta 
de dados de enfermagem (histórico), diagnóstico de enfermagem, planejamento de 
enfermagem, implementação e avaliação de enfermagem.
De acordo ainda com a Lei nº 7498/1986, o enfermeiro exerce todas as 
atividades de enfermagem, cabendo-lhe, privativamente, a prescrição da assistência de 
enfermagem e a prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde 
pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde.
As prescrições/transcrições de medicamentos emitidas por enfermeiros devem 
ser de manutenção de tratamento somente pelo período de prescrição estabelecido e 
vinculado aos manuais e protocolos dos programas e ações de Atenção Básica 
estabelecidos no âmbito do SUS.
A Resolução do Cofen nº 195/1997 que dispõe sobre a solicitação de exames de 
rotina e complementares por Enfermeiro, considera que para a prescrição de 
medicamentos em programa de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de 
saúde, o Enfermeiro necessita solicitar exame de rotina e complementares para uma
efetiva assistência ao paciente sem risco para o mesmo. As atividades estabelecidas 
neste documento são exclusivas para os profissionais Enfermeiros que exercem suas
funções nas Unidades de Saúde da Família, Unidades Básicas de Saúde Centros
de Saúde e Posto de Saúde, e que estão inseridos em uma equipe de saúde, 
independente do vínculo trabalhista.
9 
1 SAÚDE DA CRIANÇA
1.1 Atribuições do enfermeiro:
• Realizar consultas de puericultura conforme o preconizado no Caderno de Atenção 
Básica do Ministério da Saúde - Saúde da Criança: crescimento e desenvolvimento.
• Realizar a aferição da pressão arterial dos escolares e encaminhar o resultado ao 
médico da equipe quando o exame estiver alterado;
• Monitorar, notificar e orientar escolares, pais e professores diante de efeitos 
vacinais adversos;
• Realizar a aferição dos dados antropométricos de peso e altura e avaliar o Índice 
de Massa Corporal (IMC) das crianças;
• Solicitar exames de rotina e complementares;
• Realizar prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde 
pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde;
• Exercer as atribuições que lhe são conferidas pela Portaria Nacional de Atenção 
Básica (Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017).
1.2 Solicitação de exames
Os exames mais solicitados no contexto da Saúde da Criança são:
Hemograma completo Perfil lipídico (colesterol total, frações e
triglicérides).
Glicemia em jejum Ferritina
Exame Parasitológico de Fezes (EPF) Ferro sérico
Urina Dosagem de vitamina A
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à
Saúde – COREN/MG, 2017.
1.3 Prescrição medicamentos e conduta recomendada
✓ Escabiose
Medicamento Posologia/Instruções
Permetrina 5% Massagear o produto na pele, da cabeça aos pés, aplicando 
à noite. Deve ser removido, através de lavagem com água
depois de 8 a 14 horas. Aplicar por 6 noites.
Deltametrina 
0,02%
Uso diário por 7 a 10 dias. Friccionar por todo o corpo, 
deixando a loção permanecer até o próximo banho.
O shampoo deve ser aplicado de preferência durante o
banho. Deixar por 5 min e enxaguar bem.
10 
SEM SINAIS DE ALERTA
Apresenta prurido intenso e 
lesões disseminadas?
Consulta de 
enfermagem**
Agendar retorno para 7 dias
Cuidados de enfermagem
Melhora do quadro clínico?
COM SINAIS DE ALERTA
Apresenta prurido intenso, 
lesões disseminadas e exsudato 
purulento?
Nota: Crianças menores de 2 anos de idade: doses não estabelecidas e, portanto, devem ser
encaminhadas a consulta médica.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
Orientações/Cuidados de Enfermagem:
• Manter precaução até 24 horas após o tratamento.
• Lavar roupas e objetos pessoais em temperatura mínima de 55ºC.
• Tratar pessoa infectada e contatos ao mesmo tempo.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA ESCABIOSE
s
Fonte: Baseado no Fluxograma de Enfermagem- Demanda Espontanea do Estado de São Paulo￾Campinas – Secretaria de Saúde, 2022.
Encaminhar para consulta médica
ALTA
SI M NÃO
11 
✓ Pediculose
Medicamento Posologia/Instruções
Permetrina 1% Lavar a cabeça com o shampoo, enxaguar bem e remover 
excesso de água dos cabelos antes de passar o produto, 
aplicar um volume suficiente do produto para molhar bem o
cabelo e o couro cabeludo. Deixar nos cabelos por 5 a 10
minutos e enxaguar. Repetir após 7 dias.
Deltametrina 0,02% Deixar nos cabelos por 5 a 10 minutos, e enxaguar, 4 dias
consecutivos. Fazer uma 2° aplicação após 7 dias.
Nota: Crianças menores de 2 anos de idade: doses não estabelecidas e, portanto, devem ser
encaminhadas a consulta médica.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
Orientações/Cuidados de enfermagem:
• Inspecionar frequentemente a cabeça da criança.
• Trocar roupas de cama e pessoais regularmente, e dos demais membros da família.
• Instruir a criança a não compartilhar escovas de cabelo ou bonés de colegas de
escola.
• Lembrar que o tratamento se estende as pessoas de convívio.
• Usar pente fino e umedecer os cabelos com vinagre morno diluído em água (1:1), 
em partes iguais.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA PEDICULOSE
Fonte: Baseado no Fluxograma de Enfermagem- Demanda 
Espontanea do Estado de São Paulo-Campinas –
Secretaria de Saúde, 2022.
Consulta de 
enfermagem**
RETORNO EM 7 DIAS EM CASO DE PIORA, RETORNAR 
PARA REAVALIAÇÃO ou parasitas no cabelo
12 
✓ Monilíase oral e Perineal
Medicamento Posologia/Instruções
Nistatina oral (25000 a 50000
UI por kg/dose)
1 a 2 ml (1 a 2 conta-gotas) de 6/6 horas
durante 7 dias, espalhando-a bem por toda a 
boca.
Nistatina tópica (25000 UI/g) Aplicar na região perineal a cada troca de
fralda (6/6 horas), durante 14 dias.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
Orientações de enfermagem:
Monilíase oral
• Limpar as lesões superficiais com solução bicabornatada: 1 xícara de chá com água 
(fervida e já fria) e 1 colher de chá de bicarbonato de sódio. Essa higiene oral deve ser 
feita antes da mamada, assim como do seio materno, antes e após cada oferta ao bebê;
• Remover, quando possível, bicos de mamadeiras, chupetas, mordedores e outros. Caso 
não seja possível, suspendê-los ou lavá-los com água e sabão e ferver por 15 minutos;
• Evitar beijar a criança próximo aos lábios;
• Lavar sempre as mãos antes e após contato com a criança, antes e após higienizar as 
mamas.
Monilíase perineal/dermatite de fraldas
• Lavar o local com água morna a cada troca de fralda;
• Suspender o uso de lenços umedecidos, assim como outros produtos industrializados;
• Usar amido de milho na água do banho e/ou fazer pasta (diluir em água até obter 
consistência cremosa) para uso local, retirar cuidadosamente todo o resíduo após cada 
troca de fralda;
• Suspender fraldas descartáveis;
• Lavar as fraldas com sabão neutro, enxaguar bem e evitar o uso de produtos 
perfumados;
• Usar cremes à base de óxido de zinco;
• Retornar à unidade, caso haja piora do quadro clínico ou dúvidas.
13 
Encaminhar para consulta médica
Melhora do quadro clínico?
Agendar retorno para 5 dias
ALTA
Melhora do quadro clínico?
Orientações de enfermagem e instituição do tratamento 
(Agendar retorno para 5 dias)
SIM
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA MONILÍASE ORAL
NÃO
Fonte: : Baseado no Fluxograma de Enfermagem- Demanda Espontanea do Estado de São Paulo
Campinas – Secretaria de Saúde, 2022.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA MONILÍASE PERINEAL/DERMATITE DAS FRALDAS
NÃO SIM
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
Consulta de 
enfermagem
Encaminhar para consulta médica
Manter orientações e alta
Cuidados de enfermagem
Consulta de 
enfermagem
14 
Apresenta sinais de infecção ou 
lesões extensas?
Encaminhar para consulta médica
Melhora do quadro clínico?
SIM
ALTA
✓ Miliária
Medicamento Posologia
Loção de calamina ou pasta d’água Aplicar sobre a pele 2 a 3 vezes ao dia.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à
Saúde – COREN/MG, 2022.
Orientações de Enfermagem:
• Usar roupas leves;
• Lavar as roupas novas antes de usá-las e evitar amaciantes, talcos, cremes e perfume;
• Realizar banhos frequentes na criança com sabonetes neutros;
• Enxaguar a criança após o banho com 1 litro de água e 2 colheres (sopa) de amido de 
milho 3 vezes ao dia ou aplicar o amido de milho diretamente na pele como se fosse talco 
ou aplicar pasta d’água 3 vezes ao dia após o banho, caso as lesões sejam das formas
rubra e/ou profunda;
• Orientar o pai quanto ao contato com a barba;
• Retornar à unidade, caso haja piora do quadro clínico ou dúvidas.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA MILIÁRIA (BROTOEJA)
SIM NÃO
NÃO
Fonte: Baseado no Fluxograma de Enfermagem- Demanda Espontânea do Estado de São Paulo￾Campinas – Secretaria de Saúde, 2022.
Consulta de 
enfermagem
Encaminhar para consulta médica Cuidados de enfermagem
Agendar retorno para 7 dias
15 
Encaminhar para consulta médica
Apresenta sinais de perigo?
Letargia, desconforto respiratório, rigidez da 
nuca, abaulamento da fontanela?
Melhora do quadro clínico?
Cuidados de enfermagem
✓ Febre
Medicamento Posologia
Paracetamol 10 mg/kg/dose: 1 gota/kg de peso/dose até 4x/dia
(intervalo mínimo de 4 horas entre as doses).
Dipirona 10 mg/kg/dose: 1 gota/kg de peso/dose até 4x/dia, 
intervalo de 6 horas (dose máxima por dia: 60 gotas até 6 
anos, 120 gotas de 6 a 12 anos e 160 gotas para
maiores de 12 anos).
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à
Saúde – COREN/MG, 2017.
Orientações/Cuidados de Enfermagem:
• Orientar o uso de vestimentas leves.
• Orientar retorno imediato a qualquer sinal de perigo ou piora do quadro.
• Orientar retorno em dois dias, se persistir a febre.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA CRIANÇAS COM FEBRE (= OU ACIMA DE 37,8 ºC)
 SIM NÃO
 SIM NÃO
Fonte: Baseado no Fluxograma de Enfermagem- Demanda Espontanea do
Estado de São Paulo-Campinas – Secretaria de Saúde, 2022.
Consulta de 
enfermagem
ALTA Encaminhar para consulta médica
16 
Sais de reidratação oral
Situação Posologia
Diarreia aguda 50 a 100ml/kg para ser administrado no período
de 4-6 horas.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
Terapia intravenosa
Crianças menores de 5 anos
FASE RÁPIDA
Solução (1:1) Volume total Tempo de infusão
½ soro glicosado 5%
½ soro fisiológico 0,9%
Iniciar com 50 ml/kg/dia. 
Reavaliar esta quantidade 
de acordo com as perdas 
do paciente.
24 horas
Fonte: Manejo do paciente com diarreia – Ministério da Saúde, 2023.
Após infusão, avaliar a criança e, assim que ela puder beber, iniciar o SRO, 
mantendo hidratação por via venosa.
FASE DE MANUTENÇÃO E REPOSIÇÃO
Volume para manutenção Peso até 10kg- (SG 5%) 4:1 (SF
0,9%) →
100 ml/kg em 24h
Peso de 10kg a 20 kg -1.000 ml + 50 
ml/kg de peso que exceder 10 kg
Peso acima de 20kg- 1.500 ml + 20 
ml/kg de peso que exceder 20 kg (no 
máximo 2.000 ml
+
Volume para reposição (SG 5%) 4:1 (SF 0,9%) →
100 ml/kg em 24h
+
KCl a 10% 2 ml/100 ml
Fonte: Manejo do paciente com diarreia – Ministério da Saúde, 2023.
17 
Crianças maiores de 5 anos
FASE RÁPIDA
Solução (1:1) Volume total Tempo de infusão
SF 0,9% ou Ringer Lactato 30 ml/kg 30 minutos
Ringer Lactato ou SF 0,9% 70 ml/kg 2 horas e 30 minutos
Fonte: Manejo do paciente com diarreia – Ministério da Saúde, 2023.
✓ Obstrução nasal
Medicamento Posologia
Soro Fisiológico 0,9% Lavar as narinas de 4 em 4 horas até apresentar
melhora.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
✓ Polivitamínicos
Situação Posologia
No RN a termo, do início do desmame
até 2 anos, sempre que a dieta for 
carente
Dose: 1 gota por kg/dia, via oral
No RN pré-termo e/ou baixo peso, a 
partir de 1° semana até 2 anos
Dose: 1 gota por kg/dia, via oral.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
✓ Suplementação de vitamina A
Situação Posologia
Crianças de 6 meses a 11 
meses de idade
1 megadose de vitamina A na concentração de
100.000 UI;
Crianças de 12 a 59 meses de
idade
1 megadose de vitamina A na concentração de
200.000 UI a cada 6 meses;
Fonte: Manual de Condutas Gerais do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A –
Ministério da Saúde, 2013.
✓ Suplementação de vitamina D
Situação Posologia
Crianças que apresentam fatores de
risco: prematuridade, pele escura,
exposição inadequada à luz solar, entre 
outros
200 a 400 UI/dia de vitamina D.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
18 
✓ Zinco
Nos casos de diarreia é indicada a prescrição uma vez ao dia, durante 10 a 14 dias.
Idade Posologia
Até 6 meses de idade 10 mg/dia
Maiores de 6 meses de idade 20 mg/dia
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à
Saúde – COREN/MG, 2017.
✓ Anemia e suplementação de ferro
O Programa Nacional de Suplementação de Ferro, do Ministério da Saúde 
recomenda a suplementação a todas as crianças de 6 a 18 meses (ou, se não
estiverem em período de aleitamento materno exclusivo, a partir dos 4 meses) e 
mais precoce para as crianças de baixo peso ao nascer e pré-termo (abaixo de 
37 semanas).
No caso de anemia, o enfermeiro deverá encaminhar para consulta 
médica para o devido tratamento.
Dose profilática de Ferro elementar para prevenção de Anemia Ferropriva 
em crianças de 6 a 24 meses de idade
Classificação Conduta
(Menores de 12 meses)
Crianças em aleitamento materno 
exclusivo até os 6 meses (quando 
em AME) ou a partir dos 4 meses de 
idade (quando NÃO em AME)
1mg/kg/dia até 24 meses de idade
Recém-nascido pré-termo (<37 
semanas de IG) ou de baixo 
peso(<2.500g)
>1500g
1 a 2 mg/kg/dia de ferro dos 4 aos 18
meses. Se não tiver sido suplementada, solicite 
hemograma entre 9 e 12 meses.
1500 a 1000g
A partir de 30 dias de vida, oferecer 3 mg/kg/dia durante 
12 meses; e 1 mg/kg/dia até completar 24 meses
<1000g
A partir de 30 dias de vida, oferecer 4 mg/kg/dia durante 
12 meses; e 1 mg/kg/dia até completar 24 meses
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estádo de Goiás, 2022.
19 
Cuidados de enfermagem:
• Avaliar o tipo de aleitamento e aceitação das refeições de sal.
• Avaliar alimentação e orientar a mãe para o uso de alimentos ricos em ferro.
• Avaliar antecedentes de criança: prematuridade, baixo peso e morbidade neonatal.
• Associar Sulfato Ferroso a sucos (vit. C) e administrar 30 min antes das refeições.
• Orientar Sulfato Ferroso com canudinho devido à destruição do esmalte dos dentes.
• Alertar para a mudança de coloração das fezes e os cuidados com os dentes.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA ANEMIA
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de
Goiás – COREN/GO, 2022./ Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria, 2018).
✓ Verminoses
Parasitose Medicamento Posologia
Ancilostomíase Mebendazol 100 mg, 2 x/dia, por 3 dias;
repetir 15 dias depois.
Ascaridíase Albendazol 400 mg/dia, dose única.
Estrongiloidíase Tiabendazol 25 mg/kg/dia, 2 x/dia, por 3 dias.
Giardíase Metronidazol 30 a 40 mg/kg/ dia, por 7 dias.
Enterobíase (oxiuríase) Mebendazol 100 mg, 2x/dia, por 3 dias.
Albendazol 400 mg/dia, dose única.
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
Seguir orientações e prescrição de sulfato 
ferroso segundo peso e idade. Marcar
retorno em 14 dias.
Encaminhar para consulta 
médica
Suspeita de anemia →
solicitação de hemograma
Consulta de 
enfermagem
Palidez palmar leve e/ou Hb
de 10 a 11g/dL
Palidez palmar grave e/ou 
Hb <7g/dL
20 
Orientações de enfermagem:
• Beber água tratada ou fervida e lavar bem os alimentos e deixá-los de molho em água 
com hipoclorito 2,0% (duas gotas por litro) por 30 minutos e lavar novamente;
• Comer carne bem cozida ou assada;
• Manter as mãos limpas e as unhas curtas e lavar as mãos antes de preparar
os alimentos, de todas as refeições e após cada evacuação;
• Proteger os alimentos contra poeira, moscas e outros animais;
• Manter os pés limpos e calcados;
• Manter vasos sanitários e fossas sempre cobertos e higienizados;
• Não usar água parada para banho ou brincar.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA PARASITOSES INTESTINAIS
Nota:
- Crianças abaixo de 10 kg e/ou 2 anos devem ser encaminhadas diretamente para a consulta médica.
- Atentar-se quanto ao prurido anal pois pode representar uma queixa em crianças abusadas
sexualmente. Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no 
Estado de Goiás – COREN/GO, 2022/ Protocolo de enfermagem na saúde da criança na 
atenção primária à saúde-COREN/MT, 2020.
Saída de verme pela boca
ou nariz
Dor periumbilical, cólicas de
repetição, diarreia persistente, 
constipação intestinal, dor, 
náuseas ou vômito
Tratar oxiuríase ou ascaridíase
Solicitar 3 amostras de EPF (dias
diferentes)
NÃO SIM
Encaminhar para ALTA
consulta médica
Cuidados de 
enfermagem
Prescrição de acordo 
com o parasita 
encontrado
Agendarretorno para 30 dias. 
Houve melhora do quadro?
Cuidados de enfermagem
Queixa de prurido anal 
e/ou vermes nasfezes
Consulta de 
enfermagem
21 
Consulta de 
enfermagem
Avaliação do coto umbilical
Cuidados de enfermagem 
e encaminhar para 
consulta médica
Sinais de infecção
SIM
Apresenta anormalidades?
Cuidados de enfermagem
Cuidados de 
enfermagem. 
Cauterizar com 
Nitrato de Prata 10%
Presença de 
granuloma
✓ Manejo do Coto umbilical
Medicamento Posologia
Nitrato de prata 10% 
(bastão)
bastão ou solução aquosa a 10%, com aplicação de 
1 a 2 vezes por semana, durante 2 a 3 semana
Fonte: BVS Atenção Primária em Saúde, 2020.
Orientações de enfermagem:
• Realizar higiene diária com água e sabão, enxaguar e secar bem;
• Orientar mãe ou cuidador que o procedimento é indolor à criança, pois não há 
terminações nervosas no granuloma;
• Aplicar álcool 70% com cotonete ou gaze limpa após cada troca de fralda e após o 
banho, no mínimo 3 vezes ao dia.
• Procurar sinais de infecção (secreção purulenta, odor fétido, vermelhidão).
• Não cobrir o coto umbilical com faixas.
• Não utilizar outros produtos como: pomadas, talcos, moedas etc.
• Queda esperada 6-15 dia, presença de duas artérias e uma veia
• A mãe ou cuidador responsável deve ser orientado sobre o processo de cicatrização, 
e estar alerta quanto a presença de sinais de inflamação ao redor do umbigo –
edema, hiperemia e calor no local com ou sem sinais sistêmicos de infecção. Nestes 
casos, deve-se suspeitar de onfalite, que é uma infecção grave e necessita imediata 
avaliação médica.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA COTO UMBILICAL
NÃO
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à
Saúde no Estado de Goiás – COREN/GO, 2022/ BVS Atenção Primária em Saúde,2020
Agendarretorno 
para 2 dias
22 
Encaminhar para
consulta médica
Inspecionar ao toque presença de tumefação 
dolorosa na parte posterior do pavilhão 
auricular. Dor de ouvido? Secreção purulenta no 
ouvido? Há quanto tempo?
Consulta de enfermagem a 
partir de 2 meses**
 ALTA
-ORIENTAÇÕES AO PACIENTE - MEDICAÇÃO PARA 
DOR** -RETORNO EM 48 HORAS PARA 
REAVALIAÇÃO - AGEDAR CONSULTA MÉDICA, SE 
NECESSÁRIO
Melhora do quadro 
clínico?
Cuidados/Orientações 
de enfermagem
✓ Dor de ouvido
Medicamento Posologia
Paracetamol 10 mg/kg/dose: 1 gota/kg de peso/dose até 4x/dia
(intervalo mínimo de 6 horas entre as doses).
Dipirona 10 mg/kg/dose: 1 gota/kg de peso/dose até 4x/dia, 
intervalo de 6 horas (dose máxima por dia: 60 gotas até 6 
anos, 120 gotas de 6 a 12 anos e 160 gotas para
maiores de 12 anos).
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à
Saúde – COREN/MG, 2017.
Orientações/Cuidados de enfermagem
• Inspecionar hipertermia e medicar (temperatura ≥37,5°C).
• Orientar a secagem do pavilhão auditivo com algodão ou gaze, conforme necessidade 
e realizar a substituição desses até quando o pavilhão auditivo estiver seco.
• Recomendar o uso de compressa morna e alertar quanto aos cuidados com 
queimaduras.
 FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA DOR DE OUVIDO
SIM NÃO
SIM NÃO
Fonte: Secretaria de Saúde-Campinas-SP, Fluxogramas de enfermagem, 2022
Encaminhar para consulta médica
23 
2 SAÚDE DO ADOLESCENTE
2.1 Atribuições do enfermeiro:
• Promoção da Saúde.
• Atendimento ao adolescente quanto a crescimento e desenvolvimento.
• Desenvolver vínculos que favoreçam um diálogo aberto sobre questões de saúde.
• Promover imunização adequada;
• Identificar adolescentes que estejam sujeitos a comportamentos de risco.
• Aconselhamento de práticas sexuais responsáveis e seguras.
• Orientações quanto a métodos contraceptivos.
• Sensibilizar adolescentes homens para o autocuidado e na
corresponsabilização pela saúde sexual e saúde reprodutiva sua e de sua 
parceria.
• Enfatizar o uso de preservativo como prática indispensável na prevenção de 
doenças sexualmente transmissíveis e de infecção pelo HIV.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA O ATENDIMENTO DE 
ADOLESCENTES
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
2.2 Solicitação de exames
Os exames mais solicitados no contexto da Saúde do Adolescente são:
Hemograma completo Perfil lipídico (colesterol total, frações e
triglicérides).
Glicemia em jejum Citologia anual
Exame Parasitológico de Fezes (EPF) Teste rápido de gravidez
Urina Teste rápido para DSTs.
Fonte: Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na Atenção Básica – Ministério da Saúde, 2017.
Grupo de Adolescentes –
Educação em Saúde
Consulta de 
enfermagem
Serviço Social Psicólogo Médico Odontólogo Nutricionista
24 
2.3 Prescrição de medicamentos e conduta recomendada
2.3.1 Anticoncepcionais hormonais orais
Método Orientações
Anticoncepcional hormonal
oralcombinado 
(Levonorgestrel 0,15 mg + 
Etinilestradiol 0,03 mg)
- Ingerir o primeiro comprimido no primeiro dia do ciclo menstrual.
- A usuária deve ingerir um comprimido por dia até o término da 
cartela, preferencialmente no mesmo horário.
- Ao final da cartela, se esta for de 21 comprimidos, fazer pausa de 
sete dias e iniciar nova cartela no oitavo dia.
- Caso não ocorra a menstruação no intervalo entre as cartelas, 
mesmo assim, a usuária deve iniciar nova cartela e procurar o serviço 
de saúde para descartar a hipótese de gravidez.
- Orientar quanto ao processo de adaptação do organismo e do 
aparecimento de efeitos secundários.
- Orientar quanto aos procedimentos no caso de esquecimento do 
comprimido, vômito/diarreia.
Minipílula
(Noretisterona 0,35 mg)
- Ingerir o primeiro comprimido preferencialmente no primeiro dia do 
ciclo menstrual.
- O uso da minipílula é contínuo, não deve haver intervalo entre as 
cartelas.
- A usuária deve tomar uma pílula todos os dias, sempre no mesmo 
horário, porque o atraso de algumas horas na ingestão da minipílula 
aumenta o risco de gravidez. O esquecimento de duas ou mais pílulas
aumenta mais ainda esse risco.
- Quando uma cartela termina, no dia seguinte ela deve tomar a 
primeira pílula da próxima cartela (não deixar dias de descanso). Todas 
as pílulas da cartela são ativas.
- Orientar quanto aos procedimentos no caso de esquecimento de 
pílulas.
Fonte: Saúde Sexual e Reprodutiva - Ministério da Saúde, 2013
2.3.2 Anticoncepcionais hormonais injetáveis
Método Orientações
Anticoncepcional 
hormonalinjetável 
mensal
(Noretisterona 50 mg/mL
+ Estradiol Acetato5 mg/mL)
- A primeira injeção deve ser feita até o quinto dia do início da 
menstruação.
- As aplicações subsequentes devem ocorrer a cada 30 dias, mais ou 
menos três dias, independentemente da menstruação.
- Deve-se aplicar por via intramuscular profunda, na nádega (músculo 
glúteo, quadrante superior lateral).
- Se houver atraso de mais de três dias para a aplicação da nova 
injeção, a usuária deve ser orientada para o uso da camisinha ou
evitar relações sexuais até a próxima injeção.
25
Fonte: Saúde Sexual e Reprodutiva - Ministério da Saúde, 2013.
2.3.3 Anticoncepção de emergência
Método Administração
Pílula contendo 
apenas progestágeno
- Levonorgestrel
Comprimido com 0,75
mg de levonorgestrel
2 comprimidos (dose única) ou 1
comprimido a cada 12 hor2as (2 
doses – total de 2 comprimidos).
Comprimido com 1,5 mg
de levonorgestrel
1 comprimido (dose única)
Fonte: Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na Atenção Básica – Ministério da Saúde, 2017.
Método Orientações
Anticoncepcional 
hormonalinjetável 
trimestral
(Acetato de 
Medroxiprogesterona150 
mg/mL)
- A primeira injeção deve ser feita até o sétimo dia do início da 
menstruação.
- As aplicações subsequentes devem ocorrer a cada três meses, 
independentemente da menstruação.
- O prazo máximo permitido entre cada injeção subsequente é de 
duas semanas antes ou depois da data prevista.
- Para mulheres que tenham recebido a primeira injeção depois do
sétimo dia do início da menstruação, aconselhar o uso de método 
adicional, de barreira, durante sete dias
- A usuária deve procurar retornar a tempo para a próxima injeção, que 
deve ser aplicada a cada 90 dias. Porém ela pode vir até duas 
semanas mais cedo ou até duas semanas mais tarde.
- Se houver atraso de mais de duas semanas para a nova injeção, a
mulherdeveusarpreservativoou evitar relações sexuais até a próxima 
injeção.
- Deve-se aplicar por via intramuscular profunda, na nádega (músculo 
glúteo, quadrante superior lateral).
26
3 SAÚDE DA MULHER
3.1 Controle dos cânceres do colo do útero e da mama_Atribuições do Enfermeiro:
• Atender as usuárias de maneira integral;
• Realizar consulta de enfermagem incluindo a coleta do exame citopatológico, de 
acordo com a faixa etária e quadro clínico da usuária;
• Solicitar exames de acordo com os protocolos ou normas técnicas estabelecidas 
pelo gestor local;
• Examinar e avaliar usuárias com sinais e sintomas relacionados aos cânceres do 
colo do útero e de mama;
• Avaliar resultados dos exames solicitados e coletados, e, de acordo com os 
protocolos e diretrizes clínicas, realizar o encaminhamento para os serviços de 
referência em diagnóstico e/ou tratamento dos cânceres de mama e do colo do 
útero;
• Prescrever tratamento para outras doenças detectadas, como ISTs, na 
oportunidade do rastreamento, de acordo com os protocolos ou normas técnicas 
estabelecidas pelo gestor local;
• Realizar cuidado paliativo, na UBS ou no domicílio, de acordo com as 
necessidades da usuária;
• Avaliar periodicamente, e sempre que ocorrer alguma intercorrência, as usuárias 
acompanhadas em atenção domiciliar, e, se necessário, realizar o 
encaminhamento para unidades de internação;
• Contribuir, realizar e participar das atividades de educação permanente de todos 
os membros da equipe;
• Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado 
funcionamento da unidade básica de saúde.
3.2 Solicitação de exames
Exames mais solicitados para a prevenção do câncer de colo de útero e mama:
Citopatológico de colo uterino
Mamografia
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à
Saúde – COREN/MG, 2017.
27
3.3 Prescrição medicamentos e conduta recomendada em Infecções Sexualmente 
Transmissíveis
✓ Candidíase vulvovaginal
Características 
clínicas
Orientações Tratamento medicamentoso
•Secreção
vaginal branca,
grumosa 
aderida à 
parede
vaginal e ao colo
do útero;
• Sem odor;
• Prurido
vaginal 
intenso;
• Edema de vulva;
• Hiperemia
de 
mucosa;
• Dispareunia
de introito.
Medidas
higiênicas:
• Uso de roupas 
íntimas de 
algodão (para 
melhorar a 
ventilação e
diminuir umidade 
na região
vaginal);
• Evitar
calças 
apertadas;
• Retirar roupa 
íntima para
dormir.
Via vaginal:
• Miconazol creme a 2% – um aplicador (5 g) 
à noite, ao deitar-se, por 7 dias; OU
• Clotrimazol creme a 1% – um aplicador (5 g) 
à noite, ao deitar-se, por 7 dias; ou óvulos 
100 mg – uma aplicação à noite, ao deitar￾se, dose única; OU
• Tioconazol creme a 6% – um aplicador (5
g) à noite, por 7 dias; ou óvulos 300 mg –
uma aplicação à noite, dose única; OU
• Nistatina 100.000 UI – um aplicador à noite, 
ao deitar-se, por 14 dias.
Via oral:
Reservada para os casos de candidíase 
resistente ao tratamento tópico
• Fluconazol, 150 mg, VO, dose única;
• Itraconazol, 200 mg, VO, 12/12h, por 1 dia.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Vaginose bacteriana
Características clínicas Tratamento medicamentoso
• Secreção vaginal
acinzentada, cremosa, com
odor fétido, mais
acentuado após o coito e
durante o período 
menstrual.
• Sem sintomas inflamatórios.
Via oral:
• Metronidazol, 500 mg, VO, a cada 12 horas, por 7
dias;
Via vaginal:
• Metronidazol gel vaginal, 100mg/g, 
1 aplicador (5 g), 1x/dia, por 5 dias;
• Clindamicina creme 2%, 1 aplicador (5 g), 1x/ dia, por
7 dias.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
28
✓ Tricomoníase
Características
clínicas
Orientações Tratamento medicamentoso
• Secreção 
vaginal amarelo￾esverdeada,
bolhosa e fétida.
• Outros sintomas: 
prurido intenso, 
edema de vulva, 
dispareunia, colo
com petéquias e em
“framboesa”.
• Menos
frequente: 
disúria.
• Fornecer informações
sobre as IST e sua 
prevenção.
• Ofertar testes para HIV, 
sífilis, hepatite B, (quando
disponíveis).
• Ofertar preservativos e
gel lubrificante.
• Ofertar vacinação
contra Hepatite B.
• Convocar e tratar as 
parcerias sexuais.
Via oral:
• Metronidazol, 2 g, dose
única; OU
• Metronidazol, de 400 a
500 mg, 12/12h, por 7 
dias; OU
• Metronidazol, 250 mg,
8/8h, por 7 dias; OU
• Secnidazol, 2 g, dose
única; OU
• Tinidazol, 2 g, dose única
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Gonorreia e Clamídia
Características clínicas Orientações Tratamento
medicamentoso
As cervicites são 
assintomáticas em torno de
70% a 80% dos casos.
• Sintomáticos: 
Corrimento vaginal,
sangramento 
intermenstrual ou pós￾coito, dispareunia e 
disúria.
• Achados ao exame 
físico: sangramento ao 
toque da espátula ou
swab, material 
mucopurulento no orifício
externo do colo e
dor à mobilização do colo 
uterino.
• Fornecer informações
sobre as IST e sua 
prevenção.
• Ofertar testes para
HIV, sífilis, hepatite B,
(quando disponíveis).
• Ofertar preservativos
e gel 
lubrificante.
• Ofertar vacinação
contra 
Hepatite B.
• Convocar e
tratar as 
parcerias 
sexuais.
Gonorreia:
• Ciprofloxacino,
500 mg, VO, dose única 
(não recomendado para
menores de 18 anos); 
OU
• Ceftriaxona, 500 mg IM,
dose única.
Clamídia:
• Azitromicina, 1 g, VO,
dose única; OU
• Doxiciclina, 100 mg,
VO, 2x/dia, por 7 a 
10 dias.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
29
3.4 Prescrição de medicamento, solicitação de exames e conduta recomendada em 
Pré-Natal
Atribuições do Enfermeiro:
• Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da 
amamentação e da vacinação;
• Realizar o cadastramento da gestante no e-SUS e fornecer o Cartão da 
Gestante devidamente preenchido (o cartão deve ser verificado e 
atualizado a cada consulta);
• Realizar a consulta de pré-natal de gestação de baixo risco intercalada 
com a presença do(a) médico(a);
• Solicitar exames complementares de acordo com o protocolo local de pré-natal;
• Realizar testes rápidos;
• Prescrever medicamentos padronizados para o programa de pré-natal 
(sulfato ferroso e ácido fólico, além de medicamentos padronizados para 
tratamento das ISTs, conforme protocolo da abordagem sindrômica);
• Orientar a vacinação das gestantes (contra tétano, dTpa e hepatite B);
• Identificar as gestantes com algum sinal de alarme e/ou identificadas como
de alto risco e encaminhá-las para consulta médica. Caso seja classificada 
como de alto risco e houver dificuldade para agendar a consulta médica 
(ou demora significativa para este atendimento), a gestante deve ser
encaminhada diretamente ao serviço de referência;
• Realizar exame clínico das mamas e coleta para exame citopatológico do
colo do útero;
• Desenvolver atividades educativas, individuais e em grupos (grupos ou 
atividades de sala de espera);
• Orientar as gestantes e a equipe quanto aos fatores de risco e à vulnerabilidade;
• Orientar as gestantes sobre a periodicidade das consultas e realizar busca
ativa das gestantes faltosas;
• Realizar visitas domiciliares durante o período gestacional e puerperal, 
acompanhar o processo de aleitamento e orientar a mulher e seu 
companheiro sobre o planejamento familiar.
Solicitação de exames
Exames mais solicitados para o acompanhamento do pré-natal:
Hemograma Sorologia para hepatite B (HbsAg)
Tipagem sanguínea e fator Rh Sorologia para Hepatite C
Coombs indireto (se for Rh negativo) Urina tipo I
Glicemia em jejum Urocultura
Teste rápido de triagem para sífilis
e/ou VDRL
Parasitológico de fezes (se houver 
indicação clínica)
Teste rápido diagnóstico e/ou
sorologia anti – HIV
Ultrassonografia obstétrica
Sorologia para Toxoplasmose IgM e
IgG
Sorologia para Rubeola IgG e IgM
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
30
Prescrição medicamentosa
✓ Ácido fólico
Medicamento Posologia
Ácido fólico 5 mg, via oral, por dia
(Dois meses antes da gestação e nos 
dois primeiros meses da gestação)
▪ Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Cálcio
Medicamento Posologia
Cálcio Dois comprimidos diários de carbonato 
de cálcio (1.250 mg, equivalente a 1.000 
mg de cálcio elementar
(Início da suplementação a partir da 12ª 
semana de gestação até o parto)
Fonte: Nota Técnica Conjunta nº 251/2024-coemm/cgesmu/dgci/saps/ms e cgan/deppros/saps/ms
✓ Suplementação de ferro
Medicamento Posologia
Sulfato ferroso: um comprimido de 200
mg equivalente a Ferro elementar: 
40 mg
Administrar longe das refeições e 
preferencialmente com suco cítrico.
Profilático: 1 comprimido (indicada 
suplementação diária a partir do 
conhecimento da gravidez até o terceiro 
mês após parto).
Tratamento: 4 a 6 comprimidos.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
31
Anemia leve a moderada
200 mg/dia de sulfato ferroso, uma hora antes das 
refeições (dois cp. antes do café, dois cp. antes do 
almoço e um cp. antes do jantar), de preferência com 
suco de frutas cítricas.
Avaliar a presença de parasitose intestinal e tratá-la. 
Repetir hemoglobina em 60 dias.
Níveis estacionários ou em 
queda de hemoglobina?
Anemia grave 
Encaminhar ao pré-natal 
de alto risco
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA ANEMIA GESTACIONAL
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Hiperêmese gravídica
Medicamento Posologia
Metoclopramida 10 mg de 8/8 horas
Dimenidrato + cloridrato de piridoxina 50 mg de 6/6 horas + 10 mg de 6/6 
horas (não exceder 400 mg/dia)
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
Hemoglobina entre 8g/dL e 11 g/dL Hemoglobina < 8g/dL
Mantertratamento até hemoglobina >11 g/dL, depois manter dose profilática
Gestante apresentando quadro de 
anemia (hemoglobina <11g/dL)
Consulta de 
enfermagem
Níveis aumentados de 
hemoglobina?
32
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA QUADROS DE NÁUSEAS E VÔMITOS
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Dor abdominal, cólicas, flatulência e obstipação
intestinal
Medicamento Indicação
Dimeticona Gases
Supositório de glicerina Obstipação
Hioscina (1 cápsula, via oral, até 2x ao
dia)
Cólicas
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Bacteriúria assintomática e infecção do trato 
urinário (ITU) não complicada
Medicamento Posologia
Nitrofurantoína (100 mg) Uma cápsula, de 6/6h, por 10 dias
(Evitar uso após 36ª semana de gestação)
Cefalexina (500 mg) Uma cápsula, de 6/6h, por 7 a 10 dias
Amoxicilina-clavulanato (500 mg) Uma cápsula, de 8/8h, por 7 a 10 dias
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
Confirmada hiperêmese gravídica
Investigar causas
Orientar:
Realizar alimentação fracionada (mínimo três refeições e dois lanches por 
dia);
Alimentar assim que acordar;
Evitar jejum prolongado;
Comer devagar, mastigando bem os alimentos;
Dar preferência a alimentos pastosos e secos;
Evitar alimentos gordurosos, condimentados e com odorforte;
Manter boa ingestão de água e líquidos.
Avaliar a necessidade de uso de medicamentos:
Metoclopramida 10 mg, 8/8h.
Dimenidrato 50 mg + cloridrato de piridoxina 10 mg de 6/6 h
Consulta de 
enfermagem
33
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA QUEIXAS URINÁRIAS
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
▪ Repetir urocultura 7 a 10 dias após a conclusão do tratamento;
▪ Verificarse o quadro de infecção é recorrente ou de repetição;
▪ Na apresentação de um segundo episódio, encaminhar ao médico.
Apresenta sintomas sistêmicos?
Febre; 
Taquicardia; 
Calafrios; 
Náusea/vômito;
Dor lombar com sinal de Giordano 
positivo;
Encaminhar para 
consulta médica
SIM NÃO
Apresenta sintomas de ITU:
Dor ao urinar; Dor
suprapúbica;
Urgência miccional;
Aumento da frequência urinária; Nictúria;
Estrangúria;
Presença de sangramento visível na urina.
Consulta de 
enfermagem
O tratamento deve seguir,sempre que possível, osresultados 
obtidos pelo antibiograma
Solicitar EAS e Urocultura
34
✓ Candidíase vulvovaginal
Tratamento medicamentoso
• Miconazol creme a 2% – um aplicador (5 g) à noite, ao deitar-se, por 7 dias; OU
• Nistatina 100.000 UI – um aplicador à noite, ao deitar-se, por 14 dias; OU
• Clotrimazol também é uma opção para gestantes e nutrizes.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Vaginose bacteriana
Tratamento medicamentoso
Via oral (independentemente da idade gestacional e nutrizes):
• Metronidazol, 250 mg, VO, a cada 8 horas, por 7 dias; OU
• Metronidazol, 500 mg, via oral, a cada 12 horas, por 7 dias; OU
• Clindamicina, 300 mg, VO, a cada 12 horas, por 7 dias.
Via intravaginal:
• Clindamicina óvulos, 100 mg, 1x/dia, por 3 dias OU
• Metronidazol gel a 0,75%, 1 aplicador (5 g), 1x/dia, por 5 dias.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Tricomoníase
Tratamento medicamentoso
Via oral (independentemente da idade gestacional e nutrizes):
• Metronidazol, 2 g, VO, dose única; OU
• Metronidazol, 250 mg, VO, a cada 8 horas, por 7 dias; OU
• Metronidazol, de 400 a 500 mg, via oral, a cada 12 horas, por 7 dias.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Gonorreia
✓
Fonte: PFonte: protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
Tratamento medicamentoso
Primeira escolha: Ceftriaxona, 500 mg IM, dose única
Segunda escolha: Espectrinomicina, 2 g IM, dose única OU Ampicilina 2 ou 3 g +
Probenecida, 1 g, VO, dose única OU Cefixima, 400 mg, dose única
G
35
✓ Clamídia
Tratamento medicamentoso
Primeira escolha:
• Azitromicina, 1 g, VO, dose única.
Segunda escolha:
• Amoxiciclina, 500 mg, VO, a cada 8 horas, por 7 dias; OU
• Eritromicina estearato, 500 mg, VO, a cada 6 horas, por 7 dias OU
• Eritromicina estearato, 500 mg, VO, a cada 12 horas, por 14 dias.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Sífilis
Fonte: Protocolo Fonte: Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
Fase clínica Medicamento Posologia
Sífilis primária Penicilina Benzatina
2.400.000 UI
IM, dose única, 1.200.000 UI em cada 
glúteo
Sífilis recente 
secundária e
latente
Penicilina Benzatina
2.400.000 UI
IM, repetida após uma semana, 
sendo a dose total 4.800.000 UI
Sífilis tardia latente e 
terciária
Penicilina Benzatina
2.400.000 UI
IM, semanal (por 3 semanas), 
sendo a dose total de 7.200.000 UI
Tratamento alternativo Ceftriaxona 1g IV ou IM, 1x/dia, por 8 a 10 dias
36
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA SÍFILIS
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
Solicitação de teste rápido para sífilis e VDRL
Consulta de 
enfermagem
Realizarteste treponêmico (FTA-Abs, TPHA, ou MHATp ou ELISA)
Teste rápido positivo: tratar com primeira dose de penicilina e 
agendar retorno em 7 dias para teste não treponêmico. Não é 
necessário aguardar o VDRL para iniciar tratamento.
Seguir os Protocolos para tratamento de IST.
Repetir o exame no 3º trimestre, no momento do parto e em 
caso de abortamento.
Testar gestante e parceria sexual (VDRL)
Realizar teste rápido no momento da consulta e do resultado do teste não 
treponêmico positivo.
Se reagente, tratar conforme a forma clínica da doença.
Se não reagente, orientar sobre IST e repetir teste rápido no 3ª trimestre de 
gestação.
Se parceria com teste positivo, tratar conforme fase clínica da doença.
Se parceria com teste negativo, administrar dose profilática de penicilina benzatina
Quando indisponível ou não sendo possível obter o resultado até 7 
semanas antes da data provável do parto
37
Encaminhamentos necessários
à equipe multiprofissional: 
médico, odontólogo, assistente 
social, nutricionista.
Consulta de 
enfermagem
Solicitar exames de rotina: 
Hemograma;
TSH;
Glicemia; 
TTG;
Colesterol e frações; 
Triglicérides;
TGO e TGP;
EAS e Urocultura;
Pesquisa de sangue oculto 
nas fezes; 
Colpocitopatológico; 
Mamografia; 
Densitometria óssea.
3.5 Solicitação de exames e conduta assistencial recomendada no Climatério 
Atribuições do enfermeiro:
• Acolhimento com escuta qualificada;
• Direcionamento para o atendimento necessário;
• Realização de exame físico geral, exame físico específico, 
confirmação do climatério;
• Plano de cuidados (abordagem integral e não farmacológica das
queixas no climatério);
• Abordagem motivacional quanto ao estilo de vida saudável;
• Orientar anticoncepção no climatério;
• Realizar ações de prevenção de forma individualizada, em especial, 
quanto a doenças crônico-degenerativas, cardiovasculares, metabólicas 
e neoplásicas, de acordo com a faixa etária, história, fatores de risco e 
comorbidades.
• Educação em saúde.
FLUXOGRAMA ATENDIMENTO À MULHER NO CLIMATÉRIO
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
Educação e Saúde
- Autocuidado considerando as 
alterações físicas
- Autoestima
- Informações sobre sexualidade
- Estimular a prática do sexo
38
Já realizou exameslaboratoriais de rotina?
Consulta de 
enfermagem
4 SAÚDE DO HOMEM
4.1 Atribuições do enfermeiro:
• Possibilitar o acesso, acolhimento e recepção do usuário;
• Consulta de enfermagem com avaliação holística progressivamente integral 
da situação de saúde do indivíduo, família e comunidade; definição dos 
diagnósticos de enfermagem; realização das intervenções; avaliação dos 
cuidados e anotações de enfermagem;
• Encaminhamentos a consultas multiprofissionais ou serviço especializado.
4.2 Solicitação de exames 
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
PSA: Detecção câncer de próstata;
Testosterona, SHBG e albumina: Testosterona sérica;
Hemograma completo;
Glicemia em jejum = Diagnóstico de diabetes;
Dosagem de colesterol e triglicerídeos: Detecta dislipidemia;
Sorologia para HIV e Hepatite B;
EAS e urocultura;
Creatinina e ácido úrico: Função renal;
TGO E TGP: Função hepática.
EXAMES LABORATORIAIS
ALTERAÇÕES?
SIM
Encaminhar para Centro de Referência e 
orientações acerca dos grupos de apoio da UBS
Retorno anual a consulta de enfermagem e 
orientações acerca dos grupos de apoio da UBS
Orientações com responsabilidade 
social, avaliar se sabe o resultado, 
e a necessidade de outros exames
SIM Orientações com responsabilidade 
social, explicar o preparo e 
encaminhar para os exames
NÃO
Contra-referência para Cardiologista e Urologista
39
5 SAÚDE DO IDOSO
5.1 Atribuições do enfermeiro:
• Atender ao usuário de maneira integral;
• Realizar atenção integral à pessoa idosa;
• Realizar assistência domiciliar, quando necessário;
• Realizar consulta de enfermagem, incluindo a avaliação multidimensional
rápida e instrumentos complementares, se necessário, solicitar exames 
complementares e prescrever medicações, conforme protocolos ou outras 
normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal, observadas as 
disposições legais da profissão;
• Supervisionar e coordenar o trabalho do Comunitário de Saúde (ACS) e da
equipe de enfermagem;
• Realizar atividades de educação permanente e interdisciplinar junto aos 
demais profissionais da equipe;
• Orientar ao idoso, aos familiares e/ou cuidador sobre a correta utilização 
dos medicamentos.
4.2 Solicitação de exames
Exames mais solicitados na saúde do idoso:
Hemograma completo Vitamina D
Colesterol total e frações Ureia
Triglicérides Creatinina
PSA total e livre Cálcio
Glicemia em jejum Urina rotina
Vitamina B12 Eletrocardiograma (ECG)
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
40
6 PLANEJAMENTO FAMILIAR
6.1 Atribuições do Enfermeiro:
• Atender as usuárias de maneira integral;
• Realizar consulta de enfermagem e a coleta do exame citopatológico de 
acordo com a faixa etária e quadro clínico da usuária;
• Realizar consulta de enfermagem e o exame clínico das mamas de acordo 
com a faixa etária e quadro clínico da usuária;
• Orientar sobre os métodos anticoncepcionais existentes e disponíveis na
Atenção Básica, informando a eficácia de cada método, sua forma de uso,
possíveis efeitos adversos e contraindicações diante de certos antecedentes 
clínicos e/ou ginecológicos;
• Reforçar a importância do retorno para acompanhamento clínico conforme 
método em uso e disponibilidade da usuária;
• Prescrever métodos de acordo com adequação e escolha informada da 
usuária, considerando fatores individuais, contexto de vida dos usuários (as)
no momento da escolha do método e critérios de elegibilidade;
• Prescrever medicamentos preestabelecidos em programas de saúde pública 
e em rotinas aprovadas pelo gestor local;
• Solicitar exames de acordo com os protocolos ou normas técnicas 
estabelecidas pelo gestor local.
6.2 Solicitação de exames
Exames mais solicitados no planejamento familiar:
Gonadotrofina coriônica humana (BHCG) Sorologia para HIV
Ultrassom pélvico Sorologia para Toxoplasmose
Espermograma Sorologia para Rubéola
Sorologia para Hepatite B Dosagem hormonal: TSH, T4 livre e 
prolactina
Sorologia para Sífilis
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
41
Temporários 
(reversíveis)
DIU: cobre e 
levonorgestrel
Intrauterinos Comportamentais
Métodos contraceptivos
Consulta de 
enfermagem
Hormonais: orais
e
injetáveis;
Implantes 
subcutâneos;
Adesivos 
transdérmicos;
Preservativo 
(masculino e 
feminino);
Diafragma;
Espermaticida
Barreira
Laqueadura 
tubária;
Vasectomia.
Definitivos
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA ESCOLHA DO MÉTODO 
CONTRACEPTIVO
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
▪ Tabelinha;
▪ Curva térmica 
basal;
▪ Sintotérmico.
42
✓ Anticoncepcionais hormonais orais e injetáveis
Método Orientações
Anticoncepcional 
hormonal oral
combinado 
(Levonorgestrel 0,15 mg 
+ Etinilestradiol 0,03 mg)
- Ingerir o primeiro comprimido no primeiro dia do ciclo 
menstrual.
- A usuária deve ingerir um comprimido por dia até o 
término da cartela, preferencialmente no mesmo horário.
- Ao final da cartela, se esta for de 21 comprimidos, fazer 
pausa de sete dias e iniciar nova cartela no oitavo dia.
- Caso não ocorra a menstruação no intervalo entre as 
cartelas, mesmo assim, a usuária deve iniciar nova cartela 
e procurar o serviço de saúde para descartar a hipótese 
de gravidez.
- Orientar quanto ao processo de adaptação do organismo 
e do aparecimento de efeitos secundários.
- Orientar quanto aos procedimentos no caso de 
esquecimento do comprimido, vômito/diarreia.
Minipílula
(Noretisterona 0,35 mg)
- Ingerir o primeiro comprimido preferencialmente no 
primeiro dia do ciclo menstrual.
- O uso da minipílula é contínuo, não deve haver intervalo 
entre as cartelas.
- A usuária deve tomar uma pílula todos os dias, sempre 
no mesmo horário, porque o atraso de algumas horas na 
ingestão da minipílula aumenta o risco de gravidez. O 
esquecimento de duas ou mais pílulas aumenta mais ainda 
esse risco.
- Quando uma cartela termina, no dia seguinte ela deve 
tomar a primeira pílula da próxima cartela (não deixar dias 
de descanso). Todas as pílulas da cartela são ativas.
- Orientar quanto aos procedimentos no caso de 
esquecimento de pílulas.
Anticoncepcional 
hormonal injetável 
mensal
(Noretisterona 50 mg/mL
+ Estradiol Acetato 5 
mg/mL)
- A primeira injeção deve ser feita até o quinto dia do início 
da menstruação.
- As aplicações subsequentes devem ocorrer a cada 30
dias, mais ou menos três dias, independentemente da 
menstruação.
- Deve-se aplicar por via intramuscular profunda, na 
nádega (músculo glúteo, quadrante superior lateral).
- Se houver atraso de mais de três dias para a aplicação
da nova injeção, a usuária deve ser orientada para o uso 
da camisinha ou evitar relações sexuais até a
próxima
injeção.
43
Anticoncepcional 
hormonal injetável 
trimestral
(Acetato de 
Medroxiprogesterona
150 mg/mL)
- A primeira injeção deve ser feita até o sétimo dia do início 
da menstruação.
- As aplicações subsequentes devem ocorrer a cada três 
meses, independentemente da menstruação.
- O prazo máximo permitido entre cada injeção 
subsequente é de duas semanas antes ou depois da data 
prevista.
- Para mulheres que tenham recebido a primeira injeção 
depois do sétimo dia do início da menstruação, aconselhar 
o uso de método adicional, de barreira, durante sete dias
- A usuária deve procurar retornar a tempo para a próxima 
injeção, que deve ser aplicada a cada 90 dias. Porém ela 
pode vir até duas semanas mais cedo ou até duas 
semanas mais tarde.
- Se houver atraso de mais de duas semanas para a nova 
injeção, a mulher deve usar preservativo ou evitar relações 
sexuais até a próxima injeção.
- Deve-se aplicar por via intramuscular profunda, na 
nádega (músculo glúteo, quadrante superior lateral).
Fonte: Saúde Sexual e Reprodutiva - Ministério da Saúde, 2013.
✓ Anticoncepção de emergência
Método Administração
Pílula contendo 
apenas progestágeno
- Levonorgestrel
Comprimido com 0,75
mg de 
levonorgestrel
2 comprimidos (dose única) ou 1
comprimido a cada 12 horas (2 
doses – total de 2 comprimidos).
Comprimido com 1,5 mg
de levonorgestrel
1 comprimido (dose única)
44
7 INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (ISTs)
Fonte: Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na Atenção Básica – Ministério da Saúde, 2017.
7.1 Atribuições do Enfermeiro:
• Diagnóstico precoce das ISTs, infecção pelo HIV, hepatites e HTLV e 
tratamento adequado da grande maioria das ISTs;
• Encaminhamento dos casos que não competem a esse nível de atenção, 
realizando acompanhamento conjunto;
• Prevenção da sífilis congênita e da transmissão vertical do HIV;
• Realizar aconselhamento e oferecer o teste anti-HIV aos usuários com IST, às 
pessoas vulneráveis e aos que buscam o serviço com clínica sugestiva de IST, 
HIV/aids ou história de risco para esses agravos;
• Promover a adesão das gestantes ao pré-natal e oferecer o teste para sífilis, 
para Hepatite B e para o HIV, a todas as gestantes da área de abrangência da
unidade, realizando aconselhamento pré e pós-teste;
• Manejo adequado dos usuários em uso indevido de drogas;
• Utilizar a abordagem sindrômica na assistência ao usuário com IST, levando 
em conta o contexto pessoal, familiar e social em que a doença se desenvolve;
• Desencadear ações de aconselhamento/testagem e tratamento voltadas aos 
parceiros sexuais dos usuários com esses agravos;
• Realizar a coleta de sangue para encaminhamento ao laboratório de referência
na medida em que a unidade esteja organizada para essa atividade;
• Garantir a observância das normas de precaução universal, a fim de evitar 
exposição ocupacional a material biológico;
• Realizar as ações de vigilância epidemiológica pertinentes a cada caso;
• Encaminhar as pessoas vivendo com HIV/aids e/ou hepatites virais aos serviços 
de referência, e realizar acompanhamento que contribua com esses serviços 
para melhorar a adesão às recomendações ao tratamento;
• Atuar em conjunto com os serviços especializados no tratamento da
dependência química e na assistência aos usuários de drogas portadores do HIV
e/ou hepatites virais.
7.2 Solicitação de exames
Exames mais solicitados para as IST
Anti-HAV Total Anti-Hbs
Anti-HAV IgM Anti-HCV
Anti-HAV IgG VDRL
HbsAg Anti-HIV
Anti-HBc IgM Teste rápido para HIV
Anti-HBc IgG Teste rápido para Hepatite B
HbeAg Teste rápido para Hepatite C
Anti-Hbe Teste rápido para Sífilis
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
45
Corrimento vaginal confirmado
Anamnese e exame ginecológico (toque e exame especular)
Queixa de corrimento vaginal
pH < 4,5 e/ou 
KOH (-)
pH vaginal e/ou KOH a 10%
Corrimento grumoso 
ou eritema vulvar
Causa 
fisiológica
pH > 4,5 e/ou 
KOH (+)
Informação/Educação em saúde;
Oferta de preservativos e gel lubrificante;
Oferta de testes para HIV e demaisIST (sífilis, hepatite B, gonorreia e clamídia), quando disponíveis;
Ênfase na adesão ao tratamento;
Vacinação para HBV e HPV, conforme estabelecido;
Oferta de profilaxia pós-exposição para o HIV, quando indicado; 
Oferta de profilaxia pós-exposição às IST em violência sexual; 
Notificação do caso, conforme estabelecido;
Comunicação, diagnóstico e tratamento das parceriassexuais(mesmo que assintomáticas).
Tratar Vaginose 
Bacteriana
Tratar 
Tratar Candidíase Tricomoníase
Coleta de material para microscopia
Presença de
hifas
Presença de
clue cells
Presença de
Trichomonas sp.
Tratar Vaginose 
Bacteriana e 
Tricomoníase
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA CORRIMENTO VAGINAL
NÃO Microscopia disponível? SIM
NÃO SIM
Fonte: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções
Sexualmente Transmissíveis – Ministério da Saúde, 2022.
46
FLUXOGRAMA DE CONDUTA PARA CORRIMENTO URETRAL
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
47
FLUXOGRAMA DE CONDUTA PARA DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA
(DIP)
Fonte: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com
Infecções Sexualmente Transmissíveis – Ministério da Saúde, 2022.
48
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA ÚLCERAS GENITAIS
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
49
Paciente
AgHBs(+)
Anti-HBc Total (+)
Anti-HBs 
(+)
Solicitar Anti￾HBc IgM
Positivo
AgHBs(+)
Anti-HBc Total (-)
AgHBs (-)
Anti-HBc Total (-)
Anti-HBs 
(+)
Anti-HBs 
(-)
Negativo
AgHBs (-)
Anti-HBc Total (+)
Anti-HBs (-
)
FLUXOGRAMA PARA DIAGNÓSTICO DA HEPATITE B
Nota: *Acompanhamento pressupõe consultas quinzenais no primeiro mês e consultas
mensais até a resolução do quadro.
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
Encaminhar para 
Centro de Referência
Acompanhamento* 
e solicitar AgHBe e 
Anti-HBe
Positivo
Solicitar 
Anti-HBc 
IgM
Janela Acompanhamento*
imunológica
- infecção
Negativo
Encaminhar 
para vacinação
Provável infecção 
crônica
Infecção 
aguda
Indivíduo 
suscetível
Contato prévio 
com VHB
Provável 
imunidade: 
Investigar 
vacinação 
prévia
Acompanhamento*
50
FLUXOGRAMA PARA DIAGNÓSTICO DA HEPATITE C
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO A PACIENTES COM SUSPEITA DE HIV
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
Solicitar Anti-VHC
Suspeita de Hepatite C
Encaminhar para 
Centro de Referência
Anti-VHC positivo
Educação em saúde
Anti-VHC negativo
Aconselhar
Notificar
Convocar parceiros
Oferecer VDRL, sorologia para 
Hepatites B e C
Vacinar contra Hepatite B
Encaminhar para Serviço de 
Assistência Especializada - SAE
Positivo
Aconselhar
Oferecer VDRL, sorologia para 
Hepatites B e C
Vacinar contra Hepatite B
Negativo
Anamnese + Avaliação de Risco + Aconselhamento
Suspeita de HIV
Testagem rápida + testagem convencional
51
PRESCRIÇÃO MEDICAMENTOSA
✓ Corrimento vaginal
Causa Tratamento medicamentoso Orientações
Mucorreia - Orientar sobre a fisiologia normal da vagina 
e as relações com a idade e oscilações 
hormonais.
Candidíase 
vulvovaginal
1ª escolha - via vaginal:
• Miconazol creme a 2% – um aplicador (5 g) 
à noite, ao deitar-se, por 7 dias; OU
• Clotrimazol creme a 1% – um aplicador (5 
g) à noite, ao deitar-se, por 7 dias; ou óvulos 
100 mg – uma aplicação à noite, ao deitar-se, 
dose única; OU
• Tioconazol creme a 6% – um aplicador (5 
g) à noite, por 7 dias; ou óvulos 300 mg – uma 
aplicação à noite, dose única; OU
• Nistatina 100.000 UI – um aplicador à noite, 
ao deitar-se, por 14 dias.
Via oral - reservada para os casos de 
candidíase resistente ao tratamento 
tópico:
• Fluconazol, 150 mg, VO, dose única; OU
• Itraconazol, 200 mg, VO, 12/12h, por 1 dia.
Orientar medidas higiênicas:
• Uso de roupas íntimas de algodão (para 
melhorar a ventilação e diminuir umidade na 
região vaginal);
• Evitar calças apertadas;
• Retirar roupa íntima para dormir.
Candidíase recorrente:
• Fluconazol, 150 mg, VO, 1x/semana, por 6 
meses; OU
• Itraconazol, 400 mg, VO, 1x/mês, por 6 
meses; OU
• Cetoconazol, 100 mg, VO, 1x/dia, por 6 
meses.
Caso persista, encaminhar para ser 
avaliada na média complexidade.
Tratar parceiro SOMENTE se for
sintomático.
Vaginose 
bacteriana
Via oral
• Metronidazol, 500 mg, VO, 12/12h, por 7 
dias; OU
Via intravaginal
• Metronidazol gel vaginal, 100mg/g, 1 
aplicador (5 g), 1x/dia, por 5 dias; OU
• Clindamicina creme 2%, 1 aplicador (5 g), 
1x/ dia, por 7 dias.
2ª Escolha
• Via oral: Clindamicina, 300 mg, VO, 
12/12h, por 7 dias; OU
• Via intravaginal: Clindamicina óvulos,
100 mg, 1x/dia, por 3 dias.
• O tratamento das parcerias sexuais não 
está recomendado.
• Orientar para não fazer uso de bebida 
alcóolica antes, durante e após o tratamento.
Vaginose bacteriana recorrente:
Metronidazol, 500 mg, VO, 12/12h, por 10-14 
dias; 
Tricomoníase • Metronidazol, 2 g, VO, dose única; OU
• Metronidazol, de 400 a 500 mg, VO, a 
cada 12 horas, por sete dias; OU
• Metronidazol, 250 mg, VO, 8/8h, 7 dias; 
OU
• Secnidazol, 2 g, VO, dose única; OU
• Tinidazol, 2 g, VO, dose única
• Não fazer uso de bebida alcóolica antes, 
durante e após o tratamento
• TODOS os parceiros devem ser tratados 
com dose única
• Fornecer informações sobre as IST, sua 
prevenção e ofertar testes quando 
disponíveis.
• Ofertar preservativos e gel lubrificante.
• Ofertar vacinação contra Hepatite B.
• Convocar e tratar as parcerias sexuais.
Fonte: Protocolos da Atenção Básica - Saúde das Mulheres, 2016.
52
✓ Gonorreia e Clamídia
Características clínicas Orientações Tratamento medicamentoso
As cervicites são 
assintomáticas em torno de
70% a 80% dos casos.
• Sintomáticos: 
Corrimentovaginal,
sangramento intermenstrualou
pós- coito, dispareunia e disúria.
• Achados ao exame físico:
sangramento ao toque da 
espátula ou
swab, material mucopurulento 
no orifícioexternodo colo e dor 
à mobilização do colo uterino.
• Fornecer informações
sobre as IST e sua 
prevenção.
• Ofertar testes para
HIV, sífilis,hepatite B,
(quando
disponíveis).
• Ofertarpreservativose
gel lubrificante.
• Ofertar vacinação
contra Hepatite 
B.
• Convocaretratar
as parcerias 
sexuais.
Gonorreia:
• Ciprofloxacino,
500 mg, VO, dose única (não 
recomendadopara menoresde 
18 anos); OU
• Ceftriaxona, 500 mg IM, dose 
única.
Clamídia:
• Azitromicina, 1 g, VO, dose 
única; OU
• Doxiciclina, 100 mg, VO, 
2x/dia, por 7 a 10 dias.
Fonte: Protocolo Saúde das Mulheres – Ministério da Saúde, 2016.
✓ Doença inflamatória pélvica
Fonte: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções
Sexualmente Transmissíveis, 2022.
53
✓ Herpes genital
Medicamento Posologia Recorrências
Aciclovir Aciclovir 200mg, 2 comprimidos, 
VO, 3x/dia, por 7-10 dias OU 
Aciclovir 200mg, 1 comprimido, 
VO, 5x/dia (7h, 11h, 15h, 19h, 23h, 
7h...), por 7-10 dias
Aciclovir 200mg, 2 comprimidos, VO, 
3x/dia, por 5 dias OU Aciclovir 
200mg, 4 comprimidos, VO, 2x/dia, por 
5 dias
Valaciclovir 1 g, VO, 12/12 horas, por 7 dias. 500 mg, VO, 12/12 horas, por 5 dias. 
Ou 1 g dose única.
Famciclovir 250 mg, VO, 8/8 horas, por 7 dias. 125 mg, VO, 12/12 horas, por 5 dias.
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
✓ Sífilis
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2014.
54
✓ Cancro mole
Medicamento Posologia
Azitromicina 500mg, 2 comprimidos, VO, dose única
Ceftriaxona 250mg, IM, dose única
Ciprofloxacino 500mg, 1 comprimido, VO, 2x/ dia, por 3 dias
Eritromicina (estearato) 500 mg, VO, de 6/6 horas, por 7 dias.
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
55
8. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA E DIABETES MELLITUS
8.1 Atribuições do Enfermeiro:
• Capacitar os auxiliares de enfermagem e os ACS e supervisionar, de 
forma permanente, suas atividades;
• Realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de risco,
estratificando risco cardiovascular, orientando mudanças no estilo de vida 
e tratamento não- medicamentoso, verificando adesão, e possíveis 
intercorrências ao tratamento, encaminhando o usuário ao médico, 
quando necessário;
• Realizar consulta de enfermagem com pessoas com maior risco para 
diabetes tipo 2 identificadas pelos ACS, definindo claramente a presença 
do risco e encaminhando ao médico da unidade para rastreamento com 
glicemia de jejum quando necessário;
• Desenvolver atividades educativas de promoção de saúde com todas as 
pessoas da comunidade;
• Desenvolver atividades educativas individuais ou em grupo com os 
usuários hipertensos e/ou diabéticos;
• Estabelecer junto à equipe estratégias que possam favorecer a adesão 
(grupos de hipertensos e diabéticos);
• Programar junto à equipe estratégias para a educação do usuário;
• Solicitar durante a consulta de enfermagem os exames mínimos
estabelecidos nos consensos e definidos como possíveis e necessários 
pelo profissional;
• Repetir a medicação de usuários controlados e sem intercorrências;
• Encaminhar para consultas mensais com o médico da equipe os usuários 
não- aderentes, de difícil controle e portadores de lesões em órgãos-alvo 
(cérebro, coração, rins, olhos, vasos, pé diabético, etc.) ou com 
comorbidades;
• Encaminhar para consultas trimestrais com o médico da equipe os 
usuários que mesmo apresentando controle dos níveis tensionais, sejam 
portadores de lesões em órgãos-alvo ou comorbidades;
• Encaminhar para consultas semestrais com o médico da equipe os 
usuários controlados e sem comorbidades;
• Orientar usuários sobre automonitorização (glicemia capilar) e técnica de 
aplicação de insulina;
• Encaminhar os usuários com diabetes, seguindo a periodicidade descrita 
no Caderno de Atenção Básica n° 36, de acordo com a especificidade de 
cada caso (com maior frequência para usuários não-aderentes, de difícil
controle,portadores de lesões em órgãos-alvo ou com comorbidades) para 
consultas como médico da equipe;
• Acrescentar na consulta de enfermagem o exame dos membros inferiores 
para identificação do pé em risco. Realizar, também, cuidados específicos 
nos pés acometidos e nos pés em risco;
• Perseguir, de acordo com o plano individualizado de cuidado estabelecido 
junto ao usuário com diabetes, os objetivos e metas do tratamento (estilo 
de vida saudável, níveis pressóricos, hemoglobina glicada e peso);
56
• Organizar junto ao médico e com a participação de toda a equipe de 
saúde, a distribuição das tarefas necessárias para o cuidado integral dos 
usuários com diabetes;
• Usar os dados dos cadastros e das consultas de revisão dos usuários para 
avaliar a qualidade do cuidado prestado em sua unidade e para planejar
ou reformular as ações em saúde.
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
57
8.2 Solicitação de exames
Exames mais solicitados a usuários com hipertensão e/ou
diabetes
Hemograma completo Triglicerídeos
Exame Parasitológico de Fezes (EPF) Creatinina sérica
Urina (se necessário, microalbuminúria ou 
relação albumina/creatinina)
Ureia
Glicemia em jejum Ácido úrico
Glicemia pós-prandial Potássio sérico
Teste de tolerância à glicose ECG
Hemoglobina glicada Fundoscopia
Perfil lipídico (colesterol total e frações)
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017; Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde 
no Estado de Goiás – COREN/GO, 2022.
8.3 Prescrição medicamentosa
• O tratamento farmacológico para hipertensos e/ou diabéticos deve, 
necessariamente, ser prescrito pelo profissional médico.
• O enfermeiro no âmbito da consulta de enfermagem poderá repetir a prescrição
de medicamentos de usuários controlados e sem intercorrências.
• A repetição da prescrição de medicamentos consiste na manutenção da
prescrição médica pelo enfermeiro, desde que pactuada previamente com aequipe
de saúde, por um período pré-definido e com a garantia de que o usuário seja 
reavaliado pelo médico.
• A prescrição deve ser assinada e carimbada pelo enfermeiro.
▪ MEDICAMENTOS QUE O ENFERMEIRO PODE CONSIDERAR A 
MANUTENÇÃO DA PRESCRIÇÃO, DESDE QUE PREVIAMENTE PRESCRITOS 
PELO MÉDICO:
Medicamento Medicamento
Metformina 500 mg Carvedilol 3,125 mg
Metformina 850 mg Carvedilol 6,25 mg
Carvedilol 12,5 mg
Glibenclamida 5 mg Carvedilol 25 mg
Gliclazida 30 mg Propranolol 10 mg
Gliclazida 60 mg Propranolol 40 mg
Gliclazida 80 mg
58
Metildopa 250 mg
Insulina NPH Humana
Besilato de anlodipino 5 mg
Insulina Regular Humana Besilato de anlodipino 10 mg
Hidroclorotiazida 12,5 mg Nifedipino 10 mg
Hidroclorotiazida 25 mg Nifedipino 20 mg
Nifedipino Retard 20 mg
Furosemida 40 mg
Verapamil 80 mg
Verapamil 120 mg
Espironolactona 25 mg Hidralazina 25 mg
Espironolactona 50 mg Hidralazina 50 mg
Atenolol 25 mg Captopril 25 mg
Atenolol 50 mg
Atenolol 100 mg Enalapril 5 mg
Enalapril 10 mg
Succinato de Metoprolol 25 mg Enalapril 20 mg
Succinato de Metoprolol 50 mg
Succinato de Metoprolol 100 mg Losartana potássica 25 mg
Tartarato de Metoprolol 100 mg Losartana potássica 50 mg
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2022.
59
9.1 Atribuições do enfermeiro:
• Identificar sinais e sintomas da hanseníase e avaliar os casos suspeitos 
encaminhados para a unidade de saúde;
• Realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares e 
prescrever medicações, conforme protocolos ou outras normativas técnicas 
estabelecidas pelo gestor municipal, observadas as disposições legais da 
profissão;
• Preencher completamente, de forma legível, a ficha individual de notificação
para os casos confirmados de hanseníase;
• Avaliar e registrar o grau de incapacidade física em prontuários e formulários,
no diagnóstico e acompanhamento, na periodicidade descrita no Caderno de
Atenção Básica nº 21;
• Orientar o usuário e a família para a realização de autocuidados;
• Orientar e/ou realizar técnicas simples de prevenção de incapacidades físicas;
• Realizar exame dermatoneurológico em todos os contatos intradomiciliares dos 
casos novos, orientá-los sobre a hanseníase e importância do autoexame,
registrar em prontuários e fichas/boletins de acompanhamento e realizar a 
vacinação com BCG nos contatos sem sinais da doença;
• Realizar assistência domiciliar, quando necessário;
• Planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelo ACS;
• Orientar os auxiliares/técnicos de enfermagem, ACS e agente de combate a 
endemias (ACE) para o acompanhamento dos casos em tratamento;
• Contribuir e participar das atividades de educação permanente dos membros 
da equipe quanto à prevenção, manejo do tratamento, ações de vigilância 
epidemiológica, combate ao estigma, efeitos adversos de medicamentos/ 
farmacovigilância e prevenção de incapacidades;
• Enviar mensalmente ao setor competente as informações epidemiológicas 
referentes à hanseníase da área de abrangência da unidade de saúde, nos 
devidos formulários;
• Analisar os dados e planejar as intervenções com a equipe de saúde;
• Encaminhar ao setor competente a ficha de notificação e boletins de 
acompanhamento, conforme estratégia local;
• Realizar ou demandar a realização de curativos aos auxiliares sob sua 
orientação e supervisão;
• Observar a tomada da dose supervisionada e orientar acerca de efeitos 
adversos dos medicamentos;
• Realizar a programação e pedidos de medicamentos e controlar o estoque em 
formulário específico e encaminhá-lo ao nível pertinente;
• Desenvolver ações educativas e de mobilização envolvendo a comunidade 
(escolas, conselhos de saúde, associações de moradores, etc.), importância 
9.HANSENÍASE
60
do autoexame e relativas ao controle da hanseníase e combate ao estigma.
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
61
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA HANSENÍASE
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
62
9.2 Prescrição medicamentosa
O tratamento da hanseníase é realizado através da associação de 
medicamentos (poliquimioterapia – PQT) conhecidos como Rifampicina,
Dapsona e Clofazimina. Deve- se iniciar o tratamento já na primeira consulta, 
após a definição do diagnóstico, se não houver contraindicações formais (alergia 
à sulfa ou à rifampicina).
A equipe da UBS deve realizar o tratamento para hanseníase como parte 
de sua rotina, seguindo esquema terapêutico padronizado de acordo com a 
classificação operacional. O tratamento é ambulatorial e segue esquemas 
terapêuticos padronizados pelos Protocolos do Ministério da Saúde.
✓ Paciente paucibacilar
Droga Dose PQT
Tempo de tratamento: 6 meses (6 cartelas)
Rifampicina (RFM) Dose mensal supervisionada de 600 mg
Dapsona (DDS) Dose diária de 100 mg
Clofazimina (CFZ) Caso a Dapsona precise ser suspensa, deverá 
ser substituída por uma dose diária de 50 mg de 
Clofazimina.
O paciente tomará também uma dose mensal 
supervisionada de 300 mg
Fonte: Guia Prático sobre a Hanseníase – Ministério da Saúde, 2017.
✓ Paciente multibacilar
Droga Dose PQT
Tempo de tratamento: 12 meses (12 cartelas)
Rifampicina (RFM) Dose mensal supervisionada de 600 mg
Dapsona (DDS) Dose mensal supervisionada de 100
mg Dose diária de 100 mg
Clofazimina (CFZ) Dose mensal supervisionada de 300
mg Dose diária de 50 mg
Caso a Dapsona precise ser suspensa, deverá 
ser substituída pela Ofloxacina 400 mg (na dose 
supervisionada e diariamente) ou pela 
Minociclina 100 mg (na dose supervisionada e 
diariamente).
Fonte: Guia Prático sobre a Hanseníase – Ministério da Saúde, 2017.
63
Para o tratamento de crianças com hanseníase, deve-se considerar o peso corporal
como fator mais importante do que a idade, seguindo as seguintes orientações:
✓ Crianças com peso superior a 50 kg deve-se utilizar o mesmo
tratamento prescrito para adultos;
✓ Crianças com peso entre 30 e 50 kg deve-se utilizar as cartelas
infantis (marrom/azul);
✓ Crianças menores que 30 kg deve-se fazer os ajustes de dose.
✓ Esquema terapêutico para crianças com peso inferior a 30 KG
Droga Dose PQT Dose mg/kg
Rifampicina (RFM) em
suspensão
Mensal 10-20
Dapsona (DDS) Mensal 1-2*
Diária 1-2*
Clofazimina (CFZ) Mensal 5,0
Diária 1,0
Nota: * A dose total máxima não deve ultrapassar 50 mg/dia.
Fonte: Guia Prático sobre a Hanseníase – Ministério da Saúde, 2017.
Observações:
As medicações diárias deverão ser tomadas 2 horas após o almoço para 
evitar intolerância gástrica e eventual abandono do tratamento por esse motivo.
Se ainda assim houver dor epigástrica, introduzir omeprazol, ranitidina ou 
cimetidina pela manhã.
Crianças com reação à sulfa e que não podem utilizar Minociclina ou 
Ofloxacina (crianças abaixo de 8 anos), por imaturidade óssea ou cartilaginosa, 
devem ser encaminhadas para a referência, assim como crianças MB menores 
de 8 anos que fazem intolerância à dapsona.
É importante lembrar que em se tratando de pacientes adultos desnutridos 
ou crianças obesas, a dose terapêutica máxima diária de Dapsona deve ser de 
2 mg por kg. A toxicidade da dapsona pode ser idiossincrásica, que é mais rara, 
ou dose dependente, que ocorre com maior frequência. Vale ainda destacar que 
adultos com peso corporal menor que 50 kg devem ser medicados considerando 
as doses indicadas para crianças.
64
10.TUBERCULOSE
10.1 Atribuições do enfermeiro:
• Identificar os sintomáticos respiratórios;
• Realizar assistência integral às pessoas e famílias na UBS e, quando 
indicado ou necessário, no domicílio ou nos demais espaços comunitários;
• Orientar quanto à coleta de escarro;
• Administrar a vacina BCG;
• Realizar a prova tuberculínica. Caso não tenha capacitação para tal, 
encaminhar para a unidade de referência;
• Realizar consulta de enfermagem de acordo com a Resolução Cofen nº
358/2009 e conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas 
pelo gestor municipal;
• Realizar consulta de enfermagem, solicitar exames (BAAR, raio-X de tórax, 
cultura, identificação e teste de sensibilidade para BK, prova 
tuberculínica), além do teste HIV sob autorização e aconselhamento, 
iniciar tratamento (se o serviço tiver médico, encaminhar o usuário 
imediatamente para a consulta; caso contrário, o enfermeiro inicia o 
tratamento e agenda a consulta para o médico) e prescrever medicações
(esquema básico de TB), observadas as disposições legais da profissão e
conforme os protocolos ou outras normativas técnicas do MS;
• Convocar os contatos para investigação;
• Orientar usuários e familiares quanto ao uso da medicação, desmistificar 
estigmas;
• Convocar o doente faltoso à consulta e o que abandonar o tratamento;
• Acompanhar a ficha de supervisão da tomada de medicação preenchida pelo ACS;
• Realizar assistência domiciliar, quando necessária;
• Planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelo ACS, 
ACE e técnicos e auxiliares de enfermagem;
• Orientar os auxiliares e técnicos de enfermagem, ACS e ACE para o 
acompanhamento dos casos em tratamento e/ou TDO;
• Contribuir e participar das atividades de educação permanente dos membros 
da equipe quanto à prevenção, ao manejo do tratamento, às ações de 
vigilância epidemiológica e ao controle das doenças;
• Enviar mensalmente ao setor competente as informações epidemiológicas 
referentes à tuberculose da área de atuação da UBS. Analisar os dados e 
planejar as intervenções juntamente à equipe de saúde;
• Notificar os casos confirmados de tuberculose;
• Encaminhar ao setor competente a Ficha de Notificação, conforme estratégia 
local;
• Preencher o livro de registro e acompanhamento dos casos de tuberculose e
o de sintomático respiratório na UBS;
• Observar os cuidados básicos de redução da transmissão do
Mycobacterium tuberculosis.
65
Abandono de tratamento
Notificar, iniciar 
tratamento, agendar 
consulta médica e 
realizar TDO
Casos especiais, 
encaminhar à 
unidade de saúde 
de referência 
pactuada
Identificação de Sintomático Respiratório pelos profissionais de 
saúde (tosse por 3 semanas ou mais)
Consulta de enfermagem
Consulta e pesquisa Baciloscopia Negativa
de contatos
Encaminhar ao 
médico para 
avaliar 
tratamento de 
infecção latente 
por TB
Solicitar baciloscopia
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA TUBERCULOSE
Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás –
COREN/GO, 2022.
Tratamento concluído –
Alta por cura
Reavaliar, solicitar cultura 
e indicar tratamento, 
notificar por reingresso 
após abandono
Baciloscopia Positiva
Sem sintomas
- Orientar
Com sintomas –
Encaminhar ao 
médico
Busca ativa
66
✓ Solicitação de exames
Exames mais solicitados a usuários com tuberculose
Hemograma completo
BAAR
Raio-X de tórax
Cultura
Identificação e teste de sensibilidade para BK
Prova tuberculínica
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na 
Atenção Primária à Saúde – COREN/MG, 2017.
✓ Prescrição medicamentosa
▪ Esquema preconizado segundo situação de 
tratamento do paciente e unidades de atendimento
Fonte: Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil - Ministério da Saúde, 2019.
67
▪ Esquema básico para o tratamento de tuberculose em adultos e 
adolescentes (≥ 10 anos de idade) (EB) (2RHZE/4RH)
Indicação:
a) casos novos de tuberculose ou retratamento (recidiva e reingresso após abandono 
que apresentem doença ativa) em adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade); todas 
as apresentações clínicas (pulmonares e extrapulmonares) , exceto a forma 
meningoencefálica e ostearticular.
Fonte: Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil - Ministério da Saúde, 2019.
Esquema básico para tratamento da tb meningoencefálica e osteoarticular em adultos e adolescentes (≥ 
10 anos de idade): 2rhze/10rh
Casos novos e retratamento (recidiva e reingresso após abandono) que apresentem doença ativa 
meningoencefálica e óssea em adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade)
Fonte: Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil - Ministério da Saúde, 2019.
68
▪ Esquema básico 2RHZ/4RH para criança (EB) (2RHZ /4RH)
Indicação:
a) casos novos e de retratamento (recidiva e reingresso após abandono) que apresentem 
doença ativa em crianças (< 10 anos de idade), de todas as formas de tuberculose 
pulmonar e extrapulmonar, exceto a forma meningoencefálica e osteoarticular.
b)Retratamento: recidiva (independentemente do tempo decorrido do primeiro episódio) 
ou retorno após abandono com doença ativa em crianças (< 10 anos), exceto a forma 
meningoencefálica.
Fases do
tratamento
Fármacos Peso do doente
Até 20 kg > 21 a 35 kg > 36 a 45 kg > 45kg
mg/kg/dia mg/dia mg/dia mg/dia
2 RHZ
Fase de 
Ataque
R 10 300 450 600
H 10 200 300 400
Z 35 1000 1500 2000
4 RH
Fase de 
manutenção
R 10 300 450 600
H 10 200 300 400
Fonte: Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil - Ministério da Saúde, 2019.
Em casos individualizados, cuja evolução clínica inicial Observações sobre o
tratamento:
Os medicamentos deverão ser administrados preferencialmente em jejum (uma 
hora antes ou duas horas após o café da manhã), em uma única tomada, ou em caso de 
intolerância digestiva, com uma refeição.
O tratamento das formas extrapulmonares (exceto a meningoencefálica) terá a 
duração de seis meses, assim como o tratamento dos pacientes coinfectados com HIV, 
independentemente da fase de evolução não tenha sido satisfatória, com o parecer 
emitido pela referência o tratamento poderá ser prolongado na sua segunda fase, 
conforme Protocolos do Ministério da Saúde.
69
Esquema básico para tratamento da tb meningoencefálica e osteoarticular para crianças (< 10 anos de 
idade): 2RHZ/10RH 
Indicações: 
Casos novos e de retratamento (recidiva e reingresso após abandono que apresen tem doença ativa) de crianças 
(< 10 anos de idade), com tb meningoencefálica ou osteoarticular. no tratamento da tb meningoencefálica, em 
crianças, utiliza-se o esquema básico com prolongamento da fase de manutenção para 10 meses, ou seja, o tempo 
total de tratamento será de 12 meses (WHo, 2014). De modo semelhante, o tratamento da tb osteoarticular deve 
ser feito por 12 meses. no entanto, casos de baixa complexidade podem ser tratados por 6 meses, a critério clínico 
(WHo, 2014)
Fonte: Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil - Ministério da Saúde, 2019.
70
11.1 Atribuições do enfermeiro:
• Realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares e prescrever 
medicações, conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo 
gestor municipal, observadas as disposições legais da profissão;
• Identificar sinais de alarme da dengue;
• Realizar a prova do laço, quando suspeitar de dengue hemorrágica;
• Realizar assistência domiciliar, quando necessário;
• Enviar ao setor competente semanalmente as informações epidemiológicas referentes 
à dengue da área de atuação da UBS;
• Analisar os dados para possíveis intervenções;
• Notificar os casos suspeitos de dengue e completar a ficha após confirmação, 
seguindo estratégia local;
• Encaminhar ao setor competente a Ficha de Notificação da dengue, conforme 
estratégia local;
• Planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS e ACE;
• Orientar os Auxiliares/Técnicos de enfermagem, ACS e ACE para o acompanhamento 
dos casos em tratamento;
• Capacitar membros da equipe quanto à prevenção, manejo do tratamento, ações de 
vigilância epidemiológica e controle das doenças;
• Realizar a classificação do grupo da dengue (A, B, C e D).
Condutas gerais frente a um caso suspeito de dengue, independente do 
estadiamento 
1. Notificar na ficha de investigação específica (dengue, zika e chikungunya) e 
preencher o Car tão de Acompanhamento do Paciente com Suspeita de Dengue (para 
casos do grupo A e B); 
2. Solicitar e agendar exames complementares (hemograma e outros, conforme 
necessidade); 
3. Solicitar e agendar exames específicos, de acordo com a data do início dos sintomas 
(NS1, isolamento viral, PCR e sorologia), e a situação epidemiológica - Grupo C e D são 
obrigatórios; 
4. Preencher o prontuário do paciente com as informações geradas no atendimento de 
en fermagem; 
5. Orientar sobre a limpeza e a eliminação domiciliar dos criadouros do Aedes aegypti e 
notifi car o caso para a Vigilância ambiental municipal (zoonoses), para verificarem a 
presença de focos e criadouros do Aedes aegypti no local e nas proximidades;
6. Providenciar visita domiciliar dos agentes comunitários de saúde (ACS) para 
acompanha mento dos pacientes febris e seus familiares em seu território de 
abrangência. 
7. Atentar para diagnósticos diferenciais da dengue (zika, chikungunya, síndromes 
febris, sín dromes exantemáticas, síndromes hemorrágicas, entre outros)
11. DENGUE/ CHIKUNGUNYA
71
✓ Solicitação de exames dengue
 Fonte: Baseado no Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado de Goiás – 
COREN/GO, 2022.
72
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA SUSPEITA DE DENGUE
73
74
Acompanhamento ambulatorial
Exames:
Específicos: isolamento viral ou 
sorologia.
Inespecífico: hemograma com 
contagem plaquetária.
de internação:
Acometimento neurológico.
Sinaisde choque: extremidadesfrias,
ou instabilidade hemodinâmica. Dispneia, 
cianose.
Dor torácica.
Vômitos persistentes. Neonatos.
Descompensação de doença de base. 
Sangramentos de mucosas.
Acompanhamento ambulatorial
em observação
Acompanhamento em internação Pacientes sem sinais de gravidade, sem 
critério de internação e/ou condições de risco
Avaliar sinais de gravidade, 
critérios de internação e
grupos de
risco
Pacientes do grupo de risco em
observação
Exames:
Específicos: obrigatório isolamento viral ou 
sorologia.
Inespecífico: hemograma com contagem 
plaquetária.
Bioquímica: função hepática,transaminases, 
função renal e eletrólitos.
Complementares: critério médico.
Pacientes com sinais de gravidade e/ou 
critérios de internação
Conduta Clínica na Unidade:
1- Hidratação oral.
2- Avaliar intensidade da dor (EVA) 
aplicar questionário de dor 
neuropática (DN4) e seguir 
fluxogramas de dor. O uso de aspirina 
e anti-inflamatórios são
contraindicados na fase aguda.
3- Avaliar hemograma para apoio no 
diagnóstico diferencial.
4- Tratar complicações graves de 
acordo com a situação clínica.
5- Critérios de alta: melhora clínica, 
ausência de sinais de gravidade, 
aceitação de hidratação oral e 
avaliação laboratorial.
FLUXOGRAMA DE CONDUTAS PARA CHIKUNGUNYA
Fonte: Adaptado de Chikungunya: manejo clínico – Ministério da Saúde, 2017.
Conduta Clínica na Unidade:
1- Avaliar intensidade da dor (EVA) 
aplicar questionário de dor 
neuropática (DN4) e seguir 
fluxogramas de dor. O uso de aspirina 
e anti-inflamatórios são
contraindicados na fase aguda.
2 - Hidratação oral.
3- Avaliar hemograma para apoio no 
diagnóstico diferencial.
4 - Encaminhar para a unidade de 
referência a partir de surgimento de 
sinais de gravidade ou critérios de 
internação.
5- Orientar retorno diário até o 
desaparecimento da febre.
Conduta Clínica na Unidade:
1- Avaliar intensidade da dor (EVA) 
aplicar questionário de dor 
neuropática (DN4) e seguir 
fluxogramas de dor. O uso de 
aspirina e anti-inflamatórios são 
contraindicados na fase aguda.
2 - Hidratação oral.
3- Avaliar hemograma para apoio 
no diagnóstico diferencial.
4 - Encaminhar para a unidade de 
referência a partir de surgimento 
de sinais de gravidade ou critérios 
de internação.
5- Orientar retorno no caso de 
persistência da febre por mais de
5 dias ou no aparecimento de 
sinais de gravidade.
Exames:
Específicos: isolamento viral ou 
sorologia.
Inespecífico: hemograma com 
contagem plaquetária.
Bioquímica: função hepática, 
transaminases e eletrólitos.
Caso suspeito – fase aguda –paciente com febrepor até 7dias acompanhada de artralgia(s) intensa de início súbito. 
Pode estar associado à cefaleia, a mialgias e à exantema. Considerar história de deslocamento nos últimos 15 dias 
para áreas com transmissão de chikungunya.
Grupos de risco:
Gestantes.
Maiores de 65 anos.
critério/internação).
Pacientes com comorbidades.
75
76
✓ Prescrição medicamentosa em Dengue e Chikungunya
▪ Solução de reidratação oral (ADULTO)
Calcular o volume de líquidos de 80 ml/kg/dia, sendo um terço com soro de 
reidratação oral (SRO) e com volume maior no início. Para os dois terços restantes,
orientar a ingestão de líquidos caseiros (água, suco de frutas, soro caseiro, chás, água 
de coco, sopas etc.), utilizando-se os meios mais adequados à idade e aos hábitos 
do paciente.
Especificar o volume a ser ingerido por dia.
Por exemplo, para um adulto de 70 kg, orientar:
8 0 ml X 70 kg = 5,6 litros (dia) à 6 litros
Período da manhã: 1 L de SRO e 2 L de líquidos caseiros. 
Período da tarde: 0,5 L de SRO e 1,5 L de líquidos caseiros. 
Período da noite: 0,5 L de SRO e 0,5 L de líquidos caseiros.
A alimentação não deve ser interrompida durante a hidratação, mas administrada
de acordo com a aceitação do paciente.
Fonte: Dengue: manual de enfermagem – Ministério da Saúde, 2013.
▪ Solução de reidratação oral (CRIANÇA)
Orientar a hidratação de forma precoce e abundante, com soro de reidratação
oral (SRO).
Oferecer sistematicamente de acordo com a tolerância da criança.
Para crianças < 2 anos, oferecer 50 – 100 ml (um quarto a meio copo) de cada vez. 
Para crianças > 2 anos, 100 – 200 ml (meio a um copo) de cada vez.
Completar a hidratação oral aumentando a oferta de líquidos caseiros, tais como 
água, sucos de frutas naturais, chás, água de coco e sopas.
Evitar uso de refrigerantes e alimentos de cor escura e avermelhados.
Manter alimentação, inclusive o aleitamento materno, utilizando os meios mais
Fonte: Dengue: manual de enfermagem – Ministério da Saúde, 2013.
▪ dipirona sódica e paracetamol
Dipirona Sódica
Adultos: 20 gotas (500 mg/ml – 1 ml = 20 gotas) ou 1 comprimido (500 mg) de 6 
em 6 horas.
Crianças: 10 mg/kg/dose de 6 em 6 horas.
Paracetamol
Adultos: 40 – 55 gotas ou 1 comprimido (500 a 750 mg) de 6 em 6 horas.
Crianças: 10 mg/kg/dose de 6 em 6 horas.
Fonte: Dengue: manual de enfermagem – Ministério da Saúde, 2013.
77
12. SAÚDE DO TRABALHADOR
12.1 Atribuições do Enfermeiro:
• Programar e realizar ações de assistência básica e vigilância à Saúde do
Trabalhador;
• Realizar investigações em ambientes de trabalho e junto ao trabalhador em seu 
domicílio;
• Realizar entrevista especializada em Saúde do Trabalhador;
• Notificar acidentes de trabalho, por meio de instrumentos de notificação utilizados 
pelo setor de saúde;
• Planejar e participar de atividades educativas no campo da Saúde doTrabalhador;
• Incluir o item ocupação e ramo de atividade em toda Ficha de Atendimento 
Individual de crianças acima de 5 anos, adolescentes e adultos;
• Em caso de acidente ou doença relacionada com o trabalho, deverão ser adotadas 
as seguintes condutas:
1. Condução clínica dos casos (diagnóstico, tratamento e alta) para aquelas
situações de menor complexidade, estabelecendo os mecanismos de 
referência e contra referência necessários.
2.Encaminhamento dos casos de maior complexidade para serviços 
especializados em Saúde do Trabalhador, mantendo o acompanhamento dos 
mesmos até a sua resolução.
3. Notificação dos casos, mediante instrumentos do setor de saúde: Sistema de 
Informações de Mortalidade - SIM; Sistema de Informações Hospitalares do
SUS- SIH; Sistema de Informações de Agravos Notificáveis - SINAN e Sistema 
de Informação em Saúde para a Atenção Básica - Sisab.
4.Solicitar à empresa a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho 
(CAT), em se tratando de trabalhador inserido no mercado formal de trabalho.
Aomédico que está assistindo o trabalhador caberá preencher o item 2 da CAT, 
referente a diagnóstico, laudo e atendimento.
5. Investigação do local de trabalho, visando estabelecer relações entre
situações de risco observadas e o agravo que está sendo investigado.
6. Realizar orientações trabalhistas e previdenciárias, de acordo com cada caso.
7. Informar e discutir com o trabalhador as causas de seu adoecimento.
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✓ Solicitação de exames
Exames mais solicitados no contexto da Saúde do Trabalhador
Hemograma completo com
contagem de 
reticulócitos
TSH
Proteínas totais e frações T3
Eletroforese das globulinas T4
Bilirrubinas totais e frações Glicemia em jejum
Fosfatase alcalina Urina (rotina)
TGO Dosagem de acetilcolinesterase plasmática 
quando suspeita de intoxicação aguda por 
organofosforados ou carbamatos
TGP Dosagem de acetilcolinesterase verdadeira 
quando suspeita de intoxicação crônica por 
organofosforados ou carbamatos
GAMA GT Radiografia de tórax
Ureia Outros: espermograma, tomografia
computadorizada, eletrocardiograma etc.
Creatinina
Fonte: Guia de Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde – COREN/MG, 2017.
79
13. RAIVA HUMANA
13.1 Atribuições do Enfermeiro:
• O enfermeiro é responsável pela realização das medidas
assistenciais de enfermagem, sejam elas:
-Medidas de segurança e proteção;
-Medidas de controle nas disfunções neurológicas;
-Medidas de conforto e prevenção de ulcerações;
-Nutrição;
-Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).
▪ ESQUEMA PARA PROFILAXIA DA RAIVA HUMANA PÓS￾EXPOSIÇÃO COM VACINA DE CULTIVO CELULAR
Tipo de exposição e condições do animal agressor
CONTATO INDIRETO
(Manipulação de utensílios potencialmente contaminados, lambedura da pele 
íntegra e acidentes com agulhas durante a aplicação de vacina animal não são 
considerados acidentes de risco e não exigem esquema profilático).
1-Cão ou gato sem suspeita de raiva no momento da agressão
2-Cão ou gato clinicamente suspeito de raiva no momento da agressão
3- Cão ou gato raivoso, desaparecido ou morto. Animais domésticos de
interesse econômico ou de produção
4- Morcegos e outros animais silvestres (inclusive os domiciliados)
Condutas
▪ Lavar com água e sabão
▪ Não tratar
Fonte: Esquema para profilaxia da raiva humana após exposição com vacina de cultivo celular –
Ministério da Saúde, 2018.
Tipo de exposição e condições do animal agressor
ACIDENTES LEVES
Ferimentos superficiais, pouco extensos, geralmente únicos, em tronco e
membros (exceto mãos e polpas digitais e planta dos pés); podem acontecer em
decorrência de mordeduras ou arranhaduras causadas por unha ou dente. 
Lambedura de pele com lesõessuperficiais.
1- Cão ou gato sem suspeita de raiva no momento da agressão
2- Cão ou gato clinicamente suspeito de raiva no momento da agressão
3- Cão ou gato raivoso, desaparecido ou morto. Animais domésticos de
interesse
econômico ou de produção
4- Morcegos e outros animais silvestres (inclusive os domiciliados)
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Tipo de exposição e condições do animal agressor
ACIDENTES LEVES
Condutas
1- Lavar com água e sabão.
Observar o animal durante 10 dias após a exposição.
Se o animal permanecer sadio no período de observação, encerrar o caso.
Se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, administrar 4 (quatro)
doses de vacina nos dias 0,3,7 e 14 pela via IM, ou nos dias 0,3,7 e 28 pela via 
ID.
2- Lavar com água e sabão.
Iniciar esquema profilático com 2 (duas) doses, uma no dia 0 e outra no dia 3. 
Observar o animal durante 10 dias após a exposição.
Se a suspeita de raiva for descartada após o 10º dia de observação, suspender
o esquema profilático e encerrar o caso.
Se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, completar o esquema 
até 4 (quatro) doses.
Aplicar uma dose entre o 7º e o 10º dia e uma dose no 14º dia, pela via IM, ou 
nos dias 0, 3, 7 e 28, pela via ID.
3- Lavar com água e sabão.
Iniciar imediatamente o esquema profilático com 4 (quatro) doses de vacina 
administradas nos dias 0, 3, 7 e 14, pela via IM, ou nos dias 0, 3, 7 e 28, pela
via ID.
4- Lavar com água e sabão.
Iniciar imediatamente o esquema profilático com soro e 4 (quatro) doses de
vacina administradas nos dias 0, 3, 7 e 14, pela via IM, ou nos dias 0, 3, 7 e 28, 
pela via ID.
Fonte: Esquema para profilaxia da raiva humana após exposição com vacina de cultivo celular –
Ministério da Saúde, 2018.
81
Tipo de exposição e condições do animal agressor
ACIDENTES GRAVES
Ferimentos na cabeça, face, pescoço, mãos, polpas digitais e/ou planta do pé.
Ferimentos profundos, múltiplos ou extensos em qualquer região do corpo.
Lambedura de mucosas. Lambedura de pele onde já existia lesão grave.
Ferimento profundo causado por unha de animal.
1- Cão ou gato sem suspeita de raiva no momento da agressão
2- Cão ou gato clinicamente suspeito de raiva no momento da agressão
3-Cão ou gato raivoso, desaparecido ou morto. Animais domésticos de
interesse
econômico ou de produção
4-Morcegos e outros animais silvestres (inclusive os domiciliados)
Condutas
1- Lavar com água e sabão.
Observar o animal durante 10 dias após exposição.
Iniciar esquema profilático com duas doses uma no dia 0 e outra no
dia 3. Se o animal permanecer sadio no período de observação, 
encerrar ocaso.
Se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, dar continuidade ao
esquema profilático, administrando o soro e completando o esquema até 4 
(quatro) doses.
Aplicar uma dose entre o 7º e o 10º dia e uma dose no 14º dia, pela via IM, ou 
nos dias 0, 3, 7 e 28, pela via ID.
2- Lavar com água e sabão.
Iniciar o esquema profilático com soro e 4 (quatro) doses de vacina nos dias 0, 
3, 7 e 14, pela via IM, ou nos dias 0, 3, 7 e 28, pela via ID
Observar o animal durante 10 dias após a exposição.
Se a suspeita de raiva for descartada após o 10ºdia de observação, 
suspender o esquema profilático e encerrar o caso.
3- Lavar com água e sabão.
Iniciar imediatamente o esquema profilático com soro e 4 (quatro) doses de
vacina administradas nos dias 0, 3, 7 e 14, pela via IM, ou nos dias 0, 3, 7 e 28, 
pela via ID.
4- Lavar com água e sabão.
Iniciar imediatamente o esquema profilático com soro e 4 (quatro) doses de
vacina administradas nos dias 0, 3, 7 e 14, pela via IM, ou nos dias 0, 3, 7 e 28, 
pela via ID.
Fonte: Esquema para profilaxia da raiva humana após exposição com vacina de cultivo celular –
Ministério da Saúde, 2018.
82
OBSERVAÇÕES
1- É necessário orientar o paciente para que ele notifique imediatamente a 
Unidade de Saúde se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, uma 
vez que podem ser necessárias novas intervenções de forma rápida, como a 
aplicação do soro ou o prosseguimento do esquema de vacinação.
2- É preciso avaliar, sempre, os hábitos do cão e gato e os cuidados recebidos.
Podem ser dispensados do esquema profilático pessoas agredidas pelo cão 
ou gato que, com certeza, não tem risco de contrair a infecção rábica. Por 
exemplo, animais que vivem dentro do domicílio (exclusivamente); não 
tenham contato com outros animais desconhecidos; que somente saem à rua 
acompanhados dos seus donos e que não circulem em área com a presença
de morcegos. Em caso de dúvida, iniciar o esquema de profilaxia indicado. Se 
o animal for procedente de área de raiva controlada não é necessário iniciar o 
esquema profilático. Manter o animal sobobservação durante 10 dias e 
somente iniciar o esquema profilático indicado (soro + vacina) se o animal 
morrer, desaparecer ou se tornar raivoso.
3- O soro deve ser infiltrado na(s) porta(s) de entrada. Quando não for possível 
infiltrar toda dose, aplicar o máximo possível e a quantidade restante, a menor
possível, aplicar pela via intramuscular, podendo ser utilizada a região glútea.
Sempre aplicar em local anatômico diferente do que aplicou a vacina. Quando 
as lesões forem muito extensas ou múltiplas a dose do soro a ser infiltrada
pode ser diluída, o menos possível, em soro fisiológico para que todas as 
lesões sejam infiltradas.
4- Nos casos em que se conhece tardiamente a necessidade do uso do soro
antirrábico, ou quando não há soro disponível no momento, aplicar a dose 
recomendada de soro no máximo em até 07 dias após a aplicação da 1ª dose 
de vacina de cultivo celular, ou seja antes da aplicação da 3ª dose da vacina. 
Após esse prazo, o soro não é mais necessário.
5- O volume a ser administrado varia conforme o laboratório produtor da
vacina,podendo ser frasco ampola na apresentação de 0,5mL ou 1,0mL.
A) No caso da via intramuscular profunda (IM), deve se aplicar a dose total do
frasco- ampola para cada dia;
B) para utilização da via intradérmica (ID), fracionar o frasco-ampola para 
0,1ml/dose. Na via intradérmica (ID), o volume total da dose/dia é de 0,2 mL; 
no entanto, considerando que pela via ID o volume máximo a ser administrado 
é de 0,1 mL, serão necessárias duas aplicações de 0,1mL cada/dia, em 
regiões anatômicas diferentes. Assim, deve-se aplicar nos dias 0,3,7 e 28 - 2 
doses, sempre em 2 locais distintos (sítio de administração).
83
84
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei nº 5.095/1973. Dispõe sobre a criação dos Conselhos Federal e 
Regionais de Enfermagem e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 7.498/1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da 
Enfermagem e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 8.967/1994. Altera a redação do parágrafo único do art. 23 
da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a 
regulamentação do exercício de enfermagem e dá outras providências.
BRASIL. Decreto Lei nº 94.406/1987. Regulamenta a lei nº 7.498, de 25 de 
junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da Enfermagem, e dá outras 
providências.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manejo do paciente com diarreia. 
Produzido em Janeiro de 201. Disponível
em:
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_40x60.pd
f> Acesso em: setembro de 2018.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento 
de Atenção Básica. Manual de condutas gerais do Programa Nacional de
Suplementação de Vitamina A / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção 
à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 
2013. 34 p. : il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento 
de Atenção Básica. Saúde da criança : crescimento e desenvolvimento / 
Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012. 272 p.: il. –
(Cadernos de Atenção Básica, nº 33)
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento 
de Ações Programáticas e Estratégicas. Proteger e cuidar da saúde de 
adolescentes na atenção básica [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, 
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e 
Estratégicas. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 234 p. : il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento 
de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 
1. reimpr. – Brasília
: Ministério da Saúde, 2013. 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26)
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das 
Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa 
– Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
85
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes 
Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente 
Transmissíveis / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. – Brasília : Ministério da 
Saúde, 2015. 120 p. : il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre 
a hanseníase [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de 
Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças
Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 68, p. : il.
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Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de recomendações para
o controle da tuberculose no Brasil / Ministério da Saúde, Secretaria de 
Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília :
Ministério da Saúde, 2011. 284 p. : il. –(Série A. Normas e Manuais 
Técnicos)
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Dengue :
diagnóstico e manejo clínico : adulto e criança [recurso eletrônico] / Ministério 
da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância 
das Doenças Transmissíveis. – 5. ed. –Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 
58 p. : il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Chikungunya :
manejo clínico / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, 
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: 
Ministério da Saúde, 2017. 65 p. : il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: manual de enfermagem / Ministério
daSaúde, Secretaria de Vigilância em Saúde; Secretaria de Atenção à 
Saúde. – 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.64 p.: il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Vigilância Epidemiológica. Protocolo de tratamento da 
raiva humana no Brasil / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em 
Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da
Saúde, 2011. 40 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos)
BRASIL. Ministério da Saúde. Esquema para profilaxia da raiva humana pós￾exposição com vacina de cultivo celular. Disponível em: < 
http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/abril/30/Esquema-de￾profilaxia- da-raiva-humana.pdf> Acesso em: setembro de 2018.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 186/1995.
Reconhece as atividades elementares de Enfermagem.
 CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 516/2016.
Normatiza a atuação e responsabilidade do Enfermeiro, Enfermeiro Obstetra 
e Obstetriz na assistência às gestantes, parturientes, puérperas e recém-
86
nascidos nos locais onde ocorra essa assistência.
 
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 564/2017.
Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
 CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 514/2016.
Aprova o Guia de Recomendações para os registros de enfermagem no 
prontuário do paciente, com a finalidade de nortear os profissionais de 
Enfermagem.
 
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 358/2009.
Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a 
implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou 
privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras 
providências
 
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 195/1997.
Dispõe sobre a solicitação de exames de rotina e complementares por Enfermeiro.
 CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE MATO GROSSO. Código de
ética e principais legislações para o exercício da enfermagem / Conselho
Regional de Enfermagem de Mato Grosso. – Cuiabá : Coren-MT, 2018. 70p.
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE MINAS GERAIS. Guia de 
Orientações para a Atuação da Equipe de Enfermagem na Atenção Primária
à Saúde/ Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais. Belo
Horizonte:Coren- MG, 2017.220p.
GOIAS. Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde no Estado 
de Goiás / organizadores Claci Fátima Weirich Rosso... [ et al.]. – Goiânia : 
Conselho Regional de Enfermagem de Goiás, 2022. 
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE, PREFEITURA DE CAMPINAS￾Fluxograma de enfermagem,2022.
DECISÃO COREN-PI N° 32 DE 26 DE MARÇO DE 2025
Dispõe sobre a aprovação do Parecer
Técnico acerca do Protocolo de prescrição
de medicamentos e solicitação de exames
pelo Enfermeiro na Atenção Básica, Angical,
PI.
O Plenário do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI), no uso de suas
competências legais e regimentais conferidas na Lei nº 5.905 de 12 de julho de 1973, e pelo Regimento
Interno aprovado pela Decisão Coren-PI nº 154/2023, homologada pela Decisão Cofen nº 037/2024,
respec￾vamente, e;
CONSIDERANDO a deliberação da 600ª Reunião Ordinária de Plenário do Coren-PI, Parecer
Nº. 6/2025/Plenário (0624681), bem como todos os documentos acostados ao Processo SEI
nº 00244.000098/2025-07,
DECIDE:
Art. 1º Aprovar o Parecer Nº. 6/2025/Plenário (0624681), que trata do Protocolo de
prescrição de medicamentos e solicitação de exames pelo Enfermeiro na Atenção Básica, Angical, PI.
Art. 2º Esta Decisão entra em vigor na data de sua assinatura.
Art. 3º Dê ciência e cumpra-se.
Dr. Samuel Freitas Soares
Conselheiro Presidente
Coren-PI n° 328.982-ENF
Dra. Deusa Helena de Albuquerque Machado
Conselheira Secretária
Coren-PI nº 264.042-ENF
27/03/2025, 15:20 SEI/COFEN - 0671547 - Decisão
https://sei.cofen.gov.br/sei/controlador.php?acao=documento_imprimir_web&acao_origem=arvore_visualizar&id_documento=735646&infra_siste… 1/2
Documento assinado eletronicamente por SAMUEL FREITAS SOARES - Coren-PI 328982-ENF,
Presidente, em 26/03/2025, às 17:20, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art.
6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
Documento assinado eletronicamente por DEUSA HELENA DE ALBUQUERQUE MACHADO - Coren-PI
264042-ENF, Secretário(a), em 26/03/2025, às 18:59, conforme horário oficial de Brasília, com
fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.
A auten￾cidade deste documento pode ser conferida no site
h￾ps://sei.cofen.gov.br/sei/controlador_externo.php?
acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0, informando o código verificador 0671547 e
o código CRC EAE7A700.
Referência: Processo nº 00244.000098/2025-07 SEI nº 0671547
Rua Magalhães Filho, 655, - Bairro Centro/Sul, Teresina/PI,
CEP 64001-350 - Telefone: (86) 3122-9999
- www.coren-pi.org.br
27/03/2025, 15:20 SEI/COFEN - 0671547 - Decisão
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