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materia nº 10/2019

Tipo Projeto de Lei do Executivo
Número / Ano 10 / 2019
Date 2019-07-02
EmentaInstitui a Política Municipal de Resíduos Sólidos.
native_id30

Autoria

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 220

PMSB 
PLANO MUNICIPAL DE SAN,EAMENTO BÁSICO 
2019 
MENSAGEM 
Itaiçaba, 02 de Julho de 2019. 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE E EXCELENTÍSSIMOS SENHORES VEREADORES DA 
CÂMARA MUNICIPAL DE ITAIÇABA, ESTADO DO CEARÁ. 
Cumprimentando Vossa Excelência, 
Tenho a honra de submeter à deliberação dessa Augusta Casa Legislativa o incluso 
Projeto de Lei nº 010/2019 que institui a Politica Municipal de Resíduos Sólidos, aplicando- se 
os seus dispositivos a todas as entidades públicas e privadas geradoras ou gerenciadas de 
resíduos sólidos no âmbito do território do Município de Itaiçaba e dá outras providências. 
Dada a alta relevância da matéria, almejamos de Vossa Excelência e insignes pares, o 
acolhimento ao passo que espera-se sua aprovação. 
Paço da Prefeitura Municipal de Itaiçaba aos 02 de Julho de 2019. 
Atenciosamente. 
Exmo, Sr. 
Lauro Marciolino Solheiro Júnior 
Presidente da Câmara Municipal 
Itaiçaba-CE. 
Câmara Municipal d ltaiçaba 
Em v1 1 O+ 1 JO,\g 
Protocolo Nº~l?'-;---l \t>1-:-'.~c-----'--- 
Ass.: )l1l~'u,e.voP., 6pu., :Pe,tvú 
APRESENTADO E:N/ 
SESSÃO ORDINÁRIA 
Realizada aos }J 1f)l,f!/_ 
Prefeitura Municipal de Itaiçaba 
Rua João Correia, 298 - Centro - Itaíçaba - Ceará 
Telefone (88) 3410.1112 - CEP 62.810-000 
t. 
PROJETO DE LEI Nº 01 O , DE 02 DE Julho 2019 
Institui a Política Municipal de Resíduos Sólidos. 
A CÂMARA MUNICIPAL decreta: 
TÍTULO 1 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
CAPÍTULO 1 
DO OBJETO E DO ÂMBITO DE APLICAÇÂO 
Art. 1° Esta lei institui a Política Municipal de Resíduos Sólidos, aplicando￾se os seus dispositivos a todas as entidades públicas e privadas geradoras ou 
gerenciadoras de resíduos sólidos no âmbito do território do Município. 
Parágrafo único. Excluem-se do âmbito de aplicação desta lei as 
atividades de geração e de gerenciamento de resíduos nucleares. 
CAPÍTULO li 
DOS CONCEITOS 
Art. 2° Para os fins desta lei, consideram-se: 
1 - Lei Nacional de Saneamento Básico - LNSB: a Lei federal nº 11.445, de 
5 de janeiro de 2007; 
li - Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei da PNRS): Lei 
federal nº 12.305, de 2 de agosto de 201 O; 
Ili - Regulamento da LNSB: o Decreto federal nº 7.217, de 21 de junho de 
2010; 
IV - Regulamento da Lei da PNRS: o Decreto federal nº 7.404, de 23 de 
dezembro de 201 O; 
V - Resíduos sólidos urbanos (RSU): os resíduos que não sejam .objeto 
de log'.s~ic~ _reversa ou de outra forma de responsabilização de seu gerador. desde@__ 
que onqinanos: ;l 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Cearà-Brasil. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
CNPJ: 07.403.769/0001-08 - CGF: 06.920.231-1 
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GABINETE DO PREFEITO 
a) de imóveis cujo uso seja exclusivamente residencial; 
b) do serviço público de limpeza pública; 
e) de estabelecimentos cujo uso não seja exclusivamente o 
residencial, desde que os resíduos possuam características ou composição 
semelhantes aos resíduos gerados em imóveis de uso exclusivamente· residencial, 
desde que o volume diário, ou em dias de coleta, não seja superior ao estabelecido 
no Regulamento desta Lei; 
VI - Titular do serviço público de manejo de RSU e do serviço público de 
limpeza pública, ou apenas titular: o Município; 
VI 1 - Associações ou cooperativas de catadores: associações ou 
cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda 
reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis; 
VIII - Catadores de resíduos secos recicláveis: pessoas físicas autônomas 
e de baixa renda que realizam atividades de coleta, triagem e comercialização de 
resíduos secos recicláveis coletados nas vias públicas do Município, devidamente 
cadastrados e reconhecidos pelo Poder Públicos municipais ou integrantes de 
associações ou cooperativas de catadores. 
TÍTULO li 
DA GESTÃO E GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS 
CAPÍTULO 1 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 3º Observados os princípios e diretrizes fixados pela Lei da PNRS, 
são responsabilidades do Município em matéria de gestão e gerenciamento de 
resíduos sólidos: 
1 - prover o serviço público: 
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Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - halcaba-Ceará-Brasil. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 i 1201 -· F-:.-,, ,QA, -iA,,; -~·-- 
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GABINETE DO PREF'F.ITO 
b) com o Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (SINIMA); 
e 
e) com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA); 
Ili - o Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos; 
IV - os planos de gerenciamento de resíduos sólidos; 
V - a logística reversa, inclusive seus acordos setoriais e termos de 
compromisso; 
VI - os inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos; 
VII - os da Política Municipal de Meio Ambiente, em especial o 
licenciamento ambiental e a avaliação de impacto ambiental de atividades poluidoras 
ou potencialmente poluidoras; 
VIII - os financeiros e orçamentários, inclusive: 
a) a taxa pela prestação ou disponibilidade do serviço público de manejo 
de RSU; e 
b) os fundos especiais, cujos recursos sejam destinados a programas ou 
ações de interesse da gestão ou gerenciamento de resíduos sólidos; 
IX - o controle social, inclusive por meio de órgão colegiado; 
X - os termos de ajustamento de conduta (TAC); e 
XI - as atividades de fiscalização e de aplicação de penalidades àqueles 
que, independentemente da constatação de dano efetivo, infringirem ou a disciplina 
normativa dos resíduos sólidos ou previsões de natureza contratual com o mesmo 
objetivo. 
§ 1º Decreto do Chefe do Poder Executivo organizará o sistema de rt:W 
informações mencionado no inciso li do caput. ./ , 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP 628~0-GOO-- ltatcaba-Ceará-Bi asrt 
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GABINETE DO PREFEITO 
a) de manejo de RSU a todos os ocupantes de edificações permanentes 
urbanas; 
b) de limpeza pública na forma e condições estabelecidas em 
Regulamento. 
li - exercer a função de autoridade ambiental, disciplinando, fiscalizando e 
promovendo o gerenciamento e a gestão adequada de todos os resíduos sólidos 
gerados em seu território, inclusive os de responsabilidade privada, com exceção 
dos nucleares. 
§ 1° No exercício de atividades relativas ao disposto no inciso l do caput 
deverão ser atendidas as diretrizes fixadas na LNSB, no que estas não contrariem 
os princípios e diretrizes da Lei da PNRS. 
caput: 
§ 2° As responsabilidades do Município mencionadas no inciso li do 
1 - não prejudicam a responsabilidade. dos geradores de resíduos; e 
li - devem ser exercidas para assegurar que os agentes públicos e 
privados, especialmente os geradores de resíduos, cumpram com suas 
responsabilidades. 
CAPÍTULO li 
DOS INSTRUMENTOS 
Art. 4° São instrumentos para o Município atender as responsabilidades 
previstas no art. 3°: 
1 - a educação ambiental; 
li - o Sistema de Informações Municipais de Resíduos (SIMIR), articulado: 
Sólidos (SINlR); 
a) com o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos 
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Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Ceará-Bréisd 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 i 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
CNPJ: 07.403.769/000·l-08 - CGF: 06.920.231-1 
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· ~ Compromisso e respeito com o povo 
GABINETE DO PREFEITO 
§ 1 ° Consideram-se planejados os serviços públicos que estejam 
disciplinados por plano de saneamento básico Ol,J plano setorial de resíduos sólidos 
que integre, ou venha a integrar, plano de saneamento básico. 
§ 2° Os serviços públicos mencionados no caput serão prestados de 
forma jurídico-institucional adequada quando prestados por: 
a)entidade ou órgão da administração municipal a que a lei tenha 
atribuído o exercício dessa competência; 
b) por entidade privada ou pública, inclusive consórcio público, a quem o 
Município tenha delegado a prestação dos serviços públicos por meio de contrato de 
concessão ou de programa; ou 
c) por autogestão dos usuários, mediante a autorização prevista no inciso 
1 do § 1 º do artigo 1 O da LNSB. 
§ 3° A regulação dos serviços públicos mencionados no caput poderá ser 
executada por órgão ou entidade do Município, inclusive consórcio público do qual 
participe, ou por entidade a quem o Município, inclusive por meio de consórcio 
público, tenha delegado o exercício dessa competência. 
§ 4° A delegação mencionada no § 3° poderá abranger de forma total ou 
parcial parte as atividades que integram o serviço público de limpeza pública ou o 
serviço público de manejo de RSU. 
§ 4° A fiscalização dos serviços públicos mencionados no caput, com 
exceção das ações de fiscalização que competirem ao próprio usuário, poderão ser 
exercidas na conformidade do previsto no § 3°, sendo que o órgão ou entidade a 
quem se atribuiu o exercício dessa competência, nos termos da lei, poderá exercê-la 
de forma privativa ou de forma concorrente com outros órgãos ou entidades a quem 
se tenha atribuído ou delegado a mesma competência. ~ 
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GABINETE DO PREFEITO 
§ 2° O plano mencionado no inciso 111 do capyt será elaborado por meio 
de consórcio público do qual o Município participe. 
§ 3° Caso inviável o plano intermunicipal previsto no inciso Ili do cagut, ou 
sendo ele insuficiente, o Município o substituirá ou o complementará por meio de 
Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) de âmbito municipal. 
§ 4° O controle social implica ampla transparência dos atos de gestão de 
resíduos sólidos, mediante sua divulgação, bem como a existência de órgão 
colegiado com participação da sociedade civil com competência para opinar e 
fiscalizar sob programas e ações de interesse da gestão dos resíduos sólidos. 
§ 5° Poderão se utilizar dos instrumentos previstos no caput, na 
capacidade de suas competências legais, os órgãos e entidades da administração 
do Município, inclusive consórcio público do qual participe. 
TÍTULO Ili 
DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE LIMPEZA PÚBLICA E DE MANEJO DE 
RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS 
CAPÍTULO 1 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 5° O serviço público de manejo de RSU e o serviço público de 
limpeza pública deverão ser: 
1 - planejados; 
li - prestados mediante formas jurídico-institucionais adequadas; 
Ili - regulados; 
IV - submetidos: 
a) à fiscalização; e 
b) ao controle social. 
Av Co, one/ .ioao Co, r,c:,1a 208 -· C"'n" :i •.'.f .-, ; <':· .. - , 1 '·c: !t,ó1::s,t:;;-Céar-=1-F· 3S!l 
Fone (88) 3410.1505 '1 ! :2' 1~:1.,: f :;,.x .a;-i, ~-411' !.21:3 
CNPJ: 07.403.76910001-oa -- cc;r- 05 920 23i-1 
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GABINETE DO PREFEITO 
§ 5° O controle social mencionado na alínea "b" do inciso IV do c.aQuJ 
implica que os principais atos de gestão dos serviços públicos, mesmo no exercício 
de competências regulatórias serão: 
1 - publicados na rede mundial de computadores - internet; 
li - acessíveis a qualquer do povo, independentemente no pagamento de 
taxas ou emolumentos, ou da demonstração de interesse; 
Ili - submetidos a audiência e a consulta públicas; e 
IV - apreciados por órgão colegiado formado inclusive por representantes 
da sociedade civil. 
CAPÍTULO li 
DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE LIMPEZA PÚBLICA 
Art. 6° O serviço público de limpeza pública se constitui, dentre outras 
previstas em Regulamento, das seguintes atividades: 
1 - varrição, capina, roçada, poda e atividades correlatas em vias e 
logradouros públicos; 
públicos; 
li - asseio de túneis, escadarias, monumentos, abrigos e sanitários 
Ili - raspagem e remoção de terra, areia e quaisquer materiais 
depositados pelas águas pluviais em logradouros públicos; 
IV - desobstrução e limpeza de bueiros, bocas de lobo e correlatos; 
V - limpeza de logradouros públicos onde se realizem feiras públicas e 
outros eventos de acesso aberto ao público; e 
VI - programas e ações de comunicação e educação ambiental, em 
especial os relativos ao uso adequado dos espaços públicos. 
§ 1° Decreto do Chefe do Poder Executivo: 
/.\v. Coronel João Correia. 298 - Centro - CEP· 62820-000 - ltaiçaba-Cearà-Brélsi!. 
Fone. (88) 3410.1505 / 1112 í 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
CNP J: 07 403. 760i0001-08 - CGF: 06 920.231-1 
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GABINETE DO PREFEITO 
1 - poderá excluir as atividades de varrição e de limpeza de sarjetas e de 
outros equipamentos de drenagem superficial, a princípio integrantes das atividades 
mencionadas no inciso I do caput, bem como poderá excluir as atividades 
mencionadas nos incisos Ili e IV do caput, para que não sejam mais serem 
constituintes do serviço público de limpeza pública, a fim de que sejam integradas ao 
serviço público de manejo de águas pluviais urbanas. 
li - disciplinará os serviços de limpeza pública, inclusive: 
a) os locais, horários e condições de acondicionamento dos resíduos 
originários do serviço público de limpeza pública, para que seja destinado, mediante 
coleta, ao serviço público de manejo de RSU; 
b) os procedimentos e equipamentos de proteção à saúde e à segurança 
dos trabalhadores que executam atividades que integram o serviço de limpeza 
pública; 
e) a periodicidade e as tecnologias da varrição, poda, capina, roçada e 
outras atividades. 
§ 2º O Decreto mencionado no § 1° poderá delegar que a disciplina dos 
serviços, nos aspectos que determinar, seja executada mediante Portaria ou 
Resolução a ser expedida por órgão ou entidade da Administração municipal, 
inclusive consórcio público de que o Município participe. 
Art. 7° O serviço público de limpeza pública será prestado de forma direta. 
Parágrafo único. O disposto no caput não impede que o Município utilize 
na prestação dos serviços, além de seus próprios meios, de serviços e obras 
contratadas, mediante licitação, no regime da Lei federal nº 8.666, de 21 de junho de 
1993. 
CAPITULO Ili 
DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS _ 
URBANOS ~ 
Av. Coronel João Correra, 298 - Centro - CE.f-· u2l',2u-000 - haiçaba-Cea- a-81 asrl 
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GABINETE DO PREFEITO 
Art. 8° O serviço público de manejo de RSU é constituído pelas atividades 
de coleta, de transbordo, de transporte, de triagem para fins de reutilização ou 
reciclagem, de tratamento, inclusive por compostagem, dos RSU e de disposição 
final dos rejeitas deles originados. 
§ 1 ° As atividades de coleta, mencionadas no caput, poderão ser 
regulares, em que todos os RSU são coletados indistintamente, ou poderão se dar 
também mediante coleta seletiva, em que são coletados apenas os resíduos 
reutilizáveis ou recicláveis secos ou orgânicos. 
§ 2° O serviço público de manejo de RSU poderá ser organizado para que 
os resíduos originados da coleta seletiva possuam transporte, triagem e tratamento 
específicos. 
§ 3° São atividades do ciclo de varejo do serviço público de manejo de 
RSU as de coleta, de transporte e de triagem de resíduos secos, para fins de 
reutilização ou reciclagem, sendo que as demais integram o seu ciclo de atacado. 
§ 4° As atividades do ciclo de varejo serão disciplinadas por Decreto do 
Chefe do Poder Executivo Municipal, o qual poderá delegar a órgão da 
Administração a disciplina de alguns de seus aspectos, inclusive a título de 
complemento; as atividades do ciclo de atacado serão disciplinadas por resolução 
de consórcio público do qual o Município participe. 
Art. 9° Serão executadas em regime de prestação direta: 
1 - as atividades que integram o ciclo de varejo, inclusive a coleta seletiva; 
li - a triagem para fins de reutilização e reciclagem. 
§ 1 ° A triagem a que se refere o inciso li do caput deverá ocorrer em 
instalações reconhecidas como aptas pela Administração Municipal ou em Central 
Municipal de Reciclagem (CMR). 
dos serviços, além de seus próprios meios, utilize serviços: 
§ 2° O disposto no caput não impede que o Município para a prestação 
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Av. Coronel João Correia, 298 - Centro »- CEP: 62820-000 - ltaicaba-Ceara-Brasu 
Fone. (88) 341015DS / i i 12' 12C1 · í-8, \33l 341(11213 
CNP J D7 .403.769{000 i -Jt! -- Cu! % 82C.231- í 
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ompronusso e respcíro com o povo 
GABINETE DO PREFEITO 
1 - contratados no regime da Lei federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993, 
inclusive podendo utilizar o previsto no inciso XXVII do artigo 24 da mencionada Lei, 
ou 
li - após chamamento público, mediante termo de colaboração, termo de 
fomento ou acordos de cooperação, no regime da Lei federal nº 13.019, de 31 de 
julho de 2014. 
Art. 1 O. As atividades do ciclo de atacado serão executadas, mediante 
contrato de programa, por consórcio público do qual o Município participe. 
Parágrafo único. O disposto no caput não impede que o consórcio 
público: 
1 - utilize, além de seus propnos meios, serviços e obras contratados, 
mediante licitação, no regime da Lei federal nº ff.666, de 21 de junho de 1993; 
li - subdelegue a prestação dos serviços, mediante contrato de parceria 
público-privada. 
Art. 11. É defeso ao serviço público de manejo de resíduos sólidos a 
coleta, e atividades posteriores, de resíduos sujeitos à logística reversa sem que 
haja a remuneração prevista no§ 7° do artigo 33 da Lei da PNRS. 
Parágrafo único. Caso seja inviável evitar a coleta dos resíduos 
mencionados no caput, seja porque os resíduos sujeitos à logística reversa tenham 
sido acondicionados juntos com os destinados à coleta, comum ou seletiva, seja 
porque tenham sido lançados em áreas objeto do serviço de limpeza pública, 
tornando-se por qualquer destas formas indivisíveis aos RSU. o Município poderá 
realizar a coleta, porém devendo se ressarcir, perante os obrigados à logística 
reversa, inclusive por meio da forma prevista no parágrafo único do artigo 259 do 
Código Civil. 
TÍTULO IV 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Ceará-Brasil. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - F .::>v r~m '1A rn •,., •.., 
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GABINETE DO PREFEITO 
DA GESTÃO E GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS OE 
RESPONSABILIDADE PRIVADA 
CAPÍTULO l 
OAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 12. São resíduos sólidos de responsabilidade privada os que não 
sejam considerados RSU ou resíduos nucleares. 
Art. 13. os geradores e demais responsáveis pelo gerenciamento dos 
resíduos sólidos de responsabilidade privada deverão observar: 
1 - as normas e diretrizes do plano intermunicipal de gestão integrada de 
resíduos sólidos (PGIRS); 
li - a disciplina ambiental, inclusive a prevista quando do licenciamento 
ambiental; 
IIJ - as normas que regem especificamente a atividade ou os resíduos, 
dentre elas, no que couber, as editadas no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância 
Sanitária (SNVS) ou do Sistema Nacional Unificado de Atenção à Sanidade 
Agropecuária (SUASA). 
CAPÍTULO li 
DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL 
Secção 1 
Das disposições gerais 
Art. 14. Estão sujeitas à observância do disposto neste Capítulo as 
pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou 
indiretamente, pela geração de Resíduos da· Construção Civil (RCC) e as que 
desenvolvam ações relacionadas à geração ou ao gerenciamento desses resíduos. 
Art. 15. Os RCC gerados no Município devem ser destinados às áreas 
indicadas no Regulamento desta Lei, visando sua triagem, reutilização, reciclagem, 
reservação ou destinação adequada, conforme a Resolução CONAMA nº 307, de 5 
de julho de 2002, ou outra que venha a substitui-la. 
Av. Coronel João Correia. 298 - Centro - CEP: 62820-000 - lta1çaba-Ceará-Bras,1. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
CNPJ: 07403.769/0001-08 - CGF 06.920.231-1 
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GABINETE DO PREFEITO 
Parágrafo Único. Os RCC, se apresentados na forma de agregados 
reciclados ou na condição de solos não contaminados, podem ser utilizados em 
aterros sanitários com a finalidade de execução de serviços internos ao aterro. 
Secção li 
Das definições 
Art. 16. Para efeito do disposto neste Capítulo ficam estabelecidas as 
seguintes definições: 
1 - Agregados Reciclados: material granular proveniente do beneficiamento de 
RCC de natureza mineral (concreto, argamassas, produtos cerâmicos e outros), 
designados como classe A, que apresenta características técnicas adequadas para 
aplicação em obras de edificação ou infraestrutura conforme especificações da 
norma brasileira NBR 15.116/2004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT); 
li - Área de Reciclagem de RCC: estabelecimento destinado ao recebimento 
e transformação de RCC exclusivamente designados como classe A, já triades, para 
produção de agregados reciclados conforme especificações da norma brasileira 
NBR 15.114/2004 da ABNT; 
Ili -Área de Transbordo e Triagem de RCC (ATI): estabelecimento destinado 
ao recebimento de RCC gerados e coletados por agentes públicos ou privados, cuja 
área, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, deve ser usada para 
triagem dos resíduos recebidos, eventual transformação e posterior remoção para 
adequada disposição, conforme especificações da norma brasileira NBR 
15.112/2004 da ABNT; 
IV - Aterro de RCC: estabelecimento onde são empregadas técnicas de 
disposição de RCC de origem mineral, designados como classe A, visando a 
reservação de materiais de forma segregada que possibilite seu uso futuro ou ainda, 
a disposição destes materiais, com vistas à futura utilização da área, empregando 
princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível, sem causar 
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danos à saúde pública e ao meio ambiente conforme especificações da norma 
brasileira NBR 15.113/2004 da ABNT; 
V - Bacia de Captação de Resíduos: parcela da área urbana municipal que 
ofereça condições homogêneas para captação e destinação corretas dos Resíduos 
de Construção Civil (RCC) , dos resíduos provenientes de coleta seletiva, excluídos 
os resíduos perigosos, definidos em lei, regulamento ou norma técnica, em uma 
única instalação (Ecoponto); 
VI - Controle de Transporte de Resíduos (CTR): documento emitido pelo 
transportador de resíduos que fornece informações sobre gerador, origem, 
quantidade e descrição dos resíduos e seu destino, conforme especificações das 
normas brasileiras NBR 15.112/2004, NBR 15.113/2004 e NBR 15.114/2004 da 
ABNT; 
VII - Disque Coleta para Pequenos Volumes: serviço de informação colocado 
à disposição dos munícipes, visando informá-los sobre pequenos transportadores 
privados licenciados para atender à solicitação de coleta de pequenos volumes de 
RCC; 
VIII - Equipamentos de Coleta de RCC: equipamentos utilizados para a coleta 
e posterior transporte de resíduos, tais como caçambas metálicas estacionárias, 
caçambas basculantes instaladas em veículos autopropelidos, carrocerias para 
carga seca e outros, incluídos os equipamentos utilizados no transporte do resultado 
de movimento de terra; 
IX - Geradores de RCC: pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, 
proprietárias ou responsáveis por obra de construção civil ou empreendimento com 
movimento de terra, que produzam RCC; 
X - Grandes Volumes de RCC: aqueles contidos em volumes superiores a 1 
(um) metro cúbico; 
XI - Pequenos Volumes de RCC: aqueles contidos em volumes até 1 (um) 
metro cúbico; _g, 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Cearà-Bras.l. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
C1'JPJ: 07.403 769/0001-fJél .. ( J_;F , :•G 920 231-1 
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XII - Ponto de Entrega para Pequenos Volumes (Ecoponto): equipamento 
público destinado ao recebimento de pequenos volumes de RCC, resíduos da coleta 
seletiva de resíduos não perigosos gerados e entregues pelos munícipes, ou por 
pequenos transportadores diretamente contratados pelos geradores, que, sem 
causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, devem ser usados para a 
segregação de resíduos recebidos, posterior coleta diferenciada e remoção para 
adequada destinação; devem atender às especificações da norma brasileira NBR 
15.112/2004 da ABNT; 
XIII - Receptores de RCC: pessoas jurídicas, públicas ou privadas, 
operadoras de empreendimentos cuja função seja o manejo adequado de RCC em 
pontos de entrega, áreas de triagem, áreas de reciclagem e aterros, entre outras; 
XIV - Reservação de Resíduos: processo de disposição segregada de 
resíduos triadas para reutilização ou reciclagem futura; 
XV - RCC: provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de 
obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de 
terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, 
metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, 
telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., 
comumente chamados de entulhos de obras; devem ser classificados, conforme o 
disposto na Resolução Conama nº 307, nas classes A, B, C e D; 
XVI - Resíduos Secos Domiciliares Recicláveis: resíduos provenientes de 
residências ou de qualquer outra atividade que gere resíduos com características 
domiciliares ou a estes equiparados pelo poder público municipal, constituído 
principalmente por embalagens e que podem ser submetidos a um processo de 
reaproveitamento; 
XVII - Resíduos da Logística Reversa: pneus, pilhas e baterias, lâmpadas 
fluorescentes, de vapor de sódio e de mercúrio e luz mista, e produtos 
eletroeletrônicos e suas embalagens cujos fabricantes, importadores, distribuidores 
e comerciantes são obrigados a estruturar e implementar sistema para retorno dos
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GABINETE DO PREFEITO 
produtos após o uso pelo consumidor de forma independente do serviço público de 
limpeza urbana e de manejo de RSl); 
XVIII - Transportadores de RCC: pessoas físicas ou jurídicas, que exercem 
atividade de coleta e transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas 
de destinação. 
Art. 17. Os resíduos da logística reversa podem ser destinados às áreas 
indicadas para recepção de RCC de pequenos geradores, visando à triagem, 
reutilização, reciclagem ou destinação adequada, mediante prévio acordo entre os 
responsáveis e o poder público municipal, que garanta a devida remuneração ao 
Município das atividades cujas responsàbilidades sejam dos fabricantes, 
importadores, distribuidores e comerciantes, conforme a Lei da PNRS. 
Parágrafo único. O disposto no caput não prejudica a responsabilidade de 
fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes com o estabelecimento de 
sistema de logística reversa, prevista em lei. 
Art. 18. Os RCC não podem ser dispostos em: 
1 - áreas de "bota fora"; 
li - encostas; 
Ili - corpos d'água; 
IV - lotes vagos; 
V - passeios, vias e outras áreas públicas; 
VI - áreas não licenciadas; 
VII - áreas protegidas por lei. 
Secção Ili· 
Do Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil 
Av Coronel João Correia, 298 - Centio - CEP: 628,\)-000 - l1a1çaba-Cearà-Brasil. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1·112 í í20í - Fax: (88) 3410.1213 
CNPJ: 07403769/0001-08- CGF: 06.920.231-1 
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Art. 19. Fica instituído o Programa Municipal de Gerenciamento de RCC, por 
meio do qual o Município exercerá a fiscalização sobre os grandes geradores de 
RCC e fornecerá apoio para a recepção e destinação de RCC de pequenos 
geradores. 
Art. 20. Ficam criados os Pontos de Entrega para Pequenos Volumes, sendo 
definidas: 
1 - sua constituição de forma a criar uma rede; 
li - sua qualificação como serviço público de coleta; 
Ili - sua implantação preferencial em locais degradados por ações de 
deposição irregular de resíduos, sempre que possível. 
§ 1º Para a instalação de Pontos de Entrega para Pequenos Volumes devem 
ser destinadas, pelo Poder Público, áreas livres reservadas ao uso público, 
preferencialmente as já degradadas devido à deposição irregular e sistemática de 
resíduos sólidos, com o objetivo de sua recuperação nos aspectos paisagísticos e 
ambientais. 
§ 2º É vedada a utilização de áreas .verdes que não tenham sofrido a 
degradação referida no parágrafo primeiro para a instalação de Pontos de Entrega 
para Pequenos Volumes. 
§ 3° Os Pontos de Entrega para Pequenos Volumes obedecem às seguintes 
condições: 
1 - serão dotados de locais separados e definidos para permitir a entrega de 
pequenos volumes de forma segregada de acordo com os tipos de resíduos 
permitidos pelo Plano; 
li - devem receber de munícipes e pequenos transportadores cadastrados, 
descargas de RCC, limitadas ao volume de 1 (um) metro cúbico por descarga, para 
triagem obrigatória, posterior transbordo e destinação adequada dos diversos .--- 
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componentes; 
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Av. Coronel João Correra, 298 - Ce11l10 - CEP G2820-Uü0 - naicaua-Ceara-Brasu. 
Fone: (88j 3410.1505: 1112 / 1201 - Fax (88) 3410.1213 
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Ili - podem, sem comprometimento de suas funções originais, ser utilizados 
para armazenamento transitório de forma compartilhada por grupos locais que 
desenvolvam ações de coleta seletiva de resíduos secos domiciliares recicláveis; 
IV - podem, sem comprometimento de suas funções originais, receber de 
munícipes pequenas quantidades de resíduos da logística reversa. conforme 
definido nesta Lei, nas condições estabelecidas em acordos firmados entre os 
responsáveis legais por estes resíduos e o Poder Público. 
§ 4° A operação dos Pontos de Entrega para Pequenos Volumes pode incluir 
o Disque Coleta para Pequenos Volumes ao qual os geradores de pequenos 
volumes podem recorrer para obter informações sobre a remoção remunerada dos 
resíduos, realizada pelos pequenos transportadores privados sediados nos Pontos 
de Entrega. 
Art. 21. É defeso aos Pontos de Entrega para Pequenos Volumes receber a 
descarga de resíduos domiciliares não-inertes oriundos do preparo de alimentos, 
resíduos industriais e RSS. 
Secção IV 
Dos planos de gerenciamento de resíduos da construção civil 
Art. 22. Os geradores de grandes volumes de RCC, públicos ou privados, 
cujos empreendimentos requeiram a expedição de alvará de aprovação e execução 
de edificação nova, de reforma ou reconstrução, de demolição, de muros de arrimes 
e de movimento de terra, nos termos da legislação municipal, devem elaborar e 
implementar Planos de Gerenciamento de RCC, em conformidade com a Lei da 
PNRS e com as diretrizes da Resolução CONAMA nº 307/2002 ou outra que vier a 
substituí-la, estabelecendo os procedimentos específicos da obra para o manejo e 
destinação ambientalmente adequados dos resíduos. 
§ 1 ° Os Planos de Gerenciamento de RCC, quando relativos a obras com 
atividades de demolição, devem incluir o compromisso com a prévia desmontagem 
seletiva dos componentes da construção, respeitadas as classes estabelecidas pel~ 
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Resolução CONAMA nº 307 visando à minimização dos resíduos a serem gerados e 
a sua correta destinação. 
§ 2º Os geradores especificados no caput devem: 
1 - especificar nos seus projetos, em conformidade com as diretrizes da 
legislação municipal, os procedimentos que serão adotados para outras categorias 
de resíduos eventualmente gerados no empreendimento, em locais tais como 
ambulatórios, refeitórios e sanitários; 
li - quando contratantes de serviços de transporte, triagem e destinação de 
resíduos, especificar em seus Planos de Gerenciamento de RCC os agentes 
responsáveis por estas etapas, definidos entre os agentes licenciados pelo Poder 
Público; 
Ili - quando entes públicos, na impossibilidade de cumprimento do disposto 
no inciso 11 em decorrência de certame licitatório ainda não iniciado, apresentar, para 
aprovação dos Planos de Gerenciamento de RCC, termo de compromisso de 
contratação de agente licenciado para a execução dos serviços de transporte, 
triagem e destinação de resíduos, em substituição temporária à sua identificação. 
§ 3° Os geradores especificados no caput poderão, a seu critério, substituir, 
em qualquer tempo, os agentes responsáveis pelos serviços de transporte, triagem e 
destinação de resíduos, por outros, desde que legalmente licenciados pelo Poder 
Público. 
§ 4° Os Planos de Gerenciamento de RCC podem prever o deslocamento, 
recebimento ou envio, de resíduos da construção civil classe A, triados, entre 
empreendimentos licenciados. detentores de Planos de Gerenciamento de RCC. 
Art. 23. Os Planos de Gerenciamento de RCC devem ser implementados 
pelos construtores responsáveis por obra objeto de licitação pública, devendo ser 
exigida, para a assinatura do contrato, comprovação da regularidade dos agentes 
responsáveis pelas atividades de transporte, triagem e destinação de resíduos, 
.l--CC, definidos entre os devidamente licenciados peloPoder Público. ~ 
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Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Ceará-Brasü. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - Fax (88) 3410.1213 
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§ 1 ° É de responsabilidade dos executores de obras ou serviços em 
logradouros públicos a manutenção dos locais de trabalho permanentemente limpos 
e a manutenção de registros e comprovantes (CTR) do transporte e destinação 
corretos dos resíduos sob sua responsabilidade. 
§ 2° Todos os editais referentes às obras públicas em licitação, bem como os 
doéumentos que os subsidiem, na forma de contratos, especificações técnicas, 
memoriais descritivos e outros, devem incluir a exigência de implementação dos 
Planos de Gerenciamento de RCC e fazer constar as normas emanadas deste 
Anexo. 
Art. 24. O Plano de Gerenciamento de RCC de empreendimentos e 
atividades deve ser apresentado: 
1 - juntamente com o projeto de construção do empreendimento para análise 
pelo órgão municipal competente, quando os· empreendimentos e atividades não 
forem enquadrados na legislação como objeto de licenciamento ambiental; 
li - ao órgão competente quando sujeitos ao licenciamento ambiental, para 
ser analisado dentro do processo de licenciamento. 
§ 2° Por meio de boletins bimestrais, ou em prazo inferior, o órgão municipal 
responsável pela limpeza urbana deve informar os órgãos responsáveis pela análise 
dos Planos de Gerenciamentos de RCC, sobre os transportadores e receptores de 
resíduos com cadastro ou licença de operação em validade. 
§ 3° A emissão de Habite-se (ou Alvará de Conclusão), pelo órgão municipal 
competente, deve estar condicionada à apresentação do documento de Controle de 
Transporte de Resíduos (CTR) e outros documentos de contratação de serviços 
anunciados no Plano de Gerenciamento de RCC, comprovadores da correta 
triagem, transporte e destinação dos resíduos gerados. 
§ 4° Os documentos de Controle de Transporte de Resíduos relativos aos 
fins de fiscalização pelos órgãos competentes. 
empreendimentos devem estar disponíveis nos locais da geração dos resíduos para 
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Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201..:. Fax: (88) 3410.1213 
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Art. 25. Os executores de obra objeto de licitação pública devem comprovar 
durante a execução do contrato, e no seu término, o cumprimento das 
responsabilidades definidas no Plano de Gerenciamento de RCC. 
Parágrafo único. O não cumprimento da determinação expressa no caput 
deste artigo determina o impedimento dos agentes submetidos a contratos com o 
Poder Público, em conformidade com o art. 87 da Lei Federal nº 8.666, de 21 de 
junho de 1993. 
Secção V 
Das responsabilidades 
Subsecção 1 
Das disposições gerais 
Art. 26. São responsáveis pelos resíduos: 
1 - os Geradores de RCC, pelos resíduos das atividades de construção, 
reforma, reparos e demolições, bem como por aqueles resultantes dos serviços 
preliminares de remoção de vegetação e escavação de solos; 
li - os Transportadores de RCC e os Receptores de RCC, no exercício de 
suas respectivas atividades; 
Ili - os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos 
sujeitos a logística reversa, nos termos da Lei da PNRS; 
IV - todos os agentes definidos na responsabilidade compartilhada instituída 
pela Lei da PNRS. 
Parágrafo único. Os estabelecimento_s comerciais dedicados à distribuição de 
materiais de construção de qualquer natureza deverão informar os endereços dos 
locais destinados à recepção dos RCC, por meio de cartazes produzidos em 
conformidade com modelo fornecido pelo Regulamento. 
Subsecção li 
Da disciplina dos geradores 
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GABINETE DO PREFEITO 
Art. 27. Os Geradores de RCC devem ser fiscalizados e responsabilizados 
pelo uso incorreto dos equipamentos disponibilizados para a captação disciplinada 
dos resíduos gerados. 
§ 1° Os pequenos volumes de RCC, limitados ao volume de um (1) metro 
cúbico por descarga, podem ser destinados à rede de Pontos de Entrega para 
Pequenos Volumes, onde os usuários devem ser responsáveis pela sua disposição 
diferenciada. 
§ 2° Os grandes volumes de RCC e de resíduos da logística reversa 
superiores ao volume de um (1) metro cúbico por descarga, só podem ser 
destinados à rede de Áreas para Recepção de Grandes Volumes, onde devem ser 
objeto de triagem e destinação adequada. 
§ 3° Os resíduos da logística reversa só poderão ser destinados a áreas de 
manejo previstas no caso de estarem firmados acordos que contemplem a recepção 
destes resíduos e os termos da remuneração ao Poder Público pelo custo de seu 
manejo. 
§ 4 ° Os geradores: 
1 - só podem utilizar caçambas metálicas estacionárias e outros equipamentos 
de coleta destinados a RCC para a disposição exclusivamente destes resíduos; 
li - não podem utilizar chapas, placas e outros dispositivos suplementares que 
promovam a elevação da capacidade volumétrica de caçambas metálicas 
estacionárias, devendo estas serem utilizadas apenas até o seu nível superior 
original. 
§ 5° Os geradores podem transportar seus próprios resíduos e, quando 
usuários de serviços de transporte, ficam obrigados a utilizar exclusivamente os 
serviços de remoção de transportadores licenciados pelo Poder Público. 
Subsecção 111 
Da disciplina dos transportadores 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Ceará-Brasil. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 i 1201 -- Fax: (88J 3410.1213 
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GABINETE DO PREFEITO 
Art. 28. Os transportadores de RCC devem ser cadastrados pelo Poder 
Público, conforme regulamentação especifica. 
§ 1 ° Os equipamentos para a coleta de RCC não podem ~er utilizados para o 
transporte de outros resíduos. 
§ 2° É vedado aos transportadores: 
1 - realizar o transporte dos resíduos quando os dispositivos que os 
contenham estejam com a capacidade volumétrica elevada pela utilização de 
chapas, placas ou outros suplementos; • 
li - realizar o transporte dos resíduos sem a prévia limpeza das rodas e partes 
externas das carrocerias; 
Ili - sujar as vias públicas durante a operação com os equipamentos de coleta 
de resíduos; 
IV - fazer o deslocamento de resíduos sem o respectivo documento de 
Controle de Transporte de Resíduos (CTR} quando operarem com caçambas 
metálicas estacionárias ou outros tipos de dispositivos deslocados por veículos 
automotores; 
V - estacionar as caçambas na via pública quando estas não estiverem sendo 
utilizadas para a coleta de resíduos. 
§ 3° Os transportadores ficam obrigados: 
1 - a estacionar as caçambas em conformidade com a regulamentação 
específica; 
li - a utilizar dispositivos de cobertura de carga em caçambas metálicas 
estacionárias ou outros equipamentos de coleta, durante o transporte dos resíduos; 
Ili - quando operarem com caçambas metálicas estacionárias ou outros tipos 
de dispositivos deslocados por veículos automotores, a fornecer: 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP. 62820-000 - l1a:çatja-Cea1a-813s,i 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
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GABINETE DO PREFEITO 
a) aos geradores atendidos, comprovantes identificando a correta destinação 
dada aos resíduos coletados; 
b) aos usuários de seus equipamentos, documento simplificado de 
orientação, com: 
1 - instruções sobre posicionamento da caçamba e volume a ser respeitado; 
2 - tipos de resíduos admissíveis; 
3 - prazo de utilização da caçamba; 
4 - proibição de contratar os serviços de transportadoras não cadastrados; 
5 - penalidades previstas em lei e outras instruções que julgue necessárias. 
IV - a encaminhar mensalmente, ao Município, na forma do Regulamento, 
relatórios sintéticos com discriminação do volume de resíduos removidos e sua 
respectiva destinação, com apresentação dos comprovantes de descarga em locais 
licenciados pelo Poder Público. 
§ 4° A presença de transportadores irregulares descompromissados com o 
Sistema de Gestão Sustentável de RCC e a utilização irregular das áreas de 
destinação e equipamentos de coleta devem ser coibidas pelas ações de 
fiscalização. 
Subsecção IV 
Da disciplina dos transportadores 
Art. 29. Os receptores de RCC devem promover o manejo dos resíduos em 
grandes volumes nas Áreas para Recepção de Grandes Volumes de resíduos, 
sendo definidas: 
1 - sua constituição em rede; 
li - a necessidade de seu licenciamento pelos órgãos competentes. 
§ 1º São Áreas para Recepção de Grandes Volumes: 
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Fone (88j 3410 ·J5ü5 / 1112 i 1201 -- r:a1< i88; 3410 12í3 
CNPJ 07403.769i0001-08 - CGF 06 920.231-1 
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GABINETE DO PREFEITO 
1 -Áreas de Transbordo e Triagem de RCC (ATT); 
li -Áreas de Reciclagem; 
Ili - Aterros de RCC. 
§ 2º Os operadores das áreas referidas no § 1 º devem receber, sem restrição 
de volume, resíduos oriundos de geradores ou Transportadores de RCC; 
§ 3º Podem compor ainda a rede de .Áreas para Recepção de Grandes 
Volumes áreas públicas que devem receber RCC oriundos de ações públicas de 
limpeza das deposições irregulares e de Pontos de Entrega de Pequenos Volumes. 
§ 4° RCC cujo volume ultrapasse um metro cúbico poderão ser recebidos, 
nos termos do Regulamento, em Áreas para Recepção de Grandes Volumes 
públicas, desde que toda a operação seja remunerada por meio de preço público. 
§ 5° Os RCC devem ser integralmente triados pelos operadores das áreas 
citadas nos §§ 1° e 3° e devem receber a destinação definida em legislação 
específica, priorizando-se sua reutilização ou reciclagem nos termos do caput do 
artigo 9° da Lei da PNRS. 
§ 6° Não são admitidas nas áreas citadas. nos§§ 1° e 3° a descarga de: 
1 - resíduos de transportadores que não tenham sua atuação licenciada junto 
ao Município; 
li - resíduos domiciliares, resíduos industriais e RSS. 
§ 7° Os operadores das áreas referidas no § 1 ° devem encaminhar ao 
Município, nos termos do Regulamento, mensalmente, relatórios sintéticos com 
discriminação do volume por tipos de resíduos recebidos, tipologia dos usuários e 
outras informações. 
Art. 30. O Regulamento desta lei deve instituir procedimento de registro e 
licenciamento para que proprietários de áreas que necessitem de regularização / ro) 
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topográfica possam executar Aterro de RCC· de pequeno porte, obedecidas as 
normas técnicas brasileiras específicas. 
Parágrafo único. Os Aterros de RCC de pequeno porte: 
1 - devem receber resíduos previamente triadas, isentos de resíduos 
orgânicos, de materiais não classificados como Classe A, segundo a Resolução 
Conama 307, materiais velhos e de quaisquer rejeitas, dispondo-se neles 
exclusivamente os RCC de natureza mineral, designados como classe A pela 
Resolução CONAMA nº 307; 
11 - não devem receber resíduos de construção provenientes de outros 
municípios, excetuando-se os de municípios consorciados. 
Seção VI 
Da destinação 
Art. 31. Os resíduos, captados no Sistema de Gestão Sustentável de RCC, 
devem ser triadas, aplicando-se a eles, sempre que possível, processos de 
reutilização, desmontagem e reciclagem que evitem sua destinação final a aterro 
sanitário. 
Art. 32. Os resíduos da logística reversa, captados no Sistema de Gestão 
Sustentável de RCC, devem ser disponibilizados aos fabricantes, importadores, 
distribuidores e comerciantes, para que, na forma do acordo firmado com o Poder 
Público, assumam a responsabilidade pela sua destinação, 
Art. 33. Os RCC devem ser integralmente triadas pelos geradores na origem 
ou nas áreas receptoras, segundo a classificação definida pelas Resoluções 
CONAMA nº 307 e nº 348, em classes A, B, C e D e devem receber a destinação 
prevista nestas resoluções e nas normas técnicas brasileiras. 
Parágrafo único. Os RCC de natureza mineral, designados como classe A 
pela Resolução CONAMA nº 307, devem ser prioritariamente reutilizados ou 
reciclados, salvo se inviáveis estas operações, quando: 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Ceará-Brasil. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
CNPJ: 07.403.769/0001 -03 -- C(ãF 06.920 231-1 
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1 - devem ser conduzidos a Aterros de RCC licenciados: 
a) para reservação e beneficiamento futuro; 
b) ou para conformação topográfica de áreas com função urbana definida. 
Art. 34. O Chefe do Poder Executivo, por decreto, deverá regulamentar as 
condições para o uso obrigatório dos resíduos transformados em agregado reciclado 
nos serviços e obras públicas executados diretamente ou contratados pelos 
Municípios consorciados, estabelecendo: 
1 - os serviços e obras onde estes agregados poderão ser utilizados em 
conformidade com as normas técnicas brasileiras concernentes; 
li - o uso tanto em obras contratadas como em obras executadas pela 
administração pública direta ou indireta; 
Ili - o uso tanto de agregados produzidos em instalações do Poder Público 
como de agregados produzidos em instalações privadas; 
IV - as condições de dispensa dessa obrigatoriedade, em obras de caráter 
emergencial ou quando da inexistência de oferta dos agregados reciclados ou, 
ainda, na inexistência de preços inferiores em relação aos agregados naturais. 
Parágrafo único. Será da responsabilidade dos órgãos públicos municipais 
responsáveis pela licitação das obras públicas a inclusão das disposições deste 
artigo e da sua regulamentação em todas as especificações técnicas e editais de 
licitação. 
Secção VII 
Da fiscalização 
Art. 35. Compete ao Município fiscalizar o cumprimento das normas 
estabelecidas neste Capítulo mediante: 
1 - orientar e inspecionar os geradores, transportadores e receptores de RC~ 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP R2820-000 - ttaiçaba-Ceara-Brnsu 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 i 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
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li - vistoriar os veículos cadastrados para o transporte, os equipamentos 
acondicionadores de resíduos e o material transportado; 
Ili - expedir notificações, autos de infração, de retenção e de apreensão; 
IV - inscrever na dívida ativa os valores referentes aos autos de infração e 
multa que não tenham sido pagos. 
Secção VIII 
Das sanções administrativas 
Subsecção 1 
Das disposições gerais 
Art. 36. Para os fins deste Capítulo: 
1 - infração administrativa é a ação ou omissão, praticada a título de dolo ou 
culpa, que viole as disposições estabelecidas neste Capítulo e nas normas dela 
decorrentes; 
li - infratores: 
a) o proprietário, o locatário, o síndico ou aquele que estiver, a qualquer título, 
na posse do imóvel; 
b) o representante legal do proprietário do imóvel ou responsável técnico da 
obra; 
c) o motorista e o proprietário do veículo transportador; 
d) o dirigente legal da empresa transportadora; 
e) o proprietário, o operador ou responsável técnico da área para recepção de 
resíduos. 
Ili - reincidência: o cometimento de nova infração dentre as tipificadas dentro 
do prazo de doze meses após a data de aplicação de penalidade por infração ,1(,~\. 
anterior. ~ 
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Fone: (88) 3410.1505 i 1112 t í201 -- Fax (88) 3410.1213 
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Art. 37. No caso de os efeitos da infração terem sido sanados pelo Poder 
Público, o infrator deverá ressarcir os custos incorridos, em dinheiro, ou, a critério da 
autoridade administrativa, em bens e serviços. 
Subsecção li 
Das penalidades 
Art. 38. O infrator está sujeito à aplicação das seguintes penalidades: 
1 - multa; 
li - suspensão do exercício de atividade por até noventa dias; 
Ili - cassação da autorização ou licença para execução de obra; 
IV - interdição do exercício de atividade; 
V - perda de bens. 
Art. 39. A pena de multa consiste no pagamento de valor pecuniário definido 
mediante os critérios constantes do Anexo Único desta Lei, cujos valores deverão 
ser atualizados anualmente, com base em índice oficial de inflação. 
§ 1° Será aplicada uma multa para cada infração, inclusive quando duas ou 
mais infrações tenham sido cometidas simultânea ou sucessivamente. 
§ 2° No caso de reincidência, o valor da multa será o dobro do previsto. 
§ 3° A quitação da multa, pelo infrator, não o exime do cumprimento de outras 
obrigações legais, nem o isenta da obrigação de reparar os danos causados ao meio 
ambiente ou à terceiros. 
Art. 40. A suspensão do exercício da atividade por até noventa dias será 
aplicada nas hipóteses de: 
1 - obstrução da ação fiscalizadora; 
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Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
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11 - não pagamento da pena de multa em até 120 (cento e vinte) dias após a 
sua aplicação; 
111 - desobediência ao embargo de obra ou resistência à apreensão de 
equipamentos e outros bens. 
§ 1 ° A suspensão do exercício de .atividade consiste do afastamento 
provisório do desempenho de atividades determinadas. 
§ 2° A pena de suspensão do exercício de atividade poderá abranger todas 
as atividades que constituam o objeto empresarial do infrator. 
§ 3° A suspensão do exercício de atividade será aplicada por um mínimo de 
dez dias, com exceção de quando aplicada com fundamento no inciso Ili do caput, 
cujo prazo mínimo será de trinta dias. 
Art. 41. Se, antes do decurso de um ano. da aplicação da penalidade prevista 
no art. 40, houver cometimento de outra infração, será aplicada a pena de cassação 
da autorização ou de licença, para execução de obra ou para o exercício de 
atividade; caso não haja autorização ou licença, ou a infração nova envolver obra 
diferente, será aplicada a pena de interdição do exercício de atividade. 
Parágrafo único. A pena de interdição de atividade perdurará por no mínimo 
dez anos e incluirá a proibição de qualquer das pessoas físicas sócias da empresa 
infratora desempenhar atividade igual ou semelhante, diretamente ou por meio de 
outra empresa. 
Art. 42. A pena de perda de bens consiste na perda da posse e da 
propriedade de bens antes apreendidos e poderá ser aplicada cumulativamente nas 
hipóteses de: 
1 - cassação de autorização ou licença; 
li - interdição de atividades; 
li - desobediência à pena de interdição de atividade. 
Av. Coronel João Correia. 298 - Centro - CEP 628::'0-000 - ítaicaba-Ceara-Brasil. 
Fone: (88) 3410 150511112 / 1201 - Fax: (88} 3410 1213 
CNPJ 07.403.769/0001-08 - CGF: 06.920.231-1 
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Subsecção 111 
Do procedimento administrativo sancionatório 
Art. 43. A cada infração, ou conjunto de infrações cometidas simultânea ou 
sucessivamente, será emitido Auto de Infração, do qual constará: 
1 - a descrição sucinta da infração cometida; 
li - o dispositivo legal ou regulamentar violado; 
Ili - a indicação de quem é o infrator e as penas a que estará sujeito; 
IV - as medidas preventivas eventualmente adotadas. 
Art. 44. O infrator será notificado mediante a entrega de cópia do Auto de 
Infração e Multa para, querendo, exercer o seu direito de defesa em 48 (quarenta e 
oito) horas. 
§ 1º Considerar-se-á notificado o infrator mediante a assinatura ou rubrica de 
seu representante legal, ou de qualquer preposto seu presente no local da infração. 
§ 2° No caso de recusa em lançar a assinatura ou rubrica, poderá o agente 
fiscalizador declarar tal recusa e identificar o notificando por meio da menção a seu 
documento de identidade; caso inviável a menção ao documento de identidade, 
deverá descrever o notificado e indicar duas testemunhas idôneas, que comprovem 
que o notificado teve acesso ao teor do Auto de Infração. 
§ 3° No caso de erro ou equívoco na notificação, este será sanado por meio 
de publicação de extrato do Auto de Infração corrigido na imprensa oficial. 
§ 4° A notificação com equívoco ou erro será convalidada e considerada 
perfeita com a tempestiva apresentação de defe·sa pelo notificado. 
Art. 45. Decorrido o prazo de defesa,' o Auto de Infração será enviado à 
autoridade superior para confirmá-lo e aplicar as penalidades nele previstas, ou para 
rejeitá-lo. 
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ompromisso e respeito com o povo 
GABINETE DO PREFEITO 
§ 1 º Caso tenham sido juntados documentos ou informações novas ao Auto 
de Infração, o infrator será novamente notificado para apresentar defesa. 
§ 2° A autoridade superior, caso julgue necessário, poderá realizar instrução, 
inclusive com realização de perícia e oitiva de testemunhas. 
§ 3° A autoridade administrativa poderá rejeitar parcialmente o Auto de 
Infração, inclusive reconhecendo infração diversa ou aplicando penalidade mais 
branda. 
§ 4° A autoridade administrativa poderá deixar de aplicar penalidade no caso 
de o infrator não ser reincidente e, ainda, em sua defesa demonstrar que tomou 
efetivamente todas as medidas a seu alcance para a correção da infração e o 
cumprimento do disposto neste Capítulo. 
§ 5° Com a decisão prevista no caput cessarão os efeitos de todas as 
medidas preventivas. 
Art. 46. Da decisão administrativa prevista no art. 40 não caberá recurso 
administrativo, a ser interposto em até dez dias úteis, o qual será apreciado pelo 
Prefeito Municipal ou por autoridade a quem ele tiver delegado o exercício de tal 
atribuição. 
Subsecção IV 
Das medidas preventivas 
Art. 47. Sempre que em face da presença da fiscalização a atividade 
infracional não cessar, ou houver fundado receio de que ela venha a ser retomada, 
serão adotadas as seguintes medidas preventivas: 
1 - embargo de obra; 
11 - apreensão de bens. 
§ 1º. As medidas preventivas poderão ser adotadas separadamente ou em 
conjunto. ~- 
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Ceará-Brasil. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 i 1201- Fax: (88) 3410.1213 
CNPJ: 07403.769/0001-08 ·- CGF os 920 231-1 
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§ 2º. As medidas preventivas previstas neste artigo poderão ser adotadas 
também no caso de o infrator não cooperar com a ação fiscalizadora, especialmente 
impedindo o acesso a locais e documentos, inclusive os de identificação de pessoas 
físicas ou jurídicas. 
§ 3°. Os equipamentos apreendidos devem ser recolhidos ao local definido 
pelo órgão municipal competente; os documentos, especialmente contábeis, ficarão 
na guarda da Administração ou em instituição bancária. 
§ 4º. Tendo sido sanada a irregularidade objeto de notificação, o infrator 
poderá requerer a liberação dos equipamentos ou documentos apreendidos desde 
que apurados e recolhidos os valores referentes às custas de apreensão, remoção e 
guarda. 
CAPÍTULO Ili 
DOS RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE 
Art. 48. Os resíduos dos serviços de saúde (RSS) estão sujeitos à disciplina, 
inclusive no que se refere ao planejamento, gerenciamento, responsabilidades e 
fiscalização das normas editadas no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância 
Sanitária (SNVS). 
Art. 49. Sem prejuízo da responsabilidade de seu gerador, em relação aos 
RSS, o Município poderá ofertar: 
1 - serviços de coleta, transbordo e transporte, por meios próprios ou 
contratados; e 
li - serviços de destinação final, por meio de consórcio público com o qual 
celebre contrato de mera prestação de serviços, regido pela Lei nº 8.666, de 1993, 
ou de contrato de programa, regido pelo art. 14 da Lei 11.107, de 2005. 
Parágrafo único. Os serviços mencionados no caput serão disciplinados por 
contrato, inclusive de adesão, atendidos os critérios de remuneração fixados em 
Regulamento. 
Av. Coronet João Correia. 2fi8 - c~n,18 · ,~u- 1·;:r;:c 000 · ttarcaua Ceará-Brasu 
Fone· (88) 3410.1505 ! 11·12 / 1201 - Fax (88) 3410 1213 
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TÍTULO V 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 
Art. 50. Revogam-se as disposições em contrário. 
Art. 51. Esta lei entra em vigor no primeiro dia do exercício financeiro que se 
seguir ao de sua publicação. 
ltaiçaba 02 de Julho de 2019. 
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José narco da Silva 
'Prefeito de ltaiçaba 
Av .. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaiçaba-Ceará-Brasil. 
Fone: (88) 3410.1505 / 1112 / 1201 - Fax: (88) 3410.1213 
CNPJ 07.403 769/0001-08 - CGF 06.820 22.1-1 
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GABINETE DO PREFEITO 
ANEXO ÚNICO DA LEI MUNICIPAL Nº , DE . 
Grada~ão das 
Ref. Natureza da infração mutas 
(referências) 
1 Deposição de resíduos em locais proibidos [100%] 
li Ausência de informação sobre os locais de 100% destinação dos resíduos 
111 Deposição de resíduos proibidos em caçambas [100%] metálicas estacionárias 
IV Desrespeito do limite de volume de caçamba [25%] estacionária por parte dos geradores 
V Uso de transportadores não licenciados [100%] 
VI Transportar resíduos sem cadastramento [100%] 
VII Transporte de resíduos proibidos [100%] 
VIII Desrespeito do limite de volume decaçamba [25%] estacionária por parte dos transportadores 
IX Despejo de resíduos na via pública. durante a [50%] carga ou transporte 
X Ausência de documento de Controle de [25%] Transporte de Resíduos (CTR) 
XI Estacionamento na via cfeública de caçamba não [50%] utilizada para a coleta e resíduos 
XII Estacionamento irregular de caçamba [50%] 
XIII Ausência de dispositivo de cobertura de carga [50%] 
Não fornecer comprovação da correta 
XIV destinação e documento com orientação aos [50%] 
usuanos 
XV Não apresentar mensalmente relatório da [100%] destinação dos resíduos movimentados 
XVI Uso de equipamentos em situação irregular [25%] ( conservação, identificação) · 
XVII Recepção de resíduos de transportadores sem [100%] licença atualizada 
XVIII Recepção de resíduos não autorizados [100%] 
XIX Utilização de resíduos não triades em aterros 
k50% até 1 m
3 
~ 
5% a cada m 
acrescido] 
XX Aceitação de resíduos provenientes de outros 
m [25%] urucipros 
REFERÊNCIA: R$ 2.000,00 (dois mil reais) 
Nota 1: a tabela não inclui as multas e penalidades decorrentes de infrações ao Código Brasileiro de 
Trânsito (Lei Fed. 9.503, 23/09/97), em especial em relação aos seus artigos 245 e 246. 
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GABINETE DO PREFEITO 
Nota 2: a tabela não inclui as multas e penalidades decorrentes de infrações à Lei de Crime 
Ambientais (Lei Fed. 9.605, 12/02/98). ~ 
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Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - CEP: 62820-000 - ltaicaba-Ceará-Brasil. 
Fone. (88) 3410 '1505 ! ; 112: 1'01 . r :J, ·331 34H1 12;~1 
CNPJ· 07 403 769í000l 08 - t.,,.~r ir~ 0.::0 2:31-1 
PLANO MUNICIPAL DE 
SANEAMENTO BÂSIC'O .. PMSB 
MUNICÍPIO DE ITAIÇABA - CE 
2019 
' 
REALIZAÇÃO 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
José Erenarco da Silva - Prefeito 
EQUIPE TÉCNICA 
Secretaria de Infraestrutura 
Paulo Gadelha de Oliveira - Assessor de Projetos 
Secretaria de Agricultura 
Sérgio de Paula - Secretário 
CONSULTORIA TÉCNICA - PROJESSAN ENGENHARIA 
Direção 
Antonia Joselina de Oliveira Santos - Biologia / Educação Ambiental 
Francisco Antonio dos Santos - Engenharia Civil 
Hévila de Oliveiras Santos - Engenharia de Teleinformática 
Coordenação 
Antonio Fernando Alves de Souza - Analista de Sistemas 
Equipe Técnica 
Ana Thais Nascimento da Silva - Ciências Contábeis 
Danton de Oliveira e Silva - Técnico em Informática 
Jamile Amorim Araújo - Economia 
José Alberto Martins Nascimento - Ciências Contábeis 
Luiz Pragmacio T elles Ferreira de Souza - Filosofia / Especialização em Direito 
Ambiental 
APOIO INSTITUCIONAL À ELABORAÇÃO 
Fernando Alfredo Rabello Franco - Presidente do Conselho Diretor da ARCE 
Francisco Nilson Alves Diniz - Presidente da Aprece 
Marcondes Ribeiro Lima - Diretor Presidente do Instituto SISAR 
Neurisangelo Cavalcante de Freitas - Diretor Presidente da Cagece 
APOIO TÉCNICO E EXECUTIVO 
Coordenação 
.. . :! f: Governo Municipal de 
~~: .. ! ltaiçaba 
Expedito José do Nascimento - Diretor de Relações Institucional da Aprece 
Geraldo Basilio Sobrinho - Coordenador de Saneamento Básico da ARCE 
Michelyne de Oliveira Fernandes - Coordenadora de Concessão da CAGECE 
Apoio Técnico e Institucional 
Adriano do Nascimento Cardoso - Supervisor de Planos Municipais de Saneamento 
Básico (CAGECE) 
Alceu de Castro Galvão Júnior - Diretor Executivo da ARCE 
Antonia Maria Uchôa Barbosa - Assistente Administrativa 
Cícero de Araújo Neto - Supervisor de Planos Municipais de Saneamento Básico 
(CAGECE) 
Cristiane Maria da Fonseca Lobo - Supervisora Comercial (CAGECE) 
Equipe Técnica (CAGECE) 
Erick Yukio Andrade Montenegro - Estagiário de Engenharia 
Francisco Diego Araújo Oliveira ~ Supervisor de Concessão (CAGECE) 
Helderiza Maria Diniz Queiroz - Analista orientadora da Escola de Gest-ão Pública 
Municipal da Aprece 
lago Magalhães Praxedes - Estagiário de Engenharia Ambiental (CAGECE) 
Janaina Sheyla de Lavor Brasileiro • Profissional de Educação Ambiental (CAGECE) 
Nicolas Arnaud Fadre -Analista de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente 
Priscila Alencar Medeiros . Tecnóloga em Gestão Ambiental (CAGECE) 
Sabrina Isabel de Oliveira. Paiva. - Estagiária de Engenharia. A.mbienta.l (CAGECE) 
Comitê Econômico Financeiro (CAGECE) 
Keti Lene Souza Monteiro Pistolesi 
Marcelo Pereira dos Santos Filho 
Valmiki Sampaio de Albuquerque Neto 
ARCEI~· .. ~Cagece 
• • 
• 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO 20 
1 . 1 Conteúdo 20 
1.2 Metodologia 21 
1.2.1 EI a b oraça- o d o PI ano 22 
2. ASPECTOS LEGAIS 26 
2.1 Legislação Federal 26 
2.2 Legislação Estadual 31 
2.3 Legislação Municipal 36 
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS 37 
3.1 Histórico 37 
3.2 Localização 38 
3.3 Aspectos Fisiográficos 39 
3.4 Aspectos Demográficos 39 
3.5 Aspectos Sociais e Econômicos 41 
3.5.1 Índices de Desenvolvimento 41 
3.5.2 Produto Interno Bruto (PI 8) 44 
3.5.3 Receitas e Despesas Municipais 48 
3.5.4 Investimentos em Saneamento Básico 48 
3.6 Saúde 51 
3.6.1 Cobertura de Saúde 54 
3.6.2 Indicadores de Saúde 55 
3.7 Educação 58 
3.8 Recursos Hídricos 59 
3.8.1 Identificação e Caracterização da Bacia Hidrográfica 61 
3.8.2 Compatibilidade com o PMSB 65 
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.,,,,.,,,,,, OOCfAAA. ENGENHARIA 
4. DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO 67 
4.1 Unidade Territorial de Análise e Planejamento 68 
4.2 Abastecimento de Água , , , , , 68 
4.2.1 Distrito Sede 70 
4.2.2 Sistemas Futuros 89 
4.2.3 Índices de Cobertura e Atendimento do Abastecimento de Água 89 
4.2.4 Principais constatações levantadas do abastecimento de água 90 
4.3 Esgotamento Sanitário 92 
4.3.1 Distrito Sede 92 
4.3.2 Índices de Cobertura e Atendimento do Esgotamento Sanitário 95 
4.3.3 Principais constatações levantadas do esgotamento sanitário 96 
4.4 Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos 97 
4.4.1 Aspectos administrativos 97 
4.4.2 Aspectos Operacionais 97 
4.4.3 Regionalização da Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos 100 
4.4.4 f ndices de Cobertura e Atendimento do Sistema de Limpeza Urbana e 
Manejo dos Resíduos Sólidos 105 
4.4.5 Principais constatações levantadas dos resíduos sólidos 106 
4.5 Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas 107 
4.5.1 Microdrenagem 107 
4.5.2 Macrodrenagem 108 
4.5.3 Uso do solo 108 
4.5.4 Investimentos futuros 109 
4.5.5 Principais constatações levantadas sobre drenagem, manejo de águas 
pluviais e uso de solo 11 O 
5. DIRETRIZES 110 
-#Cagece ENGENHARIA 
' 
5.1 Diretrizes 110 
5.2 Estratég·ias 112 
6. PROGNÓSTICO 116 
6.1 Crescimento Populacional e Demandas pelos Serviços 116 
6.2 Metas e Prazos 1 ·17 
6.3 Programas, projetos e Ações 119 
6.3.1 Programas de Acessibilidade ao Saneamento Básico -PASB 120 
6.3.2 Programa de Qualidade do Saneamento Básico - PQSB 121 
6.3.3 Programa Gestão do Saneamento Básico - PGSB 121 
6.4 Minuta do anteprojeto de Lei 123 
7. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA 124 
8. AÇÕES DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA 130 
9. REGULAÇÃ0 131 
9.1 lntrodução 131 
9.2 Características da ARCE 133 
10. MECANISMOS DE CONTROLE SOCIAL 136 
APÊNDICE A- PROGRAMAS DE ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO 
(PASB) 139 
Abastecimento de Água 139 
Esgotamento Sanitário 142 
Resíduos Sólidos 145 
Drenagem Urbana 146 
APÊNDICE B = PROGRAMAS DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO 
(PQSB) ;. .. · 147 
Abastecimento de Água 147 
Resíduos Sólidos 148 
-flcagece ENGENHARIA 
Drenagem Urbana 151 
APÊNDICE C - PROGRAMA DE GESTÃO DO SANEAMENTO BÁSICO (PGS8) 152 
APÊNDICE D- PLANO DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA"'"'""" .. ,,,. _ _._,, 155 
APÊNDICE E- METAS ESPECÍFICAS DE COBERTURA 157 
Abastecimento de Água 157 
Esgotamento Sanitário 158 
Resíduos Sólidos 159. 
Bibliografia 160 
ANEXO A-ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA, DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO. 164 
ANEXO 1 - LISTA DE PARTICIPANTES 167 
ANEXO B- PROJETO DE LEI 169 
ANEXO C - AVALIAÇÃO ECONÔMICA FINANCEIRA 172 
Resíduos Sólidos 172 
Estimativa de Investimentos e de Custos 172 
Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário 178 
ARCEI~;· ---Cagece ENGENHARIA 
• 
• 
' 
LISTA DE TABELAS 
Tabela 3.1 - Evolução Populacional por situação do domicílio, segundo distritos -1970 
a 201 o 1,·.o;, •• oà .. õõo'i.\O;.à-.õõ"oe;.;,•• oõ;.-. .. i.-.1.õ-.oô .. Oolo"o'lo1''õOã"oO"o;.\õ"o1' 001,i,Õ .. Õ .... õ o oõi.Ol,'i"o\\'i,õ'o'o\õõ\\\-.ooõ oõõ\Oôõ o"oõo;. ,ô"o\1oiô\l6 o o 0101,01 40 
Tabela 3.2 - Dados de Domicílios Particulares e Coletivos do Município de ltaiçaba, 
segundo distritos - Censo/201 O · · .• · · · .• ·.· , 41 
Tabela 3.3 - lndices de Desenvolvimento de ltaiçaba - 2000 e 201 O .42 
Tabela 3.4 - Crescimento do Produto Interno Bruto de ltaiçaba -2010 a 2015 45 
Tabela 3.5 - Produto Interno Bruto de ltaiçaba por setores - 2015 46 
Tabela 3.6 - Descrição de Famílias segundo informações do Cadastro Único, 
fevereiro/2018 47 
Tabela 3.7 - Receitas e Despesas de ltaiçaba -2015 48 
Tabela 3.8 - Investimentos em Saneamento Básico de ltaiçaba por convênio federal - 
2001 a2018 50 
Tabela 3.9 - Projetos de Abastecimento de Água conveniados com recursos do Projeto 
São José 2004- 2018 51 
Tabela 3.10- Casos de morbidade e mortalidade no município e no estado do Ceará, 
ocasionados por doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado (2017).53 
Tabela 3.11 - Tipos de Unidades de Saúde Existentes no Município em 2014 54 
Tabela 3.12 - Profissionais de Saúde ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de 
ltaiçaba- 2016 54 
Tabela 3.13- Programa de Saúde da Família (PSF)- 2016 55 
Tabela 3.14 - Indicadores de Saúde - 2016 55 
Tabela 3.15 - Indicadores de Atenção Básica do PSF - 2009 56 
Tabela 3.16 - Taxa de Incidência Dengue por 100.000 hab - 2008 a 2012 56 
Tabela 3.17 - Taxa de Incidência de Doenças Infecciosas e Parasitárias por 1.000 hab 
- 2008 a 2012 57 
Tabela 3.18 - Número de Professores e Alunos matriculados de ltalçaba - 2016 58 
Tabela 3.19 - Rendimento Escolar - 2016 59 
Tabela 3.20 - Cadastro dos poços tubulares do Município de ltalçaba, segundo CPRM . 
.................................................................................................................................... 65 
---Cagece ENGENHARIA 
Tabela 4.1 - Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona 
URBANA do Distrito Sede, em 201 O, segundo IBGE. 70 
Tabela 4.2 - Características da captação do SAA do Distrito Sede, operado pela 
CAGECE, em 2018 71 
Tabela 4.3 - Características das adutoras de água bruta do SAA operado pela 
CAGECE do Distrito Sede, em 2018 71 
Tabela 4.4 - Caracteristicas do SAA da CAGECE na zona URBANA do Distrito Sede, 
2018 72 
Tabela 4.5 - Caracteristicas das adutoras de água tratada do SAA da zona URBANA 
do Distrito Sede 73 
Tabela 4.6 - Principais Características do Reservatório do SAA da zona URBANA do 
Distrito Sede - 2018 74 
Tabela 4.7 - Extensão da Rede do SAA da CAGECE na zona URBANA do Distrito 
Sede, em abr/2018 7 4 
Tabela 4.8 ,. Quantitativo de hidrômetros por diâmetro e idade ,. 2017 80 
Tabela 4.9 - Índice de cobertura do SAA do distrito sede - 2013 a 2017 81 
Tabela 4.10.,, Quantidade e Situação das Ligações da zona URBANA do SAA do 
Distrito Sede - 2013 a 2017 81 
Tabela 4.11 ~ Quantidade de Economias, ativas e cobertas da zona URBANA do SAA 
do Distrito Sede - 2013 a 2017 82 
Tabela 4.12 - Índice de utilização da rede de água do Distrito sede - 2015 a 2017. 82 
Tabela. 4, 13 - E$tru.tura. tarifª.ria. de ª_gua e hístoqrarna do distrito Sede (Ref, 02/2018, 
atualizada em abril de 2018) 87 
Tabeta 4 .. 14 - Domicflios Particuleres Permanentes por tipo de abastecimento na. zona 
RURAL do Distrito Sede - 2010 88 
Tabela 4J5 - Dados. populacionais e ligações do SISAR zona rural no Ois.trito Sede 
.................................................................................................................................... 88 
Tabela 4. 16 - Dados operacionais do eístema SISAR zona rural no distrito Sede "' 88 
Tabela 4.17 - Domicílios com Cisternas de Água de Chuva por localidade na zona 
RURAL do Distrito Sede, segundo o MDS .. , , , , 89 
Tabela 4.18 - Cobertura e Atendimento do abastecimento de água de ltaiçaba 90 
AR~ 'iii,,,tlJf' -EI=' OO(lAIIÁ .fPcagece ENGENHARIA 
• 
Tabela 4.19 - Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona 
URBANA do Distrito Sede; segundo IBGE ;; ;; ., ;; 93 
Tabela 4.20 - Solução individualizada de esgotamento sanitário na zona URBANA do 
Distrito Sede, segundo Preteitura.. - - - - .. ,. , - 93 
Tabela 4.21 - Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona 
RURAL do Distrito Sede; segundo IBGE - -.- - - - - .. - ·.;;- ;;. 94 
Tabela 4.22 - Solução individualizada de esgotamento sanitário na zona RURAL do 
Distrito Sede, segundo Prefeitura 95 
Tabela 4.23 - Cobertura e Atendimento do esgotamento sanitário de ltaiçaba 96 
Tabela 4.24 - Situação dos Resíduos Sólidos por domicílio do Município de ltaiçaba 
nas zonas urbana e rural, em 2010, segundo IBGE. 98 
Tabela 4.25 - Situação dos Resíduos Sólidos por domicílio do Município de ltaiçaba 
nas zonas urbana e rural, em 2018, segundo Prefeitura Municipal. 98 
Tabela 4.26- Composição física percentual média dos Resíduos Sólidos do Município 
de ltaiçaba 99 
Tabela 4.27 - Caracterização da Região 3- Litoral Leste 103 
Tabela 4.28 - Cobertura e Atendimento do sistema de limpeza urbana e manejo dos 
resíduos sólidos de ltaiçaba 105 
Tabela 4.29 - Domicílios particulares permanentes, em áreas com ordenamento 
urbano regular, por características do entorno, segundo Censo/201 O 108 
Tabela 4.30 - Dados da microdrenagem por ruas pavimentadas em cada distrito, 
segundo a Prefeitura do Município de ltaiçaba 108 
Tabela 4.31 - Dados da macrodrenagem, segundo a Prefeitura do Município de 
ltaiçaba 109 
Tabela 6.1 - Projeção da população do Município de ltaiçaba a partir dos dados do 
Censo - 1991 a 2010 117 
Tabela 7.1 - Indicadores de 1° Nível, para acompanhamento do Programa 
Acessibilidade ao Saneamento Básico 126 
Tabela 7.2 - Indicadores de 2° Nível para avaliação do Programa de Qualidade do 
Saneamento Básico (PQSB) 127 
AR E! 4-cagece "'REGlJ ''°" LAOOR /\ 
~ • OOlSTAOO 
'iii,,,# DO lf.t.RA ENGENHARIA 
.. \1 Governo Municipal de 
s?i: .. ~1: ltaiçaba 
LISTA DE QUADROS 
Quadro 3.1 - Componentes ambientais 39 
Quadro 3.2 - Doenças epidemiológicas ligadas ao saneamento básico 52 
Quadro 5.1 - Caracterização do atendimento e do déflcít de acesso ao abastecimento 
de água, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos 115 
Quadro 6.1 - Metas para o setor de saneamento básico de ltaiçaba, distritos e total. 
·································································································································· 119 
Quadro 6.2 - Programas de Acessibilidade, Qualidade e Gestão do Saneamento 
Básico 122 
ARCEI[~ -----Cagece 
' 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1.1 - Oficinas de Saneamento Básico no Auditório da ARCE (02/04/2018) / 
APRECE (24/04/2018),õõ a,.,;..,·.n.»··"""'·""'"·•»•••••··· .• n.·.,n»>-»••••>õ·.õ>.· ,., .. ,.,.,,,.._,._ .. , 23 
Figura 1.2 - Audiência pública - diagnóstico e prognóstico (01/04/2019) 25 
Figura 3.1 - Vista aérea do município de ltaiçaba., ;.· , .. ;.· ,- - ;. 38 
Figura 3.2 - Localização do Município de ltaiçaba no Estado do Ceará. 39 
Figura 3.3 - Faixas de Desenvolvimento Humano Municipal. 42 
Figura 3.4 - Monitor de Secas 60 
Figura 3.5 - Volume da Bacia do Baixo Jaguaribe 1995 - 2018 61 
Figura 3.6 - Bacia do Baixo Jaguaribe 62 
Figura 3. 7 - Manancial e sistema da oferta de água 64 
Figura 4.1 - Mapa Distrital do Município de ltaiçaba 69 
Figura 4.2 - Croqui do SAA da zona URBANA do Distrito Sede de ltaiçaba, 2018 75 
Figura 4.3 - Vazadouro a céu aberto (lixão) do Município de ltaiçaba 100 
Figura 4.4 - Modelo de implantação de consórcios intermunicipais 102 
Figura 4.5 - Mapa dos municípios consorciados com sede do aterro em Aracati - 2018 . 
.................................................................................................................................. 104 
Figura 9.1 - Estrutura Organizacional da ARCE 135 
--Cagece ENGENHARIA 
LISTA DE GRÁFICOS 
Gráfico 3.1 - Evolução Populacional do Município de ltalçaba por situação do domicílio, 
segundo distritos - 1970 a 201 O 40 
Gráfico 3.2 - Comparativo do IDHM do Município com o Estado 43 
Gráfico 3.3 - Comparativo do IDM do Município com o Estado 44 
Gráfico 3.4 - Evolução do Produto Interno Bruto de ltaiçaba - 201 O a 2015 45 
Gráfico 3.5 - Percentual de Domicílios Particulares, segundo renda mensal per capita 
do Municipio de ltaiçaba - IBGE Censo/201 O 47 
Gráfico 3.6 - Taxa de Incidência de Dengue por 100.000 hab - 2008 a 2012 56 
Gráfico 3. 7 - Taxa de Incidência de Doenças Infecciosas e Parasitárias por 1.000 hab 
- 2008 a 2012 57 
Gráfico 3.8 - Precipitação Pluviométrica de ltaiçaba - 2012 a 2015 63 
Gráfico 4.1 - Solicitações/reclamações registradas no distrito sede no ano de 2017. 
···································································································································· 76 
Gráfico 4.2 - Cloro residual livre OT, média das amostras/mês (2017) 77 
Gráfico 4.3 - Cor Aparente, média das amostras/mês (2017) 78 
Gráfico 4.4 - Turbidez, média das amostras/mês (2017) 78 
Gráfico 4.5 e Coliformes Totais, nº de amostras/mês em desacordo (2017) 79 
Gráfico 4.6 - Escherichia coli, n? de amostras/mês em desacordo (2017) 79 
Gráfico 4.7 -. Volumes Faturado e Consumido no Distrito Sede e 2013 a 2017 83 
Gráfico 4,8 - Índice de Águé;l. nao Faturada (I.ANF), Município e Estado, 2014 - 2017, 
.................................................................................................................................... 85 
Gráfico 4,9 - Índice de Perdas (IPD), Município e E$tado, 2014 - 2017,,,,,,,,,,._,, ... _.,,. 85 
Gráfico 4.1 O - Domicílios por tipo de Esgotamento na zona URBANA do Distrito Sede, 
segundo a Prefeitura.i.,; ,, .. , ., , _,. ,._., _ ,., 93 
Gráfico 4.11 - Domicílios por tipo de Esgotamento na zona RURAL do Distrito Sede, 
secunde a Prefeitura t·,·.'!.·.,."' ,. .. '!. .. '!.'!.···.<t·'!.._'l._ '!.,.,. .. "'"' .. ,."' '!. .. ,.,. _, '!. ••• _'l.'!.,. ••••••••• '!. .. '!.·-'!.·.·'!.t'l.·t·,t·.'!.'!. .. ,.'!. •. '!.'!.'!. ,. 94 
Gráfico 4.12 - Distribuição dos resíduos sólidos do Município de ltaiçaba 99 
Gráfico 6.1 - Metas de cobertura geral para o setor de saneamento básico de ttaiçaba 
·································································································································· 118 
-~Cagece 
1 
GLOSSÁRIO 
APRECE - Associação dos Municípios do Ceará 
ARCE - Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Ceará 
AVEF - Avaliação Econômica - Financeira 
CadÚnico - Cadastro Único para Programa Sociais 
CAGECE - Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará 
COGERH - Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos 
CPRM - Serviço Geológico do Brasil 
CRSBBJ - Caderno Regional da Bacia do Baixo Jaguaribe 
DNOCS - Departamento Nacional de Obras Contra as Secas 
ETA - Estação de Tratamento de Água 
ETE - Estação de Tratamento de Esgoto 
ETM - Equipe Técnica Municipal da Elaboração do Plano 
FUNASA - Fundação Nacional de Saúde 
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
IDHM - Índice de Desenvolvimento Humano 
IDM - Índice de Desenvolvimento Municipal 
IPECE - Instituto de Pesquisas do Estado do Ceará 
LNSB - Lei Nacional do Saneamento Básico 
MOS - Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome 
MRS - Microrregião de Saúde 
NUTEC - Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico 
PIB - Produto Interno Bruto 
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico 
PNRS - Plano Nacional de Resíduos Sólidos 
PSF - Programa de Saúde da Família 
SAA - Sistema de Abastecimento de Água 
SCIDADES - Secretaria das Cidades 
SDA - Secretaria de Desenvolvimento Agrário 
SEDUC - Secretaria de Educação do Estado do Ceará 
SES - Sistema de Esgotamento Sanitário 
AR~EI
'REºC.U""lAOO " RA 
~ _. DO tSl.t.DO 
~ DO(íARÃ ~Cagece ENGENHARIA 
~ ~ .. 
:; ;: Governo Municipal de 
~~: .. ~il ltaiçaba 
SESA - Secretaria de Saúde 
SIAGAS - Sistema de Informações de Águas subterrâneas 
SIGCisterna - Sistema de Informações de Cisternas 
SISAR - Sistema Integrado de Saneamento Rural 
SRH - Secretaria de Recursos Hídricos 
ARr;'iii,,,tllf' E/=OOctAAA · -ftcagece ENGENHARIA 
Apresentação 
APRECE 
Ao longo de cinco décadas de história, a Associação dos Municípios do Estado 
do ceará (Aprece) vem pautando sua atuação em defesa do municipalismo, lutando 
pelo fortalecimento dos municípios, entendendo ser essa a condição fundamental para 
o desenvolvímento do país, visto que é onde as políticas públicas se consolidam e as 
demandas da população são atendidas. 
A questão do saneamento básico constitui-se uma das principais demandas 
da sociedade e dos gestores públicos, visto que se caracteriza por ações que visam 
a promoção da saúde, mas que vão além dos aspectos sanitários, principalmente 
porque a isso se incorporam questões ambientais importantíssimas que não podem 
passar despercebidas nos processos de urbanização e desenvolvimento da 
infraestrutura das cidades. 
Nesse sentido e em consonância com a Lei nº 11.445 de 5 de janeiro de 2007, 
que estabelece a Política Nacional de Saneamento Básico (PNSB) a Aprece apoiou e 
acompanhou, juntamente com a Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) e a 
Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) a elaboração do Plano Municipal 
de Saneamento Básico (PMSB), o qual contempla as quatro áreas: abastecimento 
d'água; esgotamento sanitário; manejo de resíduos sólidos e drenagem das águas 
pluviais, entendo que o Plano bem elaborado e construído com a participação da 
sociedade consolida-se como instrumento eficaz, para que o município possa garantir 
a promoção da segurança hídrica; prevenção de doenças; redução das desigualdades 
sociais; preservação do meio ambiente; desenvolvimento econômico; ocupação 
adequada do solo e a prevenção de acidentes ambientais e eventos como enchentes; 
falta de água e poluição e consequente redução dos transtornos sociais causados à 
população que está, até então, à margem desta infraestrutura mais elementar. 
O trabalho foi participativo e envolveu todos os atores locais dando legitimidade 
ao processo e garantindo, além do cumprimento das prerrogativas legais, proposições 
que possam proporcionar a melhoria da qualidade de vida da população. 
Nilson Diniz 
Presidente da Aprece 
AR~E I --Cagece 
AG(NCIA 
"""""'" REGULAf>ORA. 
~ ~ OOEST"OO 
.......,,, 00(.fAAA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
ARCE 
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará 
(Arce) é uma autarquia especial, dotada de autonomia orçamentária, financeira, 
funcional e administrativa Ela foi criada em 30 de dezembro de 1997, através da Lei 
nº 12.786 para exercer a regulação dos serviços públicos de saneamento básico, 
dentre outros setores como energia, gás canalizado e transporte intermunicipal. 
O planejame.nto é essencial em todas as atividades humanas, sejam 
individuais ou coletivas. Desta forma, a Lei de Diretrizes Nacionais do Saneamento 
Básico - Lei nº 11.445/2007 definiu o planejamento como instrumento fundamental 
da política do setor para se enfrentar os problemas de saneamento básico municipal, 
considerando a restrição de recursos financeiros e técnicos, com foco nas 
prioridades. 
O Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB engloba as quatro 
atívidades basilares do saneamento básico: o abastecimento de água; o 
esgotamento sanitário; a limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; e, a 
drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Cada uma dessas vertentes está ligada 
à manutenção da saúde pública e ambiental. 
Para não sofrer contingenciamento ao acesso de recursos federais, todos os 
municípios deverão elaborar seus PMSB, com a participação da população 
beneficiária. Assim, a partir do diagnóstico, retrato da situação existente, é elaborado 
o prognóstico, no qual se definem os objetivos e metas, bem como os prazos para 
atingi-los, por meio do estabelecimento de programas, projetos e ações, avaliando￾se os riscos e as contingências que podem dificultar a implementação do plano, 
bem como, os papéis de cada um dos participantes no processo. 
No exercício de sua competência, a ARCE contribui para o desenvolvimento de 
políticas públicas no âmbito do estado do Ceará, participando e cooperando com os 
municípios, juntamente com a APRECE e CAGECE, para elaboração de PMSB, desde 
o advento da Lei nº 11.445/2007, desenvolvendo metodologias, ministrando 
treinamento, participando das audiências públicas, entre outras atividades. 
-~Cagece ENGENHARIA 
' 
Por fim, para além do planejamento, vale ressaltar que cabe à agência verificar 
o cumprimento dos PMS81 cujos serviços de saneamento são regulados e fiscalizados 
pela agência. Deste modo, a ARCE espera que os planos sejam implementados e 
revisados segundo o estabelecido na política nacional; a cada quatro anos; no 
máximo, para que os municípios possam alcançar resultados favoráveis à 
universalização dos serviços de saneamento básico. 
Fernando Alfredo Rabello Franco 
Presidente do Conselho Diretor da ARCE 
AR~ ~.......,,, 
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O~E
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S
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.. 4,cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
CAGECE 
A Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece ), é uma 
empresa de economia mista com capital aberto, fundada em 1971 que tem por 
finalidade a prestação dos serviços de abastecimento de água, coleta e 
tratamento de esgoto; estando atualmente presente em 152 municípios do estado. 
Com o advento da Lei 11 .445 de 2007, que definiu as diretrizes nacionais para 
o saneamento básico tendo como ferramenta o Plano Municipal de Saneame.nto 
Básico (PMS8) para alcançar a universalização dos serviços, 
O Plano Municipal de Saneamento Básico se caracteriza por ser um 
instrume.nto de gestão do município, devendo este assegurar a universalização 
do acesso aos serviços, e assim prevenindo doenças; promovendo o 
desenvolvimento econômico do município e por conseguinte reduzindo as 
desigualdades sociais: estimulando a ocupação adequada do solo, 
prevenção de acidentes ambientais e eventos como enchentes, poluição e falta 
d'água. 
De acordo com o Decreto nº 9.254/2017, que altera o Artigo 26 do Decreto 
nº 7,217/2010, que regulamenta a Lei nº 11.445/2007, afirma que após 31 de 
dezembro de 2019, a existência do PMS8 é fator condicionante para 
acesso aos recursos orçamentários da União ou aos recursos de financiamentos 
geridos ou administrados por órgão ou entidade da administração pública federal, 
quando destinados aos serviços de saneamento básico. Diante disso, o PMSB 
tornar-se um fator primordial para a obtenção do financiamento e valorização 
do bom uso dos recursos públicos, por meio do planejamento e controle social. 
A participação da sociedade é fundamental no processo de elaboração do 
PMSB, conforme previsto em lei. a mobilização $OCiç1.! deve estar cresente ne 
elaboração, aprovação, execução, avaliação e revisão do Plano, que deve ser 
realizada no máximo a cada quatro anos .. 
.. ., 
~.... ,e agece ENGENHARIA 
' 
Assim, a CAGECE, no uso de suas atribuições legais, participou da 
elaboração deste Plano Municipal auxiliando o município no tratamento das 
informações, realizando treinamentos, desenvolvendo metodologias, participando 
das audiências públicas; dentre outras ações; visando sempre á universalização dos 
serviços de saneamento básico no estado. 
Michelyne Fernandes 
Coordenadora de Concessão - Gecor -Cnc 
AR~EI -91Cagece 
A<,(NOA 
R!GULADOAA 
\&_ 
~ 
• DO ESlAOO 
llO~E.-.Ri. ENGENHARIA 
20 
1. INTRODUÇÃO 
A Leí Federal nº 11.445/2007, marco regulatório do setor de saneamento 
básico, que estabelece as diretrizes nacionais do saneamento básico, definindo 
saneamento básico como um conjunto de serviços, ínfraestruturas e Instalações 
operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e 
manejo de resíduos sólidos, e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. 
Também determina que o titular do serviço é responsável por planejar a 
universalização do saneamento básico, permitindo o acesso a todos os domicílios 
ocupados. 
Ainda, segundo a lei citada, o planejamento deverá estar consubstanciado 
no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), cuja elaboração é requisito para 
a disponibilização e a liberação de orçamento destinado às melhorias e expansões 
necessárias ao alcance da universalização (inciso 1, art. 2°). Ademais, o PMSB é fator 
condicionante para validar contratos, cujo objetivo envolva serviços públicos de 
saneamento básico. 
Sendo assim, no cumprimento das determinações da Lei nº 11.445/2007, 
a Prefeitura Municipal de ltaiçaba iniciou, em 02 de abril de 2018, a elaboração do seu 
PMSB que consubstanciará o planejamento do saneamento do município. Com este 
instrumento, o Poder Público assume a qestão para, de forma adequada, expandir a 
infraestrutura sanitária de saneamento básico do Município de ltaiçaba rumo à 
universalização, para prevenção de ooenças. melhoria. de salubridade ambiental, 
proteção dos recursos hídricos e promoção da saúde pública. 
1.1 Conteúdo 
O PMSB de ltaiçaba segue o que dispõe a Lei Federal nº 11.445/2007, em 
seu art, 19. Portanto, $et,J conteúdo apresenta o diagnóstico eituacional, O$ objetivos 
e as metas de curto, médio e longo prazos para a universalização; os programas, 
croietos e ações necessérics para alcançá-la; as açõe$ de emersência e continqência; 
além dos mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e 
eficácia das ações proararnadas para atendimento. 
-~Cagece ENGENHARIA 
. Governo Municipal de 
ltaiçaba 
21 
O plano apresenta horizonte de 20 anos, a partir da data de publicação em 
imprensa oficial pelo Município de ltaiçaba ou aprovação por lei ou decreto, o que vier 
primeiro, com revisões periódicas que não ultrapassem 4 (quatro) anos, a serem 
realizadas antes da elaboração do Plano Plurianual (PPA). 
1.2 Metodologia 
A proposta metodológica; que propiciou o planejamento do setor de 
saneamento básico do Município de ltaiçaba, iniciou com a formação de uma Equipe 
Técnica Municipal (ETM)1 responsável pela elaboração do PMSB.. Principais 
atividades da ETM: 
- Levantar os dados, as informações e os documentos atinentes ao 
saneamento básico necessários à elaboração do diagnóstico; 
- Elaborar diagnósticos e prognósticos de cada componente do 
saneamento básico; 
- Disponibilizar infraestrutura física e operacional e recursos humanos 
para a preparação e realização de eventos direcionados ao saneamento 
básico, atinentes à elaboração dos PMSB, conforme cronograma de 
atividades; 
- Reallzar reuniões, oficinas, eventos, audiências, entre outros eventos 
necessários a elaboração do PMSB; 
- Viabilizar a participação da população do município nas audiências 
públicas; 
- Convocar/convidar instituições do setor para colaborarem com a 
êlãbôtãÇãô oo PMSB. 
Ressalta-se que a elaboração do PMSB de ltaiçaba contou, também, com 
a participação de algumas instituições atuantes no saneamento básico) permitindo às 
mesmas contribuírem para a formulação das políticas públicas no setor de 
saneamento básico do Município de ltaiçaba. Algumas destas instituições puderam 
participar diretamente para o planejamento, tendo em vista a inegável expettise de 
seus técnicos, imprescindível na elaboração do PMSB. São elas: 
4cagece ENGENHARIA 
• !: Governo Municipal de 
iJ ltaiçaba 
22 
- ARCE - Responsável pelo desenvolvimento da metodologia a ser 
empregada na elaboração do PMSB, a partir de experiências anteriores 
de Convênios ARCE/APRECE/CAGECE/SCIDADES; análise e 
contribuições acerca dos formulários de coleta de dados, relatórios 
gerados, sistemática da audiência pública, eventuais dúvidas e etc; 
participação nos event-os públicos (oficinas, audiências, entre outros). 
- CAGECE ~ Fornecimento de dados e informações de saneamento dos 
sistemas de água e esgoto operados pela empresa e pelo SISAR no 
Município de ltaiçaba; participação e contribuição igualmente relevante 
na orientação, acompanhamento e adequação da metodologia 
empregada na elaboração do PMSB, a partir também das experiências 
anteriores de Convênios ARCE/APRECE/CAGECE/SCIDADES, em 
especial, na avaliação da sustentabilidade econômico-financelra da 
prestação dos serviços; anaüse do plano, bem. corno apoio e 
colaboração nos eventos públicos ( oficinas, audiências, entre outros). 
- APRECE - Contratante da Consultoria, realizada pela PROJESSAN 
ENGENHARIA L TOA para apoio e auxílio na elaboração do plano, 
conforme Termo de Referência e Contrato firmado entre as partes; 
articuladora e interlocutora entre os entes parceiros, ARCE, CAGECE e 
MUNICÍPIO, responsável direta pelo acompanhamento, supervisão e 
recebimento dos trabalhos e produtos entregues pela Empresa de 
Consultoria. 
1.2.1 Elaboração do Plano 
a) 1ª Etapa - Diagnóstico 
A realização do diagnóstico constitui-se na avaliação do estado presente 
de cada componente do saneamento básico e de seus impactos, a fim de apontar as 
causas de deficiências detectadas. Sua elaboração compôs-se dos seguintes tópicos: 
-~Cagece ENGENHARIA 
1 
• 
• 
1 
1 
1 
• 
• • 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
23 
a) Definição de modelo 
Foram definidos os pontos importantes para o levantamento das 
informações e das características do Município de ltaiçaba quanto à saúde, educação, 
recursos hídricos, economia, saneamento básico, abrangendo todos os seus 
componentes e demais aspectos relevantes. 
b) Coleta de dados primários 
Ação executada pela ETM por meio do levantamento de dados nos distritos 
e respectivas localidades, com o auxílio de questionários previamente preparados 
pela ARCE, baseados em experiências de Convênios anteriores 
ARCE/APRECE/CAGECE/SCIDADES. 
Nos dias 02 e 24 de abril de 2018, foram realizadas, nos Auditórios da 
ARCE e da APRECE, respectivamente, oficinas de treinamento para coletas de dados 
ministrada por técnicos da ARCE com a presença da CAGECE e destinada a ETM da 
prefeitura e a Empresa de Consultoria Técnica PROJESSAN ENGENHARIA L TOA, 
sob a coordenação da APRECE {Figura 1.1 ). 
Figura 1.1 - Oficinas de Saneamento Básico no Auditório da ARCE (02/04/2018) / APRECE 
(24/04/2018). 
Fonte: ARCE / APRECE, 
AR'l. ~.....,, 
~ E1:00 
OO~ll
fS:
A
T~ A
A
OO 
A 
.. 4cagece ENGENHARIA 
24 
Os integrantes da EiM foram os responsáveis em obter informações sobre 
a situação do Município de ltaiçaba, por meio de coleta de dados in loco, para a 
elaboração do diagnóstico. Além disso, o Município realizou reuniões com as 
comunidades para a obtenção de informações complementares, sob a coordenação 
dos representantes técnicos da Prefeitura. 
e) Coleta de dados secundários 
Nesta etapa, foram coletadas. informações técnicas e sócias econômicas 
referentes às zonas urbana e rural do Município para a elaboração do diagnóstico. Os 
dados foram obtidos nos sítios de instituições governamentais (IBGE, ANA, IPECE, 
MOS etc.), na Prefeitura de ltaiçaba, nos relatórios de fiscalização da ARCE,. e nos 
cadastros e projetos da CAGECE, entre outros. 
d) Tratamento das informações 
De posse dos dados, informações e indicadores primários. e secundários. 
levantados, procedeu-se o tratamento das informações. A princípio, a análise 
envolveu aspectos. gerais sobre demografia, saúde, investimentos., economia, entre 
outros. Posteriormente a análise foi complementada com a avaliação específica de 
cada componente do saneamento básico: abastecimento de água, esgotamento 
sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana. 
2ª Etapa ""' Prognóstico 
O prognóstico abrange estudos prospectivos. do saneamento básico e 
estabelece as metas e respectivos prazos, com a finalidade de sua universalização 
que será obtida por meio da implantação de programas, projetos. e respectivas ações. 
Os tópicos a seguir, apresentam o encadeamento das atividades para o 
desenvolvimento do prognóstico. 
AR~
"""111' EI~00 ([A=RA · - ., =4... c _agece ENGENHARIA 
' 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
a) Programas, projetos e ações 
25 
Apontados pelo diagnóstico, os pontos críticos das componentes do setor 
de saneamento básico foram objetos dos proqrarnas, projetos e ações. 
b) Mêtas ê Prazôs 
Cada projeto teve seu impacto de curto, médio e longo prazos calculados. 
Com isto foi possível traçar as respectivas metas e prazos rumo à universalização de 
cada componente do setor. 
e) Audiência pública 
Apresentação e discussão do Diagnóstico e Prognóstico realizados em 01 
de abril de 2019 (Figura 1.2) conforme ata (Anexo A). 
Figura 1.2 -Audiência pública - diagnóstico e prognóstico (01/04/2019). 
PLANO MUNICIPAL DE 
PMSB SANEAMENTO BÁSICO 
A Prefeitura de ítàiçaba, convidá v.s.• à particípàr da 
Audiência Pública de Diagnóstico e Prognóstico do Plano 
Municipal de Saneamento Básico (PMSB). 
Dálà: 01/04/20191 Hóráiiô: 08:00 
Loca'!: cvr de ·1ta'içaba 
Endereço: Rua Cel. Jooo Balista, 248. Centro 
cai'91J ee COOPWÇÃ,O TÊDI:.\. 
ARCE ,J/c,,,,,a, !!! ~ ~·p 
Fonte: Consultoria/Município, 
d) Revisão do diagnóstico e o prognóstico 
Posterior a Audiência Pública, a revisão do diagnóstico e do prognóstico 
possibilitou a inserção das novas informações obtidas, adequando-o a realidade do 
município. 
---Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
26 
3ª Etapa - Avaliação de Viabilidade Econômica Financeira (AVEF) 
Etapa de finalização do plano, a elaboração da AVEF contou com a valiosa 
colaboração e participação de engenheiros e economistas da ARCE e da CA.GECE. 
O estudo desenvolvido principiou com determinação do custo estimativo dos projetos 
lançados no prognóstico, bem corno das despesas de exploração, ao longo dos 20 
anos de vigência do plano, obtendo-se ao final o Valor Presente Líquido (VPL) dos 
custos, mediante taxa de desconto de 12% a.a., para os serviços de abastecimento 
de água, de esgotamento sanitário e de resíduos sólidos urbanos. Em função da 
insuficiência de dados, o estudo de viabilidade não incluiu os serviços de drenagem 
de águas pluviais urbanas, que deverá ser realizado em revisões futuras do plano. 
2. ASPECTOS LEGAIS 
2.1 Legislação Federal 
A Lei Federal 11.445/2007 ou Lei de Diretrizes Nacional de Saneamento 
Básico (LNSB) estabeleceu os princípios e diretrizes do saneamento básico e foi 
regulamentada. pelo Decreto Federat nº 7.2.17/2010\ 
A Constituição Federal de 1988 aborda em seu art. 225, que todos têm 
direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem. de uso comum do povo e 
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o 
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 
A Política Nacional de Meio Ambiente também constitui importante marco 
regulatório para a proteção ambiental e regulamentações de saneamento básico e 
proteção à vida ecológica e humana e foi recepcionada pela Constituição de 1988, 
dando efetividade ao artigo constitucional 225. Assim, na efetividade das garantias 
elencadas na Carta Magna, esse dispositivo legislativo determina o uso indiscriminado 
de determinado bem natural. quando sua utilização oferecer algum risco ao equilíbrio 
ambiental. 
1 Alterado pelo Decreto nº 8.211/2014. 
-lcagece ENGENHARIA 
' 
27 
O objetivo da PNMA é regular as diversas atividades que envolvam o meio 
ambiente, afim de que possa haver preservação, melhorias e recuperação da 
qualidade ambiental, garantindo à população condições propícias para seu 
desenvolvimento social e econômico, 
Para exemplificar, podemos destacar o art. 2º, caput, da Lei 6.938/81: "A 
Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e 
recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, 
condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança 
nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios: 
1 - Ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio 
ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, 
tendo em vista o uso coletivo; 
li - Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; 
Ili - Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; 
IV - Proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas; 
V - Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras; 
VI - Incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional 
e a proteção dos recursos ambientais; Vil - acompanhamento do estado da qualidade 
ambiental; 
Vill - Recuperação de áreas degradadas; 
IX - Proteção de áreas ameaçadas de degradação; 
X - Educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da 
comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio 
ambiente. 
Desta forma, a PNMA vem a estabelecer, por meio do seu corpo legislativo, 
o efetivo cumprimento dos direitos humanos e ecológicos, garantindo o 
desenvolvimento econômico e soclal em contormidade com o uso racional dos 
recursos naturais disponíveis, renováveis e não-renováveis, concorrendo para a 
manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida. 
AR E 4cagece I:~~. DOESTADO 1\J joocu,RÃ ENGENHARIA 
28 
Observados os princípios estabelecidos no art. 2° da referida Lei, as 
diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente serão engendradas em normas e 
planos, que deverão ser seguidos a rigor pelas empresas Públicas e Privadas que 
desenvolverem atividades no ramo ligado ao uso ambiental, e serão destinados a 
orientar a ação dos Governos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Territórios e dos Municípios no que se relaciona com a preservação da qualidade 
ambiental e manutenção do equilíbrio ecológico, conforme está disposto no art. 5º da 
Lei 6.938/81. 
Os instrumentos da Política Nacional de Melo Ambiente são mencionados 
no art. 9
9 da Lei 6. 938/81 e definidos nas resoluções do CONAMA (Conselho Nacional 
do Meio Ambiente), discorrendo sobre os padrões de qualidade, o zoneamento 
ambiental, a avaliação de impacto ambiental, o lieeneiamento ambiental e a auditoria 
ambiental, sendo este último um instrumento de aferição financeira em relação ao 
controle ambiental. 
A resolução nº 430 do CONAMA dispõe sobre as condições e padrões de 
lançamento de efluentes, sendo estas atividades vinculados <;!O licenciamento 
ambiental de ações efetivas ou potencialmente poluidoras. Assim, todas as técnicas 
e fcrrnas de planejamento de saneamento básico deverão obedecer às oiretrtzee 
estabelecidas por meio desta resolução, conforme está disposto na Seção Ili, no art. 
21 : 'l Para o lançamento direto de eüuentes oríundos de sistemae de tratamento de 
esgotos sanitários deverão ser obedecidas as seguintes condições de e padrões 
específicos: [ .. ,) e) substâncias solúveis em hexano (óleos e graxa.s) até 100 mg/1). 
Dentre outros. 
A resolução aduz ainda no conceito de esgoto sanitário, trazendo como 
definição do referido termo, em seu art. 4 º, inc. VII "Esgotos sanitários: denominação 
genérica para despejos líquidos residenciais, comerciais, águas de infiltração na rede 
coletora, os quais podem conter parcelas de efluentes industriais e influentes não 
domésticos). 
Os objetivos estabelecidos nas legislações de cunho ambiental, para serem 
atingidos, devem ser orientados por princípios, fundamentais na busca da proteção 
ambiental. 
--Cagece ENGENHARIA 
29 
Dentre os princípios fundamentais instituídos por estes regulamentos, dois 
foram considerados de suma importância na elaboração deste PMSB: a 
universalização e a integralidade da prestação dos serviços (art. 2º). Isto porque a 
universalização; segundo definição da LNSB, é a ampliação progressiva do acesso 
de todos os domicílios ocupados ao saneamento básico. Vale destacar, entretanto, 
que este princípio basilar da LNSB deve ocorrer com integralidade; que é definido 
como o conjunto de todas as atividades e componentes de cada um dos serviços de 
saneamento básico, propiciando à população o acesso aos mesmos em conformidade 
com suas necessidades e maximizando a eficácia das suas ações e resultados. 
Ao Município de ltaiçaba, titular dos serviços públicos de saneamento, a 
LNSB atribui a obrigatoriedade de formular a política de saneamento, devendo, para 
tanto, entre outras competências, elaborar o plano de saneamento {art. 9°), cuja 
estruturação básica mínima (art, 19) deve contemplar: 
Diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando 
sístema de índiéâdores sanitários, epidemíoló.gíéos, arnbientais e 
soetoeconõrntcos e apontando as causas das deficiências detectadas; 
Objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a universalização, 
admitidas soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade 
com os demais planos setoriais; 
Programas, projetos e ações necessários para atingir os objetivos e as metas, 
de modo compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros 
planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de 
financiamento; 
Ações para emergências e contingências; 
Mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e 
eficácia das ações programadas. 
Portanto, a política pública de saneamento básico do Município de ltaiçaba 
será formulada visando, principalmente, à universalização e à integralidade da 
prestação dos serviços, tendo o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) 
como instrumento de definição de estratégias e diretrizes. Desta forma, o 
planejamento estabelecerá a premissa de investimentos contínuos, de modo a 
alcançar o acesso universal e a oferta integral aos serviços de saneamento básico, 
em conformidade com o contexto local da população atendida. 
AR~EI --Cagece 
AC(N<IA 
REGULA.DORA. 
~ ~ DOfSTA.00 
,-......,,,,, OO(f,',AA ENGENHARIA 
. .. :! 1":. Governo Municipal de .. ... 
~):: ... ~1: ltaiçaba 
30 
Conforme o art. 3° da LNSB, o saneamento básico é entendido como 
conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de 
água, esgotamento sanitário, resíduos sól!dos e drenagem urbana, definídos como: 
Abastecimento de água potável: constituído pelas atividades, infraestruturas 
e instalações necessárias ao abastecimento público de água potável, desde 
a captação até as ligações prediais e os respectivos instrumentos de 
medição; 
Esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infraestruturas e 
instalações. operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final 
adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu 
lançamento final no meio ambiente; 
Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades, 
infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, 
tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo originário da varriçãe e 
limpeza de logradouros e vias públicas; 
Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas: conjunto de atividades, 
infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas 
pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de 
vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas 
nas áreas urbanas. 
Para além do conteúdo mínimo, a elaboração e as revisões do P-MSB 
devem garantir a ampla participação da população e da sociedade civil sobre os 
procedimentos de divulgação, em conjunto com os estudos, e a avaliação por meio 
de consulta ou audiência pública, como estabelecido no art. 51 da LNSB. 
O art. 11 da LNSB assevera que a existência do P-MSB é condição 
necessária à validade dos contratos de prestação dos serviços públicos de 
saneamento entre titular e prestador dos serviços. ~stes contratos são dispositivos 
legais, onde o titular dos serviços públicos (no caso, o Município de ltaiçaba) pode 
delegar tais serviços a prestadores (a CAG~C~, por exemplo), por tempo 
determinado, para fins de exploração, ampliação e implantação. 
Ademais, o art. 26 do Decreto nq 7.217/2010, regulamentador da Lei nq 
11.445/2007, vinculou o acesso aos recursos públicos federais orçamentários ou 
financiados para o setor de saneamento à existência de PMSB elaborado pelo titular 
-,Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
31 
dos serviços, a partir do ano de 2014, prazo estendido até 31 de dezembro de 2020 
(Decreto nº 9.254; de 29 de dezembro de 2017). Além disto, o art, 55 estabelece que 
a alocação destes recursos federais deverá estar em conformidade com o plano. 
Outro requisito exigido pelo art, 11 da LNSB é a existência de estudo de 
viabilidade econômico-financeira da prestação universal e integral dos serviços, em 
conformidade com o respectivo plano, de forma a garantir a sustentabilidade 
econômico-financeira dos serviços prestados em regime de eficiência.[2] 
Já a Lei Federal nº 12.305/2010, conhecida como Política Nacional de 
Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece, entre seus princípios norteadores, a visão 
sistêmica, envolvendo diversas variáveis, como a ambiental, a social, a econômica e 
de saúde pública. No seu art. 9°, são dispostas as diretrizes da gestão e do 
gerenciamento dos resíduos sólidos e traz, em ordem de prioridade, as seguintes 
ações: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final 
dos rejeitas de modo ambientalmente adequado. 
Entre os objetivos basilares da PNRS, tem-se a proteção da saúde pública 
e da qualidade ambiental. A saber, o art. 1 O incumbe ao município a gestão dos 
resíduos gerados em seu território; o art. 8° incentiva a adoção de consórcios entre 
entes federados para elevar a escala de aproveitamento e reduzir custos como 
instrumentos da política de resíduos sólidos; e o art. 45 estabelece prioridade, na 
obtenção de incentivos do governo federal, aos consórcios públicos constituídos para 
viabilizar a descentralização e a prestação dos serviços relacionados aos resíduos. 
Quanto à destinação ou disposição final dos resíduos a céu aberto (lixões), 
excetuando-se os derivados de mineração, a PNRS proíbe esta prática, em seu art. 
47. Define, ainda, prazo para a extinção dos lixões, observando o ano de 2014 como 
prazo limite para implantação da disposição final ambientalmente adequada dos 
resíduos. 
2.2 Legislação Estadual 
A Política Estadual do Meio Ambiente é regulada por meio da lei 11.411 /87 
e compreende o conjunto de diretrizes administrativas e técnicas para orientar a ação 
governamental no campo da uflllzação raclonal, conservação e preservação do 
--Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
32 
ambiente que, em consonância com a Política Nacional do Meio Ambiente, atenderá 
aos princípios estabelecidos na legislação federal e estadual que rege a espécie (art. 
1 º), e é considerada o marco regulatório no estabelecímento de medidas voltadas a 
proteção ambiental no estado do Ceará. 
A Constituição do Estado do Ceará, promulgada em 1989, fixa no Capítulo 
VIII, exclusivamente, os direcionamentos destinados ao meio ambiente. No art. 259 
da referida constituição, dispõe que são direitos tnalienávets do povo o meio ambiente 
equilibrado e uma sadia qualidade de vida, impondo-se ao estado e à comunidade o 
dever de preservá-los e defendê-los. 
No tocante ao saneamento básico, a Constituição Estadual estabelece no 
art. 15, lnc. IX, como competências do Estado, exercidas em comum com a União, o 
Distrito Federal e os Municípios, promover programas de construção de moradias e a 
melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico. 
Ainda, conforme dispõe o art. 252 da referida Constituição, o Estado 
estabelecerá política de saneamento, nos meios urbano e rural, obedecendo as 
respectivas realidades loçç1J$ e reqionais, constantes nos princípios da Consütuíção 
Federal, sendo estabelecidos por meio: 
§1Q Assegurar-se-á a participação das comunidades, das instituições e das 
três esferas do Governo no planejamento, na organização dos serviços e na 
execução das ações. 
§2° Os padrões técnicos das obras e serviços de saneamento deverão ser 
adequados tanto ao meio físico quanto ao nível socioeconômico das 
comunidades, garantindo-se o mínimo de condições sanitárias. 
§3° O Estado assegurará os recursos necessários aos programas de 
saneamento, com vistas à expansão e melhoramento do setor. 
A Política Estadual de Recursos Hídricos também constituiu outra 
importante legislação ambiental e~ reqularnentada por meio da Lei nº 14.a44/2010, 
que destaca no art. 2°, entre seus objetivos, planejar e gerenciar a oferta de água, os 
V.$0$ m(dttp!os, o controle, a conservaçao. a proteçao e a. preservação dos recursos 
hídricos de forma integrada, descentralizada e participativa; além de assegurar que 
esta PO$$ª ser ofertada, controlada e 1J.t!!iiad.a em padrões de quç1_1id.ç1_d.e e de 
AR~
......,,,. 
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~ - !J lt . b ·-:~
1 ,~ a1ça a 
33 
quantidade satisfatórios, por seus usuários atuais e pelas gerações futuras, em todo 
o território do Estado do Ceará 
O art. 3°, lnc. Ili, da então citada Lei, direciona que o planejamento e a 
gestão dos recursos hídricos tomarão como base a bacia hidrográfica e deve 
proporcionar os usos variados. 
Podemos citar a integração do gerenciamento dos recursos hídricos com 
as políticas públicas federais, estaduais e municipais de meio ambiente, saúde, 
saneamento, habitação, uso do solo e desenvolvimento urbano e regional e outras de 
relevante interesse social que tenham inter-relação com a gestão das águas como 
uma das principais diretrizes da Política Estadual de Recursos Hídricos (art. 4°, lnc. 
V). 
A Política Estadual de Recursos hídricos tem como instrumento os comitês 
das bacias hidrográficas metropolitanas, que foram criados com a atribuição de 
proceder estudos, divulgar e debater os programas prioritários de serviços e obras a 
serem realizados no interesse da coletividade, definindo objetivos, metas, benefícios, 
custos e riscos sociais, ambientais e financeiros, de acordo com o disposto no artigo 
20 da referida Lei, os quais serão encaminhados e deliberados pelo Conselho de 
Recursos Hídricos do Ceará - CONERH, órgão de coordenação responsável pela 
fiscalização, deliberação coletiva e de caráter normativo do Sistema Integrado de 
Gestão de Recursos Hídricos - SIGERH, vinculado à Secretaria dos Recursos 
t=lídricos - SRH ( artigo 41, incisos V e VI). 
Outro importante instrumento de planejamento governamental no tocante 
às disposições de proteção ambiental, no âmbito da administração pública estadual, 
ê a Lei nº 15.929/2015, que dispõe sobre o Plano Plurianual (PPA) do Estado para o 
período 2016-2019, direcionando as ações pertinentes de políticas públicas. 
O Plano Plurianual (PPA) do Estado trata-se de um instrumento de 
planejamento que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas 
da Administração Pública do Estado do Ceara, no tocante as despesas de capital e 
outras delas decorrentes, e para as relativas aos programas de duração continuada, 
conforme disposto no artlgo 165 da Constltulção Federai de 1988. 
~Cagece ENGENHARIA 
34 
No tocante ao saneamento básico, os investimentos referentes estão 
estabelecidos no Eixo Ceará Saudável, tendo escopo "a g_arantia de direitos, a 
promoção da saúde, o fortalecimento das ações comunitárias, a criação de ambientes 
favoráveis, o desenvolvimento de habilidades pessoais e mudança de estilos de vida". 
Nesse sentido, o Eixo Ceará Saudável aborda 03 temas estratégicos, os quais são: 
Saúde, Esporte e Lazer e Saneamento Básico. 
Os programas de saneamento básico do PPA obedecem às diretrizes da 
política nacional para o setor, que preconizam a universalização, a equidade e a 
integridade dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza 
urbana/maneje dos resíduos sólidos e drenagem/manejo das águas pluviais, 
garantindo assim a proteção do meio ambiente, adequada condição de saúde pública 
e a forte interação e controle social na gestão dos serviços de saneamento. 
É importante ressaltar que o maior volume de recursos do PPA para o 
período de 2016-2019 está destinado para o Eixo Ceará Saudável com R$ 
11.939.077.047,00 {34,2% do PPA). Dessa forma, foi previsto no Tema Estratégico 
Saneamento Básico o valor geral de R$ 1.755.191.026,00, que corresponde a cerca 
15% da quantia estimada para o eixo. 
No respectivo ao Saneamento Básico, os valores de investimentos 
previstos foram divididos em dois programas: 1) Abastecimento de água, Esgotamento 
Sanitário e Drenagem Urbana e li) Abastecimento de Águ.a e Esgotamento Sanitário 
no Meio Rural. 
Os objetivos estabelecidos para o tema do Saneamento Básico do PPA, 
compreendidos para o período entre 2016-2019, almeja ampliar a cobertura da 
população urbana do estado com acesso aos serviços de abastecimento de água, 
esqotamento sanitário e macrodrenaqern e para a população rural ampliar o acesso 
aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. 
Concernente à regulação da prestação dos serviços, em 2009 foi 
sancionada a Lei nº 14.394, que define a atuação da Agência Reguladora de Serviços 
Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce), relacionada aos serviços públicos de 
saneamento básico, além de dá outras providências . 
AR~.......,,, E'
~ DOCE.ARÁ . flcagece ENGENHARIA 
t 
t 
t 
t 
4 
' • • :i ~ Governo Municipal de 
~~
1 ~g ltaiçaba 
35 
Nessa perspectiva, de acordo com o art.1 º, a Arce poderá celebrar 
convênios que lhe deleguem a regulação e fiscalização dos serviços públicos de 
saneamento básico no âmbito do Estado do Ceará. Ainda, de acordo com o art. 4°, 
compete à Arce a regulação; fiscalização e monitoramento dos serviços públicos de 
abastecimento de água e de esgotamento sanitário prestados pela CAGECE, exceto 
se observado o disposto no art. 9°, inciso li; da Lei Federal nº11-.445; de 5 de janeiro 
de 2007. 
Relativo aos sistemas de esgotamento sanitário, a Superintendência 
Estadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE) publicou a Portaria de nº 154, de 22 
de julho de 2002, que trata sobre padrões e condições para lançamento de efluentes 
líquidos gerados por fontes poluidoras, com vistas a Apoio técnico e institucional: 
promover a saúde e o bem-estar humano como também assegurar o equilíbrio 
ecológico dos ecossistemas aquáticos em decorrência da degradação da qualidade 
da água dos corpos receptores. 
Ainda, temos na legislação estadual no tocante ao meio ambiente a Política 
Estadual de Abastecimento de Agua e de Esgotamento Sanitário do Estado do Ceará, 
com fundamento no art. 23, inciso IX e parágrafo único, da Constituição Federal e no 
art. 252 da Constituição do Estado. Tal regulamentação tem por finalidade disciplinar 
a atuação do Estado no âmbito dos serviços públicos de abastecimento de água e de 
esgotamento sanitário, obedecendo ao disposto na presente Lei Complementar, nas 
demais normas legais, regulatórias e pactuadas pertinentes. 
O art. 2° da referida Lei traz os objetivos da Polltloa Estadual de 
Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário, os quais são: promover a 
universalização do acesso aos serviços de abastecimento de água e de esgotamento 
sanitário, a melhoria das condições e a prestação adequada dos serviços e a 
apllcação das diretrizes nacionais aos serviços de abastecimento de agua e de 
esgotamento sanitário no âmbito do Estado do Ceará. 
Uma importante matriz de diretrizes da Polltlca Estadual de Abastecimento 
de Água e de Esgotamento Sanitário é o acesso à água potável segura e limpa e ao 
esgotamento sanitário como direito humano essencial para o pleno gozo da vida e de 
todos os demais direitos e como fator de promoção da saúde, a interdependência dos 
AR~E! --Cagece 
Atr.ri; 
""""~ REC.UL..i.oQRA 
~ 
~ 
- 1 DO ESTADO 
OO(fAAA ENGENHARIA 
36 
serviços de outorga de água bruta e de abastecimento de água e a priorização do uso 
da água para consumo humano e dessedentação de animais, bem como a 
universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, 
consubstanciada na equidade em seu acesso e a- prestação adequada e sustentável 
dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, pela 
satisfação das condições de qualidade, regularidade, continuidade, eficiência, 
segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das 
tarifas. 
Nesta feita, a Polítíca Estadual de Abastecimento de Água e de 
Esgotamento Sanitário consiste no apoio institucional e financeiro do Estado do Cear-á 
para os serviços públicos de saneamento básico e tem por instrumentos: - o Plano 
Estadual de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário - PAAES~- o Fundo 
Estadual de Saneamento Básico .,, FESB e-=- o Sistema de Informações em 
Saneamento do Estado do Ceará - SISANCE. 
2.3 Legi$1ação Municipal 
A Lei Orgânica do Município de ltaiçaba de 2008, estabelece no artigo 2º, 
como competência do município, entre outras, entre outras, a organização e 
prestação, direta ou sob regime de concessão, os serviços públicos de interesse local, 
tais como, limpeza pública e coleta domiciliar de resíduos sólidos e destinação final 
do lixo, dentre outros. 
No art. 135, que trata da política de saneamento e da habitação popular, 
explicita que deverá haver a promoção de condições dignas de desenvolvimento de 
saneamento urbano e moradia, dentre outros. 
No tocante aos eerviços cubucos de abastecimento de é_gua_ e esqotamento 
sanitário, o município de ltaiçaba delegou sua prestação à CAGECE. No entanto, 
a.inda não existe Lei_ Mu.nictpaJ. que resutamente. para. tanto encontra-se esuarcanco 
esta medida. 
- ;,~
-- e _agece ENGENHARIA 
t 
' 
• 
:! Í: Governo Municipal de 
ij . € • "·-:;: ~-- ttalçaba 
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS 
37 
3.1 Histórico 
Antigo ponto de comercialização de gado, chamou-se inicialmente de 
"Passagem de Pedras", pois nesse local o rio Jaguaribe é muito pedregoso. E foi 
assim cortado pelo Rio Jaguaribe, num imenso vale, que surgiu o lugarejo, onde hoje 
se situa ltaiçaba. 
Como distrito administrativo pertenceu primeiramente ao município de 
Aracati, do qual está distante 18 quilômetros, desde 21 de agosto de 1823. 
O decreto Lei Nº 169, de 31 de março de 1938, transferiu o distrito de 
ltaiçaba para a jurisdição do município de Jaguaruana. 
Na luta por sua independência administrativa destacou-se o Deputado 
Jeová Costa Lima, autor do projeto que no dia 15 de setembro de 1956, se 
transformou na Lei Nº 3.338 que criou o novo município, constituído do distrito sede. 
ltaiçaba foi solenemente instalado no dia 07 de outubro de 1956, sendo seu 
primeiro Prefeito Agostinho Correia Lima. 
Criada em 1-941 a paróquia de ltaiçaba está sob a proteção mística de 
Nossa Senhora da Boa Viagem e o gentílico é itaiçabense. 
Foi criado em 15 de outubro de 1956 por desanexação de Jaguaruana. 
Chamou-se inicialmente Feira de Gado, depois passou a se chamar Passagem de 
Pedras. Tem um rio chamado Jaguaribe que passa por trás da igreja, a padroeira da 
cidade é Nossa Senhora da Boa Viagem. 
ltaiçaba como distrito administrativo pertenceu primeiramente ao município 
de Aracati. Em 21 de agosto de 1823, o Decreto Lei Nº 169, de 31 de março de 1938, 
transferiu o distrito para a jurisdição do município de Jaguaruana. Ainda no mesmo 
ano adotou a denominação atual de ltaiçaba (significa Passagem de Pedras), por força 
de um Decreto Lei Nn448, de dezembro de 1938. Na luta por sua independência 
administrativa destacou-se o Deputado Jeová Costa Uma, autor do Projeto que no dia 
15 de setembro de 1956, se transformou na Lei Nº 3.-338 que deu liberdade 
administrativa ao município. ltaiçaba foi oficialmente instalada em solenidade no dia 7 
de outubro de 1956, tendo como seu primeiro prefeito o Sr. Agostinho Correia Lima. 
~Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
38. 
Por volta da década de 80 a cidade sofria com o problema de inundações, 
época na qual praticamente todos os habitantes tinham que sair para os distritos de 
ltaiçaba (Tabuleiro do Luna, Alto Brito, Cidade Nova) que ficavam na parte alta do 
município. 
Na entrada da cidade encontra-se a serra do Ererê, onde existe uma lenda 
que durante uma grande seca, quando alguns retirantes passavam por lá, uma 
donzela já estava muito fraca e não conseguiu seguir viagem com os outros, ficando 
ao pé da serra. Dizem que ela se encantou, outros dizem que ela morreu, a verdade 
quem saberá o que acontece é uma devoção que as pessoas têm pela donzelinha, 
ergueram até um pequeno altar, no lugar onde supostamente ela teria morrido. 
Figura 3.1 - Vista aérea do rnunlclpio de ltaiçaba. 
Fonte: Google Imagens. (2018). 
Localização 
O município se estende por 209,~ km2 e contava com 7 ~21 habitantes no 
último censo. A densidade demográfica é de 34,9 habitantes por km2 no território do 
município (Fig1,1rª 3,2), Vizinho dos municípios de Araca.ti, Pç1lha.no e Ja_guaruç1nç1., 
ltaiçaba se situa a 14 km a Sul-Oeste de Aracati a maior cidade nos arredores. 
Si.ttJ.ado a. 1. 4 metros de aJti.tu_d.e, de l.ta.i.çaba_ tem as sequintes coorden.ada_s 
geográficas: Latitude: 4º 40' 27" Sul, Longitude: 37° 49' 20" Oeste. 
ARCEl~6§F ,4-cagece ENGENHARIA 
• 
• • 
• 
• 
' 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
39 
Figura 3.2 - Localização do Município de ltaiçaba no Estado do Ceará. 
ITAIÇABA 
Fonte: Google Imagens (2018). 
3.3 Aspectos Fisiográficos 
O clima da região é Tropical Quente Semiárido Brando, caracterizando-se 
por temperaturas médias entre 26º a 28° e pluviosidade média de 935,9 mm 
concentrada nos meses de Janeiro a maio. No Quadro 3.1, podem-se verificar os 
demais componentes ambientais do Município de ltaiçaba. 
Quadro 3.1 - Componentes ambientais 
Relevo Solos Vegetação Bacia 
Hidrográfica 
Solos Aluviais, Areias Complexo Vegetacional da Depressões Quartzosas 
-Sertanejas e Distróficas, Planossolo Zona Litorânea, Caatinga Baixo 
Planície Fluvial Solódico e Podzólico 
Arbustiva Aberta e Floresta -Jaguaribe 
Vermelho-Amarelo 
Mista DicotilloPalmácea 
Fonte: IPECE (2017). 
3.4 Aspectos Demográficos 
Os dados da população do Município de ltaiçaba somente foram 
contabilizados a partlr do censo de 197à. Nos últimos dois censos, a população da 
zona urbana apresentou taxas de crescimento geométrico percentual de 1,51 % de 
1991 a 2000 e de 1,54% de 2000 a 201 O. Ainda neste crescimento, a zona rural teve 
aumento na população, sendo de 1, 73% no primeiro período, maior que a do sêgundo 
período de 0,44%. No total, o Município aumentou sua população nos dois períodos a 
AR~........,,. El:i. OO(fA= RA -Slcagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
40 
taxas de 1,60% e 1,07%. A população urbana cresceu 113,4% no mesmo período, 
enquanto a população rural apresentou aumento de 7,8%. 
A população total, em 1970, era de 4,8 mil habitantes, sendo 4-1,6% 
residentes na zona urbana e 58,4% residentes na zona rural. No ano de 2000, ocorreu 
a inversão em que a população urbana do município supera a rural, com 55,8% e 
44,2%, respectivamente, em relação à população total de 6,6 mil habitantes. Já no 
ano de 2010, a população total alcançou 7,3 mil habitantes, sendo 58,5% residentes 
na zona urbana e 41,5% habitantes na zona rural. 
Analisando a evolução populacional por situação do domicílio (Tabela 3.1 e 
o Gráfico 3.1 ), observa que, a maioria da população permanece habitando a zona 
urbana do Municipio. 
Tabela 3.1 - Evolução Populacional po, situação do domicílio, se9undo distFitos - 1970 a 201 O 
Situação Ano! Tx. Crese, Geom. 
Município do- (%) 
e distritos domicílio 1970 1980 1991 2000 2010 1991- 2000- 
2000 2010 
- -· - 
Urbana 2.005 3.004 3.210 3.672 4.279 1,51 1,54 
ltaiçaba - 
Rural 2.817 2.307 2.491 2.907 3.037 1,73 0,44 CE 
Total 4.822 5.311 5.701 6.579 7.316. 1,60 1,07 
Fonte: CENS0/2010 (IBGE, 2018). 
Nota: 1 Só havia informações censitárias do município como um todo. 
GfáficQ 3._1 - EvQlução Populacional do MunicipiQ de ltaiçaba PQf eltuação do domicílio, 
$~91,.mdo di$tritQ$-1~7Q a 2Q1Q 
7_000 
5. 
5.000 
3.00G 
2._000 
1.000 
o 1 li 1 
Urbana Rura 
a 197 a 19S a199 2000 a 201 
Fonte: CENSQ/2010 (IBGE, 2018). 
ARr!.~ EI~OO= (EARA ----Cagece ENGENHARIA 
' 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
41 
A Tabela 3.2 traz o detalhamento da distribuição dos dados de domicílios 
particulares e coletivos do município de ltaíçaba, Segundo Censo/201 O. 
Tabela 3.2 - Dados de Domicílios Particulares e Coletivos do Município de ltaiçaba, segundo 
distritos - Censo/2010 
Média de 
moradores 
Municipio Situação Particular - 
Particular - por 
do não Coletivo domicilio Total Geral e Distritos domicilio 
ocupado 
ocupado particular 
ocupado 
(hab/dom) 
Urbana 1322 236 1 3,24 1559 
ltaiçaba ~ 
C
Rural 985 396 o 3,08 1381 E 
Total 2-307 632 1 3,17 2940 
Fonte: IBGE (2018) 
A partir dos dados sobre domicílios, pode-se inferir que há 21,5% de 
domicílios não ocupados no Município de ltaiçaba, representando, em termos 
absolutos, 632 domicutos e com uma densidade demográfica de 34,49 hab/km". 
3.5 Aspectos Sociais e Econômicos 
3.5.1 Índices de Desenvolvimento 
ôs t ndices de desenvolvimento do Município de ttaiçaba, em relação ao 
Estado e aos demais municípios cearenses, são explicitados na Tabela 3.3 - índices de 
Desenvolvimento de ltaiçaba - 2000 e 2010. Descreve-se tanto o Índice de 
Desenvolvimento Humano Municipal (1DHM), que considera informações sobre 
longevidade, educação e renda, como do Índice de Desenvolvimento do Município 
(IDM), que considera quatro conjuntos de indicadores: i) fisiográficos, fundiários e 
agrícolas (que incluem pluviometria e salinidade de água) ii) demográficos e 
econômicos, ííi) de infraestrutura de apoio, e iv) sociais (que incluem mortalidade 
infantil e cobertura de abastecimento de água). O primeiro e o quarto conjunto de 
indicadores do IDM são os que trazem mais parâmetros associados aos serviços de 
saneamento básico ou aqueles são influenciados por estes serviços. 
AR~E -S'Cagece ~ ~ 1:DO~E~ STADO 
......,,, OOCEAR.4 ENGENHARIA 
42 
Município Estado 
Índices Ano Ranking Valor 
municieal Valor 
-- 
lndice. de Desenvolvimento Municipal 2014 27,01 57 24,75 
(tDM) 2016 28,65 60 27,37 
Índice de Desenvolvimento Humano 2010 0,656 19 0,682 
(IDHM) 2000 0,496 25 0,541 
Fonte: IPECE (2011 ); IBGE (201 O) 
A avaliação do índice IDHM indicará maior desenvolvimento quanto mais 
próximo estiver de 1, conforme critérios do P-NUD (P-rograma das Nações Unidas para 
o Desenvolvimento), (Figura 3.3), 
Figura 3.3 .,,_ Faixas de Desenvolvimento Humano Municipal 
o 
"' 
0,499 i 0,500 0,599 i 0,600 0,699 i 0,700 0,799 i 0,800 
"---------------~ __,JL.._ __ _,JL.__ __ _,Jl __,J 
MUITO BAIXO BAIXO MÉDIO ALTO MUITO ALTO 
Fonte: PNL)D (201a). 
O IDHM de 2010 do Município de. ltaiçaba é classificado como de nível 
médio, atingindo 0,_656. A análise do IDHM desagregado revela que o IDHM￾Longevidade (índice de 0, 75.8) é o que mais contribui positivamente para o município, 
seguido do !OHM-Educação (índice de 0/~42) e do IDHM-Renda (índice de 0,581 ). 
Verificando informações sobre o IDHM, constata-se que sua amplitude, no 
ano de 2010, entre os estados brasileiros, ficou entre 0,631 a 0,824. Já a amplitude 
entre os municípios brasileiros foi de 0,418 a 0.,862. Entre municípios cearenses, a 
amplitude do índice foi de 0,540 a 0,754. Ainda com relação ao IDHM, que apresenta 
média nacional de 0,659 (inferior ao índice estadual 0,682, mas superior ao do 
município), o Estado ocupa a décima sétima colocação entre as unidades federativas 
e o município ocupa a posição de número 2.986 no país (de 5.566 municípios com 
índice calculados). 
ARCE~~ -dp-- e agece ENGENHARIA 
1 
"' 
4 
' 
• • 
i _. 41 
... .. :: :! Governo Municipal de 
\:§1 .. ~1J ltaiçaba 
43 
Gráfico 3.2 - Comparativo do IDHM do Município com o Estado 
0,800 
0,600 
0,682 
0,541 
0,400 
0,200 
º·ººº ----'-----L---~----'-----'---...._ _ 
2000 2010 
• Valor Aurncip:o • 1a!or Estado 
Fonte: IPECE (2018) 
O IDM é analisado nos anos 2014 e 2016. Em relação ao IDM, é verificado 
o aumento no indicador no período considerado, assim como ocorre no índice do 
Estado, verifica-se um aumento do IDM no período, porém uma regressão de posição 
do município frente aos demais. Com relação ao IDM, de 2016, desagregado, verifica￾se que a maior medida é dos indicadores sociais (76, 14), seguido dos indicadores 
fisiográficos, fundiários e agrícolas (índice de 23,07), de infraestrutura de apoio (20,50) 
e demográficos e econômicos (índice de 10,69). 
A amplitude do lDM, em 2016, no Ceará, foi de 9, 1i a 76,71; e, no ano de 
2014, foi de 6,39 a 68,51. Verifica-se, portanto, uma redução dos valores mínimo, 
porém, no valor máximo também houve diminuição e um aumento do índice médio no 
Estado, demonstrando uma pequena melhoria das condições de vida da população, 
tomando como parâmetro o IDM. O Indice, no rnunlclplo obteve aumento de 
aproximadamente 6% (2014 - 2016), porém houve uma regressão de posição no 
ranklng dos municípios, 57° a 60°. 
No Município, o IDM é de classe 4 (intervalo 9,17 - 28,77) entre quatro 
classes que variam de 1 (um) a 4 (quatro). A avaliação do índice dá-se com maior 
desenvolvimento quanto mais próximo estiver de 1 oo, conforme critérios do IPECE 
(Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará). 
AR EI 4-cagece 
AOíNCIA 
RECiU!.AOO R.\ 
""-. ~ DOfSTAUO 
,...., OOCfARÃ ENGENHARIA 
44 
Portanto, espera-se que a universalização do saneamento básico, objeto 
deste PMSB,. deverá contribuir fortemente para a melhoria dos índices de 
desenvolvimento do Município de ltaiçaba. 
Gráfico 3.3 - Comparativo do IDM do Município com o Estado 
30,00 
25,00 27,37 
24,75 
20,00 
15,00 
10,00 
5,00 
2014 2016 
Ano 
• Valor Município • Valor Estado 
Fonte: CENS0/2010 (IBGE, 2018). 
Produto Interno Bruto (PIB) 
Indicador que demonstra a evolução da economia municipal, o Produto 
Interno Bruto (Pl.8) do Municlpío de ltaiçaba apresentou aumento de 85% no período 
de 2010 - 2015. No mesmo período, o PIB per capita cresceu menos, alcançando 
76,8%. Os maiores níveis de crescimento dos indicadores ocorreram no período 2013 
- 2014, quando o P-18 aumentou de 16,45%, enquanto o P-18 per capita elevou-se em 
15,78%. no mesmo período. Os resultados encontram-se na Tabela 3.4 e no Gráfico 3.4, 
considerando valores nominais (preços correntes), ou seja, sem efeito inflacionário. 
ARr,~ EJ=OO(EARA · -.;4- c _agece ENGENHARIA 
• 
' 
' 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
45 
Tabela -3.4 - Crescimento do Produto Interno Bruto de ltaiçaba - 2010 a 2015 
PIB ã préçõs correntes PIB per êãpitã 
Ano Valor(R$ Variação 
mil) Variaç·ão (%) Valor (R$) (%) 
2010 31.075,00 - 4.245 - 
2011 34.073,00 9,65 4.62·1 8,88 
2012 37.920,00 11,29 5.105 10,47 
2013 43.681,00 15,19 5.773 13,08 
2014 50.873,00 16,46 6.683 15,78 
2015 57.477,00 12,98 7.507 12,33 
Fonte: IBGE (2015) 
Nõta: (-) nacosts) mexístentets) por não haver variação 
Gráfico 3.4 - Evolução do Produto Interno Bruto de ltaiçaba - 201 O a 2015 
80.000 
57.477 
60.000 
40.00031 :·º~75:__ 
3
_
4 
.. ·ºr--
73 
..... -- 
20.000 
4.245 4.621 5.105 5.773 6.683 7.507 
o • • • • • • 
2010 2011 2012 2013 2014 2015 
Ano 
• PIB a preços correntes e PIB per capita 
Fonte: Adaptado de lBGE (2018); IPECE (2018) 
O resultado do PlB municipal de 57 milhões, aproximadamente, em 2015, 
teve maior participação do setor de serviços, com 77,25% do montante, superior a 
participação desta variável no PIB do Estado. Ainda no Município, os setores 
agropecuários e industriais, segundo e terceiro mais expressivos, respectivamente, 
têm desempenhos semelhantes. 
AR~El 4,cagece 
f.G(IICIA 
'"""'~ REGUlAOORA 
'ã,. ~ DO ESTADO 
.......,,,, 00 CEARÁ ENGENHARIA 
46 
PIB Município Estado 
- - -- 
PIB a preços de mercado (R$ mil) 57.477 130.620.788 
PIB per capita (R$ 1,00) 7.507 14.669 
Agropecuária 11,46 4,49 (%) 
PIB Setorial 1.nd.(!stri.ª (%) 11,29 19,56 
Serviços (%) 77,25 75,95 
Fonte: Adaptado de IBGE (2013) e IPECE (2015) 
Comparativamente aos valores de PIB do Estado próximo de R$ 130,6 
bilhões em 2015, o PIB municipal participa com 0,04% do montante estadual. Neste 
mesmo ano, o PIB per capita cearense foi de R$ 14.669, sendo o indicador do 
rnunicipio (R$ 7.507), correspondente a 51 % do indicador estadual. Isto demonstra 
fragilidade social e econômica. O valor do PIB per capita, relativamente reduzido, 
indica baixa capacidade de pagamento da população, 
Esta condição ocorre, em especial. por 9,93% dos domicílios do rnunicrpio 
ter renda mensal per capita de até 1/8 de salário mínimo, com 3,76% dos domicílios 
que nao apresentam rendimento. No acumulado, 52,64% atinqern renda. mensal per 
capita de até 1/2 salário mínimo em 2010 (valor de R$ 510,00), conforme dados do 
IBGE dispostos no Gráfico 3.5. 
ARCEIª' -~Cagece ENGENHARIA 
' 1!- Governo Municipal de 
ltaiçaba 
47 
Gráfico -3.5 - Percentual de Domicílios Particulares, segundo renda mensal per capita do 
Municipio de ltaiçaba - IBGE éenso/2010 
Município de ltaiçaba - CE 
40,00% 
30,46\30,98% 
30,00% 
20,00% 
10,00% 3,76% 
1
•
66% 0,61% 0,13% 0,04% 
0,00% 
Fonte: IBGE/Censo 201 O 
Nota: 1 SM - Salário Mínimo. 
A Tabela 3.6 - Descrição de Famílias segundo informações do Cadastro Único, 
fevereiro/2018 demonstra, para o Município de ltalçaba, dados do Cadastro Único para 
Programas-Sociais (CadÚnico) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à 
Fome - MOS, que traz informações sobre famílias com renda mensal per cepne de 
até 1/2 salário mínimo ou renda domiciliar mensal de até três salários mínimos. Tais 
famílias, com filhos e·ntre idade de o (zero) a 17 anos, têm perfil para inclusão no 
Programa Bolsa Família. Pode-se aferir que 48,9% das famílias cadastradas no 
caonmcc são beneficiadas pelo programa Bolsa Família, e 64,9% têm renda mensal 
por pessoa de até 1/2 salário mínimo (valor em 2018 de R$ 954,00). 
Tabela 3.6 - Descrição de Famílias segundo informações do Cadastro Único, fevereiro/2018 
Identificação Quantidade 
Famílias cadastradas 2.126 
Famílias cadastradas com renda mensal per capita até 1/2 salá~i~ mínimo. 1.381 
Famílias beneficiadas no Programa Bolsa Família 1.040 
Fonte: MDS (2018) 
AR~E --Cagece "' ~ 1:DO ~E~S~ TADO 
.. ,.....,,, 00 (E.ARA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
48. 
3.5.3 Receitas e Despesas Municipais 
A situação das finanças municipais pode ser analisada pela observação 
das suas receitas e despesas (Tabela 3.7). As receitas correntes constituem o principal 
componente de entrada (99,62%), tendo as transferências correntes como maior fonte 
de receita (93,66%) nesta rubrica. Da mesma forma, as despesas correntes 
constituem a principal componente de saída (93,66% ), tendo os gastos com pessoal 
e eneargos sociais corno as maiores despesas (55,44%) nesta rubrica. 
Tabela 3.7 - Receitas. e Despesas de ltaiçaba - 2015 
Valor Valor 
Receitas 
R$ mil 
Despesas 
R$ mil 
Receita total 18.983 Despesa total 18.164 
Receitas correntes 18.912 Despesas correntes 17.012 
Receita tributáriª 727 Pessoal e encargos soclaís 9A32 
Receita de 339 Juros e encargos da dívida 
contribuições 
- 
Receita patrimonial 109 Outras despesas correntes 7.580 
Receita de serviços. 8 Despesas de capital 1.15.1 
Transferências 
- 
correntes 
17.714 Investimentos 1.028 
Outras receitas 15 Inversões financeiras - 
correntes 
Receitas de capital 71 Amortização da dívida 123 
Fonte: IPECE (2017). 
Portanto, com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional para o 
ano fiscal de 2015, verifica-se saldo positivo de R$ 819.000,00 nas contas públicas do 
município. Entretanto, este saldo das finanças demonstra baixa capacidade de 
investimento por parte do município, sendo imprescindível o aporte de recursos dos 
demais entes da federação (União e Estado), uma vez que os custos das intervenções 
em saneamento básico, em qeral, são bastante elevados. 
3.5.4 Investimentos em Saneamento Básico 
Informações acerca c;te investimentos realizados OL,J previstos, por meio de 
convênios estabelecidos por entes da União com o Município de ltaiçaba, estão 
descritos mi Tabela. 3.6, com dados até o ano de 2017. Estes caces toram obtidos do 
Portal da Transparência do Governo Federal. O montante total provém de várias 
4'-cagece ENGENHARIA 
• • • 
' 
49 
fontes (Ministério da Saúde, Ministério da Integração, Ministro do Turismo, entre 
outras), O período correspondeu a valores ccnveniados da ordem de mais de 1,7 
milhões de reais, para sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, 
melhorias sanitárias) drenagem e de resíduos sólidos, No entanto, deste total, apenas 
houve liberação de 496 mil, aproximadamente. 
AR~EI 4cagece 
AG(NC\A 
"""""'9 REGULADORA. 
~ ~ DOESTA,00 
~ OOUARÁ ENGENHARIA 
..:**:,. :Í lfll'/""':J i: Governo Municipal de 
*#s ltaiçaba 
50 
Tabela 3,8 - Investimentos em Saneamento Básico de ltaiçaba por convêmio federal - 2001 a 2018. 
Convênio 
:Situação Ano Objeto Convênio Componente 
No.me Orgão Nome .Concedente Val.or Convênio Valor l.iibe.rado Convênio Superior 
Implantação de Mell;lorias Sanitárias 
M.S/FunGlação Nacional de 855644 Em Execução 2017 Domiciliares no Mumicipio de Esgoto Ministéliio Da Saúde Saúde - DF 500.0.00,00 O,IOO 
ltaiçaba/Ce 
'844472 Em !Execução 2017 PaV.imentação de Ruasdo Municipi.o Drenagem 
Mimistério das Caixa Econômica Federal - 987.600,00 0,:00 de ltaiçaba/Ce Cidades P,rogrannas Sociais 
.628097 
lnadimplência 
2017 Melhorias Sanitárias Domiciliares Esgoto Ministér;ío Da 9aúde 
Fundação Nacional de Saúde 300.000,00 1!50.000,00 Suspensa - DF 
830524 Em !Execução 2016 Pavimentação de Ruas da Se.de do Drenagem 
Mimistério das Caixa Econômica Federal - 245.850,00 0,,00 Município de ltaiçaba/Ce Cidades Rrogrannas Sociais 
Implantação de Melmorias Sanitárias 
MS/FunGlação Nacional de 787963 Anulado 2013 Domiciliar.es no Mumicipio de Esgoto Ministénio Da Saúde Saúde - DF 500.000,00 0,:00 
ltaiçaba/Ce 
Pavimentacao em pedra tosca do Ministerio do CEF/Ministerio do 737202 Anulado 2010 conjunto Doquinha no municipio de Drenagem Turismo Turismo/MTUR 146.250,00 O,IOO 
ltalcaba 
5558.95 Ooncluído 2005 Melhorias Sanitárias Domiciliares Esgoto Ministériio Da Saúde 
Fundação Nacional de Saúde 100.000,00 1 CD0.00.0,00 
- DF 
555861 Concluído 20.05 Melhorias Sarnitárias Domiciliares Esgoto Ministério Da Saúde 
Fundação Nacional de Saúde 204.135,35 o 
- DF 
477726 Concluído 20.02 Execução de Melhorias Sanitárias 
Esgoto Ministénio Da Saúde 
Fundação Nacional de Saúde 95.016,66 95,016,66 O.omiciliar.es - DF 
Ccnstnrção de um Açude 
Comunitario no Projeto ,de 
Assentamento do Incra Denominado 
Mini.steri0 da Departamento Nacional de 448073 Concluído 2002 Tome Afonso, no Município de Água 100.000,00 1@0.000,00 
ltaiçaba, no Estado do Ceará.de 
Integração Nacional Obras contra as Secas 
Acordo com o Plano de Trabalho 
Constante Deste Processo. 
4395:84 Concluído 2002 Execução de Melhoria$ Sanitárias 
Esgoto Ministénio Da Saúde 
Fundação Nacional .de Saúde 
.51.QCDO,OO 51,000,00 !Domiciliar.es - DF 
Total ·1.742.252,01 496.016,66 
Forse: Portal da Transparência da União (2018). 
AR
~ E 1 :.C,(~:::;:., .. 'I... ~ DOLSTADO 
'iiJ' OO([ARA --Ca1 ece 
• 
ENGENHARIA 
- . ... 
' 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
51 
Não houve convênios com o Governo do Estado no período verificado 
(2010 a 2018) para sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, 
melhorias sanitárias, drenagem e de resíduos sólidos. 
O Governo do Ceará promove o Programa de Combate à Pobreza Rural, 
no qual se insere o Projeto São José, financiador de obras hídricas, inclusive sistemas 
de abastecimento, para comunidades rurais e distritais do semiárido. De acordo com 
a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SOA, 2018), os projetos de abastecimento 
de água conveniados com recursos do Projeto São José contemplaram 55 famílias 
em uma comunidade do Município de ltaiçaba, ao longo do período de 2004, 
totalizando investimentos da ordem de R$ 114.421,06 (Tabela 3.9). 
Tabela 3.9 - Projetos de Abastecimento de Água conveniados com recursos do Projeto São 
José 2004 - 2018. 
Proleto -São José - Projetos Liberados (2004 
Projeto Convênio Ano Comunidade Associação Família Valor Total 
Associação dos 
721 2004/0567 2004 Brito 
Moradores e 55 114.421,06 Amigos do Alto 
Brito 
Total 55 114.421,06 
Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Agrário, agosto 2018. 
3.6 Saúde 
A gigantesca parcela da população que não recebe o serviço de 
saneamento básico, está suscetível a muitas categorias de doenças; podendo ser 
identificadas em função da forma de transmissão (FUNASA, 2006), pela precariedade 
dos serviços de abastecimento de áqua, esgotamento sanitário, limpeza urbana e 
manejo de resíduos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. A exposição a 
vírus, bactérias e condições insalubres aumenta a incidência de doenças como as 
listadas no Quadro 3.2. 
AR~EI --Cagece 
AG("CIA 
REGULADORA 
'-'.. .- OO ESlAOO 
.......,,, D0([,UtA ENGENHARIA 
52 
Água Ausência de Resíduos Drenagem/ Doenças contamina d eSQOtamento 
sólidos inundações 
a sanitário 
Amebíase X X 
. . ·- . ·- -· 
Animais peçonhentos X 
Asca rid í ase X X 
Cistiçerçqse X 
Cólera X X X 
Dengue. X 
Disenteria bacilar X X 
Esquistossornose X X 
Febre tifóide X X 
Febre paratifóide X 
Filariose X 
Gastroenterites X 
Giardíase X X X 
Hepatite virai tipo A X X X 
Leishmaniose X 
Leptospirose X X X 
Meningites X 
Meningoencefalite X 
Peste X 
Poliomielite X X 
-- . - 
Rubéola X 
Salmonelose X 
Sarampo X. 
Shigyel.oses X 
Tétano acidental X 
Toxaplasmose X 
Tracorna X 
Triquinose X 
Fonte; Adapta.dq da. FUNASA, 2.QQG. 
Na Tabela 3.10, estão apontados os casos de morbidade e mortalidade 
ocasionados pelos tipos de doenças ligadas a falta de saneamento básico no 
município e no l::stado para o ano de 2017 . 
AR~
"tiiit,,,//111 E'
~()()~((AR':' A . --Cagece ENGENHARIA 
' !'! ~.i! 
:j t:. Governo Municipal de 
~-:-;1 .. 1/ ltaiçaba 
53 
Tabela -3.1 O - Casos de morbidade e mortalidade no município e no estado do Ceará, 
ocasionados por doenças relacionadas ao saneamento bâsico inadequado (2017). 
Morbidade Mortalidade 
Doenças 
Município Estado Município Estado 
Cólera - 26 - - 
Febres tifóide e paratifóide - 4 - - 
Shiguelose . - 1 - - ·-·· ·- - ... .. . .. ·-· -··- .. -· ... ... -- -- . 
Amebíase - 15 - - 
Diarreia e gastroenterite 5 6609 - 101 
Difteria - 1 - - 
Poliomielite aguda - - - - 
Febre Amarela - - - - 
Dengue (clássica e hemorràgica) - 1818 - 24 
Malária - 6 - - 
Leptospirose ~ 28 ~ 2 
Filariose - 17 - - 
Leishrnaniose - 349 - 9 
Sarampo - 1 - - 
Esquistossomose - 6 - 1 
Meningites - 214 - 18 
Ancilostom lase - - - - 
- •.. - ... .. 
Outras doenças infecciosas e parasitárias - 2185 - 26 
Fonte: DATASUS, 2017. 
Nota:(-) Dado(s) não disponível(is) ou inexistente(s) no sítio do DATASUS. 
Em 2017, a maior incidência de morbidade no município, relacionadas a 
lnsuflcíêncía de íntraesmrtura de saneamento básico, foí por diarreia e gastroenteríte 
(n = 5 casos), detendo 0,07% dos casos do Ceará (n âã: 6609). 
os sistemas de serviços de saúde proplctarn a melhoria das condições âe 
saúde da população através de ações de vigilância e de intervenções governamentais, 
assequranoo promover, proteger e recuperar a saúde. 
As unidades de saúde permitem e facilitam o acesso mais rápido à 
resolução dos problemas de saúde da população. Ao todo, até 2014, existiam 6 (seis) 
unidades de serviços de saúde. A Tabela 3.11 apresenta o tipo e o quantitativo de cada 
unidade existente no município. 
AR~EI -Olcagece 
AG(NC,A 
""""'\'9 AfGULAOORA 
'-'. ~ OO ESlADO 
. ......,,, 00(fAAÃ ENGENHARIA 
54 
Tipo de Estabelecimento Público Total 
Centra de saúde/unidade básica de saúde 3 3 
Clínica especializada/ambulatório especializado 1 1 
Secretaria de saúde 1 1 
Unidade mista 1 1_ 
TOTAL 6 6 
Fonte: DATASUS, 2018. 
Nota: Utilizados dados de dezembro de 2014 por ter discriminado o tipo de prestador. 
3.6.1 Cobertura de Saúde 
O Município de ltaiçaba contava, em 2016, com uma equipe de 73 
multiprofissionais da saúde, entre médicos, enfermeiros, dentistas, entre outros, 
alocados em unidades básicas de saúde. A maioria é agente comunitário que faz parte 
do Programa de Saúde da Família (PSF). Este programa é uma estratégia voltada 
para o atendimento primário no município, com o objetivo de prestar assistência à 
população local na promoção da saúde, com prevenção, recuperação e reabilitação. 
Desta forma, os. agentes realizam visitas domiciliares em torno da unidade, obtendo 
informações capazes de permitir o dimensionamento dos problemas de saúde que 
afetam a comunidade e levando até a população difusa soluções destes problemas 
(Tabela 3.12}. 
iª_be.la ~-.12 - f'rgfü~$iQmÜ$. de. Sªúcte. UgadQ$. 
ªº Si$.t.e.ma úntco de. Sa.úd.e. (SUS) de l_taiçaba￾2016 
Oi$.çrirn.inaçãg Quantidade 
Médicos 8 
Dentistas 3 
Enfermeiros s 
Outros profissionais de saúde/nível superior 5 
.. 
Agentes comunitários de saúde 17 
Outros profissionais de saúde/nível médio 34 
Total 73 
Fonte: IP-ECE (2017) 
Nota: Profissionais de saúde eadastrades em unidades de entidades públicas e privadas. 
AR
~ -,Cagece 'I.. .,Ili E,:;- 00 
.:EST~ ADO 
......,,,. 100((.ARA ENGENHARIA 
' 
• 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
55 
Como dito, o Programa de Saúde da Família confere ênfase às ações de 
promoção e prevenção da saúde da população. No Município de ltaíçaba, 100% das 
crianças com menos de dois anos, acompanhadas pelo programa, estão com suas 
vacinas em dia. Na avaliação geral da Tabela 3.13; de seis indicadores avaliados 
comparativamente com os do Estado do Ceará, em dois deles, o Município de ltaiçaba 
apresentou desempenho inferior: De O a 11 meses subnutridas (1) e peso< 2-,5 Kg ao 
nascer. 
Tabela 3.13 - Programa de Saúde da Família (PSF) - 2016 
Crianças acompanhadas pelo Município Estado 
t>roãrãmã ãüeiites de sãüde {%) 
Até 4 meses só mamando 77,42 68,69 
De O a 11 meses com vacina em dia 100 94,71 
-- - 
.. 
De O a 11 meses subnutridas (1) 0,99 0,93 
De 12 a 23 meses com vacina em dia 100 94,34 
be 12 a 23 meses subnutridas (1) 1,19 1,61 
Peso < 2,5 kg ao nascer 12,77 8,05 
Fonte: IPECE. (-2017) 
Nota: (1) Crianças com peso inferior a P10. 
3.6.2 Indicadores de Saúde 
Segundo o IPECE (2016), no ano de 2016 a taxa de mortalldade lnfantlí no 
Município de ltaiçaba foi de 20,83 por mil nascidos vivos, superior à observada no 
Estado (12,69 por mil nascidos vivos), conforme Tabela 3.14. Não foi disponibilizado 
dado de mortalidade infantil por diarreia, entretanto a Tabela 3.15 indica que o 
Município de ltaiçaba possui três de quatro indicadores com valores melhores do que 
os estaduais. 
Tabela 3.14 - indicadores de Saúde - 2016 
Indicadores de saúde Município Estado 
Nascidos vivos 96 1-25.387 
Óbitos infantis 2 1.591 
Taxa de mortalidade infantll/1.000 nascidos 20,83 12,69 
vivos 
Fonte; IPECE (2017) 
AR
~E ~Cagece l~~OR, ~ ~ 1 DO lSlAOO 
,......,,, DO((ARA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
56 
lndicadores Município (%) Estado(%) 
População coberta pelo programa 90,2 82,7 
Mortalidade infantil por diarreia (1) - 1,3 
Prevalência de desnutrição (2) 1,3 3,4 
Hospitalização por pneumonia (3) 18,3 17 
Hospitalização por desidratação (3) 2,3 9,6 
Fonte: DATASUS (2018). 
Nota: (1) por 1.000 nascidos vivos; (2) em menores de 2 anos, por 100; (3) em menores de 5 anos, 
por 1000; menores de 5 anos na situação do final do ano; 
(-) Dado(s) não disponível(eis) ou inexistente(s) no sítio do DATASUS. 
A taxa de incidência de dengue por 100.000 hab, depois de grande 
elevação de 2011, manteve-se praticamente estacionária no Município de ltaiçaba, 
porém as taxas do município e da Microrreqião de Saúde - Aracati, foram inferíores a 
taxa do Ceará. 
Tabela 3.16 - Taxa de Incidência Dengue por 100.000 hab- 2008 a 2012 
Ano ltaiçaba MRS- Estado Aracati 
2QQ8 1.2,77 106,66 5J1 ,2.8 
2009 0,00 41,06 71, 14 
2010 13,67 20,06 197,92 
-· -·- .. 
---· - - 2011 27,13 215,81 482,44 
2012 0,00 300,62 482,51 
Fonte: DATASUS (2018) 
Nata: (-) Dado(s) não dispanível(eis) ou tnextstente(s). 
Gráfico 3.6 .. Taxa de Incidência de Dengue por 100.000 hab - 2008 a 2012 
600 
400 
2008 2009 2010 2011 2012 
Ano 
• ltaiçaba • MRS - Aracati ... Estado 
Fonte: DATASUS (2018) 
AR~.....,,,,. E~OO= (EARA 4-cagece ENGENHARIA 
• 
• 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
57 
A taxa de incidência de doenças infecciosas e parasitárias do Município de 
ltaiçaba encontra-se em patamar superior ao apresentado pelo Estado e as da MRS 
- Aracati. Nos anos de 2008 e 2009, houve uma redução nas taxas do Município, 
apresentando-se abaixo da taxa do Estado. Entretanto; ao contrário do Estado que 
continuou reduzindo sua taxa, tanto o Município de ltaiçaba quanto sua microrregião 
de saúde tiveram aumento no indicador. 
Tabela 3.17 - Taxa de Incidência de Doenças Infecciosas e Parasitárias por 1.000 hab - 2008 a 
2012 
Ano ltaiçaba MRS -Aracati Estado 
2008 D,28 Di59 7;29 
2009 0,09 0,23 6,12 
2010 0,65 O, 11 6,15 
2011 7,72 1,16 6,12 
2012 12,42 1,62 4,50 
Fonte: DATASUS (2018) 
Grâfico 3.7 - Taxa de Incidência de Doenças Infecciosas e Parasitarias por 1.000 hab - 2008 a 
2012 
15 
10 
5 
2008 2010 2011 2012 
Ano 
• ltaiçaba • MRS -Aracati ... Estado 
2009 
Fonte: DATASUS (2018) 
Os dados, informações e indicadores de saúde e de epidemiologia do 
Munícípío de ltaiçaba denotam que os esfôrços, neste setor, empreendidos até o 
momento sob a ótica curativa, não são suficientes para se alcançar índices 
AR EI .plcagece 'RºEG''U"L" ADORA 
~ ,a 00 f.SlAOO 
~ IOOUAR.4 ENGENHARIA 
58 
satisfatórios. Entretanto, pela comprovada correlação entre saúde e saneamento, é 
necessário aliar as ações em ambos os setores de forma conjunta e concomitante, 
adicionando-se às atividades feitas na área de saúde o papel preventivo das ações 
de saneamento, por meio da universalização das quatro componentes deste setor. 
3. 7 Educação 
A educação é o mecanismo pelo qual o indivíduo e a coletividade 
constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades e atitudes que estabelecem 
vínculos entre a cidadania e a qualidade ambiental. A Lei Nº 9.795/1999 - Lei da 
Educação Ambiental, em seu art. 2º, afirma: "A educação ambiental é um componente 
essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma 
articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter 
formal e não-formal". Portanto, a educação ambiental tenta despertar em todos a 
consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente. 
No Município de ltaiçaba, em 2016, havia 1.222 alunos (Tabela 3.18), 
representando um público passível de formação visando o desenvolvimento 
sustentável, com potencial para desenvolver ideias inovadoras, principalmente no que 
se refere à preservação dos recursos naturais. A rede de ensino municipal concentra 
80,44% dos alunos matriculados em todo o Município de ltaiçaba. 
A rede escolar possui 3.206 professores, distribuídos em escolas 
estaduais, municipais e particulares, dos quais 71,90 % são da esfera municipal, 
dados de 2016, segundo a SEDUC. Toda esta rede educacional é um mecanismo 
potencial para a disseminação do conhecimento. 
Tabela 3.18 - Número de Professores e Alunos matriculados de ltaiçaba - 2016 
Oependên.çia PrqfessQres Ma.tríçula iniçia.l a_d.mini~tra_tiya 
Estadual 669 297 
Municipal 2.308 1.222 
Particular 229 - 
Total 3206 1519 
Fonte: IPECE (2017) 
ARr!......, E:OO= CEARA. .flcagece 
t 
t 
• t 
t 
t 
• 
• 
.... 
..:--~- :: :! Governo Municipal de 
:t n 1t · b ~-:~ 1
\\.. aiça a 
59 
De acordo com os indicadores divulgados pela Secretaria de Educação do 
Ceará (SEDUC, 2016), relativos ao ano de 2016; o Município de ltaiçaba apresentou 
desempenho inferior em relação ao Estado observando o rendimento no ensino 
fundamental. Já em relação ao Ensino médio, o Município de ltaiçaba superou os 
indicadores estaduais de rendimento escolar (Tabela 3.19). 
Tàbela 3.19 - Rendimento Escolár- 2016 
Discriminação 
Ensino Fundamental(%) Ensino médio (%) 
Município Estado Münitípio Estado 
Aprovação 91,8 93,1 89,8 84,6 
Reprovação 8 5,4 2-,7 6,8 
Abandono 0,2 1,4 7,5 8,7 
.. Fonte: SEDUC (2016). 
3.8 Recursos Hídricos 
Um tator que ímoacta diretãmente nos recursos hídricos é a estiagem, 
segundo mapa do Monitor de Secas do Nordeste (Figura 3.4), da ANA, 33,6% do 
território nordestino apresentava em dezembro de 2017, seca nível 4, o mais alto da 
escala e classificado como seca excepcional. Em 2015, esse índice chegou a 47% e, 
em 2016, a 65%. Em 2014, ano com maior volume de chuva desde 2012, só 6% do 
território teve seca excepcional segundo o sistema Olho N'água, do órgão federal lnsa 
(Instituto Nacional do Semiárido - 2018). 
No estado do Geará, ocorreu uma expansão da seca extrema no sul do 
estado na divisa com a Paraíba, e da seca moderada para norte do estado. Todo o 
estado se encontra com condições de seca que varia de fraca no Norte, até seca 
extrema no sul. Os impactos permanecem de curto prazo no norte do estado e de 
curto e longo prazo no centro e sul. A região do centro, em vermelho escuro, tem seca 
excepcional com impactos de curto e longo prazo explicitado na Figura 3.4 (Monitor de 
Secas FUNCEME 2017). 
AR~EI -&tcagece 
ACfNCIA 
REG\/LAOORA 
~ ,.. OO[SlA.00 
......,,,. t>OCrAAA ENGENHARIA 
:.. 
• Governo Municipal de 60 
Autor: fUNCEME - CEARÁ 
Elaborado em: 16/01/2018 
LEGENDA 
Intensidade: 
5emSOca"""""3 
asoSecaFraca 
s l Seca Moderada 
- S2 Soca GmYo 
.- .. 53 Seca Seca_ Extrema 
Topos de Impacto: 
C- Cufkl prazo (e.g. agrio.Jllura. pédtagem) 
L"' Longo pram (e.g. lv:iro6ogin, ocobgia ) 
Fonte: rUNGEME (2018) 
Apesar da melhoria no cenário hídrico, o Ceará ainda tem 101 açudes com 
volume abaixo dos 30% de sua capacidade total. O Castanhão, por exemplo, está 
com 5,08% do seu volume máximo, (FUNCEME dez.2018). 
Como forma de diminuir os efeitos da estiagem na vida da população e 
prolongar a vida útil das reservas hídricas cearenses, o Governo do Estado vem 
intensificando a realização de ações como a construção de adutor-as de montagem 
rápida, cisternas de placas e chafarizes, instalação de dessalinizadores e perfuração 
de poços profundos, campanhas educativas, dentre outras. 
Foram avaliadas diversas fontes: FUNCEME, MONITOR DE SECAS, SRH 
(PLANO DE AÇÕES ESTRATÉGICAS DE RECURSOS HÍDRICOS DO CEARÁ) , 
COGERH e SOHIDRA entre outras fontes de informações. 
--Cagece ENGENHARIA 
• • 
t 
• • 
' 
• 
• 
61 
3.8.1 Identificação e Caracterização da Bacia Hidrográfica 
No Estado do Ceará são monitorados pela Cogerh 155 açudes, com 
capacidade de armazenamento de 18,636 bilhões de m3
• O Estado iniciou o semestre 
de 2017 com um volume acumulado de 2,258 bilhões de m3 (12,12%), estando hoje 
com 1,245 bilhão de m3 (6,68%), que corresponde a uma redução de 1,013 bilhão de 
m3
, (COGERH 2017 - Avaliação mensal dos açudes). 
Na Bacia do Baixo Jaguaribe é monitorado um único açude, Santo Antônio 
de Russas, com capacidade de armazenamento de 23,902 milhões de m3
. iniciou o 
semestre com um volume acumulado de 14,168 milhões de m3 (59,27%), estando hoje 
com 224,681 mil m3 (0,94%), que corresponde a uma redução de 13,943 milhões de 
Figura 3,5 -Volume da Bacia do Balxo Jaguaribe 1995 - 2018 
Fonte: COGERH (2018) 
O Município de ltaiçaba está totalmente inserido na região hidrográfica da 
Bacia do Baixo Jaguaribe (Figura 3.6), na porção oriental do Estado, a qual possui área 
de drenagem de 7.021 km2 e abrange 13 municípios, dos quais 3 estão totalmente 
inseridos na Bacia citada, (Atlas da Secretária de Recursos Hídricos do Estado do 
Ceará -2018) . Segundo o Caderno Regional da Sub-Bacia do Baixo Jaguaribe 
CRSBBJ (2009), a Bacia do Baixo Jaguaribe tem como recurso hídrico principal o rio 
Jaguaribe, com extensão de 137 km. 
--Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
62 
Figura_ 3,6 - 6a_cia_ dQ 6a.i.~_Q Ja_gy_a.ribe 
t 
• 
t 
t 
~"' ~ 
~ 
~º • 
Qo 41 
9'<! • 
,.t 
AR~.......,,,, EI~00 = ((ARÁ --Cagece 
Fonte: Sistema de Informações dos Recursos Hídricos do Geará (2018) 
Os dados de pluviometria do Município de ltaiçaba são caracterizados pela 
grande variação nos seus índices, por vezes de grande amplitude como a observada 
entre os anos de 2012 e 2015. De fato, enquanto a pluviosidade considerada normal 
é de 935,90 mm, nestes quatro anos foram observadas precipitações abaixo do 
esperado. (Gráfico 3.8). 
ENGENHARIA • • 
• 
1250 
·~~'" 90 l)35,90 935,90 935,90 1 000' . t • • • 
t 745,5 
t 750 631 
..:-~ !: t! Governo Municipal de 
~ - . 
~~ .. ~1: ltalçaba 
63 
Gráfico 3.8 - Precipitação Pluviométrica de ltaiçaba- 2012 a 2015 
250 
0---------------------------- 
2012 2013 2014 2015 
armai • Observada 
Fonte: IPECE ~ Anuário Estatístico do Ceará 2016 (2018). 
A gestão dos recursos hídricos na Bacia do Baixo Jaguaribe é executada 
pela COGERH, em parceria com o DNOCS, e com a participação do Comitê de Bacia. 
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA, 2009), ltaiçaba utiliza 1 (um) 
manancial superficial, sendo esse o Canal do Trabalhador. (Figura 3.7). 
AR~EI
AG(NCIA 
""" REGULADORA 
~ ~ DOESTADO 
.~ OOC[A'IÁ ---Cagece ENGENHARIA 
64 
! ATLAS DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA ' .::' = 
C~I do Trab:l~dof 
~=~t~~I/$ 
~~,.:roe- ~~l;l'f'.NJ .. ~._. '-------'ii-,t~:c-,~-----~ ---------•-~;--~.~~·--;- J~~--1:A! c-,=.,!19::. 
N' SISTEMA ISOLADO ITAIÇABA 0000 
,.._.,. . ':: ENGECOf:lPS e;• rim Foo<• CAGECE 
Fonte: Atlas Brasil, ANA (2018). 
Conforme o CRSBBJ (2009), a gestão dos recursos hídricos da Bacia do 
Baixo Jaguaribe compreende um conjunto de ações planejadas pela Secretaria de 
Recursos Hídricos (SRH) no âmbito da Política Estadual de Recursos Hídricos e 
executadas pela COGERH, na condição de responsável pelo gerenciamento deste.s 
recursos, em parceria com o DNOCS e com a participação do Comitê de Bacia. 
Os recursos hídricos da Bacia dependem das influências morfoestruturais 
e climáticas da região em que se localizam. Segundo o Sistema de Informações de 
Águas Subterrâneas (SIAGAS) do Serviço Ge.ológico do Brasil (CPRM), o seu banca 
de dados tem 17 poços tubulares cadastrados até 2018. Deste total, consta que 
nenhum está bombeando. 
AR~
'i'i,,# El:DO= CCARA ..-.Cagece ENGENHARIA 
• 
• 
65 
Tabela 3.20 - Cadastro dos poços tubulares do Município de ltaiçaba, segundo CPRM. 
Situação do Poço Tubular 
Abandonado Bombeando Equipado Fechado 
Não Seco 
Não Total geral instalado Indicado 
Uso da Água 
... O' :2" ... O'~ 
... O' :2" ... O':? 
... ... O'~ e O' :2" ... e: e: ~ 
e: e: O'~ e: e: O' ffe cu ;;- cu Ê ;;- cu " cu Ê cu " cu ;;- cu 
::::1 H E ::::1 H ::::1 w .§. ::::1 w .§. ::::1 v-1 ::::1 w .§. ::::1 w E ::::1 w E a ...... a ..... a a a ...... a a ..., a .... 
Abastecimento 2 o 4 33 1 1,3 1 o 8 34,3 doméstico 
Abastecimento 
m
1 o 1 15 2 15 últiplo 
Abastecimento 
5 134,5 1 o 6 134,5 urbano 
Irrigação o o 
Pecuária 1 0,6 
Outros o o (lazer.etc.) 
Não Indicado o o o o o o o o o o o o o o 1 0,6 
Total geral 3 o 5 33,6 1 1,3 7 149,5 1 o 17 184,4 
Fonte: CPRM (2018). 
3.8.2 Compatibilidade com o PMSB 
Uma vez que o Município de ltaiçaba tem sua área territorial inserida na 
Bacia dô Baixo Jaquaribe, este deve ter objetivos, proqràmas, projetos e ações no 
PMSB compatíveis com as diretrizes estabelecidas nos demais planos elaborados 
para a região. 
De acordo com os planos citados no item 3.8.1, os principais problemas 
ambientais com impactos no saneamento básico encontrados no Estado são os 
seguintes: 
- Disposição inadequada de resíduos sólidos; 
- Poluição por efluentes domésticos e hospitalares; 
- Impactos associados às atividades agrícolas; 
- Desmatamento e degradação da mata ciliar, manguezais; 
- Áreas com risco de inundações periódicas. 
Portanto, para compatibilizar o PMSB do Município de ltaiçaba, serão 
adotadas diretrizes, envolvendo os 4 (quatro) componentes do serviço de saneamento 
básico, as quais contribuirão para o alcance dos objetivos e das ações previstas nos 
AR~EI -rl--Cagece 
AG(NCIA 
'""""\~ REGULADORA 
~ ,a DOESTADO 
. ......,,,. OO(fARÁ ENGENHARIA 
66 
demais planos da bacia. As prtncipais diretrizes a serem adotadas no PMSB do 
Município de ltaiçaba, relacionadas ao Plano da Bacia são: 
- Universalização do acesso aos serviços de abastecimento de água e de 
esgotamento sanitário de ltaiçaba, minimizando o risco à saúde e 
assegurando qualidade ambiental; 
- Universalizar a gestão adequada dos resíduos sólidos, nos termos da 
Lei nº 12.305/2010, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; 
- Promover o manejo das águas pluviais urbanas, minimizando a 
ocorrência de problemas de inundação, enchentes ou alagamentos; 
- Articular com outros planos setoriais correspondentes, notadamente 
com os Planos da Bacia do Baixo Jaguaribe; 
- Fortalecer a cooperação com União, Estado, Municípios e população 
para a aplicabilidade da política municipal de saneamento básico; 
- Buscar recursos, nos. níveis federal e estadual, compatíveis com as. 
metas estabelecidas no Plano Municipal de Saneamento Básico, 
orientando sua destinação e aplicação segundo critérios que garantam 
à universalização do acesso ao saneamento básico. 
Ressalte-se que estas diretrizes servirão como orientação no 
estabelecimento dos proqrarnas, projetos e ações deste PMSB . 
AR~......., EI=OO ((A= l{.t, • --Cagece ENGENHARIA 
41 
• 
t 
• 
\: Governo Municipal de 
ltaiçaba 
4. DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO 
BÁSICO 
67 
O diagnóstico busca retratar a situação do saneamento básico do Município 
de ltaiçaba, considerando sua infraestrutura e possibilitando um planejamento 
adequado à realidade do Município. Os itens seguintes abordarão a situação do 
saneamento básico do Município de ltalçaba, compreendendo os quatro componentes 
do setor. 
O diagnóstico seguiu as unidades territoriais de análise e planejamento, 
conforme definido no próximo item. Isto si.gnifica que cada distrito foi tratado 
individualmente, analisando-se as zonas urbanas e rurais, separadamente. Ao final, 
todos os dados foram agregados, obtendo-se os indicadores de cobertura e 
atendimento para cada distrito e para todo o território municipal, conforme exigido na 
LNSB. 
As fontes de dados e informações utilizadas foram as do tipo primárias, 
obtidas por meio de visitas em campo e de dados e informações brutos dos sistemas 
fornecidos pelos operadores (Ex: Prefeitura, operadores, associação, etc.) e as 
secundárias, disponíveis em sítios da Internet (Ex: IBGE, MOS, etc.) e também 
fornecidos pelos operadores. 
Ressalte-se, porém, que a análise de cada fonte demonstra que as 
mesmas possuem lógicas distintas, devido às diferenças verificadas nos números de 
domicílios cobertos ou atendidos apresentados por cada uma delas, cujos valores 
fornecem diferentes dimensões do déficit, tanto urbano como rural. Além disso, como 
apresentado na análise, algumas informações colhidas não permitem avaliação dos 
aspectos qualitativos, restringindo-se, em geral, à dimensão quantitativa da oferta e 
da demanda. Entretanto, a expectativa é que, futuramente, a gestão do saneamento 
produza dados e informações consistentes que favoreçam a realização de avaliações 
quantitativas e qualitativas do saneamento básico do município. 
Desta forma, para expressar os índices finais de cobertura e atendimento 
dê cada componente do saneamento básico, foi necessário analisar de forma crítica 
os diversos dados, informações e indicadores apresentados pelas diversas fontes, a 
fim de evitar superposições de valores de uma mesma varlável fornecida por mais de 
uma fonte. 
AR~EI -otcagece 
AGENCIA 
"'~ REGUl.AOORA 
~ Mt OOEST,'.QO 
......,,,, OOCíAAA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 68 
4.1 Unidade Territorial de Análise e Planejamento 
Para efeito do presente diagnóstico, adotou-se o distrito como a unidade . . 
territorial de análise e planejamento. Desta forma, mesmo quando existiam dadas, 
informações ou indicadores por localidade, estes foram agregados e analisados em 
nível de distrito para, ao final, obter-se o índice global do município. O Município de. 
ltaiçaba não possui distritos. (Figura 4.1 ). 
4.2 Abastecimento de Água 
O Município de ltaiçaba possui diversas formas de abastecimento de água, 
compreendendo soluções coletivas e individuais. 
O diagnóstico das soluções coletivas compreendeu os sistemas públicos 
de abastecimento de água operados pela concessionária - Companhia de Água e 
Esgoto do Ceará (CAGECE) e demais sistemas públicos alternativos de 
abastecimento de água - operados por associações comunitárias, pela prefeitura e 
pelo Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR}. 
Para as soluções individuais, levantou-se o abastecimento unitário por meio 
de água de chuva armazenada em CISTERNAS, água canalizada de MANANCIAL 
SUPERFICIAL (açude, lago, lagoa, nascente, etc.), água canalizada de MANANCIAL 
SUBTERRÂNEO (poço, oacimba, cacimbão, etc.) ou abastecimento composto por 
qualquer combinação destes tipos de abastecimentos Individuais. Os domicílios que 
não estão contemplados com uma destas soluções foram considerados como 
desabastecidos, ou seja, não possuem cobertura por abastecimento de água. 
AR\-, ~EI""
:]'"'
~ "' -O!Cagece ENGENHARIA 
• 
t 
' 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
69 
Figura 4.1 - Mapa Distrital do Município de ltaiçaba 
• • • 
LOCALIDADES :Zona(U/R) 
• ltai aba 
620705 Urbano 
• 2306207 
Assent e to tome 
• Cãitilú 
Distrito alto brito 
• Rural 
t Tabuleiro do luna 
• 
Fonte: IBGE (2018) 
A análise do diagnóstico de abastecimento de água objetivou levantar os 
índices de cobertura e avaliar como se dar o tratamento da água, tanto para as 
soluções coletivas quanto para as soluções individuais, a partir dos dados e 
informações dos prestadores de serviços e do Programa de Saúde da Família, 
respectivamente. No caso de solução individual, cabe esclarecer que a 
responsabilidade do tratamento é do próprio indivíduo que habita o domicílio e a 
solução considerada adequada para efeito deste diagnóstico foi a cisterna. A 
avaliação incluiu, ainda, quando possível, a situação da infraestrutura das soluções 
coletivas. 
AR~EI
AGENCOA 
REGlJlAOOR,t, 
"'- - OOESTA.00 
. ......,,,, OOCíAPÃ. ~Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
70 
4.2.1 Distrito Sede 
1. Zona urbana - Sede 
Segundo o Censo/2010, a zona urbana do Distrito Sede é atendida por rede 
geral, poço e outras formas de abastecimento. O levantamento dos domicílios 
particulares permanentes e suas formas de abastecimento estão apresentados na 
Tabela 4.1. Ao todo, tem-se 679 domicílios atendidos com rede geral de abastecimento 
de água. 
Tabela 4.1 - Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona URBANA 
do Distrito Sede, em 2010, segundo IBGE. 
Poço ou nascente na 
Poço ou nascente Total Rede geral 
propriedade 
fora da Outra Geral 
propriedade 
679 561 63 16 1319 
Fonte: Censo/201 O (2018). 
A zona urbana do Distrito Sede é o maior aglomerado populacional do 
Município de ltaiçaba. Seu sistema público de abastecimento de água é operado pela 
CAGECE. Este sistema é composto por captação, adução de água bruta, tratamento, 
adução de água tratada, reservação e rede de distribuição. Os itens, a seguir, trazem 
detalhamentos específicos dos elementos que compõem o sistema do Distrito Sede, 
conforme croqui apresentado na Figura 4.2. 
•!• Captação 
A captação de água bruta do sistema funciona sob gestão da COGERH e 
operacionalização da CAGECE. Ao todo são 2 (dois) poços tubulares do tipo 
subterrâneo que fornecem água para o SAA da Sede de ltaiçaba (Tabela 4.2), existe 
ainda 1 (um) poço que está atualmente desativado. 
AR~. .......,,,. EI:OO: (EARA -~Cagece ENGENHARIA 
' ~ 
~ -~ !: .- Governo Municipal de .. .. 
3~1 .,,-:-Q ltaiçaba 
71 
Tabela 4.2 - Características da captação do SAA do Distrito Sede, operado pela CAGECE, em 
2018. 
Dados Bombeamento 
Manancial localização Vazão 
Altura Potência 
Média(m3
/h) Manométrica (CV) (mca) 
PT ETA ITAIÇABA DESATIVADO 
PT-01 PRÓX. A ETA ITAIÇABA 18,9 65,0 7,5 
PT-02 PRÓX. A ETA ITAIÇABA 16,0 65,0 7,5 
Fonte: RASO/setembro 2017 • CAGECE (2018). 
•:• Adução de Água Bruta 
Existem 02 (duas) adutoras que transfere a água da captação destinada a 
Estação de Tratamento com extensão, diâmetro e material conforme Tabela 4.3. 
Tabela 4.3 - Características das adutoras de água bruta do SAA operado pela CAGECE do 
Distrito Sede, em 2018 
Adutora Trecho Ext Diâm. Material [m) (mm) 
CS-01/Torre de Nível 660 150 PEAD/DEFºFº 
Torre de Nível / Decantador 10 100 PVC 
AAB-01 Decantador / Filtros 01 7,2 150 PVC com fibra 
Decantador J Filtros 02 4,3 150 PVC com fibra 
Torre de Nível/ Filtros 01 8 150 PVC com fibra 
Torre de Nível/ Filtros 02 5,3 150 PVC com fibra 
AAB-02 PT-01 / DECANTADOR 190 100 PVC 
Fonte: RASO/maio 2018 - CAGECE (2018). 
•:• Tratamento 
A tecnologia empregada no tratamento é do tipo filtração direta ascendente 
e a estação de tratamento é formada pelos seguintes componentes: 
• Decantador; 
• Filtros de fluxo ascendente; 
• Reservatório semienterrado RSE-01 / cap.=175m3
; 
• Estação elevatória de lavagem de filtros 01 / EELF-01; 
• Estação elevatória de água tratada 01 / EEAT-01; 
• Laboratório/ casa de química; 
AR~EI --Cagece 
AWmA 
R'EC.ULAOORA 
~ ~ OOESlA.00 
.....,,,, no trARÃ ENGENHARIA 
72 
• Estação elevatória de rede de distribuição 02 / EERD-02; 
• Estação elevatória de água bruta 01 / EEAB-01; 
• Poço de reunião PR-01 / EEPR-01. 
A Tabela 4.4 apresenta as principais características do sistema de 
abastecimento de água do Distrito Sede. 
Tabela 4.4 - Características do SAA da CAGECE na zona URBANA do Distrito Sede, 2018. 
Informações Técnicas Descrição 
Tipo de Tratamento Filtração direta de fluxo ascendente 
Cloreto de Polialumínio(PAC - 18, 
Cloreto de Polialumínio (PAC23 - 
Produtos químicos Gavião), Cloreto de Sódio, Cloro 
Gasoso, Demox, Fluossilicato de 
Sódio. 
Capacidade SSD 50 m3
/h ou 13,89 1/s 
Vazão de produção 27,51 m3
/h ou 7,641/s 
Per capita projeto 150 1/hab/dia 
Per çapita tomecoo 1 oo 1/h.ab/di.a 
Horas de 22,81 h/dia funcionamento 
Fonte: RADOP 12/2017 - RASO 0912017 - CAGECE (2018). 
A Tabela 4.4 indica uma vazão de produção de 7,64 L/s, que não atende a 
demanda atual. O sistema produtor localizado em ltaiçaba, tem como setor de 
distribuição: ltaiçaba e Boca dos Fornos. A avaliação foi feita considerando-se as 
seguintes premissas: 
•!• População urbana da Sede dos distritos abrangidos pelo sistema 4.279 hab. 
(IBGE, 201 O); 
•!• Per capita de 150 L/hab/dia (projeto); 
•:• Projeção do crescimento geométrico adotado em função dos censos 2000- 
201 O: 1 % para taxas <= 1 %, 2% para taxas > 1 % e < 3% e 3% para taxas 
>=3%; 
•!• Taxa de crescimento geométrico constante de 2% a.a. No Distrito Sede, 
adotada em função do período censitários de 2000-2010 (1,54%); 
•!• Coeficientes k1=1,2 (dia de maior consumo) e k2=1,5 (hora de maior consumo). 
-- Cagece ENGENHARIA 
' 
73 
As demandas obtidas com base nas premissas citadas vão de 15,67 Us 
em 2018 até 23i28 L/s em 2038. Portanto, nestas condições, a produção deverá ser 
acrescida para suprir a demanda atual e futura. 
•:• Adutora de Água Tratada 
O sistema possuí 9 (nove) adutoras de ágúa tratada, com extensões que 
variam de 3,5m a 4.500m (Tabela 4.5). 
Tabela 4.5 - Características das adutoras de água tratada do SAA da zona URBANA do Distrito 
Sede. 
Adutora Trecho Ext.(m) Exl Diâm. Material (m) (mm) 
AAT-01 Filtros/ RSE-01 10 150 DEFºFº 
AAT-02 RSE-01 / EEAT-01 10 150 DEF"Fº 
AAT-03 EEAT-01 / REL-01 1.000 150 FºFº 
AAT-05 REL-01 / EERD-01 10 50 FºFº 
AAT-06 EERD..:01 / RDA BOCA DE 1.482 75 PVC FORNO 
AAT-07 RSE-01 / EELF-01 9 150 DEFºFº 
EELF-01 / FILTRO 01 3,5 150 PVC 
AAT-08 EELF-01 /FILTROS 01 E 02 3,5 150 PVC 
EELF-01 / FILTROS 02 E 03 17 150 DEFºFº 
AAT-09 RSE-01 / EERD-02 5 50 FºFº (BOOSTER) 
EERD-02 / RDA TRANCOEN 4.500 50 PVC 
EEAT-10 RDA ALTO BRITO / RDA 
ARRAIAL 2.000 50 PVC 
Fonte: RASO/maio 2018 - CAGECE (2018), 
•:• Reservação 
O sistema do Distrito Sede é composto de 2 (dois) reservatórios que 
recebem água tratada e repassam para rede de distribuição: 1 (um) reservatório 
elevado (REL-01) e 1 (um) reservatório semienterrado (RSE-01 ), sendo um de 
distribuição e um de distribuição/lavagem com capacidades descritas na Tabela 4.6. 
--Cagece ENGENHARIA 
t 
Governo Municipal de 74 
Tabela 4.6 - Principais Carªcteristicªs do ReservatóriQ do SAA da zona URBANA do OistritQ 
Sede- 2018. 
Nome Localização Tipo Cap. (m3
) Função/Utilização 
RSE-01 ETA ITAIÇA.6A Semienterrado 175 Distribuição/Lavagem 
REL-01 ESCRITÓRIO Elevado 150 Distribuição 
4 
t 
•!• Rede de distribuição 
Fonte: RASO/setembro de 2017 - CAGECE (2018). 
No que diz respeito à capacidade de reservação, verificou-se a capacidade 
dos reservatôrios do sistema, por meio do indicador obtido pela razão entre a 
capacidade de reservação em m3 e população projetada na área urbana dos distritos 
abastecidos pelo sistema. 
Conforme cálculo, considerando uma capacidade de reservação atual de 
325m3 e população de 5.014 habitantes, per capita de 150 L/hab/dia (projeto) e 
coeficientes k1=1,2 (dia de maior consumo). Verificou-se que a reservação mínima 
necessária seria de 301m3 em 2018 e 447m3 em 2038, portanto atende à demanda 
atual, mas precisa ser ampliada já a curto prazo em 0,61 m3
. 
A rede de distribuição de ltaiçaba é composta de 14.976,00m de extensão 
em PVC nos diâmetros de 50 a 150mm. Verifica-se que o investimento mais 
significativo em expansão da rede de abastecimento de água ocorreu no ano de 2015 
(Tabela 4.7). 
t 
Tabela 4. 7 - Extensão da Rede do SAA da CAGECE na zona URBANA do Distrito Sede., em 
abr/2018 t 
Data Extensão (m} 
2017 14.976,00 
2016 14.976,00 
2015 14.533,00 
2014 13.132.00 
2013 12.132,00 
Fonte: CAGECE (2018), 
AR~E ENGENHARIA . ......,,,,. I:DO = ((AAA -'-Cagece 
' 
' t 
:f- 11 Governo Municipal de \ il ltaiçaba 
75 
Figura 4.2 - Croqui do SAA da zona URBANA do Distrito Sede de ltaiçaba, 2018 
RDA ARRAIAL 
_JLJLJLJL 
:::J D D D C 
:::J D D D C 
:::J D D D C 
, n r:i n r 
1 
1 
1 é! 
.:i1 
!.i 
1 
1 
1 
1 
1 
1 
1 
1 L._,_,_, 
RDA 1RAaD 
_J U U U L 
:::J D D D C 
:::J D O D C 
:::J D O D C 
, n r:i n r 
RDA BOCA DO FllRNO 
_J LJ U U L 
:::J D D D C 
:::J D D O C 
:::J D D D C 
, n r:i n r 
______ ... ------- .. ;s:,:a.--- 
--------------- 4'4-0'29.o"S 
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1814·4-0'ss.so"s ·-·-· 'ª 1
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·-·-·-=- AV . ..D,l,QJII RtllÃD, ·-45·1 -·-=-·J 
AR~ ~.,#li E1:00~E~ S1A00 .. . ......,,,,,. 00 CfAAA 
RDA 
,11.10 íRlO 
_J U U U L 
:::JDOOC_JLJLJUL 
:::ioooc:::ioooc 
:::JDDDC:::iooo~~-~-~~~-~ 
,nnr:ir:::ioooc 
,nnnr 
RDA ITAIÇABA 
01 - CÀl>. SÜPÊR~ICIAL CS.O 1 1ElêéS.01.(DESATIVADA) 
02 - OECAN TAOOR. 
ea- FtLTRO S OE FLUXO ASCENDENTE. 
04 - RESERVATÓRIO SEMI-ENTERRADO RSE-01 J CAP=17Sm3 . 
05- ESTAÇÃO B.EVATÓRIA OE LAVAGEM DE FILTROS 01 / EELF-01. 
00 - ESTAÇÁO ELEVATÓRIA DE AGUA TRATADA 01 / EEAT-01. 
07- LAB.ORA TÔRIO ICÀSA OEOUIMICÀ. 
00 - RESERVATÓRIO ELEVAOO REL-01 / CAF=150tn3. 
09 - ESCRITôRIO OPE RACIONAL . 
10- ESTAÇ.6.0 ELEVATÓRIA OE REDE OE DISTRIBUl~O 01 f EERD-01 . 
11 - E$TAÇÃO ELEVATÓRIA OE REDE OEOISTR18UIÇÃO 02 / EERD-02. 
12- FABRICA DE CLORO (DESATIVAOO ). 
ra . TORRE OE NIVEL (DESÀllVAOÀS). 
14 • POÇOTUSUlAR PT/ EEPT (DESATIVADO ). 
15 - POÇO TUBULAR PT-OI /EEPT-01. 
18 - POÇO TUBULAR PT-02 / EEPT-02. 
17. ESTAÇÁO ELEVATÓRIA CE ÁGUA BRUTA 01/ EEAB-01 
18- POÇO OE REUNIÁO PR-OI / EEPR-01 
~ PONTO DE APLICAÇÃO DO HtORÓXIOO OE SÓOIO. 
~ PONT O OE APLICAÇÃO DO CLORO GASOSO. 
~ PONT O DE APLICAÇÃO 00 FLÚOR 
e REGISfRO. 
..cº1_ MEOID0RPROP0RCIONAL INSTALADO COM CAIXA. 
.r2:J. HIORÕM ETR O. 
ffl MEDIOOR WOL Th1ANN INSTALADO COM CAIXA. 
ffi ESTAÇÁO PITOMÉllR ICA IMPLANTADA COM CAIXA. 
--ADUTORA OEÂGUA BRUTA. 
--AOUTORÃ DE ÁGUA BRUTA DESATIVADA. 
--'ADUTORA DE ÁGUA TRATADA. 
N 
~ NORTE MAGNÉTICO. 
CAGECI': - COMPANHIA OE ÁGUA E ESGOTO DO CEARÁ 
COO - D1RET0Ri 11 OE 'OPERAÇÕES 
CROQUI DO SAA OE: ITAIÇABA - BOCA DE FORNO 
Fonte: CAGECE (2018). 
DATk ll1l 09 2017 
----------- ---- 
---------------- ---- ------ 
L:::2.000,0l)n 
"1-02 
"4'41'08.0"S 
l7'4!f1(TIV 
PH1 
Hi'IJ'l.)'°S 
3;49'111·w 
cagece 
-Slcagece ENGENHARIA 
:.. 
:: Governo Municipal de 
li ltaiçaba 
76 
No Gráfico 4.1 pode ser observado um resumo das reclamações registradas 
pela CAGECE durante o ano de 2017 para o distrito sede. 
Gráfico 4.1 - Solicitações/reclamações registradas no distrito sede no ano de 2017, 
Reclamação de Falta d"água n. ____, 
-
Vazamentos 
-3 
Demais solicitações/reclamaç._ 
57 
., . 
) 
Falta d'água/baixa pressão 
Fonte: CAGECE, 2018. 
Em 2017 foram registradas 99 (noventa e nove) reclamações no geral. Das 
Solicitações, 35,4% foram referentes a vazamentos, 5, 1 % em relação a falta d'áqua 
no imóvel, 2,0% com falta d'água/baixa pressão e as demais reclamações com 57,6%. 
•!• Qualidade da água distribuída 
Segundo relatórios de fiscalização da ARCE, tem-se que: 
Relatório RF/CSB/0031/2016 - Os resultados dos laudos físico-químicos, 
das amostras coletadas na saída do tratamento do SAA da Sede do Município de 
ltaiçaba no dia 30/08/2016, segundo registros da campanha CAGECE/NUTEC, 
apresentaram as seguintes não conformidades com os padrões de potabilidade 
estabelecidos pela Portaria MS 2.914/2011 (Anexo li - item 7; Anexo Ili - Quadro 13): 
CAGECE: 
Turbidez: a amostra analisada, apresentou não conformidade; 
Cor Aparente: a amostra analisada, apresentou não conformidade; 
Cloro Residual: a amostra analisada, apresentou não conformidade; 
Ferro Total: a amostra analisada, apresentou não conformidade. 
ARCEI§ -&icagece ENGENHARIA 
' 
- t 
t 
' t 
~1 l! Governo Municipal de 
l~1 .. ~iJ ltaiçaba 
77 
NUTEC: 
Ferro Total: a amostra analisada, apresentou não conformidade .. 
Segundo a Cagece (2018), são realizadas coletas de amostras de água 
bruta e tratada. Elencamos os resultados dos principais parâmetros (turbidez, cor 
aparente, cloro residual livre, coliformes totais e E. colt) de qualidade da água 
distribuída da Sede do município; no ano de 201 ?.. 
No Gráfico 4.2 é apresentado o histórico das análises do parâmetro cloro 
residual livre (mg/L) na rede de distribuição. Esse parâmetro indica o resultado de 
cloro residual para garantir a manutenção do processo de desinfecção da água 
tratada. 
Gráfico 4.2 - Cloro residual livre OT, média das amostras/mês (2017). 
5 
4 
3 
2 
0----------------- 
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez 
- - Limite Inferior (0,2) - - Limite Superior (5) + VALOR 
Fonte: CAGECE (2018). 
Foi constatado que ao longo do período avaliado, os resultados das 
análises de cloro residual livre na rede de distribuição de água estiveram de acordo 
com os padrões estabelecidos pela Portaria nº 2.914/2011 e atualizada pela Portaria 
de consolidação nº 05 de 28 de setembro de 2017 do Ministério da Saúde. 
Nas analises de cor aparente (uH), que indicam se há substâncias 
dissolvidas na água, os resultados estão demonstrados no Gráfico 4.3. 
~Cagece 
ENGENHARIA 
78 
60 
40 
20 
-------- 
0------------------- 
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez 
- - Limite Inferior (O) - - Limite Superior (15} + VALOR 
Fonte: CAGECE (2018). 
As análises de cor aparente, no ano de 2017 indicam que todos os 
resultados ultrapassaram o valor máximo permitido. Isso pode ter ocorrido devido à 
estiagem que atinge a região, comprometendo o volume e a qualidade do manancial. 
Com relação a Turbidez, que indicam se há presença de partículas em 
suspensão na água, podem ser vistos no Gráfico 4.4. 
Gráfico 4.4 - Turbidez, média das amostras/mês (2017). 
10 
8 
6 
4 
2 
0------------------- 
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez 
- - Limite Inferior (O} - - Limite Superior (5) + VALOR 
Fonte: CAGECE (2018). 
Percebe-se que a grande maioria dos resultados obedeceram ao padrão 
estabelecido na Portaria, a apenas o mês de maio ultrapassou o limite. 
Em se tratando das análises de Coliformes Totais, que representam o 
grupo de bactérias que habitam o intestino de homens e animais, sua presença na 
ARr!~ E'
~DO= (E.t.QA .&(cagece ENGENHARIA 
4 
' ..: ~ :i í! Governo Municipal de .. .. 
~ ·;-,;, .. ~ s lt ai
· ça b a 
79 
água pode indicar contaminação por fezes e, portanto, risco de transmissão de 
doenças, 
Gráfico 4.5 - Coliformes Totais, nº de amostras/mês em desacordo (2017). 
4 
3 
2 
Q ~~ ~~--- &__. -~ A 
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez 
- - Limite Inferior (O) - - Limite Superior (O) + VALOR 
Fonte: CAGECE (2018). 
Percebe-se que no mês de maio registrou-se uma amostra em desacordo. 
A Cagece afirma que nesses casos, a Unidade responsável realiza a descarga de 
rede no local e em seguida é feita a recoleta de amostra para nova análise 
bacteriológica. 
No parâmetro Escherichia coli, grupo mais específico indicador de 
contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos patogênicos. 
Gráfico 4.6 - Escherichia coli, nº de amostras/mês em desacordo (2017). 
2 
1,5 
0,5 
o A- _. .... ,.A, ,.__ ,+,, .., A-, cnnnnr6, ,.._ -" • 
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez 
- - Limite Inferior (O} - - Limite Superior (O) + VALOR 
Fonte: CAGECE (2018). 
AR EI ~Cagece 
AG{NCIA 
REGIJLAOORA 
~ ~ OOEST"OO 
.~ l>OCEAAA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
80 
Todas as amostras na rede de distribuição, no ano de 2017, estavam 
isentas de contaminação, de acordo com o Gráfico 4.6. 
•!• Pressão e Continuidade 
De acordo com o relatório de fiscalização da ARCE, RF/CSB/0046/2015, a 
distribuição de água da zona urbana do Distrito Sede apresentou descontinuidade, 
conforme monitoramento da pressão com a instalação às 12:00 horas do dia 
30/08/2016 e retirada às 14:30 horas do dia 31/08/2016, do aparelho datalogger, no 
endereço localizado na Rua Luiz Gomes Diniz, 315, ltaiçaba - Ceará. 
•!• Hidrometração 
O sistema de abastecimento de água do Distrito Sede, segundo a CAGECE 
(2018), tem 100% de suas ligações ativas hidrometradas. 
O INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçã_o e Qualidade 
Industrial, recomenda que os hidrômetros sejam substituídos a cada 5 anos, tempo 
de vida útil do equipamento, depois deste período pode ocorrer desvios na medição. 
A quantidade de hidrômetro de acordo com o diâmetro e idade de instalação estão 
dispostas na Tabela 4.8. 
Os hidrômetros apresentaram idade média inferior ao limite recomendado 
pelo INMETRO. 
Tabela 4.8 - Quantitativo de hidrômetros por diâmetro e idade - 2017 
DIÂMETRO DO HIDRÔMETRO 
Setor 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" >.6" SEM 
HID 
1 o 1283 o o o o o o o 1237 
2 o 327 o o o o o o o 219 
IDADE MÉDIA 
Setor 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" >6" SEM 
HID 
1 o 3 o o o o o o o o 
2 o 2 o o o o o o o o 
Fonte: CAGeCE 2018 
AR~ El::1DO= (EAAÁ 4'cagece ENGENHARIA 
' ~ 
!'. ~~ !! i: Governo Municipal de 
~~ .. ~1: ltaiçaba 
81 
•!• Cobertura e Atendimento 
O abastecimento de água no Distrito Sede atingiu índice total de cobertura 
de 91 ;56%i enquanto que os níveis de atendimento real e ativo de água foram 
respectivamente, 62,49% e 59, 13%. Levando-se em conta o nível de cobertura, 
significa que 32;43% da população não está utilizando o serviço de abastecimento de 
água da empresa, mesmo tendo-o disponível. 
Tabela 4.9 - Índice de cobertura do SAA do distrito sede - 20·13 a 2017. 
Índice Índice Índice de População População População 
ANO Ativo de Real de Cobertura de Ativa de Real de Coberta de 
Água Água Água Água Água Água 
2013 44,59 47,64 79,61 1.998 2.135 3.567 
2014 50,24 52,73 83,81 2.286 2.399 3.814 
2015 52,85 55,63 86,33 2.434 2.562 3.977 
2016 54,8 59,73 89,1 2.571 2.803 4.180 
2017 59,13 62,49 91,56 2.818 2.978 4.363 
Fonte: CAGECE (2018). 
Segundo a CAGECE (2018), existem 1.505 ligações ativas no município 
em dezembro de 2017 {Tabela 4.10), podemos também observar o histórico do 
crescimento do número de ligações. Na Sede o número de ligações ativas do SAA, 
entre os anos de 2013 a 2017, registrou um aumento de 41,45%. É importante 
destacar que a quantidade de ligações factíveis representou 21 % em 2017. 
Tabela 4.10 - Quantidade e Situação das Ligações da zona URBANA do SAA do Distrito Sede - 
2013 a 2017 
Ano/ FATURADA LIG.SEM ATIVA CORTADA FACTÍVEL POR OUTRO POTENCIAL SUPRIMIDA SUSPENSA Situação IMÓVEL FATURAMENTO 
2013 1064 74 624 o o 763 406 2 
2014 1206 68 612 o o 664 408 2 
2015 1295 69 594 o o 600 430 2 
2016 1368 123 576 o o 534 417 2 
2017 1505 91 550 o o 472 446 2 
Fonte: CAGECE (2018) 
AR'l.. ~~ 
_a E1=D
OO~O:(
E
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ST
A~ .W
~A 
O -fl.Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
82 
O serviço de abastecimento de água em 2013, no Distrito Sede, abrangia 
2.170 economias cobertas, e em 2017, alcançou 2.630, apresentando crescimento de 
cerca de 21,20%. A variação da quantidade de economias ativas de água foi de 
42,95% (Tabela 4.11 ). 
O Indice de cobertura de abastecimento de água das economias 
residenciais do Distrito Sede atingiu 84,31%, em 2017. No entanto, apenas 60,73% 
estavam ativos, ou seja, 39,27% das economias residenciais têm o serviço disponível, 
mas não o usufrui (Tabela 4.11 ). 
Tabela 4.11 - Quantidade de Economias, ativas e cobertas da zona URBANA do SAA do Distrito 
Sede- 2013 a 2017 
CATEGORIAS DE ECONOMIAS 
COMERCIAL INDUSTRIAL MISTA PÚBLICA RESIDENCIAL 
ANO <( <( 
~ 
<( 
<( 1- ...J <( 1- ...J ~ 
~ 
...J <( 1- ...J 
~ 
...J 
> o:: <( > o:: <( o:: <( > o:: 
~ 
o:: <( 
j;. w 1- j;;; w 1- j;. w t- j;. w j:; w 1- 
<( fD o m o fD o fD o fD o 
o 1- <( o 1- <( o 1- <( o 1- <( o 1- 
o o o o o 
2013 20 148 187 o 2 2 1 4 4 32 57 60 1.011 1.959 2.680 
2014 20 149 187 o 2 2 2 5 5 28 57 60 1.156 2.083 2.706 
2015 17 150 187 o 2 2 4 11 11 40 73 74 1.251 2.192 2.762 
2016 28 156 193 o 2 2 4 11 11 40 73 74 1.313 2.281 2.786 
2017 27 162 196 1 3 3 41 74 75 1.452 2.391 2.836 
Fonte: CAGECE (2018) 
Na Ta.bela. 4,12 estão apresentados os valores do índice de Utilização da 
Rede de Água (lura) da Sede, utilizando como base a competência de dezembro de 
cada ano. Este indicador é de caráter setorial utilizado para monitorar o alcance dos 
serviços de abastecimento de água. 
Tabela 4.12 - Índice de utilização da rede de água do Distrito sede - 2015 a 2017 
Ano IURA Município (%) IURA Estado (%) 
2015 57,58 81,60 
2016 58,8 80,21 
2017 61,74 77,82 
Fonte: CAGECE, 2018. 
ARe!.......,,, EII :OO (CA R
':' A -~Cagece ENGENHARIA 
• 
' 
!i 
~-~ :! Governo Municipal de 
.... .. 
;~
1 ,.-:-f ltaiçaba 
83 
Podemos constatar na Tabela 4.12 que em 2017 cerca de 38% da 
população que dispõe de infraestrutura de rede de água não a utiliza, logo, buscando 
outras alternativas como fonte de abastecimento por meio de poços ou cacimbas. 
Dessa forma, deve-se atentar para a possibilidade de contaminação a partir da 
ingestão de água tratada de forma inadequada ou até mesmo sem tratamento. 
Outra informação a ser destacada na Tabela 4.12 é que no ano de 2017 o 
município registrou seu maior índice (61,74%), mas ainda inferior ao do Estado 
80,21 %. A cobertura dos serviços de abastecimento de água refere-se aos domicílios 
que possuem serviço de abastecimento a disposição, podendo ou não estar 
interligados à rede. 
•:• Volume Faturado e consumido 
Para a Cagece o volume de água faturado é aquele debitado para fins de 
faturamento. Enquanto o volume consumido está relacionado ao consumo medido 
por leitura em hidrômetro. No Gráfico 4. 7 são demonstrados os valores dos volumes 
faturado e consumido nos anos de 2013 a 2017. 
Gráfico 4.7 - Volumes Faturado e Consumido no Distrito Sede - 2013 a 2017 
250000 
200000 
150000 
100000 
50000 
2013 2014 2015 2016 2017 
'º 
m 'º• Faturado (m3
) a Vo Consumido (m3
) 
Fonte: CAGECE (2018). 
AR~EI ---Cagece 
AGENCL,\ 
REGULADORA. 
"'- ~ DOESTA.DO 
. ......,,,, DOCfA~A ENGENHARIA 
84 
Entre os anos de 2013 a 2017, os valores anuais do volume faturado de 
água estiveram entre 159.818 e 208.817 mª, sendo que os volumes consumidos 
oscilaram entre 113.131 e 140.983 m3
. Em síntese, o volume consumido representou 
68,28% do faturado. 
Essa diferença nos valores pode ser justificada pelo fato da estrutura 
tarifária da Cagece adotar o volume de 1 O mª como o mínimo para faturamento. Assim, 
uma família que consome abaixo de 1 O m3
, pagará a tarifa mínima associada a este 
volume. 
•!• Controle operacional e controle de perdas 
Segundo a IWA (Associação Internacional da Água), definem-se perdas 
como "toda perda real ou aparente de água ou todo o consumo não autorizado que 
determina aumento do custo de funcionamento ou que impeça a realização plena da 
receita operacional". 
De acordo com o Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água 
(PNCDA, 2003), as perdas são agrupadas em reais (ou físicas) e aparentes {ou não 
físicas) e portanto, podem comprometer o equilíbrio financeiro das companhias 
prestadoras de serviços de abastecimento de água. Visando que em praticamente 
todos os sistemas de abastecimento de água apresentam perdas, dependendo da 
extensão, essas podem ser consideradas aceitáveis ou não. 
Os índices reais médios do IANF para o município de ltaiçaba, em 
comparação com o Estado do Ceará, entre os anos de 2014 a 2017, estão 
representados no Gráfico 4.8. 
AR~ El=00(= [1.RA ENGENHARIA 
• 
' ~-.,:. 
-. :. Governo Municipal de 
;~ .:'/ ltaiçaba 
85 
Gráfico 4.8 - Índice de Água não Faturada (IANF), Município e Estado, 2014 - 2017. 
30,00 
20,00 
10,00 
0,00--~ 
-10,00 
-20,00 
-19,46 
-21,79 
2017 
-30,00 -23,83 
2014 -27.:m1 s 2016 
• IANF MUNICÍPIO • IANF ESTADO 
Fonte: CAGECE, 2018. 
No período de 2014 a 20171 percebe-se que os valores do IANF no 
Município estiveram predominantemente menores que os do Estado. No ano de 2017 
a média ficou em torno de -21 % em ltaiçaba e 23% no Ceará 
No Gráfico 4.9 são apresentados os resultados dos Índices de Perdas (IPD) 
para o município de ltaiçaba em comparação com o Estado do Ceará no período de 
2014 a 2017. 
Gráfico 4.9 - Índice de Perdas (IPD), Município e Estado, 2014 - 2017. 
50,00 
40,00 
30,00 
20,00 
10,00 
2015 2016 2017 
Ano 
• IPD 1\, ur, ICÍPIO • IPD ESTADO 
Fonte: CAGECE, 2018. 
AR~E -fl.Cagece '" ~ 1 DO 
:~:E~STAD
- O 
......,,,. OOCfARÁ ENGENHARIA 
86 
Observa-se que os resultados de IPD do município não variaram muito 
nesse período, em geral, abaixo dos valores do Estado, que por sua vez praticamente 
se mantiveram constantes. Observa-se que em 2017 a média de IPD foi de 17,28% 
em ltaiçaba, inferior a IPD do Estado (42,16%). 
•:• Estrutura Tarifária dos Serviços de Água 
Na cobrança dos serviços de abastecimento de água, são adotadas 
categorias de consumo, conforme Tabela 4. 13 a seguir. 
4-cagece ENGENHARIA 
' 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
87 
Tabela 4.13 - Estrutura tarifária de água e histograma do distrito Sede (Ref. 02/2018, atualizada 
em abril de 2018) 
FAIXA DE Valor da 
QUANTIDADE % CATEGORIA CONSUMO Tarifa (R$/m3
) Conta {R$) DE ACUMULADA (M') ECONOMIAS 
SOCIAL 0-10 1.13 11.30 10 0.65% (COM SUB) 
POPULAR 0-10 2.31 23.10 920 60.43% (COM SUB) 
11-15 3.94 42.80 269 77.91% 
POPULAR 16-20 4.27 64.15 102 84.54% 
(SEM SUB) 21-50 7.34 284.35 67 88.89% 
RESIDENCIAL > 5ô 13.óá - i 88.95% 
NORMAL 0-10 3.29 32.90 66 93.24% (COM SUB) 
11-15 4.27 54.25 15 94.22% 
NORMAL 16-20 4.62 77.35 12 95.00% 
--··-··- ·~·-··~- . ... --··-· --- . .. --·-· ... ·---- ---- 
(SEM SUB) 21-50 7.91 314.65 8 "95.52% 
> 50 13.97 - o 95.52% 
Total Residencial 1470 95.52% 
POPULAR o-·13 3.94 51.22 15 0.97% 
COMERCIAL 0-50 8.25 412.50 14 1.88% 
NORMAL 
> só 13.ó8 - ó i.áá% 
Total Comercial 29 1.88% 
0-15 7.29 109.35 o 0.00% 
.•. .. - - . . . 
INDUSTRIAL NORMAL 16-50 8.65 412.10 o 0.00% 
> 50 13.44 - o 0.00% 
Total Industrial o 0.00% 
0-15 4.81 72.15 29 1.88% 
PÚBLICA NORMAL 16-·50 7.16 322.75 8 2.40% 
> so 11.49 - 3 2.60% 
Total Pública 40 2.60% 
0-10 2.31 23.10 o 0.00% 
11-15 3.89 42.55 o 0.00% 
ENTIDADE FILANTRÓPICA 16-20 4.18 63.45 o 0.00% 
21-50 7-.16 278.25 Q 0.00% 
> 50 12.63 - o 0.00% 
Total Filantrópica o 0.00% 
TOTAL GERAL 1539 100.00% 
Fonte: CAGECE, 2018. 
De acordo com os dados apresentados, o maior número de economias está 
relacionado à categoria residencial popular, com faixa de consumo de até 10 m3
, tarifa 
de R$ 2,31/m3 e valor final de R$ 23, 10 cobrado na conta de água. 
AR~EI -i'cagece 
AGfeCIA 
REGULADORA 
~ ~ DOEST.\00 
......,,,. OOCfAAÃ ENGENHARIA 
-: :,. 
:: :: Governo Municipal de 
\;1 1~ii ltaiçaba 
88 
li. Zona rural .. Sede 
A zona rural do Distrito Sede possui 1 O localidades nominadas pelo IBGE 
que são atendidas por rede geral, poço, cisterna e outras formas de abastecimento, 
conforme levantamento do Censo/2010. Ao todo foram levantados pelo IBGE 966 
domicílios, porém, segundo esta fonte de informação, ao contrário do verificado na 
zona urbana, a quantidade de domicílios com rede geral de abastecimento de água é 
reduzida, totalizando 729. O levantamento dos domicílios particulares permanentes e 
suas formas de abastecimento estão apresentados na Tabela 4.14. 
Tabela 4.14 - Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona RURAL 
do Distrito Sede - 201 O. 
fQÇQ QIJ Á.g1,1_a.d.a 
Âgua da 
~.!Q, Poço ou chuva Rede 
nascente na 
nascente fora Carro- chuva 
armazenada açude, Outra 
Total 
geral 
propriedade 
da pipa armazenada de outra 
lago ou Geral 
propriedade em cisterna forma igarapé 
. . --· . .. .. . . . - - . 
729 46 16 95 9 1 21 49 966 
Fonte: Censo/2010 (2018). 
O SISAR opera um sistema de abastedmento coletivo, na local!dade: 
Tabuleiro do Luna (Tabela 4.15 e Tabela 4.16). Os SISAR's são autossustentáveis, 
porém, sua coordenação e fiscalização são de responsabilidade da CAGECE. 
Tabela 4.15 - Dados populacionais e ligações do SISAR zona rural no Distrito Sede 
Lig. Lig. Índice de 
População População Atendimento Localidade Coberta Totais Ativas Hidrometração Total Abastecida Real 
Tabuleiro do 315 242 100% 915 1.191 76,85% Luna 
Fonte: SISAR (2018) 
Tabela 4.16 - Dados operacionais do sistema SISAR zona rural no distrito Sede 
Tipo 
Extensão Capac. Tipo Horas de 
Volume 
Localidade da Rede REL médio Captação (m) (m3) Tratamento Funcionamento (m") 
- - ----- - .. 
Dupla 
-· - 
Tabuleiro do Poço 
Luna Tubular 6.386 38 Filtração e 12 1.243 
Cloração 
Fonte: SISAR (2018) 
ARr!.......,,,. EI:OO~CEJ.R':' À -=etcagece ENGENHARIA 
' i • 
:Í :! Governo Municipal de 
~-q: .. -:-ili ltaiçaba 
89 
A Tabela 4.17, traz os dados do Sistema de Informações de Cisternas 
{SigCisterna) do MOS. O levantamento dá conta de 45 cisternas distribuídas em 12 
localidades. 
Tabela 4.17 - Domicílios com Cister·nas de Água de Chuva por localidade na zona RURAL dó 
Distrito Sede, segundo o MOS. 
Fonte: MDS (2018) 
Localidade Total 
ALTO DOS PEQUENOS 3 
ARRAIAL 1 
CAMORIM 8 
CANTO DA ONÇA 2 
CIDADE NOVA 4 
CORREGO 1 
CÓRREGO DO MENDONÇA 3 
CORREGO DO TAMANDUÁ 3 
FAZENDA NOVA 1 
LAGOA DE TRÁS 1 
RIACHO DO POVO 4 
SERROTE 14 
Total Geral 45 
4.2.2 Sistemas Futuros 
A prefeitura não apresentou nenhum dado de sistemas futuros. 
4.2.3 Índices de Cobertura e Atendimento do Abastecimento de 
Água 
A Tabela 4.18 apresenta os índices de cobertura e de atendimento por 
abastecimento de água do Município de ltaiçaba. Estes índices foram calculados a 
partir dos dados de várias fontes, conforme visto nos itens anteriores. Foram elas: 
CAGECE (2018), SISAR (2018), MOS (2018), PREFEITURA DE ITAIÇABA (2018) e 
Censo IBGE/2010 (IBGE, 2018). O cálculo dos índices foi feito embasado nas 
seguintes considerações: 
•!• O número de domicílios foi o utilizado como variáveis. O número de domicílios 
total foi obtido a partir do Censo/2010, atualizado para o ano de 2018 por meio 
de taxas geométricas aplicadas em cada distrito nas áreas urbanas e rurais. Os 
AR~El 4,cagece 
,\O(NCIA 
"""""~ REGULA.DORA 
~ ,. DO (C.lADO 
.....,, llOCíAAÃ. ENGENHARIA 
... . $Í f: Governo Municipal de 
~>,;: ./! ltaiçaba 
90 
valores das taxas geométricas adotadas foram de 1.%, para as taxas censitárias 
até 1 %, de 2% para taxas censitárias maior que 1 % até 3%, e 3% para taxas 
censitárias superiores (Tabela 3.1 ); 
•:• SEDE - Os números de domicílios coberto e atendido da zona urbana foram 
obtidos pela CAGECE (Quadro 4.15), porém a quantidade de domicílios 
cobertos e ativos fornecidos superou o total de domicílios urbanos estimados 
para 2018. Neste caso, o excedente foi considerado como domicílios cobertos 
e ativos da zona rural. A estes foram acrescidos os domicílios rurais atendidos 
pelo SISAR (Quadro 4.18) e MOS (Quadro 4.20); 
Conforme explicado anteriormente, o objetivo principal dos critérios 
elencados foi evitar sobreposições de uma mesma variável no cálculo. Ao final, o 
abastecimento de água no Município atingiu índices totais de cobertura de 82,8% e 
de atendimento de 52,3% (Tabela 4.18). 
Tabela 4.18 - Cobertura e Atendimento do abastecimento de água de ltaiçaba. 
ABASTECIMENTO DE AGUA - Número de Domicílios 
Município/ Situação e Totais (Unidades) 
Distrito/ localização Número de Domicílios Índices 
Localidade da área Cobertura Atendimento Total Coberto Ativo (%) (%) 
Urbana 1.827 1.827 1.452 100,0 79,5 
ltaiçaba - CE Rural 1.495 924 287 61,8 19,2 
Total 3.322 2.751 1.739 82,8 52,3 
Fontes: IBGE/CAGECE/SISAR/MDS 
4.2.4 Principais constatações levantadas do abastecimento de 
água 
1. O abastecimento de água do município ainda não alcançou a universalização 
na cobertura rural (61,8%) e no atendimento com índices de 79,5% urbano e 
19,2% rural; 
ll. Segundo dados de economias do sistema CAGECE Sede, foram analisados 
percentuais de imóveis cobertos com água tratada disponível e não estão 
interligados à rede correspondendo a 39,27%; 
Ili. A produção (7,641/s) do sistema CAGECE não atende à demanda atual na área 
urbana da Sede e precisa ser ampliada a curto prazo para 16,96 1/s até 2022; 
AR~~ Ej:OOf((t.=RA -- 4-cagece 
.. 
... 
:+--.i:, .. : t:. Governo Municipal de .. .. 
\.: .. ~1: ltaiçaba 
91 
IV. De acordo com os dados de extensão de rede, verificou-se que não houve 
investimento em ampliação no últimos 2 (dois) anos; 
V. Sobre a qualidade da água do sistema Sede, foi possível observar no ano 
analisado (2017); que durante a maioria do tempo os parâmetros cor aparente 
esteve acima do limite máximo; 
VL De acordo com os dados de ligações da localidade com sistema SISAR 
(Tabuleiro do Luna), foi possível constatar que cerca de 23% dos imóveis com 
rede disponível, não estão conectados. 
AR~E ~Cagece l
.,,1 .. ,,. 
""""'9 RECiULAOORA 
~ M D0 f51A00 
.~ OOCCARÁ 
ENGENHARIA 
92 
4.3 Esgotamento Sanitário 
O diagnóstico desta componente do saneamento básico levantou todas as 
soluções existentes no Município de ltaiçaba, tanto coletiva quanto individual. 
Entretanto, para efeito de solução adequada, foram consideradas as soluções que 
atendem ao disposto na ABNT que, neste caso, resumiram-se em apenas duas: 
sistema coletivo por rede com tratamento e sistema individual por fossa séptica e 
sumidouro, em especial, os módulos sanitários implantados pela FUNASA. Estes 
últimos, inclusive, foram levantados em separado. 
Não há solução coletiva de esgotamento sanitário que atenda a zona 
urbana do Distrito Sede. No caso de solução individual, vale ressaltar que cabe ao 
proprietário do domicílio a responsabilidade por sua manutenção e operação. 
Entretanto, isto não exime as obrigações do poder público de exigir e cobrar dos 
habitantes a utilização de soluções individuais que atendam a legislação em vigor. 
Afinal, do ponto de vista da engenharia Sanitária e da saúde pública, trata-se de uma 
situação preocupante, visto que a disposição inadequada de esgoto, a céu aberto ou 
por meio de fossa rudimentar, por exemplo, atrai vetores, contamina o solo e os corpos 
aquáticos e dissemina doenças. 
4.3.1 Distrito Sede 
1. Zona Urbana - Sede 
Por meio dos dados do Censo/2010, foi identificada a existência de várias 
alternativas de solução utilizadas para o esgotamento sanitário no Distrito Sede como 
rede, fossas sépticas, fossas rudimentares, vala e outros escoadouros. O Censo/201 O 
contabilizou 03 domicílios com rede geral de esgoto ou pluvial na zona urbana do 
Distrito Sede. Entretanto, os mesmos dados informam que na zona urbana há 1.218 
domicílios, fazendo uso de fossas rudimentares (Tabela 4.19). 
ARr!~ El=00([.C:R':' Ã -~Cagece 
' 
93 
Tabela 4.19 - Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona URBANA 
do Distrito $ede1 segundo IBGE. 
Rede geral de Fossa Fossa Vala 
Outro Não Total 
esgoto ou pluvlal séptica rudimentar tleo tinham Geral 
3 72 1218 6 3 17 1.319 
Fonte: Genso/2010 (2018). 
A Prefeitura informa que, dos 1.227 domicílios da zona urbana do Distrito 
Sede, dos quais 66, 18% tem solução individual do tipo fossa rudimentar e em 1, 14% 
não existem banheiros nem sanitários. 
Gráfico 4.1 O - Domicílios por tipo de Esgotamento na zona URBANA do Distrito Sede, segundo 
a Prefeitura 
Módulo Funasa 0,41% 
Fossa Séptica 
+ sumidouro 
Fossa 
Rudimentar 
Outro 
Escoadouro 
0,24% 
Não tem 
banheiro 1,14% 
0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 
Fonte: Prefeitura (2018) 
Tabela 4.20 - Solução individualizada de esgotamento sanitário na zona URBANA do Distrito 
Sede, segundo Prefeitura, 
Quantidade de domicilios 
não atendida por sistema público de es.gotamento sanltárlo, por tipo Existe 
Localidades de solução individual? lançamento de 
Total Fossa 
esgoto a céu 
Módulo Fossa Outro Não tem aberto? 
Funasa 
Séptica+ Rudimentar Escoadouro banheiro 
sumidouro 
ltaiçaba 1227 5 393 812 3 14 não 
Total 1.227 5 393 812 3 14 ;a. 
Fonte: Prefeitura (2018) 
AR~EI --Cagece 
AG(NCIA 
REGU LADO RA 
~ ~ OOEST"-DO 
,.....,,,, OO(IAAA ENGENHARIA 
.. ... ... 
:! I: Governo Municipal de 
1t,, i~ii ltaiçaba 
94 
li. Zona Rural .. Sede 
Os dados do Censo/2010 identificam apenas a existência de solução 
individualizada para o esgotamento sanitário da zona rural do Distrito Sede do 
Município de ltaiçaba. Do ponto vista sanitário, a situação é preocupante, já que as 
soluções domiciliares encontradas estão quase todas distribuídas em 872 fossas 
rudimentares e 80 que não tinham banheiros nem sanitários, e mais alguns com 
lançamento em vala e outros escoadouros (Tabela 4.21 ). 
Tabela 4.21 - Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona RURAL do 
Distrito Sede, segundo IBGE 
Fossa Fossa Vala Outro tipo 
Não Total Geral séptica rudimentar tinham 
1 872 7 6 80 966 
Fonte: Censo/2010 (2018). 
A Prefeitura informa que, dos 3.066 domicílios da zona rural do Distrito 
Sede, dos quais 74,66% tem solução individual do tipo fossa rudimentar e em 0,98% 
não existem banheiros nem sanitários. 
Gráfico 4.11 - Domicílios por tipo de Esgotamento na zona RURAL do Distrito Sede, segundo a 
Prefeitura 
Módulo Funasa 1,08% 
Fossa Séptica 
+ sumidouro 
Fossa 
Rudimentar 
Outro 
Escoadouro 1,14% 
Não tem 
banheiro 0,98% 
0,00% 20.00% 40.00% 60,00% 
Fonte: Prefeitura (2018) 
AR~~ EI[OO= CEARÂ -~Cagece ENGENHARIA 
• 
., 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
95 
Tabela 4.22 - Solução individualizada de esgotamento sanitário na zona RURAL do Distrito 
Sede; segundo Prefeitura. 
Quantidade de domicílios 
não atendlda por slstema público de esgotamento sanltárlo, por Existe 
Localidades tipo de solução individual? lançamento de 
Total Fossa 
esgoto a céu 
Módulo Séptica+ 
Fossa Outro Não tem aberto? 
Funasa 
sumidouro 
Rudimentar Escoadouro banheiro 
ASSENTAMENTO 124 3 22 93 4 2 não TOME AFONSO 
DISTRITO ALTO 317 2 50 260 2 3 não BRITO 
DISTRITO ALTO 109 3 10 91 3 2 não FERRAO 
ITAIÇABA 2077 19 549 1475 18 16 não 
LOGRADOURO 187 4 8 169 3 3 não 
TABULEIRO DO 252 2 40 201 5 4 não LUNA 
Total 3.066 33 679 2.289 35 30 - 
Fonte: Prefeitura (2018) 
4.3.2 Índices de Cobertura e Atendimento do Esgotamento 
Sanitário 
A Tabela 4.23 apresenta os índices de cobertura e de atendimento por 
esgotamento sanitário do Município de ltaiçaba que foram calculados a partir dos 
dados das seguintes fontes: CAGEGE (2018), PREFEITURA DE 1T AIÇABA (2018) e 
Censo/201 O (IBGE, 2018). A análise estabeleceu os seguintes critérios para o cálculo 
dos índices: 
•:• O número de domicílios foi o utilizado como variáveis. O número de domicílios 
total foi obtido a partir do Censo/2010, atualizado para o ano de 2018 por meio 
de taxas geométricas aplicadas em cada distrito nas áreas urbanas e rurais. Os 
valores das taxas geométricas adotadas foram de 1 %, para as taxas censitárias 
até 1 %, de 2% para taxas censitárias maior que 1 % até 3%1 e 3% para taxas 
censitárias superiores (Tabela 3.1 ); 
•:• SEDE - Os números de domicílios cobertos e atendidos das zonas urbana e 
rural foram obtidos do IBGE, (Tabela 4.19 e Tabela 4.21); 
AR~EI -9\Cagece 
AG(O,OA 
AEC.ULADOAA 
'-'. ~ DOESTADO 
......,,,. l>OU AIIA ENGENHARIA 
96 
Com estes critérios, buscou-se evitar que o mesmo dado fosse 
contabilizado mais de uma vez nos cálculos dos índices. Por fim, o esgotamento 
sanitário do Município de ltaiçaba atingiu índices totais de cobertura e atendimento de 
2,29%, (Tabela 4.23). 
Tabela 4.23 - Cobertura e Atendimento do esgotamento sanitário de ltaiçaba. 
ES.GOTAMENTO SANITÁRIO - Número de Domicílios 
Município/ Situação e Totais (Unidades) 
Distrito/ localização Número de Domicílios Índices 
Localidade da área Cobertura Atendimento Total Coberto Ativo (%) (%) 
Urbana 1827 75 75 4, 11 4,11 
ltaiçaba - CE Rural 1495 1 1 0,07 0,07 
Total 3322 76 76 2,29 2,29 
r=·ontes: IBGl::/PREPl::ITiJRA DE liAIÇABA 
4.3.3 Principais constatações levantadas do esgotamento 
sanitário 
1. No município não existe solução coletiva de esgotamento sanitário; 
li. O esgotamento sanitário do município ainda não alcançou a universalização, 
dado os índices de cobertura e atendimento de esgoto urbano (4, 11 % ) e rural 
de (0,07%); 
Ili. Em alguns pontos nos distritos do Município de ltaiçaba existem esgoto 
escorrendo a céu aberto; 
IV. Quantificou-se 44 domicílios sem banheiros em todo o município, segundo a 
PREFEITURA. 
AR~EI
""- RfGOl""" AOOOA 
~ 
OO E~fAOO 
OO(CARA -~Cagece 
• 
• • • 
• 
• • • • • • 
• 
• • 
' 
• 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
97 
4.4 Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos 
Sólidos 
4.4.1 Aspectos administrativos 
Os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduo sólidos do Município 
de ltaiçaba tem como órgão gestor a Secretaria de Obras e Infraestrutura do Município 
e são realizados pela prefeitura. 
Ao todo, em 2018, são 14 trabalhadores nos serviços de coleta e limpeza 
pública. 
Os dispêndios da Prefeitura com os serviços de limpeza urbana e manejo 
dos resíduos sólidos do Município de ítaíçaba são de R$ 81.990,00/mês. Este total 
corresponde às despesas mensais com coleta domiciliar e comercial de R$ 30.000,00 
e com varrição de vias e logradouros públicos de R$ 47.990,00 e R$ 4.000,00 com 
resíduos de serviços de saúde. 
4.4.2 Aspectos Operacionais 
O sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos do Município 
de ltaiçaba dispõem dos serviços de coleta, varrição, limpeza, capinação de 
logradouros e outros. A seguir, detalham-se os principais aspectos de sua 
operacionalização. 
Acondicionamento 
O acondicionamento dos resíduos sólidos fica à cargo da população, sendo 
utilizados sacolas plásticas e outros recipientes, mas que somente deve ser disposto 
no logradouro público em dias de coleta. 
Coleta 
Considerando os resíduos sólidos do Município de ltaiçaba, segundo o 
Censo/201 O, 1.662 domicílios têm seus resíduos sólidos coletados, enquanto que 623 
dão destino inadequado, queimando-os; enterrando-os ou dispondo-os em locais 
indevidos (Tabela 4.24} . 
AR~EI -~Cagece 
A<E NCIA 
REGULADO RA 
~ ~ D0ES1A00 
. .......,, OOCfA.IU, ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
98 
Tendo por base o ano de 2018, a Prefeitura de ltaiçaba informa que os 
resíduos sólidos são coletados em 860 de domicílios urbanos (Tabela 4.25). 
Tabela 4.24 - Situação dos Resíduos Sólidos por domicíUo do Município de ltaiçaba nas zonas 
urbana e rural, em 2010, segundo IBGE. 
Coletada Não coletado 
Em Jogado I.Jogado err Distrito caçamba Por Enterrado 
em rio, terreno Outro 
Queimado [Total geral 
de serviço serviço de Total (na lago ou baldia ou destina 
(na Total 
de llmpeza propríedade) mar ~ogradourc propriedade} 
limpeza 
Sede 91 1571 1662 10 o 33 o 580 623 2285 
Rural 2 347 349 10 o 33 o 574 617 966 
Urbana 89 1224 1313 o o o o 6 6 1319 
Total geral 91 1571 1662 10 o 33 o 580 623 22.S5 
Fonte: Censo/2010 (18GE, 2018), 
Tabela 4.25 - Situação dos Resíduos Sólidos por domicílio do Município de ltaiçaba nas zonas 
urbana e rural, em 2018, segundo Prefeitura Municipal. 
Zona 
Distrito 
ltaicaba Total 
Urbano 860 860 
--· - - . - 
Rural 680 680 
Total 1.540 1.540 
Fonte: Prefeitura de ttaiçaba, 2018. 
Ainda, segundo dados da Prefeitura (2018), a coleta dos resíduos 
domiciliares é realizada de 3 (três) vezes por semana. Não existe cobrança específica 
pelo serviço por meio de taxa ou tarifa. No Município, há coleta diferenciada dos 
resíduos de serviço de saúde e de construção e demolição. São coletadas, o total de 
72,2 toneladas por mês de resíduos domiciliares, de saúde, de construção civil, entre 
outros. 
O Município de ltaiçaba ainda não realiza coleta seletiva em nenhum de 
seus distritos. 
Transporte 
A coleta e o transporte dos resíduos são realizados em 1 (um) caminhão 
compactador e 2 (dois) caminhões basculantes ou carroceria, apresentando bom 
estado de conservação. 
ARe!
,.....,,, EIS: 00 CEARA ,4-cagece ENGENHARIA 
41 
• 
41 
., 
.&. 
-! -~ 
:: t! Governo Municipal de 
~- jj lt . b ·~, .. ~ arça a 
99 
Composição dos resíduos sólidos domiciliares 
De acordo com a Prefeitura de ltaiçaba (2018), os resíduos sólidos 
domiciliares do município possuem em sua composição: papel/papelão, plástico, 
metais, vidros, matéria orgânica e outros não identificados (Tabela 4.26 e Gráfico 4.12). 
Tabela 4.26 - Composição física percentual média dos Residuos Sólidos do Município de 
ltaiçaba. 
Componente Percentual em peso(%) 
Matéria Orgâníca 43,0 
Papel/Papelão 11,0 
Plástico 7,0 
Metais 6,0 
Vidrá 5,0 
Outros 28,0 
Fonte: Prefeitura Municipal de ltaiçaba (2018) 
Gràftco 4.12 - Distribuição dos resíduos sólidos do Município de ltaiçaba 
Percentual em peso (%) 
e Matena Orgânica 
e Papel/Papelão 
e Plástico 
e ,eta1s 
e Vidro 
e Outros 
28,0 
43,0 
Fonte: Prefeitura Municipal de ltaiçaba (2018) 
Tratamento 
O município não possui sistema de tratamento dos resíduos sólidos 
urbanos. 
--Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
100 
Disposição final 
Os resíduos coletados no município são dispostos no vazadouro a céu 
aberto (lixão), localizado na CE 123 (Figura 4.3), 
Figura 4.3 - Vazadouro a céu aberto (lixão) do Município de ltaiçaba. 
Google imagens (2018). 
No intuito de dar destino adequado aos resíduos sólidos, o Município aderiu 
ao consórcio para destinação final, cujo aterro será localizado no Município de Aracati. 
4.4.3 Regionalização da Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos 
A Lei Federal nº 12.305/201 O, que trata da Politica Nacional de Resíduos 
Sólidos (PNRS), dispõe no seu art. 9° sobre diretrizes da gestão e do gerenciamento 
dos resíduos sólidos e traz, em ordem de prioridade, as seguintes ações: não geração, 
redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final dos rejeitas de modo 
ambientalmente adequado. 
O art. 8° desta lei incentiva à adoção de consórcios entre entes federados 
para elevar a escala de aproveitamento e reduzir custos como instrumentos da política 
de resíduos sólidos. Como meio de fortalecimento dessa forma de gestão, o art. 45 
estabelece prioridade na obtenção de incentivos do governo federal aos consórcios 
públicos constituídos, para viabilizar a descentralização e a prestação dos serviços 
relactonadce aos resíduos. 
AR~. ......,,,, EI:OO= (tAR.t. -~Cagece ENGENHARIA 
• 
' ... 
~1--11 Governo Municipal de .. .. 
\:
1 .. ~f ltaiçaba 
101 
O art. 26 estabelece que o titular dos serviços públicos de limpeza urbana 
e de manejo de resíduos sólidos é o responsável pela organização e prestação direta 
ou indireta desses serviços, em conformidade com o plano municipal de gestão 
integrada de resíduos sólidos e a Política Nacional de Saneamento Básico. 
Quanto à destinação ou disposição final dos resíduos a céu aberto (lixões), 
excetuando-se os derivados de mineração, a PNRS proíbe esta prática; em seu art. 
47. Define, ainda, prazo para a extinção dos lixões, observando o ano de 2014 como 
prazo limite para implantação da disposição final ambientalmente adequada dos 
resíduos. Desta forma, considerando as obrigações, incentivos e os prazos da Lei nº 
12.305, os consórcios são a melhor forma de gestão para os resíduos sólidos. 
Desta forma, o Governo Estadual, por meio de estudo financiado pelo 
Ministério do Meio Ambiente, está incentivando a regionalização da gestão integrada 
dos resíduos sólidos com o objetivo de permitir ganhos de escala e promover sua 
sustentabilidade como um todo na área de abrangência do consórcio, o que permitirá 
o alcance das metas propostas, em especial, as de encerramento de lixões, 
implantação de aterros sanitários e implementação da coleta seletiva, com 
participação de catadores. 
Seguindo a orientação do Governo Federal e visando proporcionar uma 
base de referência para os municípios do Estado do Ceará quanto à implantação de 
consórcios intermunicipais, a Secretaria das Cidades do Ceará realizou estudo, 
abrangendo todos os municípios do Estado, visando identificar e agrupar municípios 
que poderiam formar consórcios intermunicipais em potencial, caracterizando uma 
regionalização. 
O planejamento adotou o modelo básico de implantação de consórcios 
intermunicipais, onde os investimentos concentram-se no aterro sanitário, prevendo 
ainda a necessidade de investimentos em estruturas de adicionais de apoio, como nas 
estações de transbordo (Figura 4.4). 
AR -E!"'"'·· sQCagece ~'9 REWlAOORA 
'-'. ~ DOEST.-.OO 
. ......,,, UO(íARA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
102 
Fig1,1rn. 4.4 - MQdelQ de implantaçâo de consórctos interrnurucipais 
ITAIÇABA COMARES/UAR - 
1 ARACATI 
Coleta 1 ' 
' 
Regular 
1 
1 
1 
' ' 1 
' 1 
' 1 
1 
' ' ' 
/ / ' ' 1 ' 
Coleta Destino ' 1 Estação de 
Seletiva Final ' Transferência ' ' 
_/ ' ' _/ 
-: ' ' ' ' ' ' r \ 
1 
' Disposição Reutilização, reciclagem, ' ' Final compostagem e recuperação ' ' ' (Aterro San1táno) 
1 
1 ,, 
Fonte: Elaboração própria. 
O modelo adotado traz como responsabilidade do Município a coleta 
regular e seletiva dos resíduos e seu transporte até a estação de transferência 
(transbordo). Para o consórcio, recai o transporte dos resíduos dispostos nas estações 
de transbordo ao aterro, além da operação e manutenção deste, devido à inviabilidade 
da implantação de aterro em cada município. 
Assim, o estado foi dividido em 14 regiões para construção de aterros 
sanitários, dentre as quais a região do Litoral Leste que compreende 7 municípios, 
tendo como pólo o Município de Aracati, com uma população de 336.310 habitantes 
e geração de 136,3 t/d de resíduos domiciliares. A distância de transporte é de 58,29 
km, sendo previstos 7 unidades de transbordo e 2 aterros sanitário e demais 
equipamentos, resultando num custo de R$ 19.470.168,30. {Tabela 4.27). 
ltaiçaba está inserida na Região Litoral Leste (Figura 4.5), como um dos 7 
(sete) municípios constituintes do Consórcio do Aterro de Aracati que são: Aracati 
(sede), Beberibe, Cascavel, Fortim, lcapuí, ltaiçaba, Jaguaruana, no qual Aracati 
sediará o aterro sanitário. 
-itcagece 
• 
103 
Tabela 4.27 - Caracterização da Região 3 - Litoral Leste 
CARACTERIZAÇÃO DESCRIÇÃO 
Região Aracati 
Aracati, Beberibe, Cascavel, 
Município-Sede Fortim, lcapuí, ltaiçaba, 
.Jaquaruana, 
Municípios Integrados Pindoretama 
Área (Km2) 5.544 
Distância Média à Sede (Km) 58,29 
POP. Total estimada para 2032 336.310 
Geração de RSD estimada t/dia 136,3 
Geração de RCD estimada t/dia 81,8 
Geração de RSS estimada t/dia 1,3 
Fonte: Proposta de Regionalização para a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos no Estado do Geará 
(2012). 
Sobre o consórcio, segundo o município foram realizadas reuniões e a 
documentação provenientes destas foram: 
~ PROTOCOLO DE INTENÇÕES DO CONSÓRCIO MUNICIPAL PARA 
ATERRO DE RESÍDUOS SÓLIDOS-COMARES; 
~ O CONTRATO DE PROGRAMA; 
- O CONTRATO DE RATEIO; 
Houve ainda uma Assembleia Geral, no entanto, as ações se encontram 
em andamento. 
AR~E .Jjlcagece 
IIAW<C>A R(6UUD0R.t. 
~ a DOESlAOO 
......,,, OOCfARA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
104 
fig1.m1. 4,S - Mapa dos muntctcíos consorclados com sede do aterro em Arél.ça.ti - 2018, 
' 
ARES/UCV 
Beberibe 
Aracati 
Nalhano 
\_ 
\_ > ____ 
.as 
ltaiça~~~l ~/ lcapuí , 
---./'\~-=-=----- '-----' 
COMARESJUARI 
Jaguaruana / --~- 
1/ 
\ 
Ouixeré 
\ 
Fonte: Secretaria das Cidades, mapa dos consórcios para resíduos sólidos no Estado do Ceará - 2018. 
Relacionamento com a sociedade 
O município desenvolve trabalhos de educação ambiental junto à 
população nas escolas da rede municipal. Entretanto, alguns problemas são 
acarretados pela disposição irregular de resíduos sólidos com lançamentos de lixo em 
vias públicas e logradouros e terrenos baldios que terminam por causar poluição de 
recursos hídricos. As principais reclamações que chegam à Prefeitura são de entulhos 
fora dos dias das rotas de coleta e da conscientização e participação das 
comunidades. 
ARCE[~ -~Cagece ENGENHARIA 
' 
:li e 1 
.4 .- Governo Municipa de 
~~ .... ~ii ltaiçaba 
105 
4.4.4 Índices de Cobertura e Atendimento do Sistema de Limpeza 
Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos 
A Tabela 4.28 apresenta os índices de cobertura e de atendimento pelo 
sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos do Município que foram 
calculados a partir dos dados das seguintes fontes: PREFEITURA DE 1T AIÇABA 
(2018) e Censo/2010 (IBGE, 2018). A análise estabeleceu os seguintes critérios para 
o cálculo dos índices: 
•!• O número de domicílios foi o utilizado como variáveis. O número de domicílios 
total foi obtido a partir do Censo/2010, atualizado para o ano de 2018 por meio 
de taxas geométricas aplicadas em cada distrito nas áreas urbanas e rurais. Os 
valores das taxas geométricas adotadas foram de 1 %, para as taxas censitárias 
até 1 %, de 2% para taxas censitárias maior que 1 % até 3%, e 3% para taxas 
censitárias superiores {Tabela 3.1 ); 
•:• Os números de domicílios coberto e atendido de todos os distritos, utilizados 
nos cálculos dos índices, foram os informados pela PREFEITURA (Tabela 4.25). 
Ao final, os resíduos sólidos no Município atingiram índices totais de 
cobertura e/ou de atendimento de 46,36%. Portanto, conclui-se que o Município de 
ainda não atingiu a universalização da limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos 
em relação às atividades de coleta, como determina a Lei Federal no 11.445/2007. 
Tabela 4.28 - Cobertura e Atendimento do sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos 
sólidos de ltaiçaba. 
LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS RESÍDUOS 
Município/ Situação e SÓLIDOS - Número de Domicílios Totais (Unidades) 
Distrito/ iocallzação da Numero de Domicílios Índices Localidade área 
Total Coberto Ativo 
Cobertura Atendimento 
(%) (%) 
Urbana 1827 860 860 47,08 47,08 ~--·· .. ·- ---- ··-- -- --··--- . 
... --- .. - 
ltaiçaba - CE Rural 1495 680 680 45,47 45,47 
Total 3322 1540 1540 46,36 46,36 
Fontes: Censo/2010 (IBGE,2018) / PREFEITURA DE ITAIÇABA, 2018. 
AR -tlcagece ~EI:!~. ~ ~ 1 D0E5'AD0 
.~ OOCEAQA ENGENHARIA 
106 
4.4.5 Principais constatações levantadas dos resíduos sólidos 
•!• A coleta dos resíduos sólidos urbanos do Município de ltaiçaba ainda não 
alcançou a universalização, dado o índice de cobertura urbano de 47,08% e 
rural 45,47%; 
•!• Os veículos de coleta dos resíduos domiciliares não são adequados, pois 
possui apenas um caminhão compactador; 
•!• Os resíduos, ao serem coletados, não passam por nenhum tratamento e 
seguem direto para destino final, no caso, o lixão; 
•!• Não é feita coleta seletiva no município, mas existe um projeto neste sentido. 
,4-cagece ENGENHARIA 
' 
t 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
4.5 Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas 
107 
o órgão responsável pelos serviços de drenagem e manejo das águas 
pluviais urbanas no Município de ltaiçaba é a Secretaria de Infraestrutura. 
4.5.1 Microdrenagem 
O Distrito Sede conta com rede de microdrenagem com 350m compostos 
por bocas-de-lobo e tubulações. Os principais problemas que causam mais 
dificuldades no sistema de microdrenagem são: 
•!• Rompimento de tubulações 
•:• Alagamentos e inundações causados por obstrução por resíduos 
sólidos; 
•:• Alagamentos e inundações por insuficiência do sistema de 
microdrenagem; 
•:• Ligações clandestinas de esgotos sanitários nas redes de drenagem 
pluvial. 
Segundo informações da Prefeitura, são realizados serviços de limpeza e 
manutenção de bocas-de-lobo durante o período chuvoso. O Censo/201 O do IBGE 
contabilizou apenas 95 domicílios que contam com bocas-de-lobo em seu entorno 
(Tabela 4.29). 
AR~EI ~Cagece 
AGí"CIA 
AEGUI..ADORA 
'ã,. ~ 00 ESTADO 
......,, l)()(íA.oiA ENGENHARIA 
108 
Tabela 4.29 - Domicílios partícularee permanentes, em ã.reas com ordenamento urbano regula_r, 
por características do entorno, segundo Censo/2010. 
Caracteristicas do Existência de características do Total entorno entorno 
Existe 1052 
Pavimentação Não existe/Não declarado 267 
Total 1319 
Existe 278 
Calçada Não existe/Não declarado 1041 
Total 1319 
Existe 1045 
Meio-fio/guia Não existe/Não declarado 274 
Total 1319 
Existe 95 
Bueiro/boca de lobo Não existe/Não declarado 1224 
Total 1319 
Fonte: Censo/2010 (IBGE, 2018) 
Em termos de pavimentação de ruas, a Tabela 4.30 traz os quantitativos e 
percentuais que retrata a situação dos distritos quanto a esse quesito, Baseada nas 
informações fornecidas pela Prefeitura Municipal de ltaiçaba, podemos observar que 
o município dispõe de 50% da extensão total de suas ruas com pavimentação. 
Tabela 4.30 - Dados da microdrenagem por ruas pavimentadas em cada distrito, segundo a 
Prefeitura do Município de ltaiçaba. 
Ruas Pavimentadas 
Distrito Extensão 
(km} 
ltaiçaba 9 50% 
Fonte: Prefeitura Municipal, 2018. 
4.5.2 Macrodrenagem 
Não recebemos dados sobre extensão de rede de macrodrenagem no município. 
4.5.3 Uso do solo 
A exceção da Sede, nos demais distritos, a ocupação não é intensa, mas é 
desordenada. São exigidos para a implantação de um loteamento ou abertura de rua 
os seguintes critérios mínimos, segundo informou a Prefeitura: 
ARCEI~ .. -.Cagece ENGENHARIA 
41 
41 
• t 
t 
41 
t 
41 
• 
' :i i! Governo Municipal de 
~: i~iJ ltaiçaba 
109 
•:• Pavimentação; 
•:• Passeios e meio-fio; 
•:• Áreas verdes e Praças; 
•:• Sistema de Drenagem Pluvial; 
•!• Sistema de Abastecimento de Água, 
Quanto aos principais problemas que causam dificuldades na ocupação do 
solo, destacam-se os seguintes: 
• Erosão; 
• Ocupação desordenada do solo; 
• Desmatamento. 
4.5.4 Investimentos futuros 
Com base nos dados de pavimentação enviados pela Prefeitura, calculou￾se o déficit de pavimentação necessária nas zonas urbanas do município (Tabela 4.31 ). 
O indicador utilizado foi deduzido a partir dos próprios dados enviados pela Prefeitura 
e da população urbana do IBGE/201 O, cujo valor adotado foi de 0,01 Km de 
pavimentação por domicílio. No total, a necessidade de pavimentação foi estimada 
em mais6 Km. 
Tabela 4.31 - Dados da macrodrenagem, segundo a Prefeitura do Município de ltaiçaba. 
Ruas Pavimentadas Ruas não pavimentadas 
Extensão de 
Distrito 
Dom. Urb. Dados Prefeitura Número pavimentação Número (IBGE/2010) (Quadro 4.94) Domicílios por domicilio Domicílios Extensão 
Extensão Urbanos (Km/dom,) Urbanos 
(Km) 
(kml % 
ltaiçaba 1.319 9,0 50 659 0,01 660 6,6 
Fonte: Elaboração própria, 2018. 
AR EI 4cagece 
"R'("G"UV.O '"' OAA 
~ ~ 00E<;1AD0 
. ......,,,. UOClAJM ENGENHARIA 
110 
4.5.5 Principais constatações levantadas sobre drenagem, 
manejo de águas pluviais e uso de solo 
I. Existem ruas não pavimentadas, cuja ausência de drenagem é causa de 
erosão do solo; 
II. Os recursos hídricos (açudes, riachos, córregos, etc.) sofrem com 
assoreamento de seus leitos, decorrente da ação de degradação da 
vegetação das suas margens; 
Ili. A cobertura insuficiente na coleta e a inadequada destinação dos 
Resíduos Sólidos, em especial, materiais de alto poder poluente tem 
colocado em risco a qualidade da água dos mananciais. 
IV. A pouca ou inexistente cobertura por esgotamento sanitário contamina 
os recursos hídricos com lançamento de esgoto não tratado. 
5. DIRETRIZES 
Diretriz pode ser definida como "norma, indicação ou instrução que serve 
de orientação"
2
, enquanto as estratégias "o que se pretende fazer e quais os objetivos 
que se querem alcançar''
3
. Ambas visam assegurar o alcance das metas estabelecidas 
e sua gradual tradução nas ações programáticas e nos objetivos que se pretende 
concretizar com a implementação do PMSB. A seguir, são elencadas as diretrizes e 
estratégias propostas para o PMSB de ltaiçaba, que foram estabelecidas com base 
no Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). 
5.1 Diretrizes 
As diretrizes deverão orientar, em nível geral, a execução do PMSB de 
ltaiçaba e o consequente cumprimento das metas estabelecidas e estão organizadas 
em três blocos temáticos: 
2 Fonte: Dicionário Aurélio Online, acessado em novembro de 2014, 
3 Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Discuss%C3%A3o:Estrat%C3o/oA9gia, acessado em novembro de 2014. 
ARr:. "tiiiw1fll" EI1 ~ DO(EARA -&tcagece ENGENHARIA 
41 
t 
• • • 
' • 
.. -! ~ .. 1 d ,..: •• Governo Municipa e .. .. 
~"q: .. ~Q ltaiçaba 
111 
A. Relativas às ações de coordenação e planejamento no setor para efetiva 
implementação da Política Municipal de Saneamento Básico: São 
fundamentais para assegurar o avanço institucional da política municipal de 
saneamento, com perenidade e sustentação ao longo do período de 
implementação do PMSB. 
1. Fortalecer a coordenação da Política de Saneamento Básico de ltaiçaba, 
utilizando o PMSB como instrumento orientador das políticas, programas, 
projetos e ações do setor, considerado seu caráter vinculante ao poder público 
e aos prestadores de serviços, buscando sua observância na previsão 
orçamentária e na execução financeira, cuja prioridade de alocação deve 
observar critérios sanitário, epidemiológico e social na alocação de recursos 
para ações de saneamento básico; 
2. Englobar a integralidade do território do município e ser compatível com o 
disposto nos demais planos correlatos, sendo revisto periodicamente, em 
prazo não superior a quatro anos, anteriormente à elaboração dos planos 
plurianuais; 
8. Relativas à prestação e regulação dos serviços de saneamento básico, com 
vistas à sua universalização: Buscam assegurar o fortalecimento da prestação 
dos serviços, bem como do papel do titular, a partir das atividades de gestão e 
regulação, na perspectiva da maior eficiência e eficácia do setor. 
1. Buscar a universalização e a integralidade da oferta de abastecimento de água 
potável e de esgotamento sanitário nas zonas urbana e rural, da oferta da 
coleta de resíduos sólidos na zona urbana e aglomerados da zona rural, do 
manejo e destinação final adequada dos resíduos sólidos, minimizando o risco 
à saúde e assegurando qualidade ambiental, do manejo das águas pluviais 
urbanas minimizando a ocorrência de problemas críticos de inundação, 
enchentes ou alagamentos; 
2. Fortalecer a gestão institucional e a prestação dos serviços, apoiando a 
capacitação técnica e gerencial dos operadores públicos de servíços de 
AR~E -1--Cagece ~ ~ 1~DO!E~STADO 0RA . ......,,,, OO(fARA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
112 
saneamento básico, ações de comunicação, mobilização e educação 
ambiental, e a transparência e acesso às informações, bem como à prestação 
de contas, e o controle social; 
3. Assegurar ambiente regulatório que reduza riscos e incertezas normativas e 
estimule a cooperação entre os atores do setor, através do apoio à agência 
reguladora nas atividades de acompanhamento. 
C. Relativas ao investimento publico e cobrança dos serviços de saneamento 
básico: Visam assegurar o fluxo estável de recursos financeiros para o setor e 
mecanismos para sua eficiente utilização e fiscalização, com base no princípio de 
qualificação dos gastos públicos e da progressiva priorização de investimentos 
em medidas estruturantes
4
. 
1. Assegurar recursos compatíveis com as metas e resultados estabelecidos no 
PMSB, orientando sua destinação e aplicação segundo critérios que visem à 
universalização dos serviços, priorizando os beneficiários com menor 
capacidade de pagamento; 
2. Buscar maior eficiência, eficácia e efetividade nos resultados, estabelecendo 
metas de desempenho operacional para os operadores públicos de serviços 
de saneamento básico. 
5.2 Estratégias 
Das diretrizes expostas decorrem as estratégias, que deverão ser 
observadas na execução da política municipal de saneamento básico de ltaiçaba 
durante a vigência deste PMSB, tanto na execução dos programas, projetos e ações, 
como no cumprimento das metas estabelecidas. As estratégias são apresentadas a 
seguir, agrupadas nos três blocos temáticos, relativos às diretrizes: 
4Medidas Estruturantes: são aquelas medidas que fornecem suporte político e gerencial para a sustentabilidade 
c;ta prestação dos serviços, Encontr~.m-se t~.nto na e~feri;i. d.o aperfeiçoamento da gestão, em todas as suas 
dimensões, quanto na da melhoria cotidiana e rotineira da infraestrutura física. A consolidação desta ações trará 
benefícios duradouros às Medidas Estruturais - constituídas por obras e intervenções físicas em infraestrutura 
de saneamento. 
AR
l""\E J ""'"u, 1.. 
. 'tti!i,,,//11' ~ 
O
~~
O
~ 
((A~A --Cagece 
.. 
• 
' ... 
~ -~ !: :!- Governo Municipal de \., ~n ltaiçaba 
113 
A. Relativas às ações de coordenação e planejamento no setor, para efetiva 
implementação da Política Municipal de Saneamento Básico: 
1. Criar órgão na estrutura administrativa municipal para a coordenação, 
articulação e integração da política, a partir das diretrizes do PMSB, 
fortalecendo a capacidade técnica e administrativa, por meio de recursos 
humanos, logísticos, orçamentários e financeiros; 
2. Desenvolver gestões e realizar avaliações periódicas para que a previsão 
orçamentária e a execução financeira, no campo do saneamento básico, 
observem as metas e diretrizes estabelecidas no PMSB, o qual deve estar 
integrado com os demais planejamentos setoriais fortalecendo uma visão 
integrada das necessidades de todo o território municipal. 
B. Relativas à prestação, gestão e regulação dos serviços de saneamento 
básico, com vistas à sua universalização: 
1. Promover a melhoria da eficiência dos sistemas de tratamento de agua e de 
esgotos existentes, reduzindo a intermitência nos serviços de abastecimento 
de agua potável, com vistas ao atendimento das metas estabelecidas, assim 
como o atendimento à legislação de qualidade da água para consumo 
humano, incluindo aquela referente à exigência de informação ao consumidor, 
fomentando a melhoria do controle e vigilância da qualidade da água, e do o 
manejo dos resíduos sólidos pautados na não-geração, na redução do 
consumo, no reuso de materiais, na coleta seletiva e na reciclagem, e a 
participação em consórcios, e implantar projetos, programas e ações para o 
manejo das águas pluviais urbanas, priorizando a adoção de medidas não 
estruturais e intervenções em áreas com problemas críticos de inundação; 
2. Promover práticas permanentes de educação ambiental, através da 
qualificação de pessoal e da capacitação de professores, agentes 
comunitários e técnicos educacionais de todos os níveis da rede municipal 
para elaboração de projetos e material educativos adequados voltados para 
saneamento básico a ser divulgado com vista a informar sobre a prestação 
AR~E --Cagece 
'
"R'E"G"ULAD"' ORA 
'ã,. a 00 EST AOO 
'l/tiiii,,,,/fl OOCfARA ENGENHARIA 
114 
dos serviços e fortalecer a cultura da participação e do controle social por meio 
da participação em conselhos, audiências públicas, reuniões comunitárias e 
demais ações de mobilização social, e a capacitação continuada de 
conselheiros e representantes de instâncias de controle social em questões 
específicas de saneamento básico; 
3. Delegar as atividades de fiscalização e regulação dos serviços de saneamento 
básico à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do 
Ceará - ARCE; 
C. Relativas ao investimento público e cobrança dos serviços de saneamento 
básico: 
1. Inserir os programas propostos pelo PMSB nos PPA's, definindo, para cada 
ano, os valores a serem investidos, por fonte de recursos e por componente 
do saneamento básico, prevendo o aumento progressivo dos recursos para 
medidas estruturantes ao longo dos anos, para a gestão dos serviços com 
vistas a garantir a eficiência e efetividade do investimento em medidas 
estruturais
5 e na melhoria da gestão; 
2. Implantar sistema de avaliação e monitoramento das metas e demais 
indicadores de resultados e de impacto estabelecidos pelo PMSB, além de 
acompanhar a aplicação das verbas destinadas no orçamento público. 
A caracterização adotada, segundo a proposta do PLANSAB (2014), para 
atendimento e déficit dos serviços de saneamento básico está apresentada no Quadro 
5.1, o qual apresenta o objetivo final do PMSB de ltaiçaba, uma vez que para o cálculo 
da cobertura atual dos serviços foram considerados os sistemas correspondentes à 
realidade do município cearense. Esta caracterização é referência para redução do 
déficit no saneamento básico de ltaiçaba. 
5Medidas estruturais - constituídas por obras e intervenções físicas em infraestrutura de saneamento. 
AR~......,,, EI:OO= ((ARA -~Cagece ENGENHARIA 
1 
115 
Quadro 5.1 - Caracterização do atendimento e do déficit de acesso ao abastecimento de água, 
esgotamento sanitário e manejo de resíduos sôlidos 
Componente 
(1) 
Atendimento 
adequado 
Déficit 
Atendimento precário 
Sem 
atendimento 
- Dentre o conjunto com fornecimento de 
água por rede, a parcela que: 
- recebe água fora dos padrões de 
potabilidade; 
- tem intermitência prolongada ou 
raclonamentos; 
- Dentre o conjunto com fornecimento de 
água por poço ou nascente, a parcela cujos 
domicílios não possuem canalização 
interna de água, que recebem água fora 
dos padrões de potabilidade e, ou, que têm 
intermitência prolongada; 
- Uso de cisterna para água de chuva, que 
ou forneça água sem segurança sanitária e, Todas as 
ou, em quantidade insuficiente para a 
proteção à saúde. situações não 
- Uso de reservatório ou caixa abastecidos enquadradas 
nor carro otoa. nas definições 
1---------+----------+-'------'--'---------------; de atendimento 
- Co~eta de esgotos, - Coleta de esgotos, não seguida de e que se 
seguida de t t t e o· nstítue m em tratamento (2); ra amen o; 
práticas 
- Uso de fossa - Uso de fossa rudimentar. consideradas 
séptica. 1--------+---'---------1----------------~ inadequadas (ª) 
- Coleta direta, com 
frequência, para a 
área urbana, diária 
ou dias alternados e 
com ausência de 
vazadouro a céu 
aberto como destino 
final; 
Abastecimento 
de água 
Esgotamento 
sanitário 
Manejo de 
resíduos 
sólidos 
- Fornecimento de 
água potável por 
rede de distribuição, 
com ou sem 
canalização interna, 
ou por poço ou 
nascente ou cisterna, 
com canalização 
interna, em qualquer 
caso sem 
intermitência 
prolongada 
racionamentos. 
Dentre o conjunto com coleta, a parcela: 
- Coleta direta ou 
indireta, na área 
rural, com ausência 
de vazadouro a céu 
aberto como destino 
final. 
- na área urbana com coleta indireta ou 
direta, cuja frequência não seja pelo menos 
em dias alternados; 
- e, ou, cujo destino final dos resíduos 
constitllH,e em vazadouro c:1 c$ll abertoº _ 
Fonte: Plano Nacional de Saneamento Básico - PLANSAB (2014) 
Nota: (1) Em função de suas particularidades, o componente drenagem e manejo de águas pluviais 
urbanas teve abordagem distinta; 
(2) As bases de informações do IBGE, no entanto, adotam a categoria "rede geral de esgoto ou pluvial" 
e, portanto, os valores apresentados no texto incluem o lançamento em redes de águas pluviais; 
(3) A exemplo de ausência de banheiro ou sanitário; coleta de água em cursos de água ou poços a 
longa distância; fossas rudimentares; lançamento direto de esgoto em valas, rio, lago, mar ou outra 
forma pela unidade domiciliar; coleta indireta de resíduos sólidos em área urbana; ausência de coleta, 
com resíduos queimados ou enterrados, jogados em terreno baldio, logradouro, rio, lago ou mar ou 
outro destino pela unidade domiciliar. 
~Cagece ENGENHARIA 
116 
6. PROGNÓSTICO 
O prognóstico para o setor de saneamento básico tomará como base a 
projeção do crescimento da população para que as diversas intervenções atendam 
plenamente o objetivo da universalização das zonas urbana e rural de ltaiçaba para o 
horizonte de 20 anos. 
6.1 Crescimento Populacional e Demandas pelos Serviços 
Para atingir a universalização do saneamento básico do Município de 
ltaiçaba, ao longo de 20 anos, é necessário atender às demandas atuais e 
acompanhar o seu crescimento, fazendo-se indispensável visualizar a projeção de 
crescimento populacional do município. 
Partindo dos dados populacionais obtidos no IBGE, calculou-se o 
incremento médio anual das populações rural, urbana e total, cujas taxas encontram￾se dispostas na Tabela 3.1 (ver diagnóstico). A seguir, fez-se a estimativa de 
crescimento populacional para os próximos 20 anos, com base na taxa de: 
• 1 % para taxas menores ou iguais a 1 % ou sem dado anterior; 
• 2% para taxas entre 1% e 3%; 
• 3% para taxas maiores ou igual a 3%. 
Foi utilizada a taxa de crescimento de cada zona dos distritos para projeção 
dos mesmos, em termos populacionais e imóveis ocupados, com essa taxa específica 
de cada zona buscamos uma maior precisão na projeção dessas variáveis, exceto 
onde existia sistema CAGECE que dispúnhamos de dados atualizados de imóveis e 
a população dessa zona foi calculada com base nas economias e média de moradores 
por imóvel do último censo, com isso amenizamos distorções por conta da projeção e 
tivemos maior precisão ao calcular as demandas do sistema . O resultado apontou 
que a população total de ltaiçaba, no ano de 2038, será de 11.463 habitantes, 
aproximadamente (Tabela 6.1 ). 
AR~EI
AGL NCIA 
"""\~ RE<ilJWXJIIA 
DOESTADO 'v OOCU,llA -~Cagece 
1 
~ t. Governo Municipal de 
ltaiçaba 
117 
Tabela 6.1 - Projeção da população do Município de ltaiçaba a partir dos dados do Censo - 
1991 a 2010. 
Muniéípio e Situação População 
dô Distritos domicilio 1991 2000 2010 2038 
Urbana 3.210 3.672 4.279 7.450 
ltaiçaba ª CE Rural 2.491 2.907 3.037 4.013 
Total 5.701 6.579 7.316 11.463 
Fonte: CENSO/IBGE (2010). 
6.2 Metas e Prazos 
Como dito no diagnôstico, os dados, informações e indicadores apontaram 
deficiências no saneamento básico do município. Ressalte-se que, como foram 
consultadas diversas fontes (IBGE, MD-S, SOA, Prefeitura, CAGECE, etc.), houve 
necessidade de operar com estimativas. Notadamente, isto incorrerá em análises e 
ajustes futuros para melhor adequação de seus valores e orientar a consolidação dos 
indicadores ao longo do tempo, com as revisões previstas a cada 4 anos, no máximo. 
Entretanto, o diagnóstico possibilitou estabelecer valores de referência para 
a cobertura e o atendimento, a partir dos quais definiram-se as metas, relativas à 
universalização das componentes do setor, classificadas como de curto (de O a 4 
anos), médio (de 5 a 12 anos) e longo (de 13 a 20 anos) prazos. As metas de 
cobertura e de atendimento estabelecidas, e seus respectivos prazos, encontram-se 
organizadas no Quadro 6.1 cujos detalhamentos das metas específicas encontram-se 
no Apêndice E deste PMSB. 
Destarte, as metas de cobertura do Quadro 6.1 são fundamentais para ô 
acompanhamento da execução da política ao longo dos próximos 20 anos, por meio 
do monitoramento e avaliação, tendo em vista a implantação dos programas, projetos 
e ações necessários para o seu alcance, cuja abordagem encontra-se no subitem a 
seguir. O Gráfico 6.1 permite visualizar a evolução dá cobertura para o alcance dá 
universalização do saneamento básico no município, ao longo dos 20 anos, 
considerando sua totalidade territorial. 
Ressalte~se que as metas do Quadro 6.1 e Gráfico 6.1 foram consolidadas a 
partir das metas específicas de cada projeto estabelecido neste PMSB, consoante o 
AR~EI -&tcagece 
AGMIA 
RC6lJLAOORA 
\\.. a, DOESTADO 
......,,,. OOCfAA A ENGENHARIA 
~ * " it Í: Governo Municipal de 
\\;1 .. ~e ltaiçaba 
118 
impacto incremental de cada um. Com isso, a universalização do abastecimento de 
água ocorrerá em 2022, coleta dos resíduos sólidos urbanos em 2030, enquanto o 
esgotamento sanitário está previsto para o final do plano, em 2038. Já para a 
componente drenagem, as metas de universalização não foram definidas em função 
da indefinição de índice relativo à sua cobertura no PLANSAB. 
Gráfico 6.1 - Metas de cobertura geral para o setor de saneamento básico de ltaiçaba 
125,00 ----------------------------- 
1 
ºº·ºº 1 
ºº·ºº 100,00 
2019 2022 2030 2038 
Ano 
• Água • Esgoto • Resíduos 
Fonte: Elaboração própria. 
4cagece 
' 
• 
l! Governo Municipal de 
ltaiçaba 
119 
Quadro 6.1 - Metas para o setor de saneamento básico de ltaiçaba, distritos e total. 
Metâs de Cobertura e 
Município/ Índices Atendimento/Prazo 
Indicador Fórmula / Variáveis Distritos 
Atuais - Curto Médio Longo TOTAIS 
2019-2022 2023-2030 2031-2038 
Percentagem do 
número de domicílios 
Cobertura ou da QOQulaçao com ltaiçaba - CE 82,80 100,00 100,00 100,00 de água cobertura de 
abastecimento de 
água no município. 
Percentagem do 
número de domicílios 
Cobertura ou da QOQulacão com ltaiçaba - CE 2,29 25,14 72,96 100,00 de esgoto cobertura de 
esgotamento sanitário 
no município. 
Cobertura Percentagem do 
de coleta número de domicílios 
de ou da QOQulacão com ltaiçaba - CE 46,36 74,78 100,00 100,00 
resíduos cobertura de coleta de 
sólidos resíduos urbanos no 
urbanos município. 
Fonte: Elaboração própria. 
Nota: 1 Estes Indlces encontram-se nas Tabelas 4.18, 4.23 e 4.28. 
6.3 Programas, projetos e Ações 
O diagrama esquemático do Quadro 6.2 exprime a visão de gestão que se 
pretende dar para o setor de saneamento básico, tendo em vista os princípios da Lei 
nº 11.445/2007, em especial, a integralidade. Trata-se de uma visão coadunada dos 
programas, projetos e ações rumo à universalização do saneamento básico. 
Assim, de forma a atender as demandas referentes aos serviços de 
saneamento básico, traduzindo as diretrizes e as estratégias para alcance dos 
objetivos e metas estabelecidos, foram propostos três programas para o Município de 
ltaiçaba, com seus respectivos projetos e ações a serem executados ao longo do 
plano. Desta forma, os programas possuem escopo abrangente e delineamento geral 
dos diversos projetos a serem executados, cujo escopo é mais reduzido e nos quais 
AR~E ---Cagece 'l._ ~ 1~DO~ES~~TADO A ......,,,. DO CfAA Á ENGENHARIA 
120 
deverão estar agregadas as ações que, por sua vez, são atividades em um nível mais 
focado de atuação. 
De acordo com o PLANSAB (2014), um número reduzido de programas 
permite a busca da máxima convergência das ações dos diversos atores institucionais 
com atuação em saneamento básico, a fim de que se tornem fortes, reconhecidos e, 
principalmente, perenes e possam garantir eficiência e estabilidade na execução da 
Política. 
Dos 3 (três) programas estabelecidos, 2 (dois) são classificados como 
estruturais" e 1 (um) é classificado como estruturante7, com objetivos e metas de curto, 
médio e longo prazo, dentro do horizonte de planejamento, para cada um dos 
componentes do saneamento básico. Nestes três programas, identificados a seguir, 
distribuem-se todos os projetos e respectivas ações para a universalização do 
abastecimento de água e do esgotamento sanitário. Os três programas são: 
6.3.1 Programas de Acessibilidade ao Saneamento Básico - 
PASB 
Este programa engloba os projetos de abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas e sistema de 
limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, com respectivas ações, destinados a 
ampliação da cobertura das componentes do setor e melhorias dos índices de 
atendimento, no intuito de se atingir a universalização. O plano prevê a implantação 
de 08 (oito) projetos neste programa, cujos detalhamentos encontram-se no Apêndice 
A deste PMSB. 
6 Correspondem aos tradicionais investimentos em obras, com intervenções físicas relevantes nos territórios, para 
a conformação das infraestruturas físicas dos diversos componentes. São necessárias para suprir o déficit de 
cobertura pelos serviços e pela proteção da população quanto aos riscos epidemiológicos, sanitários e patrimoniais 
(Brasil, 2011). 
7 Fornecem suporte político e gerencial para a sustentabilidade da prestação dos serviços, sendo encontradas tanto 
na esfera do aperfeiçoamento da gestão, em todas as suas dimensões, quanto na esfera da melhoria cotidiana e 
rotineira da infraestrutura física (Brasil, 2011). 
AR~.......,,,. EI~OOCC:A= R:A ---Cagece ENGENHARIA 
• 
• 
... ... 
.;"j !1 Governo Municipal de .. .. 
~~ .. ~1: ltaiçaba 
121 
6.3.2 Programa de Qualidade do Saneamento Básico - PQSB 
Programa que abrange os projetos, com suas respectivas ações; voltados 
para o incremento de melhorias operacionais e da qualidade das componentes do 
setor, Para este programa, foi estabelecido a implantação de 5 (cinco) projetos; que 
se encontram detalhados no Apêndice B deste PMSB. 
6.3.3 Programa Gestão do Saneamento Básico - PGSB 
Este programa contempla os projetos, com suas respectivas ações, 
objetivando o fortalecimento da gestão e dos recursos institucionais do titular dos 
serviços de saneamento básico. Foram estabelecidos 3 (três) projetos a serem 
implantados no curto prazo, cujo detalhamento encontra-se no Apêndice C deste 
PMSB. 
-OiCagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
122 
Qua.dro 6,2 - Programas de Acessibilidade, Qualidade e Gestão do Saneamento Básico. 
PR/PASB/01/2018: Ampliação do SAA operado pela 
CAGECE no distrito Sede - urbano 
PR/PASB/02/2018: Ampliação do SAA operado pela 
Abastecimento 
SISAR na zona rural do distrito Sede na localidade 
de Água 
Tabuleiro do Luna 
PR/PASB/03/2018: Cobertura e atendimento do 
abastecimento de água por soluções individuais por 
1, meio de cisternas de água de chuva no município de 
Programa de 
ltaiçaba 
PR/PASB/04/2018: Instalação do SES operado pela 
acessibilidade ao CAGECE no distrito Sede 
Saneamento 
PR/PASB/05/2018: Universalização da cobertura e Básico - PASB 
Esgotamento atendimento do esgotamento sanitário por soluções 
Sanitário individuais para domicílios SEM banheirosl 
PR/PASB/06/2018: Universalização da cobertura e 
atendimento do esgotamento sanitário por soluções 
individuais para domicílios COM banheirosl 
Resíduos PR/PASB/07 /2018: Ampliação da coleta dos 
Sólidos resíduos sólidos do município de ltaiçaba 
Drenagem PR/PASB/08/2018: Ampliação da pavimentação de 
Urbana vias do município de ltaiçaba 
GESTÃO 
Abastecimento 
PR/PQSB/01/2018: levantamento de informações 
de Água 
sobre sistemas coletivos operados pela Prefeitura 
ou Associações 
PR/PQSB/02/2018: Eliminação do lixão e 
Programa de 
recuperação da área degradada 
qualidade do PR/PQSB/03/2018: Implantar as Coletas Seletivas 
Saneamento 
Resíduos Múltiplas e a Central Municipal de Resíduos - CMR, 
Básico - PQSB Sólidos para segregação e reaproveitamento dos resíduos 
sólidos*. 
PR/PQSB/04/2018: Adequação do transporte dos 
resíduos sólidos de ltaiçaba 
Drenagem PR/PQSB/05/2018: Elaboração de projetos 
Urbana executivos do sistema de drenagem urbana 
Programa de Todos os 
PR/PGSB/01/2018: Fortalecimento Institucional 
Gestão de componentes PR/PGSB/02/2018: Fortalecimento da Gestão dos 
Saneamento do Saneamento Serviços 
Básico - PGSB Básico PR/PG$B/0~/201~: Implantação de Si!?tema de 
Informações 
F - onte: Elaboraçao propna. 
4cagece ENGENHARIA 
' 
• 
123 
6.4 Minuta do anteprojeto de Lei 
De acordo com orientações do governo federal e no sentido de oferecer 
maior segurança institucional ao Plano de Saneamento Básico de ltaiçaba, é 
necessária a aprovação do mesmo por meio de lei municipal. 
Entretanto, para além da execução do Plano e de sua aprovação, importa 
também a sua garantia de continuidade. Assim, para que o plano seja sustentável 
torna-se importante, dentre outros aspectos, no mínimo: 
• Consolidar a regulação dos serviços de saneamento básico por meio da 
Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará - 
ARCE, haja vista a obrigatoriedade do acompanhamento do plano por 
uma entidade reguladora; 
• Estabelecer estrutura no âmbito municipal responsável pela 
operacionalização do PMSB; 
• Definir o conselho responsável pelo controle social. 
Diante do exposto, foi elaborado projeto de lei que se encontra no Anexo 
C, objeto do Projeto PR/PGSB/01/2018, Programa de Gestão do Saneamento Básico. 
AR~EI ~Cagece 
AGfS(IA 
AEGUU.DORA 
~ 
~ 
- DO ESTa.oo 
OO((ARÁ ENGENHARIA 
.. .. . i! t': Governo Municipal de 
~~: .. 
~» ltaiçaba 
124 
7. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA 
AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA 
A Lei Federal 11.445, inciso VI do caput do art. 9°, prevê o estabelecimento 
de sistema de informações sobre os serviços, articulado com o Sistema Nacional de 
Informações em Saneamento. Já inciso IX do caput do art. 2° da mesma lei prevê a 
transparência das ações, baseada inclusive em sistemas de informações. Diversos 
outros artigos versam sobre a necessidade de sistema informatizado para o 
acompanhamento dos índices de qualidade e serviços prestados, bem como das 
ações estabelecidas no PMSB. 
Importante ressaltar que o sistema de informações, a ser implantado, deve 
ser estruturado e voltado para absorver os dados e informações das soluções 
individuais e não apenas dos prestadores de serviços, que certamente serão as 
principais fontes para a alimentaçã.o do sistema (CAGECE, SISAR, associações, etc.) 
ou do titular, quando este presta diretamente os serviços 
O sistema de informações é uma ferramenta de gestão integrada, com foco 
no acompanhamento dos programas, projetos e ações do Plano. O objetivo é reunir 
todas as informações de ltaiçaba, provendo interfaces para cadastro e manipulação 
de tais dados, além de consultas e análises posteriores, por meio de indicadores. 
Este capítulo apresenta um painel de indicadores que servirá para 
avaliação objetiva de desempenho dos objetivos e metas de curto, médio e longo 
prazos para alcance da universalização dos serviços, entendida como a ampliação 
progressiva do acesso de todos os domicílios ocupados ao saneamento básico. O 
painel compõe-se de indicadores divididos em nível político e estratégico, voltados 
para a avaliação dos programas e/ou projetos, doravante denominados apenas de 
indicadores de primeiro e segundo níveis, respectivamente. O acompanhamento das 
ações de cada projeto será feito diretamente em cadastro próprio com atualizações 
periódicas. 
Os indicadores de primeiro e segundo níveis foram definidos, em sua 
maioria, a partir do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SNIS). Os 
indicadores de primeiro nível são voltados para avaliação direta dos índices de 
ARCEI[~· .p(cagece ENGENHARIA 
• 
125 
cobertura e de atendimento dos serviços de abastecimento de água, esgotamento 
sanitário e de resíduos sólidos urbanos (Tabela 7.1 ). Aliados a estes indicadores, foram 
definidos "indicadores de segundo nível" que serão utilizados de forma complementar 
para avaliação indireta da universalização, em termos de qualidade e melhoria dos 
serviços prestados, envolvendo apenas os serviços de abastecimento de água e de 
esgotamento sanitário (Tabela 7.2). Por enquanto, não foram estabelecidos 
indicadores de 2° nível para a componente resíduos sólidos urbanos e de 1 ° e 2° níveis 
para a componente drenagem, o que deverá ser feito no futuro. 
Vale ressaltar que o Município de ltaiçaba ainda não possui um sistema de 
indicadores para acompanhamento que compreenda o seu território integralmente. A 
implantação de um sistema está prevista até 2022, objeto do Projeto 
PR/PGSB/03/2018 do Programa de Gestão do Saneamento Básico. O 
desenvolvimento do sistema para acompanhamento do PMSB, no qual se insere o 
plano de ltaiçaba, deverá adotar as normas do Decreto Estadual nº 29.255, de 
09/04/08, que trata, entre outros, da padronização do desenvolvimento de sistemas 
de informação na utilização de software livre e que está em sintonia com as diretrizes 
do Governo Federal. Desta forma, serão disponibilizados vários cadastros por meio 
de sistema interligado, gerando consultas estatísticas para avaliação e 
acompanhamento do Plano nas suas diversas componentes. 
Em relação aos indicadores adotados neste PMSB, o diagnóstico propiciou 
somente a determinação dos valores para os índices de cobertura e de atendimento, 
estabelecendo metas apenas para estes dois. Para os demais, caberá à ARCE 
estabelecer metas progressivas, consoante o artigo 23, inciso Ili da Lei nº 
11.445/2007, as quais deverão ser incluídas nas futuras revisões deste plano . 
AR~EI .. flcagece 
AGfNCIA 
RECicJlAOORA 
'-'._ ~ D0f!)1A00 
.~ OO(IARA ENGENHARIA 
:: .:~~ ;! Governo Municipal de 
~>--: .. ~! ltaiçaba 
126 
Tabeía 7.1 - Indicadores de 1° Nível, para acompanhamento do Programa Acessibilidade ao Saneamento Básico 
PROGRAMA: Acessibilidade aos Serviços 
Objetivos e Metas 
Componente I Estratégicos 
Parâmetro 
ou Setor Referência Indicador Expresso 
em 
Conceito Objetivo Fórmula e Variáveis 
Cobertura 
Percentagem do número de Avaliar o nível de Dornicllios ou população do 
Cob rt de domicílios ou da população acessibilidade ao município com abastecimento de AA0
1 b (IRAR) 
: ura com cobertura de abastecimento de água, em % água disponível (nº) / Total de d t d 
gua abastecimento de água no relação á possibilidade de domicílios ou população total do a ap a 0 
_______________________________________ l'!l~_njç(P._içi, !ig_a_ç_~~ 9_?1_p~p~J?Ç~Ç>_t9_t?~-- municí12io ('"!º) _ 
Avaliar o nível de . _ . Índ· de Percentagem da população íbilid t" Populaçao urbana atendida com 
Ur
abtaen o~~d~~ángtoua u~~:~re~~:~t~~~i~;i: a~~=;eas~i~le~~ed:tf~~vulºd/~u % p~~~f;~~~ir~:n~ed!g~~~~:,~o 10a2d!,~~a~~) 
e d" í 1 · t 1
. d sei , o percen ua a ( º) 
. ispon ve e m er iga 0· o ula ão urbana interli ada. n Atendimento - - - - - - - - - - -- - - - - - - - -·- - - - - - - - --- - - - - - - - - - - - -- _p_ p ç_ - ,- - -- - - -- - - _ ig_ _ -- -- - - -- --.- - - - -- - - - - - - - - - - -- - - - -- --- - - - - -- -- 
Avaliar o nível de 
lndice.de Percentagem d_ayopulação acesS:ibilidade efetivo ao . 
atendimento total total do_murnc1p10,com abastecimento de águ.a ou População total atendida com 1055 (SNIS) 
de á ua abastecimento de água s . a O erc tual d~ % abastecimento de água (!nº) J ad t do 9 disponível e interligado. 0 ita 'ão~ota7~terli, ada. População total do município (nº) ap a 
. - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -.- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- p ~ - - ç _ - - - - - - - - - - g _ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Percentagem do número de Avaliar o nível de 
Cob rt de domicílios ou da população acessibilidade de esgotamento Domicílios com esgotamento AR01 a 
e u~a com cobertura de sanitário, em relação à % sanitário disponlvel (nº) / Total de (IRAR) 
esgo 
O 
esgotamento sanitário no possibilidade de ligação da domicílios (nº) adaptado 
_______________________________________ munic(P._io. população total. _ 
Percentagem da população Av,abliladr ºd nívef 1
1
de População urbana atendida com 
b d . . . acsssr 1 1 a e e e ivo ao t t ítá · ( º) / ate d. to ur ana o murucipro com t t 'tá . . "I< esgo amen o saru no n 
urban~ ~;:~goto esgot~mento sanitário es~o =~=~t~:i~: ~o~~u :~ia, 0 População_ urbana total do 
. disponível e interligado. P u~bana interii id:ç municlplo (nº) 
Atend írnento - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -.- - - e - - - - - - !.9: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -.- - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Avaliar o nível de 
Í d. d Percentagem da população ibilid d f ti d p I ã t t I t did n ice. e t t I d . í . acessi 11 a e e e ivo o opu aç o o a a en I a com 1056 (SNIS) 
ate~~:=~~~~otal d;sp~ontií m:I ~~;nctse~rl1~it~~d~ ~si:r~e~f~;f dsaa~~!~f~ç~~ ~~{~ % Po~~Í:;::~~~~ ~~~~~~íti; [nº) ad~ptado 1 ve e I iga 0· interli ada. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------9·------------------------------------------------------------------ Percentagem do número de Avaliar o nível de 
Taxa d Cobertura da domicílios urbanos ou da acessibilidade da coleta dos 
Cobertun coleta de resíduos população lllrbana com coleta resíduos sólídos urbanos, em 
ra sólidos urbanos de resíduos sólidos no relação à população total 
município. urbana. 
AGUA 
Garantia do acesso 
ao abastecimento de 
água 
Cobertura 
ESGOTO 
Garantia do acesso 
ao esgotamento 
sanitário 
RESÍDUOS Garantia do acesso à 
SÓLIDOS coleta dos resíduos 
sólidos urbanos 
Índice-de 1.024, 1047 
(SNIS) 
adaptado 
% 
Dormicílios com .coleta .de resíduos 1016 (SNIS) 
sólidos urbanos (n") I Total de adaptado 
domicílios urbanos (nº) 
• e 
AR'I... ~_,, E,:0~0 ES:T::oo ADO .. ....., OOCEAR.\ --Cagece ENGENHARIA 
.. 
• 
\: Governo Municipal de 
.. llfl"":J li . b 
,~. ltaiça a 
127 
Tabela 7.2 - Indicadores de 2° Nível para avaliação do Programa de QuaJidade do Saneamento Básíco (,PQSB) 
PROGRAMA: Melhorías Operacionais e de Qualidade dos Servíços 
Objetivos e 
Componente! Metas 
Estratégicos 
Parâmetro ou 
Setor 
Indicador Conceito Objetivo Unidade Fórmula e Variáveis Referência 
AGUA 
Percentagem do Avaliar o nível de 
número de ligações sustentabilidade da 
ativas no município infraestrutura, em relação à 
que possuem medição do consumo real d'os 
hidrômetros. usuários. 
· Avaliar o nível de . . 
. . [Volume de água macromedldo (m3
) -· 
. Percentagem do . sustentabilidade _da . Volume de água tratado exportado (m,)] / 
índice de volume de água infraestrutura dos serviços, em % [V I d á d id ( 3) +V I d 1011 
macromedição produzido que é relação à existência de O áo umet et· dgu_a prort udzl (o ,m) V 
1 ° umde e (SNIS~ 
. . d' - gua ra a a; 1mpo a o m - o ume e 
macromedida. capacidadr~1: ;; içao da água tratado exportado (m3)] x100 
·----------------------------------------------------------------~---~--------------------------------------------------------------------------· A I' 
0 
· el d Volume·de água produzido (L/dia) + Volume· 
. lndice de perdas por ~olume di_ário de su~~~~bil~~~de !a (L/dia)/ de água tratado_ importado (L/dia) - Volume 1051 
Ligação ligação agua _perdido, por infraestrutura dos serviços em ligação de áqua de serviço (!.(dia)_- Volume de água (SNIS·) 
ligação. relação às perdas. ' consumido (L/d1a}) / L1~açoes ativas de água 
·----------------------------------------------------------------------------------------------------------------~ ). -----------------------------· Número de Avaliar o nível de 
Rede de Densidade de vazar_ne~tos ~a rede sustenta_bili?ad: ~per.acional, em nºl
100 Vazamentos na rede de distribuiç~o (nº/a~o) AA16 d' t .b . • vazamentos na rede de dlstribulçâo, por relaçao a existência de um k 1 . f Comprimento total da rede de distribuição (IRAR) 
is n uiçao de distribuição unidade de número reduzido de vazamentos m ano (km) x1i00 · 
·--·- .- . ------------------------lndice de consumo comp!imento. - . na ~~~~adreod~~~~~~~ão . -----. -------------------- 
Otímízação, de ener ia elétrica Colilsumo_ de energia sustentabilidade ambien!al dos . Consumo tofal d9: energia elétrica em 
Ec~~fo~: ~0~so Co;~~;~ de a~:sf!~~:~~od:e ~o~:~:~~d!g~~ servi;~!q~;d~e~~;~e~i:~ação Kwh1m~ ;~~~~=~~~á;~:s;~i~::i~~ t;~:1f;~~I~::~: (~~I~) 
recursos á ua tratado. ener éticos. água tratado importado (m")] 
·--------------------------------------~-------------------------------------------~----------------------------------------------------------------------------· Fornece indicação, em termos 
médios, de por quanto tempo é 
possível assegurar o 
fornecimento de água aos 
consumidores em caso de falha 
de alimentação. 
Micromedição 
lndice de 
hidrometração 
% Ligações ativas de água micromedidas (nº) / 
Ligações ativas de água (nº) x100 
1009 
(SNIS) 
Macromedição 
Redução de 
Perdas e 
combate aos 
desperdícios 
Capacidade 
Operacional Reservação 
Capacidade de 
reserva de água 
Autonomia de 
fornecimento de água 
tratada pelos 
reservatórios de 
adução e distribuição. 
dias 
Capacidade de reserva de água na adução e 
na distríbuição (m3
) / Agua entrada no 
sistema (m3
/ano) x 365 
AA13 
(IRAR) 
AR~EI
AG[NCIA 
REGU1.AOO RA 
~ .MI OOEST.1.00 
"ftiiittttll' 00 CEARA 3'1-cagece ENGENHARIA 
:":Mi: Governo Municipal de 
3-i}f'_J ltaiçaba 
128 
Continuação Tabela 7.2. 
PROGRAMA: Melhorias Ooeracionais e de Qualidade dos Servicos IContinuacão) 
1
1 Objetivos e Parâmetro 1 
1 
Unidade! 
1 
Componente Metas 
ou Setor 
Indicador Conceito Objetivo Fórmula e Variáveis Referência 
Estratégicos 
ÁGLJJA 
Incidência das P.ercent~gem do número total de Avaliar O nível de qualidade dos Amostras para análises de cloro 
. análises de cloro residual . . residual com resultado fora do 
~:::~i;;~~l~~o re~~~~i:en~0
~~a1
:;i~~~;ã~ão ~=~ir~~=~o~~
1
:;:~ ~~ ~~:f~~~:n~~ % pap~;aº 1:li~~~~st:i~~
0
a~~:~~~fs 1075 (SNIS) 
Cloro ..... pa ........•..••• a_plicável. _. __ •• __ • _. __ • •• gua. ornect ª· • __ ••.• . _ ••. (nº) x 100 • _. -.- .• __ 
residual lndice de A r J' d d . Amostras analisadas para 
conformidade da Percentagem de análises de cloro va 1ª~ ª itJa ida e· os se~t~os, em aferição de cloro residual (nº) / 
quantidade de residual requeridas pela legislação . r; aç 
O 
1
ª
0 
~u~prtment O as t % Mí~imo de amostras obrigatórias 1079 (SNIS) 
amostras - cloro aplicável que .foram realizadas. ex~genct~-~ ~ga~s : mo~t oramden ° para análises de cloro residual 
residual a qua I a e a gua crnecr a. Jn•i x 100 ~---~---··········--······-··--·-····-···········-·-··--·-····--·-·······-··--·······----·-···------------~-1-· -------------------·--··--··· 
Incidência das Percentagem do número tota_l de Avaliar O nível de qualidade dos Amostras ,pa_ra análises de 
áli es d análises de coltformes totais . 1 ã • t cd.ltformes totais com resultado 
an rs e 1. d á d ã serviços, em re aç o ao cumpnmen o o;. f .., d ã ( º) 1 A t 108 (SNIS) 
coliformes totais rea tza as na gua trata a n ° de parâmetros legais de qualidade da O ora "'.º pa r O' n . mos ras · 4 
f d p d - conforme com a legislação á t · 'd analisadas para atenção de 
.Coliformes . _ ora _ 
0 
_ ª _ rao • _ .• a_plicável. . gua _ ornect ª· . .. _ coliformes totais (nº} x100 _. _ .... __ . 
totais lndice de 
conformidade da 
quantidade de 
amostras - 
~~~~~~~~~~~
coliformes totais -----····-····- 
Avaliar o nível de sustentabilidade 
. Duração t:1édia Tempo médio .gasto para execução dos serviços, erm rel~ção à hora/ Tempo de execução do.s serviços 1083 (SNIS) 
Serviços de::~~~di: dos serviços de água. ~=~:c~~::~:ias~~J:; !~~ serviço s~~~:ad~~;~~ ~~~n~;~~~= fn:) adaptado 
Atendimento .. . __ .. _. . . • • solicitadas _pelos_ usuários. • • _ 
A li ã d - d , . Avaliar o rnível de sustentabilidade Reclamações dos usuários dos Plano 
Serviços Reclamações dos va ~ª;e~pe~t~~c~.~~~~ad~ udsauano dos serviços, em relação às % serviços de áqua (nº)_I Total de Maírinque 
usuários t çáo d . d á demandas reclamadas e/ou economias ativas de agua (nº) x (ADERASA) 
------ pres ª _ ª __ os serviços _ e . gua. . __ solio1tadas _pelos usuánios .. __ • _ .. _ .. __ ... _. .. _ 100. __ . . __ .. . ada_ptado __ , 
U!T ã d Percentagem máxima da Permite avaliar a folga existente em Volume mensal máximo de água 
Capacidade Tratamento e~:!ªie~ d:s capacidade das estações de termos de estações d~ tratamento % tratada (mªt,:iiês) / Capacidade AA13 (IRAR) 
Operacional t t ç m t tratamento existentes que foi relativamente aos períodos do ano mensalmáxtma de tratamento 
. .. __ . ra ª _ en ° . utilizada. de_ maior consumo .. _ .. _. . _. _. _. __ •. _ •. {rin'}/mês} x 366 .. _ ..........•. • _ 
Avaliação da percepção do usuário Avaliar o nível de sustentabilidade Reclamações de falta de água 
S rvi os Reclamações de :a respeito da qualidade da dos serviços, em relação às ,o;. dos usuários dos serviços (nº) / 
e ç falta de água prestação dos serviços de água e reclamações de falta de água pelos O Total de economias ativas de 
esgoto. usuários. água (nº) x 100 
Adequar 
qualidade da 
água 
Percentagem de análises de 
coliformes totais requeridas pela 
legislação aplicável que foram 
realizadas. 
Avaliar a qualidade dos serviços, em 
relação ao cumprimento das 
exigências legais de monitoramento 
da qualidade da água fornecida. 
·% 
Amostras analisadas para 
aferição de coliformes totais (n") / 
Míílimo de amostras obrigatórias 
para coliformes totais (n") x100 
1085 (SNIS) 
Continuidade/ 
Regularidade 
Plano 
Mairinque 
(AD ERASA) 
adap_tado 
ARCE AcJ'H(IA 
REGULADO RA 
DOESTADO 
OOCEAAA Acagece ENGENHARIA 
• • • • • • 
.. 
:"t -8~ :;! Governo Municipal de 
- · n · b ~
1 .. ~:-... ltalça a 
129 
Contiinuação Tabela 7.2. 
PROGRAMA: Melhorias O eracionais e de Qualidade dos Servi os Continua ão· 
Objetivos e Parâmetro ou Componente Metas Setor, 
Indicador Conceito Objetivo Unidade Fónnula e Variáveis Referência 
Estraté icos 
ESGOTO 
. , . . io~~f~:t!~::~~ 2~~:~ Avaliar o nlvel de quali~ade dos ~;is!: ~eª:iit!~!if!! ~~ 
DBO lncidência das análises li d . ot t t d serviços, em relaçao ao % d _ ( º) 1 A f 1084 adaptado 
de DBO fora do padrão rea 
1~:
0 ~~~~~~: c~rr:-~ ª 
0 
cumprim~nto de parâmetros legais 
O 
an~~s~~~s ~ara a~e':-f~~\le (SNIS) 
___________________________________________le _ g isla ç ão a p licável. de qualldade da água fornecida. DBO ~tn-º~' -x-10--0 --------------------- 
Percentagem do número Amostras para análises de 
Ad:equar a lncid'ência das análises . total de an~lises de Avaliar~ nlvel de qualidade dos coliformes totais com 
~ua~~gªo~~sdos Coliformes totais detlif~rme~ t~tais col:~r:~~;i\~:i~~~l~:ias cump~i~:
1
i~sd:;;~~;t~o!~egais % (:º)~!~~~:;~;: :~Ji:~~~~ 1084 (SNIS) 
ora Opa r O conforme com a legislação de qualídade da água fornecida. para aferição de coliformes 
. • ap)icável. __ . . __ . _. __ . . • . totais(nº}x 100 _ 
Extravasamentos ~e Frequência d'e :e:li:: 
0 
er;!t~~l~e -~:
1
i:d~ê~~fa extravasame Extr.avasamento de esgotos 
Extravasamentos esgoto~~~:::er.isao extrav~~~~n~~s r~~:sgoto e:r~1:ª~~ss=n~o\~~~;~ ntos/ Km reJ~s::~~o;~:
0
i;07:r;!~º 1082 (SNIS) 
~~~~~---------------------------------------------------------------------------------ç _ _p ----------- 
Avalia~ão a . . Percentagem do esgoto :~~~::a~~~~~~e d~uss~~:~i~~~: 0 ~~~~rJ~~u:~~t~ ::~:1i 
d capacidade: Tratamento lndice de tratamento coletado q~Tt tratado em relação ao efetivo tratamento da Yo coletado (m") + Volume de 1016 (SNIS) 
__ 0 tratamento totalidade do esgoto coletado. es_goto_importado {m')lx1100 _ 
. - - lndice de consumo áe . Avaliar o nlvel de sustentabilidade Consumo tota! de energia 
Otimizaçâo, Consumo de energia elétrica em Con_sumo de energia por ambiental dos serviços em _ elétrica em s1stem_as de . 
econorr:i1a e energia sistemas d'e unidade de volume de relação à utilização adequada dos KWh/m' esgotamento sanitárío (Kwh) 1059 (SNIS) 
uso racional esgotamento sanitário esgoto tratado recursos energéticos. / Volume de, e~goto coletado 
- - - - - - - - - - - - - . - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -·- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - -- - - - - - - - - - - _ _(m_} _ - - - - - - - - - -·- - - - - - - - - - - - - - 
. Avaliar o nív~I de sustentabilidade Tempo· de e·xecução dos 
. Duração média dos Tempo_méd10 gast_o para dos serviços, em relação à . serviços de esgoto (hora~ 1 Serviços, . t d execuçao dos serviços de capacidade de solução das hora/ serviço Q tid d d . 1083 (SNIS) 
serviços. execu ª os esgoto. demandas reclamadas e/ou uan 1 ª e e se1;iços 
Atendimento . . solicitadas pelos usuários. . executados (n ) _ _ _ __ _ _ . 
Avaliaçã? dai percepção do Avaliar o ní~el de sustentabilidade Reclam~ções dos usuários Plane 
usuário a respeito da dos serviços, em relação às % dos serviços de esgoto (n") / M . . 
0 
qualidade da prestação dos demandas reclamadas e/ou 
O Total de economias ativas de· (A;;:~~) 
serviços de esgoto. solicitadas pelos usuários. esgoto (nº) x 100 · 
Serviços￾Reclamações dos 
usuários 
AI 10 1 
AG(NCIA 
REC..U!.AO ORA 
00ES1A00 
00 C(AR.4 -=~cageo ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
130 
8. AÇÕES DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA 
As ações de emergência e contingência, contidas neste PMSB, identificam 
e priorizam riscos que envolvem as componentes do setor de saneamento básico. O 
objetivo destas ações é estabelecer medidas de controle para reduzir ou eliminar os 
possíveis riscos, aos usuários e ao meio ambiente. 
As ações e diretrizes contemplam prevenção, atuação, funções e 
responsabilidades nos procedimentos de atuação, envolvendo diversos órgãos, tais 
como o SAAE, SISAR e Prefeitura Municipal, entre outros, no auxílio e combate às 
ocorrências emergenciais no setor de saneamento básico. Estas ações são de 
relevância significativa, uma vez que englobam as diversas situações que podem 
impactar na prest-ação dos serviços. 
Ademais, é importante observar que, em situações críticas, o atendimento 
e funcionamento operacional dos serviços públicos de saneamento básico envolvem 
custos diferenciados. 
Considerando a ocorrência de anormalidades em quaisquer sistemas do 
saneamento básico, a comunicação do fato deve seguir uma sequência visando à 
adoção de medidas que permitam com rapidez e eficiência sanar as anormalidades 
que caracterizam a situação, bem como o controle dos seus efeitos. 
Em situação de emergência, esta deverá ser comunicada às entidades 
responsáveis para mobilização das ações necessárias ao atendimento, com o objetivo 
de normalizar a situação. 
Caso seja necessário realizar evacuação e o abandono de áreas afetadas 
por emergência, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros deverão coordenar todas as 
ações. 
Nas situações de emergência, o coordenador local designado deverá 
providenciar a documentação e os registros fotográficos e/ou filmagens das 
emergências para registro de informações que subsidiem os processos investigatórios 
e jurídicos. Devem, ainda, detalhar as diretrizes apresentadas em Planos de 
Emergência e Contingência, visando especificar ações concretas de atuação, com 
AR~E -~Cagece '!,. _,1111 I:00[:ST~400 . .....,,,. 00 (( Ai:tA ENGENHARIA 
::--..,:. :: h Governo Municipal de 
~~
1 .. -:.'Q ltaiçaba 
131 
base em normatização da ARCE, conforme definido no Inciso XI, art. 23 da Lei nº 
11.445/2001. 
O Plano de Emergência e Contingência de ltaiçaba está explicitado no 
Apêndice D. 
9. REGULAÇÃO 
9.1 Introdução 
A regulação tem, como finalidade, proteger o interesse público, com vistas 
ao atendimento dos princípios e das diretrizes que orientam a formulação e a 
condução das políticas públicas. A regulação é entendida como a intervenção do 
Estado nas ordens econômica e social, com o objetivo de se alcançar eficiência e 
equidade, traduzidas como a universalização na provisão de bens e serviços públicos 
de natureza essencial, por parte de prestadores de serviços estatais e privados. 
Além disso, a Lei nº 11 .445/2007 estabelece a regulação como condição 
vinculante para a validade dos contratos de prestação dos serviços de água e esgoto. 
Esta regulação deverá ser realizada em atendimento aos seguintes princípios: 
I. Independência decisória, incluindo autonomia administrativa, 
orçamentária e financeira da entidade reguladora; 
li. Transparência, tecnicidade, celeridade e objetividade das 
decisões. 
Constituem, ainda, objetivos da regulação definidos na Lei: estabelecer 
padrões e normas para a adequada prestação dos serviços e para a satisfação dos 
usuários; garantir o cumprimento das condições e das metas estabelecidas; prevenir 
e reprimir o abuso do poder econômico, ressalvada a competência dos órgãos 
integrantes do sistema nacional de defesa da concorrência, e definir tarifas que 
assegurem tanto o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos como a modicidade 
tarifária, mediante mecanismos que induzam à eficiência e eficácia dos serviços e que 
permitam a apropriação social dos ganhos de produtividade. 
4cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
132 
Desta forma, diante das diretrizes e objetivos da Lei nº 11.445/2007 e da 
importância que a regulação pode representar para a melhoria e o desenvolvimento 
do setor de saneamento básico, é necessário que os instrumentos de execução da 
regulação - as agências reguladoras - sejam modelados com base nas seguintes 
características: 
- Quadro dirigente, com previsão de mandatos, requisitos técnicos bem 
definidos para sua seleção e poder de decisão não questionável por outras 
instâncias do poder executivo; 
- Financiamento da atividade de regulação por meio de taxas de regulação 
pagas pelos usuários dos serviços, evitando a dependência de recursos do 
orçamento fiscal do titular dos serviços; 
- Quadro de pess~róprio, selecionado por concurso público; 
- Cargos do corpo gerencial (gerentes, coordenadores etc.), de exclusividade 
do quadro de pessoal próprio, selecionado por critérios técnicos; 
- Existência de normas que estabeleçam separação entre as atribuições da 
agência e as do prestador de serviços. 
A Lei nº 11.445/2007 estabelece os critérios para a delegação da regulação 
dos serviços de saneamento básico, em caso de o titular dos serviços não constituir 
sua própria agência. 
Art. 23 § 1- a regulação de serviços públicos de saneamento 
básico poderá ser delegada pelos titulares a qualquer entidade 
reguladora constituída dentro dos limites do respectivo Estado, 
explicitando, no ato de delegação da regulação, a forma de 
atuação e a abrangência das atividades a serem 
desempenhadas pelas partes envolvidas 
No tocante aos Planos de Saneamento Básico, a interface entre a 
regulação e o planejamento é explicitada no parágrafo único do art. 20 da Lei nº 
11.445/2007, que define as atribuições específicas da entidade reguladora quanto aos 
planos: 
Art. 20 
Parágrafo único. Incumbe à entidade reguladora e fiscalizadora 
dos serviços a verificação do cumprimento dos planos de 
AR~~ E~OO= CU.QA. -~Cagece 
., 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
133 
saneamento por parte dos prestadores de serviços, na forma das 
disposições legais, regulamentares e contratuais. 
Esta interface está reforçada no art. 27 do Decreto nº 7.217 de 21 de junho 
de 2010: 
Art. 27. São objetivos da regulação: 
li - Garantir o cumprimento das condições e metas 
estabelecidas; 
O Estado do Ceará já dispõe de uma agência reguladora dotada das 
características definidas no marco regulatório nacional, a Agência Reguladora de 
Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará - ARCE. Esta agência constitui-se, 
portanto, na responsável pelo acompanhamento da verificação do cumprimento do 
Plano de Saneamento Básico de ltaiçaba, garantindo-se a efetividade dos programas, 
projetos e ações previstos, em consonância com o disposto nas diretrizes e 
estratégias do Capítulo 5. 
9.2 Características da ARCE 
A ARCE foi criada por meio da Lei Estadual nº 12. 786, de 30 de Dezembro 
de 1997, como uma Agência Multisetorial, com competências para a regulação técnica 
e econômica dos serviços públicos dos seguintes setores: Distribuição de Gás 
Canalizado e de Transporte Intermunicipal de Passageiros, delegados diretamente 
pelo Estado do Ceará; Distribuição de Energia Elétrica por meio da Delegação da 
ANEEL; e Saneamento Básico, conforme o art. 4° da Lei Estadual nº 14.394, de 7 de 
julho de 2009. 
Os princípios da independência decisória, incluindo autonomia 
administrativa, orçamentária e financeira, e da transparência, tecnicidade, celeridade 
e objetividade das decisões, indicados nos incisos do art. 21 da Lei Federal nº 11.445, 
de 5 de janeiro de 2007 - fundamentais para a regulação - estão contemplados no 
desenho institucional da ARCE, o que contribui para o desenvolvimento da regulação 
setorial no Estado do Ceará, conforme análise a seguir. 
AR~E'
-;,~
- e agece 
AtfSCIA 
REGUV.OORA 
~ ,a OOEST"-00 
'lftiiiettlll' OOCfA~Á ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
134 
,/ Independência Decisória: O quadro dirigente da ARCE é composto por 3 
Conselheiros-Diretores, com mandatos de 4 anos, em períodos não 
coincidentes, sendo vedada a exoneração por parte do chefe do Poder 
Executivo. Das decisões do Conselho Diretor, notadamente em matérias 
regulatórias, não cabe recurso impróprio . 
./ Autonomia Administrativa: Todas as funções comissionadas de coordenação 
técnica e de assessoria da ARCE são de provimento exclusivo de servidores 
concursados, e de escolha do próprio quadro dirigente. Tal prerrogativa 
garante maior estabilidade para a tomada de decisões técnicas e minimiza 
a possibilidade de interferências políticas, contribuindo, também, para a 
independência decisória da agência. 
,/ Autonomia Orçamentária e Financeira: Os recursos para custeio da 
regulação no setor de Saneamento Básico são pagos pelos usuários dos 
serviços por meio de repasses diretos feitos pelo prestador, não havendo, 
portanto, dependência do tesouro estadual. A fonte de recursos está prevista 
no art. 6° da Lei Estadual nº 14.394/09. 
,/ Transparência: Os Relatórios de Fiscalização (RF), bem como os pareceres 
técnicos, são disponibilizados pelo site institucional (www.arce.ce.gov.br). 
Esta ação coaduna-se com o § 2° do art. 26 da Lei Federal nº 11.445/07, que 
determina a publicidade dos relatórios, estudos, decisões que se refiram à 
regulação ou à fiscalização dos serviços, na internet. 
,/ Tecnicidade: Do quadro de servidores da ARCE, mais de 80% são pós￾graduados. 
,/ Celeridade e Objetividade das Decisões: As decisões da agência são 
fundamentadas em um conjunto de resoluções acerca das condições 
técnicas e econômicas da prestação aos serviços, de acordo com o art. 23 
da Lei Federal nº 11.445/07. 
Após a promulgação da Lei Estadual nº 14.394, de 7 de julho de 2009, a 
AR.CE: tornou-se reguladora dos serviços operados pela CAGECE:, exceto quanto ao 
observado no art. 9°, inciso li, da Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Ou 
seja, enquanto os municípios operados pela CAGECE-atualmente 149- não criarem 
AR~~ E1:00= ((:..q• -~Cagece ENGENHARIA 
.. 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
135 
suas próprias Agências ou não delegarem a regulação a outro ente, a ARCE será a 
reguladora dos serviços. 
Além de fiscalizar a prestação dos serviços da CAGECE, a ARCE edita 
instrumentos normativos e realiza atendimento às reclamações dos usuários por meio 
de sua Ouvidoria, além de proceder à análise dos pleitos de revisão e reajuste de 
tarifas da CAGECE. O trabalho exercido por esta Agência credenciou-a como 
referência nacional pela Associação Brasileira de Agências de Regulação (ABAR). 
As ações de fiscalização, diretas e indiretas, caracterizam-se como uma 
das principais atividades exercidas pela ARCE, de competência das Coordenadorias 
de Regulação. 
A Coordenadoria de Saneamento Básico (CSB) é a responsável pelas 
fiscalizações diretas e indiretas dos sistemas de abastecimento de água e de 
esgotamento sanitário prestados pela CAGECE. As fiscalizações diretas são 
auditorias avaliam o atendimento às condições normativas e contratuais da prestação 
de serviços. Já a fiscalização indireta ocorre por meio de indicadores de desempenho, 
calculados a partir de informações fornecidas pela CAGECE ou coletadas pela própria 
ARCE. Esta Coordenadoria, também, atua diretamente na verificação do cumprimento 
dos planos de saneamento. A estrutura organizacional atual da ARCE encontra-se 
apresentada na Figura 9.1. 
Figura 9.1 - Estrutura Organizacional da ARCE. 
{ 
Comunicação e Rei. Institucional 
Assessoria de Gabinete 
"--~---"""' Assessoria do Conselho Diretor 
ASSESSORIAS 
Fonte: Arce (2017). 
AR E ~Cagece I
ALf•;C<A 
~EGULAOORA 
~ _. OOt\lA.00 
......,,,,, llO((AA.11. ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
136 
É também atribuição da ARCE a definição de tarifas, propiciando a 
expansão do atendimento e a operação com qualidade e eficiência e, ao mesmo 
tempo, estabelecer preços acessíveis e compatíveis com a renda dos usuários. 
Ainda no exercício de suas atribuições, a ARCE tem a Ouvidoria como 
instância de importância estratégica na relação com a sociedade. De fato, a Ouvidoria 
é a responsável por receber, processar e solucionar as reclamações dos usuários 
relacionadas com a prestação de serviços públicos de energia elétrica, água e esgoto, 
gás canalizado e transporte intermunicipal de passageiros, desde que exauridas as 
tentativas de acordo pelas partes em conflito. Com isso, a ouvidoria da ARCE faz com 
que a agência tenha relevante papel no controle social da prestação dos serviços, 
proporcionando ao usuário do serviço público o direito de questionar, solicitar 
informações, reclamar, criticar ou elogiar, garantindo a cidadania. 
10. MECANISMOS DE CONTROLE SOCIAL 
A falta de percepção da problemática local, de forma geral, pode inviabilizar 
as políticas que exigem períodos de planejamento e execução, cujos efeitos são 
alcançados a médio e longo prazos. Por isto, a Lei nº 11.445/2007 reconheceu a 
importância do controle social, definindo-o como princípio fundamental da prestação 
dos serviços na formulação de políticas e planos de saneamento básico (art. 2°, da 
Lei nº 11 .445/2007), entendido como "conjunto de mecanismos e procedimentos que 
garantem à sociedade informações, representações técnicas e participações nos 
processos de formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados 
aos serviços públicos de saneamento básico". 
Assim, o acesso à informação torna-se imprescindível para o controle social 
e é garantido no art. 26 da Lei nº 11.445/2007, que assegura "publicidade dos 
relatórios, estudos, decisões e instrumentos equivalentes que se refiram à regulação 
ou à fiscalização dos serviços, bem como aos direitos e deveres dos usuários e 
prestadores, a eles podendo ter acesso qualquer do povo, independentemente da 
existência de interesse direto". 
AR~......,,,,, El~DO.r, C[A= ltA -~Cagece ENGENHARIA 
• 
..! ~ !: :: Governo Municipal de .. .. 
~~
1 .,_,e.# ltaiçaba 
137 
Conforme definido no inciso IV do caput do art. 3° da Lei nº 11 .445/2007, 
compete ao titular dos serviços o estabelecimento dos mecanismos de controle social. 
No processo de elaboração dos Planos de Saneamento Básico, a referida lei, em seu 
§ 5° do art, 19, assegura "ampla divulgação das propostas dos planos de saneamento 
básico e dos estudos que as fundamentam, inclusive com a realização de audiências 
ou consultas públicas". 
Consoante esta assertiva, o Decreto nº 7.217/2010, em seu art. 34, declara 
que o controle social dos serviços públicos de saneamento básico poderá ser instituído 
mediante a adoção de debates e audiências públicas, realizadas de modo a 
possibilitar o acesso da população, podendo ser realizadas de forma regionalizada ou 
por meio de consultas públicas, promovidas de forma a possibilitar que qualquer do 
povo, independentemente de interesse, ofereça críticas e sugestões a propostas do 
Poder Público, devendo tais consultas ser adequadamente respondidas. 
Além da utilização de um dos mecanismos citados anteriormente, ltaiçaba 
deve instituir, obrigatoriamente, por meio de legislação específica, o controle social 
realizado por meio de órgão colegiado, de caráter consultivo, com participação na 
formulação da política de saneamento básico, bem como no seu planejamento e 
avaliação. Suas funções e competências poderão ser exercidas por outro órgão 
colegiado já existente no município como, por exemplo, o conselho de meio ambiente, 
com as devidas adaptações da legislação, sendo assegurada a participação de 
representantes dos titulares dos serviços, de órgãos governamentais relacionados ao 
setor de saneamento básico, dos prestadores de serviços públicos de saneamento 
básico, dos usuários de serviços de saneamento básico e de entidades técnicas, 
organizações da sociedade civil e de defesa do consumidor relacionadas ao setor de 
saneamento básico, nos termos do art. 47 da Lei nº 11.445/2007. 
Em suma, o Plano Municipal de Saneamento Básico, sendo oriundo de um 
processo de discussão com a Sociedade Civil em ltaiçaba, será peça fundamental na 
formulação da política pública do setor de saneamento básico de ltaiçaba, tendo, 
como principal resultado, a definição de seus princípios e diretrizes, buscando a 
eficiência por meio do planejamento dos investimentos, respaldado nos interesses e 
na sabedoria dos técnicos e da população, rumo à universalização. 
AR~E ,4.cagece 1 :;~:'.:iiao, 'I._ 1" 00 l'iT~DO 
..._,,,,,,,. l>OCíAAA ENGENHARIA 
138 
Para elaboração do PMSB de ltaiçaba foi realizada 01 (uma) audiência 
pública abordando o diagnóstico e prognóstico, além da mobilização social, realizada 
pelos articuladores do município, com aplicação de questionários opinativos a respeito 
dos serviços prestados no setor de saneamento básico, estes dispostos no Apêndice 
E. 
Por fim, o município de ltaiçaba deve, até o final de 2022, instituir o órgão 
colegiado, ou adaptar um já existente, que exercerá as funções de controle social, do 
contrário, será vedado ao município, a partir do exercício financeiro de 2014, o acesso 
aos recursos federais ou àqueles geridos ou administrados por órgão ou entidade da 
União, quando destinados a serviços de saneamento básico, de acordo com o§ 6°, 
art. 34 do Decreto nº 7.217/2010. 
--Cagece ENGENHARIA 
- lo 
.~: -~ .. Governo Municipal de 
il?i: .. ~! ltaiçaba 
APÊNDICE A - PROGRAMAS DE ACESSIBILIDADE AO 
SANEAMENTO BÁSICO {PASB) 
139 
Abastecimento de Água 
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BASICO PASB) 
DISTRITO{Sl: SEDE-URBANA PROJETO: PR/PASB/01/2018 
TITULO: Amoliacão do SAA operado pela CAGECE no distrito Sede - urbano 
1 -Obietivo 
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de abastecimento de água com qualidade e quantidade, conforme 
normas lecals e reoulamentares. 
2 - Justificativa 
O sistema de abastecimento de água (SAA) do distrito Sede (urbano), operado pela CAGECE, apresentou índices de cobertura 
e de atendimento de 100% e 79,5% respectivamente em 2018, segundo o diagnóstico. A estação de tratamento produzindo 
em tomo de 7,64 Us, que não atende a demanda atual (15,67), demandas futuras vão de 16,96 Usem 2022 até 23,28 Usem 
2038. Portanto, nestas condições, a produção deverá ser acrescida para suprir a demanda futura já a curto prazo. Todas estas 
intervenções resultarão em investimentos de Infraestrutura de ETA, adutoras, rede e ligações. Com este projeto, pretende-se 
manter a universalização dos serviços na Sede urbana, garantindo-a até o ano de 2038, para o total de mais 888 novas ligações. 
Paralelamente, deve-se incentivar e disseminar a importância do consumo e uso racional de água tratada a fim de manter o 
índice de atendimento, mas com economia. Estima-se que o impacto incremental da implementação deste projeto para manter 
a universalização, no curto prazo será de 8,42% no índice de cobertura de abastecimento de àqua total do municíoio. 
3-Ações Metas Estabelecidas até o ano de 1 % acum.): 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
 1 = Eiaborar estudo de perfuração de novos poços 
profundos para ampliar a oferta de água bruta 100% - - - - - 
/manancial) 
A2 = Elaborar projeto executivo para atendimento das 
metas estabelecidas de curto, médio e longo prazos 100% - - - - . 
de amohacão do SAA da Sede 
A3 - Ampliar a produção em 8,03 1/s 20% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100% 
A4 = Ampliar a cobertura para atender 888 novas 4,12% 16,96% 35,32% 55,20% 76,71% 100% liaacões hidrometradas no SAA do distrito Sede 
A5 = Realizar programa de incentivo e disseminação 
da importância do consumo e uso racional de água Contínua 
tratada 
4 - Resultados Esoerados ~·· 
' 
Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de abastecimento de água. 
5 - Entidade(sl Resi:ionsáveUeis) 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba/CAGECE 
6 - Entidade(sl Parceira(sl 
SCIDADES/FUNASA 
7 - Quantitativo Estimativo 
Quantidade 
Curto Médio Longo Total 
Estudo de perfuração de poços 1 - - 1 
Lioacões (domicílios) 151 339 398 888 
Amoliacão da oroducão (1/s) 8,03 8;03 
8 - Orçamento Estimativo (R$) Prazos e Custos 
Curto Médio Longo Total 
Realizar estudo de perfuração de 50.000,00 - - 50.000,00 
POCOS 
Elaborar projeto executivo 81.457,20 - - 81.457,20 
Execução de obras de expansão da 468.857,70 1.056.848,18 1.238.266,09 2.763.971,98 
cobertura e atendimento 
Ampliação da produção 494.316,18 0,00 0,00 494.316,18 
Custo total 1.094.631,08 1.056.848, 18 1.238.266,09 3.389.745,36 
9 - lmoacto Incremental na Universalizacão (%) 
Curto Médio Longo 
8,42% 27,40% 49,65% 
4.cagece ENGENHARIA 
140 
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB) 
DISTRITO(S): SEDE PROJETO: PR/PASB/02/2018 
TÍTULO: 
Ampliação do SAA operado pela SISAR na zona rural do distrito Sede na localidade 
Tabuleiro do Luna 
1-0bjetivo 
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de abastecimento de água com qualidade e quantidade, confonne 
nonnas leoais e reculamentares 
2 - Justificativa 
Existe um sistema cuja gestão é de responsabilidade do SISAR (Tabuleiro do Luna}, cujos índices de cobertura e de 
atendimento são próximos de 100%, em 2018, segundo o diagnóstico. Com este projeto, pretende-se manter a universalização 
dos serviços nas localidades atendidas por estes sistemas, com a cobertura da demanda futura até o ano de 2038, para o total 
de mais 69 novas ligações. Além disso, deve-se, paralelamente, incentivar e disseminar a importância do consumo e uso 
racional de água tratada a fim de elevar o índice de atendimento. Estima-se que o impacto incremental da implementação deste 
projeto para manutenção da universalização no curto prazo será de 0,72% no índice de cobertura de abastecimento de água 
do município. 
3-Ações 
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.): 
2019 2022 2.026 2030 2034 2038 
A 1 = Elaborar projeto executivo para atendimento das 
metas estabelecidas de curto, médio e longo prazos 100% - - - - - 
doSAA 
A2 = Ampliar a cobertura para atender 64 novas 
ligações hidrometradas no SAA do distrito Sede - 4,54% 18,44% 37,63% 57,60% 78,38% 100% 
Tabuleiro do Luna 
A3 - Ampliar a produção dos sistemas SISAR em 91 23% 100% 100% 100% 100% 100% Vhab/dia 
A4 - Ampliar a reservação do SISAR em 19, 17 m3 25% 100% 100% 100% 100% 100% 
A5 = Realizar programa de incentivo e disseminação 
da importância do consumo e uso racional de água Contínua 
tratada 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de abastecimento de água. 
5- Entidade(s) Responsãvel(eis) 
, 
SISAR/Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6 - Entidade(s) Parceira(s) 
$CIDADES / FUNASA / SOA 
7 - Quantitativo Estimativo. Qu.ªntldªi;te 
Curto Médio Longo Total 
Novas ligações (domicílios) 13 23 28 64 
Ampliação da produção (1/hab/dia) 91 - - 91 
Ampliação da reservação (m3
) 19,17 19,17 
Prazos e Custos 
8 - Orçamento Estimado (R$) 
Curto Médio Longo Total 
Elaborar Projeto Executivo 23.623,39. 23.623,39 
Execução de obras de expansão da 
cobertura e atendimento (rede e 58.349,46 123.902,80 134.168,97 316.421,23 
ligacões) 
Ampliação da produção 124.129,36 0,00 0,00 124.129,36 
Ampliação da reservação 31.917,12 0,00 0,00 31.917,12 
Custo total 238.019,32 123.902,80 134.168,97 496.091,09 
9 - Impacto tncrernental na lJnivel'$alização (%) 
Curto Médio Longo 
0,72% 2,23% 3,88% 
AR~..._,,,,,,, EI~OO= ([ARÀ -~Cagece ENGENHARIA 
~ ~ !: -:.. Governo Municipal de .. .. 
~: .;~IJ ltaiçaba 
141 
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB) ' 
DlSTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PASB/03/2018 
TÍTULO: 
Cobertura e atendimento do abastecimento de água por soluções individuais por meio de cisternas de 
água de chuva no município de ltaiçaba 
1 -Objetivo 
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de abastecimento de água com qualidade e quantidade, conforme 
normas legais e regulamentares 
2 - Justificativa 
Para alcançar a universallzaçâo do abastecimento de água do Município de ltalçaba, é necessário incluir a população difusa 
da zona rural, não atendida por sistema de abastecimento de água. Neste caso, projetam-se soluções individuais para atender 
esta demanda. A solução proposta, cuja construção é financiada pelo Governo Federal, são as cisternas para captação de 
água da chuva para consumo humano. A execução destas cisternas, aliada ao trabalho de educação e saúde, irão contribuir 
para qualidade de vida da população difusa da zona rural. Com este projeto pretende-se que toda a população difusa no curto 
prazo, estimada em 619 domicílios, esteja universalizada por cisternas até 2022. O impacto incremental da implementação 
deste projeto para alcance da universalização, no curto prazo será de 34,62% no índice de cobertura de abastecimento de 
água do município. 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.): 
3-Ações 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 =Ampliara cobertura para atender 831 
novos domicílios com Cisternas de Água de 35,78% 74,49% 80,49% 86,74% 93,24% 100% 
Chuva na zona rural do Distrito Sede 
A2 = Realizar programa de incentivo e 
disseminação da importância do consumo e Contínua 
uso racional de áaua tratada 
- 4 - Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de abastecimento de água. 
5 - Entidade(s) Responsãvel(eis) .. 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6 - Entidade(s) Parceira(s) 
SCIDADES / FUNASA / SOA 
7 - Quantitativo Quantidade 
Estimativo Curto Médio Longo Total 
Cisternas de água de 619 102 110 831 
chuva 
8 - Orçamento 
Prazos e Custos 
Estimado (R$) Curto Médio Longo Total 
Execução de Obras 1.661.584,88 273.214,08 295.85'1,69 2.230.650,65 
9 - Impacto Incremental na universalização(%) 
Curto Médio Longo 
34,62% 40,31% 46,48% 
AR~EI 4cagece 
AC!NCIA 
""""'\~ REGULADORA 
~ .,a OOESTAOO 
......,,,, DO(f,'QA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
142 
Esgotamento Sanitário 
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB) 
DISTRITO(S): SEDE - URBANA PROJETO: PR/PASB/04/2018 
TÍTULO: Instalação do SES operado pela CAGECE no distrito Sede 
1 -Objetivo 
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de esgotamento sanitário com qualidade, conforme normas legais e 
regulamentares 
2 - Justificativa 
Segundo o diagnóstico, a zona urbana do Distrito Sede é desprovida de sistema de esgotamento sanitário operado pela 
CAGECE, fazendo uso de outras soluções individuais adequadas que atingem índices de cobertura e de atendimento de 4, 11 %, 
em 2018. Este projeto pretende atingir a universalização em 80% dos imóveis na Sede com rede, em 2038, quando deverá 
atingir em torno de 2.171 ligações. Além disso, deve-se, paralelamente, incentivar e disseminar a importância da interligação 
de cada domicílio à rede de esgotamento sanitário, onde ela for se tornando disponível, como forma de garantir a preservação 
do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida da população. Estima-se que o impacto incremental da implementação 
deste projeto, no longo prazo, será de 48,65% no indice de cobertura total de esgotamento sanitário do rnunlcíplo. 
3-Ações 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.): 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 = Implantar sistema de esgotamento sanitário para 2.171 0,00% 0,00% 45,20% 62,92% 81,17% 100% ligações no distrito Sede 
A2 = Realizar programa de incentivo e disseminação da Contínua importância da interligação dos esgotos à rede pública 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade dos serviços; Aumentar o atendimento do SES no distrito Sede; Universalização dos serviços de 
esgotamento sanitário. 
5- Entidade(s) Responsável(eis) 
., 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba/CAGECE 
- 
G - E11tictªde(s) Parceira($) 
SCIDADES/FUNASA 
7 - Quantitativo Estimativo Quantidade 
!tem Ç1,1.rt.Q Médio Longo To~I 
Ligações (domicílios) - 1.366 805 2.171 
8- Orçamento Estimativo (R$) Prazos 
Item Çurto Médio Longo Total 
Elaborar projeto executivo 651.569,53 - - 651.569,53 
Execução de obras de expansão da 0,00 16.397.831.19 9.664.949,89 26.062.781,08 cobertura e atendimento (rede e ligações) 
Custo total 651.569,53 16.397.831,19 9.664.949,89 26.714.350,61 
9 - Impacto Incremental na universalização(%) 
Curto Médio Longo 
13,61% 30.61% 4e.65% 
AR~E' -~Cagece 
Aà"'IA 
"""" REGUI.AOOA A 
~ 
00 ESTADO 
00([.t.AA. ENGENHARIA 
• 
• ..!---.ii !: !- Governo Municipal de 
... - 
~~-: .. ~'$ ltaiçaba 
143 
PROGRAMA ACESSIBILIDADE Aô SANEAMENTó BÁ$1éô (PASB) 
DISTRITO(S), TODOS PROJETO; PR/PASB/05/2018 
TÍTULO; Universalização da cobertura e atendimento do esgotamento sanitário por soluções 
individuais para domicilios SEM banhefros1 
1 -Objetivo 
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de esgotamento sanitário com qualidade, conforme normas legais e 
regulamentares 
2 - Justificativa 
Para alcançar a universalização do esgotamento sanitário do Município, é necessário incluir a população não alcançada por 
sistema de esgotamento sanitário por rede pública e que não possuem banheiros. Neste caso, projetam-se soluções individuais 
para atender esta demanda. A solução proposta, cuja construção é financiada pêlo Governo Federal, são módulos sanitártos 
com tratamento por fossa séptica e sumidouro ou, ainda, outra solução equivalente. A execução de soluções individuais para 
tratamento dos esgotos, bem como atividades de educação e saúde, irá contribuir para qualidade de vida da população difusa 
da zona rural. Com este projeto pretende-se que todos os domicílios da população difusa sem banheiros, no médio prazo, até 
2030 estejam cobertos. O impacto incremental estimado deste projeto no médio prazo será de 1, 16 % com relação a demanda 
total do município. 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.): 
3-Ações 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 = Ampliar a cobertura para atender 57 novos 
domicílios com sistemas individuais das zonas 20,17% 42,45% 66% 89,81% 94,75% 100% 
rurais do município de ltaiçaba. 
A2 = Realizar programa de incentivo e 
disseminação da importância da destinação Contínua 
adequada dos esqotos 
4- Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade de vida da população 
Dar destino adequado aos esgotos 
Universalização do esgotamento sanitário 
5 - Entidade(s) Responsãvel(eis) 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6- Entidade(s) Parceira(s) 
SCIDADES / FUNASA / SDA 
·Quantidade 
7 - Quantitativo Estimado 
Curto Médio Longo Total 
Módulos sanitários (banheiro e 24 27 6 57 fossa séptica+ sumidouro) 
8 - órçamento Estimado Prazos 
(R$) 
.. 
Curto Médio Longo Total 
Execução de Obras 136.702,63 152.496,32 32.805,87 322.004,81 
9 - Impacto Incremental na universalização(%) 
Curto Médio Longo 
0,55% 1,16% 1,29% 
1Admite-se qualquer solução individual como fossa séptica+ sumidouro, fossa verde, etc. 
~Cagece ENGENHARIA 
144 
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB) 
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PASB/06/2018 
TÍTULO: 
Universalização da cobertura e atendimento do esgotamento sanitário por soluções individuais 
para domicílios COM banheiros1 
1-0bjetivo 
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de esgotamento sanitário com qualidade, conforme normas legais e 
regulamentares 
2 - Justificativa 
Para alcançar a universalização do esgotamento sanitário do Município de ltaiçaba, é necessário incluir a população não 
alcançada por sistema de esgotamento sanitário por rede pública que possuem banheiros, porém destinam inadequadamente 
seus esgotos, lançando-os a céu aberto, fossas rudimentares, entre outros. éstimou-se um total de 1.741 domicilios nesta 
situação, em 2018. Desta forma, projetam-se soluções individuais para atender esta demanda de maneira adequada, A solução 
proposta, são fossa séptica e sumidouro ou, ainda, outra solução equivalente. A execução de soluções individuais para 
tratamento dos esgotos, bem como atividades de educação e saúde, irá contribuir para qualidade de vida da população difusa 
da zona rural. Com este projeto, pretende-se que ao menos 78,69% dos domicílios da população difusa com banheiros deem 
destino adequado aos seus esgotos no médio prazo, até 2030. Já a universalização deverá ser alcançada em 2038. Estima-se 
que a implantação deste projeto no longo prazo, gere impacto incremental de 50,06%. 
3-Ações 
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.): 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 =Ampliara cobertura para atender 2.234 
novos domicílios com sistemas individuais no 13,96% 29,93% 47,09% 64,48% 82,11% 100% 
municipio 
A2 = Realizar programa de incentivo e 
disseminação da importância da destinação Continua 
adequada dos esqotos 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade de vida da população 
Dar destino adequado aos esgotos 
Universalização do esgotamento sanitário 
5- Entidade(s) Responsável(eis) 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6 - Entldade(s) Parceira(s) 
SCIDADES / FUNASA / SOA 
7 - Quantitativo Quantidade 
Estimado Curto Médio Longo Total 
Módulos sanitários (fossa qq$ 772 794 2.2:}4 
séptica+ sumidouro) 
8 - Orçamento Estimado Prazos 
(R$) Curto Médio Longo Total 
Execução de Obras 1.500.312,56 1.731.777,09 1.780.406,32 5.012.495,97 
9 - Impacto Incremental na universalização(%) 
·--- - 
Curto Médio Longo 
14,98% 32,28% 50,06% 
- . . 1Adm1te-se qualquer soluçao individual como fossa septíca + sumidouro, fossa verde, etc . 
AR ---Cagece 
~E· .... .., ... 
~ 
l,,. ~ OO(íARA ENGENHARIA 
• 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
145 
Resíduos Sólidos 
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB) 
DISTRITO(S)! TODOS PROJETO: PR/PASB/07 /2018 
TÍTULO: Ampliaçâo da coleta dos resíduos sólidos do município de ltaiçaba 
'! -Objetivo 
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de coleta de resíduos sólidos com qualidade, conforme normas legais e 
regulamentares 
2 - Justificativa 
O município de ltaiçaba não atingiu a universalização da limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos em relação às 
atividades de coleta, como determina a Lei Federal no 11.445/2007. De fato, a coleta dos resíduos sólidos no Município de 
ltaiçaba atingiram índices totais de cobertura e de atendimento totais de 46,36%, em 2018. Com este projeto, pretende-se 
elevar os índices urbanos até a universalização no médio prazo, ou seja, até 2030. 
3-Açôes 
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.): 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 = Ampliar a cobertura para atender 2.999 16,57% 36,76% 59,15% 82,08% 90,73% 100% 
novos domicílios no município 
A'2. = Reaiizar programa de incentlvo e 
disserninaçâo da importância da participação da Contínua 
população nas atividades de coleta dos resíduos 
sólidos 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade dos serviços; ampliar o atendimento dos serviços; Universalização dos serviços de coleta de resíduos 
sólidos. 
5- Entidade(s) Responsável(eis) - 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6 - Entidade{s) Parceira(s) 
CONPAM/SCIDADES/FUNASA 
7 - Quantitativo Estimativo Quantidade 
Item Curto Médio Longo Total 
Número de domicílios 1.'102 1.359 537 2.999 
8 - Orçamento Estimativo Prazos 
IR$) 
Item Curto Médio Longo Total 
Custos da coleta domicilíar 274.200,32 338.140,95 133.649,62 745.990,89 
adicional 
9 - Impacto Incremental na universalização(%) 
Curto Médio Longo 
36,76% 82,08% 100% 
ARC:.E ---Cagece 
AG1'.CoA 
~~ 1 REGULADORA 
~ a DOESTADO 
. 'iiii,,,,# DOCO.RA ENGENHARIA 
146 
Drenagem Urbana 
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB) 
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PASB/08/2018 
TÍTULO: Ampliação da pavimentação de vias do município de ltaiçaba 
1-0bjetivo 
Universalizar a cobertura da pavimentação com qualidade, conforme normas legais e regulamentares 
2 - Justificativa 
Segundo o diagnóstico, o IBGE levantou a existência de 1052 domicílios com pavimentação em seu entorno de um total de 
1319, déficit corroborado pela Prefeitura em termos quantitativos e percentuais. Segundo dados da Prefeitura, o distrito de 
ltaiçaba (Sede) apresenta 50% das ruas pavimentadas, correspondente a 9 Km. Com base nos dados de pavimentação 
enviados pela Prefeitura, calculou-se o déficit de pavimentação necessária nas zonas urbanas do município. O indicador 
utilizado foi deduzido a partir dos próprios dados enviados pela Prefeitura e da população urbana do IBGE/2010, cujo valor 
adotado foi de 0,01 Km de pavimentação por domicílio. No total, a necessidade de pavimentação foi estimada em mais 6,6 Km, 
cuja implantação ao longo do horizonte do PMSB é objeto deste projeto. 
3-Ações 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.): 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 = Ampliar a pavimentação em 6,6 Km no distrito Sede 0% 33% 70% 100% 100% 100% 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade dos serviços; ampliar o atendimento dos serviços; Universalização dos serviços de drenagem. 
5- Entidade(s) Responsável(eis) 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6 - Entidade(s) Parceira(s) 
SCIDADES/FUNASA 
1 - Quantitativo Estimativo Quantidade 
Item Curto Médio Longo Total 
Pavimentação (Km) 2,2 4,4 - 6,6 
8 - Orçamento Estimativo (R$l Prazos 
Item Curto Médio Longo Total 
Custo de implé;!nta.ção 1.115,009.40 2.263.806.95 º·ºº 3,378,816.~~ 
9 - Impacto Incremental na uoivel'$aUza.çã.o (%). 
Curto Médio Longo 
33% 100% - 
ARr!.~ EIjOO: C[ARÁ -~Cagece ENGENHARIA 
• 
+'li :. Governo Municipal de 
.. ~~ ltaiçaba 
APÊNDICE 8 - PROGRAMAS DE QUALIDADE DO 
SANEAMENTO BÁSICO (PQSB) 
147 
Abastecimento de Água 
PROGRAMA DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO • PQSB 
DISTRITO(S): SEDE PROJETO: PR/PQS8/Q1/2018 
TÍTULO: 
Levantamento de informações sobre sistemas coletivos operados pela Prefeitura ou 
Associacões - 
1 -Objetivo 
Melhorar a qualidade do abastecimento de água de sistemas coletivos operados pela Prefeitura ou Associações, por meio de 
análise dos componentes, reservação, produção, distribuição e quantidade de imóveis. 
- . . ---·- -·-· - - -- -- . ·-·- - ·- -· - -· .. - ·- ' ,, 
2 - Justificativa 
Algumas localidades rurais do município podem avançar na melhoria da qualidade do abastecimento de água, como a 
instalação de estações de tratamento de água. Para isso é necessário o levantamento de informações sobre esses sistemas 
para a partir daí, propor as soluções e planejar sua execução. Ao todo são 109 imóveis na localidade Alto Ferrão da zona rural 
da sede e pretende-se com esse projeto que o levantamento seja realizado a curto prazo (até 2022). 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.j: 
3-Ações 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A1 = Elaborar estudo e projetos executivos de 
melhoria na localidade Alto Ferrão totalizando 109 20% 100% 0% 100% 100% 100% 
imóveis 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade dos serviços. 
5- Entidade(s) Responsável(eis) . 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6 - Entidade(s) Parceira(s) 
SCIDADES/FUNASA 
Quantidade 
1 - Quantitativo Estimativo 
Curto Médio Longo Total 
Imóveis 109 - 109 
- 
8- Orçamento Estimativo Prazos e Custos 
(R$) Curto Médio Longo Total 
Elaborar estudo de melhoria 17.276,50 - - 1'1.277 
9 - Impacto Incremental na Universalização(%) 
Curto Médio Longo 
Õualitativo 
AR~E ~Cagece 
.w,o• 
REGULADORA 
~ - 1 00 E~TAOO 
. ......,,, 00 CI AIM ENGENHARIA 
148 
Resíduos Sólidos 
PROGRAMA DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO - PQSB 
DISTRITO(S): SEDE PROJETO: PR/PQSB/02/2018 
TÍTULO: Eliminação do lixão e recuperação da área degradada 
1-0bjetivo 
Recuperação definitiva (remoção e fechamento) do lixão e disposição adequada dos rejeites em aterro sanitário. 
2 - Justificativa 
Os resíduos coletados no município são dispostos no vazadouro a céu aberto (lixão), poluindo o meio ambiente. O lixão está 
localizado na CE 123. Entretanto, uma vez a destinação final dos resíduos seja resolvida por meio do consórcio, a área do lixão 
deverá ser recuperada. Segundo a metodologia dos Planos de Transição para Recuperação das Áreas Degradadas (PTRAD) 
dos lixões a céu aberto elaborados em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA}, essa recuperação será 
realizada em 3 etapas: ações emergenciais e prévias (curto prazo) de eliminação das condições de perigo e minimização do 
potencial de contaminação futura; ações típicas e de reabilitação (médio prazo) para obras geotécnicas de estabilização e 
ações de revegetação, recomposição e remediação e; ações de monitoramento (longo prazo) para o controle das intervenções 
adotadas. Porém, mais do que a simples eliminação do lixão e recuperação de sua área, este projeto visa também acompanhar 
a Gestão lnteorada de Resíduos Sólidos da Litoral Leste, no qual o Município está inserido. 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.): 
3-Ações 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A1 = Eliminar lixão e recuperar área degradada 50% 100% 100% 100% 100% 100% 
A2 = Acompanhar a implantação e o funcionamento do Contínua Consórcio Público com sede em Aracati 
4- Resultados Esperados 
Destinação adequada aos resíduos sólidos urbanos; Melhorias sanitárias; Universalização dos serviços de coleta dos 
resíduos sólidos. 
5 - Entidade(s) Responsável(eis) 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba, Secretaria das Cidades e Consórcio 
6 - Entidade(s) Parceira(s) 
SCIDADES/FUNASNSEMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) 
Quantidade 
7 - Quantitativo Estimativo 
Curto Médio Longo Total 
Lixão 1 o o 1 
Prazos e custos 
8 - Orçamento Estimativo (R$) 
Curto Médio Longo Total 
Custos de agravo ambiental S4.000,00 0,00 0,00 94.000,00 
Custos de recuperação da área 1.065.000,00 0,00 0,00 1.065.000,00 degradada (+BOI) 
Custo total 1.159.000,00 0,00 0,00 1.159.000,00 
9 - Impacto Incremental na Universalização(%) 
Curto Médio Longo 
Qualitativo 
-- ·- - - - - -- 
AR~.~ EJ:OOfCí,U= là --Cagece 
• 
149 
PROGRAMA DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO - PQSB 
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PQSB/03/2018 
TITULO: Coleta seletiva 
1-0bjetivo 
Implantar as Coletas Seletivas Múltiplas e a Central Municipal de Resíduos - CMR, para segregação e reaproveitamento dos 
resíduos sólidos*. 
2 - Justiflcatlva 
O Município de ltaiçaba ainda não realiza coleta seletiva em nenhum de seus distritos, porém informa que existem 5 (cinco) 
catadores de materiais recicláveis, (não organizados de forma cooperativa), que atuam tanto no lixão quanto na zona urbana 
do Distrito de ltaiçaba (Sede). Entretanto, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (SEMA), será iniciado a 
partir de janeiro de 2019 a implantação da Central Municipal de Resíduos - CMR, envolvendo recursos estimados da ordem 
de R$ 400.000,00 na qual está prevista a construção de um galpão de triagem e um galpão de compostagem, além de vários 
ecooontos. 
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.): 
3-Ações 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 = Implantar Central Municipal de Resíduos - CMR 0% 100% 100% 100% 100% 100% 
4 - Resultados Esperados 
Destinação adequada aos reslduos sólidos urbanos; Meihorias sanitárias; Universaiização dos serviços de coleta dos 
resíduos sólidos. 
5 - Entidade(s) Responsãvel(eis) 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba e Consórcio 
6- Entidade(s) Parceira(s) 
... 
SCIDADES/FUNASA e SEMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) 
Quantidade 
7 - Quantitativo Estimativo 
Curto Médio Longo Total 
Central Municipal de Resíduos - 1 o o 1 CMR 
Transporte para coleta seletiva 1 1 1 3 
Prazos e Custos 
8 - Orçamento Estimativo (R$) 
Curto Médio Longo Total 
- - - 
Custo infraestrutura CMR 414.000,00 42.000,00 21.000,00 477.000,00 
Custo equipamentos 21.000,00 42.000,00 42.000,00 105.000,00 
Custo Operacional 4.012.000,00 8.024.000,00 8.827.000,00 20.863.000,00 
Custo total 4.447.000,00 8.108.000,00 8.890.000,00 21.445.000,00 
9 - Impacto Incremental na Universalização(%) 
Curto Médio Longo 
Qualitativo 
AR~EI ---Cagece 
AWK<A 
"""' REGULAD ORA 
~ .a DOESl.-.llO 
~ OOCFARA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
150 
PROGRAMA DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO - PQSB 
DISTRITO(S.): TODOS PROJ.ETQ: PR/PQSB/04/2018 
TÍTULO: Adequação do transporte dos resíduos sólidos de ltaiçaba 
1 -Objetivo 
Prover transporte adequado dos resíduos sólidos, da coleta à destinação final ou ao transbordo. 
2 - Justificativa 
A coleta e o transporte dos resíduos são realizados somente por apenas um caminhão compactador e o restante por caminhões 
de carroceria e basculantes, apresentando estado de conservação regular. Este tipo de equipamento não é adequado para a 
coleta da lixa domiciliar, exceto no caso de coleta seletiva, pois não garante o isolamento dos resíduos e não impede que ocorra 
poluição ao longo do trajeto, por se tratar de caminhão de carroceria aberta. Diante disto, este projeto visa providenciar um 
caminhão fechado e adequado a este tipo de transporte, o caminhão cornpactador. · 
Metas Estabelecidas até o ano de (o/o acum.): 
3-A!iões 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
-· - - -· ·- - - - 
A1 = Adquirir 5 (cinco) caminhões cornpactadores 0% 33% 33% 67% 67% 100% destinados ao transporte dos resíduos coletados 
4 - Resultados Esperados 
Transporte adequado dos resíduos sólidos; Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de coleta dos 
resíduos sólidos. 
5 - Entidade(s) Responsável(eis) 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6 - Enti<,fé;l<,f~(s) Pé;lrc~iré;I(!?) 
SCIDADES/FUNASA 
Quantidade 
7 - Quantitativo Estimativo 
C1,1rtq M~<,fiq Lqngo Tqté;II 
Caminhão cornpactador 1 2 2 5 
Prazos e Custos 
8 - Orçamento Estimativo (R$) 
Gu.rto Mé!;t(Q l,,Qngo TQt@.I 
Caminhão compactador 325.000,00 650.000,00 650.000,00 1.625.000,00 
9 -clrnpacto Incremental na Universalização (o/o) 
Çyfto Nlédio LO{IQQ 
Qualitativo 
-tlcagece ENGENHARIA 
' 
t 
~ 
·"---~ :1 :! Governo Municipal de 
t\ ·~·: i,C.. n 1 taí
• ça b a 
151 
Drenagem Urbana 
PROGRAMA DE QUAUDADE DO SANEAMENTO BÁSiCO - PQSB 
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PQSB/05/2018 
TÍTULO: Elaboração de projetos executivos do sistema de drenagem urbana 
1-ôbjetlvo 
Elaborar projetos executivos dos sistemas de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas do município do ltaíçaba 
2 - Justificativa 
Segundo conclusão do diagnóstico, em relação à drenagem constatou-se que: existem ruas não pavimentadas, cuja ausência 
de drenagem são causas de erosão do solo. Os recursos hídricos (açudes, riachos, córregos, etc.) sofrem com assoreamento 
de seus leitos; há zonas de risco sendo ocupadas, a pouca ou inexistente cobertura por esgotamento sanitário contaminam os 
recursos hídricos com lançamento de esgoto in natura. Este projeto visa fazer um levantamento preciso das necessidades de 
drenagem do município e elaborar projetos executivos de obras de drenagem. 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.): 
3-Ações 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 = Elaborar estudo e projetos executivos de drenagem para as áreas 0% 100% - - - - urbanas do município 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. 
5- Entidáde(s) Respõnsáveheis) 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6- Entidade(s) Parceira(s) 
... 
SCIDADES/FUNASA 
Quantidade 
7 - Quantitativo Estimativo 
Curto Médio Longo Total 
Estudo diagnóstico + projeto executivo de 1 1 obras de melhorias 
Melhorias a serem implantadas A serem definidas pelo ~ diagnóstico 
Prazos e custos 
8 - Orçamento Estimativo (R$} 
Curto Médio Longo Total 
Estudo diagnóstico + projeto executivo de 500.000,00 500.000,00 obras de melhorias 
Implantar melhorias A serem definidas pelo 
- diagnóstico 
9 - Impacto Incremental na Unlversallzação (%) 
Curto Médio Longo 
Qualitativo 
ARC-:.EI ---Cagece 
AG(NCIA 
""'.. REGULADO RA 
'-'. ,a 00 ESTADO 
........,, DO(fA.l?À ENGENHARIA 
152 
APÊNDICE C- PROGRAMA DE GESTÃO DO 
SANEAMENTO BÁSICO (PGSB) 
Programa de Gestão do Saneamento Básico - PGSB 
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PGSB/01/2018 
TÍTULO: Fortalecimento Institucional 
1-0bjetivo 
Aprovar lei de aprovação do PMSB e dar outras providências 
-· 2 - Justificativa . " 
De acordo com orientações do governo federal e no sentido de oferecer maior segurança institucional ao Plano de Saneamento 
Básico de ltaiçaba, é necessária a aprovação do mesmo por meio de lei municipal. Entretanto, para além da execução do Plano 
e de sua aprovação, importa também a sua garantia de continuidade. Assim, para que o plano seja sustentável toma-se 
importante, dentre outros aspectos, no mínimo: consolidar a regulação dos serviços de saneamento básico por meio da Agência 
Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará - ARCE, haja vista a obrigatoriedade do acompanhamento do plano 
por uma entidade reguladora; estabelecer estrutura no âmbito municipal responsável pela operacionalização do PMSB; e definir 
o conselho responsável pelo controle social. 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.): 
3-.Ações 
2018 2022 2026 2030 2034 2038 
A1 = Enviar Projeto de Lei para Câmara Municipal 100% - - - - - 
4 - Resultados Esperados 
Fortalecer institucionalmente o setor; Melhoria na gestão dos serviços por parte do titular dos serviços; Universalização do 
saneamento básico. 
5- Entidade(s) Responsável(eis) 
Prefeitura do ltaiçaba 
ij- !;.ntid@_de(s) Parceira(s) - 
SCIDADES/FUNASA/ARCE/CAGECE 
Quantidade 
7 - Quantitativo Estimativo 
Curto Médio Longo Total 
Minuta de projeto de Lei 1 - - 1 
Prazos e Custos 
8 - Orçamento Estimativo (R$) - -·-- 
Curto Médio Longo Total 
Minuta de projeto de lei s/custo - - s/custo 
9 - Impacto Incremental na Universalização(%) 
Curto Médio Longo 
Qualitativo 
A 
AR~E 4cagece ENGENHARIA ~ I~DO= C(ARÃ 
' !'! ... 
:: t! Governo Municipal de 
~
1 li ltaiçaba 
153 
Programa de Gestão do Saneamento Básico - PGSB 
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PGSB/02/2016 
TITULO: Fortalecimento da Gestão dos Serviços 
1-õbjetivo 
. 
Aperfeiçoar a capacidade de gestão da Prefeitura Municipal de ltaiçaba no exercício das atribuições, relacionadas ao 
saneamento básico, com o estabelecimento de recursos humanos para atuar no setor. 
2 - Justificativa 
•. 
Segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), Medidas Estruturantes são aquelas medidas que fornecem 
suporte político e gerencial para a sustentabilidade da prestação dos serviços. Encontram-se tanto na esfera do aperfeiçoamento 
da gestão, em todas as suas dimensões, quanto na da melhoria cotidiana e rotineira da infraestrutura física. Ainda, para o 
PLANSAB, a consolidação destas ações trará benefícios duradouros às Medidas Estruturais que são constituídas por obras e 
intervenções físicas em infraestrutura de saneamento. Portanto, este projeto visa o fortalecer a coordenação da Política de 
Saneamento Básico de ltaiçaba, utilizando o PMSB como instrumento orientador das pollticas, programas, projetos e ações do 
setor. Estrategicamente, faz-se necessário criar órgão na estrutura administrativa municipal para a coordenação, articulação e 
integração da política, a partir das diretrizes do PMSB, fortalecendo a capacidade técnica e administrativa, por meio de recursos 
humanos, logísticos, orçamentários e financeiros. Isto possibilitará ao município, desenvolver gestões e realizar avaliações 
periódicas para que a previsão orçamentária e a execução financeira, no campo do saneamento básico, observem as metas e 
diretrizes estabelecidas no PMSB, o qual deve estar integrado com os demais planejamentos setoriais fortalecendo uma visão 
integrada das necessidades de todo o território municipal 
3-Ações 
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.): 
. ~ ~ " 
2018 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 = Montar infraestrutura de gestão do saneamento 
básico, com os recursos humanos necessários para 
atuação nas atividades de gestão do saneamento básico 
0% 100% 
A2 = Capacitar os recursos humanos Contínua 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria da gestão dos serviços pelo titular dos serviços; Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização do saneamento 
básico. 
5- Entidade(s) Responsãvel(eis) ., . 
Prefeitura Municipal de ltaiçaba 
6 - Entidade(s) Parceira(s) • 
SCIDADES/FUNASA 
7 - Quantitativo Estimativo 
Quantidade 
. 
Curto Médio Longo Total 
Infraestrutura montada, com recursos 
humanos e materiais 
Prazos e Custos 
8 - Orçamento Estimativo (R$) 
Curt.o Médio Longo Total 
Verba 100.000,00 100.000;00 
9 - Impacto Incremental na Universalização(%) 
Curto Médio Longo 
Qualitativo 
AR~E ~Cagece 
IAC(NCIA 
RE(;UlADORA 
~ ~ OOE.<;1,r.OO 
.......,,, 1 OOCCA.RA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
154 
Programa de Gestão do Saneamento Básico • PGSB 
DISTRITO(S}: TODOS PROJETO: PR/PGSB/03/2018 
T~TULO: Implantação de Sistema de lnformaçôes 
1-0bjetivo 
Implantar o sistema de avaliação e monitoramento das metas do PMSB para gestão do saneamento básico no Município 
2 - Justificativa 
O setor público deve sempre buscar maior eficiência. eficácia e efetividade nos resultados, estabelecendo metas de desempenho 
operacional para os operadores públicos de serviços de saneamento básico, além dele próprio. Para tanto, é preciso fortalecer a 
gestão institucional e a prestação dos serviços, apoiando a capacitação técnica e gerencial dos operadores públicos de serviços de 
saneamento básico, ações de comunicação, mobilização e educação ambiental, e a transparência e acesso às informações, bem 
como à prestação de contas, e o controle social. Em função da grande quantidade de dados e informações geradas a partir da 
gestão do setor, será necessário implantar sistema de avaliação e monitoramento das metas e demais indicadores de resultados e 
de impacto estabelecidos pelo PMSB, além de acompanhar a aplicação das verbas destinadas no orçamento público. Com este 
projeto, será disponibilizado, pela ARCE, planilha eletrônica para os gestores municipais iniciem os registros de dados e informações 
do PMSB, durante a sua execução. Posteriormente, a planilha poderá ser substituída por sistema de informações capaz de se 
integrar ao Sistema Nacional de Informações do Saneamento (SINISA). 
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.): 
3-Ações 
2018 2022 2026 2030 2034 2038 
A 1 = Implantar a planilha eletrônica 100% - - - - - 
A2 = Implantar o sistema de informações 0% 100% - - - - 
.. 
4 - Resultados Esperados 
Melhoria na gestão dos serviços por parte do titular dos serviços; Melhoria da qualidade dos serviços; Facilitar a divulgação de 
informações; Universalização do saneamento básico. 
5 - Entidade(s) Responsável(eis) 
Prefeitura do ltaiçaba 
. 
6 - Entidade(s) Parceira(s) . . 
SCIDADES/FUNASA/ARCE/CAGECE 
•. 
Quantidade 
7 - Quantitativo Estimativo 
Curto Médio Longo Total 
Plª_ni.lha eletrônica 1 - - 1 
Prazos e Custos 
8 - Orçamento Estimativo (R$) 
Curto Médio Longo Total 
Planilha eletrônica s/custo - - s/custo 
Sistema de informações A definir - - A definir 
9 - Impacto Incremental na Universalização(%) 
. 
Curto Médio Longo 
Qualitativo 
AR~.......,, EI:DO = CEARA .ftcagece ENGENHARIA 
41 
41 
• 
• 
. - .. ~ :l ~
1
1: Governo Municipal de 
!l~~q ltaiçaba 155 
APÊNDICE D - PLANO DE EMERGÊNCIA. E CONTINGÊNCIA 
Plano de emergência e contingência de 1:taiçaba 
Pontos Vulneráveis 
Eventos Adversos 
'
' 
1 
L J 
I 
Quebra I 
Estiagem ~ompimenfolb~n~::::eã:or 
º~::~~~ãol Enchente 1Vandalismo :~::g~= jmtupimentld:e:~~:~~ d:e:~~a ~~~':;:a;~,I Greve IVias bloqueadas 
1-4-5-12 3-6-7-8-12-14 1-4-11-12 j 1-3-4-5-12- 
11 16 1-4-12 1-4-12 
1-4-5-7-1!2 
4-5-12 3-6-7-8-12-14 ~ -3-4-5-6-12-1 1-4-12 
1! 16 
4-5-12-13 1-4-9c13 ir-3-4156-6-13-i 4-12-13 
1-4-5-7-12- 
13 
4-5-12-13 3-6,-7-8-12-14 
1
!1-3-4-5-6-13- 
l 16 
2-4-5-7-1:3 3-6-7-8-12 
5-8 
9 1 
1 
9-10 1 
8-9-11 ! 
5-8-9-14 1 i 
j 
1 
1 
1 
5 5-8 
5 
5 
5 5-8 
5-8 
8 
5-8-9-16 8 5-8 
Captação/EEAB 1 1-4-12 
Adutora de Agua 
Bnita 
ETA 
SAA 1 
EEAT/Booster 
Adutora de Água 
Tratada 
Reservatórios 
Rede de 
distribuição 
POS:OS 
Rede coletora 
Interceptares e 
SES 1 Emissários 
Elevatórias 
ETE 
Macrod'renagem º~;:~:~1 Microdrenagem 
Boca de Lobo 
Limpeza Urbana 
Coleta regular 
Aterro Sanitário 
Limpeza 1 ETE Aterro 
Urbana Transbordo 
Coleta 
!seletiva/Reciclagem 
Compostagem 
5-8 
5-8-9-14-15 5-8-9-16 5-8 
5 
5 
9-16 5-9c'f1 1 I 11 9 
5-11 10-11 5-9-10 
10-11 10-11 
5-11 10-11 10-11. 
5-11 9-111 10-11 
9-11. 
5 
5-8-9 
9-16 
5-8-9-14 9-16 
9-16 
AR~EI
AGftltlA 
""'" REGU LA DOR A 
~ ..a DOESTADO 
~ OOCURÁ Â-cagece 
156 
Responsabilidade 
Medidas Emergenciais Prefeitura Prestador 
Munic.ipal de dos 
ltaicaba Servicos 
1 Manobras de redes para atendimento de atividades essenciais X 
2 Manobras de rede para isolamento da perda X 
3 Interrupção do abastecimento até conclusão de medidas saneadoras X 
4 Acionamento dos meios de comunicação para aviso à população atingida para 
X X racionamento (rádios e carro de som auando oertinentes) 
5 Acionamento emergencial da manutenção do prestador de serviços e ou Corpo de 
X X Bombeiros se for o caso (edificações atinqidas e/ou com estabilidade ameaçada) 
6 Acionamento dos meios de comunicação para alerta de água imprópria para consumo. X X 
7 Realizar descarga de redes X 
8 Informar o órgão ambiental componente e/ou Vigilância Sanitária X X 
9 Paralisação temporária dos serviços nos locais atingidos X 
10 Acionamento dos meios de comunicação para aviso à população para evitar disposição 
X X dos resíduos nas ruas 
11. 6vsça de apoio nos municípios veinnoe ou contratação ernerqencial )( ?<. 
12 Apoio com carros pipa a partir de fontes alternativas cadastradas X 
13 Apoio com carros pipa a partir do sistema principal se necessário X 
14 Acionar Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros para isolar fonte de contaminação X X 
15 Acionamento dos meios de comunicação para alerta do bloqueio (rádios, TV) X X 
16 Comunicação a Polícia X X 
4-cagece ENGENHARIA 
t 
t 
' 
• 
..... ,.: . 
:: Í: Governo Municipal de 
\
1 .. ~I ltaiçaba 
APÊNDICE E 
157 
METAS ESPECÍFICAS DE COBERTURA 
Abastecimento de Água 
CAGECE: SEDE URBANA 
1500 
1000 888 
681 
490 
314 
151 
37 
o---==--------------- 
2019 2022 2026 2030 2034 2038 
500 
2018 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SEDE RURAL: CISTERNAS 
1000 
831 
775 
750 
571 583 
500 
297 
250 
o 
o 
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SEDE RURAL: SISAR - TABULEIRO DO LUNA ITAIÇABA: TOTAL 
100 
75 69 
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
- NÃO COBERTA ACUMUL~OA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
2500 
2000 
1500 
1000 571 
soo 
o 
o 
2018 2019 2022 
1788 
1510 
2026 2030 2034 2038 
- NÃO COBERTA ACUMULADA 
ANO 
- A SER ATrnDIDA ACUMULADA 
4cagece ENGENHARIA 
Esgotamento Sanitário 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 158 
SEDE URBANA: CAGECE REDE 
4000 
3000 
o 
o-------~~------------- 
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SEDE URBANA: IMÓVEIS SEM BANHEIRO (prop módulo sanitário) 
40 
30 
21 
20 
19 
-- 16 18 
o--~z:_ ~------------------- 
·o 
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SEDE URBANA: SOLUÇÕES INDIVIDUAIS COM BANHEIRO (Sem 
FS+SUM.) 
600 
447 
400 
337 371 
276 283 305 
~ 
278 
200 
o 
7018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SEDE RURAL SOLUÇÕES INDIVIDUAIS COM BANHEIRO (Sem 
FS+SUM.) 
2500 
2000 1717 178 
1586 1650 
1464 
1500 
1000 • 500 
o • • o 
2018 7019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SEDE: TOTAL 
6000 • 4185 • ,1.,1&. 
4000 3246 
2000 
o 
o 
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SOLUÇÕES INDIVIDUAIS COM BANHEIRO (Sem FS+SUM.): 
TOTAL 
3000 
2125 2n4 
2021 
2000 1741 
1000 
o 
o 
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SEDE RURAL: SOLUÇÕES INDIVIDUAIS SEM 
BANHEIRO 
50 
35 37 
40 32 '·1 
30 30 31 
30 
2
10 
0 
o 
20
.
1~ 8 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÁO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
SOLUÇÕES INDIVIDUAIS SEM BANHEIRO - 
TOTAL (PROJETO) 
80 
54 57 
60 49 52 
44 45 46 
40 
20 
o 
20
.
1~ 8 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
A 
ARr!.~ EI~OO= CC.ARJ. .=r,cagece ENGENHARIA 
' t 
• • 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 159 
Resíduos Sólidos 
ITAIÇABA: URBANO ITAIÇABA: RURAL 
2500 2500 
1854 
2000 1648 2000 
1500 - 
1280 1500 1145 1003 1117 103g 1074 
9~ 876 939 1005 
815 830 1000 634 1000 
50
o 
0 
20
o 
18 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
soo 
o 
20
.
1~ 8 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO ANO 
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA - NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
IT AIÇABA: TOTAL 
4000 
2999 
2721 
3000 
2220 
1782 1834 1993 17.74 
2000 ----· 1102 
1000 
o 
o 
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 
ANO 
- NAO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA 
4.cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 160 
Bibliografia 
AGENCIA NACIONAL DE ÁGUAS - ANA. ATLAS BRASIL DE 
ABASTECIMENTO URBANO DE ÁGUA. DISPONIVEL EM: 
<HTTP://ATLAS.ANA.GOV. BR/ATLAS/FORMS/ANALISE/GERAL.ASPX? EST=18>. 
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COGERH - COMPANHIA DE GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS - 
COMPANHIA DISPONÍVEL EM: HTTP://PORTAL.COGERH.COM.BR/ ACESSO EM 
25 DE ABRIL DE 2018. 
SOHIDRA - SUPERINTENDÊNCIA DE OBRAS HIDRÁULICAS 
DISPONÍVEL EM: HTTPS://WWW.SOHIDRA.CE.GOV.BR// ACESSO EM 25 DE 
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BASÍLIO SOBRINHO, G. PLANOS MUNICIPAIS DE SANEAMENTO 
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(1988). BRASILIA, DF: SENADO FEDERAL: CENTRO GRAFICO, 1988. 292 P. 
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REGULAMENTA A LEI NO 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007, QUE ESTABELECE 
DIRETRIZES NACIONAIS PARA O SANEAMENTO BASICO, E DA OUTRAS 
PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL DA UNIAO, BRASILIA, 22 DE JUNHO DE 2010. 
BRASIL. DECRETO Nº 8.211, DE 21 DE MARÇO DE 2014. ALTERA O 
DECRETO NO 7.217, DE 21 DE JUNHO DE 2010, QUE REGULAMENTA A LEI NO 
11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007, QUE ESTABELECE DIRETRIZES NACIONAIS 
PARA O SANEAMENTO BASICO. DIARIO OFICIAL DA UNIAO, BRASILIA, 24 DE 
MARCO DE 2014. 
-,Cagece ENGENHARIA 
• 41 
• 
• 
• 
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t 
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• 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 161 
BRASIL. LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007. ESTABELECE 
DIRETRIZES NACIONAIS PARA O SANEAMENTO BASICO; ALTERA AS LEIS NOS 
6. 766, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1979, 8.036, DE 11 DE MAIO DE 1990, 8.666, DE 
21 DE JUNHO DE 19931 8.9871 DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995; REVOGA A LEI NO 
6.528, DE 11 DE MAIO DE 1978; E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL 
DA UNIAO, BRASILIA, 8 DE JANEIRO DE 2007. 
BRASIL. LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981. DISPOE SOBRE A 
POLITICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE, SEUS FINS E MECANISMOS DE 
FORMULACAO E APLICACAO, E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL 
DA UNIAO, BRASILIA, 2 DE SETEMBRO DE 1981. 
BRASIL. LEI Nº 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999. DISPOE SOBRE A 
EDUCACAO AMBIENTAL, INSTITUI A POLITICA NACIONAL DE EDUCACAO 
AMBIENTAL E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL DA UNIAO, 
BRASILIA, 28 DE ABRIL DE 1999. 
BRASIL. PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PLANSAB. 
BRASILIA: MINISTERIO DAS CIDADES, 2011. 
BRASIL. PORTARIA Nº 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011. DISPOE 
SOBRE OS PROCEDIMENTOS DE CONTROLE E DE VIGILANCIA DA QUALIDADE 
DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO E SEU PADRAO DE POTABILIDADE. 
DIARIO OFICIAL DA UNIAO, BRASILIA, 14 DE DEZEMBRO DE 2011. 
BRASIL. RESOLUÇÃO Nº 430, DE 13 DE MAIO DE 2011. DISPOE SOBRE 
AS CONDICOES E PADROES DE LANCAMENTO DE EFLUENTES, 
COMPLEMENTA E ALTERA A RESOLUCAO NO 357, DE 17 DE MARCO DE 2005, 
DO CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA. DIARIO OFICIAL DA 
UNIAO, BRASILIA, 16 DE MAIO DE 2011. 
CEARA. CADERNO REGIONAL DA BACIA DO BAIXO JAGUARIBE. 
CONSELHO DE ALTOS ESTUDOS E ASSUNTOS ESTRATEGICOS, ASSEMBLEIA 
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CEARA. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO CEARA (1989). FORTALEZA, 
CE. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARA, 1989. 
AR"l.. ~~ 
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A
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"". 4-cagece ENGENHARIA 
162 
CEARA. LEI Nº 14.394, DE 07 DE JULHO DE 2009. DEFINE A ATUACAO 
DA AGENCIA REGULADORA DE SERVICOS PUBLICOS DELEGADOS DO 
ESTADO DO CEARA - ARCE, RELACIONADA AOS SERVICOS PUBLICOS DE 
SANEAMENTO BASICO, E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL DO 
ESTADO DO CEARA, FORTALEZA, 09 DE JULHO DE 2009. 
CEARA. LEI Nº 11.411, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1987. DISPOE SOBRE 
A POLITICA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE, E CRIA O CONSELHO ESTADUAL 
DO MEIO AMBIENTE COEMA, A SUPERINTENDENCIA ESTADUAL DO MEIO 
AMBIENTE - SEMACE E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL DO 
ESTADO DO CEARA, FORTALEZA, 04 DE JANEIRO DE 1988. 
CEARA. LEI Nº 14.844, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2010. DISPOES 
SOBRE A POLITICA ESTADUAL DE RECURSOS HIDRICOS, INSTITUI O SISTEMA 
INTEGRADO DE GESTAO DE RECURSOS HIDRICOS = SIGERH, E DA OUTRAS 
PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL DO ESTADO DO CEARA, FORTALEZA, 30 DE 
DEZEMBRO DE 201 O. 
CPRM - SERVICOS GEOLOGlCOS DO BRA.SI.L. SI.STEMA DE 
INFORMAÇÕES DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS (SIAGAS). DISPONIVEL EM: 
<HTIP://SIAGASWEB.CPRM.GOV.BR/LAYOUT/PESQUlSA_COMPLEXA.PHP>, 
ACESSO EM 14 DE ABRIL DE 2018. 
DATASUS - MINISTERIO DA SAUDE. CADASTRO NACIONAL DOS 
ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE DO BRASIL (CNES). DISPONIVEL EM: 
<HTTP://TABNET.DATASUS.GOV.BR/CGI/DEFTOHTM.EXE?CNES/CNV/ESTABC 
E.DEF>. ACESSO EM 10 DE ABRIL DE 2018. 
DATASUS - MINISTERIO DA SAUDE. SISTEMA DE INFORMAÇÕES 
HOSPITALARES DO SUS (SIH/SUS). DISPONIVEL EM: 
<HTTP://TABNET.DATASUS.GOV.BR/CGI/DEFTOHTM.EXE? 
SIH/CNV/NICE.DEF>. ACESSO EM: 25 DE ABRIL DE 2018. 
ESTUDO DE CONCEPÇÃO PARA SISTEMA DE ESGOTAMENTO 
SANITÁRIO DO MUNICÍPÍO DE ITAIÇABA, SECRETARIA DAS CIDADES, ESTADO 
DO CEARÁ, 2009. 
-~Cagece ENGENHARIA 
41 
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• 
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4 
• 
• • 
• 
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• • 
• 
• 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 163 
FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA. MANUAL DE 
SANEAMENTO. 4. ED. REV. - BRASILIA: FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE, 2006. 
GOVERNO DO CEARÁ- PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS 
- 1992. SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS. 
INSTITUTO NACIONAL DO SEMIÁRIDO - INSA. DISPONÍVEL EM: < 
HTTPS://PORTAL.INSA.GOV.BR/>. ACESSO EM: 13 DE JANEIRO DE 2018. 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA - IBGE. 
CIDADES. DISPONIVEL EM: <HTTP://COD.IBGE.GOV.BR>. ACESSO EM: 13 DE 
JANEIRO DE 2018. 
PACTO DAS ÁGUAS. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. CADERNO 
REGIONAL DA BACIA DO BAIXO JAGUARIBE / CONSELHO DE ALTOS ESTUDOS 
E ASSUNTOS ESTRATÉGICOS, ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO CEARÁ - 
FORTALEZA: INESP, 2009 . 
AR~E -fl.cagece 
AGH,CIA 
REC.ULAOORA 
~ ~ DOESTADO 
......,,,. DO (fAQA ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 164 
ANEXO A -ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA, DIAGNÓSTICO E 
PROGNÓSTICO 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
Ata da Audiência Pública 
A Audiência Pública do Plano Municipal de Saneamento de Itaiçaba/CE foi realizada no dia 01 de abril 
de 2019, segunda-feira, no auditório CVT - Centro Educacional Tecnológico com a presença do Senhor 
Prefeito, José Erenarco da Silva, representando os Secretários Municipais, Sérgio Barbosa de Paula, 
representando a Câmara de Vereadores, Antoniel Max Silva Holanda, representando a CAGECE 
Fortaleza, J anaina, CAGECE LOCAL, Aline Maria Barbosa Barros, representantes de Agentes de Saúde 
e Endemias, Elailson Galdino Lima, Representante da Equipe Local de Coordenação do Plano Municipal 
de Saneamento Básico, Dr. Paulo Gadelha, representantes de Conselhos Municipais, Agentes de Saúde, 
Associações, Sindicatos, movimentos sociais e populares e Comunidade em geral, convidados para o 
evento pela Prefeitura Municipal. 
Os trabalhos foram iniciados às 09: 15 horas, pela palavra da Cerimonialista que convidou para compor a 
roes a a Senhor Prefeito Municipal, Eren arco, o representante da Câmara Municipal, Vereador Otoniel, 'o 
representante dos Secretários Municipais, o Secretário de Agricultura e lvfeio Ambiente, Sérgio Barbosa, 
representante da CAGECE Fortaleza, Janaina Sheila, a representante da PROJESSAN ENGENHARIA, a 
Sra. Jos elina Santos e o representante da APRECE o Sr. Expedito Nascimento. 
Com a palavra, inicialmente, o Prefeito agradeceu a presença de todos, relatou da importância do 
Elaboração do Plano de Saneamento Básico Municipal - PMSB, como instrumento de Gestão dos 
serviços saneamento, notadamente, seu impacto da melhoria da saúde da população. Ressaltou a 
importância do. Plano que, para além da obrigatoriedade prevista na legislação federal e da captação de 
recursos, esse documento representa um avanço significativo na construção de instrumentos públicos de 
gestão com a participação e controle social da população, bem como suas diretrizes alinhadas com as 
interfaces das Políticas Públicas de Saúde, Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Desenvolvimento 
Territorial. 
O Senhor Expedito Nascimento fez uso da palavra, saudando o prefeito e enaltecendo o seu zelo pela 
Administração do municípic e que. não por acaso, o Prefeito foi. justamente, a primeira pessoa com 
quem se encontrou na chegada à cidade, seguida pelo Coordenador da Elaboração do Plano, Dr. Paulo 
CNPJ N" 07.403.769/0001-08. 
A V. CORONEL JOÃO CORREIA, N° 298, 
CENTRO, ITAIÇABA/CE, CEP: 62.820-000. 
A 
ENGENHARIA AR~~ EI~OO= CEMU. --Cagece 
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• 
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Governo Municipal de 
ltaiçaba 165 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
Gadelha. Salientou, na oportunidade, a importância da parceria que foi formada junto ao MUNICÍPIO, 
APRECE, CAGECE, ARCE o que propiciou, além do sucesso do trabalho, dado o alto grau de experti se 
dessas instituições, reduzir, significativamente, o custo de elaboração desse instrumento. Lembrou, 
ainda, que o Plano é uma realização dessa gestão para gerações futuras daqui a vinte anos, podendo ser 
incluído informações, podendo ser corrigido, revisado a qualquer tempo, desde que, dados novos se 
façam necessários, antes da sua obrigatória atualização a cada quatro anos, prevista em lei. 
Em seguida, a condução dos trabalhos foi feita pelo representante da empresa PROJESSAN 
ENGENHARIA, empresa de consultoria que auxiliou na elaboração do Plano, o Senhor Fernando Alves, 
que apresentou um relato do que foi feito pelo município desde o início do ano de 2018, explicando cada 
fase. 
Nesse momento, foi realizada a apresentação do Diagnóstico e do Prognóstico de forma detalhada, 
destacando que a metodologia aplicada teve à orientação da Agência Reguladora de Serviços Públicos 
Delegados do Estado do Ceará (ARCE) e da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará 
(CAGECE), bem como o apoio da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (APRECE). 
Esclareceu, ainda, que esse momento possibilita a avaliação de todos os presentes para que possam 
opinar sobre as melhores soluções em Saneamento Básico para o município, tornando o processo 
democrático e participativo. Lembrou, também, que após a Audiência, o Plano será disponibilizado para 
Consulta Pública no site da prefeitura, no período de 01/04/2019 a 10/04/2019, permitindo a todos os 
cidadãos acessá-lo de forma mais detalhada para apresentar suas contribuições. 
Durante a apresentação, a representante da CAGECE Fortaleza, Janaina, chamou a atenção, para que o 
município enviasse dados como um a Força Tarefa, onde o plano fique o mais atualizado possível. 
Acrescentou, ainda, a existência de Aplicativo de celular Android e Plataforma IOS onde era possível 
baixar e fazer as reclamações devidas à CAGECE. 
Ainda durante a apresentação, foi feita uma intervenção do Secretário Sérgio, acrescentando que o 
SISAR está atendendo a cerca de 270 famílias abastecidas pelo SISAR, contemplando as comunidades 
Canto da Onça, Logradouro, Caris e São Miguel II. 
CNPJ N° 07.403.769/0001-08. 
A V. CORONEL JOÃO CORREIA, N° 298, 
CENTRO, ITAIÇABA/CE, CEP 62.820-000. 
2 
---Cagece ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 
Gove mo Municipal de 
ltaiçaba 
Foram questionados, também, os índices de cobertura de água e esgoto, supostamente acima da realidade 
do município, chamando a atenção para o município rever esses dados, visto que se tais coberturas não 
forem reais, o município será prejudicado na busca de alocação de recursos para tais fins. 
Em mais uma valiosa contribuição, J anaina, alertou para a formação do Conselho de Controle Social que 
efetivamente funcione ou ainda que tais atribuições incorporadas pelo Conselho de Saúde, por ocasião da 
Conferência de Saúde. 
Gadelha, em sua fala, informou que o município, não mais faz parte do consórcio de Resíduos Sólidos 
COMARES/ ARACA TI. 
Encerrando a audiência, terminadas as manifestações e realizado tudo que estava proposto, Expedito 
Nascimento solicitou a leitura da Ata que foi, prontamente, lida e aprovada pelos Presentes, agradeceu a 
presença e participação de todos, dando por encerrados os trabalhos da Audiência Pública do Plano de 
Saneamento. 
Eu, Francisco Antônio dos Santos, responsável pelo registro contido nesta Ata, cumprindo também a 
função de secretariá-los, relatei os acontecimentos, encerro esta Ata que segue assinada por mim e pelos 
demais, constantes da Lista de Presentes à Audiência Pública, em documento anexo, parte integrante 
desta Ata. 
Itaiçaba/CE, 01 de abril de 2019. 
CNPJ N" 07.403.769/0001-08. 
A V. CORONEL JOÃO CORREIA, N" 298, 
CENTRO. ITAIÇABA/CE, CEP: 62.820-000. 
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ANEXO 1 - LISTA DE PARTICIPANTES 
Govcr no t.1 Jn:cip,.f dt.: 
ltaiçaba 
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAIÇABA 
SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA DO MUNICÍPIO DE ITAIÇABA 
AUDIÊNCIA PÚBUCA DO DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO DO PMSB - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO OE ITAIÇABA 
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~..,1 --~~ ltaiçaba 168 
Gover no t.1,m crp.i de 
ltaiçaba 
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAI?BA 
SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA DO MUNICIPIO DE ITAIÇABA 
AUDIÊNCIA pijeuCA DO DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO DO PMSB - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE ITAIÇAB,\ 
LOCAL: CVT Itaiçaba - DATA: 01 / 04 / 2019 - HORÁRIO: 08; 30 h 
Nº - NOME SEGMENTO LOCAUOADE CPF FONE . ASSI" "~· 
19 Mfi,; ;~ ;:r.,,,~1,,a A,, ,..,,i/,,,., h."'. A,,} •• '·· ·,:1. _ 
.., "üd, i'HQo:u;~~.1..V Q"l:(.•tolf ,2.G C {-1..,...., -~ u ,jJ .1-, 
30 Fc. O.?),(..__ ~ ........ ~ (g,_ i .J I ' ... - 
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' Governo Municipal de 
ltaiçaba 169 
ANEXO 8 - PROJETO DE LEI 
MINUTA DO PROJETO DE LEI 
Institui o Plano Municipal de Saneamento Básico, 
compreendendo os serviços de abastecimento de 
água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e 
manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo 
de águas pluviais urbanas na sede e distritos do 
Município de [NOME DO MUNICÍPIO], e dá outras 
providências. 
O PREFEITO MUNICIPAL DE [NOME DO MUNICÍPIO], Estado do Ceará: 
Faço saber que a CÂMARA MUNICIPAL DE [NOME DO MUNICÍPIO], decretou e 
sancionou a seguinte Lei: 
Art. 1° Fica instituído o Plano Municipal de Saneamento Básico, envolvendo o 
conjunto dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza 
urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas 
na sede e distritos do Município de [NOME DO MUNICÍPIO], nos termos do Anexo 
Único desta Lei, para o horizonte de 20 (vinte) anos, com a definição dos programas, 
projetos e ações necessários para o alcance de seus objetivos e metas, ações para 
emergências e contingências, e mecanismos e procedimentos para avaliação 
sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas. 
§ 1° O planejamento dos serviços públicos de saneamento básico orientar-se-á de 
acordo com os princípios e diretrizes estabelecidos na Lei Federal nº 11.445, de 5 de 
janeiro de 2007, especialmente o disposto nos arts. 19 e 20. 
§ 2° Os prestadores dos serviços públicos de saneamento básico deverão observar o 
disposto no Plano Municipal de Saneamento Básico, especialmente no tocante ao 
cumprimento das metas nele previstas, devendo prestar informações às instâncias 
municipais responsáveis pela operacionalização e pelo controle social. 
§ 3° O Plano Municipal de Saneamento Básico serâ submetido à revisão a cada 4 
(quatro) anos, sob coordenação da autoridade responsável pela operacionalização do 
Plano, podendo solicitar apoio dos prestadores dos serviços e da entidade reguladora. 
§ 4õ No caso de regionalização dos serviços, o Plano Municipal de Saneamento 
Básico poderá ser submetido à revisão extraordinária, para compatibilização de 
planejamento, nos moldes do§ 3° deste artigo. 
§ 5° Incumbe à entidade reguladora dos serviços a verificação do cumprimento do 
Plano Municipal de Saneamento Básico por parte dos prestadores de serviços, na 
forma das disposições legais, regulamentares e contratuais. 
Art. 2º A operacionalização do Plano Municipal de Saneamento Básico será exercida 
pela Secretaria Municipal de [NOME DA SECRETARIA]. 
AR~E -ftcagece 1:!~i~ORA ~ """ DOESTADO 
'ii,,,/IIJ' DOClA.RÁ ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 170 
§ 1° É assegurado à Secretaria Municipal de [NOME DA SECRETARIA] o acesso a 
quaisquer documentos e informações produzidos pelos prestadores de serviços. 
§ 2º Competirá à Secretaria Municipal de [NOME DA SECRETARIA]: 
1 - Acompanhar a execução do Plano Municipal de Saneamento Básico pelos 
prestadores de serviços, auxiliando a entidade reguladora na verificação do 
cumprimento do Plano; 
li - Proceder à articulação das informações referentes aos serviços públicos de 
saneamento básico com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico 
- SINISA ou sistema estadual equivalente; 
Ili - Receber reclamações de usuários relativas à prestação dos serviços, devendo 
encaminhá-las à entidade reguladora. 
> Art. 3° O controle social dos serviços públicos de saneamento básico 
será exercido pelo [NOME DO CONSELHO], participando em caráter 
consultivo na formulação, planejamento e avaliação de políticas públicas 
de saneamento básico no âmbito do Município. 
> § 1° É assegurado ao [NOME DO CONSELHO] o acesso a quaisquer 
documentos e informações produzidos pelos prestadores de serviços e 
pela entidade de regulação, bem como a possibilidade de solicitar a 
elaboração de estudos com o objetivo de subsidiar a tomada de 
decisões. 
> § 2° São atribuições básicas do [NOME DO CONSELHO] relativas ao 
controle social dos serviços públicos de saneamento básico: 
> 1 - Acompanhamento da execução do Plano Municipal de Saneamento 
Básico pelos prestadores de serviços, e comunicação de passiveis 
descumprimentos às autoridades municipais responsáveis pela 
operacionalização; 
> li - Acompanhamento da execução dos Termos de Ajustamento de 
Conduta tomados dos prestadores de serviços pela entidade reguladora, 
e comunicação de possíveis descumprimentos à entidade reguladora; 
> Ili - opinar a respeito das revisões ao Plano Municipal de Saneamento 
Básico; 
> IV - Manifestar-se, por seu presidente ou representante, em audiências 
e consultas públicas relativas aos serviços públicos de saneamento 
básico, com direito de preferência. 
~ Art. 4° Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a delegar as 
atividades de regulação à Agência Reguladora de Serviços Públicos 
Delegados do Estado do Ceará -ARCE, para atendimento ao disposto 
no art.9°, inciso 11, da Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. 
Parágrafo único. O exercício das atividades de regulação poderá ser realizado nos 
termos da Lei Estadual nº 14.394, de 7 de julho de 2009. 
Art.5°-Esta lei entra em vigor na data de sua publicação . 
ARCEI[~ .. ~Cagece ENGENHARIA 
• 
• 
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.... 
... -!'! ;: n Governo Municipal de 
\
1 • .-~ ltaiçaba 
171 
[NOME DO MUNICÍPIO], [dia] de [mês] de [ano]. 
[Nome do Prefeito] 
PREFEITO MUNICIPAL DE [NOME DO MUNICÍPIO) 
AR~El
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1 .. ~!J ltaiçaba 
ANEXO C -AVALIAÇÃO ECONÔMICA FINANCEIRA 
172 
Resíduos Sólidos 
Estimativa de Investimentos e de Custos 
Na estimativa dos custos envolvidos observou-se o seguinte: 
i. Evolução Populacional 
De acordo com a Tabela 3.2 - Evolução Populacional por situação de 
domicílio ocupado, ano 2010, realizada pelo IBGE, a população urbana do Município 
de ltaiçaba era de 4.279 habitantes. Com base na evolução da população deste 
Município ao longo do período 1991/2010, adotou-se taxa de crescimento geométrico 
da ordem de 2% ao ano até 2038, representativa do crescimento da população urbana 
do Município nos últimos 10 anos, que fora de 1,5%. Além disto, atentou-se para o 
atual índice de cobertura urbana da prestação dos serviços de resíduos sólidos, 
calculada em 47,08% e sua evolução até a universalização, a qual deverá ser atingida 
no médio prazo, até o final de 2030(Tabelas A e B). 
n. Investimentos Propostos 
Os investimentos requeridos para a expansão e introdução de melhorias 
nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos encontram-se dispostos 
nos projetos idealizados para esta componente do saneamento básico, dispostos no 
Quadro I a seguir. 
AR~......,,,, EI:OO~CtA= R.A --Cagece ENGENHARIA 
• ~ 
..: ~ !: ;: Governo Municipal de 
;->.-: .. ~1: ltaiçaba 173 
Valor dos investimentos previstos - ltaiçaba {2019/2038). 
Identificação Prazo e Valor {R$) 
Definição Curto Médio Longo 
Programa Projeto {2019/2022) {2023/2030) {2031/2038) 
Ampliação da 
Universaliza 
coleta dos 
ção do 
PR/PASB/07 resíduos 274.200,32 338.140,95 133.649,62 /2018 sólidos do Serviço 
município de 
ITAIÇABA 
Eliminação do 
PR/PQSB/0 lixão e 1, 159.000,00 0,00 0,00 
1/2018 recuperação da 
Melhorias 
área degradada 
Operacionais PR/PQSB/0 Coleta seletiva 4.447.000,00 8.108.000,00 e da 2/2018 
8.890.000,00 
Qualidade 
dos Serviços Adequação do 
PR/PQSB/0 transporte dos 
3/2018 resíduos 325.000,00 650.000,00 650.000,00 
sólidos de 
ITAIÇABA 
Fonte: Elaboração própria. 
iiL Custos de Manutenção - Gestão e Operação 
Correspondem aos dispêndios relacionados à prestação dos serviços de 
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. O cálculo baseou-se no valor do 
indicador IN006 (despesa per capita com manejo de RSU) do SNIS/2016: 
I006 = (Ge023 + Ge009) / Ge002 onde, 
Ge023 - Despesa dos agentes públicos executores de serviços de manejo de 
RSU. Valor anual das despesas dos agentes públicos realizadas com os 
serviços de manejo de RSU, incluindo a execução dos serviços propriamente 
ditos mais a fiscalização, o planejamento e a parte gerencial e administrativa. 
Corresponde às despesas com pessoal próprio somadas às demais 
despesas operacionais com o patrimônio próprio do município (despesas com 
materiais de consumo, ferramentas e utensílios, aluguéis, energia, 
combustíveis, peças, pneus, licenciamentos e manutenção da frota, serviços 
de oficinas terceirizadas, e outras despesas). Inclui encargos e demais 
benefícios incidentes sobre a folha de pagamento do pessoal envolvido. Não 
inclui: despesas referentes aos serviços de manejo de RSU realizadas com 
agentes privados executores (lnforrnaçãc GeOO~); despesas com serviço da 
dívida (juros, encargos e amortizações); despesas de remuneração de 
AR~EI --Cagece 
AtFNCIA 
RECiLILAOORA 
~ 
~ 
~ DOESTA.DO 
OO((ARÁ ENGENHARIA 
Governo Municipal de 
ltaiçaba 174 
capital; e despesas corn depreciações de veículos, equipamentos ou 
instalações físicas. 
Ge009 - Despesa com agentes privados executores de serviços de manejo 
de RSU. Valor anual das despesas dos agentes públicos realizadas com 
agentes privados contratados exclusivamente para execução de um ou mais 
serviços de manejo de RSU ou para locação de mão-de-obra e veículos 
destinados a estes serviços. 
Ge002 - População urbana do município. 
Os cálculos desenvolvidos nesta avaliação são estimativas da viabilidade 
econômico-financeira da prestação dos serviços de resíduos sólidos, haja vista que o 
indicador não inclui alguns itens de despesas, conforme observado na definição da 
variável Ge023. A Tabela A apresenta as estimativas para os principais itens 
constitutivos dos gastos com manutenção, gestão e operação dos serviços de 
resíduos sólidos do Município de ltaiçaba durante o período de vigência do plano de 
2019 a 2038, tendo por base a população urbana e o indicador IN006 de R$ 78,47/hab 
(SNIS, 2016). 
Tabela A - Estimativa dos gastos com manutenção, operação e gestão dos serviços 
de resíduos sólidos urbanos - Município de ltaiçaba (2019/2038). 
. ·- . . . . 
Ano 
População Urbana 
Despesas (R$) Ano 
População Urbana 
Despesas (R$) 
Total Coberta Total Coberta 
2019 5.114 2.408 188.928,92 2029 6.234 5.999 470.758,27 
2020 5.216 2.767 217.111,86 2030 6.358 6.358 498.941,21 
2021 5.320 3.126 245.294,79 2031 6.486 6.486 508.920,03 
2022 5.427 3.485 273.477,73 2032 6.615 6.615 519.098,43 
2023 5.535 3.844 301.660,66 2033 6.74.8 6.748 529.480,40 
2024 5.646 4.203 329.843,60 2034 6.883 6.883 540.070,01 
. - . - -· .. . . .. 
2025 5.759 4.563 358.026,53 2035 7.020 7 .. 020 550.871,41 
2026 5.874 4.922 386.209,47 2036 7.161 7.161 561.888,84 
2027 5.992 5.281 414.392,40 2037 7.304 7.304 573.126,61 
2028 6.111 5.640 442.575,34 2038 7.450 7.450 584.589, 15 
Total= 8.495.265,67 
- Fonte: Elaboraçao propna. 
Portanto, para o período 2019/2038, são estimados gastos totais com 
manutenção, operação e Qestão dos serviços de resíduos sólidos urbanos no 
Município de ltaiçaba da ordem de R$ 8.495.265,67 (oito milhões e quatrocentos e 
noventa e cinco mil e duzentos e sessenta e cinco reais e sessenta e sete centavos) 
- valores nominais. 
AR~......,,,,. E-1== OO(fAAA -~Cagece ENGENHARIA 
• 
, 
175 
iv. Estimativa de Receitas 
Foi diagnosticada a inexistência de receitas de prestação de serviços de 
resíduos sólidos urbanos. Como não há, por enquanto, previsão de cobrança deste 
serviço, este status quo será admitido em todo o período do plano neste estudo de 
viabilidade. Considerando, ainda, que 52,64% das famílias terem renda mensal per 
capita de até 1/2 salário mínimo em 2010, conforme dados do IBGE dispostos no 
Gráfico 3.3 e que das 48,9% famílias cadastradas no Cadúnico e beneficiadas pelo 
Programa Bolsa Família (Tabela 3.6), 64,9% têm renda mensal por pessoa de atê 1/2 
salário mínimo de 2018, entende-se que este perfil econômico da população limita a 
capacidade de cobertura dos custos via tarifa, impondo outras formas de custeio. 
v. Avaliação Preliminar da Viabilidade 
A Tabela B resume as principais informações sobre as estimativas de 
receitas, de custos e de investimentos da prestação dos serviços de resíduos sólidos 
urbanos projetados para o período de planejamento (moeda de referência: 
dezembro/2018). A partir daí, é realizada uma avaliação da sustentabilidade de sua 
prestação no Município de ltaiçaba. 
AR~ 
.~~ 
~ E1~D0
OOCf
E~ S1
,.
A.
IU
D
, 
0 .. ;;---Cagece ENGENHARIA 
176 
Tabela B - Equilíbrio financeiro da prestação dos serviços de resíduos sólidos urbanos 
do Município de ltaiçaba - 2019/2038. 
População Urbana Receitas Custos (R$) Resultado 
Ano Primário Caixa 
Total Coberta 
(R$) 
Investimentos Despesas (R$) 
2019 5.114 2.408 o 188.928,92 -1.926.385,01 
2020 5.216 2.767 o 6.949.824,36 217.111,86 -1.954.567,95 
2021 5.320 3.126 o 245.294,79 -1.982.750,88 
2022 5.427 3.485 o 273.477,73 -2.010.933,82 
2023 5.535 3.844 o 301.660,66 -1.575.120,40 
2024 5.646 4.203 o 329.843,60 -1.603.303,33 
2025 5.759 4.563 o 358.026,53 -1.631.486,27 
2026 5.874 4.922 o 10.187.677,87 386.209,47 91.659.669,20 
2027 5.992 5.281 o 414.392,40 -1.687.852, 14 
2028 6.111 5.640 o 442.575,34 -1.716.035,07 
2029 6.234 5.999 o 470.758,27 -1.744.218,01 
2030 6.358 6.358 o 498.941,21 -1.772.400,94 
2031 6.486 6.486 o 508.920,03 -1.655.971,61 
2032 6.615 6.615 o 519.098,43 -1.684.154,54 
2033 6.748 6.748 o 529.480,40 -1.712.337,48 
2034 6.883 6.883 o 10.834.487 ,58 540.070,01 -1.740.520,41 
2035 7.020 7.020 o 550.871,41 -1.768.703,35 
2036 7.161 7.161 o 561.888,84 -1.796.886,29 
2037 7.304 7.304 o 573.126,61 -1.825.069,22 
2038 7.450 7.450 o 584.589, 15 -1.853.252, 16 
Totais= 0,00 27 .971.989,80 8.495.265,67 -35.301.618,06 
Fonte: Elaboração própria. 
A coluna "Resultado Primário de Caixa" evidencia os resultados anuais 
nominais estimados para os serviços de resíduos sólidos urbanos. Tais resultados, 
assumidos aqui como "de caixa" (ou seja, representativos de efetiva entrada ou saída 
de dinheiro), são trazidos a valor presente, mediante o desconto a uma taxa de juros 
de 12% ao ano (a qual está associada à remuneração dos capitais investidos nos 
serviços prestados). Obtém-se daí um valor presente líquido da ordem de R$ 
13.415.476,06 (treze milhões e quatrocentos e quinze mil e quatrocentos e setenta e 
seis reais e seis centavos - negativos), o que é indicativo do desequilíbrio econômico￾financeiro desfavorável da prestação dos serviços de resíduos sólidos no Município 
de ltaiçaba (grifo nosso). 
A correção do mencionado desequilíbrio implica a necessidade de aporte 
financeiro, seja por recurso próprio ou de terceiros, ou ainda pela inclusão da cobrança 
AR1... ~.I" E'1 ~DOE:ST~ ADO 
'ii,,# 1 00 ([ARA ----Cagece 
41 
' • 
..: .O! :í ;: Governo Municipal de 
\
1 .. J ltaiçaba 
177 
de taxas ou tarifas, cujo dimensionamento depende da definição prévia do momento 
de sua realização, bem como do custo dos capitais envolvidos. 
Com efeito, está prevista a implantação do sistema de gestão integrada dos 
resíduos sólidos da Região Litoral Leste no qual o Município de ltaiçaba está inserido. 
A sustentabilidade dos serviços poderá ser garantida, por meio de receitas oriundas 
desta gestão. 
AR~EI 4-cagece 
AGfNCIA 
"'~ REGULAOORA 
~ .- OQ['ilA.CO 
......,,, OO CfAA A ENGENHARIA 
. ..: " 
~~ ;: Governo Municipal de 
~
1 \~ ltaiçaba 
Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário 
AR~~ El:OQf([J,= RÃ --Cagece ENGENHARIA 
178 
• 
• 
• 
- 
Laudo CAGECE 
Assunto: Plano Municipal de Saneamento 
Básico (PMSB) de ltaiçaba 
1. OBJETIVO 
Analisar a viabilidade financeira da concessão do serviço de abastecimento de água 
(SAA) e esgotamento sanitário (SES) do Município do ltaiçaba, incluindo as ações de 
universalização destes serviços. 
2. RESUMO DOS INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS 
Investimento Total: R$ 31. 776.208,83 
Ativo': R$ 1.672.112,87 
Investimento para ações de universalização: R$ 30.104.095,96 
Taxa mínima de atratividade (TMA) (Taxa de Remuneração do Capital)" 10,29 % a.a. 
Valor Presente Líquido (VPL)3: (R$ 16.393.852,00) 
3. PRINCIPAIS PARÂMETROS DA ANÁLISE. 
• Data de início da projeção: 2019 
• Período da análise: 30 anos 
• Período para coleta de dados: 2017 e 2018 
• Número de Economias Ativas - Ano Base 2018 
./ Água: 1. 736 
• Número de Economias Ativas - Final de Plano 
./ Água: 2.288 
1 Ativo Imobilizado: Conta patrimonial responsável pelo registro dos bens destinados a manutenção das atividades 
econômicas da entidade. É composta de bens como: máquinas, equipamentos, terrenos, prédios, edificações, veículos 
e outros. 
2 TMA: Taxa de juros que representa o mínimo que um investidor se propõe a ganhar quando faz um investimento, ou 
o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando faz um financiamento. 
3 VPL: Valor presente, descontado a uma determinada taxa (k), dos saldos de caixa de um determinado plano 
financeiro. 
Cagece - Companhia de Água e Esgoto do Cear ~ 
Av. Dr. Lauro Vieira Chaves, 1030 - Vila Uniã, 
CEP: 60.420-280 - Fortaleza - CE - Brasi 
Fone: (85) 433.5603 Fax: (85) 272.692! 
./ Esgoto: 1. 976 
• Consumo médio: 
./ Água Categoria Residencial: 138,47 m3
/ano/economia 
./ Água Categoria não Residencial: 204, 96 m3
/ano/economia 
./ Esgoto Categoria Residencial (Jaguaribara): 107, 18 m3
/ano/economia 
./ Esgoto Categoria não Residencial (Jaguaribara): 122,95 m3
/ano/economia. 
• Tarifa média: 
./ Água Categoria Residencial: R$ 2,86/m3 
./ Água Categoria não Residencial: R$ 6,61/m3 
./ Esgoto Categoria Residencial (Jaguaribara): R$ 2,56/m3 
./ Esgoto Categoria não Residencial (Jaguaribara): R$ 6,99/m3 
• Índice de eficiência de arrecadação: 99,86% 
• Fontes de Consulta: 
./ Novo Sistema Empresarial de Informações - Novo SEI 
./ Orçamento estimativo do investimento enviado pela Coordenadoria de 
Concessão da Gerência de Concessões e Regulação da CAGECE, que contém também 
as estimativas das novas ligações, a previsão de acréscimo de mão-de-obra e o 
município de referência de Jaguaribara para o sistema de esgotamento sanitário 
proposto . 
./ Análise de viabilidade do município de Jaguaribara 
Ressaltamos que as informações financeiras são decorrentes das demonstrações 
contábeis elaboradas pela área de controladoria da Cagece, disponíveis no SEI. 
As novas ligações foram consideradas conforme o orçamento estimativo, sendo 
classificadas como residenciais e não residenciais respectivamente na proporção de 
89,80% e 10,20% de acordo com as ligações de água existentes no município no ano 
base. 
As informações referentes a custos variáveis, volumes por economia, tarifas e índice de 
utilização de rede de esgotamento sanitário foram estimadas de acordo com o município 
de referência. 
Cagece - Companhia de Água e Esgoto do Cear ' 
Av. Dr. Lauro Vieira Chaves, 1030 - Vila Uniã, 
CEP: 60.420-280 - Fortaleza - CE - Brasi 
Fone: (85) 433.5603 Fax: (85) 272.692! 
• 
4. ANÁLISE FINANCEIRA 
Adotando as premissas citadas no item 3, realizou-se a projeção do fluxo de caixa
4 
referente a operação do SAA e do SES no município de ltaiçaba, incluindo a alocação 
dos custos referentes as atividades de apoio das unidades operacionais e 
administrativas da CAGECE para o município em análise. 
O Estudo de viabilidade da concessão de ltaiçaba apresentou um Valor Presente Líquido 
(VPL) negativo de R$ 16.393.852,00 (Dezesseis milhões, trezentos e noventa e três mil, 
oitocentos e cinquenta e dois reais) significando que, para uma taxa mínima de 
atratividade (TMA) de 10,29% ao ano, a operação do serviço de abastecimento de água 
(SAA) e esgotamento sanitário (SES) do município de ltaiçaba, incluindo as ações de 
universalização destes serviços, não é viável financeiramente. 
Neste estudo estão inclusos os investimentos e ligações necessárias com o objetivo de 
universalizar a prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário no município. Investimentos estes considerados como recursos próprios da 
CAGECE. 
Foi realizada uma análise prévia (diagnóstico), utilizando os mesmos parâmetros iniciais, 
desconsiderando estas ações de universalização e considerando o crescimento 
vegetativo amparado por investimentos com recursos próprios. 
A análise prévia apresentou um VPL negativo e a inclusão dos investimentos 
necessários a universalização prejudicaram ainda mais o desempenho financeiro dos 
sistemas. 
4 Fluxo de caixa: Montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido 
Cagece - Companhia de Água e Esgoto do Cear ' 
Av. Dr. Lauro Vieira Chaves, 1030 - Vila Uniã, 
CEP: 60.420-280 - Fortaleza - CE - Brasi 
Fone: (85) 433.5603 Fax: (85) 272.692! 
5. CONCLUSÃO 
A operação do saneamento no município de ltaiçaba, bem como o investimento em 
ações de universalização deste serviço, nas condições de análise adotadas, não é viável 
sob o ponto de vista financeiro. 
Para estabelecer o equilíbrio financeiro da operação se faz necessário um acréscimo 
anual no fluxo de caixa de R$ 1.615.324,51 (Hum milhão, seiscentos e quinze mil, 
trezentos e vinte e quatro reais e cinquenta e um centavos) ou do valor correspondente 
ao VPL no primeiro ano. A geração deste valor adicional poderia ser resultado da 
combinação das seguintes ações: aumento tarifário, otimização técnica do sistema, no 
intuito de reduzir custos de operação e realização dos investimentos pelo poder público. 
Recomenda-se a elaboração de estudos complementares para solucionar o problema do 
equilíbrio financeiro desta operação, tais como: estudo de engenharia para soluções de 
otimização do sistema, pesquisa sobre a capacidade de pagamento da população para 
estes serviços e outros. 
• 
É importante ressaltar que a análise financeira é um instrumento para priorização de 
investimentos. Ela indica a tendência de resultados caso seja investido um montante em 
um conjunto de circunstancias adotadas, o que não significa que a empresa disponha 
desse montante, pois não são observadas a disponibilidade financeira real da empresa 
nem as suas demais necessidades de investimentos . 
Fortaleza, 20 de agosto de 2019. 
Valmiki Sampaio de Albuquerque Neto 
Analista Administrativo Financeiro 
GECOR - Gerência de Concessão e Regulação 
Keti Lene Souza Pistolesi 
Coordenadora 
GECOR - Gerência de Concessão e Regulação 
João Rodrigues Neto 
Gerente 
GECOR - Gerência de Concessão e Regulação 
- 
Cagece - Companhia de Água e Esgoto do Cear f 
Av. Dr. Lauro Vieira Chaves, 1030 - Vila Uniã, 
CEP: 60.420-280 - Fortaleza - CE - Brasi 
Fone: (85) 433.5603 Fax: (85) 272.692! · 

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