| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 560 / 2019 |
| Date | 2019-12-06 |
| Ementa | Institui o Plano Municipal de Saneamento Básico, compreendendo os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas na sede e nas comunidades rurais do Município de Itaiçaba/Ce, e dá outras providências. |
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MENSAGEM
Ao Exmo. Senhor Presidente
Lauro Marciolino Solheiro Júnior
Srs. Vereadores
O Prefeito Municipal de ltaiçaba/CE, o Sr. JOSÉ ERENARCO DA SILVA, no
uso de suas atribuições legais conferidas pelo art. 17, inciso li e art. 42, §
3°, ambas da Lei Orgânica do Município, e art. 145, caput, do Regimento
Interno da Câmara Municipal de ltaiçaba/CE, vem comunicar aos doutros
vereadores que SANCIONA INTEGRALMENTE O PROJETO DE LEI Nº
020/2019, de iniciativa Poder Executivo Municipal que "Institui o Plano
Municipal de Saneamento Básico, compreendendo os serviços de
abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo
de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas na
sede e nas comunidades rurais do Município de ltaiçaba/Ce e dá outras
providências.
Atenciosamente
LEI Nº 560/2019, AOS 06 DE NOVEMBRO DE 2019.
Institui o Plano Municipal de Saneamento Básico,
compreendendo os serviços de abastecimento de água,
esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais
urbanas na sede e nas comunidades rurais do Município
de ltaiçaba/Ce e dá outras providências.
, '.1unicipal de ltaiçaba
O PREFEITO MUNICIPAL DE ITAIÇABA/CE, Sr. JOSÉ ERENARCO DA SILVA, no uso de sua
atribuição legal constante do art. 17, inciso li, da Lei Orgânica do Município, faz saber que a
Câmara Municipal de Vereadores aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 12 Fica instituído o Plano Municipal de Saneamento Básico, envolvendo o conjunto dos
serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas na sede e distritos do
Município de ltaiçaba nos termos do Anexo Único desta Lei, para o horizonte de 20 (vinte)
anos, com a definição dos programas, projetos e ações necessários para o alcance de seus
objetivos e metas, ações para emergências e contingências, e mecanismos e procedimentos
para avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas.
§ 12 O planejamento dos serviços públicos de saneamento básico orientar-se-á de acordo
com os princípios e diretrizes estabelecidos na Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de
2007, especialmente o disposto nos arts. 19 e 20.
§ 22 Os prestadores dos serviços públicos de saneamento básico deverão observar o
disposto no Plano Municipal de Saneamento Básico, especialmente no tocante ao
cumprimento das metas nele previstas, devendo prestar informações às instâncias
municipais responsáveis pela operacionalização e pelo controle social.
§ 32 O Plano Municipal de Saneamento Básico será submetido à revisão a cada 4 (quatro)
anos, sob coordenação da autoridade responsável pela operacionalização do Plano, podendo
solicitar apoio dos prestadores dos serviços e da entidade reguladora.
§ 42 No caso de regionalização dos serviços, o Plano Municipal de Saneamento Básico
poderá ser submetido à revisão extraordinária, para compatibilização de planejamento, nos
moldes do§ 3º deste artigo.
§ 52 Incumbe à entidade reguladora dos serviços a verificação do cumprimento do Plano
Municipal de Saneamento Básico por parte dos prestadores de serviços, na forma das
disposições legais, regulamentares e contratuais.Art. 2º A operacionalização do Plano
Municipal de Saneamento Básico será exercida pela Secretaria Municipal de Agricultura,
Pecuária, Aquicultura e Meio Ambiente.
§ 12 É assegurado à Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Aquicultura e Meio
Ambiente o acesso a quaisquer documentos e informações produzidos pelos prestadores de
serviços.
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - ITAIÇABA-CE - CEP.: 62.820-000
CNPJ: 07.403.769/0001-08 -CGF: 06.920.231-1- Fones: {88) 3410.1505 / 34101112
,, ' .
§ 2º Competirá à Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Aquicultura e Meio
Ambiente:
1 - Acompanhar a execução do Plano Municipal de Saneamento Básico pelos prestadores de
serviços, auxiliando a entidade reguladora na verificação do cumprimento do Plano;
li - Proceder à articulação das informações referentes aos serviços públicos de saneamento
básico com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico - SINISA ou sistema
estadual equivalente;
Ili - Receber reclamações de usuários relativas à prestação dos serviços, devendo
encaminhá-las à entidade reguladora.
Art. 3º O controle social dos serviços públicos de saneamento básico será exercido pelo
Conselho Municipal de Saúde participando em caráter consultivo na formulação,
planejamento e avaliação de políticas públicas de saneamento básico no âmbito do
Município.
);.>- § 1º É assegurado ao Conselho Municipal de Saúde o acesso a quaisquer
documentos e informações produzidos pelos prestadores de serviços e pela
entidade de regulação, bem como a possibilidade de solicitar a elaboração de
estudos com o objetivo de subsidiar a tomada de decisões.
);;-- § 2º São atribuições básicas do Conselho Municipal de Saúde relativas ao
controle social dos serviços públicos de saneamento básico:
);;-- 1 - Acompanhamento da execução do Plano Municipal de Saneamento Básico
pelos prestadores de serviços, e comunicação de possíveis descumprimentos
às autoridades municipais responsáveis pela operacionalização;
);;-- li - Acompanhamento da execução dos Termos de Ajustamento de Conduta
tomados dos prestadores de serviços pela entidade reguladora, e
comunicação de possíveis descumprimentos à entidade reguladora;
);;-- Ili - opinar a respeito das revisões ao Plano Municipal de Saneamento Básico;
);;-- IV - Manifestar-se, por seu presidente ou representante, em audiências e
consultas públicas relativas aos serviços públicos de saneamento básico, com
direito de preferência.
Art. 4º Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a delegar as atividades de regulação à
Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará - ARCE, para
atendimento ao disposto no art.9º, inciso li, da Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de
2007.
Art.Sº-Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAIÇABA aos 06 de Dezembro de 2019
JOS
PREFEITO MUNICIPAL
Av. Coronel João Correia, 298 - Centro - ITAIÇABA-CE- CEP.: 62.820-000
CNPJ: 07.403.769/0001-08-CGF: 06.920.231-1- Fones: (88) 3410.1505 / 34101112
PMSB
PLANO MUNICIPAL DE SANEAM·&NTO BÁSICO
2019
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMEtrrO BÁSICO .. PMSB
MUNICÍPIO DE ITAIÇABA - CE
2019
REALIZAÇÃO
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
José Erenarco da Silva - Prefeito
EQUIPE TÉCNICA
Secretaria de Infraestrutura
Paulo Gadelha de Oliveira - Assessor de Projetos
Secretaria de Agricultura
Sérgio de Paula - Secretário
CONSULTORIA TÉCNICA - PROJESSAN ENGENHARIA
Direção
Antonia Josenna de Oliveira Santos - Biologia / Educação Ambiental
Francisco Antonio dos Santos - Engenharia Civil
Hévila de Oliveiras Santos - Engenharia de Teleinformática
Coordenação
Antonio Fernando Alves de Souza - Analista de Sistemas
Equipe Técnica
Ana Thais Nascimento da Silva - Ciências Contábeis
Danton de Oliveira e Silva - Técnico em Informática
Jamile Amorim Araújo - Economia
José Alberto Martins Nascimento - Ciências Contábeis
Luiz Pragmacio T elles Ferreira de Souza - Filosofia / Especialização em Direito
Ambiental
APOIO INSTITUCIONAL À ELABORAÇÃO
Fernando Alfredo Rabello Franco - Presidente do Conselho Diretor da ARCE
Francisco Nilson Alves Diniz - Presidente da Aprece
Marcondes Ribeiro Lima - Diretor Presidente do Instituto SISAR
Neurisangelo Cavalcante de Freitas - Diretor Presidente da Cagece
APOIO TÉCNICO E EXECUTIVO
Coordenação
Governo Municipal de
ltaiçaba
Expedito José do Nascimento - Diretor de Relações Institucional da Aprece
Geraldo Basilio Sobrinho - Coordenador de Saneamento Básico da ARCE
Michelyne de Oliveira Fernandes - Coordenadora de Concessão da CAGECE
Apoio Técnico e Institucional
Adriano do Nascimento Cardoso - Supervisor de Planos Municipais de Saneamento
Básico (CAGECE)
Alceu de Castro Galvão Júnior - Diretor Executivo da ARCE
Antonia Maria Uchôa Barbosa -Assistente Administrativa
Cícero de Araújo Neto - Supervisor de Planos Municipais de Saneamento Básico
(CAGECE)
Cristiane Maria da Fonseca Lobo - Supervisora Comercial (CAGECE)
Equipe Técnica (CAGECE)
Erick Yukio Andrade Montenegro - Estagiário de Engenharia
Francisco Diego Araújo Oliveira ~ Supervisor de Concessão (CAGECE)
Helderiza Maria Diniz Queiroz - Analista orientadora da Escola de Gestão Pública
Municipal da Aprece
lago Magalhães Praxedes - Estagiário de Engenharia Ambiental (CAGECE)
Janaina Sheyla de Lavor Brasileiro - Profissional de Educação Ambiental (CAGECE)
Nicolas Arnaud Fadre - Analista de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente
Priscila Alencar Medeiros- Tecnóloga em Gestão Ambiental (CAGECE)
Sabrina. Isabel. d.e Oliveira Paiva - Estagiária de Engenha.ria Ambiental (CAGECE)
Comitê Econômico Financeiro (CAGECE)
Keti Lene Souza Monteiro Pistolesi
Marcelo Pereira dos Santos Filho
Valmiki Sampaio de Albuquerque Neto
ARCE ENGENHARIA lg§· -flcagece
SUMÁRIO
1 \ INTRODUÇÃO \\\1,\\\"o\;,\õ"o<ll,\\\\\\\'l,ô\"o'll,;.\\1,1,\ô\\o\\l,\\\\âõ\\\l,\Õ\ .. ;.\\\\\1,\\\\\\o\\\\õ\\1,ô\1,\\\\\\\\\"o\\l,\\õ"o\\o\\ 20
1.1 Conteúdo 20
1.2 Metodologia 21
1.2.1 Elaboração do Plano 22
2. ASPECTOS LEGAIS 26
2.1 Legislação Federal 26
2.2 Legislação Estadual 31
2.3 Legislação Municipal 36
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS 37
3.1 Histórico 37
3.2 Localização 38
3.3 Aspectos Fisiográficos 39
3.4 Aspectos Demográficos 39
3.5 Aspectos Sociais e Econômicos 41
3.5.1 Índices de Desenvolvimento 41
3.5.2 Produto Interno Bruto (PIB) 44
3.5.3 Receitas e Despesas Municipais .48
3.5.4 Investimentos em Saneamento Básico 48
3.6 Saúde 51
3.6.1 Cobertura de Saúde 54
3.6.2 Indicadores de Saúde 55
3. 7 Educação 58
3.8 Recursos Hídricos 59
3.8.1 Identificação e Caracterização da Bacia Hidrográfica 61
3.8.2 Compatibilidade com o PMSB 65
----Cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
4. DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO 67
4.1 Unidade Territorial de Análise e Planejamento 68
4.2 Abastecimento de Água _,. ,, 68
4.2.1 Distrito Sede 70
4.2.2 Sistemas Futuros 89
4.2.3 Índices de Cobertura e Atendimento do Abastecimento de Água 89
4.2.4 Principais constatações levantadas do abastecimento de água 90
4.3 Esgotamento Sanitário 92
4.3.1 Distrito Sede 92
4.3.2 Índices de Cobertura e Atendimento do Esgotamento Sanitário 95
4.3.3 Principais constatações levantadas do esgotamento sanitário 96
4.4 Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos 97
4.4.1 Aspectos administrativos 97
4.4.2 Aspectos Operacionais 97
4.4.3 Regionalização da Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos 100
4.4.4 Índices de Cobertura e Atendimento do Sistema de Limpeza Urbana e
Manejo dos Resíduos. Sólidos 105
4.4.5 Principais constatações levantadas dos resíduos sólidos 106
4.5 Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas 107
4.5.1 Microdrenagem 107
4.5.2 Macrodrenagem 108
4.5.3 Uso do solo 108
4.5.4 Investimentos futuros 109
4.5.5 Principais constatações levantadas sobre drenagem, manejo de águas
pluviais e uso de solo 11 O
5. DIRETRIZES 110
AR~......,,, EI~ DOCEAl!A -fl-Cagece
•
5.1 Diretrizes 110
5.2 Estratégias 112
6. PROGNÓSTICO 116
6.1 Crescimento Populacional e Demandas pelos Serviços 116
6.2 Metas e Prazos 1-17
6.3 Programas, projetos e Ações 119
6.3.1 Programas de Acessibilidade ao Saneamento Básico -PASB 120
6.3.2 Programa de Qualidade do Saneamento Básico - PQSB 121
6.3.3 Programa Gestão do Saneamento Básico - PGSB 121
6.4 Minuta do anteprojeto de Lei 123
7. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA 124
8. AÇÕES DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA 130
9. REGULAÇÃ0 131
9.1 lntrodução 131
9.2 Características da ARCE. 133
10. MECANISMOS DE CONTROLE SOCIAL 136
APÊNDICE A- PROGRAMAS DE ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO
(PASB) 139
Abastecimento de Água 139
Esgotamento Sanitário 142
Resíduos Sólidos 145
Drenagem Urbana 146
APÊNDICE B = PROGRAMAS DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO
(PQS8) ,. ,. - 147
Abastecimento de Água 147
Resíduos Sólidos 148
AR~EI 4-cagece
AG(Nf\A
""'""'\'I REGUtAD0Rt\.
~ ~ DOESTADO
~ OOCCARA ENGENHARIA
Drenagem Urbana 151
APi;NDICE C- PROGRAMA DE GESTÃO DO SANEAMENTO BÁSICO (PGS8)152
APÊNDICE D - PLANO DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA,,. ,,,._._,,,,,. .. .,.,..,. 155
APÊNDICE E- METAS ESPECÍFICAS DE COBERTURA 157
Abastecimento de Agua 157
Esgotamento Sanitário 158
Resíduos Sólidos 159
Bibliografia 160
ANEXO A-ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA, DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO. 164
ANEXO 1 - LISTA DE PARTICIPANTES 167
ANEXO B - PROJETO DE LEI 169
ANEXO C-AVALIAÇÃO ECONÔMICA FINANCEIRA 172
Resíduos Sólidos 172
Estimativa de Investimentos e de Custos 172
Abastecimento de Água e l=sgotamento Sanitário 178
.. ,-Cagece ENGENHARIA
• li !t ~ Governo Municipal de
~~ .. ~ii ltaiçaba
LISTA DE TABELAS
Tabela 3.1 - Evolução Populacional por situação do domicílio, segundo distritos - 1970
a 201 O 1. ;. 1,1, 1. .. -.- ,1, 'l, 1, 1,a;.1, 1, •••• , ••• ,, 40
Tabela 3.2 - Dados de Domicílios Particulares e Coletivos do Município de ltaiçaba,
segundo distritos - Censo/201 O.· · · · · · ., ., 41
Tabela 3.3 - Índices de Desenvolvimento de ltaiçaba - 2000 e 2010 .42
Tabela 3.4 - Crescimento do Produto Interno Bruto de ltaiçaba -2010 a 2015 .45
Tabela 3.5 - Produto Interno Bruto de ltaiçaba por setores - 2015 46
Tabela 3.6 - Descrição de Famílias segundo informações do Cadastro Único,
fevereiro/2018 47
Tabela 3.7 - Receitas e Despesas de ltaiçaba -2015 48
Tabela 3.8 - Investimentos em Saneamento Básico de ltaiçaba por convênio federal -
2001 a 2018 50
Tabela 3.9- Projetos de Abastecimento de Àgua conveniados com recursos do Projeto
São José 2004 - 2018 51
Tabela 3.10 - Casos de morbidade e mortalidade no município e no estado do Ceará,
ocasionados por doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado (2017).53
Tabela 3.11 - Tipos de Unidades de Saúde Existentes no Município em 2014 54
Tabela 3.12 - Profissionais de Saúde ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de
ltaiçaba- 2016 54
Tabela 3.13 - Programa de Saúde da Família (PSF) - 2016 55
Tabela 3.14 - Indicadores de Saúde - 2016 55
Tabela 3.15 - Indicadores de Atenção Básica do PSF - 2009 56
Tabela 3.16 - Taxa de Incidência Dengue por 100.000 hab - 2008 a 2012 56
Tabela 3.17 - Taxa de Incidência de Doenças Infecciosas e Parasitárias por 1.000 hab
- 2008 a 2012 57
Tabela 3.18 - Número de Professores e Alunos matriculados de ltalçaba - 2016 58
Tabela 3.19 - Rendimento Escolar - 201 ô 59
Tabela 3.20- Cadastro dos poços tubulares do Município de ltaiçaba, segundo CPRM .
.................................................................................................................................... 65
ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
Tabela 4.1 - Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona
URBANA do Distrito Sede, em 201 O, segundo IBGE 70
Tabela 4.2 - Características da captação do SAA do Distrito Sede, operado pela
CAGECE, em 2018 71
Tabela 4..3 - Características das adutoras de água bruta do SAA operado pela
CAGECE do Distrito Sede, em 2018 71
Tabela 4..4 - Características do SAA da CAGECE na zona URBANA do Distrito Sede,
2018 72
Tabela 4..5 - Características das adutoras de água tratada do SAA da zona URBANA
do Distrito Sede 73
Tabela 4-.6 - Principais Características do Reservatôrio do SAA da zona URBANA do
Distrito Sede - 2018 74
Tabela 4. 7 - Extensão da Rede do SAA da CAGECE na zona URBANA do Distrito
Sede, em abr/2018 74
Tabela 4.8 Quantitativo de hidrômetros por diâmetro e idade 2017 80
Tabela 4.9 - Índice de cobertura do SAA do distrito sede - 2013 a 2017 81
Tabela 4.10 ... Quantidade e Situação das Ligações da zona URBANA do SAA do
Distrito Sede - 2013 a 2017 81
Tabela 4.11 ... Quantidade de Economias, ativas e cobertas da zona URBANA do SAA
do Distrito Sede - 2013 a 2017 82
Tabela 4.12 - Índice de utilização da rede de água do Distrito sede . 2015 a 2017. 82
Tabela 4,13 - Estn.1turn_ tarítana de égua e histoqrarna do cistríto Sede (Ref. 02/2018,
atualizada em abril de 2018) 87
Taoela 4, 14 - Domicílios Parüculares Permanentes por tipo de abastecimento na zona
RURAL do Distrito Sede - 201 O 88
Tabela 4.15 - Dados populacionais e ligações do SISAR zona rural no Distrito Sede
.................................................................................................................................... 88
Tabela 4.16 - Dados operacionais do sistema SISAR zona rural no distrito Sede.,._ 88
Tabela 4.17 - Domicílios com Cisternas de Água de Chuva por localidade na zona
RURAL do Distrito Sede, segundo o MDS .. , _ ,., """"'····· 89
Tabela 4.18 - Cobertura e Atendimento do abastecimento de água de- ltaiçaba 90
AR~ ......,,,, -EI=DOC= lARÂ 4-cagece ENGENHARIA
•
Tabela 4.19 - Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona
URBANA do Distrito Sede; segundo IBGE ,., -., .. ,. ,. 93
Tabela 4.20 - Solução individualizada de esgotamento sanitário na zona URBANA do
Distrito Sede, segundo Prefeitura .- , - -.- . .- , ..•. , 93
Tabela 4.21 - Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona
RURAL do Distrito Sede; segundo IBGE -.- -.- ,. 94
Tabela 4.22 - Solução individualizada de esgotamento sanitário na zona RURAL do
Distrito Sede, segundo Prefeitura 95
Tabela 4.23 - Cobertura e Atendimento do esgotamento sanitário de ltaiçaba 96
Tabela 4.24 - Situação dos Resíduos Sólidos por domicílio do Município de ltaiçaba
nas zonas urbana e rural, em 2010, segundo IBGE. 98
Tabela 4.25 - Situação dos Resíduos Sólidos por domicílio do Município de ltaiçaba
nas zonas urbana e rural, em 2018, segundo Prefeitura Municipal. 98
Tabela 4.26- Composição física percentual média dos Resíduos Sólidos do Município
de ltaiçaba 99
Tabela 4.27 - Caracterização da Região 3 - Litoral Leste 103
Tabela 4.28 - Cobertura e Atendimento do sistema de limpeza urbana e manejo dos
resíduos sólidos de ltaiçaba 105
Tabela 4.29 - Domicílios particulares permanentes, em áreas com ordenamento
urbano regular, por características do entorno, -segundo Cen-so/201 O 108
Tabela 4.30 - Dados da microdrenagem por ruas pavimentadas em cada distrito,
segundo a Prefeitura do Município de ltaiçaba 108
Tabela 4.31 - Dados da macrodrenagem, segundo a Prefeitura do Município de
ltaiçaba 109
Tabela 6.1 - Projeção da população do Município de ltaiçaba a partir dos dados do
Censo - 1991 a 2010 117
Tabela 7.1 - Indicadores de 1° Nível, para acompanhamento do Programa
Acessibilidade ao Saneamento Básico 126
Tabela 7.2 - Indicadores de 2° Nível para avaliação do Programa de Qualidade do
Saneamento Básico (PQSB) 127
~Cagece ENGENHARIA
• • :Í ll Governo Municipal de
ti*i: .. ~~ ltaiçaba
LISTA DE QUADROS
Quadro 3.1 - Componentes ambientais 39
Quadro 3.2 - Doenças epidemiológicas ligadas ao saneamento básico 52
Quadro 5.1 - Caracterização do atendimento e do déficit de acesso ao abastecimento
de água, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos 115
Quadro 6.1 - Metas para o setor de saneamento básico de ltaiçaba, distritos e total.
·································································································································· 119
Quadro 6.2 - Programas de Acessibilidade, Qualidade e Gestão do Saneamento
Básico 122
AR~......,,,,, EII ~OO: CEAAA -~Cagece ENGENHARIA
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1 - Oficinas de Saneamento Básico no Auditório da ARCE (02/04/2018) /
APRECE (24/04/2018) ,., ., .. , ., , ., , ., 23
Figura 1.2 - Audiência pública - diagnóstico e prognóstico (01/04/2019) 25
Figura 3.1 - Vista aérea do município de ltaiçaba. , ,. ,. · , ,. 38
Figura 3.2 - Localização do Município de ltaiçaba no Estado do Ceará. 39
Figura 3.3 - Faixas de Desenvolvimento Humano Municipal.. 42
Figura 3.4 - Monitor de Secas 60
Figura 3.5-Volume da Bacia do Baixo Jaguaribe 1995-2018 61
Figura 3.6 - Bacia do Baixo Jaguaribe 62
Figura 3. 7 - Manancial e sistema da oferta de água 64
Figura 4.1 - Mapa Distrital do Município de ltaiçaba 69
Figura 4.2 - Groqui do SAA da zona URBANA do Distrito Sede de ltaiçaba, 2018 75
Figura 4.3 - Vazadouro a céu aberto (lixão) do Município de ltaiçaba 100
Figura 4.4 - Modelo de implantação de consórcios intermunicipais 102
Figura 4.5 - Mapa dos municípios consorciados com sede do aterro em Aracati - 2018 .
.................................................................................................................................. 104
Figura 9.1 - Estrutura Organizacional da ARCE 135
AR1.. ~......,,,
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S~ TA
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O 4cagece ENGENHARIA
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 3.1 - Evolução Populacional do Município de ltaiçaba por situação do domicílio,
segundo distritos - 1970 a 2010 40
Gráfico 3.2 - Comparativo do IDHM do Município com o Estado 43
Gráfico 3.3 - Comparativo do IDM do Município com o Estado 44
Gráfico 3.4 - Evolução do Produto Interno Bruto de ltaiçaba - 201 O a 2015 45
Gráfico 3.5 - Percentual de Domicílios Particulares, segundo renda mensal per capita
do Municipio de ltaiçaba - IBGE Censo/201 O 47
Gráfico 3.6 - Taxa de Incidência de Dengue por 100.000 hab - 2008 a 2012 56
Gráfico 3.7 - Taxa de Incidência de Doenças Infecciosas e Parasitárias por 1.000 hab
- 2008 a 2012 57
Gráfico 3.8 - Precipitação Pluviométrica de ltaiçaba - 2012 a 2015 63
Gráfico 4.1 - Solicitações/reclamações registradas no distrito sede no ano de 2017 .
.................................................................................................................................... 76
Gráfico 4.2 - Cloro residual livre OT, média das amostras/mês (2017) 77
Gráfico 4.3 - Cor Aparente, média das amostras/mês (2017) 78
Gráfico 4.4 - Turbidez, média das amostras/mês (2017) 78
Gráfico 4.5 ~ Coliformes Totais, nº de amostras/mês em desacordo (2017) 79
Gráfico 4.6 - Escherichia coli, n" de amostras/mês em desacordo (2017) 79
Gráfico 4.7 - Volumes Faturado e Consumido no Distrito Sede . 2013 a 2017 83
Gráfico 4,8 - índice de Água. nao Faturada (I.ANF), Mvniçípio e Estado, 2014 - 2017,
.................................................................................................................................... 85
Gráfico 4 .. 9 - índice de Perdas (IPD), Município e Esta.do, 2014 - 2017,,.,"." .. _., ... _,,,. 85
Gráfico 4.1 O - Domicílios por tipo de Esgotamento na zona URBANA do Distrito Sede,
segundo a Prefeitu.ra ,. ". ,. ···"····" , , .. ,,, _ .. ,. , ., .. _ , _._ .. _ _ .. _._ _. , ,. ,._ _._., 93
Gráfico 4.11 - Domicílios por tipo de Esgotamento na zona RURAL do Distrito Sede,
segundo a Prefeitura , , .. , _.,._ . .," , ., .. , ,. .,,._, 94
Gráfico 4.12 - Distribuição dos resíduos sólidos do Município de ltaiçaba 99
Gráfico 6.1 - Metas de cobertura geral para o setor de saneamento básico de ttaíçaba
.................................................................................................................................. 118
AR~ ·EI~OO= CEAR4 --Cagece ENGENHARIA
GLOSSÁRIO
APRECE - Associação dos Municípios do Ceará
ARCE - Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Ceará
AVEF - Avaliação Econômica - Financeira
CadÚnico - Cadastro Único para Programa Sociais
CAGECE - Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará
COGERH - Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos
CPRM - Serviço Geológico do Brasil
CRSBBJ - Caderno Regional da Bacia do Baixo Jaguaribe
DNOCS - Departamento Nacional de Obras Contra as Secas
ETA - Estação de Tratamento de Água
ETE - Estação de Tratamento de Esgoto
ETM - Equipe Técnica Municipal da Elaboração do Plano
FUNASA - Fundação Nacional de Saúde
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDHM - Índice de Desenvolvimento Humano
IDM - Índice de Desenvolvimento Municipal
IPECE - Instituto de Pesquisas do Estado do Ceará
LNSB - Lei Nacional do Saneamento Básico
MOS - Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome
MRS - Microrregião de Saúde
NUTEC - Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico
PIB - Produto Interno Bruto
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico
PNRS - Plano Nacional de Resíduos Sólidos
PSF - Programa de Saúde da Família
SAA - Sistema de Abastecimento de Água
SCIDADES - Secretaria das Cidades
SOA - Secretaria de Desenvolvimento Agrário
SEDUC - Secretaria de Educação do Estado do Ceará
SES - Sistema de Esgotamento Sanitário
AR E/ ~Cagece
'Rf""G"U"' LAf)()RA
'-'.. 61a OOISUOO
'-# COlfl-RÁ ENGENHARIA
SESA - Secretaria de Saúde
SIAGAS - Sistema de Informações de Águas subterrâneas
SIGCísterna - Sístema de Informações de Cisternas
SISAR - Sistema Integrado de Saneamento Rural
SRH - Secretaria de Recursos Hídricos
AR'l_
~~ El:oo~m.oo . ~ OOCEARA .. ~Cagece ENGENHARIA
•
Apresentação
APRECE
Ao longo de cinco décadas de história, a Associação dos Municípios do Estado
do ceará (Aprece) vem pautando sua atuação em defesa do municipalismo, lutando
pelo fortalecimento dos municípios, entendendo ser essa a condição fundamental para
o cesenvcivimentc do país, visto que é onde as políticas públicas se consolidam e as
demandas da população são atendidas.
A questão do saneamento básico constitui-se uma das principais demandas
da sociedade e dos gestores públicos, visto que se caracteriza por ações que visam
a promoção da saúde, mas que vão além dos aspectos sanitários, principalmente
porque a isso se incorporam questões ambientais importantíssimas que não podem
passar despercebidas nos processos de urbanização e desenvolvimento da
infraestrutura das cidades.
Nesse sentido e em consonância com a Lei nº 11 .445 de 5 de janeiro de 2007,
que estabelece a Política Nacional de Saneamento Básico (PNSB) a Aprece apoiou e
acompanhou, juntamente com a Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) e a
companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) a elaboração do Plano Municipal
de Saneamento Básico (PMSB), o qual contempla as quatro áreas: abastecimento
d'água; esgotamento sanitário; manejo de resíduos sólidos e dre·nagem das águas
pluviais, entendo que o Plano bem elaborado e construído com a participação da
sociedade consonda-se como instrumento eficaz, para que o município possa garantir
a promoção da segurança hídrica; prevenção de doenças; redução das desigualdades
sociais; preservação do meio ambiente; desenvolvimento econômico; ocupação
adequada do solo e a prevenção de acidentes ambientais e eventos como enchentes;
falta dê água e poluição e consequente redução dos transtornos sociais causados à
população que está, até então, à margem desta infraestrutura mais elementar.
O trabalho foi participativo e envolveu todos os atores locais dando legitimidade
ao processo e garantindo, além do cumprimento das prerrogativas legais, proposições
que possam proporcionar a melhoria da qualidade de vida da população.
Nilson Diniz
Presidente da Àprece
AR~E --Cagece "' ~ 1:DO ~ES:T~ADO . .......,,, l)()lfARA ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
ARCE
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará
(Arce) é uma autarquia especial, dotada de autonomia orçamentária, financeira,
funcional e administrativa Ela foi criada em 30 de dezembro de 1997, através da Lei
n" 12.786 para exercer a regulação dos serviços públicos de saneamento básico,
dentre outros setores como energia, gás canalizado e transporte intermunicipal.
O planejamento é essencial em todas as atividades humanas, sejam
individuais ou coletivas. Desta forma, a Lei de Diretrizes Nacionais do Saneamento
Básico - Lei nº 11.445/2007 definiu o planejamento como instrumento fundamental
da política do setor para se enfrentar os problemas de saneamento básico municipal,
considerando a restrição de recursos financeiros e técnicos, com foco nas
prioridades.
O Plano Municipal de Saneamento Básico PMSB engloba as quatro
atividades basilares do saneamento básico: o abastecimento de água; o
esgotamento sanitário; a limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; e, a
drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Cada uma dessas vertentes está ligada
à manutenção da saúde pública e ambiental.
Para não sofrer contingencíamento ao acesso de recursos federais, todos os
municípios deverão elaborar seus PMSB, com a participação da população
beneficiaria. Assim, a partir do diagnóstico, retrato da situação existente, é elaborado
o prognóstico, no qual se definem os objetivos e metas, bem como os prazos para
atingi-los, por meio do estabelecimento de programas, projetos e ações, avaliandose os riscos e as contingências que podem dificultar a implementação do plano,
bem como, os papéis de cada um dos participantes no processo.
No exercício de sua competência, a ARCE contribui para o desenvolvimento de
políticas públicas no âmbito do estado do Ceará, participando e cooperando com os
municípios, juntamente com a APRECE e CAGECE, par-a elaboração de PMSB, desde
o advento da Lei nº 11.445/2007, desenvolvendo metodologias, ministrando
treinamento, participando das audiências públicas, entre outras atividades.
4cagece ENGENHARIA
•
Por fim, para além do planejamento, vale ressaltar que cabe à agência verificar
o cumprimento dos PMSS; cujos serviços de saneamento são regulados e fiscalizados
pela agência. Deste modo, a ARCE espera que os planos sejam implementados e
revisados segundo o estabelecido na política nacional; a cada quatro anos; no
máximo, para que os municípios possam alcançar resultados favoráveis à
universalização dos serviços de saneamento básico,
Fernando Alfredo Rabello Franco
Presidente do Conselho Diretor da ARCE
--Cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
CAGECE
A Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece ), é uma
empresa de economia mista com capital aberto, fundada em 1971 que tem por
finalidade a prestação dos serviços de abastecimento de água, coleta e
tratamento de esgoto; estando atualmente presente em 152 municípios do estado.
Com o advento da Lei 11 .445 de 2007, que definiu as diretrizes nacionais para
o saneamento básico tendo como ferramenta o Plano Municipal de Saneamento
Básico (PMSB) para alcançar a universalização dos serviços,
O Plano Municipal de Saneamento Básico se caracteriza por ser um
instrume.nto de gestão do município, devendo este assegurar a universalização
do acesso aos serviços, e assim prevenindo doenças; promovendo o
desenvolvimento econômico do município e por conseguinte reduzindo as
desigualdades sociais: estimulando a ocupação adequada do solo,
prevenção de acidentes ambientais e eventos como enchentes, poluição e falta
d'água.
De acordo com o Decreto nº 9.254/2017, que altera o Artigo 26 do Decreto
nº 7,217/2010, que regulamenta a Lei nº 11.445/2007, afirma que. após 31 de
dezembro de 2019, a existência do PMSB é fator condicionante para
acesso aos recursos orçamentários da União ou aos recursos de financiamentos
geridos ou administrados por órgão ou entidade da administração pública federal,
quando destinados aos serviços de saneamento básico. Diante disso, o PMSB
tornar-se um fator primordial para a obtenção do financiamento e valorização
do bom uso dos recursos públicos, por meio do planejamento e. controle social.
A participação da sociedade é fundamental no processo de elaboração do
PMSB, conforme previsto em lei, ª
- rnobifização social deve estar presente na
elaboração, aprovação, execução, avaliação e revisão do Plano, que deve ser
reanzada no máximo a cada qvatro anos.
,4.cagece ENGENHARIA
•
•
Assim, a CAGECE, no uso de suas atribuições legais, participou da
elaboração deste Plano Municipal auxiliando o município no tratamento das
informações, realizando treinamentos, desenvolvendo metodologias, participando
das audiências públicas; dentre outras ações, visando sempre á universalização dos
serviços de saneamento básico no estado.
Michelyne Fernandes
Coordenadora de Concessão - Gecor -Cnc
AR~EI -fcagece
AC,/NO,\
REGULADOR.\
""" ~ DOESTADO
......,,,,. DO CEARÁ ENGENHARIA
20
1. INTRODUÇÃO
A Lei Federal nº 11.445/2007, marco regulatório do setor de saneamento
básico, que estabelece as diretrizes nacionais do saneamento básico, definindo
saneamento básico como um conjunto de serviços, Infraestruturas e Instalações
operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos, e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
Também determina que o titular do serviço é responsável por planejar a
universaHzação do saneamento básico, permltíndo o acesso a todos os domicílios
ocupados.
Ainda, segundo a lei citada, o planejamento deverá estar consubstanciado
no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), cuja elaboração é requisito para
a disponibilização e a liberação de orçamento destinado às melhorias e expansões
necessárias ao alcance da universalização (inciso 1, art. 2°). Ademais, o PMSB é fator
condicionante para validar contratos, cujo objetivo envolva serviços públicos de
saneamento básico.
Sendo assim, no cumprimento das determinações da Lei nº 11.445/2007,
a Prefeitura Municipal de ltaiçaba iniciou, em 02 de abril de 2018, a elaboração do seu
PMSB que consubstanciará o planejamento do saneamento do município. Com este
instrumento, o Poder Publico assume a ge$tão para, de forma adequada, expandir a
infraestrutura sanitária de saneamento básico do Município de ltaiçaba rumo à
universalização, para prevenção de doenças, melhoria de $alubridç1de ambienta],
proteção dos recursos hídricos e promoção da saúde pública.
1.1 Conteúdo
O PMSB de ltaiçaba segue o que dispõe a Lei Federal nº 11.445/2007, em
seu art. 19. Portanto, seu conteúdo apresenta o diagnóstico situacional, os objetivos
e as metas de curto, médio e longo prazos para a universalização; os programas,
projetos e ações necessários para alcançá-la; as ações de ernersêncía e contínaêncie;
além dos mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e
eficácia das ações prcaremadas para. atendimento.
-~Cagece ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
21
O plano apresenta horizonte de 20 anos, a partir da data de publicação em
imprensa oficial pelo Município de ltaiçaba ou aprovação por lei ou decreto, o que vier
primeiro, com revisões periódicas que não ultrapassem 4 (quatro) anos, a serem
realizadas antes da elaboração do Plano Plurianual (PPA),
1.2 Metodologia
A proposta metodológica; que propiciou o planejamento do setor de
saneamento básico do Município de ltaiçaba, iniciou com a formação de uma Equipe
Técnica Municipal (ETM); responsável pela elaboração do PMSB, Principais
atividades da ETM:
- Levantar os dados, as informações e os documentos atinentes ao
saneamento básico necessários à elaboração do diagnóstico;
- Elaborar diagnósticos e prognósticos de cada componente do
saneamento básico;
- Disponibilizar infraestrutura física e operacional e recursos humanos
para a preparação e realização de eventos direcionados ao saneamento
básico, atinentes à elaboração dos PMSB, conforme cronograma de
atividades;
- Realizar reuniões, oficinas, eventos, audiências, entre outros eventos
necessários a elaboração do PMSB;
- Viabilizar a participação da população do município nas audiências
públicas;
- Convocar/convidar instituições do setor para colaborarem com a
etaboraçao do PMSB.
Ressalta-se que a elaboração do PMSB de ltaiçaba contou, também, com
a participação de algumas instituições atuantes no saneamento básico) permitindo às
mesmas contribuírem para a formulação das políticas públicas no setor de
saneamento básico do Município de ltaiçaba. Algumas destas instituições puderam
participar diretamente para o planejamento, tendo em vista a inegável expertise de
seus técnicos, imprescindível na elaboração do PMSB. São elas:
AR~ ~~ EI:DO:EST~ADO . .~ DOCEARA -flcagece ENGENHARIA
lo :! Í: Governo Municipal de
~~
1 .. ~ ltaiçaba
22
- ARCE - Responsável pelo desenvolvimento da metodologia a ser
empregada na elaboração do PMSB, a partir de experiências anteriores
de Convênios ARCE/APRECE/CAGECE/SC1DADES; análise e
contribuições acerca dos formulários de coleta de dados, relatórios
gerados, sistemática da audiência pública, eventuais dúvidas e etc;
participação nos eventos públicos (oficinas, audiências, entre outros).
- CAGECE ~ Fornecimento de dados e informações de saneamento dos
sistemas de água e esgoto operados pela empresa e pelo SISAR no
Município de ltaiçaba; participação e contribuição igualmente relevante
na orientação, acompanhamento e adequação da metodologia
empregada na elaboração do PMSB, a partir também das experiências
anteriores de Convênios ARCE/APRECE/CAGECE/SCIDADES, em
especial, na avaliação da sustentabilidade econômico-financeira da
prestação dos serviços; ç1_nâ.lise do plano, bem como apoio e
colaboração nos eventos públicos ( oficinas, audiências, entre outros).
- APRECE - Contratante da Consultoria, realizada pela PROJESSAN
ENGENHARIA L TOA para apoio e auxílio na elaboração do plano,
conforme Termo de Referência e Contrato firmado entre as partes:
articuladora e interlocutora entre os entes parceiros, ARCE, CAGECE e
MUNICÍPIO, responsável direta pelo acompanhamento, supervisão e
recebimento dos trabalhos e produtos entregues pela Empresa de
Consultoria.
1.2.1 Elaboração do Plano
a) 1ª Etapa - Diagnóstico
A realização do diagnóstico constitui-se na avaliação do estado presente
de cada componente do saneamento básico e de seus impactos, a fim de apontar as
causas de deficiências detectadas. Sua elaboração compôs-se dos seguintes tópicos:
.~Cagece
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
23
a) Definição de modelo
foram definidos os pontos importantes para o levantamento das
informações e das características do Município de ltaiçaba quanto à saúde, educação,
recursos hídricos, economia, saneamento básico, abrangendo todos os seus
componentes e demais aspectos relevantes.
b) Coleta de dados primários
Ação executada pela ETM por melo do levantamento de dados nos distritos
e respectivas localidades, com o auxílio de questionários previamente preparados
pela ARCE, baseados em experiências de Convênios anteriores
ARCE/APRECE/CAGECE/SCIDADES.
Nos dias 02 e 24 de abril de 2018, foram realizadas, nos Auditórios da
ARCE e da APRECE, respectivamente, oficinas de treinamento para coletas de dados
ministrada por técnicos da ARCE com a presença da CAGECE e destinada a ETM da
prefeitura ê a Empresa de Consultoria Técnica PROJESSAN ENGENHARIA L TOA,
sob a coordenação da APRECE (Figura 1.1 ).
figura 1.1 - Oficinas de Saneamento Básico no Auditório da ARCE (02/04/2018) / APRECE
(24/04/2018).
Fonte: ARCE / APRECE.
AR~......,,. EI=D0ffA=RA · ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
24
Os integrantes da EiM foram os responsáveis em obter informações sobre
a situação do Município de ltaiçaba, por meio de coleta de dados in loco, para a
elaboração do diagnóstico. Além disso, o Município realizou reuniões com as
comunidades para a obtenção de informações complementares, sob a coordenação
dos representantes técnicos da Prefeitura.
e) Coleta de dados secundários
Nesta etapa, foram coletadas informações técnicas e sócias econômicas
referentes às zonas urbana e rural do Município para a elaboração do diagnóstico. Os
dados foram obtidos nos sítios de instituições governamentais (IBGE, ANA, IPECE,
MOS etc.), na Prefeitura de ltaiçaba,. nos relatórios de fiscalização da ARCE, e nos
cadastros e projetos da CAGECE, entre outros.
d) Tratamento das informações
De posse dos dados, informações e indicadores primários e secundários
levantados, procedeu-se o tratamento das informações. A princípio, a análise
envolveu aspectos gerais sobre demografia, saúde, investimentos, economia, entre
outros. Posteriormente a análise foi complementada com a avaliação específica de
cada componente do saneamento básico: abastecimento de água, esgotamento
sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana.
2ª Etapa - Prognóstico
O prognóstico abrange estudos prospectivos do saneamento básico e
estabelece as metas e respectivos prazos, com a finalidade de sua universalização
que será obtida por meio da implantação de programas, projetos e respectivas ações.
Os tópicos a seguir, apresentam o encadeamento das atividades para o
desenvolvimento do prognóstico.
AR~
""ii;,,,,tl/' EI~DO = CEARA ..p4cagece
1
a) Programas, projetos e ações
25
Apontados pelo diagnóstico, os pontos críticos das componentes do setor
de saneamento básico foram objetos dos programas, projetos e ações.
b) Metas ê Prazos
Cada projeto teve seu impacto de curto, médio e longo prazos calculados.
Com isto foi possível traçar as respectivas metas e prazos rumo à universalização de
cada componente do setor.
e) Audiência pública
Apresentação e discussão do Diagnóstico e Prognóstico realizados em 01
de abril de 2019 (Figura 1.2) conforme ata (Anexo A).
Figura 1.2 -Audiência pública - diagnóstico e prognóstico (01/04/2019).
PLANO MUNICIPAL DE
PM5B SANEAMENTO BÁSICO
A Prefeitura de ttaiçàba, convidá v.s.• à participar ôa
Audiência Pública de Diagnóstico e Prognóstico do Plano
Municipal de Saneamento Básico (PMSB).
Oàlâ'. 01104/2019( Hórar!à:08:00
Loca): cvr de ·11aiçàba
Endereço: Rua Cal. João Batista, 248 - Centro
.. -DECOOFWÇio là><A:
ARCE 4c..,,a, !3 ~ (j)
Fonte: Consultoria/Município,
d) Revisão do diagnóstico e o prognóstico
Posterior a Audiência Pública, a revisão do diagnóstico e do prognóstico
possibilitou a inserção das novas informações obtidas, adequando-o a realidade do
município;
AR~E I
AO(.SO,\
RfGULADORA
'ã,. _. DOESTADO
......,,,, D0(FARÁ --Cagece ENGENHARIA
:i \1 Governo Municipal de
~ \\~li ltaiçaba
26
3ª Etapa .... Avaliação de Viabilidade Econômica Financeira (AVEF)
Etapa de finalização do plano, a elaboração da AVEF contou com a valiosa
colaboração e participação de engenheiros e economistas da ARCE e da. CAGECE ..
O estudo desenvolvido principiou com determinação do custo estimativo dos projetos
lançados no prognóstico, bem corno das despesas de exploração, ao longo dos 20
anos de vigência do plano, obtendo-se ao final o Valor Presente Líquido (VP-L) dos
custos, mediante taxa de desconto de 12% a.a., para os serviços de abastecimento
de água, de esgotamento sanitário e de resíduos sólidos urbanos. Em função da
insuficiência de dados, o estudo de viabilidade não incluiu os serviços de drenagem
de águas pluviais urbanas, que deverá ser realizado em revisões futuras do plano.
2. ASPECTOS LEGAIS
2.1 Legislação Federal
A Lei Federal 11.445/2007 ou Lei de Diretrizes Nacional de Saneamento
Básico (LNSB) estabeleceu os princípios e diretrizes do saneamento básico e foi
regulamentada pelo Decreto Federal nº 7,217/2010\
A Constituição Federal de 1988 aborda em seu art. 225, que todos têm
direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem. de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações ..
A Política Nacional de Meio Ambiente também constitui importante marco
regulatório para a proteção ambiental e regulamentações de saneamento básico e
proteção à vida ecológica e humana e foi recepcionada pela Constituição de 1988,
dando efetividade ao artigo constitucional 225. Assim, na efetividade das garantias
elencadas na Carta Magna, esse dispositivo legislativo determina o uso indiscriminado
de determinado bem natural, quando sua utilização oferecer algum risco ao equilíbrio
ambiental.
1 Alterado pelo Decreto nº &.211/2014.
ARCEI[~ 4-cagece ENGENHARIA
:i ~ Governo Municipal de - ..
~:j, ,~1: ltaiçaba
27
O objetivo da PNMA é regular as diversas atividades que envolvam o meio
ambientei afim de que possa haver preservação; melhorias e recuperação da
qualidade ambiental, garantindo à população condições propícias para seu
desenvolvimento social e econômico.
Para exemplificar, podemos destacar o art. 2º, caput, da Lei 6.938/81: "A
Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e
recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País,
condições ao desenvolvimento socíoeconõmíco, aos interesses da segurança
nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios:
1 - Ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio
ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido,
tendo em vista o uso coletivo;
li - Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
Ili - Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV - Proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
V - Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;
VI - Incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional
e a proteção dos recursos ambientais; Vil - acompanhamento do estado da qualidade
ambiental;
Vlll - Recuperação de áreas degradadas;
IX - Proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X - Educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da
comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio
ambiente.
Desta forma, a PNMA vem a estabelecer, por meio do seu corpo legislativo,
o efetivo cumprimento dos direitos humanos e ecológicos, garantindo o
desenvolvimento econômico e social em conformidade com o Liso racional dos
recursos naturais disponíveis, renováveis e não-renováveis, concorrendo para a
manutenção dó equülbrio êCôlógíCô propícto à vida.
AR E ~Cagece I
IIG(N(IA
RECiULAOOAA
~ ~ OOES!A.00
"lttiiíi,,,# OOCEARA ENGENHARIA
•
28
Observados os princípios estabelecidos no art. 2° da referida Lei, as
diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente serão engendradas em normas e
planos, que deverão ser seguidos a rigor pelas empresas Públicas e Privadas que
desenvolverem atividades no ramo ligado ao uso ambiental, e serão destinados a
orientar a ação dos Governos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos
Territórios e dos Municípios no que se relaciona com a preservação da qualidade
ambiental e manutenção do equilíbrio ecológico, conforme está disposto no art. 5º da
Lei 6.938/81.
Os instrumentos da Política Nacional de Melo Ambiente são mencionados
no art. 9º da Lei 6. 938/81 e definidos nas resoluções do CONAMA (Conselho Nacional
do Meio Ambiente), discorrendo sobre os padrões de qualidade, o zoneamento
ambiental, a avaliação de impacto ambiental, o lieeneiamento ambiental e a auditoria
ambiental, sendo este último um instrumento de aferição financeira em relação ao
controle ambiental.
A resolução nº 430 do CONAMA dispõe sobre as condições e padrões de
lançamento de efluentes, sendo estas atividades vinculados ao licenciamento
ambiental de ações efetivas ou potencialmente poluidoras. Assim, todas as técnicas
e formas de planejarnento de saneamento básico deverão obedecer ~$ diretri~e$
estabelecidas por meio desta resolução, conforme está disposto na Seção Ili, no art.
21 :_ ll Para o lançamento direto de enuentes oriundos de ststemae de tratamento de
esgotos sanitários deverão ser obedecidas as seguintes condições de e padrões
específicos: [ .. ,] e) substâncias solúveis em hexano (óleos e graxas) até 100 m.g/1),
Dentre outros.
A resolução aduz ainda no conceito de esgoto sanitário, trazendo como
definição do referido termo, em seu art. 4º, inc. VII "Esgotos sanitários: denominação
genérica para despejos líquidos residenciais, comerciais, águas de infiltração na rede
coletora, os quais podem conter parcelas de efluentes industriais e influentes não
domésticos).
Os objetivos estabelecidos nas legislações de cunho ambiental, para serem
atingidos, devem ser orientados por princípios, fundamentais na busca da proteção
ambiental.
ARCEI~§· ---Cagece ENGENHARIA
-4
..: --t': :t .! Governo Municipal de
~>.-: ~li· ltaiçaba
29
Dentre os princípios fundamentais instituídos por estes regulamentos, dois
foram considerados de suma importância na elaboração deste PMSB: a
universalização e a integralidade da prestação dos serviços (art. 2°). Isto porque a
universalização; segundo definição da LNSB; é a ampliação progressiva do acesso
de todos os domicílios ocupados ao saneamento básico. Vale destacar, entretanto,
que este princípio basilar da LNSB deve ocorrer com integralidade; que é definido
como o conjunto de todas as atividades e componentes de cada um dos serviços de
saneamento básico, propiciando à população o acesso aos mesmos em conformidade
com suas necessidades e maximizando a eficácia das suas ações e resultados.
Ao Município de ltaiçaba, titular dos serviços públicos de saneamento, a
LNSB atribui a obrigatoriedade de formular a política de saneamento, devendo, para
tanto, entre outras competências, elaborar o plano de saneamento (art. 9°), cuja
estruturação básica mínima (art. 19) deve contemplar:
Diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando
sistema de indlcadores sánitários, epídemíológíébs, àmbientãis e
socíoeconõrnícos e apontando as causas das deficiências detectadas:
Objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a universalização,
admitidas soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade
com os demais planos setoriais;
Programas, projetos e ações necessários para atingir os objetivos e as metas,
de modo compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros
planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de
financiamento;
Ações para emergências e contingências;
Mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e
eficácia das ações programadas.
Portanto, a politica pública de saneamento básico do Município de ltaiçaba
será formulada visando, principalmente, à universalização e à integralidade da
prestação dos serviços, tendo o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB)
como instrumento de definição de estratégias e diretrizes. Desta forma, o
planejamento estabelecerá a premissa de investimentos contínuos, de modo a
alcançar o acesso universal e a oferta integral aos serviços de saneamento básico,
em conformidade com o contexto local da população atendida.
AR EI
AOfNOA
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~ ~ DOESl,.00
,,..,,.,, 00 (UAA 4cagece
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~ .. ~JJ ltaiçaba
30
Conforme o art. 3° da LNSB, o saneamento básico é entendido como
conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de
água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana, definidos como:
Abastecimento de água potável: constituído pelas atividades, infraestruturas
e instalações necessárias ao abastecimento público de água potável, desde
a captação até as ligações prediais e os respectivos instrumentos de
medição;
Esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infraestruturas e
instalações. operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final
adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu
lançamento final no meio ambiente;
Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades,
infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo,
tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo oriqinárie da varrição e
limpeza de logradouros e vias públicas;
Drenagem e manejo das áquas pluviais urbanas: conjunto de atividades,
infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas
pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de
vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas
nas áreas urbanas.
Para além do conteúdo mínimo, a elaboração e as revisões do P-MSB
devem garantir a ampla participação da população e da sociedade civil sobre os
procedimentos de divulgação, em conjunto com os estudos, e a avaliação por meio
de consulta ou audiência pública, como estabelecido no art. 51 da LNSB.
O art. 11 da LNSB assevera que a existência do P-MSB é condição
necessária à validade dos contratos de prestação dos serviços públicos. de
saneamento entre titular e prestador dos serviços. Estes contratos são dispositivos
legais, onde o titular dos serviços públicos (no caso, o Município de ltaiçaba) pode
delegar tais serviços a prestadores (a CAG~Cé, por exemplo), por tempo
determinado, para fins de exploração, ampliação e implantação.
Ademais, o art. 26 do Decreto nq 7.217/2010, regulamentador da Lei nq
11.445/2007, vinculou o acesso aos recursos públicos federais orçamentários ou
financiados para o setor de saneamento à existência de PMS8 elaborado pelo titular
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31
dos serviços, a partir do ano de 2014, prazo estendido até 31 de dezembro de 2020
(Decreto nº 9.254i de 29 de dezembro de 2017).. Além disto; o art, 55 estabelece que
a alocação destes recursos federais deverá estar em conformidade com o plano.
Outro requisito exigido pelo art, 11 da LNSB é a existência de estudo de
viabilidade econômico-financeira da prestação universal e integral dos serviços, em
conformidade com o respectivo plano, de forma a garantir a sustentabilidade
econômico-financeira dos serviços prestados em regime de eficiência.[2]
Já a Lei Federal nº 12.305/2010, conhecida como Política Nacional de
Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece, entre seus princípios norteadores, a visão
sistêmica, envolvendo diversas variáveis, como a ambiental, a social, a econômica e
de saúde pública. No seu art. 9°, são dispostas as diretrizes da gestão e do
gerenciamento dos resíduos sólidos e traz, em ordem de prioridade, as seguintes
ações: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final
dos rejeitas de modo ambientalmente adequado.
Entre os objetivos basilares da PNRS, tem-se a proteção da saúde pública
e da qualidade ambiental. A saber, o art. 1 O incumbe ao município a gestão dos
resíduos gerados em seu território; o art. 8° incentiva a adoção de consórcios entre
entes federados para elevar a escala de aproveitamento e reduzir custos como
instrumentos da política de resíduos sólidos; e o art. 45 estabelece prioridade, na
obtenção de incentivos do governo federal, aos consórcios públicos constituídos para
viabilizar a descentralização e a prestação dos serviços relacionados aos resíduos.
Quanto à destinação ou disposição final dos resíduos a céu aberto (lixões ),
excetuando-se os derivados de mineração, a PNRS proíbe esta prática, em seu art.
47. Define, ainda, prazo para a extinção dos lixões, observando o ano de 2014 como
prazo limite para implantação da disposição final ambientalmente adequada dos
resíduos.
2.2 Legislação Estadual
A Política Estadual do Meio Ambiente é regulada por meio da Lei 11.411 /87
e compreende o conjunto de diretrizes administrativas e técnicas para orientar a ação
governamental no campo da utlllzação racional, conservação e preservação do
4,cagece ENGENHARIA
32
ambiente que, em consonância com a Polttica Nacional do Meio Ambiente, atenderá
aos princípios estabelecidos na legislação federal e estadual que rege a espécie (art.
1 º), e é considerada o marco regulatório no estabelecimento de medidas voltadas a
proteção ambiental no estado do Ceará.
A Constítuição do Estado do Ceará, promulgada em 1989, fixa no Capítulo
VIII, exclusivamente, os direcionamentos destinados ao meio ambiente. No art. 259
da referida constituição, dispõe que são direitos inalienáveis do povo o meio ambiente
equilibrado e uma sadia qualidade de vida, impondo-se ao estado e à comunidade o
dever de preservá-los e defendê-los.
No tocante ao saneamento básico, a Constituição Estadual estabelece no
art. 15, lnc. IX, como competências do Estado, exercidas em comum com a União, o
Distrito Federal e os Municípios, promover programas de construção de moradias e a
melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico.
Ainda, conforme dispõe o art, 252 da referida Constituição, o Estado
estabelecerá política de saneamento, nos meios urbano e rural, obedecendo as
respectivas rea.lid.ade.$ locais e regiom1.is, constantes nos princípios da Constituição
Federal, sendo estabelecidos por meio:
§1º Assegurar-se-á a participação das comunidades, das instituições e das
três esferas do Governo no planejamento, na organização dos serviços e na
execução das ações.
§2° Os padrões técnicos das obras e serviços de saneamento deverão ser
adequados tanto ao meio físico quanto ao nível socioeconômico das
comunidades, garantindo-se o mínimo de condições sanitárias.
§3° O Estado assegurará os recursos necessários aos programas de
saneamento., com vistas à expansão. e. melhoramento do setor.
A Política Estadual de Recursos Hídricos também constituiu outra
importante legi$1çtção ambiental e é reqularnentada por meio da Lei nº 14.844/201 O,
que destaca no art. 2°, entre seus objetivos, planejar e gerenciar a oferta de água, os
usos mú!tlp!os, o controle, a ecnservacac. a proteção e a. preservação dos recursos
hídricos de forma integrada, descentralizada e participativa; além de assegurar que
esta possç1_ ser ofertada, controlada e uti!i~ç1_da. em padrões de quç1Jidç1de e de
-~r;; ..... e __ agece ENGENHARIA
..
-:l Í! Governo Municipal de t, ~iJ ltaiçaba
33
quantidade satisfatórios, por seus usuários atuais e pelas gerações futuras, em todo
o território do Estado do Ceará
O art. 3°, lnc. Ili, da então citada Lei, direciona que o planejamento e a
gestão dos recursos hídricos tomarão como base a bacia hidrográfica e deve
proporcionar os usos variados.
Podemos citar a integração do gerenciamento dos recursos hídricos com
as políticas públicas federais, estaduais e municipais de meio ambiente, saúde,
saneamento, habitação, uso do solo e desenvolvimento urbano e regional e outras de
relevante interesse social que tenham inter-relação com a gestão das águas como
uma das principais diretrizes da Política Estadual de Recursos Hídricos (art. 4°, lnc.
V).
A Política Estadual de Recursos hídricos tem como instrumento os comitês
das bacias hidrográficas metropolitanas, que foram criados com a atribuição de
proceder estudos, divulgar e debater os programas prioritários de serviços e obras a
serem realizados no interesse da coletividade, definindo objetivos, metas, benefícios,
custos e riscos sociais, ambientais e financeiros, de acordo com o disposto no artigo
20 da referida Lei, os quais serão encaminhados e deliberados pelo Conselho de
Recursos Hídricos do Ceará - CONERH, órgão de coordenação responsável pela
fiscalização, deliberação coletiva e de caráter normativo do Sistema lnte.grado de
Gestão de Recursos Hídricos - SlGERH, vinculado à Secretaria dos Recursos
Hídricos - SRH ( artigo 41, incisos V e VI).
Outro Importante instrumento de planejamento governamental no tocante
às disposições de proteção ambiental, no âmbito da administração pública estadual,
é a Lei nº 15.929/2015, que dispõe sobre o Plano Plurianual (PPA) do Estado para o
período 2016-2019, direcionando as ações pertinentes de políticas públicas.
ô Plano Plurianual (PPA) do Estado trata-se de um instrumento de
planejamento que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas
da Administração Publica do Estado do Ceará, no tocante as despesas de capital e
outras delas decorrentes, e para as relativas aos programas de duração continuada,
conforme disposto no artlgo 165 da Oonstltuição Federai de 1988.
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34
No tocante ao saneamento básico, os investimentos referentes estão
estabelecidos no Eixo Ceará Saudável, tendo escopo "a g_arantia de direitos, a
promoção da saúde, o fortalecimento das ações comunitárias, a criação de ambientes
favoráveis, o desenvolvimento de habilidades pessoais e mudança de estilos de vida".
Nesse sentido, o Eixo Ceará Saudável aborda 03 temas estratégicos, os quais são:
Saúde, Esporte e Lazer e Saneamento Básico.
Os programas de saneamento básico do PPA obedecem às diretrizes da
política nacional para o setor, que preconizam a universalização, a equidade e a
integridade dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza
urbana/manejo dos resíduos sólidos e drenagem/manejo das águas pluviais,
garantindo assim a proteção do meio ambiente, adequada condição de saúde pública
e a forte interação e controle social na gestão dos serviços de saneamento.
É importante ressaltar que o maior volume de recursos do PP.A para o
período de 2016-2019 está destinado para o Eixo Ceará Saudável com R$
11.939.077.047,00 (34,2% do PPA). Dessa forma, foi previsto no Tema Estratégico
Saneamento Básico o valor gerc;1I de R$ 1.755.191.026,QO, que corresponde a cerca
15% da quantia estimada para o eixo.
No respectivo ao Saneamento Básico, os valeres de ínvestímentcs
previstos foram divididos em dois programas: 1) Abastecimento de água, Esgotamento
Sa.nitá.rio e Drenagem Urbana. e 1.1) Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário
no Meio Rural.
Os objetivos estabelecidos para o tema da Saneamento Básica da PPA,
compreendidos para o período entre 2016-2019, almeja ampliar a cobertura da
população urbana do estado com acesso aos serviços de abastecimento de água,
esgotamento sanitário e macrodrenagem e para a população rural ampliar o acesso
aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Concernente à regulação da prestação dos serviços, em 2009 foi
sancionada a Lei nº 14.394, que define a atuação da Agência Reguladora de Serviços
Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce ), relacionada aos serviços públicos de
saneamento básico, além de dá outras providências.
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..,-- e agece ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
35
Nessa perspectiva, de acordo com o art.1 º, a Arce poderá celebrar
convênios que lhe deleguem a regulação e fiscalização dos serviços públicos de
saneamento básico no âmbito do Estado do Ceará. Ainda, de acordo com o art. 4°,
compete à Arce a regulação, fiscalização e monitoramento dos serviços públicos de
abastecimento de água e de esgotamento sanitário prestados pela CAGECE, exceto
se observado o disposto no art. 9°, inciso ll, da Lei Federal nº11..445, de 5 de janeiro
de 2007.
Relativo aos sistemas de esgotamento sanitário, a Superintendência
Estadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE) publicou a Portaria de nº 154, de 22
de julho de 2002, que trata sobre padrões e condições para lançamento de efluentes
líquidos gerados por fontes poluidoras, com vistas a Apoio técnico e institucional:
promover a saúde e o bem-estar humano como também assegurar o equilíbrio
ecológico dos ecossistemas aquáticos em decorrência da degradação da qualidade
da água dos corpos receptores.
Ainda, temos na legislação estadual no tocante ao meio ambiente a Política
Estadual de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado do Ceará,
com fundamento no art. 23, inciso IX e parágrafo único, da Constituição Federal e no
art. 252 da Constituição do Estado. Tal regulamentação tem por finalidade disciplinar
a atuação do Estado no âmbito dos serviços públicos de abastecimento de água e de
esgotamento sanitário, obedecendo ao disposto na presente Lei Complementar, nas
demais normas legais, re.gulatórias e pactuadas pertinentes.
O art. 2° da referida Lel traz os objetivos da Polítioa Estadual de
Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário, os quais são: promover a
universalização do acesso aos serviços de abastecimento de agua e de esgotamento
sanitário, a melhoria das condições e a prestação adequada dos serviços e a
aplicação das diretrizes nacionais aos serviços de abastecimento de agua e de
esgotamento sanitário no âmbito do Estado do Ceará.
Uma importante matriz de diretrizes da Polltlca Estadual de Abastecimento
de Água e de Esgotamento Sanitário é o acesso à água potável segura e limpa e ao
esgotamento sanitário como direito humano essencial para o pleno gozo da vida e de
todos os demais direitos e como fator de promoção da saúde, a interdependência dos
AR~E -~Cagece 'l., , 1:D~O~E:ST~ ADO .. "tiiii,,,# OOC(ARA ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
36
serviços de outorga de água bruta e de abastecimento de água e a priorização do uso
da água para consumo humano e dessedentação de animais, bem como a
universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário,
consubstanciada na equidade em seu acesso e a- prestação adequada e sustentável
dos serviços públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, pela
satisfação das condições de qualidade, regularidade, continuidade, eficiência,
segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das
tarifas.
Nesta feita, a Pottttca Estadual de Abastecimento de Água e de
Esgotamento Sanitário consiste no apoio institucional e financeiro do Estado do Ceará
para os serviços públicos de saneamento básico e tem por instrumentos: - o Plano
Estadual de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário - PAAES;- o Fundo
Estadual de Saneamento Bâsico ... FESB e... o Sistema de Informações em
Saneamento do Estado do Ceará - SISANCE.
2.3 Legislação Municipal
A Lei Orgânica do Município de ltaiçaba de 2008, estabelece no artigo 2º,
como competência do municlpio, entre outras, entre outras, a organização e
prestação, direta ou sob regime de concessão, os serviços públicos de interesse local,
tais como, limpeza pública e coleta domiciliar de resíduos sólidos e destinação final
do lixo, dentre outros.
No art. 135, que trata da política de saneamento e da habitação popular,
explicita que deverá haver a promoção de condições dignas de desenvolvimento de
saneamento urbano e moradia, dentre outros.
No tocante aos serviços pú.bUco$ de abastecimento de água e esgotamento
sanitário, o município de ltaiçaba deleqou sua prestação à CAGECE. No entanto,
ainda nao existe Lei Municipal que resuíernente. para. tanto encontra-se aquardando
esta medida.
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ENGENHARIA
3.
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CARACTERÍSTICAS GERAIS
37
3.1 Histórico
Antigo ponto de comercialização de gado, chamou-se inicialmente de
"Passagem de Pedras", pois nesse local o rio Jaguaribe é muito pedregoso, E foi
assim cortado pelo Rio Jaguaribe, num imenso vale, que surgiu o lugarejo, onde hoje
se situa ltaiçaba.
Como distrito administrativo pertenceu primeiramente ao município de
Aracati, do qual está distante 18 quilômetros, desde 21 de agosto de 1823.
O decreto Lei Nº 169, de 31 de março de 1938, transferiu o distrito de
ltaiçaba para a jurisdição do município de Jaguaruana.
Na luta por sua independência administrativa destacou-se o Deputado
Jeová Costa Lima, autor do projeto que no dia 15 de setembro de 1956, se
transformou na Lei Nº 3.338 que criou o novo município, constituído do distrito sede.
ltaiçaba foi solenemente instalado no dia 07 de outubro de 1956, sendo seu
primeiro Prefeito Agostinho Correia Lima.
Criada em 1-941 a paróquia de ltaiçaba está sob a proteção mística de
Nossa Senhora da Boa Viagem e o gentílico é itaiçabense.
Foi criado em 15 de outubro de 1956 por desanexação de Jaguaruana.
Chamou-se inicialmente Feira de Gado, depois passou a se chamar Passagem de
Pedras. Tem um rio chamado Jaguaribe que passa por trás da igreja, a padroeira da
cidade é Nossa Senhora da Boa Viagem.
ltaiçaba como distrito administrativo pertenceu primeiramente ao município
de Aracati. Em 21 de agosto de 1823, o Decreto Lei Nº 169, de 31 de março de 1938,
transferiu o distrito para a jurisdição do município de Jaguaruana. Ainda no mesmo
ano adotou a denominação atual de ltaiçaba (significa Passagem de Pedras), por força
de um Decreto Lei Nº448, de dezembro de 1938. Na luta por sua independência
administrativa destacou-se o Deputado Jeová Costa Uma, autor do Projeto que no dia
15 de setembro de 1956, se transformou na Lei Nº 3.-338 que deu liberdade
administrativa ao município. ltaiçaba foi oficialmente instalada em solenidade no dia 7
de outubro de 1956, tendo como seu primeiro prefeito o Sr. Agostinho Correia Lima .
AR~ EI
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AGINOA
REGULA!>ORA
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OOCfARA ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
38
Por volta da década de 80 a cidade sofria com o problema de inundações,
época na qual praticamente todos os habitantes tinham que sair para os distritos de
ltaiçaba (Tabuleiro do Luna, Alto Brito, Cidade Nova) que ficavam na parte alta do
município.
Na entrada da cidade encontra-se a serra do Ererê, onde existe uma lenda
que durante uma grande seca, quando alguns retirantes passavam por lá, uma
donzela já estava muito fraca e não conseguiu seguir viagem com os outros, ficando
ao pé da serra. Dizem que ela se encantou, outros dizem que ela morreu, a verdade
quem saberá o que acontece é uma devoção que as pessoas têm pela donzelinha,
ergueram até um pequeno altar, no lugar onde supostamente ela teria morrido.
Figura 3.1 - Vista aérea do município de ltalçaba.
Fonte: Google Imagens. (2018)..
3.2 Localização
O município se estende por 209,9 km2 e contava çom 7 321 habitantes no
último censo. A densidade demográfica é de 34,9 habitantes por km2 no território do
muntctpto (Figura 3,2), Vizinho dos rnunicfpios de Aracetí. Palhano e Jaquaruana,
ltaiçaba se situa a 14 km a Sul~Oeste de Aracati a maior cidade nos arredores.
Si.tLJ.ado a 14 rneírcs de ç1JtitLJ.de, de l.tª.içaba tem as sequintes coordenacas
geográficas: Latitude: 4 º 40' 27" Sul, Longitude: 37° 49' 20" Oeste.
-1'.Cagece ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
39
Figura 3.2 - Localização do Município de ltaiçaba no Estado do Ceará.
ITAIÇABA
Fonte: Google Imagens (2018).
3.3 Aspectos Fisiográficos
O clima da região é Tropical Quente Semiárido Brando, caracterizando-se
por temperaturas médias entre 26º a 28º e pluviosidade média de 935,9 mm
concentrada nos meses de Janeiro a maio. No Quadro 3.1, podem-se verificar os
demais componentes ambientais do Município de ltaiçaba.
Quadro 3.1 - Componentes ambientais
Relevo Solos Vegetação
Bacia
Hidrogr-áfica
Solos Aluviais, Areias Complexo Vegetacional da Depressões Quartzosas Zona Litorânea, Caatinga Baixo Sertanejas e Distróficas, Planossolo Arbustiva Aberta e Floresta Jaguaribe Planície Fluvial Solódico e Podzólico Mista DicotilloPalmácea Vermelho-Amarelo
Fonte: IPECE (2017).
3.4 Aspectos Demográficos
Os dados da população do Município de ltaiçaba somente foram
contabllizados a partir do censo de 1970. Nos últimos dois censos, a popuiação da
zona urbana apresentou taxas de crescimento geométrico percentual de 1,51 % de
1991 a 2000 e de 1,54% de 2000 a 201 O. Ainda neste crescimento, a zona rural teve
aumento na população, sendo de 1, 73% no primeiro período, maior que a do segundo
período de 0,44%. No total, o Município aumentou sua população nos dois períodos a
-f'Cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
40
taxas de 1,60% e 1,07%. A população urbana cresceu 113,4% no mesmo período,
enquanto a população rural apresentou aumento de 7,8%.
A população total, em 1970, era de 4,8 mil habitantes, sendo 4.1,6%
residentes na zona urbana e 58,4% residentes na zona rural. No ano de 2000, ocorreu
a inversão em que a população urbana do rnuniclpio supera a rural, com 55,8% e
44,2%, respectivamente, em relação à população total de 6,6 mil habitantes. Já no
ano de 2010, a população total alcançou 7,3 mil habitantes, sendo 58,5% residentes
na zona urbana e 41,5% habitantes na zona rural.
Analisando a evolução populacional por situação do domicílio (Tabela 3.1 e
o Gráfico 3.1 ), observa que, a maioria da população permanece habitando a zona
urbana do Município.
Tabela 3.1 - Evolução Populacional por situação do domicílio, seQundo distritos-1970 a 2010
Situação Ano1 Tx. crese, Geom.
Município (%)
e distritos
do
1991- 2000- domicílio 1970 1980 1991 2000 2010 2000 2010 ·- ·-·
Urbana 2.005 3.004 3.210 3.672 4.279 1,51 1,54
ltaiçaba -
CE Rural 2.817 2.307 2.491 2.907 3.037 1,73 0,44
Total 4.822 5 .. 311 5.701 6.579 7.316 1,60 1,07
Fonte: CENS0/2010 (IBGE, 2018).
Nota: 1 Só havia informações censitárias do município como um todo.
Gráfico 3.1 - Evolução Populacional do Município de ltaiçaba por situação do dcmícltto,
$~91,1n~o distritos -197Q a 2Q1Q
8.000
7.000
6.000
5.000
.000
3 000
2.000 1 li 1 1.000
o
Urbana Rura
a eo a-ce
• 1970 a 1980 a 199 2 a 2010
Fonte: CENS0/2.010 (IBGE, 2018).
AR~ ""'iiittttttJ -EltOO= (EAQA -~Cagece
Governo Municipal de
ltaiçaba
41
A Tabela 3.2 traz o detalhamento da distribuição dos dados de domicílios
particulares e coletivos do município de Itaiçaba, Segundo Censo/201 O,
Tabela 3.2 - Dados de Domicílios Particulares e Coletivos do Município de ltaiçaba, segundo
distritos - Censo/2010
Média de
moradores
Municipio
Situação Particular -
Particular - por
e Distritos
do
ocupado
não Coletivo domicílio Total Gerai
domicilio ocupado particular
ocupado
(hab/dom)
Urbana 1322 236 1 3,24 1559
ltaiçaba ~ Rural 985 396 o 3,08 1381 CE
Total 2-307 632 1 3,17 2940
Fonte: IBGE (2018)
A partir dos dados sobre oomícmos, pode-se inferír que há 21,5% de
domicílios não ocupados no Município de ltaiçaba, representando, em termos
absolutos, 632 domícülos e com uma densidade demográfica de 34,49 hab/km2
•
3.5 Aspectos Sociais e Econômicos
3.5.1 Índices de Desenvolvimento
Os índices de desenvoivlmento do Municlpio de ltaiçaba, em relação ao
Estado e aos demais municípios cearenses, são explicitados na Tãõelã 3.3 - ít1diées de
Desenvolvimento de ltaiçaba - 2000 e 2010. Descreve-se tanto o Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que considera informações sobre
longevidade, educação e renda, como do Índice de Desenvolvimento do Município
(IDM), que considera quatro conjuntos de indicadores: i) fisiográficos, fundlários e
agrícolas (que incluem pluviometria e salinidade de água) ii) demográficos e
econômicos, iH) de ínrraestrutura de apoio, e ív) sociais (que íncluem mortalidade
infantil e cobertura de abastecimento de água). O primeiro e o quarto conjunto de
indicadores do IDM são os que trazem mais parâmetros asscctacos aos serviços de
saneamento básico ou aqueles são influenciados por estes serviços .
.. ftcagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
42
Municíp.io Estado
Índices Ano Rankiríg Valor
munleipal Valor
·-- - -- -
lodice. de. Desenvolvimento Municipal 2014 27,01 57 24,75
(tDM)
2016 28,65. 6.0 27,37
Índice. de Desenvolvimento. Humano 2010 0,656 19 0,682
(IDHM) 2000 0,496 25 0,541
Fonte: IPECE (2011 ); IBGE (201 O)
A avaliação do índice IDHM indicará maior desenvolvimento quanto mais.
próximo estiver de 1, conforme critérios do P.NUD (Programa das Nações Unidas para
o Desenvolvimento), (Figura 3.3),
Figura 3.3 .. Faixas de Desenvolvimento Humano Municipal
o
...
0,499 i 0,500 0,599 i 0,600 0,699 i 0,700 0,799 i 0,800
MUITO BAIXO BAIXO MÉDIO ALTO MUITO ALTO
Fonte: PNl)D (20Hn.
O IDHM de 2010 do Município de ltaiçaba é classificado como de níve.l
médio, atingindo 0,_656. A análise do IDHM desagregado revela que o IDHMt.onqevrdade (índice. de 0,758) é o que mais contribui positivamente para o município,
seguido do !OHM-Educação (índice de 0,642) e do IDHM-Renda (índice de 0,581 ).
Verificando informações sobre o IElHM, constata-se que sua amplitude, no
ano de 2010, entre os estados brasileiros, ficou entre 0,631 a 0,824. Já a amplitude
entre os municípios brasileiros foi de 0,418 a 0,862. l::ntre municípios cearenses, a
amplitude do índice foi de 0,540 a 0,754. Ainda com relação ao IDHM, que apresenta
média nacional de 0,659 (ínfertor ao índice estaduat 0,682, mas superior ao do
município), o Estado ocupa a décima sétima colocação entre as unidades federativas
e o município ocupa a posição de numero 2.986 no país (de 5.566 municípios com
índice calculados).
-v,-- =4c agece ENGENHARIA
1
...
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
43
Gráfico -3.2 - Comparativo do IDHM do Município com o Estado
0,800
0,600
0,682
0,541
0,400
0,200
º·ººº _.__ __ --'"----'----~----'-----'-----
2000 2010
• Valor .1unlcip10 • Valor Estado
Fonte: IPECE (2018)
O IDM é analisado nos anos 2014 e 2016. Em relação ao IDM, é verificado
o aumento no indicador no período considerado, assim como ocorre no índice do
Estado, verifica-se um aumento do IDM no período, porém uma regressão de posição
do município frente aos demais. Com relação ao IDM, de 2016, desagregado, verificase que a maior medida é dos indicadores sociais (76, 14 ), seguido dos indicadores
fisiográficos, fundiários e agrícolas (índice de 23,07), de infraestrutura de apolo (20,50)
e demográficos e econômicos (índice de 10,69).
A amplitude do ·1DM, em 2016, no Ceará, foi de 9,17 a 76,71; e, no ano de
2014, foi de 6,39 a 68,51. Verifica-se, portanto, uma redução dos valores mínimo,
porem, no v-aior máximo também houve diminuição e um aumento do índice médio no
Estado, demonstrando uma pequena melhoria das condições de vida da população,
tomando como parâmetro o IDM. O Indice, no rnunlclpio obteve aumento de
aproximadamente 6% (2014 - 2016), porém houve uma regressão de posição no
ranklng dos municípios, 57º a êôõ.
No Município, o IDM é de classe 4 (íntervato 9,17 - 28,77) entre quatro
classes que variam de 1 (um) a 4 (quatro). A avaliação do índice dá-se com maior
desenvolvimento Quanto mais próximo estiver de 100, conforme critérios do IPECE
(Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará).
AR~EI ~Cagece
AGfNOA
JlfGULAOOR A
~
~
~ OO[STAOO
OOtfAA.I. ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
44
Portanto, espera-se que a universalização do saneamento básico, objeto
deste PMSB, deverá contribuir fortemente para a melhoria dos índices de
desenvolvimento do Munidpio de ltaiçaba.
Gráfico 3.3 - Comparativo do IDM do Município com o listado
30,00
25,00 27,37
24,75
20.00
15,00
10,00
5,00
2014 2016
Ano
• Valor Município • Valor Estado
Fonte: CENS0/2010 (IBGE, 2018).
Produto Interno Bruto (PIB)
Indicador que demonstra a evolução da economia municipal, o Produto
Interno Bruto (PIB) d.o Município de ltaiçaba apresentou aumento de 85% no período
de 201 O - 2015. No mesmo período, o PIB per capita cresceu menos, alcançando
76,8%. Os maiores níveis de crescimento dos indicadores ocorreram no período 2013
- 2014, quando o P-18 aumentou de 16,45%, enquanto o P-18 per capita elevou-se em
15,78% no mesmo período. Os resultados encontram-se na Tabela 3.4 e no Gráfico 3.4,
considerando valores nominais (preços correntes), ou seja, sem efeito inflacionário.
~e . AR~...._,,,,, El:OO=CEAAA · ·vª agece ENGENHARIA
•
...
~--,o":
:: :! Governo Municipal de
s~ \~# ltaiçaba
45
Tabela 3.4 - Crescimento do Produto Interno Bruto de ltaiçaba - 2010 a 2015
PIB ã PféÇôs êôffê'tllês PIB per capitã
Ano Valor(R$ Variação
mil) Variaç-ão (%) V-alor{R$) {%)
2010 31.075,00 - 4.245 -
2011 34.073,00 9,65 4.621 8,88
2012 37.920,00 11,29 5.105 ,0,47
2013 43.681,00 15,19 5.773 13,08
2014 50.'873,00 16,46 6.6'83 15,78
2015 57.477,00 12,98 7.507 12,33
Fonte: IBGE (2015)
Nota: (-) üaoosts) mexistentets) por não haver variação
Gráfico 3.4 - Evolução do Produto Interno Bruto de ltaiçaba - 201 O a 2015
80.000
57.477
60.000
40.00031 =º~·75:__
3
_
4
.. ·
0
1-
73
..---
20.000
4.621 5.105 5.773 6.683 7.507
4.245
o • • • • • •
2010 2011 2012 2013 2014 2015
Ano
• PIB a preços correntes e PIB per capita
Fonte: Adaptado de 1BGE (201 B); IPECE (2018)
O resultado do PIB municipal de 57 milhões, aproximadamente, em 2015,
teve maior participação do setor de serviços, com 77 ,25% do montante, superior a
participação desta variável no PIB do Estado. Ainda no Municlpio, o-s setores
agropecuários e industriais, segundo e terceiro mais expressivos, respectivamente,
têm desempenhos semelhantes.
AR~ E -~Cagece ~ ~
1 :OO
:E~S
:T
:::, AO
º O ..
.~ OO(fARÁ ENGENHARIA
46
PIB Município Estado
...
PIB a preços de mercado (R$ mil) 57.477 130.620.788
P-IB per capita (R$ 1,00} 7.507 14.669
Agropecuária 11,46 4,49 (%)
PIB Setorial lndústría (%) 11,2.9 19,56
Serviços (%) 77,25 75,95
Fonte: Adaptado de IBGE (2013) e IPECE (2015)
Comparativamente aos valores de PIB do Estado próximo de R$ 130,6
bilhões em 2015, o PIB municipal participa com. 0,04% do montante estadual. Neste
mesmo ano, o PIB per capita cearense foi de R$ 14.669, sendo o indicador do
rnuniclpio (R$ 7.507), correspondente a 51. % do tndtcadcr estadual .. Isto demonstra
fragilidade social e econômica. O valor do PIB per capita, relativamente reduzido,
indica baixa capacidade de pagamento da população,
Esta. ccndíçãc ocorre, em especial, por 9,93% dos domicílios do município
ter renda mensal per capita de até 1/8 de salário mínimo, com 3,76% dos domicílios
que não apresentam rendimento .. No acumulado, 52,64% atinqern renda. mensal. per
capita de até 1/2 salário mínimo em 2010 (valor de R$ 510,00), conforme dados do
IBGE dispostos no Gráfico 3.5.
- p1~l-- c .agece ENGENHARIA
!'! - ;: \: Governo Municipal de
\
1 ~' ltaiçaba
47
Gráfico 3.5 - Percentual de Domicílios Particulares, segundo renda mensal per capita do
Municipio de ltaiçaba - IBGE Censo/2010
Município de ltaiçaba - CE
40,00%
30,46~30,98%
30,00%
20,00%
12,25%
9,93%
10,00% 3 76o/c
1,66% 0,61% 0,13% 0,04% •
0
0,00%
Fonte: IBGE/Censo 201 O
Nota: 1 SM - Salário Mínimo.
A Tabela 3.6 - Descrição de Famílias segundo informações do Cadastro Único,
fevereiro/2018 demonstra, para o Município de ltaiçaba, dados do Cadastro único para
Programas Sociais (CadÚnico) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome - MOS, que traz informações sobre famílias com renda mensal per capita de
até 1/2 salário mínimo ou renda domiciliar mensal de até três salários mínimos. Tais
farnlüas, com filhos entre idade âe o (zero) a 17 anãs, têm perfil para inclusão no
Programa Bolsa Família. Pode-se aferir que 48,9% das famílias cadastradas no
Cadúnlco são beneficiadas pelo programa Bolsa Famllia, e 64)9% têm renda mensal
por pessoa de até 1/2 salário mínimo (valor em 2018 de R$ 954,00).
Tabela 3.6 - Descrição de Familias segundo informações do Cadastro Único, fevereiro/2018
Identificação Quantidade
Famílias cadastradas 2.126
Famí_lias cadastradas com renda mensal per capita até 1/2 salário mínimo 1.381
Famílias beneficiadas no Programa Bolsa Família 1.040
Fonte: MDS (2018)
ENGENHARIA
48
3.5.3 Receitas e Despesas Municipais
A situação das finanças municipais pode ser analisada pera observação
das suas receitas e despesas (Tabela 3.7). As receitas correntes constituem o principal
componente de entrada (99,62%), tendo as transferências correntes como maior fonte
de receita (93,66%) nesta rubrica. Da mesma forma, as despesas correntes
constituem a principal componente de saída (93,66% ), tendo os gastos com pessoal
e encargos sociais como as maiores despesas (55,44%) nesta rubrica.
Tabela 3.7 - Receitas e. Despesas de ltaiçaba- 2015
Valor Valor
Receitas
R$ mil
Despesas
R$ mil
Receita total 18.983 Despesa total 18.164
Receitas correntes 18.912 Despesas correntes 17.012
Receita tributéria 727 Pessoal e encarscs eocíats 9,432
Receita de 339 Juros e encargos da dívida contrib.uições -
Receita patrimonial 109 Outras despesas correntes 7.580
Receita de serviços 8 Despesas de capital 1.15.1
Transferências
-· - -
correntes
17.714 Investimentos 1.028
Outras receitas 15 Inversões financeiras - correntes
Receitas de capital 71 Amortização da dívida 123
Fonte: IPECE (2017).
Portanto, com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional para o
ano fiscal de 2015, verifica-se saldo positivo de R$ 819.000,00 nas contas públicas do
município. Entretanto, este saldo das finanças demonstra baixa capacidade de
investimento por parte do município, sendo imprescindível o aporte de recursos dos
demais entes da federação (União e Estado), uma vez que os custos das intervenções
em saneamento básico, em qera], são bastante elevados.
3.5.4 Investimentos em Saneamento Básico
Informações acerca de investimentos realtzados Ol,J previstos, por meio de
convênios estabelecidos por entes da União com o Município de ltaiçaba, estão
descritos na Tabela 3.S, com dados até o ano de 2017. Estes dado$ toram obtidos do
Portal da Transparência do Governo Federal. O montante total provém de várias
AR~,.......,,,. EI~OO= ClAAA ~Cagece ENGENHARIA
.... .:: -~
:: Governo Municipal de
~-n,. b ·-:-;, .. ~ taíça a
49
fontes (Ministério da Saúde, Ministério da Integração, Ministro do Turismo, entre
outras), O período correspondeu a valores conveniados da ordem de mais de 1,7
milhões de reais, para sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário,
melhorias sanitárias, drenagem e de resíduos sólidos. No entanto; deste total, apenas
houve liberação de 496 mil, aproximadamente.
AR~E -~Cagece 'l. ~ I:DO :E.S~ lADO .. ~ DOCE,UU, ENGENHARIA
~ .. ~ U P':. i: Governo Municipal de
,
~1: ltaiçaba
50
Tabela 3,8 - Investimentos em Saneamento Básico de ltaiçaba por convêmio fede,ral -2001 a 2())18.
Convênio
Situação
Ano Objeto Convênio Componente
NomeOrgão
Convênio Nome Concedente Valor Convênio Valor IJlberado Superior
Implantação de Meli;,orias Sanitárias
B MS/Fundaçã0 Nacional de 55644 Em Execução 2017 Domiciliares no Murnicipio de Esgo.to Ministérlo Da Saúde Saúde - DF 500.0.00,00 0,00
ltaiçaba/Ce
:844472
1
Em !Execução 2017 Pavimentação de Ruas,do Municipi.o
Drenagem
Mil)istério das Caixa Econômica Federal -
987.600,0(:) 0,:00 de ltaiçaba/Ce Cidades P,rogramas Sociais
628097
1 lnadimplência
Melhorias Sanitárias Domiciliares Ministé(lo Da i;,aú.de
Fundação Nacional de Saúde
300.0.00,0(:) 150.000,00 1 Suspensa
2017 Esgoto
- DF
;830524 i Em !Execução 2016 Pavimentação de Ruas da Sede do
Drenagem
Mimistério das Caixa Econômica Federal -
M
245.850,0(:) 0,100 unicípio de ltaiçaba/Ce Cidades Rrograrmas Sociais
Implantação de Melhorias Sanitárias
78796 MS/Fun<!laçã0 Nacional de 3 Anulado 2013 Dornicilianes no Mumicipio de Esgoto Ministério Da Saúde Saúde - DF 500.000,0(:) 0,100
ltaiçaba/Ce
Pavirnentacao em pedra tosca do
7 Ministeríe do CEF/Ministerio do 37202 Anulado 2010 conjunto Doquinha no rnunicipio de Drenagem Turismo Turismo/MTUR 146.250,00 0,00
ltaicaba
'555895 Concltédo 20.05 Melhorias Sanitárias Domiciliares Esgoto Ministério Da Saúde
Fundação Nacional .de Saúde
100.000,00 1 (i)0.00.0,00
- DF
5558.61 1 Concluído 20.05 Melhorias Sç1mitárias Domiciliares Esgoto Ministér,io Da Saúde
Fundação Nacional de Saúde 204.135,35 o 1 - DF
477726 Concluído 2002 Execução de Melhorias Sanitárias
Esgoto Ministério Da Saúde
Fundação Nacional .de Saúde
95.016,66 95,016,66 O.omiciliares - DF
Constnição de um Açude
Comunitario no Projeto de
Assentamente do Incra Denominado
Mini.sterio da Departamento Nacional de 448073 Concluído 20.02 Tome Afonso, no Município de Aguç1 100.000,00 1(i)0.000,00
ltaiçaba, no Estado .do Ceará.de Integração Nacional Obras Comtra as Secas
Acordo com o Plano de Trabalho
Constante Deste Processo.
439584 Concluldo 20.02 Execução de Melhorias Sanitárias
Esgoto Ministénio Da Saúde
Fundação Nacional .de Saúde
D
.51.Q(i)O,OO 51,000,00 omiciliares - DF
Total 1.742.252,01 496.016;66
Fonte: Pontal da Transparência da União (2018).
ARI.._
~_, E 1:00
.:lST
:4oo DO ••
~ DOC[ARA .-.ca1 ece ENGENHARIA
~
!'.-~ .. !: ;. Governo Municipal de
~~ .. ~ ltaiçaba
51
Não houve convênios com o Governo do Estado no período verificado
(2010 a 2018) para sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário,
melhorias sanitárias, drenagem e de resíduos sólidos.
O Governo do Ceará promove o Programa de Combate à Pobreza Rural,
no qual se insere o Projeto São José, financiador de obras hídricas, inclusive sistemas
de abastecimento, para comunidades rurais e distritais do semiárido. De acordo com
a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SOA, 2018), os projetos de abastecimento
de água conveniados com recursos do Projeto São José contemplaram 55 famílias
em uma comunidade do Município de ltaiçaba, ao longo do período de 2004,
totalizando investimentos da ordem de R$ 114.421,06 (Tabela 3.9).
Tabela 3.9 - Projetos de Abastecimento de Água conveniados com recursos do Projeto São
-José 2004 - 2018.
Proieto -São José - Proietos Liberados (2004
Projeto Convênio Ano Comunidade Associação Família Valor Total
Associação dos
721 2004/0567 2004 Brito
Moradores e 55 114.421,06 Amigos do Alto
Brito
Total 55 114.421,06
Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Agrário, agosto 2018.
3.6 Saúde
A gigantesca parcela da população que não recebe o serviço de
saneamento básico, está suscetível a muitas categorias de doenças, podendo ser
identificadas em função da forma de transmissão (FUNASA, 2006), pela precariedade
dos serviços de abastecimento de água) esgotamento sanitário, limpeza urbana e
manejo de resíduos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. A exposição a
vírus, bactérias e condições insalubres aumenta a incidência de doenças como as
listadas no Quadro 3.2.
~Cagece ENGENHARIA
5.2
Água Ausência de Resíduos Drenagem/
Doenças contamina d esQotamento
sólidos inundações
a sanitário
-·
.. . -
Amebíase X X
.. -- ~ -
Animais peçonhentos X
Ascaridiase X X
Cisticercose X
Cólera X X X
Dengue. X
Disenteria bacilar X X
Esquistossomose X X
Febre tifóide X X
Febre paratifóide X
Filariose X
Gastroenterites X
Giardíase X X X
Hepatite virai tipo A X X X
Leishmaniose X
Leptospirose X X X
Meningites X
Meningoencefalite X
Peste X
Poliomielite X X
·- . . .. ... . .. ..
-- ..
Rubéola X
Salmonelose X
$.ç1_rç1rnpo ?<.
Sh.igyeloses X
Tétano acidental X
Toxoplasmose X
Tracoma X
Triquinose X
Fonte; Adaptado da FVNASA. 2006.
Na Tabela 3.10, estão apontados os casos de morbidade e mortalidade
ocasionados pelos tipos de doenças ligadas a falta de saneamento básico no
município e no Estado para o ano de 2017.
AR~E -~Cagece ~ .,,,Ili l:iOO: (STA.... OO . ......,,,. OQ((J.RA ENGENHARIA
•
•
~
!O! +'!
:: t: Governo Municipal de
~~ -.i ltaiçaba
53
Tabela -3.10 - Casos de morbidade e mortalidade no município e no estado do Ceará,
ocasionados por doenças relacionadas ao saneamento bâsico inadequado (2017).
Doenças
Morbidade Mortalidade
Município Estado Município Estado
Cólera - 26 - -
Febres tifóide e paratifóide - 4 - -
Shiguelose - 1 - - .. ... .. -- . .. - .... ..
Amebíase - 15 - -
Diarreia e gastroenterite 5 6609 - 101
Difteria - 1 - -
Poliomielite aguda - - - -
Febre Amarela - - - -
Dengue (clássica e hemorrágica) - 1818 - 24
Malária - 6 - -
Leptospirose ~ 28 ~ 2
Filariose - 17 - -
Leishmaniose - 349 - 9
Sarampo - 1 - ·-
Esquistossomose - 6 - 1
Meningites - 214 - 18
Ancilostomíase - - - -
... . . •. .. . .. . .. ..
Outras doenças infecciosas e parasitárias - 2185 - 26
Fonte: DATASUS, 2017.
Nota:(-) Dado(s) não disponível(is) ou inexistente(s) no sítio do DATASUS.
Em 2017, a maior incidência de morbidade no município, relacionadas a
insuficiência de infraestrutura de saneamento básico, foi por diarreia e gastroenteríte
(n = 5 casos), detendo 0,07% dos casos do Ceará (n « 6609).
os sisternas dê serviços dê saúde propiciarn a melhorla das condições de
saúde da população através de ações de vigilância e de intervenções governamentais,
assegurando promover, proteger e recuperar a saúde.
As unidades de saúde permitem e facilitam o acesso mais rápido à
resolução dos problemas de saúde da população. Ao todo, até 2014, existiam 6 (seis)
unidades de serviços de saúde. A Tabela 3.11 apresenta o tipo e o quantitativo de cada
unidade existente no município.
AR,
1l. ~......,,
M E 1:
D
O
O
O~Cl
E.Sl'
A
::. A.0
RA
..0
. 4cagece ENGENHARIA
..
• Ú Governo Municipal de
~
1 .. W ltaiçaba
54
Tipo de Estabelecimento Público Total
Centro de saúde/unidade básica de saúde 3 3
Clínica especializada/ambulatório especializado 1 1
Secretaria de saúde 1 1
Vni.da_dE:l mista 1 1
TOTAL 6 6
Fonte: DATASUS, 2018.
Nota: Utilizados dados de dezembro de 2014 por ter discrfminado o tipo de prestador.
3.6.1 Cobertura de Saúde
O Município de ltaiçaba contava, em 2016, com uma equipe de 73
multiprofissionais da saúde, entre médicos, enfermeiros, dentistas, entre outros,
alocados. em unidades básicas de saúde. A maioria é agente comunitário que faz parte
do Programa de Saúde da Família (PSF). Este programa é uma estratégia voltada
para o atendimento primário no município, com o objetivo de prestar assistência à
população local na promoção da saúde, com prevenção, recuperação e reabilitação.
Desta forma, os agentes realizam visitas domiciliares em torno da unidade, obtendo
informações capazes de permitir o dimensionamento dos problemas de saúde que
afetam a cornunldade e levando até a população difusa soluções destes problemas
(Tabela 3.12).
'ª·bela ~-.12. - Profisi;üonais de Saúd.e liga.do$ ao Sistemª Úniço de Sa.úd.e (SUS) de ltalçabe2016
Oisçrim.inação Qua.ntidade
Médicos 8
Dentistas 3
Enfermeiros 6
Outros profissionais de saúde/nível superior 5
.. .
Agentes comunitários de saúde 17
Outros profissionais de saúde/nível médio 34
Total 73
Fonte: li;;1ECE (2017)
Nota: Profissionais de saúde cadastrades em unidades de entidades públicas e privadas.
-~Cagece ENGENHARIA
•
!'!~..-! :Í :! Governo Municipal de
~: .. ~ ltaiçaba
55
Como dito, o Programa de Saúde da Família confere ênfase às ações de
promoção e prevenção da saúde da população, No Município de ltaiçaba, 100% das
crianças com menos de dois anos, acompanhadas pelo programa, estão com suas
vacinas em dia, Na avaliação geral da Tabela 3, 13; de seis indicadores avaliados
comparativamente com os do Estado do Ceará, em dois deles, o Município de ltaiçaba
apresentou desempenho inferior: De O a 11 meses subnutridas (1) e peso< 2,5 Kg ao
nascer.
Tabela 3.13 - Pro.grama de Saúde da Família (PSF) - 2016
Crianças acompanhadas pelo Município Estado
orodtamã ãaentes dê sãüde (%}
Até 4 meses só mamando 77,42 68,69
De O a 11 meses com vacina em dia 100 94,71
. . -
. -·
. -··
De O a 11 meses subnutridas (1) 0,99 0,93
De 12 a 23 meses com vacina em dia 100 94,34
De 12 a 23 meses subnutridas (1) 1, 19 1,61
Peso < 2,5 kg ao nascer 12,77 8,05
. - .
Fonte: lPECE (2017)
Nota: (1) Crianças com peso inferior a P10.
3.6.2 Indicadores de Saúde
-Segundo o IPECE {2ô16), no ano de 2016 a taxa de mortalidade infantil no
Município de ltaiçaba foi de 20,83 por mil nascidos vivos, superior à observada no
Estado (12,69 por mil nascidos vivos), conforme Tabela 3.14. Não foi disponibilizado
dado de mortalidade infantil por diarreia, entretanto a Tàbelà 3.15 indica que o
Município de ltaiçaba possui três de quatro indicadores com valores melhores do que
os estaduais.
Tabela 3,14 - lndlcadoree de Saúde- 2016
Indicadores de saúde Município Estado
Nascldos vivos 96 125.387
Óbitos infantis 2 1.591
Taxa de mortalidade infanfü/1;000 nascidos 20-,83 12.,69
vivos
Fonte; IPECE (2017)
AR~ E _,cagece l
,o(,:cJA
REGULADORA.
~ ,111 OOESTAD0
......,,,, OOC[AAA. ENGENHARIA
5.6
Indicadores Município (%) Estado(%)
População coberta pelo preqrarna 90,2 82,7
Mortalidade infantil por diarreia (1) - 1,3
Prevalência de desnutrição (2) 1,3 3,4
Hospitalização por pneumonia (3) 18,3 17
Hospitalização por desidratação (3) 2,3 9,6
Fonte: DATASUS (2018).
Nota: (1) por 1.000 nascidos vivos; (2) em menores de 2 anos, por 100; (3) em menores de 5 anos,
por 1000; menores de 5 anos na situação do final do ano;
(-) Dadoís) não disponível(eis) ou inexistente(s) no sítio do DATASUS.
A taxa de incidência de dengue por 100.000 hab, depois de grande
elevação de 2011, manteve-se praticamente estacionária no Município de ltaiçaba,
porém as taxas do município e da Microrreqião de Saúde - Aracatí, foram inferiores a
taxa do Ceará.
Tabela 3.16 - Taxa de Incidência Dengue por 100.000 hab- 2008 a 2012
Ano ltaiçaba MRS- Estado Aracati
2.QQ8 12.,77 1Q6,66 531,2.8
2009 0,00 41,06 71, 14
2010 13,67 20,06 197,92
- - 2011 27,13 215,81 482,44
2012 0,00 300,62 482,51
Fonte: DATASUS (2018)
Nota: (-) Oado(s) não disponível(eis) ou inexistentets).
Gráfico 3.6 ~ Taxa de Incidência de Dengue por 100.000 hab = 2008 a 2012
600
400
2009 2010 2011 2012
Ano
• ltaiçaba • MRS - Aracati • Estado
Fonte: OATASUS (2018)
AR .~Cagece
~E AGl N<IA
'l.
~
,# ,:,OO~CU= RA.
ENGENHARIA
•
•
.. :...--.....-~ .: :: Governo Municipal de
.. +<>
;~ .. ,c.ii ltaiçaba
57
A taxa de incidência de doenças infecciosas e parasitárias do Município de
ltaiçaba encontra-se em patamar superior ao apresentado pelo Estado e as da MRS
- Aracati. Nos anos de 2008 e 2009, houve uma redução nas taxas do Município,
apresentando-se abaixo da taxa do Estado. Entretanto; ao contrário do Estado que
continuou reduzindo sua taxa, tanto o Município de ltaiçaba quanto sua microrregião
de saúde tiveram aumento no indicador..
Tabela 3.17 -Taxa de Incidência de Doenças Infecciosas e Parasitárias por 1.000 hab- 2008 a
2012
Ano ltaiçaba MRS -Aracati Estado
2008 0,28 0;59 7;29
2009 0,09 0,23 6,12
2010 0,65 0,11 6,15
2011 7,72 1,16 6,12
2012 12,42 1,62 4,50
Fonte: DATASUS (2018)
Gráfico 3.7 - Taxa de Incidência de Doenças Infecciosas e Parasitárias por 1.000 hab - 2008 a
2ó12
15
10
5
2008 2009 2010 2011 2012
Ano
• ltaiçaba • MRS -Aracati • Estado
Fonte: DATASUS (2018)
Os dados, informações e indicadores de saúde e de epidemiologia do
Munícípio de ttatcaba denotam que os esforços, neste setor, empreendidos até o
momento sob a ótica curativa, não são suficientes para se alcançar índices
AR EI
:~~. '-'. ,.. OOfSlAJlO
,.......,,,,, OOOAAA. -&lcagece ENGENHARIA
* . :! r: Governo Municipal de
~ li ltaiçaba
58
satisfatórios. Entretanto, pela comprovada correlação entre saúde e saneamento, é
necessário aliar as ações em ambos os setores de forma conjunta e concomitante,
adicionando-se às atividades feitas na área de saúde o papel preventivo das ações
de saneamento, por meio da universalização das quatro componentes deste setor.
3. 7 Educação
A educação é o mecanismo pelo qual o indivíduo e a coletividade
constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades. e atitudes que estabelecem
vínculos entre a cidadania e a qualidade ambiental. A Lei Nº 9. 795/1999 - Lei da
Educação Ambiental, em seu art. 2º, afirma: "A educação ambiental é um componente
essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma
articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter
formal e não-formal". Portanto, a educação ambiental tenta despertar em todos a
consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente.
No Município de ltaiçaba, em 2016, havia 1.222 alunos {Tabela 3.18),
representando um público passível de formação visando o desenvolvimento
sustentável, com potencial para desenvolver ideias inovadoras, principalmente no que
se refere à preservação dos recursos naturais. A rede de ensino municipal concentra
80,44% dos alunos matriculados em todo o Município de ltaiçaba,
A rede escolar possui 3.206 professores, distribuidos em escolas
estaduais, municipais e particulares, dos quais 71,90 % são da esfer-a municipal,
dados de 2016, segundo a SEDUC. Toda esta rede educacional ê um mecanismo
potencial par-a a disseminação do conhecimento.
Tabela 3.18 - Número de Professores e Alunos matriculados de ltaiçaba - 2016
Fonte: IPECE (2017)
Depen.d.ên.çia PrQfessores Matríçula inicial ~-<.trrünistr~_Uv~
Estadual 669 297
Municipal 2.308 1.222
Particular 229 -
Total 3206 1519
AR~.....,,,, E~ 1 00 CUJU -~Cagece ENGENHARIA
,.. _... _ .,.
:: :: Governo Municipal de
s.._.11 ;j ltaiçaba
59
De acordo com os indicadores divulgados pela Secretaria de Educação do
Ceará (SEDUC, 2016}, relativos ao ano de 20161 o Município de ltaiçaba apresentou
desempenho inferior em relação ao Estado observando o rendimento no ensino
fundamental. Já em relação ao Ensino médio, o Município de ltaiçaba superou os
indicadores estaduais de rendimento escolar (Tabela 3.19).
Tabela 3.19 - Rendimento Escolar- 2016
Discriminação
Ensino Fundamentai (%) Ensino médio (%)
MUflitípíO Estado MUflití"piO Estado
Aprovação 91,8 93,1 89,8 84,6
Reprovação 8 5,4 2,7 6-,8
Abandono 0,2 1,4 7,5 8,7
.. Fonte: SEDUC (2016).
3.8 Recursos Hídricos
Um fator que impacta diretamente nos recursos hídricos é a estiagem,
segundo mapa do Monitor de Secas do Nordeste (Figura 3.4), da ANA, 33,6% do
território nordestino apresentava em dezembro dê 2017, seca nível 4, o mais alto dá
escala e classificado como seca excepcional. Em 2015, esse índice chegou a 4 7% e,
em 2016, a 65%. Em 2014, ano com maior volume de chuva desde 2012, só 6% do
território teve seca excepcional segundo o sistema Olho N'água, do órgão federal lnsa
(Instituto Nacional do Semiárido - 2018).
No estado do Ceará, ocorreu uma expansão da seca extrema no sul do
estado na divisa com a Paraíba, e da seca moderada para norte do estado. Todo o
estado se encontra com condições de seca que varia de fraca no Norte, até seca
extrema no sul. Os impactos permanecem de curto prazo no norte do estado e de
curto e longo prazo no centro e sul. A região do centro, em vermelho escuro, tem seca
excepcional com impactos de curto e longo prazo explicitado na Figura 3.4 (Monitor de
Secas FUNCEME 2017).
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AE'Gúl.AOOfJA
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......,,, OOCIAAA ENGENHARIA
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60
Autor: FUNCEME - CEARÁ
Elaborado em: 16/01/2018
Intensidade:
SemSeca RoiatYYa
• SOSecaFraca
S 1 Seca Moderaca
.S2Soca~
- ... SJ Seca Seca_ Extn:ma
Topos de Impacto:
e~ c.1o prazo fe.g. agricu"l ura. pastagem)
L=t...ongo praz.c (e.g..hdtologsa. ooologia )
!=ante: f=UNCE'ME (2018.)
Apesar da melhoria no cenário hídrico, o Ceará ainda tem 101 açudes com
volume abaixo dos 30% de sua capacidade total. O Cast-anhão, por exemplo, está
com 5,08% do seu volume máximo, (FUNCEME dez.2018).
Como forma de diminuir os efeitos da estiagem na vida da população e
prolongar a vida útil das reservas hídricas cearenses, o Governo do Estado vem
intensificando a realização de ações como a construção de adutoras de montagem
rápida, cisternas de placas e chafarizes, instalação de dessalinizadores e perfuração
de poços profundos, campanhas educativas, dentre outras.
Foram avaliadas diversas fontes: FUNCEME, MONITOR DE SECAS, SRH
(PLANO DE AÇÕES ESTRATÉGICAS DE RECURSOS HÍDRICOS DO CEARÁ) ,
COGERH e SOHIDRA entre outras fontes de informações.
4cagece ENGENHARIA
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• • !! Governo Municipal de
~ li .. ~., ,:;::; ltaiçaba
61
3.8.1 Identificação e Caracterização da Bacia Hidrográfica
No Estado do Ceará são monitorados pela Cogerh 155 açudes, com
capacidade de armazenamento de 18,636 bilhões de m3
. O Estado iniciou o semestre
de 2017 com um volume acumulado de 2,258 bilhões de m!J (12,12%), estando hoje
com 1,245 bilhão de m3 (6,68% ), que corresponde a uma redução de 1,013 bilhão de
m3
, (COGERH 2017 -Avaliação mensal dos açudes).
Na Bacia do Baixo Jaguaribe é monitorado um único açude, Santo Antônio
de Russas, com capacidade de armazenamento de 23,902 milhões de m3
. iniciou o
semestre com um volume acumulado de 14,168 milhões de m3 (59,27%), estando hoje
com 224,681 mil m3 (0,94%), que corresponde a uma redução de 13,943 milhões de
m3.
Figura 3,5 -Volume da Bacia do ·ea1xo Jaguarfüe 1995 - 2018
Fonte: COGERH (2018)
O Município de ltaiçaba está totalmente inserido na região hidrográfica da
Bacia do Baixo Jaguaribe {Figura 3.6), na porção oriental do Estado, a qual possui área
de drenagem de 7.021 km2 e abrange 13 municípios, dos quais 3 estão totalmente
inseridos na Bacia citada, {Atlas da Secretária de Recursos Hídricos do Estado do
Ceará -2018) . Segundo o Caderno Regional da Sub-Bacia do Baixo Jaguaribe
GRSBBJ (2009), a Bacia do Baixo Jaguaribe tem como recurso hídrico principal o rio
Jaguaribe, com extensão de 137 km.
4,cagece ENGENHARIA
62
0(1:,
~""
~
-oQ
~"' AI
Fonte: Sistema de Informações dos Recursos Hídricos do Geará (2018)
MORADA NOVA
Os dados de pluviometria do Município de ltaiçaba são caracterizados pela
grande variação nos seus índices, por vezes de grande amplitude corno a observada
entre os anos de 2012 e 2015. De fato, enquanto a pluviosidade considerada normal
é de 935,90 mm, nestes quatro anos foram observadas precipitações abaixo do
esperado. (Gráfico 3.8).
ARCEi~ ---Cagece ENGENHARIA
•
63
Gráfico 3.8 - Precipitação Pluviométrica de ltaiçaba - 2012 a 2015
1250
1 ooc? ~'i.9o 9?.", 90 935,90
----------( ..... , ---------t•-----------•-
745,5
250
0-----------------------------
2012 2013 2014 2015
, orrnal • Observada
Fonte: IPECE ~ Anuário Estatístico do Ceará 2016 (2018).
A gestão dos recursos hídricos na Bacia do Baixo Jaguaribe é executada
pela COGERH, em parceria com o DNOCS, e com a participação do Comitê de Bacia.
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA, 2009), ltaiçaba utiliza 1 (um)
manancial superficial, sendo esse o Canal do Trabalhador. (Figura 3.7).
ARCEJ;~ 4-cagece ENGENHARIA
64
j ATLAS DO ABASTECIMENTO DE AGUA l -~=
C:Jn.111 da Trob:alhallor
q,,,. = -li~. lls
..... ·to ....
ITAIÇABA
~ÇÃOURBANA.(Nb) Slsi;:EMAFROOVTOR ueos DE CAPTAÇÃO SllUAÇÃ.O
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SISTEMA ISOLADO ITAIÇABA N' 0000
·--- . ,; ~NG_§_CO~PS ttf.'.u,íNrr F.,.., CAGECE
Fonte: Atlas Brasil, ANA (2018).
Conforme o CRS8BJ (2009), a gestão dos recursos hídricos da Bacia do
Baixo Jaguaribe compreende um conjunto de ações planejadas pela Se.cretaria de
Recursos Hídricos (SRFI) no âmbito da Política Estadual de Recursos Hídrícos e
executadas pela COGERH, na condição de responsável pelo gerenciamento destes
recursos, em parceria com o DNOCS e com a participação do Comitê de Bacia.
Os recursos hídricos da Bacia dependem das influências morfoestruturais
e climáticas da região em que se localizam. Segundo o Sistema de Informações de
Águas Subterrâneas (SIAGAS) do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o seu banco
de dados tem 17 poços tubulares cadastrados até 2018. Deste total, consta que
nenhum está bombeando.
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00 esrcoc \., looctm -~Cagece ENGENHARIA
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•• t! Governo Municipal de
~-:-11 .. ~Q ltaiçaba
65
Tabela 3.20 - Cadastro dos poços tubulares do Município de ltaiçaba, segundo CPRM.
Situação do Poço Tubular
Abandonado Bombeando Equipado Fechado Nãõ Seco
Nãõ Total geral instalado Indicado
Uso da Água
...:
O'~ ê: Offe ...: oi ...: O' :ê ...: ºÍ ...: º F ê: O'~
...:
e: e: e: e: e: e: O' :ê
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::s w .§. o o ...... o
Abastecimento 2 o 4 33 1 1,3 1 o 8 34,3 doméstico
Abastecimento
m
1 o 1 15 2 15 últiplo
Abastecimento 5 134,5 1 o 6 134,5 urbano
Irrigação o o
Pecuária 1 0,6
Outros
o o (lazer.etc.)
Não Indicado o o o o o o o o o o o o o o 1 0,6
Total geral 3 o 5 33,6 1 1,3 7 149,5 1 o 17 184,4
Fonte: CPRM (2018).
3.8.2 Compatibilidade com o PMSB
Uma vez que o Município de ltaiçaba tem sua área territorial inserida na
Bacia do Baixo Jaquàribé, este deve ter objetivos, proqramas, projetos e ações rio
PMSB compatíveis com as diretrizes estabelecidas nos demais planos elaborados
para a região.
De acordo com os planos citados no item 3.8.1, os principais problemas
ambientais com impactos no saneamento básico encontrados no Estado são os
seguintes:
- Disposição inadequada de resíduos sólidos;
- Poluição por efluentes domésticos e hospitalares;
- Impactos associados às atividades agrícolas;
- Desmatamento e degradação da mata ciliar, manguezais;
- Áreas com risco de inundações periódicas.
Portanto, para compatibilizar o PMSB do Município de ltaiçaba, serão
adotadas diretrizes, envolvendo os 4 (quatro) componentes do serviço de saneamento
básico, as quais contribuirão para o alcance dos objetivos e das ações previstas nos
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~
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66
demais planos da bacia. As prmcipais diretrizes a serem adotadas no PMS8 do
Município de ltaiçaba, relacionadas ao Plano da Bacia são:
- Universalização do acesso aos serviços de abastecimento de água e de
esgotament-o sanitário de ltaiçaba, minimizando o risco à saúde e
assegurando qualidade ambiental;
- Universalizar a gestão adequada dos resíduos sólidos, nos termos da
Lei nº 12.305/201 O, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos;
- Promover o manejo das águas pluviais urbanas, minimizando a
ocorrência de problemas de inundação, enchentes ou alagamentos;
- Articular com outros planos setoriais correspondentes, notadamente
com os Planos da Bacia do Baixo Jaguaribe;
- Fortalecer a cooperação com União, Estado, Municípios e população
para a aplicabilidade da política municipal de saneamento básico;
- Buscar recursos, nos níveis federal e estadual, compatíveis com as
metas estabelecidas no Plano Municipal de Saneamento Básico,
orientando sua destinação e aplicação segundo critérios que garantam
à universalização do acesso ao saneamento básico.
Ressalte-se que estas diretrizes servirão como orientação no
estabelecimento dos proqramas, projetos e ações deste PMSB.
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~~ ~ii ltaiçaba
4. DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO
BÁSICO
67
O diagnóstico busca retratar a situação do saneamento básico do Município
de ltaiçaba, considerando sua infraestrutura e possibilitando um planejamento
adequado à realidade do Município. Os itens seguintes abordarão a situação do
saneamento básico do Município de ltaiçaba, compreendendo os quatro componentes
do setor.
O diagnóstico seguiu as unidades territoriais de análise e planejamento,
conforme definido no próximo item. Isto si.gnifica que cada distrito foi tratado
individualmente, analisando-se as zonas urbanas e rurais, separadamente. Ao final,
todos os dados foram agregados, obtendo-se os indicadores de cobertura e
atendimento para cada distrito e para todo o território municipal, conforme exigido na
LNSB.
As fontes de dados e lnformações utllizadas foram as do tipo primárias,
obtidas por meio de visitas em campo e de dados e informações brutos dos sistemas
fornecidos pelos operadores (Ex: Prefeitura, operadores, associação, etc.) e as
secundárias, disponíveis em sítios da Internet (Ex: IBGE, MOS, etc.) e também
fornecidos pelos operadores.
Ressalte-se, porém, que a análise de cada fonte demonstra que as
mesmas possuem lógicas distintas, devido às diferenças verificadas nos números de
domicílios cobertos ou atendidos apresentados por cada uma delas, cujos valores
fornecem diferentes dimensões do déficit, tanto urbano como rural. Além disso, como
apresentado na análise, algumas informações colhidas não permitem avaliação dos
aspectos qualitativos, restringindo-se, em geral, à dimensão quantitativa da oferta e
da demanda. Entretanto, a expectativa é que, futuramente, a gestão do saneamento
produza dados e informações consistentes que favoreçam a realização de avaliações
quantitativas e qualitativas do saneamento bastco do município.
Desta forma, para expressar os índices finais de cobertura e atendimento
de cada componente do saneamento básico, foí necessário analisar de forma crítica
os diversos dados, informações e indicadores apresentados pelas diversas fontes, a
fim de evitar superposições de valores de uma mesma variável forneclda por maís de
uma fonte.
4cagece ENGENHARIA
68
4.1 Unidade Territorial de Análise e Planejamento
Para efeito do presente diagnóstico, adotou-se o distrito como a unidade
territorial de análise e planejamento. Desta forma, mesmo quando existiam dados,
informações ou indicadores por localidade, estes foram agregados e analisados em
nível de distrito para, ao final, obter-se o índice global do município. O Município de
ltaiçaba não possui distritos. (Figura 4.1 ).
4.2 Abastecimento de Água
O Município de ltaiçaba possui diversas formas de abastecimento de água,
compreendendo soluções coletivas e individuais.
O diagnóstico das soluções coletivas compreendeu os sistemas públicos
de abastecimento de água operados pela concessionária - Companhia de Água e
Esgoto do Ceará (CAGECE) e demais sistemas públicos alternativos de
abastecimento de água - operados por associações comunitárias, pela prefeitura e
pelo Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR).
Para as soluções individuais, levantou-se o abastecimento unitário por meio
de água de chuva armazenada em CISTERNAS, água canalizada de MANANCIAL
SUPER.F'ICIAL (açude, lago, lagoa, nascente, etc.), água canalizada de MANANCIAL
SUBTERRÂNEO (poço, cacirnba, cacimbão, etc.) ou abastecimento composto por
qualquer combinação destes tipos de abastecimentos individuais. Os domicílios que
não estão contemplados com uma destas soluções foram considerados como
desabastecidos, ou seja, não possuem cobertura por abastecimento de água .
ARr!~ EI=- DOC[~RA .. ~Cagece ENGENHARIA
69
Figura 4.1 - Mapa Distrital do Município de ltaiçaba
'Zona(U/R)
ltai aba
620705 Urbano
2306207
Assentamen o t. me
'Cã ltltú
Rural
Fonte: IBGE (2018)
A análise do diagnóstico de abastecimento de água objetivou levantar os
índices de cobertura e avaliar como se dar o tratamento da água, tanto para as
soluções coletivas quanto para as soluções individuais, a partir dos dados e
informações dos prestadores de serviços e do Programa de Saúde da Família,
respectivamente. No caso de solução individual, cabe esclarecer que a
responsabilidade do tratamento é do próprio indivíduo que habita o domicílio e a
solução considerada adequada para efeito deste diagnóstico foi a cisterna. A
avaliação incluiu, ainda, quando possível, a situação da infraestrutura das soluções
coletivas.
AR~EI ~Cagece
"PECi '"U"LA' OORA
~ .. DOESTADO
. ......, OO(fA'?.4. ENGENHARIA
70
4.2.1 Distrito Sede
1. Zona urbana - Sede
Segundo o Censo/201 O, a zona urbana do Distrito Sede é atendida por rede
geral, poço e outras formas de abastecimento. O levantamento dos domicílios
particulares permanentes e suas formas de abastecimento estão apresentados na
Tabela 4.1. Ao todo, tem-se 679 domicílios atendidos com rede geral de abastecimento
de água.
Tabela 4.1 - Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona URBANA
do Distrito Sede, em 2010, segundo IBGE.
Poço ou nascente na
Poço ou nascente Total Rede geral
propriedade
fora da Outra Geral propriedade
679 561 63 16 1319
Fonte: Censo/201 O (2018).
A zona urbana do Distrito Sede é o maior aglomerado populacional do
Município de ltaiçaba. Seu sistema público de abastecimento de água é operado pela
CAGECE. Este sistema é composto por captação, adução de água bruta, tratamento,
adução de água tratada, reservação e rede de distribuição. Os itens, a seguir, trazem
detalhamentos específicos dos elementos que compõem o sistema do Distrito Sede,
conforme croqui apresentado na Figura 4.2.
•!• Captação
A captação de água bruta do sistema funciona sob gestão da COGERH e
operacionalização da CAGECE. Ao todo são 2 (dois) poços tubulares do tipo
subterrâneo que fornecem água para o SAA da Sede de ltaiçaba (Tabela 4.2), existe
ainda 1 (um) poço que está atualmente desativado.
-&icagece ENGENHARIA
...
::--t'l. ... .- Governo Municipal de
~~ i~Q ltaiçaba
71
Tabela 4.2 - Características da captação do SAA do Distrito Sede, operado pela CAGECE, em
2018.
Dados Bombeamento
Manancial Localização Vazão
Altura Potência
Média(m3
/h) Mano métrica (CV) (mca)
PT ETA ITAlÇABA DESATIVADO
PT-01 PRÓX. A ETA ITAIÇABA 18,9 65,0 7,5
PT-02 PRÓX. A ETA ITAIÇABA 16,Q 65,0 7,5
Fonte: RASO/setembro 2017 ~ CAGECE (2018).
•:• Adução de Água Bruta
Existem 02 (duas) adutoras que transfere a água da captação destinada a
Estação de Tratamento com extensão, diâmetro e material conforme Tabela 4.3.
Tabela 4.3 - Características das adutoras de água bruta do SAA operado pela CAGECE do
Distrito Sede, em 2018
Adutora Trecho Exl Diâm. Material (m) (mm)
CS-01/Torre de Nível 660 150 PEAD/DEFºFº
Torre de Nível/ Decantador 10 100 PVC
AAB-01
Decantador / Filtros 01 7,2 150 PVC com fibra
Decantador l Filtros 02 4,3 150 PVC com fibra
Torre de Nível/ Filtros 01 8 150 PVC com fibra
Torre de Nível/ Filtros 02 5,3 150 PVC com fibra
AAB-02 PT-01 / DECANTADOR 190 100 PVC
Fonte: RASO/maio 2018 - CAGECE (2018).
•:• Tratamento
A tecnologia empregada no tratamento é do tipo filtração direta ascendente
e a estação de tratamento é formada pelos seguintes componentes:
• Decantador;
• Filtros de fluxo ascendente;
• Reservatório semienterrado RSE-01 / cap.=175m3
;
• Estação elevatória de lavagem de filtros 01 / EELF-01;
• Estação elevatória de água tratada 01 / EEAT-01;
• Laboratório/ casa de química;
-01Cagece ENGENHARIA
72
• Estação elevatória de rede de distribuição 02 / EERD-02;
• Estação elevatória de água bruta 01 / EEAB-01;
• Poço de reunião PR-01 / EEPR-01.
A Tabela 4.4 apresenta as principais características do sistema de
abastecimento de âgua do Distrito Sede.
Tabela 4.4 - Características do SAA da CAGECE na zona URBANA do Distrito Sede, 2018.
-
Informações Técnicas Descrição
Tipo de Tratamento Filtração direta de fluxo ascendente
Cloreto de Polialumínio(PAC - 18,
Cloreto de Polialumínio (PAC23 -
Produtos químicos Gavião), Cloreto de Sódio, Cloro
Gasoso, Demox, Fluossilicato de
Sódio.
Capacidade SSD 50 m3
/h ou 13,89 1/s
Vazão de produção 27,51 m3
/h ou 7,64 1/s
Per capita projeto 150 1/hab/dia
Per ça.pita. tomeckio 1. oo l/h;,;1b/d.i.a
Horas de 22,81 h/dia funcionamento
Fonte: RADOP 12/2017 - RASO 09/2017 - CAGECE (2018).
A Tabela 4.4 indica uma vazão de produção de 7,64 L/s, que não atende a
demanda atual. O sistema produtor localizado em ltaiçaba, tem como setor de
distribuição: Itaiçaba e Boca dos Fornos. A avaliação foi feita considerando-se as
seguintes premissas:
•!• População urbana da Sede dos distritos abrangidos pelo sistema 4.279 hab.
(IBGE, 201 O);
•!• Per capita de 150 L/hab/dia (projeto);
•!• Projeção do crescimento geométrico adotado em função dos censos 2000-
201 O: 1 % para taxas <= 1 %, 2% para taxas > 1 % e < 3% e 3% para taxas
>=3%;
•!• Taxa de crescimento geométrico constante de 2% a.a. No Distrito Sede,
adotada em função do período censitários de 2000-2010 (1,54%);
•!• Coeficientes k1=1,2 (dia de maior consumo) e k2=1,5 (hora de maior consumo).
-~Cagece ENGENHARIA
73
As demandas obtidas com base nas premissas citadas vão de 15,67 Us
em 2018 até 23i28 L/s em 2038. Portanto) nestas condições, a produção deverá ser
acrescida para suprir a demanda atual e futura.
+:• Adutora de Água Tratada
o sístema possui 9 (nove) adutoras de água tratada, com extensões que
variam de 3,5m a 4.500m (Tabela 4.5).
Tabela 4.5 - Características das adutoras de água tratada do SAA da zona URBANA do Distrito
Sede.
Adutora Trecho Exl(m) Exl Diâm. Material (m) (mm)
AAT-01 Filtros/ RSE-01 10 150 DEFºFº
MT-02 RSE-01 / EEAT-01 10 150 DEF"Fº
AAT-03 EEAT-01 / REL-01 1.000 150 FºFº
AAT-05 REL-01 / EERD-01 10 50 FºFº
AAT-06 EERD-01 / RDA BOCA DE 1.482 75 PVC FORNO
AAT-07 RSE-01 / EELF-01 9 150 DEFºFº
EELF-01 /FILTRO 01 3,5 150 PVC
AAT-08 EELF-01 /FILTROS 01 E 02 3,5 150 PVC
EELF-01 / FILTROS 02 E 03 17 150 DEFºFº
AAT-09 RSE-01 / EERD-02 5 50 FºFº (BOOSTER)
EERD-02 / RDA TRANCOEN 4.500 50 PVC
EEAT-10 RDA ALTO BRITO / RDA
ARRAIAL 2.000 50 PVC
Fonte: RASO/maio 2018 - CAGECE (2018).
•!• Reservação
O sistema do Distrito Sede é composto de 2 (dois) reservatórios que
recebem água tratada e repassam para rede de distribuição: 1 (um) reservatório
elevado (REL-01) e 1 (um) reservatório semienterrado (RSE-01 ), sendo um de
dtstrlbulção e um de distribuição/lavagem com capacidades descritas na Tabela 4.6.
AR~EI 2fl-Cagece
""REG'"' UlAO" ORA
'-'.. - DOESTADO
.~ OOtEARÁ ENGENHARIA
Governo Municipal de 74
Tabela 4,6 - Principais Carac::teristicas do Reservatório do SAA da zona UR6ANA do OistritQ
Sede- 2018.
Nome Localização Tipo Cap. (m3
) Função/Utilização
RSE-01 ETA. ITAtÇABA Semienterrado 175 Distribuição/Lavagem
REL-01 ESCRITÓRIO Elevado 150 Distribuição
Fonte: RASO/setembro de 2017 - CAGéCé (2018).
No que diz respeito à capacidade de reservação, verificou-se a capacidade
dos reservatórios do sistema, por meio do indicador obtido pela razão entre a
capacidade de reservação em m3 e população projetada na área urbana dos distritos
abastecidos pelo sistema.
Conforme cálculo, considerando uma capacidade de reservação atual de
325m3 e população de 5.014 habitantes, per capita de 150 L/hab/dia (projeto) e
coeficientes k1 ==1,2 (dia de maior consumo). Verificou-se que a reservação mínima
necessária seria de 301 m3 em 2018 e 447m3 em 2038, portanto atende à demanda
atual, mas precisa ser ampliada já a curto prazo em 0,61m3
•
•!• Rede de distribuição
A rede de distribuição de ltaiçaba é composta de 14.976,00m de extensão
em PVC nos diâmetros de 50 a 150mm. Verifica-se que o investimento mais
significativo em expansão da rede de abastecímento de água ocorreu no ano de 2015
(Tabela 4.7).
Tabela 4.7 - Extensão da Rede do SAA da CAGECE na zona URBANA do Ois.trito Sede, em
abr/2018
Data Extensão (m}
2017 14.976,00
2016 14.976,00
2015 14.533,00
2014 13.132,00
2013 12.132,00
Fonte; CAGECE (2018L
4cagece ENGENHARIA
....
;;
~
---~ .- Governo Municipal de \, \~e ltaiçaba
75
Figura 4.2 - Croqui do SAA da zona URBANA do Distrito Sede de ltaiçaba, 2018
RDA~
_J U U U L
:::J D D D C
:::J D D D C
:::J D D D C
,nnnr
RDA BOCA DO FORNO
_JLJLJLJL
:J D D D C
:::J D D D C
:J D D D C
,nnnr
RDA ARRAI AL
_JLJLJLJL
:J D D D C
:J D D D C
:::J D D D C
,nnnr
-----
--------·,:: .. :.-::. ---- ------
----------
.. -=.s:..:a.---
4"<0'29.0"S
37"19'11.l"i
111 0 Jt.GIJ NME __ ... -;.---
-------=-----
RDA
11.tll lJllll)
_J U U LJ L
:::JDDDC_JLJLJUL
:::JDDDC:::JDDDC
:::JODDC:::Joooc-H--~~~~~
,nnnr:::Joooc
,nnnr
RDA ITAIÇABA
1
1
1
~!
o:11
.".i
1
1
1
1
1
í
1
1 L._. ,
PT'Ol
·HJ'/J9...fS
37'49'13.lºW
cagece
õ1. CAP. SUl'ÊR~1CIALCS.011EeCS.01.(tltSATlVADA)
02 - OECANTAOOR.
03 ~ FIL 1ROS DE FLUXO ASCENDENTE.
04 • RESERVATÓRIO SEMI-ENTERRADO RSE-01 / CAP::175m3.
05 - ESTA~O ELEVATÓRIA OE LAVAGEM DE FILTROS 01 / EELF-01.
06 • ESTAÇÃO ELEVATÓRIA OE AGUA TRATADA 01 / EEAT-01.
07 - LABORATÓRIO /CÀSA DE QUIMICÀ.
08 - RESERVATÓRIO ELEVADO REL-01 / CAP=150m3.
09 - ESCRITôRIO OPERACJONAL
10- ESTAÇÃO ELEVATÔRIACE REDE DE DISTRIBUIÇÃO 01 / EER0-01.
11 - ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE REDE OE DISTRIBUIÇÃO 011 EER0-02.
12 - FÁBRICA DE. CLÇ)RO (OESATIVAOO) .
i3 - TbRRE DE NlvEL (DESÀ11VADAS).
14 - POÇO TU8Ut.AR PT/ EEPT (DESA TlVAOO).
15-POÇOTUBULARPT-01 /EEPT-01.
16- POÇO TUBULAR PT-021 EEPT-02.
:t ~~~~ ~~;}.T~:.:, ÁEi~~';'JTA 01 / EEAB-01
~ PONTO OE APLICAÇÃO 00 MIQRÔXIDO OE SÔOIO.
~ PONTO OE APUCAÇÁO DO CLORO GASOSO.
~ PONTO DE APLICAÇÃO 00 FLÚOR
e REGISTRO.
&;hMEDIOOR PROPORCIONAL INSTALAOO COM CAIXA.
.r2::!HIDRôMETRO.
ffl t.1ED100R WOL TMANN INSTALADO COM CAIXA.
@ ESTAÇÃO PITOMÊTRICA IMPLANTADA COM CAIXA.
--ADUTORA OE ÁGUA BRUTA.
--ADUTORÀ DE AGUA BRUTA DESA TlVADA.
--ADUTORA OE ÁGUA TRATADA.
N
~ NORTE MAGNÉTICO.
CAGECE - COMPANHIA DE ÁGUA E ESGOTO DO CEARÁ
DOO - DIRETOR ll\ DE .OPERAÇÕES
CROCUI DO SM DE: ITAIÇASA - BOCA DE FORNO
LffO AOE DE NECOCI O; Ll'I IIIJ RES'INSÃ'/El. UN: JO'lfN LDO
DATA: 20 09 2017
Fonte: CAGECE (2018).
-ttcagece ENGENHARIA
76
No Gráfico 4.1 pode ser observado um resumo das reclamações registradas
pela CAGECE durante o ano de 2017 para o distrito sede.
Gráfico 4.1 - Solicitações/reclamações registradas no distrito sede no ano de 2017.
Reclamação de Falta d'áçua n ... _
vazamentos
Demais soücrtacões/rectarnaç ... 57
Falta d'água/baixa pressão
Fonte: CAGECE, 2018.
Em 2017 foram registradas 99 (noventa e nove) reclamações no geral. Das
Solicitações, 35,4% foram referentes a vazamentos, 5, 1 % em relação a falta d'áqua
no imóvel, 2,0% com falta d'água/baixa pressão e as demais reclamações com 57,6%.
•:• Qualidade da água distribuída
Segundo relatórios de fiscalização da ARCE, tem-se que:
Relatório RF/CSB/0031/2016 - Os resultados dos laudos físico-químicos,
das amostras coletadas na saída do tratamento do SAA da Sede do Município de
ltaiçaba no dia 30/08/2016, segundo registros da campanha CAGECE/NUTEC,
apresentaram as seguintes não conformidades com os padrões de potabilidade
estabelecidos pela Portaria MS 2.914/2011 (Anexo li - item 7; Anexo Ili - Quadro 13):
CAGECE:
Turbidez: a amostra analisada, apresentou não conformidade;
Cor Aparente: a amostra analisada, apresentou não conformidade;
Cloro Residual: a amostra analisada, apresentou não conformidade;
Ferro Total: a amostra analisada, apresentou não conformidade.
ARr!. .......,,,, EI::DO(= í.UIA -t1-cagece ENGENHARIA
-!--•" :: t: Governo Municipal de
~-q, ~JJ ltaiçaba
77
NUTEC:
Ferro Total: a amostra analisada, apresentou não conformidade.
Segundo a Cagece (2018), são realizadas coletas de amostras de água
bruta e tratada. Elencamos os resultados dos principais parâmetros (turbidez, cor
aparente, cloro residual livre, coliformes totais e E. colt) de qualidade da água
distribuída da Sede do município, no ano de 2017,
No Gráfico 4.2 é apresentado o histórico das análises do parâmetro cloro
residual livre (mg/L) na rede de distribuição. Esse parâmetro indica o resultado de
cloro residual para garantir a manutenção do processo de desinfecção da água
tratada.
Gráfico 4.2 - Cloro residual livre OT, média das amostras/mês (2017).
5
4
3
2
0------------------
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
- - Limite Inferior {0,2) - - Limite Superior (5) + VALOR
Fonte: CAGECE (2018).
Foi constatado que ao longo do período avaliado, os resultados das
análises de cloro residual livre na rede de distribuição de água estiveram de acordo
com os padrões estabelecidos pela Portaria nº 2.914/2011 e atualizada pela Portaria
de consolidação nº 05 de 28 de setembro de 2017 do Ministério da Saúde.
Nas análises de cor aparente (uH), que indicam se há substâncias
dissolvidas na água, os resultados estão demonstrados no Gráfico 4.3.
--Cagece ENGENHARIA
~ Governo Municipal de
~: 1~JJ ltaiçaba
78
Gráflco 4,3 - Gor Aparente, méd.lª- d.as amostras/mês (2017),
60
40
20 ___ ... _
0-------------------
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
- - Limite Inferior (O) - - Limite Superior (15) • VALOR
Fonte: CAGECE (2018).
As análises de cor aparente, no ano de 2017 indicam que todos os
resultados ultrapassaram o valor máximo permitido. Isso pode ter ocorrido devido à
estiagem que atinge a região, comprometendo o volume e a qualidade do manancial.
Com relação a Turbidez, que indicam se há presença de partículas em
suspensão na água, podem ser vistos no Gráfico 4.4.
Gráfico 4.4 - Turbidez, média das amostras/mês (2017).
10
8
6
4
2
0-------------------
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
- - Limite Inferior (O) - - Limite Superior (5) • VALOR
Fonte: CAGECE (2018).
Percebe-se que a grande maioria dos resultados obedeceram ao padrão
estabelecido na Portaria, a apenas o mês de maio ultrapassou o limite.
Em se tratando das análises de Coliformes Totais, que representam o
grupo de bactérias que habitam o intestino de homens e animais, sua presença na
-~Cagece ENGENHARIA
...
..:--~
:: í! Governo Municipal de ::. ...
~:n "?I ltaiçaba
79
água pode indicar contaminação por fezes e, portanto, risco de transmissão de
doenças.
Gráfico 4.5 - Coliformes Totais, nº de amostras/mês em desacordo (2017).
4
3
2
0 ~~ ~~~&~ ~~ A
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
- - Limite Inferior (O) - - Limite Superior (O) + VALOR
Fonte: CAGECE (2018).
Percebe-se que no mês de maio registrou-se uma amostra em desacordo.
A Cagece afirma que nesses casos, a Unidade responsável realiza a descarga de
rede no local e em seguida é feita a recoleta de amostra para nova análise
bacteriológica.
No parâmetro Escherichia coti, grupo mais específico indicador de
contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos patogênicos.
Gráfico 4.6 - Escherichia coli, nº de amostras/mês em desacordo (2017).
2
1,5
0,5
Q Ô:re reh ,A--,, nh hm= ...,,_ ....6 A, nnz::4. ~ ._A A
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
- - Limite Inferior (O) - - Limite Superior (O) + VALOR
Fonte: CAGECE (2018).
AR~EI
A<fNCOA
"'" REC.UlAOORA
ã_ .a OOfSl-'00
...,_,,,,,, - IIOCIAQA ENGENHARIA
80
Todas as amostras na rede de distribuição, no ano de 2017, estavam
isentas de contaminação, de acordo com o Gráfico 4.6.
•!• Pressão e Continuidade
De acordo com o relatório de fiscalização da ARCE, RF/CSB/0046/2015, a
distribuição de água da zona urbana do Distrito Sede apresentou descontinuidade,
conforme monitoramento da pressão com a instalação às 12:00 horas do dia
30/08/2016 e retirada às 14:30 horas do dia 31/08/2016, do aparelho datalogger, no
endereço localizado na Rua Luiz Gomes Diniz, 315, ltaiçaba - Ceará.
•) Hidrometração
O sistema de abastecimento de água do Distrito Sede, segundo a CAGECE
(2018), tem 100% de suas ligações ativas hidrometradas.
O INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçã.o e Qualidade
Industrial, recomenda que os hidrômetros sejam substituídos a cada 5 anos, tempo
de vida útil do equipamento, depois deste período pode ocorrer desvios na medição.
A quantidade de hidrômetro de acordo com o diâmetro e idade de instalação estão
dispostas na Tabela 4.8.
Os hidrômetros apresentaram idade média inferior ao limite recomendado
pelo INMETRO.
Tabela 4.8 - Quantitativo de hidrômetros por diâmetro e idade - 2017
DIÂMETRO DO HIDRÔMETRO
Setor 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" >6" SEM
HID
1. o 1283 o o o o o o o 1237
2 o 327 o o o o o o o 219
IDADE MÉDIA
Setor 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" 4" 6" >6" SEM
HID
1 o 3 o o o o o o o o
2 o 2 o o o o o o o o
Fonte: CAGECE 2018
4-cagece
~~~
:: :: Governo Municipal de
~ ~€ ltaiçaba
81
•:• Cobertura e Atendimento
O abastecimento de água no Distrito Sede atingiu índice total de cobertura
de 91 ,56%1 enquanto que os níveis de atendimento real e ativo de água foram
respectivamente, 62,49% e 59, 13%. Levando-se em conta o nível de cobertura,
significa que 32,43% da população não está utilizando o serviço de abastecimento de
água da empresa, mesmo tendo-o disponível.
Tabela 4.9 - Índice de cobertura do SAA do distrito sede - 2013 a 2017.
Índice Índice Índice de População População População
ANO Ativo de Real de Cobertura de Ativa de Real de Coberta de
Água Água Água Água Água Água
2013 44,59 47,64 79,61 1.998 2.135 3.567
2014 50,24 52,73 83,81 2.286 2.399 3.814
2015 52,85 55,63 86,33 2.434 2.562 3.977
2016 54,8 59,73 89,1 2.571 2.803 4.180
2017 59,13 62,49 91,56 2.818 2.978 4.363
Fonte: CAGECE (2018).
Segundo a CAGECE (2018), existem 1.505 ligações ativas no município
em dezembro de 2017 (Tabela 4.10), podemos também observar o histórico do
crescimento do número de ligações. Na Sede o número de ligações ativas do SAA,
entre os anos de 2013 a 2017, registrou um aumento de 41,45%. É importante
destacar que a quantidade de ligações factíveis representou 21% em 2017.
Tabela 4.10 - Quantidade e Situação das Ligações da zona URBANA do SAA do Distrito Sede -
2013 a 2017
Ano/ FATURADA LIG.SEM ATIVA CORTADA FACTÍVEL POR OUTRO POTENCIAL SUPRIMIDA SUSPENSA Situação IMÓVEL FATURAMENTO
2013 1064 74 624 o o 763 406 2
2014 1206 68 612 o o 664 408 2
2015 1295 69 594 o o 600 430 2
2016 1368 123 576 o o 534 417 2
2017 1505 91 550 o o 472 446 2
Fonte: CAGECE (2018)
AR~ E ~Cagece I
AC(t,(OA
AEGUlAOOA A
~ a OOESl.\00
......,,, OOCIAAÁ ENGENHARIA
82
O serviço de abastecimento de água em 2013, no Distrito Sede, abrangia
2.170 economias cobertas, e em 2017, alcançou 2.630, apresentando crescimento de
cerca de 21,20%. A variação da quantidade de economias ativas de água foi de
42,95% (Tabela 4.11 ).
O índice de cobertura de abastecimento de água das economias
residenciais do Distrito Sede atingiu 84,31%, em 2017. No entanto, apenas 60,73%
estavam ativos, ou seja, 39,27% das economias residenciais têm o serviço disponível,
mas não o usufrui (Tabela 4.11 ).
Tabela 4.11 - Quantidade de Economias, ativas e cobertas da zona URBANA do SAA do Distrito
Sede- 2013 a 2017
CATEGORIAS OE ECONOMIAS
COMERCIAL INDUSTRIAL MISTA PÚBLICA RESIDENCIAL
ANO < < ~
< <
< 1- ..J < 1- ..J < ..J < 1- ..J < 1- ..J
> Q:'.
~ > Q:'. < :?: Q:'. < > Q:'. < > a:: <
j;: w j:; w 1- w 1- j;. w 1- j;; w 1- m o m o .... m o m o m o < o 1- < o 1- < o 1- < o 1- < o 1-
o o o o o
2013 20 148 187 o 2 2 1 4 4 32 57 60 1.011 1.959 2.680
2014 20 149 187 o 2 2 2 5 5 28 57 60 1.156 2.083 2.706
2015 17 150 187 a 2 2 4 11 11 40 73 74 1.251 2.192 2.762
2016 28 156 193 o 2: 2 4 11 11 40 73 74 1.313 2.281 2.786
2017 27 162 196 1 3 3 41 74 75 1.452 2.391 2.836
Fonte: CAGECE (2018)
Na Taoeía 4.12 estão apresentados os valores do índice de UtiHz.ação da
Rede de Água (lura) da Sede, utilizando como base a competência de dezembro de
cada ano. Este indicador é de caráter setorial utilizado para monitorar o alcance dos
serviços de abastecimento de água.
Tabela 4.12 - Índice de utilização da rede de água do Distrito sede - 2015 a 2017
Ano IURA Município (%) IURA Estado (%)
2015 57,58 81,60
2016 58,8 80,21
2017 61,74 77,82
Fonte; CAGECE, 2018.
AR E ---Cagece
.,,,NCIA
A(G<JI.Al)()R,\
OOESõ...00
~ 'ºº"'"' ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
83
Podemos constatar na Tabela 4.12 que em 2017 cerca de 38% da
população que dispõe de infraestrutura de rede de água não a utiliza, logo, buscando
outras alternativas como fonte de abastecimento por meio de poços ou cacimbas.
Dessa forma, deve-se atentar para a possibilidade de contaminação a partir da
ingestão de água tratada de forma inadequada ou até mesmo sem tratamento.
Outra informação a ser destacada na Tabela 4.12 é que no ano de 2017 o
município registrou seu maior índice (61,74%), mas ainda inferior ao do Estado
80,21 %. A cobertura dos serviços de abastecimento de água refere-se aos domicílios
que possuem serviço de abastecimento a disposição, podendo ou não estar
interligados à rede.
•:• Volume Faturado e consumido
Para a Cagece o volume de água faturado é aquele debitado para fins de
faturamento. Enquanto o volume consumido está relacionado ao consumo medido
por leitura em hidrômetro. No Gráfico 4. 7 são demonstrados os valores dos volumes
faturado e consumido nos anos de 2013 a 2017.
Gráfico 4.7 -Volumes Faturado e Consumido no Distrito Sede - 2013 a 2017
250000
200000
150000
100000
50000
2013 2014 2015 2016 2017
A O
Vo, Faturado (m3
) a Vo, Consumido (m3
)
Fonte: CAGECE (2018).
AR~E -&tcagece 11... ~ 1~DO~E~STAD0O IIA ,.....,,,, OOCfA.l:fA ENGENHARIA
84
Entre os anos de 2013 a 2017, os valores anuais do volume faturado de
água estiveram entre 159.818 e 208.817 m3
, sendo que os volumes consumidos
oscilaram entre 113.131 e 140.983 m3
• Em síntese, o volume consumido representou
68,28% do faturado.
Essa diferença nos valores pode ser justificada pelo fato da estrutura
tarifária da Cagece adotar o volume de 1 O m3 como o mínimo para faturamento. Assim,
uma família que consome abaixo de 10 m3
, pagará a tarifa mínima associada a este
volume.
•:• Controle operacional e controle de perdas
Segundo a IWA (Associação Internacional da Agua}, definem-se perdas
como "toda perda real ou aparente de água ou todo o consumo não autorizado que
determina aumento do custo de funcionamento ou que impeça a realização plena da
receita operacional".
De acordo com o Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Agua
(PNCDA, 2003), as perdas são agrupadas em reais (ou físicas) e aparentes (ou não
físicas) e portanto, podem comprometer o equilíbrio financeiro das companhias
prestadoras de serviços de abastecimento de água. Visando que em praticamente
todos os sistemas de abastecimento de água apresentam perdas, dependendo da
extensão, essas podem ser consideradas aceitáveis ou não.
Os índices reais médios do IANF para o município de ltaiçaba, em
comparação com o Estado do Ceará, entre os anos de 2014 a 2017, estão
representados no Gráfico 4.8.
AR~.~ EÊ= OO((ARA ENGENHARIA
85
Gráfico 4.8 - Índice de Água não Faturada (IANF}, Município e Estado, 2014 - 2017.
30,00
20,00
10,00
º·ºº ---,-~
-10,00
-20.00
-19.46
-21,79
2017
-30,00 -23,83
2014 -27,201 s 2016
• IANF MUNICÍPIO • IANF ESTADO
Fonte: CAGECE, 2018.
No período de 2014 a 2017; percebe-se que os valores do IANF no
Município estiveram predominantemente menores que os do Estado. No ano de 2017
a média ficou em torno de -21% em ltaiçaba e 23% no Ceará
No Gráfico 4.9 são apresentados os resultados dos Índices de Perdas (IPD)
para o município de ltaiçaba em comparação com o Estado do Ceará no período de
2014 a 2017.
Gráfico 4.9 - Índice de Perdas (IPD), Município e Estado, 2014 - 2017.
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00
2014 2015 2016 2017
Ano
IPD MUNICÍPIO • IPD ESTADO
Fonte: CAGECE, 2018.
AR~E ---Cagece l~~ORA ~ ~ !DO EST AD O "tiiii,,,,tlJ' DO(fAltA ENGENHARIA
86
Observa-se que os resultados de IPD do município não variaram muito
nesse período, em geral, abaixo dos valores do Estado, que por sua vez praticamente
se mantiveram constantes. Observa-se que em 2017 a média de IPD foi de 17,28%
em ltaiçaba, inferior a IPD do Estado (42, 16%).
•!• Estrutura Tarifária dos Serviços de Água
Na cobrança dos serviços de abastecimento de água, são adotadas
categorias de consumo, conforme Tabela 4.13 a seguir.
ARCEI[~ 4,-cagece ENGENHARIA
" :Í t: Governo Municipal de
~: .i ltaiçaba
87
Tabela 4.13 - Estrutura tarifária de água e histograma do distrito Sede (Ref. 02/2018, atualizada
em abril de 2018)
FAIXA DE Valor da
QUANTIDADE % CATEGORIA CONSUMO Tarifa (R$im~) Conta {R$) DE ACUMULADA (M') ECONOMIAS
SOCIAL 0-,0 1.13 11.30 10 0.65% (COM SUB)
POPULAR 0-10 2.31 23.10 920 60.43% (COM SUB)
11-15 3.94 42.80 269 77.91%
POPULAR 16-20 4.27 64.15 102 84.54%
(SEM SUB) 21~50 7.34 284.35 67 88.89%
RESIDENCIAL > 5ô 13.ôã - 1 88.95%
NORMAL 0-10 3.29 32.90 66 93.24% (COM SUB)
11-15 4.27 54.25 15 94.22%
NORMAL 16-20 4.62 77.35 12 95.00%
··-·· . ·----- ----- ... .. . ----
(SEM SUB) 21-50 7.91 314.65 8 95.52%
> 50 13.97 - o 95.52%
Total Residencial 1470 95.52%
POPULAR o-·13 3.94 51.22 15 0."97%
COMERCIAL 0-50 8.25 412.50 14 1.88%
NORMAL
>50 13.ô8 - ô 1.Bã%
Total Comercial 29 1.88%
0-15 7.29 109.35 o 0.00%
. . . . . . ..
INDUSTRIAL NORMAL 16-50 8.65 412.10 o 0.00%
> 50 13.44 - o 0.00%
Total Industrial o 0.00%
0-15 4.81 72.15 29 1.88%
PÚBLICA NORMAL 16-50 7.16 322.75 8 2.40%
> 50 11.49 - 3 2.60%
Total Pública 40 2.60%
0-10 2.31 2·3.10 o 0.00%
11-15 3.89 42.55 o 0.00%
ENTIDADE FILANTRÓPICA 16-20 4.18 63.45 o 0.00%
21-50 7-.16 278.25 o 0,00%
> 50 12.63 - o 0.00%
Total Filantrópica o 0.00%
TOTAL GERAL 1539 100.00%
Fonte: CAGECE, 2018.
De acordo com os dados apresentados, o maior número de economias está
relacionado à categoria residencial popular, com faixa de consumo de até 1 O m3
, tarifa
de R$ 2,31/m3 e valor final de R$ 23, 10 cobrado na conta de água.
~Cagece
ENGENHARIA
88
li. Zona rural .. Sede
A zona rural do Distrito Sede possui 10 localidades nominadas pelo IBGE
que são atendidas por rede geral, poço, cisterna e outras formas de abastecimento,
conforme levantamento do Censo/2010. Ao todo foram levantados pelo IBGE 966
domicílios, porém, segundo esta fonte de informação, ao contrário do verificado na
zona urbana, a quantidade de domicílios com rede geral de abastecimento de água é
reduzida, totalizando 729. O levantamento dos domicílios particulares permanentes e
suas formas de abaste.cimento estão apresentados na Tabela 4.14.
Tabela 4.14 - Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona RURAL
do Distrito Sede- 2010.
PQÇQ QY ÁQ1,1.a_Q_a
Âgua da
~iQ,
Rede
Poço ou
nascente fora Carro- chuva
chuva
açude, Total
geral nascente na da pipa armazenada
armazenada lago ou
Outra Geral propriedade de outra
propriedade em cisterna forma
igarapé
. .
729 46 16 95 9 1 21 49 966
Fonte: Censo/2010 (2018).
O SISAR opera um sistema de abastecimento coletivo, na localídade:
Tabuleiro do Luna (Tabela 4.15 e Tabela 4.16). Os SISAR's são autossustentáveis,
porém, sua coordenação e fiscalização são de responsabilidade da CAGECE.
Tabela 4.15 - Dados populacionais e ligações do SISAR zona rural no Distrito Sede
Lig. Lig. Índice de
População População Atendimento Localidade Coberta Totais Ativas Hidrometração Total Abastecida Real
Tabuleiro do 315 242 100% 915 1.191 76,85% Luna
Fonte: SISAR (2018)
Tabela 4.16 - Dados operacionais do sistema SISAR zona rural no distrito Sede
Tipo
Extensão Capac. Tipo Horas de
Volume
Localidade da Rede REL médio Captação (m) (m:s} Tratamento Funcionamento (m3)
. ·- --~ --- Dupla
. .. -
Tabuleiro do Poço
Luna Tubular
6.386 38 Filtração e 12 1.243
Cloração
Fonte: SISAR (2018)
.~Cagece ENGENHARIA
•
-!--~
:: :! Governo Municipal de
-.+ ..
%§ .. ~# ltaiçaba
-89
A Tabela 4.17, traz os dados do Sistema de Informações de Cisternas
(SigCisterna) do MOS. O levantamento dá conta de 45 cisternas distribuídas em 12
localidades.
Tabela 4.17 - Domicílios com Cistetnãs de Água de Chuva por localidade na zona RURAL dó
Distrito Sede, segundo o MOS.
Fonte: MDS (2018)
Localidade Total
ALTO DOS PEQUENOS 3
ARRAIAL 1
CAMORIM 8
CANTO DA ONÇA 2
CIDADE NOVA 4
CORREGO 1
-
CÓRREGO DO MENDONÇA 3
CORREGO DO TAMANDUÁ 3
FAZENDA NOVA 1
' LAGOA DE TRAS 1
RIACHO DO POVO 4
SERROTE 14
Total Geral 45
4.2.2 Sistemas Futuros
A prefeitura não apresentou nenhum dado de sistemas futuros.
4.2.3 Índices de Cobertura e Atendimento do Abastecimento de
Água
A Tabela 4.18 apresenta os índices de cobertura e de atendimento por
abastecimento de água do Município de ltaiçaba. Estes índices foram calculados a
partir dos dados de várias fontes, conforme visto nos itens anteriores. Foram elas:
CAGECE (2018), SISAR (2018), MOS (2018), PREFEITURA DE ITAIÇABA (2018) e
Censo IBGE/2010 (IBGE, 2018). O cálculo dos índices foi feito embasado nas
seguintes considerações:
•!• O número de domicílios foi o utilizado como variáveis. O número de domicílios
total foi obtido a partir do Censo/201 O, atualizado para o ano de 2018 por meio
de taxas geométricas aplicadas em cada distrito nas áreas urbanas e rurais. Os
AR EI 4cagece
A<fN(IA
REGULADOPA
'-'._ - 00(\lAOO
.~ DOHAIU, ENGENHARIA
Governo Municipal de 90
valores das taxas geométricas adotadas foram de 1 %, para as taxas censitárias
até 1%, de 2% para taxas censitárias maior que 1% até 3%, e 3% para taxas
censltárias superiores (Tabela 3.1 );
•:• SEDE - Os números de domicílios coberto e atendido da zona urbana foram
obtidos pela CAGECE (Quadro 4.15), porém a quantidade de domicílios
cobertos e ativos fornecidos superou o total de domicílios urbanos estimados
para 2018. Neste caso, o excedente foi considerado como domicílios cobertos
e ativos da zona rural. A estes foram acrescidos os domicílios rurais atendidos
pelo SISAR (Quadro 4.18) e MOS (Quadro 4.20);
Conforme explicado anteriormente, o objetivo principal dos critérios
elencados foi evitar sobreposições de uma mesma variável no cálculo. Ao final, o
abastecimento de água no Município atingiu índices totais de cobertura de 82,8% e
de atendimento de 52,3% (Tabela 4.18).
Tabela 4.18 - Cobertura e Atendimento do abastecimento de água de ltaiçaba.
ABASTECIMENTO DE AGUA - Número de Domicílios
Município/ Situação e Totais (Unidades)
Distrito/ localização Número de Domicílios Índices
Localidade da área Cobertura Atendimento Total Coberto Ativo (%) (%)
Urbana 1.827 1.827 1.452 100,0 79,5
ltaiçaba - CE Rural 1.495 924 287 61,8 19,2
Total 3.322 2.751 1.739 82,8 52,3
Fontes: IBGE/CAGECE/SISAR/MDS
4.2.4 Principais constatações levantadas do abastecimento de
água
1. O abastecimento de água do município ainda não alcançou a universalização
na cobertura rural (61,8%) e no atendimento com índices de 79,5% urbano e
19,2% rural;
li. Segundo dados de economias do sistema CAGECE Sede, foram analisados
percentuais de imóveis cobertos com água tratada disponível e não estão
interligados à rede correspondendo a 39,27%;
Ili. A produção (7,641/s) do sistema CAGECE não atende à demanda atual na área
urbana da Sede e precisa ser ampliada a curto prazo para 16,96 1/s até 2022;
--Cagece
•
91
IV. De acordo com os dados de extensão de rede, verificou-se que não houve
investimento em ampliação no últimos 2 (dois) anos;
V. Sobre a qualidade da água do sistema Sede, foi possível observar no ano
analisado (2017)i que durante a maioria do tempo os parâmetros cor aparente
esteve acima do limite máximo;
VI.. De acordo com os dados de ligações da localidade com sistema SISAR
(Tabuleiro do Luna), foi possível constatar que cerca de 23% dos imóveis com
rede disponível, não estão conectados.
~Cagece ENGENHARIA
92
4.3 Esgotamento Sanitário
O diagnóstico desta componente do saneamento básico levantou todas as
soluções existentes no Município de ltaiçaba, tanto coletiva quanto individual.
Entretanto, para efeito de solução adequada, foram consideradas as soluções que
atendem ao disposto na ABNT que, neste caso, resumiram-se em apenas duas:
sistema coletivo por rede com tratamento e sistema individual por fossa séptica e
sumidouro, em especial, os módulos sanitários implantados pela FUNASA. Estes
últimos, inclusive, foram levantados em separado.
Não há solução coletiva de esgotamento sanitário que atenda a zona
urbana do Distrito Sede. No caso de solução individual, vale ressaltar que cabe ao
proprietário do domicílio a responsabilidade por sua manutenção. e operação.
Entretanto, isto não exime as obrigações do poder público de exigir e cobrar dos
habitantes a utilização de soluções individuais que atendam a legislação em vigor.
Afinal, do ponto de vista da engenharia Sanitária e da saúde pública, trata-se de uma
situação preocupante, visto que a disposição inadequada de esgoto, a céu aberto ou
por meio de fossa rudimentar, por exemplo, atrai vetores, contamina o solo e os corpos
aquáticos e dissemina doenças.
4.3.1 Distrito Sede
1. Zona Urbana - Sede
Por meio dos dados do Censo/2010, foi identificada a existência de várias
alternativas de solução utilizadas para o esgotamento sanitário no Distrito Sede como
rede, fossas sépticas, fossas rudimentares, vala e outros escoadouros. O Censo/201 O
contabilizou 03 domicílios com rede geral de esgoto ou pluvial na zona urbana do
Distrito Sede. Entretanto, os mesmos dados informam que na zona urbana há 1.218
domicílios, fazendo uso de fossas rudimentares (Tabela 4.19).
ARr!. .......,,,,. EI=- OOCEOA -~Cagece ENGENHARIA
•
•
• •
93
Tabela 4.19 - Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona URBANA
do Distrito Sede, segundo IBGE.
Rede geral de Fossa Fossa Vala
Outro Não Total
esgoto ou pluvial séptlca rudimentar tipo tinham Geral
3 72 1218 6 3 17 1.319
Fonte: Censo/2010 (2018).
A Prefeitura informa que, dos 1.227 domicílios da zona urbana do Distrito
Sede, dos quais 66, 18% tem solução individual do tipo fossa rudimentar e em 1, 14%
não existem banheiros nem sanitários.
Gráfico 4.10 - Domicílios por tipo de Esgotamento na zona URBANA do Distrito Sede, segundo
a Prefeitura
Módulo Funasa 0,41%
Fossa Séptica
+ sumidouro
Fossa
Rudimentar
Outro
Escoadouro 0,24%
Não tem
banheiro 1,14%
0,00% 20,00% 40,00% 60,00%
Fonte: Prefeitura (2018)
Tabela 4.20 - Solução individualizada de esgotamento sanitário na zona URBANA do Distrito
Sede, segundo Prefeitura •
Quantidade de domicílios
não atendida por slstema publico de esgotamento sanltárlo, por tipo Existe
Localidades de solução individual? lançamento de
Total Fossa
esgoto a céu
Módulo Fossa Outro Não tem aberto?
Funasa
Séptica+ Rudimentar Escoadouro banheiro
sumidouro
ltaiçaba 1227 5 393 812 3 14 não
Total 1.227 5 393 812 3 14 ~
Fonte: Prefeitura (2018)
AR
~E ---Cagece ~ #
,:DQ~(S"T
'.:oo.. J.00
..,._,,,,, OOCIAAA ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
94
li. Zona Rural ~ Sede
Os dados do Censo/2010 identificam apenas a existência de solução
individualizada para o esgotamento sanitário da zona rural do Distrito Sede do
Município de ltaiçaba. Do ponto vista sanitário, a situação é preocupante, já que as
soluções domiciliares encontradas estão quase todas distribuídas em 872 fossas
rudimentares e 80 que não tinham banheiros nem sanitários, e mais alguns com
lançamento em vala e outros escoadouros (Tabela 4.21 ).
Tabela 4.21 - Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona RURAL do
Distrito Sede, segundo IBGE
Fossa Fossa Vala Outro tipo
Não Total Geral séptica rudimentar tinham
1 872 7 6 80 966
Fonte: Censo/2010 (2018).
A Prefeitura informa que, dos 3.066 domicílios da zona rural do Distrito
Sede, dos quais 74,66% tem solução individual do tipo fossa rudimentar e em 0,98%
não existem banheiros nem sanitários.
Gráfico 4.11 - Domicílios por tipo de Esgotamento na zona RURAL do Distrito Sede, segundo a
Prefeitura
Módulo Funasa 1,08%
Fossa Séptica
+ sumidouro
Fossa
Rudimentar
Outro
Escoadouro 1,14%
Não tem
banheiro 0,98%
0.00% 20.00% 40,00% 60,00%
Fonte: Prefeitura (2018)
AR~.......,,,, EI~ DO CCARA ---Cagece ENGENHARIA
•
•
•
95
Tabela 4.22 - Solução individualizada de esgotamento sanitário na zona RURAL do Distrito
Sede, segundo Prefeitura.
Quantidade de domicílios
não atendida por sistema publico de esgotamento sanltàrlo, por Existe
Localidades tipo de solução individual? lançamento de
Total Fossa
esgoto a céu
Módulo Séptica+
Fossa Outro Não tem aberto?
Funasa Rudimentar Escoadouro banheiro
- sumidouro
ASSENTAMENTO 124 3 22 93 4 2 não TOME AFONSO
DISTRITO ALTO 317 2 50 260 2 3 não BRITO
DISTRITO ALTO 109 3 10 91 3 2 não FERRAO
ITAIÇABA 2077 19 549 1475 18 16 não
-----·
LOGRADOURO 187 4 8 169 3 3 não
TABULEIRO DO 252 2 40 zot 5 4 não LUNA
Total 3.066 33 679 2.289 35 30 -
Fonte: Prefeitura (2018)
4.3.2 Índices de Cobertura e Atendimento do Esgotamento
Sanitário
A Tabela 4.23 apresenta os índices de cobertura e de atendimento por
esgotamento sanitário do Município de ltaiçaba que foram calculados a partir dos
dados das seguintes fontes: CAGECE (2018), PREFEITURA DE ITAIÇABA (2018) e
Censo/2010 (IBGE, 2018). A análise estabeleceu os seguintes critérios para o cálculo
dos índices:
•!• O número de domicílios foi o utilizado como variáveis. O número de domicílios
total foi obtido a partir do Censo/2010, atualizado para o ano de 2018 por meio
de taxas geométricas aplicadas em cada distrito nas áreas urbanas e rurais. Os
valores das taxas geométricas adotadas foram de 1%, para as taxas censitárias
até 1%, de 2% para taxas censitárias maior que 1% até 3%, e 3% para taxas
censitárias superiores (Tabela 3.1 );
•!• SEDE - Os números de domicílios cobertos e atendidos das zonas urbana e
rural foram obtidos do IBGE, (Tabela 4.19 e Tabela 4.21 );
AR~EI -zSt-Cagece
ALf•m•
RE6ULAOORA
~ _., OOlST,.00
~ D0UAR4 ENGENHARIA
96
Com estes critérios, buscou-se evitar que o mesmo dado fosse
contabilizado mais de uma vez nos cálculos dos índices. Por fim, o esgotamento
sanitário do Município de ltaiçaba atingiu índices totais de cobertura e atendimento de
2,29%, (Tabela 4.23).
Tabela 4.23 - Cobertura e Atendimento do esgotamento sanitário de ltaiçaba.
ESGOTAMENTO SANITÁRIO- Número de Domicílios
Município/ Situação e Totais (Unidades)
Distrito/ localização Número de Domicílios Índices
Localidade da área Cobertura Atendimento Total Coberto Ativo (%) (%)
Urbana 1827 75 75 4,11 4,11
ltaiçaba - CE Rural 1495 1 1 Q,07 Q,07
Tetal 3322 76 76 2,29 2,29
!=antes: 18Gc/P~ErclTUAA DE ITAIÇABA
4.3.3 Principais constatações levantadas do esgotamento
sanitário
1. No município não existe solução coletiva de esgotamento sanitário;
li. O esgotamento sanitário do município ainda não alcançou a universalização,
dado os índices de cobertura e atendimento de esgoto urbano (4, 11 % ) e rural
de (0,07%);
Ili. Em alguns pontos nos distritos do Município de ltaiçaba existem esgoto
escorrendo a céu aberto;
IV. Quantificou-se 44 domicílios sem banheiros em todo o município, segundo a
PREFEITURA.
---Cagece
97
4.4 Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos
Sólidos
4.4.1 Aspectos administrativos
Os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduo sólidos do Município
de ltaiçaba tem como órgão gestor a Secretaria de Obras e Infraestrutura do Município
e são realizados pela prefeitura.
Ao todo, em 2018, são 14 trabalhadores nos serviços de coleta e limpeza
pública.
ôs dispêndios da Prefeitura com os serviços de limpeza urbana e manejo
dos resíduos sólidos do Município de ltaiçaba são de R$ 81.990,00/mês. Este total
corresponde às despesas mensais com coleta domiciliar e comercial de R$ 30.000,00
e com varrição de vias e logradouros públicos de R$ 47.990,00 e R$ 4.000,00 com
resíduos de serviços de saúde.
4.4.2 Aspectos Operacionais
O sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos do Município
de ltaiçaba dispõem dos serviços de coleta, varríção, limpeza, capinação de
logradouros e outros. A seguir, detalham-se os principais aspectos de sua
operacionalização.
Acondicionamento
O acondicionamento dos resíduos sólidos ficá a carqo da população, sendo
utilizados sacolas plásticas e outros recipientes, mas que somente deve ser disposto
no logradouro público em dias de coleta.
Coleta
Considerando os resíduos sólidos do Município de ltaiçaba, segundo o
Censo/2010, 1.662 domicílios têm seus resíduos sólidos coletados, enquanto que 623
dão destino inadequado, queimando-os, enterrando-os ou dispondo-os em locais
indevidos (Tabela 4.24 ).
----Cagece ENGENHARIA
~ ~ !: i: Governo Municipal de
~h' \ ~ ltaiçaba
98
Tendo por base o ano de 2018, a Prefeitura de ltaiçaba informa que os
resíduos sólidos são coletados em 860 de domicílios urbanos (Tabela 4.25).
Tabela 4.24 - Situação dos Resíduos Sólidos por domicílio do Município de ltalçaba nas zonas
urbana e rural, em 2010, segundo IBGE.
Cole.tada Não. coletado
Em Jogada !Jogado em Distrito caçamba Por Enterrado
em rio, terreno Outro
Queimado rratal geral
de serviço serviço de Total (na lago ou baldio ou destino
(na Total
de limpeza propríedade) mar logradourc propriedade}
limpeza
Sede 91 1571 1662 10 o 33 o 580 623 2285
Rural 2 347 349 10 o 33 o 574 617 966
Urbana 89 1224 1313 o o o o 6 6 1319
Total geral 91 1571 1662 10 o 33 o 580 623 2285
Fonte: Censo/2010 (IBGE, 2018),
Tabela 4.25 - Situação dos Resíduos Sólidos por domicílio do Município de ltaiçaba nas zonas
urbana e rural, em 2018, segundo Prefeitura Municipal.
Zona
Distrito
ltaicaba Total
Urbano 860 860
-
Rural 680 680
Total 1.540 1.540
Fonte: Prefeitura de ltaiçaba, 2018.
Ainda, segundo dados da Prefeitura (2018), a coleta dos resíduos
domiciliares é realizada de 3 (três) vezes por semana. Não existe cobrança específica
pelo serviço por meio de taxa ou tarifa. No Município, há coleta diferenciada dos
resíduos de serviço de saúde e de construção e demolição. São coletadas, o total de
72,2 toneladas por mês de resíduos domiciliares, de saúde, de construção civil, entre
outros.
O Município de ltaiçaba ainda não realiza coleta seletiva em nenhum de
seus distritos.
Transporte
A coleta e o transporte dos resíduos são realizados em 1(um) caminhão
compactador e 2 (dois) caminhões basculantes ou carroceria, apresentando bom
estado de conservação.
AR~El
.,;SN(I>
REGIJLAOOAA
\1. ~ OOESTl.00
,...., OO(fAIU, ..flcagece ENGENHARIA
•
99
Composição dos resíduos sólidos domiciliares
De acordo com a Prefeitura de ltaiçaba (2018), os resíduos sólidos
domiciliares do município possuem em sua composição: papel/papelão, plástico,
metais, vidros, matéria orgânica e outros não identificados (Tabela 4.26 e Gráfico 4.12).
Tabela 4.26 - Composição física percentual média dos Resíduos Sólidos do Município de
ltaiçaba.
Componente Percentual em peso(%)
Matéria orçántca 43,0
Papel/Papelão 11,0
Plástico 7,0
Metais 6,0
Vidro 5,0
Outros 28,0
Fonte: Prefeitura Municipal de ltaiçaba (2018)
Grâfico 4.12 - Distribuição dos residuos -sólidos do Municipio de ltaiçaba
Percentual em peso (%)
43,0
e tstena orçámca
e PapelíPapeláo
e Plast1co
e r-,eta1s
e Vidro
e Outros
28,0
Fonte: Prefeitura Municipal de ltaiçaba (2018)
Tratamento
O município não possui sistema de tratamento dos resíduos sólidos
urbanos.
AR~ ~~ EI·~"~G~·"
· o°:'
........,, OOCíAr:tA ~Cagece ENGENHARIA
... ~ :i :: Governo Municipal de
\;; .. ~ ltaiçaba
100
Disposição final
Os resíduos coletados no município são dispostos no vazadouro a céu
aberto (lixão), localizado na CE 123 (Figura 4.3).
Figura 4.3 - Vazadouro a céu aberto (lixão) do Município de ltaiçaba.
Google imagens (2018).
No intuito de dar destino adequado aos resíduos sólidos, o Município aderiu
ao consórcio para destinação final, cujo aterro será localizado no Município de Aracati.
4.4.3 Regionalização da Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos
A Lei Federal nº 12.305/201 O, que trata da Polftica Nacional de Resíduos
Sólidos (PNRS), dispõe no seu art. 9° sobre diretrizes da gestão e do gerenciamento
dos resíduos sólidos e traz, em ordem de prioridade, as seguintes ações: não geração,
redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final dos rejeitas de modo
ambientalmente adequado.
O art. 8° desta lei incentiva à adoção de consórcios entre entes federados
para elevar a escala de aproveitamento e reduzir custos como instrumentos da política
de resíduos sólidos. Como meio de fortalecimento dessa forma de gestão, o art. 45
estabelece prioridade na obtenção de incentivos do governo federal aos consórcios
públicos constituídos, para viabilizar a descentralização e a prestação dos serviços
relacionados aos resíduos,
.ftcagece ENGENHARIA
•
•
Governo Municipal de 101
O art. 26 estabelece que o titular dos serviços públicos de limpeza urbana
e de manejo de resíduos sólidos é o responsável pela organização e prestação direta
ou indireta desses serviços, em conformidade com o plano municipal de gestão
integrada de resíduos sólidos e a Política Nacional de Saneamento Básico.
Quanto à destinação ou disposição final dos resíduos a céu aberto (lixões),
excetuando-se os derivados de mineração, a PNRS proíbe esta prática; em seu art.
47. Define, ainda, prazo para a extinção dos lixões, observando o ano de 2014 como
prazo limite para implantação da disposição final ambientalmente adequada dos
resíduos. Desta forma, considerando as obrigações, incentivos e os prazos da Lei nº
12.305, os consórcios são a melhor forma de gestão para os resíduos sólidos.
Desta forma, o Governo Estadual, por meio de estudo financiado pelo
Ministério do Meio Ambiente, esta incentivando a regionalização da gestão integrada
dos resíduos sólidos com o objetivo de permitir ganhos de escala e promover sua
sustentabilidade como um todo na área de abrangência do consórcio, o que permitirá
o alcance das metas propostas, em especial, as de encerramento de lixões,
implantação de aterros sanitários e implementação da coleta seletiva, com
participação de catadores.
Seguindo a orientação do Governo Federal e visando proporcionar uma
base de referência para os municípios do Estado do Ceará quanto à implantação de
consórcios intermunicipais, a Secretaria das Cidades do Ceará realizou estudo,
abrangendo todos os municípios do Estado, visando identificar e agrupar municípios
que poderiam formar consórcios intermunicipais em potencial, caracterizando uma
regionalização.
O planejamento adotou o modelo básico de implantação de consórcios
intermunicipais, onde os investimentos concentram-se no aterro sanitário, prevendo
ainda a necessidade de investimentos em estruturas de adicionais de apoio, como nas
estações de transbordo {Figura 4.4 ).
sQCagece ENGENHARIA
102
ITAIÇABA COMARES/UAR -
r ' ARACATI
' Coleta ' ' '
Regular ' ' '
\ ' ' ' ' ' ' ' ' ' ' .,, ' / / ' '
' Coleta Destino ' ' Estação de
Seletiva Final ' Transferência ' ' ) ' ,,
' -: '
1 '
' ' /
1
' Disposição '
Reutilização, reciclagem, ' ' Final compostagem e recuperação ' ' ' (Aterro Sanitário)
' ) '
Fonte: Elaboração própria.
O modelo adotado traz como responsabilidade do Município a coleta
regular e seletiva dos resíduos e seu transporte até a estação de transferência
(transbordo). Para o consórcio, recai o transporte dos resíduos dispostos nas estações
de transbordo ao aterro, além da operação e manutenção deste, devido à inviabilidade
da implantação de aterro em cada município.
Assim, o estado foi dividido em 14 regiões para construção de aterros
sanitários, dentre as quais a região do Litoral Leste que compreende 7 municípios,
tendo como pólo o Município de Aracati, com uma população de 336.310 habitantes
e geração de 136,3 t/d de resíduos domiciliares. A distância de transporte é de 58,29
km, sendo previstos 7 unidades de tr-ansbordo e 2 aterros sanitário e demais
equipamentos, resultando num custo de R$ 19.470.168,30. (Tabela 4.27).
ltaiçaba está inserida na Região Litoral Leste (Figura 4.5), como um dos 7
(sete) municípios constituintes do Consórcio do Aterro de Aracati que são: Aracati
(sede), Beberibe, Cascavel, Fortim, lcapuí, ltaiçaba, Jaguaruana, no qual Aracati
sediará o aterro sanitário.
AR~.......,,,, EIJ ~DO ~CU= RA ---Cagece ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
103
Tabela 4.27 - Caracterização da Região 3 - Litoral Leste
CARACTERIZAÇÃO DESCRIÇÃO
Região Aracati
Aracati, Beberibe, Cascavel,
Município-Sede Fortim, lcapuí, ltaiçaba,
-Jaquaruana,
Municípios Integrados Pindoretama
Área (Km2) 5.544
Distância Média à Sede (Km) 58,29
POP. Total estimada para 2032 336.310
Geração de RSD estimada t/dia 136,3
Geração de RCD estimada t/dia 81,8
Geração de RSS estimada t/dla 1,3
Fonte: Proposta de Regionalização para a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos no Estado do Ceará
(2012).
Sobre o consórcio, segundo o município foram realizadas reuniões e a
documentação provenientes destas foram:
~ PROTOCOLO DE INTENÇÕES DO CONSÓRCIO MUNICIPAL PARA
ATERRO DE RESÍDUOS SÓLIDOS-COMARES;
·~ O CONTRATO DE PROGRAMA;
-O CONTRATO DE RATEIO;
Houve ainda uma Assembleia Geral, no entanto, as ações se encontram
em andamento.
AR~EI --Cagece
M;MIA
REGUL...OORA
'-'. ~ 00l!.1AOO
.......,,,, DOCCAAA ENGENHARIA
* " ,. . {: Governo Municipal de
~~ .. -:-~ ltaiçaba
104
figura. 4,S - Ma.pa dos municípios consorciados com sede do aterro em Araca.ti - 2018,
ARES/UCV
Beberibe
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.as
Aracati
ltaiça~--~ / lcapuí
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COMARESJUARI
Jaguar u a na / ._;;_?;:::;.---
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Palhano
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\
...
Ouixeré
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Fonte: Secretaria das Cidades, mapa dos consórcios para resíduos sólidos no Estado do Ceará - 2018.
Relacionamento com a sociedade
O município desenvolve trabalhos de educação ambiental junto à
população nas escolas da rede municipal. Entretanto, alguns problemas são
acarretados pela disposição irregular de resíduos sólidos com lançamentos de lixo em
vias públicas e logradouros e terrenos baldios que terminam por causar poluição de
recursos hídricos. As principais reclamações que chegam à Prefeitura são de entulhos
fora dos dias das rotas de coleta e da conscientização e participação das
comunidades.
4-cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
105
4.4.4 Índices de Cobertura e Atendimento do Sistema de Limpeza
Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos
A Tabela 4.28 apresenta os índices de cobertura e de atendimento pelo
sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos do Município que foram
calculados a partir dos dados das seguintes fontes: PREFEITURA DE ITAIÇABA
(2018) e Censo/201 O (IBGE, 2018). A análise estabeleceu os seguintes critérios para
o cálculo dos índices:
•!• O número de domicílios foi o utilizado como variáveis. O número de domicílios
total foi obtido a partir do Censo/201 O, atualizado para o ano de 2018 por meio
de taxas geométricas aplicadas em cada distrito nas áreas urbanas e rurais. Os
valores das taxas geométricas adotadas foram de 1 %, para as taxas censitárias
até 1 %, de 2% para taxas censitárias maior que 1 % até 3%, e 3% para taxas
censitárias superiores (Tabela 3.1 );
•:• Os números de domicílios coberto e atendido de todos os distritos, utilizados
nos cálculos dos índices, foram os informados pela PREFEITURA (Tabela 4.25).
Ao final, os resíduos sólidos no Município atingiram índices totais de
cobertura e/ou de atendimento de 46,36%. Portanto, conclui-se que o Município de
ainda não atingiu a universalização da limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos
em relação às atividades de coleta, como determina a Lei Federal no 11.445/2007.
Tabela 4.28 - Cobertura e Atendimento do sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos
sólidos de ltaiçaba.
LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS RESÍDUOS
Município/ Situação e SÓLIDOS - Número de Domicílios Totais (Unidades)
Distrito/ localização da Numero de Domicílios Índices Localidade área
Total Coberto Ativo
Cobertura Atendimento
(%) (%)
Urbana 1827 860 860 47,08 47,08
- - -·· .. - ·-·· --
ltaiçaba - CE Rural 1495 680 680 45,47 45,47
Total 3322 1540 1540 46,36 46,36
Fontes: Censo/2010 (IBGE,2018) / PREFEITURA DE ITAIÇABA, 2018.
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A
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O
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O .. --t(cagece ENGENHARIA
106
4.4.5 Principais constatações levantadas dos resíduos sólidos
•:• A coleta dos resíduos sólidos urbanos do Município de ltaiçaba ainda não
alcançou a universalização, dado o índice de cobertura urbano de 47,08% e
rural 45,47%;
•:• Os veículos de coleta dos resíduos domiciliares não são adequados, pois
possui apenas um caminhão compactador;
+:• Os resíduos, ao serem coletados, não passam por nenhum tratamento e
seguem direto para destino final, no caso, o Hx.ao;
•:• Não é feita coleta seletiva no município, mas existe um projeto neste sentido.
--=--Cagece
107
4.5 Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas
O órgão responsável pelos serviços de drenagem e manejo das águas
pluviais urbanas no Município de ltaiçaba é a Secretaria de Infraestrutura.
4.5.1 Microdrenagem
O Distrito Sede conta com rede de microdrenagem com 350m compostos
por bocas-de-lobo e tubulações. Os principais problemas que causam mais
dificuldades no sistema de microdrenagem são:
•!• Rompimento de tubulações
•:• Alagamentos e inundações causados por obstrução por resíduos
sólidos;
•:• Alagamentos e inundações por insuficiência do sistema de
microdrenagem;
•:• Ligações clandestinas de esgotos sanitários nas redes de drenagem
pluvial.
Segundo informações da Prefeitura, são realizados serviços de limpeza e
manutenção de bocas-de-lobo durante o período chuvoso. O Censo/201 O do IBGE
contabilizou apenas 95 domicílios que contam com bocas-de-lobo em seu entorno
(Tabela 4.29).
AR EI ~Cagece
AGÍMIA
REGUUDORA
~ ~ (>()ESTADO
~ OOCíAQA ENGENHARIA
108.
Tabela 4.29 - Domicílio$ pªrticutªres permanentes. em â.rea$ com crdenamento urbano regula.r,
por características do entorno, segundo Censo/2010.
Caracteristicas do Existência de características do Total
entorno entorno
Existe 1052
Pavimentação Não existe/Não declarado 267
Total 1319
Existe 278
Calçada Não existe/Não declarado 1041
Total 1319
c:xiste 1045
Meio-fio/guia Não existe/Não declarado 274
Total 1319
Existe 95
Bueiro/boca de lobo Não existe/Não declarado 1224
Total 1319
Fonte: Censo/201 O (IBGE, 2018)
Em termos de pavimentação de ruas, a Tabela 4.30 traz os quantitativos e
percentuais que retrata a situação dos distritos quanto a esse quesito, Baseada nas
informações fornecidas pela Prefeitura Municipal de ltaiçaba, podemos observar que
o município dispõe de 50% da extensão total de suas ruas com pavimentação.
Tabela 4.30 - Dados da microdrenagem por ruas pavimentadas em cada distrito, segundo a
Prefeitura do Município de ltaiçaba.
Ruas Pavimentadas
Distrito Extensão
(km) Percentual
ltaiçaba 9 50%
Fonte: Prefeitura Municipal, 2018.
4.5.2 Macrodrenagem
Não recebemos dados sobre extensão de rede de macrodrenagem no município.
4.5.3 Uso do solo
A exceção da Sede, nos demais distritos, a ocupação não é intensa, mas é
desordenada. São exigidos para a implantação de um loteamento ou abertura de rua
os seguintes critérios mínimos, segundo informou a Prefeitura:
---Cagece ENGENHARIA
:i 1: Governo Municipal de
~ .. -:-1 ltaiçaba
109
•:• Pavimentação;
•:• Passeios e meio-fio;
•:• Áreas verdes e Praças;
•:• Sistema de Drenagem Pluvial;
•!• Sistema de Abastecimento de Água,
Quanto aos principais problemas que causam dificuldades na ocupação do
solo, destacam-se os seguintes:
• Erosão;
• Ocupação desordenada do solo;
• Desmatamento.
4.5.4 Investimentos futuros
Com base nos dados de pavimentação enviados pela Prefeitura, calculouse o déficit de pavimentação necessária nas zonas urbanas do município (Tabela 4.31 ).
O indicador utilizado foi deduzido a partir dos próprios dados enviados pela Prefeitura
e da população urbana do IBGE/201 O, cujo valor adotado foi de 0,01 Km de
pavimentação por domicílio. No total, a necessidade de pavimentação foi estimada
em mais6 Km.
Tabela 4.31 - Dados da macrodrenagem, segundo a Prefeitura do Município de ltaiçaba.
Ruas Pavimentadas Ruas não pavimentadas
Extensão de
Distrito
Dom. Urb. Dados Prefeitura Número pavimentação Número (IBGE/2010) (Quadro 4.94) Domicílios por domicilio Domicílios
Extensão
Extensão Urbanos (Km/dom,) Urbanos
(Km)
(kml %
ltaiçaba 1.319 9,0 50 659 0,01 660 6,6
Fonte: Elaboração própria, 2018.
~Cagece ENGENHARIA
110
4.5.5 Principais constatações levantadas sobre drenagem,
manejo de águas pluviais e uso de solo
I. Existem ruas não pavimentadas, cuja ausência de drenagem é causa de
erosão do solo;
II. Os recursos hídricos (açudes, riachos, córregos, etc.) sofrem com
assoreamento de seus leitos, decorrente da ação de degradação da
vegetação das suas margens;
Ili. A cobertura insuficiente na coleta e a inadequada destinação dos
Resíduos Sólidos, em especial, materiais de alto poder poluente tem
colocado em risco a qualidade da água dos mananciais.
IV. A pouca ou inexistente cobertura por esgotamento sanitário contamina
os recursos hídricos com lançamento de esgoto não tratado.
5. DIRETRIZES
Diretriz pode ser definida como "norma, indicação ou instrução que serve
de orientação"
2
, enquanto as estratégias "o que se pretende fazer e quais os objetivos
que se querem alcançar"
3
. Ambas visam assegurar o alcance das metas estabelecidas
e sua gradual tradução nas ações programáticas e nos objetivos que se pretende
concretizar com a implementação do PMSB. A seguir, são elencadas as diretrizes e
estratégias propostas para o PMSB de ltaiçaba, que foram estabelecidas com base
no Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB).
5.1 Diretrizes
As diretrizes deverão orientar, em nível geral, a execução do PMSB de
ltaiçaba e o consequente cumprimento das metas estabelecidas e estão organizadas
em três blocos temáticos:
2 Fonte: Dicionário Aurélio Online, acessado ern novembro de 2014,
3 Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Discuss%C3%A3o:Estrat°/oC3%A9gia, acessado em novembro de 2014 .
ARCEI~ . -.Cagece ENGENHARIA
..:. i'! !: :% Governo Municipal de
;~
'*! ltaiçaba
111
A. Relativas às ações de coordenação e planejamento no setor para efetiva
implementação da Política Municipal de Saneamento Básico: São
fundamentais para assegurar o avanço institucional da política municipal de
saneamento, com perenidade e sustentação ao longo do período de
implementação do PMSB.
1. Fortalecer a coordenação da Política de Saneamento Básico de ltaiçaba,
utilizando o PMSB como instrumento orientador das políticas, programas,
projetos e ações do setor, considerado seu caráter vinculante ao poder público
e aos prestadores de serviços, buscando sua observância na previsão
orçamentária e na execução financeira, cuja prioridade de alocação deve
observar critérios sanitário, epidemiológico e social na alocação de recursos
para ações de saneamento básico;
2. Englobar a integralidade do território do município e ser compatível com o
disposto nos demais planos correlatos, sendo revisto periodicamente, em
prazo não superior a quatro anos, anteriormente à elaboração dos planos
plurianuais;
B. Relativas à prestação e regulação dos serviços de saneamento básico, com
vistas à sua universalização: Buscam assegurar o fortalecimento da prestação
dos serviços, bem como do papel do titular, a partir das atividades de gestão e
regulação, na perspectiva da maior eficiência e eficácia do setor.
1. Buscar a universalização e a integralidade da oferta de abastecimento de água
potável e de esgotamento sanitário nas zonas urbana e rural, da oferta da
coleta de resíduos sólidos na zona urbana e aglomerados da zona rural, do
manejo e destinação final adequada dos resíduos sólidos, minimizando o risco
à saúde e assegurando qualidade ambiental, do manejo das águas pluviais
urbanas minimizando a ocorrência de problemas críticos de inundação,
enchentes ou alagamentos;
2. Fortalecer a gestão institucional e a prestação dos serviços, apoiando a
capacitação técnica e gerencial dos operadores públicos de serviços de
AR"" ~~
~ E1j
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E~ST
AR
ADO
I.
- -flcagece ENGENHARIA
112
saneamento básico, ações de comunicação, mobilização e educação
ambiental, e a transparência e acesso às informações, bem como à prestação
de contas, e o controle social;
3. Assegurar ambiente regulatório que reduza riscos e incertezas normativas e
estimule a cooperação entre os atores do setor, através do apoio à agência
reguladora nas atividades de acompanhamento.
C. Relativas ao investimento público e cobrança dos serviços de saneamento
básico: Visam assegurar o fluxo estável de recursos financeiros para o setor e
mecanismos para sua eficiente utilização e fiscalização, com base no princípio de
qualificação dos gastos públicos e da progressiva priorização de investimentos
em medidas estruturantes
4
.
1. Assegurar recursos compatíveis com as metas e resultados estabelecidos no
PMSB, orientando sua destinação e aplicação segundo critérios que visem à
universalização dos serviços, priorizando os beneficiários com menor
capacidade de pagamento;
2. Buscar maior eficiência, eficácia e efetividade nos resultados, estabelecendo
metas de desempenho operacional para os operadores públicos de serviços
de saneamento básico.
5.2 Estratégias
Das diretrizes expostas decorrem as estratégias, que deverão ser
observadas na execução da política municipal de saneamento básico de ltaiçaba
durante a vigência deste PMSB, tanto na execução dos programas, projetos e ações,
como no cumprimento das metas estabelecidas. As estratégias são apresentadas a
seguir, agrupadas nos três blocos temáticos, relativos às diretrizes:
4Medidas Estruturantes: são aquelas medidas que fornecem suporte político e gerencial para a sustentabilidade
da prestação dos serviços. Encontra.rn-se tanto na. esfera do aperfeiçoamento da. gestão. em todas as suas
dimensões, quanto na da melhoria cotidiana e rotineira da infraestrutura física. A consolidação desta ações trará
benefícios duradouros às Medidas Estruturais - constituídas por obras e intervenções físicas em infraestrutura
de saneamento.
AR~E ..... .c ..
1 REGUlAOORA
~ - 1 00 ESTAOC
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.. ~--~ !: í! Governo Municipal de .. ..
\, ~1: ltaiçaba
113
A. Relativas às ações de coordenação e planejamento no setor, para efetiva
implementação da Política Municipal de Saneamento Básico:
1. Criar órgão na estrutura administrativa municipal para a coordenação,
articulação e integração da política, a partir das diretrizes do PMSB,
fortalecendo a capacidade técnica e administrativa, por meio de recursos
humanos, logísticos, orçamentários e financeiros;
2. Desenvolver gestões e realizar avaliações periódicas para que a previsão
orçamentária e a execução financeira, no campo do saneamento básico,
observem as metas e diretrizes estabelecidas no PMSB, o qual deve estar
integrado com os demais planejamentos setoriais fortalecendo uma visão
integrada das necessidades de todo o território municipal.
B. Relativas à prestação, gestão e regulação dos serviços de saneamento
básico, com vistas à sua universalização:
1. Promover a melhoria da eficiência dos sistemas de tratamento de água e de
esgotos existentes, reduzindo a intermitência nos serviços de abastecimento
de água potável, com vistas ao atendimento das metas estabelecidas, assim
como o atendimento à legislação de qualidade da água para consumo
humano, incluindo aquela referente à exigência de informação ao consumidor,
fomentando a melhoria do controle e vigilância da qualidade da água, e do o
manejo dos resíduos sólidos pautados na não-geração, na redução do
consumo, no reuso de materiais, na coleta seletiva e na reciclagem, e a
participação em consórcios, e implantar projetos, programas e ações para o
manejo das águas pluviais urbanas, priorizando a adoção de medidas não
estruturais e intervenções em áreas com problemas críticos de inundação;
2. Promover práticas permanentes de educação ambiental, através da
qualificação de pessoal e da capacitação de professores, agentes
comunitários e técnicos educacionais de todos os níveis da rede municipal
para elaboração de projetos e material educativos adequados voltados para
saneamento básico a ser divulgado com vista a informar sobre a prestação
~Cagece ENGENHARIA
114
dos serviços e fortalecer a cultura da participação e do controle social por meio
da participação em conselhos, audiências públicas, reuniões comunitárias e
demais ações de mobilização social, e a capacitação continuada de
conselheiros e representantes de instâncias de controle social em questões
específicas de saneamento básico;
3. Delegar as atividades de fiscalização e regulação dos serviços de saneamento
básico à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do
Ceará - ARCE;
C. Relativas ao investimento público e cobrança dos serviços de saneamento
básico;
1. Inserir os programas propostos pelo PMSB nos PPA's, definindo, para cada
ano, os valores a serem investidos, por fonte de recursos e por componente
do saneamento básico, prevendo o aumento progressivo dos recursos para
medidas estruturantes ao longo dos anos, para a gestão dos serviços com
vistas a garantir a eficiência e efetividade do investimento em medidas
estruturais
5 e na melhoria da gestão;
2. Implantar sistema de avaliação e monitoramento das metas e demais
indicadores de resultados e de impacto estabelecidos pelo PMSB, além de
acompanhar a aplicação das verbas destinadas no orçamento público.
A caracterização adotada, segundo a proposta do PLANSAB (2014), para
atendimento e déficit dos serviços de saneamento básico está apresentada no Quadro
5.1, o qual apresenta o objetivo final do PMSB de ltaiçaba, uma vez que para o cálculo
da cobertura atual dos serviços foram considerados os sistemas correspondentes à
realidade do município cearense. Esta caracterização é referência para redução do
déficit no saneamento básico de ltaiçaba.
5Medidas estruturais - constituídas por obras e intervenções físicas em infraestrutura de saneamento.
--Cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
115
Quadro 5.1 - Caracterização do atendimento e do déficit de acesso ao abastecimento de água,
esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos
Componente
(1)
Atendimento
adequado
Déficit
Atendimento precário
Sem
atendimento
- Dentre o conjunto com fornecimento de
água por rede, a parcela que:
- recebe água fora dos padrões de
potabllidade;
- tem intermitência prolongada ou
radonamentos;
com ou sem
- Dentre o conjunto com fornecimento de
canalização interna, água por poço ou nascente, a parcela cujos
ou por poço ou ..
nascente ou cisterna, domicílios não possuem canalização
com canalização interna de água, que recebem água fora
interna, em qualquer dos padrões de potabilidade e, ou, que têm
sem intermitência prolongada;
- Uso de cisterna para água de chuva, que
ou forneça água sem segurança sanitária e,
ou, em quantidade insuficiente para a Todas as
proteção à saúde. situações não
- Uso de reservatório ou caixa abastecidos enquadradas
por carro pipa. nas definições
1----------+----------l-l'c...::..c.--=-=:.:.c..:=-i::..;,:..::. c;__ --1 de atendimento
- Co~eta dê esgotos, - Coleta de esgotos, não seguida de e que se
seguida de
tratamento (2); tratamento; constítuem em
- Uso de fossa práticas
- Uso de fossa rudimentar. consideradas
séotica. f--------+-===::..:.._------+-------------------1 inadequadas (ª.)
- Coleta direta, com
frequência, para a
área urbana, diária
ou dias alternados e
com ausência de
vazadouro a céu
aberto como destino
final;
Abastecimento
de água
Esgotamento
sanitário
Manejo de
resíduos
sólidos
- Fornecimento de
água potável por
rede de distribuição,
caso
intermitência
prolongada
racionamentos.
Dentre o conjunto com coleta, a parcela:
- Coleta direta ou - na área urbana com coleta indireta ou
indireta, na área direta, cuja frequência não seja pelo menos
rural, com ausência em dias alternados;
de vazadouro a céu
aberto como destino - e, ou, cujo destino final dos resíduos
final. _ ... constitui-?e em vc1zadour:o ª c~_IJ abei:to, . _
Fonte: Plano Nacional de Saneamento Básico- PLANSAB (2014)
Nota: (1) Em função de suas particularidades, o componente drenagem e manejo de águas pluviais
urbanas teve abordagem distinta;
(2) As bases de informações do IBGE, no entanto, adotam a categoria "rede geral de esgoto ou pluvial"
e, portanto, os valores apresentados no texto incluem o lançamento em redes de águas pluviais;
(3) A exemplo de ausência de banheiro ou sanitário; coleta de água em cursos de água ou poços a
longa distância; fossas rudimentares; lançamento direto de esgoto em valas, rio, lago, mar ou outra
forma pela unidade domiciliar; coleta indireta de resíduos sólidos em área urbana; ausência de coleta,
com resíduos queimados ou enterrados, jogados em terreno baldio, logradouro, rio, lago ou mar ou
outro destino pela unidade domiclliar.
AR E I
ALf.CV,
REGULAOO RA
'-'. ~ OOESTA.00
.~ OO(fAl?A .. stcagece ENGENHARIA
116
6. PROGNÓSTICO
O prognóstico para o setor de saneamento básico tomará como base a
projeção do crescimento da população para que as diversas intervenções atendam
plenamente o objetivo da universalização das zonas urbana e rural de ltaiçaba para o
horizonte de 20 anos.
6.1 Crescimento Populacional e Demandas pelos Serviços
Para atingir a universalização do saneamento básico do Município de
ltaiçaba, ao longo de 20 anos, é necessário atender às demandas atuais e
acompanhar o seu crescimento, fazendo-se indispensável visualizar a projeção de
crescimento populacional do município.
Partindo dos dados populacionais obtidos no IBGE, calculou-se o
incremento médio anual das populações rural, urbana e total, cujas taxas encontramse dispostas na Tabela 3.1 (ver diagnóstico). A seguir, fez-se a estimativa de
crescimento populacional para os próximos 20 anos, com base na taxa de:
• 1 % para taxas menores ou iguais a 1 % ou sem dado anterior;
• 2% para taxas entre 1 % e 3%;
• 3% para taxas maiores ou igual a 3%.
Foi utilizada a taxa de crescimento de cada zona dos distritos para projeção
dos mesmos, em termos populacionais e imóveis ocupados, com essa taxa específica
de cada zona buscamos uma maior precisão na projeção dessas variáveis, exceto
onde existia sistema CAGECE que dispúnhamos de dados atualizados de imóveis e
a população dessa zona foi calculada com base nas economias e média de moradores
por imóvel do último censo, com isso amenizamos distorções por conta da projeção e
tivemos maior precisão ao calcular as demandas do sistema . O resultado apontou
que a população total de ltaiçaba, no ano de 2038, será de 11.463 habitantes,
aproximadamente (Tabela 6.1 ).
4-cagece ENGENHARIA
..:
:: Governo Municipal de
~~ .. ~e ltaiçaba
117
Tabela 6.1 - Projeção da população do Município de ltaiçaba a partir dos dados do Censo -
1991 a 2010.
Muniéípió e
Situação População
dó Distritos domicilio 1991 2000 2010 2038
Urbana 3.210 3.672 4.279 7.450
ltaiçaba ~ CE Rural 2.491 2.907 3.037 4.013
Total 5.701 6.579 7.316 11.463
Fonte: CENSO/IBGE (2010).
6.2 Metas e Prazos
Como dito no diagnóstico, os dados, informações e indicadores apontaram
deficiências no saneamento básico do município. Ressalte-se que, como foram
consultadas diversas fontes (IBGE, MDS, SDA, Prefeitura, CAGECE, etc.), houve
necessidade de operar com estimativas. Notadamente, isto incorrerá em análises e
ajustes futuros para melhor adequação de seus valores e orientar a consolidação dos
indicadores ao longo do tempo, com as revisões previstas a cada 4 anos, no máximo.
Entretanto, o diagnóstico possibilitou estabelecer valores de referência para
a cobertura e o atendimento, a partir dos quais definiram-se as metas, relativas à
universalização das componentes do setor, classificadas como de curto (de O a 4
anos), médio (de 5 a 12 anos) e longo (de 13 a 20 anos) prazos. As metas de
cobertura e de atendimento estabelecidas, e seus respectivos prazos, encontram-se
organizadas no Quadro 6.1 cujos detalhamentos das metas especificas encontram-se
no Apêndice E deste PMSB.
Destarte, as metas de cobertura do Quadro 6.1 são fundamentais para o
acompanhamento da execução da política ao longo dos próximos 20 anos, por meio
do monitoramento e avaliação, tendo em vista a implantação dos programas, projetos
e ações necessários para o seu alcance, cuja abordagem encontra-se no subitem a
seguir. o Gráfico 6.1 permite visualizar a evolução da cobertura para o alcance da
universalização do saneamento básico no município, ao longo dos 20 anos,
considerando sua totalidade territorial,
Ressalte~se que as metas do Quadro 6.1 e Gráfico 6.1 foram consolidadas a
partir das metas específicas de cada projeto estabelecido neste PMSB, consoante o
---Cagece ENGENHARIA
118
impacto incremental de cada um. Com isso, a universalização do abastecimento de
água ocorrerá em 2022, coleta dos resíduos sólidos urbanos em 2030, enquanto o
esgotamento sanitário está previsto para o final do plano, em 2038. Já para a
componente drenagem, as metas de universalização não foram definidas em função
da indefinição de índice relativo à sua cobertura no PLANSAB.
Gráfico 6.1 - Metas de cobertura geral para o setor de saneamento básico de ltaiçaba
125,00 -----------------------------
100,00 100,00 100,00
2019 2022 2030 2038
Ano
• Água • Esgoto • Resíduos
Fonte: Elaboração própria.
---Cagece ENGENHÁRIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
119
Quadro 6.1 - Metas para o setor de saneamento básico de ltaiçaba, distritos e total.
Metas de cobertura e
Município/ Índices Atendimento/Prazo
Indicador Fórmula/ Variáveis Atuais - Distritos TOTAIS Curto Médio Longo
2019-2022 2023-2030 2031-2038
Percentagem do
número de domicílios
Cobertura ou da QOQulaç;ão com ltaiçaba - CE 82,80 100,00 100,00 100,00
de água cobertura de
abastecimento de
água no munícípio.
Percentagem do
número de domicílios
Cobertura ou da QOQulacão com ltaiçaba - CE 2,29 25,14 72,96 100,00
de esgoto cobertura de
esgotamento sanitário
no município.
Cobertura Percentagem do
de coleta número de domicílios
de ou da QOQUlação com ltaiçaba - CE 46,36 74,78 100,00 100,00
resíduos cobertura de coleta de
sólidos resíduos urbanos no
urbanos município.
Fonte: Elaboração própria.
Nõtã: 1 Estês índicês encontram-se nas Tabêlas 4.18, 4.23 e 4.28.
6.3 Programas, projetos e Ações
O diagrama esquemático do Quadro 6.2 exprime a visão de gestão que se
pretende dar para o setor de saneamento básico, tendo em vista os princípios da Lei
nº 11.445/2007, em especial, a integralidade. Trata-se de uma visão coadunada dos
programas, projetos e ações rumo à universalização do saneamento básico.
Assim, de forma a atender as demandas referentes aos serviços de
saneamento básico, traduzindo as diretrizes e as estratégias para alcance dos
objetivos e metas estabelecidos, foram propostos três programas para o Município de
ltaiçaba, com seus respectivos projetos e ações a serem executados ao longo do
plano. Desta forma, os programas possuem escopo abrangente e delineamento geral
dos diversos projetos a serem executados, cujo escopo é mais reduzido e nos quais
AR~
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OO~E.S
C~ [
T
AR
A.D
A.
O .. 4cagece ENGENHARIA
120
deverão estar agregadas as ações que, por sua vez, são atividades em um nível mais
focado de atuação.
De acordo com o PLANSAB (2014), um número reduzido de programas
permite a busca da máxima convergência das ações dos diversos atores institucionais
com atuação em saneamento básico, a fim de que se tornem fortes, reconhecidos e,
principalmente, perenes e possam garantir eficiência e estabilidade na execução da
Política.
Dos 3 (três) programas estabelecidos, 2 (dois) são classificados como
estruturais
6 e 1 (um) é classificado como estruturante
7
, com objetivos e metas de curto,
médio e longo prazo, dentro do horizonte de planejamento, para cada um dos
componentes do saneamento básico. Nestes três programas, identificados a seguir,
distribuem-se todos os projetos e respectivas ações para a universalização do
abastecimento de água e do esgotamento sanitário. Os três programas são:
6.3.1 Programas de Acessibilidade ao Saneamento Básico -
PASB
Este programa engloba os projetos de abastecimento de água,
esgotamento sanitário, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas e sistema de
limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, com respectivas ações, destinados a
ampliação da cobertura das componentes do setor e melhorias dos índices de
atendimento, no intuito de se atingir a universalização. O plano prevê a implantação
de 08 (oito) projetos neste programa, cujos detalhamentos encontram-se no Apêndice
A deste PMSB.
6 Correspondem aos tradicionais investimentos em obras, com intervenções tisicas relevantes nos territórios, para
a conformação das infraestruturas tisicas dos diversos componentes. São necessárias para suprir o déficit de
cobertura pelos serviços e pela proteção da população quanto aos riscos epidemiológicos, sanitários e patrimoniais
(Brasil, 2011).
7 Fornecem suporte político e gerencial para a sustentabilidade da prestação dos serviços, sendo encontradas tanto
na esfera do aperfeiçoamento da gestão, em todas as suas dimensões, quanto na esfera da melhoria cotidiana e
rotineira da infraestrutura tisica (Brasil, 2011 ).
4cagece ENGENHARIA
121
6.3.2 Programa de Qualidade do Saneamento Básico - PQSB
Programa que abrange os projetos, com suas respectivas ações, voltados
para o incremento de melhorias operacionais e da qualidade das componentes do
setor- Para este programai foi estabelecido a implantação de 5 (cinco) projetos, que
se encontram detalhados no Apêndice B deste PMSB.
6.3.3 Programa Gestão do Saneamento Básico - PGSB
Este programa contempla os projetos, com suas respectivas ações,
objetivando o fortalecimento da gestão e dos recursos institucionais do titular dos
serviços de saneamento básico. Foram estabelecidos 3 (três) projetos a serem
implantados no curto prazo, cujo detalhamento encontra-se no Apêndice C deste
PMSB.
..,icagece ENGENHARIA
122
Quadro 6,2 - Programas de Acessibilida.de, Qualidade e Gestão do Saneamento Básico.
PR/PASB/01/2018: Ampliação do SAA operado pela
CAGECE no distrito Sede - urbano
PR/PASB/02/2018: Ampliação do SAA operado pela
Abastecimento
SISAR na zona rural do distrito Sede na localidade
1,~, ·~
de Água
Tabuleiro do Luna
PR/PASB/03/2018: Cobertura e atendimento do
abastecimento de água por soluções individuais por
meio de cisternas de água de chuva no município de
Programa de
ltaiçaba
PR/PASB/04/2018: Instalação do SES operado pela
acessibilidade ao CAGECE no distrito Sede
Saneamento PR/PASB/05/2018: Universalização da cobertura e Básico - PASB
11,~ Esgotamento atendimento do esgotamento sanitário por soluções
Sanitário individuais para domicílios SEM banheirosl
1~,
PR/PASB/06/2018: Universalização da cobertura e
1· atendimento do esgotamento sanitário por soluções
individuais para domicílios COM banheirosl
Resíduos PR/PASB/07 /2018: Ampliação da coleta dos
Sólidos resíduos sólidos do município de ltaiçaba
1 Drenagem PR/PASB/08/2018: Ampliação da pavimentação de
Urbana vias do município de ltaiçaba
GESTÃO
Abastecimento
PR/PQSB/01/2018: Levantamento de informações
de Água
sobre sistemas coletivos operados pela Prefeitura
ou Associações
PR/PQSB/02/2018: Eliminação do lixão e
Programa de
recuperação da área degradada
qualidade do PR/PQSB/03/2018: Implantar as Coletas Seletivas
Saneamento
Resíduos Múltiplas e a Central Municipal de Resíduos - CMR,
Básico - PQS8
Sólidos para segregação e reaproveitamento dos resíduos
sólidos*.
,, PR/PQSB/04/2018: Adequação do transporte dos
resíduos sólidos de ltaiçaba
·; Drenagem PR/PQSB/05/2018: Elaboração de projetos
Urbana executivos do sistema de drenagem urbana
Programa de Todos os
PR/PGSB/01/2018: Fortalecimento Institucional
Gestão de componentes PR/PGSB/02/2018: Fortalecimento da Gestão dos
' Serviços Saneamento do Saneamento
' Básico - PGSB Básico PR/PG$B/Q~/2Q1$: lrnplantação de Sistema de
Informações
Fonte: Elaboração própria.
.tflcagece ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
123
6.4 Minuta do anteprojeto de Lei
De acordo com orientações do governo federal e no sentido de oferecer
maior segurança institucional ao Plano de Saneamento Básico de ltaiçaba, é
necessária a aprovação do mesmo por meio de lei municipal.
Entretanto, para além da execução do Plano e de sua aprovação, importa
também a sua garantia de continuidade. Assim, para que o plano seja sustentável
torna-se importante, dentre outros aspectos, no mínimo:
• Consolidar a regulação dos serviços de saneamento básico por meio da
Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará -
ARCE, haja vista a obrigatoriedade do acompanhamento do plano por
uma entidade reguladora;
• Estabelecer estrutura no âmbito municipal responsável pela
operacionalização do PMSB;
• Definir o conselho responsável pelo controle social.
Diante do exposto, foi elaborado projeto de lei que se encontra no Anexo
C, objeto do Projeto PR/PGSB/01/2018, Programa de Gestão do Saneamento Básico.
AR1.. ~~
-' El:D0
l.>
:
O~Cl
fS
.,.
1:oA
.R
0
Á
º 0 .. ~Cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
124
7. MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA
AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA
A Lei Federal 11.445, inciso VI do caput do art. 9°, prevê o estabelecimento
de sistema de informações sobre os serviços, articulado com o Sistema Nacional de
Informações em Saneamento. Já inciso IX do caput do art. 2° da mesma lei prevê a
transparência das ações, baseada inclusive em sistemas de informações. Diversos
outros artigos versam sobre a necessidade de sistema informatizado para o
acompanhamento dos índices de qualidade e serviços prestados, bem como das
ações estabelecidas no PMSB.
Importante ressaltar que o sistema de informações, a ser implantado, deve
ser estruturado e voltado para absorver os dados e informações das soluções
individuais e não apenas dos prestadores de serviços, que certamente serão as
principais fontes para a alimentação do sistema (CAGECE, SISAR., associações, etc.)
ou do titular, quando este presta diretamente os serviços
O sistema de informações é uma ferramenta de gestão integrada, com foco
no acompanhamento dos programas, projetos e ações do Plano. O objetivo é reunir
todas as informações de ltaiçaba, provendo interfaces para cadastro e manipulação
de tais dados, além de consultas e análises posteriores, por meio de indicadores.
Este capítulo apresenta um painel de indicadores que servirá para
avaliação objetiva de desempenho dos objetivos e metas de curto, médio e longo
prazos para alcance da universalização dos serviços, entendida como a ampliação
progressiva do acesso de todos os domicílios ocupados ao saneamento básico. O
painel compõe-se de indicadores divididos em nível político e estratégico, voltados
para a avaliação dos programas e/ou projetos, doravante denominados apenas de
indicadores de primeiro e segundo níveis, respectivamente. O acompanhamento das
ações de cada projeto será feito diretamente em cadastro próprio com atualizações
periódicas.
Os indicadores de primeiro e segundo níveis foram definidos, em sua
maioria, a partir do Sistema Nacional de Informações em Saneamento {SNIS). Os
indicadores de primeiro nível são voltados para avaliação direta dos índices de
ARCE -4,-cagece ,:~= OO([AllA ENGENHARIA
•
• • ;! Governo Municipal de
~ ~ii ltaiçaba
125
cobertura e de atendimento dos serviços de abastecimento de água, esgotamento
sanitário e de resíduos sólidos urbanos (Tabela 7.1 ). Aliados a estes indicadores, foram
definidos "indicadores de segundo nível" que serão utilizados de forma complementar
para avaliação indireta da universalização, em termos de qualidade e melhoria dos
serviços prestados, envolvendo apenas os serviços de abastecimento de água e de
esgotamento sanitário (Tabela 7.2). Por enquanto, não foram estabelecidos
indicadores de 2° nível para a componente resíduos sólidos urbanos e de 1° e 2° níveis
para a componente drenagem, o que deverá ser feito no futuro.
Vale ressaltar que o Município de ltaiçaba ainda não possui um sistema de
indicadores para acompanhamento que compreenda o seu território integralmente. A
implantação de um sistema está prevista até 2022, objeto do Projeto
PR/PGSB/03/2018 do Programa de Gestão do Saneamento Básico. O
desenvolvimento do sistema para acompanhamento do PMSB, no qual se insere o
plano de ltaiçaba, deverá adotar as normas do Decreto Estadual nº 29.255, de
09/04/08, que trata, entre outros, da padronização do desenvolvimento de sistemas
de informação na utilização de soffware livre e que está em sintonia com as diretrizes
do Governo Federal. Desta forma, serão disponibilizados vários cadastros por meio
de sistema interligado, gerando consultas estatísticas para avaliação e
acompanhamento do Plano nas suas diversas componentes.
Em relação aos indicadores adotados neste PMSB, o diagnóstico propiciou
somente a determinação dos valores para os índices de cobertura e de atendimento,
estabelecendo metas apenas para estes dois. Para os demais, caberá à ARCE
estabelecer metas progressivas, consoante o artigo 23, inciso Ili da Lei nº
11.445/2007, as quais deverão ser incluídas nas futuras revisões deste plano.
AR~EI ~Cagece
AGfNílA
Rt:C.ULAOORA
'-'..
~
- DOESTA.DO
OOCIA~A ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
126
Tabela 7.1 - Indicadores de 1° Nível, para acompanhamento do Programa Acessibilidade ao Saneamento Básico
PROGRAMA: Acessibilidade aos Serviços
Objetivos e Metas
Componente I Estratégicos
Parâmetro
ou Setor
Indicador Conceito Objetivo
Expresso
em
Fórmula e Variáveis Referência
Percentagem do número de Avaliar o nível de Donnicílios ou população do
domicílios ou da população acessibilidade ao município com abastecimento de AA0
1 b (IRAR)
com cobertu:ra de abastecimento de água, em % água disponível (nº) / Total de d t d
abastecimento de água no relação à possibilidade de domicílios ou população total do ª ap a 0
_______________________________________ l'!l~_nJ~[P._i~: !ig_a_ç_ã_~ 9~_!?9P~J€lç~9J~_t€=JL· nnunicí12io (t!º) _
t d' t pi:i=~~a~i:i~it~jou~;~º ~ce;:i;i\:a}~~~f~t~ ao % p:~
1=t~~f ::ri~eª1egni~d(~;~m 1023 (SNIS)
ªb en idmeán ° abastecimento de água ª as ecimen ° et gluda, ou O População urbana do município adaptado
ur ano e gua d' . 1 . t 1
. d seta, o percen ua a (nº)
. isporuve e líl er iga o. o ula ão urbana interli ada. Atendimento - - - - - - - - - - - - --- - - - - -- - - -- - - - - - -- - - -- - -- - - - - - _p_ p ç_ -,- - -- - - - - - - _ ig_ - -- - - -- - - - -.- - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - -- --- - - --- - - - - - - - - - - - - - - --
Avaliar o nlvel de
[ndicede Percentagem dapopulaçào acessibilidade efetivo ao .
aten~imznto total !~:~t~~i~~~:~
1~~1~: abast~cimento d~ á~~a, ou % :~~~!:~f~~~!~l;~e;;~~a(!~~~ 105d5 (~~S)
e gua disponível e interligado.
0
si/:· ~o~~;~f ~~~i: !da. População total do município (nº) ª ap ª 0
- - - - --- ---- - -- - - -- - - -- - - - - -- - - - - - - - -- --- - -- - -- - -.- - -- - - - - -- - - - - -- - - - - - - - - -- - __ p !J} __ ç _ - - - - - - -- - _ g_ - - --- -- - -- -- - - - - - - - - - -- - - - - - -- - -- -- - - - - -- - - -- -- - - - - - - - - - - --
Percentagem do número de Avaliar o nível de
C b rt d domicílios ou da população acessibilidade de esgotamento Domicílios com esgotamento AR01 a
0 e u;a e com cobertura de sanitário, em relação à % sanitário disponíve1 (nº) / Total de (IRAR)
esgo O esgotamento sanitário no possibilidade de ligação da domicílios (nº) adaptado
____ -.- munic[P._io. população total. _
Avaliar o nlvel de .
1 d
.. d Percentagem da população lbllld d f t· População urbana atendida com
n ice. e b d . .. acessa 1 1 a e e e ivo ao t t 'tá . ( º) / 10. 24 , 1047
atendimento u~:gn~a~e~~;~~~
1
ifá~i~m esgotamento ~anitário, eu seja, % e;;~u~;:~ ~r~~~a ;~~alndo (SNIS)
urbano de .esgoto d' . 1 . t 1
. d o percentual da população 1111 ·cí . (nº) adaptado
. ,spornve e in er iga o. urbana interli ada. . uni pio - . Atendimento - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - --- - - , - - - - - - !9: - - - - - - - - - - - - - - - -.- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -.- - - - - - - - - - - - - - - - - - - Avaliar o nlvel de
[ndicede Pe;ce~:gem d.ª.P?Pulação acessibilidade efetivo do População total atendida com 1056 SNIS
ate~d~::~~~otal d;~;ot:í m:I ~~~ct:rl1~iÍ~~d; ~s:i~e~~~~f d~a~~!~f~ç~~ ~;t~I % Po;~r:;::~~~~ J~~~~~íti~ [nº) adc1~tado)
____________________________________________________________________i_s_p_o_n __v_e __e __m __e __1g_a ___o_. _____________in_t_e_r_ li g ada. _
Percentagem do número de Avaliar o nível de
T d Cobertura da domicílios urbanos ou da acessibilidade da coleta dos
C ibert e coleta de resíduos populacão lllrbana com coleta :resíduos sólidos urbanos, em
0 e ura sólidos urbanos de resíduos sólidos no relação à população total
município. urbana.
Cobertura
Cobertura de
água
AGUA
Garantia do acesso
ao abastecimento de
água
lndicede
Cobertura
ESGOTO
Garantia do acesso
ao esgotamento
sanitário
RESIDUOS Garantia do acesso à
SÓLIDOS coleta dos resíduos
sólidos urbanos
%
Donnicílios com .coleta de resíduos 1016 (SNIS)
sólidos urbanos (nº) / Total de adaptado
domicílios urbanos (nº) '
AR1l.
~~ E I ~O
't: OtS
:T
: A
..
OO
..
~ DO([ARA _.;J.cagece ENGENHARIA
• • •
•
l") it;iç;c.;~e 127
Tabela 7.2 - Indicadores de 2° Nível para avaliação do Programa de Qualidade do Saneamento Básico (,PQSB)
PROGRAMA: Melhorías Operacionais e de QuaJidade dos Serviços
Objetivos e
Componente! Metas
Estratéaicos
Parâmetro ou
Setor
Indicador Conceito Objetivo Unidade Fórmula e Variáveis Referência
AGUA
Avaliarº. ~ível de [Volume de água macromedido (m3) -
. Percentagem do . sustentabilidade _da . Volume de água tratado exportado (m•)J /
Índice. de volume de água infraestrutura dos serviços, em 0, [V lum d . á P od ld ( •) +VolUJ d 1011
d• - d td é 1 ,,, • . t· . d ,o o e e gua r uz1 o m me e (SNIS) macrome içao pro uzt o q_ue re ª~"º a exrs enc1a_ e água tratada importado (m") _ Volume de '
macromedida. capacidade ie ;ed1çao da água tratado exportado (m•)J x100
·----------------------------------------------------------------JJrO u~_o. --------------------------------------------------·--------------------· A r 1 1 d Volume de água produzido (L/dia) + Volume·
. lndice de perdas por ~ciume di_ário de su~~~~~il~d~~e !a (.L/dia)/ de _água tratado importado (L/dia) - Vol:Ume 1051 Ligação li _ agua perdido, por . f . t t d . li _ de agua de serviço (Udia} - Volume de água (SNIS)
igaçao ligação. m rae~;~~;~ à~sp~~:~os, em igaçao consumido (L/dia)] / Li~ações ativas de água ·
. --- - - - - - - - - -- -- - --- - - --- -- - - - -- - - - - - - - -·- - - - --- - -- - - - -- - -- - - --- -- - - - - - --- - -- - - - -- - - - - - - - - -- - - - - - - - -·- --- - - - - -- - - - _(n ). - -- - - - - - - - - -- - - - - - -- - - - - - - - - -· Número de Avaliar o nível de
R d d Densidade de vazamentos na rede sustentabilidade operacional, em ºl
100 Vazamentos na rede de distribuição (nª/ano) AA16 d. rbe. : vazamentos na rede de distribuição, por relação à existência de um : I . f Comprimento total da rede de distribuição (IRAR)
is ri uiçao de distribuição unidade de número reduzido de vazamentos m ano (km) x'f.00
- - - - - . - . - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -·- - -- lndice de consumo- - - - - compJimento. - . - - - - - - - na~~~~ª~~ d~~~~~~~ão - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - . - - - - - - - - - . - - - - - . - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - . ef ~i§;~" ºº;~~;~ de :i~:~~~l!~r c,::~~t::;:'
· ~::;r!f ?~~!~~:., Kwhim'
~~:~;:1fü~g§1t~~1~~;~~ (~:,ti
---------------------------------------~-------------------------------------------~---------------------------------------------------------------------------- Fornece indicação, em termos
médios, de por quanto tempo é
possível assegurar o
fornecimento de água aos
consumidores em caso de falha
de alimentação.
Percentagem do Avaliar o nível de
número de ligações sustentabilidade da
ativas no município infraestrutura, em relação à
que possuem medição do consumo real dos
. hidrômetros. usuários. .
Micromedição
Índice de
hidrometração % Ligações ativas de água micromedidas (nº) /
Ligações ativas de água (nº) x100
1009
(SNIS)
Macromedição
Redução de
Perdas e
combate aos
desperdícios
Capacidade
Operacional Reservação
Capacidade de
reserva de água
Autonomia de
fornecimento de água
tratada pelos
reservatórios de
adução e distribuição.
dias
Capacidade de reserva de água na adução e
na distribuição (m3
) / Agua entrada no
sistema (m3
/ano) x 365
AA13
(IRAR'.)
AR~EI
AGEuclA
REGULADORA
~ - DOESTADO
......,, OOC(AqÁ ,4-cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
128
Continuação Tabela 7..2.
PROGRAMA: !Melhorias O_J)_eracionais e de Qualidade dos Serviços (Continuação)
1
Objetivos e 1 1 Componente Metas Parâmetro
Estratégicos ou Setor
Indicador I Conceito I Objetivo [Unidade Fórmula e Variáveis Refe~ência
ÁGUJA
lnc!dência das Per~:~fsgees~:~l~~:;:;~~~:
1
de Avaliar o nlvel de qualidade _dos ~;~~~=~ :0%ªr!;t,~=~~ 1;;
1~~º
aná~tses,de cloro realizadas na água tratada não serviços, em relaçã? ao cum~nmento % padrão (nº) / Amostras analisadas 1075 (SNIS)
res,dua~ tgra do conforme com a legislação de parâme~os lera,s d~ qualidadeda para aferição de cloro residual
Cloro . . ?..~ -~ -~ .. _ . .?.Rl~c_á_l{~I: 9_~~- ~~~~:~ _ª_· {flº)_~ ~99 .
residual lndice de A 1
. lid d d . Amostras analisadas para
. . d I va ,ar a qua , a e os serviços em f . ã d 1 id 1 ( º) / conformidade da Percentagem de análises e coro I ã • t d ' a enç o e coro rest ua n
quantidade de residual requeridas pela legislação . ~ aç O i8º cu~pnment O
as t % Mínimo de amostras obrigatórias 1079 (SNIS)
amostras - cloro aplicável que toram realizadas. ex~g nc,~-~ ~ga~s : mo~, oramden ° para arnálises de cloro residual
residual a qua I a e a gua orneci a. (n") x 100 ----~-------------------------------------------------------~--.-------------------------~-----------------~-1-~-----------------------------
. . Percentagem do número total de . . . Amostras para análises de
lnctdê_ncta das análises de coliformes totais Avaliar O nível de qualidade _dos coliformes totais com resultado
análises de . • serviços, em relação ao cumprimento <> 0
ct°lifo~mes ~t_?iS re~~~~i::~o~~a1
:;~~i~~o de parâme~os tets d~ qualidade da Yo to;~a~i~~::;ãp:·~~ ~:e~;~s~!s 1084 (SNIS)
Coliformes . _ ora _
0 pa _ rao a_Rlicável. gua _ ornec, ª· coliformes totais (nº} x100 .
totais tdic~ dJ d Percentagem de análises de Avaliar a qualidade dos serviços, em
con or~ ~ ed ª coliformes totais requeridas pela relação ao cumprimento das
quan 1
1
ª e · e legislação aplicável que foram exigências legais de monitoramento
amos ras - r d d lid d d . f .d coliformes totais rea iza as. a qua , a e a agua orneci a.
----------- Avaliar o Rível de sustentabilidade
Duração média T . d. t • dos serviços, em relação à ho a/ Tempo de execução dos serviços 1083 (SNIS)
Serviços dos serviços empodme '
0
.gas O :a~a execuçao capacidade de solução das r, de água (hora)/ Quantidade de d t d
executados os serviços e agua. demandas reclamadas e/ou serviço serviços de água executados (n") ª ap ª 0
Atendimento . __ • ... solicitadas _Reios usuánios. .
A I" • d • d á • Avaliar o raível de sustentabilidade Reclamações dos usuários dos Plano
S . Reclamações dos va iaçao ~ p~rcepçf~ do udsu no dos serviços, em relação às 'o/c serviços de água (nº} / Total de Maírínque
erviços usuários -a (9s?e~
0 ª qua 1 ªde á ª demandas reclamadas e/ou O economias ativas de água (nº) x (ADE RASA)
------- .. . _ ~~~~-~~~~. -~~ ~:-~~ç-~~. :. _ ~~~~ --~~ll~ité!~é!~ .R~l9~.':!~':!~tii9_s0 _. ••• •••••••• _ ••• 1_QQ _ •.• •. ?sJ_a_Rt?sJ.~ __ .
Utl çã d Percentagem máxima ,da Permite avaliar a folga existente em Volume mensal máximo de água
Capacidade T t t 1
\
2
ª.
0 /s capacidade das estações de termos de estações de tratamento "lc tratada (mª/mês) / Capacidade AA13 (IRAR)
Operacional ra amen ° ~s ~çoes t e tratamento existentes que foi relativamente aos períodos do ano
O mensalmáxima de tratamento
________ •• ·- ra amen ° utilizada. •• _ •• de maior consumo. _{liílª}/rnês} x 366 __ •••.. •• .
Allaliação da percepção do usuário Avaliar o rnível de sustentabilidade Reclamações de falta de ág1:1a Plano
S . Reclamações de -a respeito da qualidade da dos serviços, em relação às "lc dos usuários dos serviços (nº) / Mairinque
ervtços falta de água prestação dos serviços de água e reclamações de falta de água pelos
O Total de economias ativas de (ADERASA)
esgoto. usuários. água (nP) x 100 adaptado
Adeqlllar
qualidade da
água
%
Amostras analisadas para
af:ri_ção de coliformes to!8is (nº) / 1085 (SNIS)
M1mmo de amostras obngatónas
para coliformes totais (n") x100
Continuidade/
Regularidade
AR
~E,.r.1 .. ,.,. ~ ~ :,~S~/\~ORA
......,,, DO(FARA -~Cagece ENGENHARIA
•
.; _-;8~ ~ Governo Municipal de
.... . g • b
~-'11 .. t:.. ltalça a
129
Continuação Tabela 7.2.
PROGRAMA: Melhorias Operacionais e de Qualidade dos Servicos /Continua ãol
Objetivos e Parâmetro ou Componente Metas Setor.
Indicador Conceito Objetivo Unidade Fónnula e Variáveis Referência
Estratéaicos
ESGOTO
. .. . . ic,~~f~:
1
:~::~~ 2~~:~ Avaliar o nivel de quali~ade dos ~;isc~: ~::~it!~~if!! ~~
DBO ~n;g:~:~ª~0ª~=~~=~ real~:i~~~~::
0
:~!~ado cump~i~:
1
i~sd:;;~::1~o!~egais % an~~i;~~;~::aAa~!f;:osde 'ºª~;~ri;ado
___________________________________________le _ g isla ç ão a p licável. de qualidade da agua fornecida. DBO l'n_º~' -x-10--0 --------------------·
Percentagem do número Amostras para análises de
A~equar a Incidência das análises . total de an~lises ~e Avaliar~ nível de qualidade dos coiiformes totais com
qu~~;i~sdos Coliforrmes totais det~ifir'.11e~ !~tais- col~~r:~~:~~~:i;~~h~:ias cump~i:;
1
i~sd:;;~::t~o!~egais % [i.~~i~~~~;~;: i~!!~~!~ 1084 (SNIS)
or
O
pa r
O
conforme com a legislação de qualidade da água fornecida. para aferição de coliformes
. -·- ap)icável. -·- totais( nº}x 1.00 • _ .
Extravasamentos de Frequência d'e Avaliar O nível Ide _qu:l~dade.do~ xt Extravasamento de esgotos
Extravasamentos esgotos por extensão extravasamentos de esgoto se~iço~ em reaçaot requenoa e tv~~ame registrados (nº) / Extensão 1082 (SNIS)
de rede por Km de rede v!r~c:ª~~ss~:~n
0
º\~~t:;~ n os m de rede de esgoto (Km)
~~~~~---------------------------------------·-----------------··----------------------ç _ _p --------·-·
Avaliação a Percentagem do esgoto Av~liar o nivel de sustemt~bilidade Vol~me de esgoto tratado
capacidade· Tratamento Índice de tratamento coletado que é tratado em da infr_aeslrutur~ dos serviços, em % (m ) 1 [Volume de esgoto 1016 (SNIS)
d Ir I t ETE reiaçao ao efetivo tratamento da coletado (m
3
) + Volume de
__ 0 __ ª amen º. . _. • totalidade do esgoto coletado. . esBolo_importado {m3}1x~OO ·-·
Índice de c_onsurno de C d . Avaliar o nivel de sustentabilidade co,éntsumo lota! dte enerdgia
e . lé . onsumo e energia por . . e nca em sfs emas e
economia e onsum? de enerqia e trica em unidade de volume de ambient~I dos serviços, em KWhtm• esgotamento sanitário (Kwh) 1059 (SNIS)
s .0 . 1 energia sistemas de 1 1 tad relação ã utilização adequada dos I V I e d 1 1 t d
u O ract na esgotamento sanitário esgo O ra O recursos energéticos.
0 um e e~go O coe ª 0
·-------------------------------------------·----------------------------------------------------------------------------------------(m_} _
Avaliar o nível_ de sustentabilidade T d ã d
T édi t d · 1 ã - empo· e execuç o os
0 a ão édía d empo m 10 gas o para os serviços, em re aç o a i . d t (h ! 1 Serviços se~i;os e:ec~tad~: execução dos serviços de capacidade de solução das hora/ serviço s~:~~~da~=~geo s:rviº~~ 1083 (SNIS)
esgoto. demandas reclamadas e/ou t d º ç
Atendimento . _. . . . • __ solicitadas pelos usuários. • execu ª_os (n ) _. _._ ·-·- _
Avaliação da percepção do Avaliar o nível de sustentabilidade Reclamações dos usuários
u_suário a respeito da dos serviços, em relação às % dos serviços de esgot? (nº)· /
qualidade da prestação dos demandas reclamadas e/ou Total de economias ativas de·
serviços de esgoto. solicitadas pelos usuários. esgoto (nº) x 100
Otimização,
Serviços
Reclamações dos
usuários
Plano
Mairinque
(ADERASA)
AR~EI
AGt .. CIA
REGU!.AOORA
~ ,a OOESTADO
'i!ittt,JII" 00 CEARA 4"cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
130
8. AÇÕES DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA
As ações de emergência e contingência, contidas neste PMSB, identificam
e priorizam riscos que envolvem as componentes do setor de saneamento básico. O
objetivo destas ações é estabelecer medidas de controle para reduzir ou eliminar os
possíveis riscos, aos usuários e ao meio ambiente.
As ações e diretrizes contemplam prevenção, atuação, funções e
responsabilidades nos procedimentos de atuação, envolvendo diversos órgãos, tais
como o SAAE, SISAR e Prefeitura Municipal, entre outros, no auxílio e combate às
ocorrências emergenciais no setor de saneamento básico. Estas ações são de
relevância significativa, uma vez que englobam as diversas situações que podem
impactar na prestação dos serviços.
Ademais, é importante observar que, em situações críticas, o atendimento
e funcionamento operacional dos serviços públicos de saneamento básico envolvem
custos diferenciados.
Considerando a ocorrência de anormalidades em quaisquer sistemas do
saneamento básico, a comunicação do fato deve seguir uma sequência visando à
adoção de medidas que permitam com rapidez e eficiência sanar as anormalidades
que caracterizam a situação, bem como o controle dos seus efeitos.
Em situação de emergência, esta deverá ser comunicada às entidades
responsáveis para mobilização das ações necessárias ao atendimento, com o objetivo
de normalizar a situação.
Caso seja necessário realizar evacuação e o abandono de áreas afetadas
por emergência, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros deverão coordenar todas as
ações.
Nas situações de emergência, o coordenador local designado deverá
providenciar a documentação e os registros fotográficos e/ou filmagens das
emergências para registro de informações que subsidiem os processos investigatórios
e jurídicos. Devem, ainda, detalhar as diretrizes apresentadas em Planos de
Emergência e Contingência, visando especificar ações concretas de atuação, com
•
-~Cagece ENGENHARIA
• ...
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.. -
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1 ... ~1: ltaiçaba
131
base em normatização da ARCE, conforme definido no Inciso XI, art. 23 da Lei nº
11 .445/2001.
O Plano de Emergência e Contingência de ltaiçaba está explicitado no
Apêndice D.
9. REGULAÇÃO
9.1 Introdução
A regulação tem, como finalidade, proteger o interesse público, com vistas
ao atendimento dos princípios e das diretrizes que orientam a formulação e a
condução das políticas públicas. A regulação é entendida como a intervenção do
Estado nas ordens econômica e social, com o objetivo de se alcançar eficiência e
equidade, traduzidas como a universalização na provisão de bens e serviços públicos
de natureza essencial, por parte de prestadores de serviços estatais e privados.
Além disso, a Lei nº 11 .445/2007 estabelece a regulação como condição
vinculante para a validade dos contratos de prestação dos serviços de água e esgoto.
Esta regulação deverá ser realizada em atendimento aos seguintes princípios:
I. Independência decisória, incluindo autonomia administrativa,
orçamentária e financeira da entidade reguladora;
li. Transparência, tecnicidade, celeridade e objetividade das
decisões.
Constituem, ainda, objetivos da regulação definidos na Lei: estabelecer
padrões e normas para a adequada prestação dos serviços e para a satisfação dos
usuários; garantir o cumprimento das condições e das metas estabelecidas; prevenir
e reprimir o abuso do poder econômico, ressalvada a competência dos órgãos
integrantes do sistema nacional de defesa da concorrência, e definir tarifas que
assegurem tanto o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos como a modicidade
tarifária, mediante mecanismos que induzam à eficiência e eficácia dos serviços e que
permitam a apropriação social dos ganhos de produtividade.
-Slcagece ENGENHARIA
132
Desta ·forma, diante das diretrizes e objetivos da Lei nº 11.445/2007 e da
importância que a regulação pode representar para a melhoria e o desenvolvimento
do setor de saneamento básico, é necessário que os instrumentos de execução da
regulação - as agências reguladoras - sejam modelados com base nas seguintes
características:
- Quadro dirigente, com previsão de mandatos, requisitos técnicos bem
definidos para sua seleção e poder de decisão não questionável por outras
instâncias do poder executivo;
- Financiamento da atividade de regulação por meio de taxas de regulação
pagas pelos usuários dos serviços, evitando a dependência de recursos do
orçamento fiscal do titular dos serviços;
- Quadro de pessoa- próprio, selecionado por concurso público;
- Cargos do corpo gerencial (gerentes, coordenadores etc.), de exclusividade
do quadro de pessoal próprio, selecionado por critérios técnicos;
- Existência de normas que estabeleçam separação entre as atribuições da
agência e as do prestador de serviços.
A Lei nº 11 .445/2007 estabelece os critérios para a delegação da regulação
dos serviços de saneamento básico, em caso de o titular dos serviços não constituir
sua própria agência.
Art. 23 § 1- a regulação de serviços públicos de saneamento
básico poderá ser delegada pelos titulares a qualquer entidade
reguladora constituída dentro dos limites do respectivo Estado,
explicitando, no ato de delegação da regulação, a forma de
atuação e a abrangência das atividades a serem
desempenhadas pelas partes envolvidas
No tocante aos Planos de Saneamento Básico, a interface entre a
regulação e o planejamento é explicitada no parágrafo único do art. 20 da Lei nº
11.445/2007, que define as atribuições específicas da entidade reguladora quanto aos
planos:
Art. 20
Parágrafo único. Incumbe à entidade reguladora e fiscalizadora
dos serviços a verificação do cumprimento dos planos de
ARr!~ E'
=OOC[U= A. -~Cagece ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
133
saneamento por parte dos prestadores de serviços, na forma das
disposições legais, regulamentares e contratuais.
Esta interface está reforçada no art, 27 do Decreto nº 7.217 de 21 de junho
de 2010:
Art. 27. São objetivos da regulação:
li - Garantir o cumprimento das condições e metas
estabelecidas;
O Estado do Ceará já dispõe de uma agência reguladora dotada das
características definidas no marco regulatório nacional, a Agência Reguladora de
Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará - ARCE. Esta agência constitui-se,
portanto, na responsável pelo acompanhamento da verificação do cumprimento do
Plano de Saneamento Básico de ltaiçaba, garantindo-se a efetividade dos programas,
projetos e ações previstos, em consonância com o disposto nas diretrizes e
estratégias do Capítulo 5.
9.2 Caracteristicas da ARCE
A ARCE foi criada por meio da Lei Estadual nº 12. 786, de 30 de Dezembro
de 1997, como uma Agência Multisetorial, com competências para a regulação técnica
e econômica dos serviços públicos dos seguintes setores: Distribuição de Gás
Canalizado e de Transporte Intermunicipal de Passageiros, delegados diretamente
pelo Estado do Ceará; Distribuição de Energia Elétrica por meio da Delegação da
ANEEL; e Saneamento Básico, conforme o art. 4° da Lei Estadual nº 14.394, de 7 de
julho de 2009.
Os princípios da independência decisória, incluindo autonomia
administrativa, orçamentária e financeira, e da transparência, tecnicidade, celeridade
e objetividade das decisões, indicados nos incisos do art. 21 da Lei Federal nº 11.445,
de 5 de janeiro de 2007 - fundamentais para a regulação - estão contemplados no
desenho institucional da ARCE, o que contribui para o desenvolvimento da regulação
setorial no Estado do Ceará, conforme análise a seguir.
ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
134
./ Independência Decisória: O quadro dirigente da ARCE é composto por 3
Conselheiros-Diretores, com mandatos de 4 anos, em períodos não
coincidentes, sendo vedada a exoneração por parte do chefe do Poder
Executivo. Das decisões do Conselho Diretor, notadamente em matérias
regulatórias, não cabe recurso impróprio .
./ Autonomia Administrativa: Todas as funções comissionadas de coordenação
técnica e de assessoria da ARCE são de provimento exclusivo de servidores
concursados, e de escolha do próprio quadro dirigente. Tal prerrogativa
garante maior estabilidade para a tomada de decisões técnicas e minimiza
a possibilidade de interferências políticas, contribuindo, também, para a
independência decisória da agência .
./ Autonomia Orçamentária e Financeira: Os recursos para custeio da
regulação no setor de Saneamento Básico são pagos pelos usuários dos
serviços por meio de repasses diretos feitos pelo prestador, não havendo,
portanto, dependência do tesouro estadual. A fonte de recursos está prevista
no art. 6° da Lei Estadual nº 14.394/09 .
./ Transparência: Os Relatórios de Fiscalização (RF), bem como os pareceres
técnicos, são disponibilizados pelo site institucional (www.arce.ce.gov.br).
Esta ação coaduna-se com o§ 2° do art. 26 da Lei Federal nº 11.445/07, que
determina a publicidade dos relatórios, estudos, decisões que se refiram à
regulação ou à fiscalização dos serviços, na internet.
./ Tecnicidade: Do quadro de servidores da ARCE, mais de 80% são pósgraduados .
./ Celeridade e Objetividade das Decisões: As decisões da agência são
fundamentadas em um conjunto de resoluções acerca das condições
técnicas e econômicas da prestação aos serviços, de acordo com o art. 23
da Lei Federal nº 11.445/07.
Após a promulgação da Lei Estadual nº 14.394, de 7 de julho de 2009, a
ARCE tornou-se reguladora dos serviços operados pela CAGECE, exceto quanto ao
observado no art. 9°, inciso li, da Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Ou
seja, enquanto os municípios operados pela CAGECE-atualmente 149- não criarem
•
-~vc. e agece
it f: Governo Municipal de
s~ .. 1 ltaiçaba
135
suas próprias Agências ou não delegarem a regulação a outro ente, a ARCE será a
reguladora dos serviços.
Além de fiscalizar a prestação dos serviços da CAGECE, a ARCE edita
instrumentos normativos e realiza atendimento às reclamações dos usuários por meio
de sua Ouvidoria, além de proceder à análise dos pleitos de revisão e reajuste de
tarifas da CAGECE. O trabalho exercido por esta Agência credenciou-a como
referência nacional pela Associação Brasileira de Agências de Regulação (ASAR).
As ações de fiscalização, diretas e indiretas, caracterizam-se como uma
das principais atividades exercidas pela ARCE, de competência das Coordenadorias
de Regulação.
A Coordenadoria de Saneamento Básico (CSB) é a responsável pelas
fiscalizações diretas e indiretas dos sistemas de abastecimento de água e de
esgotamento sanitário prestados pela CAGECE. As fiscalizações diretas são
auditorias avaliam o atendimento às condições normativas e contratuais da prestação
de serviços. Já a fiscalização indireta ocorre por meio de indicadores de desempenho,
calculados a partir de informações fornecidas pela CAGECE ou coletadas pela própria
ARCE. Esta Coordenadoria, também, atua diretamente na verificação do cumprimento
dos planos de saneamento. A estrutura organizacional atual da ARCE encontra-se
apresentada na Figura 9.1.
Figura 9.1 - Estrutura Organizacional da ARCE.
- Comunicação e Rei. Institucional
- Assessoria de Gabinete
Assessoria do Conselho Diretor
RANSP.ORTES
Fonte: Arce (2017).
AR EI ~Cagece
AW,CIA
. R[GULAOOIU.
~ • OOf~TA.00
,._,,,,, DO CI A.~A ENGENHARIA
136
É tambêm atribuição da ARCE a definição de tarifas, propiciando a
expansão do atendimento e a operação com qualidade e eficiência e, ao mesmo
tempo, estabelecer preços acessíveis e compatíveis com a renda dos usuários.
Ainda no exercício de suas atribuições, a ARCE tem a Ouvidoria como
instância de importância estratégica na relação com a sociedade. De fato, a Ouvidoria
é a responsável por receber, processar e solucionar as reclamações dos usuários
relacionadas com a prestação de serviços públicos de energia elétrica, água e esgoto,
gás canalizado e transporte intermunicipal de passageiros, desde que exauridas as
tentativas de acordo pelas partes em conflito. Com isso, a ouvidoria da ARCE faz com
que a agência tenha relevante papel no controle social da prestação dos serviços,
proporcionando ao usuário do serviço público o direito de questionar, solicitar
informações, reclamar, criticar ou elogiar, garantindo a cidadania.
10. MECANISMOS DE CONTROLE SOCIAL
A falta de percepção da problemática local, de forma geral, pode inviabilizar
as políticas que exigem períodos de planejamento e execução, cujos efeitos são
alcançados a médio e longo prazos. Por isto, a Lei nº 11.445/2007 reconheceu a
importância do controle social, definindo-o como princípio fundamental da prestação
dos serviços na formulação de políticas e planos de saneamento básico (art. 2°, da
Lei nº 11.445/2007), entendido como "conjunto de mecanismos e procedimentos que
garantem à sociedade informações, representações técnicas e participações nos
processos de formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados
aos serviços públicos de saneamento básico".
Assim, o acesso à informação torna-se imprescindível para o controle social
e é garantido no art. 26 da Lei nº 11.445/2007, que assegura "publicidade dos
relatórios, estudos, decisões e instrumentos equivalentes que se refiram à regulação
ou à fiscalização dos serviços, bem como aos direitos e deveres dos usuários e
prestadores, a eles podendo ter acesso qualquer do povo, independentemente da
existência de interesse direto".
---Cagece ENGENHARIA
•
..! ~~ !: •• Governo Municipal de
\
1 .. ~ii ltaiçaba
137
Conforme definido no inciso IV do caput do art. 3° da Lei nº 11.445/2007,
compete ao titular dos serviços o estabelecimento dos mecanismos de controle social.
No processo de elaboração dos Planos de Saneamento Básico, a referida lei, em seu
§ 5° do art, 19, assegura "ampla divulgação das propostas dos planos de saneamento
básico e dos estudos que as fundamentam, inclusive com a realização de audiências
ou consultas públicas",
Consoante esta assertiva, o Decreto nº 7.217/2010, em seu art. 34, declara
que o controle social dos serviços públicos de saneamento básico poderá ser instituído
mediante a adoção de debates e audiências públicas, realizadas de modo a
possibilitar o acesso da população, podendo ser realizadas de forma regionalizada ou
por meio de consultas públicas, promovidas de forma a possibilitar que qualquer do
povo, independentemente de interesse, ofereça críticas e sugestões a propostas do
Poder Público, devendo tais consultas ser adequadamente respondidas.
Além da utilização de um dos mecanismos citados anteriormente, ltaiçaba
deve instituir, obrigatoriamente, por meio de legislação específica, o controle social
realizado por meio de órgão colegiado, de caráter consultivo, com participação na
formulação da política de saneamento básico, bem como no seu planejamento e
avaliação. Suas funções e competências poderão ser exercidas por outro órgão
colegiado já existente no município como, por exemplo, o conselho de meio ambiente,
com as devidas adaptações da legislação, sendo assegurada a participação de
representantes dos titulares dos serviços, de órgãos governamentais relacionados ao
setor de saneamento básico, dos prestadores de serviços públicos de saneamento
básico, dos usuários de serviços de saneamento básico e de entidades técnicas,
organizações da sociedade civil e de defesa do consumidor relacionadas ao setor de
saneamento básico, nos termos do art. 47 da Lei nº 11.445/2007.
Em suma, o Plano Municipal de Saneamento Básico, sendo oriundo de um
processo de discussão com a Sociedade Civil em ltaiçaba, será peça fundamental na
formulação da política pública do setor de saneamento básico de ltaiçaba, tendo,
como principal resultado, a definição de seus princípios e diretrizes, buscando a
eficiência por meio do planejamento dos investimentos, respaldado nos interesses e
na sabedoria dos técnicos e da população, rumo à universalização.
AR~El 4-cagece
•<íl,COA
RfGULAOORA
~ ~ OOE\TAOO
'iiwtll' Uô(í~A ENGENHARIA
138
Para elaboração do PMSB de ltaiçaba foi realizada 01 (uma) audiência
pública abordando o diagnóstico e prognóstico, além da mobilização social, realizada
pelos articuladores do município, com aplicação de questionários opinativos a respeito
dos serviços prestados no setor de saneamento básico, estes dispostos no Apêndice
E.
Por fim, o município de ltaiçaba deve, até o final de 2022, instituir o órgão
colegiado, ou adaptar um já existente, que exercerá as funções de controle social, do
contrário, será vedado ao município, a partir do exercício financeiro de 2014, o acesso
aos recursos federais ou àqueles geridos ou administrados por órgão ou entidade da
União, quando destinados a serviços de saneamento básico, de acordo com o§ 6°,
art. 34 do Decreto nº 7.217/2010.
-~Cagece ENGENHARIA
• i :i--- !! Governo Municipal de .. .. %..; .. ~1: ltaiçaba
139
APÊNDICE A - PROGRAMAS DE ACESSIBILIDADE AO
SANEAMENTO BÁSICO (PASB)
Abastecimento de Água
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BASICO PASB)
DISTRITO(S): - -- SEDE-URBANA PROJETO: PR/PASB/01/2018
TITULO; Amoliacão do SAA ooerado oela CAGECE no distrito Sede - urbano
1 -Objetivo
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de abastecimento de água com qualidade e quantidade, conforme
normas legais e regulamentares.
2 - Justificativa
O sistema de abastecimento de água (SAA) do distrito Sede (urbano), operado pela CAGECE, apresentou índices de cobertura
e de atendimento de 100% e 79,5% respectivamente em 2018, segundo o diagnóstico. A estação de tratamento produzindo
em tomo de 7,64 Us, que não atende a demanda atual (15,67), demandas futuras vão de 16,96 Usem 2022 até 23,28 Usem
2038. Portanto, nestas condições, a produção deverá ser acrescida para suprir a demanda futura já a curto prazo. Todas estas
intervenções resultatãc em investimentos de infraestrutura de ETA, adutoras, rede e ligações. Com este projeto, pretende-se
manter a universalização dos serviços na Sede urbana, garantindo-a até o ano de 2038, para o total de mais 888 novas ligações.
Paralelamente, deve-se incentivar e disseminar a importância do consumo e uso racional de água tratada a fim de manter o
índice de atendimento, mas com economia. Estima-se que o impacto incremental da implementação deste projeto para manter
a universalizacâo, no curto orazo será de 8,42% no índice de cobertura de abastecimento de àcua total do municioio.
3-Ações
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.):
2019 2022 2026 2030 2034 2038
À1 = Elaborar estudo de perfuração de novos poços
profundos para ampliar a oferta de água bruta 100% - - - - -
(manancial)
Pi2. = Elaborar projeto executivo para atendimento das
metas estabelecidas de curto, médio e longo prazos 100% . - . - .
de amoliacão do SAA da Sede
A3 - Ampliar a produção em 8,03 1/s 20% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100%
A4 = Ampliar a cobertura para atender 888 novas 4,12% 16,96% 35,32% 55,20% 76,71% 100% ligações hidrometradas no SAA do distrito Sede
A5 = Realizar programa de incentivo e disseminação
da importância do consumo e uso racional de água Continua
tratada
4 - Resultàdos Esperados
~ .. .
'
Melhoria da aualidade dos serviços; Universalização dos serviços de abastecimento de acue.
5 - E·ntídadefsl Resoohsávelleis) ....
Prefeitura Municipal de ltaiçaba/CAGECE
6 - Entidade(sl Parceira(sl
SCIDADES/FUNASA
7 - Quantitativo Estimativo
Quantidade
Curto Médio Lonao Total
Estudo de perfuração de nocos 1 - -
,
Liqacões (domicílios) 151 339 398 888
Ampliação da producão (lls) 8,03 8,03
8 - Orçamento Estimãtivo (R$) Prazos e Custos
Curto Médio Longo Total
Realizar estudo de perfuração de 50.000,00 - - 50.000,00
oocos
Elaborar projeto executivo 81.457,20 - - 81.457,20
Execução de obras de expansão da 468.857,70 1.056.848, 18 1.238.266,09 2.763.971,98
cobertura e atendimento
Amoliacão da oroducão 494.316,18 0,00 0,00 494.316,18
Custo total 1.094.631,08 1.056.848, 18 1.238.266,09 3.389.745,36
9 - Impacto Incremental na Universalização (%}
Curto Médio Longo
8,42% 27,40% 49,65%
---Cagece ENGENHARIA
140
- PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANl;AMENTO BÁSICO (PASB) -
DISTRITO(S): SEDE PROJETO: PR/PASB/02/2018
Ampliação do SAA operado pela SISAR na zona rural do distrito Sede na localidade
-
TÍTULO: Tabuleiro do Luna
1-0bjetlvo
Universaltzar a cobertura e atendimento dos serviços de abastecimento de água com qualidade e quantidade, conforme
normas lei:iais e regulamentares
2 - Justificativa
Existe um sistema cuja gestão é de responsabilidade do SISAR (Tabuleiro do Luna), cujos índices de cobertura e de
atendimento são próximos de 100%, em 2018, segundo o diagnóstico. Com este proJeto, pretende-se manter a universalização
dos serviços nas localidades atendidas por estes sistemas, com a cobertura da demanda futura até o ano de 2038, para o total
de mais 69 novas ligações. Além disso, deve-se, paralelamente, incentivar e disseminar a importância do consumo e uso
racional de água tratada a fim de elevar o índice de atendimento. Estima-se que o impacto incremental da implementação deste
projeto para manutenção da universalização no curto prazo será de 0,72% no índice de cobertura de abastecimento de água
do município.
3-Ações
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.):
2019 2022 2026 2030 2034 2038.
A1 = Elaborar projeto executivo para atendimento ces
metas estabelecidas de curto, médio e longo prazos 100% - - - - -
doSAA
A2 = Ampliar a cobertura para atender 64 novas
ligações hidrometradas no SAA do distrito Sede - 4,54% 18,44% 37,63% 57,60% 78,38% 100%
Tabuleiro do Luna
A3 - Ampliar a produção dos sistemas SISAR em 91 23% 100% 100% 100% 100% 100% 1/hab/dia
A4 - Ampliar a reservação do SISAR em 19, 17 m3 25% 100% 100% 100% 100% 100%
A5 = Realizar programa de incentivo e disseminação
da importância do consumo e uso racional de água Contínua
tratada
4 - Resultados Esperados
Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de abastecimento de água.
5- Entidade(s) Responsãvel(eis)
SISAR/Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s) i-
-
SCIDADES / FUNASA I SOA
7 - Quantitativo Estimativo. Quªnti.dªd.e
Curto Médio Longo Total
Novas ligações (domicílios) 13 23 28 64
Ampliação da produção (1/hab/dia) 91 - - 91
Ampliação da reservação (m3
) 19,17 19,17
Prazos e Custos
8 - Orçamento Estimado (R$)
Curto Médio Longo Total
Elaborar Projeto Executivo 23.623,39 23.623,39
Execução de obras de exps;1nsão da
cobertura e atendimento (rede e 58.349,46 123.902,80 134.168,97 316.421,23
lioacões)
Ampliação da produção 124.129,36 0,00 0,00 124.129,36
Ampliação da reservação 31.917,12
º·ºº 0,00 31.917,12
Custo total 238.019,32 123.902,80 134.168,97 496.091,09
9 - Impacto incremental na lJnivel'${lliz{lç~o (%)
Curto Médio . Longo
0,72% 2,23% 3,88%
ARCE -~Cagece R("'Gl.V>OOAA """'
00['5T40C
00C[AR4 ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
141
BROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB)
OlSTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PASB/03/2018
-
TÍTULO: Cobertura e atendimento do abastecimento de água por soluções individuais por meio de cisternas de
água de chuva no município de ltaiçaba
.
1 -Objetivo
Universalizar a cobertura e atendime-nto dos serviços de abastecimento de água com qualidade e quantidade, conforme
normas legais e regulamentares
2 - Justifi.cativa
Para alcançar a universalização do abastecimento de água do Município dê ítaíçaba, é necessário íncluir a população difusa
da zona rural, não atendida por sistema de abastecimento de água. Neste caso, projetam-se soluções individuais para atender
esta demanda. A solução proposta, cuja construção é financiada pelo Governo Federal, são as cisternas para captação de
água da chuva para consumo humano. A execução destas cisternas, aliada ao trabalho de educação e saúde, irão contribuir
para qualidade de vida da população difusa da zona rural. Com este projeto pretende-se que toda a população difusa no curto
prazo, estimada em 619 domicílios, esteja universalizada por cisternas até 2022. O impacto incremental da implementação
deste projeto para alcance da universalização, no curto prazo será de 34,62% no índice de cobertura de abastecimento de
água do município.
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.):
3-Ações
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 = Ampliar a cobertura para atender 831
novos domicilias com Cisternas de Agua de 35,78% 74,49% 80,49% 86,74% 93,24% 100%
Chuva na zona rural do Distrito Sede
A2 = Realizar programa de incentivo e
disseminação da importância do consumo e Contínua
uso racional de acua tratada
4 - Resultados Esperados - s, .·~. 'li,. .....
-
Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de abastecimento de água.
5 - Entidade(s) Responsável(eis)
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s)
'" '
SCIDADES / FUNASA / SOA
7 - Quantitativo Quantidade
Estimativo Curto Médio ,. Longo Total
Cisternas de água de 619 102 110 831 chuva
8 - Orçamento Prazos e Custos
Estimado (R$) Curto Médio Longo Total
Execução de Obras 1.661.584,88 273.214,08 295.85'1,69 2.230.650,65
9 - Impacto Incremental na universalização(%)
Curto Médio Longo - , .. -
34,62% 40,31% 46,48%
AR~EI ~Cagece
AO(NOA
REGULADORA
'-'.
~
Mlt DO ESlADO
OO(íAIIA ENGENHARIA
142
Esgotamento Sanitário
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB)
DISTRITO(S): SEDE - URBANA PROJETO: PR/PASB/04/2018
TÍTULO: e Instalação do SES operado pela CAGECE no distrito Sede
1 -Objetivo
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de esgotamento sanitário com qualidade, conforme normas legais e
reoularnentares
2 - Justificativa
Segundo o diagnóstico, a zona urbana do Distrito Sede é desprovida de sistema de esgotamento sanitário operado pela
CAGECE, fazendo uso de outras soluções individuais adequadas que atingem índices de cobertura e de atendimento de 4, 11 %,
em 2018. Este projeto pretende atingir a universalização em 80% dos imóveis na Sede com rede, em 2038, quando deverá
atingir em tomo de 2.171 ligações. Além disso, deve-se, paralelamente, incentivar e disseminar a importância da interligação
de cada domicílio à rede de esgotamento sanitário, onde ela for se tornando disponível, como forma de garantir a preservação
do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida da população. Estima-se que o impacto incremental da implementação
deste projeto, no longo prazo, será de 48,65% no indlce de cobertura total de esgotamento sanitário do munictpio.
3-Ações
Metas Estabelecidas até o ano de (% acurn.):
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A1 = Implantar sistema de esgotamento sanitário para 2.171 0.00% 0,00% 45,20% 62,92% 81,17% 100% ligações no distrito Sede
A2. :::; Realizar programa de incentivo e disseminação da Contínua importãncia da interligação dos esgotos à rede pública
4 - Resultados Esperados
Melhoria da qualidade dos serviços; Aumentar o atendimento do SES no distrito Sede; Universalização dos serviços de
esgotamento sanitário.
5- Entidade(s) Responsável(eis)
,, ,,
Prefeitura Municipal de ltaiçaba/CAGECE
6 - EnMíãl1e(s) Pªrçeil'é:I.($) - ,· .
SCIDADES/FUNASA
7 - Quantitativo Estimativo
;;
Quantidade
!tem
_J CYrt.Q Médio Longo Totíã!
Ligações {domicílios) - 1.366 805 2.171
8 - Orçamento Estimativo (R$) Prazos
Item Curto Médio Longo TOtéll
Elaborar projeto executivo 651.569,53 - - 651.569,53
Execução de obras de expansão da 0,00 16.397.831 ,19 9.664.949,89 26.062. 781,08 cobertura e atendimento {rede e ligações)
Custo total 651.569,53 16.397.831,19 9.664.949,89 26.714.350,61
9 - Impacto Incremental na universalização(%)
Curto Médio Longo
13.61% 30.61% 48,65%
.~Cagece ENGENHARIA
:: +':,
... t.. Governo Municipal de
.. -
;~'t .. ~'# ltaiçaba
143
~
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB)
- -
OISTRITO(S), TODOS PROJETO; PR/PASB/05/2018
TÍTULO; Universalização da cobertura e atendimento do esgotamento sanitário por soluções
individua\s para domicílios SEM banhekos1
1 -Objetivo
,_ .
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de esgotamento sanitário com qualidade, conforme normas legais e
regulamentares
2 - Justificativa
Para alcançar a universalização do esgotamento sanitário do Município, é necessário incluir a população não alcançada por
sistema de esgotamento sanitário por rede pública e que não possuem banheiros. Neste caso, projetam-se soluções individuais
para atender esta demanda. A solução proposta, cuja construção é financiada pelo Governo Federal, são módulos sanitários
com tratamento por fossa séptica e sumidouro ou, ainda, outra solução equivalente. A execução de soluções individuais para
tratamento dos esgotos, bem como atividades de educação e saúde, irá contribuir para qualidade de vida da população difusa
da zona rural. Com este projeto pretende-se que todos os domicílios da população difusa sem banheiros, no médio prazo, até
2030 estejam cobertos. O impacto incremental estimado deste projeto no médio prazo será de 1, 16 % com relação a demanda
total do município.
·- -
3-Ações
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.):
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 = Ampliar a cobertura para atender 57 novos
domicílios com sistemas individuais das zonas 20,17% 42,45% 66% 89,81% 94,75% 100%
rurais do município de ltaiçaba.
A2 = Realizar programa de incentivo e
disseminação da importância da destinação Contínua
adeauada dos escotos
4 ... Resultados Esperados
Melhoria da qualidade de vida da população
Dar destino adequado aos esgotos
Universalização do esgotamento sanitário
5- Entidade(s) Responsável(eis)
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s)
SCIDADES / FUNASA / SDA
Quantidade
7 - Quantitativo Estimado
Curto Médio Longo Total
Módulos sanitários (banheiro e
24 27 6 57 fossa séptica + sumidouro)
8 - Orçamento Estimado Prazos
(R$) Curto Médio Longo Total
Execução de Obras 136.702,63 152.496,32 32.805,87 322.004,81
9 - Impacto Incremental na universalização (%)
Curto Médio bongo
0,55% 1,16% 1,29%
1Admite-se qualquer solução individual como fossa séptica+ sumidouro, fossa verde, etc.
AR~EI ~Cagece
AGÍ>.(<A
RE"GlJlAOORA
'-'. ,1/11 00(S1AD0
......,, nocrARA ENGENHARIA
144
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB)
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PASB/06/2018
TÍTULO:
Universalização da cobertura e atendimento do esgotamento sanitário por soluções individuais
para domicílios COM banheiros1
r - 1 -Objetivo
Universalizar a cobertura e atendimento dos serviços de esgotamento sanitário com qualidade, conforme normas legais e
regulamentares
2 - Justificativa
Para alcançar a universalização do esgotamento sanitário do Município de ltaiçaba, é necessário incluir a população não
alcançada por sistema de esgotamento sanitário por rede pública que possuem banheiros, porém destinam inadequadamente
seus esgotos, lançando-os a céu aberto, fossas rudimentares, entre outros. estimou-se um total de 1.741 domicílios nesta
situação, em 2018. Desta forma, projetam-se soluções individuais para atender esta demanda de maneira. adequada. A solução
proposta, são fossa séptica e sumidouro ou, ainda, outra solução equivalente. A execução de soluções individuais para
tratamento dos esgotos, bem como atividades de educação e saúde, irá contribuir para qualidade de vida da população difusa
da zona rural. Com este projeto, pretende-se que ao menos 78,69% dos domicílios da população difusa com banheiros deem
destino adequado aos seus esgotos no médio prazo, até 2030. Já a universalização deverá ser alcançada em 2038. Estima-se
que a implantação deste projeto no longo prazo, gere impacto incremental de 50,06%.
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.):
3-Ações
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 =Ampliara cobertura para atender 2.234
novos domicílios com sistemas individuais no 13,96% 29,93% 47,09% 64,48% 82,11% 100%
município
A2 = Realizar programa de incentivo e
disseminação da importância da destinação Continua
adeauada dos esootos
4 - Resultados Esperados • ..
Melhoria da qualidade de vida da população
Dar destino adequado aos esgotos
Universalização do esgotamento sanitário
5 - Entidade(s) Responsável(eis) .
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s)
$CIDADES / FUNASA / SOA
7 - Quantitativo Quantidade
Estimado Curto Médio Longo Total
Módulos sanitários (fossa 66~ 772 794 2.2~
séptica+ sumidouro)
8 - Orçamento Estimado Prazos
. . - .
(R$) Curto Médio Longo Total
Execução de Obras 1.500.312,56 1.731.777,09 1.780.406,32 5.012.495,97
9 - Impacto Incremental na universalização (%)
·-
Curto Médio Longo
14,98% 32,28% 50,06%
.. 1Adm1te-se qualquer solução individual como fossa séptica+ sumidouro, fossa verde, etc.
AR~El
t,(,(NCIA
RECiU\AOOP.A
~ ~ OO!ST"1>0
......,,, 00 ([AllA -~Cagece ENGENHARIA
145
Resíduos Sólidos
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB)
DISTRITO(S). TODOS PROJETO! PR/PASB/07/2018
TÍTULO: Ampliação da toleta dos resíduos sólidos do município de ltaiçàba
1-0bjetivo -
Unlversallzar a cobertura e atendimento dos serviços de coleta de residuos sólidos com qualidade, conforme normas leçais e
re·gularnentares
2 - Justificativa ' ..
O município de ltaiçaba não atingiu a universalização da limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos em relação às
atividades de coleta, corno determina a Lei Federal no 11.445/2007. De fato, a coleta dos resíduos sólidos no Município de
ltaiçaba atingiram índices totais de cobertura e de atendimento totais de 46,36%, em 2018. Com este projeto, pretende-se
elevar os índices urbanos até a universalização no médio prazo, ou seja, até 2030.
,,
3-Ações
Metas Estabelecidas até o ano de{% acum.):
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A1 =Ampliara cobertura para atender 2.999 16,57% 36,76% 59,15% 82,08% 90,73% 100% novos domicílios no município
A2 = Reaiizar programa de incentivo e
disseminação da importância da participação da Contínua população nas atividades de coleta dos resíduos
sólidos
4 - Resultados Esperados
Melhoria da qualidade dos serviços; ampliar o atendimento dos serviços; Universalização dos serviços de coleta de resíduos
sólidos.
5 - Entidade(s) Responsável(eis) .,
, . ,.
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6- Entidade(s) Parceira(s)
CONPAM/SCIDADES/FUNASA
7 - Quantitativo Estimativo Quantidade
Item Curto Médio Longo Total
Número de domicílios 1.102 1.359 537 2.999
-8 = Orçamento Estimativo
.
Prazos IR$) '
Item Curto Médio Longo Total
Custos da coleta dormcütar 274.200,32 338.140,95 133.649,62 745.990,89 adicional
9 - Impacto Incremental na universalização(%)
Curto Médio Longo
36,76% 82,08% 100%
AR~El -71tcagece
•CH.CIA
"""""li REúULAOORA
"'-
~
~ OOEST,.IJO
D0((ARA ENGENHARIA
• fl ~ Governo Municipal de
\, .. ~i: ltaiçaba
146
Drenagem Urbana
PROGRAMA ACESSIBILIDADE AO SANEAMENTO BÁSICO (PASB)
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PASB/08/2018
TÍTULO: Ampliação da pavimentação de vias do município de ltaiçaba
1-0bjetivo
,,,
Universalizar a cobertura da pavimentação com qualidade, conforme normas legais e regulamentares
2 - Justificativa
Segundo o diagnóstico, o IBGE levantou a existência de 1052 domicílios com pavimentação em seu entorno de um total de
1319, déficit corroborado pela Prefeitura em termos quantitativos e percentuais. Segundo dados da Prefeitura, o distrito de
ltaiçaba (Sede) apresenta 50% das r.uas pavimentadas, correspondente a 9 Km. Com base nos dados de pavimentação
enviados pela Prefeitura, calculou-se o déficit de pavimentação necessária nas zonas urbanas do município. O indicador
utilizado foi deduzido a partir dos próprios dados enviados pela Prefeitura e da população urbana do IBGE/2010, cujo valor
adotado foi de 0,01 Km de pavimentação por domicílio. No total, a necessidade de pavimentação foi estimada em mais 6,6 Km,
cuja implantação ao lenço do horizonte do PMSB é objeto deste projeto.
3-Ações
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.):
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 = Ampliar a pavimentação em 6,6 Km no distrito Sede 0% 33% 70% 100% 100% 100%
4 - Resultados Esperados
Melhoria da qualidade dos serviços; ampliar o atendimento dos serviços; Universalização dos serviços de drenagem.
5- Entidade(s) Responsável(eis)
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s)
SCIDADES/FUNASA
7 - Quantitativo Estimativo Quantidade
Item Curto Médio Long_o Total
Pavimentação (Km) 2,2 4,4 - 6,6
8 - Orçamento Estimativo (R$} Prazos
Item Curto Médio Longo Total
Custo de irnp!antação 1.115,009,40 2.263.806,95
º·ºº 3.378.816,3Q
9 - lmpa,cto lncremeo~l na universaliza.çã.Q (%)
Curto Médio Longo
33% 100% -
ARr!. ......,, EJ:00 f([A.: R.4 .. ,4-cagece ENGENHARIA
147
APÊNDICE B - PROGRAMAS DE QUALIDADE DO
SANEAMENTO BÁSICO (PQSB)
,
Abastecimento de Agua
PROGRAMA DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO - PQSB '
-
DISTRITO(S): S~OE PROJETO: PR/PQSB/01 /2018
TÍTULO: Levantamento de informações sobre sistemas coletivos operados pela Prefeitura ou
Associações
1-0bjetivo
Melhorar a qualidade do abastecimento de água de sistemas coletivos operados pela Prefeitura ou Associações, por meio de
análise_ dos compon~ntE!s, reservação, produção, distribuição_ e quantidade de imóveis.
--· ·-·
2 - Justificativa
Algumas localidades rurais do município podem avançar na melhoria da qualidade do abastecimento de água, como a
instalação de estações de tratamento de água. Para isso é necessário o levantamento de informações sobre esses slstemas
para a partir daí, propor as soluções e planejar sua execução. Ao todo são 109 imóveis na localidade Alto Ferrão da zona rural
da sede e pretende-se com esse projeto que o levantamento seja realizado a curto prazo (até 2022).
3-Ações
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.):
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 = Elaborar estudo e projetos executivos de
melhoria na localidade Alto Ferrão totalizando 109 20% 100% 0% 100% 100% 100%
imóveis
-
4 - Resultados Esperados
Melhoria da qualidade dos serviços.
5- Entidade(s) Responsável(eis)
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s)
-
SCIDADES/FUNASA
1 - Quantitativo Estimativo
Quantidade
Curto Médio Longo Total
Imóveis 109 - 109
-
8- Orçamento Estimativo Prazos e Custos
(R$) Curto Médio Longo Total
Elaborar estudo de melhoria 17.276,50 - - 11.277
9 - Impacto Incremental na Universalização (%)
-
Curto Médio Longo
Õualitativo
iiQCagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
148
Resíduos Sólidos
PROGRAMA DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO - PQSB
DISTRITO(S): SEDE PROJETO: PR/PQSB/02/2018 '
TÍTULO: Eliminação do lixão e recuperação da área degradada
-
1-0bjetivo
Recuperação definitiva (remoção e fechamento) do lixão e disposição adequada dos rejeites em aterro sanitário.
2 - Justificativa
Os resíduos coletados no município são dispostos no vazadouro a céu aberto {lixão), poluindo o meio ambiente. O lixão está
localizado na CE 123. Entretanto, uma vez a destinação final dos resíduos seja resolvida por meio do consórcio, a área do lixão
deverá ser recuperada. Segundo a metodologia dos Planos de Transição para Recuperação das Áreas Degradadas (PTRAD)
dos lixões a céu aberto elaborados em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), essa recuperação será
realizada em 3 etapas: ações emergenciais e prévias (curto prazo) de eliminação das condições de perigo e minimização do
potencial de contaminação futura; ações típicas e de reabilitação (médio prazo) para obras geotécnicas de estabilização e
ações de revegetação, recomposição e remediação e; ações de monitoramento (longo prazo) para o controle das intervenções
adotadas. Porém, mais do que a simples eliminação do lixão e recuperação de sua área, este projeto visa também acompanhar
a Gestão lntecrada de Res.íduos Sólidos da Litoral Leste, no qual o Município está inserido.
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.):
3-Ações
2019 2022 2026. 2030 2034 2038
A 1 = Eliminar lixão e recuperar área degradada 50% 100% 100% 100% 100% 100%
A2 = Acompanhar a implantação e o funcionamento do Contínua Consórcio Público com sede em Aracati
4- Resultados Esperados
Destinação adequada aos resíduos sólidos urbanos; Melhorias sanitárias; Universalização dos serviços de coleta dos
resíduos sólidos.
5- Entidade(s) Responsável(eis)
Prefeitura Municipal de ltaiçaba, Secretaria das Cidades e Consórcio
6 - Entidade(s) Parceira(s)
SCIDADES/FUNASNSEMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente)
Quantidade
7 - Quantitativo Estimativo
Curto Médio Longo Total
Lixão 1 o o 1
P11120$ e Cu$\O$
8 - Orçamento Estimativo (R$)
Curto Médio Longo Total
Custos de agravo ambiental 94.000,00 0,00 0,00 94.000,00
Custos de recuperação da área 1.065.000,00 0,00 0,00 1.065.000,00 degradada (+BOI)
Custo total 1.159.000,00 0,00 0,00 1.159.000,00
9 - Impacto Incremental na Universalização(%)
Curto Médio Longo
Qualitativo
·- - - ·- --
AR~EI== ENGENHARIA 'lffiiiwllll' 00 CCl,RÃ 4-cagece
t: Governo Municipal de
,./ ltaiçaba
149
,.
PROGRAMA DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO - PQSB
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PQSB/03/2018
TITUbOt _Coleta seletiva
-
1-0bjetlvo
Implantar as Coletas Seletivas Múltiplas e a Central Municipal de Resíduos - CMR, para segregação e reaproveitamento dos
resíduos sólídos*.
~
2 - Justificativa
O Município de ltaiçaba ainda não realiza coleta seletiva em nenhum de seus distritos, porém informa que existem 5 (cinco)
caladores de materiais recicláveis, (não organizados de forma cooperativa), que atuam tanto no lixão quanto na zona urbana
do Distrito de ltaiçaba (Sede). Entretanto, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (SEMA), será iniciado a
partir de janeiro de 2019 a implantação da Central Municipal de Resíduos - CMR, envolvendo recursos estimados da ordem
de R$ 400.000,00 na qual está prevista a construção de um galpão de triagem e um galpão de compostagem, além de vários
ecopontos.
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.):
3-Açõe-s
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A1 = Implantar Central Municipal de Resíduos - CMR 0% 100% 100% 100% 100% 100%
4- RêSultados Esperados
Destinação adequada aos reslduos sólidos urbanos; Me'ihonas sanitárias; Universalização dos serviços de coleta dos
resíduos sólidos.
5 - Entidade(s) Responsãvel(eis)
Prefeitura Municipal de ltaiçaba e Consórcio
6- Entidade(s) Parceira(s)
SCIDADES/FUNASA e SEMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente)
Quantidade
7 - Quantitativo Estimativo
Curto Médio Longo Total
Central Municipal de Resíduos - 1 o o 1 CMR
Transporte para coleta seletiva 1 1 1 3
Prazos e Custos
8 - Orçamento Estimativo {R$)
Curto Médio LongQ Total
Custo infraestrutura CMR 414.000,00 42.000,00 21.000,00 477.000,00
Custo equipamentos 21.000,00 42.000,00 42.000,00 105.000,00
Custo Operacional 4.012.000,00 8.024.000,00 8.827.000,00 20.863.000,00
Custo total 4.447.000,00 8.108.000,00 8.890.000,00 21.445.000,00
9-lmpacto Incremental na Universalização(%)
Curto Médio Longo
Qualitativo
AR'l.. ~~
~ El~D
l>O
O!(
E~f
S
A
T"
q
O
A. o O .... .,Cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
150
PROGRAMA DE QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO - PQSB
- ~
D1STR1TO(S}: TOQOS PROJETO: PR/PQSB/04/2018.
·-·
TÍTULO: Adequação do transporte dos resíduos sólidos de ltaiçaba
1 -Objetivo
Prover transporte adequado dos resíduos sólidos, da coleta à destinação final ou ao transbordo.
2 - Justificativa
A coleta e o transporte dos resíduos são realizados somente por apenas um caminhão cornpactador e o restante por caminhões
de carroceria e basculantes, apresentando estado de conservação regular. Este tipo de equipamento não é adequado para a
coleta do lixo domiciliar, exceto no caso de coleta seletiva, pois não garante o isolamento dos resíduos e não impede que ocorra
poluição ao longo do trajeto, por se tratar de caminhão de carroceria aberta. Diante disto, este projeto visa providenciar um
caminhão fechado e adequado a este tipo de transporte, o caminhão cornoactador. ·
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.):
3-Ações
2019 2022 2026 2030 2034 2038
--~ - - -·· - . - -
A1 = Adquirir 5 (cinco) caminhões compactadores 0% 33% 33% 67% 67% 100% destinados ao transporte dos resíduos coletados
4 - Resultados Esperados
Transporte adequado dos resíduos sólidos; Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de coleta dos
resíduos sólidos.
5 - Entidade(s) Responsável(eis) .,
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
Q - Entid~dç($) Parçetraís]
. ~-- J, , .• ,·.
SCIDADES/FUNASA
Quantidade
7 - Quantitativo Estimativo
C1,1rtQ M~diQ Longo TQt~I
Caminhão compactador 1 2 2 5
Prazos e Custos
8 - Orçamento Estimativo (R$)
Gllrt.O Méd.lq !,,ongo TQWI
Caminhão compactador 325.000,00 650.000,00 650.000,00 1.625.000,00
9 = Impacto Incremental na Universalização(%) ..
Gurt.o Méi;tiQ f
,. Longo
.·. Qualitativo
AR ENGENHARIA
~E~NCIA
"' ~ ., 1 =:=" OO((ARÂ -~Cagece
• . ·•\·
Governo Municipal de
ltaiçaba
151
Drenagem Urbana
,.
'PROGRAMA OI: QUAUOAOE 00 SANEAMENTb BÁSICO - PQSB
-~ -
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PQSB/0512018
-
TÍTULO: Elaboração de projetos executivos do sistema de drenagem urbana
1-ôbjetlvo
Elaborar projetos executivos dos sistemas de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas do município do ltalçaba
2 - Justificativa
Segundo conclusão do diagnóstico, em relação à drenagem constatou-se que: existem ruas não pavimentadas, cuja ausência
de drenagem são causas de erosão do solo. Os recursos hídricos (açudes, riachos, córregos, etc.) sofrem com assoreamento
de seus leitos; há zonas de risco sendo ocupadas, a pouca ou inexistente cobertura por esgotamento sanitário contaminam os
recursos hídricos com lançamento de esgoto in natura. Este projeto visa fazer um levantamento preciso das necessidades de
drenagem do município e elaborar projetos executivos de obras de drenagem.
Me~s Estabelecidas até o ano de (% acum.):
3-Ações
2019 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 = Elaborar estudo e projetos executivos de drenagem para as áreas 0% 100% - - - - urbanas do município
4 - Resultados Esperados
-
Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização dos serviços de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
5- Entiélaéle(s) Responsávél(eis) •.
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s) , ., :~ ' >
,.
SCIDADES/FUNASA
Quantidade
7 - Quantitativo Estimativo
Curto Médio Longo Total
Estudo diagnóstico + projeto executivo de 1 1 obras de melhorias
Melhorias a serem implantadas
A serem definidas pelo
diagnóstico -
Prazos e custos
8 - Orçamento Estimativo (R$)
Curto Médio Longo Total
Estudo diagnóstico + projeto executivo de 500.000,00 500.000,00
obras de melhorias
Implantar melhorias
A serem definidas pelo
- diagnóstico
9 - impacto Incremental na Unlversaflzaçâo (%)
-
.
Curto Médio ,_ Longo
Qualitativo
AR~E --Cagece I:;~~~. "'
~
.#" DOESTA.DO
D0(U.IU, ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
152
APÊNDICE C PROGRAMA DE GESTAO DO
SANEAMENTO BÁSICO (PGSB)
Programa de Gestão do Saneamento Básico - PGSB
DISTRITO($): TODOS PROJETO: PR/PGSB/01/2018
TÍTULO: Fortalecimento Institucional
1-0bjetivo
,: .
Aprovar lei de aprovação do PMSB e dar outras providências
2 - Justificativa
De acordo com orientações. do governo federal e no sentido de oferecer maior segurança institucional ao Plano de Saneamento
Básico de ltaiçaba, é necessária a aprovação do mesmo por meio de lei municipal. Entretanto, para além da execução do Plano
e de sua aprovação, importa também a sua garantia de continuidade. Assim, para que o plano seja sustentável torna-se
importante, dentre outros aspectos, no mínimo: consolidar a regulação dos serviços de saneamento básico por meio da Agência
Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará - ARCE, haja vista a obrigatoriedade do acompanhamento do plano
por uma entidade reguladora; estabelecer estrutura no âmbito municipal responsável pela operacionalização do PMSB; e definir
o conselho responsável pelo controle social.
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.):
3.-Ações
2018 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 = Enviar Projeto de Lei para Câmara Municipal 100% - - - - -
4 - Resultados Esperados
Fortalecer institucionalmente o setor; Melhoria na gestão dos serviços por parte do titular dos serviços; Universalização do
saneamento básico.
5- Entidade(s) Responsável(eis) e '
Prefeitura do ltaiçaba
q - Enti<h1_,;te(s) Pa_rceira(s) ~
SCIDADES/FUNASA/ARCE/CAGECE
Quantidade
7 - Quantitativo Estimativo
Curto Médio Longo Total
Minuta de projeto de Lei 1 - - 1
Prazos e Custos
8 - Orçamento Estimativo (R$)
Curto Médio Longo Total
Minuta de projeto de lei s/custo - - s/custo
9 - Impacto Incremental na Universalização(%) '
Curto Médio Longo
Qualitativo
A
.flcagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
153
Programa de Gestão do Saneamento Básico - PGSB
DISTRITO(S): TODOS PROJETO: PR/PGSB/02/2018
.,
TÍTULO: Fortalecimento da Gestão dos Serviços
1-ôbjetivo
Aperfeiçoar a capacidade de gestão da Prefeitura Municipal de ltaiçaba no exercício das atribuições, relacionadas ao
saneamento básico, com o estabelecimento de recursos humanos para atuar no setor.
2 - Justificativa
Segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), Medidas Estruturantes são aquelas medidas que fornecem
suporte político e gerencial para a sustentabilidade da prestação dos serviços. Encontram-se tanto na esfera do aperfeiçoamento
da gestão, em todas as suas dimensões, quanto na da melhoria cotidiana e rotineira da infraestrutura física. Ainda, para o
PLANSAB, a consolidação destas ações trará benefícios duradouros às Medidas Estruturais que são constituídas por obras e
intervenções físicas em infraestrutura de saneamento. Portanto, este projeto visa o fortalecer a coordenação da Política de
Saneamento Básico de ltaiçaba, utilizando o PMSB como instrumento orientador das políticas, programas, projetos e ações do
setor. Estrategicamente, faz-se necessário criar órgão na estrutura administrativa municipal para a coordenação, articulação e
integração da política, a partir das diretrizes do PMSB, fortalecendo a capacidade técnica e administrativa, por meio de recursos
humanos, logísticos, orçamentários e financeiros. Isto possibilitará ao município, desenvolver gestões e realizar avaliações
periódicas para que a previsão orçamentária e a execução financeira., no campo do saneamento básico, observem as metas e
diretrizes estabelecidas no PMSB, o qual deve estar integrado com os demais planejamentos setoriais fortalecendo uma visão
integrada das necessidades de todo o território municipal
3-Ações
Metas Estabelecidas até o ano de(% acum.):
20f8 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 = Montar infraestrutura de gestão do saneamento
básico, com os recursos humanos necessários para
atuação nas atividades de gestão do saneamento básico
0% 100%
A2 = Capacitar os recursos humanos Contínua
4 - Resultados Esperados
Melhoria da gestão dos serviços pelo titular dos serviços; Melhoria da qualidade dos serviços; Universalização do saneamento
básico.
5 - Entidade(s) Responsâvel(eis) .. ,
Prefeitura Municipal de ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s)
SCIDADES/FUNASA
Quantidade
.
7 - Quantitativo Estimativo
Curto Médio Longo Total
Infraestrutura montada, com recursos
humanos e materiais
Prazos e Custos
8 - Orçamento Estimativo (R$)
Curto Médio Longo Total
Verba 100.000,00 100.000;00
9 - Impacto Incremental na Universalização (%)
Curto Médio Longo
Qualitativo
AR E ~Cagece I
"RE"'G"U"LAD' ORA.
'-'. ~ OOESH.llO
......, l>OCíA.RA ENGENHARIA
Governo Municipal de 154
- Programa de Gestão do Saneamento Básico - PGSB
-
DISTRITO(Sl: TODOS PROJETO: PR/PGSB/03/2018
TÍTULO: Implantação de Sistema de lnfonnações -
1 -Objetivo
-
Implantar o sistema de avaliação e monitoramento das metas do PMSB para gestão do saneamento básico no Município.
2 - Justificativa
O setor público deve sempre buscar maior eficiência, eficácia e efetividade nos resultados, estabelecendo metas de desempenho
operacional para os operadores públícos de serviços de saneamento básico, além dele próprio. Para tanto, é preciso fortalecer a
gestão institucional e a prestação dos serviços, apoiando a capacitação técnica e gerencial dos operadores públicos de serviços de
saneamento básico, ações de comunicação, mobiltzação e educação ambiental, e a transparênda e acesso às informações, bem
como à prestação de contas, e o controle social. Em função da grande quantidade de dados e informações geradas a partir da
gestão do setor. será necessário implantar sistema de avaliação e monitoramento das metas e demais indicadores de resultados e
de impacto estabelecidos pelo PMSB, além de acompanhar a aplicação das verbas destinadas no orçamento público. Com este
projeto, será disponibilizado, pela ARCE, planilha eletrônica para os gestores municipais iniciem os registros de dados e informações
do PMSB, durante a sua execução. Posteriormente, a planilha poderá ser substituída por sistema de informações capaz de se
integrar ao Sistema Nacional de Informações do Saneamento (SINISA).
Metas Estabelecidas até o ano de (% acum.):
3-Ações
2018 2022 2026 2030 2034 2038
A 1 = Implantar a planilha eletrônica 100% - - - - -
A2 = Implantar o sistema de informações 0% 100% - - - -
4 - Resultados Esperados
Melhoria na gestão dos serviços por parte do titular dos serviços; Melhoria da qualidade dos serviços; Facilitar a divulgação de
informações; Universalização do saneamento básico.
5 - Entidade(s) Responsável(eis)
Prefeitura do ltaiçaba
6 - Entidade(s) Parceira(s)
-
SCIDADES/FUNASA/ARCE/CAGECE
-- - .
Quantidade
7 - Quantitativo Estimativo
Curto Médio Longo Total
Planilha eletrônica. 1 - - 1
Prazos e Custos
8 - Orçamento Estimativo (R$)
Curto Médio Longo Total
Planilha eletrônica s/custo - - s/custo
Sistema de informações A definir - - A definir
9 - Impacto Incremental na Universalização(%)
Curto ,, Médio Longo
Qualitativo
AR~EI --Cagece
AC.l>KIA
REGULADOR A
\\._ ~ DOESTADO
......, 00([-'RÁ ENGENHARIA
• "'8~ !: í! Governo Municipal de
~ ·g 1 • b .. ,,,1 •• :;,p.~ taíça a 155
APÊNDICE D - PLANO DE EMERGÊNCIA. E CONTINGÊNCIA
Plano de emergência e contingência de 1:taiçaba
- Eventos Adversos 1 ~
Interrupção
Enchente (vandalismo
n Quebra Falta de Pontos Vulneráveis Estiagem Rompimento
Contaminação Falta de Entupimento
Retorno, do no mercado Greve Vias bloqueadas Acidental energia d'e esgoto veículo bombeamento comprador
1 de coleta
Captação/EEAB 1-4-12 1-4-5-12 1-4-12 3-6-7-8-12-14 1-4-11-1211-3-4-5-12- 1-4-12 16
Adutora de Água 1-4-5- 7 -1!2 1
' Br.uta 1
ETA 4-5-12 3-6-7-8-12-14 IH-3-4-5-6-12- 1-4-12 J 16
SAA EEAT/Booster 4-5-12-13 1-4-~ 13 r-3-4-5-6-13- 4-12-13
1 16
Adutora de-Água 1-4-5-7-12-
Tratada 13 1
Reservatórios 4-5-12-13 3-&-7-8-12-14 h-3-4-5-6-13-
i 16
Rede de· 2-4-5-7-1l3 3-6-7-8-12 1
distribuição 1 Poços 1 Rede coletora 5-8 1
1 5 5-8
lnterceptores e 5-8 j 5 5-8 SES E·missários !
Elevatórias 5-8 8-9 f 5-8-9-16 8 5-8
ETE 5-8-9-14-15 8 ' 1 5-8-9-16 8 5-8
Drenagem
Macrod'renagem 5 5-8-9 1 5
Microdrenagem 5 5-8-9 d 5 Urbana,
Boca de Lobo 1 5
Limpeza Urbana 9 lf 9-16 5-9°11 11 9
Coleta regular 9-10 1 9-16 5-11 10-11 5-9-10
Aterro Sanitário 5-8-9 8-9-11 i 10-11 10-11
Limpeza ETE Aterro 5-8-9-14 5-8-9-14 i 9-16
Urbana Transbordo i 9-16 5-11 10-11 10-11
Coleta 1 5-11 9-111 1 Q-11 Seletiva/Reciclagem !
Comoostaqern 1, 9-11:
AR~E'
Aúh,t1A """'9 REGULADORA
'-'. ~ DOESTADO
.....,,,, DO CEAAA Âcagece
ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba 156
Responsabilidade
Medidas Emergenciais Prefeitura Prestador
Municipal de dos
ltaicaba Servicos
1 Manobras de redes para atendimento de atividades essenciais X
2 Manobras de rede para isolamento da perda X
3 Interrupção do abastecimento até conclusão de medidas saneadoras X
4 Acionamento dos meios de comunicação para aviso à população atingida para
X X
racionamento (rádios e carro de som quando pertinentes)
5 Acionamento emergencial da manutenção do prestador de serviços e ou Corpo de
X X Bombeiros se for o caso (edificacões atinaidas e/ou com estabilidade ameacada)
6 Acionamento dos meios de comunicação para alerta de água imprópria para consumo. X X
7 Realizar descarga de redes X
8 Informar o órgão ambiental componente e/ou Vigilância Sanitária X X
9 Paralisação temporária dos serviços nos locais atingidos X
10 Acionamento dos meios de comunicação para aviso à população para evitar disposição
X X dos resíduos nas ruas
11. !;11,1sça de apoio nos municípios vizinhos ou contratação ernerqencial 1< 1<
12 Apoio com carros pipa a partir de fontes alternativas cadastradas X
13 Apoio com carros pipa a partir do sistema principal se necessário X
14 Acionar Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros para isolar fonte de contaminação X X
15 Acionamento dos meios de comunicação para alerta do bloqueio (rádios, TV) X X
16 Comunicação a Polícia X X
AR(?EI ----Cagece
""ífEG"IA."ADOA. " ,.
~ .a DOESTADO
~ 00((.lRA ENGENHARIA
• . ..
:j--- ~ Governo Municipal de
\ ~/ ltaiçaba 157
APÊNDICE E METAS ESPECÍFICAS DE COBERTURA
Abastecimento de Água
CAGECE: SEDE URBANA SEDE RURAL: CISTERNAS
1000
831
775
721
750
571
500
250
o
o
2018 2019 2072 2026 2030 2034 2038
ANO
- NÀO COBrnTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
1500
1000 888
681
490
31<1
151
37
o----,,=----------------
500
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038
ANO
- NÀO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
SEDE RURAL: SISAR - TABULEIRO DO LUNA ITAIÇABA: TOTAL
100 2500
2000 1788
69 75 1510
1500 1251
50 1000 571
500 25 o
o o
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038
o
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038 ANO
- NÁO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
- NÀO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
AR~EI gCagece
AGfSOA
RECi:JlADCRA
'-'. .- DOESTADO
......,,, ºº cr APA ENGENHARIA
Esgotamento Sanitário
Governo Municipal de
ltaiçaba 158
SEDE URBANA: CAGECE REDE
4000
3000
2000 1582 1461 1491
1000
o o
0----------------------
2018 7019 2022 2026 2030 2034 2038
ANO
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
SEDE URBANA: IMÓVEIS SEM BANHEIRO (prop módulo sanitário)
40
30
'9
,1
16 lõ
0--~JJ?: --------------------
20
10 ---
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038
ANO
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
SEDE URBANA. SOLUÇÕES INDIVIDUAIS COM BANHEIRO (Sem
FS+SUM.)
óOO
400
371
337
276 283 305
---2'8
---- 19a
200
7018 2019 2022 2026 2030 2034 2038
ANO
- NAO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
SEDE RURAL SOLUÇÕES INDIVIDUAIS COM BANHEIRO (Sem
FS+SUM.)
2500
2000 1717
1464
1500
1000
soo
"
o
2018 /019 2077 2026 2030 203-1 2038
ANO
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
SEDE RURAL: SOLUÇÕES INDIVIDUAIS SEM
BANHEIRO
50
1.1 35 37
40 32 30 30 31
30
.;;7 20
10
o
2018 2019 2022 2076 2030 ~034 2038
ANO
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SERA TENDIDA ACUMULADA
SEDE: TOTAL
6000
4185
2018 2019 2022 2026 2030 2034 203S
ANO
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
SOLUÇÕES INDIVIDUAIS SEM BANHEIRO -
TOTAL(PROJETO)
80
54 57
52 60
45 46 49
44
40
20
o
20
.
1
:;7 8 2019 2022 2026 2030 203•1 2038
ANO
- NÂO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
SOLUÇÕES INDIVIDUAIS COM BANHEIRO (Sem FS+SUM.)
TOTAL
3000
2125 2234
1922 2021
2000 1741
1000
o
o
2018 7019 2022 2026 2030 2034 2038
ANO
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A S,R ATENDIDA A<:lJMULADA
AR~......,,, EI=- OO([AR..\ -lcagece ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba
Resíduos Sólidos
159
ITAIÇABA: URBANO
2500
18S.I
2000 1648
1500
1000
500
o
o
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038
ITAIÇABA: RURAL
zsno
2000
1500
1074 J 145
876 939 1005
815 830
1000 735
500
o
20
.
1~ 8 2019 2022 2026
ANO
- NÃO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
2030 2034 2038
ANO
- NÃO COBERTA ,\CUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
ITAIÇABA: TOTAL
4000
2999
2721
3000
2220
1782 1834 1993 1-:14
2000 ----· 1102
1000
o
o
2018 2019 2022 2026 2030 2034 2038
ANO
- NAO COBERTA ACUMULADA - A SER ATENDIDA ACUMULADA
AR~EI
•R"' EG'ULAD "" ORA
\\,. a, D0ES1A00
"tiiiwllfJ' OOCíAIM ---Cagece ENGENHARIA
160
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DECRETO NO 7.217, DE 21 DE JUNHO DE 2010, QUE REGULAMENTA A LEI NO
11.445, os 5 Dé JANEIRO os 2007, QU~ ~STAB~L~CE DIRETRIZ~S NACIONAIS
PARA O SANEAMENTO BASICO. DIARIO OFICIAL DA UNIAO, BRASILIA, 24 DE
MARCO D~ 2014.
4-cagece ENGENHARIA
•
....
:J-~ Governo Municipal de
!!~ ?.=-li ltaiçaba 161
BRASIL. LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007. ESTABELECE
DIRETRIZES NACIONAIS PARA O SANEAMENTO BASICO; ALTERA AS LEIS NOS
6.766, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1979, 8.036, DE 11 DE MAIO DE 1990, 8.666, DE
21 DE JUNHO DE 1993, 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995; REVOGA A LEI NO
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AS CONDICOES E PADROES DE LANCAMENTO DE EFLUENTES,
COMPLEMENTA E ALTERA A RESOLUCAO NO 357, DE 17 DE MARCO DE 2005,
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CEARA. CADERNO REGIONAL DA BACIA DO BAIXO JAGUARIBI::.
CONSELHO DE ALTOS ESTUDOS E ASSUNTOS ESTRATEGICOS, ASSEMBLEIA
LEGISLATIVA Dó ESTADO Dó CEARA, FORTALEZA, INESP, 2009.
CEARA. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO CEARA (1989). FORTALEZA,
CE. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARA, 1989.
AR~ E 1 :~:~ORA 1..
~
~ DOESTADO
DOCíAAA -&tcagece ENGENHARIA
162
CEARA. LEI Nº 14.394, DE 07 DE JULHO DE 2009. DEFINE A ATUACAO
DA AGENCIA REGULADORA DE SERVICOS PUBLICOS DELEGADOS DO
ESTADO DO CEARA - ARCE, RELACIONADA AOS SERVICOS PUBLICOS DE
SANEAMENTO BASICO, E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL DO
ESTADO DO CEARA, FORTALEZA, 09 DE JULHO DE 2009.
CEARA. LEI Nº 11.411, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1987. DISPOE SOBRE
A POLITICA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE, E CRIA O CONSELHO ESTADUAL
DO MEIO AMBIENTE COEMA, A SUPERINTENDENCIA ESTADUAL DO MEIO
AMBIENTE - SEMACE E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL DO
ESTADO DO CEARA, FORTALEZA, 04 DE JANEIRO DE 1988.
CEARA. LEI Nº 14.844, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2010. DISPOES
SOBRE A POLITICA ESTADUAL DE RECURSOS HIDRICOS, INSTITUI O SISTEMA
INTEGRADO DE GESTAO DE RECURSOS HIDRICOS = SIGERH, E DA OUTRAS
PROVIDENCIAS. DIARIO OFICIAL DO ESTADO DO CEARA, FORTALEZA, 30 DE
DEZEMBRO DE 201 O.
CPR.M - SERVICOS GEOLOGlCOS DO BRASI.L.. SISTEMA DE
INFORMAÇÕES DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS (SIAGAS). DISPONIVEL EM:
<HTIP://SIAGASWEB.CPRM.GOV.BR/LAYOUT/PESQUISA_COMPLEXAPHP>.
ACESSO EM 14 DE ABRIL DE 2018.
DATASUS - MINISTERIO DA SAUDE. CADASTRO NACIONAL DOS
ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE DO BRASIL (CNES). DISPONIVEL EM:
<HTTP://TABNET.DATASUS.GOV.BR/CGI/DEFTOHTM.EXE?CNES/CNV/ESTABC
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DATASUS - MINISTERIO DA SAUDE. SISTEMA DE INFORMAÇÕES
HOSPITALARES DO SUS (SIH/SUS). DISPONIVEL EM:
<HTTP://TABNET.DATASUS.GOV.BR/CGI/DEFTOHTM.EXE?
SIH/CNV/NICE.DEF>. ACESSO EM: 25 DE ABRIL DE 2018.
ESTUDO DE CONCEPÇAO PARA SISTEMA DE ESGOTAMENTO
SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE ITAIÇABA, SECRETARIA DAS CIDADES, ESTADO
DO CEARÁ, 2009.
ARCEI§ ENGENHARIA
•
• •
•
•
: .. __ ... , .·'·
163
FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA. MANUAL DE
SANEAMENTO. 4. ED. REV. - BRASILIA: FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE, 2006.
GOVERNO DO CEARÁ- PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS
- 1992, SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS,
INSTITUTO NACIONAL DO SEMIÁRIDO - INSA. DISPONÍVEL EM: <
HTTPS://PORTAL.INSA.GOV.BR/>. ACESSO EM: 13 DE JANEIRO DE 2018.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA - IBGE.
CIDADES. DISPONIVEL EM: <HTTP://COD.IBGE.GOV.BR>. ACESSO EM: 13 DE
JANEIRO DE 2018.
PACTO DAS ÁGUAS. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. CADERNO
REGIONAL DA BACIA DO BAIXO JAGUARIBE / CONSELHO DE ALTOS ESTUDOS
E ASSUNTOS ESTRATÉGICOS, ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO CEARÁ -
FORTALEZA: INESP, 2009 .
~Cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba 164
ANEXO A -ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA, DIAGNÓSTICO E
PROGNÓSTICO •
•
Gove mo Municipal de
ltaiçaba
Ata da Audiência Pública
A Audiência Pública do Plano Municipal de Saneamento de Itaiçaba/CE foi realizada no dia 01 de abril
de 2019, segunda-feira, no auditório CVT - Centro Educacional Tecnológico com a presença do Senhor
Prefeito, José Erenarco da Silva, representando os Secretários Municipais, Sérgio Barbosa de Paula,
representando a Câmara de Vereadores, Antoniel Max Silva Holanda, representando a CAGECE
Fortaleza, J anaina, CAGECE LOCAL, Aline Maria Barbosa Barros, representantes de As entes de Saúde
e Endemias, Elailson Galdino Lima, Representante da Equipe Local de Coordenação do Plano Municipal
de Saneamento Básico, Dr. Paulo Gadelha, representantes de Conselhos Municipais, Agentes de Saúde,
Associações, Sindicatos, movimentos soei ais e populares e Comunidade em geral, convidados para o
evento pela Prefeitura Municipal.
Os trabalhos foram iniciados às 09: 15 horas, pela palavra da Cerimoni alista que convidou para compor a
mesa a Senhor Prefeito Municipal, Erenarco, o representante da Câmara Municipal, Vereador Otoniel, o
representante dos Secretários Municipais, o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Sérgio Barbosa,
representante da CAGECE Fartai eza, Janaina Shei la, a representante da PROJESSAN ENGENHARIA, a
Sra. Joselina Santos e o representante da APRECE o Sr. Expedito Nascimento.
Com a palavra, inicialmente, o Prefeito agradeceu a presença de todos, relatou da importância do
Elaboração do Plano de Saneamento Básico Municipal - PMSB, como instrumento de Gestão dos
serviços saneamento, notadarnente, seu impacto da melhoria da saúde da população. Ressaltou a
importância do Plano que, para além da obrigatoriedade prevista na legislação. federal e da captação de
recursos, esse documento representa um avanço significativo na construção de instrumentos públicos de
gestão com a participação e controle social da população, bem como suas diretrizes alinhadas com as
interfaces das Políticas Públicas de Saúde, Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Desenvolvimento
Terri tori ai.
O Senhor Expedito Nascimento fez uso da palavra, saudando o prefeito e enaltecendo o seu zelo pela
Administração do municípic e que, não por acaso, o Prefeito foi. justamente, a primeira pessoa com
quem se encontrou na chegada à cidade, seguida pelo Coordenador da Elaboração do Plano, Dr. Paulo
•
CNPJ N° 07.403.769/0001-08.
A V. CORONEL JOÃO CORREIA, N° 298,
CENTRO, ITAIÇABA/CE, CEP: 62.820-000.
A
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• . ...
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165
Gove mo Municipal de
ltaiçaba
Gadelha. Salientou, na oportunidade, a importância da parceria que foi formada junto ao MUNICÍPIO,
APRECE, CAGECE, ARCE o que propiciou, além do sucesso do trabalho, dado o alto grau de experti se
dessas instituições, reduzir, significativamente, o custo de elaboração desse instrumento. Lembrou,
ainda, que o Plano é uma realização dessa gestão para gerações futuras daqui a vinte anos, podendo ser
incluído informações, podendo ser corrigido, revisado a qualquer tempo, desde que, dados novos se
façam necessários, antes da sua obrigatória atualização a cada quatro anos, prevista em lei.
Em seguida, a condução dos trabalhos foi feita pelo representante da empresa PROIESSAN
ENGENHARIA, empresa de consultoria que auxiliou na elaboração do Plano, o Senhor Fernando Alves,
que apresentou um relato do que foi feito pelo município desde o início do ano de 2018, explicando cada
fase.
Nesse momento, foi realizada a apresentação do Diagnóstico e do Prognóstico de forma detalhada,
destacando que a metodologia aplicada teve a orientação da Agência Reguladora de Serviços Públicos
Delegados do Estado do Ceará (ARCE) e da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará
(CAGECE), bem como o apoio da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (APRECE).
Esclareceu, ainda, que esse momento possibilita a avaliação de todos os presentes para que possam
opinar sobre as melhores soluções em Saneamento Básico para o município, tornando o processo
democrático e participativo. Lembrou, também, que após a Audiência, o Plano será disponibilizado para
Consulta Pública no site da prefeitura, no período de 01/04/2019 a 10/04/2019, permitindo a todos os
cidadãos acessá-lo de forma mais detalhada para apresentar suas contribuições.
Durante a apresentação, a representante da CAGECE Fortaleza, Janaina, chamou a atenção, para que o
município enviasse dados como uma Força Tarefa, onde o plano fique o mais atualizado possível.
Acrescentou, ainda, a existência de Aplicativo de celular Androide Plataforma !OS onde era possível
baixar e fazer as reclamações devidas à CAGECE.
Ainda durante a apresentação, foi feita uma intervenção do Secretário Sérgio, acrescentando que o
SISAR está atendendo a cerca de 270 famílias abastecidas pelo SISAR, contemplando as comunidades
Canto da Onça, Logradouro, Caris e São Miguel Il.
CNPJ N° 07.403.769/0001-08.
A V. CORONEL JOÃO CORREIA, N" 298,
CENTRO, ITAIÇ.ABA/CE, C.'EP 62.820-000.
2
-Slcagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
Governo Municipal de
ltaiçaba
Foram questionados, também, os índices de cobertura de água e esgoto, supostamente acima da realidade
do município, chamando a atenção para o município rever esses dados, visto que se tais coberturas não
forem reais, o município será prejudicado na busca de alocação de recursos para tais fins.
Em mais um a valiosa contribuição, J anaina, alertou para a formação do Conselho de Controle Social que
efetivam ente funcione ou ainda que tais atribuições incorporadas pelo Conselho de Saúde, por ocasião da
Conferência de Saúde.
Gadelha, em sua fala, informou que o município, não mais faz parte do consórcio de Resíduos Sólidos
COM:A.RES/ ARA CATI.
Encerrando a audiência, terminadas as manifestações e realizado tudo que estava proposto, Expedito
Nascimento solicitou a leitura da Ata que foi, prontamente, lida e aprovada pelos presentes, agradeceu a
presença e participação de todos, dando por encerrados os trabalhos da Audiência Pública do Plano de
Saneamento.
Eu, Francisco Antônio dos Santos, responsável pelo registro contido nesta Ata, cumprindo também a
função de secretari á-l os, relatei os acontecimentos, encerro esta Ata que segue assinada por mim e pelos
demais, constantes da Lista de Presentes à Audiência Pública, em documento anexo, parte integrante
desta Ata.
Itaiçaba/CE, 01 de abril de 2019.
CNPJ N° 07.403.769/0001-08.
A V. CORONEL JOÃO CORREIA, N" 298,
CENTRO, ITAIÇABA/CE, CEP: 62.820-000.
.=,.cagece ENGENHARIA
166
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ANEXO 1 - LISTA DE PARTICIPANTES
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ltaiçaba
PREFEITU~ MUNICIPAL DE ITAI9'8A
SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA DO MUNICIPIO DE ITAIÇABA
AUDIÊNCIA PÚBUCA DO DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO DO PMSB - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE ITAIÇABA
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ltaiçaba
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAIÇABA
SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA DO .MUNICIPIO OE ITAIÇABA
AUDIÊNCIA PÚBUCA DO DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO DO PMSB - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE ITAIÇABA
LOCAL: CVT Itaiçaba - DATA: 01 / 04 / 2019 - HORÁRIO: 08 : 30 h
Nº A NOME SEGMENTO LOCAUOADE CPF FONE . ASSI"'' ._, , .. ..-
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169
ANEXO 8 - PROJETO DE LEI
MINUTA DO PROJETO DE LEI
lnstltul o Plano Municipal de Saneamento Básico,
compreendendo os serviços de abastecimento de
água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo
de águas pluviais urbanas na sede e distritos do
Município de [NOME DO MUNICÍPIO], e dá outras
providências.
O PREFEITO MUNICIPAL DE [NOME DO MUNICÍPIO], Estado do Ceará:
Faço saber que a CÂMARA MUNICIPAL DE [NOME DO MUNICÍPIO], decretou e
sancionou a seguinte Lei:
Art. 1° Fica instituído o Plano Municipal de Saneamento Básico, envolvendo o
conjunto dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas
na sede e distritos do Município de [NOME DO MUNICÍPIO], nos termos do Anexo
Único desta Lei, para o horizonte de 20 (vinte) anos, com a definição dos programas,
projetos e ações necessários para o alcance de seus objetivos e metas, ações para
emergências e contingências, e mecanismos e procedimentos para avaliação
sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas.
§ 1° O planejamento dos serviços públicos de saneamento básico orientar-se-á de
acordo com os princípios e diretrizes estabelecidos na Lei Federal nº 11.445, de 5 de
janeiro de 2007, especialmente o disposto nos arts. 19 e 20.
§ 2° Os prestadores dos serviços públicos de saneamento básico deverão observar o
disposto no Plano Municipal de Saneamento Básico, especialmente no tocante ao
cumprimento das metas nele previstas, devendo prestar informações às instâncias
municipais responsáveis pela operacionalização e pelo controle social.
§ 3° O Plano Municipal de Saneamento Básico será submetido a revisão a cada 4
(quatro) anos, sob coordenação da autoridade responsável pela operacionalização do
Plano, podendo solicitar apoio dos prestadores dos serviços e da entidade reguladora.
§ 4º No caso de regionalização dos serviços, o Plano Municipal de Saneamento
Básico poderá ser submetido à revisão extraordinária, para compatibilização de
planejamento, nos moldes do§ 3° deste artigo.
§ 5° Incumbe à entidade reguladora dos serviços a verificação do cumprimento do
Plano Municipal de Saneamento Básico por parte dos prestadores de serviços, na
forma das disposições legais, regulamentares e contratuais.
Art. 2º A operacionalização do Plano Municipal de Saneamento Básico será exercida
pela Secretaria Municipal de [NOME DA SECRETARIA].
~Cagece ENGENHARIA
170
§ 1° É assegurado à Secretaria Municipal de [NOME DA SECRETARIA] o acesso a
quaisquer documentos e informações produzidos pelos prestadores de serviços.
§ 2º Competirá à Secretaria Municipal de [NOME DA SECRETARIA]:
1 - Acompanhar a execução do Plano Municipal de Saneamento Básico pelos
prestadores de serviços, auxiliando a entidade reguladora na verificação do
cumprimento do Plano;
li .. Proceder à articulação das informações referentes aos serviços públicos de
saneamento básico com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico
- SINISA ou sistema estadual equivalente;
Ili - Receber reclamações de usuários relativas à prestação dos serviços, devendo
encaminhá-las à entidade reguladora.
> Art. 3° O controle social dos serviços públicos de saneamento básico
será exercido pelo [NOME DO CONSELHO]i participando em caráter
consultivo na formulação, planejamento e avaliação de políticas públicas
de saneamento básico no âmbito do Município.
> § 1° É assegurado ao [NOME DO CONSELHO] o acesso a quaisquer
documentos e informações produzidos pelos prestadores de serviços e
pela entidade de regulação, bem como a possibilidade de solicitar a
elaboração de estudos com o objetivo de subsidiar a tomada de
decisões.
> § 2° São atribuições básicas do [NOME DO CONSELHO] relativas ao
controle social dos serviços públicos de saneamento básico:
> 1 - Acompanhamento da execução do Plano Municipal de Saneamento
Básico pelos prestadores de serviços, e comunicação de passiveis
descumprimentos às autoridades municipais responsáveis pela
operacionalização;
> li - Acompanhamento da execução dos Termos de Ajustamento de
Conduta tomados dos prestadores de serviços pela entidade reguladora,
e comunicação de possíveis descumprimentos à entidade reguladora;
> Ili - opinar a respeito das revisões ao Plano Municipal de Saneamento
Básico;
> IV - Manifestar-se, por seu presidente ou representante, em audiências
e consultas públicas relativas aos serviços públicos de saneamento
básico, com direito de preferência.
l.> Art. 4° Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a delegar as
atividades de regulação à Agência Reguladora de Serviços Públicos
Delegados do Estado do Ceará - ARCE, para atendimento ao disposto
no art.9°, inciso 11, da Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007.
Parágrafo único. O exercício das atividades de regulação poderá ser realizado nos
termos da Lei Estadual nº 14.394, de 7 de julho de 2009.
Art.5°-Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
-~Cagece ENGENHARIA
• ~ ... -. ti Governo Municipal de
\, .. ~11 ltaiçaba 171
[NOME DO MUNICÍPIO], [dia] de [mês] de [ano].
[Nome do Prefeito]
PREFEITO MUNICIPAL DE [NOME DO MUNICÍPIO)
AR EI
AC(NC<A
P:fC.ULAO OR A.
~ ~ DOESTA.DO
......,,,. OO(íA.RA --Cagece ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
ANEXO C - AVALIAÇÃO ECONÔMICA FINANCEIRA
172
Resíduos Sólidos
Estimativa de Investimentos e de Custos
Na estimativa dos custos envolvidos observou-se o seguinte:
i. Evolução Populacional
De acordo com a Tabela 3.2 - Evolução Populacional por situação de
domicílio ocupado, ano 201 O, realizada pelo IBGE, a população urbana do Município
de ltaiçaba era de 4.279 habitantes. Com base na evolução da população deste
Município ao longo do período 1991/2010, adotou-se taxa de crescimento geométrico
da ordem de 2% ao ano até 20381 representativa do crescimento da população urbana
do Município nos últimos 1 O anos, que fora de 1,5%. Além disto, atentou-se para o
atual índice de cobertura urbana da prestação dos serviços de resíduos sólidos,
calculada em 47,08% e sua evolução até a universalização, a qual deverá ser atingida
no médio prazo, até o final de 2030(Tabelas A e B).
ii. Investimentos Propostos
Os investimentos requeridos para a expansão e introdução de melhorias
nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos encontram-se dispostos
nos projetos idealizados para esta componente do saneamento básico, dispostos no
Quadro I a seguir.
ARCEl~f:: ..;&~Cagece ENGENHARIA
173
Valor dos investimentos previstos - ltaiçaba (2019/2038).
Identificação Prazo e Valor (R$)
Definição Curto Médio Longo Programa Projeto (2019/2022) (2023/2030) (2031/2038)
Ampliação da
Universaliza
coleta dos
ção do
PR/PASB/07 resíduos 274.200,32 338.140,95 133.649,62 /2018 sólidos do Serviço
município de
ITAIÇABA
Eliminação do
PR/PQSB/0 lixão e 1, 159,000;00 0,00 0;00 1/2018 recuperação da
Melhorias
área degradada
Operacionais PR/PQSB/0 Coleta seletiva 4.447.000,00 8.108.000,00 8.890.000,00 e da 2/2018
Qualidade
dos Serviços Adequação do
PR/PQSB/0 transporte dos
3/2018 resíduos 325.000,00 650.000,00 650.000,00
sólidos de
ITAIÇABA
Fonte: Elaboração própria.
iii. Custos de Manutenção - Gestão e Operação
Correspondem aos dispêndios relacionados à prestação dos serviços de
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, O cálculo baseou-se no valor do
indicador IN006 (despesa per capita com manejo de RSU) do SNIS/2016:
1006 = (Ge023 + Ge009) / Ge002 onde,
Ge023 - Despesa dos agentes públicos executores de serviços de manejo de
RSU. Valor anual das despesas dos agentes públicos realizadas com os
serviços de manejo de RSU, incluindo a execução dos serviços propriamente
ditos mais a fiscalização, o planejamento e a parte gerencial e administrativa.
Corresponde às despesas com pessoal próprio somadas às demais
despesas operacionais com o patrimônio próprio do município (despesas com
materiais de consumo, ferramentas e utensílios, aluguéis, energia,
combustíveis, peças, pneus, licenciamentos e manutenção da frota, serviços
de oficinas terceirizadas, e outras despesas). Inclui encargos e demais
benefícios incidentes sobre a folha de pagamento do pessoal envolvido. Não
inclui: despesas referentes aos serviços de manejo de RSU realizadas com
agentes prlvados executores (lnformação Ge009); despesas com serviço da
dívida Uuros, encargos e amortizações); despesas de remuneração de
AR~EI -flcagece
Aó(NC,A
"""""\~ REC.JLAOOPA
~ ~ OOEST'-00
'tttiiiwllfl' OOCíAAÁ ENGENHARIA
174
capital; e despesas com depreciações de veículos, equipamentos ou
instalações físicas.
Ge009 - Despesa com agentes privados executores de serviços de manejo
de RSU. Valor anual das despesas dos agentes públicos realizadas com
agentes privados contratados exclusivamente para execução de um ou mais
serviços de manejo de RSU ou para locação de mão-de-obra e veículos
destinados a estes serviços.
Ge002 - População urbana do município.
Os cálculos desenvolvidos nesta avaliação são estimativas da viabilidade
econômico-financeira da prestação dos serviços de resíduos sólidos, haja vista que o
indicador não inclui alguns itens de despesas, conforme observado na definição da
variável Ge023. A Tabela A apresenta as estimativas para os principais itens
constitutivos dos gastos com manutenção, gestão e operação dos serviços de
resíduos sólidos do Município de ltaiçaba durante o período de vigência do plano de
2019 a 2038, tendo por base a população urbana e o indicador IN006 de R$ 78,47/hab
(SNIS, 2016).
Tabela A - Estimativa dos gastos com manutenção, operação e gestão dos serviços
de resíduos sólidos urbanos - Município de ltaiçaba (2019/2038) .
.. . . .
Ano
População Urbana
Despesas (R$) Ano
População Urbana
Despesas (R$)
Total Coberta Total Coberta
2019 5.114 2.408 188.928,92 2029 6.234 5.999 470.758,27
2020 5.216 2.767 217.111,86 2030 6.358 6.358 498.941,21
2021 5.320 3.126 245.294,79 2031 6.486 6.486 508.920,03
2022 5.427 3.485 273.477,73 2032 6.615 6.615 519.098,43
2023 5.535 3.844 301.660,66 2033 6.748 6.748 529.480,40
2024 5.646 4.203 329.843,60 2034 6.883 6.883 540.070,01
.. .. --- ~ -
2025 5.759 4.563 358.026,53 2035 7.020 7 .. 020 550,871,41.
2026 5.874 4.922 386.209,47 2036 7.161 7.161 561.888,84
2027 5.992 5.281 414.392,40 2037 7.304 7.304 573.126,61
2028 6.111 5.640 442.575,34 2038 7.450 7.450 584.589,15
Total= 8.495.265,67
Fonte: Elaboração própria.
Portanto, para o período 2019/2038, são estimados gastos totais com
manutenção, operação e Qestão dos serviços de resíduos sólidos urbanos no
Município de ltaiçaba da ordem de R$ 8.495.265,67 (oito milhões e quatrocentos e
noventa e cinco mil e duzentos e sessenta e cinco reais e sessenta e sete centavos)
- valores nominais.
ARr!~ E~DOCCA= ~Ã ..-Cagece ENGENHARIA
•
Governo Municipal de
ltaiçaba 175
iv. Estimativa de Receitas
Foi diagnosticada a inexistência de receitas de prestação de serviços de
resíduos sólidos urbanos. Como não há, por enquanto, previsão de cobrança deste
serviço, este status quo será admitido em todo o período do plano neste estudo de
viabilidade. Considerando, ainda, que 52,64% das famílias terem renda mensal per
capita de até 1/2 salário mínimo em 2010, conforme dados do IBGE dispostos no
Gráfico 3.3 e que das 48,9% famílias cadastradas no Cadúnico e beneficiadas pelo
Programa Bolsa Família (Tabela 3.6), 64,9% têm renda mensal por pessoa de até 1/2
salário mínimo de 2018, entende-se que este perfil econômico da população limita a
capacidade de cobertura dos custos via tarifa, impondo outras formas de custeio.
V. Avaliação Preliminar da Viabilidade
A Tabela B resume as principais informações sobre as estimativas de
receitas, de custos e de investimentos da prestação dos serviços de resíduos sólidos
urbanos projetados para o período de planejamento (moeda de referência:
dezembro/2018). A partir daí, é realizada uma avaliação da sustentabilidade de sua
prestação no Município de ltaiçaba.
AR~EI ~Cagece
A<.E•mo
REGLILAOORA
~ ~ OOEST.lt.00
. "-"' DO CfAQA ENGENHARIA
176
Tabela B - Equilíbrio financeiro da prestação dos serviços de resíduos sólidos urbanos
do Município de ltaiçaba - 2019/2038.
População Urbana Receitas Custos (R$) Resultado
Ano Primário Caixa
Total Coberta
(R$)
Investimentos Despesas (R$)
2019 5.114 2.408 o 188.928,92 -1.926.385,01
2020 5.216 2.767 o 6.949.824,36 217.111,86 -1.954.567,95
2021 5.320 3.126 o 245.294,79 -1.982. 750,88
2022 5.427 3.485 o 273.477,73 -2.010.933,82
2023 5.535 3.844 o 301.660,66 -1.575.120,40
2024 5.646 4.203 o 329.843,60 -1.603.303,33
2025 5.759 4.563 o 358.026,53 -1.631.486,27
2026 5.874 4.922 o 10.187.677,87 386.209,47 • 1.659.669,20
2027 5.992 5.281 o 414.392,40 -1.687.852, 14
2028 6.111 5.640 o 442.575,34 -1.716.035,07
2029 6.234 5.999 o 470.758,27 -1.744.218,01
2030 6.358 6.358 o 498.941,21 -1.772.400,94
2031 6.486 6.486 o 508.920,03 -1.655.971,61
2032 6.615 6.615 o 519.098,43 -1.684.154,54
2033 6.748 6.748 o 529.480,40 -1.712.337,48
2034 6.883 6.883 o 10.834.487,58 540.070,01 -1.740.520,41
2035 7.020 7.020 o 550.871,41 -1.768.703,35
2036 7.161 7.161 o 561.888,84 -1. 796.886,29
2037 7.304 7.304 o 573.126,61 -1.825.069,22
2038 7.450 7.450 o 584.589,15 -1.853.252, 16
Totais= 0,00 27 .971.989,80 8.495.265,67 -35.301.618,06
- Fonte: Elaboraçao propna.
A coluna "Resultado Primário de Caixa" evidencia os resultados anuais
nominais estimados para os serviços de resíduos sólidos urbanos. Tais resultados,
assumidos aqui como "de caixa" (ou seja, representativos de efetiva entrada ou saída
de dinheiro), são trazidos a valor presente, mediante o desconto a uma taxa de juros
de 12% ao ano (a qual está associada à remuneração dos capitais investidos nos
serviços prestados). Obtém-se daí um valor presente líquido da ordem de R$
13.415.4 76, 06 (treze milhões e quatrocentos e quinze mil e quatrocentos e setenta e
seis reais e seis centavos - negativos), o que é indicativo do desequilíbrio econômicofinanceiro desfavorável da prestação dos serviços de resíduos sólidos no Município
de ltaiçaba (grifo nosso).
A correção do mencionado desequilíbrio implica a necessidade de aporte
financeiro, seja por recurso próprio ou de terceiros, ou ainda pela inclusão da cobrança
AR~. ......, EI~OO= ([AQÃ --~Cagece ENGENHARIA
•
177
de taxas ou tarifas, cujo dimensionamento depende da definição prévia do momento
de sua realização, bem como do custo dos capitais envolvidos.
Com efeito, está prevista a implantação do sistema de gestão integrada dos
resíduos sólidos da Região Litoral Leste no qual o Município de ltaiçaba está inserido.
A sustentabilidade dos serviços poderá ser garantida, por meio de receitas oriundas
desta gestão.
AR~EI 4.cagece
AGM<A
REGULADORA
'-'. .a DOESTADO
.....,,. llO(íAAA ENGENHARIA
Governo Municipal de
ltaiçaba
Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário
ARC'; ~ El=00(= (1.QA --=--Cagece ENGENHARIA
178
•
(01l1P<1i1h1~
d, Áyu,1 t' f>\)ulu
de.e.em
Laudo CAGECE
• Assunto: Plano Municipal de Saneamento
Básico (PMSB) de ltaiçaba
1. OBJETIVO
Analisar a viabilidade financeira da concessão do serviço de abastecimento de água
(SAA) e esgotamento sanitário (SES) do Município do ltaiçaba, incluindo as ações de
universalização destes serviços.
2. RESUMO DOS INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS
Investimento Total: R$ 31.776.208,83
Ativo": R$1.672.112,87
Investimento para ações de universalização: R$ 30.104.095,96
Taxa mínima de atratividade (TMA) (Taxa de Remuneração do Capítal)"; 10,29 % a.a.
Valor Presente Líquido (VPL)
3
: (R$ 16.393.852,00)
3. PRINCIPAIS PARÂMETROS DA ANÁLISE.
• Data de início da projeção: 2019
• Período da análise: 30 anos
• Período para coleta de dados: 2017 e 2018
• Número de Economias Ativas - Ano Base 2018
v' Água: 1. 736
• Número de Economias Ativas - Final de Plano
v' Água: 2.288
1 Ativo Imobilizado: Conta patrimonial responsável pelo registro dos bens destinados a manutenção das atividades
econômicas da entidade. É composta de bens como: máquinas, equipamentos, terrenos, prédios, edificações, veículos
e outros.
2 TMA: Taxa de juros que representa o mínimo que um investidor se propõe a ganhar quando faz um investimento, ou
o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando faz um financiamento.
3 VPL: Valor presente, descontado a uma determinada taxa (k), dos saldos de caixa de um determinado plano
financeiro.
• ·-
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•
./ Esgoto: 1.976
• Consumo médio:
,/ Água Categoria Residencial: 138,4 7 m3
/ano/economia
./ Água Categoria não Residencial: 204,96 m3
/ano/economia
,/ Esgoto Categoria Residencial (Jaguaribara): 107, 18 m3
/ano/economia
,/ Esgoto Categoria não Residencial (Jaguaribara): 122,95 m3
/ano/economia.
• Tarifa média:
./ Água Categoria Residencial: R$ 2,86/m3
./ Água Categoria não Residencial: R$ 6,61/m3
./ Esgoto Categoria Residencial (Jaguaribara): R$ 2,56/m3
./ Esgoto Categoria não Residencial (Jaguaribara): R$ 6,99/m3
• Índice de eficiência de arrecadação: 99,86%
• Fontes de Consulta:
,/ Novo Sistema Empresarial de Informações - Novo SEI
,/ Orçamento estimativo do investimento enviado pela Coordenadoria de
Concessão da Gerência de Concessões e Regulação da CAGECE, que contém também
as estimativas das novas ligações, a previsão de acréscimo de mão-de-obra e o
município de referência de Jaguaribara para o sistema de esgotamento sanitário
proposto.
,/ Análise de viabilidade do município de Jaguaribara
Ressaltamos que as informações financeiras são decorrentes das demonstrações
contábeis elaboradas pela área de controladoria da Cagece, disponíveis no SEI.
As novas ligações foram consideradas conforme o orçamento estimativo, sendo
classificadas como residenciais e não residenciais respectivamente na proporção de
89,80% e 10,20% de acordo com as ligações de água existentes no município no ano
base.
As informações referentes a custos variáveis, volumes por economia, tarifas e índice de
utilização de rede de esgotamento sanitário foram estimadas de acordo com o município
• de referência.
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4. ANÁLISE FINANCEIRA
Adotando as premissas citadas no item 3, realizou-se a projeção do fluxo de caixa
4
referente a operação do SAA e do SES no município de ltaiçaba, incluindo a alocação
dos custos referentes as atividades de apoio das unidades operacionais e
administrativas da CAGECE para o município em análise.
O Estudo de viabilidade da concessão de ltaiçaba apresentou um Valor Presente Líquido
(VPL) negativo de R$ 16.393.852,00 (Dezesseis milhões, trezentos e noventa e três mil,
oitocentos e cinquenta e dois reais) significando que, para uma taxa mínima de
atratividade (TMA) de 10,29% ao ano, a operação do serviço de abastecimento de água
(SAA) e esgotamento sanitário (SES) do município de ltaiçaba, incluindo as ações de
universalização destes serviços, não é viável financeiramente.
Neste estudo estão inclusos os investimentos e ligações necessárias com o objetivo de
universalizar a prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento
sanitário no município. Investimentos estes considerados como recursos próprios da
CAGECE.
Foi realizada uma análise prévia (diagnóstico), utilizando os mesmos parâmetros iniciais,
desconsiderando estas ações de universalização e considerando o crescimento
vegetativo amparado por investimentos com recursos próprios.
A análise prévia apresentou um VPL negativo e a inclusão dos investimentos
necessários a universalização prejudicaram ainda mais o desempenho financeiro dos
sistemas.
4 Fluxo de caixa: Montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido
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5. CONCLUSÃO
A operação do saneamento no município de ltaiçaba, bem como o investimento em
ações de universalização deste serviço, nas condições de análise adotadas, não é viável
sob o ponto de vista financeiro.
Para estabelecer o equilíbrio financeiro da operação se faz necessário um acréscimo
anual no fluxo de caixa de R$ 1.615.324,51 (Hum milhão, seiscentos e quinze mil,
trezentos e vinte e quatro reais e cinquenta e um centavos) ou do valor correspondente
ao VPL no primeiro ano. A geração deste valor adicional poderia ser resultado da
combinação das seguintes ações: aumento tarifário, otimização técnica do sistema, no
intuito de reduzir custos de operação e realização dos investimentos pelo poder público.
Recomenda-se a elaboração de estudos complementares para solucionar o problema do
equilíbrio financeiro desta operação, tais como: estudo de engenharia para soluções de
otimização do sistema, pesquisa sobre a capacidade de pagamento da população para
estes serviços e outros.
•
É importante ressaltar que a análise financeira é um instrumento para priorização de
investimentos. Ela indica a tendência de resultados caso seja investido um montante em
um conjunto de circunstancias adotadas, o que não significa que a empresa disponha
desse montante, pois não são observadas a disponibilidade financeira real da empresa
nem as suas demais necessidades de investimentos .
Fortaleza, 20 de agosto de 2019.
Valmiki Sampaio de Albuquerque Neto
Analista Administrativo Financeiro
GECOR - Gerência de Concessão e Regulação
Keti Lene Souza Pistolesi
Coordenadora
GECOR - Gerência de Concessão e Regulação
João Rodrigues Neto
Gerente
GECOR - Gerência de Concessão e Regulação
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