PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO/2026
EMENTA: Dispõe sobre a concessão de título
honorífico de CIDADÃO BEZERRENSE ao
Edilson Carlos Cassemiro e dá outras
providências.
Art.1º - Fica concedido o Título Honorífico de CIDADÃO BEZERRENSE, ao Edilson Carlos Cassemiro (Recife, 28 de
outubro de 1967), conhecido artisticamente como Ed Carlos, cantor, compositor e instrumentista .
Parágrafo Único – A outorga do título a que se refere a presente RESOLUÇÃO, far-se-à em
Sessão Solene desta Câmara, em data a ser previamente designada, preferencialmente, ainda na atual
legislatura.
Art. 2º - Esta RESOLUÇÃO entrará em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVAS ORAIS EM Plenário
Bezerros, em 25 de maio de 2026
José Antônio Monteiro
Vereador
Indicação de titulo de cidadão bezerrense
Homengear um ícone permabucano e do mundo na cultura, sua ligação com bezerros há mais de
20 anos cantado no carnaval de bezerros e festejos juninos, amando nossa serra negra Ed
Carlos ganha prêmio com “Serra Negra Meu Xodó” É tipo o “Grammy de
Pernambuco”. Celebra artistas, bandas, compositores e obras que se destacaram no estado durante o ano. 17º
Prêmio da Música Pernambucana é o principal reconhecimento da música feita em Pernambuco.
Edilson Carlos Cassemiro (Recife, 28 de outubro de 1967), conhecido artisticamente como Ed Carlos, é
um cantor, compositor e instrumentista brasileiro. Sua trajetória está fortemente associada às manifestações culturais
de Pernambuco, destacando-se por sua atuação em festas como o Carnaval e o São João . É amplamente reconhecido pela
canção O Passo da Ema de Antúlio Madureira sendo considerado um dos principais representantes da Música Popular
Pernambucana.
Nascido em Recife, filho de José Cassemiro e Josefa Maria, Ed Carlos viveu parte da infância em São Vicente Férrer, cidade
da Zona da Mata Norte de Pernambuco, conhecida por ser a terra natal da cantora Marinês, a “Rainha do Xaxado”.[2]
Desde a infância demonstrou interesse pela música, iniciando estudos e atuando como saxofonista na Banda Muncipal
de Macaparana. Aos 13 anos, durante o Carnaval de 1980, assumiu o microfone da banda municipal após a ausência do
cantor oficial, a convite do maestro Antônio Glicério dos Santos (Seu Tota), episódio que marcou o início de sua trajetória
como intérprete.
Mesmo enfrentando dificuldades financeiras, destacou-se em concursos regionais. Aos 15 anos, participou do festival Música
Hoje com a composição Vida de Nordestino, representando a Zona da Mata Norte, mas por conta das condições financeiras
não pode prosseguir. Aos 16, foi convidado pelo sanfoneiro Manuel de Teté para integrar seu grupo de forró pé de serra,
iniciando apresentações em festas locais.
Ed Carlos no início da sua carrreira em apresentação na casa de forró Cavalo Dourado no
Recife.
Aos 18 anos, retornou ao Recife e começou a se apresentar na casa de shows Cavalo Dourado, tornando-se integrante da
banda principal. Nesse período, conviveu com artistas consagrados como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Arlindo dos 8
Baixos, Terezinha do Acordeon, Mestre Camarão, Trio Nordestino Zé Bicudo, Nelson Gonçalves e tantos outros cuja as
influências moldaram seu estilo interpretativo.
A incursão de Ed Carlos no frevo teve início em 1988, ao participar do Festival Frevança Ano 10, realizado pela TV
Globo Nordeste, com a composição Frevo Alegria, interpretada por Bubuska Valença. A música obteve o segundo lugar e
garantiu a Bubuska o prêmio de melhor intérprete. Em 1989, conquistou a Sombrinha de Prata no Frevança
Especial como cantor revelação com Bate-Bate com Doce, de Alex Caldas.[2]
Ed Carlos no desfile do Galo da Madrugada (2012).
Esses dois marcos foram fundamentais para a consolidação do nome artístico "Ed Carlos" e o lançamento definitivo de sua
carreira.
Em 2006, no centenário do frevo, lançou o álbum Eu Sou o Frevo, reunindo composições inéditas e releituras que
celebram o ritmo pernambucano que é personificado na faixa-título.[1] Em 2011, foi reconhecido pelo RankBrasil
(Guinness Brasileiro) como o intérprete musical que mais gravou frevos de um único compositor — 34 músicas
de Adilson Pontes Cordeiro, registradas em 222 dias nos álbuns Cidades do Meu Coração, O Primeiro Folião e À Luz da
Lua, consolidando-se como guardião e difusor do frevo.[3]
Sua presença no Galo da Madrugada, desde os anos 1990, consolidou-o como figura emblemática do Carnaval.
Inicialmente participou na Frevioca, e posteriormente passou a comandar seu próprio trio elétrico. Ed é presença
carimbada tanto no Carnaval do Recife participando anualmente da abertura oficial no Marco Zero, como no Carnaval de
Olinda estando sempre presente no palco principal situado na Praça do Carmo e nas ladeiras de Olinda entre as troças
carnavalescas.
Atuação no forró
Foto presente no CD do "É do Povo - Canta Gonzagão" (tirada em 2008 no ensaio de fotos para o álbum).
Paralelamente ao frevo, Ed Carlos construiu uma carreira de destaque no forró. Lançou seu primeiro LP, Tô Chegando, no
ano de 1992, reafirmando o compromisso com as tradições nordestinas.
Em 1991, recebeu o prêmio de melhor intérprete do Festival Canta Nordeste com O Boi da Alegria (Bráulio de Castro e
Ubiratan Souza), e em 1994 repetiu o feito com o xote Gaivota e Gavião (Walmar e Romero Amorim) canção que traz em
sua letra elementos de sua própria história.[2]
Em 2008, comemorando 20 anos de carreira, lançou o álbum É do Povo – Ed Carlos Canta Gonzagão, derivado de um
projeto iniciado em 1995 no programa Rádio do Povo, do radialista Ednaldo Santos.Treze anos depois, o artista decidiu
registrar em estúdio esse repertório, preservando os arranjos originais e a instrumentação típica do forró pé-de-serra, com
sanfona, triângulo e zabumba. O disco traz 13 clássicos de Luiz Gonzaga, incluindo Riacho do Navio e Asa Branca, com
participações de Cezzinha, Arlindo dos 8 Baixos e Santanna, o Cantador.
[4]
Em 2019, Ed Carlos esteve em São Paulo para participar do programa Sr. Brasil, exibido pela TV Cultura, a convite do
apresentador Rolando Boldrin. Na ocasião, o artista apresentou o álbum É do Povo – Ed Carlos Canta Gonzagão ao
público, interpretando três clássicos de Luiz Gonzaga, reafirmando sua ligação com o legado do Rei do Baião. Durante o
programa, Ed Carlos e Boldrin realizaram um dueto especial na canção Xote Ecológico, momento que destacou a afinidade
entre os dois intérpretes com a força da música nordestina em cenário nacional.[5]
Homenagens e prêmios
Homenagens
• 2001 – Menção honrosa da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, seccional de Pernambuco (ABRAJET-PE) pela
divulgação da música pernambucana no Brasil e exterior;
• 2011 – Homenageado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE);
• 2017 – Homenageado no Carnaval do município do Paulista;
[6]
• 2019 – Homenagem da Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) pelos 30 anos de carreira;[7]
• 2021 – Homenageado pelo Clube Carnavalesco O Homem da Meia-Noite;
[8]
Prêmios
• Festival Frevança Ano 10 – 2º lugar como compositor com Frevo Alegria (melhor intérprete: Bubuska Valença) (1988);
• Frevança Especial – Sombrinha de Prata como cantor revelação (1989);
• Festival Canta Nordeste – Melhor intérprete (1991 e 1994);
• Festival Recifrevo – Melhor intérprete (1990 e 1993); Matéria de
jornal da Folha 2 sobre Ed Carlos no Recifrevo em 1990.
• Troféu Melhores do Ano – (1992 a 1996);
• Festival Recifrevoé – Melhor intérprete (1998);
• Concurso de Músicas Carnavalescas Pernambucanas – Melhor Intérprete (2000);
• I Festival Canto por Ti Corinthians – Melhor intérprete com Corinthiamo (2013);[9]
• Festival Nacional do Frevo – Melhor intérprete com Claudionor, o Menino do Frevo (2018);[10]
• I Concurso Nordestino de Frevo – Melhor intérprete com Biscuit de Elefante (2021)[11]
;
• Festival de Frevo Menino de Ceilândia – 1º lugar em frevo canção (além de ter sido convidado para interpretar as
canções concorrentes do Festival) (2025);[12]
• 17º Prêmio da Música de Pernambuco - Melhor single cantor forró com Serra Negra Meu Xodó (2026).
Apresentações no Brasil e no exterior
Ed Carlos no show do Brazilian Day Lisboa (Portugal) em 2012.
Com mais de três décadas de carreira, Ed Carlos já se apresentou em cidades brasileiras como Recife, Fortaleza, João
Pessoa, Salvador, Maragogi, São Paulo, Rio de Janeiro, Gramado, e Brasília. também representou a altura a cultura
pernambucana nas feiras de turismo como: ABAV, FENEARTE, AVIESTUR, FECOMERCIO, BIT etc.
Internacionalmente, participou de eventos em Holanda, Áustria, Itália, Portugal, Alemanha, França e Suíça. Destacam-se
o Festival de Jazz de Montreux (2001) [2]e o Carnaval das Culturas de Berlim (2002).[13] Em 2012, representou
Pernambuco no Brazilian Day Lisboa, em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga.
[14]
Ed carlos e Selma do Coco no flyer do evento "Avenida Brasil" para dia 07-09 em
1997. Matéria do Diario de Pernambuco sobre a Turnê Liberdade de Expressão feita
por Ed Carlos, Dona Selma do Coco e Afoxé Alafin Oyó pelos presídios da Bahia em 1996
Na virada do ano de 1994 para 1995 Ed Carlos participou do “Réveillon do Bom Jesus”, na Rua do Bom Jesus, no Bairro
do Recife, dividindo a programação com Chico Science & Nação Zumbi, na ocasião apresentou-se com a Orquestra de
Frevos do Recife, integrando a celebração de virada de ano que marcou a efervescência cultural do Recife na década de
1990. Ed Carlos também participou da turnê "Liberdade de Expressão" em 1996, com Dona Selma do Coco e o Afoxê
Alafin Oyó pelos presídios da Bahia, encerrando com show no Pelourinho em Salvador. Um ano depois em 1997,
embarcou novamente com Dona Selma dessa vez com o Maracatu Nação Pernambuco para turnê na Europa, onde fizeram
uma série de shows. Em 2001 voltou novamente para a Europa com a Turnê "Viva Pernambuco" acompanhado de André
Rio, Lula Queiroga e Alcymar Monteiro, passando por vários países. No ano de 2008, Ed Carlos integrou a programação
do aniversário de 505 anos da Ilha de Fernando de Noronha juntamente com o rei do brega Reginaldo Rossi. Ed também
dividiu o palco com Dominguinhos a convite do próprio, em apresentação no Festival de Inverno de Atibaia no ano de
2009.
Influências e legado
Ed Carlos em visita a Aldeia de Santa Maria com cocar da tribo Xucuru.
Com ascendência indígena, Ed Carlos reforçou seus vínculos com as tradições ancestrais ao ser adotado pela tribo Xukuru,
na Aldeia Santa Maria, em Pesqueira (PE), já que a tribo de sua etnia originária foi extinta.[1]
Seu repertório abrange gêneros como frevo, forró, coco, ciranda, maracatu, etc. Sintetizando a diversidade da música
popular. O artista costuma resumir essa identidade na frase: “O frevo e o forró na minha vida é como feijão com arroz, eu
não vivo sem os dois.”[1]
Ed Carlos é reconhecido por preservar e difundir o legado de artistas como Capiba, Getúlio Cavaltanti, Luís
Bandeira, Nelson Ferreira, Lia de Itamaracá, Selma do Coco, Naná Vasconcelos, Mestre Salustiano, Luiz
Gonzaga, Dominguinhos e Trio Nordestino levando os ritmos e a cultura de Pernambuco a palcos nacionais e
internacionais.[2]
Discografia
• 1992 - Tô Chegando (LP);
• 1993 - Pernambucanidade (LP);
• 1996 - Mistura Nossa de Cada Dia - Ao Vivo (K7);
• 1997 - Edy Carlos e Nação Popular - Maracatucando a Vida - (CD produzido em Berlim – Alemanha);
• 2002 - Cantando para o mundo (CD);
• 2003 - Alegria, Alegria (especial) (CD);
• 2007 - Eu Sou o Frevo (CD);
• 2006 - Eu Sou o Frevo 2 (CD);
• 2008 - É do Povo - Ed Carlos canta Gonzagão (CD);
• 2010 - Cidades do meu coração (CD);
• 2010 - O primeiro folião (CD);
• 2010 - A Luz da Lua (CD);
• 2010 - Forró de Zé Tomate (CD);
• 2013 - 25 Anos De Estrada (CD);
• 2019 - Passo da Ema (Ed Verdade) (EP).
Nome
completo
Edilson Carlos Cassemiro
Nascimento 28 de outubro de 1967 (58 anos)
Recife, Pernambuco, Brasil
Residência Paulista, PE
Nacionalidade brasileiro
Etnia Xucuru
Progenitores Mãe: Josefa Maria
Pai: José Cassemiro
Filho(a)(s) Alisson Cassemiro, Barbara Cassemiro, João Cassemiro,
Luiz Cassemiro, Clara Oliveira, Bernardo Cassemiro
Ocupação Cantor, Compositor, Instrumentista
Carreira musical
Período
musical
1988–presente
Gênero(s) Frevo, Forró, Maracatu, Coco, Ciranda, Caboclinho, BumbaMeu-Boi, MPB
Instrumento(s) Voz, saxofone