br-locleg corpus explorer

← Taquaritinga do Norte (PE)

materia nº 7/2026

Tipo Projeto de Lei Ordinária Legislativo
Número / Ano 7 / 2026
Date 2026-05-06
EmentaDispõe sobre a Denominação do Centro de Referência da Mulher do Município de Taquaritinga do Norte de “Áurea Gonçalves da Silva”.
native_id2306

Autoria

Tramitação (latest 3)

DateStatusTurnoTexto
2026-05-07 Aguardando emissão de parecer da comissão — —
2026-05-06 Aguardando Leitura em Plenário e Parecer das Comissões — —
2026-05-06 Aguardando Despacho Inicial — —

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 2

PROJETO DE LEI ORDINÁRIA DO LEGISLATIVO
EMENTA:
Dispõe sobre a Denominação do Centro de 
Referência da Mulher do Município de 
Taquaritinga do Norte de “Áurea Gonçalves 
da Silva”.
A Câmara de Vereadores de Taquaritinga do Norte, Estado de Pernambuco, aprova:
Art. 1°- Fica denominado “Áurea Gonçalves da Silva” o Centro de Referência da Mulher 
do Município de Taquaritinga do Norte.
Art. 2° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 3° - Revogam-se as disposições em contrário.
Taquaritinga do Norte, 06 de maio de 2026.
GUILHERME HENRIQUE MENDES DE FARIAS
VEREADOR
JUSTIFICATIVA
Áurea Gonçalves da Silva, nasceu em 24/8/1928 Filha de Alzira Gonçalves Texeira e João 
Vicente Ferreira, residia no Sítio Queimadas de Taquaritinga do Norte junto aos seus 6 
irmãos. 
Aos 19 anos deu à luz a seu primogênito, fruto do casamento com Ivo Lobo de Araújo no qual 
tiveram juntos 8 filhos. Em 1959, aos 31 anos, ficou viúva e com 4 filhos para criar sozinha. 
Com o apoio dos seus pais agricultores e muita dificuldade, viviam um dia após o outro 
lutando pela sobrevivência. Seu filho mais velho, aos 8 anos, carregava frete com um jumento 
para ajudá-la nas despesas da casa, junto a panha de café que a mesma fazia para 
complementar. 5 anos após o acontecido, Áurea casou novamente com Cláudio Mariano da 
Silva, e engravidou do primeiro filho dele. Com 11 meses de nascido ela deu à luz ao caçula de 
todos em 1966. Com os serviços de alvenaria, seu esposo mantinha a casa e ela continuou nos 
trabalhos domésticos e maternos. 
Em 1972, aos 44 anos e com seu filho mais novo aos 6, ganhou a oportunidade de trabalhar 
fora pela primeira vez. Suzana, parteira da cidade, estava precisando de uma mulher para 
auxiliar os serviços na maternidade e a chamou. 
A grande prova dos propósitos de Deus: Dona Áurea nasceu para servir. Aprendeu o ofício na 
dura lida. De auxiliar passou a ser uma grande enfermeira da época e de pequenos curativos a 
partos complicados, era extremamente dedicada em tudo que fazia. Em meio a tanto 
sofrimento e a escassez de recursos, sofreu muito, mas sempre tinha a solução. Qualquer 
problema de saúde, em suas mãos era pequeno. Ela dava seu jeito divino de resolver. A partir 
daí, não tinha dia nem horário marcado para exercer sua função. Fazia pré-natal como quem 
tinha um equipamento de ultrassom nos olhos. Sabia das prováveis datas de parto, posição, 
sexo do bebê e mais… Junto ao seu jeito doce de tratar suas pacientes, encantava ao ponto de 
ser a preferida para tal. Incontáveis vezes, cortou madrugadas nas garupas dos cavalos para 
fazer parto na zona rural.
Denominar o CRM com o nome de uma mulher que foi o suporte de tantas outras vidas 
e que deixou um legado de cuidado incondicional é alinhar a identidade institucional deste 
novo órgão aos valores de solidariedade e proteção que Dona Áurea praticou durante seus 95 
anos de vida. 
Diante do exposto, contamos com o apoio dos nobres Vereadores para a aprovação da 
presente proposição.
Taquaritinga do Norte, 06 de maio de 2026.
GUILHERME HENRIQUE MENDES DE FARIAS
VEREADOR

open original →