Câmara Municipal de Pará de Minas - MG
Câmara Municipal de |
PA R Á DE M | | AS EROTOCOLO GERAL 770/2026
8/05/2026 - Horário: 11:07
Legislativo - PLO 31/2026
PROJETO DE LEINº2) /2026
Denomina João Batista Ribeiro da
Silva o logradouro público sem
denominação oficial no bairro
Recanto da Lagoa, nesta cidade.
A Câmara Municipal de Pará de Minas aprova a seguinte lei:
Art. 1º Fica denominada João Batista Ribeiro da Silva a rua sem denominação
oficial situada entre as ruas José Antônio dos Santos e Alvimar Varela, no bairro Recanto
da Lagoa, nesta cidade.
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sala das Sessões da Câmara Municipal de Pará de Minas, 29 de abril de 2026.
(»)
Vereador Dad er Val
Pd
Vereador AA Cuíca
Av. Presidente Vargas, 1935, Senador Valadares | Pará de Minas | MG | CEP 35.661-044
(37) 3237.6000 | parademinas.mg.leg.br
PREFEITURA
PARA DE MINAS
CERTIDÃO
Certificamos para os fins de denominação oficial de Via Pública
sendo “RUA JOÃO BATISTA RIBEIRO DA SILVA ” a Rua Sem
Denominação Oficial, situada entre a Rua José Antônio dos Santos e a Rua
Alvimar Varela, no Bairro Recanto da Lagoa, Município de Pará de Minas-
MG.
Certificamos ainda que não existe via pública, praça ou próprio
municipal com a denominação de “JOÃO BATISTA RIBEIRO DA SILVA”,
no Município de Pará de Minas-MG.
Prefeitura Municipal de Pará de Minas. 28 de abril de 2026.
amb Na Sega alho
( Janete Mascarello
Técnico em Administração — Mat. 6396
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano
KARINA MORATO CAMPOS MOREIRA
Assessora Executiva
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano
Praça Afonso Pena, 30 - Centro - CEP: 35660 - 013 - Pará de Minas - MG
Fone: (37) 3233-5600
portal.para gov.
Curriculum.
João Batista Ribeiro da Silva, nascido em Caetanóplois-MG, aos 24 de junho de 1915. Sua mãe
era Dona Lucinda de Paula Freitas, seu pai o Sr. João Ribeiro da Silva. Iniciou sua carreira de
Trabalhador na Indústria Têxtil, na empresa Cedro Cachoeira em Caetanópolis, e mesmo só
possuindo os quatro anos do ensino primário, já se destacava pela capacidade de fazer cálculos
matemáticos usados para ajustes mecânicos no maquinário do setor de fiação, o que lhe
conferia qualidade na produção do fio em algodão, mesmo sendo utilizado maquinários
considerados rústicos. Chegou em Brumado de Pitangui na década de 1940, para assumir o setor
de chefe de produção de fiação na empresa Cia. Tecidos Pitanguiense. Conheceu na fábrica,
aquela que viria ser sua esposa, Senhora Julieta Leão, casando nos anos de 1940, sendo que
nesse lugar, tiveram sete filhos, sendo cinco mulheres e dois homens, e mais um filho, nascido
nessa cidade de Pará de Minas. Na década de 1960, a Cia. Fiação e Tecelagem Pará de Minas,
Indústria Têxtil localizada nesta cidade, tendo como proprietários a família Resende Camargos,
estava passando por seríssima crise na gestão de qualidade do fio de algodão e
consequentemente seus artigos, o que impactou sua área comercial e financeira, sendo que os
proprietários estavam á beira de fechar as portas, quando lhes foi levado o nome de nosso pai,
destacando que ele possuía um conhecimento bastante apurado e que com certeza poderia
resolver os problemas de qualidade do setor de fiação. A família Camargos fez contato com
aquele que era popularmente chamado de Batista, e depois de exporem os problemas que
vinham ocorrendo, e o convidarem para vir trabalhar nessa cidade, aceitou a tarefa, alegando
entre outros motivos, que não gostava de ver fábricas fechando, pois, o ramo têxtil era o que
mais empregava, principalmente pais e mães de família. Mudou-se com a família para esta
cidade, assumiu a gerência do setor de fiação da empresa e com seu conhecimento, carisma ao
tratar com todos os funcionários, firmeza em suas opiniões com a diretoria, em pouquíssimo
tempo, identificou todos os problemas de má qualidade do fio, corrigiu-os e a empresa começou
a ter um fio de excelente qualidade, o que proporcionou a retomada de suas atividades normais
no mercado. A conhecida fábrica do sítio, começava então a produzir sua linha de fraldas, flanela
e artigos para recém-nascidos com tanta qualidade, que a fez líder de mercado por décadas,
empregando centenas de trabalhadores em três turnos de trabalho e comercializando sua
produção com meses de antecedência. Nos anos 1990, começo a produzir fraldas para a norte
americana Jonhson&Jonhson e também para a Catarinense Cremer. Na década de 1970, o
Doutor Floriano Campolina de Resende Camargos, um dos proprietários da Cia. Fiação e
Tecelagem Pará de Minas, teve a iniciativa de construir uma outra indústria têxtil em Pará de
Minas, para a produção e comercialização tão somente do fio de algodão. Chamou então o nosso
paie lhe fez a proposta de assim que a planta estivesse pronta, ele pudesse se desligar de onde
estava e assumir a gerência da nova empresa. Após algum tempo, nascia a Fiação Brasileira de
Algodão, a conhecida Fibral, empresa que até hoje as pessoas falam a se referir ao Bairro São
Pedro. Nosso pai assumiu a gerência e após breve período, já obtinha um fio de extrema
qualidade. Seu proprietário inscreveu o fio produzido por ela, em um evento criado pela ABTT,
Associação Brasileira de Técnicos Têxteis, realizado em São Paulo capital uma vez por ano, onde
tócnicos tâxtais da fiação, convidados para serem jurados, analicavam amostras dos fios
apresentados e davam suas notas. Ocorreu que o fio produzido pela Fibral foi premiado como o
melhor fio de algodão do Brasil naquele ano, algo inédito para o setor têxtil localizado no
Sudeste, pois tradicionalmente esse prêmio era concedido a grandes empresas localizadas no
Sul do Brasil. Esse feito teve grande destaque em todo o país e abriu as portas para que a Fibral
pudesse comercializar toda sua produção, sendo que os maiores empresários do país, queriam
adquirir o fio, como também contratar nosso pai para trabalhar para eles, oferecendo quantias
muito superiores a que ele recebia, mas nenhum deles obteve sucesso, pela lealdade de nosso
pai ao proprietário da fábrica, que se tornou seu amigo pessoal por toda sua vida. Ele também
se recusou a comparecer no evento de premiação para receber seu troféu, deixando a cargo da
diretoria da fábrica. Na gerência da fábrica do sítio e Fibral, diversas pessoas faziam fila em
frente a nossa casa, no horário do almoço, depois do expediente, sábados e domingos,
solicitando vaga de trabalho. Ele atendia a todos e quando não era possível encaixar o candidato
ou candidata e ouvindo deles que a situação em suas casas estava complicada, ele sempre dava
um jeito de suprir a família com ao menos o mínimo para que eles não passassem necessidades,
sendo que a maioria das vezes, pedia a nossa mãe que retirasse da dispensa de nossa casa.
Depois da justa aposentadoria, ele ainda trabalhou por vários anos, prestando serviços em
indústria têxteis com problemas de produção e qualidade no fio de algodão, sendo que em
nenhuma delas ele retornou para casa sem obter êxito. Ocorreu que nos noventa, ele recebeu
um telefonema de alguém da Sulfabril Malhas, de Santa Catarina, dizendo que um conhecido
dele, havia passado seu telefone. Relatou que a empresa estava com a produção de camisetas
paralisada, devido a um defeito no fio de algodão, e impedia a confecçãos, sendo que eles
haviam trazido da Alemanha alguns técnicos, que ficaram por lá determinado tempo e não
haviam conseguido solucionar o problema. A pessoa relatou o problema e nosso pai disse que
já tinha uma boa noção do que se tratava. Enviaram um motorista e ele foi até Santa Catarina.
Em aproximadamente três dias, já havia detectado o defeito, orientado os mecânicos,
operadores de máquinas, coordenadores e pessoal de laboratório sobre o que fazer para
eliminá-lo. Depois das providências tomadas, aguardou a produção do fio de um dia, o que
significava muitas toneladas, e os controladores de qualidade o procuraram e disseram que o
problema estava sanado. Os gerentes lhe ofereceram um cargo na empresa, a mudança da
família para Santa Catarina com trabalho e moradia garantidos, além de um bom salário,
proposta recusada, alegando que queria ficar em sua cidade, junto de seus familiares e amigos.
Depois de alguns dias de seu retorno, chegou via correios, uma placa de Honra ao Mérito com
cartão de agradecimento. Foi convidado algumas vezes para ingressar na política, por ser
bastante conhecido e admirado, mas nunca aceitou, apesar de se tornar amigo de praticamente
todos os prefeitos de sua época. Vale destacar que na ditadura militar de 1964, foi empossado
interventor no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Pará de
Minas, cujo patrono é São José Operário, sendo seu dia comemorado em 1 de Maio, tendo seu
retrato exposto no salão nobre desse sindicato, na Rua Benedito Valadares, 290. Católico
fervoroso, devoto de São José, veio por designo de Deus, falecer na madrugada do dia 1 de Maio
de 2001, aos 86 anos de idade, vítima de parada cárdio respiratória, no Hospital Nossa Senhora
da Conceição, nessa cidade. No seu velório, apesar de ser um feriado nacional, centenas de
pessoas compareceram e muitas mães choraram ao lado de seu caixão, declarando que ele havia
feito muitas coisas por sua família, pedindo que não falassem para ninguém. Está sepultado no
cemitério Santo Antônio, nessa cidade, que ele tanto amou e considerava como sua terra natal.