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materia nº 1205/2025

Tipo Requerimento
Número / Ano 1205 / 2025
Date 2025-10-08
EmentaAo Executivo, solicitando o encaminhamento à Câmara do plano municipal de prevenção e combate às queimadas urbanas e rurais, contendo a descrição das ações já realizadas e aquelas previstas para o período de estiagem. Resposta inserida na aba "documento acessório".
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status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 34

Câmara Municipal de
ESTADO DE MINAS GERAIS
volAÇAQ
IZI Aprovado [] Rejeitada
0 'Mana Fernandes
Presidente da Câmara
REQUERIMENTO N.' 1205/2025 ENCAMINHAMENTO:
Of.CMU. a 't"ll ')o)ç
:": -og.- --no-' as
Requer ao Executivo Municipal, soticitartdo
solicitando que encaminhe a esta Casa Legislativa,
no prazo legal, a apresentação do Plano Municipal
de Prevenção e Combate às Queimcldas Urbanas e
Rurais.
Senhor José Mana Fernandes
Presidente da Câmara Municipal de Ubá
Nesta
O vereador que abaixo assina requer, na forma regimental, nos tempos do Art. 52 da Lei
Orgânica Municipal; o envio de correspondência ao Executivo Municipal, solicitando que encaminhe
a esta Casa Legislativa, no prazo legal, a apresentação do Plano Municipal de Prevenção e Combate
às Queimadas Urbanas e Rurais, contendo a descrição das ações já realizadas e aquelas previstas para
o período de estiagem.
JUSTIFICATIVA
As queimadas, tanto em áreas urbanas quanto rurais, têm se intensificado em nosso município,
sobretudo com a chegada do período de estiagem, trazendo graves riscos à saúde pública, ao meio
ambiente e à qualidade de vida da população. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias
são diretamente afetados pela inalação da ftlmaça, que agrava quadros clínicos e sobrecarrega o
sistema de saúde.
Além disso, os incêndios e queimadas acarretam prduízos ambientais significativos, como
perda de biodiversidade, degradação do solo e aumento da poluição atmosférica, contrariando o
disposto na Constituição Federal de 1988, art. 225, que estabelece o direito de todos a um meio
ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de
Câmara Municipal de Ubá - Rua Santa Cruz, n' 30 1, Centro - Ubá/MG - CEP: 36.500-059
Telefone:(32) 3539-5000 - Fax:(32) 3539-5030
Site: http://uba.mg.leg.br - E-mail: contatos@camarauba.com.br
Câmara Municipal de Ubá
ESTADO DE MINAS GEjtAIS
vida. Também vai de encontro à Lei n' 12.651/2012 (Código Florestal), que trata da proteção da
vegetação nativa, e à Lei n' 9.605/1998, que dispõe sobre crimes ambientais.
E dever do Executivo Municipal apresentar um planejamento eficaz, articulando as Secretarias
competentes, o Corpo de Bombeiros Militar e a Defesa Civil Municipal, de modo a garantir ações
preventivas, educativas e de combate às queimadas. A elaboração e execução de um Plano Municipal
estruturado contribuirá não apenas para a preservação ambiental, mas também para a proteção da
saúde da população e para o cumprimento das responsabilidades do Poder Público.
Diante da gravidade da situação e considerando o papel fiscalizador desta Casa Legislativa,
este vereador solicita a aprovação deste requerimento, a ülm de que o Executivo apresente medidas
concretas, preventivas e emergenciais para enfrentamento desta problemática.
Assim, na expectativa de contar com o apoio dos nobres pares, ülmla
Plenário "Vereador Lincoln Rodrigues Costa", da Câmara Municipal de Ubá, aos 08 de
outubro de 2025.
VEREADOR
Câmara Municipal de Ubá - Rua Santa Cruz, n' 30 1 , Centro - Ubá/MG - CEP: 36.500-059
Telefone: (32) 3539-5000 - Fax: (32) 3539-5030
Site: http://uba.mg.leg.br - E-mail: contatos@camarauba.com.br
PREFEITURA
MUNICIPAL. DE
RIBEIRAO PRETO
PLANO
MUNICIPA
DEPREVENÇAO
E COM BATE
AINCENDIOS
FLORESTAIS
DE RIBEIRAO
PRETO
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PLANO MUNICIPAL
DEPREVENÇAOE
COMBATE A'
INCENDIOS
FLORESTAIS DE
RIBEIRAO PRETO
PPCIF
PREFEITURA MUNICIPAL
DERIBEIRAO PRETO
2025
Coordenação:
Elizeu Sacoman
Chefe da Defesa Civil Municipa
Ricardo Salva
Prefeito Municipa Mariah Ramos Guida Motta
Engenheira Civil da Secretaria Municipal de
Meio Ambiente Alessandro Maraca
Vice Prefeito
SECRETARIA MUNICIPAL
DA CASA CIVIL
Alessandro Macaca
Secretário Municipal
Secretaria Municipal do Meio Ambiente
Matheus Felipe Concepção Alves Lama
Biólogo
Mateus Inagak
Biólogo
SECRETARIA MUNICIPAL
DO MEIO AMBIENTE
Claudio Almeida
Secretário Municipal
Jogo Gabriel Oliveira Nascimento
Agente de Fiscalização
Ana Cláudía de Macedo
Agente de Fiscalização
SECRETARIA MUNICIPAL
DEINFRAESTRUTURA
Juliana Ogawa
Secretária Municipal
Secretaria Municipal de Infraestrutura
Lidia Mana Loureiro Muradas
Chefe da Divisão de Resíduos Verdes
Rodrigo Moreíra Leal
Secretário Adjunto
P R E F E l TU RA
M U NICI PAL DE
RIBEIRAO PRETO
Corpo de Bombeiros Milita res
Fabio Augusto Rissato da Silvo
I' Tenente PM. Comandante do Pelotão de
Bombeiros de Ribeirão Preto
FICHATÉCNICA:
Textos: Mariah Motta e Matheus Lima.
Mapas: Matheus Lama e Mateus Inagaki.
Projeto gráfico e diagramação: Tatíana Gaspar.
PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃ0 PRETO 1 2025
.IÀ Apresentação
Este documento apresenta o Plano Municipal de Prevenção e Combate
a Incêndios Florestais (PPCIF) de Ribeirão Preto referente ao ano de 2025, que
tem a finalidade de estabelecer medidas e ações prioritárias destinadas a evitar
e reduzir a ocorrência de incêndios florestais no município, assim como sistema
tizar as ações emergenciais de combate.
O PPCIF é essencial para que o município possa atuar de maneira mais
eficaz nas ações e investimentos relacionados aos incêndios florestais. Sua im￾plementação torna-se ainda mais urgente diante dos graves incêndios ocorridos
entre agosto e setembro de 2024, reforçando a necessidade de uma abordagem
estruturada para mitigar e enfrentar esses eventos extremos.
A elaboração do presente plano está em consonância com o Objetivo
3 do Eixo ll - Proteção e Manejo da Floresta Urbana e do Sistema de Áreas
Verdes do Plano Estratégico do Sistema de Áreas Verdes e Arborização Urbana
de Ribeirão Preto (PESAVAU). que visa o planejamento sistemático de ações
voltadas à prevenção e ao combate de incêndios florestais. Este objetivo des￾taca a relevância do planejamento estruturado para mitigar riscos associados a
incêndios, fundamentais para a proteção da biodiversidade local, a segurança
das populações e a preservação da economia local. Tais medidas visam fortale￾cer a conscientização comunitária e garantir respostas rápidas e articuladas em
situações emergenciais.
Além disso, alinhado ao compromisso de Ribeirão Preto com a Agenda
2030 da ONU, o PPCIF foi desenvolvido com o propósito de contribuir para o
cumprimento de metas relacionadas, principalmente, a quatro Objetivos de De￾senvolvimento Sustentável(ODS): ODS 3 - Saúde e Bem-Estar(meta 3.9), ODS
11 Cidades e Comunidades Sustentáveis(metas 11.3, 11.5, 11.6 e ll.b), ODS
13 - Ação Contra Mudança Global do Clima(metas 13.1, 13.2, 13.3, 13.b) e ODS
15 - Vida Terrestre(metas 15.1, 15.2, 15.5 e 15.a).
Para a elaboração do plano, foram consideradas as diretrizes do Sistema
Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e do Roteiro Metodoló￾gico para a Elaboração de Plano Operativo de Prevenção e Combate aos Incên￾dios Florestais do IBAMA(IBAMA, 2009), em consonância com os dispositivos
legais vigentes.
O documento apresenta o mapeamento das áreas de risco de incêndios
florestais e o planejamento das ações estratégicas previstas para 2025 voltadas
a aprimorar a capacidade do município na mitígação desses eventos. As ações
do PPCIF deverão ser reviradas anualmente ao término de cada temporada de
incêndios e definidas pelo menos 2 meses antes do período de estiagem.
lilntrodução
2ÍLegislação
3i Sistema Estadual de Prevenção e Combate a In￾cêndios Florestais
4i Objetivos
4.1. Objetivo Geral
4.2i Objetivos Específicos
5i Caracterização Geral do Município
5.1i Território Municipal
5.2i Cobertura Vegetal
5.3. Clima
6r Diagnósticos
6.1i Áreas com recorrência de incêndios florestais
6.2í Pontos de descarte irregular de resíduos sólidos
6.3. Áreas Atingidas pelos Incêndios Florestais de
2024
6.4i Mapeamento de Risco de Incêndios Florestais
7i Plano de Ações 2025
8i Quadro Síntese das Ações 2025
8..Indicadores
9..Referências
07
08
09
10
10 SUMÁRIO 10
10
10
10
12
12
13
14
15
17
19
20
24
25
»» 1. INTRODUÇÃO
De acordo com o art. 2'. inciso 1. da Lei
Federal n' 14.944/2024, incêndio florestal se
refere a qualquer fogo não controlado e não
planejado que incida sobre florestas e demais
formas de vegetação, nativa ou plantada, em
áreas rurais e que, independentemente da
fonte de ignição, exija resposta. Embora o
artigo se refira apenas às áreas rurais, este
plano também abrange a vegetação presente
em zonas urbanas, uma vez que a expansão
da cidade, incorporou diversos fragmentos
relevantes de vegetação natural às regiões
urbanizadas.
No estado de São Paulo, o período de
maior ocorrência dos incêndios é de junho
a outubro, sendo agosto e setembro os me￾ses com maior número de eventos. Estudos
apontam que a maior parte dos incêndios
florestais são decorrentes de ação antrópica
sendo a negligência humana o principal fator
para o aumento de ocorrências de eventos
de fogo sem controle(São Paulo, 2023).
A prevenção é o fator mais importante no
controle de incêndios florestais e envolve di￾ferentes níveis de atuação: normativo, edu
cativo, medidas coercitivas e ações preven
uvas (técnicas para impedir a ocorrência ou
dificultar/evitar a propagação do fogo). Entre
os fatores que mais influenciam a dissemi￾nação dos incêndios florestais, destacam-se
o material combustível disponível, as condi￾ções meteorológicas e as características to￾pográficas.
O fogo é um dos principais agentes de
perturbação dos ecossistemas e continua
sendo amplamente utilizado pelo homem no
manejo da paisagem. Os incêndios florestais
ocorrem quando o controle sobre as queima￾das é perdido, atingindo a vegetação e cau
sando sérios impactos económicos, sociais e
ambientais(Costa ef a/,, 2023).
Em face de seus impactos negativos, o
incêndio florestal é categorizado como de￾sastre, nos termos da Portaria n' 260/2022
do Ministério do Desenvolvimento Regional.
A Classificação e Codificação Brasileira de
Desastres(COBRADE) considera incêndio
florestal como desastre natural, do grupo
climatológico e do subgrupo de seca (Bra￾sil, 2022). Sob esta ótica, a ação frenteà
problemática requer uma atuação preven￾tiva voltada à redução dos riscos, além do
desenvolvimento contínuo de estratégias de
preparação, resposta e recuperação do ce￾nário afetado pelo fogo. 07
B» 2. LEGISLAÇÃO
As ações do PPCIF foram elaboradas
em consonância com os seguintes dispositi￾vos legais vigentes:
Lei Estadual n' 17.460/2021 - Instituí a
Política Estadual de Manejo Integrado
do Fogo;
Lei Complementar Federal n' 140/2011
fixa normas, nos termos dos incisos lll.
VI e Vll do caput e do parágrafo único
do art. 23 da Constituição Federal, para
a cooperação entre a União, os Estados.
o Distrito Federal e os Municípios nas
ações administrativas decorrentes do
exercício da competência comum rela￾tivas à proteção das paisagens naturais
notáveis, à proteção do meio ambiente,
ao combate à poluição em qualquer de
suas formas e à preservação das flores￾tas, da fauna e da floral
Decreto Estadual n' 56.571/2010 - Re￾gulamenta o emprego do fogo em práti￾cas agrícolas, pastoris e florestais. bem
como ao Sistema Estadual de Prevenção
e Combate a Incêndios Florestais;
Resolução SMA n' 23/2011 - Implanta
e organiza a Secretaria Operacional do
Sistema Estadual de Prevenção e Com￾bate a Incêndios Florestais e dá outras
providências;
Resolução n' SIMA 05/2021 - Dispõe
sobre as condutas infracionais ao meio
ambiente e suas respectivas sanções
administrativas e dá providências corre￾latas;
Leí Federal n' 12.651/2012 - Dispõe se
bre a proteção da vegetação nativa;
Leí Federal n' 12.608/2012 - Instituí a
Política Nacional de Proteção e Defesa
Civill
Resolução COMIF n' 2/2025 - Dispõe
sobre os Planos de Manejo Integrado do
Fogo e sobre as medidas de prevenção e
preparação aos incêndios florestais em
imóveis ruraisl
Lei Federal n' 14.944/2024 - Institui a
Política Nacional de Manejo Integrado
do Fogo; Leí Complementar Municipal n'
1616/2004 Código do Meio Ambiente
do Município de Ribeirão Preto;
Leí Estadual n' l0.547/2000 - Define
procedimentos, proibições, estabelece
regras de execução e medidas de pre￾caução a serem obedecidas quando do
emprego do fogo em práticas agrícolas,
pastoris e florestais;
Leí Ordinária n' 13313/2014 - Dispõe
sobre a proibição de queimadas de ca￾naviais no mu n icipio.
08
SISTEMA ESTADUAL DE
PREVENÇÃO E COMBATE A
INCENDIOS FLORESTAIS
O Sistema Estadual de Prevenção
e Combate a Incêndios Florestais, chama￾do de Operação São Paulo Sem Fogo, foi
criado pela Lei estadual n' l0.547/2000 e
regulamentado pelo Decreto estadual n'
56.571/2010 e tem como principais objetivos
diminuir os focos de incêndio no estado. re￾duzir as emissões de gases de efeito estufa
(GEE) provenientes das queimadas, proteger
as áreas com cobertura vegetal contra incên￾dios, erradicar a prática irregular do uso do
fogo conforme determina o Decreto Estadual
n' 56 .57]-/2010, e promover o desenvolvi￾mento de alternativas sustentáveis ao uso do
fogo no manejo agrícola, pastoril e florestal
(SEMIL, 2024).
A participação no programa traz di￾versos benefícios aos municípios, entre eles.
destaca-se o reconhecimento por parte do
Governo do Estado de São Paulo, o aces￾so a capacitações oferecidas pelo Corpo de
Bombeiros e pela Coordenadoría Estadual de
Proteção e Defesa Civil, além da obtenção
de pontuação no Programa Município Verde
Azul. Os participantes também contam com
assessoria técnica especializada na área de
queimadas e incêndios florestais e em situa￾ções excepcionais, é possível receber subsí￾dios financeiros, mediante a formalização de
conventos.
Ribeirão Preto aderiu à Operação São
Paulo Sem Fogo e com isso, é previsto que
o município desenvolva minimamente as
seguintes ações: a) Criação, formalização e
institucionalização de brigada composta por
servidores municipais; b) Participação em
treinamentos e capacitações de combate
ao fogo em coberturas vegetais ministradas
pelo Corpo de Bombeiros; c) Publicação e
aplicação de legislação disciplinando quei￾madas urbanas, inclusive com fiscalização
efetiva; d) Mapeamento das áreas de risco
de incêndios florestais; e) Ações de preven￾ção como campanhas educativas, reuniões
com a sociedade civil, sindicatos e proprie￾tários rurais, formação de multiplicadores,
dentre outras.
09
CARACTERIZAÇÃO
GERALDO
MUNICÍPIO l»4- 0BJETIVOS »5
4.1 OBJETIVO GERAL 5.1 TERRITÓRIO MUNICIPAL
O objetivo do PPCIF é estabelecer
estratégias de atuação e as ações prioritá￾rias de prevenção, fiscalização e combate a
incêndios florestais, a serem realizadas pelo
município de Ribeirão Preto, anualmente. em
conformidade com as diretrízes da Operação
São Paulo Sem Fogo e em consonância com
os dispositivos legais vigentes.
O município de Ríbeirão Preto possui
650.96 Km: de extensão territorial e uma po￾pulação de 698.259 habitantes (IBGE, 2023),
é um polo de desenvolvimento regional no
nordeste paulista, apresentando grande
crescimento urbano e desenvolvimento eco￾nómico. Atualmente, a cidade possui 294
Km: de área urbana de 203 Km: de expan￾são urbana, conforme a Lei Complementar n'
3.175/2023, que trata do Parcelamento, Uso
e Ocupação do Solo.
Ribeirão Preto está localizado a cerca de
320 km de distância da capital do Estado e
faz limite com os seguintes municípios: Gua￾tapará(ao sul), Cravinhos(a sudeste), Jardi￾nópolís(ao norte), Serrana(a leste), Dumont
(a oeste), Sertãozinho (a noroeste) e Bro￾dowski (a nordeste).
4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Criar um Grupo de Trabalho multidisci￾plinar para elaborar. acompanhar e atuar
nas ações anuais do PPCIF;
Realizar os diagnósticos necessários
para subsidiar o planejamento das ações
anuais do PPCIF, incluindo a elaboração
do Mapa de Risco;
Em um raio de cerca de 200 km do mu￾nicípio encontram-se algumas das principais
cidades do interior dos estados de São Paulo
e de Minas Gerais, como Araraquara, Bau￾ru, Barretos, Campinas, Franca, Limeira, São
Carlos, São José do Río Preto, Uberaba, entre
outras, sendo que a principal via de acesso
ao município é através da rodovia Anhangue￾ra (SP-330).
Sistematizar as ações anuais de pre￾paração, prevenção, monitoramento e
combate de incêndios florestais no mu￾nlctplo;
Promover campanhas educativas junto 
comunidade visando a redução dos in￾cêndios florestais;
Criar indicadores para acompanhar anu￾almente o desempenho do município
frente aos incêndios florestais. 5.2COBERTURA VEGETAL
10
O Município de Ribeirão Preto está locali
zado em uma zona de transição entre a Flo￾resta Estacionam Semidecidual e formações
de Cerrado com fisionomia florestal, carac
terizadas por fragmentos dispersos. As for￾mações de Cerrado florestal, identificados
como Cerradão, abrangem cerca de 25% da
extensão do município, sobretudo na porção
nordeste, enquanto a Floresta Estacional
Semidecidual, também conhecida como Flo￾resta Mesófila, predomina nas demais áreas
(IBGE, 1993).
tas mesófilas, matas paludícolas e Cerrado.
O Valor de Conservação (VC), segundo
Kotchetkoff-Henriques (2003), indica a im￾portância de cada área na conservação da
diversidade. Essa classificação foi importan￾te para auxiliar a priorização das áreas de
atuação do PPClfl
Com base no levantamento de Kotche
tkoff-Henriques (2003). verifica-se que ape￾nas vinte fragmentos correspondem a áreas
verdes públicas, seja em sua totalidade ou
parcialmente. Entre os vinte primeiros frag￾mentos classificados de acordo com o VC.
apenas dois são áreas públicas, sendo um
deles a Estação Ecológica de Ribeirão Preto
e o outro um fragmento de Cerradão. identi￾ficado como C107, localizado na zona Leste.
A vegetação das florestas semidecíduas
do interior do estado representa, majoritaria
mente, uma fração da flora das florestas plu￾viais Atlânticas, ou ombrófilas, constituídas
por espécies que demonstram uma adapta￾ção aos períodos prolongados de seca, que
se tornam mais pronunciados à medida que
se afastam do litoral. Essa variação sazonal
na disponibilidade de água resulta em uma
menor diversidade de espécies neste ecos￾sistema, que exibe uma estrutura mais sim￾plificada se comparada às florestas pluviais
(Oliveira Filho; Fontes, 2000).
Devido ao intenso uso, a cobertura vegetal
do município de Ribeirão Preto encontra-se
reduzida e distribuída em pontos isolados.
formando diversos fragmentos de peque￾no porte. De acordo com os dados do "In￾ventário Florestal da Vegetação Natural do
Estado de São Paulo." (São Paulo, 2020), o
município de Ribeirão Preto encontra-se na
pior categoria de índice de cobertura vegetal
nativa, apresentando menos de 10% de co
bertura em relação à sua extensão territorial.
Em uma análise em escala regional, é notável
a predominância de municípios com índices
baixos na região noroeste, interior. do Estado
de São Paulo.
5.2.1 Unidades de Conservação
No município existem seis unidades de
conservação:
Estação Ecológica de Ribeirão Preto:
Conhecida como Mata de Santa Tereza. foi
instituída em 13 de setembro de 1984, pelo
Decreto Estadual 22.691/84, com extensão
de 154,16 hectares. Esta UC representa um
pequeno fragmento de vegetação nativa per
tencente à Mata Atlântica de fitofisionomia
Floresta Estacionam Semidecidual sobre La
tossolo Roxo (Vermelho Eutroférrico), em
uma região que apresenta apenas 3,4% de
cobertura vegetal nativa remanescente;
APA Morro do São Bento:
Criada pela Lei Estadual n' 6.131/1988
possui 1,9 hectares e está situada entre a
Rua Redenção, Avenida Medra Júnior. Via
São Bento e Rua D. Jogo VI. Esta pequena
área protege a vegetação remanescente da
mata atlântica de fitofisionomia decídua e
semidecídua do antigo Mosteiro Sâo Bento.
localizado no Morro de São Bento, também
conhecido como Morro do Cipó. A APA Esta￾dual Morro do Bento é limítrofe à APA Parque
Municipal Morro do São Bento;
Kotchetkoff-Henriques(2003) fez o levan￾tamento da vegetação natural em 99 dos 104
remanescentes florestais existentes no mu￾nicípio de Ribeirão Preto, onde encontrou 494
espécies arbóreas, pertencentes a 74 famí￾lias botânicas, além de 31 espécies exóticas.
A análise dos resultados indicou que há duas
situações que merecem atenção: 1) muitos
fragmentos com elevado valor de conserva￾ção situam-se em área de expansão urbana
e, portanto, expostos a maior pressão antró￾pica; 2) há uma concentração de fragmentos
grandes próximos entre si, que apresentam
elevado valor de conservação, incluindo ma
APA Parque Municipal Morro do São Ben￾Criada pela Lei Complementar n' 476, de 21
de agosto de 1995, o Parque ocupa área de
25,08 hectares, constituído por um complexo
to
11
cultural, esportivo e de lazer, além de áreas
de relevante interesse ambiental. O Parque
possui vegetação característica do Bioma
Mata Atlântica, caracterizada como Flores￾ta Mesófila Semidecídua, que é influenciada
pelo efeito da estacionalidade climática, de
modo que algumas espécies perdem total ou
parcialmente as folhas durante a época seca
do ano;
5.3CLIMA
O clima do município de Ribeirão Preto
apresenta sazonalidade marcada, com verão
chuvoso e inverno seco. De acordo com a
classificação de Kõppen, o município enqua￾dra-se na categoria Aw - Clima tropical com
chuvas no verão(Martinelli, 2010).
Dentre os elementos climáticos na região
de Ribeirão Preto, a variabilidade pluviomé￾trica constitui o traço mais marcante no ritmo
climático. Segundo Monteiro (1973), o clima
da região norte do estado de São Paulo é in￾fluenciado principalmente por massas de ar
equatoriais e tropicais, com ocorrência de um
período seco definido, coincidente com o ou￾tono-inverno(abril a setembro) e um período
chuvoso. coincidente com a primavera-verão
(outubro a março). A massa Tropical Atlântica
é a mais atuante ao longo do ano, represen'
tando geralmente mais de 50% da influência
climática em qualquer estação. seguida das
massas Polar Atlântica, Polar Atlântica Velha
e Tropical Continental. A principal responso
vel pela formação das chuvas na região é a
Frente Polar, cuja atuação predomina em to￾das as épocas do ano.
Segundo séries históricas das normais
clímatológicas, consolidadas ao longo de 30
anos (1961- 1990) pelo Instituto Agronómico
de Campinas (IAC), através da Estação Ex￾perimental de Ribeirão Preto, observa-se um
padrão bem definido, com precipitações in￾tensas durante os meses de primavera-verão
e estiagem durante os meses de outono-in￾verno.
Estação Ecológica Guarani:
Criada pelo Decreto Municipal n' 79 de 16
de março de 2018, possui 43.2191 hectares
e está localizada na Zona Leste do Municí￾pio. Esta Unidade de Conservação pertence
à categoria de Proteção Integral. voltada 
preservação plena dos ecossistemas, com
destaque para a flora característica de for￾mações savânicas do bioma Cerrado;
Mata do Jardim Palmares:
Corresponde à área do Parque Natural Mu￾nicipal da Mata do Jardim Palmares. defi￾nido pela Lei Complementar n' 2.199, de
2007, localizado no bairro Jardim Palmares,
caracterizado como Unidade de Conserva￾ção Municipal de Proteção Integral, confor￾me estabelecido na Lei Federal n' 9.985, de
18 de julho de 2000. O Parque abriga áreas
de vegetação características de ambientes
amidos, tanto florestados quanto não flores￾tados(com predominância arbustivo-herbá￾cea), associadas à presença do carrego das
Palmeiras;
Parque Ecológico e Botânico "Angelo Ri￾naldi":
Criado pela Lei Complementar n' 618/1996,
possui área de aproximadamente 177.300
m:. localizado na Av. Manoel Antõnio Dias,
551. Jardim Marchesi. Ele tem como objeti￾vo principal preservar e resgatar as espécies
florestais nativas da região, além de formar
um banco genético para sua conservaçao￾Também visa oferecer refúgio e proteção 
fauna local, contribuindo para a manuten￾ção da biodiversidade. Outro propósito é a
produção de mudas para projetos de reflo￾restamento e arborização urbana. Por fim, o
parque se propõe a ser um espaço dedicado
à pesquisa científica, à educação ambiental,
à promoção da cultura, ao lazer e ao turismo
ecológico.
1» 6 - DIAGNÓSTICOS
Esta seção apresenta os diagnósticos re￾alizados e a metodologia desenvolvida para
a elaboração do mapa de risco, que foram
utilizados para embasar o planejamento das
ações de prevenção e combate aos incêndios
florestais do município.
12
6.1 ÁREAS COM RECORRÊNCIA DE INCÊN
DIOS FLORESTAIS
0 9' Grupamento de Bombeiros realizou
um mapeamento das áreas onde se verificam
incêndios recorrentes ao longo dos anos.
(Imagem 1). Esse levantamento abrange áre￾as de preservação ambiental e demais áreas
públicas e privadas que, em caso de incên￾dio, podem representar sérios riscos à vida
humana e danos ambientais.
190000 200000 210000 220000
BFDDOWSKI
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8
190000 200000 210000
0 3.000 Imagem de base: Google Earth, {mage ©2025 Airbus
WGS 84 / UTM cone 23S {EPSG:32723)
= Áreas com histórico de incêndios florestais
220000
"u-« ,A
6.000
magem 1: Mapeamentoruosmomo=e s sobre as áreas de risco e de maior incidência de Incêndios florestais no município.
13
6.2 PONTOS DE DESCARTE IRREGULAR DE
RESÍDUOS SÓLIDOS
Um aspecto relevante no mapeamento de
áreas com risco de incêndios florestais ê a
identificação de locais de descarte irregular
de lixo, já que esses pontos frequentemente
funcionam como focos iniciais de queima￾das. A Secretaria Municipal de Infraestrutu￾ra e a Divisão de Monitoramento e Controle
Ambiental fazem o monítoramento dos ,prin￾cipais locais de descarte no município (Ima￾gem 2).
200000
0
205000 210000 215000 220000
0
0
?lá3'i:#
'&
b
.J
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i.â
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0
0
g ' iosooo
Imagem de base: Google Earth, Image ©2024 Airbus
WGS 84 / UTM zona 23S (EPSG:32723)
g
2200ao s
l\
2.000 m
210000 215000
o l.ooo
e Pontos de descarte irregular
Imagem 2: Mapeamento dos pontos de descarte irregular de resíduos sólidos. Fonte: PMRR Secretarias Municipais do Meio
Ambiente e de Infraestrutura, 2025.
14
6.3 ÁREAS ATINGIDAS PELOS INCÊNDIOS
FLORESTAIS DE 2024
túnel-2 (Programa Copernicus) e CBERS-4A
(Programa de Cooperação Tecnológica Sino-
-Brasileiro), relatórios elaborados pela Divi￾são de Monítoramento e Controle Ambiente
(DMCA) e dados do Programa Queimadas,
desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pes￾quisas Espaciais (INPE).
Em janeiro de 2025 foi realizada uma aná￾lise técnica sobre as áreas atingidas pelos
incêndios florestais em 2024 No estudo.
foram utilizadas imagens dos satélites Sen￾19000a 200000 210000 2200(»
0
0-
iD
0 0
I'x
4
-q'
0
8
4 l\
190000
8
200000
0
210000
QUEIWAOAS AGOSTO DE 2024 g
5.000
220000
lO.ooo IS.000 m
Imagem de base: Google Earth. Image ©2025 Airbus
l IDomínio público
Domínio privado
= Fragmento de vegetação nativa (FED, FES, CER)
= Áreas Úmidas (APP. AU)
Outros (Demais áreas, AGR, VNF! VN E)
WGS 84 / UTM zune 23S (EPSG:32723}
Imagem 3: Mapa destacando as áreas atingidas pelos incêndios florestais de 2024. Fonte: Parecer Técnico (Processo PMRP
2025/8343).
15
As imagens de satélites utilizadas foram
selecíonadas com base no período de agosto
de 2024 e os meses de estiagem subsequen￾tes, visando a seleção de imagens com me
nor índice de cobertura de nuvens ou fumaça.
As imagens foram comparadas visualmente
com as de datas que as antecedem, sendo
marcado com um polígono as áreas visual￾mente afetadas. Os dados de caracterização
da fítofisionomia do local, sobreposição com
focos de incêndio constatados pelo INPE e
relatórios da DMCA foram preenchidos pos￾teriormente.
Foram identificados, no total, 11.244,40
ha afetados pelos incêndios florestais entre
os meses de agosto e setembro de 2024. A
maioria das áreas queimadas são planta￾ções, pastos ou áreas sem vegetação sig￾nificativa, o que corresponde a 8.662,14 ha.
77.04% do total. Áreas especialmente pro￾tegidas, como fragmentos de Floresta Esta
cional Decidual (FED), Floresta Estacional
Semídecidual(FES), Cerradão(CER), Áreas
Úmidas(AU) e Áreas de Preservação Perma￾nente(APP) somam 2.530,83 ha, ou 22,51%
do total. Outras áreas de interesse ambien￾tal, como agrupamentos (AGR), vegetação
nativa plantada (VNP) e vegetação nativa e
exótica (VNE) totalizam 51,44 ha. ou 0,46%.
Os setores com a maior área queimada foram
Sul, com 6.090,66 ha, 54,17% do total, e Oes￾te, com 3.458,18 ha, 30,75% do total.
Dentre as áreas analisadas, merecem
destaque as Áreas Úmidas (AU) da zona
Norte, associadas principalmente ao Rio Par￾do. fortemente impactadas pelos incêndios.
Na zona Leste. fragmentos de vegetação
natural, em especial de Cerradão (CER) fo￾ram os principais atingidos. Nas zonas Oeste
e Sul, o comportamento das queimadas foi
mais agressivo, impactando áreas de gran￾des dimensões. provavelmente devido ao
perfil mais rural da região, havendo danos a
diversas categorias de áreas especialmente
protegidas.
4.16
20,46
S06.ag
3,Si
24,44
4,29
45i.50
!al4i46
9,g2%
375,37
!6g,6S
i61,'a
D,72
431,86
18.g5
4932,63
6wa,66
54,Í79
55,89
169.?2
S3.03
8.85
3,7$
38g.8S
6.aõ%
45,g6
298,49
D,02
22S,5S
2888,15
M58.18
n.7S%
4?7.22
472,30
BS1.66
SS9.87
669.?8
28.1g
8662,i4
li244..®
loo.Qai
4,24%
4,2Q%
3,13%
4,g89
S,g6%
a.!7%
0,04%
77,M3
Tabela l:
Áreas afetadas
por setor e
caracterização;
números em
hectares (ha).
Fonte: Parecer
Técnico (Pro
cesso PMRP
2025/8343).
Ál%VNe
Púbu@
D8mak área
ParUmlK Tata1l9 )
4.24%
4.2ag
3,13%
4.98%
5.96%
0.17%
a.25%
QW%
77.04%
IQO.OQ9
Álu CER
Áíu APP
Áru AGR
ÁrmVNP
17,21
3S,3Q
26,42
l0,81
Q,ao
27,01
O,DO
73,32
lgQ,06
1,69%
460,01
472,3Q
316,36
S33,4S
6S8,97
18,gS
4.29
477.22
47zPO
++,Q.
5S9,87
669.78
18.95
28.19
4,29
Tabela 2: Áreas
afetadas por
domínio e
caracterização;
números em
hectares (ha).
Fonte: Parecer
Técnico (Pro
cesso PMRP
2025/8343).
8588.82
11054,34
98,31%
B662,t4
ta24440
100,00%
Taxi
16 'total (%)
6.4 MAPEAMENTO DE RISCO
DIOS FLORESTAIS
DE INCÊN 6.4.1.1 Cobertura Vegetal
O estudo da cobertura vegetal avalia a
vulnerabilidade ao fogo com base nos tipos
de vegetação. A classificação da cobertura
vegetal considerou o potencial de ocorrên￾cia e propagação de incêndios, levando em
conta a combustibilidade da vegetação. Para
identificação da cobertura vegetal foram uti￾lizadas imagens de satélite de alta definição
atualizadas e informações do banco de da￾dos geoespacíais da Secretaria Municipal do
Meio Ambiente.
Os principais fatores ambientais que in￾fluenciam os incêndios florestais incluem
características do material combustível. as
condições climáticas, a topografia do terre￾no, o tipo de cobertura vegetal e atividades
humanas geradoras de ignição (estudas,
linhas de transmissão, densidade demogra￾fia e o tipo de uso e ocupação da terra) (De
Oliveira et al., 2004; Batista; Oliveira: Soares.
2002).
Para subsidiar a tomada de decisão sobre
as áreas prioritárias de atuação no município
e planejar a destinação eficiente das ações
e recursos para a prevenção e o combate a
incêndios florestais, foram elaborados dois
Mapas de Risco, um que analisa a vulne￾rabilidade das áreas ao associar diferentes
fatores de risco à ocorrência de incêndios e
outro que associa as vulnerabilidades com a
relevância da vegetação natural existente no
município. Os mapas estão disponíveis para
consulta nos Anexos deste plano.
Os mapas foram elaborados a partir de in￾formações do banco de dados da Prefeitura
Municipal. A aquisição, armazenamento, ge￾rencíamento, manipulação, processamento e
publicação de dados e informações geográfi￾cas foram realizadas através de um Sistema
de Informações Geográficas (SIG), especifi￾camente o software SIG livre Quantum GIS
(Qals).
Os tipos de cobertura vegetal seleciona￾dos para a classificação incluem as Áreas
Umidas Florestadas, Áreas Úmidas Não Flo
restadas, a Floresta Estacionam Semidecidu￾al, Cerradão e Floresta Estacionam Decidual.
Cobertura Vegetal flua Pesa
Área Úmida Florestada Nulo O
Floresta Estacionam Semidecidual Baixa l
Cerradãa Médio 2
Floresta Estacianaloecidual Alta 3
Área lJmida l\lâo Florestada Extremo 4
Tabela 3. Classificação de risco segundo a cobertura vege￾tal. Fonte: Adaptado de Ribeiro. Sobres, Bepller (2012)
6.4.1.2 Características Topográficas
A influência da topografia na propagação
de incêndios é avaliada considerando princi￾palmente a elevação do terreno, a orientação
das encostas e o grau de inclinação do terre￾no(De Oliveira, 2002). No caso do município
de Ribeirão Preto, onde não há a presença de
encostas e a elevação do terreno é relativa￾mente baixa, variando, segundo Kotchetkof￾f-Henriques (2003), entre 510m na margem
do rio Pardo, próximo ao limite com o muni￾cípio de Sertãozinho, a cerca de 800m a oes￾te, na divisa com o município de Cravinhos. a
análise considerou apenas a declividade.
O risco de incêndio aumenta com a decli￾vidade do terreno, pois a inclinação influen￾cia diretamente a velocidade e a direção de
propagação do fogo (Batista et al., 2002).
Segundo De Oliveira (2002), nos aclives, o
calor irradiado aquece previamente os com￾bustíveis à frente do incêndio, facilitando sua
propagação em alta velocidade. Dependendo
do ângulo de inclinação e da intensidade do
vento, a declividade pode ser um fator mais
determinante do que o próprio vento na taxa
A seguir será descrita a metodologia uti￾lizada para a elaboração do mapeamento de
risco.
6.4.1 Fatores de Risco
Para a composição do mapa foram consi￾derados os seguintes fatores de risco: cober￾tura vegetal, características topográficas,
presença humana e áreas com recorrência
de incêndios florestais, segundo diagnós￾tico do Corpo de Bombeiros. A metodologia
baseou-se nos trabalhos de Batista, Olivei￾ra e Sobres (2002), Tetto, Batista e Sobres
(2012), De Oliveira et al. (2004), De Oliveira
(2002) e Ribeiro et al. (2007), e consistiu na
elaboração de mapas temáticos preliminares
para cada parâmetro analisado, que, poste￾riormente, foram sobrepostos para a concep￾ção dos mapas de risco.
17
de propagação do fogo. O avanço das cha￾mas ocorre mais rapidamente em terrenos
íngremes do que em superfícies planas ou
declives. Nessas condições, o movimento da
coluna de convecção e a transmissão do ca￾lor são mais lentos em declives do que em
superfícies planas, enquanto nos aclives a
velocidade de propagação do fogo é propor'
cional ao grau de inclinação do terreno.
Recorrência de IN@ngJ!!
Identificada arecorrência
Risca Pesa
Sim l
Não Identificada 8 recorrência
Tabela 6. Classificação de risco segundo a recorrência de
incêndios florestais. lassificação de risco segundo a decli
vidade. Fonte: Elaborado pela SMMA.
6.4.2 Relevância
Para determinar a relevância da vegeta￾ção a ser priorizada nas ações de pr.evenç.ão
e combate, foram consideradas as áreas le￾galmente protegidas e os fragmentos de ve￾getação natural cujo Valor de Conservação
(VC)'foi estimado no estudo de Kotchetkoff-
.Henriques (2003).
De€1IVIdBdB t%I RIMA
Até15 Baixa
16-25 Moderado
26-35Alto
3645 Muita alto 4
>46 Extremo S
Tabela 4. Classificação de risco segundo a declividade.
Classificação de risco segundo a cobertura vegetal. Fonte:
Sobres (1984).
Pisas
2
n
6.4.2.1 Áreas Protegidas
Para este trabalho, considerou-se como
zonas prioritárias as Unidades de Conserva￾ção(UC), as Reservas Legais(RL) e as áre￾as localizadas na Zona de Proteção Máxima
(ZPM), que correspondem às áreas de pre
servação permanente, às várzeas e aos re￾manescentes de vegetação natural, conforme
estabelecido pela Lei Complementar Munici￾pal n' 1616/2004 e o Plano Diretor Municipal
(Lei Complementar n' 2.866/2018).
6.4.1.3 Presença humana
A maioria dos incêndios florestais tem
origem em atividades humanas. tornando
essencial a inclusão de determinadas infra￾estruturas e atividades na identificação de
áreas de risco, pois indicam maior probabili￾dade de ignição. Neste plano, considerou-se
a influência das rodovias, ferrovias, linhas
de transmissão de energia elétrica, gaso￾dutos, assentamentos rurais e/ou infor￾mais, plantios agrícolas, pastagens e lo￾cais recorrentes de descarte irregular de
resíduos sólidos. Com base no estudo de
Ribeiro et al.(2007), adotou-se uma faixa de
influência de 100 metros para rodovias e de
50 metros para os demais fatores.
Área PioteElda Relevância Pesa
Nãaclauificadocomo UÇ/RI/ZPM Nulo O
RLeZPM Alta l
Tabela 7. Classificação de relevância segundo as áreas
protegidas. Fonte: Elaborado pelos autores.
Presença
Sem Influência Nio
sob Influência de l falar sim
sab Influência de 2 fatores sim
Sob Influênt;ia de !gl!.!!!!!!!!!elS!..g!!!.
C
l
2
3
6.4.2.2 Valor de Conservação
Para este critério de relevância, conside￾rou-se o trabalho de Kotchetkoff-Henriques
(2003), que atribuiu um Valor de Conserva￾ção para os fragmentos de vegetação natural
do município, conforme descrito no item 5.2
Tabela 5. Classificação de risco segundo a presença hu
mana Fonte: Elaborado pelos autores.
6.4.1.4 Áreas com recorrência de incên
duos florestais
Valer de Canwrvaçãa [VC) Relüv&n!!!
possui vc 5im
Este fator considerou as áreas com recor￾rência de incêndios florestais no município
mapeadas pelo Corpo dos Bombeiros.
Tabela 8. Classificação de relevância segundo o Valor de
Conservação. Fonte: Elaborado pelos autores.
18
6.4.3 Classificação dos Riscos
Os mapas de cobertura vegetal, declivi￾dade, presença humana, áreas com histórico
de incêndios florestais, áreas de proteção e
Valor de Conservação foram integrados por
uma somatório. O modelo de integração dos
dados utilizados foi adaptado de Ribeiro et
al.(2007) e é expresso pela equação l:
RISCO = (CV/4 + DV/4 + PH/3 + RI) 
((AP/2) + VC) (Equação l)
Onde:
. PLANO DE
CV: Coeficiente de risco segundo a cober- b»7. AÇÕ'ES 2025
ta r rn vPaPtn l
DV: Coeficiente de risco segundo a dec
vidade
PH: Coeficiente de risco segundo a pre￾sença humana
O planejamento das açóes anuais de pre
venção e combate está intimamente ligado
ao clima predominante na região. Portanto.
essas ações devem ocorrer entre o final da
temporada de fogo e o início da temporada
seguinte. Cenários de mudanças climáticas
e riscos potenciais que aumentem a ocor￾rência e severidade dos incêndios florestais
também devem ser considerados no plane￾jamento. O plano de trabalho seguirá as fa￾ses previstas pela Operação São Paulo Sem
Fogo:
Rl: Coeficiente de risco segundo a recor￾rência de incêndios florestais
AP: Coeficiente de relevância segundo as
áreas protegidas
VC: Coeficiente de relevância segundo o
Valor de Conservação
Os mapas de risco gerados (Anexos) ex￾pressam a influência das seis variáveis ana
asadas sobre o risco dos incêndios florestais
e relevância de áreas legalmente protegidas
e com significativo valor de conservação. As
classes de risco foram definidas de acordo
com as potencialidades de ignição e a impor￾tância das áreas para a conservação. O risco
foi classificado em 5 categorias, que variam
de nulo até risco extremo, conforme a Tabela
9
Fase verde (período de janeiro a março;
novembro e dezembro) é dividida em duas
etapas:
I' etapa (janeiro a março) é dedicada às
atividades de planejamento e início das me
didas de prevenção e preparação;
2' etapa (novembro e dezembro) é reali
zada uma avaliação da temporada de incên
duos e são iniciados os preparativos para o
ano seguinte Faixa Classes de risco
0- 1,18 Nulo
1,18-2,11 Baixo
2,11 - 3,04 Moderado
3,04-3,98 Alto
3,98-5,0
Tabela 9. Classes de risco de incêndios florestais de acor￾do com o potencial de ignição e relevância da vegetação.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Fase amarela (abril e maio): requer foco
nas ações preventivas e de preparação para
enfrentar incêndios florestais. incluindo ati
vidades de treínamento, capacitação, elabo
ração e revisão de planos preventivos e de Extremo contingência;
Fase vermelha (junho a outubro): priori
zadas as ações de combate ao fogo, fiscali
zação repressiva, estratégias de comunica
ção e campanhas preventivas.
O quadro a seguir apresenta a síntese do
planejamento das ações previstas para o ano
de 2025. 19
» 8. lg:êli8âlW:.:.
META INDICADOR AÇOES
0
N
a
a.
RESPONSÁVEL
Preenchero questionário
e Termo de
Adesão/Assinatura do
Prefeito - Encaminhar via
e-mail à SEMIL
Convidar as principais
instituições públicas
envolvidas no tema e
demais parceiros;
Constituir o grupo com
osresponsáveisindicados
pelasinstituições
envolvidas
Criar um grupo de
mensagens instantâneas
para facilitará
comunicação e troca de
informações;
- Definir uma agenda de
reunioes
Realizara adesão 
Operação São Paulo
Sem Fogo anualmente
Renovação
realizada
C Defesa Civil
Criar um Grupo de
Trabalho (GT)
responsávelpela
elaboração e
implementação das
ações do PPCIF 2025
Grupo de Trabalho
criado .Q
SMMA/Defesa
Civil
Realizar no mínimo
duas reuniões do GT
em cada fase da
Operação São Pauta
Sem Fogo
Número de
reunioes
realizadas
b0
'0
SMMA/Defesa
Civil
Organizar e divulgar os
treinamentos ofe recados
durante o ano E
Corpo de
Bombeiros Realizar treina mentos
para a formação e
capacitação de
brigadistas municipais
Número de
brigadistas
treinados
Participardos
treinamentos ofe recados a
E
Defesa
Civil/GCM/SMMA
(DMCA)
20
As instituições públicas
que efetuam o combate
aos incêndios devem
realizar a manutenção dos
equipamentos antes do
período de estiagem
- Definir uma metodologia
para elaboração do mapa;
- Validar a metodologia
com o GT;
Apresentar o mapa para
oGT.
Realizar a manutenção
dos equipamentos de
combate a incêndios
Manutenções
realizadas
E
Corpo de
Bombeiros/
Defesa Civil
Elaborar o Mapa de
Risco delncêndios
Florestais do município
Mapa de risco
elaborado 1: SMMA
E
Realizaro diagnóstico
detodas as áreas
públicas prioritárias,
incluindo as Unidades
de Conservação
Inecessidade de
roçada, aceiros e
limpeza de resíduos)
Realizar a manutenção
das áreas públicas
diagnosticadas
(roçada, aceiros e
resíduos)
Realizar a queima
prescrita em todas as
áreasindicadas pelo
Ministério Público
Notificar os
proprietários das áreas
particulares de alto
risco deincêndios
sobre a necessidade de
manutenção e
cuidados com os
fragmentos de
vegetação natural
localizados nas
propriedades (roçada.
aceiros e resíduos)
Realizarvistorias a
campo e elaborar
relatório;
Encaminhar ofício para a
Secretaria Municipal de
Infraestrutu ra 
Número de
diagnósticos
realizados E
SOMA (Divisão
de Áreas Verdes
e Chefe das UC)
Realizarações de roçada
limpeza de resíduos e
execução de aceiros
conforme ofício enviado
pela SMMA
Número de
manutenções
realizadas
e
Secretaria
Municipal de
Infraestrutura
Número de
queimas
realizadas
Organizar a logística para
realizaras ações de
queima prescrita
R : l Corpo de
3 l Bombeiros
Orga niza r as vistorias
entre as equipes
envolvidas;
Realizar as vistorias em
campo;
Elaborar uma cartilha
com recomendações de
manutenção para enviar
junto com as notificações;
Enviar notificações
Divisão de
Monitoramento e
Fiscalização
Ambiental
(DMCA)/
Fiscalização
Geral/GCM/PM
Ambiental
Número de
notificações
emitidas em 2025
e
21
» 9. -~--c"o"s
Área total do município atingida pelos in￾cêndios floreais (hectares);
Área total de vegetação natural queima
da (hectares);
Número de vítimas(fatais e feridas) rela￾cionadas aos incêndios florestaisl
Número de animais mortos, resgatados e
reabilitados;
Número de autuações relacionadas a in￾cêndios criminosos
Para monitorar anualmente o desempe
nho do município no combate aos incêndios
florestais e auxiliar na tomada de decisões
estratégicas, foram definidos indicadores lis￾tados abaixo, que serão divulgados no final
de cada temporada de incêndios florestais.
24
Veicular campanha
publicitária visando a
prevenção e o combate
a incêndios em
diversos meios de
comunicação
Número de
campanhas
divulgadas nos
meios de
comunicação
- Elaborar material da
campanhas
Definir estratégia de
comunicação;
Buscar parcerias.
GT
Realizar no mínimo
cinco ações de
educação ambiental
visando a prevenção de
incêndios nas escolas
e/ou comunidades
localizadas em áreas
de risco
Número de ações
realizadas
Elaborar o material;
- Definir os locais das
açoesl
Buscarparcerias para
realizaram ações.
SMMA
Realizar um curso de
manejo de fauna para a
GCM
Curso realizado Preparar e ministrar o
curso de manejo de fauna SMMA (CETRAS)
Publicar um decreto
temporário para elevar
o valor das multas por
incêndiosflorestais no
período de estiagem
Decreto Publicado
Elaborare aprovaro
conteúdo do decreto;
Publicar no Diário
Oficial.
SMMA
ISecretárto)
Realizar um balanço da
temporada de
estiagem
Relatório
elaborado
- Elaborar um relatório das
ações realizadas em 2025;
Realizar reunião com o
GT e demais interessados
para fazer um balanço das
ações e resultados do
plano e discussões de
melhorias para o próximo
ano
GT
Registrarosincêndios
no Sistema Integrado
de Informações sobre
Desastres (S2iD)
Registro realizado
Reallzaro registro dos
incêndiosflorestais que
ocorreram dura nte o ano
de 2025
Defesa Civil
Rio de Janeiro: IBGE, 2023
1» 10. REFERÊNCIAS
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196000.0 210000.0 224000.0
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SERTÂOZINHO BRQDOWSm
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SERRANA
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GUATAPARÁ
196000.0 210000.0 224000.0
MAPEAMENTO DE RISCO INCÊNDIOS FLORESTAIS RIBEIRÃO PRETO/SP
Legenda 0 2.5 5 7,5km
Classes de Risco
<= 1,18 Nulo
1,18 - 2,11 Baixo
2,11 - 3,04 Moderado
3,04-3,98 Alto
> 3.98 Extremo
WGS 84/ UTM zone 23S(EPSG:32723)
Imagem: Google Farth, Image © 2025
Airbus
Autoria
Biól. Mateus Inagaki; Biól. Matheus Limo
2025
196000.0 210000.0 224000.0
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CRAVINHOS
GUATAPARÁ
196000.0 210000.0 224000.0
MAPEAMENTO DE RISCO INCÊNDIOS FLORESTAIS RIBEIRÃO PRETO/SP
Legenda
Fragmento de Vegetação
0 2,5 5 7.5 km
Classes de Risco
WGS 84/ UTM zone 23S IEPSG:32723)
Imagem: Google Earth, Image © 2025
Airbus
1,5 - 2,0
> 2,0
Autoria
Biól. Mateus Inagaki
2025
Bíól. Matheus Lima
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Abaixo Assinado dos Moradores da Comunidade do Córrego Santo
Anastácio.
O presente abaixo assinado tem o objetivo de relatar a insatisfação dos moradores com
o que vem acontecendo em nossa comunidade com relação ao fornecimento de energia
elétrica, as constantes interrupções desse serviço têm causado vários transtornos para
os moradores. Além do risco de danificar os aparelhos domésticos corremos riscos de
perder alimentos e sem falar que na comunidade reside vária pessoas idosas que
precisam da energia para que melhore sua qualidade de vida.
Segue anexo uma lista constando os nomes dos moradores e CPF para conhecimento
dos senhores do número de residências e pessoas que estão sendo atingido com o
problema citado acima.
NOME ' CPF
NOMECPF
NOME CPF
NOME CPF

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