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sessao nº 119

Tipo Ordinária
Número / Ano 119
Date 1985-07-29
native_id1609

Documents (1)

ata #

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Ata n°119 – Sessão Extraordinária da Câmara Municipal de Ubá, realizada as 
19:00 horas do dia vinte e nove de julho de mil novecentos e oitenta e cinco 
(29/07/85), tendo na Presidência o vereador Norton Reis, na Vice-Presidência o 
vereador João Gomes e na Secretaria o vereador Afonso Mendes. O 
Presidente faz abertura dos trabalhos em nome do Povo de Ubá e invocando a 
proteção Divina e convida o vereador João Gomes para assumir a vice￾presidência. A seguir o 1° Secretário Afonso Mendes faz a chamada nominal
constatando-se as ausências dos Edis Lincoln Costa e Januário Carneiro Neto. 
A seguir o Secretário faz a leitura da Atas da sessão anterior, que após 
discutida foi aprovada por unanimidade. O Presidente da CLJF, vereador 
Miguel Gasparoni, solicita a Presidência da Casa que nomeie os substitutos 
dos vereadores Brandão Teixeira e Januário Carneiro Neto, para assinarem os 
pareceres. Dr. Norton Reis indica os suplentes desta Comissão, ou seja, os 
Edis Gualberto de Mello e Willian Cabral. Passa-se para o protocolo: 1°) 
Convite para lançamento da Pedra Fundamental da Sede da Associação 
Comercial e Industrial de Uberlândia; 2°) Oficio do Partido do Movimento 
Democrático Brasileiro (PMDB) informando eleição e posse do novo Diretor e 
Comissão Executiva Municipal. Por determinação do Sr. Presidente, a 
Secretaria enviará cumprimentos ao novo Diretor Executiva Municipal, bem 
como aos que encerraram suas atividades em 07/07, em nome da Casa. Xerox 
aos Edis Afonso Mendes, Geraldo Calçado e Miguel Gasparoni. 3°) Oficio da 
Empresa de Serviços de Contabilidade e Assessoria Ltda, da idade de Sete 
Lagoas, oferecendo-se para instruir esta Casa na confecção de seu Orçamento 
Financeiro para exercício de 1986, contendo cupom pedido. Cópia a CLJF e ao 
Edil Afonso Mendes. 4°) Oficio do artista e intelectual ubaense agradecendo ao 
2° Secretário Miguel Gasparoni pela remessa de cópia de seu posicionamento, 
quando da inauguração da Casa de Cultura de Ubá, elogiando o 
posicionamento do mesmo. Xerox aos Edis Afonso Mendes e Miguel 
Gasparoni. 5°) Oficio n°416/85, de 18/07/85, firmado pelo Diretor Geral do 
IMAM. Dr. Sebastião Helvécio, que encaminha parecer sobre resultado de 
votação e pedido de vistas em matérias. Cópia a CLJF e a Comissão Especial 
criada para elaboração do novo Regimento Interno da Casa. 6°) Oficio GP s/n° 
e sem data, firmado pelo Sr. Prefeito Municipal, que encaminha resposta do 
Chefe do Serviço de Cadastro Técnico Municipal sobre projetos de doação de 
terrenos, solicitadas pela CLJF. Xerox a mesma. O Presidente Norton Reis
reitera aos senhores vereadores para trazerem suas ponderações sobre o novo 
Regimento Interno até a reunião do dia 05/08/85, para a Comissão Especial 
apresentar um parecer final. Afonso Mendes pergunta se após a CLJF dar seu 
parecer sobre o Regimento, se o mesmo entrará em discussão. O Presidente 
Norton afirma que sim. Passa-se para a Ordem do Dia: 1°) Parecer CLJF￾054/85, de 01/07/85, firmado pelos Edis Miguel Gasparoni e Brandão Teixeira, 
que se refere ao Projeto de Lei n°029/85, que “autoriza doação de área a 
COPAS/MG (Companhia de Saneamento de Minas Gerais)”, e parecer do 
vereador Januário Carneiro Neto sobre a matéria, datado do dia 22/07/85. O 
Presidente Norton diz que discutiremos primeiramente o parecer da CLJF, 
porque contém duas assinaturas e dependendo do resultado de sua votação, 
voltaremos ao parecer do companheiro Januário Carneiro. Afonso Mendes 
pergunta se o parecer da CLJF for aprovado, automaticamente estará rejeitado 
o parecer do Edil Januário Carneiro Neto, sem ser discutido. O Presidente 
Norton informa que sim. Afonso Mendes pergunta se o Edil Luiz Ângelo, que 
está com vistas sobre a matéria, vai se manifestar sobre a mesma. O 
Presidente Norton diz que este terá oportunidade de manifestar seu ponto de 
vista durante a discussão da matéria. Luiz Ângelo sugere que se coloque os 
dois pareceres em discussão englobadamente. O Presidente assim procede. 
Luiz Ângelo solicita a palavra e diz que o Sr. Prefeito, na justificativa do projeto 
afirma que o mesmo trará inúmeros benefícios para Ubá, como por exemplo, 
novos empregos; diz que realmente a COPASA presta serviços a comunidade, 
mas outras empresas também os prestam, como por exemplo a Cia Força e 
Luz e que estas Cias, assim como a COPASA recebem pelos serviços que 
prestam e que os empregos que a COPASA poderá oferecer são temporários e 
que ele não vê outro benefício; que lhe parece que a COPASA é S/A, embora 
tida como uma estatal; que o companheiro Januário Carneiro cita em seu 
parecer e realmente a Copasa tem recursos próprios para adquirir o terreno; 
diz que sabe que outros órgãos recebem doações e dão retorno ao município 
em benefícios e cita exemplos; finaliza dizendo que por estes e outros motivos, 
não vê necessidade nesta doação, reafirmando que a Copasa possui uma 
estrutura financeira que permite-lhe adquirir o terreno. Miguel Rinaldi endossa a 
palavra do companheiro Luiz Ângelo reafirmando que a Copasa possui meios 
suficientes para adquirir terreno e os empregos que por ventura forem criados 
com a obra, serão temporários e que votará contra o projeto. Miguel Gasparoni 
diz que o companheiro Luiz Ângelo disse achar a Copasa uma Companhia S/A, 
mas a CLJF não constatou isso nos documentos recebidos; que é de praxe um 
município participar da instalação de alguma empresa da União ou do Estado 
em seu território e que se não doarmos este terreno a Copasa, esta irá 
construir este escritório, mas provavelmente em outra cidade, que certamente 
doará o terreno para este fim e diz que de acordo com o contrato firmado entre 
a Prefeitura e a COPASA, cita que após 30 anos, o imóvel é devolvido ao 
patrimônio do município. O Presidente Norton Reis pergunta-lhe se possui 
cópia deste contrato. este diz que não, mas a Casa o tem arquivado. Afonso 
Mendes diz que ouvimos ser tradição do município doar ao Estado e a União 
terrenos para a construção de empresas pertencentes a estes e a seu ver esta 
situação levou os municípios a situação atual, mais que isso, entregou sua 
autonomia, se é que algum dia a teve; se estivermos aqui para defendermos os 
padrões já vigentes, não haveria necessidade de aqui estarmos como 
legisladores, que o povo pedido ultimamente, são exatamente mudanças neste 
sentido; Que tomou também conhecimento do assunto da CLJF estar ainda 
tramitando na justiça e que é a favor da iniciativa privada, mas devemos 
analisar até onde querem chegar, tanto esta como o Estado. Ressalta a 
idoneidade da Copasa, como aha pouco tempo houve erros em sua conta, que 
procurou o escritório da mesma e o problema foi sanada sem transtorno algum
e que ao ser ver, após 30 anos, ao se retornar ao patrimônio da Prefeitura os 
bens doados a Copasa seus investimentos serão ressarcidos corrigidos ao 
valor do dia. Relembra que já foi solicitado a Prefeitura uma relação de todos 
os terrenos que lhe pertence para que possamos estudar o assunto com mais 
profundidade e pergunta se já recebemos. Miguel Gasparoni diz que a CLJF 
está fazendo um levantamento dos mesmos, de acordo com as respostas que 
o Sr. Prefeito nos enviou até o momento e que assim que concluído este 
levantamento, será enviado cópia ao Cartório de Imóveis e a Prefeitura para 
checagem e ressalva que este terreno que se pretende doar a Copasa consta 
das relações recebidas e está “livre e desimpedido” Afonso Mendes que 
responde a sua pergunta e agradece. O Presidente Norton Reis relembra os 
fatos citados no dia de hoje, discordando do Edil Afonso Mendes quando este 
se referiu a iniciativa privada, pois trata-se de “saúde pública” e isto consta em 
Lei ser responsabilidade do Estado; que ficou decidido na última reunião não 
se conceder mais vistas e se votar a matéria hoje, em primeira instâancia, mas 
como se fezfez referência ao contrato assinado e este tem cláusulas que 
deixam dúvidas, tendo inclusive o mesmo sido apreciado pela Casa já há muito 
tempo, retira a matéria de discussão para maiores estudos com base no art. 55 
da Lei Complementar n°03, de 28/12/72 e solicita que se envie cópia para a 
CLJF e todos os Sr. Vereadores e relembra o regime de urgência da matéria. O 
Presidente da CLJF, Miguel Gasparoni, diz que não há pedido oficial de 
urgência na matéria. O Presidente Norton diz que a CLJF serve bons serviços 
a Ubá, entretanto quando se trata da CEMIG, os municípios servidos por ela 
recebem inúmeros benefícios, como por exemplo CEMIG/Rural, postes mais 
baratos, etc. Afonso Mendes diz que quanto ao programa CEMIG/Rural, pode 
ser estendido a Cias particulares desde que o Estado subsidie este benefício e 
cita que o Secretário de Estado de Minas e Energia, Gil César, diz que se 
perdurasse a Aliança Democrática e este reafirma, e Miguel Gasparoni diz que 
estranha que benefícios deste molde figurem vinculados a um fato político. Ao 
ser assinada pelo Presidente que a matéria não seria votada no dia de hoje, o 
Edil Willian Cabral ausentou-se do Plenário, não retornando até o final da 
reunião. Passa-se para o Parecer CLJF-055/85, de 29/07/85, firmado pelos 
Edis Miguel Gasparoni, Willian Cabral e Gualberto de Mello, que se refere ao 
Projeto de Lei n°38/85, que “autoriza ao Executivo abrir crédito suplementares 
as dotações do orçamento vigente”. Neste parecer a CLJF, conclui propondo 
redução de 40 para 20% o valor a ser autorizado. Em discussão: Afonso 
Mendes pergunta a CLJF se foi observado o fluxo de entrada desse montante 
ou se este valor é o que se prevê arrecadar em excesso. Miguel Gasparoni diz 
que a CLJF considerou que o projeto veio acompanhado de uma justificativa, 
que foi elaborado pela equipe responsável pelo setor de finanças da Prefeitura 
e que trabalham dia-a-dia com isto, e considerando também decretos de 
abertura de créditos suplementares, publicados na imprensa local, diz também 
que autorizando esta abertura não estamos autorizando empréstimos e só se 
usa este montante se realmente houver este excesso de arrecadação. Luiz 
Ângelo solicita que se conceda a palavra aos senhores Nelson Carlos da Cruz 
e Waltencir de Paula, presentes a essa sessão e que são os principais 
articuladores da parte orçamentaria e financeira da Prefeitura Municipal. O 
Presidente Norton Reis convida-os a se pronunciar se estiverem de acordo, 
lembrando que isto é simplesmente um convite e que eles têm toda liberdade 
de se pronunciar ou não. O Sr. Nelson Cruz respondendo ao Edil Afonso 
Mendes diz que ainda não foi computada a receita tributária e que só tem os 
valores arrecadados do ICM e as transferências, e completa que quando da 
elaboração do orçamento, este foi calculado em 6,3 bilhões de cruzeiros, mas 
preveem para este ano uma arrecadação em torno de C$9,0 bilhões. O Sr. 
Waltencir de Paula acresce que a despesa é afixada, mas a receita é prevista. 
Miguel Gasparoni ressalta que teve o privilégio de dialogar pessoalmente sobre 
o assunto com os visitantes da Prefeitura Municipal, e estes forneceram 
subsídios para elaboração do presente parecer. O Presidente Norton Reis 
agradece pela visita e manifestação do Srs. Nelson Cruz e Waltencir de Paula 
e ressalta que não se pediu urgência que a matéria requer. Ninguém mais se 
manifestando o presidente coloca a matéria em votação, nos termos do parecer 
CLJF e esta foi aprovada por unanimidade em primeira instância. O Presidente 
Norton Reis comunica que se encerrou-se o horário regimental e solicita a 
concordância de todos para prorrogarmos esta reunião para votarmos o último 
parecer do dia. Todos concordam. 3°) Parecer CLJF-056/85, de 29/07/85, 
firmado pelos Edis Miguel Gasparoni, Willian Cabral e Gualberto de Mello, que 
se refere ao Projeto de Lei n°037/85, que “dispõe sobre assinatura de convênio 
com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais”. Em discussão: O 
Presidente da CLJF passa a Presidência da Casa, uma cópia dos 
levantamentos fornecidos pelo Centro Regional de Saúde, que serviu de base 
para elaboração do parecer e o Sr. Presidente solicita a Secretaria para anexá￾lo ao processo. O Edil João Corbelli diz que o presente projeto foi distribuído 
também para a Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social e que esta 
não trouxe o parecer, mas que ele, na qualidade de seu presidente e com a 
concordância de seus demais membros, solicita permissão para assinarem 
neste parecer da CLJF, por considera-lo muito bem elaborado e refletir também 
o posicionamento de sua Comissão, isto com a devida vênia da CLJF. A 
Comissão de Legislação Justiça e Finanças não faz objeção e o Presidente 
Norton Reis concorda com a solicitado, assinado desta forma o presente 
parecer os vereadores João Corbelli, João Gomes e Adão Nogueira, pela 
CESAS. Em primeira votação: aprovado por unanimidade. O vereador Miguel 
Gasparoni pede para se constar em Ata uma moção de pesar pelo falecimento 
do Sr. José Salvador da Costa Pinto, tio do Presidente desta Casa. Todos 
concordam. O Presidente Norton Reis, em nome da família do falecido, 
agradece ao vereador Miguel Gasparoni e demais companheiros por mais este 
gesto de amizade. Gualberto de Mello pede para que constasse em Ata 
também o falecimento da Sra. Linda Saiad Haikal, genitora do Sr. Alberto 
Haikal, pedindo dar ciência deste procedimento a família. Todos concordam. 
Geraldo Calçado também pede moção de pesar a família de Dona Rita de 
Cássia Lopes, esposa de funcionário da Prefeitura (Sr. Jorge). Todos 
concordam. O vereador Afonso Mendes solicita a palavra e aplaude o 
companheiro Luiz Ângelo, por ter sugerido se ouvir os Srs. Nelson da Cruz e 
Waltencir de Paula, o que muito colaborou na discussão da matéria ora em 
pauta e agradece a estes pelo pronto atendimento ao convite do Presidente da 
Casa em se manifestarem, reafirmando desejar continuar merecendo a visita 
de ambos e pergunta se foi recebido relatório prometido pelo Sr. Prefeito 
Municipal, quando de sua visita a esta Casa. Informando que não, sugere que 
se torne a solicitar e que se solicite também o nome e cargos que exercem os 
funcionários municipais que aqui se fizeram presentes naquela ocasião, 
principalmente os que usaram da palavra. O Presidente Norton Reis registra 
que esteve em reunião com o Secretário de Estado de Governo, Calos Cotta, 
juntamente com os membros da Comissão fundada para se tentar reativar o 
Ginásio São José e seu patrimônio, e este demonstrou grande interesse no 
assunto, visto que já foi aluno daquele estabelecimento de ensino, e prometeu 
estar em Ubá no dia 24/08/85, quando o Ginásio São José completará 80 anos 
de existência, numa festa promovida por alguns se seus ex-alunos e informa 
que o Secretário prometeu também interceder junto ao Ministério da Educação 
sobre o assunto. Nada mais havendo a tratar o Presidente Norton Reis 
agradece a presença de todos e encerra esta sessão extraordinária, 
convocando a todos para reunião do dia 05/08/85, a saber: 19:00 horas, 
reunião extraordinária para recebermos a visita do Sr. Prefeito e Técnicos da 
Fundação João Pinheiro; e as 20:00 horas, reunião ordinária. Nada mais houve 
que me coubesse relatar. Eu, Afonso Ligório Campos Mendes, 1° Secretário, 
encerro a presente Ata, que será lida, discutida e se aprovada, devidamente 
assinada por todos os senhores vereadores que se fizeram presentes. Dada e 
passada na Sala de Reuniões da Câmara Municipal de Ubá. Em Tempo: 
Ressalva-se na presente Ata que o vereador Luiz Ângelo, quando afirmou que 
outros órgãos também recebem doações e dão retorno ao município em 
benefícios (página 106 v°, linha 32), citou como exemplo o Centro Regional de 
Saúde e o IBDF. Ressalva-se ainda que na reunião com o Secretário Carlos 
Cotta, que o Presidente Norton Reis registrou como consta na página ao lado, 
esteve presente também o Professor Francisco De Felippo, Sebastião José 
Barreto e Valério Fusaro e a mesma aconteceu no dia 06/07/85, na vizinha 
cidade de Leopoldina, por ocasião de inauguração do Espaço Tecnológico do 
Museu da Eletricidade, da Companhia Força e Luz Cataguases e Leopoldina, o 
que foi citado na última reunião e omitido na presente Ata. Valério, digo, Valério 
Fusaro. E o pronunciamento do Senhor Secretário Gil César se deu no dia 
06/07/85, na vizinha cidade de Leopoldina, por ocasião na inauguração do 
Espaço Tecnológico do Museu da Eletricidade, da Companhia Força e Luz 
Cataguases Leopoldina.
Transcrição do pronunciamento do vereador Miguel Poggiali Gasparoni, 
quando da inauguração da Casa da Cultura, por ocasião do 128° aniversário de 
Ubá, aos 03 de julho de 1985. “Saudações às autoridades presentes. Ubá vive 
hoje um dos momentos mais importantes da sua vida artístico-cultural. O Poder 
Legislativo Municipal não poderia deixar de estar presente e de juntar-se a esta 
solenidade que lança com marcantes e profundas raízes, a confiança, a 
esperança e a certeza no artista de nossa terra; terra que ousamos citar alguns 
nomes, entre tantos que o tempo não nos permitiu dizer, como Ary Barroso, 
Nelson Ned, D.ª Chiquinha, José Gonçalves Sollero, Nery Cantin, Maestro 
Marum Alexandre, André Carrara, Celma e Célia Mazzei, José Maria Camilloto 
Rocha, João Ernesto, na música. Na Literatura: Leocádia Godinho e Siqueira 
Cândido Martins de Oliveira Júnior, Antônio Olinto, Ary Gonçalves Campomizzi 
Filho, Dr. Fécas, Guiomar Pereira, Maria Clotilde, Xavier Pereira e Lindolfo 
Coelho Paoliello. Nas artes plásticas: Inês Senno, Ferdy Carneiro, Shirley da 
Cunha Benini, Adélia Mazzei Cantarino, June Trevizano, Mercine Moura e 
Cilcéa da Rocha Teixeira. No artesanato: Alfredo, Rondolfo, Sérgio Nazareth. 
No campo da sociologia e da política: Raul Soares, Peixoto Filho, Senador
Levindo Coelho, Pálmios Paixão Carneiro e Ozanam Coelho. No teatro: Mauro 
Mendonça e Levindo Barros, Cosmo Campanha Filho e Giovani Gori. Na 
radiofonia: Mauro Paulino e Francisco Carioca, Décio Otero, no Ballet e na 
expressão corporal e o Carnavalesco Jésus Henrique. Frente a todos esses 
nomes podemos dizer: não foi em vão, Graças a Deus, a luta anteriormente 
incitada por ubaenses pela construção e sedimentação de uma consciência 
cultural em nossa terra. E o surgimento agora da Casa Cultural de Ubá nada 
mais é do que o reconhecimento explícito do Poder Público pelos verdadeiros 
campeadores deste ideal os incompreendidos “Dom Quixotes”, que lutaram 
contra moinhos de vento e foram buscar muitas vezes lá fora o apoio que aqui 
não encontravam para implantar, fazer germinar e expandir entre nós o germe 
da cultura, ontem, hoje e sempre tão imprescindível ao cotidiano de nossa vida. 
Já o dissera antes o eminente estadista Aureliano Chaves: “Há que se ter 
consciência de que o progredir apenas não basta. É necessário queimar etapas 
do progresso. E nisto ajuda extrema devem ser encaradas nos seus devidos 
parâmetros. Só será válida e eficaz na medida em que proporcionar os 
instrumentos de superação desse atraso, agravado dia-a-dia”. A Casa da 
Cultura, portanto, alicerça-se na postura desbravadora daqueles que, 
possuindo uma dose de ousadia calculada (sem a qual não teria sido possíveis 
algumas das grandes conquistas da humanidade), visaram o desenvolvimento 
de nossa terra no campo da arte e da cultura, queimando etapas até quase a 
exaustão, mas conseguindo, por isso mesmo antes e apesar de tudo, 
estabelecer condições que viabilizassem a colimação dos objetivos pretendidos 
por esse néo-organismo. Por isso, a importância social de seu papel foi e é 
altamente benéfica, porque fizeram crescer e completar-se antigo sonho, 
mediante compreensão e tutela dos poderes constituídos e participação efetiva 
da coletividade receptora. O objetivo final dos que assim o desejaram (para 
isso lutaram por tantos anos) era justamente o de dar o que possuíssem 
espírito cultural, em devido dimensionamento, com vistas não só as imensas 
possibilidades de nosso potencial, como também a criação de condições que 
permitissem o surgimento e desenvolvimento de novas motivações, no que a 
arte e a cultura constituem fatores da maior relevância, tal esta Casa, que ora 
nasce como fruto das frentes abertas até então por outros tantas. Mas toda boa 
obra deve espelhar-se nos legados históricos do passado para que se projete 
no futuro, com segurança, aquilo que pretende ser bem aceito e compreendido 
no presente. Há que se valorizar principalmente, suas respectivas épocas, com 
suas respectivas parcelas, para o atingimento do objetivo que hoje se 
concretiza. Assim o compreendido, a Casa Cultural, como órgão do Poder 
Público Municipal, não exercerá apenas um papel passivo: deverá utilizar-se 
dos instrumentos que a cidade já dispõe para desencadear uma atividade 
intensa e de alta qualidade. Para atingir esse objetivo superior, ela deverá tanto 
quanto possa descentralizar setores de sua organização. Confiando a órgãos e 
a entidades especializadas, por ela criados ou já reconhecidos oficialmente 
para esse fim, uma parte essencial de sua missão. Pois que, alguns desses 
órgãos, possuindo personalidade jurídica diversa do que é inerente a Casa da 
Cultura, teriam responsabilidade artística e financeira igualmente diversa 
embora completamente ligados ao complexo como parte integrante dele. O fato 
de já terem sidos criados para uma finalidade precípua ou simplesmente 
acolhidos pela Casa da Cultura para cumprir parte de um esquema geral e o 
fato de estarem nela alojados, aqui exercendo totalmente suas atividades 
(como é o caso da Academia Ubaense de Letras) que também nasceu 
obrigada por outros, criarão entre ambos laços poderosos, ainda mais 
reforçadas por uma administração comum e até por convenções. Mas, acima 
de tudo, não deverá jamais constituir-se uma Casa da Cultura em monopólio de 
quem quer que seja. Poderá e deverá sempre intensificar e apoiar as 
manifestações artísticos-culturais espontâneas e os órgãos e entidades 
culturais já existentes, integrando-os ao seu esquema de trabalho e as 
finalidades a que se propuser realizar e nunca se esquecendo de que foram os 
reais originadores e impulsionadores de sua criação pelo Poder Público. 
Permite-nos Professor Bigonha Gazolla, entretanto, manifestar-lhe a nossa 
preocupação (ao mesmo tempo em que estaremos torcendo para que ela, 
realmente venha se concretizar) de que a partir desta inauguração, não caiba 
nesta Casa, tantos trabalhos e seguimentos que aqui, certamente, haverão de 
se aportar. Se a educação racional malogrou, não fazendo os homens felizes, 
nem justas as instituições, e nem tão pouco amantes da paz as nações, mister 
se faz que a cultura abrangente retorne ao seu lugar de honra para preencher 
as lacunas deixadas pelas formas de ensino mal aplicadas. Talvez, um dia, 
esta nova civilização em que fazemos parte, tire da experiência e da vivencia 
cultural os fundamentos da vida... e elas falarão, então, a sua língua forte e 
pura a todos os homens, aproximando estreitamente os vários povos e fazendo 
com os que os corações se compreendam. Podemos chegar até lá. Basta 
apenas começar. E a humanidade muito mais feliz há de nos agradecer um dia. 
Este é o nosso posicionamento: o posicionamento da Câmara Municipal de 
Ubá”. Nada mais havendo a relatar, eu, Miguel Poggiali Gasparoni, 2° 
Secretário, encerro assim a presente transcrição.

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