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materia nº 46/2020

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 46 / 2020
Date 2020-10-15
EmentaDá denominação à Unidade de Saúde da Família do Distrito de Alto Mutum Preto, Baixo Guandu – ES.
native_id1147

Autoria

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2020-10-19 Matéria arquivada U Rua 2 Caixa 155

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PROJETO DE LEI Nº ___/2020



Vereador Autor: SEBASTIÃO BATISTA ARAÚJO



Dispõe sobre: Dá denominação à Unidade de Saúde da Família do Distrito de Alto Mutum Preto, Baixo Guandu – ES.



A Câmara Municipal de Baixo Guandu, Estado do Espírito Santo, usando de suas atribuições legais e regimentais, APROVA a seguinte LEI:

Art. 1° - A atual Unidade de Saúde da Família do Alto Mutum Preto, Baixo Guandu - ES, sem nomenclatura oficial localizado no Distrito de Alto Mutum Preto, município de Baixo Guandu – ES, passa a denominar-se oficialmente UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE ALTO MUTUM PRETO “ÂNGELA MARIA CARDOSO LIMA MISQUITA”.

Art. 2º - As despesas decorrentes da execução da presente Lei, correrão por conta de verbas próprias consignadas em Orçamento e suplementadas se necessário.

Art. 3º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. 

CÂMARA MUNICIPAL DE BAIXO GUANDU, ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, “Palácio Monsenhor Alonso Leite”, aos quatorze dias do mês de outubro do ano de dois mil e vinte.

                                    SEBASTIÃO BATISTA ARAÚJO

Vereador Autor



JUSTIFICATIVA



Exmºs Senhores (a) Vereadores, (a),



Tenho a honra de encaminhar para apreciação dos nobres vereadores do Município de Baixo Guandu, o presente projeto de lei com o fim específico de dar nome a UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE ALTO MUTUM PRETO “ÂNGELA MARIA CARDOSO LIMA MISQUITA”, nome esse em homenagem Ângela Maria Cardoso Lima Misquita. Ângela nasceu em 19 de maio de 1978, na cidade de Vitória, no Espírito Santo. A primeira de quatro filhos da Srª Delcina Maria Cardoso, irmã de Sirlene Cardoso Lima Marçal, Alcineia Cardoso Lima de Oliveira e Walace Cardoso Benício, casada com Rogério Mauricio Misquita, mãe de Ricardo Cardoso Misquita e Maria Eduarda Cardoso Misquita, avó de Helena Misquita Madeira. Ângela desde sempre, junto de sua mãe e irmãs, passou por momentos conturbados. Um deles, ainda bem nova foi à fuga forçada dela, sua mãe e irmãs da própria casa por conta do pai que as maltratava, passaram por momentos difíceis até conseguirem voltar à terra natal de sua mãe o distrito de Alto Mutum Preto em Baixo Guandu-ES. No distrito Ângela afeiçoou-se a Rogério e aos 15 anos (ano de 1993) teve seu primeiro filho, Ricardo, justo quando sua mãe, irmãos e agora seu padrasto estavam de mudança para outra cidade e assim ela precocemente aprendeu a dar conta de outra vida além da própria. Casou-se com Rogério e foi construindo sua história e amadurecendo ao lado de seu marido e de seu filho, vivendo e aprendendo com cada dificuldade que aparecia em seu caminho. Anos mais tarde, ela e seu marido decidiram que iriam aumentar a família, porém, a segunda gravidez não foi consumada e então esperaram até uma nova e mais segura oportunidade. E esperaram, e assim nasceu Maria Eduarda, muito desejada por ambos. Ângela nunca teve medo de trabalho, por amadurecer de forma precoce, trabalhou em casa de família, foi babá, cozinheira, trabalhou em lavouras de café, porém, com a gravidez na adolescência os estudos pararam para que tivesse condições para sobreviver de forma confortável com seu marido e seus filhos. Ângela nunca desistiu de seus objetivos que era terminar seus estudos, e anos mais tarde ela retornou a sala de aula, dessa vez ela fez o supletivo para conclusão de seu segundo grau e em janeiro de 2002 ingressou em um processo seletivo para o cargo de agente de saúde e logo de cara ela viu que aquilo seria a sua vida, ajudar pessoas com enfermidades, sempre muito solicita ela conhecia a realidade das pessoas desse lugar e a vontade de ajudar e poder fazer mais por essas pessoas, deu lugar a vontade de se profissionalizar na área da saúde, pois após conhecer de perto a história de cada um que ela visitava em sua rotina de agente de saúde, ela decidiu que seria enfermeira, começou como técnica de enfermagem para mais tarde realizar o sonho de fazer uma faculdade de enfermagem, mas não deu tempo de concretizar. Dedicou sua vida profissional por 2 anos como Agente Comunitário de Saúde (janeiro de 2002 a dezembro de 2003, 1 ano como Servente (janeiro de 2005 – a janeiro de 2006), Auxiliar Odontológico por e ano e 11 meses (fevereiro de 2006 a dezembro de 2007), Auxiliar de Enfermagem por 5 meses ( janeiro a maio de 2008) Técnica de enfermagem a partir de maio de 2008 até junho de 2020 (início do afastamento) dedicou 18 anos de sua vida a serviço da população, sendo 14 na unidade de saúde de Alto Mutum Preto, viu o nascimento de gerações de sua família, cuidou de cada um com muito profissionalismo, carinho, amor e dedicação total a eles, acredito que nesse pequeno distrito não tenha uma criança menor de 14 anos que não tenha sido cuidada por ela, seja vacinada, feito curativo, ou até mesmo acalentada por ela. Ângela também foi avó muito cedo (ano 2016), com 17 anos sua filha Maria Eduarda esteve à espera de sua primeira filha, e neta de Ângela, Helena, da qual Ângela amou e orgulhou-se de cada nova experiência que pôde presenciar, embora tenha ido muito precocemente. Ângela estava cheia de vida, me dizia que após completar seus 40 anos, ela se sentia outra mulher, com vitalidade de 15 anos (palavras de Ângela), que tudo estava melhor, que ela não sabia explicar essa sensação, mas que queria viver intensamente cada momento, cada aventura, coisas que ela nunca tinha vivido antes, e viveu seus últimos 02 anos aproveitando cada momento. Porém, logo após completar seus 42 anos de idade, em junho de 2020, Ângela descobriu o câncer que a deixaria enferma pelos próximos 4 meses de sua vida e no dia 5 de outubro de 2020 ela deixava todo o amor que plantou durante a vida para o deleite de quem teve a oportunidade de conhecê-la, morrendo jovem e cheia de sonhos e ainda mais metas para sua vida mas foi como sempre quisera, em paz. Ângela você se foi tão de repente, tão rápido, de maneira tão brusca e inesperada, sim, pois nunca esperamos perder alguém assim, sua partida nós deixou um enorme vazio, essa saudade sem fim que sangra nossos corações, saudade essa que queremos preservá-la, mantê-la viva, eternizá-la, pois só assim teremos a oportunidade de tê-la sempre por perto no nosso dia a dia e viva em nossos corações. Há Ângela! Uma vida muito curta, uma bela história, uma eterna saudade!!!

Certo da atenção e compromisso dos colegas, conto com o apoio dos nobres edis para aprovação do projeto de lei em foco, deixando assim a marca de uma Casa de Leis, moderna e atenta aos anseios e necessidades de nossa população, que legisla sem omissão em um tema crescente em todas as cidades do país, porém, ainda carente de Ações e Atividades do Poder Público.

CÂMARA MUNICIPAL DE BAIXO GUANDU, ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, “Palácio Monsenhor Alonso Leite”, aos quatorze dias do mês de outubro do ano de dois mil e vinte.





                                    SEBASTIÃO BATISTA ARAÚJO

Vereador Autor









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