Gália, 06 de outubro de 2025.
Ofício nº. 151/2025 – GP
Assunto: Encaminha Projeto de Lei.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE:
Estamos encaminhando para apreciação e deliberação dessa N. Casa de Leis, o Projeto de Lei
nº. 041/2025 que “Institui o Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) de Gália e dá outras
providências.”
Solicitamos, nos termos dos arts. 177 ao 179 do Regimento Interno da Câmara Municipal de
Gália/SP, que sejam tomadas as medidas necessárias a fim de CONVOCAR os r. Edis que compõem esta
N. Casa de Leis para participar de SESSÃO EXTRAORDINÁRIA para a aprovação do presente Projeto de
Lei, conforme a justificativa abaixo.
As políticas públicas e as leis brasileiras asseguram uma série de direitos para as crianças. No
entanto, muitos desses direitos não são efetivados. Como mostram diversos indicadores
sociodemográficos em relação ao cenário brasileiro, a violação destes direitos atinge particularmente
as crianças pobres, negras e pardas. Por outro lado, quando os programas voltados para o
desenvolvimento infantil não são implementados desde cedo, incluindo a fase pré-natal, as crianças
pobres provavelmente enfrentarão situações de vulnerabilidade por toda a sua vida. Pode-se afirmar,
inclusive, que a efetivação dos direitos em fases posteriores do ciclo e vida, depende da garantia de
seus direitos ainda na primeira infância.
Este Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI), que é apresentado a esta respeitada Casa de
Leis para apreciação e encaminhamentos necessários visando à sua aprovação, buscou reunir
prioridades de ações dirigidas à criança de 0 a 6 anos do município de Gália. Ele resultou de um
processo construído por várias mãos e reuniu experiências diversas por parte dos atores da
administração pública, membros dos órgãos de controle social do município e representantes de
entidades do nosso território.
Incialmente, foi instituído o Decreto Municipal nº 2.200 de 30 de abril de 2025,
institucionalizando o processo de elaboração do Plano, acompanhado da Portaria Municipal nº 4.383,
de 14 de maio de 2025, que dispôs sobre a nomeação dos membros que integraram a Comissão
Municipal encarregada por promover e coordenar a elaboração do Plano. O colegiado se lançou,
inicialmente, ao compromisso de realizar o diagnóstico da realidade da primeira infância de Gália, no
tocante ao atendimento e garantia de direitos previstos às crianças de 0 a 6 anos de idade. A partir
desta etapa, a Secretaria Municipal de Educação, como responsável pela coordenação geral, conduziu
o processo de construção do documento onde consta Histórico e Caracterização do Município,
Princípios e Diretrizes, a Escuta das crianças, o conjunto de Eixos, Metas e Estratégias sob a perspectiva
intersetorial e a forma como deverá ocorrer o monitoramento e avaliação ao longo da vigência do
plano, reafirmando assim o engajamento da administração pública, conselhos municipais e sociedade
civil em favor de uma política que considera a criança como um sujeito inteiro, de direitos e como
prioridade absoluta nas decisões políticas e financeiras.
O texto foi discutido e revisto em seguidas reuniões com os segmentos representados, nas
modalidades online e presencial. A versão preliminar foi devidamente submetida ao Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) que, em reunião com os demais
Conselhos Municipais (CME, CAE, CACS FUNDEB, CMAS e CMS) e a Comissão Municipal, o aprovaram
sem ressalvas.
Diante do exposto, e considerando a relevância deste Plano para o fortalecimento de políticas
intersetoriais comprometidas com a promoção e a garantia dos direitos das crianças, desde a sua
concepção até o sexto ano de vida, a comunidade escolar aguarda otimista pela aprovação pelos
nobres vereadores. Assim, solicitamos atenção dos nobres Edis no que tange apreciação do presente
Projeto de Lei de forma célere.
Ao ensejo reiteramos os protestos de estima e distinta consideração.
______________________________
JOSÉ SILVINO ZANIBONI JUNIOR
Prefeito Municipal
Ao Exmo. Senhor
GUILHERME FERRAREZI ALTRAN
D.D. Presidente da Câmara Municipal de Gália/SP.
PROJETO DE LEI Nº. 041/2025.
DE 06 DE OUTUBRO DE 2025.
JOSÉ SILVINO ZANIBONI JUNIOR, PREFEITO DO
MUNICÍPIO DE GÁLIA, ESTADO DE SÃO PAULO, NO
USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES ENCAMINHA A CÂMARA
PARA ANÁLISE, VOTAÇÃO E APROVAÇÃO O SEGUINTE
PROJETO DE LEI.
“Institui o Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) de
Gália e dá outras providências.”
Art. 1º. Fica instituído o Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) de Gália-SP, para
o período de 10 (dez) anos, compreendido entre 2025 e 2035.
Art. 2°. Os programas, projetos, serviços e benefícios voltados ao atendimento dos
direitos da criança, considerando as peculiaridades de cada fase de desenvolvimento
infantil e mantendo relação com as etapas posteriores da vida, obedecerão aos seguintes
princípios previstos no PMPI:
I - A criança como sujeito único e de direitos;
II - Diversidade e inclusão;
III - Integralidade e prioridade absoluta da criança;
IV - Integração e sinergia das ações;
V - Participação e controle social;
VI - A criança e as vulnerabilidades;
VII - Deveres da família, do Estado e da sociedade.
Art. 3°. São diretrizes para a implementação e avaliação do Plano:
I – Diretrizes Políticas:
a - Prioridade absoluta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na Lei Orçamentária
Anual (LOA) e no Plano Plurianual (PPA);
b - Articulação e complementação com o Plano Nacional;
c - Perspectiva de ações ao longo dos anos;
d - Elaboração com a participação da sociedade e das crianças;
e - Participação do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente.
II - Diretrizes Técnicas:
a - Integralidade do PMPI;
b - Multissetorialidade das ações de modo integrado;
c - Valorização dos processos que geram atitudes de defesa, proteção e de promoção da
criança;
d - Valorização e qualificação dos profissionais;
e - Valor atribuído à forma como se olha, escuta e atende a criança;
f - Elaboração de políticas públicas com a participação da sociedade e das crianças;
g - Foco nos resultados;
h - Transparência, disponibilidade e divulgação dos dados coletados no monitoramento e
na avaliação do PMPI.
Art. 4°. O conjunto de metas do PMPI de Gália está organizado nos seguintes eixos:
Eixo I: A criança e a saúde
Eixo II: Educação Infantil
Eixo III: A criança e o direito de brincar
Eixo IV: A família e a comunidade da criança
Eixo V: A criança e o espaço
Eixo VI: Enfrentamento da violência contra as crianças
Eixo VII: A criança e o consumismo
Eixo VIII: A criança, o esporte e a cultura
Eixo IX: A criança, a diversidade e inclusão
Parágrafo Único – Cada Eixo apresentado no caput deste artigo apresenta um conjunto
de metas com estratégias, previsão e responsáveis, preservando a perspectiva
intersetorial das ações, programas, projetos e serviços.
Art. 5º. As políticas públicas e seus desdobramentos práticos em planos, projetos, metas,
ações, estratégias e suas avaliações visam assegurar a plena vivência da infância
enquanto valor em si mesma e, simultaneamente, como etapa de um processo contínuo
de crescimento, aprendizagem e desenvolvimento, enquanto prioridade absoluta.
Parágrafo Único - As políticas e ações referidas no caput deste artigo devem atender às
peculiaridades dessa faixa etária e manterão intrínseca relação com aquelas direcionadas
às etapas posteriores da vida da criança e do adolescente.
Art. 6º. Será criada uma instância permanente de avaliação, negociação,
acompanhamento e monitoramento das metas, ações e estratégias previstas no PMPI.
§1º A instância que prevê o caput deste artigo deverá ter:
I - Coordenação multissetorial conforme dispuser regulamento;
II - Participação da sociedade civil, do CMDCA e do Conselho Tutelar;
III - Gestão democrática.
§ 2º A instância a que se refere o caput deste artigo deverá ser criada no prazo de 03 (três)
meses da publicação desta Lei.
Art. 7º. Caberá aos gestores municipais a adoção das medidas governamentais
necessárias para o atingimento das metas, ações e estratégias bem como a garantia da
cooperação e colaboração entre as secretarias e órgãos públicos competentes.
Art. 8º. O Monitoramento das Metas e Estratégias previstas neste PMPI será realizado
anualmente e o Relatório de Avaliação do conjunto de Metas e Estratégias será realizado
nos anos 2028, 2031 e no último ano de vigência do Plano.
Parágrafo único - Nos anos 2028, 2031 e 2035 deverão ser realizadas conferências
públicas para avaliação e revisão das metas, ações e estratégias estabelecidas.
Art. 9º. Serão asseguradas condições jurídicas, administrativas e financeiras para
garantia de atingimento das propostas referidas nesta lei, em busca da eficiência e
eficácia da gestão do PMPI de Gália.
Art. 10. Fica instituído como parte integrante e anexo desta Lei, o Plano Municipal pela
Primeira Infância Gália-SP.
Art. 11. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Prefeitura do Município de Gália, em 06 de agosto de 2025.
JOSÉ SILVINO ZANIBONI JUNIOR
Prefeito Municipal
PPRRIIMMEEIIRRAA
IINNFFÂNCIA
ÂNCIA
PPLLAANNOO MMUUNNIICCIIPPAALL PPEELLAA PPRRIIMMEEIIRRAA IINNFFÂÂNNCCIIAA
GGÁÁLLIIAA//SSPP
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Plano Municipal
Pela Primeira Infância
Gália SP
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Plano Municipal pela Primeira Infância de Gália/ Coordenação Geral:
Patrícia Fernanda Boaro – Coordenação técnica e revisão: Olivelton da Silva
Lima. Elaboração: Comissão Intersetorial Municipal, nomeada pela Portaria
Municipal nº 4383, de 14 de maio de 2025. Formatação e Diagramação:
Washington Luiz Miano. Apoio: Governo Municipal, Poder Legislativo,
Secretarias Municipais, Órgãos de Controle Social e Sociedade Civil.
177 páginas.
Inclui bibliografia
1. Plano Municipal. 2. Primeira Infância. 3. Direitos das crianças. 4.
Formação e desenvolvimento Integral. 5. Intersetorialidade.
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AUTORIDADES MUNICIPAIS
José Silvino Zaniboni Junior
Prefeito Municipal
Fernanda Pinheiro Zaniboni
Primeira-dama
Mateus Antônio de Souza
Vice-prefeito
Guilherme Ferrarezi Altran
Presidente da Câmara
Ana Priscila Nunes Cervelin
Antônio Carlos Pepinelle
Emerson Wander Cazzo
Francisco Martins Saraiva
Guilherme Ferrarezi Altran
José Augusto da Silva
José Eduardo Sanavio
Ricardo Gonçalves Gutierrez
Rinaldo Pinheiro de Carvalho
Vereadores
Patrícia Fernanda Boaro
Secretária Municipal de Educação
Juliana de Almeida Canola Baraldi
Secretária Municipal de Saúde
João Igor de Souza
Secretário Municipal de Agricultura e Meio Ambiente
Fabrício Nunes Ferreira
Secretário Municipal de Esporte e Lazer
Cláudia Vanessa Silvério de Freitas
Secretária Municipal de Cidadania e Assistente Social
Lucas Azevedo
Secretário Municipal de Cultura, Desenvolvimento Econômico e Turismo
Mário Braguim Neto
Secretário Municipal de Obras e Viação
Alex Sandro Pereira Fonseca
Secretário Municipal de Serviços Urbanos
Lucimara Cristina Lopes Greatti
Presidente do CMDCA
Mariane Gonçalves Sousa Domingos
Presidente do CMAS
Débora Aparecida Machado Castro
Presidente do CMS
Marlene Inácio Gonçalves Cazane
Presidente do CME
Aida Maria Mourão Esteves da Silva
Presidente do CAE
Jussara Maria Caso Rinaldi
Presidente do CACS FUNDEB
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FICHA TÉCNICA
PORTARIA Nº 4.383/2025, DE 14 DE MAIO DE 2025
Dispõe sobre a nomeação dos integrantes da comissão intersetorial municipal responsável
em coordenar a elaboração do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) de Gália.
Humberto Zaninoto Maldonado
Representante do Poder Executivo Municipal
Guilherme Ferrarezi Altran
Representante do Poder Legislativo Municipal
Patrícia Fernanda Boaro
Representante da Secretaria Municipal da Educação
Érika dos Reis Pires
Representante da Secretaria Municipal da Saúde
Mariane Gonçalves Sousa Domingos
Representante da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Tatiane Cristina Pessuti
Representante da Educação Infantil
Leonardo Thonarqui
Representante da Procuradoria Geral do Município
Lucas Azevedo
Representante da Secretaria Municipal da Cultura, Desenvolvimento Econômico e Turismo
Fabiana Cristina Scarpari
Representante da Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente
Fabrício Nunes Ferreira
Representante da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer
Lucimara Cristina Lopes Greatti
Representante do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA)
Vera Lúcia Parussolo Suga
Representantes do Conselho Tutelar
Roberval Almeida de Freitas
Representante do Conselho Municipal de Educação (CME)
Talita Boaventura Conti
Representante do Conselho Municipal da Saúde (CMS)
Mirtes Cristian Mantuani
Representante do Conselho Municipal da Assistência Social (CMAS)
Pamela Cristina de Souza
Representante da Sociedade Civil
Vânia Paula Ferrari Martins
Representante da Educação Especial do Município
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LISTA DE SIGLAS E ABREVIAÇÕES
ACS – Agente Comunitário de Saúde
AE - Atendimento de Enfermagem
AEE – Atendimento Educacional Especializado
API – Avaliação Pedagógica Inicial
APS – Atenção Primária à Saúde
AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros
AVDs – Atividades de Vida Autônoma e Social Diária
BNCC – Base Nacional Comum Curricular
BPC – Benefício de Prestação Continuada
CAA – Atividades de Comunicação Aumentativa e Alternativa
CACS – Conselho de Acompanhamento e Controle Social
CAE – Conselho de Alimentação Escolar
CATI – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral
CF – Constituição Federal
CMAS – Conselho Municipal da Assistência Social
CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
CME – Conselho Municipal de Educação
CMS – Conselho Municipal da Saúde
CNAS – Conselho Nacional de Assistência Social
CNE – Conselho Nacional de Educação
CONANDA – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
CP – Currículo Paulista
CRAS – Centro de Referência de Assistência Social
DCNEI – Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil
DRADS – Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social
EAD – Educação a Distância
EAP –Equipe de Atenção Primária
ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente
EMEF – Escola Municipal de Ensino Fundamental
EMEI – Escola Municipal de Educação Infantil
ESB – Equipe de Saúde Bucal
ESF – Estratégia Saúde da Família
FMCSV- Fundação Maria Cecília Souto Vidigal
FMDCA – Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ICS – Instancia de Controle Social
IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
IDH – Índice de Desenvolvimento Humano
IDHM – Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
IMC – Índice de Massa Corporal
INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
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LDO- Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA- Lei Orçamentária Anual
LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social
MDS – Ministério do Desenvolvimento Social
MEC – Ministério da Educação
MP – Ministério Publico
MS – Ministério da Saúde
ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
OMS – Organização Mundial da Saúde
ONU – Organização das Nações Unidas
PAEE – Plano de Atendimento Educacional Especializado
PAEFI – Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos
PAIF – Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias
PAR – Plano de Ações Articuladas
PME – Plano Municipal de Educação
PMPI- Plano Municipal pela Primeira Infância
PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar
PNAISC – Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança
PNE – Plano Nacional de Educação
PNI- Programa Nacional de Imunizações
PNPI- Plano Nacional pela Primeira Infância
PPA - Plano Plurianual
PSE – Programa Saúde na Escola
SCFV – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
Seade- Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados
SED – Secretaria Escolar Digital
SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação
SMAMA – Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente
SME – Secretaria Municipal de Educação
SMMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente
SMSL- Síndrome da Morte Súbita do Lactante
SUAS – Sistema Único de Assistencial Social
SUS – Sistema Único de Saúde
SVSA- Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente
TEA – Transtorno do Espectro Autista
TFD – Tratamento Fora do Domicílio
TGD – Transtornos Globais de Desenvolvimento
UBS – Unidade Básica de Saúde
UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância
USF – Unidade Saúde da Família
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GRÁFICOS
GRÁFICO 1: População por idade e sexo (2022)
GRÁFICO 2: População por grupo de idade (2010 - 2022)
GRÁFICO 3: Valor de Transformação Industrial por setor de atividade-2023
GRÁFICO 4: Produção agropecuária-2023 e rebanho-2023
GRÁFICO 5: Matrículas por Rede de Ensino (2023)
GRÁFICO 6: Cobertura vacinal infantil (2023)
GRÁFICO 7: Cobertura da Atenção Primária à Saúde (2021 – 2024)
GRÁFICO 8: Percentual de gestantes com 7 ou mais consulta de pré-natal
GRÁFICO 9: Percentual de mães adolescentes (2010 - 2023)
GRÁFICO 10: Parto de mães adolescentes por raça/cor (2023)
GRÁFICO 11: Taxa Mortalidade Infantil para até 1 ano de Idade (2010 – 2023)
GRÁFICO 12: Percentual de mortalidade infantil (até 1 ano) por Causas Evitáveis (2011–
2023)
GRÁFICO 13: Percentual de Peso Baixo ou Muito Abaixo para Idade– 0 a 5 anos (2023)
GRÁFICO 14: Percentual de Peso Elevado para Idade – 0 a 5 anos (2023)
GRÁFICO 15: Aleitamento materno (menores de 6 meses de idade) (2023)
GRÁFICO 16: Total das crianças entre 0 e 6 anos na localidade, inscritas no Cadastros
Único e beneficiárias do Bolsa Família (2024)
GRÁFICO 17: Notificações de casos de violência contra crianças de 0 a 4 anos (2010 –
2023)
GRÁFICO 18: Percentual de atendimento em creches - 0 a 3 anos (2022)
GRÁFICO 19: Percentual de atendimento em creches - 0 a 3 anos (2023)
GRÁFICO 20: Percentual de atendimento em pré-escola - 4 a 5 anos (2022)
GRÁFICO 21: Percentual de atendimento em pré-escola - 4 a 5 anos (2023)
TABELAS
TABELA 1: População por cor ou raça
TABELA 2: Distribuição do valor adicionado por setor (2021)
TABELA 3: Taxas de rendimento (2023)
TABELA 4: Número de estabelecimentos de saúde (2023)
TABELA 5: Médicos por especialidade (2023)
TABELA 6: Total de crianças em 2025
TABELA 7: Matrículas na Educação Infantil 2013– 2023
TABELA 8: Matrícula na Creche por dependência administrativa 2013 - 2023
TABELA 9: Número de matrículas na creche (2024-2025)
TABELA 10: Matrícula na pré-escola (2013 - 2023)
TABELA 11: Número de matrículas na pré-escola (2024-2025)
TABELA 12: Número Total de alunos por tipo de deficiência, transtorno global do
desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, matriculados em
classes comuns (inclusos) e classes exclusivas 2013-2023
TABELA 13: Número de alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou
altas habilidades/superdotação (2023)
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QUADROS
QUADRO 1: Salário Médio dos trabalhadores formais (2022)
QUADRO 2: Pessoal Ocupado (2022)
QUADRO 3: Distribuição dos salários por grau de escolaridade (2022)
QUADRO 4: Evolução do IDEB (Estado - Município) Anos Iniciais do Ensino Fundamental -
2019 a 2023
QUADRO 5: Evolução do IDEB (Estado - Município) Anos Finais do Ensino Fundamental -
2019 a 2023
QUADRO 6: Evolução do IDEB (Estado - Município) Ensino Médio - 2019 a 2023
QUADRO 7: Número de crianças de 0 a 6 anos de idade (2022)
QUADRO 8: Registros de nascimento somente em nome de mãe (2022)
QUADRO 9: Boletins de atendimento do Conselho Tutelar (2024)
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MENSAGEM DO PREFEITO
É com grande satisfação que
apresentamos à nossa comunidade
o Plano Municipal da Primeira
Infância, um documento construído
com diálogo, escuta ativa e o
compromisso de garantir às nossas
crianças um futuro mais justo,
saudável e promissor.
A primeira infância: os
primeiros seis anos de vida, é a fase
mais decisiva para o
desenvolvimento humano. É nesse
período que se formam as bases da
aprendizagem, da saúde emocional
e da convivência social. Investir na
primeira infância é, portanto,
investir no futuro da nossa cidade.
O Plano Municipal da Primeira Infância é mais do que um documento
técnico. Ele é o reflexo do nosso compromisso com políticas públicas integradas,
que envolvem saúde, educação, assistência social, cultura, esporte, proteção e
participação. Com ele, fortalecemos o cuidado, a proteção e o desenvolvimento
integral das nossas crianças.
Agradeço a todas as equipes envolvidas na construção deste plano:
servidores públicos, conselhos municipais, instituições parceiras, famílias e,
especialmente, os profissionais que atuam diretamente com a infância. Seu
trabalho e dedicação são fundamentais para transformar boas intenções em ações
concretas.
Vamos juntos garantir que cada criança do nosso município tenha acesso a
direitos, oportunidades e um começo de vida digno e cheio de possibilidades.
Porque cuidar da infância é cuidar do nosso futuro.
José Silvino Zaniboni Júnior
Prefeito Municipal de Gália
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MENSAGEM DA SECRETÁRIA
É com grande alegria e senso de
responsabilidade que apresentamos o Plano
Municipal pela Primeira Infância, um
documento construído com diálogo, escuta
ativa e o firme compromisso de garantir os
direitos das crianças em seus primeiros anos
de vida.
Sabemos que os primeiros anos são
fundamentais para o desenvolvimento pleno
dos indivíduos. É nessa fase que se
constroem as bases cognitivas, emocionais e
sociais que acompanharão cada criança ao
longo da vida. Por isso, investir na primeira
infância é mais do que uma política pública eficaz, é uma escolha ética, estratégica
e transformadora.
A Secretaria Municipal de Educação tem orgulho de fazer parte deste
processo, que une esforços intersetoriais para assegurar que cada criança do
nosso município tenha acesso à educação de qualidade, à saúde, ao cuidado, à
proteção e às oportunidades de brincar, aprender e se desenvolver plenamente.
Este plano é fruto de um trabalho coletivo, que envolveu profissionais da
educação, saúde, assistência social, cultura, organizações da sociedade civil,
famílias e, acima de tudo, um olhar atento para as vozes das próprias crianças. Ele
representa o compromisso do nosso município com um futuro mais justo, humano
e inclusivo, começando desde os primeiros passos.
Seguiremos firmes na missão de transformar a realidade das nossas
crianças, com políticas públicas integradas, planejamento responsável e uma
gestão sensível às necessidades da infância.
Com gratidão a todos os envolvidos e esperança no que podemos construir
juntos.
Patrícia Fernanda Boaro
Secretária Municipal de Educação de Gália
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MENSAGEM DA COMISSÃO MUNICIPAL
A construção do
Plano Municipal da Primeira
Infância do Município de
Gália é fruto de um trabalho
coletivo, fundamentado na
escuta, no diálogo e no
compromisso com a garantia
dos direitos das crianças em
seus primeiros anos de vida.
Ao longo deste
processo, reunimos
representantes de diversas
secretarias, conselhos,
instituições da sociedade civil e, principalmente, ouvimos profissionais que
atuam na ponta e as próprias famílias. Nosso objetivo foi construir um plano
realista, integrado e comprometido com o desenvolvimento integral infantil,
respeitando as especificidades do nosso território.
A primeira infância é um tempo que não volta. Por isso, é essencial
que o município se organize, planeje e atue de forma intersetorial, priorizando
ações que promovam o bem-estar, a proteção, o aprendizado e o cuidado
desde o início da vida. Este plano representa esse compromisso coletivo e é
um marco para a formulação e a execução de políticas públicas mais justas,
eficientes e humanas.
Agradecemos a todos que contribuíram com ideias, experiências e
dedicação durante a elaboração deste plano. Que ele seja um instrumento
vivo, capaz de orientar ações concretas, fortalecer redes de proteção e
transformar, de fato, a vida das nossas crianças.
Seguimos juntos, por uma infância respeitada, protegida e valorizada.
Comissão Intersetorial de Elaboração do Plano Municipal da Primeira
Infância do Município de Gália (2025 a 2035)
P á g i n a | 13
A INFÂNCIA COMO CENTRO DAS PRIORIDADES
Depois de tantos anos dedicados à sala
de aula, tenho a certeza de que tudo começa na
infância. Foi com os pequenos que aprendi que
os primeiros anos de vida não são apenas uma
fase, são o alicerce de tudo o que vem depois.
Por isso, ver o nascimento do Plano
Municipal da Primeira Infância do Município
de Gália, me enche de esperança. Este plano
representa um olhar sensível, responsável e
comprometido com nossas crianças. Ele
mostra que o nosso município está disposto a
colocar a infância onde ela sempre deveria
estar: no centro das prioridades.
A primeira infância é o tempo em que
a criança precisa ser acolhida, estimulada,
protegida e amada. É quando o cérebro se desenvolve com mais intensidade, quando os
vínculos são formados e quando cada experiência deixa marcas profundas e duradouras.
Investir nesse período é garantir cidadãos mais conscientes, saudáveis e preparados para
o futuro.
Investir na primeira infância é investir no futuro de nossas crianças. Somente
assim podemos garantir um futuro melhor e mais justo para as gerações futuras. As
experiências da criança nessa fase têm um impacto duradouro em sua vida, pois é durante
a primeira infância, que os fundamentos são construídos para a saúde, aprendizado,
comportamento e bem-estar ao longo de sua vida, sendo a fase mais decisiva para o
desenvolvimento integral do ser humano.
Fico feliz em saber que, mesmo fora da sala de aula, ainda posso testemunhar esse
passo tão importante. A construção desse plano não é apenas uma conquista das políticas
públicas, e sim um gesto de cuidado com a vida, com a educação e com o futuro da nossa
cidade.
Que esse plano inspire ações concretas, colabore com a formação de redes de
apoio e, acima de tudo, ajude cada criança a ter uma infância digna, segura e feliz. Com
carinho e esperança, eu, Maria José Marques Ramos Ruza, Professora aposentada da rede
municipal de ensino da Prefeitura Municipal de Gália deixo esta mensagem em nome de
todos que contribuem e que contribuíram com a primeira infância
Maria José Marques Ramos Ruza
Professora aposentada
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APRESENTAÇÃO
O Plano Municipal pela Primeira Infância de Gália é, antes de tudo, um gesto
coletivo de escuta, cuidado e compromisso com as crianças que vivem e crescem
neste território. Mais do que um documento administrativo, ele é uma carta viva de
intenções e ações que coloca a criança no centro das decisões políticas, sociais e
humanas, reconhecendo-a como sujeito pleno de direitos. Cada parte deste plano
foi tecida com o olhar atento de diferentes setores da gestão pública, dos
conselhos municipais, da sociedade civil e, sobretudo, com a participação ativa
das crianças, verdadeiras protagonistas de suas histórias e vozes legítimas na
construção do futuro que desejamos.
As páginas deste documento iniciam-se com o delineamento dos
fundamentos que justificam e embasam a criação deste plano. A Introdução
reforça a afirmação, de forma clara, que cuidar da primeira infância é plantar as
sementes de uma cidade mais justa, acolhedora e equitativa.
Em seguida, o plano convida o leitor a conhecer um pouco mais sobre a
trajetória do município, em que são recuperadas as origens, os processos de
transformação e as singularidades que moldaram a cidade ao longo do tempo.
Complementarmente, o documento apresenta um retrato atual da cidade, sua
população, seus equipamentos públicos, sua rede de serviços e os desafios que
marcam o cotidiano de quem vive em Gália. Esse panorama e caracterização do
território são essenciais para compreender o território em que o plano se inscreve
e atua.
A seguir, são apresentados os Princípios e Diretrizes que sustentam toda a
concepção do Plano. Os princípios funcionam como faróis éticos e políticos. Entre
eles, estão a compreensão da criança como sujeito único e de direitos, o respeito à
diversidade e inclusão, o compromisso com a integralidade e prioridade absoluta
da criança, a valorização da integração entre políticas públicas, o incentivo à
participação e controle social, a atenção especial às situações de vulnerabilidade
e o reconhecimento dos deveres compartilhados entre a família, o Estado e a
sociedade. Já as diretrizes, subdivididas em políticas e técnicas, orientam a
implementação de ações intersetoriais, coerentes, viáveis e ajustadas à realidade
do município.
O diagnóstico do documento, intitulado Cenário da Primeira Infância em
Gália constitui o coração do plano, pois é por meio dos dados, análises e escutas,
que foi possível revelar as condições de vida das crianças na cidade em áreas
fundamentais: saúde, nutrição adequada, segurança e proteção, educação infantil,
meio ambiente e agricultura, esporte, cultura e desenvolvimento econômico. Cada
indicador apresentado aponta não só os desafios, mas também as potências e as
oportunidades de transformação.
Uma das seções mais delicadas e simbólicas é o Processo de Escuta das
Crianças. Foi a partir das falas, dos desenhos, dos olhares e das brincadeiras das
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crianças que se fortaleceu a convicção de que elas não apenas inspiram, mas
também orientam as políticas públicas que lhes dizem respeito. Ouvi-las é e
sempre será um ato de reconhecimento e de respeito por sua cidadania desde o
início da vida.
Com base nesse diagnóstico, são definidos os Eixos, Metas e Estratégias que
orientarão o município pelos próximos dez anos. Os nove eixos estruturam o plano
em torno dos direitos fundamentais da infância:
• Eixo I: A criança e a saúde – pelo acesso universal e integral a cuidados
físicos e emocionais;
• Eixo II: Educação Infantil – como direito e espaço formador desde os
primeiros anos;
• Eixo III: A criança e o direito de brincar – reconhecendo o brincar como
linguagem e aprendizagem;
• Eixo IV: A família e a comunidade da criança – pelo fortalecimento de
vínculos e redes de apoio;
• Eixo V: A criança e o espaço – garantindo ambientes seguros, estimulantes e
acessíveis;
• Eixo VI: Enfrentamento da violência contra a criança – como urgência ética e
social;
• Eixo VII: A criança e o consumismo – promovendo uma infância protegida da
lógica mercantil;
• Eixo VIII: A criança, o esporte e a cultura – como experiências de expressão,
pertencimento e identidade;
• Eixo IX: A criança, a diversidade e a inclusão – assegurando que nenhuma
criança fique para trás.
Por fim, o plano versa sobre o processo de Monitoramento e Avaliação, etapa
essencial para garantir que as ações não se percam no papel. Nesta parte são
traçados os caminhos para acompanhar, reavaliar e ajustar as metas ao longo do
tempo, assegurando que o plano seja dinâmico, coerente e alinhado às
transformações da realidade local.
O Plano Municipal pela Primeira Infância de Gália é, assim, uma construção
coletiva, um pacto entre gerações, um convite à ação comprometida com as
infâncias reais e diversas que habitam nossa cidade. Que ele não seja apenas um
guia institucional, mas uma inspiração para todos aqueles que acreditam que
cuidar da criança é cuidar de todo o país.
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1. Introdução..........................................................................................................18
2. Breve histórico de Gália.....................................................................................19
2.1. Caracterização do município............................................................................20
3. Princípios e diretrizes ……………………………........................………………..28
3.1.1. A Criança como sujeito único e de direitos....................................................29
3.1.2. Diversidade e inclusão...................................................................................30
3.1.3. Integralidade e prioridade absoluta da criança..............................................31
3.1.4. Integração e sinergia das ações....................................................................32
3.1.5. Participação e controle social........................................................................33
3.1.6. A criança e as vulnerabilidades.....................................................................34
3.1.7. Deveres da família, do Estado e da Sociedade............................................35
3.2. Diretrizes...........................................................................................................36
3.2.1. Diretrizes Políticas.........................................................................................36
3.2.2. Diretrizes Técnicas........................................................................................37
4. Cenário da primeira infância em Gália......................................………………...39
4.1. A Criança e a Saúde.........................................................................................42
4.2. Nutrição Adequada...........................................................................................57
4.3. Segurança e Proteção......................................................................................64
4.4. Educação Infantil..............................................................................................78
4.5. Meio Ambiente e Agricultura...........................................................................105
4.6. A Criança e o Esporte.....................................................................................114
4.7. Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico....120
5. Processo de Escuta das Crianças...................................................................125
6. Eixos, metas e estratégias...............................................................................130
6.1. Eixo I: A criança e a saúde.............................................................................131
6.2. Eixo II: Educação Infantil................................................................................140
6.3. Eixo III: A criança e o direito de brincar...........................................................145
6.4. Eixo IV: A família e a comunidade da criança.................................................148
6.5. Eixo V: A criança e o espaço..........................................................................155
6.6. Eixo VI: Enfrentamento da violência contra a crianças......................….........160
6.7. Eixo VII: A criança e o consumismo…………………………............................162
6.8. Eixo VIII: A criança, o esporte, a cultura……...…………….................…........165
6.9. Eixo IX: A criança, a diversidade e inclusão...…………..................................168
7. Monitoramento e avaliação...............................................................................171
8. Referências......................................................................................................172
9. Anexos.............................................................................................................175
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INTRODUÇÃO
O Plano Municipal pela Primeira Infância de Gália nasce do compromisso
coletivo de cuidar, proteger e promover os direitos das crianças pequenas,
reconhecendo que os primeiros anos de vida são decisivos para a formação de
cada ser humano. Mais do que um documento técnico, este plano é uma carta de
intenções e ações construída com escuta, diálogo e sensibilidade. Ele carrega em
suas páginas o olhar atento de quem compreende que investir na primeira infância
é garantir um presente e um futuro mais justo, mais humano e mais solidário para
todos.
Fruto de um processo participativo e intersetorial, o plano foi gestado por
diferentes mãos: gestoras e gestores públicos, profissionais das áreas da saúde,
educação, assistência social, cultura, esporte e urbanismo, conselhos municipais,
representantes da sociedade civil e, sobretudo, pelas próprias crianças, sujeitos
protagonistas desta história, que, por meio de desenhos, falas e gestos,
expressaram o que vivem, sentem e sonham. Afinal, este plano é delas e para elas.
A construção do diagnóstico foi um dos pontos centrais e iniciais deste
processo. A comissão responsável pela elaboração deste PMPI dedicou-se à
escuta e ao olhar sobre as potencialidades e fragilidades, sonhos e possibilidades.
Ela refletiu sobre os serviços às crianças e suas famílias, recolheu dados, histórias
e realidades que compõem o mosaico da infância em Gália. Esses elementos
permitiram uma leitura sensível e aprofundada das condições em que vivem as
crianças, e deram sustentação concreta às decisões que orientam este plano.
A partir desse retrato coletivo, foram estabelecidas metas e ações a serem
perseguidas ao longo dos próximos dez anos, com a clareza de que as
transformações sociais exigem continuidade, compromisso e o envolvimento
permanente de todos. Cada meta traçada, cada estratégia delineada, tem como
horizonte a promoção de uma infância plena, segura, amorosa e cheia de
possibilidades.
Este plano, portanto, representa mais do que uma política pública: é uma
declaração de afeto e responsabilidade com o bem viver das crianças. Um convite
à ação coordenada, à gestão integrada e à escuta constante da infância em suas
múltiplas vozes. Que ele seja, nos próximos anos, um instrumento vivo, guiando
decisões, inspirando práticas e promovendo o fortalecimento de uma rede de
cuidado que começa desde o nascimento e se estende por toda a vida.
Gália firma, com este documento, um pacto de esperança. Esperança que
brinca, que corre, que aprende, que sonha e que, desde cedo, tem o direito de ser
feliz.
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BREVE HISTÓRICO DE GÁLIA
Fundada em 14 de abril de 1928,
o povoamento da região onde hoje o
município se localiza teve início em 1906,
quando o primeiro engenho de cana-deaçúcar foi instalado por Bernardo José dos
Santos e sua família, precisamente nas
terras localizadas entre as nascentes
do rio Feio e do Peixe.
Logo em seguida, os
coronéis Galdino Manoel Ribeiro, Pedro
Alves Pacheco e Eduardo de Souza Porto,
além de Manoel Laureano Ribeiro, entre outros, iniciaram um povoado às margens
do Ribeirão das Antas, dividindo os primeiros lotes e fazendo o traçado das ruas. Em 25 de
março de 1925 foi fundado o povoado de São José das Antas, pelo Cel. Galdino Manoel
Ribeiro.
Com a chegada da estrada de ferro pertencente à Companhia Paulista de Estradas
de Ferro, foi instalada uma estação denominada Gália, em homenagem ao antigo nome do
território francês. Em setembro de 1926, passou a ser distrito do município de Duartina
com a denominação de Anta.
Em 20 de Dezembro de 1927, foi desmembrada de Duartina, passando a se chamar
Gália, e em 14 de abril de 1928 foi oficialmente constituído Distrito Sede. Não se sabe ao
certo quando a denominação de "Gália" mudou para "Gália"; muito provavelmente, no
acordo ortográfico.
Além do distrito homônimo, o município de Gália era composto também pelo
distrito de Fernão (anteriormente
chamado de Fernão Dias) até 1995,
quando este e desmembrou, passando a
constituir Distrito Sede do recém
emancipado município de Fernão.
Localiza-se a
uma latitude 22º17'29" sul e a
uma longitude 49º33'10" oeste, estando a
uma altitude de 561 metros.
Faz divisa ao norte com Presidente
Alves e Avaí, ao sul
com Alvinlândia e Ubirajara, a leste
com Duartina, Lucianópolis e Fernão, e a
oeste com Garça.
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CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
POPULAÇÃO
Em 2022, a população era de 6.380 habitantes e a densidade demográfica
era de 17,93 habitantes por quilômetro quadrado.
GRÁFICO 1: População por idade e sexo (2022)
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://censo2022.seade.gov.br/populacao-poridade-e-sexo/ Acesso: 7/4/2025
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Quando consultada por grupos de idade, comparando o contingente
populacional nos anos de 2010 e 2022, o cenário assim apresenta:
GRÁFICO 2: População por grupo de idade (2010 - 2022)
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://censo2022.seade.gov.br/populacao-por-idade-esexo/ Acesso: 7/4/2025
TABELA 1: População por cor ou raça
Município Preta Parda Branca Amarela Indígena Total
Gália 396 2.327 3.589 65 3 6.380
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://censo2022.seade.gov.br/populacao-por-cor-ouraca/ Acesso: 7/4/2025
Observa-se que a população galiense é predominantemente branca (3.589
habitantes), seguida da população parda (2.327 habitantes) e, no outro extremo,
apresentava, em 2022, 3 indígenas. Vale destacar que se definiu como indígena a
pessoa residente em localidades indígenas que se declarou indígena pelo quesito
de cor ou raça ou pelo que se considera indígena.
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TRABALHO E RENDIMENTO
QUADRO 1: Salário Médio dos trabalhadores formais (2022)
Fonte: IBGE Cidades.
Em 2022, o salário médio mensal dos trabalhadores formais em Gália foi
equivalente a 1,8 salários-mínimos. Este valor situa o município:
• Na posição 3.412ª entre os 5.571 municípios do Brasil;
• Na 577ª posição entre os 645 municípios paulistas;
• E na 17ª colocação entre 18 municípios da sua região geográfica imediata.
Esses dados indicam que Gália possui um rendimento médio abaixo da média
nacional e estadual, bem como da sua própria região imediata. Isso pode refletir
uma economia voltada a setores com menor valor agregado ou menor qualificação
exigida, como agropecuária e pequenas indústrias, que, embora relevantes, não
oferecem salários tão altos quanto os setores mais especializados.
QUADRO 2: Pessoal Ocupado (2022)
Fonte: IBGE Cidades.
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Apesar da baixa média salarial, o município apresentou um número
considerável de trabalhadores formais: 1.879 pessoas ocupadas formalmente em
2022. Neste quesito, Gália aparece:
• Na posição 2.547ª no Brasil;
• Na 454ª posição no Estado de São Paulo;
• E na 6ª colocação entre os 18 municípios da sua região.
Esse desempenho mostra que, mesmo com salários mais baixos, o nível de
formalização do emprego em Gália é relativamente significativo na sua região
imediata, apontando para uma estrutura econômica funcional, com geração de
empregos formais e presença de atividades econômicas regulares.
GRÁFICO 3: Valor de Transformação Industrial por setor de atividade (2021)
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/economia/ Acesso:
2/4/2025
GRÁFICO 4: Produção agropecuária-2023 e rebanho-2023
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/economia/ Acesso:
2/4/2025
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Com base no gráfico, é possível traçar um panorama representativo da
economia do município, destacando a relevância dos setores industrial,
agropecuário e pecuário no desenvolvimento local.
No que se refere à transformação industrial, os dados de 2021 evidenciam a
predominância de dois setores: borracha e material plástico, responsável por
56,6% do valor gerado, e produtos alimentícios, com 43,4%. Essa configuração
indica uma economia local que, embora diversificada, está fortemente ancorada
em atividades industriais com destaque para a transformação de insumos agrícolas
e a manufatura de materiais derivados de polímeros.
Em 2023, a produção agropecuária foi fortemente liderada pela extração de
madeira em tora de eucalipto, que representou 55,2% da produção rural, seguida
pela produção de papel e celulose (18,4%) e do café arábica em grão (14,2%). Estes
dados apontam para uma vocação agroindustrial voltada tanto ao setor florestal
quanto à cafeicultura, áreas que historicamente têm se mostrado relevantes no
interior paulista.
O rebanho de Gália em 2023 revela o predomínio da bovinocultura, que
representa 95,4% do total, sinalizando uma forte dependência da pecuária de corte
ou leiteira para a economia local. Os demais rebanhos - equino (2,4%), bubalino
(1,0%), ovino (0,8%), caprino (0,2%) e suíno (0,2%) - possuem participação
marginal.
TABELA 2: Distribuição do valor adicionado por setor (2021)
SETOR VALOR PERCENTUAL
Agropecuária $50.283.365 30,8%
Indústria $11.685.908 7,2%
Serviços gerais $67.199.592 41,2%
Serviços de administração pública $33.852.374 20,8%
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/economia/ Acesso:
7/4/2025
No âmbito de emprego, enquanto no Estado de São Paulo, em 2023, havia
um total de 15.318.750 empregos formais, computando um salário médio de R$
4.512,00, o município de Gália contabilizava 1.545 empregos formais, sob um
salário médio de R$ 2.636.
Quando analisamos a distribuição dos salários de acordo com a grau de
escolaridade, deparamos com o seguinte cenário
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QUADRO 3: Distribuição dos salários por grau de escolaridade (2022)
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/emprego/ Acesso:
7/4/2025
EDUCAÇÃO
Em 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade era de 97%. Em
relação ao IDEB, no ano de 2023, o IDEB atingido pelos anos iniciais do ensino
fundamental foi 6, enquanto a média paulista foi 6,2.
QUADRO 4: Evolução do IDEB (Estado - Município) Anos Iniciais do Ensino
Fundamental - 2019 a 2023
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/educacao/ Acesso:
2/4/2025
QUADRO 5: Evolução do IDEB (Estado - Município) Anos Finais do Ensino
Fundamental - 2019 a 2023
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/educacao/ Acesso:
2/4/2025
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QUADRO 6: Evolução do IDEB (Estado - Município) Ensino Médio - 2019 a 2023
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/educacao/ Acesso:
2/4/2025
GRÁFICO 5: Matrículas por Rede de Ensino (2023)
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/educacao/ Acesso:
7/4/2025
TABELA 3: Taxas de rendimento (2023)
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/educacao/ Acesso:
2/4/2025
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SAÚDE
Em 2022, a população era de 6.380 habitantes e a densidade demográfica
era de 17,93 habitantes por quilômetro quadrado. Ainda no âmbito da SAÚDE, os
números e indicadores ora apresentados se referem ao número de
estabelecimentos, quantidade de médicos por especialidade, percentuais do
quadro vacinal infantil, frequência de gestantes de consulta de pré-natal e quadro
de gravidez precoce
TABELA 4: Número de estabelecimentos de saúde (2023)
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/saude/ Acesso: 7/4/2025
TABELA 5: Médicos por especialidade (2023)
Fonte: Fundação SEADE. Disponível em https://municipios.seade.gov.br/saude/ Acesso:
7/4/2025
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PRINCÍPIOS
A criança como sujeito único e de direitos
A criança é reconhecida, no âmbito
jurídico e social, como sujeito de direitos,
dotada de especificidades relacionadas à sua
condição peculiar de desenvolvimento e
vulnerabilidade. Esse reconhecimento está
fundamentado em diversos instrumentos
normativos, tanto no plano internacional
quanto nacional, que visam assegurar a
proteção integral da infância e garantir o pleno
exercício de seus direitos fundamentais.
A Convenção sobre os Direitos da
Criança, adotada pela Organização das
Nações Unidas (ONU) em 1989, representa o
principal marco internacional no tocante à
defesa dos direitos infantojuvenis. Esse documento consagra a criança como um
ser humano pleno de direitos, independente de raça, religião, origem étnica, gênero
ou qualquer outra condição. A convenção assegura direitos civis, políticos,
econômicos, sociais e culturais, além de reconhecer a necessidade de proteção
especial, considerando as vulnerabilidades inerentes à infância.
Entre os direitos consagrados por esse tratado internacional, destacam-se
aqueles que garantem à criança o direito à vida, à sobrevivência e ao
desenvolvimento integral; o direito à não discriminação; o direito à participação e à
livre expressão de opiniões; o direito à saúde, à educação e ao lazer, bem como a
proteção contra toda forma de violência, exploração, negligência e abuso.
No contexto brasileiro, a proteção da criança é assegurada por meio do
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei nº 8.069/1990. Essa
legislação traduz, para o ordenamento jurídico nacional, os princípios da
Convenção Internacional, regulamentando mecanismos de garantia e
responsabilização em casos de violação de direitos, além de estabelecer diretrizes
para a formulação de políticas públicas voltadas à infância.
Assim, compreende-se que a criança não deve ser vista apenas como objeto
de cuidado e tutela, mas como sujeito de direitos plenos, cuja dignidade e
protagonismo devem ser respeitados. Tal perspectiva reforça a importância de se
assegurar condições adequadas para o seu desenvolvimento integral, garantindolhe voz nas decisões que impactam sua vida e protegendo-a de qualquer forma de
negligência, violência ou discriminação.
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Diversidade e inclusão
A diversidade e a inclusão são
conceitos fundamentais quando se
trata da infância. Reconhecer e
valorizar a diversidade nas
experiências, identidades e
características das crianças é
essencial para promover um ambiente
inclusivo e respeitoso.
A diversidade na infância
abrange diversos aspectos, como a
origem étnica, a cultura, a religião, a
linguagem, a orientação sexual, a
condição socioeconômica, a deficiência, entre outros. Cada criança é única e traz
consigo uma combinação desses elementos, que influenciam sua identidade e
perspectiva de mundo.
Promover a inclusão na infância significa criar espaços e oportunidades para
que todas as crianças se sintam acolhidas, respeitadas e valorizadas em suas
diferenças. Isso envolve eliminar barreiras e preconceitos, garantindo que todas as
crianças tenham acesso igualitário à educação, saúde, lazer, participação social e
proteção.
A educação desempenha um papel fundamental na promoção da
diversidade e da inclusão na infância. As escolas e os educadores têm a
responsabilidade de criar ambientes inclusivos, nos quais as crianças aprendam
sobre as diferenças de forma positiva e respeitosa, desenvolvendo empatia,
tolerância e valorização da diversidade. Além disso, é importante que os adultos,
como pais, cuidadores e profissionais da área da saúde, estejam conscientes da
importância da diversidade e da inclusão, promovendo um ambiente familiar e
social que respeite e valorize as diferenças.
A diversidade e a inclusão na infância não apenas contribuem para o
desenvolvimento saudável e pleno de cada criança, mas também para a
construção de uma sociedade mais justa, equitativa e respeitosa, na qual todas as
pessoas possam viver e conviver de forma harmoniosa, independentemente de
suas diferenças
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Integralidade e prioridade absoluta da
criança
A diversidade e a inclusão constituem
pilares essenciais para a construção de uma
infância saudável, equitativa e respeitosa.
Reconhecer e valorizar as múltiplas
identidades, experiências e características
que compõem o universo infantil é condição
indispensável para a promoção de um
ambiente verdadeiramente inclusivo, onde
todas as crianças tenham assegurado o
direito de existir com dignidade, liberdade e respeito às suas particularidades.
A diversidade manifesta-se, na infância, por meio de múltiplos aspectos,
como a origem étnica e cultural, a religião, a língua materna, a condição
socioeconômica, as deficiências, as identidades de gênero e outras dimensões que
conformam a identidade de cada criança. Considerar essas diferenças como
riquezas e não como obstáculos é o primeiro passo para fomentar uma sociedade
que respeita a pluralidade humana desde os seus primeiros anos.
A promoção da inclusão, por sua vez, exige a criação de contextos sociais,
educacionais e familiares que garantam às crianças o acolhimento, o respeito e o
reconhecimento de suas singularidades. Isso pressupõe a superação de barreiras
físicas, atitudinais e institucionais que limitam o acesso igualitário a direitos
fundamentais, como educação, saúde, lazer, participação social e proteção contra
qualquer forma de discriminação.
A escola, enquanto espaço privilegiado de convivência e aprendizagem,
desempenha um papel central nesse processo. Cabe aos educadores o
compromisso de construir práticas pedagógicas que celebrem as diferenças,
fomentem o diálogo e cultivem valores como empatia, solidariedade e tolerância.
A educação inclusiva, portanto, deve ir além da adaptação de estruturas e
conteúdos, buscando promover uma cultura de pertencimento e respeito mútuo.
Da mesma forma, famílias, profissionais da saúde e demais agentes sociais têm a
responsabilidade de contribuir para ambientes em que a diversidade seja
reconhecida e promovida como valor essencial à convivência humana.
Promover a diversidade e a inclusão na infância não é apenas garantir
direitos básicos, mas contribuir efetivamente para o desenvolvimento integral da
criança e para a formação de uma sociedade mais justa, democrática e acolhedora.
Ao respeitar e valorizar as diferenças desde a infância, prepara-se o caminho para
uma convivência social baseada no reconhecimento mútuo, na equidade e no
compromisso coletivo com a dignidade de todos.
P á g i n a | 32
Integração e sinergia das ações
A integração e a
sinergia das ações no
âmbito das políticas
públicas constituem
elementos essenciais para
a promoção de resultados
mais eficazes, sustentáveis
e abrangentes. Estes
princípios implicam a
articulação coordenada
entre diferentes programas,
setores e instâncias
governamentais, com o
objetivo de potencializar
recursos, evitar a duplicação de esforços e gerar impactos positivos de forma mais
ampla e consistente na vida da população.
A integração, nesse contexto, refere-se ao trabalho conjunto entre as
diversas áreas de atuação do Estado no planejamento e execução de políticas
públicas. Tal articulação possibilita a construção de respostas mais completas aos
desafios sociais, ao passo que rompe com a lógica fragmentada e setorial que
frequentemente limita a eficácia das ações públicas. Por meio da integração,
informações, responsabilidades e recursos são compartilhados, promovendo a
complementaridade e a coerência na oferta de serviços, especialmente nos
territórios mais vulneráveis.
A sinergia, por sua vez, representa o fortalecimento mútuo entre diferentes
iniciativas, fundamentando-se na colaboração entre atores e instituições que, ao
unirem suas competências, experiências e estratégias, conseguem alcançar
resultados superiores àqueles que seriam possíveis de forma isolada. Essa
complementaridade não apenas amplia o alcance das ações, como também
assegura maior profundidade e qualidade nas intervenções, favorecendo a
construção de soluções mais inovadoras e duradouras.
P á g i n a | 33
Participação e controle social
A participação e o controle
social constituem pilares
fundamentais para o
fortalecimento da democracia e
para a construção de políticas
públicas mais sensíveis, eficazes e
representativas das reais
necessidades da população,
inclusive das crianças. Esses
princípios pressupõem o
engajamento ativo dos cidadãos em todas as etapas do ciclo das políticas públicas,
compreendidas desde sua formulação até a implementação, monitoramento e
avaliação, assegurando, assim, uma gestão pública mais transparente, responsiva
e legitimada pelo diálogo com a sociedade.
A participação cidadã, nesse contexto, deve ser compreendida como um
direito inalienável e uma oportunidade concreta de influenciar decisões que afetam
diretamente a vida coletiva. No âmbito das políticas públicas, tal participação
implica a inclusão das vozes das crianças, de suas famílias e dos diversos atores
sociais envolvidos, reconhecendo-lhes a capacidade de contribuir de maneira
qualificada para o debate público. Essa participação pode se manifestar por meio
de diversos instrumentos democráticos, como consultas públicas, fóruns
temáticos, audiências, conselhos deliberativos e comitês de gestão
compartilhada, entre outros mecanismos que garantam a escuta ativa e a
intervenção significativa da sociedade civil.
O controle social, por sua vez, refere-se ao exercício da cidadania em sua
dimensão fiscalizadora e propositiva, traduzindo-se na vigilância atenta e
permanente sobre a condução das políticas públicas. Trata-se de um instrumento
por meio do qual a sociedade civil acompanha a implementação das ações
governamentais, analisa sua eficácia, identifica falhas e lacunas, e exige
transparência, ética e prestação de contas por parte dos gestores públicos.
No que se refere às políticas públicas voltadas à infância, a promoção da
participação e do controle social reveste-se de especial relevância. As crianças,
embora historicamente invisibilizadas nos processos decisórios, são diretamente
impactadas pelas medidas adotadas pelo poder público. Por isso, é fundamental
assegurar que elas sejam ouvidas de maneira apropriada, respeitando suas
especificidades e promovendo espaços em que suas experiências, opiniões e
necessidades sejam consideradas de forma legítima. Ao mesmo tempo, a
sociedade deve exercer seu papel de guardiã dos direitos da infância,
acompanhando atentamente a aplicação das políticas e denunciando eventuais
violações.
P á g i n a | 34
A criança e as vulnerabilidades
As crianças estão especialmente
sujeitas a vulnerabilidades sociais devido à
sua dependência e imaturidade. Existem
diversos fatores que podem contribuir para a
vulnerabilidade das crianças, tais como:
Pobreza: A pobreza é uma das
principais causas de vulnerabilidade social
infantil. A falta de recursos financeiros
adequados pode afetar negativamente o
acesso a necessidades básicas, como
alimentação, moradia, saúde e educação.
Violência e abuso: As crianças estão
vulneráveis a várias formas de violência, incluindo violência doméstica, abuso
sexual, bullying e negligência. Essas experiências podem ter efeitos duradouros no
desenvolvimento físico, emocional e psicológico das crianças.
Abandono e negligência: Crianças que são abandonadas ou
negligenciadas pelos cuidadores podem enfrentar dificuldades significativas. A
falta de atenção, cuidado e apoio emocional pode levar a problemas de saúde,
atrasos no desenvolvimento e dificuldades de aprendizagem.
Falta de acesso à educação: A falta de acesso à educação de qualidade
pode aumentar a vulnerabilidade das crianças. A educação desempenha um papel
fundamental no desenvolvimento cognitivo, social e emocional, além de fornecer
oportunidades futuras.
Discriminação e marginalização: Crianças pertencentes a grupos
minoritários étnicos, religiosos ou culturais podem enfrentar discriminação e
marginalização, o que pode limitar suas oportunidades e afetar sua autoestima e
identidade.
É essencial que as políticas públicas e a sociedade em geral estejam atentas
a essas vulnerabilidades e trabalhem para proteger e apoiar as crianças em
situação de risco. Isso pode envolver a implementação de programas de combate
à pobreza, o fortalecimento dos sistemas de proteção à infância, a promoção de
ambientes seguros e saudáveis, o acesso equitativo a serviços básicos, a
sensibilização e a educação sobre direitos infantis, entre outras medidas.
P á g i n a | 35
Deveres da família, do Estado e da Sociedade
A Constituição Federal do
Brasil estabelece que a proteção e
o desenvolvimento das crianças
são responsabilidades
compartilhadas entre a família, a
sociedade e o Estado. Ela define
princípios fundamentais que
orientam as ações voltadas à
infância, reforçando o
compromisso coletivo com a
garantia de seus direitos.
O artigo 227 destaca a
família como o núcleo central de
cuidado, atribuindo a ela, à
sociedade e ao Estado o dever de assegurar, com absoluta prioridade, direitos
como vida, saúde, educação, lazer, convivência familiar e proteção contra qualquer
forma de violência ou negligência.
A sociedade é chamada a colaborar ativamente, apoiando políticas
públicas, fortalecendo redes de proteção e promovendo o respeito à infância. Seu
papel é vigiar, cobrar e participar da garantia desses direitos.
Já o Estado deve implementar e manter políticas eficazes nas áreas da
educação, saúde, assistência social e proteção, assegurando recursos e serviços
que favoreçam o pleno desenvolvimento infantil.
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DIRETRIZES
DIRETRIZES POLÍTICAS
• Prioridade absoluta na Lei de Diretrizes Orçamentárias LDO, na Lei Orçamentária
Anual – LOA e no Plano Plurianual – PPA
A determinação constitucional e a opção política de situar a criança
(como também o adolescente) no topo das prioridades do Estado
acarretam a obrigação de incluir e manter, na LDO e no PPA, as
determinações para que os orçamentos anuais assegurem os meios
financeiros para que essa prioridade seja efetivada na prática. As
crianças estão nos nossos corações, nas leis, nos discursos e até
nas políticas sociais, mas se não estiverem nos orçamentos, suas
vozes ecoarão no vazio e os esforços dos gestores, dos profissionais
e de quem mais se engaja no atendimento das crianças serão
minguados. (Brasil, PNPI, p. 30, 2020)
• Articulação e complementação com o Plano Nacional
Cada esfera elabora seu Plano adequado à sua realidade local,
tendo o nacional como fonte e referência. Dessa maneira, todos
estarão articulados e se complementando no mapa do País. (Brasil,
PNPI, p. 30, 2020)
• Perspectiva de ações ao longo dos anos
É preciso persistir por vários anos nos objetivos e nas metas para
garantir condições dignas de vida e promotoras do desenvolvimento
pleno a todas as crianças brasileiras. São muitas as crianças, são
muitos os problemas e só a continuidade por vários anos, em busca
dos objetivos, poderá mudar o quadro de agruras em que grande
parte das crianças está mergulhada. A soma deste PNPI, iniciado em
2010, com os planos estaduais, o plano distrital e os planos
municipais, com vigor até 2030, certamente porá a primeira infância
brasileira num patamar de vida e de desenvolvimento condizente
com a condição que lhe é devida, de promoção integral de seus
direitos. (Brasil, PNPI, p. 30, 2020)
• Elaboração com a participação da sociedade e das crianças
Esse princípio é a aplicação do que determina o art. 227, § 7º,
combinado com o art. 204, inciso II, da Constituição Federal e os
artigos 4º, 7º e 12 da Lei nº 13.257, de 2016 (Marco Legal da Primeira
Infância). Daí advém sua qualidade técnica e sua legitimidade
social. (Brasil, PNPI, p. 31, 2020)
• Participação do Sistema de garantia dos Direitos da Criança e do adolescente
Os órgãos que compõem esse sistema vêm exercendo um papel
relevante, mais que isso, imprescindível na defesa e na garantia dos
direitos de cada criança e da infância como faixa etária específica.
Na medida em que cresce a articulação entre os setores do Poder
Executivo com o Judiciário e com os Conselhos de Direito da Criança
e do Adolescente, aumentam a eficiência e a eficácia das ações.
(Brasil, PNPI, p. 31, 2020)
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DIRETRIZES TÉCNICAS
• Integralidade do PMPI
Esta diretriz reafirma o compromisso de gestar um Plano que
abranja todos os direitos da criança no contexto familiar,
comunitário e institucional. As crianças não são fragmentadas e,
portanto, é fundamental garantir a inteireza do Plano que sinaliza a
disposição de diferentes representatividades da comunidade em
garantir o seu atendimento integralmente e de forma bem
articulada.
• Multisetorialidade das ações de modo integrado
Corresponde ao cuidado para que os projetos, programas e ações
definidos no conjunto de Metas e aquelas que, no decorrer dos
próximos dez anos, venham a ser inseridas no rol de necessidades
e demandas, sejam realizadas de forma integrada entre os
diferentes setores, órgãos colegiados, sociedade civil organizada,
administração pública e parceiros da primeira infância.
• Valorização dos processos que geram atitudes de defesa, proteção e de
promoção da criança
O município estabelece essa diretriz com o claro desejo de romper
com a cultura da institucionalização de crianças e ao
fortalecimento do paradigma da proteção integral e a garantia dos
vínculos familiares e comunitários preconizados pelo Estatuto da
Criança e do Adolescente. Para tanto, no processo de
implementação das políticas orientadas por este Plano não se
deve perder de vista a importância das ações transversais e
intersetoriais dentro do poder público e da articulação com a
sociedade.
• Valorização e qualificação dos profissionais
O lema posto é zelar por aqueles que cuidam, educam e buscam
continuamente a promoção dos direitos das crianças. Portanto, a
valorização profissional, o reconhecimento social e a formação
continuada de todos aqueles que atuam diretamente no cotidiano
das crianças, é de suma relevância para a consecução das Metas
estabelecidas neste Plano. Gália acredita que não há como
garantir a máxima qualidade de vida das crianças sem a garantia
de condições adequadas para aqueles profissionais que estão
engajados com os pequenos.
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• Valor atribuído à forma como se olha, escuta e atende a criança
A forma como profissionais, familiares, adultos escutam a criança
expressa o valor que se dá a ela, o respeito que se tem por ela, a
solidariedade e o compromisso com o seu desenvolvimento
saudável e integral. Por meio dessa escuta sempre ativa é possível
encorajá-la a compreender melhor o mundo que a cerca, atribuir
sentidos e significado ao que faz e é, estimular o desenvolvimento
das suas múltiplas linguagens, as interações sociais e o acesso ao
patrimônio cultural da humanidade. Importante destacar que as
crianças captam todas as mensagens transmitidas pelos
sentimentos e valores expressos pelos adultos durante as relações
interpessoais.
• Elaboração de políticas públicas com a participação da sociedade e das crianças
As cidades que desejam ver suas crianças protagonistas nos
processos de decisões por meio de uma escuta responsiva pelos
adultos do seu convívio, dão voz e vez às suas ideias e opiniões.
Esta diretriz eleva a criança à condição de partícipe de uma cidade
em construção. Da mesma forma, as governanças que
consideram a atuação dos órgãos colegiados e representativos
dos direitos das crianças ganham em qualidade e assertividade no
planejamento de suas políticas públicas.
• Foco nos resultados
Manter foco nos resultados almejados em cada uma das metas
apresentadas exige planejamento, articulação, investimento e
engajamento. Desta forma, a insistência e persistência dos
diferentes atores envolvidos serão fundamentais na execução e
êxito do Plano.
• Transparência, disponibilidade e divulgação dos dados coletados no
monitoramento e na avaliação do PMPI
Este documento prevê o processo de monitoramento e avaliação
do conjunto de metas e estratégias, dentro de períodos
específicos. Os dados, informações, notas técnicas, dificuldades
e novas necessidades que surgirem no passar dos anos servirão de
indicadores para o controle social da execução do Plano. Divulgar
os avanços que vão sendo obtidos contribuirá para o Plano ser
visto como instrumento de transformação das condições de vida e
de desenvolvimento das crianças do município e para que a
sociedade mantenha o interesse por ele, acompanhando a sua
execução e contribuindo para aprimorar a sua implementação.
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P á g i n a | 40
A elaboração deste Plano, que
estabelece um conjunto de metas a serem
alcançadas ao longo de um período de 10
anos, exigiu um esforço coletivo voltado à
compreensão profunda da realidade atual do
município. Apenas a partir de um retrato fiel
da situação que revele não apenas as
fragilidades, mas também as
potencialidades e possibilidades de
atendimento às crianças de 0 a 6 anos é que
se torna viável planejar, implantar e
implementar programas e projetos de forma
sistemática, coerente e fundamentada.
Com base nessa premissa, o Plano
apresenta uma sequência de gráficos e
tabelas que trazem à tona dados e indicadores relevantes, obtidos de fontes oficiais
especializadas na Primeira Infância e produzidos pelas Secretarias Municipais.
Esses dados foram cruciais para orientar o processo de planejamento, pois
oferecem uma visão ampla e integrada dos desafios enfrentados em diferentes
áreas da administração pública. Essa leitura panorâmica permite traçar metas e
estratégias de curto, médio e longo prazos, favorecendo uma articulação mais
eficaz das ações a serem desenvolvidas em cada setor.
Neste contexto, esta seção do documento tem como objetivo apresentar as
ações desenvolvidas no território local, com destaque para as áreas de Saúde,
Nutrição, Segurança e Proteção, Educação, Esportes, Meio Ambiente, além de
obras, infraestrutura e serviços públicos. Junto à descrição dos programas e
projetos – conforme foi possível levantar-se junto aos departamentos da
administração pública e aos órgãos colegiados – são apresentados também dados
e informações que enriquecem o diagnóstico e conferem maior precisão à análise
da realidade.
É importante ressaltar que, embora os temas estejam organizados
separadamente para facilitar a compreensão de suas especificidades e
atribuições, a leitura e aplicação deste Plano devem considerar uma perspectiva
intersetorial. Isso porque existe um entendimento consolidado de que as políticas
públicas voltadas à garantia dos direitos da criança, em suas múltiplas dimensões
de desenvolvimento, exigem esforços conjuntos não apenas entre os setores da
administração pública, mas também com o setor privado, com os entes federados
em regime de colaboração, com a sociedade civil e com os órgãos de controle
social.
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QUADRO 7: Número de crianças de 0 a 6 anos de idade (2022)
Fonte: IBGE – Censo demográfico (2022) / Organizado por Datapedia.info
Este quadro permite a visualização da quantidade e a proporção de crianças
na faixa etária de 0 a 6 anos para o ano de 2022.
Em 2022, do contingente populacional de Gália (6.380 habitantes), 6,94%
representavam o percentual de crianças com idades entre 0 e 6 anos existentes no
território local. Em número absolutos, representava 443 crianças.
No Estado Estadual, a população de 0 a 6 anos de idade representava 8,
01%, ou seja, 3.559.505 crianças de um total de 44.411.238 habitantes no estado.
Quanto ao cenário nacional, o percentual era de 8,92%, o que representava
18.117.158 crianças de um total de 203.080.756 habitantes.
O desafio de melhorar a realidade da primeira infância, evidenciada pelas
estatísticas, pode ser mais bem enfrentado por meio de uma articulação
intersetorial eficaz. A atuação do poder público municipal ainda se estrutura, em
grande parte, sob uma lógica setorial, que embora importante, demanda integração
entre diferentes áreas para garantir um atendimento verdadeiramente integral às
crianças.
TABELA 6: Total de crianças em 2025
Idade 2025
0 a 11 meses e 29 dias 49
1 ano a 1 ano 11 meses e 29 dias 57
2 anos a 2 anos 11 meses e 29 dias 60
3 anos a 3 anos 11 meses e 29 dias 61
4 anos a 4 anos 11 meses e 29 dias 72
5 anos a 5 anos 11 meses e 29 dias 89
TOTAL 388
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Gália (maio/2025)
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A secretaria Municipal de Saúde possui
autonomia para conduzir o atendimento das
necessidades e o processo de trabalho das
unidades de saúde, atuando em conjunto com
a equipe gestora, composta pelos responsáveis
mencionados a seguir. Também é de sua
responsabilidade o planejamento das ações
em saúde, de forma alinhada às diretrizes do
Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando os
instrumentos oficiais de gestão e promovendo
o trabalho articulado com os demais setores da
administração municipal.
Cabe ainda ao Departamento de Saúde
auxiliar na formulação de políticas públicas, programas, planos, projetos, diretrizes e
metas voltados para a área da saúde, conforme definido pela administração municipal.
Além disso, a pasta deve executar outras atividades relacionadas à saúde que lhe forem
atribuídas pelo Chefe do Executivo.
ORGANOGRAMA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
PROFISSIONAIS QUE ATUAM NA SMS
SETOR PROFISSIONAIS
SECRETARIA DE SAÚDE
• 2 agentes de endemias;
• 1 responsável pelo setor de agendamentos;
• 1 responsável pelo setor de vigilância sanitária;
• 1 responsável pela vigilância epidemiológica;
• 1 responsável por produção.
FARMÁCIA • 2 farmacêuticos;
• 2 auxiliares
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SALA DE VACINA • 1 técnica de enfermagem
TRANSPORTE • 2 atendentes;
• motoristas.
ALMOXARIFADO • 2 atendentes
ESF1
• 1 médico;
• 1 enfermeiro;
• 2 técnicos de enfermagem;
• 1 atendente;
• 1 dentista;
• 1 auxiliar de saúde bucal;
• 6 agentes comunitários de saúde;
• 1 auxiliar de limpeza
ESF2
• 1 médico;
• 1 enfermeiro;
• 2 técnicos de enfermagem;
• 1 atendente;
• 1 dentista;
• 1 auxiliar de saúde bucal;
• 6 agentes comunitários de saúde;
• 1 auxiliar de limpeza
ESF3
• 1 médico;
• 1 enfermeiro;
• 2 técnicos de enfermagem;
• 1 atendente;
• 1 dentista;
• 1 auxiliar de saúde bucal;
• 6 agentes comunitários de saúde;
• 1 auxiliar de limpeza
SERVIÇO SOCIAL • 1 assistente social
FISIOTERAPIA
• 3 fisioterapeutas;
• 1 atendente
CENTRO DE ESPECIALIDADE
• 1 fonoaudióloga;
• 3 psicólogas;
• 1 nutricionista
ZOONOSE • 1 veterinária
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MISSÃO ESTRATÉGICA
A principal missão da Estratégia Saúde da é a prevenção e promoção de
saúde, considerando as especificidades territoriais, culturais e sociais,
desenvolvendo ações a partir do conhecimento da realidade local e das
necessidades de sua população. Respeitando sempre os princípios do SUS:
integralidade, universalidade e equidade.
GRÁFICO 6: Cobertura vacinal infantil (2023)
Fonte: Ministério da Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) (2023). Disponível
em https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 7/4/2025.
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O gráfico demonstra o desempenho da rede de atenção básica à saúde no
cumprimento do calendário vacinal preconizado pelo Ministério da Saúde. A
vacinação é uma das estratégias mais eficazes para a prevenção de doenças na
infância, protegendo tanto as crianças quanto a coletividade.
Os dados indicam
que o município alcançou
excelentes índices de
cobertura vacinal em várias
vacinas, destacando-se a
tríplice viral (1ª dose), que
protege contra sarampo,
caxumba e rubéola, com
uma cobertura de 93,88%,
muito próxima da meta ideal
de 95% preconizada pelo
Programa Nacional de
Imunizações (PNI). Esse
resultado demonstra o
empenho da gestão local
em promover campanhas
eficazes de imunização.
As vacinas hepatite B e pentavalente (DTP/HepB/Hib) também apresentaram
boa cobertura, ambas com 83,67%, indicando que a maioria das crianças está
sendo imunizada contra doenças graves como difteria, tétano, coqueluche,
hepatite B e infecções por Haemophilus influenza e tipo b.
A segunda dose do tríplice viral alcançou 81,63%, valor que, embora
positivo, aponta para a necessidade de reforçar as ações de busca ativa e
sensibilização das famílias quanto à importância da conclusão do esquema
vacinal. Por outro lado, a vacina BCG, que protege contra formas graves de
tuberculose, apresentou a menor cobertura vacinal: 63,27%. Esse índice merece
atenção, pois pode estar relacionado a questões logísticas, como disponibilidade
da vacina, ou à falta de informação sobre sua importância. É fundamental que a
atenção primária à saúde reforce o acesso e a conscientização sobre a aplicação
da BCG nas primeiras semanas de vida.
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GRÁFICO 7: Cobertura da Atenção Primária à Saúde (2021 – 2024)
Fonte: Ministério da Saúde -e-Gestor: Informação e Gestão de Atenção Básica / Organizado por
Datapedia.info. Disponível https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/
Acesso: 8/4/2025
O gráfico mostra a evolução da população cadastrada pelas equipes de
atenção primária e de saúde da família. Este indicador é crucial, porque as equipes
podem colaborar em várias políticas públicas ao mesmo tempo: alerta para risco
de violência contra crianças, incentivo à matrícula na creche e aleitamento
materno, cuidados contra obesidade etc. Nos 4 anos apresentados no gráfico, o
município de Gália apresenta-se com serviços que atendem 100% do território,
sendo que no mesmo período de análise o Estado de São Paulo apresenta os
índices mais baixos de Cobertura de Atenção Primária à Saúde quando comparado
com os percentuais do país.
O percentual corresponde ao
quantitativo de população cadastrada pelas
Equipes de Saúde da Família (ESF) e Equipes
de Atenção Primária (EAP) financiadas pelo
Ministério da Saúde (MS) em relação à
população estimada pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Dados dos
meses de maio entre 2021 e 2024. Coleta
realizada em agosto de 2024.
Ela forma parte integral do sistema
de serviços de saúde do qual representa sua função central e o principal foco de
desenvolvimento econômico e social da comunidade. Constitui o primeiro
contacto de indivíduos, famílias e comunidades com o sistema nacional de saúde,
trazendo os serviços de saúde o mais próximo possível aos lugares de vida e
trabalho das pessoas e constitui o primeiro elemento de um processo contínuo de
atenção.
O Ministério da Saúde estabelece a Atenção Primária à Saúde (APS) como a
primeira etapa de assistência no SUS (Sistema Único de Saúde), sendo o ponto de
partida para o paciente.
P á g i n a | 48
Por meio de uma estratégia que combina cuidados abrangentes e
constantes, a APS destaca-se por
promover o bem-estar integral das
pessoas, ao invés de somente tratar
enfermidades pontuais. Dessa maneira, o
profissional de saúde da APS acompanha
de perto a evolução da saúde dos
indivíduos, fornecendo suporte e
direcionamento em todas as etapas do
sistema de saúde.
O principal propósito desta abordagem
é detectar as necessidades de saúde das
pessoas em seus territórios e assegurar
que cada indivíduo possa usufruir de
serviços de excelência, fomentando um estilo de vida mais saudável e pleno de
bem-estar, sem distinção de renda, local de moradia ou quaisquer outras
circunstâncias sociais.
Ações da equipe de Saúde em parceria com a Educação - Programa Saúde na
Escola
Em última análise, a saúde é um direito que pertence a todas as pessoas, e a
Atenção Primária à Saúde é vista como uma ferramenta para garantir esse direito.
Os princípios básicos da Atenção Primária à Saúde estão intimamente ligados aos
princípios que regem o SUS, tal como descritos na Lei orgânica do SUS (lei
8080/1990) e acresce outros pontos relevantes em seu funcionamento:
• Universalidade;
• Equidade;
• Integralidade;
• Acessibilidade;
• Abordagem centrada no paciente;
• Coordenação do cuidado;
• Longitudinalidade;
• Enfoque na comunidade.
Adicionalmente, algumas das atividades mais importantes são:
• Promoção à saúde: compreende ações educativas e preventivas voltadas
para estimular práticas saudáveis, como alimentação equilibrada, prática
regular de atividades físicas e abstenção do uso de tabaco e álcool.
• Prevenção de doenças: engloba medidas de imunização, detecção precoce
de doenças, identificação de condições de risco e estratégias para conter a
disseminação de doenças infecciosas.
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• Gestão de doenças crônicas: acompanhamento, aconselhamento,
assistência e tratamento de pacientes com enfermidades crônicas, como
diabetes, hipertensão e asma, com o objetivo de prevenir complicações e
promover o bem-estar.
• Coordenação do cuidado: encaminhamento de pacientes para
especialistas, realização de exames ou tratamentos especializados
conforme a necessidade de cada caso.
Outras ações realizadas:
• Tracoma;
• Vermifugação;
• Acuidade visual;
• Hanseníase;
• Dengue (palestra, vídeos, teatro e projeto);
• Escovação (saúde bucal);
• Programa Saúde na Escola
• Ministração de palestras: escorpião;
• Campanha contra a dengue;
• Campanhas de imunização das crianças;
• Ações e projetos de combate ao bullying;
• Orientação dos jovens em relação aos riscos
da gravidez precoce;
• Trabalho voltado à aceitação do outro em
sua singularidade.
GRÁFICO 8: Percentual de gestantes com 7 ou mais consulta de pré-natal
Fonte: Ministério da Saúde - DATASUS (2010 - 2023). Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 7/4/2025
De forma geral, o município apresentou desempenho satisfatório e
crescente ao longo dos anos, demonstrando avanços importantes na assistência
pré-natal. Após uma queda significativa em 2013, com um índice de 73,61%,
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observou-se uma trajetória de recuperação e melhoria contínua, culminando em
um excelente resultado em 2023, com 93,88% das gestantes realizando sete ou
mais consultas de pré-natal, o que corresponde a um marco importante que supera
as médias estaduais e nacionais em muitos períodos.
O pré-natal é uma estratégia fundamental para a prevenção de
complicações gestacionais, além de permitir o diagnóstico precoce de doenças e
o monitoramento do desenvolvimento fetal. Realizar pelo menos sete consultas
durante a gestação é uma recomendação do Ministério da Saúde para garantir um
acompanhamento adequado e seguro para a mãe e o bebê.
A oscilação nos percentuais ao longo dos anos pode estar relacionada a
diversos fatores, como:
• Acesso das gestantes aos serviços de saúde, principalmente em áreas
rurais;
• Qualificação das equipes da atenção básica;
• Ações de busca ativa por parte da Estratégia Saúde da Família (ESF);
• Campanhas educativas sobre a importância do acompanhamento prénatal.
O expressivo aumento em 2023 aponta para ações efetivas adotadas pelo
município, como melhoria na cobertura da atenção básica, sensibilização das
gestantes, e fortalecimento dos serviços de saúde. Esse resultado deve ser
valorizado e mantido, garantindo que nenhuma gestante fique sem o devido
acompanhamento.
É fundamental que o município continue investindo em:
• Formação contínua de profissionais da saúde;
• Acessibilidade aos serviços (inclusive transporte em áreas distantes);
• Integração das ações de saúde com políticas públicas voltadas à mulher
e à primeira infância.
P á g i n a | 51
AÇÕES REALIZADAS NO MUNICÍPIO
-Consultas de pré-natal;
-Consultas de puerpério;
-Exames laboratoriais e
ultrassonografia;
- Visitas à maternidade de
referência;
- Grupos de gestantes;
-Orientação sobre planejamento
familiar;
- Orientações sobre vacinas;
- Orientações sobre alimentação;
-Orientações sobre parto e
maternidade;
-Orientações sobre aleitamento e
cuidados com o bebê;
- Orientações sobre teste do
pezinho, olhinho e orelhinha;
- Visita domiciliar (ACS).
GRÁFICO 9: Percentual de mães adolescentes (2010 - 2023)
Fonte: Ministério da Saúde - DATASUS (2010 - 2023). Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 7/4/2025
P á g i n a | 52
Em 2011, o município
registrou o maior índice do
período: 33,33% dos partos
foram de mães adolescentes,
refletindo uma realidade
preocupante, com altos riscos
para a saúde materna e infantil.
Entretanto, ao longo da série
histórica, observou-se uma
tendência clara e consistente de queda, alcançando em 2023 o menor percentual
registrado: apenas 6,12%.
A gravidez precoce pode comprometer o desenvolvimento físico, emocional
e educacional da adolescente, além de aumentar os riscos de complicações
durante a gestação e o parto. Também impacta negativamente as perspectivas de
estudo e inserção no mercado de trabalho, perpetuando ciclos de pobreza e
desigualdade.
A redução constante desse indicador aponta para ações efetivas de
prevenção e conscientização, desde a mais tenra idade, além de uma atuação
integrada entre os setores de saúde, educação e assistência social.
GRÁFICO 10: Parto de mães adolescentes por raça/cor (2023)
Fonte: Ministério da Saúde - DATASUS (2010 - 2023). Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 7/4/2025
O gráfico demonstra que, em 2023, houve o nascimento de 2 crianças pretas
(66,67%) e 1 nascimento (33,33%) de criança considerada branca. Não houve
registros de nascimento de crianças amarelas, pardas ou indígenas, da mesma
forma que não se computou número de crianças cuja raça/cor fosse ignorada.
Quanto maior a concentração de mães adolescentes (até 19 anos) entre as
cores/raças identificadas como as mais vulneráveis no estado ou município, maior
P á g i n a | 53
a necessidade de ações públicas voltadas para essas populações específicas com
vistas a romper com a perpetuação das desigualdades.
GRÁFICO 11: Taxa Mortalidade Infantil para até 1 ano de Idade (2010 – 2023)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/Acesso: 23/01/2024
O gráfico apresenta a série histórica de casos de óbito infantil,
compreendendo o período de 2010 a 2023. A taxa apresenta grandes oscilações ao
longo dos anos, o que indica instabilidade nos indicadores de saúde infantil no
município.
A taxa de mortalidade infantil é calculada com base em dados de nascidos
vivos e de mortalidade do Ministério da Saúde. Ela representa a taxa de crianças
nascidas vivas que morreram com menos de um ano de idade para cada mil
crianças nascidas vivas.
Vale ressaltar que as causas de mortalidade infantil podem variar
dependendo do país e das condições específicas de cada região. No entanto,
existem algumas causas comuns de mortalidade infantil em todo o mundo.
Aqui estão algumas das principais causas de morte em crianças menores de um
ano de idade:
Complicações
relacionadas ao
parto
Isso inclui asfixia durante o parto, trauma físico durante o
nascimento ou problemas de prematuridade.
Malformações
congênitas
Algumas crianças nascem com problemas de saúde que
podem ser fatais, como defeitos cardíacos,
anormalidades do sistema nervoso central ou problemas
genéticos.
Pneumonia, sepse (infecção generalizada) e infecções do
trato respiratório, podem ser fatais em crianças
P á g i n a | 54
Infecções:
Doenças
infecciosas
pequenas, especialmente em áreas onde o acesso a
cuidados médicos adequados é limitado.
Complicações
respiratórias
A síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) é uma
causa de mortalidade infantil que ainda não é totalmente
compreendida, mas está associada a problemas
respiratórios durante o sono.
Desnutrição
A desnutrição severa pode levar à morte em crianças
pequenas, especialmente em áreas onde a pobreza e a
falta de acesso a alimentos adequados são comuns.
Diarreia
A diarreia é uma causa significativa de mortalidade
infantil, geralmente devido à desidratação grave e à perda
de eletrólitos essenciais.
É fundamental destacar que grande parte das causas de mortalidade infantil
pode ser prevenida ou tratada por meio de cuidados adequados à saúde maternoinfantil, vacinação, acesso à água potável, saneamento básico e melhorias nas
condições socioeconômicas.
O município realiza ações efetivas na direção de impedir ocorrências dessa
natureza, como:
• Consulta de pré-natal;
• Busca Ativa de vacinas;
• Teste do pezinho;
• Puericultura/Atendimento de enfermagem (A.E) em menores de 2 anos;
• Acompanhamento de menores de 2 anos (Visita do ACS).
GRÁFICO 12: Percentual de mortalidade infantil (até 1 ano) por Causas Evitáveis
(2011– 2023)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 8/4/2025
Com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), o indicador de
mortalidade infantil por causas evitáveis revela a proporção de óbitos que poderiam
P á g i n a | 55
ter sido prevenidos por meio de ações mais eficazes nos âmbitos municipal,
estadual e federal. Isso inclui uma assistência mais qualificada às gestantes e aos
recém-nascidos, melhores condições para o parto, diagnósticos e tratamentos
mais precisos, além de estratégias de promoção da saúde.
É importante destacar que o município tem desenvolvido ações abrangentes
voltadas ao acolhimento e acompanhamento das gestantes, oferecendo
orientações e cuidados desde a confirmação da gravidez até o período pós-parto.
Essas iniciativas não se restringem ao setor da saúde, mas envolvem também
outros segmentos da administração pública, numa perspectiva intersetorial, com
foco na promoção do bem-estar e na garantia de condições de vida dignas para as
crianças e suas famílias.
Busca Ativa Vacina
Teste do pezinho
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CONSELHO MUNICIPAL DA SAÚDE
A lei 8.142 de 1990 estabelece o conselho municipal de saúde como órgão
colegiado que desempenha um papel de controle social com as funções de
fiscalizar, consultar, deliberar e normatizar. Seguindo a lei municipal 1985 de 2009,
a composição do conselho é de 50% de representantes dos usuários, 25% de
representantes dos trabalhadores da saúde e 25% repartidos entre representantes
do Poder Público e prestadores de serviços. Buscando gerar a participação de
diferentes grupos a fim de garantir o direito de todos com transparência e eficácia.
O mandato do CMS tem duração de dois anos, após esse período, é possível uma
recondução por mais um mandato.
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É amplamente reconhecido que uma
alimentação saudável, balanceada em
termos nutricionais e preparada de maneira
adequada é essencial em todas as fases da
vida. No entanto, é preciso destacar que uma
dieta inadequada durante a primeira infância
pode provocar consequências negativas,
muitas vezes permanentes e difíceis de
reverter.
Assegurar uma boa nutrição vai além
do simples acesso a alimentos de qualidade,
frescos ou minimamente processados.
Alimentar-se bem também exige
conhecimento e orientação para fazer
escolhas conscientes, evitando o consumo de bebidas com alto teor de açúcar e
alimentos ultraprocessados, que geralmente são ricos em sódio e gorduras, mas
pobres em nutrientes, especialmente nos primeiros anos de vida, quando o
desenvolvimento é mais sensível.
É fundamental compreender que os produtos ultraprocessados não são
considerados “comida de verdade”. De acordo com o Guia Alimentar para a
População Brasileira, do Ministério da Saúde, esses produtos são elaborados
industrialmente, utilizando, em sua maioria, substâncias extraídas de alimentos ou
produzidas artificialmente. Tais produtos reproduzem artificialmente o sabor, o
aroma e a textura dos alimentos naturais, podendo causar dependência ao paladar.
Além disso, possuem elevadas quantidades de sal, açúcar e aditivos químicos que,
quando consumidos frequentemente ou em excesso, estão associados ao
surgimento de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e até mesmo certos
tipos de câncer.
Uma alimentação saudável e adequada se baseia no consumo de alimentos
naturais e começa com o aleitamento materno, que deve ser exclusivo até os seis
meses de idade e complementado até, pelo menos, os dois anos de vida. Essa
prática é fundamental para garantir um crescimento saudável e a prevenção de
doenças desde os primeiros momentos da infância.
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Crescimento saudável
Os nutrientes fornecidos pela alimentação adequada são necessários
para o crescimento e desenvolvimento físico das crianças. Vitaminas,
minerais e proteínas são essenciais para o desenvolvimento normal
dos ossos, músculos e órgãos.
Desenvolvimento
cognitivo
Uma nutrição adequada também desempenha um papel crucial no
desenvolvimento cognitivo das crianças. Nutrientes como ácidos
graxos ômega-3, ferro e zinco são importantes para o desenvolvimento
do cérebro e da função cognitiva.
Sistema imunológico
Uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes fortalece o sistema
imunológico das crianças, tornando-as mais capazes de combater
infecções e doenças.
Prevenção de doenças
Uma nutrição adequada na infância pode ajudar a prevenir uma série
de doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças
cardíacas e certos tipos de câncer. Estabelecer hábitos alimentares
saudáveis desde cedo pode ter um impacto positivo na saúde a longo
prazo.
Formação de hábitos
alimentares saudáveis
A infância é uma fase crucial para a formação de hábitos alimentares
saudáveis. Expor as crianças a uma variedade de alimentos saudáveis
desde cedo pode ajudá-las a desenvolver preferências alimentares
saudáveis e evitar a seletividade alimentar.
Energia e desempenho
físico
Crianças bem-nutridas têm mais energia e melhor desempenho físico.
Uma alimentação equilibrada, com carboidratos, proteínas e gorduras
saudáveis, fornece a energia necessária para o crescimento,
atividades físicas e brincadeiras.
Os gráficos abaixo apresentam os percentuais de crianças com idades entre
0 e 5 anos com baixo peso, nos anos de 2022 e 2023.
GRÁFICO 13: Percentual de Peso Baixo ou Muito Abaixo para Idade– 0 a 5 anos
(2023)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 8/4/2025
O gráfico compara o percentual de crianças com baixo peso ao longo dos
primeiros 5 anos de vida no município, no Estado e no país.
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AÇÕES REALIZADAS EM GÁLIA
• Visita domiciliar (ACS);
• Pesagem escolar (nutricionista);
• Nutricionista;
• Bolsa família;
• Atendimento de enfermagem
(antropometria-menores de 2 anos);
• Suplemento.
GRÁFICO 14: Percentual de Peso Elevado para Idade – 0 a 5 anos (2023)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 8/4/2025
Quais ações realizamos para combater o peso elevado de crianças de
0 a 5 anos de idade?
• Visita domiciliar (ACS);
• Pesagem escolar (nutricionista);
• Nutricionista;
• Bolsa família;
• Atendimento de enfermagem (menores de 2 anos);
• Hidroginástica;
• Campanha do governo (Dia do desafio).
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GRÁFICO 15: Aleitamento materno (menores de 6 meses de idade) (2023)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 8/4/2025
Os profissionais do município compreendem que o aleitamento materno vai
muito além de uma prática de cuidado individual. É, sobretudo, uma afirmação
concreta do direito da criança à vida, à saúde, à nutrição adequada, ao afeto e ao
desenvolvimento integral.
Desde os primeiros
momentos após o nascimento, o leite
materno representa o alimento mais
completo e seguro para o bebê, capaz
de suprir todas as necessidades
nutricionais nos primeiros seis meses
de vida e de complementar a
alimentação até, pelo menos, os dois
anos ou mais. No entanto, mais do
que um ato biológico, amamentar é
também um gesto de proteção social
e de promoção da equidade. É
reconhecer que toda criança tem
direito a um começo de vida saudável,
e que o Estado, a sociedade e a família
devem garantir condições para que esse direito seja efetivado.
O leite materno protege contra infecções, reduz os índices de mortalidade
infantil, fortalece o vínculo entre mãe e filho e contribui significativamente para o
desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Além disso, promove a saúde
da mulher, prevenindo doenças como câncer de mama e de ovário, e favorece o
espaçamento natural entre gestações.
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A Organização Mundial da
Saúde (OMS) e o Fundo das Nações
Unidas para a Infância (UNICEF)
reconhecem esse tipo de cuidado
como um dos pilares fundamentais
para a sobrevivência e o bem-estar
infantil. Sua prática deve ser
incentivada e apoiada por políticas
públicas eficazes, como a licençamaternidade adequada, o direito a
pausas para amamentação durante
a jornada de trabalho, o
acolhimento em serviços de saúde
humanizados e o combate às práticas comerciais abusivas que promovem o
desmame precoce.
Garanti-lo é, portanto, um compromisso ético e político com os direitos
humanos das crianças. Significa compreender que toda mulher precisa de apoio,
informação e respeito para amamentar com liberdade e segurança. E que toda
criança, independentemente de sua origem, condição econômica ou lugar de
nascimento, tem o direito inalienável de ser acolhida no peito de sua mãe, lugar
onde pulsa o primeiro gesto de amor, proteção e justiça.
CANTINHO PARA AMAMENTAÇÃO
O canto de amamentação da Creche
Ruth Coelho é um espaço especialmente
projetado para proporcionar conforto e
tranquilidade às mães e seus bebês durante
o período de lactação. Este ambiente
acolhedor não apenas facilita a
amamentação, mas também promove um
vínculo afetivo entre mãe e filho, essencial
para o desenvolvimento emocional da
criança.
A presença de um espaço dedicado à
amamentação na creche também reflete um
compromisso com a saúde e o
desenvolvimento das crianças, apoiando as
mães em sua jornada de lactação e
promovendo uma cultura de apoio à amamentação na comunidade.
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TRABALHO NUTRICIONAL NAS ESCOLAS
A alimentação escolar é um importante parte na vida escolar das crianças e
adolescentes, servindo de combustível e energia para que seja possível aprender
novos assuntos e desenvolver novas habilidades diariamente.
Em Gália, o processo se inicia com o planejamento do cardápio realizado
pela nutricionista responsável técnica com base na Resolução do PNAE nº 06 de 08
de maio de 2020. A partir do cardápio previamente idealizado, a nutricionista
consegue calcular o per capta de cada alimento que será adquirido na alimentação
escolar e planejar a licitação que será utilizada no período de doze meses pelo
setor. A licitação é realizada por meio de pregão eletrônico, no qual os fornecedores
competem pelo preço dos produtos de forma online.
Após o processo de licitação se encerrar, inicia-se o processo de aquisição
dos itens licitados. O pedido de compra é realizado com quinze dias de
antecedência para os gêneros de estoque e carnes e com sete dias de
antecedência para os itens de hortifruti e enviados ao fornecedor para que seja
combinada a data de entrega na Cozinha Piloto Municipal. Todos os itens entregues
no setor são conferidos e verificado se estão de acordo com o edital de licitação e
dentro do prazo de validade.
O preparo da alimentação escolar é centralizado, ou seja, realizado na
Cozinha Piloto e distribuído para as escolas municipais e estadual diariamente,
sendo a creche a única exceção. O quadro de funcionários é constituído por 7
merendeiras e 4 colaboradoras que auxiliam no processo, além do motorista e seus
2 ajudantes, 1 chefe de cozinha e 1 nutricionista.
A alimentação na creche Prof Ruth Coelho é diferenciada pois, de acordo
com a resolução vigente, a necessidade dos escolares é diferente dos demais,
sendo assim, proibidos alimentos como açúcar e ultraprocessados. É necessário
que a refeição destes bebês seja o mais natural possível, portanto, é servido fruta
todos os dias, além do almoço e janta, preservando sempre a textura de cada
alimento para que seja realizada uma introdução alimentar de qualidade.
Na EMEF Cel Galdino Ribeiro, é servido almoço nos períodos da manhã e
tarde, por ser uma escola de período parcial. Já na EMEI Mathilde Ferreira e E. E.
Graciema Baganha Ribeiro é servido almoço no período da manhã, fruta todos os
dias e lanches diversificados no período vespertino.
O setor preza por um processo de preparo baseado nas boas práticas de
higiene e por uma alimentação de qualidade e saudável, sempre realizando o
preparo das refeições com amor e comprometimento, focando no melhor para as
crianças e adolescentes do município.
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P á g i n a | 65
Conforme estabelece o
Modelo de Atenção e Cuidado
Integral, é imprescindível que as
crianças tenham assegurados
cinco componentes
fundamentais, interdependentes
e inseparáveis: saúde de
qualidade, nutrição adequada,
segurança e proteção, cuidados
responsivos e oportunidades de
aprendizagem. O conceito de
cuidado integral refere-se ao conjunto de condições proporcionadas por políticas
públicas, programas e serviços que capacitam famílias e comunidades a promover
o bem-estar físico e nutricional das crianças, ao mesmo tempo em que as
protegem contra todo tipo de violência e ameaça.
Nesse contexto, o ato de cuidar vai além da satisfação das necessidades
básicas, implicando também em oferecer às crianças ambientes que favoreçam a
aprendizagem por meio de interações sensíveis, estímulos adequados e suporte
emocional. Trata-se, portanto, de uma abordagem integrada que reconhece a
criança em sua totalidade, contemplando seus direitos ao desenvolvimento físico,
cognitivo, emocional e social de forma plena e harmoniosa.
Os cinco componentes do modelo do cuidado integral podem ser definidos
e exemplificados da seguinte forma:
Domínios da atenção integral necessária para que as crianças alcancem o seu potencial de
desenvolvimento
É amplamente reconhecido que o cotidiano vivenciado pelas crianças
pequenas exerce papel fundamental em seu crescimento e desenvolvimento,
contribuindo para que se tornem fisicamente saudáveis, emocionalmente seguras
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e reconhecidas como sujeitos sociais de direitos. No processo de desenvolvimento
infantil, são indispensáveis as interações positivas e os cuidados adequados,
prestados por indivíduos comprometidos com sua saúde física, emocional e bemestar integral.
As experiências vividas nos primeiros anos de vida são decisivas para a
formação do ser humano, sendo profundamente influenciadas pela qualidade das
relações socioafetivas, especialmente aquelas estabelecidas com os cuidadores.
Os principais responsáveis por esse cuidado, em geral, são os familiares e, em
determinados contextos, também vizinhos ou amigos próximos da família. Esses
indivíduos podem exercer papel significativo na trajetória da criança,
especialmente quando há envolvimento contínuo em sua educação e cuidado
diário.
Neste texto, o termo “vínculos familiares” refere-se às relações afetivas
construídas entre a criança e seus cuidadores no seio do ambiente familiar, as
quais constituem a base segura e necessária para seu desenvolvimento integral. Já
a expressão “parentalidade” é empregada para designar o conjunto de práticas
desempenhadas pelos pais e responsáveis com o objetivo de proporcionar um
ambiente afetivo, acolhedor e estimulante, favorecendo, assim, a construção
progressiva da autonomia infantil.
A questão relacionada à parentalidade aqui abordada, trata-se do número
de crianças que não possuem o nome do pai no registro de nascimento.
QUADRO 8: Registros de nascimento somente em nome de mãe (2022)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 8/4/2025
Com base nos dados apresentados para o município, referentes ao ano de
2023, observa-se um percentual preocupante de pais ausentes no registro de
nascimento: 13,33% dos registros foram efetuados apenas com o nome da mãe,
sem a identificação paterna na certidão. Este índice é significativamente superior à
média estadual, que foi de 5,49%, e à média nacional, de 6,54%.
Em termos absolutos, o município registrou 6 casos de nascimento em que
o nome do pai não consta no documento oficial da criança. Para fins comparativos,
o estado de São Paulo totalizou 28.264 registros dessa natureza, enquanto o Brasil
alcançou um número expressivamente mais alto: 170.572 registros.
P á g i n a | 67
Esses dados revelam não apenas a ausência formal da figura paterna no
registro civil, mas também indicam potenciais fragilidades nas relações familiares,
sociais e institucionais. A ausência paterna no registro de nascimento pode
impactar diretamente o reconhecimento legal da paternidade, bem como o acesso
a direitos fundamentais, como pensão alimentícia, herança, vínculo afetivo e
segurança emocional.
Anualmente, o Fórum Municipal encaminha, via email, para as escolas da
Rede de Ensino a solicitação de crianças que não possuem nome dos pais em seus
registros de nascimento. Esta ação, denominada Paternidade Responsável,
consiste em um princípio previsto na Constituição Federal de 1988, no art. 226, §
7º, e, é um princípio que se reveste de caráter privado, mas também político e
social. O princípio da paternidade responsável, não se resume apenas à assistência
material, mas também ao necessário fornecimento de amor e cuidado, além do
direito à identidade da criança.
SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA
A Secretaria Municipal de
Cidadania e Assistência Social tem como
principal objetivo garantir a proteção
social aos indivíduos, famílias e grupos em
situação de vulnerabilidade ou risco
social, promovendo o fortalecimento de
vínculos familiares e comunitários, a
inclusão social e a melhoria da qualidade
de vida da população.
Por meio da articulação de programas, projetos e serviços socioassistenciais, a
Secretaria busca:
• Assegurar o acesso a direitos básicos, como alimentação, moradia, renda e
convivência social;
• Oferecer apoio e acompanhamento às famílias em situação de
vulnerabilidade, por meio do Centro de Referência de Assistência Social
(CRAS);
• Desenvolver ações de prevenção e enfrentamento às situações de violência,
negligência e violações de direitos, especialmente com crianças,
adolescentes, mulheres e idosos;
• Promover a autonomia e a inclusão produtiva, por meio de cursos, oficinas e
parcerias com instituições como o SENAR e o Fundo Social de
Solidariedade;
• Fortalecer a proteção especial a indivíduos que tiveram seus direitos
violados, por meio do Serviço de Acolhimento Institucional;
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• Contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e
solidária, respeitando a diversidade e promovendo a cidadania ativa.
Esses objetivos são realizados em articulação com outras secretarias,
conselhos municipais, instituições e a sociedade civil, visando um atendimento
humanizado e integrado às demandas da população.
A Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, por meio da sua
rede de serviços, programas e projetos, realiza ações que contribuem diretamente
para a proteção, o desenvolvimento integral e o bem-estar de crianças de 0 a 6
anos, em consonância com as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social
(SUAS).
PROGRAMA VIVALEITE
Voltado à segurança
alimentar e nutricional, o Programa
VivaLeite atende diretamente
crianças de 6 meses a 5 anos e 11
meses de idade, em situação de
vulnerabilidade social, com a
entrega regular de leite enriquecido
com ferro e vitaminas.
Atualmente, 72 crianças de 6
meses a 5 anos e 11 meses são
atendidas diretamente em através do Programa VivaLeite. O município possui
capacidade para atendimento de até 110 crianças, permitindo a expansão e
inclusão de novas famílias.
SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE
VÍNCULOS (SCFV)
O Serviço de Convivência e
Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um
serviço da Proteção Social Básica do SUAS,
ofertado de forma complementar ao trabalho
social com famílias realizado por meio do
Serviço de Proteção e Atendimento Integral às
Famílias (PAIF) e do Serviço de Proteção e
Atendimento Especializado às Famílias e
Indivíduos (PAEFI).
P á g i n a | 69
O SCFV realiza atendimentos em grupo. São atividades artísticas, culturais,
de lazer e esportivas, dentre outras, de acordo com a idade dos usuários. É uma
forma de intervenção social planejada que cria situações desafiadoras, estimula e
orienta usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências
individuais, coletivas e familiares.
Embora o SCFV do município atenda crianças a partir dos 6 anos de idade,
com 60 crianças entre 6 e 11 anos atualmente inseridas, o serviço atua
preventivamente no rompimento de ciclos de vulnerabilidade familiar, afetando
indiretamente os irmãos mais novos e promovendo o fortalecimento das famílias
como um todo.
GRÁFICO 16: Total das crianças entre 0 e 6 anos inscritas no Cadastros Único e
beneficiárias do Bolsa Família (2024)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 8/4/2025
Os dados demonstrados no gráfico evidenciam informações relevantes
sobre a inserção de crianças de 0 a 6 anos no Cadastro Único e no Programa Bolsa
Família no ano de referência.
Do total de 443 crianças nessa faixa etária, 238 estão cadastradas no
Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o que
corresponde a aproximadamente 53,7% do total. Dentre essas, 146 crianças
encontram-se também como beneficiárias do Programa Bolsa Família,
representando cerca de 33% do total de crianças até 6 anos residentes no
município.
Esses dados indicam que uma parcela significativa da primeira infância está
inserida em contextos de vulnerabilidade socioeconômica, sendo contemplada
por políticas públicas de transferência de renda.
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PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA
O Programa Bolsa Família,
instituído pela Lei nº 14.601, de 19
de junho de 2023, tem como
objetivo primordial garantir a
segurança alimentar e nutricional
das famílias em situação de
pobreza e extrema pobreza,
promovendo o acesso a direitos
sociais básicos como saúde,
educação e assistência social.
Para famílias com crianças de até 6 anos, o programa prevê o repasse de um
benefício adicional por criança, reconhecendo a importância da atenção especial
à primeira infância, período crucial para o desenvolvimento físico, cognitivo e
emocional. Essa ação reforça o compromisso do Estado com a proteção social, a
promoção da equidade e a superação de ciclos intergeracionais de pobreza. Sua
principal finalidade é assegurar o acesso a direitos sociais fundamentais, como a
alimentação adequada, os cuidados em saúde e a educação, por meio da
concessão de benefícios financeiros mensais às famílias devidamente
cadastradas.
A identificação e o registro das famílias elegíveis são realizados por meio do
Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, instrumento oficial
que reúne informações socioeconômicas das unidades familiares de baixa renda.
No que tange às crianças com idade entre 0 e 6 anos, estas são incluídas no
Cadastro Único junto de seus respectivos núcleos familiares, recebendo atenção
prioritária, em razão da relevância dessa fase da vida para o desenvolvimento
integral.
Em Gália, a Coordenação do Cadastro Único e dos Programas Sociais
vinculados é realizada pela Assistente Social, que responde pela gestão municipal
do programa. Suas atribuições incluem o planejamento, monitoramento e
acompanhamento das ações, bem como a articulação com os demais serviços da
rede socioassistencial. A operacionalização dos cadastros e atualizações é
realizada por duas entrevistadoras sociais, que atuam diretamente no atendimento
às famílias, garantindo a coleta adequada de informações e o acesso da população
em situação de vulnerabilidade aos benefícios e programas ofertados pelo Governo
Federal, como o Programa Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e
Benefício de Prestação Continuada (BPC). No mês de maio de 2025, o município
teve 255 famílias atendidas pelo Programa Bolsa Família, com 736 pessoas
beneficiadas.
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CENÁRIO MUNICIPAL 2025
781 famílias inseridas no Cadastro Único;
669 famílias com o cadastro atualizado nos últimos dois anos;
462 famílias com renda até ½ salário-mínimo e
416 famílias com renda até ½ salário-mínimo com o cadastro atualizado
Idade 2023 2024 2025
0 a 11 meses e 29 dias
1 ano a 1 ano 11 meses e 29 dias
2 anos a 2 anos 11 meses e 29 dias Total: 100
3 anos a 3 anos 11 meses e 29 dias
4 anos a 4 anos 11 meses e 29 dias
5 anos a 5 anos 11 meses e 29 dias Total: 58
6 anos a 6 anos 11 meses e 29 dias
Observação: De acordo com a consulta do CECAD, os dados são filtrados de 0 a 4 anos e 5 a 6 anos
CONDICIONALIDADES
ÁREA DA SAÚDE
• Realizar o acompanhamento pré-natal, no caso das gestantes;
• Cumprir o calendário nacional de vacinação;
• Garantir o acompanhamento do estado nutricional das crianças
beneficiárias com até 7 anos incompletos.
•
O município conseguiu acompanhar 371 beneficiários(as), o que
corresponde a uma cobertura de acompanhamento de 80,5% na saúde. O
resultado nacional de acompanhamento foi de 80,8%.
ÁREA DA EDUCAÇÃO
As crianças e adolescentes beneficiários devem manter frequência escolar mínima,
conforme a faixa etária:
• 60% de frequência para crianças de 4 a 6 anos incompletos;
• 75% de frequência para beneficiários de 6 a 18 anos incompletos, que ainda
não concluíram a educação básica.
Nesta condicionalidade, o município acompanhou 263 beneficiários(as)
entre 4 e 18 anos incompletos de idade, o que corresponde a uma cobertura de
P á g i n a | 72
acompanhamento de 86,0% na educação. O resultado nacional de
acompanhamento foi de 81,7%.
Essas condicionalidades são acompanhadas de forma integrada entre os
setores da Assistência Social, Educação e Saúde, com o objetivo de garantir o
acesso a direitos fundamentais e promover a superação das situações de
vulnerabilidade social.
GRÁFICO 17: Notificações de casos de violência contra crianças de 0 a 4 anos
(2010 – 2023)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 8/4/2025
O gráfico apresentado retrata as notificações de casos de violência contra
crianças de 0 a 4 anos no município de Gália, Estado de São Paulo, no período
compreendido entre 2010 e 2023, conforme dados do Sistema de Informação de
Agravos de Notificação (SINAN). A análise dos dados revela uma incidência
extremamente baixa de registros formais ao longo dos anos, destacando-se
notificações apenas nos anos de 2012 e 2017, com um único caso contabilizado
em cada um desses períodos. Em todos os demais anos, não foram registradas
ocorrências.
Tal cenário pode ser interpretado de duas formas distintas. Por um lado, a
baixa notificação pode indicar, de fato, uma ocorrência reduzida de episódios de
violência contra crianças nessa faixa etária no município, o que seria um indicativo
positivo quanto à proteção e ao cuidado oferecidos à primeira infância na
localidade. Por outro lado, é necessário considerar a possibilidade de
subnotificação, decorrente de fatores como o desconhecimento da população
sobre os canais de denúncia, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde e
assistência social, ou ainda a ausência de capacitação adequada dos profissionais
para identificar, acolher e notificar formalmente casos de violência.
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A proteção integral da criança, especialmente nos primeiros anos de vida, é
um direito assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e deve ser
prioridade absoluta da sociedade e do Estado.
A legislação nacional, em especial a Lei Federal nº 13431/2017 (Lei da
Escuta Protegida), define os seguintes tipos de violência:
VIOLÊNCIA FÍSICA
Ação que impacte negativamente a integridade ou saúde corporal ou
cause sofrimento físico.
VIOLÊNCIA SEXUAL
Ação que force criança ou adolescente a praticar ou presenciar ato sexual,
de modo presencial ou virtual. A violência sexual inclui o abuso sexual, a
exploração sexual comercial e o tráfico de pessoas.
VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA
Discriminação, ameaças, constrangimento, humilhações, isolamento,
xingamentos, ridicularização, indiferença, entre outros, que prejudiquem
seu desenvolvimento mental e emocional. Também é violência
psicológica expor a criança ou adolescente de forma direta ou indireta a
crime violento contra alguém da sua família.
VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL
Ação praticada por funcionário público que prejudique o atendimento à
criança ou adolescente vítima ou testemunha de violência.
VIOLÊNCIA PATRIMONIAL
Retenção ou destruição de documentos pessoais, bens e recursos,
incluindo os necessários para necessidades básicas.
NEGLIGÊNCIA
Deixar de cumprir o dever de cuidado para com a criança ou adolescente
TRABALHO INFANTIL
Todo trabalho realizado por criança e adolescente abaixo de 16 anos. No
Brasil, adolescentes a partir dos 14 anos podem trabalhar apenas na
condição de aprendiz.
P á g i n a | 74
CONSELHO TUTELAR
O Conselho Tutelar é, por
vezes, visto como um lugar de
advertências e limites. Mas, na
verdade, é casa de proteção. É o
espaço onde os direitos das
crianças ganham guarda, presença
e ação. Quando tudo parece ruir ou
quando o cuidado, a escuta e os
laços falham, os conselheiros
tutelares oferecem meios para que
ocorra o amparo das crianças e, às
famílias, novas formas de
reconstrução.
Mais do que aplicar regras ou cumprir notificações, o Conselho Tutelar age
como sentinela dos direitos, vigiando as brechas onde tantas vezes as crianças e
os adolescentes escorregam. Acompanhando de perto as famílias, ele atua não
para punir, mas para sustentar. Porque proteger uma criança é, antes de tudo,
proteger a rede onde ela está inserida: sua casa, sua escola, seu bairro, suas
referências. É reconhecer que nenhuma infância se sustenta sozinha, uma vez que
precisa de adultos presentes, de políticas públicas vivas e de uma sociedade
comprometida com a dignidade de seus pequenos.
Amparado pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) e pelas diretrizes do CONANDA, o Conselho Tutelar é órgão
permanente e autônomo, criado para zelar. Zelar pelo que, por lei, não pode ser
violado: o direito à vida, à educação, à saúde, ao lazer, à convivência familiar e
comunitária, à escuta, ao respeito, à proteção integral. São muitos direitos, é
verdade. Mas nenhum deles é exagero. Cada um responde ao princípio maior que a
Constituição nos confia: prioridade absoluta.
E, nesse compromisso, o Conselho não caminha sozinho. Trabalha junto à
rede de proteção, com escolas, unidades de saúde, serviços sociais, centros de
atendimento e, sobretudo, com as famílias. Famílias que, por vezes, precisam de
orientação, de apoio, de tempo para aprender a cuidar. O Conselho chega até elas
não para julgar, mas para lembrar que toda criança tem o direito de ser protegida, e
todo adulto, o dever de garantir essa proteção. É nesse entrelaçar de laços, nesse
reconhecimento do cuidado como responsabilidade coletiva, que o trabalho do
Conselho se fortalece.
O Conselho Tutelar de Gália se faz presença. Presença que chega quando há
denúncia, mas também quando há dúvida, silêncio, desamparo. Presença que
observa, intervém, orienta, acompanha. Presença que insiste, que retorna, que
caminha junto. Porque proteger uma criança não é um gesto isolado, mas sim uma
P á g i n a | 75
tarefa cotidiana, feita de olhos atentos e mãos estendidas. E nesse gesto contínuo
de garantir que nenhum direito se perca pelo caminho, o Conselho Tutelar é farol. E
também abrigo.
O Conselho Tutelar da cidade de Gália-SP ficou criado pela Lei Municipal
nº1. 941, de 28 de abril de 1998. É um órgão permanente e autônomo, não
jurisdicional encarregado pela sociedade de zelar pelo direito da criança e do
adolescente, conforme a Lei Federal 8.069 de 13 de julho de 1990 “Estatuto da
Criança e do Adolescente”. O trabalho do Conselho Tutelar é ininterrupto, 24 h por
dia, sete dias por semana. O fluxo de atendimento é realizado de acordo com as
denúncias recebidas pelo órgão e deliberada pelo colegiado, de acordo com as
atribuições do Conselho Tutelar através da Lei 8069 ECA. no artigo 136.
NOSSAS AÇÕES
Recebida a comunicação de violação de direito o Conselho Tutelar efetuará
o registro do atendimento, do qual deverão constar as informações coletadas
através do denunciante, por exemplo, um familiar, acompanhante da criança ou do
adolescente etc. E aquelas apuradas e verificadas violação de direito, são
aplicadas as medidas de proteção da criança ou do adolescente de acordo com a
Lei 8069/1990, que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente.
FLUXOGRAMA
O fluxograma do Conselho Tutelar do município de Gália apresenta, de
forma clara e organizada, os caminhos percorridos a partir da identificação de uma
situação de possível violação de direitos de crianças ou adolescentes. O processo
tem início com a chegada de um fato - seja ele uma denúncia formal, uma
comunicação oriunda da Rede de Proteção ou uma demanda espontânea recebida
diretamente pelo Conselho Tutelar.
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A partir desse primeiro contato, o Conselho avalia a necessidade de notificar
os pais ou responsáveis e/ou realizar uma visita in loco. Em paralelo, é feita a escuta
especializada, etapa essencial para compreender a complexidade da situação e
garantir que a criança ou adolescente seja ouvida de maneira ética, sensível e
protegida.
Conforme a gravidade do caso, o Conselho pode orientar os responsáveis
e/ou aplicar medidas de proteção, conforme previsto no artigo 101 do Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA). Caso necessário, essas medidas podem incluir o
encaminhamento da criança ou adolescente aos serviços de saúde, saúde mental,
assistência social, ou ainda ao pronto-socorro ou ao PSF (Programa de Saúde da
Família). Também está previsto o encaminhamento à Polícia Civil para a
formalização de boletim de ocorrência, quando se configura uma infração ou crime.
Durante todo esse percurso, o Conselho Tutelar deve garantir a referência e
a contrarreferência dos serviços envolvidos, assegurando a continuidade do
atendimento e evitando que a criança ou adolescente fique desassistido. O objetivo
central é garantir que as medidas adotadas produzam proteção real e efetiva.
Após a aplicação das medidas, o Conselho acompanha se houve adesão e
cumprimento por parte da família e demais envolvidos. Caso a adesão não
aconteça, é necessário comunicar o Ministério Público e a Polícia Civil,
assegurando a responsabilização e a continuidade do cuidado. Novas medidas
podem ser aplicadas, sempre com base na legislação vigente e no melhor interesse
da criança.
Se, após as ações realizadas, a situação de risco for sanada, o processo é
encerrado com a criança protegida. Caso contrário, o fluxo se reinicia com a
aplicação de novas medidas, de forma contínua, até que os direitos estejam
plenamente assegurados.
Esse fluxograma evidencia o caráter articulado, ético e intersetorial da
atuação do Conselho Tutelar do município, reafirmando seu papel fundamental na
defesa dos direitos da infância e adolescência. Trata-se de uma rede viva de
proteção, onde cada passo é guiado pela escuta, pelo cuidado e pela
responsabilidade pública compartilhada.
QUADRO 9: Boletins de atendimento do Conselho Tutelar (2024)
Ações 2024
Boletins de Atendimentos 432
Atendimentos diversos 432
Vale destacar que os atendimentos relacionados ao Conselho Tutelar são totalmente
sigilosos, após a acolhermos a denúncia averiguar e comprovar a violação de direito aplicamos as
medidas de proteção aplicáveis mediante a Lei 8069/1990, Estatuto da Criança e do Adolescente.
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CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE (CMDCA)
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA)
foi instituído pela Lei Municipal nº 2.302, de 24 de março de 2015, como órgão
deliberativo e controlador das políticas públicas voltadas à promoção, proteção e
garantia dos direitos de crianças e adolescentes no município.
O CMDCA é composto por 08 (oito) membros titulares, sendo 04 (quatro)
representantes do Poder Público e 04 (quatro) representantes da Sociedade Civil
organizada, com mandato de 04 (quatro) anos, conforme previsto em seu regimento
interno.
As reuniões ordinárias são realizadas de forma trimestral, podendo haver
convocações extraordinárias sempre que necessário, a fim de deliberar sobre
temas urgentes ou relevantes à pauta da infância e adolescência.
Entre suas principais atribuições, destacam-se: formular, acompanhar e
fiscalizar as políticas públicas para o público infantojuvenil; gerir o Fundo Municipal
dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA); e promover a articulação entre
os diversos órgãos e entidades do Sistema de Garantia de Direitos.
CONSELHO MUNICIPAL DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (CMAS)
As Portarias nº 4.273/2025, de 22 de janeiro de 2025 e nº 4.266/2025, de 15
de janeiro de 2025, regulamentam a composição e as atribuições do Conselho
Municipal de Assistência Social (CMAS) e do Conselho de Instância de Controle
Social do Programa Bolsa Família (ICS). Composição: Presidência, VicePresidência e Secretaria do CMAS/ICS, Representantes do poder público (2 de
cada): Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, Secretaria da
Educação, Secretaria da Saúde, Representantes da sociedade civil (2 de cada):
Sociedade São Vicente de Paulo – Abrigo de Idosos, Sindicato dos Trabalhadores
Rurais, Usuários dos programas sociais, mandato de 2 anos, com possibilidade de
uma recondução, as reuniões são mensais. Atribuições principais: Acompanhar,
fiscalizar e propor melhorias na política de assistência social; garantir os direitos
dos usuários; atuar na elaboração de planos, orçamentos e no controle social;
assegurar o uso adequado dos recursos e a efetividade das ações voltadas à
comunidade.
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P á g i n a | 79
A relevância da educação é
incontestável, sendo amplamente
reconhecida no Plano Nacional pela
Primeira Infância, que a ressalta
como o mais poderoso instrumento
de formação humana e um fator
determinante para o progresso social
e econômico. É por meio dela que se
viabiliza o avanço das ciências, a
promoção da inovação tecnológica e
a construção de um futuro mais
promissor. Contudo, a educação transcende os limites do desenvolvimento
material, constituindo-se como condição essencial para a plena realização do ser
humano em sua totalidade.
Quando valorizada e efetivada com qualidade, a educação proporciona os
alicerces para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Contribui,
ainda, para o fortalecimento do desenvolvimento nacional e se apresenta como
ferramenta estratégica no combate à discriminação, à erradicação da pobreza e à
redução das desigualdades sociais.
Nos primeiros anos de vida, a educação cumpre o papel fundamental de
favorecer a inserção da criança no meio social, promovendo a aprendizagem e o
desenvolvimento integral de suas potencialidades. Esta etapa abrange o período
que se estende do nascimento até os cinco anos completos de idade (5 anos, 11
meses e 30 dias), sendo reconhecida como uma das fases mais determinantes na
formação do indivíduo.
A Educação Infantil, nesse contexto, assume posição central no processo de
desenvolvimento humano, bem como nas esferas de representação social, nos
discursos políticos, na legislação educacional e no planejamento estratégico das
políticas públicas. Sua finalidade é legalmente assegurada pela Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB), que em seu Artigo 29 estabelece que a
Educação Infantil deve promover “o desenvolvimento integral da criança em seus
aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da
família”.
Cabe à Secretaria Municipal de Educação, em articulação com os demais
setores da municipalidade, a responsabilidade de formular políticas, programas,
planos, projetos, diretrizes e metas voltadas às crianças.
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ORGANOGRAMA
Creche Municipal
“Professora Ruth Coelho”
A Creche Municipal “Professora Ruth Coelho”, inaugurada em 26 de outubro
de 2018, está localizada na Rua Afonso Cartolari, nº 340 e atende crianças de 0 a 3
anos de idade. A instituição de ensino conta com 118 matrículas de crianças
frequentes, até meados do mês de maio, e com 35 funcionários que atuam na
direção, salas de referências, limpeza, alimentação e apoio escolar.
Fachada da Creche Municipal “Professora Ruth Coelho”
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EMEI Creche
Mathilde Ferreira
A EMEI-Creche Mathilde Ferreira atende atualmente 133 crianças, com
idades entre 4 anos e 5 anos e 11 meses, oferecendo atendimento em período
parcial e integral. Nosso trabalho é voltado às crianças do município, priorizando
sempre um ambiente acolhedor, seguro e rico em experiências significativas.
EMEI Creche Mathilde
Ferreira
Tipo de Ensino: Educação
Infantil (4 anos a 5 anos e 11
meses)
Rua Esther Portnow Piza, 230
– Centro
Gália/SP
CEP: 17450-005
e-mail: emei@galia.sp.gov.br
Telefone: (14) 3274-1294
WhatsApp: (14) 99653-8290
Imagem: Interna da EMEI Creche Mathilde Ferreira
A organização do cotidiano das instituições infantis de Gália tem como eixo
central as brincadeiras e interações, reconhecendo a criança como sujeito ativo em
seu processo de aprendizagem. Por meio de vivências concretas, promovemos o
desenvolvimento cognitivo, social e emocional, valorizando a interação, o diálogo,
a aprendizagem colaborativa e o apoio individualizado.
Neste ano, adotamos o sistema apostilado “Aprende Brasil”, do Grupo
Positivo, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como recurso
complementar ao planejamento pedagógico da escola.
Nosso trabalho considera os seguintes pilares:
A legislação vigente
A proposta pedagógica institucional
A organização dos espaços e tempos escolares
A formação dos agrupamentos de crianças
A integração com as famílias.
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Fonte: Dimensões do desenvolvimento humano integral. Disponível em
https://educacaointegral.org.br/curriculo-na-educacao-integral/wpcontent/uploads/2019/01/caderno-1-curriculo-e-ei-na-pratica.pdf Acesso em 27/5/2025.
O Organizador Curricular praticado na Rede Municipal de Ensino prevê, em
consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e Currículo Paulista
(CP), os 5 Campos de Experiências que traduzem as ações pedagógicas que devem
mobilizar às crianças às explorações, investigações, descobertas, à apropriação
das múltiplas linguagens, ao desenvolvimento de competências sociais,
autoconhecimento e autoestima, ao acesso à cultura mais elaborada enquanto
patrimônio da humanidade, dentre outras aprendizagens que impulsionam ao
desenvolvimento.
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O EU, O OUTRO E O NÓS
É na interação com outras
crianças e adultos que as crianças vão
se constituindo como alguém com um
modo próprio de agir, sentir e pensar.
Conforme vivem suas primeiras
experiências de cuidado pessoal e
outras práticas sociais recíprocas, na
família, na instituição educacional ou na
coletividade, constroem percepções e
perguntas sobre si, diferenciando-se e,
simultaneamente, identificando-se com os demais. Nesse processo, as crianças
aprendem a distinguir e a expressar sensações, percepções, emoções e
pensamentos, o que lhes possibilita, posteriormente, considerem o ponto de vista
do outro, se oporem ou concordarem com seus pares, entendendo os sentimentos,
os motivos, as ideias e o cotidiano dos parceiros. Ao mesmo tempo em que
participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças constroem sua
autonomia e senso de autocuidado, de reciprocidade e de interdependência com o
meio. Por sua vez, o contato com outros grupos sociais e culturais, outros modos
de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados pessoais e do grupo,
costumes, celebrações e narrativas, amplia o modo de a criança perceber a si e ao
outro, levando-a a não assumir preconceitos, garantindo o diálogo, a valorização de
sua identidade e o reconhecimento e o respeito às diferenças que nos constituem
como seres humanos.
CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
O corpo carrega não só aspectos
físicos e biológicos, mas também
marcas sociais que refletem nossa
identidade e experiências relacionadas a
gênero, etnia, classe, religião e
sexualidade. Desde bebês, as crianças
exploram o mundo com o corpo, por
meio dos sentidos, gestos e
movimentos, expressando-se,
relacionando-se e construindo
conhecimento. Na infância, o corpo é meio de comunicação e expressão por
diversas linguagens, como a música, a dança, o teatro e as brincadeiras simbólicas.
É também através dele que as crianças percebem suas capacidades e limites,
desenvolvendo consciência corporal, segurança e autonomia. Na Educação
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Infantil, o corpo tem papel central nas práticas pedagógicas, que valorizam o
cuidado, a liberdade e a expressão. Crianças vivenciam uma ampla gama de
movimentos e interações, como engatinhar, correr, escalar e equilibrar-se, sempre
guiadas pelo brincar e pelas relações com o outro e com o espaço.
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
Desde o nascimento, as crianças
participam de interações comunicativas que
favorecem a apropriação da linguagem
materna. O choro, os gestos, os olhares e os
sons são formas iniciais de comunicação, que
ganham sentido com a resposta do outro. Aos
poucos, a linguagem oral (ou em Libras) tornase seu principal meio de expressão e
pensamento. As múltiplas linguagens - oral,
gestual, corporal, gráfica, musical, plástica e
escrita - ampliam as formas de comunicação
e participação cultural das crianças,
estimulando a criatividade, a expressão e a
construção do conhecimento. Na Educação Infantil, a vivência com a cultura oral e
escrita é essencial. Por meio de histórias, conversas, narrações e brincadeiras, a
criança se desenvolve como sujeito singular e social. A imersão na linguagem
escrita deve partir de suas experiências, curiosidades e hipóteses, favorecendo o
contato com letras, palavras, imagens e números de forma significativa e prazerosa.
TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS
As crianças constituem sua
identidade pessoal e social nas interações
que estabelecem com diversos atores
sociais, durante as quais elas aprendem a se
expressar, por meio de múltiplas linguagens,
como as artes visuais, dança, música e
teatro.
É importante que, desde bebês, as
crianças tenham oportunidades de conviver
com as diferentes manifestações artísticas,
culturais e científicas, locais e universais, no
cotidiano da escola, pois, a partir dessas
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experiências diversificadas, elas podem fruir e recriar um universo de experiências,
práticas e conceitos singulares. Ao explorarem distintos materiais, recursos
tecnológicos, audiovisuais e multimídia, as crianças realizam suas produções
culturais, exercitando a autoria - coletiva e individual - com gestos, sons, traços,
danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, constituindo
senso estético e crítico. Desenvolver a sensibilidade, a criatividade, a expressão
pessoal, apropriando-se e reconfigurando, permanentemente, a cultura e
potencializando as suas singularidades, ao ampliar repertórios e interpretar a
experiência e a vivência artísticas.
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
Desde o nascimento, as
crianças se comunicam com as
pessoas ao seu redor,
apropriando-se gradualmente da
língua materna. O choro, junto a
olhares, gestos e movimentos, é
uma das primeiras formas de
linguagem, ganhando significado
na interação com o outro. Com o
tempo, ampliam seu repertório
vocal e se apropriam da
linguagem oral (ou Libras), que se
torna central para o pensamento
e a comunicação. As diferentes
formas de expressão, como gestos, brincadeiras, música, desenho, escrita e
dramatização, fortalecem o pensamento, a criatividade e a participação cultural da
criança. Na Educação Infantil, vivências com a cultura oral e escrita são
fundamentais para que ela se constitua como sujeito singular e social. A imersão
na linguagem escrita deve respeitar o conhecimento prévio e a curiosidade da
criança, estimulando a formulação de hipóteses, o diálogo e a participação em
práticas significativas de leitura e escrita, ampliando sua compreensão do mundo
simbólico.
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ESPAÇOS, TEMPOS, RELAÇÕES, QUANTIDADES E
TRANSFORMAÇÕES
As crianças são naturalmente curiosas e atentas, buscando compreender o
mundo ao seu redor. Desde cedo, exploram elementos da natureza e da cultura,
elaborando explicações sobre como e por que as coisas acontecem.
Ainda bebês, percebem o próprio corpo, o espaço, o tempo e desenvolvem
a consciência corporal por meio de sensações e experiências. Interessam-se por
fenômenos da natureza, como
luz, som, chuva, vento e
crescimento dos seres vivos, e,
incentivadas por adultos,
investigam, experimentam e
constroem noções intuitivas
sobre esses temas. Inseridas
em uma cultura permeada por
conhecimentos matemáticos,
demonstram interesse em
contar, medir, comparar e
resolver problemas do
cotidiano. Ao interagir com
saberes científicos, tradicionais e ambientais, desenvolvem uma relação de
pertencimento, respeito ao planeta e à construção da própria identidade.
Crianças durante atividade cultural “Carnaval”
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Matrículas na Educação Infantil
A tabela a seguir análise das matrículas na Educação Infantil no município
de Gália, entre os anos de 2013 e 2023, revela um cenário de estabilidade e
compromisso contínuo do poder público municipal com a garantia do direito à
educação na primeira infância. Os dados apresentados na tabela demonstram que,
ao longo de toda a série histórica, a totalidade das matrículas esteve sob a
responsabilidade da rede municipal de ensino, evidenciando a ausência de oferta
por parte das redes estadual, federal ou particular neste segmento educacional.
Tabela 7: Matrículas na Educação Infantil 2013– 2023
Fonte: MEC/Inep – Sinopse Estatística de Educação Básica e Secretaria da Educação de Estado de
São Paulo/Seduc-SP – Cadmec. Disponível em
https://www.fde.sp.gov.br/PagePublic/CadernoDeDados.aspx?codigoMenu=322Acesso:
10/4/2025
No período analisado, observa-se uma oscilação no número de crianças
matriculadas, com destaque para os anos de 2017 e 2023, que registraram os
maiores índices, com 279 e 271 matrículas, respectivamente. Esses picos podem
estar associados a políticas de expansão da oferta, ações de busca ativa, aumento
da taxa de natalidade em anos anteriores ou mesmo à ampliação da estrutura física
e de recursos humanos da rede municipal.
Em contrapartida, o ano de 2021 apresentou o menor número de matrículas
da década, com 217 crianças atendidas. Esse decréscimo pode estar relacionado
aos impactos da pandemia de COVID-19, que afetou significativamente as redes
educacionais em todo o país, especialmente no que diz respeito ao retorno das
crianças à escola e à regularização da frequência.
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Creche: espaço que cuida e educa
Conforme
estabelece a Lei de
Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (Brasil,
1996) e reiteram diversos
documentos oficiais
dedicados à Educação da
Primeiríssima Infância,
compreende-se que o
cuidado, a alimentação e o
afeto devem integrar, de
forma indissociável, o
cotidiano da creche. No entanto, enquanto instituição eminentemente educativa,
alicerçada em saberes sistematizados e organizados intencionalmente para
favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem, a creche transcende as
experiências vivenciadas no ambiente familiar.
Deixa, assim, de ser concebida como um espaço de caráter meramente
assistencialista ou como substituto do papel materno, para afirmar-se como um
ambiente pedagógico privilegiado que promove o desenvolvimento integral da
criança. Seu papel é contemplar dimensões que extrapolam os aspectos
biológicos, reconhecendo que o pleno desenvolvimento infantil abrange também
os domínios psíquico, social, emocional e cultural, os quais são fomentados por
práticas educativas qualificadas e intencionais.
Esse desenvolvimento integral impulsionado por processos de educação,
pode ser mais bem evidenciado nas considerações a seguir:
DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL
O ambiente da creche configura-se como um espaço privilegiado
para a ampliação das experiências sociais das crianças, ao
possibilitar interações significativas com outros pares e adultos
fora do núcleo familiar. Tais interações favorecem o
desenvolvimento de competências socioemocionais
fundamentais, como a capacidade de compartilhar, cooperar,
comunicar-se de forma assertiva e lidar com conflitos de maneira
construtiva.Além disso, ao vivenciarem diferentes contextos e
conviverem com a diversidade presente no coletivo, as crianças
desenvolvem habilidades de adaptação e empatia, pilares
essenciais para a construção de relações saudáveis e para a
formação de uma cidadania ética e respeitosa. Nesse sentido, a
creche se consolida como um espaço educativo que contribui de
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maneira decisiva para o desenvolvimento integral da criança, especialmente no que tange à
dimensão socioemocional.
ESTÍMULO AO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
Nas creches, são desenvolvidas propostas pedagógicas
cuidadosamente planejadas e adequadas às
especificidades das diferentes faixas etárias, com o objetivo
de promover o desenvolvimento cognitivo das crianças.
Nesse contexto, os profissionais da educação atuam de
forma intencional, mediando experiências significativas por
meio de brincadeiras, jogos, contação de histórias e
atividades integradas às áreas de linguagem, matemática,
ciências e artes. Essas vivências ampliam o repertório
cultural e cognitivo das crianças, favorecendo a construção
do conhecimento de maneira lúdica e prazerosa. Ao
estimular a curiosidade, a imaginação e o pensamento crítico desde os primeiros anos de vida, a
creche fortalece o processo de aprendizagem e contribui para o desenvolvimento integral,
respeitando o ritmo e as potencialidades de cada criança.
ESTÍMULO AO DESENVOLVIMENTO FÍSICO
As creches desempenham um papel fundamental no
estímulo ao desenvolvimento motor das crianças,
oferecendo múltiplas oportunidades para que explorem e
aprimorem suas habilidades corporais. Por meio de
brincadeiras ao ar livre, jogos coletivos e atividades físicas
estruturadas, as crianças exercitam seus corpos de maneira
prazerosa e desafiadora.
Essas vivências possibilitam o fortalecimento muscular, o
desenvolvimento da coordenação motora ampla e fina, além
da ampliação do controle corporal e da consciência
espacial. Ao integrar intencionalmente o movimento às propostas pedagógicas, a creche
contribui para o crescimento físico saudável, promovendo, desde a primeira infância, hábitos de
vida ativa e uma relação positiva com o próprio corpo.
ESTÍMULO À APROPRIAÇÃO DA LINGUAGEM
Nas creches, as crianças são inseridas em contextos ricos de
linguagem, que favorecem tanto o desenvolvimento da
oralidade quanto o contato inicial com a cultura escrita.
Nesse ambiente, os profissionais da educação infantil atuam
intencionalmente para promover a comunicação verbal,
estimular a ampliação do vocabulário e proporcionar
experiências significativas com a leitura e a escuta de
histórias, canções, poemas e outros gêneros orais. As
propostas pedagógicas incluem, de forma lúdica e
contextualizada, atividades que introduzem noções iniciais de leitura e escrita, respeitando o
estágio de desenvolvimento de cada criança. Esse contato precoce com a linguagem, mediado
por interações afetivas e qualificadas, é essencial para o aprimoramento das habilidades
comunicativas e para a formação de sujeitos que reconhecem a linguagem como instrumento de
expressão, interação e construção de conhecimentos, os quais figuram aspectos fundamentais
para a futura inserção na educação formal.
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SUPORTE ÀS FAMÍLIAS
Para além dos benefícios voltados diretamente ao
desenvolvimento das crianças, o atendimento em
creche desempenha um papel fundamental no apoio
às famílias. Em muitos casos, pais e responsáveis
necessitam conciliar suas atividades profissionais,
acadêmicas ou outras responsabilidades com os
cuidados cotidianos exigidos na primeira infância.
Nesse contexto, a creche se configura como um
espaço seguro, acolhedor e confiável, onde as
crianças são acompanhadas por profissionais
qualificados e têm acesso a experiências educativas
que promovem seu desenvolvimento integral. Essa oferta de atendimento regular possibilita
maior estabilidade na dinâmica familiar, ao permitir que os cuidadores exerçam suas funções
sociais e econômicas com tranquilidade, sabendo que seus filhos estão em um ambiente propício
ao cuidado e à aprendizagem.
Cenário de atendimento à demanda existente no território
nos últimos anos
Os gráficos apresentados a seguir foram extraídos da plataforma Primeira
Infância Primeiro, iniciativa organizada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal,
cujo objetivo é disponibilizar dados e indicadores relevantes sobre a situação da
primeira infância nos municípios brasileiros. As informações foram consultadas
durante o mês de maio de 2025, por meio do seguinte endereço eletrônico:
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/
GRÁFICO 18: Percentual de atendimento em creches - 0 a 3 anos (2022)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 10/4/2025
Em 2022, o município apresentava uma taxa de atendimento de 49,57%,
percentual que já estava acima da média nacional de 37,6% e próximo da meta
estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o atendimento de
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50% dessa faixa etária. Essa posição já colocava o município em destaque em
relação ao cenário nacional e estadual.
GRÁFICO 19: Percentual de atendimento em creches - 0 a 3 anos (2023)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 10/4/2025
No ano de 2023, o município superou a meta do PNE, alcançando um índice
de 58,19% de atendimento em creches, um crescimento expressivo de quase 9
pontos percentuais em relação ao ano anterior. Esse cenário situa Gália acima das
médias de atendimento tanto do Brasil quanto do estado de São Paulo,
consolidando o compromisso do município com a ampliação do acesso à
educação infantil na primeira infância.
Matriz Curricular
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O trabalho realizado com as crianças da Creche Municipal Professora Ruth
Coelho é pautado por princípios que valorizam os direitos de aprendizagem e o
desenvolvimento integral dos pequenos. Esses direitos incluem o direito de brincar,
o direito à educação de qualidade e o respeito à individualidade de cada criança,
assegurando que todos tenham acesso a experiências significativas.
Os campos de experiência, conforme as diretrizes curriculares, são
fundamentais para orientar as práticas pedagógicas. Na creche, são abordados
aspectos como o desenvolvimento pessoal e social, a comunicação e expressão, o
conhecimento do mundo e a expressão artística. Essas áreas promovem a
exploração e a descoberta, permitindo que as crianças interajam ativamente com
o ambiente ao seu redor.
Quanto aos agrupamentos etários, a creche atende crianças de 0 a 3 anos,
cada agrupamento é definido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e
cuidadosamente planejado para atender às necessidades e características
específicas das crianças em cada fase do desenvolvimento, garantindo um
aprendizado significativo e prazeroso.
TABELA 8: Matrícula na Creche por dependência administrativa 2013 - 2023
Fonte: MEC/Inep – Sinopse Estatística de Educação Básica e Secretaria da Educação de Estado de
São Paulo/Seduc-SP – Cadmec. Disponível em
https://www.fde.sp.gov.br/PagePublic/CadernoDeDados.aspx?codigoMenu=322 Acesso:
10/4/2025
A tabela apresenta a evolução das matrículas em creches no município,
entre os anos de 2013 e 2023, considerando a dependência administrativa das
instituições. Os dados revelam que, ao longo de todo o período, todas as matrículas
ocorreram exclusivamente na rede municipal, sem registros de atendimento por
creches estaduais, federais ou particulares.
Em 2013, o número de matrículas era de 114 crianças. Nos anos seguintes,
esse número se manteve relativamente estável, com pequenas oscilações: 119 em
2014, 123 em 2015, 118 em 2016 e 122 em 2017. No ano de 2018, houve uma leve
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redução, com 110 crianças matriculadas, mas em 2019 e 2020 os números
voltaram a crescer, atingindo 123 e 134, respectivamente.
Contudo, em 2021 observou-se uma queda significativa, com apenas 92
crianças matriculadas, o que pode estar relacionado aos efeitos da pandemia da
COVID-19 sobre o funcionamento das creches. A partir de 2022, os dados indicam
uma recuperação: houve um aumento para 121 matrículas, e em 2023 o município
alcançou o maior número da série histórica, com 145 crianças atendidas na rede
municipal.
A seguir, são apresentadas as matrículas dos agrupamentos etários que
compõem o público-alvo da creche: os berçários (I e II) e os maternais (I e II).
TABELA 9: Número de matrículas na creche (2024-2025)
Agrupamento etários 2024 2025
Berçário I 16 6
berçário II 32 21
Maternal I 48 39
Maternal II 60 52
Total 156 118
Fonte: Secretaria Escolar Digital (SED) - maio/2025
Rotina semanal das crianças
ATIVIDADE HORÁRIOS
Horário de entrada 7h às 8h
Servido café da manhã; Lanche 9h às 9:20h
Almoço 9:30h às 10h (berçário 1e 2)
10:40h às 11:20 h (maternal1 e 2)
Horário do descanso 10:30h às 12:30h(berçário)
12h às 14h (maternal 1 e 2)
Janta 14h (berçário)
Lanche 14:30h às 14:50h (Maternal 1 e 2)
Despedida 17h.
Fonte: Creche Municipal “Professora Ruth Coelho”
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As imagens abaixo, ilustram a cotidianidade de bebês e crianças bem
pequenas na creche municipal.
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Agrupamentos etários e proposta pedagógica
AGRUPAMENTO ETÁRIO PROPOSTA DE TRABALHO
Berçário 1 (0 a 11 meses)
Este grupo é destinado aos bebês, que recebem
cuidados especiais e atividades que estimulam
seu desenvolvimento motor e cognitivo. A
equipe se concentra em criar um ambiente
seguro e acolhedor, onde os pequenos podem
explorar e interagir.
Berçário 2 (12 meses a 1 ano
e 11 meses)
Neste estágio, as crianças estão começando a
andar e a se comunicar de maneira mais efetiva.
As atividades são projetadas para incentivar a
autonomia e as interações sociais, ajudando as
crianças a desenvolverem suas habilidades
motoras e sociais.
Maternal 1 (1 ano e 11 meses
a 2 anos e 11 meses)
As crianças nessa faixa etária começam a
expandir seu vocabulário e a participar de
brincadeiras mais complexas. O foco é
promover a criatividade e a socialização, além
de preparar as crianças para a transição para o
próximo nível.
Maternal 2 (2 anos e 11
meses a 3 anos e 11 meses)
Este agrupamento é voltado para crianças que
estão se preparando para a educação infantil.
As atividades incluem jogos, histórias e
exercícios que incentivam a linguagem, a lógica,
e o trabalho em grupo, criando uma base sólida
para o aprendizado futuro.Dessa forma, o
trabalho na Creche Municipal Professora Ruth
Coelho reflete um compromisso com uma
educação inclusiva e de qualidade, priorizando
o desenvolvimento das crianças em um
ambiente acolhedor e estimulante.
Fonte: Creche Municipal “Professora Ruth Coelho”
P á g i n a | 96
PRÉ-ESCOLA
A pré-escola no município é oferecida na EMEI CRECHE Mathilde Ferreira,
cujo objetivo principal está voltado ao desenvolvimento integral da criança de 4 a 5
anos de idade. A equipe de gestores, professores e demais funcionários
empreendem esforços diários na promoção de experiências que favoreçam o
crescimento físico, emocional, social e cognitivo, por meio das múltiplas
linguagens e respeitando as particularidades de cada criança e seu ritmo de
aprendizagem. Nesse ambiente, o brincar é a principal ferramenta pedagógica, pois
possibilita a construção de conhecimentos, a interação com o outro e a exploração
do mundo ao redor.
Além disso, este segmento da primeira etapa da Educação Básica contribui
para o desenvolvimento da linguagem, da autonomia, da criatividade e da formação
de valores, favorecendo, inclusive, processos de transição escolar da criança para
o Ensino Fundamental. Também tem papel essencial na socialização, ajudando os
pequenos a aprenderem a conviver em grupo, compartilhar e respeitar regras.
Assim, configura-se não apenas um espaço de cuidado, mas de formação e
construção das bases para a aprendizagem ao longo da vida.
GRÁFICO 20: Percentual de atendimento em pré-escola - 4 a 5 anos (2022)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 10/4/2025
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GRÁFICO 21: Percentual de atendimento em pré-escola - 4 a 5 anos (2023)
Fonte: Ministério da Saúde – DataSUS / Organizado por Datapedia.info. Disponível em
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso: 10/4/2025
TABELA 10: Matrícula na pré-escola (2013 - 2023)
Fonte: MEC/Inep – Sinopse Estatística de Educação Básica e Secretaria da Educação de Estado de São
Paulo/Seduc-SP – Cadmec. Disponível em
https://www.fde.sp.gov.br/PagePublic/CadernoDeDados.aspx?codigoMenu=322 Acesso: 10/4/2025
A tabela apresenta dados sobre a matrícula na pré-escola no estado de São
Paulo, de 2013 a 2023. Em relação aos números absolutos, percebe-se uma certa
estabilidade ao longo dos anos, com pequenas variações. Em 2013, foram
registradas 123 matrículas. A partir de então, houve um crescimento gradual,
atingindo o pico de 157 em 2017. Após esse ano, os números começaram a oscilar:
houve queda em 2018, pequena recuperação em 2019 (151 matrículas) e leve
declínio nos anos seguintes. Em 2023, o total de matrículas foi de 126, um número
próximo ao registrado dez anos antes, em 2013.
Essa trajetória sugere que, apesar de avanços pontuais, não houve uma
expansão contínua e sustentada no número de matrículas na pré-escola ao longo
P á g i n a | 98
da década. A oscilação pode estar relacionada especialmente ao fato de haver um
alto controle sobre a taxa de natalidade não apenas na Gália, mas em todo país e
até globalmente.
A seguir, são apresentadas as matrículas dos dois agrupamentos etários que
compõem a pré-escola: a 1ª e a 2ª etapa, referentes aos anos letivos de 2024 e
2025.
TABELA 11: Número de matrículas na pré-escola (2024-2025)
Agrupamento etários 2024 2025
1ª Etapa Pré-Escola 71 66
2ª Etapa Pré-Escola 64 67
Total 135 133
Fonte: Secretaria Escolar Digital (SED) - maio/2025
Educação Especial na Educação Infantil
O município de Gália possui
Atendimento Educacional Especializado
na modalidade de Sala de Recursos
Multifuncionais recebendo alunos que
possuem impedimentos de longo prazo
de natureza física, intelectual, mental ou
sensorial. Isso inclui, mas não se limita a
pessoas com deficiência física,
deficiência intelectual, deficiência visual
(cegueira, baixa visão), deficiência
auditiva (surdez, deficiência auditiva),
deficiência múltipla (associação de duas
ou mais deficiências), alunos com
Transtornos Globais de Desenvolvimento
(TGD) que são os estudantes que apresentam alterações qualitativas nas
interações sociais recíprocas e nos padrões de comunicação, além de um
repertório restrito de interesses e atividades. O principal exemplo é o Transtorno do
Espectro Autista (TEA) e alunos com altas habilidades / superdotação que são
aqueles que demonstram um potencial elevado e grande envolvimento com as
áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas, como intelectual,
acadêmica, liderança, psicomotora, artes e criatividade.
P á g i n a | 99
A Sala de Recursos
Multifuncionais oferece o
Atendimento Educacional
Especializado (AEE) que é um
serviço complementar ou
suplementar à escolarização
regular. Ou seja, esses alunos
devem estar matriculados e
frequentando a classe comum da
escola regular e a S.R.M.
proporciona recursos, estratégias
e atividades que visam eliminar
barreiras e promover a participação
e aprendizagem.
Entre as atividades desenvolvidas no AEE do nosso município, segundo
nossa demanda de alunos, podemos destacar: Atividades de Vida Autônoma e
Social Diária (AVDS), Atividades de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA),
atividades de enriquecimento curricular, atividades para o desenvolvimento das
funções mentais superiores.
Sendo assim, a
Sala de Recursos
Multifuncionais é um
espaço essencial para
garantir o direito à
educação inclusiva
para todos os
estudantes,
oferecendo o suporte
necessário para que
eles possam se
desenvolver
plenamente e participar de forma efetiva no ambiente escolar e na sociedade como
um todo.
Atualmente estão sendo atendidos 9 alunos no seguimento da educação
infantil, sendo 8 com laudo, 48 alunos no ensino fundamental I (1º ao 5º Ano), 11
com laudo, o restante está sendo avaliados pela equipe multiprofissional da
secretaria da educação que o município possui que são: psicóloga da educação,
terapeuta ocupacional da educação, professora de educação especial (sala de
recursos multifuncional). Contamos também com as psicólogas da secretaria
municipal de saúde e fonoaudióloga da secretaria municipal da saúde.
P á g i n a | 100
Iniciamos o trabalho do Centro de Atendimento Especializado, onde a psicóloga e
a terapeuta da educação atendem os alunos da nossa rede municipal.
Protocolos de atendimento: Inicialmente fazemos a identificação e o
encaminhamento dos alunos definindo quem são e se se enquadram para o AEE. A
identificação é feita pelos professores da sala regular em conjunto com a equipe
pedagógica da escola que passa o aluno para a coordenadora articuladora que
realiza a anamnese e a Avaliação Pedagógica Inicial (API) desse aluno com o
consentimento e a participação dos responsáveis. Em vários casos é necessário
um laudo médico, relatório pedagógico que evidencie as necessidades do aluno.
Cada aluno, ao ser avaliado pela equipe, terá um Plano de Atendimento
Educacional Especializado (PAEE), elaborado pelo professor especializado que tem
por objetivo identificar as dificuldades e potencialidades dos alunos com
necessidades educacionais especiais, definindo como plano de trabalho para
apoiar o desenvolvimento do discente.
As professoras das salas regulares são orientadas a adaptar atividades e
realizar atividades estruturadas direcionadas sempre que houver necessidade.
A orientação para a família é realizada e, em casos pontuais orientada essa
família para que procure a saúde municipal com o relatório da professora da sala
regular em mãos para que a saúde oriente o agendamento com o médico do posto
de saúde para esse, direcionar o atendimento para a especialidade médica
adequada.
É realizada orientação com as coordenadoras nas escolas e com os
professores também de forma geral com relação ao público-alvo atendido e através
de estudo de casos de maneiras específicas a cada criança.
A coordenadora articuladora de educação especial em conjunto com a
psicóloga e a terapeuta ocupacional vão até as unidades escolares e orientam os
professores e funcionários de forma que todos trabalhem em conjunto para que a
inclusão aconteça.
Iniciamos no nosso município o ano de 2025 com o apoio imprescindível e
fundamental da administração atual com a criação do Centro de Atendimento
Especializado e a ampliação dos atendimentos na Sala de Recursos
Multifuncionais. Começamos o ano com a capacitação de professores da rede
municipal e periodicamente em horas de trabalho pedagógico coletivo, orientações
com profissionais do Centro e coordenadora articuladora de educação especial.
A Educação Especial deve ser um eixo transversal do Plano Municipal da
Primeira Infância, permeando todas as suas dimensões e garantindo que todas as
crianças do município tenham direito ao desenvolvimento integral e inclusivo.
P á g i n a | 101
Estudantes atendidos na Sala de Recursos Multifuncionais na Educação Infantil
QUANTIDADE COM LAUDO EM AVALIAÇÃO
9 8 1
Estudantes atendidos na Sala de Recursos Multifuncionais na EMEF “Coronel
Galdino Ribeiro”
1º Ano
QUANTIDADE COM LAUDO EM AVALIAÇÃO
7 2 5
2º Ano
QUANTIDADE COM LAUDO EM AVALIAÇÃO
9 1 8
3º Ano
QUANTIDADE COM LAUDO EM AVALIAÇÃO
10 2 8
4º Ano
QUANTIDADE COM LAUDO EM AVALIAÇÃO
11 1 10
5ºAno
QUANTIDADE COM LAUDO EM AVALIAÇÃO
11 7 4
Total de estudantes atendidos na E.M.E.F. “Coronel Galdino Ribeiro” pela
Sala de Recursos Multifuncionais: 48
Alunos do município atendidos pelo Centro de Atendimento Especializado:
Psicóloga Escolar
QUANTIDADE COM LAUDO SEM LAUDO EM AVALIAÇÃO
36 5 31
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Terapeuta Ocupacional Escolar
QUANTIDADE COM LAUDO SEM LAUDO PARA AVALIAÇÃO
27 5 22
Total de alunos atendidos pelas profissionais do Centro de Atendimento
Especializado: 31
TABELA 12: Número Total de alunos por tipo de deficiência, transtorno global do
desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, matriculados em classes
comuns (inclusos) e classes exclusivas 2013-2023
Fonte: MEC/Inep – Sinopse Estatística de Educação Básica e Secretaria da Educação de Estado de
São Paulo/Seduc-SP – Cadmec. Disponível em
https://www.fde.sp.gov.br/PagePublic/CadernoDeDados.aspx?codigoMenu=322 Acesso:
10/4/2025
Os dados na tabela indicam uma ampliação dos esforços do município na
identificação, inclusão e atendimento de alunos com necessidades educacionais
especiais, refletindo um compromisso crescente com a promoção da equidade no
acesso à educação e o fortalecimento das práticas inclusivas nas escolas.
Entre os anos de 2013 e 2023, o município apresentou variações
significativas no número de alunos matriculados em classes comuns (inclusos) e
classes exclusivas, considerando estudantes com algum tipo de deficiência,
transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. Em
2013, o total de alunos com essas condições era de 27, número que se manteve
estável em 2014, mas que apresentou aumento em 2015, chegando a 35
estudantes. Esse crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo aumento de
alunos com deficiência intelectual, que passou de 22 em 2014 para 32 em 2015.
P á g i n a | 103
A partir de 2016, observou-se uma queda no total de matrículas, atingindo
24 alunos, e em 2018 esse número reduziu-se ainda mais, chegando a 22. No
entanto, o cenário volta a crescer gradualmente nos anos seguintes, com destaque
para os anos de 2022 e 2023, que registraram, respectivamente, 36 e 27 alunos
matriculados. O ano de 2022, em especial, apresenta o maior número da série
histórica analisada.
Ao longo dos anos, a deficiência intelectual se manteve como a condição
mais frequente entre os estudantes, variando entre 17 e 32 alunos. Também se
destaca o aumento no número de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA),
especialmente a partir de 2020, com crescimento contínuo até atingir 11 alunos em
2022 e 9 em 2023. A deficiência física também apresentou crescimento, com três
registros em 2020, 2021 e 2023, e um pico de cinco alunos em 2022.
Outras condições, como baixa visão, também aparecem de forma
recorrente em diversos anos, com dois alunos registrados nos anos de 2022 e 2023.
Já outras deficiências, como surdez, deficiência auditiva, surdo-cegueira, síndrome
de Asperger, síndrome de Rett e transtorno desintegrativo da infância, tiveram
ocorrências isoladas em apenas alguns anos do período analisado.
TABELA 13: Número de alunos com deficiência, transtorno global do
desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação (2023)
Fonte: MEC/Inep – Sinopse Estatística de Educação Básica e Secretaria da Educação de Estado de São
Paulo/Seduc-SP – Cadmec. Disponível em
https://www.fde.sp.gov.br/PagePublic/CadernoDeDados.aspx?codigoMenu=322Acesso: 10/4/2025
P á g i n a | 104
AÇÕES INCLUSIVAS EM GÁLIA
Todos os setores da administração pública, organismos sociais e
comunidade em geral prezam pela inclusão enquanto uma causa que considera a
humanização, o acolhimento das diferenças e a valorização da diversidade. As
ações, portanto, não se restringem a apenas uma área de atuação, mas o diálogo
intersetorial, o fluxo de atendimento e os esforços coletivos vão na direção de
garantir uma sociedade mais justa, equitativa e que valorize as particularidades e
especificidades de cada cidadão, indistintamente.
Na área da Saúde, a equipe de profissionais se mobiliza em projetos e ações
como ministração de palestras para sensibilização e melhor compreensão pela
comunidade acerca das diferentes deficiências e transtornos de crianças, jovens,
adultos e idosos. Além disso, são realizadas visitas domiciliares (ACS) e há
acompanhamento multidisciplinar e intersetorial.
P á g i n a | 105
P á g i n a | 106
O crescimento saudável
das crianças na primeira
infância está profundamente
conectado à sua relação com o
ambiente ao redor. Desde os
primeiros anos de vida, a
convivência com a natureza
favorece o despertar da
consciência ambiental,
incentivando atitudes de
responsabilidade e
compromisso com a
preservação do planeta. Essa interação inicial com o meio ambiente é essencial
para a formação de indivíduos mais sensíveis e engajados com as questões
ecológicas.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi criada pela Lei Nº1.962 de 01
de julho de 2009, e sua nomenclatura Secretaria Municipal de Meio Ambiente
(SMMA) criada pela Lei Complementar Nº 21 de 17 de janeiro de 2017. Em 19 de
dezembro de 2019 foi criada a Lei Complementar Nº 43, onde foi acrescida a
Secretaria Municipal de Meio Ambiente a Secretaria Municipal de Agricultura.
Passando a ser denominada Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente
(SMAMA).
Dentre as atribuições da pasta estão previstas em lei:
• Planejar, formular e executar as políticas de desenvolvimento do meio rural
de forma sustentável;
• Orientar, coordenar e controlar a execução da política de desenvolvimento
agropecuário no âmbito do município;
• Promover a articulação com órgãos federais, estaduais e municipais com
vistas à obtenção de recursos para projetos e ações de melhoria das
condições de vida das populações do meio rural com especial
direcionamento para o desenvolvimento da agricultura familiar e a
integração agroindustrial apropriada;
• Estimular e incentivar o desenvolvimento da pequena propriedade rural do
Município;
• Viabilizar projetos de ampliação, melhoria e implementação dos sistemas
de eletrificação e telefonia rural, mediante ações conjuntas ou convênios;
• Orientar a realização de açudes drenagem e demais serviços de
infraestrutura em propriedades rurais, em conformidade com a legislação;
• Organizar e desenvolver programas de assistência técnica e de extensão
rural, em parceria com outras entidades.
P á g i n a | 107
MISSÃO
Promover o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário e a preservação
do meio ambiente, integrando políticas públicas que fortaleçam a agricultura
familiar, assegurem o uso racional dos recursos naturais e melhorem a qualidade
de vida da população.
VISÃO
Ser referência na promoção de um modelo de desenvolvimento rural e ambiental
sustentável, inovador e participativo, que valorize os produtores locais, proteja os
ecossistemas e garanta um futuro equilibrado para as próximas gerações.
VALORES
Sustentabilidade: Compromisso com práticas que garantam o equilíbrio entre
produção e conservação ambiental.
Transparência: Atuação ética e clara na gestão pública e na comunicação com a
sociedade.
Inovação: Incentivo a tecnologias e práticas agrícolas modernas e sustentáveis.
Participação Social: Valorização do diálogo com a comunidade, produtores
rurais e organizações ambientais.
Respeito à Natureza: Compromisso com a preservação dos recursos naturais e
da biodiversidade.
Valorização da Agricultura Familiar: Apoio contínuo aos pequenos produtores
como base da segurança alimentar e do desenvolvimento local.
Educação Ambiental: Promoção da conscientização e responsabilidade
ambiental em todos os setores da sociedade.
POR UM FUTURO SUSTENTÁVEL:
AGINDO AGORA PARA COLHER BENEFÍCIOS DURADOUROS
A implementação de programas educacionais inovadores que abordem
temas como biodiversidade, ciclos naturais e preservação dos recursos é a
prioridade inicial deste projeto. Paralelamente, será desenvolvida uma proposta de
materiais didáticos lúdicos e apropriados à faixa etária, com o intuito de favorecer
uma aprendizagem significativa e duradoura.
A meta para os próximos anos é expandir esses programas para todas as
escolas de educação infantil do município, assegurando seu alcance e eficácia.
Esse processo será acompanhado por uma avaliação contínua, que permitirá
ajustes e aperfeiçoamentos nos conteúdos, com vistas à consolidação definitiva
desses materiais e práticas ao longo de uma década.
P á g i n a | 108
A criação de espaços ao ar livre, como
hortas escolares, jardins sensoriais e trilhas
educativas, representa o segundo passo
fundamental na jornada rumo a uma educação
ambiental mais prática e experiencial. Nos
primeiros anos, escolas-piloto serão
responsáveis por testar e aperfeiçoar essas
iniciativas, enquanto atividades como visitas a
parques e reservas naturais serão incentivadas
para ampliar o contato direto das crianças com
a natureza. A partir do quarto ano e ao
longo dos sete anos seguintes, a meta
será expandir esses espaços para todas
as escolas do município, estabelecendo
e fortalecendo parcerias com órgãos
ambientais que possibilitem o
aprimoramento contínuo e a
manutenção sustentável dessas áreas
educativas.
Criação de Espaços Naturais de Aprendizado
Integração da Comunidade na Educação Ambiental Infantil
A efetiva integração entre pais,
educadores e comunidade configura-se
como a terceira meta estratégica deste
plano. Nos primeiros anos, serão
promovidas ações de sensibilização e
eventos que valorizem a relação entre a
criança, sua família e o meio ambiente,
com o objetivo de fortalecer os vínculos
socioambientais desde a base familiar.
A partir do terceiro ano, e ao longo dos
seis anos seguintes, essas iniciativas
serão ampliadas para todas as escolas, promovendo o engajamento comunitário
de forma sistemática. Como parte desse processo, serão instituídos comitês de
educação ambiental com a participação ativa de representantes locais, garantindo
o diálogo contínuo entre os diversos atores sociais e consolidando essa integração
como um eixo permanente das políticas educacionais voltadas à sustentabilidade.
P á g i n a | 109
Práticas Sustentáveis nas
Instituições de Educação Infantil
A adoção de práticas sustentáveis nas
unidades educacionais, com foco na gestão de
resíduos, economia de água e uso consciente
de energia, constitui a quarta meta deste plano
de ação. Nos primeiros um a três anos, serão
iniciadas ações práticas nas escolas,
acompanhadas de palestras temáticas e
formações cíclicas voltadas à sensibilização da
comunidade escolar sobre o uso responsável
dos recursos naturais. Entre o quarto e o oitavo
ano, essas iniciativas passarão por processos
contínuos de avaliação e aprimoramento,
possibilitando sua ampliação progressiva para
outras instituições educacionais do município. Até o final da década, a meta é
consolidar essas práticas como parte integrante da rotina escolar, estabelecendoas como referência normativa para uma cultura institucional de sustentabilidade.
Promoção de Atividades de Sensibilização e Engajamento
Esta meta tem como propósito
central fomentar, desde os primeiros anos, a
consciência ambiental nas crianças.
Inicialmente, durante o período de um a dois
anos, serão promovidas campanhas
educativas e atividades interativas voltadas
à sensibilização e ao engajamento infantil
em práticas de preservação do meio
ambiente. A partir do terceiro ano e ao longo
dos anos seguintes, essas ações serão
progressivamente ampliadas para todas as
escolas da Rede Municipal, com o registro e
a disseminação de boas práticas
pedagógicas e comunitárias. Ao final do décimo ano, espera-se que todas as
crianças estejam ativamente envolvidas e conscientes de seu papel na construção
de um futuro sustentável, demonstrando atitudes responsáveis diante das
questões ambientais.
P á g i n a | 110
As crianças de Gália e os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS)
Fonte: Primeira Infância em Pauta. Disponível em https://www.primeirainfanciaempauta.org.br/acrianca-e-os-objetivos-da-onu-o-que-sao-os-ods-e-o-que-eles-tem-a-ver-com-as-criancas.html
Acesso: 10/4/2025
P á g i n a | 111
Em 2015, os 193 países
integrantes da Organização das
Nações Unidas (ONU),
incluindo o Brasil, assumiram o
compromisso de implementar
um plano de ação global
voltado à construção de um
mundo mais justo, igualitário e
sustentável. Esse
compromisso se materializou
na adoção da Agenda 2030,
composta por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), os quais
abrangem metas específicas como a erradicação da pobreza extrema e da fome, a
promoção da paz, o acesso à educação de qualidade para todas as crianças, bem
como a preservação do meio ambiente.
Dentre os ODS, destaca-se o de número 4, voltado à garantia da Educação
de Qualidade, que contempla, de forma específica, a primeira infância. Essa meta
reafirma a importância de assegurar que todas as meninas e meninos tenham
acesso a um desenvolvimento pleno e integral desde os primeiros anos de vida, por
meio de cuidados apropriados e educação pré-escolar, preparando-os
adequadamente para a entrada no ensino fundamental.
Ainda que nem todos os objetivos mencionem diretamente as crianças
menores de seis anos, o UNICEF
reforça que a totalidade dos ODS é
essencial para assegurar os
direitos, o bem-estar e o futuro das
crianças, sobretudo aquelas em
situação de maior vulnerabilidade.
A agência das Nações Unidas
destaca que esses objetivos
representam uma oportunidade
histórica para promover melhorias
significativas na vida de cada
criança e reitera que não haverá
desenvolvimento sustentável sem
equidade de oportunidades desde
a infância.
P á g i n a | 112
AÇÕES QUE IMPACTAM A VIDA DAS CRIANÇAS
Reunião em conjunto com Secretaria de Saúde para
escolha de agendamento do Projeto Cidade Limpa TV TEM
Vistoria para adequação e diminuição de água em galerias pluviais do município em parceria com
Secretaria de Obras e Saúde.
Coleta Seletiva pneus das borracharias da cidade
para encaminhamento a empresa recicladora no
município de Assis
Gália contra a Dengue 6/2/2025 Melhorias nas estradas rurais
P á g i n a | 113
Programa de aquisição de alimentos em parceria com a CATI
Participação Dia de Campo Programa Mais Milho do Estado de São Paulo – Organizado pela Cati
(Município Oscar Bressani)
Patrulha Agrícola prestando serviços a produtor, na produção de silagem (alimentação animal)
P á g i n a | 114
P á g i n a | 115
Nos primeiros seis anos de vida, as
crianças atravessam uma fase decisiva de
desenvolvimento, marcada por intensas
transformações físicas, cognitivas, emocionais e
sociais. Nesse contexto, o esporte e as práticas
corporais desempenham um papel fundamental,
não apenas como forma de exercício físico, mas
como um meio potente de aprendizagem,
expressão e formação integral.
A vivência esportiva na infância favorece o
desenvolvimento motor, contribuindo para a
aquisição de habilidades como correr, saltar,
arremessar, equilibrar-se e coordenar movimentos. Esses estímulos, quando
oferecidos de forma adequada e lúdica, fortalecem o sistema neuromuscular,
melhoram a postura e a resistência física, além de promoverem hábitos de vida
saudáveis desde cedo.
Além dos benefícios físicos, o esporte atua diretamente na dimensão
emocional. Durante as atividades, as crianças lidam com sentimentos como
frustração, alegria, ansiedade e empolgação, aprendendo a reconhecer e a
controlar suas emoções. Isso fortalece sua autoestima, resiliência e autonomia.
Em jogos coletivos, aprendem também a lidar com vitórias e derrotas, a respeitar
regras e a exercitar a paciência e o autocontrole.
A dimensão social também ganha destaque nas práticas esportivas. Ao
brincar e interagir com outras crianças, os pequenos desenvolvem habilidades de
convivência, como cooperação, empatia, solidariedade e respeito às diferenças. O
ambiente esportivo oferece oportunidades valiosas para o exercício da
comunicação, do diálogo e da construção de vínculos, fortalecendo o sentimento
de pertencimento a um grupo. Do ponto de vista intelectual, o esporte estimula o
raciocínio lógico, a atenção, a concentração e a capacidade de tomar decisões
rápidas e estratégicas. As crianças precisam pensar e agir em tempo real, resolver
problemas, antecipar movimentos e adaptar-se a diferentes situações.
Em um mundo marcado pelo crescente uso de tecnologias e pela exposição
excessiva às telas, a prática esportiva se apresenta como uma alternativa saudável
e necessária. O tempo dedicado ao movimento, ao brincar ao ar livre e às atividades
físicas deve, sempre que possível, substituir o tempo passivo diante de celulares,
tablets e televisores. O uso prolongado de telas, especialmente na infância, tem
sido associado ao aumento da obesidade infantil, ao sedentarismo, a distúrbios do
sono, dificuldades de atenção e isolamento social. Combater a ociosidade por
meio do esporte é, portanto, uma medida preventiva e educativa.
P á g i n a | 116
Projeto - Lutando pelo Futuro (Krav Maga)
Objetivos
Garantir, em caso de necessidade, a defesa pessoal;
Melhorar o condicionamento físico;
Promover a sociabilização entre crianças e adolescentes.
Público-alvo Crianças e adolescentes de ambos os sexos é uma turma adulta
feminina
Periodicidade Aulas segunda e quarta das 19h às 21h
Número de
participantes
Média de 50 participantes
Projeto - Jiu Jitsu
Objetivos
- Aprender técnicas de luta do Jiu-Jitsu;
- Melhorar o condicionamento físico, bem como a força e
flexibilidade;
- Promover a sociabilização entre os participantes.
Público-alvo Crianças e adolescentes de ambos os sexos
Adultos de ambos os sexos
Periodicidade terça e quinta das 18:00 às 19:00
Número de participantes Média de 50 participantes
P á g i n a | 117
Projeto - Kickboxing
Objetivos
Aprender e desenvolver fundamentos da luta
Melhorar o condicionamento físico e a socialização
Público-alvo Crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos
Periodicidade Terça das 20h30 às 22h
Sexta das 19h às 21h
Número de participantes Média de 30 participantes
Projeto - Xadrez
Objetivos
-Aprender e desenvolver técnicas do Xadrez;
- Desenvolver raciocínio lógico;
- Melhorar a concentração;
- Colaborar para o desenvolvimento cognitivo;
- Favorecer a socialização.
Público-alvo Crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos
Periodicidade Sábados das 9:00 às 11:00
Número de participantes Média de 10 participantes
P á g i n a | 118
Projeto - Vôlei
Objetivos
Aprender e desenvolver técnicas da modalidade esportiva;
Conhecer fundamentos específicos do vôlei;
Melhorar o condicionamento físico, incluindo agilidade e bemestar;
Promover a sociabilidade entre os participantes.
Público-alvo Infanto-juvenil masculino Adulto feminino
Periodicidade Segunda e quarta das 17:30 às 19:00
Segunda e quarta das 19:00 às 20:30
Número de participantes Cerca de 45 pessoas
Projeto - Escolinha de Futebol
Objetivos
Aprender e desenvolver fundamentos do Futebol;
Desenvolver trabalho em equipe;
Melhorar condicionamento físico;
Aprender táticas da modalidade esportiva;
Promover a sociabilidade saudável entre os participantes.
Público-alvo Crianças e adolescentes de 7 a 17 anos de ambos os sexos
Periodicidade Todos os dias no período da manhã e da tarde.
Número de participantes Cerca de 100 participantes
P á g i n a | 119
Projeto - Capoeira (CRAS)
Objetivos
Aprender e desenvolver habilidades dessa luta;
Melhorar coordenação motora e condicionamento físico;
Aprender sobre as origens dessa modalidade cultural brasileira;
Promover, entre os participantes, práticas que combinem a luta,
dança, jogo e arte desta modalidade;
Fortalecer laços de amizade e companheirismo.
Público-alvo Crianças e adolescentes de ambos os sexos do Projeto Colméia
Periodicidade Quartas e sextas-feiras, das 9h às 11h das 14h às 16h
Número de participantes Cerca de 30 crianças
Projeto - Movimento da melhor idade
Objetivos
Garantir momentos de interação entre os idosos para mantê-los
em condição de vida ativa;
Combater o sedentarismo;
Prevenir doenças decorrentes da ociosidade e
Promover a sociabilidade entre os participantes.
Público-alvo Idosos a partir de 50 anos de ambos os sexos
Periodicidade Quartas e sextas-feiras, das 7h30 às 9h
Número de participantes Cerca de 50 idosos
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A Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico é
responsável pela promoção e valorização das manifestações culturais, pelo
desenvolvimento do turismo local e pelo estímulo ao empreendedorismo e à
geração de renda, de forma sustentável e inclusiva.
Principais objetivos:
• Fomentar o acesso à cultura, ao turismo e ao lazer para toda a população,
especialmente as crianças;
• Incentivar o desenvolvimento econômico do município por meio do turismo
e de eventos culturais;
• Preservar e promover o patrimônio histórico-cultural;
• Estimular atividades que integrem cultura, turismo e lazer como
instrumentos de desenvolvimento social.
AÇÕES REALIZADAS NO MUNICÍPIO
A Secretaria desenvolve diversas ações
e eventos culturais e turísticos que promovem
o acesso ao lazer, à cultura e à convivência
social, beneficiando diretamente as crianças
de 0 a 6 anos. Destacam-se atividades
inclusivas, gratuitas e realizadas em espaços
públicos, promovendo a socialização, a
ludicidade e o fortalecimento dos vínculos
familiares e comunitários.
ANIVERSÁRIO DA CIDADE
Evento tradicional com ampla
programação cultural, incluindo:
• Desfile cívico;
• Shows musicais;
• Show infantil com foco no
entretenimento das crianças;
• Desfile cívico com participação
da comunidade;
• Brinquedos infláveis de uso gratuito, proporcionando lazer e diversão;
• Passeio na Carreta Furacão, atividade recreativa muito apreciada pelo
público infantil;
P á g i n a | 122
• Sessões de Cinema na Praça, com exibição de filmes infantis em espaço
aberto, promovendo acesso gratuito à cultura cinematográfica.
Sessão Cinema no Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação
P á g i n a | 123
VISITAS A MUSEUS
Neste ano, a Secretaria da Educação e a
Secretaria da Cultura promoveram a visita de
quatro turmas do 5º ano ao Museu Catavento,
em São Paulo. Essa atividade proporcionou às
crianças um contato direto com a ciência,
cultura e história, estimulando o interesse pela
aprendizagem de forma lúdica e interativa. A
iniciativa reforça o compromisso da Secretaria
em ampliar o acesso cultural para as crianças
desde a Primeira Infância, incentivando a fruição
e a valorização do patrimônio cultural.
FESTA JUNINA
Evento tradicional com
participação das escolas municipais,
onde as crianças realizam apresentações
culturais e folclóricas, promovendo o
resgate das tradições populares e o
fortalecimento do vínculo comunitário.
DIA DAS CRIANÇAS
Evento anual com atividades específicas para o público
infantil, incluindo:
• Montagem de brinquedos infláveis de livre
acesso;
• Distribuição de brinquedos e bolas;
• Oferta de lanche gratuito, com cachorro-quente,
pipoca, algodão doce e churros.
Comemoração Dia das Crianças
P á g i n a | 124
APRESENTAÇÃO CIRCENSE
Em 2025, foi realizada uma
apresentação circense exclusiva
para as crianças das escolas
municipais, com distribuição
gratuita de pipoca e refrigerante,
promovendo uma experiência
cultural e recreativa.
CHEGADA DO PAPAI NOEL
Evento festivo que marca as celebrações natalinas no município, com
atividades voltadas à Primeira Infância, como:
• Brinquedos infláveis;
• Passeio na Carreta Furacão;
• Distribuição gratuita de balas e
guloseimas, promovendo um
momento lúdico e afetivo para as
crianças.
Essas ações proporcionam
momentos de lazer, cultura,
socialização e fortalecimento de
vínculos afetivos, fundamentais para o
desenvolvimento integral das crianças
na Primeira Infância.
FEIRA DO FOLCLORE
Evento promovido em parceria com o setor da
Educação, no período entre 23 a 26 de agosto,
teve por objetivo a valorização da cultura popular
brasileira. Estudantes da Rede Municipal de
Ensino participaram de várias atividades e
projetos relacionados ao folclore e apresentaram
os resultados das aprendizagens no salão da
Secretaria Municipal de Educação.
P á g i n a | 125
P á g i n a | 126
As crianças nos fornecem informações de diversas formas. Por meio de suas
múltiplas linguagens, comunicam-se, expressam sentimentos e revelam maneiras
singulares e específicas de compreender e atribuir sentido ao mundo ao seu redor.
Partindo dessa premissa e com o compromisso de garantir escuta e voz ativa às
infâncias, a Secretaria Municipal de Educação promoveu uma ação nas Escolas
Municipais de Educação Infantil com o propósito de estimular as crianças a
refletirem sobre as seguintes questões:
• O que você mais gosta na nossa cidade?
• O que você menos gosta na nossa cidade?
• O que você gostaria que existisse na nossa cidade?
O que sonho para minha cidade?
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MINHA ESCOLA
A proposta foi uma homenagem à
EMEI Creche Mathilde Ferreira.
Realizamos uma roda de conversa
sobre o tema “Município de Gália”,
dentro da abordagem “Escuta das
Crianças”. Conversamos sobre o que
mais gostamos em nossa cidade, o
que menos gostamos e o que
sonhamos para ela. As crianças foram
incentivadas a participar, compartilhar
seus relatos e, posteriormente, fazer
desenhos relacionados ao tema.
No maternal, a atividade teve
como tema “Minha Cidade”. A partir do resgate histórico e cultural oferecido pelo
professor sobre o município, as crianças – respeitando sua faixa etária – se
expressaram livremente, manifestando
seus desejos e percepções.
Após os registros, as professoras do
Pré II trabalharam com palavras-chave
relacionadas à escola. Em seguida,
atuando como escribas, foram construindo
o poema com a turma. As crianças já
estavam familiarizadas com esse gênero
textual, em função de compor a unidade
específica do trabalho pedagógico.
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EIXO I
A CRIANÇA E A SAÚDE
O princípio que orienta as ações na área da Saúde no município de Gália é o
compromisso com a garantia do acesso universal, igualitário e de qualidade aos
serviços de saúde, reconhecendo-o como um direito de todos os cidadãos e um
dever do Estado. Essa diretriz está fundamentada no Artigo 196 da Constituição
Federal, que estabelece:
“Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado; garantido
mediante políticas sociais e econômicas que visem à prevenção,
redução e eliminação de doenças e outros agravos, e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços de saúde para sua promoção,
recuperação e proteção.”
É imprescindível que o Departamento Municipal de Saúde, ao planejar suas
ações para os próximos dez anos, tenha como base a legislação que instituiu o
Sistema Único de Saúde - a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, conhecida
como “Lei do SUS”. No que se refere à atenção voltada à infância e à adolescência,
deve-se considerar, igualmente, os dispositivos do Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), que estabelece a proteção integral como princípio norteador.
Além disso, é essencial que o município mantenha em foco as diretrizes
estabelecidas pelo Marco Legal da Primeira Infância, o qual reconhece a saúde
como prioridade absoluta entre as políticas públicas voltadas a essa fase da vida.
Conforme dispõe o artigo 5º do referido marco legal, a saúde deve ser
compreendida como dimensão fundamental para o pleno desenvolvimento da
criança, exigindo ações integradas e intersetoriais que assegurem desde o prénatal até os primeiros anos de vida, cuidados qualificados e contínuos.
“Art. 5º Constituem áreas prioritárias para as políticas públicas para a
Primeira Infância: a saúde, a alimentação e a nutrição, a educação
infantil, a convivência familiar e comunitária, a assistência social à
família da criança, a cultura, o brincar e o lazer, o espaço e o meio
ambiente, bem como a proteção contra toda forma de violência e de
pressão consumista, a prevenção de acidentes e a adoção de medidas
que evitem a exposição precoce à comunicação mercadológica.”
Dessa forma, a Atenção Primária à Saúde deve garantir a implementação de
políticas específicas voltadas à atenção integral à saúde do recém-nascido, da
criança e do adolescente. Essas políticas devem priorizar ações de promoção da
saúde, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação, articuladas de maneira
intersetorial, com o envolvimento de equipes multiprofissionais, inter e
transdisciplinares. É essencial que essas equipes estejam efetivamente inseridas
P á g i n a | 132
nos diversos serviços e níveis de atenção à saúde, assegurando um cuidado
contínuo, integrado e humanizado.
Para que as ações direcionadas à promoção da Saúde Integral da Criança na
Primeira Infância se concretizem com prioridade e qualidade, é imprescindível que,
em cada processo de planejamento, sejam respeitadas e observadas as
competências que orientam o trabalho da equipe de saúde do município de Gália,
reforçando o compromisso com a proteção, o cuidado e o desenvolvimento pleno
das crianças desde os primeiros anos de vida.
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1 Atingir 95% de cobertura para a maioria das vacinas
ESTRATÉGIAS
1.1. Realizar Busca ativa de não vacinados;
1.2. Organizar ações em creches e escolas;
1.3. Estruturar campanhas de vacinação e mobilização social;
1.4. Articular com ACS para visita domiciliares com verificação de
caderneta;
1.5. Estabelecer horário alternativo para Sala de Vacina.
1.6. Ações de busca ativa com apoio dos ACS;
1.7. Campanhas itinerantes e vacinação em horários alternativos
PREVISÃO 12 meses
RESPONSÁVEIS
Vigilância epidemiológica;
Equipe enfermagem;
Agentes Comunitários da Saúde (ACS);
Sala de Vacina;
Secretaria de Saúde;
Escolas e creches;
Governos municipal e estadual.
META 2 Garantir 100% de investigação de óbitos infantil e fetais
ESTRATÉGIAS
2.1. Estabelecer fluxo interno com hospitais, ESF e vigilância para
notificação de óbitos em até 48 horas;
2.2. Capacitar profissionais da rede sobre condutas;
2.3. Contratar médico Pediatra para avaliação das crianças,
contribuindo para o fortalecimento da Puericultura.
PREVISÃO 24 meses
RESPONSÁVEIS
Secretaria de Saúde;
Equipe médica;
Equipe de enfermagem;
Governo municipal e estadual.
P á g i n a | 133
META 3 Diminuir o índice de gravidez precoce
ESTRATÉGIAS
3.1. Ampliar ações educativas em saúde sexual e reprodutiva nas
escolas;
3.2. Implantar e fortalecer grupos de adolescentes nas ESF;
3.3. Ampliar ações do Programa Saúde na Escola que envolva o tema;
3.4. Desenvolver parcerias com CRAS e Conselho Tutelar;
3.5. Garantir atendimento acolhedor e sigiloso para adolescentes na
ESF;
3.6. Aumentar o acesso de adolescentes a métodos contraceptivos.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Serviço Social;
Equipe de enfermagem e Equipe médica;
Secretaria de Saúde.
META 4
Aumentar o percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de
pré-natal para >=90%, possibilitando a oferta de maior número de
exames complementares
ESTRATÉGIAS
4.1. Fortalecer a atenção no pré-natal e puericultura;
4.2. Capacitar equipes sobre atenção neonatal e sinais de risco;
4.3. Promover a atenção à gestante de alto risco, com acesso à
referência;
4.4. Contratar médico especialista para a realização de exames de
ultrassonografia;
4.5. Criar grupos de gestantes com equipe multidisciplinar.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Equipe de enfermagem;
Equipe médica;
Secretaria Municipal de Saúde;
Serviço Social.
META 5 Atingir 90% das crianças até 1 ano com 6 ou mais consultas de
puericultura registradas no prontuário eletrônico
ESTRATÉGIAS
5.1. Implantar agenda programada mensal de puericultura,
especialmente nos primeiros 12 meses de vida;
5.2. Garantir que todas as consultas sejam registradas
corretamente no prontuário eletrônico;
5.3. Criar lista nominal para busca ativa dos faltosos;
5.4. Reforçar nas visitas domiciliares a importância de levar a
criança mesmo sem sintomas;
5.5. Contratar médico Pediatra.
PREVISÃO Durante a vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Equipe Enfermagem e médica
Secretaria Município de Saúde.
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META 6 Garantir o acompanhamento multiprofissional para o devido
cuidado das crianças
ESTRATÉGIAS
6.1. Atingir percentual =>95% de crianças de 5 anos com caderneta
de vacinação completa;
6.2. Monitorar a presença de fatores de risco (prematuridade,
deficiência, desnutrição etc.);
6.3. Garantir que todas as crianças menores de 5 anos tenham
cadastro atualizado no prontuário;
6.4. Estabelecer ao menos dois atendimentos com fonoaudióloga e
nutricionista para crianças de 0 a 12 meses;
6.5. Contratar neuropsicóloga para avaliações e atendimento no
Centro de Especialidades;
6.6. Contratar especialista em Pediatria.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Agentes Comunitários da Saúde (ACS)
Equipe de enfermagem
Centro de Especialidades
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
META 7 Garantir orientação às famílias sobre alimentação saudável na
primeira infância
ESTRATÉGIAS
7.1. Intensificar as anotações de consultas com registro de peso,
altura e Índice de Massa Corpórea (IMC);
7.2. Aumentar o percentual em 80% ou mais de crianças com
registro de orientações alimentar no prontuário;
7.3. Aumentar em 20% o número de crianças sem exposição a
refrigerantes e biscoitos doces;
7.4. Realizar palestras e, se possível, oficinas de degustação de
pratos saudáveis em parceria com a Cozinha Piloto;
7.5. Realizar Festival municipal de Culinária;
7.6. Oferecer formação continuada aos profissionais que atuam
na cozinha piloto e merendeiras escolares.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Nutricionista
Atenção Básica (Programa Saúde na Escola)
Cozinha Piloto
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Educação
Governo Municipal
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META 8 Avaliar a Saúde Bucal de todas as crianças até os 5 anos de idade
ESTRATÉGIAS
8.1. Ampliar a porcentagem >=85% de crianças com exame
odontológico registrado;
8.2. Capacitar ACS para reforçar orientações sobre escovação e
alimentação saudável;
8.3. Orientar os pais para que agende consulta para as crianças
com o dentista;
8.4. Atendimento trimestral para crianças de 1 a 10 anos;
8.5. Garantir atendimento odontológico diário nas unidades,
garantir o atendimento noturno em pelo menos dois dias da
semana para os trabalhadores;
8.6. Ampliar o atendimento nas escolas e os procedimentos
coletivos como escovação supervisionada e bochechos
fluoretados;
8.7. Promover palestras às crianças sobre cáries, higiene bucal e
alimentação saudável.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Equipe de Saúde Bucal (ESB)
Agentes Comunitários da Saúde (ACS)
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Educação
META 9 Reduzir a proporção de crianças menores de 5 anos com baixo
peso
ESTRATÉGIAS
9.1. Realizar avaliação nutricional semestral de todas as crianças <5
anos;
9.2. Acompanhar mensalmente crianças com baixo peso;
9.3. Oferecer suplementação alimentar e plano alimentar
individualizado para os casos críticos;
9.4. Contratar Pediatra;
9.5. Atender as famílias onde há crianças em vulnerabilidade social
com fornecimento de cestas básicas por meio de vouchers.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Estratégia Saúde da Família (ESF)
Nutricionista
Secretaria de Saúde
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
META 10 Identificar e acompanhar crianças com excesso de peso
ESTRATÉGIAS
10.1. Avaliar peso, altura e IMC nas consultas;
10.2. Criar plano de cuidado individual para as crianças com
obesidade;
10.3. Realizar orientação alimentar familiar;
10.4. Incentivar a prática de atividades físicas;
10.5. Identificar fatores sociais envolvidos (excesso de telas,
sedentarismo, hábitos familiares).
P á g i n a | 136
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
ACS
Nutricionista
Estratégia Saúde da Família (ESF)
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Esportes
Secretaria Municipal de Educação
META 11 Aumentar a proporção de crianças menores de 6 meses em
Aleitamento materno exclusivo
ESTRATÉGIAS
11.1Identificar e registrar prática de aleitamento em todas as
consultas de puericultura;
11.2 Garantir apoio à amamentação no pós-parto imediato;
11.3 Capacitar profissionais para o manejo do aleitamento;
11.4 Conscientizar gestantes e população no geral sobre a
importância do aleitamento materno;
11.5 Incentivar o uso do Cantinho da amamentação na Creche “Profª
Ruth Coelho”
PREVISÃO 12 meses
RESPONSÁVEIS
Enfermagem e médicos
Agentes Comunitários de Saúde (ACS)
Setor de comunicação da prefeitura
Secretaria Municipal de Educação
META 12 Garantir a Atenção Integral a saúde de crianças com deficiência
ou em situações de vulnerabilidade
ESTRATÉGIAS
12.1. Identificar e cadastrar crianças com deficiência ou
vulnerabilidade;
12.2. Garantir acompanhamento regular (médico, enfermeira e ACS);
12.3. Realizar visita mensal para crianças de maior risco
socioeconômico e de cuidados;
12.4. Articular rede intersetorial (educação, Assistência e Conselho
Tutelar);
12.5. Contratar médico neurologista;
12.6. Contratar especialista em Pediatria;
12.7. Ampliar a oferta de exames para diagnóstico.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Equipe Multiprofissional
Equipe ESF
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Conselho Tutelar
Governo municipal
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META 13
Promover, acompanhar e fiscalizar a implantação de políticas
Públicas integradas para a promoção da saúde e do
desenvolvimento integral das crianças de 0 a 6 anos no município
ESTRATÉGIAS
13.1 Incluir a primeira infância como prioridade no Plano Municipal
de Saúde e das demais secretarias municipais;
13.2 Monitorar indicadores da Primeira Infância;
13.3 Garantir participação dos Conselhos Municipais na rede
intersetorial;
13.4 Apoiar campanhas e ações de promoção da saúde da criança.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Conselhos Municipais (CMS, CMAS, CME e outros)
Equipe ESF
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Conselho Tutelar
META 14 Qualificar a equipe para Atenção Integral à Primeira Infância
ESTRATÉGIAS
14.1 Capacitar os profissionais da Saúde;
14.2 Realizar capacitações regulares (mínimo anual) sobre temas da
infância;
14.3 Inserir temas da Infância nas reuniões de Equipe da ESF.
PREVISÃO 12 meses
RESPONSÁVEIS
Equipe ESF
Secretaria de Saúde
Secretaria Municipal de educação
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
(CMDCA)
Governo Municipal
META 15 Fortalecer a Atenção Básica (ESF)
ESTRATÉGIAS
15.1. Garantir cobertura real de 100% com equipes de Saúde da
Família completas;
15.2. Incentivar o vínculo com a comunidade e visitas domiciliares
efetivas;
15.3. Criar agendas programadas, com dias fixos para hipertensos,
diabéticos, gestantes etc.
PREVISÃO 1 ano
RESPONSÁVEIS Estratégia Saúde da Família I, II e III
P á g i n a | 138
META 16 Ampliar o acesso a especialistas por meio de consórcios
ESTRATÉGIAS
16.1. Participar de consórcios intermunicipais para garantir
especialidades como oftalmologia, ortopedia, cardiologia, pediatria,
neuropediatria;
16.2. Utilizar o Telessaúde para teleconsultorias com especialistas do
SUS.
PREVISÃO 1 ano
RESPONSÁVEIS Secretaria Municipal de Saúde
Governo Municipal
META 17 Aprimorar o transporte de pacientes, especialmente de crianças
de 0 a 6 anos de idade
ESTRATÉGIAS
17.1. Garantir veículos adequados e com conforto para pacientes que
fazem Tratamento Fora do Domicílio (TFD);
17.2. Organizar roteiros inteligentes e com agendamento
transparente;
17.2. Manter as capacitações aos motoristas da saúde.
PREVISÃO 2026
RESPONSÁVEIS Secretaria Municipal de Saúde
Governo Municipal
META 18 Informatizar as unidades de saúde
ESTRATÉGIAS
18.1. Qualificar o Prontuário Eletrônico do Cidadão do e-SUS, com
ampla divulgação dos benefícios do sistema para os funcionários;
18.2. Melhorar conectividade com internet de qualidade nas ESF.
PREVISÃO 2026
RESPONSÁVEIS Secretaria Municipal de Saúde
Governo Municipal
META 19 Promover educação em saúde e ações nas escolas
ESTRATÉGIAS
19.1. Realizar ações com foco em nutrição, higiene, vacinação e
saúde mental;
19.2. Verificar, continuamente, peso, altura e IMC (rastreamento da
obesidade e desnutrição);
19.3. Oferecer avaliação oftalmológica (teste de acuidade visual);
19.4. Disponibilizar avaliação auditiva e postural;
19.5. Realizar oficinas sobre alimentação saudável e rotulagem de
alimentos;
19.6. Incentivar aulas lúdicas com incentivo à movimentação;
19.7. Realizar gincanas, caminhadas, dança, teatro;
19.8. Integrar saúde e educação com o Programa Saúde na Escola
(PSE);
P á g i n a | 139
19.9. Realizar palestras de prevenção ao uso de álcool, tabaco e
outras drogas;
19.10. Realizar palestras sobre educação sexual, autocuidado e
prevenção de doenças.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância em Saúde
Secretaria Municipal de Educação
Conselho Tutelar
META 20 Cuidar da saúde mental das crianças e responsáveis
ESTRATÉGIAS
20.1. Trabalhar temas sobre promoção de saúde mental e prevenção
da violência;
20.2. Realizar dinâmicas sobre sentimentos, empatia e respeito
durante reuniões escolares bimestrais;
20.3. Garantir atendimento psicológico mínimo a crianças e adultos
(pais e profissionais em geral);
20.4. Oferecer formação continuada dos profissionais da educação.
PREVISÃO 2026
RESPONSÁVEIS
Vigilância em Saúde
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Educação
Gestores escolares
Psicólogo Escolar
Conselho Tutelar
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
(CMDCA)
Delegada do município
META 21 Criar um plano local de enfrentamento às filas de espera para
atendimento infantil em diferentes especialidades
ESTRATÉGIAS
21.1. Levantar demandas reprimidas (consultas, exames, cirurgias);
21.2. Fazer mutirões organizados com apoio do Estado e dos
consórcios;
21.3. Contratar profissionais especialistas para atender crianças nos
primeiros anos de vida.
PREVISÃO 2026
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Educação
Governo Municipal
P á g i n a | 140
META 22 Capacitar as equipes e valorizar os servidores públicos
municipais
ESTRATÉGIAS
22.1. Investir em educação permanente em saúde;
22.2. Criar comissões internas para humanização e melhoria da
qualidade.
PREVISÃO 2027
RESPONSÁVEIS Secretaria Municipal de Saúde
Governo Municipal
EIXO II
EDUCAÇÃO INFANTIL
Os bebês e as crianças são reconhecidos como sujeitos históricos e
detentores de direitos. A Lei nº 13.257/2016, conhecida como Marco Legal da
Primeira Infância, estabelece diretrizes para a formulação e implementação de
políticas públicas voltadas à proteção integral, promoção do desenvolvimento e
participação das crianças que se encontram na fase da primeira infância.
A primeira infância abrange a população de 0 a 6 anos de idade e, desde
1988, a Constituição Federal prevê que as crianças devem ser tratadas com
absoluta prioridade. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promulgado em
1990, reforça a ideia de que crianças e adolescentes são sujeitos com uma
condição peculiar de desenvolvimento, destacando a importância de políticas
públicas e de defesa de direitos voltadas à promoção do desenvolvimento físico,
mental, moral, espiritual e social desses indivíduos.
Para além do aspecto legal, é imprescindível considerar a relevância dos
primeiros anos de vida para o desenvolvimento humano, ponto pacífico entre
diversos campos científicos. Inúmeros estudos evidenciam o impacto profundo da
primeira infância na constituição dos sujeitos, revelando também a importância
econômica dos investimentos nessa fase: recursos destinados à primeira infância
revertem-se na prevenção de desigualdades, na formação integral de cidadãos, no
crescimento econômico sustentável e na construção de uma sociedade mais justa
e pacífica.
A Educação Infantil, enquanto etapa inaugural da Educação Básica, é
amplamente reconhecida por sua contribuição essencial à formação humana e ao
desenvolvimento social e econômico. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDBEN), nº 9.394/1996, estabelece que a Educação Infantil constitui a
primeira etapa da educação básica, devendo ser ofertada em creches e préescolas — instituições educacionais, públicas ou privadas, não domiciliares, que,
orientadas pelas diretrizes curriculares, têm como finalidade educar e cuidar de
P á g i n a | 141
crianças de 0 a 5 anos de idade, em período diurno, em tempo parcial ou integral,
sob a supervisão de órgãos competentes dos sistemas de ensino.
O município de Gália, alinhado às Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Infantil (DCNEI, 2010) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC,
2017), adota a proposta curricular denominada Currículo da Educação Infantil:
diálogos com a BNCC. Tal proposta orienta o trabalho pedagógico a partir da
indissociabilidade de três funções fundamentais da Educação Infantil: a função
social, a função política e a função pedagógica (BRASIL, 2009). Além disso,
assegura que as práticas pedagógicas respeitem os princípios éticos, políticos e
estéticos estabelecidos pelas DCNEI, promovendo uma educação de qualidade,
comprometida com o desenvolvimento integral das crianças.
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1 Ampliar em 40% as matrículas em creches e 20% na pré-escola até
2035.
ESTRATÉGIAS
1.1. Realizar censo escolar e educacional anualmente;
1.2. Promover articulação intersetorial com UBS e CRAS para
levantamento de demanda;
1.3. Executar georreferenciamento das crianças de 0 a 5 anos,
1.4. Ampliar gradualmente a rede física e conveniada conforme os
dados da demanda.
PREVISÃO Mapeamento contínuo a partir de 2025.
Ampliação escalonada das matrículas de 2026 a 2035.
RESPONSÁVEIS
Secretária Municipal de Educação (SME);
Setor de Planejamento;
Secretaria Municipal de Saúde;
Secretaria Municipal de Assistência Social.
META 2 Implantar brinquedotecas e revitalizar parques infantis em 100% das
unidades escolares até 2035.
ESTRATÉGIAS
2.1. Desenvolver projetos arquitetônicos com espaços lúdicos
seguros e acessíveis;
2.2. Utilizar recursos do FNDE, emendas parlamentares e orçamento
próprio;
2.3. Priorizar unidades que ainda não possuem espaços de lazer ou
brinquedos.
PREVISÃO Implantação progressiva entre 2025 e 2035.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Obras e viação
Secretaria Municipal de Serviços Urbanos
Governo municipal
P á g i n a | 142
META 3 Garantir que a Creche Profª Ruth Coelho” e a EMEI Creche “Matilde
Ferreira” possuam novos espaços lúdicos internos até 2029
ESTRATÉGIAS 3.1. Readequar ou adaptar salas existentes;
3.2. Ampliar espaços para instalação de novos parquinhos e aquisição
de mobiliários e brinquedos para as crianças de 0 a 3 anos;
3.3. Oferecer formação aos professores sobre práticas lúdicas.
PREVISÃO Implantação gradativa de 2025 a 2029
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Diretores Escolares
Coordenação Pedagógica
Governo Municipal
META 4 Adequar 100% das unidades escolares com acessibilidade até 2032
ESTRATÉGIAS
4.1. Realizar laudos técnicos de acessibilidade;
4.2. Implementar rampas, banheiros adaptados, piso tátil e sinalização
adequada;
4.3. Instalar jardim sensorial nas escolas de 0 a 5 anos.
PREVISÃO Reformas realizadas por etapas de 2025 a 2032.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Centro de Especialidades e AEE
Secretaria Municipal de Obras
Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência
META 5 Obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) para 100%
das unidades até 2027.
ESTRATÉGIAS
5.1. Contratar vistorias técnicas e elaborar projetos de adequação;
5.2. Executar as obras necessárias conforme as exigências dos
bombeiros.
PREVISÃO Regularização entre 2025 e 2027.
RESPONSÁVEIS Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Obras
Corpo de Bombeiros
META 6 Elaborar, implantar e implantar o currículo municipal para a
Educação Infantil, até 2027.
ESTRATÉGIAS
6.1. Criar comissão técnica para coordenação do processo;
6.2. Realizar escutas com professores, gestores e famílias;
6.3. Alinhar o documento à BNCC e à realidade local.
PREVISÃO Até o ano de 2027.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Coordenação de Educação Infantil
Conselho Municipal de Educação
P á g i n a | 143
META 7 Implantar protocolos de transição em 100% das unidades escolares
até 2027
ESTRATÉGIAS
7.1. Elaborar instrumentos avaliativos padronizados (portfólios,
relatórios) para acompanhar as aprendizagens e
desenvolvimento das crianças;
7.2. Promover encontros formativos entre professores de diferentes
etapas.
PREVISÃO Até o ano de 2027.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Coordenação Pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental
Diretores Escolares.
META 8 Identificar e encaminhar 100% das crianças fora da escola
ESTRATÉGIAS 8.1. Criar sistema integrado com CRAS, UBS e Conselhos Tutelares;
8.2. Utilizar ferramentas digitais para monitoramento das ações;
8.3. Realizar visitas domiciliares.
PREVISÃO Durante o período de vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Conselhos Tutelares
META 9 Implantar indicadores de qualidade da Educação Infantil na Rede
Municipal de Ensino, até 2026
ESTRATÉGIAS
9.1. Utilizar a referência dos Indicadores da Rede Nacional da
Primeira Infância;
9.2. Estimular a participação de profissionais e famílias na análise
dos resultados.
PREVISÃO Desenvolvimento em 2025 e aplicação contínua.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Comissão de Avaliação
Conselho Municipal de Educação (CME)
META 10 Equipar 100% das escolas com kits tecnológicos até 2030
ESTRATÉGIAS
10.1. Realizar diagnóstico da infraestrutura digital existente;
10.2. Adquirir equipamentos por etapas conforme orçamento
disponível;
10.3. Assegurar conectividade e suporte técnico.
PREVISÃO Até 2030.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Setor de Tecnologia Educacional
Governo Municipal
P á g i n a | 144
META 11 Atender 100% das crianças com deficiência com mobiliários e
recursos adequados
ESTRATÉGIAS 11.1. Realizar levantamento individualizado das necessidades e
especificidades das crianças atípicas;
11.2. Adquirir kits adaptados para atendimento especializado;
11.3. Adquirir mobiliários e recursos pedagógicos para atendimento da
Educação Educacional Especializada (AEE).
PREVISÃO Curto prazo
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Coordenação de Educação Inclusiva
Equipe Multidisciplinar
Governo Municipal
META 12 Implantar salas para o momento do sono em 100% da creche
ESTRATÉGIAS 12.1. Adaptar espaços já existentes;
12.2. Adquirir colchonetes, cobertores, ar-condicionado e cortinas.
PREVISÃO 2028
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Diretores Escolares
Secretaria Municipal de Obras
META 13 Formar equipes multidisciplinares suficientes para atender em todas
as unidades escolares.
ESTRATÉGIAS 13.1. Contratar profissionais para composição de equipe
multidisciplinar;
13.2. Estabelecer parcerias com a rede municipal de saúde.
PREVISÃO Ampliação progressiva até 2030
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Administração
Coordenação da Educação Inclusiva
Secretaria Municipal de Saúde
Governo municipal
META 14 Fomentar o atendimento em salas multifuncionais nas escolas e no
centro especializado
ESTRATÉGIAS
14.1. Incluir projetos arquitetônicos específicos nas novas
construções;
14.2. Adequar espaços existentes conforme as normas de
acessibilidade;
14.3. Adquirir equipamentos, mobiliários e recursos pedagógicos para
as salas.
P á g i n a | 145
PREVISÃO 2030
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Obras
Coordenação da Educação Inclusiva
Governo municipal
Governo Federal (SIMEC – PAR)
META 15 Oferecer formação anual para 100% dos profissionais da Educação
Infantil
ESTRATÉGIAS 15.1. Estabelecer calendário permanente de formação;
15.2. Firmar parcerias com universidades, polos EAD e MEC.
PREVISÃO Durante a vigência do Plano
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Universidades e polos de formação educacional
Governo Municipal
EIXO III
A CRIANÇA E O DIREITO DE BRINCAR
Para que o desenvolvimento integral da criança seja efetivamente
assegurado, é imprescindível que ela tenha acesso a todos os direitos legalmente
reconhecidos. Assim como a alimentação adequada, a educação de qualidade e o
atendimento médico são fundamentais, o brincar deve ser compreendido como um
direito essencial ao pleno desenvolvimento infantil.
O artigo 31 da Convenção sobre os Direitos da Criança, documento
internacional ratificado pelo Brasil, afirma que o brincar é um direito inalienável da
infância. De igual modo, o Marco Legal da Primeira Infância, em seu artigo 5º,
reconhece o brincar como prioridade e orienta que a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios promovam a criação de espaços lúdicos que favoreçam o
bem-estar, o exercício da criatividade e a fruição de ambientes livres e seguros onde
haja circulação de crianças.
No mesmo sentido, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação
Infantil (DCNEI) reconhecem o brincar como uma atividade essencial e cotidiana
das crianças desde o nascimento, seja no ambiente familiar ou em seu entorno
social. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao estabelecer os direitos de
aprendizagem e desenvolvimento para a Educação Infantil, inclui o brincar como
um dos seis pilares fundamentais, ressaltando que as crianças devem ter garantido
o direito de brincar diariamente, de diversas formas, em diferentes tempos e
espaços, com distintos parceiros, ampliando, assim, suas vivências culturais,
cognitivas, emocionais, corporais e sociais.
P á g i n a | 146
Além das políticas educacionais, outras diretrizes públicas reafirmam a
centralidade do brincar como direito. A Política Nacional de Atenção Integral à
Saúde da Criança (PNAISC) destaca a importância da integração do brincar às
ações de saúde, educação, cultura, esportes e assistência social, sobretudo no
atendimento de crianças com condições específicas de saúde, como obesidade,
hiperatividade e doenças crônicas. Já a Política Nacional de Assistência Social
(PNAS) assegura o direito ao brincar, com ênfase especial às crianças em situação
de acolhimento institucional por medidas protetivas.
Assim, o brincar deve ser valorizado como uma dimensão essencial da
cultura infantil, presente e significativa em todos os contextos sociais, culturais e
históricos. Trata-se de um direito que não pode ser negligenciado, pois é por meio
do brincar que a criança constrói sua subjetividade, expressa emoções, elabora
aprendizagens, interage com o outro e compreende o mundo à sua volta. Garantir o
direito de brincar é, em última instância, garantir uma infância plena, digna e
respeitada em sua essência.
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1 Revitalizar 100% das praças e parques com espaços de brincar até
2030 e garantir manutenção contínua até 2035.
ESTRATÉGIAS
1.1. Realizar levantamento técnico das condições estruturais dos
espaços existentes;
1.2. Criar calendário municipal de manutenção preventiva e
corretiva;
1.3. Estimular a participação comunitária e dos conselhos locais na
fiscalização e conservação dos espaços.
PREVISÃO Até o final de vigência do Plano
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo
Secretaria Municipal do Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Educação (apoio técnico-pedagógico)
META 2 Construir ao menos 1 playground público com acessibilidade até
2029.
ESTRATÉGIAS
2.1. Realizar diagnóstico geográfico para identificar áreas sem
espaços de lazer infantil;
2.2. Desenvolver projeto arquitetônico com acessibilidade e
segurança para crianças com deficiência;
2.3. Integrar ações com programas estaduais/federais e buscar
emendas parlamentares.
PREVISÃO Planejamento e projeto: 2025–2026
Execução: 2027–2029
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Obras
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
P á g i n a | 147
META 3 Garantir brinquedos adaptados em 100% dos espaços públicos e
unidades escolares até 2028.
ESTRATÉGIAS
3.1. Levantar as necessidades com base em laudos médicos e
observações pedagógicas;
3.2. Adquirir brinquedos sensoriais, acessíveis física e
comunicacionalmente;
3.3. Capacitar as equipes escolares para mediação adequada do
brincar inclusivo.
PREVISÃO Mapeamento e orçamentação: 2025
Aquisição e distribuição: 2026–2028
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Coordenação da Educação Especial
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA)
Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Governo Municipal
META 4 Criar e aprovar a Lei da Semana Municipal do Brincar até 2026 e
garantir sua realização anual até 2035.
ESTRATÉGIAS
4.1. Elaborar o projeto de lei com participação das escolas, famílias,
conselhos e sociedade civil;
4.2. Sensibilizar vereadores e gestores públicos para aprovação;
4.3. Alinhar o calendário municipal à Semana Mundial do Brincar
(última semana de maio).
PREVISÃO Redação e tramitação do projeto de lei: 2025
Aprovação e primeira edição oficial: 2026–2027
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Câmara Municipal
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA)
Organizações da Sociedade Civil
META 5 Construir ao menos um espaço público com tobogã e estrutura
aquática acessível para crianças até 2032.
ESTRATÉGIAS
5.1. Realizar estudo de viabilidade técnica, ambiental e sanitária;
5.2.Desenvolver projeto arquitetônico voltado à Primeira Infância, com
foco em segurança e acessibilidade;
5.3. Buscar financiamento externo (parcerias públicas e privadas,
recursos federais/estaduais).
PREVISÃO Estudo técnico e projeto: 2025–2027
Licitação e construção: 2028–2032
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Obras
Secretaria Municipal de Turismo, Lazer e Esporte
Vigilância Sanitária
P á g i n a | 148
META 6 Oferecer formação anual sobre o direito ao brincar para 100% dos
profissionais da Educação Infantil
ESTRATÉGIAS
6.1. Criar calendário de formações temáticas abordando diferentes
dimensões do brincar (livre, simbólico, inclusivo, cultural);
6.2. Estabelecer parcerias com universidades, institutos
formadores e especialistas;
6.3. Integrar teoria e prática por meio de oficinas nas escolas e
comunidades.
PREVISÃO Início: 2025
Execução contínua: 2025–2035
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Coordenação da Educação Infantil
Universidades e Instituições Parceiras
EIXO IV
A FAMÍLIA E A COMUNIDADE DA CRIANÇA
Os chefes de Estado, no Preâmbulo da Convenção sobre os Direitos da Criança,
afirmaram estar "convencidos de que a família, como núcleo fundamental da sociedade e
ambiente natural para o crescimento e o bem-estar de todos os seus membros,
especialmente das crianças, deve receber a proteção e o apoio necessários para que possa
desempenhar plenamente suas responsabilidades dentro da comunidade". Esse
entendimento foi reafirmado no final dos anos 1980, quando a Constituição Federal do
Brasil, em seu artigo 226, estabelece que "a família é a base da sociedade". Posteriormente,
em 1990, durante a Conferência Mundial sobre a Criança promovida pela Organização das
Nações Unidas (ONU), reforçou-se o reconhecimento da família como ambiente essencial
para o desenvolvimento e bem-estar das crianças, devendo, portanto, ser protegida e
apoiada de maneira integral.
À luz desses fundamentos legais e éticos, a Comissão responsável pela elaboração
do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI) reconhece que a família e a comunidade
desempenham papéis indispensáveis no processo de desenvolvimento infantil. Desde os
primeiros anos de vida, a família representa o primeiro espaço de socialização da criança,
onde são vivenciadas experiências de afeto, segurança e aprendizado. É nesse ambiente
que a criança internaliza valores, normas e comportamentos que contribuem para a
formação de sua identidade e autoestima. A qualidade da comunicação familiar, o vínculo
afetivo e o suporte emocional são fatores determinantes para o equilíbrio emocional e o
desenvolvimento pleno da criança.
Paralelamente, a comunidade exerce papel complementar ao ampliar os espaços
de convivência e aprendizado. Por meio de interações com diferentes pessoas e de sua
participação em atividades culturais, esportivas e educacionais, a criança expande suas
habilidades sociais e fortalece o sentimento de pertencimento. Esses contextos
P á g i n a | 149
comunitários oferecem vivências que contribuem para a construção de uma consciência
coletiva, de valores democráticos e de respeito à diversidade.
Assim, a sinergia entre família e comunidade é fundamental para a promoção de
um ambiente acolhedor e saudável, que assegure o bem-estar integral da criança. A
colaboração entre esses dois núcleos de convivência proporciona o suporte necessário
para que a criança se desenvolva de forma harmoniosa, tornando-se um sujeito
consciente, participativo e comprometido com a construção de uma sociedade mais justa
e solidária. Por isso, é essencial que políticas públicas voltadas à primeira infância
fortaleçam os vínculos familiares e incentivem a participação ativa da comunidade no
cuidado e na proteção das crianças.
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1 Encaminhar e acompanhar as famílias de crianças de 03 a 06 anos
em situação de vulnerabilidade, beneficiárias de programas
sociais (CadÚnico, Bolsa Família) com sincronização entre
assistência e educação
ESTRATÉGIAS
1.1. Realizar visitas domiciliares periódicas às famílias com
crianças em situação de vulnerabilidade social;
1.2. Acompanhar as famílias por meio do PAIF (CRAS);
1.3. Realizar encaminhamentos para serviços especializados
quando necessário (CREAS, saúde, educação);
1.4. Abordar temáticas relacionadas aos cuidados e educação
junto aos pais durante as reuniões bimestrais.
PREVISÃO Contínua
RESPONSÁVEIS
Equipe técnica do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Rede Intersetorial do município
Secretaria Municipal de Educação
META 2 Estimular relações afetivas saudáveis e vínculos familiares
positivos, promovendo o desenvolvimento integral da criança.
ESTRATÉGIAS
2.1. Realização de encontros socioeducativos com famílias no
âmbito do PAIF (CRAS);
2.2. Atividades lúdicas e rodas de conversa entre pais e filhos nos
grupos do SCFV;
2.3. Campanhas de valorização da convivência familiar e
comunitária;
2.4. Articulação com a rede municipal de saúde e educação para
acompanhamento conjunto de crianças e suas famílias;
2.5. Apoio psicossocial individualizado para famílias em situação
de risco.
PREVISÃO Até o final de vigência do Plano
RESPONSÁVEIS
Equipe técnica do CRAS
Secretaria Municipal de Assistência Social
Rede intersetorial do município
P á g i n a | 150
META 3
Promover a formação continuada e qualificação técnica dos
profissionais que atuam direta ou indiretamente com crianças e
suas famílias.
ESTRATÉGIAS
3.1. Realizar capacitações temáticas periódicas
(desenvolvimento infantil, escuta especializada, abordagem
familiar);
3.2. Incentivar à participação em seminários, fóruns e encontros
regionais e estaduais sobre Primeira Infância;
3.3. Promover rodas de estudo e supervisão técnica com a equipe
dos serviços do SUAS (CRAS, SCFV).
PREVISÃO Ações trimestrais ou conforme agenda anual de formação da
Secretaria.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
Coordenação do CRAS;
Equipe Técnica (psicólogos, assistentes sociais).
META 4
Promover a conscientização e o apoio às práticas de maternidade
e paternidade responsáveis, com ênfase no desenvolvimento
integral da criança e na corresponsabilidade parental, inclusive
entre adolescentes
ESTRATÉGIAS
4.1. Realizar grupos reflexivos com gestantes e responsáveis no
CRAS e nas unidades de saúde;
4.2. Fomentar parcerias com a saúde, educação e judiciário para
encaminhamentos e acompanhamento de casos;
4.3. Promover campanhas de conscientização sobre paternidade
e maternidade responsável.
PREVISÃO Ações bimestrais ou conforme cronograma intersetorial.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
Centro de Referência da Assistência Social (CRAS);
Unidades de Saúde
Secretaria Municipal de Educação;
Conselho Tutelar.
META 5
Identificar, acompanhar e reduzir os impactos da vulnerabilidade
social sobre crianças e famílias em situação de risco, promovendo
acesso a direitos e fortalecendo vínculos.
ESTRATÉGIAS
5.1. Mapear as famílias em situação de vulnerabilidade através do
CadÚnico e visitas domiciliares;
5.2. Inserir famílias em programas e serviços do SUAS (PAIF, SCFV,
PBF);
5.3. Realizar encaminhamentos para saúde, educação e
habitação;
5.4. Realizar rodas de conversa e oficinas com foco em
fortalecimento de vínculos familiares;
5.5. Monitorar os indicadores sociais e das condicionalidades do
PBF.
P á g i n a | 151
PREVISÃO Acompanhamento contínuo com ações trimestrais e revisões
semestrais.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Assistência Social;
CRAS – Equipe técnica (assistente social, psicólogo);
Entrevistadoras do CadÚnico;
Rede intersetorial (Saúde, Educação, Conselho Tutelar).
META 6
Prevenir, identificar e enfrentar situações de violência,
negligência e violações de direitos contra crianças, garantindo sua
proteção integral.
ESTRATÉGIAS
6.1. Capacitar continuamente a equipe técnica do SUAS para
identificação precoce de sinais de violência e negligência;
6.2. Fortalecer o fluxo de encaminhamento e atendimento com o
Conselho Tutelar, Ministério Público e rede intersetorial
(Saúde e Educação);
6.3. Acompanhar as famílias de forma sistemática por meio do
PAIF;
6.4. Promover ações de sensibilização junto às famílias e à
comunidade (palestras, campanhas educativas).
PREVISÃO Ações contínuas com avaliação bimestral dos casos e campanhas
periódicas de conscientização.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
CRAS e Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF);
Conselho Tutelar;
Rede de Proteção à Criança (Saúde, Educação, Judiciário, MP);
Secretaria Municipal de Educação
META 7
Expandir e qualificar a rede socioassistencial no município de
Gália, garantindo maior capilaridade, acesso e resolutividade dos
serviços, programas e benefícios socioassistenciais para crianças
e suas famílias.
ESTRATÉGIAS
7.1. Mapear as áreas com maior vulnerabilidade e menor
cobertura da rede;
7.2. Ampliar a oferta de serviços e fortalecer as unidades já
existentes (CRAS, SCFV);
7.3. Capacitar e supervisionar tecnicamente as equipes;
7.4. Fortalecer a articulação intersetorial com Saúde, Educação,
Cultura, Esporte e Conselho Tutelar;
7.5. Participar ativamento do planejamento municipal das
políticas públicas voltadas à primeira infância.
PREVISÃO Implantação gradual até dezembro de 2026, com reavaliações
semestrais para monitoramento dos avanços e ajustes necessários.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
Equipe Técnica da Proteção Social Básica (CRAS, SCFV);
Órgãos gestores municipais (Planejamento, Saúde, Educação);
Conselhos de Direitos (CMDCA, CMAS).
P á g i n a | 152
META 8
Garantir a suplementação alimentar com leite pasteurizado a
crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses em situação de
vulnerabilidade social, contribuindo para a segurança alimentar e
nutricional da primeira infância.
ESTRATÉGIAS
8.1. Manter e ampliar o número de beneficiários, conforme
critérios socioeconômicos definidos pelo programa;
8.2. Acompanhar mensalmente a frequência de retirada do leite
pelas famílias;
8.3. Atualizar e cruzar dados do CadÚnico para manutenção da
elegibilidade;
8.4. Fortalecer a articulação com o setor da Saúde para
monitoramento do estado nutricional das crianças
beneficiadas.
PREVISÃO Execução contínua, com monitoramento mensal e relatórios
trimestrais, em consonância com os repasses do Governo Estadual e
metas do programa.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
Equipe do CRAS "Ursulina Rivaben";
Entrevistadoras do CadÚnico;
Coordenação Municipal do Programa VivaLeite;
Secretaria Municipal de Saúde (apoio no acompanhamento
nutricional);
Governo Municipal.
META 9
Promover a inclusão, permanência e atualização das famílias em
situação de vulnerabilidade social no Cadastro Único e no
Programa Bolsa Família, garantindo acesso à renda e aos direitos
sociais, especialmente para crianças de 0 a 6 anos.
ESTRATÉGIAS
9.1. Monitorar sistematicamente as condicionalidades de saúde e
educação para famílias beneficiárias com crianças na
primeira infância;
9.2. Acompanhar as famílias prioritárias pelo CRAS;
9.3. Encaminhar famílias ao PAIF e outros serviços
socioassistenciais, conforme situação de vulnerabilidade;
9.4. Fomentar ações articuladas com o calendário nacional do
Programa Bolsa Família.
PREVISÃO Atendimento contínuo, com avaliações mensais das famílias
beneficiárias e relatórios bimestrais de condicionalidades.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
Coordenação Municipal do Cadastro Único e Bolsa Família;
Entrevistadoras sociais;
CRAS “Ursulina Rivaben”;
Secretarias Municipais de Saúde e Educação (cumprimento das
condicionalidades);
Governo Municipal.
P á g i n a | 153
META 10
Fortalecer a articulação entre as políticas de Cidadania,
Assistência Social, Saúde, Educação, Cultura e demais setores,
visando ações integradas de promoção, proteção e
desenvolvimento integral da criança de 0 a 6 anos
ESTRATÉGIAS
10.1. Realizar reuniões periódicas entre os equipamentos da rede
(CRAS, USF, escolas, Conselhos e outros);
10.2. Elaborar e monitorar fluxos intersetoriais para atendimento de
crianças e famílias em situação de risco;
10.3. Compartilhar informações e dados com sigilo e ética
profissional, para planejamento de ações conjuntas;
PREVISÃO
Implementação e revisão semestral dos fluxos intersetoriais;
Reuniões periódicas da rede local;
Ações conjuntas planejadas trimestralmente.
RESPONSÁVEIS
Rede de Proteção à Criança (Saúde, Educação, Judiciário, MP);
Setor de comunicação da prefeitura
Conselho Tutelar
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
META 11
Prevenir situações de trabalho infantil no município de Gália,
assegurando a proteção integral de crianças e adolescentes,
conforme preconizado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente
e pela Política Nacional de Assistência Social
ESTRATÉGIAS
11.1. Identificar e monitorar situações de trabalho infantil por meio
da rede intersetorial (CRAS, escolas, USF, Conselho Tutelar);
11.2. Acompanhar as famílias em situação de vulnerabilidade com
crianças em risco de trabalho precoce;
11.3. Encaminhar e inserir as crianças e adolescentes identificadas
em serviços como o SCFV;
11.4. Realizar campanhas educativas e de mobilizações
comunitárias sobre os malefícios do trabalho infantil;
11.5. Articular ações com o Ministério Público do Trabalho e
Conselhos de Direitos para atuação conjunta;
11.6. Enfatizar, no calendário anual das ações, o Dia Mundial contra
o Trabalho Infantil.
PREVISÃO Ações de prevenção contínuas
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
CRAS “Ursulina Rivaben”;
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos;
Conselho Tutelar e CMDCA;
Secretarias Municipais de Educação e Saúde.
META 12 Identificar e acompanhar crianças com deficiência em situação
de vulnerabilidade social, visando sua inclusão no BPC.
ESTRATÉGIAS
12.1. Levantar o número de crianças com deficiência por meio do
CadÚnico, CRAS e visitas domiciliares;
12.2. Articular ações com as unidades de saúde e escolas para
identificação de possíveis beneficiários;
12.3. Encaminhar e orientar às famílias sobre os critérios de acesso
ao BPC;
12.4. Acompanhar técnico-socialmente as famílias beneficiárias.
P á g i n a | 154
PREVISÃO Ações contínuas ao longo do ano;
Revisões trimestrais dos dados do CadÚnico;
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
CRAS “Ursulina Rivaben”;
Entrevistadoras do CadÚnico;
Equipe Técnica (Assistente Social e Psicóloga);
Secretarias Municipais de Saúde e Educação;
Rede intersetorial.
META 13
Qualificar continuamente os profissionais que atuam nos
Serviços de Acolhimento Institucional para atendimento
qualificado, humanizado e baseado nas diretrizes do SUAS e ECA.
ESTRATÉGIAS
13.1. Realizar capacitações periódicas com temas relevantes
(vínculos afetivos, abordagem com adolescentes, escuta
qualificada, proteção integral);
13.2. Participar de seminários e eventos temáticos regionais e
estaduais;
13.3. Implementar de supervisão técnica e rodas de conversa com
a equipe técnica.
PREVISÃO Durante a vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social;
Coordenação do Serviço de Acolhimento Institucional;
Equipe Técnica (Assistente Social e Psicóloga);
CRAS como rede de apoio.
META 14
Fortalecer o papel do CRAS como unidade de referência da
Proteção Social Básica no território, ampliando o alcance e a
efetividade das ações junto às famílias em situação de
vulnerabilidade
ESTRATÉGIAS
14.1 Monitorar continuamente dos atendimentos e
encaminhamentos realizados pelo CRAS;
14.2 Incentivar articulação intersetorial com saúde, educação e
entidades da sociedade civil;
14.3 Planejar e executar de ações coletivas, grupos socioeducativos e
campanhas no território;
14.4 Apoiar técnico e financeiramente para manutenção de
atividades regulares do PAIF e SCFV;
14.5 Avaliar periodicamente os resultados e impactos das ações
PREVISÃO Relatórios trimestrais de acompanhamento;
Grupos e ações coletivas mensais;
Revisão anual do Plano de Ação do CRAS.
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Assistência Social;
Coordenação do CRAS "Ursulina Rivaben";
Equipe Técnica de referência (Assistente Social, Psicólogo);
Rede Intersetorial local.
P á g i n a | 155
META 15
Garantir o acompanhamento integral das gestantes em situação
de vulnerabilidade social, promovendo o acesso aos serviços
socioassistenciais e de saúde.
ESTRATÉGIAS
15.1. Identificar das gestantes no território por meio do cadastro e
visitas domiciliares;
15.2. Encaminhamento e articulação com a USF para pré-natal
regular;
15.3. Inclusão em programas socioassistenciais (PAIF)
PREVISÃO Durante a vigência do Plano
RESPONSÁVEIS
Equipe técnica do CRAS (assistente social e psicólogo)
ACS (Agentes Comunitários de Saúde)
Referência da USF
Coordenação do PAIF
META 16
Fortalecer o regime de colaboração entre município, Estado e
União para qualificar os serviços socioassistenciais e ampliar o
acesso da população às políticas públicas intersetoriais.
ESTRATÉGIAS
16.1. Participar ativamente de reuniões e pactuações na Comissão
Intergestores Bipartite (CIB);
16.2. Alimentar regularmente os sistemas de informação
(CadSUAS, Prontuário SUAS, etc.);
16.3. Elaborar e enviar relatórios e planos de ação conforme
diretrizes federais e estaduais;
16.4. Realizar a Busca ativa para adesão a programas e cofinanciamentos;
16.5. Capacitar continuamente da equipe técnica com apoio das
instâncias estadual e federal.
PREVISÃO Durante a vigência do Plano
RESPONSÁVEIS
Gestor municipal da Assistência Social
Equipe técnica do CRAS
Representantes do Estado (DRADS)
Representantes do MDS
EIXO V
A CRIANÇA E O ESPAÇO
Ao se reconhecer as crianças como atores sociais e a cidade como um
espaço cultural, torna-se imprescindível refletir sobre as transformações
estruturais que vêm moldando a sociedade contemporânea e, consequentemente,
redefinindo os usos e sentidos do espaço urbano. Essas transformações decorrem
de novas dinâmicas sociais, que têm promovido a criação de espaços
padronizados e homogêneos e incentivado a segmentação social por meio da
construção de muros e barreiras físicas que fragmentam a cidade.
Nesse cenário, a relação da criança com a cidade exige uma análise crítica:
ao legitimar a criança como sujeito singular, com direitos e formas próprias de
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perceber e vivenciar o mundo, impõe-se o questionamento sobre como essa
relação se estabelece nos espaços urbanos e de que forma as crianças se
apropriam desses territórios, que, em tese, também lhes pertencem. Um ponto
crucial a ser considerado é a própria configuração dos espaços urbanos, sua
organização, distribuição e funcionalidade, bem como a forma como são, ou não,
acessados e apropriados pelos seus habitantes, especialmente pelas crianças.
A atual configuração urbana tem repercussões diretas na constituição da
infância, sobretudo na infância urbana, que passa a vivenciar a cidade não como
lugar de convivência e trocas sociais, mas como um espaço de enclausuramento.
As crianças são inseridas em ambientes fechados e excessivamente controlados
— as chamadas “bolhas de segurança” que, embora protejam, limitam suas
experiências de socialização, tornando a cidade um território marcado por
segregações, isolamento e esvaziamento dos espaços coletivos.
Diante desse contexto, é urgente resgatar a cidade como ambiente plural,
um lugar de exercício da cidadania, da participação social, da criação cultural e da
vivência democrática. É necessário repensar o uso do espaço urbano para que este
deixe de ser um “espaço de ninguém” e passe a ser, efetivamente, um “espaço de
todos”. Esse resgate pressupõe a valorização da presença e da participação das
crianças na cidade, permitindo-lhes vivenciar o espaço público de forma ativa,
segura e significativa.
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1 Garantir que 100% das áreas de preservação ambiental do
município contem com ações educativas voltadas à Primeira
Infância até 2032.
ESTRATÉGIAS
1.1. Implantar trilhas ecológicas educativas acessíveis a crianças
pequenas;
1.2. Desenvolver materiais e atividades pedagógicas sobre
preservação ambiental, com linguagem adaptada à infância;
1.3. Realizar campanhas anuais de educação ambiental nas
escolas e comunidades;
1.4. Incluir atividades práticas (hortas escolares, oficinas de
reciclagem e plantio) no calendário da Educação Infantil.
PREVISÃO Planejamento em 2025–2026
Implantação total: 2027–2032
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Educação
Escolas e CMEIs
Conselho Municipal de Agricultura e Meio Ambiente
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META 2 Melhorar 100% das estradas rurais de acesso a escolas e unidades
de saúde até 2030, com manutenção regular até 2035.
ESTRATÉGIAS
2.1. Realizar mapeamento das rotas escolares em áreas rurais;
2.2. Priorizar melhorias nas vias que dão acesso a creches, escolas
e UBS’s;
2.3. Implantar plano de manutenção contínua das estradas vicinais;
2.4. Articular com o setor de Transportes para garantir transporte
escolar seguro e regular.
PREVISÃO
Mapeamento e planejamento: 2025–2026
Execução: 2026–2030
Manutenção: 2030–2035
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Obras e Transportes
Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Saúde
META 3
Garantir que 100% dos novos equipamentos públicos (praças,
unidades de saúde, escolas, centros culturais etc.) sejam
planejados com infraestrutura adequada à Primeira Infância
ESTRATÉGIAS
3.1. Criar protocolo municipal de urbanismo amigo da criança
(referenciado em boas práticas internacionais);
3.2. Capacitar engenheiros, arquitetos e urbanistas sobre espaços
adequados para crianças de 0 a 6 anos;
3.3. Incluir consulta pública com famílias e educadores nos
projetos arquitetônicos;
3.4. Garantir acessibilidade universal e estímulo ao brincar nos
equipamentos públicos.
PREVISÃO Durante a vigência do Plano
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Obras
Secretaria Municipal de Educação
Conselhos Municipais
META 4 Mapear e instalar sinalização em 100% da cidade, com vistas à
mobilidade urbana com segurança infantil
ESTRATÉGIAS
4.1. Realizar diagnóstico com foco em áreas escolares, de lazer e
unidades de saúde;
4.2. Implantar sinalizações horizontais e verticais (faixas elevadas,
placas educativas, redutores de velocidade);
4.3. Envolver conselhos escolares na identificação dos pontos
críticos;
4.4. Realizar campanhas educativas sobre trânsito seguro para
motoristas, crianças e famílias.
PREVISÃO Até 2028
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Obras e Mobilidade Urbana
Secretaria Municipal de Educação
Setor responsável pelo Trânsito
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META 5 Implantar hortas comunitárias e escolares com participação das
crianças
ESTRATÉGIAS
5.1. Promover alimentação saudável, educação ambiental e contato
com a natureza desde a Primeira Infância;
5.2.Criar hortas em 100% das escolas de educação infantil.
PREVISÃO Contínua
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente
Secretaria Municipal da Educação
Secretaria Municipal da Saúde.
META 6 Realizar, anualmente, o “Dia da Criança na Natureza”
ESTRATÉGIAS
6.1. Promover o contato das crianças com a natureza, fora dos
muros da escola, com atividades educativas;
6.2. Inserir no calendário anual da cidade até 2026 o Dia da Criança
na Natureza;
6.3. Realizar visitas a rios, reservas, plantações, parques
ecológicos.
PREVISÃO Anual
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Desenvolvimento
Econômico
META 7 Instalar pontos de coleta seletiva e lixeiras educativas em áreas
infantis
ESTRATÉGIAS
7.1. Estimular o cuidado com o meio ambiente desde a infância por
meio da prática da coleta seletiva;
7.2. Equipar 100% das praças, escolas e CMEIs até 2029;
7.3. Lixeiras coloridas, placas ilustradas, campanhas com
personagens infantis.
PREVISÃO Até 2028
RESPONSÁVEIS Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente
Secretaria Municipal de Educação
Equipe de limpeza urbana
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META 8 Implantar rotas escolares seguras e ecológicas (a pé, de bicicleta,
de transporte coletivo)
ESTRATÉGIAS
8.1. Garantir acesso seguro e sustentável das crianças às unidades
escolares;
8.2. Criar rotas em 100% das unidades até 2035;
8.3. Arborização, calçadas acessíveis, sinalização, bicicletários, faixas
elevadas.
PREVISÃO Até o final de vigência do Plano
RESPONSÁVEIS
Secretaria de Obras
Setor de Transporte do município
Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente
Governo Municipal
META 9 Expandir programas educacionais com foco na educação
ambiental para todas as escolas de educação infantil no municio
ESTRATÉGIAS
9.1. Incluir na matriz curricular conteúdos voltados à
biodiversidade, siclos naturais e preservação dos recursos;
9.2. Criar espaços ao ar livre como hortas escolares, jardim
sensoriais e trilhas educativas;
9.3. Proporcionar visitas a parque e reservas naturais como forma
de ampliar o contato direto das crianças com a natureza;
9.4. Fortalecer parcerias com órgãos ambientais que possibilitem
o aprimoramento contínuo e manutenção sustentável de áreas
educativas;
9.5. Adotar práticas sustentáveis nas unidades educacionais com
foco na gestão de resíduos, economia de água e uso
consciente de energia.
PREVISÃO Curto prazo
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Agriculta e meio ambiente
Secretaria Municipal de Educação
Governo Municipal
Órgãos Ambientais (parcerias)
META 10 Fortalecer os vínculos sócios ambientais entre a comunidade e a
educação infantil
ESTRATÉGIAS
10.1. Elaborar e aplicar instrumentos que promovam o engajamento
comunitário de forma sistemática;
10.2. Instituir comitê de Educação Ambiental com participação ativa
de representantes locais;
10.3. Realizar palestras temáticas e formações cíclicas voltadas à
sensibilização da comunidade escolar sobre o uso responsável dos
recursos naturais;
10.4. Disseminar no território municipal as boas práticas pedagógicas
e comunitárias.
PREVISÃO Durante a vigência do plano
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Agriculta e meio ambiente
Secretaria Municipal de Educação
Governo Municipal e Órgãos Ambientais (parcerias)
P á g i n a | 160
EIXO VI
ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS CRIANÇAS
O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990) estabelece, em
seu artigo 17, o direito ao respeito como um princípio fundamental, assegurando a
inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente.
Essa garantia compreende a preservação da imagem, identidade, autonomia,
valores, ideias, crenças, bem como de seus espaços e objetos pessoais. Além
disso, o artigo 5º do mesmo dispositivo legal reforça que nenhuma criança ou
adolescente poderá ser submetido a qualquer forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade ou opressão, sendo responsabilizados, na forma
da lei, os autores de qualquer violação a esses direitos, seja por ação ou omissão.
Complementando esse marco normativo, a Lei n.º 13.431/2017 institui o
sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha
de violência, estabelecendo, no artigo 4º, cinco categorias específicas de violação:
violência física, psicológica, sexual, institucional e patrimonial. Tal legislação
fornece diretrizes para o acolhimento e proteção integral das vítimas, assegurando
procedimentos humanizados e integrados entre os diferentes setores de
atendimento.
Diante dessas normativas, torna-se imprescindível a estruturação de uma
política pública efetiva voltada à prevenção, identificação e enfrentamento da
violência contra crianças e adolescentes. Nesse sentido, órgãos competentes –
como conselhos tutelares, serviços de saúde, educação e assistência social –
devem estar aptos a receber denúncias, reclamações ou representações relativas
a situações de violência, negligência ou abandono, garantindo a proteção das
informações sigilosas e o devido encaminhamento para as autoridades e serviços
responsáveis pela adoção das medidas cabíveis.
No contexto familiar, reconhecido como um dos principais núcleos de
proteção e cuidado, é essencial que, diante de um episódio traumático de
violência, tanto a criança quanto os demais membros da família sejam acolhidos.
A vivência de uma situação de violência impacta toda a estrutura familiar,
provocando alterações significativas nos vínculos afetivos, na rotina e nas
dinâmicas comunitária e escolar. Esses momentos exigem uma rede de apoio
eficaz, composta por profissionais capacitados para oferecer suporte psicológico
e social, promovendo a reparação emocional e o fortalecimento dos laços
familiares.
Destaca-se a importância da existência de canais acessíveis para o
recebimento de denúncias, bem como da realização de campanhas permanentes
de conscientização, voltadas à identificação dos múltiplos tipos de violência. Tais
ações são fundamentais, sobretudo porque muitas formas de violência contra
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crianças e adolescentes permanecem invisíveis, sendo difíceis de serem
reconhecidas sem uma atuação preventiva, vigilante e intersetorial. A proteção
integral exige vigilância constante e o compromisso de toda a sociedade na
promoção de um ambiente seguro, respeitoso e livre de violência para cada criança
e adolescente.
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1
Aperfeiçoar continuamente os procedimentos adotados e formas
de acompanhamento dos casos, sejam eles por notificação ou
denúncias.
ESTRATÉGIAS
1.1. Revisar anualmente os protocolos de atendimento, escuta e
encaminhamento de denúncias;
1.2. Implantar sistema digital padronizado e seguro para registro e
acompanhamento de casos;
1.3. Criar fluxos intersetoriais para o encaminhamento de
denúncias (saúde, educação, assistência social);
1.4. Monitorar indicadores de reincidência e desfecho dos casos
acompanhados.
PREVISÃO
Implantação inicial: até 2026
Aperfeiçoamento contínuo: 2026 a 2035
RESPONSÁVEIS
Conselho Tutelar (responsável direto)
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Ministério Público
CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente)
Secretarias Municipais de Saúde e Educação (apoio na notificação)
META 2 Fortalecer o diálogo entre os diferentes setores com vistas à
promoção de um trabalho intersetorial.
ESTRATÉGIAS
2.1. Criar um comitê intersetorial permanente com representantes da
saúde, educação, assistência social, segurança pública e justiça;
2.2. Realizar reuniões de rede para estudo de casos, articulação de
fluxos e pactuação de responsabilidades;
2.3. Desenvolver protocolos conjuntos de atuação em situações de
violência;
2.4. Promover campanhas públicas de conscientização com
abordagem integrada.
PREVISÃO Implantação do comitê: até 2026
Reuniões regulares e ações integradas: 2026 a 2035
RESPONSÁVEIS
Conselho Tutelar (representação e articulação de casos)
Secretaria Municipal de Governo (articulação intersetorial)
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA)
Setores de Saúde, Educação, Segurança Pública e Assistência Social
Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)
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META 3
Oferecer formação continuada aos conselheiros tutelares com
foco na legislação vigente e na qualificação do atendimento e
acompanhamento de situações de vulnerabilidades, negligências e
violências.
ESTRATÉGIAS
4.1. Realizar capacitações semestrais com foco no Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), Lei da Primeira Infância,
Código Penal e normas locais;
4.2. Firmar parcerias com universidades, Ministério Público,
Defensoria Pública e Conselhos profissionais;
4.3. Criar um programa de educação permanente com certificação;
4.4. Incluir temas como: escuta especializada, abordagem
humanizada, elaboração de relatórios e articulação em rede.
PREVISÃO Ações de capacitação regulares: 2025 a 2035
RESPONSÁVEIS
CMDCA (coordenação das formações)
Conselho Tutelar
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Secretaria Municipal de Educação (apoio técnico)
Instituições de ensino superior (parcerias)
EIXO VII
A CRIANÇA E O CONSUMISMO
Garantir um futuro promissor às crianças de hoje não se limita à
transformação de comportamentos da geração atual, mas passa, sobretudo, pela
educação voltada à consciência crítica sobre o consumismo. Este é um dos
caminhos centrais que a sociedade deve trilhar para alcançar um desenvolvimento
verdadeiramente sustentável. Desde os primeiros anos de vida, é fundamental que
as crianças sejam incentivadas a compreender que cada atitude tem
consequências coletivas, inclusive em relação à preservação ambiental. Antes
mesmo de serem introduzidas ao universo do consumo, devem ser estimuladas a
assimilar valores indispensáveis à manutenção da vida em sociedade, como a
solidariedade, o senso de responsabilidade pelo bem comum, o respeito ao outro
e ao meio ambiente.
Apesar de parecer natural que esse processo educativo ocorra de forma
orgânica, na prática, constata-se um cenário preocupante: em vez de formarmos
cidadãos conscientes, a sociedade atual tem priorizado o estímulo ao consumo
desenfreado. Esse desafio contemporâneo exige reflexões profundas, que se
encontram, em grande parte, no campo da educação — entendida aqui como um
processo amplo e compartilhado entre a família, a escola, os espaços públicos e
os meios de comunicação.
Se oportunizadas a desenvolver uma relação consciente com o ato de
consumir, as crianças podem se tornar verdadeiros agentes de transformação
social. Para isso, é necessário ir além do ambiente escolar e das atividades voltadas
P á g i n a | 163
à educação ambiental. É preciso reforçar, de forma transversal e contínua, a
conexão entre as práticas de consumo e os impactos ambientais, analisando
criticamente o modelo consumista atual e os danos que ele já provocou ao planeta.
Nesse contexto, é importante refletir sobre os hábitos que contradizem a
proposta de uma educação ambiental crítica: o consumo de alimentos
ultraprocessados nas escolas, a disseminação de brinquedos produzidos à
margem da legislação ambiental e trabalhista, e a valorização excessiva de bens
materiais desde a infância. Tais práticas reforçam a lógica do "ter" como símbolo
de pertencimento e sucesso, em detrimento do "ser" como expressão de cidadania
plena.
O desafio que se impõe, portanto, é cultural e educativo: precisamos
reverter a lógica de que o valor da criança está em sua capacidade de consumir,
substituindo-a por uma formação que promova valores éticos, ambientais e
sociais. Só assim será possível construir uma sociedade mais equilibrada,
sustentável e justa para as próximas gerações.
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1 Conscientizar famílias, educadores e sociedade sobre os
impactos do consumismo precoce no desenvolvimento infantil.
ESTRATÉGIAS
1.1. Realizar campanhas educativas anuais em escolas, unidades
de saúde e redes sociais;
1.2. Promover semanas temáticas sobre infância e consumismo
em creches e pré-escolas;
1.3. Distribuir materiais educativos (cartilhas, vídeos, podcasts)
com linguagem acessível.
PREVISÃO Lançamento da 1ª campanha: até 2026
Realização contínua e anual: 2026 a 2035
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Comunicação
CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente)
Conselhos Escolares
META 2
Incluir o tema “consumo consciente” no currículo da educação
infantil e nos projetos pedagógicos das instituições que atendem
a primeira infância.
ESTRATÉGIAS
2.1. Oferecer formação continuada aos professores da Educação
Infantil sobre educação para o consumo e mídia;
2.2. Desenvolver material pedagógico adequado à faixa etária de 0
a 6 anos;
2.3. Estimular práticas pedagógicas voltadas ao brincar, à
criatividade e à sustentabilidade (sem foco em marcas e
produtos).
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PREVISÃO
Desenvolvimento do material e formação de professores: 2025–2027
Implementação gradual nas escolas: 2027–2030
Acompanhamento e atualização: 2030–2035
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Coordenação Pedagógica das Escolas
Universidades e Institutos de Pesquisa (parcerias técnicas)
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
(CMDCA)
META 3 Fortalecer a fiscalização da publicidade abusiva direcionada às
crianças, especialmente em espaços públicos e digitais.
ESTRATÉGIAS
3.1. Firmar parceria Ministério Público para monitoramento de
publicidade ilegal;
3.2. Criar um canal municipal de denúncias de propaganda
abusiva direcionada à infância;
3.3. Capacitar conselheiros tutelares e técnicos da assistência
sobre os direitos da criança frente ao consumismo e à mídia.
PREVISÃO
Canal de denúncias: até 2027
Monitoramento contínuo: 2027 a 2035
RESPONSÁVEIS
Ministério Público Estadual
Conselho Tutelar
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
(CMDCA)
META 4
Estimular práticas comunitárias e escolares voltadas à cultura do
brincar e da simplicidade voluntária, como alternativas ao
consumo.
ESTRATÉGIAS
4.1. Realizar feiras de trocas de brinquedos e roupas entre famílias
da comunidade;
4.2. Implantar brinquedotecas públicas e comunitárias com foco
no brincar livre;
4.3. Desenvolver oficinas e eventos culturais sobre valores como
solidariedade, criatividade e sustentabilidade.
PREVISÃO
Primeiras ações-piloto: 2026
Expansão e regularização: 2027 a 2030
Manutenção e ampliação: 2030 a 2035
RESPONSÁVEIS
Secretarias Municipais de Cultura e de Educação
Centro de Referência da Assistência Social
Conselhos Escolares
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
(CMDCA)
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EIXO VIII
A CRIANÇA, O ESPORTE E A CULTURA
As políticas públicas do município abordam o desenvolvimento infantil de
forma integral, valorizando não apenas aspectos físicos e técnicos, mas também
dimensões intelectuais, emocionais e sociais. A atividade física é considerada
essencial desde a primeira infância, contribuindo para a qualidade de vida, o
desenvolvimento motor e a formação ética por meio do esporte, além de
possibilitar a sociabilidade, o reconhecimento e respeito à diversidade.
O desenvolvimento dos movimentos ocorre de forma progressiva, desde
reflexos involuntários nos bebês até habilidades motoras mais complexas,
adquiridas com o tempo. Essa evolução é fundamental para o amadurecimento
neuromuscular e a coordenação motora das crianças.
Concomitantemente, o acesso aos bens culturais é visto como pilar da
formação pessoal e social. A vivência cultural amplia o pensamento crítico e o
senso de pertencimento, promovendo valores como respeito, empatia e
solidariedade. O contato precoce com a diversidade cultural, por meio de
brincadeiras, arte e manifestações populares, estimula a criatividade, a memória,
a expressão e a construção da identidade da criança.
Assim, integrar práticas esportivas com foco no desenvolvimento da
inteireza e bem-estar das crianças, assim como o acesso aos bens culturais
materiais e imateriais na infância fortalece o desenvolvimento global das crianças,
propiciando-lhes uma convivência social mais ética, criativa e respeitosa.
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1 Garantir o acesso à cultura e ao lazer para todas as crianças de 0
a 6 anos
ESTRATÉGIAS
1.1. Manter e ampliar a realização de eventos com programações
infantis: show infantil no Aniversário da Cidade, Festa Junina
com apresentação das escolas, Dia das Crianças, Natal com
Chegada do Papai Noel, apresentações culturais e cinema na
praça
PREVISÃO Anualmente
RESPONSÁVEIS Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico
Governo Municipal
META 2 Realizar periodicamente atividades artísticas para a Primeira
Infância
ESTRATÉGIAS
1.1. Promover apresentações culturais específicas para crianças,
como teatro, circo, música e oficinas lúdicas, incluindo
atividades para escolas municipais;
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1.2. Fortalecer parcerias com instituições promotoras de eventos
artísticos.
PREVISÃO Semestralmente
RESPONSÁVEIS Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico
Governo Municipal
META 3 Fomentar a produção e fruição cultural relacionada à diversidade
étnico-cultural
ESTRATÉGIAS
3.1. Incluir nas programações culturais eventos e atividades que
valorizem as culturas afro-brasileira, indígena e tradicional,
promovendo apresentações acessíveis ao público infantil;
3.2. Observar a legislação vigente a fim de garantir seu pleno
cumprimento pelas diferentes instâncias da administração
pública;
3.3. Incluir nas propostas pedagógicas das escolas de Educação
Infantil projetos e ações voltadas à diversidade cultural, étnico e
racial.
PREVISÃO Anualmente
RESPONSÁVEIS Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico
Secretaria Municipal de Educação
META 4 Garantir espaços públicos adequados para o brincar
ESTRATÉGIAS
4.1. Continuar utilizando e mantendo praças e espaços públicos para
atividades culturais e recreativas destinadas à Primeira Infância,
garantindo segurança e acessibilidade
PREVISÃO Durante a vigência do Plano
RESPONSÁVEIS Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico
Governo Municipal
META 5 Incentivar atividades abertas, ao ar livre, para o público infantil
ESTRATÉGIAS
5.1. Realizar eventos culturais e recreativos ao ar livre, como o cinema
na praça, a participação da Carreta Furacão e a Chegada do Papai
Noel, promovendo o acesso gratuito ao lazer;
5.2. Elaborar calendário anual constando atividades lúdicas em
diferentes espaços da cidade.
PREVISÃO Durante a vigência do Plano
RESPONSÁVEIS Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico
Secretaria Municipal de Educação
Governo Municipal
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META 6 Oferta de espaços lúdicos e projetos culturais
ESTRATÉGIAS
6.1. Estudar a implantação de uma brinquedoteca itinerante para
eventos e atividades culturais, ampliando o acesso ao brincar e
à cultura
PREVISÃO Médio prazo
RESPONSÁVEIS Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico
Secretaria Municipal de Educação
Governo Municipal
META 7 Criar um calendário municipal de eventos culturais e esportivos
ESTRATÉGIAS
7.1. Formalizar um calendário que integre as atividades culturais e
esportivas voltadas para a Primeira Infância, em parceria com a
Secretaria de Esportes
PREVISÃO Curto prazo
RESPONSÁVEIS
Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico
Secretaria Municipal de Esportes
Secretara Municipal de Educação
Governo Municipal
META 8 Criar a Cidade da Criança – Parque Infantil
ESTRATÉGIAS
8.1. Desenvolver projeto para implantação de um parque infantil
estruturado, denominado “Cidade da Criança”, com brinquedos
fixos, áreas lúdicas, seguras e acessíveis, promovendo o direito
ao brincar e ao lazer
PREVISÃO Longo prazo
RESPONSÁVEIS Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico
META 9 Promover visitas a museus para crianças da Primeira Infância
ESTRATÉGIAS
9.1. Organizar visitas mediadas e programadas a museus locais ou
regionais, com atividades adaptadas à faixa etária, estimulando o
contato com a cultura e a história
PREVISÃO Anualmente
RESPONSÁVEIS Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Desenvolvimento
Econômico
Secretaria Municipal de Educação
P á g i n a | 168
EIXO IX
A CRIANÇA, A DIVERSIDADE E INCLUSÃO
A diversidade é uma construção histórica, social e cultural. Portanto, para se
falar em diversidade e diferença, é necessário adotar um pensamento decolonial,
de modo que possamos compreender o impacto dos processos de colonização e
dominação na vida dos sujeitos sociais e no cotidiano escolar. Ao abordar o tema
da diversidade, é imprescindível despir-se de preconceitos e conceitos
cristalizados, agir com imparcialidade e, sobretudo, reconhecer que “algumas
diferenças foram naturalizadas e inferiorizadas, sendo, portanto, tratadas de forma
desigual e discriminatória.”
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 3º, determina
que “a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes
à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei,
assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e
facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual
e social, em condições de liberdade e de dignidade.”
Partindo desse pressuposto legal, todas as crianças possuem os mesmos
direitos, como o direito à vida, à saúde, à nutrição, à educação, bem como o direito
de manifestar suas vontades e opiniões, sendo reconhecidas como agentes
beneficiários e transformadores da sociedade.
Não se pode dizer a uma criança com deficiência física que ela não pode
brincar, ou a uma criança com deficiência visual que ela não pode aprender a ler e
escrever. Todas as crianças têm direitos e merecem oportunidades de aprender,
brincar, conviver e contribuir. Cada criança é única, com suas habilidades, sonhos
e aspirações, que devem ser valorizados, estimulados e respeitados, além de
necessidades específicas que precisam ser atendidas com sensibilidade e
responsabilidade.
A construção de uma sociedade inclusiva permite que crianças com e sem
deficiência usufruam de seus direitos em condições de igualdade. Os primeiros
passos para essa inclusão se iniciam na primeira infância, por meio da elaboração
de políticas públicas e programas que contemplem as diversas realidades infantis.
Nesse sentido, incluir o tema da deficiência na primeira infância no discurso
político e social é fundamental para sensibilizar a sociedade, promover a
conscientização e fomentar reflexões sobre os conceitos de inclusão,
acessibilidade, respeito, cidadania e igualdade de direitos.
P á g i n a | 169
METAS E ESTRATÉGIAS
META 1 Valorizar e promover o conhecimento sobre a história e a cultura
afro-brasileira e indígena no cotidiano da educação infantil.
ESTRATÉGIAS
1.1. Inserir conteúdos sobre cultura afro-brasileira e indígena nos
projetos pedagógicos das creches e pré-escolas;
1.2. Formar professores para o trabalho antirracista e de
valorização das raízes culturais;
1.3. Realizar semanas temáticas e rodas de contação de histórias
com representantes das comunidades tradicionais.
PREVISÃO Formação e implementação nos currículos: 2025–2027
Ações contínuas e permanentes: 2027 a 2035
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Coordenação Pedagógica das Escolas
Representação de diferentes etnias e culturas
Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Desenvolvimento
Econômico
CMDCA
META 2 Realizar anualmente a “Festa das Nações” com participação ativa
das famílias, como forma de valorizar a diversidade cultural das
crianças e da comunidade.
ESTRATÉGIAS
2.1. Organizar a Festa das Nações com apresentações culturais,
culinárias e trajes típicos representando diferentes países e
etnias;
2.2. Envolver as famílias na construção dos estandes e nas
apresentações culturais;
2.3. Garantir a participação das crianças com deficiência e de
grupos menorizados.
PREVISÃO 1ª edição piloto: 2026
Realização anual: 2026 a 2035
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação e secretaria de Cultura, turismo e
desenvolvimento econômico
Direção das Unidades Escolares
Associações de Pais e Mestres
META 3
Assegurar a plena inclusão das crianças com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação nas políticas públicas da primeira
infância.
ESTRATÉGIAS
3.1. Ampliar o atendimento educacional especializado (AEE) e
atendimento no centro de especialidades, acessibilidade nas
escolas e equipamentos públicos;
3.2. Formar professores, agentes de saúde e cuidadores sobre
inclusão na primeira infância;
3.3. Garantir a presença de intérpretes de Libras, materiais em braile
e recursos adaptados para atendimento específico das crianças
matriculadas na Rede Municipal de Ensino
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PREVISÃO Ampliação de recursos e formação: 2026–2029
Consolidação e monitoramento: 2029 a 2035
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social
Conselhos da Pessoa com Deficiência
Centro Municipal de Educação Especial
CMDCA
META 4
Incentivar e garantir a visitação regular de crianças da primeira
infância a centros culturais, com foco na diversidade de
expressões e acessibilidade.
ESTRATÉGIAS
4.1. Criar um programa municipal de visitas culturais para creches
e pré-escolas (Museus, (catavento), Bibliotecas, Quilombos,
Aldeias etc.);
4.2. Garantir transporte acessível e acompanhamento adequado
para crianças com deficiência;
4.3. Integrar as visitas aos conteúdos pedagógicos.
PREVISÃO Implantação do programa: 2026
Visitas semestrais por unidade: 2026 a 2035
RESPONSÁVEIS
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Desenvolvimento
Econômico
Coordenação das Unidades Escolares
Secretaria Municipal de Transportes (logística)
Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)
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MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
Uma vez aprovado pelo Poder Legislativo e homologado pelo Poder Executivo,
o plano ganhará publicidade para que todos assumam o compromisso e sintam-se
corresponsáveis pelo processo de implementação do conjunto de metas do Plano
Municipal pela Primeira Infância (PMPI) ao longo dos próximos 10 anos (2025 a
2035).
Considerando que se trata de um documento técnico e político, que
ultrapassa mandatos administrativos, é fundamental que seja definida uma
sistemática de monitoramento e avaliação. Desta forma, o monitoramento ocorrerá
anualmente, a partir do ano de 2026, e a avaliação se dará ao final dos anos de
2028, 2031 e 2035. Ambos os instrumentos terão a finalidade de observar a
evolução das metas e cumprimento das estratégias pelos prazos definidos. Caberá
à Comissão Municipal, a ser instituída por meio de Portaria Específica, a realização
do processo de monitoramento e avaliação do Plano.
Recomenda-se que a comissão responsável por este processo elabore um
instrumental avaliativo consistente, ou seja, uma ficha de monitoramento e
avaliação contemplando todos os aspectos possíveis no decurso da vigência deste
plano. Nesse sentido, a elaboração de notas técnicas que versem sobre cada meta
e suas respectivas estratégias deverão retratar, quantitativa e qualitativamente, o
cenário municipal em assuntos concernentes à Primeira Infância.
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REFERÊNCIAS
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Federal, 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso: 7/5/2025.
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Criança - Estabelece um novo paradigma de proteção à infância e à adolescência,
determinando que todas as crianças e adolescentes são sujeitos de direitos titulares da
chamada proteção integral. Disponível em
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d99710.htm Acesso: 7/5/2025.
BRASIL. Lei nº: 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Estabelece
medidas concretas para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Disponível em
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm Acesso:7/5/2025.
BRASIL Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar /
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. -
2. ed. - Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em https://www.gov.br/saude/ptbr/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca/publicacoes/saude-da-criancaaleitamento-materno-e-alimentacao-complementar/view Acesso: 11/5/2025.
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https://ibfan.org.br/documentos/ibfan/doc-286.pdf Acesso: 7/5/2025.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento de Nutrologia. Manual de
orientação para a alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do
adolescente e na escola. 2. ed. São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria, 2008.
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BRASIL, Resolução n.º 163, de 13 de março de 2014. Dispõe sobre a abusividade do
direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança e ao
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https://www.normasbrasil.com.br/norma/?id=268725 Acesso: 11/5/2025.
BRASIL Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Brincadeira e
interações nas diretrizes curriculares para educação infantil: manual de orientação
pedagógica: módulo 1/ Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica -
Brasília: MEC, SEB, 2012. Disponível em
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao_brinquedo_e_brincadeiras_completa
.pdf Acesso:7/5/2025.
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2022/2020- 2030 revisado e atualizado em 2020 aprovado pelo CONANDA - Brasília (DF)
20 de junho de 2020 PROGRAMA CRIANÇA FELIZ - Edição, 2017 - Brasília/DF – Disponível
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primeira infância e altera a Lei nº 8.069, de 13 de Julho de 1990( Estatuto da Criança e do
Adolescente ) Marco Legal da Primeira Infância. Brasília, 2016. Disponível em
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SÃO PAULO: Caderno de Dados Educacionais. Disponível em:
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BRASIL. Primeira Infância Primeiro. Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Disponível em:
https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/galia-sp/ Acesso em: 10/6/2025
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ANEXOS
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