| Tipo | Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 679 / 2015 |
| Date | 2015-10-06 |
| Ementa | DISPÕE SOBRE A APROVAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE IGARAPAVA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. |
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'iFES. Prefeitura Municipal | i de Igarapava |, i [PREFEITO MUNICIPAL | | DISPÕE SOBRE A APROVAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE IGARAPAVA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. ENG. CARLOS AUGUSTO FREITAS, Prefeito Municipal de Igarapava, Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais; FAZ SABER QUE: A Câmara Municipal aprovou e ele promulga e sanciona a seguinte Lei: Art. 4º Fica aprovado o Plano Municipal de Gestão integrada de Residuos Sólidos de Igarapava, nos termos do Anexo Único, dispondo sobre procedimentos e critérios referentes à geração, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final dos residuos sólidos no Município de Igarapava e estabelece regras referentes ao gerenciamento integrado dos resíduos sólidos, incluindo a gestão e a prestação dos serviços na área de manejo dos resíduos sólidos urbanos e a Limpeza Pública no Município. Art 2º O Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, instituído por esta Lei, será revisto periodicamente, no máximo a cada quatro anos, sempre anteriormente à elaboração do Plano Plurianual. Art. 3º A proposta de revisão do Plano Municipal de Gestão integrada de Resíduos Sólidos deve ser elaborada em articulação com a(s) prestadora(s) dos serviços e estar em compatibilidade com as diretrizes, metas e objetivos das Políticas e Planos Estaduais e Federais de Saneamento Básico e de Resíduos Sólidos. Parágrafo único. O Poder Executivo, na realização do estabelecido neste artigo, pode solicitar cooperação técnica ao Estado de São Paulo e a República Federativa Brasileira. Art. 4º As revisões do Plano Municipal de Gestão Infegrada de Residuos Sólidos não podem ocasionar inviabilidade técnica ou desequilíbrio econômico-financeiro na prestação dos serviços delegados, devendo qualquer acréscimo de custo, ter a respectiva fonte de custeio e a anuência da prestadora. Prefeitura Municipal | de Igarapava | Dad LEINC 679 — — DE: 06.10.2015 Parágrafo único. No caso de descumprimento do estabelecido no caput, a(s) prestadora(s) dos serviços ficam) obrigada(s) a cumprir o Plano Municipal de Gestão integrada de Resíduos Sólidos em vigor à época da delegação, nos termos da Lei Federal nº 12.305/2010. Art. 5º O Poder Executivo deverá encaminhar ao Poder Legislativo no exercício de 2015, o Projeto de Lei que instituirá a Política Municipal de Resíduos Sólidos. Art, 6º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação. GOVERNO DO MUNICÍPIO DE IGARAPAVA Aos seis de outubro de 2015. ENG CARLOS AUGUS AUGUSTO FR FREITAS Prefeito Municipal REGISTRADA. Publicada e arquivada no livro Pora data supra. AMILTON ES Diretor do Departã | | PREFE PREFEITO MUNICIPAL ! i Prefeitura Municipal de Igarapava - PRODUTO 1 PLANO MUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SOLIDOS DE IGARAPAVA IGARAPAVA 2015 Prefeitura Municipal de Igarapava Sumário 1.DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA URBANA 1.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1.2 ARCABOUÇO LEGISLATIVO 1.2.1 Legislação Federal 1.2.2 Legislação Estadual 1.2.3 Legislação Municipal 1.3 GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS 1.3.1 Resíduos sólidos urbanos 1.3.1.1 Composição física dos resíduos sólidos urbanos 1.3.2 Resíduos domiciliares 1.3.3 Resíduos úmidos 1.3.4 Resíduos secos 1.3.5 Resíduos da limpeza urbana 1.3.5.1 Varrição de vias públicas 1.3.5.2 Sarget — limpeza de canteiros, rotatórias, terrenos, jardins (capina e roçada) e guias 1.3.5.3 Serviço de poda 1.3.6 Resíduos volumosos 1.3.7 Disposição Final 1.3.8 A Gestão do Aterro Sanitário Municipal 1.4 GESTÃO DE RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) 1.5 GESTÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) 1.5.1 Coleta, Transporte e destinação 1.5.2 Discussão, carências e deficiências 1.6 A EMPRESA SELETA AMBIENTAL 1.7 GASTOS COM OS SERVIÇOS PÚBLICOS DE MANEJO DE RESÍDUOS E LIMPEZA URBANA E FONTES DE RECEITA 1.8 LEI Nº 584 DE 4.12.2013, QUE DISPÕE SOBRE O SERVIÇO DE CAÇAMBAS CONCLUSÃO Prefeitura Municipal de Igarapava! Lista de figuras Figura 1. Município de Igarapava Figura 2. Organograma da gestão pública dos RSU Figura 3. Fotos da coleta, transporte e destinação dos resíduos sólidos urbanos Figura 4. Fotos de lixeiras usadas no Município Figura 5. Área do Aterro Sanitário municipal Figura 6. Foto do caminhão de coleta Figura 7. A matriz da Empresa Seleta Ambiental Prefeitura Municipal de Igarapava > Lista de quadros Quadro 1. Forma de divisão dos tipos de materiais do RSU Quadro 2. Valores de Estudos Gravimétricos de RSU Quadro 3. Veículos utilizados na coleta de resíduos domiciliares Quadro 4. Veículos utilizados no serviço de poda Quadro 5. Condições de tratamento e disposição dos resíduos urbanos Tabela 1 Quadro 6. Condições de tratamento e disposição dos resíduos urbanos Tabela 2 Quadro 7. Capacidade diária de coleta Quadro 8. Custo do serviço de coleta Quadro 9. Cálculo de reajuste de contrato Prefeitura Municipal de Igarapava ! 1. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E LIMPEZA URBANA Esta etapa tem como objetivo macro à definição das concepções atendidas atualmente, seja por meio de métodos, insumos e/ou tecnologias, para o manejo dos resíduos sólidos. Desta forma, possibilitará o direcionamento para soluções viáveis visando a gestão sustentável, em todas as etapas do gerenciamento de resíduos sólidos do município de Igarapava- SP, mediante gestão adequada, a fim de embasar a contratação de projetos básicos/executivos das proposições firmadas no documento final. 1.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Caracterização do índice de cobertura e a análise da situação da gestão do serviço com base em indicadores técnicos, operacionais e financeiros, com a descrição e análise da situação dos sistemas (infraestruturas, tecnologia e operação) de acondicionamento, coleta, transporte, transbordo, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos do município. Apresentação de fotografias e planilhas que permitam um perfeito entendimento dos sistemas e apontamento das condições operacionais, assim como considerações a respeito da prestação dos serviços. Identificação das formas de coleta dos resíduos, análise dos serviços públicos de limpeza urbana e serviços especiais e avaliação das soluções adotadas para a destinação dos resíduos originários de construção e demolição e dos serviços de saúde de responsabilidade do poder público. Vale ressaltar que por se tratar de um Plano de Saneamento Básico, alguns tipos de resíduos não serão abordados nesse documento, como por exemplo: Resíduos Industriais, Resíduos de Transporte, Resíduos Agrossilvopastoris. Fonte: WIKIPEDIA (2014) Igarapava é um município do Estado de São Paulo, no Brasil que se localiza a uma latitude 20º02'18" sul e a uma longitude 47º44'49" oeste, estando a uma altitude de 576 metros. Sua população estimada, de acordo com o Censo do IBGE no ano de 2014 era de 29.549 habitantes. Sua área territorial é de 468.246Km?2. E sua densidade demográfica de 59.70hab/ Km2. 1.2 ARCABOUÇO LEGISLATIVO De acordo com a Constituição Federal, cabe ao poder público municipal o trabalho de zelar pela limpeza urbana e pela coleta e destinação final do lixo. Com a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), a tarefa das Prefeituras ganha uma base mais sólida com princípios e diretrizes, dentro de um conjunto de responsabilidades que tem o potencial de mudar o panorama do lixo no Brasil. IGARAPAVA Pela nova lei, os governos municipais têm prazo para elaborar um Prefeitura Municipal de Igarapava plano de resíduos sólidos, com diagnóstico da situação lixo e metas para redução de resíduos enviados à destinação final e reciclagem, além de dar um fim aos lixões e buscar soluções consorciadas com outros municípios. Devem também identificar os principais geradores de resíduos, calcular melhor os custos e criar indicadores para medir o desempenho do serviço público nesse campo. Para tanto, é importante identificar as Legislações Federais, Estaduais e Municipais existentes e analisar as exigências relacionadas aos resíduos sólidos gerados no município, objeto principal do presente diagnóstico. 1.2.1 Legislação Federal Em se tratando de residuos sólidos (gerenciamento, coleta, tratamento e disposição final), faz-se importante destacar as seguintes leis federais: > Lei nº 11.107, de 06 de Abril de 2005 — Consórcios Públicos e da Gestão Associada de Serviços Públicos. > Lei nº 11.445, de 05 de Janeiro de 2007 - Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. > Lei nº 12.305, de 02 de Agosto de 2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. > Lei nº 11.428 de 22 de Dezembro de 2006 - Dispõe sobre a utilização e proteção de vegetação nativa do Bioma Marta Atlântica e dá outras providencias. > Lei nº 9.985 de 18 de Julho de 2000 — Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providencias. Prefeitura Municipal de Igarapava > Decreto Federal nº 5.940, de 25 de Outubro de 2006 - Institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis, e dá outras providências. NBR 10004/2004 - Resíduos sólidos - Classificação - Tem como objetivo classificar os resíduos sólidos quanto à sua periculosidade, considerando seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para que possam ser gerenciados adequadamente. NBR 13463/1995 - Coleta de resíduos sólidos — Classificação - Classifica coleta de resíduos sólidos urbanos dos equipamentos destinados a esta coleta, dos tipos de sistema de trabalho, do acondicionamento destes resíduos e das estações de transbordo. NBR 15112/2004 - Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem - Diretrizes para projeto, implantação e operação - Possibilita o recebimento dos resíduos para posterior triagem e valorização. Têm importante papel na logística da destinação dos resíduos e poderão, se licenciados para esta finalidade, processar resíduos para valorização e aproveitamento. NBR 15113/2004 - Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes — Aterros — Diretrizes para projeto, implantação e operação - Solução adequada para disposição dos resíduos classe A, de acordo com a Resolução CONAMA nº 307, considerando critérios para reserva dos materiais para uso futuro ou disposição adequada ao aproveitamento posterior da área. NBR 15114/2004 - Resíduos sólidos da construção civil - Áreas de reciclagem — Diretrizes para projeto, implantação e operação - Possibilita a transformação dos resíduos da construção classe A em agregados reciclados destinados à reinserção na atividade da construção. Resolução CONAMA nº 5, de 05 de Agosto de 1993 - Estabelece definições, classificações e procedimentos mínimos para o 8 Prefeitura Municipal de Igarapava Adm gerenciamento de resíduos sólidos oriundos de serviços de saúde, portos e aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. > Resolução CONAMA nº 6, de 19 de Setembro de 1991 - Dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos provenientes de estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos. > Resolução CONAMA nº 275, de 25 de Abril de 2001 - Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. > Resolução CONAMA nº 307, de 05 de Julho de 2002 - Define, classifica e estabelece os possíveis destinos finais dos resíduos da construção e demolição, além de atribuir responsabilidades para o poder público municipal e também para os geradores de resíduos no que se refere à sua destinação. > Resolução CONAMA nº 358, de 29 de Abril de 2005 - Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos residuos dos serviços de saúde e dá outras providências. 1.2.2 Legislação Estadual Em se tratando de resíduos sólidos (gerenciamento, coleta, tratamento e disposição final), faz-se importante destacar as seguintes leis estaduais: > Lei nº 11.387, de 27 de maio de 2003, que dispõe sobre a apresentação, pelo poder executivo, de um Plano Diretor de Resíduos Sólidos para o Estado de São Paulo. > Lei nº 12.288 de fevereiro de 2006, que dispõe sobre a eliminação controlada dos PCBs e dos seus resíduos, a descontaminação e da eliminação de transformadores, capacitadores e demais equipamentos elétricos que contenham PCBs. > Lei Estadual nº 10.888/2001 Dispõe sobre o descarte final de produtos potencialmente perigosos de residuos que contenham IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava metais pesados (pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes e frascos de aerossóis em geral). > Lei Estadual nº 12.300, de 16 de março de 2006 - Institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos e define princípios e diretrizes. > Lei nº 12.528, de 02 de janeiro de 2007 (Projeto de lei nº 882, de 2005 do Deputado Carlinhos Almeida - PT) que m obriga a implantação do processo de coleta seletiva de lixo em “shopping centers” e outros estabelecimentos que especifica, do Estado de São Paulo. > Lei nº 14.470 de 22 de junho de 2011 dispõe sobre a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual, na forma que especifica. > Lei nº 997, de 31 de Maio de 1976 — Dispõe sobre o Controle da Poluição do Meio Ambiente. > Lei nº 4.105 de 26 de Junho de 1984 — Declara área de proteção ambiental a região urbana e rural do Município de Campos do Jordão. > Lei nº 9.509, de 20 de Março de 1997 — Dispõe sobre a Política Estadual do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. > Lei nº 10.856, 31 de Agosto de 2001, - Cria o Programa de Coleta de Lixo nas escolas públicas do Estado de São Paulo e dá outras providencias. > Decreto nº 57.817, de 28 de fevereiro de 2012, que institui, sob coordenação da Secretaria do Meio Ambiente, o programa Estadual de Implementação de projetos de resíduos e dá providências correlatas. > Decreto nº 57.071, de 20 de junho de 2011, que altera a redação do — caput — do artigo 27 do Decreto nº 54.645, de 2009, que regulamenta dispositivos da Lei nº 12.300, de 2006, que institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos. > Decreto nº 54.645, de 05 de agosto de 2009 - Regulamenta dispositivos da Lei nº 12.300 de 16 de março de 2006, que institui a 10 IGARAPAVA ES Prefeitura Municipal de Igarapava a Política Estadual de Resíduos Sólidos, e altera inciso I do artigo 74 do Regulamento da Lei nº 997, de 31 de maio de 1976, aprovado pelo Decreto nº 8.468, de 8 de setembro de 1976. > Decreto nº 52.497, de 21 de julho de 1970 - Proíbe o lançamento dos resíduos sólidos a céu aberto, bem como a sua queima nas mesmas condições. > Decreto nº 45.001, de 27 de junho de 2000, que autoriza a Secretário do meio ambiente a celebrar convênios com municípios paulistas, relacionados ao anexo I deste decreto, visando à implantação de aterros sanitários em valas para resíduos sólidos. > Decreto nº 8.468, de 08 de Setembro de 1976 - Regulamenta a Lei nº 997, de 31 de maior de 1976 - Dispõe sobre o controle da poluição do meio ambiente. > Resolução SMA 775/2008. Dispõe sobre licenciamento das unidades de armazenamento, transferência, triagem, reciclagem, tratamento e disposição final de resíduos sólidos de Classes IA e IIB. > Resolução Estadual SMA nº 25, de 06 de maio de 1996 — Estabelece programa de apóia os municípios que pretendam usar áreas mineradas abandonadas ou não para a disposição de resíduos sólidos - classe III. > Resolução Estadual SMA nº 34, de 03 de junho de 1996 — Estabelece programas de apoio aos municípios da Região Metropolitana de São Paulo que pretendem utilizar áreas mineradas, abandonadas ou não, como locais para disposição de resíduos sólidos inertes, da classe III conforme a NBR 10004. > Resolução SMA nº 13, de 27 de fevereiro de 1998 — Dispõe sobre a obrigatoriedade da atualização anual do Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos. > Resolução SMA nº 9, de 27 de março de 1998 - Dispõe sobre o Anteprojeto de Lei que institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos para amplo debate junto aos municípios, as entidades públicas e privadas, as organizações não governamentais e as q LISARAPAVA Laman Prefeitura Municipal de Igarapava nam sociedades civis. Este anteprojeto está em discussão nos Conselhos Estaduais —- COHIDRO, CONSEMA, CONESAN. > Resolução SMA-079, 04 de novembro de 2009 - Estabelece diretrizes e condições para a operação e o licenciamento da atividade de tratamento térmico de resíduos sólidos em Usinas de Recuperação de Energia — URE. > Resolução SMA - 038, de 02 de agosto de 2011 - Estabelece a relação de produtos geradores de resíduos de significativo impacto ambiental, para fins do disposto no artigo 19, do Decreto Estadual nº 54.645, de 05.08.2009, que regulamenta a Lei Estadual nº 12.300, de 16.03.2006, e dá providências correlatas. > Resolução CONAMA nº 334/2003 Dispõe sobre os procedimentos de Licenciamento Ambiental de estabelecimentos destinados ao recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos. > Resolução SMA nº 41/2002 Procedimentos para licenciamento ambiental de aterros de resíduos inertes e da construção civil. > Resoluções Conjunta SMA/SS nº 01/2002 Dispõe sobre a trituração ou retalhamento de pneus para fins de disposição em aterros sanitários. > Deliberação CONSEMA nº 20, de 27 de julho de 1990 — Aprova a norma “Critérios de Exigência de EIA/RIMA para sistemas de disposição de Resíduos Sólidos Domiciliares, Industriais e de Serviços de Saúde”. > Norma do IPT NEA nº 76/2008 Requisitos mínimos de desempenho para avaliação de embalagens e acondicionamentos para o transporte de lâmpadas fluorescentes em todo ambiente de distribuição, inclusive pós uso. > Portaria CAT nº 81, de 03/12/99 Disciplina o procedimento de coleta, transporte e recebimento de óleo lubrificante usado ou contaminado. (Alteração incorporada: Portaria CAT n.60, de 04.08.00). 12 Prefeitura Municipal de Igarapava 1.2.3 Legislação Municipal > Plano Diretor de Desenvolvimento Participativo do Município de Igarapava — PDDPIA; 1.3 GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS O Plano Diretor de Desenvolvimento Participativo do Município de Igarapava —- PDDPIA estabelece a Política de Saneamento Ambiental em Igarapava. Conforme estabelecido no seu Art. 65º, este Plano institui que deverá ser elaborado um Programa de Gerenciamento Integrado dos Resíduos Sólidos Urbanos do Município —- PGIRS, preferencialmente em consórcio com outros municípios da região, com especial enfoque na criação da coleta seletiva na área urbana e futuros loteamentos na zona rural, com inserção social de catadores e carroceiros, acompanhados de campanhas educativas e de mobilização que visem intensificar a participação da comunidade. O Plano Diretor de Desenvolvimento Participativo do Município de Igarapava dispõe em seu capítulo IV, Seção IV, Art. 66º, que o PGIRS deverá contemplar diagnóstico e proposições com avaliação técnica econômica e organizacional dos procedimentos para os serviços de varrição, capina, poda, coleta e destinação final do lixo domiciliar, comercial e público; manejo adequado de resíduos orgânicos provenientes de feiras, sacolões e da coleta seletiva; gestão de resíduos especiais dos serviços de saúde, industriais, entulho, pneus, e outros. A figura a seguir demonstra um organograma resumido sobre a gestão pública dos Resíduos sólidos urbanos no município. Figura 2. Organograma da gestão pública dos RSU A Prefeitura Municipal de Igarapava esta como gestora de todas as ações do poder público municipal. Através de seus Departamentos Municipais de Administração e Planejamento e Finanças, empresa pública dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e autonomia administrativa, técnica e financeira e a Empresa Seleta Ambiental, realizam a gestão, gerenciamento e planejamento relacionados a limpeza urbana e manejo dos resíduos. 1.3.1 Resíduos sólidos urbanos Entende-se por resíduos sólidos urbanos, aqueles originários de atividades domésticas em residências urbanas e rurais (resíduos domiciliares), e os resíduos originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana (resíduos da limpeza urbana). No quantitativo dos resíduos domiciliares estão inclusos os resíduos originados e coletados na área rural (sítios e chácaras ao redor da área urbana), considerando que os mesmos são encaminhados também ao Aterro sanitário municipal. Conforme estudo de Impacto Ambiental - EIA e seu respectivo relatório de Impacto Ambiental — RIMA, elaborado e divulgado pela CEMA, Consultoria e Estudos Ambientais Ltda no ano de 2008, os índices apresentados no Município de Igarapava eram: > Coleta de Lixo (nível de atendimento em %) - 97,98. > Abastecimento de água (nível de atendimento em %) — 97,54. 14 Prefeitura Municipal de Igarapava > Esgoto Sanitário (nível de atendimento em %) — 96,26. > Geração de Resíduos (kg/dia) - 18.479. Vale ressaltar que a população atual de Igarapava conforme dados do IBGE, 2014 registram-se em 29.549 habitantes. Não foi considerado nesse cálculo o volume de recicláveis coletados pelos coletores informais (autônomos), pois não há dados. Uma estimativa será apresentada mais adiante. A partir dos dados do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) do Ministério da Saúde - SIAB, que gerem os trabalhos das equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde, que fazem o cadastramento das famílias e identificam a situação de saneamento e moradia, temos abaixo indices de domicílios com e sem coleta de lixo em 2012/2013: > Percentual de domicílios com coleta de lixo — 95,8% > Percentual de domicílios com coleta de lixo a céu aberto — 2,9% > Percentual de domicílios com lixo queimado enterrado — 1,3% > Número de domicílios de acordo com a destinação do lixo: o Lixo coletado: 1308 famílias o Queimado /enterrado: 18 famílias o Céu aberto: 40 famílias. Para efeito de cálculo da taxa ou percentual de domicílios com e sem coleta de lixo (1. lixo coletado, 2. lixo a céu aberto e 3. queimado ou enterrado), a pesquisa divide o número de domicílios com ou sem coleta de lixo, pelo total de famílias cadastradas no SIAB. O SIAB conta com 32,3 milhões de famílias brasileiras cadastradas em 2013, abrangendo 111,6 milhões de pessoas ou aproximadamente 57,6% da população brasileira. 1.3.1.1 Composição física dos resíduos sólidos urbanos O Método de estudo da Composição Gravimétrica tem como objetivo caracterizar fisicamente os resíduos e averiguar a parcela de 15 Prefeitura Municipal de Igarapava bt resíduos recicláveis que está sendo atualmente descartada junto aos resíduos sólidos domiciliares, visando fornecer subsídios para a tomada de decisão quanto ao potencial de material reciclável comercializável. Quadro 1. Forma de divisão dos tipos de materiais do RSU Tipo de material Descrição Plástico PET, sacolas, embalagens, etc. Papel branco, propaganda, papelão, etc. Vidro âmbar, translúcido, bebida, etc. Metal latinhas de alumínio, latas em geral, etc. Orgânico restos de alimentos, processados e in natura, etc. Verde podas de plantas, arbustos e árvores, etc. Eletrônico mouse, teclado, fios de energia, etc. Diversos madeira, tecido, isopor, brinquedos, etc. Infectante papel higiênico, fraldas, absorventes, etc. RSS (setor de saúde) | luvas, bolsa de sangue, agulhas, seringas, etc. = Fonte: (2012) 1.3.1.2 Coleta, transporte e destinação dos resíduos sólidos urbanos Figura 3. Fotos da coleta, transporte e destinação dos resíduos sólidos urbanos 16 17 18 Prefeitura Municipal de Igarapava qe 19 20 22 Prefeitura Municipal de Igarapava Já a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos apresenta uma composição gravimétrica obtida através da média de alguns estudos realizados no país. Esses resultados são demonstrados no quadro abaixo: Quadro 2. Valores de Estudos Gravimétricos de RSU Valores de Estudos Gravimétricos de RSU Vo. População Porcentagem em peso Município aBGE 2014) Matéria Orgânica | Recicláveis | Rejeito Betim/MG 406474 55,30% | 30,60% 14,10% [Caxias do Sul/RS 465.304 46,00% 33,30% 20,70% Indaiatuba/SP 22042 | 53,10% 24,90% 21,40% Presidente Prudente/SP 218.960 55,00% 37,90% 7,10% São Carlos/SP 236457 59,10% 20,80% 20,10% MÉDIA 53,82% 29,50% 16,68% Para o Plano em questão os resultados apresentados no Quadro 3 são meramente ilustrativos. Desde já fica a recomendação para se realizar um estudo gravimétrico para demonstrar os dados do Município de Igarapava e compará-los com outros municípios de população proporcionalmente igual, de 23 IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava Ba forma a consolidar as porcentagens de composição. 1.3.2 Resíduos domiciliares > Resíduos gerados em residências urbanas; > Resíduos provenientes de estabelecimentos comerciais, públicos, de prestação de serviços, institucionais, desde que os mesmos não sejam classificados como grandes geradores; > Resíduos de hospitais, presídios, universidades, indústrias que tenham as mesmas características do resíduo domiciliar; > Coleta, transporte e destinação. Os veículos utilizados são: Quadro 3. Veículos utilizados na coleta de resíduos domiciliares Tipo Ano Modelo Capacidade | Compactador Caminhão compactador | 2012 Automático 19 m3 sim truncado Caminhão compactador | 2012 | Automático toco 15 m3 sim 1.3.3 Resíduos úmidos Os serviços de coleta de resíduos domiciliares úmidos são definidos como o recolhimento dos resíduos domiciliares e todos aqueles que se encontrarem nas vias e logradouros públicos devidamente embalados por ocasião da execução dos serviços, que não apresentarem viabilidade para reciclagem pelas cooperativas de reciclagem ou forem considerados rejeitos ou resíduos orgânicos. A coleta do resíduo domiciliar é executada pela SELETA AMBIENTAL, no sistema “porta a porta” em 100% do município (área urbana), com frequência de 6 vezes por semana, sendo no centro frequência diária e nos demais bairros frequência alternada 3 vezes na semana. O histórico do lixo gerado está em media de 550 ton./mês 24 Prefeitura Municipal de Igarapava Todo o resíduo domiciliar coletado é transportado até o Aterro SOMA situado na cidade de Uberaba/MG. A SOMA Ambiental nasceu em 2010 já com um grande compromisso: assumir a responsabilidade regulamentada por lei quanto ao recebimento, tratamento e disposição final de resíduos gerados por empresas e municípios. Sediada em Uberaba MG, possui suas instalações distribuídas em uma área de 77 hectares (aproximadamente 1 milhão de m2), construídas com as mais modernas técnicas de engenharia, com compactação do solo, geomembrana PEAD, captação e tratamento de chorume, drenagem de gases e estações de monitoramento empregando materiais de alta qualidade. A SOMA assume a destinação correta de: « Resíduos Sólidos Urbanos: da construção civil e grandes geradores * Resíduos de origem industrial * Classe IIA e IIB (não perigosos) * Classe I (perigosos) 1.3.4 Resíduos secos Segundo o último Panorama dos resíduos sólidos no Brasil, divulgado pela ABRELPE, na região sudeste cerca de 80,5 % dos municípios apresentam alguma iniciativa de coleta seletiva. No Município de Igarapava existem lixeiras como as demostradas na figura4, mas que não são suficientes e nem eficazes para a coletiva seletiva. Lixeiras de tamanha incompatível com o volume diário, destruídas, e não apropriadas e sinalizadas para a separação de lixo. 25 "IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava » Figura 4. Fotos de lixeiras usadas no Município 26 1.3.5 Resíduos da limpeza urbana São considerados resíduos de limpeza urbana: > Resíduos oriundos dos serviços de varrição, de limpeza de praças e feiras livres, limpeza de canteiros, terrenos, jardins (capina e roçada) e podas de árvores. 1.3.5.1 Varrição de vias públicas Define-se como Varrição de logradouros públicos, a operação manual de recolhimento e remoção de todos os resíduos existentes nas vias e logradouros públicos. A responsável pela realização do serviço de varrição é a SELETA AMBIENTAL , que disponibiliza a seguinte estrutura para o serviço; > carrinhos de lixo; > funcionários; > Vassouras, vassourões, sacos de lixo, pás, enxadas, etc. 27 IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava » 1.3.5.2 Sarget - Limpeza de canteiros, rotatórias, terrenos, jardins (capina e roçada) e guia. Este trabalho resume-se a execução de serviços diversos como conservação de praças, canteiros e áreas ajardinadas públicas, limpeza (raspagem) de guia-sarjeta e demais serviços correlatos que se fizerem necessários. A execução desses serviços é realizada tanto pela SELETA AMBIENTAL quanto pelos funcionários da Prefeitura. O serviço abrange 100 % do município. 1.3.5.3 Serviço de Poda O serviço abrange 100 % do município a mesma utilizada para os serviços de capina e roçada. As podas realizadas nas áreas pertencentes as escolas públicas também ficam sob responsabilidade da SELETA AMBIENTAL ,a equipe conta com 15 colaboradores com os equipamentos seguintes utilizados: Quadro 4. Veículos utilizados no serviço de poda Descrição Capacidade Quantidade Caminhão carroceria 10 m3 1 Trator com roçadeira 80 cv 1 Roçadeira costal 5cv 6 O volume diário entre galhos e massa verde chega a 40m3 por dia, o transporte e feito em uma carreta e seu destino final é o Aterro Sanitário SOMA. 1.3.6 Resíduos volumosos 28 Prefeitura Municipal de Igarapava! Os resíduos volumosos são constituídos basicamente por móveis (armários, guarda- roupas, sofás), colchões e eletrodomésticos de maiores dimensões. Em Igarapava não há um serviço de coleta regular desse tipo de resíduo. 1.3.7 Disposição Final O resíduo domiciliar e de limpeza urbana, assim como o rejeito oriundo do processo de triagem dos residuos recicláveis são dispostos no Aterro Sanitário SOMA. 1.3.8 A Gestão do Aterro Sanitário Municipal Figura 5. Área do Aterro Sanitário municipal 29 Prefeitura Municipal de Igarapava A responsável pela gestão do Aterro Sanitário é a SELETA AMBIENTAL que possui a seguinte estrutura para a operação do mesmo: > funcionários; > tratores de esteiras; > pá carregadeira; > retroescavadeira e > caminhões basculantes. Desde 1997 a Agência Ambiental do Estado, a CETESB, realiza avaliação nos locais de disposição dos resíduos domiciliares e atribui notas de desempenho, IQR. No Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos, da Cetesb no ano de 2013, consta que não são avaliados os locais de resíduos sólidos localizados fora do Estado de São Paulo, razão pela qual, Igarapava que dispõe em Uberaba no Estado de Minas Gerais, não apresenta a indicação de IQR 2013. Quadro 5. Condições de tratamento e disposição dos resíduos urbanos Tabela 1 30 fabea 10 - Enquadramento dos municipios do Estado São Paulo, quanto às condições detratamento e disposição dos residuos urbanos (IQR Nova Propostas [GC jem 2011, 20126 2013- UGRHIS CRISTAS PALLISTA Posfmna | amded Ti fas ; sa EH Mud da [| E = 7 7 = CER TM ES if Ti TE Sins ap 1 7 7 Fesmiga Fifa ama [ed fui piso CORRENTE Fmifima | amado [ed fui REA cs meo To iMod Je Ji EE to ET (9 P ngm aAbro Santibem Vas ad ELSE (O Condição Na quada (0) Die em (LP) Abero Pica (5) Consórcio Munkal Quadro 6. Condições de tratamento e disposição dos residuos urbanos Tabela 2 EE RENNES E ERES Eis J E Eq ES 5 Ei D- Guará. AR hão |Sim ko [Sim [Sim | Fonte: Cetesb2013 Tobeia 25- Enquadramento dos municípios do Cstado São Paulo, quento às condições detratamento e disposição dos resíduos urbanos (IAR Nova Proposta e IdL Jem JN, ZU1Ze 2073 ança 8 A É - ba = IGUAPE Registro DB[ 04 [o] [84 JA JD-Cucmsar Thão [Gm [Sm] LHA COMPRIDA Pegesmo E ja fo-caeras-ar. No [Sm] LHASOLTERA à [Hles AL tem ILHABELA 3 [530 Sebastião JA JD. Tremembé AP Tómls INDARTIRA Llindia E E: jã Th. hdaiztnha. AP Na [Sr INDIANA & |Pres. Prudente do [Sir INDIAPORA & Lales Uracena Assis. Anmraha Piraoivaba [oJforreo | É [hegstro limeira SJ Ro Prato Daveiia Capão Bontto z z ER : 8 ITAPEVA , Pagéi Banido il mm[R4 Jah TAPEM z [E 6 10620] 08] [87] ” Ex ITAPIRAPUA PAULISTA 24 ] MAPOUS Ê [Araraquara O IDO dp ProgemaAt ro Sanitarb em Vols 6) PEHIDRO (3) Condição Adequada () Condição hadeguada (D) Dbpde em (AP) Ab TD Patkabr 6) Corzógio Ha kpal Fonte: Cetesb2013 1.4 GESTÃO DE RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) A gestão dos resíduos de serviços de saúde é terceirizado para a empresa NGA — Núcleo de Gerenciamento Ambiental. O transporte e a coleta é realizado de uma a duas vezes por semana, com total de 3 mil kg/mês. O Núcleo de Gerenciamento Ambiental (NGA) é uma empresa especializada em prestar serviços de gerenciamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final de resíduos de saúde, e sua sede administrativa esta localizada na cidade de Ribeirão Preto/SP. 32 Prefeitura Municipal de Igarapava! Constituído a partir da aquisição de outras empresas do setor com mais de dez anos de experiência, o NGA tem a solução completa para o destino final dos materiais gerados em hospitais, postos de saúde, farmácias, laboratórios, clínicas, consultórios e outros estabelecimentos prestadores de serviços de saúde. 1.5 GESTÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) Conforme Plano Diretor do município de Igarapava, em seu art. 68, extrai-se que: Deverão ser selecionadas áreas para a disposição final de entulho e resíduos inertes da construção civil não -— aproveitáveis, em atendimento a CONAMA 307/2002 e suas alterações posteriores. 1.5.1 Coleta, transporte e destinação A frequência de coleta e diária, realizada em todos os bairros sem exceção, a coleta e feita por veículos tipos caçambas especificado na tabela Tipo Ano | Modelo | Capacidade Poliguindaste 2009 | vw 8150 Capacidade diária de coleta abaixo: Quadro 7. A quantidade de lixo de resíduos de construção civil possui histórico nesses últimos três meses, respectivamente outubro, novembro, dezembro de 2014 de 600 a 800 ton./mês. 33 Prefeitura Municipal de Igarapava O transporte de RCC é realizado por caminhão carreta para o aterro, de qual a propriedade é a empresa Seleta Ambiental . Figura 6. Foto do caminhão de coleta 1.5.2 Discussão, carências e deficiências > Falta de conscientização da população quanto à utilização das caçambas para disposição apenas de RCC, pois nos locais de descarte verifica-se muito rejeito misturado, desde matéria orgânica, pneus, recicláveis, até lata com tinta, etc.; > Há a necessidade de proporcionar opções para aumentar o índice de recuperação (reciclagem) desses materiais para inserção dos mesmos novamente na cadeia produtiva, e também há certa dificuldade em obter dados de geração de RCC. 34 Prefeitura Municipal de Igarapava 1.6 A EMPRESA SELETA AMBIENTAL Figura 7. A Matriz da Empresa Seleta Ambiental A Seleta Ambiental é uma das mais fortes empresas prestadoras de serviço de limpeza do Brasil. Opera em todos os ramos da coleta, tratamento e destinação final de resíduos. É uma empresa capacitada para atender prefeituras de pequeno, médio e grande porte, além de empresas particulares e grandes geradores de todos os segmentos. O investimento contínuo em tecnologia e em equipamentos modernos confere à Seleta Ambiental padrões de eficiência e qualidade compatíveis com o que há de mais moderno e funcional no mercado mundial. Tudo isso é controlado por um quadro de pessoal de primeira linha, composto por engenheiros, técnicos e instrutores em constante atualização e capacitação. A Seleta Ambiental oferece os serviços de coleta seletiva, coleta domiciliar, coleta de grandes geradores, reciclagem, resíduos vegetais, compostagem, tratamento de resíduos da construção civil, pintura de 35 Prefeitura Municipal de Igarapava guias, varrição, implantação e operação de aterro sanitário, implantação e operação de estação de tratamento de esgoto (ETE), implantação e operação de estação de tratamento de água (ETA), capina e roçada, coleta de tratamento de resíduos de saúde. Sua sede esta localizada na cidade de Ribeirão Preto/SP, com filiais nos municípios de Franca e Jardinópolis /SP. 1.7 GASTOS COM OS SERVIÇOS PÚBLICOS DE MANEJO DE RESÍDUOS E LIMPEZA URBANA E FONTES DE RECEITA A Prefeitura Municipal de Igarapava contratou a empresa Seleta Ambiental através do certame licitatório modalidade Concorrência 05/2013, cujo objeto era serviços de coleta, transbordo e destino final dos resíduos domiciliares, comerciais e industriais classificados como classe II A de acordo com a Norma ABNT NBR 10.004/2004, bem como a coleta de resíduos sólidos recicláveis e coleta, transporte e destinação final de resíduos sólidos da construção civil (resoluções CONAMA 307 e 408) e os serviços de coleta, transbordo, transporte e destino final dos resíduos domiciliares, comerciais e industriais classificados como classe II A de acordo com a Norma ABNT NBR 10.004/2004, bem como a coleta de residuos sólidos recicláveis e coleta, transporte e destinação final de residuos sólidos da construção civil (resoluções do CONAMA 307 E 448). Os preços dos serviços foram divididos da seguinte maneira: > Coleta, transbordo e transporte regular de resíduos: R$ 192,42 /tonelada; > Disposição final: R$ 76,26/tonelada; > Coleta de resíduos sólidos recicláveis: R$ 25.306,43/mês; > Coleta, transporte e destinação final de resíduos da construção civil: R$ 122,68/tonelada. > O valor global dos serviços previstos para o prazo de 12(doze) meses é de R$ 2.343.413,16 (dois milhões, trezentos e quarenta e três mil, quatrocentos e treze reais e dezesseis centavos). 36 Prefeitura Municipal de Igarapava b Quadro 8. Custo do serviço de coleta. (fonte: Prefeitura Municipal de Igarapava) LOTE 01 - SERVIÇOS DE COLETA, TRANSBORDO, TRANSPORTE E DESTINO FINAL DOS RESÍDUOS DOMICILIARES, COMERCIAIS E INDUSTRIAIS CLASSIFICADOS COMO CLASSE 1 A DE ACORDO Colt A NORIA ABNT NBR 10 0047006. o 19242 | 1.029.068,00 i | [urbana | o2 Classificados como elsse “1 iii 5400 76,28 411.804,00 (des “acordo com a Norma NBR | 10.004/2.004: da ABNT, naárea = urbana. Coleta de Residuos sólidos o, Ra e 03 | reciciâveis 2530643 | 30367716 E MG DIZAS a 1.754.549,16] LOTE 02 =: S DE COLETA, TRANSPORTE É DESTINAÇÃO FINAL DE | Resiuos SÓLIDOS DA operação CIVIL (RESOLUÇÕES DO CONAMA 307 E Coleta, transporte e destinação | final se gera sólidos da ToniAnó Eco 4.800 122,68 586.864,00 49.072,00 Na necessidade de prorrogação do contrato, o reajuste será calculado nas devidas proporções estabelecidas no contrato. 37 Quadro 9. Cálculo de reajuste de contrato. (fonte: Prefeitura Municipal de Igarapava) PePo (S/So X 0,76+ IPCANBGE X 0,24), sendo que: Po = Preço-da coleta e destinação final na assinatura do contrato. S=Salário do coletor no mês-a-ser reajustado. So ='Salário do coletor na data da assinatura do contrato. IPCANBGE = Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pagamentos efetuados em decorrência do presente contrato no ano de: > 2013: R$ 1.331.366,22. > 2014: R$ 2.635.651,70. 1.8 LEI Nº 584 DE 4.12.2013, QUE DISPÕE SOBRE O SERVIÇO DE CAÇAMBAS A lei nº584/2013 em seus artigo 1 e 2 dispõe que as empresas que exploram o serviço de locação de caçambas ficam obrigadas a providenciar furos nas mesmas afim de que a água acumulada escorra, evitando a propagação de meios que possam gerar focos da dengue. Caso as caçambas mencionadas não tenha furos, as empresas deverão providenciar a cobertura das mesmas com uma lona enquanto não forem locadas. 38 Prefeitura Municipal de Igarapava » CONCLUSÃO De maneira geral, no que refere-se ao manejo de resíduos sólidos urbanos e serviços de limpeza urbana, o município de Igarapava pode ser avaliado em uma situação razoável. A gestão de alguns tipos de resíduos apresenta piores condições do que de outros, mas nada de diferente do que ocorre na grande maioria dos municípios brasileiros. Para uma efetiva gestão dos resíduos sólidos no Município de Igarapava se faz necessário algumas ações que serão tratadas como sugestões no Produto 2, sendo elas: > Ação de conscientização da população quanto à utilização das caçambas para disposição apenas de RCC, pois nos locais de descarte verifica-se muito rejeito misturado, desde matéria orgânica, pneus, recicláveis, até lata com tinta, etc. Trabalho de educação ambiental junto a população do Município no sentido de aumentar o índice de recuperação (reciclagem) desses materiais para inserção dos mesmos novamente na cadeia produtiva. Aqui existe uma necessidade de melhorar e implantar lixeiras para a coleta seletiva de lixo (ecopontos e ecolixeiras). Há a necessidade de definição das formas de coleta de resíduos volumosos. Estudo para a elaboração do estudo Gravimétrico de RSU para o Município de Igarapava. Levantamento da quantidade de lixo coletado diariamente no Município. O Município deve trabalhar de forma mais detalhada, abrangente e unificada de seus índices de RSU coletados 39 IGARAPAVA mensalmente e anualmente a fim de que possa traçar metas a médio Prefeitura Municipal de Igarapava e longo prazo, tais como medição de capina, roçada, poda de arvores. > Ter um controle de acervo em relação a cooperativas, associações e catadores de resíduos informais. > Deve trabalhar programas de educação ambiental junto a população do Município de Igarapava. > Apresentar o trabalho de resíduos dos serviços públicos de saneamento básico, seus índices, gestão e resultados. 40 Prefeitura Municipal de Igarapava PRODUTO 2 - PROGNÓSTICO PLANO MUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DO MUNICPIO DE IGARAPAVA Lista de quadros.................ccc iss ceseeeecsesrnsearererereeeereeaaeeerecacanenaaasaa cen neneenaaereeeaca 5 2. PROGNÓSTICOS E ALTERNATIVAS PARA A UNIVERSALIZAÇÃO, CONDICIONADORES, DIRETRIZES, OBJETIVO E METAS. .................cceceemes 7 2.1 DIRETRIZES E OBJETIVOS DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ............. ee erereceeerereeeeererecereeaea eee eneearecaceeeaasaceesarenerenareesaano 7 2.1.1 Diretrizes..................isisesrecrecerereeneccrererecencereennencerenenancereeranaanea 7 2.1.2 Objetivos... iee teses erre cerennrereenaenererenaecereneena cre ecenaneneeeeaa 8 2.2 PROJEÇÃO POPULACIONAL E DE GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS .9 2.2.1 Projeção dos resíduos sólidos urbanos - RSU........................ 12 2.3 METAS DO PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO BÁSICO.................. 14 2.3.1 Metas para qualificação da gestão dos resíduos sólidos................... 14 2.3.2 Metas - Resíduos sólidos urbanos .................ciiceicceserereeeereeaaeeness 15 2.3.2.1 Análise da capacidade da coleta domiciliar e da limpeza urbana 2.3.2.2 Análise da capacidade da coleta seletiva 2.3.2.3 Análise da capacidade das cooperativas e associações 2.3.3 Metas - Resíduos de serviços públicos de saneamento básico ......... 20 2.3.4 Metas - Resíduos de serviços de saúde ...................cicieerereeereenere 20 2.3.5 Metas - Resíduos da construção civil....................cciiiie iii 22 2.4 HIERARQUIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO PRIORITÁRIA...... 24 2.4. 1Matriz SWOT..................eee ele ne nene iirrrerereeeeneenenanenaanana aerea cerererereceo 25 2.4.2 Matriz dos resíduos sólidos urbanos.....................ceseseereeees 26 2.5 ESTUDO DE ALTERNATIVAS VISANDO À MELHORIA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO .................ii ienes 54 2.5.1 Resíduos sólidos urbanos...................ci sic cereecereereaaarerananãa 54 2.5.1.1 Itens necessários para a implantação da compostagem em Igarapava 2.5.1.1.1 Resíduos sólidos domiciliares 2.5.1.1.2 Resíduos sólidos de limpeza urbana - varrição 2.5.1.1.3 Resíduos sólidos de limpeza urbana - poda e capina 2.5.1.2 Itens necessários para a implantação da incineração em Igarapava 2.5.2 Resíduos de serviço de saúde ................ci ces eanererareranaanees 67 2.5.3 Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico .................... 72 2.5.4 Resíduos da construção civil...............e tec ereceeserrenacecercanera 75 2.5.5 Educação Ambiental ..................scsse ii eereseeerererereraceseererenaaaeo 78 2.6 DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS ESPECÍFICOS E METAS............................ 79 2.6.1 Objetivos específicos e metas para os resíduos sólidos urbanos ....... 61 2.6.1.1 Objetivos específicos e metas para os resíduos sólidos domiciliares 2.6.1.2 Objetivos específicos e metas para os resíduos sólidos oriundos da limpeza urbana 2.6.2 Objetivos específicos e metas para os resíduos de serviços de saneamento básico ................cccic ii iscrercerenereninerenarenanrerena cen cranascreaacanas 72 2.6.3 Objetivos específicos e metas para os resíduos de serviços de saúde 74 2.6.4 Objetivos específicos e metas para os resíduos da construção civil.. 75 REFERÊNCIAS ...........cccccceereeesecerrerererecereaaaeeaceaaaaaee ace ren aee aneae neces ea caseaceneneaa 78 Lista de figuras Figura 1 — Foto do caminhão de coleta Figura 2 - Fluxograma dos resíduos sólidos domiciliares Figura 3 — Fluxograma dos resíduos sólidos de limpeza urbana Figura 4 — Funcionamento de uma central de incineração Figura 5 — Layout interno deum galpão de triagem Figura 6 — Picotador de vidro e carrinho elétrico Figura 7 — Exemplo de sistema de autoclave Figura 8 — Exemplo de um equipamento micro-ondas Figura 9 — Exemplo de um incinerador Figura 10 - Leito de secagem de lado Figura 11 — Exemplo de filtro-prensa Figura 12 — Exemplo de centrífuga Figura 13 — Fluxograma de uma usina de RCC Figura 14 — Esquema de URCC, com britagem e separador por tipo de resíduos e granulometria Figura 15 — Exemplo e esquema de britador mandíbula Figura 16 — Exemplo e esquema de britador completo Lista de quadros Quadro 1 - Definição dos períodos de planejamento Quadro 2 —- Equações para calcular os coeficientes ai e bi Quadro 3 - Equação utilizada para estimativa da população de municípios abaixo de 100.000 habitantes Quadro 4 - Variáveis das equações Quadro 5 - Estimativa da população do município de Igarapava através dos censos realizados pelo IBGE Quadro 6 - Índices anuais de coleta per capita de RSU do Estado de São Paulo Quadro 7 —- Metas para qualificação da gestão de resíduos sólidos Quadro 8 — Metas do PNSB para RSU Quadro 9 - Metas do PNSB para RSU Quadro 10 - Porjeção do número de associados traidores necessário Quadro 11 - Metas da PNRS para RSU paraa região sudeste Quadro 12 - Metas da PNRS para os RCC Quadro 13 —- Capacidade diária da colet Quadro 14 - Exemplo da nota ponderada da análise SWOT Quadro 15 - Escalas de cores para a nota final da análise SWOT Quadro 16 — Matriz SWOT dos resíduos sólidos domiciliares Quadro 17 — Síntese da análise dos resíduos sólidos domiciliares Quadro 18 — Matriz SWOT dos resíduos sólidos oriundos da limpeza urbana Quadro 19 — Síntese da análise dos resíduos sólidos oriundos da limpeza urbana Quadro 20 — Matriz SWOT dos resíduos de serviços de saneamento básico Quadro 21 - Síntese da análise dos resíduos de serviços de saneamento básico Quadro 22 — Matriz SWOT dos resíduos de serviços de saúde Quadro 23 - Síntese da análise dos resíduos de serviços de saúde Quadro 24 - Matriz SWOT dos resíduos da construção civil Quadro 25 - Síntese da análise dos resíduos da construção civil Quadro 26 - Vantagens e desvantagens para implantação de usina de compostagem Quadro 27 — Vantagens e desvantagens do processo de implantação de usina de incineração Quadro 28 - Vantagens e desvantagens para implantação da coleta seletiva Quadro 29 — Avaliação comparativa entre os métodos de tratamento de RSS Prefeitura Municipal de Igarapava» Quadro 30 — Avaliação comparativa entre os métodos de tratamento de resíduos dos serviços de saneamento básico Quadro 31 — Avaliação comparativa entre os métodos de processamento de resíduos da construção Quadro 32 — Objetivos especificos e metas para os resíduos sólidos urbanos Quadro 33 — Objetivos específicos e metas para os resíduos sólidos domiciliares Quadro 34 — Objetivos especificos e metas para os resíduos sólidos oriundos da limpeza urbana Quadro 35 - Objetivos e metas dos resíduos de serviços de saneamento básico Quadro 36 - Objetivos e metas dos resíduos de serviços de saúde Quadro 37 — Objetivos e metas dos resíduos da construção civil Prefeitura Municipal de Igarapava 2. PROGNÓSTICOS E ALTERNATIVAS PARA A UNIVERSALIZAÇÃO, CONDICIONADORES, DIRETRIZES, OBJETIVO E METAS A etapa de prognóstico foi elaborada com base na etapa de diagnóstico que considerou informações quantitativas e informações qualitativas levantadas. A etapa de prognóstico requer o desenvolvimento e a formulação de estratégias para alcançar os objetivos, diretrizes e metas definidas para o Plano. 2.1 DIRETRIZES E OBJETIVOS DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Segundo a Lei nº 11.445/2007 e seu decreto regulamentador nº 7.217/2010 que estabelecem as diretrizes nacionais para o saneamento básico, os planos municipais de saneamento básico precisam de diretrizes e metas que orientem a elaboração de cada plano. As diretrizes inspiram e norteiam as ações. Os objetivos vão de encontro à intenção maior de universalização e melhoria na qualidade da prestação dos serviços e orientam as metas. 2.1.1 Diretrizes Em consonância com artigo 3º do decreto regulamentador 7.217/2010, as diretrizes para o plano municipal de saneamento básico — setorial do sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos são: I- universalização do acesso; Il - integralidade, compreendida como o conjunto de todas as atividades e componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento básico, propiciando à população o acesso na conformidade de suas necessidades e maximizando a eficácia das ações e resultados; NI - limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente; IV - adoção de métodos, técnicas e processos que considerem as peculiaridades locais e regionais, não causem risco à saúde pública e promovam o uso racional da energia, conservação e SIGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava» racionalização do uso da água e dos demais recursos naturais; V- articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de recursos hídricos, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator determinante; VI - eficiência e sustentabilidade econômica; VII - utilização de tecnologias apropriadas, considerando a capacidade de pagamento dos usuários e a adoção de soluções graduais e progressivas; VII - transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios; IX - controle social; X - segurança, qualidade e regularidade; 2.1.2 Objetivos Em consonância com o artigo 49 da Lei nº 11.445/2007, os objetivos do Plano Municipal de Saneamento Básico — setorial do sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos são: I- contribuir para o desenvolvimento nacional, a redução das desigualdades regionais, a geração de emprego e de renda e a inclusão social; H - priorizar planos, programas e projetos que visem à implantação e ampliação dos serviços e ações de saneamento básico nas áreas ocupadas por populações de baixa renda; IN - proporcionar condições adequadas de salubridade ambiental as populações rurais e de pequenos núcleos urbanos isolados; IV - assegurar que a aplicação dos recursos financeiros administrados pelo poder público dê-se segundo critérios de promoção da salubridade ambiental, de maximização da relação beneficio-custo e de maior retorno social; V - incentivar a adoção de mecanismos de planejamento, regulação e fiscalização da prestação dos serviços de saneamento básico; Prefeitura Municipal de Igarapava VI- promover alternativas de gestão que viabilizem a auto- sustentação econômica e financeira dos serviços de saneamento básico, com ênfase na cooperação federativa; VII - promover o desenvolvimento institucional do saneamento básico, estabelecendo meios para a unidade e articulação das ações dos diferentes agentes, bem como do desenvolvimento de sua organização, capacidade técnica, gerencial, financeira e de recursos humanos, contempladas as especificidades locais; VII - fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico, a adoção de tecnologias apropriadas e a difusão dos conhecimentos gerados de interesse para o saneamento básico; - IX - minimizar os impactos ambientais relacionados à implantação e desenvolvimento das ações, obras e serviços de saneamento básico e assegurar que sejam executadas de acordo com as normas relativas à proteção do meio ambiente, ao uso e ocupação do solo e à saúde. 2.2 PROJEÇÃO POPULACIONAL E DE GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS O crescimento populacional é essencial para os estudos de prognóstico, uma vez que está relacionado a fatores como crescimento econômico e ambiente urbano. De acordo com o Termo de Referência, foram separados períodos de planejamento de curto, médio e longo prazo. O quadro a seguir determina os anos desses períodos. Quadro 1. Definição dos períodos de planejamento Prazo Periodo Ano Para determinar a projeção populacional do município de Igarapava, foi utilizado o método do IBGE de tendência de crescimento demográfico, adotado para estimar a população dos municípios. O método tem como princípio fundamental a subdivisão de uma área maior, cuja estimativa já se conhece, em n áreas menores, de tal Prefeitura Municipal de Igarapava ba forma que seja assegurada ao final das estimativas das áreas menores a reprodução da estimativa, previamente conhecida, da área maior através da soma das estimativas das áreas menores (Madeira e Simões, 1972). Com o objetivo de aferir a metodologia utilizada, os resultados de projeção populacional obtidos através do método do IBGE foram comparados aos dados fornecidos pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE). A projeção populacional do SEADE estã próxima à calculada pelo método do IBGE. Os quadros seguintes mostram as equações utilizadas no método do IBGE, assim como a estimativa do crescimento populacional de Igarapava entre os anos de 2015 e 2034, período que abrange o horizonte de anos proposto para este plano. Quadro 2. Equações para calcular os coeficientes aí e bt Equações que utilizam os Censos ai = (Pi(t1)-Pi(tO))/(P(t1)-P(tO)) bi = PI(tO)-ai*P(tO) Quadro 3. Equação utilizada para estimativa da população de municípios abaixo de 100.000 habitantes Equação para projeção da população de municípios abaixo de P(i) = ai*P(t)+bi Nota: Para os dados populacionais de P(t) consultar o link: https://www.seade.gov.br/produtos /projpop/ e o link: http://www ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao da populacao/2013/default ta b. shtm Prefeitura Municipal de Igarapava SN IGARAPAVA Quadro 4. Variáveis das equações Variáveis do método utilizado pelo IBGE Pitt) População da i-esima parte da UF (município) P(t) População da maior parte UF (Estado SP) Coeficiente de proporcionalidade do incremento da população da área menor i em relação ao incremento da ai população da área maior RS Coeficiente linear de correção to Censo Demográfico 2000 deslocado para 1º de Julho tl Censo Demográfico 2010 deslocado para 1º de Julho q t Tempo qualquer para estimativa populacional Quadro 5. Estimativa da População do município de Igarapava através dos Censos realizados pelo IBGE Igarapava 27.952 São Paulo (UF) 41.262.199 A geração de resíduos sólidos está diretamente relacionada ao consumo da população, ao PIB do município, dentre outros fatores que consequentemente estão ligados ao crescimento populacional. Para a análise da geração de resíduos sólidos, as projeções foram embasadas prioritariamente nos seguintes aspectos: Prefeitura Municipal de Igarapava »ATRIINA e Projeção populacional calculada; e Geração atual de resíduos indicados no diagnóstico; e Índices de evolução da geração per capita dos últimos 4 anos do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais - ABRELPE. Vale ressaltar que o município de Igarapava possui população considerada população flutuante, porém os dados utilizados para os cálculos já consideram esta população através da geração de resíduos indicada no diagnóstico. Além disso, essa população é diluída ao longo do ano todo, diferentemente ao que ocorre em cidades turísticas e/ou litorâneas que possuem picos de crescimento de população. 2.2.1 Projeção dos resíduos sólidos urbanos - RSU Inicialmente foi considerado como ponto de partida, a população estimada pelo IBGE em 2014 de 29.549 habitantes e a coleta de resíduos sólidos no ano de 2014 para o município de Igarapava foi de 6.817 toneladas não separadas por tipo. Isto significa dizer 6,32 por habitante. Paralelamente foram analisados os índices publicados para a geração de RSU, compostos pelos resíduos sólidos domiciliares e os provenientes da limpeza urbana, do Estado de SP de 2009, 2010, 2011 e 2012 do Panorama da ABRELPE e calculada uma média de crescimento per capita desse índice. Quadro 6. Índices anuais de coleta per capita de RSU do Estado de São Paulo Ano Coleta per capita RSU Periodos Variaçõe 2009 1,26 2010 | 1,38 2009-2010 9,249% 2011 1,38 2010-2011 0,217% 2012 1,39 2011-2012 0,578% O método de análise adotado foi o crescimento percentual anual Prefeitura Municipal de Igarapava médio no período analisado. Como a variação entre 2009 e 2010 foi excessivamente alta em comparação com as demais médias, considerou-se apenas as variações dos últimos dois períodos, ou seja, será considerado a média entre 0,217% e 0,578%. O resultado foi um crescimento de 0,397% ao ano de geração per capita. Assim, foi possível projetar a geração no município de Igarapava, considerando o aumento populacional e o aumento per capita de RSU. Não há registro no Município quanto à quantidade recolhida de lixo proveniente por tipo, ou seja, não há registro de: e Resíduos oriundos do tratamento de esgoto; e Resíduos oriundos do tratamento de água; e Demais resíduos do saneamento básico; e Resíduos oriundos de serviço de saúde; e Resíduos oriundos de construção civil. Segundo publicação do CREA de gestão de resíduos da construção civil, há uma estimativa da composição gravimétrica de acordo com as quatro classes da Resolução CONAMA 307/02: “Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive = solos provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, etc.), argamassa e concreto; c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré- moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras; * Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e gesso; * Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava) tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação; «Classe D -— são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde. É necessário ressaltar que para a projeção dos resíduos da construção civil será preciso o acompanhamento permanente da geração de RCC municipal. Além disso, historicamente, o setor de construção civil oscilou com o tempo, sendo necessário bastante rigor no levantamento de informações durante os próximos quatro anos. Assim, na revisão desse PMSB, será possível readequar essa projeção. 2.3 METAS DO PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PNSB E DO PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PNRS E PROJEÇÃO DE CAPACIDADES NECESSÁRIAS PARA OS SISTEMAS As metas serão balizadoras para elaboração de ações a curto, médio e longo prazo de acordo com o horizonte de 20 anos do plano. Ressalta-se que as propostas das metas estão embasadas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos - Versão Pós-audiências e Consulta Pública para Conselhos Nacionais (MMA, 2012) e serão consideradas ainda as metas presentes no Plano Nacional de Saneamento básico (PLANSAB, 2013). 2.3.1 Metas para qualificação da gestão dos resíduos sólidos Quadro 7. Metas para qualificação da gestão de Resíduos Sólidos Piano de Metas (%) PNRS - Metas para região Sudeste 2081 Planos intermunicipais 100 municipais Prefeitura Municipal de Igarapava Meta | Municípios com cobrança 2 por serviços de RSU, sem 44 60 72 81 95 vinculação com o IPTU (em %) 2.3.2 Metas - Resíduos sólidos urbanos As metas para resíduos sólidos urbanos estarão contempladas especificamente nos itens correspondentes a análise dos resíduos domiciliares e os de limpeza urbana. Para tanto devem ser observadas as cinco metas macro do Plano Nacional de Saneamento Básico e as cinco metas macro que encabeçam o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Quadro 8. Metas do PNSB para RSU 2010) 2018) 2023] 2033 P B as para R % de domicílios urbanos atendidos) por coleta direta de resíduos sólidos 9 9 100 | 100 (1) 3 + Meta | Meta | Yo de domicílios rurais atendidos por o |coleta direta e indireta de resíduos sólidos 1 8 9 2 % de municípios com presença de Meta 8 lixão/vazadouro de resíduos sólidos 1 0 0 0 9 Meta % de municípios com coleta seletiva de 4 RSD 2 2 Meta | Y de municípios que cobram taxa 5 de resíduos sólidos 1 4 6 100 — Fal LO (1) Para as metas, assume-se a coleta na área urbana (R1) com frequência mínima detrês vezes por semana Quadro 9. Metas do PNRS para RSU PNRS - Metas para RSU Plano de Metas (%) Prefeitura Municipal de Igarapava» 2023 2027 | 2031 Meta | Eliminação do Total dos 1 | Lixões até 2016 100 100 100 100 100 Áreas de lixões reabilitadas (queima pontual, captação de gases para geração de energia mediante estudo de Meta | viabilidade técnica e| 10 20 50 |75 100 2 econômica, coleta do . chorume, drenagem pluvial, ” compactação da massa, cobertura com solo e cobertura vegetal L Meta| Redução do percentual de 3 | resíduos úmidos dispostos em 25 35 45 50 55 aterros, com base nal caracterização nacional* Meta| Redução dos resíduos) 4 | recicláveis secos dispostos em 30 37 42 45 50 aterro, com base nal - caracterização nacional de 2012 Meta| Inclusão e fortalecimentoda 5 | organização de catadores 17 25 29 33 39 (*) A porcentagem de resíduos úmidos que deixará de ser disposta n o aterro, seráconsiderada na meta para a unidade de compostagem. Diante desse cenário em âmbito nacional, serão analisados os sistemas utilizados para a gestão de resíduos sólidos urbanos abrangidos IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava neste PMSB. O atual sistema de gestão de resíduos sólidos urbanos conta com o sistema de coleta regular, a coleta seletiva de resíduos domiciliares, serviços de poda, varrição, limpeza de canteiros, rotatórias, jardins (capina e roçada), guia-sarjeta e limpeza de terrenos baldios. O sistema de coleta regular opera com sua capacidade máxima para otimizar os recursos públicos e privados e atende 100% do município. Portanto, o município deverá aumentar a capacidade de coleta regular de acordo com o crescimento da população e geração de resíduos previstos neste PMSB. Para a etapa de dimensionamento, serão considerados, entre outros fatores, o aumento necessário da coleta seletiva e também a — necessidade de diminuir a disposição de resíduos domiciliares úmidos em aterros sanitários. Atualmente, a coleta seletiva abrange 97,98% da cidade e é realizada pela SELETA. Com as metas de redução graduais de resíduos recicláveis secos e resíduos recicláveis úmidos dispostos em aterro, o município deverá criar um sistema em que seja possível coletar separadamente os resíduos recicláveis secos e os resíduos orgânicos, sendo estes últimos representados pela matéria orgânica potencialmente reciclável dos resíduos úmidos. Os resíduos orgânicos podem ser oriundos dos resíduos domiciliares e dos resíduos de limpeza urbana, como a massa verde gerada nos serviços de poda, capina e roçada, dentre outros. Os — demais resíduos úmidos, que são os rejeitos, podem ser fonte para aproveitamento energético, como alternativa para a redução da disposição desses resíduos em aterro. 2.3.2.1 Análise da Capacidade da Coleta Domiciliar e de Limpeza Urbana Considerando que o município de Igarapava conseguirá atingir as metas nacionais do Plano Nacional de Resíduos Sólidos de coleta e reciclagem de resíduos recicláveis secos e resíduos orgânicos, o sistema atual de coleta regular dos demais resíduos sólidos urbanos ficará com uma capacidade ociosa ou seja, haverá uma transferência de resíduos Ee Prefeitura Municipal de Igarapava = VIGARAPAVA coletados pela coleta domiciliar para a coleta seletiva de resíduos recicláveis secos e orgânicos. Para o serviço de varrição, a partir dos dados levantados do diagnóstico de uma cobertura média mensal de 100% de vias, realizadas por 15 funcionários e mantendo a qualidade atual da prestação de serviço. Sem os dados atuais, não é possível realizar a projeção das capacidades necessárias para a execução desses serviços. Para tanto, serão descritas metas para o levantamento e acompanhamento desses dados nos próximos quatro anos. Paralelamente, deverá ser elaborado um nível de qualidade desejável para a execução desse serviço, como tempo máximo entre a solicitação formal do munícipe e a execução propriamente dita. Dessa maneira, na revisão desse PMSB, será possível analisar os dados históricos e conseguir traçar uma projeção confiável. Por fim, para os resíduos volumosos, é necessário que seja regulamentada as responsabilidades e instrumentos para a gestão desses resíduos. Na etapa de diagnóstico foi identificada que existem diversos pontos de descartes irregulares. 2.3.2.2 Análise da Capacidade da Coleta Seletiva Será necessário um forte programa de educação ambiental municipal para conseguir a cooperação dos munícipes em segregar na fonte de geração tais resíduos. Esse programa será detalhado na etapa de programa, projetos e ações. Outra possibilidade é o fortalecimento da cultura dos Ecopontos municipais. Portanto a implantação desses Ecopontos poderá ser estudado como alternativa complementar à coleta seletiva porta a porta. Em conjunto com os pontos fixos e pontos de coleta de grandes geradores, os índices de coleta seletiva podem aumentar substancialmente. Cabe ressaltar que os grandes geradores deverão ser cobrados individualmente após a definição de política específica de taxação de pequenos e grandes geradores. Atrelada a meta da PNRS descrita no quadro acima, todo o material Prefeitura Municipal de Igarapava reciclável seco coletado poderá ser doado às cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis do município. Diante desse contexto, é sugerido que seja elaborado um plano municipal de coleta seletiva para conseguir estudar especificamente esse assunto e conseguir traçar as melhores alternativas e ações à realidade municipal. Ressaltando que a coleta seletiva deverá começar a operar sob um conceito mais amplo, defendido pela PNRS, ou seja, que inclua a coleta dos resíduos orgânicos e o reciclem de maneira ambientalmente adequada. No Município de Igarapava não há Programa de Educação Ambiental, nem cooperativas. O Município conta com catadores de latinhas e materiais recicláveis na informalidade. 2.3.2.3 Análise da Capacidade das Cooperativas e Associações Algumas literaturas, como o Manual do MMA (2010), estabelecem que na operação de unidades de reciclagem cada triador consegue separar aproximadamente 200 Kg de resíduo reciclável por dia. Assim, para as metas de coleta e consequentemente, triagem desses resíduos, serão necessários pelo menos: Quadro 10. Projeção do número de associados triadores necessário Prefeitura Municipal de Igarapava RITITI Além dos associados triadores, existem outras funções como operadores de máquina, deslocadores de tambor, rasgadores de sacos. Por não haver cooperativas e associações para recolhimento do resíduo reciclável, fica claro que é necessária uma ampla ação para o fortalecimento de incentivo a instalação de associações. Sobretudo pela existência de catadores informais, pois o material coletado por esses catadores informais não é contabilizado nas estatísticas oficiais, bem como as condições de trabalhos são piores. 2.3.3 Metas - Resíduos de serviços públicos de saneamento básico O Plano Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS e o Plano Nacional de Saneamento Básico - PNSB não propõem de maneira explicita as metas para os resíduos de serviço público de saneamento, por isso estas serão propostas de acordo com o background de gestão e gerenciamento destes resíduos identificado no diagnóstico. A seguir foram elencadas as metas para esses resíduos. e Quantificar e certificar-se que os resíduos de limpezas de bueiros — estejam sendo dispostos de maneira ambientalmente adequada conforme lei nº 11.445/2007 que classifica estes resíduos como de limpeza urbana, que estão contidos nos resíduos sólidos urbanos. e Avaliar a viabilidade de alteração de tecnologia ou etapas de gerenciamento para reduzir a geração desses residuos e/ou adoção de práticas de reutilização e reciclagem. 2.3.4 Metas - Resíduos de serviços de saúde De acordo com a PNRS, existem três metas principais para os resíduos de serviço de saúde para os municípios. Prefeitura Municipal de Igarapava Quadro 11. Metas da PNRS para RSS para a região Sudeste Plano de Metas (“0) 2027| 2031 PNRS - Metas para RSS para a região Sudeste Tratamento implementado, para Meta | resíduos de 1 |serviço de saúde, conforme indicado pelas RDC ANVISA e| 100) 100) 100/ 100| 100 CONAMA pertinentes ou quando definido por norma Distrital, Estadual e Municipal vigente Meta | Disposição Final ambientalmente 2 adequada de RSS 100 | 100| 100| 100| 100 Inserção de informações sobre Meta | quantidade média mensal de RSS 3 | gerada por grupo de RSS (massa | 100 | 100] 100| 100| 100 ou volume) e quantidade de RSS tratada no Cadastro Técnico Federal (CTF). Complementarmente às metas do PNRS, no município de Igarapava existe uma quantidade considerável de resíduos grupo DS, segundo a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC da ANVISA nº 306/2004, sendo coletada e tratada junto com os demais grupos de resíduos de serviços de saúde, encarecendo demasiadamente o custo para o município. Assim, é necessário ações e projetos para diminuir tais erros. Para tanto, ainda segundo a mesma resolução da ANVISA e Resolução CONAMA 358/2005, todo gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde - PGRSS. Tais planos auxiliarão na resolução desse problema. A gestão dos resíduos de serviços de saúde é terceirizado para a empresa NGA-Núcleo de Gerenciamento Ambiental. O transporte e a coleta é realizado de uma a duas vezes por semana, com total de 3 mil kg/mês. Prefeitura Municipal de Igarapava Ba Portanto, para os períodos de planejamento, o município precisará prever o orçamento necessário para acompanhar o crescimento de geração de RSS conforme descrito no item de projeção de geração de RSS. 2.3.5 Metas - Resíduos da construção civil Quadro 12. Metas da PNRS para os RCC Plano de Metas (%) 2023| 2027 | 2031 - Meta | Eliminação de 100% de áreas de 1 disposição irregular até 2014 (Bota 100 | 100) 100) 100| 100 Foras). Implantação de Aterros Classe A| Meta | (reservação de material para usos 2 futuros) em 100% dos municípios | 100 | 100| 100) 100| 100 atendidos por aterros de RCC até 2014. Meta | Implantação de PEVs, Áreas de 8 Triagem e Transbordo em 100% dos) 100 | 100| 100] 100| 100 municípios. o Reutilização e Reciclagem de RCC em Meta | 100% dos municípios, encaminhando, 50 85 100| 100 4 os RCC para instalações de recuperação Prefeitura Municipal de Igarapava IGARAPAVA Elaboração de Planos de Meta | Gerenciamento de Resíduos da 5 Construção, pelos grandes | 100 | 100| 100] 100| 100 geradores, e implantação de sistema declaratório dos geradores, transportadores e áreas de destinação. Elaboração de diagnóstico | Meta quantitativo e 100 | 100] 100] 100| 100 qualitativo da geração, coleta e destinação dos resíduos. A frequência de coleta e diária, realizada em todos os bairros sem exceção, a coleta e feita por veículos tipos caçambas especificado na tabela abaixo: Quadro 13. Capacidade diária de coleta Tipo Capacidade Poliguindaste | 8150 O transporte de RCC é realizado por caminhão carreta para o aterro, de qual a propriedade é a empresa Seleta Ambiental. Figura 1. Foto do caminhão de coleta Prefeitura Municipal de Igarapava > IELEGNTA No município de Igarapava, no que tange os resíduos da construção civil, o cenário é bastante otimista para atender as metas da PNRS. Segundo a resolução CONAMA 448/12, todos os municípios já deveriam ter elaborado seu Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil - PGRCC, já que o prazo era até o ano de 2013. O que se percebe no Município de Igarapava é a falta de conscientização da população quanto à utilização das caçambas para disposição apenas de RCC, pois nos locais de descarte verifica-se muito rejeito misturado, desde matéria orgânica, pneus, recicláveis, até lata com tinta, etc. Sendo assim há a necessidade de proporcionar opções para aumentar o índice de recuperação (reciclagem) desses materiais para inserção dos mesmos novamente na cadeia produtiva, e também há certa dificuldade em obter dados de geração de RCC. 2.4 HIERARQUIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO PRIORITÁRIA Para a concepção dos sistemas operacionais, será realizada uma análise inicial para quantificar e qualificar de maneira sistemática todas as variáveis até então diagnosticadas. Para tanto, foi escolhida a metodologia SWOT para auxiliar nesse processo. Prefeitura Municipal de Igarapava 2.4.1Matriz SWOT A seguir, serão elaboradas análises pela metodologia SWOT de acordo com o termo de referência para elaboração de planos municipais de saneamento básico da FUNASA (2012), para fundamentar a concepção dos sistemas operacionais. A metodologia SWOT (strenghts, weaknesses, opportunities, threats) foi utilizada para analisar as prioridades das ações e programas entre os resíduos sólidos tratados neste plano. Uma das ferramentas que possibilitam esta análise é a matriz SWOT, que monta inicialmente um inventário de todas as forças e fraquezas internas do item de reflexão, neste caso os resíduos sólidos abordados no plano. Posteriormente é feita uma averiguação das ameaças e oportunidades que circundam este item de reflexão, ou seja, considera-se o ambiente externo. Para a interpretação e estruturação da análise, foram estruturados os seguintes passos: e Primeiramente as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças do sistema de gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos, sendo utilizados vários fatores que são intrínsecos ao sistema. e Apósfoi definido um peso para cada fator, sendo considerado mais próximo de 1,0 como mais importante e mais próximo de 0,0 menos importante, baseando-se no provável impacto dessa característica (SWOT) sobre a gestão ou gerenciamento dos resíduos sólidos abordados. Os pesos totais devem somar 1,0 entre forças e fraquezas, e também entre oportunidades e ameaças. e Depois temos a classificação dos fatores. Utilizou-se uma escala de 1 a 5, sendo o primeiro classificado como fraco e o ultimo excelente, baseando-se na resposta da organização atual do município quanto à gestão e gerenciamento dos resíduos aos respectivos fatores. e Com o objetivo de obter uma pontuação ponderada, foram GARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava! inseridos os resultados da multiplicação entre o peso de cada fator por sua respectiva classificação. e Por fim expos-se as razões do uso de cada fator, para que justificasse de maneira sucinta a escolha do peso e sua classificação. Assim, para cada grupo de resíduos, foram somados os resultados das forças e oportunidades e subtraído a soma das fraquezas e ameaças, resultando em uma nota final como exemplificado no quadro abaixo. Quadro 14. Exemplo da nota ponderada da análise SWOT Forças = 1,00 Fraquezas = 0,50 | Oportunidades = Ameaças = 0,50 Resultado final = 1,00 A nota final fica entre 1 e 5 pontos. Sendo 1 ruim e 5 excelente. Para ficar mais fácil de comparar entre os grupos de resíduos, foi elaborado a seguinte escala de cores: Quadro 15. Escalas de cores para a nota final da análise SWOT 1- Ruim '2:= Abaixo di to 5 E A seguir, foram demonstrados os pontos analisados em cada tipo de resíduo analisado. 2.4.2 Matriz dos resíduos sólidos urbanos No intuito de sistematizar a análise SWOT dos resíduos sólidos urbanos, foi necessário dividilos em resíduos sólidos domiciliares e resíduos sólidos de limpeza urbana incluindo resíduos da varrição de vias públicas, resíduos de capina, roçada e poda, resíduos volumosos, já que atualmente recebem gestões apartadas. 2.4.2.1 Matriz dos resíduos sólidos domiciliares Quadro 16. Matriz SWOT dos resíduos sólidos domiciliares Fraquezas Ambiente Interno Zal = Meta 2 do PNSB - Não hã quantificação de s domicílios. rurais atendidos a coleta de o Meta 5 do PNSB não atendida - sida não cobra taxa de residuos sólidos; : 8 — Meta 3 do PNRS longe de ser atendida - O F junicípio dispõe todos « os resíduos cc aterros; VIGARAPAVA : Ra li ao Quadro 17. Síntese da análise dos resíduos sólidos domiciliares Forças = 1,9680 Fraquezas = 0,9440 Oportunidades = 2,4194 Ameaças = 0,5806 Resultado final = 2,8627 2.4.2.2 Matriz dos residuos oriundos da limpeza urbana Quadro 18. Matriz SWOT dos resíduos sólidos oriundos de limpeza urbana Fraquezas ta 3 do PNRS longe de se: — O município dispõel — Não há quantificação dos resíduos) evarrição | Falta de manutenção e reposição as lixeiras : A parte da prefeitura de capina e cada sofre com falta de veículos paral hastelamento. Prefeitura Municipal de Igarapava» Quadro 19. Síntese da análise dos resíduos sólidos de limpeza urbana Forças = 2,2436 Fraquezas =0, 3 Oportunidades = 1,6500 Ameaças = 0,4500 Resultado final = 2,8192 Quadro 20. Matriz SWOT dos resíduos de serviços de saneamento básico o Prefeitura Municipal de Igarapava situação “atual de disposição 1 resíduos e sem prever a diminuição Fraquezas menos de ano, considerando dos resíduos que vão hoje para O aterro D - Falta de sistematização. de dados ara à levantamento de Custos Não há cobrança especíica para a estão dos residuos : : E Tubulações | antigas icesionei azamento He efluentes e residuos no plieipio ; Não. há estimativas de EeraçãO rsse tipo de resíduos e b Não hã destinação mo para provenientes o dal E resíduo: : IGARAPAVA IGARAPAVA Quadro 21. Síntese da análise dos resíduos de serviço de saneamento básico Fraquezas 1 - O Contrato não detalha as cobranças relacionadas ao cus operacional do aterro, em especial laponta-se o R$S — 2 - Meta 3 do PNRS - Não há dados Gu da geração de RSS oriundos «de * Estabelecimentos particulares, “precisa elhorar à fiscalização Falta educação ambiental à pulação, pois foi identificado “cerca de 2% as misturado: ao RSD come proceder com a destinação final de animais mortos so 6 = - Não há destinação adequada e nem revisão em legislação no município) ara animais de grande porte mortos Prefeitura Municipal de Igarapava | IGARAPAVA Ambiente Externo Forças = 2,4375 Fraquezas = 0,5208 Opo idades = 2,5652 Amea Quadro 24. Matriz SWOT dos resíduos da construção civil ECO ONTOS : E 4 - Meta 4 do PNRS - Índice de reciclagem no município longe da meta da PNRS . : ne Meta 5 do PNRS - Falta a e tização) quanto à entrega dos PGRCC por parte das empresas conforme preconizado no ecreto municipal. Meta '6 do PNRS - e sistematização dos “dados de eereça o F RCC coletado 10 - Fiscalização deficiente para Gestão dos ROC Prefeitura Municipal de Igarapava a IELIIZNA 2.5 ESTUDO DE ALTERNATIVAS VISANDO A MELHORIA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO Como forma de elucidar as ações que serão propostas, será necessário adequar as alternativas disponíveis de acordo com as prioridades necessárias para o município de Igarapava, sobretudo frente às atuais carências e deficiências para obter alternativas que melhor atendam o atual e futuro sistema de gerenciamento dos resíduos sólidos gerados pelo município de Igarapava. 2.5.1 Resíduos sólidos urbanos De acordo com as informações levantadas na etapa de diagnóstico, os resíduos sólidos urbanos são coletados através da SELETA. Nos fluxogramas seguintes é possível observar as etapas operacionais e de tratamento dos resíduos sólidos domiciliares e dos resíduos sólidos de limpeza urbana, etapas estas que possibilitam identificar as necessidades de gestão e de alternativas para o gerenciamento destes residuos que compõem os RSU. Prefeitura Municipal de Igarapava Figura 2. Fluxograma dos resíduos sólidos domiciliares FLEXOGRAMAS DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES: E a ii ad Va (SCHALCH. 2013) Figura 3 Fluxograma dos resíduos sólidos de limpeza urbana FLUXOGRAMAS DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE LIMPEZA URBANA: (Adaptado de SCHALCH, 2015) 2.5.1.1 Itens necessários para implantação da compostagem em Igarapava Prefeitura Municipal de Igarapava» FIGARAPAVA CE A compostagem é o processo biológico de decomposição e de reciclagem da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal formando um composto. O processo de decomposição da matéria orgânica é realizado por meio da digestão aeróbia. Por se tratar de processo biológico, requer um balanceamento adequado da relação C/N e determinadas condições de temperatura, umidade e aeração em seus diversos estágios A compostagem propicia wum destino útil para os resíduos orgânicos, evitando sua disposição em aterros e melhorando a estrutura dos solos. O produto da compostagem é o composto orgânico que pode ser aplicado ao solo para melhorar suas características, sem ocasionar — riscos ao meio ambiente. Hã três tipos de compostagem: a natural, em que os resíduos são dispostos sobre o solo em leiras com dimensões definidas previamente em projeto executivo, e se faz um procedimento periódico de seu reviramento e, eventualmente, de umidificação, até que o processo seja terminado. O segundo método consiste em se fazer uma aeração forçada nas leiras, sem reviramento do material, colocando a massa a ser compostada sobre um sistema de tubulação perfurada pela qual se fará a ação da pilha de resíduos. O terceiro método consiste na colocação da massa de resíduos a ser compostada em um reator biológico, fechado, que permite controlar os parâmetros sem interferência do ambiente externo. o A escolha de um destes métodos está diretamente e, principalmente ligada à quantidade de resíduos a ser compostada, ou seja, depende da projeção de geração destes resíduos x metas de compostagem dos mesmos. O método de compostagem natural é o mais utilizado, sendo que é indicado para compostar até 100 t/dia de resíduos orgânicos. 2.5.1.1.1 Resíduos Sólidos Domiciliares e Segregação e Acondicionamento: A segregação e o acondicionamento destes resíduos são de responsabilidade dos munícipes, comerciantes e empresas de pequeno porte, sendo etapa importante para viabilizar a coleta seletiva e regular dos resíduos. Prefeitura Municipal de Igarapava e Coleta diferenciada: Para compostagem é válida a etapa de coleta diferenciada, que tem objetivo de coletar os resíduos úmidos já segregados e acondicionados, sendo: o 1º opção a coleta realizada porta a porta, podendo ser utilizado como base para esta coleta a setorização da coleta regular; o 2º opção a coleta pode ser realizada apenas em pontos estratégicos como no centro do município e bairros com aglomeração de restaurantes e supermercados, e por fim; o 3º opção o município poderá adquirir equipamento capaz de segregar os resíduos compostáveis, os recicláveis e = rejeitos evitando a etapa de coleta diferenciada, no caso da usina de compostagem ser instalada no aterro sanitário. A equipe que fará a coleta deverá cumprir com as exigências normativas e legislação referente à atividade, inclusive com a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). e Transporte: Esta etapa é inerente à etapa de coleta. Com isso, a etapa de transporte requer caminhões basculantes e pás- carregadeiras para executar o transporte do ponto de coleta até o processo de disposição nas leiras. Para manejo destes equipamentos são necessários motoristas habilitados e que cumpram com as normas e legislação referente à esta atividade. = e Tratamento: O tratamento é a própria compostagem, processo o qual foi supra descrito com necessidade de dimensionamento das leiras através de projeto executivo para escolha da área e distribuição das leiras na mesma. Esta área pode ser adquirida especificamente para compostagem ou, se permitido através de estudo, compartilhada, como por exemplo junto ao aterro sanitário escolhido pelo município. Após o projeto executivo e a implantação do processo de compostagem, os resíduos poderão ser aproveitados como compostos orgânicos que podem ser aplicados ao solo para melhorar suas características, sem ocasionar riscos ao meio ambiente. Os produtos da compostagem são largamente TIGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava» utilizados em jardins, hortas, substratos para plantas e na adubação de solo para produção agrícola em geral, como adubo orgânico devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, aumentando sua capacidade de retenção de água, permitindo o controle de erosão e evitando o uso de fertilizantes sintéticos. e Disposição final: Os resíduos úmidos que forem considerados rejeitos, poderão ser enviados ao aterro sanitário. 2.5.1.1.2Resíduos Sólidos de Limpeza Urbana - Varrição e Segregação e Acondicionamento: A segregação e o acondicionamento destes resíduos são de responsabilidade da Prefeitura. A segregação poderá ser feita durante o processo de varrição, separando os resíduos orgânicos (massa verde como folhas) dos outros resíduos como recicláveis secos (papel, plástico, etc..), e dos rejeitos como bitucas de cigarro, etc, posteriormente o acondicionamento poderá ser realizado em sacos plásticos. A segunda opção é acondicionar em sacos plásticos todos os resíduos provenientes da varrição, e a segregação ser realizada no local onde será implantada a compostagem. É necessário que as equipes de varrição utilzem EPIs e cumpram com as exigências normativas desta atividade. e Coleta diferenciada: Para possibilitar a compostagem dos resíduos de varrição, a coleta diferenciada tem objetivo de coletar os resíduos orgânicos, segregados ou não conforme supracitado, porém já acondicionados, sendo a coleta realizada junto ao processo de varrição, tornando esta etapa inerente à segregação e acondicionamento. Para a coleta as equipes deverão estar devidamente preparadas, utilizando EPIs e seguindo as normas existentes para esta atividade. e Transporte: Esta etapa poderá ser realizada junto ao processo de varrição atravês de caminhão gaiola com três repartições para segregar os resíduos sólidos compostáveis, dos não compostáveis PN IGARAPAVA e por fim dos rejeitos. Outra alternativa é a utilização de caminhão gaiola sem repartições para ser segregado no local onde será realizada a compostagem. O motorista que realizará o transporte precisará estar habilitado para esta atividade, além de cumprir com as exigências normativas da mesma. e Tratamento: Referente ao processo de compostagem explicado anteriormente nos resíduos sólidos domiciliares. e Disposição Final: Os rejeitos segregados dos resíduos compostados deverão ser enviados ao aterro sanitário. 2.5.1.1.3 Resíduos Sólidos de Limpeza Urbana - Poda e Capina = e Segregação e Acondicionamento: A segregação e O acondicionamento dos resíduos provenientes da poda podem ser segregados entre galhadas e folhas e acondicionados em caminhão “gaiola”. Já os resíduos provenientes da capina não necessitam de segregação, sendo necessário apenas o acondicionamento em sacos plásticos. e Coleta diferenciada: Para possibilitar a compostagem dos resíduos de poda e capina, a coleta diferenciada tem objetivo de coletar os resíduos orgânicos, segregados ou não para serem compostados. A principal opção para os resíduos de poda e capina é a coleta executada no local em que ocorrem a poda e capina através de =” caminhão gaiola. Além do caminhão gaiola, pode ser adquirido um triturador de galhos móvel, que poderia ser utilizado em locais que tenha grande quantidade destes resíduos como Ecopontos ou áreas grandes, além de pode ser utilizado direto na área em que será executado o tratamento deste resíduo. É necessário que toda equipe utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e cumpra com todas as exigências normatizadas. e Transporte: Esta etapa poderá ser realizada junto ao processo de poda e capina através de caminhão gaiola, sendo que este não precisa de repartições, já que as folhas irão nos sacos plásticos e Prefeitura Municipal de Igarapava! € IGARAPAVA as galhadas na gaiola do caminhão. Será necessário que o motorista possua habilitação necessária para conduzir o caminhão, além de seguir as exigências normatizadas para esta etapa. e Tratamento: O processo de compostagem pode ser melhorado através da aquisição de um triturador de galhos móvel, já que permitiria aumentar a superfície de contato do resíduo e facilitar o processo de decomposição do mesmo. Referente ao processo de compostagem, foi explicado anteriormente nos resíduos sólidos domiciliares. No quadro seguinte serão elencadas as vantagens e desvantagens A para implantação de uma usina de compostagem: o Quadro 26. Vantagens e desvantagens para implantação de usina de compostagem g De s Baixo custo com mão de obra Dificuldade para aquisição de área Baixo custo com maquinário Possibilidade de vetores causadores de doenças Utilização de seu produto para Possibilidade de odor para vizinhança adubar os solos - Minimização da disposição de = RSU em aterro sanitário 2.5.1.2 Itens necessários para implantação da incineração em Igarapava A incineração dos RSU não é um método muito utilizado no Brasil, sendo um dos seus principais mercados o europeu. As principais finalidades da incineração dos RSU são: destruir a patogenicidade ou periculosidade dos resíduos, reduzir a massa e o volume dos RSU para disposição final e gerar energia elétrica. Existem quatro tipos de incineração em escala comercial, sendo eles: combustão em grelha, combustão em câmaras múltiplas, combustão em Prefeitura Municipal de Igarapava GARAPAVA leito fluidizado e combustão em corpo rotativo. O processo de incineração, é de maneira geral, simples. Os resíduos são inseridos dentro de uma câmara, e expostos a uma tocha em que a temperatura pode variar entre 00 C a 1000 C até que os RSU entrem em combustão e sejam destruídos. Após a destruição ainda são geradas cinzas (10 à 15% da massa original), que posteriormente são dispostas em aterros sanitários. No controle da poluição do ar, a etapa de resfriamento rápido é importante para minimizar a formação das dioxinas e furanos, reduzindo o volume dos gases no tratamento posterior de remoção de particulados, remoção de gases ácidos e eliminação de névoa antes do lançamento na atmosfera. Figura 4. Funcionamento de uma central de incineração. Fonte: Pedras 2012 A incineração exige cuidados diferentes na gestão dos resíduos sólidos urbanos em relação à compostagem, com isso os RSU não precisariam ser apartados, sendo possível realizar as etapas de gestão de maneiras semelhantes para os RSD e RSLU. e Segregação e Acondicionamento: A segregação e o acondicionamento dos RSD podem ser feitos pelos próprios munícipes, estabelecimentos comerciais e empresas de pequeno JIGARAPAVA dido Prefeitura Municipal de Igarapava porte, sendo apenas necessário separar os resíduos sólidos recicláveis secos dos demais, já que estes últimos poderão ser incinerados após a exclusão dos rejeitos neles contidos. Os RSLU podem ser segregados no local onde será realizada a incineração, sendo o acondicionamento feito em caminhão “gaiola” no caso das podas e em sacos plásticos em relação às capinas. e Coleta regular: A coleta regular atende 100% do município, sendo necessário apenas a manutenção constante dos equipamentos utilizados, manter equipe com os EPIs e que estes equipamentos e equipe sigam todas as exigências normatizadas, já que para o processo de incineração a coleta regular atenderia esta escolha de tecnologia para tratamento. e Transporte: O transporte dos RSD pode ser realizado por caminhão basculante, assim como é atualmente, além de motorista com documentações que o habilitem para realizar o transporte, EPIs, além de existir o compromisso com todas as exigências normatizadas para realização do transporte. Para os RSLU é necessário caminhão gaiola para transportar os resíduos de podas e capina, sendo necessária a utilização dos devidos EPIs pela equipe que transportará, além dos documentos e compromissos já citados para os RSD. * Tratamento: O tratamento é a própria incineração, processo o qual foi descrito anteriormente com necessidade de dimensionamento da planta a ser instalada através de projeto executivo. A incineração de resíduos gera de 10 a 15% de cinzas, que além das cinzas este tratamento emite gases na atmosfera, sendo necessário análise dos limites de emissão permitidos em legislação brasileira. O processo de incineração pode gerar energia elétrica, através da queima dos resíduos orgânicos, sendo necessário que além da planta, sejam providenciadas instalações elétricas para utilização da energia elétrica no local de geração, além de equipamentos de monitoramento desta geração para possível comercialização com a companhia de energia elétrica local da energia elétrica gerada. A incineração no Brasil atualmente não é usualmente praticada, existindo projetos para implantação em Brasília, cuja população é de 2,481 milhões de habitantes e em São Bernardo do Campo que possuí 736.466 habitantes e Barueri que possui a Licença Prévia e ainda está em processo de obtenção da licença de instalação, cuja população é de 252.748 habitantes. De certa forma, ainda há incertezas quanto à implantação desta tecnologia, visto o parecer técnico nº 191/2013- 4ºCCR - ANEXO VII - Parecer Técnico do Ministério Público Federal sobre a Incineração de Resíduos Sólidos Urbanos, o qual demonstra argumentos sobre a implantação desta tecnologia. Com isso, é necessário que caso Igarapava opte pela tecnologia sejam tomadas as devidas providencias para licenciamento e estudos necessários solicitados pelos órgãos ambientais. Disposição final: As cinzas resultantes do processo de incineração deverão ser encaminhadas e dispostas no aterro sanitário. No quadro seguinte serão elencadas as vantagens e desvantagens para implantação da incineração: Quadro 27. Vantagens e desvantagens do processo de implantação de usina de incineração Reduz 70-75% cerca de 90% do RSU Des 4 > Necessita tratamento do lixo urbano da massa e| para retirada de metais, vidro, redução de resíduos de alimentos e umidade, antes do envio para incineração Pode emitir poluentes como CO, SOx, de energia elétrica (dependendo da geração de RSU) Não exige grandes áreas, | NOx, material particulado, dioxinase apenas a área da usina furanos caso medidas mitigadoras| não sejam tomadas Gera significativa quantidade Emite grande quantidade de CO2 IGARAPAVA E: Prefeitura Municipal de Igarapava 4 | Inexiste chorume | Alto custo operacional | e Coleta Seletiva A coleta seletiva pode ser considerada um dos principais instrumentos da gestão dos resíduos sólidos, já que seu objetivo é a reutilização e reciclagem dos resíduos sólidos. Dada essa importância, a lei de Saneamento Básico, 11.445/2007, deixa claro a isenção de processo licitatório para contratação de cooperativas e associações de catadores para o serviço de coleta seletiva de recicláveis, sinalizando a necessidade de remuneração desse serviço. Ainda segundo a lei de Saneamento Básico, a gestão dos resíduos sólidos urbanos inclui também as atividades de triagem para fins de reuso e reciclagem. No município de Igarapava serão ressaltados pontos que evidenciam as necessidades estruturais exigidas pela coleta seletiva, além de sugestões para gestão desta atividade como alternativa para o município. A coleta seletiva pode ser amparada por alternativas tecnológicas em diversas etapas de seu processo. Visando o aumento na eficiência da coleta seletiva, a seguir serão mostrados maquinários, equipamentos e estrutura utilizados em todas as etapas do processo de coleta: Para a estrutura, segundo o Manual de Coleta Seletiva do CEMPRE (2014), é necessário a construção de galpão industrial com escritório, vestiários e sanitários. Para os maquinários, o mesmo manual indica a aquisição de esteira transportadora, prensa vertical, equipamentos de proteção individual EPIs, balança, contêineres ou caçambas coletoras, triturador de vidro, picotador de papel, carrinho elétrico para coleta, empilhadeira e elevador de fardos manual. Figura 5. Lagout interno de um galpão de triagem trema de tio à implanas Prefeitura Municipal de Igarapava! SN IGARAPAVA RES ommmsdas A importância da coleta não está somente na eficiência que a estrutura através dos equipamentos proporciona, mas também nas estratégias de gestão que ela pode oferecer. Com o processo de profissionalização da coleta seletiva, ou seja, a formalização trabalhista dos catadores e também a evolução da gestão das cooperativas, as próprias cooperativas poderão assumir a coleta seletiva de maneira integral, ou seja, ser responsáveis pela aquisição e manutenção de maquinários, além de elaboração da setorização e outras responsabilidades que teriam que ser divididas entre poder público e cooperativas. Com isso, as cooperativas se aliariam ao setor privado, e dividiriam a responsabilidade com o poder público, consequentemente = exigiria a formalização dos catadores informais, além de outras melhorias para o setor, firmando esta parceria público privada. Esta estratégia seria uma forma de atingir a meta 5 da PNRS. Outra alternativa é que o município se responsabilize pela gestão da estrutura das cooperativas, fornecendo equipamentos e maquinários e em contrapartida ao investimento, o município deverá firmar compromisso com as cooperativas pela formalização da situação de trabalho dos catadores informais e fiscalizar através do cadastramento dos mesmos junto à prefeitura. Com isso, é necessário que a prefeitura se estruture criando uma agencia reguladora para fiscalizar todo o processo. Uma terceira alternativa é que o município se responsabilize em — subsidiar as cooperativas com equipamentos e maquinários, através de aporte de recursos provenientes de agências de fomento tais como: FUNASA, BNDES e Ministério do trabalho. É válido ressaltar a necessidade do fornecimento de EPIs para os trabalhadores. Em contrapartida ao investimento, firmar compromisso com as cooperativas pela formalização da situação de trabalho dos catadores informais e o cadastramento dos mesmos junto à prefeitura, através de uma agência reguladora que poderia ser criada pelo município. Através dessa parceria, seria possível a prefeitura fiscalizar de maneira mais próxima a inclusão social dos catadores informais. No quadro a seguir serão elencadas as vantagens e desvantagens Prefeitura Municipal de Igarapava das alternativas tecnológicas utilizadas no processo de coleta seletiva. Quadro 28. Vantagens e desvantagens do processo de implantação da coleta seletiva van S Redução de custos com a disposição final do lixo e consequentemente aumento da vida útil de aterros Necessidade de mão de obra sanitários especializada para o gerenciamento das associações Possibilidade de diminuição de gastos gerais) — com limpeza urbana Educação e conscientização ambiental da população Melhoria das condições ambientais e d saúde pública do município Dificuldade de auto sustentação financeira Baixo custo operacional Geração de emprego para pessoas de baixal renda 2.5.2 Resíduos de serviço de saúde A Resolução da ANVISA - RDC 306, de 7 de dezembro de 2004, dispõe sobre o Regulamento técnico para o Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde — RSS, com vistas a preservar a saúde pública e a qualidade do meio ambiente, considerando os princípios da biossegurança de empregar medidas técnicas, administrativas e normativas para prevenir acidentes. Este Regulamento estabelece que todo gerador deverá elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde — PGRSS — que deverá compreender desde o manejo, a segregação, identificação, Prefeitura Municipal de Igarapava »aIdLELANT transporte interno e as condições de armazenamento temporário até que ocorra a coleta, específica destes. O referido Regulamento estabelece também o tratamento destes resíduos e assim o define: “O tratamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde, consiste na aplicação de método, técnica ou processo que modifique as características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando os riscos de contaminação, de acidentes ocupacionais ou de dano ao meio ambiente”. Todos os princípios estabelecidos na Resolução 306 da ANVISA são os pressupostos para a definição dos serviços prestados pela NGA-Núcleo de Gerenciamento Ambiental. O naquilo que é de sua competência, ou seja, a coleta, o tratamento e a destinação final de serviços de saúde gerados pelas unidades de saúde da Prefeitura Municipal de Igarapava. Atualmente, a empresa NGA-Núcleo de Gerenciamento Ambiental é responsável pelo tratamento e disposição final dos RSS. As tecnologias de desinfeção mais conhecidas para os resíduos do Grupo A e E são a autoclavagem, o uso do microondas e a incineração. Para o grupo B, o incinerador também é uma opção enquanto que para o grupo C, é necessário seguir normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN enquanto que o grupo D pode ser reciclado conforme os resíduos recicláveis secos. Conforme apontado no diagnóstico, os animais mortos não possuem destinação adequada, ocorre a coleta de forma adequada, porêm não recebem tratamento ou destinação final. Com isso, a partir da Resolução nº 1.015 do Conselho Federal de Medicina Veterinária, nota-se a preocupação com relação à destinação destes resíduos quando solicita-se o credenciamento às empresas especializadas em recolhimento de cadáveres e resíduos hospitalares. As tecnologias alternativas de tratamento de resíduos de serviços de saúde, sugeridas a seguir, permitem um encaminhamento dos resíduos tratados para o circuito normal de resíduos sólidos urbanos (RSU), sem qualquer risco para a saúde pública. Prefeitura Municipal de Igarapava a e A descontaminação com utilização de vaporem altas temperaturas (autoclavagem) É um tratamento que consiste em manter o material contaminado em contato com vapor de água, a uma temperatura elevada, durante período de tempo suficiente para destruir potenciais agentes patogênicos ou reduzi-los a um nível que não constitua risco. O processo de autoclavagem inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contato entre o vapor e os resíduos. Após processados, esses resíduos sólidos tratados devem ser encaminhados para disposição final em local licenciado pelo órgão ambiental competente. Figura 7. Exemplo de sistema de Autoclave e Tratamento com utilização de micro-ondas de baixa ou de alta frequência e É uma tecnologia relativamente recente de tratamento de resíduo de serviços de saúde e consiste na descontaminação dos resíduos com emissão de ondas de alta ou de baixa frequência, a uma temperatura elevada (entre 95 e 105ºC). Os resíduos devem ser submetidos previamente a processo de trituração e umidificação. e Após processados, esses resíduos tratados devem ser encaminhados para aterro sanitário licenciado pelo órgão ambiental. Prefeitura Municipal de Igarapaval IGARAPAVA aa Ep Figura 8. Exemplo de um equipamento micro-ondas “ Tratamento térmico por incineração É um processo de tratamento de resíduos sólidos que se define como a reação química em que os materiais orgânicos combustíveis são gaseificados, num período de tempo prefixado. O processo se dá pela oxidação dos resíduos com a ajuda do oxigênio contido no ar. A incineração dos resíduos é um processo fisico-químico de oxidação a temperaturas elevadas que resulta na transformação de materiais com redução de volume dos resíduos, destruição de matéria orgânica, em especial de organismos patogênicos. Figura 9. Exemplo de um incinerador Prefeitura Municipal de Igarapava “Eontuo DolGà A) Como forma de orientação à Prefeitura de Igarapava, elaborou-se um quadro comparativo entre os métodos com a descrição das vantagens e — desvantagens de cada um. Quadro 29. Avaliação comparativa entre os métodos d tratamento de RSS Autoclave Bom grau de esterilização; não produz produtos tóxicos; seguro; baixo custo. Os resíduos tratados não sofrem redução no volume e não são descaracterizados; imprópria para tratamento de grande volume de resíduos de uma vez só. Microondas Ausência de emissão de efluentes líquidos; sem emissões gasosas; não emite odores ou ruídos; Rigorosa desinfecção; não há adição de produtos químicos; manutenção! de baixo custo. Custo operacional relativamente alto; o resíduo não sofre diminuição do seu volume necessitando uma trituração. Prefeitura Municipal de Igarapava SIGARAPAVA Incineração | Redução do volume dos | Custo elevado na resíduos (900% a 95%); pode | operação/manutenção; ser aplicado a quase todos os | exigência de mão-de-obra RS; aproveitamento energético. | qualificada; liberam gases tóxicos quando mal projetados. Fonte: (PEREIRA, 2012) 2.5.3 Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico Segundo a versão preliminar do Panorama de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo (SMA, 2014), de uma forma geral, atualmente no estado de São Paulo, verifica-se que as formas de destinação consideradas adequadas do lodo de ETE são tratamento por meio de processos biológicos e desaguamento, utilizando-se leitos de secagem, centrífugas, filtros- prensa ou bags, e posterior encaminhamento aos aterros sanitários e, em pequenas quantidades, à compostagem. Figura 10. Leito de secagem de lodo Figura 11. Exemplo de filtro-prensa Fonte: MEC (2014) Prefeitura Municipal de Igarapava Figura 12. Exemplo de Centrífuga Fonte: COPASA (2014) — Enquanto que as formas de destinação final consideradas adequadas do lodo de ETA, são o encaminhamento à ETE, aos aterros sanitários e sendo que para estes últimos, aterros exclusivos, após o devido desaguamento. Quadro 30. Avaliação comparativa entre os métodos de tratamento de resíduos dos serviços de saneamento básico valor devido EE simplicidade operacional e ao baixo nível de atenção requerido. - Baixo consumo de energia elétrica e produto químico. sensibilidade a variações nas - Baixa características do lodo. - Torta com alto teor de sólidos Leitos de |-Baixo de - Área requerida. Secagem investimento. - Exigência de estabilização - Exigência de operador com | prévia do lodo. baixo nível de qualificação | - Influência significativa do clima no desempenho operacional do processo. - Retirada da torta seca é um processo lento e requer muita mão-de-obra. - Risco elevado de liberação de odores desagradáveis e proliferação de moscas. Prefeitura Municipal de Igarapava VIGARAPAVA Centrífugas | - Pouca área requerida - Consumo de energia elétrica e o - não emitem aerossol ou | custo de manutenção são ruído excessivo razoavelmente elevados - Pode ser instalada em |.A operação e a manutenção desse galpões abertos tipo de equipamento exigem profissionais especializados Prensas - Baixo custo de aquisição -Emissão de aerossol desaguad - consumo reduzido de | -elevado nível de ruído produzido ora energia elétrica - eventual emissão de odores - elevado número de rolamentos (40-50), que exigem acompanhamento substituição regulares Filtros- - Torta com alta) - Peso do equipamento prensa concentração de sólidos - Custo de aquisição (35%), superior à dos outros - Necessidade de substituição equipamentos mecânicos. regular das telas de filtração - Elevada captura de sólidos. - Qualidade do efluente líquido (clarificado). - Baixo consumo de produtos químicos para “ condicionamento do lodo Fonte: (GONÇALVES etal., 2001) http://www.copasa.com.br/cgi/cgilua exe/sys/start.htm?infoid =1389&sid=160&tpl=printerviewconsultado em 11/02/2014 Prefeitura Municipal de Igarapava 2.5.4 Resíduos da construção civil e Planejamento: Plano Integrado de Gerenciamento de Residuos da Construção Civil é instrumento que regulamenta a implementação, a coordenação da responsabilidade do Município e de todos os geradores na gestão dos resíduos da construção civil. e Caracterização, triagem, acondicionamento, transporte e destinação: Deverão estar previstos dentro de cada Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. e Transportadores: São obrigados a fornecer aos geradores atendidos, o documento de Controle de Transporte de Resíduos (CTR) e identificando a correta destinação dada aos resíduos coletados. e Áreas de Recepção de RCC: Os pequenos geradores de RCC deverão encaminhar o RCC para os Ecopontos que integram o Programa municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. O esquema abaixo representa o fluxograma de processos e equipamentos de uma usina. Figura 20. Fluxograma de uma usina de RCC o asia pedir pela? pedras 1. Alimentador Vibratório: iniroduz pouco a pouco o entuiho até a entrada do britador;. 2 Beiiador de Emtulho: É o coração da Usma pomhe. tira o entulho; 3. Esteiras: ievam o entuiho já iriturado aié uma peneira ou para formar pilhas de reciciados; 4. Peneira Vibratória: ciassificá Os grãos trituradas por tamanho (granilometria). Fonte: (YLS,2014)10 A figura a seguir demonstra um esquema de URCC, com britagem e separação por tipo de resíduos e granulometria. VIGARAPAVA 3 “4. Alimentador Vibratório: inirodiz pouco a pouco o entulho aié a entrada do britador;. 3 Brador do Entsho: É O coração da Usina porque. iitura O entulho; 3 Esteiras: levam o entulho já iriturado até uma peneira ou para formar pilhas de reciciados; 4. Peneira Vibratória: classifica os grãos trilurados por tamanho (granulometria). Fonte: (YLS,2014)!º . Figura 14. Esquema de URCC, com britagem e separação por tipo de resíduos e granulometria. 1Ohttp: //yls.net.br /trituradores5.html consultado em 14/02/2014 Segundo o caderno de educação ambiental da secretaria do meio ambiente do estado de São Paulo (2010), as usinas de reciclagem vão ser diferenciadas basicamente pelo tipo de britador. Os principais são os britadores de mandíbula e de impacto. Figura 15. Exemplo e esquema de britador mandíbula e es E Prefeitura Municipal de Igarapava ca IGARAPAVA Figura 16. Exemplo e esquema de britador de impacto x Ke A seguir são destacadas as vantagens e desvantagens de cada tipo de britador. IGARAPAVA Quadro 31. Avaliação comparativa entre os métodos de processamento de resíduos da construção civil Prefeitura Municipal de Igarapava Britador de | - Grandes Produções e custo total - Necessidade de britagem mandíbula | baixo secundária - Longo tempo operacional e - Pouco resistente à umidade durabilidade Tende a fornecer distribuições granulométricas — constantes - Fácil reposição das partes desgastadas Britador - Custo de manutenção é de - Britagem primária, secundária |alto e o impacto e reciclagem desgaste elevado (Não é - Elevada produtividade e alto| aconselhável no caso de grau de redução do material a ser | rochas abrasivas e de beneficiado materiais com mais de 15% de sílica). 2.5.5 Educação Ambiental A Educação Ambiental relacionada aos resíduos sólidos deverá ser trabalhada de maneira articulada e transversalmente entre o currículo escolar, bem como estar presente em todos os níveis e modalidades do processo de gestão ambiental. A Educação Ambiental deve ser a ferramenta que irá sensibilizar todos os atores sociais e auxiliará na mudança de comportamentos e atitudes e criará mecanismos que auxiliarão a colocar as metas estabelecidas em prática, pois parte do princípio de que cidadãos preparados Prefeitura Municipal de Igarapava e educados, acima de tudo sensibilizados, vão agir de maneira adequada, desde que tenham o preparo adequado e cada um entendendo sua função e qual seria sua participação nessa iniciativa. Para isso as pessoas devem ser informadas, participando de todo o processo e sentindo-se como parte fundamental que entenderá suas funções e auxiliará nas atividades, adequando-se à nova realidade, que é a sustentabilidade do sistema e a melhoria contínua, ajudando o município a organizar-se na gestão adequada dos seus resíduos, melhorando a qualidade de vida. Dessa forma deverão ser criadas metas para serem alcançadas em longo prazo, respeitando o planejamento do município com o Plano de Saneamento Básico e metas a ele relacionadas. Essas metas criadas para auxiliar no desenvolvimento do Plano de Saneamento Básico, deverão ser planejadas com antecedência, dentro de um calendário anual, contendo seus responsáveis, datas de eventos, relatórios de acompanhamento, reuniões com os responsáveis e dados disponíveis dos resultados de cada atividade. Cabe a Departamento Municipal de Educação em parceria com o Departamento de Municipal de Meio Ambiente, desenvolver esse calendário e planejar as ações que serão realizadas ao longo do ano, resultando no Programa de Educação Ambiental Municipal, que será detalhado na próxima etapa do PMSB. 2.6 DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS ESPECÍFICOS E METAS A partir de todas as análises SWOT, estudos de alternativas, projeção de capacidades necessárias para os sistemas e projeções de geração de resíduos, definiu-se os objetivos e metas para cada grupo de resíduos. Esses objetivos e metas serão os orientadores para os programas, projetos e ações da próxima etapa do PMSB. Para tanto, foi utilzado o Termo de Referência para elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico da FUNASA (2012). As tabelas abaixo, foram estruturadas entre grupos de resíduos, objetivos principais e metas para alcançar cada objetivo. Para a prioridade, foi utilizada escala de cores. soungun sopros sonpisos so navd spgaw > soorfjadsa sonnafão “TE oJponô "eueqin ezoduny ep sopuntio sopros sonpisox soe seusde 2 saIvIjIuIOp SOPIJOS SonpIso1 soe seusde sojaje sooigoadsa soangaÍgo so SopIuIop OBIOS “SJUSULIOLISISOd ueqm ezodumg ep sopunio sopros sonpisos so ojwenh sexemprurop sopros sonpissr so ojue] uregojdus onb sejaur 2 sooigosdss soanaÍgo so SOpIumgop OBI9S OXSUILI] 'Sojred som uso OPIPIAp vias ImBos é UI] O Sourqim sopros sonpIso: so vIvd sejoui 9 sodIyradsa SOAN9ÍGO T'9'T eaed. ;eb| op jedioiuni esngios Se "pEOG 97º (erp /uo) sc'bLT no wo'gs - 2 “ETC 97º (e1p/uoI) sp'97, no ws'cr - otdyorunur ou soorurBio sonprsal "epenbape aquaweguotqure expueu op ns op ogdeugsop e Jjueu a Teug ogdisodsip 2p [eooj 0AOU O Jd “Y epenbope oquswyejuorqure Teut exed peso] op oedtumad "TZ ogôisodsIp “8TOG 97e (erp /uo3) ce'9s no ws'ce - ap ojusurerouo 108 “ordryunur ap ootmadsa | “soorueBIo sonpIso: op ojusurejex EU OBN - ou SOpeioS sodIurBIo SONpISSI SO IPM 'V eurnIsIs UN Teo “E Ra soueqim “OJI9JR sopros sonpIsaL sop Jo exed afou ova anb sonpisos sop ogômurup e Jonosd uwos o sonpisos op ogdisodsip Pp Tenge ogdengs e opuesopisuoo “our T op SOU9UI LIOD OLIRJIWES OXISJe OP JON EPIA - “SNIDINd 0% epejoIJe souequm sopros sonprsos op oejsos e ered tongradso exe] ep vôueigos ep ogdejusma|durr 2 ogóeiio “O “SAIDA 08 epepoxye sopros sonpIso1 op og]sog e exed vogpodso exe) eum ano o Jope198 opueis o ouonboad “sopIJOS SonpIsal op exe] egos ogu ordpIrunH - SNd OP S BPM - “1opeio8 opueis o ouanbad axjua 97109 ap eyur eum exmunop onb pj eU OEN- VAvdVEVOIh souegm sopros sonpisss op Jopeis| anus oesmIp o ojdwsjuoo “ogtun | apueis o ouonbad anus opÍbbusrp | snb ordrruny ou sopros | SP sosmooi e ossode Ualo) sordrojunuz uoo redprunu 1 regjnuol q | sonpisog op epeisoju| So exed osóipuoo 9 SaiDNd - sopros “ZTOG SP ojsofe ye exo perorurozeid | ogjso) op Tedpruny | SOnpisox op epessojuy ogIsap ap Tedorunm o stod | oueid resoqera 1 | oueg op ogdezogeo e onb eurusaop TerouoBIou1o Jojereo wo 'SAIDINA O Iesoqueia 'y soprOS sONpISIN 9P [eUOEN BONO] V- qm ua PP À jeaed eb] op jedidiunia eungios “SoUBqIN SOPIOS sonpIsol so ered SYNd | :oldrorunur | sodas siARjorooz sonpisar ep ejou | OU SOpeISS SIAB|OpooI SONPISOI SO Iejojooy “y | 9p apepyuenb e sznpoy "p [ep oBuo] ordiorunu ou ursBejopox op sorpuy - eaed. eb| op jedioluni esngioy “8TOG eye “efos no 'soue op ozexd ou 001 “sois se sepo] op rejooso opmopumo ou sopros sonpisor tura) o uI0o Tejuaiquiy ogdeonpag e rejue(dury :serepnonred o seomyqnd sejoosg 'g “8TOZ 97e “elos no “sour + ep ozexd ou 900] us sojuauãos so sopoy opuigurge ogdejndod ep sepeSoigos sepoored opusajonuo | asjusweunepned sojuasa JeZz]feo o seureidoid JoAoAuosad - “[ArjopoaI oxT] OU Ojrafos om - “9TOS “soyuodosg aye “efos no “soue g uis Saxojajoo opumpour sou sadropunur sop epenbopeur Teuoperdo 1ojos op %ogT Iegoedeo - ordrojunur ogdisodsip o owsipepuea op soy- | :SJUSIQUIy OT Op jedroruniy eLIeja1osg e uroo | ou Tejuarquie ogôeonpa “aquoureoyyodsa oyunfuoo | op euresgoÍd um 19097ej10y sopros sonprsos ered sepeyjos o ogdeonpaã op T[edrorunH errejeroos “y | 2 reguomodum “reuo “Gg sogde o seureigoid uiajsixo opN- 2 “TTOC 9Ye (erp /Uo) 8T'0p No mg'op - orreyues “8106 9%e (erp /uo!) gp'gg no ye'ce - IISye ua sojsodstp q enedeJeb] é,/ jedioiunia eungisjola * saspnjojuiop sopios sonpisas so nand swjaw a sovlfjadso sonnaigo “EE csponô SoJeI[IoruIop sopr(OS Sonprsos so vIed sejour o sodIgroadso SoAnaÍdO T'I'9'Z “810T : age vAedereg, op ordirunur ou sosounjoa *SOSOUINTOA SOP | sop oedeuysop e ered ogônjosoy “q SOSOUINT]OA SoOnpIsal ogdeunsop exed ogônjos uau o rensor | “'eT0Z | EIed eogpodso eongod| tjajoo eum ey ogu sjusurausanhasuoo | pYe Sosoun[0A sonpIsar exed Loj op OvÍBLIO "Y [eum Iejusuradur a rexro *9 | “sosoumjoa exed vogradsa vonod gu ogN - E VAVAVEVOI eaoristiná ) enedeJeb] €,; 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Jeb| op jedio!unia esngios apnes op soduros PP sopros sonpjsol ogdezITeosT E resoujou espooid “STOCPPp ojusuretoua ros 'saremonred SOJUSUIrDa/oqRIso PYe sopraLId sojusurosjoqeyso 10d soperias sonpisoxoigos sopep ap sopuniio ssa op sop oedezirqejuoo exed emsgsis un op ogdeuo “y op ogdezmyeuasis 4 ogdeIas ep sigol sopep eu ogN — "8TOG 93º opnes 9P sodLnIas op soorqnd sogBIo so sopo wa peyusiqure ovdepndod ogôtonpo op eureigoid op ojusturoofez1oy o odeio "q ep ogdezguapsuo ee | “8TOS 97 sopros ogdepndod “SA 08 Opemystui SS %c — sonpisar eua] o eIed Tejuoiquie ogdeonpo op ep Teyusrqure SOJJOUI Speuiue tedirunmu eureigord op omguop opnes op odmuIos ogdezmqsuas ap Teury ogdeumsop e too 1opsooid Pp sopros sonpisos eua] op osdeisau 'v| e IeIOUToN “TG | OU10O IS SOpepynogyrp uia) ogdemndod y- | eogqnd “810G 27º ordiorunur ou sonprsar sossop bpnes op epeprun sepeprun sep , epenbope ogdeumsop o ogôsgaiãos op soxopeorpur ppso us SSANDd - opnes | sepougpuadop seu sopesoS sonpisor sop ojusuweyurduooe a opdejuamadwy 'g PP SOdIAIOS SOP sonpisoy | so sopoy op epenbope ogstunsop “8TOG 97º Borqnd epnes op PP Ojusurepuaros op| à ogdesoaiãos e ojuenb vomqnd opnes popeprun sep %00I Wo ssNDd Pp ogdeIoqeig 'y soueld ºp oBdeIOqeIA “T apnvs op sodjasss ap sonpjsas sop snjaw 9 sontalão *9€ cspond 9Ppnes ap sodfasos op sonpisos so vIed sejour o soomroadso soanafdo g'9'z “PeOC 9YE OG - 9 ZTOT YE GT - “8TOT YE OT - «ered odporunu o exed ovôtsodstp op sogôdo se IeoyIs1oATp op BULIOS ouroo “sojuodoog op ocisunu o eusuny 'g “8TOG 97 ordyorunur OU Iepngor ogôisodsip op srevoj so Ieopeua y ordrojunuz ou oo4 op epenbopeur ogôisodsip ordrorunuz ou 994 9P sarepnsolrr 8 ep | ovdunxg Sozreosop op sojuod op erpug)sixa- ninja opônigsuos vp sonpsas sop spzau o sontalão 'L€ ospond TAI? ogônugsuoo ep sonpysos so exed sejour o soorgroadso SOABaÍJO +p'o'g VAVdVEVOLh RT S TER TETO eaed. 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Tratamento dos resíduos sólidos de serviços de saúde através de micro- ondas. III Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental — Goiânia/GO.2012. REVISTA BRASILEIRA DE ENERGIA, Vol. 14, No. 2, 20 Sem. 2008, pp. 113-125. SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE - SMA. Panorama dos Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo — versão preliminar. 2014. São Paulo. SUNDFELD, Carlos A. Guia Jurídico das Parcerias Público-Privadas. In: SUNDFELD, Carlos A. (Org.) Parcerias público-privadas. São Paulo: Malheiros Editores, 2005. P. 15-44. Prefeitura Municipal de Igarapava = PRODUTO 3 PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESIDUOS SOLIDOS DO MUNICIPIO DE IGARAPAVA SP 4 PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES... 41 COMPATIBILIZAÇÕES DAS AÇÕES COM O PLANO PLURIANUAL E LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS. 4.2 PROJETOS E AÇÕES PARA A GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS Igarapava ........... e rterereemerssersereseareearoeaerso mera rceascant carro ecammeesorenmaaescereeeraseeranensasasaasaenmcammenanana 8 Projeto 2 - Redução de resíduos orgânicos dispostos em aterro sanitário..................... imenso 8 Projeto 3 - Qualificação do sistema de coleta seletiva de resíduos recicláveis secos de Igarapava Projeto 4 - Disposição final ambientalmente adequada de resíduos sólidos urbanos... Projeto 5 - Melhoria operacional e de cobertura do serviço de varrição de logradouros públicos1 O Projeto 6 - Melhoria operacional do serviço de poda de árvores..................... ce mmeameesmesrerees 10 Projeto 7 — Melhoria operacional dos demais serviços de limpeza urbana...........emesseeeeeeerss q 4.3 PROJETOS E AÇÕES ESPECÍFICOS PARA OS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO.................. rr rreeeeearenerseeeereereeereereereeaesarsorecrnereereenseneaemrearereanacaneeaso q Projeto 8 — Gerenciamento adequado dos resíduos gerados no sistema de coleta e tratamento esgoto eareereeneereeererareenertarer sera atas cata ae cera n aaa REA Ca MME aRR ARM DERA E ARMA RAR rare res cers tecer scan ease na rssancataeante ns centanmsanteas ol Projeto 9 — Gerenciamento adequado dos resíduos gerados no sistema de tratamento de água 12 Projeto 10 — Universalização do serviço de limpeza de micro e macro drenagem..................... 12 4.4 PROJETOS E AÇÕES ESPECÍFICOS PARA OS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE 12 Projeto 11 — Qualificação do gerenciamento de resíduos das unidades públicas de saúde......... 12 4.5 PROJETOS E AÇÕES ESPECÍFICOS PARA OS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL. 13 Projeto 12 — Qualificação do sistema municipal de gerenciamento dos resíduos da construção civil 4.6 PROJETOS E AÇÕES ESPECÍFICAS PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL ..............eeem 13 Projeto 13 — Educação ambiental aos servidores e profissionais ligados diretamente ao manejo de resíduos e limpeza urbana . Projeto 14 — Educação ambiental à população em geral..................... ii rrmemessermeemeermeensenos 14 47 IDENTIFICAÇÃO DE FONTES DE FINANCIAMENTO.................. ires ireeeereeseesemseems 15 4.7.1 Cobrança direta dos usuários — Taxa ou Tarifa .................. ne ereeemerasereeeerereearamseaa 15 4.7.2 Financiamento com recursos federais... 4.7.3 Financiamento com recursos estaduais. 4.7.4 Parceria Pública Privada (PPPºs) 4.7.5 Empreendimento de abrangência regional....................... erre reeeserrameeremeneesereencenees 22 4.8 PROGRAMAÇÃO DE INVESTIMENTOS................... ir rreermeeeeneeeeneeeeeeserreererea 22 REFERÊNCIAS..... PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARAPAVA PMSB IGARAPAVA |3 Lista de quadros Quadro 1. Descrição do programa Gestão do Meio Ambiente ...............ceeceereeeeeeserersererencarencaras 5 Quadro 2. Plano de metas para cobrança por serviços de RSU dos municípios da região sudeste 4 |PMSB IGARAPAVA VIGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava! 4 PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES Concluída a elaboração do prognóstico, seus objetivos e metas, torna-se necessário evidenciar os programas existentes e os novos propostos, elaborar os projetos e as respectivas ações que darão conta do cumprimento das metas estabelecidas no cenário de referência definido. 4.1 COMPATIBILIZAÇÕES DAS AÇÕES COM O PLANO PLURIANUAL E LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS Para tanto, o primeiro passo foi analisar o atual Plano Plurianual — PPA de Igarapava, que entrou em vigência de 2014 a 2017. No PPA, existem um programa que engloba o manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana: e Programa 285: Serviços de Utilidade Pública Gestão do Meio Ambiente A seguir, foi resumida as informações sobre o objetivo, indicador e ação do programa afeto ao manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana Quadro 1. Descrição do programa Gestão do Meio Ambiente Descrição Valores disponíveis SET BRUNA Divisão de fiscalização de obras Programa 285 Serviços de Utilidade Pública Oferecer melhores condições de vida na cidade e Objetivo conservação dos Lougradouros Publicos, mantendo a limpeza e melhoramenmtos dos bem Manutenção e limpeza pública Indicadores 2014 R$ 100.000,00 Descrição das 2015 R$ 100.000,00 Açõe 2016 R$ 150.000,00 2017 R$ 50.000,00 PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARAPAVA PMSB IGARAPAVA |5 Após analisar atentamente o conteúdo do PPA de Igarapava, considerou-se que alguns aspectos estão inadequados, como por exemplo: hd Ausência de algumas ações - programas ou projetos de gestão de coleta de lixo e resíduos e Resíduos Sólidos de Construção. Dessa maneira, no momento da revisão para o PPA 2018-2021, deverão ser revistas e adequadas ao que será proposta nesse PMIGRS. Essa etapa de revisão será detalhada mais à frente. 4.2 PROJETOS E AÇÕES PARA A GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS O Gerenciamento dos serviços de manejos dos resíduos sólidos urbanos para o município de Igarapava é entendido como um conjunto de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento que a administração municipal deverá desenvolver, com base em critérios ambientais, sanitários e econômicos, para coletar, tratar e dispor os resíduos sólidos produzidos em seu território. Projeto 1 - Elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do município de Igarapava Ação 1.1: Elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos — PMGIRS, conforme a Lei Federal nº 12.305/2010 e com o conteúdo mínimo definido pelo artigo 19 da mesma lei; Ação 1.2: Prever no PMGIRS a diferenciação entre pequeno e grande gerador de resíduos sólidos urbanos e regulamentar com promulgação de lei municipal; Ação 1.3: Prever no PMGIRS a criação de taxa específica para a gestão de resíduos sólidos urbanos e implementá-la através da promulgação de lei municipal; Ação 1.4: Elaboração de estudo para a cobrança de taxa e/ou tarifa decorrente da prestação de serviço público de manejo de RSU, a partir de variáveis como: destinação dos resíduos coletados; peso ou volume médio coletado por habitante ou por domicílio; Ação 1.5: Prever no PMGIRS um sistema de gestão para os resíduos volumosos e regulamentar através da promulgação de lei municipal. Projeto 2 - Redução de resíduos orgânicos dispostos em aterro sanitário Ação 2.1: Elaborar o estudo de viabilidade e de melhor alternativa para o tratamento de resíduos orgânicos no município, considerando o contexto local de Igarapava, incluindo disponibilidade tecnológica e respeitando a cultural local; 6 | PMSB IGARAPAVA | IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava Ação 2.2: Definir modelo mais adequado de coleta e reciclagem de resíduos orgânicos para ser implantado em Igarapava, englobando tanto o universo dos resíduos sólidos domiciliares, quanto o universo dos resíduos de limpeza urbana; Ação 2.3: Elaborar plano de comunicação para a população se adequar à nova realidade; Ação 2.4: Manter o atual sistema de coleta de resíduos domiciliares e implementar o sistema de coleta e tratamento municipal de resíduos orgânicos, caso não seja adequado internalizar todas as etapas, pode-se optar por enviar os resíduos orgânicos à uma empresa privada ou outro município, contanto que tais resíduos não sejam aterrados; Ação 2.5: Sistematizar os dados e resultados alcançados a cada mês de operação. Projeto 3 - Qualificação do sistema de coleta seletiva de resíduos recicláveis secos de Igarapava Ação 3.1: Elaboração de estudo específico para determinar o modelo mais eficiente no município de Igarapava, considerando como opção a regulamentação e cadastramento das associações e cooperativas no sistema de coleta seletiva no município, bem como a instalação de áreas de armazenagem, transporte e transbordo; Ação 3.2: Adoção de soluções locais para a coleta seletiva, como a realização de coleta seletiva apenas por Ecopontos em determinados bairros e/ou que a coleta seletiva seja realizada pelas cooperativas em outros bairros; Ação 3.3: Manter a abrangência da coleta seletiva no município para 100% do território urbano Ação 3.4: Estruturação de associações e cooperativas de catadores objetivando a melhor eficiência destas nas etapas de triagem, e consequentemente, gerando menos rejeito e aumentando o índice de triagem per capita dos cooperados; Ação 3.5: Apoio institucional do poder público às organizações de catadores, de modo a suprir carências básicas na gestão da associação/cooperativa e ampliar o número de associados e cooperados por cooperativa e, se possível, fomentar a criação de novas cooperativas; Ação 3.6: Integrar os demais atores da área de reciclagem do município nos dados oficiais, como atravessadores e catadores informais. Paulatinamente, formalizar o trabalho destes atores no município. Projeto 4 - Disposição final ambientalmente adequada de resíduos sólidos urbanos Mesmo com a evolução das técnicas e alternativas para a destinação final dos resíduos sólidos, a tecnologia mais econômica e acessível, ainda é o aterro sanitário. Assim, serão propostas ações para a manutenção dessa tecnologia no município de Igarapava. Ação 4.1: Definir o local de destinação final de resíduos sólidos urbanos; Ação 4.2: Se necessário, licenciar a nova área para destinação final de RSU; PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARAPAVA PMSB IGARAPAVA |7 Ação 4.3: Após o licenciamento ambiental, construir o novo aterro de rejeitos para atender à respectiva demanda do município por um período mínimo de 20 anos; Ação 4.4: Manter a destinação final de RSU adequada permanentemente, seja em aterro sanitário municipal ou privado; Projeto 5 - Melhoria operacional e de cobertura do serviço de varrição de logradouros públicos Ação 5.1: Manter o serviço de varrição para abrangência de 100% da zona urbana do município; Ação 5.2: Estudar e definir índices de acompanhamento do nível de qualidade de prestação do serviço de varrição, sobretudo nas relações de frequência mínima aceitável em cada setor no município e quantidade mínima de Km lineares/funcionário/mês em cada zona da cidade; Ação 5.3: Com os índices estabelecidos, revisar o contrato para a inclusão de tais índices como forma de cobrança do contrato e inserir os demais pontos que precisam ficar totalmente claros, como a medição de varrição de áreas em metros quadrados; Ação 5.4: Manter sistematizados os dados de acompanhamento da prestação desses serviços, visando a melhoria contínua do processo; Ação 5.5: Todos os servidores e terceiros deverão participar regularmente e integrar o Projeto 13 - Educação ambiental aos servidores e profissionais ligados diretamente ao manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana. Projeto 6 - Melhoria operacional do serviço de poda de árvores Ação 6.1: Manutenção dos serviços existentes e reestruturação do serviço de poda, iniciando com um estudo de ocorrências ao longo do ano; Ação 6.2: Estudar a melhor relação entre servidores totalmente mobilizados para esse tipo de serviço ou repartição entre os demais serviços de limpeza urbana ou outros serviços esporádicos; Ação 6.3: Após o estudo, definir índices satisfatórios para a prestação desse tipo de serviço, tais como tempo máximo de espera entre a solicitação formal do munícipe e a execução da poda e número máximo aceitável de reclamações por mês de munícipes; Ação 6.4: Aumentar a parcela de resíduos de podas triturados e compostados, integrando o sistema de redução de disposição final de resíduos orgânicos em aterros sanitários. Deve ser analisada a opção de compra de maquinário específico para a função de trituração de galhos e troncos; Ação 6.5: Manter sistematizados os dados de acompanhamento da prestação desses serviços, visando a melhoria contínua do processo. 10 | PMIGRS IGARAPAVA SN IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava Ação 6.6: Todos os servidores e terceiros deverão participar regularmente e integrar o Projeto 13 - Educação ambiental aos servidores e profissionais ligados diretamente ao manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana. Projeto 7 — Melhoria operacional dos demais serviços de limpeza urbana Ação 7.1: Manutenção dos serviços existentes e elaboração de estudo de avaliação e reestruturação dos serviços de limpeza de canteiros, rotatórias, terrenos, jardins (capina e roçada) e guia sarjeta no município; Ação 7.2: Definição de índices ideais de relação entre equipamentos utilizados, servidores internalizados e terceirizados, bem como manutenção dos equipamentos visando manter um nível satisfatório da prestação desses serviços no município; Ação 7.3: Manter sistematizados os dados de acompanhamento da prestação desses serviços, visando a melhoria contínua do processo. Sempre que possível, adotar o uso de tecnologia da informação; Ação 7.4: Todos os servidores e terceiros deverão participar regularmente e integrar O Projeto 13 - Educação ambiental aos servidores e profissionais ligados diretamente ao manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana. 4.3 PROJETOS E AÇÕES ESPECÍFICOS PARA OS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO Projeto 8 - Gerenciamento adequado dos resíduos gerados no sistema de coleta e tratamento esgoto Ação 8.1: Garantir a inclusão de tecnologias para a redução de geração de lodo por metro cúbico tratado de esgoto no projeto executivo da nova estação de tratamento de esgoto; Ação 8.2: Coletar todo o lodo gerado; Ação 8.3: Analisar e implementar paulatinamente ações de reutilização e/ou reciclagem do lodo gerado, tal como compostagem ou outro método; Ação 8.4: Incorporar procedimentos padrões quando realizar a manutenção na rede coletora de esgoto, visando a adequada coleta e destinação dos resíduos gerados. Quando possível, adotar procedimentos de reciclagem desses resíduos; Ação 8.5: Destinar todos os resíduos gerados na rede coletora de esgoto em local ambientalmente adequado e licenciado pelos órgãos ambientais; Ação 8.6: Anotar, quantificar e armazenar os custos em cada etapa do gerenciamento. Deixar em forma de custo global e custo unitário (valor global por metro cúbico). Com os dados sistematizados, facilitará a adoção de novas medidas para redução de custos. PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARAPAVA PMIGRS IGARAPAVA | 1 Projeto 9 — Gerenciamento adequado dos resíduos gerados no sistema de tratamento de água Ação 9.1: Acompanhar e analisar a quantidade de lodo gerado por metro cúbico de água tratada; Ação 9.2: Garantir que todo o lodo gerado seja coletado, transportado e disposto em local ambientalmente adequado e licenciado pelos órgãos ambientais; Ação 9.3: Anotar, quantificar e armazenar os custos em cada etapa do gerenciamento. Deixar em forma de custo global e custo unitário (valor global por metro cúbico). Com os dados sistematizados, facilitará a adoção de novas medidas para redução de custos. Projeto 10 — Universalização do serviço de limpeza de micro e macro drenagem Ação 10.1: Levantar e analisar o histórico de ações de limpeza de bocas de lobo e bueiros. Identificar as dificuldades para universalizar o atendimento de limpeza de 100% de bocas de lobo e bueiros; Ação 10.2: Definir uma nova metodologia para otimizar os recursos existentes, seja recursos humanos, equipamentos e/ou maquinários; Ação 10.3: Aumentar paulatinamente a abrangência do serviço prestado ao município até atingir a universalização da prestação do serviço; Ação 10.4: Anotar e sistematizar todos os dados sobre a frequência de limpeza, área abrangida, recursos humanos necessários e maquinários utilizados; Ação 10.5: Definir indicadores de acompanhamento para melhorias futuras. 4.4 PROJETOS E AÇÕES ESPECÍFICOS PARA OS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Projeto 11 — Qualificação do gerenciamento de resíduos das unidades públicas de saúde Ação 11.1: Levantar todas as unidades de saúde de Igarapava que ainda não possuem Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviço de Saúde; Ação 11.2: Garantir a elaboração dos PGRSS para cada unidade pública de saúde através de visitas e fiscalização periódica; Ação 11.3: Acompanhamento da implementação desses PGRSS. Criar um procedimento operacional que facilite esse monitoramento das unidades públicas de saúde. Esse procedimento poderá ser utilizado para o acompanhamento das unidades privadas de serviços de saúde; Ação 11.4: Adequar e revistar o contrato com a operadora do aterro para diminuir e erradicar as incertezas, sobretudo sobre a questão da cobrança dos RSS no aterro; 12 | PMIGRS IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava Ação 11.5: Continuar com o acompanhamento dos custos envolvidos com a coleta, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos de serviços de saúde. 4.5 PROJETOS E AÇÕES ESPECÍFICOS PARA OS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Projeto 12 — Qualificação do sistema municipal de gerenciamento dos resíduos da construção civil Ação 12.1: Implantar Ecopontos como forma principal de combate às disposições inadequadas desses resíduos por munícipes; Ação 12.2: Consolidar e acompanhar o uso do instrumento CTR no município; Ação 12.3: Incluir a necessidade dos Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil - PGRCC para a liberação da obra. Analisar no primeiro CTR da obra se foi elaborado o PGRCC; Ação 12.4: Ampliar o processamento e reciclagem dos RCC gerados no município, incentivando a destinação destes para as usinas em detrimento das áreas de melhorias; Ação 12.5: Anotar, armazenar e sistematizar os dados de geração de RCC no município através dos CTR e relatórios das áreas de melhorias, usinas de reciclagem e aterros de inertes; 4.6 PROJETOS E AÇÕES ESPECÍFICAS PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Projeto 13 — Educação ambiental aos servidores e profissionais ligados diretamente ao manejo de resíduos e limpeza urbana Ação 13.1: Identificar a mapear todos os servidores e profissionais diretamente ligados aos serviços de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana; Ação 13.2: Elaborar um plano de atividades anuais que englobem todos os servidores e profissionais mapeados anteriormente; Ação 13.3: Aplicar treinamentos e as atividades de sensibilização e orientação aos servidores profissionais responsáveis pela operação da coleta, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos domiciliares, incluindo as associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis; Ação 13.4: Aplicar treinamentos e as atividades de sensibilização e orientação aos servidores e profissionais responsáveis pela operação da prestação de serviço de limpeza urbana no município de Igarapava; Ação 13.5: Aplicar treinamentos e as atividades de sensibilização e orientação aos servidores e profissionais responsáveis pela operação da coleta, tratamento e disposição final dos resíduos gerados no sistema de coleta e tratamento de esgoto, tratamento de água e limpeza de micro e macro drenagens no município de Igarapava; PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARAPAVA PMIGRS IGARAPAVA | 13 Ação 13.6: Aplicar treinamentos e as atividades de sensibilização e orientação aos servidores e profissionais responsáveis pela operação da segregação, armazenamento, coleta, tratamento e disposição final dos resíduos gerados nas unidades públicas de Serviços de Saúde; Ação 13.7: Aplicar treinamentos e as atividades de sensibilização e orientação aos servidores e profissionais responsáveis pela operação da coleta, reciclagem e disposição final dos resíduos da construção civil no município; Ação 13.8: Avaliar a eficiência das atividades e elaborar relatórios sobre os desenvolvimentos das atividades. Projeto 14 — Educação ambiental à população em geral Ação 14.1: Elaborar um plano de atividades de sensibilização dos educadores sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico de Igarapava para muni-los de informações e diretrizes; Ação 14.2: Nessas atividades, sugerir uma agenda anual para o desenvolvimento de atividades com os alunos com o tema resíduos sólidos, sobretudo sobre os 3R*s — reduzir, reutilizar ereciclar; Ação 14.3: Aplicar atividades de sensibilização sobre a questão dos resíduos sólidos com os educadores. Analisar a viabilidade de visitas orientadas às unidades de manejo de resíduos sólidos, como as centrais de triagem, usinas de reciclagem e aterro sanitário; Ação 14.4: Promover ações periódicas sobre o tema resíduos sólidos, como fóruns, mutirões e oficinas, visando a reflexão, atualização e participação ativa da população de Igarapava para o atendimento das metas desse PMIGRS; Ação 14.5: Elaborar campanhas educativas permanentes sobre a necessidade de reduzir a geração de resíduos sólidos, a importância da adequada segregação, acondicionamento e disposição adequada dos resíduos sólidos; Ação 14.6: avaliar a eficiência das atividades e elaborar relatórios sobre os desenvolvimentos das atividades. 14 |PMSB IGARAPAVA "IGARAPAVA Prefeitura Municipal de Igarapava! 4.7 IDENTIFICAÇÃO DE FONTES DE FINANCIAMENTO 4.7.1 Cobrança direta dos usuários — Taxa ou Tarifa O principal meio para o financiamento dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos é uma política de cobrança (taxa e/ou tarifa) que remunera a Coleta, Destinação e Disposição Final de Resíduos Sólidos. A legislação infraconstitucional autoriza e incentiva a criação desse sistema: * Política Nacional de Saneamento Básico, instituída pela Lei 11.445/2007, que, em seu texto, regulamenta: “Art. 29. Os serviços públicos de saneamento básico terão a sustentabilidade econômico-financeira assegurada, sempre que possível, as mediante remuneração pela cobrança dos serviços: 1 - de abastecimento de água e esgotamento sanitário: preferencialmente na forma de tarifas e outros preços públicos, que poderão ser estabelecidos para cada um dos serviços ou para ambos conjuntamente; II - de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos: taxas ou tarifas e outros preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do serviço ou de suas atividades; III - de manejo de águas pluviais urbanas: na forma de tributos, inclusive taxas, em conformidade com o regime de prestação do serviço ou de suas atividades”. (Grifo nosso) A Lei n. 11.445/07, além de possibilitar a cobrança, fixou diretrizes para a implementação do sistema, tanto que em seu art. 35 está disposto o seguinte: “Art. 35. As taxas ou tarifas decorrentes da prestação de serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos devem levar em conta a adequada destinação dos resíduos coletados e poderão considerar: -— I-o nível de renda da população da área atendida; I-as características dos lotes urbanos e as áreas que podem ser neles edificadas; III - o peso ou o volume médio coletado por habitante ou por domicílio”. * Política Estadual de Resíduos Sólidos, linstituída pela Lei 12.300 de 2006, que, em seu texto, regulamenta: “Artigo 26 - A taxa de limpeza urbana é o instrumento que pode ser adotado pelos Municípios para atendimento do custo da implantação e operação dos serviços de limpeza urbana. $1º- Com vistas à sustentabilidade dos serviços de limpeza urbana, os Municípios poderão fixar os critérios de mensuração dos serviços, para efeitos de cobrança da taxa de limpeza urbana...” * Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei 12.305 de 2010, que, em seu texto, explica: PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARAPAVA PMIGRS IGARAPAVA | 15 “Art. 19. O plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos tem o seguinte conteúdo mínimo: XIII - sistema de cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, bem como a forma de cobrança desses serviços, observada a Lei nº 11.445, de 2007”. * A proposta do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, ainda define na área de qualificação da gestão dos resíduos sólidos, como diretriz número 1 a institucionalização apropriada de cobrança específica para os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos (sem vinculação ao IPTU). Ainda define como meta o seguinte percentual para os municípios na região Sudeste do Brasil: Quadro 2. Plano de metas para cobrança por serviços de RSU dos municípios da região sudeste Municípios com 2015 | 2019 | 2023 | 2027 cobrança por serviços de RSU, sem vinculação com o IPTU Fonte: Adaptado da Proposta do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (2012) Sudeste 15 48 65 75 85 95 Por todo o exposto, a criação de um sistema de taxação do serviço de Coleta, Destinação e Disposição final dos Resíduos Sólidos é plenamente constitucional, sendo sua criação autorizada e fomentada pela legislação em vigor. Esse sistema de taxação, pode e deve prever também a diferenciação dos pequenos dos grandes geradores, com uma linha de corte para que os grandes geradores sejam taxados ou tarifados de uma maneira diferenciada dos demais geradores de resíduos. Além disso, poderão ser adotados subsídios tarifários e não tarifários para os usuários e/ou localidades que não tenham capacidade de cobrir o custo integral dos serviços. Deverão ser analisadas as características dos lotes urbanos e nível de renda da população, além das características dos serviços prestados na área atendida. 4.7.2 Financiamento com recursos federais Os recursos federais destinados ao financiamento do setor de saneamento básico aos municípios são repassados por programas e linhas de financiamento de agentes financeiros públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A seguir, foram listados os programas em destaque: Prefeitura Municipal de Igarapava 54 [GAZA VAVEAVAVOL AO TV dIDINDIADVAO, Add VAVAVAVOI ASINd | 8I ousadia op ousojoI 9 eprred BIJUOD UIOO [BIOILd Ojuowejoueur sredrorunur SowougIne sogdio 9 Ojuauiraues op siedrojunur a sreNpejso seLIpuOISsaduod TeJopay 0jnstp op o sienpeyso soutosos “sredrorunus SermisjeIg sonpIsoI sop [eury ogórunsop E o WoSeorool E urge 2 “oprogsuei or “agrodsuea 9 ejajoo E “ojuauieuo orpuose OB SEAIJBJSI Sogõe op ogdejusua|durr E os-eunsad - "sopros sonprsas 9 euequn wogeuaxp “oryues ojuowejogso “ende 9p ojuourosjsege op sopepryepou seu sojusunpussiduio exed sojoford o ovódosuoo sp sopryso sp ogóviogera - -sourqun soprjos sonpisos op epenbope [eury opórsodsip o ojusurejen “ejajoo op SOÍIAISS SOP BINJIAgOS EP OjuStunt eIRd sexgo op ojusureroueur, - OJUSUIBIUES-OId PISO[OUDA | 9 BIDUPIO ep OLIMSTUIN 2 sodeo jjerspo [euopoeu OLIOJLIIS] OPO] US BOIIIUSTO Tejusiquie ojusuroues op eoIp eu Jesinbsod op ojusurAjoAuasop o Ierode 9 JAOUIOL] BOILIQUOS EXILO /OANO /dANIH 8 BoTISpeoe opeprunuio)) avsSoud epraud BANPIOTUI /SIeIeIso sesoIdwg /LVH | [Buororu orgyo) opoy ur ODISPQ OJUStBOUES SOJo Sua “[eroS to LIMNNsSe gu [SLDA /9BIUN) BP [esoS Ojusurõio COVAS OVd Texopa,] OJNSI 9 SOrdioruniA, “sopeisg sop sepnredeguos | jeuororu onojuIs) o opoy wa epuos exreg op ogórndod 10d “Soxejusue|Ieg Sepusug — sepezi[eoo] seuequm seary sepeIrqLi Seoxp ui opeprqnjesur op s oostr ap ogónpoy (NDO) ogrun ep [exos ojusuráio VHANT-O Jd stedroruniN SOWOUQINY SORÍIO O SLD4 / Oumsgiduio : 7 SIRjUSIQUIE O SELIENULS SogóIpuoo o d ojusureaues op siediotuni d p OuIojoI 9 epyiedeguoos ap eIougIsIxeur nojo apeponeoo1d wood epual exreq op 8 SIeNpeIs SELIgUOISSodUOS) : UIOD [BIDIRA Ojuowrroueury Ê : : ogópndod 10d soueqmn soperawo|Se wo ojusuroues op sogóy : ' SIENPRIST SOUISAOL) “srediotuniA sermisposg SOS PPpepjeut] UVINVSOId 6T| VAVAVAVOI SADIA VAVAVAVOL TA TV IO INDIA VAN (PI0T) omea ogs 9p opeIss op vISIsug 9 ojusmuroues op eLIRjaIdos :ajuoy “Texopoy ojunsid "OBIUN BP OjuotrÓIO / o steNpejSo SOUIOAO "BZOIgOd op Sogsjoq sou ojusuiroues op sopriBajur sojoforq episedenguoo woo oprpiod opuny sm aa semyajara OJUSWIBOUBS UIO [LIDOS ORÍV op puRISOI] ssva opipiod opuny o epryxedenuoo srenpejso SOUIoAOS sOpITOS SonpIsor op [eury U1Oo “[eIIRd Ojuowreioueur 9 sTRdroTUNIN SLIM IojoId ogótsodstp 9 pJoj09 op eUIasIS Op ogjsag e orode op eureidoid ISADONd “eLIRpUNUIOO opgóprdror ed o [ejuoIquie ogóronpo op soxeguowo|duroo ) marina Ei À q BABA 2126] Op jedio!uniy eungos - , VAvdVAVO Id VAVAVAVOL AC TV dIDINDIA VADLIÃRA A VAVAVAVOI ASIA | 07 "omed ogS 9p OpeIsg ou ogómjod ep ajomuoo o OBÍUDADIA IBAHUSOUI O IPTOdE “IRIOUBULT "Sepeanid sesoiduio 8 SODH qnd SOSIAIOS Op SOLIGUOISS99UO/) “sredrorununisgur SOIIJQSUOO “BJSTIPUI NO BJoNp OóBISIuIpe ep sopepiuo no sogdio -aj9 “sojuodoss op ogôrjuejdur “fiAro ogônIsuoo ep 9 souegin SOPILOS SONpISoI Op UISTeIN Op ONUD9 “eIIojso op sojex “SOYJeS op soxopeimyim “sertopedolreo spd 9 SeIopeaBoso 01al “BANOJoS tj9j0o pIed soguyuruiro “OxI] op SoJopeyoedioo 9 Sarojojoo soguururo op ogórsinbe exed sostnooz SOprIOJe LUBIOJ PÍ SONPISOI Op BAI BN dO "Had ou moxpenhuo as onb sexgo 9 sodraxos “sogofo1d ap “oprpiod opuny é NO SIDAPSJOQUISOI “SOJUSLUIRIOUBUIZ 2 9s-Weunsop OHCIHAH OP sosinoai so “SONO SÚUM - “soprmyysuoo ojusuepnõos sEedroTununajur SOJIQSUOS - “sooLIPIE sosmoosr op ojdyynur ojuatueyroso Ide op o aquotquir orou “ojuowiroues op sodureo sou SO QNd SOSIAIOS OP SELIGUOISSOIUO/ - “sordioruntu sop 9 opeisg Op BJaNpUr No vjonp ogóensrurupe ep “oorqud ojtoxnp op seorpuní seossod - go “sopIOS SOnpIsoI op opeidojur ojusteioussog o ogIsog op souejd op ogóriogejo “sopI[os sonpIsar op woSejo1001 9 usBeimy op SOuuso op ogônmsuoo “SOLIPIIURS SOLID ap ogômjue|dur 2 sojoford ered sosinoal SOpBoofe UILIOJ EÍ “SONPISoI op BaIp EN OJCIHAM seueigoId sono 10d sosInIaI € 0SSO0L O BIRd ajuejzodurr edejo mynsuoo seu “sosmoas ezmqruodsip ogN SOSANDIM siedioTuNIA Sem Ispord SooTqnd sosimosI sor 0ssode ou opepuoLId opuzp “sojarioo Qusw[ejusiquir SOTdIoTunU SO JeOIJIISO Op WI]e [nZzyopisA 0/090]01d or ogsope uroo “[ejusiquie voniod eu sordrorunul sop ogóedionIed e repnumsa TNZVACÇIAA OL DINNIN OLIFEMpOUO Ppepiuuva utado rd OIASPG OJN9 DONOS OP DIA DU SDAGO Op OjuombpoDuaf O DADA sojuospxo SIpnpoisig sPuDASOL “p 0ApoNO SIENpPEJSO SOSINII ULOD OJUSUIEDUBUL "Lp Prefeitura Municipal de Igarapava» 4.7.4 Parceria Pública Privada (PPP”s) São três as possibilidades da Administração Pública para contratação de serviço ou obra, quais sejam, a realizada nos estritos moldes da Lei 8.666/93, a concessão comum da Lei 8.987/95 e a Parceria Público-Privada (PPP), instituída pela Lei 11.079/04. A PPP é sugerida em último caso, quando o município reconhece incapacidade de investimento, incapacidade operacional do corpo técnico e ausência de desenvolvimento institucional. A formação de uma parceria somente ocorrerá caso a fundamentação para sua implementação esteja claramente fixada por estudos técnicos específicos, que deverão demonstrar com bastante nitidez as razões que levaram a administração pública a optar por tal modelo de empreendimento, ao invés de optar pela tradicional forma de contratação. A PPP é definida pela lei federal 11.079/2004 que institui normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada no âmbito da administração pública. A referida lei estabelece regras que disciplinarão a convivência entre a entidade pública e a privada em torno de um empreendimento que, substancialmente, proporcionará a prestação de serviços à coletividade, para tanto realizando-se uma licitação para identificar propostas e os protagonistas, que passarão a ser então considerados como parceiros, e que subsegiientemente, serão os signatários de contratos que disciplinam os direitos e obrigações que os envolvam. Cabe ressaltar ainda, que é vedada a celebração de contrato de parceria público-privada cujo valor do contrato seja inferior a R$20.000.000,00; cujo período de prestação do serviço seja entre 5 e 35 anos; ou que tenha como objeto único o fornecimento de mão de obra, o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. Neste sentido a Lei das PPP foi, portanto, “editada para tratar dos contratos de concessão em que existem desafios especiais de ordem financeira: organizar a assunção de compromissos de longo prazo pelo Poder Público e garantir seu efetivo pagamento ao particular” (SUNDFELD, 2005, p. 29). Uma das principais vantagens percebidas é a viabilidade de contratação de serviços públicos que não são economicamente viáveis unicamente pelo pagamento de tarifas, com a criação de expressas garantias ao concessionário quanto à contraprestação adicional do Estado o que é vedado pela concessão comum. Assim, permite-se a implantação imediata de um serviço público, sem que o estado necessite de todo o capital necessário para sua estruturação e, ainda, mantendo-se a atratividade do negócio para o setor privado. Existe um caso muito interessante de uma PPP firmada na cidade de São Carlos — SP em 2010. A PPP foi considerada modelo e recebeu elogios do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Um dos principais diferenciais dessa parceria é o pagamento fixo pelo volume de lixo coletado. A nova modalidade incentiva a empresa a implantar programas de coleta seletiva e reciclagem de lixo, reduzindo o volume encaminhado ao aterro sanitário do município. No modelo até então vigente, a empresa recebia por tonelada de lixo coletado e encaminhado ao aterro. Outro caso muito interessante, é a PPP assinada em São Bernardo do Campo — SP em 2012, o objetivo é aumentar a coleta seletiva e a reciclagem, recuperar a área degrada pelo antigo lixão do Alvarenga e implementar um sistema de destinação dos resíduos com recuperação PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARAPAVA IGARAPAVA |21 energética — ou seja, a incineração de resíduos úmidos com geração de energia. Além disso, ainda possuem metas como: * Reciclagem de 10% dos resíduos recicláveis até 2016; e Ter cerca de 200 PEVs e 30 Ecopontos em funcionamento em cinco anos; 4.7.5 Empreendimento de abrangência regional Outro olhar para a obtenção de recursos, recai sobre empreendimentos que podem ser utilizados em âmbitos regionais, sobretudo sobre empreendimentos recicladores de resíduos da construção civil e aterro sanitários. O primeiro tem seus custos de implantação num valor extremamente alto para Município de pequeno porte, que as tecnologias para reciclagem de material em baixo volume ainda são incipientes e de pouquíssima eficiência produtiva. Os custos para aquisição do equipamento de britagem, construção dos pátios de segregação, baias de resíduos e toda infra-estrutura necessária para o empreendimento, praticamente inviabilizam a implantação em Municípios que gerem menos de 80 toneladas por dia. Semelhante, é a questão de viabilidade de aterros sanitários, que tem elevados custos de implantação e operação para municípios de pequeno porte. Assim, como forma complementar de arrecadação de recursos, o município de Igarapava poderia disponibilizar tais unidades de manejo de resíduos para outros municípios do entorno, cobrando uma taxa para disposição final e/ou reciclagem, e assim, servindo como fonte de receita adicional. 4.8 PROGRAMAÇÃO DE INVESTIMENTOS Para este item, foram utilizados principalmente os dados levantados no diagnóstico e projeções de resíduos levantados no prognóstico. Complementarmente, foram levantados dados de mercado baseados em custo/habitante para o Estado de São Paulo, bem como dados de literatura e de contratos atualmente vigentes no município. Ainda cabe ressaltar, que os valores apresentados a seguir são estimativas do setor e não levaram em conta consideração potenciais ganhos de escala em operações integradas e consorciadas. Além disso, são propostas que caberá ao município atender ou não, sendo o plano municipal de saneamento básico um norteador para as tomadas de decisão do poder público municipal. Recomenda-se a confecção de orçamentos detalhados para cada ação proposta, demanda essa que extrapola as responsabilidades desse material. Para se aproximar ainda mais da realidade, foi feito um estudo do índice do IPCA dos últimos 10 anos para atualização monetária dos valores propostos. O índice médio alcançado foi de 5,43% ao ano. Considerou-se esse valor fixo para os próximos 20 anos. 22 ET VAVAVEV OLA TV SIND Y “eueqm ezodu op sonpisar sop ostoAtun o ojuenb “soxeIfroruIop SOPITOS SONPISSI SOP OSI9ATUM O Ojue) opuegojduo “eardered] wo opejuejdur 00000'01 JOS eIRd SODIUPBIO SONpISoI op WiSejoroor o ejojoo op openbope sieui Ojopour IuIad :Z'7 OgÍYy “Jeo0] [esmo e opuegradsor o vordojouos] apeprrqruodsip opumpour “esederegT 9P [290] Ojxajuos O OpuriapIsuoo “ordiorunu OU SONTURBIO SONPISSI 9p Ojustwejex op euros exno - 00'000'ST no wage]soduioo ap euIsn e eIed vAneuIae IOUjoU 9p 9 opeprqria op opnyso o Ie1ogerg :T'T ogóy E ERR E E a o E s Ip sodturda ipiso (a S9ARIe IeJUOLIE|ndos 9 SOSOUIN]OA SONPISOI SO ted OgISOB op euIo]sIs UM SHTOINd OU JOA01q :S:| OBÓV 00º00T'S “oIpporuop 10d no ajueyiqruy 10d opejajoo orpow stum[0a no osad “sopeyajoo sonpIsol SOp OBÍLUIJSap :OUIOO SIDAGLICA Op INIed e 'NSYA op ofoueu op oorqnd OÍTAISS OP OBÓLISAIÁ LP SJUSLIODSP EJIIC] NO/9 EXE) Op LÓUBITOS E eIRd Opniso op ogóBIOgLIa :p'| OgÓy 00º00T'L “jedrorunur Taj op ogóegnuwosd ep soaexe ep-gjustuojdur 9 SOUrqum sOpITOS sonpisol op ogjsaf e eIed eoLgodso exe) op OpÓBLIO £ SHTDINd OU ASI :g'| 0gÔV “jedrorunu 19] 2p ogóegnuosd woo rejusure|ndos o soueqm SOpITOS SonpIsal ap Jopeios opurid o ouanbod anus ogóerouaryrp e SHIDINA OU Jog :T'| OgÍy “o] eUSow ep 61 OBnIe Ojod oprurgop owruyu PSJuoo O uIOO 9 OTOT/SOE TI 4 [eIpo,] 197 e SuLoguoo “SYIDIN OP ogóejuamwa|du :["] ogóy ER EE E T ua 4 E VAvdvavOI VFAVAVAVODTO TYATDINNA VEN LIA VAVAVAVOI ESINd | pt “ordioyuntu OU So10je Sojsop OW[eQLI) O JeZIJENIIOS ojusuieune|ned 'SIPULIOFUI SOJOpejBo 9 SOJOpESsoALIje PS'6SS ThE 9L'ET9 EE 67'pTc'6l oLOo “SIBIOIJO SOpep sou ordiorunui Op wBej9I00I op vox ep Soloje SIRULp SO IeISauj :9'g ogdy “SBANeIAdOOO SBAOU 9P OBÍBLIO E IRJUSLIOS [os ISSOd 98 *a BANRIAdOOD JOd SOpe1adooo 9 SOpri90SSE Op OJStUNU O IeIjdLIS O vANRISdOOD/0gÍrIDOSSE EP OBISOS BU SLOISPQ OT TH6 L8P +6'cc0'8h L 9S COP LT serouguro JLIdAs 2 OpOU Sp “Soxopejro op sogdeziuesIo se ooIqnd 1opod op [euoronynsur ordy :ç'g opóy “sopeiadooo sop eyrdeo 19d WoBeim op Sorpur O opurjusume a ojtofos souow oputios “auawajuanbasuoo 2 “usgeum op sedejo seu e aa LT'9LO'SO9 z | E ST I9O TLTT 9PISTSIT SSTI6'S9 SeJSOP BIQU9IOIO JOYJOUI E OpUBANOÍgO SaJOptjeo 9p SEApRIadOOO 9 SaQÍBIDOSSE op SogdLImnnsa :p'g Ogôy GT L6T 69S'6T T6'9SS'016T | 68T6TP99T OUBQM OLIQJLO] OP 900 | ELA OIdiorUNU OU BANO(OS EjOjO9 BP BIOUPSUPIGE E ISJueIN :g'g OBÔY “soxIeq sono uiS seAneIadoOo sejad epeziptos elos eAnojos tjojoo e onb nojo soreq SOpeujuLiojop us sojuodosg pE'spe'9sL S9SITTII OS9LS'9L Jod seuade vAna|as rjaj0o op OgdezI|eas é OUIOO *BANOJaS Bj9j0o E IR sI2I0] SOQÔnIOs op OBÍOpy :z'g Opdy “opiogsur1 o ajodsuri) WfLuozeuie op Seaxg op OgdL|ejsuI É OLIOO LINQ “ordiotuntu OU BANO|oS Bj9joo op VLo]sIS OU SeAIjeIadoOd 9 SaQdrIdOssE SEP Iopod op vAnepeis ogôridure e ogõdo ow opurisprsuoo - , 00º000'TI Feaedeie3] op OLdiojunt OU Qjuatoro SIguI OJopou O IeujuLIojop exed ootyroadso opnyso ap ogóBIogera :T'g ogôy TS 6968 SSTI6'S9 LE“S9T'PTO'8PT I6SLLILS'PI LIO9P' TEE'S “ogóeido ap Sgui epeo e sopeôurope soprypnsar o sopep so IezIeuosIS :S'z Ogóy *sopeuroye urelos ogu sonpIsos ste) onb ojuejuoo “ordioruntu omno no gpearid esorduio eum g sOdIugõIO SONpISoL SO IetAuo 10d Iejdo os-apod “sedejo se sepoy Jezijeurajur openbope elos ogu osto “sootugdIo sonpisor op [edioruntu ojusurejeay 9 BJOJOD OP BUIS]SIS O IEJUSWIS|ÁLI! 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