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materia nº 22/2024

Tipo Projeto de Lei Complementar
Número / Ano 22 / 2024
Date 2024-09-17
EmentaInstitui o Plano Municipal de Saneamento Básico de Laranjal Paulista e dá outras providências.
native_id2517

Autoria

Tramitação (latest 12)

DateStatusTurnoTexto
2024-11-18 Proposição Sancionada e Promulgada — —
2024-10-30 Encaminhado para sanção e promulgação — —
2024-10-25 Proposição inclusa na Ordem do Dia — —
2024-10-25 Aguardando a inclusão na ordem do dia — —
2024-10-09 Encaminhado para a Comissão emitir parecer — —
2024-10-09 Parecer favorável da comissão — —
2024-10-09 Parecer favorável da comissão — —
2024-10-02 Parecer favorável da comissão — —
2024-09-17 Parecer jurídico encaminhado à Comissão — —
2024-09-17 Encaminhado para a Comissão emitir parecer — —
2024-09-17 Aguardando despacho da presidência — —
2024-09-17 Protocolado e encaminhado à Secretaria Legislativa — —

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2024-10-29T20:44:08.064610-03:00 Aprovado em Única Votação 11 0 0

Documents (1)

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status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 607

PREFEITURA DE LARANJAL PAULISTA
Praça Armando de Salles Oliveira, n.º200, Centro
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR
Institui o Plano Municipal de 
Saneamento Básico de Laranjal Paulista e 
dá outras providências.
A Câmara Municipal de Laranjal Paulista, Estado de São Paulo, aprova:
Art. 1º Em atendimento às disposições da Lei Federal nº 11.445, de 05 de janeiro 
de 2007, que estabelece as diretrizes nacionais de saneamento básico e suas 
atribuições; o Decreto Federal nº 7.217, de 21 de junho de 2010, que regulamenta 
a Lei Federal nº 11.445; fica aprovado, nos termos desta Lei, o Plano Municipal de 
Saneamento Básico - PMSB, nos termos do Anexo único, parte integrante desta Lei
Complementar.
Art. 2º O Plano Municipal de Saneamento Básico, como instrumento da Política 
Municipal de Saneamento Básico, tem como diretrizes respeitadas as competências 
da União e do Estado, melhorar a qualidade da sanidade pública, manter o meio 
ambiente equilibrado em busca do desenvolvimento sustentável, além de fornecer 
diretrizes ao poder público e à coletividade para a defesa, conservação e recuperação 
da qualidade e salubridade ambiental, cabendo a todos o direito de exigir a adoção 
de medidas neste sentido.
Art. 3º Para o estabelecimento do Plano Municipal de Saneamento Básico do 
Município de Laranjal Paulista serão observados os seguintes princípios 
fundamentais:
– a universalização, a integralidade e a disponibilidade;
II – a preservação da saúde pública e a proteção do meio ambiente;
III – a adequação de métodos, técnicas e processos que considerem as 
peculiaridades locais e regionais;
IV – a articulação com outras políticas públicas;
– a eficiência e sustentabilidade econômica, técnica, social e ambiental;
VI – a utilização de tecnologias apropriadas;
VII – a transparência das ações;
VIII – controle social;
IX – a segurança, qualidade e regularidade;
– a integração com a gestão eficiente dos recursos hídricos.
Art. 4º O Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Laranjal Paulista
tem por objetivo geral o estabelecimento de ações para a Universalização do 
Saneamento Básico, através da ampliação progressiva do acesso de todos os 
domicílios ocupados no município.
Parágrafo único. Para o alcance do objetivo geral, são objetivos específicos do 
presente Plano:
PREFEITURA DE LARANJAL PAULISTA
Praça Armando de Salles Oliveira, n.º200, Centro
- Garantir as condições de qualidade dos serviços existentes buscando sua 
melhoria e ampliação às localidades não atendidas;
II - Implementar os serviços para regulação, fiscalização, monitoramento e gestão 
dos serviços;
III Estimular a conscientização ambiental da população e
- Atingir condições de sustentabilidade técnica, econômica, social e ambiental 
aos serviços de saneamento básico.
Art. 5º Para efeitos desta Lei, consideram-se saneamento básico as estruturas e 
serviços dos seguintes sistemas:
- Abastecimento de Água Potável;
II - Esgotamento Sanitário;
III - Gestão de Resíduos Sólidos;
IV - Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas.
Art. 6º A gestão dos serviços previstas no Plano Municipal de Saneamento Básico 
deverá ser monitorado por um Grupo de Acompanhamento Permanente, garantindo 
a continuidade e qualidade de desempenho.
Art. 7º Os prestadores de serviços públicos de saneamento básico, conforme o Plano 
Municipal de Saneamento Básico, deverá elaborar relatórios periódicos contendo as 
ações desenvolvidas e os indicadores de desempenho, para avaliação sistemática da 
eficiência e eficácia desses serviços.
Art. 8º Os relatórios deverão ser apresentados no primeiro trimestre de cada ano, 
com o objetivo de anteceder a discussão e aprovação da Lei Orçamentária Anual do 
Município de Laranjal Paulista.
Art. 9º A Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, fica 
responsável pelo acompanhamento das ações previstas no PMSB até a instituição 
do Grupo previsto no artigo 6º.
Art. 1 O Poder Executivo Municipal deverá encaminhar a proposta de revisão do 
Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara dos Vereadores, devendo constar 
as alterações, caso necessário, a atualização e a consolidação do plano 
anteriormente vigente.
Art. 1 A proposta de revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico deverá ser 
elaborada em articulação com os prestadores de serviços correlatos e estar em 
compatibilidade com as diretrizes, metas e objetivos:
- das Políticas Municipais e Estaduais de Saneamento Básico, de Saúde Pública e 
de Meio Ambiente;
II - dos Planos Municipais e Estaduais de Saneamento Básico e de Recursos 
Hídricos.
PREFEITURA DE LARANJAL PAULISTA
Praça Armando de Salles Oliveira, n.º200, Centro
Parágrafo único. A revisão do PMSB deverá seguir as diretrizes dos planos das 
bacias hidrográficas em que o Município de Laranjal Paulista estiver inserido, se 
houver.
Art. 1 Esta Lei Complementar entra em vigor na data de publicação.
Prefeitura Municipal de Laranjal Paulista, 12 de setembro de 2024.
ALCIDES de MOURA CAMPOS JUNIOR
Prefeito Municipal
PREFEITURA DE LARANJAL PAULISTA
Praça Armando de Salles Oliveira, n.º200, Centro
J U S T I F I C A T I V A
Senhor Presidente,
Nobres Vereadores(as),
Tenho a honra de submeter à deliberação e apreciação dessa Egrégia Casa de 
Leis, o incluso Projeto de Lei que “Institui o Plano Municipal de Saneamento Básico de
Laranjal Paulista e dá outras providências”.
Em síntese, esclarece que o projeto de lei foi elaborado em conformidade com as 
disposições da Lei Federal nº 11.445, de 05 de janeiro de 2007, que “Estabelece as 
diretrizes nacionais para o saneamento básico; cria o Comitê Interministerial de 
Saneamento Básico”, e no Decreto Federal nº 7.217/10 que a regulamentou.
Importante ainda esclarecer que o Plano Municipal de Saneamento Básico de
Laranjal Paulista foi elaborado pelo CERISO – Consórcio de Estudos, Recuperação e 
Desenvolvimento da Bacia dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, com financiamento do 
Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO, e contou, durante todo o seu 
processo de elaboração, com participação da população mediante a realização de 
consultas públicas, reuniões e audiências públicas designadas especialmente para esse 
fim e acompanhadas pelos técnicos da CERISO, a fim de assegurar que as ações aqui 
detalhadas preservarão o interesse público, e beneficiarão a curto, médio e longo prazo 
toda a coletividade com a implementação de programas, projetos e ações que visam a 
universalização do acesso aos serviços de saneamento básico a toda população do 
Município de Laranjal Paulista.
Convém informar que com a aprovação do PMSP o município vai estar apto a 
receber recursos da União e de outros órgãos da administração pública federal 
destinados a implantação de melhorias nos serviços de saneamento básico ofertado para 
a população.
Certo de que a presente propositura será analisada e aprovada por essa Ilustre 
Casa de Leis ante a importância do assunto para o nosso município, renovamos protesto 
de estima e consideração.
Por fim, segue link drive contendo todo o banco de dados produzidos no âmbito 
do desenvolvimento do estudo:
https://drive.google.com/drive/folders/1pL3jxTM6VAueA02DznTn5ZJ9B81udolX?us
p=sharing
Prefeitura do Município de Laranjal Paulista, 12 de setembro de 2024.
Atenciosamente,
ALCIDES de MOURA CAMPOS JUNIOR
Prefeito Municipal

1 
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE 
SANEAMENTO BÁSICO PARA O MUNICÍPIO DE 
LARANJAL PAULISTA 
PRODUTO 8 – RELATÓRIO FINAL 
TOMO I: DIAGNÓSTICO TÉCNICO￾PARTICIPATIVO
2 
00 01/03/2024 Minuta de Entrega ECM MGPB/RVAD RVAD RDA/SM 
Revisão Data Descrição Breve Por Verif. Aprov. Autoriz. 
Elaboração da revisão dos planos de saneamento básico de 29 municípios da 
UGRHI 10
PRODUTO 8 – RELATÓRIO FINAL (RF) 
TOMO I: DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO 
Elaborado por: 
Equipe técnica Consórcio CM (ECM)
Supervisionado por: 
Raissa Vitareli Assunção Dias e Marina Guimarães Paes de Barros 
Aprovado por: 
Raissa Vitareli Assunção Dias 
Autorizado por: 
Rafael Decina Arantes e Sérgio Myssior 
Revisão Finalidade Data 
00 1 01/03/2024 
Legenda Finalidade: [1] Para Informação [2] Para Comentário [3] Para Aprovação 
Avenida do Contorno, 6.594 3 17º andar. 
Savassi. 
Belo Horizonte-MG. CEP 30110-044 
Tel (31) 3546-1950 
 
3 
Elaboração e Execução 
Consórcio Planos 27 Planos UGRHI10-CM 
Responsável Técnico pelo Consórcio 
Alceu Guérios Bittencourt 
Direção Técnica de Projeto 
Carlos Eduardo Gallego 
Coordenação Geral 
Rafael Decina Arantes 
Sérgio Myssior 
Coordenação Técnico Executiva 
Raissa Vitareli Assunção Dias 
Marina Guimarães Paes de Barros 
Equipe Técnica 
Alessandra Gava 
Ana Flávia Pinheiro Fioratto 
Antônio Eduardo Giansante 
Aline Oliveira Lima 
Bernardo Tadeu Assunção e Souza 
Christian Taschelmayer 
Cristane Riccitella 
Ellen Almeida da Cruz 
Eliete Tedeschi 
Emille Andrade 
Fernanda Fagundes Paes 
Isabela Piccolo Maciel 
João Paulo Porto Melasipo 
José Maria Almeida Martins Dias 
4 
Julianne Cosse de Azevedo 
Leandro Staut 
Luciana Crivelare Castro 
Luis Fernando de Morais Silva 
Márcia Ikezaki 
Monique Saliba 
Murilo Nogueira 
Nara Maria de Oliveira Dornela 
Raquel Corradi Sandero Viana 
Raquel de Oliveira de Carvalho 
Rodrigo de Arruda Camargo 
Rodrigo Pinheiro Pacheco 
Sabrina Kelly Araújo Pissinatti 
Suzana Jardim Jorge Neto 
Suzana Lodi 
Talita Domingues Vespa 
Thiago Igor Ferreira Metzker 
Willian Cantos Corrêa 
 
5 
APRESENTAÇÃO 
O CERISO representa um conjunto de municípios com interesse comum em 
promover, melhorar e controlar condições de saneamento e uso das águas da 
bacia hidrográfica do rio Sorocaba e Médio Tietê e respetivas sub-bacias. Posto 
isto, o CERISO investe, através do presente contrato, na revisão de Planos 
Municipais de Saneamento Básico (PMSB) de 29 municípios da Unidade de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) 10, visando: (i) a adequada 
prestação dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário,
limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e manejo das 
águas pluviais; (ii) universalização destes em todo o território municipal, incluindo 
as áreas urbanas e rurais; (iii) a melhoria da qualidade ambiental de toda região. 
O Consórcio Planos 29 UGRHI- 10 CM (Consórcio CM), composto pelas 
empresas Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape) e 
Myr Projetos Estratégicos e Consultoria (Myr) venceu o processo licitatório 
realizado (Tomada de Preço nº 02/2020 Processo nº 03/2020), firmado o 
Contrato nº 03/2020, para a revisão dos PMSB dos municípios paulistas de 
Alambari, Anhembi, Bofete, Boituva, Capela do Alto, Cerquilho, Cesário Lange, 
Conchas, Ibiúna, Iperó, Itu, Jumirim, Laranjal Paulista, Mairinque, Pereiras, 
Piedade, Porangaba, Quadra, Salto de Pirapora, São Roque, Sarapuí, Sorocaba, 
Tatuí, Tietê, Torre de Pedra, Vargem Grande Paulista e Votorantim. Os 
municípios de Araçoiaba da Serra e Botucatu foram incluídos posteriormente no 
escopo deste contrato, por meio de Termo Aditivo. 
Especificamente no caso do presente serviço contratado, teve como intuito 
ajustar os mecanismos, articulados e integrados, de gestão pública da 
infraestrutura dos municípios da Bacia do Sorocaba e Médio Tietê <CBH-SMT=, 
em consonância com os conteúdos mínimos definidos na Lei Federal nº 
14.026/2020, Lei Federal nº 11.445/2007; Lei Federal nº 12.305/10; Resolução 
Recomendada nº 75 do Conselho das Cidades, Lei Estadual nº 12.037/2003, e 
demais legislações e planos nacionais, estaduais e municipais. Nesse sentido, a 
revisão dos PMSB pelo Consórcio CM foi desenvolvida conforme as 
especificações e os produtos indicados no Termo de Referência (Anexo II Edital 
de Tomada de Preços nº 02/2020), a saber: 
6 
• Etapa I 3 Planejamento do processo de revisão dos PMSB (RP1) 
o Plano de Trabalho 3 Produto 1 
o Plano de Mobilização e Participação Social - Produto 2 
• Etapa II 3 Diagnóstico Técnico-Participativo 3 Produto 3 (RP2) 
• Etapa III 3 Prognóstico (RP3) e (RP4) 
o Prognóstico I: Alternativas institucionais da Gestão dos Serviços, 
Projeção das Demandas dos Serviços de Saneamento Básico 3
Produto 4 (RP3) 
o Prognóstico II: Programas, Projetos e Ações 3 Produto 5 (RP3) 
o Prognóstico III: Sistema de Informações de Saneamento Básico 3
Produto 6 (RP4) 
• Etapa IV 3 Versão Preliminar da Revisão dos PMSB e Consultas Públicas 
3 Produto 7 (RP4) 
• Etapa V – Aprovação da Revisão dos Planos Municipais de 
Saneamento Básico – Produto 8 (RFP6) 
O Produto 8 3 Relatório Final é composto por 3 (três) Tomos, e visa apresentar 
a estruturação geral e compilação do PMSB no que se refere à situação atual do 
saneamento básico no município e ao prognóstico acerca do planejamento dos 
serviços. Dessa forma, o presente Produto apresenta a consolidação dos 
Produtos 1, 2 e 3, considerando as contribuições advindas das Consultas e 
Audiências Públicas. 
No presente documento Tomo I: Diagnóstico Técnico-Participativo é 
apresentada a consolidação dos levantamentos e estudos realizados para o 
município de Laranjal Paulista, contendo a caracterização e avaliação dos 
quatro eixos do saneamento básico 3 abastecimento de água, esgotamento 
sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e drenagem e manejo 
de águas pluviais 3 assim como outras informações relevantes para a construção 
e melhor entendimento do quadro do saneamento no município. Destaca-se que, 
em razão da pandemia da Covid-19, a revisão do PMSB se delongou por um 
período maior do que o esperado, o que resultou na realização do diagnóstico 
com uma base de dados de vários anos (2019 a 2023), sendo que, ao longo da 
execução de todo o contrato, sempre que informações relevantes foram 
atualizadas, estas foram inseridas e consideradas no planejamento proposto.
7 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 5
LISTA DE FIGURAS ........................................................................................ 12
LISTA DE TABELAS ........................................................................................ 18
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ........................................................... 23
DADOS GERAIS DA CONTRATAÇÃO ............................................................ 27
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................... 28
2. OBJETIVOS DO DIAGNÓSTICO .............................................................. 30
3. CARACTERIZAÇÃO GERAL DO MUNICÍPIO .......................................... 31
3.1. Aspectos Gerais e Inserção Regional ................................................. 31
3.2. Aspectos Históricos e Culturais ........................................................... 36
3.3. População ........................................................................................... 38
3.4. Aspectos Socioeconômicos ................................................................ 42
3.4.1. Renda e Emprego ......................................................................... 42
3.4.2. Indicadores Sociais ....................................................................... 44
3.4.3. Dinâmica Social ............................................................................ 54
3.4.4. Segurança .................................................................................... 55
3.4.5. Habitação ..................................................................................... 57
3.4.6. Educação ...................................................................................... 59
3.4.7. Saúde ........................................................................................... 63
3.4.7.1. Aspectos relacionados ao saneamento básico ...................... 66
3.4.8. Economia ...................................................................................... 67
3.5. Características e Dinâmica Urbana e Rural ........................................ 71
3.5.1. Infraestrutura e Serviços Gerais ................................................... 71
3.5.1.1. Energia Elétrica ...................................................................... 71
3.5.1.2. Sistema de Comunicação ...................................................... 76
8 
3.5.1.3. Sistema Viário e de Transportes ............................................ 77
3.5.2. Planejamento Territorial ................................................................ 78
3.5.2.1. Parcelamento, uso e ocupação do Solo ................................. 78
3.5.2.2. Estudos e Planos Existentes .................................................. 81
3.5.2.3. Tendências de Expansão Territorial ....................................... 82
3.6. Aspectos Físicos e Ambientais ........................................................... 84
3.6.1. Climatologia .................................................................................. 84
3.6.2. Geologia e Geomorfologia ............................................................ 89
3.6.3. Pedologia ...................................................................................... 98
3.6.3.1. Classificação dos solos .......................................................... 98
3.6.4. Vegetação .................................................................................. 100
3.6.5. Fauna ......................................................................................... 103
3.6.6. Unidades de Conservação e Proteção ....................................... 103
3.6.7. Recursos Hídricos ...................................................................... 104
3.6.7.1. Hidrografia do Município ...................................................... 107
3.6.7.2. Disponibilidades Hídricas ..................................................... 108
3.6.7.3. Demandas pelo Uso da Água .............................................. 109
3.6.7.4. Qualidade das Águas ........................................................... 110
3.6.7.5. Potenciais Conflitos pelo Uso de Recursos Hídricos ........... 115
3.7. Caracterização Jurídico-institucional ................................................. 115
3.7.1. Arcabouço Jurídico-Legal sobre Saneamento, Recursos Hídricos e 
Temas correlatos ao PMSB ..................................................................... 116
3.7.1.1. Legislação Federal ............................................................... 116
3.7.1.2. Legislação Estadual ............................................................. 121
3.7.1.3. Legislação Municipal ............................................................ 124
3.7.2. Programas, planos e projetos existentes relacionados ao 
saneamento básico .................................................................................. 129
3.7.2.1. Âmbito Federal ..................................................................... 129
9 
3.7.2.2. Âmbito Estadual/Regional .................................................... 130
3.7.2.3. Âmbito Municipal .................................................................. 134
3.7.3. Aspectos institucionais e normativos do Saneamento Básico no 
Brasil 135
3.7.4. A Gestão de Recursos Hídricos na Região e os Impactos no 
Saneamento Básico do Município ........................................................... 138
3.7.4.1. Estrutura Regional (Comitês das Bacias e Agência de Bacias)
 138
3.7.5. Estrutura Político-Institucional do Município relacionada ao PMSB
 139
3.7.5.1. Organograma da Prefeitura Municipal ................................. 139
3.7.5.2. Situação da Prestação de Serviços de Saneamento Básico 143
4. DIAGNÓSTICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ................................. 144
4.1. Caracterização Geral do SAA sob responsabilidade da Companhia de 
Saneamento Básico do Estado de São Paulo ............................................ 145
4.1.1. Captação .................................................................................... 154
4.1.1.1. Captação Superficial Sede/Maristela no Rio Sorocaba ........ 156
4.1.1.2. Captação Subterrânea Distrito Laras ................................... 158
4.1.2. Bombeamento de água bruta ..................................................... 161
4.1.3. Tratamento ................................................................................. 162
4.1.3.1. ETA Sede Laranjal Paulista ................................................. 163
4.1.3.2. ETA LARAS ......................................................................... 168
4.1.4. Reservação ................................................................................ 170
4.1.5. Bombeamento de água tratada .................................................. 174
4.1.6. Rede de distribuição ................................................................... 178
4.1.7. Monitoramento da qualidade da água ........................................ 184
4.1.8. Plano de emergência e contingência .......................................... 190
4.2. Regulação, fiscalização e tarifação ................................................... 197
10 
4.2.1. Panorama geral da regulação no Brasil ...................................... 197
4.2.2. Regulação sob responsabilidade da Prefeitura .......................... 198
4.2.3. Política tarifária do município de Laranjal Paulista ..................... 200
4.3. Áreas dispersas ................................................................................ 201
5. DIAGNÓSTICO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO ................................. 204
5.1. Caracterização do SES sob responsabilidade da Companhia de 
Saneamento Básico do Estado de São Paulo ............................................ 205
5.1.1. Rede coletora de esgoto (RCE) .................................................. 208
5.1.2. Coletores tronco, Interceptores e emissários ............................. 210
5.1.3. Estações elevatórias de esgoto .................................................. 210
5.1.4. Tratamento ................................................................................. 215
5.1.4.1. ETE Sede ............................................................................. 215
5.1.4.1. ETE Laras ............................................................................ 219
5.1.5. Monitoramento da qualidade de efluentes .................................. 221
5.2. Regulação, fiscalização e tarifação ................................................... 225
5.3. Áreas dispersas ................................................................................ 226
6. DIAGNÓSTICO DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS 
SÓLIDOS ....................................................................................................... 232
6.1. Caracterização Geral do sistema sob responsabilidade de Prefeitura 
Municipal ..................................................................................................... 237
6.1.1. Resíduos Sólidos Domiciliares (RDO) ........................................ 238
6.1.1.1. Ações para mitigação das emissões dos gases de efeito estufa
 245
6.1.2. Resíduos Sólidos Recicláveis ..................................................... 246
6.1.3. Resíduos de Limpeza Urbana (RLU) .......................................... 252
6.1.4. Resíduos Sólidos de Estabelecimentos Comerciais e Prestadores 
de Serviço (RSC) ..................................................................................... 254
6.1.4.1. Resíduos de Logística Reversa ........................................... 255
11 
6.1.5. Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) ...................................... 256
6.1.6. Resíduos da Construção Civil (RCC) ......................................... 260
6.1.7. Outros resíduos .......................................................................... 263
6.1.7.1. Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento Básico .... 264
6.1.7.2. Resíduos Industriais (RI) ...................................................... 264
6.1.7.3. Resíduos Agrossilvopastoris ................................................ 265
6.1.7.4. Resíduos de Serviços de Transporte (RST)......................... 267
6.1.7.5. Resíduos de Mineração (RM) .............................................. 267
7. DIAGNÓSTICO DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DE ÁGUAS 
PLUVIAIS ....................................................................................................... 268
7.1. Caracterização Geral do sistema sob responsabilidade da Prefeitura 
Municipal ..................................................................................................... 269
7.1.1. Macrodrenagem .......................................................................... 272
7.1.2. Microdrenagem ........................................................................... 273
7.2. Suscetibilidade à erosão e inundação ............................................... 274
7.2.1. Áreas de Risco ........................................................................... 274
7.3. Áreas Dispersas ................................................................................ 281
8. CARACTERIZAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA DOS SERVIÇOS DE 
SANEAMENTO BÁSICO ................................................................................ 284
8.1. Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário ............................ 286
8.2. Resíduos Sólidos .............................................................................. 288
8.3. Drenagem Urbana ............................................................................. 288
9. PRIMEIRA OFICINA PÚBLICA DO PMSB DE LARANJAL PAULISTA ... 291
9.1. Divulgação do Evento ....................................................................... 291
9.2. Realização do Evento ....................................................................... 293
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 296
 
12 
LISTA DE FIGURAS
Figura 3-1 3 Mapa de localização de Laranjal paulista. ................................... 32
Figura 3-2 3 Área urbana de Laranjal Paulista. ................................................ 33
Figura 3-3 3 Mapa de distritos e localidades. ................................................... 34
Figura 3-4 3 Mapa de influência de Laranjal Paulista. ...................................... 35
Figura 3-5 3 Regiões Metropolitanas de São Paulo. ........................................ 36
Figura 3-6 3 Igreja Matriz de São João Batista. ............................................... 37
Figura 3-7 3 Pirâmide etária do município para o ano de 2000. ....................... 39
Figura 3-8 3 Pirâmide etária do município para o ano de 2010. ....................... 39
Figura 3-9 3 Série histórica da densidade demográfica entre 1980 e 2020 ..... 40
Figura 3-10 3 Série histórica (2000 a 2010) de distribuição populacional por 
localidade (urbana e rural) e por sexo. ............................................................. 41
Figura 3-11 3 Série temporal (2006 a 2018) do número de pessoas ocupadas no
município de Laranjal Paulista .......................................................................... 43
Figura 3-12 3 Série temporal (2006 a 2018) do número de pessoas assalariadas 
no município de Laranjal Paulista. .................................................................... 43
Figura 3-13 3 Evolução do IDH do município de Laranjal Paulista e do estado de 
São Paulo entre os anos de 1991 e 2010. ....................................................... 45
Figura 3-14 3 Gráfico do IPRS riqueza do município de Laranjal Paulista e do 
Estado de São Paulo. ....................................................................................... 50
Figura 3-15 3 Gráfico do IPRS longevidade do município de Laranjal Paulista e 
do Estado de São Paulo. .................................................................................. 50
Figura 3-16 3 Gráfico do IPRS escolaridade do município de Laranjal Paulista e 
do Estado de São Paulo. .................................................................................. 51
Figura 3-17 3 Classificação do IPVS no município de Laranjal Paulista. ......... 53
Figura 3-18 3 Distribuição da população, segundo grupos do IPVS, para o Estado 
de São Paulo e o município de Laranjal Paulista em 2010. ............................. 54
Figura 3-19 3 Série histórica da taxa de mortalidade por homicídios no Brasil e 
em Laranjal Paulista. ........................................................................................ 56
Figura 3-20 -Série histórica da taxa de mortalidade por agressão para o Brasil e
Laranjal Paulista. .............................................................................................. 56
Figura 3-21 3 Percentagem da população que vive em domicílios com densidade 
superior a 2 pessoas por dormitório. ................................................................ 58
13 
Figura 3-22 3 Índices IDEB dos anos iniciais do ensino fundamental .............. 63
Figura 3-23 3 Índices IDEB dos anos finais do ensino fundamental. ............... 63
Figura 3-24 3 Taxa de mortalidade bruta para o Brasil e Laranjal Paulista. ..... 64
Figura 3-25 3 Taxa de Mortalidade Infantil para o Brasil e Laranjal Paulista. .. 65
Figura 3-26 3 PIB em reais para Laranjal Paulista entre os anos de 2010 e 2018.
 ......................................................................................................................... 69
Figura 3-27 3 PIB per capita em reais para Laranjal Paulista entre os anos de 
2010 e 2018. .................................................................................................... 69
Figura 3-28 3 Divisão da participação de cada setor no PIB do município para o 
ano de 2018. .................................................................................................... 70
Figura 3-29 3 Participação de cada setor no VA do município. ........................ 71
Figura 3-30 3 Histórico do consumo total do município ao longo dos anos. .... 75
Figura 3-31 3 Evolução do uso e ocupação do solo no município de Laranjal 
Paulista. ........................................................................................................... 79
Figura 3-32 3 Mapeamento de uso e ocupação do solo do município de Laranjal 
Paulista em 2010. ............................................................................................. 80
Figura 3-33 3 Mapeamento de uso e ocupação do solo do município de Laranjal 
Paulista em 2019. ............................................................................................. 80
Figura 3-34 3 Laranjal Paulista no ano de 2010. .............................................. 83
Figura 3-35 3 Laranjal Paulista no ano de 2019. .............................................. 83
Figura 3-36 3 Localização da estação de Sorocaba. ....................................... 84
Figura 3-37 3 Taxa de insolação na estação do município de Sorocaba (W/m2)
 ......................................................................................................................... 85
Figura 3-38 3 Precipitação acumulada de Sorocaba ........................................ 86
Figura 3-39 3 Pressão atmosférica na estação de Sorocaba (hPa) ................. 87
Figura 3-40 3 Umidade relativa na estação de Sorocaba (%) .......................... 88
Figura 3-41 3 Temperatura máxima, média e mínima em graus na estação 
Sorocaba .......................................................................................................... 89
Figura 3-42 3 Mapa de geodiversidade do município. ...................................... 90
Figura 3-43 3 Mapa de potencial de ocorrência de cavidade. .......................... 95
Figura 3-44 3 Mapa de geomorfologia. ............................................................ 96
Figura 3-45 3 Mapa de declividade. ................................................................. 97
Figura 3-46 3 Mapa de hipsometria e topografia. ............................................. 98
Figura 3-47 3 Mapa pedológico do município................................................... 99
14 
Figura 3-48 3 Mapa de biomas do município. ................................................ 101
Figura 3-49 3 Mapa das UGRHI do Estado de São Paulo ............................. 105
Figura 3-50 3 Mapa das sub-bacias da UGRHI 10. ........................................ 107
Figura 3-51 3 Hidrografia de Laranjal Paulista. .............................................. 108
Figura 3-52 3 Enquadramento dos cursos d'água do município. ................... 112
Figura 3-53 3 Classificação das URGHIs quanto aos usos e atividades 
desenvolvidas. ................................................................................................ 113
Figura 3-54 3 Organograma ANA. .................................................................. 137
Figura 4-1 3 Organograma de Sociedade da SABESP .................................. 147
Figura 4-2 3 Organograma administrativo da SABESP .................................. 148
Figura 4-3 3 Área de atendimento e principais estruturas do Sistema de 
Abastecimento de Água de Laranjal Paulista/SP ........................................... 154
Figura 4-4 3 Captação da água bruta no Rio Sorocaba em Laranjal Paulista/SP
 ....................................................................................................................... 158
Figura 4-5 3 Captação da água bruta no poço P2 do distrito de Laras .......... 160
Figura 4-6 3 Obra de perfuração do poço P5 no distrito de Laras.................. 160
Figura 4-7 3 Esquema representativo do tratamento de água na ETA Sede de 
Laranjal Paulista/SP ....................................................................................... 164
Figura 4-8 3 Calha Parshal da ETA Laranjal Paulista .................................... 165
Figura 4-9 3 Floculadores da ETA Laranjal Paulista/SP ................................ 166
Figura 4-10 3 Decantadores da ETA Laranjal Paulista/SP ............................. 166
Figura 4-11 3 Filtros descendentes da ETA Laranjal Paulista ........................ 167
Figura 4-12 3 ETA Laras ................................................................................ 168
Figura 4-13 3 Esquema representativo do tratamento de água do distrito de Laras
 ....................................................................................................................... 168
Figura 4-14 3 Caixa de contato e dosadores de cloro e flúor na ETA Laras .. 169
Figura 4-15 3 Reservatórios de 50 m³ e 1000 m³ localizados na ETA Laranjal 
Paulista .......................................................................................................... 170
Figura 4-16 3 Reservatórios de 50 m³ e 150m³ localizados no distrito de Maristela
 ....................................................................................................................... 171
Figura 4-17 3 Reservatórios de 30 m³ localizados na ETA Laras .................. 173
Figura 4-18 3 Elevatória de água tratada EEAT-ETA Laras ........................... 175
Figura 4-19 3 Elevatória de água tratada EEAT-ETA Laras ........................... 177
15 
Figura 4-20 3 Comparativo entre os volumes produzido x consumido entre 2015 
e 2019 do SAA de Laranjal Paulista/SP ......................................................... 180
Figura 4-21 3 Comparativo entre os volumes operacionais entre 2015 e 2019 do 
SAA de Laranjal Paulista/SP .......................................................................... 181
Figura 4-22 3 Comparativo entre os índices de perda do SAA de Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 182
Figura 4-23 3 Paralisação de poços, indisponibilidade e paralisação de 
equipamentos(quebras)e falta de energia. ..................................................... 191
Figura 4-24 3 Contaminação por acidente, invasão, ação criminosa e desastre 
natural ............................................................................................................ 192
Figura 4-25 3 Estiagem e assoreamento de manancial ................................. 193
Figura 4-26 3 Rompimento de barragem, enchente ....................................... 194
Figura 4-27 3 Paralisação, falhas e/ou ausência de qualidade de produção de 
água ............................................................................................................... 195
Figura 4-28 3 Avaria, quebra e/ou rompimento de rede de distribuição e adutoras
 ....................................................................................................................... 196
Figura 5-1 3 Principais Estruturas do Sistema de Esgotamento Sanitário de 
Laranjal Paulista/SP. ...................................................................................... 208
Figura 5-2 3 Tratamento Preliminar EEE 2 Sede de Laranjal Paulista/SP. .... 211
Figura 5-3 3 EEE 3 Sede de Laranjal Paulista/SP. ........................................ 211
Figura 5-4 3 EEE FINAL ETE Laras. .............................................................. 214
Figura 5-5 3 Gradeamento, caixa de areia e calha parshall ETE Sede de Laranjal 
Paulista/SP. .................................................................................................... 216
Figura 5-6 3 Lagoas anaeróbias ETE Sede de Laranjal Paulista/SP. ............ 217
Figura 5-7 3 Lagoas facultativas ETE Sede de Laranjal Paulista/SP. ............ 217
Figura 5-8 3 Esquema do tratamento de esgoto de Laranjal Paulista/SP. ..... 218
Figura 5-9 3 Imagem ETE de Laranjal Paulista/SP. ....................................... 218
Figura 5-10 3 Gradeamento, caixa de areia e calha parshall ETE Laras ....... 219
Figura 5-11 3 Lagoas Facultativas ETE Laras de Laranjal Paulista/SP. ........ 220
Figura 5-12 3 Esquema do tratamento de esgoto no Distrito Laras em Laranjal 
Paulista/SP. .................................................................................................... 220
Figura 5-13 3 Imagem ETE Distrito Laras em Laranjal Paulista/SP. .............. 221
Figura 5-14 3 IQA na UGRHI 10 .................................................................... 223
Figura 5-15 3 IQA dos pontos da URGHI 10 .................................................. 224
16 
Figura 5-16 3 Fluxograma de soluções sanitárias .......................................... 228
Figura 5-17 3 Funcionamento de um tanque séptico. .................................... 230
Figura 6-1 3 Exemplo de formas de acondicionamento dos RDO em Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 239
Figura 6-2 3 Local de disposição inadequada de RDO no bairro Vila Zalla em 
Laranjal Paulista/SP ....................................................................................... 240
Figura 6-3 3 Caminhão compactador da empresa SANEPAV SANEAMENTO 
AMBIENTAL que realiza a coleta dos RDO no município de Laranjal Paulista/SP
 ....................................................................................................................... 241
Figura 6-4 3 Vista da futura área de Unidade de Triagem e Compostagem para 
resíduos de poda e capina em Laranjal Paulista/SP ...................................... 242
Figura 6-5 3 Vista do aterro sanitário da empresa PROPOSTA 3 Engenharia 
Ambiental para disposição final dos resíduos sólidos localizado em Cesário 
Lange/SP........................................................................................................ 243
Figura 6-6 3 Mapa da localização dos pontos de interesse de resíduos sólidos 
em Laranjal Paulista/SP ................................................................................. 244
Figura 6-7 3 Equipamentos de monitoramento das atividades do antigo lixão 
desativado em Laranjal Paulista/SP ............................................................... 245
Figura 6-8 3 Vista da Cooperativa de Catadores COREL em Laranjal Paulista/SP
 ....................................................................................................................... 247
Figura 6-9 3 Caminhão coletor utilizado para a coleta seletiva do município de 
Laranjal Paulista/SP ....................................................................................... 248
Figura 6-10 3 Resíduos recicláveis coletados após triagem realizada na 
cooperativa COREL em Laranjal Paulista/SP ................................................ 249
Figura 6-11 3 Resíduos recicláveis coletados após triagem realizada na 
cooperativa COREL em Laranjal Paulista/SP ................................................ 250
Figura 6-12 3 Ecoponto localizado na Rua Guilherme Marconi, centro da cidade 
de Laranjal Paulista/SP .................................................................................. 251
Figura 6-13 3 Exemplo de formas de acondicionamento dos RLU em Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 252
Figura 6-14 3 Ponto de entrega voluntária (PEV) de Laranjal Paulista/SP com 
resíduos eletrônicos ....................................................................................... 256
Figura 6-15 3 Exemplo de uma das unidades de saúde localizada na Rua 
Suaidan Abud no município de Laranjal Paulista/SP ..................................... 258
17 
Figura 6-16 3 Caçamba para acondicionamento dos RCC em Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 261
Figura 6-17 3 Vista de um dos ecopontos de Laranjal Paulista/SP ................ 262
Figura 6-18 3 Local de descarte inadequado de RCC e resíduos volumosos em 
Laranjal Paulista/SP ....................................................................................... 263
Figura 7-1 3 Mapa dos pontos de alagamento do município de Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 278
Figura 7-2 3 Vista da Avenida da Saudade, um dos pontos de alagamento de
Laranjal Paulista/SP ....................................................................................... 280
Figura 9-1 - Mensagem encaminhada via aplicativo WhatsApp ..................... 292
Figura 9-2 - Convite da 1ª Oficina Pública do PMSB de Laranjal Paulista ..... 293
Figura 9-3 3 Captura de tela da 1ª Oficina Pública do PMSB de Laranjal Paulista
 ....................................................................................................................... 294
 
18 
LISTA DE TABELAS
Tabela 3-1 3 Caracterização territorial do município de Laranjal Paulista. ....... 32
Tabela 3-2 3 Distribuição da população de Laranjal Paulista por sexo, área 
urbana e rural. .................................................................................................. 38
Tabela 3-3 3 Distribuição da população e da taxa de crescimento populacional 
de Laranjal Paulista de acordo com a condição do domicílio (urbano e rural) e 
sexo. ................................................................................................................. 41
Tabela 3-4 3 Projeções populacionais referente ao período de 2020 a 2040. . 42
Tabela 3-5 3 Fluxos Migratórios. ...................................................................... 42
Tabela 3-6 3 Condição de atividade da população de Laranjal Paulista por sexo 
e condição do domicílio .................................................................................... 43
Tabela 3-7 3 Valor do rendimento nominal médio mensal das pessoas de 10 
anos ou mais de idade. .................................................................................... 44
Tabela 3-8 3 Indicadores IDHM, Gini e mortalidade infantil do município de 
Laranjal Paulista. .............................................................................................. 46
Tabela 3-9 3 Índices de Gini e Palma para o Brasil e Laranjal Paulista para o ano 
de 2010. ........................................................................................................... 46
Tabela 3-10 3 Índices para avaliação da pobreza no município de Laranjal 
Paulista. ........................................................................................................... 47
Tabela 3-11 3 Indicadores de pobreza do Brasil. ............................................. 47
Tabela 3-12 3 Composição dos indicadores do IPVS. ..................................... 52
Tabela 3-13 3 Distribuição da população e renda domiciliar do município. ...... 53
Tabela 3-14 3 Dados sobre taxa de mortalidade do Brasil e de Laranjal Paulista
 ......................................................................................................................... 55
Tabela 3-15 3 Indicadores habitacionais de Laranjal Paulista. ........................ 57
Tabela 3-16 3 Instituições de ensino de Laranjal Paulista. .............................. 59
Tabela 3-17 3 Taxa de analfabetismo de Laranjal Paulista. ............................. 61
Tabela 3-18 3 Índices IDEB para o Brasil e Laranjal Paulista para os anos de 
2015, 2017 e 2019. .......................................................................................... 62
Tabela 3-19 3 Índices IDEB para os anos de 2015, 2017 e 2019, segundo INEP.
 ......................................................................................................................... 62
Tabela 3-20 3 Taxa de mortalidade infantil e bruta para o Brasil e Laranjal 
Paulista. ........................................................................................................... 64
19 
Tabela 3-21 3 Percentagem de internações por condições sensíveis à atenção 
primária. ........................................................................................................... 66
Tabela 3-22 3 Percentagem de internações por doenças relacionadas ao 
saneamento ambiental inadequado. ................................................................ 67
Tabela 3-23 3 Valor do PIB dos municípios do estado de São Paulo para o ano 
de 2018. ........................................................................................................... 67
Tabela 3-24 3 Valor do PIB per capita dos municípios de São Paulo para o ano 
de 2018. ........................................................................................................... 68
Tabela 3-25 3 Participação de cada setor no VA. ............................................ 71
Tabela 3-26 3 Consumo energético dos principais municípios paulistas por tipo 
de fonte. ........................................................................................................... 73
Tabela 3-27 3 Consumo de energia por categoria para o ano de 2019 no 
município de Laranjal Paulista. ......................................................................... 74
Tabela 3-28 3 Zoneamento municipal de Laranjal Paulista. ............................. 78
Tabela 3-29 3 Usos possíveis em cada zona. .................................................. 81
Tabela 3-30 3 Características gerais da população e de área da UGRHI 10 . 106
Tabela 3-31 3 Principais aquíferos e mananciais da UGRHI 10. ................... 106
Tabela 3-32 3 Disponibilidade hídrica superficial e subterrânea da UGRHI 10
 ....................................................................................................................... 109
Tabela 3-33 3 Principais atividades econômicas da UGRHI 10. .................... 109
Tabela 3-34 3 Demanda outorgada UGRHI 10 .............................................. 110
Tabela 3-35 3 Usos previstos e classes definidos na resolução Conama 357/05.
 ....................................................................................................................... 110
Tabela 3-36 3 Classificação do IQA. .............................................................. 114
Tabela 3-37 3 Dispositivos legais em âmbito federal relacionados ao saneamento 
básico ............................................................................................................. 117
Tabela 3-38 – Normativas instauradas pela CONAMA sobre a temática do 
saneamento básico ........................................................................................ 119
Tabela 3-39 3 Normas Técnicas Brasileiras relacionadas ao saneamento básico.
 ....................................................................................................................... 120
Tabela 3-40 3 Dispositivos legais em âmbito estadual relacionados ao 
saneamento básico ........................................................................................ 122
Tabela 3-41 3 Legislação Municipal de Laranjal Paulista ............................... 127
Tabela 3-42 3 Atribuições das secretarias. .................................................... 140
20 
Tabela 4-1 3 Evolução do SAA operado pela SABESP (2015 a 2019) .......... 149
Tabela 4-2 3 Número de ligações e economias do sistema de abastecimento de 
água da Sede-Maristela de Laranjal Paulista/SP ........................................... 152
Tabela 4-3 3 Número de ligações e economias do sistema de abastecimento de 
água do distrito de Laras ................................................................................ 153
Tabela 4-4 3 Principais captações do SAA Laranjal Paulista/SP ................... 154
Tabela 4-5 3 Outorgas das captações do SAA operado pela Sabesp ........... 155
Tabela 4-6 3 Confronto de volume produzido vs. outorgado .......................... 155
Tabela 4-7 3 Estações elevatórias de água bruta do distrito de Laras ........... 161
Tabela 4-8 3 Evolução do consumo de água no SAA (2015 a 2019) ............. 162
Tabela 4-9 3 Reservação do subsistema Sede-Maristela do SAA de Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 172
Tabela 4-10 3 Reservação do subsistema Laras do SAA de Laranjal Paulista/SP
 ....................................................................................................................... 173
Tabela 4-11 3 Estações elevatórias de água tratada de Laranjal Paulista/SP 175
Tabela 4-12 3 Estações pressurizadoras de água tratada - Boosters de Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 176
Tabela 4-13 3 Estações elevatórias de água tratada do distrito de Laras ...... 177
Tabela 4-14 3 Estações pressurizadoras de água tratada - Boosters do distrito 
de Laras ......................................................................................................... 178
Tabela 4-15 3 Características da rede de distribuição de Laranjal Paulista/SP
 ....................................................................................................................... 178
Tabela 4-16 3 Características da rede de distribuição do distrito de Laras .... 179
Tabela 4-17 3 Evolução da cobertura da rede de distribuição (2015 a 2019) 179
Tabela 4-18 3 Evolução das perdas no SAA de Laranjal Paulista (2015 a 2019)
 ....................................................................................................................... 179
Tabela 4-19 3 Metas estabelecidas pelo PLANSAB para perdas na rede de 
distribuição ..................................................................................................... 182
Tabela 4-20 3 Descrição dos parâmetros básicos de qualidade da água 
monitorados com maior frequência pela SABESP ......................................... 186
Tabela 4-21 3 Relatório de qualidade da água distribuída do ano de 2019 da ETA 
Laranjal Paulista. Parâmetros básicos monitorados com maior frequência pela 
SABESP ......................................................................................................... 187
21 
Tabela 4-22 3 Relatório de qualidade da água do ano de 2019 da ETA Laras. 
Parâmetros básicos monitorados com maior frequência pela SABESP ......... 188
Tabela 4-23 3 Tarifação do sistema de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário, por categoria de uso, em Laranjal Paulista/SP ............................... 200
Tabela 4-24 3 Quantidade de economias com tarifa social nos anos de 2015 a 
2019 em Laranjal Paulista e Laras. ................................................................ 201
Tabela 4-25 3 Metas para abastecimento da população de áreas dispersas 202
Tabela 4-26 3 Quantidade de domicílios rurais atendidos com abastecimento de 
água pela SABESP em Laranjal Paulista/SP ................................................. 202
Tabela 4-27 3 Soluções adotadas segundo Censo 2010 ............................... 203
Tabela 5-1 3 Panorama dos Indicadores do SES de Laranjal Paulista/SP .... 206
Tabela 5-2 3 Domicílios rurais dentro da área da rede de esgoto de Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 207
Tabela 5-3 3 Número de ligações e economias do SES de Laranjal Paulista/SP
 ....................................................................................................................... 209
Tabela 5-4 3 Volume de esgoto coletado, tratado e faturado na Sede de Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 209
Tabela 5-5 3 Estações elevatórias de esgoto do sistema de esgotamento 
sanitário da Sede de Laranjal Paulista/SP ..................................................... 212
Tabela 5-6 3 Número de ligações e economias atendidas por cada EEE da Sede 
e a extensão das linhas de recalque .............................................................. 213
Tabela 5-7 3 Número de ligações e economias atendidas, volume de esgoto 
recebido por cada EEE do distrito de Laras ................................................... 214
Tabela 5-8 3 Confronto de volume lançado vs. outorgado ............................. 215
Tabela 5-9 3 Localidades não atendidas pelo sistema público de esgoto em 
Laranjal Paulista/SP ....................................................................................... 229
Tabela 5-10 3 Localidades sem previsão de rede pública de esgoto em Laranjal 
Paulista/SP ..................................................................................................... 231
Tabela 5-11 3 Soluções adotadas segundo Censo 2010 ............................... 231
Tabela 6-1 3 Classificação dos resíduos segundo a ABNT NBR n° 10.004 ... 236
Tabela 6-2 3 Classificação dos resíduos sólidos segundo a PNRS ............... 237
Tabela 6-3 3 Classificação e formas de tratamento dos RSS em Grupos A, B, C, 
D, E ................................................................................................................ 257
22 
Tabela 6-4 3 Classificação dos RCC e seus respectivos tipos de destinação e/ou 
disposição final ............................................................................................... 260
Tabela 7-1 3 Intervenções estruturais sugeridas no sistema de drenagem urbana 
do município de Laranjal Paulista/SP ............................................................. 271
Tabela 7-2 3 Características das áreas classificadas com probabilidade de 
movimento de massa. .................................................................................... 276
Tabela 7-3 3 Características das áreas classificadas com probabilidade de 
inundações ..................................................................................................... 279
Tabela 8-1 3 Porcentagem da população total atendida com as vertentes dos 
serviços de saneamento para o ano de 2019 ................................................ 285
Tabela 8-2 3 Custos do serviço de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário de Laranjal Paulista/SP .................................................................... 286
Tabela 8-3 3 Receitas do serviço de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário de Laranjal Paulista/SP .................................................................... 287
Tabela 8-4 3 Indicadores do sistema de drenagem urbana para o município de 
Laranjal Paulista/SP ....................................................................................... 289
 
23 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
ABNT 3 Associação Brasileira de Normas Técnicas 
ANATEL 3 Agência Nacional de Telecomunicações 
ANEEL 3 Agência Nacional de Energia Elétrica 
ARSESP 3 Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São 
Paulo 
CBH-SMT 3 Comitê de Bacia Hidrográfica Sorocaba e Médio Tietê 
CERISO 3 Consórcio de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento da Bacia 
dos Rios Sorocaba e Médio Tietê 
CETESB 3 Companhia Ambiental do Estado de São Paulo 
CISAB SMT 3 Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Bacia do 
Rio Sorocaba e Médio Tietê 
CONSÓRCIO CM 3 Consórcio Cobrape-Myr 
CONAMA 3 Conselho Nacional do Meio Ambiente 
DataGEO 3 Sistema Ambiental Paulista de Infraestrutura de Dados Espaciais 
ambientais do Estado de São Paulo 
DBO 3 Demanda Bioquímica de Oxigênio 
DEC 3 Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora 
DGC 3 Desempenho Global de Continuidade 
DQO 3 Demanda Química de Oxigênio 
EEE 3 Estação Elevatória de Esgoto 
EMBRAPA 3 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 
ETE 3 Estação de Tratamento de Esgoto 
24 
ICTEM 3 Indicador de Coleta e Tratabilidade de Esgoto da População Urbana 
de Município 
FABH-SMT 3 Fundação Agência da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e 
Médio Tietê 
FEC 3 Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade 
FEHIDRO 3 Fundo Nacional de Recursos Hídricos 
GEL 3 Grupo Executivo Local 
IBGE 3 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
IDHM 3 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 
IDEB 3 Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 
INEP 3 Índice Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira 
INMET 3 Instituto Nacional de Meteorologia 
IPRS 3 Índice Paulista de Responsabilidade Social 
IPVS 3 Índice Paulista de Vulnerabilidade Social 
MI 3 Ministério de Infraestrutura 
MMA 3 Ministério de Meio Ambiente 
PEA 3 População Economicamente Ativa 
PERH 3 Plano Estadual de Recursos Hídricos 
PIA 3 População em Idade Ativa 
PIB 3 Produto Interno Bruto 
PFSB 3 Política Federal de Saneamento Básico 
PMSB 3 Plano Municipal de Saneamento Básico 
25 
PNEA 3 População Não Economicamente Ativa 
PNMA 3 Política Nacional de Meio Ambiente 
PNRH 3 Política Nacional de Recursos Hídricos 
PNUD 3 Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
RA 3 Região Administrativa 
REGIC - Regiões de Influência das Cidades 
RCE 3 Rede Coletora de Esgoto 
RDO 3 Resíduos Domiciliares 
RMS 3 Região Metropolitana de Sorocaba 
RPU 3 Resíduos de limpeza urbana 
RSI 3 Resíduos Industriais 
RSS 3 Resíduos da Construção Civil 
RSU 3 Resíduos Sólidos Urbanos 
SABESP 3 Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 
SEADE 3 Sistema Estadual de Análise de Dados 
SEAM 3 Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente 
SES 3 Sistema de Esgotamento Sanitário 
SIGRH 3 Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos 
SUS 3 Sistema Único de Saúde 
SNIS 3 Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento 
SSRH 3 Secretaria de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos 
26 
TBM 3 Taxa Bruta de Mortalidade 
TMI 3 Taxa de Mortalidade Infantil 
UBS 3 Unidade Básica de Saúde 
UGRHI 3 Unidades Hidrográficas de Gerenciamento de Recursos Hídricos 
VA 3 Valor Adicionado 
 
27 
DADOS GERAIS DA CONTRATAÇÃO
Contratante: Consórcio de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento da 
Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CERISO) 
Contrato: nº 03/2020
Processo: nº 03/2020 
Contratada: Consórcio Planos 27 UGRHI- 10 CM (Consórcio CM), composto 
pelas empresas Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos 
(Cobrape) e Myr Projetos Estratégicos e Consultoria (Myr)
Assinatura do Contrato em: 31 de julho de 2020 
Assinatura da Ordem de Serviço em: 13 de agosto de 2020 
Escopo: Revisão dos Planos de Saneamento Básico de 29 municípios da 
UGRHI 10
Valor global do contrato (após aditivo): R$ 2.108.909,01 (dois milhões, cento e 
oito mil, novecentos e nove reais e um centavo) 
Documentos de Referência: 
• Edital de Tomada de Preços nº 02/2020 
• Características gerais dos 27 municípios contemplados pela revisão dos 
seus respectivos Planos de Saneamento constantes no Edital de Tomada 
de Preços nº 02/2020 
• Propostas Técnica e Comercial do Consórcio Planos 27 UGRHI-10-CM 
28 
1. INTRODUÇÃO 
As mudanças ocorridas no marco regulatório do setor de saneamento básico
recentemente, por meio da Lei Federal nº 14.026/2020, lançaram luz sobre este, 
que passou a ser ainda mais debatido, tanto no meio político, quanto científico e 
empresarial, nos últimos meses. Isso ocorreu, não só porque o setor de 
saneamento é indiscutivelmente estratégico para o desenvolvimento social e 
econômico do País, mas também porque entende-se que as alterações 
realizadas por esta nova lei repercutirão na expansão e na qualidade dos
serviços entregues, assim como na forma com a qual os serviços serão 
prestados. 
Apesar desta atualização, é fundamental mencionar que a Política Nacional de 
Saneamento Básico, estabelecida pela Lei Federal 11.445/2007, é responsável 
por implementar diretrizes para o setor. Foi a partir dela que se tornou obrigatória 
a elaboração dos planos de saneamento básico, que devem ser executados 
pelos titulares dos serviços de saneamento, ou seja, os municípios e o Distrito 
Federal; estados, em conjunto com municípios, ou até mesmo sob o formato de 
consórcios intermunicipais ou convênios de cooperação técnica, conforme Art. 
8° da Lei nº 11.445/2007 e nova redação na Lei nº 14.026/2020. 
O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) se configura em uma 
ferramenta de planejamento estratégico para a futura elaboração de projetos e 
execução de serviços e obras, servindo de base para a elaboração de Planos de 
Investimentos com vistas à obtenção de financiamentos para empreendimentos 
na área de saneamento. É um instrumento que define critérios, parâmetros, 
metas e ações efetivas para atendimento dos objetivos propostos, englobando 
medidas estruturais e não estruturais na área do saneamento básico. É, acima 
de tudo, um plano de metas, as quais, uma vez atingidas, levarão o município da 
condição em que se encontra, em termos de saneamento básico, a uma 
condição pretendida ou próxima dela. 
Nesse sentido, a revisão do PMSB busca a consolidação dos instrumentos de
planejamento e gestão, visando à universalização e integralização dos serviços, 
29 
garantia de qualidade e suficiência no suprimento destes e promoção da 
melhoria da qualidade de vida da população e das condições ambientais. 
Isto posto, o PMSB de Laranjal Paulista estabelecerá ações que têm por 
objetivo garantir o atendimento dos serviços de saneamento básico às 
populações urbanas e rurais do município, norteado pelo prognóstico de 
ampliação e implantação de novos sistemas (quando necessário), dentro da 
perspectiva de obtenção de maior benefício aliado ao desafio do menor custo, 
levando-se em conta as questões ambientais inerentes. A elaboração do PMSB 
deve se dar em consonância com as políticas públicas e de recursos hídricos 
previstas para o município e região onde se insere, de modo a compatibilizar as 
soluções a serem propostas com as leis, planos e projetos previstos para a área 
de estudo. 
O presente documento tem por objetivo apresentar o diagnóstico do saneamento 
básico no território do município de Laranjal Paulista, colaborando na definição 
do planejamento para o setor, considerando-se o horizonte de 20 (vinte) anos e 
metas de curto, médio e longo prazos. O documento deverá defender e justificar 
linhas de ações estruturantes e operacionais, com base na análise e avaliação 
das demandas e necessidades de melhoria dos serviços no território. 
Além das ações diretamente relacionadas aos serviços de saneamento básico,
outras de caráter interdisciplinar devem ser consideradas nas análises e 
propostas a serem realizadas no âmbito do PMSB de Laranjal Paulista, a 
exemplo das questões urbanísticas, socioeconômicas, ambientais e de saúde, 
dentre outras. 
Diante deste cenário, a contratação para elaboração do PMSB de Laranjal 
Paulista objetivou uma abordagem sistêmica acerca do planejamento e da 
gestão dos serviços de saneamento, com vistas a alcançar a melhoria das 
condições sanitárias e ambientais do município e, consequentemente, da 
qualidade de vida da população. Soma-se ao exposto a exigência do Plano como 
condição de validade dos contratos que tenham por objeto a prestação de 
serviços públicos de saneamento básico, assegurando, com isso, a adequada 
cobertura e qualidade dos serviços prestados.
30 
2. OBJETIVOS DO DIAGNÓSTICO 
Para que seja possível delinear a trajetória que levará ao alcance das metas para 
a prestação adequada dos serviços de saneamento, é necessário que, 
inicialmente, seja conhecida a situação atual do município. O objetivo do 
Produto 8 - Tomo I: Diagnóstico Técnico-Participativo 3 é a caracterização e 
avaliação dos eixos do saneamento básico (abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e 
drenagem urbana e manejo das águas pluviais) de Laranjal Paulista. 
Sendo assim, este documento visa à construção do panorama do saneamento 
básico no município, de forma a subsidiar o desenvolvimento das demais etapas 
previstas na revisão do seu Plano Municipal de Saneamento Básico. 
Os dados e informações apresentados são resultado da consolidação de 
levantamentos de dados primários e secundários, baseados em visitas de
campo, entrevistas, estudos, projetos, planos e demais informações disponíveis. 
Os quatro eixos do saneamento básico são abordados segundo as suas
condições atuais, com o apontamento das principais deficiências e suas causas, 
quando possível, no intuito de orientar o prognóstico e as alternativas para
universalização dos serviços e, posteriormente, a proposição de programas e 
ações que serão implementados ao longo do horizonte de planejamento do 
PMSB.
31 
3. CARACTERIZAÇÃO GERAL DO MUNICÍPIO 
A elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) visa subsidiar 
o planejamento nos quatro eixos do saneamento em busca da universalização 
dos serviços à população do município, atendendo todos com água tratada, 
coleta e tratamento de esgoto, manejo dos resíduos sólidos e limpeza urbana 
adequados e drenagem das águas pluviais de forma a evitar problemas de 
inundações, erosão e outros. 
Para tanto, realiza-se, inicialmente uma caracterização geral do município, 
levantando não só aspectos diretamente ligados ao saneamento, mas também 
características complementares que permitem diagnosticar as necessidades 
presentes e futuras da população, sendo analisados parâmetros relativos as 
condições demográficas, socioeconômicas, físicas, ambientais, urbanísticas, 
institucionais, de saúde, infraestrutura, gestão e outras. 
3.1. Aspectos Gerais e Inserção Regional 
Laranjal Paulista é um município localizado no Estado de São Paulo, com 
coordenadas geográficas de referência de 23° 14' 38" S e 48° 11' 42" O e altitude 
de 560 m acima do nível do mar (Figura 3-1). 
32 
Figura 3-1 – Mapa de localização de Laranjal paulista. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
Segundo a classificação de hierarquia urbana, trata-se um centro local, situado 
na região metropolitana de Sorocaba e que se vincula diretamente à região de 
influência de Botucatu e Tatuí. Na Tabela 3-1 encontra-se o detalhamento da 
caracterização territorial do município, enquanto a situação locacional está 
apresentada na Figura 3-2. 
Tabela 3-1 – Caracterização territorial do município de Laranjal Paulista. 
Caracterização territorial 
Estado São Paulo 
Região intermediária Sorocaba 
Região imediata Piracicaba 
Mesorregião Itapetininga 
Microrregião Tatuí 
Ano de criação 1991 
Área 384,274 km² 
Perímetro 139 km* 
33 
Caracterização territorial 
Acesso Rodovia Marechal Rondon (SP-300) 
Distância capital (SP) 160 km 
Municípios limítrofes Distâncias 
Jumirim 7,9 km, via Marechal Rondon 
Conchas 23,2 km, via Marechal Rondon 
Pereiras 19,8 km, via Marechal Rondon 
*distritos / dimensões das áreas urbanas e rurais 
Fonte: *IBGE Cidades 
Para acesso terrestre ao município, a principal via utilizada é a rodovia Marechal
Rondon (SP-300). Para acesso aéreo, destaca-se o Aeroporto Internacional de
Viracopos (Campinas), O aeroporto de Congonhas e o Aeroporto Internacional 
de Guarulhos (São Paulo). Existem, ainda, um heliponto privado, 3 aeródromos 
privados e quatro públicos. Na Figura 3-2 é possível verificar as principais vias 
aéreas, terrestres e férreas. 
Figura 3-2 – Área urbana de Laranjal Paulista. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
34 
A população total de acordo com o último censo realizado é de 25.251 
habitantes, sendo a população estimada pelo IBGE em 2020 de 28.785 pessoas. 
Conforme dados do IBGE, a população urbana representa aproximadamente 
90% da população total, enquanto os outros 10% se referem à população rural. 
Conforme relatado no último plano municipal de saneamento básico e 
confirmado durante a elaboração de sua revisão, o município conta com dois 
distritos, sendo eles: Maristela e Laras (Figura 3-3) (IBGE, 2010). 
Figura 3-3 – Mapa de distritos e localidades. 
Fonte: Consórcio CM (2021)
Analisando o estudo Regiões de Influência das Cidades (IBGE, 2018), que define 
a hierarquia dos centros urbanos brasileiros, verifica-se que estes são 
classificados em cinco níveis que, por sua vez, possuem 11 subdivisões, a saber: 
Metrópoles (1A, 1B e 1C); Capitais Regionais (2A, 2B e 2C); Centros Sub￾Regionais (3A e 3B); Centros de Zona (4A e 4B) e Centros Locais (5). 
35 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Laranjal é 
classificado como um centro local, estando subordinado a capital regional C de 
Piracicaba (Figura 3-4). 
Figura 3-4 – Mapa de influência de Laranjal Paulista. 
Fonte: Consórcio CM (2021)
Conforme o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (2017), a área de
aglomeração urbana de Piracicaba (AUP), foi instituída pela Lei Complementar
Estadual nº 1.178/2012, sendo composta por 23 municípios e 1,45 milhões de 
habitantes. Esta região se caracteriza por apresentar um forte desenvolvimento 
industrial e agrícola, sendo polo de indústrias do setor automobilístico, 
sucroalcoleiro, agroindustrial e outros. Ademais, possui uma importância hídrica, 
em especial quanto ao Rio Piracicaba, o qual abastece diversas cidades da 
região, porém vem sofrendo com baixa qualidade da água em alguns pontos e 
stress hídrico em função da demanda para abastecimento humano e usos 
industriais. 
36 
Com relação à localização do município nas regiões metropolitanas do estado, 
a Figura 3-5 demonstra que o mesmo se situa na adjacência da Região
Metropolitana de Sorocaba. 
Figura 3-5 – Regiões Metropolitanas de São Paulo. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
3.2. Aspectos Históricos e Culturais 
A Prefeitura Municipal de Laranjal Paulista disponibiliza, em seu sítio eletrônico 
uma breve descrição da história do município. De acordo com as informações 
obtidas, o município teve início no século XVII, quando grupos de tropeiros
realizavam uma parada em seu caminho para Sorocaba, as margens do Ribeirão 
Laranjal. Com o passar do tempo, o local atraiu os primeiros pequenos 
agricultores, em função da disponibilidade da terra fértil. 
Já no ano de 1884, o Sr. Delfino de Mello adquiriu uma área considerável às 
margens do traçado da futura Ferrovia (Estrada de Ferro Sorocabana), fundando 
37 
uma pensão no local para atender aos trabalhadores durante as obras da
ferrovia. 
Ainda no mesmo ano, Delfino de Mello realizou a doação de uma porção de suas 
terras para a construção de benfeitorias ao município, como uma Capela 
(posteriormente convertida em distrito policial), agência postal, escola pública,
cartório, paróquia, telefone público e iluminação elétrica 
Visando a valorização de sua história e cultura, o município conta com um plano 
diretor de turismo para o quadriênio 2017-2020, no qual é possível verificar a 
existência de um amplo calendário de eventos que se espalham durante todo 
ano, além de informações sobre serviços básicos como saúde, transportes, 
alimentação e hotelaria. 
O documento apresenta, ainda, os principais pontos turísticos do município, 
destacando-se: Igreja Matriz São João Batista (Figura 3-6), Largo São João, 
Mirante <José Roberto Pilon Filho=, Estação da Cultura e Turismo, Fazenda dos 
Turcos e outros (PMT, 2016). 
Figura 3-6 – Igreja Matriz de São João Batista. 
Fonte: PMJP (2021). 
Já no quesito de festas e eventos, a mais tradicional da cidade é a Festa de São 
João Batista, festa do patrono da cidade que ocorre há 132 anos, sendo tombada 
pelo patrimônio histórico e cultural e religioso. Neste período o município conta 
38 
com uma variedade de shows e eventos, sendo a maior festa junina e religiosa 
da região (PMT, 2016) 
Outros eventos de destaque são: Festival de inverno, Festas Tradicionais 
Religiosas, Festa do Divino Espírito Santo, Festival de intérpretes da Música 
Sertaneja, carnaval de rua, apresentações da banda municipal, desfile cívico e 
natal cultural. Conforme observado através das informações retiradas do plano 
de turismo, o município conta com atrativos importantes, além de uma agenda 
de eventos referência na região. 
3.3. População 
Analisando os dados disponíveis referentes ao último censo demográfico do 
IBGE, o município de Laranjal Paulista, contava, no ano de 2010, com 25.251 
habitantes, sendo a divisão entre sexo, área urbana e rural apresentada na 
Tabela 3-2. Conforme pode-se observar, a população ocupa, majoritariamente, 
a área urbana no município. Ademais, a divisão entre homens e mulheres na 
população total fica próxima a 50% para cada sexo. 
Tabela 3-2 – Distribuição da população de Laranjal Paulista por sexo, área 
urbana e rural. 
Município 
Total Urbana Rural 
Total Homem Mulher Total Homem Mulher Total Homem Mulher 
Laranjal 
Paulista 
25.251 
hab. 
12.465 
hab. 
12.786 
hab. 
22.612 
hab. 
11.083 
hab. 
11.529 
hab. 
2.639 
hab. 
1.382 
hab. 
1.257 
hab. 
Fonte: Adaptado de IBGE (2010) 
A Figura 3-7 e Figura 3-8 representam as pirâmides etárias para a população 
nos anos de 2000 e 2010, respectivamente. Nota-se um aumento na faixa etária 
de 20 a 29 anos, podendo ser explicado pelo maior valor apresentado no ano de 
2000 para a faixa etária de 15 a 19 anos. Este fato é expressivo para o município, 
uma vez que aumenta a disponibilidade da população economicamente ativa em 
busca de empregos. 
39 
Figura 3-7 – Pirâmide etária do município para o ano de 2000.
Fonte: Censo IBGE (2000). 
Figura 3-8 – Pirâmide etária do município para o ano de 2010. 
Fonte: Censo IBGE (2010). 
Considerando-se a distribuição da população por faixa etária do último censo
(Figura 3-8), observa-se que a razão de dependência 3 definida pela razão entre 
a população considerada dependente (composta pelas pessoas com 14 anos ou 
menos e 65 anos ou mais de idade) e a população considerada ativa (pessoas 
40 
de 15 a 64 anos de idade), referente ao ano de 2010 foi de 44,9%. Tal valor é 
compatível com o observado para o Brasil (44,7%) e ligeiramente superior ao 
observado para o Estado de São Paulo (41,4%). 
Em relação a densidade demográfica do município, a Figura 3-9 apresenta a 
evolução histórica entre os anos de 1980 e 2021, realizando a comparação com 
a Região do governo de Botucatu, região administrativa de Sorocaba e o estado 
de São Paulo. Pode-se observar que o município de Laranjal Paulista se mantém 
bem abaixo da média do estado, sendo coincidente à média da região de 
Sorocaba até o ano de 2012, quando ocorreu um salto nesta região, fato não 
acompanhado pelo município de Laranjal Paulista. 
Figura 3-9 – Série histórica da densidade demográfica entre 1980 e 2020 
Fonte: SEADE (2021). 
A Figura 3-10 ilustra a série histórica de população urbana e rural, bem como por 
gênero, enquanto a Tabela 3-3 apresenta as taxas de crescimento populacional
do município. Pode-se observar que a população rural manteve-se praticamente
inalterada entre os anos de 2000 e 2010, enquanto a população urbana 
apresentou crescimento entre os anos analisados. 
41 
Figura 3-10 – Série histórica (2000 a 2010) de distribuição populacional por 
localidade (urbana e rural) e por sexo. 
Fonte: SEADE (2021). 
Tabela 3-3 – Distribuição da população e da taxa de crescimento populacional de 
Laranjal Paulista de acordo com a condição do domicílio (urbano e rural) e sexo. 
Ano 
Taxa de crescimento (hab./ano)* 
Urbana Rural Total Homens Mulheres 
2000 - - - - - 
2010 303 7,6 310 140 170 
Fonte: Adaptado de IBGE (2010). 
* Nota: taxa de crescimento calculada considerando projeção aritmética.
Utilizou-se os dados do censo do IBGE para realizar uma projeção aritmética de 
crescimento populacional para o município. Percebe-se que a taxa total, de 310 
habitantes, é composta em sua maioria pelo crescimento urbano, o qual é 
significativamente superior ao rural, sendo compatível com o observado em 
outros municípios nas redondezas, conforme relatado em seus respectivos 
planos municipais de saneamento básico. Alternativamente, SEADE (2021) 
indicou uma taxa de crescimento populacional com base em projeção 
geométrica de 1,0% ao ano, considerando o período de 2010 a 2020. Tomando 
como referência estas duas alternativas de cálculos, tem-se as populações 
estimadas para os próximos 20 anos, conforme indicado na Tabela 3-4. 
Importante destacar que a projeção populacional baseada no critério geométrico, 
indicado por SEADE (2021), é restrita à população total do município, uma vez 
42 
que o referido órgão não disponibiliza a taxa de crescimento segregada por 
condição do domicílio, nem por sexo. 
Tabela 3-4 – Projeções populacionais referente ao período de 2020 a 2040. 
População (hab.) 
Ano Urbana Rural Total Homens Mulheres 
2000 19582 2563 22145 11061 11084 
2010 22612 2639 25251 12465 12786 
2020a 25.642 2.715 28.351 13.865 14.486 
2020g 27.893 
2030a 28.672 2.791 31.451 15.265 16.186 
2030g 30.811 
2040a 31.702 2.867 34.551 16.665 17.886 
2040g 34.035 
Fonte: adaptado de SEADE (2021). 
* Nota: <a= refere-se à projeção aritmética e <g= refere-se à projeção geométrica. 
Em relação ao saldo migratório do município, podem ser observados os dados 
do SEADE (2020) na Tabela 3-5. Observa-se que o saldo nos anos de 1991, 
2000 e 2010 foram positivos, com um aumento no saldo migratório anual. 
Tabela 3-5 – Fluxos Migratórios. 
CARACTERÍSTICAS 1991 2000 2010 
Saldo Migratório Anual (habitantes) 103 131 136 
Taxa Anual de Migração (por 1000 habitantes) 6,05 6,37 5,74 
Fonte: SEADE (2020). 
3.4. Aspectos Socioeconômicos 
3.4.1. Renda e Emprego 
Na Tabela 3-6 está apresentada a distribuição da População Economicamente 
Ativa (PEA) de Laranjal Paulista, representa pela soma da população ocupada 
(pessoas que exerciam alguma atividade, remunerada ou não, no momento do 
levantamento do Censo 2010) e desocupada (pessoas disponíveis para 
trabalhar, mas que no momento do levantamento do Censo 2010 não exerciam 
atividades). No total, a PEA corresponde a 14.211 pessoas, sendo 7.843 do sexo 
43 
masculino e 7.844 do sexo feminino. Em relação à condição do domicílio, são 
12.750 em área urbana e 1.461 em área rural. Já a população não 
economicamente ativa (7.844 pessoas), consiste no grupo de pessoas 
indisponíveis para o trabalho, sejam por incapacidade, desistência de buscar 
trabalho ou mesmo por opção (IBGE, 2010). 
Tabela 3-6 – Condição de atividade da população de Laranjal Paulista por sexo e 
condição do domicílio 
Condição 
domicílio 
Economicamente ativa Não economicamente ativa 
Total Homem Mulher Total Homem Mulher 
Urbana 12.750 6.967 5.783 6.956 2.652 4.304 
Rural 1.461 877 584 887 355 532 
Total 14.211 7.843 7.844 7.844 3.008 4.836 
Fonte: IBGE (2010). 
A Figura 3-11 e Figura 3-12 ilustram a série temporal do número de pessoas 
ocupadas e assalariadas no município de Laranjal Paulista. De acordo com a
figura, em 2018, havia 10.191 pessoas ocupadas e 8.773 assalariadas, 
correspondente a cerca de 40 e 34,7% da população total, respectivamente. 
Nesse mesmo ano, o salário médio mensal dos trabalhadores formais foi de 2,1 
salários-mínimos (IBGE Cidades, 2021). 
Figura 3-11 – Série temporal (2006 a 2018) do 
número de pessoas ocupadas no município 
de Laranjal Paulista 
Fonte: IBGE Cidades (2021). 
Figura 3-12 – Série temporal (2006 a 2018) do 
número de pessoas assalariadas no 
município de Laranjal Paulista. 
Fonte: IBGE Cidades (2021). 
No que se refere ao rendimento médio mensal da população de Laranjal Paulista, 
segue apresentado na Tabela 3-7 o número de pessoas com 10 anos ou mais 
de idade por classe de rendimento. 
44 
Tabela 3-7 – Valor do rendimento nominal médio mensal das pessoas de 10 anos 
ou mais de idade. 
Classes de rendimento nominal mensal N° pessoas 
Até 1/4 de salário mínimo 454 
Mais de 1/4 a 1/2 salário mínimo 568 
Mais de 1/2 a 1 salário mínimo 3403 
Mais de 1 a 2 salários mínimos 7611 
Mais de 2 a 3 salários mínimos 2508 
Mais de 3 a 5 salários mínimos 1309 
Mais de 5 a 10 salários mínimos 974 
Mais de 10 a 15 salários mínimos 161 
Mais de 15 a 20 salários mínimos 21 
Mais de 20 a 30 salários mínimos 41 
Mais de 30 salários mínimos - 
Sem rendimento 5005 
Total 22055 
Fonte: IBGE (2010). 
3.4.2. Indicadores Sociais 
O Índice de Desenvolvimento Humano é um parâmetro utilizado para medir o 
desenvolvimento de determinado local, sendo considerado os seguintes fatores: 
longevidade, educação e renda. Quanto maior o IDH, mais desenvolvido é o local 
(PNUD, 2021). 
Para o município de Laranjal, o IDH no ano de 2010 foi de 0,729, o que o coloca 
na posição de número 400 dentre os municípios do estado de São Paulo, 
empatado com outros diversos municípios. Já na comparação nacional, o 
município fina na posição 1.052, dentre os 5.565 municípios brasileiros. 
A Figura 3-13 apresenta a evolução do IDH do município de Laranjal Paulista e 
do estado de São Paulo entre os anos de 1991 e 2010. Percebe-se que o 
município acompanha o crescimento estadual, porém se mantendo um pouco 
abaixo da média do estado de São Paulo. 
45 
Figura 3-13 – Evolução do IDH do município de Laranjal Paulista e do estado de 
São Paulo entre os anos de 1991 e 2010. 
Fonte: IBGE (2010). 
Entre os anos de 2000 e 2010, ocorreu uma mudança na faixa de classificação 
no PNUD, uma vez que no ano 2000 enquadrava-se na faixa média (IDH entre 
0,600 e 0,699) para a faixa alta (IDH entre 0,700 e 0,799). Esta alteração reflete 
no aumento da qualidade de vida da população, uma vez que a elevação do IDH 
está associada ao aumento da renda da população, melhora na saúde e
longevidade, maior acesso à educação e redução de criminalidade. 
Conforme observa-se na Tabela 3-8, ocorreu um aumento dos índices de IDH 
que compõe o indicador geral apresentado anteriormente, com destaque para o
IDHM Educação, o qual passou de 0,327 em 1991 para 0,639 em 2010, ou seja, 
praticamente dobrou seu valor. 
Outro ponto a ser destacado é a mortalidade infantil, a qual teve uma queda de 
57,8% entre 1991 e 2010. Essa queda pode ser associada a ações do município 
no combate a má nutrição e o aumento na disponibilidade dos serviços básicos 
de saneamento, além da melhoria do atendimento da saúde. 
 
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,9
1991 2000 2010
IDH
Ano
Laranjal Paulista S„o Paulo
46 
Tabela 3-8 – Indicadores IDHM, Gini e mortalidade infantil do município de 
Laranjal Paulista. 
Indicador 1991 2000 2010 
Índice de Gini 0,48 0,53 0,41 
Índice de Palma 11,31 14,67 7,77 
Mortalidade Infantil 35,79 21,5 15,1 
IDHM renda 0,672 0,718 0,732 
IDHM Longevidade 0,675 0,767 0,829 
IDHM Educação 0,327 0,525 0,639 
Fonte: Atlas Brasil (2021) e IBGE (2010). 
Em relação ao índice de Gini, o mesmo é utilizado como medida de concentração 
de renda. Seu valor varia entre 0 e 1 e quanto menor o valor menor será a 
concentração da renda no município. Observa-se entre os anos de 1991 e 2000 
um aumento na concentração de renda, com o valor subindo de 0,48 (1991) para 
0,53 (2000). Já entre o ano de 2000 e 2010, o indicador apresenta uma queda 
para 0,41, atingindo um nível de concentração de renda inferior ao apresentado 
em 1991 (0,48). 
Outro índice utilizado para avaliar a desigualdade social é o índice de Palma. Ele 
é composto pela razão entre a renda dos 10% mais ricos da população e os 40% 
mais pobres. Quanto maior esse valor, maior a diferença salarial entre os mais 
ricos e mais pobres. Conforme esperado, este índice acompanhou o índice de 
Gini, apresentando um aumento entre os anos de 1991 (11,31) e 2000 (14,67) 
e, posteriormente, uma queda em 2010 (7,77). 
Em comparação ao cenário nacional, o município se destaca positivamente na 
comparação dos índices de Gini e Palma, conforme exposto na Tabela 3-9. Os 
indicadores são significativamente inferiores ao índice nacional, uma vez que o 
país apresenta, para o ano de 2010, valores de 0,60 e 22,78 para Gini e Palma, 
respectivamente. 
Tabela 3-9 – Índices de Gini e Palma para o Brasil e Laranjal Paulista para o ano 
de 2010. 
Localidade Gini Palma 
Brasil 0,6 22,78 
Laranjal Paulista 0,41 7,77 
Fonte: Atlas Brasil (2021). 
47 
Tabela 3-10 – Índices para avaliação da pobreza no município de Laranjal 
Paulista. 
Indicador 1991 2000 2010 
% de extremamente pobres 1,88 2,03 0,56 
% de pobres 13,7 8,95 3,1 
% de vulneráveis à pobreza 33,66 25,86 12,44 
Renda per capita dos extremamente pobres (R$) 52,1 43,4 32,83 
Renda per capita dos pobres (R$) 104,06 94,09 100,94 
Renda per capita dos vulneráveis à pobreza (R$) 156,46 162,68 180,93 
Fonte: Atlas Brasil (2021). 
Analisando os índices referentes à pobreza no município, percebe-se, entre os 
anos 2000 e 2010 uma queda significativa da população extremamente pobre, 
pobre e vulnerável a pobreza. Em função da não realização do censo em 2020, 
não existem dados recentes disponíveis, podendo ocorrer uma piora na próxima 
pesquisa em função dos efeitos da pandemia. 
Já em relação à renda, observa-se uma melhoria nas condições da população 
pobre e vulnerável à pobreza, ocorrendo um aumento na renda per capta destes 
grupos, sendo registrado um aumento de 94,09 reais para 100,94 reais, 
enquanto para os vulneráveis subiu de 162,68 para 180,93. Apesar desta 
elevação, os índices não são suficientes para cobrir o aumento no custo de vida, 
considerando que o IGP-M (FGV) no período foi de 152,78%. 
Apesar dos valores acima apresentados, quando comparado com índices do 
Brasil (Tabela 3-11), o município se destaca de forma positiva, conforme pode 
ser observado, por exemplo, no índice de extremamente pobres, onde Laranjal 
Paulista tem uma percentagem dez vezes inferior ao país. Os demais índices 
também se apresentam abaixo da média nacional, enquanto as rendas per capta 
destes grupos se apresentam acima. 
Tabela 3-11 – Indicadores de pobreza do Brasil. 
Indicador 1991 2000 2010 
% de extremamente pobres 18,64 12,48 6,62 
% de pobres 38,16 27,9 15,2 
% de vulneráveis à pobreza 58,53 48,39 32,56 
Renda per capita dos extremamente pobres (R$) 40,91 35,64 31,66 
Renda per capita dos pobres (R$) 71,86 72,75 75,19 
48 
Indicador 1991 2000 2010 
Renda per capita dos vulneráveis à pobreza (R$) 113,41 123,07 142,72 
Fonte: Atlas Brasil (2021) e IBGE (2010). 
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), instituiu dois 
indicadores para avaliação das condições de desenvolvimento e vulnerabilidade
municipal, sendo eles o Indicador Paulista de Responsabilidade Social 3 IPRS e 
o Indicador Paulista de Vulnerabilidade Social 3 IPVS. O primeiro indicador 
supramencionado foi desenvolvido para avaliar a questão econômica dos 
municípios, enquanto o segundo complementa a análise ao considerar questões 
ligadas a desigualdade social. 
INDICADOR PAULISTA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL – IPRS 
Índice desenvolvido com base no IDH, fornecendo subsídios para refletir a 
respeito dos elementos que induzem diferentes desempenhos econômicos e 
sociais. Por ser um indicador específico do estado, foram incorporadas 
inovações metodológicas à metodologia do IDH. 
• Inclusão de variáveis capazes de caracterizar mudanças em um prazo 
mais curto, captando, na medida do possível, os resultados dos esforços 
dos municípios nas três dimensões consideradas pelo indicador; 
• Construção de uma metodologia que permite conhecer simultaneamente 
o estágio de desenvolvimento de cada município nas três dimensões, 
facilitando a identificação dos seus principais problemas econômicos e 
sociais; 
• Adoção de uma estrutura de escalas compatível com a realidade dos 645 
municípios do Estado de São Paulo, apresentando, assim, um quadro
mais complexo e detalhado da diversidade dos municípios paulistas. 
A partir destes parâmetros, o IPRS foi constituído utilizando-se de três 
indicadores sintéticos setoriais (renda, escolaridade e longevidade) e uma 
tipologia constituída de cinco grupos, a qual resume a situação dos municípios 
segundo três eixos. Em relação aos indicadores, a composição de cada um será
indicada a seguir: 
49 
• Riqueza municipal: Consumo anual de energia elétrica; consumo de 
energia elétrica na agricultura, comércio e nos serviços; estimativa do PIB 
per capita; rendimento de empregados formais e benefícios do INSS. 
• Longevidade: Composto pelas seguintes taxas de mortalidade: perinatal 
(fetos e crianças de zero a seis dias); infantil (de zero a um ano); de 
pessoas de 15 a 39 anos; e de pessoas de 60 a 69 anos. 
• Escolaridade: Proporção de alunos da rede pública com nível adequado 
nas provas de Língua Portuguesa e Matemática no quinto ano do ensino 
fundamental; Proporção de alunos da rede pública com nível adequado 
nas provas de Língua Portuguesa e Matemática no nono ano do ensino
fundamental; Taxa de atendimento escolar na faixa de 0 a 3 anos; e, Taxa 
de distorção idade -série no ensino médio.
Os municípios são enquadrados em cinco grupos, de acordo com o IPRS 
calculado, sendo: 
• Desiguais: Riqueza (Alta); Longevidade e Escolaridade (Baixa 
Longevidade e Média / Alta Escolaridade ou Baixa Escolaridade e Média 
/ Alta Longevidade); 
• Dinâmicos: Riqueza (Alta); Longevidade e Escolaridade (Média ou Alta);
• Em transição: Riqueza (Baixa); Longevidade e Escolaridade (Baixa 
Longevidade e Média / Alta Escolaridade ou Baixa Escolaridade e Média 
/ Alta Longevidade); 
• Equitativos: Riqueza (Baixa); Longevidade e Escolaridade (Média ou 
Alta);
• Vulneráveis: Riqueza (Baixa); Longevidade e Escolaridade (Baixa 
Longevidade e Baixa Escolaridade) 
Segundo dados do SEADE (2019), o município de Laranjal é classificado no 
grupo de vulnerabilidade e os componentes do IPRS são apresentados na Figura 
3-14, Figura 3-15 e Figura 3-16. 
50 
Figura 3-14 – Gráfico do IPRS riqueza do município de Laranjal Paulista e do 
Estado de São Paulo. 
Fonte: SEADE (2019). 
Figura 3-15 – Gráfico do IPRS longevidade do município de Laranjal Paulista e 
do Estado de São Paulo. 
Fonte: SEADE (2019). 
0
5
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50
2014 2016 2018
IPRS Riqueza
Ano
Laranjal Paulista Estado de S„o Paulo
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
2014 2016 2018
IPRS Longevidade
Ano
Laranjal Paulista Estado de S„o Paulo
51 
Figura 3-16 – Gráfico do IPRS escolaridade do município de Laranjal Paulista e 
do Estado de São Paulo. 
Fonte: SEADE (2019). 
Os três indicadores que compõe o IPRS do município apresentaram valores 
inferiores aos do estado de São Paulo. O indicador de riqueza se manteve 
constante entre 2014 e 2018. Já o indicador de longevidade apresentou aumento 
entre 2014 (66) e 2018 (69), com posterior queda em 2018 (67), fator não 
observado para o estado, onde o índice apresentou crescimento entre 2014 e 
2016 e se manteve constante em 2018. Por fim, o indicador de escolaridade 
apresentou evolução ao longo dos anos, passando de 41 em 2014 para 47 em 
2018. 
INDICADOR PAULISTA DE VULNERABILIDADE SOCIAL – IPVS 
O IPVS foi instituído de forma a complementar os dados analisados no IPRS, 
incorporando indicadores que permitem uma análise da situação social dos 
municípios, sendo composto por indicadores dividido em duas categorias: 
Socioeconômica e Demográfica, conforme apresentado na Tabela 3-12. 
0
10
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30
40
50
60
2014 2016 2018
IPRS Escolaridade
Ano
Laranjal Paulista Estado de S„o Paulo
52 
Tabela 3-12 – Composição dos indicadores do IPVS. 
Grupo Indicadores 
Socioeconômico 
§ Renda domiciliar per capta; 
§ Rendimento médio da mulher responsável pelo domicílio; 
§ % de domicílios com renda domiciliar per capta até 1/2 SM; 
§ % de domicílios com renda domiciliar per capta até 1/4 SM; 
§ % de pessoas responsáveis pelo domicílio alfabetizadas; 
Demográfico 
§ % de pessoas responsáveis de 10 a 29 anos; 
§ % de mulheres responsáveis de 10 a 29 anos; 
§ Idade média das pessoas responsáveis; 
§ % de crianças de 0 a 5 anos de idade; 
Fonte: ALESP (2019). 
Após o cálculo do IPVS, os municípios são classificados em 7 grupos: i) Grupo
1: baixíssima vulnerabilidade; ii) Grupo 2: vulnerabilidade muito baixa; iii) 
vulnerabilidade baixa; iv) Grupo 4: vulnerabilidade média; v) Grupo 5: 
vulnerabilidade alta; vi) Grupo 6: vulnerabilidade muito alta; vii) vulnerabilidade 
muito alta (zona rural); 
De acordo com dados do SEADE (2010), o município de Laranjal Paulista é 
dividido entre os grupos 2, 3, 4, 5 e 6, conforme Figura 3-17. A Tabela 3-13 
apresenta os dados de população em números absolutos e relativos em cada 
grupo e suas respectivas rendas domiciliares nominal médias. 
53 
Figura 3-17 – Classificação do IPVS no município de Laranjal Paulista. 
Fonte: SEADE (2019). 
Tabela 3-13 – Distribuição da população e renda domiciliar do município. 
Indicador Baixíssima Muito 
Baixa Baixa Média 
(urbanos) 
Alta 
(urbanos) 
Muito alta 
(aglomerados 
subnormais) 
População 0 16.358 5.066 1.058 815 1.851 
População (%) 0 65 20 4 3 7 
Renda Domiciliar 
Nominal Média 
(R$) 
0 2.319 1.830 1.684 1.736 1.288 
Fonte: SEADE (2019). 
Já na Figura 3-18 é apresentado o gráfico comparativo entre a distribuição da
população do município de Laranjal e o estado de São Paulo para cada grupo. 
Verifica-se que o município apresenta mais de 60% de sua população 
classificada como Muito Baixa em relação ao IPVS. 
54 
Figura 3-18 – Distribuição da população, segundo grupos do IPVS, para o Estado 
de São Paulo e o município de Laranjal Paulista em 2010. 
Fonte: SEADE (2020) 
3.4.3. Dinâmica Social 
Conforme apresentado anteriormente, o município se caracteriza por apresentar 
um calendário de eventos culturais distribuídos ao longo de todo ano, sendo 
tradição na cidade a realização de algumas festas como a Festa de São João 
Batista e o festival de inverno, com destaque para a primeira. 
Realizando uma busca na internet, pode-se identificar algumas organizações 
sociais de destaque no município, como a ALARDE 3 Associação Laranjalense 
de Pessoas com Deficiência, a qual oferece programas de prevenção e 
atendimentos especializados para pessoas com deficiência, como psicólogos, 
oficinas de arte, fisioterapia e outros. Ainda baseado em informações obtidas em 
sites, destaca-se a existência de um maior número de associações relacionadas 
à população idosa. 
Em relação às atividades econômicas, o município conta com a presença de 
algumas indústrias, destacando-se o ramo alimentício, agroindustrial e serviços. 
O efeito no saneamento básico em função das atividades desenvolvidas é a 
possível presença de grandes geradores de efluente ou consumidores de água, 
o que pode afetar a população, gerando uma crise hídrica no local. 
0,0%
10,0%
20,0%
30,0%
40,0%
50,0%
60,0%
70,0%
BaixÌssima Muito Baixa Baixa MÈdia Alta (urbana) Muito Alta Alta (rurais)
Percentagem da populaÁ„o
ClassificaÁ„o IPVS
Laranjal Paulista Estado de S„o Paulo
55 
3.4.4. Segurança 
Para análise do quesito segurança no município, foram levantados os principais
indicadores disponíveis, sendo obtidas as taxas de mortalidade por homicídio e 
agressão. Estes índices são calculados dividindo-se o número de casos pela
população total e multiplicado por 100.000. Através das análises da Tabela 3-14, 
Figura 3-19 e Figura 3-20, percebe-se um pico nos dados de 2015 em relação 
aos anos de 2014, 2016 e 2017. Este mesmo fato não foi observado quando 
comparado com os dados do país, uma vez que estes se mantiveram estáveis. 
Analisando os anos de 2016 e 2017 (dados mais recentes disponíveis), destaca￾se a forte queda nos índices de mortalidade, tanto por homicídios quanto por 
agressão, ficando consideravelmente inferiores aos índices nacionais. 
Tabela 3-14 – Dados sobre taxa de mortalidade do Brasil e de Laranjal Paulista 
Indicador Localidade 2013 2014 2015 2016 2017 
Taxa de Mortalidade 
por homicídios 
Brasil 28,31 29,55 28,75 30,09 31,38 
Laranjal Paulista 26,07 7,37 21,91 3,62 7,17 
Taxa de mortalidade 
por agressão 
Brasil 27,72 28,9 28,05 29,2 30,25 
Laranjal Paulista 26,07 7,37 18,26 3,62 3,59 
Fonte: DATASUS (2020). 
56 
Analisando os gráficos, percebe-se que os menores índices ocorreram no ano 
de 2016 para a taxa de mortalidade por homicídio (3,62) e em 2017 para os 
crimes por agressão (3,59). 
Figura 3-19 – Série histórica da taxa de mortalidade por homicídios no Brasil e 
em Laranjal Paulista. 
Fonte: DATASUS (2020). 
Figura 3-20 -Série histórica da taxa de mortalidade por agressão para o Brasil e 
Laranjal Paulista. 
Fonte: DATASUS (2020). 
0
5
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2013 2014 2015 2016 2017
Taxa de Mortalidade
Ano
Brasil Laranjal Paulista
0
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2013 2014 2015 2016 2017
Taxa de Mortalidade
Ano
Brasil Laranjal Paulista
57 
3.4.5. Habitação 
Para avaliação da situação quanto à habitação no município, foram obtidos 
dados dos censos do IBGE dos anos de 1991, 2000 e 2010. Através dos 
indicadores analisados na Tabela 3-15, pode-se averiguar a situação e qualidade 
de vida das residências no local. Em relação ao acesso aos serviços básicos 
essenciais (água, esgoto e energia elétrica), percebe-se o amplo acesso dos 
habitantes, com 100% das residências com energia elétrica e próximo a 100% 
para os demais parâmetros. 
Em relação a série histórica, percebe-se a evolução nos serviços entre 1991 e 
2010, fator observado em todo Brasil de acordo com os dados apresentados. 
Ainda na comparação com o território nacional, tem-se o destaque positivo do 
município, o qual está acima da média nacional em todos os serviços analisados. 
Tabela 3-15 – Indicadores habitacionais de Laranjal Paulista. 
Indicador Localidade 1991 2000 2010 
% da população em 
domicílios com água 
encanada 
Brasil 71,31 81,79 92,72 
Laranjal Paulista 94,03 99,18 99,05 
% da população que vive 
em domicílios com banheiro 
e água encanada 
Brasil 66,97 76,72 87,16 
Laranjal Paulista 92,97 98,37 99,55 
% de pessoas em domicílios 
urbanos com coleta de lixo 
Brasil 77,93 91,12 97,02 
Laranjal Paulista 93,94 98,45 98,57 
% de pessoas em domicílios 
com energia elétrica 
Brasil 84,84 93,46 98,58 
Laranjal Paulista 99,63 100 100 
% da população que vive 
em domicílios com 
densidade superior a 2 
pessoas por dormitório 
Brasil 50,08 39,13 27,83 
Laranjal Paulista 41,66 34,08 21,02 
Fonte: IBGE (2010). 
58 
Analisando o último dado apresentado na tabela acima, percebe-se a forte queda 
no adensamento populacional no interior da residência, com uma queda de 
quase 50% entre os anos de 1991 e 2010, seguindo a tendência geral do Brasil. 
Este dado pode estar relacionado com a redução no número de filhos por casal, 
uma vez que, as famílias vêm reduzindo de tamanho e grande parte dos casais 
tem apenas 1 ou no máximo 2 filhos. 
Figura 3-21 – Percentagem da população que vive em domicílios com densidade 
superior a 2 pessoas por dormitório. 
Fonte: IBGE (2010). 
A densidade demográfica do município, de acordo com o último censo do IBGE, 
é de 65,75 hab/km², dado que o coloca na posição de número 1104 quando 
comparado aos municípios brasileiros, estando dentro dos 25% municípios com 
maior densidade demográfica. Já a nível estadual, sua colocação é a de número 
226. Os valores apresentados para o município são superiores quando 
comparado à densidade demográfica brasileira (23,8 hab/Km²), porém dentro do 
esperado para a região geográfica onde o mesmo se encontra. 
Ressalta-se que dentro do município existem variações na densidade 
demográfica, sendo os valores para o centro urbano superiores quando 
comparado as zonas rurais. 
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1991 2000 2010
% da populaÁ„o
Ano
59 
3.4.6. Educação 
Buscou-se pelas instituições de ensino cadastradas no Ministério da Educação
3 MEC, no portal da Secretaria de Educação do estado de São Paulo e na base 
de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio 
Teixeira - INEP, sendo obtida a listagem da Tabela 3-16. O município conta com 
6 instituições de ensino superior cadastradas no MEC e 25 instituições de ensino 
infantil, fundamental e médio, cadastradas na secretaria de educação de São 
Paulo e no INEP. 
Tabela 3-16 – Instituições de ensino de Laranjal Paulista. 
Instituição de Ensino Etapas e modalidade 
ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL Ensino Superior 
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE 
SÃO PAULO Ensino Superior 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES 
METROPOLITANAS UNIDAS Ensino Superior 
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI Ensino Superior 
UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA Ensino Superior 
UNIVERSIDADE DE FRANCA Ensino Superior 
FACULDADE EDUCACIONAL DA LAPA Ensino Superior 
ALICE BERNARDO CORREA CRECHE MUNICIPAL Educação Infantil 
MARIA APARECIDA DE CASTRO CAMPOS CRECHE 
MUNICIPAL Educação Infantil 
CRECHE MUNICIPAL MARIA HELENA DA SILVA ALVES Educação Infantil 
CESARIO CARLOS DE ALMEIDA Ensino Fundamental, Ensino 
Médio 
QUINZINHO DO AMARAL N.D. 
LUIZ CAMPACCI 
Ensino Fundamental, Ensino 
Médio, Educação de Jovens 
Adultos 
JOAO SALTO EM Ensino Fundamental, Educação 
de Jovens Adultos 
CECILIA SALTO DE ALMEIDA PROFA EMEFEI Ensino Fundamental 
CELIA PASQUOTTO RENGER EMEI Educação Infantil 
60 
Instituição de Ensino Etapas e modalidade 
MONICA BENETON DE LARA PROFA EM Educação Infantil, Ensino 
Fundamental 
JOAO XXIII ESCOLA DE EDUCACAO INFANTIL Educação Infantil 
APAE DE LARANJAL PAULISTA Ensino Fundamental 
LARANJAL COLEGIO DE ENS FUND E MEDIO Ensino Fundamental, Ensino 
Médio 
VOVO CARMELA ESCOLA DE RECREACAO INFANTIL Educação Infantil 
NUCLEO DE RECREACAO ARTES E PRE ESCOLA Educação Infantil 
QUINZINHO DO AMARAL EM Ensino Fundamental 
STEFANO MUSACHIO ESCOLA MUNICIPAL RURAL DE 
ENSINO BASICO 
Educação Infantil, Ensino 
Fundamental 
IARA SELMA BADO PROFA EM Educação Infantil, Ensino 
Fundamental 
NOSSA SENHORA AUXILIADORA CRECHE MUNICIPAL Educação Infantil 
EPAMINONDAS CAMARGO MADEIRA DR CRECHE 
MUNICIPAL Educação Infantil 
JOAO BRUNHEIRA EMEF Educação Infantil, Ensino 
Fundamental 
ISABEL ALVES LIMA DONA EMEF Educação Infantil, Ensino 
Fundamental 
CEL JTO A EE LUIZ CAMPACCI N.D. 
DOMINGOS FUGLINI EM Ensino Fundamental 
Fonte: INEP (2020). 
Foi levantada a taxa de analfabetismo do município, segundo dados do censo 
do IBGE de 2000 e 2010 e elaborada a Tabela 3-17, onde pode-se comparar 
com os valores apresentados para o Brasil. Em relação aos dados de Laranjal,
observa-se uma reduzida taxa de analfabetismo, dado que reflete em um alto 
número de habitantes matriculados nas escolas. De maneira geral, ocorreu uma 
redução dos índices entre 2000 e 2010, com exceção da faixa etária entre 15 e 
17 anos, que apresentou uma pequena elevação. 
61 
Tabela 3-17 – Taxa de analfabetismo de Laranjal Paulista. 
Faixa etária Localidade 2000 2010 
11 a 14 anos de idade 
Brasil 
Laranjal Paulista 
6,26 
1,53 
3,24 
1,12 
15 a 17 anos de idade 
Brasil 
Laranjal Paulista 
4,85 
1,25 
2,2 
1,37 
18 a 24 anos de idade 
Brasil 
Laranjal Paulista 
6,26 
1,85 
2,61 
1,1 
25 anos ou mais de idade 
Brasil 
Laranjal Paulista 
16,75 
9,03 
11,82 
5,71 
Fonte: INEP (2020). 
ANÁLISE COMPARATIVA DO IDEB 
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básico 3 IDEB, é o principal indicador 
utilizado para avaliar a qualidade do ensino básico no brasil. O mesmo é 
calculado considerando dados da aprovação escolar e as médias de 
desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básico 3 SAEB. Através 
deste índice são tomadas decisões acerca da educação básica brasileira e 
definidas metas, como a estabelecida para se atingir uma média superior a 6 até 
2022 (INEP, 2020). 
A Tabela 3-18 apresenta dados do IDEB para os anos iniciais e finais do ensino 
fundamental. Observa-se uma evolução no Brasil e no município, com destaque 
para o atingimento da média 6 já no ano de 2015 para os anos iniciais em 
Laranjal. Já em relação às medições para os anos finais do ensino fundamental, 
tem-se uma leve queda entre 2015 (4,5) e 2017 (4,2), fator que não acompanhou 
a tendência nacional, a qual apresentou melhoria entre 2013 (4) e 2017 (4,4). Já 
entre os anos de 2017 e 2019, o índice voltou a subir para os anos finais, porém 
ainda ficou abaixo da meta nacional de 6,0. 
62 
Tabela 3-18 – Índices IDEB para o Brasil e Laranjal Paulista para os anos de 
2015, 2017 e 2019. 
Indicador Localidade 2015 2017 2019 
IDEB anos iniciais do 
ensino fundamental 
Brasil 5,5 5,8 5,9 
Laranjal Paulista 6 6 6,5 
IDEB anos finais do 
ensino fundamental 
Brasil 4,5 4,7 4,9 
Laranjal Paulista 4,5 4,2 5 
Fonte: INEP (2020). 
Conforme dados do IBGE, estes índices colocam o município na posição de 
número 2088 a nível nacional, 553 a nível estadual e 10 na região geográfica 
imediata. Realizou-se, ainda, uma comparação do índice com outros municípios. 
Para esta comparação, foram selecionados os seguintes municípios além de 
Laranjal: São Paulo (capital do estado), Santana da Ponte Pensa, por ser a 
cidade com maior nota no IDEB de 2019 no estado de São Paulo e, por fim, 
Mucambo (CE), município que obteve a maior nota dentre os municípios 
brasileiros. 
Tabela 3-19 – Índices IDEB para os anos de 2015, 2017 e 2019, segundo INEP. 
Indicador Localidade 2015 2017 2019 
IDEB anos iniciais do 
ensino fundamental 
Laranjal Paulista (SP) 6 6 6,5 
São Paulo (SP) 6,1 6,3 6,3 
Mucambo (CE) 6,1 6,8 9,4 
Santana da Ponte 
Pensa (SP) - 8,2 8,3 
IDEB anos finais do 
ensino fundamental 
Laranjal Paulista (SP) 4,5 4,2 5 
São Paulo (SP) 4,3 4,4 4,9 
Mucambo (CE) 4,9 5,2 7 
Santana da Ponte 
Pensa (SP) - 6,1 6,7 
Fonte: INEP (2020). 
63 
Figura 3-22 – Índices IDEB dos anos iniciais do ensino fundamental 
Fonte: INEP (2020). 
Figura 3-23 – Índices IDEB dos anos finais do ensino fundamental. 
Fonte: INEP (2020). 
Conforme dados apresentados na Tabela 3-19, na Figura 3-22 e Figura 3-23, 
percebe-se que o índice do município fica próximo ao da capital do estado, 
porém abaixo dos municípios de Santana da Ponte Pensa e Mucambo, cabendo 
destaque para este último por possuir o índice mais elevado do Brasil, atingindo
9,4 e 7 para os anos iniciais e finais, respectivamente. 
3.4.7. Saúde 
A Taxa Bruta de Mortalidade 3 TBM é um importante indicador para se avaliar 
as questões, de saúde, saneamento e segurança, representando o número de 
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Laranjal Paulista (SP)
S„o Paulo (SP)
Mucambo (CE)
Santana da Ponte Pensa(SP)
Õndice IDEB para os anos iniciais
MunicÌpio
2019 2017 2015
0 1 2 3 4 5 6 7 8
Laranjal Paulista (SP)
S„o Paulo (SP)
Mucambo (CE)
Santana da Ponte Pensa(SP)
Õndice IDEB para os anos finais
MunicÌpio
2019 2017 2015
64 
óbitos (por diferentes causas) por mil habitantes por ano. Este parâmetro pode 
estar associado a diferentes fatores, como saneamento básico e sistema de 
saúde precários e segurança pública ineficiente. Analisando os dados da TBM 
para o Brasil e o município de Laranjal Paulista, observa-se que Laranjal se 
destaca de forma negativa frente ao país, uma vez que os índices nacionais 
ficaram em 6,34 e 6,3 para os anos de 2016 e 2017, respectivamente, enquanto 
para Laranjal os índices foram de 7,81 e 8,21 para os mesmos anos. 
Tabela 3-20 – Taxa de mortalidade infantil e bruta para o Brasil e Laranjal 
Paulista. 
Indicador Localidade 2013 2014 2015 2016 2017 
Taxa de mortalidade 
infantil 
Brasil 13,39 12,88 12,41 12,71 12,38 
Laranjal Paulista 14,62 12,53 13,97 10,1 9,04 
Taxa bruta de 
mortalidade 
Brasil 6 6,03 6,16 6,34 6,3 
Laranjal Paulista 8,42 8,11 7,96 7,81 8,21 
Fonte: DATASUS (2021). 
Figura 3-24 – Taxa de mortalidade bruta para o Brasil e Laranjal Paulista. 
Fonte: DATASUS (2021). 
Outro indicador utilizado nesta avaliação é a Taxa de Mortalidade Infantil 3 TMI, 
o qual contabiliza o número de óbitos de menores de um ano de idade por mil 
nascidos vivos. Para este índice, percebe-se um tendencia de queda a partir de 
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
2013 2014 2015 2016 2017
Taxa de mortalidade
Ano
Taxa bruta de mortalidade Brasil Taxa bruta de mortalidade Laranjal Paulista
65 
2015, ano no qual a TMI era de 13,97. Nos dois anos seguintes, a TMI
apresentou valores de 10,1 para 2016 e 9,04 para 2017. Comparando-se este 
índice com a TMI brasileira, verifica-se que nos anos de 2013 e 2015 Laranjal 
apresentou valores superiores aos do Brasil, enquanto para 2014 os valores 
foram muito próximos entre o Brasil (12,88) e Laranjal (12,53). Conforme 
supramencionado, em 2016 e 2017 observou-se uma queda relevante na TMI 
do município, distanciando este dos índices nacionais. 
Figura 3-25 – Taxa de Mortalidade Infantil para o Brasil e Laranjal Paulista. 
Fonte: DATASUS (2021). 
A percentagem de internações por condições sensíveis à atenção primária é um 
índice que indica quantas internações estão associadas a falta de atenção 
básica, ou seja, internações que poderiam ser evitadas com adoção de medidas 
como imunização, melhoria no saneamento, acompanhamento médico 
preventivo entre outras (DATASUS, 2021). 
Conforme Tabela 3-21, observa-se que a tendência de Laranjal frente ao Brasil 
em apresentar índices superiores se repete, assim como verificado no indicador 
de TMB. Apesar deste fato, o município apresentou queda no indicador, 
destacando-se a queda de aproximadamente 4% entre os anos de 2015 e 2017. 
0
2
4
6
8
10
12
14
16
2013 2014 2015 2016 2017
Taxa de mortalidade
Ano
Taxa de mortalidade infantil Brasil Taxa de mortalidade infantil Laranjal Paulista
66 
A redução deste indicador é fator fundamental na saúde pública brasileira, uma 
vez que a redução de internações pode desafogar as unidades de saúde. 
Tabela 3-21 – Percentagem de internações por condições sensíveis à atenção 
primária. 
Indicador Localidade 2013 2014 2015 2016 2017 
% de internações por 
condições sensíveis à 
atenção primária 
Brasil 23,74 22,96 22,3 21,61 21,13 
Laranjal Paulista 29,1 28,02 27,82 25,15 23,93 
Fonte: DATASUS (2021). 
Consultando-se a base de estabelecimentos de saúde do SUS através do 
DATASUS, foram encontradas 17 unidades com administração pública, 17 
entidades empresariais e 4 unidades sem fins lucrativos. Nestes dados estão 
contemplados clínicas, hospitais, unidades básicas de saúde, centros de 
atendimento e outros. 
3.4.7.1. Aspectos relacionados ao saneamento básico
As condições de saneamento básico influenciam diretamente na qualidade de 
vida da população. Diversas são as doenças de veiculação hídrica, como 
diarreia, cólera, leptospirose e outras. De acordo com dados do DATASUS 
(2018), apenas em 2018 ocorreram mais de 230 mil internações por doenças de 
veiculação hídrica, além de serem registrados 2.180 óbitos neste ano por estas 
doenças. (TRATA BRASIL, 2021). 
Apesar da comprovada importância do saneamento, o Brasil ainda apresenta
aproximadamente 35 milhões de pessoas sem acesso a água tratada e 100 
milhões sem acesso a coleta de esgoto sanitário (SNIS, 2019). 
Como forma de medir parte do impacto da falta de saneamento na saúde, o SUS 
conta com o indicador de percentagem de internações por doenças relacionadas 
ao saneamento ambiental inadequado. Na Tabela 3-22 são apresentados os 
dados referentes ao Brasil e ao município de Laranjal Paulista. Observa-se que 
em ambos tem-se a queda deste indicador, indicando uma melhoria nas 
condições de saneamento básico. 
A redução destes índices está diretamente relacionada ao investimento realizado 
na área de saneamento no país, conforme dados apresentados pelo Instituto 
67 
Trata Brasil, o Painel de Saneamento Brasil indica o investimento de 65 bilhões 
de reais no setor entre os anos de 2014 e 2018. 
Tabela 3-22 – Percentagem de internações por doenças relacionadas ao 
saneamento ambiental inadequado. 
 Indicador Localidade 2013 2014 2015 2016 2017 
% de internações por 
doenças relacionadas ao 
saneamento ambiental 
inadequado 
Brasil 3,84 3,29 3,09 3,05 2,28 
Laranjal Paulista 2,59 3,18 3,55 2,69 1,65 
Fonte: DATASUS (2021). 
3.4.8. Economia 
A medição de fatores econômicos pode ser realizada por diferentes indicadores
disponíveis, como o Produto Interno Bruto (PIB) e o Valor Adicionado (VA). De 
acordo com a definição do IBGE, o PIB representa a soma de todos os bens e 
serviços finais produzidos por um país, estado ou município em um período de
um ano. De forma complementar, o VA representa o valor que cada uma destas 
atividades agrega ao PIB, sendo considerados os seguintes grandes grupo: i)
indústria; ii) serviços; iii) agropecuária; iv) administração pública. 
Analisando os dados do IBGE para o ano de 2018 referentes ao PIB, o município 
de Laranjal Paulista se encontra na posição de número 184 a nível estadual, 
destacando-se frente aos demais municípios em seu entorno, fato que se repete 
quando comparado o PIB per capita, estando Laranjal na posição nº 133 no 
estado. A Tabela 3-23 e a Tabela 3-24 apresentam a posição do município frente 
as demais cidades. 
Tabela 3-23 – Valor do PIB dos municípios do estado de São Paulo para o ano de 
2018. 
Posição Município PIB (R$x1000) 
1º São Paulo 714.683.362,46 
184º Laranjal Paulista 1.112.580,07 
287º Cesário Lange 432.253,65 
311º Conchas 352.392,03 
402º Pereiras 205.054,68 
68 
Posição Município PIB (R$x1000) 
425º Anhembi 179.886,18 
Média Estadual 3.427.227,83 
Média Nacional 1.257.475,94 
Fonte: IBGE, 2018 
Tabela 3-24 – Valor do PIB per capita dos municípios de São Paulo para o ano de 
2018. 
Posição Município PIB per capita (R$x1000) 
54º São Paulo 58.691,90 
133º Laranjal Paulista 39.397,31 
192º Anhembi 27.144,44 
159º Cesário Lange 24.128,03 
363º Pereiras 23.954,99
467º Conchas 19.830,73 
Brasil 33.593,82 
Fonte: IBGE (2018) 
Analisando a série histórica do PIB e PIB per capita, apresentadas na Figura 
3-26 e na Figura 3-27, respectivamente, destaca-se a evolução constante do 
PIB, com especial atenção para os anos entre 2014 e 2016. Neste período, 
ocorreu uma mudança significativa no crescimento do PIB, uma vez que entre 
2014 e 2015 ocorreu uma estagnação do crescimento, enquanto entre 2015 e 
2016 foi registrada uma forte elevação, passando de R$ 746.421,06 em 2014 
para R$ 923.461,22 em 2016. 
Quanto ao PIB per capita, observa-se uma curva semelhante ao PIB, 
apresentando as mesmas tendências de crescimento verificadas anteriormente. 
Analisando o mesmo período, em 2014 o PIB per capita era de R$ 27.520,87, 
passando para R$ 33.410,32 em 2016. O município se encontra na posição de 
número 133 no estado de São Paulo e 745 no brasil, quando analisado o PIB per 
capita de 2018. 
69 
Figura 3-26 – PIB em reais para Laranjal Paulista entre os anos de 2010 e 2018. 
Fonte: IBGE (2018) 
Figura 3-27 – PIB per capita em reais para Laranjal Paulista entre os anos de 
2010 e 2018. 
Fonte: IBGE (2018) 
A divisão do PIB no ano de 2018 pode ser observada na Figura 3-28. Os setores 
de serviços e indústria são responsáveis, em conjunto por 84,1% do PIB, 
demonstrando a importância destes para a economia local. 
 -
 200.000
 400.000
 600.000
 800.000
 1.000.000
 1.200.000
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
PIB (R$ x 1.000)
Anos
 -
 5.000,00
 10.000,00
 15.000,00
 20.000,00
 25.000,00
 30.000,00
 35.000,00
 40.000,00
 45.000,00
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
PIB per capita (R$ x 1.000)
Anos
70 
Figura 3-28 – Divisão da participação de cada setor no PIB do município para o 
ano de 2018. 
Fonte: IBGE (2018) 
Os setores de serviços e indústria vem apresentando papel fundamental no 
crescimento econômico municipal, sendo os principais contribuintes para o valor
adicionado entre os anos de 2010 e 2018. O setor da agropecuária apresenta a 
menor participação dentre os contribuintes para o VA, apresentando o valor de 
3,27%. As participações de cada setor entre 2010 e 2018 podem ser observadas 
na Figura 3-29. Estes valores são condizentes com o observado para a região,
onde os setores de serviços e indústria se destacam (IBGE, 2018). 
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
40,00%
45,00%
50,00%
 Agropecu·ria Impostos lÌquidos de
subsÌdios
 Ind˙stria ServiÁo
71 
Figura 3-29 – Participação de cada setor no VA do município. 
Fonte: IBGE (2018). 
Tabela 3-25 – Participação de cada setor no VA. 
Ano Agropecuária Indústria Serviços 
Administração 
Pública 
VA bruto total 
(R$x1000) 
2010 6,29% 41,04% 39,26% 13,40% 484.680 
2011 4,53% 42,27% 40,20% 12,99% 533.973 
2012 5,85% 37,86% 42,86% 13,44% 575.363 
2013 5,28% 36,56% 43,65% 14,51% 615.958 
2014 3,04% 36,40% 45,78% 14,78% 644.231 
2015 3,46% 33,83% 47,05% 15,66% 656.374 
2016 4,54% 37,55% 44,71% 13,19% 791.234 
2017 4,29% 38,75% 44,16% 12,81% 857.693 
2018 3,27% 41,97% 43,15% 11,61% 967.218 
Fonte: IBGE (2018). 
3.5. Características e Dinâmica Urbana e Rural 
3.5.1. Infraestrutura e Serviços Gerais 
3.5.1.1. Energia Elétrica
O Governo de São Paulo, através da infraestrutura e meio ambiente cidadão, 
mantem registros sobre os usos energéticos nos municípios. Os dados 
consideram o consumo de eletricidade, gás natural, gás comprimido, etanol e 
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
40,00%
45,00%
50,00%
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Agopecu·ria Ind˙stria ServiÁos AdministraÁ„o P˙blica
72 
derivados de petróleo. Em relação ao total entre todas as fontes consumidos, o 
município encontra-se na posição 145 no estado de São Paulo, com um 
consumo de 29.354,00 toneladas de óleo equivalente. Considerando apenas o 
consumo de energia elétrica, o município apresentou, no ano de 2019, um
consumo de 16 MWh, o que o deixa na posição de número 128 no estado. A 
Tabela 3-26 apresenta os dados de alguns municípios.
73 
Tabela 3-26 – Consumo energético dos principais municípios paulistas por tipo de fonte. 
POSIÇÃO MUNICÍPIOS ELETRICIDADE 
(MWh) 
GÁS 
NATURAL 
(m³) 
GÁS 
COMPRIMIDO 
(m³) 
ETANOL 
(L) 
DERIVADOS 
DE 
PETRÓLEO 
(toe) 
TOTAL 
(toe) 
PARTICIPAÇÃO 
(%) 
1 SÃO PEDRO DO 
TURVO 2 0 0 548 3,685,134 3,685,134 17.39 % 
2 GUZOLÂNDIA 1 0 0 237 2,406,965 2,406,965 11.36 % 
3 CAMPINAS 285 52,294 0 192,883 732,779 732,779 3.46 % 
4 RIFAINA 1 0 0 725 327,488 327,488 1.55 % 
5 PAULO DE 
FARIA 1 0 0 946 303,634 303,634 1.43 % 
145 LARANJAL 
PAULISTA 16 4,689 0 2,71 29,354 29,354 0.14 % 
645 REGINÓPOLIS 1 0 0 821 48 48 0.00 % 
Fonte: Infraestrutura e Meio Ambiente Cidadão SP (2019). 
74 
Tabela 3-27 – Consumo de energia por categoria para o ano de 2019 no município de Laranjal Paulista. 
RESIDENCIAL COMERCIAL RURAL INDUSTRIAL ILUMINAÇÃO 
PÚBLICA 
PODER 
PÚBLICO 
SERVIÇO 
PÚBLICO 
CONSUMO 
PRÓPRIO TOTAL 
Consumo (MWh) 18,492 10,11 5,672 130,377 2,424 899 4,048 5 172,026 
Consumidores 9,154 989 938 156 30 104 29 2 11,402 
Consumo Médio 
(KWh/ano) 2,02 10,222 6,047 835,747 80,796 8,648 139,57 2,578 15,087 
Consumo Médio 
Mês (kWh/Mes) 168 852 504 69,646 6,733 721 11,631 215 1,257 
Fonte: Infraestrutura e Meio Ambiente Cidadão SP (2019). 
75 
Figura 3-30 – Histórico do consumo total do município ao longo dos anos. 
Fonte: Infraestrutura e Meio Ambiente Cidadão SP (2019). 
O município apresenta tendência de crescimento quanto ao consumo de energia, 
de acordo com os dados apresentados na Figura 3-30, fato condizente com as 
demais informações levantadas até o momento relacionadas ao crescimento 
populacional e econômico. 
A Tabela 3-27 apresenta os dados de consumo de energia elétrica para o 
município, no ano de 2016 separado em categorias, sendo o setor industrial o 
maior responsável pela demanda da rede energética do município, seguido pelo 
consumo residencial e comercial. 
A empresa responsável pela distribuição no município é a Elektro, a qual segue 
as normas, legislações e tarifas nacionais regulamentadas pela ANEEL. 
Destaca-se a existência da tarifa branca, opção que pode ser realizada pelos 
usuários.com flexibilidade no horário de consumo energético, barateando a 
conta destes. 
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
MWh
Ano
Consumo MWh Linear (Consumo MWh)
76 
3.5.1.2. Sistema de Comunicação
Os serviços de comunicação vêm passando por profundas modificações nas 
últimas décadas, alterando a forma como as pessoas interagem entre si e
consomem conteúdo. 
Com o advento da telefonia móvel, aliado ao acesso à internet móvel, observa￾se uma queda significativa no uso da telefonia fixa e um crescimento no uso de
aparelhos celulares para comunicação (ANATEL, 2020). 
Outra mudança observada, em especial no que tange o consumo de conteúdo, 
está relacionada à evolução da internet banda larga fixa. Além do crescimento 
em termos de números de assinantes, tem-se um aumento na velocidade das 
conexões, permitindo que os consumidores realizem trocar de informações em
maior volume e velocidade, realizem videoconferências e tenham acesso a 
serviços de streaming para conteúdo de diversão. 
Em relação à telefonia fixa, segundo dados da ANATEL (2020), no ano de 2013 
o município registrou 6.881 acessos, com uma densidade de 81,03 acessos por 
100 domicílios. Já no ano de 2020 foram registrados 4.466 acessos e uma 
densidade de 45,00 acessos por 100 domicílios. 
O monitoramento dos dados de telefonia móvel iniciaram apenas em janeiro de
2019, conforme dados da ANATEL, porém observa-se um vertiginoso aumento 
no número de acessos entre janeiro de 2019 e janeiro de 2021, passando de 
21.121 para 29.786 acessos. 
Conforme supramencionado, a expansão dos serviços de internet fixa alterara a 
forma de consumo de conteúdo da população, ocasionando uma redução no 
número de assinaturas de TV por assinatura, conforme demonstram os dados 
da ANATEL (2020). O número de assinantes deste serviço atingiu seu auge no 
ano de 2015, quando ultrapassou 1800 acessos, porém apresentou queda para 
números inferiores a 900 acessos em 2021. 
Por fim, a ANATEL disponibiliza o número de acessos de internet banda larga
fixa, demonstrando a grande evolução do serviço. No ano de 2010, o município 
77 
registrava em torno de 1000 acessos mensais, enquanto em 2021 esse número 
passou para mais de 5000 acessos mensais. 
Em consultas para endereços centrais, verificou-se a disponibilidade serviços de 
internet e telefonia de diversas operadoras (como Claro e Vivo). Não foi 
localizado, no site da prefeitura, indicação de programas de Wi-fi grátis pela 
cidade. 
3.5.1.3. Sistema Viário e de Transportes
O município é cortado pela Rodovia Marechal Rondon (SP-300), a qual permite 
a ligação entre o município de Jundiaí e Três Lagoas, interceptando diversas 
cidades no interior do estado. 
Nos limites municipais, as vias de acesso são consideradas como ruas estreitas, 
sendo limitado, pela Lei Complementar nº 171/2016, o peso bruto dos veículos 
que ali circulam. Adicionalmente, em seu artigo 43, a referida lei define o 
tamanho mínimo para abertura de novas vias municipais, variando entre 15 
metros de largura para as de caráter secundário e 30 metros as vias de contorno 
ou interligação de bairros, sendo possível observar as principais vias de acesso 
na Figura 3-1. 
O transporte público no município é realizado por empresa privada, através de 
concessão, conforme edital de concorrência nº 006/2016, onde são 
especificados os requisitos mínimos para atendimento. São segregadas três
linhas a serem atendidas pelos ônibus urbanos, sendo a linha 1 para a região 
central, a linha 2 para o distrito de Maristela e a linha 3 para o distrito de Laras. 
A estimativa é de que aproximadamente 34 mil pessoas utilizem as linhas
mensalmente, entre pagantes e isenções de passagens 
Em consulta realizada ao sítio da prefeitura municipal, podem ser acessados os 
horários dos ônibus e seus respectivos itinerários. 
Não foram identificadas informações mais aprofundadas sobre o sistema viário 
e de transporte, como por exemplo estudos do fluxo de veículos nas ruas,
possivelmente em função do porte da cidade. 
78 
3.5.2. Planejamento Territorial 
3.5.2.1. Parcelamento, uso e ocupação do Solo
O município dispõe da lei complementar nº 171/2016, a qual dispõe sobre o 
Zoneamento e do Uso e Ocupação do Solo no Município. Em seu artigo 3º, a lei
apresenta a divisão do município em quatro partes, sendo: i) macrozona rural; ii) 
macrozona industrial; iii) macrozona urbana; iv) zonas isoladas de expansão
urbana. Para cada uma destas, é previsto a destinação e localização, conforme 
Tabela 3-28. Não foi disponibilizado o mapa da distribuição das zonas no 
território. 
Tabela 3-28 – Zoneamento municipal de Laranjal Paulista. 
Zona Destinação 
Macrozona Rural 
Área destinada às atividades agropecuárias 
e explorações minerais. 
Macrozona industrial 
Zona destinada à instalação de indústrias e 
afins. 
Macrozona urbana 
Destinada às atividades urbanas já 
existentes (residencial, comercial, serviços e 
indústrias). Abrange a reserva de áreas para 
o crescimento planejado do município. 
Zona isolada de expansão urbana 
Área destinada à regularização de 
loteamentos de caráter urbano 
Fonte: Adaptado de PMLP (2016). 
A partir dos dados do MapBiomas (2021), pode-se verificar a evolução do uso e 
ocupação do solo no município ao longo dos anos, conforme apresentado na 
Figura 3-31, Figura 3-32 e Figura 3-33. Destaca-se, na série histórica, a redução 
significativa das áreas classificadas como pastagem, enquanto áreas de 
agricultura e lavouras apresentaram os maiores aumentos. 
79 
Figura 3-31 – Evolução do uso e ocupação do solo no município de Laranjal 
Paulista. 
Fonte: MAPBIOMAS, 2021. 
80 
Figura 3-32 – Mapeamento de uso e 
ocupação do solo do município de 
Laranjal Paulista em 2010. 
Fonte: MAPBIOMAS (2021).
Figura 3-33 – Mapeamento de uso e 
ocupação do solo do município de 
Laranjal Paulista em 2019. 
Fonte: MAPBIOMAS (2021). 
81 
3.5.2.2. Estudos e Planos Existentes 
Conforme mencionado no tópico anterior, a Lei Complementar 171/16 rege o uso 
e ocupação, zoneamento e urbanização do município, atuando como plano 
diretor municipal. Neste documento, são definidas subdivisões para as zonas, de 
forma a regulamentar as atividades a serem desenvolvidas de acordo com cada 
classe. As subdivisões são apresentadas abaixo: 
• ZPR1 3 Zona de Predominância Residencial 1; 
• ZPR2 3 Zona de Predominância Residencial 2; 
• ZPR3 3 Zona de Predominância Residencial 3; 
• ZPC 3 Zona de Predominância Comercial; 
• ZM 3 Zona Mista; 
• ZI 3 Zona Industrial; 
• ZIHP 3 Zona de Interesse Histórico e Paisagístico. 
O mapa de zoneamento municipal não foi disponibilizado. 
A Tabela 3-29 resume o uso e ocupação previsto para cada zona: 
Tabela 3-29 – Usos possíveis em cada zona. 
Zona Uso 
ZPR1 
• Residencial e residencial em glebas (vedado 
edifícios); 
• comercial de pequeno porte (com restrições) 
• Industrial para empresas instaladas anteriormente à 
lei 
ZPR2 
• Residencial e residencial em glebas 
• Comercial e serviços sem geração de ruídos e com 
geração de ruídos apenas diurnos de pequeno porte 
• Industrial para empresas instaladas anteriormente à 
lei 
ZPR3 
• Residencial e residencial em glebas; 
• Comercial e serviços sem geração de ruídos e com 
geração de ruídos apenas diurnos de pequeno porte 
• Industrial para empresas instaladas anteriormente à 
lei 
82 
Zona Uso 
ZPC 
• Residencial e residencial em glebas 
• Comercial e serviços: sem geração de ruídos, com 
ruídos diurnos, tráfego intenso e pesado com 
restrições 
• Industrial para empresas instaladas anteriormente à 
lei 
ZM 
• Residencial para os imóveis existentes, vedada 
instalação de novos. 
• Comercial para todos os tipos de empreendimento. 
• Industrial para os empreendimentos liberados pelo 
departamento de obras. 
ZI 
• Residencial para os imóveis existentes, vedada 
instalação de novos. 
• Comercial para os estabelecimentos existentes. 
• Liberado para todos os tipos de indústria. 
ZIHP 
• Preferencialmente para atividades relacionadas à 
exploração turística. 
Fonte: PMLP (2016). 
Além dos usos previstos em cada zona, a legislação estabelece critérios de 
ocupação, com definição das dimensões mínimas dos lotes, taxa de ocupação, 
coeficiente de aproveitamento, recuos e demais parâmetros pertinentes. 
3.5.2.3. Tendências de Expansão Territorial 
A série histórica de imagens do Google Earth (Figura 3-34 e Figura 3-35) permite 
identificar pontos de expansão urbana no município e suas redondezas entre os 
anos de 2005 e 2020, sendo este a último ano de imagens disponíveis para 
análise no software. A zona urbana central não apresentou expansão territorial 
significativa entre os anos, apesar do crescimento em todos os eixos. Já as 
zonas mais afastadas apresentam maior alteração no uso e ocupação do solo, 
indicando expansões isoladas ou em pequenos núcleos.
83 
Figura 3-34 – Laranjal Paulista no ano de 2010. 
Fonte: Google Earth
Figura 3-35 – Laranjal Paulista no ano de 2019. 
Fonte: Google Earth
Através das leis de uso e ocupação do solo e análise dos projetos para instalação 
de empreendimentos, busca-se realizar o crescimento ordenado, de modo a 
84 
respeitar as leis ambientais e não sobrecarregar a infraestrutura de transporte e 
saneamento existentes atualmente. 
3.6. Aspectos Físicos e Ambientais 
3.6.1. Climatologia 
A classificação realizada pelo IBGE em 2002 sobre o clima brasileiro, enquadra 
todo território de Laranjal na zona climática tropical brasil central, a qual possui
como característica um clima úmido e apenas 1 a 2 meses de clima seco. Este 
possui como característica temperaturas médias entre 15º e 18º celsius em pelo 
menos 1 mês do ano, sendo enquadrado como subquente (IBGE, 2002). 
Para caracterização dos fatores climáticos no município, buscou-se as Normais 
Climatológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), disponibilizados pelo 
Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). Observou-se que a 
estação com os dados disponíveis mais próximas é a de Sorocaba, código 83851 
(Figura 3-36). 
Figura 3-36 – Localização da estação de Sorocaba. 
Fonte: INMET (2021). 
85 
Considerando a disponibilidade dos dados e que os municípios de Laranjal Paulista 
e Sorocaba pertencem à mesma região imediata e a mesma classificação climática 
(subquente) de acordo com IBGE (2002), os fatores climáticos analisados para 
Laranjal serão baseados nos dados da estação de Sorocaba. 
Foram extraídos os seguintes parâmetros das Normais Climatológicas entre 1981 
e 2010: (i) Taxa de Insolação; (ii) Pluviometria; (iii) Pressão atmosférica; (iv) 
Umidade do ar e (v) Temperaturas máximas, médias e mínimas. 
TAXA DE INSOLAÇÃO 
Segundo dados do INMET, a taxa de insolação média na estação do município de 
Sorocaba está na faixa de 149,7 3 202,0 W/m2
. Verifica-se que o mês de agosto 
registra a maior taxa de insolação, 202,00 W/m2
, e janeiro registra a menor média, 
com 149,70 W/m2 (Figura 3-37). 
Figura 3-37 – Taxa de insolação na estação do município de Sorocaba (W/m2) 
Fonte: INMET, Normais Climatológicas (1981 – 2010). 
PLUVIOMETRIA 
É possível observar o comportamento da chuva na estação do município de
Sorocaba ao longo do ano, baseada nas Normais Climatológicas (INMET, 1981-
2010). As médias climatológicas são valores calculados a partir de uma série de 
149,70
202,00
0
70
140
210
280
InsolaÁ„o total (horas)
1981 - 2010
86 
dados de, aproximadamente, 30 anos observados. Verifica-se para os meses de 
dezembro a fevereiro um volume maior de precipitação acumulada, indicando 
período com chuvas mais frequentes ou mais longas. Por outro lado, nos meses de 
junho, julho e agosto a tendência é um período mais seco, já que apresenta 
volumes menores de precipitação acumulada. O maior volume identificado foi no 
mês de janeiro, atingindo a 284,20 mm, e o mês de agosto com apenas 31,90 mm 
(Figura 3-38). 
Figura 3-38 – Precipitação acumulada de Sorocaba 
Fonte: INMET, Normais Climatológicas 1981 – 2010. 
PRESSÃO ATMOSFÉRICA: 
Dentre os fatores que determinam as condições do clima, a pressão atmosférica é 
um fator importante a ser ressaltado. A pressão atmosférica está associada à 
formação ou não de nuvens, bem como de ocorrência ou não de chuvas. A alta 
pressão indica poucas nuvens, menor umidade relativa do ar, tempo seco e 
ausência de chuva, logo, tempos mais estáveis. Deste modo, as Normas 
Climatológicas (1981-2010) indicam que o período entre maio e setembro tende a 
ser de alta pressão atmosférica no município de Sorocaba, logo, é um período com 
maior estabilidade. Considerando o período de novembro a fevereiro, a tendência 
é de maior instabilidade, já que apresenta baixa pressão (Figura 3-39). Estes 
0
75
150
225
300
PrecipitaÁ„o acumulada (mm)
Instituto Nacional de Meteorologia - INMET 1981 - 2010
87 
períodos de estabilidade e instabilidade relatados coincidem com os períodos de 
chuva e seca no município, fator esperado uma vez que a instabilidade e formação 
de nuvens, associadas a outros fatores, propicia a ocorrência de chuvas. A maior 
média verificada foi de 1.017,70 hPa e a menor foi de 1.009,20 hPa, segundo 
(Normais Climatológicas 1981-2010). 
Figura 3-39 – Pressão atmosférica na estação de Sorocaba (hPa) 
Fonte: INMET, Normais Climatológicas (1981 – 2010). 
UMIDADE RELATIVA 
A média da umidade relativa do ar mensal na estação do município de Sorocaba 
permanece entre 68 mm e 80 mm. Os meses de junho a outubro despontam como 
de menor umidade relativa do ar. As Normais Climatológicas indicam que o primeiro 
semestre do ano tende a ser de maior umidade atmosférica, tendo atingido, no mês 
de janeiro, 77,7% de umidade relativa do ar (Normais Climatológicas 1981-2010). 
Por outro lado, de julho a outubro, de baixa umidade, a média da umidade relativa 
do ar foi de 68,4% (Normais Climatológicas 1981-2010). A Figura 3-40 mostra a 
variação de umidade relativa na estação do município de Sorocaba. 
1000
1005
1010
1015
1020
Press„o atmosfÈrica (mb)
1981 - 2010
88 
Figura 3-40 – Umidade relativa na estação de Sorocaba (%) 
Fonte: INMET, Normais Climatológicas (1981 – 2010). 
TEMPERATURAS 
Em relação à média das temperaturas máximas na estação do município de
Sorocaba, observa-se que de maio a julho foram registradas as menores 
temperaturas máximas, entre 23,90°C e 24,80°C. De janeiro a março foram 
registradas as maiores médias de temperaturas máximas, entre 29,20°C e 30,00°C.
Em relação as médias das temperaturas mínimas, a menor média de temperatura 
mínima registrada foi em julho, 12,00 °C e a maior média de temperatura mínima
registrada em fevereiro, 19,70 °C. A Figura 3-41 mostra a variação da temperatura 
máxima, média e mínima ao longo dos meses.
60
65
70
75
80
Umidade Relativa (%)
1981 - 2010
89 
Figura 3-41 – Temperatura máxima, média e mínima em graus na estação Sorocaba 
Fonte: Inmet, Normais Climatológicas (1981-2010). 
Ressalta-se que pode ser registrada uma pequena alteração nas características 
climatológicas do município de Laranjal paulista apresentadas este tópico em 
função do monitoramento ser realizado em outro município, porém utilizou-se os 
dados de normais climatológicas disponíveis da localidade mais próxima e com 
características de clima semelhantes. 
3.6.2. Geologia e Geomorfologia 
De acordo com Serviço Geológico Brasileiro (CPRM, 2006), a delimitação do 
município de Laranjal abrange sete unidades litoestratigráficas (Figura 3-42), sendo 
elas: P23sa 3 Serra Alta; P2i 3 Irati; C2P1i 3 Itararé; P1tt 3 Tatuí; Q2a 3 Depósitos 
Aluvionares; P3t 3 Teresina; P3T1p - Piramboia. 
0 C°
10 C°
20 C°
30 C°
40 C°
Temperatura (°C)
MÕN. M…D. M£X.
90 
Figura 3-42 – Mapa de geodiversidade do município. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
P23sa – SERRA ALTA 
A área tipo da Formação Serra Alta situa-se na Estrada de Rio do Sul a Lages, 
Bordo Oeste da Serra Alta, Estado de Santa Catarina. A Formação Serra Alta é 
constituída essencialmente por siltitos e argilitos cinza escuros, não betuminosos, 
em camadas tabulares maciças ou com laminação plano-paralela pouco 
desenvolvida, com camadas de calcário impuro e nódulos de sílex. Corresponde à 
decantação de finos em profundidades abaixo do nível-base de ação das ondas. 
Camadas de calcário podem assumir importância local como fonte de insumos
minerais (CPRM, 2006). 
91 
P2i – IRATI 
O limite da Formação Irati com as unidades sotopostas no estado de São Paulo é 
marcado pela presença de conglomerados e arenitos conglomeráticos (CPRM, 
2006). 
A unidade consiste em folhelhos e argilitos cinza escuros, folhelhos betuminosos e 
calcários associados, portadores de répteis mesossaurídeos (CPRM, 2006 apud. 
Schneider et al. 1974). Na base, predominam os folhelhos, argilitos e siltitos cinza 
escuros, não betuminosos, maciços ou com laminação plano-paralela, formando 
camadas tabulares (Membro Taquaral). Na parte superior ocorre uma característica
associação de folhelhos, folhelhos betuminosos e calcários (Membro Assistência). 
Nos calcários podem ocorrer estratificações cruzadas hummocky, marcas 
onduladas simétricas e assimétricas e laminações cruzadas cavalgantes. 
Os sedimentos finos indicam deposição por decantação em ambiente de águas 
calmas, abaixo do nível de ação das ondas (CPRM, 2006 apud Schneider et al. 
1974). Os folhelhos betuminosos sugerem a existência de períodos de 
estratificação da coluna de água. A presença de estratificação cruzada hummocky 
sugere a influência de tempestades durante a deposição da unidade (CPRM, 2006 
apud Lavina 1991). 
A esta unidade associam-se ocorrências de folhelhos pirobetuminosos, 
relacionados por CPRM, 2006 apud Zalán et al. (1990) como geradores de óleo e 
gás. Estas rochas são explotados no Paraná para a extração de óleo e gás, tendo 
as cinzas do processo uso na fabricação de cerâmicas. Camadas de calcário e 
dolomitos, são utilizadas na indústria cimenteira e como corretivo de solos. 
Ocorrências de cobre são encontradas junto a diques e sills básicos da Formação 
Serra Geral que afetam a Formação Irati.
C2P1i – ITARARÉ 
O grupo Itacaré é subdividido em três formações, Lagoa Azul, Campo mourão e 
Taciba, diferenciando-se pela fase de sedimentação cíclica dentro de um regime
glacial. 
92 
A primeira é representada em uma unidade basal arenosa e outra superior, 
dominantemente argilosa, sendo os depósitos relacionados a ambiente fluvial 
entrelaçado e de leques aluviais, na base, e depósitos de planíce de lavagem em 
ambiente glacial e lacustrino anóxido, no topo (CPRM, 2006). 
A segunda é caracterizada por arenitos de origem flúvio-deltaica ou turbiditos 
associados à frente deltaica, podendo ocorrer folhetos em direção ao topo da 
formação, sugerindo a sedimentação em ambiente marinho (CPRM, 2006). 
A terceira é composta por lamitos com seixos, arenitos, folhetos e siltitos, 
englobando grande parte das rochas aflorantes do grupo. Representam, ainda, 
depósitos marinhos com influência de geleiras, depósitos gerados por processos
de lavagem subaquosa, depósitos de fluxos de detritos, turbiditos e, provavelmente, 
eskers (CPRM, 2006). 
P1tt – TATUÍ 
Corresponde, no Estado de São Paulo, ao mesmo intervalo deposicional das 
formações Rio Bonito e Palermo mapeadas em Santa Catarina e no Paraná, com 
discreta variação regional de fácies. 
Sua formação tem como característica a presença de siltitos e siltitos arenosos, de 
coloração cinza e matriz carbonosa, ocasionais fragmentos e níveis de carvão, 
nódulos de pirita, laminação irregular ou maciço. Níveis de arenito cinza￾esverdeado, médio a grosseiro, imaturo. Na porção superior é comum ocorrerem 
camadas de arenito fino, quartzoso, às vezes com estruturas lenticulares (CRPM, 
2006). 
Q2a – DEPÓSITOS ALUVIONARES 
A unidade Q2a ocupa uma pequena parcela dos limites municipais, sendo
caracterizada como depósitos nas margens, fundos de canal e planícies de 
inundação de rios e areias, cascalheiras, siltes, argilas e, localmente, turfas, 
resultantes dos processos de erosão, transporte e deposição a partir de áreas fonte 
diversas, desenvolvendo-se sobre a província Paraná e extendendo-se para as
províncias limítrofes. Estes depósitos possuem importância na construção civil, em 
especial os arenosos e cascalheiras, além de material argiloso para a indústria
93 
cerâmica. As areias quartzosas se destacam no uso industrial, sendo encontradas 
em áreas de drenagem das formações Furnas, Piramboia ou Botucatu. Placeres 
contendo diamante são encontrados em rios que drenam rochas sedimentares das 
formações Vila Maria, Furnas, Ponta Grossa, Aquidauana ou do Grupo Itararé, bem 
ocmo são registradas ocorrências de ouro em rios que cortam as formações Ponta 
Grossa, Aquidauana e Serra Geral (CPRM, 2006).
P3t – TERESINA 
Já a unidade P3t refere-se à Formação Teresina, subgrupo Estrada Nova e grupo 
Passa Dois. À Formação Teresina, junto com a Formação Serra Alta (P23sa) e 
base da formação Rio do Rasto (P3T1rr), que compõem a porção basal do Grupo 
Passa Dois, foram atribuídas idade Kazaniana, e estão na fase regressiva da 
Superseqüência Gondwana I. É constituída por argilitos, siltitos e arenitos muito 
finos e finos, cinza escuros a esverdeados, com geometria tabular ou lenticular 
muito estendida. A sedimentação distribui-se em ciclos granocrescentes 
(parasseqüências) que iniciam com pelitos maciços ou laminados, passando, em 
sentido superior, para siltitos com acamadamento wavy e linsen. Na porção mais 
superior da unidade, as parasseqüências podem terminar ou serem inteiramente 
constituídas por arenitos com estratificação cruzada hummocky, acamadamento 
flaser e drape, marcas onduladas simétricas e laminação cruzada cavalgante. Em 
alguns locais, especialmente no Rio Grande do Sul e Paraná, pode apresentar 
pacotes de arenitos com estratificação cruzada hummocky amalgamados, com até 
10 m de espessura, indicando deposição em ambiente influenciado por ondas de 
tempestade. Na literatura, a natureza do corpo d9água é controversa, sendo 
propostos desde ambiente marinho influenciado por marés, até lacustre, devido a 
total ausência de fósseis claramente marinhos. Camadas de calcário e de argilas 
constituem o potencial mineral desta unidade (CPRM, 2006). 
P3T1p – PIRAMBOIA 
Em relação à unidade P3T1p, a Formação Pirambóia tem sua área tipo situada nos 
arredores de Pirambóia, Estado de São Paulo. Esta Formação é constituída, em 
essência, por arenitos médios e finos com cores esbranquiçadas, avermelhadas e 
alaranjadas, com geometria lenticular bem desenvolvida. Estratificações cruzadas 
94 
acanaladas de porte grande e muito grande, e laminações cruzadas transladantes 
subcríticas são as estruturas primárias mais freqüentes. Aceita-se, hoje, que a 
unidade corresponda a evolução de um extenso campo de dunas eólicas. Sua 
idade é bastante discutida, sendo usualmente considerada como Neotriássica, com
base em correlação de poços e afloramentos, e na idade da Formação Sanga do 
Cabral, sobreposta, sugerem uma idade contida no intervalo Neopermiano 
(Tatariano) 3 Eotriássico (Schytiano), bem como sua ocorrência também no Rio 
Grande do Sul. É fonte de areias quartzosas para uso industrial e suas camadas 
de arenitos são parte constituinte do Aqüífero Guarani (CPRM, 2006). 
Outro fator importante a ser observado em relação à geologia é a probabilidade de 
ocorrência de cavernas. Essa informação é importante para auxiliar na gestão
ambiental, principalmente em processos de licenciamento ambiental de 
empreendimentos potencialmente lesivos ao Patrimônio Espeleológico. No que se 
refere ao potencial de ocorrência de cavidades, observa-se a partir da Figura 3-43 
que a maior porção do município localiza-se em zonas com médio potencial de
ocorrência de cavidades, possuindo, em menor proporção, áreas espalhadas com 
potencial muito alto. Quanto a ocorrência de cavernas, não foram registradas 
ocorrências nos limites do município. 
95 
Figura 3-43 – Mapa de potencial de ocorrência de cavidade. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
GEOMORFOLOGIA 
Quanto à caracterização geomorfológica, utilizou-se como base o levantamento 
geomorfológico realizado pelo Departamento de Geografia da Universidade de São
Paulo (USP,1997). O município de Laranjal Paulista está situado na unidade 
Depressão Médio Tietê (Figura 3-44), representada por colinas com topos amplos. 
Esta área é caracterizada por formas de dissecação muito intensa, com vales de 
entalhamento pequeno e densidade de drenagem alta ou vales muito entalhados 
com densidade de drenagem menores. Destaca-se a propensão a processos
erosivos agressivos, inclusive com movimentos de massa, com índice de fragilidade 
muito alto. 
96 
Figura 3-44 – Mapa de geomorfologia. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
Pode-se observar, na Figura 3-45, a declividade do município, sendo predominante 
no local declividades inferiores a 10º, caracterizando como um relevo 
predominantemente plano. Já em relação a topografia e hipsometria, apresentados 
na Figura 3-46, percebe-se que o município encontra-se, em quase sua totalidade, 
localizado entre a cota 450 e 600 metros. 
97 
Figura 3-45 – Mapa de declividade. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
98 
Figura 3-46 – Mapa de hipsometria e topografia. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
3.6.3. Pedologia 
3.6.3.1. Classificação dos solos 
Conforme pode-se verificar na Figura 3-47, os solos predominantes no município 
são Latossolos vermelho distrófico (LVd) e Argissolo vermelho amarelo distrófico 
(PVAd) e uma pequena parcela ao norte de Latossolo Vermelho Amarelo Distrófico, 
sendo suas características apresentadas a seguir (EMBRAPA, 2019). 
99 
Figura 3-47 – Mapa pedológico do município. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
LATOSSOLOS
São solos minerais, não-hidromórficos, profundos, com horizontes B muito espesso 
e sequência de horizontes A, B e C pouco diferenciados. Suas cores variam de
vermelha muito escuras a amareladas, com massa de solo de aspecto maciço
poroso, apresentando estrutura granular não muito pequena. São macios quando 
sexos e altamente friáveis quando úmidos. O teor de silte, em geral, não é inferior 
a 20%, enquanto a argila varia entre 15% e 80%, possuindo alta permeabilidade à 
água (EMBRAPA, 2020). 
Os latossolos são muito intemperizados, com pequena reserva de nutrientes para 
as plantas, representados por sua baixa a média capacidade de troca de cátions. 
100 
Mais de 95% dos latossolos são distróficos e ácidos, com pH variando entre 4 e 
5,5, apresentando grandes problemas de fertilidade (EMBRAPA, 2020). 
Quanto ao uso agrícola, são passíveis de utilização com culturas anuais, perenes, 
pastagens e reflorestamento. Geralmente situam-se em relevo plano a suave 
ondulado, com declividade que raramente ultrapassa 7%, favorecendo a 
mecanização. Apesar da aptidão agrícola, estes solos necessitam de preparo com 
adequação de correção de pH e aplicação de fertilizantes em função de sua baixa 
fertilidade (EMBRAPA, 2020). 
ARGISSOLOS
Possui textura argilosa, com acúmulo de argila em profundidade devido à 
mobilização e perda de argila da parte mais superficial. Podem ser classificados em 
alíticos (altos teores de alumínio), distróficos (baixa saturação de bases) ou 
eutróficos (alta saturação de bases), sendo normalmente ácidos (EMBRAPA, 
2020). 
Possuem em geral baixa fertilidade, demandando o preparo do solo com correção 
e adubação, além de práticas conservacionistas relacionadas ao controle de 
erosão. Os argissolos de maior fertilidade natural e potencial de uso agrícola são
os eutróficos, que apresentam boas condições físicas e em relevos mais suaves. 
3.6.4. Vegetação 
O município de Laranjal está inserido no bioma da Mata Atlântica, conforme Figura 
3-48. Em relação a vegetação, o inventário florestal de São Paulo (2020), os 
fragmentos apresentados correspondem à Floresta Estacional Semidecidual em 
estágio médio de regeneração. A seguir serão descritas as principais 
características do bioma da Mata Atlântica. 
101 
Figura 3-48 – Mapa de biomas do município. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
MATA ATLÂNTICA 
A mata atlântica abrange cerca de 15% do território brasileiro, estando presente em 
17 estados. Este bioma apresenta uma das diversidades de espécies mais ricas do 
planeta, apesar de restarem apenas aproximadamente 12,4% da floresta original. 
Aproximadamente 72% da população brasileira vive neste bioma, abrangendo, 
ainda, sete das nove maiores bacias hidrográficas do país, além de possibilitar 
atividades essenciais para a economia, como a agricultura, pesca, geração de 
energia, turismo e lazer (INPE, 2019). 
A Mata Atlântica é composta por formações florestais nativas (Floresta Ombrófila 
Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de Araucárias; 
Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual; e Floresta Estacional 
102 
Decidual), e ecossistemas associados (manguezais, vegetações de restingas, 
campos de altitude, brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste) (MMA, 
2020). 
O município de Laranjal possui como destaque a presença de Floresta Estacional 
Semidecidual, possuindo como característica uma vegetação com predominância 
de espécies arbóreas, com a formação de dossel contínuo. A Mata Ciliar e a Mata 
de Galeria são fisionomias associadas a cursos de água, que podem ocorrer em 
terrenos bem drenados ou mal drenados. A Mata Seca e o Cerradão ocorrem nos 
interflúvios em terrenos bem drenados, sem associação com cursos de água 
(EMBRAPA, 2020). 
FLORESTA ESTADUAL SEMIDECIDUAL
Conforme indicado pelo inventário florestal disponível no DataGEO de São Paulo, 
foram identificados fragmentos com características de Floresta Estadual 
Semidecidual em estágio médio de regeneração. De acordo com EMBRAPA 
(2020), estas são formações de ambientes menos úmidos quando comparado com 
a floresta ombrófila densa, ocupando ambientes que transitam entre a zona úmida
costeira e o ambiente semiárido. Sua vegetação tem como característica atingir 
alturas em torno de 20 metros, com uma razoável perda de folhas no período seco. 
Os Argissolos e Latossolos, ambos Amarelos e Vermelho-Amarelos, com baixa 
fertilidade natural e alguns Argissolos Vermelhos, são os principais solos 
relacionados com este tipo de floresta. Nessa formação, podem ser citadas 
espécies arbóreas como Tabebuia chrysotricha (Mart. ex DC.) Standley (pau￾d`arco-amarelo), Cordia sp. (freijó), Plathymenia foliolosa 
Benth. (amarelo), Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb (pau-d9arco￾roxo), Pithecolobium polycephalum Benth. (camondongo) e Caesalpinia echinata 
Lam. (pau-brasil). Em áreas situadas mais para o interior, tal formação aparece 
ocupando as partes mais elevadas dos conhecidos <brejos de altitude= (EMBRAPA, 
2020). 
103 
3.6.5. Fauna 
Os estudos sobre a caracterização da fauna específicos para o município de 
Laranjal Paulista são restritos, possivelmente em função do porte do município, 
portanto, a análise da fauna foi realizada através da caracterização da bacia 
hidrográfica a qual o município pertence, pois espera-se que a fauna apresente 
características semelhantes ao longo da bacia. 
Foi identificado na bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê uma biodiversidade com 
cerca de 250 espécies de aves, 60 de mamíferos, 25 de anfíbios, 30 de repteis e 
65 de peixes, correspondente a aproximadamente 27% da biodiversidade do 
estado de São Paulo (SEMA, 2014 apud SMITH, 2003). 
Por outro lado, diversos animais anteriormente mapeados, como Mono-carvoeiro 
(Brachyteles arachnoides), o Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), 
Gavião-pombo-grande (Leucopternis polionota), Gavião-pega-macaco (Spizaetus 
tyrannus), Macuco (Tinamus solitarius), foram extintos em toda a bacia do rio 
Sorocaba (SEMA, 2014). 
No entanto, ainda há o que ser feito diante da quantidade de animais que correm 
risco, atualmente, de extinção. Dentre estes animais, podem ser destacados: 
• Lobo-guará (Chtysocyon brachyurus) 
• Lontra (Lontra longicaudis), 
• Jaguatirica (Leopardus pardalis), 
• Urubu-rei (Sarcoramphus papa). 
• Onça-parda ou Suçuarana (Puma concolor). 
3.6.6. Unidades de Conservação e Proteção 
O município de Laranjal encontra-se em área adjacente à Área de Proteção 
Ambiental - APA Tietê, a qual se estende por uma área de 45.100 ha nos municípios 
de Tietê, Jumirim e Rafard, sendo criada em 1983 através do Decreto nº 20.959. 
Conforme destacado no plano de manejo, a preservação e recuperação da área é 
de extrema importância, uma vez que apesar de seu potencial para superávit 
hídrico, na prática observa-se que ocorre um déficit na região. Outro ponto
104 
relacionado aos recursos hídricos apresentado no plano de manejo é com relação 
à qualidade das águas superficiais, as quais vem se degradando em função do 
lançamento de efluentes fora de padrão, associado a falta de mata ciliar para 
proteção dos processos erosivos, os quais acarretam em carreamento de sólidos 
para os cursos d9água. Segundo o mapeamento realizado no plano de manejo, 90% 
da área da APA foi classificada como fragilidade alta ou muito alta quanto à 
preservação da qualidade da água. 
3.6.7. Recursos Hídricos 
A Política Estadual de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo foi instituída pela 
Lei nº 7.663/91, sendo atualizada, posteriormente, pela Lei nº 16.337/2016. Esta 
legislação baseou a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH), 
estando em vigência o plano referente ao quadriênio 2016-2019, estando em 
elaboração um plano para o período 2020-2023. 
O estado foi dividido em 22 Unidades Hidrográficas de Gerenciamento de Recursos 
Hídricos (UGRHI), conforme Figura 3-49. A cidade de Laranjal Paulista encontra￾se na UGRHI 10 3 Sorocaba e Médio Tietê, a qual pertence a bacia do Rio Tietê. 
Suas bacia limítrofes são: UGRHI 5 3 Piracicaba, Capivari e Jundiaí, UGRHI 6 3
Alto Tietê, UGRHI 11 3 Ribeira do Iguape e Litoral Sul, UGRHI 13 3 Tietê 3 Jacaré 
e UGRHI 14 3 Alto Paranapanema. 
105 
Figura 3-49 – Mapa das UGRHI do Estado de São Paulo 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
Na UGRHI 10, segundo o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos 
Hídricos do Estado de São Paulo (SIGRH), a população era de 1.811.904 
habitantes segundo dados do SEADE, 2009. Sua área de drenagem é de 11.829 
km², sendo os principais rios: Sorocaba, Tietê, Sorocabuçu, Sorocamirim, Pirajibu, 
Jundiuvira, Murundu, Sarapuí, Tatuí, Guarapó, Macacos, Ribeirão do peixe, 
Alambari, Capivara e Araqua (SIGRH, 2010) 
Segundo informações disponibilizadas na Lei nº 16.337/2016, as características 
relacionadas à população e área da UGRHI 10 são as apresentadas na Tabela 
3-41, enquanto suas sub-bacias são apresentadas na Figura 3-50. 
106 
Tabela 3-30 – Características gerais da população e de área da UGRHI 10
População (Seade) 
Total (2014) Urbana (2014) Rural (2014) 
1.935.803 hab. 89,3% 10,7% 
Área Área territoral (Seade) Área de Drenagem 
12.099,1 km² 11.829 km² 
Fonte: ALESP (2016).
Ainda de acordo com a Lei supramencionada, a Tabela 3-31 apresenta os principais 
aquíferos e mananciais de grande porte e de interesse regional: 
Tabela 3-31 – Principais aquíferos e mananciais da UGRHI 10. 
Aquíferos 
Pré-cambriano
Área de abrangência: inteiramente as UGRHIs 01-SM, 02-
OS, 03-LN, 06-AT, 07-BS, 11-RB, e parte das UGRHIs 04-
Pardo, 05-PCJ, 09-MOGI, 10-SMT e 14--ALPA. 
Serra Geral 
Área de abrangência: estende-se por toda a região oeste e 
central do Estado, é subjacente ao Aqu[ifero Bauru e 
recobre o Guarani. 
Tubarão
Área de abrangência: parte das UGHIs 04-Pardo, 05-PCJ, 
09-Mogi, 10-SMT e 14-ALPA. 
Guarani
Área de abrangência: ocorre em 76% do território do estado 
de São Paulo. 
Mananciais de grande porte e 
de interesse regional 
Grande porte: 
Rio Sorocaba - 28 municípios 
Interesse Regional:
Rios Pirajibu, Sarapuí, do Peixe e Sorocamirim, Tatuí; 
Nascente do Rio das Palmeiras; Ribeirões das Lavras, dos 
Ponces, Avecuia, do Cubatão, das Conchas, do Colégio e 
do Buru. 
Fonte: ALESP (2016). 
107 
Figura 3-50 – Mapa das sub-bacias da UGRHI 10. 
Fonte: Consórcio CM (2021)
3.6.7.1. Hidrografia do Município 
Conforme pode-se observar na Figura 3-51, os principais rios são o Tietê e o 
Sorocaba, sendo a captação para abastecimento da sede do município e do distrito 
de Maristela realizadas no rio Sorocaba, com vazão nominal de 105 l/s, recalcando 
a água até a ETA sede, com capacidade de tratamento de 100 l/s, enquanto o 
distrito de Laras é abastecido por dois poços, com vazão outorgada total de 7,16 
m³/h.. 
108 
Figura 3-51 – Hidrografia de Laranjal Paulista. 
Fonte: Consórcio CM (2021)
3.6.7.2. Disponibilidades Hídricas 
A disponibilidade hídrica é fator fundamental, em conjunto com a qualidade da 
água, para proporcionar oportunidades de crescimento e desenvolvimento 
econômico, sendo um bem essencial para manutenção da vida e insumo em vários 
processos produtivos das indústrias, além da ampla utilização e demanda na área 
agroindustrial. 
Em relação à disponibilidade hídrica da UGRHI 10, no ano de 2017 haviam 1.686 
m³/hab.ano, sendo as vazões médias, mínimas e vazão Q95% apresentadas na 
Tabela 3-32 (ALESP, 2016). 
109 
Tabela 3-32 – Disponibilidade hídrica superficial e subterrânea da UGRHI 10 
Disponibilidade hídrica 
superficial
Vazão média (Q médio) Vazão mínima (Q7,10) Vazão Q95%
107 m³/s 22 m³/s 39 m³/s 
Disponibilidade hídrica 
subterrânea 
Reserva Explotável 
17 m³/s 
Fonte: ALESP (2016). 
Comparando-se os valores apresentados na Tabela 3-32 e na Tabela 3-34, verifica￾se uma inconsistência nos valores, porém esta diferença pode estar relacionada a 
diferença entre as referências e os anos dos estudos realizados pelas mesmas. 
3.6.7.3. Demandas pelo Uso da Água 
As principais demandas para uso das águas na bacia são para fins de
abastecimento humano e para suprir as necessidades das principais atividades 
econômicas desenvolvidas, apresentadas na Tabela 3-33. 
Tabela 3-33 – Principais atividades econômicas da UGRHI 10. 
Principais 
atividades 
econômicas 
Produção de componentes para telecomunicações e 
informática, montadores de veículos, refinarias de 
petróleo, fábricas de celulose e papel, indústrias 
alimentícias e sucroalcooleiras, complexos industriais de 
base mineral ligados à produção de alumínio, de cimento e 
outros, cultivo de cana de alucar e do citrus e pecuária. 
Fonte: ALESP (2016). 
De acordo com a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97), deve 
ocorrer o controle do uso das águas de modo a assegurar qualidade e 
disponibilidade para todos, sendo o instrumento responsável por este ato a outorga. 
A lei define, ainda, os usos prioritários em casos de escassez hídrica, sendo o 
consumo humano definido como o de maior prioridade. 
Segundo dados do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH) do Estado de São 
Paulo, as vazões outorgadas (Tabela 3-34) encontram-se dentro das 
disponibilidades da bacia hidrográfica, permitindo, ainda, uma expansão no uso dos 
recursos hídricos. 
110 
Tabela 3-34 – Demanda outorgada UGRHI 10 
Q média – Q outorgada Q7,10 – Q outorgada Q95% – Q outorgada 
93,19 m³/s 6,19 m³/s 23,19 m³/s 
Fonte: PERH/SP (2020). 
 
3.6.7.4. Qualidade das Águas 
A qualidade das águas superficiais é regida pela portaria CONAMA 357/05, a qual 
define o enquadramento dos rios de água doce em 5 classes diferentes, sendo elas: 
classe especial, 1, 2, 3 e 4. O enquadramento se dá em função dos usos previstos 
para cada corpo hídrico, conforme Tabela 3-35: 
Tabela 3-35 – Usos previstos e classes definidos na resolução Conama 357/05. 
Classes Usos previstos 
Classe 
especial 
Abastecimento público com desinfecção; Preservação do equilíbrio natural das 
comunidades aquáticas; preservação dos ambientes aquáticos em unidades 
de conservação de proteção integral; 
Classe 1 
Abastecimento público após tratamento simplificado; proteção das 
comunidades aquáticas; recreação de contato primário, como natação, esqui 
aquático e mergulho (Resolução CONAMA 274/2000); Irrigação de hortaliças 
consumidas cruas e frutas que se desenvolvam rentes ao solo e ingeridas 
cruas; proteção das comunidades aquáticas em terras indígenas; 
Classe 2 
Abastecimento público após tratamento convencional; proteção das 
comunidades aquáticas; recreação de contato primário, como natação, esqui 
aquático e mergulho (Resolução CONAMA 274/2000); irrigação de hortaliças, 
plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer; aquicultura 
e pesca; 
Classe 3 
Abastecimento público após tratamento convencional ou avançado; irrigação 
de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; pesca amadora; recreação de 
contato secundário; dessedentação de animais; 
Classe 4 Navegação; harmonia paisagística. 
Fonte: MMA (2005). 
111 
Observa-se que os usos vão se tornando menos exigentes conforme o aumento da 
classe, sendo a classe especial de maior interesse em termos de proteção 
ambiental e a classe 4 destinada a usos que não tenham contato com pessoas. 
Para cada uma dessas classes são definidos padrões de qualidade da água a 
serem seguidos, ressaltando que o enquadramento não ocorre em função de
análises de qualidade de água realizadas em monitoramentos, mas sim em função 
dos usos previstos. 
De maneira a complementar esta legislação, a CONAMA 430/11 define os padrões 
de lançamento de efluentes, variando em função de cada classe definida na 
Conama 357/05, sendo mais restritivos para as classes que preveem usos mais 
nobres e menos restritivos para as classes de usos menos nobres. O respeito aos
padrões de lançamento por parte de indústrias e sistemas de coleta e tratamento 
de esgotamento sanitário urbano são essenciais para garantir a qualidade da água, 
conforme padrões definidos na Conama 357/05. 
No quesito de balneabilidade, ou seja, águas utilizadas para recreação, a resolução 
Conama 274/2000 apresenta os critérios para classificação das águas doces, 
salobras e salinas, dividindo, em função da qualidade da água apresentada nas 
análises de indicadores, nas categorias própria e imprópria para balneabilidade. 
Correlacionado ao saneamento, outra legislação importante é a Portaria de 
Consolidação nº 05 de 28 de setembro de 2017, a qual, em seu anexo XX define 
os padrões de qualidade da água para consumo humano, sendo a base legal para 
monitoramento dos sistemas de tratamento e abastecimento humano. 
A CETESB realizou a classificação dos corpos hídricos do estado de São Paulo,
sendo apresentado, na Figura 3-52, a classificação para o município de Laranjal.
Observa-se que existem apenas rios pertencentes à classe 2 na cidade, sendo os 
usos previstos já descritos na Tabela 3-35. 
112 
Figura 3-52 – Enquadramento dos cursos d'água do município. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
Foi iniciada, no ano de 1974, a operação da Rede de Monitoramento de Qualidade 
das Águas Interiores do Estado de São Paulo, permitindo o monitoramento das 22 
unidades de gerenciamento de recursos hídricos do estado, através de dados de 
552 pontos de amostragem de água espalhados pelas UGRHIs. Destes, 33 pontos 
estão localizados na URGHI 10. Esta unidade de gerenciamento é classificada, 
ainda, como uma zona industrial (Figura 3-53). 
113 
Figura 3-53 – Classificação das URGHIs quanto aos usos e atividades 
desenvolvidas. 
Fonte: Consórcio CM (2021) 
Através destes dados, é possível acompanhar a evolução da qualidade da água, 
identificar locais prioritários para controle da poluição, definição de ações 
preventivas em locais estratégicos, como a construção de ETEs, subsidiar os 
relatórios técnicos da situação dos recursos hídricos realizados pelos comitês de 
bacia, informar a população sobre a balneabilidade de locais utilizados para 
recreação. 
114 
O último relatório de qualidade da água disponível para consulta foi do ano de 2019, 
onde a CETESB consolida as informações referentes ao monitoramento realizado 
através de sua rede. 
Em termos de qualidade de água relacionadas ao saneamento básico, destacam￾se dois índices, o Índice de Qualidade das Águas 3 IQA e o Índice de Qualidade 
das Águas Brutas para fins de Abastecimento Público 3 IAP. 
• Índice de Qualidade das Águas – IQA: Este índice é calculado através 
de valores de nove parâmetros de análises, a saber: oxigênio dissolvido, 
coliformes termotolerantes, pH, DBO5,20, temperatura, nitrogênio total, 
fósforo total, turbidez e resíduo total. Para cada variável é determinado 
um peso, sendo obtido a partir do produtório ponderado dos nove 
parâmetros. Após o cálculo, verifica-se a qualidade da água de acordo 
com a categoria, definida conforme Tabela 3-36 
Tabela 3-36 – Classificação do IQA. 
Categoria Faixa do IQA 
Ótima 79 < IQA f 100 
Boa 51 < IQA f 79 
Regular 36 < IQA f 51 
Ruim 19 < IQA f 36 
Péssima IQA f 19 
Fonte: CETESB (2020). 
• Índice de Qualidade das Águas Brutas para fins de Abastecimento 
Público – IAP: Índice utilizado pela CETESB para monitoramento das 
águas destinadas ao abastecimento público, sendo calculado pelo 
produto do IQA e do Índice de Substâncias Tóxicas e Organolépticas 3
ISTO. O ISTO é composto por indicadores relacionados a presença de 
substâncias tóxicas, como cianobactérias, potencial de formação de 
trihalometanos, cádimo, chumbo, cromo, mercúrio, níquel, entre outros. 
Após o cálculo do IAP, sua classificação é realizada utilizando as 
115 
mesmas faixas e categorias do IQA e já descritas na Tabela 3-36.
Para o parâmetro IQA, no ano de 2019, a UGRHI 10 apresentou 11% de suas 
análises na categoria ótima, 46% boa, 25% como regular, 18% ruim e 0% como 
péssima. 
Já para o parâmetro IAP, os resultados apresentados no relatório da CETESB são 
piores quando comparados ao IQA, sendo identificados, para 2019, na UGRHI 10, 
4 pontos com qualidade regular, 3 com qualidade ruim e 1 péssima. Estes 
resultados podem estar associados ao lançamento de efluentes industriais na 
bacia, uma vez que o IQA não leva em consideração variáveis específicas 
associadas a esta tipologia de efluente. 
3.6.7.5. Potenciais Conflitos pelo Uso de Recursos Hídricos 
Buscou-se por potenciais conflitos pelo uso dos recursos hídricos na UGRHI 10, 
além da análise dos dados de vazão disponível e demandada, apresentados na 
Tabela 3-32 e Tabela 3-34, respectivamente. 
Não foram identificados pontos de conflitos relevantes nas pesquisas, em especial 
quanto aos volumes de água captado e disponível, uma vez que as vazões 
outorgadas estão abaixo das vazões disponíveis. 
3.7. Caracterização Jurídico-institucional 
No presente tópico será apresentado o arcabouço jurídico-legal sobre saneamento 
básico, recursos hídricos e temas correlatados ao PMSB bem como programas, 
planos e projetos relacionados ao saneamento básico. Também serão abordados 
aspectos institucionais e normativos do saneamento básico no país. Em caráter 
regional, uma discussão será levantada a respeito da gestão de recursos hídricos 
na região e os impactos do saneamento básico no município. Por fim, o tópico 
apresenta a estrutura político-institucional do município de Laranjal Paulista 
atrelada ao saneamento básico. 
116 
3.7.1. Arcabouço Jurídico-Legal sobre Saneamento, Recursos Hídricos e 
Temas correlatos ao PMSB 
3.7.1.1. Legislação Federal 
No presente tópico são apresentadas sínteses dos principais dispositivos legais 
vigentes no âmbito federal, relacionados à temática do saneamento básico, e com
a prestação de serviços públicos pelo município, que se baseiam na Constituição 
Federal de 1988. Em seu escopo, a Constituição Federal de 1988 traz alguns 
artigos que versam especificamente sobre meio ambiente e saneamento básico. 
Após a promulgação da CF-1988, demais instrumentos legais foram decretados a 
fim de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população, além de promover 
o alcance da universalização dos serviços de saneamento básico. 
Por força do que determina o artigo 30 da Constituição Federal de 1988, compete 
aos municípios, sendo o saneamento um assunto de interesse local, promover a 
regulamentação, a implantação e a execução desse serviço. Desse modo, no 
âmbito de sua competência, para prover e regulamentar o serviço de saneamento 
básico, o município deve estabelecer a forma da prestação dos serviços. À época, 
a Lei Federal 8.987/1995 previa que os serviços poderiam ser executados de forma 
direta, pela própria Administração Pública Municipal, ou indiretamente, através da 
delegação a particulares. 
Consideradas as principais leis federais norteadoras dos Planos Municipais de 
Saneamento Básico, são destacadas as Lei n° 11.445, de 05 de janeiro de 2007, a 
Lei n° 12.305, de 02 de agosto de 2010 e a Lei 14.026 de 15 de julho de 2020, nas 
quais estabelecem as diretrizes nacionais para o saneamento básico, a Política
Nacional de Resíduos Sólidos e o novo marco legal do saneamento, 
respectivamente. 
Promulgada pelo Governo Federal no ano de 2007, a Lei 11.445 revolucionou o 
contexto do saneamento básico no Brasil, trazendo em seu artigo 2° a definição 
dos quatro eixos do saneamento como o conjunto de serviços, infraestruturas e 
instalações operacionais de: abastecimento de água potável, esgotamento 
sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo de 
117 
águas pluviais. Por sua vez, a Lei n° 12.305/2010 que instituiu a Política Nacional 
de Resíduos Sólidos tem como objetivo a gestão integrada e o gerenciamento 
ambientalmente adequado dos resíduos sólidos, através de ações isoladas ou em 
regime participativo entre os estados e municípios brasileiros. 
Como última grande alteração no setor de saneamento, ocorreu a promulgação da 
Lei 14.026/20 no ano de 2020, sendo conhecido como o <Novo Marco Legal do 
Saneamento=. Esta lei apresentou alterações profundas no setor, uma vez que 
atribuiu à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico 3 ANA, a função 
regular todo o setor. 
A lei prevê a possibilidade da prestação de serviços através de consórcios, com a
formação de blocos de municípios, tendo como objetivo o ganho de escala e 
viabilização técnica e econômica na prestação dos serviços, além da 
universalização do mesmo. Ainda no que tange a prestação dos serviços, outro 
ponto importante alterado pela lei é quanto a obrigatoriedade de ocorrência de 
licitação na prestação dos serviços de saneamento, possibilitanto maior 
participação do setor privado. 
Por fim, a legislação prevê a universalização dos serviços, definindo como meta o 
abastecimento de água potável para 99% da população e coleta e tratamento de 
esgoto sanitário até o ano de 2033. 
Além das leis federais anteriormente citadas, outras legislações e normativas serão 
utilizadas para auxiliar a elaboração do PMSB de Laranjal Paulista/SP, através de 
decretos federais e deliberações promulgadas pelo Conselho Nacional do Meio
Ambiente (CONAMA), órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio 
Ambiente (SISNAMA). Respectivamente, essas seções são apresentadas nas 
Tabela 3-37 e Tabela 3-38. 
Tabela 3-37 – Dispositivos legais em âmbito federal relacionados ao saneamento 
básico 
LEI/DECRETO DESCRIÇÃO 
Lei nº 6.938, de 31 de 
agosto de 1981 
Institui a Política Nacional de Meio Ambiente. 
118 
LEI/DECRETO DESCRIÇÃO 
Lei nº 8.666, de 21 de 
junho de 1993 
Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, 
institui normas para licitações e contratos da Administração 
Pública e dá outras providências 
Lei 8.987, de 13 de 
fevereiro de 1995 
Lei de Concessão e Permissão de serviços públicos. Dispõe 
sobre o regime de concessão e permissão da prestação de 
serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e 
dá outras providências 
Lei nº 9.433, de 08 de 
janeiro de 1997 
Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema 
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o 
inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da 
Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 
7.990, de 28 de dezembro de 1989. 
Lei nº 10.257, de 10 de 
julho de 2001. 
Estatuto das Cidades. Regulamenta os artigos 182 e 183 da 
Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política 
urbana e dá outras providências. 
Decreto 5.440, de 04 de 
maio de 2005 
Estabelece definições e procedimentos sobre o controle de 
qualidade da água de sistemas de abastecimento e institui 
mecanismos e instrumentos para divulgação de informação ao 
consumidor sobre a qualidade da água para consumo humano. 
Lei nº 11.107, de 06 de 
abril de 2005 
Lei de Consórcios Públicos. Dispõe sobre normas gerais de 
contratação de consórcios públicos e dá outras providências 
Decreto 5.940, de 25 de 
outubro de 2006 
Institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos 
órgãos e entidades da administração pública federal direta e 
indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e 
cooperativas dos catadores de materiais recicláveis, e dá outras 
providências. 
Decreto 7.217, de 21 de 
junho de 2010 
Regulamenta a Lei 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que 
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, e dá 
outras providências. 
Decreto 7.404, de 23 de 
dezembro de 2010 
Regulamenta a Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010, que 
institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê 
Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o 
Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística 
Reversa, e dá outras providências. 
Lei 14.026 de 15 de 
julho de 2020 
Novo Marco Legal do Saneamento. 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
119 
Tabela 3-38 3 Normativas instauradas pela CONAMA sobre a temática do 
saneamento básico 
NORMATIVA DESCRIÇÃO 
Resolução CONAMA n.09, de 03 de 
dezembro de 1987 
Dispõe sobre a questão de audiências 
Públicas. 
Resolução CONAMA 01 de 23 de janeiro de 
1986 
Dispõe sobre licenciamento ambiental e 
estudos de impacto ambiental. 
Resolução CONAMA n.05 de 15 de junho de 
1988 
Dispõe sobre o licenciamento ambiental de 
obras de saneamento. 
Resolução CONAMA n.237, de 19 de 
dezembro de 1997 
Dispõe sobre a revisão e complementação 
dos procedimentos e critérios utilizados para 
o licenciamento ambiental. 
Resolução CONAMA n.275, de 25 de abril 
de 2001 
Estabelece o código de cores para os 
diferentes tipos de resíduos, a ser adotado 
na identificação de coletores e 
transportadores, bem como nas campanhas 
informativas para a coleta seletiva. 
Resolução CONAMA n.307, de 05 de julho 
de 2002 
Estabelece diretrizes, critérios e 
procedimentos para a gestão dos resíduos 
da construção civil. 
Resolução CONAMA n.313, de 29 de 
outubro de 2002 
Dispõe sobre o Inventário Nacional de 
Resíduos Sólidos Industriais. 
Resolução CONAMA n.358, de 29 de abril 
de 2005 
Dispõe sobre o tratamento e a disposição 
final dos resíduos dos serviços de saúde e 
dá outras providências. 
Resolução CONAMA n.377, de 09 de 
outubro de 2006 
Dispõe sobre licenciamento ambiental 
simplificado de Sistemas de Esgotamento 
Sanitário. 
Resolução CONAMA n. 357, de 17 de março 
de 2005 
Dispõe sobre a classificação dos corpos de 
água e diretrizes ambientais para o seu 
enquadramento, bem como estabelece as 
condições e padrões de lançamento de 
efluentes, e dá outras providências. 
Resolução CONAMA n. 404, de 11 de 
novembro de 2008 
Estabelece critérios e diretrizes para o 
licenciamento ambiental de aterro sanitário 
de pequeno porte de resíduos sólidos 
urbanos. 
Resolução CONAMA n.430, de 13 de maio 
de 2011 
Dispõe sobre as condições e padrões de 
lançamento de efluentes, complementa e 
altera a Resolução no 357, de 17 de março 
de 2005, do Conselho Nacional do Meio 
Ambiente-CONAMA 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Com ênfase nas Leis Federais nº 11.445/07 e 14.026/20, o PMSB deve ser um 
instrumento de planejamento dos quatro eixos do saneamento básico, não devendo 
ser tratados de forma segmentada; e, dada a transversalidade e 
120 
interdisciplinaridade do assunto, sua construção deve ser baseada na aplicação e 
conjugação de variados diplomas legais. 
O Plano Municipal de Saneamento Básico também deverá dialogar com os 
sistemas de planejamento estadual e federal, conforme prevê a Lei 11.445/2007. 
Desse modo, os objetivos do PMSB precisam ser articulados aos planos de 
saneamento dos demais entes da Federação, bem como aos outros planos 
diretores municipais, a fim de representar uma resposta da sociedade para o 
desafio da universalização. 
Cabe destacar a relação intrínseca entre as legislações federal 11.445/07 e 
6.938/81. A Lei 6.938/81 instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente e determina 
que os serviços públicos de saneamento básico devem ser executados 
adequadamente à saúde pública e à proteção do meio ambiente. 
No que tange à integração com os recursos hídricos, a Lei Federal nº 11.445/07 
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, e dentre outras 
providências, apresenta em seu art. 4º a disposição do que não integra os serviços 
de saneamento. Entretanto, são definidos que os PMSB devam ser compatíveis 
com os Planos de Bacia Hidrográfica, influindo consonância com o Setor de 
Recursos Hídricos e toda a legislação pertinente, em especial, às normas legais 
relativas à gestão das águas, conforme as diretrizes da Política Nacional de 
Recursos Hídricos. 
Por fim, a prestação de serviço deve observar as normas técnicas disponíveis com
referências para elaboração de projetos, sendo as normas da Associação Brasileira 
de Normas Técnicas adotadas a nível nacional. A Tabela 3-39 abaixo apresenta de 
forma resumida as principais NBRs aplicadas a área de saneamento 
Tabela 3-39 – Normas Técnicas Brasileiras relacionadas ao saneamento básico. 
NORMATIVA DESCRIÇÃO 
NBR 12209/11 Projetos de estações de tratamento de esgoto. 
NBR 9649/86 Projetos de redes coletoras de esgotamento sanitário 
121 
NORMATIVA DESCRIÇÃO 
NBR 12207/92 Projetos de interceptores de esgoto sanitário 
NBR 12208/92 Projetos de estações elevatórias de esgoto sanitário 
NBR 9648/86 Estudo de concepção de sistemas de esgotamento sanitário 
NBR 9897/87 Planejamento de amostragem de efluentes líquidos e corpos 
receptores 
NBR 12212/92 Projeto de poço para captação de água subterrânea 
NBR 12216/92 Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento 
público 
NBR 1004/04 Classificação de resíduos sólidos 
NBR 15849/10 Diretrizes para localização, projeto, implantação, operação e 
encerramento de aterros sanitários 
Fonte: ABNT (2020). 
3.7.1.2. Legislação Estadual 
No presente tópico são apresentadas sínteses dos principais dispositivos legais 
vigentes no âmbito estadual, relacionados à temática do saneamento básico, e com 
a prestação de serviços públicos pelo município. 
A Lei Estadual nº 7.750 de 31 de março de 1992, que dispõe sobre a Política 
Estadual de Saneamento do governo de São Paulo, tem por finalidade disciplinar o 
planejamento e a execução das ações, obras e serviços de Saneamento no Estado, 
respeitada a autonomia dos Municípios. Vale destacar que, conforme anteriormente 
mencionado, a presente Lei Estadual também está articulada à Constituição 
Federal, no que tange aos serviços de saneamento e meio ambiente. 
Segundo o art. 2º da Lei 7.750/92, são instituídos a partir desse dispositivo os 
Sistema Estadual de Saneamento 3 SESAN e o Fundo Estadual de Saneamento 3
FESAN. Respectivamente, esses instrumentos representam o conjunto de agentes 
que elaboram, fiscalizam e atualizam o Plano Estadual de Saneamento Básico, 
bem como as diretrizes e os instrumentos da Política Estadual de Saneamento; 
122 
enquanto o FESAN caracteriza-se como o órgão institucional de caráter financeiro, 
destinado a reunir e canalizar recursos financeiros para a execução dos programas 
do Plano Estadual de Saneamento. 
No estado de São Paulo, o órgão responsável por legislar sobre o setor de 
saneamento é a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), sendo 
instituída pela Lei Estadual nº 118/73, à época com o nome de Companhia 
Tecnológica de Saneamento Básico e de Controle da Poluição das Águas 
(CETESB). A seguir serão expostas, brevemente, as principais leis municipais no 
setor de saneamento, sendo apresentadas em ordem cronológica. 
Além das leis estaduais anteriormente citadas, outras legislações e normativas 
serão utilizadas para auxiliar a elaboração do PMSB de Laranjal Paulista/SP,
através de decretos promulgados pelo Governo de São Paulo, conforme 
apresentadas na Tabela 3-40. 
Tabela 3-40 – Dispositivos legais em âmbito estadual relacionados ao saneamento 
básico 
LEI/DECRETO DESCRIÇÃO 
Lei Estadual n° 118/73 
Autoriza a Constituição de uma sociedade por ações, sob 
denominação de CETESB 3 Companhia de Tecnologia de 
Saneamento Básico e de Controle da Poluição das Águas, 
e dá providências correlatas. 
Lei nº 6.050 de 24 de maio de 
1974 
Dispõe sobre a fluoretação da água em sistemas de 
abastecimento quando existir estação de tratamento. 
Decreto nº 8.468 de 8 de 
setembro de 1976 
Aprova o regulamento da Lei nº 997 de 31 de maio de 
1976, que dispõe sobre a prevenção e o controle da 
poluição do meio ambiente, atribuindo à CETESB a 
competência quanto o controle e preservação ambiental 
Decreto nº 10.330, de 13 de 
setembro de 1977 
Dispõe sobre atuação de órgãos estaduais, no tocante à 
aplicação das normas federais que disciplinam a 
fluoretação de águas destinadas ao abastecimento público. 
Lei Estadual n° 8.275/93 
Cria a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos, 
Saneamento e Obras, altera a denominação da Secretaria 
de Energia e Saneamento e dá providên-cias correlatas. 
Decreto nº 41.446 de 16 de 
dezembro de 1996 
Dispõe sobre o Regulamento do sistema tarifário dos 
serviços prestados pela Companhia de Saneamento Básico 
do Estado de São Paulo 3 SABESP 
123 
LEI/DECRETO DESCRIÇÃO 
Lei Estadual n° 9.866/97
Dispõe sobre diretrizes e normas para a proteção e 
recuperação das bacias hidrográficas dos mananciais de 
interesse regional do Estado de São Paulo. 
Lei nº 11.260, de 8 de 
novembro de 2002 
Proíbe o corte de energia elétrica, água e gás canalizado 
por falta de pagamento sem prévia comunicação ao 
usuário e dá outras providências 
Resolução SS nº 65, de 12 de 
abril de 2005 
Estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos 
ao Controle e Vigilância da Qualidade da Água para 
Consumo Humano no Estado de São Paulo e dá outras 
providências. 
Decreto nº 5.440, de 4 de 
maio de 2005 
Estabelece definições e procedimentos sobre o controle de 
qualidade da água de sistemas de abastecimento e institui 
mecanismos e instrumentos para divulgação de informação 
ao consumidor sobre a qualidade da água para consumo 
humano 
Lei Estadual n° 12.300/06 
Institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos e define 
princípios e diretrizes. 
Lei nº 12.520, de 2 de janeiro 
de 2007 
Disciplina a instalação de aparelho eliminador de ar em 
unidades servidas por ligação de água e esgoto, e dá 
outras providências. 
Lei nº 11.445, de 05 de janeiro 
de 2007. 
Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; 
altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 
8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 
1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no 
6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. 
Decreto nº 54.654 de 5 de 
agosto de 2009 
Regulamenta a Lei 12.300/06 
Deliberação ARSESP nº. 106, 
de 13 de novembro de 2009. 
Estabelece as condições gerais para a prestação e 
utilização dos serviços públicos de abastecimento de água 
e de esgotamento sanitário. 
Decreto 7.217, de 21 de junho 
de 2010. 
Regulamenta a Lei no 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que 
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, 
e dá outras providências. 
Lei nº 16.337, de 14 de 
dezembro de 2016 
Estabelece normas de orientação à Política Estadual de 
Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos do governo de São 
Paulo 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
124 
3.7.1.3. Legislação Municipal 
Diante do exposto em âmbito federal e estadual, faz-se necessário a análise do 
arcabouço legal municipal relacionado ao saneamento básico. Desse modo, a 
seguir são apresentadas as resoluções, leis, decretos e demais normas referentes 
aos quatro eixos do saneamento básico (água, esgoto, drenagem e resíduos
sólidos). 
A Lei Orgânica de Laranjal Paulista, de 31 de março de 1990, apresenta em seu 
Art. 6° as atribuições do município, podendo-se destacar entre elas: 
[...] 
 VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em quaisquer de 
suas formas; 
[...] 
VIII - promover programas de construção de moradias e melhoria das 
condições habitacionais e de saneamento básico; 
 IX - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direito de 
pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu 
território; 
A lei supracitada discorre em seu Art. 137° que cabe ao poder público: o uso e 
ocupação do solo, subsolo e águas, respeitando a conservação da qualidade 
ambiental, garantir a educação ambiental nas escolas municipais, o tratamento de 
esgotos domésticos e industriais, dentre outros. 
A Lei Municipal n° 2.716, de 01 de setembro de 2009, institui o Programa Municipal 
de Coleta Seletiva Solidária dos resíduos reutilizáveis e recicláveis domiciliares e
discorre sobre os aspectos técnicos, operacionais e financeiros atrelados ao 
programa. Em seu capítulo II, art 2° são apresentados os princípios fundamentais: 
I. Priorização das ações coletivas geradoras de ocupação e renda; 
II. Compromisso com ações alteradoras do comportamento dos 
munícipes perante os resíduos que geram; 
125 
 III. Incentivo à solidariedade dos munícipes e suas instituições sociais 
com a ação de associações autogestionárias formadas por munícipes 
demandatários de ocupação e renda; 
IV. Reconhecimento das associações e cooperativas autogestionárias 
como agentes ambientais da limpeza urbana, prestadores de serviço 
de coleta de resíduos à municipalidade; 
V. Desenvolvimento das ações de inclusão e apoio social previstas na 
Lei Orgânica Municipal. 
A Lei Municipal n° 2.984, de 11 de dezembro de 2012 institui a Política Municipal 
de Resíduos Sólidos de Laranjal Paulista/SP, a qual apresenta em seu Art. 5° os 
princípios de: poluidor-pagador e protetor-recebedor, desenvolvimento sustentável, 
cooperação, responsabilidade compartilhada, dentre outros. Já no seu Art. 6° a
referida lei discorre sobre os objetivos da política, sendo eles: 
I - Proteção da saúde pública e da qualidade ambiental; 
II - Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos 
resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente 
adequada dos rejeitos; 
III - Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e 
consumo de bens e serviços; 
IV - Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas 
como forma de minimizar impactos ambientais; 
V - Redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos; 
VI - Incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso 
de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e 
reciclados; 
VII - Gestão integrada de resíduos sólidos; 
VIII - Articulação entre as diferentes esferas do Poder Público, e destas 
com o setor empresarial, cooperativa e associações, com vistas à 
126 
cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos 
sólidos; 
 IX - Capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos; 
X - Regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da 
prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de 
resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e 
econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços 
prestados, com forma de garantir sua sustentabilidade operacional e 
financeira, observada a Lei Federal nº 11.445 de 2007; 
XI - prioridade, nas aquisições e contratações do Município, para: a) 
Produtos reciclados e recicláveis; b) Bens, serviços e obras que 
considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e 
ambientalmente sustentáveis. 
XII - Integração dos coletores e/ou recicladores das cooperativas, das 
associações de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que 
envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos 
produtos; 
XIII - Estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do 
produto; 
XIV - Incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental 
e empresarial voltados à melhoria dos processos produtivos e ao 
reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluída a recuperação e a 
aproveitamento energético; 
XV - Estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável. 
Ademais, a lei supracitada apresenta os instrumentos da política de resíduos de 
Laranjal Paulista, podendo-se destacar dentre eles: Plano Municipal de Gestão 
Integrada de Resíduos Sólidos, Código Municipal de Resíduos Sólidos, o Sistema 
de Licenciamento Ambiental Municipal, coleta seletiva, sistemas de logística 
reversa, educação ambiental, Fundo Municipal do Meio Ambiente. 
127 
O Código de Posturas de Laranjal Paulista, instituído pela Lei complementar nº 209, 
de 11 de setembro de 2018, aponta em seu capítulo II Art. 8° que locais de 
armazenamento de resíduos sólidos (incluindo ferros-velhos), devem possuir 
infraestrutura mínima adequada e respeitar as normativas pertinentes à prevenção 
da poluição visual. Além disso, neste mesmo capítulo, Art. 21° cita que 
maternidades, hospitais e clínicas tem a obrigação de possuir locais e meios 
adequados para todo o gerenciamento dos resíduos. 
Ainda no que se refere o código, em seu Art. 210° salienta que o acondicionamento 
dos resíduos domiciliares deve ser feito em sacos plásticos fechados, caixas de 
papelão ou dentro de latões ou contêineres. Neste mesmo artigo ainda ressalta que 
a remoção e destinação correta dos resíduos de oficinas, de construção civil, e de 
serviços de lavagem de automotivos e retíficas é de responsabilidade do 
proprietário, o qual deve seguir as orientações da prefeitura. Ademais, a referida lei 
destaca todos os aspectos relacionados à gestão e gerenciamento dos resíduos 
sólidos de Laranjal Paulista em seu capítulo VI. 
A Tabela 3-41 apresenta o arcabouço legal municipal relacionado ao saneamento 
básico do município de Laranjal Paulista. 
Tabela 3-41 – Legislação Municipal de Laranjal Paulista 
Legislação Descrição 
Lei n° 2.148, 29 de 
outubro de 1998 
Institui o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e dá 
providências. 
Lei nº 2.308, de 10 de 
janeiro de 2002. 
Dispõe sobre a criação do Departamento Municipal da Agricultura, 
Abastecimento e Meio Ambiente e dá outras providências. 
Lei n° 2.316, de 01 de 
março de 2002 
Dispõe sobre a criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente de 
Laranjal Paulista 3 CMMALPA e dá outras providências. 
Lei nº 2.424, de 13 de 
julho de 2004 
Autoriza o Executivo Municipal a firmar convênio com a Companhia 
de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 3 SABESP 3 para 
implantação de Sistema de Esgotamento Sanitário nos bairros que 
especifica. 
Lei nº 2.599, de 13 de 
novembro de 2007 
Dispõe sobre DOAÇÃO GRATUITA de bem imóvel, destinado a 
<Tratamento de Esgoto=, a SABESP, nos termos do Contrato de
Concessão nº 295/1997, e dá outras providências. 
Lei 2.628, de 28 de abril 
de 2008 
Estabelece normas para identificação, catalogação e preservação de 
nascentes d9água no Município de Laranjal Paulista e dá outras 
providências. 
128 
Legislação Descrição 
Lei nº 2.688, de 06 de 
abril de 2009 
Dá nova redação ao artigo 6º da Lei nº. 
2.528, de 20 de julho de 2006, que dispõe sobre 
a Política Municipal do Meio Ambiente, do Conselho Municipal do 
Meio Ambiente e dá outras providências. 
Lei nº 2.687, de 06 de 
abril de 2009 
Dispõe sobre a instituição de educação ambiental nas escolas 
municipais de Laranjal Paulista e dá outras providências. 
Lei nº 2.697, de 12 de 
maio de 2009 
Autoriza a Prefeitura Municipal de Laranjal Paulista a celebrar 
Convênio com o Estado de São Paulo, através da Secretaria de 
Saneamento e Energia, objetivando a elaboração de Plano Municipal 
de Saneamento Básico, sua consolidação no Plano Estadual de 
Saneamento Básico, em conformidade com as diretrizes gerais 
instituídas pela Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. 
Lei nº 2.710 de 18 de 
agosto de 2009 
Estabelece procedimento de controle ambiental para utilização de 
produtos e subprodutos de madeira de origem nativa em obras e 
serviços de engenharia contratados pelo Município de Laranjal 
Paulista. 
Lei nº 2.709 de 18 de 
agosto de 2009 
Institui a <Semana Municipal da Educação Ambiental= no Município 
de Laranjal Paulista. 
Lei nº 2.883 de 12 de abril 
de 2011 
Institui no Executivo Municipal o Programa <Vigilantes do Meio 
Ambiente=, autoriza convênios e dá outras providências.
Lei nº 2.890, de 10 de 
maio de 2011 
Ratifica o Protocolo de Intenções para a constituição do Consórcio 
Intermunicipal de Saneamento Básico da Bacia do Rio Sorocaba e 
Médio Tietê 3 CISAB SMT. 
Lei nº 2.897, de 24 de 
maio de 2011 
Institui o programa Reconhecimento de Contribuição Ambiental em 
Laranjal Paulista e dá outras providências. 
Lei n° 2.931, de 07 de 
novembro de 2011 
Dispõe sobre obrigatoriedade de instalação de receptáculos de 
pilhas, baterias e lampas fluorescentes usadas, em determinados 
estabelecimentos comerciais, no âmbito do Município de Laranjal 
Paulista e dá outras providências. 
Lei n° 2.970, 03 julho de 
2012 
Dispõe sobre a proibição de descarte de óleo vegetal e da 
providencias 
Lei nº 2.987 de 15 de 
fevereiro de 2013 
Dispõe sobre a criação do Censo da Economia Verde no âmbito do 
município de Laranjal Paulista e dá outras providências. 
Lei nº 3.058 de 10 de 
novembro de 2014 
Institui o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, autoriza 
a Prefeitura Municipal estabelecer convênios e executar pagamento 
aos provedores de serviços ambientais. 
Decreto n° 3.282, de 30 
de setembro de 2014 
Institui a Política Municipal de Proteção aos Mananciais de Água 
destinados ao abastecimento público e dá providências. 
Lei nº 3.057 de 10 de 
novembro de 2014 
Altera dispositivos da Lei 2.710 de 18 de agosto de 2009, que 
estabelece procedimento de controle ambiental para a utilização de 
produtos e subprodutos de madeira de origem nativa em obras e 
serviços de engenharia contratados pelo Município de Laranjal 
Paulista. 
Lei nº 3.106 de 27 de 
outubro de 2015 
Aprova o PLANO MUNICIPAL de MOBILIDADE URBANA no 
Município de Laranjal Paulista e dá outras providências. 
129 
Legislação Descrição 
Lei Complementar nº 171 
de 02 de fevereiro de 
2016 
Dispõe sobre Zoneamento e do Uso e Ocupação do Solo no 
Município de Laranjal Paulista e dá outras providências. 
Lei nº 3.170 de 14 de 
fevereiro de 2017 
Ratifica a extinção de contrato de consórcio público para com o 
CISAB/SMT - Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da 
Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê. 
Lei n°3.194 de 15 de 
agosto de 2017 
Dispõe sobre a criação da comissão para elaboração e implantação 
do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata 
Atlântica (PMMA) do município de Laranjal Paulista 
Lei n°3.195 de 15 de 
agosto de 2017 
Dispõe sobre a criação da comissão para a elaboração do Plano 
Municipal de Controle de Erosão do Município de Laranjal Paulista 
Leo n° 3.254, 13 de 
dezembro de 2018 
Dispõe e regulamenta a Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos e Lixo 
Urbano Residencial - TCRSL e dá outras providências 
Fonte: Consórcio CM (2021).
3.7.2. Programas, planos e projetos existentes relacionados ao saneamento 
básico 
3.7.2.1. Âmbito Federal 
Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) 
Aprovado pelo Decreto n° 8.141 de 20 de novembro de 2013, o referido Plano serviu 
para o planejamento do saneamento básico no país, de forma integrada, 
considerando os quatro eixos, sendo eles: abastecimento de água potável,
esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem 
e manejo das águas pluviais urbanas, considerando um horizonte de 20 anos (2014 
a 2033). O PLANSAB foi previsto pela Lei nº 11.445, de Saneamento Básico, 
regulamentada pelo Decreto nº 7.217, e deve ser avaliado anualmente e revisado 
a cada quatro anos. 
Programa Saneamento Brasil Rural 
O Programa, com objetivo de universalização do saneamento básico, busca o 
acesso dos serviços do respectivo setor em áreas rurais, de modo a alcançar 
aqueles que vivem nos campos e florestas, bem como comunidades quilombolas,
indígenas, assentamentos e aglomerados rurais. As metas estabelecidas preveem 
horizontes de curto, médio e longo prazos, considerando o período de 2019 a 2038. 
Em 20 anos, o referido Programa pretende alcançar melhorias no que diz respeito 
130 
às condições sanitárias da população rural do país, com investimentos em medidas 
estruturais e estruturantes, totalizando R$ 218,94 bilhões. 
3.7.2.2. Âmbito Estadual/Regional 
Foi recentemente aprovada a revisão do Plano Estadual de Recursos Hídricos do
Estado de São Paulo, que propõe um plano de ações bastante voltado ao 
saneamento básico. De acordo com o PERH/SP, cerca de 47,2% de todo o 
montante dos recursos previstos, seriam destinados para sistemas de esgotamento 
sanitário, além de 7,7% para mitigação de inundações e alagamentos. O Plano diz 
que os recursos utilizados no saneamento básico foram expressivos nos últimos 
anos e devem continuar nos próximos, tanto pela SABESP, quando pelos sistemas 
autônomos. 
Dentre os objetivos específicos do PERH/SP, os que estão diretamente ligados ao 
saneamento básico são: 
⎯ OE 1: Educação de qualidade, inclusiva e transformadora, buscando o
desenvolvimento pleno; " 
⎯ OE 2: Saúde pública integrada, com modernas tecnologias e amplo acesso; 
⎯ OE 6: Qualidade de vida urbana, com moradia adequada e mobilidade; 
⎯ OE 8: Desenvolvimento sustentável preservando o meio ambiente e 
protegendo a população frente aos desastres naturais; e, 
Já dentre as ações mais específicas para saneamento básico do PERH, podemos 
destacar: 
⎯ R$ 37 milhões de reais, provenientes do tesouro do Estado, previstos para 
a ação 2623 do PERH/SP, sob a responsabilidade do SIMA, para 
consolidação do Sistema Integrado de Saneamento do Estado de São Paulo 
- SISESP, por meio dos seguintes instrumentos: Plano Estadual de 
Saneamento Básico - PESB/SP, Planos Regionais de Saneamento - PRS e 
Planos Municipais de Saneamento - PMS, disponibilizados no Sistema de 
Informação de Saneamento do Estado de São Paulo - SISAN. A ação de 
regulamentação do FESAN estabelecerá as fontes de recursos que 
contribuirão para a implementação das políticas públicas; 
131 
⎯ R$ 793.405.956,29, provenientes de recursos da Administração Indireta; 
Operações de Crédito para ampliar a coleta, o afastamento e o tratamento 
dos esgotos nos municípios operados pela Sabesp no Interior=; 
⎯ R$ 100 milhões, do Tesouro do Estado, para Participação do Estado na 
equalização dos juros de financiamentos para obras de afastamento e 
tratamento de esgoto, com a captação de recursos pelo DESENVOLVE SP, 
para celebração dos contratos de financiamento com os municípios paulistas 
que operam seus sistemas.= 
⎯ R$ 76,9 milhões, do Tesouro do Estado para reembolso financeiro à Sabesp 
das obras intradomiciliares realizadas para garantir que o esgoto gerado no 
domicílio seja destinado corretamente para a rede coletora de esgoto da 
Sabesp, e posterior tratamento. Os recursos necessários ao financiamento 
das obras são oriundos na proporção de 80% de dividendos e juros sobre o 
capital pago pela Sabesp ao governo do estado e os 20% restantes 
custeados pela Sabesp; 
⎯ R$ 1.302.381.459,28, de recursos da Administração Indireta; Operações de 
Crédito para ampliar e manter os sistemas públicos de abastecimento de 
água nos municípios operados pela Sabesp no Interior; 
⎯ R$ 23 milhões, do Tesouro do Estado para convênios para execução de 
obras e/ou serviços de água e esgoto, com municípios paulistas que operam 
seus sistemas; 
⎯ R$ 6.284.000,00, do Tesouro do Estado para convênios com municípios e 
entidades do setor público paulista viabilizando obras e/ou serviços 
sustentáveis de saneamento como: melhorias na rede de distribuição de
água para redução das perdas, utilização do lodo vindo das estações de 
tratamento de água e esgoto, reaproveitamento dos resíduos sólidos 
urbanos, entre outras. 
⎯ R$ 10 milhões, do Tesouro do Estado, para convênios com municípios e 
entidades públicas paulistas para execução de obras, serviços e/ou 
instalação de equipamentos, nas áreas rurais e localidades isoladas. 
132 
Plano Diretor de Aproveitamento dos Recursos Hídricos para a Macrometrópole 
Paulista 
A região denominada Macrometrópole Paulista tornou-se o maior polo produtivo e 
a área de maior densidade urbana do país. Ocupa uma área de aproximadamente 
52 mil km² e é formada por 180 municípios, incluindo a capital (DAEE, 2013). Essa 
região detém cerca de 75% da população do Estado de São Paulo e 16% da 
população do País. É responsável pela geração de 83% do PIB paulista e 28% do 
PIB nacional. Com uma população, em 2008, de 31 milhões de habitantes, estima￾se que, em 2035, a região abrigue uma população que supere a casa dos 37 
milhões (DAEE, 2013). O Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos
para a Macrometrópole Paulista foi contratado pelo Departamento de Águas e 
Energia Elétrica (DAEE), e analisa a situação atual e futura, das disponibilidades e 
das demandas dos múltiplos usos de recursos hídricos, assim como apresenta 
alternativas para o equacionamento do suprimento de água bruta, sob o ponto de 
vista técnico, econômico, ambiental e político-institucional. A UGRHI-10 encontra￾se inserida na região da Macrometrópole Paulista 
Plano Regional Integrado de Saneamento Básico da Unidade de Gerenciamento 
de Recursos Hídricos - UGRHI-10 
Esse Plano tem como conteúdo principal a apresentação de um quadro de 
referência regional, que permitiu identificar o conjunto de indicadores relevantes da 
evolução e perspectivas de desenvolvimento da região, destacando eventuais 
restrições e principais desafios à ampliação dos sistemas e serviços de 
saneamento básico. Apresenta ainda os resultados dos estudos econômicos 
elaborados para os Planos Municipais de Saneamento Básico, em função dos 
investimentos a serem efetuados em todos os sistemas, visando-se à verificação 
da sustentabilidade econômico-financeira isolada dos mesmos, conforme 
determina a Lei Nacional do Saneamento Básico, Lei n° 11.445/2007. Esse plano 
regional está integrado aos Planos Municipais de Saneamento Básico dos 
municípios pertencentes a UGRHI-10, ao Plano de Bacia da UGRHI-10 elaborado 
em 2008 e ao Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH 2004-2007) Foi 
elaborado pela empresa ENGECORPS 3 Corpo de Engenheiros Consultores S.A., 
133 
contratada pela Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São 
Paulo (SSRH), em 2011. 
Programa Município Verde Azul 3 PMVA 
Lançado em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria 
de Estado do Meio Ambiente, o Programa Município Verde Azul 3 PMVA tem o 
propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a 
descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios (SMA, 2017). 
O principal objetivo do PMVA é estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na 
elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas para o 
desenvolvimento sustentável do Estado de São Paulo. A participação do município 
no PMVA é um dos critérios de avaliação para a preferência na liberação de 
recursos do Fundo Estadual de Controle da Poluição 3 FECOP. As ações propostas 
pelo PMVA compõem as dez diretivas norteadoras da agenda ambiental local. Em 
2017, essas diretivas envolveram os seguintes temas estratégicos: Município 
Sustentável, Estrutura e Educação Ambiental, Conselho Ambiental, Biodiversidade, 
Gestão das Águas, Qualidade do Ar, Uso do Solo, Arborização Urbana, Esgoto 
Tratado, Resíduos Sólidos. O PMVA publica anualmente o Ranking Ambiental dos 
municípios paulistas com o Indicador de Avaliação Ambiental 3 IAA. Além de 
nortear a formulação de políticas públicas, o Ranking Ambiental é utilizado pelo 
PMVA na outorga das seguintes premiações regulares: Certificado Município Verde 
Azul: concedido aos municípios que atingem a nota superior a 80 (oitenta) pontos 
e preenchem requisitos pré-definidos para cada ciclo. Este certificado reconhece a 
boa gestão ambiental municipal e garante à prefeitura premiada preferência na 
captação de recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição
(FECOP). Prêmio Governador André Franco Montoro: concedido aos municípios 
com melhor colocação no Ranking, em cada uma das Unidades de Gerenciamento 
de Recursos Hídricos 3 UGRHI. Todos os municípios integrantes da UGRHI-10 
fizeram adesão ao programa. Nesse universo, apenas sete municípios foram 
certificados em 2017. 
134 
3.7.2.3. Âmbito Municipal 
O Plano Plurianual (PPA) do município foi instituído pela Lei nº 3.184 de 09 de junho 
de 2017, sendo amparado pela lei de diretrizes orçamentárias para cada ano. 
Foram identificadas três leis que alteraram o PPA inicialmente proposto, sendo 
elas: Lei nº 3287 de 10 de dezembro de 2019, Lei nº 3.309 de 24 de agosto de 2020 
e Lei nº 3.317 de 23 de novembro de 2020. 
Analisando as ações previstas no PPA, tem-se a previsão de investimentos de R$ 
1.360.000,00 para manutenção do incentivo agrícola e controle ambiental, que 
engloba ações de coleta seletiva e reciclagem, além da recuperação de áreas 
degradadas. No setor de serviços urbanos e rurais, tem-se a previsão para o ano 
de 2021 de investimentos em melhoria na infraestrutura, como abertura de
conservação de estradas rurais, coleta de lixo, manutenção de vias urbanas, 
revitalização de praças e jardins, com um custo estimado em R$ 6.905.000,00. A 
manutenção e limpeza pública são especificados e previstos no PPA, com 
orçamento de R$ 2.470.000,00 para o ano de 2021. 
Estas ações estão em consonância com a Lei nº 3.310/20 (Lei de Diretrizes
Orçamentárias 3 LDO), a qual estabelece as diretrizes gerais e os princípios para 
elaboração dos orçamentos, metas de fiscalização e avaliação das receitas e 
despesas, visando proporcionar um equilíbrio nas contas públicas e a melhoria na 
qualidade de vida da população através dos serviços básicos prestados. 
A Lei Orçamentária Anual para 2021 é definida através da Lei 3.315 de 23 de 
novembro de 2020, sendo previsto o orçamento de R$ 1.103.000,00 para a 
secretaria de meio ambiente e agricultura. 
O município possui, ainda, a Lei 3.254 de 13 de novembro de 2018, a qual dispõe 
sobre a taxa de coleta de resíduos sólidos e lixo urbano residencial. Esta taxa é 
calculada através do produto entre o METRO LINEAR (TESTADA do IMOVEL) e o 
valor da zona urbana. O valor da zona urbana é definido em função da distância de 
coleta e a frequência com a qual a mesma é realizada no local. Quanto aos grandes 
geradores, a lei prevê o pagamento de taxas extras. 
135 
O município possui um Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 
(PMGIRS), elaborado no ano de 2014, onde se realizou o diagnóstico quanto à 
geração, coleta e destinação final dos resíduos gerados no município, sendo 
proposta, após esta etapa, o prognóstico, com ações a serem implementadas 
buscando a melhoria contínua na gestão de resíduos 
O Plano Municipal de Saneamento Básico do município anterior foi elaborado no 
ano de 2011, quando realizou-se o diagnóstico da situação dos eixos referentes ao 
saneamento (água, esgoto, drenagem e resíduos), com proposição de um 
programa de investimentos e a adoção de indicadores para monitorar a evolução 
dos sistemas. 
Será abordado, em tópico específico do presente relatório, a situação referente aos
eixos de saneamento, analisando os fatores abordados nos planos
supramencionados e realizando um diagnóstico da situação atual. 
3.7.3. Aspectos institucionais e normativos do Saneamento Básico no Brasil 
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), foi instituída pela Lei
nº 9.984/2000, sendo a principal instituição nacional associada ao saneamento 
básico brasileiro. Recentemente, suas atribuições foram alteradas pelo novo marco 
legal do saneamento (Lei nº 14.026/2020). A ANA tem como função regulamentar, 
monitorar, aplicar a lei e planejar o saneamento básico brasileiro, conforme 
especificações a seguir: 
• Regulação: Tem a função de regular o acesso e o uso dos recursos 
hídricos de domínio da União, serviços públicos de irrigação e adução 
de água bruta, emite e fiscaliza o cumprimento de normas como as 
referentes a outorgas e segurança de barragens. Com o novo marco 
legal do saneamento, a instituição passou a editar normas de referência
com diretrizes para regulação dos quatro eixos dos serviços de 
saneamento. 
• Monitoramento: Acompanha a situação dos recursos hídricos 
brasileiros, coordenando a rede hidrometeorológica nacional, obtendo 
dados como vazão, transporte de sedimentos e nível de reservatórios, 
136 
possibilitando o planejamento dos usos das águas e evitando eventos 
de seca crítica. 
• Aplicação da Lei: Coordena a implantação da Política Nacional de 
Recursos Hídricos, apoiando programas e projetos, órgãos gestores 
estaduais e comitês de bacias. 
• Planejamento: Elabora ou participa dos estudos estratégicos como os 
Planos de Bacias Hidrográficas, Relatórios de Conjuntura dos Recursos 
Hídricos, entre outros. 
O planejamento estratégico da ANA para o quadriênio 2019-2022, apresenta a 
missão, visão e valores da empresa: i) Missão: Garantir a segurança hídrica 
para o desenvolvimento sustentável do Brasil; ii) Visão: Ser referência na gestão 
e na regulação do acesso à água; iii) Valores: Integridade, compromisso, 
transparência, excelência técnica e cooperação (ANA, 2018). Em relação ao 
organograma institucional, o mesmo está representado na Figura 3-54. 
137 
Figura 3-54 – Organograma ANA. 
Fonte: ANA (2021).
138 
Além da ANA a nível nacional, tem-se os órgãos estaduais para auxiliar na
gestão dos serviços de saneamento básico no Brasil. Para o estado de São
Paulo, destacam-se duas agências, sendo a CETESB e o DAEE. A primeira é o 
órgão ambiental do estado de São Paulo, exercendo papel fundamental no 
controle, regulamentação e fiscalização ambiental, incluindo as atividades de 
saneamento. O segundo, o Departamento de Águas e Energia Elétrica, é 
responsável pelas análises dos processos de outorga no estado, garantindo 
disponibilidade hídrica nas bacias hidrográficas de acordo com os dados de 
monitoramento e planejamentos realizados para cada UGRHI. 
Quanto aos aspectos normativos e legais, as principais legislações referentes a 
área do saneamento (abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos 
sólidos e drenagem) foram abordadas em tópicos anteriores neste relatório. 
3.7.4. A Gestão de Recursos Hídricos na Região e os Impactos no 
Saneamento Básico do Município 
Neste tópico serão abordados aspectos relacionados à gestão dos recursos 
hídricos e seus respectivos impactos no saneamento básico. Para isto, serão 
analisadas as estruturas existentes, como comitê de bacias, planos de gestão
da bacia e outros. 
3.7.4.1. Estrutura Regional (Comitês das Bacias e Agência de Bacias) 
Para o gerenciamento dos recursos hídricos, foi instituído o Sistema Integrado 
de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (SIGRH), o qual se baseia na 
participação, descentralização e integração para uma gestão sustentável. Fazem 
parte do SIGRH representantes do Estado, Municípios e da Sociedade Civil. A 
cada quatro anos é elaborado um Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH), 
para cada um dos 21 comitês de bacias do estado, visando realizar um 
diagnóstico e um prognóstico para cada bacia. 
Destaca-se, ainda, o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), o qual 
proporciona diversas melhorias no setor de saneamento dos municípios, através 
de projetos de financiamento. 
139 
O SIGRH é composto por três órgãos que visam promover o envolvimento dos 
diferentes segmentos sociais, sendo eles: Conselho Estadual de Recursos 
Hídricos (CRH), Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) e o Comitê 
Coordenador do plano Estadual de Recursos Hídricos (CORHI). 
O município de Laranjal Paulista está inserido no Comitê de Bacia Hidrográfica 
Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT), o qual foi formado em 02 de agosto de 1995 
e atualmente é constituído por 34 cidades, órgãos do estado de São Paulo e 
representantes da sociedade civil (SIGRH, 2021). 
O braço executivo do CBH-SMT é a Fundação Agência da Bacia do Rio 
Sorocaba e Médio Tietê (FABH-SMT) que visa dar apoio técnico, administrativo 
e financeiro. Instituída em janeiro de 2003, a Fundação é responsável pelo 
gerenciamento dos recursos hídricos na bacia (FABH-SMT, 2021). 
O atual Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH) encontra-se em revisão, 
sendo elaborado para o quadriênio 2020-2023, neste documento são realizadas 
análises integradas, levantando a situação de cada bacia hidrográfica existente 
e realiza-se um prognóstico dos serviços de saneamento básico e recursos 
hídricos, possibilitando a elaboração do plano de ação e programa de 
investimentos para os próximos anos. 
Através destas ações, busca-se a melhoria contínua na prestação dos serviços 
de saneamento e gestão de recursos hídricos, ampliando sistemas de 
abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, além de 
melhorias estruturais nos sistemas já existentes. 
3.7.5. Estrutura Político-Institucional do Município relacionada ao PMSB 
No presente tópico será apresentado o organograma da Prefeitura Municipal de 
Laranjal Paulista bem como a situação da prestação de serviços de saneamento 
básico na cidade. 
3.7.5.1. Organograma da Prefeitura Municipal 
Em termos organizacionais, a prefeitura conta com doze secretarias, sendo elas:
140 
• Administração e Finanças; 
• Agricultura, abastecimento e meio ambiente; 
• Cultura e turismo; 
• Juventude, esporte e lazer; 
• Planejamento e desenvolvimento urbano; 
• Promoção social e política habitacional; 
• Saúde; 
• Serviços públicos municipais; 
• Governo; 
• Indústria, comércio e emprego; 
• Segurança pública e trânsito; 
• Gabinete do prefeito; 
Foram retiradas as principais atribuições e finalidades de cada secretaria do sítio 
da Prefeitura Municipal de Laranjal Paulista, estando condensadas na Tabela 
3-42. 
Tabela 3-42 – Atribuições das secretarias. 
Secretaria Atribuição/Descrição 
Administração e 
Finanças 
Tem por finalidade dar suporte técnico e operacional às demais 
secretarias. Coordena, planeja e executa as atividades administrativas e de 
desenvolvimento de recursos humanos, com foco no constante 
aprimoramento organizacional. É responsável pelos setores de compras, 
licitações, contratos, controladoria e almoxarifado, além de tecnologia de 
informação. 
Agricultura, 
abastecimento e 
meio ambiente 
Promover a educação ambiental dos jovens e adultos e estimular o homem 
do campo oferecendo oportunidades para o aprimoramento das técnicas 
de produção, com o objetivo de fortalecer o setor. Estes são os maiores 
objetivos da Secretaria Municipal da Agricultura, Abastecimento e Meio 
Ambiente, que desenvolve diversas e variadas ações voltadas a oferecer o 
fortalecimento do homem do campo, sem deixar de ter em mente o cuidado 
especial com a natureza. 
Cultura e 
turismo 
A Cultura é a expressão legítima de cidadania e de qualidade de vida. Ela 
oferece ao cidadão um forte sentimento de pertencer à comunidade. E é 
focada nestes conceitos que a Secretaria Municipal da Cultura e Turismo 
tem desenvolvido projetos que, além de ajudar a manutenção de nossas 
tradições e de nossa história, oferece a todos, eventos que dinamizam e 
141 
Secretaria Atribuição/Descrição 
democratiza a cultura, estimulando também o turismo, uma importante 
alternativa de geração de renda. Vários projetos proporcionam diversas 
opções de lazer aos laranjalenses e visitantes, valorizando e incentivando 
os artistas e as manifestações culturais locais e regionais. 
Educação 
Uma importante questão que insere definitivamente o cidadão dentro de 
seu contexto social, munindo-o de condições para reivindicar seus direitos 
e se beneficiar do desenvolvimento da cidade onde vive e trabalha, é a 
Educação. Em Laranjal Paulista, ela é tratada como prioridade para 
garantir a todos, o direito a um justo e decente nível de ensino gratuito, que 
possibilita uma educação de excelente padrão de aprendizado e de 
alimentação. A implantação da Sistema Municipal de Ensino busca uma 
nova linha didática que atue de maneira interessante, atrativa e divertida 
para todos os tipos de estudantes, sejam crianças ou adultos, respeitando 
e valorizando cada qual com suas habilidades, gostos e qualidades. As 
reformas e ampliações de creches e escolas, a valorização do magistério, 
a alfabetização de adultos, as novas apostilas de qualidade comprovada e 
a merenda escolar saudável e nutritiva já fazem parte da realidade dos 
estudantes laranjalenses. Uma vida feliz é uma vida bem sucedida, 
baseada nos frutos positivos que uma boa educação oferece para toda a 
família. 
Juventude, 
esporte e lazer 
Esporte é vida! E é por este motivo que a Secretaria Municipal da 
Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) vem desenvolvendo atividades que 
possibilitam o acesso de toda a comunidade às áreas públicas de esporte 
e lazer, num processo de recuperação e ampliação da estrutura física 
esportiva local, com novos espaços e equipamentos. Tudo isso, junto a 
uma filosofia que acredita e investe no esporte como ferramenta positiva na 
formação dos jovens, e na melhoria da qualidade de vida dos adultos e 
idosos. Variadas opções de escolinhas esportivas, participação, apoio e 
promoção de eventos, torneios e campeonatos, num trabalho voltado à 
saúde, à educação e à promoção social, têm seu maior objetivo focado não 
na formação de grandes atletas, mas sim, de cidadãos mais felizes e 
saudáveis. 
Planejamento e 
desenvolvimento 
urbano 
Para esta secretaria não consta descrição em sua página na internet, 
porém presume-se que participa do planejamento territorial, dentre outras 
ações voltadas ao desenvolvimento sustentável do município. 
Promoção social 
e política 
habitacional 
A Assistência Social é uma ferramenta de política pública que visa 
enfrentar a pobreza, prover condições para atender as demandas sociais, 
promovendo a universalização dos direitos sociais. Em Laranjal Paulista, a 
Secretaria Municipal da Promoção Social e Desenvolvimento Habitacional 
142 
Secretaria Atribuição/Descrição 
realiza este trabalho visando expandir cada vez mais a rede de 
atendimento, e a qualidade dos serviços públicos de promoção social, 
provendo ferramentas que auxiliam na estruturação familiar. A inauguração 
do Projeto Casa da Família nos dois Distritos do município (Maristela e 
Laras) é um belo exemplo deste trabalho. Este Projeto, juntamente com o 
Espaço Amigo, na Vila Zalla, e o Centro de Referência da Assistência 
Social (Cras), servem como referências e têm a importante meta de unir e 
fortalecer as famílias, não somente por meio do atendimento social, mas 
também da educação, cultura, e principalmente na integração entre a 
comunidade, onde crianças, pais, avós e familiares, convivem e participam 
de atividades que estreitam os vínculos familiares. 
Saúde 
A Rede Municipal de Saúde está passando por uma verdadeira revolução, 
onde a tecnologia, aliada ao aperfeiçoamento e à ampliação do número de 
profissionais oferecem atendimento ágil e eficiente, juntamente com a 
realização de diversas ações educativas e preventivas voltadas aos 
homens, mulheres, crianças, idosos, adolescentes e trabalhadores. 
Grandes investimentos possibilitaram a informatização de toda a rede 
municipal de saúde e o aumento do número de médicos, oferecendo a toda 
família uma estrutura moderna e integrada. É uma nova postura que 
valoriza e incentiva o aprimoramento do atendimento público municipal de 
saúde. 
Serviços 
públicos 
municipais 
Toda a rotina de uma cidade é diretamente influenciada pela manutenção 
da infraestrutura urbana e rural do município. Em Laranjal Paulista, esta 
importante missão cabe à Secretaria Municipal de Serviços Públicos 
Urbanos e Rurais, realizando um trabalho que tem valor estratégico no 
projeto de desenvolvimento industrial, agropecuário e comercial do 
município. A conservação das vias urbanas e rurais estimula investimentos, 
e proporciona segurança e comodidade a todos, facilitando o escoamento 
da produção e o trânsito de veículos e pedestres. 
Governo 
Esta secretaria não possui descrição em sua página, porém presume-se 
que tem como função auxiliar o poder municipal na gestão pública. 
Indústria, 
comércio e 
emprego 
Esta secretaria não possui descrição em sua página, porém presume-se 
que tem como função representar as indústrias, comerciantes e 
empregados, buscando ações de desenvolvimento, geração de emprego e 
renda. 
Segurança 
pública e 
trânsito 
Esta secretaria não possui descrição em sua página, porém presume-se 
que tem como função propor medidas que visem a melhoria da segurança 
pública, do transporte e sistema viário 
143 
Secretaria Atribuição/Descrição 
Gabinete do 
prefeito 
O gabinete do prefeito tem como função exercer a administração pública, 
com apoio das demais secretarias. 
Fonte: PMLP (2021). 
3.7.5.2. Situação da Prestação de Serviços de Saneamento Básico 
Em relação aos serviços de saneamento, dos eixos de abastecimento de água 
e esgotamento sanitário, cabe destacar que o município e seus distritos são 
atendidos pela SABESP. A cobertura no abastecimento de água atinge quase 
100% da população urbana, enquanto na zona rural isolada este índice é de 
apenas 7,8%. Em relação aos volumes de água, tem-se a outorga para uso de 
10.648 m³/dia, sendo captados, atualmente, 9.408 m³/dia (SABESP, 2023). O 
detalhamento desse sistema é discorrido no tópico 4. 
Os índices referentes ao esgotamento sanitário apresentam o mesmo 
comportamento do abastecimento de água, onde 99,7% dos domicílios na zona 
urbana possuem coleta de esgoto, enquanto na zona rural isolada apenas 0,29% 
são atendidos pela SABESP, sendo a maioria contemplado por soluções 
individuais. O sistema de esgotamento sanitário da SABESP será apresentado 
no tópico 5. 
Os resíduos sólidos urbanos são coletados pela empresa terceirizada SANEVAP 
3 Saneamento Ambiental LTDA, sendo encaminhados para disposição final no 
aterro de Cesário Lange, operado pela empresa PROPOSTA 3 Engenharia 
Ambiental LTDA, como detalhado no item 6. 
Por fim, analisando a drenagem do município no item 7, verifica-se a existência 
do sistema de microdrenagem, sendo composto pelo pavimento das vias, bocas 
de lobo, guias, sarjetas, galerias de drenagem, sistemas de detenção e infiltração 
nos lotes e pavimentos. 
144 
4. DIAGNÓSTICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA 
De acordo com a Leis nº 11.445/2007 e nº 14.026/2020, o eixo de abastecimento 
de água é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações necessárias 
ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações 
prediais e respectivos instrumentos de medição. 
O município possui, até então, diretrizes para os serviços de abastecimento de 
água estabelecidas pelo Plano Municipal de Saneamento Básico elaborado no 
ano de 2011 e que servirão como um ponto de partida para a presente 
atualização desse instrumento de forma a entender a realidade local e a atual 
situação da prestação dos serviços ao longo desse hiato de quase uma década 
da primeira versão do plano para sua primeira atualização. 
Para compor a fase do diagnóstico dos serviços de abastecimento de água de 
Laranjal Paulista, foram utilizados dados secundários disponibilizados pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sistema Nacional de 
Informações sobre Saneamento (SNIS) e demais órgão e instituições afetos ao
setor, além de reuniões institucionais e incursões a campo para coleta de 
informações primárias. 
Este item compreende o levantamento da situação e descrição do eixo de 
abastecimento de água do município de Laranjal Paulista/SP nos anos de 2019-
2020. O trabalho teve como objetivo realizar o diagnóstico dos aspectos 
relacionados à prestação de serviços, caracterização dos sistemas de 
abastecimento de água (SAA) e descrição da cobertura do atendimento à 
população atualmente. 
Os SAA foram avaliados de acordo com tipo de captação, tecnologia de 
tratamento empregada, condições das infraestruturas e instalações, dados 
gerenciais, operacionais e de qualidade da água projetos e estudos existentes. 
Foram sistematizados os principais aspectos a serem priorizados com vistas a 
promover a universalização do acesso à água em quantidade e qualidade 
adequadas para a promoção da saúde da população de Laranjal Paulista. As 
informações aqui descritas servirão de subsídio para a etapa de Prognóstico que 
145 
visa propor melhorias para a prestação dos serviços saneamento básico para 
um horizonte de 20 anos. 
4.1. Caracterização Geral do SAA sob responsabilidade da 
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) é uma 
sociedade anônima de economia mista, criada por meio da a Lei Estadual n° 
119, de junho de 1973, e atualmente é responsável pelo fornecimento de água, 
coleta e tratamento de esgotos em 375 municípios do Estado de São Paulo. 
Neste contexto, em seu estatuto de criação a SABESP determina que: 
Art. 2º. Constitui o principal objeto social da Companhia a prestação de 
serviços de saneamento básico com vistas à sua universalização no 
Estado de São Paulo, sem prejuízo da sustentabilidade financeira no 
longo prazo, compreendendo as atividades de abastecimento de água,
esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas,
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, além de outras que lhes 
sejam correlatas, inclusive o planejamento, operação e manutenção de 
sistemas de produção, armazenamento, conservação e comercialização 
de energia, para si ou para terceiros e comercialização de serviços, 
produtos, benefícios e direitos que direta ou indiretamente decorrerem de
seus ativos patrimoniais, empreendimentos e atividades, podendo ainda 
atuar subsidiariamente em qualquer parte do território nacional ou no
exterior na prestação dos mesmos serviços 
Assim, definindo serviços de abastecimento como: 
<...serviço público que abrange atividades, infraestruturas e instalações de 
abastecimento público de água potável, que envolve, parcial ou 
integralmente, as etapas de captação, elevação, tratamento, reservação, 
adução e distribuição de água, até as ligações prediais e respectivos 
medidores...= (Deliberação ARSESP nº 106 de novembro de 2009) 
146 
Do mesmo modo que a Deliberação da ARSESP nº 106 de novembro de 2009 
estabelece as condições gerais para a prestação e utilização dos serviços 
públicos de abastecimento de água e de esgotamento sanitário o Decreto nº 
41.446 dezembro de 1996 regulamenta o sistema tarifário dos serviços 
prestados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 3
SABESP, no qual fica estabelecido, dentre outras especificidades: 
Art. 2º. As tarifas de serviços de água e esgoto serão calculadas, considerando￾se as diferenças e peculiaridades de sua prestação, as diversidades das áreas 
ou regiões geográficas... 
[...] 
Art. 23º. - As tarifas serão revistas periodicamente no mínimo uma vez ao ano, 
através de índices que reflitam a evolução de custos da SABESP. 
Atualmente a SABESP é responsável por cerca de 30% do investimento em 
saneamento básico feito no Brasil, sendo considerada uma das maiores 
empresas de saneamento do mundo em população atendida com 28,1 milhões 
de pessoas abastecidas, sua atuação é pautada pelos seguintes itens: 
• Missão 
Prestar serviços de saneamento, contribuindo para a melhoria da qualidade de 
vida e do meio ambiente. 
• Visão 
Ser referência mundial na prestação de serviços de saneamento, de forma 
sustentável, competitiva e inovadora, com foco no cliente. 
• Valores Éticos 
7 Respeito a sociedade e ao cliente 
7 Respeito ao meio Ambiente 
7 Respeito as pessoas 
7 Integridade 
7 Competência 
7 Cidadania 
A estrutura de sociedade SABESP é apresentada na Figura 4-1: 
147 
Figura 4-1 – Organograma de Sociedade da SABESP 
Fonte: SABESP (2021). 
Da mesma forma a estrutura administrativa da SABESP é composta por 46 
superintendências, 05 diretorias e 01 presidência organizadas conforme 
apresenta a Figura 4-2:
148 
Figura 4-2 – Organograma administrativo da SABESP 
Fonte: SABESP (2021). 
149 
No que diz respeito a agilidade e qualidade no atendimento a SABESP realiza 
pesquisas pós-serviço para avaliação da satisfação do cliente, bem como propõe 
que essas sejam realizadas mensalmente, além de fornecer atendimento 24 
horas através da Central de Atendimento e Agência Virtual. 
Portanto, os Serviços de Abastecimento de Água 3 SAA no município de Laranjal 
Paulista tem sido realizado pela Unidade de Negócio do Médio Tiete (RM) da 
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 3 SABESP, sob 
contrato de concessão n° 295/97, com início em 28 de agosto de 1997 e vigência 
com prazo de 25 anos. A renovação desse contrato, que se encerra em 28 de 
agosto de 2022, poderá ser firmada mediante prévia licitação, como estabelecido 
na Lei Federal nº 14.026/2020. 
A compilação dos dados do SNIS (2015 a 2019) na Tabela 4-1 permite a 
visualização da evolução da prestação dos serviços no município no período de 
5 anos. 
Tabela 4-1 – Evolução do SAA operado pela SABESP (2015 a 2019) 
Ano 2015 2016 2017 2018 2019 
População total 27.384 27.640 27.890 28.240 28.516 
População urbana 24.522 24.751 24.975 25.289 25.536 
População rural 2.862 2.889 2.915 2.951 2.980 
População total atendida com SAA 24.097 24.279 24.943 25.559 25.768 
Índice de atendimento total 88,00% 87,84% 89,43% 90,51% 90,36% 
População urbana atendida com SAA 24.097 24.279 24.943 25.289 25.536 
Índice de atendimento urbano 98,27% 98,09% 99,87% 100,00% 100,00% 
População rural atendida com SAA 0 0 0 270 232 
Índice de atendimento rural 0,00% 0,00% 0,00% 9,15% 7,79% 
 Fonte: SNIS (2015-2019) 
Como pode ser observado o crescimento populacional em Laranjal Paulista, no 
período apresentado, foi de 4,1%, enquanto o atendimento aumentou 6,9% no 
mesmo período. Nota-se que o atendimento da população urbana atinge, desde 
2017, a 100% da população, já para a população rural, este atingiu o máximo 
9%, em 2018, apontando que grande parte da população do município, fora do 
150 
perímetro urbano, não é contemplada com sistema de abastecimento da 
Companhia. 
Do mesmo modo, à título de comparação e complementaridade, também serão 
destacados os índices apresentados pela concessionária de abastecimento, 
SABESP, referente ao ano de 2019. No entanto, ressalta-se que pequenas 
variações nos resultados podem ser observadas pois, se trata de cálculos 
baseados em projeções populacionais e domiciliares. 
De acordo com a SABESP, o sistema de abastecimento de água apresentou, em 
2019, uma área atendível de 9.645 domicílios, dos quais, 9.525 domicílios são 
atendidos na área urbana e 120 na área rural. Deste modo, o índice de 
atendimento, dado pela razão entre o número de economias cadastradas (9.119) 
e a área atendível (9.645) foi de 94,5% no ano de 2019, totalizando 25.162 
habitantes atendidos (SABESP, 2019). 
Levando em consideração a projeção do número de domicílios no referido ano, 
tem-se que a área urbana possui um índice de atendimento igual a 99,1%, uma 
vez que o município possui um total de 9.613 domicílios urbanos, dos quais 88 
estão fora da área de atendimento da SABESP. Estes estão localizados na Rv 
Mal Rondon 3 Maristela; Chácaras - São Roque (condomínio irregular); parcela 
da população de Matadouro; Vila Toti e Bairro São Roque - Extensão Chac. 
Roberto (SABESP, 2019). De acordo com dados do SNIS, o índice de 
atendimento urbano (100%) não considera, essa parcela não atendida pela 
Companhia. 
No que tange à área rural, 120 domicílios dos 1647 domicílios rurais 3 excluídos 
os domicílios urbanos do total de 11.260 domicílios do município - são atendidos 
pelo abastecimento de água da Companhia de Saneamento, representando um 
índice de atendimento de 7,3%, próximo ao baseado no SNIS (7,8%). Tais 
domicílios, dentro da área de cobertura, são localizados nos bairros Três 
Carolinas, Olegarinho, na parte rural dos distritos de Laras e São Roque, e no 
distrito de Maristela Turma Velha (SABESP, 2019). Entretanto, não foi 
identificado um registro sobre a localização específica da parcela que 
corresponde aos domicílios não atendidos na área rural (92,7%). Segundo 
151 
informações da SABESP e da Prefeitura, tal parcela utiliza soluções individuais 
como poços artesianos ou rasos para o seu abastecimento, mas não há 
mapeamento ou registro destas alternativas. 
Diante do exposto, observa-se que a SABESP atende a 99,1% dos domicílios da 
área urbana e, cerca de, 7,3% da área rural. Estes valores são característicos 
do cenário brasileiro, para área urbana, e inferiores, para área rural, conforme 
apresentado no Plano Nacional de Saneamento Básico, em que o percentual de 
domicílios atendidos com abastecimento de água, nas áreas urbanas, por rede 
com canalização interna ou na propriedade, por poço ou nascente com 
canalização interna, aumentou de 97,1%, em 2010, para 98,6% em 2017, com 
uso predominante de rede (93,8%). Já nos domicílios rurais, a forma de 
atendimento mais utilizada é o poço ou nascente com canalização interna, 
identificada em 43,1% desses domicílios em 2017. O atendimento por rede com 
canalização interna ou na propriedade, ou por poço ou nascente com 
canalização interna, na área rural, aumentou de 64,8%, em 2010, para 76,5% 
em 2017 (PLANSAB, 2019). 
Não somente devido ao passivo que o País acumula no saneamento nestas 
áreas, mas também pelas particularidades desses locais, que demandam uma 
abordagem distinta da convencionalmente adotada nas áreas urbanas, tanto no
que se refere à tecnologia empregada, quanto na gestão e na relação com as 
comunidades é justificado e reforçado, neste Plano, a necessidade de 
detalhamento do Programa Nacional de Saneamento Rural, que está sendo 
elaborado pela e Fundação Nacional de Saúde 3 FUNASA e que contempla as 
especificidades de toda a população da área rural no País (BRASIL, 2019). Neste 
sentido, presente-se trabalhar no planejamento no âmbito do município de 
Laranjal Paulista, com vistas a garantia da universalização desses serviços, e, 
portanto, destaca-se a necessidade de mapeamento e registro da população 
nessas áreas. 
Em suma, o SAA de Laranjal Paulista pode ser dividido em 02 subsistemas 
independentes: (i) Sede e Distrito de Maristela e (ii) Distrito de Laras; sendo que 
cada subsistema conta com o seu próprio sistema de produção, reservação e 
distribuição. Além disso, segundo dados da SABESP, há possibilidade de 
152 
integração do município de Pereiras/SP ao SAA da sede de Laranjal Paulista, 
visto que o primeiro sofre deficiências na captação/ produção de água tratada e 
é operado pela mesma Companhia. No entanto, foi informado que esta
integração se dará através dos poços (P1 e P2), em caso de extrema 
necessidade do referido município. Até o presente momento, foi construída uma 
adutora denominada Pereiras-Laranjal, a qual encontra-se parcialmente
concluída, com previsão para atendimento do distrito de Maristela. Após 
aprovação do Prefeito, será dado continuidade às ações e interligação da 
adutora à ETA Sede. 
 Já para o subsistema ii, o mesmo estudo aponta que a demanda por água é 
atendida pela produção entre os anos de 2018 e 2048, sendo a produção 
máxima esperada para 2068, em superavit, contemplando ao atendimento de 
899 economias. 
No tocante ao índice de cobertura, dado pela razão do somatório das economias 
cadastradas (9.119) e economias com rede disponível (526), pela área atendível 
(9.645), tem-se que este é de 100% (SABESP, 2019). Na Tabela 4-2, consta a 
prestação do serviço de abastecimento de água pela SABESP, em termos do 
número de ligações e de economias, do subsistema Sede-Maristela conforme 
exposto: 
Tabela 4-2 – Número de ligações e economias do sistema de abastecimento de 
água da Sede-Maristela de Laranjal Paulista/SP 
Tipo Ligação Economia 
Residencial 8.395 8.745 
Industrial 61 66 
Mista 117 0 
Comercial 685 797 
Pública 75 75 
Total 9.333 9.683 
Fonte: SABESP (2019). 
Quanto ao subsistema do distrito de Laras, o número de ligações e economias 
atendidas pela SABESP, é apresentado na Tabela 4-3. 
153 
Tabela 4-3 – Número de ligações e economias do sistema de abastecimento de 
água do distrito de Laras 
Tipo Ligações Economias 
Residencial 303 307 
Industrial 1 1 
Comercial 0 0 
Pública 10 10 
Mista 8 8 
Total 322 326 
Fonte: SABESP (2019). 
Em termos do número de economias, o sistema Sede-Maristela abrange cerca 
de 96,74% da população atendida pelo serviço público de abastecimento de 
água, enquanto SAA de Laras engloba, aproximadamente, 3,26%da população 
atendida em Laranjal Paulista/SP. 
Por fim, a Figura 4-3 apresenta as principais estruturas constituintes do SAA de 
Laranjal Paulista/SP. Ademais, o detalhamento das unidades que compõem 
esse sistema será realizado no decorrer deste item. Além disso, para 
compatibilizar o presente documento com a base cadastral e operacional da 
SABESP, a nomenclatura utilizada no presente estudo foi a mesma do utilizada
nos documentos disponibilizados pela mesma. 
154 
 Figura 4-3 – Área de atendimento e principais estruturas do Sistema de 
Abastecimento de Água de Laranjal Paulista/SP 
Fonte: SABESP (2011). 
4.1.1. Captação 
O SAA de conta com captações superficiais e subterrâneas, as quais estão 
listadas na Tabela 4-4. 
Tabela 4-4 – Principais captações do SAA Laranjal Paulista/SP 
Subsistema Captação Manancial Contribuição 
Sede/Maristela Rio Sorocaba Rio Sorocaba 98% 
Distrito Laras 
Poço 2 Aquífero S.I. 
2% 
Poço 4 Aquífero S.I. 
Poço 5 Aquífero S.I. 
Poço 6 Aquífero S.I. 
S.I. – Sem Informações 
Fonte: SABESP (2019). 
155 
Estas unidades possuem as seguintes outorgas concedidas pelo Departamento 
de Águas e Energia Elétrica 3 DAEE, conforme apresentado na Tabela 4-5, 
porém não foram disponibilizadas pela concessionária 
Tabela 4-5 – Outorgas das captações do SAA operado pela Sabesp 
ID Portaria Vazão 
(m³/dia) 
Período Validade 
(Anos) (dias/mês) (horas/dia) 
Sorocaba DAEE nº 2345 10.368 Todos 24 10 
Poço 2 DAEE nº 1865 100 Todos 16 10 
Poço 4 DAEE nº 1227 60 Todos 16 10 
Poço 5 DAEE nº 
5303/2020 60 30 20 10 
Poço 6 DAEE nº 
5303/2020 60 30 20 10 
Fonte: SABESP (2019). 
Atualmente o SAA de produziu cerca de 9.408 m³ por dia (SABESP, 2023), cerca 
de 88% do volume outorgado (10.648 m³/dia), no entanto, este saldo de volume 
produzido não se distribui uniformemente conforme apresenta a Tabela 4-6, visto 
que no distrito de Laras houve um déficit de volume outorgado, nesse ano. No 
entanto, novo poço está sendo perfurado a fim de atender a essa demanda. 
Tabela 4-6 – Confronto de volume produzido vs. outorgado 
Captação Volume produzido 
(m³/d) 
Volume Outorgado 
(m³/d) 
Saldo /Déficit 
(m³/d) (%) 
Sorocaba 9.329,52 10.368 1.038,48 +10% 
Poço 2 
78,52 280 201,48 +72% 
Poço 4 
Poço 5 
Poço 6 
S.I. – Sem Informações 
Fonte: Consórcio CM (2021) a partir de SABESP (2023) 
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio 
Ambiente, é responsável por fiscalizar e estabelecer leis e programas para a 
proteção dos mananciais. Além disso, segundo a legislação brasileira, a gestão
dos mananciais deve ser compartilhada entre o Estado, municípios e sociedade 
civil, nos comitês de bacia. Deste modo, a responsabilidade pela busca de 
soluções para o problema das águas é compartilhada. 
156 
A SABESP realiza diversas parcerias e ações voltadas à preservação, 
conservação e recuperação de áreas de mananciais, uma vez que a água, é sua 
principal fonte de matéria-prima. Destas, destacam-se o intenso monitoramento 
da qualidade dos mananciais, projetos de despoluição de bacias, além de várias 
iniciativas de educação ambiental. Portanto, os mananciais que abastecem este 
município estão situados na bacia hidrográfica do Tietê/Sorocaba, cuja ocupação
da bacia é 50% urbana, 10% industrial, 20% agrícola, 10% pecuária, 10% mata. 
Esses mananciais estão em boas condições e não contêm fontes significativas 
de poluição (SABESP, 2021a). 
Tendo em vista o atual cenário de crise hídrica do país, bem como a situação 
crítica dos mananciais e reservatórios da Grande São Paulo, divulgado pela 
SABESP, em setembro de 2021, e apesar de registros como estes não serem 
observados para Porangaba, cabe enaltecer como essas ações são 
fundamentais para evitar ou mitigar a escassez de água. 
Neste contexto, ressalta-se a importância de Áreas de Proteção Ambiental 
(APAs), que são Unidades de Conservação (UCs) de Uso Sustentável cujos 
objetivos básicos são proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de 
ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais, 
preservando o patrimônio histórico, cultural e ambiental, bem como, auxiliar na 
produção de água, especialmente por proteger nascentes. Neste último caso, a 
localização dessas em Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais 
(APRMs) são fundamentais para a manutenção dos recursos hídricos. 
Em Laranjal Paulista/SP não foram identificadas APRMs com leis específicas 
para o município, como será discorrido, entretanto, o município está localizado 
próximo à UCs, como discorrido no item 3.6.6. 
4.1.1.1. Captação Superficial Sede/Maristela no Rio Sorocaba 
A captação de água do sistema de abastecimento da estação de tratamento de 
água 3 ETA Laranjal Paulista, denomina-se Captação Laranjal Sede e ocorre em 
um manancial superficial, o Rio Sorocaba. Este é enquadrado como classe 2, 
157 
conforme a Resolução CONAMA nº 357/2005, para vazão Q7,10 igual a 388,73 
m³/h, que corresponde a vazão mínima de 7 dias de duração e 10 anos de tempo 
de recorrência. Segundo a Companhia de Saneamento é realizado o
monitoramento da água bruta no manancial, conforme a Portaria 5 consolidada 
pelo Ministério da Saúde, não sendo observado, até o referido ano alterações na 
qualidade da captação que motivassem o informe destas aos órgãos ambientais, 
de recursos hídricos e saúde pública, conforme Art. 13 do Anexo XX da referida 
Portaria, pela Companhia (SABESP, 2019). 
Localizada nas coordenadas 23°4'20.0899 S e 47°49'19.7499 O, a Captação 
Laranjal Sede, é realizada através de conjunto moto bombas com vazão de, 
aproximadamente, 105 L/s, pelo sistema de elevação denominado EEAB-1, o 
qual não possui um sistema reserva e será detalhado no subitem 4.1.2. Em 2023, 
a vazão média captada foi de 9.329,52 m³/dia. Ademais, o sistema possui
outorga de direito ao uso de recursos hídricos, concedida pelo Departamento de 
Águas e Energia Elétrica (DAEE), identificada pela portaria 2345 e vazão 
outorgada de 120 L/s, porém, esta não foi disponibilizada pela SABESP. Por fim, 
nota-se, em visita ao local, que o manancial se encontra em uma área arborizada 
e possui cercamento adequado para preservação da área, conforme exposto na 
Figura 4-4. 
158 
Figura 4-4 – Captação da água bruta no Rio Sorocaba em Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021).
Vale frisar que a vazão de captação da ETA Laranjal Paulista, que abastece a 
sede e o distrito de Maristela, a qual encontra-se inferior à necessária para o 
atendimento do município e distrito. 
4.1.1.2. Captação Subterrânea Distrito Laras 
O sistema produtor de Laras era realizado por meio de captações superficiais no 
Ribeirão dos Ponces, cuja outorga identificada pela portaria DAEE nº 2345 de 
24 de outubro de 2011 apresentava validade de 10 anos. No entanto, a SABESP 
optou por desativá-la, após estudos de viabilidade técnica e 
econômico/financeiro, optando pela adoção de captações subterrâneas que 
minimizam as etapas de tratamento da água a ser consumida pela população, 
devido à qualidade dessa fonte. Essa alteração ocorreu, apesar de não ter sido 
verificado a necessidade de ampliações da antiga captação, em função das 
demandas máximas diárias previstas para 2040, conforme verificado no PMSB 
de 2010. 
159 
Deste modo a captação de água do sistema de abastecimento de Laras, 
atualmente, ocorre em dois poços profundos, denominados Poço 2 3 P2 e Poço 
4 3 P4, Poço 5 3 P5 e Poço 6 3 P6. O poço 2, localizado nas coordenadas 
22º54955.0599 S e 47º54939.9999 O, possui 140 m de profundidade, com conjunto 
motobomba, e seu funcionamento é de 16h diárias. Esse poço possui outorga 
de direito ao uso de recursos hídricos, identificada pelo número 1865/20, 
concedida pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica 3 DAEE, com 
validade até 17/04/2030 e vazão outorgada de 100 m³/dia. Já no poço 4, de 160 
m de profundidade, possui o mesmo período de funcionamento que o P2 e a sua 
outorga de número DAEE 1227/20, apresenta validade até 11/03/2030 e permite 
a vazão de 60 m³/dia. Quanto aos poços perfurados recentemente, o P5 (Figura 
4-6) e P6, com outorga DAEE nº 5303/2020, possuem vazão outorgada de 60 
m³/dia cada, com funcionamento de 20h diárias (SABESP, 2023). 
Segundo a Companhia de Saneamento é realizado o monitoramento da água 
bruta no manancial, conforme a Portaria 5 consolidada pelo Ministério da Saúde, 
não sendo observado, até o referido ano alterações na qualidade da captação 
que motivassem o informe destas aos órgãos ambientais, de recursos hídricos e
saúde pública, conforme Art. 13 do Anexo XX da referida Portaria, pela 
Companhia (SABESP, 2019). Nota-se, em visita ao local, que os poços se 
encontram em uma área vegetada e possui cercamento adequado para 
preservação da área, conforme exposto na Figura 4-5. 
160 
Figura 4-5 – Captação da água bruta no poço P2 do distrito de Laras 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Figura 4-6 – Obra de perfuração do poço P5 no distrito de Laras 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
161 
4.1.2. Bombeamento de água bruta 
A Adução de Água Bruta (AAB) refere-se à tubulação que liga a captação ao 
tratamento, podendo funcionar de duas formas: por gravidade ou por recalque. 
Na Sede de Laranjal Paulista e no distrito de Maristela, esta denomina-se AAB - 
CAPTAÇÃO 3 ETA e é constituída de ferro fundido, possuindo uma extensão de 
2.250 m com diâmetro 300 mm. Além disso, tal linha de recalque e adução 
contém um sistema de proteção de transiente, do tipo ventosa e válvula
(SABESP, 2019). 
Com relação Estação Elevatória de Água Bruta 3 EEAB, denominada EEAB 1 
CAB BRO PONTE, desse sistema, esta é composta por três conjuntos 
motobomba do tipo submersa/centrífuga, em operação, com altura manométrica 
de 93 m.c.a., potência do motor de 30 cv e vazão de 428,4 m³/h. O acionamento 
do sistema de bombas é via rádio, além disso, conta com duas bombas reservas 
instaladas, e duas de bancada, bem como, apresenta um sistema de proteção 
sub e sobre corrente (SABESP, 2019). 
Já no distrito de Laras a adutora de água bruta é denominada P1/P2 e se 
constitui de PVC, possuindo uma extensão de 1.900 m com diâmetro 75 mm. 
Além disso, esta linha de recalque e adução contém um sistema de proteção de 
transiente, do tipo ventosa e válvula (SABESP, 2019). 
Com relação às estações elevatórias de água bruta EEABs, utilizadas nesse 
sistema, o acionamento das bombas ocorre através de chave boia, além disso,
este possui proteção sub e sobre corrente. As EEABs são caracterizadas 
conforme descrito na Tabela 4-7 (SABESP, 2019). 
Tabela 4-7 – Estações elevatórias de água bruta do distrito de Laras 
Denominação 
Tipo do 
conjunto 
motobomba 
Potência 
do motor 
(cv) 
Hman 
(m.c.a.) 
Q 
(m³/h) 
Reserva 
instalada 
Reserva 
em 
bancada 
P2 Submersa 20 180 3 0 1 
P4 Submersa 20 190 3 0 1 
Fonte: SABESP (2019). 
Não há informações sobre a futura adução dos poços que estão sendo 
perfurados (P5 e P6) em Laras. 
162 
4.1.3. Tratamento 
Os volumes de água do SAA de Laranjal Paulista, bem como o a estimativa de
consumo para o período de 2015 a 2019 estão apresentados na Tabela 4-8. 
Tabela 4-8 – Evolução do consumo de água no SAA (2015 a 2019) 
Ano 2015 2016 2017 2018 2019 
População total atendida 
com abastecimento de 
água 
24.097 24.279 24.943 25.559 25.768 
Volume de água 
produzido* 2.249,66 2.966,98 2.883,08 2.878,04 2.735,20 
Volume de água tratada em 
ETAs * 0 2.959,02 2.852,72 2.836,47 2.691,69 
Quantidade de economias 
ativas de água 
micromedidas 9.409 9.526 9.771 10.008 10.136 
Volume de água tratada 
por simples desinfecção* 0 7,96 30,36 41,57 43,51 
Volume micromedido nas 
economias residenciais 
ativas de água* 
1.242,59 1.258,71 1.284,14 1.369,85 1.363,22 
Consumo por Economia 
(L/dia) 88 87,84 89,43 90,51 90,36 
Ano 2015 2016 2017 2018 2019 
Taxa de ocupação 
(hab./Economia) 361,8 362,0 360,1 375,0 368,5 
Consumo percapita 2,6 2,5 2,6 2,6 2,5 
* volume em1.000 m³por ano 
Fonte: SNIS (2020). 
Como pode ser observado, o volume de água produzida no SAA é proveniente 
tanto de poços tubulares profundos, cujo tratamento ocorre por simples 
desinfecção, como de captações superficiais, cujo tratamento ocorre em ETAs 
convencionais, sendo que o volume captado em poços profundos aumentou 
cerca de 18% entre 2016-2019. O ano de 2015 foi desconsiderado por 
apresentar valores incoerentes para os volumes de água tratada igual a zero, já 
que a estação de tratamento já funcionava nesse período, podendo este fato ser 
atribuído a alguma falha nos dados do SNIS, desde o processo de envio das 
informações pelo prestador a sua computação na plataforma. 
Ainda de acordo com a Tabela 4-8, nota-se que durante o período, o consumo 
médio por economia foi 365,5 litros por economia por dia, variando entre 361,8 
163 
(em 2015) e 368,5 (em 2019) resultando em um consumo médio percapita de 
143,2 litros por habitante por dia. 
Atualmente, o município de Laranjal Paulista possui uma estação de tratamento 
convencional, subsistema Sede-Maristela, e uma estação simplificada, do 
subsistema Laras, cujo detalhamento do processo de tratamento de ambas, bem 
como maiores informações desse sistema, será discorrido nos subitens 4.1.3.1 
e 4.1.3.2. 
4.1.3.1. ETA Sede Laranjal Paulista 
A Estação de Tratamento de Água 3 ETA Laranjal Paulista é situada no 
município, na Rua Jasmins nº 08, Centro de Laranjal Paulista, nas coordenadas
23°3929.7399 S e 47°50913.3099 O. Esta estação, do tipo convencional, possui 
capacidade nominal de 442 m³/h e sua média de funcionamento é de 24h diárias, 
tratando uma vazão de aproximadamente 389 m³/h (SABESP, 2023). Segundo 
documentação apresentada pela SABESP, a estação encontra-se devidamente 
licenciada com licença de operação nº 64001927 emitida pela CETESB em 
14/06/2021, válida por 5 anos (14/06/2026), na qual são observadas exigências 
técnicas a serem atendidas. 
Atualmente, a ETA atende a área urbana do município de Laranjal Paulista e ao 
distrito de Maristela. No entanto, como mencionado, há um projeto, em curso, de 
interligação desse sistema produtor ao de Pereiras/SP, também operado pela 
SABESP. Contudo, maior detalhamento sobre as alterações no sistema do 
município, objeto de estudo, não foram apresentadas pela concessionária. Sobre 
as informações principais desse projeto, a SABESP relatou a construção de uma 
adutora de água tratada de 14,2 km de extensão que interligará os sistemas e 
uma estação elevatória de água tratada - EEAT com vazão de 30L/s. Além disso, 
foi informado que esta integração se dará através dos poços (P1 e P2), em caso 
de extrema necessidade do referido município. Até o presente momento, a 
adutora denominada Pereiras-Laranjal, encontra-se parcialmente concluída, 
com previsão para atendimento do distrito de Maristela. Após aprovação do 
Prefeito, será dado continuidade às ações e interligação da adutora à ETA Sede, 
sendo alimentada pelos poços. 
164 
O processo convencional de tratamento de água da ETA Sede é dividido em 
fases, conforme descrito no decorrer deste tópico, nas quais existe um rígido 
controle de dosagem de produtos químicos e acompanhamento dos padrões de 
qualidade da água (SABESP, 2021). A Figura 4-7 representa uma visão geral 
das etapas que compõe o sistema de abastecimento e tratamento de água de 
Laranjal Paulista/SP, o qual é responsável pelo abastecimento da sede deste 
município e do distrito de Maristela. 
Figura 4-7 – Esquema representativo do tratamento de água na ETA Sede de 
Laranjal Paulista/SP 
Fonte: SABESP (2021a). 
A primeira etapa do tratamento é a pré-cloração, onde o cloro é adicionado assim 
que a água chega à estação, de modo a facilitar a retirada de matéria orgânica 
e metais presentes na água. Depois do cloro, a água recebe cal ou soda 3 etapa 
denominada de pré-alcalinização, que servem para ajustar o pH aos valores 
exigidos, entre 6,0 e 9,5, nas fases seguintes do tratamento (SABESP, 2021). 
Em seguida é adicionado sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante, 
seguido de uma agitação violenta da água, ocorrendo o processo denominado 
coagulação. Neste processo, os sólidos ficam eletricamente desestabilizadas e 
mais fáceis de agregar, na etapa posterior. Neste ponto, na calha Parshal, há 
medição de vazão, com medidor do tipo linha, conforme ilustra a Figura 4-8 
(SABESP, 2021). 
165 
Figura 4-8 – Calha Parshal da ETA Laranjal Paulista 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Posteriormente, a água é encaminhada aos dois floculadores mecânicos (Figura 
4-9) nos quais é inserido a resina 3 Polio eletrólito e o policloreto de alumínio 3
PAC. Nesta fase, ocorre a mistura lenta da água que provoca a formação de 
flocos com as partículas, removidos nas etapas seguintes. 
Assim, a água segue para os quatro decantadores, onde ocorre a separação os 
flocos de sólidos, formados na etapa anterior, a partir da sedimentação destes. 
Os decantadores na ETA da sede são de concreto (Figura 4-10) e sua limpeza 
é realizada por descarga de fundo a cada 48 horas (SABESP, 2019). 
166 
Figura 4-9 – Floculadores da ETA Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
 
Figura 4-10 – Decantadores da ETA Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Após passar pelos decantadores, a água é direcionada aos oito filtros lentos 
descendentes (Figura 4-11) 3 tanques formados por pedras, areia e carvão 
antracito, local onde ocorre a retenção dos sólidos com menor granulometria, os 
quais não foram retidos na fase de decantação. Logo após, a água segue à caixa 
de contato, na qual é feita a desinfecção final com injeção de hipoclorito no 
167 
líquido, antes de sua saída da estação de tratamento, a fim de eliminar bactérias 
e vírus, garantindo a isenção destes microrganismos na água tratada. Nesta
fase, ocorre também a pós-alcalinização 3 correção final do pH da água, para 
evitar a corrosão ou incrustação das tubulações, e a fluoretação 3 adição de 
ácido fluoricilico, visando auxiliar na prevenção de cáries (SABESP, 2021). 
Figura 4-11 – Filtros descendentes da ETA Laranjal Paulista 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
A limpeza dos filtros ocorre a cada dezesseis horas de uso e água de lavagem 
destes é recirculada para a etapa inicial do tratamento. Quanto aos resíduos 
sólidos, lodo, do processo de tratamento, foi informado que ainda não há sua 
geração na ETA, porém, é realizado monitoramento, e caso haja produção, estes 
terão destinação e disposição final adequada, em empresa específica, segundo 
estudo, em elaboração, da Companhia (SABESP, 2021). 
A ETA Laranjal Paulista é automatizada, portanto, o monitoramento operacional 
e da qualidade da água é feito de forma instantânea, em todas as etapas do 
tratamento, através da Sede da Companhia, conforme discorrido no item 4.1.7. 
Além disso, a estação também possui um laboratório e determinados aparelhos 
para análises rápidas, quando necessário. Além disso, são solicitados laudos de 
produtos químicos conforme ABNT 15.784/2017 e o "Declas" tem sido entregue 
ao Centro de Vigilância Sanitária (CVS). Ademais, os operadores envolvidos nas 
diversas funções que envolvem o abastecimento de água, estão devidamente
168 
treinados e capacitados para tarefa de tratamento e operação de ETA (SABESP, 
2021). 
4.1.3.2. ETA LARAS 
A antiga estação compacta, ETA Laras (Figura 4-12), localizada nas 
coordenadas 22°55925.0299 S e 47°53953.6899 O, foi desativada. Atualmente, no 
local, ocorrem apenas as etapas de desinfecção e fluoretação da água bruta que 
chega dos poços P2, P4, P5 e P6, visto que a qualidade da água dessas fontes 
é boa, não necessitando de mais fases de tratamento, além dessas, para 
obtenção da água para o abastecimento do distrito. 
Figura 4-12 – ETA Laras 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
A Figura 4-13 representa uma visão geral das etapas que compõe o sistema de 
abastecimento e tratamento de água de Laras, o qual é responsável pelo 
abastecimento do referido distrito. 
Figura 4-13 – Esquema representativo do tratamento de água do distrito de Laras 
Fonte: Adaptado de SABESP (2021a). 
169 
Ao chegar na ETA Laras, a água bruta recebe dosagens de hipoclorito de sódio 
para desinfecção, na caixa de contato, conforme ilustrado na Figura 4-14 - a, 
antes de sua saída para os reservatórios de distribuição, a fim de eliminar 
bactérias e vírus, garantindo a isenção destes microrganismos na água tratada. 
Nesta fase, ocorre também a alcalinização 3 correção final do pH da água, para 
evitar a corrosão ou incrustação das tubulações, e a fluoretação 3 adição de 
ácido fluoricilico, visando auxiliar na prevenção de cáries (SABESP, 2021).
(a)
(b)
Figura 4-14 – Caixa de contato e dosadores de cloro e flúor na ETA Laras 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
170 
O monitoramento operacional e da qualidade da água é feito de forma 
instantânea, em todas as etapas do tratamento, através da Sede da Companhia, 
conforme discorrido no item 4.1.7. Além disso, são solicitados laudos de produtos 
químicos conforme ABNT 15.784/2017 e o "Declas" tem sido entregue ao Centro 
de Vigilância Sanitária (CVS). Ademais, os operadores envolvidos nas diversas 
funções que envolvem o abastecimento de água, estão devidamente treinados 
e capacitados para tarefa de tratamento e operação de ETA (SABESP, 2019). 
4.1.4. Reservação 
Os reservatórios, de modo geral, concentram as funções de garantia da 
quantidade de água e a adução da água tratada com vazão e altura manométrica 
constantes visando atender a variações de consumo. Portanto, devem estar 
situados em pontos estratégicos do sistema 
Na Sede de Laranjal Paulista e no distrito de Maristela, a água é armazenada 
em nove reservatórios, distribuídos na sede e em Maristela (Figura 4-16), 
conforme descrito na Tabela 4-9 e ilustrados na Figura 4-15, dos quais, três são 
localizados na própria ETA. 
Figura 4-15 – Reservatórios de 50 m³ e 1000 m³ localizados na ETA Laranjal 
Paulista 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
171 
Figura 4-16 – Reservatórios de 50 m³ e 150m³ localizados no distrito de Maristela 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
No que se refere a forma de controle do nível, de ambos os reservatórios, este 
é realizado por sistema de tele medição, pela Companhia, e a frequência de
limpeza dos mesmos é de três anos (SABESP, 2019). Na Tabela 4-9, são
expostas as informações sobre o sistema de reservação de Laranjal Paulista/SP,
que abastecem a sede do município, bem como o distrito de Maristela. 
172 
Tabela 4-9 – Reservação do subsistema Sede-Maristela do SAA de Laranjal Paulista/SP 
Denominação Capacidade (m³) 
Instalação 
antecessora 
Instalação 
sucessora 
Número de ligações 
ativas atendidas 
Número de 
economias ativas 
atendidas 
CR 1000 M³ 1000 ETA 
Rede distribuição 
Residências 
2900 2910 
CR 600 600 ETA 2000 2003 
CR ELEVADO 60 ETA 250 251 
CR PANORAMA 150 ETA 750 753 
CR CAMPACCI 500 ETA 2200 2202 
CR RUGOLO 180 Campacci 100 100 
CR MARISTELA 150 ETA 820 822 
CR MORUMBI 50 Res. Maristela 160 160 
CR PAINEIRAS 50 Res. Maristela 20 20 
Fonte: SABESP (2019). 
173 
Já no distrito de Laras a água é armazenada em dois reservatórios, um 
localizado na antiga ETA Laras e outro no bairro do distrito, conforme descrito 
na Tabela 4-10 e ilustrado na Figura 4-17. 
Tabela 4-10 – Reservação do subsistema Laras do SAA de Laranjal Paulista/SP 
Denominação Capacidade 
Instalação 
antecessora 
Instalação 
sucessora
Número de 
ligações 
ativas 
atendidas 
Número de 
economias 
ativas 
atendidas 
RAP 1 alvenaria 30 ETA Laras Rede 
Distribução 
Resedencias 
100 102 
RAP 2 metálico 50 ETA Laras 222 224 
Fonte: SABESP (2019). 
Figura 4-17 – Reservatórios de 30 m³ localizados na ETA Laras 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
No que se refere a forma de controle do nível de ambos os reservatórios, este é 
realizado por sistema de tele medição, pela Companhia, e a frequência de 
limpeza dos mesmos é de cinco anos. Ademias, em seu Plano de Melhorias do 
Sistema, a Companhia propõe o monitoramento de níveis desses reservatórios. 
(SABESP, 2021). 
174 
No que tange a capacidade de reservação, frente às demandas atuais e futuras 
da população, destaca-se, um déficit esperado desde 2018, para o subsistema 
Sede-Maristela, conforme projeção realizada pela concessionária no referido 
ano. Já para o distrito de Laras, a saturação dos reservatórios é esperada para 
o ano de 2033, em déficit, e em 2029, em superavit, contemplando o atendimento 
à 436 economias (SABESP, 2019). 
4.1.5. Bombeamento de água tratada 
A Adução de Água Tratada (AAT) refere-se à tubulação que liga o tratamento à 
rede de distribuição, podendo funcionar de duas formas: por gravidade ou por 
recalque. Na Sede de Laranjal Paulista e no distrito de Maristela esta é 
denominada ETA 3 Maristela e se constitui de ferro fundido, possuindo uma 
extensão de 6.800 m com diâmetro de 150 mm. Além disso, esta linha de 
recalque e adução contém um sistema de proteção de transiente, constituído por 
válvula de retenção e ventosas (SABESP, 2019). Este sistema consiste 
basicamente no recalque da ETA, até os sistemas isolados da sede e Maristela, 
onde existem três estações elevatórias de água tratada 3 EEAT e seis estações 
pressurizadoras 3 boosters na sede. 
Com relação às EEATs desse sistema, o acionamento do sistema de bombas 
ocorre através de boia, além disso, este possui proteção sub e sobre corrente. 
As EEATs são caracterizadas conforme descrito na Tabela 4-11 (SABESP, 
2019). A Figura 4-18 apresenta a EEAT CR 1000 m³, localizada na ETA sede, 
que abastece o reservatório de 1000m³ da estação de tratamento. 
175 
Figura 4-18 – Elevatória de água tratada EEAT-ETA Laras 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Tabela 4-11 – Estações elevatórias de água tratada de Laranjal Paulista/SP 
Denominação 
Tipo do 
conjunto 
motobomba 
Potência 
do motor 
(cv) 
Hman 
(m.c.a.) 
Q 
(m³/h) 
Reserva 
instalada 
Reserva 
em 
bancada 
EEAT 
Panorama 
Submersa 12 28 20 0 1 
EEAT Elevado Submersa 10 26 20 0 1 
EEAT CR 1000 
m³ 
Centrifuga 20 12 420 1 1 
Fonte: SABESP (2019). 
Quanto aos boosters, descritos na Tabela 4-12, o acionamento do sistema de 
bombas ocorre por painel de comando, bem como, estes apresentam proteção 
sub e sobre corrente. (SABESP, 2019). 
176 
Tabela 4-12 – Estações pressurizadoras de água tratada - Boosters de Laranjal 
Paulista/SP 
Denominação 
Booster 
Tipo do 
conjunto 
motobomba 
Potência do 
motor (cv) 
Hman 
(m.c.a.) 
Q 
(m³/h) 
Reserva 
instalada 
Reserva 
em 
bancada 
Nene Garpelli Horizontal 3 55 15 1 0 
Panorama Submersa 7 55 20 1 0 
Nicola Deneno Horizontal 3 30 15 0 1 
Pedro Pinto Horizontal 3 35 10 1 0 
V.Zalla/maristela Submersa 15 88 46 1 0 
Três Carolinas Submersa 3 66 10 1 0 
Fonte: SABESP (2019). 
Já no distrito de Laras, a adutora de água tratada denominada EEAT ETA 
LARAS e se constitui de PVC, possuindo uma extensão de 350 m com diâmetro 
75 mm e 650 m, com diâmetro de 50 mm. Além disso, esta linha de recalque e 
adução, contém um sistema de proteção de transiente, constituído por válvula 
de retenção e ventosas (SABESP, 2019). Este sistema consiste basicamente no
recalque da ETA, até as estações elevatórias de água tratada 3 EEAT e a 
estação pressurizadora 3 booster, localizados no distrito. 
Com relação às suas EEATs, o acionamento do sistema de bombas ocorre por 
meio de boia, além disso, conta com sistema de proteção sub e sobre corrente. 
As EEATs são caracterizadas conforme descrito na Tabela 4-13 (SABESP, 
2019). A Figura 4-19 apresenta a EEAT - ETA Laras, localizada na referida 
estação. 
177 
Figura 4-19 – Elevatória de água tratada EEAT-ETA Laras 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Tabela 4-13 – Estações elevatórias de água tratada do distrito de Laras 
Denominação 
Tipo do conjunto 
motobomba 
Potência do 
motor (cv) 
Hman 
(m.c.a.) 
Q 
(m³/h) 
Reserva 
instalada 
Reserva 
em 
bancada 
1 EEAT ETA 
Laras 
Horizontal/submersível 5 160 8 0 2 
2 EEAT ETA 
Laras 
Fonte: SABESP (2019). 
Quanto ao booster, descrito na Tabela 4-14, o acionamento do sistema de
bombas ocorre por painel de comando, bem como, este apresenta proteção sub 
e sobre corrente. (SABESP, 2019). 
178 
Tabela 4-14 – Estações pressurizadoras de água tratada - Boosters do distrito de 
Laras 
Denominação 
Booster 
Tipo do 
conjunto 
motobomba 
Potência do 
motor (cv) 
Hman 
(m.c.a.) 
Q 
(m³/h) 
Reserva 
instalada 
Reserva 
em 
bancada 
Booster Horizontal 7,5 55 55 1 0 
Fonte: SABESP (2019). 
4.1.6. Rede de distribuição 
A rede de distribuição constitui-se de um conjunto de condutos assentados nas 
vias públicas ou nos passeios, que conduzem a água tratada até as ligações 
prediais, possibilitando o consumo pela população de acordo com o padrão de
potabilidade da legislação vigente. 
A distribuição de água tratada no SAA sob responsabilidade da SABESP é 
composta por 02 subsistemas: (i) subsistema Sede e distrito Maristela, 
responsável pelo abastecimento da maior parte do município e (ii) subsistema 
do distrito de Laras. 
Na Sede de Laranjal Paulista e no distrito de Maristela, a rede de distribuição 
apresenta as seguintes características, conforme exposto na Tabela 4-15. 
Tabela 4-15 – Características da rede de distribuição de Laranjal Paulista/SP 
Extensão Diâmetro (mm) Material 
2.516 250 FF 
7.100 200 FF 
13.500 150 FF/DEFFO 
1.600 125 AMIANTO 
9.050 100 PVC/FF 
7.350 75 FC/PVC/FF 
35.450 50 FC/PVC/FF 
8.600 25 FF/PVC 
7.250 19 FF/PVC 
Fonte: SABESP (2019). 
Já no distrito de Laras, esta rede apresenta as seguintes características, 
conforme exposto na Tabela 4-16. 
179 
Tabela 4-16 – Características da rede de distribuição do distrito de Laras 
Extensão Diâmetro (mm) Material 
800,00 100 PVC 
2600,00 75 PVC 
5.475,00 50 AMIANTO/PVC 
1.000,00 25 PVC 
Fonte: SABESP (2019). 
A evolução da cobertura do sistema de distribuição pode ser observada na 
Tabela 4-17. 
Tabela 4-17 – Evolução da cobertura da rede de distribuição (2015 a 2019) 
Ano 2015 2016 2017 2018 2019 
Ligações ativas 9.086 9.166 9.399 9.647 9.774 
Economias ativas 9.409 9.526 9.771 10.008 10.136 
Economias/ligações 1 1 1 1 1 
Economias resid. Ativas 8.514 8.592 8.822 9.034 9.116 
Ligações micromedidas 9.086 9.166 9.399 9.647 9.774 
Índice de micromedição 
relativo ao volume 
disponibilizado 
61,19% 47% 50,72% 53,73% 56,68% 
Extensão de rede por ligação 11,2 11,5 11,7 11,4 11,3 
Fonte: SNIS (2015-2019) 
Nos processos de tratamento e distribuição d9água para os munícipes o SAA 
perde parte da água, podendo essa perda ser real (física) e/ou aparente (não
física). As perdas reais referem-se às perdas por vazamentos na rede de 
distribuição e em outras unidades do sistema, como é o caso dos reservatórios. 
As perdas aparentes estão relacionadas com erros na micromedição, fraudes, 
existência de ligações irregulares em comunidades irregulares e/ou falhas no 
cadastro comercial. A evolução das perdas do SAA de Laranjal Paulista pode ser 
observada na Tabela 4-18. 
Tabela 4-18 – Evolução das perdas no SAA de Laranjal Paulista (2015 a 2019) 
Ano 2015 2016 2017 2018 2019 
Extensão da rede 
de água (Km) 109,34 116,82 117,96 117,96 121,79 
Volume de água
 produzido* 2.249,66 2.966,98 2.883,08 2.878,04 2.735,20 
Volume de água
 consumido * 1376,64 1.394,41 1.462,34 1.545,92 1.550,41 
180 
Ano 2015 2016 2017 2018 2019 
Volume de água
 macromedido * 2.249,66 2.966,98 2.883,08 2.878,04 2.735,20 
Índice de perdas 
na distribuição (%) 38,81 53 49,28 46,27 43,32 
Índice bruto de perdas 
lineares (m³/dia.Km de
 RDA) 
21,96 38,1 33,16 30,92 27,08 
Índice de perda 
no tratamento (%) 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 
Índice total de
 perda (%) 38,81% 53,00% 49,28% 46,29% 43,32% 
Extensão da rede 
de água (Km) 109,34 116,82 117,96 117,96 121,79 
Nota: (*) volume em1.000 m³por ano 
Fonte: SNIS (2015-2019) 
Destaca-se que não houve perda no tratamento visto que os volumes de água 
produzidos e macromedidos foram iguais no período analisado. Isso ressalta a
contribuição significativa no índice total de perdas, referente às perdas que 
ocorreram na distribuição, cuja média desses anos foi de 46,1 %. 
A evolução dos volumes produzido e consumido pode ser observada na Figura 
4-20. 
Figura 4-20 – Comparativo entre os volumes produzido x consumido entre 2015 
e 2019 do SAA de Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021) a partir de SNIS (2015-2018). 
181 
Como supramencionado, a contribuição maior do SAA é advinda da captação 
superficial, tratada em ETA, já o volume de água dos poços adotados no distrito 
de Laras, atingiu, apenas, cerca de 2%, desse sistema (Figura 4-21). 
* volume em1.000 m³por ano 
Figura 4-21 – Comparativo entre os volumes operacionais entre 2015 e 2019 do 
SAA de Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021) a partir de SNIS (2015-2018). 
Quando verificado os volumes operacionais do SAA observa-se uma redução 
gradativa nos volumes produzidos enquanto o volume micro medido apresenta 
um leve crescimento acompanhando o aumento do índice de atendimento, 
comportamento observado na Figura 4-21. 
Como consequência da variação nos volumes operacionais, observa-se índices
de perdas percentuais e lineares relativamente constantes em todo o período 
observado na Figura 4-22. 
182 
Figura 4-22 – Comparativo entre os índices de perda do SAA de Laranjal 
Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021) a partir de SNIS (2015-2018). 
A perda total média no período observado (2015 a 2019) do sistema de
abastecimento foi de 46,1% que, conforme supramencionado, corresponde ao 
sistema de distribuição. Durante o período apresentado não foi observado 
redução significativa no índice percentual de perdas, apenas uma flutuação nos 
índices apresentados variando entre 43,3% e 38,8%. 
Nesse sentido, é importante lembrar que o PLANSAB estabelece metas 
progressivas para redução do índice de perdas na rede distribuição conforme 
apresentado na Figura 4-22. e, de forma complementar o PMSB Do município 
elaborado 2011 estabelecia uma redução progressiva do índice de perdas para 
o patamar de 20% até o ano de 2030. 
 Tabela 4-19 – Metas estabelecidas pelo PLANSAB para perdas na rede de 
distribuição 
Ano 2008 2018 2023 2033 
Índice de perdas na distribuição 51% 44% 41% 33% 
Fonte: PLANSAB (2013) 
Assim, conforme apresentado o SAA, apesar do índice de perdas apresentado 
no SNIS para o ano de 2018 estar compatível com as metas do PLANSAB, é 
necessário estabelecer um programa consistente de redução de perda para que 
183 
seja possível atingir as metas estabelecidas pelo PMSB de 2011, 
consequentemente, nessa sua versão atualizada. 
Assim, verifica-se que para atingir as metas de redução estabelecidas no PMSB, 
faz-se necessário um programa de controle de perdas na rede seja 
implementado com maior eficiência. 
A SABESP busca constantemente avançar no aprimoramento dos processos de 
captação, tratamento e distribuição de água, com o objetivo de reduzir as perdas 
inerentes a essas etapas, no entanto, aponta que o combate a perdas demanda 
um esforço permanente, por diversos fatores como, o desgaste da infraestrutura
com o passar dos anos, novos vazamentos, perda de precisão dos hidrômetros 
e aumento de irregularidades. Sendo, portanto, preciso realizar um nível de 
esforço e aplicação de recursos para evitar que as perdas aumentem, e um nível
adicional para reduzir as perdas. Assim, a Companhia adota ações para o 
combate às perdas físicas ou reais são, tais como (SABESP, 2021): 
• gerenciamento de pressões a partir da execução de obras de setorização 
dos sistemas de distribuição de água, incluindo a instalação de válvulas 
redutoras de pressão em áreas específicas com pressões elevadas, para 
reduzir e estabilizar as pressões de modo a reduzir a quantidade de novos 
vazamentos e a vazão dos vazamentos existentes; 
• varreduras para localização de vazamentos não visíveis; 
• reparo dos vazamentos visíveis e não visíveis em redes e ramais; 
• renovação da infraestrutura com a substituição de redes e ramais antigos
e deteriorados; 
• execução de obras de adequação dos setores de abastecimento, com 
melhoria dos níveis de pressão nas redes e a redução do tamanho das
áreas de controle, de modo a otimizar sua operação e manutenção. 
Já para o combate às perdas não físicas ou aparentes, são adotadas as 
seguintes ações (SABESP, 2021): 
184 
• substituição de hidrômetros de modo a se obter a medição precisa dos 
volumes entregues aos clientes; 
• combate a irregularidades. 
Além disso, em seu Plano de Melhorias, prevê ações como (SABESP, 2018): 
• pesquisas de vazamento não visíveis antecipando eventos de reparos em 
redes/ramais de água; 
• rotinas de troca de ramais - Reposição de ativos. 
Portanto, faz-se necessário, compreender e detectar em quais pontos estão 
havendo falhas para que de fato os programas e ações de melhorias do SAA no 
município de Laranjal Paulista sejam eficazes. 
4.1.7. Monitoramento da qualidade da água 
Em Laranjal Paulista/SP a SABESP controla a qualidade da água em todo o seu 
sistema de abastecimento, desde os mananciais até o cavalete dos imóveis por
meio de coletas sistemáticas de amostras e realização de ensaios laboratoriais, 
em atendimento a Portaria nº 5 de 2017 consolidada pelo Ministério da Saúde. 
Entretanto, a Portaria GM/MS nº 888 de 2021, em vigor desde o dia 07 de maio, 
alterou o Anexo XX da referida Portaria nº 5, para dispor sobre os procedimentos 
de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu 
padrão de potabilidade. Portanto, essa é a nova referência da Companhia para 
realização desse controle sanitário que ocorre em 16 laboratórios da SABESP 
por meio de vários ensaios acreditados pela ABNT NBR ISO/IEC 17.025. Destes, 
existe o laboratório e listagem específica de ensaios para a Divisão de Controle 
Sanitário Médio Tietê 3 Botucatu, onde se insere o município de Laranjal Paulista 
(SABESP, 2021a). 
Portanto, no escopo da acreditação do médio Tietê 3 RMOC, são descritas as 
normas e procedimentos para cada ensaio realizado de acordo com cada ponto 
e especificações da referida ABNT NBR, e os parâmetros analisados com maior
frequência pela SABESP são (SABESP, 2021a): 
185 
• Cloro e cloroamoniação: agente bactericida, adicionado durante o 
tratamento, com o objetivo de eliminar bactérias e outros micro￾organismos que podem estar presentes na água. O produto entregue ao
consumidor deve conter, de acordo com o Ministério da Saúde, uma 
concentração mínima de 0,2 mg/l (miligramas por litro) de cloro residual. 
Com o mesmo objetivo, algumas localidades utilizam o método de 
cloroamoniação no processo de desinfecção da água. De acordo com a 
Resolução SS nº 50 de 26/04/1995 da Secretaria de Estado da Saúde, a 
água destes sistemas deve conter um mínimo de 2,0 mg/l como cloro 
residual total. 
• Turbidez: medição da resistência da água à passagem de luz, provocada 
pela presença de partículas flutuantes na água. A turbidez é um parâmetro
de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto, e o valor máximo 
permitido de turbidez na água distribuída é de 5,0 NTU. 
• Cor: indica a presença substâncias dissolvidas na água. Assim como a 
turbidez, a cor é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou 
rejeição do produto. De acordo com a Portaria, o valor máximo permissível 
de cor na água distribuída é de 15,0 U.C. 
• pH: medida que determina se a água é ácida ou alcalina. É um parâmetro 
que deve ser acompanhado para melhorar os processos de tratamento e 
preservar as tubulações contra corrosões ou entupimentos. Esse fator 
não traz riscos sanitários e a faixa recomendada de pH na água distribuída
é de 6,0 a 9,5. 
• Coliformes: grupo de bactérias que normalmente vivem no intestino de 
animais de sangue quente. Alguns tipos ser encontrados também no meio 
ambiente. Nos laboratórios da SABESP, são realizadas análises para 
identificar uma possível contaminação. 
• Flúor: elemento químico adicionado à água de abastecimento, pois 
auxilia na proteção dos dentes contra a cárie. O teor de flúor na água é 
definido de acordo com o clima e a temperatura de cada região, pois isso 
afeta o consumo médio diário de água por pessoa. Para o Estado de São 
Paulo, o teor ideal de flúor é de 0,7 mg/l (miligramas por litro), podendo 
186 
variar entre 0,6 e 0,8 mg/l. A ausência temporária ou variações da 
substância não tornam a água imprópria para consumo. 
Em suma, na Tabela 4-20 são apresentados os parâmetros básicos monitorados 
com maior frequência, com os respectivos padrões e significados. 
Tabela 4-20 – Descrição dos parâmetros básicos de qualidade da água 
monitorados com maior frequência pela SABESP 
Parâmetros Padrões Significado Parâmetros 
Cor Máximo 15 U.C Característica que mede o grau de coloração da 
água 
Turbidez Máximo 5 N.T.U Característica que reflete o grau de transparência 
da água 
Cloro Mínimo 0,2 mg/L 
Máximo 5,0 mg/L 
Indica a quantidade de cloro, na rede de 
distribuição, adicionado no processo de 
desinfecção da água 
Coliforme 
Total 
Ausência em 95% 
das amostras 
Indica a presença de bactérias que não são 
necessariamente prejudiciais à saúde 
E.Coli Ausência em 100% 
das amostras 
Indica a possibilidade de presença de organismos 
causadores de doenças 
Fonte: Adaptado de SABESP (2021a). 
Consoante ao determinado no Art. nº 14, inciso XXIII da Portaria nº 888/2021, as 
análises realizadas, contemplam ensaios químicos e biológicos com outros 
parâmetros exigidos pela Portaria, além dos supramencionados, detalhados na 
ABNT NBR ISO/IEC 17.025, com amostragem nos seguintes pontos: 
• Água bruta: rios, represas, poços, minas e nascentes; 
• Água tratada: estação de tratamento de água (ETA) e sistema de 
reservação; 
• Água para consumo: redes de distribuição, sistemas alternativos de 
abastecimento. 
Quanto à qualidade da água bruta nos mananciais de captação, segundo 
informações da concessionária, não foi observado, até o referido ano alterações 
na qualidade da captação que motivassem o informe destas aos órgãos
ambientais de recursos hídricos e saúde pública (SABESP, 2021), porém esses 
dados não foram disponibilizados. 
187 
A concessionária também se orienta pelas seguintes legislações a fim de manter 
e avaliar as condições dos mananciais de captação de água (SABESP, 2021a): 
• Lei Estadual 9.866/97 de proteção dos mananciais, a qual estabelece 
mecanismos de proteção e conservação ambiental para os mananciais do 
Estado de São Paulo, para garantir a disponibilidade da água em 
quantidade suficiente para o abastecimento de sua população. 
• Resolução Conama 357/05 e o Decreto Estadual 8.468/76 estabelecem 
os usos indicados para os mananciais em função de sua qualidade. Além 
de fixarem os limites para lançamentos de esgotos e efluentes industriais 
nos corpos de água, sendo a responsabilidade pela fiscalização atribuída 
à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental 3 CETESB. 
No site da SABESP, são disponibilizados os registros das análises mensais e 
anuais realizadas em todos os municípios atendidos pela Companhia. Na Tabela 
4-21 e Tabela 4-22, a seguir, são apresentados os resumos anuais da qualidade 
da água distribuída, referente a 2019, ano mais recente disponibilizado via 
website, para o sistema de abastecimento da ETA Laranjal Paulista, na sede, e 
ETA Laras, respectivamente. Nesta podem ser observados o número mínimo de 
amostras exigidas legalmente (E), o número de amostras realizadas pela 
Companhia (R) e o número daquelas em conformidade com o padrão da Portaria 
de Consolidação 5/17 do Ministério da Saúde, em vigência no período. Portanto, 
é possível avaliar a eficiência do tratamento e a qualidade da água distribuída a 
partir do número de amostras não conformes. 
Tabela 4-21 – Relatório de qualidade da água distribuída do ano de 2019 da ETA 
Laranjal Paulista. Parâmetros básicos monitorados com maior frequência pela 
SABESP 
Parâmetros 
Turbidez Cor Cloro Coliformes 
E= 41 10 41 41 
MÊS R C R C R C R C-Totais E.coli 
JAN 41 41 10 10 43 43 41 41 41 
FEV 41 41 10 10 41 41 41 41 41 
MAR 41 41 10 10 41 41 41 41 41 
ABR 41 41 10 10 42 42 41 41 41 
188 
Parâmetros 
Turbidez Cor Cloro Coliformes
E= 41 10 41 41 
MAI 42 42 10 10 44 44 42 42 42 
JUN 42 42 10 10 45 45 41 41 41 
JUL 42 42 10 10 43 43 42 42 42 
AGO 41 41 10 10 43 43 41 41 41 
SET 41 41 10 10 42 42 41 40 41 
OUT 41 41 10 10 41 41 41 41 41 
NOV 41 41 10 10 41 41 41 39 41 
DEZ 47 47 11 11 47 47 47 47 47 
Nota: E = n° mínimo de amostras Exigidas; R = n° de amostras Realizadas; C = número de 
amostras em conformidade com o padrão da Portaria de Consolidação 5/17 do Ministério 
da Saúde. 
Fonte: Adaptado de SABESP (2021a). 
Tabela 4-22 – Relatório de qualidade da água do ano de 2019 da ETA Laras. 
Parâmetros básicos monitorados com maior frequência pela SABESP 
Parâmetros 
Turbidez Cor Cloro Coliformes
E= 10 5 10 10 
MÊS R C R C R C R C-Totais E.coli 
JAN 10 10 5 5 10 10 10 10 10 
FEV 10 10 5 5 10 10 10 10 10 
MAR 10 10 5 5 10 10 10 10 10 
ABR 12 12 6 6 12 12 12 12 12 
MAI 10 10 5 5 10 10 10 9 10 
JUN 10 10 5 5 10 10 10 10 10 
JUL 10 10 5 5 10 9 10 6 10 
AGO 10 10 5 5 10 10 10 10 10 
SET 10 10 5 5 10 10 10 10 10 
OUT 10 9 5 5 10 10 10 10 10 
NOV 10 10 5 5 10 10 10 10 10 
DEZ 10 10 5 5 10 10 10 10 10 
Nota: E = n° mínimo de amostras Exigidas; R = n° de amostras Realizadas; C = número de 
amostras em conformidade com o padrão da Portaria de Consolidação 5/17 do Ministério 
da Saúde. 
Fonte: Adaptado de SABESP (2021a). 
189 
Como observado na Tabela 4-21 e Tabela 4-22, no período analisado, a 
Companhia atuou, substancialmente, em conformidade com os padrões 
exigidos. Porém, destaca-se os meses de setembro e novembro com amostras 
fora do padrão, no subsistema Sede-Maristela, para o parâmetro C-Totais. Do
mesmo modo, no mês de julho, apenas 6 das 10 amostras, deste parâmetro, 
apresentaram conformidade, no sistema de abastecimento de Laras, Desvios 
como esses podem ser observados pela população e certificados no site ou em 
suas contas de água, visto que há descrição destes parâmetros na mesma. 
Ainda de acordo com a SABESP, a ocorrência de resultados fora dos padrões 
não necessariamente representa risco à saúde, pois indicam a situação em um
dado momento de um local específico. Pequenas variações podem ocorrer no 
processo de tratamento e distribuição de água sem que sua qualidade se torne 
inadequada ao consumo humano. No entanto, a Companhia salienta que em 
todos os casos anômalos, ações corretivas imediatas são tomadas seguidas de 
novas análises para constatação da regularização da situação. 
Neste sentido, aponta-se o Sistema de Informação da Vigilância da Qualidade 
da Água para Consumo Humano (Sisagua), instrumentos do Programa Vigiagua,
que visa auxiliar o gerenciamento de riscos à saúde associados à qualidade da 
água para consumo humano. Nesta plataforma, são computados dados 
rotineiramente pelos profissionais do setor saúde (Vigilância) e responsáveis 
pelos serviços de abastecimento de água (Controle), a partir dos quais são 
gerados relatórios com informações que possibilitam conhecer as características 
do abastecimento de água, tais como: 
• Relatório de amostras fora do padrão de potabilidade estabelecido na 
legislação vigente, para cada forma de abastecimento; 
• Cobertura populacional por cada uma das formas de abastecimento de 
água nos municípios, nos estados e no Brasil; 
• Municípios que não possuem informação no sistema, entre outras. 
Por fim, cabe ressaltar que a qualidade da água de sistemas diferentes da 
SABESP, como individuais ou comunitários, é responsabilidade própria destes, 
não havendo conhecimento por parte da Prefeitura de Laranjal Paulista/SP sobre 
190 
tais dados. Ademais, maior detalhamento do processo de monitoramento da 
Companhia pode ser acompanhado via web site da mesma. 
4.1.8. Plano de emergência e contingência 
A SABESP disponibilizou um Plano de contingência, que abarca sobre o 
processo de produção de água, e riscos operacionais, como: 
• Indisponibilidade de água; 
• Não atendimento da demanda de água tratada; 
• Não atender aos parâmetros de qualidade de água tratada. 
O referido plano se subdivide em ações, as quais são: 
• Paralisação de poços, indisponibilidade e paralisação de equipamentos 
(quebras) e falta de energia, conforme Figura 4-23; 
• Contaminação por acidente, invasão, ação criminosa e desastre natural, 
conforme Figura 4-24; 
• Estiagem e assoreamento de manancial, conforme Figura 4-25; 
• Rompimento de barragem, enchente, conforme Figura 4-26; 
• Paralisação, falhas e/ou ausência de qualidade de produção de água, 
conforme Figura 4-27 e 
• Avaria, quebra e/ou rompimento de rede de distribuição e adutoras, 
conforme Figura 4-28 
As orientações abordadas para cada uma dessas ações são detalhadas nas 
tabelas das figuras segundo supramencionado.
191 
Figura 4-23 – Paralisação de poços, indisponibilidade e paralisação de equipamentos(quebras)e falta de energia. 
Fonte: SABESP (2020). 
192 
 
Figura 4-24 – Contaminação por acidente, invasão, ação criminosa e desastre natural 
Fonte: SABESP (2020). 
193 
 
Figura 4-25 – Estiagem e assoreamento de manancial 
Fonte: SABESP (2020). 
194 
 
Figura 4-26 – Rompimento de barragem, enchente 
Fonte: SABESP (2020). 
195 
 
Figura 4-27 – Paralisação, falhas e/ou ausência de qualidade de produção de água 
Fonte: SABESP (2020). 
196 
 
Figura 4-28 – Avaria, quebra e/ou rompimento de rede de distribuição e adutoras 
Fonte: SABESP (2020).
197 
4.2. Regulação, fiscalização e tarifação 
4.2.1. Panorama geral da regulação no Brasil 
Com a atualização do marco legal do saneamento básico, através da Lei nº
14.026/2020, a Agência Nacional de Águas 3 ANA, passar a ter a competência 
para instituir normas para regulação dos serviços de saneamento básico, normas 
essas, que deverão ser levadas em consideração pelas agências reguladoras de 
saneamento. 
De acordo com a Lei nº 14.026/2020, caberá à ANA estabelecer normas de
referência sobre: 
I - padrões de qualidade e eficiência na prestação, na manutenção e 
na operação dos sistemas de saneamento básico; 
II - regulação tarifária dos serviços públicos de saneamento básico, 
com vistas a promover a prestação adequada, o uso racional de 
recursos naturais, o equilíbrio econômico-financeiro e a 
universalização do acesso ao saneamento básico; 
III - padronização dos instrumentos negociais de prestação de serviços 
públicos de saneamento básico firmados entre o titular do serviço 
público e o delegatário, os quais contemplarão metas de qualidade, 
eficiência e ampliação da cobertura dos serviços, bem como 
especificação da matriz de riscos e dos mecanismos de manutenção 
do equilíbrio econômico-financeiro das atividades; 
IV - metas de universalização dos serviços públicos de saneamento 
básico para concessões que considerem, entre outras condições, o 
nível de cobertura de serviço existente, a viabilidade econômico￾financeira da expansão da prestação do serviço e o número de 
Municípios atendidos; 
V - critérios para a contabilidade regulatória; 
VI - redução progressiva e controle da perda de água; 
VII - metodologia de cálculo de indenizações devidas em razão dos 
investimentos realizados e ainda não amortizados ou depreciados; 
VIII - governança das entidades reguladoras, conforme princípios 
estabelecidos no art. 21 da Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007 ; 
IX - reúso dos efluentes sanitários tratados, em conformidade com as 
normas ambientais e de saúde pública; 
X - parâmetros para determinação de caducidade na prestação dos 
serviços públicos de saneamento básico; 
XI - normas e metas de substituição do sistema unitário pelo sistema 
separador absoluto de tratamento de efluentes; 
XII - sistema de avaliação do cumprimento de metas de ampliação e 
universalização da cobertura dos serviços públicos de saneamento 
básico; 
XIII - conteúdo mínimo para a prestação universalizada e para a 
sustentabilidade econômico-financeira dos serviços públicos de 
saneamento básico. (BRASIL, 2020). 
Os prestadores de serviço de saneamento básico têm a liberdade de indicar a
agência reguladora, com algumas regras, dentre essas, a necessidade, após a 
198 
escolha, de se cumprir o prazo contratual na íntegra. Hoje, no Brasil existem 
mais de 60 agências reguladoras, dentre estaduais, municipais e intramunicipais,
sendo oito delas, apenas no estado de São Paulo: 
• Agência Reguladora e Fiscalizadora-DAEA (AGR-DAEA) 3 Municipal 
• Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Bernardo do Campo 
(AR-SBC) - Municipal 
• Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios
Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES PCJ) - Intermunicipal 
• Agência Reguladora de Serviços Públicos de Porto Ferreira (ARPF-Porto 
Ferreira) - Municipal 
• Agência Reguladora do Serviço de Água, Esgoto e Resíduos de 
Guaratinguetá (ARSAEG) - Municipal 
• Agência Reguladora de Serviços Públicos de Mauá (ARSEP-Mauá) - 
Municipal 
• Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo 
(ARSESP) - Estadual 
• Agência de Regulação de Saneamento de Jacareí (SRJ) - Municipal 
4.2.2. Regulação sob responsabilidade da Prefeitura 
A regulação e fiscalização dos serviços de abastecimento de água e 
esgotamento sanitário, em Laranjal Paulista, atualmente, é realizada pela 
Prefeitura do Município. No entanto, não há um órgão específico da 
Administração Direta, com ou sem personalidade jurídica de direito público, sob 
a forma de autarquia, com ou sem regime especial, para execução destas 
funções. 
Conforme informações dos gestores municipais, houve tentativas de 
formalização de um convênio junto à agência multissetorial intitulada Agência 
Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo 3 ARSESP, autarquia 
199 
de regime especial que atua nos setores de prestação de serviços de gás 
canalizado, saneamento básico e de energia elétrica (ARSESP, 2021), porém, 
tal tratativa não foi concluída. 
O Decreto n° 7.217/2010, que regulamenta a Lei n° 11.445/2007, em seu Art. 2º, 
inciso II, define como regulação: todo e qualquer ato que discipline ou organize 
determinado serviço público, incluindo suas características, padrões de 
qualidade, impacto socioambiental, direitos e obrigações dos usuários e dos 
responsáveis por sua oferta ou prestação e fixação e revisão do valor de tarifas 
e outros preços públicos, [...] (BRASIL, 2010). 
Ademais, a Lei nº 14.026/2020 em seu Art. 8º, parágrafo quinto, inclui que o 
titular dos serviços públicos de saneamento básico deverá definir a entidade 
responsável pela regulação e fiscalização desses serviços, independentemente 
da modalidade de sua prestação; e que a entidade de regulação, segundo seu 
Art. 8º, primeiro parágrafo, no mínimo, deverá definir: 
I - as normas técnicas relativas à qualidade, quantidade e regularidade 
dos serviços prestados aos usuários e entre os diferentes prestadores 
envolvidos; 
II - as normas econômicas e financeiras relativas às tarifas, aos 
subsídios e aos pagamentos por serviços prestados aos usuários e 
entre os diferentes prestadores envolvidos; 
III - a garantia de pagamento de serviços prestados entre os diferentes 
prestadores dos serviços; 
IV - os mecanismos de pagamento de diferenças relativas a 
inadimplemento dos usuários, perdas comerciais e físicas e outros 
créditos devidos, quando for o caso; 
V - o sistema contábil específico para os prestadores que atuem em 
mais de um Município. 
Portanto, conforme supramencionado, essas atribuições, atualmente, estão à 
cargo da Prefeitura, necessitando de adequações consoante às legislações 
vigentes, e tal situação será analisada junto à Prefeitura, bem como, será 
abordada nos próximos relatórios de diagnóstico, do presente planejamento. 
Por fim, cabe ressaltar que ao delegar as funções de regulação e fiscalização 
desses serviços à uma Agência, o Município conta com corpo técnico qualificado 
e empenhado na melhoria das condições de prestação do serviço de 
saneamento, sem a necessidade de arcar com os custos de uma estrutura e de
quadros próprios para tal função. Além disso, a delegação não onera o 
orçamento do Município, visto que os custos da atuação da Arsesp, por exemplo, 
200 
são cobertos por meio de taxa de regulação, controle e fiscalização paga pelo 
prestador dos serviços, correspondente a 0,5% do seu faturamento anual 3
referente ao ano anterior (ARSESP, 2021). 
4.2.3. Política tarifária do município de Laranjal Paulista 
A SABESP tem praticado desde 15 de agosto de 2020, o seguinte regime 
tarifário, por categoria de uso, para o município de Laranjal Paulista, conforme 
indicado na Tabela 4-23 (SABESP, 2021). 
Tabela 4-23 – Tarifação do sistema de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário, por categoria de uso, em Laranjal Paulista/SP 
Classes de 
consumo 
m³/mês 
Categoria: Residencial/ Comum Categoria: Residencial/ Social 
Tarifas de água 
(em R$) 
Tarifas de 
esgoto (em R$) 
Tarifas de água 
(em R$) 
Tarifas de esgoto 
(em R$) 
0 a 10 27,07 /mês 21,71 /mês 9,18 /mês 7,34 /mês 
11 a 20 3,77 /m³ 2,98 /m³ 1,43 /m3 1,15 /m3 
21 a 30 5,80 /m³ 4,63 /m³ 3,10 /m3 2,46 /m3 
31 a 50 5,80 /m³ 4,63 /m³ 4,42 /m3 3,56 /m3 
acima de 50 6,94 /m³ 5,52 /m³ 5,25 /m3 4,23 /m3 
Classes de 
consumo 
m³/mês
Categoria: Comercial/ Comum Categoria: Comercial/ Assistencial
Tarifas de água 
(em R$)
Tarifas de 
esgoto (em R$)
Tarifas de água 
(em R$)
Tarifas de esgoto 
(em R$)
0 a 10 54,36 /mês 43,47 /mês 27,17 /mês 21,74 /mês 
11 a 20 6,43 /m³ 5,11 /m³ 3,24 /m³ 2,55 /m³ 
21 a 30 10,39 /m³ 8,31 /m³ 5,24 /m³ 4,19 /m³ 
31 a 50 10,39 /m³ 8,31 /m³ 5,24 /m³ 4,19 /m³ 
acima de 50 12,20 /m³ 9,74 /m³ 6,12 /m³ 4,88 /m³ 
Classes de 
consumo 
m³/mês
Categoria: Pública/ Comum Pública/ Contrato pura
Tarifas de água 
(em R$)
Tarifas de 
esgoto (em R$)
Tarifas de água 
(em R$)
Tarifas de esgoto 
(em R$)
0 a 10 54,36 /mês 43,47 /mês 40,73 /mês 32,60 /mês 
11 a 20 6,43 /m³ 5,11 /m³ 4,80 /m³ 3,86 /m³ 
21 a 30 10,39 /m³ 8,31 /m³ 7,83 /m³ 6,24 /m³ 
31 a 50 10,39 /m³ 8,31 /m³ 7,83 /m³ 6,24 /m³ 
acima de 50 12,20 /m³ 9,74 /m³ 9,13 /m³ 
7,33 /m³ 
201 
Classes de 
consumo 
m³/mês
Categoria: Industrial/ Comum
Tarifas de água (em R$) Tarifas de esgoto (em R$)
0 a 10 54,36 /mês 43,47 /mês 
11 a 20 6,43 /m³ 5,11 /m³ 
21 a 30 10,39 /m³ 8,31 /m³ 
31 a 50 10,39 /m³ 8,31 /m³ 
acima de 50 12,20 /m³ 9,74 /m³ 
Fonte: Adaptado de SABESP (2021). 
Além disso, informa a quantidade de economias com tarifa social nos anos de
2015 a 2019, conforme exposto na Tabela 4-24. 
Tabela 4-24 – Quantidade de economias com tarifa social nos anos de 2015 a 
2019 em Laranjal Paulista e Laras. 
Sistema de abastecimento Ano 
Número de 
economias com 
Tarifa Social 
% (1)
Laranjal Paulista 2019 35 0,36% 
Laras 2019 1 0,30% 
Fonte: SABESP (2019). 
Nota 1
: Porcentagem em relação ao total de ligações residenciais ativas de água (%) i = 
Economias tarifa social/Total ligações ativas água*100 
Segundo dados da SABESP os valores constantes de tarifação indicados na 
Tabela 4-23, constituem tarifas-teto e visam preservar o equilíbrio econômico￾financeiro dos contratos. Os valores da tarifa social também são previstos e 
contemplam, atualmente, um número parco de economias, não afetando tal 
equilíbrio, entretanto, eventuais descontos, devem ser pautados sobre esta
perspectiva, bem como a regulação e fiscalização desta tarifação deve ser 
constantemente analisada, consoante ao abordado no item 4.2.2. 
4.3. Áreas dispersas 
Com base na Política Federal de Saneamento Básico, a Lei Federal nº 11.445, 
de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para os serviços de saneamento 
básico, visando garantir meios adequados para o atendimento da população 
residente em áreas dispersa utilizando soluções técnicas e economicamente 
compatíveis com suas características socioeconômicas. 
202 
Assim, definindo áreas dispersas como regiões de baixa densidade populacional 
localizadas fora das áreas urbanas distantes das sedes municipais, onde 
existem pequenos aglomerados urbanos com as propriedades esparsas, sendo 
tipicamente denominadas de áreas rurais. 
Deste modo, o PLANSAB em 2013 traz em sua concepção diretrizes para 
universalizar o acesso ao saneamento básico em áreas rurais, por meio do 
fomento e execução de ações que garantam. 
Mais recentemente, em 2019, o Programa Nacional de Saneamento Rural 
(PNSR), avança na compreensão de problemas relativos à ausência de soluções 
sanitárias adequadas às populações rurais brasileira. 
Assim o PNSR estabelece metas de curto, médio e longo prazos, em um período 
de 20 anos, pautadas no marco legal de saneamento e regulamentado pelo 
Decreto Federal nº 7.217/2010. Define, Tabela 4-25, as seguintes metas para 
domicílios rurais abastecidos por rede de distribuição de água, com canalização 
interna no domicílio ou na propriedade, ou por poço ou nascente, com 
canalização interna. 
Tabela 4-25 – Metas para abastecimento da população de áreas dispersas 
Ano 2018 2023 2028 2038 
Meta 82% 88% 93% 100% 
Fonte: PNSR (2019). 
No município de Laranjal Paulista as localidades rurais, onde o serviço de 
abastecimento de água é operado pela SABESP, são indicadas na Tabela 4-26. 
Tabela 4-26 – Quantidade de domicílios rurais atendidos com abastecimento de 
água pela SABESP em Laranjal Paulista/SP
Localidades rurais dentro da área Domicílios (unid.) 
Maristela Turma Velha 21 
Bairro 3 Carolinas 23 
Olegarinho 36 
Laras - parte rural 26 
São Roque (parte rural) 14 
TOTAL 120 
Fonte: SABESP (2019). 
203 
Conforme apontado no item 4.1, cerca de 92,7% da população rural não possui 
abastecimento de água fornecido através dos serviços prestados pela SABESP. 
Segundo informações da Companhia e da Prefeitura, tal parcela utiliza soluções 
individuais, como poços artesianos ou rasos, para o seu abastecimento e a 
operação e manutenção desses sistemas é unicamente responsabilidade do 
proprietário. Entretanto, não há mapeamento destas comunidades. 
Diante disso, para estimar os tipos de soluções adotadas nas áreas dispersas 
de Laranjal Paulista, a Tabela 4-27 foi elaborada com base no Censo de 2010, 
que quantificou os domicílios de acordo com o tipo de solução de abastecimento 
de água adotada. 
Tabela 4-27 – Soluções adotadas segundo Censo 2010 
Tipo de solução adotada População 
urbana 
Percentual da 
População 
Urbana 
População 
Rural 
Percentual 
da 
população 
Rural 
Rede geral 6.963 98,39% 42 4,94% 
Poço ou nascente 111 1,57% 792 93,07% 
Carro-pipa ou água da chuva 0 0,00% 2 0,24% 
Rio, açude, lago ou igarapé 1 0,01% 13 1,53% 
Outra forma 2 0,03% 2 0,24% 
Fonte: Adaptado de IBGE (2010). 
De acordo com os dados apresentados, destaca-se os percentuais de poços ou 
nascente, representando a solução adotada pela maioria da população residente 
nas áreas rurais (93,07%). No ano analisado, a rede pública de abastecimento
de água de Laranjal Paulista atendia somete 4,94% da população na área rural 
e 98,39% da população da zona urbana (IBGE, 2010). 
204 
5. DIAGNÓSTICO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO 
De acordo com as Leis nº 11.445/2007 e nº 14.026/2020, o eixo de esgotamento 
sanitário é constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações de coleta, 
transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente. 
O município possui, até então, diretrizes para os serviços de esgotamento 
sanitário, estabelecidas pelo Plano Municipal de Saneamento Básico elaborado 
no ano de 2011 e que servirão como um ponto de partida para a presente 
atualização desse instrumento de forma a entender a realidade local e a atual 
situação da prestação dos serviços ao longo desse hiato de quase uma década
da primeira versão do plano para sua primeira atualização. 
Para compor a fase do diagnóstico dos serviços de esgotamento sanitário de 
Laranjal Paulista, foram utilizados dados secundários disponibilizados pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sistema Nacional de 
Informações sobre Saneamento (SNIS), Atlas de Despoluição de Bacias 
Hidrográficas (Atlas Esgotos) e demais órgão e instituições afetos ao setor, além 
de reuniões institucionais e incursões a campo para coleta de informações
primárias. 
Este item compreende o levantamento da situação e descrição do eixo de 
esgotamento sanitário do município de Laranjal Paulista nos anos de 2019-2020. 
O trabalho teve como objetivo realizar o diagnóstico dos aspectos relacionados 
à prestação de serviços, caracterização dos sistemas de esgotamento sanitário
(SES) e descrição da cobertura do atendimento à população atualmente. 
Os SES foram avaliados de acordo com tipo tecnologia de tratamento 
empregada, condições das infraestruturas e instalações, dados gerenciais, 
operacionais e de lançamento de efluentes, informações econômico-financeiras, 
projetos e estudos existentes. A descrição das unidades existentes de coleta,
afastamento e tratamento dos esgotos sanitários proporciona a compreensão 
das condições atuais de operacionalização, permitindo a identificação das 
limitações do sistema. 
205 
5.1. Caracterização do SES sob responsabilidade da Companhia 
de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 
Conforme apresentado no item 4.1, o sistema público de esgotamento sanitário 
de Laranjal Paulista é operado pela Companhia de Saneamento Básico do 
Estado de São Paulo (SABESP), por meio de renovação do Contrato de
Concessão n° 295/97 com vencimento em 2022. A SABESP é caracterizada 
como uma sociedade anônima de economia mista, presente em 375 cidades do 
estado de São Paulo, responsável pelo fornecimento de água, coleta e 
tratamento de esgotos. 
Cabe destacar dentre as características do município que interferem diretamente
no sistema de esgotamento sanitário, conforme descrito no tópico 3.5, a 
expansão territorial das zonas mais afastadas ou em pequenos núcleos em 
razão das alterações no uso e ocupação do solo nos últimos anos, que podem 
demandar longos trechos de afastamento e investimentos em redes coletoras de 
esgoto. Além disso, é relevante para construção do diagnóstico adequado à 
realidade municipal, uma visão holística tanto do plano anterior quanto das 
mudanças nas dinâmicas urbanas, no qual ocorreu um incremento populacional 
entre os anos de 2010 (25.251 hab.) e 2020 (aprox. 27.938 hab.), podendo 
demandar investimentos no sistema de coleta e tratamento do efluente (IBGE,
2010; SABESP, 2021). 
As áreas de Laranjal Paulista não atendidas pelo sistema público de esgoto 
sanitário, como o Condomínio Vila Verde, Condomínio Vale do Sol e pontos da 
área rural, apresentam soluções individuais como fossas sépticas ou fossas 
negras. A operação e manutenção desses sistemas é de responsabilidade do 
próprio proprietário, o que necessita de um alta fiscalização e conscientização 
para que o meio ambiente não seja objeto de poluição por práticas inadequadas. 
O presente capítulo está estruturado nas diferentes etapas da coleta e 
tratamento do esgotamento sanitário: i) Rede coletora de Esgoto; ii) Coletores 
tronco, interceptores e emissários; iii) Estações Elevatórias de Esgoto; iv) 
Tratamento, e; v) Monitoramento da qualidade dos efluentes. Tais itens 
206 
remontam todo o SES, exceto as áreas dispersas que serão tratadas em capítulo 
à parte. 
Para balizar as informações, a Tabela 5-1 traz os principais indicadores do eixo 
de esgotamento sanitário do município, fornecidos pelo SNIS, mostrando a
evolução do SES desde o ano de 2015 até 2019 (último ano com informações 
divulgadas pelo SNIS). 
Tabela 5-1 – Panorama dos Indicadores do SES de Laranjal Paulista/SP 
Indicador 2015 2016 2017 2018 2019 
População Total 27.384 27.640 27.890 28.240 28.516 
População Total Atendida 22.878 23.197 23.850 24.471 24.712 
Índice de Atendimento (%) 83,54 83,92 85,51 86,65 86,66 
População Urbana 24.522 24.751 24.975 25,289 25.536 
População Urbana Atendida 22.878 23.197 23.850 24.471 24.712 
Índice de Atendimento Urbano 
(%) 93,29 93,72 95,49 96,76 96,77 
Quantidade de economias 
ativas de esgotos (ud) 8.888 9.056 9.295 9.545 9.679 
Economias residenciais ativas 
(ud) 
8.083 8.209 8.435 8.650 8.743 
Ligações totais (ud)¹ 9.141 9.333 9.590 9.897 10.081 
Ligações totais ativas (ud) 8.580 8.712 8.944 9.205 9.334 
Volume coletado anual (m³) 1.072.980 1.319.500 1.374.780 1.444.990 1.446.330 
Volume tratado anual (m³)¹ 1.072.980 1.319.500 1.374.780 1.444.990 1.446.330 
Volume faturado anual (m³) 1.498.220 1.519.500 1.578.740 1.673.430 1.672.880 
Extensão de rede coletora de 
esgoto (m) 90.240 97.520 98.700 98.700 99.570 
Extensão de rede coletora por 
ligação (m/lig.) 9,87 10,45 10,29 9,97 9,88 
Fonte: SNIS (2015-2019). 
Das informações do SNIS, podemos observar que a população vem crescendo
no município, assim como a população atendida por serviços de esgotamento
sanitário, porém, a nos últimos anos (2017-2019) o índice de atendimento se 
manteve próximo à estagnação, variando entre 85,51 (2017) à 85,66 (2019). 
Esse percentual atendido acende um alerta quanto à preocupação com a 
execução de novos investimentos neste eixo do saneamento básico a fim de 
universalizar o saneamento básico. Por outro lado, percebe-se um aumento de 
rede coletora, de 90,24 km em 2016 para 99,57 km, o que é um indicativo de que 
as obras estão ocorrendo. 
207 
Além disso, o atendimento de esgoto da população total residente do município, 
gira em torno de 86,66% (referente ao ano de 2019) e o índice para o 
atendimento em relação à população urbana é de 96,77% no mesmo ano. Isto 
posto, é possível concluir que a população das áreas dispersas e rurais é um 
gargalo para o município na universalização do SES de Laranjal Paulista. 
De acordo com a SABESP (2019), o SES de Laranjal Paulista, apresenta uma 
área atendível de 9.557 domicílios, com 8.745 economias cadastradas. O índice 
de atendimento (razão entre economias cadastradas e área atendível) é de 
91,5%, contemplando 24.403 habitantes em toda a cidade. Existem disponíveis 
na rede 609 economias não conectadas, 530 economias suprimidas, 43 factíveis 
e 37 não factíveis. (SABESP, 2019). 
Na área urbana de Laranjal Paulista, 98,63% dos domicílios são atendidos pelo 
sistema, valor correspondente à 9.481 do total de 9.613 domicílios nesta área. 
No que tange à área rural, 76 domicílios (Tabela 5-2) dos 1.647 são atendidos 
por esgotamento sanitário, equivalente à 4,54%. No que tange à cobertura, o 
índice é de 97,7%, considerando tanto as economias cadastradas, quanto as 
que possuem rede disponível (SABESP, 2019). 
Tabela 5-2 – Domicílios rurais dentro da área da rede de esgoto de Laranjal 
Paulista/SP 
Localidades rurais dentro da área Domicílios (unid.) 
Olegarinho 36 
Laras 3 parte rural 26 
São Roque (parte rural) 14 
Fonte: SABESP (2019). 
De maneira geral, o município de Laranjal Paulista possui dois sistemas de 
esgotamento sanitário operados pela SABESP, um que atende a sede do 
município e o Distrito de Maristela (SES Sede) e o outro que atende o Distrito de 
Laras (SES Laras). O SES Sede abrange cerca de 96,60% da população 
atendida pelo serviço público de esgotamento sanitário, enquanto SES Laras 
engloba aproximadamente 3,4% da população atendida em Laranjal Paulista.
A Figura 5-1 apresenta as principais estruturas que fazem parte do sistema de 
esgotamento sanitário da cidade. De acordo com estudo elaborado pela 
208 
SABESP (2021), a saturação do sistema de esgotamento sanitário de Laranjal 
Paulista, ocorrerá no ano de 2040. Os croquis dos SES da Sede e de Laras não 
foram fornecidos pela companhia.
Figura 5-1 – Principais Estruturas do Sistema de Esgotamento Sanitário de 
Laranjal Paulista/SP. 
 Fonte: Adaptado de SABESP (2020). 
5.1.1. Rede coletora de esgoto (RCE) 
A rede coletora de esgoto tem como objetivo coletar o esgoto doméstico oriundo 
das ligações prediais e encaminhá-los por gravidade até os equipamentos que 
realizam o afastamento do efluente sanitário. Portanto, a RCE da Sede de 
Laranjal Paulista possui uma extensão total de 91.200,00 metros, sendo 
10.800,00 metros constituídos de tubos cerâmicos com diâmetro de 100 mm, 
55.350,00 metros de tubos cerâmicos com 150 mm, 20.850,00 metros de 
Policloreto de Vinil (PVC) com 150 mm e 4.200,00 com 200 mm de PVC. 
No que tange ao Distrito de Laras, o RCE possui 5.500 metros de extensão, 
contendo 3.150 metros de material cerâmico com diâmetro de 150 mm, 1.500 
metros de PVC com 150 mm e 850 metros de material cerâmico com 150 mm. 
209 
Cabe ressaltar que todas as economias que possuem coleta de esgoto também 
apresentam tratamento do efluente em ambos os sistemas (SABESP, 2019). 
A Tabela 5-3 e a Tabela 5-4 trazem algumas informações atuais sobre o sistema 
público de esgotamento sanitário de Laranjal Paulista. No ano de 2019, foram 
instaladas 171 novas ligações de esgoto (SABESP, 2020). 
Tabela 5-3 – Número de ligações e economias do SES de Laranjal Paulista/SP 
Sistema Tipo Ligações Economias Ligações factíveis 
Sede 
Residencial 8.395 8.745 46 
Industrial 61 66 0 
Comercial 117 0 7 
Pública 685 797 2 
Mista 75 75 0 
Total 9.333 9.683 55 
Laras 
Residencial 303 307 0 
Industrial 1 1 0 
Comercial 0 0 0 
Pública 10 10 0 
Mista 8 8 0 
Total 322 326 0 
Fonte: SABESP (2020). 
Tabela 5-4 – Volume de esgoto coletado, tratado e faturado na Sede de Laranjal 
Paulista/SP 
Mês Coletado (m³) Tratado (m³) Faturado (m³) 
Janeiro 102.964 102.964 156.932 
Fevereiro 95.387 95.387 158.763 
Março 92.586 92.586 149.852 
Abril 92.262 92.262 147.677 
Maio 92.260 92.260 147.432 
Junho 85.943 85.943 141.424 
Julho 93.747 86.417 140.710 
Agosto 90.558 83.488 140.480 
Setembro 103.572 95.619 145.146 
Outubro 98.641 91.057 149.815 
Novembro 104.988 96.941 154.035 
Dezembro 95.623 88.284 152.053 
Acumulado 1.148.531 1.103.208 1.784.319 
Média dos 12 meses 95.711 91.934 148.693 
Fonte: SABESP (2020). 
210 
5.1.2. Coletores tronco, Interceptores e emissários 
O SES Sede apresenta três emissários ao longo da rede: Vila Zalla de PVC e 
ferro fundido com extensão de 860, 300 mm de diâmetro; São Roque de 400 mm 
com 2.200 metros de extensão de concreto; Centro de tubo cerâmico com 2.400 
m de extensão e 150 mm. Ademais, o sistema ainda conta com o emissário final 
(Emissário Laranjal Sede) de PVC com 300 mm de diâmetro e 300 metros de
extensão. 
O SES Laras possui 2 emissários. O emissário campo de material cerâmico com 
diâmetro de 150 mm que possui 350 metros de extensão e o emissário final de 
material PVC com 100 mm de diâmetro e extensão de 950 metros (SABESP, 
2020).
5.1.3. Estações elevatórias de esgoto 
No sistema de esgotamento sanitário da Sede de Laranjal Paulista, existem 11
Estações Elevatória de Esgoto (EEE) que recalcam o efluente até a Estação de 
Tratamento de Esgoto (ETE). Estas elevatórias apresenta um tratamento 
preliminar constituído por gradeamento seguido de caixa de areia e calha 
parshall. A Figura 5-2 apresenta estas etapas na EEE 2. 
Todo o resíduo gerado nesses sistemas é retirado e transportado até o leito de 
secagem da ETE. A EEE 5 é a elevatória final e recebe esgoto de outras EEE, a 
qual, no ano de 2019, recebeu um volume médio mensal de 88.000 m³ (SABESP, 
2019). A Figura 5-3 apresenta a elevatória 3 do sistema de esgotamento do 
município, localizada nas coordenadas 23º2'53.088"S 47º49'32.196"O. 
211 
Figura 5-2 – Tratamento Preliminar EEE 2 Sede de Laranjal Paulista/SP. 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Figura 5-3 – EEE 3 Sede de Laranjal Paulista/SP. 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Todas as elevatórias do sistema não possuem extravasor, sistema de 
gerenciamento/monitoramento remoto e gerador. Existe 1 conjunto motobomba 
submersível em operação em cada EEE e 1 conjunto reserva de bancada. O
acionamento das bombas é realizado por meio do painel de controle. Apenas a 
212 
EEE Paineiras apresenta 1 conjunto reserva já instalado. As elevatórias e suas 
respectivas características estão indicadas na Tabela 5-5. 
Tabela 5-5 – Estações elevatórias de esgoto do sistema de esgotamento 
sanitário da Sede de Laranjal Paulista/SP 
Denominação Coordenadas 
Presença de 
poço pulmão 
Pot. do 
motor (CV) 
Q (m³/h) 
EEE NELO PARDUCI 
23° 3'45.61"S 
47°50'35.56"O 
NÃO 5 15 
EEE BELA VISTA 
23° 3'38.04"S 
47°50'41.85"O 
NÃO 3 5 
EEE 1 
23° 4'3.89"S 
47°49'41.42"O 
SIM 5 10 
EEE 2 
23° 3'58.12"S 
47°49'20.49"O 
SIM 5 15 
EEE 3 
23° 2'50.03"S 
47°49'31.88"O 
SIM 10 30 
EEE 4 
23° 2'28.61"S 
47°49'41.50"O 
SIM 10 33 
Denominação Coordenadas
Presença de 
poço pulmão
Pot. do 
motor (CV)
Q (m³/h)
EEE 5 
23° 1'37.30"S 
47°50'7.99"O 
SIM 35 150 
EEE RECANTO 
23° 2'5.40"S 
47°49'37.94"O 
SIM 3 10 
EEE MARISTELA 
23° 2'6.71"S 
47°53'30.41"O 
SIM 15 25 
EEE PAINEIRAS 
23° 1'54.81"S 
47°52'54.82"O 
SIM 3 10 
EEE SÃO JOSÉ 23° 3'24.15"S 
47°49'39.74"O 
NÃO 3 5 
Fonte: SABESP (2020). 
As Linhas de Recalque (LR) são constituídas de material PVC, diâmetro de 100 
mm com válvulas e ventosas (SABESP, 2020). O número de ligações e 
economias atendidas por cada EEE bem como a extensão das linhas estão
apresentadas na Tabela 5-6. 
213 
Tabela 5-6 – Número de ligações e economias atendidas por cada EEE da Sede e 
a extensão das linhas de recalque 
Denominação 
Ligações atendidas 
(dez/2019) 
Economias 
atendidas (dez/18) 
Extensão 
LR (m) 
EEE NELO PARDUCI 350 350 400 
EEE BELA VISTA 30 30 150 
EEE 1 600 600 300 
EEE 2 750 750 2400 
EEE 3 850 850 900 
EEE 4 850 850 600 
EEE 5 3.950 3.950 700 
EEE RECANTO 150 150 500 
EEE MARISTELA 700 700 3300 
EEE PAINEIRAS 20 20 500 
EEE SÃO JOSÉ 40 40 200 
Fonte: SABESP (2020). 
Já o SES Laras conta com duas Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) as quais 
não possuem extravasor, sistema de monitoramento/gerenciamento remoto, 
gerador e poço pulmão. Cada elevatória conta com 1 conjunto motobomba 
submersível em operação e 1 reserva de bancada, e o sistema de acionamento 
das bombas é realizado por meio do painel de comando. A EEE 1 Balsa possui 
motor com potência de 602 CV, vazão de 3,5 m³/h e altura manométrica (H) de 
34 e a EE Final ETE com 6,2 CV, 3 m³/h e H de 36. 
Nas elevatórias existe um sistema de tratamento preliminar e o resíduo 
proveniente do gradeamento é encaminhado para o Aterro Sanitário da empresa 
Proposta Engenharia de Edificações e Ambiental LTDA, em Cesário Lange, com 
geração de 0,1 m³/mês na EEE 1 BALSA e 0,2 m³/mês na EEE FINAL ETE 
(SABESP, 2020).
Já o resíduo da caixa de areia é disposto no leito de secagem da ETE de Laras 
e, posteriormente, é encaminhado para referido Aterro Sanitário, com geração 
de 0,1 m³/mês na EEE 1 BALSA e 0,2 m³/mês na EEE FINAL ETE (SABESP, 
2020). A Figura 5-4 demonstra a estrutura da EEE FINAL ETE do distrito de 
Laras, localizada nas coordenadas 22°55'34.57" S, 47°53'45.43" O. 
214 
Figura 5-4 – EEE FINAL ETE Laras. 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
A EEE 1 BALSA recalca o esgoto para a ETE, já a EEE FINAL ETE encaminha 
o efluente até o ponto de lançamento no Rio Tietê. A Tabela 5-7 apresenta o 
número de ligações e economias atendidas no distrito de Laras bem como o 
volume de esgoto recebido de outras elevatórias (SABEP, 2020). Já a Tabela 
5-7 indica as características da linha de recalque de cada elevatória do sistema. 
 Tabela 5-7 – Número de ligações e economias atendidas, volume de esgoto 
recebido por cada EEE do distrito de Laras 
Denominação 
Ligações 
atendidas 
(dez/18) 
Economias 
atendidas 
(dez/18) 
Volume de Esgoto 
recebido de outras EEE 
(média mensal 2020) 
EEE 1 BALSA 65 67 69 
EEE FINAL ETE 290 290 294 
Fonte: SABESP (2020). 
Em relação às linhas de recalque das elevatórias, a EEE 1 Balsa e a EEE Final 
ETE possuem linhas de PVC com 100 mm de diâmetro, de 220 metros e 700 
metros de extensão, respetivamente. Ambas possuem sistema de proteção de 
transientes, porém a EEE Final além de apresentar válvula de retenção também 
possui ventosa. 
215 
5.1.4. Tratamento 
O município de Laranjal Paulista atualmente conta com duas Estações de
Tratamento de Esgoto (ETE): (i) ETE Sede, responsável por tratar o efluente 
coletado na Sede e no Distrito de Maristela; (ii) ETE Laras, responsável por tratar 
o efluente coletado no Distrito de Laras. Cabe ressaltar que as licenças de 
operação das referidas ETE9s não foram disponibilizadas pela companhia.
A Tabela 5-8 apresenta as outorgas de lançamento superficial dos subsistemas 
da cidade bem como o comparativo com as respetivas vazões lançadas 
considerando um período de 24 horas. Desse modo, observa-se que para ambos 
os sistemas de esgoto de Laranjal Paulista o valor lançado está em conformidade 
com o permitido em outorga. 
Tabela 5-8 – Confronto de volume lançado vs. outorgado 
Sistema Outorga Validade Volume 
outorgado (m³) 
Volume 
lançado (m³) 
Sede Portaria DAEE n° 2345 de 
24/10/2011 10 anos 6.713,28 3.192,00 
Laras Portaria DAEE n° 9804180 de 
24/10/2011 10 anos 276,48 120,00 
Fonte: Consórcio CM (2021) a partir de SABESP (2021). 
O esgoto sanitário da cidade apresenta uma carga poluidora potencial de 1.361
kg DBO/dia e 349 kg DBO/dia de carga remanescente. Além disso, o Indicador 
de Coleta e Tratabilidade de Esgoto da População Urbana do Município (ICTEM) 
de Laranjal Paulista corresponde ao valor de 8,08, classificado como <bom= (CBH 
3 SMT; FABH-SMT, 2019). 
5.1.4.1. ETE Sede 
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da sede de Laranjal Paulista está 
localizada nas coordenadas 23°1'23.67" S, 47°49'55.67" O e possui capacidade 
nominal de 175 m³/h. A ETE atende 9.333 ligações e 9.683 economias na cidade 
(SABESP, 2020). 
Ao chegar na estação, o efluente passa por um tratamento preliminar, constituído 
por gradeamento, caixa de areia e calha parshall, conforme ilustra a Figura 5-5. 
216 
O gradeamento proporciona a remoção de sólidos grosseiros visando a proteção 
dos dispositivos de transporte e tratamento do efluente bem como dos corpos 
d9água receptores (VON SPERLING, 1996). Já a caixa de areia tem por 
finalidade reter partículas e evitar a abrasão nos equipamentos e tubulações 
subsequentes; reduzir a possibilidade de avarias e obstruções nas unidades da 
ETE; facilitar o manuseio e transporte das fases líquida e sólida ao longo das 
unidades componentes da ETE (JORDÃO, PESSOA, 2011). Por fim, a calha 
parshall que é caracterizada como um dispositivo medidor de vazão para canais 
abertos (INCONTROL, 2008). 
Figura 5-5 – Gradeamento, caixa de areia e calha parshall ETE Sede de Laranjal 
Paulista/SP. 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
No gradeamento há uma geração de 0,2 m³/mês de resíduos e na caixa de areia 
0,5 m³/mês. Os resíduos são depositados no leito de secagem da ETE e,
posteriormente, são encaminhados para um Aterro Sanitário da empresa 
Proposta Engenharia de Edificações e Ambiental LTDA (SABESP, 2020). Após 
o tratamento preliminar, o efluente passa por dois sistemas em paralelo de lagoa 
anaeróbia (Figura 5-6) seguida de lagoa facultativa (Figura 5-7). 
Nas lagoas anaeróbias, é essencial a presença de condições estritamente 
anaeróbias e a remoção de DBO nesta lagoa proporciona uma economia de área 
217 
para a lagoa facultativa, entre 45% e 70% em relação à lagoa facultativa única. 
Já o tratamento por lagoa facultativa consiste na retenção do efluente por um 
período longo para que os processos naturais de estabilização da matéria 
orgânica se desenvolvam em condições aeróbias (camadas superficiais) e 
anaeróbias (camadas profundas) (VON SPERLING, 1996). 
Além disso, o tratamento por lagoa anaeróbia seguida de lagoa facultativa 
apresenta uma eficiência teórica de remoção de 75 - 85 % de DBO, 65 - 85% de 
DQO e 70 3 80 % de sólidos suspensos (VON SPERLING, 1996). Vale ressaltar 
que, essa eficiência pode variar em função de inúmeros fatores como: condições 
climáticas (períodos de chuva) e de operação da ETE (tempo de detenção, 
vazões acima ou abaixo da vazão de projeto, estado de funcionamento das 
estruturas, etc).
Figura 5-6 – Lagoas anaeróbias ETE Sede de Laranjal Paulista/SP. 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Figura 5-7 – Lagoas facultativas ETE Sede de Laranjal Paulista/SP. 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
218 
A Figura 5-8 representa o sequenciamento das etapas de tratamento de esgoto 
de Laranjal Paulista, no qual, além do sistema de lagoa anaeróbia-facultativa 
mostrada na figura, possui outro sistema de mesmas características em paralelo, 
dividindo a vazão do efluente antes da entrada em cada lagoa. A Figura 5-9 
apresenta os componentes presentes na ETE de Laranjal Paulista. 
Figura 5-8 – Esquema do tratamento de esgoto de Laranjal Paulista/SP. 
Fonte: VON SPERLING (1996). 
Figura 5-9 – Imagem ETE de Laranjal Paulista/SP. 
Fonte: Google Earth Pro (2021). 
Em relação ao resíduo das lagoas, até o momento não houve retirada do lodo 
do sistema de tratamento de esgoto de Laranjal Paulista. Ademais, anualmente 
é realizado o monitoramento do volume deste material por meio da batimetria 
(SABESP, 2020). 
219 
O lançamento é realizado superficialmente no Rio Sorocaba de classe 2 e Q7,10 
de 34,9 m³/h. A vazão lançada é de 133 m³/h (SABESP, 2020). A outorga de 
lançamento n° 2345/11 emitida pela DAEE possui validade em 24/10/2021 e a 
vazão outorgada é de 279,72 m³/h.
5.1.4.1. ETE Laras 
A Estação de Tratamento de Esgoto do distrito de Laras apresenta uma 
capacidade nominal de 2,7 m³/h, a qual atende 322 ligações e 326 economias 
(SABESP, 2020). A ETE está localizada nas coordenadas 22°55'19.49" S, 
47°54'2.58" O. O sistema de tratamento consiste, inicialmente, por gradeamento, 
caixa de areia e calha parshall, conforme ilustra a Figura 5-10. 
Figura 5-10 – Gradeamento, caixa de areia e calha parshall ETE Laras 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
A limpeza das grades e da caixa de areia é realizada uma vez por semana e os 
resíduos são dispostos no leito de secagem com geração média mensal de 0,2 
m³ e 0,3 m³, respectivamente. A destinação final é realizada no Aterro Sanitário 
localizado em Cesário Lange (SABESP, 2020). 
220 
O tratamento é finalizado em duas lagoas facultativas em paralelo, conforme
apresenta a Figura 5-11. O tratamento por lagoa facultativa consiste na retenção 
do efluente por um período longo para que os processos naturais de 
estabilização da matéria orgânica se desenvolvam. Além disso, este tipo de 
tratamento apresenta uma eficiência de remoção de 75 - 85 % de DBO, 65 - 85% 
de DQO e 70 - 80 % de sólidos suspensos (VON SPERLING, 1996).
Figura 5-11 – Lagoas Facultativas ETE Laras de Laranjal Paulista/SP. 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
A Figura 5-12 representa a sequência das etapas do sistema de tratamento de 
esgoto do distrito Laras, no qual além da lagoa facultativa mostrada na figura, 
possui outra lagoa de mesmas características em paralelo, dividindo a vazão do 
efluente antes da entrada em cada lagoa. A Figura 5-13 indica os componentes 
presentes na ETE do Distrito de Laras. 
Figura 5-12 – Esquema do tratamento de esgoto no Distrito Laras em Laranjal 
Paulista/SP. 
Fonte: VON SPERLING (1996). 
221 
Figura 5-13 – Imagem ETE Distrito Laras em Laranjal Paulista/SP. 
Fonte: Google Earth Pro (2021). 
O resíduo proveniente das lagoas facultativas da ETE Laras ainda não foi
retirado, mas há monitoramento anual do volume de lodo por meio de batimetria 
(SABESP, 2020). 
O lançamento é realizado de forma superficial no Rio Tietê, enquadrado em 
classe 2 e Q7,10 de 61 m³/h. A vazão lançada corresponde à 5 m³/h (SABESP, 
2020). A outorga de lançamento n° 9804180-2345/11 emitida pela DAEE possui 
validade em 24/10/2021 e a vazão outorgada é de 11,52 m³/h.
5.1.5. Monitoramento da qualidade de efluentes 
A qualidade de uma determinada água é função das suas condições naturais e 
do uso e da ocupação do solo na bacia hidrográfica. Assim, não apenas a 
interferência do homem, que pode ocorrer de forma concentrada (pela geração 
de despejos domésticos e industriais, por exemplo) ou dispersa (por meio da 
aplicação de defensivos agrícolas no solo, por exemplo), contribui para a 
introdução de compostos na água. Mesmo em uma bacia preservada nas suas 
condições naturais, a qualidade da água é afetada pelo processo de infiltração 
de substâncias e impurezas no solo resultante da precipitação atmosférica. 
222 
No Estado de São Paulo, a Lei Estadual nº 997/1976, dispõe sobre a Prevenção 
e o Controle da Poluição do Meio Ambiente. Esta Lei é regulamentada pelo 
Decreto nº 8.468/1976, o qual prevê, em seu anexo, a responsabilidade pela 
aplicação da Lei nº 997/1976 à Companhia Estadual de Tecnologia de 
Saneamento Básico e de Defesa do Meio Ambiente (CETESB) (SÃO PAULO,
1976a; 1976b). 
De acordo com a Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005, 
complementada e alterada pela Resolução nº 430, de 13 de maio de 2011, que 
dispõe sobre a classificação dos cursos d9água e diretrizes ambientais para o 
seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de 
lançamento de efluentes, as águas doces são classificadas segundo os 
seguintes usos preponderantes em (CONAMA, 2005; 2011). 
Isto posto, e para aplicar as legislações estabelecidas e citadas acima, a 
CETESB faz, desde 1974, a operação da Rede de Monitoramento de Qualidade 
das Águas Interiores do Estado de São Paulo, esta, com o objetivo de conhecer 
a situação dos principais corpos hídricos e reservatórios das 22 Unidades de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs) do estado, inclusive a UGRHI 
10, objeto do presente contrato, classificada como unidade industrial. 
Na região da UGRHI 10, a CETESB faz o monitoramento de 28 pontos em 
corpos hídricos superficiais, sendo eles representados na Figura 5-14 
223 
Figura 5-14 – IQA na UGRHI 10 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Para calcular o IQA1
, a CETESB selecionou nove parâmetros de qualidade de 
água, atribuindo curva através de curvas médias de variação de qualidade das 
águas, pesos para cada um deles, sendo eles: 
• Coliformes Fecais; 
• PH 
• Demanda Bioquímica de Oxigênio; 
1
 A metodologia para cálculo do IQA está detalhado e pode ser acessado pelo site da CETESB. 
Disponível em: < https://cetesb.sp.gov.br/aguas-interiores/wp￾content/uploads/sites/12/2020/09/Apendice-D-Indices-de-Qualidade-das-Aguas.pdf>. Acesso 
em: 28/04/2021. 
224 
• Nitrogênio Total; 
• Fósforo Total; 
• Temperatura; 
• Turbidez; 
• Resíduo Total, e; 
• Oxigênio Dissolvido. 
O resultado da última publicação da CETESB referente aos dados do ano de 
2019, para os 28 pontos da UGRHI 10, estão apresentados na Figura 5-15. 
Figura 5-15 – IQA dos pontos da URGHI 10 
Fonte: Adaptado de CETESB (2019). 
Sist. Hídrico Ponto Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez IQA
2019
Braço do Rio Tietê TIBT02500 66 63 79 55 52 62 63
TIBB02100 71 82 75 80 66 65 73
TIBB02700 75 85 82 86 78 72 80
Reservatório de Rasgão TIRG02900 25 43 34 29 19 15 27
SOIT02100 86 84 87 85 84 80 84
SOIT02900 90 86 87 85 91 85 87
Ribeirão Avecuia AVEC02800 66 68 70 77 67 66 69
Ribeirão Lavapés - UGHRI 10 LAVP03055 56 51 55 54 62 58 56
Ribeirão Pirapitingui PGUI02700 52 65 70 72 73 74 67
Rio das Conchas COCH02850 55 44 47 46 45 40 46
Rio do Peixe-UGRHI 10 EIXE02225 71 41 73 75 75 69 68
Rio Pirajibú JIBU02900 45 52 43 49 50 41 47
Rio Pirapora PORA02700 52 41 53 53 45 39 47
Rio Sarapuí SAUI02900 82 54 70 77 77 72 72
SORO02050 55 34 55 58 68 61 55
SORO02100 47 44 43 54 47 42 46
SORO02200 38 40 39 42 41 37 39
SORO02300 48 43 40 49 45
SORO02500 62 58 69 70 59 61 63
SORO02700 51 45 67 60 64 53 57
SORO02900 55 60 58 62 64 50 58
Rio Sorocabuçu SOBU02800 65 56 67 69 70 53 63
Rio Sorocamirim SOMI02850 60 66 70 76 72 49 66
Rio Tatuí TAUI04900 57 39 43 32 21 24 36
TIET02350 30 45 31 32 32 32 34
TIET02400 27 32 38 31 22 30
TIET02450 32 28 39 42 37 24 34
Rio Una - UGHRI 10 BUNA02900 51 49 45 50 34 40 45
Legenda de cores
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
Péssimo
Reservatório de Barra Bonita
Reservatório Itupararanga
Rio Sorocaba
Rio Tietê
225 
Especificamente para o município de Laranjal Paulista, os principais pontos a
serem observados são: 
• SORO02900 3 Fica próximo à ETE da SEDE, o rio Sorocaba apresenta 
uma situação boa neste ponto do curso d9água. 
• TIET 02450 3 Ponto de monitoramento do Rio Tietê que apresenta 
qualidade ruim e, de acordo com a CETESB (2019), estava em condições 
eutrofizadas, possivelmente em razão do lançamento de efluentes 
domésticos, e/ou originário de atividades industriais e agrícolas (Fósforo 
Total). 
De acordo com a SABESP (2021), o monitoramento do efluente é realizado 
semestralmente. Porém, a companhia não divulgou relatórios de monitoramento 
das estações de tratamento de esgoto de Laranjal Paulista. 
5.2. Regulação, fiscalização e tarifação 
Em Laranjal Paulista, a regulação e fiscalização dos serviços de abastecimento
de água e esgotamento sanitário, atualmente, é realizada pela Prefeitura do 
Município. No entanto, não há um órgão específico da Administração Direta, com 
ou sem personalidade jurídica de direito público, sob a forma de autarquia, com 
ou sem regime especial, para execução destas funções. 
De acordo com o que foi informado pelos gestores municipais, houve tentativas 
de formalização de um convênio junto à agência multissetorial intitulada Agência 
Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo 3 ARSESP, autarquia 
de regime especial que atua nos setores de prestação de serviços de gás 
canalizado, saneamento básico e de energia elétrica (ARSESP, 2021), porém, 
tal tratativa não foi concluída. 
Por serem utilizados tanto para o eixo de abastecimento de água quanto para o 
eixo de esgotamento sanitário, as atividades de regulação, fiscalização e 
tarifação estão detalhadas no item 4.2. 
226 
5.3. Áreas dispersas 
As áreas dispersas, aquelas que ficam distantes das sedes municipais, 
normalmente de predominância rural, onde existem pequenos aglomerados ou 
até com as propriedades longes uma das outras, são hoje, gargalos no 
saneamento básico, falando especificamente do eixo do esgotamento sanitário, 
muitas vezes, tornam-se inviáveis econômica e estruturalmente as 
infraestruturas com soluções coletivas, normalmente encontradas nos centros 
urbanos, onde o padrão é a coleta do esgotamento sanitário nas casas, 
afastamento, tratamento em uma unidade específica e operada regularmente, e 
disposição final adequada. 
Segundo o PNSR (2019), as políticas públicas de saneamento básico possuem 
critérios multidimensionais, técnicos, socioeconômicos e culturais, dando ênfase 
na saúde pública e na salubridade ambiental, além de citar algumas 
particularidades e desafios da execução desses serviços nas áreas rurais, sendo 
eles: 
• dispersão geográfica; 
• isolamento político e geográfico das localidades e seu distanciamento 
das sedes municipais; 
• localização em área de difícil acesso, seja por via terrestre ou fluvial; 
• limitação financeira ou de pessoal, por parte dos municípios, o que 
dificulta a execução dos serviços voltados para o saneamento; 
• ausência de estratégias que incentivem a participação social e o 
empoderamento dessas populações; 
• inexistência ou insuficiência de políticas públicas de saneamento rural, 
nas esferas municipais, estaduais ou federal.
Porém, o PNSR deixa claro que, apesar dos desafios, não se deve utilizar esses 
obstáculos para justificar a pouca ou a falta de ação do Estado. Com o objetivo 
de alcançar a universalização do saneamento em um horizonte de 20 anos, o 
programa estabeleceu diretrizes e estratégias para saneamento básico em áreas 
rurais em três pilares, ou eixos estratégicos, sendo eles: 
(i) Gestão dos Serviços 
(ii) Educação e Participação Social 
(iii) Tecnologia, que estão interconectados no mundo prático. 
227 
O PNSR (Brasil, 2019) cita que: <Toda solução tecnológica pressupõe uma 
alternativa de gestão, para sua operação e manutenção, que requer a 
participação ativa e colaborativa dos agentes públicos e da sociedade civil. 
Espera-se que estes estejam habilitados, para tal, por meio de ações de 
educação permanente e popular.=.
Para entender a proposição das diretrizes, principalmente olhando sob a 
perspectiva do eixo do esgotamento sanitário, é necessário ter uma visão
holística da situação dessas localidades, olhando de forma integrada a 
infraestrutura existentes, os costumes e a cultura dos munícipes. 
Grande parte das soluções individuais, para que atuem de forma adequada, 
requerem pelo menos de operação e manutenção periódica e, por este motivo, 
é fundamental uma gestão integrada aliada ao engajamento da sociedade no 
tema para a utilização das diferentes e eficientes tecnologias disponíveis. 
Tanto o Plansab de 2013, quanto o PNSR de 2019, dividem a solução individual 
em dois grupos: aquele que possui uma solução sanitária adequada 
(atendimento adequado) e aquele que possui uma solução sanitária precária 
(atendimento precário), conforme mostra a Figura 5-16. 
228 
Figura 5-16 – Fluxograma de soluções sanitárias 
Fonte: PNSR (2019). 
Em relação aos tipos de tratamento adequados e precários das soluções
individuais, é necessário entender que, mesmo soluções mais simples e 
individuais, que muitas vezes são desconsideradas ou mal interpretadas, podem 
funcionar de maneira adequada atendendo índices satisfatórios para 
determinadas localidades. Podem ser consideradas soluções adequadas tanto 
equipamentos mais utilizados quando equipamentos que remontam a 
perspectiva do saneamento ecológico, sendo alguns exemplos de tipos de 
tratamento individuais: fossa séptica, fossa seca, wetlands, tanque de 
evapotranspiração, fossa absorvente e círculo de bananeira. 
É importante mencionar, que essas soluções podem ser adequadas, mas é
essencial que exista um monitoramento e uma operação periódica a fim de
229 
preservar os índices de tratamento de esgoto e evitar que transborde, 
contaminando o meio ambiente. 
São considerados tratamentos precários e inadequados às fossas rudimentares, 
que não estão de acordo com os padrões necessários para a proteção do
ambiente natural. Também são vistos com frequência, os domicílios que 
mandam parte do efluente gerado para as fossas e parte do efluente é lançado 
in natura, o que também é prejudicial ao meio ambiente. 
Tais informações conseguem, por si só, mostrar a importância dos eixos de 
gestão e educação ambiental no saneamento rural, principalmente pela
operacionalização, das soluções individuais, ser realizada pelos próprios 
moradores. O engajamento da sociedade e a participação dos municípios são 
primordiais para a universalização do saneamento nessas áreas. 
A definição das tecnologias que serão utilizadas nas áreas rurais e dispersas é 
pautada principalmente nos condicionantes (i) socioeconômicos, pela 
acessibilidade financeira; (ii) ambientais, pela relação entre a população e os 
recursos naturais, e; (iii) demográfico, pela densidade populacional 
possibilitando ou não sistemas coletivos. 
O município de Laranjal Paulista, de acordo com a SABESP (2019), possui 
aproximadamente 9,3% de sua população concentrada na área rural da cidade.
Nas localidades não atendidas pela SABESP (Tabela 5-9), de acordo com 
informações obtidas em visita, soluções individuais como fossas sépticas ou até 
mesmo fossas negras são as alternativas mais comuns adotadas. A operação e 
limpeza desses sistemas é unicamente de responsabilidade do proprietário e a 
prefeitura não tem nenhum cadastro relacionado a essas alternativas. 
Tabela 5-9 – Localidades não atendidas pelo sistema público de esgoto em 
Laranjal Paulista/SP 
Locais não atendidos pelo sistema de esgoto Domicílios (unid.) 
Maristela 43 
Laras 26 
Olegarinho 36 
São Roque (urbano e rural) 74 
Bairro da Ponte 10 
230 
Locais não atendidos pelo sistema de esgoto Domicílios (unid.) 
Rua 13 de Maio 3 centro 4 
Jardim 10 de Outubro 4 
Vila Félix 1 
Res Chafic 3 
Pedro Pinto 1 
Vila Darcy 1 
Fonte: SABESP (2019). 
As fossas sépticas, diferente das fossas rudimentares, podem ter uma boa 
eficiência e se bem operadas, com limpeza periodicamente e seguindo todas as 
especificações podem ser tratadas como fonte de tratamento adequada, porém, 
só são indicadas para áreas de baixa densidade populacional e distantes, que 
impeçam, tanto em questões de infraestrutura, por exemplo, soleiras muito 
baixas, ou pela viabilidade econômica, de se ter uma rede coletora, e destinação 
adequada para um estação de tratamento de esgoto. A Figura 5-17 indica o 
funcionamento de um sistema de tanque/fossa séptica. 
Figura 5-17 – Funcionamento de um tanque séptico. 
Fonte: ABNT NBR 7229 (1993). 
A Tabela 5-10 apresenta o número de domicílios em localidades sem previsão 
de rede pública de esgotamento sanitário por possuírem sistemas particulares 
e/ou irregulares. 
231 
Tabela 5-10 – Localidades sem previsão de rede pública de esgoto em Laranjal 
Paulista/SP 
Locais sem previsão de rede pública de esgoto Domicílios (unid.) 
Bom Jardim 18 
Rv Mal Rondon 3 Maristela 9 
Vila Toti (Chácaras) 3 
Bairro São Roque - Extensão Chác. Roberto 25 
Não Identificado 61 
Fonte: SABESP (2019). 
Para estimar os tipos de soluções adotadas nas áreas dispersas de Laranjal 
Paulista, a Tabela 5-11 foi elaborada com base no Censo de 2010 (IBGE, 2010), 
que quantificou os domicílios de acordo com o tipo de solução de esgotamento 
sanitário adotada. 
Tabela 5-11 – Soluções adotadas segundo Censo 2010 
Tipo de solução adotada População 
urbana 
Percentual da 
População 
Urbana 
População 
Rural 
Percentual 
da 
população 
Rural 
Rede geral de esgoto ou pluvial 6.354 89,78% 4 0,47% 
Fossa séptica 346 4,89% 645 75,79% 
Fossa rudimentar 336 4,75% 122 14,34% 
Vala 13 0,19% 67 7,87% 
Rio, lago ou mar 18 0,25% 1 0,12% 
Outro tipo 5 0,07% 8 0,94% 
Não tinham 5 0,07% 4 0,47%. 
Fonte: Adaptado de IBGE (2010). 
De acordo com dados do Censo (2010) destaca-se os percentuais de fossas 
sépticas que podem ser consideradas adequadas caso tenham uma boa 
operação, abrangendo 346 habitantes (4,89%) da população urbana e 645 
(75,79%) da zona rural. Já as fossas rudimentares e valas, caracterizadas como
soluções ambientalmente inadequadas, apresentam valores inferiores, 
correspondentes à aproximadamente 22,21% (189 habitantes) do total de 
habitantes da zona rural e 349 da zona urbana (4,94%).
232 
6. DIAGNÓSTICO DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE 
RESÍDUOS SÓLIDOS 
De acordo com as Leis Federais n° 11.445/2007 e nº 14.206/2020, que
estabelecem a Política Nacional de Saneamento Básico (PNSB); e também está 
em concordância com a Lei Federal n° 12.305/2010, que estabelece a Política 
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o eixo de limpeza urbana e manejo de 
resíduos sólidos constitui dos serviços caracterizados pelo desempenho das 
tarefas operacionais e administrativas que envolvem o atendimento da 
população no que diz respeito à: 
i. Coleta, transporte, destinação e disposição final dos resíduos sólidos 
domiciliares; 
ii. Varrição e limpeza de vias e logradouros públicos; 
iii. Coleta, transporte, destinação e disposição final de resíduos das 
atividades de limpeza pública; 
iv. Remoção de resíduos volumosos e de entulhos descartados em vias e 
logradouros públicos; e 
v. Prestação de serviços de operação e manutenção dos sistemas de 
transbordo e das unidades de triagem e compostagem, incluindo a 
transferência dos rejeitos gerados nessas unidades para a adequada 
disposição final. Integram ainda os serviços de atendimento ao público as
demais tarefas administrativas como gerenciamento, planejamento de 
ações e cobrança pelos serviços executados. 
O município possui, até então, diretrizes para os serviços de limpeza urbana e 
manejo de resíduos sólidos estabelecidas pelo Plano Municipal de Saneamento 
Básico, elaborado no ano de 2011, e que servirão como um ponto de partida 
para a presente atualização desse instrumento. O objetivo é entender a realidade 
local e a atual situação da prestação dos serviços ao longo desse hiato de quase 
uma década da primeira versão do plano para sua primeira atualização. 
233 
Para compor a fase do diagnóstico dos serviços de coleta e manejo de resíduos
sólidos urbanos de Laranjal Paulista/SP, foram utilizados dados secundários,
dentre as quais se destacam o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE) e o Sistema 
Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e demais órgão e 
instituições afetos ao setor, além de reuniões institucionais e incursões a campo 
para coleta de informações primárias. 
Este item compreende o levantamento da situação e descrição do eixo de 
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos do município de Laranjal 
Paulista/SP. O trabalho teve como objetivo realizar o diagnóstico dos aspectos 
relacionados à prestação de serviços, caracterização dos sistemas e descrição 
da cobertura do atendimento à população atualmente. 
No município de Laranjal Paulista, a gestão e o manejo de resíduos sólidos 
devem seguir as premissas e princípios dispostos nas leis em âmbito federal, 
estadual e municipal. Isto posto, para introdução do item Diagnóstico de Limpeza 
Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos pontuam-se as seguintes leis e planos: 
§ Lei Federal nº 11.445 de 2007 e sua atualização Lei Federal nº 14.026 de 
2020, que instituem a Política Nacional de Saneamento Básico; 
§ Plano de Saneamento Básico do Município de Laranjal Paulista 
(LARANJAL PAULISTA, 2011); 
§ Lei Federal nº 12.305/2010, que trata da Política Nacional de Resíduos 
Sólidos (PNRS); 
§ Decreto Federal nº 7.404/2010, que estabelece a revisão e atualização 
dos planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos 
concomitantemente com a elaboração dos planos plurianuais municipais; 
§ Lei Estadual nº 12.300/2006, que dispõe sobre a Política Estadual de 
Resíduos Sólidos (PERS) do estado de São Paulo; 
§ Plano Regional de Saneamento para os Municípios da Bacia Hidrográfica 
dos Rios Sorocaba e Médio Tietê (SSE-CSAN, 2010); 
§ Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município 
de Laranjal Paulista, (LARANJAL PAULISTA, 2014); 
234 
§ Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo (CETESB, 2020). 
Destaca-se também o Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 
nos Municípios Integrantes do Consórcio de Estudos, Recuperação e 
Desenvolvimento da Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê, que Laranjal Paulista 
está inserido, e que está sendo desenvolvido pelo Consórcio Cobrape-Fral. 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define resíduos sólidos 
como: 
resíduos nos estados sólido e semissólido, que resultam de atividades 
de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de 
serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos 
provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em 
equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como 
determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu 
lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam 
para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à 
melhor tecnologia disponível (ABNT NBR 10004:2004, pág.1). 
Os resíduos sólidos (RS) possuem diferentes tipos, o que justifica a opção de, 
em um primeiro momento, diferenciá-los, baseando-se nas definições da ABNT, 
para depois apresentar as especificidades dos RS do município. 
Ressalta-se que os Resíduos Sólidos Urbanos são os que apresentam mais 
dados disponíveis, e, por isso, os mais pontuados no documento. Para uma 
grande parcela dos municípios da UGRHI 10, quando considerados os Resíduos 
Sólidos de Saúde, Resíduos Sólidos da Construção Civil, Resíduos Sólidos 
Industriais, entre outros específicos, não fica a cargo do município sua coleta e 
disposição final. Adiante, estão disponibilizadas as classificações por tipo de 
Resíduos Sólidos, definidas pela PNRS. 
Resíduos sólidos urbanos (RSU), caracterizados pelos Resíduos Sólidos 
Domiciliares (RDO) e de Limpeza Urbana (RLU), incluindo os resíduos 
provenientes de capina e poda, de estabelecimentos comerciais e de instituições 
prestadoras de serviço. Apesar de apresentar conceitos similares, a PERS de 
São Paulo também inclui os resíduos de drenagem urbana na categoria de 
resíduos urbanos. 
235 
• Resíduos domiciliares (RDO), são aqueles provenientes das atividades 
domésticas em residências urbanas; 
• Resíduos de limpeza urbana (RLU), são aqueles originados das 
atividades de varrição, limpeza de logradouros e vias públicas, assim 
como de outros serviços de limpeza urbana, como a limpeza de bueiros, 
bocas de lobo e do sistema de drenagem, de modo geral, conforme PERS 
de São Paulo. 
Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), todo e qualquer resíduo gerado em 
ambiente hospitalar, seja no próprio hospital ou em pronto socorro, posto de 
saúde, farmácia, clínica médica, ambulatórios e ambientes correlatos. 
Resíduos da Construção Civil (RCC), são provenientes de construções, 
reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da 
preparação e da escavação de terrenos, chamados informalmente de entulhos 
de obras. 
Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento, são os gerados a partir de 
operações de Estações de Tratamento de Água (ETA), Estações de Tratamento 
de Esgoto (ETE) e manutenção do sistema de drenagem urbana pluvial. 
Resíduos Industriais (RI), são resultantes das atividades industriais, e tem 
como característica a inviabilidade de seu descarte em corpos d9água ou na rede 
pública de esgoto, sem um tratamento a priori. 
Resíduos Agrossilvopastoris, gerados nas atividades agropecuárias e 
silviculturais, incluindo os resíduos relacionados aos insumos utilizados nessas 
atividades. 
Resíduos de Serviços de Transportes, são originários de portos, aeroportos, 
terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira. 
Resíduos de Mineração, gerados na atividade de pesquisa, extração ou 
beneficiamento de minérios. 
236 
Além da classificação apresentada acima, a segregação dos resíduos por 
tipologias é estabelecida pela ABNT NBR n° 10.004, que os diferencia por suas 
características físicas, químicas e riscos, como pode ser visto na Tabela 6-1. 
Tabela 6-1 – Classificação dos resíduos segundo a ABNT NBR n° 10.004 
Critério Classe Descrição
Características 
físicas
Resíduos 
secos
Parcela dos resíduos com potencial para reciclagem, 
sendo em sua maior parte composto por plásticos, 
papéis, metais, vidros, entre outros
Resíduos 
úmidos
Fração dos resíduos composta em sua maior parte por 
materiais orgânicos e não recicláveis
Características 
químicas
Resíduos 
orgânicos
Constituídos basicamente por restos de animais ou 
vegetais descartados de atividades humanas
Resíduos 
inorgânicos
Todo material que não possui origem biológica, ou seja, 
que foi produzido através de atividades antrópicas, tais 
como a fração seca
Riscos
Resíduos 
Classe I
(perigosos)
São aqueles cujas propriedades físicas, químicas ou 
infectocontagiosas podem acarretar riscos à saúde 
pública e/ou riscos ao meio ambiente quando o resíduo 
for gerenciado de forma inadequada. São representados 
por aqueles contidos nos Anexos A e B da ANBT NBR 
10.004:2004 ou apresentar uma ou mais das seguintes 
características: inflamabilidade, corrosividade, 
reatividade, toxidade e patogenicidade
Resíduos
Classe ll-A
(não inertes)
Aqueles que não se enquadram nas classificações de 
resíduos de Classe I ou resíduos de Classe II-B. Podem 
ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, 
combustibilidade ou solubilidade em água
Resíduos
Classe ll-B
(inertes)
Quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma 
forma representativa, segundo a ABNT/NBR 
10.007:2004, e submetidos a um contato dinâmico e 
estático com água destilada ou deionizada, à temperatura 
ambiente, conforme ABNT/NBR 10.006:2004, não 
tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a 
concentrações superiores aos padrões de potabilidade de 
água, excetuando-se aspectos, cor, turbidez, dureza e 
sabor, conforme Anexo G
Fonte: Elaborada pelo Consórcio CM a partir da ABNT NBR n° 10.004/2004 
237 
6.1. Caracterização Geral do sistema sob responsabilidade de 
Prefeitura Municipal
O conteúdo abordado neste capítulo está de acordo com o disposto na Lei 
Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional dos
Resíduos Sólidos (PNRS), para os diferentes tipos de resíduos, descrevendo as 
quantidades geradas, as formas de acondicionamento, de coleta, transporte e 
as diferentes destinações que são dadas atualmente no município de Laranjal 
Paulista/SP por tipologia de resíduo. 
Além da classificação definida segundo a PNRS em seu artigo 13 (Tabela 6-2), 
a segregação dos resíduos por tipologias também é estabelecida pela ABNT 
NBR n° 10.004 diferenciada pelas suas características físicas, químicas e riscos 
conforme descrito anteriormente.
Tabela 6-2 – Classificação dos resíduos sólidos segundo a PNRS 
Critério Classe Descrição
Origem
A Resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas 
em residências urbanas
B
Resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza 
de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza 
urbana
C Resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas <A= e <B=
D
Resíduos sólidos de estabelecimentos comerciais e prestadores 
de serviços: os gerados nessas atividades, excetuados os 
referidos nas alíneas <B=, <E=, <G=, <H= e <J=
E
Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os 
gerados nessas atividades, excetuados os referidos na alínea 
<C=
F Resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e 
instalações industriais
G
Resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de 
saúde, conforme definido em regulamento ou em normas 
estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio 
Ambiente (Sisnama) e do Sistema Nacional de Vigilância 
Sanitária (SNVS)
H
Resíduos da construção civil: os gerados nas construções, 
reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, 
incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos 
para obras civis
238 
Critério Classe Descrição
I
Resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades 
agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a 
insumos utilizados nessas atividades
J
Resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, 
aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e 
passagens de fronteira
K Resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, 
extração ou beneficiamento de minérios
Periculosidade
A
Resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas 
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, 
toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade 
e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública 
ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou 
norma técnica
B Resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea <a=
Fonte: Elaborada pelo Consórcio CM a partir da Lei Federal n°12.305/2010 
Os resíduos sólidos urbanos são subdivididos na parcela referente aos Resíduos 
Sólidos Domiciliares (RDO), os quais têm sua origem em atividades domésticas 
de residências urbanas e rurais, e na parcela caracterizada como os Resíduos 
de Limpeza Urbana (RLU), oriundos de serviços como: varrição, poda, capina, 
limpeza de logradouros e limpeza de vias públicas. 
De acordo com o Censo IBGE (2010), a população de Laranjal Paulista/SP 
possuía na época da pesquisa cerca de 7.928 domicílios, tendo 
aproximadamente 7.655 domicílios com resíduos coletados, 9 que enterram 
seus resíduos, 250 que realizam a queima na própria propriedade, 3 que 
encaminha à terrenos baldios, e 11 que destinam a outros meios (não citado). 
Destaca-se que Laranjal Paulista/SP não possui dados de resíduos sólidos na 
Plataforma IBGE Cidades referentes à Pesquisa Nacional do Saneamento
Básico realizada em 2017. 
6.1.1. Resíduos Sólidos Domiciliares (RDO) 
De acordo com a Lei Federal nº 12.305/2010, os resíduos sólidos domiciliares 
(RDO) correspondem basicamente a embalagens plásticas, papéis, vidros, 
metais diversos, restos de alimentos, folhas, cascas, dentre outros (BRASIL, 
2010). Segundo a ABNT NBR nº 10.004/2004, estes possuem características de 
239 
resíduos Classe II-A, considerados não perigosos e não inertes e, usualmente 
coletados pela coleta regular (convencional). 
No município de Laranjal Paulista/SP as secretarias e departamentos que 
regulam as operações do sistema de manejo dos resíduos sólidos correspondem 
a Secretaria de Serviços, que coordena as etapas de coleta e transporte dos 
resíduos domiciliares, e a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente 
encarregada dos ecopontos, resíduos de limpeza urbana e pontos de entrega 
voluntária. 
Ademais, foram identificadas cobranças de tarifas para os serviços de 
gerenciamento que englobam os RDO e RLU, instituídos a partir do IPTU local, 
com valor anual arrecadado médio de R$76,46 por habitante em 2019. Vale 
ressaltar que esse valor é aproximado, visto que a taxa é cobrada de acordo com 
o metro linear de cada imóvel. 
O acondicionamento dos RDO na área urbana do município de Laranjal Paulista 
realizado pelos munícipes ocorre basicamente através de sacolas plásticas, 
normalmente dispostas nas lixeiras particulares dos domicílios, dispostos 
diretamente sobre o solo e/ou calçada, e também pendurados em árvores ou 
portões de casas (Figura 6-1). 
Figura 6-1 – Exemplo de formas de acondicionamento dos RDO em Laranjal 
Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
240 
Segundo informações municipais, nas áreas rurais, vilas, distritos afastados e 
áreas com habitações precárias de Laranjal Paulista/SP, os resíduos sólidos 
domiciliares são acondicionados em caçambas disponibilizadas pela Prefeitura,
onde posteriormente serão coletados juntos aos RDO provenientes da zona 
urbana. Entretanto, a administração informou a existência de locais com 
disposição irregular dos RDO (e demais tipos de resíduos misturados) em pontos 
do bairro Vila Zalla, provavelmente em função da baixa frequência de coleta na 
região (Figura 6-2). 
Figura 6-2 – Local de disposição inadequada de RDO no bairro Vila Zalla em 
Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
O descarte inadequado dos resíduos sólidos deve ser averiguado pela Prefeitura 
local, a fim de conscientizar a população dos seus riscos e mitigar seus efeitos 
e ocorrência, uma vez que além da contaminação dos solos, tal feito também é 
capaz de interferir na saúde humana a partir da facilitação da proliferação de 
vetores. Em Laranjal Paulista/SP os pontos de descarte incorreto de resíduos 
situam-se nas ruas São Salvador, Lázaro Pires e Av. São Paulo. 
241 
A coleta regular é realizada de forma manual, e envolve os resíduos sólidos
gerados nas residências e nos estabelecimentos comerciais, com frequência 
diária, de segunda a sábado. Segundo informações da Prefeitura, a coleta 
regular (convencional), o transporte e o transbordo dos resíduos sólidos 
domiciliares são de responsabilidade de empresa terceirizada, SANEPAV 3
Saneamento Ambiental LTDA., formalizada sob o Contrato nº 003/2018, 
atendendo 100% da população urbana e cerca de 70% dos bairros da zona rural 
(coleta direta e indireta). 
A empresa contratada utiliza de veículos próprios para a roteirização de coleta 
definida pelo gestor de resíduos sólidos da mesma, abrangendo toda a extensão 
urbana de Laranjal Paulista/SP (Figura 6-3), com aproximadamente 16 
funcionários envolvidos. Conforme dados informados pela empresa, cerca de 
8.509.340 toneladas de resíduos foram coletadas em 2019 na cidade de Laranjal 
Paulista/SP. Vale ressaltar que não há coleta separada para os resíduos secos 
e úmidos. 
Figura 6-3 – Caminhão compactador da empresa SANEPAV SANEAMENTO 
AMBIENTAL que realiza a coleta dos RDO no município de Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Após a coleta dos RDO, os mesmos são encaminhados para estação de 
transbordo da empresa PROPOSTA 3 Engenharia Ambiental LTDA, pátio onde 
242 
os resíduos são destinados de forma temporária. Ademais, segundo informações 
da Prefeitura, existe um projeto de estação de transbordo oriundo da antiga 
gestão ainda não finalizado, no distrito de Maristela, com a pretensão de utilizar 
a área para implementação de uma Unidade de Compostagem de resíduos de 
poda e capina, juntamente com um viveiro (Figura 6-4), através da verba do 
Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), viabilizando o uso do 
composto como adubo, uma vez que, a atual gestão prioriza a terceirização do 
serviço. 
Destaca-se que, até o momento, o projeto da referida Unidade já possui 
equipamentos como balança e triturador, mas encontra-se ainda dependendo do 
aval de funcionamento da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do 
Estado de São Paulo. Atualmente, todos os resíduos coletados em Laranjal 
Paulista/SP ainda são encaminhados diretamente ao aterro sanitário da empresa 
contratada. 
Figura 6-4 – Vista da futura área de Unidade de Triagem e Compostagem para 
resíduos de poda e capina em Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
243 
Em média, estimou-se para o ano de 2019 que a despesa anual de gastos de 
Laranjal Paulista/SP com o manejo dos resíduos sólidos domiciliares, juntamente 
com os resíduos oriundos da limpeza urbana, soma R$3.148.047,46. 
A disposição final adequada dos resíduos sólidos domiciliares produzidos em
Laranjal Paulista/SP é realizada no aterro sanitário CTR Cesário Lange 
localizado no município de Cesário Lange/SP (Figura 6-5), de posse da empresa 
PROPOSTA 3 Engenharia Ambiental LTDA. Ressalta-se que o tipo de 
disposição aqui utilizado também é considerado como forma de tratamento dos 
resíduos encaminhados (Figura 6-6). 
 
Figura 6-5 – Vista do aterro sanitário da empresa PROPOSTA – Engenharia 
Ambiental para disposição final dos resíduos sólidos localizado em Cesário 
Lange/SP 
Fonte: Empresa PROPOSTA – Engenharia Ambiental LTDA (2021). 
244 
Figura 6-6 – Mapa da localização dos pontos de interesse de resíduos sólidos 
em Laranjal Paulista/SP
Fonte: Consórcio CM (2021). 
O aterro CTR Cesário Lange/SP está localizado a aproximadamente 37,4 km de 
distância do distrito de Laranjal Paulista/SP. O mesmo possui licença de 
operação concedida pela CETESB, com nota máxima igual a 10,0 referente às 
condições de tratamento e disposição dos resíduos urbanos (IQR). As demais 
informações acerca da referida licença não foram disponibilizadas. 
Assim que o caminhão compactador chega ao aterro de Cesário Lange/SP, o 
mesmo passa pela balança, onde é feita a pesagem do resíduo bruto e uma 
vistoria do material. Em seguida, o resíduo é disposto em células para sofrerem 
compactação, e cobertos por camada de terra, que também será compactada. 
Informação importante acerca dos RDO de Laranjal Paulista/SP é referente ao 
antigo lixão existente no município, no qual está atualmente desativado. Hoje tal 
área é cercada, impedindo a entrada de animais e pessoas não autorizadas, e 
conta com equipamentos para monitoramento (Figura 6-7), a fim de melhor 
245 
caracterizar e quantificar os impactos ambientais, possibilitando o 
desenvolvimento de estudos para alternativas de remediação. 
Figura 6-7 – Equipamentos de monitoramento das atividades do antigo lixão 
desativado em Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Segundo informações da Prefeitura de Laranjal Paulista/SP não existem dados 
acerca das frações e tipologias de materiais encontrados nos resíduos sólidos 
domiciliares, visto que não foram efetuados estudos de análise gravimétrica na 
cidade. 
6.1.1.1. Ações para mitigação das emissões dos gases de efeito estufa 
Além do disposto acerca da emissão de gases de efeito estufa (GEE) descrito 
na Política Nacional de Resíduos Sólidos, o estado de São Paulo possui a Lei 
Estadual nº 13.798/2009, que institui a Política Estadual de Mudanças Climáticas 
(PEMC). De forma geral, a PEMC dispõe sobre as condições para a realização 
246 
das adaptações necessárias para minimizar os impactos derivados das
mudanças climáticas e a concentração dos GEE na atmosfera, em sintonia com 
a Convenção do Clima das Nações Unidas e com a Política Nacional sobre 
Mudanças do Clima (PNMC). 
A emissão dos gases de efeito estufa gerados nos aterros sanitários 
correspondem a fator impactante nas variáveis climáticas, visto que estes são 
emitidos a partir da decomposição dos resíduos sólidos que ali são dispostos. 
Dessa forma, a implementação de ações para mitigação das emissões dos GEEs 
é indispensável, principalmente para que os municípios compartilhem com a 
União os esforços para a efetivação dos compromissos internacionais já 
assumidos. 
Não foram propostas ações que envolvem os resíduos destinados aos aterros 
sanitários, visto que estes correspondem a técnicas ambientalmente corretas 
para disposição final de rejeitos, promovendo o controle dos GEEs ali gerados, 
principalmente através da queima dos gases coletados no próprio aterro. Desse
modo, como o município de Laranjal Paulista/SP possui contrato de destinação 
dos RDO e RLU para o aterro sanitário administrado pela empresa PROPOSTA 
3 Engenharia Ambiental LTDA, a cidade colabora neste quesito para 
minimização dos impactos associados a essa temática. 
6.1.2. Resíduos Sólidos Recicláveis 
Para a implantação da coleta seletiva municipal, é necessário estabelecer quais 
tipologias de resíduos são passíveis de tal iniciativa. Também conhecidos como 
resíduos sólidos secos, estes normalmente correspondem a parcela significativa
da massa de resíduos sólidos gerados pelas atividades humanas. 
De acordo com a PNRS, os resíduos recicláveis ou reutilizáveis constituem-se 
de materiais como papel, papelão, vidro, metais (ferrosos ou não ferrosos) e 
plásticos (moles ou duros) e, também, de alguns produtos industrializados após
o término de sua vida útil. Vale ressaltar que os resíduos orgânicos também são 
considerados neste cômputo, compostos por restos de alimentos e resíduos de 
jardim (folhas secas e podas), visto que essa fração poderá ser segregada das 
247 
demais, possibilitando sua reciclagem através da transformação em adubo de 
forma segura e em processos simples, tais como a compostagem. 
A coleta seletiva no município Laranjal Paulista/SP é realizada através da própria 
Cooperativa de Catadores de materiais recicláveis da cidade, intitulada como 
Cooperativa de Reciclagem de Laranjal, a COREL (Figura 6-8), contando 12 
cooperados e apoio operacional da Prefeitura na oferta de terrenos e
fornecimento de equipamentos, tais como 3 prensas e 4 paleteiras, incluindo o 
encaminhamento dos resíduos recicláveis coletados pela SANEPAV até o local 
da cooperativa (Figura 6-9). 
Figura 6-8 – Vista da Cooperativa de Catadores COREL em Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
248 
Figura 6-9 – Caminhão coletor utilizado para a coleta seletiva do município de 
Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Os compradores dos materiais recicláveis coletados correspondem a empresas
e atravessadores, propiciando aos cooperadores renda média de R$ 1.000 a 
R$1.200 de acordo com a produção. Além da triagem dos resíduos e separação 
em bags (Figura 6-10), o rejeito é disposto em uma área para posterior coleta 
pelo caminhão da Prefeitura, com frequência aproximada de 1 vez por semana. 
Neste mesmo local, também há uma área disponibilizada para descarte de 
entulhos como parte do projeto <cata-treco=. 
249 
Figura 6-10 – Resíduos recicláveis coletados após triagem realizada na 
cooperativa COREL em Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Entretanto, vale ressaltar que grande parte do material triado tem sido disposto 
fora do galpão, uma vez que este já não comporta a quantidade de recicláveis 
produzida (Figura 6-11). Conjuntamente, em conversa com os catadores da 
COREL, estes apontaram a necessidade da coleta de rejeitos com maior 
frequência durante a semana, com vistas a auxiliar o serviço feito por eles. 
250 
Figura 6-11 – Resíduos recicláveis coletados após triagem realizada na 
cooperativa COREL em Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Importante destacar que, embora não pertençam a COREL, existem no 
município de Laranjal Paulista/SP quatro sucateiros independentes registrados
na Prefeitura para realização de compra e venda de papelão e metais. Ademais, 
existe ainda na cidade somente uma empresa regularizada que realiza a 
reciclagem de óleo usado. 
Outra iniciativa importante para a coleta seletiva no município corresponde a 
existência dos ecopontos (Figura 6-12) e pontos de entrega voluntária (PEVs), 
ambos sob administração da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, mas 
sem informações acerca dos volumes gerados. Os PEVs objetivam o descarte
adequado de resíduos de logística reversa, tais como pneus, pilhas, lâmpadas e 
eletrônicos, enquanto os ecopontos funcionam e caçambas dispostas em locais 
escolhidos pela Secretaria, para o recebimento de RLU (Resíduos de Limpeza 
Urbana) de grande volume e RCC (Resíduos de Construção Civil). Infelizmente 
foi observado durante visita in loco que alguns resíduos volumosos são 
descartados de maneira irregular nos ecopontos, como por exemplo sofás, 
geladeiras e mesas. 
251 
Figura 6-12 – Ecoponto localizado na Rua Guilherme Marconi, centro da cidade 
de Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
O objetivo dos ecopontos e dos PEVs é fornecer recolhimento adequado a estes 
resíduos em caçambas temporárias, e posteriormente encaminhados ao aterro 
sanitária CTR Cesário Lange, evitando o descarte incorreto dos mesmos em vias 
públicas, rios e terrenos baldios, que provocam problemas de saúde a 
enchentes, e aumentam os gastos da Prefeitura com a limpeza pública. 
Entretanto, foi observado que em pontos isolados mais afastados do centro 
urbano municipal, tais como o bairro Vila Zalla, existem descartes inadequados 
destes resíduos, conforme descrito em 6.1.1. 
Em média estima-se que a associação de catadores municipais colete cerca de 
240 toneladas de resíduos recicláveis nas residências urbanas e distritais 
cadastradas para o regime de coleta porta-a-porta, com frequência igual a 6 dias 
da semana (exceto domingos). A empresa SANEPAV 3 SANEAMENTO 
AMBIENTAL ajuda na coleta para a Cooperativa, sendo a Prefeitura a 
financiadora das despesas de coleta, manutenção de equipamentos, transportes 
dos cooperados. Entretanto, cabe destacar que, segundo a administração 
municipal, são averiguados descartes inadequados de resíduos volumosos 
(sofás, galhos, geladeiras, etc.) no ecoponto localizado no bairro Morro Alto. 
252 
6.1.3. Resíduos de Limpeza Urbana (RLU) 
Definidos com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos, os resíduos
sólidos de limpeza urbana são constituídos pelos resíduos originários da 
varrição, limpeza de logradouros e vias públicas; capinas e podas; limpeza de
monumentos públicos; desobstrução e limpeza de bueiros, entre outros 
(BRASIL, 2010). 
Os resíduos de limpeza urbana do município de Laranjal Paulista/SP são 
acondicionados em função de seu volume: resíduos de grandes dimensões 
normalmente são dispostos sobre o solo, e resíduos menores tem 
acondicionamento em sacos plásticos, bombonas e/ou lixeiras móveis de 
plástico (Figura 6-13), sendo essa última disponível em abundância na cidade 
(cerca de 100 unidades). Os resíduos oriundos dos serviços de poda, capina e 
manutenção de praças são recolhidos logo após a realização dos trabalhos ou 
no dia seguinte. 
Figura 6-13 – Exemplo de formas de acondicionamento dos RLU em Laranjal 
Paulista/SP
Fonte: Consórcio CM (2021). 
O serviço de coleta dos RLU é executado por equipes designadas pela própria 
Prefeitura, em logradouros e vias públicas. Ressalta-se que a pequena feira livre, 
frequente na Praça Armando Sales de Oliveira, ocorre apenas aos sábados, e 
têm os resíduos acondicionados pelos próprios produtores e comerciantes ao 
final da exposição, para em seguida serem coletados juntamente com os RDO. 
253 
Os serviços de varrição são compostos por 23 funcionários incluindo varredores, 
motoristas e coletores, exclusivos para execução destes serviços, com 
frequência diária apenas na zona urbana, em aproximadamente 20% das vias 
pavimentadas por dia. Enquanto isso, os serviços de poda e capina possuem a 
mesma frequência, mas contam com apenas 19 funcionários designados. 
Em média foram gerados em 2019 no município de Laranjal Paulista/SP 500 Kg 
de resíduos provenientes de poda e 200 Kg resultantes da supressão/corte de 
árvores, todos com destino final no mesmo aterro sanitário contratado para a 
disposição dos RDO. Estes serviços correspondem ao programa de 
Conservação de Áreas Verdes realizada pela Prefeitura. Entretanto, a 
administração local não soube informar a geração média dos resíduos oriundos 
de capina, roçada e varrição, mas estes também possuem destinação final ao 
aterro de CTR Cesário Lange. 
Em vistoria in loco foi constatado que a execução dos serviços de limpeza urbana 
ocorre de forma manual em ruas, praças, canteiros e a raspagem de sedimentos 
das sarjetas, a partir do uso de vassouras, pás e rastelos para retirada do 
material do logradouro, com auxílio de um carrinho de mão para o transporte dos 
resíduos durante as vias. 
Os resíduos provenientes da limpeza de bocas de lobo ou caixas de ralo 
precisam ser executados regularmente junto com a varrição, principalmente nos 
locais onde encontram-se as cotas mais baixas e áreas próximas a morros e 
assentamento precário, a fim de permitir o escoamento das águas pluviais e 
impedir que o material sólido retido com as chuvas seja direcionado aos ramais 
e galerias. Em Laranjal Paulista/SP, estes serviços ocorrem somente quando 
solicitado, utilizando dos mesmos funcionários designados para realização de 
poda e capina. 
O transporte dos RLU para o aterro sanitário de Cesário Lange/SP, também
contratado para a disposição dos RDO, é realizado por meio de caminhões do 
tipo carroceria e basculante de posse da Prefeitura, na qual é responsável pela 
coleta. 
254 
A responsabilidade de execução dos serviços de limpeza urbana corresponde 
às Prefeituras municipais. Caso seja de seu interesse, esta poderá propor a 
terceirização dos mesmos mediante contrato, como caracteriza-se o presente 
caso da cidade de Laranjal Paulista/SP, na qual a disposição final dos RLU fica 
a cargo da empresa PROPOSTA 3 Engenharia Ambiental LTDA, em seu aterro 
sanitário próprio localizado no município de Cesário Lange/SP. 
6.1.4. Resíduos Sólidos de Estabelecimentos Comerciais e Prestadores de 
Serviço (RSC) 
Os resíduos sólidos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço 
são diferenciados segundo a tipologia de tais estabelecimento. Para a condição
de geração de RSC com características similares às dos resíduos domiciliares, 
os prestadores de serviço não estarão sujeitos à elaboração do Plano de 
Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) próprio. Neste caso, todas as 
etapas descritas no tópico 6.1.1 correspondem às mesmas práticas seguidas 
para as fases de acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e disposição 
final dos resíduos sólidos de estabelecimentos comerciais e prestadores de 
serviços, visto que são coletados juntamente com os RDO (BRASIL, 2010). 
Em Laranjal Paulista/SP, a Prefeitura realiza a coleta dos RSC juntamente com 
os demais resíduos domiciliares, em função de suas características similares. Ao 
final da coleta, estes também são destinados ao aterro sanitário de Cesário 
Lange/SP, sob contrato com a empresa PROPOSTA 3 Engenharia Ambiental 
LTDA. 
Considerando os estabelecimentos que produzam resíduos perigosos ou, 
mesmo que definidos como não perigosos por sua natureza, composição ou 
volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder público 
municipal, o gerador estará sujeito à elaboração do PGRS, já que estes resíduos 
não são de responsabilidade do município. 
Ressalta-se que em alguns estabelecimentos é realizada a separação dos 
materiais recicláveis que posteriormente são recolhidos pela coleta seletiva 
municipal ou pelos próprios catadores da COREL. 
255 
6.1.4.1. Resíduos de Logística Reversa 
Segundo a Lei nº 12.305/2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos define 
os resíduos oriundos de logística reversa como pneus, pilhas e baterias, 
embalagens e resíduos de agrotóxicos, lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e 
vapor de sódio, e óleos lubrificantes automotivos. A gestão destes resíduos é de 
responsabilidade dos empreendimentos que possuam atividades de venda e 
distribuição dos produtos originais. 
A logística reversa ocorre através da coleta, reuso, reciclagem, tratamento e/ou 
disposição final dos resíduos gerados após o consumo de diversos produtos, 
seja o próprio produto já sem uso, ou suas embalagens descartadas. Segundo 
a PNRS em seu artigo 3º, a logística reversa compreende <conjunto de ações, 
procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos 
resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou 
em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente 
adequada=. 
A Prefeitura do município de Laranjal Paulista/SP não possui dados relativos à 
geração e implantação de logística reversa pelos empreendimentos locais. 
Entretanto, conforme discutido no tópico 6.1.2, os resíduos de logística reversa 
das tipologias de pneus inservíveis, pilhas, lâmpadas e eletrônicos (Figura 6-14) 
são destinados pelos próprios munícipes ao único ponto de entrega voluntária 
(PEV) da cidade, sendo coletados posteriormente por empresas parceiras, a fim 
de completar o ciclo proposto pela logística reversa, enquanto os resíduos de 
óleos ficam sob responsabilidade de apenas uma empresa regularizada, na qual 
realiza a reciclagem do mesmo. 
256 
Figura 6-14 – Ponto de entrega voluntária (PEV) de Laranjal Paulista/SP com 
resíduos eletrônicos 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Os resíduos provenientes das embalagens de agrotóxicos são retornados pelos 
próprios munícipes que as adquiriram às lojas vendedoras, sendo que essas são 
responsáveis pela devolução às empresas fabricantes, fechando o ciclo da 
logística reversa. 
6.1.5. Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) 
Os resíduos provenientes dos serviços de saúde são resultantes qualquer 
atividade de natureza médico-assistencial humana ou animal (clínicas 
odontológicas, veterinárias, farmácias, centros de pesquisas), farmacologia e 
saúde, medicamentos vencidos, necrotérios, funerárias, medicina legal e 
barreias sanitárias que, por suas características, necessitam de processos 
diferenciados em seu manejo, exigindo ou não tratamento prévio à sua 
disposição final (ANVISA, 2007; CONAMA, 2005). 
Os RSS são classificados e divididos em cinco grupos: A, B, C, D e E, segundo 
suas características e formas de tratamento, conforme apresenta a Tabela 6-3. 
257 
Tabela 6-3 – Classificação e formas de tratamento dos RSS em Grupos A, B, C, 
D, E 
Grupo Resíduo Características Formas de Tratamento 
A 
(Risco) 
Infectante 
(Biológico)
Resíduos com possível presença 
de agentes biológicos que, por 
suas características, podem 
apresentar risco de infecção. São 
divididos em cinco subgrupos (A1, 
A2, A3, A4 e A5), estabelecidos em 
função dos riscos que apresentam.
Tratamento que promova a 
inativação da carga 
microbiana; disposição final 
em aterro sanitário ou outro 
local licenciado para essa 
finalidade. Peças anatômicas 
devem ser incineradas ou 
cremadas. Em alguns casos 
específicos, deverá ocorrer 
sepultamento em cemitério.
B 
(Risco) 
Químico 
(Químico)
Resíduos contendo substâncias 
químicas que podem apresentar 
risco à saúde pública ou ao meio 
ambiente, dependendo de suas 
características de inflamabilidade, 
corrosividade, reatividade e 
toxidade.
Reutilizados, reciclados, 
tratados ou dispostos de 
acordo com a sua 
periculosidade.
C 
(Risco) 
Radioativo 
(Radiológic
o)
Resíduos contaminados com 
radionuclídeos, provenientes de 
laboratório de análises clínicas, 
serviços de medicina nuclear e 
radioterapia.
Processamento de acordo 
com as normas da CNEN.
D 
(Risco) 
Comum 
(Nenhum)
Resíduos que não apresentem 
risco biológico, químico ou 
radiológico à saúde ou ao meio 
ambiente, podendo ser 
equiparados aos resíduos 
domiciliares.
Reutilizados, reciclados ou 
dispostos em aterro 
sanitário.
E 
(Risco) 
Perfuro￾cortante 
(Biológico)
Materiais perfurocortantes ou 
escarificantes, tais como agulhas e 
lâminas de vidro, contaminados ou 
não.
Tratamento específico de 
acordo com a contaminação 
(química, biológica ou 
radiológica).
Fonte: Adaptado de Resolução ANVISA nº222/2018 e Resolução CONAMA nº 358/2005; 
2021. 
As Resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) nº 
222/2018, revogando a nº 306/2004, e da CONAMA nº 358/2005 estabelecem 
os instrumentos para a construção do Plano de Gerenciamento de Resíduos de 
Serviço de Saúde (PGRSS) para os estabelecimentos de saúde que configuram 
a prática de geração dos RSS. Vale ressaltar a importância da cobrança, por 
parte da Prefeitura, da realização obrigatória do gerenciamento destes resíduos 
por tais estabelecimentos. 
258 
No município de Laranjal Paulista/SP constam 16 unidades públicas de saúde 
cadastradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (DATASUS), 
(Figura 6-15), entre postos, centros de medicina especializados e farmácias,
localizadas na zona urbana e nos distritos de Maristela e Laras, que somadas 
produzem as tipologias A, B, D e E dos RSS. 
Ressalta-se que o valor celebrado entre a Prefeitura e a empresa AMPLITEC - 
Gestão Ambiental LTDA, referente aos gastos com as etapas de coleta, 
transporte e disposição final dos resíduos de saúde, corresponde a R$7,60 por 
kg de RSS coletado. 
Figura 6-15 – Exemplo de uma das unidades de saúde localizada na Rua Suaidan 
Abud no município de Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
Nos estabelecimentos públicos de saúde do município de Laranjal Paulista/SP, 
são realizadas as segregações dos resíduos classificados como infectantes 
(Grupo A e E), resíduos químicos (Grupo B), e resíduos comuns (Grupo D) na 
fonte geradora para posterior acondicionamento, conforme exigido por lei. 
Segundo a Resolução Anvisa nº 222/2018, os sacos de acondicionamento 
devem ser impermeáveis e constituídos de material resistente a qualquer tipo de 
259 
ruptura e vazamento, respeitados os limites de peso de cada saco, com proibição 
para seu reaproveitamento. 
A etapa de acondicionamento dos resíduos infectantes (Grupo A) é feita em 
sacos plásticos de cor branca, identificados com o símbolo de resíduo infectante. 
Já o acondicionamento dos resíduos químicos gerados (Grupo B), 
principalmente medicamentos vencidos, são feitos em local de armazenamento 
próprio desta tipologia. 
O acondicionamento do resíduo comum (Grupo D) é realizado em sacos
plásticos, em geral, na cor preta, contidos em lixeiras devidamente identificadas. 
Para o Grupo E, formado por resíduos que podem ocasionar perfurações e 
cortes, o descarte e acondicionamento é realizado em recipientes rígidos de 
papelão, resistentes à ruptura e vazamento, identificado pela cor amarela com
símbolo de material infectante. 
Importante salientar que, além das formas de acondicionamento diretamente na 
fonte descritas acima, as unidades de saúde acondicionam temporariamente os 
resíduos anteriormente coletados em área externa específica, dentro de 
recipientes de maior tamanho, normalmente denominada como <abrigo de 
resíduos=, a fim de facilitar a posterior coleta por empresa especializada.
O serviço de coleta e transporte dos RSS, das classes A, B e E gerados no 
município de Laranjal Paulista/SP é atualmente terceirizado pela Prefeitura em 
contrato nº 097/2019 com a empresa AMPLITEC 3 Gestão Ambiental LTDA. A 
terceirizada possui cronograma próprio para a coleta destes resíduos, com 
frequência de uma vez por semana. O número de funcionários, veículos 
utilizados e demais informações operacionais não foram informadas. Em 2019 
cerca de 2.640 toneladas de resíduos dos serviços de saúde foram coletados em 
Laranjal Paulista/SP. Para os resíduos da classe D o gerenciamento ocorre 
juntamente com os demais resíduos domiciliares do município. 
Após a coleta, os RSS são transportados para a Unidade de Tratamento da 
terceirizada, sob posse e administrada pela AMPLITEC 3 Gestão Ambiental 
LTDA. 
260 
Os resíduos de serviços de saúde coletados no município de Laranjal 
Paulista/SP são destinados à unidade da AMPLITEC 3 Gestão Ambiental LTDA, 
localizada na cidade de Piracicaba/SP, onde recebem tratamento térmico, por 
meio do processo de incineração, também realizado sob responsabilidade da 
empresa. 
6.1.6. Resíduos da Construção Civil (RCC) 
Segundo a Resolução CONAMA nº 307/2002 os resíduos sólidos da construção 
civil são definidos como aqueles provenientes de construções, reformas, reparos 
e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da
escavação de terrenos. Conforme a referida resolução, os RCC são classificados 
de acordo com a Tabela 6-4. 
Tabela 6-4 – Classificação dos RCC e seus respectivos tipos de destinação e/ou 
disposição final 
Grupo Características Destinação/Disposição Final 
A
Resíduos reutilizáveis ou 
recicláveis como agregados 
(cerâmica, argamassa, 
concreto, etc) 
Podem ser usados como agregados ou 
encaminhados a aterros de resíduos da 
construção civil, onde devem ser dispostos de 
modo que possam ser futuramente utilizados ou 
reciclados 
B
Resíduos recicláveis para 
outras destinações 
(plástico, metal, papel, 
vidro, madeira, etc) 
Podem ser reutilizados, reciclados ou 
armazenados temporariamente, de modo que 
possam ser futuramente utilizados ou reciclados 
C
Resíduos que não podem 
ser reciclados ou reutilizado 
de maneira 
economicamente viável 
(Ex: gesso) 
Devem receber destinação de acordo com as 
normas técnicas específicas 
D
Resíduos perigosos (tintas, 
solventes, óleos) 
Devem receber destinação de acordo com as 
normas técnicas específicas 
Fonte: Resolução Conama nº 307/2002 (2021). 
261 
Foi observado no município de Laranjal Paulista/SP a existência de empresas
locais que sublocam caçambas, contratadas pela população sob demanda de 
obras da construção civil, a fim de propiciar o acondicionamento e transporte até 
a destinação final dos resíduos gerados a partir de tais atividades. As caçambas 
são colocadas na maioria das vezes em logradouros públicos (Figura 6-16). 
Figura 6-16 – Caçamba para acondicionamento dos RCC em Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
A coleta e o transporte dos resíduos da construção civil são realizados conforme
a demanda, sem definição de coleta regular, sob responsabilidade dos 
geradores na contratação de empresas para acondicionamento e destinação dos 
RCC, correspondendo principalmente à LARANJAL AMBIENTAL, com usina de 
incineração para estes resíduos, e o PAPA ENTULHO. Ressalta-se que a 
prefeitura municipal não conta com sistema de coleta ou ecoponto para os RCC 
de pequenos volumes, gerados pelos munícipes. O total dos resíduos gerados 
não foi informado pela administração, uma vez que a Prefeitura não realiza coleta 
desse tipo de resíduo. 
262 
Para os resíduos da construção civil produzidos por empreiteiros, ou empresas 
especializadas no ramo, o gerenciamento em todas as etapas 
(acondicionamento, coleta, transporte e destinação final) é de responsabilidade
do gerador. 
Conforme já mencionado, todas as etapas de gerenciamento dos RCC oriundos 
da produção de empresas de construção são de responsabilidade do próprio 
gerador. Entretanto, os resíduos sólidos da construção civil gerados pela 
população são de responsabilidade dos munícipes que eventualmente 
produziram os RCC, a contração de empresas para locação de caçambas 
(acondicionamento) e para destinação final adequada destes. Cabe destacar 
que, para até um metro cúbico de RCC, o cidadão pode realizar a entrega 
voluntária destes em um dos três ecopontos da cidade, bem como resíduos 
provenientes de podas de árvore, aparas de madeira, capina e móveis usados 
(Figura 6-17): 
1. Avenida Lázaro Pires de Mello, Centro, atrás do colégio São Vicente. 
2. Rua Suaidan Abud, centro, perto do Ginásio de esportes. 
3. Estrada vicinal João Bordgnon, Morro Alto. 
Figura 6-17 – Vista de um dos ecopontos de Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Prefeitura de Laranjal Paulista (2021). 
263 
A princípio, a iniciativa da Prefeitura de Laranjal Paulista/SP é realizar a triagem 
desses resíduos junto à cooperativa COREL, junto a empresa PapaEntulho 
(resíduos da construção civil), e compostagem dos resíduos verdes. 
Entretanto, segundo informações da Prefeitura, nas zonas rurais do município 
de Laranjal Paulista/SP existem pontos de descarte inadequado dos RCC, 
juntamente com outros tipos de resíduos volumosos. 
Figura 6-18 – Local de descarte inadequado de RCC e resíduos volumosos em 
Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
6.1.7. Outros resíduos 
Neste diagnóstico estão sendo tratados como <Outros Resíduos= todos os tipos 
de resíduos contemplados pela PNSR, mas que as Prefeituras não 
disponibilizaram informações suficientes. Ainda, destaca-se que resíduos que,
por lei, são de responsabilidade do gerador o transporte e a destinação final 
correta, como os resíduos industriais, tiveram exatamente o fato de ser 
264 
responsabilidade do gerador como prerrogativa para que as Prefeituras não 
disponibilizassem os dados para a equipe do Consórcio ou para que estes
fossem inexistentes ou quase inexistentes. 
6.1.7.1. Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento Básico 
Os resíduos provenientes dos serviços de saneamento básico são definidos, 
segundo a Lei nº 11.445/2007, como àqueles gerados a partir de operações de 
Estações de Tratamento de Água (ETA), Estações de Tratamento de Esgoto 
(ETE) e manutenção do sistema de drenagem urbana pluvial (BRASIL, 2007). 
De acordo com o exposto nos capítulos 5 e 6 do presente estudo, os serviços de 
abastecimento de água e coleta de esgotamento sanitário do município de 
Laranjal Paulista/SP são de responsabilidade da concessionária SABESP 3
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Entretanto, os 
resíduos gerados nas etapas de tratamento das ETA9s e das ETE9s como 
gradeamento e tratamento primário, são dispostos no aterro sanitário da
empresa PROPOSTA 3 Engenharia Ambiental LTDA, em Cesário Lange/SP. Até 
o momento não houve retirada de lodo das estações de tratamento de Laranjal 
Paulista. 
Para o serviço de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, os resíduos 
oriundos provêm de atividades de desassoreamento e dragagem das unidades 
que compõem tal sistema (MMA, 2011). Em Laranjal Paulista/SP a limpeza e o 
desentupimento do sistema são realizados apenas quando necessário. Segundo 
informações da Prefeitura, a limpeza das galerias e bocas de lobo ocorre mais 
majoritariamente nos meses de verão, em função da época de chuvas, mas 
somente segundo demanda. Posteriormente, tais resíduos têm sua disposição 
final no aterro CTR Cesário Lange juntamente com os resíduos de poda, capina
e roçagem (RLU). 
6.1.7.2. Resíduos Industriais (RI)
Os resíduos sólidos industriais são gerados a partir dos processos e operações
existentes nas indústrias, diferenciando-se de acordo com a atividade 
desenvolvida, mas mantendo-se fixa características homogêneas. Segundo a 
265 
Resolução CONAMA nº 313/2002, os resíduos industriais podem ser 
encontrados nos estados sólido, semissólido, gasoso - quando contido, e líquido 
- cujas características o tornem inviável para lançamento na rede pública de 
esgoto ou em corpos d9água.
A Prefeitura do município de Laranjal Paulista/SP não possui cadastro dos 
grandes geradores de resíduos industriais. Não estão incluídas neste número as 
atividades tratadas em outras tipologias, como mineração e construção civil. 
Cabe ressaltar que a quantificação detalhada das indústrias e seus resíduos, 
devido à diversidade de atividades, porte dos empreendimentos e geração
variável, não foram informadas pelas empresas. Ademais, o levantamento em
todas as indústrias não seria viável em razão dos prazos e recursos disponíveis, 
mas foram constatadas a existência de várias indústrias de brinquedos, tais 
como a Cotiplás, Anjo, e Roma, e indústrias produtoras de cerâmicas. 
De acordo com a Lei nº 12.305/2010, os empreendimentos geradores dos RI são 
responsáveis por seu tratamento e destino final adequado, estando sujeitos a 
elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) próprio em 
função de sua atividade. De acordo com a gestão municipal, os resíduos 
semelhantes ao RDO gerados nas indústrias (oriundos dos setores 
administrativos da empresa, refeitórios, dentre outros) do município de Laranjal 
Paulista/SP são manejados de forma similar ao exposto no tópico 6.1.1, 
enquanto os demais resíduos gerados no processo caracterizados como 
industriais ficam a cargo do próprio estabelecimento, a partir do gerenciamento 
baseado em normas e regulamentações prescritas para o PGRS. 
6.1.7.3. Resíduos Agrossilvopastoris 
Os resíduos agrossilvopastoris são definidos pela PNRS (Lei nº 12.305/2010)
como àqueles gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluindo os 
insumos utilizados nessas atividades. Normalmente, tais resíduos são gerados 
na zona rural dos municípios (BRASIL, 2010). 
A classificação dos resíduos agrossilvopastoris está relacionada a três grandes 
grupos caracterizados pela sua composição: 
266 
• Resíduos Orgânicos: Resíduos gerados na agricultura, pecuária e 
agroindústrias associadas ao setor; 
• Resíduos Inorgânicos: Embalagens Vazias de Agrotóxicos, Embalagens 
de Fertilizantes e insumos veterinários da pecuária; 
• Resíduos Domésticos da Área Rural: Resíduos com a mesma 
característica que o resíduo domiciliar urbano, porém são de cunho 
agrícola ou pastoril. 
Os resíduos agrossilvopastoris do tipo inorgânicos, conforme descrito 
anteriormente, podem conter embalagens de agrotóxicos, potencialmente 
poluidoras devido a possível presença de alíquotas mínimas de produto. Desse 
modo, é importante salientar que essa tipologia deverá seguir a implementação 
da logística reversa, sob responsabilidade do agricultor retornar as embalagens 
às empresas fabricantes do produto. A Associação Brasileira de Normas 
Técnicas (ABNT) dispõe de uma norma específica (NBR 13.968/1997) sobre 
embalagens rígidas vazias de defensivos agrícolas e sua logística reversa. 
No município de Laranjal Paulista/SP existem registros de pecuárias de leite e 
de corte, mas a principal cultura cultivada na cidade corresponde a cana-de￾açúcar. As etapas de gerenciamento deste tipo de resíduo (acondicionamento,
coleta, transporte, tratamento e disposição final) são de responsabilidade do
produtor, sendo que a Prefeitura não possui nenhum controle de tal atividade. 
Ressalta-se que o mesmo deverá seguir as instruções prescritas na Política 
Nacional de Resíduos Sólidos, a qual trata da elaboração do Plano de 
Gerenciamento de Resíduos da sua produção, já que, em sua maioria, esses 
resíduos possuem grande potencial na geração de danos ambientais quando 
não forem destinados de forma correta. 
Válido citar a respeito dos resíduos provenientes das embalagens vazias de 
agrotóxicos, necessárias à implantação da logística reversa devido seu 
considerável grau poluidor. Em Laranjal Paulista/SP, conforme descrito no tópico
6.1.4.1, os resíduos provenientes das embalagens de agrotóxicos são 
retornados pelos próprios munícipes que as adquiriram às lojas vendedoras, 
267 
sendo que essas são responsáveis pela devolução às empresas fabricantes, 
fechando o ciclo da logística reversa. 
6.1.7.4. Resíduos de Serviços de Transporte (RST)
Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, os resíduos de serviços de 
transporte são oriundos de portos, aeroportos, terminais alfandegários, 
rodoviários, ferroviários e passagens de fronteira, sendo a responsabilidade do 
gerador a adequada gestão dos resíduos, bem como a elaboração do PGRS
próprio (BRASIL, 2010). 
O município de Laranjal Paulista/SP possui apenas uma pequena rodoviária, que 
serve como ponto de parada de passageiros, sem a existência de nenhum tipo 
de limpeza ou descarte de materiais recolhidos dentro dos veículos de viagem. 
Dessa forma, a geração de resíduos correspondentes segue a tipologia dos 
RDO, que possui as mesmas etapas de gerenciamento descritas no tópico 6.1.1. 
6.1.7.5. Resíduos de Mineração (RM) 
Os Resíduos de Mineração são oriundos das atividades de pesquisa, extração 
ou beneficiamento de minérios, classificados de acordo com a Lei Federal nº 
12.305/2010. Cabe ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) a 
responsabilidade de autorizar e fiscalizar a exploração mineral. 
A indústrias que realizam atividades mineradoras também estão sujeitas à 
elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) de 
mineração, bem como implantar e operacionalizar o mesmo, cabendo à 
Prefeitura a fiscalização das ações mencionadas. 
Baseado nas informações fornecidas pela Prefeitura, o município de Laranjal 
Paulista/SP possui apenas serviço de extração de argila. Os resíduos oriundos 
dessa atividade são doados à Prefeitura para utilização nas estradas vicinais da 
cidade, consistindo em reaproveitamento. 
268 
7. DIAGNÓSTICO DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DE 
ÁGUAS PLUVIAIS 
De acordo com a Leis nº 11.445/2007 e nº 14.026/2020, o eixo drenagem e 
manejo das águas pluviais urbanas (DMAPU) é constituído pelo conjunto de 
atividades, infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de 
águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de 
vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas nas 
áreas urbanas. 
O sistema tradicional de drenagem urbana deve ser composto por dois sistemas 
distintos, que necessitam ser planejados e projetados sob critérios diferenciados: 
o sistema inicial de drenagem, ou microdrenagem, composto pelos pavimentos 
das ruas, guias e sarjetas, bocas de lobo, rede de galerias de águas pluviais e,
também, canais de pequenas proporções, dimensionado para o escoamento de
vazões de 2 (dois) a 10 (dez) anos de período de retorno (TR); e o sistema de 
macrodrenagem, constituído, em geral, por canalização de corpos hídricos, 
limpeza e desassoreamento de córregos, diques de contenção e readaptação de 
obras de galerias e de travessias (TUCCI, 1995). 
Os problemas surgidos na microdrenagem, quando existentes, são advindos 
principalmente da pavimentação de ruas, canalizações atravessando lotes e 
quadras em leito de fundo de vale, subdimensionamento da rede; e a não 
realização de manutenção no sistema de drenagem. 
Já os problemas relacionados à macrodrenagem se dão pelo (i) aumento das 
vazões máxima, devido ao aumento da capacidade de escoamento em 
superfícies impermeabilizadas e de cursos d9água canalizados, (ii) aumento do 
transporte de sedimentos devido à desproteção de superfícies, causando 
assoreamento dos corpos hídricos e (iii) pela redução da qualidade das águas, 
devido a lavagem das vias, transporte de resíduos sólidos e ligações 
clandestinas de esgoto na rede de drenagem. 
Portanto, por meio da coleta de informações e uma avaliação detalhada sobre a 
situação atual da drenagem no município, o plano de saneamento básico em 
269 
desenvolvimento tem por principal objetivo promover o bem estar e a saúde
pública da população de Laranjal Paulista/SP, servindo de instrumento de
orientação às ações do município, para subsidiar, planos, programas em etapa 
posterior, por meio do planejamento para alocação de recursos para este eixo,
a fim de mitigar os problemas causados pelas deficiências do sistema de 
drenagem como alagamentos e inundações, uma vez que não há um plano 
específico de drenagem para o município. 
O município possui, até então, diretrizes para os serviços de drenagem urbana
e manejo das águas pluviais estabelecidas pelo Plano Municipal de Saneamento 
Básico elaborado no ano de 2011 e que servirão como um ponto de partida para 
a presente atualização desse instrumento de forma a entender a realidade local 
e a atual situação da prestação dos serviços ao longo desse hiato de quase uma 
década da primeira versão do plano para sua primeira atualização. 
Para compor a fase do diagnóstico dos referidos serviços, foram utilizados dados 
secundários, dentre as quais se destacam o Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE) e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento 
(SNIS) e demais órgãos e instituições afetos ao setor, além de reuniões 
institucionais e incursões a campo para coleta de informações primárias. 
Este item compreende o levantamento da situação e descrição do eixo drenagem 
urbana e manejo das águas pluviais do município de Laranjal Paulista/SP no ano 
de 2020. O trabalho teve como objetivo realizar o diagnóstico dos aspectos 
relacionados à prestação de serviços, caracterização dos sistemas e descrição 
da cobertura do atendimento à população atualmente. 
7.1. Caracterização Geral do sistema sob responsabilidade da 
Prefeitura Municipal 
No estado de São Paulo, a gestão e o manejo dos serviços e drenagem urbana 
são conduzidos pelas prefeituras municipais e, na esfera estadual, mediante 
atuação do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). No âmbito da 
gestão municipal, a Secretaria Municipal de Obras é a responsável pela 
270 
drenagem e manejo das águas pluviais urbanas do município de Laranjal 
Paulista/SP. 
Atualmente, a maior parte do município Laranjal Paulista/SP é ocupada 
majoritariamente por área urbana, com aproximadamente 90% de população 
vivendo em área urbana (IBGE, 2010). Destaca-se que Laranjal Paulista/SP não 
possui dados de drenagem na Plataforma IBGE Cidades referentes à Pesquisa 
Nacional do Saneamento Básico realizada em 2017. 
No município de Laranjal Paulista/SP existe Plano Diretor de Macrodrenagem 
Urbana, que se caracteriza como o principal instrumento norteador do 
planejamento urbano de uma cidade. Destaca-se que o sistema de drenagem 
urbana existente constitui em separador (exclusivo), somente para este fim. 
Entretanto, foram descobertas existências de ligações clandestinas entre 
esgotos e águas pluviais na cidade, especialmente na porção rural (PDMU, 
2019).
Segundo informações da Secretaria de Obras Municipal, aproximadamente 
0,31km de extensão de cursos d9água perenes foram canalizados nas áreas 
urbanas de Laranjal Paulista/SP Além disso, foi observada a existência de 
infraestruturas para amortecimento de vazões de cheias/inundações no 
município, caracterizadas como parque linear. 
Para propiciar a conservação no sistema de manejo das águas pluviais e 
drenagem urbana em Laranjal Paulista/SP são realizadas atividades de 
manutenção, recuperação e limpeza de sarjetas, bocas de lobo e poços de visita, 
conforme necessidade. Juntamente com o PDMU (2019), foram propostas 
frequências mínimas e rotinas a serem instauradas para a realização desses
serviços. Não foram constatadas existências de tipologias de tratamento das 
águas pluviais drenadas. 
Atualmente, em relação aos últimos 5 anos, investimentos para ampliação e 
melhoria do sistema de drenagem urbana e manejo de águas pluviais estão 
sendo aplicados. A elaboração do PDMU (2019), por exemplo, propõe 
intervenções a fim de mitigar problemas estruturais de pontes e travessias, 
processos erosivos e de assoreamento, descarte inadequado de resíduos 
271 
sólidos às margens dos rios e córregos, e riscos de inundação devido a 
ineficiência do sistema (Tabela 7-1). Principalmente para esses pontos, o custo 
inicial previsto com o projeto ficou em aproximadamente R$7.156.809,11 
(PDMU, 2019). 
Tabela 7-1 – Intervenções estruturais sugeridas no sistema de drenagem urbana 
do município de Laranjal Paulista/SP 
Proposta de Intervenção Localização Problema Encontrado 
Substituição das dimensões da 
rede 
Av. João Bastista 
Marcon 
Ineficiência para suportar 
demandas hidrológicas futuras 
Substituição das dimensões da 
rede e alteração do ponto de 
lançamento 
Rua 13 de Maio Ineficiência para suportar 
demandas hidrológicas futuras 
Expansão da rede Rua Donato Pastre 
Presença de sistema de 
drenagem apenas no encontro 
com a rua Alberto A. Belloto 
Expansão da rede Rua Suaidan Abud Ausência de sistema de 
drenagem nas ruas à montante 
Substituição das dimensões da 
rede e complementação do 
sistema de captação superficial 
Av. da Saudade Ineficiência para suportar 
demandas hidrológicas futuras 
Expansão da rede Rua Governador 
Pedro de Toledo 
Ausência de sistema de 
drenagem nas ruas à montante 
Criação da rede Rua Antônio 
Pasquotto 
Ausência do sistema de 
drenagem 
Criação da rede Rua Irmã Conceição 
Maria 
Ausência do sistema de 
drenagem 
Criação da rede Rua Alfredo Barbieri Ausência do sistema de 
drenagem 
Substituição da seção do canal 
e de tubulação por aduela 
Travessia na 
Rodovia Marechal 
Rondon 
Ineficiência para suportar 
demandas hidrológicas futuras 
Substituição da seção do canal 
e construção de passagem 
lateral 
Travessia Ferrovia Ineficiência para suportar 
demandas hidrológicas futuras 
Substituição de tubulação por 
aduela Av. João B. Baddo Ineficiência para suportar 
demandas hidrológicas futuras 
Substituição da seção do canal Travessia na Estrada 
Municipal LRP-407 
Ineficiência para suportar 
demandas hidrológicas futuras 
Fonte: PDMU (2019). 
272 
O uso e ocupação do espaço urbano é um dos fatores mais importantes na 
averiguação dos impactos que podem ser ocasionados por um evento de chuva
extrema. Juntamente envolvido, o processo de urbanização desordenado e sem 
planejamento, aliado à ausência de gestão eficiente, favorece a ocorrência de 
situações de risco, mesmo sob condições climáticas normais. 
Esses impactos, principalmente causados pela urbanização sem planejamento, 
provoca a existência ou agravamento de eventos de inundação. É importante 
avaliar as ocupações irregulares que ocorrem na vertente do leito da sub-bacia, 
um dos principais pontos de origem de alagamentos, a fim de mitigar ou 
minimizar seus efeitos e impactos negativos. 
Desse modo, os planos, projetos e ações, incluindo o Plano Diretor de Drenagem
Urbana, permitem estabelecer diversos parâmetros que correspondem à 
avaliação do funcionamento e cenário político do sistema drenagem urbana. 
Basicamente, essas políticas assumem que inundações naturalmente ocorrem, 
mas que novas possibilidades de gestão devem ser empregadas para evitar a 
propagação ou aumento dos impactos por elas causados: mapeamento das
áreas inundáveis, planejamento de uso e ocupação do solo e sistema de 
monitoramento a alerta de eventos extremos. 
7.1.1. Macrodrenagem 
Os sistemas de drenagem urbana são classificados de três formas: 
microdrenagem, macrodrenagem e drenagem na fonte (IPH - UFRGS, 2005). 
Para o município de Laranjal Paulista/SP, foram observados apenas os sistemas 
de microdrenagem e macrodrenagem. 
Já o sistema correspondente a macrodrenagem é caracterizada pela presença 
de túneis, pontes, canalizações, elevatórias, reservatórios de detenção e 
retenção, barragens, etc. Nestes sistemas são admitidos baixos riscos de falhas, 
uma vez que possuem elevada interconectividade, permitindo possíveis 
transferências de problemas de um subsistema para outro na rede. 
273 
De acordo com informações in loco e obtidas com o município, Laranjal 
Paulista/SP possui o sistema de macrodrenagem caracterizado pela presença
de cursos d9água principais, os quais correspondem aos rios Laranjal e 
Sorocaba, sendo as principais estruturas e restrições que influenciam no sistema 
de macrodrenagem são as travessias em pontes e em bueiros, ribeirões e 
córregos afluentes. 
Destaca-se que em 2019 município de Laranjal Paulista/SP concluiu o Plano 
Diretor de Macrodrenagem, referente à <Elaboração de Planos Diretores 
Municipais de Macrodrenagem Urbana na Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e
Médio Tietê=. Atualmente a administração pretende continuar com o Programa 
de Recuperação de Áreas Sujeitas à Erosão e Programa de Recuperação das 
Áreas de Proteção Permanente, com vistas a diminuir os processos erosivos, 
assoreamento e inundações dos cursos d9água. 
7.1.2. Microdrenagem 
O sistema correspondente a microdrenagem é composto pelos pavimentos das 
ruas, bocas de lobo, guias e sarjetas, galerias de drenagem, sistemas de
detenção e infiltração nos lotes e pavimentos, trincheiras e valas. Tais sistemas 
são classificados em função de seu pequeno alcance, já que possuem elementos 
admitem grande risco de falhas, e problemas nos logradouros às quais servem. 
Segundo informações obtidas em campo e através de dados da Prefeitura, o 
município de Laranjal Paulista/SP o sistema de microdrenagem é caracterizado
pela presença de galerias de águas pluviais existentes situando-se nas Avenida 
Prefeito Hermelindo Pillon, Avenida da Saudade, Avenida David Segatt, Ruas 
Álvaro Mori, José M. de Oliveira, Lázaro Pires, Agenor Defacio Filho, José da S. 
Lara e Nicola Deneno; e em ampliação na Rua Governador Pedro de Toledo e 
Avenida da Saudade. Ainda, de acordo com a resposta do município de Laranjal 
Paulista/SP ao SNIS 2019, aproximada 100% da área urbana é pavimentada. 
Vale destacar que quase toda a malha urbana é atendida por galerias pluviais, e 
a canalização do sistema ocorre entre as vias trecho da Avenida da Saudade e 
Rua Donato Pastre. Entretanto, segundo o Plano Diretor de Macrodrenagem 
Urbana (PDMU) de Laranjal Paulista/SP (2019), há registro que 9 travessias, 1 
274 
canal e 16 trechos de microdrenagem não são capazes de atender as demandas 
hidrológicas futuras. 
Enquanto encontra-se em formação novos loteamentos e bairros com a 
implantação da infraestrutura corresponde a microdrenagem, ainda existem 
áreas no município de Laranjal Paulista/SP em que as redes de galerias de
águas pluviais ainda não foram instaladas. 
7.2. Suscetibilidade à erosão e inundação 
As áreas de risco, abordadas nos sistemas de drenagem urbana, são 
caracterizadas pela possibilidade de ocorrência de alagamentos ou 
deslizamentos de terra, oriundos da impermeabilização inadequada de vias. Os 
alagamentos acontecem quando a rede de drenagem não suporta a descarga 
de água das chuvas, para isso não há necessariamente participação de nenhum 
curso d9água. (VALENTE, 2009).
Segundo Cristo (1999), o estudo acerca das áreas de risco segue a premissa de 
três direcionamentos: prevenção de acidentes para evitar o desastre; 
minimização da intensidade do desastre; e eliminação definitiva do risco de 
desastre, em último caso, com a remoção das pessoas e bens materiais para 
locais seguros. 
7.2.1. Áreas de Risco 
• Geológico 
Os principais riscos geológicos associados aos sistemas de drenagem urbana 
correspondem aos deslizamentos de encostas ou vertentes, assoreamento de 
rios e consequentes enchentes, e erosões de terra, contribuindo para inúmeros 
danos ambientais, econômicos e sociais. 
Os deslizamentos estão associados aos processos erosivos e aos <movimentos 
de massa=, caracterizados pelo deslocamento de rochas ou sedimentos em 
superfícies inclinadas, a partir da ação da gravidade ou por determinada ação 
antrópica. Em contrapartida, os processos erosivos se relacionam com a perda 
275 
de solos por qualquer natureza, principalmente em áreas que possuam 
inclinação variável (CUNHA, 1991). 
Devido ao enorme volume de terras e/ou lamas advindas com os deslizamentos, 
podendo conter rochas e vegetação, seu poder de destruição é altíssimo, tanto 
para a urbanização das cidades, como para a população e seu bem-estar. No 
município de Laranjal Paulista/SP não foram identificadas áreas com risco 
potencial de deslizamento, em razão da baixa declividade característica do 
município. Entretanto, vale destacar a classificação das características das áreas 
classificadas com probabilidade de movimento de massa pelo CPRM. 
Com relação aos riscos de erosão e assoreamento de cursos d9água, foram 
observadas potenciais ocorrências no rio Laranjal, localizados nas travessias 
das ruas Lázaro Pires, Dona Stela, João R. Albuquerque, Avenidas São Paulo e 
João P. de Campos, e trechos da Rodovia Marechal Rondon. A erosão e o 
assoreamento de canais provocam aumento no nível das águas fluviais, 
aumentando as chances dos episódios de enchentes e transbordamento dos rios 
e/ou córregos, impactando diretamente na possibilidade de inundações. 
 
276 
Tabela 7-2 – Características das áreas classificadas com probabilidade de movimento de massa. 
Suscet Características predominantes Área total 
Área 
urbanizada/ 
edificada 
km2 % (*) km2 % (**)
Alta 
• Relevo: serras e morros altos; 
• Forma das encostas: retilíneas e côncavas, com anfiteatros de cabeceiras de drenagem abruptos; 
• Amplitudes: 60 a 300 m; 
• Declividades: > 25°; 
• Litologia: filitos; 
• Densidade de lineamentos/estruturas: alta; 
• Solos: pouco evoluídos e rasos; e 
• Processos: deslizamento e queda de rocha. 
19,3 3,0 0,2 0,2 
Média 
• Relevo: serras, morros baixos e morrotes; 
• Forma das encostas: convexas a retilíneas e côncavas, com anfiteatros de cabeceira de drenagem; 
• Amplitudes: 60 a 90 m; 
• Declividades: 10 a 30°; 
• Litologia: filitos; 
• Densidade de lineamentos/estruturas: média; 
• Solos: evoluídos e moderadamente profundos; e 
• Processos: deslizamento e queda de rocha. 
75,1 11,7 2,6 2,6 
Baixa 
• Relevo: planícies e terraços fluviais, colinas e morrotes; 
• Forma das encostas: convexas suavizadas e topos amplos; 
• Amplitudes: < 90 m; 
• Declividades: < 15°; 
• Litologia: arenitos finos a grossos; 
• Densidade de lineamentos/estruturas: baixa; 
• Solos: aluviais; evoluídos e profundos nas colinas e morrotes; e 
• Processos: deslizamento e queda de rocha. 
549,2 85,3 99,2 97,2 
Fonte: CPRM (2015) 
 
277 
A Companhia de Pesquisa de Recurso Mineiras (CPRM) é uma empresa pública 
vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que possui atribuições de Serviço 
Geológico do Brasil. O CPRM possui banco de dados extenso, possibilitando aos 
entes públicos e privados a obtenção de informações necessárias para a 
eficiente gestão dos recursos naturais. 
Há intrínseca correlação entre os estudos realizados pelo CPRM e a drenagem 
urbana dos municípios brasileiros, visto que estes podem auxiliar na tomada de 
decisão por parte do poder público, a fim de minimizar ou mitigar os impactos 
dos desastres. O sistema de alerta de eventos críticos é um bom exemplo, além 
dos acervos e publicações institucionais nas áreas de geologia, recursos 
minerais, gestão territorial (com foco em prevenção de desastres) e hidrologia. 
Sob a ótica da drenagem urbana, o CPRM é capaz de auxiliar com informações 
acerca dos riscos geológicos e de inundações a partir de mapas temáticos de 
setorização constantemente atualizados em sua plataforma online, vinculados
ao ArcGIS Web Application. Tais mapas contêm cerca de 1601 municípios 
setorizados quanto a condição de risco geológico, 492 municípios cartografados 
em relação a susceptibilidade de ocorrência de inundações, e 5 municípios 
catalogados quanto ao perigo de movimentos gravitacionais de massa. 
Para o município de Laranjal Paulista/SP não constam informações de mapas 
temáticos na base do CPRM acerca da localização e características de áreas 
propensas a serem afetadas por eventos adversos provocados por 
deslizamentos, inundações, enxurradas, fluxo de detritos e quedas de blocos de 
rocha. 
• Inundação 
Baseado nas observações obtidas in loco, foi possível determinar substanciais 
áreas de risco de inundação do município de Laranjal Paulista/SP (Figura 7-1), 
com forte potencial de alagamento, enquanto a Tabela 7-3 caracteriza as áreas 
classificadas como tal. 
278 
Figura 7-1 – Mapa dos pontos de alagamento do município de Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
279 
Tabela 7-3 – Características das áreas classificadas com probabilidade de inundações 
Suscet. 
Características predominantes Área total Área 
urbanizada/ 
edificada 
Locais Bacias de drenagem contribuintes km2 % (*) km2 % (**)
Alta 
• Relevo: planícies aluviais atuais, com amplitudes e 
declividades muito baixas (< 20); 
• Solos: hidromórficos, em terrenos situados ao longo de 
curso d9água, mal drenados e com nível d9água 
subterrâneo aflorante a raso; 
• Altura de inundação: até 2 m em relação à borda da calha 
do leito regular do curso d9água; e Processos: inundação, 
alagamento e assoreamento. 
• Área de contribuição: grande; 
• Formato: tendendo a circular; 
• Densidade de drenagem: alta; 
• Padrão dos canais fluviais: tendendo a 
sinuoso; e 
• Relação de relevo: amplitude baixa e canal 
principal longo. 
11,6 1,8 1,7 1,7 
Média 
• Relevo: terraços fluviais baixos e/ou flancos de encostas, 
com amplitudes e declividades baixas (< 50); 
• Solos: hidromórficos e não hidromórficos, em terrenos 
argilo-arenosos e com nível d9água subterrâneo raso a 
pouco profundo; 
• Altura de inundação: entre 2 e 6 m em relação à borda da 
calha do leito regular do curso d9água; e processos: 
inundação, alagamento e assoreamento. 
• Área de contribuição: intermediária; 
• Formato: circular a alongado; 
• Densidade de drenagem: média; 
• Padrão dos canais fluviais: sinuoso a 
retilíneo; e 
• Relação de relevo: amplitude média e canal 
principal intermediário. 
9,7 1,5 1,6 1,6 
Baixa 
• Relevo: terraços fluviais altos e/ou flancos de encostas, 
com amplitudes e declividades baixas (< 50); 
• Solos: não hidromórficos, em terrenos silto-arenosos e com 
nível d9água subterrâneo pouco profundo;
• Altura de inundação: acima de 6 m em relação à borda da 
calha do leito regular do curso d9água; e processos: 
inundação, alagamento e assoreamento. 
• Área de contribuição: pequena; 
• Formato: tendendo a alongado; 
• Densidade de drenagem: baixa; 
• Padrão dos canais fluviais: tendendo a 
retilíneo; e 
• Relação de relevo: amplitude alta e canal 
principal curto. 
0,1 0,0 0,0 0,0 
Fonte: CPRM (2015) 
280 
Áreas de declividade mais baixa oferecem maiores riscos de inundações, 
especialmente se nestas áreas o sistema de drenagem for ineficiente. Conforme 
demonstrado através dos mapas acima, é possível inferir que os principais 
pontos de alagamento observados correspondem aos locais situados as 
margens, ou próximo aos corpos d9água em cotas inferiores, e com 
características de urbanização bem acentuadas. 
A saber, os pontos de inundação mencionados correspondem às Avenida da 
Saudade (Figura 7-2), Rua Francisco Migliani, próximo ao cemitério municipal no 
Distrito de Maristela, bairro Vila Zalla e Rua Lázaro Pires, sendo que os dois 
últimos estão aguardando a liberação de verba necessária para canalização do 
rio Laranjal em trecho correspondente, com previsão de projeto já para a Rua 
Lázaro Pires. 
Figura 7-2 – Vista da Avenida da Saudade, um dos pontos de alagamento de 
Laranjal Paulista/SP 
Fonte: Consórcio CM (2021). 
281 
• Defesa Civil
A Defesa Civil do município Laranjal Paulista/SP é parte integrante da Secretaria 
de Serviços Públicos Urbanos e Rurais. Sua atuação compete as limpezas a das 
bocas-de-lobo e o monitoramento das vazões dos corpos d9água do entorno, 
prevendo então as cheias que podem ocorrer. Dessa forma, a Defesa Civil é o
órgão apto também para os casos de emergência. 
Majoritariamente, o mapeamento das áreas com potencial de risco alto a muito 
alto é realizada pela Defesa Civil da cidade, a fim de reduzir ou mitigar desastres 
causados por motivos naturais ou antrópicos. A falta de um sistema de drenagem 
adequado acarreta a origem de desastres que poderiam ser evitados (SÉGUIN, 
2013). 
A partir das informações, é válido destacar a importância da existência da Defesa 
Civil como um dos órgãos municipais para aplicação de medidas não estruturais 
de drenagem urbana. Segundo Tucci et al. (2001), tais medidas são úteis para o 
bom funcionamento do sistema, visto que promovem a regulamentação do uso 
e ocupação do solo (principalmente em fundo de vale); a proteção contra 
inundações (medidas de proteção individual das edificações em áreas de risco);
e a criação do seguro de enchentes e sistemas de alerta. 
7.3. Áreas Dispersas 
Conforme já citado em itens anteriores, as áreas dispersas, localizadas distantes 
das sedes municipais e normalmente de predominância rural, onde existem 
pequenos aglomerados ou propriedades longes uma das outras, são hoje, 
gargalos no saneamento básico. No entanto, o saneamento, nestas áreas, é de 
extrema importância, pois atua na melhoria da qualidade de vida das 
populações. 
Segundo o Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR), desenvolvido pela
FUNASA em 2019, as soluções para saneamento básico para as áreas rurais 
possuem diversos desafios, como dispersão geográfica; isolamento político e 
geográfico das localidades; localização em área de difícil acesso; limitação 
financeira ou de pessoal; ausência de estratégias que incentivem a participação 
282 
social e o empoderamento da população; inexistência ou insuficiência de 
políticas públicas de saneamento rural, nas esferas municipais, estaduais ou 
federal.
No que se refere ao manejo de águas pluviais nas áreas dispersas, além da 
possibilidade de aproveitamento nos domicílios como possível fonte para o 
abastecimento, as ações são voltadas ao controle de empoçamentos, 
inundações e erosões no solo, especialmente no entorno dos domicílios, 
estradas e vias de acesso e áreas públicas coletivas. 
No entanto, apesar dos desafios, o PNSR defende que os obstáculos não 
justificam a pouca ou a falta de ação dos poderes públicos. Sendo assim, o 
programa estabeleceu duas diretrizes principais para manejo das águas pluviais 
em áreas rurais: 
" Diretriz 1: fomentar a adoção de sistemas de drenagem e manejo de 
águas pluviais nos peridomicílios e vias internas, que mitiguem os 
impactos socioambientais e riscos à saúde pública nas comunidades 
rurais; 
" Diretriz 2: fomentar o aproveitamento de águas pluviais para atendimento 
às diversas necessidades da área rural. 
Devido às particularidades das áreas rurais, especialmente por sua dispersão 
geográfica, é necessário que sejam implementadas soluções técnicas individuais 
de drenagem e manejo de águas pluviais nos entornos dos domicílios 
(peridomicílio). As soluções individuais indicadas pelo PNSR são (i) técnicas 
infiltrantes e (ii) reservatório de chuva, e sua escolha levam em consideração a 
declividade da área, a permeabilidade do solo e a profundidade do lençol 
freático. 
Já as soluções de drenagem no sistema viário são geralmente feitas com 
pavimentação em terra e drenagem infiltrante, com abaulamento do pavimento 
e sarjetas e, no caso de vias pavimentadas, rede de captação e afastamento da 
água pluvial. 
283 
Na zona rural do município de Laranjal Paulista/SP não foram identificadas 
estruturas construídas referentes à drenagem urbana, tais como sarjetas, bocas 
de lobo ou redes. Entretanto, a própria constituição dessas áreas auxilia o 
processo de drenagem das águas pluviais, uma vez que são predominantemente 
recobertas por vegetação, incluindo a presença de estradas de terra. 
Especialmente nas áreas voltadas ao cultivo agrícola, a drenagem realizada 
pelos produtores rurais torna-se fator imprescindível para o sucesso da cultura, 
já que garante o controle da salinidade e da qualidade e quantidade de água 
necessária para a terra se desenvolver. 
284 
8. CARACTERIZAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA DOS 
SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO 
Segundo a Lei nº 11.445/2007, definida como a Lei Nacional do Saneamento 
Básico, a sustentabilidade econômico-financeira é um dos princípios 
fundamentais da prestação dos serviços de saneamento básico. A fim de 
possibilitar melhora e efetividade na prestação desses serviços, é necessário 
conhecer aspectos da gestão econômico-financeira dos municípios e agências 
responsáveis pelo saneamento, com foco nos aspectos da cobrança, 
investimentos, receitas e despesas dos serviços. 
As informações compiladas no presente capítulo correspondem aos dados 
obtidos no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) para o
ano base mais recente, resultando em 2019, com indicadores relativos aos 
sistemas de água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana, a partir dos 
dados fornecidos pelos próprios municípios e prestadores de serviço. Também 
estão inclusas as informações fornecidas pela Prefeitura referentes aos 
possíveis investimentos em cada eixo, e as formas de financiamento disponíveis 
pelo Governo Federal para implantação de ações pertinentes. 
Ressalta-se que as informações computadas pelo SNIS são autodeclaradas, 
através da apresentação pelos próprios prestadores dos serviços de 
saneamento básico. Ademais, tal método implica em possíveis divergências de 
informações e até mesmo a ocorrência de falhas no preenchimento dos campos 
de dados dos questionários. 
Os principais objetivos do SNIS correspondem a: 
• Contribuição ao planejamento e execução de políticas públicas; 
• Orientação da aplicação de recursos; 
• Avaliação e conhecimento do setor saneamento; 
• Avaliação de desempenho dos serviços; 
• Aperfeiçoamento da gestão; 
• Orientação de atividades regulatórias e de fiscalização; e 
• Execução do exercício do controle social. 
285 
Importante destacar também que o SNIS possui defasagem de dois anos em 
relação aos dados divulgados. Dessa forma, o SNIS divulgado em 2021, caso 
do presente estudo, tem sua base de dados referentes ao ano de 2019, desse 
modo sendo chamado de SNIS 2019 
Ademais, seguindo os dados fornecidos pelas cidades ao SNIS, neste capítulo
foi possível aferir sobre os investimentos destinados a cada eixo pela 
administração municipal em R$. Entretanto, é válido lembrar que as vertentes 
correspondentes ao abastecimento de água e coleta de esgotos possuem base 
de dados mais consistentes e consolidados que àquelas provenientes aos eixos 
de drenagem urbana e manejo dos resíduos sólidos, considerando o período 
total de informações disponíveis e índices calculados. A título de especificação, 
enquanto os serviços relacionados à água e esgoto correspondem a 25 edições 
do SNIS, com início no ano de 1995, cerca de apenas 4 exemplares anuais são 
relativos à drenagem urbana e 18 referentes ao sistema de manejo dos resíduos
sólidos. 
Para o estado de São Paulo como um todo, onde pertence o município de 
Laranjal Paulista, foram observadas as porcentagens de atendimento aos 
quatros eixos que contemplam os serviços de saneamento básico, conforme 
apresenta a Tabela 8-1, em relação aos dados da Região Sudeste e do Brasil. 
Tabela 8-1 – Porcentagem da população total atendida com as vertentes dos 
serviços de saneamento para o ano de 2019 
Vertente do 
Saneamento
População 
Atendida (São 
Paulo)
Porcentagem 
Atendida (Região 
Sudeste) 
Porcentagem 
Atendida (Brasil) 
Abastecimento de 
Água 96,2% 91,1% 83,7% 
Coleta de Esgotos* 90,3% 79,5% 54,1% 
Manejo dos 
Resíduos Sólidos 97,8% 96,2% 92,1% 
Drenagem Urbana 84,7% 67,2% 54,3% 
*Com ou sem tratamento
Fonte: SNIS (2019). 
286 
8.1. Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário 
No presente contexto, a Tabela 8-2 representa os custos e a Tabela 8-3 as 
receitas atreladas aos serviços de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário de Laranjal Paulista. 
Tabela 8-2 – Custos do serviço de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário de Laranjal Paulista/SP 
Indicador Valor Unidade
FN010 - Despesa com pessoal próprio 3.511.716,90 R$/ano 
FN011 - Despesa com produtos químicos 1.149.087,26 R$/ano 
FN013 - Despesa com energia elétrica 2.617.573,34 R$/ano 
FN014 - Despesa com serviços de terceiros 2.074.158,77 R$/ano 
FN015 - Despesas de Exploração (DEX) 11.538.276,47 R$/ano 
FN016 - Despesas com juros e encargos do serviço da dívida 551.002,37 R$/ano 
FN017 - Despesas totais com os serviços (DTS) 13.610.495,55 R$/ano 
FN018 - Despesas capitalizáveis realizadas pelo prestador de 
serviços 480.936,49 R$/ano 
FN019 - Despesas com depreciação, amortização do ativo diferido 
e provisão para devedores duvidosos 1.344.632,26 R$/ano 
FN021 - Despesas fiscais ou tributárias computadas na DEX 711.844,64 R$/ano 
FN022 - Despesas fiscais ou tributárias não computadas na DEX -852.358,13 R$/ano 
FN023 - Investimento realizado em abastecimento de água pelo 
prestador de serviços 1.051.030,47 R$/ano 
FN024 - Investimento realizado em esgotamento sanitário pelo 
prestador de serviços 1.969.962,26 R$/ano 
FN026 - Quantidade total de empregados próprios 25 Empreg. 
FN027 - Outras despesas de exploração 1.473.895,56 R$/ano 
FN028 - Outras despesas com os serviços 1.028.942,58 R$/ano 
FN033 - Investimentos totais realizados pelo prestador de serviços 3.511.601,35 R$/ano 
FN034 - Despesas com amortizações do serviço da dívida 2.026.313,76 R$/ano 
FN035 - Despesas com juros e encargos do serviço da dívida, 
exceto variações monetária e cambial 531.233,55 R$/ano 
FN036 - Despesa com variações monetárias e cambiais das 
dívidas 19.768,82 R$/ano 
FN037 - Despesas totais com o serviço da dívida 2.577.316,13 R$/ano 
FN058 - Investimentos totais realizados pelo estado 0 R$/ano 
Fonte: SNIS (2019). 
287 
Tabela 8-3 – Receitas do serviço de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário de Laranjal Paulista/SP 
Indicador Valor Unidade
FN001 - Receita operacional direta total 10.613.103,72 R$/ano 
FN002 - Receita operacional direta de água 6.056.228,67 R$/ano 
FN003 - Receita operacional direta de esgoto 4.556.875,05 R$/ano 
FN004 - Receita operacional indireta 358.516,58 R$/ano 
FN005 - Receita operacional total (direta + indireta) 10.971.620,30 R$/ano 
FN006 - Arrecadação total 11.226.222,38 R$/ano 
FN008 - Créditos de contas a receber 357.690,92 R$/ano 
Fonte: SNIS (2019). 
Cabe ressaltar as despesas totais com os serviços de abastecimento de água e 
esgotamento sanitário (FN017) que gira em torno de 13.610.495,55 R$/ano. 
Além disso, quando se trata de investimento, os investimentos totais realizados 
pelo prestador de serviço (FN033) no ano da pesquisa indicou o valor de 
3.511.601,35 R$/ano e a arrecadação total (FN006) no valor de 11.226.222,38 
R$/ano. 
Em relação às receitas, a receita operacional direta total (FN001) apresenta o 
valor de 10.613.103,72 R$/ano e a receita diretamente com água (FN002), 
6.056.228,67, representando 57,06% do total. Já a receita diretamente com 
esgoto (FN003) apresenta o valor de 4.556.875,05, representando 42,94% do 
total. Esses valores, receitas direta de água e esgoto, somados à receita 
operacional indireta (FN004), bem como, às de água exportada (FN007) e de 
esgoto importado (FN038), que no município, no período foram iguais a zero, 
denota que o valor faturado, no ano de 2019, decorrente das atividades-fim da 
SABESP (FN005) chegou à 10.971.620,30 R$/ano (SNIS, 2019). 
Por fim, cabe destacar o índice de suficiência de caixa (IN101) dos serviços de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário, que demonstra a capacidade 
de caixa para pagamento das despesas correntes, correspondente ao valor de 
84,64% para Laranjal Paulista. Esta porcentagem está abaixo do valor 
encontrado para o Brasil, com média girando em torno de 118,3% (SNIS, 2019). 
288 
8.2. Resíduos Sólidos 
Segundo o Plano Plurianual (PPA) do município de Laranjal Paulista/SP, a 
Prefeitura possui planos de investimento acerca do sistema de manejo dos 
resíduos sólidos com investimentos aproximado de R$1.980.000,00 para 2021. 
Vale destacar que até o momento Laranjal Paulista/SP não é integrante de 
nenhum consórcio intermunicipal, fazendo parte apenas das ações e projetos 
implantados pela CERISO. 
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), um dos financiamentos 
possíveis adequados ao eixo de resíduos sólidos correspondem ao Fundo Clima 
e ao Programa <BNDES Finem - Desenvolvimento integrado dos municípios=. O 
primeiro corresponde a um fundo de natureza contábil, vinculado ao MMA, 
promovendo a liberação de recursos aos municípios para apoio a projetos ou 
estudos e financiamento de empreendimentos que tenham como objetivo a 
mitigação das mudanças climáticas. Já o segundo programa destina-se ao apoio 
em projetos sustentáveis, multissetoriais, e integrados, que estejam de acordo
com o planejamento municipal ou dos estados brasileiros. 
O município de Laranjal Paulista/SP não respondeu ao SNIS 3 2019 no eixo 
temático do manejo dos resíduos sólidos. Dessa forma, não foi possível realizar 
análise de seus indicadores pertinentes. 
8.3. Drenagem Urbana 
A análise dos dados e indicadores relacionados ao manejo dos resíduos sólidos 
do município Laranjal Paulista/SP foi analisada segundo a décima oitava edição 
do SNIS para esse eixo, referente ao ano de 2019. Ressalta-se que as 
informações aqui descritas foram fornecidas pela Prefeitura, titular do serviço, 
além de dados secundários de agências oficiais compilados pelo SNIS. 
A Tabela 8-4 expressa a descrição dos indicadores utilizados nos serviços 
drenagem urbana, incluindo seus dados correspondentes para o ano de 2019. 
289 
Tabela 8-4 – Indicadores do sistema de drenagem urbana para o município de 
Laranjal Paulista/SP 
Indicador Nomenclatura Descrição Informação 
IN005 
Taxa Média 
Praticada para os 
Serviços de 
Drenagem e Manejo 
das Águas Pluviais 
Urbanas 
Medir a taxa média anual de 
serviços de drenagem cobrada 
no município, dividida pelo total 
de edificações, incluindo os que 
são tributados e os que não são 
tributados. Fornece o valor da 
taxa média, caso todas as 
edificações pagassem a taxa de 
drenagem. 
Não foi informado 
IN006 
Receita Operacional 
Média do Serviço por 
Unidades Tributadas 
Medir a taxa média anual de 
serviços de drenagem cobrada, 
dividida somente pelas 
edificações tributadas. Fornece 
o valor da taxa média real, 
considerando somente as 
edificações oneradas pela taxa 
de drenagem. 
Não foi informado 
IN009 
Despesa Média 
Praticada para os 
Serviços de 
Drenagem e Manejo 
das Águas Pluviais 
Urbanas 
Medir a despesa média com os 
serviços de Drenagem e Manejo 
das Águas Pluviais Urbanas por 
edificação. 
R$8,72/unidades.ano 
IN010 
Participação da 
Despesa Total dos 
Serviços de 
Drenagem e Manejo 
das Águas Pluviais 
Urbanas na Despesa 
Total do Município 
Avaliar o nível de prioridade dos 
serviços de Drenagem e Manejo 
das Águas Pluviais Urbanas nos 
municípios quanto ao esforço 
financeiro realizado para a 
manutenção, melhorias e 
ampliação dos serviços. 
0,2 % 
IN048 
Despesa per capita 
com serviços de 
Drenagem e Manejo 
das Águas Pluviais 
Urbanas 
Medir a despesa média por 
habitante urbano com serviços 
de Drenagem e Manejo das 
Águas Pluviais Urbanas. 
R$3,92/habitante.ano 
IN049 
Investimento per 
capita em drenagem 
e Manejo de Águas 
Pluviais Urbanas 
Medir o investimento médio por 
habitante urbano com serviços 
de Drenagem e Manejo das 
Águas Pluviais Urbanas. 
R$0,00/habitante.ano 
IN053 
Desembolso de 
investimentos per 
capta 
- R$0,00/habitante.ano 
IN054 
Investimentos totais 
desembolsados em 
relação aos 
investimentos totais 
contratados 
- Não foi informado 
Fonte: SNIS (2019). 
Em média, os municípios brasileiros que responderam o SNIS 2019 apontaram 
investimento per capita dos serviços de drenagem urbana igual a R$ 
290 
25,55/hab.ano, enquanto a despesa per capita com tais serviços foi de R$ 
19,97/hab.ano. 
O município de Laranjal Paulista/SP, segundo informações da Prefeitura, possui
planos de investimento acerca do sistema de drenagem urbana descritos em seu 
Plano Diretor correspondente, voltados para o estudo do aumento da cobertura 
dos serviços de drenagem nas vias e logradouros, maior número de bairros 
mapeados para cômputo de possíveis áreas de risco, restauração e recuperação 
de sistemas de drenagem (córregos, pontes e travessias), desassoreamento e 
dragagem de cursos d9água, e proteção de nascentes. 
De acordo com o PDMU (2019), o orçamento estimado para a recuperação e 
expansão dos sistemas de drenagem urbana em Laranjal Paulista/SP giram em 
torno de R$7.156.809,11 e R$10.963.356,94 para cada uma das alternativas 
propostas no plano, respectivamente. Ademais, R$270.658,14 foram investidos 
pela Prefeitura em 2017 para o projeto de contenção da margem do Ribeirão 
Laranjal. 
291 
9. PRIMEIRA OFICINA PÚBLICA DO PMSB DE LARANJAL 
PAULISTA 
No decorrer da etapa de diagnóstico do Plano Municipal de Saneamento Básico 
de Laranjal Paulista, foi realizada, em 05 de agosto de 2021, às 14h00, a 1ª 
Oficina Pública do Diagnóstico Técnico Participativo do Plano Municipal de 
Saneamento Básico. A oficina foi realizada em formato remoto, através da 
plataforma Teams, da Microsoft. 
No que se refere aos serviços relacionados aos quatro eixos do saneamento 
básico, o objetivo da oficina foi realizar o levantamento de informações acerca 
da situação atual do município. Nessa etapa de elaboração do plano foi de 
extrema relevância a participação popular que, em conjunto, pode expor às 
equipes do Consórcio CM um panorama geral dos serviços de saneamento 
básico de Laranjal Paulista, relatando as dificuldades vivenciadas pelas 
comunidades e os seus impactos. Nesse formato técnico-participativo, através 
de comentários, perguntas e sugestões, a população pôde contribuir de forma 
efetiva para a elaboração dos conteúdos do diagnóstico. 
9.1. Divulgação do Evento 
Em virtude da pandemia da COVID-19 e suas recomendações de 
distanciamento social, as atividades de divulgação e comunicação da oficina 
ocorreram em formato virtual e telefônico, através do envio de e-mails, 
mensagens via aplicativo WhatsApp, publicações em sites e redes sociais, além 
de contato telefônico. 
Foram enviados convites virtuais para os endereços de e-mail dos 
representantes do Grupo Executivo Local (GEL) e outros contatos que 
participaram de reuniões anteriores realizadas no município de Laranjal Paulista. 
A Câmara Municipal de Vereadores e a Assessoria de Comunicação da 
Prefeitura foram convidadas a participar da oficina através de convites e release 
informativo enviados por e-mail e, também, contato telefônico via ligações e 
292 
mensagens de Whatsapp. Ambas as instituições foram comunicadas sobre a 
importância de divulgar o evento através das suas redes sociais. 
• Convite via aplicativo WhatsApp 
Durante todas as etapas de elaboração do Diagnóstico, foram feitos contatos 
com atores sociais importantes do município. Com isto, foi criado um mailing, 
que possibilitou a utilização do aplicativo WhatsApp como ferramenta de 
comunicação. Membros do GEL, vereadores, conselheiros e prestadores de 
serviços foram convidados para a 1ª Oficina Pública do Diagnóstico Técnico 
Participativo do Plano Municipal de Saneamento Básico através de mensagens 
(Figura 9-1), seguidas de envio do convite (Figura 9-2) e do link de acesso à 
oficina. 
Figura 9-1 - Mensagem encaminhada via aplicativo WhatsApp 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
293 
Figura 9-2 - Convite da 1ª Oficina Pública do PMSB de Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
• Divulgação em sites institucionais e redes sociais 
O convite com o link de acesso à 1ª Oficina Pública do Diagnóstico Técnico
Participativo do Plano Municipal de Saneamento Básico de Laranjal Paulista, via 
plataforma Microsoft Teams, foi divulgado através do site e redes sociais do 
Ceriso. A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Laranjal 
Paulista informou que a divulgação da oficina foi feita através de envio de e-mails 
e mensagens de WhatsApp às secretarias, instituições Municipais e atores 
sociais ligados ao saneamento básico e à saúde 
O convite para a oficina também foi encaminhado por e-mail a representantes do 
CBH-SMT, da SABESP, do Grupo Veolia e do Cidades Inteligentes, bem como 
demais atores-chave do município. 
9.2. Realização do Evento 
Em comum acordo com o GEL, a oficina aconteceu em formato virtual no dia 05 
de agosto, às 14h00, através da plataforma Microsoft Teams. 
A plataforma permitiu a inserção de várias telas e participantes, além de recursos 
como a abertura de microfone e câmera para que se obtivesse um maior 
294 
dinamismo ao longo do evento. Durante as apresentações, os participantes 
também foram convidados a realizar comentários, perguntas e contribuições 
através do chat. Os comentários apareciam na tela em tempo real durante a 
apresentação dos técnicos e foram discutidos pela equipe no decorrer da oficina. 
A oficina teve duração média de 1h45min e contou com a presença de cerca de 
9 (nove) participantes, dentre eles, integrantes da Prefeitura de Laranjal Paulista, 
da SABESP e da Câmara dos Vereadores. 
Na Figura 9-3 está apresentada a captura de tela da oficina do Diagnóstico
Técnico Participativo de Laranjal Paulista. 
Figura 9-3 – Captura de tela da 1ª Oficina Pública do PMSB de Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
Durante a oficina, os técnicos do Consórcio CM apresentaram as informações 
levantadas sobre a situação atual de cada um dos eixos do saneamento básico 
no município. Além disso, gestores e prestadores de serviços fizeram correções 
de alguns dados e acrescentaram informações sobre a realidade sanitária do 
município. 
Para o eixo de abastecimento de água foi apresentado que a maioria da 
população urbana é atendida pelo serviço, enquanto na zona rural quase 
nenhuma residência recebe atendimento. Nas áreas rurais não atendidas são 
adotadas por parte da população, soluções individuais como poços artesianos 
ou rasos para seu abastecimento. 
295 
Para o eixo de esgotamento sanitário foi mostrado que o índice de atendimento 
total é relativamente alto e que a população das áreas rurais dispersas é um dos 
grandes gargalos para a universalização dos serviços. O Secretário de Meio 
Ambiente, Vicente Di Santi, informou que existe um projeto estadual de
construção de fossas sépticas que está sendo articulado para o município. 
No eixo de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos foi informado que a 
Prefeitura é a responsável pela gestão e que realiza cobrança de uma taxa à 
população urbana para esse serviço. Vicente parabenizou a equipe pela 
apresentação e informou que além dos ecopontos mencionados na oficina há 
outro em funcionamento, cujos dados serão repassados posteriormente. 
Para o eixo de drenagem urbana e manejo das águas pluviais foi informado que 
a responsável pela gestão é a Prefeitura e o Departamento de Águas e Energia 
Elétrica (DAEE) e que não existe cobrança de taxa para manutenção destes 
serviços. Vicente Di Santi informou que existe um projeto para a Avenida Lázaro
Pires, uma das regiões com maiores complicações de drenagem. 
Por fim, a equipe técnica do Consórcio CM encerrou a oficina indicando quais os 
próximos eventos a serem realizados junto ao município, reforçando a 
importância da participação da sociedade em todas as etapas da revisão do 
Plano Municipal de Saneamento Básico para a identificação e busca de soluções 
compartilhadas para os problemas, fragilidades e potencialidades existentes nos 
serviços sanitários. Um formulário virtual foi disponibilizado para que a 
população realizasse contribuições para o Diagnóstico Técnico-Participativo. 
296 
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297 
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298 
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SABESP, 2020. 
RMOC. Divisão Controle Sanitário. Companhia de Saneamento Básico do 
Estado de São Paulo. Relatório de Ensaio n° RMOC 29954/19-0276-A 
Versão 00/ Relatório de Ensaio n° RMOC 29955/19-0276-A C-40608. 
Botucatu: SABESP, 2019. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. 
Organização SABESP. Botucatu: SABESP, 2021. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Laranjal 
Paulista Anexo I e Distrito Laras. Botucatu: SABESP, 2020. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. 
Cobertura Laranjal Paulista. Botucatu: SABESP, 2019. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. 
População e domicílios 2010 a 2050 - RM. Botucatu: SABESP, 2021. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Anexo 
I Laranjal Paulista e Distrito Laras – 2020 - Item 1, 2, 3 e 4 .. Botucatu: 
SABESP, 2020. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. 
Cobertura Laranjal Paulista. Botucatu: SABESP, 2019. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. ABNT 
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VON SPERLING, M. Princípio do Tratamento Biológico de Águas 
Residuárias – Lagoas de Estabilização (volume 3). 2 ed. Belo Horizonte: 
Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG, 1996.
304 
1 
2 
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE 
SANEAMENTO BÁSICO PARA O MUNICÍPIO DE 
LARANJAL PAULISTA 
PRODUTO 8 – RELATÓRIO FINAL 
TOMO II: ALTERNATIVAS 
INSTITUCIONAIS DA GESTÃO DOS 
SERVIÇOS 
3 
00 01/03/2024 Minuta de Entrega ECM MGPB/RVAD RVAD RDA/SM 
Revisão Data Descrição Breve Por Verif. Aprov. Autoriz. 
Elaboração da revisão dos planos de saneamento básico de 29 municípios da 
UGRHI 10
PRODUTO 8 – RELATÓRIO FINAL (RF) 
TOMO II: ALTERNATIVAS INSTITUCIONAIS DA GESTÃO DOS SERVIÇOS
Elaborado por: 
Equipe técnica Consórcio CM (ECM)
Supervisionado por: 
Raissa Vitareli Assunção Dias e Marina Guimarães Paes de 
Barros 
Aprovado por: 
Raissa Vitareli Assunção Dias 
Autorizado por: 
Rafael Decina Arantes e Sérgio Myssior 
Revisão Finalidade Data 
00 1 01/03/2024 
Legenda Finalidade: [1] Para Informação [2] Para Comentário [3] Para Aprovação 
Avenida do Contorno, 6.594 3 17º andar. 
Savassi. 
Belo Horizonte-MG. CEP 30110-044 
Tel (31) 3546-1950 
4 
Elaboração e Execução 
Consórcio Planos 27 Planos UGRHI10-CM 
Responsável Técnico pelo Consórcio 
Alceu Guérios Bittencourt 
Direção Técnica de Projeto 
Carlos Eduardo Gallego 
Coordenação Geral 
Rafael Decina Arantes 
Sérgio Myssior 
Coordenação Técnico Executiva 
Raissa Vitareli Assunção Dias 
Marina Guimarães Paes de Barros 
Equipe Técnica 
Alessandra Gava 
Ana Flávia Pinheiro Fioratto 
Antônio Eduardo Giansante 
Aline Oliveira Lima 
Bernardo Tadeu Assunção e Souza 
Christian Taschelmayer 
Cristane Riccitella 
Ellen Almeida da Cruz 
Eliete Tedeschi 
Emille Andrade 
Fernanda Fagundes Paes 
Isabela Piccolo Maciel 
João Paulo Porto Melasipo 
5 
José Maria Almeida Martins Dias 
Julianne Cosse de Azevedo 
Leandro Staut 
Luciana Crivelare Castro 
Luis Fernando de Morais Silva 
Márcia Ikezaki 
Monique Saliba 
Murilo Nogueira 
Nara Maria de Oliveira Dornela 
Raquel Corradi Sandero Viana 
Raquel de Oliveira de Carvalho 
Rodrigo de Arruda Camargo 
Rodrigo Pinheiro Pacheco 
Sabrina Kelly Araújo Pissinatti 
Suzana Jardim Jorge Neto 
Suzana Lodi 
Talita Domingues Vespa 
Thiago Igor Ferreira Metzker 
Willian Cantos Corrêa 
 
6 
APRESENTAÇÃO 
O CERISO representa um conjunto de municípios com interesse comum em 
promover, melhorar e controlar condições de saneamento e uso das águas da 
bacia hidrográfica do rio Sorocaba e Médio Tietê e respetivas sub-bacias. Posto 
isto, o CERISO investe, através do presente contrato, na revisão de Planos 
Municipais de Saneamento Básico (PMSB) de 29 municípios da Unidade de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) 10, visando: (i) a adequada 
prestação dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, 
limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e manejo das 
águas pluviais; (ii) universalização destes em todo o território municipal, incluindo
as áreas urbanas e rurais; (iii) a melhoria da qualidade ambiental de toda região. 
O Consórcio Planos 29 UGRHI- 10 CM (Consórcio CM), composto pelas 
empresas Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape) e 
Myr Projetos Estratégicos e Consultoria (Myr) venceu o processo licitatório 
realizado (Tomada de Preço nº 02/2020 Processo nº 03/2020), firmado o 
Contrato nº 03/2020, para a revisão dos PMSB dos municípios paulistas de 
Alambari, Anhembi, Bofete, Boituva, Capela do Alto, Cerquilho, Cesário Lange, 
Conchas, Ibiúna, Iperó, Itu, Jumirim, Laranjal Paulista, Mairinque, Pereiras, 
Piedade, Porangaba, Quadra, Salto de Pirapora, São Roque, Sarapuí, Sorocaba, 
Tatuí, Tietê, Torre de Pedra, Vargem Grande Paulista e Votorantim. Os 
municípios de Araçoiaba da Serra e Botucatu foram incluídos posteriormente no 
escopo deste contrato, por meio de Termo Aditivo. 
Especificamente no caso do presente serviço contratado, tem-se como intuito 
ajustar os mecanismos, articulados e integrados, de gestão pública da 
infraestrutura dos municípios da Bacia do Sorocaba e Médio Tietê <CBH-SMT=, 
em consonância com os conteúdos mínimos definidos na Lei Federal nº 
14.026/2020, Lei Federal nº 11.445/2007; Lei Federal nº 12.305/10; Resolução 
Recomendada nº 75 do Conselho das Cidades, Lei Estadual nº 12.037/2003, e 
demais legislações e planos nacionais, estaduais e municipais. 
7 
Nesse sentido, a revisão dos PMSB pelo Consórcio CM será desenvolvido 
conforme as especificações e os produtos indicados no Termo de Referência 
(Anexo II Edital de Tomada de Preços nº 02/2020), a saber: 
• Etapa I 3 Planejamento do processo de revisão dos PMSB (RP1) 
o Plano de Trabalho 3 Produto 1 
o Plano de Mobilização e Participação Social - Produto 2 
• Etapa II 3 Diagnóstico Técnico-Participativo 3 Produto 3 (RP2) 
• Etapa III 3 Prognóstico (RP3) e (RP4) 
o Prognóstico I: Alternativas institucionais da Gestão dos Serviços, 
Projeção das Demandas dos Serviços de Saneamento Básico 3
Produto 4 (RP3) 
o Prognóstico II: Programas, Projetos e Ações 3 Produto 5 (RP3) 
o Prognóstico III: Sistema de Informações de Saneamento Básico 3
Produto 6 (RP4) 
• Etapa IV 3 Versão Preliminar da Revisão dos PMSB e Consultas Públicas 
3 Produto 7 (RP5) 
• Etapa V – Aprovação da Revisão dos Planos Municipais de 
Saneamento Básico – Produto 8 (RF) 
O Produto 8 3 Relatório Final é composto por 3 (três) Tomos, e visa apresentar 
a estruturação geral e compilação do PMSB no que se refere à situação atual do 
saneamento básico no município e ao prognóstico acerca do planejamento dos 
serviços. Dessa forma, o presente Produto apresenta a consolidação dos 
Produtos 1, 2 e 3, considerando as contribuições advindas das Consultas e 
Audiências Públicas. 
No presente documento Tomo II: Alternativas Institucionais da Gestão dos 
Serviços é apresentada a análise das alternativas institucionais para o exercício 
das atividades de planejamento, prestação de serviços, regulação, fiscalização 
e controle social, definindo a criação ou reformulação de órgãos municipais 
existentes, tendo como uma das possibilidades plausíveis a cooperação 
regional, de modo a ganhar economia de escala. Dessa forma, serão propostas 
alternativas de gestão que viabilizem a autossustentação econômica e financeira 
dos serviços de saneamento básico no município de Laranjal Paulista. 
8 
SUMÁRIO 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO PANORAMA DO SANEAMENTO BÁSICO ... 18
1.1 A Política Nacional de Saneamento Básico (2007) ............................. 18
1.2 Atualização do Marco Legal do Saneamento Básico (2020) ............... 19
2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO PANORAMA DOS RECURSOS HÍDRICOS . 23
2.1 Sistema Integrado de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (SIGRH) 
do Estado de São Paulo ............................................................................... 27
2.2 Os Comitês Estaduais e suas Respectivas Áreas de Atuação ........... 28
2.3 Agência de Bacia Hidrográfica ............................................................ 29
3 ARRANJO INSTITUCIONAL DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO
 30
3.1 Situação da prestação dos serviços públicos de saneamento no 
município de Laranjal Paulista ...................................................................... 30
3.2 Alternativas para a gestão dos serviços de saneamento básico ......... 38
3.3 Regulação e fiscalização dos serviços ................................................ 45
3.4 Formas de financiamento dos serviços de saneamento ..................... 46
3.5 Outros mecanismos complementares ................................................. 48
3.5.1 Controle social e participação da sociedade ................................ 48
3.5.2 Efetivação da educação ambiental ............................................... 49
3.5.3 Mecanismos para divulgação do PMSB ....................................... 50
3.5.4 Procedimentos e mecanismos para compatibilização do PMSB 
com as políticas e planos nacional e estadual de recursos hídricos .......... 52
4 PROJEÇÃO POPULACIONAL .................................................................. 57
4.1 Contextualização conceitual ................................................................ 58
4.2 Análise populacional baseada nos dados dos censos 2000 e 2010 ... 59
4.3 Metodologia de projeção demográfica ................................................ 60
9 
4.4 Resultados da Projeção Demográfica ................................................. 63
5 AVALIAÇÃO DAS DEMANDAS E IDENTIFICAÇÃO DE CARÊNCIAS ..... 70
5.1 Abastecimento de Água ...................................................................... 71
5.1.1 Metodologia de cálculo, critério e parâmetros .............................. 75
5.1.2 Avaliação das Demandas ............................................................. 86
5.1.3 Identificação das Carências .......................................................... 95
5.2 Esgotamento Sanitário ........................................................................ 96
5.2.1 Metodologia de cálculo, critério e parâmetros .............................. 98
5.2.2 Avaliação das Demandas ........................................................... 106
5.2.3 Identificação das Carências ........................................................ 112
5.3 Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos .............................. 113
5.3.1 Metodologia de cálculo, critério e parâmetros ............................ 113
5.3.2 Avaliação de Demandas ............................................................. 123
5.3.3 Identificação das Carências ........................................................ 132
5.4 Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais ................................ 133
5.4.1 Metodologia de cálculo, critério e parâmetros ............................ 133
5.4.2 Avaliação das Demandas ........................................................... 141
5.4.3 Identificação das Carências ........................................................ 148
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................ 150
10 
LISTA DE TABELAS
Tabela 3-1 - Comparativo entre Autarquia x Departamento ............................. 45
Tabela 3-2 - Metas para saneamento básico 3 Macrorregião Sudeste ............ 52
Tabela 4-1 - Estimativa populacional de acordo com censos de 2000 e 2010 . 60
Tabela 4-2 - Taxa geométrica de crescimento anual, entre anos 2000 a 2010 60
Tabela 4-3 - Projeção da população residente para o município de Laranjal 
Paulista no período de 2022 a 2041 ................................................................. 64
Tabela 4-4 - População residente projetada para o município de Laranjal 
Paulista, por agrupamento de setores censitários ............................................ 66
Tabela 4-5 - Número e percentual de domicílios segundo condição, de acordo
censos de 2000 e 2010 .................................................................................... 67
Tabela 4-6 - Domicílios de acordo com condição e situação ........................... 67
Tabela 4-7 - População total, domicílios e média de pessoas por domicílio .... 67
Tabela 4-8 - População flutuante de acordo com agrupamento de setores 
censitários, segundo censo de 2010 ................................................................ 68
Tabela 4-9 - População flutuante projetada por agrupamento de setor censitário
 ......................................................................................................................... 68
Tabela 5-1 3 Propostas de soluções de abastecimento a serem implementadas
 ......................................................................................................................... 74
Tabela 5-2 - População de início e índice de atendimento ............................... 78
Tabela 5-3 - Capacidade de produção, tratamento e reservação de água em 
sistemas coletivos ............................................................................................ 79
Tabela 5-4 - Metas de atendimento por formas de abastecimento adequadas 80
Tabela 5-5 - População atual e índice de atendimento .................................... 84
Tabela 5-6 - Metas de atendimento por soluções individuais e ocorrência de 
canalização intradomiciliar em áreas rurais isoladas ....................................... 85
Tabela 5-7 - Demanda por sistema coletivo para a população urbana ............ 87
Tabela 5-8 - Saldo de produção, tratamento e reservação para a população 
urbana .............................................................................................................. 88
Tabela 5-9 - Demanda por sistema coletivo para a população rural isolada .... 90
Tabela 5-10 - Saldo de produção, tratamento e reservação para a população em 
rural isolada ...................................................................................................... 91
11 
Tabela 5-11 - Demanda por solução individual para a população rural isolada 92
Tabela 5-12 3 Forma de esgotamento sanitário a ser implementada de acordo 
com a localização e ordenamento do Plano Diretor ......................................... 98
Tabela 5-13 - População atual e índice de atendimento ................................ 101
Tabela 5-14 - Capacidade de coleta e tratamento instalada .......................... 102
Tabela 5-15 - Metas de atendimento progressivas para esgotamento sanitário
 ....................................................................................................................... 103
Tabela 5-16 - População atual e índice de atendimento ................................ 106
Tabela 5-17 - Demanda por solução coletiva adequada na área urbana ....... 108
Tabela 5-18 - Demanda por solução coletiva adequada na área rural isolada
 ....................................................................................................................... 109
Tabela 5-19 - Demanda por solução individual adequada na área rural isolada
 ....................................................................................................................... 111
Tabela 5-20 - Metas de atendimento progressivas para resíduos sólidos ..... 116
Tabela 5-21 3 Composição gravimétrica ........................................................ 121
Tabela 5-22 - Projeção da geração de RSU na área urbana ......................... 124
Tabela 5-23 - Projeção da geração de RSU na área rural isolada - coleta direta
 ....................................................................................................................... 125
Tabela 5-24 - Projeção da geração de RSU na área rural isolada - coleta indireta
 ....................................................................................................................... 126
Tabela 5-25 - Estimativa da capacidade total de coleta de resíduos ............. 127
Tabela 5-26 3 Estimativa de coleta de recicláveis .......................................... 129
Tabela 5-27 - Déficit de atendimento em DMAPU nas áreas urbanas ........... 142
 
12 
LISTA DE FIGURAS
Figura 2-1 - Classificação das UGRHIS do Estado de São Paulo.................... 26
Figura 2-2 - Divisão do estado de São Paulo UGRHI, com destaque para 
localização do município de Laranjal Paulista .................................................. 27
Figura 3-1 - Principais Formas de Prestação de Serviço Público ..................... 41
Figura 4-1 - Projeção da população residente para o município de Laranjal 
Paulista no período de 2010 a 2041 ................................................................. 65
Figura 5-1 3 Previsão de atendimento por soluções individuais e coletivas de 
abastecimento de água conforme ordenamento do zoneamento municipal .... 72
Figura 5-2 3 Estruturas do SAA de Laranjal Paulista na área urbana e rural ... 75
Figura 5-3 - Premissas para a distribuição das soluções individuais e coletivas 
de abastecimento de água ............................................................................... 76
Figura 5-4 - Demanda total e vazão de produção e tratamento existentes para 
coletivos ........................................................................................................... 93
Figura 5-5 - Reservação necessária e capacidade instalada para sistemas 
coletivos ........................................................................................................... 94
Figura 5-6 - Déficit por soluções individuais para o abastecimento de água .... 94
Figura 5-7 3 Previsão de atendimento por soluções individuais e coletivas de 
esgotamento sanitário conforme ordenamento do zoneamento municipal ...... 97
Figura 5-8 3 Estruturas do SES de Laranjal Paulista na área urbana e rural ... 99
Figura 5-9 - Premissas para a distribuição das soluções individuais e coletivas 
de esgotamento sanitário ............................................................................... 100
Figura 5-10 - Premissas para a distribuição das soluções individuais e coletivas 
de coleta de resíduos sólido urbanos para o município de Laranjal Paulista . 114
Figura 5-11- Premissas para definição de recicláveis a serem recuperados . 120
Figura 5-12 - Estimativa de RSU coletados e capacidade instalada pela coleta 
convencional .................................................................................................. 128
Figura 5-13- Estimativa de coleta de recicláveis e capacidade instalada da coleta 
seletiva ........................................................................................................... 130
Figura 5-14 - Geração estimada de RCC ....................................................... 131
Figura 5-15 - Geração estimada de RSS ....................................................... 132
13 
Figura 5-16 - Premissas para a distribuição das soluções individuais e coletivas 
de drenagem urbana e manejo de águas pluviais .......................................... 135
Figura 5-17 - Projeção para atendimento das metas de DMAPU nas áreas 
urbanas .......................................................................................................... 143
Figura 5-18 - Sub-bacias do município ........................................................... 144
Figura 5-19 - Classificação das Sub-bacias do município .............................. 145
Figura 5-20 - Demanda por soluções de manejo de águas pluviais no sistema 
viário interno da zona rural, exclusive aglomerado rural ................................ 147
Figura 5-21 - Projeção para atendimento das metas de DMAPU para os sistemas 
viários internos das áreas rurais ..................................................................... 148
14 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
ANA 3 Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico 
ARSESP 3 Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São 
Paulo 
CBH-SMT 3 Comitê de Bacia Hidrográfica Sorocaba e Médio Tietê 
CERISO 3 Consórcio de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento da Bacia 
dos Rios Sorocaba e Médio Tietê 
CETESB 3 Companhia Ambiental do Estado de São Paulo 
CISAB SMT 3 Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Bacia do 
Rio Sorocaba e Médio Tietê 
CONSÓRCIO CM 3 Consórcio Cobrape-Myr 
COMDEMA - Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente 
CONAMA 3 Conselho Nacional do Meio Ambiente 
DMAPU - Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas 
ETA 3 Estação de Tratamento de Água 
ETE 3 Estação de Tratamento de Esgoto 
FABH-SMT 3 Fundação Agência da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e 
Médio Tietê 
FEHIDRO 3 Fundo Nacional de Recursos Hídricos 
FUNASA 3 Fundação Nacional de Saúde 
IBGE 3 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
INEP 3 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira 
15 
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada 
PEA 3 População Economicamente Ativa 
PERH 3 Plano Estadual de Recursos Hídricos 
PLANSAB 3 Plano Nacional de Saneamento Básico 
PMSB 3 Plano Municipal de Saneamento Básico 
PNMA 3 Política Nacional de Meio Ambiente 
PNRH 3 Política Nacional de Recursos Hídricos 
PNSB 3 Política Nacional de Saneamento Básico 
PSBR 3 Programa Saneamento Brasil Rural 
RCC 3 Resíduos de construção civil e inertes 
RCE 3 Rede Coletora de Esgoto 
RDO 3 Resíduos Domiciliares 
RLU 3 Resíduos de limpeza urbana 
RSI 3 Resíduos industriais 
RSS 3 Resíduos de serviço de saúde 
RSU 3 Resíduos sólidos urbanos 
SAA 3 Sistema de abastecimento de água 
SABESP 3 Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 
SAC 3 Soluções Alternativas Coletivas 
SAI 3 Soluções Alternativas Individuais 
SES 3 Sistema de esgotamento sanitário 
16 
SIGRH 3 Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos 
SINGERH 3 Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos 
SNIS 3 Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento 
UGRHI 3 Unidades Hidrográficas de Gerenciamento de Recursos Hídricos 
 
17 
DADOS GERAIS DA CONTRATAÇÃO 
Contratante: Consórcio de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento da 
Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CERISO) 
Contrato: nº 03/2020
Processo: nº 03/2020 
Contratada: Consórcio Planos 27 UGRHI- 10 CM (Consórcio CM), composto 
pelas empresas Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos 
(Cobrape) e Myr Projetos Estratégicos e Consultoria (Myr)
Assinatura do Contrato em: 31 de julho de 2020 
Assinatura da Ordem de Serviço em: 13 de agosto de 2020 
Escopo: Revisão dos Planos de Saneamento Básico de 29 municípios da 
UGRHI 10
Valor global do contrato (após aditivo): R$ 2.108.909,01 (dois milhões, cento e 
oito mil, novecentos e nove reais e um centavo) 
Documentos de Referência: 
• Edital de Tomada de Preços nº 02/2020 
• Características gerais dos 27 municípios contemplados pela revisão dos 
seus respectivos Planos de Saneamento constantes no Edital de Tomada 
de Preços nº 02/2020 
• Propostas Técnica e Comercial do Consórcio Planos 27 UGRHI-10-CM 
 
18 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO PANORAMA DO SANEAMENTO 
BÁSICO 
1.1 A Política Nacional de Saneamento Básico (2007) 
A Política Nacional de Saneamento Básico (PNSB) se caracteriza como o 
principal marco regulatório do setor de saneamento básico no Brasil. Instituída 
pela Lei Federal n° 11.445, de 5 de janeiro de 2007, estabelece diretrizes e 
regras para a prestação e cobrança dos serviços de saneamento, abrangendo 
todo o território nacional. Em seu escopo, a Lei define saneamento básico como 
um conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais, 
necessários para o abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, 
limpeza urbana e manejo de resíduos e drenagem e manejo das águas pluviais. 
A PNSB é constituída de dez capítulos, que tratam: (i) Dos princípios 
fundamentais, (ii) Do exercício da titularidade, (iii) Da prestação regionalizada de 
serviços públicos de saneamento básico, (iv) Do planejamento, (v) Da regulação, 
(vi) Dos aspectos econômicos e sociais, (vii) Dos aspectos técnicos, (viii) Da 
participação de órgãos colegiados no controle social, (ix) Da política nacional de 
saneamento básico e, por último, (x) Disposições finais. Dentre os princípios 
fundamentais da Lei, devem ser destacados a universalização do acesso aos 
serviços de saneamento (inciso I); sua integralidade, ou seja, o conjunto de 
atividades e componentes relativas ao saneamento, suprindo a necessidade da 
população, maximizando a eficácia das ações, bem como seus resultados (inciso 
II); o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e o 
manejo de resíduos sólidos sejam executados buscando promover a saúde 
pública, a conservação dos recursos naturais e a proteção do ambiente (inciso
III); a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e 
processos decisórios institucionalizados (inciso IX) e o controle social (inciso X). 
Além disso, a Lei nº 11.445/2007 e sua mais recente atualização, a Lei Federal 
nº 14.026/2020, estabelece as competências quanto à coordenação e atuação 
dos agentes envolvidos no planejamento e na execução da PNSB, sendo 
obrigatória a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), 
abrangendo os quatro eixos do saneamento. 
19 
Nestes termos, passa a ser responsabilidade da União, a elaboração do Plano 
Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Ressalta-se que, anteriormente, 
esta competência era atribuída ao Ministério das Cidades e, atualmente, ao
Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Aprovado pelo Decreto n° 8.141 
de 20 de novembro de 2013, o PLANSAB busca realizar o planejamento do 
saneamento básico no país, de forma integrada, considerando quatro eixos de 
atuação e suas respectivas exigências, são eles: (i) abastecimento de água 
potável; (ii) esgotamento sanitário; (iii) limpeza urbana e manejo de resíduos 
sólidos; e (iv) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. O PLANSAB 
considera um horizonte de 20 anos, 2014-2033, devendo ser avaliado
anualmente e revisado a cada quatro anos, buscando coincidir com a vigência 
dos planos plurianuais. Ressalta-se que a última revisão do PLANSAB ocorreu 
no ano de 2019, apresentando, em síntese: 
• Objetivos e metas nacionais e regionalizadas, de curto, médio e longo 
prazos, para a universalização dos serviços de saneamento básico; 
• Diretrizes e orientações para equacionar os condicionantes de 
natureza político institucional, legal e jurídica, econômico-financeira, 
administrativa, cultural e tecnológica com impacto na consecução das 
metas e objetivos estabelecidos; 
• Proposição de programas, projetos e ações indispensáveis para 
alcançar objetivos e metas da PNSB, identificando fontes de 
financiamento; 
• Diretrizes para o planejamento das ações de saneamento básico em 
áreas de especial interesse turístico (AEIT); 
• Procedimentos para a avaliar sistematicamente a eficiência e a 
eficácia das ações executadas. 
1.2 Atualização do Marco Legal do Saneamento Básico (2020) 
Após mais de dois anos de discussão, em julho de 2020, foi aprovado o Novo 
Marco do Saneamento Básico no Brasil, através da Lei Federal nº 14.026/2020. 
O Novo Marco buscou atualizar a PNSB, realizando veto a determinados 
20 
dispositivos de alguns artigos. Em linhas gerais, o Novo Marco alterou outros 
sete dispositivos legais, a citar (VERDÉLIO, 2020): 
• Lei nº 9.984 de 17 de julho de 2000: institui a criação da Agência 
Nacional de Águas (ANA): no Novo Marco, a agência passa a ser 
denominada Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico 
(ANA), com competência para regulamentações de normas de 
referência dos serviços públicos de saneamento básico. As normas 
serão instituídas de forma progressiva e deverão promover a 
prestação adequada dos serviços, com atendimento pleno aos 
usuários, e assegurar a prestação concomitante dos serviços de 
abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Serão 
estabelecidos parâmetros para fiscalização do cumprimento das 
metas de cobertura e dos indicadores de qualidade e aos padrões de 
potabilidade da água, além de critérios limitadores de custos a serem 
pagos pelo usuário final. As normas a serem editadas deverão ainda 
estimular a livre concorrência, a competitividade, a eficiência e a 
sustentabilidade econômica dos responsáveis pela prestação dos 
serviços de saneamento, sendo tratados, dentre outros assuntos, 
sobre os padrões de qualidade e eficiência, regulação tarifária, 
redução progressiva e controle da perda de água e reúso dos 
efluentes sanitários tratados, em conformidade com as normas 
ambientais e de saúde pública. No âmbito da regulação tarifária, serão 
estabelecidos mecanismos de subsídios para as populações de baixa 
renda, visando a universalização dos serviços, e, quando couber, o 
compartilhamento dos ganhos de produtividade das empresas com os 
usuários. Caberá ainda à ANA declarar a situação crítica de escassez 
quantitativa ou qualitativa de recursos hídricos em rios de domínio da 
União e estabelecer e fiscalizar o cumprimento de regras de uso da 
água, a fim de assegurar os usos múltiplos durante a vigência da 
situação crítica de escassez; 
• Lei nº 10.768 de 19 de novembro de 2003: dispõe sobre o quadro 
de pessoal da ANA: o NMSB (Novo Marco Legal do Saneamento 
21 
Básico) altera as atribuições do cargo da ANA para especialista em 
recursos hídricos e saneamento básico; 
• Lei nº 11.107 de 6 de abril de 2005: dispõe sobre as normas gerais 
de contratação de consórcios públicos: a nova lei expande a aplicação
das normas gerais aos convênios de cooperação entre blocos de 
municípios; e proíbe a realização de contratos de programa para 
prestação de serviços públicos, tornando obrigatória a abertura de 
processo licitatório, onde poderão participar tanto prestadores 
públicos, quanto privados; 
• Lei Federal nº 11.445 de janeiro de 2007: dispõe sobre as diretrizes 
do Saneamento Básico no Brasil: estabelece a prestação de serviço 
de saneamento básico regionalizada, podendo ser estruturado por 
regiões metropolitanas, por unidades regionais, instituídas pelos 
estados ou por blocos de referência, constituídos por municípios 
limítrofes; promove a articulação com políticas públicas de 
desenvolvimento urbano e regional; determina que os contratos de 
prestação apresentem metas de expansão e de qualidade dos 
serviços, assim como as fontes de receitas alternativas e a repartição 
de riscos; e fomenta a destinação de recursos federais e assistência 
técnica para a organização e formação de blocos de prestação 
regionalizada; determina que os contratos de prestação em vigor 
poderão ser mantidos até o seu prazo final, desde que as empresas 
comprovem a capacidade econômico-financeira e se adequem às 
metas e aos objetivos de universalização do marco; estabelece que 
as empresas devem ampliar o fornecimento de água para 99% da 
população e da coleta e tratamento de esgoto para 90% da população,
até o final de 2033; cria o Comitê Interministerial de Saneamento 
Básico; estabelece a elaboração do novo Plano Nacional de 
Saneamento Básico; 
• Lei nº 12.305 de 2 de agosto de 2010: instituiu a Política Nacional de 
Resíduos Sólidos (PNRS): o NMSB estabelece que sejam realizadas 
revisões a cada dez anos dos Planos Municipais de Gestão Integrada 
22 
de Resíduos Sólidos (PMGIRS); e determina um prazo de 
encerramento dos lixões; 
• Lei nº 13.089 de 12 de janeiro de 2015: institui o Estatuto da 
Metrópole: o NMSB incorpora as regras do Estatuto da Metrópole nas 
unidades regionais de saneamento básico 
• Lei nº 13.529 de 4 de dezembro de 2017: dispõe da participação da 
União em fundos de projetos de concessões e parcerias público￾privadas: a partir da nova lei, a União poderá participar e destinar 
recursos para fundos de projetos de concessões e PPP com a 
finalidade exclusiva de atender serviços técnicos especializados. 
Uma das principais motivações da atualização da política nacional de 
saneamento básico se refere à necessidade de maiores investimentos no setor
de saneamento. Neste sentido, a Lei Federal nº 14.026/2020 estabelece
mecanismos para atrair capital privado para o setor e estímulo às concessões e 
parcerias público-privadas. 
 
23 
2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO PANORAMA DOS RECURSOS 
HÍDRICOS 
A Política Nacional de Saneamento Básico estabelece que esses serviços 
públicos devem ser pautados em vários princípios, dentre eles o da gestão
eficiente dos recursos hídricos. Assim, apresenta-se a seguir uma sucinta 
contextualização do panorama dos recursos hídricos em âmbito federal e 
estadual e sua relação com o Plano Municipal de Saneamento Básico de Laranjal 
Paulista. 
a) A Política Nacional de Recursos Hídricos 
A Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) foi instituída pela Lei Federal 
nº 9.433 de 08 de janeiro de 1997, a qual também criou o Sistema Nacional de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos, sendo que, dentre outros, um dos seus 
objetivos primordiais é o de assegurar à população a necessária disponibilidade 
de água, em padrões de qualidade adequados aos seus usos múltiplos (BRASIL, 
1997). 
A PNRH baseia-se em seis principais fundamentos dentre os quais destacam￾se: (i) a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo 
das águas; (ii) a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da 
Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGERH); e (iii) a gestão dos recursos 
hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, 
dos usuários e das comunidades. 
Um dos instrumentos da PNRH para atingir os objetivos propostos é o da 
cobrança pelo uso dos recursos hídricos, a partir da qual é possível obter 
recursos para o financiamento dos programas e intervenções contemplados nos 
planos de recursos hídricos (também um instrumento da PNRH). 
A Lei Federal nº. 9.433/1997 estabelece que os valores arrecadados com a 
cobrança pelo uso de recursos hídricos serão aplicados, prioritariamente, na 
bacia hidrográfica em que foram gerados e serão utilizados no financiamento de 
estudos, programas, projetos e obras, bem como no pagamento de despesas de 
24 
implantação e custeio administrativo dos órgãos e entidades integrantes do 
SINGERH (BRASIL, 1997). São órgãos integrantes desse sistema o Conselho 
Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), a Agência Nacional de Águas (ANA), os 
Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados (CERH) e do Distrito Federal, os 
órgãos dos poderes públicos federal, estaduais, do Distrito Federal e municipais 
3 cujas competências se relacionem com a gestão de recursos hídricos 3 os 
Comitês de Bacia Hidrográfica e as Agências de Água. 
b) A Política Estadual de Recursos Hídricos 
A Política Estadual de Recursos Hídricos para o estado de São Paulo foi 
instituída por meio da Lei Estadual nº 7.663 de 1991, que estabelece, além de 
normas para sua orientação, o Sistema Integrado de Gerenciamento de 
Recursos Hídricos. 
Em conformidade com a legislação mencionada a Política Estadual, portanto, 
atenderá aos seguintes princípios: (i) gerenciamento descentralizado, 
participativo e integrado, sem dissociação dos aspectos quantitativos e 
qualitativos e das fases meteórica, superficial e subterrânea do ciclo hidrológico; 
(ii) adoção da bacia hidrográfica como unidade físico-territorial de planejamento
e gerenciamento; (iii) reconhecimento do recurso hídrico como um bem público, 
de valor econômico, cuja utilização deve ser cobrada, observados os aspectos 
de quantidade, qualidade e as peculiaridades das bacias hidrográficas; (iv) rateio 
do custo das obras de aproveitamento múltiplo de interesse comum ou coletivo,
entre os beneficiados; (v) combate e prevenção das causas e dos efeitos 
adversos da poluição, das inundações, das estiagens, da erosão do solo e do 
assoreamento dos corpos d9água; (vi) compensação aos municípios afetados por 
áreas inundadas resultantes da implantação de reservatório e por restrições 
impostas pelas leis de proteção de recursos hídricos; e (vii) compatibilização do 
gerenciamento dos recursos hídricos com o desenvolvimento regional e com a
proteção do meio ambiente. 
Na Seção II, Art. 4° da referida Lei, estão dispostas as diretrizes que norteiam a 
Política, dentre as que se destacam estão: (i) utilização racional dos recursos 
hídricos, superficiais e subterrâneos, assegurado o uso prioritário para o 
abastecimento das populações; (ii) proteção das águas contra ações que 
25 
possam comprometer o seu uso atual e futuro; e (vi) desenvolvimento de 
programas permanentes de conservação e proteção das águas subterrâneas 
contra poluição e superexploração. 
Assim como na PNRH, a Política Estadual adota como um dos instrumentos para
se atingir os objetivos propostos, a implementação da cobrança pelo uso dos 
recursos hídricos. Para tanto, em concordância com a Seção III, Artigo 14, serão 
obedecidos os seguintes critérios: (i) cobrança pelo uso ou derivação, 
considerando a classe de uso preponderante em que for enquadrado o corpo de 
água onde se localiza o uso ou derivação, a disponibilidade hídrica local, o grau 
de regularização assegurado por obras hidráulicas, a vazão captada e seu 
regime de variação, o consumo efetivo e a finalidade a que se destina; e (ii)
cobrança pela diluição, transporte e assimilação de efluentes de sistemas de 
esgotos e de outros líquidos, de qualquer natureza, considerando a classe de 
uso em que for enquadrado o corpo d9água receptor, o grau de regularização 
assegurado por obras hidráulicas, a carga lançada e seu regime de variação, 
ponderando-se, dentre outros, os parâmetros orgânicos físico-químicos dos 
efluentes e a natureza da atividade responsável pelos mesmos. 
A Política Estadual discorrida anteriormente foi atualizada pela Lei Estadual n° 
16.337 de 2016, que dispõe sobre o Plano Estadual de Recursos Hídricos 
(PERH) e estabelece diretrizes e critérios gerais para sua elaboração, 
implementação e monitoramento. O atual PERH tem como horizonte de 
planejamento o quadriênio 2020-2023. No presente documento são realizadas 
análises integradas, levantando a situação de cada bacia hidrográfica existente 
e elaborado um prognóstico acerca da prestação dos serviços de saneamento 
básico para os próximos 20 anos (2022-2041), o qual embasará a proposição de 
plano de ação e de programa de investimentos. 
Ainda de acordo com a referida Lei, na Seção II, Artigo 4°, a divisão hidrográfica 
do estado de São Paulo compreende 22 (vinte e duas) unidades hidrográficas 
denominadas de Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI). 
Tal divisão teve como objetivo a descentralização da gestão dos recursos 
hídricos, assim como a promoção da integração da discussão institucional à 
26 
técnica, envolvendo tanto governo como a sociedade em geral. Na Figura 2-1 
estão apresentadas as unidades de gerenciamento mencionadas. 
Figura 2-1 - Classificação das UGRHIS do Estado de São Paulo 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
O município de Laranjal Paulista está totalmente inserido na UGRHI 10 (Figura 
2-2), e a referida unidade engloba 34 municípios, estando 16 situados na bacia 
do Médio Tietê e 18 na bacia do rio Sorocaba. Além destes, outros 20 municípios 
de outras unidades de gerenciamento possuem área na UGRHI 10. A UGRHI 10 
está situada na região centro-oeste do estado de São Paulo e é constituída pela 
bacia do rio Sorocaba e de outros corpos hídricos tributários do rio Tietê no 
trecho compreendido entre a barragem do Rasgão, à montante, e a barragem de 
27 
Barra Bonita, à jusante, excetuando-se as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e 
Jundiaí, afluentes do rio Tietê pela margem direita, que constituem a UGRHI 05
(FABH-SMT, 2016). A bacia recebe águas da UGRHI 06 (bacia do Alto Tietê) e 
tem à sua jusante a UGRHI 13 (bacia do Tietê/Jacaré). As UGRHI 14 e 17 (bacias
do Alto e Médio Paranapanema, respectivamente) fazem interface com a UGRHI
10, assim como a UGRHI 11 (bacia do Ribeira do Iguape/Litoral Sul). Todos os 
corpos d9água que compõem a UGRHI 10 são de domínio estadual (FABH-SMT, 
2016). 
Figura 2-2 - Divisão do estado de São Paulo UGRHI, com destaque para localização do 
município de Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
2.1 Sistema Integrado de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (SIGRH) 
do Estado de São Paulo 
Em consonância com a Lei de Águas Paulistas de n° 7.663/1991, o Sistema 
Integrado de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (SIGRH) do estado de São 
28 
Paulo possui os seguintes princípios: participação, descentralização e 
integração. Essa forma de administração visa fortalecer a sustentabilidade ao 
reconhecer o recurso hídrico como um bem público, cuja gestão deve assegurar
padrões de quantidade e qualidade satisfatórios aos cidadãos. 
A responsabilidade de coordenação e integração do SIGRH é direcionada à 3 
(três) órgãos: (i) Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH); (ii) Comitês de 
Bacias Hidrográficas (CBH); e (iii) Comitê Coordenador do Plano Estadual de 
Recursos Hídricos (CORHI), com o intuito de promover o envolvimento dos 
diferentes segmentos sociais no gerenciamento do PERH. 
Além disso, o SIGRH conta com o Fundo Estadual de Recursos Hídricos 
(FEHIDRO), regulamentado pelo Decreto Estadual nº 48.896/2004, que tem 
como objetivo dar suporte à Política Estadual de Recursos Hídricos, por meio de 
financiamento de programas e ações referentes aos recursos hídricos visando à 
melhoria e proteção dos corpos d9água e de suas bacias hidrográficas, como é 
o caso do presente contrato. Tais programas e ações devem estar vinculados 
diretamente às metas estabelecidas pelo plano de bacia hidrográfica e estar em 
consonância com o PERH. 
2.2 Os Comitês Estaduais e suas Respectivas Áreas de Atuação 
Os CBH, por sua vez, têm como área de atuação a totalidade de uma bacia 
hidrográfica, um grupo de bacias ou sub-bacias contíguas ou a sub-bacia de 
tributários do curso d9água principal. Os comitês podem ser de âmbito estadual 
ou federal, dependendo da bacia hidrográfica e de sua área de atuação, sendo 
que uma bacia hidrográfica é de domínio estadual quando toda sua extensão se 
localiza dentro de um único estado da federação, e é de domínio da União 
quando engloba mais de um estado da federação ou se localiza na fronteira com 
outro país. 
Os comitês de bacias hidrográficas em âmbito estadual são instâncias 
colegiadas ao SIGRH do estado de São Paulo e possuem funções consultivas e 
deliberativas, tendo como área de atuação a totalidade de uma bacia ou sub￾bacia hidrográfica tributária ao curso d9água principal e/ou grupo de bacias ou 
sub-bacias hidrográficas contíguas. 
29 
O estado de São Paulo possui em sua totalidade 21 CBH atuantes nas 22
UGRHI, são eles: Alto Paranapanema (CBH-ALPA); Rios Aguapeí e Peixe (CBH￾AP); Alto Tietê (CBH-AT); Baixo Pardo/Grande (CBH-BPG); Baixada Santista 
(CBH-BS); Baixo Tietê (CBH-BT); Litoral Norte (CBH-LN); Mogi-Guaçu (CBH￾MOGI); Médio Paranapanema (CBH-MP); Pardo (CBH-PARDO); Piracicaba, 
Capivari e Jundiaí (CBH-PCJ); Paranapanema (CBH-PP); Paraíba do Sul (CBH￾PS); Ribeira do Iguape e Litoral Sul (CBH-RB); São José dos Dourados (CBH￾SJD); Serra da Mantiqueira (CBH-SM); Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT); 
Sapucaí-Mirim/Grande (CBH-SMG); Tietê/Batalha (CBH-TB); Turvo/Grande 
(CBH-TG) e Tietê/Jacaré (CBH-TJ). Laranjal Paulista está inserido no CBH-SMT 
o qual foi formado em 02 de agosto de 1995 e atualmente é constituído por 34 
municípios, órgãos do estado de São Paulo e representantes da sociedade civil 
(SIGRH, 2021). 
2.3 Agência de Bacia Hidrográfica 
As Agências de Água integram o Sistema Nacional de Gerenciamento dos 
Recursos Hídricos, sendo que sua criação deve ser solicitada pelo CBH e 
autorizada pelo respectivo Conselho de Recursos Hídricos. A viabilidade 
financeira de uma Agência deve ser assegurada pela cobrança pelo uso de 
recursos hídricos em sua área de atuação (SIGRH, 2021). O estado de São 
Paulo compreende 3 (três) Agências de Bacia, são elas: (i) Agência das Bacias 
dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí; (ii) Fundação Agência da Bacia 
Hidrográfica do Alto Tietê FABHAT; (iii) Fundação Agência da Bacia Hidrográfica 
do Rio Sorocaba e Médio Tietê. 
No que se refere ao presente estudo, o braço executivo do CBH-SMT é a 
Fundação Agência da Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê (FABH-SMT) a qual 
foi implementada em janeiro de 2003, em concordância com a Lei Estadual n° 
10.020, de 1998. O objetivo da Agência é dar apoio técnico, administrativo e 
financeiro ao comitê, sendo responsável pelo gerenciamento dos recursos 
hídricos na bacia (FABH-SMT, 2021). 
30 
3 ARRANJO INSTITUCIONAL DOS SERVIÇOS DE 
SANEAMENTO BÁSICO 
Nesse capítulo serão abordadas as questões correlatas aos aspectos jurídicos￾institucionais e econômico-financeiros referente aos serviços de saneamento 
prestados no município, resgatando as condições e carências identificadas na 
atual operação dos quatro eixos as quais foram apresentadas na fase de 
Diagnóstico e irão servir como fomento para a criação de novos programas e
ações objetivando melhoria na prestação, regulação e fiscalização dos serviços, 
bem como tornar efetivo o controle social para estruturação de um programa 
permanente de educação sanitária e ambiental e para promoção de capacitação 
profissional em saneamento. 
3.1 Situação da prestação dos serviços públicos de saneamento no 
município de Laranjal Paulista 
Como mencionado anteriormente, nos itens seguintes estão abordados alguns 
pontos principais sobre a caracterização dos serviços de saneamento básico 
prestados no município, bem como as deficiências identificadas que carecem de 
melhorias. 
a) Abastecimento de água 
A prestação dos serviços de abastecimento de água (AA) do município de 
Laranjal Paulista é realizada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado 
de São Paulo (SABESP), sob contrato n° 295/97, com início em 28 de agosto de 
1997 e prazo de vigência de 25 anos. A renovação desse contrato, que se 
encerra em 28 de agosto de 2022, poderá ser firmada mediante prévia licitação, 
como estabelecido na Lei Federal nº 14.026/2020. 
Conforme apresentado pelo SNIS (2021), relativo ao ano de 2020, 100% dos 
habitantes residentes na área urbana de Laranjal Paulista são atendidos por 
sistema público de abastecimento de água. Conforme apresentado no 
Diagnóstico (Tomo I), atualmente o SAA atende 94,5% da população residente 
em sua área de abrangência. 
31 
Destaca-se que de acordo com o Diagnóstico (Tomo I), o Sistema de 
Abastecimento de Água (SAA) contempla 99,1% da área urbana (9.525 dos 
9.613 domicílios urbanos são atendidos) e aproximadamente 120 domicílios dos 
1.647 domicílios rurais, representando 7,3% da zona rural, perfazendo uma taxa 
de atendimento total por rede geral em Laranjal Paulista de 85,7% (SABESP, 
2019). Contudo, ressalta-se que a área considerada pela Companhia como rural, 
não corresponde exatamente ao setor censitário 8, rural isolado, apresentado 
neste plano. 
Já os habitantes da zona rural não atendidos pelo SAA, adotam Soluções 
Alternativas Coletivas (SAC) ou Soluções Alternativas Individuais (SAI). Uma 
vez que a água proveniente dessas fontes não possui garantia de tratamento 
antes da sua distribuição para a população, a qualidade da água pode estar 
comprometida ocasionado agravos saúde da população que a consome. 
 De acordo com o Censo (2010), 4,9% da população residente na área rural é 
abastecida por rede geral, 86,7% é abastecida por poço ou nascente e os demais 
recebem água por formas de abastecimento precárias ou não possuem acesso 
à água potável (8,4%). 
De maneira geral, o SAA de Laranjal Paulista opera adequadamente uma vez 
que: (i) a rede geral de água atende 94,5% da área de abrangência (ii) a 
qualidade da água tratada na estação de tratamento de água (ETA) encontra-se 
em conformidade com a Portaria MS/GM nº 888/2021; (iii) os serviços são 
prestados de forma contínua; iv) é realizada a cobrança pelos serviços, com 
instituição da tarifa social e mínima. 
Observou-se ainda no município à adoção de boas práticas de monitoramento e 
controle operacional do SAA por parte da concessionária fundamentais para a 
redução das perdas de água, físicas ou reais, e da continuidade da prestação 
dos serviços, sendo citado o: (i) gerenciamento de pressões a partir da execução 
de obras de setorização dos sistemas de distribuição de água, incluindo a 
instalação de válvulas redutoras de pressão em áreas específicas com pressões 
elevadas, para reduzir e estabilizar as pressões de modo a reduzir a quantidade 
de novos vazamentos e a vazão dos vazamentos existentes; (ii) varreduras para 
32 
localização de vazamentos não visíveis; (iii) reparo dos vazamentos visíveis e 
não visíveis em redes e ramais; (iv) renovação da infraestrutura com a 
substituição de redes e ramais antigos e deteriorados; (v) execução de obras de 
adequação dos setores de abastecimento, com melhoria dos níveis de pressão 
nas redes e a redução do tamanho das áreas de controle, de modo a otimizar 
sua operação e manutenção. Já para o combate às perdas não físicas ou 
aparentes, são adotadas as seguintes ações: (i) substituição de hidrômetros de 
modo a se obter a medição precisa dos volumes entregues aos clientes; (ii) 
combate a irregularidades, bem como, em seu Plano de Melhorias, prevê ações 
como: (iii) pesquisas de vazamento não visíveis antecipando eventos de reparos 
em redes/ramais de água; (iv) rotinas de troca de ramais - reposição de ativos. 
Entretanto, constata-se o consumo médio de água per capita de 170, 3 L/hab/dia 
de acordo com o SNIS (2021), valor 3,3% inferior à média de consumo per capita
para o estado de São Paulo (176,20 L/hab.dia) e 11,3% superior à média 
nacional (153,06 L/hab.dia). Maiores índices de consumo médio de água per 
capita de água implicam em maior pressão sobre os mananciais 3 aumentando 
os conflitos pelo uso dos recursos hídricos e reduzindo à disponibilidade de água 
nos mananciais 3 e gastos energéticos, além do aumento do custo de 
manutenção, redução da durabilidade das infraestruturas físicas, em especial as 
tubulações, e insumos para o tratamento da água. Dessa forma, é fundamental 
que a concessionária aprimore os programas de educação ambiental para 
conscientização da população quanto à racionalização do uso da água. 
Com relação à regularização ambiental dos serviços de AA, todas as captações 
possuem outorga junto ao Departamento de Águas e Energia Elétrica 3 DAEE. 
No que se refere à ETA Sede, a estação encontra-se devidamente licenciada e 
a capacidade nominal de tratamento instalada está em conformidade com os 
volumes de água operados. Além disso, de acordo com a SABESP (2020), ainda 
não ocorreu a retirada de lodo do tratamento. A ETA Laras foi desativada e 
atualmente ocorre o tratamento de água simplificado no local. 
b) Esgotamento sanitário 
33 
A prestação dos serviços de esgotamento sanitário do município de Laranjal 
Paulista também está sob responsabilidade da Companhia de Saneamento 
Básico do Estado de São Paulo (SABESP) por meio do contrato n° 295/97 com 
validade de 25 anos. 
De acordo com os dados do SNIS (2021), referente ao ano de 2020, o índice de 
atendimento por coleta e tratamento de esgoto na zona urbana é de 98,6%. Além 
disso, conforme dados atualizados da companhia responsável, o índice de 
cobertura por rede coletora de esgoto, em dezembro/21, é de 99,7%, 
considerando os domicílios com disponibilidade de rede pública de esgoto, 
seguindo as regras pactuadas no contrato de programa (SABESP, 2023). 
Ressalta-se que, de acordo com o Diagnóstico (Tomo I), 9.481 do total de 9.613 
domicílios urbanos (98,6%) e 76 domicílios dos 1.647 dos domicílios rurais 
(4,5%) são atendidos por esgotamento sanitário, representando um total de 
84,9% de residências atendidas pelo SES no município (SABESP, 2019). 
Vale ressaltar que os munícipes não contemplados por sistemas coletivos 
utilizam formas alternativas de soluções individuais, que predominantemente em
Laranjal Paulista são as fossas sépticas, representando 4,9% e 75,8% para as 
áreas urbanas e rurais, respectivamente. Em relação as fossas rudimentares, 
4,7% e 14,3% da população urbana e rural, nessa ordem, utilizam essa solução, 
de acordo com dados do Censo de 2010 do IBGE. Observa-se que na área rural 
não atendida por solução coletiva, há a predominância de alternativas 
adequadas para tratar o esgoto doméstico gerado. 
c) Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos 
Em relação ao eixo de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, a gestão 
dos serviços deve estar em consonância com premissas e princípios dispostos 
nas leis em âmbito federal, estadual e municipal, além de considerar a existência 
do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), quando 
houver. Considerando a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), visitada pela 
equipe técnica do Consórcio CM no ano 2021, não são todos municípios que 
possuem PMGIRS. O município possui um Plano Municipal de Gestão Integrada 
34 
de Resíduos Sólidos (PMGIRS), elaborado no ano de 2014 e até o momento não 
está inserido em nenhum Consórcio voltado para a gestão de resíduos sólidos. 
Atualmente, em Laranjal Paulista as secretarias e departamentos que regulam 
as operações do sistema de manejo dos resíduos sólidos correspondem a 
Secretaria de Serviços, que coordena as etapas de coleta e transporte dos 
resíduos domiciliares, e a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente 
encarregada dos ecopontos, resíduos de limpeza urbana e pontos de entrega 
voluntária. 
Segundo informações da Prefeitura, a coleta convencional e o transporte dos 
resíduos sólidos domiciliares 3 RDO (resíduos originários dos domicílios rurais e 
urbanos, de estabelecimentos públicos, institucionais, de prestação de serviços 
e comerciais) são de responsabilidade da empresa SANEPAV 3 Saneamento 
Ambiental LTDA (Contrato nº 003/2018). A estação de transbordo e o aterro 
sanitário (CTR Cesário Lange) para os quais são encaminhados esses resíduos, 
são operados pela empresa PROPOSTA 3 Engenharia Ambiental LTDA. 
Ressalta-se, de acordo com o Diagnóstico, existe um projeto de implementação 
de uma Unidade de Compostagem de resíduos de poda e capina, juntamente 
com um viveiro, através da verba do Fundo Estadual de Recursos Hídricos 
(FEHIDRO), viabilizando o uso do composto como adubo. 
Em relação aos resíduos de limpeza urbana (RLU), a coleta é de realizada pela 
prefeitura por meio de caminhões do tipo carroceria e basculante e a disposição 
final é realizada no aterro sanitário supracitado. Para os serviços de varrição são 
alocados cerca de 28 funcionários da prefeitura. 
De acordo com informações do Diagnóstico (Tomo I) a coleta é realizada com 
frequência de segunda à sábado atendendo 100% da população urbana e 50% 
dos bairros da zona rural, por meio de 2 caminhões compactadores com 
capacidade de 8,5 toneladas e 5 funcionários por caminhão. 
Destaca-se a existência de locais com disposição irregular dos RDO (e demais 
tipos de resíduos misturados) em pontos do bairro Vila Zalla, nas ruas São 
Salvador, Lázaro Pires e Av. São Paulo. Além disso, há um lixão desativado no 
município que apresenta cercamento e equipamentos para monitoramento. 
35 
A população total atendida pela coleta de resíduos em Laranjal Paulista é de 
cerca de 93,0% e a população urbana atendida é de 100,0% de acordo com o 
SNIS (2021). Para as áreas rurais do município, 13,3% dos habitantes são 
atendidos com coleta direta (porta a porta) e a maior parte da população 
residente nesta área é atendida por coleta indireta, representando 58,0%, de 
acordo com dados do Censo de 2010 do IBGE. 
O município de Laranjal Paulista tem implantada a coleta seletiva realizada pela 
Cooperativa de Reciclagem de Laranjal (COREL) com o apoio da Prefeitura na
oferta de terrenos, fornecimento de equipamentos e financiamento de despesas. 
Os recicláveis são coletados de segunda à sexta pela SANEPAV por meio de
um caminhão com capacidade de 15 m³ e, posteriormente, são encaminhados 
para a cooperativa que atualmente possui 12 cooperados. 
Além disso, sob administração da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente,
existem na cidade os pontos de entrega voluntária (PEVs) que viabilizam o 
descarte adequado de resíduos de logística reversa (pneus, pilhas, lâmpadas e 
eletrônicos) e os ecopontos que são caçambas dispostas em locais escolhidos 
pela Secretaria, para o recebimento de RLU e até um metro cúbico de RCC 
(resíduos de construção civil). A entrega nos ecopontos é voluntária e muitas 
vezes os munícipes não respeitam o limite de 1 m³ e acabam depositando grande 
volume de resíduos. A destinação final dos RCC não foi informada. 
No que se refere aos resíduos de estabelecimentos de serviço de saúde (RSS), 
a coleta e tratamento é realizada pela empresa AMPLITEC 3 Gestão Ambiental. 
Diante do cenário exposto, observa-se que a prefeitura é atuante e engajada no 
manejo de seus resíduos, contudo, destaca-se a necessidade de 
conscientização da população a respeito dos volumes de RCC, fazendo a 
diferenciação de pequeno e grande gerador com o intuito de não sobrecarregar 
os ecopontos e possibilitar a separação e correta destinação desses resíduos.
Além disso, sobre as áreas dispersas, nota-se a presença de disposições 
irregulares de resíduos, evidenciando a necessidade de atenção por parte do 
poder público. 
d) Drenagem urbana e manejo de águas pluviais 
36 
A delegação da prestação dos serviços de drenagem urbana possui algumas 
especificidades quando comparada aos demais eixos do saneamento, sendo o 
principal fator limitante a obtenção de fontes de investimento e custeio, uma vez 
que a aplicação de tarifas para esse fim é uma tarefa difícil. No município de
Laranjal Paulista a Secretaria Municipal de Obras é responsável pela gestão dos 
serviços de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. 
Verificou-se que em 2019 foi concluído o Plano Diretor de Macrodrenagem 
Urbana (PDMU), referente à <Elaboração de Planos Diretores Municipais de 
Macrodrenagem Urbana na Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê=, 
caracterizado como o principal instrumento norteador do planejamento urbano 
de uma cidade. Ademais, de acordo com o SNIS (2021), o município não possui 
cadastro técnico de obras lineares e projeto executivo das unidades 
operacionais. 
O sistema de drenagem constitui em exclusivo, ou seja, somente para este fim.
A título de comparação, em âmbito nacional 45,3% dos municípios possuem 
sistemas de águas pluviais exclusivos para drenagem, 12,0% possuem sistema 
unitário e 21,3% possuem sistema combinado (SNIS, 2021). 
Ao todo, existem 1.350,0 km de vias públicas urbanas no município e, desse 
total, 300,0 km possuem pavimento e meio-fio (ou semelhante) (SNIS, 2021). No 
que tange ao sistema de microdrenagem, segundo o SNIS (2021), existem 2.000 
bocas de lobo, 500 bocas de lobo múltiplas e 3.000 poços de visita no município. 
Ainda, o município de Laranjal Paulista possui 200,0 km de vias públicas urbanas 
com redes ou canais de águas pluviais subterrâneos. 
O sistema de macrodrenagem de Laranjal Paulista é definido pela presença de 
cursos d9água principais, os quais correspondem aos rios Laranjal e Sorocaba. 
Os cursos d9água naturais perenes que cortam o município possuem 5.000 km 
de extensão, sendo 3.000 km canalizados abertos e 2.000 km canalizados 
fechados. Ademais, na cidade não existe parque linear e reservatórios de 
armazenamento (SNIS, 2021). 
Não foram identificados tratamentos para águas pluviais coletadas pelo sistema, 
o que corrobora com os dados apresentados pela maioria dos municípios 
37 
brasileiros, visto que apenas 4,1% contam com algum tipo de tratamento das 
águas pluviais (SNIS,2021). Ressalta-se que esta solução é adotada para mitigar
os impactos da poluição de esgotos e de origem difusa como resíduos sólidos 
urbanos, da circulação de automóveis, dejetos de animais, erosão da 
pavimentação asfáltica e restos de vegetação. 
O município declarou que existem 200 domicílios urbanos em situação de risco
de inundação e que há mapeamento parcial das áreas de risco. Durante a visita 
técnica à Laranjal Paulista, foram verificadas algumas áreas que sofrem com 
alagamentos e inundações1
. No entanto, não foram registradas ocorrências de 
alagamentos, inundações ou enxurradas no Sistema Integrado de Informações 
sobre Desastres (S2ID), nos últimos 5 anos. 
Vale salientar que investimentos para ampliação e melhoria do sistema de 
drenagem urbana e manejo de águas pluviais estão sendo aplicados. A
elaboração do PDMU (2019), propõe intervenções a fim de mitigar problemas 
estruturais de pontes e travessias, processos erosivos e de assoreamento, 
descarte inadequado de resíduos sólidos às margens dos rios e córregos, e 
riscos de inundação devido a ineficiência do sistema. 
O município de Laranjal Paulista possui uma pequena parte da população 
residindo em áreas rurais (9,2% do total), sendo a maior parte da população 
residente em área urbana. 
No que se refere ao manejo de águas pluviais nas áreas rurais, além da 
possibilidade de aproveitamento nos domicílios como possível fonte para o 
abastecimento, as ações devem ser voltadas ao controle de empoçamentos, 
inundações e erosões no solo, especialmente no entorno dos domicílios, 
estradas e vias de acesso e áreas públicas coletivas. 
Devido às particularidades das áreas rurais, especialmente por sua dispersão 
geográfica, é necessário que sejam implementadas soluções técnicas individuais 
de drenagem e manejo de águas pluviais nos entornos dos domicílios, como as 
técnicas infiltrantes e reservatórios de chuva, e sua escolha levam em 
1
 O detalhamento dos pontos crÌticos de alagamentos e inundaÁıes est„o apresentados no DiagnÛstico 
(Tomo I). 
38 
consideração a declividade da área, a permeabilidade do solo e a profundidade 
do lençol freático. 
De forma geral, os recursos para drenagem urbana provêm do orçamento 
municipal. No caso dos recursos da cobrança, as principais formas de 
financiamento da drenagem urbana são tarifas atreladas ao abastecimento de 
água; impostos municipais; taxa relacionada com o escoamento superficial 
gerado e taxa proporcional à área coberta dos imóveis (GOMES, 2005). 
É importante salientar que um modelo de gestão para os serviços de drenagem
urbana deve considerar a integração e a coerência com as diversas políticas 
urbanas (desenvolvimento urbano, uso do solo, habitação, viário e transportes, 
habitação etc.) e com as diferentes esferas territoriais (bacias elementares 
urbanas, escala municipal, escala metropolitana, bacia hidrográfica, entre 
outras), além da integração com a concessionária dos serviços de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário. 
3.2 Alternativas para a gestão dos serviços de saneamento básico 
A escolha do modelo de gestão adequado à realidade local é o primeiro passo 
para organizar os serviços de saneamento básico de um município, sobretudo 
por meio da designação de uma entidade destinada a coordenar as atividades 
relacionadas à administração, operação, manutenção e expansão dos serviços, 
de tal forma que a prestação destes seja executada adequadamente, atendendo 
aos requisitos legais e às demandas da população. 
Neste sentido, é importante destacar que de acordo com o Novo Marco Legal do 
Saneamento, instituído pela Lei Federal nº 14.026/2020, é vedada a assinatura 
de novos contratos de programas para a prestação dos serviços públicos de 
saneamento básico por entidade que não integre a administração do titular. A 
referida lei ainda estabelece que os atuais contratos de programa existentes
permanecerão em vigor até o advento do seu termo contratual, desde que as 
metas de universalização que garantam o atendimento de 99% da população 
com água potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgotos 
até 31 de dezembro de 2033, assim como metas quantitativas de não 
intermitência do abastecimento, de redução de perdas e de melhoria dos
39 
processos de tratamento, tenham sido incluídas até 31 de março de 2022. Os 
contratos de programa não revisados até a referida data poderão ser anulados. 
No caso de Laranjal Paulista, o contrato com a SABESP está vencido e o
aditamento do contrato não foi realizado. Desse modo, a situação do município 
está indefinida. 
Outro ponto importante que deve ser considerado com o Novo Marco Legal do 
Saneamento Básico é o estabelecimento de regionalização dos estados em
blocos de municípios com a finalidade de viabilizar a universalização dos 
serviços e promover a sustentabilidade financeira. Referente a este item, para
os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, o NMSB tem 
como meta que 99% da população brasileira tenha acesso a formas adequadas 
de abastecimento de água e 90% a coleta e tratamento de esgoto. 
O estado de São Paulo passou, portanto, a possuir 4 blocos de municípios, 
denominados Unidades Regionais de Água e Esgoto (URAE) a partir de 5 de
julho de 2021, quando foi sancionada a Lei Estadual nº 17.383, prevendo a 
qualificação na prestação dos serviços de saneamento a partir dos blocos de 
municípios e contratos de concessão com prestadores de serviços públicos e
privados (ALESP, 2021). 
A regionalização do deu origem a 4 URAE em São Paulo, a saber: Sudeste, que 
engloba os 370 municípios que têm contrato com a SABESP; Centro, com 98
municípios; Leste, com 35 municípios; e Norte, com 142 municípios. Notou-se, 
entretanto, que a proposta só foi aceita e teve adesão no bloco de municípios 
atendidos pela SABESP, possuindo 367 adesões dos 370 municípios (não 
aderiram Quintana, Laranjal Paulista e Igarapava). Já dos demais 275 
municípios pertencentes aos outros blocos, somente 9 aderiram à proposta 
sendo 3 da URAE Centro (Bofete, Ipeúna e Rafard), 3 da URAE Leste 
(Campinas, Cunha e Piquete) e 3 da URAE Norte (Barrinha, Caconde e Urupês). 
Devido à baixa adesão dos municípios pertencentes às URAE Centro, Norte e 
Leste, discute-se atualmente uma remodelagem da proposta, considerando a 
possibilidade da criação de blocos menores. O município de Laranjal Paulista faz
parte da URAE Sudeste e não aderiu à regionalização proposta pela Lei Estadual 
nº 17.383 de 05 de julho de 2021. 
40 
Para o eixo de resíduos sólidos, o novo marco alterou a redação do artigo 54 da 
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecendo prazo até 
31/12/2020 para implantação de disposição final ambientalmente adequada dos 
rejeitos, com exceção de municípios que até essa data tenham elaborado 
PMGIRS ou plano intermunicipal de resíduos sólidos para os quais o limite é até 
agosto de 2024, com base em critérios de porte e de localização. De acordo com 
a Associação Brasileira de Empresas de Resíduos e Efluentes (ABETRE), 
existem atualmente 357 Aterros Sanitários licenciados no estado de São Paulo 
e a associação sugere que, para universalização à coleta e disposição final 
adequada de resíduos, haveria necessidade da implantação de mais 15 aterros 
no estado, conforme informações apresentadas em seu atlas (ABETRE, 2022). 
A referida Lei define ainda, em seu artigo 3º, os serviços de drenagem e manejo 
das águas pluviais urbanas: constituídos pelas atividades, infraestrutura e 
instalações operacionais, tratamento e disposição final das águas pluviais 
drenadas, no entanto, a referida Lei não aponta metas especificamente sobre os
serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais, o que dificulta a 
aplicação desse conceito de forma prática. 
Para a maioria dos municípios integrantes de regiões metropolitanas a 
responsabilidade de prestação dos serviços geralmente é de um prestador 
regional. Para outros municípios, de maneira geral, a responsabilidade fica a 
cargo de uma empresa de direito público, autarquias, ou departamentos 
instituídos pelo poder municipal, ou até mesmo por meio de concessão à uma 
concessionária privada. Neste sentido, é importante destacar que de acordo com 
o Novo Marco Legal do Saneamento, instituído pela Lei Federal nº 14.026/2020, 
ficam extintos os contratos de programas, devendo os contratos vigentes serem 
revistos com a inclusão de metas de atendimento e as novas concessões serem 
realizadas por meio de processo licitatório. Na Figura 3-1 é apresentado um 
organograma com as principais formas de prestação de serviço público. 
41 
Figura 3-1 - Principais Formas de Prestação de Serviço Público 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
Dentre as principais alternativas para a gestão dos serviços de saneamento 
básico destacam-se: Concessão Comum; Parceria Público-Privada; Consórcios 
Públicos, Autarquias e Departamentos de Secretarias Municipais. 
a) Concessões Comuns 
Em concordância com a Lei Federal n° 8.987/1995, a qual foi atualizada pela Lei 
Federal n° 14.015/2020 referente a atualização do marco do saneamento e a Lei 
Federal n° 14.133/2021, que discorre sobre a Lei das Licitações e Contratos 
Administrativos, as concessões comuns de serviços públicos e de obras 
públicas, são aquelas em que o poder concedente, a União, os Estados e os 
Municípios delegam a prestação dos serviços públicos, mediante licitação, na 
modalidade de concorrência ou diálogo competitivo, a pessoa jurídica ou
consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por 
sua conta e risco e por prazo determinado. 
A tarifa do serviço público é fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação, 
podendo os contratos prever mecanismos de revisão das tarifas, a fim de manter 
o equilíbrio econômico-financeiro. Nesse tipo de gestão, o pagamento do agente 
privado é realizado com base nas tarifas cobradas dos usuários dos serviços 
42 
concedidos, ou seja, não são necessários aportes orçamentários regulares do 
poder público. 
b) Parcerias Público-Privadas 
Conforme disposto no art. 2º da Lei Federal nº 11.079/2004, a qual sofreu 
revisões por meio de demais legislações vigentes, incluindo a Lei Federal n° 
14.133/2021, a Parceria Público-Privada (PPP), é o contrato administrativo de 
concessão, na modalidade patrocinada ou administrativa. 
A concessão patrocinada, tratada na Lei Federal nº 8.987/1995, é aquela em que 
as tarifas cobradas dos usuários não são satisfatórias para compensar os 
investimentos realizados pelo parceiro privado. Com isso, o poder público 
complementa a remuneração do parceiro privado por meio de aportes regulares 
de recursos orçamentários (contraprestações do poder público). 
Já a concessão administrativa é aquela em que não é possível ou conveniente 
a cobrança de tarifas dos usuários de tais serviços, sendo a remuneração do 
parceiro privado integralmente proveniente de aportes regulares de recursos 
orçamentários do poder público, com o qual o parceiro privado tenha um contrato 
de concessão. 
Sendo assim, em uma PPP o agente privado é remunerado exclusivamente pelo 
governo ou por uma combinação de tarifas cobradas dos usuários dos serviços 
mais recursos públicos, diferentemente da concessão comum. O contrato de
uma PPP não pode ser inferior a R$ 10 milhões e deve ter duração mínima de 5 
anos e máxima de 35 anos, podendo a empresa privada firmar contrato com o 
governo federal, estadual ou municipal (Lei Federal nº 13.529/2017). A 
contratação de parceria público-privada será precedida de licitação na 
modalidade concorrência ou diálogo competitivo (Lei Federal n° 14.133/2021). 
Em qualquer tipo de concessão poderá o poder concedente intervir na 
concessão a fim de assegurar a adequação na prestação do serviço, bem como 
o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentar e legal pertinentes. 
c) Consórcios públicos 
Os consórcios públicos são parcerias formadas exclusivamente por entes da 
federação para a realização de objetivos de interesse comum. Desse modo, é
43 
possível amortizar os custos fixos e os investimentos sobre uma base maior de 
usuários, reduzindo o custo unitário da prestação dos serviços. Podem ser
realizados com entidades com personalidade jurídica de direito público 
(associação pública) ou privado (associação civil). Caso de direito público, são 
integrantes da administração indireta de todos os entes consorciados; se forem
de direito privado, deverão seguir as normas do direito público no que concerne 
à realização de licitação, celebração de contratos, prestação de contas e 
admissão de pessoal, e será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho 
(CLT). 
Os consórcios públicos podem emitir documentos de cobrança e exercer 
atividades de arrecadação de tarifas e outros preços públicos pela prestação de 
serviços ou pelo uso ou outorga de uso de bens públicos por eles administrados 
ou, mediante autorização específica, pelo ente federado consorciado. Contudo, 
devem receber recursos financeiros apenas dos entes consorciados, não 
podendo contratar operações de crédito. 
É permitido ao consórcio fazer concessão, permissão ou autorização de obras 
ou serviços públicos. Os consórcios, também, podem ser um instrumento 
importante na coordenação entre as políticas de saneamento, recursos hídricos, 
desenvolvimento urbano e saúde pública, embora a cooperação entre essas 
áreas dependa mais de um planejamento governamental elaborado do que da 
formação de novas organizações estatais. 
Alguns dos principais benefícios do consórcio público são: ampliação do 
atendimento aos cidadãos, maior eficiência do uso dos recursos públicos, 
realização de ações inacessíveis a uma única prefeitura, criação de melhores 
condições de negociação com os governos estadual e federal e com entidades 
da sociedade, empresas ou agências estatais. 
d) Autarquia Municipal 
Diversos municípios criam órgãos próprios para a gestão do saneamento, sendo 
uma das opções as autarquias as quais são entes administrativos autônomos, 
considerados como um prolongamento do poder público, criadas por lei 
específica, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio próprio e 
44 
atribuições outorgadas na forma da lei, sendo o seu princípio fundamental a 
descentralização. Usualmente, quando prestam serviços de abastecimento de 
água e esgotamento sanitário são chamadas de Serviço Autônomo de Água e 
Esgoto (SAAE), Superintendência de Água e Esgoto (SAE) ou Departamento 
Municipal de Água e Esgoto (DMAE). 
De acordo com Brasil (2003), cabe à autarquia, que possui total autonomia
jurídica, exercer todas as atividades relacionadas e inerentes à prestação dos 
serviços de saneamento, à administração, à operação, à manutenção e à 
expansão dos serviços. A integração de todas as atividades em um só órgão 
torna mais eficiente o processo de gestão e evita o compartilhamento dos 
poderes, diferentemente do que ocorre no modelo de administração direta. 
Para as autarquias são conservados os mesmos privilégios reservados aos 
entes públicos, tais como a imunidade de tributos e encargos, prescrição de
dívidas passivas em cinco anos, impenhorabilidade de bens e condições 
especiais em processos jurídicos, entre outros. Sendo assim, o principal estímulo 
para essa decisão é a imunidade tributária atribuída constitucionalmente a essas 
pessoas de direito público. No entanto, as autarquias também estão sujeitas aos 
mesmos processos de controle da administração direta, tendo a obrigatoriedade 
de submeter suas contas e atos administrativos ao Poder Executivo, à Câmara 
Municipal e aos Tribunais de Contas (BRASIL, 2003). 
e) Departamento Municipal 
O modelo de gestão por administração direta funciona por intermédio de um 
Departamento Municipal, órgão técnico especializado, criado por uma lei de 
reorganização da administração pública. Este modelo é baseado na distribuição 
das atividades entre os diversos setores que integram o aparelho administrativo 
da prefeitura, com o objetivo de reduzir custos administrativos. 
Dessa forma, o departamento municipal fica responsável pela execução das 
atividades inerentes à prestação dos serviços, enquanto outras atividades como 
a movimentação de pessoal, a aquisição de bens e serviços, a contabilidade e 
assessoria jurídica são distribuídas para setores já existentes na prefeitura, 
45 
apoiando as atividades do departamento. Na Tabela 3-1 são apresentadas as 
diferenças entre os principais aspectos das autarquias e departamentos. 
Tabela 3-1 - Comparativo entre Autarquia x Departamento 
Aspectos Departamentos Autarquias
Criação e Extinção Lei de organização da 
administração pública Lei específica
Personalidade Jurídica Direito público Direito público
Ordenador de despesas Prefeito municipal Diretoria da autarquia
Regime jurídico de pessoal Quadro da prefeitura 
estatuário ou CLT
Quadro próprio estatuário 
ou CLT
Autonomia financeira Nenhuma Total
Autonomia administrativa Compartilhada Total
Prestação de contas Tribunal de contas da União Tribunal de contas do 
Estado 
Tributos Isento Isento 
Fonte: Adaptado de BRASIL (2003) 
3.3 Regulação e fiscalização dos serviços 
É de competência do município (titular) a regulação e a fiscalização da prestação 
dos serviços de saneamento, podendo tais atividades ser exercidas pelo próprio 
município ou ainda ser autorizada a sua delegação a qualquer entidade 
reguladora constituída dentro dos limites do respectivo estado, conforme 
disposto na Lei Federal nº 11.445/2007. O novo marco do saneamento (Lei 
Federal n° 14.026/2020), dispõe sobre a atribuição da Agência Nacional de 
Águas e Saneamento Básico (ANA) a competência para editar normas de 
referência sobre o serviço de saneamento. 
De acordo com a nova lei, a ANA, por meio de ato normativo, delegará os 
requisitos e os procedimentos a serem observados pelas entidades 
encarregadas da regulação e da fiscalização dos serviços públicos de 
saneamento básico, para a comprovação da adoção das normas regulatórias de 
referência, que poderá ser gradual, de modo a preservar as expectativas e os
direitos decorrentes das normas a serem substituídas e a propiciar a adequada 
preparação das entidades reguladoras. 
O artigo 8° da Lei, sobre a titularidade dos serviços de saneamento, estabelece 
que o titular deverá definir a entidade responsável pela regulação e fiscalização 
desses serviços, independentemente da modalidade de sua prestação. 
46 
No estado de São Paulo, destaca-se a atuação da Agência Reguladora de
Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP), a qual exerce as 
funções de fiscalização, controle e regulação, incluída a tarifária, delegadas ao 
estado, observado o disposto nas leis e regulamentos, nas diretrizes da 
legislação nacional e estadual para o saneamento básico, no instrumento de
delegação e nos contratos. 
A regulação e fiscalização dos serviços de abastecimento de água e 
esgotamento sanitário, em Laranjal Paulista, atualmente, é de responsabilidade 
da Prefeitura do Município. Destaca-se que não há um órgão específico da 
Administração Direta, com ou sem personalidade jurídica de direito público, sob 
a forma de autarquia, com ou sem regime especial, para execução destas 
funções. Para os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos a 
regulação é realizada pelas Secretaria de Serviços e Secretaria de Agricultura e 
Meio Ambiente. Em relação à drenagem urbana e manejo das águas pluviais 
não foi identificada regulação em nível municipal. A ausência de regulação dos 
serviços de saneamento é prejudicial ao município, uma vez que as atividades a 
serem por essas entidades são de fundamental importância, principalmente no 
que toca ao efetivo cumprimento das metas estabelecidas pelos planos 
municipais de saneamento e das disposições fixadas nos contratos de 
concessão. 
3.4 Formas de financiamento dos serviços de saneamento 
Em estudos sobre o saneamento básico, de forma geral, é analisada a questão 
do financiamento com base na disponibilidade de recursos orçamentários e não 
orçamentários para investimento, em especial através de operações de crédito 
aos operadores. Contudo, a tarifa cobrada aos munícipes é a principal fonte de 
recursos para cobrir os custos operacionais do sistema, remunerar os 
empréstimos obtidos junto às organizações de fomento e cobrir investimentos 
realizados com a finalidade de ampliação da rede de serviços (IPEA, 2011). 
Uma vez que, de acordo com a Constituição Federal, a promoção de programas 
de saneamento básico é uma obrigação da União, dos Estados e dos Municípios, 
estes devem participar ativamente no financiamento do setor, de modo a
47 
disponibilizar recursos orçamentários e não orçamentários. Por outro lado, esta 
é uma área aberta à participação de empresas privadas, conforme previsto na 
atualização da política estabelecida pela Lei Federal nº 14.026/2020, que podem 
ser agentes financeiros dos operadores. Os operadores podem, ainda, se
beneficiar dos investimentos oferecidos pelo mercado de capitais, obtendo 
recursos dos investidores privados com interesse em aplicações de longo prazo. 
Os serviços de saneamento podem ter diversas formas de financiamento dentre
as quais destaca-se: 
• Cobrança direta dos usuários (taxas ou tarifas): se bem formulada, 
esta modalidade pode ser suficiente para arrecadar recursos para 
financiar os serviços e investimentos em manutenção e expansão; 
• Subvenções públicas (orçamentos gerais): muito utilizada no 
passado, já foi a modalidade predominante de financiamento dos 
investimentos e de manutenção dos serviços de saneamento, 
predominando até os dias de hoje no caso dos serviços de manejo 
dos resíduos sólidos e de águas pluviais; 
• Subsídios tarifários: modalidade que se aplica quando os serviços são 
prestados para vários municípios em uma mesma região. São 
recursos integrantes da estrutura tarifária, ou fiscal, quando são 
provenientes da alocação de recursos orçamentários, inclusive por 
meio de subvenções. 
• Inversões diretas de capitais públicos e/ou privados (empresas 
estatais públicas ou mistas): alguns Estados utilizam esta modalidade 
para financiar os investimentos de suas companhias; 
• Empréstimos: capitais de terceiros (Fundos e Bancos) 3 foi a 
modalidade predominante nas décadas de 70 e 80 utilizando recursos 
do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), sendo retomada 
mais fortemente a partir de 2006, contando com pequena participação 
do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT (Banco Nacional do 
Desenvolvimento Econômico e Social 3 BNDES) e passando a 
financiar também concessionárias privadas; 
48 
• Concessões e Parcerias Público-Privadas: com ou sem a intervenção 
do Estado, alguns municípios adotam a concessão a empresas 
privadas; 
• Proprietário do imóvel urbano: a Lei Federal nº 6.766/1979 transfere 
para o loteador/empreendedor a responsabilidade pela infraestrutura 
em saneamento, basicamente redes e ligações, e, até em certos 
casos, unidades de produção/tratamento. Aplicável para áreas 
urbanas já ocupadas que não dispõem dos serviços. 
• Fundos municipais de saneamento: a Lei Federal nº 11.445/2007 
estabelece que os entes da Federação, isoladamente ou reunidos em 
consórcios públicos, poderão instituir fundos, aos quais poderão ser 
destinadas, entre outros recursos, parcelas das receitas dos serviços 
de saneamento, com a finalidade de custear os respectivos planos de 
saneamento básico, visando o alcance da universalização dos 
serviços públicos de saneamento básico. 
Referente à questão econômico-financeira da prestação dos serviços de 
saneamento, é importante citar a adoção de estruturas de financiamento 
adequadas à realidade de cada operador, e que ofereçam garantias e segurança 
ao agente de financiamento, assegurando que os investimentos sejam
econômica e financeiramente sustentáveis (ALBUQUERQUE, 2011). 
Vale ressaltar que os custos de operação e manutenção devem, em teoria, ser 
pagos pelos usuários através de cobrança efetiva e mensurável quanto à 
demanda de cada um e quanto à condição de pagamento da população. A 
gestão financeira dos serviços de saneamento deve ser transparente, pública e 
participativa, resultando num reconhecimento do valor do serviço de saneamento 
pela população. 
3.5 Outros mecanismos complementares 
3.5.1 Controle social e participação da sociedade 
Para garantir à sociedade o acesso a informações, à representação técnica e à 
participação em processos de formulação de políticas de planejamento e de 
49 
avaliação relacionados aos serviços de saneamento básico, existe um conjunto
de mecanismos e procedimentos denominado de controle social. 
Nesse sentido, para que a sociedade possa fiscalizar e monitorar a prestação 
dos serviços de saneamento básico podem ser criados conselhos municipais,
sendo o de saneamento definido como um fórum de discussão permanente no 
qual deve ser estimulado o debate e o fortalecimento da participação da 
sociedade. O mesmo deve ser criado por lei municipal e a participação da 
população se dá pela representação de segmentos organizados da sociedade 
como sindicatos, associação de moradores e de classes, entre outros, de forma 
paritária com o poder público. 
Além dos conselhos municipais, as conferências municipais de saneamento são 
outro exemplo de mecanismo com metodologia específica de implantação e 
forma distinta de incorporação da participação da população. As conferências 
são fóruns temáticos, periódicos, nos quais os principais problemas do município 
serão debatidos de forma organizada, delegada e deliberativa, para que possam 
ser estabelecidas diretrizes gerais para resolução das demandas levantadas. 
De acordo com dados municipais, em Laranjal Paulista não há conselho 
municipal de saneamento instituído (IBGE 2017). Vale salientar a Lei n° 2.316/ 
2002 que cria o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Laranjal Paulista 3
CMMALPA. 
3.5.2 Efetivação da educação ambiental 
De acordo com a Constituição Federal de 1998, art. 225, inc. VI, é incumbido ao 
poder público a promoção da educação ambiental em todos os níveis de ensino
e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. 
A Lei Federal nº 9.975/1999 dispõe sobre a educação ambiental, institui a 
Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências, definindo a 
educação ambiental como <os processos por meio dos quais o indivíduo e a 
coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e 
competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso
comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade=.
50 
O governo do estado de São Paulo lançou no ano de 2007, por meio da 
Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Programa Município Verde-azul 
(PMVA) o qual contempla a questão da educação ambiental. Para Laranjal 
Paulista, existe a Lei Municipal n° 2.688/2009 que institui a Política Municipal do 
Meio Ambiente e a Lei Municipal nº 2.687/2009 que dispõe sobre a instituição de 
educação ambiental nas escolas municipais, as quais devem garantir que a 
educação ambiental como componente essencial e permanente da educação na 
rede municipal de ensino, esteja presente, de forma articulada, em todos os
níveis e modalidades do processo educativo formal. 
3.5.3 Mecanismos para divulgação do PMSB 
Os processos de elaboração e implementação de PMSB, para que tenham a
eficácia desejada, devem ser democráticos, garantindo transparência e 
comunicação das informações sobre os serviços prestados, sendo este direito 
assegurado pela Lei Federal nº 11.445/2007 que, em seu art. 19, § 5o, diz que 
<será assegurada ampla divulgação das propostas dos planos de saneamento 
básico e dos estudos que as fundamentem= (BRASIL, 2007). Nesse contexto, a 
participação social deve se dar pelo envolvimento de diversos atores e 
segmentos sociais, de tal forma que estes possam também contribuir e exigir
dos prestadores a melhoria contínua da qualidade dos serviços. 
Um dos grandes desafios desse processo democrático é estabelecer canais de 
comunicação direta e contínua com os usuários dos serviços de saneamento, 
levando em consideração que mesmo no atual cenário de desenvolvimento dos 
canais tecnológicos, uma grande parcela da população ainda não possui acesso 
a estes ou conhecimento para interpretar o que é exposto. 
Dessa forma, os mecanismos a serem implementados para divulgação do Plano 
devem demonstrar de forma clara e objetiva o conteúdo do mesmo, as metas 
propostas e os resultados alcançados, assegurando o conhecimento da 
população de maneira íntegra, podendo, para tanto, utilizar-se de alguns 
indicadores. 
A seguir estão descritas algumas ferramentas a serem realizadas para 
implementação do PMSB de Laranjal Paulista: 
51 
• Capacitação de grupos e/ou indivíduos que possam replicar 
informações recebidas a um maior número de pessoas. Podem ser 
realizadas oficinas de capacitação, direcionadas a um público-alvo 
pré-definido, nas quais serão abordados temas como conceitos 
utilizados, uso e aplicação dos indicadores, formas de o usuário 
encaminhar sugestões, e outras informações pertinentes; 
• Divulgação de informações periódicas e balanço anual do 
atendimento às metas propostas no Plano em canais de fácil acesso 
da população, como jornais expostos nos meios de transporte público, 
fatura de água/esgoto, carnê de Imposto Predial e Territorial Urbano 
(IPTU) e outros mecanismos de comunicação já utilizados pela 
prefeitura; 
• Elaboração de um documento em linguagem simples e ilustrado, 
voltado para a população em geral, explicando os indicadores de 
maior impacto no dia a dia dos usuários dos serviços de saneamento 
básico, além de uma orientação passo a passo sobre como acessar 
outras informações e fazer sugestões. Uma forma de alcançar boa 
parte da população é distribuir cartilhas em escolas, centros de saúde, 
postos de atendimento das secretarias municipais e outros locais que 
tenham uma grande movimentação da população; 
• Elaboração e divulgação de cartazes com informações sobre o Plano 
e as metas estabelecidas, a serem expostos em locais de grande 
movimentação da população, como centros de saúde, pontos de 
ônibus, escolas, pefeitura municipal, dentreoutros; 
• Elaboração e utilização de mapas georreferenciados apresentando a 
ampliação dos sistemas de abastecimento público, esgotamento 
sanitário, resíduos sólidos e drenagem, demonstrando a consequente 
melhoria dos sistemas existentes; 
• Disponibilização de um link no website da prefeitura, atualizado 
periodicamente com informações sobre as metas do plano e seu 
respectivo status de atendimento; 
52 
• Audiência Pública Anual para apresentação dos resultados 
alcançados e do andamento das ações do PMSB; 
• Relatório anual apresentando os principais indicadores de 
monitoramento do Plano e sua evolução ao longo dos anos. 
3.5.4 Procedimentos e mecanismos para compatibilização do PMSB com as 
políticas e planos nacional e estadual de recursos hídricos 
O Decreto Federal nº 7.217, de 21 de junho de 2010, que regulamenta a Lei da 
Política Nacional de Saneamento Básico, estabelece em seu art. 3º que os 
serviços públicos de saneamento básico serão prestados com base nos 
princípios da sua articulação com outras políticas públicas e na integração das 
infraestruturas e serviços com a gestão eficiente dos recursos hídricos. 
A bacia hidrográfica como unidade físico-territorial de planejamento e 
gerenciamento também é um dos fundamentos da Política Estadual de Recursos 
Hídricos, instituída pela Lei Estadual nº 13.199, de 29 de janeiro de 1999, que 
estabelece que o gerenciamento dos recursos hídricos deve ser compatibilizado 
com o desenvolvimento regional e com a proteção do meio ambiente. 
O Plano Nacional de Saneamento Básico leva em consideração essa adoção
das bacias hidrográficas como unidades de planejamento, estabelecendo metas 
progressivas para curto, médio e longo prazos, considerando um horizonte de
20 anos. Essas metas de expansão e qualidade dos serviços auxiliarão no
acompanhamento, monitoramento e avaliação da execução do Plano, sendo 
aqueles referentes à macrorregião Sudeste relacionadas na Tabela 3-2. 
Tabela 3-2 - Metas para saneamento básico – Macrorregião Sudeste 
Eixo Índice Ano SE Abastecimento de Água 
A1. % de domicílios urbanos e rurais 
abastecidos com água por rede de distribuição 
ou por poço ou nascente 
2010 
2017 
2023 
2033 
97,8 
98,3 
98,6 
100,0 
A2. % de domicílios urbanos abastecidos com 
água por rede de distribuição ou por poço ou 
nascente 
2010 
2017 
2023 
2033 
98,5 
98,6 
98,7 
100,0 
A3. % de domicílios rurais abastecidos com 
água por rede de distribuição ou por poço ou 
nascente 
2010 
2017 
2023 
86,2 
90,4 
94,0 
53 
Eixo Índice Ano SE 
2033 100,0 
A4. % de municípios que registrou percentual 
de amostras com ausência de Escherichia coli 
na água distribuída superior a 99% 
2014 
2017 
2023 
2033 
93,8 
97,3 
98,0 
98,9 
A5. % de economias ativas atingidas por 
intermitências no abastecimento de água 
2010 
2017 
2023 
2033 
23,0 
29,9 
26,7 
17,3 
A6. % do índice de perdas de água na 
distribuição 
2010 
2017 
2023 
2033 
34,0 
34,4 
32,0 
29,0 
A7. % de municípios cujos prestadores 
cobram pelo serviço de abastecimento de 
água 
2008 
2017 
2023 
2033 
95,0 
96,9 
100,0 
100,0 
A8. % de domicílios urbanos e rurais 
abastecidos com água por rede de distribuição 
que possuem instalações extradomiciliares de 
água 
2010 
2017 
2023 
2033 
98,3 
99,8 
100,0 
100,0 
Esgotamento Sanitário 
E1. % de domicílios urbanos e rurais servidos 
por rede coletora ou fossa séptica para os 
excretas ou esgotos sanitários 
2010 
2017 
2023 
2033 
86,9 
90,6 
92,6 
96,0 
E2. % de domicílios urbanos servidos por rede 
coletora ou fossa séptica para os excretas ou 
esgotos sanitários 
2010 
2017 
2023 
2033 
90,9 
93,6 
95,2 
98,0 
E3. % de domicílios rurais servidos por rede 
coletora ou fossa séptica para os excretas ou 
esgotos sanitários 
2010 
2017 
2023 
2033 
26,8 
35,0 
56,8 
93,0 
E4. % de tratamento de esgoto coletado 
2008 
2017 
2023 
2033 
46,0 
65,2 
76,4 
90,0 
E5. % de domicílios urbanos e rurais Censo 
2010 com renda até três salários-mínimos 
mensais que possuem unidades 
hidrossanitárias de uso exclusivo 
2010 
2017 
2023 
2033 
97,7 
98,7 
99,0 
100,0 
E6. % de municípios cujos prestadores 
cobram pelo serviço de esgotamento sanitário 
2008 
2017 
2023 
2033 
53,0 
83,1 
85,2 
95,0 
Resíd
uos 
Sólid
R1. % de domicílios urbanos e rurais 
atendidos por coleta direta ou indireta de 
resíduos sólidos 
2010 
2017 
2023 
95,0 
95,8 
97,4 
54 
Eixo Índice Ano SE 
2033 99,4 
R2. % de domicílios urbanos atendidos por 
coleta direta ou indireta de resíduos sólidos 
2010 
2017 
2023 
2033 
98,8 
98,9 
100,0 
100,0 
R3. % de domicílios rurais atendidos por 
coleta direta ou indireta de resíduos sólidos 
2010 
2017 
2023 
2033 
40,5 
45,5 
62,9 
92,0 
R4. % de municípios com disposição final 
ambientalmente inadequado de resíduos 
sólidos 
2008 
2016 
2023 
2033 
19,0 
45,9 
24,4 
0,0 
R5. % de municípios com coleta seletiva de 
resíduos sólidos domiciliares secos 
2008 
2017 
2023 
2033 
25,0 
44,2 
46,8 
53,0 
R6. % de municípios que cobram pelo serviço 
de manejo de resíduos sólidos urbanos 
2008 
2017 
2023 
2033 
15,0 
50,3 
68,9 
100,0 
R7. % da massa de resíduos sólidos com 
disposição final ambientalmente inadequada 
2014 
2017 
2023 
2033 
16,8 
11,6 
8,8 
0,0 
R8. % de desvio de resíduos sólidos orgânicos 
da disposição final 
2017 
2023 
2033 
0,49 
3,3 
12,3 
Drenagem
D1. % de municípios com enxurradas, 
inundações ou alagamentos ocorridos na área 
urbana, nos últimos cinco anos 
2008 
2016 
2023 
2033 
51,0 
25,7 
21,3 
15,0 
D2. % de domicílios não sujeitos a risco de 
inundações na área urbana 
2017 
2023 
2033 
96,1 
97,3 
98,1 
Fonte: PLANSAB (2019) 
De acordo com o PLANSAB (2019), para os serviços de abastecimento de água 
e esgotamento sanitário, compreendendo as áreas urbanas e rurais, a 
Macrorregião do Sudeste, onde insere-se o município de Laranjal Paulista, 
ganha destaque com investimentos previstos na ordem de R$ 140.051,0 milhões 
entre o período de 2019 a 2033, onde R$ 133.487 milhões são voltados para a 
área urbana e R$ 6.564 milhões destinados à investimentos para as áreas rurais. 
Considerando as estimativas de investimentos em resíduos sólidos, o Sudeste 
55 
apresenta-se com o segundo maior montante com o total de R$ 8.988 milhões 
entre os anos de 2019 e 2033. 
Em termos de bacia hidrográfica, a articulação de políticas e a integração de 
infraestruturas e serviços de saneamento mostram-se primordiais para uma 
gestão eficiente dos recursos hídricos, uma vez que os limites de bacias não
coincidem com limites político-administrativos e, consequentemente, 
determinadas ações/intervenções em um município podem ser transferidas para 
outros, geralmente localizados a jusante. 
No tocante à gestão dos serviços de saneamento no município de Laranjal
Paulista, sejam esses de competência da administração municipal ou de 
instituição delegada, deve-se levar em consideração as políticas públicas e os 
planos de recursos hídricos vigentes quando da realização de alguma 
ação/intervenção. É importante salientar que tais políticas e planos podem sofrer 
modificações à medida que sejam identificadas necessidades de reformulação 
dos mesmos. Sendo assim, o PMSB deve acompanhar essas alterações, de 
forma a estar sempre compatível com as mesmas e com as publicações de 
novas políticas. 
A seguir são listadas algumas das políticas vigentes relacionadas aos Recursos 
Hídricos que devem ser levadas em consideração: 
• Lei Federal nº 9.433/1997: Institui a Política Nacional de Recursos 
Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos 
Hídricos, e dá outras providências; 
• Resolução CONAMA nº 357/2005: dispõe sobre a classificação dos 
corpos d9água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, 
bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de 
efluentes, e dá outras providências; 
• Resolução CONAMA nº 430/ 2011: dispõe sobre as condições e 
padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a 
Resolução nº 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional de 
Meio Ambiente 3 CONAMA; 
56 
• Lei Estadual nº 16.337/2016: estabelece normas de orientação à 
Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema 
Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do governo de São 
Paulo; 
• Lei Estadual n° 9.866/1997:dispõe sobre diretrizes e normas para a 
proteção e recuperação das bacias hidrográficas dos mananciais de 
interesse regional do estado de São Paulo; 
• Lei Estadual n° 118/1973: autoriza a Constituição de uma sociedade 
por ações, sob denominação de CETESB 3 Companhia de Tecnologia 
de Saneamento Básico e de Controle da Poluição das Águas 3 e dá 
providências correlatas; 
• Resolução SS nº 65, de 12 de abril de 2005: estabelece os 
procedimentos e responsabilidades relativos ao Controle e Vigilância 
da Qualidade da Água para Consumo Humano no Estado de São 
Paulo e dá outras providências; e 
• Decreto nº 5.440, de 4 de maio de 2005: estabelece definições e 
procedimentos sobre o controle de qualidade da água de sistemas de 
abastecimento e institui mecanismos e instrumentos para divulgação 
de informação ao consumidor sobre a qualidade da água para 
consumo humano. 
 
57 
4 PROJEÇÃO POPULACIONAL 
Este item contém os resultados da análise demográfica e as projeções de 
população para o município de Laranjal Paulista, sendo desenvolvido durante os 
meses de outubro e novembro de 2021. 
Para o Prognóstico, o Consórcio Cobrape-Myr avaliou as projeções disponíveis 
e verificou a necessidade de realização de estudo demográfico específico o qual 
teve como principal fonte de informação os dados demográficos publicados pelo 
Institui Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já que a referida instituição 
é referência nacional quando se trata de dados populacionais. E, apesar de 
transcorridos 12 anos do último levantamento censitário, é possível verificar as 
projeções e realizar ajustes, sobretudo quando subsidiam projetos em escala
municipal ou menor e em regiões com variedade nas dinâmicas de crescimento, 
como é o caso do PMSB de Laranjal Paulista. 
É importante ressaltar que, à época do censo 2010, o país vivia uma realidade 
bastante distinta, com alta taxa de ocupação e, atualmente, além do quadro de 
recessão econômica, tem-se a pandemia da Covid-19, fatores estes que afetam
fortemente o tamanho e a organização espacial da população. Ao trabalhar com 
dados administrativos mais recentes, do ano de 2019, tem-se uma maior 
aproximação com a realidade atual ainda que não se tenha, pelos dados
disponíveis, o reflexo da crise sanitária ainda em curso entre os anos de 2020 e 
2021, sendo que a identificação de informações adicionais e sua análise só será 
possível com a realização do próximo censo. Todavia, destaca-se que um efeito 
já constatado foi a redução de nascimentos acompanhada do aumento do 
número de óbitos, o que afeta diretamente o contingente demográfico. Outro 
aspecto relevante diz respeito à localização da população, pois sabe-se que a 
pandemia impactou a escolha do local de residência devido a diversas fatores, 
entre eles, o desemprego, o aumento do custo de moradia, o teletrabalho e 
mesmo pessoas que optaram por distanciar-se de parentes de grupos de risco. 
A persistência ou não desses efeitos ainda deverá ser avaliada. 
58 
4.1 Contextualização conceitual 
O presente estudo analisou a evolução da população do município de Laranjal 
Paulista, bem como sua distribuição territorial, tendo como base a divisão 
adotada pelo IBGE para fins estatísticos em nível municipal. Neste sentido, vale 
pontuar que o IBGE classifica o território municipal em situação urbana e rural, 
sendo definidos 8 (oito) setores censitários, conforme apresentado a seguir. 
• Situação urbana: 
1. Área urbanizada de cidade ou vila 
2. Área não-urbanizada de cidade ou vila 
3. Área urbana isolada 
• Situação rural: 
4. Aglomerado rural de extensão urbana 
5. Aglomerado rural isolado - povoado 
6. Aglomerado rural isolado - núcleo 
7. Aglomerado rural isolado - outros aglomerados 
8. Zona rural, exclusive aglomerado rural 
Segundo definição do censo (IBGE, 2010), aglomerado rural é um conjunto de 
edificações adjacentes e com características de permanência, situado em área
legalmente definida como rural, que podem formar: (i) uma área construída, 
continuamente, com arruamentos reconhecíveis ou disposta por uma via de 
comunicação; (ii) um agrupamento de edificações, que tenha mais de 50 
domicílios, número que estaria relacionado com um montante de população 
superior a 250 habitantes. 
Os aglomerados rurais estão classificados em dois grandes tipos: (i) extensão 
urbana e (ii) isolados, que podem ser de natureza urbana ou rural. 
• Os aglomerados rurais do tipo extensão urbana possuem caráter urbano 
por definição. São assentamentos situados em áreas fora do perímetro 
urbano legal, mas desenvolvidos mediante a expansão de cidade ou vila, 
ou por elas englobados em sua expansão. Por formarem uma simples
extensão da área urbanizada, atribui-se, por definição, caráter urbano aos 
aglomerados rurais deste tipo. Estes assentamentos podem ser 
59 
constituídos por loteamentos já habitados, conjuntos habitacionais, 
aglomerados de moradias ditas subnormais ou núcleos desenvolvidos em 
torno de estabelecimentos industriais, comerciais ou de serviços. 
• Os aglomerados rurais isolados devem atender aos critérios de tamanho 
e densidade, anteriormente estipulados, e que se encontrem separados 
do perímetro urbano legal de uma cidade ou vila, ou de um aglomerado 
do tipo <extensão urbana=, que possua uma distância igual ou acima de
1km. Os aglomerados rurais <isolados= podem ser classificados em três 
subtipos, são eles: Povoados, Núcleos e Outros aglomerados rurais 
isolados.2
Destaca-se, ainda, que de acordo com Programa Saneamento Brasil Rural 
(PSBR), promovido pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), as áreas 
classificadas pelo IBGE nas categorias 1 a 7, que englobam situação urbana e 
rural, devem ser atendidas por solução coletiva, enquanto as classificadas como 
8 (rurais isoladas), pela composição de soluções coletivas e individuais. 
A seguir apresenta-se a análise populacional do município de Laranjal Paulista, 
o qual apresenta divisão territorial em duas áreas: área urbana (categoria 1 e 2) 
e área rural isolada (categoria 8), tendo como base os censos de 2000 e 2010.
4.2 Análise populacional baseada nos dados dos censos 2000 e 2010 
Em 10 de outubro de 1917, foi criado o município de Laranjal que passou a ser 
chamado de Laranjal Paulista em 1944. Na cidade, os setores de comércio e 
serviços sãos que possuem maior expressividade na economia local. 
2
 Povoado é o aglomerado rural isolado que corresponde a aglomerados sem caráter privado ou 
empresarial, ou seja, não vinculados a um único proprietário do solo (empresa agrícola, 
indústrias, usinas, etc.), cujos moradores exercem atividades econômicas, quer primárias 
(extrativismo vegetal, animal e mineral; e atividades agropecuárias), terciárias (equipamentos e 
serviços), ou, mesmo, secundárias (industriais em geral), no próprio aglomerado ou fora dele. 
Núcleo é o aglomerado rural isolado vinculado a um único proprietário do solo 3 empresa 
agrícola, indústria, usina, etc. 3 dispondo ou não dos serviços ou equipamentos definidores dos 
povoados. É considerado, pois, como característica definidora deste tipo de aglomerado rural 
isolado, seu caráter privado ou empresarial. Outros aglomerados rurais isolados são 
aglomerados que não dispõem, no todo ou em parte, dos serviços ou equipamentos definidores 
dos povoados e que não estão vinculados a um único proprietário 3 empresa agrícola, indústria, 
usina, etc. 
60 
Em relação à população total do estado de São Paulo, o município apresenta 
ligeira variação que, entre 2000 e 2010, teve sua participação aumentada, 
passando de 0,060% para 0,061%. Os dados referentes à população total
residente são apresentados na Tabela 4-1. 
Tabela 4-1 - Estimativa populacional de acordo com censos de 2000 e 2010 
Local Nº de hab. – censo 2000 Nº de hab. – censo 2010 
Município de Laranjal Paulista 22.145 25.251 
Estado de São Paulo 37.035.455 41.262.199 
Fonte: IBGE (2010) 
A Taxa Geométrica de Crescimento (TGC) anual se refere ao crescimento médio 
anual da população que reside em um espaço geográfico, no período analisado, 
segundo o censo (IBGE, 2010). Quando comparados Laranjal Paulista e o 
estado de São Paulo, o município se destaca, conforme apresentado na Tabela 
4-2. 
Tabela 4-2 - Taxa geométrica de crescimento anual, entre anos 2000 a 2010 
Local TGC % a.a. 
Município de Laranjal Paulista 1,32 
Estado de São Paulo 1,09 
Fonte: IBGE (2010) 
A seguir, apresenta-se a metodologia de projeção demográfica elaborada para 
este estudo e, em seguida, a projeção populacional para município de Laranjal 
Paulista, tanto de sua área urbana quanto rural. 
4.3 Metodologia de projeção demográfica 
Para a elaboração da projeção demográfica, utilizou-se o método logístico para
calcular a população total do município. Para definir os parâmetros, que podem 
ser assíntotas superior e inferior, foram consideradas as taxas de crescimento
no decênio 2000 a 2010 e do período 2010 a 2019. 
A projeção foi realizada em duas etapas. Primeiramente estimou-se a população 
do município para o ano 2019 com base no método de correlação de razões, o 
qual considera que a população cresce na mesma proporção que as variáveis 
sintomáticas. Foram quatro as variáveis sintomáticas utilizadas: 
61 
• Total de eleitores; 
• Matrículas no ensino fundamental até 17 anos; 
• Nascidos Vivos; e, 
• Óbitos. 
O modelo estimado é do tipo: 
Y = a0 + a1*X1 + a2*X2 + a3*X3 + a4*X4 
onde as coordenadas são: 
Yh = ( P h,t / P T,t ) / ( P h,0 / P T,0 ); 
X h = ( S h,t / S T,t ) / ( S h,0 / S T,0 ); 
Na estimação do modelo utilizaram-se as seguintes informações: 
• P h,t a população do município h, no ano de 2019; 
• P T,t a população total do Estado de São Paulo, no ano de 2019
(estimada pelo IBGE); 
• P h,0 a população do município h, no ano censitário de 2010; 
• P T,0 a população total do Estado de São Paulo, no ano censitário de 
2010; 
• S1 h,t o número médio de eleitores do município h dos anos de 2018, 
2019 e 2020; 
• S1 T,t o número médio de eleitores do Estado de São Paulo nos anos 
de 2018, 2019 e 2020; 
• S1 h,0 o número médio de eleitores do município h nos anos de 2009, 
2010 e 2011; 
• S1 T,0 o número médio de eleitores do Estado de São Paulo nos anos 
de 2009, 2010 e 2011; 
• S2 h,t o número de matrículas de primeiro grau do município h no ano
2019; 
• S2 T,t o número de matrículas do primeiro grau do Estado de São Paulo 
no ano 2019; 
• S2 h,0 o número de matrículas do primeiro grau do município nos anos
de 2009, 2010 e 2011; 
62 
• S2 T,0 o número médio de matrículas do primeiro grau do Estado de São 
Paulo nos anos de 2009, 2010 e 2011; 
• S3 h,t o número médio de nascidos vivos do município h no ano de 2019; 
• S3 T,t o número médio de nascidos vivos do ESP nos anos de 2019; 
• S3 h,0 o número de nascidos vivos do município h nos anos de 2009, 
2010 e 2011; 
• S3 T,0 o número médio de nascidos vivos no ESP nos anos de 2009, 
2010 e 2011; 
• S4 h,t o número médio de óbitos no município h no ano de 2019; 
• S4 T,t o número médio de óbitos ocorridos no ESP no ano de 2019; 
• S4 h,0 o número de óbitos ocorridos no município h nos anos de 2009, 
2010 e 2011; 
• S4 T,0 o número médio de óbitos ocorridos no ESP nos anos de 2009, 
2010 e 2011; 
Os dados de partida das projeções foram os contingentes enumerados pelo 
IBGE nos censos de 2000 e 2010 e a estimativa para o total do estado para 
2019. As variáveis sintomáticas 3 eleitores, matrículas, nascidos vivos e óbitos 
3 oriundas dos sites oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Instituto 
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e 
Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do 
Ministério da Saúde. 
Tendo em vista a estimativa da demanda pelos serviços de saneamento básico 
e considerando que a viabilidade de atendimento dessa demanda é fortemente 
influenciada pela densidade demográfica, tomou-se como referência o recém￾publicado PSBR no qual é feita a seguinte especificação: 
Os setores censitários foram agrupados segundo a premissa 
de que as ações individuais de saneamento se destinam a 
domicílios localizados em áreas de ocupação remota, 
dispersos no território e distantes uns dos outros. As ações 
coletivas de saneamento, por sua vez, se aplicam a 
domicílios distribuídos no território em diferentes escalas de 
aglomeração e de proximidade com as áreas urbanas. 
63 
Nesse sentido, dividiu-se a população residente em três categorias: (i)
populações residentes em áreas urbanas; (ii) populações residentes em 
aglomerados, núcleos e povoados rurais; e (iii) áreas rurais dispersas. Essa 
diferenciação é importante, pois, para os dois primeiros grupos devem ser 
propostas soluções coletivas de saneamento e para o terceiro grupo serão 
propugnadas soluções de natureza coletiva e individual. Estimou-se a população 
urbana dos municípios como uma função da população urbana do município em 
2000 e da população urbana do próprio município em 2010. 
Assim, foi projetada a população total residente para o período de 31 anos, 
partindo do último censo realizado (2010) até o horizonte de planejamento final 
do PMSB (2041), sendo estimada a população urbana através do mesmo 
método, usando como base os percentuais de população urbana dos dois 
últimos levantamentos censitários. A extrapolação das proporções urbanas se 
baseou: (i) no percentual de população urbana que não diminui, sendo existem
exceções como, por exemplo, quando é feito um grande assentamento ou 
empreendimento em área rural, o que não é frequente e, normalmente, o 
processo de redução da proporção urbana costuma ser de curta duração e
nesses casos projetou-se a continuação da tendência, mas de forma muito 
moderada; (ii) na tendência de crescimento do processo de urbanização que 
teria como limite 100%. 
Ainda, para o estado de São Paulo, são bastante frequentes condomínios 
fechados afastados da sede municipal, sendo estes, em geral, categorizados 
como áreas urbanas isoladas e, geralmente, apresentam população flutuante
mais numerosa do que a população residente. 
4.4 Resultados da Projeção Demográfica 
Após aplicação da metodologia chegou-se a um crescimento populacional de 
cerca de 42,86%, entre 2010 e 2041, no município de Laranjal Paulista, como 
indicado na Figura 4-1. Na Tabela 4-3 está representada a projeção da 
população de Laranjal Paulista entre os anos de 2022 e 2041 
64 
Tabela 4-3 - Projeção da população residente para o município de Laranjal Paulista no 
período de 2022 a 2041
Ano Número total de habitantes residentes 
2022 30.231 
2023 30.636 
2024 31.035 
2025 31.425 
2026 31.806 
2027 32.176 
2028 32.536 
2029 32.884 
2030 33.220 
2031 33.544 
2032 33.855 
2033 34.153 
2034 34.437 
2035 34.709 
2036 34.968 
2037 35.214 
2038 35.447 
2039 35.668 
2040 35.876 
2041 36.073 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
65 
Figura 4-1 - Projeção da população residente para o município de Laranjal Paulista no 
período de 2010 a 2041 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
A Tabela 4-4 detalha a projeção populacional do município de Laranjal Paulista, 
indicando o crescimento de acordo com a distribuição territorial do município em
área urbana e área rural isolada. Estima-se que, em 2041, a população
continuará sendo majoritariamente urbana. 
 15.000
 20.000
 25.000
 30.000
 35.000
 40.000
2005 2010 2015 2020 2025 2030 2035 2040 2045
Laranjal Paulista - populaÁ„o total projetada
66 
Tabela 4-4 - População residente projetada para o município de Laranjal Paulista, por 
agrupamento de setores censitários
Ano 
Número de habitantes 
Urbana Rural Total 
2022 27.461 2.769 30.231 
2023 27.861 2.775 30.636 
2024 28.253 2.782 31.035 
2025 28.637 2.787 31.425 
2026 29.012 2.793 31.806 
2027 29.377 2.799 32.176 
2028 29.732 2.804 32.536 
2029 30.074 2.810 32.884 
2030 30.405 2.815 33.220 
2031 30.724 2.819 33.544 
2032 31.030 2.824 33.855 
2033 31.324 2.829 34.153 
2034 31.604 2.833 34.437 
2035 31.872 2.837 34.709 
2036 32.127 2.841 34.968 
2037 32.369 2.845 35.214 
2038 32.599 2.848 35.447 
2039 32.816 2.852 35.668 
2040 33.022 2.855 35.876 
2041 33.216 2.858 36.073 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
Em 2010, a maioria dos domicílios de Laranjal Paulista, cerca de 83,2%, eram 
de particulares ocupados, enquanto 9,6% de uso ocasional, ou seja, os
domicílios que, usualmente, servem para descanso aos fins de semana, férias e 
outros, apresentavam-se em menor quantidade. Apenas 7,1% dos domicílios 
não eram ocupados. Percebe-se que, no período entre os dois últimos censos, 
2000 e 2010, apenas o percentual de domicílios de uso ocasional aumentou, 
conforme apresentado na Tabela 4-5. 
67 
Tabela 4-5 - Número e percentual de domicílios segundo condição, de acordo censos de 
2000 e 2010 
Condição do 
domicílio 
Censo 2000 Censo 2010 
Quantitativo Percentual (%) Quantitativo Percentual (%) 
Não ocupado 941 11,9 681 7,1 
Uso Ocasional 612 7,8 916 9,6 
Particular 
Ocupado 6.198 78,7 7.932 83,2 
Total 7.876 100,0 9.529 100,0 
Fonte: IBGE (2000); IBGE (2010) 
Quando analisados os domicílios não ocupados e de uso ocasional por área, 
verificou-se que os domicílios não ocupados tanto em áreas urbanas quanto 
rurais reduziram entre 2000 e 2010. As demais categorias tiveram incremento no 
período, sendo apresentado na Tabela 4-6 o quantitativo de domicílios segundo
condição e situação. 
Tabela 4-6 - Domicílios de acordo com condição e situação 
Censo 2000 Censo 2010 
Condição Urbana Rural Urbana Rural 
Não ocupado 686 255 551 130 
Uso Ocasional 290 322 362 554 
Fonte: IBGE (2000); IBGE (2010) 
A taxa média de ocupação era de 3,57 hab./domicílio em 2000, diminuindo para 
3,18 em 2010. Para tal verificação, a Tabela 4-7 apresenta a população total, os 
domicílios ocupados e a taxa média de ocupação. 
Tabela 4-7 - População total, domicílios e média de pessoas por domicílio 
Item Censo 2000 Censo 2010 
População (nº de habitantes) 22.145 25.251 
Nº de domicílios ocupados 6.198 7.932 
Taxa de ocupação média (hab./dom.) 3,57 3,18 
Fonte: IBGE (2000); IBGE (2010) 
A população flutuante foi projetada com base na ocupação de domicílios de uso
ocasional. Em 2010, o IBGE contabilizou 13 domicílios coletivos os quais 
englobam os hotéis, pousadas e pensões, bem como outros tipos de domicílios 
coletivos como conventos, quarteis, abrigos, penitenciárias etc. Para a estimativa 
68 
da população flutuante, considerou-se que a média de pessoas por domicílio de 
uso ocasional é igual à da população residente. A população flutuante verificada 
no último censo (2010) está apresentada na Tabela 4-8. 
Tabela 4-8 - População flutuante de acordo com agrupamento de setores censitários, 
segundo censo de 2010
Situação da população Nº de habitantes 
Urbana 1.152 
Rural Isolada 1.764 
Total 2.916 
Fonte: IBGE (2000); IBGE (2010) 
Assim, foi realizada uma projeção da população flutuante ao longo do horizonte 
de planejamento do PMSB e verificou-se um crescimento de 127% entre 2010 e 
2041, passando de 2.916 para 6.630 indivíduos. Na Tabela 4-9 está apresentada 
a população flutuante de Laranjal Paulista projetada considerando cada uma das 
situações citadas anteriormente. De 2022 a 2041, a tendência é de aumento da 
população flutuante na área urbana e rural, apresentando um incremento de 
29,2% e 54,4%, respectivamente entre os anos analisados. 
Tabela 4-9 - População flutuante projetada por agrupamento de setor censitário
Ano 
Número de habitantes 
Urbana Rural Total 
2022 1.336 3.176 4.512 
2023 1.353 3.308 4.661 
2024 1.371 3.438 4.809 
2025 1.390 3.565 4.954 
2026 1.408 3.688 5.097 
2027 1.427 3.808 5.235 
2028 1.447 3.923 5.369 
2029 1.466 4.032 5.499 
2030 1.486 4.137 5.623 
2031 1.506 4.235 5.741 
2032 1.527 4.327 5.854 
2033 1.548 4.414 5.962 
2034 1.569 4.494 6.063 
2035 1.591 4.569 6.159 
2036 1.613 4.637 6.250 
69 
Ano 
Número de habitantes 
Urbana Rural Total 
2037 1.635 4.701 6.335 
2038 1.657 4.759 6.416 
2039 1.680 4.811 6.491 
2040 1.703 4.860 6.563 
2041 1.726 4.904 6.630 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
 
70 
5 AVALIAÇÃO DAS DEMANDAS E IDENTIFICAÇÃO DE 
CARÊNCIAS 
Para a realização dos cálculos de demanda pelos serviços de saneamento,
definiram-se, como premissas, os valores obtidos nas projeções populacionais 
(população fixa e flutuante). As projeções adotadas correspondem ao 
denominado cenário provável, o qual será adotado como base para o PMSB de 
Laranjal Paulista. 
O Cenário provável é o que se considera como esperado para a política de 
saneamento básico do Brasil no período de 2022 a 2041, ou seja, de
universalização. Para tanto, considerou-se um ambiente futuro em que se 
desenvolverá o planejamento do setor, com suas diretrizes, estratégias, metas, 
investimentos e procedimentos de caráter político-institucional vislumbrados 
como necessários para alcançar o planejado. 
O futuro do município de Laranjal Paulista é pautado por condicionantes políticas 
e econômicas que necessariamente perpassam por aquelas determinadas pelo 
estado e o país no que se refere às diretrizes políticas e econômicas. As
hipóteses que embasaram as visões de futuro que norteiam o PMSB procuram 
entender e agregar à análise os diferentes níveis de influência de condicionantes 
do município e seus respectivos impactos na busca aos objetivos traçados pelas 
políticas nacional e estadual de saneamento, além das condicionantes indicadas 
no PSBR para as áreas dispersas, o qual é tido como a referência mais recente 
para o setor e não se orientou por diferentes cenários. 
A partir da projeção populacional e tendo em vista o pleno atendimento da 
população, foram calculados valores correspondentes às demandas residenciais 
pelos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza 
urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e manejo das águas 
pluviais. Para a realização dos cálculos da demanda serão utilizados modelos 
de projetos de engenharia e planos diretores convencionais, onde são fixados 
os diversos parâmetros e premissas necessários. 
71 
5.1 Abastecimento de Água 
Para o eixo de abastecimento de água, foram consideradas adequadas as 
formas de abastecimento de água nas quais a população recebe água por rede 
geral, com ou sem canalização intradomiciliar e por poço ou nascente na
propriedade com canalização intradomiciliar. As demais formas de 
abastecimento (poço ou nascentes fora da propriedade, carros-pipa, cisternas, 
água de chuva armazenada em cisternas, rio, açude, lago ou igarapé, entre 
outras) são consideradas como precárias devido ao risco de agravos à saúde 
pelo consumo da água e deverão ser substituídas por formas adequados, para 
o alcance da universalização (PLANSAB, 2014). 
As questões que influenciam a tomada de decisões sobre as soluções de 
abastecimento de água são caracterizadas pelas condicionantes ambientais, 
representadas pela disponibilidade de recursos hídricos e condições 
topográficas, e pelas condicionantes demográficas, compostas pelo porte 
populacional e densidade demográfica. 
A condicionante ambiental deve ser analisada sob a ótica da qualidade e da 
quantidade disponível para captação, uma vez que os padrões físicos, químicos
e biológicos presentes na água bruta determinam a definição da técnica 
empregada no tratamento e, consequentemente, nos custos de implantação e 
operação da solução, sabendo-se que, em relação aos últimos, a melhor
qualidade da água bruta implica em tratamentos simplificados e menos onerosos 
(FUNASA, 2021). 
Por sua vez, as condicionantes demográficas devem ser avaliadas para a 
escolha da tecnologia de abastecimento de água a ser ofertada. De modo geral, 
soluções coletivas são destinadas a domicílios dispostos em áreas com elevada 
taxa de ocupação, situações que resultem em economia de escala, enquanto as 
soluções individuais se destinam a localidades com baixa densidade 
populacional ou com domicílios dispersos. Contudo, não há um valor de 
referência para a densidade demográfica que possibilite a definição do tipo de
solução a ser implantada. 
72 
No município de Laranjal Paulista, além das condicionantes citadas, foram 
observadas as áreas de abrangência da SABESP, a qual possui a concessão 
dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, o 
Plano Diretor e o Zoneamento, definidos pela Lei Municipal 2.543/2006 (em 
processo de revisão) e Lei Complementar n° 171/2016, respectivamente. A 
espacialização do território municipal, de acordo com os agrupamentos e 
soluções de abastecimento de água possíveis, conforme premissas adotadas 
(as quais estão detalhadas no item 5.1.1) é apresentada na Figura 5-1. 
Figura 5-1 – Previsão de atendimento por soluções individuais e coletivas de abastecimento 
de água conforme ordenamento do zoneamento municipal 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
73 
O Plano Diretor e o Zoneamento de Laranjal Paulista subdividem o território 
municipal de Laranjal Paulista em 7 zonas: 
i. Zona Predominantemente Residencial 1 (ZPR1): áreas destinadas à 
instalação de chácaras urbanas, localizadas nas áreas de expansão 
urbana, dentro dos limites do perímetro urbano, zona com baixa 
densidade demográfica - 40 habitantes/Hectare (10.000m²); 
ii. Zona Predominantemente Residencial 2 (ZPR2): áreas destinadas à 
ocupação de predominância residencial, localizadas em toda área de 
ocupação já consolidada, e áreas reservadas para expansão urbana; 
com bairros, lotes e edificações com características de padrão médio, e 
média densidade demográfica - 200 habitantes/ Hectare (10.000m²); 
iii. Zona Predominantemente Residencial 3 (ZPR3): áreas destinadas à 
ocupação de predominância residencial, localizadas em toda área de 
ocupação já consolidada, e reservada para expansão urbana; com 
bairros, lotes e edificações com características de padrão popular, e alta 
densidade demográfica - 400 habitantes/hectare (10.000m²); 
iv. Zona Predominantemente Comercial (ZPC): áreas destinadas ao uso 
de predominância comercial, de prestação de serviços e institucional, 
para estabelecimentos de pequeno e médio portes, definidas nas 
principais ruas da área urbana, na sede e nos distritos, e com projeção 
nas áreas reservadas para expansão urbana; abrangendo lotes e 
edificações com frente para estas vias e ao redor de todas as praças 
existentes, os lotes com frente para a praça; 
v. Zona Mista (ZM): áreas destinadas aos usos: comercial, prestação de 
serviços, institucional, industrial, para estabelecimentos de médio e 
grande portes, localizadas dentro da área urbana ou em áreas de 
expansão urbana, no trecho que contorna a área urbana na sede da
cidade, e ao longo de algumas estradas municipais, nos locais onde as 
condições naturais o relevo sejam compatíveis; 
vi. Zona Industrial (ZI): áreas destinadas preferencialmente ao uso 
industrial, para estabelecimentos de médio e grande portes, e atividades 
afins, localizadas fora do perímetro urbano, ou em áreas de expansão 
74 
urbana, dentro do perímetro urbano, nos locais onde as condições 
naturais de relevo sejam compatíveis;
vii. Zona de Interesse Histórico Paisagístico (ZIHP): áreas de interesse 
público, devido ao valor do ambiente natural ou histórico, destinadas 
preferencialmente às atividades ligadas à preservação da paisagem, e 
exploração turística, e deverá ser analisada também pelos conselhos de 
cultura e do meio ambiente.
Nota-se que a concessão dos serviços de abastecimento de água à SABESP 
abrange a sede urbana e outras localidades situadas em áreas de ZPR, ZPC, 
ZM e ZI. Contudo, o sistema público coletivo ainda não se encontra em operação 
para as localidades de São Roque (extensão Chácara Roberto - parte irregular), 
em ZPR1, e Distrito Industrial em ZI, áreas não contempladas dentro do contrato 
de concessão do município com à SABESP. 
Na Tabela 5-1 são propostas as soluções de abastecimento de água a serem 
implementadas ao longo do horizonte de planejamento do PMSB, conforme 
premissas adotadas para o estudo de demandas, as quais estão detalhadas no 
item 5.1.1. 
Tabela 5-1 – Propostas de soluções de abastecimento a serem implementadas 
Agrupamento 
do domicílio 
Ordenamento no 
Plano Diretor 
Tipo de 
solução Localidades 
Responsável pela 
prestação dos 
serviços públicos 
de AA 
Urbano 
ZPR1, ZPR2, 
ZPR3, ZPC Coletiva 
Sede, Maristela, Área 
Urbana Laras, Bom Jardim, 
São Roque (urbano) 
SABESP 
ZM Coletiva Área Maristela (Rod, Mar 
Rondon) SABESP 
ZI Coletiva Distrito Industrial Maristela SABESP 
Rural isolado 
Outros Coletiva 
Bairro 3 Carolinas, 
Olegarinho, Turma Velha, 
São Roque (Rural), Laras 
Rural, Maristela Rural 
SABESP 
ZIHP, APP e 
outros Individual Demais localidades rurais 
Prefeitura 
Municipal de 
Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
75 
5.1.1 Metodologia de cálculo, critério e parâmetros 
Para a realização do cálculo de demanda pelos serviços de abastecimento de 
água, torna-se necessário assumir premissas para o incremento da distribuição 
das soluções coletivas e individuais para os próximos 20 anos, baseadas em 
duas variáveis. 
A primeira encontra-se relacionada à situação do domicílio, conforme 
apresentados no item 4. Ressalta-se que as projeções de população flutuante 
foram somadas à população permanente residente, uma vez que a população 
flutuante se apresenta de forma significativa no estudo populacional, havendo,
portanto, impacto sobre a demanda pelos serviços ao longo do horizonte de 
planejamento. A Figura 5-2 apresenta a distribuição territorial das estruturas do 
sistema de abastecimento de água considerando a situação urbana e rural do 
município (IBGE, 2010). 
Figura 5-2 – Estruturas do SAA de Laranjal Paulista na área urbana e rural 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
76 
A segunda refere-se ao percentual de atendimento por rede geral, uma vez que 
a existência de rede de água é uma variável de aproximação para o nível de 
aglomeração dos domicílios; e onde há atendimento com rede de água nos 
domicílios, a proporção de atendimento por solução coletiva no total do 
atendimento, só tende a crescer, por duas razões: (i) entradas de domicílios que 
podem se ligar à rede, mas ainda não o fizeram; e (ii) entradas de domicílios 
situados em locais onde existam aglomerações em ritmo de crescimento 
populacional mais acelerado, que favoreçam os sistemas coletivos. 
Foram consideradas adequadas as formas de abastecimento de água nas quais 
a população recebe água por rede geral, com ou sem canalização intradomiciliar, 
e por poço ou nascente na propriedade com canalização intradomiciliar. As 
demais formas de abastecimento (poço ou nascentes fora da propriedade, 
carros-pipa, cisternas, água de chuva armazenada em cisternas, rio, açude, lago 
ou igarapé, entre outras) são consideradas como precárias devido ao risco de 
agravos à saúde pelo consumo da água (PLANSAB, 2014). 
As premissas adotadas para a distribuição de soluções individuais e coletivas 
estão apresentadas na Figura 5-3. 
Figura 5-3 - Premissas para a distribuição das soluções individuais e coletivas de 
abastecimento de água 
Fonte: adaptado de PSBR (2020) 
PopulaÁ„o em dÈficit 
para os serviÁos de 
abastecimento de ·gua
Urbana
Rural
Povoado (aglomerado rural)
Zona rural, 
exclusive 
aglomerado 
rural
Crescimento da proporÁ„o de 
soluÁıes coletivas em 10%, 
com o dÈficit residual suprido 
com soluÁıes individuais
100% do dÈficit ser· suprido 
com soluÁıes coletivas
100% do dÈficit ser· suprido 
com soluÁıes coletivas
Crescimento da proporÁ„o de 
soluÁıes coletivas em 25%, 
com o dÈficit residual suprido 
com soluÁıes individuais
% de rede de 
·gua < 80%
% de rede de 
água g 80%
Urbanizada ou n„o 
urbanizada de cidade ou vila
Isolada 100% do dÈficit ser· suprido 
com soluÁıes coletivas
77 
Para a população urbana (da sede municipal e isolada) e rural residente em 
aglomerados, é estipulado que todo o déficit será suprido por soluções coletivas. 
Já para as áreas rurais isoladas, o incremento das soluções coletivas irá ocorrer 
conforme o percentual da população que já utiliza rede geral de água, sendo o 
déficit residual suprido por soluções individuais. Para exemplificar a utilização 
das premissas apresentadas na Figura 5-3 quanto à distribuição das soluções 
individuais e coletivas, cita-se a situação do município de Laranjal Paulista, onde 
o percentual de atendimento por rede geral para essa população é de 8,17% 
(153 domicílios) e ao longo do horizonte de planejamento estima-se o incremento 
de 10% na quantidade de domicílios atendidos por rede geral, atingido a 
quantidade máxima de 168 domicílios, que corresponderá ao percentual de 
atendimento de 6,72% para o ano de 2041. Os demais 93,28% da população 
residente em áreas rurais isoladas deverá ser atendida por soluções individuais 
ao final do horizonte de planejamento. 
SOLUÇÕES COLETIVAS 
a) Ponto de partida 
Para a estimativa das demandas de abastecimento de água por soluções 
coletivas, parte-se das informações mais recentes disponíveis e confiáveis sobre 
os índices de atendimento por rede geral, a saber: 
• Índice de atendimento por rede geral para a população urbana: relação 
entre a população urbana atendida e a população urbana total para o ano 
de referência de 2020 (SNIS, 2021); 
• Índice de atendimento por rede geral para a população rural isolada: 
percentual da população residente em domicílios rurais, exclusive 
aglomerado rural, que recebe água por rede geral, conforme censo 
demográfico de 2010 (IBGE, 2010); 
• Número médio de residentes em domicílios permanentes em áreas rurais 
isoladas: fator que relacionada a quantidade média de habitantes em 
relação ao total de domicílios permanentes em área rural isolada, 
conforme censo demográfico de 2010 (IBGE, 2010); 
78 
• População urbana na sede: projeção populacional para os setores 
urbanos 3 áreas urbanizadas ou não de cidade ou vila 3 para o ano de 
2021, considerando a população residente e flutuante; 
• População rural isolada: projeção populacional para rural isolado 3
setores rurais, excetuando os aglomerados rurais 3 para o ano de 2021, 
considerando a população residente e flutuante. 
A Tabela 5-2 as informações obtidas para cada agrupamento de setores 
censitários. 
Tabela 5-2 - População de início e índice de atendimento 
Localização 
do domicílio 
População 
(Residente + 
Flutuante) 
em 2021 
(hab.) 
Índice de 
atendimento 
por formas 
adequadas 
(%) 
Índice de 
atendimento 
por rede 
geral 
(%) 
Número médio de 
residentes em 
domicílios 
permanentes 
(hab./dom.) 
Urbana 28.375 100% 100% 3,19 
Rural isolado 5.807 94,89% 8,17% 3,10 
Fonte: IBGE (2010); SNIS (2021); CONSÓRCIO CM (2022) 
Uma vez que há dois SAA em Laranjal Paulista (SAA Laras e SAA Sede), 
operado pela SABESP, e que atende a população residente nas áreas urbanas 
e rurais (aglomeradas e isoladas), para o estudo de demanda procedeu-se com 
a soma das populações atendidas em cada agrupamento populacional. Dessa 
forma, a população atendida em 2021 por rede geral de abastecimento de água 
por tal sistema foi de 33.119 habitantes, que representa 96,89% da população 
total do município, ou 100% da população residente na área de cobertura da 
SABESP (SABESP, 2022). 
Além da população atendida, serve também como ponto de partida a vazão de 
captação nos mananciais, o volume outorgado para captação, a capacidade 
nominal de tratamento da estação de tratamento de água (ETA) e a capacidade 
de reservação da água tratada, conforme mostra a Tabela 5-3. Para a definição
da capacidade de tratamento, somou-se as capacidades nominais de tratamento 
das ETA Sede com as vazões máximas de outorga de captação dos poços 
artesianos, totalizando uma capacidade nominal conjunta de 126,02 L/s. 
79 
Tabela 5-3 - Capacidade de produção, tratamento e reservação de água em sistemas 
coletivos 
Ano 
Vazão de água 
produzida 
(m³/dia) 
Vazão outorgada 
para captação 
de água 
(m³/dia) 
Capacidade 
nominal de 
tratamento 
(m³/dia) 
Capacidade de 
reservação da 
água tratada 
(m³) 
2020 9.408,00 10.648,00 10.888,00 2.820 
Fonte: SNIS (2021); SABESP (2020); CONSÓRCIO CM (2022) 
b) Metas de atendimento 
Para o horizonte do PMSB, foram adotadas as metas propostas pela Lei Federal 
nº 14.026/2020 para as áreas urbanas, que prevê que 99,0% da população seja 
atendida até o ano de 2033 por formas de abastecimento adequadas. De acordo 
com os dados analisados na fase de diagnóstico, atualmente o índice de 
atendimento por serviços de abastecimento de água área urbana é de 100,0% 
e, assim, foi mantida essa cobertura ao longo do horizonte de projeção de 
demandas. 
Para as áreas rurais, aglomeradas ou isoladas, foram consideradas as metas de 
atendimento de água propostas por meio do PSBR, o qual prevê que até o ano 
de 2038, 100% da população rural recebe água por formas de abastecimento 
adequadas. As metas de curto prazo (88% para 2023) e de médio prazo (93% 
para 2028) também foram consideradas, uma vez que o índice de atendimento 
por formas adequadas corresponde, de acordo com censo demográfico de 2010, 
a 94,89%3
 para a população residente em área rural isolada. 
Dessa forma, de acordo com as premissas adotadas na Figura 5-3 e as metas 
supracitadas, estima-se o incremento linear de 0,46 ponto percentual para a 
população residente em áreas rurais isoladas, sendo apresentadas na Tabela 
5-4 as metas de atendimento a serem alcanças ao longo do horizonte de 
planejamento. 
3
 Considera-se a soma dos percentuais de atendimento por rede geral (8,17%) e poÁo ou nascente na 
propriedade (86,72%) para o ano de 2021. 
80 
Tabela 5-4 - Metas de atendimento por formas de abastecimento adequadas 
Ano População urbana População rural 
isolada 
2022 100% 92,68% 
2023 100% 93,14% 
2024 100% 93,60% 
2025 100% 94,05% 
2026 100% 94,51% 
2027 100% 94,97% 
2028 100% 95,43% 
2029 100% 95,88% 
2030 100% 96,34% 
2031 100% 96,80% 
2032 100% 97,26% 
2033 100% 97,71% 
2034 100% 98,17% 
2035 100% 98,63% 
2036 100% 99,09% 
2037 100% 99,54% 
2038 100% 100%
2039 100% 100% 
2040 100% 100% 
2041 100% 100% 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
c) Consumo médio per capita de água (q) 
O consumo médio per capita de água representa a quantidade média de água, 
em litros, consumida por cada habitante em um dia. Para Laranjal Paulista, 
segundo o SNIS (2021), o per capita de água é de 170,30 L/hab.dia, valor inferior 
ao per capita médio do estado de São Paulo (176,20 L/hab.dia) e ao da região 
sudeste (171,85 L/hab.dia) porém, superior ao do país (153,06 L/hab.dia). Além 
disso, considerando os demais municípios que compreendem o universo do 
contrato do Consórcio CM, a média per capita está em torno de 171,97 L/hab.dia. 
Para contextualização, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que 
uma pessoa necessita de um consumo mínimo de 110,0 litros de água por dia 3
essa medida supostamente seria suficiente para um indivíduo saciar a sede, 
cuidar apropriadamente da higiene e preparar os alimentos. 
81 
Diante do cenário exposto e condizente com a realidade municipal, o presente 
estudo considerou para todo o horizonte de planejamento a média dos últimos 
cinco anos, que corresponde ao valor de 164,84 L/hab.dia. Todavia, recomenda￾se que haja iniciativas para redução gradativa desse percentual levando em 
conta a situação de escassez hídrica cada vez mais preocupante na região e no 
país. 
d) Demanda máxima de água (Q) 
O consumo de água em uma localidade varia ao longo do dia (variações 
horárias), ao longo da semana (variações diárias) e ao longo do ano (variações 
sazonais). Para cálculo da demanda máxima de água, multiplica-se a população 
pelo consumo per capita estabelecido e pelo coeficiente do dia de maior 
consumo (k1 = 1,2). Como o consumo per capita é dado em litros/hab.dia, divide￾se o total por 86.400 para achar a demanda máxima em litros/segundo. As 
demandas foram calculadas para o período compreendido entre 2022 e 2041 por 
meio da equação seguinte: 
Ā =
ÿ ∗ ýĀ ∗ ă
㗖㗔. 㗒ÿÿ
Onde: 
Q = demanda máxima diária de água (L/s); 
P = população prevista para cada ano (total); 
k1 = coeficiente do dia de maior consumo = 1,20; e 
q = consumo médio per capita de água (L/hab.dia). 
e) Perdas de água (p) 
Conforme informações do SNIS (2021), tem-se que a perda média na rede de 
distribuição de água de Laranjal Paulista é em torno de 38,29%. De acordo com 
o Plano PLANSAB, para a região sudeste, prevê-se uma porcentagem de perdas 
de 32,0% para 2023 e 29,0% para 2033. Observa-se que o índice de perdas está 
acima das metas estabelecidas e que para a meta de 2023 seria necessária uma 
redução de 6,29 pontos percentuais, valor elevado considerando o curto espaço 
82 
de tempo e a realidade municipal. Desta maneira, considerou-se uma diminuição 
constante ao longo dos anos, até atingir o valor de 29,0% em 2041. 
f) Produção necessária 
Nem toda água captada nos mananciais, superficiais ou subterrâneos, é 
consumida devido à existência das perdas. Dessa forma, a vazão de produção 
necessária deverá ser o resultado da soma da demanda máxima de água e da 
vazão perdida no sistema de distribuição. 
g) Capacidade de produção instalada, saldo de produção e a 
produção de água outorgada 
A capacidade de produção instalada corresponde à vazão total de água captada 
dos mananciais, superficiais e/ou subterrâneos. Em Laranjal Paulista, o volume 
captado pelo sistema de abastecimento de água (SAA) que atende à população 
urbana é de 9.408 m³/dia, sendo esse valor mantido constante para todo o 
horizonte de planejamento. 
Para avaliar se os SAA atualmente instalados possuem capacidade de 
atendimento suficiente para atender à demanda, subtraiu-se da capacidade 
instalada à produção necessária, resultando em um déficit ou saldo de produção. 
Para as regiões sem dados sobre o volume de água produzido, será indicado o 
volume necessário de água, de forma a garantir o abastecimento da população 
por rede geral. 
Já a produção de água outorgada corresponde à vazão que o órgão ambiental 
permite que seja captada, de tal forma que não prejudique o curso d9água e a 
sua utilização por outros usuários à jusante. Para a análise de capacidade de 
produção outorgada, foi considerada a soma das vazões outorgadas, que em 
Laranjal Paulista totalizou 10.648 m³/dia. 
h) Capacidade de tratamento instalada e saldo de tratamento 
A capacidade de tratamento de água instalada corresponde a soma das 
capacidades nominais de todas as ETA instaladas com o volume médio diário 
de água captado, que passa por tratamento. Em Laranjal Paulista, diariamente 
83 
podem ser tratados, em média, 10.888 m³ de água, sendo esse valor mantido 
constante para todo o horizonte de planejamento. 
Para avaliar se os sistemas atualmente instalados possuem capacidade 
tratamento suficiente para atender à demanda, subtraiu-se a capacidade
instalada de tratamento da produção necessária de água, resultando em déficit 
ou saldo de tratamento. Para as regiões sem dados sobre o volume de água 
produzido, será indicado o volume necessário de água que deverá passar por 
tratamento anteriormente a distribuição à população. 
i) Volume de reservação disponível e necessário 
Para o cálculo do volume de reservação necessário, adotou-se a relação de
Frühling, na qual os reservatórios de distribuição devem ter capacidade 
suficiente para armazenar o terço do consumo diário correspondente aos setores 
por eles abastecidos. Dessa forma, para avaliação do déficit ou saldo, subtraiu￾se o volume de reservação disponível do volume de reservação necessário. 
O volume de reservação disponível corresponde à soma dos volumes de todos 
os reservatórios de água em cada agrupamento populacional. Em Laranjal 
Paulista, a capacidade de reservação para a população urbana é de 2.820 m³, 
sendo esse valor mantido constante para todo o horizonte de planejamento. 
SOLUÇÕES INDIVIDUAIS 
A estimativa de demanda por soluções individuais foi considerada com base no 
quantitativo de domicílios que irão receber água por poço ou nascente na 
propriedade. Para levantamento do ponto de partida, foram utilizadas as 
seguintes informações: 
• Índice de atendimento por poço ou nascente para a população rural 
isolada: percentual da população residente em domicílios rurais, exclusive 
aglomerado rural, que recebe água por poço ou nascente na propriedade, 
conforme censo demográfico de 2010 (IBGE, 2010); 
84 
• Índice de domicílios com canalização intradomiciliar4
 em áreas rurais 
isoladas: percentual da população residente em domicílios rurais, 
exclusive aglomerado rural, com banheiro de uso exclusivo dos 
moradores ou sanitário, conforme censo demográfico de 2010 (IBGE,
2010); 
• Número médio de residentes em domicílios permanentes em áreas rurais 
isoladas: fator que relacionada a quantidade média de habitantes em 
relação ao total de domicílios permanentes em área rural isolada, 
conforme censo demográfico de 2010 (IBGE, 2010); 
• População rural isolada: projeção populacional para rural isolado 3
setores rurais, excetuando os aglomerados rurais 3 para o ano de 2021, 
considerando a população flutuante. 
Os valores adotados para o cálculo da demanda por soluções individuais são 
apresentados na Tabela 5-5. 
Tabela 5-5 - População atual e índice de atendimento 
Ano 
População rural 
isolada total 
(Residente + 
Flutuante) em 
2021 
(hab.) 
Índice de 
atendimento 
por poço ou 
nascente para a 
população rural 
isolada 
Índice de 
domicílios com 
instalações 
hidrossanitárias 
Número médio 
de residentes 
em domicílios 
permanentes 
em áreas rurais 
isoladas 
(hab./dom.) 
2021 5.807 86,72% 99,53% 3,10 
Fonte: IBGE (2010); CONSÓRCIO CM (2022) 
Em relação às metas de atendimento, considerou-se as metas de atendimento 
de água propostas pelo PSBR que prevê que até o ano de 2038 100% da 
população recebe água por formas de abastecimento adequadas. A quantidade 
de domicílios que recebe água por poço ou nascente em cada ano do horizonte 
de planejamento corresponde ao total de domicílios atendidos adequadamente 
no ano (meta de atendimento adequado no ano x quantidade de domicílios) 
descontada a quantidade de domicílios abastecidos por rede geral. 
4 A variável <existência de canalização interna de água no domicílio= não está disponível no banco de 
dados do Universo do Censo Demogr·fico, apenas na base amostral. A fim de contornar esse problema, 
assumiu-se que a vari·vel existÍncia de banheiro, presente nos dados do Universo, seja amplamente 
relacionada ‡ existÍncia de canalizaÁ„o interna. 
85 
Além das formas de abastecimento, para a análise do atendimento adequado 
por soluções individuais, torna-se necessário o acompanhamento da incidência 
de instalações hidrossanitárias, a qual deverá alcançar o percentual de 100%
dos domicílios até o ano de 2038. Conforme informações do censo demográfico 
de 2010, têm-se que para o município de Laranjal Paulista que esse percentual 
(99,53%) está próximo da meta, devendo o índice apresentar um crescimento 
gradual até atingir 100% em 2038 e se manter constante até 2041. 
As metas de atendimento por soluções individuais e de ocorrência de domicílios 
com canalização intradomiciliar a serem alcanças ao longo do horizonte de 
planejamento são apresentadas na Tabela 5-6. 
Tabela 5-6 - Metas de atendimento por soluções individuais e ocorrência de canalização 
intradomiciliar em áreas rurais isoladas 
Ano Atendimento por poço ou 
nascente 
Domicílios com 
canalização intradomiciliar 
2022 84,70% 99,53% 
2023 85,30% 99,56% 
2024 85,89% 99,59% 
2025 86,47% 99,62% 
2026 87,04% 99,65% 
2027 87,60% 99,68% 
2028 88,15% 99,71% 
2029 88,70% 99,74% 
2030 89,23% 99,76% 
2031 89,76% 99,79% 
2032 90,27% 99,82% 
2033 90,79% 99,85% 
2034 91,29% 99,88% 
2035 91,78% 99,91% 
2036 92,28% 99,94% 
2037 92,76% 99,97% 
2038 93,24% 100%
2039 93,26% 100% 
2040 93,27% 100% 
2041 93,28% 100% 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
86 
5.1.2 Avaliação das Demandas 
Definidos os parâmetros de projeto e a população projetada, foram calculadas 
as demandas por soluções coletivas e individuais até o horizonte final de plano 
(2041), de acordo com a situação da população residente, urbana e rural, 
acrescidas da população flutuante de cada uma das áreas. 
Na Tabela 5-7 estão apresentadas as demandas do SAA para a área urbana de 
Laranjal Paulista. Nota-se que a vazão máxima diária (Qmáx 3 L/s) é crescente 
durante o período, iniciando em 106,84 L/s em 2022, e alcançando 112,67 L/s 
em 2041. Ainda para o período, a reservação necessária sofre um aumento de 
cerca de 5,46%, correspondendo a 3.245 m³ em 2041. 
Ainda para o SAA que compreende a área urbana, foi realizada a análise do 
saldo de produção, tratamento e reservação frente às demandas previstas 
(Tabela 5-8), sendo possível notar que a atual capacidade de produção de água 
é suficiente para o atendimento da demanda projetada apenas até 2025. O saldo 
de produção que corresponde para o ano de 2022 a um superávit de 2,05 L/s, 
chega a um déficit de 3,78 L/s em 2041. O volume efetivamente captado 
corresponde à cerca de 88% do volume outorgado e as outorgas suprem as 
demandas projetadas até 2041. Por outro lado, a captação média deverá passar 
de 108,89 L/s para no mínimo 112,67 L/s visando atender a vazão máxima diária 
em 2041. Cabe salientar que em Laranjal Paulista, de acordo com o Diagnóstico 
(Tomo I), além da captação superficial Sorocaba, há quatro poços em operação. 
Além disso, nota-se que há capacidade para o tratamento de água em todo o 
horizonte de planejamento, sem que intervenções de ampliação na ETA sejam 
necessárias no horizonte de planejamento do plano. O saldo de tratamento ao 
final do horizonte de planejamento é de 13,35 L/s. 
87 
Tabela 5-7 - Demanda por sistema coletivo para a população urbana 
Ano População 
(hab.) 
Atendimento 
(%) 
Per Capita
(L/hab.dia) 
Perdas 
totais 
(%) 
Per Capita
Bruto 
(L/hab.dia) 
Qmédia 
(L/s) 
Qmáx dia 
(L/s) 
Qmáx 
horária 
(L/s) 
Reservação 
Necessária 
(m³) 
2022 28.797 100% 164,84 38,29% 267,12 89,03 106,84 160,25 3.077 
2023 29.214 100% 164,84 37,80% 265,02 89,61 107,53 161,30 3.097 
2024 29.624 100% 164,84 37,31% 262,95 90,16 108,19 162,29 3.116 
2025 30.027 100% 164,84 36,82% 260,92 90,68 108,81 163,22 3.134 
2026 30.420 100% 164,84 36,33% 258,91 91,16 109,39 164,09 3.150 
2027 30.804 100% 164,84 35,85% 256,94 91,61 109,93 164,89 3.166 
2028 31.179 100% 164,84 35,36% 255,00 92,02 110,42 165,63 3.180 
2029 31.540 100% 164,84 34,87% 253,08 92,39 110,87 166,30 3.193 
2030 31.891 100% 164,84 34,38% 251,20 92,72 111,26 166,90 3.204 
2031 32.230 100% 164,84 33,89% 249,34 93,01 111,62 167,42 3.215 
2032 32.557 100% 164,84 33,40% 247,51 93,27 111,92 167,88 3.223 
2033 32.872 100% 164,84 32,91% 245,71 93,48 112,18 168,27 3.231 
2034 33.173 100% 164,84 32,42% 243,93 93,66 112,39 168,58 3.237 
2035 33.463 100% 164,84 31,93% 242,18 93,79 112,55 168,83 3.242 
2036 33.740 100% 164,84 31,44% 240,45 93,90 112,68 169,01 3.245 
2037 34.004 100% 164,84 30,96% 238,75 93,96 112,75 169,13 3.247 
2038 34.256 100% 164,84 30,47% 237,07 93,99 112,79 169,19 3.248 
2039 34.496 100% 164,84 29,98% 235,41 93,99 112,79 169,18 3.248 
2040 34.725 100% 164,84 29,49% 233,78 93,96 112,75 169,12 3.247 
2041 34.942 100% 164,84 29,00% 232,17 93,89 112,67 169,01 3.245 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
88 
Tabela 5-8 - Saldo de produção, tratamento e reservação para a população urbana 
Ano 
Saldo de 
produção 
(L/s) 
Saldo de produção 
outorgada 
(L/s) 
Saldo de 
tratamento da água 
(L/s) 
Saldo de 
reservação 
(m³) 
2022 2,05 16,40 19,18 -257 
2023 1,36 15,71 18,48 -277 
2024 0,70 15,05 17,83 -296 
2025 0,08 14,43 17,21 -314 
2026 -0,50 13,85 16,63 -330 
2027 -1,04 13,31 16,09 -346 
2028 -1,53 12,82 15,60 -360
2029 -1,98 12,38 15,15 -373 
2030 -2,37 11,98 14,75 -384 
2031 -2,73 11,62 14,40 -395 
2032 -3,03 11,32 14,10 -403 
2033 -3,29 11,06 13,84 -411 
2034 -3,50 10,85 13,63 -417 
2035 -3,67 10,69 13,46 -422 
2036 -3,79 10,57 13,34 -425 
2037 -3,86 10,49 13,26 -427 
2038 -3,90 10,45 13,23 -428
2039 -3,90 10,45 13,23 -428 
2040 -3,86 10,49 13,27 -427 
2041 -3,78 10,57 13,35 -425 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021)
Com relação à reservação de água tratada, sabendo-se que o sistema atual 
possui uma capacidade de 2.820 m³, verifica-se que a mesma não supre a 
demanda atual e futura, que varia entre 3.077 m³, em 2022, a 3.245 m³, em 2041. 
Sendo assim, observa-se que há, para a área urbana do município de Laranjal 
Paulista, capacidade satisfatória de produção outorgada de água e tratamento 
durante todo o horizonte de planejamento, desde que ocorra ampliação da 
captação e reservação bem como a redução dos índices de perdas de água e 
manutenção do consumo médio per capita de água. 
Uma vez nos últimos cinco anos tem ocorrido o incremento anual da média do 
volume de água consumido por cada habitante, é fundamental que a 
concessionária busque institucionalizar ações para racionalização do consumo 
de água pela população atendida no município. Caso a incremento do consumo 
89 
de água continue a ocorrer, somado ao crescimento populacional projetado, será 
necessário que ocorra a ampliação das outorgas de captação, dos volumes de 
água captados nos mananciais e das unidades de tratamento de água no 
município para que não ocorra descontinuidade na prestação dos serviços de 
AA. 
No cenário de manutenção do atual índice médio de consumo de água de 170,30 
L/hab.dia (SNIS, 2021), o déficit de produção é superior, atingindo o valor de 
7,52 L/s em 2041. Além disso, no que se refere as outorgas existentes e a 
capacidade de reservação, os valores conseguem suprir a demanda até o final 
do horizonte de planejamento, porém com saldos positivos menores. 
Para a população rural isolada, observa-se que o atendimento por rede geral 
deverá ser ampliado para o atendimento de mais 1 domicílio a cada cerca de 1 
ano, conforme premissa de crescimento da proporção de soluções coletivas em 
10%. Considerando a manutenção do consumo per capita médio e redução dos 
índices de perdas de água, a vazão máxima diária (Qmáx 3 L/s) estimada é 
decrescente durante o período, partindo de 1,76 L/s em 2022, para 1,68 L/s em 
2041, conforme apresentado na Tabela 5-9. Uma vez que, de acordo com a 
SABESP, não há reservatórios específicos para a zona rural isolada e não é 
possível estimar qual a vazão captada e produzida na ETA (ou no tratamento 
simplificado nos poços) para essa área, salienta-se que a concessionária deve 
garantir que haja a captação e o tratamento adequado da vazão máxima de 1,76 
L/s, conforme apresentado na Tabela 5-10. Para o atendimento dessa 
população, observa-se a necessidade de reservação de no mínimo 51 m³,
preferencialmente nas localidades indicadas na Figura 5-1.
90 
Tabela 5-9 - Demanda por sistema coletivo para a população rural isolada 
Ano População 
(hab.)
Domicílios 
(unid.) 
Domicílios 
com 
solução 
coletiva 
(unid.) 
Atendimento 
(%)
Per Capita
(L/hab.dia)
Perdas 
totais 
(%)
Per Capita
Bruto 
(L/hab.dia)
Qmédia 
(L/s)
Qmáx 
dia 
(L/s)
Qmáx 
horária 
(L/s)
Reservação 
Necessária 
(m³)
2022 5.945 1.918 153 7,98% 164,84 38,29% 267,12 1,47 1,76 2,64 51 
2023 6.083 1.962 154 7,84% 164,84 37,80% 265,02 1,46 1,75 2,63 51 
2024 6.220 2.006 155 7,71% 164,84 37,31% 262,95 1,46 1,75 2,63 50 
2025 6.352 2.049 155 7,58% 164,84 36,82% 260,92 1,45 1,75 2,62 50 
2026 6.481 2.091 156 7,47% 164,84 36,33% 258,91 1,45 1,74 2,61 50 
2027 6.607 2.131 157 7,37% 164,84 35,85% 256,94 1,45 1,74 2,61 50 
2028 6.727 2.170 158 7,27% 164,84 35,36% 255,00 1,44 1,73 2,60 50 
2029 6.842 2.207 159 7,19% 164,84 34,87% 253,08 1,44 1,73 2,59 50 
2030 6.952 2.243 159 7,11% 164,84 34,38% 251,20 1,44 1,72 2,59 50 
2031 7.054 2.276 160 7,04% 164,84 33,89% 249,34 1,43 1,72 2,58 50 
2032 7.151 2.307 161 6,98% 164,84 33,40% 247,51 1,43 1,72 2,57 49 
2033 7.243 2.336 162 6,93% 164,84 32,91% 245,71 1,43 1,71 2,57 49 
2034 7.327 2.364 163 6,88% 164,84 32,42% 243,93 1,42 1,71 2,56 49 
2035 7.406 2.389 163 6,84% 164,84 31,93% 242,18 1,42 1,70 2,56 49 
2036 7.478 2.412 164 6,81% 164,84 31,44% 240,45 1,42 1,70 2,55 49 
2037 7.546 2.434 165 6,78% 164,84 30,96% 238,75 1,41 1,70 2,55 49 
2038 7.607 2.454 166 6,76% 164,84 30,47% 237,07 1,41 1,69 2,54 49 
2039 7.663 2.472 167 6,74% 164,84 29,98% 235,41 1,41 1,69 2,53 49 
2040 7.715 2.489 167 6,73% 164,84 29,49% 233,78 1,40 1,69 2,53 49 
2041 7.762 2.504 168 6,72% 164,84 29,00% 232,17 1,40 1,68 2,52 48 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
91 
Tabela 5-10 - Saldo de produção, tratamento e reservação para a população em rural 
isolada 
Ano 
Saldo de 
produção 
(L/s) 
Saldo de produção 
outorgada 
(L/s) 
Saldo de 
tratamento da água 
(L/s) 
Saldo de 
reservação 
(m³) 
2022 -1,76 -1,76 -1,76 -51 
2023 -1,75 -1,75 -1,75 -51 
2024 -1,75 -1,75 -1,75 -50 
2025 -1,75 -1,75 -1,75 -50 
2026 -1,74 -1,74 -1,74 -50 
2027 -1,74 -1,74 -1,74 -50 
2028 -1,73 -1,73 -1,73 -50
2029 -1,73 -1,73 -1,73 -50 
2030 -1,72 -1,72 -1,72 -50 
2031 -1,72 -1,72 -1,72 -50 
2032 -1,72 -1,72 -1,72 -49 
2033 -1,71 -1,71 -1,71 -49 
2034 -1,71 -1,71 -1,71 -49 
2035 -1,70 -1,70 -1,70 -49 
2036 -1,70 -1,70 -1,70 -49 
2037 -1,70 -1,70 -1,70 -49 
2038 -1,69 -1,69 -1,69 -49
2039 -1,69 -1,69 -1,69 -49 
2040 -1,69 -1,69 -1,69 -49 
2041 -1,68 -1,68 -1,68 -48 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021)
A população não atendida por rede geral de água deverá ter acesso à água por 
solução individual, da forma poço ou nascente na propriedade e com a presença 
de canalização intradomiciliar. A demanda, em número de domicílios, é 
apresentada na Tabela 5-11, onde observa-se que a quantidade de domicílios 
com abastecimento por soluções individuais inicia em 1.625 em 2022, 
aumentando para 2.336 em 2041 3 acréscimo de 43,76%. Já a quantidade de 
domicílios com canalização intradomiciliar deverá ser ampliado em 0,47 pontos 
percentuais, sendo o quantitativo igual a 2.504 domicílios ao final do plano. 
Uma vez que a responsabilidade sobre a operação dos sistemas individuais é do 
próprio usuário, torna-se necessário o desenvolvimento de ações que promovam 
o cadastramento dos usuários e capacitação e apoio técnico operacional. Além 
92 
disso, é fundamental que a administração pública promova o subsídio para 
garantida do tratamento adequado da água, tais com a disponibilização de 
pastilhas de cloro. Uma vez que o atendimento adequado inclui o acesso à água 
em conformidade com os padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria 
MS/GM nº 888/2021, recomenda-se ainda a criação de um programa de 
monitoramento da água das soluções individuais para essa população. 
Tabela 5-11 - Demanda por solução individual para a população rural isolada 
Ano População 
(hab) 
Atendimento 
por poço ou 
nascente 
(%) 
Domicílios com 
canalização 
intradomiciliar 
(%) 
Domicílios 
com solução 
individual 
(dom.) 
Domicílios com 
canalização 
intradomiciliar 
(dom.) 
2022 5.945 84,70% 99,53% 1.625 1.909 
2023 6.083 85,30% 99,56% 1.674 1.954 
2024 6.220 85,89% 99,59% 1.723 1.998 
2025 6.352 86,47% 99,62% 1.772 2.041 
2026 6.481 87,04% 99,65% 1.820 2.083 
2027 6.607 87,60% 99,68% 1.867 2.124 
2028 6.727 88,15% 99,71% 1.913 2.164 
2029 6.842 88,70% 99,74% 1.958 2.201 
2030 6.952 89,23% 99,76% 2.001 2.237 
2031 7.054 89,76% 99,79% 2.042 2.271 
2032 7.151 90,27% 99,82% 2.083 2.303 
2033 7.243 90,79% 99,85% 2.121 2.333 
2034 7.327 91,29% 99,88% 2.158 2.361 
2035 7.406 91,78% 99,91% 2.193 2.387 
2036 7.478 92,28% 99,94% 2.226 2.411 
2037 7.546 92,76% 99,97% 2.258 2.433 
2038 7.607 93,24% 100% 2.288 2.454 
2039 7.663 93,26% 100% 2.305 2.472 
2040 7.715 93,27% 100% 2.321 2.489 
2041 7.762 93,28% 100% 2.336 2.504 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021)
Para melhor visualização e compreensão dos dados apresentados sobre o 
estudo de demanda de água para sistemas coletivos, tem-se os gráficos de 
projeção da demanda total de produção de água por sistemas coletivos em 
relação a atual capacidade de produção e tratamento de água (Figura 5-4) e da 
capacidade necessária de reservação com o volume atual de reservação (Figura 
93 
5-5). Observa-se que caso haja viabilidade técnica e econômica para 
implantação de rede de água, é possível a adução do SAA da área urbana para 
ampliação em áreas rurais que serão abastecidas por sistemas coletivos, uma 
vez que a capacidade de tratamento e a vazão outorgada são superiores a soma 
das demandas por sistemas coletivos, quando considerado a manutenção do 
consumo médio per capita de água e redução das perdas de água. Contudo, há 
necessidade de incremento na captação de água. Tem-se ainda que a
capacidade atual de reservação de água é inferior a capacidade necessária 
considerando a população das áreas urbanas e rurais abastecidas por rede 
geral, reforçando necessidade de incorporação de novos reservatórios no 
sistema. 
Figura 5-4 - Demanda total e vazão de produção e tratamento existentes para coletivos 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
Vaz„o (L/s)
Ano
Demanda por produÁ„o e tratamento de ·gua Capacidade instalada de produÁ„o de ·gua
ProduÁ„o de ·gua outorgada Capacidade instalada de tratamento
94 
 
Figura 5-5 - Reservação necessária e capacidade instalada para sistemas coletivos 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
Na Figura 5-6 pode-se visualizar o déficit por soluções individuais para o 
abastecimento de água ao longo do horizonte de planejamento do plano. Nota￾se um acréscimo no período, no qual em 2041 93,28% dos domicílios estarão 
atendidos por soluções individuais, representando um aumento de 8,57 pontos 
percentuais em comparação a 2022. 
Figura 5-6 - Déficit por soluções individuais para o abastecimento de água 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
2.500
2.600
2.700
2.800
2.900
3.000
3.100
3.200
3.300
3.400
Volume de ·gua reservado (m³)
Ano
ReservaÁ„o Necess·ria Capacidade instalada de reservaÁ„o de ·gua
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
Nº de domicÌlios (dom.) 
ANO
Total de domicÌlios rurais isolados Demanda por soluÁıes individuais
95 
5.1.3 Identificação das Carências 
Concluindo a primeira etapa do Prognóstico com relação aos serviços de 
abastecimento de água de Laranjal Paulista, tendo em vista a caracterização do 
sistema e as considerações apresentadas no Diagnóstico (Tomo I), somada às 
análises realizadas nesse item, são destacadas as principais carências 
identificadas, as quais serão sanadas a partir da construção de programas e 
ações a serem propostos num segundo momento por meio da elaboração do 
Tomo III: Programas, Projetos e Ações. 
Incialmente, em relação ao per capita de água consumido no município, 
considera-se o valor atual elevado quando comparado a média do país, porém 
apresenta valor inferior ao per capita do estado de São Paulo, da região sudeste 
e do universo do contrato do Consórcio CM. Tendo em vista as questões atuais 
de crise hídrica e a necessidade de preservação da água fazendo uso
consciente, recomenda-se redução gradativa do consumo no cálculo de 
demandas. Tal questão será abordada na proposição dos programas, 
ressaltando que as ações devem estar factíveis à realidade do município. 
No que se refere ao índice de perdas, Laranjal Paulista deverá apresentar 
significativa redução entre 2022 e 2041, correspondente a 9,29 pontos 
percentuais nas perdas de água para atendimento das metas. 
Em síntese, no que se refere aos sistemas de abastecimento de água coletivos, 
nota-se que a atual capacidade para captação e reservação não são suficientes 
para atendimento das demandas apresentadas até 2041. Em relação ao 
tratamento, nota-se que a capacidade nominal da ETA Sede e do tratamento 
simplificado em Laras conseguirá atender a população até o final do horizonte 
de planejamento. Considerando apenas a área urbana, nota-se a necessidade 
de ampliação do volume de água captado em 3,78 L/s, para atendimento das 
demandas no horizonte de planejamento. No que se refere às outorgas, o volume 
outorgado supre as demandas projetadas até 2041. 
Analisando ainda a área de atuação da concessionária e a previsão de expansão 
do plano diretor municipal, destacam-se as localidades de São Roque (extensão 
96 
Chácara Roberto - parte irregular), em ZPR1, e Distrito Industrial (ZI), nas quais 
a mancha de ocupação é maior que a área atualmente atendida pela SAPESP. 
Em áreas rurais isoladas, propõe-se o incremento de 10% ao ano, no número de 
soluções coletivas dos domicílios para atender à demanda pelo aumento da
população abastecida por rede geral, sendo a diferença, atendida por soluções 
individuais. Para esses habitantes abastecidos por soluções individuais, nota-se 
que o índice de atendimento apresentará um acréscimo, partindo de 84,70% em 
2022 para 93,28% em 2041. Dessa forma, serão propostas ações que visem à
implantação de soluções adequadas para essa população, de forma a atender à 
universalização dos serviços até o horizonte final do plano. 
Diante das carências identificadas na prestação dos serviços de abastecimento 
de água e das demandas projetadas ao longo do horizonte de planejamento 
(2022-2041), no Tomo III serão feitas proposições de programas e ações a fim 
de sanar tais deficiências, garantindo a prestação adequada dos serviços nos 
próximos 20 anos, ressaltando-se que, além das ações estruturais, também 
serão propostas ações estruturantes. 
5.2 Esgotamento Sanitário 
Para o eixo de esgotamento sanitário, foram consideradas adequadas as formas 
que contemplam coleta seguida de tratamento para sistemas coletivos e uso de 
fossas sépticas para sistemas individuais. As demais formas de atendimento 
(lançamento direto de esgoto em valas, rio, lago, mar ou outra forma pela 
unidade domiciliar, bem como a coleta de esgotos, não seguida de tratamento e 
uso de fossa rudimentar) são consideradas como precárias, pois favorecem a 
proliferação de doenças parasitárias e infecciosas e causam a degradação dos 
corpos hídricos, portanto deverão ser substituídas por formas adequadas, para 
o alcance da universalização (PLANSAB, 2014). 
Assim como no abastecimento de água, para a escolha do tipo de esgotamento 
sanitário as condicionantes demográficas devem ser avaliadas, sendo adotadas 
as mesmas relações entre as taxas de ocupação populacional, e o tipo de 
solução indicada, individual ou coletiva. 
97 
No município de Laranjal Paulista, além das condicionantes citadas, foram 
observadas as áreas de abrangência da SABESP, a qual possui a concessão 
dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, o 
Plano Diretor e o Zoneamento, definidos pela Lei Municipal 2.543/2006 (em 
processo de revisão) e Lei Complementar n° 171/2016, respectivamente. A 
espacialização do território municipal, de acordo com os agrupamentos e 
soluções de esgotamento sanitário possíveis, conforme premissas adotadas (as 
quais estão detalhadas no item 5.2.1) é apresentada na Figura 5-7. 
Figura 5-7 – Previsão de atendimento por soluções individuais e coletivas de esgotamento 
sanitário conforme ordenamento do zoneamento municipal 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
98 
Nota-se que são atendidos com serviço de esgotamento sanitário a sede urbana 
e as áreas urbanas de Maristela e Laras. Contudo, o sistema público coletivo 
ainda não se encontra em operação em uma parte da área Urbana de Maristela 
(ZPR), Bairro São Roque (ZPR), Bairro da Ponte (ZI) e nas zonas rurais de Laras, 
Olegarinho e São Roque (parte rural). Destaca-se que essas localidades se 
encontram dentro do contrato do município com a SABESP. 
Na Tabela 5-12 são especificadas as soluções de esgotamento sanitário a serem 
implementadas ao longo do PMSB, conforme o ordenamento municipal e a 
localização, conforme premissas adotadas para o estudo de demandas, 
apresentado no item a seguir. 
Tabela 5-12 – Forma de esgotamento sanitário a ser implementada de acordo com a 
localização e ordenamento do Plano Diretor 
Agrupamento 
do domicílio 
Ordenamento no 
Plano Diretor 
Tipo de 
solução Localidades 
Responsável pela 
prestação dos 
serviços públicos 
de AA 
Urbano 
ZPR1, ZPR2, 
ZPR3, ZPC Coletiva 
Sede, Maristela, Área 
Urbana Laras, Urbano 
Maristela, Bairro São 
Roque 
SABESP 
ZI Coletiva Bairro da Ponte SABESP 
Rural isolado 
Outros Coletiva Laras Rural, Olegarinho, 
São Roque Rural SABESP 
ZIHP, APP e 
outros Individual Demais localidades rurais 
Prefeitura 
Municipal de 
Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
5.2.1 Metodologia de cálculo, critério e parâmetros 
Para a realização do cálculo de demanda pelos serviços de esgotamento 
sanitário, bem como as premissas para o incremento da distribuição das 
soluções coletivas e individuais para os próximos 20 anos no município de 
Laranjal Paulista estão apresentadas a seguir. 
A primeira refere-se à situação do domicílio, conforme critério apresentado no 
Item 4. Ressalta-se que as projeções de população flutuante foram somadas à 
população permanente residente, uma vez que a população flutuante se
apresenta de forma significativa no estudo populacional, havendo, portanto,
impacto sobre a demanda pelos serviços ao longo do horizonte de planejamento. 
99 
A Figura 5-8 apresenta a distribuição territorial das estruturas do sistema de 
esgotamento sanitário considerando a situação urbana e rural do município 
(IBGE, 2010). 
Figura 5-8 – Estruturas do SES de Laranjal Paulista na área urbana e rural 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
Foi adotado que toda a população urbana deverá ser atendida com sistemas 
coletivos para coleta e tratamento de esgoto. Para a população rural, foram 
admitidas duas hipóteses. A primeira referente à população rural sendo 
propostas: (i) soluções individuais adequadas, como as fossas sépticas, para a 
população rural dispersa, considerando essa dinâmica de ocupação; e(ii) para a 
população rural que vive em aglomerados, são propostas soluções coletivas, 
mesmo que simplificadas, mas que se justificam pelo adensamento populacional
dessas regiões. 
100 
A segunda é relativa aos índices de população atendida por formas adequadas 
de esgotamento sanitário, sejam elas coletivas ou individuais. A população que 
não é atendida por forma adequada atualmente, deverá passar a ser atendida. 
Foi considerado como atendimento por formas adequadas de esgotamento 
sanitário a parcela da população que é atendida por coleta de esgoto seguida de 
tratamento ou por solução individual adequada. Sendo considerado déficit o 
afastamento por fossa rudimentar, vala, rio, lago ou outro destino (PLANSAB, 
2014). As premissas adotadas para a distribuição de soluções individuais e 
coletivas estão apresentadas na Figura 5-9. 
Figura 5-9 - Premissas para a distribuição das soluções individuais e coletivas de 
esgotamento sanitário 
Fonte: adaptado de PSBR (2020) 
Já para as áreas rurais isoladas, o incremento das soluções coletivas irá ocorrer 
conforme o percentual da população que é contemplada atualmente com o 
serviço de esgotamento sanitário e de acordo com o número de domicílios em 
déficit nesta área. Desse modo, adotou-se um incremento gradual no número de
domicílios, de modo que, ao final do horizonte de planejamento, 100% da área 
de cobertura da concessionária será atendida por sistema coletivo. 
É necessário pontuar que no presente estudo foram consideradas apenas as 
vazões de efluente doméstico, desconsiderando as vazões provenientes de 
atividades industriais. 
101 
SOLUÇÕES COLETIVAS 
a) Ponto de partida 
O ponto de partida para definição da demanda por soluções coletivas adequadas 
de esgotamento sanitário foi estimado considerando o cruzamento de 
informações de três bases de dados disponíveis e confiáveis, a saber: 
• Índice de atendimento urbano: relação entre a população urbana atendida 
e a população urbana total apresentada no SNIS (2021) para o ano de 
2020; 
• Índice de atendimento por rede geral para a população rural isolada: 
percentual da população residente em domicílios rurais, exclusive 
aglomerado rural, atendida por rede coletora, conforme censo 
demográfico de 2010 (IBGE, 2010); 
• População atual: projeção populacional, urbana e rural, para o ano de 
2020, considerando a população flutuante. 
A Tabela 5-13 mostra a população atual do município para as áreas urbana e 
rural e os índices de atendimento referente ao esgotamento sanitário. 
Tabela 5-13 - População atual e índice de atendimento 
Ano 
População 
Urbana Total 
(Residente + 
Flutuante) 
Índice de atendimento 
por rede coletora para 
a população urbana 
(%) 
População 
rural isolada 
total 
(Residente + 
Flutuante) 
Índice de 
atendimento por 
rede coletora 
para a população 
rural isolada (%) 
2020 28.375 99,70% 5.807 0,05%
Fonte: SNIS (2021), IBGE (2010), CONSÓRCIO CM (2021) 
Além da população, serve também como ponto de partida, a capacidade de 
tratamento instalada 3 que se refere à vazão média de tratamento projetada para 
final de plano dos sistemas que já estão em operação, considerando que as 
Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) são usualmente projetadas para uma 
população de fim de projeto e nem sempre estão saturadas com a vazão 
coletada atual. Para tanto, são levantadas informações sobre a extensão da rede 
coletora atual, vazão coletada atual e capacidade nominal da ETE existente, 
conforme mostra a Tabela 5-14. 
102 
Tabela 5-14 - Capacidade de coleta e tratamento instalada 
Ano 
Extensão 
da rede 
coletora 
(km) 
ETE Sede ETE Laras 
Vazão de 
operação 
(L/s) 
Capacidade 
instalada - Vazão 
nominal da ETE 
(L/s) 
Vazão de 
operação 
(L/s) 
Capacidade 
instalada - Vazão 
nominal da ETE 
(L/s) 
2020 180,53 35,09 48,61 2,69 0,75 
Fonte: SABESP (2020), SNIS (2021) 
b) Metas de atendimento 
Para o horizonte do PMSB, foi adotada a meta proposta pela Lei Federal nº 
14.026/2020 para as áreas urbanas que prevê que 90% da população seja 
atendida por coleta e tratamento de esgoto até o ano de 2033. De acordo com 
os dados da SABESP (2021), referente ao ano de 2021, o índice de atendimento 
por coleta e tratamento de esgoto no município de Laranjal Paulista é de 99,7% 
para a área urbana. Dessa forma, é previsto o atendimento de 100% da
população urbana projetada para final de plano (2041), com incremento no índice 
de forma gradativa (2033-2041), uma vez que a meta já foi atendida. 
Para a área rural isolada, foram consideradas as metas propostas pelo PSBR 
referente à região Sudeste e ao atendimento por rede coletora ou fossas 
sépticas, que preveem os seguintes valores: 51% em 2023, 66% em 2028 e 95% 
em 2038. Levando em consideração que em Laranjal Paulista, 0,05% da 
população rural utiliza rede geral, 75,79% fossas sépticas e 14,34% fossas 
rudimentares (IBGE, 2010). Observa-se que as metas de curto prazo (51% em 
2023) e médio prazo (66% em 2028) foram atendidas, considerando o valor de 
atendimento por soluções adequadas (75,85%). Entretanto, para alcance da 
meta de longo prazo proposta pelo PSBR, será necessário o incremento do 
atendimento em 19,15%, para o qual é previsto o aumento gradativo até 2038. 
A Tabela 5-15 mostra as metas de atendimentos progressivas, tanto para áreas 
urbanas quanto para áreas rurais. 
103 
Tabela 5-15 - Metas de atendimento progressivas para esgotamento sanitário
Ano 
Meta de Atendimento 
Urbano: 
(%) da população com 
rede coletora de esgoto 
Meta de Atendimento 
Urbano: 
(%) da população com 
tratamento de esgoto 
Meta de atendimento 
rural (%): por rede 
coletora 
ou fossas sépticas 
2022 99,70% 99,70% 74,08% 
2023 99,70% 99,70% 75,39%
2024 99,70% 99,70% 76,70% 
2025 99,70% 99,70% 78,00% 
2026 99,70% 99,70% 79,31% 
2027 99,70% 99,70% 80,62% 
2028 99,70% 99,70% 81,93% 
2029 99,70% 99,70% 83,23% 
2030 99,70% 99,70% 84,54% 
2031 99,70% 99,70% 85,85% 
2032 99,70% 99,70% 87,16% 
2033 99,70% 99,70% 88,46% 
2034 99,74% 99,74% 89,77% 
2035 99,78% 99,78% 91,08% 
2036 99,81% 99,81% 92,39% 
2037 99,85% 99,85% 93,69% 
2038 99,89% 99,89% 95,00%
2039 99,93% 99,93% 96,67% 
2040 99,96% 99,96% 98,33% 
2041 100% 100% 100% 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
c) Vazão média de esgotos produzida 
A produção de esgotos corresponde à vazão de água efetivamente consumida. 
Entende-se por consumo efetivo aquele registrado na micromedição da rede de
distribuição de água, descartando-se, portanto, as perdas do sistema de 
abastecimento. Parte desse volume efetivo não chega aos coletores de esgoto, 
pois, conforme a natureza de consumo, perde-se por evaporação, incorporação 
à rede pluvial ou escoamento superficial (ex.: irrigação de jardins e parques, 
lavagem de carros, instalações não conectadas à rede, dentre outros). Dessa 
forma, para estimar a fração da água que adentra à rede de esgotos, aplica-se 
o coeficiente de retorno (R), que é a relação média entre o volume de esgoto 
produzido e a água efetivamente consumida. O coeficiente de retorno típico pode 
variar de 40% a 100%, sendo que usualmente adota-se o valor de 80% pela 
literatura (VON SPERLING, 2005). Para aplicar a proporção de retorno e estimar 
104 
a vazão foram utilizadas as mesmas vazões per capita, tanto para população 
urbana quanto para a rural, foram adotados os valores de consumo per capita 
descritos no item anterior, referente ao abastecimento de água. 
A vazão média de esgotos foi calculada para o período compreendido entre 2021 
e 2041 (horizonte de planejamento do PMSB), conforme a equação seguinte: 
Āÿéþ =
ÿ ∗ ă ∗ ā
㗖㗔. 㗒ÿÿ
Onde: 
Qméd = vazão média 
P = população estimada em cada ano (habitantes); 
q = consumo médio de água per capita (L/hab.dia); 
R = coeficiente de retorno: 0,80. 
d) Vazão de infiltração 
A infiltração no sistema de esgotamento pode ocorrer por meio de defeitos na 
tubulação, conexões, juntas ou paredes de poços de visita e é calculada em 
função do coeficiente de infiltração e extensão da rede, como apresentado na 
equação seguinte. 
Ā㖊ĀĀ = Ć㖂㖙㖂 þÿ 㖊ĀĀ㖊þĆĄ㖂çãā × ÿ㖙ĆÿĀąãā þ㖂 Ąÿþÿ
Onde: 
Qinf = vazão de infiltração (L/s); 
Taxa de infiltração = parcela da água que infiltra por quilômetro de rede (L/s.km²); 
Extensão da rede = Extensão da rede coletora (km). 
Algumas características do sistema de coleta influenciam no coeficiente de 
infiltração, como, por exemplo, extensão da rede coletora, diâmetro das 
tubulações, área servida, tipo de junta, permeabilidade do solo e posição da rede 
em relação ao lençol freático, topografia e densidade populacional. Para a 
definição do coeficiente de infiltração para esses sistemas foram adotadas que 
as juntas utilizadas são elásticas, que as redes se localizam acima do lençol 
freático e que a permeabilidade do solo é alta (Crespo, 1997). Destaca-se, 
105 
devido às características do município de Laranjal Paulista, adotou-se o 
coeficiente de infiltração no valor de 0,05 L/s.km. 
A extensão da rede é calculada pela expressão a seguir: 
㕬㖙ĆÿĀąãā þ㖂 Ąÿþÿ = ÿāĂ × Ā㖂ĆāĄ ĂÿĄ ý㖂Ă㖊Ć㖂 þÿ Ąÿþÿ þÿ ÿąāāĆā
Onde: 
Extensão da rede = extensão da rede coletora (km); 
Pop = população estimada em cada ano (habitantes); 
Fator per capita de rede de esgoto = (km/habitante). 
e) Demanda por coleta e tratamento de esgotos 
A demanda por coleta e tratamento de esgotos é resultante da soma da vazão 
média de esgoto produzida com a vazão de infiltração, o que representa a vazão 
que efetivamente chega em uma ETE ou em outro sistema de tratamento de 
esgotos, podendo ser calculada para a vazão total produzida ou para a meta de 
vazão no ano do horizonte de planejamento. 
f) Saldo ou déficit de coleta e tratamento 
Para avaliar se os sistemas de esgotamento sanitário atualmente instalados 
possuem capacidade de atendimento suficiente, subtraiu-se a demanda 
necessária da capacidade instalada, resultando em déficit ou saldo de 
atendimento. 
SOLUÇÕES INDIVIDUAIS 
A estimativa de demanda por soluções individuais foi considerada com base no 
quantitativo de domicílios que irão receber soluções individuais adequadas, 
sendo utilizadas as seguintes informações: 
• Índice de atendimento por solução individual adequada: percentual da
população residente em domicílios rurais, exclusive aglomerado rural, que 
utiliza tanque séptico, conforme censo demográfico de 2010 (IBGE, 
2010); 
• Número médio de residentes em domicílios permanentes em áreas rurais 
isoladas: fator que relaciona a quantidade média de habitantes em relação 
106 
ao total de domicílios permanentes em área rural isolada, conforme censo 
demográfico de 2010 (IBGE, 2010); 
• População rural isolada: projeção populacional para rural isolado 3
setores rurais, excetuando os aglomerados rurais 3 para o ano de 2021, 
considerando a população flutuante. 
Os valores adotados para o cálculo da demanda de soluções individuais são 
apresentados na Tabela 5-16. 
Tabela 5-16 - População atual e índice de atendimento
Ano 
População rural 
isolada total 
(Residente + 
Flutuante) 
(hab.) 
Índice de 
atendimento por 
soluções individuais 
adequadas para a 
população rural 
isolada (%) 
Número médio 
de residentes 
em domicílios 
permanentes 
em áreas rurais 
isoladas 
(hab./dom.) 
2021 5.807 75,79 3,10 
Fonte: IBGE (2010); CONSÓRCIO CM (2022) 
Considerando as metas apresentadas anteriormente para a área rural, as 
premissas indicadas para a expansão da cobertura por soluções adequadas de 
esgotamento e a cobertura atual por fossa séptica, estimou-se a ampliação de 
soluções individuais nas áreas rurais isoladas. Considerando-se o atendimento 
por fossas sépticas de 75,79% (2021), o incremento em soluções individuais 
para as áreas rurais isoladas deveria ser de, aproximadamente, 1,3 pontos 
percentuais ao ano, passando de 74,08% em 2022 (considerando a mesma 
quantidade de domicílios atendidos em 2021) para 95% em 2038. 
5.2.2 Avaliação das Demandas 
Definidos parâmetros de projeto e a população projetada para as áreas urbanas 
e rurais, foram calculadas as demandas para o esgotamento sanitário até o 
horizonte final de plano, no ano de 2041, sendo estas divididas entre demandas 
para áreas urbanas e rurais, especificidades de cada tipo de ocupação. 
Na Tabela 5-17 e na Tabela 5-18 é apresentada a composição dos principais 
indicadores que resultam no déficit de atendimento para coleta e tratamento de 
esgoto no município. As colunas que compõem a tabela de demandas estão 
divididas nas informações a saber: 
107 
• Projeção: definida pelas projeções de expansão no atendimento 
entre os anos de 2022 e 2041 (horizonte de final de plano), 
considerando população e domicílios; 
• Demanda total: refere-se ao cálculo da demanda total de esgoto da 
população em questão, sem descontar qualquer parcela já 
coletada ou meta de atendimento. O cálculo da demanda total é 
composto pela vazão produzida somada com a vazão de 
infiltração, que tem relação direta com a extensão necessária da 
rede; 
• Metas de expansão: refere-se ao cálculo da expansão do sistema 
(extensão de rede e vazão coletada por esta) partindo do 
atendimento atual e cumprindo as metas progressivas 
estabelecidas. Além disso, é considerada a capacidade de 
tratamento instalada na área, e; 
• Déficits: foi estimado através da subtração entre o valor do 
atendimento atual observado e a demanda total da área em estudo, 
de forma que indica a ociosidade de infraestrutura ou a expansão 
necessária para atendimento da população em dado ano. Os 
valores em vermelho indicam que é necessário aumentar a 
capacidade de atendimento/tratamento. 
108 
Tabela 5-17 - Demanda por solução coletiva adequada na área urbana 
Projeção Demanda total Metas de expansão Déficits 
Ano População 
Urbana (hab) 
% 
atendimento 
População 
Atendida 
(hab) 
Per Capita
(L/hab.dia) 
Vazão total 
produzida para 
população 
urbana (L/s) 
Extensão total 
de rede 
estimada para 
população 
urbana (km) 
Vazão de 
infiltração 
urbana total 
 (L/s) 
Demanda 
total de 
esgoto 
gerado 
urbano 
(L/s) 
Vazão 
coletada 
na área 
urbana 
(L/s) 
Extensão de rede 
necessária 
estimada para 
cumprir meta da 
população urbana 
(km) 
Capacidade 
nominal das 
ETEs instaladas 
(L/s) 
Déficit de 
atendimento por 
rede coletora 
urbano 
(L/s) 
Déficit de 
extensão 
de rede 
(km) 
Déficit de 
capacidade de 
tratamento para 
população 
urbana 
 (L/s) 
2022 28.797 99,70% 28.710 164,84 43,95 183,77 9,19 53,14 52,98 183,22 49,36 8,09 -3,24 -3,78 
2023 29.214 99,70% 29.127 164,84 44,59 186,44 9,32 53,91 53,75 185,88 49,36 7,32 -5,90 -4,55 
2024 29.624 99,70% 29.535 164,84 45,22 189,05 9,45 54,67 54,50 188,48 49,36 6,56 -8,52 -5,31 
2025 30.027 99,70% 29.937 164,84 45,83 191,62 9,58 55,41 55,24 191,04 49,36 5,82 -11,09 -6,05 
2026 30.420 99,70% 30.329 164,84 46,43 194,13 9,71 56,14 55,97 193,55 49,36 5,09 -13,60 -6,78 
2027 30.804 99,70% 30.712 164,84 47,02 196,58 9,83 56,85 56,67 195,99 49,36 4,39 -16,05 -7,48 
2028 31.179 99,70% 31.085 164,84 47,59 198,97 9,95 57,54 57,36 198,37 49,36 3,70 -18,44 -8,18 
2029 31.540 99,70% 31.446 164,84 48,14 201,28 10,06 58,20 58,03 200,67 49,36 3,03 -20,74 -8,84 
2030 31.891 99,70% 31.795 164,84 48,68 203,52 10,18 58,85 58,67 202,91 49,36 2,38 -22,98 -9,49 
2031 32.230 99,70% 32.134 164,84 49,19 205,68 10,28 59,48 59,30 205,07 49,36 1,75 -25,15 -10,12 
2032 32.557 99,70% 32.459 164,84 49,69 207,77 10,39 60,08 59,90 207,14 49,36 1,15 -27,23 -10,72 
2033 32.872 99,70% 32.773 164,84 50,17 209,78 10,49 60,66 60,48 209,15 49,36 0,57 -29,24 -11,30 
2034 33.173 99,74% 33.086 164,84 50,63 211,70 10,58 61,22 61,06 211,14 49,36 0,01 -31,17 -11,86 
2035 33.463 99,78% 33.388 164,84 51,07 213,55 10,68 61,75 61,61 213,07 49,36 -0,52 -33,01 -12,39 
2036 33.740 99,81% 33.676 164,84 51,50 215,31 10,77 62,26 62,15 214,91 49,36 -1,03 -34,78 -12,90 
2037 34.004 99,85% 33.953 164,84 51,90 217,00 10,85 62,75 62,66 216,67 49,36 -1,52 -36,47 -13,39 
2038 34.256 99,89% 34.218 164,84 52,29 218,61 10,93 63,22 63,14 218,36 49,36 -1,98 -38,08 -13,85 
2039 34.496 99,93% 34.470 164,84 52,65 220,14 11,01 63,66 63,61 219,97 49,36 -2,43 -39,61 -14,30 
2040 34.725 99,96% 34.712 164,84 53,00 221,60 11,08 64,08 64,06 221,52 49,36 -2,85 -41,07 -14,72 
2041 34.942 100,00% 34.942 164,84 53,33 222,99 11,15 64,48 64,48 222,99 49,36 -3,25 -42,45 -15,12 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
109 
Tabela 5-18 - Demanda por solução coletiva adequada na área rural isolada 
Projeção Demanda total Metas de expansão Déficits 
Ano 
População 
rural 
isolada 
(hab) 
Domicílios 
rural 
isolado 
(dom) 
Domicílios 
rural 
isolado 
atendidos 
por rede 
coletora 
(dom) 
% 
atendimento 
total 
População 
atendida 
sistema 
coletivo 
(hab) 
Per Capita
(L/hab.dia) 
Vazão 
total 
produzida 
(Coleta) 
para 
população 
em área 
rural 
isolada 
(L/s) 
Extensão 
total de 
rede 
estimada 
para 
população 
em área 
rural 
isolada 
(km) 
Vazão de 
infiltração 
em área 
rural 
isolada 
total (L/s) 
Demanda 
total de 
esgoto 
gerado em 
área rural 
isolada 
(L/s) 
Vazão 
coletada 
em área 
rural 
isolada 
(L/s) 
Extensão 
de rede 
necessária 
estimada 
para 
cumprir 
meta da 
população 
rural 
isolada 
(km) 
Capacidade 
nominal 
das ETEs 
instaladas 
(L/s) 
Déficit de 
atendimento 
por rede 
coletora 
para 
população 
em área 
rural 
isolada (L/s) 
Déficit 
de 
extensão 
de rede 
(km) 
Déficit de 
capacidade 
de 
tratamento 
para 
população 
em área 
rural 
isolada 
(L/s) 
2022 5.945 1.918 1 0,05% 3 164,84 0,00 0,02 0,00 0,01 0,00 0,02 0,00 -0,01 0,00 -0,01
2023 6.083 1.962 6 0,29% 18 164,84 0,03 0,11 0,01 0,03 0,00 0,11 0,00 -0,03 -0,09 -0,03
2024 6.220 2.006 10 0,52% 32 164,84 0,05 0,21 0,01 0,06 0,01 0,21 0,00 -0,06 -0,19 -0,06
2025 6.352 2.049 15 0,73% 47 164,84 0,07 0,30 0,01 0,09 0,01 0,30 0,00 -0,09 -0,28 -0,09
2026 6.481 2.091 20 0,94% 61 164,84 0,09 0,39 0,02 0,11 0,02 0,39 0,00 -0,11 -0,37 -0,11
2027 6.607 2.131 24 1,15% 76 164,84 0,12 0,48 0,02 0,14 0,04 0,48 0,00 -0,14 -0,46 -0,14
2028 6.727 2.170 29 1,34% 90 164,84 0,14 0,58 0,03 0,17 0,05 0,58 0,00 -0,17 -0,56 -0,17
2029 6.842 2.207 34 1,53% 105 164,84 0,16 0,67 0,03 0,19 0,07 0,67 0,00 -0,19 -0,65 -0,19
2030 6.952 2.243 38 1,72% 119 164,84 0,18 0,76 0,04 0,22 0,09 0,76 0,00 -0,22 -0,74 -0,22
2031 7.054 2.276 43 1,90% 134 164,84 0,20 0,85 0,04 0,25 0,12 0,85 0,00 -0,25 -0,83 -0,25
2032 7.151 2.307 48 2,07% 148 164,84 0,23 0,95 0,05 0,27 0,15 0,95 0,00 -0,27 -0,93 -0,27
2033 7.243 2.336 53 2,25% 163 164,84 0,25 1,04 0,05 0,30 0,18 1,04 0,00 -0,30 -1,02 -0,30
2034 7.327 2.364 57 2,42% 177 164,84 0,27 1,13 0,06 0,33 0,21 1,13 0,00 -0,33 -1,11 -0,33
2035 7.406 2.389 62 2,59% 192 164,84 0,29 1,22 0,06 0,35 0,24 1,22 0,00 -0,35 -1,20 -0,35
2036 7.478 2.412 67 2,76% 206 164,84 0,32 1,32 0,07 0,38 0,28 1,32 0,00 -0,38 -1,30 -0,38
2037 7.546 2.434 71 2,93% 221 164,84 0,34 1,41 0,07 0,41 0,32 1,41 0,00 -0,41 -1,39 -0,41
2038 7.607 2.454 76 3,10% 235 164,84 0,36 1,50 0,08 0,43 0,37 1,50 0,00 -0,43 -1,48 -0,43
2039 7.663 2.472 81 3,26% 250 164,84 0,38 1,60 0,08 0,46 0,41 1,60 0,00 -0,46 -1,58 -0,46
2040 7.715 2.489 85 3,43% 264 164,84 0,40 1,69 0,08 0,49 0,46 1,69 0,00 -0,49 -1,67 -0,49
2041 7.762 2.504 90 3,59% 279 164,84 0,43 1,78 0,09 0,51 0,51 1,78 0,00 -0,51 -1,76 -0,51
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022)
110 
A Tabela 5-19 mostra a composição dos principais indicadores que resultam no 
déficit de atendimento por soluções individuais na área rural isolada do 
município. As colunas que compõem a tabela de demandas estão divididas em: 
• Projeção: definida pelas projeções de expansão no atendimento 
por soluções adequadas nas áreas rurais isoladas, considerando 
população e domicílios; 
• Metas de expansão: refere-se ao cálculo da expansão da cobertura 
por soluções individuais adequadas de esgotamento sanitário, 
visando cumprir às metas progressivas estabelecidas, e; 
• Déficits: constituído pela dimensão, em domicílios, da população 
rural dispersa em déficit por soluções individuais adequadas de 
esgotamento sanitário. Os valores em vermelho indicam a 
necessidade de expandir o atendimento por formas adequadas de 
esgotamento sanitário. 
111 
Tabela 5-19 - Demanda por solução individual adequada na área rural isolada 
Projeção Metas de expansão Déficits 
Ano 
População 
rural isolada 
(hab) 
Domicílios 
rural isolado 
(dom) 
Meta de atendimento 
adequado coletivo + 
individual (%) 
População atendida 
por soluções 
individuais 
adequadas (hab) 
Domicílios rural isolado 
atendidos por soluções 
individuais adequadas 
(dom) 
% atendimento 
por soluções 
individuais 
adequadas 
Déficit de 
atendimento por 
soluções individuais 
adequadas (dom) 
2022 5.945 1.918 74,08% 4.401 1.420 74,03% 0
2023 6.083 1.962 75,39% 4.568 1.474 75,10% -54
2024 6.220 2.006 76,70% 4.738 1.528 76,18% -109
2025 6.352 2.049 78,00% 4.908 1.583 77,27% -163
2026 6.481 2.091 79,31% 5.079 1.639 78,37% -219
2027 6.607 2.131 80,62% 5.251 1.694 79,47% -274
2028 6.727 2.170 81,93% 5.421 1.749 80,58% -329
2029 6.842 2.207 83,23% 5.590 1.803 81,70% -384
2030 6.952 2.243 84,54% 5.758 1.857 82,83% -437
2031 7.054 2.276 85,85% 5.922 1.910 83,95% -490
2032 7.151 2.307 87,16% 6.084 1.963 85,08% -543
2033 7.243 2.336 88,46% 6.244 2.014 86,21% -594
2034 7.327 2.364 89,77% 6.400 2.065 87,35% -645
2035 7.406 2.389 91,08% 6.553 2.114 88,49% -694
2036 7.478 2.412 92,39% 6.702 2.162 89,63% -742
2037 7.546 2.434 93,69% 6.849 2.209 90,76% -789
2038 7.607 2.454 95,00% 6.991 2.255 91,90% -835
2039 7.663 2.472 96,67% 7.158 2.309 93,41% -889
2040 7.715 2.489 98,33% 7.322 2.362 94,91% -942
2041 7.762 2.504 100% 7.483 2.414 96,41% -994
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
112 
5.2.3 Identificação das Carências 
Concluindo a primeira etapa do Prognóstico com relação aos serviços de 
esgotamento sanitário do município, tendo em vista a caracterização do sistema 
e as considerações apresentadas no Diagnóstico (Tomo I), são destacadas as 
principais carências identificadas, as quais serão sanadas a partir da construção 
de programas e ações a serem propostos num segundo momento por meio da 
elaboração do Tomo III: Programas, Projetos e Ações 
O município de Laranjal Paulista possui duas estações de tratamento de esgoto 
sendo a ETE Sede operada com vazão de cerca de 35,09 L/s, a qual está abaixo 
da sua capacidade nominal de 48,61 L/s. Contudo, a vazão de operação da ETE 
Laras de aproximadamente 3,6 L/s está acima de sua capacidade nominal 0,75 
L/s. Essas ETE9s atendem atualmente grande parte da área urbana e parcela da 
área rural isolada da cidade. De acordo com dados do SNIS (2021), referente ao 
ano de 2020, o volume tratado mensal é de 135.405,00 m³. Cabe salientar que, 
tendo em vista a capacidade nominal das estações, o sistema atual não atende 
o crescimento populacional da parcela urbana e rural, atingindo um déficit de 
15,63 L/s no tratamento em 2041. Portanto, haverá necessidade de ampliação 
do tratamento de esgoto em Laranjal Paulista para suprir as demandas futuras. 
Ainda, pontua-se que as localidades de Maristela 3 área urbana (ZPR), Bairro 
São Roque (ZPR), Bairro da Ponte (ZI) e nas zonas rurais de Laras, Olegarinho 
e São Roque (parte rural) não são atendidas por sistema público de esgotamento 
sanitário e encontram-se dentro do contrato do município com a SABESP. Desse 
modo, faz-se necessário o desenvolvimento de ações para a ampliação do 
atendimento por rede, bem como dos aspectos qualitativos dos serviços 
prestados. 
Em relação às soluções individuais adequadas (tanques sépticos) é previsto um 
crescimento no atendimento ao longo do horizonte de planejamento atingindo o 
percentual de 96,41% no ano final. Desse modo, o atendimento por soluções 
rede coletora e tanque séptico atinge o valor de 100% em 2041 contemplando 
2.504 domicílios com soluções adequadas. 
113 
As soluções inadequadas para tratamento do esgoto da população rural, 
segundo dados do Censo (IBGE, 2010), representam 23,74% dos domicílios
particulares permanentes da zona rural de Laranjal Paulista, no ano de 2010, os 
quais utilizam fossas rudimentares ou outras formas para tratamento do esgoto. 
Diante disso, com o intuito de ampliar o atendimento por soluções adequadas, 
serão propostos projetos e ações que visem a implementação de tanques 
sépticos nessas áreas. 
Diante das carências identificadas na prestação dos serviços de esgotamento 
sanitário e das demandas projetadas ao longo do horizonte de planejamento 
(2022-2041), no Tomo III serão feitas proposições de programas e ações a fim 
de sanar tais deficiências, garantindo a prestação adequada dos serviços nos 
próximos 20 anos, ressaltando-se que, além das ações estruturais, também 
serão propostas ações estruturantes. 
5.3 Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos 
5.3.1 Metodologia de cálculo, critério e parâmetros 
Para a realização do cálculo de demanda pelos serviços de limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos, torna-se necessário assumir premissas para o 
incremento da distribuição das soluções coletivas e individuais para os próximos 
20 anos, baseadas nas seguintes variáveis. 
A primeira encontra-se relacionada à situação do domicílio, conforme 
apresentados no item 4, sendo agrupadas com as populações urbana isolada, 
flutuante e permanente residente. Ressalta-se que a população flutuante se 
apresenta de forma significativa no estudo populacional, havendo, portanto, 
impacto sobre a demanda pelos serviços ao longo do horizonte de planejamento. 
Foram consideradas adequadas para o manejo de resíduos sólidos a coleta 
direta, prestada porta-a-porta, e a indireta, que prevê o acúmulo de resíduos em 
pontos nos logradouros públicos ou em caixas estacionárias para a realização 
da coleta (PLANSAB, 2014). 
As premissas adotadas para a distribuição de soluções individuais e coletivas 
estão apresentadas na Figura 5-10. 
114 
Figura 5-10 - Premissas para a distribuição das soluções individuais e coletivas de coleta de 
resíduos sólido urbanos para o município de Laranjal Paulista 
Fonte: COBRAPE (2022) 
Para a população urbana, foi estipulado que todo o déficit será suprido por coleta 
direta, visto que, conforme também proposto no PSBR (2019), adoção das 
mesmas soluções para ambas as regiões se deu devido aos elevados níveis de 
urbanização dos municípios inseridos na região Sudeste. 
Para as áreas rurais isoladas, o incremento das soluções coletivas irá ocorrer 
conforme o percentual da população que já possui atendimento por coleta direta 
de resíduos sólidos, sendo o déficit residual suprido por implementação de coleta 
indireta devido a distância e/ou dificuldade de acesso aos locais pelo prestador 
do serviço e com frequência menor do que a realizada na área urbana e 
aglomerados rurais. Para exemplificar, em Laranjal Paulista, o percentual de 
atendimento por coleta direta de resíduos sólidos para essa população é de 
13,28% (IBGE, 2010) e, ao longo do horizonte de planejamento, estima-se o 
incremento de 10% na quantidade de domicílios atendidos por coleta direta,
atingido a quantidade de 274 domicílios atendidos na zona rural isolada. O 
restante da população, para se atingir 100%, será contemplada com coleta
indireta. 
115 
a) Geração per capita e caracterização dos resíduos sólidos 
urbanos (RSU) 
A geração per capita e a caracterização dos resíduos sólidos está diretamente 
relacionada com o desenvolvimento econômico, o poder aquisitivo e o 
correspondente consumo de uma população. Assim, famílias mais abastadas, 
cidades maiores e países mais ricos apresentam indicadores de geração per 
capita de resíduos sólidos superiores às famílias mais pobres, cidades menores 
e países em desenvolvimento (CAMPOS, 2012). 
Como não há indícios de um aumento populacional expressivo para Laranjal 
Paulista até 2041 que possa efetivamente alterar o padrão de consumo per 
capita, adotou-se a geração individual de resíduos baseada na produção 
informada no SNIS referente ao ano de 2020, para a projeção dos quantitativos 
totais de RSU (Resíduos Sólidos Domiciliares - RDO + resíduos de limpeza 
pública 3 RLU), que é equivalente a 0,42 t/hab/ano. 
No intuito de tornar a estimativa de geração mais próxima da realidade será 
subtraído do total de RSU gerados, a quantidade estimada de resíduos 
recicláveis que deixarão de ser encaminhados para o aterro sendo 
encaminhados para a cooperativa de catadores existente. 
Para fins de cálculo, também foi utilizado o número médio de residentes em 
domicílios permanentes em áreas rurais isoladas: fator que relacionada a 
quantidade média de habitantes em relação ao total de domicílios permanentes 
em área rural isolada, conforme Censo Demográfico de 2010 (IBGE, 2010). 
b) Metas de atendimento 
A meta adotada para o planejamento foi a proposta pela PLANSAB (2019) para 
as áreas urbanas que prevê que a partir de 2023 100% dos domicílios urbanos 
devem ser atendidos por coleta direta ou indireta de resíduos. Em Laranjal 
Paulista, o índice de atendimento por coleta direta é de 100% para a área urbana 
de acordo com SNIS (2021). Dessa forma, é previsto a manutenção do índice 
para a população urbana projetada ao longo do horizonte de planejamento. 
Para a área rural isolada, foi considerada as metas propostas pela PSBR, na 
qual no curto prazo (2023) 75% dos domicílios rurais deverão ser atendidos com 
116 
coleta direta ou indireta de resíduos sólidos, médio prazo (2028) 77% e longo 
prazo (2038) deverá atingir 85%. Levando em consideração que em Laranjal 
Paulista, 13,28% da população rural possui coleta porta-a-porta e 58,05% coleta 
indireta, conforme dados do IBGE (2010), verifica-se que as metas não foram 
cumpridas, uma vez que, 71,33% da população rural é contemplada com o 
serviço de coleta de resíduos. Portanto, é previsto o aumento gradativo dos 
índices, de acordo com a premissa de aumento de 10% dos domicílios atendidos 
por coleta direta (a partir de 2022), de modo a cumprir as metas de médio e longo 
prazo, atingindo o valor de 100% em 2041. 
Já para a coleta dos resíduos sólidos recicláveis foi considerada a expansão da 
coleta para 100% do município, tendo em vista que atualmente toda a área 
urbana é contemplada com a coleta. Para os RSS foi considerado que a coleta, 
tratamento e destinação especializada e licenciada aconteça abrangendo 100% 
do material estabelecido por lei. 
A Tabela 5-20 mostra as metas de atendimentos progressivas, tanto para áreas 
urbanas quanto para áreas rurais. 
Tabela 5-20 - Metas de atendimento progressivas para resíduos sólidos
Ano Meta de Atendimento 
urbano (%): coleta direta 
Meta de atendimento 
rural (%): coleta direta e indireta 
2022 100% 69,67% 
2023 100% 71,26%
2024 100% 72,86% 
2025 100% 74,46% 
2026 100% 76,05% 
2027 100% 77,65% 
2028 100% 79,25% 
2029 100% 80,84% 
2030 100% 82,44% 
2031 100% 84,04% 
2032 100% 85,63% 
2033 100% 87,23% 
2034 100% 88,83% 
2035 100% 90,42% 
2036 100% 92,02% 
2037 100% 93,61% 
2038 100% 95,21%
2039 100% 96,81% 
117 
Ano Meta de Atendimento 
urbano (%): coleta direta 
Meta de atendimento 
rural (%): coleta direta e indireta 
2040 100% 98,40% 
2041 100% 100% 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
c) Avaliação das capacidades atual e futura de coleta de RSU 
A partir das estimativas de geração de RSU calculadas e da capacidade de 
atendimento à demanda atual, pode-se inferir sobre a capacidade futura de 
atendimento, identificando e quantificando possíveis necessidades e pontos de
melhoria nos serviços prestados. Para tal, alguns parâmetros foram analisados, 
conforme descrito seguir. 
Para os equipamentos de coleta, de acordo com o disposto no Diagnóstico, a 
coleta é manual, sendo os serviços realizados pela própria Prefeitura. Conforme 
informações disponibilizadas, a frota de coleta é composta por 2 caminhões 
compactadores com capacidade de coleta de 8,5 toneladas cada, os quais
revezam a coleta ao longo da semana em áreas urbanas e rurais. 
No que diz respeito ao número de trabalhadores, existem 13 funcionários 
públicos alocados no serviço de coleta de RDO e RLU. Destaca-se que na coleta 
são alocados 5 funcionários em cada caminhão. 
A frequência da coleta de RDO, ou seja, o número de dias por semana em que 
os serviços de coleta são executados no mesmo setor, também avaliada, 
corresponde a seis vezes por semana na área urbana (sendo a coleta diurna e 
noturna de segunda à sexta e somente noturna aos sábados), quatro vezes por 
semana na zona rural (diurna) e duas vezes por semana no Distrito de Laras e 
Bairro Morro Alto (diurna). 
Quanto ao reaproveitamento de materiais recicláveis, segundo o Diagnóstico, 
em Laranjal Paulista há coleta seletiva realizada de segunda à sexta-feira em 1 
caminhão com capacidade de 15 m³. A Cooperativa de Reciclagem de Laranjal
(COREL) possui apoio da Prefeitura e atualmente possui 12 cooperados. 
A partir do volume do caminhão, para o cálculo da capacidade efetiva do veículo 
de coleta de recicláveis, em toneladas, adotou-se um valor que corresponde a 
70% da capacidade nominal, considerando-se a variabilidade da quantidade de 
118 
resíduos coletados a cada dia. Para tanto, sabe-se que a massa específica dos 
resíduos domiciliares varia entre 200 e 300 kg/m³. Portanto, adotando-se a 
massa específica igual a 200 kg/m³, tem-se que a capacidade de carga total dos 
caminhões compactadores (15 m³) por viagem é igual a 2,1 toneladas.
C = µ x V x 0,7 
Onde, 
C = capacidade efetiva do veículo (toneladas); 
µ = massa específica do RSD (toneladas/ metros cúbicos) 
V = Volume nominal do reservatório de carga (metros cúbicos). 
Assim, 
C = 0,2 t/m³ x 15 m³ x 0,7 
C = 2,1 toneladas 
Para os cálculos das estimativas de resíduos recicláveis coletados, foi utilizado 
o valor médio da massa recuperada de recicláveis para o município de Laranjal 
Paulista que gira em torno de 240 ton./ano, conforme dados do Produto 4 3
Diagnóstico Regional do Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos
Sólidos dos Municípios Integrantes do Consórcio de Estudos, Recuperação e 
Desenvolvimento de Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CERISO, Consórcio 
COBRAPE-FRAL, 2021). Portanto, utilizou-se o valor correspondente a 0,008 
ton./hab.ano para esse índice, considerando a população atendida em 2021. 
d) Capacidade de atendimento pelos serviços RLU 
Os cálculos de capacidade de atendimento pelos serviços de varrição de vias 
envolvem dados e informações sobre a quantidade de funcionários e a 
produtividade média da atividade desempenhada. 
Os dados referentes à taxa de varredores em relação à população urbana 
(IN045), número total de varredores (TB003) e Incidência de varredores no total 
de empregados no manejo de RSU (IN047) foram preenchidos com o valor 0 no 
SNIS 2021. De acordo com o Diagnóstico (Tomo I), atualmente existem cerca de 
28 funcionários executando o serviço de varrição das vias. 
119 
Segundo o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM, 1991), a 
produtividade média de um indivíduo na varrição de vias é de 1.440 metros em 
8 horas de trabalho, considerando as duas sarjetas (ambos os lados da via),
tráfego elevado e frequência de varrição alternada, que deve contribuir com 
maior quantidade de resíduos espalhados na via. Além disso, a produtividade da 
atividade também apresenta como condicionantes: (i) o tipo de pavimentação e 
de calçada; (ii) a existência ou não de estacionamentos; (iii) a circulação de 
pedestres; e (iv) o trânsito de veículos. Desta forma, temos a seguinte equação: 
C = F x P 
Onde, 
C = capacidade de atendimento (metros); 
F = número de Funcionários (unidade); 
P = produtividade média ao dia (metros). 
Assim, 
C = 28 funcionários x 1.440 metros/dia 
C = 40.320 metros/dia 
e) Avaliação da demanda de resíduos recicláveis 
Para a estimar a geração de recicláveis a serem destinados para as cooperativas
ou associações, foi considerada a massa per capita recuperada informada pelo
município ao SNIS (2021), somada à quantidade convertida de recicláveis que 
foi destinada juntamente com os resíduos comuns para o aterro sanitário. 
A estimativa acerca da porcentagem de recicláveis que será recuperada da 
quantidade de recicláveis determinada pela composição gravimétrica é 
estabelecida por meio de premissas que visam avaliar a estrutura e o 
comprometimento do município com a expansão/melhoria dos serviços de coleta 
dos resíduos recicláveis, conforme apresentado na Figura 5-11. Ou seja, quanto 
melhor a estrutura ou o compromisso em relação a esses serviços, maior o 
percentual de recicláveis a ser recuperado. 
120 
Figura 5-11- Premissas para definição de recicláveis a serem recuperados 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
Acerca do fluxograma apresentado, foram consideradas algumas questões que 
influenciam diretamente na estimativa da quantidade dos materiais coletados, 
bem como na qualidade e manutenção dos serviços, a saber: (i) as associações 
ou cooperativas de catadores são de extrema importância para que a coleta 
seletiva seja implantada e/ou expandida; (ii) o apoio da Prefeitura viabiliza a
implementação e continuidade dos serviços ao longo dos anos; (iii) quando 
realizada por empresa responsável pela coleta dos RSU, a rotina de coleta tende 
a ser menos impactada, visto que, geralmente, as cooperativas possuem maior 
dificuldade de substituição de equipamentos e/ou funcionários quando 
necessário, acarretando, por vezes, na intermitência dos serviços. (iv) caso mais
de 79% da população urbana seja atendida pelos serviços (percentual médio 
identificado para municípios do estado de São Paulo); (v) disponibilidade de 
verbas municipais, estaduais e federais pode meio da participação do programa 
Verde-Azul5
; (v) a porcentagem máxima (60%) do total de recicláveis gerados no 
5
Lançado em 2007 no estado de São Paulo, tem como propósito medir e apoiar a eficiência da gestão 
ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios e, anualmente os 80 
121 
município foi determinada levando em consideração dados de Florianópolis/SC, 
indicado como o município que mais recicla no Brasil cujo percentual equivale a 
62%. 
No caso de Laranjal Paulista, o município tem implantada a coleta seletiva 
realizada pela Cooperativa de Reciclagem de Laranjal (COREL) com o apoio da 
Prefeitura na oferta de terrenos, fornecimento de equipamentos e financiamento 
de despesas, porém não se encontra entre os 80 primeiros municípios do ranking 
Verde-Azul indicando sua não priorização para captação de recursos do Fundo 
Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (FECOP). Com essas 
informações foi determinado que a taxa de crescimento dos recicláveis em 
relação ao potencial total do município levando em consideração a composição 
gravimétrica será de 30%. 
Para a composição gravimétrica, utilizou-se o estudo do Produto 4 3 Diagnóstico 
Regional do Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos 
Municípios Integrantes do Consórcio de Estudos, Recuperação e 
Desenvolvimento de Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê para os 6 municípios 
analisados, categorizados pela faixa populacional, conforme indica a Tabela 
5-21 (CERISO, Consórcio COBRAPE-FRAL, 2021). No caso de Laranjal 
Paulista, adotou-se o valor de 34% de recicláveis. 
Tabela 5-21 – Composição gravimétrica 
Município Faixa populacional (hab.) Percentual de recicláveis (%) 
Pereiras f 10.000 32% 
Cesário Lange 
10.001 - 50.000 
38% 
36% (média) 
Laranjal Paulista 34% 
Boituva 50.001 - 100.000 32% 
Tatuí 100.001 3 500.000 30% 
Sorocaba > 500.000 24% 
Fonte: Adaptado de CONSÓRCIO COBRAPE-FRAL, CERISO (2021). 
primeiros municípios recebem o <Certificado Município Verde Azul= garantindo preferência na captação de 
recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (FECOP). 
122 
f) Avaliação da demanda por resíduos da construção civil (RCC) 
Conforme apresentado no Diagnóstico, a prefeitura não realiza coleta de RCC. 
Contudo, o cidadão pode realizar a entrega voluntária de até um metro cúbico 
de resíduo em um dos três ecopontos da cidade. 
Não há informações no SNIS (2021) em relação à quantidade de resíduos 
recebidos e a prefeitura também não faz a quantificação destes. Desse modo, 
utilizou-se como referência o documento denominado Panorama de Resíduos 
Sólidos no Brasil elaborado pela ABRELPE (2021) que indica que municípios da 
região sudeste apresentam uma média per capita coletada igual a 275,21 
kg/hab/ano 
g) Avaliação da demanda por resíduos do serviço de saúde (RSS) 
Conforme apresentado no Diagnóstico, o gerenciamento dos RSS cabe aos 
responsáveis legais dos estabelecimentos geradores, ficando a prefeitura 
responsável apenas pelos estabelecimentos públicos municipais. 
Para os cálculos das estimativas de RSS, utilizou-se o valor de 2.640 kg de 
resíduos de serviço de saúde coletados em 2019, conforme informações do 
Diagnóstico (Tomo I). Vale destacar que as informações de massa coletada de 
RSS (Rs044) não foram preenchidas no SNIS (2021). Desta forma, 
considerando toda a população urbana atendida, foi aplicado o valor de 0,0001 
ton/hab.ano à população estimada ao longo do horizonte de planejamento. 
h) Avaliação da demanda por resíduos de logística reversa 
No que diz respeito à logística reversa, em Laranjal Paulista os pneus inservíveis, 
pilhas, lâmpadas e eletrônicos são destinados pelos próprios munícipes ao único
ponto de entrega voluntária (PEV) da cidade, sendo coletados posteriormente 
por empresas parceiras. Os resíduos provenientes das embalagens de 
agrotóxicos são retornados pelos próprios munícipes que as adquiriram às lojas 
vendedoras. 
123 
5.3.2 Avaliação de Demandas 
a) Coleta de RSU e recicláveis 
A projeções dos quantitativos totais de RDO e RLU estão apresentadas a seguir
para a área urbana (Tabela 5-22) bem como para área rural isolada (Tabela 5-23 
e Tabela 5-24). 
124 
Tabela 5-22 - Projeção da geração de RSU na área urbana
Ano 
População 
Urbana 
(hab) 
Índice de coleta de 
resíduos sólidos 
urbanos (%) 
Per capita
gerado 
(t/hab/ano) 
População 
atendida 
(hab) 
População não 
atendida (hab) 
Resíduos 
domiciliares 
coletados (t) 
Resíduos 
domiciliares não 
coletados (t) 
2022 28.797 100% 0,42 28.797 0,00 12192,59 0,00 
2023 29.214 100% 0,42 29.214 0,00 12369,39 0,00 
2024 29.624 100% 0,42 29.624 0,00 12542,96 0,00 
2025 30.027 100% 0,42 30.027 0,00 12713,28 0,00 
2026 30.420 100% 0,42 30.420 0,00 12879,94 0,00 
2027 30.804 100% 0,42 30.804 0,00 13042,51 0,00 
2028 31.179 100% 0,42 31.179 0,00 13200,99 0,00 
2029 31.540 100% 0,42 31.540 0,00 13354,11 0,00 
2030 31.891 100% 0,42 31.891 0,00 13502,72 0,00 
2031 32.230 100% 0,42 32.230 0,00 13646,38 0,00 
2032 32.557 100% 0,42 32.557 0,00 13784,67 0,00 
2033 32.872 100% 0,42 32.872 0,00 13918,02 0,00 
2034 33.173 100% 0,42 33.173 0,00 14045,57 0,00 
2035 33.463 100% 0,42 33.463 0,00 14168,17 0,00 
2036 33.740 100% 0,42 33.740 0,00 14285,38 0,00 
2037 34.004 100% 0,42 34.004 0,00 14397,21 0,00 
2038 34.256 100% 0,42 34.256 0,00 14504,07 0,00 
2039 34.496 100% 0,42 34.496 0,00 14605,55 0,00 
2040 34.725 100% 0,42 34.725 0,00 14702,47 0,00 
2041 34.942 100% 0,42 34.942 0,00 14794,41 0,00 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
125 
Tabela 5-23 - Projeção da geração de RSU na área rural isolada - coleta direta
Ano 
População 
rural 
isolada 
(hab) 
Índice de coleta 
direta de 
resíduos sólidos 
rurais (%) 
Domicílios 
rurais 
isolado 
(dom) 
Domicílios 
rurais 
atendidos pela 
coleta direta 
(dom) 
Per capita
gerado 
(t/hab/ano) 
População 
atendida 
(hab) 
População 
não 
atendida 
(hab) 
Resíduos 
domiciliares 
coletados 
(t) 
Resíduos 
domiciliares 
não 
coletados (t) 
2022 5.945 12,97% 1918 249 0,42 771 5174 326,48 2.190,84 
2023 6.083 12,74% 1962 250 0,42 775 5308 328,20 2.247,32 
2024 6.220 12,53% 2006 251 0,42 779 5440 329,92 2.303,46 
2025 6.352 12,33% 2049 253 0,42 783 5568 331,64 2.357,65 
2026 6.481 12,15% 2091 254 0,42 787 5694 333,36 2.410,82 
2027 6.607 11,98% 2131 255 0,42 791 5815 335,08 2.462,25 
2028 6.727 11,83% 2170 257 0,42 795 5931 336,79 2.511,28 
2029 6.842 11,68% 2207 258 0,42 800 6043 338,51 2.558,54 
2030 6.952 11,56% 2243 259 0,42 804 6148 340,23 2.603,04 
2031 7.054 11,45% 2276 261 0,42 808 6246 341,95 2.644,65 
2032 7.151 11,35% 2307 262 0,42 812 6340 343,67 2.684,17 
2033 7.243 11,26% 2336 263 0,42 816 6427 345,39 2.721,14 
2034 7.327 11,19% 2364 264 0,42 820 6507 347,10 2.755,16 
2035 7.406 11,12% 2389 266 0,42 824 6582 348,82 2.786,67 
2036 7.478 11,07% 2412 267 0,42 828 6650 350,54 2.815,76 
2037 7.546 11,03% 2434 268 0,42 832 6714 352,26 2.842,52 
2038 7.607 10,99% 2454 270 0,42 836 6770 353,98 2.866,62 
2039 7.663 10,96% 2472 271 0,42 840 6823 355,70 2.889,02 
2040 7.715 10,94% 2489 272 0,42 844 6871 357,41 2.909,02 
2041 7.762 10,93% 2504 274 0,42 848 6913 359,13 2.927,15 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
126 
Tabela 5-24 - Projeção da geração de RSU na área rural isolada - coleta indireta
Ano 
População 
Rural 
isolada 
(hab) 
Meta de 
atendimento de 
coleta de 
resíduos sólidos 
rurais (%) 
Atendimento 
por coleta 
indireta (%) 
Domicílios 
rurais 
isolado 
(dom) 
Domicílios 
rurais 
atendidos pela 
coleta indireta 
(dom) 
Per capita
gerado 
(t/hab/ano) 
População 
atendida 
(hab) 
População 
não 
atendida 
(hab) 
Resíduos 
domiciliares 
coletados 
(t) 
Resíduos 
domiciliares 
não 
coletados 
(t) 
2022 5.945 69,67% 56,70% 1918 1087 0,42 4.142 1803 1.753,77 763,55 
2023 6.083 71,26% 58,52% 1962 1148 0,42 4.335 1748 1.835,43 740,09 
2024 6.220 72,86% 60,33% 2006 1211 0,42 4.532 1688 1.918,71 714,68 
2025 6.352 74,46% 62,13% 2049 1273 0,42 4.729 1622 2.002,37 686,92 
2026 6.481 76,05% 63,91% 2091 1336 0,42 4.929 1552 2.087,05 657,13 
2027 6.607 77,65% 65,67% 2131 1400 0,42 5.130 1477 2.172,13 625,20 
2028 6.727 79,25% 67,42% 2170 1463 0,42 5.331 1396 2.257,00 591,07 
2029 6.842 80,84% 69,16% 2207 1527 0,42 5.532 1311 2.342,07 554,99 
2030 6.952 82,44% 70,88% 2243 1589 0,42 5.731 1221 2.426,41 516,85 
2031 7.054 84,04% 72,59% 2276 1652 0,42 5.928 1126 2.509,82 476,79 
2032 7.151 85,63% 74,28% 2307 1714 0,42 6.124 1027 2.592,81 435,03 
2033 7.243 87,23% 75,97% 2336 1775 0,42 6.318 925 2.674,89 391,64 
2034 7.327 88,83% 77,64% 2364 1835 0,42 6.508 819 2.755,59 346,67 
2035 7.406 90,42% 79,30% 2389 1894 0,42 6.696 709 2.835,16 300,33 
2036 7.478 92,02% 80,95% 2412 1953 0,42 6.881 597 2.913,57 252,74 
2037 7.546 93,61% 82,59% 2434 2010 0,42 7.064 482 2.990,77 204,01 
2038 7.607 95,21% 84,22% 2454 2067 0,42 7.242 364 3.066,35 154,24 
2039 7.663 96,81% 85,84% 2472 2122 0,42 7.419 245 3.141,12 103,60 
2040 7.715 98,40% 87,46% 2489 2177 0,42 7.592 123 3.214,29 52,15 
2041 7.762 100% 89,07% 2504 2230 0,42 7.762 0 3.286,29 0,00 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
127 
No que diz respeito à população urbana, na Tabela 5-22, observa-se que, 
atualmente, 100% já é atendida pelos serviços de coleta de RDO e RPU, ou seja, 
o município atende à meta do PLANSAB para a zona urbana. Espera-se que 
para o horizonte de planejamento (2022 a 2041) que esse índice se mantenha 
constante. 
Em relação à área rural, espera-se que as metas de médio e longo prazo sejam 
atendidas, considerando um incremento de 1,60 pontos percentuais ao ano, 
atingindo o valor de 100% de atendimento com coleta (direta e indireta) na área 
rural ao final do horizonte de planejamento (2041). Dentro desse cenário,
levando em consideração que ainda existem disposições de resíduos 
inadequadas nessas regiões é necessária uma priorização destas áreas no 
conjunto de medidas a serem adotadas pelo município. 
Tendo em vista os roteiros de coleta convencional e os números de viagens 
definidos pela frequência adotada frente à capacidade de transporte dos
caminhões, é possível estimar a capacidade atual de atendimento do serviço de 
coleta domiciliar (Tabela 5-25).
Tabela 5-25 - Estimativa da capacidade total de coleta de resíduos
Caminhão 
Segunda 
Terça 
Quarta 
Quinta 
Sexta 
Sábado 
Domingo 
Total 
Compactador 1 
3 Urbana 2 2 2 2 2 1 11 
Compactador 2 
3 Distrito Laras 1 1 2 
Compactador 2 
3Morro Alto 1 1 2 
Compactador 2 
3 Rural 1 1 1 1 4 
Peso máximo transportado (t) por dia 
Compactador 1 
3 Urbana 17 17 17 17 17 8,5 93,5 
Compactador 2 
3 Distrito Laras 8,5 8,5 17 
Compactador 2 
3 Morro Alto 8,5 8,5 17 
Compactador 2 
3 Rural 8,5 8,5 8,5 8,5 34 
Total 34 34 17 42,5 25,5 8,5 - 161,5 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
128 
Considerando a capacidade máxima de transporte por viagem, o revezamento 
dos caminhões compactadores durante a semana e a frequência de coleta nas 
áreas urbanas e rurais, tem-se que a atuação conjunta dos caminhões atuais 
pode transportar 161,50 toneladas por semana. Adotando-se 52 semanas por 
ano, estima-se que a capacidade total dos caminhões em operação é de 8.398 
t/ano. Na Figura 5-12 está apresentada a estimativa de RSU a serem coletados 
até 2041 e a capacidade instalada atualmente no município. 
Figura 5-12 - Estimativa de RSU coletados e capacidade instalada pela coleta 
convencional 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
Nota-se que a capacidade instalada atualmente já não é suficiente, evidenciada 
pela disposição irregular em algumas áreas da cidade observada em visita em 
campo, necessitando da aquisição de novos equipamentos com maior
capacidade ou ampliação da frequência de coleta para que o serviço seja 
prestado de maneira mais eficiente nos próximos anos, uma vez que, há uma 
tendência de crescimento na geração de resíduos podendo potencializar o 
problema já existente caso nenhuma ação seja planejada. 
Em relação aos RLU, considerando metodologia adotada e o quadro atual de 
varredores do município, pode-se dizer que seria possível varrer, em média,
0
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
12.000
14.000
16.000
18.000
20.000
Coleta de RSU (t)
Anos
Coleta de resÌduos sÛlidos rurais Coleta de resÌduos sÛlidos urbanos
Capacidade instalada - coleta convencional
129 
40,32 km de vias e logradouros públicos por dia, considerando os dois lados da 
via. Todavia, ao se analisar os dados do SNIS (2021), em Laranjal Paulista
existem 1.350 km de vias públicas urbanas no município e, desse total, 300 km 
possuem pavimento e meio-fio. Desse modo, a varrição completa das vias 
urbanas poderia ser realizada em cerca de 34 dias. Portanto, há necessidade de 
ampliação do número de funcionários alocados no serviço de varrição. 
Na Tabela 5-26 está apresentada a estimativa de coleta de resíduos recicláveis 
no município ao longo do horizonte de planejamento. Em seguida, a Figura 5-13 
representa o total de resíduos recicláveis coletados ao longo do horizonte de 
planejamento e a capacidade instalada da coleta seletiva (546 toneladas)
considerando a atual frequência de coleta (5 vezes por semana) e capacidade 
máxima de transporte por viagem no caminhão (2,1 ton). 
Tabela 5-26 – Estimativa de coleta de recicláveis 
Ano Geração 
RSU (t) 
Capacidade 
total de 
coleta de 
recicláveis 
(t) 
Recicláveis 
coletados 
(t) 
Percentual 
de 
recicláveis 
coletados 
(%) 
Pop com 
coleta 
seletiva 
(hab) 
Pop 
Total 
(hab) 
Pop 
Atendida 
(%) 
2022 14.710 1.244 244 2% 28.797 34.742 82,89% 
2023 14.945 1.277 328 2% 29.575 35.297 83,79% 
2024 15.176 1.311 412 3% 30.356 35.844 84,69% 
2025 15.403 1.345 496 3% 31.136 36.378 85,59% 
2026 15.624 1.378 581 4% 31.916 36.902 86,49% 
2027 15.840 1.412 665 4% 32.694 37.411 87,39% 
2028 16.049 1.445 749 5% 33.467 37.905 88,29% 
2029 16.251 1.478 833 5% 34.234 38.383 89,19% 
2030 16.446 1.511 918 6% 34.994 38.843 90,09% 
2031 16.633 1.544 1.002 6% 35.746 39.284 90,99% 
2032 16.813 1.576 1.086 6% 36.490 39.708 91,89% 
2033 16.985 1.608 1.170 7% 37.224 40.115 92,79% 
2034 17.148 1.639 1.255 7% 37.947 40.500 93,70% 
2035 17.304 1.670 1.339 8% 38.660 40.868 94,60% 
2036 17.452 1.700 1.423 8% 39.362 41.218 95,50% 
2037 17.592 1.730 1.507 9% 40.052 41.549 96,40% 
2038 17.725 1.759 1.591 9% 40.732 41.863 97,30% 
2039 17.850 1.788 1.676 9% 41.400 42.159 98,20% 
2040 17.969 1.816 1.760 10% 42.057 42.440 99,10% 
2041 18.081 1.844 1.844 10% 42.704 42.704 100% 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022). 
130 
Figura 5-13- Estimativa de coleta de recicláveis e capacidade instalada da coleta seletiva 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022). 
b) Disposição final de RSU 
Em relação à destinação final, segundo as diretrizes estabelecidas na Política 
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a prefeitura é a responsável pela 
disposição final ambientalmente adequada dos resíduos e rejeitos advindos das 
atividades de gestão dos resíduos sólidos e limpeza urbana. 
De acordo com a lei, desde agosto de 2014, os lixões e aterros controlados não 
são mais permitidos como meio de disposição de resíduos e rejeitos (BRASIL, 
2010). Todavia, tendo em vista a dificuldade de atendimento a esta medida, a 
Lei Federal nº 14.026/2020 estendeu o prazo de regularização dos locais de 
destinação final para capitais e municípios integrantes de Região Metropolitana 
(RM) ou de Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) de capitais até 2 de 
agosto de 2021. 
De acordo com o Diagnóstico, Laranjal Paulista destina os resíduos coletados 
no Aterro Sanitário localizado no município de Cesário Lange, operado pela 
empresa PROPOSTA 3 Engenharia Ambiental LTDA. O mesmo possui licença 
de operação concedida pela Companhia Ambiental de São Paulo (CETESB), 
com nota máxima igual a 10,0 para as condições de tratamento e disposição dos 
resíduos urbanos (IQR). 
0
200
400
600
800
1.000
1.200
1.400
1.600
1.800
2.000
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
2029
2030
2031
2032
2033
2034
2035
2036
2037
2038
2039
2040
2041
ResÌduos recicl·veis (ton)
Anos
Recicl·veis coletados (t) Capacidade instalada - coleta seletiva (t)
131 
c) RCC 
Durante a visita de campo, foi possível verificar a ocorrência de disposição 
irregular de RCC em áreas da zona rural. No caso de construções civis 
municipais, são geralmente terceirizadas, e as empresas são as responsáveis 
pelo descarte. Segundo o Diagnóstico, em Laranjal Paulista existem três 
ecopontos, para entrega voluntária realizada pelos munícipes de até um metro 
cúbico de RCC. 
Não há informações da quantidade de RCC recebida pela prefeitura. Portanto, 
considerou-se como referência o valor médio de 275,21 kg/hab/ano para 
municípios da região sudeste (ABRELPE, 2021). A Figura 5-14 apresenta a 
estimativa de geração de RCC ao longo do horizonte de planejamento. 
Figura 5-14 - Geração estimada de RCC 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
d) RSS 
Atualmente a empresa AMPLITEC 3 Gestão Ambiental é responsável pela 
coleta, tratamento e disposição final dos RSS de Laranjal Paulista. De acordo 
com informações levantadas na fase de diagnóstico, aproximadamente 2,64 
toneladas de RSS foram coletadas em 2019. A Figura 5-15 apresenta o
crescimento da massa de RSS gerada no período de 2022 a 2041. 
0
2000
4000
6000
8000
10000
12000
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
2029
2030
2031
2032
2033
2034
2035
2036
2037
2038
2039
2040
2041
GeraÁ„o de RCC (t)
Anos
132 
Figura 5-15 - Geração estimada de RSS 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
5.3.3 Identificação das Carências 
Concluindo a primeira etapa do Prognóstico com relação aos limpeza urbana e 
manejo de resíduos de Laranjal Paulista, tendo em vista a caracterização do 
sistema e as considerações apresentadas no Diagnóstico (Tomo I), somada às 
análises realizadas nesse item, são destacadas as principais carências 
identificadas, as quais serão sanadas a partir da construção de programas e 
ações a serem propostos num segundo momento por meio da elaboração do 
Tomo III: Programas, Projetos e Ações 
Para os RDO, verificou-se que a coleta direta na área urbana abrange 100% da 
população e na área rural isolada 12,97% com coleta direta e 56,70% coleta 
indireta em 2022. Diante disso, regiões não atendidas por coleta devem ter uma 
atenção especial por parte da prefeitura, uma vez que, foi constatado que em 
algumas áreas afastadas os moradores realizam a disposição inadequada de 
seus resíduos. 
Em relação à coleta seletiva, tem-se a necessidade de ampliação dos serviços, 
visto que, em 2021, contemplava somente a população urbana do município. 
Além disso, percebe-se que a capacidade instalada (546 ton) conseguirá suprir 
o total a ser coletado até 2025, portanto, para atender a demandas até 2041 
0
1
1
2
2
3
3
4
4
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
2029
2030
2031
2032
2033
2034
2035
2036
2037
2038
2039
2040
2041
GeraÁ„o de RSS (t)
Anos
133 
(2.018 ton.) será necessária a ampliação da frequência de coleta e/ou da frota 
de veículos. 
Para os RCC, identificou-se a presença de três ecopontos na cidade, os quais 
recebem até um metro cúbico desses resíduos. Para os RSS, por sua vez, foi 
constatado que a coleta, o tratamento e a disposição final dos resíduos gerados 
é realizado de forma adequada por empresa terceirizada. Contudo, é necessário 
verificar como é realizado o gerenciamento nos outros estabelecimentos de 
saúde de forma a fiscalizar, no caso de estabelecimentos privados e adequar, 
no caso de estabelecimentos públicos. 
No que se refere à logística reversa, há um ponto de entrega voluntária (PEV) 
na cidade que recebe pneus inservíveis, pilhas, lâmpadas e eletrônicos, sendo 
coletados posteriormente por empresas parceiras. Contudo, verifica-se que não 
há monitoramento do quantitativo desses materiais. 
Diante das carências identificadas na prestação dos serviços de limpeza urbana 
e manejo de resíduos sólidos e das demandas projetadas ao longo do horizonte 
de planejamento (2022-2041), no Tomo III serão feitas proposições de 
programas e ações a fim de sanar tais deficiências, garantindo a prestação 
adequada dos serviços nos próximos 20 anos, ressaltando-se que, além das
ações estruturais, também serão propostas ações estruturantes. 
5.4 Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais 
5.4.1 Metodologia de cálculo, critério e parâmetros 
No que se refere ao eixo de drenagem urbana e manejo das águas pluviais, a 
definição de um conceito de atendimento adequado da população por 
soluções/serviços é complexa e difere-se dos demais eixos. Isso porque os 
dispositivos de drenagem encontram-se espalhados e são dependentes de 
múltiplas características como relevo, uso e ocupação do solo e índice 
pluviométrico. Ademais, a fragilidade das bases de dados disponíveis e a 
inexistência de indicadores capazes de representar o nível de atendimento à
população dificulta a definição de metas. 
134 
A Lei Federal nº 14.026/2020 não estabeleceu metas para drenagem urbana e 
manejo de águas pluviais. Diante disso, para avaliar a demanda pelos serviços 
de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas (DMAPU) foram 
consideradas as metas definidas pelo PLANSAB (2019), para as soluções de 
drenagem urbana, e as metas do PSBR (2019) para o manejo das águas pluviais 
em áreas dispersas. 
Nesse sentido, para a realização do cálculo de demanda pelos serviços de 
drenagem urbana e manejo de águas pluviais, torna-se necessário assumir 
premissas quanto ao déficit e quanto ao incremento da distribuição das soluções 
coletivas e individuais para os próximos 20 anos no município de Laranjal 
Paulista. Tais premissas são baseadas em duas variáveis. 
A primeira relaciona-se com a situação do domicílio, conforme apresentado no 
item 4. Para os cálculos de estimativa de demanda pelos serviços de DMAPU, 
as projeções de população flutuante foram somadas à população permanente 
residente, uma vez que a população flutuante se apresenta de forma significativa 
no estudo populacional, havendo, portanto, impacto sobre a demanda pelos 
serviços ao longo do horizonte de planejamento. 
A segunda refere-se ao percentual de atendimento e déficit das soluções de 
drenagem urbana e manejo das águas pluviais. São elas: 
• O déficit de drenagem urbana é representado pelo indicador de domicílios 
não sujeitos a riscos de inundação na área urbana; 
• Domicílios urbanos serão atendidos por soluções coletivas, priorizando a 
utilização de técnicas sustentáveis e com objetivo de reduzir a quantidade 
de domicílios sujeitos a riscos de inundação, alagamentos e enxurradas; 
• Domicílios da zona rural, exclusive aglomerado rural, com atendimento 
por rede de água e coleta de resíduos sólidos compõe o déficit de 
atendimento6
 por manejo de águas pluviais no que tange ao sistema viário 
interno, uma vez que esses são indicativos de aglomeração de domicílios; 
6
 Diante da ausÍncia de dados que informe sobre existÍncia de soluÁıes de manejo de ·guas pluviais nas 
vias das ·reas rurais, exclusive aglomerado rural, o dÈficit È assumido para todos os domicÌlios que 
possuem abastecimento de ·gua por rede e coleta de resÌduos sÛlidos. 
135 
• Domicílios rurais que se encontram em déficit serão atendidos por 
soluções individuais na escala do peridomicílio e por soluções coletivas 
na escala do sistema viário interno. 
As premissas adotadas para a distribuição de soluções individuais e coletivas 
para supressão do déficit estão apresentadas na Figura 5-16. 
*Apenas domicílios com abastecimento de água e coleta de resíduos sólidos. 
Figura 5-16 - Premissas para a distribuição das soluções individuais e coletivas de drenagem 
urbana e manejo de águas pluviais 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2021) 
SOLUÇÕES DE DRENAGEM URBANA 
O PLANSAB (2019) adotou dois indicadores para as metas do eixo de DMAPU, 
sendo eles: (i) Percentual de municípios com enxurradas, inundações ou 
alagamentos ocorridos na área urbana nos últimos cinco anos, e (ii) Percentual 
de domicílios não sujeitos a risco de inundações na área urbana. Ainda de 
acordo com o PLANSAB (2019), o segundo indicador é o que mais se aproxima 
do índice de acesso aos serviços de drenagem urbana. No caso do PMSB de 
Laranjal Paulista, por se tratar de um recorte municipal, o cálculo da demanda 
para atendimento das metas estabelecidas é viável apenas para esse indicador. 
136 
a) Metas de atendimento 
As metas estabelecidas pelo PLANSAB (2019) são que, até o ano de 2023, 
96,5% dos domicílios em área urbana dos municípios da região Sudeste estejam
sem riscos de inundações, enquanto, para o ano de 2033, é de 97,3%. 
Considerando o acréscimo da meta entre os anos de 2023 e 2033 estimou-se a 
meta para o ano de 2041, final do horizonte de planejamento como sendo igual 
a 97,9%. A evolução no atendimento por soluções de drenagem urbana nos 
domicílios, com fim de alcançar as metas estipuladas para os anos de 2033 e 
2041, foi projetada em crescimento linear constante. 
O cálculo da demanda, correspondente ao percentual de domicílios não sujeitos 
a risco de inundação, foi realizado utilizando o valor complementar do indicador
IN040 do SNIS, o qual informa o percentual de domicílios em situação de risco 
de inundação para o município. Para tanto, utilizou-se o dado mais recente 
declarado pelo município, considerando os dados do SNIS referentes aos anos 
de 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020. 
Sabe-se que, além dessa análise de demanda relacionada à ocorrência de 
inundações7
, seria ideal a análise e proposição de metas relacionadas à 
ocorrência de outros efeitos relacionados dos eventos extremos hidrológicos e 
intimamente associados aos serviços/soluções de DMAPU, como a ocorrência 
de alagamentos8
 e enxurradas9
. No entanto, até o momento, não existe uma 
base de dados que possibilite essas análises para o município de Laranjal 
Paulista. 
As medidas de controle de inundações, assim como as medidas de controle de 
alagamentos e enxurradas, podem ser classificadas em estruturais e 
estruturantes. As medidas/soluções estruturais correspondem a intervenções 
físicas em infraestrutura, enquanto as estruturantes são as que dão suporte 
7 Submers„o de ·reas fora dos limites normais de um curso de ·gua, geralmente ocasionada 
por chuvas prolongadas na bacia hidrogr·fica (BRASIL, 2013).
8 ExtrapolaÁ„o da capacidade de escoamento de sistemas de drenagem urbana, em 
decorrÍncia de chuvas intensas (BRASIL, 2013).
9 Escoamento superficial concentrado e com alta energia de transporte, provocado por chuvas 
intensas e concentradas (BRASIL, 2013).
137 
político e gerencial à sustentabilidade da prestação dos serviços. As medidas 
estruturantes podem ser compostas por ações de apoio ao planejamento e 
gestão dos serviços, apoio à prestação de serviços, capacitação e assistência 
técnica e desenvolvimento científico e tecnológico. 
As medidas estruturais devem ser adotadas considerando os fatores que 
interferem na formação e propagação do escoamento superficial das águas das
chuvas ao longo da bacia hidrográfica de contribuição. As características 
morfométricas da bacia de drenagem, interrelacionadas com as características 
de urbanização, influenciam a vazão de escoamento superficial. 
As características de urbanização de uma bacia hidrográfica estão relacionadas 
aos tipos de uso e ocupação do solo, ocupação das áreas de risco e às 
modificações hidrodinâmicas nos sistemas de drenagem decorrentes de 
assoreamento, canalizações, retificações ou barragens. Essas características 
alteram a resposta da bacia aos eventos de chuva, reduzindo a infiltração das 
águas pluviais e aumentando a vazão e velocidade do escoamento superficial, 
resultando em picos de cheias maiores quando comparados às condições 
anteriores à urbanização. Além disso, as águas pluviais escoadas 
superficialmente são capazes de carrear sedimentos e outros poluentes que 
influenciam na qualidade das águas dos cursos d9água que as recebem.
No Diagnóstico (Tomo I) está apresentado o parcelamento, uso e ocupação do 
solo do município, que possibilita entender as características e a evolução da 
mancha urbana, podendo orientar a implantação de medidas estruturais. 
Além das características da urbanização, a caracterização morfométrica das 
bacias hidrográficas urbanas é importante para o entendimento das condições 
naturais e das tendências relacionadas aos efeitos dos eventos extremos 
hidrológicos. A caracterização morfométrica baseia-se nos atributos físicos da 
bacia hidrográfica, como área, forma, relevo, padrão de drenagem e declividade 
e podem determinar a suscetibilidade de cada bacia às enchentes e aos 
processos erosivos, por exemplo. 
Entender a propensão às enchentes das sub-bacias hidrográficas urbanas do 
município é importante para apoiar as ações de normalização técnica e de 
138 
regulamentação legal, bem como orientar a implantação das soluções de 
drenagem urbana adequadas, com vista a suprir o déficit dos serviços desse eixo 
do saneamento. Nesse sentido, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais
- CPRM (2014) disponibiliza a classificação e zoneamento das suscetibilidades 
a inundações10, segundo parâmetros morfométricos das sub-bacias 
hidrográficas do município. 
b) Medidas estruturais 
A ocorrência de inundações, enxurradas ou alagamentos decorrentes de chuvas 
intensas podem ocorrer independentemente da existência de infraestrutura 
adequada, uma vez que são assumidos riscos de projeto na concepção dessas. 
Além disso, sistemas com infraestrutura insuficiente podem funcionar 
regularmente, caso não ocorram eventos extremos de precipitação superiores à 
chuva de projeto, sinalizando, equivocadamente, que o sistema foi projetado 
com uma segurança adequada, isso é, admitindo riscos aceitáveis. 
Nesse sentido, o atendimento da meta estabelecida para a drenagem urbana 
deve ser planejado mediante estudos técnicos que consideram as 
especificidades do município, associando soluções estruturais e estruturantes 
nas regiões que abrangem os domicílios com risco de sofrerem impactos
associados à ocorrência de inundação, alagamento ou enxurrada. 
É importante mencionar que as infraestruturas de drenagem podem ser 
compreendidas nas esferas da drenagem tradicional ou sustentável. As soluções
técnicas de drenagem tradicional têm como objetivo o controle da quantidade do 
escoamento superficial das águas pluviais, por meio do seu afastamento dos 
centros urbanos para os pontos de desague. As soluções técnicas de drenagem 
sustentável visam o controle ou infiltração das águas pluviais na fonte, 
favorecendo a recarga de aquíferos, controlando as vazões de pico e 
melhorando a qualidade das águas pluviais escoadas. Diante disso, entende-se 
10 Na incidÍncia de inundaÁıes, incluem-se, por correlaÁ„o, alagamento (ac˙mulo moment‚neo de ·gua 
ante a dificuldade de escoamento superficial em terrenos com baixa declividade ou por deficiÍncia ou 
baixa capacidade de escoamento do sistema de drenagem) e assoreamento (formaÁ„o de depÛsitos em 
leito regular de curso d9água ou planície de inundação, em decorrência do acúmulo concentrado de
sedimentos transportados) (CPRM, 2014). 
139 
que as técnicas sustentáveis devem ser priorizadas perante as técnicas 
tradicionais de drenagem urbana e manejo de águas pluviais. 
Como técnicas de drenagem urbana tradicional, tem-se como exemplo os 
pavimentos impermeáveis e abaulamento das vias, sarjetas, bueiros, boca de 
lobo, canais superficiais, galerias e redes subterrâneas. Como exemplos de 
soluções técnicas de drenagem urbana sustentável tem-se os pavimentos 
permeáveis, jardins de chuva, parques lineares e micro reservatórios de lote. 
SOLUÇÕES DE MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS EM ÁREAS DISPERSAS 
É considerado déficit para serviços/soluções do manejo das águas pluviais nas 
áreas rurais a população que reside em aglomerados com vias sem bueiro/bocas
de lobo, pavimentação, ou outras soluções de manejo de águas pluviais ou que 
não possui dispositivos para controle do escoamento superficial excedente no 
peridomicílio (PSBR, 2019). Nesse sentido, a proposição de alternativas 
tecnológicas de manejo de águas pluviais nas áreas rurais é referente ao 
peridomicílio, que abrange a área externa adjacente ao domicílio, e ao sistema 
viário interno de acesso, que corresponde às vias de ligação entre as residências 
pertencentes a uma mesma localidade. 
Para o cálculo da demanda por soluções de manejo de águas pluviais nas áreas 
rurais, os domicílios localizados em aglomerados rurais necessitam ter soluções 
de manejo de águas pluviais no peridomicílio e no sistema viário interno. No que 
tange aos domicílios da zona rural, exclusive aglomerado, fica dispensada as 
soluções de manejo de águas pluviais no peridomicílio, por conta da distribuição
dispersa desses. No entanto, os domicílios da zona rural, exclusive aglomerado, 
que possuem abastecimento de água por rede geral e coleta de resíduos sólidos, 
simultaneamente, demandam soluções de manejo de águas pluviais em seu 
sistema viário interno. Isso porque a existência de abastecimento de água por
rede e coleta de resíduos são indicativos de existência de aglomeração 
residencial nesses setores (PSBR, 2019). 
Para as áreas de zona rural, exclusive aglomerado, entende-se que a demanda 
por soluções de manejo de águas pluviais, correspondente à quantidade de 
domicílios aglomerados atendidos por rede geral de água e coleta de resíduos 
140 
sólidos, tende a crescer ao longo do horizonte de planejamento. Para o município 
de Laranjal Paulista, de acordo com o censo (2010), o percentual de domicílios 
atendidos simultaneamente11 por rede geral de água e coleta de resíduos sólidos 
era de 4% (77 domicílios). Considerando esse percentual de atendimento para 
o ano inicial do horizonte de planejamento, estima-se o incremento de 10% na 
quantidade de domicílios atendidos por rede geral e coleta de resíduos sólidos, 
atingindo o percentual de atendimento de 4% (87 domicílios) do total de 
domicílios para o ano de 2041. Os demais 96% da população residente em áreas 
de zona rural, exclusive aglomerado, dispensam soluções de manejo de águas 
pluviais no sistema viário interno. 
a) Metas de atendimento 
Um dos pressupostos em que o PSBR (2019) se pauta é de que será difícil 
alcançar a universalização do saneamento nas áreas rurais no horizonte de 
planejamento definido pelo programa (ano de 2038), devido à existência de
obstáculos que dificultam o avanço na gestão do saneamento nesses locais,
sendo, para tanto, PSBR definidos dois indicadores para as metas de 
atendimento quanto ao manejo de águas pluviais nas áreas rurais, a saber: (i)
Parcela de domicílios rurais com dispositivos de controle do escoamento 
superficial excedente no peridomicílio; e (ii) Parcela de domicílios rurais 
localizados em vias com pavimento, meio fio e bocas de lobo, ou outras soluções 
de manejo de águas pluviais no sistema viário interno. 
As metas estabelecidas são para a região Sudeste, para os anos de 2023, 2028 
e 2038 as quais correspondem, respectivamente: 5%, 10% e 30%, para o 
primeiro indicador; e 28%%, 32% e 45%, para o segundo indicado. Considerando 
o acréscimo da meta entre os anos de 2028 e 2038 estipuladas pelo PSBR 
(2019), optou-se por estipular a meta para o ano de 2041, final do horizonte de 
planejamento deste PMSB, como sendo igual a 36% para as soluções de manejo 
de águas pluviais no peridomicílio (indicador 1) e 49% para as soluções de 
manejo de águas pluviais na escala do sistema viário interno (indicador 2). 
11 O CENSO (2010) disponibiliza a quantidade de domicÌlios com atendimento por rede geral de ·gua e 
coleta de resÌduos sÛlidos, simultaneamente, de todos os setores censit·rios. 
141 
Diante da inexistência de dados a respeito das soluções de manejo de águas
pluviais no sistema viário interno nas áreas de zona rural, exclusive aglomerado, 
considerou-se que todos os domicílios que possuem abastecimento de água por 
rede geral e coleta de resíduos sólidos encontram-se em déficit. O atendimento 
dos domicílios em déficit foi projetado por meio de um crescimento linear
constante, cujas metas do indicador 2 serão atendidas nos anos de 2038 e 2041. 
b) Medidas estruturais 
Para suprir o déficit do manejo das águas pluviais na escala do peridomicílio, o
PSBR (2019) propõe a implantação de técnicas que buscam controlar o 
escoamento superficial próximo a sua fonte geradora e retardar sua 
transferência para jusante, como os reservatórios de água de chuva e jardins de 
chuva. Para os locais considerados em déficit no manejo de águas pluviais do
sistema viário interno, o PSBR (2019) estabelece o atendimento por vias em 
terra, com o adequado abaulamento e sarjetas em terra. Nos locais onde o 
escoamento superficial tiver volume superior à capacidade de infiltração das 
áreas adjacentes, também devem ser instaladas as bacias de contenção de 
cheias, preferencialmente em formato de calotas esféricas, cujo volume deve 
variar em função da capacidade de infiltração do solo. 
Apesar das recomendações do PSBR (2019), que são feitas em escala nacional, 
entende-se que a implantação de soluções técnicas para o manejo das águas 
pluviais nas áreas dispersas está condicionada à elaboração de projetos 
técnicos que considerem as especificidades do município, como índices 
pluviométricos e tipos de solo, por exemplo. 
5.4.2 Avaliação das Demandas 
Definidas as premissas, calculou-se as demandas por soluções de drenagem 
urbana e manejo de águas pluviais até o final do horizonte de planejamento do 
plano (2041), de acordo com a situação da população residente, urbana e rural, 
acrescido da população flutuante de cada uma das áreas. 
142 
No que se refere à área urbana do município, a série histórica de dados do 
indicador de domicílios sujeitos a risco de inundação (código: IN040) disponíveis 
no SNIS está apresentada na Tabela 5-27. 
Tabela 5-27 - Déficit de atendimento em DMAPU nas áreas urbanas 
Ano 
Parcela de domicílios sujeitos 
a risco de inundações na área 
urbana (%) 
Parcela de domicílios NÃO 
sujeitos a risco de inundação 
na área urbana (%) 
2015 Sem dado Sem dado 
2017 1,3% 98,7% 
2018 1,2% 98,8% 
2019 0,1% 99,9% 
2020 2,0% 98,0% 
Fonte: SNIS (2016; 2018; 2019; 2020; 2021); CONSÓRCIO CM (2022) 
Observa-se que, o município declarou 2,0% de domicílios sujeitos a risco de 
inundação em sua área urbana e, portanto, o indicador de domicílios urbanos 
não sujeitos a risco de inundação, equivalente a 98,0%, valor que atende as 
metas para os anos de 2033 e 2041. Sendo assim, o percentual de domicílios 
não sujeitos a risco de inundações na área urbana foi mantido constante ao longo 
dos anos até o final do horizonte de planejamento deste plano, e, portanto, igual 
a 98,0% (Figura 5-17). 
É importante ressaltar esse dado deve ser avaliado com ressalvas, cabível de 
correção, uma vez que se refere ao dado do SNIS, autodeclarado pelo município. 
Ademais, destaca-se que Laranjal Paulista apresentará um crescimento 
populacional no que tange à quantidade de domicílios urbanos e, portanto, a 
manutenção do percentual de 98,0% dos domicílios sem risco de inundação 
deve acompanhar esse crescimento (Figura 5-17). 
Apesar do percentual declarado já ser maior que a meta estipulada, é importante 
ressaltar que no Diagnóstico (Tomo I) foram identificados pontos com 
substanciais riscos de alagamentos e inundações no município. Diante disso, as
ações de drenagem urbana devem ser voltadas a suprir as demandas
relacionadas a resolução dessas ocorrências, priorizando a utilização de 
técnicas sustentáveis. 
143 
Figura 5-17 - Projeção para atendimento das metas de DMAPU nas áreas urbanas 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
Ainda sobre demandas relacionadas à drenagem na área urbana, é importante 
mencionar a necessidade de manutenção e adequação das estruturas
existentes, de forma a manter o funcionamento correto dessas. Além disso, a 
substituição das estruturas de drenagem tradicional existentes por estruturas de 
drenagem sustentável pode trazer diversos benefícios ao município e seu
entorno, como incremento na recarga dos mananciais diante do favorecimento 
da infiltração, ou a atenuação de problemas relacionados a enchentes que 
possivelmente ocorrem, ou podem vir a ocorrer, em áreas à jusante da área 
urbana do município. Por fim, além das demandas estruturais, torna-se 
indispensável o planejamento de ações estruturantes, de forma a dar suporte 
político e gerencial à sustentabilidade da prestação dos serviços de DMAPU no 
município. Posto isto, destaca-se o Plano Diretor de Macrodrenagem Urbana 
(PDMU) de Laranjal Paulista. 
Sabe-se que a implantação das medidas estruturais e estruturantes com vista a
suprir o déficit na drenagem urbana e manejo de águas pluviais deve ser
orientada pelas características de urbanização (uso e ocupação do solo) das 
sub-bacias urbanas, bem como por suas características morfométricas que 
indicam a suscetibilidade à ocorrência de inundações. Na Figura 5-18 estão 
0%
20%
40%
60%
80%
100%
0
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
12.000
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
2029
2030
2031
2032
2033
2034
2035
2036
2037
2038
2039
2040
2041
Quantidade de domicÌlios n„o sujeitos a risco de inundaÁ„o
Percentual de domicÌlios n„o sujeitos a risco de inundaÁ„o
144 
apresentadas as sub-bacias do município, com destaque para as 4 sub-bacias 
urbanas. 
Figura 5-18 - Sub-bacias do município 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
Na Figura 5-19 está apresentada a classificação quanto à suscetibilidade a 
inundações das sub-bacias, com destaque para as 4 sub-bacias urbanas, bem 
como os pontos críticos de ocorrência de alagamentos identificados no 
Diagnóstico (Tomo I). Observa-se que, das 4 sub-bacias urbanas identificadas, 
duas apresentam baixa suscetibilidade enquanto as demais foram classificadas
com alta suscetibilidade. 
É interessante ressaltar que os pontos críticos identificados estão localizados 
próximos às sub-bacias 3 e 4, classificadas com alta suscetibilidade, sendo parte 
deles inseridos na sub-bacia 4 e outra parcela na sub-bacia 2 (baixa 
suscetibilidade). 
145 
Figura 5-19 - Classificação das Sub-bacias do município 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022)
Diante dessa análise preliminar, acredita-se que os eventos críticos de 
inundação no município podem estar sendo desencadeados ou intensificados
pelas características morfométricas das sub-bacias 3 e 4, que apresentam alta 
suscetibilidade a inundações. Já os eventos críticos de alagamento apontados 
estão relacionados exclusivamente à ausência e/ou insuficiência dos dispositivos 
implantados. Nesse sentido, orienta-se a realização de estudos específicos para 
implantação de medidas estruturais de drenagem urbana nessas áreas, 
priorizando a utilização das técnicas sustentáveis, além da adoção de medidas 
estruturantes no município. 
É importante ressaltar que, em alguns casos, também pode ser interessante 
analisar a suscetibilidade a inundações das áreas rurais, por meio das 
características morfométricas das bacias hidrográficas em que estão inseridas. 
No entanto, os problemas decorrentes da ausência de soluções de manejo de 
146 
águas pluviais nas áreas rurais comumente diferem dos que ocorrem na área 
urbana. Nas áreas rurais, em geral são mais comuns relatos de ocorrência de
empoçamentos, erosão e deslizamentos, principalmente nas estradas vicinais. 
O empoçamento nas estradas dificulta ou impossibilita o trânsito de veículos em 
épocas de chuvas, afetando trabalhadores e crianças que necessitam chegar ao 
local de trabalho e à escola. Ademais, a água empoçada promove proliferação 
de doenças e vetores. A erosão incontrolada lava a camada fértil do solo, 
destruindo culturas e, em casos extremos, evolui para deslizamentos de terra. 
Há, portanto, prejuízos à subsistência das comunidades e à segurança das 
pessoas em suas propriedades. 
No caso de Laranjal Paulista, observa-se que a maior parte da zona rural do 
município encontra-se em sub-bacias com média ou baixa suscetibilidade a 
inundação e, de acordo com o Diagnóstico (Tomo I), não foram relatadas 
ocorrências específicas de problemas no manejo das águas pluviais das áreas 
rurais. 
Conforme apresentado no item 5.4.1, de acordo com o PSBR (2019), apenas os 
domicílios da zona rural, exclusive aglomerado rural, que possuem 
abastecimento de água por rede geral e coleta de resíduos, simultaneamente, 
necessitam de soluções de manejo de águas pluviais (MAP) no sistema viário 
interno. Nesse sentido, na Figura 5-20 está apresentada a comparação entre o 
total de domicílios da zona rural, exclusive aglomerado, e o total de domicílios 
que necessitam de soluções de manejo de águas pluviais no sistema viário
interno. 
147 
Figura 5-20 - Demanda por soluções de manejo de águas pluviais no sistema viário interno da 
zona rural, exclusive aglomerado rural 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
Destaca-se que a análise de atendimento por soluções de manejo de águas 
pluviais na escala do peridomicílio não foi considerada, uma vez que, Laranjal 
Paulista não possui áreas de aglomerado rural. 
Na Figura 5-21 está apresentada a evolução do atendimento por soluções de 
manejo das águas pluviais na escala do sistema viário interno, para os domicílios 
da zona rural, exclusive aglomerado rural, ao longo do horizonte planejamento, 
para o alcance das metas estipuladas. 
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
Total de domicÌlios do rural isolado
Total de domicÌlios do rural isolado com demanda de soluÁıes de manejo de ·guas pluviais
no sistema vi·rio interno
148 
Figura 5-21 - Projeção para atendimento das metas de DMAPU para os sistemas viários 
internos das áreas rurais 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2022) 
5.4.3 Identificação das Carências 
Concluindo a primeira etapa do Prognóstico com relação à drenagem urbana e
manejo de águas pluviais do município, tendo em vista a caracterização do 
sistema e as considerações apresentadas no Diagnóstico (Tomo I), são 
destacadas as principais carências identificadas, as quais serão sanadas a partir 
da construção de programas e ações a serem propostos num segundo momento 
por meio da elaboração do Tomo III: Programas, Projetos e Ações. 
Observa-se que Laranjal Paulista possui o Plano Diretor de Macrodrenagem 
Urbana elaborado em 2019, o qual tem como objetivo planejar a distribuição da 
água pluvial no tempo e no espaço com base na tendência de ocupação urbana, 
compatibilizando esse desenvolvimento e a infraestrutura para evitar prejuízos 
econômicos e ambientais. 
Para pontos críticos de alagamentos e inundação, a ocorrência de tais situações 
podem surgir devido à capacidade de escoamento reduzida dos corpos d9água, 
como também a obstáculos que impedem ou dificultam o escoamento natural 
das águas tais como pontes, travessias, entre outros; além do assoreamento
com materiais diversos como entulho e lixo doméstico. 
0%
20%
40%
60%
80%
100%
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
DomicÌlios atendidos - rural isolado com demanda de MAP
Percentual de atendimento - rural isolado com demanda de MAP
149 
Destaca-se que o município não possui plano de manutenção de seu sistema de 
drenagem, porém, de acordo com informações do Diagnóstico (Tomo I), em 
Laranjal Paulista são realizadas atividades de manutenção, recuperação e 
limpeza de sarjetas, bocas de lobo e poços de visita, conforme necessidade e, 
de acordo com o PDMU (2019), foram propostas frequências mínimas e rotinas 
a serem instauradas para a realização desses serviços. 
Diante das carências identificadas na prestação dos serviços de drenagem 
urbana e manejo de águas pluviais e das demandas projetadas ao longo do 
horizonte de planejamento (2022-2041), no Tomo III serão feitas proposições de 
programas e ações a fim de sanar tais deficiências, garantindo a prestação 
adequada dos serviços nos próximos 20 anos, ressaltando-se que, além das 
ações estruturais, também serão propostas ações estruturantes. 
150 
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ABRELPE. Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos 
Especiais. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil 2020. São Paulo, 2020. 
Disponível em: <https://abrelpe.org.br/panorama-2020/>. Acesso em: junho de 
2022. 
BRASIL. Ministério da Integração Nacional: Secretaria Nacional de Defesa Civil. 
Portaria Conjunta nº 148, de 18 de dezembro de 2013. Estabelece o Protocolo 
de Ação Integrada para os casos de Inundação Gradual entre a Agência 
Nacional de Águas - ANA, o Centro Nacional de Monitoramento a Alertas de 
Desastres Naturais - CEMADEN, representado pela Secretaria de Políticas e 
Programas de Pesquisa e Desenvolvimento - SEPED/MCTI, o Centro Nacional 
de Gerenciamento de Riscos e Desastres - CENAD, representado pela 
Secretaria Nacional de Defesa Civil - SEDEC/MI e a Companhia de Pesquisa de 
Recursos Minerais - CPRM. Brasília, 2013. 
BRASIL. Programa Nacional de Saneamento Rural. Brasília: Funasa, 2019. 
Disponível em: m 
http://www.funasa.gov.br:8080/documents/20182/38564/MNL_PNSR_2019.pdf/
08d94216-fb09-468e-ac98-afb4ed0483eb. Acesso em: junho 2022. 
BRASIL. Lei n. 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais 
para o saneamento básico. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11445.htm>. 
Acesso em: junho 2022. 
BRASIL. Lei nº. 14.026, de 15 de julho de 2020. Atualiza o marco legal do 
saneamento básico e altera a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, para atribuir 
à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) competência para 
editar normas de referência sobre o serviço de saneamento, a Lei nº 10.768, de 
19 de novembro de 2003, para alterar o nome e as atribuições do cargo de 
Especialista em Recursos Hídricos, a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, para 
vedar a prestação por contrato de programa dos serviços públicos de que trata 
o art. 175 da Constituição Federal, a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, para 
151 
aprimorar as condições estruturais do saneamento básico no País, a Lei nº 
12.305, de 2 de agosto de 2010, para tratar dos prazos para a disposição final 
ambientalmente adequada dos rejeitos, a Lei nº 13.089, de 12 de janeiro de 2015 
(Estatuto da Metrópole), para estender seu âmbito de aplicação às 
microrregiões, e a Lei nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017, para autorizar a 
União a participar de fundo com a finalidade exclusiva de financiar serviços 
técnicos especializados. Diário Oficial da União, Brasília, 16 jul. 2020. Disponível 
em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14026.htm>.
Acesso em: junho 2022. 
CERISO; CONSÓRCIO COBRAPE-FRAL. Plano Regional de Gestão 
Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios Integrantes do Consórcio 
de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento da Bacia do Rio Sorocaba e 
Médio Tietê. 2021. Disponível em: < http://prgirs.ceriso.com.br/O-Projeto.aspx>. 
Acesso em: julho 2022. 
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Resultados do Censo 
2010. 2010. Acesso em: junho 2022. 
IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Diagnóstico dos Resíduos 
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<http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7705/1/RP_Diagn%C3%B3stico
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IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Diagnóstico dos Resíduos 
Sólidos da Construção Civil. Brasília, 2012a. Disponível em: <
http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7669/1/RP_Diagn%C3%B3stico_
2012.pdf>. Acesso em: junho de 2022. 
MOTA, S. Introdução à engenharia ambiental. 6º ed. Rio de Janeiro: ABES 
(Associação Brasileira de Engenharia Ambiental e Sanitária), 2016. 
NOVAES, Engenharia Sustentável. Revisão do Plano Municipal de 
Saneamento Básico de 2011. São Carlos: 2020. 
152 
PREFEITURA MUNICIPAL DE LARANJAL PAULISTA. Plano Diretor de 
Macrodrenagem Urbana. 2019. 
PRODUTO 3. Diagnóstico Técnico-Participativo – Relatório Técnico Parcial 
2 (RP2) de Laranjal Paulista/SP. Elaboração da revisão dos planos de 
saneamento básico de 27 municípios da UGRHI 10. Equipe técnica Consórcio 
CM (ECM). Maio/2021. 
SABESP. Captação emergencial no bairro das Palmeiras. Licenciamento 
Ambiental. Planta 10035. 
SABESP. Sistema de Abastecimento de Água Laranjal Paulista: n. RMDB. 
2011. 1f. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. 
População e domicílios 2010 a 2050 - RM. Botucatu: SABESP, 2021. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Anexo I 
– 2020 - Item 1, 2, 3 e 4. Botucatu: SABESP, 2020. 
SABESP. Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. 
Cobertura Laranjal Paulista. Botucatu: SABESP, 2019. 
SÃO PAULO. Programa Município VerdeAzul PMVA. Ranking 2020. Disponível 
em: 
<https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/verdeazuldigital/pontuacoes
/>. Acesso em: julho 2022. 
SNIS 3 SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOBRE SANEAMENTO. 
Painel de Informações sobre Saneamento. 2019. Disponível em: 
<http://www.snis.gov.br/painel-informacoes-saneamento-brasil/web/painel￾setor-saneamento>. Acesso em: 04 fev. 2021 
SNIS. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Diagnóstico dos 
serviços de água e esgoto - 2018. 2019. 
 
153 
1 
 
2 
REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE 
SANEAMENTO BÁSICO PARA O MUNICÍPIO DE 
LARANJAL PAULISTA 
PRODUTO 8 – RELATÓRIO FINAL 
TOMO III: PROGRAMAS, PROJETOS 
E AÇÕES
3 
00 01/03/2024 Minuta de Entrega ECM MGPB/RVAD RVAD RDC/SM
Revisão Data Descrição Breve Por Verif. Aprov. Autoriz. 
Elaboração da revisão dos planos de saneamento básico de 29 municípios da 
UGRHI 10
PRODUTO 8 – RELATÓRIO FINAL (RF) 
TOMO III: PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES 
Elaborado por: 
Equipe técnica Consórcio CM (ECM)
Supervisionado por: 
Raissa Vitareli Assunção Dias e Marina Guimarães Paes de Barros 
Aprovado por: 
Raissa Vitareli Assunção Dias 
Autorizado por: 
Rafael Decina Arantes e Sérgio Myssior 
Revisão Finalidade Data 
00 1 01/03/2024 
Legenda Finalidade: [1] Para Informação [2] Para Comentário [3] Para Aprovação 
Avenida do Contorno, 6.594 3 17º andar. 
Savassi. 
Belo Horizonte-MG. CEP 30110-044 
Tel (31) 3546-1950 
4 
Elaboração e Execução 
Consórcio Planos 27 Planos UGRHI10-CM 
Responsável Técnico pelo Consórcio 
Alceu Guérios Bittencourt 
Direção Técnica de Projeto 
Carlos Eduardo Gallego 
Coordenação Geral 
Rafael Decina Arantes 
Sérgio Myssior 
Coordenação Técnico Executiva 
Raissa Vitareli Assunção Dias 
Marina Guimarães Paes de Barros 
Equipe Técnica 
Alessandra Gava 
Ana Flávia Pinheiro Fioratto 
Antônio Eduardo Giansante 
Aline Oliveira Lima 
Bernardo Tadeu Assunção e Souza 
Christian Taschelmayer 
Cristane Riccitella 
Ellen Almeida da Cruz 
Eliete Tedeschi 
Emille Andrade 
Fernanda Fagundes Paes 
Isabela Piccolo Maciel 
João Paulo Porto Melasipo 
5 
José Maria Almeida Martins Dias 
Julianne Cosse de Azevedo 
Leandro Staut 
Luciana Crivelare Castro 
Luis Fernando de Morais Silva 
Márcia Ikezaki 
Monique Saliba 
Murilo Nogueira 
Nara Maria de Oliveira Dornela 
Raquel Corradi Sandero Viana 
Raquel de Oliveira de Carvalho 
Rodrigo de Arruda Camargo 
Rodrigo Pinheiro Pacheco 
Sabrina Kelly Araújo Pissinatti 
Suzana Jardim Jorge Neto 
Suzana Lodi 
Talita Domingues Vespa 
Thiago Igor Ferreira Metzker 
Willian Cantos Corrêa 
6 
APRESENTAÇÃO 
O CERISO representa um conjunto de municípios com interesse comum em 
promover, melhorar e controlar condições de saneamento e uso das águas da 
bacia hidrográfica do rio Sorocaba e Médio Tietê e respetivas sub-bacias. Posto 
isto, o CERISO investe, através do presente contrato, na revisão de Planos 
Municipais de Saneamento Básico (PMSB) de 29 municípios da Unidade de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) 10, visando: (i) a adequada 
prestação dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, 
limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e manejo das 
águas pluviais; (ii) universalização destes em todo o território municipal, incluindo
as áreas urbanas e rurais; (iii) a melhoria da qualidade ambiental de toda região. 
O Consórcio Planos 29 UGRHI- 10 CM (Consórcio CM), composto pelas 
empresas Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape) e 
Myr Projetos Estratégicos e Consultoria (Myr) venceu o processo licitatório 
realizado (Tomada de Preço nº 02/2020 Processo nº 03/2020), firmado o
Contrato nº 03/2020, para a revisão dos PMSB dos municípios paulistas de 
Alambari, Anhembi, Bofete, Boituva, Capela do Alto, Cerquilho, Cesário Lange,
Conchas, Ibiúna, Iperó, Itu, Jumirim, Laranjal Paulista, Mairinque, Pereiras, 
Piedade, Porangaba, Quadra, Salto de Pirapora, São Roque, Sarapuí, Sorocaba, 
Tatuí, Tietê, Torre de Pedra, Vargem Grande Paulista e Votorantim. Os 
municípios de Araçoiaba da Serra e Botucatu foram incluídos posteriormente no 
escopo deste contrato, por meio de Termo Aditivo. 
Especificamente no caso do presente serviço contratado, tem-se como intuito 
ajustar os mecanismos, articulados e integrados, de gestão pública da 
infraestrutura dos municípios da Bacia do Sorocaba e Médio Tietê <CBH-SMT=, 
em consonância com os conteúdos mínimos definidos na Lei Federal nº 
14.026/2020, Lei Federal nº 11.445/2007; Lei Federal nº 12.305/10; Resolução 
Recomendada nº 75 do Conselho das Cidades, Lei Estadual nº 12.037/2003, e 
demais legislações e planos nacionais, estaduais e municipais. 
7 
Nesse sentido, a revisão dos PMSB pelo Consórcio CM será desenvolvido 
conforme as especificações e os produtos indicados no Termo de Referência 
(Anexo II Edital de Tomada de Preços nº 02/2020), a saber: 
• Etapa I 3 Planejamento do processo de revisão dos PMSB (RP1) 
o Plano de Trabalho 3 Produto 1 
o Plano de Mobilização e Participação Social - Produto 2 
• Etapa II 3 Diagnóstico Técnico-Participativo 3 Produto 3 (RP2) 
• Etapa III 3 Prognóstico (RP3) e (RP4) 
o Prognóstico I: Alternativas institucionais da Gestão dos Serviços, 
Projeção das Demandas dos Serviços de Saneamento Básico 3
Produto 4 (RP3) 
o Prognóstico II: Programas, Projetos e Ações 3 Produto 5 (RP3) 
o Prognóstico III: Sistema de Informações de Saneamento Básico 3
Produto 6 (RP4) 
• Etapa IV 3 Versão Preliminar da Revisão dos PMSB e Consultas Públicas 
3 Produto 7 (RP5) 
• Etapa V – Aprovação da Revisão dos Planos Municipais de 
Saneamento Básico – Produto 8 (RF) 
O Produto 8 3 Relatório Final é composto por 3 (três) Tomos, e visa apresentar 
a estruturação geral e compilação do PMSB no que se refere à situação atual do 
saneamento básico no município e ao prognóstico acerca do planejamento dos 
serviços. Dessa forma, o presente Produto apresenta a consolidação dos 
Produtos 1, 2 e 3, considerando as contribuições advindas das Consultas e 
Audiências Públicas. 
No presente documento Tomo III: Programas, Projetos e Ações é apresentada 
uma análise crítica das ações governamentais propostas para o setor de 
saneamento básico no município de Laranjal Paulista, considerando cada um 
dos eixos (abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e 
manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana), bem como sua execução ou 
não, e necessidade de ampliação ou reestruturação. 
8 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 6
LISTA DE FIGURAS ........................................................................................ 11
LISTA DE TABELAS ........................................................................................ 12
LISTA DE SIGLAS ........................................................................................... 14
DADOS GERAIS DA CONTRATAÇÃO ............................................................ 16
1. PANORAMA GERAL DA POLÍTICA NACIONAL DE SANEAMENTO 
BÁSICO ............................................................................................................ 17
2. DIRETRIZES GERAIS ADOTADAS .......................................................... 21
3. DEFINIÇÃO DE METAS E INDICADORES ............................................... 24
3.1. Metas e indicadores institucionais ....................................................... 25
3.2. Metas e indicadores físicos ................................................................. 31
3.3. Comparativo Metas e Ações Previstos ................................................ 39
4. PROGRAMAS E AÇÕES ........................................................................... 41
4.1. Considerações gerais .......................................................................... 41
4.2. Critérios Gerais para Hierarquização das Ações ................................ 43
4.3. Programa de desenvolvimento Institucional ........................................ 47
4.4. Programa de Abastecimento de Água ................................................. 51
4.5. Programa de Esgotamento Sanitário .................................................. 55
4.6. Programa de serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos 
Sólidos .......................................................................................................... 59
4.7. Programa de Drenagem Urbana e manejo das águas pluviais ........... 63
5. INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS E ANÁLISE DA VIABILIDADE 
ECONÔMICO-FINANCEIRA DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO ................ 68
5.1. Metodologia de análise ....................................................................... 69
i. Abastecimento de água e esgotamento sanitário ............................... 72
ii. Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos ................................ 74
iii. Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais .............................. 77
9 
5.2. Cenário provável de prestação dos serviços de abastecimento de água 
e esgotamento sanitário ................................................................................ 78
5.3. Cenário alternativo de prestação dos serviços de abastecimento de água 
e esgotamento sanitário ................................................................................ 81
5.4. Cenário provável de prestação dos serviços de Limpeza Urbana e 
Manejo de Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana e Manejo de Água Pluviais
 84
5.5. Investimentos necessários para universalização dos serviços de 
saneamento nas áreas dispersas ................................................................. 89
6. EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS ...................................................... 90
6.1. Plano de Contingências ...................................................................... 91
6.2. Plano de Emergências ........................................................................ 95
6.3. Ações de emergências e contingências .............................................. 99
i. Abastecimento de Água .................................................................... 100
ii. Esgotamento Sanitário ...................................................................... 104
iii. Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos ........................... 107
iv. Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais ............................ 110
6.4. Possibilidade de Racionamento e Medidas Mitigadoras ................... 113
6.5. Possibilidade de Aumento da Demanda Temporária ........................ 113
6.6. Regras de Atendimento e Funcionamento Operacional para Situações 
Críticas na Prestação de Serviços .............................................................. 114
iv. Contexto Institucional das Responsabilidades ............................... 114
v. Regras Gerais dos Serviços de Água e Esgotos .............................. 115
vi. Regras Gerais do Serviço de Limpeza Urbana .............................. 115
vii. Regras Gerais do Serviço de Drenagem Urbana ........................... 116
viii. Mecanismos Tarifários de Contingência ........................................ 116
6.7. Articulação com Planos de Redução de Risco .................................. 117
6.8. Plano de Segurança da Água ........................................................... 121
10 
7. SEGUNDA OFICINA PÚBLICA DO PMSB DE LARANJAL PAULISTA 3
PROGNÓSTICO, PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES ............................. 128
7.1. Divulgação do evento ........................................................................ 128
7.2. Realização do evento ........................................................................ 131
8. CONSULTA E AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PMSB DE LARANJAL PAULISTA
 133
8.1. Consulta Pública ............................................................................... 133
8.2. Audiência Pública .............................................................................. 133
8.3. Divulgação da Consulta e Audiência Pública .................................... 136
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................ 140
11 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 2-1 3 Fluxograma da metodologia adotada para realização do Prognóstico 
II ....................................................................................................................... 23
Figura 3-13 Dimensões do processo de planejamento .................................... 26
Figura 5-1 3 Valores dos investimentos previstos para AA e ES em áreas 
dispersas para Laranjal Paulista. ..................................................................... 90
Figura 7-1 3 Convite enviado por e-mail ao mailing do PMSB de Laranjal Paulista
 ....................................................................................................................... 129
Figura 7-2 3 Convite enviado via WhatsApp ao mailing do PMSB de Laranjal 
Paulista .......................................................................................................... 130
Figura 7-3 3 Divulgação da oficina no Instagram da Myr ............................... 130
Figura 7-4 3 Captura de tela da 2ª Oficina do PMSB de Laranjal Paulista ..... 131
Figura 8-1 3 Registro de espectadores simultâneos na abertura das audiências 
de Laranjal Paulista, Araçoiaba da Serra e Iperó ........................................... 134
Figura 8-2 3 Captura de tela da audiência do PMSB de Laranjal Paulista ..... 135
Figura 8-3 - Convite enviado via e-mail ao mailing do PMSB de Laranjal Paulista
 ....................................................................................................................... 137
Figura 8-4 - Mensagem enviada pelo aplicativo WhatsApp ao mailing do PMSB 
de Laranjal Paulista ........................................................................................ 138
Figura 8-5 3 Divulgação da audiência e consulta pública no site da Prefeitura 
Municipal ........................................................................................................ 139
12 
LISTA DE TABELAS 
Tabela 3-1 3 Metas institucionais para o PMSB de Laranjal Paulista .............. 31
Tabela 3-2 3 Formulação de indicadores e metas previstas pelo PLANSAB para 
2033 ................................................................................................................. 33
Tabela 3-3 3 Formulação de indicadores e metas previstas pelo PSBR para 
região sudeste .................................................................................................. 35
Tabela 3-4 3 Descrição dos indicadores selecionados .................................... 36
Tabela 3-5 - Metas do PMSB 3 2011 x dado atual (2021) ............................... 39
Tabela 4-1 3 Ações propostas: Desenvolvimento Institucional ........................ 48
Tabela 4-2 3 Ações propostas: Abastecimento de Água .................................. 53
Tabela 4-3 3 Ações propostas: Esgotamento Sanitário ................................... 57
Tabela 4-4 3 Ações propostas: Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
 ......................................................................................................................... 61
Tabela 4-5 3 Ações propostas: Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
 ......................................................................................................................... 64
Tabela 5-1 - Ajustes e critérios para cálculo dos investimentos em expansão e
reposição relacionados ao serviço de manejo de resíduos sólidos e limpeza 
urbana .............................................................................................................. 75
Tabela 5-2 3 Ajustes e critérios para investimentos em expansão e reposição 
relacionados ao serviço de drenagem urbana e manejo das águas pluviais ... 77
Tabela 5-3 3 Fluxo financeiro dos serviços de abastecimento de água e 
esgotamento sanitário para o cenário provável no período 2022-2041 ............ 80
Tabela 5-4 3 Fluxo financeiro dos serviços de abastecimento de água e 
esgotamento sanitário para o cenário alternativo no período 2022-2041 ......... 83
Tabela 5-5 3 Fluxo financeiro dos serviços de limpeza urbana e manejo de 
resíduos sólidos para o cenário provável no período 2022-2041 ..................... 86
Tabela 5-6 3 Fluxo financeiro dos serviços de drenagem urbana e manejo de 
águas pluviais para o cenário provável no período 2022-2041 ........................ 88
Tabela 6-1 3 Eventos excepcionais relacionados ao abastecimento de água . 93
Tabela 6-2 3 Conteúdo Básico de um Plano de Contingência ......................... 94
Tabela 6-3 3 Estados de Alerta de Emergência ............................................... 96
13 
Tabela 6-4 3 Situações de emergência e medidas de contingência para 
mananciais ..................................................................................................... 101
Tabela 6-5 3 Situações de emergência e medidas de contingência para a 
estações de tratamento de água .................................................................... 102
Tabela 6-6 3 Situações de emergência e medidas de contingência para os 
dispositivos na rede de distribuição ................................................................ 104
Tabela 6-7 3Ações de Emergência para o sistema de esgotamento sanitário105
Tabela 6-8 3 Plano de Emergências: Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos 
Sólidos ........................................................................................................... 109
Tabela 6-9 3 Plano de Emergências: Manejo das Águas Pluviais e Drenagem 
Urbana ........................................................................................................... 111
Tabela 6-10 3 Níveis de risco ......................................................................... 118
Tabela 6-11 3 Probabilidade de consequência e ocorrência de risco ............ 125
Tabela 6-12 3 Matriz qualitativa de priorização de risco ................................ 125
Tabela 6-13 3 Matriz semi-quantitativa de priorização de risco...................... 126
14 
LISTA DE SIGLAS 
AA - Abastecimento de Água 
AEIT - Área de Especial Interesse Turístico 
ANA - Agência Nacional de Águas 
ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica 
APP - Área de Preservação Permanente 
ARSESP - Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São 
Paulo 
CM 3 Consórcio COBRAPE 3 Myr 
DBO - Demanda Bioquímica de Oxigênio 
DEX - Custos Operacionais 
DMAPU - Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais 
ES - Esgotamento Sanitário 
ETA - Estação de Tratamento de Água 
ETE - Estação de Tratamento de Esgoto 
EVTE - Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-financeira 
EVTEA - Estudos de Viabilidade Técnica, Econômico-Financeira e 
Ambiental 
FUNASA - Fundação Nacional de Saúde 
GEL - Grupo Executivo Local 
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
IHS - Instalações Hidrossanitárias 
INCC/ FGV - Índice Nacional de Custo da Construção da Fundação 
Getúlio Vargas 
IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidos Amplo 
LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias 
LOA - Lei Orçamentária Anual 
MDR - Ministério do Desenvolvimento Regional 
MMA 3 Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima 
NMSB - Novo Marco do Saneamento Básico 
PDDU - Plano Diretor de Drenagem Urbana 
15 
PEV - Pontos de Entrega Voluntária 
PLANSAB - Plano Nacional de Saneamento Básico 
PMGIRS - Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 
PMRR - Plano Municipal de Redução de Risco 
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico 
PMVA - Programa Município Verde-azul 
PNRH - Política Nacional de Recursos Hídricos 
PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos 
PNSB - Política Nacional de Saneamento Básico 
PPA - Plano Plurianual 
PPP - Parceria Público Privada 
PRC - Portaria de Consolidação 
PSA - Plano de Segurança de Água 
PSBR - Programa Saneamento Brasil Rural 
RCC - Resíduos da Construção Civil 
RPU - Resíduos Sólidos de Limpeza Pública 
RS - Resíduos Sólidos 
RSD - Resíduos Sólidos Domiciliares 
RSU - Resíduos Sólidos Urbanos 
SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 
SES 3 Sistema de Esgotamento Sanitário 
SIG 3 Sistema de Informação Geográfica 
SINGREH - Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos 
SNIS - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento 
TAC - Termo de Ajustamento de Conduta 
TIR - Taxa de Desconto Real 
UBS 3 Unidade Básica de Saúde 
VP - Valor Presente 
UGRHI - Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos 
WACC - Valor Aproximado do Custo Médio de Capital 
 
16 
DADOS GERAIS DA CONTRATAÇÃO 
Contratante: Consórcio de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento da 
Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CERISO) 
Contrato: nº 03/2020
Processo: nº 03/2020 
Contratada: Consórcio Planos 27 UGRHI- 10 CM (Consórcio CM), composto 
pelas empresas Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos 
(Cobrape) e Myr Projetos Estratégicos e Consultoria (Myr)
Assinatura do Contrato em: 31 de julho de 2020 
Assinatura da Ordem de Serviço em: 13 de agosto de 2020 
Escopo: Revisão dos Planos de Saneamento Básico de 29 municípios da 
UGRHI 10
Valor global do contrato (após aditivo): R$ 2.108.909,01 (dois milhões, cento e 
oito mil, novecentos e nove reais e um centavo) 
Documentos de Referência: 
• Edital de Tomada de Preços nº 02/2020 
• Características gerais dos 27 municípios contemplados pela revisão dos 
seus respectivos Planos de Saneamento constantes no Edital de Tomada 
de Preços nº 02/2020 
• Propostas Técnica e Comercial do Consórcio Planos 27 UGRHI-10-CM 
17 
1. PANORAMA GERAL DA POLÍTICA NACIONAL DE 
SANEAMENTO BÁSICO 
A Política Nacional de Saneamento Básico (PNSB) se caracteriza como o 
principal marco regulatório do setor de saneamento básico no Brasil. Instituída 
pela Lei Federal n° 11.445, de 5 de janeiro de 2007, estabelece diretrizes e 
regras para a prestação e cobrança dos serviços de saneamento, abrangendo 
todo o território nacional. Em seu escopo, a Lei define saneamento básico como 
um conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais, 
necessários para o abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, 
limpeza urbana e manejo de resíduos e drenagem e manejo das águas pluviais. 
A PNSB é constituída de dez capítulos, que tratam: (i) Dos princípios 
fundamentais, (ii) Do exercício da titularidade, (iii) Da prestação regionalizada de 
serviços públicos de saneamento básico, (iv) Do planejamento, (v) Da regulação, 
(vi) Dos aspectos econômicos e sociais, (vii) Dos aspectos técnicos, (viii) Da 
participação de órgãos colegiados no controle social, (ix) Da política nacional de 
saneamento básico e, por último, (x) Disposições finais. Dentre os princípios 
fundamentais da Lei, devem ser destacados a universalização do acesso aos 
serviços de saneamento (inciso I); sua integralidade, ou seja, o conjunto de 
atividades e componentes relativas ao saneamento, suprindo a necessidade da 
população, maximizando a eficácia das ações, bem como seus resultados (inciso 
II); o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e o 
manejo de resíduos sólidos sejam executados buscando promover a saúde 
pública, a conservação dos recursos naturais e a proteção do ambiente (inciso
III); a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e 
processos decisórios institucionalizados (inciso IX) e o controle social (inciso X). 
Além disso, a Lei nº 11.445/2007 e sua mais recente atualização, a Lei Federal 
nº 14.026/2020, estabelece as competências quanto à coordenação e atuação 
dos agentes envolvidos no planejamento e na execução da PNSB, sendo 
obrigatória a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), 
abrangendo os quatro eixos do saneamento. 
18 
Nestes termos, passa a ser responsabilidade da União, a elaboração do Plano 
Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Ressalta-se que, anteriormente, 
esta competência era atribuída ao Ministério das Cidades e, atualmente, ao
Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Aprovado pelo Decreto n° 8.141 
de 20 de novembro de 2013, o PLANSAB busca realizar o planejamento do 
saneamento básico no país, de forma integrada, considerando quatro eixos de 
atuação e suas respectivas exigências, são eles: (i) abastecimento de água 
potável; (ii) esgotamento sanitário; (iii) limpeza urbana e manejo de resíduos 
sólidos; e (iv) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. O PLANSAB 
considera um horizonte de 20 anos, 2014-2033, devendo ser avaliado
anualmente e revisado a cada quatro anos, buscando coincidir com a vigência 
dos planos plurianuais. Ressalta-se que a última revisão do PLANSAB ocorreu 
no ano de 2019, apresentando, em síntese: 
• Objetivos e metas nacionais e regionalizadas, de curto, médio e longo 
prazos, para a universalização dos serviços de saneamento básico; 
• Diretrizes e orientações para equacionar os condicionantes de 
natureza político institucional, legal e jurídica, econômico-financeira, 
administrativa, cultural e tecnológica com impacto na consecução das 
metas e objetivos estabelecidos; 
• Proposição de programas, projetos e ações indispensáveis para 
alcançar objetivos e metas da PNSB, identificando fontes de 
financiamento; 
• Diretrizes para o planejamento das ações de saneamento básico em 
áreas de especial interesse turístico (AEIT); 
• Procedimentos para a avaliar sistematicamente a eficiência e a 
eficácia das ações executadas. 
Após mais de dois anos de discussão, em julho de 2020, foi aprovado o Novo 
Marco do Saneamento Básico (NMSB) no Brasil, através da Lei Federal nº 
14.026/2020. O Novo Marco buscou atualizar a PNSB, realizando veto a 
determinados dispositivos de alguns artigos. Em linhas gerais, o Novo Marco 
alterou outros sete dispositivos legais, a citar (VERDÉLIO, 2020): 
19 
• Lei nº 9.984 de 17 de julho de 2000: institui a criação da Agência 
Nacional de Águas (ANA): no Novo Marco, a agência passa a ser 
denominada Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico 
(ANA), com competência para regulamentações de normas de 
referência dos serviços públicos de saneamento básico. As normas 
serão instituídas de forma progressiva e deverão promover a 
prestação adequada dos serviços, com atendimento pleno aos 
usuários, e assegurar a prestação concomitante dos serviços de 
abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Serão 
estabelecidos parâmetros para fiscalização do cumprimento das 
metas de cobertura e dos indicadores de qualidade e aos padrões de 
potabilidade da água, além de critérios limitadores de custos a serem 
pagos pelo usuário final. As normas a serem editadas deverão ainda 
estimular a livre concorrência, a competitividade, a eficiência e a 
sustentabilidade econômica dos responsáveis pela prestação dos 
serviços de saneamento, sendo tratados, dentre outros assuntos, 
sobre os padrões de qualidade e eficiência, regulação tarifária, 
redução progressiva e controle da perda de água e reuso dos 
efluentes sanitários tratados, em conformidade com as normas 
ambientais e de saúde pública. No âmbito da regulação tarifária, serão 
estabelecidos mecanismos de subsídios para as populações de baixa 
renda, visando a universalização dos serviços, e, quando couber, o 
compartilhamento dos ganhos de produtividade das empresas com os 
usuários. Caberá ainda à ANA declarar a situação crítica de escassez 
quantitativa ou qualitativa de recursos hídricos em rios de domínio da 
União e estabelecer e fiscalizar o cumprimento de regras de uso da 
água, a fim de assegurar os usos múltiplos durante a vigência da 
situação crítica de escassez; 
• Lei nº 10.768 de 19 de novembro de 2003: dispõe sobre o quadro 
de pessoal da ANA: o NMSB altera as atribuições do cargo da ANA 
para especialista em recursos hídricos e saneamento básico; 
20 
• Lei nº 11.107 de 6 de abril de 2005: dispõe sobre as normas gerais 
de contratação de consórcios públicos: a nova lei expande a aplicação
das normas gerais aos convênios de cooperação entre blocos de 
municípios; e proíbe a realização de contratos de programa para 
prestação de serviços públicos, tornando obrigatória a abertura de 
processo licitatório, onde poderão participar tanto prestadores 
públicos, quanto privados; 
• Lei Federal nº 11.445 de janeiro de 2007: dispõe sobre as diretrizes 
do Saneamento Básico no Brasil: estabelece a prestação de serviço 
de saneamento básico regionalizada, podendo ser estruturado por 
regiões metropolitanas, por unidades regionais, instituídas pelos 
estados ou por blocos de referência, constituídos por municípios 
limítrofes; promove a articulação com políticas públicas de 
desenvolvimento urbano e regional; determina que os contratos de 
prestação apresentem metas de expansão e de qualidade dos 
serviços, assim como as fontes de receitas alternativas e a repartição 
de riscos; e veta a destinação de recursos federais e assistência 
técnica para a organização e formação de blocos de prestação 
regionalizada; determina que os contratos de prestação em vigor 
poderão ser mantidos até o seu prazo final, desde que as empresas 
comprovem a capacidade econômico-financeira e se adequem às 
metas e aos objetivos de universalização do marco; estabelece que 
as empresas devem ampliar o fornecimento de água para 99% da 
população e da coleta e tratamento de esgoto para 90% da população,
até o final de 2033; cria o Comitê Interministerial de Saneamento 
Básico; estabelece a elaboração do novo Plano Nacional de 
Saneamento Básico; 
• Lei nº 12.305 de 2 de agosto de 2010: instituiu a Política Nacional de 
Resíduos Sólidos (PNRS): o NMSB estabelece que sejam realizadas 
revisões a cada dez anos dos Planos Municipais de Gestão Integrada 
de Resíduos Sólidos (PMGIRS); e determina um prazo de 
encerramento dos lixões; 
21 
• Lei nº 13.089 de 12 de janeiro de 2015: institui o Estatuto da 
Metrópole: o NMSB incorpora as regras do Estatuto da Metrópole nas 
unidades regionais de saneamento básico 
• Lei nº 13.529 de 4 de dezembro de 2017: dispõe da participação da 
União em fundos de projetos de concessões e parcerias público￾privadas: a partir da nova lei, a União poderá participar e destinar 
recursos para fundos de projetos de concessões e Parcerias Público 
Privada (PPP) com a finalidade exclusiva de atender serviços técnicos 
especializados. 
Uma das principais motivações da atualização da política nacional de 
saneamento básico se refere à necessidade de maiores investimentos no setor
de saneamento. Neste sentido, a Lei Federal nº 14.026/2020 estabelece
mecanismos para atrair capital privado para o setor e estímulo às concessões e 
parcerias público-privadas. 
2. DIRETRIZES GERAIS ADOTADAS 
As diretrizes gerais adotadas para a elaboração do Produto 8 - Tomo III: 
Programas, Projetos e Ações dos serviços de saneamento básico do município 
de Laranjal Paulista tiveram como base fundamental as Leis Federais nº. 
11.445/2007 e nº. 14.026/2020, que estabelecem as diretrizes nacionais para o 
saneamento básico. Além destas, o presente documento foi amparado: (i) no 
Diagnóstico da Situação do Saneamento do município (Tomo I); (ii) no 
Prognóstico de alternativas institucionais da gestão dos serviços (Tomo II), (iii) 
em leis, decretos, resoluções e deliberações concernentes aos recursos hídricos 
e (iv) em análises das projeções populacionais, as quais poderão alterar a 
dinâmica dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, 
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e manejo das
águas pluviais do município de Laranjal Paulista. 
De acordo com o Termo de Referência da Tomada de Preço nº 02/2020 
Processo nº 03/2020, foram também consideradas as seguintes diretrizes para 
o PMSB de Laranjal Paulista: 
22 
• Área de abrangência englobando todo o território municipal, contemplando 
áreas urbanas e rurais;
• O Plano como instrumento fundamental para a implementação da sua política 
municipal de saneamento básico;
• Integração entre todas as políticas, programas e projetos de saneamento 
básico com as de outros setores correlacionados do município e com as 
diretrizes dos planos Nacional e Estadual de Recursos Hídricos;
• Planejamento integrado dos eixos Abastecimento de Água, Esgotamento 
Sanitário, Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos e Drenagem 
Urbana e Manejo das Águas Pluviais;
• O Plano como parte do desenvolvimento urbano e ambiental da cidade;
• Adoção de horizonte de planejamento de vinte anos, devendo o mesmo ser 
revisado e atualizado periodicamente; 
• Participação e controle social assegurados na formulação e avaliação do 
Plano;
• Disponibilidade dos serviços públicos de saneamento básico assegurada à
toda população do município (urbana e rural);
• Processo de elaboração e revisão do Plano realizado dentro de um perfil 
democrático e participativo, visando à incorporação das necessidades da 
sociedade e o alcance da função social dos serviços prestados; e
• Criação de espaços, canais e instrumentos para a participação popular no 
processo de elaboração do Plano com linguagem acessível a todos. 
O desenvolvimento do Prognóstico II do Município de Laranjal Paulista guiou-se 
pelos seguintes aspectos: (i) projeção populacional; (ii) definição das demandas 
(Prognóstico I), considerando capacidades de atendimento atuais e previstas
dos serviços de saneamento ao longo do horizonte do Plano; (iii) projeção e 
avaliação das demandas no cenário de crescimento populacional (iv) 
23 
identificação das principais carências dos serviços no período considerado (2022 
a 2041). Em suma, a metodologia adotada é apresentada no diagrama da Figura 
2-1. 
Figura 2-1 – Fluxograma da metodologia adotada para realização do Prognóstico 
II 
As carências dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário,
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e manejo das 
águas pluviais estão embasadas nos levantamentos realizados na fase de 
Diagnóstico e na análise da projeção populacional do cenário de crescimento no 
Prognóstico I, considerando-se um horizonte de planejamento de 20 anos. A 
projeção de crescimento populacional foi elaborada a partir da projeção 
populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que, 
para a determinação da curva de crescimento populacional, foram analisados os 
censos do IBGE nos anos de 2000 e 2010, bem como a sua projeção para o ano 
de 2021. 
Os quatro eixos do saneamento básico 3 abastecimento de água, esgotamento 
sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e 
manejo de águas pluviais 3 são, portanto, abordados segundo as suas condições 
atuais e respectivas projeções de demandas, com o apontamento das suas 
principais deficiências e causas, no intuito de orientar os Prognósticos I e II, 
assim como os Programas, Projetos e Ações a serem adotados ao longo dos 20 
anos do Plano. 
ProjeÁ„o 
Populacional
DefiniÁ„o das 
demandas
IdentificaÁ„o das
principais
carÍncias entre
2022 e 2041
24 
3. DEFINIÇÃO DE METAS E INDICADORES 
O Plano Municipal de Saneamento Básico de Laranjal Paulista visa, sobretudo, 
determinar as diretrizes, as metas e os programas a serem desenvolvidos na 
área do saneamento em um horizonte de vinte anos, compatibilizados com os 
déficits atuais e previstos para o futuro em relação à prestação desses serviços 
à população. Este Plano se torna o marco de planejamento do município para a 
execução de ações e mensuração de resultados e, inclusive, para a requisição 
de verbas para investimento no setor. 
O Plano Nacional de Saneamento Básico (BRASIL, 2019) levanta a importância 
de se planejar o futuro com base em medidas estruturais e não estruturais. As 
primeiras referem-se às intervenções físicas nas estruturas dos sistemas de 
abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e 
drenagem pluvial, estando, portanto, vinculadas a investimentos em projetos e 
obras. Estas medidas são fundamentais para garantir o acesso e a qualidade 
dos serviços e a proteção da população contra riscos relacionados ao 
saneamento inadequado. 
Entretanto, somente as medidas estruturais não são suficientes para garantir o 
pleno acesso e a qualidade dos serviços, devendo haver, conjuntamente, o 
aperfeiçoamento da gestão do saneamento, a educação e a participação da 
população, por meio das medidas não estruturais. Segundo o Plano Nacional de 
Saneamento Básico (PLANSAB), medidas não estruturais são entendidas como
aquelas que fornecem suporte político e gerencial para a sustentabilidade da
prestação dos serviços (BRASIL, 2019). 
A projeção de demanda apresentada no Tomo II, orientou-se em cumprimento 
as metas de atendimento estabelecidas pelo PLANSAB para as áreas urbanas 
e pelo Programa Saneamento Brasil Rural (PSBR) para as áreas rurais. 
Considerando que o PLANSAB estabeleceu as metas de atendimento para os
domicílios urbanos de 98,7% para 2023 e 100% para 2033, e desconsiderando 
a meta de 2023, uma vez que o presente documento teve sua elaboração no 
referido ano. Assim, projetou-se o incremento linear do índice de atendimento 
entre os anos 2023 de 2033. Para os domicílios rurais, o PSBR estabeleceu as 
25 
metas de atendimento de 93% para 2028 e 100% para 2038, considerando o 
incremento linear do índice de atendimento entre os anos 2023 e 2038. 
Para o PSBR, por sua vez, em horizonte de curto prazo (2019 a 2023), não foram 
considerados grandes investimentos em medidas estruturais e não estruturais, 
sendo nesse período incentivadas as ações relacionadas à gestão. No horizonte 
de médio prazo ocorre um pequeno aumento no ritmo de crescimento dos 
investimentos, principalmente em medidas não estruturais, esperando-se que
essas ações favoreçam a adesão às soluções implantadas e sua apropriação 
pelos usuários. Já no horizonte de longo prazo do PSBR (2029-2038), 
permanecem os baixos investimentos em medidas não estruturais, não sendo 
alcançada a universalização do atendimento por serviços de saneamento básico
ao final do prazo. Diante desse cenário, as metas do PSBR, menos otimistas que 
as do PLANSAB, configuram-se em um cenário mais realista a ser seguido. 
Para nortear o processo de planejamento dos programas e ações em 
saneamento de Laranjal Paulista, foram estabelecidas metas de curto, médio e 
longo prazo, a serem alcançadas ao longo dos 20 anos do Plano, sendo que 
estes períodos encontram-se abaixo discriminados: 
• Curto prazo (até 3 anos): 2023 a 2025 
• Médio prazo (entre 4 e 10 anos): 2026 a 2033 
• Longo prazo (de 11 a 20 anos): 2034 a 2041 
Para as medidas não estruturais, com foco no aperfeiçoamento da gestão e 
educação ambiental, as metas são traçadas com base em prazos para conclusão 
de determinadas ações, sendo denominadas como metas institucionais. Já para 
as medidas que visam ao monitoramento e à melhoria continuada da
infraestrutura física dos sistemas (estruturais), as metas são graduais e 
progressivas baseadas em indicadores e prazos, sendo denominadas como 
metas físicas. 
3.1. Metas e indicadores institucionais 
As metas institucionais foram estabelecidas por meio da fixação de prazos para 
efetivação de ações que têm por objetivo fornecer suporte para a melhoria da 
gestão do planejamento, prestação, regulação e fiscalização dos serviços de 
saneamento, bem como o efetivo controle social. 
26 
7 Planejamento 
Conforme determinado pela Lei Federal nº. 14.026/2020, o planejamento cabe 
ao titular do saneamento, ou seja, às Prefeituras Municipais. Ressalta-se que,
mesmo para os serviços cuja prestação é de responsabilidade de empresa ou 
autarquia, o titular deve exercer a função primordial de planejamento, devendo 
contar com o apoio dos prestadores para a efetivação das ações e realização 
dos projetos. 
O processo de planejamento envolve a criação de programas nos quais estão 
inseridas as ações necessárias para atingir os objetivos. Os programas devem 
estar alinhados com planos mais amplos, de abrangência local a nacional (Figura 
3-1), que também devem ser compatíveis entre si. 
Figura 3-1– Dimensões do processo de planejamento 
Estabelecem-se como metas relativas ao planejamento do Plano: 
• Aprovar o PMSB na forma de lei no segundo semestre de 2023: o 
PMSB é instrumento fundamental para o planejamento, devendo este ser 
elaborado pelo titular e com apoios dos prestadores de serviços, devendo 
ser revisado em prazo não superior a dez anos, conforme estabelecido na 
Lei nº. 14.026/2020. Cabe salientar que o PMSB deve ser compatível com 
os planos específicos de cada eixo do saneamento (quando houver) e 
com planos das bacias hidrográficas em que estiverem inseridos. 
• Revisar periodicamente o Plano Municipal de Saneamento Básico: a 
Lei nº. 14.026/2020 determina que o PMSB deva ser revisado 
periodicamente em prazo não superior a 10 (dez) anos. Dessa forma, a 
AÁ„o 1
AÁ„o 4
AÁ„o 3
AÁ„o 2
Programa 2
Programa 1
Lei Federal nº 
14.026/2020,
PLANSAB, PSBR 
PMSB, Planos 
especÌficos (·gua, 
esgoto, resÌduos, 
reduÁ„o de riscos, 
recursos hÌdricos 
etc.), PPA, entre 
outros
27 
primeira revisão do PMSB deve ocorrer, no máximo, até o ano de 2033. 
Entretanto, ressalta-se que o acompanhamento da implementação do 
Plano deve ser constante por parte do Poder Público, podendo ser 
revisado em prazo anterior, caso seja verificada a necessidade. Destaca￾se, ainda, que durante este acompanhamento deve-se propiciar a 
incorporação das metas físicas e financeiras do PMSB compatíveis com 
os Planos Plurianuais (PPA). 
• Instituir um sistema de informações sobre os serviços de 
saneamento: esse sistema deverá abranger os quatro eixos do 
saneamento e as informações armazenadas deverão ser utilizadas pelo 
município para acompanhamento das ações realizadas em saneamento
e monitoramento dos resultados. Assim, o sistema de informações servirá 
como uma ferramenta para avaliação do PMSB, a qual deve ser realizada 
anualmente (Leis nº. 11.445/2007 e nº 14.026/2020) por meio da 
atualização das informações, elaboração de relatório e divulgação. O 
sistema poderá ser incluído no site da Prefeitura, sendo a sua 
manutenção realizada por funcionários capacitados. 
7 Prestação dos serviços 
Para cada eixo do saneamento, a prestação dos serviços pode ser realizada pela 
própria administração municipal ou delegada para uma autarquia ou empresa 
pública ou privada. Em Laranjal Paulista, a SABESP, é responsável pelo 
fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, atendendo à sede e 
determinadas localidades rurais, conforme contrato n° 295/97, com vigência de 
25 anos (vencido desde 28 de agosto de 2022). 
Já parcela da população não atendida pela Companhia utiliza soluções 
individuais de abastecimento de água e esgotamento sanitário, sendo a 
operação e manutenção desses sistemas responsabilidade do proprietário. 
Os serviços de limpeza urbana são de responsabilidade da Prefeitura Municipal, 
e a drenagem pluvial em todo o território municipal, é de responsabilidade direta 
da Prefeitura Municipal. 
As principais metas institucionais relacionadas ao aperfeiçoamento da gestão 
para os prestadores de serviços são: 
28 
• Utilizar indicadores para avaliação da situação e do cumprimento 
das metas: os prestadores de serviços deverão utilizar um sistema de 
indicadores sanitários para auxiliar na avaliação da qualidade da 
prestação dos serviços e verificação do cumprimento das metas físicas. 
Os indicadores deverão ser disponibilizados no sistema de informação em 
saneamento e, portanto, a sua atualização deve ser feita com 
periodicidade mínima anual. 
• Auxiliar na revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico:
conforme discutido nas metas de planejamento, o PMSB deve ser 
revisado periodicamente em um prazo não superior a 10 (dez) anos. 
7 Regulação e fiscalização 
A Lei Federal nº 14.026/2020 atribui à ANA, autarquia sob regime especial, 
vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional e integrante do Sistema
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), a competência 
para instituir normas de referência para a regulação dos serviços de saneamento
básico, como, por exemplo, sobre padrões de qualidade e eficiência na 
prestação, na manutenção e na operação dos sistemas de saneamento básico, 
metas de universalização dos serviços, entre outros aspectos (BRASIL, 2020). 
Ainda de acordo com a referida lei, a regulação da prestação dos serviços 
públicos de saneamento básico poderá ser delegada pelos titulares a qualquer 
entidade reguladora, e o ato de delegação explicitará a forma de atuação e a 
abrangência das atividades a serem desempenhadas pelas partes envolvidas. 
É preciso mencionar que, após a seleção da entidade reguladora mediante 
contrato de prestação de serviços, esta não poderá ser alterada até o 
encerramento contratual, salvo se deixar de adotar as normas de referência da 
ANA ou se estabelecido de acordo com o prestador de serviços (BRASIL, 2020). 
Em Laranjal Paulista, a regulação e a fiscalização dos serviços de abastecimento 
de água e esgotamento sanitário são realizadas pela Prefeitura do Município. 
Destaca-se que não há um órgão específico da Administração Direta, com ou 
sem personalidade jurídica de direito público, sob a forma de autarquia, com ou 
sem regime especial, para execução destas funções. 
29 
Em linhas gerais, as principais metas a serem atingidas pelas entidades
reguladoras relacionadas ao PMSB são: 
• Estabelecer padrões e normas para a devida cobertura e qualidade, 
em conformidade com as metas estabelecidas no PMSB: conforme a 
Lei nº. 14.026/2020, entre os objetivos da entidade reguladora estão as 
definições de padrões e normas para a adequada prestação dos serviços 
e a garantia do cumprimento das condições e metas estabelecidas. 
Portanto, as metas estabelecidas no presente Plano deverão ser 
consideradas pela entidade reguladora quando da definição de padrões e 
indicadores, das metas de expansão e de qualidade e os respectivos 
prazos, e da avaliação da eficiência e eficácia dos serviços prestados. O 
monitoramento dos padrões, normas e indicadores deve ser realizado 
com periodicidade mínima anual. 
• Definir tarifas que assegurem a sustentabilidade financeira e 
investimentos necessários, sem que haja abuso econômico: a 
entidade reguladora deve definir tarifas que assegurem o equilíbrio 
econômico e financeiro e prevenir o abuso do poder econômico (Lei nº. 
14.026/2020). Portanto, a definição das tarifas deverá ser feita mediante 
a compatibilização com os investimentos necessários, previstos no 
PMSB. Recomenda-se que pelo menos uma vez por ano a tarifa seja 
reavaliada. 
7 Controle social 
Permeando o planejamento, a prestação e a regulação, está o controle social 
previsto na Lei Federal nº. 14.026/2020 e definido na Lei Federal nº 11.445/2007 
como o <conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade 
informações, representações técnicas e participações nos processos de 
formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados aos 
serviços públicos de saneamento básico=. O efetivo controle social depende de 
medidas aplicadas em conjunto pelos titulares, prestadores e entidades 
reguladoras. As principais metas institucionais estabelecidas para Laranjal 
Paulista para o controle social são: 
30 
• Inclusão do Saneamento Básico na Política Municipal: O Grupo 
Executivo Local (GEL), instituído para auxiliar na revisão do PMSB, 
constitui-se como um mecanismo de controle social durante a sua 
elaboração, porém não assegura a participação da população nas futuras 
revisões do Plano. Dessa forma, com vistas a otimizar as discussões e 
aproveitar a estrutura já constituída sugere-se a inclusão das atividades 
de acompanhamento, fiscalização, regulação e discussão da forma de 
prestação dos serviços municipais de abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e 
drenagem urbana às atribuições do grupo. Além do caráter consultivo, 
sugere-se que seja delegado a algum conselho de saneamento já 
existente ou a criação de um com caráter deliberativo, regulador e 
fiscalizador. Este conselho deverá possuir representantes dos titulares, 
de órgãos governamentais relacionados ao saneamento, dos prestadores 
de serviços, dos usuários e de entidades técnicas, organizações da 
sociedade civil e de defesa do consumidor relacionadas ao setor de 
saneamento básico, conforme preconizado na política nacional. 
Recomenda-se que o conselho seja reformulado ou criado logo após ou 
de forma simultânea à legitimação da revisão PMSB e que reuniões sejam 
realizadas periodicamente, de forma a garantir que seja um órgão 
consultivo e deliberativo atuante. 
• Disponibilizar para a população as informações do sistema de 
informações sobre os serviços de saneamento: as informações do 
sistema a ser instituído, conforme mencionado anteriormente, deverão ser
atualizadas anualmente e os respectivos relatórios hão de ser 
disponibilizados para a população por meio eletrônico e impresso. 
• Abertura de canais para atendimento aos usuários: aos usuários dos 
serviços públicos de saneamento, devem ser assegurados meios 
adequados para atendimento às solicitações, reclamações e também 
para o provimento de instruções básicas para a devida utilização dos 
serviços de saneamento. 
31 
7 Consolidação das metas institucionais 
Na Tabela 3-1 constam as principais metas institucionais, descritas 
anteriormente. No item 5 são apresentados os Programas e as Ações propostos
para o alcance das metas institucionais. 
Tabela 3-1 – Metas institucionais para o PMSB de Laranjal Paulista 
Planejamento Prazo Periodicidade 
mínima 
Aprovar o PMSB Curto prazo (2023) - 
Revisar periodicamente o PMSB Médio prazo (2033) A cada dez anos 
Estabelecer, atualizar e divulgar um 
sistema de informações sobre os 
serviços de saneamento no município 
Curto prazo (2024) Anual 
Prestação Prazo para início Periodicidade 
mínima 
Utilizar indicadores para avaliação do 
Plano e do cumprimento das metas Curto prazo (2024) Anual 
Auxiliar na revisão do PMSB Médio prazo (2033) A cada dez anos 
Regulação Prazo para início Periodicidade 
mínima 
Revisar padrões e normas para a 
devida cobertura e qualidade, em 
conformidade com as metas 
estabelecidas no PMSB 
Curto prazo (2024) Anual 
Revisar/estabelecer tarifas que 
assegurem a sustentabilidade 
financeira e investimentos 
necessários, sem que haja abuso 
econômico 
Curto prazo (2024) Anual 
Controle Social Prazo para início Periodicidade 
mínima 
Incluir o Saneamento Básico na 
política interna de conselho municipal 
ligado ao saneamento e realizar 
reuniões periódicas
Curto prazo (2023) A cada dois meses 
Disponibilizar para a população as 
informações do sistema de 
informações sobre os serviços de 
saneamento 
Curto prazo (2024) Anual 
Disponibilizar canais de atendimento 
e instrução aos usuários 
Curto prazo (a partir 
de 2023, de acordo 
com a prestação dos 
serviços em cada eixo 
do saneamento) 
Contínuo 
Fonte: COBRAPE (2023). 
3.2. Metas e indicadores físicos 
O objetivo geral desta revisão do PMSB é alcançar a universalização plena e 
garantir o acesso aos serviços, prestados com a devida qualidade a todos os 
usuários efetivos e potenciais, situados nas áreas urbanas e rurais do município.
32 
Para auxiliar o processo de planejamento, implementação e avaliação da 
eficiência, eficácia e efetividade das ações em andamento e propostas para o 
saneamento básico, propõe-se o estabelecimento de metas e a utilização de 
indicadores que possibilitem mensurar os resultados a serem obtidos. Os valores 
de referência para as metas e os indicadores consideram o município como um 
todo, mas ressalta-se a necessidade de obtenção/atualização das informações 
para cada uma das áreas atendidas, bem como para as áreas não atendidas por 
serviços públicos de saneamento. 
Ressalta-se que as ações a serem implantadas e mantidas ao longo dos anos 
foram propostas para todos os horizontes de planejamento, considerando que a
sua continuidade é essencial para a manutenção da qualidade e eficiência dos 
serviços prestados. 
No setor do saneamento, indicador é uma medida quantitativa da eficiência e da
eficácia de uma entidade gestora relativamente a aspectos específicos da 
atividade desenvolvida ou do comportamento dos sistemas (ALEGRE et al.,
2000). Desta forma, indicadores podem ser entendidos como instrumentos de 
gestão essenciais para as atividades de monitoramento e avaliação do Plano 
Municipal de Saneamento Básico, tornando possíveis as seguintes análises
necessárias: acompanhar o alcance de metas; identificar avanços e 
necessidades de melhoria, correção de problemas e/ou readequação do 
sistema; avaliar a qualidade dos serviços prestados; dentre outras. 
Na Tabela 3-2 estão apresentados indicadores selecionados pelo PLANSAB e 
as respectivas metas para a região Sudeste para 2033. Como alguns dos 
indicadores do PLANSAB não se aplicam aos municípios, pois tratam de análises 
regionais (ex.: número de municípios com presença de lixão/vazadouro de 
resíduos sólidos/total de municípios; e percentual de municípios com 
enxurradas, inundações ou alagamentos ocorridos na área urbana, nos últimos 
cinco anos), estes não são apresentados no presente documento. 
Em relação aos eixos de abastecimento de água e esgotamento sanitário, é 
importante destacar que a viabilidade técnica e econômica para o atendimento 
por rede pública fica associado a um critério de adensamento mínimo. Nesse 
sentido, a título de exemplo, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do 
Governo do Estado de São Paulo utiliza como critério para a implantação de 
33 
sistemas coletivos regiões de baixa densidade demográfica (inferior a 30 hab/ha) 
e que apresentem no mínimo 100 domicílios, ou regiões adensadas (densidade 
demográfica superior a 30 hab/ha), porém com pelo menos 80 domicílios. Isto 
posto, quando da elaboração dos estudos de viabilidade e projetos básico e
executivo, este critério deve ser considerado. Ressalta-se, contudo, que outras 
premissas devem ser consideradas e analisadas, além do levantamento 
identificado in loco. Por fim, destaca-se que a proposição das soluções e 
alternativas consideradas na revisão do PMSB considerou critérios de 
adensamento populacional, bem como realidade local, além de outras 
premissas, conforme previsto no PLANSAB e PSBR. Na Tabela 3-3 estão 
apresentados os indicadores e as metas de atendimento estabelecidas no PSBR 
para 2028 e 2038, bem como suas formulações e fontes, além da meta a ser 
alcançada ao longo do horizonte de planejamento. 
Tabela 3-2 – Formulação de indicadores e metas previstas pelo PLANSAB 
para 2033 
Indicador Definição Fonte da 
formulação Formulação Meta 
2033 
A1 
% de domicílios 
urbanos e rurais 
abastecidos por rede 
de distribuição ou por 
poço ou nascente com 
canalização interna 
Censo 
Número de domicílios 
urbanos e rurais abastecidos 
com água por rede de 
distribuição com 
canalização interna ou na 
propriedade, ou por poço ou 
nascente com canalização 
interna 
/ Total de domicílios 
100 
A2 
% de domicílios 
urbanos abastecidos 
por rede de distribuição 
ou por poço ou 
nascente com 
canalização interna 
Censo 
Número de domicílios 
urbanos abastecidos com 
água por rede de distribuição 
com 
canalização interna ou na 
propriedade, ou por poço ou 
nascente com canalização 
interna 
/ Total de domicílios urbanos 
100 
A3 
% de domicílios rurais 
abastecidos por rede 
de distribuição ou por 
poço ou nascente com 
canalização interna 
Censo 
Número de domicílios rurais 
abastecidos com água por 
rede de distribuição com 
canalização interna ou na 
propriedade, ou por poço ou 
nascente com canalização 
interna 
/ Total de domicílios rurais 
100 
A5 
% de economias ativas 
atingidas por 
intermitências no 
abastecimento de água 
SNIS 
Número de economias ativas 
atingidas por paralisações 
ou interrupções sistemáticas 
no 
abastecimento de água / 
Total de economias ativas 
21,6 
34 
Indicador Definição Fonte da 
formulação Formulação Meta 
2033 
A6 
% de perdas na 
distribuição de água 
urbano 
SNIS 
(Volume de água 
disponibilizado na 
distribuição - Volume de 
água consumido - Volume 
de 
água de serviços) / Volume 
de água disponibilizado na 
distribuição 
29 
E1 
% de domicílios 
urbanos e rurais 
servidos por rede 
coletora ou fossa 
séptica para os 
excretas ou esgotos 
sanitários 
Censo 
Número de domicílios 
urbanos e rurais servidos por 
rede coletora ou fossa 
séptica para os 
excretas ou esgotos 
sanitários / Total de 
domicílios 
96 
E2 
% de domicílios 
urbanos servidos por 
rede coletora ou fossa 
séptica para os 
excretas ou esgotos 
sanitários 
Censo 
Número de domicílios 
urbanos servidos por rede 
coletora ou fossa séptica 
para as excretas 
ou esgotos sanitários / Total 
de domicílios urbanos 
98 
E3 
% de domicílios rurais 
servidos por rede 
coletora ou fossa 
séptica para os 
excretas ou esgotos 
sanitários 
Censo 
Número de domicílios rurais 
servidos por rede coletora ou 
fossa séptica para as 
excretas 
ou esgotos sanitários / Total 
de domicílios rurais 
93 
E4 % de tratamento de 
esgoto coletado SNIS 
Volume de esgoto coletado 
tratado / Volume de esgoto 
coletado 
90 
R1 
% de domicílios 
urbanos atendidos por 
coleta direta de 
resíduos sólidos 
Censo 
Número de domicílios 
urbanos e rurais atendidos 
por coleta direta ou indireta 
de resíduos 
sólidos urbanos (1) / Total de 
domicílios 
99,4 
R2 
% de domicílios rurais 
atendidos por coleta 
direta e indireta de 
resíduos sólidos 
Censo 
Número de domicílios 
urbanos atendidos por coleta 
direta ou indireta de resíduos 
sólidos 
urbanos (1) / Total de 
domicílios urbanos 
100 
D1 
% de domicílios não 
sujeitos a risco de 
inundações na área 
urbana 
SNIS 
Número de domicílios com 
enxurradas, inundações ou 
alagamentos ocorridos na 
área 
urbana nos últimos cinco 
anos / Total de municípios 
- 
(1) Resíduos sólidos urbanos compreendem os resíduos domiciliares e os resíduos de limpeza pública, assumindo-se 
que a coleta tem frequência mínima de três vezes por semana.
Fonte: PLANSAB (2019). 
35 
Tabela 3-3 – Formulação de indicadores e metas previstas pelo PSBR 
para região sudeste 
Indicador Definição Fonte da 
formulação Formulação Meta 
2028 
Meta 
2038 
AA 
Domicílios rurais 
abastecidos por 
rede de distribuição 
de água, com 
canalização interna 
no domicílio ou na 
propriedade, ou por 
poço ou nascente, 
com canalização 
interna 
Censo 2010 
Domicílios rurais 
abastecidos por rede de 
distribuição de água, 
com canalização interna 
no domicílio ou na 
propriedade, ou por poço 
ou nascente, com 
canalização interna(1)(2)/ 
Total de domicílios rurais 
93 100 
IHS 
Domicílios rurais 
com instalações 
hidrossanitárias(1)
 
Censo 2010 
Domicílios rurais com 
instalações 
hidrossanitárias/Total de 
domicílios rurais 
96 97 
ES 
Domicílios rurais 
atendidos por rede 
coletora ou fossa 
séptica para 
excretas ou esgotos 
sanitários(1)
 
Censo 2010 
Domicílios rurais 
atendidos por rede 
coletora ou fossa séptica 
para excretas ou esgotos 
sanitários(1) / Total de 
domicílios rurais 
66 95 
MRS 
Domicílios rurais 
atendidos por coleta 
direta ou indireta de 
resíduos sólidos(1)(3)
Censo 2010 
Domicílios rurais 
atendidos por coleta 
direta ou indireta de 
resíduos sólidos / Total 
de domicílios rurais 
77 85 
MAP1 
Domicílios rurais 
localizados em vias 
com pavimento, 
meio fio e bocas de 
lobo(4)
Censo 2010 
Domicílios rurais 
localizados em vias com 
pavimento, meio fio e 
bocas de lobo(4) / Total 
de domicílios rurais 
32 45 
MAP2 
Domicílios rurais 
com dispositivos de 
controle do 
escoamento 
superficial 
excedente (5)
 
Censo 2010 
Domicílios rurais com 
dispositivos de controle 
do escoamento 
superficial excedente (5)/ 
Total de domicílios rurais 
10 30 
(1) Valores de AA, IHS, ES e MRS em 2019, ajustados a partir dos dados do Censo Demográfico de 2010 e dos dados 
do SNIS de 2020. (2) O número de amostras de água em desconformidade com os padrões da Portaria no 2914/2011 
não está disponível para a maior parte dos setores rurais, o que limita, na prática, a utilização deste indicador. (3) Assume￾se que a coleta ocorrerá no mínimo uma vez por semana. (4) A informação sobre existência de pavimento, meio fio e 
bocas de lobo é parte do conjunto de dados do Censo Demográfico de 2010, apenas para os setores censitários de
códigos 1b,3 e 4, não havendo outra fonte mais atual. Os valores relativos às metas foram arbitrados com base nas 
metas do PSBR. (5) As informações relativas ao controle do escoamento superficial excedente no peridomicílio não são 
contempladas pelas fontes de dados nacionais. Considera-se que todos os domicílios situados em aglomerados se 
encontram em situação de déficit, atribuindo valor zero ao indicador.
Fonte: PSBR (2019) 
Na Tabela 3-4 são apresentados os indicadores selecionados para o PMSB de 
Laranjal Paulista. Esse conjunto de indicadores foi dividido sete em grupos: 
Saúde, Financeiros, Satisfação, Abastecimento de Água, Esgotamento 
Sanitário, Resíduos Sólidos e Drenagem Pluvial. 
36 
Tabela 3-4 – Descrição dos indicadores selecionados 
Indicador e Descrição Dado atual j Meta 2033 Meta 2041 
Financeiros 
Fn1 
Índice de suficiência de caixa 
dos serviços de abastecimento 
de água e esgotamento 
sanitário: arrecadação total com 
serviços de abastecimento de 
água e esgotamento sanitário / 
despesas de exploração + 
serviços da dívida + despesas 
fiscais e tributárias 3 (%) [SNIS]a
82,27% g100% g100%
Fn2 
Índice de suficiência de caixa 
dos serviços de manejo de 
resíduos sólidos urbanos 
(RSU): arrecadação total com 
serviços de manejo de RSU / 
despesas dos agentes públicos e 
privados executores dos serviços 
de manejo de RSU 3 (%) [SNIS]b
113,03% g100% g100%
Satisfação 
St1 
Índice de reclamações na 
ouvidoria por serviços de 
abastecimento de água:
Número de reclamações no 
mês/número de usuários 
residenciais e comerciais (%)
- <5% <5% 
St2 
Índice de reclamações na 
ouvidoria por serviços de 
esgotamento sanitário: Número 
de reclamações no mês/número 
de usuários residenciais e 
comerciais (%)
- <5% <5% 
St3 
Índice de reclamações na 
ouvidoria por serviços de 
manejo de resíduos sólidos:
Número de reclamações no 
mês/número de usuários 
residenciais e comerciais (%)
- <5% <5% 
St4 
Índice de reclamações na 
ouvidoria por serviços de 
drenagem pluvial: Número de 
reclamações no mês/número de 
domicílios urbanos
- <5% <5% 
Abastecimento de água 
Ab1 
Índice de atendimento total por 
rede coletiva: população total 
atendida por rede de distribuição 
de água / população total a ser 
abastecida por sistema coletivo 3
(%) [IBGE]c
/Prestadores 
99,85% 99% 100% 
Ab2 
Índice de atendimento total por 
solução individual: população 
total atendida por poço ou 
nascente na propriedade / 
população total fora da área de 
atendimento de sistemas 
coletivos 3 (%) 
[IBGE]c
/Prestadores
92,55% - 100% 
Ab3 
Índice de desconformidade aos 
padrões de potabilidade –
coliformes: nº de amostras de 
0,32% <1% <1% 
37 
Indicador e Descrição Dado atual j Meta 2033 Meta 2041 
coliformes totais fora do padrão 
de potabilidade estabelecida pela 
Portaria de Consolidação (PRC), 
nº 5, de 28 de setembro de 2017, 
Anexo XX / nº de amostras de 
coliformes totais realizadas por 
ano 3 (%) [SNIS]d
Ab4 
Índice de regularidade: (nº de 
economias ativas totais - nº de 
economias ativas atingidas por 
intermitências* no abastecimento 
por ano) / nº de economias ativas 
totais 3 (%) 
- 21,6% 21,6% 
Ab5 
Índice de hidrometração: nº 
ligações ativas de água 
hidrometradas / nº ligações de 
água ativas totais 3 (%) [SNIS]e
100% 100% 100% 
Ab6 
Índice de perdas na 
distribuição: volume de água 
produzido - volume de água 
consumido / volume de água 
produzido 3 (%) [SNIS]f
38,29% 29% 25% 
Esgotamento sanitário 
Es1 
Índice de atendimento total por 
rede de esgoto: população total 
atendida por rede de coleta de 
esgotamento sanitário e 
tratamento / população total 
dentro da área de atendimento de 
sistema coletivo 3 (%) 
[IBGE]c
/Prestadores
99,39% 90% 100% 
Es2 
Índice de atendimento total por 
solução individual: população 
total com forma de esgotamento 
sanitário por fossa séptica / 
população total fora da área de 
atendimento de sistemas 
coletivos 3 (%) 
[IBGE]c
/Prestadores
78,71% 95% 100% 
Es3 
Índice de extravasamento de 
esgoto: nº de extravasamentos 
de esgotos registrados no ano / 
extensão total do sistema de 
coleta 3 (nº / km.ano) [SNIS]g
0% <0,5 <0,5 
Es4 
Índice de eficiência de remoção 
de demanda bioquímica de 
oxigênio (DBO): Eficiência média 
atual de remoção de 
DBO/eficiência média prevista de 
remoção de DBO, conforme a 
tecnologia de tratamento adotada 
3 (%) 
- 100% 100% 
Resíduos 
sólidos 
Rs1 
Índice de atendimento urbano 
de coleta regular: nº total de 
domicílios atendidos por coleta de 
resíduos sólidos na área urbana / 
nº total de domicílios na área 
urbana (%)
100% 100% 100% 
38 
Indicador e Descrição Dado atual j Meta 2033 Meta 2041 
Rs2 
Índice total de cobertura do 
serviço de coleta de resíduos 
domésticos – Rural: nº total de 
domicílios atendidos por coleta 
direta e indireta de resíduos 
sólidos na área rural / nº total de 
domicílios na área rural (%)
71,26% 85% 100% 
Rs3 
Índice total do serviço de coleta 
seletiva: nº de domicílios 
atendidos por coleta seletiva 
direta e indireta de resíduos / nº 
total de domicílios 3 (%)
83,79% 60% 100% 
Drenagem pluvial urbana 
Dr1h
Índice de atendimento de 
drenagem urbana: Percentual de 
domicílios urbanos sem risco de 
inundação 
98,0% 97,3% 97,9% 
Dr2i
Índice de atendimento de 
manejo de águas pluviais nos 
peridomicílios rurais:
Percentual de domicílios rurais 
com dispositivos de controle do 
escoamento superficial 
excedente
- - 36% 
Dr3j
Índice de atendimento de 
manejo de águas pluviais no 
sistema viário rural: Percentual 
de domicílios rurais localizados 
em vias com pavimento, meio fio 
e bocas de lobo, ou outras 
soluções de manejo de águas 
pluviais
0% - 49% 
Notas: *Segundo a Portaria de Consolidação (PRC), nº 888, de 04 de maio de 2021, Anexo XX intermitência <é 
paralização do fornecimento de água com duração igual ou superior a seis horas em cada ocorrência=. (a) O indicador 
Fn1 proposto neste PMSB corresponde ao indicador IN101 3 <Índice de Suficiência de Caixa= do SNIS. (b) O indicador 
Fn2 proposto neste PMSB corresponde ao indicador IN0053 "Auto-suficiência financeira da prefeitura com o manejo de 
rsu" do SNIS. (c). Este indicador pode ser calculado a partir dos dados do Censo Demográfico de 2010 (d). O indicador 
Ab2 proposto neste PMSB corresponde ao indicador IN084 3 <Incidência das análises de Coliformes totais fora do padrão= 
do SNIS e). O indicador Ab4 proposto neste PMSB corresponde ao indicador IN009 3 <Índice de hidrometração= do SNIS 
(f). O indicador Ab5 proposto neste PMSB corresponde ao indicador IN049 3 <Índice de perdas na distribuição= do SNIS 
(g). O indicador Es3 proposto neste PMSB corresponde ao indicador IN082 3 <Extravasamentos de esgotos por extensão 
de rede= do SNIS (h). Indicador calculado com base no indicador IN040 (Parcela de Domicílios em Situação de Risco de 
Inundação), do SNIS 2021. Recomenda-se considerar também os eventos de alagamentos e enxurradas, além dos 
eventos de inundação. Para o município de Laranjal Paulista, como o dado declarado já se encontra acima da meta 
estipulada, adota-se a manutenção do dado atual. (i). Indicador proposto pelo PSBR, ainda não contemplado nas fontes 
de dados nacionais. Para o município de Laranjal Paulista, que não possui população em setor de aglomerado rural, 
esse indicador não se aplica. (j). Indicador calculado com base nos dados do Censo Demográfico de 2010, os quais são 
disponíveis apenas para alguns setores censitários. Para os setores cujos dados não estão disponíveis, assume-se que 
toda a população se encontra sem atendimento. 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
Foram contemplados indicadores do PLANSAB e do Sistema Nacional de 
Informações sobre Saneamento (SNIS), sendo que alguns não são idênticos, 
mas têm a mesma finalidade (ex.: A1 do PLANSAB e Ab1 do PMSB). Além disso, 
também foram incluídos outros indicadores considerados relevantes para a 
avaliação periódica dos serviços de saneamento. Os indicadores selecionados 
no presente documento foram considerados mais representativos para mensurar 
a universalização 3 entendida como a <ampliação progressiva do acesso de 
39 
todos os domicílios ocupados ao saneamento básico= 3, conforme estabelecido 
na Lei nº 14.026/2020, observando os princípios fundamentais de prestação dos 
serviços de forma adequada à saúde pública, à proteção do meio ambiente e à 
sustentabilidade econômica. 
3.3. Comparativo Metas e Ações Previstos 
A Lei de nº 2.697, de 12 de maio de 2009 autoriza a Prefeitura Municipal de 
Laranjal Paulista a celebrar Convênio com o Estado de São Paulo, através da 
Secretaria de Saneamento e Energia, objetivando a elaboração de Plano 
Municipal de Saneamento Básico do município de Laranjal Paulista. Com vista à 
universalização dos serviços foram propostas metas, para as áreas regulares 
(exclui áreas irregulares e áreas de obrigação de fazer de terceiros e 
condomínios particulares) com o atendimento de sistema de abastecimento de 
água e sistema de esgotos sanitários, conforme Tabela 3-5. 
Tabela 3-5 - Metas do PMSB – 2011 x dado atual (2021) 
Eixo Indicador 2010 2015 2020 2040 Dado Atual a
AA 
Cobertura de 
Abastecimento (%) 99,7 100 100 100 100 b
Redução de perdas (%) f 48,0 44,8 41,5 35,0 38,3 c
ES 
Coleta de Esgoto (%) 83,3 97,1 100 100 98,6d
Tratamento de Esgoto (%) 15 97,1 100 100 100 e
Nota: Os indicadores de atendimento apresentados no SNIS podem sofrer ajustes mediante ao c·lculo de Ìndices de 
cobertura contidos nos Contratos de Programa da SABESP. 
a Dado atual vide o Tomo I: DiagnÛstico TÈcnico-Participativo 
b Dado indicador - IN023_AE - Õndice de atendimento urbano de ·gua (%) 3 SNIS, 2021
c
 Dado indicador - IN049_AE - Õndice de perdas na distribuiÁ„o (%) 3 SNIS, 2021
d Dado indicador - ES026_AE - PopulaÁ„o urbana atendida com esgotamento sanit·rio/PopulaÁ„o urbana 3 SNIS, 2021 
e Dado indicador - IN016_AE - Õndice de tratamento de esgoto (%) 3 SNIS, 2021 
f Dados do Cen·rio 1, adotado no PMSB 2011, de diminuiÁ„o do Ìndice de perdas 
Fonte: Consórcio CM (2023) a partir de PMSB (2011) de Laranjal Paulista e SNIS (2021). 
Em uma breve análise comparativa das metas propostas no PMSB de Laranjal
Paulista em 2011, com os indicadores do SNIS (2021), tem-se que no quesito 
que diz respeito à redução de perdas e à coleta de esgoto, o valor da meta para 
2040 ainda não foi atendido. Destaca-se que, de acordo com a SABESP (2021), 
o índice de cobertura por abastecimento de água é de 100% e por esgotamento 
sanitário (coleta e tratamento) é de 99,7%, considerando os domicílios com 
disponibilidade de rede pública de água e esgoto, seguindo as regras pactuadas 
no contrato de programa entre a companhia e o município de Laranjal Paulista. 
40 
Para os eixos de resíduos sólidos e drenagem urbana e manejo de águas
pluviais, as metas propostas no PMSB de 2011 não puderam ser aplicadas neste 
comparativo. Na ocasião da elaboração dos planos de saneamento, foram
propostas metas baseadas em indicadores calculados com dados que divergem 
dos atuais disponíveis e das metas previstas pela política nacional de 
saneamento básico.
41 
4. PROGRAMAS E AÇÕES 
Os Programas e as Ações propostos para o município de Laranjal Paulista visam 
estabelecer os meios para que os objetivos e metas desta revisão do PMSB 
possam ser alcançados ao longo de um horizonte de 20 anos. Para tanto, são 
abordados aspectos de cunho institucional e especificamente relacionados ao 
abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de 
resíduos sólidos e manejo de águas pluviais e drenagem urbana, de forma que 
todas as carências e demandas identificadas nas fases de Diagnóstico e 
Prognóstico I possam ser supridas (ou significativamente equacionadas) dentro 
do período previsto. 
Destaca-se que o programas e ações foram propostos de acordo com a carência 
identificada e o déficit de demanda futura pelos serviços de saneamento, ou seja, 
nas áreas/comunidades com situação mais precária, as ações devem ser
implementadas em curto prazo. Isto posto, não foi apresentada a priorização de 
ação por área/localidade, uma vez que todas, de acordo com as carências
identificadas, possuem situação semelhante, não sendo viável priorizar uma em 
detrimento de outras. Adicionalmente, para as ações semelhantes a serem 
implementadas em mais de uma localidade, recomenda-se que a sua 
execução/implementação seja realizada de forma conjunta, permitindo, com 
isso, o ganho de escala na contratação e, por consequência, redução de custo. 
4.1. Considerações gerais 
A adequada prestação dos serviços de abastecimento de água; esgotamento 
sanitário; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; drenagem urbana e 
manejo de águas pluviais é condição sine qua non para a melhoria das condições 
do saneamento básico e da qualidade ambiental. Todavia, o seu 
equacionamento suplanta questões de ordem puramente técnica e com foco 
exclusivo no saneamento, envolvendo outras variáveis de fundamental 
importância para que as condições almejadas sejam alcançadas e mantidas. 
A regulação e a fiscalização do uso e da ocupação do solo são exemplos nesse 
sentido, uma vez que as diretrizes previstas no Plano Diretor Municipal devem 
orientar o planejamento territorial das áreas urbanas e rurais do município em 
consonância com premissas de preservação ambiental e de acesso à terra e à 
infraestrutura. A questão da habitação também representa papel crucial, 
42 
havendo significativa interface entre os planos de Habitação e de Regularização 
Fundiária e o PMSB. 
Nesse quadro, ressalta-se que a ocupação irregular do território, a exemplo das 
Áreas de Preservação Permanente (APP) 3 às margens de cursos d9água, em 
áreas de risco de inundação e deslizamento etc. 3 e daquelas não passíveis de 
ocupação perante o zoneamento municipal, acarreta inúmeros impactos
sanitários, ambientais e sociais, como a deterioração da qualidade das águas e 
a disseminação de doenças. Portanto, o cumprimento das disposições previstas
na legislação urbanística e ambiental é de fundamental importância para a 
garantia do acesso ao saneamento e da preservação do meio ambiente. 
Ainda nessa linha de transversalidade, a <interlocução= entre os planos e 
programas afetos à saúde e à educação e as ações de saneamento deve ser a 
mais estreita possível, haja vista a relação direta entre as áreas em foco. A 
participação ativa dos agentes de saúde e dos educadores na disseminação de 
informações sobre o tema deve ser incentivada, de modo a contribuir para a 
construção de um conhecimento coletivo fundamental para a melhoria das 
condições de vida da população e do meio ambiente. Somente a partir dessa 
mobilização social, aliada à execução de obras e investimentos no setor, que 
mudanças no quadro do saneamento e da saúde pública serão efetivamente 
alcançadas. 
A questão sanitária e ambiental é, portanto, uma questão social, merecendo o 
devido cuidado de uma ampla gama de atores, que inclui desde os prestadores 
de serviço até a população. Essa, como mencionado, deve se mobilizar e 
promover a cobrança de ações efetivas perante o Poder Público no que ser 
refere à melhoria das condições sanitárias, ambientais, de moradia e de saúde, 
entre outras, do município em que vive. Nesse cenário, destaca-se a importância 
do controle social na disponibilização de informações para que a população 
possa acompanhar e monitorar o andamento das ações e metas previstas no 
PMSB. 
No município de Laranjal Paulista, com vistas à universalização do acesso aos
serviços de saneamento e à articulação com as políticas de desenvolvimento 
municipais e regionais, os programas e as ações propostos nesta revisão do 
PMSB foram, na medida do possível, compatibilizados com os principais planos 
43 
municipais e estaduais identificados. Devido à sua própria natureza, os planos 
não são estáticos e devem, sempre que necessário, sofrer alterações e 
adaptações para que as suas proposições possam ser complementadas e 
coerentes com as de outros planos. Para compatibilização dos planos já 
existentes no município com este PMSB, sugere-se que a sua execução seja 
uma ação contínua, uma vez que o mesmo está sendo elaborado com o 
horizonte de 20 anos e nele são propostas ações a serem implementadas a 
curto, médio e longo prazo. 
A par das colocações anteriores, são detalhados, a seguir, os Programas e as
Ações referentes ao Desenvolvimento Institucional; Abastecimento de Água; 
Esgotamento Sanitário; Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos; e 
Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais, sendo apontados os
responsáveis e os prazos. Em relação aos prazos estabelecidos, destaca-se
que, na maioria das vezes, a data informada refere-se ao prazo máximo para 
conclusão da respectiva ação, o que não impede a sua conclusão em prazo 
anterior. Exceção ocorre no caso de ações contínuas (que se repetem ao longo 
dos anos), quando a data informada se refere ao prazo para início da sua 
implementação. 
Vale ressaltar que algumas ações não foram detalhadas por serem parte da 
manutenção operacional do sistema e sofrerem variações de acordo com a 
demanda de serviços. São ações intrínsecas aos prestadores dos serviços, 
sobretudo no que se refere aos eixos de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário. 
4.2. Critérios Gerais para Hierarquização das Ações 
Com o objetivo de atribuir uma visão estratégica ao PMSB, no sentido de torná￾lo exequível naquilo que é tido como prioritário, são apresentados neste item 
critérios que visam orientar a implementação das ações propostas. 
Tais diretrizes baseiam-se na avaliação nos critérios estabelecidos pela 
Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e que foram subdivididos de acordo 
com a natureza da ação, a saber: institucional, social, ambiental, econômico￾financeira e operacional. A seguir apresenta-se a descrição de cada critério, 
conforme sua natureza. 
44 
7 Natureza: Institucional 
• Integralidade: quando um projeto implementado em um determinado 
serviço equaciona também problemas diagnosticados em um ou mais dos 
outros serviços de saneamento básico. Exemplo: Melhorar o 
gerenciamento de resíduos da construção civil (RCC), o que contribuirá 
para o bom funcionamento do serviço de manejo de águas pluviais. 
• Intersetorialidade: quando uma ação implementada na área de 
saneamento básico impacta positivamente uma outra área, ajudando a 
equacionar problemas diagnosticados no PMSB ao tratar das interfaces 
do saneamento com outras políticas públicas (saúde, meio ambiente, 
gestão de recursos hídricos, habitação de interesse social, 
desenvolvimento local, entre outras). Trata-se de um tipo de ação que
pode ser implementada por meio de composição de recursos por várias 
fontes, advindos das rubricas orçamentárias ou fundos das políticas 
públicas envolvidas, ou mesmo de programas de financiamento dos 
outros níveis de governo que trabalham nessa perspectiva de integração. 
Exemplo: Implantar um aterro sanitário e assegurar a sua operação 
adequada, sendo essa uma ação específica do serviço de manejo de 
resíduos sólidos, portanto, da política de saneamento básico, que 
equacionará vários problemas de contaminação ambiental e dos recursos 
hídricos, impactando positivamente a política de meio ambiente do 
município. 
• Regulação Pública: quando uma ação tem por objetivo fortalecer a 
capacidade de gestão da Administração Municipal (direta e indireta), 
qualificando o seu papel de titular dos serviços de saneamento básico.
Exemplo: Criar a entidade de regulação de saneamento básico que 
ajudará o município a exercer a sua atribuição de regulação pública, por 
exemplo sobre os prestadores de serviços (privados e públicos) e sobre 
os demais geradores de resíduos sólidos. 
• Participação e Controle Social: quando uma ação tem por objetivo 
promover o exercício do controle social sobre todas as atividades de 
gestão dos serviços, bem como o de qualificar a participação popular no 
processo de formulação, implementação e avaliação da Política Pública e 
do PMSB. Exemplo: Tornar a capacitação dos Comitês do PMSB uma 
45 
ação pós-Plano, estendida ao órgão colegiado (existente ou a ser criado) 
e outros conselhos municipais, que podem passar a atuar como instâncias 
de acompanhamento e avaliação do PMSB, avaliando os resultados 
obtidos e decidindo sobre a correção de rumos e, futuramente, na revisão. 
7 Natureza: Social 
• Universalização e Inclusão Social: quando um projeto ajuda a reduzir o 
nível de desigualdades sociais do município por meio de implantação e 
prestação dos serviços de saneamento básico nas áreas diagnosticadas 
como lugares onde moram famílias de baixa renda e submetidas a 
situação de vulnerabilidade, tanto na área urbana quanto na área rural. 
Exemplo: Implantar um programa ou projeto de saneamento integrado em 
áreas do município onde moram famílias de baixa renda, e/ou programa 
ou projeto de saneamento rural em áreas dispersas (comunidades 
indígenas, quilombolas e tradicionais). 
7 Natureza: Ambiental 
• Reparação Ambiental: quando um projeto repara algum tipo de dano 
ambiental provocado pela ausência e/ou deficiência de saneamento 
básico, e com a implantação de um ou mais serviços na área de 
abastecimento de água e/ou de esgotamento sanitário e/ou de manejo de 
resíduos sólidos e/ou de manejo de águas pluviais, o setor deixa de 
impactar o meio ambiente. Exemplo: A implantação de uma Estação de 
Tratamento de Esgoto interligada ao sistema de esgotamento sanitário 
para evitar o lançamento de esgoto in natura nos cursos d9água do 
município. 
• Reparação Ambiental e Conformidade Legal: quando um projeto de 
reparação ambiental também equaciona alguma pendência legal, como
por exemplo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou outro tipo 
de Termo de Acordo. Exemplo: Executar o encerramento do lixão e a
remediação da área contaminada seguido da implantação de um aterro 
sanitário, em atendimento por exemplo a um TAC firmado pelo município 
com o Ministério Público. 
46 
7 Natureza: Econômico-Financeira 
• Fontes de Financiamento Disponíveis: quando um projeto conta com 
fontes de recursos disponíveis para sua implementação, seja no âmbito 
do governo federal, governo estadual, comitês de bacia, consórcios 
públicos, entre outras instâncias, ou ainda de organismos multilaterais de 
cooperação. Entram nesse critério eventuais recursos disponibilizados 
por agentes privados, seja em parceria com o poder público local, seja em 
contrapartida ou em compensação em decorrência da presença de algum 
empreendimento de grande porte no município. Exemplo: Propor projeto 
de coleta seletiva com participação de associações/ cooperativas de 
catadores de materiais recicláveis, buscando o alinhamento a fontes de 
financiamento disponíveis como o MMA, ou agentes privados como a 
Coca Cola, entre outras. 
• Melhor Relação Custo-Benefício: quando um determinado projeto 
beneficia um número maior de pessoas, se implementado em uma área e 
não em outra, ou pelo próprio alcance da ação. Exemplo: Optar por
implantar ações de saneamento em comunidades pobres onde moram 
mais pessoas. 
• Sustentabilidade Econômico-Financeira dos Serviços: quando um 
projeto tem por objetivo subsidiar a estruturação de uma política de 
remuneração dos serviços e/ou fomentar a recuperação dos custos dos 
serviços prestados, desde que as duas situações ocorram de acordo com 
os termos estabelecidos na Lei no 11.445/2007. Exemplo: Propor um 
estudo para a estruturação da política de remuneração dos serviços de 
saneamento básico como ação do PMSB e o seu alinhamento à legislação 
vigente; ou um estudo para reestruturação da gestão dos serviços, 
detalhando o que foi estabelecido no Cenário de Referência do PMSB. 
7 Natureza: Operacional 
• Melhoria Da Qualidade Da Prestação Dos Serviços: quando um projeto 
resulta na melhoria da qualidade da prestação dos serviços, seja com 
relação ao regime de eficiência e de eficácia da parte do prestador de 
serviços, seja com relação à efetividade gerada para a população usuária. 
Exemplo: Implantar ações para redução das perdas no sistema de 
47 
abastecimento de água, ou capacitação da população sobre como acionar 
a entidade reguladora para assegurar os seus direitos como usuários dos 
serviços de saneamento básico. 
4.3. Programa de desenvolvimento Institucional 
As ações propostas no âmbito deste programa envolvem tanto os aspectos 
jurídico-institucionais da organização e da gestão como os aspectos 
administrativos, técnicos e econômico-financeiros da prestação, regulação e 
fiscalização dos serviços de saneamento, bem como ações para o efetivo 
controle social, para estruturação de um programa permanente de educação 
sanitária e ambiental e para promoção de capacitação profissional em 
saneamento. As metas institucionais propostas no item 3.1 serão, na maioria das 
vezes, alcançadas pela execução articulada de duas ou mais ações aqui 
propostas. Para cada uma das ações foram definidos responsáveis, o prazo e 
os custos para a sua execução. 
Assim, neste Programa, além das ações relacionadas à adequação jurídico￾institucional e administrativa, desenvolvimento e implementação de instrumentos 
de gestão e controle social dos serviços de saneamento, também foram 
propostas intervenções para elaboração de programas de educação sanitária e 
ambiental e de capacitação profissional em saneamento, com o intuito de 
promover um processo contínuo de aprendizado e compreensão acerca do 
saneamento e dos atores sociais envolvidos direta ou indiretamente com o tema. 
• Objetivos 
7 Integrar e constituir o arcabouço jurídico-normativo da Política 
Municipal de Saneamento Básico; 
7 Orientar quanto à definição do(s) prestador(es) para os serviços de 
saneamento que apresentam deficiência e quanto à definição da forma 
de regulação e fiscalização desses serviços; 
7 Direcionar o desenvolvimento e implementação de mecanismos de 
gestão do saneamento, implantação do Sistema Municipal de 
Informações de Saneamento Básico, informações sobre 
preenchimento correto da base de dados do Sistema Nacional de 
Informações sobre Saneamento (SNIS); 
48 
7 Implementar instrumentos para o controle social dos serviços de 
saneamento, como a estruturação dos meios de Comunicação Social 
e informação à população sobre os fóruns de saneamento, permitindo
a exposição de opiniões e proporcionando efetiva participação nas 
decisões; 
7 Incentivar a implementação de programas de educação sanitária e 
ambiental, com o intuito de promover ações contínuas, 
contextualizadas e enriquecedoras para melhor atuação nos diferentes 
aspectos relacionados ao saneamento. 
Nos itens seguintes serão apresentadas as ações propostas para cada 
componente do Programa de Desenvolvimento Institucional. 
Quanto aos responsáveis, foram considerados, de forma genérica como 
Prestadores dos Serviços de Saneamento Básico, e a Prefeitura Municipal, pois 
são ações que precisam ser alinhadas com os prestadores dos quatro eixos de 
saneamento, mesmo que haja mudança de prestador durante o período de 
vigência do PMSB. 
As ações para o desenvolvimento Institucional de Laranjal Paulista com os
respectivos prazos, são descritas na Tabela 4-1. Ressalta-se que os prazos 
foram estabelecidos, considerando o contexto atual do município com face ao 
atendimento das metas do PLANSAB e PSBR. 
Tabela 4-1 – Ações propostas: Desenvolvimento Institucional 
Ação GE 1: Desenvolvimento e promoção de atividades de educação sanitária e 
ambiental 
Responsável: Prefeitura Municipal; Prestadores dos 
serviços de saneamento básico Prazo: Curto prazo - ação 
contínua 
Descrição: 
As atividades de educação sanitária e ambiental devem ser realizadas com 
base em um processo pedagógico diferenciado, pautado no ensino 
contextualizado que aborde as diferentes realidades locais e estimule a 
participação de todos os componentes da sociedade civil. Devem ser 
desenvolvidos ou empregados materiais de divulgação e utilização nas 
atividades de educação sanitária e ambiental que tenham a preocupação 
quanto à forma de abordagem dos conteúdos, tipos de linguagem e recursos 
de interatividade. Sobretudo, é importante a manutenção das atividades e a 
verificação da sua eficácia. 
 
 
 
 
49 
Ação GE 2: Regularização de novos loteamentos de modo a promover o acesso aos 
serviços de saneamento 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Ação contínua 
Descrição: A ação objetiva implementar diretrizes pra que seja possível a abrangência 
dos serviços de saneamento em loteamentos não regularizados. A 
regularização dos loteamentos já existentes é oportunidade de abranger a 
conformidade em diversas áreas além da prestação dos serviços de 
saneamento, mas também outros serviços essenciais, como atendimento 
de energia elétrica, cadastramento junto à secretaria de saúde, dentre 
outros. 
 
 
 
 
Ação GE 3: Formação e capacitação em saneamento de profissionais da educação e 
saúde 
Responsável: Prefeitura Municipal, Prestadores dos 
serviços de saneamento básico Prazo: Curto prazo - ação 
contínua 
Descrição: A Prefeitura e os prestadores de serviço devem selecionar, em conjunto 
com os profissionais da educação da rede municipal de ensino, agentes 
de saúde e de assistência social, vários temas ambientais considerados 
importantes para serem apresentados e discutidos nas salas de aula ou 
com a população que recebe as visitas dos agentes e de saúde. A partir 
desses temas, devem ser formuladas estratégias de capacitação dos 
educadores e agentes para que estes estejam devidamente informados 
para trabalharem adequadamente os assuntos escolhidos. 
 
 
 
Ação GE 4: Interação entre os prestadores de serviços de saneamento básico para o 
preenchimento correto dos dados do SNIS 
Responsável: Prestadores dos Serviços de 
Saneamento Básico Prazo: Imediato - ação 
contínua 
Descrição: O SNIS apoia-se em um banco de dados administrado na esfera federal 
que contém informações de caráter institucional, administrativo, 
operacional, gerencial, econômico-financeiro e de qualidade sobre a 
prestação de serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário 
e limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Os dados inseridos no 
SNIS servem como referência para a medição de desempenho dos 
municípios quanto aos serviços prestados, subsidiam o planejamento e 
a execução de políticas públicas de saneamento, orientam a aplicação 
de recursos e as atividades regulatórias, de modo a aperfeiçoar a gestão 
no setor de saneamento. O preenchimento dos dados no SNIS é 
realizado pelos prestadores dos serviços, podendo ser as Prefeituras 
Municipais ou entidades designadas por elas para a prestação dos 
serviços. É frequente a inserção de forma equivocada para alguns 
dados, assim, os índices, que são calculados baseados nos dados 
inseridos, podem apresentar um resultado subestimado, superestimado 
ou não ser apresentado devido à forma de preenchimento dos dados. 
Ainda, a participação dos prestadores no preenchimento dos dados no 
SNIS é baixa, em especial para as Prefeituras, o que inviabiliza uma 
análise da série histórica de dados do SNIS para alguns municípios. 
Diante disso, há uma necessidade de intensificar a articulação entre os 
diferentes prestadores do serviço para que todos preencham os dados 
necessários e que esse preenchimento seja realizado corretamente. 
50 
Ação GE 5: Instituição da Política Municipal de Saneamento Básico 
Responsável: Prefeitura Municipal e Câmara 
Municipal Prazo: Curto prazo 
Descrição: A Política Municipal de Saneamento Básico deverá estar em consonância 
com as demais políticas cuja temática possua interface com o tema 
tratado: saúde, meio ambiente, recursos hídricos, turismo, 
desenvolvimento urbano e rural, dentre outras. Além disso, o município 
deverá embasar as proposições da política municipal nos princípios e 
diretrizes da política federal, considerando, é claro, suas peculiaridades. 
No tocante aos objetivos da política municipal, deve-se primar pela 
universalização do acesso aos serviços e pela promoção da efetividade 
das ações de saneamento básico, através da execução de obras e 
serviços, bem como pela realização de uma gestão eficiente e eficaz para 
a garantia da função social. A lei de instituição da política municipal de 
saneamento básico deve prever: o Núcleo de Gestão do Saneamento 
Básico, que englobará os quatro eixos do saneamento, o Fundo Municipal 
de Saneamento Básico, o Programa Permanente para a Educação 
Sanitária e Ambiental, a cobrança pela prestação dos serviços de 
saneamento, os instrumentos de gestão constantes deste PMSB, entre 
outros. 
 
 
 
 
Ação GE 6: Revisão do PMSB de Laranjal Paulista 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Longo prazo 
Descrição: A revisão do PMSB tem como objetivo corrigir possíveis erros de projeção, 
aperfeiçoar as propostas e adequar metas e ações do Plano a realidade 
vivenciada com os anos, ademais, identificar se alguma meta não foi 
alcançada em tempo previsto e se for o caso identificar os motivos e 
responsáveis para que sejam estudadas novas formas de se atingir as 
metas. Sobre os investimentos, identificar se alguma das previsões não 
foi cumprida e de forma similar as metas, avaliar os motivos e os 
responsáveis de forma a se encontrar novas fontes de investimento. 
Como foi feito em todo o processo de elaboração desse PMSB, sua 
revisão deverá ser realizada com a efetiva participação social 
considerando todo o território do município, área rural e urbana. 
 
 
 
 
Ação GE 7: Implantação do Sistema de Informações Municipais de Saneamento Básico 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto prazo 
Descrição: O Sistema de Informações Municipal de Saneamento Básico baseia-se na 
introdução de dados armazenados em um banco de dados que, após 
processamento, produzem relatórios com indicadores que permitem 
avaliar a execução do plano, ou seja, a efetividade das ações propostas 
para atingir as metas e objetivos estabelecidos. Além disso, se configura 
como ferramenta indispensável e determinante para monitorar a situação 
real do saneamento no município e auxiliar na tomada de decisões que 
nortearão o PMSB. 
 
 
 
 
51 
Ação GE 8: Implementar e/ou aperfeiçoar a regulação, bem como as atividades de 
fiscalização dos serviços de saneamento básico 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: 2023 (Curto prazo) 
Descrição: Os serviços públicos de saneamento devem ser fiscalizados e regulados 
de modo que a sociedade possa acompanhar o desenvolvimento, 
adequações e a implementação do PMSB, verificando a qualidade dos 
serviços prestados. As agências e os órgãos reguladores devem fomentar 
a participação da sociedade civil, ampliando e reforçando, dessa forma, 
os espaços de controle social sobre as políticas públicas implementadas. 
Além disso, no exercício de suas funções, estas entidades devem 
observar a política municipal e o PMSB, bem como, as normas de 
referência da ANA. Em Laranjal Paulista, atualmente, a regulação e 
fiscalização dos quatro componentes do saneamento são realizadas pela 
Prefeitura, porém sem órgão específico para exercer tal função. Assim, a 
administração pública direta deve definir o ente responsável pela 
regulação e fiscalização dos serviços públicos, podendo esta integrar ou 
não sua estrutura administrativa, devendo ser uma entidade, ou seja, uma 
pessoa jurídica de direito público designada ou especialmente criada para 
o exercício da função de regulação. 
Fonte: Consórcio CM (2023). 
4.4. Programa de Abastecimento de Água 
As ações propostas no âmbito deste Programa visam, sobretudo, a promover a 
universalização plena e garantir o acesso ao serviço de abastecimento de água 
prestado com a devida qualidade e em quantidade suficiente, tanto nas áreas 
urbanas quanto nas áreas rurais do município. As metas para os indicadores 
propostos no item 3.2 relacionados com este eixo do saneamento serão, na 
maioria das vezes, alcançadas pela execução articulada de duas ou mais ações 
aqui propostas. Para melhor compreensão da dimensão dessas ações, para 
cada uma delas foram definidos os responsáveis, o prazo e os custos para a sua 
execução. 
Como apontado no Diagnóstico e no Prognóstico I, em Laranjal Paulista a 
SABESP é responsável pelos serviços de abastecimento de água, atendendo a 
Sede, Maristela, Laras (urbano), Bom Jardim, São Roque (urbano) e Maristela 
(Rod, Mar Rondon) bem como os domicílios situados nas localidades rurais, 
considerando a área de cobertura de 3 Carolinas, Olegarinho, Turma Velha, São 
Roque (Rural), Laras (Rural), Maristela (Rural). Já nas demais localidades rurais, 
não contempladas no contrato com a Companhia, são adotados sistemas
individuais de abastecimento. 
Neste Programa, além das ações relacionadas à otimização, melhorias, 
manutenção e ampliação dos sistemas também foram propostas intervenções 
52 
para gestão da demanda, que têm como objetivo principal aumentar a 
disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficientes para 
abastecimento principalmente nas áreas isoladas e o controle de perdas nos 
sistemas de abastecimento de água. Tendo como meta o aumento da eficiência 
do serviço de abastecimento de água, será necessário atentar para as 
peculiaridades estruturais e gerenciais dos sistemas e adotar critérios cada vez 
mais refinados para a priorização das ações e compatibilização com os 
programas de investimentos. 
• Objetivos 
Os objetivos do Programa de Abastecimento de Água são: 
7 Ampliar e garantir a toda população de Laranjal Paulista o acesso à 
água que atenda aos padrões de potabilidade vigentes e ofertar 
serviços com qualidade e regularidade para atendimento das 
demandas atual e futura;
7 Garantir à população residente em áreas onde as soluções individuais 
se mostrarem mais apropriadas o acesso a sistemas individuais 
adequados de abastecimento de água e permitir a sua implantação e 
operação adequadas;
7 Minimizar as perdas físicas e aparentes nos sistemas municipais de 
abastecimento de água de tal forma a contribuir para a preservação 
dos recursos, melhorar a eficiência dos serviços prestados e o 
desempenho financeiro dos prestadores; 
7 Adequar os serviços prestados às legislações ambientais vigentes em 
relação à outorga, regularização ambiental dos empreendimentos e 
atendimento aos padrões de qualidade da água; 
7 Implantar a sistematização dos dados técnicos, operacionais, 
gerenciais, financeiros e comerciais dos serviços de abastecimento de 
água de forma a otimizar a gestão e manutenção dos serviços, bem 
como facilitar o preenchimento correto do banco de dados nacional. 
53 
Tabela 4-2 – Ações propostas: Abastecimento de Água 
Ação AA 1: Elaboração de estudos de viabilidade e projetos para implantação de 
sistemas coletivos de abastecimento de água para as áreas atualmente não atendidas 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto prazo 
Descrição: No diagnóstico e no prognóstico deste PMSB identificou-se a necessidade de 
expansão de sistemas coletivos de abastecimento de água nas áreas rurais. 
Diante dessa carência, faz-se necessária a elaboração de estudos de 
viabilidade e projetos para implantação desses sistemas. Tais projetos devem: 
" Verificar, com o máximo de precisão, o número de moradores e domicílios na 
área de abrangência de cada sistema potencial. 
" Aferir, para cada localidade, o número de ligações necessárias, a taxa de 
substituição das ligações e a extensão da rede, com base no arruamento 
definido e, nas áreas a serem ocupadas no futuro, no padrão de ocupação 
predominante. 
Para a elaboração dos projetos de abastecimento de água a Prefeitura 
Municipal pode buscar estabelecer um Acordo ou Convênio de Cooperação 
Técnica com a prestadora. Sugere-se que a definição das localidades a serem 
contempladas com sistemas coletivos e a elaboração dos respectivos projetos 
sejam realizados em prazo imediato. Ressalta-se que a Secretaria de 
Infraestrutura e Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo utiliza 
como critério para a implantação de sistemas coletivos regiões de baixa 
densidade demográfica (inferior a 30 hab/ha) e que apresentem no mínimo 100 
domicílios, ou regiões adensadas (densidade demográfica superior a 30 
hab/ha), porém com pelo menos 80 domicílios. 
Ação AA 2: Ampliação do atendimento por sistemas de abastecimento de água 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de abastecimento de água Prazo: Curto prazo 
Descrição: O acesso à água potável e ao saneamento básico é um direito humano 
essencial, fundamental e universal, indispensável à vida com dignidade e 
reconhecido pela ONU como <condição para o gozo pleno da vida e dos 
demais direitos humanos=. Deste modo, vê-se como fundamental para a 
população do município de Laranjal Paulista que ainda não possui 
atendimento, que seja feita a ampliação do atendimento, seja por solução 
coletiva através de redes de distribuição, ou ainda por formas individuais. 
Estima-se que, atualmente, 297 habitantes que vivem em áreas rurais, 
ainda não possuem acesso à água por formas de abastecimento 
adequadas. Ressalta-se, a título de exemplo, que a Secretaria de 
Infraestrutura e Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo utiliza 
como critério para a implantação de sistemas coletivos regiões de baixa 
densidade demográfica (inferior a 30 hab/ha) e que apresentem no mínimo 
100 domicílios, ou regiões adensadas (densidade demográfica superior a 
30 hab/ha), porém com pelo menos 80 domicílios. 
 
 
 
 
Ação AA 3: Ampliação da vazão de captação de água 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de abastecimento de água Prazo: Médio prazo 
Descrição: O município de Laranjal Paulista possui uma captação de água 
correspondente à aproximadamente 108,89 L/s. Notou-se que esta não é 
suficiente para atendimento da futura demanda do plano. Deste modo, é 
necessário que a vazão seja ampliada a partir de 2026 em 0,50 L/s até 3,78 
L/s (2041) a fim de atingir o valor total de 112,67 L/s para a área urbana ao 
final do horizonte de planejamento. Contudo, ressalta-se que o volume 
efetivamente captado corresponde à cerca de 88% do volume total 
54 
Ação AA 4: Aumento da capacidade de reservação 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de abastecimento de água Prazo: Curto prazo 
Descrição: O município de Laranjal Paulista possui atualmente uma capacidade de 
reservação de 2.820 m³. Notou-se que esta não é suficiente para 
atendimento da atual demanda e nem para a demanda de final de plano 
(em 2041). Deste modo, é necessário que seja ampliada a capacidade de 
reservação com a instalação de reservatórios que totalizem mais 425 m³, 
afim de suprir a necessidade por reservação do município ao final do 
horizonte de planejamento. 
Ação AA 5: Melhoria no controle de perdas na distribuição 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de abastecimento de água Prazo: Curto prazo 
Descrição: As perdas de faturamento em um sistema coletivo de água podem estar 
relacionadas à ocorrência de vazamentos em redes de distribuição, 
extravasamentos de reservatórios, erros de medição, consumos não 
autorizados, inexistência de micromedição ou idade elevada do parque de 
hidrômetros. Cabe ressaltar que, no âmbito econômico, as perdas de água 
geram desperdício dos recursos financeiros, sendo os custos geralmente 
repassados para o usuário. Em contrapartida, a redução dos gastos 
referentes às perdas propicia maior aproveitamento do sistema existente, 
direcionando a aplicação dos recursos economizados para melhorias e 
expansão dos sistemas de abastecimento de água. 
outorgado, deste modo, a outorga supre as demandas projetadas até o final 
do horizonte de planejamento. 
Ação AA 6: Distribuição de kits para tratamento de água e capacitação técnica dos 
usuários de soluções individuais 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto prazo (ação 
contínua) 
Descrição: Conforme estabelecido na Portaria nº 888, de 04 de maio de 2021, toda 
água distribuída para o consumo humano deve ser tratada, a fim de garantir 
o atendimento aos padrões de potabilidade. Dessa forma, para os sistemas 
alternativos coletivos de abastecimento de água operados pela Prefeitura 
Municipal na zona rural que não possuem tratamento e/ou tratamento 
adequado, deve ser realizada implementação de sistemas simplificados, 
bem como devem ser capacitados os responsáveis pela manutenção 
destes sistemas, e distribuídos kits para tratamento. 
Ação AA 7: Manutenção dos sistemas coletivos de abastecimento de água 
Responsável: 
Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de abastecimento de 
água 
Prazo: Curto prazo (ação 
 contínua) 
Descrição: Para a gestão eficiente e eficaz dos sistemas de abastecimento de água, é 
necessário planejar as ações de manutenção, devendo o responsável por 
cada sistema possuir um programa detalhado de manutenção que deve 
contemplar, minimamente: (i) o monitoramento preventivo das ligações, da 
rede de distribuição para evitar extravasamentos, e da ETA a fim de antever 
falhas operacionais e estruturais; (ii) a manutenção corretiva das ligações, 
redes de distribuição e ETA procurando atender, com rapidez e eficiência, 
às solicitações identificadas, visando a minimizar os impactos causados 
 
 
 
 
55 
Fonte: Consórcio CM (2023). 
4.5. Programa de Esgotamento Sanitário 
As ações propostas no âmbito deste programa visam, sobretudo, promover a 
universalização plena e garantir o acesso aos serviços de coleta e tratamento de 
esgotos, prestados com a devida qualidade, tanto nas áreas urbanas quanto nas 
áreas rurais do município de Laranjal Paulista. Conforme apontado no 
Diagnóstico e no Prognóstico I, o serviço de esgotamento sanitário de Laranjal 
Paulista atualmente é prestado pela SABESP, atendendo a sede, as áreas 
urbanas de Maristela e Laras bem como alguns domicílios na zona rural. As 
demais localidades rurais não atendidas pela Companhia possuem sistemas 
individuais para o tratamento do esgoto (fossas sépticas), porém ainda verifica￾se a presença de fossas rudimentares. 
Para solucionar tal situação é necessário implementar sistemas que atendam 
tanto a sede como as demais áreas, sejam eles individuais ou coletivos. A 
implantação de coleta do esgoto e o respectivo tratamento desse é 
imprescindível para a promoção da qualidade de vida e saúde da população, 
bem como para a redução da poluição dos cursos d9água. Nesse sentido, as 
ações propostas para o programa de esgotamento sanitário abordarão a 
implementação e melhorias dos sistemas; otimização dos sistemas de 
esgotamento sanitário, controle ambiental e recuperação dos cursos d9água.
junto à sociedade e ao meio ambiente; e (iii) a recuperação e valorização do 
ativo das estruturas de todos os componentes do sistema de abastecimento 
de água, como, por exemplo: unidades pintadas, grama aparada, cercas 
bem posicionadas e sem violação, salas, escritórios e laboratórios bem 
organizados, limpos e com identificações específicas atualizadas e visíveis, 
uniformes limpos e apresentáveis, placas de sinalização bem escritas e 
conservadas, equipamentos de manutenção adequados e armazenados em 
lugar específico, entre outros. 
Ação AA 8: Educação ambiental para o consumo consciente de água 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de abastecimento de água Prazo: Curto prazo (ação 
contínua) 
Descrição: A instrução da população para o consumo consciente de água é ação 
fundamental para que se mantenha a quantidade e qualidade adequada 
desse recurso tão importante para a sobrevivência humana. A 
conscientização da população é indispensável para que seja mantido o atual 
consumo de água per capita do município. 
56 
• Objetivos 
Os objetivos do Programa de Esgotamento Sanitário são: 
7 Garantir a toda população o acesso a sistemas de esgotamento 
sanitário adequados que evitem a degradação dos cursos d9água do 
Município. 
7 Garantir a prestação dos serviços de esgotamento sanitário com 
qualidade e regularidade para atendimento das demandas atual e 
futura. 
7 Contribuir para a melhoria da qualidade e eficiência operacional dos 
sistemas de esgotamento sanitário. 
7 Promover o controle ambiental e a preservação dos cursos d9água 
para prevenir a ocorrência de doenças na população. 
7 Adequar ou manter os serviços prestados às legislações ambientais 
vigentes em relação à regularização ambiental dos empreendimentos 
e ao atendimento aos padrões de lançamentos de efluentes em cursos 
d9água.
7 Fomentar a melhoria da sistematização dos dados técnicos, 
operacionais, gerenciais, financeiros e comerciais dos serviços de 
esgotamento sanitário, de forma a otimizar a gestão e manutenção dos 
serviços. 
Ressalta-se que o atual prestador dos serviços de saneamento é a SABESP, no 
entanto, para os programas do sistema de esgotamento estão sinalizando 
<Concessionária dos serviços de esgotamento sanitário= de forma generalizada 
pois futuramente, o prestador designado a continuar a operação dos serviços
será responsável pelo mesmo, ou seja, independente do prestador responsável, 
a ação caberá ao mesmo. 
As ações para o SES de Laranjal Paulista com os respectivos prazos, são 
descritas na Tabela 4-3. Ressalta-se que os prazos foram estabelecidos, 
considerando o contexto atual do município com face ao atendimento das metas 
do PLANSAB e PSBR. 
57 
Tabela 4-3 – Ações propostas: Esgotamento Sanitário 
Ação ES 1: Elaboração de estudos de viabilidade e projetos para implantação de 
sistemas coletivos de esgotamento sanitário 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de esgotamento sanitário Prazo: Curto prazo (ação 
contínua) 
Descrição: No diagnóstico e no prognóstico deste PMSB identificou-se a necessidade 
de expansão de sistemas coletivos de esgotamento sanitário nas áreas 
rurais isoladas. Diante dessa carência, faz-se necessária a elaboração de 
estudos de viabilidade e projetos para implantação desses sistemas. Tais 
projetos devem: 
" Verificar, com o máximo de precisão, o número de moradores e domicílios 
na área de abrangência de cada sistema potencial. 
" Aferir, para cada localidade, o número de ligações necessárias, a taxa de 
substituição das ligações e a extensão da rede, com base no arruamento 
definido e, nas áreas a serem ocupadas no futuro, no padrão de ocupação 
predominante. 
Para a elaboração dos projetos de esgotamento sanitário a Prefeitura 
Municipal pode buscar estabelecer um Acordo ou Convênio de Cooperação 
Técnica com a prestadora. Sugere-se que a definição das localidades a 
serem contempladas com sistemas coletivos e a elaboração dos respectivos 
projetos sejam realizados em prazo imediato. Ressalta-se que a Secretaria 
de Infraestrutura e Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo 
utiliza como critério para a implantação de sistemas coletivos regiões de 
baixa densidade demográfica (inferior a 30 hab/ha) e que apresentem no 
mínimo 100 domicílios, ou regiões adensadas (densidade demográfica 
superior a 30 hab/ha), porém com pelo menos 80 domicílios. 
 
 
 
 
Ação ES 2: Ampliação do sistema de tratamento de esgoto existente 
Responsável: 
Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de esgotamento sanitário 
Prazo: Curto prazo 
Descrição: Conforme apresentado no Tomo II, foram estimados déficits de atendimento, 
considerando o horizonte de planejamento. O déficit no tratamento 
considerando o sistema coletivo para a área urbana e rural é de 4,58 L/s em 
2023 até 15,63 L/s em 2041. Dessa forma, é necessária a ampliação da 
capacidade de tratamento da ETE Sede e/ou ETE Laras, conforme 
projeções apresentadas no Prognóstico I, visando à universalização do 
serviço de esgotamento sanitário em consonância com as metas 
estabelecidas na legislação 
 
 
 
Ação ES 3: Ampliação de redes coletoras de esgoto 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de esgotamento sanitário Prazo: Curto prazo 
Descrição: No prognóstico deste PMSB foram estimados déficits de atendimento por 
rede, considerando o horizonte de 2041, para todas as regiões do município. 
Os déficits calculados totalizam 42,45 km na área urbana e 1,76 km em 
áreas rurais. Dessa forma, é necessária a ampliação das redes coletoras de 
esgoto conforme projeções apresentadas no Tomo II, visando à 
universalização do serviço de esgotamento sanitário em consonância com 
as metas estabelecidas na legislação. Ressalta-se a necessidade de 
verificação do critério de adensamento mínimo já citado anteriormente. 
 
 
 
 
58 
Ação ES 4: Implantação de sistemas de tratamento coletivos nas áreas rurais 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de esgotamento sanitário Prazo: Médio prazo 
Descrição: A partir dos estudos propostos na Ação ES 1, deve-se implantar os sistemas 
de tratamento coletivos para atender às demandas das áreas rurais isoladas. 
Conforme apresentado no Tomo II, é estimado déficit de 0,51 L/s (em 2041) 
para as áreas rurais isoladas, corresponde a algumas localidades, 
consideradas no contrato da concessionária, as quais, constavam sem 
atendimento. 
 
 
 
 
Ação ES 5: Implantação de soluções individuais de esgotamento sanitário 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Médio prazo 
Descrição: Conforme apresentado no Tomo II, foram estimados déficits de atendimento 
em 994 domicílios no final de plano, sendo necessária a implantação de 
soluções alternativas individuais e/ou alternativas coletivas (SAC) 
adequadas para o esgotamento sanitário nessas residências situadas em 
áreas rurais isoladas. 
 
 
 
 
Fonte: Consórcio CM (2023).
Ação ES 6: Manutenção dos sistemas coletivos de esgotamento sanitário 
Responsável: Prefeitura Municipal e Concessionária 
dos serviços de esgotamento sanitário Prazo: Curto prazo (ação 
contínua) 
Descrição: Para a gestão eficiente e eficaz dos sistemas de esgotamento sanitário, é 
necessário planejar as ações de manutenção, devendo o responsável por 
cada sistema possuir um programa detalhado de manutenção que deve 
contemplar, minimamente: (i) o monitoramento preventivo das ligações, 
das redes coletoras, dos interceptores e emissários, para evitar obstruções 
e extravasamentos, e da ETE a fim de antever falhas operacionais e 
estruturais; (ii) a manutenção corretiva das ligações, redes coletoras, 
interceptores, ETE e emissário, procurando atender, com rapidez e 
eficiência, às solicitações identificadas, visando a minimizar os impactos 
causados junto à sociedade e ao meio ambiente; e (iii) a recuperação e 
valorização do ativo das estruturas de todos os componentes do sistema 
de esgotamento sanitário, como, por exemplo: unidades pintadas, grama 
aparada, cercas bem posicionadas e sem violação, salas, escritórios e 
laboratórios bem organizados, limpos e com identificações específicas 
atualizadas e visíveis, uniformes limpos e apresentáveis, placas de 
sinalização bem escritas e conservadas, equipamentos de manutenção 
adequados e armazenados em lugar específico, entre outros. 
 
 
 
 
Ação ES 7: Conscientização para manutenção dos sistemas individuais de esgotamento 
sanitário 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto prazo (ação 
contínua) 
Descrição: Os sistemas individuais de esgotamento sanitário, implantados conforme 
relatado na Ação ES 5, devem receber manutenção adequada para 
prevenir a contaminação do meio ambiente e a transmissão de doenças. 
Sugere-se que a Prefeitura ofereça oficinas para a conscientização dos 
moradores contemplados com os sistemas individuais, instruindo sobre a 
correta manutenção de tais sistemas e sobre práticas higiênicas e 
sanitárias adequadas para a prevenção de doenças. 
 
 
 
 
59 
4.6. Programa de serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos 
Sólidos 
A Política Nacional de Saneamento Básico estabelece que as atividades que 
compõem o serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos 
urbanos são: coleta, transbordo e transporte dos resíduos; triagem para fins de 
reciclagem, tratamento e disposição final dos resíduos; varrição, capina e poda 
de árvores em vias e logradouros públicos; e outros eventuais serviços 
pertinentes à limpeza pública urbana. 
Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são constituídos pelos Resíduos Sólidos 
Domiciliares (RSD) 3 que têm sua origem doméstica e são compostos por três 
partes: fração seca, fração úmida e rejeitos 3 e pelos Resíduos Sólidos de 
Limpeza Pública (RPU), oriundos da varrição, capina e poda de árvores em vias 
e logradouros públicos e de outros eventuais serviços pertinentes à limpeza 
pública urbana. 
Além da Política Nacional de Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), a gestão 
de resíduos sólidos passou a ser regulada, também, pela Política Nacional de 
Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada pela Lei nº. 12.305/2012. Nela é 
estabelecida que a gestão dos resíduos sólidos deve ser feita de maneira
integrada, atribuindo responsabilidades para o Poder Público, o setor 
empresarial e a sociedade. 
• Objetivos 
Como objetivos da PNRS, destacam-se: 
7 A não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos 
resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente 
adequada dos rejeitos, devendo ser priorizada essa hierarquia; 
7 O incentivo à indústria da reciclagem e à integração dos catadores de 
materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a 
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; 
7 A articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas
com o setor empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira 
para a gestão integrada de resíduos sólidos; 
60 
7 A regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da 
prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de 
resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e 
econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços 
prestados, como forma de garantir sua sustentabilidade operacional e 
financeira, observada a Lei nº 14.026, de 2020. 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos introduziu uma nova perspectiva para o 
manejo de resíduos sólidos no Brasil a partir da Política Nacional de Saneamento 
Básico que cumpre o papel de regular a coleta e a destinação de resíduos, mas 
não traz instrumentos destinados à redução do impacto ambiental causado por 
esses. 
Entre os instrumentos criados pela PNRS, estão os planos de resíduos sólidos,
a coleta seletiva, o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas e 
outras formas de associação de catadores de materiais recicláveis, o 
monitoramento e a fiscalização ambiental, a educação ambiental, os sistemas 
de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à implementação da 
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, os incentivos
fiscais, financeiros e a adoção de consórcios ou de outras formas de cooperação 
entre os entes federados, visando ao melhor aproveitamento e à redução dos 
custos envolvidos no manejo de resíduos. 
Cabe destacar que algumas melhorias propostas neste Programa necessitam de 
regulação pela Prefeitura, porém, para outras ações também devem ser 
estabelecidos os deveres e as obrigações da população e das instituições 
instaladas no município, a exemplo da participação na coleta seletiva, da 
manutenção da cidade limpa e da destinação correta de resíduos da construção 
civil e de resíduos domiciliares. Para algumas delas é preciso, inclusive, prever 
penalidades no caso de não atendimento ao disposto em legislação. Sendo 
assim, sugere-se a instituição de leis, códigos e políticas ainda inexistentes no 
Município, incluindo, nas mesmas, os deveres e obrigações dos munícipes à luz 
das ações aqui propostas. 
Ressalta-se que o orçamento futuro previsto para o município pode não ser 
capaz de suprir todas as ações aqui propostas, portanto, deve-se buscar 
parcerias que possam vir a ser concretizadas com instituições públicas e 
61 
privadas (ensino, pesquisa, organizações sem fins lucrativos, prestadores de 
serviços, entre outros) e também captar recursos de fontes externas de 
financiamento, como fundos federais e estaduais, de instituições privadas, no 
exterior e outras em que os programas e as ações propostos sejam elegíveis. 
Tabela 4-4 – Ações propostas: Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos 
Ação RS 1: Expansão e divulgação da coleta convencional dos resíduos sólidos 
domiciliares em todo o município 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: 2023 (Imediato) 
Descrição: De acordo com o diagnóstico, 71,26% (PEV e PaP) da área rural do 
município é contemplado com a coleta convencional de resíduos 
domiciliares, sendo necessária sua expansão no intuito de atingir a 
universalização dos serviços. O serviço de coleta domiciliar, deve atender 
uma frequência pré-determinada, mas podendo ter uma frequência semanal 
reduzida devido a menor geração desses resíduos pela população da área 
rural. Após ser implantada em novos locais é muito importante que haja 
divulgação via mídias sociais e carro de som para informar os moradores em 
quais áreas a coleta passou a ser implantada, qual será a frequência e a 
forma de disposição dos materiais. 
 
 
 
 
Ação RS 2: Implantação de placas de proibição e fiscalização pela Prefeitura Municipal 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: 2023 (Curto prazo) 
Descrição: De acordo com o diagnóstico foi identificado no município disposição 
irregular de resíduos, sendo importante deixar sinalizado nesses locais a 
proibição dos descartes irregulares. Além de placas proibitivas, é importante 
a implantação de placas educativas e informativas, mostrando as 
consequências de determinadas ações inadequadas como, por exemplo, o 
aumento da proliferação de vetores. Para que tal ação seja efetiva, é 
necessário que a Prefeitura fiscalize esses locais, visando identificar os 
responsáveis, bem como avalie a aplicação de advertências e multas aos 
infratores. 
 
 
 
 
Ação RS 3: Estudo para expansão da coleta seletiva 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: 2023 (Curto prazo) 
Descrição: Investir na ampliação da coleta seletiva para todos os tipos de resíduos 
possíveis e para toda a cidade. Nesse sentido, fomentar a participação e 
inclusão expressiva dos catadores de materiais recicláveis, bem como, a 
sensibilização da comunidade sobre a importância da coleta seletiva. Tendo 
em vista as vantagens proporcionadas na regionalização da gestão dos 
resíduos, tais como a priorização no acesso a financiamentos pelos 
organismos oficiais de fomento; o compartilhamento de serviços ou 
atividades de interesse comum, gerando economia de escala; dentre outros, 
considerar o planejamento estratégico das ações propostas no Plano 
Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios 
Integrantes do Consórcio de Estudos, Recuperação, e Desenvolvimento da 
Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê (PRGIRS-CERISO), o qual Laranjal 
Paulista integra. Assim deve-se avaliar o estudo de viabilidade para 
 
 
 
 
62 
Ação RS 4: Expansão e divulgação da coleta seletiva em todo o município 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: 2024 (Curto prazo) 
Descrição: De acordo com o diagnóstico, o município de Laranjal Paulista tem 
implantada a coleta seletiva na área urbana. Esta é realizada através do 
incentivo da Prefeitura e pela Cooperativa de Reciclagem de Laranjal 
(COREL). O serviço de coleta seletiva, semelhante à coleta domiciliar, deve 
atender uma frequência pré-determinada, mas podendo ter uma frequência 
semanal reduzida, já que os resíduos potencialmente recicláveis são 
compostos por resíduos secos (papel, metal, vidro e plástico). Após ser 
implantada em novos locais, como observado na ação RS 3, é muito 
importante que haja divulgação via mídias sociais e carro de som para 
informar os moradores em quais áreas a coleta seletiva passou a ser 
implantada, qual será a frequência e a forma de separação correta dos 
materiais. 
 
 
 
 
Ação RS 5: Implantação de compostagem 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: 2026 (Médio prazo) 
Descrição: Durante o diagnóstico não foi identificada o serviço de coleta de resíduos 
orgânicos de forma separada para realizar a compostagem. O primeiro passo 
será a realização de um estudo que possa estimar o volume de resíduos a 
serem destinados para a compostagem, executando-se coleta de dado em 
campo de todos os estabelecimentos geradores de resíduo orgânicos. Para 
isso, deve ser realizado o cadastro dos empreendimentos considerados 
geradores de resíduos orgânicos em potencial para aderirem ao projeto de 
compostagem, sendo essencial o cadastramento de todos os restaurantes, 
mercados, comércios hortifrutigranjeiros e outros que geram resíduos 
orgânicos em grande volume, inclusive com estimativas de geração mensal. 
Durante o processo é de suma importância que seja feito um procedimento de 
conscientização do proprietário ou responsável para que eles possam 
determinar procedimentos de segregação de resíduos nos próprios 
estabelecimentos. Outro material que pode ser agregado a essa fração 
orgânica são os resíduos de poda, remoção de árvores e jardinagem os quais 
deverão, inicialmente, passar por um processo de trituração de galhos de 
pequeno porte. Em posse do volume estimado, será realizado o 
dimensionamento das leiras, forma de disposição, área necessária para 
execução das atividades, estrutura necessária e por fim, terreno para o referido 
fim. Destaca-se que, de acordo com o Diagnóstico, existe um projeto de 
implementação de uma Unidade de Compostagem de resíduos de poda e 
capina, juntamente com um viveiro, através da verba do Fundo Estadual de 
Recursos Hídricos (FEHIDRO), viabilizando o uso do composto como adubo. 
 
 
 
 
 
 
 
Ação RS 6: Preenchimento de dados de saneamento no SNIS 
universalização da coleta seletiva e ampliação da reciclagem, proposto no 
plano regional, o qual indicará novas rotas tecnológicas, bem como 
mecanismos e instrumentos (institucionais, econômicos e financeiros) para 
consolidação dessa expansão. 
63 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: 2023 (Curto prazo) 
Descrição: De acordo com a identificação da ausência de dados de alguns campos no 
SNIS vê se a necessidade de maior esforço por parte da Prefeitura para 
preenchimento correto desses dados visando apresentar melhor a situação 
dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos no município. 
 
 
 
 
Fonte: Consórcio CM (2023). 
4.7. Programa de Drenagem Urbana e manejo das águas pluviais 
As ações do Programa de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais para 
o município de Laranjal Paulista visam garantir a qualidade da prestação dos 
serviços em questão, tendo em vista evitar ou mitigar a ocorrência de 
inundações, alagamentos e enxurradas (cujos pontos de ocorrência foram 
identificados no Diagnóstico), a segurança e o bem-estar social, o controle da
produção de sedimentos e a preservação dos mananciais. 
Conforme os levantamentos realizados no município, a drenagem urbana e o
manejo de águas pluviais apresentam carências, sendo indispensável o 
levantamento de dados mais precisos e a reorganização da estrutura existente. 
As ações aqui apresentadas foram propostas a fim de promover uma melhoria 
contínua na prestação desse serviço, através de medidas de curto, médio e 
longo prazos, caracterizadas conforme o item 3.2. 
Neste Programa estão apresentadas ações de que abrangem ampliação do 
sistema de drenagem e controle de inundações, otimização e melhorias da 
operação do sistema de drenagem urbana e manejo de águas pluviais, 
monitoramento, previsão e alerta. 
• Objetivos 
São objetivos deste Programa: 
7 Expandir o sistema de micro e macrodrenagem do município de 
Laranjal Paulista, proporcionando a redução/eliminação dos pontos 
críticos existentes de inundação, alagamento ou enxurrada e a 
prevenção para a não formação de novos pontos; 
7 Adequar e otimizar a operação do sistema de drenagem, visando uma 
maior eficiência; 
7 Implementar ferramentas de gestão, objetivando suprir a carência de 
instrumentos técnicos adequados ao manejo das águas pluviais. 
64 
Tabela 4-5 – Ações propostas: Drenagem Urbana e Manejo de Águas 
Pluviais 
Ação DRE 1: Realizar cadastro completo das estruturas e de rede de drenagem urbana 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto 
Descrição: A execução e a manutenção do cadastro técnico atualizado do sistema de 
drenagem existente são fundamentais para a gestão dos serviços, uma 
vez que possibilita o conhecimento do sistema existente e fornece 
subsídio para a elaboração de estudos e projetos futuros. Para tanto, é 
necessária a adoção de uma metodologia específica e detalhada que 
descreva os diâmetros das redes e mapeie todas as bocas-de-lobo, poços 
de visita, entre outros dispositivos, e caracterize minuciosamente todos os 
aspectos da rede atual. 
 
 
 
 
Ação DRE 2: Identificar domicílios urbanos com risco de inundação, alagamentos e 
enxurradas 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto 
Descrição: Seguindo o estabelecido pelo PLANSAB, o indicador que mais se 
aproxima da caracterização do atendimento adequado nesse eixo do 
saneamento é o de domicílios urbanos sujeitos a riscos de inundações, 
disponibilizado no SNIS. No entanto, sabe-se que o conceito de 
inundações se refere ao transbordamento dos cursos d'água, enquanto 
o conceito de alagamento e enxurradas associa-se mais fortemente à 
eficiência dos dispositivos de drenagem. Nesse sentido, propõe-se que 
o município realize um mapeamento identificando a quantidade de 
domicílios sujeitos a riscos de inundação, alagamentos e enxurradas no 
município, objetivando caracterizar de forma mais precisa o 
atendimento adequado dos serviços de drenagem urbana. 
 
 
 
 
Ação DRE 3: Identificar a existência de lançamentos indevidos entre os sistemas de 
esgotamento sanitário e de drenagem urbana 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto 
Descrição: O lançamento indevido de esgoto na rede de drenagem traz prejuízos 
à população e ao meio ambiente. Quando isso ocorre, a rede de 
drenagem lança o esgoto sem tratamento nos cursos d9água, 
comprometendo a qualidade das águas e provocando mau cheiro. Além 
disso, o lançamento de águas pluviais na rede de esgoto tem como 
consequência extravasamentos e o comprometimento da eficiência de 
tratamento, uma vez que o dimensionamento considera apenas a vazão 
de esgoto. Diante disso, deverá ser realizada uma vistoria para 
verificação de lançamentos irregulares de esgoto no sistema de 
drenagem. 
Atualmente o município não possui uma legislação que trate desta 
problemática e, portanto, sugere-se que, após a identificação das 
ocorrências, seja planejada a devida adequação legal, delimitando 
aspectos de fiscalização e infração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
Ação DRE 4: Elaborar projetos de expansão, adequação e reposição do sistema de 
drenagem urbana 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Médio 
Descrição: As propostas para expansão, adequação e reposição dos sistemas de 
micro e macrodrenagem visam garantir a maior eficiência operacional do 
sistema e, consequentemente, evitar ou mitigar os efeitos de inundações, 
alagamentos e enxurradas no município. Os projetos devem seguir as 
diretrizes definidas no PDDU, priorizando a utilização de técnicas de 
drenagem sustentável e compensatória para solucionar as problemáticas 
dos pontos críticos previamente identificados na etapa de diagnóstico do 
presente PMSB, bem como a hierarquização das intervenções a serem 
realizadas. Para embasar a elaboração das propostas técnicas dos 
projetos básicos e executivos, devem ser realizados estudos hidrológicos 
e hidráulicos específicos nas bacias e áreas de interesse. Sugere-se que 
a contratação de estudos e projetos seja realizada em conjunto, visando 
a otimização dos recursos. A elaboração do termo de referência para tal 
contratação poderá ser baseada em Planos de Drenagem realizados para 
outras cidades, sendo observadas as necessidades de adequação para a 
realidade do município. 
Ação DRE 5: Realizar intervenções na drenagem urbana do município garantindo a 
manutenção do percentual de 100% dos domicílios urbanos sem risco de inundações,
alagamentos e enxurradas na área urbana 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Longo 
Descrição: A partir da conclusão dos projetos básicos e executivos, deverão ser 
iniciadas as obras nos sistemas de micro e macrodrenagem, em 
conformidade com as alternativas e a hierarquização das intervenções 
descritas nos projetos, visando solucionar os problemas do sistema de 
drenagem e garantir o alcance da meta estipulada para a drenagem 
urbana. 
 
 
 
 
Ação DRE 6: Elaborar Plano de Manutenção e Limpeza do Sistema de Drenagem Urbana 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Médio 
Descrição: Em busca de uma melhor eficiência das atividades de operação e 
manutenção do sistema de drenagem, é fundamental um plano específico 
a respeito das atividades a serem realizadas como o desassoreamento de 
cursos d9água, a limpeza de bocas-de-lobo e a manutenção de galerias, 
canais e demais estruturas de drenagem. 
O plano de manutenção e limpeza do sistema de drenagem tem como 
objetivo evitar ações de caráter emergencial que, geralmente, são 
realizadas sem planejamento prévio, em detrimento de medidas 
preventivas e corretivas. O desgaste excessivo, as quedas/rupturas, 
surgimentos e/ou agravamentos de processos erosivos nas estruturas, 
entre outros danos causados pela ausência de manutenção regular dos 
componentes, leva a situações de gastos elevados para recuperação ou 
até na impossibilidade de sua recuperação. Quando isso ocorre, portanto, 
faz-se necessária a recuperação das suas estruturas ou execução de 
novas soluções, que geralmente representam despesas mais onerosas 
aos cofres públicos, se comparadas aos custos de manutenção 
preventiva. 
 
 
 
 
66 
Ação DRE 7: Realizar manutenção e limpeza periódicas dos dispositivos de micro e 
macrodrenagem urbana 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto - ação contínua 
Descrição: Após a elaboração do Plano de Manutenção e Limpeza do Sistema de 
Drenagem Urbana, faz-se necessário a execução das ações previstas 
neste planejamento. Para promoção desta ação, caso o município não 
disponha de corpo técnico e maquinário suficiente para a realização das 
ações, prevê-se a contratação de uma equipe terceirizada. Neste caso, o 
serviço deverá ser contratado via processo licitatório, devendo ser 
contempladas todas as atividades previstas no plano elaborado. Este 
processo licitatório poderá ser feito juntamente com a ação de 
Manutenção e limpeza periódica dos dispositivos de drenagem, dada a 
similaridade dos serviços e a otimização dos recursos. 
 
 
 
 
Ação DRE 8: Elaborar Plano de Manutenção de Estradas Vicinais 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Médio 
Descrição: Em busca de garantir boas condições de tráfego nas estradas vicinais que 
dão acesso às várias comunidades rurais do município e evitar a 
ocorrência de processos erosivos em geral, é fundamental a elaboração 
de um plano específico para o manejo das águas pluviais nas áreas rurais 
do município. Nesse plano devem ser definidos os critérios técnicos a 
serem utilizadas em projetos de manejo de águas pluviais nas áreas rurais 
e nas atividades de manutenção de estradas de terra, priorizando 
intervenções de conservação do solo, que reduzam a erosão e favoreçam 
a infiltração da água no solo. Nesse sentido, conforme previsto no PSBR, 
o plano deve prever a implantação de soluções técnicas de manejo de 
águas pluviais para estradas vicinais, bem como soluções individuais para 
os peridomicílios rurais. Ainda, o plano deve prever aspectos de 
manutenção e limpeza dos dispositivos de drenagem existentes nas áreas 
rurais, como sarjetas, canais, barraginhas, entre outros. Esse plano tem 
como objetivo evitar ações de caráter emergencial que, geralmente, são 
realizadas em detrimento às medidas preventivas. É importante que o 
plano seja revisado à medida que sejam construídas novas estruturas de 
drenagem. 
 
 
 
 
Ação DRE 9: Adequação do sistema viário das áreas rurais no que tange ao manejo das 
águas pluviais, garantindo atendimento de 49% dos domicílios rurais 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Longo 
Descrição: Esta ação tem como objetivo promover a implantação das soluções 
técnicas planejadas no Plano de Manutenção de Estradas Vicinais, 
direcionando o escoamento das águas superficiais para garantir a 
trafegabilidade dos moradores das áreas rurais e evitar ou mitigar a 
ocorrência de processos erosivos, possibilitando o alcance da meta 
estipulada para o manejo das águas pluviais no sistema viário das áreas 
rurais. 
 
 
 
 
67 
Ação DRE 10: Realizar manutenção e limpeza periódicas das estradas vicinais e 
estruturas de manejo de águas pluviais 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Curto - ação contínua 
Descrição: Após a elaboração do Plano de Manutenção de Estradas Vicinais, faz￾se necessário a execução das ações de manutenção previstas neste 
planejamento. 
Para promoção desta ação, caso o município não disponha de corpo 
técnico e maquinário suficiente para a realização das ações, prevê-se 
a contratação de uma equipe terceirizada. Neste caso, o serviço deverá 
ser contratado via processo licitatório, devendo ser contempladas todas 
as atividades previstas no plano elaborado. Este processo licitatório 
poderá ser feito juntamente com a ação de Manutenção e limpeza 
periódica dos dispositivos de drenagem, dada a similaridade dos 
serviços e a otimização dos recursos. 
 
 
 
 
Ação DRE 11: Elaborar Plano de Emergências e Contingências, contemplando eventos 
críticos de inundação, alagamentos e enxurradas 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Médio 
Descrição: O Plano de Emergências e Contingências tem como objetivo orientar, 
definir e organizar as ações a serem executadas pelos órgãos que 
compõem o Sistema de Defesa Civil do município e apresentar 
informações sobre como a população, em especial residentes em áreas 
de risco, deverá proceder diante da ocorrência de eventos adversos, 
como inundações, alagamentos e enxurradas. A definição da rede de 
monitoramento deverá ser contemplada neste Plano, contendo a 
descrição dos equipamentos a serem utilizados, quantidade e 
localização no território municipal. 
 
 
 
 
Ação DRE 12: Implementar rede de monitoramento hidrológico e sistema de previsão e 
alerta 
Responsável: Prefeitura Municipal Prazo: Longo 
Descrição: Além da elaboração do Plano de Emergências e Contingências, o 
município deverá ainda implantar a rede de monitoramento de eventos 
críticos, sendo que tal ação envolve a aquisição, montagem e 
instalação dos equipamentos. O sistema de prevenção e alerta tem a 
finalidade de antecipar o conhecimento das magnitudes das cheias, 
subsidiando as ações da defesa civil nas tomadas de decisão e na 
efetivação de respostas à sociedade. Salienta-se que, 
concomitantemente à implantação das redes de monitoramento de 
eventos críticos, deve-se promover o treinamento e capacitação de uma 
equipe para operar este sistema. 
 
 
 
 
Fonte: Consórcio CM (2023). 
68 
5. INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS E ANÁLISE DA 
VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA DOS SERVIÇOS 
DE SANEAMENTO 
Para que o Plano Municipal de Saneamento Básico do município de Laranjal 
Paulista possa ter suas ações e programas desenvolvidos e executados, 
apresenta-se neste item a estimativa de investimentos necessários para 
implementação das ações ao longo do horizonte de planejamento adotado, bem 
como o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-financeira (EVTE) para 
prestação dos serviços coletivos de saneamento, considerando os diagnósticos 
da situação atual e os prognósticos referentes às metas e investimentos 
propostos para as revisões dos respectivos Planos Municipais de Saneamento 
Básico, contemplando os eixos de abastecimento de água, esgotamento 
sanitário, manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana e drenagem urbana e 
manejo de águas pluviais. 
A análise dos diagnósticos situacionais de cada município compreende a 
avaliação das atuais condições gerais da prestação dos referidos serviços 
abrangendo, entre outros, os aspectos econômico-financeiros (custos, receitas, 
taxas e tarifas, investimentos/ativos existentes etc.); os modelos vigentes de 
gestão da prestação; a existência e vigência de contratos de delegação da 
prestação dos serviços; a situação e a demanda e oferta de infraestruturas dos 
serviços de saneamento básico; os indicadores de desempenho econômico, 
administrativo e técnico; a existência e os resultados da política de cobrança. 
A análise dos prognósticos propostos para as revisões dos planos de 
saneamento básico contempla, especialmente, as metas de atendimento da 
cobertura e do acesso e de desempenho da prestação dos serviços; a evolução 
demográfica e correspondentes projeções das demandas e dimensionamento 
das necessidades de investimentos (programas, projetos e ações) para o 
cumprimento das metas, observados os planos contratuais de investimentos dos 
serviços delegados, se existentes. 
A análise de viabilidade técnica e econômico-financeira e prospectiva da 
prestação dos serviços, conforme os diagnósticos e as proposições indicadas 
para as revisões dos planos de saneamento básico compreende, entre outras
69 
abordagens: a avaliação dos custos de operação e manutenção atuais e suas 
projeções para o horizonte dos planos (20 anos), até o ano de 2041; estimativas 
dos custos dos investimentos necessários; projeção das estimativas de receitas 
com a cobrança pela prestação dos serviços, se existente, considerando as 
tarifas ou taxas médias vigentes; e cálculo estimativo das tarifas ou taxas médias
(receitas) necessárias para a viabilidade econômico-financeira dos serviços no 
longo prazo. 
Integram também estas análises as estimativas de custos de investimentos em 
soluções alternativas individuais adequadas para os domicílios rurais dispersos 
não atendidos por sistemas coletivos, bem como previsões de investimentos em 
ações estruturantes de planejamento, de atualização tecnológica e de melhoria 
e capacitação da gestão administrativa e operacional. Complementa este estudo 
a eventual alternativa de gestão para a prestação concomitante dos serviços de 
abastecimento de água e esgotamento sanitário. 
De posse das estimativas, o município poderá adotar os investimentos previstos
nos seus instrumentos legais definidos com o Plano Plurianual (PPA), Lei de 
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA), dentre outros. 
5.1. Metodologia de análise 
Os investimentos necessários para as quatro componentes do saneamento
básico foram estimados segundo demandas relacionadas a dois grupos de 
medidas: (i) de natureza estrutural e caráter tecnológico, por abrangerem obras 
e intervenções físicas em infraestruturas de saneamento básico; e (ii) de 
natureza não estrutural, necessárias à efetividade da gestão dos serviços, à 
educação e à participação social. 
A análise de viabilidade técnica e econômico-financeira dos serviços de 
saneamento, em face da realidade dominante nos municípios e da região, 
considerou dois cenários possíveis e factíveis de prestação dos serviços 
coletivos: o primeiro correspondente ao modelo de gestão atual, cenário 
provável, e o segundo, denominado alternativo, a ser aplicado exclusivamente
para os eixos de abastecimento de água e esgotamento sanitário no qual é 
prevista a rescisão, quando existente, dos contratos de prestação e posterior 
licitação para concessão à entidade privada. 
70 
Uma vez que poucos municípios aderiram à proposta de regionalização do 
estado de São Paulo (Lei Estadual nº 17.383/2021) e que ainda não há 
elementos suficientes para traçar tal cenário, a prestação regionalizada dos 
serviços não se mostrou, até o momento, como um cenário passível de ser 
vislumbrado, devendo ser reavaliado quando da próxima revisão do PMSB. 
Desta forma, o modelo de análise foi desenvolvido de forma que permita avaliar 
os seguintes aspectos e elementos essenciais: 
• Modelos de gestão (público municipal ou estadual, privado, cooperativo 
etc.), considerando, no caso de prestação delegada, a natureza do
prestador contratado (entidade estatal, empresa privada, consórcio 
público), a modalidade de delegação (concessão, gestão associada) e a 
vigência do contrato, bem como os casos de terceirização de atividades 
dos serviços. 
• A identificação e caracterização das estruturas existentes para a 
prestação dos serviços para as áreas urbanas, rurais aglomeradas e 
rurais, bem como a avaliação da capacidade de atendimento destas frente 
às demandas atual e futura. 
• Os recursos humanos alocados para os serviços de saneamento básico. 
• A situação econômico-financeira dos serviços de saneamento, 
considerando análise geral da sustentabilidade econômica e práticas de 
cobrança, necessidades, capacidade e formas de financiamento dos 
serviços, caracterização da prestação dos serviços por meio de 
indicadores técnicos, operacionais e financeiros, relativos a: 
consumos/utilização, receitas, índice de perdas, custos, despesas, tarifas, 
quantidade de usuários (domicílios) residenciais e outros, além da 
inadimplência de usuários, eficiência comercial e operacional e 
mecanismos de medição. 
• Análise prospectiva da prestação dos serviços (incluindo projeções de 
demanda de serviços em seus quatro componentes para o horizonte do 
PMSB, planos de investimentos vigentes ou propostos e análise da 
viabilidade técnica e econômico-financeira da prestação dos serviços, 
considerando os planos e/ou as necessidades de investimentos para a 
universalização dos serviços. Ademais, considerou-se um modelo de 
71 
análise que contemple os diferentes aspectos econômicos relacionados 
aos modelos de gestão da prestação dos serviços, de forma a possibilitar
tanto as análises individuais de cada município contemplado pelo 
contrato, como a comparação entre eles, caso necessário. 
• Avaliação de cenário alternativo de prestação dos serviços para os casos
em que a concessão estiver com prazo vencido ou por expirar, ou em 
situação irregular. 
• Identificação e avaliação de situações e possibilidades em que pode 
haver cooperação, complementaridade ou compartilhamento de 
processos, equipamentos e infraestrutura, mediante integração local da 
prestação dos serviços ou de regionalização da prestação coletiva dos 
serviços ou de parte de suas atividades para grupos de municípios. 
Considerando as especificidades dos principais modelos de gestão utilizados, a 
metodologia estabeleceu-se em dois blocos: o primeiro para os serviços de
abastecimento de água e esgotamento sanitário; e o segundo para os serviços 
de manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo de águas pluviais. 
As informações foram tratadas desagregadas por setores adotados no 
prognóstico apresentado no Tomo II (urbano, aglomerados rurais e rurais 
isolados). Tais análises subsidiaram por sua vez, agregadas em níveis 
relevantes para cada componente do saneamento. Com relação aos elementos
mais relevantes adotados, considerou-se na seguinte sequência (quando 
aplicáveis): 
• Projeções populacionais. 
• Projeções de domicílios / economias atendidas. 
• Indicadores de atendimento e de desempenho (perdas de água, 
inadimplência e medição). 
• Estimativa das demandas. 
• Projeção das infraestruturas e dos sistemas. 
• Estrutura de pessoal alocado. 
• Projeção das despesas, estimativas de custos e dos investimentos e a 
projeção das estimativas das receitas dos serviços. 
• Fluxo de caixa para os serviços de saneamento. 
72 
• Cálculo de tarifa ou taxa (receita) necessária para os serviços de 
saneamento. 
A principal fonte dos dados municipais utilizados nas análises são as
informações levantadas pelos técnicos em visita diagnóstica junto aos 
municípios para revisão dos Planos Municipais de Saneamento Básico, 
informações repassadas pelos prestadores sobre infraestrutura dos serviços, 
operação e previsão de investimentos, bem como os diagnósticos anuais do 
SNIS do período de 2016 a 2021. 
Em relação aos dados do SNIS, por se tratar de um sistema de informações auto 
declaratórias e voluntárias, é importante destacar que este, por vezes, não 
possui dados suficientes para a realização de estudos de viabilidade econômico￾financeira dos serviços de saneamento básico de forma mais aprofundada. Além 
disso, mesmo os grupos de informações integrantes do SNIS (como dados 
financeiros, operacionais, entre outros) não possuem informações completas e
uniformes sobre os serviços, o que dificulta a configuração e modelagem 
padronizada de um sistema para realização dos estudos de viabilidade técnica,
econômico-financeira e ambiental (EVTEA) dos serviços de saneamento básico. 
Diante desse cenário torna-se necessária a definição e adoção de premissas e 
parâmetros técnicos e financeiros para realização dos cálculos das projeções de 
demandas, da quantificação das infraestruturas necessárias para atender às 
demandas e das estimativas de custos operacionais e investimentos previstos. 
A seguir são indicadas e resumidamente descritas as premissas e parâmetros 
adotados para as análises dos serviços. 
i. Abastecimento de água e esgotamento sanitário 
Para os serviços de AA e ES, foram consideradas as seguintes premissas: 
• Para o cenário provável, considerou-se a continuidade dos modelos de 
prestação de serviços no horizonte temporal do PMSB. Mesmo os casos 
em que o contrato de concessão se encerra ao longo do horizonte de 
planejamento, pressupõe-se a renovação destes ou a concessão em 
condições similares ao modelo atual. (O município de Laranjal Paulista 
possui contrato com a SABESP na modalidade Contrato de Programa 
assinado em 28/08/1997 e prazo de vigência de 25 anos). 
73 
• Para o cenário alternativo, considerou-se o encerramento de todos os 
contratos de concessão existentes e a realização de processo licitatório 
para prestação dos serviços por entidades privadas. 
• Para as estimativas de demandas considerou-se: as projeções 
populacionais, as metas de universalização definidas para o PMSB, os 
consumos per capita propostos para cada município e as metas de 
redução das perdas totais de água. 
• Para o dimensionamento e a projeção de infraestrutura necessária ao 
longo do horizonte de planejamento, a fim de se atingir as metas previstas, 
levou-se em conta: (i) as proposições atualizadas dos planos de 
investimentos previstos nos contratos de concessão, e (ii) os parâmetros 
técnicos adotados para a estimativa das demandas considerando as 
condições e capacidades operacionais das infraestruturas existentes. As 
projeções financeiras têm como base os custos e preços ajustados até 
dezembro de 2022, considerados a preços constantes de 2023 a 2041,
bem como os valores atualizados dos planos de investimentos 
disponibilizados pelos prestadores dos serviços. 
Para o cálculo do investimento em infraestrutura, foram consideradas como 
parâmetros de entrada: (i) as projeções das demandas constantes no Tomo II: 
Alternativas Institucionais da Gestão dos Serviços; (ii) os indicadores das metas 
definidas pelo PLANSAB e PSBR, bem como nos PMSB anteriores; (iii) a 
evolução demográfica; (iv) a redução das perdas; e (v) o consumo per capita. 
Para a expansão das redes de água e esgoto, foram ainda consideradas as 
extensões médias das respectivas redes por ligação declaradas no SNIS de 
2021, ajustadas por fatores de adensamento dos domicílios nas áreas já 
atendidas, com base na evolução da relação m/lig dos últimos 5 anos. 
Para as estimativas de investimentos, projeções dos custos operacionais (DEX) 
e de outras despesas que não têm critérios específicos de cálculos, como 
tributos, foram considerados os custos médios verificados no ano de 2021, 
ajustados para 2023 com base na variação do Índice Nacional de Preços ao 
Consumidos Amplo (IPCA), exceto os custos de energia elétrica que foram 
ajustados com base nos reajustes oficiais da Agência Nacional de Energia 
Elétrica (ANEEL) vigentes para 2022 e 2023, e despesas com amortizações e 
74 
encargos da dívida de financiamentos, que foram considerados em valores
constantes de 2021, em razão da falta de informações sobre os mesmos pela 
premissa que os novos investimentos continuarão a ser financiados com 
empréstimos na mesma proporção. 
Quando não existente plano de investimentos, os parâmetros para estimação 
dos custos em infraestruturas dos sistemas de abastecimento de água e 
esgotamento sanitário foram os definidos em estudo recente da SABESP, 
realizado em 2019, tendo como base conjuntos de obras efetivas de cada 
serviço, executadas em diversas regiões do estado de São Paulo e 
representativas das tipologias e dimensões dos sistemas municipais. Estes 
custos foram ajustados a preços de dezembro de 2022 pela variação do 
INCC/FGV. 
Para o cálculo da tarifa ou taxa (receita) necessária, foi adotada a modalidade 
de cálculo baseada no fluxo de caixa descontado a valor presente (VP), sendo 
considerada para a simulação preliminar a taxa de desconto real (TIR) de 8%, 
valor próximo ao definido pela ARSESP nas revisões mais recentes das tarifas 
da SABESP. Embora esta modalidade de cálculo da tarifa nem sempre seja 
utilizada para serviços prestados diretamente por órgãos ou entidades 
municipais, ela foi aplicada para todos os municípios para permitir a comparação 
dos resultados entre municípios e cenários. 
ii. Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos 
Considerando que algumas das informações estruturais e financeiras sobre este, 
por vezes, podem ser pouco abrangentes devido à maior ausência de dados ou 
de preenchimentos incorretos, no caso do SNIS, foram adotados premissas e 
parâmetros adequados ao fim proposto, conforme apresentado a seguir: 
• Para o cenário provável, considerou-se a continuidade dos modelos de 
prestação de serviços no horizonte temporal do PMSB, sendo 
consideradas as tendências dominantes relativas à terceirização das 
atividades de coleta de RSU e à disposição em unidades privadas de 
aterros sanitários ou centrais de tratamento de resíduos. 
• Para as estimativas de demandas considerou-se: as projeções 
populacionais, as metas de universalização definidas para o PMSB, a 
75 
geração per capita, os indicadores e as metas da evolução da coleta e a 
recuperação de recicláveis para o município. 
• Para o dimensionamento e a projeção de infraestrutura necessária ao 
longo do horizonte de planejamento, a fim de se atingir as metas previstas, 
tem-se: a geração per capita, os indicadores e as metas da evolução da 
coleta e recuperação de recicláveis para o município. 
Destaca-se que, embora sejam poucos os municípios que dispõe os resíduos 
em aterros sanitários próprios, inexistem informações sobre as capacidades 
remanescentes deles para recebimento de resíduos, sendo assim, nos cálculos 
desenvolvidos, adotou-se quantidades indicativas compatíveis com o porte do 
município para efeito de análise. 
As alternativas tecnológicas consideradas são similares àquelas adotadas para 
o PSBR, levando-se em consideração as soluções e os preços adotados no 
referido programa, compatibilizando-o com a realidade dos municípios que estão 
contemplados na presente contratação e ajustados para 2022, de acordo com o 
Índice Nacional de Custo da Construção da Fundação Getúlio Vargas (INCC￾FGV), conforme síntese apresentada na Tabela 5-1. 
Tabela 5-1 - Ajustes e critérios para cálculo dos investimentos em expansão e 
reposição relacionados ao serviço de manejo de resíduos sólidos e limpeza 
urbana 
Expansão 
Reposição/manutenção e 
atualização/adequação 
Sistema de Coleta convencional e seletiva 
• Adotados preços/custos unitários 
globais do PSBR 3 base 2018 3
ajustados pela variação do INCC-M 
(41,15%); 
• A quantidade e o tipo de veículo são 
determinados de acordo com o tamanho 
da população no município, sendo que 
são adotados quatro tipos de veículos: 
veículo menor para coleta interna, 
atendendo até 1.500 hab; veículo menor 
para coleta interna, atendendo até 5.000 
hab; veículo maior (caminhão gaiola ou 
basculante) para coleta externa (ou 
coleta única) para atendendo até 7.500 
hab; e caminhão compactador com 
destino a Estação de Transbordo, sem 
triagem, atendendo até 10.000 hab; 
• Adotada reposição de veículos 
existentes conforme quantidade de 
veículos utilizados no primeiro ano, 
conforme critérios abaixo: 
o Para 1 veículo: reposição de 100% 
após 5 anos; 
o Para 2 veículos: reposição de 50% 
após 5 anos e 100% após 
decorridos a 10 anos; 
o Para 3 ou mais veículos: reposição 
de 1/3 após 5 anos, 1/3 após 10 
anos e 1/3 após decorridos 15 
anos. 
• Veículos novos adquiridos ao longo do 
horizonte de planejamento terá 
reposição somente 15 anos após 
aquisição. 
76 
Expansão 
Reposição/manutenção e 
atualização/adequação 
• Para a população rural isolada é previsto 
a instalação de: 
o Container basculante 1.000L: 1 un 
por ponto mais 1 un para cada 200 
hab. adicional do setor; e 
o Caçamba de aço 3/5m³: 1 un por 
ponto mais 1 un para cada 500 hab 
adicional do setor - coleta semanal. 
• Para setores rurais aglomerados e 
isolados, são adotadas metas de 
expansão propostas no P4 Prognóstico I 
e distribuições de soluções proposta no 
PSBR. 
• Container ou caçamba adquiridos ao 
longo do horizonte de planejamento 
terão reposição somente 5 anos após 
aquisição. 
Unidades de Transbordo, Triagem e Compostagem e PEVs 
• Adotados preços/custos unitários 
globais do PSBR 3 base 2018 3 e preços 
médios do estudo de regionalização do 
CGIRS-Cariri-CE, atualizados pelo 
INCC-M (41,15%). 
• Critérios de aplicação: 
o Município que tem Unidade de 
Triagem e/ou de Transbordo: 
Investimento de 30% do Custo 
correspondente à faixa 
populacional projetada para os 
primeiros 5 anos para adequação e 
expansão dessas unidades no 
mesmo período, mais ampliação no 
médio prazo (2033) e no horizonte 
final do PMSB (2041) proporcional 
aos custos correspondentes às 
faixas populacionais projetadas 
para esses períodos; 
o Quantificação das unidades PEV 
para setores rurais isolados (200 
hab/unid container 1.000L e 500 
hab/unid caçamba). 
• Considerada reposição somente para 
unidades existentes em 2021 à razão de 
2% ao ano do investimento total, a título 
de reforma/recuperação estrutural e de 
substituição de equipamentos 
operacionais (prensas, esteiras, 
balanças, etc.). 
• Estimado os investimentos existentes 
em 2021 considerando 4% de 
depreciação em relação ao ano de 
implantação (SNIS) ou 70% do custo 
unitário correspondente à faixa 
populacional no mesmo ano. 
Aterros Sanitários 
• Adotados preços/custos unitários 
globais do PSBR para aterros sanitários 
(ATS) convencionais por portes 
populacionais 3 base 2022 3 ajustados 
pela variação do INCC-M (41,15%). 
• Considerado que 60% dos 
investimentos irão ocorrer nos primeiros 
5 anos e 1/15% ao ano no período 
restante (até 2041) como expansão da 
capacidade instalada. 
• Considerado a possibilidade de 
expansão da capacidade dos ATS 
existentes na proporção de 2% ao ano 
do custo do investimento 
correspondente à faixa populacional em 
2021. 
• Implantação de novo aterro conforme a 
vida útil remanescente estimada do ATS 
existente. 
• Reposição de máquinas operacionais 
existentes conforme a vida útil 
remanescente (tratores, caminhões). 
• Reposição de equipamentos de 
pequeno porte e reformas estruturais 
correspondente a 2% ao ano do custo do 
investimento correspondente à faixa 
populacional em 2021 
Fonte: Consórcio CM (2023). 
77 
Para as estimativas e projeções dos custos operacionais (DEX) e de outras 
despesas que não têm critérios específicos de cálculos, como tributos, foram 
considerados os custos médios verificados em 2021 e ajustados para 2023 com 
base na variação do IPCA. Já a metodologia de cálculo dos custos para 
determinação da tarifa ou taxa (receita) necessária é a mesma adotada para o 
eixo de abastecimento de água e esgotamento sanitário, a qual adota TIR de 
8%. 
iii. Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais 
Para os serviços de DMAPU, as premissas utilizadas são similares àquelas 
adotadas para o eixo de RS, sendo destacadas principalmente as lacunas 
presentes nas bases de dados relativas a esta componente do saneamento, para 
qual a defasagem de informações é ainda maior quando comparada aos outros 
eixos, principalmente nos aspectos financeiros e de investimentos. As 
premissas, ajustes e critérios utilizados para o cálculo dos investimentos estão 
detalhados na Tabela 5-2. 
Tabela 5-2 – Ajustes e critérios para investimentos em expansão e reposição 
relacionados ao serviço de drenagem urbana e manejo das águas pluviais
Expansão Reposição/manutenção 
• Pressupostos adotados para 
caracterização da expansão dos serviços 
em área urbana: 
o Solução adotada corresponde a 
sistema convencional + caixa de 
retenção no lote + preservação de 
fundo de vale (parque linear); 
o Densidade demográfica média de 
150 hab./ha; 
o Ocupação caracterizada por 
residências unifamiliares com taxa de 
impermeabilização da bacia 
hidrográfica de 60%; 
o Lote padrão de 360 m² com 
impermeabilização máxima de 60%. 
• Pressupostos adotados para definição do 
custo de implantação por lote 
(NASCIMENTO; CANÇADO; CABRAL, 
2006): 
o implantação de sistema 
convencional; 
o implantação de um 
microrreservatório em cada lote 
(controle na fonte); e 
o preservação dos talvegues. 
• Aplicação de fatores de redução do custo 
unitário, conforme as diferentes situações 
• Estimativa de extensão das estruturas de 
macrodrenagem existentes por meio do indicador 
IE024 do SNIS, referente à <extensão total de vias 
públicas urbanas com redes ou canais de águas 
pluviais subterrâneos=.
• Correção de dados inconsistentes ajustados com 
base na relação média de Extensão por domicílio do 
universo de municípios, considerando como fator de 
ajuste o valor limite máximo de 30m/dom. 
• Reposição de 100% da extensão das estruturas 
declaradas, a taxa de 5% ao ano (60% até 2033 e 
100% até 2041). 
• Custo médio de reposição adotado de R$2,15 
(correção pelo INCC-M do valor de R$0,34 de 2000) 
por metro quadrado da seção, por metro linear da 
estrutura existente. 
78 
de atendimento atual dos municípios, 
estimadas pela relação: área de 
expansão/área urbana atual. 
• Implantação dos sistemas de drenagem 
em 100% da área de expansão urbana 
estimada. 
• Atualização dos preços/custos unitários 
pela variação do INCC-M 
Jardim de chuva Reservatórios de armazenamento 
• Definição das áreas de implantação 
observando as condicionantes 
características hidrológicas do solo. 
• Aplicado a domicílios dos setores rurais 
(setores censitários de 4 a 7). 
• Cálculo dos investimentos obtido por meio 
do produto entre: 
o total de domicílios deficitários; 
o volume médio precipitado (75mm); e 
o custo unitário (PLANSAB, 2014). 
• Cálculo do total precipitado considerando 
chuva de projeto com 4 horas de duração 
com período de retorno de 5 anos. 
• Atualização dos preços/custos unitários 
pela variação do INCC-M, resultando em 
R$21,97 
• Demanda de domicílios calculada com 
base no atendimento das metas do 
indicador MAP2, observando as 
condicionantes ambientais. 
• Definição das áreas de implantação observando as 
condicionantes características hidrológicas do solo. 
• Aplicado a domicílios dos setores rurais (setores 
censitários de 4 a 7). 
• Cálculo dos investimentos obtido por meio do 
produto entre: 
o total de domicílios deficitários; 
o custo unitário em função do volume dos 
reservatórios (PLANSAB, 2014). 
• Cálculo do volume dos reservatórios considerando 
uma chuva de projeto com 5 minutos de duração 
com período de retorno de 5 anos. 
• Atualização dos preços/custos unitários pela 
variação do INCC-M, resultando em R$ 843,22. 
• Demanda de domicílios calculada com base no 
atendimento das metas do indicador MAP2, 
observando as condicionantes ambientais. 
Fonte: Consórcio CM (2023). 
Similar aos demais eixos, a estimativa dos custos operacionais e outras 
despesas, como tributos, foram considerados preços médios e verificados em 
2021 e corrigidos pelo IPCA para 2023 (exceto os custos de energia elétrica que 
foram ajustados com base nos reajustes oficiais da ANEEL para 2022 e 2023). 
Além disso, para os cálculos da tarifa necessária para a sustentabilidade dos 
serviços é adotada a modalidade de cálculo baseada no fluxo de caixa 
descontado a VP e considerada para a simulação preliminar a TIR de 8%. 
5.2. Cenário provável de prestação dos serviços de abastecimento de 
água e esgotamento sanitário 
Em Laranjal Paulista a prestação dos serviços de abastecimento de água e
esgotamento sanitário é realizada pela SABESP mediante contrato, em regime 
de gestão associada por convênio de cooperação, o qual se encerrou em 28 de 
agosto de 2022. 
Na Tabela 5-3 são apresentados os resultados anuais dos fluxos financeiros para 
os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Ressalta-se que 
79 
os valores apresentados incluem eventual valor residual de investimentos não 
amortizados de contrato de delegação anterior ou vigente naquele ano, cujo 
montante é destacado no mesmo grupo de dados e deve ser considerado como 
encargo passivo na simulação de novo cenário da prestação do serviço. Para 
efeito comparativo entre os cenários, este valor é considerado no fluxo financeiro 
do cenário provável desta análise, expressos no item referente a <Outras 
despesas= como despesa de amortização de investimentos, junto com os 
correspondentes custos financeiros, calculados pelo método de amortização 
constante, considerando a taxa média dos custos de capitais próprios e de 
terceiros estimado em 10,3% ao ano, conforme dados da última revisão tarifária 
da Sabesp. 
Os investimentos projetados para o município de Laranjal Paulista até 2041 
totalizam R$ 50,33 milhões, dos quais R$ 48,89 milhões deverão ser aplicados 
em medidas estruturais e R$ 1,43 milhões em medidas estruturantes (não 
estruturais). Os investimentos projetados para 2033, horizonte de médio prazo, 
quando as metas de atendimento por soluções coletivas adequadas deverão ser 
alcançadas, somam-se R$ 32,28 milhões, dos quais R$ 31,23 milhões referem￾se às medidas estruturais e R$ 1,05 milhões às medidas estruturantes. 
Entre os investimentos estruturais previstos até o ano de 2033, tem-se R$ 15,09
milhões para os sistemas de abastecimento de água, sendo R$ 4,36 milhões 
para expansão e R$ 10,72 milhões para reposição/manutenção ou adequação 
das estruturas existentes. Por sua vez, para os sistemas de esgotamento 
sanitário, os investimentos totalizam R$ 16,13 milhões, sendo R$ 6,12 milhões 
para expansão das estruturas e R$ 10,01 milhões para reposição das existentes.
80 
Tabela 5-3 – Fluxo financeiro dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário para o cenário provável no período 2022-2041 
DESCRI«ÃO ANO 
2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 2041 
Despesa de exploraÁ„o 13.289.875 14.332.164 14.310.694 14.526.289 14.526.203 14.533.665 14.763.846 14.781.756 14.803.626 14.828.378 15.071.546 15.099.949 15.199.615 15.512.250 15.604.579 15.693.061 15.777.994 16.075.538 16.153.350 16.227.584 
Pessoal 4.092.533 4.329.490 4.329.490 4.545.965 4.545.965 4.545.965 4.762.439 4.762.439 4.762.439 4.762.439 4.978.914 4.978.914 4.978.914 5.195.388 5.195.388 5.195.388 5.195.388 5.411.863 5.411.863 5.411.863 
Energia ElÈtrica 3.455.021 3.890.753 3.828.329 3.776.675 3.730.256 3.689.875 3.654.639 3.623.473 3.596.001 3.571.595 3.549.722 3.530.122 3.560.797 3.590.177 3.618.153 3.644.724 3.669.993 3.693.859 3.716.531 3.737.903 
Produtos quÌmicos 1.386.375 1.429.004 1.396.202 1.367.464 1.342.131 1.319.661 1.299.647 1.281.629 1.265.415 1.250.730 1.237.341 1.225.119 1.235.963 1.246.347 1.256.232 1.265.618 1.274.542 1.282.967 1.290.968 1.298.507 
ServiÁos de terceiros 2.178.257 2.343.374 2.381.903 2.423.574 2.461.132 2.498.047 2.534.314 2.569.676 2.604.297 2.638.086 2.670.954 2.702.980 2.733.985 2.764.135 2.793.337 2.821.583 2.848.952 2.875.352 2.900.947 2.925.644 
Outras despesas de exploraÁ„o 1.199.309 1.290.219 1.311.433 1.334.376 1.355.055 1.375.379 1.395.347 1.414.817 1.433.879 1.452.482 1.470.579 1.488.212 1.505.283 1.521.883 1.537.961 1.553.513 1.568.582 1.583.117 1.597.209 1.610.807 
Despesas Tribut·rias incluÌdas na DEX 978.380 1.049.324 1.063.337 1.078.236 1.091.664 1.104.738 1.117.459 1.129.722 1.141.595 1.153.044 1.164.035 1.174.602 1.184.673 1.194.320 1.203.507 1.212.235 1.220.537 1.228.380 1.235.833 1.242.861 
Outras Despesas 1.049.200 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 
Outras despesas com os serviÁos 1.049.200 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 1.109.949 
Despesas com juros e encargos da dÌvida 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
AmortizaÁ„o da dÌvida 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
Investimentos² 5.865.841 2.448.134 2.440.102 2.502.918 2.423.185 2.412.097 2.400.941 2.385.509 2.372.778 2.358.533 2.342.767 2.328.293 2.310.795 2.296.044 2.279.696 2.263.183 2.247.959 2.231.124 2.217.056 2.201.349 
Sistemas produÁ„o de ·gua 3 Expans„o 111.482 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
Sistemas produÁ„o de ·gua 3 ReposiÁ„o 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 
Rede de distribuiÁ„o e ligaÁıes 3 Expans„o 277.596 270.033 267.315 264.576 261.314 257.519 253.689 248.292 243.864 238.875 233.311 228.206 221.989 216.754 210.922 205.016 199.572 193.512 188.467 182.801 
Rede de distribuiÁ„o e ligaÁıes 3 ReposiÁ„o 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 
ReservatÛrios 3 Expans„o 1.210.928 0 124 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
ReservatÛrios 3 ReposiÁ„o 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 
Sistema de tratamento de esgoto 3 Expans„o 1.409.589 89.469 87.904 103.573 84.810 82.844 80.878 78.309 76.141 73.770 71.198 68.825 66.038 63.659 61.070 58.477 56.080 53.479 51.276 48.865 
Sistema de tratamento de esgoto 3 ReposiÁ„o 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 
Rede coletora e ligaÁıes 3 Expans„o 751.849 294.935 291.795 336.093 285.633 281.314 276.968 270.906 265.927 260.338 254.141 248.461 241.558 235.762 229.320 222.809 216.809 210.165 204.624 198.422 
Rede coletora e ligaÁıes 3 ReposiÁ„o 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 
Outros investimentos 
estruturais/operacionais¹ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Investimentos estruturantes 376.144 65.444 64.714 70.424 63.176 62.168 61.154 59.751 58.593 57.298 55.865 54.549 52.958 51.617 50.131 48.630 47.246 45.716 44.437 43.009 
Valor residual – investimentos em operaÁ„o 56.168.189 
Receitas 15.110.123 16.205.775 16.422.196 16.652.292 16.859.671 17.061.598 17.258.061 17.447.444 17.630.818 17.807.633 17.977.373 18.140.570 18.296.105 18.445.094 18.586.985 18.721.774 18.849.992 18.971.121 19.086.221 19.194.759 
Receita Bruta de ·gua 8.692.035 9.327.051 9.456.226 9.582.791 9.706.459 9.826.884 9.944.052 10.056.994 10.166.345 10.271.770 10.372.961 10.470.233 10.562.905 10.651.650 10.736.133 10.816.349 10.892.614 10.964.619 11.032.996 11.097.425 
Receita Bruta de Esgoto 6.075.372 6.511.157 6.593.495 6.691.807 6.770.815 6.847.736 6.922.575 6.994.720 7.064.584 7.131.964 7.196.663 7.258.886 7.318.222 7.375.087 7.429.276 7.480.792 7.529.837 7.576.213 7.620.326 7.661.973 
Receita Bruta outros serviÁos 417.902 448.205 454.190 460.554 466.290 471.874 477.308 482.546 487.617 492.507 497.202 501.716 506.017 510.138 514.062 517.790 521.336 524.686 527.870 530.871 
(-) InadimplÍncia LÌquida (75.186) (80.638) (81.715) (82.860) (83.892) (84.896) (85.874) (86.816) (87.729) (88.608) (89.453) (90.265) (91.039) (91.780) (92.486) (93.157) (93.795) (94.398) (94.971) (95.511) 
IRPJ+CSLL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Fluxo de caixa -61.262.982 -1.684.472 -1.438.549 -1.486.864 -1.199.665 -994.112 -1.016.675 -829.770 -655.534 -489.226 -546.888 -397.621 -324.254 -473.149 -407.238 -344.419 -285.910 -445.489 -394.134 -344.122 
Nota: 1Outros investimentos estruturais/operacionais correspondem a aquisição de equipamentos e outros bens de uso geral não específicos de determinado serviço. O investimento é comum para modelos de gestão/prestação direta. Para os municípios com concessão, 
inclusive os concedidos à SABESP, esses bens geralmente são propriedades dos prestadores e não são considerados investimentos próprios dos serviços. ²Os fluxos de investimentos apresentados são estimativas baseadas nas informações disponíveis no momento, sendo 
projeções lineares anualizadas de valores para cumprimento das metas estabelecidas e para efeito de estimativa de fluxo de caixa. Dessa forma, quando da execução de projetos apontados como necessários, detalhamentos específicos e detalhados devem ser realizados, 
bem como a solicitação das respectivas aprovações ambientais junto aos órgãos de controle. Ressalta-se que, sempre que necessário, devem ser pactuadas de maneira prévia as ações entre a municipalidade e prestadora de serviços, sempre tendo como referência as 
metas previstas neste plano para os anos 2033 e 2041.
Fonte: Consórcio CM (2023). 
81 
Em relação ao cálculo da tarifa/receita necessária, observa-se a adoção do 
método do <Fluxo de Caixa Descontado=, que correspondente ao custo total do 
período contratual ajustado para o horizonte de planejamento, expresso em valor 
presente calculado pela TIR de 8% ao ano, conforme premissa adotada para 
esse estudo. Esta taxa corresponde ao valor aproximado do custo médio de 
capital (WACC) considerado na 3ª revisão tarifária da SABESP realizada em 
2020. 
Os resultados desta análise mostram que a tarifa média por m³ de água e de 
esgoto faturado, requerida para a viabilidade econômico-financeira dos serviços 
prestados pela SABESP no período do horizonte de planejamento, seria de R$ 
6,65/m³, expressa em valor presente, cerca de 42,3% superior à tarifa média 
praticada em 2021 e ajustada para 2023, equivalente a R$ 4,67/m³. Com isso, 
observa-se, para que haja sustentabilidade do sistema, a necessidade de 
subsídio de R$ 1,97/m³, o que equivale a R$ 295,3 por economia/ano. 
No entanto, observe-se que, no regime de gestão associada e de prestação 
regionalizada em que opera, o sistema tarifário praticado pela SABESP é 
regionalizado e adota o princípio da solidariedade entre os municípios, em que 
os municípios com serviços mais rentáveis subsidiam aqueles em que os 
serviços são economicamente deficitários. Portanto, a tarifa média efetiva de no 
cenário econômico-financeiro aplicável ao município de Laranjal Paulista é a 
tarifa média praticada pela SABESP para todos os municípios da região, cujo 
valor foi de aproximadamente R$ 5,40/m³ em 2022, conforme relatórios 
divulgados pela empresa. 
Isto indica que, observadas as premissas e parâmetros adotados para este 
estudo, os serviços do município de Laranjal Paulista são deficitários, se 
beneficiando do subsídio tarifário promovidos pelos municípios com serviços 
superavitários. 
5.3. Cenário alternativo de prestação dos serviços de abastecimento 
de água e esgotamento sanitário 
O cenário alternativo avaliado para a gestão da prestação destes serviços no 
município de Laranjal Paulista é o da sua concessão para o modelo de
gestão/prestação por entidade privada. 
82 
Para este novo cenário foram mantidas as projeções demográfica e estrutural, 
bem como os indicadores e as metas aplicados para o cenário provável de 
prestação dos serviços pela SABESP, sendo alterados os seguintes aspectos: 
A estrutura de pessoal. 
Os valores dos investimentos projetados para o horizonte de planejamento do
PMSB. 
Os valores das despesas de exploração e outras. 
A estrutura de pessoal adotada para o cenário alternativo é estimada pelo índice 
de produtividade médio de ligações de água e de esgoto por empregado próprio 
obtido do SNIS 2021 para cerca de 100 municípios de diferentes regiões, em 
que os serviços são prestados mediante concessão para empresas privadas 
representativas daquelas que atuam neste setor. 
Os valores dos investimentos são estimados pelos custos unitários médios 
adotados para esta análise, com base em custos de referência apurados pela 
SABESP em 2019 relativos a um conjunto de obras realizadas em diferentes 
regiões do estado de São Paulo, considerando a projeção das infraestruturas 
necessárias para o atendimento das metas propostas, conforme os parâmetros 
adotados para esta análise explicitados no item 5.1. 
Os valores das despesas de exploração e de outras despesas, exceto os gastos 
com energia elétrica e produtos químicos, também são estimados com base nos 
custos médios praticados pelas empresas concessionárias privadas que operam 
os serviços nos referidos municípios, obtidos do SNIS de 2021 e ajustados para 
2023 pela variação do IPCA no período. 
A Erro! Fonte de referência não encontrada. mostra os resultados dos fluxos f
inanceiros da prestação dos serviços apurados para este cenário, cujo formato
e estrutura permitem compará-los com os resultados do cenário provável,
apresentado na Tabela 5-3. 
83 
Tabela 5-4 – Fluxo financeiro dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário para o cenário alternativo no período 2022-2041 
DESCRI«ÃO ANO 
2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 2041 
Despesa de exploraÁ„o 12.810.766 13.910.256 13.903.534 13.988.618 14.072.922 14.094.514 14.192.117 14.293.577 14.328.698 14.436.398 14.545.687 14.586.348 14.767.896 14.875.598 15.049.118 15.148.411 15.313.835 15.405.009 15.562.633 15.646.320 
Pessoal 2.779.662 3.010.619 3.010.619 3.080.633 3.150.647 3.150.647 3.220.662 3.290.676 3.290.676 3.360.691 3.430.705 3.430.705 3.500.719 3.500.719 3.570.734 3.570.734 3.640.748 3.640.748 3.710.763 3.710.763 
Energia ElÈtrica 3.455.021 3.890.753 3.828.329 3.776.675 3.730.256 3.689.875 3.654.639 3.623.473 3.596.001 3.571.595 3.549.722 3.530.122 3.560.797 3.590.177 3.618.153 3.644.724 3.669.993 3.693.859 3.716.531 3.737.903 
Produtos quÌmicos 1.386.375 1.429.004 1.396.202 1.367.464 1.342.131 1.319.661 1.299.647 1.281.629 1.265.415 1.250.730 1.237.341 1.225.119 1.235.963 1.246.347 1.256.232 1.265.618 1.274.542 1.282.967 1.290.968 1.298.507 
ServiÁos de terceiros 2.463.971 2.650.746 2.694.329 2.741.465 2.783.950 2.825.707 2.866.731 2.906.731 2.945.893 2.984.114 3.021.294 3.057.521 3.092.592 3.126.697 3.159.729 3.191.680 3.222.639 3.252.502 3.281.454 3.309.390 
Outras despesas de exploraÁ„o 1.747.357 1.879.811 1.910.718 1.944.145 1.974.274 2.003.886 2.032.979 2.061.346 2.089.118 2.116.223 2.142.589 2.168.280 2.193.152 2.217.337 2.240.762 2.263.421 2.285.376 2.306.553 2.327.085 2.346.896 
Despesas Tribut·rias incluÌdas na DEX 978.380 1.049.324 1.063.337 1.078.236 1.091.664 1.104.738 1.117.459 1.129.722 1.141.595 1.153.044 1.164.035 1.174.602 1.184.673 1.194.320 1.203.507 1.212.235 1.220.537 1.228.380 1.235.833 1.242.861 
Outras Despesas 1.261.606 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 
Outras despesas com os serviÁos 1.261.606 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 1.357.238 
Despesas com juros e encargos da dÌvida 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
AmortizaÁ„o da dÌvida 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
Investimentos² 5.865.841 2.448.134 2.440.102 2.502.918 2.423.185 2.412.097 2.400.941 2.385.509 2.372.778 2.358.533 2.342.767 2.328.293 2.310.795 2.296.044 2.279.696 2.263.183 2.247.959 2.231.124 2.217.056 2.201.349 
Sistemas produÁ„o de ·gua 3 Expans„o 111.482 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
Sistemas produÁ„o de ·gua 3 ReposiÁ„o 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 88.249 
Rede de distribuiÁ„o e ligaÁıes 3 Expans„o 277.596 270.033 267.315 264.576 261.314 257.519 253.689 248.292 243.864 238.875 233.311 228.206 221.989 216.754 210.922 205.016 199.572 193.512 188.467 182.801 
Rede de distribuiÁ„o e ligaÁıes 3 ReposiÁ„o 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 751.768 
ReservatÛrios 3 Expans„o 1.210.928 0 124 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
ReservatÛrios 3 ReposiÁ„o 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 54.146 
Sistema de tratamento de esgoto - Expans„o 1.409.589 89.469 87.904 103.573 84.810 82.844 80.878 78.309 76.141 73.770 71.198 68.825 66.038 63.659 61.070 58.477 56.080 53.479 51.276 48.865 
Sistema de tratamento de esgoto - ReposiÁ„o 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 144.594 
Rede coletora e ligaÁıes 3 Expans„o 751.849 294.935 291.795 336.093 285.633 281.314 276.968 270.906 265.927 260.338 254.141 248.461 241.558 235.762 229.320 222.809 216.809 210.165 204.624 198.422 
Rede coletora e ligaÁıes 3 ReposiÁ„o 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 689.495 
Outros investimentos 
estruturais/operacionais¹ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Investimentos estruturantes 376.144 65.444 64.714 70.424 63.176 62.168 61.154 59.751 58.593 57.298 55.865 54.549 52.958 51.617 50.131 48.630 47.246 45.716 44.437 43.009 
Valor residual em operaÁ„o 56.168.189 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Receitas 15.110.123 16.205.775 16.422.196 16.652.292 16.859.671 17.061.598 17.258.061 17.447.444 17.630.818 17.807.633 17.977.373 18.140.570 18.296.105 18.445.094 18.586.985 18.721.774 18.849.992 18.971.121 19.086.221 19.194.759 
Receita Bruta de ·gua 8.692.035 9.327.051 9.456.226 9.582.791 9.706.459 9.826.884 9.944.052 10.056.994 10.166.345 10.271.770 10.372.961 10.470.233 10.562.905 10.651.650 10.736.133 10.816.349 10.892.614 10.964.619 11.032.996 11.097.425 
Receita Bruta de Esgoto 6.075.372 6.511.157 6.593.495 6.691.807 6.770.815 6.847.736 6.922.575 6.994.720 7.064.584 7.131.964 7.196.663 7.258.886 7.318.222 7.375.087 7.429.276 7.480.792 7.529.837 7.576.213 7.620.326 7.661.973 
Receita Bruta outros serviÁos 417.902 448.205 454.190 460.554 466.290 471.874 477.308 482.546 487.617 492.507 497.202 501.716 506.017 510.138 514.062 517.790 521.336 524.686 527.870 530.871 
(-) InadimplÍncia LÌquida (75.186) (80.638) (81.715) (82.860) (83.892) (84.896) (85.874) (86.816) (87.729) (88.608) (89.453) (90.265) (91.039) (91.780) (92.486) (93.157) (93.795) (94.398) (94.971) (95.511) 
IRPJ+CSLL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Fluxo de caixa -60.996.279 -1.509.853 -1.278.677 -1.196.482 -993.674 -802.251 -692.236 -588.880 -427.896 -344.536 -268.319 -131.310 -139.824 -83.786 -99.067 -47.059 -69.041 -22.250 -50.706 -10.148 
Nota: 1Outros investimentos estruturais/operacionais correspondem a aquisição de equipamentos e outros bens de uso geral não específicos de determinado serviço. O investimento é comum para modelos de gestão/prestação direta. Para os municípios com concessão, 
inclusive os concedidos à SABESP, esses bens geralmente são propriedades dos prestadores e não são considerados investimentos próprios dos serviços. ²Os fluxos de investimentos apresentados são estimativas baseadas nas informações disponíveis no momento, 
sendo projeções lineares anualizadas de valores para cumprimento das metas estabelecidas e para efeito de estimativa de fluxo de caixa. Dessa forma, quando da execução de projetos apontados como necessários, detalhamentos específicos e detalhados devem ser 
realizados, bem como a solicitação das respectivas aprovações ambientais junto aos órgãos de controle. Ressalta-se que, sempre que necessário, devem ser pactuadas de maneira prévia as ações entre a municipalidade e prestadora de serviços, sempre tendo como 
referência as metas previstas neste plano para os anos 2033 e 2041. 
Fonte: Consórcio CM (2023).
84 
Os resultados dos dois cenários analisados não mostram diferenças 
significativas nos custos, provavelmente em razão das condições da prestação 
dos serviços serem consideradas similares em ambos os casos, visto que o 
contrato de delegação dos serviços à SABESP venceu em 2022. 
A tarifa média calculada para este cenário alternativo fica em torno de R$ 
6,58/m³, valor próximo à tarifa média estimada para o cenário atual (R$ 6,65/m³). 
Portanto, a adoção deste cenário alternativo é hipótese a ser considerada em
contraponto à renovação do contrato de delegação à SABESP, com evidente 
vantagem em face ao sistema tarifário regionalizado praticado pela companhia, 
cuja tarifa média de no cenário econômico-financeiro da prestação regionalizada 
dos serviços deve ser maior. 
5.4. Cenário provável de prestação dos serviços de Limpeza Urbana 
e Manejo de Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana e Manejo de 
Água Pluviais 
Os serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos são de 
responsabilidade da administração pública municipal (Secretaria de Agricultura 
e Meio Ambiente), porém, destaca-se que a coleta e a disposição final são 
realizadas por empresas terceirizadas, sendo elas: SANEPAV 3 Saneamento 
Ambiental LTDA e PROPOSTA 3 Engenharia Ambiental LTDA, respectivamente. 
A prestação dos serviços de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais é realizada
de forma direta pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de 
Obras. 
A análise de viabilidade técnica e econômico-financeira foi realizada para o 
cenário provável de prestação, visto que o modelo atual de gestão se encontra 
bastante consolidado e aceito pelo município, não havendo indicação para o 
horizonte de planejamento de eventual mudança da forma de prestação dos 
serviços. 
Conforme as premissas assumidas para o eixo de resíduos sólidos, são 
consideradas metas de atendimento com coleta domiciliar porta a porta para os 
setores urbano e parte do rural isolado, sendo que para este último é previsto o 
atendimento complementarmente por coleta indireta em pontos de entrega 
voluntária (PEV), por meio de caçamba ou contêiner basculável, conforme a 
85 
demanda das áreas atendidas. Foram consideradas ainda as metas de evolução 
da coleta seletiva. 
Para efeito de análise econômico-financeira são consideradas as infraestruturas 
próprias das atividades de coleta (veículos e outros equipamentos) e de 
destinação final (Unidades de transbordo e aterro sanitário) quando estas 
atividades são operadas diretamente pelo município. Neste caso, não há 
previsão de ampliação dessas infraestruturas pelo fato de as atividades serem 
operadas por empresas terceirizadas. 
Em relação às Unidades de triagem, foram consideradas somente aquelas já 
existentes, para efeito de cálculo de investimentos, quando identificadas como 
de propriedade ou implantadas e operadas com apoio do município (Prefeitura). 
Quando identificadas como (galpões) de propriedade de cooperativas de 
catadores, foi considerada a necessidade de investimento inicial integral. 
A Tabela 5-5 apresenta o fluxo financeiro estimado para os serviços de limpeza 
urbana e manejo de resíduos sólidos ao longo do horizonte de planejamento 
conforme cenário provável. As despesas de operação e administração foram 
estimadas com base nos valores informados no SNIS de 2021, ajustadas para 
2023 pelo IPCA, mais uma parcela de despesas indiretas de administração 
correspondentes a 10% das despesas diretas, e projetadas conforme as
quantidades de RSU coletados. O município de Laranjal Paulista cobra taxa pelo 
serviço de manejo de RSU, cuja receita é suficiente para cobrir todos os seus 
custos. 
Os valores dos investimentos em infraestruturas existentes em 2021 foram 
estimados a preços atuais de reposição, aplicando-se um fator de ajuste a 
valores histórico-contábeis equivalente a 60%. Ao longo do horizonte de 
planejamento serão necessários para alcance das metas o investimento de R$ 
1,56 milhões em ações estruturais para ampliação e reposição da infraestrutura 
e ações estruturantes.
86 
Tabela 5-5 – Fluxo financeiro dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos para o cenário provável no período 2022-2041 
DESCRI«ÃO ANO 
2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 2041 
Despesa de administraÁ„o e operaÁ„o 2.111.627 2.263.132 2.291.838 2.319.841 2.347.230 2.373.871 2.399.702 2.424.613 2.448.632 2.471.678 2.493.800 2.515.011 2.535.088 2.554.249 2.572.417 2.589.591 2.605.775 2.621.036 2.635.380 2.648.804 
Despesas com coleta de RSU e seletiva - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
AdministraÁ„o p˙blica 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
ServiÁos de terceiros 1.198.573 1.287.319 1.306.362 1.325.006 1.343.301 1.361.172 1.378.587 1.395.482 1.411.876 1.427.722 1.443.050 1.457.867 1.472.049 1.485.718 1.498.832 1.511.391 1.523.397 1.534.887 1.545.866 1.556.332 
Despesas processamento e disposiÁ„o final 
AdministraÁ„o p˙blica 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
ServiÁos de terceiros 786.113 839.703 847.580 855.195 862.582 869.690 876.493 882.950 889.071 894.825 900.228 905.285 909.912 914.190 918.090 921.612 924.755 927.546 929.986 932.074 
Despesas diversas OperaÁ„o/Admin local 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 
Despesas indiretas - Administrativas e outras 99.234 106.351 107.697 109.010 110.294 111.543 112.754 113.922 115.047 116.127 117.164 118.158 119.098 119.995 120.846 121.650 122.408 123.122 123.793 124.420 
Despesas tribut·rias incluÌdas na DEX 27.707 29.759 30.199 30.630 31.053 31.466 31.868 32.259 32.638 33.004 33.359 33.701 34.029 34.345 34.648 34.938 35.216 35.482 35.735 35.977 
Investimentos¹ 751.270 19.480 14.530 14.530 97.989 60.750 21.150 16.200 96.920 22.764 62.364 22.764 94.577 24.299 24.299 63.899 82.588 25.465 25.465 25.465 
Sistemas de coleta 22.500 4.500 0 0 0 40.500 4.500 0 0 4.500 40.500 4.500 0 4.500 4.500 40.500 4.500 4.500 4.500 4.500 
VeÌculos e equipamentos 22.500 4.500 0 0 0 4.500 0 0 0 4.500 0 0 0 4.500 0 0 0 4.500 0 0 
InstalaÁıes - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
ReposiÁıes - - - - - 36.000 4.500 0 0 0 40.500 4.500 0 0 4.500 40.500 4.500 0 4.500 4.500 
Processamento e destinaÁ„o final 660.473 13.209 13.209 13.209 89.081 14.727 14.727 14.727 88.109 16.195 16.195 16.195 85.979 17.590 17.590 17.590 70.580 18.650 18.650 18.650 
CTR ou At Sanit·rio NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA 
Unidade de Triagem 660.473 0 0 0 75.872 0 0 0 73.382 0 0 0 69.784 0 0 0 52.990 0 0 0 
Unidade de Transbordo NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA 
VeÌculos e m·quinas NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA 
InstalaÁıes - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
ReposiÁıes 0 13.209 13.209 13.209 13.209 14.727 14.727 14.727 14.727 16.195 16.195 16.195 16.195 17.590 17.590 17.590 17.590 18.650 18.650 18.650 
Investimentos estruturantes 68.297 1.771 1.321 1.321 8.908 5.523 1.923 1.473 8.811 2.069 5.669 2.069 8.598 2.209 2.209 5.809 7.508 2.315 2.315 2.315 
Receitas pela cobranÁa dos serviÁos 2.770.714 2.975.866 3.019.888 3.062.986 3.105.278 3.146.591 3.186.848 3.225.904 3.263.801 3.300.432 3.335.866 3.370.118 3.402.902 3.434.501 3.464.817 3.493.849 3.521.601 3.548.164 3.573.544 3.597.737 
Fluxo de caixa -92.184 693.254 713.519 728.614 660.059 711.971 765.996 785.092 718.248 805.990 779.701 832.343 773.237 855.953 868.100 840.358 833.238 901.663 912.699 923.468 
Nota: NA 3 Não se aplica. ¹ Os fluxos de investimentos apresentados são estimativas baseadas nas informações disponíveis no momento, sendo projeções lineares anualizadas de valores para cumprimento das metas estabelecidas e para efeito de estimativa de 
fluxo de caixa. Dessa forma, quando da execução de projetos apontados como necessários, detalhamentos específicos e detalhados devem ser realizados, bem como a solicitação das respectivas aprovações ambientais junto aos órgãos de controle. Ressalta-se
que, sempre que necessário, devem ser pactuadas de maneira prévia as ações entre a municipalidade e prestadora de serviços, sempre tendo como referência as metas previstas neste plano para os anos 2033 e 2041. 
Fonte: Consórcio CM (2023).
87 
As aquisições referentes à ampliação das infraestruturas de coleta e de triagem 
foram calculadas em função da projeção populacional, conforme os parâmetros 
de dimensionamento adotados para o modelo, sendo prevista a reposição de 
equipamentos de coleta indireta (PEV) a cada 5 anos. Dessa forma, os 
investimentos em infraestruturas de coleta e de triagem totalizaram R$ 189 mil 
(cerca de 12% dos investimentos totais para o eixo), sendo exclusivamente 
referentes à aquisição e reposição de novos veículos e containers para coleta 
indireta. Para o processamento e destinação final do RSU, é previsto um 
investimento total R$ 1,23 milhões (cerca de 79% dos investimentos totais para 
o eixo). Esse total corresponde a R$ 932,50 mil para expansão das unidades de 
triagem e R$ 302,83 mil para reposição das infraestruturas. 
São previstos ainda investimentos em ações estruturantes, equivalentes a 9% 
dos custos dos demais investimentos, o qual totaliza R$ 142,43 mil entre 2022 e 
2041. 
Com base nas informações disponíveis e nas premissas e parâmetros adotados 
para o estudo, é estimado um custo médio anual de R$ 207,78 por domicílio 
atendido pela coleta porta a porta, valor este que seria, em tese, a base de 
cálculo da eventual cobrança de taxa ou tarifa pela disposição do serviço de 
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. 
A Tabela 5-6 apresenta o fluxo financeiro estimado para os serviços de 
drenagem urbana e manejo de águas pluviais ao longo do horizonte de 
planejamento conforme cenário provável. As despesas de operação e 
manutenção foram estimadas com base nas informações obtidas do SNIS de 
2021, atualizadas para 2023 pelo IPCA e projetadas com base na quantidade de 
domicílios atendidos pelas soluções propostas, acrescidas da estimativa de 
despesas indiretas de administração correspondentes a 10% das despesas 
diretas. Para o município de Laranjal Paulista não se observa a cobrança de 
nenhuma taxa relacionada ao eixo, sendo nula as receitas estimadas durante 
todo o horizonte de planejamento.
88 
Tabela 5-6 – Fluxo financeiro dos serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais para o cenário provável no período 2022-2041 
DESCRI«ÃO ANO 
2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 2041 
Despesa 97.112 104.221 105.685 107.114 108.521 109.894 111.232 112.514 113.773 114.976 116.144 117.267 118.345 119.377 120.364 121.306 122.202 123.064 123.881 124.653 
Despesas de operaÁ„o e manutenÁ„o 92.488 99.258 100.652 102.013 103.353 104.661 105.935 107.156 108.356 109.501 110.614 111.683 112.710 113.693 114.633 115.530 116.383 117.204 117.982 118.717 
Despesas indiretas - Administrativas e 
outras 
4.624 4.963 5.033 5.101 5.168 5.233 5.297 5.358 5.418 5.475 5.531 5.584 5.635 5.685 5.732 5.776 5.819 5.860 5.899 5.936 
Despesas tribut·rias - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Investimentos¹ 1.195.473 1.177.857 1.160.241 1.133.816 1.116.200 1.089.776 1.063.352 1.019.312 1.001.696 957.655 931.231 895.999 860.767 825.535 790.303 755.070 719.838 693.414 658.182 622.950 
Sistema de microdrenagem (urbana) 1.115.686 1.098.909 1.082.132 1.056.966 1.040.188 1.015.023 989.857 947.914 931.136 889.193 864.028 830.473 796.919 763.364 729.810 696.255 662.701 637.535 603.980 570.426 
Sistema vi·rio interno (aglomerado 
rural) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
SoluÁıes adequadas para peridomicÌlio 
(aglomerado rural) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
ReposiÁ„o/recuperaÁ„o microdrenagem 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 22.859 
Investimentos estruturantes 56.927 56.088 55.250 53.991 53.152 51.894 50.636 48.539 47.700 45.603 44.344 42.667 40.989 39.311 37.633 35.956 34.278 33.020 31.342 29.664 
Receitas pela cobranÁa dos serviÁos - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
Fluxo de caixa -1.292.585 -1.282.078 -1.265.925 -1.240.931 -1.224.721 -1.199.670 -1.174.584 -1.131.826 -1.115.469 -1.072.631 -1.047.376 -1.013.267 -979.112 -944.912 -910.667 -876.376 -842.040 -816.478 -782.063 -747.602 
Nota: ¹ Os fluxos de investimentos apresentados são estimativas baseadas nas informações disponíveis no momento, sendo projeções lineares anualizadas de valores para cumprimento das metas estabelecidas e para efeito de estimativa de fluxo de 
caixa. Dessa forma, quando da execução de projetos apontados como necessários, detalhamentos específicos e detalhados devem ser realizados, bem como a solicitação das respectivas aprovações ambientais junto aos órgãos de controle. Ressalta￾se que, sempre que necessário, devem ser pactuadas de maneira prévia as ações entre a municipalidade e prestadora de serviços, sempre tendo como referência as metas previstas neste plano para os anos 2033 e 2041. 
Fonte: Consórcio CM (2023).
89 
O valor do investimento da infraestrutura de microdrenagem existente em 2021 
é estimado com base no custo unitário médio atual por lote/domicílio ajustado a 
valor histórico-contábil por um fator equivalente a 60%. Os investimentos 
necessários para o atendimento das metas totalizam R$ 18,66 milhões no 
período 2022 a 2041, sendo que R$ 17,32 milhões (cerca de 93% dos 
investimentos necessários), corresponde à expansão em microdrenagem urbana 
e R$ 457,19 mil (cerca de 2% dos investimentos necessários) em reposição ou
adequação das infraestruturas existentes de microdrenagem urbana. 
Também foram previstos investimentos em ações estruturantes equivalentes a 
10% dos custos dos demais investimentos, que totaliza o montante de R$ 888,98 
mil para todo o horizonte de planejamento. 
Com base nas informações disponíveis e premissas e parâmetros adotados para 
o estudo, foi possível estimar o custo médio anual de R$ 115,88 por domicílio 
atendido por soluções MAP. Este também seria, em tese, o valor base de cálculo 
da eventual cobrança de taxa ou tarifa pela disposição do serviço de drenagem 
urbana e manejo de águas pluviais no município.
5.5. Investimentos necessários para universalização dos serviços de 
saneamento nas áreas dispersas 
Em relação aos investimentos necessários para universalização dos serviços de 
saneamento para a população residente em áreas dispersas, devem ser 
considerados aspectos relativos às particularidades do território, bem como à
proximidade dos recursos hídricos, e adequação da solução para a realidade da
população residente (quantidade de habitantes, proximidade das residências 
etc.), podendo ainda serem individuais ou semicoletivas, dentre outros. Uma vez 
que a responsabilidade da operação destas soluções é do próprio usuário, é 
fundamental que este tenha conhecimento sobre a correta operação, para que 
haja efetividade no processo. 
Os valores dos investimentos estimados para a população residente em áreas 
dispersas, também considerou a evolução populacional prevista pela projeção, 
as metas de universalização e previu os custos de implantação para todo o 
horizonte de planejamento. Para Laranjal Paulista estimou-se para todo o
horizonte de planejamento, um investimento total de R$ 1.181.673 para as 
soluções de abastecimento de água, de R$ 1.171.166 para esgotamento
90 
sanitário, conforme apresentado no gráfico da Figura 5-1. Percebe-se que entre 
2025 e 2038 os investimentos são mais altos considerando os dois eixos e, em 
geral, os valores apresentam-se mais altos para as soluções de abastecimento 
de água, quando comparados aos de esgotamento sanitário, exceto nos anos de 
2024, 2039, 2040 e 2041. 
Para os eixos de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana e de drenagem 
urbana e manejo das águas pluviais, os valores de investimentos para áreas 
dispersas estão apresentados no item anterior, uma vez que essas componentes 
possuem o mesmo prestador para áreas urbanas e dispersas, diferente dos
eixos de água e esgoto cujos prestadores são diferentes. 
Figura 5-1 – Valores dos investimentos previstos para AA e ES em áreas 
dispersas para Laranjal Paulista. 
6. EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS 
O Art. 25 do Decreto nº 7.217/2010 inclui como conteúdo mínimo do Plano 
Municipal de Saneamento Básico ações para situações de emergências e 
contingências. De acordo com a FUNASA (2018), as ações de contingência 
podem ser programadas para não acontecer, ou seja, se planeja para evitar sua 
ocorrência. Porém, as ações de emergência não são passíveis dessa 
programação porque acontecem por circunstância acidental, sendo impossível 
prever. 
91 
Para o setor de saneamento básico, as ações de emergência e de contingência 
têm por objetivo monitorar presumíveis fatores de risco, identificar e prevenir 
possíveis acidentes, passíveis de acontecer ou não, bem como atuar na 
mitigação de danos e prejuízos causados por acidentes e desastres naturais ou 
antrópicos, além de prevenir agravos à saúde pública relacionados aos serviços. 
Ressalta-se que são ações que não tem o objetivo de substituir a competência 
da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, que atuam em diversas outras 
circunstâncias de calamidade pública como vendavais, deslizamentos, incêndios 
florestais, mas seu planejamento deverá buscar a articulação com essas duas 
instituições, quando existirem no município, que detém informação e 
conhecimento sobre as possíveis situações de risco. 
O presente capítulo, portanto, expõe diretrizes gerais para implementação de um 
planejamento por meio de ações de emergência e contingência para as 
situações de risco no município. 
6.1. Plano de Contingências 
O Plano de Contingências é um documento normativo que descreve, de forma
clara, concisa e completa, os riscos, os atores e as suas responsabilidades com
relação as ações a serem implementadas em casos de eventos adversos. É um 
documento que possui caráter executivo e preventivo e que busca conferir grau 
adequado de segurança aos processos e às instalações operacionais, no caso 
de eventuais descontinuidades. Portanto, aconselha-se que entidades gestoras 
elaborem seus Planos de Contingências para o enfrentamento de tais situações. 
Assim sendo, o Plano de Contingências se configura em um conjunto de 
documentos desenvolvidos com o intuito de treinar, organizar, orientar, facilitar, 
agilizar e uniformizar as ações necessárias ao controle e à mitigação de 
ocorrências atípicas. É um plano que define responsabilidades, estabelece a 
organização apropriada para atender emergências e sistematiza as informações 
sobre as características da área e dos sistemas envolvidos. O Plano de 
Contingências deve se concentrar em incidentes de maior probabilidade e não 
em catástrofes que são menos prováveis de acontecer. Paralelamente, 
determinados tipos de falhas com alta probabilidade de ocorrência deve ser, pelo 
tipo e duração de seus efeitos, incorporados às rotinas funcionais cotidianas de
processos produtivos e às instalações operacionais. 
92 
Além disso, o Plano de Contingências descreve ações a serem tomadas para 
manter a operação de um sistema em condições normais de funcionamento.
Estas ações incluem tanto respostas às variações normais no monitoramento de 
parâmetros operacionais, como também respostas que devam ser dadas quando 
os parâmetros de monitoramento operacional atingem limites críticos. Estes 
Planos consistem na preparação para o enfrentamento de uma situação atípica 
e, portanto, devem prever ações para reduzir a vulnerabilidade e aumentar a 
segurança dos sistemas, reduzindo riscos associados aos incidentes. 
As ações que fazem parte de um Plano de Contingências podem ser preventivas, 
emergenciais ou de readequação. Ações preventivas são desenvolvidas no 
período de normalidade e consistem na elaboração de planos, no 
aperfeiçoamento de sistemas e no levantamento de ações necessárias para 
minimizar acidentes. Já o atendimento emergencial ocorre quando as ações são 
concentradas no período da ocorrência, por meio do emprego de profissionais e 
de equipamentos necessários à superação de anormalidades. Nesta fase, os 
trabalhos são desenvolvidos em regime de <força tarefa= e podem envolver 
órgãos de todas as esferas governamentais, além de empresas especializadas. 
Por sua vez, as ações de readequação concentram-se no período do evento e 
após o mesmo, com o objetivo de aperfeiçoamento do sistema a partir da 
avaliação dos ex post dos eventos. 
Adotando como exemplo o abastecimento público de água, as ações preventivas 
devem ser desenvolvidas no período de normalidade, consistindo na elaboração 
de planos, no aperfeiçoamento do sistema de abastecimento de água e no 
levantamento de ações necessárias para a superação de anormalidades. As 
ações de contingência e de emergência devem ser ativadas no momento da 
ocorrência para minimizar os efeitos de problemas com o abastecimento de 
água. A fase de readequação servirá para verificar os motivos das falhas nos 
sistemas e, com base nas informações obtidas, melhorá-lo para que não ocorram 
novamente. 
Um Plano de Contingências deve especificar, de forma objetiva, os responsáveis 
pela coordenação das medidas a tomar, as alternativas para o abastecimento de 
água de emergência e o plano de comunicação para alertar e informar os 
consumidores. A ocorrência de acontecimentos excepcionais deve ser 
93 
investigada, documentada e relatada, com vistas a preparar a entidade gestora 
para possíveis eventos futuros. 
Os Planos de Contingências tratam dos eventos que, por sua natureza, apenas 
se verificam em situações excepcionais, tais como: eventos climáticos extremos, 
ações humanas e outros incidentes inesperados, que tenham um impacto 
negativo significativo na prestação do serviço. A Tabela 6-1 exemplifica alguns 
eventos excepcionais relacionados ao abastecimento de água. 
Tabela 6-1 – Eventos excepcionais relacionados ao abastecimento de água 
TIPO DE EVENTO DESCRIÇÃO 
Eventos naturais 
Inundações; 
Ventos ciclônicos; 
Sismos; 
Condições meteorológicas extremas; 
Escassez hídrica. 
Ações humanas 
Sabotagem/terrorismo; 
Vandalismo; 
Acessos indevidos; 
Roubo; 
Contaminação por produtos químicos perigosos. 
Incidentes 
inesperados 
Incêndio; 
Ruptura no fornecimento de eletricidade; 
Falhas em equipamentos mecânicos; 
Interrupção do abastecimento de água; 
Derramamentos/Vazamentos de produtos químicos usados na 
ETA; 
Acidentes em construções (barragens, edificações e obras); 
Problemas com operadores (como a perda de operador e 
emergências médicas); 
Contaminação acidental no sistema de abastecimento de água 
(como surtos epidêmicos e interferências acidentais). 
Fonte: Adaptado de Vieira et al. (s.d.) 
A necessidade de se dar resposta aos variados tipos de eventos excepcionais
incita as entidades gestoras a adotarem Planos de Contingências que incluam 
procedimentos com autonomia própria e adequados à resposta para cada uma 
das situações de emergência que possam ocorrer. 
As denominadas Ações de Contingência buscam, então, caracterizar as 
estruturas disponíveis e estabelecer as formas de atuação da operadora 
responsável em caráter preventivo, emergencial e de readequação, procurando 
aumentar a segurança e a continuidade operacional das instalações 
94 
relacionadas. No caso do saneamento básico a segurança está vinculada aos 
serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e 
manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e ao manejo das águas pluviais. 
A Tabela 6-2 lista os elementos básicos que devem ser considerados para a
estruturação de um Plano de Contingências. 
Tabela 6-2 – Conteúdo Básico de um Plano de Contingência 
TEMAS CONTEÚDO 
Aspectos 
Gerais 
1. Objetivos e abrangência do Plano de Contingência; 
2. Data da última revisão; 
3. Informação geral sobre os objetos a serem protegidos: 
¯ Designação do objeto;
¯ Entidade gestora, defesa civil, órgãos da administração 
pública; 
¯ Elemento(s) de contato para o desenvolvimento e 
manutenção do plano; 
¯ Telefone, fax e endereço eletrônico do(s) elemento(s) de 
contato. 
Planos de 
Emergência 
1. Tipos de ocorrência, modalidade e estados de severidade ou de 
alerta; 
2. Resposta inicial: 
¯ Acionamento do sistema de gestão de emergências;
¯ Procedimentos para notificações internas e externas; 
¯ Procedimentos para avaliação preliminar da situação; 
¯ Procedimentos para o estabelecimento de objetivos e de 
prioridades para respostas aos incidentes; 
¯ Procedimentos para a implementação do plano de ação; 
¯ Procedimentos para a mobilização de recursos. 
3. Continuidade da resposta; 
4. Ações de encerramento e de acompanhamento. 
Manuais de 
Procedimentos 
Operacionais 
1. Informações sobre o objeto: 
¯ Mapas;
¯ Esquemas de funcionamento; 
¯ Descrição das instalações/layout;
¯ Cadastro do evento e da população situada na área de 
risco. 
2. Notificação: 
¯ Notificações internas;
¯ Notificações à comunidade; 
¯ Notificações às entidades oficiais. 
3. Sistema de gestão das respostas: 
¯ Generalidades;
¯ Planejamento; 
¯ Cadeia de comando; 
¯ Operações; 
¯ Instruções de segurança; 
¯ Plano de evacuação; 
¯ Logística; 
¯ Finanças. 
4. Documentação de incidentes; 
5. Análise crítica e revisões e alterações do plano; 
95 
TEMAS CONTEÚDO 
6. Análise de conformidade. 
Estratégias de 
Comunicação 
1. Procedimentos para informação de incidentes; 
2. Síntese das informações para os usuários; 
3. Sistema de comunicação entre operadoras, entidades e 
usuários; 
4. Elaboração de periódicos mensais e anuais. 
Fonte: Adaptado de Vieira et al. (s.d.) 
Conforme identificado na Tabela 6-2, os aspectos gerais de um Plano de 
Contingências incluem informações básicas sobre o plano, desde os objetivos 
até a sua abrangência e a entidade responsável por sua gestão. Ele deve 
oferecer uma visão geral da operação do sistema, com a localização geográfica 
e a natureza dos riscos ou dos eventos para os quais o plano é aplicável, de 
modo a auxiliar os utilizadores do mesmo no processo de tomada de decisão. 
Com relação ao objeto a ser protegido, devem ser prestadas as seguintes
informações sobre o sistema: mapas e descrições das instalações do 
determinado sistema; esquemas de funcionamento; identificação de perigos; 
vulnerabilidade de recursos e; pessoas susceptíveis a incidentes. A identificação 
dos recursos humanos necessários é importante para a tomada de decisão e 
para a avaliação da vulnerabilidade a que estão sujeitos os sistemas 
considerados (como enchentes, derramamento de produtos químicos no 
manancial e deslizamentos de terra). O Plano de Contingências deve estar 
sempre atualizado e, por esta razão, ele deve ser revisado periodicamente. 
6.2. Plano de Emergências 
Os Planos de Emergências devem refletir as etapas essenciais necessárias para 
iniciar, dar continuidade e encerrar uma ação de resposta a uma emergência.
Esta etapa deve ser concisa, objetiva e de fácil aplicação. 
O primeiro passo consiste em identificar os eventos mais suscetíveis de ocorrer 
em um determinado sistema, seja no abastecimento de água, no esgotamento 
sanitário, nos serviços de coleta e destinação final de resíduos sólidos na 
drenagem urbana e manejo das águas pluviais. Posteriormente, os eventos 
excepcionais a considerar em cada Plano de Emergência podem ser agrupados 
em três estados de alerta (vide Tabela 6-3), conforme a gravidade da situação 
(VIEIRA et al, s/d). 
96 
Tabela 6-3 – Estados de Alerta de Emergência
1 Situação anormal 
Incidente, anomalia ou suspeita que, pelas suas 
dimensões ou confinamento, não é uma ameaça 
para além do local onde foi produzida. 
2 Situação de perigo 
Acidente que pode evoluir para situação de 
emergência se não for considerada uma ação 
corretiva imediata, mantendo-se, contudo, o 
sistema em funcionamento. 
3 Situação de emergência 
Acidente grave ou catastrófico, descontrolado ou 
de difícil controle, que originou ou pode originar 
danos pessoais, materiais ou ambientais; requer 
ação corretiva imediata para a recuperação do 
controle e minimização das suas consequências. 
1 Situação 
anormal 2 Situação de 
perigo 3 Situação de 
emergência 
Fonte: Vieira et al (s.d.) 
Todo Plano de Emergências deve conter um plano de ação, que deverá ser 
descritivo, ilustrado e possuir diagrama de fluxo operacional indicando todos os 
procedimentos envolvidos e suas respectivas responsabilidades. Tal plano deve: 
(i) considerar os agentes para notificação interna e externa; (ii) estabelecer um 
sistema de gestão de emergência; (iii) estabelecer procedimentos para avaliação 
preliminar da situação, dos objetivos e das prioridades de resposta a incidentes 
específicos; (iv) estabelecer procedimentos para implementar o plano de ação e 
para mobilizar recursos; (vi) manter uma relação de contatos entre todos os 
setores não governamentais que possam oferecer apoio logístico e/ou 
operacional às ações a serem desenvolvidas; (vii) estabelecer instrumentos 
eficazes de comunicação e de treinamento para todos os atores envolvidos nas 
operações de emergência e (viii) manter registros após a ocorrência, os quais 
devem conter fatores como a causa do problema, as ações que foram 
necessárias, as consequências imediatas e outras que venham a surgir a longo 
prazo e; uma avaliação do funcionamento do plano de resposta à emergência. 
Essa relação deverá ser distribuída a todos os envolvidos diretamente com o 
plano de ação, bem como aos representantes do poder executivo e legislativo 
local. 
Os Manuais de Procedimentos Operacionais, que são o terceiro tema 
apresentado na Tabela 6-2, integram os Planos de Contingências como anexos. 
Segundo Vieira et al. (s/d), os manuais devem conter informações de suporte ao 
Plano de Emergência e aos documentos legais aplicáveis, devendo ser 
97 
elaborados de forma a não duplicar informações já existentes no corpo principal 
do plano. Além disso, eles podem conter assuntos relacionados às investigações 
posteriores ao acidente, ao histórico de incidentes, aos relatórios escritos de 
acompanhamento, às formações e simulações em contexto real, às críticas e 
alterações no plano, ao processo, à prevenção e às análises de conformidade. 
A seguir, são detalhados alguns desses manuais. 
1. Informação sobre o objeto e localização física 
Este anexo deve fornecer informações detalhadas aos responsáveis sobre o 
objeto a ser protegido e o espaço físico envolvido. Preferencialmente, deve-se 
utilizar mapas e esquemas sobre o funcionamento, em detrimento de 
documentos escritos, para visualização acurada das situações a serem 
enfrentadas. Além disso, nesse anexo devem constar informações sobre a 
localização das partes constituintes do objeto. 
2. Notificação 
Este documento deve detalhar o processo de comunicação com os interessados 
sobre um incidente, ressaltando quem, quando, onde e o quê informar. O 
elemento responsável pela segurança deve garantir o envio, em tempo hábil, das 
notificações para os operantes do sistema, as entidades oficiais e a população. 
3. Sistema de gestão da resposta 
Este manual deve conter uma descrição geral do sistema de gestão de resposta, 
assim como informações específicas (cadeia de comando, operações, 
planejamento, logística e finanças) de orientação e suporte de ações 
relacionadas com cada evento excepcional considerado. 
• Generalidades que devem incluir: o organograma do prestador dos 
serviços; a descrição de funções; a descrição pormenorizada do fluxo de 
informação e; a descrição da formação de um comando unificado dentro 
do sistema de gestão da resposta. 
• A cadeia de comando que descreve os aspectos hierárquicos do sistema 
de gestão. 
• Em operações, necessita-se ter a análise dos procedimentos 
operacionais específicos para responder a um determinado incidente. 
98 
• O planejamento precisa conter: uma avaliação detalhada dos potenciais 
perigos; as estratégias para proteção das potenciais vítimas e; os 
procedimentos para disposição de materiais contaminados de acordo com 
as normas legais em vigor; 
• As instruções de segurança informam sobre cuidados com a segurança 
em caráter geral, particular e especial. Nas instruções gerais devem 
constar informações sobre o comportamento a adotar em caso de 
emergência, nas particulares acerca dos procedimentos específicos e nas 
especiais deve haver sinalização de proibição ou obrigação, normas de 
segurança e instruções de proteção individual e coletiva. 
• O Plano de Evacuação refere-se à segurança de pessoas e bens dentro 
de edifícios. Nele devem ser informados os procedimentos de evacuação 
e as plantas de emergência com a identificação de saídas e de caminhos 
de evacuação. 
• Na logística deve conter as necessidades operacionais para responder à 
emergência, como: necessidades médicas dos elementos operacionais; 
segurança; comunicações; transportes e; apoio logístico ao pessoal e 
manutenção de equipamento. 
• As finanças devem incluir a previsão de recursos para a resposta (pessoal 
e equipamento) e prever os custos a ela relacionados. 
4. Documentação de incidentes
A documentação de incidentes deve descrever os procedimentos a serem 
adotados durante a investigação da causa do acidente, incluindo a coordenação 
por entidades oficiais. Deve, ainda, conter um histórico de acidentes ocorridos 
que inclua informações sobre as causas, os danos, as vítimas e as ações de 
resposta. 
5. Análise crítica, revisão do plano e alterações 
99 
Este documento deve descrever procedimentos para atualizar o plano, com base 
em revisões periódicas ou nas experiências adquiridas através das simulações 
em contexto real ou dos acidentes anteriores. 
6. Análise de conformidade 
Deve incluir informações relacionadas com exigências, de modo a proceder-se 
à análise de conformidade do Plano com a legislação aplicável. 
A estruturação do Plano consigo a necessidade de se estabelecer uma 
documentação adequada relacionada à notificação do desastre ou da 
emergência. A organização da documentação deve compreender o maior 
número de informações possíveis sobre o desastre ou a emergência para 
melhorar a preparação e o planejamento do enfrentamento em caso de futuros 
incidentes. As estratégias de comunicação devem incluir: 
• Procedimentos para informar prontamente quaisquer incidentes aos 
envolvidos. 
• Registro de cadastro de eventos e monitoramento. 
• Resumo das informações a serem disponibilizadas ao público, por meio 
de relatórios e da internet. 
• Estabelecimento de mecanismos para receber e encaminhar reclamações 
da comunidade em tempo hábil. 
6.3. Ações de emergências e contingências 
Os sistemas de saneamento básico podem ser expostos a diversas situações 
atípicas com capacidade de comprometer o seu funcionamento e, assim, 
prejudicar os serviços prestados ao município e à população. Dessa forma, a 
seguir apresentam-se situações adversas às quais esses sistemas podem se 
sujeitar e são estabelecidas ações que devem ser tomadas a fim de fornecer 
uma rápida resposta às ocorrências. 
Essas ações constituem-se em medidas de emergência e de contingência e são
abordadas para cada um dos eixos do saneamento básico, sendo apresentada 
uma tabela que contém os possíveis eventos aos quais cada eixo pode estar 
vulnerável, as causas das ocorrências, os estados de alerta para as situações e 
100 
as medidas necessárias para o enfrentamento das ocorrências. Cabe relembrar 
que os estados de alerta são os que foram apresentados na Tabela 6-3. 
i. Abastecimento de Água 
As situações que podem atingir o serviço de abastecimento de água podem ter 
caráter operacional 3 através de falhas nas estruturas de captação, 
armazenamento, tratamento ou distribuição da água 3 ou podem estar 
relacionadas às características do manancial como a diminuição da vazão do 
reservatório devido a ocorrências de períodos de estiagem ou pelo acréscimo da
demanda pelo uso da água. 
As anomalias que ocorrem no sistema de abastecimento de água trazem, como 
consequência, a falta de água parcial ou generalizada, dependendo do tipo e do 
local do acidente ocorrido. Suas causas podem ser devido a fatores como: (i) 
nível baixo de água nos mananciais em períodos de estiagem; (ii) contaminação 
de mananciais por substâncias tóxicas e contaminação de mananciais ou do 
sistema produtor por esgoto não tratado; (iii) falhas no sistema elétrico das
instalações de produção e de distribuição de água; (iv) rompimento de rede e
adutoras; e, (v) danos nas estruturas de reservatórios e elevatórias. Dentre as
medidas de emergência a serem tomadas, destaca-se a comunicação imediata 
com a Defesa Civil e a população, além da prioridade no abastecimento de 
estabelecimentos específicos como, por exemplo, hospitais, unidades básicas 
de saúde (UBS), creches, escolas etc. 
Dentre as medidas de acionamento das estruturas emergenciais de captação, 
de transferência ou de transposição de vazões de água bruta, vale destacar que 
estas podem ser realizadas através da utilização de reservatórios ou estruturas 
mantidas preventivamente para o atendimento do abastecimento de água para 
situações emergenciais. 
A seguir estão apresentadas as possíveis situações adversas às quais o sistema 
de abastecimento de água pode estar exposto, juntamente com os respectivos
níveis de alerta e ações de emergências que devem ser tomadas. 
a) Mananciais de abastecimento 
Um dos eventos que pode atingir o manancial e colocar em emergência o
abastecimento público é a ocorrência de período de estiagem, o que diminui a 
101 
disponibilidade hídrica para o atendimento da demanda. Nesses casos, cabe ao 
prestador controlar a captação no manancial onde a disponibilidade está mais 
vulnerável. 
Além disso, deve-se considerar acidentes que podem prejudicar 
qualitativamente a disponibilidade hídrica do manancial, como contaminações 
causadas por vazamento/derramamento de produtos químicos nos cursos 
d'água. Assim, até que seja verificada a causa da contaminação e realizada a 
descontaminação, deve ser interrompida a captação de água no manancial 
atingido. Como medidas complementares, devem ser realizadas campanhas de 
conscientização para redução de consumo. 
Na Tabela 6-4 estão apresentados os eventos possíveis de ocorrer em 
mananciais de abastecimento e as medidas a serem tomadas pelo prestador. 
Tabela 6-4 – Situações de emergência e medidas de contingência para 
mananciais 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
Falta 
d´água 
parcial ou 
localizada 
Criticidade 
do 
Manancial 
Contaminação 
de Mananciais 2 
¯ Interrupção do abastecimento 
pelo manancial atingido; 
¯ Intensificação das campanhas 
de comunicação social visando a 
racionalização do uso de água; 
¯ Avaliação da possibilidade de 
acionamento de estruturas 
emergenciais de captação, de 
transferência ou de transposição 
de vazões de água bruta e/ou 
tratada; 
¯ Identificação dos tipos, fontes e 
magnitudes de contaminação 
para o devido tratamento, caso 
seja possível; 
¯ Comunicação à população, 
autoridades, Polícia local e órgão 
de controle ambiental. 
Escassez de 
água nos 
períodos de 
estiagem 
1 
¯ Realizações de comunicação e 
de campanhas para promover o 
uso responsável da água devido 
à perspectiva de estresse hídrico 
ou de situação de vulnerabilidade 
hídrica; 
¯ Adoção de medidas 
conjunturais de caráter voluntário 
entre os vários setores de 
usuários da água; 
102 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
2 
¯ Intensificação das campanhas 
de comunicação social visando a 
racionalização do uso de água; 
¯ Redução de consumo através 
de instrumentos legais ou 
tarifários que estabeleçam limites 
para a captação e uso da água. 
3 
¯ Interrupções seletivas no 
abastecimento de água; 
¯ Medidas de controle para cada 
consumidor, associada ou não à 
aplicação de tarifas. 
¯ Obrigação individualizada de 
redução de consumo mediante a 
implantação de práticas de 
racionamento associadas a 
sistemas de aplicação de 
penalidades. 
1 Situação 
anormal 2 Situação de 
perigo 3 Situação de 
emergência 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
b) Estações de Tratamento de Água 
Os acidentes que podem atingir as estações de tratamento de água (ETA) e que 
podem ocasionar em falta de água parcial ou localizada podem ocorrer devido a 
problemas como: (i) falha ou pane no sistema elétrico da ETA ou pela interrupção 
no fornecimento de energia elétrica; (ii) falhas nos equipamentos 
eletromecânicos ou estruturais e (iii) problemas referentes à falta de produtos 
químicos que impedem o efetivo tratamento da água bruta. 
Nessas situações, o operador, assim que identificar a situação de emergência, 
deve rapidamente executar as medidas de contingências, como a execução dos 
reparos nas instalações danificadas, acionamento da empresa de fornecimento 
de energia elétrica ou a utilização de geradores de energia autônoma, entre 
outras medidas descritas na Tabela 6-5. 
Tabela 6-5 – Situações de emergência e medidas de contingência para a 
103 
estações de tratamento de água 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
Falta 
d´água 
parcial ou 
localizada 
Problemas 
na Estação 
de 
Tratamento 
de Água 
Interrupção no 
fornecimento de 
energia/pane no 
sistema elétrico 
2 
¯ Execução de reparos das 
instalações danificadas e 
troca de equipamentos se 
necessário; 
¯ Promoção de controle e 
ações de racionamento da 
água disponível nos 
reservatórios de água 
tratada; 
¯ Promoção do 
abastecimento por caminhão 
tanque/pipa, especialmente 
para os usos essenciais, 
como abastecimento humano 
e dessedentação; 
¯ Comunicação ao titular do 
serviço e aos órgãos de 
fiscalização e controle; 
¯ Comunicação à população; 
¯ Acionamento de estruturas 
de sistemas de geração 
autônoma de energia. 
¯ Comunicação à empresa 
de energia para o 
acionamento dos planos 
emergenciais de 
fornecimento de energia; 
¯ Comunicação às equipes 
de reparos de emergência; 
¯ Aquisição em regime de 
emergência de produtos 
químicos. 
Pane ou falha em 
equipamentos 
eletromecânicos 
Falhas estruturais 
Falta de produtos 
químicos 
1 Situação 
anormal 2 Situação de 
perigo 3 
Situação 
de 
emergência 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
c) Redes de captação, adução e distribuição de água 
Esse item refere-se às unidades utilizadas nas etapas de captação, adução e 
distribuição de água. Caso ocorram incidentes que afetem a integridade e o 
funcionamento de unidades relacionadas a essas etapas, o abastecimento pode 
ser prejudicado, necessitando que, de forma imediata e simultânea, sejam 
tomadas medidas emergenciais e de reparos nas estruturas atingidas. 
Vale ressaltar que deve fazer parte da rotina de operação o monitoramento e a 
verificação das estruturas, identificando as possíveis falhas e efetuando as 
correções necessárias. As situações emergenciais nas quais o abastecimento 
104 
de água do município encontra-se em risco estão descritas na Tabela 6-6. 
Tabela 6-6 – Situações de emergência e medidas de contingência para os 
dispositivos na rede de distribuição 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
Falta 
d´água 
parcial ou 
localizada 
Acidentes 
nos 
dispositivos 
hidráulicos 
de 
distribuição 
Rompimento 
na rede de 
distribuição 
2 
¯ Execução de reparos nas 
instalações danificadas e troca de 
equipamentos se necessário; 
¯ Promoção do controle e ações 
de gestão da demanda de água; 
¯ Promoção do abastecimento por 
caminhão tanque/pipa, 
especialmente para os usos 
essenciais; 
¯ Comunicação ao titular do 
serviço e aos órgãos de 
fiscalização e controle; 
¯ Comunicação da população; 
¯ Comunicação às equipes de 
reparos de emergência. 
Rompimento 
das adutoras 
de água bruta 
e tratada
Danos nas 
estruturas de 
reservatório e 
elevatórias de 
água tratada 
Falhas 
elétricas nos 
sistemas de 
bombeamento 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
ii. Esgotamento Sanitário 
O sistema de esgotamento sanitário constitui-se pelas fases de coleta,
transporte, bombeamento, tratamento e lançamento em cursos d9água. Os 
acidentes nesse sistema podem ocorrer em qualquer uma de suas fases: na 
coleta do efluente através das redes de esgoto, nas elevatórias e interceptores 
que transportam o efluente e nas estações de tratamento. Tais acidentes, além 
de prejudicar o sistema, impedindo o tratamento e a destinação do efluente
tratado para o corpo receptor, podem acarretar a contaminação dos corpos 
d9água e do solo, prejudicando o meio ambiente e colocando em risco a saúde 
pública. As causas dos acidentes podem decorrer do vazamento nas redes, de 
inundações ou extravasamento nas instalações, da falta de energia elétrica, de 
movimentação de terra ou deslizamentos. 
A primeira medida a ser tomada é o acionamento imediato de uma equipe para 
atendimento emergencial. De forma análoga à água, quando a paralisação da 
elevatória é consequência de falta de energia elétrica, sistemas de geração
autônoma de energia podem solucioná-lo. Faz-se necessária a adoção de 
medidas para a identificação das estruturas e da abrangência das áreas afetadas 
pela ocorrência; e a verificação de casos de contaminação, para o acionamento 
1 Situação 
anormal 2 Situação de 
perigo 3 Situação de 
emergência 
105 
de agentes ligados a vigilância sanitária e informar a população do local sobre 
os riscos de doenças e contaminação. Em caso de vazamentos e, consequente 
contaminação do manancial, faz-se necessário também o acionamento das 
ações de contingência e de emergência para o sistema de abastecimento de 
água a fim de evitar contaminação hídrica. 
Considerando que na área rural do município devem ser utilizadas soluções 
individuais para o tratamento de esgoto, conforme proposto no Produto 8 3 Tomo 
III, é importante que os órgãos fiscalizadores do município mantenham o 
monitoramento de possíveis ocorrências de extravasamento dessas estruturas, 
visto que podem se tornar fontes de contaminação do solo e do lençol freático 
ou de corpos hídricos próximos. Faz-se necessária também a verificação do 
comprometimento dos mananciais utilizados para o abastecimento público e 
daqueles utilizados para abastecimento individual, muito comum em áreas 
rurais. Nesse caso, deve-se pensar em alternativas para fornecer o 
abastecimento de água como, por exemplo, a utilização de caminhões pipa. 
Os problemas referentes à falta dos serviços de saneamento podem causar 
impactos como a contaminação de mananciais para o abastecimento público e 
a exposição do efluente para a população. Tais situações acarretam problemas 
referentes à disseminação de doenças de veiculação hídrica ou relacionadas à 
falta de saneamento, dentre elas podemos citar diarreias, hepatite, febres 
entéricas ou tifóide, esquistossomose, leptospirose, teníases, micoses, entre 
outras. As ações de emergência contidas nesse capítulo devem ser realizadas 
principalmente nos sistemas e nos corpos hídricos. A ocorrência de 
contaminação neste manancial coloca em situação de risco o abastecimento do 
município. Na Tabela 6-7 estão apresentadas as principais ocorrências que o 
sistema de esgotamento sanitário pode se expor e as ações que devem ser 
executadas para a minimização dos impactos. 
Tabela 6-7 –Ações de Emergência para o sistema de esgotamento sanitário 
106 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
Poluição por 
falhas no 
sistema 
coletivo de 
esgotamento 
sanitário 
Extravasamentos 
de esgotos em 
estações 
elevatórias 
localizadas 
Danos em 
equipamentos 
eletromecânicos e 
sistemas de 
suprimento de 
energia elétrica 
2 
Comunicação à 
concessionária de energia 
elétrica; 
Reparação das instalações 
danificadas; 
Instalação de 
equipamentos reserva; 
Contenção e controle dos 
impactos no meio 
ambiente; 
Comunicação aos órgãos 
de controle ambiental; 
Instalação de sistemas 
emergenciais de controle e 
de armazenamento do 
esgoto extravasado. 
Rompimento de 
linhas de 
recalque, 
coletores tronco, 
interceptores e 
emissários 
Desmoronamentos 
de taludes/ 
paredes de canais 
2 
Reparação/substituição 
das tubulações 
danificadas; 
Recomposição dos taludes 
e canais; 
Contenção e controle dos 
impactos no meio 
ambiente; 
Comunicação aos órgãos 
de controle ambiental 
Erosões de fundos 
de vale 
Rompimento de 
travessias 
Fadiga de 
materiais de 
tubulações 
Retorno de 
esgotos em 
imóveis 
Lançamento 
indevido de águas 
pluviais em redes 
coletoras de 
esgoto 2 
Reparação das instalações 
danificadas; 
Execução dos trabalhos de 
limpeza e desinfecção; 
Acompanhamento e 
campanha de avaliação 
das condições de saúde 
das famílias afetadas; 
Realocação provisória das 
famílias afetadas. 
Obstruções em 
coletores de 
esgoto 
Extravasamentos 
de esgotos em 
estações 
elevatórias 
finais/grande 
porte 
Interrupção no 
fornecimento de 
energia elétrica 
nas instalações de 
bombeamento 
3 
Comunicação à 
concessionária de energia 
elétrica; 
Reparação das instalações 
danificadas; 
Instalação de 
equipamentos reserva; 
Comunicação aos órgãos 
de controle ambiental; 
Instalação de sistemas 
emergenciais de controle e 
de armazenamento do 
esgoto extravasado. 
Implementação do Plano 
de recuperação das áreas 
degradadas. 
Excesso de 
pressão no 
sistema 
Danos nos 
equipamentos 
eletromecânicos 
essenciais à 
operação da ETE 
107 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
Paralisação da 
estação de 
tratamento de 
esgotos 
Interrupção no 
fornecimento de 
energia / pane no 
sistema elétrico 
3 
Execução de reparos das 
instalações danificadas e 
troca de equipamentos se 
necessário; 
Comunicação ao titular do 
serviço e aos órgãos de 
fiscalização e controle; 
Acionamento do Plano 
emergencial de 
recebimento e de 
armazenamento dos 
efluentes; 
Comunicação à população; 
Comunicação aos órgãos 
ambientais; 
Comunicação à 
concessionária de energia 
elétrica para o 
acionamento dos planos 
emergenciais de 
fornecimento de energia; 
Acionamento de estruturas 
de sistemas de geração 
autônoma de energia. 
Implementação do Plano 
de recuperação das áreas 
degradadas. 
Pane em 
equipamentos 
eletromecânicos 
Danos estruturais 
2 Situação de perigo 3 Situação de 
emergência 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
iii. Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos 
Considerando que o sistema da limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos 
engloba as fases que vão desde a coleta de resíduos, passando pela limpeza 
urbana até a fase de disposição final, os possíveis eventos que podem vir a 
comprometer essa sistemática estão vinculados justamente à gestão da coleta, 
ou seja, à frequência, à guarnição, ao transporte e à destinação final dos
resíduos, podendo causar a ausência de coleta de resíduos ou inadequação na 
disposição final. As ações preventivas de acidentes devem estar relacionadas a 
essas atividades, aos serviços de comunicação e de conscientização da 
população e à organização das equipes de trabalho. 
As causas das possíveis anomalias nos serviços de coleta dos resíduos 
domiciliares, coleta seletiva, coleta de RSS e dos serviços complementares de 
limpeza urbana se dão por paralisação dos serviços do pessoal responsável pelo 
serviço e avaria ou falha mecânica nos veículos coletores. No caso da 
108 
destinação final, as causas possíveis podem ocorrer devido: (i) à paralisação dos 
serviços; (ii) ao rompimento ou escorregamento de células de disposição final; 
(iii) às eventuais dificuldades de acesso ou de operação das áreas; (iv) à avaria 
ou falha mecânica nos equipamentos; (v) à interrupção prolongada no 
fornecimento de energia elétrica para as instalações e; (vi) à operação na área
de destinação final incompatível com os critérios e as normas técnicas. 
Da mesma forma que para os outros componentes do saneamento, as medidas 
de contingência e de emergência são ações que servem para responder 
rapidamente a situações inesperadas em sistemas de limpeza urbana e na 
gestão de resíduos sólidos. A falta de equipamentos ou de estruturas para o 
atendimento adequado desses serviços deve ser resolvida no âmbito de 
planejamento do município. 
A Tabela 6-8 apresenta os principais eventos que podem acarretar problemas 
com a limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos, bem como as medidas 
de contingência correspondentes.
109 
Tabela 6-8 – Plano de Emergências: Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
Interrupção e/ou descontinuidade 
dos serviços de limpeza urbana, de 
varrição, de coleta seletiva, de 
resíduos da construção civil, de 
podas de árvores e capinas e de 
serviços especiais 
Falta de pessoal 
¯ Subdimensionamento das equipes;
¯ Greves dos funcionários responsáveis pelos serviços; 
¯ Excesso de ausências no trabalho; 
¯ Falta de treinamento e de capacitação. 
1 
¯ Contratação de empresas e/ou equipamentos;
¯ Contratação de pessoal em regime extraordinário; 
¯ Realização dos serviços em regime de mutirão 
para a efetuação do serviço; 
¯ Comunicação à população. 
Falta de 
equipamentos e 
de instalações 
¯ Obsolescência de equipamento de coleta;
¯ Subdimensionamento de equipamentos; 
¯ Elevado tempo dos serviços de manutenção; 
¯ Frequência excessiva de acidentes e de problemas mecânicos. 
Eventos climáticos ¯ Chuvas excessivas.
Interrupção e/ou descontinuidade 
dos serviços de coleta, de 
transporte e de disposição final dos 
resíduos sólidos domiciliares 
Falta de pessoal 
¯ Subdimensionamento das equipes;
¯ Greves dos funcionários responsáveis pelos serviços; 
¯ Excesso de ausências no trabalho; 
¯ Falta de treinamento e de capacitação. 
2 
¯ Contratação de empresas e/ou de equipamentos;
¯ Contratação de pessoal em regime extraordinário; 
¯ Comunicação à população. 
Falta de 
equipamentos e 
de instalações 
¯ Obsolescência de equipamento de coleta;
¯ Subdimensionamento de equipamentos; 
¯ Dispêndio de tempo para realizar os serviços de manutenção; 
¯ Frequência excessiva de acidentes e de problemas mecânicos. 
¯ Limitação das áreas de disposição final de resíduos; 
¯ Problemas contratuais para o recebimento e para a disposição 
final. 3 
¯ Instalações emergenciais de recebimento e de 
armazenamento de resíduos sólidos;
¯ Comunicação aos órgãos de controle ambiental; 
¯ Implantação de planos de recuperação e 
monitoramento das áreas degradadas. Eventos climáticos 
¯ Chuvas excessivas;
¯ Vazamento de chorume; 
¯ Inundação ou processos erosivos. 
Interrupção e/ou descontinuidade 
dos serviços de coleta, de 
transporte e de disposição final dos 
resíduos sólidos de serviços de 
saúde 
Falta de pessoal 
¯ Subdimensionamento das equipes;
¯ Greves dos funcionários responsáveis pelos serviços; 
¯ Excesso de ausências no trabalho; 
¯ Falta de treinamento e de capacitação. 
2 
¯ Contratação de empresas e/ou de equipamentos;
¯ Contratação de pessoal em regime extraordinário; 
¯ Implantação de esquema emergencial para a 
coleta e disposição final dos resíduos da saúde; 
¯ Comunicação aos prestadores de serviços de 
saúde públicos e privados; 
¯ Comunicação à população. 
Falta de 
equipamentos e 
de instalações 
¯ Obsolescência e falta de equipamento de coleta e/ou de 
incineração.
¯ Subdimensionamento de equipamentos. 
¯ Dispêndio de tempo para realizar os serviços de manutenção. 
¯ Frequência excessiva de acidentes e de problemas mecânicos. 
¯ Problemas contratuais para o recebimento e para a incineração. 
1 Situação 
anormal 2 Situação de perigo 3 Situação de 
emergência 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023). 
110 
iv. Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais 
No sistema de drenagem urbana, as falhas e os acidentes que ocorrem em 
períodos de chuvas intensas, associados à impermeabilização do solo, podem
trazer como consequências o transbordamento de talvegues, de cursos d9água, 
de canais e de galerias, bem como o deslizamento de encostas. Tais situações 
são causadas devido a fatores como: precipitação em intensidade acima da 
capacidade de escoamento do sistema; mau funcionamento do sistema 
decorrente de assoreamento e da presença de resíduos e de entulhos; obstrução 
de calhas dos rios ocasionada pelo colapso de estruturas e de obras de arte
(pontes e viadutos); saturação do solo em épocas de chuva intensa, aliada à 
declividade excessiva das encostas e às características da geologia local; 
ocupações inadequadas das encostas por construções de moradias ou de
infraestruturas diversas. Todos esses fatores podem comprometer a capacidade 
de escoamento por diminuição da área útil do conduto e/ou do curso d9água.
O município dispõe de um Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), o qual 
apresenta mecanismos para administrar a infraestrutura relacionada à gestão 
das águas pluviais urbanas, dos rios e córregos. Por outro lado, o município não 
dispõe de cadastro técnico dos sistemas de micro e macrodrenagem, o que 
dificultou a realização de um diagnóstico do seu sistema. Por fim, o município 
não possui um plano para a manutenção do seu sistema de drenagem, tornando￾o suscetível a falhas e, portanto, a situações de risco de inundação, de modo 
que deve preparar-se para responder rapidamente às ocorrências inesperadas. 
Ao se deparar com situações de emergências, o município deve tomar 
providências como: (i) comunicar a Defesa Civil, os hospitais, as UBS, as polícias 
civil e militar, a população e demais instituições interessadas. (ii) comunicar as 
autoridades de tráfego para controle e desvio do trânsito em áreas inundadas ou 
alagadas; (iii) providenciar o reparo emergencial das estruturas danificadas e; 
(iv) quando necessário, providenciar a remoção da população que se encontra 
ilhada em locais de cheias e de deslizamentos. A Tabela 6-9 apresenta os 
principais eventos que podem acarretar problemas de inundação e de 
deslizamento, que são decorrentes de adversidades nos serviços, bem como 
medidas de contingência correspondente.
111 
Tabela 6-9 – Plano de Emergências: Manejo das Águas Pluviais e Drenagem Urbana 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
Alagamento 
/Inundação 
Chuvas intensas 
localizadas 
¯ Subdimensionamento 
dos dispositivos de 
microdrenagem e 
macrodrenagem;
¯ Colapso das estruturas 
de macrodrenagem; 
¯ Deficiência dos serviços 
de limpeza e de 
manutenção dos 
dispositivos de 
drenagem; 
¯ Deficiência nos projetos 
de implantação de vias 
públicas.
1 
¯ Alerta sobre a possibilidade de ocorrência de chuva;
¯ Acionamento dos procedimentos específicos para as áreas sujeitas às inundações localizadas; 
¯ Informação às autoridades de controle de tráfego e à defesa civil; 
¯ Informação às comunidades das áreas sujeitas à inundação. 
¯ Identificação de lançamentos cruzados entre redes de drenagem pluvial e de esgoto e regularização da 
ocorrência e aplicação de penalidades; 
¯ Programa de educação ambiental visando sensibilizar e mobilizar a população acerca do lançamento de resíduos 
sólidos e do esgotamento sanitário nas vias públicas e nos sistemas de drenagem; 
¯ Ampliar a frequência de limpeza e manutenção das bocas de lobo, ramais e redes de drenagem urbana. 
2 
¯ Ativação dos procedimentos específicos para as áreas de inundações localizadas;
¯ Ativação dos procedimentos pela Defesa Civil; 
¯ Isolamento do tráfego e utilização de rotas alternativas; 
¯ Acionamento dos serviços de manutenção emergencial; 
¯ Intensificação da comunicação com as comunidades afetadas; 
¯ Apoio às populações afetadas. 
Chuvas intensas 
provocando 
transbordamentos 
de corpos d9água 
de importância 
secundária 
¯ Insuficiência na 
capacidade de 
escoamento da calha do 
córrego;
¯ Assoreamento e/ou 
obstrução de córregos e 
canais; 
¯ Ocupação indevida de 
talvegues e canais. 
1 
¯ Alerta sobre a possibilidade de ocorrência de chuva;
¯ Acionamento dos procedimentos específicos para as áreas sujeitas às inundações localizadas; 
¯ Informação às autoridades de controle de tráfego e à defesa civil; 
¯ Informação às comunidades das áreas sujeitas à inundação. 
¯ Identificação de lançamentos cruzados entre redes de drenagem pluvial e de esgoto e regularização da 
ocorrência e aplicação de penalidades; 
¯ Programa de educação ambiental visando sensibilizar e mobilizar a população acerca do lançamento de resíduos 
sólidos e do esgotamento sanitário nas vias públicas e nos sistemas de drenagem; 
¯ Ampliar a frequência de limpeza e manutenção das bocas de lobo, ramais e redes de drenagem urbana. 
2 
¯ Ativação dos procedimentos específicos para as áreas de inundações nos córregos secundários;
¯ Ativação dos procedimentos pela Defesa Civil; 
¯ Isolamento do tráfego e utilização de rotas alternativas; 
¯ Intensificação da comunicação com as comunidades afetadas; 
¯ Apoio às populações afetadas. 
3 
¯ Ativação dos procedimentos específicos para as áreas de inundações nos córregos secundários;
¯ Ativação dos procedimentos pela Defesa Civil; 
¯ Isolamento do tráfego e utilização de rotas alternativas; 
¯ Intensificação da comunicação com as comunidades afetadas; 
¯ Remoção e apoio às populações afetadas; 
¯ Realização dos serviços de recomposição das áreas afetadas. 
Chuvas intensas 
provocando 
transbordamentos 
de corpos d9água 
de importância 
principal 
¯ Insuficiência na 
capacidade de 
escoamento da calha dos 
corpos d9água;
¯ Assoreamento e/ou 
obstrução de córregos e 
de canais; 
¯ Deficiência nos serviços 
de preservação das 
1 
¯ Alerta sobre a possibilidade de ocorrência de chuva;
¯ Acionamento dos procedimentos específicos para as áreas sujeitas às inundações localizadas; 
¯ Informação às autoridades de controle de tráfego e à defesa civil; 
¯ Informação às comunidades das áreas sujeitas à inundação. 
¯ Identificação de lançamentos cruzados entre redes de drenagem pluvial e de esgoto e regularização da 
ocorrência e aplicação de penalidades; 
¯ Programa de educação ambiental visando sensibilizar e mobilizar a população acerca do lançamento de resíduos 
sólidos e do esgotamento sanitário nas vias públicas e nos sistemas de drenagem; 
¯ Ampliar a frequência de limpeza e manutenção das bocas de lobo, ramais e redes de drenagem urbana. 
112 
Ocorrência Origem Causa Estado Medidas de Contingência 
condições hidráulicas de 
escoamento; 
¯ Transferência de vazões 
excessivas para jusante; 
¯ Ocupação indevida de 
talvegues e de canais. 
2 
¯ Ativação dos procedimentos específicos para as áreas de inundações nos corpos d9água principais;
¯ Ativação dos procedimentos pela Defesa Civil; 
¯ Comunicação aos operadores e às autoridades responsáveis pela prestação de serviços público; 
¯ Isolamento do tráfego, utilização de rotas alternativas e apoio de campo para orientar a mobilidade urbana e os 
transportes; 
¯ Intensificação da comunicação às comunidades afetadas; 
¯ Apoio às populações afetadas. 
3 
¯ Decretação de estado de emergência;
¯ Ativação dos procedimentos específicos para as áreas de inundações nos corpos d9água principais; 
¯ Ativação dos procedimentos pela Defesa Civil; 
¯ Operação dos serviços de saúde pública em regime de emergência; 
¯ Isolamento do tráfego, utilização de rotas alternativas e apoio de campo para orientar a mobilidade urbana e os 
transportes; 
¯ Intensificação da comunicação com as comunidades afetadas; 
¯ Remoção e apoio às populações afetadas; 
¯ Realização dos serviços de recomposição das áreas afetadas. 
Deslizamento 
Chuvas intensas 
sobre encostas e 
áreas suscetíveis 
à erosão 
¯ Ocupações inadequadas 
de encostas ou 
interferências indevidas 
de construções ou de 
infraestruturas diversas;
¯ Insuficiência de 
dispositivos de 
drenagem; 
¯ Remoção da cobertura 
vegetal. 
1 
¯ Alerta sobre a possibilidade de ocorrência de deslizamentos;
¯ Acionamento dos procedimentos específicos para as áreas sujeitas aos deslizamentos; 
¯ Comunicação à defesa civil; 
¯ Comunicação às comunidades das áreas sujeitas aos deslizamentos. 
¯ Identificação de lançamentos cruzados entre redes de drenagem pluvial e de esgoto e regularização da 
ocorrência e aplicação de penalidades; 
¯ Programa de educação ambiental visando sensibilizar e mobilizar a população acerca do lançamento de resíduos 
sólidos e do esgotamento sanitário nas vias públicas e nos sistemas de drenagem; 
¯ Ampliar a frequência de limpeza e manutenção das bocas de lobo, ramais e redes de drenagem urbana. 
2 
¯ Ativação dos procedimentos específicos para as áreas de deslizamentos;
¯ Ativação dos procedimentos pela Defesa Civil; 
¯ Isolamento das áreas afetadas e remoção das populações; 
¯ Acionamento dos serviços de manutenção emergencial; 
¯ Intensificação da comunicação com as comunidades afetadas; 
¯ Acionamento dos serviços emergenciais de assistência social; 
¯ Remoção e apoio às populações afetadas. 
3 
¯ Ativação dos procedimentos específicos para as áreas de deslizamentos;
¯ Ativação dos procedimentos pela Defesa Civil; 
¯ Isolamento das áreas afetadas e remoção das populações; 
¯ Operação dos serviços de saúde pública em regime de emergência; 
¯ Ativação das medidas emergenciais de controle de danos e de redução de riscos; 
¯ Intensificação da comunicação com as comunidades afetadas; 
¯ Acionamento dos serviços emergenciais de assistência social; 
¯ Remoção e apoio às populações afetadas; 
¯ Realização dos serviços de recomposição das áreas afetadas. 
1 Situação 
anormal 2 Situação de 
perigo 3 Situação de 
emergência 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023).
113 
6.4. Possibilidade de Racionamento e Medidas Mitigadoras 
As situações que ocasionam o racionamento de água podem ser decorrentes de 
problemas de escassez hídrica em um ou mais mananciais, devido à ocorrência 
de estiagem ou ao comprometimento da qualidade da água. Além disso, podem 
ocorrer problemas operacionais no sistema de abastecimento 3 envolvendo as 
etapas de captação, tratamento, armazenamento ou distribuição de água 3, 
podendo acarretar não só a interrupção do serviço, mas também a sobrecarga 
de outro manancial. 
Assim, destaca-se a possibilidade de ocorrência de situações de emergência 
que tragam consigo a necessidade de medidas que têm como objetivo garantir 
volume de água disponível para abastecimento. Nesse aspecto, o gestor do 
serviço deve considerar, em seu planejamento, ações de racionamento de água 
para as áreas atendidas pelo(s) manancial(s) atingido(s), estabelecendo limites 
de captação, a fim de se preservar uma vazão mínima, até que determinada
situação seja resolvida e que não apresente mais ameaça de escassez hídrica. 
O plano deve estabelecer os dias da semana, os horários e as regiões nas quais 
haverá interrupção da água, sendo essas informações repassadas à população
por meio de uma estratégia de comunicação ampla e clara. Além de serem 
fornecidas informações precisas sobre a paralisação no fornecimento de água, 
também, é necessário informar os canais para esclarecimento de dúvidas. 
O planejamento deverá, ainda, considerar os locais onde o fornecimento de água
deve ser priorizado, como hospitais, unidades básicas de saúde (UBS) etc. Há 
de se considerar, nessas ocasiões, a possibilidade de adoção de outras soluções 
alternativas, como a utilização de outros mananciais, contratação de caminhões 
pipa para abastecimento etc. 
6.5. Possibilidade de Aumento da Demanda Temporária 
Em geral, as possibilidades de aumento temporário da demanda existem como 
decorrência do aumento do afluxo turístico em algumas ocasiões festivas ou 
religiosas ou, até mesmo no verão, quando há o aumento da temperatura e, 
consequentemente, do consumo de água e leva a um acréscimo de 
abastecimento de água. De qualquer forma, é importante o estabelecimento de 
medidas mitigadoras no caso da demanda temporária se tornar expressiva e dos 
mananciais não conseguirem supri-la, como ocorre em períodos extensos de 
114 
seca e de calor, quando o volume de água per capita consumido aumenta por 
conta da alta temperatura. 
No caso do abastecimento de água, as medidas devem ser similares às 
situações de racionamento, dentre as quais se destacam a disponibilidade de 
maior número de caminhões pipa e os procedimentos operacionais de manobras 
na distribuição de água e no controle de reservatórios. Contudo, tendo em vista 
a previsibilidade dos eventos que acarretam aumento na demanda, há de se 
planejar de forma mais consistente através da existência de contrato prévio para 
caminhões pipa, de rodízio mais organizado, de comunicação à população para 
que faça a reserva domiciliar prévia e de controle ordenado do consumo. 
Da mesma forma, para a coleta de resíduos, as medidas se assemelham a 
algumas situações já abordadas, como a disponibilidade de frota adicional para 
coleta, funcionários extras para a realização da coleta, da varrição e da capina 
e, ainda, equipamentos adicionais por causa do aumento do volume de resíduos 
sólidos gerados e coletados. 
6.6. Regras de Atendimento e Funcionamento Operacional para 
Situações Críticas na Prestação de Serviços 
iv. Contexto Institucional das Responsabilidades 
A Lei Federal 14.026/2020 que atualiza o marco legal do saneamento
(11.445/2007), dispõe sobre seu Art. 2° a ementa da Lei nº 9.984, de 17 de julho 
de 2000, e passa a vigorar com a seguinte redação: 
<Dispõe sobre a criação da Agência Nacional de Águas e 
Saneamento Básico (ANA), entidade federal de 
implementação da Política Nacional de Recursos 
Hídricos, integrante do Sistema Nacional de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) e 
responsável pela instituição de normas de referência para 
a regulação dos serviços públicos de saneamento básico.=
No Art. 4º- A. A ANA instituirá normas de referência para a regulação dos 
serviços públicos de saneamento básico por seus titulares e suas entidades 
reguladoras e fiscalizadoras, observadas as diretrizes para a função de 
regulação estabelecidas na Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. 
115 
Ainda, nesse mesmo artigo, § 1º Caberá à ANA estabelecer normas de 
referência sobre a padronização dos instrumentos negociais de prestação de 
serviços públicos de saneamento básico firmados entre o titular do serviço 
público e o delegatário, os quais contemplarão metas de qualidade, eficiência e 
ampliação da cobertura dos serviços, bem como especificação da matriz de 
riscos e dos mecanismos de manutenção do equilíbrio econômico-financeiro das 
atividades. 
Conforme o Art. 23. A entidade reguladora, observadas as diretrizes 
determinadas pela ANA, editará normas relativas às dimensões técnica, 
econômica e social de prestação dos serviços públicos de saneamento básico, 
contemplando medidas de segurança, de contingência e de emergência, 
inclusive quanto a racionamento. Ainda, no mesmo artigo, § 4º, no 
estabelecimento de metas, indicadores e métodos de monitoramento, poderá ser 
utilizada a comparação do desempenho de diferentes prestadores de serviços.=
v. Regras Gerais dos Serviços de Água e Esgotos 
Os planos detalhados do prestador nas situações críticas deverão conter: 
• Tipificação de acidentes e de imprevistos nas instalações de água e 
esgoto; 
• Identificação das situações de racionamento e de restrições ao 
fornecimento dos serviços; 
• Instrumentos formais de comunicação entre o prestador, o regulador, as 
instituições interessadas, as autoridades e a Defesa Civil; 
• Meios e formas de comunicação com a população; 
• Definição de recursos a serem mobilizados; 
• Sistemas de controle e de monitoramento de situações em regime de 
emergência. 
vi. Regras Gerais do Serviço de Limpeza Urbana 
Os planos detalhados do prestador nas situações críticas deverão conter: 
• Tipificação de acidentes e de imprevistos nas instalações; 
• Instrumentos formais de comunicação entre o prestador, o regulador, as 
instituições interessadas, as autoridades e a Defesa Civil; 
116 
• Meios e formas de comunicação com a população; 
• Minuta de contratos emergenciais para a contratação de serviços; 
• Listagem prévia dos fornecedores de caminhões coletores, de 
equipamentos e de locação de mão de obra; 
• Locais alternativos legalizados na região para disposição dos resíduos 
sólidos. 
vii. Regras Gerais do Serviço de Drenagem Urbana 
Os planos detalhados do prestador nas situações críticas deverão conter: 
• Tipificação de acidentes e de imprevistos nas instalações: 
• Instrumentos formais de comunicação entre o prestador, o regulador, as 
instituições interessadas, as autoridades e a Defesa Civil; 
• Meios e formas de comunicação com a população; 
• Minuta de contratos emergenciais para contratação de serviços; 
• Definição dos serviços padrão e seus preços unitários médios; 
• Plano de apoio às populações atingidas. 
viii. Mecanismos Tarifários de Contingência 
De acordo com o artigo 46 da Lei 11.445/2007, atualizada pela Lei 14.026/2020, 
de mecanismos de tarifas de contingência é de responsabilidade do ente 
regulador, para garantir o equilíbrio financeiro da prestação de serviços em 
momentos de emergência: 
Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos 
que obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade 
gestora de recursos hídricos, o ente regulador poderá adotar 
mecanismos tarifários de contingência, com objetivo de cobrir custos 
adicionais decorrentes, garantindo o equilíbrio financeiro da prestação 
do serviço e a gestão da demanda (BRASIL, 2007). 
O Regulador deverá adotar procedimentos regulatórios como sistematização dos 
custos operacionais e dos investimentos necessários para atendimento dentro
das regras de fornecimento, assim como o cálculo tarifário e quantificação das
receitas e subsídios necessários. Normalmente, o subsídio pode ser tarifário se
integrar a estrutura tarifária ou pode ser fiscal; neste caso, quando decorrerem 
de alocação de recursos orçamentários. 
No caso da tarifa de contingência com quantificação de subsídios, torna-se 
necessário proceder-se ao cálculo da tarifa de prestação dos serviços de 
117 
maneira a incluir-se a formatação do subsídio direto à parte, de forma que o 
benefício destinado ao prestador, no caso de situações emergenciais, não 
prejudique os usuários de maior vulnerabilidade social. 
6.7. Articulação com Planos de Redução de Risco 
De acordo com o Diagnóstico realizado, o município apresenta áreas de risco de 
inundação ou de alagamentos. Porém, apesar de ter sido realizado um 
levantamento das principais áreas críticas, o município não possui um cadastro 
técnico que permita uma contextualização detalhada dessa situação. Dessa 
forma, verifica-se a necessidade de estudos que viabilizem a elaboração do 
Plano Municipal de Redução de Risco (PMRR), com o mapeamento e o 
zoneamento das áreas de risco e articulação com diretrizes da Defesa Civil 
quando for criada. 
O PMRR é uma ferramenta importante a ser atrelada às medidas de 
contingências do plano de Saneamento, uma vez que identifica as áreas e os 
graus de risco, dando suporte à tomada de decisão em uma situação de 
emergência. De acordo com o Manual para apresentação de propostas referente 
ao Programa de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres, os Planos Municipais 
de Redução de Riscos visam: (i) elaborar um mapa de risco de deslizamentos 
para o município; (ii) definir as medidas de segurança, os recursos financeiros, 
as prioridades e os prazos necessários para erradicação das situações de alto 
risco e; (iii) compatibilizar as medidas propostas com o Plano Diretor e os
programas de saneamento, habitação e drenagem urbana. 
O PMRR deve conter: (i) a elaboração ou revisão do mapeamento das áreas de 
risco, de acordo com a publicação Mapeamento de Riscos em Encostas e 
Margens de Rios do Ministério das Cidades, para a hierarquização dos níveis em 
risco baixo, médio, alto e muito alto; (ii) a concepção de intervenções estruturais 
para cada grau de risco alto e muito alto; (iii) a estimativa de custo das 
intervenções; (iv) a definição de critérios para priorização de intervenções e da
ordem de prioridade entre os níveis de risco; (v) o levantamento de possíveis 
fontes de captação de recursos para dar suporte às intervenções; (vi) as 
atividades de capacitação dos técnicos municipais e; (vii) o armazenamento e a 
sistematização dos dados do PMRR em Sistema de Informação Geográfica 
(SIG), conforme consta no manual (BRASIL, 2012a). 
118 
O plano deve ainda contemplar a proposição de ações estruturantes necessárias 
para a sustentabilidade do programa de prevenção de riscos, como a 
implantação de estados de alerta, o monitoramento e as redes de agentes
comunitários organizados em núcleos de defesa civil. Após a elaboração da 
etapa metodológica do plano, o município deve promover audiências públicas 
para apresentar e discutir o Plano Municipal de Redução de Risco com a 
comunidade. 
De acordo com a publicação Mapeamento de Riscos em Encostas e Margens de 
Rios, o cadastro de riscos é um instrumento utilizado em vistorias em campo que
permite determinar o potencial para a ocorrência de acidentes, com a 
identificação das situações de risco. Para a elaboração de um roteiro de vistoria 
visando o cadastro de risco em situações emergenciais, com público-alvo 
formado por não especialistas, devem ser contemplados os parâmetros mais 
importantes para a realização da avaliação dentre aqueles listados pelos 
técnicos. 
O documento supracitado evidencia a necessidade de um roteiro para a 
identificação e mapeamento das áreas de risco e de procedimentos para a 
apresentação das áreas e das situações de risco. Segundo essa publicação os 
riscos devem ser classificados de acordo com a Tabela 6-10. 
Tabela 6-10 – Níveis de risco
Grau de 
Probabilidade
Descrição
R1 
Baixo ou sem 
risco
Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes 
(declividade, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor 
são de baixa potencialidade para o desenvolvimento de processos de 
escorregamentos e solapamentos. Não se observa(m) evidência(s) 
de instabilidade. Não há indícios de desenvolvimento de processos 
de instabilização de encostas e de margens de drenagens. É a 
condição menos crítica. Mantidas as condições existentes, não se 
espera a ocorrência de eventos destrutivos no período de 1 ano. 
R2 
Médio 
Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes 
(declividade, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor 
são de média potencialidade para o desenvolvimento de processos 
de escorregamentos e solapamentos. Observa-se a presença de 
alguma(s) evidência(s) de instabilidade (encostas e margens de 
drenagens), porém incipiente(s). Processo de instabilização em 
estágio inicial de desenvolvimento. Mantidas as condições 
existentes, é reduzida a possibilidade de ocorrência de eventos 
119 
Grau de 
Probabilidade
Descrição
destrutivos durante episódios de chuvas intensas e prolongadas, no 
Período de 1 ano. 
R3 
Alto 
Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes 
(declividade, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor 
são de alta potencialidade para o desenvolvimento de processos de 
escorregamentos e solapamentos. Observa-se a presença de 
significativa(s) evidência(s) de instabilidade (trincas no solo, degraus 
de abatimento em taludes, etc.). Processo de instabilização em pleno 
desenvolvimento, ainda sendo possível monitorar a evolução do 
processo. Mantidas as condições existentes, é perfeitamente 
possível a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de 
chuvas intensas e prolongadas, no período de 1 ano. 
R4 
Muito Alto
Os condicionantes geológico-geotécnicos predisponentes 
(declividade, tipo de terreno, etc.) e o nível de intervenção no setor 
são de muito alta potencialidade para o desenvolvimento de 
processos de escorregamentos e solapamentos. As evidências de 
instabilidade (trincas no solo, degraus de abatimento em taludes, 
trincas em moradias ou em muros de contenção, árvores ou postes 
inclinados, cicatrizes de escorregamento, feições erosivas, 
proximidade da moradia em relação à margem de córregos, etc.) são 
expressivas e estão presentes em grande número ou magnitude. 
Processo de instabilização em avançado estágio de 
desenvolvimento. É a condição mais crítica, sendo impossível 
monitorar a evolução do processo, dado seu elevado estágio de 
desenvolvimento. Mantidas as condições existentes, é muito 
provável a ocorrência de eventos destrutivos durante episódios de 
chuvas intensas e prolongadas, no período de 1 ano. 
Fonte: BRASIL (2007b) 
As ações de redução de desastres devem estar atreladas às do PMRR e devem, 
também, levar em consideração os objetivos estipulados pela Política Nacional 
de Defesa Civil, que foi instituída pela Lei Federal 12.608/2012. Nesta Lei, as 
atividades de redução de desastres se voltam para a prevenção, a preparação
para emergências e desastres, as respostas aos desastres e as ações de 
reconstrução do meio atingido. 
Na denominada Fase de Socorro, a Política Nacional de Defesa Civil estabelece 
a seguinte subdivisão para as ações de emergência: 
• Pré-impacto: intervalo de tempo entre o prenúncio e o desencadeamento 
do desastre; 
• Impacto: momento em que o evento adverso ocorre em sua plenitude 
máxima; 
120 
• Limitação de danos: situação imediata ao impacto na qual os efeitos do 
evento iniciam um processo de atenuação. 
O Programa de Resposta aos Desastres se subdivide em:
• Subprograma de Socorro e Assistência às Populações Vitimadas 
por Desastres, com: 
¯ Projetos de socorro às populações, nos quais deverão estar incluídas 
seguintes ações: 
o Isolar e evacuar a área de risco;
o Definir as vias de evacuação e o controle de trânsito nesses 
locais; 
o Triar desalojados com critérios socioeconômicos e 
cadastramento; 
o Instalar abrigos temporários; 
o Suprir água potável e fornecer alimentos; 
o Suprir material de estacionamento (barracas, redes de dormir, 
colchonetes, roupas de cama, travesseiros, utensílios de 
cozinha e copa), de roupas e de agasalhos; 
o Realizar ações de busca e de salvamento; 
o Implementar primeiros socorros, atendimento pré-hospitalar, 
triagem e evacuação médica; 
o Limitar e controlar sinistro e rescaldo; 
o Proceder às atividades de comunicação social. 
¯ Projetos de Assistência às populações, onde deverão estar incluídas 
as seguintes ações logísticas: 
o Suprir água potável e fornecer alimentos; 
o Suprir material de estacionamento (barracas, redes de dormir, 
colchonetes, roupas de cama, travesseiros, utensílios de 
cozinha e copa), de roupas e de agasalhos; 
o Administrar abrigos provisórios; 
o Prestar serviços, especialmente de banho e de lavanderia. 
Esses projetos compreendem as seguintes atividades assistenciais: 
121 
¯ Triar vítimas do desastre com critérios socioeconômicos e proceder 
ao cadastramento; 
¯ Promover a manutenção e o reforço dos laços familiares e das 
relações de vizinhança; 
¯ Instalar centros de informações comunitárias e de comunicação 
social; 
¯ Mobilizar a comunidade e desenvolver mutirões. 
Compreendem as seguintes ações relacionadas à promoção da saúde: 
¯ Limpar e higienizar abrigos temporários; 
¯ Implantar saneamento básico emergencial; 
¯ Controlar vetores, pragas e hospedeiros; 
¯ Promover atividades de educação para a saúde; 
¯ Promover atividades de proteção à saúde mental; 
¯ Proceder à assistência médica primária e à transferência de 
hospitalização, quando necessário. 
• Subprograma de Reabilitação dos Cenários dos Desastres, com 
projetos de reabilitação dos Cenários dos Desastres, onde deverão 
estar incluídas as seguintes ações: 
o Avaliar danos; 
o Vistoriar edificações danificadas e elaborar laudos técnicos; 
o Demolir estruturas danificadas, desobstruir e remover escombros; 
o Sepultar seres humanos e animais mortos; 
o Limpar, descontaminar e desinfestar os cenários dos desastres; 
o Reabilitar os serviços essenciais. 
Além desses programas, devem ser consideradas a realocação da população e 
a construção de moradias para aquelas classificadas como sendo de baixa 
renda, ressaltando que essas ações devem interagir com as de prevenção de 
acidentes, nas quais obras de reconstrução devem ser realizadas em locais de 
menor risco e melhoria das estruturas de proteção. 
6.8. Plano de Segurança da Água 
Além do Plano de Contingências, existe outro instrumento de planejamento para 
a segurança hídrica do município no que se refere à água potável destinada ao 
122 
consumo humano, tendo em vista uma abordagem preventiva. Trata-se do Plano 
de Segurança de Água (PSA), o qual tem como premissa a garantia da qualidade 
da água para consumo humano, associada à incorporação de metodologias de 
avaliação e gestão de riscos, bem como a práticas de boa operação dos 
sistemas de abastecimento público de água. É um documento recomendado 
pela Organização Mundial de Saúde (OMS)1
 e que foi adotado pelo Ministério da 
Saúde. A portaria GM/MS Nº 888, de 4 de maio de 2021, em seu art. 49 trata do 
Plano de segurança de água 3 conforme descrito a seguir: <A Autoridade de 
Saúde Pública poderá exigir dos responsáveis por SAA e SAC a elaboração e 
implementação de Plano de Segurança da Água (PSA), conforme a metodologia 
e o conteúdo preconizados pela Organização Mundial da Saúde ou definidos em 
diretrizes do Ministério da Saúde, para fins de gestão preventiva de risco à 
saúde.=
O PSA tem como principal objetivo a garantia da segurança da água para 
consumo humano e, para isso, possui como objetivos específicos: 
• A prevenção ou minimização de contaminação de mananciais de 
captação; 
• A eliminação da contaminação da água por meio de processo de 
tratamento adequado; 
• A prevenção da contaminação no sistema de distribuição de água; 
• O auxílio aos prestadores de serviço do abastecimento de água na 
identificação dos perigos e riscos aos sistemas de abastecimento de 
água, desde o manancial até o consumidor. 
• Melhorar as práticas de gestão e operação para garantir a segurança 
da água, melhorando a eficiência e reduzindo as despesas; 
• Melhorar a comunicação e colaboração entre os principais grupos de 
interessados e os responsáveis pela operação do SAA: os 
consumidores, as autoridades nacionais que lidam com saneamento, 
saúde e ambiente, bem como o setor privado. 
Para alcançar esses objetivos, o PSA preconiza os seguintes procedimentos: (i) 
desenvolvimento da compreensão do sistema específico e de sua capacidade 
para fornecimento de água, a fim de cumprir as metas da qualidade da água; (ii) 
identificação de fontes potenciais de contaminação e de medidas para eliminá￾1
 OMS (2009). Manual para el desarrolo de planes de seguridad del agua: Metodología pormenorizada de gestíon de 
riesgos para proveedores de agua de consumo. Organización Mundial de la Salud / International Water Association. 
123 
las ou controlá-las; (iii) validação de medidas de controle de riscos; (iv) 
implementação do monitoramento operacional das medidas de controle dentro 
do sistema de abastecimento de água; (v) implementação de ações corretivas 
oportunas para garantir que água segura seja fornecida de forma continuada; e 
(vi) verificação da qualidade da água para consumo humano para garantir que o 
PSA seja implementado corretamente e atinja o desempenho necessário, 
atendendo às normas de qualidade da água. A implantação do PSA é constituída 
pelas seguintes etapas: 
1. Etapas preliminares: planejamento das atividades; levantamento das 
informações necessárias; e constituição da equipe técnica multidisciplinar 
de elaboração e implantação do PSA. 
2. Avaliação do sistema: descrição do SAA, construção e validação do 
diagrama de fluxo; identificação e análise de perigos potenciais e 
caracterização de riscos e estabelecimento de medidas de controle dos 
pontos críticos. 
3. Monitoramento operacional: controle dos riscos e garantia de 
atendimento das metas de saúde. Envolve a determinação de medidas de 
controle dos SAA; a seleção dos parâmetros de monitoramento; o 
estabelecimento de limites críticos e adoção de ações corretivas. 
4. Planos de Gestão: verificação constante do PSA, a partir do 
estabelecimento de ações em situações de rotina e emergenciais; 
organização da documentação da avaliação do sistema; estabelecimento 
de comunicação de risco; validação e verificação periódica do PSA. 
5. Revisão: dados coletados no monitoramento; alterações observadas nos 
mananciais e nas bacias hidrográficas; alterações no tratamento e na 
distribuição; implementação de programas de melhoria e atualização do 
plano e identificação dos perigos e riscos emergentes. Ressalta-se que o 
PSA deve ser revisado após desastres e emergências para garantir que 
estes não se repitam. 
6. Validação e verificação: avaliação do funcionamento do PSA e 
verificação se as metas de saúde estão sendo alcançadas. 
O PSA orienta, ainda, a identificação e a análise dos perigos potenciais e a 
caracterização dos riscos aos quais os sistemas de abastecimento de água
124 
podem ser expostos. Tal análise deve ser feita pelos operadores dos sistemas. 
Após a identificação dos riscos, devem ser contemplados os eventos perigosos
dos sistemas de abastecimento de água em seus aspectos biológicos, químicos, 
físicos e radiológicos e correlacioná-los aos possíveis efeitos adversos à saúde 
humana. 
Os perigos e/ou eventos perigosos com consequências mais severas devem ser 
priorizados em relação àqueles cujos impactos são insignificantes ou cuja 
ocorrência seja improvável. A caracterização dos riscos pode ser conduzida a 
partir do uso de cada uma das técnicas listadas a seguir, ou pela sua 
combinação, dependendo das circunstâncias de exposição dos indivíduos aos 
perigos. 
• Técnica qualitativa: expressa a probabilidade de ocorrência e a 
intensidade das consequências de determinado risco. É possível construir 
uma Matriz de Priorização Qualitativa de Risco cruzando-se os níveis de 
probabilidade de ocorrência, facilitando, dessa forma, a hierarquização 
dos riscos; 
• Técnica semi-quantitativa: atribuem-se valores numéricos às 
probabilidades e consequências, de forma que do seu cruzamento resulte 
um valor numérico. A priorização de riscos é determinada após a 
classificação de cada perigo com base numa escala de 1 a 5. Essas 
pontuações são obtidas por meio do cruzamento da escala de 
probabilidade de ocorrência (linhas) com a escala de severidade das 
consequências (colunas). 
Na Tabela 6-11 estão apresentadas a probabilidade de ocorrência, a
consequência dos riscos e as matrizes qualitativa e semiquantitativa de 
priorização de risco. 
125 
Tabela 6-11 – Probabilidade de consequência e ocorrência de risco 
Consequência Ocorrência 
Nível Descritor Descrição das 
consequências Nível Descritor Descrição das 
consequências 
1 Insignificante Sem impacto detectável 16 Quase 
certo 
Frequência 
diária ou 
semanal 
2 Baixa 
Pequeno impacto sobre a 
qualidade estética ou 
organoléptica da água e/ou 
baixo risco à saúde, que 
pode ser minimizado em 
etapa seguinte do sistema 
de abastecimento. 
8 Muito 
frequente 
Frequência 
mensal ou mais 
espaçada 
3 Moderada 
Elevado impacto estético 
e/ou com risco potencial à 
saúde, que pode ser 
minimizado em etapa 
seguinte do sistema de 
abastecimento. 
4 Frequente 
Frequência 
anual ou mais 
espaçada 
4 Grave 
Potencial impacto à saúde 
que não pode ser 
minimizado em etapa 
seguinte do sistema de 
abastecimento. 
2 Pouco 
frequente 
A cada 5-10 
anos 
5 Muito grave 
Elevado risco potencial à 
saúde, que não pode ser 
minimizado em etapa 
seguinte do sistema de 
abastecimento. 
1 Raro 
Apenas em 
circunstâncias 
excepcionais 
Fonte: Adaptado de AS/NZS (2004) apud BRASIL (2012). 
Tabela 6-12 – Matriz qualitativa de priorização de risco 
Ocorrência Consequência 
Insignificante Baixa Moderada Grave Muito grave 
Quase certo Baixo Médio Alto Muito Alto Muito alto 
Muito frequente Baixo Médio Alto Muito Alto Muito alto 
Frequente Baixo Baixo Médio Alto Muito alto 
Pouco frequente Baixo Baixo Médio Alto Muito alto 
Raro Baixo Baixo Baixo Médio Alto 
Fonte: Adaptado de AS/NZS (2004) apud BRASIL (2012) 
Notas: 
Muito Alto: risco extremo e não tolerável; necessidade de ação imediata. 
Alto: risco alto e não tolerável, necessidade de especial atenção. 
Médio: risco moderado; necessidade de atenção. 
Baixo: risco baixo e tolerável, controlável por meio de procedimentos de rotina.
126 
Tabela 6-13 – Matriz semi-quantitativa de priorização de risco 
Ocorrência 
Consequência 
Insignificante Baixa Moderada Grave Muito 
grave 
Peso 1 Peso 2 Peso 4 Peso 8 Peso 16 
Peso 5 5 10 20 4 80 Muito frequente 
Peso 4 4 8 16 32 64 
Frequente 3 6 12 24 48 Peso 3 
Pouco 
frequente 2 4 8 16 32 
Peso 2 
Raro 1 2 4 8 16 Peso 1 
Fonte: Adaptado de AS/NZS (2004) apud BRASIL (2012) 
Notas: 
Muito Alto > 32: risco extremo não-tolerável; necessidade de adoção imediata de medidas de 
controle e ações de gestão ou de intervenção física, a médio e longo prazos, sendo necessário, 
quando couber, o estabelecimento de limites críticos e monitoramento dos perigos para cada 
ponto identificado. 
Alto - 16 a 24: risco alto e não-tolerável; necessidade de adoção de medidas de controle e/ou
ações de gestão ou de intervenção física, a médio e longo prazos, sendo necessário, quando 
couber, o estabelecimento de limites críticos e monitoramento dos perigos para cada ponto 
identificado. 
Médio - 8 a 12: risco moderado; necessidade de adoção de medidas de controle e/ou ações de 
gestão ou de intervenção física, a médio e longo prazos, sendo necessário, quando couber, o 
estabelecimento de limites críticos e monitoramento dos perigos para cada ponto identificado. 
Baixo < 8: risco baixo, tolerável, sendo controlável por meio de procedimentos de rotina, não
constituindo prioridade. 
Para cada perigo ou evento perigoso detectado, deve-se identificar quais 
medidas de controle são necessárias para prevenir, eliminar ou reduzir o perigo 
a um nível aceitável. Todas essas informações levantadas sobre perigos e
eventos perigosos, classificação dos riscos e medidas de controle deverão ser 
devidamente documentadas para, continuamente, verificar a eficácia das 
medidas de controle e do PSA. 
Após a avaliação do sistema de abastecimento de água para consumo humano, 
pode-se verificar que as práticas existentes e as medidas de controle podem não 
garantir segurança da água. Assim, quando isso ocorre, faz-se necessária uma 
revisão do plano, com a documentação e a formalização das práticas realizadas, 
abordando em quais as áreas as melhorias são necessárias. Em outros casos, 
para a completa implementação de um PSA, podem ser necessárias, ainda, 
mudanças na estrutura do plano. 
127 
Os planos de segurança da água devem ser desenvolvidos pelos responsáveis 
pelo SAA, devendo ser acompanhados pelo Comitê de Bacia Hidrográfica e por 
representantes da área da saúde. No caso de Laranjal Paulista, a SABESP e a 
Prefeitura Municipal seriam os responsáveis pela elaboração e aplicação do PSA 
e o CBH junto com a Vigilância Sanitária, devem acompanhar o andamento da
aplicação do plano no município. A aplicação do PSA deve abranger a avaliação 
do SAA, do monitoramento operacional e dos planos de gestão, com a
documentação e o estabelecimento dos procedimentos para a comunicação de 
risco. Devem ser contempladas no planejamento todas as etapas que envolvem 
o abastecimento de água (captação, tratamento, reservação e distribuição da
água), tendo como prioridade o consumo humano. 
 
128 
7. SEGUNDA OFICINA PÚBLICA DO PMSB DE LARANJAL 
PAULISTA – PROGNÓSTICO, PROGRAMAS, PROJETOS E 
AÇÕES 
No decorrer da etapa de prognóstico do Plano Municipal de Saneamento Básico 
de Laranjal Paulista, foi realizada em 12 de junho de 2023, às 14h00, a 2ª Oficina 
Pública do Plano Municipal de Saneamento Básico 3 Prognóstico, programas e 
ações. 
A oficina, realizada em formato virtual, através da plataforma Teams, da 
Microsoft, teve como principal objetivo apresentar uma síntese dos dados do 
prognóstico dos serviços de saneamento básico do município e complementar, 
com sugestões e informações do público presente, as propostas para melhoria 
e universalização dos serviços. Nessa etapa de elaboração do plano foi de 
extrema relevância a participação de diversos agentes envolvidos com o 
saneamento básico de Laranjal Paulista, que expuseram à equipe do Consórcio 
CM informações relevantes sobre os serviços de saneamento básico. Nesse 
formato técnico-participativo, através de comentários, perguntas e sugestões, os 
participantes contribuíram de forma efetiva para a elaboração dos conteúdos do 
prognóstico.
7.1. Divulgação do evento 
As atividades de divulgação e comunicação da oficina ocorreram em formato 
virtual e telefônico, através do envio de e-mails, mensagens via aplicativo
WhatsApp, publicações em sites e redes sociais, além de contato telefônico. 
7 Convite via e-mail 
Foram enviados convites virtuais para os endereços de e-mail dos 
representantes do Grupo Executivo Local (GEL), das secretarias municipais, da 
SABESP, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CBH 
3 Sorocaba e Médio Tietê) e para outros representantes elencados no banco de 
contatos do Consórcio CM. 
A Câmara Municipal de Vereadores foi convidada a participar da oficina através 
de e-mail contendo ofício endereçado ao Presidente da Câmara. Para a 
Assessoria de Comunicação da Prefeitura, o e-mail foi enviado juntamente com 
um release sobre o evento, com intuito de facilitar o apoio na divulgação através 
129 
das redes sociais e site institucional da Prefeitura. O convite compartilhado via 
e-mail pode ser visualizado na Figura 7-1. 
Figura 7-1 – Convite enviado por e-mail ao mailing do PMSB de Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
7 Convite via aplicativo de mensagens WhatsApp 
Com o intuito de promover uma maior divulgação da oficina, foi elaborada 
mensagem para o aplicativo WhatsApp, contendo peça gráfica elaborada para 
divulgação nas redes, data e link do evento. A mensagem foi encaminhada aos 
membros do GEL, secretários municipais, prestadores de serviços e outros 
atores sociais, cujos telefones foram elencados no banco de contato do 
Consórcio CM ao longo das etapas de revisão do PMSB. A mensagem contendo 
peça gráfica e o link de acesso à oficina pode ser visualizada na Figura 7-2. 
7 Divulgação em sites institucionais e redes sociais 
O convite com o link de acesso à oficina foi divulgado pelo site e redes sociais 
do Ceriso, além do Instagram da Myr Projetos, empresa integrante do consórcio 
Cobrape-Myr (Figura 7-3). Cabe frisar que, embora a equipe do Consórcio CM 
tenha solicitado apoio da prefeitura na veiculação do convite, ressalta-se que o 
130 
material não foi veiculado pela instituição nas redes sociais. Segundo 
representante do GEL, a divulgação foi viabilizada internamente pela prefeitura. 
Figura 7-2 – Convite enviado via WhatsApp ao mailing do PMSB de Laranjal 
Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
Figura 7-3 – Divulgação da oficina no Instagram da Myr 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
131 
7.2. Realização do evento 
Acordada com os representantes do GEL, a oficina aconteceu em formato virtual 
no dia 12 de junho de 2023, às 14h00, através da plataforma Teams da Microsoft.
A plataforma permitiu a inserção de várias telas e participantes, além de recursos 
como a abertura de microfone e câmera para que se obtivesse um maior 
dinamismo ao longo do evento. 
Os técnicos do Consórcio CM apresentaram uma síntese das principais 
informações do prognóstico de cada um dos 4 (quatro) eixos do saneamento
básico e as ações institucionais. Em momentos específicos da oficina, os 
participantes foram convidados a realizar comentários, perguntas e contribuições 
sobre os dados apresentados. Além disso, foram apresentadas informações 
sobre os próximos passos de revisão do Plano, com destaque para a consulta e 
audiência pública. 
A oficina contou com a presença de cerca de 11 participantes, dentre eles, 
representantes do Consórcio CM, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, 
Procuradoria e da SABESP. A Figura 7-4 apresenta captura de tela da 
realização da oficina. 
Figura 7-4 – Captura de tela da 2ª Oficina do PMSB de Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
As contribuições dos participantes da oficina foram voltadas para a correção de 
algumas informações, complementações e dúvidas sobre os dados 
132 
apresentados pela equipe técnica. As informações atualizadas pelos 
participantes foram inseridas já nesta versão do Prognóstico. 
A oficina teve a gravação realizada pela própria plataforma Teams, e seu 
conteúdo, na íntegra, está disponibilizado no canal de vídeo no Youtube PMSB 
Ceriso criado para divulgar informações sobre a revisão e atualização dos Planos 
Municipais de Saneamento Básico (PMSB) de 29 municípios que compõem a
Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê, disponível em https://youtu.be/-
f4iQn1U4Hg. 
Além disso, a gravação também ficará disponível no site da revisão dos Planos 
através do endereço eletrônico: www.pmsbceriso.com.br. 
133 
8. CONSULTA E AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PMSB DE 
LARANJAL PAULISTA 
8.1. Consulta Pública 
Entre os dias 12 e 31 de julho de 2023, os documentos das Revisões dos PMSB 
estiveram disponíveis para consulta da população, através do site: 
https://pmsbceriso.com.br/ConsultaPublica.aspx. 
A consulta pública foi promovida com o propósito de engajar a comunidade e
outras partes interessadas no processo decisório referente ao saneamento 
básico do município. Essa etapa foi importante para que todo o público pudesse 
sugerir alterações e/ou contribuições nos produtos elaborados, apontando tais 
considerações no formulário virtual disponível no site, subsidiando a elaboração 
da versão final do PMSB. Ressalta-se que o prazo de contribuição foi de 20 
(vinte) dias corridos, subdivididos, em média, de 10 (dez) dias corridos antes da 
realização das Audiências Públicas, permanecendo disponível por este mesmo 
período após o encerramento destas. Ressalta-se que não foram realizadas 
contribuições na Consulta Pública. 
8.2. Audiência Pública 
Após alinhamentos realizados com o CERISO e o Grupo Executivo Local (GEL) 
de Laranjal Paulista, ficou definido que a abertura da audiência ocorreria de 
forma conjunta com os municípios de Araçoiaba da Serra e Iperó, através da
plataforma YouTube. Durante a abertura do evento, os participantes foram 
direcionados para salas virtuais da plataforma Microsoft Teams destinadas a 
cada município. Os links foram disponibilizados através do chat do YouTube. O 
registro de participação simultânea da abertura encontra-se na Figura 8-1. 
134 
Figura 8-1 – Registro de espectadores simultâneos na abertura das audiências 
de Laranjal Paulista, Araçoiaba da Serra e Iperó
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
As audiências realizadas em formato virtual através da plataforma Teams, teve 
como principal objetivo apresentar uma síntese dos dados do diagnóstico e
prognóstico dos serviços de saneamento básico do município, e complementar 
com sugestões e informações do público presente, as propostas para melhoria 
e universalização dos serviços. Nessa etapa de elaboração do plano, foi de 
extrema importância a participação de todos os moradores e agentes envolvidos 
com o saneamento básico, que expuseram à equipe do Consórcio CM 
informações relevantes sobre os serviços de saneamento básico. Nesse formato 
técnico-participativo, através de comentários, perguntas e sugestões, os 
participantes contribuíram de forma efetiva para a elaboração da versão final da 
Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico. 
Após alinhamento com os representantes do GEL, a audiência aconteceu em 
formato virtual, no dia 18 de julho de 2023, às 09h30min, através da plataforma 
Teams da Microsoft. A plataforma permitiu a inserção de várias telas e 
participantes, além de recursos como a abertura de microfone e câmera para 
que se obtivesse um maior dinamismo ao longo do evento. 
Os técnicos do Consórcio CM apresentaram uma síntese das principais 
informações do diagnóstico e prognóstico de cada um dos 4 (quatro) eixos do 
135 
saneamento básico e as ações institucionais. Em momentos específicos da 
audiência, os participantes foram convidados a realizar comentários, perguntas 
e contribuições sobre os dados apresentados. Além disso, foram apresentadas 
informações sobre os próximos passos da revisão do Plano, com destaque para
a Consulta Pública aberta até o dia 31 de julho de 2023. 
A audiência contou com a participação de entidades da sociedade civil, poder 
público e privado dentre eles: representantes da Prefeitura Municipal de Laranjal 
Paulista, SABESP, CERISO, Consórcio CM, dentre outros. A Figura 8-2 
apresenta captura de tela da realização da audiência. 
Figura 8-2 – Captura de tela da audiência do PMSB de Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
As dúvidas dos participantes foram sanadas pela equipe técnica, e as 
contribuições e complementações foram analisadas e inseridas ao longo da 
versão final do PMSB. 
A audiência teve a gravação realizada pela própria plataforma Teams, e seu 
conteúdo, na íntegra, está disponibilizado no canal de vídeo no Youtube PMSB 
Ceriso criado para divulgar informações sobre a revisão e atualização dos Planos 
Municipais de Saneamento Básico (PMSB) de 29 municípios que compõem a
Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê, disponível em 
https://youtu.be/_5n3EByDwb0. 
136 
Além disso, a gravação também ficará disponível no site da revisão dos Planos 
através do endereço eletrônico: www.pmsbceriso.com.br, bem como no canal do 
youtube: https://www.youtube.com/channel/UCg-eOdWzQ_dcxuL9zzl6sBw. 
8.3. Divulgação da Consulta e Audiência Pública 
As atividades de divulgação e comunicação da consulta e audiência pública 
ocorreram em formato virtual e telefônico, através do envio de e-mails, 
mensagens via aplicativo WhatsApp, publicações em sites e redes sociais, além 
de contato telefônico. 
a) Convite via e-mail 
Foi enviada peça gráfica contendo datas, horário e links para participação da 
audiência e consulta pública para os endereços de e-mail dos representantes do 
GEL, das secretarias municipais, da SABESP, do Comitê da Bacia Hidrográfica 
do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CBH 3 Sorocaba e Médio Tietê) e para outros 
representantes elencados no banco de contatos do Consórcio CM. 
A Câmara Municipal de Vereadores foi convidada a participar da audiência e 
consulta através de e-mail contendo ofício endereçado ao Presidente da 
Câmara. Para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, o e-mail foi enviado
juntamente com um release sobre o evento, com intuito de facilitar o apoio na 
divulgação através das redes sociais e site institucional da prefeitura. O convite 
compartilhado via e-mail pode ser visualizado na Figura 8-3. 
137 
Figura 8-3 - Convite enviado via e-mail ao mailing do PMSB de Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
b) Convite via aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp 
Com o intuito de promover uma maior divulgação, foi elaborada mensagem para
o aplicativo WhatsApp, contendo peça gráfica elaborada para divulgação nas 
redes, datas e links do evento e consulta pública. A mensagem foi encaminhada 
aos membros do GEL, secretários municipais, prestadores de serviços e outros 
atores sociais, cujos telefones foram elencados no banco de contato do 
Consórcio CM ao longo das etapas de revisão do PMSB. A mensagem contendo 
peça gráfica e o link de acesso à audiência pode ser visualizada na Figura 8-4. 
138 
Figura 8-4 - Mensagem enviada pelo aplicativo WhatsApp ao mailing do PMSB de 
Laranjal Paulista 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
c) Divulgação em sites institucionais 
O convite com os links de acesso à audiência e consulta pública foi divulgado 
através do site da prefeitura (Figura 8-5). 
139 
Figura 8-5 – Divulgação da audiência e consulta pública no site da Prefeitura 
Municipal 
Fonte: CONSÓRCIO CM (2023) 
 
140 
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ALEGRE, H.; HIRNER, W.; BAPTISTA, J.M.; PARENA, R. (2000) Performance 
indicators for water supply services. Londres: IWA Publishing. 160 p. 
CERISO; CONSÓRCIO COBRAPE-FRAL. Plano Regional de Gestão 
Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios Integrantes do Consórcio 
de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento da Bacia do Rio Sorocaba e 
Médio Tietê. 2021. Disponível em: < http://prgirs.ceriso.com.br/O-Projeto.aspx>. 
Acesso em: julho/2022. 
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atribuir à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) competência 
para editar normas de referência sobre o serviço de saneamento, a Lei no 
10.768, de 19 de novembro de 2003, para alterar o nome e as atribuições do 
cargo de Especialista em Recursos Hídricos, a Lei no 11.107, de 6 de abril de 
2005, para vedar a prestação por contrato de programa dos serviços públicos de 
que trata o art. 175 da Constituição Federal, a Lei no 11.445, de 5 de janeiro de 
2007, para aprimorar as condições estruturais do saneamento básico no País, a 
Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010, para tratar dos prazos para a disposição 
final ambientalmente adequada dos rejeitos, a Lei no 13.089, de 12 de janeiro de 
2015 (Estatuto da Metrópole), para estender seu âmbito de aplicação às 
microrregiões, e a Lei no 13.529, de 4 de dezembro de 2017, para autorizar a 
União a participar de fundo com a finalidade exclusiva de financiar serviços 
técnicos especializados. Brasília: Presidência da República, [2020]. Disponível 
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São Paulo, através da Secretaria de Saneamento e Energia, objetivando a 
elaboração de Plano Municipal de Saneamento Básico, sua consolidação no 
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gerais instituídas pela Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Disponível 
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