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materia nº 7/2024

Tipo Projeto de Decreto Legislativo
Número / Ano 7 / 2024
Date 2024-09-30
EmentaCONCEDE TÍTULO DE CIDADÃO BENEMÉRITO MIRACATUENSE AO SR. EDINALDO ALVES PESSOA
native_id7169

Autoria

Tramitação (latest 7)

DateStatusTurnoTexto
2024-11-04 Norma promulgada U Publicada no DO Municipal
2024-10-29 Norma promulgada — —
2024-10-25 Proposição aprovada — —
2024-10-24 Proposição inclusa na Ordem do Dia — —
2024-10-23 Parecer favorável da comissão — —
2024-10-15 Parecer em reunião conjunta das Comissões pertinentes — —
2024-10-07 Proposição distribuída às comissões — —

Documents (1)

texto original #

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CÂMARA MUNICIPAL DE MIRACATU
Av. Washington Luiz, 200 - Estação - CEP 11.850-000 - Miracatu/SP
Telefax: (13) 3847-1299 / 3847-3033
E-mail: camara(Qmiracatu.sp.leg.br
Site: www.miracatu.sp.leg.br
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 7 /2024
CONCEDE TÍTULO DE CIDADÃO
BENEMÉRITO — MIRACATUENSE
AO SR EDINALDO ALVES
PESSOA.
Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Benemérito miracatuense
a Sr Edinaldo Alves Pessoa pelos relevantes serviços
prestados ao Município.
Art. 2º As despesas decorrentes deste Decreto correrão por conta
de dotação própria, suplementada se necessário.
Art. 3º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua
publicação.
Miracatu, 30 de setembro de 2024.
JO: S PEREIRA
Vereador
CIENTE
Autue-se para tramitação .
Encaminhe-se para as Comissões
competentes
em ot/lo Rj.
cã
a! de Miracatu
Edinaldo Alves Pessoa, nasci em uma cidade pequena no estado da Paraiba
chamada Rio Tinto. No mês de novembro do ano de 1994, sai de Rio tinto
destino ao Rio de Janeiro atrás de uma vida melhor. Deixei minha esposa e
seis filhos todos pequenos.
Chegando ao Rio de Janeiro na casa de um amigo não gostei da cidade, pois
era muito agitada. Pedi ao meu amigo que me levasse na casa do amigo
Joaquim do porco, localizada no bairro Kamaity, na cidade de Miracatu no
estado de São Paulo. Fiquei morando na casa do Joaguim.
Teve um rodeio em Juquiá e fomos para essa festa, e chegando lá recebi uma
proposta de emprego. É claro, que aceitei. Era em uma fazenda em Itanhaém
de Gilson Bagieri. Em seguida, liguei para a minha família e pedi para que
viessem, pois havia conseguido um emprego.
Meu irmão Pessoa achou muito precipitado trazer as seis crianças, e por isso
entramos em um acordo, e vieram três filhos: Luciana, Neto e Luana. Os outros
filhos ficaram com minha mãe e minha sogra.
Trabalhei um ano nessa fazenda. Falar que passei fome, não posso falar,
porque arroz, feijão e banana tinhamos todos os dias. Os dias que eu pegava
tajaba no rio eram com certeza era Deus que estava do meu lado.
O meu irmão tinha um congresso de vereadores em Foz do Iguaçu e ligou para
mim dizendo que iria me visitar. Pediu que eu fosse esperá-lo na rodoviária de
lanhaém. Com a chegada dele na rodoviária tomamos umas tubainas. No
outro dia, ele falou pra mim “ Meu irmão, isso aqui não é lugar pra você.
Conheceu algum lugar que você gostou?” e falei para ele que, “Sim, meu
irmão. Uma cidade chamada Miracatu, e na entrada tem uma placa dizendo
“Miracatu, Terra de gente boa' ”.
Viemos para Miracatu em busca de uma casa para alugar. Nessa época não
tinham muitas casas de aluguel. Os terrenos eram tudo vazios, sem
construções. Dona Mariza, a esposa do Joaquim, me levou na casa de Dona
Nelcise, de seu Zé Vieira, para alugar um barraco. Mas, já tinham alugado.
Voltamos para casa do Joaquim, e em seguida, Dona Nelcise mandou me
chamar e falou que o barraco era nosso, que ela sentiu compaixão por nossa
família. Imediatamente, liguei para meu irmão e ele falou “Não precisa trabalhar
para ninguém, porque vou mandar o dinheiro pra você se manter”. O primeiro
mês eu aceitei a ajuda.
Um certo dia, bateu na minha porta o Vadinho da Capoeira perguntando se eu
queria trabalhar de açougueiro. Claro que aceitei. Meu patrão foi o Jessé
Vasconcelos, o seu açougue ficava na rua do Soró. Eu ganhava um salário e
com direito a mistura e já estava melhorando. Liguei para meu irmão e falei que
não precisava mais da sua ajuda, porque já tinha conseguido emprego.
Sai do emprego de açougueiro. O senhor Osmar Motta me fez uma proposta,
que me dava uma casa no matadouro, em prestação de serviço no abate do
gado. Mudei para o matadouro e comecei abatendo o gado do Sr, Osmar.
Nessa época, jogavam toda a barriga fora, por isso eu, minha esposa e minha
filha Luciana começamos a limpar a barrigada, levamos no carrinho de mão os
miúdos para vender na feira. Vendíamos tudo o que levávamos. Comecei a
abater porco.
Me tornei um feirante, fazendo rolos, comprando gado e trocando. Com o
passar do tempo mandei trazer as minhas filhas que estavam na Paraíba.
Consegui comprar a casa do Senhor Osmar. Fiz uma reforma e consegui criar
meus filhos. Formação universitária não tive condições em dar a eles, mas
tenho certeza de que dei a formação da educação da simplicidade e
honestidade. E hoje, é um homem e mulheres trabalhadores.
Essa cidade me recebeu de braços abertos, e tem muitas pessoas que me
ajudaram. Sem ajuda ninguém chega a lugar nenhum. Tive ajuda do Negão do
bar, pois no começo para eu comprar gado, quando o vendedor exigia cheque,
e eu pedia uma folha de cheque para ele não fazia questão e me entregava a
folha já assinada.
Aqui é só um resumo de minha história. Só tenho a agradecer essa cidade de
Miracatu. Aquela placa lá na entrada da cidade está falando a verdade
'Miracatu terra de gente boa”.
Agradeço de coração em receber esse título de cidadão miracatuense. Me
sinto privilegiado.

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