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materia nº 2/2013

Tipo Substitutivo
Número / Ano 2 / 2013
Date 2013-03-12
Ementaao Projeto de Lei n.º 14/2013 - INSTITUI O DIA MUNICIPAL COMEMORATIVO AO DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
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CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ 
ESTADO DE SÃO PAULO 
Praça Lauro Maurino, 78 – Centro – CEP 18540-000 
Fones: (15) 3262-1119 / 3261-4722 / Fax: (15) 3262-3393 
Gabinete Vereador Marquinhos Magnum 
 
Substitutivo n.º 1 ao Projeto de Lei n.º 14 / 2013 
Institui o Dia Municipal Comemorativo ao Dia Internacional da Síndrome de 
Down e dá outras providências. 
 
 
 Artigo 1º - O dia 21 de Março, “Dia Internacional da Síndrome de Down”, 
passa a integrar o Calendário Oficial de datas de eventos no município de Porto Feliz. 
 Artigo 2º - Na data de que se trata o artigo anterior poderão ser 
promovidos eventos com o objetivo de estimular a inclusão da pessoa nascida com 
síndrome de Down a uma vida independente e a ajudar os respectivos pais dos nascidos 
com a trissomia do cromossomo 21 a lidarem melhor com as particularidades dos filhos 
especiais. 
 Artigo 3º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas 
as disposições em contrário. 
 Sala de Sessões, 12 de Março de 2013. 
 
CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO FELIZ 
ESTADO DE SÃO PAULO 
Praça Lauro Maurino, 78 – Centro – CEP 18540-000 
Fones: (15) 3262-1119 / 3261-4722 / Fax: (15) 3262-3393 
Gabinete Vereador Marquinhos Magnum 
 
 
 Marco Antonio Campos Vieira 
 Vereador-autor 
Justificativa 
Em 1866 John Langdon Down, médico inglês descreveu as características da 
síndrome, que acabou sendo batizada com o seu nome. Em 1959, Jerôme Lejeune 
descobriu que a causa da Síndrome de Down era genética, pois até então a literatura 
relatava apenas as características que a indicavam.
A síndrome de Down é um acidente genético, que ocorre ao acaso durante a 
divisão celular do embrião. Na célula normal da espécie humana existem 46 
cromossomos divididos em 23 pares. O indivíduo com síndrome de Down possui 47 
cromossomos, sendo o cromossomo extra ligado ao par 21. 
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Fones: (15) 3262-1119 / 3261-4722 / Fax: (15) 3262-3393 
Gabinete Vereador Marquinhos Magnum 
O diagnóstico, em geral, é feito pelo pediatra ou médico que recebe a criança 
logo após o parto, considerando as características fenotípicas peculiares à Síndrome. A 
confirmação é dada pelo exame do cariótipo (análise citogenética). 
A forma genética da trissomia não tem valor no prognóstico, nem determina o 
aspecto físico mais ou menos pronunciado, nem uma maior ou menor eficiência 
intelectual. É importante ter claro que não existem graus de Síndrome de Down e que 
as diferenças de desenvolvimento decorrem das características individuais (herança 
genética, educação, meio ambiente, etc.). O interesse em reconhecer e diferenciar o erro 
cromossômico, responsável pelo nascimento do bebê é preventivo. Ele permite saber se 
o acidente pode ocorrer em outra gestação ou se ele pode ou não ocorrer em familiares, 
irmãos ou irmãs da criança. 
As características fenotípicas mais comuns são: hipotonia muscular generalizada; 
fenda palpebral oblíqua; prega palmar transversa única; face achatada; ponte deprimida; 
orelhas com baixa implantação; entre outras. 
A probabilidade de um indivíduo ter Síndrome de Down é de 1:600 nascidos 
vivos. O nascimento de uma criança com Síndrome de Down é mais frequente 
conforme aumenta a idade materna. Porém, qualquer pessoa está sujeita a ter um filho 
com esta Síndrome que ocorre ao acaso, sem distinção de raça ou sexo. 
Durante muito tempo a pessoa com síndrome de Down foi olhada como se fosse 
doente ou, ainda, como se fosse uma eterna criança, levando a relações sociais que 
dificultavam – ou até impediam – que se desenvolvesse dentro de suas potencialidades. 
Esta situação era um reflexo de algo maior: a ênfase na deficiência e nos seus 
aspectos orgânicos, deixando-se em segundo plano a pessoa e seus desejos, interesses, 
possibilidades e direitos. 
Pessoas com deficiência são aquelas que tem impedimentos de longo prazo de 
natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, 
podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições 
com as demais pessoas (Artigo 1 da Convenção da ONU) . 
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A partir desta definição, a dimensão ética das relações sociais envolvendo pessoas 
com deficiência incorpora as ações necessárias para a superação das barreiras que as 
impedem de usufruir dos direitos e deveres de uma vida plena. 
Para tanto, os modelos de interação (cotidiana ou profissional) devem deixar de 
se pautar no assistencialismo, avançando para modelos de apoio e de respeito aos 
direitos da pessoa. 
O objetivo deste projeto é estimular a inclusão da pessoa nascida com síndrome 
de Down, além de ajudar os pais dos nascidos com a trissomia do cromossomo 21 a 
lidarem melhor com as particularidades dos filhos especiais. 
 

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