O Vereador Celso Nicácio da Silva, no uso de suas atribuições conferidas pela Lei
Orgânica do Município de Araucária/PR e o Regimento Interno desta Casa de leis
apresenta a seguinte preposição:
PROJETO DE LEI Nº 280/2025
“Denomina de Emília Soczek, logradouro público do
Município de Araucária, conforme especifica”
Art. 1º Denomina de Emília Soczek, logradouro público deste Município.
Art. 2° Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Câmara Municipal de Araucária, 10 de julho de 2025.
CELSO NICÁCIO
Vereador
JUSTIFICATIVA
Dona Emília Soczek como era conhecida, nasceu em 08 de janeiro de 1936
no município de Contenda, vindo a falecer recentemente aos seus 89 anos de idade. Mas
desde meados das décadas de 60 e 70, Dona Emília reside no Município de Araucária
em um único endereço, na Avenida Archelau de Almeida Torres nº. 2582 no Bairro
Iguaçu.
Dona Emília sempre laborou desde muito nova, com destaque na antiga empresa
de frigorifico Cancela, onde trabalhou por mais de 10 anos, além de ser servidora pública
municipal por cerca de 10 anos, onde cuidava e realizava a limpeza do Teatro da Praça
do Município de Araucária.
Além disso, cumpre ressaltar que Dona Emília Soczek faz parte de arquivos
históricos de nossa cidade como no livro elaborado pela equipe do Arquivo Histórico e do
Museu Tingüi-Cuera que se desdobraram em busca das mais tradicionais receitas de
Araucária. Ouvindo histórias da mais variadas escreveram o livro, “Saberes de
Araucária”, lançado em 2012. Esse livro também está repleto de causos, simpatias,
benzimentos, medicina popular, e os mais diversos saberes tradicionais, e tem um
capítulo muito saboroso, o qual Dona Emília Soczek fez parte, o chamado “Os saberes e
sabores da cozinha”, recheado de receitas deliciosamente cheias de histórias.
Por todo exposto, diante da relevante história de Dona Emília Soczek em nosso
Município, solicitamos o apoio para o tramite do presente projeto de lei, submetendo-o ao
juízo de meus nobres pares para aprovação.
Câmara Municipal de Araucária, 10 de julho de 2025.
CELSO NICÁCIO
Vereador
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SMCT - Histórias da Cidade - Mas que broa boa
SMCT - Histórias da Cidade - Mas que broa boa
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Mas que broa boa!
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Vai chegando o inverno,
o friozinho vai
aumentando, e parece que
gira uma chavinha no
nosso inconsciente que
faz com que a gente só
pense em comer, não é
mesmo? Nada mais
gostoso do que reunir a
família ou amigos em um
local aconchegante para
compartilhar uma
comidinha quentinha e
gostosa, regada a uma boa
conversa. Isso porque
precisamos de calor, tanto
o que vem da energia
gerada pelo alimento, mas,
principalmente, de calor
humano. E é aí que
ativamos nossas mais
tenras memórias afetivas
relacionadas aos
alimentos. O ato de nutrir
associado ao amor, àquele
prato predileto feito pela
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10/07/2025, 11:21 Cultura e Turismo
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e ingredientes, mas também daquelas que não podiam e não podem faltar, que nem precisa mais consultar a receita, e que são passadas de geração em geração. Muitas dessas receitas essenciais estão na família desde que o mais antigo se conhece por gente, ou muito antes disso. Muitas delas, embora tenham seus toques pessoais, são compartilhadas por pessoas próximas, ou pessoas da mesma cidade que nem se conhecem, mas que compartilham do mesmo costume alimentar. E isso configura um saber tradicional, um patrimônio imaterial. Em Araucária nada pode ser considerado tão essencial, tradicional e cultural quanto a broa. E quem conhece sabe que não estamos falando de qualquer pão, ou do que
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s levava um dia inteiro. E quando ela saía quentinha do forno? Não importa se era consumida com manteiga, margarina, doce, geleia ou a boa e velha banha (se tiver um torresminho então!), não importa, a lembrança da broa quentinha arranca sorrisos. O ato de comer pão, nas suas mais variadas formas e feitios, remonta a tempos imemoriais e está presente em todas as culturas. Estudos mostram que o primeiro povo a produzir farinha e preparar o pão foram os mesopotâmicos há 12 mil anos. No Egito Antigo misturava-se sal e água à farinha, além do fermento que usavam para o preparo da cerveja, cuja mistura também podia ser enriquecida com gordura, ovos, mel e frutas, como figo, jujuba e tâmaras. Na Europa medieval as principais refeições se davam por caldos quentes enriquecidos com grossas fatias de pão rústico (a esse pão embebido em líquidos dava-se o nome de “sopa”). A broa rústica, tal e qual conhecemos em nossa região, chegou com os imigrantes, especialmente os poloneses. A base da alimentação no Brasil, antes da chegada desses imigrantes, dava-se basicamente por feijão,
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, inclusive como almoço. O modo de fazer a broa tem se adaptado à rotina das novas gerações, e está cada vez mais difícil encontrar aqueles fornos a lenha que ficavam do lado de fora da casa, ou em uma construção própria, antes tão comuns nas residências de todos os colonos. Havia todo um ritual e utensílios próprios. Era preciso fazer o fogo, esperar chegar na temperatura certa (que era confirmada jogando um pouquinho de fubá), colher alguns galhos verdes para fazer uma vassourinha e varrer as brasas, pegar a pá de cabo comprido para puxar as broas que eram “jogadas” sem fôrmas dentro do forno. Ao longo do ano de 2011, as equipes do Arquivo Histórico e do Museu Tingüi-Cuera se desdobraram em busca das mais tradicionais receitas de Araucária. Adentramos os lares, sentamos às mesas, ouvimos histórias, fizemos amigos, e escrevemos um livro, que é nosso grande orgulho: o “Saberes de Araucária”, lançado em 2012. Esse livro também está repleto de causos, simpatias, benzimentos, medicina popular, e os mais diversos saberes
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tradicionais, e tem um
capítulo muito saboroso,
chamado “Os saberes e
sabores da cozinha”,
recheado de receitas
deliciosamente cheias de
histórias. Durante nossas
pesquisas de campo,
pudemos conhecer
diversas maneiras de
preparar a broa, da mais
tradicional à mais
adaptada ao comércio
desse rico alimento.
Hoje nosso estudo
serve de referência e de
registro histórico,
enquanto os hábitos da
população mudam. Os
moinhos tradicionais não
resistiram à velocidade da
produção industrial e
sucumbiram com o tempo.
E até mesmo o consumo
da broa tem perdido
espaço para pães de
formas mais refinadas.
Mas, enquanto a broa
permanecer nas memórias
afetivas da população, seu
espaço nas mesas e nos
corações estará garantido.
Texto escrito por Luciane
Czelusniak Obrzut Ono –
historiadora do Arquivo
Histórico Archelau de
Almeida Torres, em 2023.
Referências:
Acervo fotográfico do
Arquivo Histórico Archelau
de Almeida Torres.
AMARO. José. Entrevista
concedida a Sebastião
Pilatto dos Santos, Luciane
Czelusniak Obrzut e Cristiane
Perretto, em 16/06/2011.
Acervo do Arquivo Histórico
Archelau de Almeida Torres.
ARAUCÁRIA, Prefeitura
Municipal. "Saberes de
Araucária: causos, culinária,
simpatias, benzimentos e
10/07/2025, 11:21 Cultura e Turismo
https://araucaria.atende.net/subportal/cultura-e-turismo/pagina/smct-historias-da-cidade-mas-que-broa-boa 5/12
medicina popular." Textos de
Cristiane Perretto e Luciane
Czelusniak Obrzut Ono.
Araucária: Prefeitura
Municipal de Araucária, 2012.
BAIDESKI, Irene. Entrevista
concedida a Sebastião
Pilatto dos Santos e Luciane
Czelusniak Obrzut, em
28/05/2011. Acervo do
Arquivo Histórico Archelau
de Almeida Torres.
FLANDRIN, Jean-Loius,
MONTANARi, Massimo.
"História da Alimentação".
Tradução de Luciano Vieira
Machado e Guilherme J. F.
Teixeira. São Paulo: Estação
Liberdade, 1998.
GONÇALVES, Célia R.
Entrevista concedida a
Cristiane Perretto, Luciane
Czelusniak Obrzut e
Sebastião Pilatto dos Santos,
em 02/03/2011. Acervo do
Arquivo Histórico Archelau
de Almeida Torres.
LEVEK, Verônica. Entrevista
concedida a Luciane
Czelusniak Obrzut e Cristiane
Perretto, em 23/02/2011.
Acervo do Arquivo Histórico
Archelau de Almeida Torres.
MACIEL, Maria Eunice.
Identidade cultural e
alimentação. In: CANESQUI,
A. M., GARCIA, R.W.D.(org).
Antropologia e Nutrição: um
diálogo possível. FIOCRUZ,
2005.
MARKOWICZ. Lídia;
MARKOWICZ, Francisco.
Entrevista concedida à
Cristiane Perretto, Luciane
Czelusniak Obrzut e
Sebastião Pilatto dos Santos,
em 05/09/2011. Acervo do
Arquivo Histórico Archelau
de Almeida Torres.
SOCZEK, Emília. Entrevista
concedida a Cristiane
Perretto, Márcia Alves da
Cruz e Bruna C. dos Santos,
em 23/03/2011. Acervo do
Arquivo Histórico Archelau
de Almeida Torres.
10/07/2025, 11:21 Cultura e Turismo
https://araucaria.atende.net/subportal/cultura-e-turismo/pagina/smct-historias-da-cidade-mas-que-broa-boa 6/12
ZATESKO, Rafael. Entrevista
concedida a Cristiane
Perretto, Luciane Czelusniak
Obrzut e Sebastião Pilatto,
em 21/02/2011. Acervo do
Arquivo Histórico Archelau
de Almeida Torres.
1 - Broa feita por Emília
Soczek, 2011. Acervo do
Arquivo Histórico Archelau
de Almeida Torres.
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2 - Emília Soczek e seu
forno de fazer broa, 2011.
Acervo do Arquivo
Histórico Archelau de
Almeida Torres. l
10/07/2025, 11:21 Cultura e Turismo
https://araucaria.atende.net/subportal/cultura-e-turismo/pagina/smct-historias-da-cidade-mas-que-broa-boa 7/12
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Segunda-feira a Sexta-feira 8:00 às 12:00 - 13:00 às 17:00
CULTURA E TURISMO
10/07/2025, 11:21 Cultura e Turismo
https://araucaria.atende.net/subportal/cultura-e-turismo/pagina/smct-historias-da-cidade-mas-que-broa-boa 11/12