O Vereador GILMAR CARLOS LISBOA, no uso de suas atribuições conferidas pela Lei
Orgânica do Município de Araucária/PR e o Regimento Interno desta Casa de leis apresenta
a seguinte proposição:
PROJETO DE LEI Nº 295/2025
Denomina de Rua Izabel Rainha Czelusniak Basso logradouro
público do Município de Araucária, conforme especifica.
Art. 1º Denomina de Rua Izabel Rainha Czelusniak Basso logradouro público ainda não
nominado, localizado no Município de Araucária.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Câmara Municipal de Araucária, 01 de agosto de 2025.
GILMAR LISBOA DO SINDIMONT
Vereador
JUSTIFICATIVA
Izabel nasceu em Contenda no dia 2 de novembro de 1930.
Filha de Pedro Paulino Czelusniak, descendente de uma das primeiras famílias
polonesas a se estabelecerem no bairro São Miguel, em Araucária, e de Mercedes Miguel
Age Czelusniak, filha de Miguel Age, pertencente a uma das primeiras famílias árabes que
chegaram à cidade por volta de 1900.
Casou-se com Frederico Basso em 1960. Pouco tempo depois, o casal se mudou
para Araucária, onde nasceram seus três filhos: Sezinio Basso Neto, Pedro Paulino Basso
e Marli Basso. Todos mantêm residência em Araucária - dois são funcionários públicos e
um é empresário.
Dona Izabel, ou simplesmente “Dona Zita”, como era carinhosamente chamada por
todos, era conhecida pelo sorriso fácil, pela disposição em ajudar quem quer que fosse e
por sua simplicidade que cativava todos ao redor.
Sua vida não foi fácil. Quando os filhos ainda eram pequenos, seu esposo, Sr.
Frederico, adoeceu com Parkinson, uma doença que, aos poucos, lhe tirou a capacidade
de trabalhar. A família enfrentou grandes dificuldades financeiras, mas Dona Zita não se
deixou abater. Lutou com coragem para garantir que nada faltasse aos filhos.
Trabalhou como diarista, copeira na prefeitura e servente de banco. Além disso,
cuidava do marido com dedicação por longos 12 anos. Foi treinada pelo saudoso Dr. Álvaro
Cantador para aplicar injeções necessárias ao tratamento do esposo com o agravamento
da doença - uma responsabilidade que assumiu com firmeza, sem nunca reclamar, sempre
sustentada por uma fé inabalável.
Mesmo com tantas responsabilidades em casa, Dona Zita ainda encontrava tempo
e disposição para cuidar dos outros. Com seu kit de primeiros socorros, prestava
atendimento aos vizinhos que precisavam, aplicando injeções e oferecendo ajuda com o
mesmo carinho e dedicação com que cuidava da própria família - tudo isso numa época em
que o acesso à saúde era limitado e a solidariedade entre a comunidade fazia toda a
diferença.
Seu esposo faleceu em 1982. Já com os filhos crescidos e encaminhados, Dona
Zita pôde enfim diminuir o ritmo de trabalho e dedicar-se ainda mais às causas sociais e à
Igreja, da qual sempre foi participante ativa. Católica fervorosa, não largava o terço e tinha
grande devoção à Virgem Maria e à Sagrada Família.
Fazia questão de marcar presença todos os domingos no Santuário Nossa Senhora
dos Remédios, a igreja matriz de Araucária - fosse sob chuva ou sol, sua fé a levava até lá.
Mais velha, quando as limitações físicas já não permitiam mais que fosse sozinha, dava um
jeito: convocava filhos, netos e a nora para acompanhá-la, aproximando a família da
vivência religiosa que tanto a sustentou ao longo da vida.
Teve ainda a alegria de ajudar a criar os seus nove netos, a quem dedicou tanto
amor quanto havia dedicado aos próprios filhos. Seu legado vive hoje todos os
ensinamentos transmitidos. Com sua maneira simples de viver, ensinou a enxergar beleza
nas coisas pequenas e a valorizar o que realmente importa: a saúde, a fé e o tempo ao lado
de quem se ama.
GILMAR LISBOA DO SINDIMONT
Vereador