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norma nº 2725/2014

Tipo Lei Ordinária
Número / Ano 2725 / 2014
Date 2014-06-16
Ementa“APROVA O PLANO MUNICIPAL DE CULTURA PARA O DECÊNIO 2014-2022, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.
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LEI Nº 2.725/2014 
Súmula: “Aprova o Plano Municipal de 
Cultura para o decênio 2014-2022, e dá 
outras providências”. 
A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado 
do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º. Fica aprovado o Plano Municipal de Cultura para o decênio 2014-
2022 (PMC - 2014/2022), constante do Anexo Único desta Lei. 
Art. 2º. O PMC define os objetivos da cultura no âmbito municipal para o 
decênio 2014/2022, sendo sua implementação limitada pela reserva do possível. 
Art. 3º. A implementação das metas e estratégias previstas no Anexo 
Único desta Lei levará em consideração o diagnóstico da cultura no Município e a 
disponibilidade orçamentária do Município. 
Art. 4º. As metas e estratégias do PMC - 2014/2022 que demandem 
dotações orçamentárias deverão constar no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes 
Orçamentárias e na Lei Orçamentária do Município, de maneira a assegurar a sua 
execução. 
Art. 5º. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação. 
Prefeitura Municipal de Araucária, 16 de junho de 2014. 
OLIZANDRO JOSÉ FERREIRA 
Prefeito Municipal 
Processo nº 13.906/2013 
Pág. 2/120 – Lei nº 2.725/2014 
ANEXO ÚNICO 
PLANO MUNICIPAL DE 
CULTURA DE ARAUCÁRIA 
2014/2022 
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APRESENTAÇÃO 
Plano Municipal de Cultura 
Para garantir a construção de Políticas de Estado que ultrapassem os 
mandatos eletivos é preciso tornar a cultura uma agenda de discussão socialmente 
legitimada e elaborar pactos que sejam instrumentos apartidários, públicos, duradouros e 
que estabeleçam compromissos em um processo de co-responsabilização e participação 
democrática. 
O Plano Municipal de Cultura é peça fundamental para a consolidação 
das políticas públicas de cultura, no processo de implementação do Sistema Nacional de 
Cultura. 
Este texto consolida o processo em curso na cidade de Araucária, foi 
elaborado pela Comissão Provisória de Implantação do Sistema Municipal de Cultura, 
revisado e aprovado pelo Conselho Municipal de Política Cultural, empossado em 17 de 
abril de 2012 e está baseado no resultado das diretrizes aprovadas, ideias e propostas 
apresentadas por intelectuais, artistas, produtores, gestores públicos e privados e dos 
cidadãos Araucarienses que participaram dos Fóruns Regionais de Cultura, dos debates 
públicos, da Pré-Conferência e Conferência Municipal de Cultura. 
Os Fóruns Regionais foram realizados em 11 regiões, divididos em 14 
encontros, atingindo um total de 242 pessoas. 
Mapa da área urbana – 9 regiões atingidas 
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Mapa da área rural – 2 regiões atingidas 
Nesses encontros, foram identificados, por meio de cadastros específicos, 
173 artistas, entre músicos, artesãos, atores, escritores, dançarinos, pintores e 
desenhistas. 
O texto usa ainda como referência a Agenda 21 da Cultura, a Convenção 
da Unesco sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, 
proposta do Plano Nacional de Cultura aprovada pelo Conselho Nacional de Política 
Cultural e Plano Diretor do Município de Araucária. Foi importante, também, para a sua 
fundamentação os dados colhidos através de análise cultural, pesquisa realizada pela 
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo nos bairros do Município. 
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Tabela com todos os bairros pesquisados: 
BOQUEIRÃO PORTO DAS 
LARANJEIRAS PASSAÚNA FAZENDA VELHA
 Moradias 
Iguatemi 
 Vila São João 
 Jardim Monalisa 
 Loteamento 
Boqueirão 
 Jd das 
Castanheiras 
 Jardim das 
Laranjeiras 
 Jardim Pequim I e II 
 Lot. Theophilo 
Schaikoski 
 Jardim Dona Júlia 
 Jardim Dona Victoria
 Jardim N. S. das 
Graças 
 Jardim Moteleski 
 Jardim 
 Independência I e II 
 Jardim Dalla Torre 
 Núcleo Habitacional 
Independência 
 Jardim Tropical 
 Jardim Aurora 
 Jardim Olímpico 
 Jardim Centenário
 Jardim Petrópolis 
 Jardim Palomar 
 Jardim Orli 
 Jardim Carlos 
Hasselmann 
 Jardim Alegre 
Pág. 6/120 – Lei nº 2.725/2014 
VILA NOVA SABIÁ CENTRO ESTAÇÃO 
 Jardim Dona 
Francisca
 Vila Nova 
 Karamuru
 Planta João Assef 
 Conjunto Nova 
Europa 
 Parque Industrial 
Palomar 
 Planta Hermínio 
Brunatto 
 Região da Adega 
Mattiello 
 Conjunto Serra 
Dourada 
 Jardim Porto Belo 
 Jardim Augusta 
 Cachoeirinha 2 
 Planta Ana Cristina 
 Planta Cap. Leonardo 
 Graziano 
 Vila Torres 
 Rua Archelau 
 Rua Alfredo Parodi 
 Rua Victor do Amaral 
 Rua Pedro Druszcz 
 Rua Col. João Antônio 
Xavier 
 Rua Prefeito Odorico 
Franco 
 Jardim Maia 
 Jardim Itália 
 Jardim França 
 Jardim Kiney 
 Loteamento 
Estação 
 Planta São Luiz 
 Jardim Cieli 
 Jardim Santa Marta
 Jardim Dona Tereza
 Rua João Assef 
 Av. das Nações 
 Rua Gabriel 
Campanholo 
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CAMPINA DA BARRA COSTEIRA ÁREA RURAL 
 Roma 
 São Francisco I e II 
 Solimões 
 Dona Dilma 
 Turim 
 Ponta do Céu 
 Costeira 
 Bosque I e II 
 Santa Clara 
 Tupy I e II 
 Montreal 
 Luciana 
 D’ Ampezzo I e II 
 Magnópolis 
 Rio Jurus 
 Eldorado 
 Rebeca 
 Viviane 
 Moradias Maranhão 
 Jardim Planalto 
 Jardim Chantilly 
 Jardim Beira Rio 
 Jardim Gralha Azul 
 Jardim Evelize 
 Jardim Senhor Bom Jesus 
 Jardim Milão 
 Jardim Santa Helena 
 Jardim Santa Izabel 
 Jardim Menino Deus 
 Jardim Brasília 
 Jardim Serra Dourada 
 Uirapuru 
 Boa Vista 
 Campestre 
 Guajuvira 
 Bela Vista 
 Guajuvira de Baixo 
 Guajuvira de Cima 
1. O PAPEL DO ESTADO NA GESTÃO PÚBLICA DA CULTURA
Ao Estado cabe, sem interferência no processo criativo, assumir 
plenamente seu papel no planejamento e fomento das atividades culturais, na 
preservação e valorização do patrimônio cultural material e imaterial do país e na 
estruturação da economia da cultura, sempre considerando em primeiro plano o interesse 
público e o respeito à diversidade cultural. A cultura é um direito fundamental do ser 
humano e ao mesmo tempo um importante vetor de desenvolvimento econômico e de 
inclusão social exigindo das gestões locais o planejamento e a implementação de 
políticas públicas que respondam aos novos desafios do mundo contemporâneo. 
Pág. 8/120 – Lei nº 2.725/2014 
Ao Estado cabe reconhecer, valorizar, dar visibilidade e apoiar as 
múltiplas expressões culturais, contemplando as diversas manifestações: eruditas e 
populares; profissionais e experimentais; consagradas e emergentes; e, reconhecendo as 
dinâmicas inovadoras, também aquelas gestadas nos diferentes movimentos sociais – 
comunitários, religiosos, étnicos, de gênero, entre outros. 
UMA CONCEPÇÃO AMPLA DE CULTURA 
A cultura deve ser considerada sempre em suas três dimensões: 
1) enquanto produção simbólica, tendo como foco a valorização da 
diversidade das expressões e dos valores culturais; 
2) enquanto direito de cidadania, com foco na universalização do 
acesso à cultura e nas ações de inclusão social através da cultura; 
3) enquanto economia, com foco na geração de emprego e de renda, 
no fortalecimento de cadeias produtivas e na regulação da produção cultural e dos direitos 
autorais, considerando as especificidades e valores simbólicos dos bens culturais. 
Esta concepção ampla de cultura implica em considerar todos os 
indivíduos, e não apenas os artistas, como sujeitos e produtores de cultura. É nesta 
condição de agentes culturais, que o conjunto dos cidadãos deve se constituir no foco das 
atividades e projetos da administração governamental. 
2. GESTÃO CULTURAL MUNICIPAL
A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Araucária adota como 
princípios básicos a pluralidade, a participação e a valorização da cultura local, 
definindo objetivos estratégicos para a gestão cultural da cidade e assinalando os 
principais pontos de mudança que devem marcar a política cultural. 
Cabe ao Poder Público Municipal planejar e implementar Políticas 
Públicas para: 
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I - assegurar os meios para o desenvolvimento da cultura como direito 
de todos os cidadãos, com plena liberdade de expressão e criação; 
II - universalizar o acesso aos bens e serviços culturais; 
III - contribuir para a construção da cidadania cultural; 
IV - reconhecer, proteger, valorizar e promover a diversidade das 
expressões culturais presentes no município; 
V - combater a discriminação e o preconceito de qualquer espécie e 
natureza; 
VI - promover a equidade social e territorial do desenvolvimento cultural; 
VII - qualificar e garantir a transparência da gestão cultural; 
VIII- democratizar os processos decisórios, assegurando a participação e 
o controle social; 
IX - estruturar e regulamentar a economia da cultura, no âmbito local; 
X - consolidar a cultura como importante vetor do desenvolvimento 
sustentável; 
XI - intensificar as trocas, os intercâmbios e os diálogos interculturais; 
XII - contribuir para a promoção da cultura da paz; 
XIII - preservar e valorizar o patrimônio histórico cultural material e 
imaterial do município; 
XIV - difundir a cultura e incentivar as manifestações culturais do 
município; 
XV - assegurar o pleno funcionamento de equipamentos e serviços 
culturais do município. 
A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Araucária é o órgão 
responsável pelo planejamento e execução destas políticas. 
Com o objetivo de promover, incentivar e valorizar as manifestações 
culturais, artísticas e turísticas do município, priorizando o indivíduo na sua formação e 
evolução, é composta atualmente por dois departamentos – Cultura e Turismo - com 
dezenove setores. 
Pág. 10/120 – Lei nº 2.725/2014 
CASA DA CULTURA 
Funciona como sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo desde 
1991, possuindo espaço destinado às atividades administrativas e espaço cultural onde 
são realizadas exposições, além de salas para cursos e oficinas. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento 
de 2009 a 2011 O que oferece 
1981 2.400 pessoas/ano 
Atendimento ao público, curso de violão, teclado, 
pintura em tela, coral, desenho, contrabaixo e 
exposições. 
ALDEIA DA SOLIDARIEDADE 
É um local constituído por construções típicas polonesas: casas, paiol, 
capela e uma roda d’água, as quais são algumas das atrações da Aldeia. Está localizada 
no Parque Cachoeira, um dos pontos turísticos do Município. 
Atualmente, além de funcionar como ponto turístico do Município oferece 
cursos e oficinas. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento 
de 2009 a 2011 O que oferece 
1982 258 alunos/ano 
Cursos de bateria, cerâmica, circo, fusão de vidro, 
mosaico, desenho, pintura em tela, contrabaixo, papel 
machê, teclado e violão. 
BANDA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA 
Tem por finalidade difundir e propagar a arte através da música 
instrumental, incentivar o espírito cívico e de participação dos integrantes. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento de 
2009 a 2011 O que oferece 
2004 90 alunos/ano Aulas de música instrumental para alunos 
inscritos anualmente. 
Pág. 11/120 – Lei nº 2.725/2014 
CASA DO ARTESANATO 
Ponto de venda e mostra de artesanatos feitos em Araucária, com o 
objetivo de incentivar o trabalho manual, o aprimoramento e reaproveitamento de 
materiais em desuso ou sobras. 
Colabora com a preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e 
aumento da renda familiar. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento de 
2009 a 2011 O que oferece 
2003 9.600 pessoas/ano Vendas de artesanatos produzidos por 
artesãos do Município. 
DIVISÃO DE LITERATURA 
Desenvolve projetos itinerantes com o objetivo de fomentar a prática da 
leitura nos bairros do município. Atua junto à Biblioteca Pública Municipal Emiliano 
Perneta, Casa das Palavras Brincantes e Biblioteca do Núcleo Cultural do Caic em 
trabalhos de incentivo à leitura e assessora bibliotecas comunitárias, autores e grupos de 
escritores. Mantém o projeto das Minibibliotecas, pequenas casas instaladas em locais de 
grande circulação de pessoas, que têm como objetivo democratizar a leitura através do 
acesso ao livro e sua intenção principal é que livros circulem pela cidade e sejam lidos e 
relidos por várias pessoas, não sendo de domínio próprio, pois devem ser recolocados 
nos locais em que foram emprestados, porém sem a burocracia habitual de 
preenchimento de fichas ou cadastros. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento 
de 2009 a 2011 O que oferece 
2007 18.300 pessoas/ano 
Feira de troca de livros, contação de histórias, Tenda 
da leitura, assessoramentos e cursos sobre mediação 
de leitura e outros projetos literários. 
Pág. 12/120 – Lei nº 2.725/2014 
BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL EMILIANO PERNETA 
Espaço aberto ao público em geral. Possui um acervo composto de 
aproximadamente 28 mil livros. 
Ano de criação 
Média de 
atendimento 
de 2009 a 
2011 
O que oferece 
1953 
Ano de 
criação 
Média de 
atendimento 
de 2009 a 
2011 
O que oferece 
1993 12.500 
pessoas/ano 
Projeto Filme Cultura, cursos
anuais e temporários de circo,
confecção e manipulação de
bonecos, dança de salão,
dança moderna, desenho,
teatro infantil, teclado, violão,
artesanato e coral. 
40.000 
pessoas/ano
Consulta local de livros, 
periódicos e materiais 
informativos (revistas e 
jornais), Livros em braile 
e audiolivros, 
empréstimo de livros de 
literatura, cantinho 
infantil com 
brinquedoteca, espaço 
para exposições 
temporárias, telecentro, 
fitas de vídeo e dvds. 
CASA DAS PALAVRAS BRINCANTES 
Espaço destinado à leitura, aberto ao público em geral. Possui livros de 
literatura adulta, juvenil e infantil, brinquedoteca, DVD e TV. 
Está localizada no Parque Cachoeira, ponto turístico do Município. 
Ano de 
criação 
Média de 
atendimento de 
2009 a 2011 
O que oferece 
2004 14.000 pessoas/ano 
Empréstimo de livros, atividades de leitura, contação de 
histórias, pintura, desenho livre e oficinas para crianças. 
Empréstimo de cadeiras de praia para leitura no parque.
NUCLEO CULTURAL DO CAIC 
Espaço que dispõe de sala de cursos, biblioteca e um auditório para a 
realização de eventos, cursos e desenvolvimento de projetos. 
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DIVULGAÇÃO 
Setor que elabora e produz materiais informativos e divulga as atividades 
da secretaria, utilizando diferentes meios de comunicação. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento 
de 2009 a 2011 O que oferece 
1993 Indefinido 
Trabalhos de divulgação volante, trabalhos de 
pesquisa, criação e elaboração de materiais para 
divulgação das atividades culturais e turísticas do 
município. 
DIVISÃO DE EVENTOS 
Setor responsável pela organização e realização de eventos, entre eles: 
FESTCAR – Festival da Canção de Araucária, FACEV – Festival de Artes Cênicas Eliseu 
Voronkoff e Feira do Livro. 
Além disso, é responsável pelo cadastro de artistas do município, 
organização e oferta de cursos de arte e artesanato gratuitos para a população em 
espaços externos e controle do programa Bolsa Cultura. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento 
de 2009 a 2011 O que oferece 
2007 5.500 pessoas/ano 
Festival da Canção de Araucária, Festival de Artes
Cênicas, Feira do Livro. Cursos de arte e
artesanato. 
EXPOSIÇÕES 
Planeja e organiza exposições nos espaços administrados pela Secretaria 
Municipal de Cultura e Turismo ocupando também outros espaços que são propostos em 
nível de parceria. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento de 2009 
a 2011 O que oferece 
1993 Indefinido Exposições abertas à visitação do público
em geral. 
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DIVISÃO DE PATRIMÔNIO 
Tem como objetivo preservar e valorizar o patrimônio histórico-cultural 
material e imaterial do Município. Atua junto ao Arquivo Histórico Archelau de Almeida 
Torres, Museu Tingüi-Cuera e Memorial da Imigração Polonesa. São realizadas 
atividades de incentivo à pesquisa, registro e preservação de bens de natureza material e 
imaterial e projetos de educação patrimonial. 
Ano de 
criação 
Média de 
atendimento de 
2009 a 2011 
O que oferece 
2007 
15.190 
pessoas/ano 
Exposições abertas ao público em geral, monitoria de 
exposições, pesquisas, Ação Educativa para o museu, 
Roteiro Histórico Cultural e Curso de monitoria para
museus. 
MUSEU TINGÜI-CUERA 
Seu acervo reúne objetos de trabalho e do cotidiano dos antigos 
moradores do Município, a partir do século XIX. Possui salas de exposições temporárias, 
salas de exposições de longa duração, biblioteca, reserva técnica e auditório Julio 
Grabowski. 
Ano de 
criação 
Média de 
atendimento de 2005 
a 2010 
O que oferece 
1982 20.000 
Visitantes/ano 
Exposições abertas ao público em geral, monitoria de 
exposições, Ação Educativa para o museu, Roteiro 
Histórico Cultural e Curso de monitoria para museus. 
ARQUIVO HISTÓRICO 
Tem como finalidade reconstruir, proteger, restaurar, ordenar e classificar 
todos os registros que digam respeito à história do Município de Araucária. 
Centro de pesquisa, capacitação e treinamento de pessoal técnico 
especializado e fonte de produção científica e pedagógica. 
Ano de criação Média de atendimento de 2009 a 2011 O que oferece 
1996 400 pesquisas/ano Atendimento à pesquisa. 
Pág. 15/120 – Lei nº 2.725/2014 
MEMORIAL DA IMIGRAÇÃO POLONESA 
É um espaço para visitação e preservação do patrimônio, da memória e 
da história, com exposição de fotos de Thomaz Coelho do início do século XX e fotos da 
década de 1980 de João Urban. 
Ano de criação Média de atendimento de 2009 a 2011 O que oferece 
1995 1300 Visitantes/ano Exposição aberta à visitação 
do público em geral. 
PROJETOS 
Articula, capta, desenvolve, executa e presta contas de projetos nas áreas 
de cultura e turismo que tragam benefícios à população e aos visitantes. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento de 
2009 a 2011 O que oferece 
2009 indefinido Assessoria a projetos e assessoramentos 
para público dirigido. 
TEATRO DA PRAÇA 
Espaço para espetáculos de pequeno e médio porte, construído em 
madeira, com estilo e arquitetura que remetem às construções pioneiras dos imigrantes. 
Faz parte do Projeto “Teatro Barracão” do Centro Cultural Teatro Guaíra, 
executado pela Prefeitura Municipal de Araucária. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento 
de 2009 a 2011 O que oferece 
1990 13.000 pessoas/ano Espetáculos, cursos de confecção e manipulação de 
bonecos, dança de salão, dança moderna e teatro. 
NÚCLEO DE CONSCIENTIZAÇÃO TURÍSTICA 
Tem objetivo de conscientizar a população da importância do 
desenvolvimento do Turismo na cidade, como preservação do patrimônio histórico, 
cultural e ambiental do município. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento de 
2009 a 2011 O que oferece 
2007 880 pessoas/ano Projeto Educação para o Turismo 
Pág. 16/120 – Lei nº 2.725/2014 
CENTRO DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS 
Presta informações turísticas de Araucária e de municípios da região 
metropolitana de Curitiba, bem como informações gerais aos visitantes e munícipes, 
como: logradouros, comércios, indústrias da cidade e indicação de rodovias. Dispõe de 
fôlderes turísticos, inventário da oferta turística, perfil municipal e mapas. 
Ano de 
criação 
Média de atendimento de 
2009 a 2011 O que oferece 
2004 5.000 pessoas/ano Atendimento ao público em geral. 
3. DADOS E DESAFIOS 
O município de Araucária está integrado à Região Metropolitana de 
Curitiba, no primeiro planalto paranaense. Ocupa uma área de 469,168 km² e situa-se a 
897m do nível do mar. Araucária faz parte do centro mais ativo e desenvolvido do Estado, 
com área de influência em crescente expansão e destaque na Região Sul do País. 
TERRITÓRIO 
INFORMAÇÃO 
Altitude 897 metros 
Desmembrado Curitiba e São José dos Pinhais 
Instalação 01/03/1890 
Área Territorial (ITCG) 469,168 km2 
Estrategicamente localizado em relação ao Mercosul, o Centro Industrial 
de Araucária - CIAR, possui 46.137.500,00m² de área destinada ao polo industrial. Ele 
conta com matéria-prima local disponível para atender, principalmente a Agroindústria e a 
Petroquímica, com infraestrutura, acesso rodoferroviário e fácil conexão com aeroportos e 
portos marítimos. 
A Cidade está situada às margens do Rio Iguaçu. É cortada pela BR-476 - 
Rodovia do Xisto. Está a 27 km do centro de Curitiba. Nasceu de uma concentração de 
imigrantes, voltados inicialmente para a agricultura pelas condições propícias de clima e 
solo, com o cultivo de culturas como o trigo, milho, batata, hortaliças, fruticultura e 
avicultura. 
Pág. 17/120 – Lei nº 2.725/2014 
Com a implantação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas - REPAR, na 
década de 1970, a cidade começou a sofrer influências do desenvolvimento industrial, 
servindo de sede a novas indústrias, com geração de empregos e o deslocamento de 
trabalhadores da área rural para a urbana. Adaptou-se ao processo de industrialização, 
mantendo suas características agrícolas, o que a torna um importante polo agroindustrial. 
A população atual é formada por descendentes dos primeiros habitantes 
da região (luso brasileiros, índios e negros) por descendentes de imigrantes poloneses, 
italianos, ucranianos, sírios, alemães, japoneses, entre outros e por migrantes vindos de 
outras regiões, atraídos pela industrialização, a partir da década de 1970. 
ÁREA SOCIAL 
INFORMAÇÃO FONTE DATA ESTATÍSTICA 
População IBGE 2010 119.123 
Número de Domicílios - Total IBGE 2010 40.056 
Para a realização da análise cultural de Araucária foi elaborado um 
formulário com 44 perguntas e aplicado nos meses de outubro, novembro e dezembro de 
2011 com 524 entrevistados residentes no município. 
A pesquisa utilizou uma correta metodologia estatística que considerou o 
universo de 119.123 pessoas (população de Araucária segundo o Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística – IBGE, censo de 2010) e selecionou uma amostra de 524 
formulários, baseado em um erro amostral de 4,3% e uma taxa de confiança de 95%. 
Essa metodologia permitiu investigar de forma qualificada e confiável, 
tanto na seleção da amostragem quanto no cuidado na coleta e análise dos dados, o perfil 
e os hábitos dos araucarienses em relação ao consumo de produtos culturais, o 
conhecimento das estruturas públicas de cultura existentes e a opinião sobre a situação 
da cultura no município. 
Seguem os resultados obtidos, ressaltando que muitas perguntas 
permitiam a marcação de mais de uma alternativa como resposta e essa situação será 
Pág. 18/120 – Lei nº 2.725/2014 
destacada abaixo dos gráficos correspondentes. Além disso, destaca-se que muitas 
somatórias dos totais das porcentagens apresentadas nos gráficos não correspondem a 
100%, em função da existência da margem de erro comentada acima. 
LOCAL DE APLICAÇÃO DO FORMULÁRIO 
TEMPO DE RESIDÊNCIA EM ARAUCÁRIA (ANOS) 
Existe um percentual de 2% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 19/120 – Lei nº 2.725/2014 
IDADE (ANOS) 
Existe um percentual de 1% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
SEXO 
Existe um percentual de 6,10% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 20/120 – Lei nº 2.725/2014 
FILHOS 
Existe um percentual de 4,20% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
QUANTIDADE DE FILHOS ESTUDANDO EM ARAUCÁRIA 
Existe um percentual de 20,9% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 21/120 – Lei nº 2.725/2014 
ÁREA DE TRABALHO ATUAL 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
RENDA FAMILIAR MENSAL 
Existe um percentual de 10,20% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 22/120 – Lei nº 2.725/2014 
ESCOLARIDADE 
Existe um percentual de 2,7% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
CONHECIMENTO DO USO DO COMPUTADOR 
Existe um percentual de 1,80% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 23/120 – Lei nº 2.725/2014 
DISPONIBILIDADE DE ACESSO A INTERNET 
Existe um percentual de 16,30% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
LOCAL DE ACESSO A INTERNET 
Existe um percentual de 32,10% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 24/120 – Lei nº 2.725/2014 
ENTENDIMENTO SOBRE O QUE É CULTURA
47,50%
38,70%
37,40%
4,80%
1%
16,20%
20,80%
4%
Um direito
Crescimento pessoal
Mais estudo/mais saber
Passatempo
Luxo
Lazer
Modo viver
Não sei
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
CONHECIMENTO SOBRE OS EQUIPAMENTOS CULTURAIS PÚBLICOS 
Todas as perguntas referentes ao conhecimento dos munícipes a respeito 
dos equipamentos culturais públicos do município (setores da SMCT) e do roteiro de 
turismo rural Caminhos de Guajuvira possibilitavam a marcação de mais de uma 
alternativa. 
ALDEIA DA SOLIDARIEDADE 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 25/120 – Lei nº 2.725/2014 
ARQUIVO HISTÓRICO ARCHELAU DE ALMEIDA TORRES 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
BANDA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 26/120 – Lei nº 2.725/2014 
BIBLIOTECAS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
CASA DA CULTURA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 27/120 – Lei nº 2.725/2014 
CASA DAS PALAVRAS BRINCANTES 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
CASA DO ARTESANATO 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 28/120 – Lei nº 2.725/2014 
MEMORIAL DA IMIGRAÇÃO POLONESA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
MUSEU TINGÜI – CUERA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 29/120 – Lei nº 2.725/2014 
NÚCLEO CULTURAL DO CAIC 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
TEATRO DA PRAÇA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 30/120 – Lei nº 2.725/2014 
ROTEIRO DE TURISMO RURAL CAMINHOS DE GUAJUVIRA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADES CULTURAIS 
Existe um percentual de 4,60% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 31/120 – Lei nº 2.725/2014 
FREQÜÊNCIA NA PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADES CULTURAIS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
TIPOS DE ATIVIDADES CULTURAIS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 32/120 – Lei nº 2.725/2014 
FORMA DE CONHECIMENTO SOBRE AS ATIVIDADES CULTURAIS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
LOCAL DE OCORRÊNCIA DAS ATIVIDADES CULTURAIS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 33/120 – Lei nº 2.725/2014 
IMPEDIMENTOS PARA PARTICIPAÇÃO NAS ATIVIDADES CULTURAIS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
FORMA DE DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES CULTURAIS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 34/120 – Lei nº 2.725/2014 
RESPONSABILIDADE PELA OFERTA DAS ATIVIDADES CULTURAIS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
QUALIDADE DE OFERTA DE EQUIPAMENTOS CULTURAIS 
Existe um percentual de 3,60% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 35/120 – Lei nº 2.725/2014 
QUALIDADE DA OFERTA DE ATIVIDADES CULTURAIS 
Existe um percentual de 2,50% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
GOSTO PELA LEITURA 
Existe um percentual de 6% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 36/120 – Lei nº 2.725/2014 
TIPOS DE LEITURA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
QUANTIDADE DE LIVROS LIDOS POR ANO 
Existe um percentual de 19,50% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
Pág. 37/120 – Lei nº 2.725/2014 
CONSIDERAÇÕES SOBRE LEITURA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
ATIVIDADES REALIZADAS FORA DO PERÍODO DE TRABALHO 
44,80%
34,90%
21,40%
15,30%
6,90%
14,50%
11,50%
5%
4,60%
10,10%
38,70%
34,90%
17,70%
10,30%
3,80%
8,60%
57,60%
46,90%
18,10%
3,60%
Ouvir música
Ler livro
Jogar games
Ir ao cinema
Estudar
Passear na cidade
Internet
Tocar instrumentos musical
Assis TV
Dormir
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 38/120 – Lei nº 2.725/2014 
CONHECIMENTO SOBRE A HISTÓRIA DE ARAUCÁRIA 
Existe um percentual de 4,20% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
FORMA DE CONHECIMENTO SOBRE A HISTÓRIA DE ARAUCÁRIA 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 39/120 – Lei nº 2.725/2014 
IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DE CONSTRUÇÕES, OBJETOS, COSTUMES, 
TRADIÇÕES, FOTOS E DOCUMENTOS ESCRITOS 
Existe um percentual de 5,80% que corresponde à margem de erro ou omissão por parte do entrevistado.
MOTIVO DA IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DAS CONSTRUÇÕES, OBJETOS, 
COSTUMES, TRADIÇÕES, FOTOS E DOCUMENTOS ESCRITOS 
A pergunta possibilitava a marcação de mais de uma alternativa. 
Pág. 40/120 – Lei nº 2.725/2014 
DIAGNÓSTICO CULTURAL DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA 
Com a assinatura do Acordo de Cooperação entre a Prefeitura do 
Município de Araucária e o Ministério da Cultura, em 09 de junho de 2011, teve início o 
processo de implantação do Sistema Municipal de Cultura. A classe artística do município 
foi convidada a participar de uma reunião onde a Secretaria Municipal de Cultura e 
Turismo expôs quais as primeiras cinco metas a serem cumpridas para a implantação e 
integração ao Sistema Nacional: A criação de uma Secretaria de Cultura, o que já existia, 
a realização da Conferência Municipal de Cultura, a criação de um Conselho Municipal de 
Política Cultural, um Sistema de Financiamento a Cultura e um Plano Municipal de 
Cultura. Ficou decidido então que todo o texto da Lei de Implantação do Sistema 
Municipal de Cultura seria criado por uma Comissão Provisória e debatido e aprovado 
pela sociedade civil, em reuniões com a classe artística e em Fóruns Regionais de 
Cultura. Em acordo com a classe artística e seguindo as premissas do Ministério da 
Cultura a definição de cultura usada em todos os encontros e discussões diz que “cultura 
é o complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e 
todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade” 
TAYLOR, 2010. 
A cidade foi dividida em 11 regiões para a realização dos Fóruns. Nesses 
Fóruns, ocorridos em julho e agosto de 2011, foi apresentado o texto da Lei para 
possíveis alterações, foram discutidas propostas para a valorização da cultura local e 
transformadas essas em metas para composição do Plano Municipal de Cultura, 
pensando políticas culturais para o município de Araucária nos próximos 10 anos. Foram 
preenchidos também formulários para identificar possíveis artistas. Nesse primeiro 
momento foi possível perceber que embora grande parte dos participantes produzisse 
artesanato não se reconheciam como artesãos e não tinham a compreensão de que 
produziam bens culturais. Aconteceu também uma Pré Conferência, que contou com a 
participação de representantes da Secretaria de Estado da Cultura, onde as propostas 
colhidas foram separadas em eixos temáticos, reelaboradas e aprovadas. A partir daí a 
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo decidiu elaborar com sua equipe um formulário 
para a realização de uma pesquisa, para um diagnóstico cultural no município. Foram 
Pág. 41/120 – Lei nº 2.725/2014 
elaboradas perguntas sobre literatura, patrimônio, divulgação, setores da Secretaria e 
outras (ANEXO I). A pesquisa foi realizada entre outubro e dezembro de 2011, apenas em 
dias úteis em horário comercial, de casa em casa, em todas as regiões da cidade e 
constatou que parte da população não sabe da existência dos equipamentos culturais. 
Dado grave que precisa ser revertido e mais uma vez foi possível perceber que o cidadão 
não se reconhece como agente cultural. 
Paralelamente à realização da pesquisa seguiram as alterações no texto 
do Projeto de Lei de criação do Sistema Municipal de Cultura que além de analisado e 
discutido nos fóruns ficou também disponível no site da Prefeitura para que sugestões 
pudessem ser feitas pela população, firmando a ideia de participação efetiva da 
sociedade civil na implantação do Sistema. Em outubro de 2011, o Projeto de Lei foi 
encaminhado à Câmara dos Vereadores e em 09 de dezembro de 2011, por meio da Lei 
nº 2.411/2011, foi criado o Sistema Municipal de Cultura. 
Realizou-se então uma nova reunião com a classe artística para discutir a 
alteração ou regulamentação da lei de incentivo fiscal já existente, porém não em 
funcionamento, que comporá o Sistema Municipal de Financiamento a Cultura. A reunião 
contou com a participação de José Roberto Lança - Beto Lanza, Superintendente da 
Fundação Cultural de Curitiba, que esclareceu alguns pontos sobre incentivo para a área 
cultural. Ficou acordado que um novo encontro aconteceria após a Conferência Municipal 
de Cultura e o processo de Eleição do Conselho Municipal de Política Cultural. O 
regulamento da Conferência foi disponibilizado no site da Prefeitura para que a população 
sugerisse alterações. Depois do regulamento aprovado aconteceu em 10 de março de 
2012, no Paço Municipal, a I Conferência Municipal de Cultura, onde o texto preliminar do 
Plano Municipal de Cultura, já organizado em programas estratégicos, foi aprovado e 
onde foram eleitos os representantes da sociedade civil para o Conselho Municipal de 
Política Cultural e os delegados que representaram Araucária na Conferência 
Macrorregional, organizada pela Secretaria de Estado da Cultura. 
Pág. 42/120 – Lei nº 2.725/2014 
3.1 - FORMAÇÃO CULTURAL DA POPULAÇÃO 
Perfil do município 
O Censo 2010 aponta que os habitantes de Araucária são divididos de 
forma quase homogênea entre homens e mulheres e assim como observado no Brasil, 
vem passando por um processo de envelhecimento da população. Processo já 
evidenciado pela redução da base da pirâmide etária observada em anos recentes. 
Fonte: IBGE – Censo 2010 
Atualmente a cidade possui o título de cidade livre do analfabetismo, 
significando que possui menos de 4% da população de 15 anos ou mais analfabetas. 
Dentre a população com mais de 10 anos a alfabetização chega a 95,11%. 
Devido à presença da Repar no município, Araucária possui o segundo 
maior PIB do estado. Tal fato gera uma grande distorção, já que esse alto PIB não 
Pág. 43/120 – Lei nº 2.725/2014 
corresponde a uma riqueza proporcional para a população. Isso ocorre porque os salários 
e rendimentos da população local não são correspondentes ao valor adicionado pelas 
empresas, ou seja, a presença da refinaria e de outras empresas de grande porte não 
gera desdobramentos proporcionais para a população. Resultado deste fato é o 
rendimento nominal médio per capita do araucariense, apenas o 38º do estado, que 
corresponde a cerca de 50% do valor do rendimento de Curitiba, primeiro colocado e 
maior PIB do estado. Quanto ao rendimento domiciliar, observa-se uma concentração da 
população na faixa de rendimento de 2 a 5 salários mínimos (46,06%), seguido pela faixa 
de 5 a 10 salários mínimos (20,82%). Na comparação com o ano 2000, se observa uma 
redução da pobreza e um processo de concentração da população na faixa de 2 a 5 
salários mínimos. Também houve uma redução nas faixas superiores de rendimento. 
CLASSES DE RENDIMENTO DOMICILIAR - ARAUCÁRIA
4,58%
6,25%
12,52%
36,07%
26,97%
9,96%
3,65%
2,14%
7,18%
17,99%
46,06%
20,82%
4,92%
0,91%
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00% 35,00% 40,00% 45,00% 50,00%
Sem rendimento
Até 1 salário mínimo
Mais de 1 a 2 salários mínimos
Mais de 2 a 5 salários mínimos
Mais de 5 a 10 salários mínimos
Mais de 10 a 20 salários mínimos
Mais de 20 salários mínimos
Ano = 2000 Ano = 2010
Fonte: IBGE - Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008. 
O Município conta com 5.527 estabelecimentos empresariais, dos quais 
44% são da área de serviços. É a indústria de transformação, no entanto, que mais 
emprega, com 11,7% dos estabelecimentos empresariais, possui 38,8% dos 47.235 
empregos formais gerados em Araucária. Cabe salientar que parte dos empregos gerados 
no município, sobretudo os de maior remuneração, são ocupados por moradores de 
outras cidades. Nos últimos anos o município recebeu um aporte populacional intenso de 
trabalhadores, fato percebido na variação do saldo de empregos formais na construção 
civil, que nos últimos anos tem sido fortemente positivo e também pela intensa presença 
Pág. 44/120 – Lei nº 2.725/2014 
de pessoas das mais diversas regiões do país. Grande parte desses trabalhadores atua 
na obra de reforma e ampliação da Repar, a qual está no processo de finalização, 
resultando em um saldo de empregos formais na construção civil negativo em meses 
recentes. 
A Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008 indica que as famílias da 
Região Metropolitana de Curitiba gastam em média menos que Curitiba, Paraná e Região 
Sul em recreação e cultura, com valores inferiores a 2% do rendimento, isso mesmo entre 
as famílias com maiores rendimentos. Muito embora não sejam divulgados dados 
referentes a Araucária, tais informações podem traçar um perfil médio da população da 
região. Vale salientar que o percentual gasto, mesmo já sendo baixo, inclui recreação, 
indicando que o gasto com cultura é ainda menor. 
Sul Paraná
Região 
Metropolitana - 
Curitiba
Curitiba
Até 830 Reais 11,36 9,01 2,50 5,01
Mais de 830 a 1.245 Reais 16,69 15,04 11,88 21,95
Mais de 1.245 a 2.490 Reais 30,31 24,68 25,06 19,66
Mais de 2.490 a 4.150 Reais 53,70 49,26 34,05 38,38
Mais de 4.150 a 6.225 Reais 89,92 73,68 50,25 54,55
Mais de 6.225 a 10.375 Reais 129,39 125,75 94,55 102,78
Mais de 10.375 Reais 232,56 174,15 148,92 152,82
Classes de rendimento total e variação 
patrimonial mensal familiar
Grande Região, Unidade da Federação, Região 
Metropolitana e Município
Tabela 1594 - Despesa monetária e não monetária média mensal familiar - valor e distribuição - por 
classes de rendimento total e variação patrimonial mensal familiar, segundo os tipos de despesa
Variável = Despesa monetária e não monetária média mensal familiar (Reais)
Tipos de despesa = 2.1.8Recreação e cultura
Ano = 2008
Fonte: IBGE - Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008. 
HISTÓRICO DO MUNICÍPIO 
A região de Tindiqüera, mesmo não possuindo ouro, atraiu alguns 
interessados pela pequena região de campos incrustada e cercada por matas onde 
Pág. 45/120 – Lei nº 2.725/2014 
predominava a Araucária e a Imbuia. O trabalho consistia em cultivar a terra e criar gado 
em pequena escala, produzindo apenas o suficiente para o sustento das famílias. O 
isolamento em que viviam e a ausência do mercado consumidor impossibilitavam 
qualquer tipo de comércio. Surgiu então na região de Tindiqüera, um pequeno porto para 
canoas, conhecido como Passo das Laranjeiras. A partir daí se ergueu o aglomerado de 
pessoas que formariam a Vila de Araucária. 
Tindiqüera era também passagem obrigatória entre Curitiba e Lapa. No 
final do século XVIII, a região produzia feijão, milho, fumo, toucinho, erva-mate e trigo. 
Quanto à erva-mate, inicialmente, atendia apenas o consumo local. Mais tarde o produto 
passou a ser exportado. Araucária era ponto de parada obrigatória para quem 
transportava erva-mate da Lapa para Curitiba. 
Em 1866 a Freguezia do Iguassú contava com 2.565 habitantes, dos 
quais, 125 eram escravos que trabalhavam na agricultura e nos engenhos de soque. 
Os moradores de Araucária se dedicaram à exploração da erva-mate até 
a década de 1940 quando houve o declínio das exportações para a Argentina, que se 
tornou auto-suficiente. Este trabalho era uma atividade exclusivamente masculina. A 
presença dos imigrantes estrangeiros a partir de 1876 modificou a paisagem da região, 
com grande desenvolvimento da agricultura. 
A exploração comercial da madeira iniciou-se na Freguezia do Iguassú a 
partir do século XIX, até a década de 1930, quando entra em crise pela devastação das 
reservas. O crescimento econômico da região proporcionou a abertura de mercado para 
outras atividades geradoras de emprego para a população como olarias, cerâmicas, 
moinhos, fábricas de palhões, de massa de tomate, de caixas de madeira, de linho, de 
fósforo, de balas, de bolachas e torrefação de café. 
Em 1972, com a instalação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas e em 
1973 com a criação do CIAR (Centro Industrial de Araucária), ocorreu um crescimento 
bastante acentuado e uma inversão no quadro populacional, econômico e social do 
Município, em que a população urbana passou a superar a rural com a vinda de um 
Pág. 46/120 – Lei nº 2.725/2014 
contingente populacional de vários pontos do país e a economia que se baseava na 
agricultura e pecuária passou a ser predominantemente industrial/urbana. 
DA HISTÓRIA À IDENTIDADE CULTURAL 
De acordo com Arias1
, cultura é uma expressão da construção humana. A 
cultura é construída através do diálogo entre as pessoas no dia a dia. Nessa interação 
social são construídos gradativamente símbolos e significados que têm sentido a essas 
pessoas, e são compartilhados entre elas. A construção de uma cultura está repleta de 
elementos e significados que vão identificar esse povo como pertencente a uma 
determinada comunidade ou região, diferenciando-os de outras comunidades. Surge 
assim, a identidade cultural. 
O entendimento do significado de cultura subsidiará a compreensão das 
raízes culturais. Quando nos referimos às raízes culturais estamos nos referindo à sua 
origem, princípio, ou seja, a forma como foi construída a cultura de um povo, o que 
determina que alguns elementos ou algumas manifestações culturais sejam considerados 
tipicamente desse povo 2
. 
As diversas formas de manifestações culturais existentes numa sociedade 
resultam da contribuição dos diferentes grupos que a compõem. Cada um desses grupos, 
a seu tempo, contribui para a formação de uma identidade cultural que aproxima os 
moradores e faz com que eles se reconheçam enquanto membros de um determinado 
espaço social. Esse elo estabelecido por uma linha tênue e quase imperceptível permeia 
as manifestações culturais, que são diversas e heterogêneas. Justamente nessa 
diversidade encontra-se sua riqueza. 
A população atual de Araucária é formada por descendentes dos 
primeiros habitantes da região (luso-brasileiros, índios e negros) e de imigrantes 
 
1
 ARIAS, P. G. La cultura. Estrategias Conceptuales para comprender la identidad, la diversidad, la alteridad 
y la diferencia. Escuela de Antropologia Aplicada UPS-Quito. Ediciones Abya-yala. 2002, pág.103.
2
 SILVA, Susie Barreto da. “A importância das raízes culturais para a identidade cultural do indivíduo”. 2010. 
http://www.livrosbrasil.com.br/det_artigoslivros.asp?id_artigos=262
Pág. 47/120 – Lei nº 2.725/2014 
poloneses, italianos, ucranianos, sírios, libaneses, alemães, japoneses, entre outros e 
ainda pelos migrantes vindos de outras regiões do Paraná e do Brasil atraídos pela 
industrialização, a partir da década de 1970. 
No município é possível identificar usos e costumes deixados pelos 
diversos grupos que participam do processo histórico-cultural dessa região. Dos grupos 
indígenas, além dos nomes topográficos, pouca coisa restou. Da época dos primeiros 
colonizadores ficou a atração pelas corridas de cavalo, as festas religiosas e as rodas de 
chimarrão. Dos imigrantes chegados a partir do final do século XIX herdou-se a 
religiosidade, culinária, as festas, o hábito de enfeitar a árvore de Natal, o gosto pelo 
teatro e pelas danças folclóricas, pelos animados piqueniques e alegres gincanas. Com 
os imigrantes trazidos pela industrialização a partir dos anos de 1970, novos usos e 
costumes foram incorporados às atividades então praticadas. 
Além disso, o intercâmbio com outros grupos externos e o acesso aos 
meios de comunicação possibilitaram uma intensa troca cultural entre esses diversos 
conjuntos de pessoas. Nesse processo, vivo e contínuo, muitas coisas permaneceram, 
outras foram alteradas. 
A formação cultural de Araucária está, portanto, intimamente relacionada 
aos ciclos econômicos e, consequentemente migratórios, pelos quais passou o município: 
CICLO ECONÔMICO ETNIA CONTRIBUIÇÃO 
CULTURAL 
Até século XIX: 
Agropecuária: produção de 
subsistência 
Destaque para a erva-mate como 
produto de exportação para 
Argentina 
Portugueses, negros, 
índios. 
Corridas de cavalo, as 
festas religiosas e as 
rodas de chimarrão. 
A partir do final do século XIX: 
Desenvolvimento da agricultura; 
Exploração da madeira; 
Atividades geradoras de emprego 
para a população como olarias, 
cerâmicas, moinhos, fábricas de 
palhões, de massa de tomate, de 
caixas de madeira, de linho, de 
fósforo, de balas, de bolachas e 
torrefação de café. 
Imigrantes europeus 
(poloneses, alemães, 
italianos, franceses, 
ucranianos), sírios e 
japoneses, entre 
outros. 
A religiosidade, 
culinária, arquitetura, 
as festas, o hábito de 
enfeitar a árvore de 
Natal, o gosto pelo 
teatro, pelo folclore, 
pelos animados 
piqueniques e alegres 
gincanas. 
Pág. 48/120 – Lei nº 2.725/2014 
CICLO ECONÔMICO ETNIA CONTRIBUIÇÃO 
CULTURAL 
Década de 1970: 
Industrialização 
“migrantes de outras 
regiões do Brasil, 
especialmente vindos 
do interior do Paraná, 
representando 33,71% 
da população do 
município; moradores 
nascidos em Curitiba, 
17,5%; e de Santa 
Catarina e São Paulo, 
com 4,84% e 3,84% 
respectivamente.” 3
Usos e costumes 
conforme a origem 
cultural. 
Entre os imigrantes, destacam-se os poloneses, os quais se instalaram 
em Araucária a partir de 1876. 
Apesar de o sincretismo cultural caracterizar a população atual devido ao 
grande contingente migratório, verifica-se uma falta de identidade da população com esta
diversidade cultural. De acordo com o Plano Diretor, apenas os descendentes de 
poloneses tendem a valorizar sua identidade cultural. 
Esta diversidade cultural apresenta uma série de potencialidades a serem 
exploradas através da preservação do patrimônio cultural edificado, gastronomia, 
expressões artísticas, produção artesanal, folclore, festas populares e, 
consequentemente, turismo. Entretanto, para a definição de ações voltadas a este fim 
será imprescindível o mapeamento georreferenciado das diversas ocupações étnicas e 
sua identidade cultural. 
A execução deste mapa cultural permite o acesso e a participação da 
população “na identificação, valorização, preservação e conservação dos elementos 
significativos do Patrimônio Cultural de natureza material e imaterial”4
, assim como 
garante a estruturação de ações que atendam a Lei Complementar nº 5/2006 (Plano 
Diretor), da Política de Promoção e Valorização Cultural, artigo 53: 
 
3 Plano Diretor Municipal, Volume I – Fundamentação, 2007, p.284. 4
 Lei Complementar nº 5/2006, Art. 53, XXIII.
Pág. 49/120 – Lei nº 2.725/2014 
“V - promover, incentivar e ampliar as possibilidades de 
produção e acesso aos bens e atividades culturais; 
VI - incentivar e apoiar as manifestações culturais do 
Município, ligadas à cultura popular, grupos étnicos e outros que 
contribuam para elevação da qualidade de vida da população, levando em 
conta a diversidade cultural existente;” 
A importância deste tema se reflete no entendimento da população quanto 
à sua história e seu patrimônio. Conforme levantado pela pesquisa cultural, o 
conhecimento da história de Araucária por seus habitantes (a maioria da população 
conhece ao menos um pouco) se dá principalmente pela lembrança das pessoas mais 
velhas, pelas aulas na escola e fotos ou objetos antigos. Quase a totalidade das pessoas 
entrevistadas valoriza a preservação do patrimônio cultural material e imaterial, 
entendendo o valor de sua preservação principalmente como uma forma de transmitir o 
conhecimento para as gerações futuras e saber como a vida era antigamente. 
A pesquisa mostra que possivelmente a educação, seja a familiar ou a 
institucionalizada, associada à preservação dos bens histórico-culturais tem papel 
fundamental na formação cultural da população, ou seja, o trabalho de integração entre a 
educação e a cultura é a base para a consolidação e democratização da política cultural 
em Araucária. 
3.2. EXPRESSÕES ARTÍSTICAS E CULTURAIS 
A dança e a festa faziam parte da vida dos primeiros habitantes de 
Araucária, os Tinguis, antes mesmo de a cidade possuir esse nome. A dança e o canto 
eram atividades livres e praticadas pelos grupos indígenas, sobretudo os Tinguis, tidos 
como ótimos cantores. Mais tarde as festas invadiriam a casa dos primeiros colonizadores 
em forma de pequenos bailes, um músico com sua sanfoninha em um canto e os vizinhos 
transformando a sala em salão dançante. Nas festas de casamento também era muito 
comum reunir os vizinhos que tocavam algum instrumento e organizar bailes, mas esses 
aconteciam nos galpões ou paióis que eram reorganizados, esvaziados e transformados 
em salões. Durante o cortejo que acompanhava os noivos até a igreja eram usados três 
instrumentos: o violoncelo, o violino e o clarinete. 
Pág. 50/120 – Lei nº 2.725/2014 
A Praça da Matriz era um lugar de grande importância para os músicos, 
com um Coreto, hoje já demolido, era ponto de encontro, em torno dele se reunia boa 
parcela da população para ouvir as animadas orquestras e bandas nos dias de festas ou 
aos domingos. Essas bandas normalmente eram mantidas pelos clubes, embora a 
atividade dos músicos não fosse considerada como profissional. Tocavam em festas, 
casamentos, desfiles, bailes e até mesmo em enterros. 
Em 1912 Araucária assistiu a sua primeira sessão de cinema, que logo 
passou acontecer todos os domingos. Durante o período do cinema mudo, as 
apresentações cinematográficas eram acompanhadas por instrumentos musicais. Além 
do cinema, os araucarienses apreciavam também o teatro. Uma das primeiras 
preocupações quando da construção dos espaços denominados sociedades-escolas foi a 
de que tivessem palco. Dessa forma, era possível organizar pequenas peças teatrais que, 
além de propiciar o desenvolvimento cultural dos alunos, constituíam também uma 
atividade de entretenimento dos adultos. 
Outro evento que por sua natureza popular atraía muita gente em 
Araucária era o circo. A chegada do circo era anunciada por um barulhento grupo de 
garotos que acompanhavam o palhaço. 
No final do século XIX e início do século XX surgiram nos arredores de 
Araucária diversas sociedades, tendo como objetivo o ensino, a música, o folclore, o 
teatro e o esporte. Além do ensino regular, dispunham de biblioteca, organizavam cursos 
noturnos, peças de teatro e bailes sociais. A primeira sociedade construída no centro da 
Vila de Araucária chamava-se Sociedade Recreativa, fundada em 1890. Uma ata de 1907 
trata da instalação do Grêmio Literário e Recreativo de Araucária. Em 1909, foi proposta a 
fusão do Grêmio Musical Araucariense com o Clube Recreativo Araucariense, que durou 
até 1920. 
Na década de 1920 eram realizados os conhecidos bailes de carnaval, 
que aconteciam nos clubes e também na rua. Grupos mascarados saíam às ruas 
divertindo-se e animando a população. 
Pág. 51/120 – Lei nº 2.725/2014 
Rodas de conversa eram também muito apreciadas, nelas se contavam 
causos, anedotas e histórias de assombração. 
A primeira festa municipal aconteceu em 1974. Foi uma promoção 
conjunta da Prefeitura Municipal e da Colônia de Japoneses radicada em Araucária. 
Contou com a participação de grupos folclóricos e um baile de encerramento na 
sociedade Operária Beneficente de Araucária. 
Contrariamente às origens das expressões artísticas no município, 
atualmente percebe-se a dependência da população, principalmente no meio urbano, na 
promoção cultural pelo poder público. 
A criação de mecanismos visando à sustentabilidade do setor, em 
atendimento à Lei do Plano Diretor (artigo 60, incisos I, II e III), depende do mapeamento 
dos artistas locais e seus pólos de produção artística a fim de identificar suas demandas, 
deficiências e potencialidades. 
Associado a este estudo, verifica-se a necessidade de levantamento da 
situação atual por parte dos artistas quanto à sua identificação como profissionais 
geradores de renda, qual a sua participação em eventos municipais e ainda a efetividade 
na divulgação dos trabalhos no município. 
3.3. EVENTOS CULTURAIS 
A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo possui um setor responsável 
pela organização e realização de eventos como o Festival da Canção de Araucária 
(FESTCAR), Festival de Artes Cênicas Eliseu Voronkoff (FACEV) e Feira do Livro. 
Também é responsável pela oferta de cursos de arte e artesanato, cadastro de artistas e 
controle do programa Bolsa Cultura. 
Outro evento significativo é a Festa do Pêssego, de responsabilidade da 
Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento. 
Pág. 52/120 – Lei nº 2.725/2014 
Quanto aos eventos realizados em 2011/2012, identificou-se o seguinte 
quadro: 
EVENTO PERÍODO LOCAL DESCRIÇÃO PÚBLICO CUSTO R$
IX FACEV – 
Festival de Artes 
Cênicas Eliseu 
Voronkoff 
11 a 19/08/12 
Teatro da Praça 
e várias regiões 
do município 
O FESTIVAL DE ARTES 
CÊNICAS ELISEU VORONKOFF 
É COMPOSTO POR 
ESPETÁCULOS DE TEATRO, 
DANÇA E CIRCO. 
3.000 40.000,00
15 ª Feira do Livro 11 a 18/08/12 
Praça São 
Vicente de 
Paulo 
ALÉM DA COMERCIALIZAÇÃO 
DE LIVROS, SÃO REALIZADAS 
OUTRAS ATIVIDADES 
DURANTE A FEIRA, COMO: 
PALESTRAS, CONFERÊNCIAS, 
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E 
SHOWS MUSICAIS. 
7.500 45.000,00
XV FESTCAR – 
Festival da 
Canção de 
Araucária 
14 a 20/11/11 Ginásio Joval 
de Paula Souza 
É UM FESTIVAL PREMIATIVO 
COM REPERCUSSÃO EM 
ÂMBITO NACIONAL, 
COMPOSTO PELAS 
CATEGORIAS DE 
COMPOSIÇÃO, 
INTERPRETAÇÃO POPULAR, 
INTERPRETAÇÃO SERTANEJA, 
INTERPRETAÇÃO BANDAS E 
INTERPRETAÇÃO 
INFANTOJUVENIL. 
8.000 220.000,00
Festa do Pêssego 02 a 04/12/11 Parque 
Cachoeira 
Comercialização de pêssego, 
nectarina e ameixa, gastronomia, 
artesanato, shows musicais 
(locais e nacionais). 
70.000 1.100.000,00 
Fonte: Prefeitura do Município de Araucária (2012). 
Os dados existentes sugerem que os eventos apresentam custo elevado 
para o município, uma vez que são em sua maioria gratuitos. 
Além dos eventos citados, existem outros que não são de 
responsabilidade da Prefeitura do Município de Araucária, promovidos por igrejas, escolas 
particulares, grupos folclóricos, clubes, associações, empresas privadas, etc. 
A existência de apenas duas livrarias no município, as quais 
comercializam produtos religiosos, reflete a importância da realização da Feira do Livro 
como forma de acesso a diferentes artigos literários. No evento participam diversos 
editores e livreiros que contribuem com 10% do produto comercializado com doações 
para a Biblioteca Municipal. 
Nos últimos anos a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo tem 
buscado a consolidação e garantia de continuidade dos eventos culturais no município. 
Pág. 53/120 – Lei nº 2.725/2014 
Esta ação é importante no estabelecimento da identidade cultural de Araucária e atende 
as ações estratégicas previstas na Lei do Plano Diretor, artigo 53: 
“II - ampliar e consolidar as possibilidades de 
convivência cotidiana do cidadão com atividades artísticas e culturais, 
considerando novas formas de expressão; 
(...) 
V - promover, incentivar e ampliar as possibilidades de 
produção e acesso aos bens e atividades culturais; 
(...) 
XXI - promover eventos de cunho cultural;” 
Todavia, a dependência financeira dos eventos pelos recursos oriundos 
da Prefeitura não atende ao estabelecido pela Lei de Plano Diretor, Capítulo XV, Da 
Política Econômica, quanto à sustentabilidade, devendo ser definidas ações a fim de 
reverter este quadro. 
3.4. ATIVIDADES CULTURAIS 
De acordo com a pesquisa cultural realizada pela Secretaria Municipal de 
Cultura e Turismo, verificou-se que quase metade da população participa das atividades 
culturais, porém apenas 15,7% das pessoas o fazem com frequência. Os entrevistados 
justificaram a baixa participação principalmente pela falta de tempo, seguido pelo 
desconhecimento das atividades e falta de dinheiro. Apesar da renda da população ser 
baixa, percebe-se que o gasto com cultura na região metropolitana é menor do que em 
Curitiba e no Paraná nas mesmas faixas de renda, levando a crer tratar-se de um fator 
cultural que pode ser revertido trabalhando-se o tema nas escolas. 
A integração da cultura com a educação se mostra positiva em vários 
projetos. Um exemplo é a procura da população, de diversas faixas de idade, por 
atividades no Núcleo Cultural do CAIC. O espaço possui biblioteca, cursos e oficinas de 
arte e artesanato, todos abertos à comunidade, conta com atividades de literatura como 
Feira de Troca de Livros e Gibis, que atende a todos os públicos; Contação de Histórias - 
que atende principalmente o público infantil e juvenil de escolas, CMEI e Casa da Criança; 
e Projeto Círculo de Leitura - que atende o público adulto. 
Pág. 54/120 – Lei nº 2.725/2014 
As atividades populares como feiras e festas são as mais frequentadas e 
os meios mais efetivos de divulgação são o “boca a boca”, cartaz/ panfleto e TV/ rádio. 
Segundo os entrevistados, as divulgações deveriam ser feitas principalmente através de 
TV/ rádio, carro/ moto de som, cartaz/ panfleto e jornal impresso. 
Percebe-se, pelo perfil da população que as atividades culturais e os 
meios de divulgação mais populares são os que apresentam melhores resultados, 
devendo ser o foco como meio de comunicação e forma de ampliação de plateia. Um 
estudo mais detalhado relacionando o perfil da população e áreas de interesse é 
ferramenta fundamental para uma leitura mais precisa do quadro da cultura no município 
e definição de ações efetivas para a ampliação da participação da população nas 
atividades culturais. 
A maioria das atividades ocorre em espaços públicos, o que caracteriza a 
dependência por parte da cultura do poder público. Esta situação é reflexo do 
pensamento de que a prefeitura tem a responsabilidade de ofertar as atividades culturais, 
conforme levantado pela pesquisa. Para o incremento do número de atividades culturais 
ofertadas no município, tendo em vista a escassez de recursos, a participação da 
iniciativa privada é essencial. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo deve ser vista 
como um apoio para o fortalecimento da classe artística, permitindo o atendimento da Lei 
do Plano Diretor (artigo 60, incisos I, II e III) quanto à sustentabilidade econômica, 
garantindo fontes de geração de renda e emprego. 
A qualidade da oferta das atividades culturais é considerada boa pela 
maioria, porém uma parcela significativa dos entrevistados julga ser ruim. A pesquisa não 
levantou os critérios considerados nesta avaliação, devendo ser prevista a realização de 
um estudo a fim de identificar as causas do problema e propor ações para a correção ou 
minimização dos mesmos. 
Quanto às atividades culturais, foram identificados os seus aspectos 
positivos e negativos: 
Pág. 55/120 – Lei nº 2.725/2014 
a) Teatro: 
ASPECTOS POSITIVOS ASPECTOS NEGATIVOS 
 Cursos de teatro oferecidos pela 
Prefeitura Municipal, onde são ministradas 
aulas praticas, teóricas e a conclusão é a 
montagem de um espetáculo que possibilita 
um real contato com o fazer teatral. 
 Alunos que após frequentarem os cursos 
oferecidos pela secretaria, procuraram 
profissionalização, integrando depois 
companhias de teatro e/ou ministrando 
aulas na própria secretaria e em outras 
instituições. 
 A aquisição de espetáculos teatrais que 
são apresentados gratuitamente à 
população. 
 A realização do Festival de Artes Cênicas 
Elizeu Voronkoff, que fomenta a produção e 
leva espetáculos de qualidade a diversas 
regiões do município. 
 Teatro com boa estrutura (iluminação, 
sonoplastia e maquinaria) 
 Profissionais habilitados na área 
ministrando os cursos oferecidos pela 
Prefeitura Municipal de Araucária. 
 A falta de cursos de formação 
profissional, por parte da iniciativa pública 
ou privada, para atender a demanda de 
interessados em continuidade 
despertados pelos cursos livres de teatro. 
 Falta de incentivo para a realização de 
produções independentes. 
 Falta de mobilização de artistas e/ou 
grupos. 
 Falta de locais adequados para aulas e 
apresentações em diferentes bairros do 
município. 
 Inexistência de cargos para instrutores 
concursados na Prefeitura. 
 Falta de estimulo a criação de 
companhias e grupos. 
 Falta de programação de teatro para 
alguns finais de semana e programação 
pouco diversificada. 
 Carência de teatro de rua. 
Verifica-se a procura do curso em diferentes horários por crianças acima de oito 
anos, adolescentes e adultos. A viabilidade da oferta desta atividade deve ser verificada 
através de levantamento de demanda por diferentes regiões e perfil populacional. É 
importante ainda a realização de estudo do impacto orçamentário considerando-se a 
existência ou adequação de espaços e ampliação do quadro funcional. 
O Teatro da Praça é um dos equipamentos com maior expressividade em termos 
de público, refletindo a relevância das artes cênicas no município. Os espetáculos infantis 
acontecem aos domingos, às 16hs, atraindo uma quantidade expressiva de pais e filhos. 
Há também espetáculos adultos abertos ao público em geral e atendendo também 
algumas escolas. 
Pág. 56/120 – Lei nº 2.725/2014 
b) Dança: 
ASPECTOS POSITIVOS ASPECTOS NEGATIVOS 
 Curso dança moderna consagrada no 
município, ofertado pela prefeitura, com 
grande procura por parte da população. 
 Existência do grupo folclórico polonês 
Wesoly Dom. 
 Os alunos participam de espetáculos de 
conclusão de curso, podendo mostrar o 
que aprenderam ao grande público. 
 Curso de dança de salão, ofertado pela 
Prefeitura, com diferentes ritmos, em 
diversos bairros do município. 
 Alunos que estimulados pelos cursos 
da Secretaria vão à busca de formação. 
 Espetáculo de conclusão de cursos da 
Prefeitura, com boa qualidade. 
 Existência de uma escola particular de 
escola de dança de salão. 
 Pouca diversidade nos espetáculos de 
dança apresentados no Teatro da Praça. 
 Inexistência de espaços adequados 
para as aulas (salas com linóleo, espelhos 
e barras). 
 Falta de incentivo a criação de grupos e 
companhias independentes. 
 A não existência legislação que permita 
a criação de um grupo de dança que 
represente a Secretaria e/ou o Teatro da 
Praça. 
 Falta de curso técnico e superior de 
formação profissional. 
 Inexistência de cargos para instrutores 
concursados para atender a demanda. 
 Carência de escolas que ofereçam 
diferentes estilos de dança. 
Atualmente é ofertado curso de dança moderna que atende alunos acima 
de 05 anos, vindos de diferentes bairros, das mais variadas classes sociais, separados 
por níveis de acordo com sua compreensão e capacidade técnica. Há ainda o curso de 
dança de salão destinado a alunos acima de 14 anos. 
Percebe-se a importância da dança como meio de inclusão social, 
atendendo aos objetivos da Política de Assistência Social previstos na Lei do Plano 
Diretor. O fortalecimento da atividade se dará através da solução dos aspectos negativos 
apontados, entretanto será necessária a elaboração de estudo técnico estabelecendo as 
demandas por região conforme perfil populacional e análise de impacto orçamentário. 
c) Literatura: 
ASPECTOS POSITIVOS ASPECTOS NEGATIVOS 
 Promovem o acesso ao livro, tornando o 
leitor mais próximo do objeto (livro). 
 Permitem a participação de todas as faixas 
etárias e classes sociais, democratizando a 
leitura. 
 Desconcentração das atividades literárias, 
pois tentam atender a demanda dos bairros. 
 Falta de profissionais / material para 
atender toda a demanda de público e 
de solicitações. 
 Possível falta de continuidade dos 
projetos, estando sujeitos à avaliação 
de prioridades da pasta. 
Pág. 57/120 – Lei nº 2.725/2014 
A divisão de literatura possui vários projetos itinerantes, de acesso ao 
livro, que ocorrem em locais de grande circulação e tem como objetivo aproximar o leitor 
do livro e desenvolver o hábito pela leitura. Como acontecem em locais públicos, a 
procura é de pessoas que gostam da leitura e procuram por esta como fonte de 
entretenimento. São eles: Feira de trocas de livros e gibis, Viagem pela leitura, Feira do 
Livro e Rua da Leitura. 
Alguns projetos são de incentivo à leitura também, porém são 
desenvolvidos em instituições de educação formal e não formal, ou em locais que 
apresentem público específico, como professores alunos, grupos de apoio, etc. São eles: 
Leitura animada, roda de leitura, contação de histórias, tenda da leitura, assessoramento 
sobre mediação de leitura para professores e educadores. 
No ano de 2012 foi implantado o projeto das minibibliotecas livres que 
consiste na instalação de pequenas casas, onde há grande circulação de pessoas (Praça 
João Paulo II, Praça Dr. Vicente Machado, Praça São Vicente de Paulo, Posto de Saúde 
do Tupi e Núcleo Integrado de Saúde). 
Cada minibiblioteca iniciou com um acervo de 30 títulos, sendo 10 infanto￾juvenil, 10 infantil e 10 de literatura adulta. O acervo é composto de livros doados às 
bibliotecas e que sejam títulos repetidos, ou livros doados especialmente para o projeto e 
o empréstimo é livre. 
Verifica-se a importância da literatura no município através dos projetos 
realizados, entretanto, não existem indicadores para avaliar os resultados obtidos ao 
longo do tempo de forma a se estabelecer ações que garantam a continuidade e/ou 
melhoria dos trabalhos realizados. 
Alguns movimentos da comunidade também são relevantes, como a 
formação do Grupo de Poetas Poesia em Movimento, que desde agosto de 2003 realiza 
um trabalho nas escolas do município, incentivando a produção literária local, além de 
promover encontros e publicações para a divulgação do gênero. O município também 
possui alguns autores independentes, que publicaram suas obras com recursos próprios, 
porém ainda é um segmento que demanda de mais organização para que haja maior 
visibilidade. 
Pág. 58/120 – Lei nº 2.725/2014 
d) Circo: 
ASPECTOS POSITIVOS ASPECTOS NEGATIVOS 
 Oferta de cursos pela Prefeitura em diferentes 
bairros da cidade 
 Apresentações com os alunos do curso avançado 
de circo em varias escolas do município. 
 Espetáculos de circo na programação do Teatro da 
Praça. 
 Valorização da arte circense pela Prefeitura. 
 Inexistência de cargos para 
instrutores concursados na Prefeitura. 
 Carência de circulação de grandes 
espetáculos. 
 O circo já não exerce a atração de 
antigamente. 
O Município de Araucária valoriza a arte circense através da oferta de 
cursos em diversos bairros e apresentações em escola e no Teatro da Praça. Todavia, 
verifica-se que o circo não exerce a mesma atração na atual geração, fato que poderia 
justificar a carência de circulação de grandes espetáculos. Segundo a Secretaria 
Municipal de Cultura e Turismo, não existem instrutores concursados no quadro de 
funcionários efetivos na Prefeitura, entretanto a abertura de vagas somente se justificaria 
por meio de ações que incentivassem o interesse da população na área. 
e) Música: 
ASPECTOS POSITIVOS ASPECTOS NEGATIVOS 
 Diversidade de cursos ofertados pela 
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo: 
violão, contrabaixo, bateria, teclado, coral com 
profissionais gabaritados. 
 Cursos oferecidos por escolas de música 
particulares. 
 Banda Municipal de Araucária, instituída por 
Lei em 2004, funciona como local de 
aprendizagem de vários instrumentos de sopro 
e percussão. 
 Concerto Didático realizado pela Banda 
Municipal para alunos da rede de ensino 
pública e privada. 
 Cinco fanfarras em Escolas (uma inativa 
devido a incêndio na escola). 
 Diversos corais em Igrejas. 
 FESTCAR - Festival da Canção de 
Araucária, possibilita o intercâmbio entre 
músicos locais e outras regiões. 
 A disponibilização do Teatro da Praça para 
apresentações musicais locais e de outras 
cidades. 
 Movimento URRA – União Resistência Rock 
de Araucária. 
 Grande número de bandas. 
 Pouca oferta de estabelecimentos 
comerciais com música ao vivo, restringindo a 
contratação de músicos locais. 
 Pouca oferta de shows musicais no Teatro 
da Praça. 
 Inexistência de cargos para instrutores 
concursados na Prefeitura. 
 Muitos grupos e bandas musicais mudam os 
músicos com frequência e se dissolvem em 
pouco tempo. 
 Pouca diversidade de estilos entre os 
músicos locais. 
 Carências de músicos profissionais. 
 Carência de criação de mostras, por parte da 
iniciativa pública ou privada, nos diversos 
estilos musicais. 
 Inexistência de profissionais da área musical 
na Prefeitura, para coordenar a área. 
Pág. 59/120 – Lei nº 2.725/2014 
Quanto à música, Araucária possui uma diversidade de cursos ofertados 
pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e por escolas particulares. Existem ainda, 
a Banda Municipal de Araucária, cinco fanfarras em escolas, corais em igrejas, o 
Movimento URRA, além de um grande número de bandas. 
A Banda Municipal de Araucária é composta por alunos da rede municipal, 
estadual e particular de ensino que procuram adquirir conhecimento técnico instrumental e 
teórico. A Banda se apresenta gratuitamente em eventos públicos cívicos, educativos, 
religiosos, de empresas e campeonatos tendo um público médio de cinco mil pessoas ao 
ano. 
A oferta de apresentações musicais é pouca e normalmente ocorre por 
iniciativa do poder público. No setor privado verifica-se a baixa procura por artistas locais 
em função da oferta restrita de música ao vivo em estabelecimentos comerciais, cujas 
causas devem ser levantadas a fim de se definir ações para contornar a situação. 
Nas bandas e grupos musicais locais, os músicos são substituídos com 
frequência e alguns se dissolvem em pouco tempo. Exceção a esta situação é o 
Movimento URRA, bastante atuante no município. Outra questão apontada é a 
inexistência de diversidade de estilos entre os artistas locais. 
Apesar do incentivo à música por parte do poder público, verifica-se a 
necessidade de fortalecimento da área através da consolidação dos grupos e bandas 
locais e do incentivo ao gosto pela música. Sem estas ações, a realização de mostras 
musicais não surtirá efeito em termos de público. 
f) Artes Visuais / Áudio Visual: 
ASPECTOS POSITIVOS ASPECTOS NEGATIVOS 
 Espaços expositivos da Prefeitura, com 
boa estrutura. 
 Vários cursos oferecidos pela Prefeitura, 
desenho, pintura em tela, cerâmica, vidro, 
papel machê, em diferentes bairros do 
município. 
 Instrutores capacitados ministrando os 
cursos oferecidos pela Secretaria 
Municipal de Cultural e Turismo. 
 Carência de espaços particulares de 
exposição e comercialização. 
 Falta de mobilização dos artistas e da 
Prefeitura para promover mostras e 
parcerias. 
 Inexistência de cargos para instrutores 
concursados na Prefeitura. 
 Carência de diversidade nas ações. 
 Carência de ações na área de áudio 
visual. 
Pág. 60/120 – Lei nº 2.725/2014 
O município apresenta boa estrutura expositiva e oferece vários cursos 
com instrutores capacitados. Entretanto, verifica-se a carência quando se trata da 
iniciativa privada, seja pela falta de espaços de exposição e comercialização, como pela 
inexistência de mobilização dos artistas. 
A pesquisa cultural apontou que apenas 13% das pessoas que 
frequentam atividades culturais visitam exposições, não sendo identificados os motivos da 
baixa taxa de visitação. Verificou-se ainda que as exposições não foram citadas pelos 
entrevistados quanto a atividades frequentadas fora do período de trabalho. Estas 
questões demandam estudos identificando as suas causas a fim de se estabelecer ações 
corretivas. 
g) Artesanato: 
ASPECTOS POSITIVOS ASPECTOS NEGATIVOS 
 Existência de Lei referente ao Programa 
de Arte e Artesanato. 
 Casa de Artesanato que comercializa 
produtos artesão locais. 
 Diversidade e boa qualidade do 
artesanato. 
 Boa aceitação no mercado. 
 Variedade de cursos gratuitos oferecidos 
pela Prefeitura. 
 Feira de Artesanato. 
 Divulgação do artesanato local em feiras 
regionais a interestaduais. 
 Existência de artesanato rural. 
 Enfraquecimento do artesanato rural pela 
escassez de artesãos. O ofício do artesanato 
rural era passado de geração para geração e 
produzido em dias de chuva, à noite e era 
uma complementação de renda. Atualmente 
os jovens da área rural não demonstram 
interesse e têm outras oportunidades de 
emprego. 
 Concorrência de preço com produto 
importados. 
 Poucos estabelecimentos que 
comercializam “artesanato”. 
 Inexistência de grupos organizados como 
associações ou cooperativas. 
O desenvolvimento da atividade artesanal no Município de Araucária 
iniciou em 1993 com a implantação do Programa ARA - Artesanato Rural de Araucária 
pela Prefeitura do Município de Araucária por meio da Secretaria de Cultura e Turismo em 
parceria com a EMATER-PR. A intenção do programa era valorizar as peças produzidas 
por pequenos produtores rurais do Município através do aproveitamento de matérias￾primas existentes nas propriedades, como: vime, palha de milho, bambu, madeira entre 
outros, conservando seus aspectos naturais sem agredir o meio ambiente, desenvolvendo 
habilidades, retratando a cultura local e proporcionando um complemento de renda para 
as pequenas propriedades rurais envolvidas. Foi criado então um espaço na Casa da 
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Cultura com a finalidade de divulgação e comercialização dos produtos artesanais. Com o 
crescimento da atividade artesanal o espaço precisava ser ampliado e exclusivo para este 
fim, então em 11 de fevereiro de 2003 foi inaugurada a Casa do Artesanato no Parque 
Cachoeira, espaço este que atualmente conta com 16 artesãos cadastrados da área rural 
e 58 da área urbana. Destes, 68 artesãos expõem seus produtos na Casa do Artesanato, 
predominando o artesanato urbano. 
Apesar da diversidade do artesanato local e do apoio do município na 
exposição, comercialização e capacitação dos artistas locais, percebe-se a necessidade 
de fortalecimento e de profissionalização dos artesãos através de associações. Verifica￾se, ainda, a necessidade de realização de estudo sobre o perfil de consumidores, 
tipologia e pólos de produção de artesanato a fim de se estabelecer ações visando um 
artesanato sustentável, como uma fonte de geração de renda. 
h) Exposições Artístico-Culturais: 
O município apresenta alguns espaços públicos para exposições, os quais 
possuem acervo próprio e temporário. Apesar de não haver cobrança de entrada para a 
visitação, verifica-se um baixo número de visitantes nestes equipamentos, com exceção 
do Museu Tingüi-Cuera. Os espaços possuem visitas monitoradas e atendem grupos das 
escolas municipais. Estes provavelmente são os principais frequentadores das 
exposições, todavia não existe levantamento do perfil dos visitantes e o motivo da baixa 
procura. Este estudo deverá ser executado a fim de dimensionar as exposições e ampliar 
o número de frequentadores. 
i) Grupos Folclóricos: 
Em 13 de maio de 2000 foi fundado o Grupo Folclórico Polonês Wesoly 
Dom, que em polonês quer dizer "Casa Alegre". O grupo conta com integrantes nas 
categorias infantil e adulto. Já adquiriu títulos em festivais dentro e fora do país. Traz em 
seu repertório várias danças, nacionais e regionais. Além da dança, também promove 
eventos festivos e religiosos, como a grande Festa do Pierogi e as noites da Sopa 
Polonesa na Broa, que são um verdadeiro sucesso na região. O Grupo Folclórico Polonês 
Wesoly Dom tem a missão de garantir, resgatar e manter a cultura trazida pelos 
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imigrantes poloneses, não só em Araucária, mas nas demais cidades brasileiras, 
mostrando o quão rica e diversificada é esta cultura. 
Ainda que a população do município seja caracterizada pelos movimentos 
migratórios que garantiram a riqueza da diversidade cultural, não foram identificados 
outros grupos folclóricos em Araucária. Também são desconhecidas as causas desta 
situação, demandando estudo específico que identifique a viabilidade de exploração desta 
potencialidade. 
3.5. COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS CULTURAIS 
A cidade possui um grande número de músicos e bandas musicais que 
não dispõem de lugares para exibição de seus trabalhos. São realizados alguns eventos 
pontuais e poucos bares e restaurantes abrem suas portas para apresentação de música 
ao vivo. O pagamento na maioria das vezes é feito por couvert-artístico, onde o próprio 
público paga um valor na entrada do local e esse valor é revertido em pagamento para o 
artista. Com a aquisição de bons equipamentos, de alto custo, para a execução de som 
de boa qualidade, torna-se difícil a sobrevivência de músicos no município apenas com 
seu trabalho artístico. 
Em relação às artes cênicas quase toda a produção consumida no 
município vem de outras cidades, a exceção fica por conta das produções realizadas 
como encerramento dos cursos ofertados pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo 
e as realizadas pela CIARTE, companhia teatral estabelecida na cidade, que levou suas 
produções para outras cidades e tem visto sua produção diminuindo gradativamente 
devido à dificuldade no consumo de bens culturais no município. Existem vários artistas 
araucarienses atuando em companhias curitibanas que trazem suas produções ao 
município, mas não fixam seus trabalhos na cidade pela falta de legislação de incentivo a
produção como as que vigoram na capital. 
Para que seja possível a comercialização de suas obras, parte dos 
artistas da área de artes visuais trabalha sob encomenda. Para garantir a comercialização 
de sua produção alguns investem em produtos mais vendáveis, como por exemplo, a 
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personalização de motos, mas se trabalha também com restaurações, gravuras, pinturas 
em telas, desenhos e a produção de painéis como o localizado na entrada da Aldeia da 
Solidariedade. Há na cidade uma falta de demanda de consumo de bens culturais. O 
artista araucariense produz algo que a população não quer consumir, por não reconhecer 
a importância e o valor do bem cultural. 
Os poucos produtores na área de áudio visual afirmam que 95% do 
trabalho realizado atende a demanda de fora da cidade. São licitações por todo o país, 
contratos com entidades públicas, privadas e autarquias. A produção de vídeos de arte 
fica reduzida em detrimento da sobrevivência. Há uma demanda significativa por parte 
das empresas do Parque Industrial de Araucária que contratam para a realização de 
vídeos institucionais. Existe mão de obra qualificada no município para realização dos 
trabalhos, porém não existe na cidade a venda de equipamentos para realização de 
produções audiovisuais. 
O problema da falta de consumo de produtos culturais está muito antes da 
questão da divulgação. Não adianta divulgar algo que não interessa às pessoas; precisa 
ser despertado o gosto pela arte, o reconhecimento do bem cultural e a valorização da 
cultura local. 
3.6. EQUIPAMENTOS CULTURAIS 
Conforme levantamento realizado no município, foram identificados 168 
equipamentos culturais, dos quais 102 são religiosos, 30 são bibliotecas e as duas 
livrarias existentes comercializam literatura religiosa. Os equipamentos culturais públicos 
da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Araucária somam onze, localizando-se 
quatro destes no Parque Cachoeira. 
Museu Tingui-Cuera
Rua Ceará, nº 65 – Parque Cachoeira – Jardim Iguaçu.
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira, das 08h00 às 12h00 - 13h30 às 
17h30 e aos sábados, domingos e feriados das 10h00 às 17h00.
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Inaugurado em 11 de fevereiro de 1980 e instituído pelo Decreto 
Municipal 2.850 de 04 de fevereiro de 1982. Está instalado em um prédio histórico onde 
funcionava a antiga indústria de massa de tomate e farinha de milho da Família Torres, na 
década de 1940. Possui um acervo de 532 (quinhentas e trinta e duas) peças que reúne 
objetos de trabalho e do cotidiano dos antigos moradores do munícipio, datados a partir 
do século XIX. Com um público de mais de 20.000 (vinte mil) visitantes/ano, possui 
espaços para exposições de longa duração com peças do acervo, espaço para 
exposições temáticas temporárias, o auditório Júlio Grabowski com 50 (cinquenta) lugares 
e uma biblioteca com 216 (duzentos e dezesseis) exemplares. 
Trata-se do equipamento de exposição com maior volume de visitantes no 
município e referência para a Região Metropolitana de Curitiba. 
Atua visando conservar, estudar, investigar, difundir e expor os 
testemunhos materiais da localidade e de seu entorno, utilizando-se do patrimônio cultural 
como recurso educacional, turístico e de inclusão social. 
De acordo com o registro realizado em planilha diária, o perfil dos 
visitantes do Museu compreende grupos escolares, familiares e turísticos, sendo o de 
maior volume, moradores de Araucária, tendo também boa frequência de visitantes de 
outros municípios, estados e até de outros países. 
Visando à melhoria da relação do Museu com seus visitantes, o mesmo 
desenvolve projetos específicos de Ação Educativa que proporcionam maior acesso ao 
conteúdo de seu acervo. Dentre esses projetos, estabelece-se como prioridade a 
presença de monitores de exposição para o público em geral e para tanto se investe na 
realização de curso de formação para esta atividade. 
No Museu também é desenvolvido o Projeto de Educação Patrimonial que 
envolve um trabalho específico com o acervo do Museu, do Memorial da Imigração 
Polonesa e de maneira geral com o Patrimônio Histórico de natureza material e imaterial 
do município. Neste projeto, a prioridade de atendimento se dá para o público escolar nos 
diversos níveis de ensino. 
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Contudo, sabendo do potencial do Museu para efetivação de demais 
projetos específicos, se faz necessária constante manutenção de investimentos no quadro 
de profissionais que atuam no Museu. 
Parque Romão Wachowicz - Memorial da Imigração Polonesa
Avenida Centenário, nº 1.105 – Parque Romão Wachowicz - São Miguel. 
Atendimento ao público de terça à sexta-feira, das 09h00 às 17h00 e aos sábados, 
domingos e feriados das 10h00 às 17h00.
Inaugurado em 17 de setembro de 1995. É uma homenagem à Colônia 
Tomás Coelho5
, a maior colônia de imigrantes poloneses das circunvizinhanças de 
Curitiba, no final do século XIX. O parque conta com a Capelinha de São Miguel 
construída em 1894 e o Memorial da Imigração Polonesa com um acervo de fotos do 
início do século XX e da década de 1980, além de documentos referentes à região, cujas 
famílias tiveram que abandonar suas propriedades inundadas pelas águas para a 
construção da Barragem do Passaúna. Possui uma exposição permanente, integra o 
Projeto de Educação Patrimonial e o Projeto de Conscientização Turística. 
Este equipamento de exposição apresenta um percentual significativo (em 
torno de 50%) de desconhecimento por parte da população. Possivelmente por este 
motivo possui baixa visitação, com um público de aproximadamente 1.800 (mil e 
oitocentos) visitantes/ano, verificando-se uma média de 5,75 visitantes/dia/funcionário. 
Esta informação, todavia, demanda a realização de estudo identificando as causas da 
baixa procura pelo equipamento e indicando as soluções para a ampliação de público. 
Arquivo Histórico Municipal Archelau de Almeida Torres
Avenida Doutor Victor Ferreira do Amaral, nº 352 – Centro. 
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira, das 08h00 às 12h00 – 13h30 às 
17h30.
 
5 Tomás Coelho – Colônia de imigrantes poloneses, fundada em 1876. O nome foi uma homenagem ao então Ministro 
da Agricultura Thomaz José Coelho de Almeida. Observe-se que a grafia do nome da Colônia era diferente do nome do 
Ministro. 
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Criado pela Lei Municipal nº 1.040 de 11 de abril de 1996, funcionava no 
Museu Tingüi-Cuera. Em 2012 foi transferido para um prédio histórico, o primeiro posto de 
saúde pública do município. Realiza o preparo técnico de conservação do acervo e 
disponibiliza material para pesquisa. Conta com um acervo de fotos históricas, fotos de 
eventos realizados pela Prefeitura Municipal e outras entidades, somando mais de 19.000 
(dezenove mil) fotos em papel, 13.000 (treze mil) digitalizadas; 172 (cento e setenta e 
duas) fitas VHS, 124 (cento e vinte e quatro) fitas cassetes e 1.654 (mil seiscentos e 
cinquenta e quatro) CDs e DVDs com fotos e filmagens de eventos, 3.000 (três mil) 
documentos escritos, vindos de acervos particulares, do arquivo público do município e 
registros paroquiais (batizados, casamentos e óbitos de 1.844 a 1.971), 120 (cento e 
vinte) entrevistas referentes ao cotidiano dos moradores e à memória histórica do 
município. 
A pesquisa cultural verificou que a maioria da população desconhece a 
existência deste equipamento, que atende aproximadamente 400 (quatrocentas) 
pesquisas/ano. Como o equipamento tem por objetivo a manutenção, preservação e 
guarda de documentos históricos, bem como o atendimento a pesquisadores, 
historiadores e interessados diretos na história do município (público muito específico), 
não se pode afirmar que o atendimento é pequeno. 
Esta informação, todavia, demanda a realização de estudo identificando 
as causas do desconhecimento do equipamento e indicando as soluções para o 
conhecimento e conscientização da população referente à função do Arquivo Histórico. 
Aldeia da Solidariedade
Rua João do Vale Lemos, 300 – Parque Cachoeira - Cachoeira 
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira, das 08h00 às 12h00 – 13h30 às 
17h30. 
Formada por centenárias edificações em madeira construídas pelos 
imigrantes poloneses e transferidas para o Parque Cachoeira em 1982. Recebeu esse 
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nome em homenagem ao Sindicato Polonês Solidariedade. Desde 2003 o local é utilizado 
para realização de cursos e oficinas de arte e artesanato. Oferece cursos de contrabaixo, 
violão, teclado, bateria, desenho, circo, mosaico, papel machê, cerâmica, fusão de vidro e 
oficinas ministradas pelos artesãos cadastrados na Casa do Artesanato (Bauer, fuxico, 
boneca em palha de milho, enfeites de natal, etc.). 
Os cursos e oficinas atendem 258 (duzentos e cinquenta e oito) 
alunos/ano, o que representa uma média de 51,6 alunos por instrutor. Segundo relatado 
pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, um dos maiores problemas enfrentados 
pelo equipamento trata-se do alto percentual de desistência por parte dos alunos e ainda 
a baixa rotatividade do público que frequenta os cursos temporários, acarretando no não 
aproveitamento total da potencialidade que o equipamento oferece. 
Tendo em vista este quadro, percebe-se a necessidade de ações que 
visem contornar a atual situação, garantindo o acesso democrático dos cursos a toda 
população e buscando diminuir a alta taxa de desistência. 
Apesar de localizada em um dos pontos turísticos mais conhecidos do 
município (Parque Cachoeira) e por se caracterizar pelas construções típicas polonesas, a 
Aldeia da Solidariedade apresenta um percentual significativo de desconhecimento (cerca 
de 40%) por parte da população, segundo a pesquisa cultural. 
Casa do Artesanato
Rua Ceará, nº 65 – Parque Cachoeira – Jardim Iguaçu. 
Atendimento ao público de segunda-feira, das 13h30 às 17h30, de terça à sexta￾feira, das 08h00 às 12h00 – 13h30 às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados, 
das 10h00 às 17h00.
Casa construída em 1887, na localidade de Roça Nova, com arquitetura 
típica polonesa da época da imigração. Foi adquirida pela Petrobrás que em novembro de 
2001 fez a doação para a Prefeitura do Município de Araucária, para abrigar a Casa do 
Artesanato que foi inaugurada em 11 de março de 2003. Possui um acervo rotativo que 
gira em torno de 1.700 (mil e setecentas) peças. Atende um público de aproximadamente 
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9.600 (nove mil e seiscentos) visitantes/ano, resultando na venda de aproximadamente 
2.700 (duas mil e setecentas) peças/ano, com 74 (setenta e quatro) artesãos cadastrados. 
Realiza a divulgação e comercialização do artesanato local. 
Conforme a pesquisa cultural, a maioria dos entrevistados sabe da 
existência da Casa do Artesanato e destes, parte significativa visitou o equipamento. Não 
existe um levantamento do perfil dos visitantes. São aproximadamente 8,7 
visitantes/dia/funcionário. 
Faz-se necessária a elaboração de estudo visando detectar os 
desdobramentos positivos não captados nos dados expostos. Deve ser analisada a renda 
obtida através da comercialização de artesanato em termos de viabilidade para o 
equipamento tendo em vista o atendimento ao Plano Diretor, artigos 60 e 61, da Política 
Econômica quanto à sustentabilidade. 
Casa das Palavras Brincantes
Rua Ceará, nº 333 – Parque Cachoeira – Jardim Iguaçu. 
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira, das 08h00 às 12h00 – das 13h30 
às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados, das 13h00 às 17h00. 
Criada em 16 de abril de 2004 com o nome de Cantinho Infantil era 
sediada na antiga Casa Suíça, e em 04 de agosto de 2007 o espaço teve seu nome 
alterado para Casa das Palavras Brincantes. Devido à necessidade de reformas, em 11 
de junho de 2009 passou a funcionar temporariamente no Museu Tingüi-Cuera e em 02 
de agosto de 2010 foi alocada para a Biblioteca Municipal Emiliano Perneta. 
Em 12 de agosto de 2012, com o prédio totalmente reformado, voltou a 
ocupar seu local original na entrada do Parque Cachoeira. Conta com um acervo de 1.074 
(mil e setenta e quatro) livros de literatura destinados a todas as faixas etárias, possui 
ainda 29 (vinte e nove) áudio-livros, periódicos (revistas), DVDs e brinquedos 
pedagógicos. Atende um público de aproximadamente 14.000 (quatorze mil) 
visitantes/ano. Realiza empréstimo de livros, projetos literários, curso de teatro de 
bonecos, grupo de estudos sobre performance teatral, happening e intervenção urbana, 
empréstimo de cadeiras e livros para leitura no Parque Cachoeira. 
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De acordo com a pesquisa cultural é o espaço menos conhecido pela 
população, possivelmente devido ao fato de ter ficado sem sede própria desde 2009. Já se 
constatou, de acordo com os dados do mês de reabertura, um aumento no fluxo de visitação, 
representando atualmente 9,58 visitantes/dia/funcionário. 
Núcleo Cultural do CAIC
Rua Saracura, nº 1.314 – Jardim Califórnia – Capela Velha. 
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira, das 08h00 às 12h00 – das 13h30 
às 17h30 e aos sábados, 08h00 às 12h00.
O Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC), foi 
inaugurado em 1º de agosto de 1992. Em 1º de maio de 1993 a Secretaria Municipal de 
Cultura e Turismo implantou no local um setor com biblioteca, oficinas e coral que, a partir de 
2001 estabeleceu-se definitivamente como Núcleo Cultural do CAIC. 
O Decreto 24.636 de 11 de outubro de 2011 instituiu a biblioteca como 
Biblioteca Pública Municipal do Núcleo Cultural do CAIC, que possui um acervo de 7.359 
(sete mil trezentos e cinquenta e nove) volumes. Oferece consulta local de livros, periódicos e 
outros materiais informativos, empréstimo de livros e áudio-livros, reserva de livros para 
empréstimos, apoio à pesquisa escolar, brinquedoteca, videoteca, atividades informativas e 
culturais, projetos literários, gibiteca, atendendo 12.500 (doze mil e quinhentos) usuários/ano 
com uma média de 8,01 usuário/dia/funcionário. 
O Núcleo Cultural oferece cursos de violão, teclado, desenho, circo, coral, 
teatro, dança contemporânea, dança de salão e artesanato, atendendo 260 (duzentos e 
sessenta) alunos/ano, o que representa uma média de 32,5 alunos por instrutor. É um setor 
bastante freqüentado tanto pela proximidade com a escola, como pelo número de habitantes 
no bairro, no entanto, durante a pesquisa cultural, muitos entrevistados manifestaram o 
desconhecimento de um setor específico da cultura no Complexo. 
Biblioteca Pública Municipal Emiliano Perneta
Avenida Archelau de Almeida Torres, nº 308 – Centro.
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira, das 08h00 às 20h00 e aos 
sábados, das 08h00 às 12h00.
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Foi registrada no Ministério da Educação e Instituto Nacional do Livro sob 
o número 5228, no ano de 1952 e criada pelo Decreto Municipal nº 17 de 03 de janeiro de 
1953. Conta com um acervo composto por aproximadamente 28.000 (vinte e oito mil)
volumes entre livros de pesquisa, literatura, livros em braile, áudio-livros, periódicos 
(revistas e jornais) e DVDs. Realiza atendimento à pesquisa, empréstimo de livros, 
acesso à multimídia, preparo técnico e físico de materiais diversos, automação do acervo, 
restauro de livros, projetos literários e possui telecentro comunitário, brinquedoteca, 
gibiteca e videoteca. 
Atende aproximadamente 60.000 usuários/ano. Um dos setores culturais 
mais conhecidos e o mais frequentado pela população, porém, por ser um equipamento 
público comum em todas as cidades, preocupa o fato de que quase 20% da população 
não sabem de sua existência, segundo a pesquisa cultural. 
Teatro da Praça
Rua São Vicente de Paulo, nº 1.091 – Sabiá.
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira, das 08h30 às 11h30 – das 13h00 
às 17h00.
Criado através da Lei nº 730 de 23 de agosto de 1990. Todo construído 
em madeira, o Teatro da Praça faz parte do Projeto Teatro Barracão, da Fundação Teatro 
Guaíra, executado pela Prefeitura Municipal de Araucária. Foi inaugurado em 16 de 
novembro de 1990. Funciona como casa de espetáculos com apresentações das mais 
variadas linguagens artísticas, como dança, teatro, música, teatro de bonecos e também 
oferece cursos de teatro infantil e adulto, dança moderna e dança de salão. 
Atende 360 (trezentos e sessenta) alunos/ano, o que representa uma 
média de 72 alunos por instrutor, e aproximadamente 13.000 (treze mil) 
espectadores/ano. 
De acordo com a pesquisa cultural trata-se do equipamento mais 
conhecido, dado este que não se reflete na participação em atividades promovidas no 
local, uma vez que são raros os momentos em que há lotação total no Teatro. 
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Casa da Cultura
Praça Doutor Vicente Machado, nº 258 – Centro.
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira 
das 08h00 às 12h00 – das 13h30 às 17h30.
Casa construída em 1895 serviu como Casa Paroquial e a parte frontal foi 
utilizada como capela para atender os ofícios religiosos enquanto se construía a Igreja 
Matriz. Com a morte do Padre José Soja, que era o proprietário, o imóvel passou a seus 
herdeiros e posteriormente a outros proprietários. Adquirida pela Prefeitura, foi tombada 
como Patrimônio Arquitetônico do Município pelo decreto nº 2.582 de 1981, servindo 
como Casa da Cultura. Durante o ano de 1991, a Casa foi revitalizada passando a ser 
sede da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes. Em abril de 2006 foi interditada 
devido a problemas em sua estrutura. Em 05 de julho de 2010 voltou a funcionar como 
sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Possui um acervo de 74 (setenta e 
quatro) obras de arte, entre telas, gravuras e fotografias. Sede da Secretaria Municipal de 
Cultura e Turismo, possui o Espaço para Exposições Reynaldo Alves Pinto, com 
exposições temporárias, oferece curso de violão, contrabaixo, coral, desenho e pintura em 
tela. Atende 450 (quatrocentos e cinquenta) alunos/ano e aproximadamente 2.400 (dois 
mil e quatrocentos) visitantes/ano. 
Banda Municipal
Rua Coronel João Antônio Xavier, nº 906 – Centro.
Atendimento ao público de segunda à sexta-feira das 8h00 às 12h00 – das 
13h30 às 17h30.
A Banda teve sua origem em 1978, com a criação da Fanfarra da Escola 
Municipal Irmã Elizabeth Werka. Em 01 de setembro de 2000 foi transformada em Banda 
Marcial Werka e em 22 de dezembro de 2004, pela Lei 1.543 foi instituída como Banda 
Municipal de Araucária. Possui um acervo de 80 instrumentos de sopro e 28 instrumentos 
de percussão. Com 64 (sessenta e quatro) alunos, participa em média, de 20 (vinte) 
eventos/ano, atendendo um público de aproximadamente 12.000 (doze mil) 
espectadores/ano. Realiza o Projeto Concerto Didático e apresenta-se em inaugurações, 
comemorações, empresas, escolas, campeonatos de bandas e fanfarras e concerto de 
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natal. 
De acordo com a pesquisa cultural, parte significativa da população sabe 
da existência do equipamento, porém, uma parcela muita pequena já assistiu ou 
participou de atividades desenvolvidas pela Banda Municipal, demandando um estudo 
que identifique as causas dessa situação. 
Centro de Informações Turísticas
Avenida Doutor Victor Ferreira do Amaral, nº 352 – Centro.
Atendimento ao público de segunda a sábado, das 08h00 às 18h00 e domingos e 
feriados, das 10hs às 17h00.
Inaugurado em 24 de Junho de 2004, localizava-se ao lado do viaduto de 
entrada da cidade e em 2012 foi transferido para o prédio histórico, do primeiro posto de 
saúde do município, juntamente com o Arquivo Histórico Municipal. Tem como objetivo 
levar ao conhecimento de todos os munícipes e visitantes o potencial turístico de 
Araucária, bem como seus produtos e serviços turísticos. 
Conta com mapas do Município (Urbano, Rural e Roteiro de Turismo 
Rural), mapa de Curitiba, fôlderes turísticos, Inventário da Oferta Turística, guia de 
arruamento do município. 
Atende aproximadamente 5.200 (cinco mil e duzentos) visitantes/ano. 
Realiza agendamentos/reservas para o passeio de Turismo Rural Caminhos de Guajuvira 
e serve como ponto de apoio e de partida do ônibus Linha Turismo Rural aos sábados. 
PORTAL POLONÊS
Avenida das Araucárias - Barigui.
Inaugurado em 09 de abril de 2000, data do encerramento do IV 
Congresso Polônico da América Latina. O Portal mostra duas fases da arquitetura típica 
polonesa, misturando a casa de troncos (modelo típico do final do século XIX) e a casa de 
tábuas de pinheiro (modelo típico do início do século XX). Ao centro está a imagem de 
Nossa Senhora de Czestochowa, Santa Padroeira da Polônia. Por ser um local de 
passagem recebe apenas visitas externas. O local integra o Projeto Educação para o 
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Turismo: Preservando a Cultura e o Meio Ambiente e o Projeto Ação Educativa do Museu 
Tingüi-Cuera com o Roteiro Histórico Cultural, que realizam visitas com alunos de escolas 
do munícipio. 
A pesquisa cultural realizada pela Secretaria Municipal de Cultura e 
Turismo identificou um percentual significativo de desconhecimento da população quanto 
à existência dos equipamentos culturais. Verificou-se ainda que uma parcela pequena da 
população visitou algum destes equipamentos. Entre os mais visitados estão os 
equipamentos situados no Parque Cachoeira: Aldeia da Solidariedade, Casa do 
Artesanato e Museu Tingüi-Cuera; além da Biblioteca, Casa de Cultura e o Teatro da 
Praça. Aproximadamente metade dos entrevistados considera boa ou regular a qualidade 
dos equipamentos, não sendo identificados e qualificados os problemas relativos aos 
mesmos. 
A Lei do Plano Diretor, em seu artigo 53, incisos III, VII e XV a 
implementação ações que promovam, ampliem a utilização e assegurem o pleno 
funcionamento dos equipamentos e serviços culturais do município. Entretanto, a 
consolidação destas ações depende do estudo dos fatores que interferem na baixa 
visitação e conhecimento dos equipamentos culturais pela população. A inexistência deste 
estudo e do levantamento de demanda também interfere no atendimento da ação prevista 
inciso XV do artigo 53 da mesma lei quanto à ampliação dos equipamentos. Atualmente, 
apenas o inciso XII do artigo 53 que se refere à revitalização do Arquivo Público Municipal 
foi atendido. 
3.7. INVENTÁRIO CULTURAL 
Foi levantado através do Plano Diretor Municipal que: 
“Em 1995, a Secretaria de Cultura e Turismo iniciou um 
inventário onde constam o patrimônio cultural municipal e patrimônios 
imateriais artísticos. Esse levantamento foi concluído em 1996 e passou 
por uma grande revisão em 2003. Atualmente estão inventariados 460 
bens culturais que abrangem as formas de expressão, os modos de criar, 
fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, 
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objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às 
manifestações artístico-culturais e os conjuntos urbanos e sítios de valor 
histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e 
científico. O inventário da Prefeitura Municipal de Araucária está sendo 
constantemente atualizado, conforme novos bens materiais ou imateriais 
são descobertos.” 6
Este trabalho de atualização, apesar de não ser constante, atende o artigo 
53 da Lei do Plano Diretor que trata da implementação da política de promoção e 
valorização cultural e que define as seguintes estratégias: 
“X. dar continuidade na identificação dos bens de valor 
cultural, de natureza material e imaterial, de interesse de conservação do 
Município; 
XI. preservar, atualizar, ampliar e divulgar a 
documentação e os acervos que constituem o patrimônio cultural do 
Município; ” 7
Cabe ressaltar a revitalização do prédio da antiga sede da Unidade de 
Saúde do Centro para instalação do novo Arquivo Histórico Municipal Archelau de Almeida 
Torres, além do treinamento e capacitação dos funcionários em conservação de 
documentos escritos, iconográficos e audiovisuais garantindo a preservação do acervo 
cultural do município. 
Entretanto, foi constatada a falta de detalhamento quanto ao inventário do 
patrimônio arquitetônico, fato que impossibilita a definição da área e/ou elementos a 
serem preservados e consequentemente considerados pela Lei de Transferência de 
Potencial Construtivo, Fundo Municipal de Patrimônio Cultural de Araucária e 
estabelecimento de tombamento e de Unidades de Interesse de Preservação. 
O acesso às informações dos bens materiais e imateriais inventariados 
também é restrito a funcionários e visitantes do Arquivo Histórico. A divulgação destas 
 
6 Plano Diretor Municipal, Volume I – Fundamentação, 2007, p.287. 7
 idem.
Pág. 75/120 – Lei nº 2.725/2014 
informações pode, a exemplo de outros municípios, ser ampliada através de mapa 
“georreferenciado dos espaços e instalações culturais da cidade e disponibilizando esse 
mapa na internet”.8
 Além de garantir a publicidade, esta ferramenta será importante para a 
atualização dos mapas culturais existentes, cujas versões são de 2004 e 2006. 
3.8. PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO 
De acordo com o Plano Diretor de Araucária, foram verificados indícios de 
que a população “não valoriza, ou desconhece, a questão do patrimônio” 9. Constatou-se 
ainda que: 
“existe preocupação de grupos locais por patrimônios que 
se referem a uma determinada região, como é o caso da região de São 
Miguel e Thomaz Coelho e na área rural. Estas regiões, que, 
normalmente, apresentam maiores concentrações de idosos e 
descendentes de poloneses, tendem a valorizar a arquitetura e cultura 
polonesa.” 10 
Analisando-se a planta de localização, percebe-se que existem duas 
regiões no perímetro urbano com maior concentração de bens culturais edificados 
tombados e de interesse de tombamento. A primeira trata-se da região central, onde o 
núcleo urbano do município teve seu início, que conta com construções do fim do século 
XIX até a década de 60, e a segunda se refere à região de São Miguel e Thomaz Coelho, 
onde se estabeleceram os imigrantes poloneses no fim do século XIX. Segundo o 
diagnóstico do Plano Diretor Municipal, “na área rural os bens culturais edificados se 
encontram bastante dispersos, com uma pequena concentração no distrito de Colônia 
Cristina.” 11
Na região central, os imóveis “enfrentam o problema de ter seu entorno 
descaracterizado” 12. O zoneamento vigente até o final de 2010 permitia a: 
 
8 http://planosdecultura.ufsc.br/como-realizar-um-inventario-do-area-da-cultura/. Acesso em 15/06/2012. 9 Plano Diretor Municipal, Volume I – Fundamentação, 2007, p.286 10 Idem
11 Idem, p.288-289
12 Idem, p.289
Pág. 76/120 – Lei nº 2.725/2014 
“construção de edifícios de até 12 pavimentos, como o já 
existente na praça Vicente Machado - além de forte interesse comercial 
na região, que pressiona a transformação das edificações. 
A Praça Vicente Machado, um dos principais pontos de 
comércio e de encontro do município, possui diversas edificações de 
interesse para o patrimônio cultural, mas corre o risco de ser circundada 
por edifícios; as “paredes da praça” poderão vir a ser conformadas por 
edifícios altos. ” 13
Na região de São Miguel, além da identificação dos descendentes de 
poloneses com as edificações, o que garante a preservação, 
“o zoneamento restritivo da APA do Passaúna, com lotes 
mínimos de 5.000m2, induz a que nessa região predominem propriedades 
rurais. Ainda assim, há o risco de descaracterização das construções, por 
falta de valorização e interesse de manutenção do patrimônio. 
A tipologia do patrimônio na região de São Miguel e da 
área rural é constituída principalmente por casas em madeira. Os 
imigrantes poloneses aproveitavam a madeira abundante na região, 
inclusive araucárias, para construir suas casas, o que definiu como traço 
cultural marcante da cultura polonesa as casas de troncos encaixados. ” 14 
O mapeamento dos imóveis tombados e de interesse de preservação se 
encontra desatualizado (versões de 2004 e 2006 do Plano Diretor) e o inventário 
existente, incompleto, pois não apresenta levantamento arquitetônico e fotográfico 
detalhado, inviabilizando a definição de parâmetros de conservação e regulamentação e 
aplicação de processo de tombamento e de leis relativas à preservação, como por 
exemplo a Lei de Transferência de Potencial Construtivo e a Lei de Unidades de Interesse 
de Preservação. 
 
13 Plano Diretor Municipal, Volume I – Fundamentação, 2007, p.289 14 Idem, p.289
Pág. 77/120 – Lei nº 2.725/2014 
Percebe-se a importância da execução de um mapa georreferenciado 
cultural e da execução de um inventário completo do patrimônio edificado a fim de 
embasar e definir ações que garantam a implementação da Política de Promoção e 
Valorização Cultural prevista pela Lei do Plano Diretor. 
Relação de Bens culturais tombados e/ ou com interesse para tombamento - 2006 
Nº Nome Situação Data Localização 
1. Casa de Comércio e Moradia Tombado +/- 1917 Rua Major Sezino Pereira de Souza, 469, 
Centro 
2. Casa da Cultura Tombado - 
Município 1895 Praça Doutor Vicente Machado, 258, 
Centro 
3. Casa do Artesanato Int. tombamento 1887 Rua Ceará, 65, Iguaçu 
4. Portal Polônico Int. tombamento 2000 Avenida das Araucárias, São Miguel 
5. Casa do Cavalo Baio Tombado - 
Estado 1870 Rua Victor Ferreira do Amaral, 875, 
Centro 
6. Casa de Moradia Urbana Int. tombamento +/- 1890 Praça Doutor Vicente Machado, 220, 
Centro 
7. Casa do Bado (Casa de Moradia
Rural) Int. tombamento 1897 Campo Redondo 
8. Aldeia da Solidariedade Int. tombamento +/- 1877 Rua Ceará, 65, Iguaçu 
9. Museu Tingüi-Cuera Int. tombamento 1943 Rua Ceará, 65, Iguaçu 
10Pontes Metálicas Tombado - 
Município 1915 Rua Benjamin Constant, s/nº 
11Casa de Moradia Rural Int. tombamento +/- 1880 Rua Padre Boleslau Bayer, São Miguel 
12Bar do Donato Int. tombamento 1910 Praça Doutor Vicente Machado, 431, 
Centro 
13Serraria de Boa Vista Int. tombamento +/- 1900 Rodovia Euclides Gonçalves Ferreira, 
Km 06 
14Casa de Comércio e Moradia
Urbana Int. tombamento 1939 Praça Doutor Vicente Machado, 136, 
Centro 
15Restaurante Moinho Int. tombamento +/- 1940 Avenida das Araucárias, 365, Barigui 
16Casa de Moradia Rural Int. tombamento 1877 Rua Centenário, 365, Barigui 
17Casa de Moradia Int. tombamento 1895 Avenida Independência, 5379, Passaúna
18Companhia São Patrício Int. tombamento 1940 Rua Major Sezino Pereira de Souza, 811, 
Centro 
19Escola Estadual Dias da Rocha Int. tombamento 1938 Rua Major Sezino Pereira de Souza, 723, 
Centro 
Relação de Bens culturais tombados e/ ou com interesse para tombamento - 2006 
Nº Nome Situação Data Localização 
Pág. 78/120 – Lei nº 2.725/2014 
20Chaminé de Olaria – Cerâmica 
Guajuvirense Int. tombamento 1952 Rua dos Expedicionário, Guajuvira 
21Fábrica de Palhões Int. tombamento 1902 a 
1986 
Rua Estevan Júlio Wagner, 250, 
Guajuvira 
22Estação de General Lúcio Int. tombamento 1945 Rua João Kotowicz, Jardim Pescadores, 
General Lúcio 
23Casa Paroquial Int. tombamento 1942- 
1950 
Rua Julio Szymanski, 46, Centro 
24Igreja São Miguel Int. tombamento 1882 Rua Boleslau Bayer, São Miguel 
25Igreja Nossa Senhora das Dores
(Sede antiga) Int. tombamento 1886 Avenida das Araucárias, Barigui 
26Igreja Nossa Senhora das Dores
(Sede nova) Int. tombamento 2000 Avenida das Araucárias, Barigui 
27Igreja Matriz Nossa Senhora dos
Remédios Int. tombamento 1954-
1959 
Praça Doutor Vicente Machado, Centro 
28Capelinha São Miguel Tombado - 
Município 1894 Avenida Centenário, 1105, São Miguel 
29Memorial da Imigração Polonesa Int. tombamento 1995 Avenida Centenário, 1105, São Miguel 
30Casa de Moradia em Madeira Int. tombamento 1875 Rua Francisco Galarda, 260, Thomaz 
Coelho 
31Centro de Saúde de Araucária Int. tombamento Déc. 
1950 
Avenida Doutor Victor Ferreira do 
Amaral, 352, Centro 
32Colégio Estadual Professor Julio
Szymanski Int. tombamento 1964 Rua São Vicente de Paulo, 76, Centro 
33Escola Vicentina Sagrado Coração
de Jesus Int. tombamento Déc. 
1950 
Avenida Doutor Victor Ferreira do 
Amaral, 164, Centro 
34Carvalho 
Fonte: Prefeitura Municipal de Araucária, in Plano Diretor Participativo de Araucária 
Pág. 79/120 – Lei nº 2.725/2014 
Imagem 1: Identificação do Patrimônio Cultural existente no município, onde se verifica a concentração nas 
regiões central, de São Miguel e Tomás Coelho. 
Fonte: Plano Diretor Municipal, Volume I – Fundamentação, 2007. 
3.9. LEGISLAÇÃO MUNICIPAL RELACIONADA À CULTURA 
A Lei Complementar nº 5/2006, que institui o Plano Diretor Municipal, 
estabelece no artigo 7º que: 
“a função social da propriedade é cumprida quando, 
respeitadas as funções sociais da cidade, aquela for utilizada para: 
(...) 
IV - preservação do patrimônio cultural. 
Art. 8º. Para cumprir a sua função social, a propriedade 
deve atender, simultaneamente, às seguintes exigências: 
Pág. 80/120 – Lei nº 2.725/2014 
I - intensidade de uso adequado à disponibilidade de 
infra-estrutura, de equipamentos e de serviços; 
II - uso compatível com as condições de preservação da 
qualidade do meio ambiente, da paisagem e do patrimônio local; 
III - aproveitamento e utilização compatíveis com a 
segurança e saúde de seus usuários e vizinhança; 
IV - utilização adequada do terreno, de acordo com os 
parâmetros definidos pelo macrozoneamento, parte integrante desta Lei.” 
O cumprimento da função social da propriedade encontra-se atualmente 
comprometido pela falta de uma Lei do Patrimônio Cultural, que garanta a preservação, o 
uso compatível e a segurança dos usuários da edificação. 
Quanto à questão da sustentabilidade e preservação do patrimônio sócio￾ambiental: 
“Art. 10. O desenvolvimento de políticas de preservação 
do patrimônio sócio-ambiental do Município de Araucária visa a proteção, 
recuperação e conservação dos bens sócio-ambientais, devendo atender 
aos seguintes critérios: 
I - garantia de integridade do patrimônio sócio-ambiental 
do Município; 
II - incorporação da proteção do patrimônio sócio￾ambiental ao processo permanente de planejamento e ordenação do 
território; 
III - aplicação de instrumentos normativos e financeiros 
para viabilizar a gestão do patrimônio sócio-ambiental; 
IV - conscientização da população quanto aos valores 
culturais e ambientais e à necessidade de sua proteção e recuperação; 
V - implantação de medidas de controle de atividades 
que apresentem risco efetivo ou potencial de dano sócio-ambiental.” 15
 
15 Plano Diretor Municipal, 2006.
Pág. 81/120 – Lei nº 2.725/2014 
Os critérios estabelecidos para a sustentabilidade e preservação do 
patrimônio sócio-ambiental também dependem da regulamentação da Lei do Patrimônio 
Cultural, assim como de um inventário detalhado e definição de critérios de preservação. 
Para atendimento dos princípios fundamentais enumerados pelo Plano 
Diretor de Araucária foram identificadas 27 leis e decretos elaborados a partir de 1973 
quanto à legislação municipal relativa à cultura: 
 1973: 
- LEI Nº 443/1973 
"AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A FIRMAR CONVÊNIO COM O INSTITUTO 
NACIONAL DO LIVRO". 
 1990: 
- LEI Nº 746/1990 
"INSTITUI NORMAS PARA O FUNCIONAMENTO DO TEATRO DA PRAÇA". 
- LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA 
PREVÊ A PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS (CAPÍTULO IV, SEÇÃO II￾ATRIBUIÇÕES DO PODER PÚBLICO REFERENTE À CULTURA). 
 1994: 
-LEI Nº 971/1994 
"ASSEGURA AOS ESTUDANTES, O PAGAMENTO DE METADE DO VALOR 
EFETIVAMENTE COBRADO PARA INGRESSO EM CASAS DE DIVERSÕES, ESPETÁCULOS, 
PRAÇAS ESPORTIVAS E SIMILARES". 
 1996: 
- LEI Nº 1040/1996 
"CRIA O ARQUIVO HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA". 
 2001: 
- LEI Nº 1242/2001 
"DISPÕE SOBRE A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL E NATURAL 
DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA". 
-LEI Nº 1239/2001 
"AUTORIZA O PODER EXECUTIVO MUNICIPAL A CRIAR INCENTIVO FISCAL 
PARA A REALIZAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS NO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA". 
Pág. 82/120 – Lei nº 2.725/2014 
- LEI Nº 1270/2001 
"ALTERA DISPOSIÇÕES NA LEI Nº 1.242/2001 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS." 
- LEI Nº 1268/2001 
"ALTERA DISPOSIÇÕES NA LEI Nº 1.239/2001 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS." 
- DECRETO Nº 16364/2001 
TEM A ATRIBUIÇÃO DE EXAMINAR E APROVAR A REALIZAÇÃO DE EVENTOS 
CULTURAIS, BEM COMO A INCORPORAÇÃO DE PRODUTOS CULTURAIS MEDIANTE DOAÇÃO 
AO ACERVO DO MUNICÍPIO. 
 2002: 
- LEI Nº 1360/2002 
"ALTERA O ARTIGO 4º DA LEI Nº 746/90, QUE INSTITUIU NORMAS PARA O 
FUNCIONAMENTO DO TEATRO DA PRAÇA". 
 2003: 
- LEI Nº 10.753/2003 
“INSTITUI A POLÍTICA NACIONAL DO LIVRO” 
 2004: 
- LEI Nº 1543/2004 
"CRIA A BANDA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA". 
- LEI Nº 1533/2004 
"ALTERA A LEI MUNICIPAL Nº 1.242/2001". 
- LEI Nº 1481/2004 
"INSTITUI O DIA MUNICIPAL DA CULTURA INDÍGENA". 
 2007: 
- LEI Nº 1788/2007 
"INSTITUI NO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA O PROGRAMA BOLSA ARTISTA". 
 2009: 
- LEI Nº 2068/2009 
ALTERA DISPOSITIVOS DA LEI N0 1.788, DE 08 DE NOVEMBRO DE 2007. 
 2010: 
- DECRETO Nº 23.801/2010 
REGULAMENTA AS FEIRAS DE ARTE E ARTESANATO DO MUNICÍPIO DE 
ARAUCÁRIA. 
Pág. 83/120 – Lei nº 2.725/2014 
- DECRETO Nº 23.757/2010 
NOMEIA MEMBROS PARA COMPOREM A COMISSÃO PARA ELABORAR O 
PLANO MUNICIPAL DE LIVRO E LEITURA. 
- LEI Nº 2298/2010 
"INSTITUI NO MUNICÍPIO O PROGRAMA DE ARTE E ARTESANATO DE 
ARAUCÁRIA". 
- LEI Nº 2201/2010 
"CRIA NO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA O PROGRAMA DE BIBLIOTECAS 
PÚBLICAS NOS BAIRROS". 
- LEI Nº 2188/2010 
"DISPÕE SOBRE A IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA BARRACÃO CULTURAL DE 
CIDADANIA". 
- LEI Nº 2167/2010 
"INSTITUI NO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA O PROGRAMA BOLSA CULTURA". 
- LEI Nº 2159/2010 
“DISPÕE SOBRE O CÓDIGO DE OBRAS E POSTURAS DO MUNICÍPIO DE 
ARAUCÁRIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. 
 2011: 
- DECRETO Nº 24.306/2011 
"REGULAMENTA O PROGRAMA DE ARTE E ARTESANATO DO MUNICÍPIO DE 
ARAUCÁRIA INSTITUÍDO PELA LEI MUNICIPAL Nº 2.298, DE 07 DE NOVEMBRO DE 2010". 
- LEI Nº 2411/2011 
"DISPÕE SOBRE O SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA DE ARAUCÁRIA". 
- LEI Nº 2410/2011 
"ALTERA O ARTIGO 7º, I, E ACRESCE O ARTIGO 8º - A, NA LEI MUNICIPAL 
2.298/2010." 
 2012: 
- DECRETO Nº 25.318/2012 
“REGULAMENTA AS FEIRAS DE ARTE EARTESANATO DO MUNICÍPIO DE 
ARAUCÁRIA, EMBASADO NAS LEIS Nº 2.298/2010 E 2.410/2011 REFERENTES AO PROGRAMA 
DE ARTE ARTESANATO DE ARAUCÁRIA” 
- DECRETO Nº 25.445/2012 
“ALTERA O DECRETO MUNICIPAL Nº 24.306/2010 QUE REGULAMENTA O 
PROGRAMA DE ARTE E ARTESANATO DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA, INSTITUÍDO PELA LEI 
Pág. 84/120 – Lei nº 2.725/2014 
MUNICIPAL Nº 2.298, DE 07 DE NOVEMBRO DE 2010 E LEI MUNICIPAL Nº 2.410, DE 09 DE 
DEZEMBRO DE 2011”. 
- DECRETO Nº 25.559/2012 
“APROVA O REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA 
CULTURAL” 
- DECRETO Nº 25.128/2012 
“NOMEIA OS INTEGRANTES DO CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA 
CULTURAL” 
Verificou-se que em 42 anos da institucionalização da cultura no 
município de Araucária, seja sob a forma de departamento, divisão ou secretaria, nos 
últimos quatro anos se intensificou a produção de leis municipais relativas à cultura, o que 
mostra a importância que o tema tem adquirido para a cidade. 
Os assuntos tratados pela legislação com maior frequência são: literatura, 
artesanato, bolsas de incentivo à cultura, equipamentos culturais e preservação. 
Entre os temas tratados destaca-se a questão da preservação e incentivo 
ao patrimônio cultural cuja legislação sofreu algumas alterações durante o período. 
Entretanto, no que diz respeito a estas legislações e ferramentas regulamentadas para o 
seu efetivo funcionamento, foi constatado em 2007 pelo Plano Diretor Municipal que: 
“As Leis de Patrimônio e Incentivo à Cultura foram criadas 
a partir do Poder Legislativo para depois passarem ao Poder Executivo. 
Quando a legislação de Patrimônio passou por avaliação da Secretaria de 
Patrimônio e Cultura do Estado sofreu duas alterações, para melhor se 
adequar à legislação Estadual e Federal. Ainda assim, as Leis de 
Patrimônio e Incentivo à Cultura não foram regulamentadas e estão 
tramitando no Setor Jurídico da Prefeitura Municipal de Araucária. 
O tombamento é visto como oneroso à população, os 
incentivos de redução e isenção de IPTU que seriam aprovados na 
legislação em tramitação são vistos como insuficientes para a 
preservação do patrimônio. A legislação estadual e federal não permite 
Pág. 85/120 – Lei nº 2.725/2014 
que o poder público invista na conservação de patrimônio privado e nem 
sempre os proprietários podem arcar com os custos de obras de 
conservação, o que causa a deteriorização dos imóveis. ” 16 
Tendo em vista este quadro e visando o atendimento da Lei do Plano 
Diretor: da Política de Desenvolvimento Municipal em seu artigo 12, inciso XXIX, da 
Política de Assistência Social, artigo 41, inciso II e da Política de Saúde, artigo 45, inciso I, 
que tratam da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente, da Política de Educação, 
artigo 46, inciso XV, da Política de Esporte e Lazer, artigo 55, inciso XII e artigo 57, inciso 
IV, da Política econômica, artigo 60, inciso III, e da Política de Promoção e Valorização 
Cultural, capítulo XII, confirma-se a necessidade de criação da Lei do Patrimônio Cultural 
do Município que torne efetivas as ações voltadas à preservação do patrimônio cultural de 
Araucária. 
Quanto à criação do Sistema Municipal de Cultura de Araucária (Lei nº 
2411/2011), verifica-se a definição de mecanismos de financiamento público da cultura 
que demandam estudos de impacto orçamentário como no caso do Incentivo Fiscal 
(também previsto pelo Plano Diretor Municipal), por meio de renúncia fiscal do IPTU e do 
ISS, para a sua posterior regulamentação. 
Outros mecanismos estabelecidos pelo Sistema Municipal de Cultura 
referem-se ao Fundo Municipal de Cultura, previsto pelo Plano Diretor Municipal e 
regulamentado pela Lei nº 2.411/2011, e ao Fundo Municipal do Patrimônio Cultural de 
Araucária, o qual carece de regulamentação. Para a sua consolidação e estabelecimento 
de critérios de aplicação será imprescindível a definição de ferramentas importantes 
como: 
 Regularização de uma lei definindo as Unidades de Interesse de 
Preservação, baseadas em inventário criterioso do patrimônio cultural 
existente que permitirá o estabelecimento dos parâmetros de conservação 
adequados a cada bem cultural; 
 
16 Plano Diretor Municipal, Volume I – Fundamentação, 2007, p.287
Pág. 86/120 – Lei nº 2.725/2014 
 Regularização da Lei de Transferência de Potencial Construtivo 
prevista pelo Plano Diretor que garantirá o incremento de receita para o 
Fundo Municipal do Patrimônio Cultural de Araucária e a preservação de 
imóveis tombados e de interesse cultural inventariados. 
Estas ferramentas são fundamentais para o atendimento dos objetivos do 
macrozoneamento fixados pela Lei Complementar nº 5/2006 em seu artigo 78 e dos 
Instrumentos da Política Municipal (Título XV, capítulo VII) que se refere à transferência 
de potencial construtivo. 
Outro instrumento enumerado pelo Plano Diretor é o Estudo de Impacto 
de Vizinhança (EIV), previsto no Capítulo X e que no artigo 127, inciso IV e no artigo 128, 
inciso V trata das áreas de interesse histórico, cultural, paisagístico e ambiental. Este 
instrumento encontra-se regulamentado pelas Resoluções nº003/2011 e nº002/2012 do 
Conselho Municipal do Plano Diretor de Araucária. 
O Código de Obras e Posturas (Lei 2.159/2010) também estabelece uma 
série de critérios a serem seguidos em relação ao patrimônio histórico e cultural do 
município. Em seu artigo 3º define que: 
“todos os projetos, obras, instalações e o funcionamento 
de estabelecimentos comerciais, industriais, públicos e de serviços 
também deverão estar adequados às normas, códigos e legislações 
municipais, estaduais e federais vigentes relacionadas a meio ambiente, 
saúde, vigilância sanitária, de prevenção contra incêndios, de 
acessibilidade e de proteção ao patrimônio histórico e cultural”. 
O artigo 23 estabelece que o “Alvará de Construção será concedido 
mediante requerimento dirigido ao órgão municipal competente, juntamente com o projeto 
arquitetônico a ser aprovado” e o seu parágrafo 7º coloca que “os projetos em edificações 
tombadas, ou consideradas de interesse ao Patrimônio Histórico deverão atender às 
normas a serem estabelecidas em regulamentação específica”. O Capítulo XX que trata 
das penalidades, na seção I, artigo 364, inciso III define que o Alvará de Localização e 
Funcionamento do estabelecimento poderá ser cassado como medida preventiva da 
preservação do patrimônio histórico e cultural e na seção III, artigo 369, inciso X, 
Pág. 87/120 – Lei nº 2.725/2014 
estabelece que uma obra, atividade ou qualquer outra ação poderá ser embargada “como 
medida preventiva da preservação do patrimônio histórico e cultural”. 
Ainda no artigo 370, considera que: 
“são passíveis, ainda, de embargo as obras licenciadas 
de qualquer natureza: 
(...) 
IV. quando a construção ou instalação estiver sendo 
executada de maneira irregular ou com o emprego de materiais 
inadequados ou sem condições de resistência convenientes, de que 
possa, à juízo do órgão competente, resultar prejuízo para a segurança da 
construção, da instalação, das pessoas, do meio ambiente ou do 
patrimônio histórico cultural e arqueológico.” 
Para o atendimento do Código de Obras e Posturas tendo em vista todas 
estas questões levantadas, recai-se novamente na necessidade de regulamentação da 
Lei de Transferência de Potencial Construtivo, prevista pelo Plano Diretor Municipal, assim 
como da lei que define as unidades de interesse de preservação e o estabelecimento de 
parâmetros de intervenção em edifícios tombados ou de interesse de preservação. 
Outro tema tratado pela legislação municipal refere-se ao fornecimento da 
Bolsa Cultura, cujo objetivo é estimular o aprimoramento e a frequência do aluno na 
modalidade cursada. Atualmente atende aos alunos da Banda Municipal e os que se 
destacam em outros cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo nas 
mais diversas áreas artísticas culturais. Todavia, o orçamento tem sido insuficiente para 
atender o numero de bolsistas definido na lei. 
No âmbito da literatura, verifica-se a existência do Plano Nacional do 
Livro, Leitura e Literatura, elaborado em 2006 e que fomenta os Estados e Municípios 
brasileiros à criação de seus próprios planos. Estes devem valorizar fatores qualitativos e 
quantitativos da Unesco, sendo: o livro ocupando lugar de destaque e valorização; 
famílias leitoras; escolas que incentivem o hábito de leitura, garantia de acesso com a 
Pág. 88/120 – Lei nº 2.725/2014 
disponibilidade de bibliotecas e livrarias e livros com preços acessíveis. O Estado do 
Paraná possui um documento base do Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura, 
porém se encontra em processo de aprovação. 
O município de Araucária possui um texto preliminar do Plano Municipal 
do Livro, Leitura e Literatura, porém o mesmo está numa fase inicial, sendo feito o 
levantamento de dados para montagem do diagnóstico e a apresentação do plano através 
de audiências públicas e da formação de um grupo de trabalho que atingisse todos os 
eixos norteadores, bem como todas as esferas relacionadas à educação formal e não 
formal. A construção do plano está sendo feita em parceria com a Secretaria de 
Educação. 
O Plano Municipal do Livro, Leitura e Literatura auxiliará em um dos 
maiores problemas relativos aos projetos já desenvolvidos pelo município, que é a falta de 
continuidade dos mesmos por conta de mudanças políticas e prioridades de governo. 
Uma dos problemas encontrados na elaboração do plano é que este não 
contemplada a comercialização e a produção do livro, pois o município possui apenas 
duas livrarias que vendem produtos religiosos. Alguns pontos de vendas de livros são 
abastecidos por distribuidores de livros locais, mas não são representativos no comércio 
literário, visto que as livrarias são religiosas e os pontos de vendas de livros 
comercializam livros de preço mais acessível e classificados como de pouco valor 
literário. 
Existe o decreto nº 2201/2010 que estabelece a criação de bibliotecas 
públicas nos bairros. Como a construção de espaços específicos é pouco viável, a 
Prefeitura de Araucária incentiva a criação de novas bibliotecas comunitárias, a criação de 
projetos itinerantes de acesso ao livro e outros espaços literários, como a Casa das 
Palavras Brincantes, localizada no Parque Cachoeira. Uma das maiores dificuldades para 
o cumprimento do programa, que prevê também a parceria com empresas é a falta de 
funcionários capacitados para o desenvolvimento ideal das funções que uma biblioteca 
deve proporcionar, bem como espaços físicos, instalação e manutenção de 
equipamentos. 
Pág. 89/120 – Lei nº 2.725/2014 
Quanto ao artesanato, foi criado o Programa de Arte e Artesanato 
regulamentado pelas Leis nº 2.298/2010 e 2.410/2011. Através deste têm sido realizados 
cursos, oficinas, palestras, visitas técnicas que visam à qualificação e aprimoramento do 
trabalho desenvolvido pelos artesãos. Artesãos que optaram pela contrapartida de repasse de 
percentual ao Fundo Municipal de Cultura, desde alteração da Lei em dezembro de 2011, 
ainda não cumprem o estabelecido, pois o Fundo ainda não está implantado. 
A qualidade da produção é avaliada pela Comissão de Avaliação e Vistoria, 
composta por representantes do setor público e da sociedade civil, e comercializada na Casa 
do Artesanato e Feiras de Arte e Artesanato. 
De acordo com os artistas locais, o Programa apresenta alguns pontos 
positivos, tais como: incentivo de forma sustentável à preservação do saber fazer 
artístico/artesanal como fonte de referência da história e cultura local, preservação do saber 
fazer do artesão rural, oportunidade de mostrar e comercializar as diversas formas de arte e 
artesanato, fornecimento de sacolas e etiquetas para identificação dos produtos e materiais 
de divulgação, subsídio na exposição e comercialização em espaços públicos e privados em 
eventos dentro e fora do município, aperfeiçoamento dos artistas/artesãos por meio de 
cursos, palestras, oficinas, visitas técnicas e outros, além da divulgação da atividade 
artística/artesanal de forma a oportunizar novos negócios, objetivando a cultura como fonte de 
desenvolvimento econômico e turístico. Entretanto, os artistas/artesãos apontam a 
necessidade de melhorar a distribuição dos produtos no espaço físico da Casa do Artesanato, 
pois os produtos ficam muito próximos uns dos outros o que dificulta a visualização e o 
destaque dos mesmos, além disto, reivindicam mais um local para exposição e 
comercialização dos produtos de arte/artesanato no centro da cidade e a criação de um 
espaço na Casa da Cultura e em outros espaços públicos para exposição permanente de 
alguns produtos de arte/artesanato. 
Esta situação possivelmente é reflexo do entendimento da população com 
relação à responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, vendo-a como 
provedora de cultura no município. Deve-se prever ações que contornem este quadro, nesse 
sentido a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo está criando a Feira de Arte e Artesanato, 
a qual disponibilizará mais um espaço para a comercialização de produtos de arte e 
artesanato, onde cada artista/artesão ficará responsável pela sua barraca, e dessa forma 
Pág. 90/120 – Lei nº 2.725/2014 
estabelece mecanismos que visem o trabalho dos artesãos de forma sustentável, tendo na 
Secretaria um apoio para a profissionalização e consolidação do trabalho dos 
artistas/artesãos. 
3.10. TURISMO 
O município apresenta o roteiro de turismo rural denominado Caminhos de 
Guajuvira “que tem como objetivo a criação de atividades complementares de renda às 
famílias que praticam agricultura familiar”. 17 
O roteiro, que funciona todos os sábados com agendamento prévio, 
compreende visita à paisagem rural, horto florestal municipal, chácara com produção de flores 
e frutas, artesanato rural e gastronomia (vinhos, queijos e café rural típico polonês). Dentre os 
equipamentos culturais que compreendem o roteiro estão a Casa do Artesanato, o Centro 
Histórico de Guajuvira, a Igreja Senhor Bom Jesus e o Comercial Iguaçu, ficando excluído o 
centro histórico de Araucária. 
O projeto é viabilizado pela parceria entre as empresas de transporte e os 
empreendedores do Caminho do Guajuvira. Possui ainda o apoio da Prefeitura na 
implantação de sinalização turística, na divulgação, na capacitação dos empreendedores e na 
formalização da Associação de Turismo Caminhos do Guajuvira. 
Entretanto, a pesquisa cultural realizada pela Secretaria Municipal de Cultura 
e Turismo identificou que um percentual muito alto da população desconhece o roteiro e que 
apenas 14,7% da população já realizaram o roteiro. Com base nestas informações, verifica-se 
a necessidade de identificação das causas da baixa procura pelo roteiro, assim como das 
ações a serem realizadas visando à mudança deste quadro. 
O município possui um Núcleo de Conscientização Turística que tem por 
objetivo a valorização do patrimônio cultural local (meio ambiente, cultura, patrimônio) 
despertando no cidadão o sentimento de pertencimento à cidade. Entretanto, apesar da 
existência deste núcleo, percebe-se outro problema enfrentado pelo município quanto ao 
turismo cultural que são as intervenções negativas sobre o seu patrimônio edificado e
paisagístico. Esta situação tem sido verificada no distrito de Guajuvira e no Centro Histórico 
que apresentam uma série de construções descaracterizadas e de escala incompatível com o 
 
17 Plano Diretor Municipal, Volume I – Fundamentação, 2007, p.289.
Pág. 91/120 – Lei nº 2.725/2014 
seu entorno. A pressão econômica é provavelmente uma das responsáveis pelo problema 
ignorando-se as potencialidades que a preservação pode garantir em termos de fonte de 
renda. Para tanto, será necessário um inventário criterioso e a regulamentação de leis de 
preservação. 
A questão da diversidade cultural também é pouco explorada em termos 
de turismo, assim como a produção artística, limitando-se à comercialização da produção 
na Casa do Artesanato e em alguns pontos do roteiro de turismo rural. O mesmo ocorre 
em relação à gastronomia que poderia ser valorizada no campo do turismo, consolidando 
a identidade cultural das diversas etnias existentes em Araucária. 
Segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, existe uma 
carência de empreendedores no roteiro de turismo rural, escassez de produtos para 
comercialização e falta de valorização da cultura local pelo empreendedor. Tendo em vista 
que 80% do território municipal é rural percebe-se a ausência de exploração de novos 
roteiros e ampliação na quantidade de guias preparados. O município também carece de 
material de divulgação quanto ao turismo e patrimônio cultural, fato que demanda de 
estudo específico a fim de se delimitar a forma e o público a ser atingido. 
Atualmente, o Plano Municipal de Turismo se encontra em 
desenvolvimento e a sua implantação, além de definir ações visando à consolidação do 
turismo, será fundamental como meio de preservação do patrimônio cultural, fonte de 
geração de renda e melhoria da qualidade de vida da população. 
3.11. ACESSIBILIDADE 
Araucária está localizada a 27 km de distância de Curitiba. O acesso ao 
município é fácil, pois em seu território passam as rodovias estaduais PR – 423 que faz 
ligação com Campo Largo, PR – 421 (antigo acesso a Curitiba) e a rodovia federal BR - 
476 (Rodovia do Xisto). 
O município é atendido por linhas de ônibus em sua totalidade, algumas 
integradas à região metropolitana. Verifica-se que os equipamentos culturais são 
acessíveis tanto por transporte coletivo como particular. 
Pág. 92/120 – Lei nº 2.725/2014 
Dos doze equipamentos culturais municipais, apenas cinco (Teatro da 
Praça, Museu Tingüi-Cuera, Arquivo Histórico Archelau de Almeida Torres, Casa das 
Palavras Brincantes e Centro de Informações Turísticas) possuem acessibilidade a 
portadores de necessidades especiais, com a presença de rampas e instalações 
sanitárias adaptadas. Esta situação está em desacordo com a Lei nº 10.098/2000, artigo 
11, que especifica: 
“A construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos 
ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo 
que sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência 
ou com mobilidade reduzida.” 
Cabe enfatizar que a correção do problema atende as estratégias 
previstas no artigo 53 da Lei do Plano Diretor: 
“VIII. facilitar o acesso de portadores de necessidades 
especiais aos equipamentos culturais; 
XXV. efetuar estudo de viabilidade para fornecimento de 
transporte gratuito e alimentação aos alunos que freqüentam e/ou 
desenvolvem projetos na área cultural.” 
Salienta-se a dificuldade para adaptação dos equipamentos que 
funcionam em espaços históricos. 
3.12. QUALIFICAÇÃO CULTURAL 
No âmbito da qualificação cultural, identifica-se o intercambio cultural, 
onde há uma troca de serviços, atividades e matérias entre a Cultura do Município e 
outros municípios principalmente da Região Metropolitana de Curitiba e Secretaria de 
Estado da Cultura. Nos Festivais e eventos da Secretaria também há a promoção do 
intercambio entre artistas, autores e instituições, inclusive de outros estados. 
Pág. 93/120 – Lei nº 2.725/2014 
Com relação à qualificação, o município promove oficinas, cursos e 
palestras para servidores e interessados com profissionais capacitados. Ainda 
proporciona a participação de funcionários em eventos de formação fora do município e 
do estado. 
Atualmente não existem meios de mensurar a validade e os resultados 
desses intercâmbios, cursos, oficinas e palestras, fazendo-se necessário criar meios para 
avaliar os impactos dessas trocas. 
Foi citado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, como forma de 
ampliar e melhorar o atendimento na área cultural, a necessidade de realização de 
trabalho voluntário e estágio não remunerado. Estes não existem atualmente no município 
e demandam de convênios com instituições a fim de se consolidarem. 
3.13. FORMAÇÃO DO QUADRO FUNCIONAL DA SMCT 
Da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo 
Em 1970 foi criado o Departamento de Educação, Cultura e Turismo. 
Em 1971, um organograma funcional criou a Divisão de Cultura
(Biblioteca, programação cívica cultural, pesquisas sócio-cultural, desportos, recreação e 
turismo), que funcionou na década de 1970 no antigo prédio da prefeitura, na Praça Dr. 
Vicente Machado. No início da década de 1980 funcionou na Rua João Pessoa em frente 
ao antigo cinema. 
Em 29 de abril de 1987, a Lei Ordinária 675/87 criou a Secretaria 
Municipal de Cultura e Esporte, a qual passou a atuar com orçamento próprio ocupando o 
3º andar do Paço Municipal. 
Em setembro de 1991 a sede passou a ser na atual Casa da Cultura. 
Em 1993 passou a ser Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Em 
1997 voltou a unir-se ao esporte, denominando-se Secretaria Municipal de Cultura, 
Esporte e Turismo. 
Pág. 94/120 – Lei nº 2.725/2014 
Em 2002 a Lei 1530/2002 extinguiu-se a Secretaria Municipal de Cultura, 
Esporte e Turismo, criando a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e a Secretaria 
Municipal de Cultura e Turismo. 
Em 2005 devido a infiltrações e rachaduras, a sede foi interditada e 
transferida para a Rua Maria Karas nº 30 ficando até 2009, enquanto aconteceram as 
obras de recuperação. 
Em 2011 o Município de Araucária se integrou ao Sistema Nacional de 
Cultura através da assinatura do Acordo de Cooperação Federativa. Nesse mesmo ano, a 
Lei 2411/2011 instituiu o Sistema Municipal de Cultura. 
Atualmente, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo apresenta em 
seu quadro 97 funcionários, sendo 90 trabalhando na área cultural, conforme: 
ESCOLARIDADE ESTATUTARIO CELETISTA EMPRESTADOS COMISSIONADO ESTAGIÁRIO TOTAL
FUNDAMENTAL INCOMPLETO 04 00 00 01 00 05 
FUNDAMENTAL 03 00 00 01 13 17 
MÉDIO 07 04 00 13 08 32 
SUPERIOR 24 02 01 05 00 32 
PÓS-GRADUAÇÃO 07 00 00 04 00 11 
 45 06 01 24 21 97 
Quanto à formação em nível superior, foi verificada a seguinte situação: 
ADMINISTRAÇÃO 01 
ANALISTA AMBIENTAL 01 
ARTES CÊNICAS 02 
ARTES VISUAIS 01 
BIBLIOTECONOMIA 02 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS 01 
DESENHO 01 
EDUCAÇÃO 01 
EDUCAÇÃO INFANTIL 02 
GEOGRAFIA 02 
GESTÃO DE PROJETOS 01 
GESTÃO PÚBLICA 13 
HISTÓRIA 02 
LETRAS 02 
MARKETING 01 
METODOLOGIA DO ENSINO BÁSICO 01 
MÚSICA 01 
PEDAGOGIA 02 
PLANEJAMENTO E GESTÃO DE NEGÓCIOS 02 
PLANEJAMENTO E GESTÃO DO TURISMO 01 
PSICOPEDAGOGIA 01 
TURISMO 02 
TOTAL 43
Pág. 95/120 – Lei nº 2.725/2014 
Não foram identificadas todas as formações dos funcionários com nível 
superior, todavia percebe-se que a maioria está relacionada à cultura, sob suas mais 
diversas formas, e gestão pública permitindo o atendimento em diferentes áreas da 
cultura e regiões do município. Entretanto, verificou-se a inexistência de arquiteto 
especialista em Patrimônio Histórico e Cultural no quadro funcional, profissional 
imprescindível para a execução de trabalhos relativos à função da Secretaria. Além disto, 
existe a demanda por outros profissionais concursados em áreas específicas da cultura, 
pois se verifica que grande parte dos instrutores dos cursos que tem formação superior 
com habilitação na área de atuação não são efetivos ou foram emprestados de outras 
secretarias municipais. Deve-se acrescentar que dos funcionários efetivos, apenas dez 
possuem formação específica (bibliotecários, professores de artes, historiadora, 
pedagoga) e os demais são do quadro geral (auxiliares administrativos, motoristas, 
serviços gerais). 
Devido à especificidade do trabalho desta Secretaria, há necessidade de 
profissionais e ainda professores de artes visuais, dança, música, teatro, circo, técnicos 
em iluminação e sonoplastia, turismólogo, entre outros. Com um quadro maior haveria a 
possibilidade de se realizar novos projetos e atividades podendo ampliar o público 
atendido. 
Concomitantemente a estas necessidades, outra questão que deverá ser 
levantada é quanto à ampliação do quadro funcional e de estrutura física, em razão da 
solicitação por parte da população, de aumento do número de equipamentos e atividades 
culturais, assim como a sua viabilidade tendo em vista o orçamento municipal e a Lei de 
Responsabilidade Fiscal. Atualmente, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo não 
possui orçamento suficiente para manter a estrutura física dos equipamentos culturais e 
grande parte do valor destinado à secretaria está comprometido com a folha de 
pagamento. 
Em atendimento à Política de Promoção e Valorização Cultural, previsto 
no artigo 53 da Lei do Plano Diretor, inciso XVIII, a Secretaria Municipal de Cultura e 
Turismo tem promovido a capacitação no setor cultural dos funcionários para atender as 
demandas da Secretaria. 
Pág. 96/120 – Lei nº 2.725/2014 
3.14. RECURSOS FINANCEIROS 
De maneira geral o orçamento da Secretaria Municipal de Cultura e 
Turismo é constituído quase que exclusivamente de recursos advindos do próprio 
município, com poucos recursos vindos de convênios ou do poder estadual e federal. Sua 
destinação é em grande parte comprometida com folha de pagamento. 
A pesquisa realizada apontou que cerca de 90% da população de 
Araucária credita a responsabilidade pela oferta de atividades culturais à prefeitura. 
Associado a isso, temos que 55% da população apontou espaços públicos para a 
ocorrência de atividades culturais, enquanto os espaços particulares foram citados por 
menos de 10% da população. O problema que tais dados evidenciam é a dependência 
que o município tem do poder público no que se refere a atividades culturais. 
Essa dependência causa um subaproveitamento das potencialidades do 
município, podendo citar como exemplo a existência de apenas duas livrarias na cidade, 
sendo ambas religiosas e o fato de aparentemente a venda de artesanato estar 
concentrada na Casa do Artesanato. O tema carece de maiores estudos, no entanto 
parece haver certo comodismo tanto da população quanto dos agentes culturais que 
permitem e impelem o poder público a fazer o papel de principal e em muitos casos único 
incentivador, fomentador e fornecedor de atividades culturais. 
Meios de financiamento e apoio a cultura próprios do município embora 
existam, se mostram pouco efetivos. É o caso do incentivo fiscal do IPTU e do ISS, que 
carecem de estudo de impacto orçamentário e posterior regulamentação. 
Semelhantemente o Fundo Municipal do Patrimônio Cultural de Araucária, embora criado 
não está regulamentado e, portanto, não está vigente. Por fim, o Fundo Municipal de 
Cultura que está com seu início de fato previsto para o exercício de 2013. Dessa forma o 
cenário que se tem é uma centralização de atividades na Secretaria Municipal de Cultura 
e Turismo e pouco investimento financeiro visando incentivar a produção cultural de 
maneira independente do poder público. 
Como outros meios de financiamento da cultura existem renúncias fiscais e 
incentivos concedidos à empresas privadas e pessoas físicas através de leis como Lei 
Pág. 97/120 – Lei nº 2.725/2014 
Rouanet, Lei do Audiovisual e o Vale Cultura (este ainda em aprovação) e linhas de crédito 
específicas como BNDES Procult que abrange os segmentos patrimônio cultural, audiovisual, 
editorial e livrarias, fonográfico e espetáculos ao vivo. 
3.15. SISTEMA DE INFORMAÇÃO CULTURAL 
O Sistema de Informação Cultural é o instrumento de acompanhamento, de 
avaliação e de aprimoramento da gestão e das políticas públicas relacionadas à cultura, tendo 
como objetivo gerar informações e estatísticas da realidade cultural local. 
É constituído por banco de dados referente a bens, serviços, 
infraestrutura, investimentos, produção, acesso, consumo, agentes, programas, 
instituições e gestão cultural e disponível ao público. 
O Sistema de Informação Cultural do município será criado e implantado, 
e posteriormente integrado aos Sistemas Estadual e Nacional, quando estiverem 
definidas suas diretrizes. 
4. PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE ARAUCÁRIA
INTRODUÇÃO 
O Plano Municipal de Cultura define os conceitos de política cultural, as 
diretrizes gerais, os programas, projetos e ações para a área da cultura na cidade de 
Araucária para os próximos dez anos. Construído democraticamente pelo Poder Público e 
Sociedade Civil representa a institucionalização das políticas públicas de cultura que vêm 
sendo implementadas na cidade nos últimos anos, que agora ultrapassam o patamar de 
Políticas de Governo para tornarem-se Políticas de Estado. Este Plano significa a 
consolidação de um grande pacto político no campo da cultura, que transformado em Lei 
pela Câmara de Vereadores dará estabilidade institucional, assegurando a continuidade 
das políticas públicas de cultura. O Plano constitui o Sistema Municipal de Cultura e 
representa uma importante contribuição de Araucária para implementação do Sistema 
Nacional de Cultura. 
Pág. 98/120 – Lei nº 2.725/2014 
DIRETRIZES GERAIS 
 Contribuir para a implementação de políticas públicas de cultura em 
âmbito global, divulgando e cumprindo todos os compromissos estabelecidos e 
recomendações da Agenda 21 da Cultura e a Convenção da Unesco sobre a Proteção e 
Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. 
 Reforçar a importância da economia da cultura como fator de 
desenvolvimento no mundo contemporâneo. 
 Implementar no município, as diretrizes do Plano Nacional de Cultura e 
do Plano Estadual de Cultura. 
 Fortalecer as manifestações culturais locais e promover o intercâmbio 
cultural, valorizando e promovendo um amplo diálogo intercultural. 
 Consolidar o papel da cultura como um importante vetor de 
desenvolvimento da cidade de Araucária, atuando conjuntamente com outros órgãos 
governamentais, o setor privado e a sociedade civil. 
 Incorporar as políticas públicas de cultura ao processo de 
desenvolvimento da cidade de Araucária, considerando a diversidade cultural para a 
sustentabilidade da cidade. 
 Atuar de forma transversal com as áreas do turismo, do planejamento 
urbano, do meio ambiente, da segurança pública e do desenvolvimento econômico e 
social. 
 Manter e buscar ampliação dos recursos públicos municipais para a 
cultura; 
 Buscar e ampliar investimentos para o setor através de parcerias 
institucionais e empresariais; 
 Promover a diversificação das fontes de financiamento e a 
descentralização dos recursos públicos para a cultura. 
Pág. 99/120 – Lei nº 2.725/2014 
 Democratizar e desconcentrar as ações, atuando em todas as regiões 
da cidade. 
 Fomentar ações direcionadas para implementação de políticas públicas 
de cultura de forma que os eventos sejam parte integrante de um processo e não ações 
pontuais e isoladas. 
 Tratar de forma igualitária os equipamentos culturais públicos do 
município, tanto nas estruturas físicas, quanto nas programações que contemplem as 
mais diversas áreas e manifestações culturais da cidade. 
 Articular os diversos equipamentos culturais para o desenvolvimento de 
atividades; 
 Desenvolver ações voltadas para a formação nas diversas áreas da 
cultura, visando provocar mudanças na gestão e produção cultural da cidade.
 Fortalecer o pacto federativo atuando de forma integrada e 
complementar com os Governos Estadual e Federal. 
 Realizar, bienalmente, a Conferência Municipal e buscar a participação 
ativa nas Conferências Estaduais e Nacionais de Cultura. 
 Avançar no processo de democratização da gestão cultural da cidade, 
com a consolidação do Conselho Municipal de Política Cultural e a criação de Fóruns 
Permanentes. 
 Participar ativamente dos debates e da formulação das políticas 
públicas de cultura nos diversos fóruns e articulações institucionais nacionais e 
internacionais. 
 Promover a inserção da cidade de Araucária e da produção local nas 
diversas redes culturais. 
Pág. 100/120 – Lei nº 2.725/2014 
PROGRAMAS ESTRATÉGICOS 
PROGRAMA ESTRATÉGICO 1 - DIREITOS E CIDADANIA CULTURAL 
OBJETIVO GERAL 
Promover ações e eventos culturais com democratização, desconcentração e 
valorização da cultura local e a acessibilidade dos cidadãos aos bens, serviços e eventos 
culturais. 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
a) Ampliar a participação de artistas, escritores e artesãos locais nos eventos 
municipais, incentivando as manifestações que representem, com boa qualidade, a 
diversidade cultural do município. 
AÇÕES 
Festas e feiras do município: Eventos do Município 
1 – Criar editais e critérios de participação para que os artistas, escritores e 
artesãos do Município, que representam a identidade cultural de Araucária tenham espaço 
garantido na programação das festividades. (CP) 
2 – Qualificar os eventos com a profissionalização da produção, divulgando￾os em nível nacional e internacional, fortalecendo a cultura e a economia local e incentivando 
o fluxo turístico. (LP) 
3 – Fortalecer as festas e feiras tradicionais do município, valorizando a 
diversidade cultural e o caráter democrático desses eventos, com acesso a baixo custo ao 
público a toda programação. (CP) 
Festival de Artes Cênicas Eliseu Voronkoff: 
4 – Elaborar estudos visando a realização do Festival de Artes Cênicas 
Eliseu Voronkoff. 
5 – Consolidar o Festival de Artes Cênicas Eliseu Voronkoff no plano 
estadual e transformá-lo num festival nacional, fortalecendo Araucária como importante pólo 
das artes cênicas. (LP) 
Pág. 101/120 – Lei nº 2.725/2014 
6 – Incentivar, apoiar e fomentar a produção, reforçando o compromisso da 
municipalidade com uma política cultural voltada para o desenvolvimento das artes cênicas 
locais. (MP) 
7 – Criar mecanismos para o intercâmbio e projeção dos artistas locais. (MP) 
8 – Desenvolver ações visando a formação de plateia. (MP). 
9 – Promover a geração de renda através do incentivo ao consumo de bens 
culturais. (MP) 
10 – Contemplar na programação a política de desconcentração, prevendo 
atividades e apresentações nas diversas regiões da cidade e oportunizar aos grupos e 
artistas locais mostrar seu trabalho neste evento. (CP) 
11 – Prever na programação oficinas, atividades de formação e capacitação 
profissional, reflexão crítica e debates, envolvendo a comunidade artística e o público em 
geral. (CP) 
12 – Elaborar estudos visando a criação de mecanismos e critérios para que 
seja concedido aos artistas participantes ajuda de custo para transporte, alimentação e 
estadia durante o evento. (M/LP) 
Feira do Livro: 
13 – Elaborar estudos visando a realização da Feira do Livro. 
14 – Reunir os diversos segmentos da cadeia produtiva do setor (editoras 
oficiais, comerciais e alternativas; livreiros; terceiro setor; bibliotecas públicas e privadas; 
escritores; poetas; quadrinhistas; contadores de histórias infantis e causos populares; 
movimentos e entidades da área; leitores e outros), facilitando o acesso à comercialização de 
produtos literários e fortalecendo a Feira do Livro. (CP) 
15 – Promover seminários e oficinas para debater as diversas questões da 
literatura. (CP) 
16 – Fortalecer a divulgação do evento levando atividades literárias 
desenvolvidas nos setores para diversos locais do município. (CP) 
17 – Organizar e divulgar material de registro e produção de cada edição da 
Feira do Livro. (CP) 
Pág. 102/120 – Lei nº 2.725/2014 
PROGRAMA ESTRATÉGICO 1 - DIREITOS E CIDADANIA CULTURAL 
OBJETIVO GERAL 
Promover ações e eventos culturais com democratização, 
desconcentração e valorização da cultura local e a acessibilidade dos cidadãos aos bens, 
serviços e eventos culturais. 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
a) Ampliar a participação dos artistas, escritores e artesãos locais nos 
eventos municipais, incentivando as manifestações que representem, com boa qualidade, 
a diversidade cultural do município. 
AÇÕES 
FESTCAR – Festival da Canção de Araucária: 
18 – Promover estudos visando a realização do FESTCAR – Festival da 
Canção de Araucária (CP) 
19 – Incentivar a potencialidade musical local. (CP) 
20 – Integrar o Festival da Canção de Araucária ao circuito de festivais de 
música do país. (CP) 
21 – Ampliar as atividades do Festival realizando oficinas de qualificação. 
(MP) 
22 – Promover os artistas locais vencedores através da divulgação de 
seus trabalhos na mídia. (CP) 
23 – Incluir apresentações musicais em outros espaços como parte 
integrante do Festival. (CP) 
24 – Elaborar estudos visando a criação de mecanismos e critérios para 
que seja concedido aos artistas participantes ajuda de custo para transporte, alimentação 
e estadia durante o evento. (M/LP) 
Pág. 103/120 – Lei nº 2.725/2014 
Artes Visuais e outros: 
25 – Elaborar estudos para a criação de eventos premiativos. 
26 – Realizar eventos para reunir artistas locais e nacionais, além de 
críticos de arte e curadores, promovendo um maior intercâmbio entre as diversas 
linguagens artísticas. (CP) 
27 – Realizar palestras, mesas redondas, oficinas, exposições e 
intervenções urbanas com ênfase nas ações de formação, produção, reflexão e difusão 
das artes visuais. (CP) 
28 – Promover atividades que incentivem as áreas de: publicidade, 
grafismo e edição, criação e realização de obras de vídeo e multimídia, design, 
arquitetura, decoração, paisagismo, restauração de obras e outras linguagens. (LP) 
Audiovisual: 
29 – Elaborar estudos para a promoção de eventos destinados a 
incentivar e premiar a criatividade e a veiculação da produção audiovisual araucariense. 
(MP) 
30 – Promover cursos, oficinas, exposições, mesas redondas e palestras. 
(CP) 
Espaços públicos: 
31 - Estabelecer critérios de ocupação das pautas de espaços públicos 
municipais, definidos através de curadoria e seleção por edital, respeitando-se a 
especificidade de cada equipamento e a programação oficial. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
b) Ampliar, implantar e disponibilizar projetos, cursos, feiras, 
apresentações de artistas e comercialização de produtos culturais nas localidades 
urbanas e rurais. 
Pág. 104/120 – Lei nº 2.725/2014 
AÇÕES 
Criar, equipar e manter espaço para edição de áudio e vídeo. (LP) VETADO 
1 – Criar e regulamentar um espaço específico para a música, destinado a 
cursos e apresentações. (LP) 
2 – Adequar espaço para apresentações de teatro de bonecos. (MP) 
3 – Elaborar estudo para a construção de espaço próprio para a Biblioteca 
Pública Municipal Emiliano Perneta. (CP) 
4 – Manter os atuais e implantar novos projetos de incentivo a leitura e 
literatura. (MP) 
5 – Oportunizar a população o acesso à leitura literária, científica e de 
informação. (CP) 
6 – Promover mostras de músicos locais. (CP) 
7 – Elaborar estudos para implantar e equipar centros culturais, com 
auditório (para apresentações artísticas), espaço para apresentações externas, biblioteca 
e salas para cursos (audiovisuais, artes cênicas, artes visuais, ateliê para artesanato, 
etc.). (CP) 
8 – Manter e ampliar a oferta de cursos e atividades nas diversas áreas 
culturais em horários comerciais e não comerciais. (CP) 
9 – Estabelecer parcerias com associações de moradores, igrejas, 
escolas, empresas, entre outros, para desconcentrar e ampliar a oferta de bens culturais. 
(CP) 
10 – Manter, ampliar e diversificar os projetos de exibição de filmes e 
exposições. (CP) 
11 – Ampliar a oferta de telecentros em equipamentos culturais. (MP) 
12 – Elaborar estudo para viabilizar o fornecimento de transporte gratuito 
aos alunos de famílias de baixa renda, que freqüentam cursos e/ou desenvolvem projetos 
na área cultural. (CP) 
Pág. 105/120 – Lei nº 2.725/2014 
13 – Manter e ampliar os equipamentos e revitalizar os espaços culturais. 
(CP) 
14 – Elaborar plano de ação anual dos setores da Secretaria Municipal de 
Cultura e Turismo. (CP) 
Circuito de Feiras: 
15 – Criar um Circuito de Feiras que valorize, estimule a cultura local e 
viabilize o surgimento de novos artistas e produtores culturais em conformidade com a 
legislação municipal vigente. (CP) 
16 – Promover o intercâmbio cultural dentro da própria cidade, dando 
visibilidade à cultura dos bairros e fazendo circular o melhor da produção cultural do 
município. (MP) 
17 – Criar oportunidades no campo da economia criativa e movimentar o 
comércio local. (CP) 
18 – Promover a democratização e a desconcentração das ações, 
oportunizando aos cidadãos o direito de acesso aos bens culturais. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
c) Estimular e criar mecanismos para que os agentes culturais do 
município disseminem seus conhecimentos no próprio bairro. 
AÇÕES 
1 – Criar um programa no qual agentes culturais do município, detentores 
de saberes populares possam transmitir seu conhecimento aos demais moradores da 
região. (MP) 
2 – Ofertar espaços públicos ou de instituições parceiras para realização 
de ensaios, aulas e outras atividades culturais. (MP) 
Pág. 106/120 – Lei nº 2.725/2014 
3 – Trabalhar a política cultural de forma transversal, integrada com as 
políticas de educação, esporte, saúde, meio ambiente, turismo, segurança pública, 
desenvolvimento econômico e social, por meio de seminários e debates para integração 
do setor público e da iniciativa privada traçando novas metas para fortalecimento da 
política de cultura do município. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
d) Proporcionar atividades e cursos de diversos segmentos culturais com 
foco na inclusão e resgate social. 
AÇÕES 
1 - Realizar, incentivar e promover debates e palestras sobre os direitos à 
cultura, fomentando políticas de inclusão social e étnica nos programas culturais do 
município. (CP) 
2 - Garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência ou mobilidade 
reduzida aos equipamentos e atividades culturais (MP) 
3 – Elaborar estudos visando disponibilizar instrumentos musicais para os 
alunos de baixa renda, participantes de cursos de música, viabilizando, através de 
parcerias, locais e horários alternativos para aperfeiçoamento da técnica musical. (CP) 
Pág. 107/120 – Lei nº 2.725/2014 
PROGRAMA ESTRATÉGICO 2 - PATRIMÔNIO CULTURAL 
OBJETIVO GERAL 
Valorizar, preservar, restaurar e difundir o patrimônio cultural material e 
imaterial do município, reconhecendo-o como vetor de desenvolvimento econômico, 
inclusão social, integração cultural e construção da cidadania. 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
a) Reconhecer e incentivar manifestações que representem a diversidade 
cultural do município, elevando a identidade coletiva. 
AÇÕES 
1 – Incentivar o registro da produção cultural por meio de fotos, vídeos e 
outros documentos. (CP) 
2 – Incentivar a participação da sociedade no envio dos registros de 
produções culturais, assegurando a preservação, pesquisa e divulgação deste material 
para fortalecer e consolidar o Arquivo Histórico Municipal. (CP) 
3 – Manter atualizado o cadastro de agentes e bens culturais, através dos 
setores da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, repassando-o ao Arquivo Histórico 
Municipal. (CP) 
4 – Promover programas de educação patrimonial, articulado entre os 
órgãos de Educação, nos diversos níveis de ensino. (CP) 
5 – Ampliar e publicar pesquisas referentes à história do Município, 
realizadas pela Secretaria ou através de editais. (CP) 
6 – Pesquisar, registrar e divulgar a história dos bairros e localidades 
rurais. (MP) 
7 – Resgatar, registrar e divulgar pesquisas sobre o patrimônio imaterial 
local, fomentando a cultura popular. (CP) 
Pág. 108/120 – Lei nº 2.725/2014 
8 – Promover a participação da população na identificação, valorização, 
preservação, e conservação dos elementos significativos do patrimônio cultural de 
natureza material e imaterial. (MP) 
9 – Buscar parceria com a Secretaria Municipal de Educação, estimulando 
a criação de programas curriculares e projetos que incentivem a inserção de práticas 
histórico-artístico-culturais no cotidiano dos alunos. 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
b) Incentivar a preservação do patrimônio cultural 
AÇÕES 
1 – Efetivar a Lei do Patrimônio Cultural do município. (CP) 
2 – Criar sistemas de identificação visual para bens de valor histórico. 
(MP) 
3 – Promover campanhas de esclarecimentos pertinentes ao patrimônio. 
(CP) 
4 – Realizar exposições itinerantes do acervo patrimonial existente. (CP) 
5 – Fortalecer o setor de ação educativa do Museu Tingüi-Cuera, 
ampliando a realização de monitoria nas exposições de longa duração e temporárias para 
o público em geral, bem como de projetos específicos para estudantes dos vários níveis 
de ensino. (CP) 
6 – Fortalecer e consolidar uma política de aquisição, guarda, 
restauração, conservação, digitalização, pesquisa e divulgação dos acervos. (LP) 
7 – Estudar a criação e atualização de um mapa cultural contendo a 
localização do patrimônio material e imaterial do município. (CP) 
8 – Executar detalhamento do inventário do patrimônio edificado, de modo 
a identificar os bens a serem tombados ou definidos como unidade de interesse de 
preservação. (MP) 
9 – Propor a criação de lei de unidades de interesse de preservação. (CP) 
Pág. 109/120 – Lei nº 2.725/2014 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
c) Aliar a atividade turística à preservação, acesso e fruição do patrimônio 
histórico cultural local. 
AÇÕES 
1 – Possibilitar ao turista a interação com as diversas manifestações 
culturais locais. (C/MP) 
2 – Dotar o patrimônio histórico cultural local de condições para seu 
aproveitamento turístico. (LP) 
3 – Estimular a inserção do patrimônio histórico cultural local em rotas, 
roteiros e circuitos turísticos locais e regionais. (CP) 
4 – Agregar à promoção turística do município os atrativos turísticos locais 
de cunho cultural. (CP) 
5 – Integrar às ações de conscientização turística elementos relacionados 
ao patrimônio histórico cultural local. (CP) 
6 – Estimular a iniciativa privada ligada direta e indiretamente ao turismo, 
na preservação, consumo e promoção do patrimônio histórico cultural local. (M/LP) 
7 – Incentivar a criação de souvenirs a partir de elementos do patrimônio 
histórico cultural local. (CP) 
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PROGRAMA ESTRATÉGICO 3 - FORMAÇÃO E INTERCÂMBIO CULTURAL 
OBJETIVO GERAL 
Promover a formação e qualificação profissional nas diversas linguagens 
artísticas, a formação de novas plateias e o intercâmbio cultura. 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
a) Incentivar, organizar e apoiar o voluntariado na área de cultura. 
AÇÃO 
1 – Estabelecer parcerias com instituições de forma a viabilizar o trabalho 
voluntário e o estágio não remunerado na área da cultura. (CP) 
2 – Fomentar a parceria com agentes culturais e entidades que possam 
promover atividades como oficinas, palestras, cursos, apresentações artísticas de forma 
voluntária, colocando em prática os conhecimentos adquiridos na teoria, fortalecendo sua 
formação. (MP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
b) Oferecer cursos livres e de formação profissional na área cultural 
AÇÕES 
1 - Realizar parcerias para ofertar cursos na área cultural que gerem 
conhecimento, emprego e renda estimulando o empreendedorismo e que contemplem um 
plano pedagógico que aborde aspectos teóricos e práticos. (MP) 
2 - Criar planos de formação e qualificação na área da cultura, com 
instituições de ensino nos níveis de iniciação, técnico médio, técnico superior e/ou pós￾graduação, de forma descentralizada, ou educação à distância. (LP) 
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OBJETIVO ESPECÍFICO 
c) Incentivar o intercâmbio entre agentes culturais locais e de outros 
municípios 
AÇÕES 
1 – Criar programas que contemplem as várias áreas culturais na 
perspectiva de potencializar a geração de trabalho e renda, divulgando e consolidando a 
cultura local. (MP) 
2 – Estabelecer parcerias com secretarias de cultura de outros municípios 
e, especialmente com o Ministério da Cultura, visando a circulação da produção cultural 
local. (CP) 
3 – Desenvolver políticas de financiamento para o intercâmbio cultural, 
criando editais para custeio de despesas de agentes culturais, através do Fundo 
Municipal de Cultura. (M/LP) 
4 – Apoiar e propor encontros periódicos que promovam a integração 
entre agentes culturais de diversas linguagens e segmentos. (CP) 
5 – Propor a criação de legislação para regulamentar a participação de 
agentes culturais locais em visitas técnicas, eventos, cursos de qualificação, entre outros, 
realizados fora do município. (CP) 
6 – Divulgar o sistema municipal de informações culturais. (MP) 
7 – Estimular a articulação com redes culturais, promovendo o intercâmbio 
e a troca de experiências de gestão, divulgação, comercialização de produtos, entre 
outros. (LP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
d) Desenvolver programas e projetos que contribuam para a formação de 
público e plateia. 
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AÇÕES 
1 – Incitar uma política cultural que dê visibilidade às ações já existentes, 
através de campanhas promocionais educativas, em caráter permanente, visando 
incentivar a população a consumir a programação artística e cultural do município. (CP) 
2 – Ampliar e intensificar a divulgação da agenda cultural do município. 
(CP) 
3 – Promover encontros e debates multidisciplinares, cursos e exposições 
de profissionais de diversas áreas, dirigidos a alunos e professores do município. (CP) 
4 – Criar mecanismos para estimular os alunos dos cursos da área de 
cultura oferecidos pelo município a consumir os produtos culturais locais. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
e) Manter e ampliar o programa Bolsa Cultura 
AÇÕES 
1 – Propor a reformulação da legislação atual para atender os bolsistas de 
forma diferenciada de acordo com o nível em que se encontram nos cursos. (C/MP) 
2 – Incluir todos os integrantes da Banda Municipal no programa, 
conforme critérios de legislação específica. (CP) 
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PROGRAMA ESTRATÉGICO 4 – GESTÃO DA CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA 
OBJETIVO GERAL 
Modernizar e democratizar a gestão cultural do município, transformando 
a cultura em vetor de desenvolvimento econômico e social, integrado ao espaço 
metropolitano e promovendo a participação dos diversos segmentos envolvidos, direta 
e/ou indiretamente com a cultura local, otimizando os equipamentos culturais e 
valorizando os profissionais da área. 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
a) Ampliar a aquisição de produtos culturais locais por parte da 
Prefeitura Municipal de Araucária a partir do estabelecimento de critérios e normas. 
AÇÕES 
1 – Ofertar encontros de formação sobre a formalização de pessoas e 
grupos, para que atuem de acordo com a legislação. (CP) 
2 – Elaborar manuais de orientação, esclarecendo e divulgando os 
critérios para contratação de agentes culturais locais. (CP) 
3 – Criar editais específicos para participação de agentes culturais locais 
em festas e eventos municipais e aquisição de produtos culturais. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
b) Ampliar o quadro funcional da Secretaria Municipal de Cultura e 
Turismo em áreas específicas. 
AÇÕES 
1 – Propor a criação de cargos específicos para as áreas ligadas à 
cultura, visando o pleno funcionamento de equipamentos e atividades culturais. (MP) 
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2 – Elaborar estudo de demanda e impacto orçamentário para realização 
de concursos públicos nas áreas específicas. (MP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
c) Ampliar os recursos destinados à cultura. 
AÇÕES 
1 – Manter e buscar ampliação no orçamento municipal, de recursos de 
apoio às atividades culturais consolidadas no município. (C/MP) 
2 – Regulamentar e implementar o Fundo Municipal de Patrimônio 
Cultural. (CP) 
3 – Criar e ampliar editais, com recursos do Fundo Municipal de Cultura, 
segundo diretrizes do Conselho Municipal de Política Cultural. (C/MP) 
4 – Captar recursos junto ao Governo Federal e Governo Estadual por 
meio de projetos, editais e demais mecanismos de repasse. (CP) 
5 – Articular com instituições financeiras a otimização do acesso às suas 
linhas especiais de crédito para a área cultural, com o objetivo de fomentar a produção 
cultural local, dando atenção aos pequenos negócios e empreendedores 
culturais/criativos. (C/MP) 
6 – Flexibilizar as estruturas e atividades culturais através da adoção de 
mecanismos e parcerias público–privadas. (C/MP) 
7 – Elaborar estudo e propor ampliação da legislação de incentivo e 
financiamento cultural. (C/MP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
d) Orientar a elaboração e o desenvolvimento de projetos culturais para 
obtenção de recursos com base nas Leis de Incentivo e outras normas existentes para a 
realização de atividades culturais. 
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AÇÕES 
1 – Ampliar a oferta de cursos sobre elaboração de projetos e captação de 
recursos. (CP) 
2 – Elaborar material para orientação e procedimentos dentro das normas 
legais. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
e) Divulgar procedimentos e normativas para a execução de eventos 
culturais em espaços públicos. 
AÇÕES 
1 – Elaborar, juntamente com secretarias e órgãos competentes, 
cartilha/manual de orientações e procedimentos para a utilização de espaços públicos 
para atividades culturais considerando os aspectos do meio ambiente natural, cultural e 
edificado em consonância com a sustentabilidade e segurança. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
f) Promover a integração entre a iniciativa privada local e agentes culturais 
para oportunizar o consumo da produção cultural local e desenvolvimento de projetos. 
AÇÕES 
1 – Desenvolver mecanismos de incentivo à iniciativa privada para que 
atuem como promotores de produção cultural. (CP) 
2 – Criar e estabelecer parcerias e convênios com entidades que 
disponham de espaços para desenvolvimento de projetos e atividades culturais. (C/MP) 
3 – Criar um selo de incentivador para estabelecimentos que apóiem a 
cultura local por meio de instrumento jurídico apropriado. (CP) 
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4 – Desenvolver campanhas de sensibilização à parceria cultural com a 
iniciativa privada. (CP) 
5 – Criar mecanismos alternativos e parcerias com igrejas, associação de 
moradores, empresas, escolas, rádio, TV, internet, mídia impressa entre outros para 
divulgação de agentes e atividades culturais. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
g) Criar o Sistema Municipal de Informações Culturais 
AÇÕES 
1 – Criar e consolidar o Sistema Municipal de Informações Culturais, 
instância responsável pela geração e difusão de informações culturais (agentes culturais, 
equipamentos, eventos, manifestações e segmentos artísticos, cadeia produtiva, etc), por 
meios eletrônicos e rede mundial de computadores, contribuindo, dessa forma, para a 
inclusão sociocultural e desenvolvimento econômico. (M/LP) 
2 – Atuar conectado com o Sistema Nacional de Informações Culturais, 
acompanhando e avaliando as atividades culturais com pesquisas e indicadores culturais 
quantitativos e qualitativos. (M/LP) 
3 – Potencializar o cadastro cultural, como base de dados imprescindível 
para a visibilidade dos segmentos artísticos e subsídios para o desenvolvimento de 
políticas públicas para a cultura. (CP) 
4 – Criar estudo relacionando o perfil da população e áreas de interesse 
de modo a possibilitar uma leitura mais precisa do quadro da cultura no município. (CP) 
5 – Fomentar e estabelecer parcerias com rádios comunitárias e outras 
mídias, buscando promover e divulgar a cultura local, contemplando todos os segmentos 
culturais. (CP) 
6 – Desenvolver estudo para criar e manter um portal eletrônico 
apresentando a programação cultural do município, bem como informações sobre a 
gestão cultural. (CP) 
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7 – Registrar, disponibilizar e divulgar o conhecimento da produção de 
agentes culturais locais de forma sistematizada. (C/MP) 
8 – Criar um sistema de indicadores para avaliação das ações culturais do 
município. (CP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
h) Promover a institucionalização de agentes culturais, grupos e 
associações culturais. 
AÇÕES 
1 – Criar edital para grupos não formais, disponibilizando recursos e 
assessoramento que auxiliem na sua formalização. (MP) 
2– Potencializar a economia local e regional a partir de novas alternativas 
de investimento em novos empreendimentos criativos. (M/LP) 
3 – Incentivar a formação de associações de diversas classes artísticas: 
música, literatura, dança, teatro, entre outras. (CP) 
4 – Apoiar entidades e associações que fazem parte das cadeias 
produtivas dos setores culturais/criativos. (CP) 
5 – Fomentar a criação e o fortalecimento de redes, cooperativas e 
incubadoras voltadas para as competências criativas. (M/LP) 
6 – Estabelecer parcerias com instituições, tais como o SEBRAE, visando 
promover o empreendedorismo do artista e artesão. (CP) 
7 – Promover estudo de viabilidade para formação de grupos artísticos 
oficiais da Prefeitura Municipal de Araucária, nas diversas áreas. 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
I) Manter e ampliar o Programa de Arte e Artesanato 
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AÇÕES 
1 – Ampliar o número de cadastrados no programa. (CP) 
2 – Realizar cadastro dos artesãos não integrantes do programa. (CP) 
3 – Realizar feiras itinerantes e ampliar canais de exposição e 
comercialização de arte e artesanato. (CP) 
4 – Utilizar o Centro de Informações Turísticas como mais um espaço fixo 
para a comercialização de arte e artesanato. (MP) 
5 – Incentivar a formação de uma associação de artistas e artesãos. (CP) 
6 – Facilitar os mecanismos de venda de produtos artesanais. (MP) 
7 – Consolidar as Feiras de Arte e Artesanato por meio de capacitação 
dos artistas e artesãos. (MP) 
8 – Fortalecer a diversificação da produção de artesanato reciclado ou 
não, através de cursos e oficinas. (CP) 
9 – Formar parcerias para capacitação e acompanhamento da qualidade 
dos produtos artesanais. (CP) 
10 – Estabelecer parcerias com as Secretarias de Agricultura e Meio 
Ambiente para Incentivar a produção e preservação de matéria prima rural, através da 
realização de cursos, workshops e oficinas. (MP) 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
j) Revisar o Plano Municipal de Cultura. 
AÇÕES 
1 – Elaborar a revisão do Plano Municipal de Cultura, tendo como base 
termo de referência aprovado em audiência pública ou Conferência Municipal de Cultura. 
(CP) 
LEGENDA: 
CP: CURTO PRAZO – ATÉ 2 ANOS 
MP: MÉDIO PRAZO – ATÉ 6 ANOS 
LP: LONGO PRAZO – ATÉ 10 ANOS 
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REFERÊNCIAS 
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Diretor, estabelece objetivos, instrumentos e ações estratégicas e dá outras providências 
para as ações de planejamento no município de Araucária. Diário Oficial de Araucária. 
Araucária, 2006. 
______. Câmara Municipal. Lei n. 15 de 30 de abril de 2008. Lei Orgânica do 
Município de Araucária. Diário Oficial do Paraná, Curitiba, n. 7.714, 06 de mai. 2008. 
______. Prefeitura Municipal. Agricultura e indústria: a memória do trabalho em 
Araucária. Araucária: Museu Tingüi-Cuera, 1990. (Coleção História de Araucária, 1). 
______. Prefeitura Municipal. Os espaços de lazer em Araucária. Araucária: 
Museu Tingüi-Cuera, 1993. (Coleção História de Araucária, 2). 
______. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
Pesquisa de campo. Araucária: SMCT, 2011. 
______. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. 
Secretaria Municipal de Agricultura. Relatório anual 2011/2012. Araucária: SMCT, 2012. 
ARIAS, P. G. La cultura: estratégias conceptuales para comprender la identidad, 
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BRASIL. Ministério da Cultura. Lei n. 12.343, de 02 de dezembro de 2012. Institui 
o Plano Nacional de Cultura – PNC, cria o Sistema Nacional de Informações e 
Indicadores Culturais – SNIIC e dá outras providências. Disponível em: 
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DELLAGNELO, Eloise Helena Livramento. Projeto de apoio à elaboração dos 
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PARANÁ. Arquivo Público. Exposição: os poloneses do acervo Ruy Wachowicz.
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