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materia nº 29/2015

Tipo Requerimento
Número / Ano 29 / 2015
Date 2015-03-16
EmentaREQUER SEJA ENVIADO OFICIO AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PREFEITO MUNICIPAL A FIM DE QUE O MESMO APRECIE O ANTEPROJETO DE LEI QUE CRIA O PROGRAMA DE CAPTAÇÃO E REUSO DE ÁGUAS PLUVIAIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS SEGUE EM ANEXO, VERIFICANDO A CONVENIÊNCIA E A EXISTÊNCIA DE INTERESSE PÚBLICO PARA PROPOR O MESMO NA FORMA DE PROJETO DE LEI NESTA CASA.
native_id113

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2019-05-15T17:16:02.611016-03:00 Aprovado 12 0 0

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CAMARA MUSICIPAL DE |
FAZENDA RIO GRANDE |
aprovado GAMARAMUNICIPAL
FAZENDA RIO GRANDE - PR
Requerimento nº 29/2015
O Vereador abaixo assinado, no uso de suas atribuições legais e regimentais,
submete a Plenário o seguinte:
REQUERIMENTO
Requer seja enviado ofício ao Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal a fim
de que o mesmo aprecie o Anteprojeto de Lei que Cria o Programa de
Captação e Reuso de águas pluviais e dá outras providências segue anexo,
verificando a conveniência e a existência de interesse público para propor o
mesmo na forma de Projeto de Lei nesta Casa.
Justificativa
A crise da falta de água que afeta a cidade de São Paulo esta fazendo
com que a população repense e mude comportamentos. Uma solução
sustentável que se pode encaixar nesse problema é a construção de cisternas
para captação de água da chuva (anexo). A captação de água da chuva para
aproveitamento em residências, condomínios e indústrias, ainda pouco
difundidas no Brasil, vem sendo defendida pelos órgãos e entidades que
cuidam do meio ambiente. Na região semi-árida brasileira esta também já é
uma realidade, a exemplo do Programa de um Milhão de Cisternas. Todavia, o
maior desafio é estender esse programa para os demais Municípios Brasileiros,
que não estão localizados na região semi-árida, mas enfrentam os problemas
do alto custo da tarifa de consumo da água, da ocorrência de enchentes, do
mau uso da água, utilizando água potável, para procedimentos que não
necessitam de água tratada. A chuva é uma fonte de água doce valiosa e sua
Rua Farid Stephens, nº 179 - Bairro Pioneiros - CEP 83833-008 - Fazenda Rio Grande/PR.
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k FAZENDA RIO GRANDE - PR 7
captação é de extrema importância, principalmente a partir da Conferência
Internacional de Água e Meio Ambiente que ocorreu em Dublin, em 1992,
quando foi definido que "a água doce é um recurso finito e vulnerável", e a vida
e os ecossistemas terrestres estão ameaçados, a não ser que os recursos
hídricos sejam gerenciados de forma mais efetiva no presente e no futuro.
Tem-se constatado que a demanda por água doce aumenta a cada dia, seja
pelo aumento da população, seja pelos crescentes índices de poluição das
fontes hídricas. A necessidade premente de gestão dos recursos hídricos vem
impulsionando o reuso da água em empresas, prefeituras e indústrias. A
captação de água da chuva é uma prática muito difundida em países como a
Austrália e a Alemanha, aonde novos sistemas vêm sendo desenvolvidos,
permitindo a captação de água de boa qualidade de maneira simples e
bastante efetiva em termos de custo-benefício. Em uma residência padrão, a
água de chuva pode substituir a água tratada (e potável) da rede pública em
diversas aplicações, tais como vasos sanitários, máquinas de lavar, irrigação
de jardins, lavagens de carro, limpeza de pisos e piscinas, representando em
média 50% do consumo físico. O uso de água para fins não potáveis em
estabelecimentos comercias como escolas, prédios públicos e mesmo em
indústrias - onde pode ser utilizada no processo produtivo - pode responder por
mais de 50% do consumo. O sistema de implantação é bastante simples,
podendo ser utilizadas cisternas e filtros subterrâneos, apresentando soluções
mais completas, como também podem ser utilizados filtro de descida e caixas
d'água acima do nível do solo, num processo bem mais simplificado. Através
desta propositura, estamos proporcionando ao Município de Fazenda Rio
Grande, o início para a mudança de comportamento visando reverter o
processo de perda dos recursos naturais, A população tem cobrado uma
atitude da classe política local para que o valor cobrado pelo consumo da água
seja amenizado, estamos oferecendo uma alternativa para a diminuição do
consumo de água em até 50%, fato que naturalmente trará uma economia
considerável ao bolso dos contribuintes e ainda cuidando para a preservação
desse recurso natural. Além do fator econômico para as famílias que dele
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aa
fizerem uso, deverá trazer um novo conceito no que se refere à economia do
uso do recurso natural mais precioso do planeta.
Fazenda Rio Grande, 16 de março de 2015.
Silvestre Savitzki
Vereador/Presidente
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ANTEPROJETO DE LEI
Súmula: “Cria o Programa de Captação e
Reuso de águas pluviais e dá outras
providências.”.
A CÂMARA MUNICIPAL DE FAZENDA RIO GRANDE, Estado do Paraná,
aprovou e eu, PREFEITO MUNICIPAL, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica criado o Programa de Captação e reuso de águas pluviais,
cujos objetivos principais são a captação, o armazenamento e a
utilização das águas pluviais pelas edificações urbanas, além de:
a. Reduzir consumo de água potável da rede pública;
b. Evitar a utilização de água potável onde esta não é
necessária;
c. Promover economia no valor das taxas com a diminuição de
consumo de água potável da rede pública;
d. Ajudar a conter possíveis enchentes, represando parte das
águas pluviais que escoam para galerias e corpos hídricos.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei e sua adequada aplicação, serão
adotadas as seguintes definições:
l. Conservação e Uso Racional da Água — conjunto de
práticas, técnicas e tecnologias que propiciam a melhoria
da eficiência do seu uso, de maneira sistêmica na
demanda e na oferta de água, de forma a ampliar a
eficiência do uso da água e sua disponibilidade para os
demais usuários, flexibilizando os suprimentos existentes
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ã FAZENDA RIO GRANDE - PR 7
para outros fins, bem como atendendo ao crescimento
populacional, á implantação de novas indústrias e á
preservação e conservação do meio ambiente.
Il. Água não potável é aquela imprópria para consumo humano e
deverá ter sua utilização destinada à:
a. Descarga em vasos sanitários;
Lavatórios de volumes fixos de descarga;
Torneiras dotadas de arejadores;
Irrigação de jardins;
Lavagem de veículos e diversos;
0 20 &
Outras utilizações para as quais não seja necessária
água potável.
Art. 3º Cada edificação de uso multifamiliar ou de uso exclusivo,
estabelecimentos privados e órgãos públicos deverá ter uma
cisterna com as seguintes especificações:
V.
O volume da cisterna será no mínimo de 500 (quinhentos)
a 1.000 (um mil) litros para residências, 2.000 (dois mil)
litros para edificações, estabelecimentos privados e órgãos
públicos.
Ser instalada em local de fácil acesso para inspeção e
limpeza;
Ser provida de tampa que impeça a entrada de luz do sol,
insetos e impurezas;
Ter encanamento especificamente para água de não
potável;
Encaminhar água reciclada utilizada para rede de esgoto
do edifício.
Parágrafo único — quando a somatória da área de cobertura de unidades
residenciais dentro de um mesmo terreno for igual ou superior a
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35 m?, torna-se obrigatório a instalação do sistema de captação
de águas pluviais por unidade aprovada.
Art. 4º O sistema, de que trata o artigo anterior, deverá, ainda, obedecer
aos seguintes requisitos:
81º Implantar reservatório exclusivo para captação de águas
pluviais;
g22 Conduzir a água captada por telhados, coberturas, terraços
e pavimentos descobertos ao reservatório de reuso;
83º Identificar quais encanamentos e/ou aparelhos sanitários
que se utilizam de água de reuso;
g4 Assegurar que a água para reuso seja utilizada apenas
para fins não potáveis;
$5º Promover a infiltração de excedente, preferencialmente, no
solo, podendo ser encaminhado para a rede pública de
drenagem ou para outro reservatório.
Art. 5º Sempre que houver reuso das águas pluviais para finalidades não
potáveis, inclusive quando destinado á lavagem de veículos ou de
áreas externas, deverão ser atendidas as normas sanitárias
vigentes e as condições técnicas específicas estabelecidas pelo
órgão municipal responsável pela Vigilância Sanitária visando:
Evitar o consumo indevido, definindo sinalização de alerta
padronizada a ser colocada em local visível junto ao ponto de
água não potável e determinando os tipos de utilização admitidos
para a água não potável;
H. Garantir padrões de qualidade da água apropriados ao tipo de
utilização previsto, definindo os dispositivos, processos e
tratamentos necessários para a manutenção desta qualidade;
HI. Impedir a contaminação do sistema predial destinado à água
potável proveniente da rede pública, sendo terminantemente
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ç FAZENDA RIO GRANDE - PR /
vedada qualquer comunicação entre este sistema e o sistema
predial destinado a água não potável.
Art. 6º Conforme a conveniência e necessidades do proprietário, para o
sistema a ser implantado podem ser utilizados:
I. Filtros de descida e caixas d'água acima do nível do solo, para
soluções mais simples;
Il. Cisterna e filtros subterrâneos, para soluções mais complexas
de tratamento.
Art. 7º O poder Executivo Municipal poderá conceder incentivo fiscal, a
ser regulamentado por legislação específica, aos proprietários de
imóveis já edificados que aderirem ao programa de que trata a
presente Lei.
Art. 8º Nos projetos de construção deverá constar o sistema de captação
e reuso de águas pluviais, nos termos desta Lei, sendo a
omissão, causa impeditiva da aprovação do Projeto pelo órgão
competente.
81º Os Projetos de Construção, protocoladas antes da entrada
em vigor desta Lei, que ainda não tenham sido aprovados
pela Administração, deverão ser adequados ás normas ora
previstas.
82º no caso do 81, o Requerente deverá anexar ao Processo
Principal de aprovação do Projeto de Construção, um novo
Projeto, exclusivo do sistema de captação e reuso das
águas pluviais, que passará, após sua aprovação, a ser
parte integrante do Projeto Principal.
Art. 10º Os empreendimentos que tenham seu projeto de construção
aprovados anterior à publicação desta Lei que desrespeitarem a
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taxa de permeabilidade prevista no código de obras deste
município, será aplicada a penalidade de execução obrigatória do
sistema de captação de reuso de águas pluviais, além do
restabelecimento da taxa de permeabilidade.
Art. 11º O Poder Executivo regulamentará esta Lei estabelecendo os
parâmetros necessários á elaboração e aprovação dos projetos
de construção, instalação e dimensionamento dos aparelhos e
dispositivos destinados á conservação e reuso da água de chuva.
Art. 12º As despesas decorrentes da execução da presente Lei correrão
por conta de dotações orçamentárias próprias.
Art. 13º Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação.
Fazenda Rio Grande, 16 de março de 2014.
Silvestre Savitzki
Vereador/Presidente
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SECRETARIA MUNICIPAL DE PREFEITURA MUNICIPAL DE FAZENDA RIO GRANDE/PR
MEIO AMBIENTE Secretaria Municipal de Meio Ambiente
o Rua Inglaterra, 364 - Fone (41) 3627-8510
nARtaa ato caeat
A crise de falta de água que afeta a cidade de São Paulo esta fazendo a população repensar e
mudar comportamentos, condomínios do município estão tendo que alterar hábitos e reduzir o consumo.
Uma solução sustentável que pode encaixar nessa problemática é a construção de cisternas para captar a
chuva.
As figuras abaixo apresentam alguns projetos de cisternas.

juvas- As Bguas das precipitações esem em toda a áres deteihido dz casa;
iPealhas.- Elas seguem pelas calhas canos subterrâneos sté os reservatórios;
3Reservatórios - Loca onde as Sguas da chiuva ficam armazenadas,
iba d'água « Antes de chegar aquias águas passam por ma fikragem;
“S Descarga - Unvcos principsis usos:é para descarga nós banheiros; q
(Goutros usos - Asságuas deichuva acumaládas também podem ser usadas para |
laxar carros e quintais, regar hortas, fávar os pises da casa entre outras coisas,
A
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Encaminhamos também a ABNT NBR 15527 — Água de chuva — Aproveitamento de coberturas em
áreas urbanas para fins não potáveis — Requesitos.
Exemplar para uso exclusivo - Associação Brasileira de Normas Técnicas - 33.402.892/0002-97 (Pedido 152096 Impresso: 05/02/2009 )
NORMA ABNT NBR
BRASILEIRA 15527
Primeira edição
24.09.2007
Válida a partir de
24.10.2007
comer E
mese —
Água de chuva — Aproveitamento de
coberturas em áreas urbanas para fins não
potáveis — Requisitos
Rainwater - Catchment of roofs in urban areas for non-potable
purposes — Requirements
Palavras-chave: Água de chuva. Não potável. Aproveitamento.
Descriptors: Rainwater. Non-potable. Catchment.
ICS 91.060.20; 91.060.99
ISBN 978-85-07-00668-8
ASSOCIAÇÃO Número de referência
BRASILEIRA E
qi) DE NORMAS ABNT NBR 15527:2007
TÉCNICAS 8 páginas
OABNT 2007
Exemplar para usa exclusivo - Associação Brasileira de Normas Técnicas - 33.402.892/0002-97 (Pedido 152096 Impresso: 05/02/2009 )
ABNT NBR 15527:2007
O ABNT 2007
Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida
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20031-201 - Rio de Janeiro - RJ
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Impresso no Brasil
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Exemplar para uso exclusivo - Associação Brasileira de Normas Técnicas - 33.402.892/0002-97 (Pedido 152096 Impresso: 05/02/2009 )
ABNT NBR 15527:2007
Sumário Página
[id dc É: [os [o PRP RR O AA iv
1 Escopo....... ir ereeererereermrarerarersarerearaearacararenene seara eracecemsararareneerescaracoresece ses conantanencaeereeneneamenmeneeneeasaneaenemo 1
2 Referências normativas .............eeeeeceneeenerecererererrecereneererane nene enerarerenenerteceer ereta cat aamacaraa senao san remar nerteneresares 1
3 Termos e definições .........ssmsesemeacecerereserarecoreerereaeare carente rece remereesanarnacerereneronenearenrecarenerane er eenaneneantannaas 1
4 Condições gerais .......cscsssacsussiaessassececessensaesnca 2
44 Concepção da sistema de aproveitamento de água de chuva 2
4.2 Calhas e condutores . 2
43 Reservatórios....... 3
4.4 Instalações prediais 3
4.5 Qualidade da água 4
4.6 Bombeamento ul
5 Manutenção .............cseereteteeeaceseeneacareserenvave rasa sese rea asascnnsmacnnam erre cesennenaa saca em consenso nan tama nam cnnne nana nenenemtnersanamo 5
Anexo A (informativo) Métodos de cálculos para dimensionamento dos reservatórios 6
AA Método de Rippl......... 6
A.2 Método da simulação 5
A3 | Método Azevedo Neto 7
A4 | Método prático alemã 7
A.5 | Método prático ingles. «7
A.6 Método prático australiano. 8
OABNT 2007 - Todos os direitos reservados iii
Exemplar para uso exclusivo - Associação Brasileira de Normas Técnicas - 33.402.892/0002-97 (Pedido 152096 Impresso: 05/02/2008 )
ABNT NBR 15527:2007
Prefácio
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por
Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores,
consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretivas ABNT, Parte 2.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos
elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada
responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.
A ABNT NBR 15527 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial Temporária de Aproveitamento de Água
de Chuva (ABNT/CEET-00.001.77). O seu 1º Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 01,
de 31.01.2007, com o número de Projeto 00:001.77-001.0 seu 2º Projeto circulou em Consulta Nacional conforme
Edital nº 05, de 23.04.2007 a 21.05.2007, com o número de 2º Projeto 00:001.77-001.
QABNT 2007 - Todos os direitos reservados
Exemplar para uso exclusivo - Associação Brasileira de Normas Técnicas - 33.402.892/0002-97 (Pedido 152096 Impresso: 05/02/200
NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 15527:2007
e Sem
Água de chuva — Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins
não potáveis — Requisitos
1 Escopo
Esta Norma fornece os requisitos para o aproveitamento de água de chuva de coberturas em áreas urbanas para
fins não potáveis.
Esta Norma se aplica a usos não potáveis em que as águas de chuva podem ser utilizadas após tratamento
adequado como, por exemplo, descargas em bacias sanitárias, irrigação de gramados e plantas ornamentais,
lavagem de veículos, limpeza de calçadas e ruas, limpeza de pátios, espelhos d'água e usos industriais.
2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas,
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do
referido documento (incluindo emendas).
Portaria nº 518, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde (norma de qualidade de água para consumo
humano)
ABNT NBR 5626:1998, Instalação predial de água fria
ABNT NBR 10844:1989, Instalações prediais de águas pluviais
ABNT NBR 12213:1992, Projeto de captação de água de superfície para abastecimento público
ABNT NBR 12214:1992, Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público
ABNT NBR 12217:1994, Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público
3 Termos e definições
Para os efeitos desta norma, aplicam-se os seguintes termos e definições.
31
água de chuva
água resultante de precipitações atmosféricas coletada em coberturas, telhados, onde não haja circulação de
pessoas, veículos ou animais
3.2
água não potável
água que não atende à Portaria nº 518 do Ministério da Saúde
CQABNT 2007 - Todos os direitos reservados 1
Exemplar para uso exclusivo - Associação Brasileira de Normas Técnicas - 33.402.892/0002-97 (Pedido 152096 Impresso: 05/02/2009 )
ABNT NBR 15527:2007
4.3 Reservatórios
4.3.1 Os reservatórios devem atender à ABNT NBR 12217.
4.3.2 Devem ser considerados no projeto: extravasor, dispositivo de esgotamento, cobertura, inspeção,
ventilação e segurança.
Deve ser minimizado o turbilhonamento, dificultando a ressuspensão de sólidos e o arraste de materiais flutuantes.
A retirada de água do reservatório deve ser feita próxima à superfície. Recomenda-se que a retirada seja feita a
15 cm da superfície.
4.3.3 O reservatório, quando alimentado com água de outra fonte de suprimento de água potável, deve possuir
dispositivos que impeçam a conexão cruzada.
4.3.4 O volume de água de chuva aproveitável depende do coeficiente de escoamento superficial da cobertura,
bem como da eficiência do sistema de descarte do escoamento inicial, sendo calculado pela seguinte equação:
V=PxAxXC XMator de captação
onde:
V é volume anual, mensal ou diário de água de chuva aproveitável;
P éa precipitação média anual, mensal ou diária;
A éaárea de coleta;
C o coeficiente de escoamento superficial da cobertura;
Mtator de captação é a eficiência do sistema de captação, levando em conta o dispositivo de descarte de sólidos e
desvio de escoamento inicial, caso este último seja utilizado.
4.3.5 O volume dos reservatórios deve ser dimensionado com base em critérios técnicos, econômicos e
ambientais, levando em conta as boas práticas da engenharia, podendo, a critério do projetista, ser utilizados os
métodos contidos no Anexo A ou outro, desde que devidamente justificado.
4.3.6 Os reservatórios devem ser limpos e desinfetados com solução de hipoclorito de sódio, no mínimo uma
vez por ano, de acordo com à ABNT NBR 5626.
4.3.7 O volume não aproveitável da água de chuva pode ser lançado na rede de galerias de águas pluviais, na
via pública ou ser infiltrado total ou parcialmente, desde que não haja perigo de contaminação do lençol freático, a
critério da autoridade local competente.
4.3.8 O esgotamento pode ser feito por gravidade ou por bombeamento.
4.3.9 A água de chuva reservada deve ser protegida contra a incidência direta da luz solar e do calor, bem
como de animais que possam adentrar o reservatório através da tubulação de extravasão.
4.4 Instalações prediais
444 As instalações prediais devem atender à ABNT NBR 5626, quanto às recomendações de separação
atmosférica, dos materiais de construção das instalações, da retrossifonagem, dos dispositivos de prevenção de
refluxo, proteção contra interligação entre água potável e não potável, do dimensionamento das tubulações,
limpeza e desinfecção dos reservatórios, controle de ruídos e vibrações.
4.42 As tubulações e demais componentes devem ser claramente diferenciados das tubulações de água
potável.
ABNT 2007 - Todos os direitos reservados 3
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ABNT NBR 15527:2007
443 O sistema de distribuição de água de chuva deve ser independente do sistema de água potável,
não permitindo a conexão cruzada de acordo com ABNT NBR 5626.
4.4.4 Os pontos de consumo, como, por exemplo, uma torneira de jardim, devem ser de uso restrito
e identificados com placa de advertência com a seguinte inscrição "água não potável” e identificação gráfica.
44.5 Os reservatórios de água de distribuição de água potável e de água de chuva devem ser separados.
4.5 Qualidade da água
4.5.1 Os padrões de qualidade devem ser definidos pelo projetista de acordo com a utilização prevista.
Para usos mais restritivos, deve ser utilizada a Tabela 1.
Tabela 1 — Parâmetros de qualidade de água de chuva para usos restritivos não potáveis
Parâmetro Análise Valor
Coliformes totais Semestral | Ausência em 100 mL
Coliformes termotolerantes Semestral | Ausência em 100 mL
Cloro residual livre ? Mensal 0,5a 3,0 mg/L
Turbidez Mensal < 2,0 uT º, para usos menos restritivos
<5,0uT
Cor aparente (caso não seja utilizado nenhum Mensal <15uH*
corante, ou antes da sua utilização)
Deve prever ajuste de pH para proteção das redes de | mensal pH de 6,0 a 8,0 no caso de tubulação de
distribuição, caso necessário aço carbono ou galvanizado
NOTA Podem ser usados outros processos de desinfecção além do cloro, como a aplicação de raio ultravioleta e
aplicação de ozônio.
& No caso de serem utilizados compostos de cloro para desinfecção.
2 uT é a unidade de turbidez.
“uH é a unidade Hazen.
4.5.2 Para desinfecção, a critério do projetista, pode-se utilizar derivado clorado, raios ultravioleta, ozônio e
outros. Em aplicações onde é necessário um residual desinfetante, deve ser usado derivado clorado.
4.5.3 Quando utilizado o cloro residual livre, deve estar entre 0,5 mg/L e 3,0 mg/L.
4.6 Bombeamento
4.6.1 Quando necessário o bombeamento, este deve atender à ABNT NBR 12214.
4.6.2 Devem ser observadas as recomendações das tubulações de sucção e recalque, velocidades mínimas
de sucção e seleção do conjunto motor-bomba.
4.6.3 Pode ser instalado, junto à bomba centrifuga, dosador automático de derivado clorado, o qual convém ser
enviado a um reservatório intermediário para que haja tempo de contato de no mínimo 30 min.
Tem ess colotia O Slice mesmo Sem Precusar,
Ros, CENA CÃSS QB DES USAM.
4 GABNT 2007 - Todos os direitos reservados
Exemplar para uso exclusivo - Associação Brasileira de Normas Técnicas - 33.402.892/0002-97 (Pedido 152096 Impresso: 05/02/2009 )
ABNT NBR 15527:2007
5 Manutenção
5.4 Deve-se realizar manutenção em todo o sistema de aproveitamento de água de chuva de acordo com a
Tabela 2.
Tabela 2 — Frequência de manutenção
Componente Freqiiência de manutenção |
Dispositivo de descarte de detritos Inspeção mensal |
Limpeza trimestral
Dispositivo de descarte do escoamento inicial | Limpeza mensal
Calhas, condutores verticais e horizontais Semestral
Dispositivos de desinfecção | Mensal -
| Bombas Mensal
Reservatório Limpeza e desinfecção anual
5.2 Quando da utilização de produtos potencialmente nocivos à saúde humana na área de captação, O sistema
deve ser desconectado, impedindo a entrada desses produtos no reservatório de água de chuva. A reconexão
deve ser feita somente após lavagem adequada, quando não haja mais risco de contaminação pelos produtos
utilizados.
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Anexo A
(informativo)
Métodos de cálculos para dimensionamento dos reservatórios
Para o cálculo do dimensionamento do reservatório de água de chuva, pode-se usar um dos métodos descritos
emA.1aAÃA.6.
A.1 Método de Rippl
Neste método podem-se usar as séries históricas mensais ou diárias.
Sy=Dw-Rg
Q «y= Cx precipitação da chuva q x área de captação
V=ES (y, somente para valores S «y> O
Sendo que: 2 Dy<ZQ6g
onde:
S( é volume de água no reservatório no tempo t;
Q« é volume de chuva aproveitável no tempo t;
Da é a demanda ou consumo no tempo t;
V é o volume do reservatório;
C éo coeficiente de escoamento superficial.
A.2 Método da simulação
Neste método a evaporação da água não deve ser levada em conta. Para um determinado mês, aplica-se a
equação da continuidade a um reservatório finito:
Sy=QwytSev-Dy
Q = Cx precipitação da chuva (x área de captação
Sendo que: 0sSwsV
onde:
S«y é volume de água no reservatório no tempo t;
S 1) é 0 volume de água no reservatório no tempo t— 1;
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A é valor numérico da área de coleta em projeção, expresso em metros quadrados (m3);
V é valor numérico do volume de água aproveitável e o volume de água da cistema, expresso em litros (L).
A.6 Método prático australiano
O volume de chuva é obtido pela seguinte equação:
Q=AxCx(P-l)
onde:
C éo coeficiente de escoamento superficial, geralmente 0,80;
P éa precipitação média mensal;
I é a interceptação da água que molha as superfícies e perdas por evaporaçao, geralmente 2 mm;
A éaárea de coleta;
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Q “éo volume mensal produzido pela chuva.
O cálculo do volume do reservatório é realizado por tentativas, até que sejam utilizados valores otimizados de
confiança e volume do reservatório.
Vi=Va+Q-D
onde:
Q: é o volume mensal produzido pela chuva no mês t;
V. éo volume de água que está no tanque no fim do mês t;
Ve é volume de água que está no tanque no início do mês t;
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D; éa demanda mensal;
NOTA Para o primeiro mês, considera-se o reservatório vazio.
Quando (V1 + Q— D)< 0, entãoo Vi=0
O volume do tanque escolhido será T.
Confiança:
P=N/N
onde:
P, éafalha;
N, é o número de meses em que o reservatório não atendeu à demanda, isto é, quando V,= 0;
N é número de meses considerado, geralmente 12 meses;
Confiança = (1 - P,)
Recomenda-se que os valores de confiança estejam entre 90 % e 99 %.
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