br-locleg corpus explorer

← Mariópolis (PR)

materia nº 1/2024

Tipo PLANO MUNICIPAL
Número / Ano 1 / 2024
Date 2024-11-04
EmentaPlano Municipal de Cultura do Município de Mariópolis PR
native_id642

Autoria

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 21

PLANO MUNICIPAL DE CULTURA
PREFEITURA MUNICIPAL DE 
MARIÓPOLIS
OUTUBRO 2024
PLANO MUNICIPAL DE CULTURA
PREFEITURA MUNICIPAL MARIÓPOLIS
 Prefeito Mario Eduardo Lopes Paulek 
 Vice-Prefeita Solange de Fátima Pressanto Bellan
SUMÁRIO
I. Conselho Municipal de Cultura
II. Apresentação
III. Contextualização
1. Histórico do Município
IV. Objetivos do Plano Municipal de Cultura de Mariópolis
V. Princípios do Plano Municipal de Cultura de Mariópolis
VI. Dimensões da Cultura
VII. Diagnóstico da Cultura de Mariópolis
VIII. Metas e Ações do Plano Municipal de Cultura
IX. Considerações Finais
I – CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA
PODER EXECUTIVO
Titular: Patrícia Bordin Francescatto
Suplente: Maristela Paulek
Titular: Laís Cristine Machado Santos 
Suplente: Giovana Lorensete Fortes
PODER LEGISLATIVO
Titular: Vanieli Novello
Suplente: Maria Lúcia Graeff
Titular: Paloma Pereira
Suplente: Daniel Chaves
REPRESENTANTES MOVIMENTOS CULTURAIS
Titular: Agenor De Col
Suplente: Gema B. Dal’Sant 
Titular: Marli de Fátima Carboni Martins
Suplente: Márcia Thomé
REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA
Titular: Laís Rissardi Galli
Suplente: Leticia dos Santos
Titular: Roseli Marcarini 
Suplente: Célia Rocha 
II – APRESENTAÇÃO
O Plano Municipal de Cultura de Mariópolis busca definir as políticas públicas 
de longo prazo que garantam a proteção e promoção do patrimônio, dos direitos 
culturais e da cultura em todo o município, o acesso à produção e à apropriação da 
cultura, à valorização da cultura como instrumento de desenvolvimento 
socioeconômico, o estabelecimento de um sistema público e participativo de gestão e 
o acompanhamento e avaliação das políticas culturais.
O texto do Plano Municipal de Cultura encerra a implementação do Sistema 
Municipal de Cultura, prevendo a garantia da valorização da cultura como vetor do 
desenvolvimento econômico e social, a democratização das instâncias de formulação 
das políticas culturais, o papel do município na implementação das ações, a 
colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia 
da cultura, a participação e controle social na formulação e acompanhamento nas 
políticas.
O Plano Municipal de Cultura, além de um planejamento de longo prazo, se 
configura como elemento essencial para a eficácia do Conselho Municipal de Cultura 
e para a consolidação dos processos de participação da sociedade na formulação de 
políticas culturais
III - CONTEXTUALIZAÇÃO
I. Histórico do Município
Mariópolis encontra-se entre os menores municípios do Paraná. Sua área é 
230,365 Km² de extensão. Situam-se geograficamente no sudoeste do estado, 
ocupando 433 hectares de área urbana ou seja 4,33 km2 e na área rural 22.603 
hectares ou seja 226,03 km2, totalizando o município possuí uma área de 23.036 
hectares.
Limita-se ao norte com Pato Branco ao Sul com São Domingos (SC.), ao 
leste com Clevelândia ao oeste com Vitorino e Galvão (SC.). Localizando-se entre 
52º e 25 minutos a 52º e 34 minutos de longitude oeste e 26º 12’5 a 26º 22 minutos 
de latitude sul. Esta 454 km Distante de Curitiba e 1819 Km distante de Brasília.
O relevo apresenta topografia levemente ondulada estando a 850 metros 
acima do nível do mar.
A área do município faz parte do Terceiro Planalto do TRAP do Paraná 
caracterizando-se pela grande uniformidade geológica e pela presença de extensos 
lençóis de lavas de origem vulcânica. Dentre as rochas, o basalto compõe a grande 
parte predominante. Constitui cerca de 98% das rochas formadas a partir do 
vulcanismo ou efusão, cujas origens estão 45 a 60 Km abaixo as superfície.
A origem do Município está ligada à Fazenda São Francisco de Sales, que 
era uma extensa área de terra coberta por matas virgens com abundantes 
pinheirais. Aos poucos foram aportando nesta fazenda com a finalidade de 
colonização, os desbravadores vindo de Guaporé, no Rio Grande do Sul entre os 
quais os Srs. João Soranzo, Basílio Bordin e João Merlo. O único acesso à Fazenda 
São Francisco eram picadas carroçáveis. O local escolhido por estes pioneiros 
constitui hoje o local onde está a cidade de Mariópolis. A Fazenda São Francisco 
de Sales abrangia toda a região ou área ocupada hoje pelo Município, que 
pertencia ao Município de Clevelândia. Por intermédio do Governo Estadual foi 
construída a estrada que iria ligar Clevelândia ao Sudoeste do Estado, 
atravessando a mencionada Fazenda São Francisco de Sales, estrada denominada 
de PR-5 Curitiba - Barracão.
A construção da referida estrada foi interrompida em 1930 na altura do Rio 
Pinheiro, tendo sido reiniciada somente em 1932, chegou a região a família 
Barbosa Rocha que se tornou possuidora da maior parte das terras da Fazenda São 
Francisco de Sales. Naquela época, para que os colonizadores se considerassem 
possuidores de terras bastavam construir um rancho. Uma das primeiras atividades 
dos colonizadores era a criação e engorda de suínos, eram soltos nos milharais e 
só eram retirados depois de engordados. A exportação era para Videira e Joaçaba 
– SC.; e o transporte era feito através de tropas a pé. Os preços dos suínos eram 
em média de 4 a 5 mil réis dependendo do tamanho, cujo o tamanho ideal era de 
50 cm de altura.
Em 1947, os engenheiros Gutierrez e Beltrão efetuam a medição da Fazenda São 
Francisco de Sales. Em 1948 chegaram ás famílias Roberto Bier, Bombonato, 
Câmpara e Galiotto, vindas do Rio Grande do Sul.
Nessa época já formava um núcleo, quando então a Cia. Clevelândia Industrial e 
Territorial – Citla adquiriram parte da área e iniciou a venda de colônias (cada um 
com 10 alqueires). Em 1949 foi instalada a primeira serraria pertencente à CITLA 
sendo que até aquela época as casa eram de madeira lascada e serradas a mão pelos 
próprios moradores. Em 1950 foi construída uma fábrica de pregos que pertencia 
a Salvador Simionato. A partir de 1950 as serrarias se multiplicaram; o preço 
médio de um pinheiro era de dois réis.
Inicialmente denominado núcleo ou povoado Rio Veado, visto o Rio de mesmo 
nome o qual era local de caçada de veados.
Mais tarde foi lhe dado o topônimo de Mariópolis, em homenagem ao Sr. Mário 
José Fontana, pessoa que representava a CITLA, e dentro dos interesses da 
empresa muito contribuiu para o desenvolvimento do Município.
Os primeiros moradores passaram dificuldades, pois, as vendas e compras eram 
feitas em Clevelândia. Em 27 de janeiro de 1951 pela lei estadual nº 613, o 
povoado de Mariópolis foi elevado à categoria de Distrito Administrativo de 
Clevelândia.
Em 1958, por Lei Estadual foi criado o Município de Mariópolis, tendo como 
Prefeito o Sr, Ernesto Colnaghi, mas logo em 1959 o Município foi instinto. 
(Sobre este fato não se tem dados exatos).
Todavia em 25 de julho de 1960, pela Lei nº 4.245, foi novamente criado, sendo 
novamente Prefeito o Sr. Ernesto Colnaghi, o qual assumiu o cargo por indicação 
do Governo do Estado.
O desejo de a sociedade emancipar-se foi encabeçado pelo Deputado Cândido 
Machado de Oliveira Neto.
Mariópolis recebeu muita influência da Igreja Católica. A primeira igreja foi 
construída na antiga Avenida Estratégica, a uma quadra da atual da Avenida Brasil 
(frente residência Schimanoski), a segunda Igreja foi edificada próxima a atual 
Panificadora Fioravanço, na hojel Alameda 5. Toda comunidade colaborava nas 
promoções e eventos programados. Assim, foi criada a Paróquia São Francisco de 
Sales no ano de 1956, por decreto do Exmo. Senhor Dom Carlos Eduardo de 
Saboia de Mello OFM.
O Primeiro Pároco foi o Reverendo Padre Eduardo Rodrigues Machado, que 
tomou posse no dia 20 de fevereiro de 1956 a 1964.
Hoje temos uma história enraizada no passado. Mesmo que o presente muito já 
foi mudado, não há como desligar-se de tudo o que foi real e vivido pelos 
mariopolitanos.
Já não estão mais aqui os donos das serrarias que tanto exploraram a madeira. Os 
que ficaram mudaram de ramo. As empresas que mais enriqueceram mudaram 
para outros lugares.
Assim, a sociedade vem alicerçando-se em pequenas e médias propriedades onde 
predomina a agropecuária.
Os que persistiram em fixarem-se neste município são na grande maioria 
descendentes de migrantes gaúchos, vindos das ‘’terras velhas’’ do Rio Grande do 
Sul: Caxias do Sul, Passo Fundo, Guaporé, Arvorezinha e outros lugares.
Mas temos a presença ainda dos Paranaenses natos, dos Catarinenses. Porém de 
outras regiões do Brasil registra-se um pequeno número de pessoas. Conforme 
dados do último senso (2022) Mariópolis está com 6.371 mil habitantes.
O Município no Espaço Regional da Mesorregião Geográfica do Sudoeste do 
Estado do Paraná. Esta mesorregião está dividida em três microrregiões, a saber: 
Capanema, Francisco Beltrão e Pato Branco (UNIOESTE; ITAIPU).
A mesorregião Sudoeste Paranaense está localizada no Terceiro Planalto 
Paranaense e abrange uma área de 1.163.842,64 hectares, que corresponde a cerca 
de 6% do território estadual. Esta região faz fronteira a oeste com a República da 
Argentina, através da foz do Rio Iguaçu, e ao sul com o Estado de Santa Catarina. 
Possui como principal limite geográfico, ao norte, o Rio Iguaçu. É constituída por 
37 municípios, dos quais se destacam Pato Branco e Francisco Beltrão, em função 
de suas dimensões populacionais e níveis de polarização (IPARDES, 2003)
IV- OBJETIVOS DO PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE MARIÓPOLIS
• Definir as políticas públicas que efetivem o exercício do direito constitucional à cultura;
• Estabelecer um sistema público e participativo de gestão dessas políticas;
• Ampliar o acesso à produção e fruição da cultura em todo o município de Mariópolis
• Inserir a cultura do município de Mariópolis nos modelos sustentáveis de 
desenvolvimento socioeconômico;
• Proteger e promover o patrimônio e as diversidades étnicas e culturais do município de 
Mariópolis
V- PRINCÍPIOS DO PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE MARIÓPOLIS
I- Reconhecer a importância da cultura para o exercício da plena cidadania.
II- Garantir o princípio constitucional da laicidade do Estado Brasileiro no 
desenvolvimento das políticas públicas culturais.
III- Respeitar a vida, o ser humano e a cidadania em todas as iniciativas e ações 
artísticas e culturais.
IV- Promover e valorizar as diversidades nas manifestações artísticas e culturais do 
município.
V- Garantir a participação social na elaboração, execução e avaliação dos projetos, 
programas e ações culturais.
VI - DIMENSÕES DA CULTURA
A proposta do Plano Municipal de Cultura de Mariópolis vincula-se às orientações 
do Plano Nacional de Cultura e às disposições legais que atribuem à cultura as dimensões 
constitutivas, as quais articulam tanto a questão humana (coletiva, imaterial, social), 
quanto a material (economia e sustentabilidade nos âmbitos ambiental e financeiro). Nesse 
sentido, este plano se pauta no entendimento da cultura a partir de três dimensões 
intrinsecamente articuladas e articuladoras, quais sejam, dimensão simbólica, cidadã e 
econômica.
VI - I DIMENSÃO SIMBÓLICA
A dimensão simbólica pauta-se na produção de símbolos, marcas, emblemas, etc., 
de cada cultura em particular. A produção simbólica, por sua vez, se manifesta através de 
múltiplas práticas culturais, as quais são disseminadas no cotidiano. Esta dimensão 
considera a cultura como uma forma de produção humana, dinâmica e significativa para 
seus membros que, ao vivenciarem a mesma, mas que também a estão atualizando, a 
ressignificam e a transformam.
Portanto, compreende-se a cultura como plural, multifacetada e viva. A dimensão 
simbólica, conforme dados do site do Ministério da Cultura, trata da constituição histórica 
e referencial de idiomas, costumes, culinárias, modos de vestir, crenças, criações 
tecnológicas e arquitetônicas, e também nas linguagens artísticas: teatro, música, artes 
visuais, dança, literatura, circo, etc.
VI – II DIMENSÃO CIDADÃ
Encadeados à dimensão simbólica, estão o entendimento e a vivência da cultura 
como prática cidadã, como direito elementar de todo cidadão, isto é, dos munícipes, dos 
membros da comunidade política local com direitos e deveres civis, políticos e sociais 
inerentes à participação.
A cidadania, por sua vez, envolve toda prática de reivindicação, como a defesa do 
interesse da coletividade, a organização de associações, a luta pela qualidade de
vida, pela cultura, pelo ambiente, etc. Portanto, implica agencia, aprendizado e 
envolvimento constantes.
Nesse processo destaca-se a cultura como elemento de entendimento comum, de 
conhecimento e de interpretação da realidade. Assim, a dimensão cidadã tem de derivar da 
participação ativa e consciente na vida cultural, criando e tendo mais acesso aos livros, aos 
espetáculos de dança, ao teatro e ao circo, às exposições de artes visuais, aos filmes 
nacionais, às apresentações musicais, às expressões da cultura popular, aos acervos dos 
museus, dentre outros.
VI - III DIMENSÃO ECONÔMICA
Deve-se considerar que a cultura tem que ser pensada como vetor econômico dos 
agentes (produtores e consumidores) dos bens simbólico-culturais. Nesse sentido, a 
manutenção dos bens significativos aos grupos sociais, a garantia de sua reprodução 
geracional, a dinâmica simbólica têm de ser pensada em termos de viabilidade econômica 
aos envolvidos em sua produção/reprodução.
Assim, o pensar a cultura deve abranger o aspecto que torna possível que as práticas 
culturais tenham condições de existência material, pautadas em uma perspectiva de 
desenvolvimento justo e sustentável.
VII - DIAGNÓSTICO DA CULTURA DE MARIÓPOLIS
Artesanato
Cultura Popular e Eventos Festivos Municipais
Dança
Música
Patrimônio Material e Imaterial 
Literatura
Produtores/Produções Culturais
Eventos Culturais, Literários, Artísticos.
VII - I Artesanato
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS? 
• Artesãos independentes 
• Clubes de mães Produção de 
Artesanatos
• APAE – Produção de Artesanatos 
em geral
• Feiras de artesanato com agentes 
culturais locais.
• Local ideal para comercialização 
desses produtos
• Fomentar a produção e consumo 
local
• Projeto de curto prazo de artesanato
VII - II Cultura Popular e Eventos Festivos Municipais
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS? 
• Grupo Tropeiros de Fé
• Festa da Uva
• Festa do Padroeiro
• Gastronomia ( Ovelha Enfarinhada)
• Café Colonial 
• Manutenção do Centro Cultural e 
Biblioteca Municipal Zaida Berton 
Soldatelli.
• Organização de eventos que 
instiguem crianças e jovens a busca
pela cultura regional.
VII - III Dança
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS? 
• Apoio ao ensino a danças 
tradicionalistas entre outros, a 
toda a população interessada.
• Incentivo aos grupos de danças da 
terceira idade, visando sempre a 
busca pela saude atraves da 
mobilidade e interação entre 
idosos.
• Grupo de danças voltadas a cultura 
de nossos descendentes, (Italiana, 
Ucraniana, Ballet, Dança Cigana e 
outros).
VII - IV Música
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS?
• Coral um Canto de Paz
• Associação Tradicionalista de 
Gaiteiros e Violeiros de Mariópolis –
AGVM
• Festival Mariopolitano da 
Canção
• Festivais estudantis da 
Canção
• Coral infantil das escolas 
municipais para apresentações em 
datas comemorativas
• Incentivo a cultura musical, 
despertando em toda a população o 
interesse pela arte musical.
• Projeto Musical para o contraturno 
escolar, onde os alunos possam 
tocar instrumentos musicais bem 
como interpretar canções, 
instigando-os assim ao gosto pela
arte musical.
• Retomada da Fanfarra
• Retomada do Festival da música 
sertaneja e Popular - FEMUSPOP
VII. V Patrimônio Material e Imaterial
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS? 
• Hino 
Municipal de 
Mariópolis
• 4 Torres
• Prato típico 
Ovelha 
Enfarinhada
• Festa da Uva 
• Museu Municipal, bem como 
disponibilizar um espaço ideal para 
realização de apresentações 
culturais.
• Adquirir e/ou produzir material 
audiovisual e/ou literário voltados 
a preservação da história e memória 
cultural do municipio de 
Mariópolis.
• Digitalização do acervo 
fotográfico.
• Registro fotográfico/ documentário 
das primeiras casas de madeiras
contruidas em Mariópolis
VII - VI Teatro
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS? 
• Desenvolvimento de peças teatrais 
temáticas, onde de forma lúdica, 
abordarão temas relevantes à 
sociedade.
VII - VII Literatura
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS? 
• Biblioteca Municipal • Renovação anual do acervo. 
• Implantação do sistema de
catalogação do acervo.
• Projeto de incentivo à leitura.
• Gincana do conhecimento para 
todas as idades.
• Incentivo a eventos literários
VII - VIII Produtores Culturais
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS? exemplo:
• Os Mário Competições • Cinema etinerante 
• Produção de documentários sobre a
história local.
• Produção de documentário sobre as 
conquistas das mulheres em nosso 
municipio (politica, social, epresarial 
e outras).
VII - IX Eventos Culturais, Literários e Artísticos
O QUE TEMOS? O QUE QUEREMOS? 
• Natal
• Projeto Páscoa na Praça
• Desfile Cívico de 7 de setembro
• Realização do desfile de natal com a 
chegada do papai noel e acendimento 
das luzes do natal.
• Oferta de cesta de doces e 
brinquedos as crianças do municipio.
• Concursos Natalinos
VIII - METAS E AÇÕES DO PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE MARIÓPOLIS
• Ação 1
Implementação efetiva do Sistema Municipal de Cultura para gestão cultural e 
organização da política com o intuito de dar efetividade ao Conselho, ao Plano e ao 
Fundo.
• Ação 2
Criação do Fundo Municipal de Cultura através de instrumentos legais.
• Ação 3
Adequar-se ao Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), 
garantindo a atualização permanente das informações no Cadastro Cultural, sempre 
contemplando todas as áreas.
• Ação 4
Mapear a diversidade cultural do município, para identificar todos os setores e produtos 
culturais, buscando auxiliar no planejamento de políticas culturais específicas para cada 
segmento.
• Ação 5
Mapeamento e cadastro de todas as instituições, empresas, indivíduos, comunidades que 
desenvolvem expressões culturais.
• Ação 6
Criação de ações políticas de proteção e valorização dos conhecimentos e expressões dos 
diferentes segmentos culturais e tradicionais existentes no município.
• Ação 7
Buscar apoio às atividades culturais em Mariópolis a partir do mapeamento das cadeias 
produtivas.
• Ação 8
Atuar junto ao Departamento de Educação do município para garantir 100% de adequação 
das Instituições de Ensino às diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte, 
inserindo conteúdos de cultura brasileira, linguagens artísticas e patrimônio cultural.
• Ação 9
Atuar em parceria com o Departamento de Educação para a qualificação dos professores 
de Artes e a inserção dos mesmos no Programas Nacional de Formação Continuada, 
melhorando a qualidade de ensino dessa disciplina e promovendo a diversidade cultural 
do município e da região, bem como da cultura brasileira.
• Ação 10
Promover programas municipais e parcerias com os órgãos de educação do município 
para oferecimento de atividades de arte e cultura nas Instituições de Ensino, 
preferencialmente nos horários complementares ao turno escolar.
• Ação 11
Promover a discussão sobre o investimento em cursos de graduação e pós-graduação nas 
áreas de linguagens artísticas, patrimônio cultural e cultura, para fins de responder à 
demanda de mercado oferecida aos profissionais destas áreas.
• Ação 12
Divulgar junto aos grupos culturais as possibilidades de participação em editais 
assessorando-os e auxiliando-os.
• Ação 13
Criar ações de reprodução de filmes brasileiros em salas alternativas, praças, escolas e 
outros espaços públicos.
• Ação 14
Valorização dos grupos ou coletivos artísticos locais por meio de apoio e manutenção dos 
mesmos com busca de recursos Estaduais e Federais ao fomento da produção artística em 
todas as áreas.
• Ação 15
Integrar o Sistema Nacional de Cultura para que mais projetos de arte e cultura locais 
recebam recursos públicos federais.
• Ação 16
Criar e fortalecer políticas públicas na área de cultura que estimulem seu acesso e tornem 
atrativos os equipamentos culturais existentes, incentivando a frequência de público, bem 
como promover realizações artísticas nos espaços.
• Ação 17
Fazer cumprir as leis Federais, Estaduais e Municipais que estabelecem normas gerais e 
critérios básicos para acessibilidade de pessoas com deficiência, ou com mobilidade 
reduzida.
• Ação 18
Criar instrumentos para que a população tenha mais acesso à leitura, ampliando a 
biblioteca existente, descentralizando-a e capacitando recursos humanos que atuem na 
democratização do acesso ao livro e à formação de leitores.
• Ação 19
Efetivar a conservação e ampliação do acervo da Biblioteca Pública investindo na 
instalação do sistema de registro de acervo e empréstimos.
• Ação 20
Criar ferramentas de interação digital para divulgação da biblioteca municipal.
• Ação 21
Divulgar os cursos de formação gratuitos promovidos pelos órgãos estadual e federal de 
cultura.
• Ação 22
Apoiar com ações de logística às produções independentes criadas no município.
• Ação 23
Promover a colaboração entre os planos já existentes no município na área da 
EDUCAÇÃO, ASSISTÊNCIA SOCIAL E SAÚDE.
• Ação 24
Buscar recursos do Fundo Nacional e Estadual para promover as ações do município com 
foco no Festival Municipal da Canção - FEMAC
• Ação 25
Buscar elementos de avaliação do impacto do setor cultural no orçamento do município.
● Ação 26
Promover a maior utilização e otimização da biblioteca pública municipal, através de 
oficinas de leitura, contação de histórias e atividades que despertem o interesse dos jovens 
pela leitura.
IX - CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Plano Municipal de Cultura de Mariópolis é um instrumento que marca o início 
de uma nova etapa da política cultural do município. O exercício de pensar O QUE 
TEMOS e O QUE QUEREMOS em cada setor, é um primeiro passo. A implementação 
do Sistema Municipal de Cultura, com todos os elementos obrigatórios e a conquista do 
nosso CPF (CONSELHO, PLANO E FUNDO) é um processo de compromisso da 
administração atual.
A validade do texto base é de dez anos, podendo a qualquer tempo ser revisado, 
reformulado, atualizado no seu todo, ou em partes.
O Plano Municipal de Cultura não é um documento fechado, e nem deverá ser. É 
um grande debate, aberto e provocativo, buscando a evolução das relações já existentes e 
as que devem ser retomadas ou iniciadas.
Importante ressaltar que para o bom andamento de todas as ações propostas é de 
fundamental importância a participação de toda a sociedade, haja visto que será 
necessário muito trabalho, comprometimento e um planejamento correto, para que 
possamos nos aproximar mais adequadamente do ajuste ideal para área cultural de nosso 
município.

open original →