~'~/;k g/)afo ÇjjnMWO
Estado do Paraná
Exmo. Sr.
Dirceu Dimas Pereira
Presidente da Câmara Municipal de Pato Branco
O vereador infra-assinado, GILSON MARCONDES - PV,
no uso de suas atribuições legais e regimentais,Jrequer a inclusão
do projeto de lei nº 90/2004, de sua autoria, que redenomina via
pública localizada no Bairro Anchieta de Manoel Branco, na ordem
do dia da próxima sessão ordinária que será realizada no dia 15 de
dezembro de 2004.
O projeto de lei contém a documentação necessária para
tal finalidade, estando à disposição para ser votado.
Nestes termos, pede deferimento.
Pato Branco, 9 d , "ro de 2004.
Ruo Arorigbóio, 491 - Telefax: (46) 224-2243 - Cx. Postal, 111 - 85505-030 - Pato Bronco - Poronó
Estado do Paraná
ASSESSORIA JURÍDICA
PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 090/2004
Busca o ilustre Vereador subscritor do Projeto de Lei em epígrafe, obter o
apoio do douto Plenário desta Casa de Leis para redenominar via pública
localizada no Bairro Anchieta de "Rua Manoel Branco".
A proposição não está acompanhada de justificativa firmada pelo autor
contendo a biografia do homenageado, certidão de óbito e a anuência
(concordância), de no mínimo, dois terços dos moradores ou
domiciliados no logradouro , conforme exigência contida nos artigos 3° e
6º da Lei Municipal nº 2.347, de 15 de junho de 2004, que estabelece
critérios para a denominação de próprios e logradouros públicos do
Município de Pato Branco, devendo o proponente providenciar tais
documentos, para que a matéria possa seguir sua regimental
tramitação.
Após cumpridas as formalidades legais, estará a proposição em condições
de ser apreciada pelo douto plenário desta Casa Legislativa.
É o parecer, SALVO MELHOR JUÍZO.
Pato Branco, 17 de agosto de 2004.
~~~-~--~~.'-Q
enato Monteiro do Rosário
ssor Jurídico
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 - 85505-030
E mai\: \egislativo@whiteduck.com.br
Pato Bronco Paraná
Estado do Paraná
EXMO. SR.
DIRCEU DIMAS PEREIRA
PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PATO BRA.NCO.
O Vereador infra-assinado, GILSON MARCONDES - PV, no uso
de suas prerrogativas legais e regimentais, apresenta para a apreciação do
douto Plenário desta Casa de Leis e solícita o apoio dos nobres pares, para
a aprovação do seguinte Projeto de Lei :
PROJETO DE LEI Nº 90/2004
Súmula: Redenomina via pública localizada no Bairro
Anchieta de Rua Manoel Branco.
Art. lº - Fica redenominada a Rua Visconde de Nácar,
localizada no Bairro Anchieta, no Município de Pato Branco, de "Rua
Manoel Branco".
Parágrafo único - O Executivo Municipal emplacará a
referida via pública contendo a nova denominação, no prazo de 30 (trinta)
dias contados da publicação desta lei.
Art. 2° -Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Nestes termos, pede deferimento.
. .. ~·· .
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 85505-030
Email: legislativo@whiteduck.com.br
Pato Branco Paraná
Estado do Paraná
APOIO:
Agustinho Rossi - PTB Clóvis Gresele - PP
Dirceu Diinas Pereira - PPS Enio Ruaro - PP
Laurinha Luiza Dall 'Igna - PP Leonir José Favin-PMDB Nelson Bertani-PDT
Nereu Faustino Ceni - PC do B Pedro Martins de Mello - PFL Silvio Hasse - PDT
Valmir Tasca - PFL Vilmar Maccari - PDT Vilson Dala Costa - PMDB
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 - 85505-030
Email: \egislativo@whiteduck.com.br
Pato Branco Paraná
Ih
11
I ! I /
1 Ili /
1. / 1
n.i-rut»Llt;A FEDERATIVA DO BRA.~U ..
Estado do Paraná
CARTÓRIO DO Rlf,GlSTRO CIVIL DE NASCIMENTOS, CASAMENTOS E
ÓBITOS DA SEDE DA COMARCA DE PATO BRA.NCO
Rua Tocantins, 1677 Fone : (046)224-4270 - Pato Branco - Paraná
CARTÓRIO DE REGISTRO CIVIL ELIAS
Faustino Elias dos Sanros Filho
166 205 269-34
Escrivão Criminal e Oficial do Registro Civil de Nascimentos, Casamentos e Óbitos
Maria de Lourdes Botelho Elias dos Santos Agnêsc Iara Shroll Damasceno Carneiro
1 ª Substituta 793 287 509-97 2" Substituta 64.0 419 809-68
CERTIDÃO DE ÓBITO
que 1 às folhas 360 do Livro nº C-13 sob o nº
7682r foi feito o Tegistro de óbito de MANOEL BRANCOr falecido
em 09 de outubro de 1997 (09/10/1997)/ ás 2 horas e 45 minutos/
em HOSPITAL SiJ.O LUCAS NESTIJ. CIDl1DEr de sexo masculino,, nascido
no dia 21 de junho de 1907 (21/06/1907) r profissào APOSENTADO/
natural de CLEVELANDTl!..-PR,, domiciliado e residente em RUA XINGÚ
B. STll TEREZINHA ll.PT 205í PATO BRANCO-PR, com 90 anos de
idade/ estado civil v-iüvo/ sendo filho de ******;;.-***** e MARil1
LABRES. Óbito atestado pelo Dr. JOÃO ANTONIO SCHEMBERK que deu
como causa da morte PARADA CARDIO RESPIRATÓRIA,, tendo sido
declarante ADALBERTO FERNANDO BRANCO e o sepultamento foi feito
no cerni tério MUNICIPAL DESTA CIDADE. 2ª via VRC l 75. Cert.id/io
lavrada em 16/ 10/ 1997 OBSERVAÇÕES: ERil VIÚVO DA SRA: OTT ILIA
l\.LVES BRliNCO COM l\. QUA.L DEIXOU OS FILHOS: ZELiil.r ZELir
AD11LBERTO FERN,liNDO, ZELINAr GILBERTO FEFJvlINO, ALBERTO ,.JOSÉ r
ZENI TEREZINJIA Nii-.O DEIXA BENS Á INVENTARiiiR Cli.SADOS NA
CIDADE DE CLEVELÂNDJJl /PR LIVRO 4/B FLS 86 fi 87 SOB Nº 20.
O referido é verdade e dou Ié.
Pato Brancor1.l6e julho de 2004.
,
.· FUNARP
~ELO.DE
t
f AUTEtHIÇlDA .. .
.
~··~-···
VÁLIDA EM TÓDO:·TERRITÓFl!O NACIONAL, QUALQUER ADULTERAÇÃO OU RASURA INVALIDA ESTE DOCUMENTO
•4' . . •t
Sittilo Voltolini
Era···
. 1 .
. ·
.------./ 1 .
..... --: •.. -·· "<-'" '-.... . ·-...../ i' /
. ~' \
ORIGENS DE PATO BRANCO . 1 Primeira Parte 1 ..
280, foi desviada, já não cruz.ando pelo pátio da madeireira, corno era no ~°"':s;inil'\·
Mas, Caçadorzinho, como é mais conhecida hoje a comunidad e: •
também atacado pelo vírus da fuga. Não foram só os desempregados da ind ~· 1
?
1
d · 1 cal · ustna
que e1xaram o o ; uns agncultores também trocaram esses ares pelos distan . ·
G R ~ . tes
Mato rosso e on oma; outros, por Santa Catarina, num retorno sobre
passos dos antepassados; e uma terceira parcela ainda, pela cidade de
Branco. O número de famílias, hoje, reduz-se a treze: Silvino e Aqu 1· . 11 J , F . e tno Martme o; ose acc1m, Adernar e Pedro Polo; João Maria Acre· s·1 ·
1
. p · · . . , 1 vmo
Vito mo, ermmo e Paulmo Ricc1, José Rollin e Cerilo Zanette. '
CAPÍTULO XXI
O TOPÔNIMO DE PATO BRANCO
O arquivo do Matusalém me era uma tentação. Não ... tentação, não!
Era coisa mais forte, imanizadal Era como o produto que sustenta o vício, do
qual o viciado, por mais que tente, não consegue se desvencilhar. Algo assim
que enfeitiça, escraviza o pensamento e domina as ações. Era paixão! ... É isso
mesmo! Minha paixão por Pato Branco. E o que é que a pessoa apaixonada
enxerga, sente, almeja fazer fora dos limites de sua paixão?
Bem no fundo da segunda gaveta ... o anúncio parecia se apresentar em
néon a meus arregalados olhos: O TOPÔNIMO PATO BRANCO. Fui palpitante
à pasta e o tempo deixou de existir.
"Até mesmo as pessoas sem aguçada curiosidade de investigação
histórica, ao ouvirem o nome Pato Branco, Município de Pato Branco, cidade
de Pato Branco, perguntam:
- De onde surgiu esse nome 'Pato Branco'?
- É o nome de um rio que fica a ~ns 15 quilômetros daqui, perto de
Mariópolis: rio Pato Branco ..
- Mas por que cargas d'água o nome de um rio, tão distante da cidade,
acabou por lhe emprestar o nome, em detrimento dos já existentes: Distrito de
Bom Retiro ... Bom Retiro ... Villa Nova ... Villa Nova de Bom Retiro e outras
combinações afins, de largo uso no meio do povo e na administração pública?
Não se fez por decreto. Foi um processo de evolução espontâneo, natural,
originado, sim, na denominação do rio Pato Branco, que assim se chamou pelo
episódio, envolvendo o desbravador João Arruda. E essa gradativa transposição'
do nome do rio para o da área do distrito e da vila que aqui se formou tem o seu
nascedouro ligado ao pioneiro Manoel Branco.
O Governo Federal, para manter elo com a região, implantou uma linha
telegráfica, que, cruzando pelos campos gerais - Ponta Grossa - Guarapuava, a
quem também servia, alcançava Clevelândia, estendendo-se até Barracão, na
fronteira com a Argentina. Entre Clevelândia e Barracão essa linha contava com
139
dois postos ele atendimento e manutenção: um instai preº.!º t · · . . , , . . , .... ,amen e, as margens do no Pato Branco, na boca da Colorna Bom Retiro eout C E • . , . . ' ro em ampo re.
Por esses postos telegráficos, enviavam-se e receb1am-senot' . ·_r:0 ~ - .... . 1cias e llu1 nnaçoes do Rio de Janeiro. da capital do Estado e de todosospo t · t 1 d ·. , . . . n os ms a a os ao
longo da linha Eram, alem disso, local onde faz1amplant~ · · , . ao e m 0 ravam os
operadores do telegrafo, os guarda-lmhas, homens encarregad d ~ . · . . os a conservaçao
e manutenção do sistema, urna vez que as mterrupções eram constant
Provocadas por quedas de árvores ou galhos delas de b do
1 es, . , ~ w ~s~e
danificando fios Do posto do no Pato Branco os recadoº t ·d · . ºeram raz1 os para Villa Nova por quem por lá passasse, v10do de Clevelànd·ia Gr d t st . . . an e ran orno
tambem representava para os que quisessem fazer uso dopo t . d , . s o para o enVIo e mensagen~ Deslocar-se ate la, a cavalo, de carroça ou rn , t • k· • • _ • ' esmo a pe, cus ava,
no ml'nimo mc;o dia cm termos de tempo, entre !rereto E - ' , · ' . , rnar por que nao
acabar com isso estendendo-se uma hnha ate Villa Nova?Ac: 1 Vil! N " , . , . ima em 1 a ova
estava a maioria absoluta dos usuános do telegrafo dentr 1 fu · , · . . . . . . . . ' ee es, nc10nanos
públicos mLmtcrpa1s e Rte estaduais, ligados pnnc1pa1Inenteàfazenda e à segurança
públicas.
Oriundo de Clevel~ndia, Ma'.1oel Br~n~o v:io para Vílla Nova em
fevereir? de l 93 7, por :e~1ttr que _aqm se ~:ultiphcanarn as oportunidades de
conseguir melhores condiç.oes de cnar a f':111il1a Mesmo morando em Clevelândia,
acompanhou Villa Nova desde seu surgimento, quando aqui existiam somente
três famílias João Macário dos Santos, na 2ª quadra da atual Rua Guarani;
Inácio Vacariano, no trevo da Guararn com a BR l 58e Chirutta no atual Bairro
Bonatto Em Villa Nova, estabeleceu-se Manoel Br~ncoern área que se pode
situá--la hoje na Av. Tupy, entre a Rua Iguaçu e a Ibiporã, à esquerda, pouco
além da metade da quadi a, numa casa alugada, lendo, nos fundos, roças e
potreiro.
Sua atividade principal era_ uma ca~a ?e co~llércio, cujos lucros lhe
possibilitaram, anos d~pois, constrwr sua propna residência, prÓximo de onde
morava, na atual esqum~ da Av. Tupy com.ª R~a Iguaçu. Pessoa benquista e
conhecida em Clevelàndia, onde fora inc!~si_ve, rntegrante, como 3o Sargento,
do 4 l Regimento de Reserva da Força Publica do _Paranã, 'Batalhão Joaquim
Távora', em Villa Nova exerceu várias funções. a?ministrativas. Ainda no ano de
sua chegada, foi nomeado Agente Fiscal Murncipal do Distrito de Bom Retiro,
cabendo-lhe, dentre outras tarefas, ordenar a ocupação dos lotes distríbuindoos aos que chegavam a Villa Nova para se estabelecerem De 19'
43 a I 948, foi
'. ~;~ de paz e em J 04 9 tornou -se, 1 ° S u pleut e do Subdelega d 0 de Polícia Oô _j
Distrito de Pato Bra .. ..,o (sic), Município de Clevelândia.
Mas o feito historicamente mais importante de Manoel Branco em favor
de Villa Nova ocorreu quando ainda era Fiscal Municipal do Dís~~~º· Valendode sua função, somada ao prestígio e respeito de que gozava,Ja mtegrado na
se munidade, associando-se às vozes que corriam a respeito, dirigiu-se ao Inspetor
~Linhado telégrafo em Clevelândia, Pedro do Canto Pacheco, solicitando-lhe
uma extensão dos serviços telegráficos para Villa Nova. Bem a:gument~da,
ressaltando os benefiêios financeiros e sociais que esses fios podenam canalizar
para Villa Nova, a prop.osta ~o~ ac~ita pelo inspe~or Pedro do Canto Pacheco,
estabelecendo, como úrnca exigencia, que a comurudade lhe fornecesse os postes,
ficando por sua conta a mão-de-obra e demais materiais. Em l 93 8, o telégrafo
estava em Villa Nova, instalado numa peç,a do hotel de Pedro Ramires de Mello.
Com os fios do telégrafo, instalou-se também aqui a expressão 'Pato
Branco'. O ramal trouxe consigo o nome. Para conservar a identidade, mesmo
em \!ilia Nova, continuou se apresentando como Posto do Rio Pato Branco, ou
simplesmente Pato Branco, para simplificar, uma vez que já não existia rio. ?
operador do sistema não se acusava em Villa Nova e sim em Pato Branco, seja
recebendo, seja enviando mensagens, que, por sua vez partiam de Pato Branco
ou chegavam a Pato Branco, jamais referenciando Villa Nova ou Bom Retiro.
Com a chegada do ramal a Vílla Nova, o posto do rio Pato Branco ficou
quase que totalmente no abandono em termos de usuário. Não tardou que tal
situação determinasse seu fechamento, com definitiva transferência de pessoal e
equipamentos para Villa Nova ... \/ilia Nova de Pato Branco ... A vila do telégrafo
do rio Pato Branco. Para os próprios moradores, comerciantes, funcionários
públicos, viajantes, o telégrafo sempre foi de Pato Branco, jamais de Vílla Nova
ou de Bom Retiro. Os remetentes de mensagens para Villa Nova, fossem pessoas,
fossem entidades públicas ou privadas, as endereçavam para Pato Branco.
Externamente, Villa Nova - Bom Retiro passaram a não existir. .. existia Pato
Branco, identificando uma área que não era nem Clevelândia nem Campo Erê,
locais dos postos telegráficos mais próximos. E de fom1a natural e espontânea,
'Pato Branco' foi conquistando espaço em detrimento de Villa Nova, na
denominação do distrito e da vila.
Datam de 1938 os primeiros comprovantes da gradativa e espontânea
tendência de mudança de nome da vila e do distrito. No Cartório de Registro de
Nascimentos, consta um marco de interseção digno de nota, desencadeando
documentalmente aevoluçifo rla mudança de nome de Villa Nova e Bom Retiro.
Sob número 509 do livro 3-A com data de 03 de novembro de 1938, encontra1.i 1
-
se o assentamento de Mário Madruga da Silva , xrido segrund . . . . . , , . ' o o canor' . CAPÍTULO XXII
Pedro Ari De.Col, no D1stnto Bom Retiro. Ja o registro seguintedenº 510 ano
o pormenor digno de nota: a mesma dat~ de Dorvalino Pagnonceli fi ' com · c ·d 'Vil ' guracorn lato aconteci o em 1 a de Pato Branco - ex Bom Retiro' municíp' O.
e , . , 10 e coma
de leveland1a, sendo que os assentos subseqüentes até ao nº 516 e 1 rca . . · toram ançad
como sendo do D1stnto de Pato Branco - ex Bom Retiro A partir d os
l , . · essepont ··•
o oca! sempre e detemunado como Distrito de Pato Branco. No livro deR . o,
de Casamento verifica-se fenômeno idêntico. Sob nº 82 encontra-s .egistro . . , e registrado
o casamento de Yerg1mo Camuzzatto e Rosalina Moraes em 15 de b . . . , outu rode
1938, corno tendo sido rea!12ado em Bom Retiro. Já o de nº 83 de Alo' Gu . ' is stavo Guilherme Hardt e Corina Wendler de 7 de novembro de I 938 fi . . . ' , igura como acontecido no D1stnto de Pato Branco.
. Nos óbitos também verifica-se a mesma conduta. Lá consta 0 óbito de
Man~ de Col, 73 anos, natural da Itália, sob nº 62 de 26 de novembro de 193S
ocomdo em Bom ~etiro O registro de nº 63 de Miguel Conrado Duarte, 8J
a~os,. natural do Rio Grande, de 12 março de 1939, aparece como sendo do
D1s.tnto de Pato Branco. Em 1940, a Coletoria Federal em Palmas ao emitir
registro para comércio a varejo em favor de Pedro Bortot, anotou: estabelecido
(~Rua) \!ilia Pato Branco. Em documento relativo a J 942, lançou: estabelecido
(a rua) Paio Bran~o A partir de 1946, em tais documentos, o endereço foi
sempre_ anotado, simplesmente como estabelecido em Pato Branco. O registro
de I~maos Bortot Ltda., no Instituto Nacional do Mate, em I 946, no campo
destinado ao município-sede da empresa, exibia PATO BRANCO. Em
nomeação de Manoel Branco para o cargo de suplente de subdelegado de policia,
documento do Governo do Estado do Paraná, em 4 de janeiro de 1949,
estampava: 1 ºSuplente do Sub-delegado de Polícia do distrito de Pato Branco,
município de Clevelàndia.
A partir da década de quarenta isto aqui já era Pato Branco, interna e
extern::imente, nas relações públicas e comerciais, na fala e na escrita, faltando
tão-somente a oficialização do histórico fato, o que ocorreu com a criação do
mu~icíp.io em l 951. Por força de projeto de lei aprovado pela Assembléia ·
Leg1slat1va do Estado do Paraná e sancionado pelo Governador Bento Munhoz
da Rocha Neto, sob Lei 790, em 14 de novembro de 1951, Pato Branco
obteve sua emancipação política, tornando-se município - Município de Pato
Branco, passando de vez, para a história, depois de l 2 anos de agonia, sua
primeira identificação: Bom Retiro - Villa Nova."
142
O IMPULSO DA CANGO
cANGO? ... Essa palavra, ou melhor sigla, já me era conhecida. Mas,
; afinal, 0 que foi essaCANGO? Ao abrir a pasta lembrei-me do que me dissera
Osório Prates: "Isso aqui começou a desenvolver com a CA1\J GO. Antes era
: uma 'porcaria'!"
"A década de40, todavia, não só passou para a história de Pato Branco
·· · çomo o período em que surgiu a atual denominação. Foram também os anos
que marcaram de forma altamente positiva Bom Retiro - \!ilia Nova, ou melhor,
Pato Branco. Foi a década das mudanças fundamentais, dos acontecimentos
· >transformadores. Novamente ações da esfera do Governo Federal ecoaram
_ : enfaticamente nesta terra do Distrito de Bom Retiro, alterando-lhe as pulsações.
·. ;2 O ano da reviravolta foi 1943, o divisor de águas entre um Bom Retiro, uma
'<; Vtlla Nova que ... andavam sim, mas sem grandes aspirações, vivendo
<. alternativamente bons e maus momentos, e um Pato Branco ensaiando os primeiros
passos de solidez econômica e social, despertando sua força latente, para geração
· de uma era de progresso que vem, até hoje, crescendo, sempre viçosa e
florescente, agraciando esta terra com prodigalidade de ilha de primeiro mundo,
semeada neste imenso Brasil terceiro-mundista.
Dentro de um projeto nacion~l para desenvolver o povoar fronteiras - e
· com brasileiros - o Governo Getúlio Yargas, em 1943, através do Decreto-Lei
· ' 5812, em 13 de setembro, criou vários territórios, dentre eles o Território do
. Iguaçu, abrangendo o Sudoeste e o Oeste do Paraná e o Oeste de Santa Catarina.
Sob a administração federal Pato Branco não usufruiu de acentuadas vantagens
particularmente, embora te;1ha sido beneficiado com as que o fato em si trouxe
para a região, como a abertura de uma estrada facilitando a comunicação com
a capital Laranjeiras do Sul e o Oeste do Para~á de modo geral, e a geração de
~mpregos, na área pública e em obras custeadas pelo Governo. Em termos de
. e~~oest~ do_Paraná, logo de Pato Branco, o Território do Iguaçu foi dispensável
ª.extmçao, pelo Decreto-Lei nº 533 de 21 de novembro de 1946, ocorreu
5ern Smais de uaJ e: . . . .:.i: d .J • • - .''~ q quer lator negativo. Essa presença ms1gr tLucante a au1111mstraçao
143
le mãos vazias. Tinha
abora·· ·anônimo da
nco. ba1alhou para a
:. Azelino Dalla Costa
nplo de honestidade e
izembro de 1988, aos
ngo da sua existência.
1ese.
Patrono da Cadeira 09
Manoel Branco
Desenho: Cléria Jaeger
Ainda menino, trabalhou com seu pai Fermino Branco, na
construção da estrada de São João dos Pobres até Barracão em 1927.
A Estratégica, estrada/carreiro que abriu passagem pela região.
Responsável pela transferência do nome de um rio distante para o da
Villa. Para manter a região sob vigia, o governo federal instalou um
posto do telégrafo.às margens do rio Pato Branco, próximo à Colônia
Bom Retiro. Manuel Branco chegou a Pato Branco em 1938,vindo de
Clevelândia, aqui era o responsável pela ordenação e ocupação dos
lotes públicos. Um senhor de grande estima, que inspirava confiança,
foi Agente Fiscal, Juiz de Paz, 1 Q Suplente de Subdelegado, um homem
de bem. Quando era fiscal municipal, a pedido da população que
precisava se deslocar até o telégrafo para buscar ou enviar mensagens,
representado meio dia de tempo, empenhou para estender um ramal
do telégrafo pára Vila Nova. Com autorização trouxe os fios do telégrafo
e o nome de Pato Branco junto.pois aqui continuava a se apresentar
como o Posto do Rio Pato Branco. A população precisou fornecer os
postes, a mão-de-obra. Ainda no ano de 1938, no Hotel de Pedro
Ramires de Mello,se instalava o telégrafo. E,de forma natural.Pato
Branco foi conquistando espaço em detrimento de Bom Retiro, de Villa
Nova. A partir da década de 40 ,já era Pato Branco, interna e
externamente, nas relações públicas e comerciais, na fala e na escrita.
No entanto, o ato de Manoel Branco só foi oficializado quando, em 14
de novembro 1951, quando pela lei 790, se criava o Município de Pato
Branco.
Texto: Acadêmica Neri França Fomari Bocchese.
Pesquisa histórica: Acadêmico Sittilo Voltolini., Retomo 1.
99
JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 90/2004, DE AUTORIA
DO VEREADOR GILSON MARCONDES (PV), QUE
REDENOMINA VIA PÚBLICA LOCALIZADA NO BAIRRO
ANCHIETA DE RUA MANOEL BRANCO
Justifica-se a homenagem ao pioneiro MANOEL BRANCO, em
denominar rua localizada no Bairro Anchieta, tendo em vista as inúmeras
atividades desenvolvidas pelo mesmo em favor do nosso Município, sendo
que a referida proposição tem o apoio dos moradores daquela comunidade
e, especialmente, de todos os familiares do homenageado.
BREVE HISTÓRICO
Ainda menino, trabalhou com seu pai Firmino Branco, na construção
da estrada de São João dos Pobres até Barracão em 1927. Oriundo de
Clevelândia, Manoel Branco veio para Vila Nova em fevereiro de 193 7,
por sentir que aqui se multiplicariam as oportunidades de conseguir
melhores condições de criar a família. Mesmo morando em Clevelândia,
acompanhou Vila Nova desde seu surgimento, quando aqui existiam
somente três famílias. Em Vila Nova, estabeleceu-se Manoel Branco em
área situada hoje na Avenida Tupy, entre a Rua Iguaçu e a Ibiporã, à
esquerda, pouco além da metade da quadra, numa casa alugada, tendo, nos
fundos, roças e potreiro.
Sua atividade principal era uma casa de comércio, cujos lucros lhe
possibilitaram, anos depois, construir sua própria residência, próximo de
onde morava, na atual esquina da Avenida Tupy com a Rua Iguaçu. Pessoa
benquista e conhecida em Clevelândia, ainda no ano de sua chegada à Vila
Nova, foi nomeado agente fiscal municipal do Distrito de Bom Retiro,
cabendo-lhe, dentre outras tarefas, ordenar a ocupação dos lotes,
distribuindo-os aos que chegavam a Vila Nova para se estabelecerem. De
1943 a 1948, foi Juiz de Paz e em 1949 tomou-se 1 º suplente do
subdelegado de Polícia do Distrito de Pato Branco, município de
Clevelândia.
Mas o feito historicamente mais importante de Manoel Branco em
favor de Vila Nova ocorreu quando ainda era fiscal municipal do Distrito.
Valendo-se de sua função, somada ao prestígio e respeito de que gozava, já
integrado na comunidade, associando-se às vozes que corriam a respeito,
dirigiu-se ao Inspetor de Linha do telégrafo em Clevelândia, Pedro do
Canto Pacheco, solicitando-lhe uma extensão dos serviços telegráficos
Vila Nova. .. '
Bem argumentada, ressaltando os beneficios financeiros e sociais
que esses fios poderiam canalizar para Vila Nova, a proposta foi aceita pelo
inspetor Pacheco, estabelecendo, como única exigência, que a comunidade
lhe fornecesse os postes, ficando por sua conta a mão-de-obra e demais
materiais. Em 1938, o telégrafo estava em Vila Nova, instalado numa praça
do hotel de Pedro Ramires de Mello.
Com os fios do telégrafo, instalou-se também aqui a expressão "Pato
Branco". O ramal trouxe consigo o nome. Para conservar a identidade,
mesmo em Vila Nova, continuou se apresentando como Posto do Rio Pato
Branco, ou simplesmente Pato Branco, para simplificar, uma vez que já não
existia rio. O operador do sistema não se acusava em Vila Nova e sim em
Pato Branco, seja recebendo seja enviando mensagens, que, por sua vez,
partiam de Pato Branco ou chegavam a Pato Branco, jamais referenciando
Vila Nova ou Bom Retiro.
De forma natural, Pato Branco foi conquistando espaço em
detrimento de Bom Retiro, de Vila Nova. A partir da década de 40, já era
Pato Branco, interna e externamente, nas relações públicas e comerciais, na
fala e na escrita. No entanto, o ato de Manoel Branco só foi oficializado
quando, em 14 de novembro de 1951, pela lei 790, se criava o município
de Pato Branco.
Portanto, inestimáveis foram as contribuições de MANOEL
BRANCO à nossa cidade, o que justifica que a rua no bairro Anchieta leve
o seu nome.