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P R O T O C O L O 04 Mar 2004 15 :01 001655 1/1
Estado do Paraná
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Dirceu Dimas l"ereira
Presidente da Câmara Municipal de Pato Branco
MOÇÃO DE APLAUSO
Os vereadores infra-assinados, Enio Ruaro - PFL, Leonir José Favin -
PMDB e Vilmar Maccari, PDT, no uso de suas atribuições legais e
regimentais, requerem seja enviada Moção de Aplauso ao Doutor Paulo
Roberto Giublin, Chefe da equipe de cirurgia cardíaca e responsável técnico
para o departamento de cardiologia, extensiva a todos os membros da
diretoria da Policlínica Pato Branco, parabenizando pela conquista do
credenciamento do hospital para fazer transplantes.
A Câmara Municipal de Pato Branco presta homenagem a todos que
fazem parte de tão conceituado estabelecimento hospitalar, pela luta que
começou em 1998, culminando em tão importante conquista.
Pato Branco é a terceira cidade do Paraná que conta com o serviço de
transplaqte do coração.
A medida é mais do que esperada principalmente pelos pacientes que
esgotaram todas as fases de tratamento com remédios, não conseguem
resolver o problema com cirurgia e estão com uma expectativa de vida
inferior a um ano, sendo a única solução um transplante de coração.
Desde 1998, quando o serviço de cardiologia passou a ser realizado
pela Policlínica Pato Branco, já foram realizados mil procedimentos
cirúrgicos. De lá para cá o serviço tem se desenvolvido muito, passando a
fazer cirurgias em crianças.
Os transplantes são indicados para resolver os problemas de mal
funcionamento de um órgão, cuia causa, em geral, tem como base alguma
doença.
/
Rua Ararigbóia, 491 Telefax: (46) 224-2243 85505-030
E mail: legislotivo@whiteduck.com.br
Pato Branco Paraná
Estado do Paraná
O coração é o símbolo da vida. Sem ele, nenhum ser humano
sobrevive. É também um símbolo do amor. É considerado a sede das
emoções; representa coragem e fortaleza, sugere alegria, felicidade,
caridade quando se fala das "pessoas de bom coração". "Fala" de
sentimentos, quando "abrimos o nosso coração" para alguém ou quando nos
referimos àqueles de "coração de pedra" ou, ainda, quando assustados,
ficamos de "coração na mão".
Do ponto de vista anatômico é um músculo com função de bomba com
tamanho aproximado ao da nossa mão fechada, com massa em torno de
300g. Està contido em um "saco" (o pericàrdio) envolvido por uma pequena
quantidade de líquido que o protege da fricção com os tecidos vizinhos.
Situa-se no centro do nosso peito, entre os pulmões, com a
extremidade inferior levemente inclinada para a esquerda. Aí està bem
protegido por um osso - o esterno - facilmente localizado bem no centro do
tórax. Trabalha continuamente, minuto após minuto, hora após hora, por
todos os dias da nossa vida. Em geral, nós nem percebemos, mas, em média,
o nosso coração "bate" (contraindo-se e relaxando-se) entre 70 e 80 vezes
por minuto.
Para uma pessoa que vive , o coração, como visto no paràgrafo
anterior, é apenas metafórico. Se vivermos a média da expectativa de vida
saudàvel do brasileiro, o nosso coração vai bater entre 2,17 e 2,49 bilhões
de vezes.
Tipicamente, quem precisa de um transplante de coração são pessoas,
em geral entre 15 e 50 anos de idade, com insuficiência cardíaca grave, que
não respondem ao tratamento médico-cirúrgico convencional. Depois do
câncer, a causa de morte mais comum, em muitos países, é a doença
coronariana, que é uma importante causa de insuficiência cardíaca e,
portanto, uma indicação freqüente de transplante .
A miocardiopatia dilatada idiopàtica é uma outra condição que resulta
em insuficiência cardíaca grave. No Brasil, uma causa importante de
miocardiopatia é a doença de Chagas. As pessoas com insuficiência cardíaca
grave apresentam-se cansadas, com falta de ar ao menor esforço ou mesmo
em repouso e, em geral, com inchaço (edema) nas pernas e nos tornozelos.
Na população infantil as cardiopatias congênitas respondem por cerca
de 80% das causas de insuficiência cardíaca irreversível em crianças com
menos de um ano e 30% para aquelas entre um e dezoito anos.
Entre 30 e 40% das pessoas esperando um transplante de coração morre
antes de conseguir um doador. Por essa razão, vàrios grupos de cientistas
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buscam uma alternativa para a doação voluntâria de órgãos através de um
coração artificial ou através de xenotransplantes.
Estes d~dos refletem a importância do credenciamento da Policlínica
Pato Branco para fazer transplante de coração.
Portanto, nada mais justa e meritória esta Moção de Aplauso, a todos
os membros do hospital, que direta ou indiretamente contribuíram para tão
importante conquista, que com certeza salvarâ muitas vidas.
Nestes termos pedem deferimento.
Pato Branco, 4 março de 2004.
~!.x~,0 Vereador - PP Vilm~ Vereador - PDT
Subscritores:
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,s <~~ Síl~asse - PDT
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5 Sexta-feira, 5 de março de 2004 GERAL JORNAL DE PATO BRANCO
Policlínica autorizada a fazer t~ª"!.Plantes de coré!s~a A Policlínica de Pato Branco está oficialmente
credenciada para realizar iransplantes de coração. A notícia
foi anunciada pela equipe de médicos do hospital em coletiva
à imprensa na manhã desta terça-feira (2). Pato Branco torna-se, assim, a terceira cidade do Paraná autorizada a efetuar
a cirurgia, além de Curitiba e Londrina. Através da Policlínica, a cidade já é a segunda cidade do Estado em transplantes
de rim.
"É um sonho que estamos lutando há muito tempo
para realizar. EstaIÍlos felizes com o credenciamento, mas
sabemos que é apenas o primeiro passo", comenta o responsável técnico pelo Departamento de Cardiologia da Policlínica, Paulo Giublin. Ele salienta que o transplante de coração é
o estágio mais avançado de serviços na área cardíaca que já
se rP::a lizam há tempos no hospital, como para crianças, os
qua .Jnda são pouco oferecidos no Estado. O diretor :financeiro da Policlínica, Waldemar Gava, complementa que a
conquista é mais uma prova do empenho do hospital em oferecer serviços de qualidade aos pacientes. ''.Para isso, é preciso apresentar uma equipe especializada à altura de prestar os
serviços~ o que já temos", acrescenta.
O representante da Secretaria Municipal de Saúde,
Avelino Zanon, afirma que o credenCiamentoreforça a posição de Pato Branco como terceiro maior pólo estadual na
área de saúde. Ele lembra que o tratamento oncológico,
credenciado há pouco tempo, também é uma conquista importante e adianta que o próximo objetivo é conseguir
credenciar Pato Branco para oferecer serviços de Ortopedia
A Policlínica afirma-se como o grande hospital do Sudoeste
Transplantes passarão a ser realizados em Pato Branco
de alto risco. Além disso, relata que já está em andamento o
processo para qúe a população do Oeste catarinense seja
referenciada para ser atendida em Pato Branco·em. algumas
especialidades médicas.
Como há uma fila única de pacientes que aguardam
transplantes Do Estado, não há como prever quandó a primeira cirt.µ"gia de coração será feita em Pato Branco. Oiublin
explica que, da região, já há três pacientes qu.e necessitam de
transplantes e que um, inclusive, foi encaminhado à Curitiba
na semana passada, pouco anteS de o Credenciaménto ser pu:-
blicado em Diário Oficial.
O médico detalhá que o processo
para a realização de um transplante sempre depende da doação de órgãos, assunto que· deverá càmeçar a ser debatido no
Sudoeste para conscientizar a população
sobre a sua importância. "Na região, há
dois problemas que atrapalham. Um é o
preconceito com relação à doação de órgãos e o outro é o' elevado índice de PeSw
soas c.om hepatite, fator comprometedor'
para a doação", complementa. Conforme
Giublin, um transplante cardÍaco costa em
torno de R$ 60 mil, dependendo das condições clínicas do paciente e do tempo de
recuperação.
A equipe da Policlínica anunciou o credenciámêntci iiâ'1
;}'
manhã de terça-feira à imprensa · · · · · · · ·
Competência - A equipe médica da. ~oH~línica pií,~ os
serviços de transplantes de coração é foÍ'mada por cércà .de
25 profissionais, entre anestesiologistas, m~cos-cirúrgic:os,
cardiologistas, equipe de bemodjnânÍica, de nefrologia e.de .
UTI, além do grupo de apoio, com fisioterapeu.ta,
nutricionista, enfermeiros, láboratoristas 'e técnicos de raioX. Giublin sàiienta que a eqnipe t credenciada, também, para
retirár o coração do doador e enviá4(, para qualquer lugar
onde seja necessário. Também frisa qúe .ta.rito doadores quan.,
to receptores receberão apoi.~ psic~Iógiêo. "Essa questão é
muito importante·. MuitaS·vezeS, os paéientes são reprovados
na avaliação psicólógica, por não estareDi.preparados psicológicamente para a cirurgia.· Pór isso, O aCompanha01erito ~
impresciridível", reitera.
O diretor superintendente da Policlínica, lvanio Guerra, enfatiza que a conquista é mais uma ~~ntribuição para o
desenvolvimento da'região. "Há dois fatores que são neces~~
rios para o desenvolvimento regional: a saúde e a educação,
áreas em que somos pnvnegiados", comenta. Iv~io fala que
o hospital já tem planos de conseguir outroS credenciamentos.
"Mas o fato de termos conseguido o miils difícil, que é a
autorização para transplantes de coração, demonstra que os
outros virão na seaüência". óbserva. · ·