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materia nº 7/1996

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 7 / 1996
Date 1996-02-22
EmentaDenomina Escola Municipal localizada no Bairro Vila Verde "Judith Antonietti Dalmolin" - Votação nominal - maioria absoluta
native_id5999

Autoria

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2020-09-17 Arquivado F Projeto de Lei cadastrado pelo Departamento Legislativo no ano de 2020 e sancionada/promulgada a lei.

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 15

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,, Terça-fe~ra, O~ de julho de 1996 
LEI Nº 1.453 
DATA: 20 de junho de 1996 
'SÚMULA: Denomina Escola Municipal localizada no Bairro 
Vila Verde de "Judith Antonietti Dalmolin". 
Art, 1° ~ Fica denominada de "Jµdith Antonietti Dai Molin" a 
· Escola Municipal localizada no Bairro Vila Verde. 
Art. 2° ·Executivo Municipal emplacará referido próprio com a 
denominação estabelecida no artigo anterior, no prazo máximo de 60 
(sessenta) dias contados da publicação da· presente Lei.· 
Parágrafo único. A placa a que se refere o "caput" deste artigo será 
· afixada em local de fácil visualização. 
Art. 3° • Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, 
revogadas as disposições em contrário. 
Esta Lei decorre de Projeto. _de Lei de autoria dos Vereadores, 
Osvaldo Luiz Gabriel e Gilmar Lµiz Arc_ari. 
Gabinete do Prefeito Municipal de Pato Branco, em 20 de junho de· 
1996. 
Delvlno Longhl 
PREFEITO MUNICIPAL 
'-'· 11íun. do P. tleo. 
- I~~ Fls. N.!--a=--
-- Câmara 1flunicipal de r:pato 
Estado do Paraná 
PROJETO DE LEI Nº 07/96 
SÚMULA: Denomina Escola Municipal localizada no 
Bairro Vila Verde de "Judith Antonietti Dalmolin". 
Art. 1° - Fica denomina de "Judith Antonietti Dai Molin" a Escola Municipal 
localizada no Bairro Vila Verde. 
Art. 2° - O Executivo Municipal emplacará referido próprio com a denomi￾nação estabelecida no artigo anterior, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados 
da publicação da presente Lei. 
Parágrafo único. A placa a que se refere o "caput" deste artigo será afi￾xada em local de fácil visualização. 
Art. 3º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas 
as disposições em contrário. 
Ruo Ararigbóio, 491 Telefax (0462) 24.2243 85.505-030 Pato Branco Porond 
e. Mun. de P. ocu. 
Fls. N.!!=------- ~-
VISTO 
Câmara ;i{unicípal de Pato Branco 
Estado do Paraná 
Rua Ararigbóia, 491 
COMISSÃO DE MÉRITO 
PARECER AO PROJETO DE LEI N9 07/96 
A Comissão de Mérito, através de seus 
integrantes, abaixo assinados, no uso de suas atribuições 
legais e regimentais, apreciando o Projeto de Lei n9 07/ 
96, de autoria dos ilustres vereadores OSVALDO LUIZ GA 
BRIEL e GILMAR LUIZ ARCARI, que pretendem obter autoriza￾ção desta Casa de Leis para denominar a Escola Municipal 
localizada no Bairro Vila Verde de "JUDITH ANTONIETTI DAL 
MOLIN", resolve emitir PARECER FAVOR.ÃVEL a aprovaçao da 
matéria, por entender que, na questão de mérito, a propo￾sição é plenamente justificável e oportuna, uma vez que ' 
presta uma homenagem à uma das inúmeras famílias pionei -
ras de Pato Branco. 
~ o nosso parecer, SMJ. 
30 de màio de 1996. 
Membro 
Telefax (046) 224-2243 85505-030 Pato Branco Paraná 
Câmara 1flunicipal de t:pato 
Estado do Paraná 
COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTOS 
PARECER 
PROJETO DE LEI Nº 07 /96 
Esta Comissão, dentro das atribuições que lhe confere o Regimento 
Interno desta Casa de Leis, analisando o Projeto de Lei em epígrafe, que denomina 
Escola Municipal localizada no Bairro Vila Verde de "Judith Antonietti Dalmolin", 
de autoria dos Vereadores OSVALDO LUIZ GABRIEL e GILMAR LUIZ 
ARCAR!, emite PARECER FAVORÁVEL à sua aprovação, por constatar que o 
mesmo está acompanhado dos documentos exigidos pela Lei nº 1100/92, que institui 
normas para a identificação de próprios, vias e logradouros públicos do Município 
de Pato Branco. 
É o parecer, SMJ. 
Pato Branco, 16 de maio de 1996. 
~· :;r -6w/rd/'· 
Oradi F co Caldatto-PMDB-Presidente 
Ruo Arorigbóio, 491 T elefox (0462) 24.2243 85.505-030 Pato Bronco Porond 
COHISS~O DE ORÇAMENTOS E FINANÇA 
O Presidente da COMISS!O DE ORÇAMENTOS E FINANÇA 
abaixo assinado, com base nos artigos nes. 49 e 53 do Regimento 
Interno no desta Casa de Leis, nomeia como relator do Projeto 
de L~'i n9 . . fl:?:/$.4 .... O Vei .. eador .. .$~. -~~~ ..... . 
Pato Branco, t?.~. -~- ... d .. . /J~lf ......... . 
({)/uu:I.: T ~a/l/dt · 
Presidente da Comissão de Orçamentos e Finança 
Oradi Francisco Caldatto 
Estado do Paraná 
Câmara 1flunícipal de 'Pato 
COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO 
PARECER AO PROJETO DE LEI Nº 07/96 
_____ _.... ......... -··. 
Buscam os Vereadores, OSVALDO LUIZ GABRIEL e GILMAR LUIZ 
ARCARI, através do Projeto de Lei em epígrafe, autorização legislativa para denominar 
a Escola Municipal localizada no Bairro Vila Verde de "JUDITH ANTONIETTI 
DALMOLIN". 
A proposição preenche os requisitos legais. 
Esta Casa tem premiado com homenagens os pioneiros pato-branquenses 
denominando seus nomes em obras realizadas neste município. 
A matéria merece a tramitação e sua aprovação. 
Emitimos PARECER FAVORÁVEL à aprovação da matéria. 
É o nosso parecer . 
. / Pato ~~~~~~· 1 O de,rlaiode 1996. 
/ '/~· .J /) (---~--~~Ji~ Osvaldo f:uiz"Gabr 
. / 
. ~Presidente .... / ~ ~ 
ra0sva/ llV//,(J'V. 
tf~n g .. OJ!<Jfú~' a/mar Luiz Arcari-PPB-Membro 
(j2~ Pe~Polo Neto-PFL-Membro 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (0462) 24-2243 85.505·030 Pato Branco Parand 
e. Mun. de P · Bco. 
- d3 
Fls. N.'1
;:?'":'=:,,., --=- - ~ 
COHISS~O DE H~RITO 
O Presidente da COHISS~O DE H~RITO, abaixo 
assinado, com base nos artigos nQs. 49 e 53 do Regimento Inter￾no no desta Casa de Leis, nomeia comoA ~·lator do Projeto de 
Lei n º (} & i /!f. 6 o Vei-eado ,- .. : ' ~ ,f.,d;,//j.tt/Zd!.'1 
Pat e> Branco, 
Pr•:sident1::.; ,C~ão de HÉ:r it o 
/ vo Polo 
C. Mun. de P. Bco. 
~--VISTO 
Câmara 1flunicipal de tpato 
Estado do Paran~ 
ASSESSORIA JURÍDICA 
PARECER AO PROJETO DE LET N9 007/96 
Pretendem os ilustres Vereadores Osvaldo Luiz 
Gabríél e G±lmar Luiz Arcari, através do Prog$to de Lei em epigrafe, 
obter o apoio do douto Plenário desta Casa de Leis para denominar a 
Escola Municipal localizada no Bairro Vila Verde e "Judith Antonietti 
Dalmolin. 
A proposição está acompanhada dos documentos 
exigidos pela Lei n9 1.100/92 que institui normas para a identificação 
de pr6prios, vias e logradouros pGblicos do Municipio de Pato Branco. 
Todavia referida proposição deverá aguardar 
o transcurso do prazo estipulado no inciso IV do artigo 39 da Lei n9 
1.100/92, para seguir sua regimental tramita~ão, tendo em vista que 
ad..nda-não-se completar.âm 90 (noventa) dias da data do falecimento da 
pessoa a ser homenageada, conforme constata-se da inclusa certidão de 
Õbito. 
Ao se completar tal interstício, a matéria 
estará apta a seguir seus trâmites normais. 
~o parecer, SMJ. 
Pato Branco, 18 de março de 1.996. 
ASSESSOR JURIDICO 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (0462) 24.2243 85.505-030 Pato Branco Parand 
.Do 
C. Mun. de P. Bco., 
:.___t:jG_' ! 
Fls. N.!! -------·--· · e;;> ~..[_' 
.b~ ----vlsid----
~~~ ESTADO DO PARANA 
Distrito, Município e Comarca de Pato 
REGISTRO CIVIL 
Branco 
Rua Caromuru, 270 Edlflclo Caromuru Center 
Escrlvao do Crime, Jurl, Execuções Crírillrials e Oficial do Registro 
Civil de Nascimento, Casamento e Óbitos da Sede da Comarca. 
1.0 Andar Conj. 102 
Auxiliar Juramentada do Registro Civil 
CERTIDÃO DE ÓBITO 
CERTIFICO que, em data 12 deFevereiro(02) de 19~ no Livro 
N.º C, 12-C à fls. 343 , sob o N.07 .065 , foi feito o Registro de Óbito de 
"JUDITH ANTONI.ETTI" 
falecid o em 08 de Fevereiro ( 02) de 19 96 , ·às 15: 45 horas neste 
Distrito Rua GuDrani 809 - nesta cidade .* .. *·*·*·*·*·*·*·*·*•* 
de sexo Femin. de cor •*·*•*• , profissão aposentado •*•*•*•*•*•*•*•* 
Natural de Sananduva -RS •*·*·*•*• aos 28.08.1902 •*• ·*·*·*•*•* 
domiciliado e residente Rua Guaram 809 nesta cidade • *. *. *. *. *. * 
com 93 anos de idade, estado civil casada , filh~_de 
JOSE 11NTONIE'TTI E ROSA SEH.Al!1
INI • *. *. *. *. *. *. * • *. *. *. *. *. *. *. *. * 
·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*· 
·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*·*· 
tendo sido declarante a Sra :Mari Sa lote D. Ayres • *. *. *. *. *. *. *. *. 
e óbito atestado pelo Dr. Ivo Caramu.ru :B:lrvinski • *. *. *. ·*. *. *. *. *. *. *. 
que deu como causa da morte "CHOQUE CAlIDIOG~NICO Hipertensão Choque -
Caquexia Cardiopatia Orteopatia. e o sepultamento foi feito no cemitério de 
Muni e i pa 1 desta e ida de • * • * • *. *. *. *. -M· • *. *. *. *. *. *. * • *. *. *. *. *. * 
OBSERVAÇOES: Era casada com o SR : J.OSÉ DAL MOLIN com a qua 
teve os f.ill1os : Domingos José com 69 snos,Alcides com 67 anos￾Arcinda com 65 anos,Leni Luiza com 62 anos- NÃO DEIY..A BENS À INVE ·. 
-·· ··--··- . 
. '; ··-- 1' 
referido é verdade e dou fé. ·•;,.,,. Fevereiro (02) 
'"--'"'-------de 19 __ _ . !- ~ '. i' i 1 ' Pato Branco, __ _ 96. 
\ 
; 1 ,...., ~. ,~! , 
' ' 
Câmara 1flunicipal de Pato 
Estado do Paraná 
Exmo. Sr. 
Cláudio Bonatto 
Presidente da Câmara de Vereadores Município de Pato Branco 
Os Vereadores que este subscrevem, OSVALDO LUIZ GABRIEL-PTB e GILMAR LUIZ ARCARI-PPB, na 
forma regimental e com fundamento nas disposições constantes na Lei Municipal nº 1100, de 02 de abril de 
1992, que institui normas para a identificação de próprios, vias e logradouros públicos do Município de Pato 
Branco, apresenta para a apreciação do douto Plenário e solicita o apoio dos nobres pares para a aprovação 
do seguinte Projeto de Lei: 
PROJETO DE LEI Nº 07/96 
SÚMULA: Denomina Escola Municipal localizada no 
Bairro Vila Verde de "Judith Antonietti Dalmolin". 
Art. lº - Fica denomina de "Judith Antonietti Dai Molin" a Escola Municipal localizada no Bairro Vila 
Verde. 
Art. 2º - O Executivo Municipal emplacará referido próprio com a denominação estabelecida no artigo 
anterior, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados da publicação da presente Lei. 
Parágrafo único. A placa a que se refere o "caput" deste artigo será afvcada em local de fácil 
visualização. 
Art. 3º -Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em 
contrário. 
Vereador Proponente 
Rua Ararigbóia, 491 Telefax (0462) 24-2243 85.505-030 
/ 1,.,.,-, o ;;:~1 / " (/v1/l1.,r,,_,., r d) ' U/k,?f)Yl ' 
lmar Luiz Arcari-PPB 
Vereador Proponente 
Pato Branco Paronó 
Judith Antonietti Dal Molin 
Nascida aos 28 de Agosto de 1904, Cl11 Sananduva RS, filha 
dos imigrantes italianos José e Roza1ina Anl.0111eUi. J·cz estudos 
clássicos no Colégio Sevigne de Porto i\Jegrc RS. Foi por algun1 
te1npo professora etn Sananduva. 
Aos 13110124 - casou-se con1 o saudoso José Dal J\1olin 
(falecido en1 1972) e passou a residir cn1 Cacique Doble - J\1un. de 
Lagoa Vennclha RS, onde iniciou cmn seu marido, unrn pequena 
casa co1nercia1. Lá nasceu seu prin1eiro filho~ Don1ingos José (69 
anos) - casado com Lind<imir Darú Drií 7\1ohn 
En1 seguidu .. como grande parte dos gaúchos~ veio para o 
Paraná, fixando residência c1n União da Vitória (1927), onde nasceu 
seu filho Alcides Da] l\·1olin (67 anos)~ casado com Giaco1nina 
Fantincl Da11\1olin. 
Estabeleceram-se no ran10 de frigorífico e c.01nércio, em 
sociedade com o Sr. Possídio Sa10111011i. 
O espírito e1npreendedor e aventureiro do casa] e seu sócio 
logo se fez sentir : u1na nova mudança aconteceu~ deste vez para um 
pequeno lugarejo no sudoeste do Paraná, Bo1n Retiro - pe1iencentc a 
Clevelândia). Isto foi no ano de 1929. A n1udai1ç~a durou cerca de 
un1 111ês.Ncn1 ines1no a chuva e o frio esmoreceran1 aquela grande 
mulher, de aparência frágil e com duas crianças pequenas. 
Logo, passou a ser líder , foi catequista, chegou a ser 
no1neads professora, 1nas teve que assu1nir os negócios, pois Seu 
José e Possídio Sal0111oni abriram utna '"grande loja": casa 
c01ncrcial Confiança, ela foi a pritncira '(executiva~' da hoje 
conhecida Pato Branco. 
Aqui nasceran1 suas duas filhas: Arcinda Jgnes ( 1930) e 
Leny Luiza (1933) - esta casada cmn José Edson Ayres (falecido). 
A1nbas residem até hoje no inesn10 local,Rua Guarani~ onde e1n 
("---'--··---··---
e. Mun. de P. Bct. Fl•N.'7- -- ~---- VIST 
1932 foi erigida a prin1eira casa de "madeira sen-ada" ou , "a casa 
de 30 janelas", como era chrunada naquele te1npo pelos pioneiros. 
D8 Judith passou a tomar conta da loja que vendia de tudo! 
(tecidos, louças, medicamentos~ alu1nínio, calçados, ferragens, 
alünentos, 111aterial para construção, produtos agrícolas, etc ... ) . Foi 
a primeira mulher a fazer compras cm São Paulo, trazendo para a 
pequenina cidade as "novidades" que lá encontrava. 
Seu esposo José era tainbém proprietário de um pequeno 
frigorífico e ·º produto (banha, copas, salrune, presunto), era 
"exp01tado" para União da Vitória e outras cidades através de 
cmroças puxadas por 6 animais. A viage1n era longa, e levava as 
vezes mais de um mês. A volt.a, sempre c01n '~causos'" e 1nercadorias 
para a loja, trazia tmnbé1n o co111pru1heiro daquela 1nulher que aqu1 
ficava t0111ando conta de tudo, sc1npre com autoridade de uma 
"grande cxccuüva''. J)edicou-sc ta111bén1 à lavoura, criação de suínos 
, moinho. Foi urna empreendedora. 
rdulher profundmnente religiosa e culta, participava e 
pron1ovia eventos sociais, culturais e religiosos. Hospedava em sua 
residência os pritneiros padres~ que no "lotnbo de burros" vinhatn a 
estas bandas do sudoeste~ trazer a mcnsage1n cristã católica. Sua 
casa era ponto de parada de viajantes~ autoridades~ n1édicn~ 
prnfis'·.innni~, lihcraii-; Sc:rvju tamhcm de ;'hospitaF' para os primeiros 
1noradorcs, onde até pequenas cirurgias erru11 realizadas. 
Se111pre procurando ajudar a família, foi trazendo innãos e 
cunhados do Rio Grande do Sul, fixru1do-os e integrru1do-os na 
c01nunidade. Criou un1a sobrinha~ Jandira Antonietti - casad(1 com 
Anatoly Schtscherback, hoje residindo e111 Curitiba. Muitos outros 
"afilhados,' forrun por ela educados e criados. Foi madrinha de 
centenas de crianças , tanto em batisn1os quanto em crismas En1 
certa ocasiào chegou a ser tnadrinha de 48 crianças. 
Ajudou t~ participou ativatnente na construção das capelas e 
Igrejas Católicas. Sempre estava lá, abrilhantando o evento com sua 
presença e co1n seus inigualáveis quitutes. Era uma 
"gounnet".Ensinou a arte de cozinhar para filhas e netas. 
Passava para seus descendentes, a cultura francesa que 
adquiriu nos tempos de colégio. Sempre vaidosa, gostava de vcstir￾se cotn sobriedade e elegância. 
Aqui criou seus filhos, educou muitos outros, viu crescer 
seus 18 netos e 24 bisnetos. A.s crianças a an1avain e quando 
con1eçavam a engatinhar, iam direto ao seu quarto· para receber 
bombons e biscoitos a eles especiahnentç guardados cotn carinho. 
Amo.u extrcn1amente sua família, parentes e amigos. 
Sc1npre tinha algo a ensinar, algo para dar, u1n conselho, uma 
lncnsagen1 ... 
D11 Judith ficou cnfcnna por vários 1ncscs, sc1nprc lúcida, 
então recebeu a gratidão de todos a que1n sen1pre deu força e 
energia. 
J\mava Pato Branco. Tinha orgulho desta cidade e de sua 
gente. 
Faleceu dia 08 de Fevereiro p.p., con1 92 anos deixando 
tuna lacuna insubstituível nos nossos corações. 
Foi para junto do Paj Eten10. Deixou o exe1nplo de un1a 
111ulher forte, enérgica e einpreendcdora. A dignidade, a honra e a 
sohcdariedade servirão como norteadores, para todos que a 
pranteararn. 
Mari Salete Dal Molin Ayres 
l
, .... ,~-1 Flr>.:N.2~--
12 --Vis-ro 
:l Adeüs a uma pioneira 
Nascida aos 28 de agosto 
e 1904, em Sananduva-RS, 
lha dos imigrantes italianoS; 
osé e Rozalina Antoniotti. Fez 
studos clássicos no Colégio 
;evigné de Porto Alegre. Foi 
or algum tempo professora em 
;ananduva. 
Aos 13 de outubro de 1924, 
asou-se com o saudoso José 
falecido em 1972) e passou a 
esidir em Cacique Doble, mu￾1icípio de Lagoa Vermelha-RS 
mde iniciou com o marido uma 
1equena casa comercial. Lá 
1asceu o filho Domingos José -
;9 anos - casado com Lindamir 
)arú. 
Em seguida, como grande 
iarte dos gaúchos fizeram na 
ípoca, veio para o Paraná, fi. 
cando residência em União da 
ll'itória em 1927, quando teve o 
'ilho Alcides - 67 anos - casado 
~om Giacomina Fantinel. 
Estabeleceram-se com 
ramo de frigorífico e uma casa 
comecial, em sociedade com o 
senhor Possídio Salomoni. 
DESCOBRIR NOVOS 
LUGARES ERA O GRANDE 
DESAFIO 
O espírito empreendedor e 
aventureiro do casal e seu sócio 
logo se fez sentir, e uma nova 
mudança aconteceu, desta vez 
para um pequeno lugarejo no 
Sudoeste do Paraná. Bom Re￾tiro (então pertencente à 
Clevelândia). Isto ocorreu em 
1929. A mudança durou cerca 
de um mês e nem as chuvas e o 
frio esmoreceram aquela mu￾lher, de aparência frágil, com 
duas crianças, mas uma grande 
mulher. 
Logo passou a ser líder. Foi 
catequista, chegou a lecionar 
mas teve que assumir os negó￾cios, pois seu José e Possídio 
Salomoni abriram uma "grande 
loja": Casa Comercial Confian-
·ça. Ela se tomou a "pioneira 
executiva• da hoje conhecida 
·Pato Branco. 
Em Pato Branco nasceram 
suas duas filhas: Arcinda lgnez 
em 1930 e Leni Luiza em 1933, 
esta casada com José Edson 
Ayres. Ambas residem até hoje 
no mesmo local onde em 1932 
foi erguida a primeira casa de 
madeira serrada, ou melhor, a 
casa de 30 janelas, como era 
chamada pelos pioneiros (loca￾lizada na rua Guaràni, em frente 
à atual Tri Soja). 
Dona Judith passou a tomar 
A saga de uma mulher que nos anos 30 representava a face da e:. 
conta da loja que vendia de 
tudo· tecidos, louças, meclica￾mentos, alumínio, calçados, 
ferragens. alimentos, material 
para construção, produtos agrí￾colas etc). Foi a primeira mu￾lher a fazer compras em São 
Paulo, trazendo para a 
pequenina cidade as novida￾des que lá encontrava. 
Seu esposo José era tam￾bém proprietário de um peque￾no frigorífico e o produto, ba￾nha, salame, copas, presunto, 
era "exportado" para União da 
Vitória e outras cidades atra￾vés de carroças puxadas por 6 
animais. A viagem era longa, 
durava às vezes mais de um 
mês. No retomo com os causas 
e mercadorias para a loja, vol￾tava também o companheiro 
daquela mulher que aqui fica￾va tornando conta de tudo, sem￾pre com autoridade de exce￾lente executiva. Dedicaram-se 
à lavoura, criação de suínos, 
moinho. Foi uma verdadeira 
empreendedora. 
Mul.her profudamente reli￾giosa e culta, participava e pro￾movia eventos sociais, cultu￾rais e religiosos. Hospedava 
em sua residência os primeiros 
·padres, que no lombo de bur￾ros vinham a estas 'bandas do 
Sudoeste' trazer a mensagem 
cristã católica. Sua casa era 
ponto de parada de viajantes, 
autoridades, médicos, profissi￾onais liberais. Serviu corno 
hospital para os primeiros mo￾radores, onde até pequenas 
cirurgias eram realizadas 
Judith Antonietti Da/, MJlin. 
Os filhos, Alcides, Arcinda. Domingos e l..eny. a sem 
Judith ao centro. 
Casamento de Judith rom 
José Da/,molin em 
10.10.1924. 
AfamíUa: Al_~ 
Arcinda. Judith. José Da 
1li>lin. Domingos é len. 
(1970; 
GAZETA QO SUDOESTE ·.17 e 18 de fevereiro de 1996 
/a dos anos 90. Judith Antonietti Dalnwlin. 
Judith (J()S 
18 anos 
(1922). 
Primeira casa de "madeira serrada", ronstruída em 
1932. Os pinhais oo fundo é ande haje fica a rua 
Caramur14 na altura da atreva/. 
Da esq. pi a direitaJudithA Dalnwlin, sua 
mãe Rozalina e sua tiaJustina Ferri-1932 
13 
Foram os 
incetivadores da 
imigração 
Sempre procurando ajudar 
a família, foi trazendo irmãos e 
cunhados do Rio Gande do Sul, 
fixando-os e integrando-os à 
comunidade. Criou uma sobri￾nha: Jandira Antonietti, casada 
com Anatoly Schtscherback, 
hoje residindo em Curitiba. Mui￾tos outros afilhados foram por 
ela educados e criados. Foi 
madrinha de centenas de crian￾ças quando de seus batismos e 
crismas. Em certa ocasião che￾gou a ser madrinha de 48 crian￾ças. 
Ajudou e participou ativa￾mente da construção de Cape￾las e igrejas católicas. Sempre 
estava lá, abrilhantando o even￾to com sua presença e com seus 
inigualáveis quitutes. Era uma 
"gourrnet", ensinou a arte de 
cozinhar para filhas e netas. 
Passava para seus descen￾dentes a cultura francesa que 
adquiriu nos tempos de colégio. 
Sempre vaidosa, gostava de 
vestir-se com sobriedade e ele￾gância. 
Nesta terra, Pato Branco, 
criou seus filhos, educou muitos 
outros, viu crescer seus 18 ne￾tos e 24 bisnetos. As crianças a 
amavam e quando começavam 
a engatinhar, iam direto ao seu 
quarto para receber bombons e 
biscoitos, a eles especialmente 
guardados com cari.nho. 
Amou extremamente sua 
família, parentes e amigos. Sem￾pre tinha algo .a ensinar, um 
conselho, uma mensagem. 
ÚLTIMOS MOMENTOS ... 
Dona Judith ficou enferma 
por vários meses, porém, cons￾tantemente lúcida. Recebeu a 
gratidão de todos. a quem deu 
sua força e energia. 
Amava Pato Branco, tinha 
orgulho desta cidade e de sua 
gente. 
Faleceu dia 8 de fevereiro 
de 1996, com 92 anos deixando 
uma lacuna inpreenchível. 
Foi para junto do Pai Eterno, 
deixou o exemplo de uma mu￾lher forte, enérgica e empreen￾dedora. A dignidade, a nonra￾dez e a solidariedade servirão 
corno norteadores para todos os 
que a prantearam. 
r,olaboração: Maria Salete 
Oalmolin Ayres., 
·~~e~A Oo SUDOESTE~ 17 e 18 de fevereiro de 1996 

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