br-locleg corpus explorer

← Alto Paraíso (PR)

materia nº 11/2026

Tipo Projeto de Lei ordinária
Número / Ano 11 / 2026
Date 2026-04-27
EmentaAprova o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos – PGIRS do Município de Alto Paraíso/PR e dá outras providências.
native_id2

Tramitação (latest 5)

DateStatusTurnoTexto
2026-05-14 AGUARDANDO VOTAÇÃO EM 2º TURNO S AGUARDANDO VOTAÇÃO PARA SEGUNDO TURNO
2026-05-14 Proposição aprovada em 1º turno S EM 2ª VOTAÇÃO
2026-05-14 Proposição aprovada em 1º turno B PROJETO DE LEI APROVADO EM PRIMEIRA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO POR UNANIMIDADE.
2026-05-04 Aguardando a inclusão na ordem do dia — —
2026-04-27 Aguardando emissão de parecer da comissão — —

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2026-05-14T10:24:19.311682-03:00 Aprovado em primeira discussão e votação 5 0 0

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 92

Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
PROJETO DE LEI N.º 0011/2026 
de 06 de abril de 2026 
Aprova o Plano de Gerenciamento Integrado de 
ResÌduos SÛlidos Urbanos – PGIRS do MunicÌpio de Alto 
ParaÌso/PR e d· outras providÍncias. 
 A C¬MARA MUNICIPAL DE ALTO PARAÕSO, Estado do 
Paran·, APROVA: 
 Art. 1º Fica aprovado o Plano de Gerenciamento 
Integrado de ResÌduos SÛlidos Urbanos – PGIRS do MunicÌpio de Alto 
ParaÌso/PR, constante do Anexo ⁄nico desta Lei, do qual È parte integrante e 
indissoci·vel. 
 Art. 2º O PGIRS constitui instrumento de planejamento e 
gest„o ambiental, destinado a disciplinar a gest„o integrada e o 
gerenciamento ambientalmente adequado dos resÌduos sÛlidos no ‚mbito do 
MunicÌpio. 
 Art. 3º S„o diretrizes do PGIRS: 
I – a n„o geraÁ„o, reduÁ„o, reutilizaÁ„o, reciclagem e tratamento dos 
resÌduos sÛlidos, bem como a disposiÁ„o final ambientalmente adequada dos 
rejeitos; 
II – a segregaÁ„o dos resÌduos na fonte geradora; 
III – a implantaÁ„o e o fortalecimento da coleta seletiva; 
IV – a promoÁ„o da educaÁ„o ambiental; 
V – a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; 
VI – a proteÁ„o da sa˙de p˙blica e da qualidade ambiental. 
 



Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
PLANO DE GERENCIAMENTO INTEGRADO 
DE RESÕDUOS S”LIDOS URBANOS
(PGIRS)
ALTO PARAÕSO - PR
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
PLANO DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÕDUOS 
S”LIDOS URBANOS (PGIRS) 
Luiz Eliseu do Santos PREFEITO 
Danubia Kotrich dos Santos Silva 
SECRET£RIA DE MEIO AMBIENTE 
ELABORA«ÃO 
AGRADECIMENTOS 
Nayara Raposo Olivo - BiÛloga/Especialista em Gest„o Ambiental e Desenvolvimento 
Sustent·vel e Secret·ria Executiva do CORIPA 
Apoio TÈcnico - Andressa C·ssaro Velasco de Souza – BiÛloga/Gestora Ambiental
SUM£RIO 
PROJETO DE LEI N.º 0011/2026 ................................................................................................................... 1 
1. INTRODU«ÃO ......................................................................................................................................... 8 
2. OBJETIVO GERAL .................................................................................................................................. 10 
2.1 OBJETIVOS ESPECÕFICOS ....................................................................................................................... 10 
3. LEGISLA«’ES PERTINENTES .................................................................................................................. 12 
3.1 LEIS VIGENTES ...................................................................................................................................... 12 
3.2 DECRETOS VIGENTES ............................................................................................................................ 13 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
3.3 RESOLU«’ES VIGENTES ........................................................................................................................ 15 
3.4 NORMAS T…CNICAS VIGENTES ............................................................................................................. 17 
3.5 CLASSIFICA«ÃO DOS RESÕDUOS S”LIDOS DE ACORDO COM A NBR 10.004 DE 2004 E 2024 .............. 17 
3.6 CLASSIFICA«ÃO DOS RESÕDUOS DA CONSTRU«ÃO CIVIL (RCC) ........................................................... 19 
3.7 CLASSIFICA«ÃO DOS RESÕDUOS DE SERVI«O DE SA⁄DE (RSS) ............................................................. 20 
4. DADOS DO MUNICÕPIO ......................................................................................................................... 23 
4.1 DADOS GERAIS...................................................................................................................................... 23 
4.2 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DE GESTÃO DE RESÕDUOS .................................................................. 24 
4.2.1 Coleta Seletiva .................................................................................................................................. 24 
4.2.2 Unidade De Triagem de ResÌduos SÛlidos Urbanos ......................................................................... 25 
4.2.3 Aterro Sanit·rio ................................................................................................................................ 27 
5. DIAGN”STICO DA SITUA«ÃO ATUAL DO MUNICÕPIO ........................................................................... 30 
5.1 METODOLOGIA ..................................................................................................................................... 30 
5.2 GERA«ÃO DE RESÕDUOS NO MUNICÕPIO .............................................................................................. 34 
5.3 VOLUME DE RESÕDUOS DOMICILIARES GERADOS NO MUNICÕPIO E DISTRITOS (KG) .......................... 35 
5.4 SEGREGA«ÃO E ACONDICIONAMENTO ................................................................................................ 38 
5.5 COLETA E TRANSPORTE ........................................................................................................................ 39 
5.6 ARMAZENAMENTO TEMPOR£RIO ....................................................................................................... 39 
5.7 DESTINA«ÃO FINAL .............................................................................................................................. 41 
6. AN£LISE DA SITUA«ÃO ATUAL ............................................................................................................. 42 
6.1 CUSTOS DAS ATIVIDADES DE GERENCIAMENTO DE RESÕDUOS S”LIDOS ............................................ 43 
7. PROPOSTA DE GERENCIAMENTO DE RESÕDUOS S”LIDOS URBANOS .................................................. 43 
7.1 DIRETRIZES PARA IMPLEMENTA«ÃO DO PLANO ................................................................................. 44 
7.2 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ............................................................................................................ 46 
7.3 DIRETRIZES DE GERENCIAMENTO DE £REAS DE DEP”SITO DE ENTULHOS DA CONSTRU«ÃO CIVIL E 
RESÕDUOS DE LIMPEZA URBANA (GALHOS DE PODAS E RESÕDUOS DE VARRI«ÃO) ........................................ 47 
7.4 COLETA DE MATERIAIS REAPROVEIT£VEIS .......................................................................................... 48 
8. PROPOSTA PARA MANEJO DE RESÕDUOS S”LIDOS .............................................................................. 48 
8.1 SEGREGA«ÃO NA FONTE ...................................................................................................................... 48 
8.2 ACONDICIONAMENTO .......................................................................................................................... 50 
8.3 COLETA E TRANSPORTE ........................................................................................................................ 51 
8.4 ARMAZENAMENTO TEMPOR£RIO ....................................................................................................... 52 
8.5 DESTINA«ÃO FINAL .............................................................................................................................. 53 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
8.5.1 Proposta de Compostagem .............................................................................................................. 53 
8.5.2 DestinaÁ„o Final de ResÌduos por Categoria .................................................................................... 53 
9. LOGÕSTICA REVERSA ............................................................................................................................. 55 
10. EDUCA«ÃO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 57 
11. COMPOSTAGEM ................................................................................................................................... 62 
11.1 MATERIAIS UTILIZ£VEIS NA COMPOSTAGEM ...................................................................................... 62 
11.2 PROCEDIMENTOS PARA A COMPOSTAGEM ........................................................................................ 63 
11.2.1 Escolha do Local ........................................................................................................................... 63 
11.2.2 A Composteira .............................................................................................................................. 63 
11.3 ETAPAS DO PROCESSO DE COMPOSTAGEM ........................................................................................ 63 
11.4 PROBLEMAS, CAUSAS E SOLU«’ES ...................................................................................................... 64 
11.5 APLICA«ÃO DO COMPOSTO ORG¬NICO .............................................................................................. 64 
12. EXECU«ÃO PGIRS .................................................................................................................................. 65 
13. EMPRESAS ENVOLVIDAS NO PGIRS ...................................................................................................... 66 
14. CONCLUSÃO ......................................................................................................................................... 67 
15. REFER NCIAS BIBLIOGR£FICAS ............................................................................................................ 68 
 17 
FICHA T…CNICA 
IDENTIFICA«ÃO DO MUNICÕPIO 
PREFEITURA MUNICIPAL DE ALTO PARAÕSO. 
CNPJ: 95.640.736/0001-30. 
EndereÁo: AV. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Alto ParaÌso- PR. 
CEP: 87.528-030. 
E-mail: administracao@altoparaiso.pr.gov.br Tel./Fax: (44) 3664-
1320. 
Respons·vel Legal: Luiz Eliseu do Santos. 
Cargo: Prefeito Municipal. 
RESPONS£VEL PELA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE Secret·ria: Danubia 
Kotrich dos Santos Silva. 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
 
RESPONS£VEL T…CNICO MUNICIPAL PELA EXECU«ÃO DO PGIRS Respons·vel TÈcnico: 
Celso Silva de Oliveira - CFTA: 01774279908. 
Cargo: TÈcnico AgrÌcola em Agropecu·ria. 
EndereÁo: Rua Arapongas, S/N°. 
CEP: 87.528-030. 
MunicÌpio/UF: Alto ParaÌso – PR. 
E-mail: Meioambiente@altoparaiso.pr.gov.br 
T…CNICA RESPONS£VEL PELA ELABORA«ÃO DO PGIRS Respons·vel TÈcnico: 
Lara da Silva Morato - CREA-PR: 208901-D. 
Cargo: Engenheira Ambiental. 
EndereÁo: Rua FloraÌ, nº 4365. Zona I. 
CEP: 87.501-290. 
MunicÌpio/UF: Umuarama – PR. 
E-mail: gestaoresiduossolidos@coripa.org.br 
8 
1. INTRODU«ÃO 
 
Nas ˙ltimas dÈcadas, o Brasil tem vivenciado um processo acelerado de urbanizaÁ„o, 
acompanhado pelo crescimento populacional e pelo aumento do poder de consumo da 
sociedade. Como reflexo direto desse cen·rio, observou-se uma elevaÁ„o significativa na 
geraÁ„o de resÌduos sÛlidos urbanos (RSU), o que impÙs desafios crescentes ‡ gest„o 
p˙blica e ao sistema de limpeza urbana. 
O Panorama dos ResÌduos SÛlidos no Brasil, publicado pela AssociaÁ„o Brasileira de 
ResÌduos e Meio Ambiente (ABREMA) em 2024, com ano-base 2023, apresenta 
informaÁıes atualizadas sobre a geraÁ„o, coleta e destinaÁ„o de resÌduos sÛlidos urbanos 
(RSU), considerando os dados corrigidos do Censo Demogr·fico 2022 do IBGE. 
Em 2023, cada brasileiro gerou, em mÈdia, 1,047 kg de resÌduos por dia, o que 
corresponde a 382 kg/habitante/ano. No total, o paÌs produziu 80,96 milhıes de toneladas 
de RSU, equivalentes a 221 mil toneladas di·rias. A coleta de resÌduos alcanÁou 93,4% 
do total gerado, aproximadamente 75,6 milhıes de toneladas, o que representa um 
pequeno avanÁo em relaÁ„o ao ano anterior. Ainda assim, cerca de 5,38 milhıes de 
toneladas n„o foram coletadas, resultando em destinaÁ„o inadequada. Quanto ao destino 
final, 58,5% dos resÌduos coletados foram encaminhados a aterros sanit·rios, enquanto 
41,5% ainda tiveram disposiÁ„o ambientalmente incorreta, em lixıes e aterros 
controlados. A reciclagem atingiu cerca de 6,7 milhıes de toneladas de materiais secos, 
o equivalente a 8,3% dos RSU gerados, sendo que mais de 67% desse volume foi coletado 
por catadores autÙnomos e o restante via serviÁos p˙blicos de coleta seletiva. A 
compostagem, embora ainda limitada, tratou cerca de 300 mil toneladas de resÌduos 
org‚nicos (0,4% do total), resultando em aproximadamente 85,5 mil toneladas de 
composto org‚nico. Regionalmente, o Sudeste continua sendo o maior gerador de RSU, 
respondendo por 49,3% do total nacional, seguido pelo Nordeste (24,7%), Sul (10,8%), 
Centro-Oeste (7,7%) e Norte (7,5%) (ABREMA, 2024). 
 
A coleta seletiva permanece desigual: enquanto o Sul e o Sudeste apresentam Ìndices 
superiores a 30% de cobertura urbana, o Nordeste ainda n„o alcanÁa 2% da populaÁ„o 
atendida. Esses dados revelam avanÁos graduais, mas reforÁam a urgÍncia de polÌticas 
p˙blicas voltadas ‡ erradicaÁ„o dos lixıes, ampliaÁ„o da reciclagem e compostagem, e
fortalecimento da gest„o integrada e sustent·vel dos resÌduos no paÌs. 
Esses dados revelam que, apesar de avanÁos legislativos e tÈcnicos, como a 
implementaÁ„o do Plano Nacional de ResÌduos SÛlidos pelo Decreto nº 11.043/2022, os 
resultados pr·ticos ainda est„o aquÈm das metas estabelecidas. Dentre as metas est„o o
encerramento dos lixıes e aterros controlados do paÌs atÈ 2024 e fortalecimento das 
cadeias de logÌstica reversa e ao estÌmulo ‡ reciclagem, ao tratamento biolÛgico e ‡ 
recuperaÁ„o energÈtica dos resÌduos sÛlidos urbanos. Essas aÁıes visam promover, ao 
longo de um perÌodo de 20 anos, uma aceleraÁ„o significativa na quantidade de materiais 
recuperados. 
AlÈm de reforÁar as ordens de prioridade de aÁıes a serem observadas; sendo a n„o 
geraÁ„o, reduÁ„o, reutilizaÁ„o, reciclagem, tratamento dos resÌduos sÛlidos e disposiÁ„o 
final ambientalmente adequada dos rejeitos (BRASIL, 2022). 
AlÈm da destinaÁ„o inadequada, o desperdÌcio de recursos reutiliz·veis e recicl·veis 
aponta para a necessidade urgente de mudanÁas n„o apenas na infraestrutura, mas tambÈm 
nos h·bitos de consumo e descarte da populaÁ„o. 
9 
Dessa forma, a problem·tica da gest„o de resÌduos sÛlidos no Brasil se mantÈm como um 
dos grandes desafios ambientais contempor‚neos, exigindo soluÁıes integradas que 
envolvam o poder p˙blico, o setor produtivo e, sobretudo, o engajamento da sociedade 
civil. 
Por essa raz„o o Plano de Gerenciamento Integrado de ResÌduos SÛlidos Urbanos 
implantado em um municÌpio deve estar articulado a pr·ticas de EducaÁ„o Ambiental, 
fundamentais para promover o conhecimento, estimular mudanÁas de h·bitos, favorecer 
a compreens„o social e apoiar a gest„o participativa dos resÌduos no territÛrio. 
Essa integraÁ„o possibilita tanto a reduÁ„o na geraÁ„o quanto a melhoria da qualidade dos 
materiais coletados, ampliando seu aproveitamento e diminuindo o volume de recicl·veis 
destinados inadequadamente ‡s valas e lixıes todos os anos. Dessa forma, a proposta se 
alinha ao disposto no inciso X do art. 3º da PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos (Lei nº 
12.305/2010), que define o gerenciamento de resÌduos sÛlidos como o conjunto de aÁıes 
diretas ou indiretas nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinaÁ„o 
final ambientalmente adequada dos resÌduos sÛlidos, bem como a disposiÁ„o final 
adequada dos rejeitos. 
 
 
10 
2. OBJETIVO GERAL 
O Plano de Gerenciamento Integrado de ResÌduos SÛlidos Urbanos (PGIRS) tem como 
objetivo promover a gest„o integrada e ambientalmente adequada dos resÌduos sÛlidos, 
em conformidade com a legislaÁ„o vigente, visando ‡ reduÁ„o da geraÁ„o de resÌduos e ‡ 
orientaÁ„o das etapas de acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, 
tratamento e destinaÁ„o final, de modo a proteger os trabalhadores, a sa˙de p˙blica, os 
recursos naturais e o meio ambiente. 
 
2.1 OBJETIVOS ESPECÕFICOS 
● Estimular a segregaÁ„o na fonte geradora, orientando a populaÁ„o sobre a correta 
separaÁ„o dos materiais para ampliar o volume de recicl·veis destinados ‡ 
reciclagem. 
● Fortalecer a conscientizaÁ„o da comunidade quanto ‡ import‚ncia da coleta seletiva 
e da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. 
● Apresentar alternativas de reutilizaÁ„o dos resÌduos, considerando as dimensıes 
polÌticas, econÙmicas, ambientais, culturais e sociais do municÌpio. 
● Valorizar o resÌduo reutiliz·vel e recicl·vel como bem econÙmico e social, capaz 
de gerar trabalho, renda, cidadania e ampliar as taxas de reciclagem. 
● Aprimorar a qualidade dos materiais recicl·veis destinados ‡ Unidade de Triagem 
de ResÌduos Recicl·veis, garantindo melhores condiÁıes de trabalho e maior 
eficiÍncia na triagem. 
● Promover o reconhecimento social da AssociaÁ„o/Cooperativa, fortalecendo sua 
atuaÁ„o e sua relev‚ncia junto ‡ comunidade. 
● Definir soluÁıes adequadas para a disposiÁ„o final dos resÌduos remanescentes, 
assegurando conformidade ambiental. 
● Expandir a educaÁ„o ambiental no municÌpio, utilizando meios de comunicaÁ„o, 
campanhas educativas e programas de sensibilizaÁ„o, com ampla participaÁ„o de 
escolas, ONGs, empresas p˙blicas e privadas. 
11 
Garantir a proteÁ„o da sa˙de p˙blica e a preservaÁ„o da qualidade ambiental, 
assegurando pr·ticas sustent·veis de gest„o de resÌduos. 
 
12 
3. LEGISLA«’ES PERTINENTES 
3.1 LEIS VIGENTES 
● LEI FEDERAL nº 15.088/2025 – Altera a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 (Lei 
de ResÌduos SÛlidos), para proibir a importaÁ„o de resÌduos sÛlidos e de rejeitos, 
ressalvados os casos que especifica.
● LEI FEDERAL nº 14.260/2021 – Estabelece incentivos ‡ ind˙stria da reciclagem; e 
cria o Fundo de Apoio para AÁıes Voltadas ‡ Reciclagem (Favorecicle) e Fundos 
de Investimentos para Projetos de Reciclagem (ProRecicle).
● LEI ESTADUAL nº 20.607/2021 – Dispıe sobre o Plano Estadual de ResÌduos 
SÛlidos do Estado do Paran· e d· outras providÍncias. Esta Lei estabelece normas 
para elaboraÁ„o, revis„o, complementaÁ„o, operacionalizaÁ„o e fiscalizaÁ„o do 
Plano Estadual de ResÌduos SÛlidos do Estado do Paran· - PERS/PR, instrumento 
de planejamento destinado a organizar e estabelecer a gest„o dos resÌduos sÛlidos 
no Estado do Paran·.
● LEI FEDERAL nº 14.026/2020 – Vem para fortalecer a implementaÁ„o e o avanÁo 
das polÌticas de gest„o de resÌduos sÛlidos no Brasil, tornando mais eficaz a 
universalizaÁ„o do saneamento, e garantindo que haja maior responsabilidade 
compartilhada entre todos os envolvidos. AlÈm disso, promove o incentivo ‡ 
reciclagem e ‡ reduÁ„o do impacto ambiental causado pelos resÌduos sÛlidos.
● LEI ESTADUAL nº 19.261/2017 – Cria o Programa Estadual de ResÌduos SÛlidos 
Paran· ResÌduos para atendimento ‡s diretrizes da PolÌtica Nacional de ResÌduos 
SÛlidos no Estado do Paran· e d· outras providÍncias.
● LEI ESTADUAL nº 19.260/2017 – Dispıe sobre medidas de coleta e de reciclagem 
de Ûleos de origem vegetal e animal de uso culin·rio e seus resÌduos em todo o 
Estado do Paran·.
● LEI ESTADUAL 17.505/2013 – Institui a PolÌtica Estadual de EducaÁ„o Ambiental e 
o Sistema de EducaÁ„o Ambiental e adota outras providÍncias.
● LEI ESTADUAL 17.211/2012 – Dispıe sobre a responsabilidade da destinaÁ„o dos 
medicamentos em desuso no Estado do Paran· e seus procedimentos.
13 
● LEI FEDERAL nº 12.305/2010 – Esta Lei institui a PolÌtica Nacional de ResÌduos 
SÛlidos. … um marco na gest„o de resÌduos sÛlidos no Brasil, estabelecendo um 
modelo integrado para o manejo desses resÌduos e dando Ínfase ‡ sustentabilidade. 
Ela coloca a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e cidad„os, e 
busca reduzir os impactos ambientais e promover pr·ticas de reciclagem e reduÁ„o 
de resÌduos no paÌs. 
● LEI ESTADUAL 16.322/2009 – Dispıe que È de responsabilidade das ind˙strias 
farmacÍuticas, das empresas de distribuiÁ„o de medicamentos e das farm·cias, 
drogarias e drugstores, darem destinaÁ„o final e adequada aos produtos que estejam 
com prazos de validade vencidos ou fora de condiÁıes de uso.
● LEI FEDERAL nº 12.493/99 – Estabelece princÌpios, procedimentos, normas e 
critÈrios referentes a geraÁ„o, acondicionamento, armazenamento, coleta, 
transporte, tratamento e destinaÁ„o final dos resÌduos sÛlidos no estado do paran·, 
visando controle da poluiÁ„o, da contaminaÁ„o e a minimizaÁ„o de seus impactos 
ambientais e adota outras providÍncias.
● LEI FEDERAL nº 9.795/99 – Dispıe sobre a educaÁ„o ambiental, institui a PolÌtica 
Nacional de EducaÁ„o Ambiental e d· outras providÍncias.
3.2 DECRETOS VIGENTES 
● DECRETO nº 12.451/2025 - Regulamenta o art. 49, ß 1º, da Lei nº 12.305, de 2 de 
agosto de 2010, para dispor sobre as exceÁıes ‡ proibiÁ„o de importaÁ„o de resÌduos 
sÛlidos. Seu objetivo principal È estabelecer regras para as exceÁıes ‡ proibiÁ„o da 
importaÁ„o de resÌduos sÛlidos, conforme permitido por lei. 
● DECRETO nº 12.106/2024 - Regulamenta o incentivo fiscal ‡ cadeia produtiva da 
reciclagem estabelecido na Lei nº 14.260, de 8 de dezembro de 2021. 
● DECRETO nº 12.082/2024 - Institui a EstratÈgia Nacional de Economia Circular.
Baseia-se nos princÌpios de n„o geraÁ„o de resÌduos, circulaÁ„o de 
produtos/materiais, regeneraÁ„o ambiental. 
 
14 
● DECRETO nº 11.414/2023 – Institui o Programa Diogo de Sant’Ana Pró-Catadoras 
e PrÛ - Catadores para a Reciclagem Popular e o ComitÍ Interministerial para 
Inclus„o SocioeconÙmica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutiliz·veis e 
Recicl·veis. O programa busca fortalecer a atuaÁ„o de catadoras e catadores em 
todo o paÌs, promovendo reconhecimento, valorizaÁ„o e condiÁıes dignas de 
trabalho. 
● DECRETO nº 11.413/2023 – Institui o Certificado de CrÈdito de Reciclagem de 
LogÌstica Reversa, o Certificado de EstruturaÁ„o e Reciclagem de Embalagens em 
Geral e o Certificado de CrÈdito de Massa Futura, no ‚mbito dos sistemas de 
logÌstica reversa de que trata o art. 33 da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. 
● DECRETO ESTADUAL nº 11.300 DE 03 DE JUNHO DE 2022 – Institui o Programa 
Estadual de EducaÁ„o Ambiental do Estado do Paran· e d· outras providÍncias. 
● DECRETO nº 11.300 DE 21 DE DEZEMBRO DE 2022 – Regulamenta o ß 2º do art. 32 
e o ß 1º do art. 33 da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, e institui o sistema de 
logÌstica reversa de embalagens de vidro. 
● DECRETO nº 11.043/2022 – Aprova o Plano Nacional de ResÌduos SÛlidos. Ele 
regulamenta e operacionaliza a Lei nº 12.305/2010, conhecida como PolÌtica 
Nacional de ResÌduos SÛlidos (PNRS), definindo diretrizes, metas, estratÈgias e 
aÁıes para melhorar a gest„o de resÌduos sÛlidos no paÌs 
● DECRETO nº 10.936/2022 – Regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, 
que institui a PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos. 
● DECRETO FEDERAL nº 10.388/2020 – Regulamenta o ß 1º do caput do art. 33 da 
Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, e institui o sistema de logÌstica reversa de 
medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, de uso humano, 
industrializados e manipulados, e de suas embalagens apÛs o descarte pelos 
consumidores. 
● DECRETO nº 10.240/2020 – Regulamenta o inciso VI do caput do art. 33 e o art. 56 
da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, e complementa o Decreto nº 9.177, de 23 
de outubro de 2017, quanto ‡ implementaÁ„o de sistema de logÌstica reversa de 
produtos eletroeletrÙnicos e seus componentes de uso domÈstico. 
15 
● DECRETO ESTADUAL nº 9.213/2013 – Regulamenta a Lei nº 17.211, de 03 de julho 
de 2012, que dispıe sobre a responsabilidade da destinaÁ„o dos medicamentos em 
desuso no Estado do Paran· e seus procedimentos, e d· outras providÍncias. 
● DECRETO nº 4.281/2002 – Regulamenta a Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, que 
institui a PolÌtica Nacional de EducaÁ„o Ambiental, e d· outras providÍncias. 
 
3.3 RESOLU«’ES VIGENTES 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 258/1999 – Estabelece a responsabilidade de fabricantes 
e importadores de pneus pela coleta e destinaÁ„o final ambientalmente adequada 
dos pneus inservÌveis. Esta resoluÁ„o continua em vigor. 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 275/2001 – Define o cÛdigo de cores para diferentes 
tipos de resÌduos na coleta seletiva. Esta resoluÁ„o permanece vigente. 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 307/2002 – Estabelece diretrizes para a gest„o dos 
resÌduos da construÁ„o civil, visando minimizar os impactos ambientais. Esta 
resoluÁ„o est· em vigor. 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 308/2002 – Dispıe sobre o licenciamento ambiental de 
sistemas de disposiÁ„o final dos resÌduos sÛlidos urbanos gerados em municÌpios 
de pequeno porte. Esta resoluÁ„o continua vigente. 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 358/2005 – Dispıe sobre o tratamento e a disposiÁ„o 
final dos resÌduos dos serviÁos de sa˙de e d· outras providÍncias.
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 401/2008 – Estabelece limites m·ximos de chumbo, 
c·dmio e merc˙rio para pilhas e baterias comercializadas no Brasil, alÈm de 
critÈrios para seu gerenciamento ambientalmente adequado. Esta resoluÁ„o 
permanece em vigor. 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 404/2008 – Define critÈrios e diretrizes para o 
licenciamento ambiental de aterros sanit·rios de pequeno porte de resÌduos sÛlidos 
urbanos. Esta resoluÁ„o est· em vigor. 
16 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 431/2011 – Altera o art. 3º da ResoluÁ„o nº 307, de 5 de 
julho de 2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA, estabelecendo 
nova classificaÁ„o para o gesso.
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 448/2012 – Altera os arts. 2º, 4º, 5º, 6º, 8º, 9º, 10, 11 da 
ResoluÁ„o nº 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente 
– Conama nas definiÁıes de: Aterro de resÌduos classe A de preservaÁ„o de material 
para usos futuros, ·rea de transbordo e triagem de resÌduos da construÁ„o civil e 
resÌduos volumosos, gerenciamento de resÌduos sÛlidos, gest„o integrada de 
resÌduos sÛlidos;
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 450/2012 – Altera os arts. 9º, 16, 19, 20, 21 e 22, e 
acrescenta o art. 24-A ‡ ResoluÁ„o nº 362, de 23 de junho de 2005, do Conselho 
Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, que dispıe sobre recolhimento, coleta e 
destinaÁ„o final de Ûleo lubrificante usado ou contaminado; 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 465/2014 – Dispıe sobre os requisitos e critÈrios 
tÈcnicos mÌnimos necess·rios para o licenciamento ambiental de estabelecimentos 
destinados ao recebimento de embalagens de agrotÛxicos e afins, vazias ou 
contendo resÌduos; 
● RESOLU«ÃO CONAMA nº 469/2015 – Altera a ResoluÁ„o CONAMA n 307, de 05 
de julho de 2002, que estabelece diretrizes, critÈrios e procedimentos para a gest„o 
dos resÌduos da construÁ„o civil. 
● RESOLU«ÃO ANVISA RDC nº 222/2018 – Regulamenta as Boas Pr·ticas de 
Gerenciamento dos ResÌduos de ServiÁos de Sa˙de e d· outras providÍncias. 
● RESOLU«ÃO ANA Nº 79/2021 – Aprova a Norma de ReferÍncia Nº 1 para a 
regulaÁ„o dos serviÁos p˙blicos de saneamento b·sico, que dispıe sobre o regime, 
a estrutura e par‚metros da cobranÁa pela prestaÁ„o do serviÁo p˙blico de manejo 
de resÌduos sÛlidos urbanos, bem como os procedimentos e prazos de fixaÁ„o, 
reajuste e revisıes tarif·rias. 
 
17 
3.4 NORMAS T…CNICAS VIGENTES 
● NBR 8419/1992 – ApresentaÁ„o de projetos de aterros sanit·rios de resÌduos sÛlidos 
urbanos; 
● NBR 12980/1993 – Coleta, varriÁ„o e acondicionamento de resÌduos sÛlidos urbanos; 
● NBR 12807/1993 – ResÌduos de serviÁo de sa˙de; 
● NBR 12808/1993 – ResÌduos de serviÁo de sa˙de – ClassificaÁ„o; 
● NBR 12809/1993 – Manuseio de resÌduos de serviÁos de sa˙de; 
● NBR 12810/1993 – Coleta de resíduos de serviços de saúde; ● NBR 
13463/1995 – Coleta de resÌduos sÛlidos; 
● NBR 13464/1995 – VarriÁ„o de vias e logradouros p˙blicos; 
● NBR 13591/1996 – Compostagem; 
● NBR 13896/1997 – Aterros de resÌduos n„o perigosos - CritÈrios para projeto, 
implantaÁ„o e operaÁ„o; 
● NBR 13221/2003 – Transporte terrestre de resÌduos; 
● NBR 10004/2004 – ClassificaÁ„o de resÌduos sÛlidos; 
● NBR 10007 de 2004 – Para amostragem de resÌduos sÛlidos; 
● NBR 15112/2004 – ResÌduos da construÁ„o civil e resÌduos volumosos - £reas de 
transbordo e triagem - Diretrizes para projeto, implantaÁ„o e operaÁ„o; 
● NBR 15113/2004 – ResÌduos sÛlidos da construÁ„o civil e resÌduos inertes – 
Aterros, diretrizes para projeto, implantaÁ„o e operaÁ„o; 
● NBR 13221/2005 – Transporte terrestre de resÌduos – Procedimento; 
● NBR 13230/2008 – Embalagens e acondicionamentos pl·sticos recicl·veis - 
IdentificaÁ„o e simbologia. 
● NBR 10.004/2024 – Atualiza a classificaÁ„o de resÌduos sÛlidos. 
3.5 CLASSIFICA«ÃO DOS RESÕDUOS S”LIDOS DE ACORDO 
COM A NBR 10.004 DE 2004 E 2024 
De acordo ainda com a NBR, nº 10.004/2004, a classificaÁ„o de resÌduos envolve a 
identificaÁ„o do processo ou atividade que lhes deu origem (industrial, hospitalar, 
comercial, agrÌcola, de serviÁos e de varriÁ„o) e de seus constituintes, caracterÌsticas e a 
comparaÁ„o destes constituintes com listagens de resÌduos e subst‚ncias, cujo impacto ‡ 
sa˙de e ao meio ambiente È conhecido. 
18 
A identificaÁ„o dos constituintes a serem avaliados na caracterizaÁ„o do resÌduo deve ser 
criteriosa e estabelecida de acordo com as matÈrias-primas, os insumos e o processo que 
lhe deu origem. 
Conforme NBR, no
 10.004/2024, os resÌduos sÛlidos s„o classificados como: 
ResÌduos Classe I – Perigosos – s„o resÌduos que em funÁ„o de suas propriedades fÌsicas, 
quÌmicas ou infectocontagiosas, podem apresentar risco ‡ sa˙de p˙blica e/ou riscos ao 
meio ambiente, ou que apresentam uma ou mais das caracterÌsticas, como, 
inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade. Exemplos: 
l‚mpada fluorescente, Ûleo lubrificante queimado, pilhas, baterias, entre outros. 
ResÌduos Classe II – N„o Perigosos – ResÌduos que n„o apresentam periculosidade. 
Exemplos: ResÌduos org‚nicos (restos de alimentos), Papel, papel„o, pl·sticos, metais e 
vidros recicl·veis, Entulho, areia, pedras, Rejeitos comuns (guardanapos, embalagens 
contaminadas sem risco quÌmico/biolÛgico). 
Alguns dos resÌduos da Classe II catalogados como n„o perigosos podem ser observados 
na TABELA 01 a seguir: 
TABELA 01 – CodificaÁ„o de alguns resÌduos classificados como n„o perigosos. 
CÛdigo de 
identificaÁ„o DescriÁ„o do resÌduo CÛdigo de 
identificaÁ„o 
DescriÁ„o do 
resÌduo 
A001 ResÌduo de 
restaurante (restos de 
alimentos) 
A009 ResÌduo de 
madeira 
A004 Sucata de metais 
ferrosos 
A010 ResÌduo de 
materiais tÍxteis 
A005 Sucata de metais n„o 
ferrosos (lat„o etc.) 
A011 ResÌduos de 
minerais 
n„omet·licos 
A006 ResÌduo de papel e 
papel„o 
A016 Areia de fundiÁ„o 
A007 ResÌduos de pl·stico 
polimerizado 
A024 BagaÁo de cana 
A008 ResÌduos de borracha A099 Outros resÌduos 
n„o perigosos 
NOTA ExcluÌdos aqueles contaminados por subst‚ncias constantes nos anexos C, D ou 
E e que apresentem caracterÌsticas de periculosidade. 
Fonte: NBR 10.004 de 2004. 
 
19 
3.6 CLASSIFICA«ÃO DOS RESÕDUOS DA CONSTRU«ÃO CIVIL 
(RCC) 
De acordo com a ResoluÁ„o CONAMA nº 307/2002, cabe aos municÌpios a 
responsabilidade de equacionar os impactos gerados pelos resÌduos provenientes de 
pequenos geradores, por meio da implantaÁ„o de um Programa Municipal de 
Gerenciamento de ResÌduos da ConstruÁ„o Civil (PMGRCC). 
Nesse contexto, os pequenos geradores, bem como os transportadores, devem assumir 
suas obrigaÁıes quanto ‡ destinaÁ„o ambientalmente adequada dos ResÌduos da 
ConstruÁ„o Civil (RCC), seguindo os critÈrios tÈcnicos e operacionais definidos pelo 
sistema de limpeza urbana local. 
AlÈm disso, compete ao municÌpio regular as atividades dos grandes geradores, 
estabelecendo diretrizes tÈcnicas e procedimentos especÌficos que assegurem a 
elaboraÁ„o e implementaÁ„o dos Planos de Gerenciamento de ResÌduos da ConstruÁ„o 
Civil (PGRCC) por parte desses empreendimentos. 
Assim, os grandes geradores tornam-se diretamente respons·veis pelo manejo, 
acondicionamento, transporte e destinaÁ„o final de seus resÌduos, garantindo o 
cumprimento das responsabilidades compartilhadas entre os diferentes agentes 
envolvidos (art. 6º, inciso I, ResoluÁ„o CONAMA nº 307/2002). 
Conforme a prÛpria resoluÁ„o, os RCC englobam os resÌduos originados de obras de 
construÁ„o, reformas, reparos e demoliÁıes, bem como os provenientes de preparaÁ„o e 
escavaÁ„o de terrenos. Esses materiais foram classificados em quatro categorias (Classes 
A, B, C e D), considerando suas caracterÌsticas e possibilidades de reutilizaÁ„o, 
reciclagem ou destinaÁ„o final adequada. Posteriormente, a ResoluÁ„o CONAMA nº 
431/2011 alterou a classificaÁ„o ao estabelecer que o gesso deve ser considerado um 
resÌduo recicl·vel, pertencente ‡ Classe B, ampliando as possibilidades de 
reaproveitamento desse material no setor da construÁ„o civil. 
Essa estrutura normativa busca n„o apenas organizar a gest„o dos RCC, mas tambÈm 
fomentar a logÌstica reversa, a economia circular e a minimizaÁ„o dos impactos 
ambientais, alinhando-se aos princÌpios da PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos – Lei 
nº 12.305/2010, que reforÁa a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos 
produtos. 
 
TABELA 02 – ClassificaÁ„o dos resÌduos de acordo com a resoluÁ„o CONAMA 307/02, 
348/04, 431/2011,448/2012 e 469/2015. 
 
ClassificaÁ„o DefiniÁ„o CaracterizaÁ„o 
20 
Classe A S„o os 
reutiliz·veis 
recicl·veis 
agregados 
 
resÌduos 
ou 
como 
a) de construÁ„o, demoliÁ„o, reformas e 
reparos de pavimentaÁ„o e de outras obras de 
infraestrutura, inclusive solos provenientes de 
 terraplanagem; b) de construÁ„o, 
demoliÁ„o, reformas e reparos de 
 edificaÁıes: componentes cer‚micos 
(tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento 
etc.), argamassa e concreto; 
c) de processo de fabricaÁ„o e/ou demoliÁ„o 
de peÁas prÈ-moldadas em concreto (blocos, 
tubos, meios-fios etc.) produzidas 
 nos canteiros de obras; 
Classe B S„o os resÌduos 
recicl·veis para outras 
destinaÁıes 
Pl·sticos, papel, papel„o, metais, 
vidros, madeiras e gesso; 
Classe C S„o os resÌduos para os 
quais n„o foram 
desenvolvidas 
tecnologias ou 
aplicaÁıes 
economicamente vi·veis 
que permitam a sua 
reciclagem/recuperaÁ„o 
* 
Classe D S„o os resÌduos 
perigosos oriundos do 
processo de construÁ„o 
Tintas, solventes, Ûleos e outros ou 
aqueles contaminados ou 
prejudiciais ‡ sa˙de oriundos de 
demoliÁıes, reformas e reparos de 
clÌnicas radiolÛgicas, instalaÁıes 
industriais e outros, bem como 
telhas e demais objetos e materiais 
que contenham amianto ou outros 
produtos nocivos ‡ sa˙de. 
Fonte: CONAMA n° 307/02, 348/04, 431/2011,448/2012 e 469/2015.
3.7 CLASSIFICA«ÃO DOS RESÕDUOS DE SERVI«O DE SA⁄DE 
(RSS) 
De acordo com a ResoluÁ„o CONAMA n° 358/2005 os resÌduos de serviÁos de sa˙de s„o 
classificados quanto aos riscos potencialmente poluidores ao meio ambiente e ‡ sa˙de 
p˙blica, subdividindo-se em Grupo A (ResÌduos BiolÛgicos), Grupo B (ResÌduos 
QuÌmicos), Grupo C (Rejeitos Radioativos), Grupo D (ResÌduos Comuns) e Grupo E 
21 
(ResÌduos Perfurocortantes) e identificados atravÈs dos sÌmbolos especificados pela NBR 
7500:2018 e com a descriÁ„o do tipo de resÌduo que est· sendo armazenado, conforme: 
TABELA 03 – ClassificaÁ„o dos resÌduos de acordo com a resoluÁ„o CONAMA n° 
358/2005. 
 
ClassificaÁ„o DefiniÁ„o CaracterizaÁ„o 
Grupo A ResÌduos BiolÛgicos ResÌduos com a possÌvel presenÁa de 
agentes biolÛgicos que, por suas 
caracterÌsticas de maior virulÍncia ou 
concentraÁ„o, podem apresentar risco de 
infecÁ„o 
Grupo B ResÌduos QuÌmicos ResÌduos contendo subst‚ncias quÌmicas que 
podem apresentar risco ‡ sa˙de p˙blica ou 
ao meio ambiente, dependendo de suas 
caracterÌsticas de 
 inflamabilidade, corrosividade, 
reatividade e toxicidade. 
Grupo C Rejeitos Radioativos Quaisquer materiais resultantes de 
atividades humanas que contenham 
radionuclÌdeos em quantidades superiores 
aos limites de eliminaÁ„o especificados nas 
normas da Comiss„o Nacional de Energia 
Nuclear-CNEN e para os quais a reutilizaÁ„o 
È imprÛpria ou n„o prevista. 
Grupo D ResÌduos 
Comuns 
ResÌduos que n„o apresentem risco 
biolÛgico, quÌmico ou radiolÛgico ‡ sa˙de ou 
ao meio ambiente, podendo ser equiparados 
aos resÌduos domiciliares. 
● Sobras de alimentos e do preparo de 
alimentos; resto alimentar de 
refeitÛrio; resÌduos provenientes das 
·reas administrativas; resÌduos de 
varriÁ„o, flores, podas e jardins; e 
resÌduos de gesso provenientes de 
assistÍncia ‡ sa˙de. 
22 
Grupo E ResÌduos 
Perfurocortantes 
Materiais perfurocortantes ou 
escarificastes, tais como: l‚minas de 
barbear, agulhas, escalpes, ampolas de 
vidro, brocas, limas endodÙnticas, pontas 
diamantadas, l‚minas de bisturi, lancetas; 
tubos capilares; micropipetas; l‚minas e 
lamÌnulas; esp·tulas; e todos os utensÌlios de 
vidro quebrados no laboratÛrio (pipetas, 
tubos de coleta sanguÌnea e placas de Petri) 
e outros similares. 
 
Fonte: CONAMA n° 358/2005 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
4. DADOS DO MUNICÕPIO 
4.1 DADOS GERAIS 
O municÌpio de Alto ParaÌso, localizado na regi„o Noroeste do Paran·, apresenta 
caracterÌsticas socioeconÙmicas e ambientais tÌpicas de um pequeno municÌpio do interior 
paranaense, com forte ligaÁ„o ao meio rural e base produtiva agropecu·ria. 
Do ponto de vista geogr·fico, Alto ParaÌso est· situado no Noroeste Paranaense, com ·rea 
territorial de 967,772 km² segundo as informaÁıes do IBGE mais recentes disponÌveis. 
Quanto ‡ populaÁ„o, conforme os resultados preliminares do Censo 2022 do IBGE, o 
municÌpio possui aproximadamente 3.055 habitantes. A densidade demogr·fica È baixa, 
com cerca de 3,16 habitantes por km², o que reflete a caracterÌstica rural predominante e 
a baixa concentraÁ„o populacional. 
No contexto fÌsico-ambiental, Alto ParaÌso integra a ·rea do bioma Mata Atl‚ntica, com 
relevo e clima compatÌveis com a porÁ„o noroestina do Estado do Paran·. 
Quanto aos indicadores socioeconÙmicos, o Õndice de Desenvolvimento Humano 
Municipal (IDHM) registrado para o municÌpio, de acordo com dados disponÌveis do 
Atlas do Desenvolvimento Humano, È de 0,678 (classificaÁ„o mÈdia). 
Em termos econÙmicos, o municÌpio possui uma economia local voltada principalmente 
‡s atividades agropecu·rias, serviÁos e pequena ind˙stria local, conforme o perfil tÌpico 
de municÌpios de porte reduzido no interior do estado. Estimativas mais recentes apontam 
para um PIB per capita na ordem de aproximadamente R$ 48,3 mil, valor abaixo da mÈdia 
estadual, mas representativo da estrutura econÙmica municipal. 
Dessa forma, Alto ParaÌso se caracteriza por um ambiente natural com predomin‚ncia 
rural, baixa densidade populacional, estrutura municipal que busca conciliar qualidade de 
vida com desenvolvimento local sustent·vel. 
 
A FIGURA 01 abaixo ilustra a localizaÁ„o do municÌpio. 
24 
FIGURA 01: Mapa de localizaÁ„o do municÌpio, aterro sanit·rio e unidade triagem de 
reciclados. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2026. 
4.2 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DE GESTÃO DE 
RESÕDUOS 
4.2.1 Coleta Seletiva 
No municÌpio, a coleta seletiva de resÌduos recicl·veis teve inÌcio no ano de 2010 e È 
realizada de forma integrada ‡ gest„o dos resÌduos sÛlidos urbanos, atendendo a ·rea 
urbana e os distritos conforme cronograma estabelecido pelo poder p˙blico municipal. 
 
A rotina de coleta ocorre de acordo com o tipo de resÌduo, da seguinte forma: 
• Segunda, quarta e sexta-feira: coleta de resÌduos org‚nicos e rejeitos; 
• TerÁa e quinta-feira: coleta de resÌduos recicl·veis; 
• Sexta-feira: coleta de galhadas. 
Nos distritos, a coleta segue o mesmo calend·rio adotado na sede do municÌpio. 
25 
Para a execuÁ„o do serviÁo de coleta seletiva, o municÌpio conta com 01 caminh„o 
Ford/Cargo 1119, ano de fabricaÁ„o 2018/2019, placa BCK-4J04, utilizado para a coleta 
e o transporte dos materiais recicl·veis, garantindo eficiÍncia operacional e seguranÁa no 
acondicionamento e deslocamento dos resÌduos atÈ a Unidade de Triagem. 
A Prefeitura Municipal disponibiliza caixas pl·sticas aos munÌcipes para a separaÁ„o 
prÈvia dos materiais recicl·veis, facilitando a identificaÁ„o, o acondicionamento 
adequado e a coleta dos resÌduos. 
A equipe respons·vel pela coleta e transporte dos materiais recicl·veis È composta por 
servidores municipais, sendo: 
• Motorista: Everaldo Agravato Palhares; 
• Coletores: Gilmar Murta da Silva e Joaquim Ribeiro. 
ApÛs a coleta, os materiais recicl·veis s„o encaminhados ‡ Unidade de Triagem de 
ResÌduos Recicl·veis, onde passam por processo de separaÁ„o e classificaÁ„o, 
possibilitando o reaproveitamento dos materiais e sua posterior destinaÁ„o ‡ 
comercializaÁ„o, contribuindo para a reduÁ„o do volume de resÌduos destinados ao aterro 
sanit·rio e para a geraÁ„o de benefÌcios sociais e econÙmicos. 
4.2.2 Unidade De Triagem de ResÌduos SÛlidos Urbanos 
A Unidade de Triagem de ResÌduos SÛlidos Urbanos (UTR) do municÌpio de Alto ParaÌso 
constitui-se em uma estrutura destinada ao recebimento, separaÁ„o e acondicionamento 
dos resÌduos recicl·veis provenientes da coleta seletiva municipal, abrangendo materiais 
como papel, papel„o, pl·sticos, metais e vidros, entre outros. 
Atualmente, o municÌpio n„o conta com associaÁ„o ou cooperativa formalmente 
constituÌda para a gest„o e operaÁ„o permanente da unidade. As atividades desenvolvidas 
no barrac„o ocorrem de forma pontual, com equipes de trabalho vari·veis, conforme a 
disponibilidade de pessoal, o que impossibilita a definiÁ„o de um n˙mero fixo de 
trabalhadores vinculados ‡s atividades de triagem. 
No ano de 2025, a Unidade de Triagem recebeu importantes investimentos em 
infraestrutura e aquisiÁ„o de equipamentos, com o objetivo de estruturar o barrac„o e 
preparar o municÌpio para a futura implantaÁ„o de uma associaÁ„o ou cooperativa de 
catadores. Entre os equipamentos adquiridos, destacam-se: 
• BalanÁa, destinada ‡ pesagem dos materiais recicl·veis recebidos e processados; 
• Prensa, utilizada para a compactaÁ„o dos materiais recicl·veis, facilitando o 
armazenamento e o transporte; 
• Empilhadeira, empregada no manuseio interno e na movimentaÁ„o dos fardos e 
materiais dentro do barrac„o. 
Essas melhorias representam um avanÁo significativo na organizaÁ„o do espaÁo fÌsico e 
na capacidade operacional da unidade, proporcionando melhores condiÁıes de trabalho, 
maior controle dos materiais processados e potencial aumento da eficiÍncia das atividades 
de triagem e acondicionamento dos resÌduos recicl·veis. 
Dessa forma, a Unidade de Triagem de Alto ParaÌso configura-se como uma estrutura em 
processo de fortalecimento, com base fÌsica e equipamentos adequados para, futuramente, 
26 
viabilizar a implantaÁ„o de uma associaÁ„o ou cooperativa de catadores, contribuindo 
para a melhoria da gest„o dos resÌduos sÛlidos, a reduÁ„o da destinaÁ„o ao aterro sanit·rio 
e o fortalecimento das aÁıes de reciclagem no municÌpio. 
A seguir, s„o apresentadas, de forma esquem·tica e ilustrativa, as etapas gerais do 
funcionamento de uma unidade de triagem de resÌduos recicl·veis (FIGURA 02). Ressalta￾se que, no municÌpio de Alto ParaÌso, o processo de triagem n„o conta com esteiras 
mecanizadas, sendo realizado predominantemente de forma manual, com apoio de 
equipamentos b·sicos para acondicionamento, pesagem e compactaÁ„o dos materiais 
recicl·veis. 
FIGURA 02: Funcionamento da Unidade de Triagem de Recicl·veis. 
Fonte: CORIPA. 
 
A FOTO 01 abaixo mostra a fachada da Unidade de Triagem de Recicl·veis. 
27 
FOTO 01: Vista da Unidade de Triagem de ResÌduos Recicl·veis de Alto ParaÌso/PR. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2025. 
4.2.3 Aterro Sanit·rio 
O aterro sanit·rio encontra-se atualmente em processo de encerramento, em raz„o da 
proximidade do tÈrmino da vida ˙til da ˙ltima vala em operaÁ„o, estimada em 
aproximadamente seis meses. Ao longo de sua operaÁ„o, foram abertas e utilizadas 05 
(cinco) valas para a disposiÁ„o final dos resÌduos sÛlidos urbanos. 
A vala atualmente em utilizaÁ„o possui dimensıes aproximadas de 45 metros de 
comprimento, 7 metros de largura e 6 metros de profundidade, sendo totalmente revestida 
com geomembrana com espessura de 1,50 mm, assegurando a impermeabilizaÁ„o da base 
e das laterais (FOTO 02). Ressalta-se que a vala n„o apresenta capacidade de expans„o, 
operando exclusivamente dentro das dimensıes originalmente projetadas. 
Cada vala do aterro apresenta vida ˙til estimada de aproximadamente 2 anos, 
considerando o volume disponÌvel e a taxa mÈdia de geraÁ„o de resÌduos do municÌpio. 
A vida ˙til remanescente total da ·rea do aterro È estimada em cerca de 6 meses, condiÁ„o 
que motivou o planejamento para implantaÁ„o de um novo aterro sanit·rio. Para tal, o 
municÌpio adquiriu uma nova ·rea, a qual se encontra em processo de formaÁ„o e 
obtenÁ„o das licenÁas ambientais necess·rias (FOTO 03). 
O aterro sanit·rio dispıe de lagoa de chorume destinada ao armazenamento e manejo do 
lÌquido percolado gerado durante as operaÁıes, com dimensıes aproximadas de 12 metros 
de comprimento, 6,5 metros de largura e 5,5 metros de profundidade, alÈm de fundo com 
10 metros de comprimento e 3 metros de largura (FOTO 04). 
28 
Quanto ‡ rotina operacional, o aterro sanit·rio funciona regularmente das 07h00 ‡s 17h00, 
perÌodo no qual s„o realizadas as atividades de recebimento, disposiÁ„o e manejo dos 
resÌduos sÛlidos urbanos. A cobertura dos resÌduos com solo n„o ocorre diariamente, 
sendo realizada duas vezes por semana, com aplicaÁ„o de uma camada de 
aproximadamente 40 cm de terra. Como medida complementar de controle sanit·rio, È 
adotado o uso de cal, aplicado semanalmente, especialmente com o objetivo de minimizar 
odores, vetores e riscos sanit·rios. 
O isolamento perimetral do aterro sanit·rio È composto por cerca convencional com 5 fios 
de arame liso, instalada em mourıes de eucalipto, garantindo a proteÁ„o fÌsica da ·rea e 
o controle de acesso. Como cerca viva (cortina arbÛrea) (FOTO 05), foi implantada a 
espÈcie eucalipto, contribuindo para o controle de ventos, reduÁ„o de poeira e melhoria 
da integraÁ„o paisagÌstica do empreendimento. 
A coleta dos resÌduos sÛlidos urbanos comuns, compostos por rejeitos e resÌduos 
org‚nicos, È realizada por meio de caminh„o compactador Ford Cargo 1317, placa 
AUC6293, ocorrendo ‡s segundas, quartas e sextas-feiras, sendo este mesmo calend·rio 
adotado para os distritos do municÌpio. 
 
FOTO 02: Vista aÈrea geral do aterro sanit·rio. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2025. 
 
29 
FOTO 03: Local onde ser· instalado o novo aterro sanit·rio. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2025. 
FOTO 04: Lagoa de Chorume. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2025. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
Fonte: Secretaria de Meio Ambiente, 2025. 
5. DIAGN”STICO DA SITUA«ÃO ATUAL DO MUNICÕPIO 
5.1 METODOLOGIA 
Atualmente, as principais fontes geradoras de resÌduos sÛlidos no municÌpio de Alto 
ParaÌso/PR s„o os domicÌlios, estabelecimentos comerciais e escolares, Ûrg„os p˙blicos, 
ind˙strias, serviÁos de sa˙de, postos de combustÌveis, lavadores, oficinas, metal˙rgicas, 
auto elÈtricas, obras de construÁ„o e reformas, alÈm dos resÌduos provenientes de podas 
e cortes de ·rvores. 
Os dados referentes ‡ coleta de resÌduos org‚nicos, rejeitos e recicl·veis foram fornecidos 
pela Prefeitura Municipal. A quantificaÁ„o dos demais tipos de resÌduos, especialmente 
aqueles oriundos de atividades geradoras de resÌduos perigosos e de serviÁos de sa˙de, 
foi obtida por meio de coleta direta de dados nos empreendimentos, utilizando 
formul·rios padronizados (ANEXO IV) e entrevistas com os propriet·rios ou respons·veis 
legais, uma vez que tais informaÁıes n„o poderiam ser estimadas exclusivamente a partir 
de dados secund·rios, conforme apresentado no ANEXO III. 
Na etapa inicial, realizou-se o mapeamento dos estabelecimentos respons·veis pela 
geraÁ„o de resÌduos sÛlidos no municÌpio, com o objetivo de dimensionar o n˙mero de 
unidades geradoras e subsidiar o planejamento da logÌstica necess·ria para a execuÁ„o do 
trabalho de campo. Posteriormente, foi conduzido o levantamento em campo pela equipe 
de Apoio ‡ Gest„o de ResÌduos SÛlidos do CORIPA, nos dias 13 e 14 de novembro, 
contemplando as principais atividades geradoras de resÌduos do municÌpio. AS FOTOS 06, 
 
FOTO 05: Cerca de Eucalipto. 
31 
07 e 08 ilustram as atividades de coleta de dados realizadas junto aos empreendimentos 
visitados.
FOTO 06: Levantamento de informaÁıes sobre a geraÁ„o e o gerenciamento de resÌduos em 
posto de combustÌveis do municÌpio de Alto ParaÌso/PR. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2025. 
32 
FOTO 07: AplicaÁ„o de formul·rio para diagnÛstico da geraÁ„o de resÌduos em 
estabelecimento farmacÍutico (farm·cia) no municÌpio de Alto ParaÌso/PR. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2025. 
33 
FOTO 08: Coleta de dados e entrevista tÈcnica realizada junto ‡ Secretaria Municipal de 
Meio Ambiente para levantamento de informaÁıes sobre o gerenciamento de resÌduos no 
municÌpio de Alto ParaÌso/PR. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2025. 
34 
5.2 GERA«ÃO DE RESÕDUOS NO MUNICÕPIO 
Os resÌduos domiciliares, principal objeto deste plano, s„o gerados em residÍncias, 
comÈrcios, escolas, Ûrg„os p˙blicos, ind˙strias e demais estabelecimentos do municÌpio. 
Eles podem ser classificados em trÍs categorias: resÌduos org‚nicos, constituÌdos por 
restos de frutas, verduras, alimentos em geral, borra de cafÈ, saquinhos de ch·, entre 
outros, com potencial de aproveitamento; rejeitos, que compreendem materiais sem 
possibilidade de reaproveitamento, como papel higiÍnico, guardanapos, panos de 
limpeza, fraldas descart·veis, absorventes, entre outros; e materiais recicl·veis, que 
incluem papÈis, papel„o, pl·sticos, metais, sucatas de ferro e aÁo, vidros, entre outros, 
passÌveis de retorno ‡ cadeia produtiva. 
ResÌduos de limpeza urbana s„o gerados durante todos os meses do ano. S„o originados 
a partir de podas e corte de ·rvores, quedas ou quebras de galhos devido a eventos naturais 
como chuvas e ventos fortes, limpeza de logradouros e coleta dos entulhos no municÌpio. 
No municÌpio, os ResÌduos da ConstruÁ„o Civil (RCC) s„o gerados a partir de atividades 
de construÁ„o, reforma, ampliaÁ„o, demoliÁ„o e manutenÁ„o de edificaÁıes residenciais, 
comerciais e institucionais, bem como de obras de infraestrutura urbana e rural. A geraÁ„o 
ocorre de forma contÌnua, acompanhando o ritmo das atividades construtivas locais. 
Predominam no municÌpio pequenos volumes de ResÌduos da ConstruÁ„o Civil, gerados 
principalmente por reformas residenciais, construÁıes de pequeno porte, serviÁos de 
manutenÁ„o e pela execuÁ„o de obras p˙blicas, como manutenÁ„o de vias e recuperaÁ„o 
de estradas rurais, variando conforme o tipo e a dimens„o das intervenÁıes realizadas. 
TambÈm ocorre no municÌpio a geraÁ„o de resÌduos volumosos, principalmente mÛveis 
inservÌveis, sof·s e colchıes descartados pela populaÁ„o, em decorrÍncia da substituiÁ„o 
de mobili·rio e do desgaste natural desses materiais. 
Os pneus inservÌveis s„o gerados a partir das trocas de pneus da frota de veÌculos da 
prefeitura, do descarte irregular realizado pela populaÁ„o em terrenos baldios e estradas, 
bem como daqueles provenientes das borracharias do municÌpio. 
Os resÌduos perigosos gerados no municÌpio possuem diferentes origens e caracterÌsticas. 
Entre eles, destacam-se os resÌduos industriais, metal˙rgicas e de outros segmentos 
produtivos. Embora tais ind˙strias tenham sido diagnosticadas, a coleta de seus resÌduos 
n„o est· contemplada neste plano, uma vez que o gerenciamento È de responsabilidade 
direta dos geradores, devendo ser realizado por meio do respectivo Plano de 
Gerenciamento de ResÌduos SÛlidos (PGRS) de cada empreendimento. 
Outra fonte significativa de resÌduos perigosos est· relacionada aos postos de 
combustÌveis, oficinas mec‚nicas, empresas de autopeÁas e serviÁos de lavagem veicular. 
Assim como no caso das ind˙strias, a coleta desses resÌduos tambÈm n„o integra este 
plano, visto que o manejo compete diretamente aos geradores, em conformidade com seus 
PGRS e por meio das pr·ticas de logÌstica reversa. 
Destaca-se, ainda, o Ûleo de cozinha usado, cuja geraÁ„o ocorre em todos os municÌpios 
brasileiros. O descarte incorreto desse resÌduo em pias e ralos pode ocasionar sÈrios danos 
ambientais, como a impermeabilizaÁ„o e contaminaÁ„o do solo, o entupimento das redes 
de esgoto e a poluiÁ„o dos lenÁÛis fre·ticos (DEFESA CIVIL-PR, 2017). Devido ‡ sua 
elevada carga poluidora, deve ser classificado como resÌduo perigoso, considerando que 
apenas um litro de Ûleo de cozinha tem potencial para contaminar atÈ 20 mil litros de ·gua 
(SEDEST, 2021). 
Por fim, os resÌduos de serviÁos de sa˙de (RSS) tambÈm representam uma fraÁ„o 
relevante dos resÌduos perigosos no municÌpio, sendo gerados em hospitais, postos de 
35 
sa˙de, clÌnicas odontolÛgicas e veterin·rias, farm·cias, est˙dios de tatuagem e demais 
estabelecimentos da ·rea da sa˙de. O gerenciamento desses resÌduos È de 
responsabilidade direta dos geradores, abrangendo todas as etapas desde a geraÁ„o atÈ a 
disposiÁ„o final, conforme estabelecido nos Planos de Gerenciamento de ResÌduos de 
ServiÁos de Sa˙de (PGRSS). Esse processo deve atender integralmente aos requisitos 
ambientais, de sa˙de p˙blica e ocupacional previstos na nº 222/2018 – Regulamenta as 
Boas Pr·ticas de Gerenciamento dos ResÌduos de ServiÁos de Sa˙de e na ResoluÁ„o 
CONAMA nº 358/2005. 
5.3 VOLUME DE RESÕDUOS DOMICILIARES GERADOS NO 
MUNICÕPIO E DISTRITOS (KG) 
De acordo com o levantamento realizado acerca dos resÌduos sÛlidos urbanos gerados no 
territÛrio municipal de Alto ParaÌso, bem como dos resÌduos provenientes de 
estabelecimentos geradores de resÌduos perigosos e de sa˙de, foi possÌvel identificar e 
estimar as quantidades e classes de resÌduos produzidos mensalmente no municÌpio, 
conforme exemplificado na TABELA 04 e na FIGURA 03. 
O municÌpio n„o dispıe de sistema de pesagem di·ria para o rejeito destinado ao aterro 
sanit·rio. Dessa forma, os dados referentes a essa fraÁ„o foram obtidos por meio de 
estimativas, considerando a realidade local. 
No caso dos materiais recicl·veis, os valores s„o mais consistentes, pois foram baseados 
nas notas fiscais de venda emitidas mensalmente pela unidade de triagem, o que garante 
maior precis„o aos n˙meros apresentados. 
J· para os resÌduos de construÁ„o civil (RCC), resÌduos de poda, corte e varriÁ„o, n„o h· 
registros sistematizados de pesagem. Assim, o c·lculo foi realizado com base em 
estimativas tÈcnicas e em informaÁıes fornecidas pela administraÁ„o municipal. 
Quanto aos pneus inservÌveis, alÈm dos gerados pelo prÛprio municÌpio, tambÈm foi 
considerada a quantidade proveniente dos munÌcipes, uma vez que Alto ParaÌso realiza o 
recolhimento desse material junto ‡ populaÁ„o. A estimativa mensal foi definida a partir 
dos volumes informados pela empresa terceirizada respons·vel pela coleta 
(Reciclanip/Xibiu), permitindo a obtenÁ„o de uma mÈdia representativa para fins deste 
Plano. 
Em sÌntese, os dados apresentados refletem uma combinaÁ„o entre informaÁıes 
documentadas (como as notas de venda de recicl·veis) e valores estimados com base em 
referÍncias tÈcnicas e dados de campo, buscando retratar com maior fidelidade possÌvel a 
geraÁ„o de resÌduos no municÌpio. 
TABELA 04 – QuantificaÁ„o mensal de resÌduos gerados no municÌpio de Alto ParaÌso/PR. 
TIPO DE RESÕDUO QUANT. MENSAL(Kg) DESTINA«ÃO ATUAL 
ResÌduos Domiciliares (Org‚nico 
e Rejeito) 43.500 Aterro Sanit·rio 
36 
ResÌduos Recicl·veis Segregados 5.400,00 Unidade de Triagem 
ResÌduos de ConstruÁ„o Civil 10.000,00 £rea de Bota Fora 
ResÌduos de 
Poda/Corte/VarriÁ„o 
500,00 £rea de Bota Fora 
Pneus 500,00 Barrac„o 
ResÌduos Perigosos 447,50 Coleta e destinaÁ„o final 
ambientalmente correta 
ResÌduos de Sa˙de 187,00 Coleta e destinaÁ„o final 
ambientalmente correta 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos e Secretaria de Meio Ambiente, 2026. 
 
37 
FIGURA 03: Quantidade mensal de resÌduos produzidos no municÌpio. 
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2026. 
32%
59%
3%
3%
2% 1%
QUANTIDADE MENSAL DE RESÕDUOS S”LIDOS 
GERADOS NO MUNICÕPIO DE ALTO PARAÕSO 
ResÌduos Recicl·veis Segregados ResÌduos de ConstruÁ„o Civil
ResÌduos de Poda/Corte/VarriÁ„o Pneus
ResÌduos Perigosos ResÌduos de Sa˙de
38 
5.4 SEGREGA«ÃO E ACONDICIONAMENTO 
A segregaÁ„o e o acondicionamento dos resÌduos sÛlidos no municÌpio de Alto ParaÌso 
s„o realizados conforme o tipo de resÌduo gerado, sendo responsabilidade dos geradores 
e, em alguns casos, executados diretamente pelo poder p˙blico municipal, de acordo com 
a natureza e as caracterÌsticas dos resÌduos. 
ResÌduos industriais, perigosos e resÌduos de sa˙de s„o atualmente segregados e 
acondicionados dentro dos prÛprios estabelecimentos em local especÌfico atÈ serem 
coletados e transportados por empresas especializadas na coleta e destinaÁ„o final 
ambientalmente correta. 
Os resÌduos provenientes de poda e corte de ·rvores s„o segregados no momento da 
coleta e encaminhados para o viveiro municipal, onde passam por trituraÁ„o. O material 
resultante permanece acondicionado no prÛprio viveiro, sendo utilizado internamente ou 
disponibilizado a produtores locais mediante solicitaÁ„o. 
Os resÌduos volumosos, como mÛveis inservÌveis, sof·s e colchıes, s„o segregados pela 
populaÁ„o e recolhidos semanalmente pela prefeitura. Esses resÌduos s„o acondicionados 
em espaÁo especÌfico disponibilizado pelo municÌpio, aguardando definiÁ„o de destinaÁ„o 
ambientalmente adequada. 
Os resÌduos da construÁ„o civil (RCC) s„o segregados pelos geradores e coletados pelo 
municÌpio, sendo acondicionados em local especÌfico destinado a esse tipo de resÌduo. O 
material permanece armazenado de forma separada, possibilitando sua reutilizaÁ„o 
conforme a necessidade, especialmente em aÁıes de contenÁ„o de processos erosivos e 
manutenÁ„o de ·reas degradadas. 
As l‚mpadas fluorescentes geradas no municÌpio s„o segregadas e acondicionadas em 
caixas pl·sticas apropriadas, mantidas na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde 
permanecem armazenadas de forma segura atÈ a coleta pela empresa respons·vel, no 
‚mbito do sistema de logÌstica reversa. 
 
As pilhas e baterias provenientes da populaÁ„o s„o segregadas e acondicionadas em 
coletores especÌficos disponibilizados em pontos estratÈgicos do municÌpio, 
permanecendo armazenadas de forma adequada atÈ que seja definida a etapa subsequente 
de gerenciamento. 
Os resÌduos eletroeletrÙnicos s„o segregados pela populaÁ„o e acondicionados em 
barrac„o da prefeitura municipal. Eventualmente, s„o realizadas campanhas especÌficas 
de recolhimento para concentrar esse tipo de resÌduo, garantindo seu armazenamento 
separado dos demais fluxos. 
Os pneus inservÌveis s„o segregados no momento do descarte e coletados pela prefeitura, 
sendo posteriormente acondicionados em barrac„o da prefeitura municipal, em local 
coberto e adequado, permanecendo armazenados de forma separada dos demais resÌduos.
Os materiais recicl·veis tambÈm s„o segregados e acondicionados em sacolas ou caixas 
de papel„o, por parte da populaÁ„o. Os resÌduos, s„o acondicionados nas lixeiras 
domÈsticas atÈ o momento da coleta. 
 
39 
5.5 COLETA E TRANSPORTE 
A coleta e o transporte dos resÌduos sÛlidos no municÌpio de Alto ParaÌso ocorrem de 
forma diferenciada, conforme a tipologia dos resÌduos gerados, sendo executados 
predominantemente pelo serviÁo municipal. 
Os resÌduos domiciliares, compostos por resÌduos org‚nicos, rejeitos e recicl·veis, s„o 
coletados pelo serviÁo municipal de segunda a sexta-feira. A rotina da coleta ocorre com 
a coleta de resÌduos org‚nicos e rejeitos ‡s segundas, quartas e sextas-feiras, a coleta de 
resÌduos recicl·veis ‡s terÁas e quintas-feiras, e a coleta de galhadas e resÌduos 
provenientes de poda ‡s sextas-feiras. 
Os resÌduos de poda e corte de ·rvores s„o recolhidos pela prefeitura municipal, 
triturados e acondicionados no viveiro municipal, onde s„o reutilizados em atividades 
internas e, quando solicitado, disponibilizados a produtores locais. 
Os ResÌduos da ConstruÁ„o Civil (RCC), gerados principalmente por pequenos geradores, 
s„o coletados pelo serviÁo municipal e transportados atÈ local especÌfico disponibilizado 
pelo municÌpio, onde permanecem armazenados de forma segregada, possibilitando sua 
reutilizaÁ„o quando necess·rio, especialmente em aÁıes de manutenÁ„o de vias e 
contenÁ„o de processos erosivos. 
A coleta e o transporte dos resÌduos volumosos, como mÛveis inservÌveis, colchıes e 
sof·s, s„o realizados semanalmente pela prefeitura, conforme demanda da populaÁ„o, 
sendo encaminhados para espaÁo especÌfico disponibilizado pelo municÌpio para seu 
acondicionamento tempor·rio. 
Os resÌduos perigosos, industriais e de serviÁos de sa˙de n„o s„o coletados pelo 
municÌpio, sendo a coleta e o transporte de responsabilidade direta dos respectivos 
geradores, por meio da contrataÁ„o de empresas especializadas, em conformidade com a 
legislaÁ„o ambiental vigente.
5.6 ARMAZENAMENTO TEMPOR£RIO 
O armazenamento tempor·rio dos resÌduos sÛlidos no municÌpio de Alto ParaÌso ocorre 
de forma diferenciada, conforme a tipologia dos resÌduos gerados e a estrutura disponÌvel 
no municÌpio, respeitando as caracterÌsticas e os riscos associados a cada tipo de resÌduo. 
Os resÌduos domiciliares permanecem acondicionados nas residÍncias atÈ o momento da 
coleta pelo serviÁo municipal. Os resÌduos recicl·veis, apÛs a coleta seletiva, s„o 
armazenados temporariamente no barrac„o de triagem de recicl·veis (FOTO 09), onde 
permanecem segregados atÈ a definiÁ„o da etapa subsequente de gerenciamento. 
Os resÌduos provenientes da limpeza urbana, incluindo varriÁ„o, capina e poda, bem 
como os ResÌduos da ConstruÁ„o Civil (RCC), s„o armazenados temporariamente em 
·rea especÌfica do municÌpio destinada ao recebimento desses materiais. No caso dos 
resÌduos de poda, apÛs a coleta, o material È triturado e acondicionado no viveiro 
municipal, onde permanece armazenado para reutilizaÁ„o em atividades internas e 
atendimento a demandas locais. 
Os ResÌduos da ConstruÁ„o Civil permanecem armazenados de forma segregada em local 
especÌfico disponibilizado pelo municÌpio, possibilitando sua utilizaÁ„o conforme a 
necessidade, especialmente em aÁıes de manutenÁ„o de vias e contenÁ„o de processos 
erosivos. 
40 
Os resÌduos volumosos, como mÛveis inservÌveis, colchıes e sof·s, s„o armazenados 
temporariamente em espaÁo especÌfico disponibilizado pelo municÌpio, aguardando 
definiÁ„o de destinaÁ„o ambientalmente adequada. 
As l‚mpadas fluorescentes s„o armazenadas temporariamente na Secretaria Municipal 
de Meio Ambiente, acondicionadas em caixas pl·sticas apropriadas, permanecendo sob 
controle do municÌpio atÈ a retirada pela empresa respons·vel no ‚mbito do sistema de 
logÌstica reversa. 
As pilhas e baterias provenientes da populaÁ„o permanecem armazenadas em coletores 
especÌficos disponibilizados em pontos estratÈgicos do municÌpio, onde ficam 
acondicionadas de forma adequada atÈ a definiÁ„o das etapas seguintes de gerenciamento. 
Os resÌduos eletroeletrÙnicos s„o armazenados temporariamente em barrac„o da 
prefeitura municipal, permanecendo segregados dos demais resÌduos atÈ a realizaÁ„o de 
campanhas especÌficas de recolhimento ou retirada por parceiros autorizados. 
Os pneus inservÌveis s„o armazenados temporariamente em barrac„o da prefeitura 
municipal (FOTO 10), em local coberto e adequado, permanecendo acondicionados de 
forma separada atÈ sua retirada pelo sistema de logÌstica reversa. 
Os resÌduos perigosos, industriais e de serviÁos de sa˙de permanecem armazenados 
temporariamente nos prÛprios estabelecimentos geradores, em locais apropriados e 
conforme normas especÌficas, sendo o seu armazenamento de responsabilidade direta dos 
respectivos geradores. 
 
FOTO 09: Barrac„o de Triagem de Reciclado.
Fonte: Apoio TÈcnico ResÌduos SÛlidos, 2025. 
 
41 
FOTO 10: Local de armazenamento de pneus. 
Fonte: Secretaria de meio ambiente,2025. 
5.7 DESTINA«ÃO FINAL 
Conforme descrito nas etapas anteriores, cada tipo de material possui um procedimento 
especÌfico de coleta, acondicionamento e destinaÁ„o, contando com empresas ou 
parcerias respons·veis pelo recolhimento. 
Exemplos disso s„o os pneus, pilhas e baterias, eletrÙnicos, resÌduos de sa˙de, industriais 
e perigosos que seguem fluxos prÛprios de armazenamento tempor·rio e posterior retirada 
por empresas especializadas. 
Os materiais recicl·veis, como papel, papel„o, pl·sticos, vidros e metais, apÛs a coleta e 
triagem, s„o comercializados para empresas especializadas na sua recuperaÁ„o, gerando 
retorno econÙmico e contribuindo para a cadeia da reciclagem. As l‚mpadas, por sua vez, 
seguem fluxo diferenciado, em conformidade com a logÌstica reversa prevista em 
legislaÁ„o especÌfica, garantindo a destinaÁ„o ambientalmente adequada. 
J· os resÌduos domiciliares, compostos principalmente por fraÁ„o org‚nica e rejeitos, s„o 
encaminhados diretamente para o aterro sanit·rio licenciado. Nesse local, o manejo 
adequado contribui para a reduÁ„o de riscos ‡ sa˙de p˙blica e ao meio ambiente. 
Durante a decomposiÁ„o da matÈria org‚nica presente nesses resÌduos, È gerado o 
chorume, que se soma ‡ ·gua da chuva que incide sobre as valas. Esse lÌquido È 
devidamente canalizado para uma lagoa de chorume/efluentes, construÌda com 
geomembrana impermeabilizante, cercamento de proteÁ„o e dimensionada para garantir 
a contenÁ„o e o manejo seguro do efluente. O chorume permanece armazenado nessa 
estrutura e, quando necess·rio, È recirculado para as valas por meio de sistema de 
motobomba. Esse procedimento auxilia na aceleraÁ„o da decomposiÁ„o da matÈria 
42 
org‚nica, reduz o volume de resÌduos e otimiza o processo de estabilizaÁ„o da massa 
aterrada. 
AlÈm disso, o aterro conta com sistema de drenagem especÌfico para captaÁ„o dos 
percolados, evitando o risco de infiltraÁ„o no solo e de contaminaÁ„o do lenÁol fre·tico. 
O monitoramento periÛdico da lagoa e do sistema de recirculaÁ„o garante maior eficiÍncia 
operacional e seguranÁa ambiental, assegurando que todo o processo ocorra de forma 
controlada e sustent·vel. 
6. AN£LISE DA SITUA«ÃO ATUAL 
Durante o levantamento de informaÁıes junto ‡s atividades comerciais e de serviÁos do 
municÌpio de Alto ParaÌso, constatou-se um cen·rio heterogÍneo quanto ao 
gerenciamento e ‡ destinaÁ„o dos resÌduos perigosos, de serviÁos de sa˙de e resÌduos 
especiais. Verificou-se que postos de combustÌveis e farm·cias, em sua maioria, 
encontram-se regularizados, contando com empresas terceirizadas e licenciadas para a 
coleta e destinaÁ„o final ambientalmente adequada desses resÌduos. 
Em contrapartida, observou-se que os demais estabelecimentos comerciais, com destaque 
para oficinas mec‚nicas e estabelecimentos de troca de Ûleo, encontram-se 
majoritariamente em situaÁ„o irregular, n„o possuindo contratos formais com empresas 
especializadas para o gerenciamento de resÌduos perigosos, como Ûleo lubrificante usado, 
estopas contaminadas, filtros e embalagens contaminadas. 
As padarias destacam-se como grandes geradoras de Ûleo vegetal de cozinha, entretanto, 
verificou-se que n„o possuem destinaÁ„o ambientalmente adequada para esse resÌduo, 
indicando a ocorrÍncia de descarte irregular. 
No que se refere aos laboratÛrios e clÌnicas odontolÛgicas, o levantamento realizado teve 
car·ter pontual, em raz„o do pequeno porte do municÌpio. Foi possÌvel avaliar apenas um 
laboratÛrio, o qual apresentou comprovaÁ„o de destinaÁ„o adequada dos resÌduos de 
serviÁos de sa˙de, por meio de notas e registros de destinaÁ„o, em conformidade com a 
legislaÁ„o vigente. Quanto ‡ clÌnica odontolÛgica identificada no municÌpio, n„o foi 
possÌvel realizar a verificaÁ„o in loco, uma vez que o estabelecimento se encontrava 
fechado no perÌodo da visita tÈcnica, havendo indÌcios de que o mesmo possivelmente 
n„o estivesse mais em funcionamento. 
As casas agropecu·rias tambÈm geram resÌduos classificados como resÌduos de sa˙de, 
tais como medicamentos vencidos e materiais perfurocortantes (agulhas), porÈm foi 
constatado que a destinaÁ„o desses resÌduos ocorre de forma inadequada, sem sistema 
formal de coleta, tratamento e disposiÁ„o final ambientalmente correta. 
Por outro lado, as auto elÈtricas realizam a logÌstica reversa de baterias automotivas, 
encaminhando esses resÌduos ‡s prÛprias marcas fabricantes ou distribuidores, conforme 
previsto na PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos. 
Diante desse cen·rio, foram prestadas orientaÁıes tÈcnicas aos respons·veis pelos 
estabelecimentos quanto ‡ correta segregaÁ„o, acondicionamento e destinaÁ„o dos 
resÌduos, bem como indicadas alternativas para a regularizaÁ„o, por meio da contrataÁ„o 
de empresas devidamente licenciadas, conforme a legislaÁ„o ambiental vigente. 
No tocante aos pneus inservÌveis, embora a legislaÁ„o atribua ao gerador a 
responsabilidade pela destinaÁ„o adequada, o municÌpio assumiu a funÁ„o de realizar a 
armazenamento tempor·rio atÈ o recolhimento pela empresa terceirizada (Reciclanip). 
43 
Essa medida visa evitar o descarte incorreto pela populaÁ„o, prevenindo impactos 
ambientais e de sa˙de p˙blica. 
Outro ponto crÌtico identificado durante o diagnÛstico refere-se ‡ organizaÁ„o e ao 
funcionamento da Unidade de Triagem de ResÌduos Recicl·veis do municÌpio. Embora o 
municÌpio disponha de estrutura fÌsica para a realizaÁ„o da triagem, incluindo 
equipamentos como balanÁa, prensa e empilhadeira, verificou-se que a unidade ainda n„o 
possui uma associaÁ„o ou cooperativa formalmente estruturada para a gest„o permanente 
das atividades. Atualmente, os trabalhos de triagem ocorrem de forma espor·dica, 
dependendo da disponibilidade de servidores ou trabalhadores tempor·rios, o que 
compromete a continuidade das operaÁıes e reduz a eficiÍncia do processo de separaÁ„o 
dos materiais recicl·veis. 
A ausÍncia de uma organizaÁ„o formal de catadores resulta em diversas limitaÁıes 
operacionais, como a baixa capacidade de processamento dos materiais coletados, 
dificuldades na comercializaÁ„o dos recicl·veis e falta de controle sistem·tico dos 
volumes efetivamente recuperados. Como consequÍncia, parte significativa dos materiais 
potencialmente recicl·veis acaba sendo encaminhada ao aterro sanit·rio juntamente com 
os rejeitos, ocasionando perda de recursos econÙmicos e reduÁ„o da vida ˙til da ·rea de 
disposiÁ„o final. 
AlÈm disso, a inexistÍncia de uma associaÁ„o estruturada dificulta o acesso a programas 
de incentivo, convÍnios e polÌticas p˙blicas voltadas ao fortalecimento da coleta seletiva 
e da inclus„o social de catadores de materiais recicl·veis. Essa situaÁ„o evidencia a 
necessidade de apoio institucional do poder p˙blico municipal para promover a 
organizaÁ„o dos trabalhadores envolvidos na triagem, oferecendo capacitaÁ„o, suporte 
administrativo e estÌmulo ‡ formalizaÁ„o de uma associaÁ„o ou cooperativa. 
Dessa forma, a estrutura atualmente existente no municÌpio representa um potencial 
importante para o fortalecimento da coleta seletiva, porÈm ainda carece de organizaÁ„o 
institucional e operacional para alcanÁar resultados mais expressivos na recuperaÁ„o de 
materiais recicl·veis e na reduÁ„o do volume de resÌduos destinados ao aterro sanit·rio. 
 
6.1 CUSTOS DAS ATIVIDADES DE GERENCIAMENTO DE 
RESÕDUOS S”LIDOS 
O gerenciamento dos resÌduos sÛlidos urbanos no municÌpio demanda recursos 
financeiros destinados ‡ manutenÁ„o da operaÁ„o dos serviÁos de coleta, limpeza urbana 
e apoio ‡s atividades de disposiÁ„o final. As despesas relacionadas a essas atividades 
envolvem principalmente custos com m„o de obra, combustÌvel, manutenÁ„o de 
equipamentos e suporte operacional. 
Com base nos dados disponÌveis, o custo mensal estimado para a operaÁ„o do 
gerenciamento dos resÌduos sÛlidos urbanos no municÌpio È de R$ 46.010,00, 
correspondente aos gastos necess·rios para assegurar a continuidade e o funcionamento 
adequado dos serviÁos prestados. Esse valor resulta em um custo anual aproximado de R$ 
552.120,00, considerando a manutenÁ„o das despesas ao longo do ano. 
7. PROPOSTA DE GERENCIAMENTO DE RESÕDUOS S”LIDOS URBANOS 
44 
7.1 DIRETRIZES PARA IMPLEMENTA«ÃO DO PLANO 
Este item tem como objetivo apresentar os procedimentos necess·rios para o correto 
manejo dos resÌduos no municÌpio, bem como propor melhorias que contribuam para a 
eficiÍncia da sua implementaÁ„o. 
Com o objetivo de aprimorar a precis„o na quantificaÁ„o dos resÌduos sÛlidos gerados no 
municÌpio, recomenda-se a inclus„o, na tabela orÁament·ria municipal, da aquisiÁ„o de 
uma balanÁa rodovi·ria (balanÁ„o), destinada ‡ pesagem sistem·tica dos rejeitos 
encaminhados ao aterro sanit·rio, possibilitando maior controle operacional, 
confiabilidade dos dados e suporte ‡ tomada de decis„o no ‚mbito da gest„o de resÌduos 
sÛlidos. 
No que se refere ‡ geraÁ„o de resÌduos industriais, perigosos e de serviÁos de sa˙de, 
recomenda-se que o municÌpio elabore, implemente e mantenha atualizado um cadastro 
detalhado de todos os estabelecimentos geradores desses resÌduos em seu territÛrio, tais 
como oficinas mec‚nicas, ind˙strias tÍxteis, clÌnicas, laboratÛrios, postos e unidades de 
sa˙de, farm·cias, prestadores de serviÁos veterin·rios, casas agropecu·rias, bem como 
grandes geradores de ResÌduos da ConstruÁ„o Civil (RCC). 
Esse cadastro constitui ferramenta fundamental para subsidiar aÁıes de planejamento, 
monitoramento e fiscalizaÁ„o do gerenciamento desses resÌduos. Como medida 
complementar, recomenda-se que o municÌpio exija dos estabelecimentos geradores a 
apresentaÁ„o periÛdica das notas fiscais, manifestos ou comprovantes de destinaÁ„o final, 
comprovando o encaminhamento dos resÌduos a empresas devidamente licenciadas pelo 
Instituto £gua e Terra (IAT) ou Ûrg„o ambiental competente para a realizaÁ„o dessas 
atividades, em conformidade com a legislaÁ„o ambiental vigente. 
 
Posteriormente, a administraÁ„o municipal, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, 
dever· promover aÁıes de orientaÁ„o, sensibilizaÁ„o e pactuaÁ„o junto aos respons·veis 
por esses empreendimentos, de modo que tenham plena ciÍncia de suas responsabilidades 
legais e providenciem a contrataÁ„o de empresas licenciadas para a coleta, transporte e 
destinaÁ„o ambientalmente adequada de seus resÌduos. Ressaltase que a Lei nº 
12.305/2010 (PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos) e normas correlatas estabelecem o 
princÌpio da responsabilidade compartilhada, cabendo ao gerador adotar medidas que 
assegurem a destinaÁ„o correta. 
Recomenda-se ao municÌpio a implantaÁ„o de programas de compostagem para o 
tratamento dos resÌduos org‚nicos, utilizando diferentes modelos conforme a realidade 
local. A iniciativa pode ser viabilizada por meio de convÍnios com instituiÁıes 
financiadoras e Ûrg„os de fomento, possibilitando a captaÁ„o de recursos externos para 
infraestrutura e capacitaÁ„o tÈcnica. 
Outro fator fundamental para a eficiÍncia da gest„o de resÌduos sÛlidos È a implementaÁ„o 
da cobranÁa de taxas ou tarifas relativas ‡ prestaÁ„o dos serviÁos de limpeza urbana e de 
manejo de resÌduos sÛlidos urbanos, comumente chamada de <Taxa do Lixo=. A 
obrigatoriedade dessa cobranÁa foi reforÁada pela Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho 
de 2020, que atualizou o Marco Legal do Saneamento B·sico e determinou que os 
municÌpios devem instituir mecanismos de remuneraÁ„o que assegurem a 
sustentabilidade econÙmico-financeira dos serviÁos p˙blicos de limpeza urbana e manejo 
de resÌduos sÛlidos. Essa disposiÁ„o est· em conson‚ncia com a Lei Federal nº 11.445, 
de 05 de janeiro de 2007, que, em seu art. 29, inciso II, estabelece que a cobranÁa pelos 
45 
serviÁos de saneamento b·sico deve garantir sua sustentabilidade econÙmica e financeira. 
A referida lei È regulamentada pelo Decreto Federal nº 7.217, de 21 de junho de 2010, 
cujo art. 14 detalha as formas de cobranÁa e a necessidade de vinculaÁ„o entre a taxa e o 
custo efetivo da prestaÁ„o do serviÁo. 
O modelo de cobranÁa pode considerar critÈrios como: 
● Quantidade de resÌduos efetivamente gerados; 
● NÌvel de renda da populaÁ„o atendida; 
● DestinaÁ„o final ambientalmente adequada dos resÌduos. 
● Esse instrumento tem dupla finalidade: 
● GeraÁ„o de receita para custear a prÛpria operaÁ„o do sistema municipal de limpeza 
urbana e manejo de resÌduos sÛlidos, reduzindo a dependÍncia exclusiva de recursos 
do orÁamento p˙blico; 
● ConscientizaÁ„o da populaÁ„o, reforÁando o princÌpio da responsabilidade 
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, conforme previsto na Lei nº 
12.305/2010 (PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos). 
Importante destacar que a cobranÁa incide sobre os resÌduos que s„o destinados ao aterro 
sanit·rio, e n„o sobre os materiais recicl·veis, o que pode atuar como mecanismo indutor 
da coleta seletiva, estimulando os cidad„os a separar adequadamente seus resÌduos. 
Entretanto, para que a medida seja eficaz, È indispens·vel a implementaÁ„o de aÁıes de 
fiscalizaÁ„o, de modo a coibir pr·ticas de descarte irregular ou clandestino, que podem 
ocorrer como tentativa de evas„o da taxa. Ademais, È essencial fortalecer as aÁıes de 
educaÁ„o ambiental no municÌpio, com foco na sensibilizaÁ„o e mudanÁa de 
comportamento da populaÁ„o em relaÁ„o ‡ coleta seletiva. O objetivo È assegurar a 
separaÁ„o efetiva dos resÌduos recicl·veis na fonte geradora, evitando que materiais com 
potencial de reaproveitamento sejam descartados incorretamente no aterro e garantindo 
maior eficiÍncia econÙmica ‡ associaÁ„o de recicladores. 
Para a concretizaÁ„o das metas previstas neste Plano, È imprescindÌvel a realizaÁ„o de 
programas de capacitaÁ„o tÈcnica continuada, por meio de treinamentos, cursos e oficinas 
voltados aos profissionais envolvidos na gest„o de resÌduos sÛlidos, bem como aos grupos 
interessados na tem·tica. AlÈm disso, devem ser implementadas pr·ticas permanentes de 
educaÁ„o ambiental, com envolvimento direto da comunidade, em conformidade com o 
disposto no art. 19, incisos IX, X e XI da Lei nº 12.305/2010 (PolÌtica Nacional de 
ResÌduos SÛlidos), que estabelece a import‚ncia da mobilizaÁ„o social e da formaÁ„o para 
o desenvolvimento de sistemas sustent·veis de gest„o de resÌduos. 
46 
7.2 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 
O gerenciamento eficaz dos resÌduos sÛlidos urbanos exige o envolvimento de todos os 
setores respons·veis, que devem atuar de forma integrada para garantir o cumprimento 
das aÁıes necess·rias. Isso inclui a promoÁ„o de treinamentos educativos voltados ‡ 
implementaÁ„o e disseminaÁ„o de boas pr·ticas de manejo de resÌduos, bem como a 
conscientizaÁ„o e o engajamento das equipes na observ‚ncia das normas estabelecidas, 
em conformidade com a legislaÁ„o vigente. A populaÁ„o tambÈm desempenha um papel 
fundamental, sendo correspons·vel pelos resÌduos que gera. Para isso, È essencial que 
sejam realizadas aÁıes educativas pelo setor competente, com o objetivo de sensibilizar 
e estimular a colaboraÁ„o de todos. A FIGURA a seguir apresenta a estrutura municipal: 
FIGURA 03: Estrutura organizacional do municÌpio para gerenciamento dos resÌduos 
sÛlidos urbanos. 
Fonte: Coripa, 2025. 
PREFEITURA 
MUNICIPAL
SECRETARIA DE 
MEIO AMBIENTE 
E DEMAIS 
SECRETARIAS 
ENVOLVIDAS
RESPONS£VEL 
T…CNICO PELO 
ATERRO MOTORISTAS COLETORES ASSOCIA«ÃO
/COOPERATIVA POPULA«ÃO
47 
7.3 DIRETRIZES DE GERENCIAMENTO DE £REAS DE 
DEP”SITO DE ENTULHOS DA CONSTRU«ÃO CIVIL E 
RESÕDUOS DE LIMPEZA URBANA (GALHOS DE PODAS E 
RESÕDUOS DE VARRI«ÃO) 
A gest„o dos resÌduos da construÁ„o civil e demoliÁ„o deve seguir a ordem de prioridade 
estabelecida pela ResoluÁ„o CONAMA nº 307/2002, art. 4º: n„o geraÁ„o, reduÁ„o, 
reutilizaÁ„o, reciclagem, tratamento e disposiÁ„o final ambientalmente adequada dos 
rejeitos. 
O municÌpio dever· dispor uma ·rea devidamente licenciada para depÛsito de entulhos e 
resÌduos de limpeza urbana, apta ao recebimento, triagem e armazenamento tempor·rio 
de pequenos volumes, conforme o porte urbano local (art. 6º, II, CONAMA 307/2002). 
O local deve receber apenas resÌduos segregados de pequenos geradores, cabendo ao
municÌpio o gerenciamento apÛs o recebimento (ABNT NBR 15112/2004). 
A segregaÁ„o dos RCC È de responsabilidade do gerador, devendo ocorrer na prÛpria 
obra, com caÁambas identificadas e materiais devidamente separados. As empresas 
prestadoras de serviÁo devem orientar os usu·rios, por meio de panfletos e contratos de 
corresponsabilidade. 
Segundo a ABNT NBR 15112/2004, o depÛsito de entulhos deve: 
● Possuir port„o, cercamento e cerca viva no perÌmetro; 
● Apresentar identificaÁ„o visÌvel das atividades e licenciamento; 
● Dispor de equipamentos de combate a incÍndio, EPIs, iluminaÁ„o e energia; ●
receber apenas resÌduos da construÁ„o civil, volumosos e de limpeza urbana (galhos, 
podas e varriÁ„o). 
Os resÌduos Classe D (tintas, Ûleos, solventes, vernizes, contaminados) devem ser 
armazenados em baias cobertas e piso concretado, utilizando bombonas ou tambores 
vedados atÈ coleta por empresa licenciada. As embalagens podem ser recicladas. 
Os resÌduos Classe C e os resÌduos de gesso (classificados como Classe B pela ResoluÁ„o 
CONAMA nº 431/2011) devem ser armazenados da mesma forma — em baias cobertas, 
sobre piso, e nunca em contato direto com o solo, evitando contaminaÁ„o. 
Para resÌduos das Classes C e D, recomenda-se envolver fornecedores e pontos de venda 
na corresponsabilidade da destinaÁ„o final (LIMA & LIMA, 2012). 
Os resÌduos de poda e corte de ·rvores podem ser triturados para acelerar a decomposiÁ„o, 
gerando composto org‚nico utiliz·vel em canteiros e hortas municipais. 
Para o funcionamento adequado do espaÁo, recomenda-se 1 a 2 funcion·rios fixos 
respons·veis pela triagem e organizaÁ„o dos resÌduos. A Secretaria Meio Ambiente deve 
promover reuniıes periÛdicas com os envolvidos, elaborar ATAs de compromisso, 
aplicar advertÍncias em caso de descumprimento e instalar placas orientativas em toda a 
·rea. 
48 
7.4 COLETA DE MATERIAIS REAPROVEIT£VEIS 
O municÌpio poder· firmar parcerias para a implantaÁ„o de um programa voltado ‡ coleta 
e ao reaproveitamento de materiais em bom estado de conservaÁ„o. Essa iniciativa tem 
como objetivo oferecer ‡ populaÁ„o uma alternativa sustent·vel para o destino de itens 
como roupas, calÁados, livros, equipamentos domÈsticos, madeiras, brinquedos, mÛveis 
e outros objetos reutiliz·veis. 
AlÈm de contribuir para a reduÁ„o do volume de resÌduos encaminhados ao aterro 
sanit·rio e minimizar descartes inadequados em terrenos baldios, o programa tambÈm 
possui car·ter social, uma vez que os materiais arrecadados poder„o ser destinados a 
pessoas em situaÁ„o de vulnerabilidade, por meio de doaÁıes organizadas ou da 
realizaÁ„o de feiras e espaÁos solid·rios. 
 
8. PROPOSTA PARA MANEJO DE RESÕDUOS S”LIDOS 
Este item estabelece as diretrizes que devem ser rigorosamente seguidas pelo municÌpio 
para assegurar a gest„o correta dos materiais e resÌduos gerados, desde sua segregaÁ„o atÈ 
sua destinaÁ„o final, garantindo que todas as etapas do processo atendam ‡s normas 
ambientais e promovam a reciclagem, reutilizaÁ„o e o manejo adequado dos resÌduos. O 
objetivo È minimizar impactos ambientais, promover a sustentabilidade e contribuir para 
a sa˙de p˙blica. 
 
8.1 SEGREGA«ÃO NA FONTE 
De acordo com a Lei nº 12.305/2010, que institui a PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos 
(PNRS), e com o Decreto Federal nº 10.936/2022, que regulamenta a referida lei, os 
geradores e consumidores sejam pessoas fÌsicas ou jurÌdicas s„o respons·veis pela correta 
segregaÁ„o, acondicionamento e disponibilizaÁ„o adequada dos resÌduos gerados, 
momento em que se encerra sua responsabilidade direta sobre esses resÌduos (respeitados 
os instrumentos de controle e fiscalizaÁ„o). 
Para tanto, os ambientes p˙blicos, comÈrcios e ind˙strias devem disponibilizar coletores 
devidamente identificados para a disposiÁ„o dos resÌduos gerados. Poder„o existir 
coletores para recicl·veis, coletores para resÌduos org‚nicos (se houver sistema p˙blico 
de compostagem) e outro para rejeitos (n„o recicl·veis). 
Os resÌduos domÈsticos sejam gerados em residÍncias, escolas, comÈrcios, Ûrg„os 
p˙blicos ou estabelecimentos similares devem ser segregados em org‚nicos e rejeitos (n„o 
recicl·veis), quando n„o houver coleta separada especÌfica para org‚nicos. Se o municÌpio 
implantar sistema de compostagem, os resÌduos org‚nicos devem ser separados dos 
rejeitos, conforme o mÈtodo definido no plano integrado de gest„o de resÌduos sÛlidos. 
49 
materiais recicl·veis gerados em domicÌlios, comÈrcios, Ûrg„os p˙blicos e 
demais estabelecimentos devem ser segregados separadamente dos resÌduos org‚nicos e 
dos rejeitos, conforme as orientaÁıes da coleta seletiva municipal. Recomenda-se que 
esses materiais sejam limpos por meio de uma leve lavagem ou enx·gue, removendo o 
excesso de resÌduos alimentares ou lÌquidos, e que estejam completamente secos antes do 
descarte nos coletores seletivos. Essa pr·tica È essencial para evitar a contaminaÁ„o dos 
recicl·veis por matÈria org‚nica em decomposiÁ„o, garantindo melhor qualidade do 
material destinado ‡ reciclagem e aumentando sua viabilidade de reaproveitamento pelas 
cooperativas. AlÈm disso, contribui para condiÁıes mais adequadas e seguras de trabalho 
aos catadores e operadores que atuam na triagem, reduzindo odores, riscos biolÛgicos e 
contaminaÁıes desnecess·rias. 
A separaÁ„o correta dos resÌduos da construÁ„o civil È responsabilidade do gerador da 
obra. Deve-se realizar a segregaÁ„o no prÛprio canteiro de obras, disponibilizando 
caÁambas especÌficas para cada tipo de resÌduo (inertes, recicl·veis, resÌduos perigosos) 
para evitar contaminaÁıes cruzadas. As normas tÈcnicas aplic·veis (por exemplo, a NBR 
11.174/1990) indicam que resÌduos inertes n„o podem ser misturados a resÌduos perigosos 
(como solventes, tintas, Ûleos). 
Tintas, solventes, Ûleos e outros materiais contaminantes s„o classificados como 
resÌduos perigosos (classe D, conforme legislaÁ„o especÌfica) e n„o devem ser misturados 
com os resÌduos da construÁ„o civil comuns. Devem ser acondicionados de forma que 
n„o contaminem os demais resÌduos. No caso de sobras de tinta ‡ base de solvente, quando 
em pequena quantidade, pode-se deixar a lata aberta para que o lÌquido evapore e o 
resÌduo se solidifique antes de descart·-lo, respeitando normas ambientais locais. Se 
houver ·rea de depÛsito com recebimento de resÌduos classes C, D e gesso, devem-se 
observar as recomendaÁıes previstas no item 7.3. 
Pilha, baterias, l‚mpadas fluorescentes e pneus n„o podem ser misturados aos 
recipientes da coleta seletiva comum. Esses materiais devem ser separados e armazenados 
em local seco, ventilado e seguro atÈ serem entregues em pontos de coleta ou postos 
comerciais que recolhem tais itens como parte de logÌstica reversa (obrigatÛria para 
alguns deles). 
Cartuchos, toners e equipamentos eletroeletrÙnicos n„o devem em hipÛtese alguma ser 
destinados ao lixo comum. S„o materiais recicl·veis ou sujeitos a logÌstica reversa e 
devem ser devolvidos ao ponto de compra ou entregues ao sistema de coleta de recicl·veis 
conforme previsto no plano municipal ou convÍnios. 
”leo de cozinha usado gerado em residÍncias ou em unidades de produÁ„o de alimentos 
deve ser segregado e nunca descarregado em pias, ralos ou no solo. Deve ser coletado em 
recipientes fechados e recolhidos por empresa terceirizada respons·vel pela destinaÁ„o 
adequada. 
ResÌduos industriais, resÌduos de serviÁos de sa˙de e resÌduos perigosos devem ser 
segregados pelo prÛprio gerador conforme legislaÁ„o especÌfica (normas ambientais 
estaduais ou federais aplic·veis), e nunca misturados aos resÌduos domiciliares ou 
comuns. Seu manejo exige plano de gerenciamento especÌfico, licenciamento e 
destinaÁ„o conforme regulamentos ambientais vigentes. 
 
50 
8.2 ACONDICIONAMENTO 
Os resÌduos domiciliares (org‚nicos e rejeitos) devem continuar sendo acondicionados 
em sacolas pl·sticas comuns e resistentes, devidamente fechadas, e depositados nas 
lixeiras ou pontos de coleta para posterior recolhimento pelo serviÁo p˙blico de limpeza 
urbana e destinaÁ„o final ambientalmente adequada em aterro sanit·rio licenciado. 
Em caso de implantaÁ„o da compostagem municipal dos resÌduos org‚nicos, estes 
dever„o ser segregados e acondicionados separadamente dos rejeitos, conforme o mÈtodo 
e cronograma definidos pelo municÌpio em seu Plano de Gest„o Integrada de ResÌduos 
SÛlidos Urbanos (PGIRS). Os resÌduos org‚nicos devem ser acondicionados em 
recipientes vedados, evitando vazamentos e odores, e preferencialmente armazenados por 
perÌodo curto atÈ a coleta. 
 
materiais recicl·veis secos devem continuar sendo acondicionados em sacolas 
pl·sticas limpas e secas, devidamente fechadas, identificadas ou transparentes para 
facilitar a triagem. Na ausÍncia de sacolas, os recicl·veis poder„o ser armazenados em 
caixas de papel„o, baldes, sacos de r·fia ou outros recipientes reaproveit·veis, desde que 
estejam limpos e isentos de resÌduos alimentares ou umidade. 
Os resÌduos da construÁ„o civil e demoliÁ„o (RCC) devem ser acondicionados 
temporariamente em caÁambas met·licas devidamente identificadas e disponibilizadas ao 
gerador, conforme determina a ResoluÁ„o CONAMA nº 307/2002 e suas atualizaÁıes. … 
vedada a disposiÁ„o desses resÌduos em vias p˙blicas, ·reas verdes, encostas ou terrenos 
baldios. 
Os resÌduos provenientes da limpeza urbana (varriÁ„o, poda, capina e entulhos diversos) 
devem ser acondicionados diretamente nos pontos de armazenamento tempor·rio ou 
depÛsitos autorizados. 
As l‚mpadas fluorescentes devem ser acondicionadas individualmente ou em suas 
embalagens originais, de forma a evitar quebras. Caso sejam rompidas, podem liberar 
vapores de merc˙rio, prejudiciais ‡ sa˙de e ao meio ambiente. 
As pilhas e baterias port·teis devem ser armazenadas em local seco, ventilado e seguro, 
em recipientes n„o met·licos, atÈ a entrega em pontos de coleta especÌficos. O municÌpio 
poder· disponibilizar coletores em escolas, Ûrg„os p˙blicos, unidades da Secretaria de 
Agricultura e Meio Ambiente, Unidade de Triagem de Recicl·veis e demais locais 
estratÈgicos. Esses itens n„o devem, em hipÛtese alguma, ser descartados junto aos 
resÌduos domÈsticos, pois contÍm metais pesados (chumbo, c·dmio, merc˙rio) que 
contaminam o solo e a ·gua. A devoluÁ„o deve ocorrer nos estabelecimentos comerciais 
ou nos PEVs, conforme o Programa de LogÌstica Reversa de Pilhas e Baterias (ResoluÁ„o 
CONAMA nº 401/2008). 
 
 
51 
Os resÌduos industriais, de serviÁos de sa˙de e resÌduos perigosos devem ser 
acondicionados em recipientes adequados e identificados no prÛprio local de geraÁ„o, 
com ·rea coberta, piso imperme·vel e sinalizaÁ„o de risco. … expressamente proibido o 
descarte desses resÌduos em lixo comum, aterros sanit·rios domÈsticos ou locais n„o 
licenciados. 
O Ûleo de cozinha usado deve ser armazenado em recipientes pl·sticos ou de vidro com 
tampa (como garrafas PET ou potes), devidamente fechados e mantidos em local fresco 
e arejado atÈ o encaminhamento para coleta especializada, doaÁ„o ou reciclagem. 
8.3 COLETA E TRANSPORTE 
A coleta dos resÌduos domiciliares (org‚nicos e rejeitos) dever· ser realizada em todas as 
residÍncias, comÈrcios, Ûrg„os p˙blicos, ind˙strias e demais estabelecimentos, seguindo 
o cronograma de coleta estabelecido pelo municÌpio. A operaÁ„o dever· ser executada 
com veÌculos coletores compactadores ou caminhıes apropriados, devidamente 
identificados, equipados e mantidos em condiÁıes adequadas de higiene e seguranÁa. Os 
resÌduos dever„o ser recolhidos conforme rotas prÈ-definidas, garantindo regularidade, 
cobertura total da ·rea urbana e eficiÍncia no serviÁo. 
A coleta seletiva dos materiais recicl·veis dever· ocorrer em dias e hor·rios especÌficos, 
definidos pelo cronograma municipal e distrital, abrangendo ·reas residenciais, 
comerciais e p˙blicas. Dever„o ser utilizados veÌculos identificados e destinados 
exclusivamente ‡ coleta seletiva, evitando mistura com outros tipos de resÌduos. Os 
materiais coletados ser„o transportados atÈ a Unidade de Triagem de Recicl·veis onde 
ocorrer· a triagem, beneficiamento e posterior encaminhamento ‡ destinaÁ„o 
ambientalmente adequada. 
 
Os resÌduos da construÁ„o civil (RCC) dever„o ser coletados por meio de 
caÁambas met·licas estacion·rias, devidamente identificadas e disponibilizadas pelo 
gerador ou pelo serviÁo municipal, conforme regulamentaÁ„o local. O transporte dever· 
ser realizado por veÌculos basculantes ou caminhıes especÌficos, garantindo o fechamento 
e vedaÁ„o da carga para evitar derramamento ou dispers„o de materiais nas vias p˙blicas. 
A coleta dos resÌduos de serviÁos de sa˙de, perigosos e industriais dever· ser executada 
por empresas especializadas e licenciadas pelos Ûrg„os ambientais competentes, 
utilizando veÌculos exclusivos, sinalizados e com compartimentos adequados ao tipo de 
resÌduo transportado. O transporte dever· obedecer ‡s normas tÈcnicas da ABNT, 
especialmente a NBR 12.810/1993 (Transporte de ResÌduos Perigosos) e demais 
legislaÁıes aplic·veis. 
Os pneus inservÌveis oriundos da frota municipal e os provenientes de descarte irregular 
pela populaÁ„o dever„o ser recolhidos periodicamente pela equipe municipal de limpeza 
p˙blica ou por empresa contratada, utilizando veÌculos prÛprios e identificados, para 
posterior encaminhamento ao sistema de logÌstica reversa. 
Os mÛveis inservÌveis e resÌduos volumosos (sof·s, colchıes, arm·rios, 
eletrodomÈsticos, entre outros) dever„o ser coletados mediante solicitaÁ„o prÈvia do 
munÌcipe ou em campanhas especÌficas de limpeza promovidas pelo municÌpio. A coleta 
dever· ser executada com veÌculos de carroceria aberta, garantindo seguranÁa no 
transporte e evitando o ac˙mulo desses materiais em vias p˙blicas. 
52 
 
 
8.4 ARMAZENAMENTO TEMPOR£RIO 
Os materiais recicl·veis devem ser armazenados diretamente na Unidade de Triagem de 
Recicl·veis, que È um barrac„o coberto e com piso concretado, onde ser„o segregados e 
organizados em bags de acordo com sua classificaÁ„o, para posterior prensagem e 
encaminhamento para empresas compradoras. Deve-se atentar ao fato de que os materiais 
recicl·veis n„o devem ficar expostos ‡s intempÈries, pois isso pode comprometer sua 
qualidade e valor para a reciclagem, alÈm de se tornar um foco para o desenvolvimento 
do mosquito da dengue. 
Os resÌduos da construÁ„o civil classificados como Classe A, que incluem materiais 
reutiliz·veis ou recicl·veis como agregados de construÁ„o, solos, demoliÁ„o, reparos e 
reformas de edificaÁıes, componentes cer‚micos, tijolos, blocos, telhas, argamassa, 
concreto, pavimentaÁ„o e prÈ-moldados, devem ser armazenados temporariamente no 
local de depÛsito, onde os resÌduos podem ser dispostos sobre o solo, conforme 
estabelecido pela ABNT NBR 15112:2004, mas nunca enterrados, para posterior 
reutilizaÁ„o ou reciclagem. 
Os resÌduos da construÁ„o civil classificados como Classe B, que envolvem pl·sticos, 
papel, papel„o, metal, vidro, madeira e outros, devem ser encaminhados e armazenados 
temporariamente na UVR para posterior segregaÁ„o e venda ou reutilizaÁ„o do material. 
De acordo com a ResoluÁ„o nº 431/2011 do CONAMA, o gesso È passÌvel de reciclagem 
e o municÌpio deve garantir seu armazenamento adequado, alÈm de procurar parcerias 
com empresas especializadas na compra desse material ou estabelecer com os 
fornecedores do material a obrigaÁ„o de exercer a logÌstica reversa, recolhendo os 
resÌduos de gesso ao final da obra e retornando-os ‡ cadeia produtiva dentro de seus 
prÛprios estabelecimentos. 
 Os resÌduos da construÁ„o civil classificados como Classe C, que incluem itens como 
lixas e tubos de poliuretano, devem ser armazenados temporariamente em baias cobertas 
e com piso concretado dentro do local de depÛsito, atÈ que haja uma destinaÁ„o correta, 
como o encaminhamento para aterros especializados, conforme as normas brasileiras 
especÌficas. 
J· os resÌduos da construÁ„o civil classificados como Classe D, considerados perigosos, 
como tintas, solventes, Ûleos, materiais provenientes de clÌnicas radiolÛgicas e objetos 
que contenham amianto, devem ser armazenados em baias cobertas, protegidos de 
intempÈries, dentro do local de depÛsito, atÈ que possam ser corretamente destinados a 
aterros industriais, conforme as normas brasileiras pertinentes. 
Os resÌduos de limpeza urbana devem ser armazenados diretamente no depÛsito de 
entulhos de construÁ„o civil e resÌduos de limpeza urbana, um local apropriado onde, com 
o tempo, os resÌduos vegetais v„o se decompondo naturalmente, reduzindo de volume e 
podendo ser utilizados como composto org‚nico na jardinagem do municÌpio. 
Os pneus inservÌveis devem ser armazenados em ·rea coberta, atÈ que sejam coletados 
por empresa especializada. 
As pilhas e baterias devem ser armazenadas no coletor especÌfico disponibilizado no 
ponto de coleta, para posteriormente serem entregues junto com a coleta de materiais 
eletroeletrÙnicos. 
53 
8.5 DESTINA«ÃO FINAL 
8.5.1 Proposta de Compostagem 
Atualmente, o aterro sanit·rio È a principal metodologia utilizada para a disposiÁ„o final 
de rejeitos (resÌduos n„o recicl·veis) e de resÌduos org‚nicos nos municÌpios onde a 
compostagem ainda n„o È implementada. 
 
A administraÁ„o p˙blica deve ser incentivada a adotar esforÁos para a implantaÁ„o da 
compostagem, visando uma gest„o mais sustent·vel dos resÌduos. Caso a compostagem 
seja instituÌda no municÌpio, a destinaÁ„o dos resÌduos passar· por uma readequaÁ„o 
gradual, de modo que os procedimentos evoluam e se alinhem a esse novo plano. 
Dessa forma, o aterro sanit·rio ser· destinado exclusivamente aos seguintes resÌduos: 
● ResÌduos n„o recicl·veis (rejeitos); 
● ResÌduos domiciliares que n„o foram adequadamente segregados. 
Com a implementaÁ„o dessa readequaÁ„o, e com a proibiÁ„o da destinaÁ„o de resÌduos 
recicl·veis ao aterro, a proposta visa reduzir anualmente em a quantidade de resÌduos 
org‚nicos encaminhados para o aterro sanit·rio. Estima-se que, anualmente, 268.788,00 
kg de resÌduos sejam depositados no aterro sanit·rio. Com a implementaÁ„o gradual da 
compostagem ao longo de quatro anos, espera-se que esse valor seja reduzido pela 
metade, ou seja, cerca de 134.394,00 kg/ano de rejeitos sejam enviados para a disposiÁ„o 
final no aterro. 
A meta deste plano È que, ao final de sua execuÁ„o (em atÈ quatro anos), 134.394,00 
kg/ano de resÌduos org‚nicos sejam reciclados por meio da compostagem, deixando de 
ser enviados ao aterro sanit·rio anualmente. No primeiro ano de implantaÁ„o, a 
expectativa È que aproximadamente 33.600,00 kg de matÈria org‚nica sejam 
encaminhados para a compostagem, o que representa uma reduÁ„o de 25% nos resÌduos 
org‚nicos que antes seriam depositados no aterro. 
Nos anos subsequentes (segundo terceiro e quarto), a meta È incluir gradualmente os 75% 
restantes dos resÌduos org‚nicos no processo de compostagem. Com isso, ao longo da 
execuÁ„o do plano, o municÌpio ver· uma diminuiÁ„o significativa na quantidade de 
resÌduos org‚nicos enviados ao aterro, com a compostagem progressivamente 
substituindo essa destinaÁ„o, atÈ atingir a meta final de 50% de reduÁ„o. 
Essa estratÈgia n„o sÛ promove a reduÁ„o do volume de resÌduos no aterro sanit·rio, mas 
tambÈm contribui para a sustentabilidade e para o aproveitamento dos resÌduos org‚nicos 
como composto, o que pode beneficiar a jardinagem e o cultivo urbano. Ao adotar a 
compostagem, o municÌpio dar· um passo importante para a gest„o eficiente de resÌduos, 
alinhando-se com pr·ticas que priorizam a reciclagem e a preservaÁ„o ambiental. 
 
8.5.2 DestinaÁ„o Final de ResÌduos por Categoria 
A disposiÁ„o final dos resÌduos n„o recicl·veis (rejeitos) coletados no municÌpio e nos 
distritos ser· realizada na vala do aterro sanit·rio, conforme preconiza a Lei nº 
12.305/2010, que institui a PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos (PNRS). Essa lei define 
disposição final como a <distribuição ordenada dos rejeitos em aterros, observando 
54 
normas operacionais especÌficas de modo a evitar danos ou riscos ‡ sa˙de p˙blica e ‡ 
seguranÁa, alÈm de minimizar os impactos ambientais adversos=. 
Os resÌduos domiciliares n„o segregados, acondicionados em sacolas comuns, tambÈm 
dever„o ser encaminhados ‡ vala do aterro sanit·rio, devido ‡ impossibilidade de 
separaÁ„o posterior do material. 
Os resÌduos org‚nicos coletados ser„o igualmente destinados ao aterro sanit·rio na 
ausÍncia de programa de compostagem, embora se recomende fortemente a implantaÁ„o 
da compostagem municipal. Na falta dessa estrutura, os restos alimentares, cascas de 
frutas e hortaliÁas podem ser destinados a criadores de suÌnos e pequenos produtores 
rurais, promovendo o reaproveitamento e reduzindo o volume destinado ao aterro. 
Os materiais recicl·veis segregados na Unidade de Triagem de Recicl·veis dever„o ser 
comercializados e reinseridos na cadeia produtiva, contribuindo para a geraÁ„o de renda 
e para a economia circular. 
Os resÌduos provenientes de poda urbana devem ser triturados e destinados ‡ 
compostagem juntamente com os resÌduos org‚nicos ou aproveitados para cobertura de 
canteiros, hortas comunit·rias, escolas, produtores rurais e ·reas paisagÌsticas. Como 
esses resÌduos possuem alto potencial de reaproveitamento e grande volume, o tratamento 
prÈvio por trituraÁ„o È essencial para otimizar o espaÁo no aterro. 
Os resÌduos industriais, perigosos e os de serviÁos de sa˙de (RSS) devem ser coletados, 
tratados e destinados por empresas licenciadas, de acordo com as normas ambientais e 
sanit·rias vigentes, sendo vedada sua disposiÁ„o na vala do aterro municipal. 
Os resÌduos da construÁ„o civil Classe A, conforme ABNT NBR 15115/2004, poder„o ser 
reutilizados em obras p˙blicas locais, como readequaÁ„o e cascalhamento de estradas 
vicinais, controle de eros„o e regularizaÁ„o topogr·fica. Pesquisas (ABDOU & 
BERNUCCI, 2006) comprovam que esse tipo de resÌduo pode ser empregado em camadas 
de pavimentos de vias de baixo volume de tr·fego, agregando valor e reduzindo custos 
municipais. 
Os RCC Classe D, por sua vez, devem ser gerenciados sob o princÌpio da 
corresponsabilidade dos fornecedores e fabricantes, por meio de logÌstica reversa, 
recebendo embalagens contaminadas ou com restos de produtos para tratamento ou 
destinaÁ„o ambientalmente adequada nas ind˙strias. 
… proibido o descarte de medicamentos domiciliares, de uso humano ou veterin·rio (e 
suas embalagens), vencidos ou em desuso, na vala do aterro sanit·rio. Esses resÌduos 
devem ser encaminhados aos pontos de coleta vinculados a farm·cias, drogarias ou 
unidades de sa˙de, conforme determina a ResoluÁ„o CONAMA nº 681/2022. 
N„o devem ser dispostos no aterro sanit·rio: resÌduos recicl·veis, de sa˙de, 
perigosos, industriais, l‚mpadas, pilhas e baterias, os quais requerem tratamento e 
destinaÁ„o especÌfica conforme a legislaÁ„o ambiental. 
Ainda È comum que resÌduos sem tecnologia adequada de tratamento, como espelhos, 
roupas, calÁados, espumas, louÁas cer‚micas e pl·sticos n„o recicl·veis, sejam 
encaminhados incorretamente ao aterro sanit·rio municipal. Entretanto, tais resÌduos 
devem ser destinados a aterros industriais licenciados, prÛprios para o recebimento de 
materiais n„o recicl·veis e de difÌcil degradaÁ„o. Recomenda-se que o municÌpio busque 
parcerias e alternativas tecnolÛgicas, como o coprocessamento ou a valorizaÁ„o 
55 
energÈtica, visando reduzir o volume de rejeitos e minimizar os impactos ambientais 
associados ‡ disposiÁ„o final. 
 
9. LOGÕSTICA REVERSA 
A logÌstica reversa compreende o conjunto de aÁıes, procedimentos e meios que 
possibilitam a coleta, devoluÁ„o e destinaÁ„o ambientalmente adequada dos resÌduos 
sÛlidos ao setor empresarial, para reaproveitamento ou descarte final. Essa pr·tica 
constitui um instrumento de desenvolvimento econÙmico e social, essencial ‡ 
sustentabilidade e ‡ preservaÁ„o do meio ambiente (SINIR, 2024; art. 13 do Decreto nº 
10.936/2022). 
Em conson‚ncia com a PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos (PNRS) – Lei nº 
12.305/2010, a logÌstica reversa È estruturada sob o princÌpio da responsabilidade 
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos (art. 30), que atribui obrigaÁıes a 
fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e ao poder p˙blico. 
Essa responsabilidade tem como objetivos: 
● Reduzir a geraÁ„o de resÌduos e desperdÌcios de materiais; 
● Diminuir a poluiÁ„o e os impactos ambientais; 
● Estimular o uso de insumos recicl·veis e a reinserÁ„o de resÌduos na cadeia 
produtiva; 
● Promover a inclus„o socioeconÙmica dos catadores de materiais recicl·veis, 
fortalecendo a economia circular. 
O Decreto Federal nº 10.936/2022 regulamentou a PNRS e criou o Programa Nacional de 
LogÌstica Reversa (PNLR), integrando sistemas j· existentes e exigindo a alimentaÁ„o de 
informaÁıes no Sistema Nacional de InformaÁıes sobre a Gest„o dos ResÌduos SÛlidos 
(SINIR). 
Entre as principais determinaÁıes do decreto, destacam-se: 
● A obrigatoriedade da integraÁ„o dos sistemas de logÌstica reversa ao SINIR; 
● A exigÍncia do uso do Manifesto de Transporte de ResÌduos (MTR) para 
rastreabilidade; 
● A inclus„o das cooperativas e associaÁıes de catadores como agentes participantes 
dos fluxos reversos; 
● A definiÁ„o de metas de desempenho, relatÛrios anuais e comprovaÁ„o da 
destinaÁ„o final adequada. 
56 
● Essas medidas fortalecem o papel dos municÌpios, incluindo Alto ParaÌso, como 
articuladores e fiscalizadores locais dos sistemas reversos. 
De acordo com o art. 33 da Lei nº 12.305/2010 e regulamentaÁıes complementares, os 
seguintes resÌduos est„o sujeitos ‡ logÌstica reversa obrigatÛria, conforme a TABELA 05. 
 
TABELA 05 – Materiais sujeitos a logÌstica reversa 
Tipo de ResÌduo Base Legal 
/ RegulamentaÁ„o 
AÁ„o Recomendada para Alto 
ParaÌso 
Pilhas e baterias ResoluÁ„o CONAMA nº 
401/2008 
CriaÁ„o de pontos fixos de coleta 
em prÈdios p˙blicos, escolas e 
comÈrcio local. 
L‚mpadas 
fluorescentes e 
LEDs 
Decreto nº 10.936/2022 Firmar parcerias com 
fabricantes/importadores e 
promover campanhas anuais de 
recolhimento. 
Pneus inservÌveis ResoluÁ„o CONAMA nº 
416/2009 
Armazenamento tempor·rio 
 em p·tio coberto 
 municipal e destinaÁ„o 
via empresa licenciada. 
EletroeletrÙnico
s e seus 
componentes 
Decreto nº 10.240/2020 RealizaÁ„o de campanhas 
municipais de coleta e envio ‡ 
empresa recicladora. 
Medicamentos 
vencidos ou em 
desuso 
Decreto nº 10.388/2020 InstalaÁ„o de coletores em 
farm·cias e unidades de sa˙de do 
municÌpio. 
Embalagens de 
agrotÛxicos 
Lei nº 9.974/2000 e 
Decreto nº 4.074/2002 
Exigir a devoluÁ„o nas revendas e 
monitorar comprovantes 
 de retorno. 
”leo de cozinha 
usado 
Lei Estadual nº 
19.260/2017 (PR) 
ImplantaÁ„o de programa de coleta 
nas escolas e campanhas de 
conscientizaÁ„o. 
Roupas e calÁados 
em desuso 
AÁ„o volunt·ria / setor 
tÍxtil 
CriaÁ„o de Pontos de Entrega 
Volunt·ria (PEVs) e incentivo ‡ 
doaÁ„o e reuso. 
57 
10. EDUCA«ÃO AMBIENTAL 
A educaÁ„o ambiental constitui um instrumento fundamental para o fortalecimento da 
gest„o integrada de resÌduos sÛlidos no municÌpio de Alto ParaÌso. Nesse contexto, o 
municÌpio estruturou um Plano Municipal de EducaÁ„o Ambiental, elaborado em 
conson‚ncia com a PolÌtica Nacional de EducaÁ„o Ambiental (Lei nº 9.795/1999), com a 
PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos (Lei nº 12.305/2010) e com a PolÌtica Estadual de 
EducaÁ„o Ambiental do Paran· (Lei Estadual nº 17.505/2013). 
O referido programa foi desenvolvido ao longo do segundo semestre do ano de 2025, 
sendo finalizado no mÍs de fevereiro de 2026, estabelecendo diretrizes, estratÈgias e aÁıes 
voltadas ‡ sensibilizaÁ„o ambiental da populaÁ„o e ao fortalecimento da gest„o 
sustent·vel dos resÌduos no municÌpio. 
As aÁıes de educaÁ„o ambiental do municÌpio foram definidas no Plano Municipal de 
EducaÁ„o Ambiental, documento que orienta as atividades educativas e de mobilizaÁ„o 
social voltadas ‡ proteÁ„o do meio ambiente e ‡ promoÁ„o de pr·ticas sustent·veis no 
territÛrio municipal. 
Dessa forma, as aÁıes previstas no Programa Municipal de EducaÁ„o Ambiental 
encontram-se articuladas com as diretrizes estabelecidas no Plano de Gerenciamento 
Integrado de ResÌduos SÛlidos Urbanos (PGIRS), de modo que ambos os instrumentos 
caminhem de forma integrada na implementaÁ„o de polÌticas p˙blicas voltadas ‡ melhoria 
da gest„o dos resÌduos sÛlidos no municÌpio. 
O programa tem como objetivo promover a sensibilizaÁ„o e o engajamento da 
comunidade quanto ‡ import‚ncia da reduÁ„o da geraÁ„o de resÌduos, separaÁ„o correta 
dos materiais recicl·veis, reutilizaÁ„o de materiais e destinaÁ„o ambientalmente adequada 
dos resÌduos, contribuindo para o fortalecimento da coleta seletiva e para a reduÁ„o do 
volume de resÌduos encaminhados ao aterro sanit·rio. 
As atividades educativas previstas contemplam diferentes p˙blicos, incluindo estudantes 
da rede municipal de ensino, servidores p˙blicos, comerciantes, produtores rurais e a 
populaÁ„o em geral. 
 Entre as principais estratÈgias adotadas destacam-se a realizaÁ„o de palestras, campanhas 
educativas, oficinas ambientais, atividades pr·ticas em escolas, distribuiÁ„o de materiais 
informativos e mobilizaÁıes comunit·rias voltadas ‡ gest„o adequada dos resÌduos 
sÛlidos. 
A implementaÁ„o dessas aÁıes busca promover mudanÁas de comportamento, fortalecer 
a participaÁ„o social e incentivar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos 
produtos, princÌpios estabelecidos pela PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos. 
As atividades de educaÁ„o ambiental ser„o desenvolvidas ao longo do ano, conforme 
planejamento apresentado na tabela a seguir, a qual estabelece um calend·rio indicativo 
de aÁıes educativas a serem executadas no municÌpio, em alinhamento com as diretrizes 
do Programa Municipal de EducaÁ„o Ambiental e do presente PGIRS. 
Com o objetivo de apresentar de forma sintÈtica as principais estratÈgias de educaÁ„o 
ambiental voltadas ‡ gest„o de resÌduos sÛlidos no municÌpio, a TABELA 06 apresenta um 
resumo das atividades previstas no Plano Municipal de EducaÁ„o Ambiental para a 
Gest„o de ResÌduos SÛlidos Urbanos (PMEARSU). Ressalta-se que o referido plano foi 
estruturado especificamente para orientar as aÁıes de sensibilizaÁ„o, mobilizaÁ„o social 
e educaÁ„o ambiental no municÌpio, estando diretamente alinhado ‡s diretrizes 
58 
estabelecidas neste Plano de Gerenciamento Integrado de ResÌduos SÛlidos Urbanos 
(PGIRS). Dessa forma, a tabela a seguir sintetiza as principais aÁıes previstas no 
programa, evidenciando o planejamento das atividades educativas que ser„o 
implementadas no municÌpio e que caminhar„o de forma integrada com as metas e 
diretrizes estabelecidas no presente 
TABELA 06 – AÁıes educativas previstas no Plano Municipal de EducaÁ„o Ambiental para a gest„o de resÌduos sÛlidos urbanos (PMEARSU). 
 
META A«ÃO EDUCATIVA P⁄BLICO-ALVO INDICADOR RESPONS£VEIS 
Fortalecer a coleta 
seletiva e melhorar a 
qualidade dos resÌduos 
recicl·veis 
RealizaÁ„o de aÁıes de educaÁ„o 
ambiental porta a porta, em 
escolas, CRAS, centro do idoso e 
grupos de sa˙de, abordando a 
separaÁ„o correta dos resÌduos 
PopulaÁ„o em geral 
Aumento do volume 
de recicl·veis 
coletados e reduÁ„o da 
contaminaÁ„o 
Secretaria de Meio 
Ambiente e 
Secretaria de 
EducaÁ„o 
Ampliar a participaÁ„o 
da populaÁ„o na 
coleta seletiva 
DistribuiÁ„o de caixas ou pontos de 
separaÁ„o de recicl·veis em prÈdios 
p˙blicos, escolas, comÈrcios e 
comunidades 
PopulaÁ„o urbana 
e distritos 
Quantidade de 
recicl·veis 
encaminhados ‡ 
triagem 
Secretaria de Meio 
Ambiente 
Sensibilizar a 
populaÁ„o em eventos 
p˙blicos 
RealizaÁ„o de aÁıes de educaÁ„o 
ambiental durante eventos 
municipais, como Semana do Meio 
Ambiente e campanhas ambientais 
PopulaÁ„o em geral 
N˙mero de aÁıes 
realizadas e 
participaÁ„o da 
populaÁ„o 
Secretaria de Meio 
Ambiente 
Promover capacitaÁ„o 
na gest„o de resÌduos 
CapacitaÁ„o contÌnua dos 
trabalhadores da coleta, limpeza 
urbana e da Unidade de Triagem de 
Recicl·veis sobre segregaÁ„o de 
resÌduos, seguranÁa do trabalho e 
operaÁ„o de equipamentos 
Trabalhadores da 
coleta e triagem 
N˙mero de 
capacitaÁıes 
realizadas 
Secretaria de Meio 
Ambiente 
74 
Promover o descarte 
correto de resÌduos 
perigosos 
Campanhas educativas sobre o 
descarte correto de resÌduos 
perfurocortantes (agulhas e 
seringas) junto ‡ populaÁ„o e 
unidades de sa˙de 
Usu·rios de 
medicamentos 
injet·veis e 
populaÁ„o em 
geral 
N˙mero de aÁıes 
educativas realizadas 
Secretaria de Meio 
Ambiente e 
Secretaria de 
Sa˙de 
Promover 
transparÍncia na gest„o 
de resÌduos 
Monitoramento e divulgaÁ„o 
periÛdica dos resultados da coleta 
seletiva para a populaÁ„o 
PopulaÁ„o em geral 
DivulgaÁ„o de 
relatÛrios e dados da 
coleta seletiva 
Secretaria de Meio 
Ambiente e 
Prefeitura 
Municipal 
Melhorar a 
infraestrutura da gest„o 
de recicl·veis 
FinalizaÁ„o das adequaÁıes 
estruturais do barrac„o de 
reciclagem e organizaÁ„o dos 
equipamentos existentes para 
funcionamento da Unidade de 
Triagem de Recicl·veis 
Trabalhadores da 
Unidade de 
Triagem 
Atendimento ‡s 
exigÍncias tÈcnicas e 
melhoria das condiÁıes 
operacionais da 
unidade 
Secretaria de Meio 
Ambiente e 
Prefeitura 
Municipal 
Regularizar 
ambientalmente a 
unidade de triagem 
RealizaÁ„o dos procedimentos 
administrativos e tÈcnicos para 
obtenÁ„o do licenciamento 
ambiental da Unidade de Triagem 
de Recicl·veis 
Trabalhadores da 
Unidade de 
Triagem 
SituaÁ„o do 
licenciamento 
ambiental da unidade 
Secretaria de Meio 
Ambiente e 
Prefeitura 
Municipal 
75 
62 
11. COMPOSTAGEM 
A proposta de implantaÁ„o da compostagem È mantida para o municÌpio de Alto ParaÌso, 
ficando a critÈrio do poder p˙blico sua adoÁ„o conforme viabilidade tÈcnica e operacional, 
podendo ser realizada por meio de parcerias p˙blicas, privadas ou comunit·rias. Essa 
iniciativa promove a geraÁ„o de emprego e renda, o abastecimento de hortas comunit·rias 
com o adubo produzido, beneficia a agricultura familiar e fortalece o sistema de coleta 
seletiva municipal, ao desviar os resÌduos org‚nicos do aterro sanit·rio. 
A compostagem È um processo biolÛgico controlado, no qual microrganismos aerÛbios e 
anaerÛbios decompıem a fraÁ„o org‚nica dos ResÌduos SÛlidos Urbanos (RSU), 
transformando-a em um material est·vel semelhante ao h˙mus, denominado composto 
org‚nico. Apesar de ser um processo natural, sua eficiÍncia depende de fatores fÌsico￾quÌmicos, como umidade, temperatura, aeraÁ„o e proporÁ„o carbono/nitrogÍnio (C/N), 
que devem ser cuidadosamente controlados. 
Esse mÈtodo, alÈm de tratar os resÌduos org‚nicos, resulta em um fertilizante org‚nico de 
alta qualidade, que melhora as caracterÌsticas fÌsico-quÌmicas do solo. Por ser um processo 
de biodegradaÁ„o controlada, a compostagem apresenta-se como uma alternativa 
ambientalmente adequada, de baixo custo e alta eficiÍncia, especialmente para municÌpios 
de clima tropical, como Alto ParaÌso. 
11.1 MATERIAIS UTILIZ£VEIS NA COMPOSTAGEM 
Materiais Verdes (ricos em nitrogÍnio): 
● Restos de vegetais crus e cozidos, cascas de frutas, borras e filtros de cafÈ, arroz, 
massas, folhas verdes, sacos de ch·, cereais, ervas-daninhas sem sementes, restos 
de grama cortada, flores, cascas de ovos trituradas e pedaÁos de p„o. 
Materiais Secos (ricos em carbono): 
● Feno, palha, aparas de madeira, jornal picado, serragem, folhas secas, galhos 
triturados, aparas de grama seca e ramos. 
Materiais que NÃO devem ser compostados: 
● Carnes, peixes, laticÌnios, gorduras, molhos, resÌduos tratados com pesticidas, 
plantas doentes, ervas daninhas com sementes, tÍxteis, tintas, pilhas, vidros, 
pl·sticos, metais, medicamentos e produtos quÌmicos. 
 
63 
11.2 PROCEDIMENTOS PARA A COMPOSTAGEM 
11.2.1 Escolha do Local 
A composteira deve ser instalada em local de f·cil acesso, com sombra parcial e solo 
perme·vel, preferencialmente sob ·rvores de folhas caducas (que oferecem sombra no 
ver„o e luz no inverno). Essa condiÁ„o favorece a drenagem da ·gua, o controle de 
temperatura e a entrada de microrganismos benÈficos do solo. 
Em locais secos, recomenda-se manter a pilha ‡ sombra parcial para evitar ressecamento. 
J· em regiıes ˙midas, deve-se proteger com cobertura leve (ex.: lona ou telhado r˙stico), 
a fim de evitar o excesso de ·gua e a perda de nutrientes por lixiviaÁ„o. 
 
11.2.2 A Composteira 
Propıe-se a adoÁ„o de composteiras no formato de leiras est·ticas ou revolvidas, 
montadas diretamente sobre o solo. A dimens„o das leiras deve variar conforme o 
volume de resÌduos gerados, sendo recomend·vel: 
● Altura: atÈ 1,0 metro 
● Largura: entre 2,0 e 3,0 metros 
● Comprimento: vari·vel conforme o espaÁo disponÌvel. 
Essa configuraÁ„o facilita a aeraÁ„o e acelera o processo de decomposiÁ„o. 
11.3 ETAPAS DO PROCESSO DE COMPOSTAGEM 
1. Separar e preparar os materiais org‚nicos; 2.
Picar ou triturar os resÌduos, reduzindo seu tamanho; 
3. Montar a leira em camadas: 
● Primeira camada: materiais mais grossos (galhos picados) com cerca de 20 cm de 
altura; 
● Segunda camada: mistura de resÌduos verdes e secos, evitando grandes blocos de 
um ˙nico material; 
● Terceira camada: cobertura com palha, folhas secas ou grama, para conservar a 
umidade e o calor. 
4. N„o compactar as camadas, mantendo o material solto;
5. Manter a umidade em torno de 60% (ao apertar o material, deve escorrer pouca 
·gua);
64 
6. Monitorar a temperatura: ideal entre 45°C e 70°C. Se ultrapassar esse limite, 
revolver e umedecer a pilha; 
7. Revolver o material: 
● A cada 3 dias nas duas primeiras semanas; 
● ApÛs esse perÌodo, uma vez por semana. 
O composto estar· pronto em 3 a 4 meses, quando apresentar aspecto homogÍneo, cor 
escura e odor de terra ˙mida. 
ApÛs o tÈrmino da compostagem, deixar o material curar por 2 a 4 semanas antes do uso. 
 
11.4 PROBLEMAS, CAUSAS E SOLU«’ES 
TABELA 07 – Problemas comuns, causas e soluÁıes no processo de compostagem
Problema Causas PossÌveis SoluÁıes 
Processo lento Excesso de materiais secos 
ou muito grandes 
Adicionar materiais verdes, 
picar resÌduos e revirar a pilha 
Cheiro forte 
(podrid„o ou amÙnia) 
Umidade excessiva ou 
excesso de material verde 
Revolver a pilha, adicionar 
materiais secos 
CompactaÁ„o Falta de aeraÁ„o Revolver ou reduzir o 
tamanho da pilha 
Temperatura baixa Pilha pequena, pouca 
umidade ou falta de 
nitrogÍnio 
Aumentar o tamanho, 
umedecer e adicionar 
materiais verdes 
Temperatura muito 
alta 
Pilha muito grande ou 
pouco arejamento 
Diminuir o volume e revirar 
com mais frequÍncia 
PresenÁa de pragas 
(moscas, ratos, 
formigas) 
Restos de carne, gordura 
ou excesso de 
ressecamento 
Retirar materiais 
inadequados, cobrir com 
palha ou regar levemente 
Fonte: Adaptado de CORIPA, 2025. 
11.5 APLICA«ÃO DO COMPOSTO ORG¬NICO 
A aplicaÁ„o do composto deve considerar a fertilidade natural do solo, o grau de 
degradaÁ„o e as exigÍncias das culturas agrÌcolas. 
65 
● Culturas anuais: aplicar entre 10 a 20 dias antes do plantio, incorporando atÈ 15 cm 
de profundidade; 
● Culturas perenes: aplicar nas covas de plantio ou em semicoroas ao redor das 
plantas; 
● Dosagem mÈdia: de 3 kg/m² (ou cerca de 30 t/ha), podendo variar conforme a 
necessidade; 
● O composto deve ser usado superficialmente, nunca 
 enterrado, e preferencialmente aplicado na primavera ou no outono. 
A utilizaÁ„o sistem·tica do composto melhora a estrutura fÌsica do solo, aumenta a 
retenÁ„o de umidade, reduz o uso de adubos quÌmicos e fecha o ciclo sustent·vel dos 
resÌduos org‚nicos no municÌpio. 
 
12. EXECU«ÃO PGIRS 
A implantaÁ„o e execuÁ„o do Plano de Gerenciamento Integrado de ResÌduos SÛlidos 
Urbanos (PGIRS) do municÌpio de Alto ParaÌso ser· conduzida pelo TÈcnico AgrÌcola em 
Agropecu·ria Celso Silva de Oliveira, respons·vel tÈcnico habilitado pelo Conselho 
Federal dos TÈcnicos AgrÌcolas (CFTA), registro nº 01774279908, conforme TRT nº 
BR20260301623, atuando como respons·vel tÈcnico pelo aterro sanit·rio e pela gest„o 
dos resÌduos sÛlidos urbanos do municÌpio de Alto ParaÌso – PR. 
A operaÁ„o das atividades contÌnuas de coleta e transporte dos resÌduos sÛlidos urbanos 
ser· executada pela equipe de motoristas e servidores municipais da coleta, devidamente 
capacitados para o manejo adequado dos resÌduos, seguindo as normas de seguranÁa, 
higiene e meio ambiente. 
O municÌpio dever· garantir a manutenÁ„o periÛdica dos veÌculos, bem como o 
fornecimento de Equipamentos de ProteÁ„o Individual (EPIs) aos servidores, assegurando 
condiÁıes adequadas de trabalho e eficiÍncia operacional. 
As aÁıes de monitoramento e fiscalizaÁ„o das atividades relacionadas ‡ coleta, transporte, 
triagem e disposiÁ„o final dos resÌduos ficar„o sob a responsabilidade da Secretaria 
Municipal de Meio Ambiente, que dever· acompanhar o cumprimento das metas 
estabelecidas no PGIRS, manter registros atualizados das quantidades de resÌduos 
coletados, reciclados e destinados ao aterro sanit·rio, alÈm de emitir relatÛrios tÈcnicos 
anuais sobre o desempenho do sistema municipal de limpeza urbana. 
A implementaÁ„o do Plano deve estar integrada a programas permanentes de EducaÁ„o 
Ambiental, voltados ‡ sensibilizaÁ„o da comunidade sobre a import‚ncia da segregaÁ„o 
correta dos resÌduos na fonte geradora, da participaÁ„o na coleta seletiva e da reduÁ„o do 
desperdÌcio. 
 
66 
 
Esses programas dever„o ser desenvolvidos em parceria com as escolas municipais e 
estaduais, empreendimentos locais, associaÁıes comunit·rias e demais segmentos da 
sociedade civil organizada, sob coordenaÁ„o da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, 
com apoio da Secretaria de EducaÁ„o. 
De acordo com as necessidades identificadas, o municÌpio contar· com o suporte da 
equipe tÈcnica de gest„o de resÌduos do CORIPA, respons·vel pela elaboraÁ„o deste 
Plano, que permanecer· disponÌvel para auxiliar nas aÁıes de capacitaÁ„o, educaÁ„o 
ambiental e fortalecimento das polÌticas p˙blicas de gest„o de resÌduos sÛlidos. 
 
13. EMPRESAS ENVOLVIDAS NO PGIRS 
• Sabi· EcolÛgico Transportes de Lixo LTDA. CNPJ: 07.151.208/0001-50. Telefone: 
(46) 3191-0128. Comunidade Linha Felicidade, s/n, lote rural 57-C, zona rural, 
CEP: 
85635-000 - Nova EsperanÁa do Sudoeste, PR; 
• Instituto Jogue Limpo. LogÌstica Reversa de Lubrificantes. CNPJ: 
21.352.467/000170. Telefone: (45) 3226-2971. Rua Guaias 209, Lote 11 Quadra 
39, Santo Onofre - Cascavel, CEP: 85806-360, Cascavel - PR; 
• Bio Access - Coleta e destinaÁ„o final de resÌduos. CNPJ: 08.680.158/0001-61, 
Telefone: (44) 3631-1829, Rua Abr„o Nacles, 514, Parque Industrial e Comercial 
Abr„o Nacles, CEP: 87207-500, Cianorte - PR; 
• Xibiu ComÈrcio e Reciclagem de Pneus LTDA. CNPJ: 82.064.882/0001-13. Rua 
LourenÁo Grabowski, 329 - Tomaz Coelho, CEP: 83707-180, Arauc·ria/PR. 
• AssociaÁ„o Reciclanip – Entidade gestora do sistema de logÌstica reversa de pneus 
inservÌveis. CNPJ: 08.892.627/0001-06. EndereÁo: Rua Luigi Galvani, 200, 3º 
andar, Conj. 32 – Cidade MonÁıes, S„o Paulo – SP, CEP: 04575-020. Telefone: 
+55 (11) 3165-4430. 
• Reciclus – AssociaÁ„o Brasileira para Gest„o da LogÌstica Reversa de Produtos de 
IluminaÁ„o – Gestora do programa de logÌstica reversa de l‚mpadas e produtos de 
iluminaÁ„o. CNPJ: 23.923.294/0001-29. EndereÁo: Rua Dr. Tirso Martins, 44, 
Conj. 86 – Vila Mariana, S„o Paulo – SP, CEP: 04120-050. Telefone: +55 (11) 
5083-0201 / 5084-0769. 
67 
• Servioeste SoluÁıes Ambientais Ltda. – Empresa especializada em coleta, 
transporte, tratamento e destinaÁ„o final de resÌduos industriais, de sa˙de, 
aeroportu·rios e urbanos. CNPJ: 03.392.348/0001-60. EndereÁo (matriz): Vila S„o 
Roque, ChapecÛ – SC, CEP: 89801-973. Telefone: +55 (49) 3361-9696. 
14. CONCLUSÃO 
O presente Plano de Gerenciamento Integrado de ResÌduos SÛlidos Urbanos (PGIRS) do 
municÌpio de Alto ParaÌso/PR constitui um importante instrumento de planejamento e 
gest„o ambiental, elaborado com o objetivo de organizar, orientar e aprimorar as aÁıes 
relacionadas ao manejo dos resÌduos sÛlidos gerados no municÌpio, em conformidade com 
a PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos (Lei nº 12.305/2010) e demais legislaÁıes 
ambientais vigentes. 
A partir do diagnÛstico realizado, foi possÌvel compreender a realidade local quanto ‡ 
geraÁ„o, segregaÁ„o, coleta, transporte, armazenamento e destinaÁ„o final dos resÌduos 
sÛlidos, permitindo identificar avanÁos j· implementados pelo municÌpio, bem como 
desafios e oportunidades de melhoria no sistema de gest„o atualmente adotado. Entre os 
pontos positivos observados, destacam-se a existÍncia de coleta seletiva estruturada, a 
disponibilidade de uma Unidade de Triagem de ResÌduos Recicl·veis equipada com 
balanÁa, prensa e empilhadeira, alÈm da adoÁ„o de pr·ticas de logÌstica reversa para 
determinados resÌduos, como pneus, l‚mpadas, pilhas e equipamentos eletroeletrÙnicos. 
Por outro lado, o diagnÛstico tambÈm evidenciou a necessidade de aprimoramento em 
diversos aspectos da gest„o municipal de resÌduos sÛlidos, como a regularizaÁ„o da 
destinaÁ„o de resÌduos perigosos gerados por alguns estabelecimentos comerciais, a 
adequaÁ„o da destinaÁ„o do Ûleo de cozinha gerado em estabelecimentos alimentÌcios, o 
fortalecimento do controle sobre os geradores de resÌduos de serviÁos de sa˙de e a 
organizaÁ„o institucional da Unidade de Triagem de Recicl·veis, especialmente no que 
se refere ‡ formaÁ„o e estruturaÁ„o de uma associaÁ„o ou cooperativa de catadores. 
Nesse contexto, o PGIRS apresenta diretrizes e propostas voltadas ao fortalecimento da 
gest„o integrada dos resÌduos sÛlidos, contemplando aÁıes estruturais, administrativas e 
educativas. 
Entre essas propostas destacam-se a implantaÁ„o de programas de compostagem para o 
aproveitamento da fraÁ„o org‚nica dos resÌduos, a melhoria dos sistemas de controle e 
monitoramento da geraÁ„o de resÌduos, o fortalecimento da coleta seletiva, a ampliaÁ„o 
das aÁıes de educaÁ„o ambiental e a implementaÁ„o de instrumentos que garantam a 
sustentabilidade econÙmica do sistema municipal de limpeza urbana. 
A educaÁ„o ambiental assume papel estratÈgico nesse processo, sendo fundamental para 
promover a mudanÁa de h·bitos da populaÁ„o, estimular a segregaÁ„o correta dos resÌduos 
na fonte geradora e ampliar a participaÁ„o da sociedade na gest„o sustent·vel dos resÌduos 
sÛlidos. Dessa forma, as aÁıes previstas no Plano Municipal de EducaÁ„o Ambiental para 
a Gest„o de ResÌduos SÛlidos Urbanos (PMEARSU) atuar„o de forma integrada ao 
PGIRS, fortalecendo as polÌticas p˙blicas ambientais e ampliando a conscientizaÁ„o da 
comunidade. 
68 
Diante desse cen·rio, conclui-se que o municÌpio de Alto ParaÌso possui condiÁıes 
estruturais e institucionais favor·veis para o aprimoramento de seu sistema de gest„o de 
resÌduos sÛlidos. No entanto, o sucesso da implementaÁ„o das diretrizes propostas neste 
Plano depende diretamente do comprometimento contÌnuo do poder p˙blico municipal, 
do engajamento da populaÁ„o e da atuaÁ„o respons·vel dos geradores de resÌduos. 
Assim, o PGIRS estabelece um conjunto de estratÈgias que, quando implementadas de 
forma gradual e articulada, contribuir„o para a reduÁ„o da geraÁ„o de resÌduos, o aumento 
da reciclagem, a valorizaÁ„o dos materiais reutiliz·veis e a destinaÁ„o final 
ambientalmente adequada dos rejeitos, promovendo benefÌcios ambientais, sociais e 
econÙmicos para o municÌpio e garantindo maior qualidade de vida ‡ populaÁ„o. 
15. REFER NCIAS BIBLIOGR£FICAS 
ABRELPE – AssociaÁ„o Brasileira de Empresas de Limpeza P˙blica e ResÌduos 
Especiais. Panorama dos ResÌduos SÛlidos no Brasil 2022. S„o Paulo: ABRELPE, 2023. 
DisponÌvel em: https://www.abrelpe.org.br. Acesso em: 10 set. 2025. 
ABREMA – AssociaÁ„o Brasileira de ResÌduos e Meio Ambiente. Panorama dos 
ResÌduos SÛlidos no Brasil 2024. S„o Paulo: ABREMA, 2024. DisponÌvel em: 
https://www.abrema.org.br. Acesso em: 10 set. 2025. 
AG NCIA BRASIL. Mais de 41% dos resÌduos urbanos tiveram destinaÁ„o inadequada 
em 2023. BrasÌlia: EBC, 10 dez. 2024. DisponÌvel em: 
https://agenciabrasil.ebc.com.br/meioambiente/noticia/2024-12/mais-de-41-dos￾residuos-urbanos-tiveram-destinacaoinadequada-em-2023-0. Acesso em: 10 set. 2025. 
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a PolÌtica Nacional de ResÌduos 
SÛlidos. Di·rio Oficial da Uni„o: seÁ„o 1, BrasÌlia, DF, ano 147, n. 147, p. 3, 3 ago. 2010. 
DisponÌvel em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 
2010/2010/lei/l12305.htm. Acesso em: 10 set. 2025. 
BRASIL. Decreto nº 11.043, de 13 de abril de 2022. Institui o Plano Nacional de ResÌduos 
SÛlidos – Planares. Di·rio Oficial da Uni„o: seÁ„o 1, BrasÌlia, DF, p. 6, 14 abr. 2022. 
DisponÌvel em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-11.043-de-13-de-abrilde￾2022-394045017. Acesso em: 10 set. 2025. 
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÌstica (IBGE). Censo Demogr·fico 
2010: 
caracterÌsticas da populaÁ„o e dos domicÌlios. Rio de Janeiro: IBGE, 2011. 
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÌstica (IBGE). Censo Demogr·fico 
2022: resultados preliminares. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. 
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÌstica (IBGE). Estimativas 
populacionais para os municÌpios brasileiros em 01/07/2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. 
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÌstica (IBGE). Produto Interno Bruto 
dos MunicÌpios 2021. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. 
69 
CPRM – SERVI«O GEOL”GICO DO BRASIL. Mapa geolÛgico do Estado do Paran·: 
escala 1:500.000. BrasÌlia: CPRM, 2020. 
CPRM – SERVI«O GEOL”GICO DO BRASIL. Geodiversidade do Estado do Paran·. 
BrasÌlia: CPRM, 2019. 
EMBRAPA – EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECU£RIA. Manual 
de conservaÁ„o do solo e da ·gua para o Paran·. Curitiba: Embrapa Florestas, 2006. 
PARAN£. Instituto £gua e Terra (IAT). Mapeamento climatolÛgico do Paran·. Curitiba: 
IAT, 2025. 
PNUD – PROGRAMA DAS NA«’ES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. 
Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2010. BrasÌlia: PNUD/IPEA/FJP, 2013. 
ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. Geomorfologia do Brasil. S„o Paulo: Oficina de 
Textos, 2005. 
PORTAL RESÕDUOS S”LIDOS. Taxa do lixo: como funciona e qual sua import‚ncia 
para a gest„o de resÌduos. DisponÌvel em: https://www.portalresiduossolidos.com. Acesso 
em: set. 2025. 
BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispıe sobre a EducaÁ„o Ambiental e 
institui a PolÌtica Nacional de EducaÁ„o Ambiental. Di·rio Oficial da Uni„o: seÁ„o 1, 
BrasÌlia, DF, 28 abr. 1999. 
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a PolÌtica Nacional de ResÌduos 
SÛlidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e d· outras providÍncias. Di·rio 
Oficial da Uni„o: seÁ„o 1, BrasÌlia, DF, 3 ago. 2010. 
BRASIL. Decreto nº 10.936, de 12 de janeiro de 2022. Regulamenta a Lei nº 12.305/2010, 
que institui a PolÌtica Nacional de ResÌduos SÛlidos. Di·rio Oficial da Uni„o: seÁ„o 1, 
BrasÌlia, DF, 13 jan. 2022. 
CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). ResoluÁ„o nº 307, de 5 de julho de 
2002. Estabelece diretrizes, critÈrios e procedimentos para a gest„o dos resÌduos da 
construÁ„o civil. Di·rio Oficial da Uni„o: seÁ„o 1, BrasÌlia, DF, 17 jul. 2002. 
GTEA-MPPR (Grupo de Trabalho de EducaÁ„o Ambiental do MinistÈrio P˙blico do 
Estado do Paran·). Manual de apoio ‡ EducaÁ„o Ambiental. Curitiba: MPPR, 2019. 
JACOBI, Pedro Roberto. EducaÁ„o ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de 
Pesquisa, S„o Paulo, n. 118, p. 189–205, mar. 2003. DOI: 
10.1590/S010015742003000100008. 
LAYRARGUES, Philippe Pomier. O cinismo da reciclagem: o significado ideolÛgico da 
reciclagem da lata de alumÌnio e suas implicaÁıes para a educaÁ„o ambiental. S„o Paulo: 
Annablume, 2002. 
LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo. EducaÁ„o ambiental e movimentos sociais na 
construÁ„o da cidadania ecolÛgica. 4. ed. S„o Paulo: Cortez, 2012. 
MINIST…RIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). Plano Nacional de EducaÁ„o Ambiental. 
BrasÌlia: MMA, Departamento de EducaÁ„o Ambiental, 2014. 
PENELUC, Maria das GraÁas; SILVA, Maria Aparecida da. EducaÁ„o ambiental e a 
quest„o dos resÌduos sÛlidos. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2008. 
ABREMA – AssociaÁ„o Brasileira de ResÌduos e Meio Ambiente. Panorama dos 
ResÌduos SÛlidos no Brasil 2024 (Ano-base 2023). S„o Paulo: ABREMA, 2024. 
ANEXOS
 
ANEXO I 
– ART do respons·vel tÈcnico pela elaboraÁ„o do PGIRS 
ANEXO II 
– ART do respons·vel tÈcnico pela execuÁ„o do PGIRS 
ANEXO III 
ANEXO IV 
– RelaÁ„o dos empreendimentos geradores de resÌduos perigosos e de 
sa˙de. Empresas respons·veis pela coleta, transporte e destinaÁ„o final desses resÌduos 
no 
MunicÌpio de Alto ParaÌso /PR 
Atividade 
Desenvolvida Posto de CombustÌvel 
Nome da Empresa Posto Alphaville 
Raz„o Social COMERCIO DE COMBUSTIVEIS ALPHAVILLE LTDA 
CNPJ 75.514.232/0001-67 
Respons·vel Marcio Incenha 
Tipos de ResÌduos 
Gerados ”leo Queimado Frascos de 
”leo 
Barro contaminado 
(CSAO) 
Volume Gerado 
(MÍs) 
50 litros a cada 3 
meses 
6,6Kg por 
mÍs 100Kg a cada 3 meses 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Sabi· EcolÛgico 
(07.151.208/0001-50) Jogue Limpo
Sabi· EcolÛgico 
(07.151.208/0001-50)
Destino do ResÌduo Rerefino
LogÌstica 
reversa
Coprocessamento
Atividade 
Desenvolvida Posto de CombustÌvel 
Nome da Empresa Auto Posto Paraiso 
Raz„o Social AUTO POSTO BR GREGIANIN LTDA 
CNPJ 21563534000104 
Respons·vel Bruno Zani Gregianin 
Tipos de ResÌduos 
Gerados ”leo Queimado Frascos de 
”leo 
Barro contaminado 
(CSAO) 
Volume Gerado 
(MÍs) 
50 litros a cada 3 
meses 
6,6Kg por 
mÍs 100Kg a cada 3 meses 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Sabi· EcolÛgico 
(07.151.208/0001-50) Jogue Limpo
Sabi· EcolÛgico 
(07.151.208/0001-50)
ANEXO V 
Destino do ResÌduo Rerefino
LogÌstica 
reversa
Coprocessamento
Atividade 
Desenvolvida Agropecu·ria 
Nome da Empresa GonÁalves Agropecu·ria 
Raz„o Social CILSO GONCALVES DA SILVA
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
CNPJ 27.027.379/0001-80
Respons·vel Cilso Goncalves da Silva
Tipos de ResÌduos 
Gerados 
 
Grupo E: ResÌduos Perfurocortantes (vacinas)
Volume Gerado 
(MÍs) 1 kg por ano 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente o estabelecimento n„o possui empresa 
especializada para coleta dos resÌduos perfurocortantes 
(Grupo E). Recomenda-se a contrataÁ„o de empresa 
licenciada para a coleta, transporte, tratamento e destinaÁ„o 
final desses resÌduos, conforme estabelece a RDC nº 222/2018 
da ANVISA e a ResoluÁ„o CONAMA nº 358/2005.
Destino do ResÌduo 
Atualmente, as navalhas (resÌduos do Grupo E) 
provavelmente est„o sendo descartadas junto aos resÌduos 
comuns e encaminhadas ao aterro sanit·rio, o que configura 
destinaÁ„o incorreta. O correto È que esses resÌduos sejam 
acondicionados em recipientes rÌgidos e identificados, e 
posteriormente recolhidos por empresa licenciada para 
tratamento (autoclavagem ou incineraÁ„o) e disposiÁ„o final 
adequada, conforme determina a RDC nº 222/2018 da 
ANVISA e a ResoluÁ„o CONAMA nº 358/2005.
Atividade 
Desenvolvida
Agropecu·ria
Nome da Empresa Paraiso Animal Pet Shop
Raz„o Social TAINE DALLA SANTINI
CNPJ 32.643.346/0001-02
Respons·vel Taine Dalla Santini
Tipos de ResÌduos 
Gerados 
 
Grupo E: ResÌduos Perfurocortantes (vacinas)
Volume Gerado 
(MÍs) 100g por mÍs
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente o estabelecimento n„o possui empresa 
especializada para coleta dos resÌduos perfurocortantes 
(Grupo E). Recomenda-se a contrataÁ„o de empresa 
licenciada para a coleta, transporte, tratamento e destinaÁ„o 
final desses resÌduos, conforme estabelece a RDC nº 222/2018 
da ANVISA e a ResoluÁ„o CONAMA nº 358/2005.
Destino do ResÌduo Atualmente, as navalhas (resÌduos do Grupo E) provavelmente 
est„o sendo descartadas junto aos resÌduos comuns e 
encaminhadas ao aterro sanit·rio, o que configura destinaÁ„o 
incorreta. O correto È que esses resÌduos sejam 
acondicionados em recipientes rÌgidos e identificados, e 
posteriormente recolhidos por empresa licenciada para 
tratamento (autoclavagem ou incineraÁ„o) e disposiÁ„o final 
adequada, conforme determina a RDC nº 222/2018 da 
ANVISA e a ResoluÁ„o CONAMA nº 358/2005.
Atividade 
Desenvolvida Posto de Sa˙de 
Nome da Empresa * 
Raz„o Social * 
CNPJ * 
Respons·vel Secret·ria de Sa˙de 
Tipos de ResÌduos 
Gerados Grupo A Grupo B Grupo E 
Volume Gerado 
(MÍs) 140,58 Kg 6,70 Kg 26,11 Kg 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Bioaccess 
(08.680.158/0001-61) 
Destino do ResÌduo 
Tratados por autoclavaÁ„o ou incineraÁ„o. ApÛs o processo, 
s„o triturados ou reduzidos a cinzas e destinados a Aterro 
Classe I. 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Atividade 
Desenvolvida Farm·cia
Nome da Empresa Farm·cia Central 
Raz„o Social PRADELLA & AQUINO LTDA
CNPJ 01.725.912/0001-93
Respons·vel Rinaldo de Castro Pradella 
Tipos de ResÌduos 
Gerados 
Grupo A 
Grupo E: ResÌduos Perfurocortantes 
Volume Gerado 
(MÍs) 10 Kg por mÍs 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Bioaccess 
(08.680.158/0001-61)
Destino do ResÌduo 
Tratados por autoclavaÁ„o ou incineraÁ„o. ApÛs o processo, 
s„o triturados ou reduzidos a cinzas e destinados a Aterro 
Classe I.
Atividade 
Desenvolvida Farm·cia 
Nome da Empresa Farm·cia Essencial Cuidado da Sa˙de 
Raz„o Social ESSENCIAL CUIDADOS E SAUDE LTDA
CNPJ 26.113.805/0001-35
Respons·vel Jose AntÙnio Fabris Borba
Tipos de ResÌduos 
Gerados 
 Grupo A 
Grupo E: ResÌduos Perfurocortantes 
Volume Gerado 
(MÍs) 1 kg por mÍs
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Bioaccess 
(08.680.158/0001-61)
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Destino do ResÌduo 
Tratados por autoclavaÁ„o ou incineraÁ„o. ApÛs o processo, 
s„o triturados ou reduzidos a cinzas e destinados a Aterro 
Classe I.
Atividade 
Desenvolvida
LaboratÛrio
Nome da Empresa LaboratÛrio S„o Francisco
Raz„o Social LABORATORIO S FRANCISCO LTDA
CNPJ 02.195.944/0001-97
Respons·vel AntÙnio Vieira de Farias 
Tipos de ResÌduos 
Gerados 
Grupo A 
Grupo E: ResÌduos Perfurocortantes 
Volume Gerado 
(MÍs)
2 Kg por mÍs 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Servioeste SoluÁıes Ambientais Ltda 
(03.392.348/0001-60)
Destino do ResÌduo Tratados por autoclavaÁ„o ou incineraÁ„o. ApÛs o processo, s„o 
triturados ou reduzidos a cinzas e destinados a Aterro Classe I.
Atividade 
Desenvolvida Mec‚nica 
Nome da Empresa Mec‚nica Santa Fe
Raz„o Social SILVIA APARECIDA RODRIGUES MEDEIROS
CNPJ 19.734.198/0001-65
Respons·vel Silvia Aparecida Rodrigues Medeiros
Tipos de ResÌduos 
Gerados ”leo Queimado 
Volume Gerado 
(MÍs) 200 litros por ano
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente, a empresa n„o possui contrato com empresa 
licenciada para a coleta do resÌduo gerado. Recomenda-se a 
contrataÁ„o de empresa especializada e devidamente 
autorizada pelo Ûrg„o ambiental competente para realizar a 
coleta e o transporte do Ûleo usado. As embalagens n„o 
contam tambÈm com empresa especializada para a coleta.
Destino do ResÌduo 
A destinaÁ„o final do resÌduo n„o foi devidamente 
identificada. … necess·rio encaminhar o material para 
empresas recicladoras ou refinadoras licenciadas, conforme 
as exigÍncias da ResoluÁ„o CONAMA nº 362/2005, que 
estabelece que o refino È a forma ambientalmente adequada 
de destinaÁ„o para esse tipo de resÌduo. 
Atualmente as embalagens de Ûleo lubrificante est„o indo 
para o aterro sanit·rio do municÌpio, assim recomendou-se no 
ato da visita que o propriet·rio faÁa o cadastro no programa 
jogue limpo para a coleta deste material.
Atividade 
Desenvolvida
Mec‚nica 
Nome da Empresa Mec‚nica Brasil
Raz„o Social ORELINA ANTONIO DE OLIVEIRA
CNPJ 10.570.143/0001-92
Respons·vel Edvaldo Anacleto de Oliveira 
Tipos de ResÌduos 
Gerados 
”leo Queimado 
Volume Gerado 
(MÍs)
200 litros a cada 2 meses
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente, a empresa n„o possui contrato com empresa 
licenciada para a coleta do resÌduo gerado. Recomenda-se a 
contrataÁ„o de empresa especializada e devidamente 
autorizada pelo Ûrg„o ambiental competente para realizar a 
coleta e o transporte do Ûleo usado. As embalagens n„o 
contam tambÈm com empresa especializada para a coleta.
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Destino do ResÌduo A destinaÁ„o final do resÌduo n„o foi devidamente 
identificada. … necess·rio encaminhar o material para 
empresas recicladoras ou refinadoras licenciadas, conforme 
as exigÍncias da ResoluÁ„o CONAMA nº 362/2005, que 
estabelece que o refino È a forma ambientalmente adequada 
de destinaÁ„o para esse tipo de resÌduo. 
Atualmente as embalagens de Ûleo lubrificante est„o indo 
para o aterro sanit·rio do municÌpio, assim recomendou-se no 
ato da visita que o propriet·rio faÁa o cadastro no programa 
jogue limpo para a coleta deste material.
Atividade 
Desenvolvida Mec‚nica 
Nome da Empresa Ander Motos
Raz„o Social
11.818.943 VALERIA CRISTINA DE AMORIM MELO 
CRISOSTOMO
CNPJ 11.818.943/0001-42
Respons·vel Anderson CrisÛstomo Oliveira da Silva
Tipos de ResÌduos 
Gerados ”leo Queimado 
Volume Gerado 
(MÍs) 200 litros a cada 3 meses
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente, a empresa n„o possui contrato com empresa 
licenciada para a coleta do resÌduo gerado. Recomenda-se a 
contrataÁ„o de empresa especializada e devidamente 
autorizada pelo Ûrg„o ambiental competente para realizar a 
coleta e o transporte do Ûleo usado. As embalagens n„o 
contam tambÈm com empresa especializada para a coleta.
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Destino do ResÌduo 
A destinaÁ„o final do resÌduo n„o foi devidamente 
identificada. … necess·rio encaminhar o material para 
empresas recicladoras ou refinadoras licenciadas, conforme 
as exigÍncias da ResoluÁ„o CONAMA nº 362/2005, que 
estabelece que o refino È a forma ambientalmente adequada 
de destinaÁ„o para esse tipo de resÌduo. 
Atualmente as embalagens de Ûleo lubrificante est„o indo 
para o aterro sanit·rio do municÌpio, assim recomendou-se no 
ato da visita que o propriet·rio faÁa o cadastro no programa 
jogue limpo para a coleta deste material.
Atividade 
Desenvolvida
Mec‚nica 
Nome da Empresa Oficina mec‚nica Pai e Filho 
Raz„o Social GUSTAVO RODRIGUES HERCULANO
CNPJ 36.818.889/0001-66
Respons·vel Gustavo Rodrigues
Tipos de ResÌduos 
Gerados 
”leo Queimado 
Volume Gerado 
(MÍs)
50 litros por mÍs 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente, a empresa n„o possui contrato com empresa 
licenciada para a coleta do resÌduo gerado. Recomenda-se a 
contrataÁ„o de empresa especializada e devidamente 
autorizada pelo Ûrg„o ambiental competente para realizar a 
coleta e o transporte do Ûleo usado. As embalagens n„o 
contam tambÈm com empresa especializada para a coleta.
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Destino do ResÌduo A destinaÁ„o final do resÌduo n„o foi devidamente 
identificada. … necess·rio encaminhar o material para 
empresas recicladoras ou refinadoras licenciadas, conforme 
as exigÍncias da ResoluÁ„o CONAMA nº 362/2005, que 
estabelece que o refino È a forma ambientalmente adequada 
de destinaÁ„o para esse tipo de resÌduo. 
Atualmente as embalagens de Ûleo lubrificante est„o indo 
para o aterro sanit·rio do municÌpio, assim recomendou-se no 
ato da visita que o propriet·rio faÁa o cadastro no programa 
jogue limpo para a coleta deste material.
Atividade 
Desenvolvida Padaria 
Nome da Empresa Delicias da Gisele 
Raz„o Social GIZELI DE OLIVEIRA - PANIFICADORA
CNPJ 28.844.273/0001-31
Respons·vel Gisele de Oliveira
Tipos de ResÌduos 
Gerados ”leo de cozinha
Volume Gerado 
(MÍs) 15 litros por semana 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente, a empresa n„o possui contrato com empresa 
especializada para a coleta do Ûleo de cozinha usado. 
Recomenda-se a formalizaÁ„o de parceria com empresa ou 
cooperativa devidamente licenciada para realizar a coleta, 
transporte e destinaÁ„o ambientalmente adequada do resÌduo, 
conforme determina a Lei Estadual nº 19.260/2017. 
Destino do ResÌduo Atualmente fabricaÁ„o de Sab„o
Atividade 
Desenvolvida Padaria 
Nome da Empresa CafÈ e confeitaria da Preta 
Raz„o Social REMILDA MIGUEL 05019741990
CNPJ 30.224.557/0001-77
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Respons·vel Remilda Miguel
Tipos de ResÌduos 
Gerados ”leo de cozinha
Volume Gerado 
(MÍs) 3 caixas de Ûleo por mÍs 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente, a empresa n„o possui contrato com empresa 
especializada para a coleta do Ûleo de cozinha usado. 
Recomenda-se a formalizaÁ„o de parceria com empresa ou 
cooperativa devidamente licenciada para realizar a coleta, 
transporte e destinaÁ„o ambientalmente adequada do resÌduo, 
conforme determina a Lei Estadual nº 19.260/2017. 
Destino do ResÌduo Atualmente fabricaÁ„o de Sab„o
Atividade 
Desenvolvida Restaurante 
Nome da Empresa Restaurante Figueira 
Raz„o Social EVELEM DA SILVA DOS SANTOS
CNPJ 22.014.438/0001-61
Respons·vel Benedita Levina da Silva
Tipos de ResÌduos 
Gerados ”leo de cozinha
Volume Gerado 
(MÍs) 5 litros por mÍs 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente, a empresa n„o possui contrato com empresa 
especializada para a coleta do Ûleo de cozinha usado. 
Recomenda-se a formalizaÁ„o de parceria com empresa ou 
cooperativa devidamente licenciada para realizar a coleta, 
transporte e destinaÁ„o ambientalmente adequada do resÌduo, 
conforme determina a Lei Estadual nº 19.260/2017. 
Destino do ResÌduo Atualmente fabricaÁ„o de Sab„o
Atividade 
Desenvolvida Funilaria 
Nome da Empresa Funilaria do Ligeirinho 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Raz„o Social * 
CNPJ * 
Respons·vel Juliano 
Tipos de ResÌduos 
Gerados 
Latas de tinta 
 
Volume Gerado 
(MÍs) 15 latas por mÍs 
Empresa 
Respons·vel pela 
Coleta 
Atualmente, a empresa n„o possui contrato com empresa 
licenciada para a coleta do resÌduo gerado. Recomenda-se a 
contrataÁ„o de empresa especializada e devidamente 
autorizada pelo Ûrg„o ambiental competente para realizar a 
coleta. 
Destino do ResÌduo Vende para a reciclagem 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
ANEXO IV – Modelo de ficha utilizada para levantamento dos resÌduos industriais, perigosos, de sa˙de 
e demais resÌduos 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
ANEXO V – Modelo de Ficha de Controle de Transporte de ResÌduos da ConstruÁ„o e 
DemoliÁ„o - CTR (disponibilizado para a prefeitura)
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 
Prefeitura Municipal de Alto ParaÌso-PR 
CNPJ 95.640.736/0001-30 CEP 87528-000 
Av. Pedro Amaro dos Santos, 900 – Fone/Fax 44 3664-1320 
e-mail – administracao@altoparaiso.pr.gov.br
 

open original →