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materia nº 37/2025

Tipo Projeto de Lei Executivo
Número / Ano 37 / 2025
Date 2025-10-13
EmentaDISPÕE SOBRE O PROGRAMA MUNICIPAL DE PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS E CONCESSÕES DO MUNICÍPIO DE ZORTÉA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
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Autoria

Tramitação (latest 5)

DateStatusTurnoTexto
2025-11-11 Aguardando Sanção / Promulgação Encaminhado para sanção do Prefeita Municipal, através do Ofício nº 111/2025/CM.
2025-11-10 Proposição aprovada Após aprovação com Emenda, à Secretaria para encaminhamento.
2025-11-03 Parecer favorável das comissões Encaminhada às Comissões Permanentes pertinentes.
2025-10-27 Proposição distribuída às comissões Encaminhada às Comissões Permanentes pertinentes.
2025-10-27 Proposição apresentada em Plenário Incluso para leitura no Expediente da Sessão Ordinária do dia 27.10.2025.

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Estado de Santa Catarina
PREFEITURA MUNICIPAL DE ZORTÉA
Rua Otaviano Oleoni Franceschi, 53 – Centro – Fone/Fax: (49) 3090-0900
E-mail: prefeitura@zortea.sc.gov.br – Cep 89633-000 – Zortéa SC
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PROJETO DE LEI ORDINÁRIA Nº 37/2025 DE 09 DE OUTUBRO DE 2025
DISPÕE SOBRE O PROGRAMA MUNICIPAL DE 
PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS E CONCESSÕES 
DO MUNICÍPIO DE ZORTÉA, E DÁ OUTRAS 
PROVIDÊNCIAS.
Rosane Antunes Pires Infeld, Prefeita Municipal de Zortéa – SC, no uso das 
atribuições de seu cargo, submete à apreciação da Câmara de Vereadores o Projeto de 
Lei abaixo especificado:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º - Fica instituído o Programa Municipal de Parcerias Público-Privadas 
e Concessões do Município de Zortéa – SC, com fins a regulamentar as Lei Federais nº 
8.987/95, 11.079/04, 11.445/07, 13.019/14, 14.133/21 e suas respectivas atualizações, 
buscando promover o desenvolvimento e fomentar a atração de investimento privado, 
no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta, com a delegação de serviços 
públicos mediante licitação prévia para a contratação de Parcerias Público-Privadas e 
Concessões. 
Art. 2º - Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:
I. Parceria Público-Privada (PPP): o contrato administrativo de 
concessão, na modalidade patrocinada ou administrativa ou diálogo competitivo, 
celebrado entre a Administração Pública e a Iniciativa Privada, podendo ser: 
a) Concessão Patrocinada: a concessão de serviços públicos ou de obras 
públicas quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação 
pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.
b) Concessão Administrativa: o contrato de prestação de serviços de que 
trata a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva 
execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.
II. Concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, 
feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência ou 
diálogo competitivo, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre 
capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado;
III. Concessão de serviço público precedida da execução de obra 
pública: a construção, total ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou 
melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegada pelo poder concedente, 
mediante licitação, na modalidade de concorrência ou diálogo competitivo, à pessoa 
jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por 
sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e 
amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado.
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Art. 3º - É vedada a celebração de contratos de Parcerias Público-Privadas 
e Concessões:
I. cujo valor do contrato seja inferior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões 
de reais); 
II. cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos; 
ou
III. que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra, o 
fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.
Art. 4º - As Parcerias Público-Privadas e Concessões sujeitar-se-ão:
I. a fiscalização pelo Poder Concedente responsável pela delegação, 
com a cooperação dos usuários. 
II. a publicação, previamente ao Edital de Licitação, do ato 
administrativo justificando a conveniência e oportunidade da contratação, caracterizando, 
ainda, o objeto, o prazo e o valor estimado.
CAPÍTULO II
DA AUTORIZAÇÃO PARA ESTUDOS E PROJETOS 
Art. 5º - Compete ao Chefe do Poder Executivo realizar estudos e projetos 
de Parceria Público-Privada e Concessões de Serviços Públicos, e ainda, conforme 
interesse público, conveniência e oportunidade: 
I. Celebrar Acordo de Cooperação, sem transferência de recursos, com 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público com qualificação técnica e expertise 
comprovada para realizar investigações, levantamentos, estudos de viabilidade, 
modelagem licitatória e contratual de projetos de Parceria Público-Privada e Concessões, 
nos termos do art. 2º, inciso VIII, alínea “a”, da Lei Federal nº 13.019/14; e art. 21 da 
Lei 8.987/95;
II. Publicar Extratos de Acordos de Cooperação e seus Aditivos no Diário 
Oficial do Município, em atendimento ao art. 5º, XXXIII e art. 37, caput, da Constituição 
Federal de 1988;
III. Publicar Decretos que institui e regulamenta o Conselho Gestor de 
Parcerias Público-Privadas e Concessões (CGPPP);
IV. Publicar Portarias que nomeiam os membros minimamente técnicos 
para composição do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas e Concessões 
(CGPPP).
Art. 6º - Os estudos, investigações, levantamentos, projetos, obras e 
despesas ou investimentos já efetuados, vinculados às Parcerias Público-Privadas e à 
Concessão, de utilidade para a licitação, realizados pelo poder concedente ou com a sua 
autorização, estarão à disposição dos interessados, devendo o vencedor da licitação 
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ressarcir os dispêndios correspondentes, especificados no edital, conforme disposto pelo 
art. 21 da Lei 8.987/95. 
CAPÍTULO III
DAS PARCERIAS PÚBLICO–PRIVADAS
Art. 7º - Fica autorizada a concessão de serviços públicos, precedida ou 
não da execução de obra pública, mediante a contratação de Parceria Público-Privada:
I. a eficientização, operação e manutenção da Rede de Iluminação 
Pública;
II. a implantação, operação e manutenção da Rede de 
Telecomunicações;
III. a implantação, operação e manutenção de sistema de Geração de 
Energia Renovável para atender as demandas energéticas próprias do Município; 
IV. a limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos: constituídos pelas 
atividades e pela disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações 
operacionais de coleta, varrição manual e mecanizada, asseio e conservação urbana, 
transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos 
resíduos sólidos domiciliares e dos resíduos de limpeza urbana;
V. a exploração de outros serviços complementares ou acessórios, de 
modo a dar maior sustentabilidade financeira ao projeto, redução do impacto tarifário ou 
menor contraprestação governamental.
Art. 8º - As Parcerias Público Privadas serão desenvolvidas por meio de 
adequado planejamento do Poder Executivo, conforme prioridade e interesse público do 
Município.
Parágrafo Único: Para a contratação de Parceria Público-Privada 
observar-se-ão as normas constantes na Lei Federal nº 11.079/04 e, subsidiariamente, 
aplicar-se-á, a Lei Federal nº 14.133/21. 
Art. 9° - Os contratos de Parcerias Público–Privada deverão 
obrigatoriamente estabelecer: 
I. o prazo de vigência do contrato compatível com a amortização dos 
investimentos realizados, não inferior a 5 (cinco) anos, nem superior a 35 (trinta e cinco) 
anos, incluindo eventual prorrogação;
II. as penalidades aplicáveis à Administração Pública e ao Parceiro￾Privado em caso de inadimplemento contratual, fixadas sempre de forma proporcional à 
gravidade da falta cometida e às obrigações assumidas;
III. a repartição de riscos entre as partes, inclusive os referentes a caso 
fortuito, força maior, fato do príncipe e álea econômica extraordinária;
IV. as formas de remuneração e de atualização dos valores contratuais;
V. os mecanismos para a preservação da atualidade da prestação dos 
serviços;
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VI. os fatos que caracterizem a inadimplência pecuniária do parceiro 
público, os modos e o prazo de regularização e, quando houver, a forma de acionamento 
da garantia;
VII. os critérios objetivos de avaliação do desempenho do parceiro￾privado;
VIII. a prestação, pelo parceiro privado, de garantias de execução 
suficientes e compatíveis com os ônus e riscos envolvidos;
IX. o compartilhamento com a Administração Pública de eventuais 
ganhos econômicos efetivos do parceiro-privado decorrentes da redução do risco de 
crédito dos financiamentos utilizados pelo parceiro-privado;
X. a realização de vistoria dos bens reversíveis, podendo o parceiro 
público reter os pagamentos ao parceiro-privado, no valor necessário para reparar as 
irregularidades eventualmente detectadas.
Art. 10 - Os contratos oriundos de Parcerias Público-Privadas poderão 
prever adicionalmente:
I. os requisitos e condições em que o parceiro-público autorizará a 
transferência do controle da sociedade de propósito específico para os seus 
financiadores, com o objetivo de promover a sua reestruturação financeira e assegurar 
a continuidade da prestação dos serviços;
II. a possibilidade de emissão de empenho em nome dos financiadores 
do projeto em relação às obrigações pecuniárias da Administração Pública;
III. a legitimidade dos financiadores do projeto para receber 
indenizações por extinção antecipada do contrato, bem como, pagamentos efetuados 
pelos fundos e empresas estatais garantidores de Parceria Público-Privada.
IV. a contratação de Verificador Independente, sua forma de 
contratação, remuneração e competências.
Art. 11 - A contraprestação da Administração Pública nos contratos de 
Parceria Público-Privada poderá ser feita por:
I. pagamento com recursos orçamentários próprios do município;
II. cessão de créditos não tributários do município;
III. outorga de direitos em face da Administração Pública; 
IV. outorga de direitos sobre bens públicos dominicais;
V. títulos de dívida pública;
VI. outros meios admitidos por lei.
Parágrafo Único. O contrato poderá prever o pagamento ao parceiro 
privado de remuneração variável vinculada ao seu desempenho, conforme metas e 
padrões de qualidade e disponibilidade definidos no contrato.
Art. 12 - A contraprestação da Administração Pública será 
obrigatoriamente precedida da disponibilização do serviço objeto do contrato de Parceria 
Público-Privada.
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Art. 13 – Antes da celebração do contrato de Concessão, patrocinada ou 
administrativa, o licitante vencedor deverá se constituir-se em sociedade de propósito 
específico, nos termos do art. 9º da Lei Federal 11.079/04, incumbida de implantar e 
gerir o objeto da parceria, nos termos do Edital. 
Art. 14 - As obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública 
em contrato de Parceria Público-Privada serão garantidas, conforme interesse público, 
nos termos do Art. 8º da Lei Federal 11.079 de 2004 mediante:
I. a vinculação de receitas;
II. a instituição ou a vinculação de fundos municipais;
III. a contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras 
que não sejam controladas pelo Poder Público;
IV. garantia prestada por organismos internacionais ou instituições 
financeiras que não sejam controladas pelo Poder Público;
V. garantia real, fidejussória e seguro;
VI. outros mecanismos de garantias admitidos pelo ordenamento 
jurídico brasileiro vigente.
Art. 15 - Como mecanismo de pagamento e garantia de adimplemento da 
contraprestação em Contratos de Parceria Público-Privada, por parte do Poder 
Concedente à Concessionária, fica autorizada a vinculação das receitas provenientes:
I. da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública –
COSIP/CIP, quando o objeto contemplar a prestação de serviço público de iluminação 
pública;
II. do Fundo de Participação dos Municípios – FPM.
Art. 16 - A contratação de Parceria Público-Privada que vincule a 
Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública – COSIP/CIP e do Fundo de 
Participação dos Municípios – FPM fica condicionada a previsibilidade dos respectivos 
percentuais:
I. na Lei Orçamentária Anual – LOA, no ano corrente da assinatura do 
Contrato da Parceria Público-Privada;
II. no Plano Plurianual - PPA, para os anos subsequentes ao longo de 
toda a vigência do Contrato da Parceria Público-Privada.
CAPÍTULO IV
DAS CONCESSÕES DE SERVIÇOS PÚBLICOS
Art. 17 - Fica autorizada a concessão de serviços públicos de saneamento 
básico, nos termos da Lei Federal nº 11.445/07, que compreende um conjunto de 
serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais de:
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I. abastecimento de água potável: constituído pelas atividades e 
pela disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais 
necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações 
prediais e seus instrumentos de medição; 
II. esgotamento sanitário: constituído pelas atividades e pela 
disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais necessárias à 
coleta, ao transporte, ao tratamento e à disposição final adequados dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais até sua destinação final para produção de água de reuso ou seu 
lançamento de forma adequada no meio ambiente.
Art. 18 - O contrato de concessão terá o prazo de vigência de até 35 (trinta 
e cinco) anos, contado a partir da data de sua assinatura, podendo ser prorrogado 
conforme disposto nesta Lei, no edital de licitação, no contrato de concessão e nos 
demais regulamentos da concessão.
§ 1º Desde que manifestado o interesse pelas partes, o poder concedente, 
para assegurar a continuidade e qualidade do serviço público, poderá prorrogar o prazo 
da concessão, uma única vez, por prazo não superior a 35 (trinta e cinco) anos, de acordo 
com o procedimento e condições a serem fixadas no edital de licitação e no contrato de 
concessão.
Art. 19 - Toda Concessão, precedida ou não da execução de obra pública:
I. será desenvolvida por meio de adequado planejamento, conforme 
prioridade de interesse público;
II. será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e 
com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do 
julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. 
Art. 20 - São cláusulas essenciais do Contrato de Concessão, nos termos 
da Lei Federal 8.987/95, as relativas:
I. ao objeto, à área e ao prazo da concessão;
II. ao modo, forma e condições de prestação do serviço;
III. aos critérios, indicadores, fórmulas e parâmetros definidores da 
qualidade do serviço;
IV. ao preço do serviço e aos critérios e procedimentos para o reajuste 
e a revisão das tarifas;
V. aos direitos, garantias e obrigações do poder concedente e da 
concessionária, inclusive os relacionados às previsíveis necessidades de futura alteração 
e expansão do serviço e consequente modernização, aperfeiçoamento e ampliação dos 
equipamentos e das instalações;
VI. aos direitos e deveres dos usuários para obtenção e utilização do 
serviço;
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VII. à forma de fiscalização das instalações, dos equipamentos, dos 
métodos e práticas de execução do serviço, bem como a indicação dos órgãos 
competentes para exercê-la;
VIII. às penalidades contratuais e administrativas a que se sujeita a 
concessionária e sua forma de aplicação;
IX. aos casos de extinção da concessão;
X. aos bens reversíveis;
XI. aos critérios para o cálculo e a forma de pagamento das indenizações 
devidas à concessionária, quando for o caso;
XII. às condições para prorrogação do contrato;
XIII. à obrigatoriedade, forma e periodicidade da prestação de contas da 
concessionária ao poder concedente;
XIV. à exigência da publicação de demonstrações financeiras periódicas 
da concessionária; e
XV. ao foro e ao modo amigável de solução das divergências contratuais.
Art. 21 - Os contratos relativos à Concessão de serviço público precedido 
da execução de obra pública deverão, adicionalmente:
I. estipular os cronogramas físico-financeiros de execução das obras 
vinculadas à concessão; e
II. exigir garantia do fiel cumprimento, pela concessionária, das 
obrigações relativas às obras vinculadas à concessão.
Art. 22 - Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, 
cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos 
usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua 
ou atenue essa responsabilidade.
Art. 23 - Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo, a 
concessionária poderá contratar com terceiros, sob as normas de direito privado, para o 
desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço 
concedido, bem como a implementação de projetos associados, respeitado o regramento 
do Poder Concedente definido em Contrato. 
Art. 24 - Aos casos omissos a esta Lei no que tange à Concessão plena de 
serviços públicos, aplicar-se-á à cada objeto a legislação pertinente e o disposto na Lei 
Federal nº 8.987/95.
CAPÍTULO V
DA LICITAÇÃO
Art. 25 - Compete ao Chefe do Poder Executivo nomear a Comissão de 
Licitação, de caráter Permanente ou Especial, para condução do certame licitatório, na 
modalidade concorrência, para a contratação de Parceria Público-Privada e Concessões, 
mediante publicação de Portaria no Diário Oficial, competindo-lhes as seguintes 
atribuições: 
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I.Criar página oficial de Parcerias Público-Privadas e Concessões no sítio 
eletrônico oficial do Município como canal de informações e transparência à população;
II.Publicar o Edital de Concorrência e seus respectivos Anexos, para 
contratação de Parceria Público-Privada e Concessões com a especificação do objeto;
III.Instruir e conduzir todo o processo licitatório;
IV.Providenciar a publicação das atas deliberativas no sítio eletrônico oficial, e 
as decisões mediante extrato no Diário Oficial do Município – DOM; 
V.Receber, examinar e julgar todos os pedidos de esclarecimentos e 
impugnações ao instrumento convocatório;
VI.Presidir a Sessão Pública de Abertura do certame, credenciar, habilitar e 
julgar a fase de classificação de propostas;
VII.Realizar as diligências que entender necessárias em qualquer fase do 
procedimento licitatório;
VIII.Receber recursos administrativos e sobre eles se manifestar e publicar os 
resultados;
IX.Encaminhar o processo administrativo, devidamente instruído, ao Chefe do 
Poder Executivo, para decisão acerca da homologação e adjudicação do objeto ao 
vencedor da Licitação. 
Art. 26 - A Contratação de Parcerias Público-Privadas e Concessões será 
precedida de Licitação, na modalidade de Concorrência ou Diálogo Competitivo, estando 
a abertura do processo licitatório condicionada a autorização das autoridades 
competentes, fundamentadas em estudo técnico de viabilidade que demonstre: 
I. a conveniência e a oportunidade da contratação, mediante 
identificação das razões que justifiquem a opção pela forma de Parceria Público-Privada;
II. a elaboração de estimativa do impacto orçamentário-financeiro nos 
exercícios em que deva vigorar o contrato de Parceria Público-Privada;
III. a declaração do ordenador da despesa de que as obrigações 
contraídas pela Administração Pública no decorrer do contrato são compatíveis com a 
Lei de Diretrizes Orçamentárias;
IV. estimativa do fluxo de recursos públicos suficientes para o 
cumprimento, indicando as dotações orçamentárias, durante a vigência do contrato e 
por exercício financeiro, das obrigações contraídas pela Administração Pública;
V. a previsão orçamentária no Plano Plurianual correspondente ao 
exercício vigente ou o seguinte à assinatura do contrato de concessão;
VI. expedição das diretrizes para o licenciamento ambiental do 
empreendimento, sempre que o objeto do contrato exigir.
Art. 27 - O certame licitatório está condicionado à submissão da minuta 
de edital, de contrato e demais anexos pertinentes à modelagem licitatória e contratual, 
à Consulta Pública, mediante publicação por meio eletrônico, que deverá informar a 
justificativa para a contratação, o objeto, o prazo de duração do contrato, o seu valor 
estimado, fixando-se prazo mínimo de 30 (trinta) dias para recebimento de sugestões e 
demais contribuições da sociedade Civil e potenciais licitantes.
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Art. 28 - Fica facultado ao Poder Concedente a realização de Audiência 
Pública e Roadshow, cujo realização dar-se- á pelo menos 7 (sete) dias antes da data 
prevista para a publicação oficial do edital de licitação, especialmente, para contratação 
de Parceria Público-Privada, sendo obrigatória quando se tratar de Concessão de 
serviços públicos de saneamento básico, obedecida a legislação específica. 
Art. 29 - O instrumento convocatório conterá minuta do contrato e 
indicará, expressamente, a submissão da licitação às normas desta Lei e observará, 
podendo ainda prever:
I. Exigência de garantia de proposta do licitante, bem como de 
garantia de execução por parte da concessionária e do poder concedente, observado os 
limites legais;
II. Hipóteses de execução e aplicação de sanções administrativas pela 
administração pública;
III. Exigência de ressarcimento dos estudos, levantamentos e 
investigações em cumprimento ao art. 21 da Lei Federal 8.987/95 vinculados ao 
Contrato de Concessão Plena, Patrocinada ou Administrativa; 
IV. Exigência de contratação de instituição especializada para atuar 
como Verificador Independente na fiscalização direta ao longo do Contrato de Concessão 
Administrativa.
Art. 30 – A licitação para a contratação de Parceria Público-Privada 
obedecerá, estritamente, a Lei Federal nº 11.079/04, sendo aplicada, subsidiariamente, 
a Lei Federal nº 14.133/21, e ao seguinte:
I. o julgamento poderá conter inversão de ordem de abertura dos 
envelopes;
II. o julgamento poderá adotar como critérios:
a) menor valor da contraprestação a ser paga pela Administração 
Pública;
b) melhor proposta técnica combinado com o critério da alínea “a”, de 
acordo com os pesos estabelecidos no edital.
Art. 31 - A licitação para Concessão Plena de serviços públicos, precedida 
ou não da execução de obra pública, obedecerá, estritamente, a Lei Federal nº 8.987/95, 
as demais legislações correlatas ao objeto, e subsidiariamente a Lei Federal nº 
14.133/21 e suas atualizações respectivas.
Art. 32 - No julgamento será considerado um dos seguintes 
critérios: 
I. o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado; 
II. a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela 
outorga da concessão; 
III. a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e 
VII; 
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IV. a melhor proposta técnica, com preço fixado no edital; 
V. a melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor 
valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica
VI. a melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior 
oferta pela delegação da concessão com o de melhor técnica; 
VII. a melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de 
propostas técnicas. 
Art. 33 - O edital de licitação para a concessão plena de serviços públicos 
observará, no que couber, os critérios e as normas gerais da legislação própria e conterá, 
especialmente:
I. o objeto, metas e o prazo da concessão;
II. a descrição das condições necessárias à prestação adequada do 
serviço;
III. os prazos para recebimento das propostas, julgamento da licitação 
e assinatura do contrato;
IV. prazo, local e horário em que serão fornecidos, aos interessados, os 
dados, estudos e projetos necessários à elaboração dos orçamentos e apresentação das 
propostas;
V. os critérios e a relação dos documentos exigidos para a aferição da 
capacidade técnica, da idoneidade financeira e da regularidade jurídica e fiscal;
VI. as possíveis fontes de receitas alternativas, complementares ou 
acessórias, bem como as provenientes de projetos associados;
VII. os direitos e obrigações do poder concedente e da concessionária 
em relação a alterações e expansões a serem realizadas no futuro, para garantir a 
continuidade da prestação do serviço;
VIII. os critérios de reajuste e revisão da tarifa;
IX. os critérios, indicadores, fórmulas e parâmetros a serem utilizados 
no julgamento técnico e econômico-financeiro da proposta;
X. a indicação dos bens reversíveis;
XI. as características dos bens reversíveis e as condições em que estes 
serão postos à disposição, nos casos em que houver sido extinta a concessão anterior;
XII. a expressa indicação do responsável pelo ônus das desapropriações 
necessárias à execução do serviço ou da obra pública, ou para a instituição de servidão 
administrativa;
XIII. as condições de liderança da empresa responsável, na hipótese em 
que for permitida a participação de empresas em consórcio;
XIV. a minuta do respectivo contrato, que conterá as cláusulas essenciais, 
quando aplicáveis;
XV. nos casos de concessão precedida especialmente da execução de 
obra pública, os dados relativos à obra, dentre os quais os elementos do projeto básico 
que permitam sua plena caracterização, bem assim as garantias exigidas para essa parte 
específica do contrato, adequadas a cada caso e limitadas ao valor da 
obra. 
Art. 34 - O edital para a seleção de parceiro privada para contratação de 
Parceria Público-Privada, bem como da delegação de Concessão de serviços públicos, 
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poderá prevê a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento, hipótese em 
que:
I. encerrada a fase de classificação das propostas, será aberto o 
envelope com os documentos de habilitação apenas do licitante mais bem classificado, 
para verificação do atendimento das condições fixadas no edital;
II. verificado o atendimento das exigências do edital, o licitante 
classificado em primeiro lugar será declarado vencedor;
III. inabilitado o licitante melhor classificado, serão analisados os 
documentos de habilitação do licitante com a proposta classificada em segundo lugar, e 
assim, sucessivamente, até que um licitante classificado atenda às condições fixadas no 
edital;
IV. proclamado o resultado do certame, o objeto será adjudicado ao 
vencedor nas condições técnicas e econômicas por ele ofertadas.
Art. 35 – Homologado e adjudicado o objeto da licitação ao licitante 
vencedor, este deverá ressarcir a instituição responsável pelos levantamentos, estudos 
de viabilidade, modelagem licitatória, contratual e eventual assessoria contratada que 
subsidiou o Poder Concedente à realização do projeto, em cumprimento ao que determina 
o art. 21 da Lei 8.987, de 13 de fevereiro de 1995.
Art. 36 - Em caso de necessidade ou demonstrada insuficiência de 
conhecimento técnico do quadro permanente de funcionários para a estruturação e 
desenvolvimento das Parcerias, fica autorizado a celebração de cooperação com 
instituição capacitada para ofertar assessoramento integral.
CAPÍTULO VI
DA GESTÃO ASSOCIADA
Art. 37 – Fica autorizada a gestão associada de serviços públicos junto a 
outros entes da federação, com o fim precípuo de desenvolver-se mediante arranjo de 
Parceria Público-Privada e/ou Concessões, podendo, mediante conveniência, 
oportunidade, interesse público e social:
I. firmar convênios, acordos de cooperação e constitui-se em 
consórcio, para a gestão associada de serviços públicos junto à administração direta ou 
indireta dos entes da Federação;
II. desenvolver projetos de infraestrutura urbana, realizar estudos, 
modelagem licitatória e contratual, realizar licitação em lote em gestão associada à 
administração direta ou indireta dos entes da Federação, quando o projeto não se 
viabilizar economicamente, buscando unir-se com outros Municípios para 
desenvolvimento do projeto. 
Art. 38 - Fica autorizado o Município de Zortéa a contratação de Parceria 
Pública-Privada e Concessões mediante gestão associada com outros entes da Federação, 
condicionada à autorização e justificativa do Chefe do Poder Executivo, que deverá indicar 
de forma específica o objeto do empreendimento e as condições a que deverá atender, 
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observada a legislação de normas gerais em vigor, devendo o consórcio público ser 
constituído por contrato cuja celebração dependerá de prévia subscrição de protocolo de 
intenções, observados a disposições da Lei Federal 11.107/05.
CAPÍTULO VII
DO VERIFICADOR INDEPENDENTE
Art. 39 – Os Contratos de Parcerias Público-Privadas e Concessões que 
deleguem os serviços públicos, descritos nos artigos 7º e 17 da presente Lei, valer-se-ão 
dos serviços de Verificação Independente como instituto de boas práticas visando a 
garantia da eficiência e economicidade da concessão.
Art. 40 – Os procedimentos de seleção e contratação, bem como os 
serviços a serem executados pelo verificador independente deverão constar nas cláusulas 
do Contrato de Concessão, que deverão estipular procedimento capaz de preservar a 
autonomia e equidistância do verificador independente frente ao Poder Concedente e à 
Concessionária
Parágrafo único. As cláusulas presentes no Contrato de Concessão de que 
tratam da seleção e contratação do verificador independente deverão, dentre outros 
aspectos:
I - estipular que o Município, na condição de Poder Concedente, irá 
participar, junto à Concessionária, na seleção do verificador independente mediante 
constituição de lista tríplice ou homologação do verificador selecionado;
II - estipular prazos claramente definidos;
III - prever todos os elementos do processo administrativo que 
fundamentam a atuação do Poder Concedente.
Art. 41 – A concessionária será a responsável pela contratação e 
remuneração do Verificador Independente, não cabendo ao Poder Concedente firmar 
vínculo jurídico próprio com o verificador. 
Art. 42 – O Município, na condição de Poder Concedente, poderá estipular, 
na modelagem licitatória, cláusulas previamente estabelecidas que serão 
obrigatoriamente reproduzidos pela Concessionária no contrato que celebrará com o 
prestador de serviços de verificação independente, visando garantir, estritamente, a 
autonomia e equidistância do verificador.
§ 1º. As cláusulas de que tratam o caput poderão versar, em caráter 
taxativo, sobre:
I. participação do poder concedente nos procedimentos rescisórios, a fim 
de se garantir o contraditório e a ampla defesa ao verificador independente frente à 
concessionária.
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II. participação do poder concedente nos procedimentos sancionatórios, a 
fim de se garantir o contraditório e a ampla defesa do verificador independente frente à 
concessionária.
III. acionamento do Poder Concedente pelas partes no caso de 
inadimplências contratuais ou descumprimento de obrigações contratuais, visando 
garantir o contraditório e a ampla defesa para as partes, sem prejuízo de outras vias de 
resolução de conflitos.
§ 2º. É vedado ao Poder Concedente interferir no contrato de verificação 
independente, a não ser nos casos taxativamente previstos no presente instrumento.
Art. 43 – O Verificador Independente atuará por meio do desenvolvimento 
de estudos, levantamentos, investigações, relatórios com caráter técnico-opinativo e
consultoria que visam subsidiar a fiscalização e avaliação das obrigações afetas à 
concessão, o desempenho dos serviços segundo indicadores previamente estabelecidos, 
a remuneração da concessionária, quando houver, bem como eventuais reequilíbrios 
econômico-financeiros. 
Parágrafo único. É vedado, por parte do Município, na condição de Poder 
Concedente, a delegação da competência fiscalizatória ao Verificador Independente.
CAPÍTULO VIII
DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS
Art. 44 – Os contratos de Parceria Público-Privada e Concessões poderão 
estabelecer sanções administrativas, em face do inadimplemento das obrigações 
assumidas pela Concessionária e pelo Poder Concedente, sem prejuízo das demais 
sanções cíveis e criminais estabelecidas na legislação aplicável. 
CAPÍTULO IX
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 45 - Esta Lei terá aplicabilidade complementar as legislações federais 
específicas, não podendo contrariá-la, especialmente as Lei Federais nº 11.079/04, 
8.987/95, 11.445/07, 13.019/14; 14.133/21 e suas respectivas alterações. 
Art. 46 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua assinatura, condicionada 
a sua validade à publicação no DOM/SC, nos termos da Lei nº 446/2013, ratificada pela 
Lei nº 690/2022, produzindo seus efeitos, revogadas as disposições em contrário.
Zortéa, 09 de outubro de 2025. 
Rosane Antunes Pires Infeld 
Prefeita Municipal 
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MENSAGEM PROJETO DE LEI ORDINÁRIA
Nº 37/2025 09 DE OUTUBRO DE 2025
Excelentíssimo Senhor Vereador Presidente da Mesa Diretora.
Excelentíssimos Senhores Vereadores.
Douto Plenário.
Servidores Desta Casa de Leis.
Utilizando das prerrogativas e competências privativas a mim conferidas 
pela Lei Orgânica, como Prefeita do Município de Zortéa, submeto para a devida 
apreciação a presente Minuta de Projeto de Lei, cuja a principal finalidade é a instituição 
do Programa Municipal de Parcerias Público-Privadas e Concessões, nos termos das Lei 
Federais nº 11.079/04, 8.987/95, 11.445/07; 13.019/14; 14.133/21 e suas respectivas 
alterações. 
O modelo de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões tem se 
demonstrado eficaz em diversos municípios brasileiros, sobretudo na viabilização de 
investimentos em infraestrutura urbana e serviços essenciais que são fundamentais para 
o bem-estar da população. A possibilidade de atrair recursos privados reduz o impacto 
sobre o orçamento municipal, permitindo uma gestão financeira mais equilibrada e a 
entrega eficiente de serviços públicos. 
Um ponto estratégico deste projeto é a utilização responsável do Fundo de 
Participação dos Municípios (FPM) como garantia contratual nas PPPs. Essa vinculação 
será realizada após criteriosa análise técnica, respeitando a capacidade financeira e 
orçamentária do município, garantindo que não haja comprometimento das atividades 
administrativas essenciais ou do equilíbrio das contas públicas.
O uso planejado e transparente do FPM tem como objetivo assegurar 
segurança financeira aos investidores, contribuindo na atração de parcerias sólidas e 
qualificadas, o que resultará na ampliação de investimentos em áreas como saneamento 
básico, iluminação pública, telecomunicações e geração de energia renovável, setores 
diretamente ligados ao desenvolvimento local e à melhoria da qualidade de vida dos 
cidadãos.
Ademais, esta proposta encontra pleno respaldo nas Leis Federais nº 
8.987/95, 11.079/04, 11.445/07, 13.019/14 e 14.133/21, conferindo segurança jurídica 
necessária aos procedimentos licitatórios e contratuais, bem como estimulando a 
transparência e a participação popular em todo o processo decisório. 
Em nome do interesse social e econômico, o teor do presente Projeto de 
Lei promoverá o fortalecimento da base legal municipal para, com segurança jurídica, 
delegar sob o regime de Parceria Público-Privada e outorgar serviços públicos mediante 
Concessão. Afinal, este estabelece diretrizes, princípios, exigências legais e obrigações 
das partes, regramento do certame licitatório, dos contratos, da remuneração, garantias 
e etc. 
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Tendo em vista as notórias vantajosidades econômicas e sociais advindas 
da utilização do modelo das Parcerias Público-Privadas em detrimentos de outras 
modalidades de delegação de serviços públicos, defende-se que a utilização deste modelo 
é essencial para a concretização do Princípio da Economicidade e o Princípio da Eficiência, 
sobretudo no que tange à gestão dos recursos públicos.
Diante da relevância econômica e social do projeto apresentado, solicito o 
apoio dos nobres Vereadores para apreciação e aprovação desta proposta legislativa, 
convictos de que se trata de um avanço significativo na gestão pública municipal, com 
benefícios concretos e duradouros para a nossa comunidade.
De igual modo, reitero os votos de estima e apreço, permanecendo à 
disposição para maiores elucidações.
Zortéa, 09 de outubro de 2025
Rosane Antunes Pires Infeld 
Prefeita Municipal 

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