| Tipo | Projeto de Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 85 / 2011 |
| Date | 2011-11-17 |
| Ementa | "Denomina CORA CORALINA a Biblioteca Pública Municipal dá outras providências. |
| native_id | 1876 |
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ESTADO DE RONDÔNIA
CÀMARA mumcurm. DE SÃO MIGUEL 00 SUAFORÉ
Secretaria Legislativa
Assessoria das Comissões
Prøjetø - Lei N° 085I2D11
Assuntoz OENOMENA CORA CORALINA A BIBLIOTÉCA FÚELECA
MUNICIPAL DÁ OUTRAS PROVIDÈNCIAS.
Autør: PODER EXECU‘I1V0
Data:17I11I2IJ11
Å |4} PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃ0 MIGUEL DO GUAPORÉ
PODER EXECUTIYO
ESTAD0 DE RONDONIA
Projeto de Lei n. Që /2011 Em, 17 de Novembro de
2011.
"DenOmina CORA CORAL/N/-\ a
Biblioteca Pública Municipal dá outras
providências.
O Prefeito Municipal de São Miguel do Guaporé/RO, no uso de
suas atribuições legais, encaminha ao Plenário da Câmara Municipal o seguinte:
PROJETO DE L E I
Considerando que Cora Coralina é O pseudônimo da grande
poetisa goiana Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas e que começou a escrever
seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, mesmo tendo cursado somente
as primeiras quatro séries.
Cora Coralina foi uma das mais importantes poetisas brasileira,
capaz de transformar em versos a sua rotina simples vivenciadas no interior de
Goiás e no interior paulista.
Cora Coralina morreu em Goiânia, a sua Casa na cidade Goiás
foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção
literária.
Art. 1.° - Fica denominada CORA CORALINA a Biblioteca
Pública Municipal.
Art. 2° — Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogando-se as disposições em contrário.
São Miguel do Guaporé, aos dezessete dias
do mês de Novembro do ano de dois mil e
onze.
ngelo Fenali
Prefeito Municipal
Avenida São Paulo, 1.490 — fone 69 3642 2200
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃ0 MIGUEL DO GUAPORÉ
PODER EXECUTIVO
ESTAD0 DE RONDÓNIA
Mensagem n. 071/2011 Em, 17 de Novembro de
2011.
Sr. Presidente,
Srs. Vereadores:
O presente projeto de lei tem por tinalidade denominar a
Biblioteca Pública Municipal do Município de São Miguel do Guaporé.
Objetivando prestar uma homenagem a uma das mais
importantes poetisas nacionais, fica denominada CORA CORALINA a Biblioteca
Pública Municipal.
importante destacar que Cora Coralina se destacou em um
ambiente diferenciado, ou seja, morando no interior de Goiás e posteriormente no
interior do Estado de São Paulo, escrevia seus textos e após a morte do marido,
passou a vender seus livros e além deles, vendia linguiça caseira e banha de porco
para sustentar seus seis filhos.
Cora Coralina foi um exemplo da mulher brasileira, uma
guerreira e acima de tudo uma mulher sensível ao ambiente que vivia,
transformando sua vida em obra de arte.
Esperamos que, de forma democrática, os Edis aprovem essa
pequena homenagem a uma brilhante poetisa goiana, a llustre Cora Coralina,
dando-lhe seu nome a nossa Biblioteca Pública Municipal.
Cordialmente
<
nge nali
refei Municipal
Avcnida São Paulo, 1.490 « fone 69 3642 2200
BIOGRAFIA
Cora Coralina , pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de
Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985), é a grande poetisa do
Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado,
juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos '34 Rosa".
Em 1910, seu primeiro conto, ?'Tragédia na Roça 'Ç é publicado no '34nuário Histórico
e Geográñco do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911
conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. vai para
Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis ñlhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio,
Jacintha, Isis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar?Se à Semana de Arte
Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda?se para São
Paulo (SP). Em 1934, torna—se vendedora de livros da editora José Olímpio que, em
1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em
1976, é lançado "Meu Livro de Corde|'Ç pela editora Cultura Goiana. Em 1980,
Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da
autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada,
desperta 0 interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.
BIOGRAFIA 2
Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por
D. Pedro Il, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens
do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô
ainda era uma criança. Estima?Se que essa casa foi construída em meados do século
XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás.
Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os
nos jomaís locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as
primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase 0 seu primeiro conto,
Tragédiu na Roça.
Casou-se em com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no
ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta
e cinco anos, inicialmente nos municípios de Avaré e Jaboticabal, e depois em
gig, para onde se mudaria em É. Ao chegar à capital, teve que permanecer
algmnas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os
revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em QQ, presenciou a chegada de
Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos
participou da Revolugão Constitucionalista de 1932.
Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriorrnente mudou-se para
Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e
banha de wg. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em É, retomou para
Goiás.
Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda
transformação interior, a qual deñniria mais tarde como ??a perda do mgg". Nesta fase,
deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo escolhera para si
muitos anos atrás.
Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua
história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela
chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela
gravadora Paulinas Comep, 0 disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.
Cora Coralina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num
museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.
é: 'RÏ {
<Í?
_ _ _ VÈAMARA MUNICIPAL DE SA0 MIGIUEL D0 GUAPORE
ESTADO DE RONDONIA
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` PODER LEGISLATIV0
COMISSÄO PERMANENTE DE JUSTIQ E REDAQO
Parecer sobre o Projeto de Lei n° 085/2011, que denomina Cora
Carolina a Biblioteca Publica Municipal e da outras providencias,
A Comissão Permanente de Justiça e Redação, após analisar e
devidamente apreciar O Projeto de Lei supra mencionado resolve exarar
Parecer Favorável.
É O Parecer.
Sala das Sessões, 28 de nove bro |e 2011.
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Presidente - Se| · r ete
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Relator-— y Tomás
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Amarildo F=« * ra — Membro
Av. Capitão Silvio. l446 — fone-fax 0**69 642 2234
av |ýAMARA MUNICIPAL DE SA0 MIQUEL DO GUAPORE
ESTAD0 DE RONDONIA
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` PODER LEGISLATIVO
COMISSÃO PERMANENTE DE FINANÇAS E ORÇAMENTO
Parecer sobre o Projeto de Lei n° 085/2011, que denomina Cora
Carolina a Biblioteca Pub/ica Municipal e dá outras providencias.
A Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, após
analisar e devidamente apreciar O Projeto de Lei supra mencionado resolve
exarar Parecer Favorável.
É O Parecer.
Sala das Sessões, 28 de novembro de 2011.
42,/
Presidente ar|amos
"| r 14
Re/ator — Amar I Ferreira Membro — ÏY Onio Correia
Av. Capitão Silvio, l446 — fone-faX 0**69 642 2234