| Tipo | Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 1931 / 2022 |
| Date | 2022-12-01 |
| Ementa | INSTITUI O PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DESTINADO À GESTÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SANEAMENTO BÁSICO, A SABER: ABASTECIMENTO DE ÁGUA, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, LIMPEZA URBANA, MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS, DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS, EM TODO O TERRITÓRIO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO. |
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01/12/2022 Lei 1931 de 29/11/2022, assinado na forma do Decreto nº 6.450/2020 (ID: 261800 e CRC: DB9B32B0). 1/2 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO LEI N° 1931 DE 29 DE NOVEMBRO DE 2022 INSTITUI O PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DESTINADO À GESTÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SANEAMENTO BÁSICO, A SABER: ABASTECIMENTO DE ÁGUA, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, LIMPEZA URBANA, MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS, DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS, EM TODO O TERRITÓRIO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO. A Câmara Municipal de Vereadores de Vale do Paraíso, aprovou e eu, Prefeita Municipal, Poliana de Moraes Silva Gasqui Perreta, sanciono a seguinte Lei: Art 1º Esta Lei institui o Plano Municipal de Saneamento Básico, nos termos do ANEXO ÚNICO, destinado a articular, integrar e coordenar recursos tecnológicos, humanos, econômicos e financeiros para a gestão e execução dos serviços públicos municipais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana e manejo das águas pluviais, em todo o território do município, em conformidade com o estabelecido na Lei Federal nº 11.445/2007, na Lei Federal 12.305/2010, Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho de 2020 e da Lei Estadual nº 4.955, de 19 de janeiro de 2021. Parágrafo único - O executivo municipal, bem como os responsáveis listados no PMSB, deverão cumprir com suas responsabilidades e atenderem ao planejamento estabelecido conforme metas emergenciais, de curto, médio e longo prazo para universalização dos serviços de saneamento básico. Art 2º O Plano Municipal de Saneamento Básico, instituído por esta Lei, será avaliado anualmente e revisado a cada quatro anos, sempre anteriormente à elaboração do Plano Plurianual. § 1º O Poder Executivo Municipal deverá encaminhar a proposta de revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara dos Vereadores, devendo constar as alterações, caso necessárias, à atualização e a consolidação do plano anteriormente vigente. § 2º O executivo municipal deverá incluir os recursos estimados para a execução do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Vale do Paraíso no seu Plano Plurianual. Art 3º A proposta de revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico, deverá ser elaborada em articulação com as prestadoras dos serviços e estar em compatibilidade com as diretrizes, metas e objetivos: I - das Políticas Estaduais de Saneamento Básico, de Saúde Pública e de Meio Ambiente; II - dos Planos Estaduais de Saneamento Básico e de Recursos Hídricos. § 1º A revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico deverá seguir as diretrizes dos planos das bacias hidrográficas em que estiver inserido. § 2º O Poder Executivo Municipal, na realização do estabelecido neste artigo, poderá solicitar cooperação técnica do Estado de Rondônia e de demais órgãos da União. 01/12/2022 Lei 1931 de 29/11/2022, assinado na forma do Decreto nº 6.450/2020 (ID: 261800 e CRC: DB9B32B0). 2/2 Art 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Poliana de Moraes Silva Gasqui Perreta Prefeita Municipal Av. Paraíso, 2601 - Centro - Vale do Paraíso/RO CEP: 76.923-000 Contato: (69) 3464-1005 - Site: www.valedoparaiso.ro.gov.br - CNPJ: 63.786.990/0001-55 Documento assinado eletronicamente (ICP-BR) por POLIANA DE MORAES SILVA GASQUI PERRETA, PREFEITA MUNICIPAL, em 01/12/2022 às 04:52, horário de Vale do Paraíso/RO, com fulcro no art. 18 do Decreto nº 6.450 de 18/05/2020. A autenticidade deste documento pode ser conferida no site eproc.valedoparaiso.ro.gov.br:5659, informando o ID 261800 e o código verificador DB9B32B0. Anexos Seq. Documento Data ID 1 Anexos 1931 29/11/2022 261811 Docto ID: 261800 v1 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTOBÁSICO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO VALE DO PARAÍSO/RO Outubro de 2022 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO PRODUTO K PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTOBÁSICO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT da FUNASA, como produto para composição do Plano Municipal de Saneamento Básico, equivalendo ao Produto K do Termo de Execução Descentralizada – TED nº 08/2017, celebrado entre FUNASA e IFRO. O relatório foi elaborado pelo Comitê Executivo do PMSB e aprovado pelo Comitê de Coordenação, recebendo assessoramento técnico do IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº 1876/REIT-CGAB / IFRO, e financiamento através da FUNASA. VALE DO PARAÍSO/RO Outubro de 2022 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Insituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia Vale do Paraíso/RO, Prefeitura Municipal. Relatório Final do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Vale do Paraíso – RO. / Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) – Projeto Saber Viver. Porto Velho, RO, 2022. 509 f. 1.Saneamento Básico. 2.Programas, Projetos e Ações. 3. Plano de Execução. 4.Indicadores de Desempenho. 5.Sistema de Informação para Tomada de Decisão. I. Projeto Saber Viver. II. Título. PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Av. Paraíso, n. 2601 – Centro, Vale do Paraíso/RO, CEP 76.923–000, (69) 3464-1005 / (69) 3464-1462 PREFEITA Poliana de Moraes Silva Gasqui Perreta VICE-PREFEITO Adriano de Souza Roxa FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE — FUNASA Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO) Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP: 76.803-596, (69) 3216-6138 www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br APRESENTAÇÃO Dentre o conjunto de documentos que norteiam a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), o Resumo Executivo do Plano possui grande importância, por ser um relatório final, que objetiva subsidiar as autoridades e gestores municipais na captação de recursos para a implementação do Plano. Conforme as diretrizes dos Termos de Referência (TR 2012 e TR 2018) para construção do PMSB, este Resumo Executivo (Produto K) deve apresentar a síntese de todas as informações e dados, referentes aos quatro componentes do saneamento básico, obtidos durante a elaboração dos Produtos anteriores (Produtos C, D, E, F, H e I; disponíveis para consulta pública no site https://saberviver.ifro.edu.br/valedoparaiso-nav. No objetivo de ampliar as possibilidades de captação de recursos para o município junto às autoridades competentes, buscamos facilitar a apresentação e exposição das informações completas e detalhadas, contidas nos Produtos citados. Portanto, estes Produtos estão também inseridos na íntegra no presente documento, permitindo uma pronta consulta às informações necessárias referentes ao PMSB municipal, constando na forma dos Apêndices a seguir: Apêndice A: Prospectiva e Planejamento Estratégico (Produto D) - apresentando o “Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços”, sendo a base de orientação para a execução de projetos, contendo a definição dos objetivos e metas, bem como as prospectivas técnicas para cada um dos quatro serviços de saneamento básico; Apêndice B: Programas, projetos e ações (Produto E) – contendo as propostas de execução de forma organizada, para permitir a viabilização dos objetivos e das metas definidas no Prognóstico; Apêndice C: Programação da Execução (Produto F) - sistematização dos programas, projetos e ações de saneamento básico para os quatro serviços de saneamento básico. Especifica os beneficiários, o custo estimado, as fontes de financiamento disponíveis, os agentes responsáveis e as parcerias potenciais para cada programa definido no escopo do PMSB; Apêndice D: Indicadores de desempenho (Produto H) - indicadores e índices, com base matemática, apropriados para a descrição da realidade local e regional do município e acompanhamento do desenvolvimento da execução dos projetos e atividades, bem como fácil comunicação com a população do município nas diversas áreas de atuação do PMSB; Apêndice E: Sistema de informação para avaliação e tomada de decisão (Produto I) – sistema eletrônico com a função primordial de monitorar a situação real do saneamento municipal, tendo como base dados e indicadores de diferentes naturezas, possibilitando a intervenção no ambiente e auxiliando o processo de tomada de decisões. Trata-se de uma ferramenta de apoio gerencial fundamental, não apenas no momento de elaboração do plano, mas principalmente em sua implantação e avaliação. Contém três subsistemas, a saber: 1) Percepção social do saneamento básico, 2) Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3) Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB. O presente Produto, norteado pelo Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) de 2018, foi elaborado pelos Comitês Executivo e de Coordenação do PMSB do município (conjuntamente com prefeitura e secretarias). Através do Termo de Execução Descentralizada (TED) 08/2017, celebrado entre as instituições FUNASA e IFRO, o município recebeu assessoramento técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia – IFRO, por meio do Projeto Saber Viver (Portaria nº1876/REIT-CGAB/IFRO), com financiamento advindo através da Fundação Nacional de Saúde – FUNASA. Dentre a gama de produtos integradores do TED 08/17, o Resumo Executivo do PMSB refere-se ao Produto K. Este produto, bem como todos os produtos integrantes do PMSB do município também estão disponíveis para consulta pública no site https://saberviver.ifro.edu.br/valedoparaiso-nav. LISTA DE SIGLAS ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico APP – Área de Preservação Permanente CAERD – Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia CIMCERO – Consórcio Público Intermunicipal da Região Centro Leste do Estado de Rondônia DN – Diâmetro Nominal EEAB – Estação Elevatória de Água Bruta ETA – Estação de Tratamento de Água FUNASA – Fundação Nacional deSaúde GPS – Sistema Global de Posicionamento IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IFRO – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia PEV – Ponto de Entrega Voluntária PMGIRS – Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos PMGIRSS – Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos de Serviços de Saúde PMSB – Plano Municipal de Saneamento Básico PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PRAD – Plano de Recuperação de Área Degradada PVC – Policloreto de Vinila RCC – Resíduos da Construção Civil SAA– Sistema de Abastecimento de Água SES – Sistema de Esgotamento Sanitário TED – Termo de Execução Descentralizada TR – Termo de Referência LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Capacitação dos comitês do PMSB de Vale do Paraíso ..........................................17 Figura 2 - Mapa dos Setores de mobilização do Município de Vale do Paraíso. .....................18 Figura 3 - Participação social nos eventos setoriais .................................................................19 Figura 4 - Mapas falados desenvolvidos durante as reuniões setorizadas................................20 Figura 5 – Localização geográfica de Vale do Paraíso.............................................................23 Figura 6 - Mapa simplificado de cobertura e uso da terra de Vale do Paraíso. ........................26 Figura 7 - Unidade de SALTA-z na Escola Família Agrícola – instalada em 2021 ................33 Figura 8 - Unidade de SALTA-z na Escola Jorge Teixeira – instalada em 2019.....................33 Figura 9 - Unidade de SALTA-z na Escola Família Agrícola e na Escola Jorge Teixeira no distrito de Santa Rosa. ..............................................................................................................34 Figura 10 - Esquema gráfico das Soluções Individuais de Abastecimento de Água do Município – Poços Amazonas....................................................................................................................35 Figura 11 - Localização e via de acesso do ponto de captação até a estação de tratamento. ...37 Figura 12 – Igarapé Paraíso. .....................................................................................................38 Figura 13 - Estação de Tratamento de Água (ETA) do município de Vale do Paraíso/RO.....39 Figura 14 - Reservatórios semienterrados de água tratada .......................................................40 Figura 15 - Unidade SALTA-z do Distrito de Santa Rosa .......................................................42 Figura 16 - Esquema gráfico da Solução Alternativa Coletiva do Distrito de Santa Rosa ......43 Figura 17 - Unidade de SALTA-z na Escola Família Agrícola................................................45 Figura 18 - Dosador de cloro....................................................................................................45 Figura 19 - Análise de concentração de cloro ..........................................................................45 Figura 20 - Esquema gráfico da Solução Alternativa Coletiva localizado na EFA..................45 Figura 21 - Situação Atual do Esgotamento Sanitário na Sede Municipal...............................50 Figura 22 - Croqui da Situação Atual do Esgotamento Sanitário no Santa Rosa.....................51 Figura 23 - Malha Viária Urbana de Vale do Paraíso. .............................................................55 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Evolução populacional de Vale do Paraíso/RO (1991-2010) ................................25 Gráfico 2 - Fontes de Abastecimento de Água na Zona Rural .................................................47 Gráfico 3 - Tipos de Tratamento de Água na Zona Rural ........................................................47 Gráfico 4 – Localização dos sanitários nos domicílios rurais do Vale do Paraíso ...................52 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Evolução da população do Município .....................................................................24 Tabela 2 - Longevidade, mortalidade e fecundidade no Município (1991–2010) ...................25 Tabela 3 - Qualidade da água para consumo humano em Vale do Paraíso/RO entre os anos de 2014 e 2019. .............................................................................................................................29 Tabela 4 - Esgotamento Sanitário atual e impactos nas bacias hidrográficas ..........................30 Tabela 5- Impactos diretos do esgoto na rede hídrica ..............................................................30 Tabela 6 - Caracterização da destinação final dos esgotos domésticos no município de Vale do Paraíso. .....................................................................................................................................48 Tabela 7 - Quantitativo de resíduos gerados e destinados no ano de 2019 ..............................56 Tabela 8 - Geração de resíduos sólidos por componente no ano de 2019................................57 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Setores de mobilização da área urbana de Vale do Paraíso. ..................................17 Quadro 2 - Características do conjunto motobomba de captação de água ...............................39 Quadro 3 - Informações sobre a SALTA-Z do Distrito de Santa Rosa ....................................43 Quadro 4 - Componentes da estação SALTA-Z do Distrito de Santa Rosa.............................44 Quadro 5 - Informações sobre o SALTA-Z da EFA ................................................................46 Quadro 6 - Componentes da estação SALTA-Z da EFA .........................................................46 Quadro 7 - Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços de Saneamento Básico no Município, segundo as Dimensões Nacional, Estadual e Local ...............................................59 Quadro 8 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada na sede municipal de Vale do Paraíso. .....................................................................................61 Quadro 9 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa. .............................................................................................................62 Quadro 10 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de Vale do Paraíso..............................................................................62 Quadro 11 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário na Sede municipal de Vale do Paraíso. ..................................................................................................64 Quadro 12 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Santa Rosa. ..................................................................................................................64 Quadro 13 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de Vale do Paraíso....................................................................................64 Quadro 14 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na sede municipal de Vale do Paraíso.........................................................................66 Quadro 15 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa ................................................................................................66 Quadro 16 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de Vale do Paraíso................................................................67 Quadro 17 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede municipal de Vale do Paraíso. .........................................................................................69 Quadro 18 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa. ..................................................................................................................69 Quadro 19 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de Vale do Paraíso....................................................................................70 Quadro 20 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de Vale do Paraíso. ........................................................................72 Quadro 21—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa ..................................................................................................77 Quadro 22—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de Vale do Paraíso..................................................................78 Quadro 23 – Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de Vale do Paraíso..........................................................................................81 Quadro 24—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Santa Rosa ...................................................................................................................83 Quadro 25—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de Vale do Paraíso....................................................................................85 Quadro 26 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de Vale do Paraíso. ............................................................88 Quadro 27—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa ......................................................................................91 Quadro 28—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de Vale do Paraíso......................................................93 Quadro 29 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de Vale do Paraíso .....................................................................................95 Quadro 30—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa ..............................................................................................................99 Quadro 31—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de Vale do Paraíso............................................................................101 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 14 2 ESTRATÉGIA PARTICIPATIVA.................................................................................. 16 2.1 Estruturação dos comitês municipais..........................................................................16 2.2 Estruturação dos setores de mobilização....................................................................17 2.3 Estratégias de Mobilização, Comunicação e Participação Social e suas contribuições para o processo de elaboração do PMSB ......................................................................19 3. CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL DO MUNICÍPIO ......................................... 22 3.1 Caracterização da área de planejamento....................................................................22 3.1.1 Perfil demográfico do município ..............................................................................24 3.2 Caracterização socioeconômica do município............................................................26 3.2.1 Estrutura territorial do município ...........................................................................26 3.3 Aspectos ambientais de Recursos Hídricos.................................................................28 4 DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO DO SANEAMENTO BÁSICO MUNICIPAL........................................................................................................................... 31 4.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA..................................................................................31 4.1.1 Sistema de Abastecimento de Água na sede.........................................................32 4.1.1.1 Captação superficial............................................................................................35 4.1.1.2 Estação elevatória de Água Bruta......................................................................38 4.1.1.3 Estações de Tratamento de Água (ETA)...........................................................39 4.1.1.4 Reservação do SSA..............................................................................................40 4.1.1.5Rede de Distribuição............................................................................................41 4.1.2 Estrutura da Solução Alternativa Coletiva de Abastecimento de Água no Distrito de Santa Rosa.....................................................................................................42 4.1.3 Estrutura da Solução Alternativa de Abastecimento de Água na EFA.............44 4.1.4 Soluções individuais de abastecimento nas demais localidades da zona rural .46 4.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO.................................................................................48 4.2.1 Sistema de Esgotamento Sanitário........................................................................48 4.2.1.1 Sistema de Esgotamento Sanitário na sede .......................................................48 4.2.1.2 Sistema de Esgotamento Sanitário no Distrito de Santa Rosa ........................51 4.2.1.3 Sistema de Esgotamento Sanitário nas demais localidades rurais..................51 4.3 SERVIÇO DE DRENAGEM DAS ÁGUAS PLUVIAIS...........................................52 4.3.1 Sistema de Drenagem da Sede Municipal e no Distrito de Santa Rosa.............52 4.3.2 Sistema de Drenagem das Águas Pluviais nas áreas rurais................................56 4.4 SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS .....56 5 PROGNÓSTICO MUNICIPAL......................................................................................... 58 5.1.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o abastecimento de água.60 5.1.2 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o esgotamento sanitário ..63 5.1.3 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo das águas pluviais .............................................................................................................................65 5.1.4 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo dos resíduos sólidos...............................................................................................................................68 6 PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB....................................................................................................................................... 71 6.1 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Abastecimento de água...................................................................................................................................71 6.2 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Esgotamento Sanitário ...........................................................................................................................80 6.3 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Águas Pluviais..................................................................................................................87 6.4 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Resíduos Sólidos...............................................................................................................94 REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 102 ANEXO I - DECRETO DE NOMEAÇÃO DOS COMITÊS DE COORDENAÇÃO E EXECUTIVO........................................................................................................................ 103 ANEXO II - RELATÓRIOS MENSAIS SIMPLIFICADOS DO ANDAMENTO DAS ATIVIDADES, CORRESPONDENTE ÀS REUNIÕES SETORIAIS DE MOBILIZAÇÃO, ÀS CONFERÊNCIAS E AOS LEVANTAMENTOS DE CAMPO E VISITAS TÉCNICAS .......................................................................................................... 105 APÊNDICE A - PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (PRODUTO D) ................................................................................................................................................ 126 APÊNDICE B: PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (PRODUTO E) ...................... 316 APÊNDICE C: PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO (PRODUTO F) .......................... 362 APÊNDICE D: INDICADORES DE DESEMPENHO (PRODUTO H)......................... 423 APÊNDICE E: SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO (PRODUTO I).................................................................................................... 470 1 INTRODUÇÃO Este Produto configura-se como o Resumo Executivo (Relatório Final) do Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB do município de Vale do Paraíso. Ele apresenta a síntese de todas as informações e dados referentes aos quatro eixos do saneamento básico, obtidos durante a elaboração dos Produtos anteriores (C, D, E e F, conforme TED 08/17 FUNASA/IFRO). O Diagnóstico Técnico-Participativo (Produto C) detalha a situação atual dos serviços de saneamento básico, os métodos e informações utilizadas na realização do diagnóstico e os aspectos gerais ligados à caracterização física, social e econômica do município. A Prospectiva e Planejamento Estratégico (Produto D) aborda projeções de demandas emeios de fiscalização, de regulação e prestação dos serviços de saneamento. Ainda, apresenta os processos e medidas adotadas para avaliação, previsão e proposição de diretrizes de ações aserem tomadas pelo município em períodos de curto, médio e longo prazo, em consonância com o Marco Regulatório do Saneamento, atualizado pela Lei nº 14.026/2020. Os Programas, Projetos e Ações (Produto E), baseados nas propostas do Prognóstico, expõem, de maneira mais específica, aquelas atitudes municipais que contribuirão para o cumprimento dos objetivos previstos pela Política Nacional do Saneamento Básico, como a universalização do acesso os serviços de saneamento, nos prazos estabelecidos por lei, e o respeito ao meio ambiente nas interferências humanas nos recursos e elementos naturais. Alémdisso, também são abordadas as especificidades inerentes ao Plano Emergencial e de Contingência, que garantem a segurança e a continuidade da prestação dos serviços de saneamento em casos adversos. Finalmente, o Plano de Execução (Produto F) prevê o cumprimento das metas e ações estabelecidas no produto E e apresenta o cronograma físico e financeiro das atividades, definindo os valores e prazos estimados para serem investidos no município. Também foram estabelecidos os indicadores de desempenho do PMSB, que apresentam métodos de cálculo de especificidades relativas a cada componentes, tendo como resultado os índices de funcionamento dos sistemas de saneamento. Conforme o Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde de 2018 (TR FUNASA, 2018, páginas 18 e 19), o Resumo Executivo (Produto K) do PMSB tem por objetivo 14 15 subsidiar as autoridades e gestores municipais na captação de recursos para a implementação do Plano. Nesse sentido, esse documento deve ter como escopo mínimo: • um resumo da Estratégia Participativa, informando sobre a composição e o funcionamento dos Comitês do PMSB, um registro fotográfico dos eventos participativos, umaanálise de como a participação social trouxe contribuições para o processo de elaboração do PMSB; um resumo da caracterização territorial do Município, destacando os aspectos sociais, ambientais, econômicos, culturais e de infraestrutura que influenciaram mais diretamente os rumos e as escolhas feitas no âmbito do PMSB; uma descrição analítica do diagnóstico da situação dos serviços de saneamento básico no Município e de seus impactos nas condições devida da população, indicando as causas das deficiências encontradas e as pontes construídas noprognóstico para a resolução dos principais problemas existentes; uma apresentação sucinta, sepossível por meio de tabela, dos objetivos e respectivas metas do PMSB e das alternativas escolhidas para o cenário de referência para a gestão dos serviços de saneamento básico; • o quadro com a Programação da Execução do PMSB, que sistematiza as propostas doPMSB de Programas, Projetos e Ações do PMSB, a sua posição no ranking decorrente da aplicação da metodologia para hierarquização das propostas do PMSB, além da estimativa de custos, as fontes de financiamento, o agente responsável por sua implementação e as parceriaspotenciais. O PMSB do município de Vale do Paraíso, foi elaborado com a assessoria do Projeto Saber Viver, todos os Produtos integrantes estão disponíveis para consulta pública no site https://saberviver.ifro.edu.br/valedoparaiso-nav, permitindo facilmente a busca de informações mais detalhadas nos Produtos completos, há qualquer momento em que houver necessidade. Portanto, considerando o exposto, as informações e dados estão apresentados de formamais objetiva e sintética, reunindo e destacando todos os dados mais relevantes para o entendimento e a execução do planejamento estabelecido no PMSB deste Município. . 16 2 ESTRATÉGIA PARTICIPATIVA 2.1 Estruturação dos comitês municipais Para uma efetiva participação da sociedade no processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico de Vale do Paraíso considerou-se os princípios da gestão participativa e da paridade social nas instâncias dos Comitês Executivo e de Coordenação. Uma vez que essas instâncias colegiadas visam a atender à necessidade de inserção das perspectivas e aspirações da sociedade e à apreciação da realidade local em termos de saneamento. O Comitê Executivo é a instância responsável pela orientação dos processos de elaboração e execução do PMSB no município. A formação deste Comitê deve ser caracterizada por uma composição multidisciplinar, que inclui membros técnicos dos órgãos e entidades municipais, dos prestadores de serviço da área de saneamento básico e de áreas correlacionadas. O Comitê de Coordenação é a instância consultiva e deliberativa, composto por representantes da sociedade civil organizada e do poder público relacionados ao saneamento básico, que incluem entidades profissionais, empresariais, movimentos sociais, representantes dos Conselhos Municipais, da Câmara de Vereadores. Os comitês executivo e de coordenação de Vale do Paraíso foram organizados e nomeados por meio do decreto publicado, conforme pode ser verificado no Anexo I do presente documento. No início da construção do PMSB foi realizado um curso de capacitação para os comitês executivo e de coordenação, no qual foram definidas as estratégias participativas para cada passo da construção do PMSB. As metodologias foram oficinas colaborativas e metodologias ativas de aprendizagem, por meio das quais os membros dos comitês puderam se apropriar das temáticas e conteúdo técnico, ao mesmo tempo em que construíram, dinâmica e coletivamente, as estratégias para repassar e atingir a população municipal como um todo, visto que os comitês representam a população municipal, por serem munícipes conhecedores da realidade local. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019). 17 Figura 1 - Capacitação dos comitês do PMSB de Vale do Paraíso Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019). 2.2 Estruturação dos setores de mobilização Para uma efetiva participação da sociedade no processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico de Vale do Paraíso, na primeira etapa foram organizados eventos setoriais em diferentes regiões do município, organizadas pelos membros do comitê executivo, com o apoio dos membros do comitê de coordenação. Para alcançar todas as regiões do município, foram criados Setores de Mobilização. O Quadro 1 traz a composição dos Setores de Mobilização nas áreas urbana e rural, com indicação da população estimada e distância da sede. Quadro 1 - Setores de mobilização da área urbana de Vale do Paraíso. Setor Abrangência Distância da Sede População do Setor Setor de Mobilização 1 (Zona Urbana e Rural) Sede do município; Linha 62, Linha 2, Linha 24, Linha 199, Travessão Jolo Bosco, RO 475 Sede 3.911 Setor de Mobilização 2 (Zona Rural) Travessão Araújo, Ramal desvio da Serra, Linha 20, Linha 153, Linha 202. 23 KM 1.027 Setor de Mobilização 3 (Zona Rural) Linha 201, Linha 202, RO 475. 9 KM 1.563 Setor de Mobilização 4 (Zona Rural Linha 612, Linha 614, Linha 200, Linha 615, Linha 613, RO 470. 36 KM 1.709 Total Populacional 8.210 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019). 18 Figura 2 - Mapa dos Setores de mobilização do Município de Vale do Paraíso. 19 Figura 3 - Participação social nos eventos setoriais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019). 2.3 Estratégias de Mobilização, Comunicação e Participação Social e suas contribuições para o processo de elaboração do PMSB O processo de mobilização social tem por objetivo promover a participação da comunidade nas reuniões setorizadas e audiências públicas da construção do PMSB. Assim, o processo de mobilização que precedeu a realização dos primeiros eventos setoriais e audiência pública no município, teve o intuito de convidar a população a se fazer presente na construção dos cenários atuais e futuros a respeito do saneamento básico do município. Logo, as estratégias contemplaram toda a extensão territorial, abrangendo as áreas urbana e rural, de modo a alcançar a população como um todo, considerando as lideranças comunitárias, os agentes sociais com representação nas instâncias colegiadas, os responsáveis pela gestão dos serviços públicos de saneamento básico e os diferentes setores e agentes da sociedade. No sentido de mobilizar o maior número de pessoas, foram traçadas estratégias de comunicação visual e midiática, bem como a comunicação nas emissoras de rádio local. As estratégias de mobilização utilizadas foram: divulgações rápidas, com panfletagens e faixas nos semáforos em horários de pico; divulgação das reuniões em carros volantes; divulgação presencial nas escolas; divulgação em mídias digitais por interação digital (e-mails, banners, vídeos, stories) e divulgação por meio de material gráfico impresso como: cartazes, folders informativos, panfleto para divulgar as datas dos eventos setoriais, convites para reunião e audiência pública e cartilhas educativas. Os cartazes foram formulados para levar informações 20 sobre a data, hora e local das atividades que serão realizadas. Já os folders foram criados para levar informações resumidas sobre saneamento básico e o PMSB, e os cartazes foram afixados em locais de grande circulação de pessoas como: escolas, comércios, prefeitura, secretarias, posto de saúde; enquanto que as cartilhas, que também estão disponíveis no site (https://saberviver.ifro.edu.br/valedoparaiso-nav) apresentam informações mais detalhadas sobre PMSB e sobre a realidade do saneamento básico no município de Vale do Paraíso. No que concerne às mídias digitais, foram utilizadas as plataformas sociais: Instagram, Facebook, WhatsApp e YouTube, a favor da divulgação e disseminação das ações do PMSB. Uma vez traçadas as estratégias para mobilizar, buscou-se delinear as ferramentas que garantissem efetiva participação social, considerando-se os diferentes contextos presenciados. Nesta perspectiva, durante as reuniões setorizadas para apresentação da proposta de construção do PMSB nos municípios, foram realizadas atividades e dinâmicas para compreender os anseios sociais e a situação atual do saneamento básico. Uma das atividades que proporcionaram esse momento de troca e escuta dos anseios das comunidades foi o método de Explosão de Ideias (brainstorm), a partir de questões levantadas pelo condutor, a comunidade expos com ideias e sugestões, de forma objetiva e espontânea, a realidade do saneamento básico do município. Também foi utilizado a metodologia de mapa falado (Figura 4) e roda de conversas, como forma de registrar e especializar os principais problemas de saneamento básico apontados pelos membros da comunidade em relação a cada bairro/localidade. Figura 4 - Mapas falados desenvolvidos durante as reuniões setorizadas Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2019). 21 Além das estratégias de interpretação da realidade a partir da visão dos cidadãos, utilizadas nas reuniões e audiência pública, foram realizadas entrevistas com a população, com emprego de amostragem por conglomerados. A pesquisa teve como objetivo verificar a percepção social do saneamento básico, possibilitando uma interpretação mais plural da situação do saneamento básico e os impactos nas condições de vida da população. Para tanto, foram desenvolvidos dois questionários socioeconômicos: um para levantamento de dados urbanos e outro para dados rurais e povos tradicionais. Os questionários foram programados através do software Survey Solutions, um aplicativo gratuito desenvolvido por Data Group of The World Bank, que possibilita o levantamento de dados de forma fácil e segura por meio de tablets e smartphones com sistema operacional Android, online e off-line. A ferramenta permite a captura de fotos, áudio e recolhimento de informações precisas sobre os locais (GPS), distâncias e áreas, sendo capaz de guiar os entrevistadores às exatas localidades das entrevistas off-line usando imagens de satélite de alta resolução com GPS interligado, recolhendo os dados de forma online e off-line Uma das seções dos questionários foi dedicada a coleta de dados de comunicação e participação social, para compreender o perfil da comunidade quanto a participação e gestão democrática, bem como averiguar os instrumentos que utilizam para acessar as informações. O processo de mobilização, comunicação e participação social compõem o grande cerne do processo de construção do PMSB, considerando que é a participação da população que qualifica o PMSB de acordo com realidade do município. Logo, é uma forma de legitimação das mesmas políticas, uma vez que as propostas nascem, em grande parte, das proposições do público-alvo do saneamento básico, em geral representado por suas lideranças diretas ou indiretas. Dessa forma, a participação da sociedade nos eventos setoriais oportunizou a realização de uma leitura da realidade no que se refere ao saneamento básico, a partir da vivência e espaço onde cada sujeito se situa, desafiando os munícipes para a construção de mudanças que resultem no planejamento de ações que atendam às reais necessidades e superem os problemas prioritários dos seus setores. 22 3. CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL DO MUNICÍPIO 3.1 Caracterização da área de planejamento Vale do Paraíso é um município brasileiro localizado na porção leste do Estado de Rondônia. Com uma área total de 965,676 km² e uma população de 8.210 habitantes no último censo (IBGE, 2010). A estimativa da população atual é de 6.998 pessoas (IBGE, 2018) e a densidade demográfica é de aproximadamente 7,25 hab/km2 (Figura 5). A origem do município está ligada ao projeto de assentamento Polo Norte, realizado pelo INCRA na década de 1970. O projeto implementou a abertura de estradas vicinais e distribuição de propriedades rurais de 100 ha, atraindo famílias de migrantes de baixa renda de diversas regiões brasileiras, principalmente dos estados do Paraná, Minas Gerais e Espírito Santo. A partir dessa etapa de povoação inicial, na década seguinte (1980) foi criado o Núcleo Urbano de Apoio Rural (NUAR), nas terras doadas pelos pioneiros Pedro Sabino, Antônio da Vitória e Manuel Beleza Lyra. A escolha do nome para o NUAR foi feita por meio de votação com os moradores da época, em que foram sugeridos vários nomes. O nome escolhido pela maioria, foi Vale do Paraíso e o segundo foi Tubarão. Seu nome é originado do igarapé Paraíso em cujo vale fica localizada a cidade sede do município. Os primeiros funcionários que vieram para o município eram da rede estadual, e hospedavam em uma residência construídas, em sua maioria, pelo governo estadual, que ergueu também um Centro Técnico Administrativo, um posto de apoio e um posto da extinta SUCAM. Nesta época, os agentes da SUCAM faziam visitas de controle de doenças epidemiológicas e tropicais, como malária, febre amarela, esquistossomose, etc. Eles vinham em grupos, dividiam-se pela região e acampavam-se nas matas durante 30 a quarenta dias. Figura 5 – Localização geográfica de Vale do Paraíso. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019). 23 24 3.1.1 Perfil demográfico do município Os dados do Município mostram que, Entre 2000 e 2010, a população de Vale do Paraíso cresceu a uma taxa média anual de -1,82%, enquanto no Brasil foi de 1,17%, no mesmo período. Nesta década, a taxa de urbanização do município passou de 18,66% para 27,72%. Em 2010 viviam, no município, 8.210 pessoas. Entre 1991 e 2000, a população do município cresceu a uma taxa média anual de 1,20%. Na UF, esta taxa foi de 2,22%, enquanto no Brasil foi de 1,63%, no mesmo período. Na década, a taxa de urbanização do município passou de 0,00% para 18,66%. O número de domicílios particulares ocupados era de 2.430 (uma média de 2,80 moradores por domicílio). Os indicadores de habitação assinalam também que, em 2010, aproximadamente 97,4% possuíam instalações sanitárias, 5,1% da população nos domicílios eram abastecidas por rede geral de água, 33,62% tinham acesso à coleta de lixo, 96,58% energia elétrica. A população no ano de 2019, segundo o IBGE (2019), é de 6.825 pessoas. Os últimos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) (2019) indicam que Vale do Paraíso possui 716 domicílios urbanos e 1.714 domicílios rurais. Em um total de habitantes em 2010, segundo as informações censitárias, 6.731 são do sexo masculino (51,88% da população) e 6.243 são do sexo feminino (48,12%). Ainda de acordo com esses dados, o contingente rural representava 51,69 % (habitantes) da população total, e o urbano, 39,59% (5.137 habitantes). A Tabela 1 demostra a evolução do Município de Vale do Paraíso ao longo de um período de quase trinta anos (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, 2013). Foram analisados os dados dos últimos quatro censos, demostrando o comportamento da população urbana e rural do Município, assim como taxas de crescimento. Tabela 1 - Evolução da população do Município População residente no período (1991-2010) Taxa de crescimento anual Ano Pop. Urbana Pop. Rural Pop. Total Urbana Rural Total 1991 - 8.860 8.860 - - - 2000 1.840 8.023 9.863 - -1,10% 1,20% 2010 2.276 5.934 8.210 2,14% -3,2% -1,82% Fonte: Adaptado de PNUD/ Atlas (2013). 25 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 8.860 8.860 9.863 8.023 8.210 5.934 1.840 2.276 1991 2000 Pop. Rural 2010 Pop. Urbana Pop. Total Observa-se um decréscimo populacional geral da população, especialmente na área rural. No primeiro intervalo, de 1991 a 2000 o crescimento populacional na área urbana é decorrente principalmente da instalação do município. No intervalo entre 2000 e 2010 o decréscimo populacional foi mais perceptível na área rural, principalmente devido ao êxodo para a sede urbana e a capital, devido a grandes empreendimentos (usinas hidrelétricas) no estado naquele período. O Gráfico 1 ilustra os dados apresentados. Gráfico 1 - Evolução populacional de Vale do Paraíso/RO (1991-2010) Fonte: Adaptado de PNUD/Atlas (2013). Outros componentes da dinâmica demográfica, como longevidade, mortalidade e fecundidade, auxiliam na tomada de decisão. De acordo com o PNUD/Atlas (2013), a mortalidade de crianças com menos de um ano de idade no Município passou de 28,4 óbitos por mil nascidos vivos, em 2000, para 19,2 óbitos por mil nascidos vivos, em 2010. Em 1991, a taxa era de 39,2. Já a esperança de vida ao nascer cresceu 5,6 anos na última década, passando de 66,9 anos, em 2000, para 72,5 anos, em 2010 (Tabela 2). Tabela 2 - Longevidade, mortalidade e fecundidade no Município (1991–2010) 1991 2000 2010 Esperança de vida ao nascer 63,8 66,9 72,5 Mortalidade infantil 39,2 28,4 19,2 Mortalidade até 5 anos de idade 50,1 34,0 20,6 Taxa de fecundidade total 3,5 2,9 1,9 Fonte: PNUD/Atlas (2013) 26 3.2 Caracterização socioeconômica do município 3.2.1 Estrutura territorial do município Quanto à estrutura territorial do município (IBGE, 2018), em Vale do Paraíso, o percentual da população que vive em zonas consideradas urbanas é de 27,7%%, enquanto 72,3% é o percentual da população que vive em zonas consideradas rurais. Segundo o Mapa de Cobertura e Uso da Terra do Estado de Rondônia (IBGE, 2013) a maior do território municipal de Vale do Paraíso encontra-se em área antrópica agrícola com predomínio de áreas de pastagem destinada à criação de animais de grande porte e à produção agrícola diversificada. Manifestam-se algumas ilhas de florestas remanescentes associadas a áreas agrícolas e clara distinção da área urbana ao centro do território. O Censo Agropecuário (2017) aponta a existência de aproximadamente 942 estabelecimentos agropecuários que ocupam uma área total de 73.342 hectares (733,42 km²), o que corresponde a aproximadamente 75,94% do território municipal (965,676 km²). Destes, 66.317 hectares são ocupados por produtores individuais, 56.735 são ocupados por áreas de pastagem plantadas em boas condições, 761 hectares são ocupados por lavouras permanentes. A área irrigada é de aproximadamente 98 hectares (Figura 6). Figura 6 - Mapa simplificado de cobertura e uso da terra de Vale do Paraíso. Fonte: Adaptado de Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais - INDE, 2019. 27 Além da sede municipal, a maior parte da vida do município, no sentido de ocupação populacional e atividades econômicas se realizam na área rural. O município possui uma vasta área rural composta por povoações no decorrer das linhas e estradas vicinais e pelo Distrito de Santa Rosa. Não se realiza a oferta de nenhum serviço público de saneamento básico na área rural, ficando a cargo de soluções individuais. Os serviços de saúde são realizados através das visitas domiciliares dos agentes de saúde e das equipes médicas que atendem os doentes acamados em casa. As edificações hospitalares estão concentradas na sede municipal, entretanto a acessibilidade da área rural para a área urbana via estradas é bastante eficiente. A área rural possui serviços de educação, manutenção de estradas, transporte escolar, dentre outros atendimentos à população. Existem dois Projeto de Assentamento do INCRA no território municipal. O PA Tarumã em 1989 e possui 3150.9439 ha. Tem capacidade para 94 famílias, porém há 84 famílias assentadas. Os dados do INCRA (2016) indicam que no Assentamento 32 famílias estão cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, 6 famílias assentadas estão cadastradas no Bolsa Famílias, e 8 famílias estavam em situação de extrema pobreza. O PA Antônio Pereira Neri foi criado no ano de 1998 com uma área de 2184.0975 ha. Tem capacidade para 69 famílias, com 66 famílias já assentadas, das quais 28 estão inscritas no CadÚnico, 12 são beneficiárias do Bolsa Família e 12 apresentam condições de extrema pobreza. Outro aspecto importante referente à caracterização socioeconômica do município diz respeito às áreas dispersas e comunidades tradicionais. O levantamento nas áreas dispersas do município tem por objetivo identificar a existência de comunidades quilombolas, indígenas e tradicionais, especificadas em seguida, de acordo com a legislação nacional sobre a matéria. Conforme o banco de dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (sistema de informações gerido pelos Órgãos gestores federal, estaduais e municipais), não há Unidades de Conservação no território do Município (MMA, 2019). Não há registros de Terras Indígenas (FUNAI, 2019), Comunidades Remanescentes de Quilombos (FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES, 2019). Também não foram identificadas áreas de difícil acesso ou fora das possibilidades de atendimento do poder público municipal. O Município não dispõe de Plano Diretor. A Lei Municipal Nº 60/1993 regulamenta o Parcelamento do Solo Urbano do Município, entretanto, por tratar de uma Lei elaborada há mais de 27 (vinte e sete) anos, recomenda-se que seja revisada, objetivando-se a convergência 28 dos eixos do desenvolvimento territorial do Município às ações do eixo de saneamento, adequando-a às atuais legislações vigentes que versam sobre o tema. Vale do Paraíso também compõe o Plano Territorial de Desenvolvimento Rural do Território Central do Estado de Rondônia (MDA, 2017). O município dispõe de um Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e, desde o fim de 2019, foi instituído o Conselho Municipal de Saneamento BásicoCOMSAB, através da lei municipal n° 6.225, de 30 de dezembro de 2019. No Distrito de Santa Rosa, está sendo realizado o processo georreferenciamento do Distrito de Santa Rosa, realizado em parceria com o Governo do Estado de Rondônia e o Programa Terra Legal do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário - MDA. O processo de georreferenciamento possibilitará a posterior regularização fundiária no distrito. Na área urbana também foi identificado o processo de regularização fundiária, realizado em parceria com o governo estadual e o através do Programa Estadual de Regulamentação Fundiária “Título Já” (Convênio 183/PGE/2017) segundo os critérios estabelecidos pelas leis municipais vigentes, em especial o Plano Diretor Participativo e Sustentável e a lei específica n° 1107/2018, que autoriza a realização do convênio. Não foram identificadas áreas dispersas ou de intensa pobreza na área rural ou na zona urbana. 3.3 Aspectos ambientais de Recursos Hídricos No âmbito municipal, atualmente Vale do Paraíso não possui Fundo Municipal de Recursos Hídricos, Política Municipal de Recursos Hídricos ou Planos Municipais equivalentes. Conforme os dados da ANA (2020), o município está inserido nos Comitês de Bacia do Alto e Médio Rio Machado (CBH-AMMA-RO)1 e do Rio Jaru e Baixo Machado (CBH-JBM-RO)2 , ainda não implantado e também às UHS’s Rio Jaru e Médio Rio Machado. No diagnóstico das disponibilidades hídricas superficiais3 disponibilizado pelo Plano Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Rondônia (2018), apresenta-se que a 1 Instituído pela Resolução CRH/RO nº 07, de 11 de junho de 2014, e com área de abrangência de 39.466,18 km². 2 Instituído pela Resolução CRH/RO n° 06, de 11 de junho de 2014, com área de abrangência de 36.372,14 km². 3 A disponibilidade hídrica de uma bacia hidrográfica é definida com base na estimativa da série natural de vazões para a seção de interesse. para efeitos de gestão dos recursos hídricos no Estado de Rondônia, a 29 disponibilidade hídrica superficial das UHG’s- Rio Jaru e Médio Rio Machado, sendo respectivamente estimadas em 3,37 m³/s e 162,05 m³/s. Deve-se observar, entretanto que o Município de Vale do Paraíso é drenado especialmente pelo Igarapé do Paraíso e outra série de pequenos cursos d’água da margem esquerda do Rio Jaru. Há alguns anos o abastecimento de água da rede de distribuição no município era oriundo de poços tubulares, com vazão de captação de 4,12 L/s e 0,96 L/s. Segundo o Atlas de Abastecimento de Água, realizado pela Agência Nacional das Águas (ANA, 2010), o sistema de abastecimento de água do município era insuficiente para o abastecimento da população local sendo necessária a ampliação do sistema. Atualmente, não há rede de distribuição ativa no município, tampouco processos de tratamento de água. Majoritariamente, o monitoramento dos dados de qualidade das águas superficiais no Estado de Rondônia é realizado através de uma parceria entre SEDAM e Agência Nacional de Águas (ANA) (Contrato n. 2031/2016/ANA). Os dados do Monitoramento Qualiágua oferecem um monitoramento constante das águas do Rio Jaru. A Vigilância Sanitária municipal é responsável pelo Sistema de Informação de Vigilância de Qualidade da Água para Consumo Humano- VIGIÁGUA, conforme a portaria MS 2914/11. O Município de Vale do Paraíso realiza 15 coletas de amostras mensais, pela equipe do Vigiágua, posteriormente encaminhadas ao LACEN. A tabela a seguir apresenta os resultados de análise dos anos de 2014 a 2019 (até o mês de outubro), indicando conformidade com a Resolução pertinente do Conselho Nacional de Meio Ambiente, CONAMA 357/05 (Tabela 3). Tabela 3 - Qualidade da água para consumo humano em Vale do Paraíso/RO entre os anos de 2014 e 2019. Total de amostras Coliformes Totais E. Coli Ausente de E. Coli PH entre 6,0 e 7,44 PH entre 4,7 e 5,99 545 286 105 440 215 330 Fonte: VIGIÁGUA/DATASUS (2019). Um dos fatores que deve ser analisado com cuidado nos estudos e projeções previstos no PMSB são as ações de mitigação de impactos causados pela ausência de sistemas de esgotamento sanitário no município e a projeção das soluções ambientais possíveis. O disponibilidade hídrica superficial dos corpos de água foi estimada tendo como referência a correspondente vazão Q95%. 30 lançamento desses efluentes nos corpos hídricos compromete a qualidade e os usos das águas, causando danos à saúde pública e ao equilíbrio ambiental. No Relatório de Esgotamento Sanitário Municipal (ANA, 2016), a Agência Nacional das Águas aponta que, 99,7% do esgoto bruto (sem coleta e sem tratamento) produzido no município atinge direta ou indiretamente os cursos d’água municipais, especialmente o Igarapé do Paraíso, que recebe uma vazão de esgoto bruto de 2,7 L/s e uma carga de demanda bioquímica de oxigênio-DBO de 125,8 Kg/dia. Para medir o impacto do lançamento de esgotos nos corpos d'água, foram identificados e avaliados os rios da base geográfica local, identificando as resultantes da demanda bioquímica de oxigênio- DBO. Os resultados foram organizados em faixas compatíveis com os limites definidos na legislação ambiental, variando daquele aplicado a usos que requerem melhor qualidade de água, como recreação de contato primário, até o limite que só permite a prática de usos menos exigentes, como navegação. A Tabela 4 apresenta os dados de produção de esgoto do município de Vale do Paraíso, enquanto a Tabela 5 apresenta os impactos diretos do lançamento de esgoto bruto no Igarapé do Paraíso. Tabela 4 - Esgotamento Sanitário atual e impactos nas bacias hidrográficas Parcela dos Esgotos Índice de Atendimento Vazão (L/s) Carga Gerada (DBO/dia) Carga Lançada (DBO/dia) Sem coleta e sem tratamento 99,7% 2,7 125,8 125,8 Soluções Individuais 0,2% 0 0,3 0,1 Com coleta e sem tratamento 0,1% 0,0 0,1 0,1 Com coleta e com tratamento 0,0% 0,0 0,0 0,0 Total 2,7 126,1 126,0 Fonte: Agência Nacional das Águas (2017). Tabela 5- Impactos diretos do esgoto na rede hídrica Igarapé do Paraíso Vazão de Referência do Igarapé do Paraíso - Vref (L/s) 1.953,5 L/s Vazão de Esgoto Bruto sem coleta e sem tratamento - Qeb (L/s) 2,7 L/s Carga DBO de esgoto sem coleta e sem tratamento - (Kd/dia) 125,8 Kg/dia Vazão de Esgoto Bruto com coleta e sem tratamento - Qeb (L/s) 0,002 L/s Carga DBO de esgoto com coleta e sem tratamento - (Kd/dia) 0,1 kg/dia Carga Total DBO de esgoto produzido 126,1 Kg/dia Fonte: Agência Nacional das Águas, 2017. 31 4 DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO DO SANEAMENTO BÁSICO MUNICIPAL 4.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA O Sistema de Abastecimento de Água em Vale do Paraíso é inexistente, e os equipamentos e estruturas já construídas que atendem a esse objetivo são no momento, inoperantes e passam por processo de instalação e adaptação, sendo todos eles de responsabilidade da Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia – CAERD, detentora da concessão para distribuição de água no município. Ressalta-se que, segundo a Lei 11.445/2007 todas as concessões referentes ao saneamento básico realizadas em municípios que não possuam o PMSB serão consideradas inválidas: “[...] Art 11. São condições de validade dos contratos que tenham por objetivo a prestação de serviços públicos de saneamento básico: I - a existência do plano de saneamento básico; II - a existência de estudo que comprove a viabilidade técnica e econômico-financeira da prestação dos serviços, nos termos estabelecidos no respectivo plano de saneamento básico; III - a existência de normas de regulação que prevejam os meios para o cumprimento das diretrizes desta Lei, incluindo a designação da entidade de regulação e de fiscalização; IV - a realização prévia de audiência e de consulta públicas sobre o edital de licitação, no caso de concessão, e sobre a minuta do contrato; V - a existência de metas e cronograma de universalização dos serviços de saneamento básico.” Visto o que foi exposto, tanto a população urbana como a rural se veem obrigada a optar por soluções alternativas individuais ou coletivas de abastecimento, como por exemplo poços amazonas, tubulares, dentre outros. Desta forma, o abastecimento de água ocorre de duas maneiras. Soluções Alternativas Individuais (SAI’s): são as alternativas adotadas pela comunidade e de responsabilidade do próprio usuário. São adotadas majoritariamente pela população da área urbana e rural que se encontra em sítios, fazendas e chácaras; Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento de Água (SAC): são alternativas de abastecimento coletivo realizadas através das unidades do projeto SALTA-z implantadas no Distrito de Santa Rosa e na Escola Família Agrícola de Vale do Paraíso. O sistema apresenta à abrangência das formas de abastecimento de água no município, conforme entrevistas realizadas no levantamento socioeconômico, com uma amostragem de 32 195 entrevistados onde 94% disseram fazer uso de alguma solução alternativa individual de abastecimento de água. 4.1.1 Sistema de Abastecimento de Água na sede O sistema de abastecimento de água da Sede Municipal é administrado e operacionalizado pela prestadora de serviços Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia – CAERD. No entanto, a prestadora de serviços não possui nenhum instrumento de formalização da delegação (contrato ou convênio) com o município de Vale do Paraíso. Desta forma, a prestação dos serviços de abastecimento de água na Sede Municipal de Vale do Paraíso não possui nenhum tipo de regulação, pois conforme informações da Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia - AGERO (2020), como não há objeto jurídico (convênio ou contrato) entre a CAERD e o município, consequentemente não existe a possibilidade de regulação dos serviços prestados pela CAERD ao município. O sistema de abastecimento de água da CAERD na Sede Municipal de Vale do Paraíso é ambientalmente licenciado pela Secretaria do Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), e passa por processo de Renovação de Licença de Operação, para captação, tratamento e distribuição de água para abastecimento público. A SEDAM vistoriou recentemente a ETA para fins de Licença de Instalação. Ainda não foi feita outorga. Visto que o Sistema de Abastecimento está inativo, não existe no município uma sede da CAERD responsável pelos serviços de operação, manutenção, e demais atividades administrativas como segunda via de contas, mudança do cavalete, reclamações, denúncias de ligações clandestinas e de vazamentos na rede e cavalete, entre outros. Por isso, até o momento não houve pesquisa referente a satisfação da população com os serviços da CAERD no município. As Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento existentes no município de Vale do Paraíso são realizadas através de 02 unidades do projeto SALTA-z, instaladas no Distrito de Santa Rosa e na Escola Família Agrícola (EFA). No distrito, a distribuição de água não tem ligação direta com as casas dos munícipes, já na EFA a água tratada é distribuída no encanamento da escola. Ambas as unidades estão em bom estado de conservação, pois, foram instaladas recentemente. 33 Figura 7 - Unidade de SALTA-z na Escola Família Agrícola – instalada em 2021 Figura 8 - Unidade de SALTA-z na Escola Jorge Teixeira – instalada em 2019 Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). As unidades são de responsabilidade da prefeitura, por meio da vigilância sanitária. A manutenção e limpeza do sistema é realizada de forma quinzenal. Na EFA é feita pelos funcionários da escola e no distrito é de responsabilidade de um agente de saúde. Nas manutenções é observada a quantidade de cloro residual e feita a limpeza interna das unidades. A Figura 9 mostra o mapa da localização da Unidade de SALTA-z na Escola Família Agrícola e na Escola Jorge Teixeira no distrito de Santa Rosa. Figura 9 - Unidade de SALTA-z na Escola Família Agrícola e na Escola Jorge Teixeira no distrito de Santa Rosa. Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). 34 35 Como já evidenciado anteriormente, o município não possui um sistema de abastecimento que esteja em funcionamento, entretanto já existem estruturas e equipamentos adquiridos para esse objetivo cujos quais estão sob responsabilidade da CAERD. Portanto, soluções alternativas individuais de abastecimento estão presentes em toda a área do município. A Figura 10 demonstra a configuração da infraestrutura por abastecimento através de poços amazonas, no entanto, observa-se ainda a presença de poços tubulares em algumas residências. Figura 10 - Esquema gráfico das Soluções Individuais de Abastecimento de Água do Município – Poços Amazonas. Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021. 4.1.1.1 Captação superficial O balanço hídrico quali-quantitativo é uma das ferramentas de gestão dos recursos hídricos com fundamental importância no diagnóstico das bacias brasileiras. O balanço quantitativo consiste na relação entre as demandas consuntivas estimadas (vazões de retiradas) e a disponibilidade hídrica enquanto o balanço qualitativo representa a capacidade de assimilação de cargas orgânicas domésticas pelos corpos d'água. O balanço quali-quantitativo é uma análise integrada da criticidade sob o ponto de vista qualitativo (indicador de capacidade de assimilação dos corpos d’água) e quantitativo (relação entre a demanda consuntiva (vazão de retirada) e a disponibilidade hídrica dos rios). Conforme ANA (2016), o trecho do Igarapé Paraíso, no qual ocorre a captação possui balanço hídrico quali-quantitativo satisfatório, isto é, o manancial não possui criticidade em seus aspectos quantitativos e qualidade para atender a demanda consultiva, considerando os usos de água para agricultura, dessedentação animal, industrial e abastecimento urbano. 36 A captação do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) da Sede Municipal ocorrerá no corpo hídrico superficial denominado Igarapé Paraíso, conhecido popularmente como Igarapé Paraíso. O ponto de coleta está localizado nas coordenadas geográficas 10°27'31.00"S e 62° 8'26.23"W, na rodovia RO 470 sentido Ouro Preto Do Oeste e fica a aproximadamente 3 km distantes da sede municipal (Figura 11). Figura 11 - Localização e via de acesso do ponto de captação até a estação de tratamento. Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA (2019). 37 38 O Igarapé Paraíso (Figura 12) é um manancial de regime perene afluente do Rio Jaru, e está incluído na Bacia Hidrográfica do Rio Machado, mais precisamente na sub-bacia hidrográfica do Baixo Rio Jaru (3.339,72 km²). O manancial possui uma área de contribuição de 1063,17 km² e extensão de 71,09 km com disponibilidade hídrica superficial de vazão com permanência de 95% de 11,21 m³/s. Figura 12 – Igarapé Paraíso. Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA (2019). 4.1.1.2 Estação elevatória de Água Bruta A Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB) do SAA é composta por dois conjuntos motobomba de eixo horizontal, sendo as bombas da marca KSB modelo megabloc e os motores da marca WEG modelo W22. Visto que a EEAB não está ativa e o município não tem acesso ao Projeto Técnico do SAA elaborado pela CAERD, não é possível descrever a rotina de funcionamento da estação elevatória. As bombas da EEAB possuem altura manométrica de 61,95 mca com potência de 18,5 kW (25 CV) e o diâmetro nominal do rotor de 160M com capacidade de vazão de 15,65 l/s. A rotação das bombas são de 3500 rpm e possuem potência de 25 CV com ligação trifásica e rendimento de 91,5% (Quadro 2). 1 3 2 39 Quadro 2 - Características do conjunto motobomba de captação de água Denominação Quantidade de CMB (un) Tipo de CMB Hman (mca) Q (L/s) Motor EEAB Vale do Paraíso Operação Reserva Potência (cv) Rend. (%) 01 0 Horizontal 61,95 15,65 25 91,5 Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). As bombas estão armazenadas na CAERD de Ouro Preto do Oeste. Uma das bombas quebrou ao ser retirada do rio. Portanto, ainda não estão em funcionamento, ou seja, não passou por nenhuma manutenção ou limpeza o mesmo ocorre com os painéis. 4.1.1.3 Estações de Tratamento de Água (ETA) A Estação de Tratamento de Água (ETA) do SAA da CAERD no Município de Vale do Paraíso (Figura 12) encontra-se localizada na Rua do Alecrim, setor 01, S/n, nas coordenadas 10°25'41.6"S e 62°07'54.6"W (Figura 13). Entretanto, está desativada a vários anos e apenas no final do ano de 2019 foi adquirida uma nova ETA que já está instalada no município. Figura 13 - Estação de Tratamento de Água (ETA) do município de Vale do Paraíso/RO Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA (2019). 40 De acordo com o disposto no contrato de aquisição da nova ETA, fornecido pela CAERD, a nova estação trata-se de um modelo convencional modulada em aço fabricada no ano de 2020. Segundo a CAERD, o item licitado é idêntico ao já existente no município. Conforme estabelecido em contrato firmado pela CAERD com a empresa fabricante dos produtos, a nova Estação de Tratamento de Água - ETA é compacta de tratamento de água pressurizada, pré-fabricada, fechada, composta por sistema de dosagem de produtos químicos, dispersão hidráulica dos reagentes, sistema de floculação/decantação e sistema de filtração em areia com capacidade para tratar 45 m³/h. A ETA também possui kit de dosagem de hipoclorito de cálcio, kit de dosagem de alumínio e um de kit de dosagem de polímero. 4.1.1.4 Reservação do SSA A estação de tratamento de água do município de Vale do Paraíso possui 1 sistema de reservação, sendo do tipo semienterrado (Figuras 14), localizado nas coordenadas geográficas de latitude 10°25'41.6"S e longitude 62°07'54.6"W, na Rua do Alecrim, setor 01, S/n. A Figura 25 apresenta a localização do Sistema de Reservação de Água Tratada do SAA. Figura 14 - Reservatórios semienterrados de água tratada Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). O reservatório semienterrado é utilizado na etapa final do tratamento da água. Após passar pelas etapas de decantação, floculação e filtração a água é encaminhada para esse reservatório onde passará pela cloração na etapa de desinfecção e assim será aduzida para o reservatório elevado para posterior distribuição. 41 O reservatório aparenta boas condições de uso, estando isento de vazamentos e necessitando apenas de alguns reparos como limpeza e pintura. Ressalta-se que assim como os demais componentes do Sistema de Abastecimento de Água de Vale do Paraíso, não se sabe ao certo se esta estrutura será compatível com as necessidades da futura distribuição de água do município, de forma que há a necessidade de avalia-los e se for preciso, realizar as devidas adaptações. 4.1.1.5 Rede de Distribuição De acordo com a CAERD, a rede de distribuição do SAA Vale do Paraíso foi implantada na década de 1990 e desde então as ligações e manutenções são desconhecidas no que se refere a rede de distribuição, portanto, não existe um relatório atualizado destes dados. O que se sabe é que as redes primárias são compostas por tubulação de PVC DN 200 mm, PVC DN 150 mm, PVC DN 100 mm, e PVC DN 75 mm e as redes secundárias são compostas por PVC DN 50 mm. Segundo a Prefeitura Municipal não foi constado registro de manobra na rede de distribuição. O projeto inicial elaborado em 1993, no entanto, a Prefeitura Municipal de Vale do Paraíso não sabe ao certo qual foi o percentual de instalação, a própria CAERD não sabe especificar os dados técnicos como km de extensão da rede ou o tipo, portanto, será necessário realizar uma análise mais aprofundada em campo, além da construção e ampliação da rede de distribuição do município, tendo em vista que a existente atende parte dos Setores 1, 2, 3 e 4. Consta no Projeto de Ampliação do Sistema de Abastecimento de Água, elaborado no ano de 2008, financiado pela FUNASA, que a rede de distribuição existente possui aproximadamente 5.400 m (5,4km) de extensão com diâmetros de DN 50 mm PVC PBA JE CL-12. E considerando o tempo de abandono desse sistema, é possível que estas estruturas não estejam em condições de uso ou não sejam compatíveis com o novo SAA. Sobre o percentual da população que será atendida com a rede atual consta no Projeto de Ampliação do Sistema de Abastecimento de Água (PREFEITURA MUNICIPAL, 2008) que existem 230 ligações domiciliares e deverão ser instaladas 220 ligações com hidrômetro, tipo Kit cavalete, em PCV rígido, 1/2'', padrão CAERD. 42 4.1.2 Estrutura da Solução Alternativa Coletiva de Abastecimento de Água no Distrito de Santa Rosa No distrito de Santa Rosa, o abastecimento de água ocorre através de poços amazonas ou tubulares assim como na Sede Municipal, seja para fins domésticos, comerciais ou públicos. Entretanto, foi instalado recentemente no distrito uma unidade do projeto SALTA-z para atender parte da população (Figura 15). Figura 15 - Unidade SALTA-z do Distrito de Santa Rosa Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). Conforme descrito pela FUNASA, o SALTA-z é uma Solução Alternativa Coletiva de Tratamento de Água a ser destinada para o consumo humano. Este projeto utiliza a processo convencional para tratar a água, por meio de uma estrutura física simplificada, e fazendo uso de filtro e dosadores de características artesanais. No distrito de Santa Rosa, a unidade visa atender a população local estimada de 300 pessoas, sendo utilizado principalmente para consumo humano. 43 Figura 16 - Esquema gráfico da Solução Alternativa Coletiva do Distrito de Santa Rosa Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2021. Ela está localizada na Escola Jorge Teixeira, por ser de fácil acesso e referência no local e possui uma torneira de livre acesso para a comunidade. O Quadro 3 apresenta informações sobre a SALTA-Z no distrito e o Quadro 4 os componentes da SALTA-Z Quadro 3 - Informações sobre a SALTA-Z do Distrito de Santa Rosa Profundidade do poço 26 m Capacidade de Fornecimento 3 m³/h Ano de implantação 2019 Manutenção e atuais condições O sistema está em perfeito estado de conservação e funcionamento. A limpeza ocorre de 15 em 15 dias. No período pandêmico têm sido realizadas a cada dois meses. Tempo de suspensão do abastecimento quando se realiza a manutenção 2 horas Responsáveis pelo sistema Vigilância Sanitária municipal (Fábio) Como se dá o acesso da população ao sistema livre acesso para a comunidade Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). 44 Quadro 4 - Componentes da estação SALTA-Z do Distrito de Santa Rosa Itens Especificação 01 bomba Utilizada para bombear a água do poço até a estação SALTA-Z. 01 caixa d’água de 5 mil litros Armazenamento da água 01 Compartimento de filtro Filtro que tem sua função de filtrar a água que vem do poço, para a filtragem utiliza-se areia e zeólita. 01 compartimento de tratamento de água Onde é feito o tratamento da água a base de hipoclorito de cálcio granulado. 04 torneiras Sendo duas localizadas no compartimento de tratamento de água e as outras duas para distribuição de água a comunidade. Canos de 50, 40 e 25 polegadas Utilizados para realizar o transporte e tratamento da água na SALTA-Z. 08 registros Distribuídos ao longo do percurso da estação de tratamento de água SALTA-Z no intuito de facilitar o processo de tratamento da água, filtragem e lavagem do sistema no todo. Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). Na unidade SALTA-z do distrito de Santa Rosa a água bruta é aduzida até o reservatório (caixa d’água) através de bombeamento de onde é conduzida deste até dosador de cloro e em seguida para o filtro. A dosagem do cloro fica geralmente, em uma quantidade entre 0,4 e 1,8 mg/L dependendo da torneira de saída e do tempo de reação do cloro. Além de atender as duas torneiras de atendimento à população, a água tratada da SALTA-z também atende à cozinha e ao bebedouro da escola. 4.1.3 Estrutura da Solução Alternativa de Abastecimento de Água na EFA Existe outra unidade da SALTA-z na Escola Família Agrícola – EFA de Vale do Paraíso, localizada a 23 km da sede municipal, na rodovia sentido à Ouro Preto D’Oeste. Assim como a de Santa Rosa, a SALTA-z da EFA é uma Solução Alternativa Coletiva de Tratamento de Água a ser destinada para o consumo humano, e funciona com o mesmo da mesma forma (Figura 17, Figura 18, Figura 19). A Figura 20 apresenta o esquema gráfico da SALTA-z instalado na EFA. 45 Figura 17 - Unidade de SALTA-z na Escola Família Agrícola Figura 18 - Dosador de cloro Figura 19 - Análise de concentração de cloro Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). Figura 20 - Esquema gráfico da Solução Alternativa Coletiva localizado na EFA Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019. A diferença entre as duas unidades está na composição do Sistema. Na SALTA-z da EFA. A água é bombeada até o dosador de cloro e em seguida aduzida até o reservatório (caixa d’água) de onde passará para o filtro e posteriormente será conduzida por toda rede de distribuição da escola. O Quadro 5 apresenta informações sobre a SALTA-Z na EFA e o Quadro 6 os componentes da SALTA-Z. 46 Quadro 5 - Informações sobre o SALTA-Z da EFA Profundidade do poço 12 m Capacidade de Fornecimento 3 m³/h Ano de implantação 2021 Manutenção e atuais condições O sistema está em perfeito estado de conservação e funcionamento. A limpeza do sistema de tratamento já foi montada para a lavagem ser automática, sendo feito quinzenalmente, o sistema de filtragem é feito a lavagem e a retro lavagem, nesse mesmo período é feito o reabastecimento do hipoclorito de cálcio. Tempo de suspensão do abastecimento quando se realiza a manutenção O processo de manutenção é realizado em curto prazo de tempo, quando interrompido a distribuição de água sendo no máximo 30 minutos. Responsáveis pelo sistema 2 moradores locais (Eder Vieira Silva e Altair José Barbosa do Nascimento) Como se dá o acesso da população ao sistema A estação SALTA-Z já foi montada em um ponto estratégico para que a comunidade possa ter acesso sem interferir no funcionamento normal da escola, ficando na chegada da escola lado direito ao lado do campo de futebol, ficando a disposição da comunidade 24 horas por dia. Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). Quadro 6 - Componentes da estação SALTA-Z da EFA Itens Especificação 01 bomba Utilizada para bombear a água do poço até a estação SALTA-Z. 01 caixa d’água de 5 mil litros Armazenamento da água 01 Compartimento de filtro Filtro que tem sua função de filtrar a água que vem do poço, para a filtragem utiliza-se areia e zeólita. 01 compartimento de tratamento de água Onde é feito o tratamento da água a base de hipoclorito de cálcio granulado. 04 torneiras Sendo duas localizadas no compartimento de tratamento de água e as outras duas para distribuição de água a comunidade. Canos de 50, 40 e 25 polegadas Utilizados para realizar o transporte e tratamento da água na SALTA-Z. 08 registros Distribuídos ao longo do percurso da estação de tratamento de água SALTA-Z no intuito de facilitar o processo de tratamento da água, filtragem e lavagem do sistema no todo. Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). 4.1.4 Soluções individuais de abastecimento nas demais localidades da zona rural Os sitiantes da zona rural utilizam soluções individuais de abastecimento de água como: poços amazonas, poços tubulares e captações em nascentes. O Gráfico 2 apresenta os tipos de SAI’s utilizados na zona rural do município, conforme levantamento socioeconômico, em que a maior parte dos munícipes disseram utilizar minas, fontes e nascentes como abastecimento de água. Na área rural foram visitados 115 domicílios, totalizando amostragem de 338 indivíduos (média de 2,94 moradores por domicílio). 47 Poço Amazonas Poço Tubular Cisternas/Coleta de água da chuva Minas fontes e nascentes Gráfico 2 - Fontes de Abastecimento de Água na Zona Rural Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019. Em relação ao tratamento da água, 39% dos munícipes declararam utilizar cloro na água. O valor reflete a ação realizada pela Secretaria Municipal de Saúde que fornece hipoclorito de sódio aos moradores rurais do município, por meio dos agentes comunitários de saúde. No Gráfico 3, são apresentadas as formas de tratamento utilizadas pelos moradores que fazem uso de SAI como abastecimento de água. Gráfico 3 - Tipos de Tratamento de Água na Zona Rural Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019. 48 4.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO 4.2.1 Sistema de Esgotamento Sanitário O município de Vale do Paraíso não conta com sistemas convencionais ou condominiais de esgotamento sanitário, no âmbito municipal, na ausência do sistema do coletivo de esgotamento sanitário, neste caso os munícipes adotam práticas individuais para os lançamentos de seus efluentes, entretanto muitas dessas soluções individuais adotadas não são adequadas ou são construídas sem critérios técnicos e em desacordo com as normas vigentes. O município não possui instrumento legal que exija aos munícipes a construção de soluções individuais ambientalmente adequadas para o lançamento de seus efluentes domésticos. Deste modo, prevalece no município o uso de fossas rudimentares presentes em 99,97% dos domicílios do município. A Tabela 6 presenta as destinações finais dadas aos esgotos domiciliares no município de Vale do Paraíso de acordo com levantamento socioeconômico. Tabela 6 - Caracterização da destinação final dos esgotos domésticos no município de Vale do Paraíso. Tipo de Esgotamento Sanitário Sede Municipal Distrito Santa Rosa Área Rural Total Domicílios Particulares Permanente 1.223 142 1.580 2.945 Rede geral de esgoto ou pluvial 0 0 0 0 Fossa séptica 10 0 0 10 Fossa Rudimentar 1.213 142 1.580 2.935 Lançamento in natura em valas 0 0 0 0 Fonte: Comitê Executivo do PMSB (2021). Durante a fase de diagnóstico não foram identificados lançamentos de esgoto in natura em igarapés, pois a população em totalidade utiliza de soluções individuais como fossas sépticas e rudimentares. 4.2.1.1 Sistema de Esgotamento Sanitário na sede No município de Vale do Paraíso não há redes de coleta de esgoto, estações elevatórias, interceptores, estação de tratamento de esgotos, emissários ou outra forma de coleta, tratamento e destino efluente coletivos. Também não há sistemas condominiais. 49 A destinação do esgoto das residências é, em sua maioria, fossa rudimentar (99,19%). Segundo o levantamento de campo, realizado pelo Projeto Saber Viver (2019), 88% dos domicílios possuem sanitário dentro de casa, 11% possuem sanitário fora de casa, e 1% possuem sanitário dentro e fora de casa. A prática comum é o uso de fossas pelos moradores como a solução de esgotamento sanitário. Essas fossas costumam possuir formatos circulares ou prismáticos sem paredes de alvenaria, fundo em leito natural e tampa de concreto armado com um suspiro para emanação dos gases. As fossas são normalmente instaladas na direção oposta aos poços de abastecimento de água a uma distância de aproximadamente 12 a 15m. Em levantamento socioeconômico, quando abordado sobre a frequência de limpeza das fossas, 31% dos munícipes responderam que não realizam limpeza, 63% responderam que fazem limpeza anualmente/semestralmente. O croqui da Figura 21 representa a atual situação do esgotamento sanitário na Sede Municipal de Vale do Paraíso. Na sede municipal, apenas 0,82% (10) dos domicílios fazem uso de fossas sépticas com destinação em sumidouros. As fossas sépticas presentes na Sede Municipal são construídas em alvenaria em formato retangular e os sumidouros são circulares, de maneira geral possuem bom estado de conservação e são construídas de acordo com as normas vigentes. Figura 21 - Situação Atual do Esgotamento Sanitário na Sede Municipal Fonte: Adaptado ANA (2010). 50 51 4.2.1.2 Sistema de Esgotamento Sanitário no Distrito de Santa Rosa O Distrito Santa Rosa possui 142 domicílios e 300 habitantes, e não é observada utilização de fossas sépticas, portanto, 100% dos domicílios utilizam fossas rudimentares para destinação final de seus esgotos. O croqui da Figura 22 representa a atual situação do esgotamento sanitário do Distrito Santa Rosa. Figura 22 - Croqui da Situação Atual do Esgotamento Sanitário no Santa Rosa Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019. De maneira geral, as fossas rudimentares do Distrito Santa Rosa, assim como da sede municipal, costumam possuir formatos circulares ou prismáticos sem paredes de alvenaria, fundo em leito natural e tampa de concreto armado com um suspiro para emanação dos gases. 4.2.1.3 Sistema de Esgotamento Sanitário nas demais localidades rurais Na área rural, o método empregado de destinação de esgotos domésticos é o uso de fossas rudimentares representando, 100% (1.580 domicílios) dos domicílios rurais do município, segundo a Prefeitura Municipal (2021). 52 Segundo o levantamento de campo, realizado pelo Projeto Saber Viver (2019), 92% dos domicílios possuem sanitário dentro de casa, 2% possuem sanitário fora de casa, 2% possuem sanitário dentro e fora de casa e 4% é latrina (Gráfico 4). Gráfico 4 – Localização dos sanitários nos domicílios rurais do Vale do Paraíso Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019. A destinação do esgoto das residências é, em sua maioria, fossa rudimentar (95,55%). Em 84,62% das residências há separação da destinação do esgoto, entre as águas cinzas utilizadas nos sanitários e a água utilizada em pia/chuveiro/máquina de lavar. 4.3 SERVIÇO DE DRENAGEM DAS ÁGUAS PLUVIAIS 4.3.1 Sistema de Drenagem da Sede Municipal e no Distrito de Santa Rosa Durante a fase da coleta de dados do município de Vale do Paraíso, observou-se que no perímetro urbano da sede municipal e no distrito de Santa Rosa foi identificado que o escoamento ocorre em bacia de pequeno porte, formadas por igarapés, fundos de vales e áreas de várzea que receptam a água proveniente da microdrenagem. O município de Vale do Paraíso não possui sistemas de macrodrenagem urbanas artificiais, como obras de retificação e/ou embutimentos, canais artificiais ou galerias dimensionadas para grandes vazões e maiores velocidades de escoamento. 53 A macrodrenagem do município é formada por canais naturais como (rios, córregos, fundos de vales e áreas de várzea), com a presença de drenagens de transposição de talvegues como: bueiros, pontes e pontilhões. A Sede Municipal possui topografia plana e as outras macrodrenagens naturais que recebem as contribuições pluviais da cidade encontram-se margeando a urbanização consolidada da Sede. Toda precipitação pluviométrica que incide na área urbanizada da sede municipal tem o Igarapé Paraíso como destino final, seja por escoamento pelo solo ou pela contribuição de dois afluentes de pequeno porte sem denominação oficial que margeiam a cidade. No perímetro urbano do Distrito Santa Rosa, foi identificado que o escoamento ocorre em bacias de pequeno porte, formadas por córregos ou igarapés, fundos de vales e áreas de várzea que receptam a água proveniente da microdrenagem e do escoamento superficial natural. O distrito possui topografia plana e o fundo de vale que corta seu perímetro urbanizado é um afluente do Igarapé dos Patos, que por sua vez é afluente do Rio Jaru. A Prefeitura Municipal de Vale do Paraíso não possui cadastro da microdrenagem existente no município. Em levantamento de campo, observou-se que a Sede Municipal de Vale do Paraíso possui modesto sistema de drenagem urbana, com sistema de microdrenagem sendo composto por meios-fios, sarjetas, bocas de lobo e pequenas galerias. No município de Vale do Paraíso e no Distrito de Santa Rosa o serviço é gerido pela administração direta do município, sendo que a gestão dos serviços de drenagem fica a cargo da Secretaria de Obras e Serviços Públicos – SEMOSP. A Prefeitura é responsável pelo planejamento de manutenção da rede de drenagem artificial e natural. No entanto, as ações são pontuais, executadas através de sua equipe, sem um planejamento efetivo que atenda com soluções em curto, médio e longo prazo. Além disso, não há o cadastramento das infraestruturas existentes, sendo, portanto, o levantamento efetuado através de informações prestadas pelos servidores e confirmados através da inspeção in loco. De acordo com informações prestadas pela Secretaria de Obras, a extensão de aproximadamente do trecho viário na sede é de 33 km, sendo que desse montante aproximadamente, 23 km (70%) possuem pavimentação asfáltica. Não foram identificadas no distrito de Santa Rosa a presença de dispositivos de microdrenagem. 54 As águas pluviais de Vale do Paraíso tendem a escoar superficialmente para quatro cursos d’água que margeiam e cortam a cidade, e em sequência desaguam no Igarapé Paraíso. A cidade é cortada em aproximadamente 2,33 km por quatro fundos de vale que desaguam no Igarapé Paraíso. Os fundos de vale encontram-se em área de transição entre urbana e rural e possuem suas margens ocupadas principalmente por construções urbanas. Figura 23 - Malha Viária Urbana de Vale do Paraíso. Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). 55 56 4.3.2 Sistema de Drenagem das Águas Pluviais nas áreas rurais Na zona rural do Município de Vale do Paraíso foram encontrados dispositivos de macrodrenagem artificiais como galerias e bueiros, que são feitos para permitir a passagem do escoamento das águas de nascentes, córregos e igarapés que escoam até os afluentes maiores. As localidades da zona rural não possuem um planejamento para conservação das águas e dos solos da região, sendo realizados apenas reparos corretivos. Dessa forma, o escoamento das águas pluviais torna-se dificultoso, gerando assim, a acumulação de água nas estradas, erosão em diversos pontos da malha viária, acarretando o afloramento de rochas, assoreamento ao longo das linhas vicinais devido ao processo de cascalhamento e deficiência de drenagem e contenção do carreamento de solo para curso d’água. 4.4 SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS O município do Vale do Paraíso através da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (SEMOSP) realiza a coleta dos resíduos sólidos em todas as áreas urbanas cobrindo a Sede Municipal e o distrito de Santa Rosa. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SEMOSP), detentora dos serviços de coleta, transporte e destinação final a céu aberto, o município produziu em 2019 uma média de 1280 kg/dia de resíduos sólidos domiciliares representando um per capita de 0,36 kg/habitante/dia (sede e distrito de Santa Rosa) que são atendidos com a coleta. Diante dos dados apresentados, pode-se constatar que a geração per capita de resíduos sólidos urbanos gerados no Município do Vale do Paraíso, está inferior à média da região norte e superior ao do Estado de Rondônia, ambos registrados no ano de 2018. Na Tabela 7 são apresentados os quantitativos de resíduos coletados e destinados ao lixão no ano de 2019 no município de Vale do Paraíso. Tabela 7 - Quantitativo de resíduos gerados e destinados no ano de 2019 2019 Mês Ton./mês Ton./dia Janeiro 47,15 1,57 Fevereiro 44,19 1,47 Março 39,20 1,30 Abril 40,40 1,34 57 Maio 41,19 1,37 Junho 35,19 1,17 Julho 35,71 1,19 Agosto 36,00 1,20 Setembro 39,90 1,33 Outubro 32,89 1,09 Novembro 41,44 1,38 Dezembro 30,17 1,00 Total (toneladas/ano) 463, 36 Média mensal (t) 38,61 Média diária (ton.) 1,28 Fonte: SEMOSP (2019) A composição gravimétrica do município de Vale do Paraíso, será analisada com referência na composição gravimétrica do município de Chupinguaia, realizada no ano de 2017 pelo Consórcio Público Intermunicipal (CIMCERO), na elaboração do PGIRS do município, seguindo a metodologia proposta pelo Manual de Gerenciamento Integrado do IPT/CEMPRE (2000). Diante da composição gravimétrica de Chupinguaia pode-se estimar as seguintes gerações de resíduos sólidos domiciliares por componente para o município de Vale do Paraíso, no ano de 2019 (Tabela 8). Tabela 8 - Geração de resíduos sólidos por componente no ano de 2019 Componente Peso (t) Fração (%) Orgânicos 236,31 51 Papel, Papelão e Emb. Longa Vida 60,23 13 Metais 13,90 3 Plásticos 64,87 14 Vidros 9,26 2 Diversos 78,77 17 Total 463,36 100 Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2019. De acordo com a composição gravimétrica, Vale do Paraíso não se diferente do padrão dos demais municípios do Brasil, pois apresenta um maior percentual de matéria orgânica do que de materiais recicláveis. Diante dos dados, pode-se concluir que a implantação de educação ambiental junto à população, em que se ensina a realizar a compostagem caseira é um método eficientes para a diminuição do volume de resíduos orgânicos no município. 58 Analisando os dados acima, se pode concluir que é notório o grande potencial apresentado para o desenvolvimento de ações que visem o reaproveitamento de algumas tipologias de materiais, como plásticos, papéis e papelões. Além disso, é de suma importância considerar alternativas viáveis que despertem o interesse da população para realização da compostagem dos resíduos orgânicos. 5 PROGNÓSTICO MUNICIPAL 5.1 CENÁRIOS, OBJETIVOS E METAS Os cenários de referência baseiam a elaboração do Plano Estratégico de Ação, o qual contem os Planos, Programas e Projetos formulados para os componentes de Abastecimento de Água, Esgoto Sanitário, Drenagem de Águas Pluviais Urbanas e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, considerando o recorte temporal especificado de 20 anos. Seguindo-se a metodologia proposta pelo Termo de Referência para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico – TR PMSB (Funasa, 2018), o Quadro 7 demonstra o Cenário de referência atual do muncípio, o qual encontra-se no estado regular. A partir deste Cenário, será construído um Plano Estratégico de Ação. Quadro 7 - Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços de Saneamento Básico no Município, segundo as Dimensões Nacional, Estadual e Local D CONDICIONANTES HIPÓTESE 1 HIPÓTESE 2 HIPÓTESE 3 N A CI O N A L DO ESTADO BRASILEIRO EM GERAL (Natureza política e econômica desse Estado) Perfil do Estado Provedor/desenvolvimentista Regulador/maior participação Privada Mínimo/privatização Predominância de políticas públicas Políticas de Estado contínuas eestáveis estre mandatos Políticas de governo sem continuidade e estabilidade Programas, projetos sem vinculação com políticas Tipo de relação federativa instituída Bom nível de cooperação e fomento a sistemas nacionais Bom nível de cooperação sem fomento a sistemas nacionais Precária atuação centralizada da União DA ATUAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO NO SANEAMENTO BÁSICO (Nível de obediência à legislação vigente) Direcionamento dos investimentos no setor Predominante para agentes públicos Predominante para agentes públicos com maior participação dos privados Fomento à privatização Política de indução segundo o que estabelece a legislação em vigor Satisfatória Regular Deficiente Desenvolvimento: consórcios, capacitação, tecnologias apropriadas Fomento nos 3 tipos de ações Fomento em pelo menos 1 ação Nenhum fomento E S T A D U A L DO GOVERNO ESTADUAL (Da atuação do governo estadual no setor) Organização estadual, por meio de elaboração de programas, planos,projetos e estudos, observada e respeitada a titularidade municipal Satisfatória Regular Insuficiente Nível de cooperação e de apoio ao município por meio de ações estruturantes: capacitação, assistência técnica, desenvolvimento institucional e tecnológico Bom Regular Deficiente Atuação no setor segundo uma visão ambientalmente sustentável, observada e respeitada a titularidade municipal na matéria Bom Regular Insuficiente Aplicação de recursos financeiros no setor, observada a legislação Adequado às necessidades Regular Insuficiente L O C A L DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL (Natureza política do Executivo Municipal/Política Pública) Participação Social Consolidada Em construção Inexistente Atuação do poder público local na economia do município Satisfatória Regular Deficiente Capacidade de gestão econômica da Prefeitura Capacidade de investimentos e de reposição Capacidade apenas de reposição Deficitária para investimentos e reposição Relação com o Poder Legislativo Municipal Positiva consolidada Positiva em construção Inexistente DA ATUAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL NO SETOR (Capacidade de gestão dos serviços de saneamento básico) Capacidade de Planejamento Participativo e Integrado Consolidada Em construção Desconhecida Nível de Regulação Pública e de Fiscalização dos serviços (existência eatendimento à legislação/integralidade) Pleno Parcial Inexistente Capacidade de Prestação dos Serviços(qualidade e aplicação aos 4 componentes) Satisfatória (boa e atende aos 4componentes) Regular (não atende a pelo menos 1) Deficiente (precária para os 4) Exercício do Controle Social Consolidado/instituído Em construção Inexistente Fonte: Termo de Referência para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico , TR PMSB (FUNASA, 2018). 59 5.1.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o abastecimento de água O diagnóstico dos serviços de abastecimento de água no Município de Vale do Paraíso/RO apresenta a necessidade de uma reestruturação e adequação do modelo de prestação dos serviços. Sendo assim, o cenário futuro tem em seus objetivos a melhoria na eficiência operacional visando o alcance da universalização do saneamento e a garantia de um fornecimento de água potável à população. Nos quadros a seguir estão relacionados os cenários atuais, os objetivos e as metas relativos ao abastecimento de água potável. 60 61 Quadro 8 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada na sede municipal de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Existe um sistema de abastecimento de água (captação, ETA, reservatório e rede de distribuição) que contempla parcialmente a sede, no entanto, não está em atividade Ampliar o sistema de abastecimento existente (Eta, Captação e Casa de Química) em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população e colocar em funcionamento o sistema existente Imediato 1 2 Não há objeto jurídico (convênio ou contrato) entre a CAERD e o município Regularizar a prestação dos serviços conforme a Lei 14.026/2020 Imediato 1 3 Necessidade de construção e ampliação da rede de distribuição Ampliar a rede de abastecimento de água existente visando atender 99% da sede municipal Imediato 1 4 Ausência de agência reguladora Aderir à agência reguladora estadual Imediato 1 5 Falta 100% de macromedição e micromedição Adquirir e instalar hidrômetros e incentivar a população a realizar as ligações domiciliares no sistema de abastecimento de água Curto Prazo 2 6 Comprometimento do acesso às bombas de captação e funcionamento Realizar a manutenção no sistema, garantindo o perfeito funcionamento do sistema de abastecimento de água Contínuo 1, 2, 3, 4 7 Processo de assoreamento do corpo hídrico identificado como manancial de captação de água para o SAA e ausência de fiscalização para a atividade ilegal de desmatamento da mata ciliar Criação de um programa de conservação de solos e de água no município Médio prazo 2 8 Falta de medições pitométricas Automatizar o Sistema Médio prazo 2 9 Falta de um programa de educação sanitária e ambiental que contemple os quatro componentes do saneamento voltados para a sede municipal, distrito e área rural Promover a educação sanitária e ambiental para atender sede, Distrito Santa Rosa e zona rural. Contínuo 1, 2, 3, 4 10 Falta de Plano de Gerenciamento de Risco do SAA Implantar Plano e gerenciar riscos para o sistema de abastecimento de água da sede e do Distrito Santa Rosa. Médio Prazo 3 11 Necessidade da criação de um Conselho de Saneamento Básico que atenda os serviços de saneamento básico Criar um conselho municipal de saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). 62 Quadro 9 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Necessidade da implantação de um sistema coletivo de tratamento e distribuição de água Implantar um sistema de abastecimento de água coletivo em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população aglomerada do Distrito Imediato 1 2 Alguns moradores não fazem nenhum tipo de tratamento da água para consumo Reduzir o uso de soluções individuais (poços amazonas) em área coberta pelo SAA Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). Quadro 10 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Falta de tratamento da água utilizada pelos moradores Criar um programa de conscientização com auxílio da Vigilância Sanitária, para os moradores da área rural realizarem a etapa de tratamento da água antes do consumo Imediato 1 2 Captação feita através de alternativas individuais (perfuração de poços rasos) Implantar de soluções eficientes de alternativas de tratamento e abastecimento de água que atenda a 99% da população local Imediata 1 3 Falta de informações cadastrais sobre soluções adotadas pelos moradores Criar um banco de dados na prefeitura municipal/secretaria de saúde Médio Prazo 2 4 Falta de projetos e programas educacionais para o abastecimento de água adequado Elaborar e executar Programa de Educação Sanitária e Ambiental Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). 5.1.2 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o esgotamento sanitário O município de Vale do Paraíso/RO não possui sistema de esgotamento sanitário, de modo que 100% dos habitantes se utiliza de soluções individuais para destinação dos esgotos, com prevalência de fossas rudimentares tanto na área urbana quanto nas áreas rurais. Porém, estas soluções apresentam muitos problemas, causando contaminação do lençol freático e de corpos hídricos urbanos. Sendo assim, as alternativas propostas para o tratamento de esgoto sanitário gerado na zona urbana e rural são os seguintes. 63 Quadro 11 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário na Sede municipal de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Ausência de um sistema de esgotamento sanitário coletivo Implantar um SES visando à universalização da oferta do serviço para 90% da população Médio Prazo 3 2 Utilização de fossas rudimentares Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar programa de reforma e regularização das soluções e realizar monitoramento frequente e sistemático Imediato 1 3 Lançamentos de águas cinzas a céu aberto e na rede de drenagem Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). Quadro 12 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Santa Rosa. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Ausência de um sistema de esgotamento sanitário coletivo Implantar um SES visando à universalização da oferta do serviço para 90% da população Médio Prazo 3 2 Utilização de fossas rudimentares Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar programa de reforma e regularização das soluções e realizar monitoramento frequente e sistemático Imediato 1 3 Lançamentos de águas cinzas a céu aberto e na rede de drenagem Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). Quadro 13 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Uso de fossas rudimentares entre outras destinações inadequadas para o esgotamento sanitário Implementar soluções alternativas individuais de baixo custo e adequadas às normas vigentes em até 90% dos domicílios até 2030 Imediato 1 2 Ausência de programas e incentivos para soluções individuais adequadas na zona rural e para população de baixa renda Eliminar o uso de fossas irregulares por meio de campanhas de sensibilização, instrumentos legais, e ações de fiscalização até 2030 Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). 64 5.1.3 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo das águas pluviais Para se alcançar a melhoria na eficiência operacional dos serviços de drenagem pluvial urbana, sugerem-se os seguintes objetivos e metas para o município de Vale do Paraíso quanto ao componente de manejo de águas pluviais. 65 66 Quadro 14 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na sede municipal de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Problemas recorrentes de alagamentos, enchentes e enxurradas Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Médio Prazo 3 2 Ausência de cadastro da estrutura atual e de planejamento do sistema (trabalhos sob demanda) Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Imediato 1 3 Falta de manutenção nos dispositivos de drenagem existentes Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Curto Prazo 2 4 Estruturas de drenagem insuficientes Mapear as estruturas e planejamento de realizar novas obras Médio Prazo 3 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). Quadro 15 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Problemas recorrentes de alagamentos, enchentes e enxurradas Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Médio Prazo 3 2 Ausência de cadastro da estrutura atual e de planejamento do sistema (trabalhos sob demanda) Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Imediato 1 3 Falta de manutenção nos dispositivos de drenagem existentes Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Curto Prazo 2 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). 67 Quadro 16 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Inexistência de um sistema de drenagem e manejo de águas pluviais Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Curto Prazo 2 2 Falta de um planejamento efetivo sobre o sistema arantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Imediato 1 3 Presença de erosões associadas ao processo de urbanização, remoção de vegetação e falta de estruturas adequadas para a condução das águas das chuvas Elaboração e execução de projetos de recuperação, proteção e a conservação dos solos e das águas Contínuo 1,2,3 e 4 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). 5.1.4 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo dos resíduos sólidos A seguir estão apresentados os cenários atuais, objetivos e metas para posterior realização do estudo e da concepção de cenários futuros para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos e disposição final dos rejeitos. 68 69 Quadro 17 - Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede municipal de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Destinação inadequada dos resíduos sólidos domésticos (lixão) Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Imediato 1 2 Ausência de coleta seletiva Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Curto Prazo 2 3 Não consta infraestrutura para gestão dos resíduos sólidos domésticos, limpeza pública, coleta seletiva e resíduos de construção civil Melhorar infraestrutura para gestão de Resíduos de Construção Civil (RCC), gestão de resíduos verdes e de resíduos volumosos Curto Prazo 2 4 O município não possui um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para recuperar a área do antigo lixão Elaborar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para recuperar a área do antigo lixão do município Curto Prazo 2 5 Falta do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PMGRS) Atender 100% da área urbana do município com sistema de varrição, capina e poda Curto Prazo 2 6 Falta um plano de logística reversa Implantar o sistema de logística reversa Contínuo 1, 2, 3, 4 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). Quadro 18 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Disposição dos resíduos sólidos a céu aberto (lixão) Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Imediato 1 2 Não possui iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Imediato 1 3 Falta de coleta seletiva Criar e implantar programa de coleta seletiva. Curto Prazo 2 4 Falta de infraestrutura de limpeza pública Atender a legislação quanto à coleta e destinação final adequada dos resíduos de limpeza pública Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). 70 Quadro 19 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Falta de Pontos de Entregas Voluntárias (PEV'S) e Ecopontos Elaboração de projetos para a gestão dos resíduos sólidos gerados na extensão rural de acordo com as realidades locais Curto Prazo 1 2 Resíduos são enterrados ou queimados Promover a educação sanitária e ambiental para atender as áreas da zona rural Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). 6 PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB 6.1 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Abastecimento de água Os quadros a seguir demonstram a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações de abastecimento de água da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais. 71 72 Quadro 20 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de Vale do Paraíso. Universalização do Abastecimento de Água 1.1 Elaborar um Projeto Executivo de requalificação do sistema existente Operacional/ Estruturante 1. Ampliar o sistema de abastecimento existente em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população e colocar em funcionamento o sistema existente Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 262.361,20 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.2 Instalar sistema de captação, elevação e adução de água bruta Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Curto (4 a 8 anos) R$ 854.837,69 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.3 Instalar ETA, elevatórias de água tratada e infraestruturas (administrativo, casa da química e laboratório) Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 798.307,42 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.4 Instalar sistema de reservação Estruturante Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 324.959,76 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Elaborar estudo de viabilidade técnicoeconômico da concessão dos serviços de água e esgoto incluindo a sede municipal e o Distrito Santa Rosa Estrutural/ Estruturante 2. Regularizar a prestação dos serviços conforme a Lei 14.026/2020 Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Imediato (0 a 3 anos) R$ 260.000,00 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS 73 2.2 Realizar licitação da concessão dos serviços de água e esgoto Estrutural/ Estruturante Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto. Atividade a ser realizada pelo setor de pregão da Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 2.3 Revisar sistema de tarifação adequado à realidade da área Estrutural/ Estruturante Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo Previsto no Item 1.1 do Quadro Referente ao Abasteciment o de Água da Sede Municipal Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 2.4 Articular filiação à Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (AGERO) sobre termos legais Estrutural/ Estruturante Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) Custos indiretos, o pagamento será de 1% do valor faturado pelos Prestadores de Serviço Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.1 Levantamento, aquisição e instalação de macromedidores Estrutural 3. Adquirir e instalar hidrômetros e incentivar a população a realizar as ligações domiciliares no sistema de abastecimento de água Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 134.676,76 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.2 Elaborar instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição Custo indireto 74 4.1 Investir na automatização do sistema Estrutural/ Estruturante 4. Instalar macromedidores no sistema Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 688.580,80 Concessionária Secretarias Municipais 4.2 Automatização de 100% do sistema de abastecimento de água até 2026 Estrutural/ Estruturante Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 8.992,26 Concessionária Secretarias Municipais 5.1 Elaborar um Projeto Executivo de requalificação e ampliação da rede de distribuição existente Estrutural 5. Ampliar a rede de abastecimento de água existente visando atender 99% da sede municipal . Prefeitura Municipal/ Concessionária Contínuo Contínuo (20 anos) R$ 5.384.940 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 5.2 Criar cronograma permanente de manutenção da rede Estruturante Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 6.1 Estabelecer e acompanhar protocolos de monitoramento da qualidade da água até 2023 Estruturante 6. Atender a legislação vigente no monitoramento da qualidade da água bruta e tratada, garantindo segurança ao consumo Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 326.600,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 6.2 Implantar programa de monitoramento da qualidade da água de acordo com as normas vigentes Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto. Ação a ser realizada pela concessionári a Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 7.1 Formar professores das escolas municipais e lideranças comunitárias Estrutural/ Estruturante 7. Promover a educação sanitária e ambiental para atender a sede, o Distrito Santa Melhoria da prestação dos Serviços Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo estimado no item 7.2 do Quadro 1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 75 para implementação de ações educativas e ambientais até 2023 Rosa e zona rural 7.2 Implementar programa municipal de educação sanitária e ambiental nas escolas a partir de 2024 Estrutural/ Estruturante Melhoria da prestação dos Serviços Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 874.232,29 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 7.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente (5 de junho), a partir de 2024 Estrutural/ Estruturante Melhoria da prestação dos Serviços Alta Curto (4 a 8 anos) Custo estimado no item 7.2 do Quadro Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 8.1 Elaborar e implantar um plano setorial de abastecimento de água Estrutural/ Estruturante 8. Implantar Plano Setorial para o sistema de abastecimento de água Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Médio (9 a 12 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 9.1 Criar e implementar o conselho de saneamento básico para atender os serviços de saneamento Estrutural/ Estruturante 9. Criar um conselho municipal de saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 76 básico no município Programa Preservação e Conservação Ambiental 10.1 Elaborar e implantar um programa de recuperação de Áreas Permanente de Preservação (APP) do manancial de captação Estrutural 10. Criar um programa de conservação de solos e de água no município Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 11.1 Elaborar um Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água até 2028 Estrutural 11. Elaborar um Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal /Concessionária Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022). 77 Quadro 21—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS Universalização do Abastecimento de Água 1.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao SAA Operacional/ Estruturante 1. Implantar um sistema de abastecimento de água coletivo em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população aglomerada do Distrito Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 74.143,06 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.2 Elaboração do Estudo de concepção e projeto para garantir tratamento e distribuição de água Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Curto (4 a 8 anos) R$ 740.512,68 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 2.1 Implantar programa de monitoramento da qualidade da água de acordo com as normas vigentes Estrutural/ Estruturante 2. Atender a legislação vigente no monitoramento da qualidade da água bruta e tratada, garantindo segurança ao consumo Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.1 Levantamento, aquisição e instalação de macromedidores Estrutural 3. Adquirir e instalar hidrômetros e incentivar a população a realizar as ligações domiciliares no sistema de abastecimento de água Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 15.637,04 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.2 Elaborar instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022) 78 Quadro 22—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS 1.1 Elaborar projeto Operaciona/ 1. Elaborar e implantar de projetos adequados às normas legais e às realidades encontradas na extensão rural que objetivam atender a demanda futura e universalizar o acesso ao serviço de abastecimento de água com vista a universalização do serviço com 99% de atendimento da população até 2033 Prefeitura Alta Imediato R$ Prefeitura Secretarias Universalização para atender a demanda Estruturante Municipal/ (0 a 3 2.350.929,40 Municipal/ Municipais do futura e universalizar o Concessionária anos) Concessionária Abastecimento acesso ao S.A.A de Água adequado a realidade da Área Rural 1.2 Instituir programa Estrutural/ Governo Média Curto (4 a Custo Prefeitura Secretarias de monitoramento da Estruturante Estadual/Prefeitura 8 anos) Indireto Municipal/ Municipais qualidade de água dos Municipal/ Concessionária poços nas áreas rurais Concessionária até 2026 1.3 Instituir programa Estrutural/ Governo Contínuo Curto (4 a Custo Prefeitura Secretarias de Estruturante Estadual/Prefeitura 8 anos) Indireto Municipal/ Municipais financiamento de Municipal/ Concessionária perfuração de Concessionária poços em localidades isoladas até 2026 1.4 Implementar Estrutural/ Governo Alta Curto (4 a Custo Prefeitura Secretarias soluções de tratamento Estruturante Estadual/Prefeitura 8 anos) previsto no Municipal Municipais de água Municipal/ Item 1.1 individualizadas para Concessionária as áreas isoladas até 2028 1.5 Implementar Estrutural/ Governo Alta Curto (4 a Custo Prefeitura Secretarias Soluções Estruturante Estadual/Prefeitura 8 anos) previsto no Municipal Municipais alternativas coletivas Municipal/ Item 1.1 em comunidades com Concessionária pequenos agrupamentos populacionais até 2030 2.1 Formar professores Estrutural/ 2. Elaborar e Governo Alta Imediato Custo Prefeitura Secretarias das escolas rurais e Estruturante executar Estadual/Prefeitura (0 a 3 Indireto Municipal Municipais lideranças do campo Programa de Municipal/ anos) para implementação de Educação Concessionária 79 ações educativas e Sanitária e ambientais até 2023 Ambiental 2.2 Implementar Estrutural/ Governo Alta Curto (4 a Custo Prefeitura Secretarias programa Rural de Estruturante Estadual/Prefeitura 8 anos) Indireto Municipal Municipais educação sanitária e Municipal/ ambiental Concessionária nas escolas a partir de 2024 2.3 Realizar campanhas Estrutural/ Governo Alta Curto (4 a Custo Prefeitura Secretarias anuais de educação Estruturante Estadual/Prefeitura 8 anos) Indireto Municipal Municipais ambiental para toda a Municipal/ população na Semana Concessionária do Meio Ambiente (5 de junho), a partir de 2024 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2022). 6.2 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Esgotamento Sanitário Os quadros a seguir demonstram a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações de esgotamento sanitário da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais. 80 81 Quadro 23 – Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de Vale do Paraíso. Tratamento de Esgoto 1.1 Elaboração e execução de projetos de implantação do SES até 2026 Estruturante 1. Implantação de um Sistema de Esgotamento Sanitário Coletivo em vista da universalização da oferta do serviço com 90% de atendimento até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 3.443.406,50 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2033 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 2.1 Elaborar e executar projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028 Estrutural/ Estruturante 2. Eliminar o uso de fossas irregulares por meio de campanhas de sensibilização, instrumentos legais, e ações de fiscalização, incentivar a ligação domiciliar no SES implantado até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Elaboração e execução de projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos públicos até Estrutural/ Estruturante Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS 82 2030 2.3 Eliminação Estrutural/ Estadual/Prefeitura Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias de 90% das Estruturante Municipal/ a 8 anos) indireto Municipal Municipais fossas Concessionária rudimentares e adesão ao SES até 2033 2.4 Incentivo da Estrutural Governo Média Médio (9 Custo Prefeitura Secretarias ligação Estruturante Estadual/Prefeitura a 12 indireto Municipal/ Municipais domiciliar no Municipal/ anos) Concessionária SES implantado Concessionária 3.1 Erradicar o Estrutural 3. Erradicar o Governo Alta Médio (9 Custo Prefeitura Secretarias lançamento de lançamento de Estadual/Prefeitura a 12 indireto. Municipal/ Municipais esgoto no esgoto no Municipal/ anos) Serviços a Concessionária sistema de sistema de Concessionária serem drenagem e a drenagem e a realizados céu aberto céu aberto pelos fiscais da Prefeitura Municipal 3.2 Criar e Estrutural/ Governo Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias implantar Estruturante Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto. Municipal/ Municipais programa de Municipal/ Serviços a Concessionária fiscalização Concessionária serem sanitária realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal 3.3 Implantar lei Estrutural/ Governo Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias municipal que Estruturante Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto Municipal/ Municipais determine a Municipal/ Concessionária ligação Concessionária domiciliar Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022). 83 Quadro 24—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Santa Rosa 1.1 Elaboração e Estruturante 1. Implantação de Governo Alta Imediato R$ Prefeitura Secretarias Tratamento de execução de um Sistema de Estadual/Prefeitura (0 a 3 469.321,66 Municipal/ Municipais Esgoto projetos de Esgotamento Municipal/ anos) Concessionária implantação do Sanitário Coletivo Concessionária SES até 2026 em vista da 1.2 Implantação Estrutural universalização da Governo Alta Curto (4 Prefeitura Secretarias do SES para Estruturante oferta do serviço Estadual/Prefeitura a 8 anos) Municipal/ Municipais atender até 90% da população urbana até 2033 com 90% de atendimento até 2033 Municipal/ Concessionária Concessionária 2.1 Elaborar e Estrutural/ 2. Eliminar o uso Governo Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias executar projetos Estruturante de fossas Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto Municipal Municipais de eliminação das irregulares por Municipal/ fossas meio de Concessionária rudimentares e campanhas de adesão ao SES sensibilização, das áreas de maior instrumentos risco em legais, consonância com e ações de a implantação do fiscalização, SES até 2028 incentivar a 2.2 Elaboração e Estrutural/ ligação Estadual/Prefeitura Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias execução de projetos de Estruturante domiciliar no SES implantado até Municipal/ Concessionária a 8 anos) indireto Municipal Municipais eliminação das 2033 fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos públicos até 2030 2.3 Eliminação de Estrutural/ Estadual/Prefeitura Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias 90% das fossas Estruturante Municipal/ a 8 anos) indireto Municipal Municipais rudimentares e Concessionária adesão ao SES até PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO FINANCIAMENTO CUSTO ESTIMADO AGENTE PARCERIAS RESPONSÁVEL MOBILIZADAS 84 2033 2.4 Incentivo da Estrutural Governo Média Médio (9 Custo Prefeitura Secretarias ligação domiciliar Estruturante Estadual/Prefeitura a 12 indireto Municipal/ Municipais no SES Municipal/ anos) Concessionária implantado Concessionária 3.1 Erradicar o Estrutural 3. Erradicar o Governo Alta Médio (9 Custo Prefeitura Secretarias lançamento de lançamento de Estadual/Prefeitura a 12 indireto. Municipal/ Municipais esgoto no sistema esgoto no sistema Municipal/ anos) Serviços a Concessionária de drenagem e a de drenagem e a Concessionária serem céu aberto céu aberto realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal 3.2 Criar e Estrutural/ Governo Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias implantar Estruturante Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto. Municipal/ Municipais programa de Municipal/ Serviços a Concessionária fiscalização Concessionária serem sanitária realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal 3.3 Implantar lei Estrutural/ Governo Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias municipal que Estruturante Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto Municipal/ Municipais determine a Municipal/ Concessionária ligação domiciliar Concessionária Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA – TED 08/2017 (2022). 85 Quadro 25—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS Tratamento de Esgoto 1.1 Elaboração e execução de projeto de financiamento de soluções alternativas individuais adequadas em até 20% dos domicílios até 2028 Estruturante 1. Implementar soluções alternativas individuais de baixo custo e adequadas às normas vigentes em até 90% dos domicílios até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 1.601.918,30 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Elaboração e execução de projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até 40% dos domicílios até 2030 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Elaboração e execução de projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até 90% dos domicílios até Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 86 2033 2.1 Eliminação de Estrutural/ 2. Eliminar o Governo Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias 90% das fossas Estruturante uso de fossas Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto. Municipal Municipais rudimentares até irregulares por Municipal Ação deverá 2033 meio de ser realizada campanhas de pela sensibilização, vigilância instrumentos sanitária legais, e ações de fiscalização até 2033 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022). 6.3 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Águas Pluviais Os quadros a seguir demonstram a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações do manejo de águas pluviais da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais. 87 88 Quadro 26 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de Vale do Paraíso. Programa Caminho das Águas 1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a realidade do município, até 2026 Operaciona/ Estruturante 1. Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 791.144,85 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Elaborar e executar projeto de ampliação e unificação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento 70% do território urbano municipal até 2030 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Imediato (0 a 3 anos) R$ 69.802.853,0 1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Elaboração e execução de projeto de ampliação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais em 100% até 2033 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no item 1.2 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028 Estrutural Estruturante 2. Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Implantação de ações de Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS 89 monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026 Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Municipal 2.3 Elaboração e execução de Plano Diretor de Drenagem Urbana até 2024 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 145.000,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.1 Criar e implantar um cronograma de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem existentes Estrutural/ Estruturante 3. Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Contínuo R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.2 Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do município Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.3 Implantar lei municipal que dispõe sobre a drenagem pluvial no município Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 4.1 Mapear as estruturas existentes no Município e criar um cadastro técnico Estrutural/ Estruturante 4. Mapear as estruturas e planejamento de realizar novas obras Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Médio (9 a 12 anos) R$ 94.065,86 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 4.2 Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 90 para identificar e encerrar as ligações clandestinas 4.3 Criar um programa de educação ambiental e sanitária sobre a importância de não realizar ligações clandestinas na rede de drenagem pluvial Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022) 91 Quadro 27—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa 1.1 Elaborar e Operaciona/ 1. Atender a 90% Governo Alta Imediato Prefeitura Secretarias Programa executar projeto e Estruturante da população com Estadual/Prefeitura (0 a 3 R$ Municipal Municipais Caminho das dimensionamento sistema de Municipal anos) 791.144,85 Águas do sistema de drenagem drenagem adequado pluvial suficiente com a e adequado para a realidade do realidade e Distrito, até condições locais 2026 até 2033 1.2 Implantar um Estrutural/ Governo Média Imediato R$ Prefeitura Secretarias sistema de Estruturante Estadual/Prefeitura (0 a 3 8.883.999,34 Municipal Municipais drenagem adequado Municipal anos) com a realidade do Distrito 2.1 Implementar Estrutural 2. Garantir o Governo Contínuo Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias cronograma de Estruturante atendimento do Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto Municipal Municipais manutenção serviço de Municipal permanente do drenagem sistema que será pluviais, seguindo construído o que estabelece a 2.2 Implantar ações Estrutural Lei Governo Contínuo Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias de monitoramento dos dispositivos Estruturante Federal 11.445/07, alterada pela Lei Estadual/Prefeitura Municipal a 8 anos) indireto Municipal Municipais de drenagem 14.026/20 3.1 Criar e Estrutural/ 3. Criar um Governo Média Contínuo R$ Prefeitura Secretarias implantar um Estruturante programa de Estadual/Prefeitura 18.413,70 Municipal Municipais cronograma de manutenção e Municipal/ manutenção e limpeza dos Concessionária limpeza dos dispositivos de dispositivos de microdrenagem microdrenagem 3.2 Criar uma Estrutural Governo Média Contínuo Custo Prefeitura Secretarias equipe de controle, Estadual/Prefeitura indireto Municipal Municipais PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS 92 manutenção e Municipal fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do município 3.3 Implantar lei Estrutural Governo Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias municipal que Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto Municipal Municipais dispõe sobre a Municipal drenagem pluvial no município Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022). 93 Quadro 28—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS Programa Caminho das Águas 1.1 Elaborar e Executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado a realidade da área rural até 2026 Operacional/ Estruturante 1. Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 501.600,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Elaborar cronograma permanente de manutenção das estradas e acessos das áreas rurais até 2026 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Imediato (0 a 3 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Elaborar projetos de controle de erosão das margens dos rios das comunidades rurais até 2028 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Programa Preservação e Conservação Ambiental 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028 Estrutural/ Estruturante 2. Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no item 1.1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Implantação de ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no item 1.1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022) 6.4 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Resíduos Sólidos Os quadros a seguir demonstram a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações do manejo de resíduos sólidos da Sede Municipal, Distritos e demais localidades rurais. 94 95 Quadro 29 - Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de Vale do Paraíso. Programa Gerenciamento e destinação dos Resíduos Sólidos 1.1 Aderir ao Consórcio Público Intermunicipal de Rondônia (CIMCERO) e realizar um contrato para destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos produzidos (sede municipal e Distrito Santa Rosa) Operacional/ Estruturante 1. Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 88.321,04 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Implementar a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos) até 2028 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Imediato (0 a 3 anos) R$ 306.824,17 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.4 Criar uma Cooperativa de Catadores de resíduos recicláveis até 2024 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.5 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de garantir sustentabilidade Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 47.520,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS 96 econômicofinanceira 2.1 Criar programa de educação ambiental e sanitária atendendo a sede e o Distrito Santa Rosa Estrutural Estruturante 2. Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.1 Implantar um modelo de gestão voltada para os RCC, resíduos volumosos e resíduos verdes Estrutural/ Estruturante 3. Melhorar infraestrutura para gestão de Resíduos de Construção Civil (RCC), gestão de resíduos verdes e de resíduos volumosos Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.2 Criar um programa de compostagem em parceria com a cooperativa de catadores para reutilização dos resíduos verdes Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.3 Reutilizar os resíduos de construção civil em aterramento nas obras da prefeitura municipal Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 4.1 Elaborar e implementar um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) visando a recuperação da área do antigo lixão até 2024 Estrutural/ Estruturante 4. Elaborar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para recuperar a área do antigo lixão do município Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Médio (9 a 12 anos) R$ 939.816,42 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 97 Programa Preservação e Conservação Ambiental 5.1 Elaboração do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PMGRS) Estrutural/ Estruturante 5. Atender 100% da área urbana do município com sistema de varrição, capina e poda Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 40.000,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 6.1 Promover a implantação da logística reversa, atuando no gerenciamento e fiscalização do sistema a ser implementado pelo Governo Estadual e Federal Estrutural/ Estruturante 6.1 Implantar o sistema de logística reversa Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto prazo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 6.2 Realizar identificação e cadastramento dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes locais dos produtos que tenham obrigatoriedade na implantação do sistema de logística Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto prazo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 6.3 Promover ação de conscientização da população sobre a importância da devolução, após o uso, aos comerciantes ou distribuidores, dos Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto prazo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 98 produtos e das embalagens a que se refere o Art. 33 da Lei 12.305/2010 6.4 Monitorar e fiscalizar programa Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto prazo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022) 99 Quadro 30—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa Programa Gerenciamento e destinação dos Resíduos Sólidos 1.1 Implementar a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos) até 2028 Operacional/ Estruturante 1. Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo previsto no item 1.2 do Quadro 10 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de garantir sustentabilidade econômicofinanceira Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no item 1.5 do Quadro 10 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Criar programa de educação ambiental e sanitária Estrutural Estruturante 2. Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até Estrutural/ Estruturante 3. Atender a legislação quanto à coleta e destinação dos resíduos de limpeza pública Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS 100 2024 3.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023 Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028 Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022) 101 Quadro 31—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS Programa Gerenciamento e destinação dos Resíduos Sólidos 1.1 Criar pontos estratégicos para implantação de PEVs ou Ecopontos em locais estratégicos da área rural Operacional/ Estruturante 1. Elaboração de projetos para a gestão dos resíduos sólidos gerados na extensão rural de acordo com as realidades locais Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 77.403,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Imediato (0 a 3 anos) Custo previsto no item 1.2 do Quadro 10 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até 2024 Estrutural Estruturante 2. Promover ações de educação ambiental e sanitária visando orientar a população a não realizar a queima/enterra mento dos resíduos Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2022). 102 REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde - FUNASA.Termo de referência para elaboração de plano municipal de Saneamento Básico / Ministério da Saúde,Fundação Nacional de Saúde. – Brasília : Funasa, 2018. . PRESIDENCIA DA REPÚBLICA. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Disponível em: < http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao> Acesso em: 04 /02/2016. Lei nº 12.305, de 2 de Agosto de 2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, 2010. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao>. Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 - Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera as Leis nº 9.984, de 17 de julho de 2000, nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, nº 11.107, de 6 de abril de 2005, nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 12.305, de 2 de agosto de 2010, 13.089, de 12 de janeiro de 2015, nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017; e dá outras providências. Brasília, 2020. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2020/lei/l14026.htm> 103 ANEXO I - DECRETO DE NOMEAÇÃO DOS COMITÊS DE COORDENAÇÃO E EXECUTIVO 104 105 ANEXO II - RELATÓRIOS MENSAIS SIMPLIFICADOS DO ANDAMENTO DAS ATIVIDADES, CORRESPONDENTE ÀS REUNIÕES SETORIAIS DE MOBILIZAÇÃO, ÀS CONFERÊNCIAS E AOS LEVANTAMENTOS DE CAMPO E VISITAS TÉCNICAS Para mobilizar a comunidade a participar das reuniões de construção do PMSB foram realizadas diversas estratégias de mobilização, como por exemplo, divulgação nas mídias locais para convidar colaboradores e apresentar os objetivos da reunião, divulgação em carros volantes das reuniões, divulgação em escolas, divulgação em mídias digitais por interação digital (emails, banners, vídeos, stories, lives e enquetes) e a divulgação por meio de material gráfico impresso. Processo de mobilização social: divulgação e comunicação Fonte: Projeto Saber Viver (2019). As reuniões setorizadas e audiências públicas de apresentação das etapas de construção do PMSB, bem como da equipe do IFRO e dos membros dos comitês municipais, foram realizadas no período do dia 02 a 06 de setembro 2019. 106 No município de Vale do Paraíso foi realizada 1 (uma) reunião setorizada/audiência pública com a participação total de 190 pessoas. Reuniões setorizadas/audiências públicas em Vale do Paraíso Fonte: Projeto Saber Viver (2019). As reuniões setorizadas e audiências públicas tiveram um caráter formativo, possibilitando o processo de divulgação do PMSB por meio de multiplicadores, sendo esses os membros da própria comunidade. Sendo realizada em paralelo com as reuniões setorizadas de forma colaborativa entre a equipe multidisciplinar do IFRO, dos membros dos comitês municipais, Agentes comunitários de Saúde (ACSs) foi realizado o levantamento das condições atuais de drenagem urbana, esgotamento sanitário, coleta e destinação de resíduos, entrega de água potável e as condições socioeconômicas. 107 No tocante, o processo de coleta de dados se efetivou por meio dos levantamentos de campo das condições sociais, ambientais e de infraestrutura, no que diz respeito as condições de existência de prestação de serviços relacionados ao saneamento básico na sede, núcleos e zona rural do município. Coleta de dados 108 Reunião de sensibilização e Audiência Pública no município de Vale do Paraíso – RO. Relatório mensal simplificado do andamento das atividades desenvolvidas no mês de Julho de 2019. 109 110 111 112 113 114 115 Relatório mensal simplificado do andamento das atividades desenvolvidas no mês de Agosto de 2019. 116 117 118 119 Listas de presença referente a 1ª Audiência Pública e Reuniões Setorizadas de Sociabilização do Plano Municipal de Saneamento Básico. 120 121 122 123 124 125 126 APÊNDICE A - PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (PRODUTO D) PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Outubro de 2022 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO PRODUTO D PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT da FUNASA, como produto para composição do Plano Municipal de Saneamento Básico, equivalente ao Produto D do Termo de Execução Descentralizada – TED 08/17, celebrado entre FUNASA e IFRO. O relatório foi elaborado pelo Comitê Executivo do PMSB e aprovado pelo Comitê de Coordenação, recebendo assessoramento técnico do IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº 1876/REIT-CGAB / IFRO, e financiamento através da FUNASA. VALE DO PARAÍSO/RO Outubro de 2022 PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Av. Paraíso, n. 2601 - Centro - CEP 76.923–000, Vale do Paraíso/RO (69) 3464-1005/ (69) 3464-1462 PREFEITA Poliana de Moraes Silva Gasqui Perreta VICE-PREFEITO Adriano de Souza Roxa FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE — FUNASA Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO) Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP: 76.803-596, (69) 3216-6138 www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br APRESENTAÇÃO Dentre o conjunto de documentos que norteiam a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a Prospectiva e Planejamento Estratégico, corresponde ao Prognóstico do PMSB e apresenta o ‘Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços’, contendo a definição dos objetivos e metas e as prospectivas técnicas para cada um dos quatro serviços de saneamento básico: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos. O Prognóstico do PMSB possui função de base orientadora e constitui-se em uma etapa que contempla a leitura dos técnicos com base no Diagnóstico Técnico-Participativo, já aprovado pela população do município. O presente Prognóstico, norteado pelo Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) de 2018 e legislação vigente (Lei nº 11.445/07, alterada pela Lei nº 14.026/20), foi elaborado pelos Comitês Executivo e de Coordenação do PMSB do município (conjuntamente com prefeitura e secretarias). Através do Termo de Execução Descentralizada (TED) 08/2017, celebrado entre as instituições FUNASA e IFRO, o município recebeu assessoramento técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia – IFRO, por meio do Projeto Saber Viver (Portaria nº1876/REIT-CGAB/IFRO), com financiamento advindo através da Fundação Nacional de Saúde – FUNASA. Dentre a gama de produtos integradores do TED 08/17, o Prognóstico do PMSB referese ao Produto D. Este produto, bem como todos os produtos integrantes do PMSB do município também estão disponíveis para consulta pública no site https://saberviver.ifro.edu.br/. LISTA DE SIGLAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ANA - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico APP - Área de Preservação Permanente ATS - Aterro Sanitário ATT – Área de Transbordo e Triagem CAERD- Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente CPRM - Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais EEE - Estações Elevatórias de Esgotos ETA - Estação de Tratamento de Água ETE - Estação de Tratamento de Esgotos FUNASA – Fundação Nacional da Saúde IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDARON- Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril de Rondônia MMA - Ministério do Meio Ambiente PEV - Ponto de Entrega Voluntária PRGAIRS- Plano Regional de Gestão Associada e Integrada de Resíduos Sólidos PGRSS - Plano de Gestão de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde PLANSAB - Plano Nacional de Saneamento Básico PNRS – Plano Nacional de Resíduos Sólidos PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico RCC – Resíduos de Construção Civil RDO – Resíduos Sólidos Domiciliares SAA- Sistema de Abastecimento de Água SAI’s - Soluções Alternativas Individuais SEDAM - Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental SGRS – Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos SEMOSP - Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços SEMAPEM - Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente SES – Sistema de Esgotamento Sanitário SNIS - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento VPL - Valor Presente Líquido LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Balanço Quali-quantitativo e disponibilidade hídrica dos trechos de captação da Sede de Vale do Paraíso. ...................................................................................................................79 Figura 2 – Igarapé Paraíso. .......................................................................................................81 Figura 3 – Rio Fortaleza ...........................................................................................................81 Figura 4 – Variantes dos sistemas de esgotamento sanitário....................................................94 Figura 5 – UASB + Lodos Ativados. .....................................................................................101 Figura 6 – UASB + Lagoa facultativa ....................................................................................102 Figura 7 – UASB + Filtro Biológico. .....................................................................................103 Figura 8 – UASB + Lagoa aerada e de decantação ................................................................104 Figura 9 – Lagoa anaeróbia + Lagoa facultativa ....................................................................105 Figura 10 – Lagoa anaeróbia + Lagoa aerada e de decantação. .............................................105 Figura 11 – Fluxograma para escolha da tecnologia para tratamento de esgoto doméstico em comunidades isoladas. ............................................................................................................107 Figura 12 – Esquema da ligação domiciliar de esgoto. ..........................................................111 Figura 13 – Sistema combinado tanque séptico/filtro biológico. ...........................................111 Figura 14 – Esquema do sumidouro.......................................................................................112 Figura 15 – Esquema de vala de infiltração............................................................................113 Figura 16 – Esquema de vala de filtração...............................................................................113 Figura 17 – Tanque de evapotranspiração. .............................................................................114 Figura 18 – Bueiro danificado no município de Vale do Paraíso...........................................120 Figura 19 – Características das alterações com a urbanização. ..............................................125 Figura 20 – Faixas de ocupação .............................................................................................127 Figura 21 – Fluxograma de implementação ou adequação da política...................................140 Figura 22 – Coletores simples de óleo de cozinha, pilhas e lâmpadas usadas. ......................147 Figura 23 – Ligações entre logística reversa, responsabilidade compartilhada, e acordo setorial ................................................................................................................................................ 153 Figura 24 – Localização da área do antigo lixão em relação a sede municipal de Vale do Paraíso ................................................................................................................................................ 157 Figura 25 – Descarte irregular de resíduos no lixão desativado.............................................158 Figura 26 – Síntese de critérios de elegibilidade e diretrizes para o Plano de encerramento e pós encerramento de lixões. ..........................................................................................................166 LISTA DE EQUAÇÕES Equação 1 – Projeção Geométrica (crescimento populacional em função da população existente a cada ano)................................................................................................................................ 42 Equação 2 – Coeficiente da Projeção Geométrica....................................................................42 Equação 3 – Vazão do Projeto..................................................................................................68 Equação 4 – Demanda máxima de água ...................................................................................68 Equação 5 – Produção estimada de Esgoto ..............................................................................84 Equação 6 – Vazão nominal de esgoto.....................................................................................84 Equação 7 – Vazão máxima de esgoto .....................................................................................85 Equação 8 – Vazão média de esgoto ........................................................................................85 Equação 9 – Vazão média de esgoto ........................................................................................89 Equação 10 – Produção estimada de resíduos sólidos...........................................................130 Equação 11 – Cálculo da Tarifa .............................................................................................141 Equação 12 – Cálculo da Tarifa Básica Anual de Disponibilidade do Serviço......................141 Equação 13 – Cálculo do valor unitário da receita requerida.................................................142 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Evolução da população recenseada do município de Vale do Paraíso/RO 1991-2019 .................................................................................................................................................. 41 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – População residente em Vale do Paraíso/RO .........................................................42 Tabela 2 –Projeção e estimativa populacional para Vale do Paraíso/RO 2010 a 2042, com destaque para os anos de início de implantação do PMSB e de previsão de universalização conforme a Lei 14.026/20......................................................................................................... 43 Tabela 3 – Coeficientes de run-off para distintos tipos de áreas..............................................57 Tabela 4 – Coeficientes de run-off para distintos tipos de superfície.......................................57 Tabela 5 – Principais valores adotados para realização do prognóstico do SAA da sede de Vale do Paraíso/RO...........................................................................................................................71 Tabela 6 – Avaliação das disponibilidades e necessidades para o SAA da Sede de Vale do Paraíso/RO................................................................................................................................72 Tabela 7 – Estimativa da demanda de água e vazões de água para o Distrito Santa Rosa.......74 Tabela 8 – Estimativa da demanda de água e vazões de água para demais áreas rurais ..........76 Tabela 9 – Projeção da vazão de esgoto para o horizonte do PMSB de Vale do Paraíso/RO ..... 87 Tabela 10 – Projeção da vazão de esgoto para o Distrito Santa Rosa ......................................88 Tabela 11 – Avaliação da carga orgânica gerada e da demanda por coleta e tratamento de esgoto para a zona rural de Vale do Paraíso/RO..................................................................................90 Tabela 12 – Percentual definido para cada Zona Fiscal .........................................................136 Tabela 13 – Previsão de receita e valores arrecadados no exercício 2019 ............................136 Tabela 14 – Estimativa de custo no exercício 2019 ...............................................................137 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Distribuição das Metas e temporalidades..............................................................20 Quadro 2 – Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Área Urbana.........................28 Quadro 3 – Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Distrito Santa Rosa ...............29 Quadro 4 – Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Comunidades rurais ..............30 Quadro 5 – Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Área Urbana.............................32 Quadro 6 – Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Distrito Santa Rosa ..................33 Quadro 7 – Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Comunidades rurais.................33 Quadro 8 – Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Área Urbana .....................35 Quadro 9 – Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Distrito Santa Rosa...........36 Quadro 10 – Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Comunidades rurais........36 Quadro 11 – Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Área Urbana...................38 Quadro 12 – Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Distrito Santa Rosa ........38 Quadro 13 – Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Comunidades rurais.......39 Quadro 14 – Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços de Saneamento Básico no Município, segundo as Dimensões Nacional, Estadual e Local. ..............................................45 Quadro 15 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede municipal de Vale do Paraíso......................................................................................49 Quadro 16 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa. .............................................................................................................50 Quadro 17 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de Vale do Paraíso..............................................................................50 Quadro 18 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário na Sede municipal de Vale do Paraíso. ..................................................................................................53 Quadro 19 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Santa Rosa. ..................................................................................................................53 Quadro 20 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de Vale do Paraíso....................................................................................54 Quadro 21 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na sede municipal de Vale do Paraíso.........................................................................59 Quadro 22 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa ................................................................................................59 Quadro 23 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de Vale do Paraíso................................................................60 Quadro 24 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede municipal de Vale do Paraíso. .........................................................................................64 Quadro 25 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa. ..................................................................................................................64 Quadro 26 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de Vale do Paraíso....................................................................................65 Quadro 27 – Possíveis Mananciais para abastecimento futuro do município de Vale do Paraíso. .................................................................................................................................................. 80 Quadro 28 – Limites e/ou condições de coliformes fecais para águas de Classe I...................91 Quadro 29 – Condições e padrões específicos de lançamento direto de efluentes oriundos de sistemas de tratamento de esgotos sanitários............................................................................92 Quadro 30 – Padrões de lançamento de efluentes – Parâmetros inorgânicos...........................93 Quadro 31 – Níveis de tratamento............................................................................................95 Quadro 32 – Tipos de Lagoas de estabilização. .......................................................................96 Quadro 33 – Lodos ativados e suas variantes...........................................................................97 Quadro 34 – Sistemas aeróbios com biofilmes.........................................................................97 Quadro 35 – Sistemas anaeróbios.............................................................................................98 Quadro 36 – Tipos de disposição no solo.................................................................................98 Quadro 37 – Dados de entrada ETEx para Sede.......................................................................99 Quadro 38 – Dados de entrada ETEx para o Distrito Santa Rosa. ...........................................99 Quadro 39 – Resultado dos cálculos de estimativa de custos dos tipos de ETEs para a Sede Municipal de Vale do Paraíso.................................................................................................100 Quadro 40 – Resultado dos cálculos de estimativa de custos dos tipos de ETEs para o Distrito Santa Rosa. .............................................................................................................................100 Quadro 41 – Síntese das principais características das quinze tecnologias selecionadas para o tratamento de esgoto de comunidades isoladas. .....................................................................108 Quadro 42 – Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas na sede do Município .120 Quadro 43 – Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas no Distrito Santa Rosa121 Quadro 44 – Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas nas demais localidades rurais.......................................................................................................................................122 Quadro 45 – Dispositivos de controle na fonte ......................................................................123 Quadro 46 – Geração de resíduos sólidos por tipo no ano de 2019. ......................................130 Quadro 47 – Previsão de geração de RDO por tipologia conforme horizonte do PMSB de Vale do Paraíso ...............................................................................................................................132 Quadro 48 – Fatores aplicáveis à tarifa ..................................................................................142 Quadro 49 – Código de Cores dos Resíduos Recicláveis.......................................................149 Quadro 50 – Restrições legais para a escolha de áreas para a disposição de resíduos sólidos urbanos ...................................................................................................................................156 Quadro 51 – Formas de Prestação atual dos Serviços de Saneamento Básico no município de Vale do Paraíso.......................................................................................................................169 Quadro 52 – Quadro síntese das possibilidades de prestação dos serviços de água e esgoto e dos sistemas de cobrança correspondentes. ..................................................................................172 Quadro 53 – Quadro síntese das possibilidades de prestação dos serviços de manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana de cobrança correspondentes. .....................................................173 Quadro 54 – Qualificação dos critérios técnicos referentes a hierarquização das modalidades institucionais de prestação de serviços de Saneamento Básico. .............................................175 Quadro 55 – Análise comparativa das Modalidade Institucionais, considerando a qualificação dos critérios para o município de Vale do Paraíso. ................................................................177 Quadro 56 – Alternativas mais viáveis para prestação dos Serviços de Saneamento Básico.180 Quadro 57 – Eventos de emergência e contingência ..............................................................183 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...............................................................................................................17 2 METODOLOGIA..............................................................................................................24 3 ANÁLISE TÉCNICA ATUAL.......................................................................................27 3.1 Abastecimento de água ..................................................................................................28 3.1.1 Ações prioritárias referentes ao Abastecimento de água .............................................30 3.2 Esgotamento sanitário ................................................................................................32 3.2.1 Ações prioritárias referentes ao Esgotamento Sanitário..............................................34 3.3 Drenagem de águas pluviais..........................................................................................35 3.3.1 Ações prioritárias referentes à Drenagem de Águas Pluviais......................................36 3.4 Resíduos sólidos ..........................................................................................................38 3.4.1 Ações prioritárias referentes à Gestão dos Resíduos sólidos.......................................39 4 PROJEÇÃO POPULACIONAL E HORIZONTE DO PLANO DE SANEAMENTO ................................................................................................................................................41 4.1 Dados censitários e projeção populacional ......................................................................41 5CENÁRIOS, OBJETIVOS E METAS.............................................................................44 5.1 Abastecimento de água ..................................................................................................47 5.1.1 Síntese dos cenários atuais, objetivos e metas para o abastecimento de água ............48 5.2 Esgotamento sanitário ...................................................................................................51 5.2.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o esgotamento sanitário.............52 5.3 Drenagem e manejo de águas pluviais..........................................................................55 5.3.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo de águas pluviais........58 5.4 Resíduos sólidos..............................................................................................................61 5.4.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo de resíduos sólidos.....63 6 PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO ABASTECIMENTO DE ÁGUA, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS.....................66 6.1 Abastecimento de água..................................................................................................66 6.1.1 Diretrizes para avaliação do padrão quantitativo e qualitativo do SAA.....................66 6.1.2 Projeção estimativa da demanda de água....................................................................67 6.1.3 Descrição dos principais mananciais (superficiais e/ou subterrâneos) passíveis de utilização para o abastecimento de água na área de planejamento......................................77 6.1.4 Definição das alternativas de manancial para atender a área de planejamento .........80 6.1.5 Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda calculada ................................................................................................................................82 6.2 Esgotamento sanitário ...................................................................................................83 6.2.1 Projeção da Vazão de Esgotos e Estimativa da Carga e Concentração de DBO e Coliformes Fecais ..................................................................................................................83 6.2.3 Padrão De Lançamento Para Efluente Final de SES ...................................................91 6.2.4 Sugestões de soluções técnicas para a problemática do esgotamento sanitário..........94 6.2.5 Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda calculada ..............................................................................................................................109 6.2.6 Melhorias sanitárias domésticas.................................................................................110 6.3 Drenagem e manejo de águas pluviais........................................................................117 6.3.1 Diretrizes para reduzir o assoreamento de cursos d’água e de bacias de detenção..118 6.3.2 Diretrizes para reduzir o lançamento de resíduos sólidos nos corpos d’água...........120 6.3.3 Diretrizes para o controle de escoamento na fonte ....................................................122 6.3.4 Diretrizes para o tratamento de fundos de vale..........................................................125 6.3.5 Análise da necessidade de complementação do sistema com estruturas de micro e macrodrenagem, sem comprometer a concepção de manejo de águas pluviais .................127 6.4 Gestão dos resíduos sólidos .........................................................................................128 6.4.1 Projeção da geração dos resíduos sólidos..................................................................130 6.4.2 Metodologia para o cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, bem como a forma de cobrança desses serviços 135 6.4.3 Novo cenário e exigências para a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de manejo dos resíduos sólidos. ........................................................................................... 143 6.4.4 Gerenciamento dos resíduos sólidos e regras para transporte .................................144 6.4.5 Critérios para pontos de apoio ao sistema na área de planejamento (apoio à guarnição, centros de coleta voluntária, mensagens educativas)..........................................................148 6.4.6 Descrição das formas e dos limites de participação da Prefeitura na coleta seletiva e na logística reversa respeitado o disposto no Art. 33 da Lei n° 12.305/2010 e outras ações de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.......................................150 6.4.7 Critérios de escolha da área para destinação e disposição final adequada de resíduos inertes gerados no município (seja por meio de reciclagem ou em aterro sanitário) 154 6.4.8 Identificação de áreas favoráveis para a disposição final de resíduos......................154 6.4.9 Procedimentos operacionais e especificações mínimas a serem adotados nos serviços, incluída a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos ....................................158 7 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL .............................................................................................................168 7.1 Modalidades institucionais de prestação de serviços de saneamento básico a disposição do município..............................................................................................................................170 7.2 Conselho Municipal de Saneamento Básico ..................................................................181 8 PREVISÃO DE EVENTOS DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA ...................183 9 REFERÊNCIAS ..............................................................................................................187 Página 17 de 189 1 INTRODUÇÃO O relatório de Prospectiva e Planejamento Estratégico (Produto D) do PMSB de Vale do Paraíso/RO se propõe a apresentar os cenários atual e futuro para os quatro componentes que compõem o saneamento básico. Segundo o Termo de Referência (TR) da FUNASA, para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB (FUNASA, 2018). Esta fase de Prospectiva e Planejamento Estratégico, também denominada de Prognóstico, deve englobar a definição dos objetivos e metas e prospectivas técnicas que nortearão a elaboração das propostas de programas, projetos, ações e do plano de execução das próximas fases do planejamento, para cada um dos quatro serviços, de modo que as estratégias nesta etapa elaboradas permitirão a efetiva atuação para a melhoria das condições dos serviços de saneamento. A identificação dos cenários futuros possíveis e desejáveis serve para nortear as ações do presente e prever condições racionais para a tomada de decisões através de referenciais concretos, produzidos a partir de um processo de planejamento estratégico participativo que relaciona os saberes populares e técnicos. Desta feita, a análise integrada desses aspectos do Prognóstico possibilita o embasamento técnico necessário para estudo e definição de um Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços. A construção de cenários é importante para compatibilizar programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de modo compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento. Os cenários apresentados serão analisados e avaliados técnica e financeiramente em termos de sua viabilidade tecnológica, ambiental e social, seguindo as orientações da Resolução Recomendada n° 75/2009 do Ministério das cidades (que estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico), para auxiliar na escolha do modelo de gestão, assim como, na definição das ações necessárias para garantir a sustentabilidade financeira, a qualidade, a regularidade e a universalização dos serviços de saneamento básico no município, tanto na zona urbana, quanto na zona rural. É importante ressaltar que toda a construção dos cenários deve estar embasada na legislação vigente, considerando-se o contexto legal demarcado pela mesma. Portanto, é importante notar que ao tempo da aprovação deste produto, a Lei 11.445/07, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico, Página 18 de 189 foi atualizada pela Lei 14.026, de 15 de julho de 2020. Nessa direção, o marco regulatório (Lei nº 14.026/2020), atualizou as diretrizes da Lei do Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007) e promoveu mudanças na Lei nº 9.984/2000. Para tanto, destaca-se aqui as principais alterações promovidas pela Lei nº 14.026/2020, para melhor esclarecimento do conteúdo deste Prognóstico: ● Compatibilidade entre Planos Em nova redação, a Lei reitera que “Os planos de saneamento básico deverão ser compatíveis com os planos das bacias hidrográficas e com planos diretores dos Municípios em que estiverem inseridos, ou com os planos de desenvolvimento urbano. ● Universalização dos Serviços de Saneamento básico A Lei nº 14.026/2020 determina a universalização dos serviços de saneamento básico, garantindo que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento e a coleta de esgoto, de acordo com o tipo de prestação de serviço: a) Contratos de concessão: nesse tipo de prestação a universalização dos serviços deve ocorrer até 31 de dezembro 2033; b) Prestação direta pelo município: nesse tipo de prestação a universalização dos serviços deve ocorrer até 31 de dezembro de 2039. . ● Contratos de Concessão Uma atualização de fundamental importância é que, com a promulgação da lei, os serviços de saneamento básico só podem ser executados na forma direta (a exemplo de autarquia municipal) ou por concessão mediante licitação, podendo esta concessão ser de forma individual ou regionalizada. Portanto, fica vedada a prestação mediante contrato de programa, convênio, termo de parceria ou outros instrumentos de natureza precária. Assim, o marco regulatório do saneamento básico extingue os chamados “contratos de programa”, firmados, sem licitação, entre municípios e empresas estaduais de saneamento. Esses acordos, atualmente, são firmados com regras de prestação de tarifação, mas sem concorrência. Determinando a obrigatoriedade da realização de licitação, com participação de Página 19 de 189 empresas públicas e privadas. Nos municípios em que atualmente os serviços de saneamento básico são prestados mediante contrato de programa, poderão ser mantidos. No entanto, os contratos que não possuírem metas de universalização, sustentabilidade financeira, qualidade e eficiência dos serviços terão até 31 de março de 2022 para alterar os contratos vigentes para viabilizar essa inclusão. ● Atribuição de titularidade para os Estados sobre os serviços de interesse comum entre vários municípios O Novo Marco determina que os Estados componham em até 180 dias grupos ou blocos de municípios que poderão contratar os serviços de forma coletiva. Municípios de um mesmo bloco não precisam ser vizinhos. Esses blocos deverão implementar planos municipais e regionais de saneamento básico; e a União poderá oferecer apoio técnico e financeiro para a execução dessa tarefa. No caso do Estado de Rondônia, a Lei estadual 4.955, de 19 de janeiro de 2021, instituiu Unidade Regional de Saneamento Básico no Estado de Rondônia, a qual contempla os 52 (cinquenta e dois) municípios do Estado. Assim, em caso de escolha de concessão regionalizada dos serviços de saneamento básico, a opção estendida ao município já está formalizada, visto que a lei define que a Unidade Regional contemplará, automaticamente, outros municípios, regiões metropolitanas, aglomerações urbanas ou microrregiões que venham a ser posteriormente criados no estado de Rondônia, os quais demandam prévios estudos de viabilidade. ● Integração com a Política Nacional de Resíduos Sólidos Outro ponto regulamentado pela legislação atualizada refere-se a uma integração mais efetiva com a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, incluindo adaptações essenciais para a constituição de um ordenamento íntegro e coeso. No sentido de integrar os componentes do PMSB, a nova lei estabelece: a) a articulação entre o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), a PNRS e o Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH); b) a inclusão, no PLANSAB, dos princípios e estratégias da PNRS; Página 20 de 189 c) a integração do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos – SINIR, criado pela PNRS; d) a inclusão das instalações integrantes dos serviços públicos de manejo de resíduos sólidos na regra que trata dos requisitos para licenciamento ambiental. ● Regulação da prestação de serviços Conforme a Lei 14.026/2020, as entidades reguladoras devem estabelecer padrões e normas (de dimensões técnica, econômica e social) para a adequada prestação e a expansão da qualidade dos serviços e para a satisfação dos usuários, com observação das normas de referência editadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico – ANA. Delineadas as demarcações legais e instrucionais apresentadas, o foco se dirige à construção prática do Prognóstico. O alcance do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) do Município, de acordo com o TR/FUNASA 2018 se estende por um horizonte de vinte anos, a contar do ano de elaboração do plano. Todavia, com a nova regulamentação promovida pela Lei Lei 14.026/20, a temporalidade, para cumprimento dessas metas, no que se refere a universalização do acesso à água potável à 99% da população e a coleta e tratamento de esgoto à 90% da população, se altera de acordo com o tipo de prestação de serviços estabelecidas pelos municípios, conforme evidenciado no Quadro 1: Quadro 1 – Distribuição das Metas e temporalidades Contratos de Concessão Temporalidades Imediato até 02 anos 2 anos Curto prazo 3 a 6 anos 4 anos Médio prazo 7 a 10 anos 5 anos Total 11 Anos (até 2033) Gestão Autônoma Temporalidades Imediato até 02 anos 2 anos Curto prazo 3 a 5 anos 3 anos Médio prazo 6 a 9 anos 4 anos Longo Prazo 10 a 17 anos 8 anos Total 17 anos (até 2039) Fonte: Adequado pelo NICT/FUNASA/Projeto Saber Viver, com a atualização da Lei nº 11.445/07 (2022) Página 21 de 189 Logo, os programas, projetos e ações, que compõem o prognóstico, serão delineados considerando-se as metas estabelecidas pelo marco regulatório do Saneamento Básico vigente. Da mesma forma, sua revisão está condicionada ao prazo não superior a 10 (dez) anos. Conforme estabelecido na Lei 14.026/20, em seu Artigo 19, inciso V e parágrafo 4º. Ressaltados estes pontos, adentramos na construção da Prospectiva e Planejamento Estratégico do município. Introdutoriamente, cabe elencar de forma sumária os principais problemas e potencialidades identificados no Diagnóstico Técnico-Participativo do PMSB do município de Vale do Paraíso. De acordo com o relatório do Diagnóstico técnico-participativo (Produto C) do PMSB, atualmente, o Município não dispõe de sistema de captação ou abastecimento de água, de modo que, oficialmente, a totalidade do abastecimento de água na sede municipal se realiza através de soluções alternativas. Conforme entrevistas realizadas no levantamento socioeconômico, com uma amostragem de 195 entrevistados onde 94% disseram fazer uso de alguma solução alternativa individual de abastecimento de água. As Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento existentes no município de Vale do Paraíso são realizadas através de 02 unidades do projeto SALTA-z, instaladas no Distrito de Santa Rosa e na Escola Família Agrícola (EFA). O Município também não dispõe de sistema de esgotamento sanitário, de modo que a população tem assumido soluções individuais com predomínio do uso de fossas rudimentares e sépticas, de forma que 86,1% do esgoto doméstico é destinado a fossa negra/rudimentar e 12,5% a fossas sépticas e 1,4% afirmou destinar à rede coletora de esgoto, como não há rede coletora, acredita-se que esteja sendo destinado à rede de manejo de águas pluviais inadequadamente. A coleta dos resíduos domésticos na área urbana, bem como a limpeza pública, é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Vale do Paraíso através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente (SEMAPEM). A existência de coleta de lixo em suas ruas é afirmada por 98,6% dos domicílios, dentro os quais 96% se mostraram satisfeitos com o serviço oferecido. No município não existe uma gestão específica para os resíduos da construção civil e não dispõe de um Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (RCC), conforme estabelecido na Resolução CONAMA nº 307/2002. A existência de coleta de lixo em suas ruas é afirmada por 98,6% dos domicílios, dentro os quais 96% se mostraram satisfeitos com o serviço oferecido. Quanto ao manejo dos resíduos de saúde pública, a prefeitura municipal, através de Página 22 de 189 celebração de contrato com o Consórcio CIMCERO em 2019, dispõe de serviço terceirizado para o manejo dos RSS sépticos e assépticos, na qual a empresa Amazon Fort Soluções Ambientais e Serviços de Engenharia é a empresa responsável pelos manejos dos mesmos. A gestão do manejo das águas pluviais é feita pela administração direta do município, através da Secretaria de Obras e Serviços Públicos-SEMOSP. O município é parcialmente atendido com sistema de microdrenagem nos trechos com pavimentação asfáltica e os principais dispositivos identificados foram os meios fios, guias, sarjetas e bocas de lobo e suas respectivas galerias. Segundo dados do IBGE (2010) o município apresenta uma taxa de urbanização de 0,0%, indicador da presença de bueiros, calçadas, pavimentação e meio-fio. De acordo com informações prestadas pela Secretaria de Obras, a extensão do trecho viário na sede é de 33 km, sendo que desse montante, 23 km (70%) possuem pavimentação asfáltica. Do trecho com pavimentação asfáltica, 16 Km possuem dispositivos de microdrenagem. Não há dados acerca da extensão da malha viária da área rural. A zona rural não tem a opção de abastecimento de água pela rede pública, já que é inviável a instalação de tubulação que fizesse a distribuição da água. Logo, os dados coletados pelo Projeto Saber Viver (2019) informam que 19,5% da água usada pelos moradores da zona rural é proveniente de poços amazonas; 32,7% fazem uso de poço tubular; 33% utilizam minas, fontes e nascentes e 10% cisternas/coleta de água das chuvas. No Distrito de Santa Rosa recente foi instalado o SALTA-z, Solução Alternativa Coletiva Simplificada de Tratamento de Água, a ser destinada ao consumo humano. No que se refere ao esgotamento sanitário, 92% dos domicílios munícipes disseram possuir sanitário dentro de casa, 3,5% possuem sanitário fora de casa e 3,5% utilizam latrina. A destinação do esgoto das residências é, em sua maioria, feita por meio de fossa rudimentar (95,6%), 1,74% utilizam fossa séptica e 0,9% “mato”. Segundo os munícipes, em 88% dos domicílios se realiza a separação da destinação do esgoto entre a água residual utilizada nos sanitários e a água utilizada em pias, chuveiro e máquina de lavar. Acerca do componente “manejo de águas pluviais”, 38,2% da população entrevistada afirma que existem bueiros nas proximidades das casas, enquanto 28,7% afirma não haver nenhum sistema de drenagem e 32,2% não soube responder. Quanto ao manejo de resíduos sólidos, a zona rural utiliza na sua maioria como destinação final a queima e/ou o aterramento, sendo 86% queima o lixo, 4% enterra; 1% recicla. Mediante estas informações introdutórias apresentadas, seguem a Metodologia utilizada na construção deste Prognóstico, a Análise técnica dos componentes consoante com a Projeção Página 23 de 189 populacional para o horizonte do PMSB, os Cenários, objetivos e metas delineados, a Prospectiva e o Planejamento Estratégico definidos para cada componente, além da Previsão de eventos de emergência e contingência. Página 24 de 189 2 METODOLOGIA A metodologia apresentada neste relatório consistiu basicamente na identificação do cenário atual, na definição de objetivos a serem alcançados e na construção de um novo cenário para cada um dos quatro componentes do saneamento básico de Vale do Paraíso/RO. Na identificação dos cenários atuais foram consideradas as informações técnicas e as informações obtidas junto à população, as quais estão consolidadas no Produto C (Diagnóstico Técnico-Participativo do PMSB). Com base nestes dados e informações, inicialmente procurou-se identificar as fragilidades e potencialidades atinentes a cada componente, aplicando-as a uma Matriz de Condicionantes, Deficiências e Potencialidades (CDP), a fim de permitir visão mais clara da real situação e assim garantir melhor análise e compreensão para a construção dos cenários de referência. A matriz CDP se mostrou bastante adequada para o Prognóstico do PMSB, por possuir uma representação gráfica que facilita o cruzamento dos dados e a visualização e compreensão destes quanto à transmissão e aplicação dos resultados. A Matriz CDP, aplicada no planejamento, considera os seguintes aspectos: ● Condicionantes – Elementos de estrutura urbana (e rural) que devem ser mantidos, preservados ou conservados e, sobretudo, considerados no planejamento. São, basicamente, os elementos do ambiente urbano (e rural) e natural, ou planos e decisões existentes, com consequências futuras previsíveis no ambiente físico ou na estrutura urbana, que determinam a ocupação e o uso do espaço municipal. ● Deficiências – Situações que devem ser melhoradas ou problemas que devem ser eliminados. São situações negativas para o desempenho das funções da cidade e do município, e que significam estrangulamentos de caráter qualitativo e quantitativo para o desenvolvimento da área em estudo e da sua comunidade. ● Potencialidades – Elementos, recursos ou vantagens que podem ser incorporados positivamente ao sistema territorial e que até então não foram aproveitados adequadamente. Em resumo, pode-se indicar que a principal vantagem da sistemática CDP é a facilidade de complementação e de aperfeiçoamento contínuo em termos de abrangência e de detalhamento dos elementos de planejamento. As atividades básicas de aplicação da CDP são: ● Sistematização e Análise das Informações; ● Identificação das Áreas Prioritárias de Ação; ● Identificação das Medidas Prioritárias. A partir das problemáticas apresentadas no cenário atual e das projeções de demanda, foram propostos, pelo comitê executivo do PMSB, os objetivos e metas que compõem o cenário Página 25 de 189 futuro para a organização dos serviços que melhor se adaptam às suas necessidades e condições. Os objetivos apresentam as melhorias definidas para cada componente do saneamento básico e da saúde pública manifestadas pela população e avaliadas pelos técnicos a respeito dos cenários futuros a serem construídos. As metas demarcam os objetivos em termos de resultados mensuráveis, distribuídas ao longo do horizonte de 20 anos de execução do PMSB, e visando sobretudo alcançar a universalização do acesso aos serviços de saneamento básico, de modo a reduzir as desigualdades sociais pela melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. Os cenários foram, preferencialmente, divididos em zonas, a saber: urbana e rural. Com os objetivos consolidados, realizou-se a análise financeira do cenário em questão. As simulações financeiras foram realizadas adotando-se parâmetros obtidos por meio de consultas a outros prestadores de serviços, em projetos na área do saneamento básico e indicadores de desempenho ou banco de informações como o disponibilizado pelo Sistema Nacional de Informações do Saneamento (SNIS). O período considerado para a construção dos cenários financeiros econômicos nas áreas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e resíduos sólidos corresponde aos anos de 2022 a 2042. As metas expressam os objetivos em termos de resultados e para isso devem ser mensuráveis. Devem ser propostas de forma gradual (como os resultados dos objetivos serão alcançados no tempo) e, preferencialmente, apoiadas em indicadores. As metas podem ser distribuídas ao longo do horizonte de vinte anos do PMSB e classificadas, seguindo-se o TR 2018 da FUNASA, como: • imediata ou emergenciais: até 3 anos • curto prazo: entre 4 e 8 anos • médio prazo: entre 9 e 12 anos • longo prazo: entre 13 e 20 anos A metodologia de avaliação econômica utilizada para a avaliação dos cenários propostos foi o método do Valor Presente Líquido (VPL). O método VPL constitui-se na diferença entre o valor a ser investido e o valor dos benefícios esperados no futuro, descontados para uma data inicial, usando-se uma taxa de descontos. Nesta metodologia, os valores nominais atuais foram trazidos ao valor presente como forma de comparação das alternativas a serem estudadas. Conhecer o VPL dos recursos monetários que serão esperados no futuro decorrentes da cobrança de taxas e tarifas é importante, pois o valor monetário modifica-se com o tempo. Página 26 de 189 Os cenários atual e futuro foram construídos e avaliados pelo comitê executivo e aprovados pelo comitê de coordenação, tendo sido considerados os anseios da população. Os cenários analisados neste relatório deverão ser otimizados à medida que o Conselho Municipal de Saneamento Básico e a população em geral foram se apropriando das ações necessárias para alcançar os objetivos definidos para o saneamento durante o processo de gerenciamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Página 27 de 189 3 ANÁLISE TÉCNICA ATUAL O Município de Vale do Paraíso, tal qual detalhadamente exposto no Diagnóstico Técnico-Participativo do PMSB (Produto C), conta com uma população total no último censo vigente (IBGE, 2010), a população de Vale do Paraíso era de 8.210 habitantes. A estimativa populacional para o ano de 2019 no município de Vale do Paraíso é de 6.656 habitantes, dos quais 3.247 habitam a região urbana, 300 habitantes residem no Distrito Santa Rosa e 3.109 são habitantes da área rural. O Gráfico 1, apresenta a evolução populacional do município no período de 1991 a 2019, segundo o IBGE. No diagnóstico técnico-participativo, foi possível definir quatro espaços sócio-econômicos aproximados que servem de base para o agrupamento que setoriza o Prognóstico, considerando: ● a Sede municipal (área urbana); ● O Distrito Santa Rosa; ● A Escola Família Agrícola – EFA de Vale do Paraíso; ● As demais comunidades rurais (englobando as demais chácaras, comunidades, colônias, ramais e projetos de características rurais). A análise técnica atual está apresentada nos quadros a seguir, os quais expõem as Condicionantes, Deficiências e Potencialidades (CDP) hodierna levantadas pelo Diagnóstico Técnico-Participativo, para os quatro componentes do saneamento básico. A partir da análise das matrizes CDP, são também apresentadas as ações prioritárias para cada componente. Página 28 de 189 3.1 Abastecimento de água Quadro 2 – Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Área Urbana Planejamento Abastecimento de água Área Urbana Condicionantes - Existe um sistema de abastecimento de água (captação, ETA, reservatório e rede de distribuição) que contempla parcialmente a sede, no entanto, não está em atividade; - A Vigilância Sanitária faz o monitoramento mensal da qualidade da água das Soluções de Abastecimento Individuais. Deficiências - 100% da população da área urbana utiliza poços como fonte de abastecimento de água; - Sistema de Abastecimento de Água existente não está em atividade; - Falta 100% de atendimento com água tratada no perímetro urbano; - Necessidade de construção e ampliação da rede de distribuição; - Falta 100% de macromedição e micromedição; - Identificação da presença de coliformes fecais e E. Coli nos poços amazonas; - Comprometimento do acesso às bombas de captação e funcionamento; - Processo de assoreamento do corpo hídrico identificado como manancial de captação de água para o SAA e ausência de fiscalização para a atividade ilegal de desmatamento da mata ciliar; - Falta de medições pitométricas; - Não há objeto jurídico (convênio ou contrato) entre a CAERD e o município; - Falta de um programa de educação sanitária e ambiental que contemple os quatro componentes do saneamento voltados para a sede municipal, distrito e área rural; - Necessidade de um Plano Setorial de abastecimento de água; - Necessidade de criação de um programa de conservação de solos de água no município; - Necessidade da criação de um Conselho de Saneamento Básico que atenda os serviços de saneamento básico. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Alguns moradores não fazem nenhum tipo de tratamento da água para consumo. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 29 de 189 Quadro 3 – Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Distrito Santa Rosa Planejamento Abastecimento de água Área Núcleo urbano Distrito Santa Rosa Condicionantes - O Distrito possui uma Unidade SALTA-Z que atende a 100% da população aglomerada. Deficiências - Necessidade da implantação de um sistema coletivo de tratamento e distribuição de água; - Alguns moradores não fazem nenhum tipo de tratamento da água para consumo. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Uso de poços amazonas ou tubulares para o abastecimento de água. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 30 de 189 Quadro 4 – Matriz CDP referente ao Abastecimento de Água: Comunidades rurais Planejamento Abastecimento de água Área Comunidades rurais Condicionantes - Unidade Salta-Z implantando na Escola Família Agrícola - EFA. Deficiências - Falta de tratamento da água utilizada pelos moradores; - Captação feita através de alternativas individuais (perfuração de poços rasos); - Eventual perfuração de poços próximos a fossas negras; - Falta de informações cadastrais sobre soluções adotadas pelos moradores; - Falta de projetos e programas educacionais para o abastecimento de água adequado. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - A área rural não é atendida pelo sistema de abastecimento de água; - Predominância do uso de poços tubulares e amazonas para o abastecimento; Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). 3.1.1 Ações prioritárias referentes ao Abastecimento de água 3.1.1.1 Área urbana ● Executar projeto de ampliação do Sistema de Abastecimento de Água – SAA; ● Atender à Lei 14.026/20 e realizar a licitação de concessão para prestação dos serviços de tratamento e abastecimento de água ou instituir um SAAE; ● Realizar a implantação de taxas e tarifas a fim de buscar sustentabilidade econômicafinanceira; ● Ampliar a capacidade de tratamento de água para atender 99% da população urbana; ● Ampliar a rede de distribuição de água para atender 99% da população urbana; ● Melhorar as estruturas do sistema de abastecimento (reservação, abastecimento, sistema de elevação), evitando a intermitência periódica no fornecimento de água para a população; ● Implantação de macromedidores e micromedidores; Página 31 de 189 ● Ampliar número de ligações domiciliares; ● Incentivar a população a fazer a ligação na rede de distribuição; ● Realizar as manutenções e reformas, de forma periódica e sistematizada, nas infraestruturas do SAA; ● Obter conjuntos moto bomba reserva para a captação; ● Realizar macromedição; ● Criar, implantar e propagar programas de educação sanitária ambiental, em diversos níveis educacionais, para a população, em face das problemáticas de falta de proteção e preservação de mananciais e da necessidade de recuperação ambiental, sobretudo, das nascentes e matas ciliares. 3.1.1.2 Distrito Santa Rosa ● Implantar um sistema de abastecimento coletivo de água (captação, tratamento sistema de elevação e rede de distribuição); ● Colocar em funcionamento todas as etapas de tratamento; ● Realizar macromedição e micromedição; ● Atender aos requisitos de monitoramento da legislação vigente referente a qualidade da água bruta e distribuída. 3.1.1.3 Demais localidades rurais ● Implantar sistema individual adequado de abastecimento de água; ● Aumentar investimentos no setor de abastecimento de água; ● Implantar sistema de captação da água da chuva; ● Implantar reservatório de armazenamento da água captada pelas chuvas; ● Criar e implantar programas de proteção a nascentes e mananciais; Página 32 de 189 ● Criar e implantar programa de orientação à população quanto às formas de realizar tratamento mínimo (desinfecção) na água de poços antes do consumo. 3.2 Esgotamento sanitário Quadro 5 –Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Área Urbana Planejamento Esgotamento sanitário Área Urbana Condicionantes - Não possui. Deficiências - Ausência de sistema de esgotamento sanitário; - Uso de fossas rudimentares entre outras destinações inadequadas para o esgotamento sanitário; - Lançamento de efluentes na rede de drenagem; - Equipamentos públicos possuem fossasrudimentares como destinação final dos esgotos; - Dificuldade de manutenção nas fossas existentes; - Ocorrências de doenças relacionadas ao esgoto; - Lançamentos de águas cinzas em sarjetas; - Ausência de fiscalização e legislação. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Maior parte dos moradores utilizam fossas rudimentares; - Fossas construídas sem a distância recomendada dos poços; Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 33 de 189 Quadro 6 – Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Distrito Santa Rosa Planejamento Esgotamento sanitário Área Núcleo urbano Distrito Santa Rosa Condicionantes Não possui. Deficiências - Ausência de sistema de esgotamento sanitário; - Uso de fossas rudimentares entre outras destinações inadequadas para o esgotamento sanitário; - Lançamento de efluentes na rede de drenagem; - Equipamentos públicos possuem fossas rudimentares como destinação final dos esgotos; - Dificuldade de manutenção nas fossas existentes; - Ocorrências de doenças relacionadas ao esgoto; - Lançamentos de águas cinzas em sarjetas; - Ausência de fiscalização e legislação. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Maior parte dos moradores utilizam fossas rudimentares; - Fossas construídas sem a distância recomendada dos poços; Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 7 – Matriz CDP referente ao Esgotamento sanitário: Comunidades rurais Planejamento Esgotamento sanitário Área Comunidades rurais Condicionantes Não possui. Deficiências - Uso de fossas rudimentares entre outras destinações inadequadas para o esgotamento sanitário; - Ausência de programas e incentivos para soluções individuais adequadas na zona rural e para população de baixa renda. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Uso predominante de fossas rudimentares. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 34 de 189 3.2.1 Ações prioritárias referentes ao Esgotamento Sanitário 3.2.1.1 Área Urbana ● Atender Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 e realizar a licitação da concessão para prestação dos serviços de esgotamento sanitário ou melhorar o serviço prestado pelo SAAE; ● Elaborar e executar projeto de sistema de esgotamento sanitário; ● Realizar cobrança dos serviços na forma de taxas, tarifas e outros preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do serviço ou das suas atividades. ● Executar as metas estabelecidas nas legislações existentes para melhorar a qualidade do saneamento básico no município; ● Eliminar soluções alternativas individuais com padrão construtivo inadequado; ● Criar programas de educação sanitária ambiental para a população; 3.2.1.2 Núcleo urbano Distrito Santa Rosa ● Atender Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 e realizar a licitação da concessão para prestação dos serviços de esgotamento sanitário ou melhorar o serviço prestado pelo SAAE, incluindo a prestação dos serviços no Distrito; ● Elaborar e executar projeto de sistemas descentralizados semicoletivos ou unifamiliares de esgotamento sanitário de forma que a manutenção seja realizada pela Associação de Moradores no bojo de um programa específico de treinamento e capacitação previsto nesse PMSB; ● Realizar cobrança dos serviços na forma de taxas, tarifas e outros preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do serviço ou das suas atividades. ● Criar programas de educação sanitária ambiental para a população; ● Eliminar soluções alternativas individuais com padrão construtivo inadequado. Página 35 de 189 3.2.1.3 Demais localidades rurais ● Captar recursos voltados para o esgotamento sanitário mediante captação junto aos Programas Federais; ● Implantar sistemas de tratamento de esgoto do tipo fossa séptica econômica desenvolvidas pela EMBRAPA, de forma que a manutenção seja realizada pela Associação de Moradores no bojo de um programa específico de treinamento e capacitação previsto nesse PMSB; ● Criar e implantar programas de educação sanitária ambiental para a população frente a problemática do esgotamento sanitário na zona rural; ● Eliminar soluções alternativas individuais com padrão construtivo inadequado. 3.3 Drenagem de águas pluviais Quadro 8 – Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Área Urbana Planejamento Drenagem de águas pluviais Área Urbana Condicionantes - Existência de soluções pontuais de drenagem; - Existência de obras de microdrenagem (meio fio, sarjetas, valetas e canaletas e bocas de lobo). Deficiências - Ausência de macrodrenagem adequada, há histórico de alagamento e inundação de residências próximas a cursos d’água; - Não existe o cadastro referente à estrutura instalada, informações financeiras e projetos básicos de ampliação; - Assoreamento nos pontos de lançamento das águas pluviais e nos corpos de água; - Erosão das vias; - Ausência ou deficiência da microdrenagem, o que causa problemas de enxurradas que adentram residência nas áreas mais baixas; - Lançamentos de águas cinzas em sarjetas; - Falta de planejamento estratégico para a manutenção dos dispositivos de drenagem; - Falta Plano de Monitoramento de drenagem de águas pluviais; - Falta de fiscalização do sistema de drenagem. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - O sistema de microdrenagem não é suficiente; - Relatos de alagamento e inundação nas residências próximas a cursos d’água; - Áreas mais afetadas por alagamentos temporários: Rua Projetada 06, Rua Projetada 03, Rua Açaí, Rua Imigrantes, Rua Tiradentes e Rua Imbaúba. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 36 de 189 Quadro 9 – Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Distrito Santa Rosa Planejamento Drenagem de águas pluviais Área Núcleo urbano Distrito Santa Rosa Condicionantes - Existência de canais de macrodrenagem natural (Igarapé). Deficiências - Não possui dispositivos de microdrenagem; - Maior parte das vias não são pavimentadas; Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Ausência de pavimentação e sistemas de microdrenagem. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 10 – Matriz CDP referente à Drenagem de águas pluviais: Comunidades rurais Planejamento Drenagem de águas pluviais Área Comunidades rurais Condicionantes - Possui canais de macrodrenagem natural (Rios e Igarapés). Deficiências - Problemas de erosão do solo nas vias de acesso; - Alagamentos das vias e erosão do solo; - Falta de conservação do solo e da água; - Falta de regularização e compactação da camada superficial das estradas (presença de erosões laminares devido a águas pluviais). Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Preocupação quanto à acessibilidade das estradas no período chuvoso. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). 3.3.1 Ações prioritárias referentes à Drenagem de Águas Pluviais 3.3.1.1 Área Urbana ● Realizar limpeza/manutenção das infraestruturas existentes de drenagem proporcionando melhor escoamento das águas das chuvas; ● Elaborar e executar projeto de ampliação do sistema de drenagem urbana municipal; ● Captar recursos para execução de projetos de drenagem pluvial; ● Criar programas de educação sanitária ambiental para a população; ● Criar programa de conservação do solo e da água. Página 37 de 189 ● Realizar cobrança pelos serviços de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, na forma de tributos, inclusive taxas, ou tarifas e outros preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do serviço ou das suas atividades. ● Elaborar banco de dados com informações referentes ao sistema de drenagem existente e conforme forem implantados; ● Elaborar planejamento estratégico para a manutenção dos dispositivos de drenagem. 3.3.1.2 Núcleo urbano Distrito de Santa Rosa ● Captar recursos para execução de projetos de drenagem pluvial e pavimentação asfáltica do distrito; ● Realizar cobrança pelos serviços de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, na forma de tributos, inclusive taxas, ou tarifas e outros preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do serviço ou das suas atividades; ● Elaborar planejamento estratégico para a manutenção dos dispositivos de drenagem após a implantação. 3.3.1.3 Demais localidades rurais ● Implantar sistemas de escoamento das águas pluviais nas estradas vicinais; ● Implantar macrodrenagem artificial (bueiros, galerias e pontes) para melhor escoamento das águas conforme a demanda específica de cada ponto; ● Elaborar e implantar projetos para promover a recuperação das matas ciliares e das nascentes; ● Realizar limpeza e manutenção nos canais de drenagem natural; ● Elaborar e implantar projetos para promover a conservação e a recuperação dos solos nas propriedades rurais observando as unidades territoriais das microbacias hidrográficas; ● Realizar regularização e compactação do solo das estradas (terraplanagem, regularização e compactação do solo) para reduzir as erosões laminares causadas pelas águas pluviais. Página 38 de 189 3.4 Resíduos sólidos Quadro 11 – Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Área Urbana Planejamento Resíduos sólidos Área Urbana Condicionantes - Cobertura de 100% dos domicílios com os serviços de coleta; - Contrato com empresa terceirizada para o manejo dos resíduos de serviço de saúde pública; - Coleta de resíduos sólidos realizada conforme cronograma. Deficiências - Destinação inadequada (lixão); - Ausência de iniciativas/ações de reaproveitamento, reutilização e de reciclagem e de combate ao desperdício; - Ausência de coleta seletiva; - Resíduos classificados como perigosos não possuem ponto de coleta específico e gerenciamento adequado; - Ausência de gerenciamento de resíduos volumosos e resíduos verdes; - Ausência de Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil; - Não possui cooperativa ou associação de catadores de materiais recicláveis; - Não aprovação e falta de revisão do Plano Municipal de Gerenciamento dos Resíduos; - Deficiência no cumprimento das metas estabelecidas no Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos; - Carência na realização de treinamentos e capacitação dos profissionais que trabalham com o manejo dos resíduos sólidos - Falta de política de gestão da logística reversa. - Falta um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) da área do antigo lixão. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Destinação final do lixo na área do lixão; Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 12 – Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Distrito Santa Rosa Planejamento Resíduos sólidos Área Núcleo urbano Distrito Santa Rosa Condicionantes - Coleta domiciliar na totalidade do núcleo urbano do Distrito; - Coleta de resíduos sólidos realizada conforme cronograma. Deficiências - Destinação dos resíduos para o lixão; - Não possui iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos; - Falta de infraestrutura de limpeza pública; Página 39 de 189 - Falta de coleta seletiva. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Apenas coleta dos resíduos domiciliares. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 13 – Matriz CDP referente à Gestão dos Resíduos sólidos: Comunidades rurais Planejamento Resíduos sólidos Área Comunidades rurais Condicionantes - Não possui. Deficiências - Falta de Pontos de Entregas Voluntárias (PEVS) e Ecopontos; - Falta de coleta dos resíduos; - Resíduos são enterrados ou queimados. Potencialidades - Política Federal do Saneamento Básico e disponibilidade de recursos a fundo para os municípios. Indicações da Sociedade nos Eventos Setoriais na fase de Mobilização Social - Não há coleta de lixo na extensão rural; - Os moradores da área rural costumam queimar e enterrar o lixo. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). 3.4.1 Ações prioritárias referentes à Gestão dos Resíduos sólidos 3.4.1.1 Área urbana ● Atender a Lei 14.026/20 e realizar a licitação de concessão para prestação dos serviços de gestão de resíduos sólidos; ● Realizar revisão de taxas e tarifas a fim de buscar sustentabilidade econômicafinanceira; ● Promover ações para redução de geração de resíduos sólidos; ● Desativar o lixão, seguindo a ordenação das premissas legais e ambientais; ● Efetivar o Controle de Transporte de Resíduos (CTR) como instrumento de fiscalização e controle sobre geração, transporte e destinação final de resíduos; ● Destinação adequada para os resíduos sólidos (aterro sanitário) Página 40 de 189 ● Elaborar políticas que priorizem a logística reversa; ● Implantar coleta seletiva; ● Elaborar Plano de Recuperação de Áreas Degradadas; ● Executar o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas. ● Criar uma associação de catadores. 3.4.1.2 Distrito Santa Rosa ● Criar infraestrutura para a gestão dos resíduos sólidos domésticos; ● Destinar os resíduos sólidos de forma adequada; ● Implantar coleta seletiva; ● Implementar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos junto a população; 3.4.1.3 Demais localidades rurais ● Instalar PEV’s; ● Criar infraestrutura para gestão dos resíduos sólidos, com aproveitamento dos resíduos orgânicos; ● Instalar ECOPontos; ● Criar e implantar programas de educação sanitária ambiental para a população frente a problemática da queima e da destinação inadequada dos resíduos sólidos, como também das técnicas de segregação na fonte e de destinação de Resíduos Sólidos Secos nos Containeres dos Ecopontos. Página 41 de 189 12000 9.863 10000 8.860 8.210 8000 5.934 5.934 6000 6.656 3.409 4000 2000 0 4 PROJEÇÃO POPULACIONAL E HORIZONTE DO PLANO DE SANEAMENTO Esta seção apresenta a estimativa da população a ser atendida ao longo do horizonte temporal de 20 anos do PMSB, bem como o método de projeção utilizado mais oportuno à realidade do Município, tendo em vista a realização mais fidedigna das projeções, a fim de possibilitar maior eficiência no planejamento e execução dos serviços. 4.1 Dados censitários e projeção populacional Segundo a divulgação do último censo vigente (IBGE, 2010), a população de Vale do Paraíso era de 8.210 habitantes. A estimativa populacional para o ano de 2019 no município de Vale do Paraíso é de 6.656 habitantes, dos quais 3.247 habitam a região urbana, 300 habitantes residem no Distrito Santa Rosa e 3.109 são habitantes da área rural. O Gráfico 1 apresenta a evolução populacional do município no período de 1991 a 2019, segundo o IBGE. A Tabela 1 apresenta a população residente discretizados em sexo e zona (rural e urbana). Gráfico 1 – Evolução da população recenseada do município de Vale do Paraíso/RO 1991-2019 1.840 2.276 3.247 0 1991 População Urbana 2000 População Rural 2010 População Total 2019 Fonte: IBGE, 2010; Projeto Saber Viver 2019, IFRO/FUNASA TED 08/2017. Página 42 de 189 Tabela 1 – População residente em Vale do Paraíso/RO População 1991 2000 2010 2019 População total 8.860 9.863 8.210 6.656 População Masculina 4.802 5.303 4.244 - População Feminina 4.058 4.560 3.966 - População Urbana - 1.840 2.276 1.940 População Rural 8.860 9.863 5.934 5.058 Fonte: IBGE, 2010; Projeto Saber Viver 2019, IFRO/FUNASA TED 08/2017. Para fins de construção dos cenários e realização de prognósticos quanto ao planejamento estratégico, foi considerado um alcance da projeção populacional de 20 anos, compreendendo os anos de 2022 a 2042. Visto que o último censo disponível é do ano de 2010 e as perspectivas dos cenários futuros devem ser realizadas a partir do ano de elaboração do PMSB, a projeção populacional realizada possui um alcance maior do que o resto das projeções deste produto. Ao analisar os dados disponíveis no IBGE, observa-se que a população do Município de Vale do Paraíso decresce ao longo dos anos, tendo a população de 1991 (8.860 habitantes) maior que a população do ano 2010 (8.210) que por sua vez é maior que a população do ano 2019 (6.658 habitantes). Para projeção populacional do município adotou-se o método geométrico. A Equação 1 apresenta o cálculo realizado para a projeção geométrica. Equação 1 – Projeção Geométrica (crescimento populacional em função da população existente a cada ano) Pt = P0*eKg*(t-t0) Onde: P0 = população do ano t0; Pt = população estimada no ano t (hab); T e T0 são anos final de inicial, respectivamente; Kg = Coeficiente Geométrico A Equação 2 apresenta o cálculo realizado para obter o coeficiente geométrico Kg. Kg = lnP2-lnP0t2-t0 Equação 2 – Coeficiente da Projeção Geométrica Onde: P0 e P2= populações nos anos t0 e t2; T0 e T2 são anos final de inicial, respectivamente; Kg = Coeficiente Geométrico Página 43 de 189 Tabela 2 – Projeção e estimativa populacional para Vale do Paraíso/RO 2010 a 2042, com destaque para os anos de início de implantação do PMSB e de previsão de universalização conforme a Lei 14.026/20. Ano População Total População Urbana População Rural 2010 8210 2276 5934 2011 8177 2267 5910 2012 8144 2258 5887 2013 8112 2249 5863 2014 8079 2240 5840 2015 8047 2231 5816 2016 8015 2222 5793 2017 7983 2213 5770 2018 7951 2204 5747 2019 7919 2195 5724 2020 7887 2187 5701 2021 7856 2178 5678 2022 7824 2169 5655 2023 7793 2160 5633 2024 7762 2152 5610 2025 7731 2143 5588 2026 7700 2135 5565 2027 7669 2126 5543 2028 7638 2117 5521 2029 7608 2109 5499 2030 7577 2101 5477 2031 7547 2092 5455 2032 7517 2084 5433 2033 7487 2075 5411 2034 7457 2067 5390 2035 7427 2059 5368 2036 7397 2051 5346 2037 7367 2042 5325 2038 7338 2034 5304 2039 7309 2026 5283 2040 7279 2018 5261 2041 7250 2010 5240 2042 7221 2002 5219 Fonte: Projeto Saber Viver 2019, IFRO/FUNASA TED 08/2017. Página 44 de 189 5 CENÁRIOS, OBJETIVOS E METAS Os cenários de referência baseiam a elaboração do Plano Estratégico de Ação, o qual contém os Planos, Programas e Projetos formulados para os componentes de Abastecimento de Água, Esgoto Sanitário, Manejo e Drenagem de Águas Pluviais Urbanas e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, considerando o recorte temporal especificado de 20 anos. Seguindo-se a metodologia proposta pelo Termo de Referência para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico – TR PMSB (Funasa, 2018), o Quadro a seguir demonstra o cenário de referência atual do município, o qual encontra-se em estado regular. A partir deste cenário, pode-se construir o Plano Estratégico de Ação. Quadro 14 – Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços de Saneamento Básico no Município, segundo as Dimensões Nacional, Estadual e Local. D CONDICIONANTES HIPÓTESE 1 HIPÓTESE 2 HIPÓTESE 3 N A C I O N A L DO ESTADO BRASILEIRO EM GERAL (Natureza política e econômica desse Estado) Perfil do Estado Provedor/desenvolvimentista Regulador/maior participação Privada Mínimo/privatização Predominância de políticas públicas Políticas de Estado contínuas e estáveis entre mandatos Políticas de governo sem continuidade e estabilidade Programas, projetos sem vinculação com políticas Tipo de relação federativa instituída Bom nível de cooperação e fomento a sistemas nacionais Bom nível de cooperação sem fomento a sistemas nacionais Precária atuação centralizada da União DA ATUAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO NO SANEAMENTO BÁSICO (Nível de obediência à legislação vigente) Direcionamento dos investimentos no setor Predominante para agentes públicos Predominante para agentes públicos com maior participação dos privados Fomento à privatização Política de indução segundo o que estabelece a legislação em vigor Satisfatória Regular Deficiente Desenvolvimento: consórcios, capacitação, tecnologias apropriadas Fomento nos 3 tipos de ações Fomento em pelo menos 1 ação Nenhum fomento E S T A D U A L DO GOVERNO ESTADUAL (Da atuação do governo estadual no setor) Organização estadual, por meio de elaboração de programas, planos, projetos e estudos, observada e respeitada a titularidade municipal Satisfatória Regular Insuficiente Nível de cooperação e de apoio ao município por meio de ações estruturantes: capacitação, assistência técnica, desenvolvimento institucional e tecnológico Bom Regular Deficiente Atuação no setor segundo uma visão ambientalmente sustentável, observada e respeitada a titularidade municipal na matéria Bom Regular Insuficiente Aplicação de recursos financeiros no setor, observada a legislação Adequado às necessidades Regular Insuficiente L O C A L DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL (Natureza política do Executivo Municipal/Política Pública) Participação Social Consolidada Em construção Inexistente Atuação do poder público local na economia do município Satisfatória Regular Deficiente Capacidade de gestão econômica da Prefeitura Capacidade de investimentos e de reposição Capacidade apenas de reposição Deficitária para investimentos e reposição Relação com o Poder Legislativo Municipal Positiva consolidada Positiva em construção Inexistente DA ATUAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL NO SETOR (Capacidade de gestão dos serviços de saneamento básico) Capacidade de Planejamento Participativo e Integrado Consolidada Em construção Desconhecida Nível de Regulação Pública e de Fiscalização dos serviços (existência e atendimento à legislação/integralidade) Pleno Parcial Inexistente Capacidade de Prestação dos Serviços (qualidade e aplicação aos 4 componentes) Satisfatória (boa e atende aos 4 componentes) Regular (não atende a pelo menos 1) Deficiente (precária para os 4) Exercício do Controle Social Consolidado/instituído Em construção Inexistente Fonte: Termo de Referência para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico , TR PMSB (FUNASA, 2018). Página 45 de 189 Página 46 de 189 O Plano Estratégico de Ação utilizou os dados apresentados no Diagnóstico TécnicoParticipativo (Produto C) como parâmetros para a definição dos objetivos e das metas imediata/emergencial (até 3 anos), de curto prazo (4 a 8 anos), de médio prazo (9 a 12 anos) e de longo prazo (13 a 20), considerando os cenários almejados a serem realizados no futuro em Vale do Paraíso. Em referência ao Abastecimento de água, está proposta uma alternativa para aprimoramento dos sistemas de abastecimento de Vale do Paraíso e universalização do acesso à água no âmbito municipal. Para isso foram calculadas as necessidades relacionadas a: demanda por vazões para abastecimento; ligações de água; necessidade de produção de água, considerando as perdas na distribuição; necessidade de rede de abastecimento de água; mananciais para abastecimento de água. Quanto ao Esgotamento sanitário, o intuito é permitir ao município uma tomada de decisão quanto ao modelo de gestão e as ações necessárias para garantir a coleta e tratamento do esgoto na zona urbana e na zona rural, considerando: a necessidade de rede coletora de esgotos; as ligações de esgoto; e as demandas por tratamento de esgoto. Na temática da gestão dos resíduos sólidos domiciliares (RDO) e da limpeza urbana, o propósito é auxiliar o gestor municipal na tomada de decisão quanto a sustentabilidade financeira do modelo de gestão a adotar, assim como, o de atender a legislação vigente, observando: a geração de Resíduos Sólidos no município; a previsão de geração e redução na fonte em 20 anos; as metodologias de coleta e de transporte; os sistemas de tratamento de Resíduos Sólidos; a disposição final de Resíduos Sólidos em Aterros Sanitários específicos; Referente ao Manejo e Drenagem das águas pluviais, visa demonstrar a importância do planejamento e estudos de macrodrenagem, em que considere as microbacias urbanas, medidas de controle na origem, na bacia e do dimensionamento das galerias pluviais segundo critérios hidrológicos e urbanos. O objetivo é atender ao princípio da precaução e prevenção contra problemas que poderão advir da falta de regulação, planejamento e implantação de um sistema de drenagem pluvial segundo diretrizes recomendadas nas normas técnicas, manuais, e diretrizes hidráulicas e hidrológicas. Para isso, foram considerados: os programas de atendimento à rede de drenagem; o cadastramento das redes; o crescimento das redes, conforme a demanda e o crescimento do município. Página 47 de 189 5.1 Abastecimento de água No objetivo da ampliação quali-quantitativa da prestação dos serviços de água e a universalização do atendimento do serviço de Abastecimento de Água, com eficiente controle social, os atores envolvidos orientam-se por diretrizes específicas a seu campo de atuação. A concessionária de água deve buscar: a recuperação e ampliação das estruturas físicas e trocas de tubulações obsoletas; a modernização do modelo de gestão; e a capacitação de servidores e profissionais para a gestão técnica dos sistemas de abastecimento de água. Já o gestor público se orienta: pelo reforço da capacidade fiscalizadora da vigilância sanitária; e pela busca de mecanismos de financiamento para garantir o abastecimento de água no município. Conjuntamente, ambos devem conduzir suas ações observando: a preservação das áreas em torno do manancial de abastecimento público do município (em cooperação com os órgãos ambientais); e campanhas de sensibilização e educação sanitária e ambiental da população para as questões da qualidade, racionalização do uso da água e adimplência do pagamento. O abastecimento de água em Vale do Paraíso ocorre de duas maneiras: a) por meio de Soluções Alternativas Individuais (SAI’s): são as alternativas adotadas pela comunidade e de responsabilidade do próprio usuário. São adotadas majoritariamente pela população da área urbana e rural que se encontra em sítios, fazendas e chácaras; e b) por meio de Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento de Água (SAC): são alternativas de abastecimento coletivo realizadas através das unidades do projeto SALTA-z implantadas no Distrito de Santa Rosa e na Escola Família Agrícola de Vale do Paraíso. O Sistema de Abastecimento de Água em Vale do Paraíso é inexistente, e os equipamentos e estruturas já construídas que atendem a esse objetivo são no momento, inoperantes e passam por processo de instalação e adaptação, sendo todos eles de responsabilidade da Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia – CAERD. As Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento existentes no município de Vale do Paraíso são realizadas através de 02 unidades do projeto SALTA-z, instaladas no Distrito de Santa Rosa e na Escola Família Agrícola (EFA). No distrito, a distribuição de água não tem ligação direta com as casas dos munícipes, já na EFA a água tratada é distribuída no encanamento da escola. Ambas as unidades estão em bom estado de conservação, pois foram instaladas recentemente. As soluções alternativas individuais de abastecimento estão presentes em toda a área do Página 48 de 189 município de Vale do Paraíso, tanto urbana como rural, visto que o mesmo não detém um sistema de abastecimento de água ativo. As soluções individuais mais utilizadas são os poços tubulares e poços amazonas, os quais seus usuários mostram confiança na qualidade de sua água, em que 94% dos munícipes usuários de SAI no município disseram não ter problemas com sabor, aspecto e odor da água. Nas demais áreas da zona rural os habitantes se utilizam majoritariamente de poços “amazonas”. Quando avaliadas as condições físicas dos locais, é notório que muitos poços estão próximos ou abaixo da altitude de fossas, abertos ou em locais inadequados. 5.1.1 Síntese dos cenários atuais, objetivos e metas para o abastecimento de água O diagnóstico dos serviços de abastecimento de água no município de Vale do Paraíso/RO apresenta a necessidade de reestruturação e adequação do modelo de prestação dos serviços de abastecimento de água. Sendo assim, o cenário futuro tem em seus objetivos a melhoria na eficiência operacional, visando a universalização do saneamento e a garantia de um fornecimento de água potável à população. Nos quadros abaixo estão relacionados os cenários atuais, os objetivos e as metas relativos ao abastecimento de água potável. Página 49 de 189 Quadro 15 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede municipal de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Existe um sistema de abastecimento de água (captação, ETA, reservatório e rede de distribuição) que contempla parcialmente a sede, no entanto, não está em atividade Ampliar o sistema de abastecimento existente (Eta, Captação e Casa de Química) em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população e colocar em funcionamento o sistema existente Imediato 1 2 Não há objeto jurídico (convênio ou contrato) entre a CAERD e o município Regularizar a prestação dos serviços conforme a Lei 14.026/2020 Imediato 1 3 Necessidade de construção e ampliação da rede de distribuição Ampliar a rede de abastecimento de água existente visando atender 99% da sede municipal Imediato 1 4 Ausência de agência reguladora Aderir à agência reguladora estadual Imediato 1 5 Falta 100% de macromedição e micromedição Adquirir e instalar hidrômetros e incentivar a população a realizar as ligações domiciliares no sistema de abastecimento de água Curto Prazo 2 6 Comprometimento do acesso às bombas de captação e funcionamento Realizar a manutenção no sistema, garantindo o perfeito funcionamento do sistema de abastecimento de água Contínuo 1, 2, 3, 4 7 Processo de assoreamento do corpo hídrico identificado como manancial de captação de água para o SAA e ausência de fiscalização para a atividade ilegal de desmatamento da mata ciliar Criação de um programa de conservação de solos e de água no município Médio prazo 2 8 Falta de medições pitométricas Automatizar o Sistema Médio prazo 2 9 Falta de um programa de educação sanitária e ambiental que contemple os quatro componentes do saneamento voltados para a sede municipal, distrito e área rural Promover a educação sanitária e ambiental para atender sede, Distrito Santa Rosa e zona rural. Contínuo 1, 2, 3, 4 10 Falta de Plano de Gerenciamento de Risco do SAA Implantar Plano e gerenciar riscos para o sistema de abastecimento de água da sede e do Distrito Santa Rosa. Médio Prazo 3 11 Necessidade da criação de um Conselho de Saneamento Básico que atenda os serviços de saneamento básico Criar um conselho municipal de saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 50 de 189 Quadro 16 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Necessidade da implantação de um sistema coletivo de tratamento e distribuição de água Implantar um sistema de abastecimento de água coletivo em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população aglomerada do Distrito Imediato 1 2 Alguns moradores não fazem nenhum tipo de tratamento da água para consumo Reduzir o uso de soluções individuais (poços amazonas) em área coberta pelo SAA Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 17 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Falta de tratamento da água utilizada pelos moradores Criar um programa de conscientização com auxílio da Vigilância Sanitária, para os moradores da área rural realizarem a etapa de tratamento da água antes do consumo Imediato 1 2 Captação feita através de alternativas individuais (perfuração de poços rasos) Implantar de soluções eficientes de alternativas de tratamento e abastecimento de água que atenda a 99% da população local Imediata 1 3 Falta de informações cadastrais sobre soluções adotadas pelos moradores Criar um banco de dados na prefeitura municipal/secretaria de saúde Médio Prazo 2 4 Falta de projetos e programas educacionais para o abastecimento de água adequado Elaborar e executar Programa de Educação Sanitária e Ambiental Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 51 de 189 5.2 Esgotamento sanitário A prestação dos serviços de esgotamento sanitário com qualidade deve ser delineada pelas seguintes diretrizes: • Elaboração de projeto eficiente de sistema de esgotamento sanitário coletivo nos Núcleo urbanos e área rural do município; • Adequação da ETE da sede municipal aos padrões normativos; • Adoção de métodos e tecnologias que garantam o atendimento aos padrões de lançamento de efluentes preconizado pelas normas e legislações vigentes; • Implantação em etapas adequadas à demanda social e às condições técnicas e financeiras; • Implementação de tecnologias de infraestrutura adequadas à realidade socioeconômica e ambiental local; • Avaliação consistente do Plano Tarifário para a cobrança dos serviços de esgotamento sanitário junto à empresa concessionária de saneamento do município; • Ação fiscalizadora capacitada dos órgãos competentes, quanto à liberação de construções e funcionamento do sistema; • Mecanismos específicos de financiamento para soluções de esgotamento sanitário em Núcleo urbanos e comunidades rurais, com inclusão de programa de formação profissional para a gestão técnica destes sistemas de esgotamento sanitário no meio rural; • Campanhas de sensibilização e educação da população para as questões da saúde, vetores, poluição dos corpos hídricos e de ligações de esgoto sanitário; Atualmente o município de Vale do Paraíso não possui sistema de esgotamento sanitário, desta forma a população faz uso de soluções alternativas para a eliminação dos esgotos produzidos. A destinação do esgoto das residências é, em sua maioria, fossa rudimentar (99,19%). Segundo o levantamento de campo, realizado pelo Projeto Saber Viver (2019), 88% dos domicílios possuem sanitário dentro de casa, 11% possuem sanitário fora de casa, e 1% possuem sanitário dentro e fora de casa. Na sede municipal, apenas 0,82% (10) dos domicílios fazem uso de fossas sépticas com Página 52 de 189 destinação em sumidouros. As fossas sépticas presentes na Sede Municipal são construídas em alvenaria em formato retangular e os sumidouros são circulares, de maneira geral possuem bom estado de conservação e são construídas de acordo com as normas vigentes. A Sede Municipal possui em torno de 1.213 domicílios com destinação de esgotos em fossas rudimentares, esses domicílios estão presentes em todas as quadras da Sede Municipal, ocupando todo território urbano. O Distrito Santa Rosa possui 142 domicílios e 300 habitantes, e não é observada utilização de fossas sépticas, portanto, 100% dos domicílios utilizam fossas rudimentares para destinação final de seus esgotos. Na área rural, o método empregado de destinação de esgotos domésticos é o uso de fossas rudimentares representando, 100% (1.580 domicílios) dos domicílios rurais do município, segundo a Prefeitura Municipal (2021). Segundo o levantamento de campo, realizado pelo Projeto Saber Viver (2019), 92% dos domicílios possuem sanitário dentro de casa, 2% possuem sanitário fora de casa, 2% possuem sanitário dentro e fora de casa e 4% é latrina. 5.2.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o esgotamento sanitário O município de Vale do Paraíso/RO não possui sistema de esgotamento sanitário, de modo que 100% dos habitantes se utilizam de soluções individuais para destinação dos esgotos, com prevalência de fossas rudimentares tanto na área urbana quanto nas áreas rurais. Porém, estas soluções apresentam muitos problemas, causando contaminação do lençol freático e de corpos hídricos urbanos. Sendo assim, as alternativas propostas para o tratamento de esgoto sanitário gerado na zona urbana e rural são as seguintes. Página 53 de 189 Quadro 18 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário na Sede municipal de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Ausência de um sistema de esgotamento sanitário coletivo Implantar um SES visando à universalização da oferta do serviço para 90% da população Médio Prazo 3 2 Utilização de fossas rudimentares Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar programa de reforma e regularização das soluções e realizar monitoramento frequente e sistemático Imediato 1 3 Lançamentos de águas cinzas a céu aberto e na rede de drenagem Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 19 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Santa Rosa. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Ausência de um sistema de esgotamento sanitário coletivo Implantar um SES visando à universalização da oferta do serviço para 90% da população Médio Prazo 3 2 Utilização de fossas rudimentares Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar programa de reforma e regularização das soluções e realizar monitoramento frequente e sistemático Imediato 1 3 Lançamentos de águas cinzas a céu aberto e na rede de drenagem Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 54 de 189 Quadro 20 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Uso de fossas rudimentares entre outras destinações inadequadas para o esgotamento sanitário Implementar soluções alternativas individuais de baixo custo e adequadas às normas vigentes em até 90% dos domicílios até 2030 Imediato 1 2 Ausência de programas e incentivos para soluções individuais adequadas na zona rural e para população de baixa renda Eliminar o uso de fossas irregulares por meio de campanhas de sensibilização, instrumentos legais, e ações de fiscalização até 2030 Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 55 de 189 5.3 Drenagem e manejo de águas pluviais As diretrizes norteadoras do serviço de Drenagem e manejo de águas pluviais são basicamente: a universalização do sistema de drenagem e manejo de águas pluviais na zona urbana etapas adequadas às condições técnicas e financeiras; a manutenção adequada no sistema; a revisão e atualização de normativas legais pertinentes à ocupação e uso do solo; e o fomento de campanhas de sensibilização e educação ambiental da população para as questões da saúde, vetores, poluição dos corpos hídricos e preservação de Áreas de Preservação Permanente (APPs). O município de Vale do Paraíso não possui sistemas de macrodrenagem urbanas artificiais, como obras de retificação e/ou embutimentos, canais artificiais ou galerias dimensionadas para grandes vazões e maiores velocidades de escoamento. Há, porém, municipal possui cinco bueiros como dispositivos de drenagem naturais de transposição de talvegues. No perímetro urbano do Distrito Santa Rosa, foi identificado que o escoamento ocorre em bacias de pequeno porte, formadas por córregos e igarapés, fundos de vales e áreas de várzea que receptam a água proveniente da microdrenagem e do escoamento superficial natural. O distrito possui topografia plana e o fundo de vale que corta seu perímetro urbanizado é um afluente do Igarapé dos Patos, que por sua vez é afluente do Rio Jaru. Na zona rural do Município de Vale do Paraíso foram encontrados dispositivos de macrodrenagem artificiais como galerias e bueiros, feitos para permitir a passagem do escoamento das águas de nascentes, córregos e igarapés que escoam até os afluentes maiores. A Prefeitura Municipal de Vale do Paraíso não possui cadastro da microdrenagem existente no município. Em levantamento de campo, observou-se que a Sede Municipal de Vale do Paraíso possui modesto sistema de drenagem urbana, com sistema de microdrenagem sendo composto por meios-fios, sarjetas, bocas de lobo e pequenas galerias. De acordo com informações prestadas pela Secretaria de Obras, a extensão de aproximadamente do trecho viário na sede é de 33 km, sendo que desse montante aproximadamente, 23 km (70%) possuem pavimentação asfáltica. Não foram identificadas de dispositivos de microdrenagem no distrito de Santa Rosa. Da mesma forma, no município de Vale do Paraíso, tanto na área urbana da sede municipal e do distrito de Santa Rosa não há áreas verdes instituídas para recomposição vegetal. Página 56 de 189 O município não tem histórico de inundações que tenham causado isolamento de bairros ou localidades. Na cidade estão os pontos onde, em função da impermeabilização do solo e da falta de dispositivos de drenagem, a água se acumula, e na zona rural, onde há passagem de córregos cortando estradas vicinais ou onde estas interrompem a passagem natural das águas. A gestão da drenagem e o manejo de águas pluviais requer o monitoramento da impermeabilização, visto que a forma e a intensidade de ocupação do solo urbano alteram as características de infiltração natural do solo. A regulação, através de dispositivos legais no município, pode ser realizada em forma de um manual de drenagem pluvial simplificado e/ou através do incentivo a adoção de medidas estruturais como o uso de tecnologias de baixo impacto, como: pavimentos permeáveis, a captação e o armazenamento de água de chuva, barraginhas, dentre outras. A gestão do manejo das águas pluviais é feita pela administração direta do município, através da Secretaria de Obras e Serviços Públicos-SEMOSP. O município é parcialmente atendido com sistema de microdrenagem nos trechos com pavimentação asfáltica e os principais dispositivos identificados foram os meios fios, guias, sarjetas e bocas de lobo e suas respectivas galerias. O município não dispõe de funcionários exclusivos para o serviço de manutenção e conservação do sistema, sendo tratada de maneira concomitante a outras demandas de manutenção dos setores urbanos e rurais do município. Os serviços são executados por um total de 05 (Cinco) colaboradores da prefeitura, As atividades limitam-se a ações de reparos e limpeza dos dispositivos (bocas de lobo e suas respectivas galerias, valetas, sarjetas e meio fio e outras estruturas que a englobam a drenagem urbana), por meio de remoção de resíduos sólidos e do solo carreado através dos equipamentos de limpeza pública da sede do município, como enxadas, rastelos, pá, soprador de folhas, vassouras e carrinhos de mão. Na área rural são realizados alguns serviços de manutenção e/ou substituição dos dispositivos de macrodrenagem artificiais como: galerias e bueiros, que são feitos para permitir a passagem do escoamento das águas de nascentes, córregos e igarapés que escoam até os afluentes maiores. As águas pluviais de Vale do Paraíso tendem a escoar superficialmente para quatro cursos d’água que margeiam e cortam a cidade, e em sequência desaguam no Igarapé Paraíso. A cidade é cortada em aproximadamente 2,33 km por quatro fundos de vale que desaguam no Igarapé Paraíso. Os fundos de vale encontram-se em área de transição entre urbana e rural e possuem suas margens ocupadas principalmente por construções urbanas. Página 57 de 189 A utilização de dispositivos de controle na fonte não evita completamente a necessidade da construção de redes tradicionais de drenagem pluvial. Nesse caso, as águas de chuva que escoam pela superfície deverão ser coletadas por meio de grelhas e conduzidas por tubulações de concreto de dimensões adequadas. Os valores a adotar para os coeficientes de escoamento superficial variam de acordo com o tipo de área (Tabela 3) e o tipo de superfície (Tabela 4). A vazão deverá ser estimada por meio da fórmula racional: Tabela 3 – Coeficientes de run-off para distintos tipos de áreas. Descrição da área Coeficiente de run-off Área comercial Área comercial central 0,70 a 0,95 Área comercial em bairros 0,50 a 0,70 Área Residencial Residências isoladas 0,35 a 0,50 Unidades múltiplas (separadas) 0,40 a 0,60 Unidades Múltiplas (conjugadas) 0,60 a 0,75 Lotes com 2.000 m2 ou mais 0,30 a 0,45 Área com prédios de apartamentos 0,50 a 0,70 Área industrial Área industrial leve 0,50 a 0,80 Área industrial pesada 0,60 a 0,90 Parques, cemitérios 0,10 a 0,25 Área de recreação "Playgrounds" 0,20 a 0,35 Pátios ferroviários 0,20 – 0,40 Áreas sem melhoramentos 0,00 a 0,30 Fonte: Sistemas de Água e Esgotos (Wartchow e Gehling, 2017) Tabela 4 – Coeficientes de run-off para distintos tipos de superfície. Característica da superfície Coeficiente de run-off Ruas com pavimento asfáltico 0,70 a 0,95 Passeios 0,75 a 0,85 Telhados 0,75 a 0,95 Terrenos relvados (solos arenosos) Pequena declividade (2%) 0,05 a 0,10 Média declividade (2% a 7%) 0,10 a 0,15 Forte declividade (7%) 0,15 a 0,20 Terrenos relvados (solos pesados) Pequena declividade (2%) 0,15 a 0,20 Média declividade (2% a 7%) 0,20 a 0,25 Forte declividade (7%) 0,25 a 0,30 Fonte: Sistemas de Água e Esgotos (Wartchow e Gehling, 2017) Página 58 de 189 5.3.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo de águas pluviais Para se alcançar a melhoria na eficiência operacional dos serviços de drenagem pluvial urbana, sugerem-se os seguintes objetivos e metas para o município de Vale do Paraíso quanto ao componente de manejo de águas pluviais. Página 59 de 189 Quadro 21 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na sede municipal de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Problemas recorrentes de alagamentos, enchentes e enxurradas Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Médio Prazo 3 2 Ausência de cadastro da estrutura atual e de planejamento do sistema (trabalhos sob demanda) Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Imediato 1 3 Falta de manutenção nos dispositivos de drenagem existentes Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Curto Prazo 2 4 Estruturas de drenagem insuficientes Mapear as estruturas e planejamento de realizar novas obras Médio Prazo 3 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 22 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Problemas recorrentes de alagamentos, enchentes e enxurradas Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Médio Prazo 3 2 Ausência de cadastro da estrutura atual e de planejamento do sistema (trabalhos sob demanda) Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Imediato 1 3 Falta de manutenção nos dispositivos de drenagem existentes Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Curto Prazo 2 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 60 de 189 Quadro 23 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Inexistência de um sistema de drenagem e manejo de águas pluviais Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Curto Prazo 2 2 Falta de um planejamento efetivo sobre o sistema Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Imediato 1 3 Presença de erosões associadas ao processo de urbanização, remoção de vegetação e falta de estruturas adequadas para a condução das águas das chuvas Elaboração e execução de projetos de recuperação, proteção e a conservação dos solos e das águas Contínuo 1,2,3 e 4 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 61 de 189 5.4 Resíduos sólidos A prestação dos serviços relacionados à coleta, transporte e destinação final dos resíduos sólidos, almejando-se a qualidade, devem ser delineadas pelas seguintes diretrizes: adequação quanto ao uso de equipamentos, veículos e EPIs para o manejo dos Resíduos Sólidos; implantação da coleta seletiva; fomento de campanhas de conscientização para redução do consumo, acondicionamento adequado dos resíduos encaminhados para a coleta e correto gerenciamento dos resíduos passíveis de logística reversa.; otimização da coleta convencional. O titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos é responsável pela organização e prestação direta ou indireta desses serviços, observados o respectivo plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, a Lei nº 11.445, de 2007, Lei n° 12.305, de 2010 e Lei e as disposições desta Lei n° 14.026, de 2020 e seus regulamentos. Para os efeitos da Lei n° 14.026, o serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes atividades: ● disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais de coleta; ● asseio e conservação urbana; ● transporte; ● transbordo; e ● tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos domiciliares e dos resíduos de limpeza urbana; No município do Vale do Paraíso o manejo dos resíduos sólidos urbanos é de responsabilidade da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente (SEMAPEM) e os serviços de limpeza urbana são de responsabilidade da secretaria municipal de obras e serviços públicos (SEMOSP). Os resíduos de Serviço de Saúde Público são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU), e a coleta e a destinação final estão sob responsabilidade da empresa Amazon Fort Soluções Ambientais e Serviços de Engenharia. Os resíduos comerciais, de construção civil, de serviços de saúde privado, industriais e agrossilvopastoris são de responsabilidade do gerador. Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente (SEMAPEM), detentora dosserviços de coleta, transporte e destinação final a céu aberto, o município produziu Página 62 de 189 em 2019 uma média de 1280 kg/dia de resíduos sólidos domiciliares representando um per capta de 0,36 kg/habitante/dia (sede e distrito de Santa Rosa) que são atendidos com a coleta. O acondicionamento dos resíduos sólidos domiciliares é de responsabilidade dos próprios geradores, que utilizam sacolas plásticas de supermercados, sacos plásticos do tipo padrão e caixas de papelão, sendo que, após o acondicionamento, os sacos de lixo são dispostos em lixeiras individuais e coletivas ou sobre passeios das vias públicas, para posterior coleta pela equipe de limpeza pública da SEMOSP. As lixeiras são predominantemente de metal e madeira e, via de regra, os resíduos do município são acondicionados de forma conjunta, sem segregação, pois o município não dispõe de lixeiras padronizadas para coleta seletiva de resíduos sólidos. A falta de padronização e o acondicionamento inadequado observado em muitas ocasiões gera impacto visual negativo no município, além de possibilitar que animais soltos nas ruas rasguem os sacos plásticos e dispersem os resíduos na rua, potencializando impactos ambientais e sanitários e gerando problemas de limpeza urbana, como o retardamento da coleta. O município possui lixeiras públicas distribuídas em pontos estratégicos (como órgãos públicos, comércios e avenidas) tanto na sede, como no Distrito de Santa Rosa, que são utilizadas para acondicionar os resíduos das pessoas que circulam pelas ruas buscando evitar o lançamento de resíduos ao ar livre. Vale do Paraíso não apresenta tratamento dos resíduos domiciliares coletados, sendo os mesmos dispostos no lixão localizado no município de Jaru, a aproximadamente 11 Km da sede de Vale do Paraíso e 50 Km da sede de Jaru, na Lh 615, Lote 05, Gleba 21 F e nas coordenadas geográficas -10°22’39,45” S e -62°10’23,44”W. A área do lixão possui aproximadamente 87.460 m² e está ativada há cerca de 14 anos, ou seja, desde 2007, sendo o seu acesso feito pela Rodovia 133. Essa área onde se encontra o lixão quando foi instalado não se tinha uma definição topográfica correta, portanto, era considerado pertencente ao limite territorial de Vale do Paraíso, no entanto, depois de realizada a topografia, verificou-se que estava dentro do território de Jaru, portanto, não há contrato ou vigência no que se refere ao encaminhamento dos resíduos ao lixão, por isso, apenas o município de Vale do Paraíso destina os resíduos nesta área. Na zona rural do Município de Vale do Paraíso, a população é responsável pelo acondicionamento de seus resíduos domésticos e não há nenhum tipo de segregação. Os resíduos comumente são acondicionados em sacolas plásticas de supermercado, sacos plásticos de variados tamanhos e caixas de papelão, e posteriormente são depositados em lixeiras, ou Página 63 de 189 valas utilizadas para incineração ou aterramento do material. A Prefeitura Municipal de Vale do Paraíso não realiza a coleta e nem o transporte dos resíduos sólidos domiciliares gerados na área rural do município. Os resíduos sólidos domiciliares gerados na área rural do município de Vale do Paraíso não possuem nenhum tipo de tratamento. Para as localidades rurais, a alternativa adotada pela população é a incineração (queima) ou aterramento dos resíduos sólidos domésticos. 5.4.1 Síntese dos Cenários atuais, objetivos e metas para o manejo de resíduos sólidos A seguir estão apresentados os cenários atuais, objetivos e metas para posterior realização do estudo e da concepção de cenários futuros para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos e disposição final dos rejeitos. Página 64 de 189 Quadro 24 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede municipal de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Destinação inadequada dos resíduos sólidos domésticos (lixão) Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Imediato 1 2 Ausência de coleta seletiva Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Curto Prazo 2 3 Não consta infraestrutura para gestão dos resíduos sólidos domésticos, limpeza pública, coleta seletiva e resíduos de construção civil Melhorar infraestrutura para gestão de Resíduos de Construção Civil (RCC), gestão de resíduos verdes e de resíduos volumosos Curto Prazo 2 4 O município não possui um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para recuperar a área do antigo lixão Elaborar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para recuperar a área do antigo lixão do município Curto Prazo 2 5 Falta do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PMGRS) Atender 100% da área urbana do município com sistema de varrição, capina e poda Curto Prazo 2 6 Falta um plano de logística reversa Implantar o sistema de logística reversa Contínuo 1, 2, 3, 4 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 25 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Disposição dos resíduos sólidos a céu aberto (lixão) Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Imediato 1 2 Não possui iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Imediato 1 3 Falta de coleta seletiva Criar e implantar programa de coleta seletiva. Curto Prazo 2 4 Falta de infraestrutura de limpeza pública Atender a legislação quanto à coleta e destinação final adequada dos resíduos de limpeza pública Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 65 de 189 Quadro 26 – Cenários atuais, objetivos e metas para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de Vale do Paraíso. Cenário atual Cenário desejado Item Situação atual Objetivos Meta Prioridade 1 Falta de Pontos de Entregas Voluntárias (PEV'S) e Ecopontos Elaboração de projetos para a gestão dos resíduos sólidos gerados na extensão rural de acordo com as realidades locais Curto Prazo 1 2 Resíduos são enterrados ou queimados Promover a educação sanitária e ambiental para atender as áreas da zona rural Imediato 1 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 66 de 189 6 PROSPECTIVA E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO ABASTECIMENTO DE ÁGUA, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS 6.1 Abastecimento de água 6.1.1 Diretrizes para avaliação do padrão quantitativo e qualitativo do SAA Como critérios para a avaliação do padrão quantitativo (dimensionamento) e qualitativo do SAA de Vale do Paraíso/RO, adotar-se-á como satisfatórios ao bom atendimento à população os seguintes parâmetros, dentre outros: a) Consumo médio per capita: 150 L/hab.dia. O município não dispõe de dados do consumo médio per capita atual; b) Pressões mínimas e máximas: 10 mca e 40 mca (parâmetro recomendado pela CORSAN, TSUTYA 2006). De acordo com o diagnóstico realizado não são realizadas medições pitométricas, pois o sistema existente não está em funcionamento; c) Reservação: 1/3 do volume do dia de maior consumo. O que segundo estimativa corresponderia no sistema atual aproximadamente em 1482 m³ de reservação. Contudo, a capacidade de reservação atual é de 148 m³ dispostos em dois reservatórios (um enterrado com capacidade de 115 m³ e um elevado com capacidade de 33 m³), estruturas existentes que não estão sendo utilizadas. d) Micromedição obrigatória, apesar de haver alguns hidrômetros instalados. Atualmente o índice de micromedição por hidrometração é de 0 % pois no município não existem ligações prediais ou domiciliares com hidrômetros em funcionamento; e) Cobertura do atendimento: 100% para água. No município de Vale do Paraíso não há atendimento do sistema público de abastecimento de água. f) NBR 12.211/92 - Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água, NBR 12.212/2006 - Projeto de poço tubular para captação de água subterrânea, NBR 12.244/1992 - Construção de poço para captação de água subterrânea, NBR 12.214/1992 - Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público, NBR 12.215/1992 - Projeto de adutora de água para Página 67 de 189 abastecimento público, NBR 12.217/94 - Projetos de reservatório de distribuição de água para abastecimento público, NBR 12.218/94 - Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público; g) Decreto Estadual nº 10.114, de 20 de setembro de 2002 que regulamenta a Lei Complementar nº 255, de 25 de janeiro de 2002, que institui a Política, cria o Sistema de Gerenciamento e o Fundo de Recursos Hídricos do Estado de Rondônia, e dá outras providências no Estado de Rondônia; h) A Portaria GM/MS nº 888 de 04 de maio de 2021, em seu Anexo XX, estabelece os procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá outras providências. 6.1.2 Projeção estimativa da demanda de água 6.1.2.1 Zona Urbana Conforme já relatado, no município de Vale do Paraíso o Sistema de Abastecimento de Água não está em funcionamento e os equipamentos e estruturas já construídas que atendem a esse objetivo são no momento, inoperantes e passam por processo de instalação e adaptação, sendo todos eles de responsabilidade da Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia – CAERD, detentora da concessão para distribuição de água no município. As avaliações das demandas de água e dos volumes de reservação para a Sede de Vale do Paraíso/RO foram calculadas tendo como base informações de parâmetros de projetos, dados obtidos com a CAERD e informações disponibilizadas pelo SNIS. Adotaram-se as seguintes variáveis para o cálculo da estimativa da demanda de água: a) Consumo médio per capita de água (q) O consumo médio per capita de água representa a quantidade média de água, em litros, consumida por cada habitante em um dia. O município não dispõe do valor médio do consumo per capita de água, desta forma adotou-se o valor de 150 L/hab.dia; Página 68 de 189 b) Coeficientes do dia e hora de maior e menor consumo (k1, k2 e k3) O consumo de água em uma localidade varia ao longo do dia (variações horárias), ao longo da semana (variações diárias) e ao longo do ano (variações sazonais). Conforme a prática corrente, foram adotados os seguintes coeficientes de variação da vazão média de água: • Coeficiente do dia de maior consumo k1 = 1,2 • Coeficiente da hora de maior consumo k2 = 1,5 • Coeficiente da hora de menor consumo k3 = 0,5 c) Vazão de projeto Para o cálculo da vazão de projeto, multiplica-se a população pelo consumo per capita estabelecido e pelo coeficiente do dia de maior consumo e divide-se o total por 86.400 para achar a demanda máxima em litros/segundo, conforme a equação: Equação 3 – Vazão do Projeto 𝑄 𝑝𝑟𝑜𝑗= 𝑃∗𝑞∗𝑘1 86400 Onde: Qproj = vazão de projeto (L/s); q= consumo per capita de água P = população prevista para cada ano (urbana); k1 = 1,20. A vazão de projeto é utilizada, principalmente, para o dimensionamento da captação, de elevatórias e de adutoras. O cálculo referente à sede urbana do Município de Vale do Paraíso para o ano de 2019 aponta o valor de 4,57 L/s. d) Demanda máxima Para o cálculo da demanda máxima de água, considera-se o coeficiente da hora de maior consumo, conforme a equação: Equação 4 – Demanda máxima de água 𝑄𝑚𝑎𝑥= 𝑃∗𝑞∗𝑘1∗𝑘2 86400 Onde: Qmax = demanda máxima diária de água (L/s); P = população prevista para cada ano (total); q= consumo per capita de água Página 69 de 189 k1 = 1,20; k2 = 1,50. Ademais, foi considerado para todos os anos o atendimento de 100% da população da sede, para que, assim, a produção necessária pudesse ser calculada considerando a universalização do acesso à água. A demanda máxima de água é utilizada para o dimensionamento da vazão de distribuição, dos reservatórios até a rede. O cálculo referente ao ano de 2019 para sede urbana do Município de Vale do Paraíso aponta o resultado de 6,86 L/s. e) Perdas de água (p) Segundo Heller e Pádua (2012), as perdas de água em um sistema de abastecimento correspondem aos volumes não contabilizados, incluindo os volumes não utilizados e os volumes não faturados. Tais volumes distribuem-se em perdas reais e perdas aparentes, sendo tal distribuição de fundamental importância para a definição e hierarquização das ações de combate às perdas e, também, para a construção de indicadores de desempenho. As perdas físicas ou perdas reais ocorrem através de vazamentos e extravasamentos no sistema, durante as etapas de captação, adução, tratamento, reservação e distribuição, assim como durante procedimentos operacionais, como lavagem de filtros e descargas na rede. As perdas não físicas ou perdas aparentes ocorrem através de ligações clandestinas (não cadastradas) e por by-pass irregular no ramal predial (popularmente “gato”), somada aos volumes não contabilizados devido à hidrômetros parados ou com submedição, fraudes de hidrômetros, erros de leituras e similares. O município de Vale do Paraíso não possui informações referentes ao índice de perdas de água no sistema. Desta forma, adotou-se a média de perdas de água do estado de Rondônia que é de 59,6% conforme os dados disponibilizados pelo SNIS (2020). f) Produção necessária A vazão de produção necessária deverá ser o resultado da soma da demanda máxima de água e da vazão perdida no sistema de distribuição. A vazão perdida no sistema é resultado do índice de perdas sobre a demanda máxima. A vazão perdida de 59,6% aplicada à demanda máxima calculada de 6,86 L/s aponta o valor de 4,08 L/s de vazão perdida, de modo que a produção necessária calculada para o município de Vale do Paraíso no ano de 2019 é de 2,77 Página 70 de 189 L/s. g) Capacidade instalada A capacidade instalada de um sistema de abastecimento de água é avaliada pela sua vazão de captação. No caso do sistema de abastecimento de água da sede de Vale do Paraíso/RO, a capacidade instalada de captação corresponde 45 m³/h, ou seja, 12,5 L/s (CAERD, 2019). h) Avaliação do saldo ou déficit de água Para avaliar se o sistema de abastecimento de água atualmente instalado no município de Vale do Paraíso/RO é capaz de atender a demanda necessária, subtraiu-se a produção necessária da capacidade instalada de captação e avaliou-se o déficit ou saldo. Dessa forma, foi possível avaliar se o sistema conseguirá atender a demanda e, caso contrário, identificar se é necessário realizar expansões. Considerando os cálculos referentes ao ano inicial das projeções (2019) obtém-se que a capacidade instalada de 12,5 L/s subtraída a produção necessária de 10,98 L/s obtém-se um saldo de 1,52 L/s. i) Avaliação do volume de reservação disponível e necessário Para o cálculo do volume de reservação necessário, foi adotada a recomendação da NBR 12.217/1994 que estipula um volume mínimo igual a um terço (1/3) do volume distribuído no dia de consumo máximo. Dessa forma, para avaliação do déficit ou saldo, subtraiu-se o volume de reservação necessário do volume de reservação disponível. Na Tabela 5 foram sistematizados os valores adotados no sistema de abastecimento de água da sede para os principais parâmetros de projeto utilizados neste Prognóstico. Segundo informações levantadas na etapa de Diagnóstico (Produto C), o sistema de abastecimento de água na sede de Vale do Paraíso/RO conta com dois reservatórios, com capacidade de armazenamento de 115 m³ e 33 m³, respectivamente; somando 148 m³. Ao se considerar o índice de 1/3 do volume distribuído no dia de máximo consumo obtém-se o valor de 132 m³/dia, demonstrando um saldo de 16 m³ no atual reservatório. O Diagnóstico Técnico-Participativo aponta que os reservatórios atuais atendem a Página 71 de 189 demanda atual, que corresponde a um índice de oferta de 100% da população urbana (SNIS, 2021). A Tabela 6 apresenta a avaliação da demanda de água e dos volumes de reservação para a Sede de Vale do Paraíso/RO para o período de horizonte do PMSB. Tabela 5 – Principais valores adotados para realização do prognóstico do SAA da sede de Vale do Paraíso/RO. População total em 2019 (hab) Consumo per capita (L/hab.dia) Perdas físicas(%) Capacidade de captação (L/s) Volume de reservação disponível (m³) 2.195 150 60 12,5 148 Fonte: SNIS (2020) Tabela 6 – Avaliação das disponibilidades e necessidades para o SAA da Sede de Vale do Paraíso/RO. Ano População URBANA Habitantes (1) Vazão de projeto L/s (2) Perdas Físicas % (3) Produção necessária L/s (4) Capacidade instalada de captação L/s (5) Saldo ou Déficit L/s (6) Demanda máxima L/s (7) Volume de reservação disponível m³/dia (8) Volume de reservação necessário m³/dia (9) Saldo ou déficit de reservação m³/dia (10) 2019 2195 4,57 60 10,98 12,5 1,52 6,86 148 132 16 2020 2187 4,56 60 10,93 12,5 1,57 6,83 148 131 17 2021 2178 4,54 60 10,89 12,5 1,61 6,81 148 131 17 2022 2169 4,52 60 10,85 12,5 1,65 6,78 148 130 18 2023 2160 4,50 60 10,80 12,5 1,70 6,75 148 130 18 2024 2152 4,48 60 10,76 12,5 1,74 6,72 148 129 19 2025 2143 4,46 60 10,72 12,5 1,78 6,70 148 129 19 2026 2135 4,45 60 10,67 12,5 1,83 6,67 148 128 20 2027 2126 4,43 60 10,63 12,5 1,87 6,64 148 128 20 2028 2117 4,41 60 10,59 12,5 1,91 6,62 148 127 21 2029 2109 4,39 60 10,55 12,5 1,95 6,59 148 127 21 2030 2101 4,38 60 10,50 12,5 2,00 6,56 148 126 22 2031 2092 4,36 60 10,46 12,5 2,04 6,54 148 126 22 2032 2084 4,34 60 10,42 12,5 2,08 6,51 148 125 23 2033 2075 4,32 60 10,38 12,5 2,12 6,49 148 125 23 2034 2067 4,31 60 10,34 12,5 2,16 6,46 148 124 24 2035 2059 4,29 60 10,29 12,5 2,21 6,43 148 124 24 2036 2051 4,27 60 10,25 12,5 2,25 6,41 148 123 25 2037 2042 4,26 60 10,21 12,5 2,29 6,38 148 123 25 2038 2034 4,24 60 10,17 12,5 2,33 6,36 148 122 26 2039 2026 4,22 60 10,13 12,5 2,37 6,33 148 122 26 2040 2018 4,20 60 10,09 12,5 2,41 6,31 148 121 27 2041 2010 4,19 60 10,05 12,5 2,45 6,28 148 121 27 2042 2002 4,17 60 10,01 12,5 2,49 6,26 148 120 28 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 72 de 189 6.1.2.2 Distrito Santa Rosa De acordo com o cenário atual, no distrito de Santa Rosa, o abastecimento de água ocorre através de poços amazonas ou tubulares assim como na Sede Municipal, seja para fins domésticos, comerciais ou públicos. Entretanto, foi instalado recentemente no distrito uma unidade do projeto SALTA-Z para atender parte da população. A unidade está localizada na Escola Jorge Teixeira, por ser de fácil acesso e referência no local e possui uma torneira de livre acesso para a comunidade. A Tabela 7 apresenta para o período de 2022-2042, a projeção populacional, a estimativa da demanda de água e vazões de água para o distrito. Para o cálculo do volume consumido e da demanda máxima do Distrito Santa Rosa adotou-se o consumo médio per capita de 150 L/hab.dia.. As perdas físicas foram calculadas da mesma forma que na zona urbana. Página 73 de 189 Tabela 7 – Estimativa da demanda de água e vazões de água para o Distrito Santa Rosa Ano População Rural Vazão do Projeto (L/s) Demanda máxima (L/s) Perdas Físicas (L/s) Produção Necessária (L/s) 2019 300 0,63 0,94 0 0,94 2020 296 0,62 0,92 0 0,92 2021 294 0,61 0,92 0 0,92 2022 293 0,61 0,92 0 0,92 2023 292 0,61 0,91 0 0,91 2024 291 0,61 0,91 0 0,91 2025 290 0,60 0,91 0 0,91 2026 288 0,60 0,90 0 0,90 2027 287 0,60 0,90 0 0,90 2028 286 0,60 0,89 0 0,89 2029 285 0,59 0,89 0 0,89 2030 284 0,59 0,89 0 0,89 2031 283 0,59 0,88 0 0,88 2032 282 0,59 0,88 0 0,88 2033 281 0,58 0,88 0 0,88 2034 279 0,58 0,87 0 0,87 2035 278 0,58 0,87 0 0,87 2036 277 0,58 0,87 0 0,87 2037 276 0,58 0,86 0 0,86 2038 275 0,57 0,86 0 0,86 2039 274 0,57 0,86 0 0,86 2040 273 0,57 0,85 0 0,85 2041 272 0,57 0,85 0 0,85 2042 271 0,56 0,85 0 0,85 Fonte: Projeto Saber Viver, 2019; IFRO/FUNASA, TED 08/2017. Página 74 de 189 6.1.2.3 Demais áreas rurais do município Nas demais áreas rurais do Município, o abastecimento de água é realizado majoritariamente por meio de poços amazonas, tubulares e também em rios, córregos e outros mananciais. A tabela a seguir apresenta para o período de 2022-2042, a projeção populacional, a estimativa da demanda de água e vazões de água para as demais áreas rurais. Para o cálculo do volume consumido e da demanda máxima dessas áreas rurais dispersas utilizou-se o indicador estadual de consumo médio per capita de 150 L/hab.dia (Von Sperling). Página 75 de 189 Tabela 8 – Estimativa da demanda de água e vazões de água para demais áreas rurais Ano População Rural Vazão do Projeto (L/s) Demanda máxima (L/s) Perdas Físicas (L/s) Produção Necessária (L/s) 2019 5634 11,7 17,6 0 17,6 2020 5615 11,7 17,5 0 17,5 2021 5592 11,7 17,5 0 17,5 2022 5570 11,6 17,4 0 17,4 2023 5548 11,6 17,3 0 17,3 2024 5525 11,5 17,3 0 17,3 2025 5503 11,5 17,2 0 17,2 2026 5481 11,4 17,1 0 17,1 2027 5459 11,4 17,1 0 17,1 2028 5437 11,3 17,0 0 17,0 2029 5416 11,3 16,9 0 16,9 2030 5394 11,2 16,9 0 16,9 2031 5372 11,2 16,8 0 16,8 2032 5351 11,1 16,7 0 16,7 2033 5330 11,1 16,7 0 16,7 2034 5308 11,1 16,6 0 16,6 2035 5287 11,0 16,5 0 16,5 2036 5266 11,0 16,5 0 16,5 2037 5245 10,9 16,4 0 16,4 2038 5224 10,9 16,3 0 16,3 2039 5203 10,8 16,3 0 16,3 2040 5182 10,8 16,2 0 16,2 2041 5161 10,8 16,1 0 16,1 2042 5141 10,7 16,1 0 16,1 Fonte: Projeto Saber Viver, 2019; IFRO/FUNASA, TED 08/2017. Página 76 de 189 Página 77 de 189 6.1.3 Descrição dos principais mananciais (superficiais e/ou subterrâneos) passíveis de utilização para o abastecimento de água na área de planejamento Ao definir um corpo hídrico para abastecimento de um município, é importante considerar algumas variáveis que interferem nesse processo, como a disponibilidade hídrica, a distância entre o ponto de coleta e a estação de tratamento, as características da qualidade da água bruta e as condições de entorno do manancial. Com base no levantamento para futuros e possíveis pontos de coleta de água bruta para abastecimento do município, verificou-se que o rio Paraíso é o único corpo hídrico que poderia servir como aliado nesse sentido, entretanto, existem outros pontos do Igarapé que possam oferecer melhor qualidade no abastecimento. De acordo com o Balanço Hídrico Quali-Quantitativo da ANA (2016), não foram identificadas criticidades quantitativas e qualitativas nos mananciais superficiais para abastecimento humano no município do Vale do Paraíso. Ao analisar a rede hidrográfica do município, destacamos seis pontos que poderiam ser utilizados como mananciais para abastecimento futuro da população do município, de acordo com suas características considerando a disponibilidade hídrica de atendimento futuro, a distância para a localidade a ser abastecida, característica da qualidade da água bruta e as condições de entorno. O rio Paraíso é o atual manancial de abastecimento do município de Vale do Paraíso na sede municipal, possui disponibilidade hídrica de Q95% de 11,91 m/s³ e possui ponto de captação de água a uma distância de 3km da cidade. O manancial que corta o distrito de Santa Rosa não possui denominação oficial, entretanto é chamado popularmente de Rio Fortaleza. O corpo hídrico em questão é um afluente do Igarapé dos Patos, que por sua vez é afluente do Rio Jaru. O manancial está localizado nas coordenadas 10°11'41.26"S e 62° 1'9.74"W e possui uma extensão de 6,5 km e aproximadamente 6,53 m de largura nas localidades do distrito. Conforme observado no balanço hídrico, o manancial está enquadrado como satisfatório e pode servir como aliado no abastecimento de água do distrito. Não foram encontradas informações relativas à vazão média, vazão, de regionalização Q95% estimada e disponibilidade hídrica do corpo hídrico em questão. O Igarapé dos Patos é o manancial que margeia o distrito de Santa Rosa, com as seguintes coordenadas: 10°11'47.87”S e 62°1'45.80”W. O corpo hídrico em questão é um afluente do rio Jaru de regime permanente que possui 20,180 km de extensão e seu ponto mais preservado localiza-se a aproximadamente 1,23 km de distância do distrito. O Igarapé dos Patos possui criticidade quali-quantitativa satisfatória, sua vazão média é Página 78 de 189 de 2,60 m³/s e a vazão de regionalização Q95% estimada é de 2,88 m²/s. Assim como os demais corpos hídricos citados, o Igarapé dos Patos possui em seu entorno um avançado processo de desmatamento em razão das atividades agropecuárias realizadas na região. Não existem análises da qualidade da água do manancial. Figura 1 – Balanço Quali-quantitativo e disponibilidade hídrica dos trechos de captação da Sede de Vale do Paraíso. Fonte: Projeto Saber Viver, 2019; IFRO/FUNASA, TED 08/2017. Página 79 de 189 Página 80 de 189 O Quadro 27 apresenta o resumo do Levantamento da rede hidrográfica do município, com a identificação dos mananciais, situação do abastecimento de água atual e cenário futuro. Quadro 27 – Possíveis Mananciais para abastecimento futuro do município de Vale do Paraíso. Localidade Manancial Atual Situação do Abastecimento Atual Possíveis Mananciais Futuros Vazão do Manancia l Futuro (m³/s) Distância do Manancial Futuro para a Localidade (km) Vale do Paraíso Igarapé Paraíso Inativo Trecho 01 – Lh 200 2,88 2,50 Trecho 02 – Lh 200 2,88 3,50 Trecho Travessão 2,88 1,95 Distrito de Santa Rosa Sem Abasteciment o Requer Manancial Rio Fortaleza - 0,0 Igarapé dos Patos 2,60 1,23 * Não possuem dados de vazões (CPRM, 2021) Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2019) 6.1.4 Definição das alternativas de manancial para atender a área de planejamento O igarapé Paraíso é o futuro manancial de captação para o abastecimento do município de Vale do Paraíso na sede municipal (quando o sistema começar a operar). O manancial possui disponibilidade hídrica de Q95% de 11,91 m/s³ e possui o ponto de captação de água a uma distância de 3 km da cidade. O presente rio possui seu entorno com interferências antrópicas para uso agropecuário podendo ser observadas por imagem de satélite um intenso processo de desmatamento na área da bacia hidrográfica do Igarapé Paraíso, para plantio de gramíneas e lavouras, que são fontes potenciais de contaminação por agrotóxicos, no entanto, não existe dados brutos de qualidade da água do referido manancial que possa atestar se o mesmo tem a qualidade de suas águas afetadas por essas atividades. À montante do ponto de captação está localizado também um local de extração de areia que pode afetar as características naturais do corpo hídrico. O Igarapé Paraíso (Figura 2) não possui lançamentos de forma direta de esgotos domésticos e industriais a montante da captação do sistema de abastecimento de água. Página 81 de 189 Figura 2 – Igarapé Paraíso. Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). O Distrito Santa Rosa possui em suas proximidades o manancial chamado popularmente de Rio Fortaleza. O corpo hídrico em questão é um afluente do Igarapé dos Patos, que por sua vez é afluente do Rio Jaru. O manancial está localizado nas coordenadas 10°11’41.26”S e 62° 1’9.74”W e possui uma extensão de 6,5 km e aproximadamente 6,53 m de largura nas localidades do distrito. Conforme observado no balanço hídrico, o manancial está enquadrado como satisfatório e pode servir como aliado no abastecimento de água do distrito. Não foram encontradas informações relativas à vazão média, vazão, de regionalização Q95% estimada e disponibilidade hídrica do corpo hídrico em questão (Figura 3). Figura 3 – Rio Fortaleza. Fonte: Comitê Executivo do PMSB de Vale do Paraíso (2021). Página 82 de 189 6.1.5 Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda calculada 6.1.5.1 Sede Municipal Quanto a captação vale destacar que o Município de Vale do Paraíso possui nas imediações do núcleo urbano o Igarapé Paraíso como alternativas de captação em manancial hídrico e também a alternativa de captação por poços tubulares profundos, no entanto, os manancial utilizado atualmente para o abastecimento possui vazão satisfatória que atenda a demanda. Considerando que a projeção produção necessária de água para a população no ano de 2042 foi de 10,01 L/s, verifica-se que as infraestruturas atuais de captação e de tratamento de água atende à demanda projetada, visto que as infra estruturas possuem capacidade nominal de produção de 12,5 L/s, assim o sistema atual atende a demanda de abastecimento de água até o final do plano (PMSB de Vale do Paraíso). Vale mencionar que a vazão de projeto no final do plano em 2042 será de 75,69 L/s, uma vez considerado o índice de perdas (60%) e/ ou a sua diminuição para 20%, a atual ETA atenderia a demanda prevista, visto que a sua capacidade nominal de produção é de 120 L/s. A reservação de água do município é feita através de um reservatório semi enterrado construído em concreto armado, o qual apresenta uma capacidade de armazenamento de 115 m³ e um reservatório elevado com capacidade de 33 m³. De acordo com a projeção calculada a reservação necessária para final de plano no ano de 2042 é de 120 m³, sendo assim o atual sistema de reservação supri a demanda final de projeto do plano, possuindo um saldo de 28 m³ de reservação. Atualmente, o município não possui informação sobre o índice de cobertura da rede de distribuição do Município de Vale do Paraíso, no entanto, como previsto nos cenários futuros deste produto há a necessidade de ampliação da rede e a realização de ligações na totalidade dos domicílios urbanos, contemplando assim 100% da área urbana. 6.1.5.2 Distrito Santa Rosa O Distrito Santa Rosa possui abastecimento coletivo de água, uma Unidade Salta-Z localizada na Escola Jorge Teixeira. Página 83 de 189 6.1.5.3 Demais localidades rurais Para as demais localidades da área rural verificou-se que seria mais interessante a implantação de sistemas individuais de captação de água, os quais seriam obras de captação de água subterrânea feitas com o emprego de perfuratriz em um furo vertical e também a implantação de Cisternas de consumo, pois essa é a forma mais viável para aquele tipo de povoamento disperso, dada a baixa vazão de produção no fim do plano, de 16,01 L/s. As cisternas consistem em pequenos reservatórios protegidos, onde se acumula a água da chuva captada da superfície dos telhados das residências. A água que cai no telhado vem ser coletada através do sistema de calhas e destas aos condutores verticais para finalmente chegar aos reservatórios individuais (cisternas). Os reservatórios mais simples são os de tambor, de cimento e os de plástico, sendo que a opção pelo tipo de material será realizada na fase de elaboração do projeto. Para se dimensionar a capacidade da cisterna deve-se considerar somente o consumo durante o período de estiagem. Assim, se a previsão for de seis meses sem chuva, deve-se ter a capacidade da seguinte forma: considerar o consumo mensal e multiplicar pelos seis meses de estiagem, solução está associada com pequenas obras de construção de calhas nos telhados das residências rurais. 6.2 Esgotamento sanitário 6.2.1 Projeção da Vazão de Esgotos e Estimativa da Carga e Concentração de DBO e Coliformes Fecais 6.2.1.1 Zona Urbana O crescimento populacional, a previsão de população a ser atendida e os volumes de esgoto a serem coletados para o horizonte do PMSB na zona urbana, 2022 a 2042, estão apresentadas na Tabela 09. Estas são as vazões utilizadas para a elaboração dos cenários e devem ser consideradas no projeto executivo do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) - vazão nominal e vazão máxima. Foram adotados os seguintes parâmetros para os cálculos necessários: Página 84 de 189 a) Produção estimada de esgoto A produção de esgotos corresponde aproximadamente à vazão de água efetivamente consumida. Entende-se por consumo efetivo aquele registrado na micromedição da rede de distribuição de água, descartando-se, portanto, as perdas do sistema de abastecimento. Parte desse volume efetivo não chega aos coletores de esgoto, pois conforme a natureza de consumo perde-se por evaporação, incorporação à rede pluvial ou escoamento superficial (ex.: irrigação de jardins e parques, lavagem de carros, instalações não conectadas à rede etc.). Dessa forma, para estimar a fração da água que adentra à rede de esgotos, aplica-se o coeficiente de retorno (R), que é a relação média entre o volume de esgoto produzido e a água efetivamente consumida. O coeficiente de retorno pode variar de 40% a 100%, sendo que usualmente adota-se o valor de 80% (VON SPERLING, 2005). A produção estimada de esgoto da população urbana de Vale do Paraíso/RO foi calculada conforme a equação abaixo: Equação 5 – Produção estimada de Esgoto 𝑄 = 365 ∗ 𝑃 ∗ 𝑞 ∗ 𝑅 Onde: P = população prevista para cada ano; q = consumo médio de água per capita (m³/hab.dia) R = coeficiente de retorno: 0,80 b) Vazão nominal de esgotos A Vazão nominal estimada de esgoto da população urbana de Vale do Paraíso/RO foi calculada conforme equação: Equação 6 – Vazão nominal de esgoto 𝑃 ∗ 𝑞 ∗ 𝑅 ∗ 𝑘1 𝑉𝑛𝑜𝑚 = 86400 Onde: P = população prevista para cada ano (total); q = consumo médio de água per capita (L/hab.dia) R = coeficiente de retorno: 0,80 k1= coeficiente do dia de maior consumo: 1,2 Página 85 de 189 c) Vazão máxima de esgotos A Vazão máxima estimada de esgoto da população urbana de Vale do Paraíso/RO foi calculada conforme equação: Equação 7 – Vazão máxima de esgoto 𝑉 𝑚𝑎𝑥= 𝑃∗𝑞∗𝑅∗𝑘1∗𝑘2 86400 Onde: P = população prevista para cada ano; q = consumo médio de água per capita (L/hab.dia) R = coeficiente de retorno: 0,80 k1= coeficiente do dia de maior consumo: 1,2 k2= coeficiente da hora de maior consumo: 1,5 A produção estimada, a vazão nominal estimada e a vazão máxima estimada consideraram um consumo médio per capita de água de 150 litros de água por habitante ao dia, valor previsto nos cálculos de projetos da SES. Destaca-se que para a realização deste prognóstico a demanda calculada considerou o atendimento de 100% da população da Sede, considerando a universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto na área urbana. Considerando os dados municipais do ano de 2019, os respectivos valores encontrados foram: 96.155 m³/ano para produção estimada, 3,66 L/s para vazão nominal e 5,49 L/s de vazão máxima. d) Vazão média de esgotos A vazão média estimada de esgoto é calculada a partir da Equação 8, considerando-se o consumo médio de água per capita de 150 litros de água por habitante ao dia. Para o ano de 2019 o valor calculado para a vazão média foi de 3,05 L/s. Equação 8 – Vazão média de esgoto 𝑉 𝑃∗𝑞∗𝑅 Onde: P = população prevista para cada ano; 𝑚𝑒𝑑=86400 q = consumo médio de água per capita (L/hab.dia): R = coeficiente de retorno: 0,80 Página 86 de 189 e) Carga Orgânica (DBO5) Para avaliar a carga orgânica associada ao esgoto sanitário, gerada e lançada nos cursos d’água (ou diretamente no subsolo) que atravessam o município de Vale do Paraíso/RO, trabalhou-se com as seguintes informações: número total de habitantes da zona urbana do município e contribuição de cada indivíduo em termos de matéria orgânica presente nos esgotos domésticos. Segundo VON SPERLING (2005), esse valor corresponde a 0,054 Kg DBO por habitante por dia. Dessa forma, a carga orgânica gerada foi calculada multiplicando-se a sua população (em nº de habitantes) pela carga per capita (equivalente a 0,054 Kg DBO/hab.d). Em 2019, a população urbana do município de Vale do Paraíso correspondia a 2.195 habitantes, de modo que a carga orgânica gerada é de 118,55 DBO/dia. f) Carga SST Para avaliar a carga sólidos suspensos totais (SST) trabalhou-se com as seguintes informações: número total de habitantes da zona urbana do município e contribuição de cada indivíduo em termos de matéria orgânica presente nos esgotos domésticos. Segundo VON SPERLING (2005), esse valor corresponde a 0,06 Kg por habitante por dia. Assim, a carga orgânica gerada foi calculada multiplicando-se a sua população (em nº de habitantes) pela carga per capita (equivalente a 0,06 Kg/d). Em 2019, a população urbana do município de Vale do Paraíso correspondia a 2.195 habitantes, de modo que a carga SST gerada é de 131,72 Kg/dia. Página 87 de 189 Tabela 9 – Projeção da vazão de esgoto para o horizonte do PMSB de Vale do Paraíso/RO Ano População Urbana Produção Estimada de Esgoto Vazão Nominal estimada de Esgoto Vazão Máxima estimada de Esgoto Vazão Média estimada de Esgoto Carga DBO5 Carga SST (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) Habitantes m³/ano L/s L/s L/s Kg/dia Kg/dia 2019 2195 96.155 3,66 5,49 3,05 118,55 131,72 2020 2187 95.770 3,64 5,47 3,04 118,07 131,19 2021 2178 95.387 3,63 5,44 3,02 117,60 130,67 2022 2169 95.005 3,62 5,42 3,01 117,13 130,14 2023 2160 94.625 3,60 5,40 3,00 116,66 129,62 2024 2152 94.246 3,59 5,38 2,99 116,19 129,10 2025 2143 93.869 3,57 5,36 2,98 115,73 128,59 2026 2135 93.493 3,56 5,34 2,96 115,27 128,07 2027 2126 93.119 3,54 5,32 2,95 114,80 127,56 2028 2117 92.746 3,53 5,29 2,94 114,34 127,05 2029 2109 92.375 3,52 5,27 2,93 113,89 126,54 2030 2101 92.006 3,50 5,25 2,92 113,43 126,04 2031 2092 91.637 3,49 5,23 2,91 112,98 125,53 2032 2084 91.271 3,47 5,21 2,89 112,53 125,03 2033 2075 90.905 3,46 5,19 2,88 112,08 124,53 2034 2067 90.542 3,45 5,17 2,87 111,63 124,03 2035 2059 90.179 3,43 5,15 2,86 111,18 123,53 2036 2051 89.818 3,42 5,13 2,85 110,73 123,04 2037 2042 89.459 3,40 5,11 2,84 110,29 122,55 2038 2034 89.101 3,39 5,09 2,83 109,85 122,06 2039 2026 88.744 3,38 5,07 2,81 109,41 121,57 2040 2018 88.389 3,36 5,05 2,80 108,97 121,08 2041 2010 88.035 3,35 5,02 2,79 108,54 120,60 2042 2002 87.683 3,34 5,00 2,78 108,10 120,11 Fonte: Projeto Saber Viver, 2019; IFRO/FUNASA, TED 08/2017. Página 88 de 189 Tabela 10 – Projeção da vazão de esgoto para o Distrito Santa Rosa Ano População Distrito Santa Rosa Produção Estimada de Esgoto Vazão Nominal estimada de Esgoto Vazão Máxima estimada de Esgoto Vazão Média estimada de Esgoto Carga DBO5 Carga SST (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) Habitantes m³/ano L/s L/s L/s Kg/dia Kg/dia 2019 300 13.140 0,50 0,75 0,42 16,20 18,00 2020 296 12.943 0,49 0,74 0,41 15,96 17,73 2021 294 12.891 0,49 0,74 0,41 15,89 17,66 2022 293 12.840 0,49 0,73 0,41 15,83 17,59 2023 292 12.788 0,49 0,73 0,41 15,77 17,52 2024 291 12.737 0,48 0,73 0,40 15,70 17,45 2025 290 12.686 0,48 0,72 0,40 15,64 17,38 2026 288 12.635 0,48 0,72 0,40 15,58 17,31 2027 287 12.585 0,48 0,72 0,40 15,52 17,24 2028 286 12.534 0,48 0,72 0,40 15,45 17,17 2029 285 12.484 0,48 0,71 0,40 15,39 17,10 2030 284 12.434 0,47 0,71 0,39 15,33 17,03 2031 283 12.384 0,47 0,71 0,39 15,27 16,97 2032 282 12.335 0,47 0,70 0,39 15,21 16,90 2033 281 12.285 0,47 0,70 0,39 15,15 16,83 2034 279 12.236 0,47 0,70 0,39 15,09 16,76 2035 278 12.187 0,46 0,70 0,39 15,03 16,70 2036 277 12.139 0,46 0,69 0,38 14,97 16,63 2037 276 12.090 0,46 0,69 0,38 14,91 16,56 2038 275 12.042 0,46 0,69 0,38 14,85 16,50 2039 274 11.993 0,46 0,68 0,38 14,79 16,43 2040 273 11.945 0,45 0,68 0,38 14,73 16,36 2041 272 11.898 0,45 0,68 0,38 14,67 16,30 2042 271 11.850 0,45 0,68 0,38 14,61 16,23 Fonte: Projeto Saber Viver, 2019; IFRO/FUNASA, TED 08/2017. 6.2.2. Zona Rural Para a avaliação das demandas por coleta e tratamento de esgoto para zona rural de Vale do Paraíso/RO, adotou-se os seguintes parâmetros: Página 89 de 189 a) Carga orgânica gerada Para avaliar a carga orgânica associada ao esgoto sanitário, gerada e lançada nos cursos d’água (ou diretamente no subsolo) que entrecortam o município de Vale do Paraíso/RO, trabalhou-se com as seguintes informações: número total de habitantes da zona rural do município e contribuição de cada indivíduo em termos de matéria orgânica presente nos esgotos domésticos. Segundo VON SPERLING (2005), esse valor corresponde a 0,054 Kg DBO por habitante por dia. Dessa forma, a carga orgânica gerada foi calculada multiplicando-se a sua população (em nº de habitantes) pela carga per capita (equivalente a 0,054 Kg DBO/hab.d). Em 2019, a população rural do município de Vale do Paraíso correspondia a 5.634 habitantes, de modo que a carga orgânica gerada é de 304,24 DBO/dia. b) Vazão média de esgotos produzida Para estimar a vazão média de esgotos produzida pela população da zona rural, foi considerado um consumo per capita de água de 150 L/hab.dia e coeficiente de retorno de 80%. A vazão média de esgotos da população rural foi calculada para o horizonte temporal de de 2022 a 2042 (Equação 9). Para 2019, o valor calculado corresponde a 7,83 L/s. A tabela a seguir apresenta a avaliação da carga orgânica gerada e da demanda por coleta e tratamento de esgoto para a zona rural. Equação 9 – Vazão média de esgoto 𝑉 𝑃∗𝑞∗𝑅 𝑚𝑒𝑑= 86400 Onde: P = população prevista para cada ano (total); q = consumo médio de água per capita (L/hab.dia); R = coeficiente de retorno: 0,80 Página 90 de 189 Tabela 11 – Avaliação da carga orgânica gerada e da demanda por coleta e tratamento de esgoto para a zona rural de Vale do Paraíso/RO. Ano População Rural Produção Estimada de Esgoto Vazão Nominal estimada de Esgoto Vazão Máxima estimada de Esgoto Vazão Média estimada de Esgoto Carga DBO5 Carga SST (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) Habitantes m³/ano L/s L/s L/s Kg/dia Kg/dia 2019 5634 250.162 9,39 14,09 7,83 304,24 338,04 2020 5615 249.079 9,36 14,04 7,80 303,20 336,88 2021 5592 247.996 9,32 13,98 7,77 301,98 335,54 2022 5570 246.913 9,28 13,92 7,74 300,77 334,19 2023 5548 245.830 9,25 13,87 7,70 299,57 332,86 2024 5525 244.747 9,21 13,81 7,67 298,37 331,52 2025 5503 243.664 9,17 13,76 7,64 297,18 330,20 2026 5481 242.581 9,14 13,70 7,61 295,99 328,88 2027 5459 241.498 9,10 13,65 7,58 294,80 327,56 2028 5437 240.415 9,06 13,59 7,55 293,62 326,25 2029 5416 239.332 9,03 13,54 7,52 292,45 324,94 2030 5394 238.249 8,99 13,49 7,49 291,28 323,64 2031 5372 237.166 8,95 13,43 7,46 290,11 322,35 2032 5351 236.083 8,92 13,38 7,43 288,95 321,06 2033 5330 235.000 8,88 13,32 7,40 287,79 319,77 2034 5308 233.917 8,85 13,27 7,37 286,64 318,49 2035 5287 232.834 8,81 13,22 7,34 285,50 317,22 2036 5266 231.751 8,78 13,16 7,31 284,35 315,95 2037 5245 230.668 8,74 13,11 7,28 283,21 314,68 2038 5224 229.585 8,71 13,06 7,26 282,08 313,42 2039 5203 228.501 8,67 13,01 7,23 280,95 312,17 2040 5182 227.418 8,64 12,95 7,20 279,83 310,92 2041 5161 226.335 8,60 12,90 7,17 278,71 309,68 2042 5141 225.252 8,57 12,85 7,14 277,59 308,44 Fonte: Projeto Saber Viver, 2019; IFRO/FUNASA, TED 08/2017. Os resultados apontam para a necessidade de implementar soluções que possam tratar preliminarmente o esgoto doméstico antes deste ser lançado ao ambiente contaminando o solo e recursos hídricos e expondo a população rural aos sérios riscos de doenças relacionadas a saneamento inadequado como diarreia, verminoses, dentre outros. Página 91 de 189 6.2.3 Padrão De Lançamento Para Efluente Final de SES Os padrões de emissão exigidos pela SEDAM/RO (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental/Rondônia) para o efluente final dos sistemas de tratamento de esgotos são os estabelecidos pela Resolução CONAMA 430, de 13 de maio de 2011 e Decreto Estadual nº 7.903, de 01 de julho de 1997. O Decreto Estadual nº 7.903, de 01 de julho de 1997 regulamenta a Lei n. 547, de 30 de dezembro de 1993, que dispõe sobre proteção, recuperação, controle, fiscalização e melhoria de qualidade do meio ambiente no estado (RONDÔNIA, 1997). O Título II trata da Poluição da água, em seu art. 9º aponta que as águas de Classe Especial para uso de abastecimento sem a prévia desinfecção, os coliformes fecais devem estar ausentes em qualquer amostra. Para águas de Classe I, são estabelecidos os limites e/ou condições conforme a seguir (Art. 10). Quadro 28 – Limites e/ou condições de coliformes fecais para águas de Classe I. Parâmetros Limites e/ou condições Materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais Virtualmente ausentes Óleos e graxas Virtualmente ausentes Substâncias que comuniquem gosto ou odor Virtualmente ausentes Corantes artificiais Virtualmente ausentes Substâncias que formem depósitos objetáveis Virtualmente ausentes DBO 7 dias 20ºC Até 3 mg/l O2 Turbidez Até 40 unidades nefelométricas de turbidez (UNT) Cor Nível de cor natural do corpo de água em 70 mg Pt/l pH 6,0 a 9,0 Substâncias potencialmente prejudiciais Constantes no Anexo I deste Decreto Fonte: Decreto Estadual n° 7.903/1997 (Rondônia, 1997) O Decreto coloca ainda que em seu art. 10, §3º que para demais usos não deverá ser excedido um limite de 200 coliformes fecais por 100 mililitros em 80% ou mais de 5 amostras mensais em qualquer mês. E no caso de não haver na região meios disponíveis para o exame de coliformes fecais, o índice limite será de 1.000 coliformes totais por 100 mililitros em 80% ou mais de 5 amostras fecais colhidas em qualquer mês (§4º, art. 10). Para águas de Classe 2, são estabelecidos os mesmos limites ou condições da Classe 1, à exceção dos seguintes (Art. 11): Página 92 de 189 I – proibida a presença de corantes artificiais que não sejam removíveis por processo de coagulação, sedimentação e filtração convencionais; III – Cor: até 70 mg/l; IV – Turbidez: até 100 UNT; V – DBO 7 dias a 20ºC até 5 mg/l - O2. O Decreto descreve ainda os limites ou condições para as águas de Classe 3 e 4. O art. 17 menciona, portanto, que os efluentes de qualquer natureza somente poderão ser lançados nas águas inferiores, subterrâneas, situadas no território do Estado de Rondônia, desde que não sejam considerados poluentes, na forma estabelecidas no art. 2° deste Regulamento, o qual estabelece que “O Poder Público Estadual, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM, estabelecerá e regerá as medidas de proteção, recuperação, controle, fiscalização e melhoria da qualidade do meio ambiente no Estado de Rondônia”. Neste sentido, a presente disposição aplica-se aos lançamentos feitos diretamente, por fonte de poluição ou indiretamente, através de canalização pública ou privada, bem de outro dispositivo de transporte, próprio ou de terceiros. Quanto às condições e padrões para efluentes de sistemas de tratamento de esgotos sanitários, a Resolução CONAMA 430, de 13 de maio de 2011 em sua Seção III versa sobre este aspecto e apresenta condições e padrões específicos descritos no art. 21, conforme pode ser observado no Quadro 29. Quadro 29 – Condições e padrões específicos de lançamento direto de efluentes oriundos de sistemas de tratamento de esgotos sanitários. Parâmetro Valores máximos Condições pH 5 e 9 - Temperatura < 40 °C Sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3°C no limite da zona de mistura. Materiais sedimentáveis Até 1 mL/L Em teste de 1 hora em cone Inmhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes. Demanda Bioquímica de Oxigênio-DBO 5 dias, 20°C Máximo de 120 mg/L Sendo que este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluente de sistema de tratamento com eficiência de remoção mínima de 60% de DBO, ou mediante estudo de autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento às metas do enquadramento do corpo receptor. Substâncias solúveis em hexano (óleos e graxas) até Até 100 mg/L - Ausência de materiais flutuantes - - Fonte: Resolução Conama nº 430/2011. Página 93 de 189 As condições e padrões de lançamento relacionados na Seção II que trata das Condições e Padrões de Lançamento de Efluentes, em seu art. 16, incisos I e II, da Resolução CONAMA 430/2011, poderão ser aplicáveis aos sistemas de tratamento de esgotos sanitários, a critério do órgão ambiental competente, em função das características locais, não sendo exigível o padrão de nitrogênio amoniacal total (Quadro 30). Quadro 30 – Padrões de lançamento de efluentes – Parâmetros inorgânicos. Parâmetros inorgânicos Valores máximos Arsênio total 0,5 mg/L As Bário total 5,0 mg/L Ba Boro total (Não se aplica para o lançamento em águas salinas) 5,0 mg/L B Cádmio total 0,2 mg/L Cd Chumbo total 0,5 mg/L Pb Cianeto total 1,0 mg/L CN Cianeto livre (destilável por ácidos fracos) 0,2 mg/L CN Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu Cromo hexavalente 0,1 mg/L Cr+6 Cromo trivalente 1,0 mg/L Cr+3 Estanho total 4,0 mg/L Sn Ferro dissolvido 15,0 mg/L Fe Fluoreto total 10,0 mg/L F Manganês dissolvido 1,0 mg/L Mn Mercúrio total 0,01 mg/L Hg Níquel total 2,0 mg/L Ni Nitrogênio amoniacal total 20,0 mg/L N Prata total 0,1 mg/L Ag Selênio total 0,30 mg/L Se Sulfeto 1,0 mg/L S Zinco total 5,0 mg/L Zn Parâmetros Orgânicos Valores máximos Benzeno 1,2 mg/L Clorofórmio 1,0 mg/L Dicloroeteno (somatório de 1,1 + 1,2cis + 1,2 trans) 1,0 mg/L Estireno 0,07 mg/L Etilbenzeno 0,84 mg/L Fenóis totais (substâncias que reagem com 4-aminoantipirina) 0,5 mg/L C6H5OH Tetracloreto de carbono 1,0 mg/L Tricloroeteno 1,0 mg/L Tolueno 1,2 mg/L Xileno 1,6 mg/L Fonte: Resolução Conama nº 430/2011. No caso de sistemas de tratamento de esgotos sanitários que recebam lixiviados de aterros sanitários, o órgão ambiental competente deverá indicar quais os parâmetros do art. 16, inciso II desta Resolução que deverão ser atendidos e monitorados, não sendo exigível o padrão Página 94 de 189 de nitrogênio amoniacal total. Para a determinação da eficiência de remoção de carga poluidora em termos de DBO5,20 para sistemas de tratamento com lagoas de estabilização, a amostra do efluente deverá ser filtrada. A Resolução explica também que os efluentes de sistemas de tratamento de esgotos sanitários poderão ser objeto de teste de ecotoxicidade no caso de interferência de efluentes com características potencialmente tóxicas ao corpo receptor, a critério do órgão ambiental competente. Esses testes de ecotoxicidade em efluentes de sistemas de tratamento de esgotos sanitários têm como objetivo subsidiar ações de gestão da bacia contribuinte aos referidos sistemas, indicando a necessidade de controle nas fontes geradoras de efluentes com características potencialmente tóxicas ao corpo receptor. As ações de gestão serão compartilhadas entre as empresas de saneamento, as fontes geradoras e o órgão ambiental competente, a partir da avaliação criteriosa dos resultados obtidos no monitoramento. 6.2.4 Sugestões de soluções técnicas para a problemática do esgotamento sanitário A necessidade de análise de alternativas para a escolha de técnicas para a coleta e o tratamento de efluentes se deve ao grande número de tecnologias e sistemas disponíveis. Na Figura 4 é apresentado as variantes dos sistemas de esgotamento sanitário, contendo as formas de tratamento e de coleta. Figura 4 – Variantes dos sistemas de esgotamento sanitário. Fonte: Projeto Saber Viver, 2019; IFRO/FUNASA, TED 08/2017. Os sistemasindividuaissão sistemas onde as distâncias entre fontes geradoras de esgoto, seu tratamento e disposição final são próximos entre si. Já, os sistemas coletivos apresentam Página 95 de 189 Estações de Tratamento de Esgotos - ETEs, construídas, geralmente, em regiões periféricas das cidades, interligadas a redes de coleta de esgoto (tubulações interconectadas) trabalhando por gravidade, e, às vezes, com inserção de energia por meio de bombas hidráulicas (uso de Estações Elevatórias de Esgotos), de maneira a permitir a coleta e o afastamento do esgoto sanitário das residências. A respeito das formas de coleta, o sistema unitário transporta esgotos sanitários, águas de infiltração e as águas pluviais em uma mesma rede de canalizações até a ETE. Podem ser previstos dois tipos de tratamento destes efluentes, o tratamento com a vazão integral dos efluentes ou dimensionar a ETE para atender as vazões do esgoto sanitário e as vazões pluviais em tempo seco. No sistema separador absoluto, o mais utilizado e recomendado por norma no Brasil, os esgotos sanitários são coletados em um conjunto de canalizações independentes da rede de drenagem pluvial. O sistema condominial é uma variante do sistema separador absoluto. Ao contrário do que é feito na rede convencional, a rede do sistema condominial é construída nos passeios ou dentro dos lotes, possibilitando a utilização de canalização menos resistente e com menor aterramento. As operações e processos para promover a remoção dos poluentes no tratamento, de forma a adequar o lançamento nos corpos hídricos do município a um padrão de qualidade aceitável, conforme Von Sperling (2005), está associada aos conceitos de nível de tratamento e eficiência do tratamento, conforme pode ser observado no Quadro 31. Quadro 31 – Níveis de tratamento. Nível de Tratamento Descrição Tipo de remoção Preliminar Remoção de constituintes dos esgotos como galhos, objetos flutuantes, areia e gordura que possam causar dificuldades operacionais ou de conservação nos processos ou operações unitárias de tratamento. Predomínio dos mecanismos físicos Primário Remoção dos sólidos sedimentáveis e parte da matéria orgânica Secundário Remoção da matéria orgânica e eventualmente nutriente (nitrogênio e fósforo) Predomínio dos mecanismos biológicos Terciário Remoção de poluentes específicos (usualmente tóxicos ou compostos não biodegradáveis) ou ainda a remoção complementar de poluentes não suficientemente removidos. Raramente usados no Brasil. - (Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995) Página 96 de 189 Uma ETE pode ser composta por várias unidades com diferentes níveis de tratamento: ● Tratamento preliminar, realizado através do gradeamento e do desarenador, ● Medidor de vazão; ● Tratamento primário, realizado através de um decantador, e; ● Tratamento secundário, que apresenta uma grande variedade de alternativas. As formas de tratamento secundário mais utilizadas estão descritas brevemente nos quadros a seguir. Quadro 32 – Tipos de Lagoas de estabilização. Tipo Descrição Lagoa Facultativa A DBO solúvel e finamente particulada é estabilizada com a presença de oxigênio por bactérias dispersas no meio líquido, ao passo que a DBO suspensa tende a sedimentar, sendo estabilizada anaerobiamente por bactérias no fundo da lagoa. O oxigênio requerido pelas bactérias aeróbias é fornecido pelas algas, através de fotossíntese. Lagoa Anaeróbica + lagoa facultativa A DBO é em torno de 50% estabilizada na lagoa anaeróbia (sem oxigênio; mais profunda e com menor volume), enquanto a DBO remanescente é removida na lagoa facultativa. O sistema ocupa uma área inferior ao de uma lagoa facultativa. Lagoa Aerada Facultativa Os mecanismos de remoção da DBO são similares aos de uma lagoa facultativa. No entanto, o oxigênio é fornecido por aeradores mecânicos, ao invés de através da fotossíntese. Como a lagoa é também facultativa, uma grande parte dos sólidos do esgoto e da biomassa sedimenta, sendo decomposta anaeróbiamente no fundo. A energia introduzida por unidade de volume da lagoa é elevada, o que faz com que os sólidos (principalmente a biomassa) permaneçam dispersos no meio líquido, ou em Lagoa aerada de mistura completa. A decorrente maior concentração de bactérias no meio líquido aumenta a eficiência do sistema na remoção da DBO, o que permite que a lagoa tenha mistura um volume inferior ao de uma lagoa aerada facultativa. No entanto, o efluente contém completa + elevados teores de sólidos (bactérias), que necessitam ser removidos antes do lançamento lagoa de no corpo receptor. A lagoa de decantação a jusante proporciona condições para essa decantação remoção. O lodo da lagoa de decantação deve ser removido em períodos de poucos anos. (Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995) Página 97 de 189 Quadro 33 – Lodos ativados e suas variantes. Tipo Descrição Lodos ativados convencional Os sólidos (lodo) são recirculados do fundo da unidade de decantação, por meio de bombeamento, para a unidade de aeração. No tanque de aeração, devido à entrada contínua de alimento, na forma de DBO dos esgotos, as bactérias crescem e se reproduzem continuamente. Para manter o sistema em equilíbrio é necessário que se retire aproximadamente a mesma quantidade de biomassa que é aumentada por reprodução. O lodo permanece no sistema de 4 a 10 dias. Lodos ativados com aeração prolongada Difere-se do tipo convencional devido o tempo em que o lodo permanece no sistema (20 a 30 dias). Para que a biomassa permaneça mais tempo, é necessário que o reator seja maior. Visto que a disponibilidade de alimento para as bactérias é menor que a da convencional, as bactérias, para sobreviver, passam a utilizar nos seus processos metabólicos a própria matéria orgânica, estabilizando o lodo no sistema. Normalmente não apresentam decantadores primários. Lodos ativados com fluxo intermitente (batelada) O processo consiste de um reator de mistura completa onde ocorrem todas as etapas do tratamento, através do estabelecimento de ciclos de operação com durações definidas. Não é necessário decantadores separados. Os ciclos de tratamento são: enchimento (entrada de esgoto bruto ou decantado no reator); reação (aeração/mistura da massa líquida contida no reator); sedimentação (sedimentação e separação dos sólidos em suspensão do esgoto tratado); esvaziamento (retirada do esgoto tratado do reator); repouso (ajuste de ciclos e remoção do lodo excedente) (Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995) Quadro 34 – Sistemas aeróbios com biofilmes. Tipo Descrição Filtro de baixa carga A DBO é estabilizada aerobicamente por bactérias que crescem aderidas a um suporte (comumente pedras). O esgoto é aplicado na superfície do tanque através de distribuidores rotativos. O líquido percola pelo tanque, saindo pelo fundo, ao passo que a matéria orgânica fica retida pelas bactérias. Os espaços livres são vazios, o que permite a circulação de ar. No sistema de baixa carga, há pouca disponibilidade de DBO para as bactérias, o que faz com que as mesmas sofram uma autodigestão, saindo estabilizadas do sistema. As placas de bactérias que se despregam das pedras são removidas no decantador secundário. O sistema necessita de decantação primária. Filtro de alta carga Similar ao sistema anterior, com a diferença de que a carga de DBO aplicada é maior. As bactérias (lodo excedente) necessitam de estabilização no tratamento do lodo. O efluente do decantador secundário é recirculado para o filtro, de forma a diluir o afluente e garantir uma carga hidráulica homogênea. Biodisco Os biodiscos não são filtros biológicos, mas apresentam a similaridade de que a biomassa cresce aderida a um meio suporte. Este meio é provido por discos que giram, ora expondo a superfície ao líquido, ora ao ar. (Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995) Página 98 de 189 Quadro 35 – Sistemas anaeróbios. Tipo Descrição Reator anaeróbio de manta de lodo (UASB) A DBO é estabilizada anaerobiamente por bactérias dispersas no reator. O fluxo do líquido é ascendente. A parte superior do reator é dividida nas zonas de sedimentação e de coleta de gás. A zona de sedimentação permite a saída do efluente clarificado e o retorno dos sólidos (biomassa) ao sistema, aumentando a sua concentração no reator. Entre os gases formados inclui-se o metano. O sistema dispensa decantação primária. A produção de lodo é baixa, e o mesmo sai estabilizado. Filtro anaeróbio A DBO é estabilizada anaerobiamente por bactérias aderidas a um meio suporte (usualmente pedras) no reator. O tanque trabalha submerso, e o fluxo é ascendente. O sistema requer decantação primária (frequentemente fossas sépticas). A produção de lodo é baixa, e o mesmo já sai estabilizado. (Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995) Quadro 36 – Tipos de disposição no solo. Tipo Descrição Infiltração lenta Os esgotos são aplicados ao solo, fornecendo água e nutrientes necessários para o crescimento das plantas. Parte do líquido é evaporada, parte percola no solo, e a maior parte é absorvida pelas plantas. As taxas de aplicação no terreno são bem baixas. O líquido pode ser aplicado segundo os métodos da aspersão, do alagamento e da crista e vala. Infiltração rápida Os esgotos são dispostos em bacias rasas. O líquido passa pelo fundo poroso e percola pelo solo. A perda pela evaporação é menor, face às maiores taxas de aplicação. A aplicação é intermitente, proporcionando um período de descanso para o solo. Os tipos mais comuns são: percolação para a água subterrânea, recuperação por drenagem subsuperficial e recuperação por poços freáticos. Infiltração subsuperficial O esgoto pré-decantado é aplicado abaixo do nível do solo. Os locais de infiltração são preenchidos com um meio poroso, no qual ocorre o tratamento. Os tipos mais comuns são as valas de infiltração e os sumidouros. Escoamento superficial Os esgotos são distribuídos na parte superior de terrenos com certa declividade, através do qual escoam, até serem coletados por valas na parte inferior. A aplicação é intermitente, os tipos de aplicação são: aspersores de alta pressão, aspersores de baixa pressão e tubulações ou canais de distribuição com aberturas intervaladas. (Fonte: Adaptado de Von Sperling, 1995) Vale lembrar que é crescente o desenvolvimento de tecnologias de tratamento de esgotos, geralmente combinando sistemas anaeróbios com aeróbios, camadas e suportes de materiais diversos, com ou sem recirculação de lodos, processos e operações num mesmo reator ou reatores distintos, uso de membranas entre outras evoluções.. De acordo com Von Sperling (2006), a decisão quanto ao processo a ser adotado para o tratamento dos esgotos deve ser derivada fundamentalmente de um balanceamento entre critérios técnicos e econômicos, com a apreciação dos méritos quantitativos e qualitativos de cada alternativa. Página 99 de 189 Neste sentido, para auxiliar a tomada de decisão do município de Vale do Paraíso na escolha da estação de tratamento de esgoto, foi utilizado um Software (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009), que elabora o dimensionamento de seis tipos diferentes de estações de tratamento, além de seus respectivos custos de implantação, operação e manutenção. Disponível em http://www.etex.eng.br/, é necessário apenas realizar um breve cadastro e inserir os dados de entrada do modelo, apresentados nos quadros que seguem. Quadro 37 – Dados de entrada ETEx para Sede. Município Vale do Paraíso Estado RO Projeção do número de habitantes 2002 (população atendida em 20 anos) Vazão média 240,19 (vazão afluente média, em m³/d) Vazão máxima 432 (vazão afluente máxima, em m³/d) DBO média do afluente 350 (DBO média afluente, em mg/L) Temperatura média do mês mais frio 26 (temp. média no mês mais frio, em °C) Fonte: ETEx (2020) Quadro 38 – Dados de entrada ETEx para o Distrito Santa Rosa. Município Vale do Paraíso – Distrito Santa Rosa Estado RO Projeção do número de habitantes 271 (população atendida em 20 anos) Vazão média 32,83 (vazão afluente média, em m³/d) Vazão máximo 58,75 (vazão afluente máxima, em m³/d) DBO média do afluente 350 (DBO média afluente, em mg/L) Temperatura média do mês mais frio 26 (temp. média no mês mais frio, em °C) Fonte: ETEx (2020) Nos quadros a seguir são apresentados resultados resumidos dos cálculos realizados pelo Software ETEx. Observa-se que os custos de operação e manutenção da estação de tratamento apresentados são para a vida útil da estação, ou seja, 20 anos. Página 100 de 189 Quadro 39 – Resultado dos cálculos de estimativa de custos dos tipos de ETEs para a Sede Municipal de Vale do Paraíso. Item Sistema 1 Sistema 2 Sistema 3 Sistema 4 Sistema 5 Sistema 6 Estimativa de custo de implantação (US$) 150.255,25 112.437,57 350.023,25 109.774,53 108.287,28 104.544,92 Estimativa de custo de operação e manutenção (US$) 84.004,96 43.186,03 184.488,88 55.122,17 21.351,01 43.455,75 Custo total do sistema (US$) 234.260,22 155.623,60 534.512,14 164.896,70 129.638,29 148.000,67 Estimativa DBO efluente (mg/l) 10 21 25 28 37 32 Eficiência do sistema (%) 97% 94% 93% 92% 90% 91% Área total requerida (m²) 392 1.412 420 531 2.676 1.185 Fonte: estimativa do custo de implantação calculados pela última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009) e estimativa DBO efluente com base em Von Sperling (2006) Quadro 40 – Resultado dos cálculos de estimativa de custos dos tipos de ETEs para o Distrito Santa Rosa. Item Sistema 1 Sistema 2 Sistema 3 Sistema 4 Sistema 5 Sistema 6 Estimativa de custo de implantação (US$) 95.066,07 40.320,97 294.917,14 55.399,56 24.719,88 41.055,03 Estimativa de custo de operação e manutenção (US$) 33.527,81 9.129,48 146.870,07 14.342,23 2.890,17 9.479,39 Custo total do sistema (US$) 128.593,88 49.450,45 441.787,21 69.741,78 27.610,06 50.534,42 Estimativa DBO efluente (mg/l) 10 20 24 28 37 32 Eficiência do sistema (%) 97% 94% 93% 92% 90% 91% Área total requerida (m²) 53 186 57 73 366 162 Fonte: estimativa do custo de implantação calculados pela última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009) e estimativa DBO efluente com base em Von Sperling (2006) A seguir, são apresentadas as principais características dos sistemas e unidades de tratamento utilizadas no modelo. Destaca-se que o conceito utilizado por Oliveira (2004) para a seleção dos tipos de estação de tratamento foi o crescente emprego com sucesso da associação Página 101 de 189 de sistemas anaeróbios seguidos de aeróbios. 6.2.4.1 Sistema 1 - UASB + Lodos Ativados Este sistema possui a melhor estimativa de remoção de DBO do afluente, mas possui operação complexa. Von Sperling (2006), elenca as seguintes vantagens para o sistema de UASB seguido de lodos ativados: maior independência das condições climáticas; reduzidas possibilidades de maus odores; menor área dentre todos os sistemas; e satisfatória resistência a variações de cargas. As desvantagens são: introdução de equipamentos; aumento do nível de sofisticação; requisitos de energia relativamente elevados; e necessária remoção contínua ou periódica de lodo. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 5. Figura 5 – UASB + Lodos Ativados. Fonte: Von Sperling, 2006; apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009) 6.2.4.2 Sistema 2 - UASB + Lagoa facultativa Este sistema, que possui um reator em seu processo de tratamento, geralmente exige um tempo de detenção hidráulica relativamente alto, mas pode ser considerado adequado para locais com pouco terreno disponível. Segundo Von Sperling (2006), as principais vantagens do Página 102 de 189 sistema de UASB seguido de lagoa facultativa são: maior eficiência na remoção de DBO; menores requisitos de área; baixos custos de implementação e operação; tolerância a afluentes bem concentrados; reduzido consumo de energia; possibilidade de uso energético do biogás; e baixíssima produção de lodo. As desvantagens são: baixa eficiência na remoção de coliformes; possibilidade de geração de efluente com aspecto desagradável; e relativamente sensível a variações de cargas e compostos tóxicos. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 6. Figura 6 – UASB + Lagoa facultativa. Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009) 6.2.4.3 Sistema 3 - UASB + Filtro Biológico Esse arranjo de sistema de tratamento de esgoto possui uma das melhores estimativas de DBO efluente. Von Sperling (2006), elenca as seguintes vantagens para o sistema de UASB seguido de filtro biológico: maior independência das condições climáticas; reduzidas possibilidades de maus odores; menor área dentre todos os sistemas; e satisfatória resistência a variações de cargas. As desvantagens são: introdução de equipamentos; aumento do nível de sofisticação; requisitos de energia relativamente elevados; e necessária remoção contínua ou periódica de lodo. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 7 . Página 103 de 189 Figura 7 – UASB + Filtro Biológico. Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009) 6.2.4.4 Sistema 4 - UASB + Lagoa aerada e de decantação Este sistema possui algumas semelhanças com o sistema composto por UASB seguido de lodos ativados, porém com redução do consumo de concreto e com efluente final de baixa concentração de DBO. Von Sperling (2006), elenca as seguintes vantagens para o sistema de UASB seguido de lagoa aerada e de decantação: maior independência das condições climáticas; reduzidas possibilidades de maus odores; menor área dentre todos os sistemas; e satisfatória resistência a variações de cargas. As desvantagens são: introdução de equipamentos; aumento do nível de sofisticação; requisitos de energia relativamente elevados; e necessária remoção contínua ou periódica de lodo. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 8. Página 104 de 189 Figura 8 – UASB + Lagoa aerada e de decantação Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009) 6.2.4.5 Sistema 5 - Lagoa anaeróbia + Lagoa facultativa Também conhecido como sistema australiano, esse arranjo de sistema de tratamento de esgoto apesar de apresentar uma eficiência satisfatória, necessita de uma área para implantação maior do que os outros arranjos. Segundo Von Sperling (2006), as principais vantagens do sistema de lagoa anaeróbia seguida de lagoa facultativa são: construção, operação e manutenção simples; ausência de equipamentos mecânicos e contratação de técnicos especialistas; remoção de lodo após 20 anos; e requisitos energéticos praticamente nulos. Como desvantagens o autor cita: elevados requisitos de área; possibilidade de maus odores; dificuldades em satisfazer padrões de lançamento restritivos; eficiência variável conforme as condições climáticas; e necessário afastamento mínimo de 600m de residências circunvizinhas. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na Figura 9. Página 105 de 189 Figura 9 – Lagoa anaeróbia + Lagoa facultativa. Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009) 6.2.4.6 Sistema 6 - Lagoa anaeróbia + Lagoa aerada e de decantação Este sistema é uma adaptação do sistema de lagoa anaeróbia seguida de lagoa facultativa e tem como objetivo reduzir a área de implantação, introduzindo aeração. Von Sperling (2006), elenca as seguintes vantagens para o sistema de lagoa anaeróbia seguida de lagoa aerada e de decantação: maior independência das condições climáticas; reduzidas possibilidades de maus odores; e satisfatória resistência a variações de cargas. As desvantagens são: introdução de equipamentos; aumento do nível de sofisticação; requisitos de energia relativamente elevados; e necessária remoção contínua ou periódica de lodo. O fluxograma deste sistema pode ser visualizado na figura abaixo. Figura 10 – Lagoa anaeróbia + Lagoa aerada e de decantação. Fonte: Von Sperling (2006) apud última versão do modelo ETEx (OLIVEIRA, 2004; LEONETI, 2009) Página 106 de 189 6.2.4.7 Sistemas baseados em tecnologias disponiveis no Manual de Saneamento elaborado pela FUNASA e normas técnicas da ABNT para tratamento de esgotos em comunidades O Manual de Saneamento elaborado pela FUNASA (FUNASA, 2015) e as normas técnicas da ABNT (ABNT 1993 e 1997) apresentam sistemas novos ou modificados e sua aplicação prática em comunidades isoladas. As soluções aqui apresentadas possuem implantação, funcionamento e operação simplificados, capazes de garantir uma remoção eficaz de matéria orgânica do esgoto a baixo custo. Algumas dessas alternativas de tratamento têm sido usadas frequentemente em comunidades isoladas, possuindo respaldo técnico de pesquisas desenvolvidas em centros de pesquisas, universidades, prefeituras e ONGs. Para a escolha da tecnologia mais adequada às condições existentes, foi criado um fluxograma simplificado como subsídio à tomada de decisão (Figura 17), considerando o tipo de esgoto a ser tratado (ex.: águas cinzas, águas de vaso sanitário, esgoto doméstico ou esgoto misto) e diversas opções de tecnologias de tratamento possíveis para cada caso. A cada pergunta feita, a resposta (SIM ou NÃO) leva a uma nova pergunta ou à sugestão de uma tecnologia. Para cada tecnologia sugerida, há uma Ficha de Tratamento de Esgoto correspondente (Fichas T01 a T15), com detalhes de construção e funcionamento, imagens da sua aplicação, desenhos esquemáticos dos sistemas e referências bibliográficas. O fluxograma a seguir resume as principais características das tecnologias, comparando-as. Figura 11 – Fluxograma para escolha da tecnologia para tratamento de esgoto doméstico em comunidades isoladas. Fonte: FUNASA (2015) Página 107 de 189 Página 108 de 189 Quadro 41 – Síntese das principais características das quinze tecnologias selecionadas para o tratamento de esgoto de comunidades isoladas. Fonte: FUNASA (2015) Página 109 de 189 6.2.5 Definição de alternativas técnicas de engenharia para atendimento da demanda calculada O Município de Vale do Paraíso, não possui sistema de esgotamento sanitário. Para Sede Municipal e para o Distrito Santa Rosa, os sistemas a serem implantados deverão contar basicamente com os seguintes componentes: ● Ligações domiciliares; ● Rede coletora; ● Interceptores; ● Coletores tronco; ● Linha de recalque; ● Estação elevatória de esgoto; ● Estação de Tratamento de Esgotos; ● Emissário; ● Corpo Receptor; ● Estruturas complementares; De acordo com levantamento realizado no Quadro 41, o sistema 5 – Lagoa anaeróbia seguido de lagoa facultativa, foi o que apresentou menor custo de instalação e manutenção, entretanto requer maior área e possui menor eficiência na remoção de carga orgânica, já o sistema 1 – apresentou maior eficiência e requer menor área, porém apresenta maior custo de instalação e de manutenção, bem como maior complexidade operacional. Ressalta-se que a tecnologia de tratamento de esgoto a ser definida, deverá ter eficiência de tratamento de acordo com a capacidade de autodepuração do corpo receptor dos esgotos tratados. Para o Distrito Santa Rosa, a solução mais apropriada seria o Sistema 2 - UASB + Lagoa facultativa, visto que o custo se apresenta mais adequado à realidade do núcleo urbano e ao número de habitantes no final do plano. Além disso, há o aspecto de maior simplicidade operacional, baixo requerimento de equipamentos e respectiva manutenção e, destacadamente baixo consumo de energia. Para os domicílios dispersos da zona rural, recomenda-se a utilização de sistemas individuais com custo de implantação baixo e de fácil manutenção, de acordo com a realidade da residência, conforme fluxograma apresentado na Figura 11. Salienta-se que a população interessada deve ser assistida por um programa institucionalizado de assistência técnica e de educação sanitária e ambiental que os oriente minimamente a lidar com essas soluções. Página 110 de 189 6.2.6 Melhorias sanitárias domésticas 6.2.6.1 Comparação das alternativas de tratamento dos esgotos sanitários: se centralizado ou se descentralizado, justificando a abordagem selecionada Considerando que 246 dos 10.684 domicílios do Município de Vale do Paraíso(IBGE, 2010), não possuíam nem banheiro nem sanitário, sugere-se, mediante o uso do manual criado pela Funasa, expor todos os aspectos essenciais para a elaboração de propostas para o programa de melhorias sanitárias1 . O Programa de melhorias sanitárias domésticas tem os seguintes objetivos: I. Implantar soluções individuais e coletivas de pequeno porte, com tecnologias apropriadas; II. Contribuir para a redução dos índices de morbimortalidade provocados pela falta ou inadequação das condições de saneamento domiciliar; III. Dotar os domicílios de melhorias sanitárias, necessárias à proteção das famílias e à promoção de hábitos higiênicos; e IV. Fomentar a implantação de oficina municipal de saneamento. No tópico que trata dos Sistemas para destinação de águas residuais são detalhados algunstipos de tratamento e destinação de águas residuais. De modo que a escolha da tecnologia a ser implantada em cada domicílio deverá levar em consideração as características locais, principalmente aquelas relacionadas à constituição do solo e ao espaço físico disponível. A ligação intradomiciliar de esgoto é recomendada para localidades dotadas de rede coletora de esgoto próxima ao domicílio, devidamente interligada à estação de tratamento de esgoto – ETE, conectando a caixa de inspeção, que reúne as tubulações dos utensílios sanitários, à rede existente. É importante observar as normas do operador do sistema de esgotamento sanitário, para a correta ligação intradomiciliar (Figura 12). 1 Disponível em http://www.funasa.gov.br/melhorias-sanitarias-domiciliares. Página 111 de 189 Figura 12 – Esquema da ligação domiciliar de esgoto. Fonte: Fundação Nacional de Saúde(FUNASA (2014). No caso da utilização de Tanque séptico + filtro biológico no tratamento complementar, busca-se garantir melhor qualidade ao efluente que será disposto em solo. Deste modo, a combinação do tanque séptico e filtro biológico (sistema fossa/filtro) apresenta-se como a tecnologia mais indicada para o tratamento sanitário domiciliar na ausência de rede coletora de esgoto próxima ao domicílio (Figura 13). Figura 13 – Sistema combinado tanque séptico/filtro biológico. Fonte: Fundação Nacional de Saúde FUNASA (2014). Em terrenos que ficam temporariamente ou sempre encharcados, recomenda-se a utilização de tanque séptico em material pré-fabricado, tipo polietileno, fibra de vidro, entre outros. As dimensões do tanque séptico poderão variar em função do número de moradores do domicílio. Outras informações necessárias à elaboração do projeto técnico, à construção e à Página 112 de 189 operação do tanque séptico estão disponíveis na norma técnica NBR 7.229/1993. Antes de entrar em funcionamento, o tanque séptico deve ser submetido ao ensaio de estanqueidade, realizado após ele ter sido saturado por, no mínimo, 24h, conforme NBR 7.229/1993. O Sumidouro é outro sistema complementar para destinação de águas residuais recomendado pelo “Manual de Orientações Técnicas para Elaboração de Projeto de Melhorias Sanitárias Domiciliares” (FUNASA, 2014). Sendo um poço escavado no solo, destinado à disposição final do efluente tratado em tanque séptico/filtro biológico, devendo ser revestido internamente e tampado, contendo sempre dispositivo de ventilação. É um poço seco, não impermeabilizado, que orienta a infiltração de água residuária no solo (NBR 7229/1993). Devendo ser revestido com alvenaria em crivo ou anéis de concreto furados (Figura 14). Figura 14 – Esquema do sumidouro. Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014). Temos ainda, as valas de infiltração e as valas de filtração. As valas de infiltração são valas escavadas no solo, próximo à superfície, não impermeabilizadas, destinadas à disposição final do efluente tratado em tanque séptico/filtro biológico, sob o solo, sem o contato com as pessoas e animais. São utilizadas geralmente quando o lençol freático é bastante raso, não sendo possível o uso de sumidouros (Figura 15). Página 113 de 189 Figura 15 – Esquema de vala de infiltração. Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014). Enquanto que as valas de filtração são preenchidas com pedras, areia ou carvão, onde o efluente tratado no tanque séptico/filtro biológico é lançado por gravidade, por meio de tubulação perfurada. O efluente percola pela vala de filtração e passa por processo de filtragem biológica aumentando assim o tratamento do efluente. Esse sistema é indicado para locais onde o solo é pouco permeável e o lençol freático é raso (Figura 16). Figura 16 – Esquema de vala de filtração Fonte: Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2014). A forma e o tamanho das valas de filtração ou infiltração serão definidos em função do tipo de solo e quantidade de pessoas que moram no domicílio. O sistema com tanque de evapotranspiração utilizando bananeiras, conhecido também Página 114 de 189 como “Fossa Verde”, reaproveita o efluente gerado nos utensílios sanitários por meio de um processo de biorremediação. Consiste em um tanque construído em alvenaria, ferro cimento ou outro material que impermeabilize o tanque, no seu interior utiliza-se estrutura em tijolos furados, em forma de câmara, de modo que o efluente percola por esta câmara, saindo pelos furos até atingir o material filtrante e na parte superior do tanque, sob o solo, devem ser plantados alguns cultivares que funcionam como zona de raízes, tais como banana, tomate, pimenta, etc., podendo ser consumidas sem prejudicar a saúde (Figura 17). Figura 17 – Tanque de evapotranspiração. Fonte: Fundação Nacional de Saúde FUNASA (2014). Após o tratamento do esgoto doméstico no tanque séptico/filtro biológico ou na “Fossa Verde”, o efluente tratado pode ser destinado à irrigação, por meio de tubulação sob o solo, sem permitir o contato com pessoas e animais, portanto, é possível o reaproveitamento das águas servidas, principalmente na área rural, visto que a disponibilidade de água é restrita ao uso doméstico e a quantidade de chuva durante o período de seca (estiagem) muitas vezes é insuficiente para viabilizar a irrigação de culturas (pomares) ou até pastagens. Após a análise do melhor sistema, de acordo com cada realidade local, recomenda-se uma ação conjunta e cooperada entre os entes federais e beneficiários, tanto no âmbito financeiro quanto no âmbito técnico, analisando a possibilidade de se buscar recursos não onerosos para a execução desses sistemas de maneira individual ou coletiva. O sistema de lagoa anaeróbia e lagoa facultativa já implantado no município apresenta as seguintes vantagens e desvantagens: Página 115 de 189 a) Vantagens do sistema de lagoa anaeróbia e lagoa facultativa ● Satisfatória eficiência na remoção de DBO; ● Eficiência na remoção de patógenos; ● Construção, operação e manutenção simples; ● Reduzidos custos de implantação e operação; ● Ausência de equipamentos mecânicos; ● Requisitos energéticos praticamente nulos; ● Satisfatória resistência a variações de carga; ● Remoção de lodo necessária apenas após tempo > 20 anos. b) Desvantagens do sistema de lagoa anaeróbia e lagoa facultativa ● Elevados requisitos de área; ● Dificuldade em satisfazer padrões mais restritivos de lançamento; ● A simplicidade operacional pode trazer o descaso com a manutenção (crescimento da vegetação); ● Possível necessidade de remoção de algas dos efluentes para o cumprimento de padrões mais rigorosos; ● Performance variável com as condições climáticas (temperatura e isolação); ● Possibilidade de crescimento de insetos. Esse sistema deve funcionar com eficiência superior a 85% na remoção da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO5). O fator que contribui para adoção desse sistema na Região Norte do Brasil são as elevadas temperaturas durante todo o período anual, além da facilidade em encontrar áreas disponíveis, nas proximidades das zonas urbanas dos municípios com custo de aquisição relativamente baixo por parte das municipalidades. Para as demais localidades: Distrito Santa Rosa e demais localidades da zona rural Página 116 de 189 atualmente são adotados Soluções Alternativas Individuais que não se apresentam eficientes nem eficazes para o tratamento dos esgotos sanitários produzidos, uma vez que sua destinação em fossas negras tem ocasionado a poluição dos lençóis freáticos subsuperficiais e dos mananciais hídricos que cortam as localidades. Em contrapartida, a adoção de Fossas Sépticas Biodigestoras se revela a alternativa mais viável para pequenas localidades, na medida que o sistema permite dispor de área pequena para construção e também se apresenta como vantajoso sobre a ótica de menor custo de instalação (menos escavação e menos elevação) e possui boa eficiência de tratamento o que repercute positivamente com a menor poluição do lençol freático. c) Vantagens da adoção de fossas sépticas biodigestoras ● Configuração simples; ● Câmaras que possibilitam maior contato entre microrganismos e substratos; ● Baixo custo de construção; ● Não há necessidade de equipamentos como agitadores; pequenas profundidades para o reator (caixa d’água); ● Não há necessidade de dispositivos de separação gás/líquido/sólido; ● Em virtude de sua configuração, o arraste de microrganismos é reduzido sendo favorecida a formação de grânulos; ● Possuem tempo de retenção relativamente baixo; ● Podem ser operados durante longos períodos de tempo sem descarte do lodo; ● Suportam dejetos com altas e baixas concentrações de DBO; ● Elevado volume útil; sem consumo de energia elétrica; ● Não utilização de equipamentos onerosos; ● Possibilidade de operação intermitente. Página 117 de 189 d) Desvantagens da adoção de fossas sépticas biodigestoras ● Produção de efluente com baixa qualidade visual; ● Possibilidade de produção de odores; necessidade de pós-tratamento; ● Partida lenta; ● Efluente com baixa quantidade de oxigênio dissolvido; ● Remoção insatisfatória de nitrogênio, fósforo e organismos patogênicos. Estas desvantagens são inerentes ao próprio processo anaeróbio e não representam um problema, pois o efluente final não será descartado em corpos d’água, mas usado como fertilizante agrícola. 6.3 Drenagem e manejo de águas pluviais Como a drenagem de águas pluviais urbanas é uma matéria de natureza eminentemente ambiental, uma vez que opera com impactos ambientais de natureza física e que são diretamente relacionados com a frequência e a intensidade de precipitação pluviométrica, com a taxa de impermeabilização do solo nos perímetros urbanos das cidades, com a falta de instalação de equipamentos e infraestruturas de microdrenagem conjuntamente a realização de obras de pavimentação asfáltica e com a falta de instalação de obras de macrodrenagem e em certos casos a falta de instalação de bacias de detenção (piscinões), faz-se essencial propor medidas mitigadoras que possam, quer individualmente ou no conjunto, contribuir para atenuar os impactos negativos dessas intensas precipitações de águas pluviais, tão comuns e cada vez mais intensas. As medidas de controle de escoamento na fonte e de tratamento de fundos de vale analisadas, os princípios e as diretrizes para os programas, projetos e ações da drenagem e de manejo de águas pluviais urbanas no Município de Vale do Paraíso São: ● Disponibilizar o sistema de drenagem em as áreas urbanas e alternativas para regiões isoladas; ● Garantir a segurança, a qualidade e a regularidade na prestação dos serviços; Página 118 de 189 ● Utilizar métodos e tecnologias apropriadas considerando as peculiaridades individuais locais, as possibilidades econômicas do município e a adoção de soluções gradativas; ● Preservar as condições hidrológicas da bacia hidrográfica urbana através da redução do lançamento de deflúvios, com emprego de técnicas compensatórias de retenção e detenção e de preservação de áreas permeáveis para controle do escoamento superficial; ● Vincular as propostas para o sistema de drenagem às políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de proteção ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator determinante; ● Proteger os corpos d’água, através do controle de processos erosivos, de eventos como a produção de sedimentos e de assoreamento; ● Proteger e conservar áreas de preservação permanente; ● Controlar a manutenção, a fiscalização e o monitoramento do sistema; ● Dispor de sistemas de informações confiáveis, institucionalizados, o que confere transparência a ações dele dependentes; ● Envolver a população nastomadas de decisão, por meio da participação pública e da educação ambiental em todos os níveis de educação formal e informal. 6.3.1 Diretrizes para reduzir o assoreamento de cursos d’água e de bacias de detenção Quanto a essa questão vale frisar que para reduzir o assoreamento dos cursos d'água e das bacias naturais de detenção é essencial agir não somente no perímetro urbano das cidades como também nas zonas rurais de seu entorno, ou melhor dizendo, em toda a microbacia hidrográfica de cada manancial hídrico superficial de importância, haja vista que a própria academia e a ciência de solos ensina que para reduzir movimentação de solos, erosão, assoreamento de corpos hídricos, deslizamentos e soterramentos é necessário estabelecer e implementar uma Política de Conservação de Solos que, a priori, não respeita os limites físicos impostos pela divisão política administrativa dos entes confederados. Página 119 de 189 Entretanto os limites impostos pela natureza e pelas ciências naturais precisam ser respeitados, de tal sorte que para tratar e remediar os processos maléficos da movimentação de solos nas encostas e interflúvios das superfícies topo geomorfológicas faz-se oportuno tratar as unidades de planejamento como bacias hidrográficas de tal modo que um dado terraço ou sequência de terraços ao ser construído não pode e nem deve ter sua extensão circunscrita aos limites das propriedades rurais, ou mesmo das divisas entre municípios, mas deve se estender por todo o contorno iso altimétrico da encosta ou do interflúvio, sempre observando o fluxo natural das águas e a bacia de acumulação a que aquela dada superfície se insere. Dessa forma é possível estabelecer os mecanismos de atenuação necessários e suficientes para deter a força desagregadora da movimentação dos solos resultante do impacto das gotas das chuvas que desagregam a sua estrutura e da força da energia cinética dos volumes caudalosos das enxurradas sendo arrastados morro abaixo, carregando e potencializando o efeito erosivo do fluxo descendente das águas. Para tanto, além da política de conservação de solos por microbacia hidrográfica que prevê o plantio em nível e a construção de terraços (plataformas em nível que detém as águas das enxurradas quebrando paulatinamente a sua velocidade de deslocamento), torna-se imprescindível reflorestar e proteger com o plantio de plantas perenes as margens dos rios (matas ciliares) e aqueles pontos mais íngremes e declivosos do terreno. Nas cidades é preciso construir uma rede eficiente de microdrenagem em toda a malha urbana de pavimentação asfáltica, dotada de meio fio, sarjeta, bocas de lobo e caixas coletoras que, uma vez mantidas em bom estado de conservação, possam coletar e canalizar as águas pluviais que escorrem nos logradouros públicos urbanos, por força da alta taxa de impermeabilização que é imposta ao solo urbano pelas obras de urbanização, para lagoas de detenção (piscinões) ou para os dispositivos de macrodrenagem projetados, retificados e edificados para receber e escoar com a rapidez necessária os excedentes das águas pluviais urbanas até as estruturas de drenagem natural da superfície dos vales que entrecortam o perímetro urbano da cidade de Vale do Paraíso. Na Figura 18 é apresentado o exemplo de um bueiro danificado, potencialmente comprometendo a microdrenagem urbana. Página 120 de 189 Figura 18 – Bueiro danificado no município de Vale do Paraíso Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). 6.3.2 Diretrizes para reduzir o lançamento de resíduos sólidos nos corpos d’água Para mitigar o lançamento de resíduos sólidos nos corpos d'água é preciso melhorar a gestão de resíduos sólidos no perímetro urbano da cidade de Vale do Paraíso, atividade que só se tornará possível se houver uma substantiva melhoria no processo de coleta de resíduos sólidos domiciliares, nos procedimentos de limpeza pública urbana, da implantação da coleta seletiva, mas, sobretudo, no processo de conscientização da população por intermédio da educação sanitária ambiental realizada de forma sistemática, persistente e contínua, uma vez que só dessa forma poder-se-á ao longo do tempo mudar o comportamento da população. Para isso devem ser previstos no bojo de programas específicos uma série de componentes que juntos são capazes de resultar nos objetivos esperados. Os quadros a seguir sistematizam as principais diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas para o município de Vale do Paraíso para as demais localidades e Núcleo urbanos. Quadro 42 – Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas na sede do Município Principais impactos Medidas Mitigadoras Início ou Aceleração de Processos Erosivos •Efetuar proteção do solo e execução de obras de drenagem; •Elaborar e executar projeto de estabilização de taludes; •Monitorar a drenagem de forma a torná-la eficiente; • Criação de canais junto ao meio fio com capacidade de reter as águas que vem de cotas superiores. Contaminação do Solo por Produtos Químicos, Combustíveis, Óleos e Graxas • Instalar redes de drenagem e sistemas de tratamento de efluentes; • Uso de procedimentos operacionais, “check-lists”, planos de contingência e outros meios de gerenciamento de risco para prevenção de acidentes e minimização das devidas consequências; • Substituir fertilizantes e pesticidas por biopesticidas; Página 121 de 189 • Usar uma bandeja para aparar vazamentos de óleo de motor. Inundações, alagamentos e enchentes (residências próximas a fundos de vale) • Preservar cobertura vegetal, garantindo a manutenção de um balanço hidrológico equilibrado; • Projetar e dimensionar sistema de drenagem adequada de acordo com métodos conhecidos, aperfeiçoar, detalhar levantamentos topográficos. Alteração da qualidade de águas superficiais e subterrâneas • Promover a separação dos resíduos gerados, utilizar banheiros químicos para o descarte adequado dos efluentes sanitários; • Adotar Programa de Gestão Ambiental da Fase Construtiva; • Realizar monitoramento da Qualidade da Água superficial: - Implantação e operação da ETE; - Promover o monitoramento da qualidade da água superficial. Redução da permeabilidade do solo, com a construção civil e área de trânsito e manobras asfaltadas • Implantar área de drenagens naturais (valas de drenagem) ao longo da propriedade que permitem a absorção da água de forma lenta e gradual. Alteração da drenagem existente • Executar do Projeto de Terraplenagem na implantação: • Utilizar de elementos de redução de velocidade de fluxo e de sedimentação (barreiras para areia e valas de infiltração). • Aplicar de diretrizes do Plano de Controle de Águas de Chuva na fase de operação: •Realizar manutenção dos dispositivos de drenagem; • Restaurar mata ciliar. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Quadro 43 – Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas no Distrito Santa Rosa Principais impactos Medidas Mitigadoras Início ou Aceleração de Processos Erosivos • Proteção do solo e execução de obras de drenagem; • Projeto de estabilização de taludes; • Execução de drenagem eficiente; • Implantação de sistemas provisórios de drenagem; • Execução de revestimento vegetal de taludes. Assoreamento do sistema de macrodrenagem natural • Projetar e dimensionar de acordo com métodos conhecidos sistema de escoamento de água através de valas de drenagem em toda a extensão do limite do Núcleo urbano, buscando ordenar o escoamento natural das águas para que o solo possa absorver gradualmente o fluxo; • Colocar barreiras para que os sedimentos não se acumulem rapidamente sobre elas; • Preservar a região e as matas do entorno, já que, como dito anteriormente, elas barram a entrada de sedimentos nos rios e conservam o solo das margens, evitando erosões fluviais. Interrupção ou desvio do fluxo natural dos recursos hídricos • Projetar e dimensionar de acordo com métodos conhecidos sistema de escoamento de água através de valas de drenagem em toda a extensão do limite da propriedade, buscando ordenar o escoamento natural das águas para que o solo possa absorver gradualmente o fluxo. A preocupação da ação mitigadora está em não interromper o fluxo natural da água. Morfologia do solo indicando alagamentos • Desenvolver drenagem eficiente, utilizar valas de drenagem com vegetação compatível para impulsionar a drenagem e manter o equilíbrio hidrológico local. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). Página 122 de 189 Quadro 44 – Diretrizes e medidas mitigadoras a serem implantadas nas demais localidades rurais Principais impactos Medidas Mitigadoras Início ou Aceleração de Processos Erosivos • Proteção do solo e execução de obras de drenagem; • Projeto de estabilização de taludes; • Execução de drenagem eficiente; • Implantação de sistemas provisórios de drenagem; • Execução de revestimento vegetal de taludes. Assoreamento do sistema de macrodrenagem natural • Projetar e dimensionar de acordo com métodos conhecidos sistema de escoamento de água através de valas de drenagem em toda a extensão do limite do assentamento, buscando ordenar o escoamento natural das águas para que o solo possa absorver gradualmente o fluxo; • Colocar barreiras para que os sedimentos não se acumulem rapidamente sobre elas; • Preservar a região e as matas do entorno, já que, como dito anteriormente, elas barram a entrada de sedimentos nos rios e conservam o solo das margens, evitando erosões fluviais. Interrupção ou desvio do fluxo natural dos recursos hídricos • Projetar e dimensionar de acordo com métodos conhecidos sistema de escoamento de água através de valas de drenagem em toda a extensão do limite da propriedade, buscando ordenar o escoamento natural das águas para que o solo possa absorver gradualmente o fluxo. A preocupação da ação mitigadora está em não interromper o fluxo natural da água. Alteração da qualidade de águas superficiais e subterrâneas • Adotar Programa de Gestão Ambiental da Fase Construtiva; • Adotar do Programa de Educação Ambiental; • Realizar monitoramento da qualidade da Água superficial. • Construção de Fossas Sépticas Econômicas Biodigestoras para o descarte adequado dos efluentes sanitários; • Promover o monitoramento da Qualidade da Água superficial. Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA TED 08/2017 (2021). 6.3.3 Diretrizes para o controle de escoamento na fonte O controle de escoamento na fonte pode ser realizado através de diversos dispositivos que objetivam reconstituir as condições pré-ocupação. Os dispositivos aumentam a área de infiltração através de valos, bacias de infiltração, trincheiras de infiltração, pavimentos permeáveis e mantas de infiltração. Também é possível armazenar temporariamente a água em reservatórios locais. O quadro a seguir relaciona alguns dispositivos com as suas características, suas vantagens e desvantagens e as condicionantes físicas para a utilização da estrutura. Página 123 de 189 Quadro 45 – Dispositivos de controle na fonte Dispositivo Características Vantagens Desvantagens Condicionantes físicas para a utilização da estrutura Valos de infiltração com drenagem Gramados, áreas com seixos ou outro material que permita a infiltração natural Permite infiltração de parte da água para o subsolo. Planos com declividade maior que 0,1% não devem ser usados; o transporte de material sólido para a área de infiltração pode reduzir sua capacidade de infiltração Profundidade do lençol freático no período chuvoso maior que 1,20 m. A camada impermeável deve estar a mais de 1,20 m de profundidade. A taxa de infiltração do solo quando saturado é maior que 7,60 mm/h. Valos de infiltração sem drenagem Gramados, áreas com seixos ou outro material que permita a infiltração natural Permite a infiltração da água para o subsolo. O acúmulo de água no plano durante o período chuvoso não permite o trânsito sobre a área. Planos com declividade que permita escoamento para fora do mesmo. Pavimento permeável Superfícies construídas de concreto, asfalto ou concreto vazado com alta capacidade de infiltração Permite a infiltração da água para o subsolo. Não deve ser utilizado para ruas com tráfego intenso e/ou de carga pesada, pois a sua eficiência pode diminuir. Poços de Infiltração, trincheiras de infiltração e bacias de percolação Volume gerado no interior do solo que permite armazenar a água e infiltrar Redução do escoamento superficial e amortecimento em função do a Redução do escoamento superficial e amortecimento em função do armazenamento Pode reduzir a eficiência ao longo do tempo dependendo da quantidade de material sólido que drena para a área. Profundidade do lençol freático no período chuvoso maior que 1,20 m. A camada impermeável deve estar a mais de 1,20 m de profundidade. A taxa de infiltração de solo saturado deve ser maior que 7,60 mm/h. Bacias de percolação a condutividade hidráulica saturada maior que 2.10-5 m/s. Fonte: DORNELLES (2016) Como diretrizes para o controle do escoamento para o município de Vale do Paraíso É interessante destacar que é necessário: ● Integrar os procedimentos da limpeza pública com a manutenção dos dispositivos de infiltração nas vias. Isto inclui: limpeza dos sistemas de infiltração, manutenção das vias, dos dispositivos e dos cursos d’água, varrição de ruas, coleta de resíduos sólidos; Página 124 de 189 ● Adotar a fiscalização de empreendimentos que realizam o uso e o armazenamento de substâncias tóxicas de modo a evitar o contato das mesmas com a água, tais como: postos de combustíveis, oficinas, usinas de reciclagem de produtos, hospitais; ● Controlar a ocorrência de ligações clandestinas de esgoto, por meio da adoção de medidas preventivas que envolvem o estabelecimento de normas de controle e fiscalização periódica “in loco”. Um dos principais fatores de degradação da qualidade da água nos corpos d’água urbanos está relacionado ao lançamento de esgotos domésticos na rede de drenagem. Neste ínterim, no propósito de evitá-la, propõe-se: ● Promover a Educação Sanitária da população através de programas educativos que abrangem, por exemplo, mesas-redondas, debates, campanhas e distribuição de material informativo, visando o envolvimento da comunidade com a questão, o incentivo à participação na tomada de decisões e na manutenção do sistema e a mudança nos padrões de conduta não sustentáveis do uso da água; ● Desenvolver o Plano Diretor de Drenagem Urbana – PDDU (a cargo da Secretaria de Planejamento do município), para possibilitar a implantação efetiva de medidas sustentáveis de controle de cheias urbanas. Os Planos PMSB e o PDDU são instrumentos que estabelecem regras que visam o controle e a prevenção, combinando medidas não estruturais e estruturais nos cenários de ocupação atual e futura; instituem diretrizes que norteiam o arranjo e a distribuição dos lotes, além de estabelecer o uso de dispositivos de retenção de água e de estímulo induzido de infiltração de água o mais próximo possível de sua fonte (ou seja, quanto menor distância a água percorrer sob a forma de enxurradas, menos prejuízo ao patrimônio, a saúde das pessoas e ao meio ambiente ela ocasionará). Observada as propostas devem-se levar em consideração outras medidas complementares para os Distrito Santa Rosa e demais localidades rurais: ● Recuperação da vegetação ciliar na zona rural notadamente ao longo dos trechos dos cursos d’água situados nos Núcleo urbanos; Página 125 de 189 ● Criação de parques públicos para o uso como áreas de lazer e de contemplação que, além de retardar o escoamento e melhorar a qualidade das águas, impedem a ocupação irregular das áreas ribeirinhas; ● Revitalização de trechos de córregos sujeitos a erosão, com a recomposição de matas ciliares; ● Sugere-se um programa de Conservação do solo e da água e proteção e recuperação de nascentes e de matas ciliares. 6.3.4 Diretrizes para o tratamento de fundos de vale O fundo de vale é o ponto mais baixo de um relevo acidentado, por onde escoam as águas das chuvas. Nele, forma-se uma calha que recebe a água proveniente de todo seu entorno e de calhas secundárias. De acordo com Porto Alegre (2005), as inundações ocorrem, principalmente, pelo processo natural, no qual o rio ocupa o seu leito maior, de acordo com os eventos chuvosos extremos. Este tipo de inundação é decorrência do processo natural do ciclo hidrológico. Os impactos sobre a população são causados principalmente pela ocupação inadequada do espaço urbano (Figura 19). Figura 19 – Características das alterações com a urbanização. Fonte: PORTO ALEGRE (2005) Os fundos de vale acabam se tornando locais problemáticos nas cidades, virando um risco para a população. As inundações, além dos prejuízos sociais e econômicos, são Página 126 de 189 responsáveis por doenças infectocontagiosas de veiculação hídrica, visto que os fundos de vale acabam degradados nas intervenções urbanas, com o lançamento de esgoto, a retirada da vegetação, a movimentação de terra e a ocupação intensiva do solo. O tratamento dos fundos de vale tem como objetivo de reabilitar, renaturalizar ou revitalizar. Segundo as definições de Bof (2014): ● Reabilitação é o esforço de estabelecer melhorias nas condições urbanas e/ou ambientais. ● A Renaturalização é o esforço de estabelecer condições naturais, não necessariamente àquelas originais do corpo hídrico. ● Revitalização é o esforço de estabelecer melhorias nas condições urbanas e ambientais, buscando um equilíbrio. ● Recuperação é um termo geral para incluir todos os anteriores, qualquer tipo de esforço visando melhorias será considerado um esforço de recuperação. Para impedir a ocupação de áreas ribeirinhas, sugere-se o zoneamento. Onde, o objetivo, é disciplinar a ocupação do solo visando minimizar o impacto devido às inundações. A metodologia consiste em definir faixas onde são definidos condicionantes desta ocupação. Os critérios de ocupação devem ser introduzidos no Plano Diretor Urbano da cidade ou na Lei de diretrizes urbanas e os dados necessários para a realização são a topografia da cidade e os níveis de inundações na cidade. As faixas utilizadas são, conforme a Figura 20: a zona de passagem da inundação (1), a zona com restrição (2) e a zona de baixo risco (3). A primeira zona possui função hidráulica, sendo esta considerada área de preservação permanente e não deve ser ocupada. A zona com restrições tende a ficar inundadas mas, devido às pequenas profundidades e baixas velocidades, não contribuem muito para a drenagem da enchente, tendo como uso: parques e atividades recreativas; agrícola; industrial e comercial, como áreas de carregamento, de estacionamento e de armazenamento de equipamentos ou maquinaria facilmente removível ou não sujeitos a danos de cheia. Página 127 de 189 Figura 20 – Faixas de ocupação Fonte: Maestri (2017). 6.3.5 Análise da necessidade de complementação do sistema com estruturas de micro e macrodrenagem, sem comprometer a concepção de manejo de águas pluviais Ante a alteração do equilíbrio natural antes mencionado, resta aos planejadores no bojo do processo de elaboração do Plano Diretor de Drenagem do município (PDDU) e dos consequentes projetos de engenharia que possam vir a detalhar as suas ações, buscar mecanismos para restabelecer esse equilíbrio outrora presente e agora alterado, por intermédio da realização de intervenções dentre as quais pode-se citar: ● Identificação dos fundos de vale em situação crítica; ● Criação de uma legislação que privilegie a formação de gramados e áreas verdes nos quintais das residências, nos terrenos e logradouros públicos em detrimento do calçamento e da impermeabilização indiscriminada dos solos urbanos; ● Limpeza dos cursos d’água receptores das águas pluviais; ● Remoção e o remanejamento da população que habita áreas irregulares e áreas de preservação permanente da sede do município; Página 128 de 189 ● Recuperação das matas ciliares e dos logradouros públicos caracterizados como fundos de vales naturais; ● Dragagem e, quando for o caso, a retificação dos fundos de vales; ● Limpeza sistemática e a manutenção dos dispositivos de drenagem existentes no município, muito dos quais encontram-se entupidos e obstruídos por resíduos sólidos domésticos, galhadas e terras de assoreamento; ● Contenção dos processos erosivos; ● Construção de bacias de contenção; ● Regulação e fiscalização da área permeável dos lotes urbanos; ● Construção de curvas de nível na zona rural, em áreas próximas aos corpos hídricos. Quanto às atividades e ações para alcançar os objetivos e diretrizes, serão estabelecidas medidas não-estruturais que não requerem alterações físicas, e estruturais, que promovam estas ditas alterações físicas. As medidas deverão ser divididas em instrumentos de indução (incentivos e desincentivos financeiros, compensações e investimentos em infraestrutura e serviços), persuasão (educação e implementação de projetos-piloto) e coação (proibições e sanções). 6.4 Gestão dos resíduos sólidos A gestão dos resíduos sólidos nos municípios brasileiros é regido pela Lei Nº 12.305/2010, mais recentemente atualizada e vem recebendo contribuições com o Novo Marco Legal do Saneamento, Lei Nº 14.026/2020. Vale destacar, que a Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, tem nas suas diretrizes a promoção de uma gestão integrada de resíduos sólidos, que deve se consolidar em um “conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável” (art. 3º, XI). Entre outras prerrogativas, define a disposição final ambientalmente adequada como sendo a “distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de Página 129 de 189 modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos” (art. 3º, VIII). Vale dizer, a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos pressupõe a eliminação dos “lixões” e a implantação de aterros, segundo as normas ambientais vigentes. Muito embora a previsão de melhorias no sentido de eliminar os lixões e disposições inadequadas dos resíduos sólidos tenha sido estipulada, em seu art. 54, o prazo de 4 (quatro) anos após sua publicação. Tal intento não foi obtido na grande maioria dos municípios. Contudo, a Lei Federal nº 14.026/2020 alterou aquele prazo, flexibilizando, com novos parâmetros, o período para que os lixões sejam desativados e os aterros sanitários implantados, conforme a nova redação conferida ao art. 54 da Lei Federal nº 12.305/2010. “Art. 54. A disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos deverá ser implantada até 31 de dezembro de 2020, exceto para os Municípios que até essa data tenham elaborado plano intermunicipal de resíduos sólidos ou plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos e que disponham de mecanismos de cobrança que garantam sua sustentabilidade econômico financeira, nos termos do art. 29 da Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, ...”. É preciso lembrar que esses novos prazos, melhor explicitado na atual redação da Lei n. 11.445 de 2007, dizem respeito apenas à implantação dos aterros sanitários enquanto solução adequada para a disposição final dos rejeitos e eliminação dos Lixões, permanecendo inalterada a exigência legal de outras medidas previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, tais como a implantação de coleta seletiva, incentivo à criação de associações de catadores de materiais recicláveis, limpeza urbana; educação ambiental, entre outros. E sobre as quais balizaram a elaboração deste capítulo. Nesse sentido, nos objetivos definidos pelo município em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, recomenda-se repetir periodicamente, na medida da implantação das melhorias na Gestão dos Resíduos Sólidos em Vale do Paraíso/RO, a caracterização dos diferentes tipos de resíduos e a apropriação de custos das diferentes etapas e processos. A separação da fração orgânica presente nos Resíduos Sólidos Domiciliares (RDO) será de fundamental importância para a melhoria da equação relativa à sustentabilidade financeira dos cenários propostos. Estas conclusões conduzem a uma importante decisão a ser tomada pelo município e variáveis administrativas e operacionais a serem determinadas. Outra possível medida que poderá impactar positivamente o resultado econômico é a retirada ou a diminuição da fração orgânica presente nos RDO do tipo não reciclável e sua compostagem na forma caseira ou controlada, a qual permitirá aumentar a vida útil da célula Página 130 de 189 do aterro sanitário onde será realizada a destinação final dos resíduos produzidos na sede municipal de Vale do Paraíso. Em suma, a sustentabilidade da atividade relacionada ao manejo e gestão dos resíduos sólidos domiciliares depende de uma intensa campanha para a redução da geração de resíduos, a compostagem caseira, a separação dos resíduos orgânicos e dos restos de alimentos e a colaboração da população em compreender que a tendência da elevação dos custos com a gestão dos resíduos sólidos somente poderá ser freada a partir de atitudes pró ativas de quem gera os resíduos. 6.4.1 Projeção da geração dos resíduos sólidos A produção estimada de resíduos sólidos da população urbana e rural de Vale do Paraíso foi calculada conforme a equação abaixo: Equação 10 – Produção estimada de resíduos sólidos 365 ∗ 𝑃 ∗ 𝑞 Onde: 𝑃𝑟𝑜𝑑.𝑅𝑒𝑠í𝑑𝑢𝑜𝑠 = 1000 P = população prevista para cada ano; q = produção média per capita de resíduos que é de 0,36 kg/hab.dia Para estimar a quantidade de resíduos por tipologia, aplicou-se a fração de cada tipo de resíduos conforme o Quadro abaixo, extraído do diagnóstico técnico-participativo. Quadro 46 – Geração de resíduos sólidos por tipo no ano de 2019. Componente Peso (t) Fração (%) Orgânicos 236,31 51 Papel, Papelão e Emb. Longa Vida 60,23 13 Metais 13,90 3 Plásticos 64,87 14 Vidros 9,26 2 Diversos 78,77 17 Total 463,36 100 Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado do PMGRS de Chupinguaia (2017) O quadro abaixo apresenta uma previsão da produção dos Resíduos Sólidos Página 131 de 189 Domiciliares (RDO) e seus componentes realizada com base na projeção populacional para a cidade de Vale do Paraíso/RO e na caracterização dos RDO coletados apresentada no Diagnóstico Técnico-Participativo. Para o cálculo das quantidades de resíduos gerados considerou-se uma produção de 360 kg de RSU gerados por dia. Considerando o crescimento populacional observado nos censos realizados pelo IBGE e a população urbana recenseada no ano de 2010 de habitantes, estima-se que a população urbana atendida com a coleta dos resíduos de Vale do Paraíso/RO (sede municipal e Distrito de Santa Rosa) no ano de 2019 foi de 3.547 habitantes. Com base nestes dados, chega-se a um per capta de resíduos, na data em que foi realizada a atividade, de 0,36 kg/hab.dia referido a 365 dias do ano. Página 132 de 189 Quadro 47 – Previsão de geração de RDO por tipologia conforme horizonte do PMSB de Vale do Paraíso Ano 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 População (habitantes) Total 7856 7824 7793 7762 7731 7700 7669 7638 7608 7577 Urbana 2472 2462 2452 2443 2433 2423 2413 2404 2394 2384 Rural 5384 5362 5341 5319 5298 5277 5256 5235 5214 5193 Produção RDO (t/ano) Total 1032,24 1028,11 1023,99 1019,90 1015,81 1011,75 1007,70 1003,67 999,65 995,65 Urbana 324,84 323,54 322,24 320,95 319,67 318,39 317,11 315,84 314,58 313,32 Rural 707,40 704,57 701,75 698,95 696,15 693,36 690,59 687,82 685,07 682,33 RDO coletados (t/ano) Rejeito Total 172,38 171,69 171,01 170,32 169,64 168,96 168,29 167,61 166,94 166,27 Urbano 54,25 54,03 53,81 53,60 53,38 53,17 52,96 52,75 52,53 52,32 Rural 118,14 117,66 117,19 116,72 116,26 115,79 115,33 114,87 114,41 113,95 Orgânicos Total 530,57 528,45 526,33 524,23 522,13 520,04 517,96 515,88 513,82 511,76 Urbano 166,97 166,30 165,63 164,97 164,31 163,65 163,00 162,34 161,69 161,05 Rural 363,61 362,15 360,70 359,26 357,82 356,39 354,96 353,54 352,13 350,72 RDO coletados Resíduos recicláveis (t/ano) Papel, papelão Total 135,22 134,68 134,14 133,61 133,07 132,54 132,01 131,48 130,95 130,43 Urbano 42,55 42,38 42,21 42,04 41,88 41,71 41,54 41,38 41,21 41,05 Rural 92,67 92,30 91,93 91,56 91,20 90,83 90,47 90,10 89,74 89,39 Plástico Total 139,35 138,79 138,24 137,69 137,13 136,59 136,04 135,50 134,95 134,41 Urbano 43,85 43,68 43,50 43,33 43,15 42,98 42,81 42,64 42,47 42,30 Rural 95,50 95,12 94,74 94,36 93,98 93,60 93,23 92,86 92,48 92,11 Vidro Total 24,774 24,675 24,576 24,478 24,380 24,282 24,185 24,088 23,992 23,896 Urbano 7,796 7,765 7,734 7,703 7,672 7,641 7,611 7,580 7,550 7,520 Rural 16,978 16,910 16,842 16,775 16,708 16,641 16,574 16,508 16,442 16,376 Metais Total 29,93 29,82 29,70 29,58 29,46 29,34 29,22 29,11 28,99 28,87 Página 133 de 189 Urbano 9,42 9,38 9,34 9,31 9,27 9,23 9,20 9,16 9,12 9,09 Rural 20,51 20,43 20,35 20,27 20,19 20,11 20,03 19,95 19,87 19,79 Total recicláveis Total 329,28 327,97 326,65 325,35 324,04 322,75 321,46 320,17 318,89 317,61 Urbano 103,62 103,21 102,79 102,38 101,97 101,57 101,16 100,75 100,35 99,95 Rural 225,66 224,76 223,86 222,96 222,07 221,18 220,30 219,42 218,54 217,66 Continuação do Quadro 47 - Previsão de geração de RDO por tipologia conforme horizonte do PMSB de Vale do Paraíso Ano 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 População (habitantes) Total 7547 7517 7487 7457 7427 7397 7367 7338 7309 7279 Urbana 2375 2365 2356 2347 2337 2328 2318 2309 2300 2291 Rural 5172 5151 5131 5110 5090 5069 5049 5029 5009 4989 Produção RDO (t/ano) Total 991,66 987,70 983,74 979,81 975,88 971,98 968,09 964,21 960,36 956,51 Urbana 312,07 310,82 309,57 308,33 307,10 305,87 304,65 303,43 302,21 301,00 Rural 679,60 676,88 674,17 671,47 668,78 666,11 663,44 660,79 658,14 655,51 RDO coletados (t/ano) Rejeito Total 165,61 164,95 164,29 163,63 162,97 162,32 161,67 161,02 160,38 159,74 Urbano 52,12 51,91 51,70 51,49 51,29 51,08 50,88 50,67 50,47 50,27 Rural 113,49 113,04 112,59 112,14 111,69 111,24 110,79 110,35 109,91 109,47 Orgânicos Total 509,72 507,68 505,64 503,62 501,60 499,60 497,60 495,61 493,62 491,65 Urbano 160,40 159,76 159,12 158,48 157,85 157,22 156,59 155,96 155,34 154,72 Rural 349,31 347,92 346,52 345,14 343,75 342,38 341,01 339,64 338,28 336,93 RDO coletados Papel, papelão Total 129,91 129,39 128,87 128,35 127,84 127,33 126,82 126,31 125,81 125,30 Urbano 40,88 40,72 40,55 40,39 40,23 40,07 39,91 39,75 39,59 39,43 Rural 89,03 88,67 88,32 87,96 87,61 87,26 86,91 86,56 86,22 85,87 Plástico Total 133,87 133,34 132,81 132,27 131,74 131,22 130,69 130,17 129,65 129,13 Página 134 de 189 Resíduos recicláveis (t/ano) Urbano 42,13 41,96 41,79 41,63 41,46 41,29 41,13 40,96 40,80 40,64 Rural 91,75 91,38 91,01 90,65 90,29 89,92 89,56 89,21 88,85 88,49 Vidro Total 23,800 23,705 23,610 23,515 23,421 23,327 23,234 23,141 23,049 22,956 Urbano 7,490 7,460 7,430 7,400 7,370 7,341 7,312 7,282 7,253 7,224 Rural 16,310 16,245 16,180 16,115 16,051 15,987 15,923 15,859 15,795 15,732 Metais Total 28,76 28,64 28,53 28,41 28,30 28,19 28,07 27,96 27,85 27,74 Urbano 9,05 9,01 8,98 8,94 8,91 8,87 8,83 8,80 8,76 8,73 Rural 19,71 19,63 19,55 19,47 19,39 19,32 19,24 19,16 19,09 19,01 Total recicláveis Total 316,34 315,07 313,81 312,56 311,31 310,06 308,82 307,58 306,35 305,13 Urbano 99,55 99,15 98,75 98,36 97,97 97,57 97,18 96,79 96,41 96,02 Rural 216,79 215,92 215,06 214,20 213,34 212,49 211,64 210,79 209,95 209,11 Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2021) Página 135 de 189 6.4.2 Metodologia para o cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, bem como a forma de cobrança desses serviços A Prefeitura Municipal de Vale do Paraíso realiza a cobrança de taxa no mês de abril de cada ano pela prestação do serviço de coleta e destinação final dos resíduos sólidos urbanos. Conforme a Lei nº 1.096/PMVP de 21 de dezembro de 2017, a cobrança das taxas de serviços públicos é realizada da seguinte maneira: Art. 96º. As Taxas decorrentes da utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou posto à sua disposição serão lançadas e arrecadadas no mesmo documento do Imposto Predial e Territorial Urbano. § 1º. As Taxas serão reajustadas conforme a Unidade Fiscal do Município de Vale do Paraíso (UFPM), de acordo com o Código Tributário Municipal e serão calculados da seguinte forma: I - Taxa de Limpeza Pública incidirá sobre os imóveis prediais e territoriais e será obtida pela seguinte fórmula: UFPM x TESTADA x ALÍQUOTA Onde: UFPM = Unidade Padrão Fiscal Municipal TESTADA = Testada Principal do Terreno em metros ALÍQUOTA = Percentual definido para cada Zona Fiscal. Os serviços aos quais nos referimos são os seguintes: I - Coleta de lixo; II - Limpeza e conservação de vias e logradouros públicos; III - Concessões e permissões; IV - Combate a incêndio; V - Ocupação de imóveis municipais; VI - Expediente; VII - Serviços diversos; VIII - Limpeza de terrenos baldios; IX - Poda de arborização particular/por árvore; X - Extirpação da arborização pública ou particular/por árvore; XI - Recolher galhos de árvore por unidade; XII - Recolher entulhos por viagem; II- Taxa de Conservação de Vias e Logradouros Públicos incidirá sobre os imóveis prediais e territoriais e será obtida pela seguinte fórmula: UFPM x TESTADA x ALÍQUOTA Onde: UFPM = Unidade Padrão Fiscal Municipal TESTADA = Testada Principal do Terreno em metros ALÍQUOTA = Percentual definido para cada Zona Fiscal. III- A Taxa de Coleta de Lixo Pública incidirá somente sobre os imóveis prediais e será obtida pela seguinte fórmula: UFPM x TESTADA x ALÍQUOTA Onde: UFPM = Unidade Padrão Fiscal Municipal TESTADA = Testada Principal do Terreno em metros ALÍQUOTA = Percentual definido para cada Zona Fiscal obtido através da seguinte Tabela 12. Página 136 de 189 Tabela 12 – Percentual definido para cada Zona Fiscal LIMPEZA PÚBLICA URBANA ZONA FISCAL UNIDADE DE MEDIDA ALÍQUOTA SOBRE A UPFM Coleta de lixo domiciliar/residencial até 36m³ por ano ½ -UFPM 20,47 Coleta de lixo domiciliar/comércio, prestadores de serviços, indústrias e similares até 72 m³ por ano 01 – UPFM 40,94 Coleta de lixo domiciliar/hospitais e similares até 72m³ por ano 02 – UPFM’s 81,88 Coleta de lixo extra m³ por coleta ½ - UPFM 20,47 Fonte: Lei nº 1.096/PMVP/2017. Os valores arrecadados no exercício de 2019 são apresentados na Tabela 13. Tabela 13 – Previsão de receita e valores arrecadados no exercício 2019 Receitas Exercício 2019 Previsão (R$) Arrecadado (R$) Imposto Predial Urbano Taxa de conservação de vias 31.600,91 31.817,83 Taxa de coleta de lixo 26.100,50 26.943,93 Taxa de limpeza pública 26.780,06 26.943,93 Imposto Territorial Urbano Taxa de conservação de vias 16.397,28 16.464,83 Taxa de limpeza pública 11.830,28 11.840,83 Total 112.409,03 114.011,00 Fonte: Secretaria de Fazenda – SEMF (2019). A estimativa de custo para a prestação dos serviços de resíduos sólidos urbanos no exercício de 2019 é apresentada na Tabela 14. Página 137 de 189 Tabela 14 – Estimativa de custo no exercício 2019 Serviços Despesa Valor anual (R$) Coleta, Transporte, Destinação Final dos resíduos sólidos dos Serviços de SaúdeRSS 6.592,44 Coleta e Transporte dos resíduos sólidos domiciliares- RDO 130.768,86 Destinação final dos resíduos sólidos Domiciliares - Lixão 67.614,43 Folha de pagamento de funcionários 63.154,43 Total (R$) 268.130,16 Fonte: Secretaria de Fazenda – SEMF (2019). Com relação aos problemas apresentados na gestão dos resíduos sólidos urbanos, está o déficit financeiro, entre as receitas e as despesas de custeio, que são da ordem de R$ 154.119,16 (cento e cinquenta e quatro mil, cento e dezenove reais e dezesseis centavos). Conforme informações prestadas pela Secretaria Municipal de Fazenda, não foram realizados investimentos e nem financiamento para a realização dos serviços de resíduos sólidos no ano de 2019. A relação entre as receitas e despesas com o manejo de resíduos sólidos demonstram que o Poder Público Municipal não possui capacidade financeira de realizar investimentos no setor com recursos próprios, necessitando de recursos advindos de programas federais e estaduais ou parcerias privadas para investir e implantar melhorias no manejo de resíduos sólidos. A definição dos mecanismos de arrecadação também pode afetar a sustentabilidade dos serviços de manejo de resíduos sólidos. No caso da arrecadação por meio do IPTU, por exemplo, há o risco de inadimplência e de estabelecimento de valores inferiores àqueles necessários ao custeio dos serviços, haja vista o baixo desempenho desse mecanismo arrecadatório na maior parte dos municípios brasileiros, com índices de inadimplência, em geral, superiores a 50%. As causas do baixo desempenho do mecanismo de IPTU são diversas, cabendo destacar as seguintes: práticas insatisfatórias de instituição, lançamento, arrecadação e cobrança do imposto; alto nível de transferências governamentais que desencorajam a tributação própria; baixa cultura fiscal e elevado custo político em reformar o IPTU na maioria dos municípios (De CESARE et al., 2015; CARVALHO JUNIOR, 2018; IPEA, 2018). Por sua vez, quando a cobrança ocorre na fatura dos serviços de água e esgoto, alguns prestadores de serviço relataram durante as reuniões para Tomada de Subsídios que, em geral, a inadimplência é menor, especialmente porque o não pagamento dessa fatura pode resultar no Página 138 de 189 corte do fornecimento de água pelo respectivo prestador de serviços de água e esgotos (ANA, 2021). Verifica-se, portanto, que, de forma técnica, a remuneração do serviço de RSU por meio de tarifa, seja específica ou associada a outros serviços (água e esgoto ou energia elétrica), se apresenta como metodologia mais favorável ao município, para garantir a eficiência na arrecadação, redução de frustração de receitas e sustentabilidade econômico-financeira. Caso o município venha a ter prestação regionalizada de resíduos sólidos, caberá à Estrutura de Prestação Regionalizada definir a tarifa para a cobrança do serviço, nos termos das competências delimitadas por sua lei de criação ou protocolo de intenções celebrado (ANA, 2021). Estão sujeitos à cobrança pela prestação do SMRSU os usuários, pessoas físicas ou jurídicas, geradores efetivos ou potenciais de resíduos sólidos urbanos. Na prática, a cobrança tem por referência cada unidade imobiliária autônoma, tendo como sujeito passivo a pessoa física ou jurídica proprietária, possuidora ou titular do domínio útil do imóvel, reconhecida como usuária do serviço pela autoridade tributária ou pelo prestador. Dessa forma, os usuários podem ser a pessoa física, enquanto munícipe gerador de resíduos domésticos em sua unidade domiciliar, os empreendimentos e atividades constituídos em pessoa jurídica geradora de resíduos sólidos comerciais, industriais e de serviços equiparados aosresíduos domésticos e a pessoa jurídica do Município como gerador de resíduos originários do Sistema de Limpeza Urbana (SLU) e dos imóveis públicos. O valor arrecadado pela cobrança das tarifas ou taxas deve ser aquele suficiente e necessário para garantir a sustentabilidade econômico-financeira do serviço, por meio da recuperação integral dos custos incorridos na prestação do Serviço de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos (SMRSU) (custo do serviço), representada pela receita requerida. A Receita Requerida do SMRSU é aquela suficiente para ressarcir o Prestador de Serviços das despesas administrativas e dos custos eficientes de operação e manutenção (OPEX), de investimentos prudentes e necessários (CAPEX), bem como para remunerar de forma adequada o capital investido. Deve também incluir as despesas com os tributos cabíveis e com a remuneração da entidade reguladora do SMRSU e contratação de associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis, quando for o caso (NR1, item 5.2). Cada usuário pagará, na forma de tarifa ou taxa, o valor suficiente e necessário para prestação do serviço, que corresponde à divisão da Receita Requerida entre os sujeitos passíveis de cobrança, mediante parâmetros que podem ser o consumo de água, área do imóvel, peso de Página 139 de 189 resíduos coletados ou a frequência de coleta. Para a cobrança de tarifa ou taxa é necessário medir ou estimar a quantidade de serviço utilizado ou colocado à disposição do usuário e determinação do custo deste, a fim de se obter a Receita Requerida para a prestação do SMRSU. Como é operacionalmente difícil medir de forma efetiva a quantidade de resíduos gerada por cada usuário, é comum serem adotados parâmetros para estimar esta quantidade e possibilitar o rateio do custo do serviço e uma cobrança mais justa. Além da utilização efetiva ou potencial do serviço, o valor a ser cobrado deve considerar necessariamente o nível de renda da população atendida e os custos envolvidos tanto para a coleta dos resíduos, como para a sua destinação final adequada, conforme estabelece o artigo 35 da Lei Nº 11.445/2007, com redação pela Lei Nº 14.026/2020. A escolha dos critérios e respectivos fatores de estimativa da Receita Requerida deve considerar elementos e dados que possam ser fácil e objetivamente identificados, cadastrados e quantificados, sistematicamente atualizados e auditáveis. A Figura a seguir apresenta um fluxograma orientativo para implementação ou adequação da política de cobrança pelo serviço de manejo de resíduos sólidos, de acordo com a NR 1/ANA/2021. Figura 21 – Fluxograma de implementação ou adequação da política. Fonte: MANUAL ORIENTATIVO SOBRE A NORMA DE REFERÊNCIA Nº 1/ANA/2021 Página 140 de 189 Página 141 de 189 A metodologia de cálculo de tarifa a ser apresentada neste estudo, encontra-se em consonância com o modelo apresentado no Anexo C.2 do Manual Orientativo Sobre a Norma de Referência nº 1/ANA/2021. O valor da tarifa anual devida por cada usuário será calculado mediante a aplicação da seguinte equação: Equação 11 – Cálculo da Tarifa Tarifa= TBD +[VUc * (ACLi – FTBi) * FR] Onde: TBD: Tarifa básica anual de disponibilidade do serviço, calculada nos termos do § 1º; VUc: Valor unitário da Receita Requerida com base na área construida, em R$/m2; ACLi: Área construída do imóvel, observada a área mínima igual ou maior que o FTB é o limite máximo de incidência, em m2; FTBi: Fator de cálculo da TBD da respectiva categoria de economia, expresso em metros quadrados e múltiplo de 1 m²; FR: Fator de rateio atribuído à categoria de economia. A Tarifa Básica Anual de Disponibilidade do Serviço (TBD) é aplicável a todas as economias às quais o SMRSU tem sido disponibilizado, sendo variável conforme a categoria de economia e calculada com base na seguinte equação: Equação 12 – Cálculo da Tarifa Básica Anual de Disponibilidade do Serviço TBD= VUc * FTBi Onde: VUc: Valor unitário da Receita Requerida com base na área constru- ída, em R$/m²; FTBi: Fator de cálculo da respectiva categoria de economia, expresso em metros quadrados (m²) e múltiplo de 1 m². A variável relativa ao Valor unitário da Receita Requerida com base na área construída (VUc) é calculada a partir da seguinte equação: Página 142 de 189 Equação 13 – Cálculo do valor unitário da receita requerida Vuc = RR/ACT Onde: VUc: Valor unitário da Receita Requerida com base na área construida, em R$/m²; RR: Receita Requerida, em R$; ACT: Área construída total dos imóveis cadastrados para a cobrança, em m2. Os valores dos fatores de cálculo FTBi e FR apresentados no Quadro abaixo são meramente indicativos e devem ser ajustados conforme as características sociais e econômicas locais e a efetiva distribuição do universo de usuários entre as categorias de economias. Quadro 48 – Fatores aplicáveis à tarifa. Categoria do Usuário FTBi(2) FR(3) ACIi total do imóvel (> ou = FTBi) VUc (R$/m ²) Área Limite de incidência (m²)(4) Residencial social (1) 15 0,5 (Informado) Calcul ado 60 Residencial 30 1,0 250 Comercial e serviços 80 1,2 1000 Industrial 150 1,3 1500 Pública e filantrópica 80 1,0 1000 Imóveis vazios, lotes e terrenos 50 NA NA (1) Usuários com subsídio tarifário, não inclui isentos por lei; (2) Os valores dos fatores FTBi devem ser definidos considerando uma receita da TBD correspondente ao valor aproximado do custo fixo do serviço, conforme critérios definidos pela regulação; (3) Os valores dos fatores FR devem ser definidos conforme os pesos das quantidades de imóveis e áreas construídas de cada categoria, de modo que a receita arrecadada cubra os custos das isenções, dos subsídios e da inadimplência líquida admitida pela regulação, já incluídos no custo regulatório.; (4) Limite definido pela regulação e, se for o caso, observando considerar esses limites no cálculo/ajuste da área total construída, considerada para o cálculo do VUc Fonte: adaptado do MANUAL ORIENTATIVO SOBRE A NORMA DE REFERÊNCIA Nº 1/ANA/2021. Página 143 de 189 6.4.3 Novo cenário e exigências para a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de manejo dos resíduos sólidos É notório que o cenário apresentado no item anterior quanto ao déficit dos serviços de gestão dos resíduos sólidos se repete na maioria dos municípios brasileiros. Nesse sentido, foi recentemente aprovada a primeira norma de referência da ANA, como resultado e em resposta às exigências do Novo Marco Legal do Saneamento. Aprovada em 15 de junho de 2021 pela ANA, denominada de Resolução nº 79, estabelecendo, assim, o regulamento sobre o regime, a estrutura e os parâmetros da cobrança pela prestação do serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos, fixando procedimentos e prazos relativos aos aspectos financeiros. Dentre outras disposições, a norma estabelece diretrizes para a cobrança pela prestação de serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos, de modo a assegurar a sustentabilidade econômico-financeira da prestação dos serviços. Além disso, ela estabelece a adoção, preferencialmente, do regime de cobrança por meio de tarifa, com o objetivo de remunerar de forma adequada o capital investido pelo prestador de serviço. É importante ressaltar, que são objetivos da regulação, conforme a Lei nº 11.445/2007: I - estabelecer padrões e normas para a adequada prestação e a expansão da qualidade dos serviços e para a satisfação dos usuários, com observação das normas de referência editadas pela ANA; II - garantir o cumprimento das condições e metas estabelecidas nos contratos de prestação de serviços e nos planos municipais ou de prestação regionalizada de saneamento básico; III - prevenir e reprimir o abuso do poder econômico, ressalvada a competência dos órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência; e IV - definir tarifas que assegurem tanto o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos quanto a modicidade tarifária, por mecanismos que gerem eficiência e eficácia dos serviços e que permitam o compartilhamento dos ganhos de produtividade com os usuários. Espera-se com isso contribuir para o fim dos lixões no Brasil por meio da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de manejo de resíduos sólidos, através de instrumentos de cobrança que garantam a prestação do serviço. Página 144 de 189 6.4.4 Gerenciamento dos resíduos sólidos e regras para transporte Os geradores de resíduos sólidos, definidos no Artigo 20 da Lei 12.305 de 2010, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, são responsáveis pela elaboração, implementação e operacionalização integral do plano de gerenciamento de resíduos sólidos aprovado pelo órgão competente, sendo este, parte integrante do processo de licenciamento ambiental do empreendimento ou atividade. Os conteúdos mínimos do plano de gerenciamento são definidos no Artigo 21 da Lei 12.305/2010. Estão sujeitos a elaboração do plano os geradores de resíduos sólidos: a) dos serviços públicos de saneamento básico, como exemplo podemos citar os resíduos das estações de tratamento de água e das estações de tratamento de esgoto; b) industriais: gerados nos processos produtivos e instalações industriais; c) serviços de saúde: gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente) e do SNVS (Sistema Nacional da Vigilância Sanitária); d) de mineração: gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios; Também deverão realizar o plano de gerenciamento os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que: a) gerem resíduos perigosos; b) gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não perigosos, por sua natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder público municipal; Além das empresas de construção civil, conforme regulamento ou normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, os responsáveis por atividades agrossilvopastoris são exigidos pelo órgão competente do Sisnama, do SNVS ou do Suasa. Ao se tratar de regras para o transporte dos resíduos, é importante considerar as seguintes normativas que versam sobre o tópico. Ao se tratar de regras para o transporte dos resíduos, é importante considerar as seguintes normativas que versam sobre o tópico. ● ABNT NBR 7500 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, Página 145 de 189 movimentação e armazenamento de produtos; ● ABNT NBR 7501 – Transporte terrestre de produtos perigosos – Terminologia; ● ABNT NBR 13.463/95 – Coleta de resíduos sólidos – Classificação; ● ABNT NBR 12.807/93 - Resíduos de serviços de saúde – Terminologia; ● ABNT NBR 10.157/87 – Aterros de resíduos perigosos – Critérios para projetos, construção e operação; ● Resolução CONAMA Nº 05/1993 – Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. ● Resolução CONAMA Nº 358/2005 - Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. 6.4.4.1 Coleta seletiva e logística reversa No município de Vale do Paraíso ocorre somente a coleta convencional de resíduos sólidos, não possuindo infraestrutura de coleta seletiva e triagem de resíduos recicláveis. Deste modo, os resíduos recicláveis acabam indo para o lixão, onerando as despesas do município com a disposição final, sem que haja o devido aproveitamento econômico destes resíduos. A coleta seletiva é definida pela Lei Federal n° 12.305/2010 como a coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição. O incentivo para a coleta seletiva poderá significar redução de custos, elevação da vida útil do aterro sanitário e/ou a inserção social de famílias predominantemente de baixa renda, organizadas na forma de uma associação ou de uma cooperativa, para trabalharem não como catadores, mas como trabalhadores em um centro de triagem/operação da coleta seletiva. Neste modelo a participação da população na separação dos resíduos secos e na entrega destes ao sistema de coleta destes resíduos será de fundamental importância, como também o serão as campanhas e ações educativas. Havendo dificuldades na contratação de novos funcionários para auxiliar nos serviços de coleta dos resíduos sólidos domiciliares, recomenda-se o incentivo à criação e desenvolvimento de uma cooperativa ou de outra forma de associação no município. Esta associação poderá ser contratada pelo titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos para a realização da coleta seletiva. Esta contratação, prevista na Página 146 de 189 Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, é dispensável de licitação, nos termos do inciso XXVII do Art. 24 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Bem como, da alínea “j” do inciso IV do caput do Art. 75 da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, que trata da dispensa. Deverão, somente, estar estabelecidas em regulamento as normas e as diretrizes sobre a exigibilidade e sobre a atuação da cooperativa ou da associação de catadores. Ainda, previsto na Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, poderá ser concedido linhas de financiamento para atender, prioritariamente, às iniciativas de estruturação de sistemas de coleta seletiva e de logística reversa e à implantação de infraestrutura física e aquisição de equipamentos para cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda. Ou seja, a criação de uma associação ou cooperativa poderá facilitar a aquisição de recursos não onerosos para, por exemplo, a instalação dos contêineres no município, dentre outras infraestruturas ou equipamentos necessários para aperfeiçoar e adequar a coleta seletiva. Os cenários devem prever a promoção da logística reversa no município. De acordo com a Lei nº 12.305/2010, são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: a) agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso; pilhas e baterias; b) pneus; c) óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; d) lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e) produtos eletroeletrônicos e seus componentes. Recomenda-se a instalação de um Ponto de Entrega Voluntário (PEV) na zona urbana para receber resíduos como óleo de cozinha usado, pilhas, baterias e lâmpadas. A figura a seguir apresenta exemplos de coletores simples para óleo de cozinha, pilhas e lâmpadas usados. Estes pontos de entrega voluntário devem ser uma solução temporária e deve vir acompanhada de atividades de educação com a população, visto que não é responsabilidade do município o descarte deste tipo de resíduos. Página 147 de 189 Entretanto vale lembrar que todos os envolvidos no processo de logística reversa, devem manter o município informado conforme estabelecido no 8º, do Art. 33. Observado o disposto na Lei nº 12.305, de 2010, e no Decreto nº 10.936 de 12 de Janeiro de 2022. Figura 22 – Coletores simples de óleo de cozinha, pilhas e lâmpadas usadas. Fonte: Universidade Federal de São João del Rei 6.4.4.2 Gestão dos resíduos da construção civil Quanto à gestão dos resíduos da construção civil, o instrumento primordial para o seu regramento é o Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC), estabelecido pela Resolução CONAMA 307/2002 e com modificações dadas pela Resolução CONAMA 348/2004, 448/2012 e 469/2015. Ao considerar os resíduos da construção civil (RCC), os geradores deverão ter como objetivo a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento dos resíduos sólidos e a disposição final ambientalmente adequada. Os RCC, conforme resolução da CONAMA, são classificados em: ● Classe A: resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto Página 148 de 189 (blocos, tubos, meios fios etc.) produzidas nos canteiros de obras. ● Classe B: resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso; ● Classe C: resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso. ● Classe D: resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde. Através do PGRCC serão definidas as responsabilidades de pequenos e grandes geradores, às áreas aptas para disposição dos resíduos inertes e os procedimentos para o gerenciamento dos demais tipos de resíduos, entre outras definições. 6.4.5 Critérios para pontos de apoio ao sistema na área de planejamento (apoio à guarnição, centros de coleta voluntária, mensagens educativas) Para que possa haver eficiência e universalidade na coleta dos resíduos sólidos, será necessária a implantação de pontos de apoio na zona rural. Para tanto, deverão ser estruturados postos de entrega de resíduos sólidos em todas as localidades. Neste caso, como vem sendo abordado no meio rural, os mesmos servirão apenas para resíduos enquadrados como resíduos secos, pois se entende que os resíduos orgânicos são tratados no ambiente de origem via compostagem. Para que a atividade de destinação dos resíduos sólidos no meio rural obtenha sucesso, deve-se realizar campanhas educativas de esclarecimento para a população do meio rural, de modo a possibilitar que esta siga as instruções de apenas destinarem os resíduos secos para este local, pois em função da coleta ser apenas quinzenal, outros resíduos poderão causar cheiros desagradáveis (orgânicos) e dificultar a potencialidade da reciclagem dos resíduos secos. Também deverá ser reforçado junto à população do meio rural que a destinação das embalagens de agrotóxicos deverá continuar a ser feita como rege a legislação vigente, e de forma alguma ser destinada aos postos de coleta de resíduos sólidos. Página 149 de 189 Para que o Município consiga atingir os objetivos de reciclagem será necessário a implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEV’s). Os PEV’s consistem na instalação de containers ou recipientes em locais públicos para que a população, voluntariamente, possa fazer o descarte dos materiais separados em suas residências. A Resolução CONAMA nº 275, de 25/4/2001, estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva, como indicado no Quadro 49. Quadro 49 – Código de Cores dos Resíduos Recicláveis. Cor do Contêiner Material Reciclável Azul Papéis/papelão Vermelha Plástico Verde Vidros Amarela Metais Preta Madeira Laranja Resíduos perigosos Branca Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde Marrom Resíduos orgânicos Cinza Resíduo geral não-reciclável ou misturado, ou contaminado, não passível de separação Fonte: CONAMA 257, (2001). A instalação de PEV poderá ser feita através de parcerias com empresas privadas que podem, por exemplo, financiar a instalação dos contêineres e explorar o espaço publicitário no local. É interessante que o município desenvolva parcerias com indústrias recicladoras que custeiam integralmente a implantação dos contêineres e a coleta dos materiais depositados nos PEV. Em se tratando da implantação de PEV nos pontos turísticos, deve-se atentar para os elementos de comunicação presentes no equipamento. Para transpor o obstáculo do idioma, imagens que orientem o local correto de armazenamento de cada material reciclável serão sempre mais recomendadas do que textos indicativos, pois sabe-se que visitantes estrangeiros nem sempre dominam a língua portuguesa. Além disso, para atender a logística reversa e a coleta seletiva, o poder público deverá Página 150 de 189 criar um regime de coleta diferenciada, de forma que os resíduos possam ser separados de forma adequada pela população. A definição desses pontos não deve ser feita a nível de plano, tendo em vista que tal instrumento de planejamento opera a nível macro, devendo, portanto, ser definido quando da elaboração do estudo de concepções e projeto de arranjo estrutural e definição operacional do sistema de resíduos sólidos que também deve estar previsto no PPA. 6.4.6 Descrição das formas e dos limites de participação da Prefeitura na coleta seletiva e na logística reversa respeitado o disposto no Art. 33 da Lei n° 12.305/2010 e outras ações de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos A implementação da logística reversa oportuniza a gestão compartilhada dos produtos, na medida em que, os entes governamentais, os agentes privados empresariais, as associações e a sociedade são guindados a compartilharem a discussão e a construção das alternativas próprias e específicas capazes de atender às peculiaridades locais e os arranjos regionais para que seja cumprido o objetivo maior de dar a destinação adequada aos resíduos sólidos sujeitos a essa modalidade especial de destinação, de tal modo que os resíduos produzidos nessas cadeias produtivas especiais possam retornar aos seus geradores que, na forma da lei, devem dar destinação adequada a esses resíduos. Por outro lado, se não cabe ao poder público assumir o ônus direto essa destinação, compete a ele colaborar, na medida de sua possibilidade com o processo de gestão, uma vez que ele também faz parte do processo, de forma indireta, na forma da responsabilidade compartilhada, podendo auxiliar na organização do processo de gestão e não diretamente pela sua destinação final, durante o ciclo de vida dos produtos. No âmbito da gestão compartilhada dos resíduos sólidos sujeitos a logística reversa cabe aos entes parceiros definir, cada qual, o seu papel no processo de gerenciamento desses produtos, considerando, inclusive, o ciclo de vida de cada produto. Assim as responsabilidades devem ser definidas e assumidas por cada ente parceiro, não podendo ser atribuído ao Poder Público a responsabilidade sobre todo o processo, uma vez que a Lei estabelece de forma clara e inequívoca que ele não é responsável por todo o processo, não podendo jamais as empresas geradoras se esquivar de suas responsabilidades. Entretanto, compete ao poder público participar desse processo ajudando a organizá-lo, oferecendo áreas propícias ao armazenamento temporário desses produtos, sem, contudo, Página 151 de 189 assumir a totalidade do financiamento da operação que deve ficar a cargo das associações das empresas geradoras e comercializadoras desses produtos, assim como o acondicionamento, a preparação para o transporte, o armazenamento temporário. Sendo que, a partir daí, caberá às associações das empresas geradoras o dever de transportar e dar a destinação final a esses produtos na forma prevista no artigo 33 da Lei n° 12.305/2010. Como se pode depreender o poder público tem uma responsabilidade limitada nesse processo, devendo se limitar a ela, sem assumir os custos que não são de sua competência, mas sim da competência das indústrias, importadores, distribuidores e revendedores. A lei estabelece os mecanismos de estímulo para a organização dos pontos, facultandolhes o espaço para a organização dos serviços de: coleta, acondicionamento e transporte até as indústrias de reciclagem. É imperativo para que o sistema se torne eficiente que haja o compartilhamento de ações e de responsabilidades entre os vários agentes do processo, com vistas na obtenção de sinergias, atingindo assim a plena institucionalização da gestão compartilhada ao nível local. Nos termos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos é o "conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei." A logística reversa é um dos instrumentos para aplicação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. A PNRS define a logística reversa como um "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”. De acordo com o Art. 18 (Seção II) do Decreto nº 10.936 de 12 de janeiro de 2022, os sistemas de logística reversa serão implementados e operacionalizados por meio dos seguintes instrumentos: Página 152 de 189 a) Regulamento expedido pelo Poder Público Neste caso a logística reversa poderá ser implantada diretamente por regulamento, veiculado por decreto editado pelo Poder Executivo. Antes da edição do regulamento, o Comitê Orientador deverá avaliar a viabilidade técnica e econômica da logística reversa. Os sistemas de logística reversa estabelecidos diretamente por decreto deverão ainda ser precedidos de consulta pública. b) Acordos Setoriais Os acordos setoriais são atos de natureza contratual, firmados entre o Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, visando a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. O processo de implantação da logística reversa por meio de um acordo setorial poderá ser iniciado pelo Poder Público ou pelos fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes dos produtos e embalagens referidos no artigo 18 do Decreto nº 10.936/2022. Os procedimentos para implantação da logística reversa por meio de um acordo setorial estão listados no Art. 21, na subseção I da seção II do Capítulo III do Decreto nº 10.936/2022. c) Termos de Compromisso O Poder Público poderá celebrar termos de compromisso com fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes visando o estabelecimento de sistema de logística reversa: I - nas hipóteses em que não houver, em uma mesma área de abrangência, acordo setorial ou regulamento específico, consoante o estabelecido no Decreto nº 10.936/2022; ou II - para a fixação de compromissos e metas mais exigentes que o previsto em acordo setorial ou regulamento. Os termos de compromisso terão eficácia a partir de sua homologação pelo órgão ambiental competente do SISNAMA, conforme sua abrangência territorial. Página 153 de 189 Figura 23 – Ligações entre logística reversa, responsabilidade compartilhada, e acordo setorial Fonte: Ministério do Meio Ambiente, sd. No Município de Vale do Paraíso os estabelecimentos comerciais sujeitos a implantar sistema de logística reversa, na sua grande maioria, não cumprem o estabelecido na Lei n° 12.305/2010. Atualmente o município não possui informações organizadas dos resíduos sólidos de geradores sujeitos à logística reversa e de distribuidoras e/ou de revendedoras de produtos classificados ou que deem origem à resíduos especiais. A prefeitura municipal deverá então, também em prazo imediato, realizar o cadastro de resíduos especiais e chamar as empresas interessadas, mediante convocação, para discutir as seguintes medidas necessárias: I. Implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usadas; II. Disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis; III. Atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis Com a adoção dessas medidas, as empresas podem reduzir seus custos, cumprir com a legislação, beneficiar o meio ambiente, melhorando sua imagem e agregando valor ao seu produto. Página 154 de 189 6.4.7 Critérios de escolha da área para destinação e disposição final adequada de resíduos inertes gerados no município (seja por meio de reciclagem ou em aterro sanitário) Como o município não possui Plano de Gestão de Resíduos Sólidos aprovado, não foi definido pela municipalidade o local para esse tipo de destinação, providência que será tomada logo quando por ocasião da elaboração do PMGIRS. Logo, a escolha da Área da PEV/Central cominada com a ATT, onde também estará situada a área destinada a receber os bota-fora, os resíduos inertes gerados, os entulhos provenientes de construções e de demolições deve seguir os seguintes critérios básicos para a escolha da melhor localização do bota-fora, de acordo com a NBR 15.113/2004: ● Terrenos de propriedade da prefeitura; ● Terrenos particulares sob pré-cadastro no setor competente da prefeitura; ● Possuir topografia plana; ● Estar longe de nascentes ou cursos d’água (mínimo 300m de distância); ● Possuir solo profundo, bem drenado e estruturado com ausências de elementos impermeabilizadores do solo nas suas camadas mais superficiais; ● Possuir bom acesso e serem relativamente próximos dos centros urbanos (2 a 5 km de distância); ● Estarem fora da área de expansão urbana do município; ● Estarem distantes de bairros populacionais e conjuntos habitacionais. 6.4.8 Identificação de áreas favoráveis para a disposição final de resíduos A disposição final ambientalmente adequada é definida como a distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos (BRASIL, 2010). De acordo com a NBR 13.896/97, um local para ser utilizado para aterros de resíduos não perigosos deve ser tal que o impacto ambiental a ser causado pela instalação do aterro seja Página 155 de 189 minimizado; a aceitação da instalação pela população seja maximizada; esteja de acordo com o zoneamento da região e; possa ser utilizado por um longo espaço de tempo, necessitando apenas de um mínimo de obras para início da operação. Sendo assim, diversas considerações técnicas devem ser feitas, são elas (ABNT, 1997): a) topografia - esta característica é fator determinante na escolha do método construtivo e nas obras de terraplenagem para a construção da instalação. Recomendam-se locais com declividade superior a 1% e inferior a 30%; b) geologia e tipos de solos existentes - tais indicações são importantes na determinação da capacidade de depuração do solo e da velocidade de infiltração. Considera-se desejável a existência, no local, de um depósito natural extenso e homogêneo de materiais com coeficiente de permeabilidade inferior a 10-6 cm/s e uma zona não saturada com espessura superior a 3,0 m; c) recursos hídricos - deve ser avaliada a possível influência do aterro na qualidade e no uso das águas superficiais e subterrâneas próximas. O aterro deve ser localizado a uma distância mínima de 200 m de qualquer coleção hídrica ou curso de água; d) vegetação - o estudo macroscópico da vegetação é importante, uma vez que ela pode atuar favoravelmente na escolha de uma área quanto aos aspectos de redução do fenômeno de erosão, da formação de poeira e transporte de odores; e) acessos - fator de evidente importância em um projeto de aterro, uma vez que são utilizados durante toda a sua operação; f) tamanho disponível e vida útil - em um projeto, estes fatores encontram-se interrelacionados e recomenda-se a construção de aterros com vida útil mínima de 10 anos; g) custos - os custos de um aterro têm grande variabilidade conforme o seu tamanho e o seu método construtivo. A elaboração de um cronograma físico-financeiro é necessária para permitir a análise de viabilidade econômica do empreendimento; h) distância mínima a núcleos populacionais – deve ser avaliada a distância do limite da área útil do aterro a núcleos populacionais, recomendando-se que esta distância seja superior a 500 m. Para a escolha de áreas favoráveis para disposição final de resíduos, estabeleceu-se critérios eliminatórios e seletivos, adaptando a metodologia às características peculiares do Página 156 de 189 município de Vale do Paraíso. Os critérios eliminatórios utilizados são aqueles estabelecidos pela legislação ambiental, no que se refere à distância de cursos d'água (PORTARIA n.º 124 de 20/08/1980), parcelamento do solo (Lei Federal n.º 6766/79 e suas alterações), Normas Técnicas (ABNT) sobre aterros-NBR 13896 (ABNT, 1997) e NBR 10157 (ABNT, 1987), entre outras. Além desses critérios eliminatórios existem outros, previstos pela Legislação Ambiental Federal, que impedem a instalação de aterros em áreas de proteção ambiental, parques, reservas indígenas, área de preservação permanente e outras situações específicas (Quadro 50). Quadro 50 – Restrições legais para a escolha de áreas para a disposição de resíduos sólidos urbanos ID Restrição Norma mais restritiva R1 Distância mínima de 300 m de cursos d’água DN COPAM nº 118/2008 R2 Distância mínima de 100 m do sistema viário DN COPAM nº 118/2008 R3 Declividade inferior a 30% DN COPAM nº 118/2008 R4 Distância mínima de 500 m de núcleos populacionais DN COPAM nº 118/2008 R5 APPs de topo de morro Lei nº 12.651/2012 R6 Distância de 9 km de aeroportos Portaria nº 249/GCS/2011 do Ministério da Defesa R7 Unidades de conservação Lei nº 9.985/2000 APP: área de proteção permanente; DN COPAM: Deliberação Normativa do Conselho de Políticas Ambientais de Minas Gerais. Fonte: Adaptado de Felicori, et al, 2016. As áreas indicadas possuem a função de orientar, uma vez que o objetivo do estudo foi de realizar um levantamento preliminar. Demais variáveis como situação fundiária, preço, características geológicas, serão levantadas em estudos mais aprofundados durante a elaboração do projeto executivo. O Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS) não prevê a implantação de área de disposição final de rejeitos para o Município do Vale do Paraíso. De acordo com PERS (2018), o Município do Vale do Paraíso deverá participar de soluções consorciadas com destinação final no Município de Ji-Paraná, conforme proposta a ser definida pelo Estado. O município de Vale do Paraíso desativou a antiga área utilizada como lixão em 2007. A ocorrência desse fato ensejou a existência de passivo ambiental, por áreas contaminadas e que devem ser objeto de ações e de tratamento específico e de reabilitação ambiental. Nesse Página 157 de 189 sentido, a Prefeitura Municipal e fechou a área para evitar o uso clandestino da mesma e faz contínua observação com o objetivo de recuperação e monitoramento referente à área do antigo lixão, localizada no travessão da Linha 201, com as seguintes coordenadas geográficas: 10º25'31.86"S e 62º7'1.09"W. A Figura 24 apresenta a distância da área em relação à sede municipal. Figura 24 – Localização da área do antigo lixão em relação a sede municipal de Vale do Paraíso Fonte: Projeto Saber Viver, TED 08/2017 IFRO/FUNASA, 2020. Segundo a Secretaria de Obras no local não foram realizadas medidas saneadoras na área no ano de 2007 se restringiram apenas ao isolamento da área. As medidas foram aplicadas sem diagnóstico prévio do impacto ocorrido no local, sem realização de sondagens do solo, instalação de piezômetros para monitoramento da qualidade da água e análises da qualidade do solo. Não foram realizados TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e nem PRAD (Projeto de Recuperação de Área Degradada), na gestão atual em 2007, e desde então não houve essa preocupação quanto à elaboração nessa área. O antigo lixão encontra-se em recuperação através do crescimento da vegetação natural. A área encontra-se parcialmente cercada e não foram observadas outras medidas de controle ambiental, como postos de monitoramento, placas informativas de área de deposição desativada Página 158 de 189 e análises que comprovem o monitoramento da água subterrânea e superficial. Ainda é observado o descarte irregular de resíduos no local, conforme podemos observar na Figura 25, ou seja, existe a entrada e saída de pessoas e animais na área. No município não foram observadas outras áreas contaminadas. Figura 25 – Descarte irregular de resíduos no lixão desativado Fonte: Comitê Executivo (2020). 6.4.9 Procedimentos operacionais e especificações mínimas a serem adotados nos serviços, incluída a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos No processo de gestão de resíduos sólidos de Vale do Paraíso, no bojo desse PMSB, serão adotados procedimentos operacionais mínimos, os quais se encontram detalhados logo abaixo, senão vejamos: a) Atendimento total da coleta domiciliar urbana no perímetro urbano Para garantir a boa gestão dos resíduos sólidos é essencial que haja o atendimento da totalidade da cobertura de atendimento dos serviços de coleta domiciliar urbana à população, de tal modo que todos os resíduos sólidos domiciliares produzidos possam passar pelo sistema de Gestão de Resíduos implantados no município, quer através de Coleta Seletiva (parcial ou Página 159 de 189 total), quer fora dela. Tudo através do Sistema de Gestão que passa obrigatoriamente pela Área de Triagem e Transbordo, que no caso, estará associada à PEV/Central. Assim, após triados e gerenciados de acordo com as melhores técnicas disponíveis no momento, serão em parte reciclados e reutilizados e, posteriormente, serão, em parte destinados ao Aterro Sanitário. b) Implantação de um Sistema de Gestão de Resíduos no Município de Vale do Paraíso Para que ocorra uma boa gestão de resíduos sólidos no Município de Vale do Paraíso, a primeira e fundamental providência que o poder público deve tomar é assegurar meios para ter pleno controle do processo de gestão. Assim, há que se criar um Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos, que inclui a elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (providência em estado avançado de elaboração) e a sua implementação, conforme previsão legal no art. 1° da Lei n°12.305/2010. Uma vez cumprida essa etapa, esse SGRS deve ser implementado, e, com ele haverá um afunilamento das ações que passarão, obrigatoriamente por um ponto convergente, a PEV Central cumulada com a Área de Triagem e Transbordo (ATT), onde a municipalidade terá pleno controle das ações lá inseridas e executadas, tanto no que tange aos princípios de Gestão de Resíduos Sólidos, como a destinação final de resíduos inertes para um ATS, quanto em relação à apuração e ao controle dos custos de todo esse processo. No bojo dessas ações deve estar incluído ainda o Plano de varrição de logradouros públicos, que deve ser feito pelo município no seu Plano Municipal de Resíduos Sólidos e executado a contento, a partir de sua implementação. As atividades de limpeza urbana muito embora já estejam sendo realizadas em Vale do Paraíso, podem ser aperfeiçoadas com a adoção dos princípios gerais do Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos (SGRS) do município. c) Implantação das atividades de Triagem de RDO Para conferir efetividade ao SGRS faz-se necessário que haja a triagem obrigatória dos Resíduos Sólidos produzidos no município, a começar por seu perímetro urbano, de tal forma Página 160 de 189 que possam ser atendidos os princípios gerais da PNRS. Assim, a triagem será feita em uma estrutura a ser construída pela própria municipalidade, em terreno próprio, onde será edificada uma Área de Triagem e Transbordo (ATT) inserida em uma PEV Central. Lá os RDO recolhidos serão despejados e triados, havendo a separação deste RDO por tipo (plástico, metais, vidros, matéria orgânica, etc.), medida pela qual será atendida o princípio da segregação. Após a triagem obrigatória, atividade que será realizada pela Associação de Catadores, criada e fomentada pela própria municipalidade, haverá o transbordo do material que sobrou (material inerte) e então só ele será transportado para a destinação final. A realização da triagem obrigatória se fundamenta em quatro justificativas fundamentais, senão vejamos: ● Justificativa Econômica É fato que as atividades de transporte e de destinação final de resíduos sólidos são demasiadamente caras e isso pode onerar o Município de Vale do Paraíso. Assim, pensar em transportar todo o resíduo sólido doméstico produzido no município para um aterro sanitário, seja ele qual for, e, independentemente da distância que haverá de ser percorrida, torna-se proibitivo para qualquer planejamento futuro que se possa adotar. Nessa linha é pacifico afirmar que qualquer solução economicamente viável para as finanças do Município de Vale do Paraíso no tocante ao manejo dos resíduos sólidos passa, obrigatoriamente, pela triagem obrigatória dos Resíduos Sólidos domiciliares, providência que facultará àquela municipalidade adotar os princípios de redução de volume, segregação, reciclagem e reuso, como também pelo tratamento de Resíduos Sólidos. Com o manejo de Resíduos Sólidos poder-se-á reduzir as despesas em até 80% do orçamento inicial. ● Justificativa Técnica O emprego das técnicas de gestão e de manejo de resíduo sólidos tornará os municípios mais eficientes quanto a gestão desses resíduos, como também, no que tange ao gasto de recursos públicos tornará a sua gestão mais eficaz no sentido de gerir os recursos com maior eficiência o que técnica e contabilmente é uma premissa perseguida pelas administrações Página 161 de 189 modernas. A conjugação dessas técnicas além de potencializar e valorizar a técnica da gestão de Resíduos Sólidos colocará a administração de Vale do Paraíso na vanguarda da gestão pública. Ademais, a adoção das melhores técnicas disponíveis (triagem, reciclagem, compostagem, reuso de RCC, Logística Reversa) resultará em um notável ganho ambiental no processo de gestão, beneficiando em demasia o meio ambiente, fato que já justifica a adoção do processo por si só. ● Justificativa Social As atividades de reciclagem, reuso, reutilização de Resíduos Sólidos são fundamentais para que haja a oportunização de trabalho e de renda para pessoas excluídas do mercado formal de trabalho no próprio município, assim, o emprego dessas práticas tem uma forte aplicação social uma vez que gerará oportunidades para que pessoas sem formação possam adotar essa atividade como uma profissão, possibilitando assim um processo de reinserção social de quem hoje está excluído do sistema e que pode adquirir cidadania através da adoção do manejo de Resíduos Sólidos. ● Justificativa ambiental O emprego das técnicas de gestão e de manejo de Resíduos Sólidos em Vale do Paraíso é tecnicamente recomendável na medida em que, potencializa a redução de demandas por parte dos produtos da natureza e, assim, tornam a atividade sustentável. d) Implantação de atividade de reciclagem que envolve a segregação e o reaproveitamento A efetiva operação do Sistema de Gestão de Resíduos Sólidos de Vale do Paraíso Compreende a adoção da atividade de reciclagem como um componente obrigatório desse processo, isso em face de que a Segregação, além de um Princípio Geral da Gestão de Resíduos Sólidos, também exerce um importante papel de possibilitar a separação das diversas frações dos resíduos sólidos domésticos, facilitando a reciclagem de parte do material discriminado e o reaproveitamento de uma outra fração do resíduo sólido doméstico que poderá ser tratada Página 162 de 189 adequadamente no próprio PEV Central, em um galpão específico destinado a reciclagem da fração da matéria orgânica dos resíduos sólidos domésticos, da qual resultará o "húmus" material com elevado potencial de reaproveitamento por se constituir em um excelente adubo orgânico com grande poder recondicionador dos solos. O produto da reciclagem será prensado e armazenado temporariamente em feixes, por tipo de material que será acumulado em um galpão de estocagem para ser posteriormente carregado e transportado. e) Implantação da atividade de segregação e estocagem por baias Na estrutura da PEV Central/ ATT será destinado um espaço especialmente reservado para a construção de baias onde serão depositadas as diferentes frações de resíduo sólido doméstico, na maior parte para recepcionar resíduos sólidos sujeitos a logística reversa (àqueles Resíduos Sólidos enquadrados no artigo 33 da Lei n° 12.305/2010), tais como: Carcaças de pneus inservíveis, produtos eletroeletrônicos, pilhas e baterias, vasilhames usados de agrotóxicos, volumosos, lâmpadas fluorescentes queimadas, etc. Ademais, os resíduos orgânicos da fração dos resíduos sólidos domésticos serão transportados para o galpão de compostagem situado na própria estrutura do PEV Central, em local próximo ao ponto de segregação, para lá serem compostados. f) Implantação de atividade de estocagem temporária e trituração de galhos e folhas É tácito que no procedimento de limpeza pública de áreas verdes, grande quantidade de galhos finos, folhas, galhos grossos e troncos são produzidos. Esse material caracterizado como sendo formado por cadeias de polímeros longos, possui elevada relação Carbono/Nitrogênio (C/N), e, por conseguinte, possui decomposição mais lenta do que a fração orgânica do RDO (a qual possui relação C/N baixa e por isso tem decomposição mais rápida). Logo, após a estocagem temporária desse material faz-se necessário que haja a sua trituração (folhas e galhos mais finos), de tal modo que esse material produzido seja moído no intuito de aumentar sua superfície específica (medida que favorece a sua decomposição), e, na sequência seja misturado, em proporção adequada (1:3), na fração orgânica de RDO obtendo uma mistura com composição C/N mais equilibrada que favorece o processo de decomposição. Página 163 de 189 g) Implantação de atividades de compostagem No processo de SGRS é forçoso haver a prática da compostagem de resíduos orgânicos de natureza domiciliar. Esse material, rico em nitrogênio (relação C/N baixa) é muito interessante para ser submetido a um processo de decomposição controlada (compostagem) resultando em um material de boa aplicabilidade como adubo orgânico para hortas caseiras, parques, jardins e pequenas plantações. É oportuno que esse material seja misturado na proporção de 3:1 com os resíduos lenhosos provenientes de trituração de galhos e folhas para melhor equilibrar a composição gravimétrica da mistura e assim facilitar o processo de decomposição. Para produzir tal material será edificado um galpão de compostagem dentro da estrutura do PEV Central/ ATT. Esse galpão coberto terá a função precípua de evitar o excesso de umidade e bem assim permitir a oxigenação do material uma vez que a combinação desses 2 fatores (oxigênio e umidade) são insumos essenciais a rápida decomposição das cadeias complexas de polímeros (celuloses, amido e outras) em moléculas simples e de fácil absorção nas estruturas do solo. Assim, qualquer desequilíbrio nessa relação (oxigênio e umidade) interfere na eficiência do processo de decomposição, podendo torná-lo mais lento por falta de oxigênio que ocorre toda a vez que houver excesso de umidade, ou que pode ocorrer por falta de água que ocorrerá toda vez que o material estiver excessivamente seco. h) Implantação da atividade de manejo de Resíduo de Construção Civil Os resíduos de construção civil (RCC) são materiais considerados como ótimos agentes agregantes (cimentantes) eis que possuem em sua composição elevados teores de argila, cimento, argamassa, areias finas e outros materiais de largo emprego na construção civil. Esse fato os transforma em resíduos sólidos desejáveis e materiais de elevado interesse para construção civil, possuindo ótima aplicação. Destarte as próprias Secretarias de Obras das Prefeituras Municipais passaram a se interessar por esse tipo de material para utilizar em pequenas obras realizadas pela própria municipalidade nas praças e espaços públicos. Contudo, vale ponderar que a destinação final desse tipo de material não é da responsabilidade direta da Prefeitura Municipal, sendo, na verdade, obrigação dos próprios geradores (proprietários das casas demolidas ou geradores de restos de materiais de obras), a Página 164 de 189 eles cabe o dever e a responsabilidade de dar destinação final a esses resíduos. Outrossim, cabe a Prefeitura Municipal cooperar com os usuários e organizar a prestação dos serviços e a gestão compartilhada dos produtos ao longo de seu ciclo de vida, logo, a municipalidade pode colaborar, por exemplo, fornecendo a estrutura física e o espaço para a organização da atividade, podendo terceirizá-la, em última instância ou até operá-la diretamente, a depender da conveniência e da oportunidade. No local além do pátio para a carga, descarga e armazenamento temporário do material, haverá uma peneira e eventualmente um britador móvel para processá-lo, reduzindo o tamanho dos agregados, etapa que possibilita um melhor aproveitamento do material. A peneira terá a função de separar o material grosso do fino. Diferentemente do material fino que tem aplicação imediata, o material grosso necessita ser britado e a britadeira móvel por ser um material caro, poderá ser compartilhada, servindo a várias municipalidades em regime de sucessão. Assim, na medida em que for havendo a separação da fração fina, também haverá a separação do material grosso que ficará armazenado em local apropriado, até que se acumule uma quantidade suficiente que permita a operação da britadeira móvel, que só então entrará em operação. i) Implantação de atividade de Educação Ambiental A Educação Ambiental é uma atividade considerada como transversal, isto é, perpassa diversas atividades e operações na Gestão dos Resíduos Sólidos. Desta feita, cumpre asseverar que o seu emprego no município é considerado de vital importância para o sucesso de todo o SGRS, pois só com uma educação ambiental efetiva haverá uma melhoria contínua nos processos de Gestão de Resíduos Sólidos e poder-se-á criar uma cultura favorável ao manejo de Resíduos Sólidos e com isso, a incorporação dessas práticas ambientais favoráveis no cotidiano da população. A educação ambiental deve ser um processo contínuo e verticalizado ao longo dos 20 anos de implantação deste PMSB em Vale do Paraíso. j) Implantação da atividade de coleta seletiva No seio do processo de Gestão de Resíduos Sólidos, a coleta seletiva e a sua adoção por parte da população são uma atividade essencial para que haja uma evolução no processo de Página 165 de 189 segregação, reciclagem e reaproveitamento de resíduos sólidos. Desse modo, a partir do momento que a população absorver esse conceito e adotar essa prática no seu cotidiano, o trabalho dos catadores no galpão de triagem e transbordo se tornará muito mais fácil, pois o material já chegará no PEV Central/ ATT do município segregado, pois haverá sido segregado na fonte. É certo que esse processo é de lenta e gradual assimilação e não ocorre de uma hora para outra, devendo ser objeto de um projeto piloto em um dado setor da cidade, evoluindo gradativamente para os demais setores de sua área urbana, até atingir a universalização dessa prática. Por outro lado, no galpão de triagem e de transbordo, os catadores de material reciclável receberão o material já segregado em sacolas diferenciadas, em dias alternadas da semana, fato que facilitará em larga medida o seu trabalho, possibilitando ainda em aumento no índice de aproveitamento do Resíduos Sólidos e um redução no custo com transporte e destinação final por parte da Prefeitura Municipal ao reduzir o volume de Resíduos Sólidos final a ser destinado. k) Implantação de atividade de Acúmulo de Resíduos Sólidos sujeito a logística reversa No processo de SGRS a ser implantado em Vale do Paraíso, serão edificadas baias de acúmulo para depósito temporário de RS. Essas baias tem a finalidade de permitir o acúmulo de Resíduos Sólidos por tipo de material, de tal sorte que haja o acúmulo e depósito temporário desse material até que ocorra o alcance de um determinado volume depositado, a ponto de que um veículo de cargas possa recolher esse material, por parte das Associações de Geradores (Fabricantes, atacadistas e revendedores). O papel do município é organizar e apoiar a atividade sem, contudo, se arvorar a assumir a sua gestão. 6.4.10 Aspectos importantes no encerramento de Lixões No que tange ao novo cenário delineado de incentivo e cronograma estabelecido pelo Novo Marco Legal do Saneamento, para o encerramento dos lixões vale a pena realizar aqui alguns destaques. Um projeto bem planejado para substituir lixões por instalações centralizadas e integradas de processamento de resíduos têm potencial para atrair investimento do setor privado. O envolvimento proativo do setor privado pode ser sustentado assegurando-se que Página 166 de 189 existam ferramentas financeiras apropriadas e facilitando a demanda do mercado por serviços e materiais (ABRELPE, 2018). O apoio à criação de economias de escala pela exigência de regionalização como condição prévia para o financiamento de projetos; A incorporação de princípios estratégicos, tais como planejamento participativo, remuneração com base nos resultados, economia circular e abordagem do ciclo de vida entre outras diretrizes podem auxiliar na condução efetiva de encerramento dos lixões e adoção de soluções sustentáveis. Na Figura 26 são apresentados uma síntese dos principais critérios a serem considerados no planejamento para o encerramento de um Lixão e substituição por uma solução sustentável. Figura 26 – Síntese de critérios de elegibilidade e diretrizes para o Plano de encerramento e pós encerramento de lixões. Fonte: Adaptado de ABRELPE (2018) Os lixões devem ser substituídos por sistemas integrados de gestão de resíduos sólidos, envolvendo: • Elementos físicos: infraestrutura de acondicionamento, coleta, transporte, transferência, reciclagem, recuperação, tratamento e disposição dos resíduos. • Atores: governos municipais, regionais e nacionais, geradores de resíduos/usuários de serviços, fabricantes, prestadores de serviços, sociedade civil, organizações não governamentais e agências internacionais. Página 167 de 189 • Aspectos estratégicos: aspectos políticos, de saúde, institucionais, sociais, econômicos, financeiros, ambientais e técnicos. Dentre os cases de sucesso na desativação de uma lixão, destaca-se o caso de Brasília, com o encerramento do Lixão da Estrutural, considerado o segundo maior lixão do mundo. Nos materiais referenciais de planejamento, apresentados por Heliana Kátia Tavares Campos, Diretora-presidente do Serviço de Limpeza Urbana do Núcleo Urbano Federa e responsável por todo o processo de encerramento do lixão. Destaca, entre outros aspectos, que a desativação de um lixão é por natureza uma ação complexa, por envolver diversos aspectos e atores diferentes. Tal complexidade é um desafio para qualquer governo, considerando que o Estado tem um papel central na mobilização dos atores envolvidos, organização e planejamento das atividades, bem como na execução das atividades que lhe são pertinentes. Desafios desse porte demandam do Estado o que a literatura da área denomina de intersetorialidade, a qual pode ser entendida como: “[...] articulação de saberes e experiências no planejamento, realização e avaliação de ações, com o objetivo de alcançar resultados integrados em situações complexas, visando um efeito sinérgico no desenvolvimento social.” (Junqueira et al., 1997, p.24) No caso de Brasília, a decisão governamental de encerrar as atividades do Aterro do Jóquei demandou alto nível de intersetorialidade, considerando a necessidade de enfrentar de forma simultânea e coordenada as questões técnica e ambiental e o profundo problema social. Em certa medida, esses apontamentos supracitados podem auxiliar nas diretrizes de elaboração de um plano de encerramento de lixões nos municípios brasileiros, particularmente no município de Vale do Paraíso. Página 168 de 189 7 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL Durante a análise dos resultados do diagnóstico técnico-participativo foi observado que em algumas situações são necessárias mudanças a nível institucional, ou seja, faz-se necessário mudar algumas regras ou normas de organização e de interação de alguns órgãos municipais (secretarias, setores, departamentos, etc.) para tornar viável o acompanhamento e fiscalização dos serviços realizados, bem como o alcance dos objetivos definidos para o saneamento básico. Na sede do município de Vale do Paraíso a prestação dos serviços de abastecimento de água seria realizada por meio de administração indireta pela Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia – CAERD. A Lei Municipal n° 925/2018, autorizou a concessão dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário de Vale do Paraíso a CAERD e autoriza o Poder Executivo a parcelar dívida referente a gastos com abastecimento de água da mesma sociedade de economia mista e o exercício das funções de regulação/fiscalização dos serviços é exercida pela Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (AGERO). Atualmente o município de Vale do Paraíso não possui sistema de esgotamento sanitário, desta forma a população faz uso de soluções alternativas para a eliminação dos esgotos produzidos. O serviço de manejo de águas pluviais é gerido pela administração direta da Prefeitura Municipal, sendo que a gestão dos serviços de drenagem fica a cargo da Secretaria de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP, que utiliza funcionários próprios e responde por todas as atividades. A coleta e o transporte dos resíduos domésticos da sede do município de Vale do Paraíso são de responsabilidade da Prefeitura Municipal e a prestação do serviço é realizada por meio do CIMCERO (Consórcio Público Intermunicipal da Região Centro Leste de Rondônia, através de Contrato de Concessão n°085/2019). A empresa contratada pelo CIMCERO para gestão do serviço de coleta e transporte é a empresa Amazon Fort Soluções Ambientais e Serviços de Engenharia Eireli, CNPJ: 84.750.538/0001-03. A gestão para coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos de serviço de saúde do município de Vale do Paraíso é realizada através do consórcio Cimcero. A coleta de RSS no município é realizada pela empresa Amazon Fort Soluções Ambientais e Serviços de Engenharia EIRELI. os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) dos estabelecimentos privados Página 169 de 189 do município de Vale do Paraíso são unanimemente coletados, transportados e tratados pela empresa Preserva Tratamento de Resíduos, localizada no município de Rolim de Moura/RO. O Quadro 51 apresenta sinteticamente a forma de prestação dos serviços de saneamento básico no município, sendo direta e indireta. Quadro 51 – Formas de Prestação atual dos Serviços de Saneamento Básico no município de Vale do Paraíso. Componente do Saneamento Básico Tipo de Gestão Forma de Prestação Prestador Abastecimento de Água Associada Direta (Não há contrato) CAERD Resíduos Sólidos Direta (Coleta de Resíduos) Centralizada (Coleta de Resíduos Sólidos) Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente SEMAPEM Indireta (Destinação final dos resíduos sólidos - Lixão) Não há. Indireta (Coleta de Resíduos de Saúde - Contrato) Amazon Fort Soluções Ambientais e de Serviços de Engenharia - EIRELI Centralizada (Limpeza Urbana) Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP Drenagem de águas pluviais Direta Centralizada Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP Esgotamento Sanitário - - - Fonte: Prefeitura Municipal de Vale do Paraíso (2020) O cenário futuro, recomendado para o Município de Vale do Paraíso/RO, visa promover o desenvolvimento institucional, permitindo a tomada de decisão quanto ao modelo de gestão e as ações necessárias para a universalização do saneamento básico, com base na legislação em vigor, conforme exposto na introdução deste Prognóstico. Página 170 de 189 7.1 Modalidades institucionais de prestação de serviços de saneamento básico a disposição do município Preliminarmente à exposição do Cenário atual, objetivos e metas para os componentes do saneamento básico, vale apresentar uma análise referente às diferentes modalidades jurídicoinstitucionais de prestação de serviços de saneamento básico que estão à disposição do município. Como preconizada pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, os municípios possuem a garantia de plena autonomia administrativa, financeira e política. Neste diapasão, a Lei Federal nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico (alterada pela Lei 14.026/2020), em seu Artigo 9º estabelece que o titular (município) é responsável por formular a sua política pública de saneamento básico, bem como: “I - elaborar os planos de saneamento básico, nos termos desta Lei, bem como estabelecer metas e indicadores de desempenho e mecanismos de aferição de resultados, a serem obrigatoriamente observados na execução dos serviços prestados de forma direta ou por concessão; II - prestar diretamente os serviços, ou conceder a prestação deles, e definir, em ambos os casos, a entidade responsável pela regulação e fiscalização da prestação dos serviços públicos de saneamento básico”. Deste modo, remete ao município as atribuições de planejar, regular, fiscalizar e prestar serviços, asseverando a formulação de estratégias, políticas e diretrizes que garantam a realização dos objetivos e metas do PMSB. Portanto, de posse deste Prognóstico, as autoridades municipais de Vale do Paraíso, auxiliadas pela sociedade civil organizada representada pelo Conselho Municipal de Saúde, pelo Comitê de Coordenação do PMSB e pelos secretários municipais, devem decidir acerca do regime de prestação de serviços e as modalidades jurídico-institucionais que irão adotar na execução do PMSB. Logo, a análise aqui apresentada fica à disposição da prefeitura municipal para subsidiar a decisão referente a forma de executar os serviços de saneamento, bem como serve de base para o estudo de viabilidade econômico-financeira apresentado posteriormente nos Produtos sequenciais desse PMSB. Anteriormente, a Lei nº 11.445/2007, elenca três formas de prestação dos serviços públicos de saneamento básico: a prestação direta, a prestação indireta (terceirização, permissão, autorização ou concessão) e a gestão associada. Basicamente, as modalidades institucionais disponíveis, referentes aos serviços de saneamento básico eram: (a) Autarquia; (b) Outorga a Sociedade de Economia Mista controlada pelo Poder Público Municipal; (c) Página 171 de 189 Concessão à Companhia de Água e Esgoto (CAERD), mediante Contrato de programa (Modalidade Atual); (d) Concessão Direta e/ou coleta e disposição dos resíduos sólidos, mediante licitação pública; (e) Parceria Público-Privada (PPP ), mediante licitação pública; (f) Gestão Associada e Compartilhada dos Serviços, a exemplo da constituição e filiação das prefeituras em Consórcios Intermunicipais de Saneamento Básico; (g) Prestação Direta dos Serviços por parte de secretarias municipais; (h) Prestação indireta dos Serviços através da terceirização. Contudo, como supracitado na Introdução, com a promulgação da Lei 14.026/20, alterando a Lei 11.445/07, as opções de prestação dos serviços públicos de saneamento básico pelo município passam a ser: prestação direta; e concessão, mediante licitação,de forma individual ou regionalizada. Referente aos casos de contratos em vigor, como é o caso da prestação pela CAERD em Vale do Paraíso, a Lei prevê que estes poderão ser mantidos somente mediante a condição de haver comprovação da capacidade econômico-financeira da contratada e a existência de metas e cronograma de universalização dos serviços de saneamento básico para o prazo de 2033. O município, exercitando seu pleno poder de decisão, pode optar por modalidades e regimes de prestação de serviços diferentes para cada uma dos quatro componentes do saneamento básico, considerando a alternativa mais eficiente e interessante para o município, dadas as condições e circunstâncias específicas. Uma vez escolhidos modalidade e regime de prestação de serviço, estes constam oficialmente no PMSB do município e em Lei própria de sua Política Municipal de Saneamento Básico, instrumento local da Política Nacional do Saneamento Básico. No entanto, convém ressaltar que a escolha de uma determinada modalidade jurídicoinstitucional de prestação de um dado serviço de saneamento básico não é definitiva. Há possibilidade de alteração desta definição na ocasião das revisões periódicas do PMSB, a ocorrerem no máximo a cada 4 anos, como prevê a Lei n° 11.445/2007 e o seu Decreto Regulamentador n° 7.217/2010. Conforme estabelecido na Lei 14.026/20, em seu Artigo 19, inciso V e parágrafo 4º. Desta forma, a autoridade municipal poderá estabelecer um prazo menor e definir a ocorrerem conforme estabelecido pela prefeitura de Vale do Paraíso que estabeleceu o máximo a cada 4 anos, como prevê a Lei supracitada. Os quadros abaixo apresentam a síntese das possibilidades de prestação dos serviços de saneamento básico e dos sistemas de cobrança correspondentes. Página 172 de 189 Quadro 52 – Quadro síntese das possibilidades de prestação dos serviços de água e esgoto e dos sistemas de cobrança correspondentes. Caracterização da política e do regime de cobrança Regimes e formas de prestação e sistemas de cobrança dos serviços de água e esgoto Direta Indireta Prestação Regionalizada Centralizada Descentralizada Concessão Administrativa Concessão Comum ou Patrocinada Direta Indireta Parcial Indireta Plena (1) Prestador de Serviço Órgão(s) Adm. Direta Autarquia municipal Empresa pública ou capital misto Concessionária Concessionária (ou permissionária) Consórci o público Órgão/ Entidade Delegatária Munic. Gestor do sistema de cobrança Secretaria de Finanças Autarquia municipal Empresa municipal Concessionária Concessionária Consórci o público Consórcio público Órgão/ Entidade Delegatária Munic. Ou Estadual Delegatári a Regime de cobrança preferencial Uso efetivo Cobrança de taxas ou tarifas Cobrança de tarifas Estrutura de cobrança Classificaçã o Categorias de consumo Mecanismos de cobrança Executor Gestor do sistema de cobrança e/ou Executor contratado/conveniado Meios de arrecadação Fatura do serviço de abastecimento de água e esgoto (1) Prestação integral do serviço mediante concessão comum ou patrocinada ou contrato de programa congênere Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2021), adaptado de ANA (2022). Página 173 de 189 Quadro 53 – Quadro síntese das possibilidades de prestação dos serviços de manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana de cobrança correspondentes. Caracterização da política e do regime de cobrança Regimes e formas de prestação e sistemas de cobrança dos serviços manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana Direta Indireta Prestação Regionalizada Centralizada Descentralizada Autorização (1) Concessão Administrativa Concessão Comum ou Patrocinada Direta Indireta Parcial Indireta Plena (2) Prestador de Serviço Órgão(s) Adm. Direta Autarquia municipal Empresa pública ou capital misto Cooper./Assoc . Usuários Concessionári a Concessionária (ou permissionária ) Consórci o público Órgão/ Delegatária Entidade Munic. Órgão/ Entidade Munic. Gestor do sistema de cobrança Secretaria de Finanças Autarquia municipal Empresa municipal Órgão/ Entidade Munic. Concessionári a Concessionária Consórci o público Consórcio público Delegatária Autorizada Órgão/ Entidade Munic. Ou Estadual Delegatári a Regime de cobrança preferencial Disponibilidade (3) ou Uso efetivo/presumid o (4) Cobrança de taxas ou tarifas Cobrança de tarifas Disposição e Uso potencial (5) Cobrança de taxas Cobrança indireta de taxas Cobrança de taxas Cobrança indireta de taxas Cobrança indireta de taxas Cobrança indireta de taxas Estrutura de cobrança Classificação Categorias de uso; Faixas de área construída/Padrão do imóvel, Faixas de consumo de água, Beneficiários de subsídios (isenções, taxa/tarifa social) Fatores de rateio Quantidade gerada de RDO; Paramétricos: Quantidade de pessoas, Consumo de água e/ou Área construída; outros. Mecanismo s de cobrança Executor Gestor do sistema de cobrança e/ou Executor contratado/conveniado Meios de arrecadação Carnê/guia do IPTU - Fatura do serviço de abastecimento de água - Fatura do serviço de energia elétrica - Fatura específica – Outros (mídia digital) (1) Soluções restritas no caso do serviço de manejo de RSU. (2) Prestação integral do serviço mediante concessão comum ou patrocinada ou contrato de programa congênere. (3) Disponibilidade efetiva: Imóvel edificado, em condições de utilização para qualquer atividade, situado em logradouro atendido pela atividade de coleta regular de RDO (Resíduos Sólidos Domiciliares). (4) Uso presumido: imóvel edificado ou não, onde houver qualquer atividade geradora de RDO, ou seja, usuário ativo do serviço de abastecimento de água ou de energia elétrica. (5) Disposição e uso potencial: Terreno vazio ou gleba urbana passível de parcelamento/loteamento, situado em logradouro atendido pela atividade de coleta regular de RDO Fonte: Projeto Saber Viver, TED IFRO/FUNASA 08/2017 (2021), adaptado de ANA (2022). Página 174 de 189 A definição dos mecanismos de arrecadação também pode afetar a sustentabilidade dos serviços de manejo de resíduos sólidos. No caso da arrecadação por meio do IPTU, por exemplo, há o risco de inadimplência e de estabelecimento de valores inferiores àqueles necessários ao custeio dos serviços, haja vista o baixo desempenho desse mecanismo arrecadatório na maior parte dos municípios brasileiros, com índices de inadimplência, em geral, superiores a 50%. As causas do baixo desempenho do mecanismo de IPTU são diversas, cabendo destacar as seguintes: práticas insatisfatórias de instituição, lançamento, arrecadação e cobrança do imposto; alto nível de transferências governamentais que desencorajam a tributação própria; baixa cultura fiscal e elevado custo político em reformar o IPTU na maioria dos municípios (De CESARE et al., 2015; CARVALHO JUNIOR, 2018; IPEA, 2018). Por sua vez, quando a cobrança ocorre na fatura dos serviços de água e esgoto, alguns prestadores de serviço relataram durante as reuniões para Tomada de Subsídios que, em geral, a inadimplência é menor, especialmente porque o não pagamento dessa fatura pode resultar no corte do fornecimento de água pelo respectivo prestador de serviços de água e esgotos. Verificase, portanto, que, de forma geral, a remuneração do serviço de RSU por meio de tarifa, seja específica ou associada a outros serviços, apresenta um potencial de aplicação ainda pouco explorado pela maioria dos municípios brasileiros (ANA, 2021). A análise para escolha da implementação da modalidade institucional mais propícia e eficiente pode ser baseada em critérios técnicos comparativos relativos à capacidade de resposta a demandas reais do município para o horizonte de 20 anos previsto, tais como: • Capacidade de mobilização dos recursos financeiros necessários; • Possibilidade de atendimento aos requisitos necessários para a prestação de serviço adequado; • Rapidez no atendimento à legislação sanitária, ambiental, recursos hídricos, tributária, defesa do consumidor, etc.; • Capacidade para atrair e manter no sistema os grandes consumidores de água e os grandes emissores de esgoto domésticos e efluentes industriais (visando economia de escala), bem como de garantir adesão mínima aos processos de gestão de resíduos sólidos propostos para a comunidade, como de resto nos procedimentos coletivos tendentes a melhorar a drenagem urbana; • Capacidade de efetuar, pela menor tarifa, a prestação adequada dos serviços; Página 175 de 189 • Capacidade de adequação e cumprimento das práticas comerciais adequadas; • Capacidade de racionalização do uso dos recursos hídricos existentes; • Segurança política institucional; • Capacidade de atrair parceiros privados; • Manter de forma satisfatória a complexidade do arranjo institucional; • Assegurar uma aceitabilidade mínima por parte da comunidade, da classe política, dos meios de comunicação e demais entidades organizadas da sociedade civil, quanto aos regimes de prestação de serviços adotados. O Quadro 54 explicita outras situações específicas de restrições legais para a escolha de áreas para a disposição de resíduos sólidos urbanos, baseados em parâmetros técnicos. O Quadro 55 apresenta a qualificação dos critérios técnicos referentes à hierarquização das modalidades institucionais de prestação de serviços de Saneamento Básico. Quadro 54 – Qualificação dos critérios técnicos referentes a hierarquização das modalidades institucionais de prestação de serviços de Saneamento Básico. Fator Qualificação Critérios de atendimento Mobilização de recursos financeiros Pleno Quando nada obsta o atendimento Médio Quando existem dúvidas quanto ao atendimento Insuficiente Quando há obstáculos significativos ao atendimento Atendimento dos requisitos de serviço adequado Pleno Quando nada obsta o atendimento Médio Quando existem dúvidas quanto ao atendimento Insuficiente Quando há obstáculos significativos ao atendimento Rapidez no atendimento à legislação pertinente Pleno Quando o atendimento é realizado rapidamente. Médio Quando o atendimento é realizado em tempo moderado. Insuficiente Quando o atendimento é realizado com tempo retardado Nível tarifário para serviço adequado Pleno Quando as tarifas são baixas Médio Quando as tarifas são aceitáveis Insuficiente Quando as tarifas são altas Adequação de práticas comerciais Pleno Quando nada obsta o atendimento Médio Quando existem dúvidas quanto ao atendimento Insuficiente Quando há obstáculos significativos ao atendimento Racionalização do uso de recursos hídricos Pleno Quando o uso de recursos hídricos é racional Médio Quando o uso de recursos hídricos é razoável Insuficiente Quando o uso de recursos hídricos é insatisfatório Pleno Quando não há nenhum risco conhecido Página 176 de 189 Segurança políticoinstitucional Médio Quando existem níveis aceitáveis de risco Insuficiente Quando os riscos são elevados Atração de parceiros privados Pleno Quando nada obsta o atendimento Médio Quando existem dúvidas quanto ao atendimento Insuficiente Quando há obstáculos significativos ao atendimento Complexidade do arranjo institucional Pleno Quando o arranjo é simples Médio Quando existe complexidade passível de controle Insuficiente Quando o arranjo é muito complex Aceitabilidade pela sociedade Pleno Quando não existem restriç Médio Quando existem dúvidas quanto à adequação Insuficiente Quando existe rejeição Fonte: Projeto Saber Viver—TED IFRO/FUNASA 08/2017. Quadro 55 – Análise comparativa das Modalidade Institucionais, considerando a qualificação dos critérios para o município de Vale do Paraíso. FATORES DE COMPARAÇÃO MODALIDADES INSTITUCIONAIS Prestação direta (ex.: Autarquia municipal - SAAE) Concessão por Contrato (ex.: CAERD) Concessão individual mediante Licitação Pública Concessão regionalizada mediante Licitação Pública Mobilização de recursos financeiros Médio Insuficiente Insuficiente Pleno Atendimento dos requisitos de serviço adequado Médio Insuficiente Insuficiente Pleno Rapidez no atendimento à legislação pertinente Médio Médio Pleno Pleno Atração de grandes usuários dos serviços Médio Insuficiente Médio Pleno Nível tarifário para serviço adequado Médio Médio Insuficiente Médio Adequação de práticas comerciais Médio Insuficiente Médio Pleno Racionalização do uso de recursos hídricos Médio Insuficiente Pleno Pleno Segurança políticoinstitucional Pleno Insuficiente Pleno Pleno Atração de parceiros privados Insuficiente Insuficiente Médio Pleno Complexidade do arranjo institucional Pleno Médio Médio Médio Aceitabilidade pela sociedade Médio Insuficiente Médio Médio Solução de continuidade por já estar operando Insuficiente Pleno Insuficiente Insuficiente Enquadramentos em Pleno 2 1 3 8 Enquadramentos em Médio 8 3 5 3 Enquadramentos em Insuficiente 2 8 4 1 Fonte: Projeto Saber Viver—TED IFRO/FUNASA 08/2017. Página 177 de 189 Página 178 de 189 Examinando a análise comparativa apresentada no Quadro acima, conforme o preenchimento dos critérios elencados, pode-se chegar a algumas conclusões, delineadas a seguir: ● Prestação direta pelo município Esta alternativa pode ser feita através de autarquia municipal e caracteriza-se como opção de plena segurança político-institucional e simplicidade no arranjo institucional, por ser vinculada inteiramente à administração municipal. Porém, há alguns gargalos que dificultam a escolha desta modalidade, principalmente referentes às dificuldades na obtenção de recursos financeiros e de mão de obra qualificada para a gestão do saneamento, vistas as condições elementares do município em termos de arrecadação e baixa qualificação técnica de seu quadro de servidores. Um ponto favorável a escolha desta modalidade é a possibilidade da extensão do prazo de universalização dos serviços de saneamento básico para 2039, sendo esta o atendimento de 99% (noventa e nove por cento) da população com água potável e de 90% (noventa por cento) da população com coleta e tratamento de esgotos. Destaca-se todavia, que para o componente Drenagem e Manejo de Águas Pluviais Urbanas, esta alternativa de administração direta se caracteriza como a alternativa mais proeminente, por melhor se moldar às circunstâncias e peculiaridades referentes à execução e manutenção deste serviço. ● Gestão pela CAERD por meio de Contrato de Programa Apesar de ser a modalidade atual, é referida como hipótese precária para continuidade futura, por alguns motivos. Primeiramente, há que se considerar o número elevado de críticas e reclamações relacionados à prestação de serviço ineficiente, falhas recorrentes de abastecimento e operação deficitária. Além disso, como já exposto, o novo Marco Legal de saneamento básico (Lei n° 14.026/2020) veda a prestação de serviços na modalidade de Contrato de programa. A única opção de continuidade deste contrato atual, até o final de sua vigência, é a Página 179 de 189 apresentação de algumas condicionantes referentes à garantia da universalização dos serviços de saneamento no prazo instituído, sendo as principais:a comprovação de capacidade econômico-financeira da contratada; e a existência de metas e cronograma específicos. Os contratos que não tiverem já expressas estas condicionantes, deverão viabilizar a inclusão destas até 31 de março de 2022. Se houver atendimento destas condicionantes, somadas à não interrupção dos serviços, redução de perdas e melhoria nos processos de tratamento, de forma comprovada, os contratos de programa podem continuar a ser executados normalmente. Contudo, atualmente a CAERD opera a prestação de serviços apenas do componente de abastecimento de água. Visto que a legislação vigente prioriza, apoia e incentiva serviços e das ações de saneamento integrado (Artigo 9, inciso XVI da Lei 11.445/07, atualizada pela Lei 14.026/20), as condicionantes acima destacadas deveriam ser ampliadas para englobar também os serviços de esgotamento sanitário e gestão de resíduos sólidos. ● Concessão individual mediante licitação pública Esta alternativa constitui-se como possível para os componentes de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Como ponto favorável contempla a possibilidade de se alcançar o objetivo de qualidade e quantidade satisfatórias de serviços. Porém, desfavoravelmente há certa preocupação com o custo tarifário e de pagamentos do setor público, que tende a subir consideravelmente. Considerando este aspecto, a atratividade para alguma concessionária particular tende a ser baixa. Em contrapartida, a concessão regionalizada que oferece maior custo-benefício e lucratividade. Em referência ao componente de Resíduos Sólidos, esta alternativa foi analisada como inviável pelos altos custos operacionais e tecnológicos envolvidos, além da capacidade atual do município. Visto que a legislação vigente prioriza, apoia e incentiva serviços e das ações de saneamento integrado (Artigo 9, inciso XVI da Lei 11.445/07, atualizada pela Lei 14.026/20), tal ponto finda por dificultar ainda mais a escolha desta alternativa para o município. Cabe ressaltar que a realização de uma concessão não isenta o setor público da responsabilidade de prover os respectivos serviços de planejar, regular e fiscalizar o cumprimento dos contratos, submetidos a reavaliações periódicas para adequações das receitas aos custos de provisão dos serviços com qualidade técnica requerida e de universalização. Página 180 de 189 ● Concessão regionalizada mediante licitação pública Considerando-se a análise técnica comparativa apresentada e o exposto anteriormente neste item, esta alternativa representa a modalidade mais propícia para os componentes de água, esgoto e resíduos sólidos. No caso, há que se ressaltar a qualificação técnica e capacidade operacional mais elevadas que as empresas aptas a participarem desta modalidade geralmente apresentam. Um ponto desfavorável é que, no caso de Vale do Paraíso, a distância geográfica dos outros municípios tende a dificultar a logística de operação dos serviços, assim como aumentar os custos de operacionalização. Contudo, em contraste às outras alternativas e considerando a definição da Unidade Regional de Saneamento Básico no Estado de Rondônia, estabelecida na Lei Estadual 4.955/21, esta alternativa continua sendo a mais proeminente e viável dos pontos de vista técnico e econômico. Portanto, como resultado da análise técnica apresentada, conclui-se que a modalidade de Concessão Regionalizada mediante licitação pública é a mais propícia para os componentes de Abastecimento de água, Esgotamento sanitário e Gestão de Resíduos Sólidos, e a Administração Direta mais viável para a Drenagem e manejo de água pluviais (Quadro 56). Quadro 56 – Alternativas mais viáveis para prestação dos Serviços de Saneamento Básico. Componente do Saneamento Básico Forma de Prestação Abastecimento de Água Concessão regionalizada mediante licitação pública Esgotamento Sanitário Concessão regionalizada mediante licitação pública Resíduos Sólidos Concessão regionalizada mediante licitação pública Drenagem de águas pluviais Administração direta Fonte: Projeto Saber Viver—TED IFRO/FUNASA 08/2017 Página 181 de 189 7.2 Conselho Municipal de Saneamento Básico Conforme pontua o TR 2018, a Resolução nº 80 do Conselho Nacional das Cidades (DOU de 23/11/09, seção 01 nº 223, página 81) recomenda: “ao Ministério das Cidades que seja estabelecido como um dos critérios de prioridade para atendimento dos programas estruturados no âmbito da mencionada pasta, a realização de conferências das cidades e a criação de conselhos estaduais e municipais das cidades, pelos Estados, Núcleo Urbano Federal e municípios”. Logo, o controle social dos serviços de saneamento básico pode ser exercido por meio de um Conselho Municipal de Saneamento Básico do município, inclusive pela possibilidade de articular as questões do saneamento com a dinâmica territorial como um todo. Há ainda a possibilidade de que a atribuição seja incorporada pelo próprio Conselho Municipal de Saúde, a depender do estudo e da discussão feita de forma participativa nesta etapa do Prognóstico. Considerando a natureza qualitativa dessas instâncias, referente ao funcionamento regular, a pauta de reivindicações, e a capacidade da sua atuação influenciar nas decisões tomadas pelo município com relação ao saneamento básico, a melhor opção é a criação de um Conselho Municipal específico para o saneamento básico, vistas as muitas demandas de implantação, manutenção, revisão e ampliação em todos os componentes do PMSB Assim, independente da forma de gestão e prestação dos serviços deverá ser criado um Conselho Municipal de Saneamento Básico através de uma lei municipal. Caberá a este novo órgão, de natureza consultiva e deliberativa, o exercício do controle social, da fiscalização e da regulação dos serviços, garantindo assim a transparência dos prestadores dos serviços e a participação da sociedade nas deliberações necessárias para a garantia da qualidade dos serviços. O Conselho atuará também na gestão das ações a serem executadas conforme o PMSB de Vale do Paraíso/RO. O Conselho Municipal de Saneamento Básico deverá ser composto por representantes da sociedade civil organizada, representantes de Secretarias Municipais e Instituições Governamentais (como exemplo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos- SEMOSP, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente - SEMAPEM, a Secretaria Municipal de Saúde- SEMSAU, a Associação de Catadores, a EMATER, o Instituto Federal de Rondônia, a Universidade Federal de Rondônia e representantes das entidades/empresas prestadoras dos serviços). Uma possibilidade plausível é a transformação do Comitê de Coordenação no Conselho Municipal de Saneamento Básico. Página 182 de 189 Além disso, o Conselho Municipal de Saneamento Básico será responsável por acompanhar a alimentação das variáveis e uso dos indicadores de percepção social, de desempenho e do planejamento estratégico do PMSB, que estarão descritos no Produto H (Relatório sobre indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico) e Produto I (Sistema de Informações para auxílio à tomada de decisão), disponíveis no site do Projeto Saber Viver (http:saberviver.ifro.edu.br). Página 183 de 189 8 PREVISÃODE EVENTOS DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA Exigido entre os itens mínimos necessários em um Plano de Saneamento Básico, a previsão de eventos de emergência e contingência está citada nos quatro componentes do saneamento. Independentemente do cenário escolhido, a previsão dos eventos é de indispensável magnitude para o planejamento das operações de emergência. O planejamento das operações de emergência é a concepção de uma série de atividades que, se devidamente executadas, permitem preparar com antecedência ao desastre as ações necessárias para minimizar os impactos provocados pelo mesmo (Funasa, 2013). O Quadro 57 demonstra os eventos de emergência e contingência por componente. Quadro 57 – Eventos de emergência e contingência. Componente Ocorrência Ações contingenciais Abastecimento de água Qualidade inadequada da água dos mananciais da Sede e Distritos Monitoramento da qualidade da água para consumo humano Mapeamento de mananciais alternativos Orientações à população afetada Deficiências de água nos mananciais em períodos de estiagem Mapeamento de mananciais alternativos Orientações à população afetada Perdas físicas na distribuição Verificação e adequação de plano de ação (intervenções propostas) às características da ocorrência; Monitoramento contínuo de perdas; Rever procedimentos de rotina; Comunicação à população afetada Vazamento ou defeito das Redes de distribuição Acionamento dos meios de comunicação para aviso à população atingida pelo racionamento. Acionamento emergencial da manutenção para conserto imediato. Apoio com carros pipa a partir de fontes alternativas cadastradas. Disponibilidade de estoques das peças e acessórios necessários para realização dos consertos. Rompimento de redes e linhas adutoras de água tratada Acionamento emergencial da manutenção para conserto imediato da adutora e/ou redes de distribuição. Apoio com carros pipa a partir de fontes alternativas cadastradas. Disponibilidade de estoques das peças e acessórios necessários para realização dos consertos. Página 184 de 189 Falta de um sistema de abastecimento de água, Criar alternativas de fornecimento de água. Apoio com carros pipa a partir de fontes alternativas cadastradas. Esgotamento Sanitário Enchentes/inundações anuais Elaborar Programa de Gerenciamento de riscos; Plano de Contingência; Treinamento da população para resposta rápida a alarmes, e sinais sonoros; Treinar previamente a população das áreas de risco sobre a sequência de procedimentos a adotar na configuração das hipóteses de risco; Elaborar um Plano de Ação de Emergência. Poluição dos corpos receptores Ampliar o monitoramento e fiscalização destes equipamentos na área urbana e na zona rural, principalmente nas fossas localizadas próximas aos cursos de água e pontos de lançamento de efluentes e de esgotos sem tratamento; Elaborar um Plano de Ação de Emergência. Lançamento indevido de águas pluviais na rede coletora de esgoto Executar reparo das instalações danificadas. Comunicar à Vigilância Sanitária e à SEMA. Ampliar a fiscalização e o monitoramento das redes de esgoto e de captação de águas pluviais com o objetivo de identificar ligações clandestinas, regularizar a situação e implantar sistema de cobrança de multa e punição para reincidentes. vazamento e/ou infiltração de esgoto por ineficiência de fossas Promover o isolamento da área e contenção do resíduo com objetivo de reduzir a contaminação. Conter vazamento e promover a limpeza da área com caminhão limpa fossa, encaminhando o resíduo para a estação de tratamento de esgoto. Exigir a substituição das fossas negras por fossas sépticas e sumidouros ou ligação do esgoto residencial à rede pública quando o sistema estiver disponível. Construção de fossas inadequadas e ineficientes Implantar programa de orientação da comunidade em parceria com a prestadora quanto à necessidade de adoção de fossas sépticas em substituição às fossas negras e fiscalizar se a substituição e/ou desativação está acontecendo nos padrões e prazos exigidos. Rompimento, extravasamento Conter vazamento e promover a limpeza da área com caminhão limpa fossa, encaminhando o resíduo para a estação de tratamento de esgoto. Exigir a substituição das fossas negras por fossas sépticas e sumidouros ou ligação do esgoto residencial à rede pública quando o sistema estiver disponível. Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos Explosão do lixão Implantar Programa de Gerenciamento de Riscos; Implantar Plano de Ação de Contingência; Implantar sistema de isolamento, avisos e vigilância; Mapear, identificar e cadastrar as áreas de risco; Paralisação da operação; Página 185 de 189 Comunicação ao responsável técnico; Isolar a área e remover as pessoas e Sinalizar a área; Comunicação à administração pública – Secretaria ou Órgão responsável, Comunicação à Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Perícia Técnica, Comunicação ao Órgão ambiental e/ou Polícia ambiental, Comunicação à população; Solicitação de apoio a municípios vizinhos. Impedimento de acesso Acionamento dos meios de comunicação para aviso à população sobre o atraso na coleta. Comunicação à administração pública – Secretaria ou Órgão responsável. Depredação Comunicação à administração pública – Secretaria ou Órgão responsável, Comunicação à Polícia Civil e Perícia Técnica, Comunicação ao Órgão ambiental e/ou Polícia ambiental. Vazamento de Efluente Implantar Programas de Educação Ambiental para orientação da população de como lidar com o problema; Implantar Programa de Gerenciamento de Riscos; Implantar Plano de Ação de Contingência; Uso de equipamento de proteção individual; Isolar o efluente adequadamente para que não ocorra sua dispersão; Chamar os bombeiros e os técnicos da Secretaria de Saúde e de Meio Ambiente. Drenagem e manejo de águas pluviais Enchentes/Inundações Anuais Prevenção dos eventos de enchente/inundação Zoneamento/Mapeamento das áreas de maior risco Projetos Comunitários de Manejo Integrado de Microbacias Obras de Perenização e Controle de Enchentes (canais, sistema de represas, etc.) Barragens reguladores Obras de Desenroscamento, Desassoreamento e Canalização Canais de Derivação e de Interligação de Bacias Diques de Proteção Medidas para otimizar a alimentação do lençol freático (florestamento e reflorestamento, por exemplo) Bacias de captação de Água (construídas nas laterais de estradas vicinais). Os deslizamentos de terra podem comprometer o sistema de drenagem na zona rural Elaborar e implantar projetos de proteção para o sistema de drenagem na área rural, iniciando áreas mais afetadas por processos erosivos. Assoreamento dos emissários de drenagem pluvial, Promover reestruturação/reforma/adaptação ou construção de emissários e dissipadores adequados nos pontos finais dos sistemas de drenagem. Página 186 de 189 Falta de manutenção pode ocorrer obstrução dos dispositivos de microdrenagem Sensibilizar e mobilizar a comunidade através de iniciativas de educação ambiental como meio de evitar o lançamento de resíduos nas vias públicas e nos sistemas de drenagem. Ampliar a frequência de limpeza e manutenção das bocasde-lobo, ramais e redes de drenagem urbana. Os riscos de doenças relacionados à veiculação hídrica Sensibilizar e mobilizar a comunidade através de iniciativas de educação ambiental como meio de evitar o lançamento de resíduos nas vias públicas e nos sistemas de drenagem. Acionamento da Defesa Civil. Informar o órgão ambiental competente e/ou Vigilância Sanitária. Fonte: Projeto Saber Viver—TED IFRO/FUNASA 08/2017 De acordo com o levantamento realizado na etapa do diagnóstico, descrito no capítulo 5 do Produto C; e as informações sobre gestão de riscos e respostas a desastres, disponibilizadas pelo município para a Pesquisa de Informações Básica Municipais- MUNIC/IBGE (2017) , O município de Vale do Paraíso não tem histórico de inundações que tenham causado isolamento de bairros ou localidades. Na cidade existem pontos onde, em função da impermeabilização do solo e da falta de dispositivos de drenagem, a água se acumula, e na zona rural, onde há passagem de córregos cortando estradas vicinais ou onde estas interrompem a passagem natural das águas. O município de Vale do Paraíso, não apresenta setores de risco alto ou muito alto a deslizamentos, inundações, enxurradas ou erosões, pois, o núcleo urbano foi edificado sobre uma região de relevo aplainado, com declives suaves, onde os principais igarapés percorrem áreas fora dos domínios do perímetro urbano, nas quais atualmente inexiste a presença de habitações e consequentemente não originando setores de alto e ou muito alto risco de inundações. Página 187 de 189 9 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12.217/1994: Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público. Rio de Janeiro, 1994. NBR 13.896/1997: Aterros de resíduos não perigosos - Critérios para projeto, implantação e operação. Rio de Janeiro, 1997. BRASIL. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS SERVIÇOS MUNICIPAIS DE SANEAMENTO; FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE. Criação e organização de serviços municipais ou intermunicipais de saneamento básico. Brasília: Funasa, 2017. BRASIL. 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Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 - Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera as Leis nº 9.984, de 17 de julho de 2000, nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, nº 11.107, de 6 de abril de 2005, nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 12.305, de 2 de agosto de 2010, 13.089, de 12 de janeiro de 2015, nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017; e dá outras providências. Brasília, 2020. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2020/lei/l14026.htm> Diário Oficial da União – DOU. Poder Executivo, Brasília, DF. Resolução recomendada Nº 80, de 15 de outubro de 2009, seção 01 nº 223, p. 81. Ministério das Cidades. Conselho das Cidades DORNELLES, F. Gerenciamento da drenagem urbana. 01 aug. 2016, 21 dec. 2016. Notas de Aula. FUNDAÇÃO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO – FADE; BNDES. Relatório final de avaliação técnica, econômica e ambiental das técnicas de tratamento e destinação final dos resíduos. 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Relatório de Prospectiva e Planejamento Estrátegico do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Presidente Médici/RO. 2019. VEIGA, S. M.; RECH.D. Associações: como constituir sociedades sem fins lucrativos. Rio de Janeiro: DP&A: Fase, 2001. VON SPERLING, M. Introdução a Qualidade das Águas e ao Tratamento de Esgotos. 3.ed. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2006. VON SPERLING, Marcos. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos: Princípios do Tratamento Biológico de Águas Residuárias. Belo Horizonte: Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental; Universidade Federal de Minas Gerais, 1995. 240 p. 1 v. SNIS - SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÃO SOBRE SANEAMENTO (2000) Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos 2013. Disponível em http://www.snis.gov.br/, consultado em 2016. OLIVEIRA, S.V.W.B. Modelo para tomada de decisão na escolha de sistema de tratamento de esgoto sanitário. 2004. 293 f. Tese (Doutorado em Administração). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004. WARTCHOW, Dieter; GEHLING, Gino. Sistemas de Água e Esgoto. Instituto de Pesquisas hidráulicas - IPH, UFRGS. 2017. APÊNDICE B - PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES (PRODUTO E) 316 PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Outubro de 2022 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO PRODUTO E PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT da FUNASA, como produto para composição do Plano Municipal de Saneamento Básico, equivalente ao Produto E do Termo de Execução Descentralizada – TED 08/17, celebrado entre FUNASA e IFRO. O relatório foi elaborado pelo Comitê Executivo do PMSB e aprovado pelo Comitê de Coordenação, recebendo assessoramento técnico do IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº 1876/REIT-CGAB / IFRO, e financiamento através da FUNASA. VALE DO PARAÍSO/RO Outubro de 2022 PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Av. Paraíso, n. 2601 - Centro - CEP 76.923–000, Vale do Paraíso/RO (69) 3464-1005/ (69) 3464-1462 PREFEITA Poliana de Moraes Silva Gasqui Perreta VICE-PREFEITO Adriano de Souza Roxa FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE — FUNASA Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO) Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP: 76.803-596, (69) 3216-6138 www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br APRESENTAÇÃO Dentre o conjunto de documentos que norteiam a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), os Programas, Projetos e Ações correspondem ao momento de pactuação das propostas do PMSB com objetivos e metas definidos. Os programas, projetos e ações são apresentados para os quatro serviços de saneamento básico: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos. O presente Produto, norteado pelo Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) de 2018 e legislação vigente (Lei nº 11.445/07, alterada pela Lei nº 14.026/20), foi elaborado pelos Comitês Executivo e de Coordenação do PMSB do Município (conjuntamente com Prefeitura e Secretarias). Por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED) 08/2017, celebrado entre as instituições FUNASA e IFRO, o Município recebeu assessoramento técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), por meio do Projeto Saber Viver (Portaria nº1876/REIT-CGAB/IFRO), com financiamento advindo por intermédio da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Dentre a gama de produtos integradores do TED 08/17, os Programas, Projetos e Ações correspondem referem-se ao Produto E. Este Produto, bem como todos os Produtos integrantes do PMSB do Município também estão disponíveis para consulta pública no site https://saberviver.ifro.edu.br/. LISTA DE SIGLAS AGERO - Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado de Rondônia ATS - Aterro Sanitário ATT - Área de Transbordo e Triagem CAERD - Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ETA - Estação de Tratamento de Água PERH - Plano Estadual de Recurso Hídricos PEV - Ponto de Entrega Voluntária PMGRS - Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico RCC - Resíduos de Construção Civil RDO - Resíduos Domiciliares RS - Resíduos Sólidos RSU - Resíduos Sólidos Urbanos RSS - Resíduos de Serviços de Saúde SAA- Sistema de Abastecimento de Água SAI’s - Soluções Alternativas Individuais SES - Sistema de Esgotamento Sanitário LISTA DE QUADROS Quadro 1—Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de Vale do Paraíso..........................................................................................16 Quadro 2—Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa ...................................................................................................................19 Quadro 3— Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada na área rural do município de Vale do Paraíso..............................................................................20 Quadro 4—Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de Vale do Paraíso...................................................................................................23 Quadro 5—Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento no Distrito Santa Rosa .................................................................................................................................................. 24 Quadro 6— Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento na área rural do município de Vale do Paraíso...................................................................................................25 Quadro 7—Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de Vale do Paraíso .....................................................................................27 Quadro 8—Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa ..............................................................................................................29 Quadro 9— Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas áreas rurais do Município de Vale do Paraíso .....................................................30 Quadro 10—Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de Vale do Paraíso...................................................................................................32 Quadro 11—Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa ...................................................................................................................34 Quadro 12— Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas áreas rurais do Município de Vale do Paraíso ...................................................................................35 Quadro 13—Hierarquização das propostas para o serviço de abastecimento de água tratada no Município de Vale do Paraíso. .................................................................................................37 Quadro 14—Hierarquização das propostas para o serviço de esgotamento sanitário no Município de Vale do Paraíso. .................................................................................................39 Quadro 15—Hierarquização das propostas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Município de Vale do Paraíso................................................................................41 Quadro 16—Hierarquização das propostas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Município de Vale do Paraíso. .................................................................................................43 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO. ..................................................................................................................09 2 METODOLOGIA................................................................................................................10 3 PROPOSIÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB ............ 14 3.1 Abastecimento de Água .............................................................................................14 3.1.1 Programa Universalização do Abastecimento..........................................................14 3.1.2 Programa Preservação e Conservação Ambiental....................................................15 3.1.3 Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água...................15 3.2 Esgotamento Sanitário ...............................................................................................22 3.2.1 Programa Tratamento de Esgoto ..............................................................................22 3.2.2 Programa Preservação e Conservação Ambiental....................................................22 3.3 Manejo de Águas Pluviais ..........................................................................................26 3.3.1 Programa Caminho das Águas.................................................................................26 3.3.2 Programa Gestão de Riscos para Drenagem Pluvial................................................26 3.3.3 Programa Preservação e Conservação Ambiental....................................................26 3.4 Gestão de Resíduos Sólidos........................................................................................31 3.4.1 Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos................................31 3.4.2 Programa Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos.....................................31 3.4.3 Programa Preservação e Conservação Ambiental....................................................31 4 HIERARQUIZAÇÃO DAS PROPOSTAS DO PMSB .......................................... 36 4.1 Abastecimento de Água ..................................................................................................37 4.2 Esgotamento Sanitário ....................................................................................................39 4.3 Manejo de Águas Pluviais ..............................................................................................41 4.4 Manejo de Resíduos Sólidos...........................................................................................43 REFERÊNCIAS .....................................................................................................................45 Página 9 de 45 1 INTRODUÇÃO Segundo o Termo de Referência (TR) da FUNASA para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB (FUNASA, 2018), os Programas, Projetos e Ações (Produto E) pontuam o alcance e a viabilização dos objetivos e das metas definidos no Prognóstico; as fontes de financiamento envolvidas, de acordo com o planejamento orçamentário do Município; e os critérios operacionais para hierarquização das propostas. Dessa forma, a proposição contempla os quatro componentes referentes aos serviços de saneamento básico e se estende desde o campo mais amplo da política e da gestão dos serviços, ao campo da infraestrutura (obras para implantação/ampliação dos sistemas e melhorias operacionais), devendo haver clara correspondência entre as medidas a serem tomadas nos dois campos, pois a implantação e operação da infraestrutura não se sustenta sem a gestão do serviço. Nessa perspectiva, este Produto apresenta a proposição de programas e/ou projetos e/ou ações para a efetivação na prática do PMSB de Vale do Paraíso/RO, em que as atividades foram elaboradas e pactuadas de forma detalhada e organizada, considerando: ● a universalização do acesso por meio da expansão e de melhoria da prestação dos serviços para os quatro componentes (abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais); ● o atendimento da população rural e de baixa renda, incluindo as áreas dispersas mediante a utilização de sugestões compatíveis com suas características sociais, culturais e ambientais; ● o desenvolvimento institucional do saneamento por meio de capacitação de gestores e técnicos municipais sobre regularização dos contratos, segundo o que estabelece a legislação, o uso de tecnologias apropriadas e de tecnologias sociais para a gestão integrada e participativa; ● a capacitação dos agentes sociais quanto à política pública e à gestão dos serviços de saneamento básico, incluindo conselheiros municipais, lideranças comunitárias, agentes de saúde, representantes de movimentos sociais, entre outros que existirem no Município; ● o fortalecimento da educação ambiental e da mobilização social visando o combate ao desperdício, o consumo sustentável, o uso racional da água, a não geração, redução, reaproveitamento e reciclagem dos resíduos sólidos; Página 10 de 45 ● a implantação e/ou fortalecimento da coleta seletiva municipal com inclusão social dos catadores de materiais recicláveis como agentes econômicos e ambientais do manejo de resíduos sólidos; ● a regulação pública e regulamentação municipal para disciplinar os demais geradores de resíduos sólidos (RCC, RSS, perigosos, comerciais em grande volume,etc.) e para implementar a logística reversa; ● o controle e a redução de perdas nos sistemas de saneamento básico em operação no Município; ● o controle e a vigilância da qualidade da água para consumo humano (potabilidade e informação ao consumidor); ● o controle das condições de manejo de águas pluviais por meio de retenção do escoamento das águas superficiais, redução do nível de impermeabilização do solo, detenção e amortecimentos, revitalização de fundos de vale, aproveitamento de água de chuva, entre outras medidas; ● a reestruturação da gestão municipal do saneamento básico, de acordo com o que dispõe a Política Municipal e o Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços. Cabe pontuar que o Prognóstico (Produto D do PMSB) indicou as modalidades institucionais de prestação de serviços de saneamento básico mais viáveis para o Município de Vale do Paraíso. 2 METODOLOGIA A elaboração dos programas, projetos e ações aqui apresentados teve embasamento primeiramente nos dados e informações revelados no Diagnóstico Técnico-Participativo e pactuados no Prognóstico, os quais derivaram as alternativas de soluções para equacionar os principais problemas e deficiências do Município em matéria de saneamento básico. Em seguida, cumprindo o previsto na estratégia participativa e sob a condução dos Comitês do PMSB, foram realizados os eventos setoriais, as reuniões temáticas e a audiência pública (conferência municipal), a fim de viabilizar a participação efetiva e ativa da população na elaboração e pactuação do que o PMSB quer propor. Seguindo o TR 2018, a apresentação dos programas, projetos e ações é feita em formato de quadros, no objetivo de permitir a elaboração das propostas do PMSB de uma maneira menos Página 11 de 45 genérica e mais bem especificadas, de forma que expressem com clareza a sua vinculação com o que foi definido no prognóstico e pactuado com a população. Inicialmente, são apresentados os quadros referentes a cada componente do saneamento básico. Cada componente abrange mais de um programa, e para cada programa proposto, há um desdobramento em projetos e respectivas ações. Para um entendimento claro das informações contidas nos quadros, cabe explicitar algumas notas para melhor compreensão dos pontos abordados: ● Na 1ª coluna do quadro consta o componente do saneamento básico abordado, sendo: AA (abastecimento de água) ou ES (esgotamento sanitário) ou AP (manejo de águas pluviais) ou RS (manejo de resíduos sólidos), ou mais de um entre os quatro. ● A Natureza da proposta pode ser classificada preponderantemente como Estruturante (ligada especificamente à gestão) ou Estrutural (ligada à implantação/ampliação de sistemas, operação/manutenção da infraestrutura); ● A proposta deve ser vinculada a um Objetivo e/ou Meta estabelecida no Prognóstico do PMSB, o qual por sua vez advém de algum problema/deficiência revelado no Diagnóstico; ● As Áreas/Comunidades do Município a serem atendidas são indicadas, em conformidade com para a organização territorial adotada no PMSB segundo os setores de mobilização; ● A indicação das Fontes de Financiamento disponíveis servem para nortear a viabilidade efetiva de execução das ações propostas. Além da exposição dos programas, projetos e ações a serem realizados, este Produto também elenca a hierarquização das propostas, com o objetivo de atribuir uma visão mais estratégica ao PMSB e orientar o Município para tornar exequível aquilo que é tido como mais prioritário. Para isso, é utilizada uma metodologia que elenca critérios dentro de dimensões mais abrangentes, sendo estas de natureza Institucional, Social, Ambiental, Econômicofinanceira e Operacional. Dentro da dimensão Institucional, o critério Integralidade se refere a um projeto implementado em um determinado serviço que equaciona também problemas diagnosticados em outros serviços de saneamento básico. A exemplo, a melhoria do gerenciamento de Página 12 de 45 Resíduos de Construção Civil pode contribuir para o melhor funcionamento do serviço de manejo de águas pluviais. O critério de Intersetorialidade diz respeito a uma ação implementada em uma área de saneamento básico que impacta positivamente também outra área, promovendo a interface do saneamento com outras políticas públicas (saúde, meio ambiente, gestão de recursos hídricos, habitação de interesse social, desenvolvimento local, entre outras). Como exemplo, a implantação de um aterro sanitário, assegurando-se sua operação adequada, equaciona vários problemas de contaminação ambiental e de recursos hídricos, impactando positivamente a política de meio ambiente do Município. O critério de Regulação pública se reporta ao fortalecimento da capacidade de gestão da administração municipal (direta e indireta). Pode ocorrer, por exemplo, quando da criação de entidade de regulação de saneamento básico. O critério de Participação e Controle Social se refere ao exercício do controle social sobre as atividades de gestão dos serviços, bem como à qualificação da participação popular no processo de formulação, implementação e avaliação da Política Pública e do PMSB. Como exemplo, pode-se efetivar a capacitação dos Comitês do PMSB como uma ação pós-Plano, estendendo-a ao órgão colegiado (existente ou a ser criado) e outros conselhos municipais, os quais podem passar a atuar como instâncias de acompanhamento e avaliação do PMSB, avaliando os resultados obtidos e decidindo sobre a correção de rumos e, futuramente, na revisão. Quanto à natureza social, o critério de Universalização e inclusão social abrange projetos que ajudam a reduzir o nível de desigualdades sociais do Município por meio de implantação e prestação dos serviços de saneamento básico nas áreas diagnosticadas como lugares onde moram famílias de baixa renda e submetidas a situação de vulnerabilidade, tanto na área urbana quanto na área rural, incluindo áreas dispersas (comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais). A dimensão Ambiental abraça dois critérios. A reparação ambiental envolve a reparação a algum tipo de dano ambiental provocado pela ausência e/ou deficiência de saneamento básico. A exemplo, pode ser citada a implantação de uma Estação de Tratamento de Esgoto interligada ao sistema de esgotamento sanitário para evitar o lançamento de esgoto in natura nos cursos d’água do Município. A reparação ambiental e conformidade legal se refere a um projeto de reparação ambiental que também equacione alguma pendência legal, podendo ser um Termo de Página 13 de 45 Ajustamento de Conduta (TAC) ou outro tipo de Termo de Acordo, como por exemplo executar o encerramento do lixão e a remediação da área contaminada seguido da implantação de um aterro sanitário, em atendimento por exemplo a um TAC firmado pelo Município com o Ministério Público. A natureza econômico-financeira é contemplada por três critérios. O primeiro são as fontes de financiamento disponíveis, se reportando a projetos com fontes de recursos disponíveis para sua implementação, seja no âmbito do Governo Federal, Governo Estadual, comitês de bacia, consórcios públicos, entre outras instâncias, ou ainda de organismos multilaterais de cooperação. Também são avaliados nesse critério eventuais recursos disponibilizados por agentes privados, seja em parceria com o poder público local, seja em contrapartida ou em compensação em decorrência da presença de algum empreendimento de grande porte no Município. O critério de melhor relação custo benefício se define pela avaliação do maior número maior de pessoas beneficiadas comparando-se a implementação de um projeto em uma área e ou em outra, ou pelo próprio alcance da ação. Como exemplo, pode-se pensar em ações de saneamento em comunidades pobres onde moram mais pessoas. A sustentabilidade econômico-financeira dos serviços é um critério que tem por objetivo subsidiar a estruturação de uma política de remuneração dos serviços e/ou fomentar a recuperação dos custos dos serviços prestados, desde que as duas situações ocorram de acordo com os termos estabelecidos na Lei 11.445/2007. A dimensão Operacional contém o critério de melhoria da qualidade da prestação dos serviços, referindo-se a projetos que resultem na melhoria da qualidade da prestação dos serviços, com relação ao regime de eficiência e de eficácia da parte do prestador de serviços, ou com relação à efetividade gerada para a população usuária. A exemplo, pode ser a implementação de ações para redução das perdas no sistema de abastecimento de água, ou capacitação da população sobre como acionar a entidade reguladora para assegurar os seus direitos como usuários dos serviços de saneamento básico. É importante ressaltar que a validade da aplicação dessa metodologia de hierarquização das ações do PMSB está intrinsecamente relacionada ao processo de reflexão, análise e avaliação das ações pelos Comitês (de Coordenação e Execução). A pontuação e classificação das ações advém de um diálogo intenso e visão ampla sobre cada critério e o conjunto deles, e sua aplicação acaba por consubstanciar um exercício síntese de todo o processo do PMSB. Página 14 de 45 3 PROPOSIÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB Inicialmente, expomos a descrição dos Programas/Projetos desenvolvidos pelos Comitês Municipais do PMSB, assessorados pelo Projeto Saber Viver mediante do TED IFRO/FUNASA 2017 . Cabe reiterar que este Produto não se destina a pormenorizar o projeto em termos detalhados de ações, mas sim propor as ações previstas dentro de um planejamento um horizonte de 20 anos. Seguindo a sequência das etapas que integram o PMSB, o próximo Produto, denominado Programação de Execução do PMSB (Produto F) já propõe uma sistematização maior das propostas. Cabe ressaltar que a Lei 11.445/07, conforme as alterações e atualizações recebidas pela Lei 14.026/20, estabelece que a universalização dos serviços deve ocorrer até 31 de dezembro de 2033. Segundo a lei, a universalização implica no atendimento de 99% (noventa e nove por cento) da população com água potável e de 90% (noventa por cento) da população com coleta e tratamento de esgotos, assim como metas quantitativas de não intermitência do abastecimento, de redução de perdas e de melhoria dos processos de tratamento. A estrutura dos quadros a seguir foi desenvolvida pelo Projeto Saber Viver, o qual assessora os Comitês Municipais do PMSB por meio do TED IFRO/FUNASA 2017, tendo por base, fonte e referência o TR FUNASA 2018. Os quadros, apresentados dentro de cada um dos componentes do saneamento básico, são subdivididos pelas áreas de atuação dentro do Município de Vale do Paraíso, sendo estas a Sede Municipal e as comunidades rurais. 3.1 Abastecimento de Água 3.1.1 Programa Universalização do Abastecimento Conforme os objetivos dos termos legais para o PMSB, este programa prevê o projeto de ampliar o sistema de abastecimento urbano de forma a atender toda a população municipal em toda sua abrangência geográfica, social e cultural, considerando as tecnologias mais plausíveis em termos de custo/benefício e acessibilidade. Para isso, deverá contar com ações de manutenção e reforma da rede existente, para solucionar problemas atuais e garantir um sistema base eficiente que possa suportar ações posteriores referentes a ampliação da rede de abastecimento. Este Programa almeja também a distribuição sem perdas com o auxílio de projetos de Página 15 de 45 planejamento e aplicação de tecnologias e gestão atualizadas pelo avanço científico, bem como ações sistematizadas de investigação para resolução de problemas de vazamentos e perdas de recurso hídrico, e ainda projetos de educação ambiental em todos os níveis de ensino. 3.1.2 Programa Preservação e Conservação Ambiental Engloba projetos de planejamento a fim de evitar a contaminação do solo e do lençol freático. Em face do exposto pode-se afirmar que a preservação das matas ciliares é de fundamental importância para a manutenção de um ambiente equilibrado, pois diminui as ocorrências de erosão, reduzindo o assoreamento, e melhorando a paisagem natural do local. A falta da vegetação está diretamente ligada ao adensamento populacional, pois houve desmatamento, construção de casas e impermeabilização do solo. Os locais adensados próximos aos corpos hídricos são locais de ocupações irregulares que devido ao grau dos processos de degradação já se tornaram áreas de risco para a população quanto ao próprio corpo hídrico. 3.1.3 Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água Este Programa tenciona estruturar e implementar a gestão de riscos no processo de fornecimento de água do Município de Vale do Paraíso mediante a elaboração e execução do Plano de Gerenciamento de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água, que prevê eventos de emergência e contingência e propõe ações que permitam corrigir potenciais eventos que possam comprometer o Sistema. Quadro 1—Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de Vale do Paraíso PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Universalização dos Serviços de Abastecimento de Água 1 1. Ampliar o sistema de abastecimento existente (Eta, Captação e Casa de Química) em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população e colocar em funcionamento o sistema existente Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Elaborar um Projeto Executivo de requalificação do sistema existente Médio prazo Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária 1.2 Instalar sistema de captação, elevação e adução de água bruta Médio prazo Estrutural/ Estruturante 1.3 Instalar ETA, elevatórias de água tratada e infraestruturas (administrativo, casa da química e laboratório) Curto prazo Estrutural/ Estruturante 1.4 Instalar sistema de reservação 1.5 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar à rede de distribuição 2. Regularizar a prestação dos serviços conforme a Lei 14.026/2020 Melhoria da prestação dos Serviço 2.1 Elaborar estudo de viabilidade técnico-econômico da concessão dos serviços de água e esgoto incluindo a sede municipal e o Distrito Santa Rosa Imediato Estrutural/ Estruturante Governo Federal/ Estadual/Prefeitura Municipa 2.2 Realizar licitação da concessão dos serviços de água e esgoto Imediato Estrutural/ Estruturante Governo Federal/ Estadual/Prefeitura Municipa 2.3 Revisar sistema de tarifação adequado à realidade da área Imediato Estrutural/ Estruturante Governo Federal/ Estadual/Prefeitura Municipa 2 3. Ampliar a rede de abastecimento de água existente visando atender 99% da sede Melhoria da prestação dos Serviços 3.1 Elaborar um Projeto Executivo de requalificação e ampliação da rede de distribuição existente Imediato Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Página 16 de 45 municipal 2 4. Aderir à agência reguladora estadual Melhoria da prestação dos Serviços 4.1 Articular filiação à Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (AGERO) sobre termos legais Médio prazo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária 2 5. Adquirir e instalar hidrômetros e incentivar a população a realizar as ligações domiciliares no sistema de abastecimento de água Melhoria da prestação dos Serviços 5.1 Realizar aquisição de hidrômetros e instalar Imediato Operacional/ Estruturante 5.2 Elaborar instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição Curto prazo Estrutural/ Estruturante 1 6. Realizar a manutenção no sistema, garantindo o perfeito funcionamento do sistema de abastecimento de água Melhoria da prestação dos Serviços 6.1 Elaborar cronograma de manutenção Imediato Estrutural/ Estruturante Concessionária 6.2 Executar ações previstas no Elaborar cronograma de manutenção Imediato Estrutural/ Estruturante Concessionária 1 7. Criar um programa de conservação de solos e de água no município Melhoria da prestação dos Serviços 7.1 Implantar um programa de conservação de solos Imediato Estrutural Governo Estadual Prefeitura Municipal 1 8. Automatizar o Sistema Melhoria da prestação dos Serviços 8.1 Realizar a aquisição de equipamentos para automatização Imediato Estrutural 1 9. Promover a educação sanitária e ambiental para atender a sede, o Distrito Santa Rosa e zona rural Melhoria da prestação dos Serviços 9.1 Formar professores das escolas municipais e lideranças comunitárias para implementação de ações educativas e ambientais até 2023 Imediato Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Página 17 de 45 Página 18 de 45 9.2 Implementar programa municipal de educação sanitária e ambiental nas escolas a partir de 2024 Curto Prazo Estrutural/ Estruturante 9.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente a partir de 2024 Curto Prazo Estrutural/ Estruturante Programa 2 10. Elaborar um Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água Melhoria da prestação dos Serviços 10.1 Elaborar um Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água até 2028 Médio Prazo Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Preservação e Conservação Ambiental 1 11. Criar um conselho municipal de saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico Melhoria da prestação dos Serviços 11.1 Criar e implementar o conselho de saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico no município Imediato Estrutural Prefeitura Municipal Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 19 de 45 Quadro 2—Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Universalização dos Serviços de Abastecimento de Água 1 1. Implantar um sistema de abastecimento de água coletivo em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população aglomerada do Distrito Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao SAA Curto prazo Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária 1.2 Elaboração do Estudo de concepção e projeto para garantir tratamento e distribuição de água Curto prazo Estrutural/ Estruturante 2 2. Reduzir o uso de soluções individuais (poços amazonas) em área coberta pelo SAA Melhoria da prestação dos Serviços 2.1 Implantar programa de monitoramento da qualidade da água de acordo com as normas vigentes Curto prazo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Concessionária Fonte: Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 20 de 45 Quadro 3— Programas, Projetos e Ações para o serviço de abastecimento de água tratada na área rural do município de Vale do Paraíso PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO 1 1. Criar um programa de conscientização com auxílio da Vigilância Sanitária, para os moradores da área rural realizarem a etapa de tratamento da água antes do consumo Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Instituir programa de monitoramento da qualidade de água dos poços nas áreas rurais até 2026 Curto Prazo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Universalização dos Serviços de Abastecimento de Água 1 2. Implantar de soluções eficientes de alternativas de tratamento e abastecimento de água que atenda a 99% da população local Melhoria da prestação dos Serviços 2.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao S.A.A adequado a realidade da Área Rural Curto Prazo Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária 2.2 Instituir programa de monitoramento da qualidade de água dos poços nas áreas rurais até 2026 Curto Prazo Estrutural/ Estruturante 2.3 Instituir programa de financiamento de perfuração de poços em localidades isoladas até 2026 Curto Prazo Estrutural/ Estruturante 2.4 Implementar soluções de tratamento de água individualizadas para as áreas isoladas até 2028 Médio Prazo Estrutural/ Estruturante 2.5 Implementar Soluções alternativas coletivas em comunidades com pequenos agrupamentos populacionais até 2030 Longo Prazo Estrutural/ Estruturante Página 21 de 45 3. Criar um banco de dados na prefeitura municipal/secretaria de saúde Melhoria da prestação dos Serviços 3.1 Realizar levantamento de dados da população Longo Prazo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária 2 4. Elaborar e executar Programa de Educação Sanitária e Ambiental Melhoria da prestação dos Serviços 4.1 Formar professores das escolas rurais e lideranças do campo para implementação de ações educativas e ambientais até 2023 Imediato Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária 4.2 Implementar programa Rural de educação sanitária e ambiental nas escolas a partir de 2024 Curto Prazo Estrutural/ Estruturante 4.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente, a partir de 2024 Curto Prazo Estrutural/ Estruturante Fonte: Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). 3.2 Esgotamento Sanitário 3.2.1 Programa Tratamento de Esgoto A partir da análise do cenário atual do serviço público de esgotamento sanitário e do cenário futuro desejado, que foi construído a partir dos objetivos definidos para esta área, foi proposto o programa denominado Esgoto Tratado, cuja finalidade é universalizar o serviço de esgotamento sanitário utilizando soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do Município para realizar o tratamento e dar a destinação ambientalmente adequada do esgoto sanitário na zona urbana e na zona rural. O Programa objetiva executar as ações de ampliação, reforma e manutenção do sistema de esgotamento sanitário, bem como definir alternativas técnicas de engenharia para atender as diversas realidades encontradas no Município, garantindo o atendimento do serviço de esgotamento sanitário com qualidade de acordo com o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20. 3.2.2 Programa Preservação e Conservação Ambiental Engloba projetos de planejamento a fim de evitar a contaminação do solo e do lençol freático. Em face do exposto pode-se afirmar que a preservação das matas ciliares é de fundamental importância para a manutenção de um ambiente equilibrado, pois diminui as ocorrências de erosão, reduzindo o assoreamento, e melhorando a paisagem natural do local. A falta da vegetação está diretamente ligada ao adensamento populacional, pois houve desmatamento, construção de casas e impermeabilização do solo. Os locais adensados próximos aos corpos hídricos são locais de ocupações irregulares que devido ao grau dos processos de degradação já se tornaram áreas de risco para a população quanto ao próprio corpo hídrico. O Programa inclui ações de controle ambiental, fiscalização, orientação, gestão ambiental, e ações educativas, por meio de parcerias com órgãos federais, estaduais e municipais, visando principalmente o combate ao desperdício, o consumo sustentável, o uso racional dos recursos naturais, e a reciclagem dos resíduos sólidos. Página 22 de 45 Página 23 de 45 Quadro 4—Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de Vale do Paraíso PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Tratamento de Esgoto 1 1. Implantar um SES visando à universalização da oferta do serviço para 90% da população Implantação do sistema de esgotamento sanitário 1.1 Elaboração e execução de projetos de implantação do SES até 2026 Imediato Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária 1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2030 Médio prazo Estrutural/ Estruturante 1 2. Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar programa de reforma e regularização das soluções e realizar monitoramento frequente e sistemático Implantação do sistema de esgotamento sanitário 2.1 Elaborar e executar projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028 Curto prazo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 2.2 Elaboração e execução de projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos públicos até 2030 2.3 Eliminação de 90% das fossas rudimentares e adesão ao SES até 2030 2 3. Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Melhoria da prestação dos serviços 3.1 Elaborar instrumentos legais que determinem o lançamento de águas cinzas em locais ambientalmente adequados Médio prazo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 3.2 Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Imediato Estrutural 3.3 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar à rede de distribuição Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021) Página 24 de 45 Quadro 5—Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento no Distrito Santa Rosa PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Tratamento de Esgoto 1 1. Implantar um SES visando à universalização da oferta do serviço para 90% da população Implantação do sistema de esgotamento sanitário 1.1 Elaboração e execução de projetos de implantação do SES até 2026 Imediato Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária 1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2030 Médio prazo Estrutural/ Estruturante 1 2. Identificar os impactos causados por soluções individuais, implantar programa de reforma e regularização das soluções e realizar monitoramento frequente e sistemático Implantação do sistema de esgotamento sanitário 2.1 Elaborar e executar projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028 Curto prazo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 2.2 Elaboração e execução de projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos públicos até 2030 2.3 Eliminação de 90% das fossas rudimentares e adesão ao SES até 2030 2 3. Criar e implantar programa de fiscalização junto a vigilância sanitária Melhoria da prestação dos serviços 3.1 Elaborar instrumentos legais que determinem o lançamento de águas cinzas em locais ambientalmente adequados Médio prazo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 3.2 Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Imediato Estrutural 3.3 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar à rede de distribuição Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 25 de 45 Quadro 6— Programas, Projetos e Ações para o serviço de esgotamento na área rural do município de Vale do Paraíso PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Tratamento de Esgoto 1 1. Implementar soluções alternativas individuais de baixo custo e adequadas às normas vigentes em até 90% dos domicílios até 2030 Implantação do sistema de esgotamento sanitário 1.1 Elaboração e execução de projeto de financiamento de soluções alternativas individuais adequadas em até 20% dos domicílios até 2028 Imediato Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1.2 Elaboração e execução de projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até 40% dos domicílios até 2030 Curto prazo Estrutural/ Estruturante 1.3 Elaboração e execução de projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até 90% dos domicílios até 2030 Médio prazo Estrutural/ Estruturante 1 2. Eliminar o uso de fossas irregulares por meio de campanhas de sensibilização, instrumentos legais, e ações de fiscalização até 2030 Implantação do sistema de esgotamento sanitário 2.1 Eliminação de 90% das fossas rudimentares até 2030 Curto prazo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). 3.3 Manejo de Águas Pluviais 3.3.1 Programa Caminho das Águas A partir da análise do cenário atual do serviço público de drenagem e manejo de águas pluviais, construído a partir dos resultados obtidos no Diagnóstico Técnico-Participativo, e do cenário futuro desejado, que foi construído a partir dos objetivos definidos para esta área, foi proposto o programa denominado Caminho das Águas. O programa tem como finalidade utilizar soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do Município, em toda a área urbana, para prestar o serviço de drenagem e manejo das águas pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes, adequados à saúde pública e à segurança da vida e do patrimônio público e privado. Este Programa tem como finalidade atender a população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para atender a realidade da Sede Municipal e da extensão rural. Para isso, são previstas ações de planejamento, execução, ampliação, manutenção e reparo das estruturas de drenagem. 3.3.2 Programa Gestão de Riscos para Drenagem Pluvial A partir deste Programa será estruturada a gestão de riscos para o serviço de drenagem urbana do Município de Vale do Paraíso mediante a elaboração e execução do Plano de Gerenciamento de Risco para o Manejo de Águas Pluviais, que prevê eventos de emergência e contingência e propõe ações que permitam corrigir potenciais eventos que possam comprometer o sistema e a população local. 3.3.3 Programa Preservação e Conservação Ambiental Este programa visa à diminuição dos impactos causados ao ambiente por ausência de soluções adequadas referentes ao manejo da drenagem das águas pluviais. Página 26 de 45 Página 27 de 45 Quadro 7—Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de Vale do Paraíso PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Caminho das Águas 1 1. Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a realidade do município, até 2026 Médio prazo Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1.2 Elaborar e executar projeto de ampliação e unificação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento 70% do território urbano municipal até 2030 Médio prazo Estrutural/Est ruturante 1.3 Elaboração e execução de projeto de ampliação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais em 100% até 2033 Longo Prazo 2 2. Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Melhoria da prestação dos Serviços 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028 Contínuo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Prefeitura Municipal 2.2 Implantação de ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026 2.3 Elaboração e execução de Plano Diretor de Drenagem Urbana até 2024 2 3. Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Melhoria da prestação dos Serviços 3.1 Criar e implantar um cronograma de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem existentes Contínuo Estrutural/Est ruturante Prefeitura Municipal 3.2 Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do município Contínuo Estrutural Página 28 de 45 3.3 Implantar lei municipal que dispõe sobre a drenagem pluvial no município 2 4. Mapear as estruturas e planejamento de realizar novas obras Melhoria da prestação dos Serviços 4.1 Mapear as estruturas existentes no Município e criar um cadastro técnico Médio prazo Estrutural/Est ruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 4.2 Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária para identificar e encerrar as ligações clandestinas Contínuo 4.3 Criar um programa de educação ambiental e sanitária sobre a importância de não realizar ligações clandestinas na rede de drenagem pluvial Curto Prazo Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 29 de 45 Quadro 8—Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Caminho das Águas 1 1. Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a realidade do Distrito, até 2026 Médio prazo Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1.2 Implantar um sistema de drenagem adequado com a realidade do Distrito Médio prazo Estrutural/ Estruturante 2 2. Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Melhoria da prestação dos Serviços 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema que será construído Contínuo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Prefeitura Municipal 2.2 Implantar ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem 2 3. Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Melhoria da prestação dos Serviços 3.1 Criar e implantar um cronograma de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Contínuo Estrutural/Est ruturante Prefeitura Municipal 3.2 Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do município Contínuo Estrutural 3.3 Implantar lei municipal que dispõe sobre a drenagem pluvial no município Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 30 de 45 Quadro 9— Programas, Projetos e Ações para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas áreas rurais do Município de Vale do Paraíso PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Caminho das Águas 1 1. Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Elaborar e Executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado a realidade da área rural até 2026 Médio prazo Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1.2 Elaborar cronograma permanente de manutenção das estradas e acessos das áreas rurais até 2026 Médio prazo Estrutural/ Estruturante 1.3 Elaborar projetos de controle de erosão das margens dos rios das comunidades rurais até 2028 Longo Prazo 2 2. Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Melhoria da prestação dos Serviços 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028 Contínuo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Prefeitura Municipal 2.2 Implantação de ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026 Contínuo Programa Preservação e Conservação Ambiental 2 3. Elaboração e execução de projetos de recuperação, proteção e a conservação dos solos e das águas Melhoria da prestação dos Serviços 3.1 Elaborar projetos de macrodrenagem na área rural até 2026 Contínuo Estrutural/ Estruturante 3.2 Execução de obras de Prefeitura Municipal macrodrenagem no município até 2028 Contínuo Estrutural Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). 3.4 Gestão de Resíduos Sólidos 3.4.1 Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos A partir da análise do cenário atual do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, construído por intermédio dos resultados obtidos no Diagnóstico TécnicoParticipativo, e do cenário futuro desejado, que foi construído a partir dos objetivos definidos para esta área, foi proposto o programa denominado Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos, cuja finalidade é universalizar o serviço de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos utilizando soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do Município para fazer o gerenciamento e dar a destinação ambientalmente adequada para os resíduos sólidos na zona urbana e na zona rural. 3.4.2 Programa Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos O Programa almeja atender 100% da população do Município com coleta e destinação adequada dos resíduos, considerando a legislação vigente quanto ao gerenciamento e à disposição final. Além disso, objetiva a manutenção dos espaços públicos por meio de atividades de limpeza urbana e conservação de vias. É prevista também a implantação da coleta seletiva no Município, bem como ações de incentivo à organização e constituição de associação ou cooperativa de catadores de materiais recicláveis. 3.4.3 Programa Preservação e Conservação Ambiental O Programa inclui ações de controle ambiental, fiscalização, orientação, gestão ambiental, e ações educativas, por meio de parcerias com órgãos federais, estaduais e municipais, visando principalmente o combate ao desperdício, o consumo sustentável, o uso racional dos recursos naturais, e a reciclagem dos resíduos sólidos. Página 31 de 45 Página 32 de 45 Quadro 10—Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de Vale do Paraíso PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Gerenciamento e destinação dos Resíduos Sólidos 1 1. Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Consolidar a adesão ao Consórcio Público Intermunicipal de Rondônia (CIMCERO) e realizar um contrato para destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos produzidos (sede municipal e Distrito Santa Rosa) Imediato Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1.2 Implementar a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos) até 2028 Médio prazo Estrutural/ Estruturante 1.3 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Curto prazo Estrutural/ Estruturante 1.4 Criar uma Cooperativa de Catadores de resíduos recicláveis até 2024 Imediato Estruturante Prefeitura Municipal 1.5 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de garantir sustentabilidade econômico-financeira Imediato Estrutural/ Estruturante Prefeitura Municipal 1 2. Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento , reuso, redução e reciclagem de resíduos Melhoria da prestação dos Serviços 2.1 Criar programa de educação ambiental e sanitária atendendo a sede e o Distrito Santa Rosa Curto prazo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1 3. Melhorar infraestrutura para gestão de Resíduos de Construção Civil (RCC), gestão de resíduos verdes e de resíduos volumosos Melhoria da prestação dos Serviços 3.1 Implantar um modelo de gestão voltada para os RCC, resíduos volumosos e resíduos verdes Curto prazo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 3.2 Criar um programa de compostagem em parceria com a cooperativa de catadores para reutilização dos resíduos verdes Curto prazo Estrutural 3.3 Reutilizar os resíduos de construção civil em aterramento nas obras da prefeitura municipal Curto prazo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Página 33 de 45 2 4. Elaborar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para recuperar a área do antigo lixão do município Melhoria da prestação dos Serviços 4.1 Elaborar e implementar um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) visando a recuperação da área do antigo lixão até 2024 Curto prazo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 2 5. Atender 100% da área urbana do município com sistema de varrição, capina e poda Melhoria da prestação dos Serviços 5.1 Elaboração do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PMGRS) Programa Preservação e Conservação Ambiental 2 6. Implantar o sistema de logística reversa Melhoria da prestação dos Serviços 6.1 Promover a implantação da logística reversa, atuando no gerenciamento e fiscalização do sistema a ser implementado pelo Governo Estadual e Federal Contínuo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 6.2 Realizar identificação e cadastramento dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes locais dos produtos que tenham obrigatoriedade na implantação do sistema de logística 6.3 Promover ação de conscientização da população sobre a importância da devolução, após o uso, aos comerciantes ou distribuidores, dos produtos e das embalagens a que se refere o Art. 33 da Lei 12.305/2010 Governo Estadual/Prefeitura Municipal 6.4 Monitorar e fiscalizar programa Contínuo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 34 de 45 Quadro 11—Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Gerenciamento e destinação dos Resíduos Sólidos 1 1. Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Implementar a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos) até 2028 Médio prazo Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1.2 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Médio prazo Estrutural/ Estruturante 1.3 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de garantir sustentabilidade econômico-financeira Imediato Estrutural/Estrut urante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1 2. Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Melhoria da prestação dos Serviços 2.1 Criar programa de educação ambiental e sanitária Curto prazo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 1 3. Criar e implantar programa de coleta seletiva. Melhoria da prestação dos Serviços 3.1 Elaborar e Implantar um programa de coleta seletiva Curto prazo EconômicoFinanceira/ Estrutural e Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Programa Preservação e Conservação Ambiental 2 4. Atender a legislação quanto à coleta e destinação dos resíduos de limpeza pública Melhoria da prestação dos Serviços 4.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até 2024 Contínuo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal 4.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023 4.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 35 de 45 Quadro 12— Programas, Projetos e Ações para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas áreas rurais do Município de Vale do Paraíso PROGRAMA PRIORIDADE DO PROGRAMA OBJETIVO PROJETOS AÇÕES METAS NATUREZA FONTES DE FINANCIAMENTO Programa Gerenciamento e destinação dos Resíduos Sólidos 1 1. Elaboração de projetos para a gestão dos resíduos sólidos gerados na extensão rural de acordo com as realidades locais Melhoria da prestação dos Serviços 1.1 Criar pontos estratégicos para implantação de PEVs ou Ecopontos em locais estratégicos da área rural Médio prazo Operacional/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura 1.2 Promover a separação da Municipal coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Médio prazo Estrutural/ Estruturante Programa Preservação e Conservação Ambiental 2 2. Promover a educação sanitária e ambiental para atender as áreas da zona rural Melhoria da prestação dos Serviços 2.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até 2024 Contínuo Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura 2.2 Elaboração de cronograma Municipal de monitoramento permanente até 2023 2.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). 4 HIERARQUIZAÇÃO DAS PROPOSTAS DO PMSB Com o objetivo de atribuir uma visão mais estratégica ao PMSB, no sentido de torná-lo exequível naquilo que é tido como mais prioritário, utilizou-se uma metodologia que visa orientar o município na tarefa de hierarquização das propostas de programas, projetos e ações programadas. Os critérios elencados nessa metodologia são de natureza: ● Institucional ● Social ● Ambiental ● Econômico-financeira ● Operacional Além dessas dimensões relacionadas à natureza, esses critérios equivalem a ações tanto estruturais quanto estruturantes, sendo que essas últimas geram também resultados para o bom funcionamento da infraestrutura instalada. Passa-se, em seguida, à descrição de cada critério, organizado segundo a dimensão quanto à natureza à qual pertence, e associado ao seu próprio descritor, que certamente ajudará na tarefa de analisar, classificar e valorar cada programa no PMSB. Página 36 de 45 Página 37 de 45 4.1 Abastecimento de Água Quadro 13—Hierarquização das propostas para o serviço de abastecimento de água tratada no Município de Vale do Paraíso. PROGRAMA/ PROJETO D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO CRITÉRIO (S/N) PONTUAÇÃO (0 A 10) TOTAL DE PONTOS POSIÇÃO Universalização do Abastecimento Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 1 Regulação pública 3,0 S 10 30 Participação e controle social 3,0 S 10 30 Intersetorialidade 2,5 S 9 22,5 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 9 18 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 8 12 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 10 40 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 8 8 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 7 3,5 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 10 35 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 294 Preservação e Conservação Ambiental Inst. Integralidade 4,5 S 8 24 3 Regulação pública 3,0 S 8 24 Participação e controle social 3,0 S 7 17,5 Intersetorialidade 2,5 S 10 50 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 7 14 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 7 10,5 Página 38 de 45 PROGRAMA/ PROJETO D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO CRITÉRIO (S/N) PONTUAÇÃO (0 A 10) TOTAL DE PONTOS POSIÇÃO Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 10 40 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 6 6 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 6 3 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 35 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 8 24 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 264,5 Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 2 Regulação pública 3,0 S 9 27 Participação e controle social 3,0 S 10 30 Intersetorialidade 2,5 S 9 22,5 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 9 18 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 8 12 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 10 40 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 8 8 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 7 3,5 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 10 35 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 291 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA – TED 08/2017 (2021). Página 39 de 45 4.2 Esgotamento Sanitário Quadro 14—Hierarquização das propostas para o serviço de esgotamento sanitário no Município de Vale do Paraíso. PROGRAMA/ PROJETO D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO CRITÉRIO (S/N) PONTUAÇÃO (0 A 10) TOTAL DE PONTOS POSIÇÃO Tratamento de Esgoto Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 1 Regulação pública 3,0 S 10 30 Participação e controle social 3,0 S 10 30 Intersetorialidade 2,5 S 10 25 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 10 20 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 10 15 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 10 40 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 10 10 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 5 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 10 35 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 305 Preservação e Conservação Ambiental Inst. Integralidade 4,5 S 8 24 2 Regulação pública 3,0 S 8 24 Participação e controle social 3,0 S 7 17,5 Intersetorialidade 2,5 S 10 50 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 7 14 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 7 10,5 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 10 40 Eco/ Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 6 6 Página 40 de 45 finan. Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 6 3 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 35 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 8 24 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 264,5 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 41 de 45 4.3 Manejo de Águas Pluviais Quadro 15—Hierarquização das propostas para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Município de Vale do Paraíso. PROGRAMA/ PROJETO D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO CRITÉRIO (S/N) PONTUAÇÃ O (0 A 10) TOTAL DE PONTOS POSIÇÃO Caminho das Águas Inst. Integralidade 4,5 S 9 40,5 1 Regulação pública 3,0 S 8 24 Participação e controle social 3,0 S 8 24 Intersetorialidade 2,5 S 8 20 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 7 14 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 7 10,5 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 10 40 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 7 7 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 7 3,5 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 10 35 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 268,5 Gestão de Riscos para Drenagem Pluvial Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 2 Regulação pública 3,0 S 9 27 Participação e controle social 3,0 S 10 30 Intersetorialidade 2,5 S 9 22,5 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 9 18 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 8 12 Eco/ Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 10 40 Página 42 de 45 finan. Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 7 7 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 7 3,5 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 10 35 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 290 Preservação e Conservação Ambiental Inst. Integralidade 4,5 S 8 24 3 Regulação pública 3,0 S 8 24 Participação e controle social 3,0 S 7 17,5 Intersetorialidade 2,5 S 10 50 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 7 14 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 7 10,5 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 10 40 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 6 6 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 6 3 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 35 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 8 24 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 264,5 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA – TED 08/2017 (2021). Página 43 de 45 4.4 Manejo de Resíduos Sólidos Quadro 16—Hierarquização das propostas para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Município de Vale do Paraíso. PROGRAMA/ PROJETO D CRITÉRIOS PESO ATENDE AO CRITÉRIO (S/N) PONTUAÇÃ O (0 A 10) TOTAL DE PONTOS POSIÇÃO Gerenciamento e destinação dos resíduo sólidos Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 1 Regulação pública 3,0 S 10 30 Participação e controle social 3,0 S 10 30 Intersetorialidade 2,5 S 10 25 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 10 20 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 10 15 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 10 40 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 10 10 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 5 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 10 35 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 305 Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos Inst. Integralidade 4,5 S 10 45 2 Regulação pública 3,0 S 10 30 Participação e controle social 3,0 S 10 30 Intersetorialidade 2,5 S 9 22,5 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 10 50 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 9 18 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 9 13,5 Página 44 de 45 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 10 40 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 8 8 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 8 4 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 10 35 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 296 Preservação e Conservação Ambiental Inst. Integralidade 4,5 S 8 24 3 Regulação pública 3,0 S 8 24 Participação e controle social 3,0 S 7 17,5 Intersetorialidade 2,5 S 10 50 Social Universalização e inclusão social 5,0 S 7 14 Amb. Reparação ambiental 2,0 S 7 10,5 Reparação ambiental e conformidade legal 1,5 S 10 40 Eco/ finan. Sustentabilidade econômico financeira 4,0 S 6 6 Fontes de financiamento disponíveis 1,0 S 6 3 Melhor relação custo-benefício 0,5 S 10 35 Op. Melhoria da qualidade da prestação dos serviços 3,5 S 8 24 TOTAL DA PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À PROPOSTA DO PMSB 264,5 Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde - FUNASA.Termo de referência para elaboração de plano municipal de Saneamento Básico / Ministério da Saúde,Fundação Nacional de Saúde. – Brasília : Funasa, 2018. . PRESIDENCIA DA REPÚBLICA. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Disponível em: < http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao> Acesso em: 04 /02/2016. Lei nº 12.305, de 2 de Agosto de 2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, 2010. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao>. Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 - Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera as Leis nº 9.984, de 17 de julho de 2000, nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, nº 11.107, de 6 de abril de 2005, nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 12.305, de 2 de agosto de 2010, 13.089, de 12 de janeiro de 2015, nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017; e dá outras providências. Brasília, 2020. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2020/lei/l14026.htm> Página 45 de 45 APÊNDICE C - PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO (PRODUTO F) 362 PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Outubro de 2022 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO PRODUTO F PROGRAMAÇÃO DA EXECUÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT da FUNASA, como produto para composição do Plano Municipal de Saneamento Básico, equivalente ao Produto F do Termo de Execução Descentralizada – TED 08/17, celebrado entre FUNASA e IFRO. O relatório foi elaborado pelo Comitê Executivo do PMSB e aprovado pelo Comitê de Coordenação, recebendo assessoramento técnico do IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº 1876/REIT-CGAB / IFRO, e financiamento através da FUNASA. VALE DO PARAÍSO/RO Outubro de 2022 PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Av. Paraíso, n. 2601 - Centro - CEP 76.923–000, Vale do Paraíso/RO (69) 3464-1005/ (69) 3464-1462 PREFEITA Poliana de Moraes Silva Gasqui Perreta VICE-PREFEITO Adriano de Souza Roxa FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE — FUNASA Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO) Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP: 76.803-596, (69) 3216-6138 www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br APRESENTAÇÃO Dentre o conjunto de documentos que norteiam a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a Programação da Execução corresponde à sistematização dos programas, projetos e ações de saneamento básico para os quatro serviços de saneamento básico: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos. Este Produto objetiva especificar os beneficiários, o custo estimado, as fontes de financiamento disponíveis,os agentes responsáveis e as parcerias potenciais para cada programa definido no escopo do PMSB. O presente Produto, norteado pelo Termo de Referência da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) de 2018, foi elaborado pelos Comitês Executivo e de Coordenação do PMSB do Município (conjuntamente com a Prefeitura e Secretarias). Através do Termo de Execução Descentralizada (TED) 08/2017, celebrado entre as instituições FUNASA e IFRO, o Município recebeu assessoramento técnico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia – IFRO, por meio do Projeto Saber Viver (Portaria nº1876/REIT-CGAB/IFRO), com financiamento advindo através da Fundação Nacional de Saúde – FUNASA. Dentre a gama de produtos integradores do TED 08/17, refere-se ao Produto F. LISTA DE SIGLAS AGERO - Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado de Rondônia PERH – Plano Estadual de Recurso Hídricos PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico RCC – Resíduos de Construção Civil RDO – Resíduos Domiciliares RS – Resíduos Sólidos RSS – Resíduos Serviço e Saúde SAA- Sistema de Abastecimento de Água SAIs - Soluções Alternativas Individuais SES – Sistema de Esgotamento Sanitário LISTA DE QUADROS Quadro 1—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de Vale do Paraíso .........................................................................14 Quadro 2—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa ..................................................................................................19 Quadro 3—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de Vale do Paraíso..................................................................20 Quadro 4—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de Vale do Paraíso..........................................................................................23 Quadro 5—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Santa Rosa ...................................................................................................................25 Quadro 6—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de Vale do Paraíso....................................................................................27 Quadro 7—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de Vale do Paraíso .......................................................................30 Quadro 8—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa ................................................................................................33 Quadro 9—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de Vale do Paraíso................................................................35 Quadro 10—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de Vale do Paraíso .....................................................................................37 Quadro 11—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa ..............................................................................................................40 Quadro 12—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de Vale do Paraíso..............................................................................42 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................8 2 PROPOSIÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB............10 2.1 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Abastecimento de Água .................................................................................................................................................. 13 2.2 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Esgotamento Sanitário22 2.3 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Águas Pluviais.....................................................................................................................................29 2.4 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Resíduos Sólidos ......................................................................................................................................36 REFERÊNCIAS .....................................................................................................................43 ANEXO – MEMORIAL DE CÁLCULO.............................................................................44 Página 8 de 60 1 INTRODUÇÃO Segundo o Termo de Referência (TR) da FUNASA para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB (FUNASA, 2018), a Programação da Execução do PMSB sistematiza, de forma objetiva, os resultados do processo de elaboração do PMSB, na medida em que lista todas as propostas, retomando a vinculação com os objetivos e as metas, hierarquizando sua prioridade, bem como a quem beneficia, o custo estimado, as fontes de financiamento disponíveis, os agentes responsáveis e as parcerias potenciais. Esta sistematização amplia as informações referentes aos Programas, Projetos e Ações apresentadas no Produto anterior (Produto E), acrescenta elementos de: a) prioridade alcançada no ranking da metodologia que hierarquizou as ações do PMSB; b) prazo para sua execução; c) custo estimado para cada proposta; d) fontes de financiamento, que poderão ser captadas pelo Governo Municipal, ou reservadas se for com recursos próprios; e) agente responsável pela implementação da proposta e parcerias conquistadas em torno da proposta. Cabe ressaltar e reafirmar que os recursos estimados no PMSB não estarão necessariamente contemplados previamente no orçamento municipal. Logo, deverão fazer parte do PPA a partir de então. Também poderão ser consideradas outras fontes de recursos oriundas de programas dos Governos Federal, Estadual, emendas parlamentares, recursos privados, dentre outros. Os detalhamentos da programação estão apresentados em listagens dos programas e posteriores quadros organizados conforme os quatro componentes referentes aos serviços de saneamento básico e as áreas do Município. Este Produto continua seguindo a perspectiva pactuada para a proposição dos programas, projetos e ações aqui elencadas para a efetivação na prática do PMSB de Vale do Paraíso/RO, considerando: ● a universalização do acesso por meio da expansão e de melhoria da prestação dos serviços para os 4 componentes (abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo Página 9 de 60 de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais); ● o atendimento da população rural e de baixa renda, incluindo as áreas dispersas mediante a utilização de sugestões compatíveis com suas características sociais, culturais e ambientais; ● o desenvolvimento institucional do saneamento por meio de capacitação de gestores e técnicos municipais sobre regularização dos contratos, segundo o que estabelece a legislação, o uso de tecnologias apropriadas e de tecnologias sociais para a gestão integrada e participativa; ● a capacitação dos agentes sociais quanto à política pública e à gestão dos serviços de saneamento básico, incluindo conselheiros municipais, lideranças comunitárias, agentes de saúde, representantes de movimentos sociais, entre outros que existirem no Município; ● o fortalecimento da educação ambiental e da mobilização social visando o combate ao desperdício, o consumo sustentável, o uso racional da água, a não geração, redução, reaproveitamento e reciclagem dos resíduos sólidos; ● a implantação e/ou fortalecimento da coleta seletiva municipal com inclusão social dos catadores de materiais recicláveis como agentes econômicos e ambientais do manejo de resíduos sólidos; ● a regulação pública e regulamentação municipal para disciplinar os demais geradores de resíduos sólidos (RCC, RSS, perigosos, comerciais em grande volume, etc.) e para implementar a logística reversa; ● o controle e a redução de perdas nos sistemas de saneamento básico em operação no Município; ● o controle e a vigilância da qualidade da água para consumo humano (potabilidade e informação ao consumidor); ● o controle das condições de manejo de águas pluviais por meio de retenção do escoamento das águas superficiais, redução do nível de impermeabilização do solo, detenção e amortecimentos, revitalização de fundos de vale, aproveitamento de água de chuva, entre outras medidas; ● a reestruturação da gestão municipal do saneamento básico, de acordo com o que dispõe Página 10 de 60 a Política Municipal e o Cenário de Referência para a Gestão dos Serviços. 2 PROPOSIÇÃO DE PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES DO PMSB O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Vale do Paraíso definiu oito Programas, apresentados das seguintes formas: Programa Universalização do Abastecimento de Água Conforme os objetivos dos termos legais para o PMSB, este Programa prevê o projeto de ampliar o sistema de abastecimento urbano de forma a atender toda a população municipal em toda sua abrangência geográfica, social e cultural, considerando as tecnologias mais plausíveis em termos de custo/benefício e acessibilidade. Para isso, deverá contar com ações de manutenção e reforma da rede existente, para solucionar problemas atuais e garantir um sistema base eficiente que possa suportar ações posteriores referentes a ampliação da rede de abastecimento. Este Programa almeja também a distribuição sem perdas através de projetos de planejamento e aplicação de tecnologias e gestão atualizadas pelo avanço científico, bem como ações sistematizadas de investigação para resolução de problemas de vazamentos e perdas de recurso hídrico, e ainda projetos de educação ambiental em todos os níveis de ensino. Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água Este Programa dedica-se a estruturar e implementar a gestão de riscos no processo de fornecimento de água do Município de Vale do Paraíso por meio da elaboração e execução do Plano de Gerenciamento de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água, que prevê eventos de emergência e contingência e propõe ações que permitam corrigir potenciais eventos que possam comprometer o Sistema. Página 11 de 60 Programa Tratamento de Esgoto A partir da análise do cenário atual do serviço público de esgotamento sanitário, construído mediante os resultados obtidos no diagnóstico técnico-participativo, e do cenário futuro desejado, que foi construído a partir dos objetivos definidos para esta área, foi proposto o programa denominado Esgoto Tratado, cuja finalidade é universalizar o serviço de esgotamento sanitário utilizando soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do Município para realizar o tratamento e dar a destinação ambientalmente adequada do esgoto sanitário na zona urbana e na zona rural. O Programa objetiva executar as ações de ampliação, reforma e manutenção do sistema de esgotamento sanitário, bem como definir alternativas técnicas de engenharia para atender as diversas realidades encontradas no Município, garantindo o atendimento do serviço de esgotamento sanitário com qualidade de acordo com o que estabelece as Leis Federais n. 11.445/2007 e n. 14.026/2020. Programa Caminho das Águas A partir da análise do cenário atual do serviço público de drenagem e manejo de águas pluviais, construído a partir dos resultados obtidos no diagnóstico técnico-participativo, e do cenário futuro desejado, que foi construído por intermédio dos objetivos definidos para esta área, foi proposto o programa denominado Caminho das Águas. O Programa tem como finalidade utilizar soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do Município, em toda a área urbana, para prestar o serviço de drenagem e manejo das águas pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes, adequados à saúde pública e à segurança da vida e do patrimônio público e privado. Este Programa tem como finalidade atender a população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para atender a realidade da Sede Municipal, dos Distritos e da extensão rural. Para isso, são previstas ações de planejamento, execução, ampliação, manutenção e reparo das estruturas de drenagem. Página 12 de 60 Programa Gestão de Riscos para Drenagem Pluvial A partir deste Programa será estruturada a gestão de riscos para o serviço de drenagem urbana do Município de Vale do Paraíso através da elaboração e execução do Plano de Gerenciamento de Risco para o Manejo de Águas Pluviais, que prevê eventos de emergência e contingência e propõe ações que permitam corrigir potenciais eventos que possam comprometer o Sistema e a população local. Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos A partir da análise do cenário atual do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, construído por meio dos resultados obtidos no diagnóstico técnico participativo, e do cenário futuro desejado, que foi construído mediante os objetivos definidos para esta área, foi proposto o programa denominado Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos, cuja finalidade é universalizar o serviço de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos utilizando soluções eficientes e eficazes e compatíveis à realidade do Município para fazer o gerenciamento e dar a destinação ambientalmente adequada para os resíduos sólidos na zona urbana e na zona rural. Programa Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos O Programa almeja atender 100% da população do Município com coleta e destinação adequada dos resíduos, considerando a legislação vigente quanto ao gerenciamento e à disposição final. Além disso, objetiva a manutenção dos espaços públicos por meio de atividades de limpeza urbana e conservação de vias. É prevista também a implantação da coleta seletiva no Município, bem como ações de incentivo à organização e constituição de associação ou cooperativa de catadores de materiais recicláveis. Página 13 de 60 Programa Preservação e Conservação Ambiental O Programa considera os quatro componentes do saneamento básico e inclui ações de controle ambiental, fiscalização, orientação, gestão ambiental, e ações educativas, por meio de parcerias com órgãos federais, estaduais e municipais, visando principalmente o combate ao desperdício, o consumo sustentável, o uso racional dos recursos naturais, e a reciclagem dos resíduos sólidos. Engloba ainda projetos de planejamento a fim de evitar a contaminação do solo e do lençol freático e preservar as matas ciliares, elementos fundamentais para a manutenção de um ambiente equilibrado. Os programas são agrupados em projetos, e estes por sua vez, possuem um escopo específico de ações, objetivos, responsáveis, metas e custos. As políticas públicas das áreas que abrangem o saneamento foram levadas em consideração na formulação dos programas, projetos e ações. Entretanto, podem sofrer alterações em função de políticas governamentais ou impactos na economia, na conjuntura ou circunstância atual em que estejam inseridas, devendo as ações e as metas contempladas serem revisadas e adaptadas às novas condições. 2.1 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Abastecimento de Água A seguir é listada a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações de abastecimento de água da Sede Municipal, Distrito e demais localidades rurais. Página 14 de 60 Quadro 1—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada na Sede Municipal de Vale do Paraíso 1.1 Elaborar um Projeto Executivo de requalificação do sistema Operacional/ Estruturante 1. Ampliar o sistema de abastecimento existente em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população e colocar em funcionamento o sistema existente Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 262.361,20 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais existente 1.2 Instalar sistema de captação, elevação e adução de água bruta Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Curto (4 a 8 anos) R$ 854.837,69 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 1.3 Instalar ETA, Universalização do Abastecimento de Água elevatórias de água tratada e infraestruturas (administrativo, casa da química e laboratório) Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 798.307,42 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 1.4 Instalar sistema de reservação Estruturante Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 324.959,76 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Elaborar estudo de viabilidade técnicoeconômico da concessão dos serviços de água e Estrutural/ Estruturante 2. Regularizar a prestação dos serviços conforme a Lei Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Imediato (0 a 3 anos) R$ 260.000,00 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais esgoto incluindo a 14.026/2020 sede municipal e o Distrito Santa Rosa PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE PARCERIAS RESPONSÁVEL MOBILIZADAS Página 15 de 60 2.2 Realizar licitação da concessão dos serviços de água e esgoto Estrutural/ Estruturante Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto. Atividade a ser realizada pelo setor de pregão da Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 2.3 Revisar sistema de tarifação adequado à realidade da área Estrutural/ Estruturante Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo Previsto no Item 1.1 do Quadro Referente ao Abasteciment o de Água da Sede Municipal Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 2.4 Articular filiação à Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (AGERO) sobre termos legais Estrutural/ Estruturante Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) Custos indiretos, o pagamento será de 1% do valor faturado pelos Prestadores de Serviço Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 3.1 Levantamento, aquisição e instalação de macromedidores Estrutural 3. Adquirir e instalar hidrômetros e incentivar a população a realizar as ligações domiciliares no sistema de abastecimento de água Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 134.676,76 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 3.2 Elaborar instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de Custo indireto Página 16 de 60 distribuição 4.1 Investir na automatização do sistema Estrutural/ Estruturante 4. Instalar macromedidores no sistema Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 688.580,80 Concessionária Secretarias Municipais 4.2 Automatização de 100% do sistema de abastecimento de água até 2026 Estrutural/ Estruturante Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 8.992,26 Concessionária Secretarias Municipais 5.1 Elaborar um Projeto Executivo de requalificação e ampliação da rede de distribuição existente Estrutural 5. Ampliar a rede de abastecimento de água existente visando atender 99% da sede municipal . Prefeitura Municipal/ Concessionária Contínuo Contínuo (20 anos) R$ 5.384.940 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 5.2 Criar cronograma permanente de manutenção da rede Estruturante Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 6.1 Estabelecer e acompanhar protocolos de monitoramento da qualidade da água até 2023 Estruturante 6. Atender a legislação vigente no monitoramento da qualidade da água bruta e tratada, garantindo segurança ao consumo Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 326.600,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 6.2 Implantar programa de monitoramento da qualidade da água de acordo com as normas vigentes Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto. Ação a ser realizada pela concessionári a Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 7.1 Formar professores das Estrutural/ Estruturante 7. Promover a educação Melhoria da Alta Imediato (0 a 3 Custo estimado no Prefeitura Municipal Secretarias Página 17 de 60 escolas municipais e lideranças comunitárias para implementação de ações educativas e ambientais até 2023 sanitária e ambiental para atender a sede, o Distrito Santa Rosa e zona rural prestação dos Serviços anos) item 7.2 do Quadro 1 Municipais 7.2 Implementar programa municipal de educação sanitária e ambiental nas escolas a partir de 2024 Estrutural/ Estruturante Melhoria da prestação dos Serviços Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 874.232,29 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 7.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente (5 de junho), a partir de 2024 Estrutural/ Estruturante Melhoria da prestação dos Serviços Alta Curto (4 a 8 anos) Custo estimado no item 7.2 do Quadro Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 8.1 Elaborar e implantar um plano setorial de abastecimento de água Estrutural/ Estruturante 8. Implantar Plano Setorial para o sistema de abastecimento de água Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Médio (9 a 12 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 9.1 Criar e implementar o conselho de Estrutural/ Estruturante 9. Criar um conselho municipal de Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Página 18 de 60 saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico no município saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico Municipais Programa Preservação e Conservação Ambiental 10.1 Elaborar e implantar um programa de recuperação de Áreas Permanente de Preservação (APP) do manancial de captação Estrutural 10. Criar um programa de conservação de solos e de água no município Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 11.1 Elaborar um Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água até 2028 Estrutural 11. Elaborar um Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Médio (9 a 12 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal /Concessionária Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 19 de 60 Quadro 2—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada no Distrito Santa Rosa PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS Universalização do Abastecimento de Água 1.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao SAA Operacional/ Estruturante 1. Implantar um sistema de abastecimento de água coletivo em vista da universalização do serviço, atendendo à 99% população aglomerada do Distrito Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 74.143,06 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 1.2 Elaboração do Estudo de concepção e projeto para garantir tratamento e distribuição de água Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Curto (4 a 8 anos) R$ 740.512,68 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 2.1 Implantar programa de monitoramento da qualidade da água de acordo com as normas vigentes Estrutural/ Estruturante 2. Atender a legislação vigente no monitoramento da qualidade da água bruta e tratada, garantindo segurança ao consumo Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 3.1 Levantamento, aquisição e instalação de macromedidores Estrutural 3. Adquirir e instalar hidrômetros e incentivar a população a realizar as ligações domiciliares no sistema de abastecimento de água Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 15.637,04 Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais 3.2 Elaborar instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/Conc essionária Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021) Página 20 de 60 Quadro 3—Programação da Execução do PMSB para o serviço de abastecimento de água tratada nas comunidades rurais de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDAD PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS Universalização do Abastecimento de Água 1.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao S.A.A adequado a realidade da Área Rural Operaciona/ Estruturante 1. Elaborar e implantar de projetos adequados às normas legais e às realidades encontradas na extensão rural que objetivam atender a demanda futura e universalizar o acesso ao serviço de abastecimento de água com vista a universalização do serviço com 99% de atendimento da população até 2033 Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 2.350.929,40 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.2 Instituir programa de monitoramento da qualidade de água dos poços nas áreas rurais até 2026 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Curto (4 a 8 anos) Custo Indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.3 Instituir programa de financiamento de perfuração de poços em localidades isoladas até 2026 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo Indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.4 Implementar soluções de tratamento de água individualizadas para as áreas isoladas até 2028 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no Item 1.1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.5 Implementar Soluções alternativas coletivas em comunidades com pequenos agrupamentos populacionais até 2030 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no Item 1.1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Formar professores das escolas rurais e lideranças do campo para Estrutural/ Estruturante 2. Elaborar e executar Programa de Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo Indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Página 21 de 60 implementação de ações educativas e ambientais até 2023 Educação Sanitária e Ambiental Concessionária 2.2 Implementar programa Rural de educação sanitária e ambiental nas escolas a partir de 2024 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo Indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente (5 de junho), a partir de 2024 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo Indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021) 2.2 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações de Esgotamento Sanitário A seguir é listada a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações de esgotamento sanitário da Sede Municipal, Distrito e demais localidades rurais. Página 22 de 60 Página 23 de 60 Quadro 4—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário na Sede Municipal de Vale do Paraíso Tratamento de Esgoto 1.1 Elaboração e execução de projetos de implantação do SES até 2026 Estruturante 1. Implantação de um Sistema de Esgotamento Sanitário Coletivo em vista da universalização da oferta do serviço com 90% de atendimento até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 3.443.406,50 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2033 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 2.1 Elaborar e executar projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028 Estrutural/ Estruturante 2. Eliminar o uso de fossas irregulares por meio de campanhas de sensibilização, instrumentos legais, e ações de fiscalização, incentivar a ligação domiciliar no SES implantado até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Elaboração e execução de projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos Estrutural/ Estruturante Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE PARCERIAS RESPONSÁVEL MOBILIZADAS Página 24 de 60 públicos até 2030 2.3 Eliminação de 90% das fossas rudimentares e adesão ao SES até 2033 Estrutural/ Estruturante Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.4 Incentivo da ligação domiciliar no SES implantado Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Médio (9 a 12 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.1 Erradicar o lançamento de esgoto no sistema de drenagem e a céu aberto Estrutural 3. Erradicar o lançamento de esgoto no sistema de drenagem e a céu aberto Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.2 Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.3 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 25 de 60 Quadro 5—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário no Distrito Santa Rosa Tratamento de Esgoto 1.1 Elaboração e execução de projetos de implantação do SES até 2026 Estruturante 1. Implantação de um Sistema de Esgotamento Sanitário Coletivo em vista da universalização da oferta do serviço com 90% de atendimento até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 469.321,66 Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2033 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 2.1 Elaborar e executar projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028 Estrutural/ Estruturante 2. Eliminar o uso de fossas irregulares por meio de campanhas de sensibilização, instrumentos legais, e ações de fiscalização, incentivar a ligação domiciliar no SES implantado até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Elaboração e execução de projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos públicos até 2030 Estrutural/ Estruturante Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.3 Eliminação de 90% das fossas Estrutural/ Estruturante Estadual/Prefeitura Municipal/ Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE PARCERIAS RESPONSÁVEL MOBILIZADAS Página 26 de 60 rudimentares e adesão ao SES até 2033 Concessionária Municipais 2.4 Incentivo da ligação domiciliar no SES implantado Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Médio (9 a 12 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.1 Erradicar o lançamento de esgoto no sistema de drenagem e a céu aberto Estrutural 3. Erradicar o lançamento de esgoto no sistema de drenagem e a céu aberto Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Médio (9 a 12 anos) Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.2 Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais 3.3 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal/ Concessionária Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA – TED 08/2017 (2021). Página 27 de 60 Quadro 6—Programação da Execução do PMSB para o serviço de esgotamento sanitário nas comunidades rurais de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS Tratamento de Esgoto 1.1 Elaboração e execução de projeto de financiamento de soluções alternativas individuais adequadas em até 20% dos domicílios até 2028 Estruturante 1. Implementar soluções alternativas individuais de baixo custo e adequadas às normas vigentes em até 90% dos domicílios até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 1.601.918,30 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Elaboração e execução de projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até 40% dos domicílios até 2030 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Elaboração e execução de projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até 90% dos domicílios até Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Página 28 de 60 2033 2.1 Eliminação de 90% das fossas rudimentares até 2033 Estrutural/ Estruturante 2. Eliminar o uso de fossas irregulares por meio de campanhas de sensibilização, instrumentos legais, e ações de fiscalização até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). 2.3 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Águas Pluviais A seguir é listada a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações do manejo de águas pluviais da Sede Municipal, Distrito e demais localidades rurais. Página 29 de 60 Página 30 de 60 Quadro 7—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais na Sede Municipal de Vale do Paraíso Programa Caminho das Águas 1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a realidade do município, até 2026 Operaciona/ Estruturante 1. Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 791.144,85 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Elaborar e executar projeto de ampliação e unificação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento 70% do território urbano municipal até 2030 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Imediato (0 a 3 anos) R$ 69.802.853,0 1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Elaboração e execução de projeto de ampliação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais em 100% até 2033 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no item 1.2 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028 Estrutural Estruturante 2. Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Implantação de Estrutural Governo Contínuo Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS Página 31 de 60 ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026 Estruturante estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Estadual/Prefeitura Municipal a 8 anos) indireto Municipal Municipais 2.3 Elaboração e execução de Plano Diretor de Drenagem Urbana até 2024 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 145.000,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.1 Criar e implantar um cronograma de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem existentes Estrutural/ Estruturante 3. Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Contínuo R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.2 Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do município Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.3 Implantar lei municipal que dispõe sobre a drenagem pluvial no município Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 4.1 Mapear as estruturas existentes no Município e criar um cadastro técnico Estrutural/ Estruturante 4. Mapear as estruturas e planejamento de realizar novas obras Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Médio (9 a 12 anos) R$ 94.065,86 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 4.2 Criar um Estrutural/ Governo Alta Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias Página 32 de 60 programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária para identificar e encerrar as ligações clandestinas Estruturante Estadual/Prefeitura Municipal a 8 anos) indireto Municipal Municipais 4.3 Criar um programa de educação ambiental e sanitária sobre a importância de não realizar ligações clandestinas na rede de drenagem pluvial Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021) Página 33 de 60 Quadro 8—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais no Distrito Santa Rosa 1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a Operaciona/ Estruturante 1. Atender a 90% da população com sistema de Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 791.144,85 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais realidade do drenagem Distrito, até pluvial suficiente 2026 e adequado para a 1.2 Implantar um realidade e sistema de drenagem adequado com a realidade do Estrutural/ Estruturante condições locais até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Imediato (0 a 3 anos) R$ 8.883.999,34 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Distrito 2.1 Implementar 2. Garantir o Programa Caminho das Águas cronograma de manutenção permanente do sistema que será Estrutural Estruturante atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais construído o que estabelece a 2.2 Implantar ações Lei de monitoramento dos dispositivos Estrutural Estruturante Federal 11.445/07, alterada pela Lei Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais de drenagem 14.026/20 3.1 Criar e implantar um cronograma de manutenção e limpeza dos dispositivos de Estrutural/ Estruturante 3. Criar um programa de manutenção e limpeza dos dispositivos de Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Contínuo R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais microdrenagem microdrenagem 3.2 Criar uma Estrutural Governo Média Contínuo Custo Prefeitura Secretarias PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE PARCERIAS RESPONSÁVEL MOBILIZADAS Página 34 de 60 equipe de controle, manutenção e fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do município Estadual/Prefeitura Municipal indireto Municipal Municipais 3.3 Implantar lei municipal que dispõe sobre a drenagem pluvial no município Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021). Página 35 de 60 Quadro 9—Programação da Execução do PMSB para o serviço de drenagem e manejo de águas pluviais nas comunidades rurais de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS Programa Caminho das Águas 1.1 Elaborar e Executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado a realidade da área rural até 2026 Operacional/ Estruturante 1. Atender a 90% da população com sistema de drenagem pluvial suficiente e adequado para a realidade e condições locais até 2033 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 501.600,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Elaborar cronograma permanente de manutenção das estradas e acessos das áreas rurais até 2026 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Imediato (0 a 3 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Elaborar projetos de controle de erosão das margens dos rios das comunidades rurais até 2028 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) R$ 18.413,70 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Programa Preservação e Conservação Ambiental 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028 Estrutural/ Estruturante 2. Garantir o atendimento do serviço de drenagem pluviais, seguindo o que estabelece a Lei Federal 11.445/07, alterada pela Lei 14.026/20 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no item 1.1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Implantação de ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no item 1.1 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021) 2.4 Programação da Execução dos Programas, Projetos e Ações para o Manejo de Resíduos Sólidos A seguir é listada a programação de execução dos Programas, Projetos e Ações do manejo de resíduos sólidos da Sede Municipal, Distrito e demais localidades rurais. Página 36 de 60 Quadro 10—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos na Sede Municipal de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS 1.1 Aderir ao Operacional/ 1. Manter o Governo Alta Imediato R$ Prefeitura Secretarias Programa Consórcio Público Estruturante atendimento de Estadual/Prefeitura (0 a 3 88.321,04 Municipal Municipais Gerenciament Intermunicipal de 100% da Municipal anos) o e Rondônia (CIMCERO) população com destinação dos e realizar um contrato coleta dos Resíduos para destinação final resíduos, de Sólidos ambientalmente acordo com a Lei adequada dos resíduos Federal n° sólidos produzidos 12.305/2010 (sede municipal e Distrito Santa Rosa) 1.2 Implementar a Estrutural/ Governo Média Imediato R$ Prefeitura Secretarias coleta seletiva Estruturante Estadual/Prefeitura (0 a 3 306.824,17 Municipal Municipais (orgânicos e Municipal anos) inorgânicos) até 2028 1.3 Promover a Estrutural/ Governo Contínuo Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias separação da coleta de Estruturante Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto Municipal Municipais orgânicos e inorgânicos Municipal até 2028 1.4 Criar uma Estrutural/ Governo Alta Imediato R$ Prefeitura Secretarias Cooperativa de Estruturante Estadual/Prefeitura (0 a 3 18.413,70 Municipal Municipais Catadores de resíduos Municipal anos) recicláveis até 2024 1.5 Implantar um Estrutural/ Governo Alta Imediato R$ Prefeitura Secretarias modelo de cobrança da Estruturante Estadual/Prefeitura (0 a 3 47.520,00 Municipal Municipais taxa de lixo, em busca Municipal anos) de garantir sustentabilidade econômico-financeira 2.1 Criar programa de Estrutural 2. Implantar Governo Contínuo Curto (4 Custo Prefeitura Secretarias educação ambiental e Estruturante iniciativas/ações Estadual/Prefeitura a 8 anos) indireto Municipal Municipais sanitária atendendo a de Municipal sede e o Distrito Santa reaproveitamento, Página 37 de 60 Rosa reuso, redução e reciclagem de resíduos 3.1 Implantar um modelo de gestão voltada para os RCC, resíduos volumosos e resíduos verdes Estrutural/ Estruturante 3. Melhorar infraestrutura para gestão de Resíduos de Construção Civil (RCC), gestão de resíduos verdes e de resíduos volumosos Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.2 Criar um programa de compostagem em parceria com a cooperativa de catadores para reutilização dos resíduos verdes Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.3 Reutilizar os resíduos de construção civil em aterramento nas obras da prefeitura municipal Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 4.1 Elaborar e implementar um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) visando a recuperação da área do antigo lixão até 2024 Estrutural/ Estruturante 4. Elaborar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para recuperar a área do antigo lixão do município Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Médio (9 a 12 anos) R$ 939.816,42 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Programa Preservação e Conservação Ambiental 5.1 Elaboração do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PMGRS) Estrutural/ Estruturante 5. Atender 100% da área urbana do município com sistema de varrição, capina e poda Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 40.000,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 6.1 Promover a implantação da logística reversa, Estrutural/ Estruturante 6.1 Implantar o sistema de logística reversa Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto prazo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Página 38 de 60 Página 39 de 60 atuando no gerenciamento e fiscalização do sistema a ser implementado pelo Governo Estadual e Federal 6.2 Realizar identificação e cadastramento dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes locais dos produtos que tenham obrigatoriedade na implantação do sistema de logística Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto prazo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 6.3 Promover ação de conscientização da população sobre a importância da devolução, após o uso, aos comerciantes ou distribuidores, dos produtos e das embalagens a que se refere o Art. 33 da Lei 12.305/2010 Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto prazo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 6.4 Monitorar e fiscalizar programa Estrutural/ Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Curto prazo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021) Página 40 de 60 Quadro 11—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos no Distrito Santa Rosa Programa Gerenciamento e destinação dos Resíduos Sólidos 1.1 Implementar a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos) até 2028 Operacional/ Estruturante 1. Manter o atendimento de 100% da população com coleta dos resíduos, de acordo com a Lei Federal n° 12.305/2010 Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) Custo previsto no item 1.2 do Quadro 10 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Estrutural/Estrut urante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Imediato (0 a 3 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.3 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de garantir sustentabilidade econômicofinanceira Estrutural/Estrut urante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo previsto no item 1.5 do Quadro 10 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Criar programa de educação ambiental e sanitária Estrutural Estruturante 2. Implantar iniciativas/ações de reaproveitamento, reuso, redução e reciclagem de resíduos Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas Estrutural/Estrut urante 3. Atender a legislação quanto à coleta e destinação dos resíduos de limpeza pública Governo Estadual/Prefeitura Municipal/ Concessionária Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE PRIORIDADE PRAZO CUSTO AGENTE PARCERIAS FINANCIAMENTO ESTIMADO RESPONSÁVEL MOBILIZADAS Página 41 de 60 inadequadas até 2024 3.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023 Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 3.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028 Estrutural Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Contínuo Custo indireto Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021) Página 42 de 60 Quadro 12—Programação da Execução do PMSB para o serviço de gestão de resíduos sólidos nas comunidades rurais de Vale do Paraíso PROGRAMA AÇÕES NATUREZA OBJETIVO FONTES DE FINANCIAMENTO PRIORIDADE PRAZO CUSTO ESTIMADO AGENTE RESPONSÁVEL PARCERIAS MOBILIZADAS Programa Gerenciamento e destinação dos Resíduos Sólidos 1.1 Criar pontos estratégicos para implantação de PEVs ou Ecopontos em locais estratégicos da área rural Operacional/ Estruturante 1. Elaboração de projetos para a gestão dos resíduos sólidos gerados na extensão rural de acordo com as realidades locais Governo Estadual/Prefeitura Municipal Alta Imediato (0 a 3 anos) R$ 77.403,00 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 1.2 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Estrutural/Estr uturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Média Imediato (0 a 3 anos) Custo previsto no item 1.2 do Quadro 10 Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até 2024 Estrutural Estruturante 2. Promover ações de educação ambiental e sanitária visando orientar a população a não realizar a queima/enterra mento dos resíduos Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária Prefeitura Municipal Secretarias Municipais 2.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028 Estrutural Estruturante Governo Estadual/Prefeitura Municipal Contínuo Curto (4 a 8 anos) Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária Prefeitura Municipal Secretarias Municipais Fonte: Projeto Saber Viver, IFRO/FUNASA - TED 08/2017 (2021) Página 43 de 60 REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde - FUNASA.Termo de referência para elaboração de plano municipal de Saneamento Básico / Ministério da Saúde,Fundação Nacional de Saúde. – Brasília : Funasa, 2018. . PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Disponível em: < http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao>. Lei nº 12.305, de 2 de Agosto de 2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, 2010. Disponível em: <http://www2.planalto.gov.br/acervo/legislacao>. Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020 - Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera as Leis nº 9.984, de 17 de julho de 2000, nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, nº 11.107, de 6 de abril de 2005, nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 12.305, de 2 de agosto de 2010, 13.089, de 12 de janeiro de 2015, nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017; e dá outras providências. Brasília, 2020. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2020/lei/l14026.htm> Página 44 de 60 ANEXO – MEMORIAL DE CÁLCULO MEMORIAL DE CÁLCULO INFRAESTRUTURA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – SEDE MUNICIPAL Programa Universalização dos Serviços de Água Item 1.1 Elaborar um Projeto Executivo de requalificação do sistema existente Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade Referência/Código Descrição Und Preço Unit. Quantidad e Preço Total ORSE 12290 Projeto de Abastecimento de Água do sistema de distribuição, acima de 125.000,00 m² m² R$ 0,32 819.878,78 R$ 262.361,20 Total R$ R$ 262.361,20 1.2 Instalar sistema de captação, elevação e adução de água bruta Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade Referência/Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SNSA Nº 492/2010 IAA_C1 Custo unitário de Captação, por habitante como ocupante domiciliar/família relacionado ao número de famílias atendidas. Corrigido pelo INCC de fevereiro/2022. hab R$ 108,79 3.247 R$ 353.241,13 SNSA Nº 492/2010 IAA_C3 Custo unitário de Adução por habitante como ocupante domiciliar/familiar relacionado ao número de famílias atendidas. Corrigido pelo INCC de Fev./2022 hab R$ 154,48 3.247 R$ 501.596,56 Total R$ 854.837,69 1.3 Instalar ESTA, elevatórias de água tratada e infraestruturas (administrativo, casa da química e laboratório) Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade Referência/Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SNSA Nº 492/2010 IAA_C5 Custo unitário de Tratamento ETA por habitante obtido como ocupante familiar relacionado ao número de famílias atendidas. hab R$ 108,79 3.247 R$ 353.241,13 Página 45 de 60 Corrigido pelo INCC de Fev./2022 SNSA Nº 492/2010 IAA_C2 Custo unitário de Estação Elevatória – EE, por habitante como ocupante domiciliar/familiar relacionado ao número de famílias atendidas. Corrigido pelo INCC de Fev/2022. hab R$ 137,07 3.247 R$ 445.066,29 Total R$ 798.307,42 1.4 Instalar sistema de reservação Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade Referência/Códig o Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SNSA Nº 492/2010 IAA_C6 Custo unitário de Reservação por habitante como ocupante domiciliar relacionad o ao número de famílias atendidas. Corrigido pelo INCC de Fez/2022. hab R$100,08 3.247 R$ 324.959,76 Total R$ 798.307,42 1.5 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar à rede de distribuição Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade Referência/Códig o Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Custo indireto 2.1 Elaborar estudo de viabilidade técnico-econômico da concessão dos serviços de água e esgoto incluindo a sede municipal e o Distrito Santa Rosa Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Portal da Transparência AMR/2021 Consultoria especializada em Análise TécnicoOperacional, Jurídico e EconômicoFinanceira do Pleito de concessão un R$260.000,00 1 R$ 260.000,00 Página 46 de 60 Total R$ 260.000,00 2.2 Realizar licitação da concessão dos serviços de água e esgoto Custo indireto. Atividade a ser realizada pelo setor de pregão da Prefeitura Municipal 2.3 Revisar sistema de tarifação adequado à realidade da área Custo Previsto no Item 1.1 do Quadro Referente ao Abastecimento de Água da Sede Municipal 3.1 Elaborar um Projeto Executivo de requalificação e ampliação da rede de distribuição existente Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidad e Preço Total Portal da Transparência AMR/2021 Consultoria especializada em Análise TécnicoOperacional, Jurídico e Econômico- Financeira do Pleito de concessão un R$260.000,0 0 1 R$ 260.000,00 Total R$ 260.000,00 4.1 Articular filiação à Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (AGERO) sobre termos legais Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidad e Preço Total Custo indireto 5.1 Realizar aquisição de hidrômetros e instalar Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total ORSE 6163 Fornecimento e assentamento de hidrometro dn 1/2", vazão 3,0m3/h un 110,12 142* R$ 15.637,04 *= Número de domicílios do Distrito Santa Rosa Total R$ 15.637,04 5.2 Elaborar instrumentos legais que determinem a ligação domiciliar na rede de distribuição Custo indireto 6.1 Elaborar cronograma de manutenção Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Custo indireto 6.2 Executar ações previstas no Elaborar cronograma de manutenção Custo indireto. Ação a ser realizada pela concessionária 7.1 Implantar um programa de conservação de solos Custo indireto. Ação a ser realizada pela Engenharia da prefeitura Página 47 de 60 8.1 Realizar a aquisição de equipamentos para automatização Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 101405/2022 Com BDI Contratação de consultoria especializada para elaborar o projeto de automação de sistemas de ETA. mês R$ 23.149,68 1 R$ 23.149,68 Total R$ 23.149,68 9.1 Implementar programa municipal de educação sanitária e ambiental nas escolas a partir de 2024 SEBRAE, 2021 Contratação de profissional técnico para realizar capacitação dos professores. h R$ 177,25 4 x 4h=16 R$ 2.836,08 Total R$ 2.836,08 9.2 Formar professores das escolas municipais e lideranças comunitárias para implementação de ações educativas e ambientais até 2023 Custo indireto 9.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente a partir de 2024 Custo indireto Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água Projeto de Gerenciamento de Riscos 10.1 Elaborar um Programa Gestão de Risco para o Sistema de Abastecimento de Água até 2028 Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 34780 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Civil/Ambiental/Sanitarista) para elaboração de um Programa de Gestão de Risco mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 Total R$ 18.413,70 11.1 Criar e implementar o conselho de saneamento básico para atender os serviços de saneamento básico no município Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidad e Preço Total Custo indireto Página 48 de 60 MEMORIAL DE CÁLCULO INFRAESTRUTURA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – DISTRITO SANTA ROSA Programa Universalização dos Serviços de Água 1.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao SAA Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade Referência/Código Descrição Und Preço Unit. Quantidad e Preço Total ORSE 12290 Projeto de Abastecimento de Água do sistema de distribuição, acima de 125.000,00 m² m² R$ 0,32 231.697,09 R$ 74.143,06 1.2 Elaboração do Estudo de concepção e projeto para garantir tratamento e distribuição de água Método do cálculo: Preço total = Preço Unitário x Quantidade Referência/Códig o Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 101405/2022 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Sanitarista) para elaboração dos Projetos da ETA mês R$ 23.149,68 1 R$ 23.149,68 SNSA Nº 492/2010 IAA_C5 Aquisição de uma Estação de Tratamento de Água (filtro e clorador) (50,00 R$/hab, corrigido pelo INCC 12/2021) hab R$ 106,69 300 R$ 32.007,00 SNSA Nº 492/2010 IAA_C8 Custo unitário de Rede Distribuição por metro relacionado ao número de famílias atendidas. Corrigido pelo INCC de Fev./2022 m R$163,18 4.200 R$ 685.356,00 Total R$ 740.512,68 2.1 Implantar programa de monitoramento da qualidade da água de acordo com as normas vigentes Custo indireto Página 49 de 60 MEMORIAL DE CÁLCULO INFRAESTRUTURA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA – ZONA RURAL Programa Universalização dos Serviços de Água 1.1 Instituir programa de monitoramento da qualidade de água dos poços nas áreas rurais até 2026 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Custo indireto 2.1 Elaborar projeto para atender a demanda futura e universalizar o acesso ao S.A.A adequado a realidade da Área Rural Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 34780 / 101405 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Civil/Ambiental/Sanitarista) para elaboração de um Programa de Gestão de Risco mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 2.2 Instituir programa de monitoramento da qualidade de água dos poços nas áreas rurais até 2026 Custo Indireto 2.3 Instituir programa de financiamento de perfuração de poços em localidades isoladas até 2026 Custo Indireto 2.4 Implementar soluções de tratamento de água individualizadas para as áreas isoladas até 2028 Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total ClorAqua 2022 Kit para tratamento de água residencial clorAqua (filtros de carvão ativado, polipropileno plissado e dosador de cloro) un R$ 1.487,93 1.360 R$ 1.621.843,70 2.5 Implementar Soluções alternativas coletivas em comunidades com pequenos agrupamentos populacionais até 2030 Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Tabela de Honorários CREAMG/2022 Mapeamento/Sondagem Elétrica Interpretação de dados até 80 horas un R$ 24.200,00 1 R$ 24.200,00 Tabela de Honorários CREAMT/2022 Outorga do Uso de Águas Subterrâneas un R$ 2.500,00 1 R$ 2.500,00 Estudo geológico para locação e outorga de poço tubular un R$ 6.000,00 1 R$ 6.000,00 Projeto de Poço Artesiano un R$ 1.900,00 1 R$ 1.900,00 Análise Físico-química e bacteriológica un R$ 400,00 1 R$ 400,00 CPOS A09000020429/ 2022 Taxa de mobilização e desmobilização de equipamentos para execução de perfuração para poço profundo - profundidade até 200 m tx R$ 8.342,35 1 R$ 8.342,35 Página 50 de 60 CPOS A09000020419/ 2022 Perfuração para poço profundo em rocha alterada (basalto alterado) em geral, diâmetro de 8" (200 mm) m R$ 264,39 150 R$ 39.658,50 CPOS A09000020406/ 2022 Cimentação de boca do poço profundo, entre perfuração de maior diâmetro (cimentação do espaço anular) m³ R$ 1.556,97 1 R$ 1.556,97 EMBASA 19.90.50/2022 Montagem barrilete, bombas e testes operacionais com forn. de acessórios un R$ 991,52 1 R$ 991,52 SINAPI 761/2022 Bomba submersa para pocos tubulares profundos diametro de 4 polegadas, eletrica, trifasica, potencia 5,42 hp, 15 estagios, bocal de descarga diâmetro de 2 polegadas, hm/q = 18 m / 18,10 m3/h a 121 m / 2,90 m3/h un R$ 7.439,32 2 R$ 14.878,64 Total R$ 106.918,11 3.1 Realizar levantamento de dados da população Custo indireto 4.1 Formar professores das escolas rurais e lideranças do campo para implementação de ações educativas e ambientais até 2023 Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SEBRAE, 2021 Contratação de profissional técnico para realizar capacitação dos professores. h R$ 177,25 4 x 4h=16 R$ 2.836,08 4.2 Implementar programa Rural de educação sanitária e ambiental nas escolas a partir de 2024 Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SEBRAE, 2021 Contratação de técnico especializado para realizar planejamento e coordenação em Programa de Educação Sanitária. h R$ 177,25 4 x 4h=16 R$ 2.836,08 4.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente, a partir de 2024 Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SEBRAE, 2021 Elaboração de material para divulgação e criação do material gráfico por evento. un R$ 15.000,00 1 R$ 15.000,00 SEBRAE, 2021 Elaboração das cartilhas didáticas. un R$ 6,00 10.000 R$ 60.000,00 Total R$ 75.000,00 Página 51 de 60 MEMORIAL DE CÁLCULO INFRAESTRUTURA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO – SEDE MUNICIPAL Programa Tratamento de Esgotos 1.1 Elaboração e execução de projetos de implantação do SES até 2026 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Composição no site ETEx (Produto D) Implantação e Execução do SES do tipo coletivo, sistema composto por - UASB + Lodos Ativados - R$ 1.126.791,65 1 R$ 1.126.791,65 SNSA Nº 492/2010 IES_C1 Custo médio unitário de Ligação domiciliar / habitante como ocupante domiciliar/familiar (PNADIBGE, 2008); 109 R$/hab. corrigido pelo INCC 02/2022 R$/hab R$ 235,13 3.247 R$ 763.467,11 SNSA Nº 492/2010 IES_C3 Coleta (Rede coletora + Interceptor) / habitante como ocupante domiciliar (PNADIBGE, 2008); 219,00 R$/hab corrigido pelo INCC 02/2021. R$/hab R$ 472,42 3.247 R$ 1.533.947,74 Qualyanalise Ambiental 2022 Análises laboratoriais mensais un R$ 400,00 48 R$ 19.200,00 Total R$ 3.443.406,5 1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2033 Previsto no item 1.1 2.1 Elaboração e execução projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028 Custo indireto 2.2 Elaboração e execução de projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos públicos até 2030 Custo indireto 2.3 Eliminação de 90% das fossas rudimentares e adesão ao SES até 2033 Custo indireto 2.4 Incentivo da ligação domiciliar no SES implantado Custo indireto 3.1 Erradicar o lançamento de esgoto no sistema de drenagem e a céu aberto Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal 3.2 Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal 3.3 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar à rede Custo indireto Página 52 de 60 MEMORIAL DE CÁLCULO INFRAESTRUTURA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO – DISTRITO SANTA ROSA Programa Tratamento de Esgotos 1.1 Elaboração e execução de projetos de implantação do SES até 2026 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Composição no site ETEx (Produto D) Implantação e Execução do SES do tipo coletivo, sistema composto por - UASB + Lagoa Facultativa - R$ 237.856,66 1 R$ 237.856,66 SNSA Nº 492/2010 IES_C1 Custo médio unitário de Ligação domiciliar / habitante como ocupante domiciliar/familiar (PNADIBGE, 2008); 109 R$/hab. corrigido pelo INCC 02/2022 R$/hab R$ 235,13 300 R$ 70.539,00 SNSA Nº 492/2010 IES_C3 Coleta (Rede coletora + Interceptor) / habitante como ocupante domiciliar (PNADIBGE, 2008); 219,00 R$/hab corrigido pelo INCC 02/2021. R$/hab R$ 472,42 300 R$ 141.726,00 Qualyanalise Ambiental 2022 Análises laboratoriais mensais un R$ 400,00 48 R$ 19.200,00 Total R$ 469.321,66 1.2 Implantação do SES para atender até 90% da população urbana até 2033 Previsto no item 1.1 2.1 Elaboração e execução projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES das áreas de maior risco em consonância com a implantação do SES até 2028 Custo indireto 2.2 Elaboração e execução de projetos de eliminação das fossas rudimentares e adesão ao SES dos prédios e equipamentos públicos até 2030 Custo indireto 2.3 Eliminação de 90% das fossas rudimentares e adesão ao SES até 2033 Custo indireto 2.4 Incentivo da ligação domiciliar no SES implantado Custo indireto 3.1 Erradicar o lançamento de esgoto no sistema de drenagem e a céu aberto Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal 3.2 Criar e implantar programa de fiscalização sanitária Custo indireto. Serviços a serem realizados pelos fiscais da Prefeitura Municipal 3.3 Implantar lei municipal que determine a ligação domiciliar à rede Custo indireto Página 53 de 60 MEMORIAL DE CÁLCULO INFRAESTRUTURA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO – ZONA RURAL Programa Tratamento de Esgotos 1.1 Elaboração e execução de projeto de financiamento de soluções alternativas individuais adequadas em até 20% dos domicílios até 2028 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total ORSE 1708 Fossa séptica pré-moldada, tipo OMS, capacidade 10 pessoas (v= 600 litros) un R$ 494,38 1.580* R$ 781.120,40 ORSE 9960 Sumidouro pré-moldado de concreto – 06 aneis, ø=1,00m e h=0,50 m cada anel (1,00 x 3,00m) un R$ 1.688,07 1.580* R$ 2.667.150,6 Total da Ação R$ 3.448.271 *= Número de domicílios da área rural 1.2 Elaboração e execução de projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até 40% dos domicílios até 2030 Custo incluso no item 1.1 1.3 Elaboração e execução de projetos de financiamento de soluções alternativas individuais de esgotamento sanitário em até 90% dos domicílios até 2033 Custo incluso no item 1.1 2.1 Eliminação de 90% das fossas rudimentares até 2033 Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária do município MEMORIAL DE CÁLCULO DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS – SEDE MUNICIPAL Programa Caminho das Águas 1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a realidade do município até 2026 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total PPA de Cerejeiras (2020) Contratação de consultoria especializada para levantar e mapear todos os problemas de drenagem urbana: h 750 150 R$ 791.144,85 1.2 Elaboração e execução de projeto de ampliação e unificação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento de 70% do território urbano municipal até 2030 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total PPA de Cerejeiras (2018) 1 km pavimentação e drenagem de águas pluviais = R$ 1.579.125,00 km R$ 2.115.237,94* 33,0 R$ 69.802.852,02 Página 54 de 60 *= Valor corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção no ano de 2021 1.3 Elaboração e execução de projeto de ampliação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento de 100% do território urbano até 2033 Custo previsto no item 1.2 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028 Custo indireto 2.2 Implantação de ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026 Custo indireto 2.3 Elaboração e execução de Plano Diretor de Drenagem Urbana até 2024 Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Editais de Licitação de município menores que 10 mil habitantes Contratação de empresa especializada para elaboração de Plano Diretor Técnico Participativo un R$ 145.000,00 1 R$ 145.000,00 3.1 Criar e implantar um cronograma de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem existentes Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 34780 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Civil) para elaboração de um Plano de Manutenção preventiva e corretiva dos dispositivos de drenagem mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 3.2 Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do município Custo indireto 3.3 Implantar lei municipal que dispõe sobre a drenagem pluvial no município Custo indireto 4.1 Mapear as estruturas existentes no Município e criar um cadastro técnico Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total ORSE 11511 Cadastramento de infraestrutura. Observação: Inclui rede de água, energia, drenagem, gás, telefone e outros existentes km R$ 4.089,82 23,0 R$ 94.065,86 4.2 Criar um programa de fiscalização junto a Vigilância Sanitária para identificar e encerrar as ligações clandestinas Custo indireto 4.3 Criar um programa de educação ambiental e sanitária sobre a importância de não realizar ligações clandestinas na rede de drenagem pluvial Custo indireto Página 55 de 60 MEMORIAL DE CÁLCULO DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS – DISTRITO SANTA ROSA Programa Caminho das Águas 1.1 Elaborar e executar projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado com a realidade do município até 2026 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total PPA de Cerejeiras (2020) Contratação de consultoria especializada para levantar e mapear todos os problemas de drenagem urbana: h 750 150 R$ 791.144,85 1.2 Elaboração e execução de projeto de ampliação e unificação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento de 70% do território urbano municipal até 2030 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total PPA de Cerejeiras (2018) 1 km pavimentação e drenagem de águas pluviais = R$ 1.579.125,00 km R$ 2.115.237,94* 4,2 R$ 8.883.999,34 *= Valor corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção no ano de 2021 1.3 Elaboração e execução de projeto de ampliação do Sistema de Manejo de Águas Pluviais para atendimento de 100% do território urbano até 2033 Custo previsto no item 1.2 1.4 Realizar o monitoramento habitacional e destinação adequada das famílias que moram em áreas de risco Custo indireto 2.1 Implementar cronograma de manutenção permanente do sistema até 2028 Custo indireto 2.2 Implantação de ações de monitoramento dos dispositivos de drenagem até 2026 Custo indireto 3.1 Criar e implantar um cronograma de manutenção e limpeza dos dispositivos de microdrenagem existentes Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 34780 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Civil) para elaboração de um Plano de Manutenção preventiva e corretiva dos dispositivos de drenagem mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 3.2 Criar uma equipe de controle, manutenção e fiscalização do sistema de drenagem dentro da Secretaria de Obras do município Custo indireto 3.3 Implantar lei municipal que dispõe sobre a drenagem pluvial no município Custo indireto Página 56 de 60 MEMORIAL DE CÁLCULO DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS – ZONA RURAL Programa Caminho das Águas 1.1 Elaboração e execução de projeto e dimensionamento do sistema de drenagem adequado a realidade da Zona Rural até 2026 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total - Média anual estimada com base no Plano Plurianual do Município (2022- 2025). Ação "Recuperação de linhas vicinais" - - - R$ 501.600,00 1.2 Elaborar cronograma permanente de manutenção das estradas e acessos das áreas rurais até 2026 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 34780 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Civil) para elaboração de um cronograma de manutenção. mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 1.3 Elaborar projeto de controle de erosão das margens dos rios das comunidades rurais até 2028 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 34780 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Civil) para elaboração de projeto de controle de erosão das margens dos rios das comunidades rurais mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 2.1 Elaborar projetos de macrodrenagem na Zona Rural até 2026 Custo previsto no item 1.1 2.2 Execução de obras de macrodrenagem no município até 2028 Custo previsto no item 1.1 2.3 Realizar campanhas anuais de educação ambiental para toda a população na Semana do Meio Ambiente (5 de junho), a partir de 2024 Custo indireto Página 57 de 60 MEMORIAL DE CÁLCULO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – SEDE MUNICIPAL Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos 1.1 Consolidar a adesão ao Consórcio Público Intermunicipal de Rondônia (CIMCERO) e realizar um contrato para destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos produzidos (sede municipal e Distrito Santa Rosa) Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total CIMCERO/2022 Destinação de resíduos no aterro sanitário de JiParaná t 190,61 463,36* R$ 88.321,04 *= Quantida de resíduos gerados no município no ano de 2019. 1.2 Implementar a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos) até 2028 na sede municipal, Distrito Santa Rosa e área rural Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 34780 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Civil) para elaboração do projeto de coleta seletiva mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 Estimativa baseada em consulta de diários oficiais em portais da transparência Implantação da coleta seletiva com caminhão baú tipo gaiola, com custo mensal por viagem Viagem R$ 1.164,80 48 R$ 60.569,60 Estimativa baseada em consulta de diários oficiais em portais da transparência Aquisição de um veículo especial tipo caminhão com carroceria tipo gaiola un R$ 227.840,87 1 R$ 227.840,87 Total R$ 306.824,17 1.3 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Custo indireto 1.4 Criar uma Cooperativa de Catadores de resíduos recicláveis até 2024 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SINAPI 91677 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro Civil) para elaboração do projeto de construção do mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 Página 58 de 60 galpão 1.5 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo, em busca de garantir sustentabilidade econômico-financeira Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total SBC 008926 Contratação de serviços de consultoria de empresa especializada un R$ 47.520,00 1 R$ 47.520,00 2.1 Criar programa de educação ambiental e sanitária atendendo a sede e o Distrito Santa Rosa Custo indireto 3.1 Implantar um modelo de gestão voltada para os RCC, resíduos volumosos e resíduos verdes Custo indireto 3.2 Criar um programa de compostagem em parceria com a cooperativa de catadores para reutilização dos resíduos verdes Custo indireto 3.3 Reutilizar os resíduos de construção civil em aterramento nas obras da prefeitura municipal Custo indireto 3.3 Reutilizar os resíduos de construção civil em aterramento nas obras da prefeitura municipal Custo indireto 4.1 Elaborar e implementar um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) visando a recuperação da área do antigo lixão até 2024 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Estimado com base no Pregão de Nova União/RO em 2021, com objeto de Contratação de Empresa para Serviço e Elaboração do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) Aprovado pelo Órgão Licenciadores Ambientais para o Lixão a "Céu Aberto" un R$ 69.986,42 1 R$ 69.986,42 Estimado com base no Pregão de Imperatriz/MA em 2022, com objeto de contratação da Execução do PRAD do Lixão Municipal no valor de R$ 5.817.524,96, para uma área de 86.948,18 m², gerando um custo de 66,91 R$/m² m² R$ 66,91 13.000 R$ 869.830,00 Total da Ação R$ 939.816,42 5.1 Elaboração do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PMGRS) Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Página 59 de 60 BANCO DE DADOS INCIBRA (2021) Contratação de prestação de serviços técnicos especializados para elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos de Serviços de Saúde – PMGIRSS mês R$ 40.000,00 1 R$ 40.000,00 Custo indireto 6.1 Promover a implantação da logística reversa, atuando no gerenciamento e fiscalização do sistema a ser implementado pelo Governo Estadual e Federal Custo indireto 6.2 Realizar identificação e cadastramento dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes locais dos produtos que tenham obrigatoriedade na implantação do sistema de logística Custo indireto 6.3 Promover ação de conscientização da população sobre a importância da devolução, após o uso, aos comerciantes ou distribuidores, dos produtos e das embalagens a que se refere o Art. 33 da Lei 12.305/2010 Custo indireto 6.4 Monitorar e fiscalizar programa Custo indireto MEMORIAL DE CÁLCULO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – DISTRITO SANTA ROSA Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos 1.1 Implementar a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos) até 2028 Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Custo previsto no item 1.2 do Quadro 10 1.2 Promover a separação da coleta de orgânicos e inorgânicos até 2028 Custo indireto Custo previsto no item 1.3 do Quadro 10 1.3 Implantar um modelo de cobrança da taxa de lixo em busca de garantir sustentabilidade econômico-financeira Item previsto no item 1.4 do Quadro 10 2.1 Criar programa de educação ambiental e sanitária Custo indireto 2.2 Implementação das ações de logística reversa previstas no PMGIRS até 2026 Custo indireto 3.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até 2024 Custo indireto 3.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023 Custo indireto Página 60 de 60 3.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028 Custo indireto MEMORIAL DE CÁLCULO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – ZONA RURAL Programa Gerenciamento e Destinação dos Resíduos Sólidos 1.1 Criar pontos estratégicos para implantação de Pontos de Entregas Voluntárias (PEV’s) ou Ecopontos na comunidade Método do cálculo: Preço total = Preço unitário x Quantidade Código Descrição Und Preço Unit. Quantidade Preço Total Preço consultado na internet Criação de Pontos de Entregas Voluntárias (PEVs) com Container 1,2 m³ un R$ 5.899,00 10 R$ 58.990,00 SINAPI 34780 Contratação de 01 (um) profissional técnico responsável (Engenheiro ambiental) para elaboração de projetos para a gestão dos resíduos sólidos gerados na extensão rural de acordo com as realidades locais mês R$ 18.413,70 1 R$ 18.413,70 Total R$77.403,00 1.2 Implementar a coleta seletiva (orgânicos e inorgânicos) até 2028 Custo previsto no item 1.2 do Quadro 10 2.1 Intensificação das atividades de fiscalização para coibir práticas inadequadas até 2024 Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária 2.2 Elaboração de cronograma de monitoramento permanente até 2023 Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária 2.3 Implementação de fiscalização e multas para ações irregulares até 2028 Custo indireto. Ação deverá ser realizada pela vigilância sanitária APÊNDICE D - INDICADORES DE DESEMPENHO (PRODUTO H) 423 1 INDICADORES DE DESEMPENHO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO – PMSB DE VALE DO PARAÍSO/RO ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO VALE DO PARAÍSO/RO Novembro de 2020 2 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO PRODUTO H - INDICADORES DE DESEMPENHO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO – PMSB DE VALE DO PARAÍSO/RO VALE DO PARAÍSO/RO Novembro de 2020 3 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO PRODUTO H - INDICADORES DE DESEMPENHO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO – PMSB DE VALE DO PARAÍSO/RO Proposta de indicadores de desempenho do plano municipal de saneamento básico – PMSB de Vale do Paraíso/RO apresentado ao Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT da FUNASA, como produto para composição do Plano Municipal de Saneamento Básico, equivalendo a Produto H do Termo de Execução Descentralizada – TED 08/17, celebrado entre FUNASA e IFRO. O Diagnóstico foi elaborado pelo Comitê Executivo do PMSB e aprovado pelo Comitê de Coordenação, recebendo assessoramento técnico do IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº 1876 / REIT-CGAB / IFRO, e financiamento através da FUNASA. VALE DO PARAÍSO/RO Novembro de 2020 4 PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Av. Paraíso, n. 2601, Centro, CEP 76923-000, Tel/Fax (69) 3464-1005/(69) 3464-1462 PREFEITO Charles Luis Pinheiro Gomes VICE-PREFEITO Ronaldo Estevão da Silva FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE — FUNASA Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO) Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP: 76.803-596 Telefones: (69) 3216-6138/6118 www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br 5 APRESENTAÇÃO A proposta de indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Vale do Paraíso/RO – Produto H – é resultado de um processo de construção coletiva realizado pelos membros dos comitês de execução e de coordenação do PMSB, sob assessoria da equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO). Essas pessoas são representantes das comunidades contidas no município e são conhecedoras da realidade local e regional. O documento apresenta o conjunto de indicadores de desempenho que foram selecionados pelos membros do Comitê Executivo do PMSB a partir de um rol de possibilidades previamente desenvolvidas por outros Planos Municipais de Saneamento Básico de Municípios do país. Essa atividade foi assessorada pela equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO). Uma exceção importante foi a criação do Índice de qualidade de água para o padrão de potabilidade de água (IA1), conforme a Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, ANEXO XX. Essa atividade foi realizada pela equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO), tornando o texto em uma função matemática a qual indicará a potabilidade com base nosregistros sobre qualidade de água coletada pelo VIGIÁGUA. Assim, majoritariamente realizou-se a adequação de indicadores que foram considerados apropriados pelos membros do comitê executivo do PMSB para a descrição da realidade local e regional do município de Vale do Paraíso/RO. Além disso, o trabalho dos comitês observou a previsão legal, como a inserção de indicadores epidemiológicos e o seu alinhamento com o SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), e, ainda, a fácil comunicação com a população do município. Enfim, a aplicação das variáveis e indicadores contidos nesse documento, estabelecido pelo Conselho Municipal de Saneamento Básico, facilitará o acompanhamento e o monitoramento de desempenho dos programas e ações planejadas para o Plano Municipal de Saneamento Básico de Vale do Paraíso/RO por qualquer cidadão daquele município, estando em conformidade com o inciso V do artigo 19 da Lei 11.445/2007, e o Termo de Referência (FUNASA/MS, 2018). 6 SUMÁRIO Lista de abreviaturas e siglas. .....................................................................................................7 Lista de figuras. ..........................................................................................................................8 Lista de quadros..........................................................................................................................9 1. Introdução.............................................................................................................................10 2. Indicadores de desempenho do PMSB selecionados pelos comitês de execução e de coordenação do PMSB de Vale do Paraíso ..............................................................................14 2.1. Características dos indicadores de desempenho para o plano municipal de saneamento básico........................................................................................................................................14 2.2. Processo de seleção de variáveis e indicadores de desempenho do PMSB .......................................................................................................................................17 2.3. Os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso..........................................27 3. Considerações finais.............................................................................................................42 4. Bibliografia...........................................................................................................................43 5. Anexos..................................................................................................................................45 5.1. Anexo I - ata da reunião dos comitês ................................................................................45 7 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABES Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental CAERD Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente FUNASA Fundação Nacional de Saúde IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IFRO Instituto Federal de Rondônia MS Ministério da Saúde PMSB Plano Municipal de Saneamento Básico SNIS Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento TED Termo de Execução Descentralizada TR Termo de Referência MG Minas Gerais MT Mato Grosso RO Rondônia RN Rio Grande do Norte RS Rio Grande do Sul Solução Alternativa Coletiva Simplificada de Tratamento de Água para SALTA-Z Consumo Humano SEMSAU Secretaria Municipal de Saúde de Vale do Paraíso Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente de Vale SEMAPEM do Paraíso Secretaria Municipal de Planejamento e Administração de Vale do SEMPLAD Paraíso SEMOSP Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos de Vale do Paraíso VMP Valor Máximo Permitido 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Qualidade de vida da população do município em relação ao tempo de implantação do Plano Municipal de Saneamento Básico positivamente correlacionada com as quatro dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde.............................. 12 9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 — Variáveis para compor os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso. .....................................................................................................................................17 Quadro 2 — Indicadores de desempenho de Governança para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso. ........................................................................................................................28 Quadro 3— Indicadores de desempenho de Habitabilidade para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso. ...................................................................................................................30 Quadro 4— Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso. ........................................................................................................34 Quadro 5— Indicadores de desempenho de Saúde para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso. ................................................................................................................................40 10 1. INTRODUÇÃO O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Vale do Paraíso/RO é um pacto social e, dentro do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO), tem sido construído com a participação popular, em observação ao Termo de Referência para elaboração de Plano municipal de saneamento básico da FUNASA/MS (2018). Esse plano idealiza a universalização dos quatro eixos do saneamento básico – abastecimento de água potável, esgotamento sanitário com tratamento de resíduos, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos com a correta destinação final – nas zonas urbana e rural do município de Vale do Paraíso/RO. Além disso, ele descreve o instrumento de política pública que viabilizará a gestão compartilhada dos equipamentos de saneamento básico (p.ex.: Estações de Tratamento de Água, Estações de tratamento de Esgoto, Ecopontos para coleta seletiva e logística reversa, Aterros sanitários e controlados, entre outros), através do controle social do investimento de recurso público em infraestrutura, insumos e pessoas para a instalação, operação e manutenção dos componentes necessários para a entrega universal do saneamento básico para a população desse município. O Termo de Referência para elaboração de Plano municipal de saneamento básico da FUNASA/MS (2018), ao tratar dos Indicadores de Desempenho do PMSB, exige a coleta de um grande volume dados sobre o saneamento básico municipal, inclusive sobre a gestão de recursos financeiros, para descrever o atingimento das metas na cobertura e prazos estipulados no Produto E - Programas, projetos e ações do PMSB, e, dessa forma, descrever a evolução do saneamento básico e da melhoria das condições de vida da população, por isso o objetivo principal dos indicadores de desempenho do PMSB é avaliar o atingimento da melhoria da qualidade de vida da população e da universalização do saneamento básico nas zonas rural e urbana do município. O conjunto de indicadores aqui descrito será integrado à estrutura de um sistema de informações municipais sobre saneamento, nos termos do Inciso VI do Art. 9º da Lei 11.445/2007. “A função primordial desse sistema é monitorar a situação real do saneamento municipal (...) auxiliando o processo de tomada de decisões” (TR FUNASA MS 2012 Item 5.3 – Pg. 22). O referido sistema de informações compõe o Produto I – Sistema de informações para auxílio à tomada de decisão. Já os indicadores de desempenho do PMSB, objetos do presente Relatório, compõem o Produto H - Proposta de indicadores de desempenho do plano municipal de saneamento básico – PMSB de Vale do Paraíso/RO. 11 Tais indicadores descrevem a orquestração da prestação de serviços nos quatro eixos do saneamento básico e o efeito direto desse processo na percepção da melhoria da qualidade de vida da população do município, a qual é descrita em quatro dimensões: 1- Governança, 2 - Habitabilidade, 3 - Integridade Ambiental e 4 - Saúde. Em busca da melhor metodologia para a concretização da gestão compartilhada e o controle social do PMSB, com a qual os cidadãos poderão acompanhar e participar da tomada de decisão durante o desenvolvimento de um processo complexo como o saneamento básico municipal, adotou-se duas ferramentas, a saber: canais de comunicação; e indicadores de desempenho, pois ambos dependem da ação continuada do Conselho Municipal de Saneamento Básico, que é o colegiado que deve a cada período compilar os dados exigidos pelas variáveis e alimentar o sistema de informação que exportará os indicadores de desempenho na frequência determinada pelo comitê executivo do PMSB. Sugere-se que os canais de comunicação adotados pelo Conselho Municipal de Saneamento Básico sigam o exemplo das redes sociais e website desenvolvidos pela equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO), pois são permeáveis na situação do município de Vale do Paraíso, possuem característica de repositório histórico de informação e, ainda, envolvem os munícipes e suas representações, como líderes comunitários, associações e legislativo municipal. Esses canais devem ser utilizados para o compartilhamento dos resultados dos indicadores a cada período e também para convocar a população para as audiências públicas de acompanhamento e de revisão do PMSB, as quais devem ser executadas em prazos estipulados pela legislação em vigência, conforme consta no Termo de Referência para elaboração de Plano municipal de saneamento básico (FUNASA/MS, 2018). Por sua vez, os indicadores de desempenho propostos, que foram compilados após um processo de seleção executado pelos membros dos comitês de Execução e de Coordenação do Plano Municipal de Saneamento Básico de Vale do Paraíso/RO, estarão disponíveis conforme o Produto I – Sistema de informações para auxílio à tomada de decisão, no website https://saberviver.ifro.edu.br/valedoparaiso-nav e no website da Prefeitura Municipal. Os indicadores serão apresentados em audiência pública final do PMSB e divulgados na cartilha sobre o PMSB do Município. Enfim, foram selecionados grupos de indicadores de desempenho que permitirão à população e aos líderes locais o acompanhamento e monitoramento da evolução do PMSB. Os indicadores permitirão aos agentes indicados verificar orquestração da prestação de serviços nos quatro eixos do saneamento básico e o efeito direto desse processo na percepção da 12 melhoria da qualidade de vida da população do município, a qual é descrita em quatro dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde (FIGURA 1). Figura 1: Qualidade de vida da população do município em relação ao tempo de implantação do Plano Municipal de Saneamento Básico positivamente correlacionada com as quatro dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. Fonte: Projeto Saber Viver (2020) O Diagnóstico técnico-participativo do saneamento básico municipal (Produto C) informa que, no cenário atual, o município de Vale do Paraíso possui os seguintes serviços de saneamento básico: 1) referentes a manejo de águas pluviais, o município é parcialmente atendido com sistema de microdrenagem nos trechos com pavimentação asfáltica e os principais dispositivos identificados foram os meios fios, guias, sarjetas e bocas de lobo e suas respectivas galerias; 2) com relação ao manejo de resíduos sólidos, na sede urbana de Vale do Paraíso os resíduos sólidos são coletados pela Prefeitura Municipal e destinados a um lixão e, atualmente, está em trâmite um processo de melhor destinação desses resíduos; 3) na zona rural, como não há coleta, os resíduos sólidos são queimados e/ou enterrados. Enfim, o município não possui sistema de abastecimento de água ativo. Porém, há processo de implantação em desenvolvimento para entrega de água potável para a população na sede municipal. Por isso, pode-se dizer que a totalidade dos munícipes utiliza fontes alternativas de abastecimento de água, tais como poços amazônicos e artesianos/semi-artesianos/tubulares. Em Vale do Paraíso, 13 também, não existe coleta nem tratamento de esgoto. Com isso, a população utiliza-se de soluçõesindividuais como fossas rudimentares e sépticas para tratamento do esgoto residencial. No que diz respeito ao Saneamento Básico, em todas as suas dimensões, cabe lembrar que o município de Vale do Paraíso se encontra em condições abaixo da média reportada para a região Norte. Em estudo da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, no ano de 2015, a região Norte contava com 60,2% de abastecimento de água por rede de distribuição e 78,6% de serviço de coleta de lixo. Segundo dados levantados pelo Projeto Saber Viver, através da aplicação dos questionários à população, em 2019, o município de Vale do Paraíso não contava com nenhuma rede de distribuição de água na área urbana e na área rural, estando inferior à média da região Norte. No Distrito de Santa Rosa recente foi instalado o SALTA-z, Solução Alternativa Coletiva Simplificada de Tratamento de Água, a ser destinada ao consumo humano. Quanto ao manejo de resíduos sólidos, consta-se 98,6% de serviço de coleta de lixo na área urbana e nenhum serviço de coleta no Distrito de Santa Rosa e outros espaços da área rural, ou seja, uma cobertura superior à da região Norte na área urbana de quatro anos antes. Cabe ressaltar que o município de Vale do Paraíso ainda não dispõe de aterro sanitário para destinação final dos resíduos. Por isso, é desejado que o cenário futuro do saneamento básico para Vale do Paraíso seja diferente e que tenha uma evolução que caminhe para a universalização dos componentes do sistema de saneamento básico, nas zonas rural e urbana, entregando assim uma melhor qualidade de vida para a população. Essa evolução poderá ser acompanhada pela sociedade civil organizada e pelo Poder Público através do Indicadores de Desempenho do PMSB aqui propostos. Ressaltamos, que um indicador de desempenho traduz dados concretos em informação útil, porém, inexoravelmente, ele porta também uma visão reduzida da realidade, pois não é capaz de incorporar toda a complexidade do mundo real. Assim, interpretações equivocadas podem ser tomadas em caso de uso descontextualizado. Dessa forma, a interpretação dos resultados apresentados pelos indicadores de desempenho deve sempre ser feita em colegiado, bem como a tomada de decisão necessária. Assim, a instalação do Conselho Municipal de Saneamento Básico é mandatória para o desenvolvimento correto do PMSB e para que seja minimizada a possibilidade de erros e promovida uma política pública que busque o bem-estar social de todos os cidadãos. 14 2 INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB SELECIONADOS PELO COMITÊS DE EXECUÇÃO E DE COORDENAÇÃO DO PMSB DE VALE DO PARAÍSO/RO 2.1 CARACTERÍSTICAS DOS INDICADORES DE DESEMPENHO PARA O PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Indicadores de desempenho podem ser definidos como instrumentos de mensuração de atributos particulares do objeto que se deseja acompanhar e/ou monitorar a sua evolução. São, portanto, ferramentas de apoio ao acompanhamento e monitoramento da eficácia e efetividade dos programas e ações planejadas e em execução. Cada indicador, criado para descrever uma situação numa dada área e durante um dado período, permite mensurar o desempenho do cumprimento de metas e objetivos previamente estabelecidos e, ainda, se descrito em função do tempo, fornece uma análise de sua evolução. Enfim, o emprego de indicadores de desempenho é, portanto, uma ferramenta fundamental para análises de cenários complexos e para auxílio da tomada de decisão colegiada. Para o acompanhamento e monitoramento do PMSB em termos da eficácia no cumprimento de metas e ações e da efetividade dos seus desdobramentos para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, as informações estatísticas deverão ser buscadas no próprio Plano, a saber: 1. no Diagnóstico Técnico-Participativo do Saneamento Básico Municipal (Produto C), o qual traz o cenário atual da cobertura e operação dos componentes do saneamento básico do município; 2. no Relatório da Prospectiva e Planejamento Estratégico (Produto D), o qual descreve as soluções e investimentos recomendados para a universalização do saneamento básico do município; 3. nos seus agentes executores, como secretarias municipais de planejamento, de obras e de meio ambiente; 4. e, acessoriamente, estatísticas públicas produzidas por órgãos como CAERD, Ministério da Saúde, IBGE, entre outros. A sistematização dessas informações é feita de forma automatizada pelo Produto I – Sistema de informações para auxílio à tomada de decisão em valores absolutos. Assim, aos 15 membros do Conselho Municipal de Saneamento Básico cabe a responsabilidade de compilar os dados exigidos pelas variáveis e alimentar o sistema de informação na periodicidade necessária. O sistema de informação, então, calculará os Indicadores de Desempenho do PMSB de Colorado do Oeste com base nas variáveis reportadas. Os resultados serão expressos na forma de taxas, proporções ou índices que deverão guardar uma relação direta com o objetivo programático original do PMSB e que orientarão o desenvolvimento da Gestão Compartilhada do Sistema de Saneamento Básico do Município. A escolha dos Indicadores, realizada em conjunto de audiências com os membros dos comitês de execução e de coordenação, se pautou pela aderência (JANNUZZI, 2001) deles às propriedades consideradas desejáveis a um indicador de desempenho para gestão pública, tais como: ● Relevância para a gestão pública; ● Confiabilidade da medida; ● Sensibilidade; ● Cobertura (abrangência dos projetos e metas do PMSB); ● Comunicabilidade ao público. Além das propriedades acima elencadas, os indicadores de desempenho foram analisados para assegurar que eles apresentassem, no mínimo, as seguintes características: ● Terem definição clara, concisa e interpretação inequívoca; ● Serem mensuráveis com facilidade; ● Possibilitarem e facilitarem a comparação do desempenho obtido com os objetivos planejados para o PMSB; ● Majoritariamente, dispensarem análises complexas. No caso da presente proposta de indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Vale do Paraíso/RO, foram consideradas, ainda, características específicas do objeto a ser avaliado e acompanhado: o PMSB. Portanto, o processo assegurou que os indicadores estão: ● Seguros na constância de alimentação de dados para o fornecimento de informação para a Gestão Pública; 16 ● Limitados a uma quantidade ótima e suficiente para avaliação objetiva das metas de planejamento do PMSB; ● Compatíveis com os indicadores do Sistema Nacional de Informações SNIS e incluem um conjunto de indicadores epidemiológicos para demonstrar os efeitos das ações de saneamento (ou da sua insuficiência) na saúde humana. Enfim, os indicadores estão distribuídos em 4 dimensões, a saber: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. A seguir, descreveremos a razão do conjunto de indicadores de cada dimensão: ● Governança: envolve indicadores econômicos, sociais e jurídicos destinados a otimizar a organização do poder público de maneira a promover a correta e suficiente captação de recursos financeiros, organização de contratos, prestação de contas, transparência e a entrega de serviços de saneamento nos quatro eixos (EOS, 2019); ● Habitabilidade: envolve indicadores que permitam a identificação do perfil das habitações de determinada região, facilitando a entrega, pelo poder público, de serviços de saneamento na totalidade do saneamento básico (LERVOLINO & SCABBIA, 2015); ● Integridade Ambiental: envolve indicadores para uma diagnose adequada à compreensão dos aspectos ambientais da região, os impactos negativos que tenham sido impostos sobre o meio ambiente e que permitam a mitigação dos mesmos visando a conservação da qualidade da água e dos mananciais, a minimização da contaminação de água e solo que eventualmente já haja ocorrido; redução de efluentes e de resíduos sólidos; evitar perdas de água tratada. (CALIJURI, et al., 2007); ● Saúde: envolve indicadores necessários à correta identificação das condições de morbidade ou higidez da população, permitindo a proposição de ações e serviços que levem à redução de agravos de saúde de doenças relacionadas à ausência de serviços de saneamento básico (CALIJURI, et al., 2007). 17 2.2 PROCESSO DE SELEÇÃO DE VARIÁVEIS E INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB O processo de seleção dos indicadores foi realizado em três etapas que buscaram a construção dialógica e coletiva de entendimento comum. Primeiramente, foram analisadas e escolhidas as variáveis úteis para a descrição quantitativa ou qualitativa de componentes do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). As variáveis foram inspiradas em documentos de produtos H do PMSB de outros municípios (por exemplo: municípios Cristiano Otoni/MG; Nicolau Vergueiro/RS; Novo Horizonte do Norte/MT; Angicos/RN). Atenção especial foi dada para o mapeamento da fonte de dados no município, em consonância com o Produto C e as dificuldades envolvidas na obtenção dos dados necessários para a elaboração do Indicador. Em seguida, foram analisados e definidos os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso, os quais foram endereçados a uma das quatro dimensões a seguir: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. Na segunda etapa, a atenção redobrada foi dedicada à escolha das variáveis que comporão os indicadores, a periodicidade de cálculo e mês de execução, o intervalo de validade e agente municipal responsável pela produção do indicador. Assim, majoritariamente realizou-se a adequação de indicadores que foram considerados apropriados pelos membros do comitê executivo do PMSB para a descrição da realidade local e regional do município de Vale do Paraíso/RO. Além disso, o trabalho dos comitês observou a previsão legal, como a inserção de indicadores epidemiológicos e o seu alinhamento com o SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), e, ainda, a fácil comunicação com a população do município. Um destaque importante foi a criação do Índice de qualidade de água para o padrão de potabilidade de água (IA1), em uma terceira e posterior etapa. Esse índice observa o disposto na Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, ANEXO XX, reportando a potabilidade da água com base nos registros de vigilância da qualidade de água coletados pelo Vigiágua. Essa atividade foi realizada pela equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO). As duas primeiras etapas descritas acima ocorreram com a aplicação da técnica para a construção dialógica e colaborativa denominada “Espaço Aberto (Open Space)” (FUNASA, 2016), mediada pela equipe do Projeto Saber Viver em ambiente virtual (p.ex.: Google Meet). Essa técnica caracteriza-se por reuniões com um tema claramente estabelecido, mas sem agenda pré-definida. A agenda é criada pelos participantes e são produzidas tantas sessões quantas questões/ideias suscitadas por estes. Ao final de cada sessão é produzida uma síntese 18 dos resultados consolidados. Em nosso caso, uma reunião foi para a apresentação do Produto H e para início das investigações sobre variáveis e indicadores presentes. Em seguida, a outra reunião foi realizada para a consolidação dos agentes municipais responsáveis pela geração dos dados e frequência de registro dos indicadores de desempenho. No final, todas as contribuições de todos os grupos por estação foram agrupadas, analisadas e consolidadas pela equipe do Projeto Saber Viver, na terceira etapa de construção do Produto H em tela. Por decisão dos comitês, as duas reuniões aconteceram em sequência na Prefeitura Municipal de forma remota, com uso do aplicativo Webex Meet®, no dia 20 de novembro de 2020, às 15:00 h. As atas das reuniões, com a assinatura dos presentes, estão nos anexos I e II. O quadro 1, apresenta o resultado do trabalho dos comitês em reunião de produção dialógico-colaborativa, descrevendo as variáveis adotadas para a produção dos indicadores. Observe a definição de unidade e da fonte municipal responsável pela produção dos dados. 19 Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Variáveis Descrição Unidade Fonte (origem dos dados) ASD Área total contemplada com sistema de drenagem urbana (superficial e profunda) Área total contemplada com bocas de lobo (drenagem superficial) e área com tubulações da rede de drenagem (drenagem profunda) Ou Quantidade de bocas de lobo km² Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP. ATDp Área total contemplada com sistema de drenagem urbana profunda Área total contemplada com tubulações do sistema de drenagem, obtida com auxílio de software km² Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP. ATDs Área total contemplada com sistema de drenagem urbana superficial Área total contemplada com bocas de lobo, obtida com auxílio de software Ou Quantidade de bocas de lobo km² Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP. ATM Área total do município Área total do município, segundo IBGE km² IBGE ESD Extensão da rede de sistema de drenagem urbana (km) Extensão total da rede de drenagem urbana km Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP. ERE Extensão da Rede de Esgoto Comprimento total da malha de coleta de esgoto, incluindo redes de coleta, coletores tronco e interceptores e excluindo ramais prediais e emissários de recalque, operada pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência Km Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP e CAERD (quando houver sistema ETV Extensão total do sistema viário (km) Extensão total do sistema viário do município, pavimentado ou não. km Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos- SEMOSP. INP Total dos investimentos previstos no PMSB Valor do total de investimentos previstos no PMSB R$ Secretaria Municipal de Planejamento e Administração SEMPLAD INR Total de investimentos realizados até a data da avaliação Valor do total de investimentos realizados até a data avaliada R$ Secretaria Municipal de Planejamento e Administração SEMPLAD LAA Ligações total de água (ativas) Quantidade total de ligações de água (ativas) Ligações CAERD/RO (quando houver sistema) LAL Ligações ativas com leitura Total de ligações ativas hidrometradas com leitura Ligações CAERD/RO (quando houver sistema) 20 Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Variávei s Descrição Unidade Fonte (origem dos dados) LAMi Ligações de água micromedidas (ativas) Quantidade de ligações de água micromedidas (ativas) Ligações CAERD/RO (quando houver sistema) MAC Número total de macromedidores Quantidade total de macromedidores existentes no município Macromedidores CAERD/RO (quando houver sistema) PAA Total de projetos e ações programados para o setor de Abastecimento de Água Número total de projetos e ações programados para o setor de Abastecimento de Água no PMSB Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD PAAe Total de projetos e ações estabelecidos para universalização do serviço de Abastecimento de Água executados Número total de projetos e ações estabelecidos para universalização dos serviços de Abastecimento de Água que já foram executados Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD PAD Total de projetos e ações programados para o setor de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem urbana Número total de projetos e ações programados para universalização dos serviços de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem urbana no PMSB Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD PADe Total de projetos e ações estabelecidos para universalização do serviço de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem urbana executados Número total de projetos e ações estabelecidos para universalização dos serviços de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem urbana que já foram executados Projetos e ações SEMOSP PAE Total de projetos e ações programados para o setor de Esgotamento Sanitário Número total de projetos e ações programados para universalização dos serviços de Esgotamento Sanitário no PMSB Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD PAEe Total de projetos e ações estabelecidos para universalização do serviço de Esgotamento sanitário executados Número total de projetos e ações estabelecidos para universalização dos serviços de Esgotamento Sanitário que já foram executados Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD, CAERD/RO PARS Total de projetos e ações programados para o setor de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos Número total de projetos e ações programados para o setor de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos no PMSB Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD 21 Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Variávei s Descrição Unidade Fonte (origem dos dados) PARSe Total de projetos e ações estabelecidos para universalização do serviço de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos executados Número total de projetos e ações estabelecidos para universalização dos serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos que já foram executados Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD PAS Total de projetos e ações programados para universalização do saneamento Número total de projetos e ações programados no PMSB para universalização do saneamento básico Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD PASe Total de projetos e ações estabelecidos para universalização do saneamento executados Número total de projetos e ações estabelecidos para universalização do saneamento que já foram executados Projetos e ações SEMOSP e SEMPLAD PFE5 População infantil até 5 anos de idade População do município segundo a faixa etária: de 0 a 5 anos de idade Habitante IBGE PPGI Produtos componentes do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Número total de produtos que compõem o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Unidadeproduto SEMOSP PPGIe Produtos componentes do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos executados Número total de produtos que compõem o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos executados. Unidadeproduto SEMOSP POPT População total População total do município, do último Censo realizado. Habitantes IBGE POPTr População total rural População total rural do município, estimativas ou último Censo realizado pelo IBGE. Habitantes IBGE POPTu População total urbana População total urbana do município, estimativas ou último Censo realizado pelo IBGE. Habitantes IBGE PRA População rural atendida com os serviços de Abastecimento de Água População rural atendida com serviços do sistema de Abastecimento de Água Habitantes CAERD/RO PRE População rural atendida com os serviços de Esgotamento Sanitário População rural atendida com sistema de Esgotamento Sanitário seja por meio de rede coletora de esgoto e tratamento ou fossas sépticas (total) Habitantes CAERD/RO 22 Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Variávei s Descrição Unidade Fonte (origem dos dados) PRF População rural atendida com fossa séptica Quantidade total de habitantes da área rural que possuem fossa séptica Habitantes Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio AmbienteSEMAPEM PTA População total atendida com os serviços de Abastecimento de Água População total atendida com serviços do sistema de Abastecimento de Água Habitantes CAERD/RO PTD População total atendida com serviços de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem População total atendida com sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem, por meio de rede coletora e de bocas de lobo. Habitantes SEMOSP PTE População total atendida com os serviços de esgotamento sanitário População total atendida com sistema de esgotamento sanitário seja por meio de rede coletora de esgoto e tratamento ou fossas sépticas (total) Habitantes CAERD/RO PTR População total atendida com os serviços de coleta de resíduos População total atendida com coleta de resíduos diretamente pelo serviço de limpeza e/ou caçambas Habitantes SEMOSP PRR População rural atendida com os serviços de coleta de resíduos População rural atendida com coleta de resíduos diretamente pelo serviço de limpeza e/ou caçambas. Habitantes SEMOSP e SEMAPEM PUR População urbana atendida com os serviços de coleta de resíduos População urbana atendida com coleta de resíduos diretamente pelo serviço de limpeza e/ou caçambas Habitantes SEMOSP PuCS População urbana atendida por coleta seletiva População urbana atendida com a coleta seletiva do tipo porta-a-porta executada pela prefeitura ou empresas contratadas; por associações ou cooperativas de catadores ou por outros agentes. Habitantes SEMOSP PUA População urbana atendida com os serviços de Abastecimento de Água População urbana atendida com serviços do sistema de Abastecimento de Água Habitantes CAERD/RO PUE População urbana atendida com os serviços de Esgotamento Sanitário População urbana atendida com sistema de Esgotamento Sanitário seja por meio de rede coletora de esgoto e tratamento ou fossas sépticas (total) Habitantes CAERD/RO 23 Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Variávei s Descrição Unidade Fonte (origem dos dados) PUD População urbana atendida com serviços de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem População urbana atendida com sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem, por meio de rede coletora e de bocas de lobo. Habitantes SEMOSP QI01 Economias ativas atingidas por interrupções Quantidade total anual, inclusive repetições, de economias ativas atingidas por interrupções sistemáticas no sistema de distribuição de água decorrente de intermitências prolongadas. Economias CAERD/RO QI02 Interrupções Sistemáticas Quantidade de vezes, no ano, inclusive repetições, em que ocorreram interrupções sistemáticas no sistema de distribuição de água, provocando intermitências prolongadas no abastecimento. Interrupções CAERD/RO RDAS Destinação de resíduos domiciliares para aterros sanitários Total de resíduos sólidos domiciliares coletados e destinado para Aterro Sanitário Toneladas SEMOSP TOI Óbitos infantis Total de óbitos infantis: Número de Óbitos infantis ocorridos na população com idade até um ano, no ano de referência. Nº de mortes Secretaria Municipal de Saúde- SEMSAU TNV Nascidos vivos Total de Nascidos vivos: Total de crianças nascidas vivas, no ano de referência. Pessoas Secretaria Municipal de Saúde- SEMSAU TID Incidência de casos de doenças diarréicas Taxa de Incidência diarréica: Número total de casos de doenças diarréicas, em relação à população infantil antes de completar 5 anos de idade, no ano de referência. Pessoas Secretaria Municipal de Saúde- SEMSAU TIDE Número de casos de Dengue Taxa de incidência de casos de Dengue: Número total de novos casos de Dengue no ano de referência. Nº de casos registrados Secretaria Municipal de Saúde- SEMSAU TIHV Número de casos de Hepatites Virais Taxa de incidência de casos de Hepatites Virais: Número total de novos casos de Hepatites virais no ano de referência Nº de casos registrados Secretaria Municipal de Saúde- SEMSAU TIZV Número de casos de Zika Vírus Taxa de incidência de casos de Zika Vírus: Número total de novos casos de Zika Vírus no ano de referência. Nº de casos registrados Secretaria Municipal de Saúde- SEMSAU TICH Número de casos de Febre Chikungunya Taxa de incidência de casos de Febre Chikungunya: Número total de novos casos de Febre Chikungunya no ano de referência. Nº de casos registrados Secretaria Municipal de Saúde- SEMSAU 24 Continuação Quadro 1. Variáveis utilizadas para compor os indicadores de desempenho do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Variáveis Descrição Unidade Fonte (origem dos dados) QCS Resíduos coletados por meio de coleta diferenciada Quantidade de resíduos sólidos domiciliares coletados por meio de coleta diferenciada (coleta seletiva) Tonelada SEMOSP QCSR Resíduos recicláveis coletados e recuperados Quantidade anual de materiais recicláveis recuperados (exceto matéria orgânica e rejeitos) coletados de forma seletiva ou não, decorrente da ação dos agentes executores. Tonelada SEMOSP QCT Resíduos domiciliares totais coletados Quantidade de resíduos sólidos domiciliares totais coletados Tonelada SEMOSP QextrR Quantidade de extravasamentos Quantidade de vezes, no ano, inclusive repetições, em que foram registrados extravasamentos na rede de coleta de esgotos. No caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. Número de vezes CAERD/RO ECOLI Escherichia coli A Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, Anexo 1 do ANEXO XX, dispõe que o controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade devem buscar pelo padrão microbiológico da água para consumo humano, o qual é identificado pela ausência de Escherichia coli em amostras de ausência em 100 mL de água coletadas no sistema de distribuição, indicando a eficiência de tratamento de água para a potabilidade. Escherichia coli são bactérias que ocorrem no trato intestinal de animais de sangue quente e são indicadoras de poluição por esgotos domésticos. A presença dessa bactéria indica a possibilidade da existência de microorganismos patogênicos que são responsáveis pela transmissão de doenças de veiculação hídrica (ex: disenteria bacilar, febre tifóide, cólera). Ausência em 100 mL VIGIÁGUA do Município COLTOT Coliformes totais A Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, Anexo 1 do ANEXO XX, dispõe que o controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade devem buscar pelo padrão microbiológico da água para consumo humano, o qual é identificado pela ausência de Coliformes totais em amostras de ausência em 100 mL coletadas no sistema de distribuição, indicando a integridade do sistema de distribuição Ausência em 100 mL VIGIÁGUA do Município 25 de água potável. pH Potencial hidrogeniônico A Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, Parágrafo 1º do Artigo 39 do ANEXO XX, dispõe que controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano devem buscar pelo padrão de potabilidade e recomenda que no sistema de distribuição o pH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5. O pH afeta o metabolismo de várias espécies aquáticas. A Resolução CONAMA 357 estabelece que para a proteção da vida aquática o pH deve estar entre 6 e 9. ÁGUA TRATADA TEM SEU pH CORRIGIDO PARA 7. ÁGUAS ÁCIDAS, COM pH INFERIOR A 5,5 podem aumentar o efeito de substâncias químicas que são tóxicas para os organismos aquáticos, tais como os metais pesados. Entre pH 6 e 9,5 VIGIÁGUA do Município TURB Turbidez A Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, Anexo 2 do ANEXO XX, dispõe que o controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano devem buscar pelo padrão de potabilidade e estabelece que o padrão de turbidez para água pós-filtração e conduzida pelo sistema de distribuição tenha um Valor Máximo Permitido (VMP) de 1,0 uT. A turbidez indica o grau de atenuação que um feixe de luz sofre ao atravessar a água. Esta atenuação ocorre pela absorção e espalhamento da luz causada pelos sólidos em suspensão (silte, areia, argila, algas, detritos, etc.). A principal fonte de turbidez é a erosão dos solos, quando na época das chuvas as águas pluviais trazem uma quantidade significativa de material sólido para os corpos d’água. O aumento da turbidez faz com que uma quantidade maior de produtos químicos (ex: coagulantes) sejam utilizados nas estações de tratamento de águas, aumentando os custos de tratamento. Além disso, a alta turbidez também afeta a preservação dos organismos aquáticos, o uso industrial e as atividades de recreação. VMP 1,0 uT VIGIÁGUA do Município CLORE Cloro residual A Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, Artigo 34 do ANEXO XX, dispõe que o controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano devem buscar pelo padrão de potabilidade e determina a água no sistema de distribuição Entre 0,2 e 2 mg/L VIGIÁGUA do Município 26 contenha entre 0,2 mg/L de cloro residual livre a 2,0 mg/L de cloro residual combinado, em qualquer ponto do sistema de abastecimento e independentemente do método de desinfecção adotado. O cloro residual assegura a desinfecção da água potável em todo o sistema de distribuição. VAC Volume total de água consumido Volume anual de água consumido por todos os usuários, compreendendo o volume micromedido + o volume de consumo estimado para as ligações desprovidas de hidrômetro ou com hidrômetro parado. Não deve ser confundido com o volume de água faturado m³ CAERD/RO VAP Volume total de água produzido Volume total de água captado no município em um mês seja por captação superficial ou subterrânea m³ CAERD/RO VAT Volume total de água tratada Volume total de água tratada, medido na saída da Estação de Tratamento de Água no município em um mês m³ CAERD/RO VEC Volume de Esgoto Coletado Volume total do esgoto coletado no município por ano (Em geral é considerado como sendo de 80% a 85% do volume de água consumido na mesma economia) m³ CAERD/RO VET Volume de esgoto tratado Volume total de esgoto tratado no município por ano, medido na saída da Estação de Tratamento de Esgoto. m³ CAERD/RO Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 27 2.3 OS INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB DE VALE DO PARAÍSO Após a etapa de curadoria, a equipe do Projeto Saber Viver (IFRO/FUNASA) consolidou os indicadores selecionados para o PMSB de Vale do Paraíso/RO. Esse último trabalho buscou, sobretudo, retirar redundâncias e equívocos, bem como definir indicadores com características que atendam aos critérios de eficácia e de efetividade relacionados às metas e ações planejadas. Os indicadores de desempenho de Governança referem-se à eficácia do PMSB, eles permitem o acompanhamento do comportamento do gestor para o sucesso das metas explicitadas no plano, isto é, eles fornecem substância ao colegiado avaliador para comparar as metas propostas e as atingidas no prazo de tempo considerado, com base nas informações disponíveis. Adicionalmente, a simplicidade de comunicação de resultados dos indicadores e gráfico temporais, na medida em que forem socializados, permitem a efetiva participação social na avaliação e acompanhamento do desenvolvimento da política municipal de saneamento. Os indicadores de efetividade referem-se à Saúde, Integridade Ambiental e Habitabilidade. Estes indicam se a cobertura e a operação dos componentes do saneamento básico pelo município têm alcançado os resultados pretendidos, nos médio e longo prazos. Eles estabelecem a relação entre os resultados de uma intervenção ou programa, em termos de efeitos sobre a população alvo e os objetivos pretendidos. Os indicadores de saúde, embora não originários diretamente dos serviços de saneamento, estão fortemente correlacionados com a entrega de água potável e com a coleta e tratamento de efluentes domésticos, conforme demonstrado em literatura técnica e acadêmica sobre doenças de veiculação hídrica (Soares et al. 2002; FUNASA/MS, 2012). Logo, esse segundo conjunto de indicadores é importante para demonstrar os efeitos das ações do PMSB na melhoria da qualidade de vida da população. Assim, os Indicadores de desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico estão explicitados nos quadros 02 a 05. Observe a definição de objetivo do índice, unidade, fórmula, variáveis, periodicidade de cálculo, intervalo de validade e responsáveis pela produção dos índices. 28 Quadro 2. Indicadores de desempenho de Governança para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Indicador unidade Fórmula e variáveis Periodicidade de cálculo Intervalo de validade Responsável Código Nome Objetivo G1 Índice de Execução do PMSB Avaliar o desempenho no cumprimento das metas e objetivos estabelecidos no PMSB para universalização dos serviços de saneamento Percentual (%) (PASe/PAS)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) e Secretaria Municipal de Administração e Planejamento G2 Índice de Execução dos serviços de Sistema de Abastecimento de Água Avaliar o desempenho no cumprimento das metas e objetivos estabelecidos no PMSB para o serviço de Abastecimento de Água Percentual (%) (PAAe/PAA)*100 Semestral Semestral Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) G3 Índice de execução dos serviços do Sistema de Esgotamento Sanitário Avaliar o desempenho no cumprimento das metas e objetivos estabelecidos para o serviço de Esgotamento Sanitário Percentual (%) (PAEe/PAE)*100 Semestral Semestral Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) G4 Índice de execução dos serviços de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana Avaliar o desempenho no cumprimento das metas e objetivos estabelecidos no PMSB para os serviços de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana Percentual (%) (PADe/PAD)*100 Semestral Semestral Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) 29 G5 Índice de execução dos serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos Avaliar o desempenho no cumprimento das metas e objetivos estabelecidos no PMSB para os serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos Percentual (%) (PARSe/PARS)*100 Semestral Semestral Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) G6 Indicador de execução dos investimentos totais previstos no PMSB Avaliar o desempenho no cumprimento dos investimentos previstos no PMSB Percentual (%) (INR/INP)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) *consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 30 Quadro 3. Indicadores de desempenho de Habitabilidade para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Indicador unidade Fórmula e variáveis Periodicidade de cálculo Intervalo de validade Responsável Código Nome Objetivo H1 Índice de atendimento total com Abastecimento de Água Avaliar o grau de universalização da população total atendida com o serviço de Abastecimento de Água, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (PTA/POPT)*100 Anual Anual Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) H2 Índice de atendimento urbano com Abastecimento de Água Avaliar o grau de universalização da população urbana atendida com o serviço de Abastecimento de Água, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (PUA/POPTu)*100 Anual Anual Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) H3 Índice de atendimento rural com Abastecimento de Água Avaliar o grau de universalização da população rural atendida com o serviço de Abastecimento de Água, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (PRA/POPTr)*100 Anual Anual Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) H4 Índice de atendimento total com serviço de Esgotamento Sanitário Avaliar o grau de universalização da população total atendida com o serviço de Esgotamento, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (PTE/POPT)*100 Anual Anual Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) 31 H5 Índice de atendimento urbano com serviço de Esgotamento Avaliar o grau de universalização da população urbana atendida com o serviço de Esgotamento Sanitário, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (PUE/POPTu)*100 Anual Anual Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) H6 Índice de atendimento Rural com serviço de Esgotamento Sanitário Avaliar o grau de universalização da população rural atendida com o serviço de esgotamento sanitário, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (PRE/POPTr)*100 Anual Anual Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) *consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 32 Continuação Quadro 3. Indicadores de desempenho de Habitabilidade para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Indicador unidade Fórmula e variáveis Periodicidade de cálculo Intervalo de validade Responsável Código Nome Objetivo Avaliar o grau 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho de Municipal de universalização Saneamento do atendimento Básico (a ser Índice de da população construído) atendimento total com total com serviços de H7 serviços de Manejo de Percentual (%) (PTD/POPT)*100 Anual Manejo de Águas Pluviais e Águas Pluviais e Drenagem, face Drenagem às metas estabelecidas no PMSB. Avaliar o grau Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) de universalização H8 Índice de atendimento total com serviço de coleta de Resíduos da população total atendida com o serviço de coleta de resíduos sólidos, face às metas estabelecidas no Percentual (%) (PTR/POPT)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) PMSB. Conselho Avaliar o grau Municipal de de Saneamento universalização Básico (a ser H9 Índice de atendimento Urbano com Serviço de coleta de resíduos da população urbana atendida com o serviço de coleta de resíduos sólidos, face às metas Percentual (%) (PUR/POPTu)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) construído) estabelecidas no PMSB. 33 Avaliar o grau Conselho de Municipal de universalização Saneamento Índice de da população Básico (a ser atendimento rural atendida 20 anos construído) H10 rural com serviços de com o serviço de coleta de Percentual (%) (PRR/POPTr)*100 Anual (Prazo de execução do coleta de resíduos sólidos, PMSB) resíduos sólidos face às metas estabelecidas no PMSB Avaliar o grau 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Índice de de Municipal de implantação de universalização Saneamento coleta da coleta Básico (a ser diferenciada diferenciada construído) H11 (secos e úmidos) (secos e úmidos) Percentual (%) (QCS/QCT)*100 Anual ou coleta ou coleta seletiva seletiva, face às metas estabelecidas no PMSB. *consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 34 Quadro 4. Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade de cálculo Intervalo de validade Responsável Código Nome Objetivo O Índice de qualidade de água para o padrão de potabilidade de água foi desenvolvido reportar a potabilidade da água. O índice é uma função booleana composta por cinco variáveis com respostas parametrizadas pela Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, ANEXO XX, que combinadas asseguram o padrão de potabilidade da água, conforme função lógica indicada. Essas variáveis são aferidas mensalmente pelo VIGIÁGUA do município. \lnot ECOLI\land\ \lnot COLTOT\land\ \left(pH\geq6\land p h\le9,5\right)\land\ \left(TURB\geq0\land T U R B\le1\right)\land (CLORE\geq0.2\ \land CLORE\le2)\ Conselho Municipal de Saneamento Índice de qualidade de Básico (a ser construído) água para o padrão de potabilidade de água (IA1), conforme Portaria de Consolidação nº 5 de 28/09/2017, ANEXO XX. Essa atividade foi 20 anos IA1 realizada pela equipe do Projeto Potável/ insatisfatória Anual (Prazo de execução do Saber Viver PMSB) (TED 08/17, FUNASA/IFRO), tornando o texto em uma função matemática que indicará a potabilidade com base nos registros sobre qualidade de água coletados pelo Vigiágua. IA2 Índice de intermitência na distribuição de água Avaliar a melhoria da qualidade do serviço de distribuição da água a partir do início da execução do PMSB Percentual (%) QI01/QI02*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) 35 IA3 Índice de cobertura de Hidrometração Avaliar a cobertura de hidrometração das ligações de água ativas, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (LAMi/LAA)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IA4 Índice de leitura de ligações ativas Avaliar o consumo médio per capita de água da população com vistas a evitar desperdícios, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (LAL/LAA)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IA5 Índice de perdas na produção de água Avaliar as perdas de água na produção, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) ((VAP-VAT)/VAP)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) *consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 36 Continuação Quadro 4. Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade de cálculo Intervalo de validade Responsável Código Nome Objetivo IA6 Índice de coleta de esgoto Monitorar a quantidade de esgoto coletada, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (VEC/VAC)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IA7 Índice de tratamento de esgoto Avaliar a evolução do tratamento de esgoto coletado, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (VET/VEC)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IA8 Índice de extravasamento Monitorar a eficácia na redução de extravasamento de esgoto, face às metas estabelecidas no PMSB. Extravasamento /Horas de extravasamento QextrR/ERE Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) *consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 37 Continuação Quadro 4. Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade de cálculo Intervalo de validade Responsável Código Nome Objetivo Avaliar a Conselho cobertura do Municipal de sistema de Saneamento drenagem em Básico (a ser Índice de vias relação ao 20 anos construído) IA9 urbanas com sistema de sistema viário existente no Percentual (%) (ESD/ETV)*100 Anual (Prazo de execução do drenagem urbana município face PMSB) às metas estabelecidas no PMSB Avaliar a área Conselho coberta pelo Municipal de sistema de Saneamento IA10 Índice de cobertura de área com sistema de Manejo de Águas Pluviais e Drenagem Urbana em relação à pavimentação Manejo de Águas pluviais e Drenagem Urbana, contemplando drenagem superficial e profunda, face às metas Percentual (%) (ASD/ATM)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Básico (a ser construído) estabelecidas no PMSB. IA11 Índice de cobertura de área com sistema de manejo de águas pluviais e drenagem urbana, com drenagem profunda. Avaliar a área coberta pelo sistema de Manejo de Águas pluviais e Drenagem Urbana, contemplando drenagem profunda, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (ATDp/ATM)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) 38 IA12 Índice de cobertura de área com sistema de manejo de águas pluviais e drenagem urbana, com drenagem superficial. Avaliar a área coberta pelo sistema de Manejo de Águas pluviais e Drenagem Urbana, contemplando drenagem superficial, face às metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (ATDs/ATM)*100 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) *consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 39 Continuação Quadro 4. Indicadores de desempenho de Integridade Ambiental para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade de cálculo Intervalo de validade Responsável Código Nome Objetivo IA13 Elaboração do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Acompanhar e monitorar a fase da elaboração do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Percentual (%) (PPGIe/PPGI)*100 Trimestral 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IA14 Índice de disposição final adequada Avaliar e monitorar o volume de resíduos sólidos domiciliares coletado com disposição final adequada (segundo metas estabelecidas no PMSB) Percentual (%) (RDAS/QCT)*100 Semestral Semestral Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IA15 Índice de materiais recicláveis recuperados Avaliar o atingimento de metas estabelecidas no PMSB relativa à redução de resíduos sólidos domiciliares destinados à disposição final em razão do aumento do volume de materiais recicláveis recuperados Percentual (%) (QCSR/QCT)*100 Semestral Semestral Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IA16 Índice de coleta seletiva Avaliar a abrangência de implantação da coleta seletiva, segundo metas estabelecidas no PMSB. Percentual (%) (PuCS/POPTu)*100 Trimestral 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) *consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 40 Quadro 5. Indicadores de desempenho de Saúde para acompanhamento do PMSB de Vale do Paraíso/RO. Indicador Unidade Fórmula e variáveis Periodicidade de cálculo Intervalo de validade Responsável Código Nome Objetivo IS1 Taxa de mortalidade infantil Avaliar a efetividade dos programas e ações do PMSB na melhoria da qualidade de vida da população, considerando a população infantil até um ano de idade. Taxa por 1000 (TOI/TNV)*1000 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IS2 Taxa de incidência de casos de doenças diarreicas Avaliar a efetividade dos programas e ações do PMSB na melhoria da qualidade de vida da população considerando a Taxa por 1000 (TID/PFE5)*1000 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) população infantil até 5 nos de idade Avaliar a 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho efetividade dos Municipal de programas e Saneamento Taxa de ações do PMSB Básico (a ser IS3 incidência de na melhoria da Taxa por 1000 (TIDE/POPT)*1000 Anual construído) Dengue qualidade de vida da população IS4 Taxa de incidência de Zika Vírus Avaliar a efetividade dos programas e ações do PMSB na melhoria da qualidade de vida da população Taxa por 1000 (TIZV/POPT)*1000 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) 41 IS5 Taxa de incidência de Febre Chikungunya Avaliar a efetividade dos programas e ações do PMSB na melhoria da qualidade de vida da população Taxa por 1000 (TICH/POPT)*1000 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) IS6 Taxa de incidência de Hepatites Virais Avaliar a efetividade dos programas e ações do PMSB na melhoria da qualidade de vida da população Taxa por 1000 (TIHV/POPT)*1000 Anual 20 anos (Prazo de execução do PMSB) Conselho Municipal de Saneamento Básico (a ser construído) *consultar Quadro 1 para a listagem das variáveis utilizadas na composição das fórmulas dos indicadores Fonte: Projeto Saber Viver (2020), adaptado de Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB Novo Horizonte do Norte - MT. 42 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS As variáveis e indicadores apresentados não são um fim em si. Eles foram selecionados e descritos para garantir que toda a população do município acompanhe o desenvolvimento do PMSB e perceba os aprimoramentos em qualidade de vida. Para isso, deve ser obter o compromisso das equipes e órgãos municipais com a produção de dados que compõem as variáveis para a constância da divulgação dos resultados dos indicadores no website https://saberviver.ifro.edu.br/valedoparaiso-nav e no website da Prefeitura Municipal. Isso é a manifestação da responsabilidade institucional e pública para com o desenvolvimento de uma sociedade melhor. E essa melhoria será mensurada em número de projetos para a instalação e construção de equipamentos públicos efetivamente concluídos e entregues para uso pela população de Vale do Paraíso, em quilômetros de drenagem urbana para manejo de águas pluviais, em número de ligações hidrometradas ao sistema de abastecimento de água potável, em número de residências atendidas pela coleta seletiva de lixo e etc. Tal decisão resoluta deve ser mantida até a universalização do saneamento básico no município, para as zonas rurais e urbanas. A divulgação dos resultados e tendências deve ser ampla e acessível, para assegurar a participação e controle social. O PMSB em desenvolvimento terá uma validade de 20 anos, com etapas intermediárias de verificação e replanejamento. Assim, o uso de indicadores e do sistema de informação em desenvolvimento é crucial para as decisões de ajustes nas audiências públicas que envolvem o desenvolvimento do plano de saneamento. É por meio deles que o acompanhamento do desempenho do plano se concretiza, que os objetivos e metas originalmente traçados são confirmados ou, caso se observe mudanças no ambiente de planejamento, esses poderão passar por eventuais ajustes. Enfim, é importante relembrar que as informações reportadas pelos indicadores de desempenho não são absolutas e, inevitavelmente, contêm uma visão parcial da realidade. Por isso, até mesmo os próprios indicadores de desempenho devem ser submetidos a análise e verificação de sua aderência aos objetivos propostos. E, caso necessário, devem ser aprimorados em último caso. Portanto, a instalação do Conselho Municipal de Saneamento Básico é mandatória para o desenvolvimento correto do PMSB e para que seja minimizada a possibilidade de erros e promovida uma política pública que busque o bem-estar social dos cidadãos. Além disso, esse colegiado trabalhará para a tradução de números em avanços na qualidade de vida da população de Vale do Paraíso/RO, significando a eficácia e a efetividade da política municipal de saneamento. 43 4 BIBLIOGRAFIA ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. 2016. SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL, UMA ANÁLISE COM BASE NA PNAD 2015. BRASIL, Lei 11.445, de 5 de janeiro de 2007: Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Brasília: Presidência, 2007. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos. Indicadores de Programas: Guia Metodológico. Brasília – DF, 2010. CALIJURI, M. L., SANTIAGO, A. F., CAMARGO, R. A., MOREIRA NETO, R. F. Estudo de indicadores de saúde ambiental e de saneamento em cidade do Norte do Brasil. 2007. Disponível em https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 41522009000100003 Acesso em 13.05.2020 EOS ORGANIZAÇÃO E SISTEMAS, Governança no Saneamento Básico: Por onde começar? Disponível em: https://www.eosconsultores.com.br/governanca-no-saneamentobasico/ Acesso em 13.05.2020. FUNASA, F. N. D. S. Termo de Referência para Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico. Brasília: [s.n.], 2012. FUNASA, F. N. D. S. Metodologias para o fortalecimento do controle social no saneamento básico. JACOBI, P. R., PAZ, M. G. A., SANTOS, I. P. de O. (Orgs.). Universidade de São Pulo, São Paulo: USP, 2016. FUNASA, F. N. D. S. Termo de Referência para Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico. Brasília, Funasa, 2018. JANNUZZI, P. M. Indicadores sociais no Brasil: conceitos, fonte de dados e aplicações. Campinas: Alínea, 2001. 44 LERVOLINO, M. R. S. & SCABBIA, R. J. A busca pela sustentabilidade nas cidades: condições de habitabilidade e saneamento. 2015. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/293959009_A_BUSCA_PELA_SUSTENTABILI DADE_NAS_CIDADES_CONDICOES_DE_HABITABILIDADE_E_SANEAMENTO Acesso em 13.05.2020. PREFEITURA MUNICIPAL DE ANGICOS/RN. PRODUTO H: INDICADORES DE DESEMPENHO EM SANEAMENTO DO PMSB DE ANGICOS/RN. Plano Municipal de Saneamento Básico de Angicos/RN – PMSB. 2018. PREFEITURA MUNICIPAL DE CRISTIANO OTONI/MG. PRODUTO H: INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB. Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB. 2015. PREFEITURA MUNICIPAL DE NICOLAU VERGUEIRO/RS. PRODUTO H: RELATÓRIO DOS INDICADORES DE DESEMPENHO EM SANEAMENTO. Plano Municipal de Saneamento Básico de Nicolau Vergueiro – RS. 2018. PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVO HORIZONTE DO NORTE/MT. PRODUTO H: INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB DE NOVO HORIZONTE DO NORTE – MT. Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB. Prefeitura Municipal De Novo Horizonte Do Norte/MT. 2017. SOARES, S. R. A.; BERNARDES, R. S. & CORDEIRO NETTO, O. M. Relações entre saneamento, saúde pública e meio ambiente: elementos para formulação de um modelo de planejamento em saneamento. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 18(6):1713-1724, novdez, 2002. 45 5 ANEXO 5.1 ANEXO 1 - ATA DA REUNIÃO DOS COMITÊS 46 APÊNDICE E - SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO (PRODUTO I) 470 VALE DO PARAÍSO - RO AGOSTO DE 2020 ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AUXÍLIO À TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO ESTADO DE RONDÔNIA PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AUXÍLIO À TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) DO MUNICÍPIO DE VALE DO PARAÍSO/RO Relatório apresentado ao Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica – NICT da FUNASA, como produto para composição do Plano Municipal de Saneamento Básico, equivalendo ao Produto I do Termo de Execução Descentralizada – TED 08/17, celebrado entre FUNASA e IFRO. O relatório foi elaborado pelo Comitê Executivo do PMSB e aprovado pelo Comitê de Coordenação, recebendo assessoramento técnico do IFRO, por meio do Projeto Saber Viver Portaria nº 1876/REIT-CGAB / IFRO, e financiado através da FUNASA. Vale do Paraíso/RO Agosto de 2020 PREFEITURA MUNICIPAL DE VALE DO PARAÍSO Av. Paraíso, n. 2601, Centro, CEP 76923-000, Tel/Fax (69) 3464-1005/(69) 3464-1462 PREFEITO Charles Luis Pinheiro Gomes VICE-PREFEITO Ronaldo Estevão da Silva FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE — FUNASA Superintendência Estadual da Funasa em Rondônia (SUEST/RO) Rua Festejos, 167, Bairro Costa e Silva, Porto Velho/RO, CEP: 76.803-596 Telefones: (69) 3216-6138/6118 www.funasa.gov.br; corero.gab@funasa.gov.br Página 4 de 40 APRESENTAÇÃO O Município de Vale do Paraíso tem desenvolvido o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) com o apoio do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO). Esse plano envolve um conjunto de documentos denominados Produtos (de A a K), que seguem as instruções de desenvolvimento descritas no Termo de Referência para elaboração de Plano Municipal de Saneamento Básico (FUNASA/MS, 2012). Tais documentos devem ser construídos com a participação popular, através de reuniões setorizadas, de audiências públicas e de reuniões de trabalho dos comitês de Execução e de Coordenação do PMSB. A equipe do Projeto Saber Viver (TED 08/17, FUNASA/IFRO) presta serviço de assessoria ao desenvolvimento dos produtos, com transferência de expertise em áreas técnicas. Assim, promove-se o aperfeiçoamento institucional e tecnológico do município, visando assegurar a adoção de mecanismos adequados ao planejamento, implantação, monitoramento, operação, recuperação, manutenção preventiva, melhoria e atualização dos sistemas integrantes dos serviços públicos de saneamento básico (TR Item 3. b. p. 8). O SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) – é um dos produtos que compõe o PMSB, e a função primordial desse sistema é monitorar a situação real do saneamento municipal, tendo como base dados e indicadores de diferentes naturezas, possibilitando a intervenção no ambiente e auxiliando o processo de tomada de decisões. Trata-se de uma ferramenta de apoio gerencial fundamental, não apenas no momento de elaboração do plano, mas principalmente em sua implantação e avaliação (TR Item 5.3 – Pg. 22). O SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) foi desenvolvido com uma composição de três subsistemas, a saber: 1) Percepção social do saneamento básico, 2) Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3) Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB. Cada subsistema apresenta uma fonte própria de dados (por exemplo: entrevistas censitárias com os munícipes, dados da situação do saneamento básico e saúde prestados pelas secretarias municipais de obras e de saúde e, ainda, dados sobre o orçamento aplicado no PMSB pela secretaria de administração e planejamento do município). Os subsistemas exportarão relatórios que vão auxiliar na elaboração do prognóstico, no acompanhamento da evolução e na tomada de decisão para os planos anuais e para a revisão prevista do Plano Página 5 de 40 municipal de Saneamento Básico para no mínimo a cada quatro anos. Destaca-se que os subsistemas indicados utilizam soluções web gratuitas, sendo elas: Survey Solutions, Metabase, Django e Redmine, respectivamente. O presente documento apresentará como o SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB), se encontra estruturado, as ferramentas de desenvolvimento, sua forma de acesso, aquisição e preservação dos dados e demais tópicos que detalham seu funcionamento. Página 6 de 40 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..............................................................................................................10 2 SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) .................................11 2.1 PAINEL DE PERCEPÇÃO SOCIAL DO PMSB...........................................................12 2.2 PAINEL DE INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB – EM QUATRO DIMENSÕES: GOVERNANÇA, HABITABILIDADE, INTEGRIDADE AMBIENTAL E SAÚDE.................................................................................................................................17 2.2.1 Procedimentos metodológicos e confiabilidade dos dados de infraestrutura que compõe o painel de indicadores de desempenho do PMSB......................................................................................................... 18 2.2.2 Painel de Indicadores de desempenho do PMSB – sobre os dados técnicos de saneamento básico ... 19 2.2.3 Parametrização do painel de indicadores de desempenho do PMSB .................................................. 21 2.3 SISTEMA GERENCIADOR DE PLANOS, PROJETOS E METAS DO PMSB...........23 2 3.1 Apresentação e acesso às informações do sistema gerenciador de planos, projetos e metas do pmsb 25 2.3.2 Inserindo e manipulando dados para a gestão de projetos do PMSB.................................................. 30 3 BANCO DE DADOS: COMPOSIÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E MANUTENÇÃO......32 4 DISTRIBUIÇÃO, INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) .......................................................36 5 TOMADA DE DECISÃO PELO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL..................36 6 COMUNICAÇÃO E CONTROLE SOCIAL...............................................................38 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................39 REFERÊNCIAS .....................................................................................................................40 Página 7 de 40 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB) foi desenvolvido para o monitoramento do PMSB à luz das premissas do Projeto Saber Viver, composto por três subsistemas: 1. Percepção social do saneamento básico, 2. Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3. Gerenciador de planos, projetos e meteas. ...........................................................................11 Figura 2: Telas do APP Survey Solutions empregado na coleta de dados sociais e de engenharia para descrever a Percepção Social do Saneamento Básico.............................14 Figura 3: Tela do Painel de Indicadores desenvolvido para descrever a Percepção Social do Saneamento Básico, com aplicação do filtro (destaque em quadro vermelho) com informação sobre o Município de Vale do Paraíso..............................................................16 Figura 4:Tela do Painel de Indicadores desenvolvido para descrever a Percepção Social do Saneamento Básico............................................................................................................17 Figura 5: Projeção do Painel de Indicadores de Desempenho com dados técnicos do saneamento básico levantados na pesquisa de campo municipal.......................................20 Figura 6: Tela inicial para o acesso Painel de Indicadores de desempenho do PMSB desenvolvido para descrever o desempenho da execução do PMSB – em quatro dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde.......................20 Figura 7: Tela para acesso ao subsistema de alimentação das variáveis para cálculo dos Indicadores desenvolvido para descrever o desempenho da execução do PMSB – em quatro dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde 21 Figura 8: Estruturação do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB25 Figura 9: Página inicial do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB. .................................................................................................................................................. 26 Figura 10: Tela de listagem dos projetos cadastrados no Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB ....................................................................................................26 Figura 11: Tela com painel gerencial e visão dos projetos, ações e metas estabelecidas e cadastradas no Sistema Gerenciador do PMSB ..................................................................27 Figura 12: Projeção das telas de Tarefas e Atividades cadastradas no Sistema Gerenciador.............................................................................................................................28 Figura 13: Projeção da tela com nível de detalhamento de uma ação em desenvolvimento referente a algum projeto do PMSB .....................................................................................28 Figura 14: Projeção da tela de acompanhamento das atividades cadastradas no Sistema Gerenciador.............................................................................................................................29 Página 8 de 40 Figura 15: Projeção da tela de acompanhamento das Tarefas cadastradas no Sistema Gerenciador.............................................................................................................................29 Figura 16: Projeção da tela de autenticação de usuários no Sistema Gerenciador..........30 Figura 17: Projeção da tela inicial de listagem de tarefas, após autenticação de usuário, do Sistema Gerenciador .........................................................................................................30 Figura 18: Níveis de visão do banco de dados do sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB). ...........................33 Figura 19: Modelo de apresentação da base de dados do sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB).........35 Figura 20: Ilustração da metodologia PDCA - Planejar, Executar, Monitorar e Agir aplicada ao gerenciamento de projetos do PMSB ...............................................................36 Figura 21: Ilustração do apoio do Sistema de Informação, a partir da utilização dos subsistemas, para tomada de decisão em relação aos projetos do PMSB .........................37 Página 9 de 40 LISTA DE EQUAÇÃO Equação 1 - Fórmula para definição de amostras de levantamento no Município ..........15 Página 10 de 40 1 INTRODUÇÃO O saneamento básico é de responsabilidade municipal e deve ser executado na forma descrita no PMSB, exigindo dos gestores total atenção ao plano e seu horizonte de execução, de tal forma em que estes devem se subsidiar em metódos eficazes de gestão que garantam o controle e a melhoria contínua dos processos, serviços e produtos do saneamento básico. E, para garantir o melhor atendimento aos resultados esperados, o gestor deve se munir de ferramentas capazes de lhe fornecer informações precisas para que as tomadas de decisões sejam acertivas. O desenvolvimento do SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) é parte integrante da elaboração do PMSB, por força do Art. 9 da Lei 11.445/07. Por ser considerado uma ferramenta de apoio, principalmente à tomada de decisão, o sistema é fundamental para o desenvolvimento de ações voltadas ao saneamento básico municipal. Um Sistema de Informação, ou simplesmente SI, é um conjunto de recursos que processa dados e os transformam em informações para serem utilizadas no processo decisório da gestão municipal do saneamento básico e proporciona, assim, a sustentação administrativa para alcançar os resultados previamente almejados (OLIVEIRA, 2004). Em outras palavras, o SI pode ser utilizado como ferramenta que dá o suporte necessário, com base em processamento de dados, para que as ações municipais de planejamento, gestão e execução do PMSB sejam entregues à população do município, uma vez que, ao mesmo passo em que dá subsídios para o gestor decidir, permite ainda o acesso às informações por parte dos munícipes, que podem acompanhar e fiscalizar toda a execução do plano. Neste contexto, com apoio do SI, o PMSB deve ser executado atendendo a rotina préestabelecida, no esforço de garantir a universalização do saneamento básico, melhor qualidade de vida e saúde para a população. Página 11 de 40 2 SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) O sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) foi construído para que atenda, simultaneamente, de forma individualizada ou integrada, os 18 municípios contemplados no TED 08/2017, celebrado entre FUNASA, IFRO e Prefeituras Municipais. O Sistema de Informação foi desenvolvido a partir da composição de três subsistemas, sendo estes: 1) Percepção social do saneamento básico, 2) Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3) Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB, conforme pode ser observado na (Figura 1): Figura 1: Sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB) foi desenvolvido para o monitoramento do PMSB à luz das premissas do Projeto Saber Viver, composto por três subsistemas: 1. Percepção social do saneamento básico, 2. Painel de indicadores de desempenho do PMSB e 3. Gerenciador de planos, projetos e meteas. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Página 12 de 40 Considerando a disseminação e popularização da internet, além da facilidade de publicitar as informações e ações desenvolvidas no âmbito do saneamento municipal, possibilitando ainda a transparência das ações, atendendo aos princípios da administração pública previstos na Constituição Federal de 1988, os subsistemas que compõem o SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) foram desenvolvidos para que o acesso seja por meio da internet, utilizando-se tecnologias altamente responsivas, ou seja, capazes de serem acessadas por intermédio de navegadores de computadores e smartphones, adaptando-se automaticamente. A operação do primeiro subsistema - Percepção social do saneamento básico – possibilita listar a percepção social do saneamento básico municipal por eixo (abastecimento de água, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos). Esse subsistema deve ser alimentado, como sugestão, a cada 4 anos, antes das audiências para revisão e acompanhamento do PMSB. A operação do segundo subsistema - Painél de indicadores de desempenho do PMSB –possibilita a parametrização do sistema com as variáveis e índices levantados para o município e apresentados na forma do Produto H, onde são calculados os indicadores de desempenho de cada variável prevista para o PMSB. Esse subsistema deve ser alimentado com periodicidade anual, no mínimo, observando período de coleta de dados para cada variável que compõem os indicadores. A operação do terceiro subsistema –Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB – se dá pela inserção dos projetos, metas e atividades, cuja finalidade é de gerenciar, monitorar e controlar cada projeto a ser desenvolvido do PMSB. A alimentação deste subsistema depende de cada projeto, quando o gestor municipal e equipe informará a execução das ações que compõem os projetos e planos do saneamento básico municipal. 2.1 PAINEL DE PERCEPÇÃO SOCIAL DO PMSB Para o desenvolvimento do subsistema: Painel de Percepção Social do Saneamento Básico foi, e será necessária a coleta de dados no município para o levantamento da percepção social da população em relação aos quatro eixos que compõem o PMSB: abastecimento de água, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos. O Survey Solutions, desenvolvido pelo Banco Mundial e distribuído de forma gratuita Página 13 de 40 através do link <https://mysurvey.solutions/Download>, foi o sistema utilizado para a coleta dos dados e nele foram estruturados os formulários para a pesquisa de campo. Esta ferramenta é disponível para computadores e smartphones, resultando em maior mobilidade e permitindo coletas de dados de forma on-line, ou seja, em tempo real, e ou offline (desconectados da internet), pelos membros dos comitês e pesquisadores do projeto Saber Viver. Assim, o sistema se adequou às necessidades do PMSB, pois, ao mesmo tempo em que possibilitou a coleta de dados na área urbana do município, onde é possível a conexão com a internet por meio da tecnologia wi-fi ou 4G, possibilitou ainda a coleta de dados nos meios rurais, onde na maioria das vezes, não é possível a conexão com internet. Os dados coletados de forma off-line eram posteriormente sincronizados assim que o smartphone do pesquisador se conectava à internet, transferindo todas as informações para o banco de dados do sistema. Destaca-se que a adoção da utilização deste aplicativo se mostrou sustentável, considerando que dispensou qualquer tipo de formulários impressos, principalmente. Ao se estruturar um formulário, pode-se realizar a divisão de papéis, onde os dados levantados em campo foram supervisionados e validados pelas supervisões técnicas do projeto Saber Viver, garantindo a integridade e diminuindo a margem de erro da pesquisa. A ferramenta possibilitou ainda a adoção de formulários específicos para cada componente do PMSB, onde as respostas se deram na forma de texto, fotografias e/ou coordenadas geográficas (localização), tornando-se um diferencial no levantamento de dados, pois, por exemplo, ao levantar se determinada rua do município havia bocas-de-lobo1 , pôde-se anexar uma foto que detalha como foi construída, seu atual estado de conservação e a sua exata localização geográfica. A (Figura 2) ilustra as telas do Survey Solution, onde, da esquerda para direita, temos: tela inicial do sistema que possibilita ao pesquisador a escolha do componente para carregamento do formulário; tela de identificação do município onde os dados estão sendo coletados e tela para levantamento dos dados sobre mananciais, com possibilidade de indicação da localização exata através da adoção de coordenadas geográficas, conforme mencionado anteriormente. Vejamos: 1 Dispositivos coletores de águas pluviais instaladas junto ao meio-fio e interligadas à rede coletora, com objetivo de dar vazão às águas da chuva. Página 14 de 40 Figura 2: Telas do APP Survey Solutions empregado na coleta de dados sociais e de engenharia para descrever a Percepção Social do Saneamento Básico. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. 2.1.1 Procedimentos Metodológicos e confiabilidade dos dados A construção do Painel de percepção social do saneamento básico de Vale do Paraíso emprega a metodologia de pesquisa de campo do tipo quantitativa e descritiva. Tendo por base a investigação empírica por meio da aplicação de questionários, com o objetivo de conferir a percepção da sociedade no que se refere ao acesso aos serviços de saneamento básico no município e de seus impactos nas condições de vida da população A coleta de dados in loco se deu por meio de questionários, com auxílio do aplicativo Interviewer (Survey Solution.). Houve a aplicação de dois questionários socioeconômicos: um para levantamento de dados urbanos (com 70 a 100 perguntas) e outro para dados rurais/povos tradicionais (também com 70 a 100 perguntas). A aplicação desse questionário foi realizada pelos membros do comitê municipal de execução do PMSB, pela equipe de assessoria do Projeto Saber Viver e por outros voluntários (agentes e membros das áreas de saúde, educação e outras). Buscou-se um referencial metodológico que pudesse garantir representatividade factível e segura da realidade do cenário municipal, com quantificação e distribuição de questionários que atendesse ao mínimo necessário. Para tanto, empregou-se o método Página 15 de 40 𝑎/𝟐 probabilístico, com emprego de amostragem por conglomerados, a seguir explicitado. Inicialmente, define-se o tamanho da amostra em Vale do Paraíso, por meio de cálculos que empregam a (Equação 1). Equação 1 - Fórmula para definição de amostras de levantamento no Município 𝒁 𝟐 . 𝒑 . 𝒒 . 𝑵 n = Tamanho da Amostra Z = Abscissa da Norma Padrão n = 𝑎/𝟐 𝗌 𝟐 . (𝑵 −𝟏) + 𝒁 𝟐 . 𝒑 . 𝒒 p = Estimativa da Proporção (sim = 50% = 0,5) q = 1 – p (não = 50% = 0,5) N = Tamanho da População 𝜀 = Erro Amostral (máxima diferença a ser suportada) Na fórmula, Z corresponde ao valor de 1,96, por ter sido aplicado nível de confiança de 95%. O tamanho da população foi pautado na projeção do IBGE para 2018 (6.998 habitantes), e o tamanho da amostra, separadamente entre população urbana (1.940 hab.) e rural (5.058 hab.), dividido pelo número médio de moradores por domicilio. Em cada domicílio foram registrados todos os moradores, garantindo-se a amostragem realizada pelo número de pessoas entrevistadas e não de domicílios. Foram visitadas 72 residências da área urbana, totalizando amostragem de 195 indivíduos (média de 2,71 moradores por domicílio). Na área rural foram visitadas 115 domicílios, totalizando amostragem de 338 indivíduos (média de 2,94 moradores por domicílio). 2.1.2 Painel da percepção social do Saneamento Básico Os dados coletados deram forma ao banco de dados, que reúne as informações da percepção social dos munícipes em relação aos quatro eixos do sanemaento básico, imprenscindível para construção do PMSB. Ao menos a cada 4 (quatro) anos, o município deverá promover uma outra pesquisa, para atualização da percepção social em razão dos serviços e produtos que compõem o sanemamento básico municipal. Para isto, será distribuída, na forma digital, gravada em mídia ou para download, os questionários utilizados pelo Projeto Saber Viver e estruturados utilizando o software Survey Solution. Ressalta-se que os questionários disponibilizados Página 16 de 40 podem ser alterados, de acordo com as necessidades que surgirem ao longo da execução do PMSB. O Painel de Percepção Social do PMSB utiliza os dados coletados e, por meio de consultas via SQL (linguagem de banco de dados) emite relatórios dinâmicos, ou dashboard, para apresentação dos dados e é acessível através da internet. Considerando a necessidade de transparência dos dados, o acesso dispensa autenticação e a (Figura 3) ilustra a tela do subsistema onde estão listados os dados referentes à percepção social da população sobre o eixo do sanemanto básico: abastecimento de água. Em destaque, na (Figura 3), está a funcionalidade do sistema que possibilita a filtragem dos dados por munícipio, visto que o TED 08/2017 FUNASA/IFRO contempla 18 municípios do estado de Rondônia. Figura 3: Tela do Painel de Indicadores desenvolvido para descrever a Percepção Social do Saneamento Básico, com aplicação do filtro (destaque em quadro vermelho) com informação sobre o Município de Vale do Paraíso. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Como pode-se observar na (Figura 3), as informações são apresentadas de forma simples e objetiva, com utilização de gráficos de fácil leitura e compreensão. Tudo foi desenvolvido para facilitar a comunicação com o usuário do serviço público, o cidadão, e com os gestores que necessitarão analisar, periodicamente, os dados levantados. O sistema possibilita que seja realizada consulta com nível maior de detalhamento, Página 17 de 40 onde o usuário poderá coletar informação adicionais ao passar com o mouse do computador sob o gráfico que deseja maiores detalhes, por exemplo, onde será apresentada uma caixa de texto com as informações adicionais. A (Figura 4), ilustra este procedimento. Nela podemos observar quais os outros problemas existiam em relação ao fornecimento de água e o resultado retornado foi de que uma pessoa, equivalente à 33,3% (trinta e três vírgula três por cento) dos que responderam esta pergunta, opinou que há cloro em excesso. Figura 4:Tela do Painel de Indicadores desenvolvido para descrever a Percepção Social do Saneamento Básico. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Para o desenvolvimento do painel de percepção social utilizou-se a ferramenta Metabase, distribuída de forma gratuita, isto é, open source, que, conectado ao banco de dados, possibilita a construção de relatórios dinâmicos (ou dashboard), imprimindo na tela as respostas das entrevistas realizadas no município sobre os componentes do saneamento básico municipal. Recomenda-se que instituições de ensino fundamental e médio explorem as informações contidas nesse subsistema, pois as mesmas podem ser utilizadas para atividades de aprendizagem envolvendo diferentes ciências (exatas, naturais e humana) e com aplicação imediata ao contexto do município. 2.2 PAINEL DE INDICADORES DE DESEMPENHO DO PMSB – EM QUATRO DIMENSÕES: GOVERNANÇA, HABITABILIDADE, INTEGRIDADE AMBIENTAL E SAÚDE. O Painel de Indicadores de Desempenho do PMSB é apresentado em quatro dimensões, sendo estas: governança, habitabilidade, integridade ambiental e saúde. Para cada Página 18 de 40 dimensão é possível mensurar os indicadores desejados para o PMSB. A exemplo do primeiro subsistema apresentado, para o desenvolvimento do painel de indicadores de desempenho do PMSB também foram utilizadas ferramentas gratuitas, ou seja, open sources, a saber: Django, para a criação da interface web (site) da aplicação; Python, como linguagem de programação das ações do sistema; e SQLlite3 para o armazenamento dos dados inseridos e gerados pelo painel de indicadores de desempenho do PMSB. A combinação das ferramentas possibilita a construção de subsistema que atende aos princípios da simplicidade, robustez e facilidade de implantação. 2.2.1 Procedimentos metodológicos e confiabilidade dos dados de infraestrutura que compõe o painel de indicadores de desempenho do PMSB No que tange aos dados de infraestrutura, que compõe o painel de indicadores de desempenho do PMSB, primeiramente foi realizado o diagnóstico técnico, por meio de informações disponibilizadas pelas prestadoras de serviços, secretarias e prefeitura municipal, através da adoção de formulários específicos, bem como a caracterização “in loco” pela equipe do comitê municipal de execução do PMSB, pela equipe de assessoria do Projeto Saber Viver e por outros voluntários., associadas aos levantamentos sócios econômicos efetuados com a população. O aplicativo Interviewer, possibilitou o preenchimento dos dados coletados na forma de texto, fotografias e/ou coordenadas geográficas (localização), tornando-se uma ferramenta importante para a confiabilidade das informações. Houve a aplicação de sete questionários: um para levantamento de dados urbanos (com 64 perguntas); outro para dados rurais (também com 64 perguntas); um para levantamento de dados dos catadores de materiais recicláveis (com 36 perguntas); um para levantamento de dados do sistema abastecimento de água (com 24 perguntas); um sobre esgotamento sanitário (com 57 perguntas); drenagem (70 perguntas) e manejo de resíduos sólidos (com 79 perguntas). Como fontes de dados secundários, para o levantamento de informações do sistema de abastecimento de água, foram utilizados os dados fornecidos pela plataforma da Agência Nacional de Águas – ANA. E para determinar os fatores que influenciam na análise da eficiência geral da prestação de serviços de água, de esgotos e de manejo de resíduos sólidos urbanos foram utilizados os dados fornecidos pelo Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), pela confiabilidade e, abrangência dos aspectos operacionais, Página 19 de 40 administrativos, econômico-financeiros, contábeis e de qualidade de serviços disponíveis na base de dados, disponibilizada gratuitamente no sítio http://www.snis.gov.br/. Essas informações foram reunidas em planilhas, analisadas e discutidas no texto com os dados fornecidos pelas prestadoras de serviços ou órgãos municipais encarregados da gestão dos serviços. Para a obtenção dos dados de qualidade da água distribuída utilizou-se informações disponibilizadas pelo Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (VIAGIÁGUA) através do acesso ao Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA). Os dados transcritos em planilhas são analisados e discutidos conforme os parâmetros estabelecidos pelas Portaria da Consolidação MS nº 05/2017. 2.2.2 Painel de Indicadores de desempenho do PMSB – sobre os dados técnicos de saneamento básico Os dados técnicos levantados na coleta de dados municipal em relação aos serviços e produtos do saneamento básico existentes no município serão disponibilizados através de dashboards. O sistema mostrará gráficos de linhas com os dados levantados inicialmente. A escolha do gráfico de linhas possibilita que os usuários do sameamento básico e os gestores municipais possam acompanhar a evolução dos serviços e produtos do PMSB ao longo do tempo, criando uma série histórica. Inicialmente, os dados mostrados serão os levantados na pesquisa de campo realizada pelos Comitês, assessorados pelos pesquisadores do Projeto Saber Viver, sendo que novos dados serão agregados a cada atualização do sistema Painel de Indicadores de Desempenho do PMSB. A ( Figura 5), logo abaixo, ilustra a projeção deste Painel. Página 20 de 40 Figura 5: Projeção do Painel de Indicadores de Desempenho com dados técnicos do saneamento básico levantados na pesquisa de campo municipal. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Há duas formas de acesso ao sistema. O primeiro, sem necessidade de autenticação, semelhante ao que foi implantado no primeiro subsistema, e carrega em tela os indicadores gerados para cada variável que compõe os indicadores de desempenho do PMSB (listadas no produto H) e que são parametrizadas no Painel de Indicadores. A outra forma de acesso ao sistema é por meio de autenticação, onde a gestão municipal deverá indicar os agentes responsáveis pela atualização dos dados do sistema2 . A (Figura 6) mostra a página de autenticação. Figura 6: Tela inicial para o acesso Painel de Indicadores de desempenho do PMSB desenvolvido para descrever o desempenho da execução do PMSB – em quatro dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. 2 Servidor público municipal que será responsável pela alimentação anual do subsistema.O Projeto Saber Viver fornecerá capacitação e tutorial para a operação do subsistema. Os dados serão gerados pelas Secretarias Municipais e outros órgãos, mas a alimentação deverá ser individualizada para minimizar erros e obter responsabilidade e comprometimento com o desenvolvimento do PMSB. Página 21 de 40 Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Após autenticação, o usuário será direcionado para a página inicial onde estarão destacadas as funcionalidades do sistema que devem ser parametrizadas a fim de que os indicadores de qualidade sejam calculados. O próximo tópico abordará como será realizada esta parametrização. 2.2.3 Parametrização do painel de indicadores de desempenho do PMSB A parametrização do sistema se dará exclusivamente por meio de usuário autenticado. Após autenticação, a tela inicial do sistema está apresentada na (Figura 7): Figura 7: Tela para acesso ao subsistema de alimentação das variáveis para cálculo dos Indicadores desenvolvido para descrever o desempenho da execução do PMSB – em quatro dimensões: Governança, Habitabilidade, Integridade Ambiental e Saúde. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Página 22 de 40 A (Figura 7) apresenta o painel de administração do sistema, no qual é possível inserir os dados através do menu disponível na esquerda da tela. Além disso, é possível listar as ações recentes para o usuário que está acessando o sistema, no meio da tela e, por fim, na parte superior direita, são listadas as informações de boas vindas, usuário conectado, opção de alterar senha e encerrar a seção (finalizar o acesso de forma segura). O cálculo para geração dos indicadores é feito a partir das variáveis e fórmulas estabelecidas e aprovadas para o PMSB e que estão consolidadas e apresentadas no Produto H: Indicadores de desempenho do PMSB. Essas variáveis devem ser alimentadas no subsistema Painel de Indicadores de desempenho do PMSB, onde cada parâmetro representa: Eixos: onde o usuário informa qual a dimensão, definidas no Produto H (Governança, Habitabilidade, Integridade ambiental e saúde), do indicador que deseja criar. Indicadores: instrumento pelo qual a gestão municipal e população realizarão o acompanhamento da prestação dos serviços de saneamento básico do município. Indicadores do projeto: destina-se ao vínculo dos indicadores ao PMSB no qual se deseja gerar Municípios: reservado para o cadastro de municípios nos quais se deseja gerar os indicadores. Considerando que o sistema de informação pode ser utilizado para um ou mais municípios que necessitam gerenciar seus Planos Municipais de Saneamento Básico. Projetos: destina-se ao cadastro do PMSB no qual se deseja gerar os indicadores. Unidades de medidas: necessário informar as unidades de medidas levadas em consideração em cada variável. Por exemplo, se a variável for em relação à vazão de água, o usuário pode inserir a unidade de medida m³. Variáveis de projeto: Com base nas informações coletadas pelos gestores do PMSB, neste espaço serão inseridos os valores aferidos para cada variável, necessários para o cálculo dos indicadores. Variáveis: reservado para o cadastro das variáveis definidas no produto H. O Painel de indicadores de desempenho do PMSB se articula com o SNIS, por meio da importação/exportação de dados para que as informações geradas em um sistema possam alimentar o outro, possibilitando assim um cruzamento efetivo de informações, o que poderá proporcionar perspectivas situacionais mais precisas, no processo de gestão do saneamento Página 23 de 40 básico. O sistema possibilita a revisão dos valores, sempre que houver a constatação da necessidade de alteração de variáveis e indicadores, o que o torna adaptativo às revisões que o PMSB possivelmente será submetido. Para garantir a confidencialidade dos dados, que é um dos princípios básicos da segurança da informação, o acesso para inserir, editar ou excluir dados será por meio de autenticação, onde são necessários usuário e senha. Além disso, em termos de segurança, o sistema registra também relatórios (logs) com histórico de todas as transações realizadas por cada usuário, possibilitando a identificação da origem da informação, processos de auditoria, dentre outros, impactando positivamente na integridade dos dados e na segurança da informação. Para que o município possa ter uma memória dos indicadores de desempenho do PMSB, o histórico de alterações é armazenado e pode ser comparado, resultando na possibilidade de acompanhar se os indicadores de qualidade estão em ascendência (sendo atendidos) ou em descendências (que necessitam de ações de correção). Recomenda-se a revisão mínima dos indicadores semestralmente, uma vez que são os responsáveis na medição e acompanhamento do desenvolvimento do PMSB. Caso o município julgue que há necessidade de atualizações constantes e em prazo menor, o sistema não apresenta nenhuma restrição de funcionalidade. 2.3 SISTEMA GERENCIADOR DE PLANOS, PROJETOS E METAS DO PMSB O Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB se constituí na utilização do Redmine, também open source, isto é, gratuito, para gerenciamento de projetos. O Redmine é uma ferramenta para utilização web, ou seja, acessível pela internet, e foi desenvolvido utilizando Ruby on Rails3 . Um dos benefícios deste sistema é que ele suporta diversos banco de dados. Para instalação e configuração do Redmine, o agente responsável designado pelo município, preferencialmente um técnico ou analista de TI, deverá fazer o dowload da ferramenta, disponivel no endereço eletronico: https://www.redmine.org/projects/redmine/wiki/Download. Neste mesmo link é possível também acessar o passo-a-passo da instalação do sistema. É importante que o município utilize a versão mais atual do sistema, que atualmente é redmine 4.1.1. 3 Framework gratuito utilizado para otimização no desenvolvimento de softwares. Página 24 de 40 Considerando que um projeto se traduz em esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo (PMI, 2020), o sistema deve ser utilizado para a gestão de projetos diversos que envolvam a execução do PMSB, perpassando desde projetos de engenharia até projetos de engajamento social ou educação ambiental, por exemplo, independentemente da complexidade de execução de cada proposta. O gerenciamento de projetos consiste em aplicar os conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto para que se possam alcançar os resultados desejados. Nesta proposta, o Redmine é apresentado como a ferramenta capaz de gerir, monitorar e controlar a execução do PMSB. Considerando-se que, na perpectiva do desenvolvimento de projetos, os objetivos a serem alcançados se apresentam na forma de metas de desempenho, custo e tempo, mantendo o escopo4 do projeto no nível correto e desejado, a utilização de sistemas de informação para auxílio na gestão de projetos são, historicamente, eficazes, pois, ao mesmo tempo em que diminuem a complexidade do acompanhamento das atividades, imprimem a evolução do projeto descartando a comparação da execução em razão do tempo e custo. É possível também gerar gráficos de gantt5 , que apresenta a timeline do projeto, ou seja, a linha do tempo de vida do projeto com todas as entregas previstas, compreendendo as ações do início, meio e fim destinadas a cada projeto. É possível ainda a obtenção de deadlines, que são as entregas a serem consideradas na linha do tempo de vida do projeto. Além disso, há uma opção de acompanhar as atividades/ações de um projeto pelo calendário, sendo possível saber em qual dia qual ação deve ser executada. Essas funcionalidades permitem que a gestão municipal execute o PMSB gerenciando, principalmente os prazos de entregas dos serviços e produtos do saneamento básico, mitigando os possíveis atrasos. As informações contidas no Redmine são de acesso público. Portanto, qualquer cidadão pode obter informações dos projetos listados para o PMSB. Entretanto, apenas os gestores definidos pelo município (prefeito e secretário de adminstração e planejamento, por exemplo) poderão inserir ou alterar informações do sistema, como os registros de atividades, ações, percentuais de conclusão e todos os demais dados de um projeto. O PMSB possui vigência de 20 (vinte) anos e atende quatro eixos, a saber: abastecimento de água, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos, que se decompõem em objetivos a serem alcançados e que, por sua vez, estão relacionados aos diversos indicadores do PMSB. Para alcançar ou manter cada 4 O escopo de um projeto é a magnitude do trabalho a ser desenvolvido. 5 Ferramenta utilizada para controlar o cronograma do projeto. Página 25 de 40 indicador, são necessários diversos projetos que demandam ações ao serem executados. Assim, a estruturação do Redmine para atender ao Subsistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB, obdecerá esta organização. A (Figura 8) é a representação gráfica do sistema. Além disso, as informações utilizadas para a alimentação inicial do subsistema serão originadas pelos Produto D - Relatório da prospectiva e planejamento estratégico, E - Relatório dos programas, projetos e ações e F - Plano de execução. Figura 8: Estruturação do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. 2.3.1 Apresentação e acesso às informações do sistema gerenciador de planos, projetos e metas do pmsb A ( Figura 9) ilustra a perspectiva da página inicial do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB. Página 26 de 40 Figura 10: Tela de listagem dos projetos cadastrados no Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB. 1 2 3 Figura 9: Página inicial do Sistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. O acesso ao sistema pode ser realizado por meio dos links na parte superior. O link projetos, destacado na (Figura 10), abaixo, lista os eixos e projetos cadastrados no Redmine. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Acima, temos 3 (três) elementos importantes, numerados e indicados através dos contornos e da seta, onde: 1: Menus que direcionam o usuário para a página inicial do sistema (home page e ilustrada na Figura 10), página de projetos (a que concentra as informações dos projetos cadastrados referentes ao PMSB) e o link ajuda (uma espécie de manual do Página 27 de 40 usuário). 2: Menus entrar e cadastre-se. Ao clicar no primeiro, o usuário será direcionado para a tela de autenticação do sistema – ver (Figura 16), e, na segunda, o usuário preenche um formulário que será recebido, por e-mail, pelo administrador do sistema. Esta segunda funcionalidade é opcional, ficando a critério do agente municipal responsável pela administração do sistema e sua adoção. 3: Lista com os eixos cadastrados. Ao clicar no link correspondente ao eixo, o usuário será direcionado para a tela onde serão apresentados os projetos e ações cadastradas para este componente do PMSB. A (Figura 11) é a representação da referida tela. Figura 11: Tela com painel gerencial e visão dos projetos, ações e metas estabelecidas e cadastradas no Sistema Gerenciador do PMSB. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Acima, é possível verificar a existência de dois painéis, sendo o da esquerda destinado ao monitoramento dos projetos, planos e atividades para o eixo do PMSB selecionado, em que para ter acesso o usuário necessitará apenas clicar acima do que pretende pesquisar (clicar em atividades, por exemplo, caso o usuário queira pesquisar as atividades previstas para os projetos de cada eixo), enquanto que o da esquerda apresenta as informações das pessoas responsáveis pelos projetos, em níveis hierárquicos. Esta é apenas uma proposta de customização do Redmine, ficando a critério do município outras escolhas. Pode-se ainda observar que o sistema imprime a quantidade de horas aplicadas para a execução dos projetos, disponível logo abaixo do texto “Tempo gasto”. Página 28 de 40 A (Figura 12) ilustra, respectivamente, as telas onde são listados os projetos e as ações, a partir da pesquisa selecionada pelo usuário, descrita no parágrafo anterior. Figura 12: Projeção das telas de Tarefas e Atividades cadastradas no Sistema Gerenciador. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Para ter o detalhamento das ações, o usuário precisa apenas clicar com o mouse no link correspondente à atividade que deseja detalhar, onde será direcioando para a tela da (Figura 13). Figura 13: Projeção da tela com nível de detalhamento de uma ação em desenvolvimento referente a algum projeto do PMSB. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Página 29 de 40 Nota-se que há um quadro explicativo da atividade, contendo infomações importantes da situação (se ativo ou não), data de início e previsão de conclusão, atribuído para setor, equipe ou pessoa, percentual de conclusão e a estimativa do tempo gasto até o momento para a execução desta atividade. A tela onde são listados os eixos e os projetos são parecidadas às telas de ações, conforme pode-se observar, respectivamente, nas (Figura 14 e Figura 15), a seguir: Figura 14: Projeção da tela de acompanhamento das atividades cadastradas no Sistema Gerenciador. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Figura 15: Projeção da tela de acompanhamento das Tarefas cadastradas no Sistema Gerenciador. Página 30 de 40 Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. 2.3.2 Inserindo e manipulando dados para a gestão de projetos do PMSB Para inserir, editar e excluir informações no subsistema Gerenciador de Planos, Projetos e Metas do PMSB é preciso que usuário seja previamente cadastrado no sistema. Cabe à gestão municipal do saneamento básico a indicação dos responsáveis pela alimentação do sistema de gerenciamento dos projetos do PMSB. Para o acesso, o usuário deverá clicar no menu entrar, anteriormente apresentado na (Figura 10), sendo direcionado para janela apresentada na (Figura 16), devendo inserir usuário e senha e clicar no botão entrar. Figura 16: Projeção da tela de autenticação de usuários no Sistema Gerenciador. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Após autenticação, o usuário será direcionado para a tela inicial do sistema que apresenta uma lista de tarefas atribuídas a ele. O acesso às funcionalidades do sistema está disponível no menu de navegação que se apresenta na barra superior, conforme detalhado a seguir: Figura 17: Projeção da tela inicial de listagem de tarefas, após autenticação de usuário, do Sistema Gerenciador. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Página 31 de 40 Conforme acima apresentado, da esquerda para direita, temos os menus e suas funcionalidades: 1. Página inicial: direciona para página inicial do Redmine. 2. Minha página: direciona para as tarefas atribuídas ao usuário. 3. Projetos: direciona para a página onde estarão listados todos os projetos cadastrados em relação ao PMSB. 4. Ajuda: direciona para um manual do usuário, contendo as principais funcionalidades do sistema. 5. Acessado como: apenas informa qual usuário está acessando o sistema no momento da consulta. 6. Minha conta: direciona para página de informações do usuário. Nesta página é possível, por exemplo, alterar nome de usuário, e-mail e idioma de apresentação do sistema Redmine. Deve-se inserir dados referentes ao PMSB, Eixos, Projetos e Atividades, conforme o sistema se encontra estruturado (ver Figura 8). Para melhor gerenciamento do sistema e obedecendo a hierarquia da gestão municipal do saneamento básico, recomenda-se a criação de usários com papeis distintos. A definição dos usuários do sistema pode ser assim aplicada: um usuário com papel de líder/gestor, que será responsável pela inserção dos dados referentes ao PMSB, Eixos e Projetos; e usuário operador, sendo este o responsável pela execução das atividades/ações dos projetos de execução do PMSB. Com base no gerenciamento de projetos, os Eixos e Projetos são componentes do escopo do PMSB, isto é, qualquer alteração de grandeza superior poderá inviabilizar a execução e comprometer os serviços do saneamento básico municipal. Por tal razão, considerando que estes componentes sofrem alterações excepcionais e devem ser realizadas exclusivamente pelo usuário denominado líder/gestor, enquanto que as atividades/ações podem ser inseridas e atualizadas tanto pelo usuário líder/gestor como pelo usuário operador, a qualquer momento. A insersão de dados no sistema é simples, prática e objetiva. A equipe de assessoramento do projeto Saber Viver fará o treinamento dos usuários do sistema gerenciador e serão distribuídos os manuais de operação. Ressaltamos que toda a Página 32 de 40 documentação de utilização do Redmine está acessível no endereço eletrônico https://www.redmine.org/projects/redmine/wiki/Guide. 3 BANCO DE DADOS: COMPOSIÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E MANUTENÇÃO Banco de dados pode ser considerado como uma coleção de dados logicamente coerente com determinado significado próprio. Em outras palavras, banco de dados é o conjunto de dados integrados que tem por objetivo atender a uma comunidade de usuários. Os bancos de dados surgiram da grande necessidade de integração entre os dados convencionais e os dados essenciais. Assim, projetar e modelar banco de dados são fundamentais dentro dos atuais recursos para desenvolvimento de sistemas de informação, principalmente os gerenciais. Modelar banco de dados é uma das tarefas mais importantes no desenvolvimento de sistemas. Através deste recurso pode-se obter uma organização dos dados, de modo a facilitar a implantação do banco, como também eventuais manutenções. A gestão dos dados dentro de um banco de dados é feita pelos Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados – SGBD. Segundo Tonsing (2006, p. 18), o “Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados deve ser capaz de manter a coleção do banco de dados; deve possuir recursos para que usuários possam não apenas executar atividades relacionadas aos dados, mas também ao dicionário de dados”. Neste sentido, Korth e Silberschatz afirmam: Os sistemas de banco de dados são projetados para gerenciar grandes grupos de informações. O gerenciamento de dados envolve a definição de estruturas para armazenamento de informação e o fornecimento de mecanismos para manipulá-las. Além disso, o sistema de bancos de dados precisa fornecer segurança das informações armazenadas, caso o sistema caia, ou contra tentativa de acesso não autorizado. Se os dados devem ser divididos entre diversos usuários, o sistema precisa evitar possíveis resultados anômalos. (KORTH, SILBERSCHATZ, 1995. p.1). Um sistema de bancos de dados é composto de uma coleção de arquivos interrelacionados e de um conjunto de programas que permitem aos usuários fazer o acesso, consultar e/ou modificar esses arquivos. O grande objetivo desses gerenciadores é prover os usuários com uma visão abstrata dos dados. Isso significa dizer que o sistema omite ao usuário um detalhamento de como os dados são mantidos e armazenados. Para isso, a (Figura 18) apresenta a complexidade dos dados escondidos em diversos níveis de abstração que simplificam a interação do usuário com o sistema: Página 33 de 40 Figura 18: Níveis de visão do banco de dados do sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB). Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. O banco de dados utilizado para armazenamento, manutenção e atualização das informações do PMSB é composto por três bancos de dados distintos, um para cada subsistema, todos com suporte ao MySQL (sistema gerenciador de banco de dados), onde as transações são feitas através de comandos desta linguagem, pré-definidos nos sistemas desenvolvidos, garantindo maior robustez, controle e integridade dos dados coletados. Tonsing (2006, p.68) afirma que “um número muito grande de operações pode ser executado sobre um banco de dados utilizando-se comandos SQL”, ou seja, garante que vários usuários acessem os dados de forma concomitantemente, sem que haja indisponibilidade da informação. Ressalta-se que todas as transações são feitas por intermédio de códigos de programação, definidas no sistema de informação do saneamento básico, possibilitando o acesso sem que o usário necessite de conhecimento em programação de sistemas ou de banco de dados. A composição do banco de dados do subsistema Painel de Percepção Social do Página 34 de 40 PMSB se baseia no levantamento de dados realizados no município. Utiliza consultas SQL para manipulação de dados e apresentação em forma de relatórios dinâmicos (dashboard). Ressalta-se que foi utilizada a ferramenta Survey Solution, pela robustez, praticidade e segurança em relação ao levantamento dos dados. Esta mesma ferramenta poderá ser utilizada no momento da revisão dos dados da percepção social, onde os questionários utilizados serão repassados ao comitê gestor do saneamento básico municipal. A composição do banco de dados do subsistema Painel de Indicadores do PMSB foi modelada utilizando o banco de dados SQLlite3, ferramenta altamente robusta e que permite a conexão com diversas aplicações sem a complexidade e exigência de conhecimentos avançados em programação de sistemas. É necessária a revisão períodica dos indicadores de qualidade, para que possam nortear as ações em desenvolvimento e os futuros projetos que devem ser executados na garantia da universalização do saneamento básico. A composição do banco de dados do terceiro substema que compõe o Sistema de Informações do PMSB poderá ser feita utilizando-se banco de dados SLQ, PostgreSQL e SQLlite3. A escolha fica a critério da gestão municipal, considerando-se a infraestrutura disponível. Qualquer uma das bases de dados são conceituadas e amplamente utilizadas no desenvolvimento de aplicações. Compõem os dados desses sistemas as informações contidas no PMSB, os Indicadores de Desempenho gerados pelo produto H e os projetos a serem desenvolvidos para implantação do saneamento básico. A junção de todos os bancos de dados consiste em uma grande base de dados capaz de unir informações que dão o suporte necessário para que o gestor municipal possa agir acertivamente na implantação do PMSB. A ( Figura 19) ilustra como essas bases de dados podem dar o suporte necessáiro para as decisões municipais: Página 35 de 40 Figura 19: Modelo de apresentação da base de dados do sistema de informação para avaliação e tomada de decisão do plano municipal de saneamento básico (PMSB). Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. A distribuição da base de dados do SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) será realizada através de mídias digitais ou download. O município deverá prover a infraestrutura necessária para que possam ser instalados o Sistema de Informação e Banco de Dados. Para manutenção da base de dados, a prefeitura deverá designar, preferencialmente, um técnico em infomática ou analista de sistemas, para administração do banco de dados e aplicações (DBA – Database Administrator ou Administrador de Banco de Dados) referentes ao SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB). Este agente será treinado pela equipe de TI do Projeto Saber Viver para realizar a instalação e configuração dos bancos que compõem o Sistema de Informação. Página 36 de 40 4 DISTRIBUIÇÃO, INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (PMSB) A exemplo da base de dados, o Sistema de Informação e seus subsistemas deverão ser instalados em servidores da prefeitura. São requisitos mínimos 8GB de memória RAM e 40GB de memória secundária (Disco Rígido). Como os subsistemas são multiplataformas, podem ser utilizados diversos sistemas operacionais como Linux, Windows e MacOS. Os subsistemas serão distribuídos em mídia digital ou através de download. A instalação e configuração deverão ser realizadas, preferencialmente, por técnico em informática ou analista de sistemas, devidamente designado pela gestão municipal, que será treinado para realizar a instalação e configuração dos sistemas. Na realização do treinamento, serão fornecidos os manuais com o passo-a-passo da instalação, configuração e utilização dos sitemas. 5 TOMADA DE DECISÃO PELO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL A execução do PMSB exige do gestor o fiel acompanhamento das ações e projetos a serem desenvolvidos. Este, assessorado pelo Conselho Municipal, deve se munir das metodologias capazes de gerar os resultados pre-estabelecidos e de mitigar as altas complexidades exigidas no gerenciamento do saneamento básico municipal. Neste sentido, uma metodologia comumente utilizada é a PDCA, que busca uma melhora contínua dos processos de gestão e é aplicada para diversos fins, tanto no âmbito governamental, como na gestão de empresas. Esta metodologia se baseia em quatro etapas: planejamento, execução, monitoramento e ação (do inglês plan, do, check, act – PDCA). A (Figura 20) ilustra a PDCA: Figura 20: Ilustração da metodologia PDCA - Planejar, Executar, Monitorar e Agir aplicada ao gerenciamento de projetos do PMSB. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. Página 37 de 40 Para que o gestor possa se munir de informações concretas que dêem o total subsídio nos processos de planejamento, execução, monitoramento e ação do PMSB, é necessária a utilização do SI proposto ao longo deste documento, onde sua base de dados, atualizada sempre em que houver avanços ou necessidades de alterações, possibilita ao gestor imprimir gráficos, indicadores de desempenho e relatórios técnicos capazes de apresentar um panorama da situação atual do PMSB. Essa possibilidade é ilustrada a seguir, na (Figura 21): Figura 21: Ilustração do apoio do Sistema de Informação, a partir da utilização dos subsistemas, para tomada de decisão em relação aos projetos do PMSB. Fonte: Projeto Saber Viver, 2020. A tomada de decisão em relação aos projetos e ações de implantação do PMSB será realizada por meio da obtenção das informações que indicam o estado atual do saneamento básico municipal, municiando o comitê gestor, a gestão municipal, os munícipes e todo o colegiado responsável pela execução do PMSB, para que sejam avaliadas quais as ações necessárias para a garantia de indicadores, metas e dos investimentos estabelecidos pelo município. Página 38 de 40 6 COMUNICAÇÃO E CONTROLE SOCIAL A participação social é imprescindível para elaboração e gestão do PMSB e ela se dará de diversas formas e meios. Uma vez construído o PMSB, a necessidade de controlar e avaliar a sua execução se intensifica a cada etapa que se avança na implantação do plano, indiferentemente, se serão conduzidas pela gestão municipal ou se serão delegadas para entes públicos ou privados. Considerando que os serviços e produtos do saneamento básico serão mantidos por meio da cobrança de taxas e tarifas, aumenta-se a necessidade de maior transparência em relação aos recursos aplicados e ainda, por parte do munícipe, maior acompanhamento dos gastos públicos empregados na execução do plano. Desta forma, para promover a comunicação e participação social no processo de elaboração e, consequentemente, de implantação do PMSB, bem como para potencializar a participação dos munícipes neste processo, o município deverá adotar os seguintes meios: 1. Pesquisa da percepção do social dos serviços e produtos do saneamento básico, por eixo, com periodicidade mínima correspondente ao tempo do ciclo de revisão do PMSB. Para isto, o município deverá utilizar o Survey Solution para alimentar o Painel de Indicadores com os dados atualizados; 2. Acesso, por meio da internet, dos produtos e demais elementos que compõem o PMSB (atualmente disponível no endereço eletrônico http://saberviver.ifro.edu.br); 3. Acesso aos subsistemas que compõem o Sistema de Informação do PMSB, por meio da internet; 4. Divulgação em mídia online ou impressa, mídias sociais, carros de som, etc., das obras e ações referentes à execução do PMSB; 5. Publicar convênios e contratos firmados para a gestão e execução do PMSB; 6. Realizar campanhas educativas nas escolas municipais (e demais instituições de ensino atuantes no município) que retrate a importância do PMSB, as formas de participação e de controle social, dentre outros; 7. Utilizar cartilhas, folders, cartazes e demais materiais de campanhas para a publicidade das ações de execução do plano; 8. Dentre outras. As ações acima listadas devem ser aprovadas pela gestão do PMSB, podendo, inclusive, adotá-las na íntegra, modificar ou indicar outras formas de comunicação e participação social que julgue mais eficaz para o controle da execução do plano de Página 39 de 40 saneamento básico. CONSIDERAÇÕES FINAIS A adoção de um Sistema de Informação como ferramenta de suporte na gestão do saneamento básico municipal é fundamental para o alcance dos indicadores e metas préestabelecidos, além de permitir obter uma avaliação, através da percepção social, em relação aos serviços prestados por cada eixo. O monitoramento e controle são cruciais para o gerenciamento de projetos. Eles minimizam os possíveis impactos negativos ao auxiliar os gestores, munidos das informações fornecidas pelo Sistema de Informação, a tomarem decisões acertivas. Por fim, ressalta-se que a adoção do Sistema de Informação deve prever a necessidade de alimentação com dados atualizados, nos prazos mínimos indicados neste documento, para cada subsistema, a fim de permitirem a revisão periódica do planejamento e das ações que concretizem a oferta do saneamento básico municipal. Página 40 de 40 REFERÊNCIAS BRASIL. Lei nº. 11.445, de 05 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11445.htm KORTH, Henry F., ABRAHAM Silbershatz. Sistema de bancos de dados. 2ª . Tradução: Maurício Heihachiro Galvan Abe. São Paulo: Makron Books, 1995. LANG, J. P. Overview – Redmine. REDMINE, 2020. Disponivel em: http://redmine.org. Acesso em: 21 de maio de 2020. OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas de Informações gerenciais: estratégicas, táticas, operacionais. 9ª. São Paulo: Atlas, 2004. PMI. A Guide to the Project Management Body of Knowledge. 6ª Edição, 2017. TONSIG, Sérgio Luiz. MySQL - Aprendendo na prática. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.