| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 181 / 2005 |
| Date | 2005-01-05 |
| Ementa | APROVA O PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO MUNICIPIO DE MANCIO LIMA - ACRE, E DÁ OUTRAS PROVIDENCIAS. |
| native_id | 85 |
status: extracted · method: ocr · backend: tesseract · confidence: 0.82 · pages: 48
e: ESTADO DO ACRE PREFEITURA DE MÂNCIO LIMA Gabinete do Prefeito LEI Nº181/05 MÂNCIO LIMA-AC, 05 DE JANEIRO DE 2005 “APROVA O PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MÂNCIO | LIMA-AC, E DA OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. O PREFEITO DE MÂNCIO LIMA-Acre, faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei. Art.. 1º. Fica aprovado o Plano Municipal de Educação, constante do documento em anexo, com duração de dez anos. Art. 2º. O Município procederá à avaliação da implementação do referido plano. Parágrafo Único. O Poder Legislativo, por intermédio da Comissão de Educação, acompanhada a execução do Plano Municipal de Educação. Art. 3º. O Plano Plurianual do Município será elaborado de modo a dar suporte as metas constantes no Plano Municipal de Educação. Art. 4º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. GABINETE DO PREFEITO DE MÂNCIO LIMA-ACRE, EM 05 DE JANEIRO DE 2005 REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE, CUMPRA-SE. Profeito Municipal Mâncio Lima-Ac —- 2005 o ee * Prefeito Municipal Luiz Helosman de Figueiredo — Vice-Prefeito Isaac de Souza Lima Secretária Municipal de Educação Ângela Maria da Rocha Responsável pela elaboração . Neli da Assunção Silva Luciana Maria Rodrigues de Lima Têda da Silva N. Rocha Índice 01. Apresentação..........ciseeeeecceeseenereraererates 02. Objetivos 03. Níveis de Ensino.........es 3.1 Ensino Infantil............. cs. 3.1.1 Introdução..............sess.. 3.1.2 Diretrizes.............. 3.1.3 Objetivos e Metas...... 3.2 Ensino Fundamental......... 3.2.1 Diagnóstico... 3.2.2 Diretrizes 32.3 Objetivos e Metas..................s o 04. Modalidades de Ensino . 4.1 Educação de Jovens e Adultos 4.1.1 Diagnóstico...........isciseeseeeeererreres 4.1.2 Diretrizes... 4.1.3 Objetivos e Metas 4.2 Educação Especial 42.1 Diagnóstico......... 42.2 Diretrizes... 42.3 Objetivos e Metas...... 05. Ensino Rural.......... 5.1 Diagnóstico......... 5.2 Diretrizes.............. e 5.3 Objetivos e Metas............ ses sseseereeessecacrcereas 96. Financiamento € gestão..............s. ss neteeeeesereees 6.1 Diagnóstico... 6.2 Diretrizes........s 6.3 Objetivos e Metas 07. Educação Inclusiva...... 7.1 Diagnóstico 7.2 Diretrizes 7.3 Objetivos e Metas............... es ereeeeesiscertanado 08. Acompanhamento ............ ss sesestereeerereremantraeo ve APRESENTAÇÃO Dentro da esfera municipal, cabe ao município de acordo com a LDB 9394/96, crganizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições olíciais do seu sistema de ensino, integrando-os às politicas e planos educacionais da União e do Estado. A Secretaria Municipal de Educação por ser um órgão administrativo exercendo as atribuições do Poder Público Educacional, estabelece através do Plano Municipal de Educação as prioridades, diretrizes, metas e objetivos necessários para implementação de uma política educacional voltada para excelência dos serviços prestados por esta Secretaria. A nossa missão é tomar educação uma realidade possível para todos os manciolimenses incluindo a zona urbana aos lugares mais distantes da zona rural, atender aqueles que não tiveram oportunidade de estudar enquanto eram jovens, através da Educação de Jovens e Adultos, oportunizar e garantir a permanência dos alunos com necessidades educacionais especiais na rede municipal e oferecermos até o final de 2007 em sua totalidade, escolas equipadas e estruturadas fisicamente para atender com dignidade a demanda e formar um quadro permanente de professores para atuar na zona rural, . Para que nossa missão seja cumprida, a Secretaria Municipal de Educação de Mâncio Lima, junto à Prefeitura Municipal precisará reativar o Conselho Escolar em escolas que estão inativos e criar nas escolas que possuem mais de 21 alunos,garantir condições para que os professores façam chegar de fato a aprendizagem aos alunos, através de conteúdos significativos para suas vidas, valorizar e investir nas condições de trabalho, salário e principalmente na capacitação dos profissionais do magistério, e dar plena ciência a esses profissionais de responsabilidade e assegurar a todas as unidades de ensino da rede municipal o Plano Político Pedagógico e seu regimento interno. O Sistema de Ensino deve definir mecanismo para formação inicial e continuada que atendam as expectativas da comunidade local, com metas e objetivos claros permitam avaliar o resultado da melhoria da qualidade do ensino. Esperamos que os esforços daqueles que participaram da elaboração desse Plano, em nome da melhoria da Educação em Mâncio Lima, possam reverter em enriquecimento das discussões pedagógicas no interior de cada unidade escolar, subsidiando a elaboração de projetos educativos e parcerias com as famílias e comunidades. O 2 0 o & q OBJETIVOS ESTRATÉGICOS Garantir uma Educação Inclusiva; Fortalecer a Gestão Escolar; OBJETIVOS GERAIS Melhoria da qualidade de Ensino em todos os níveis; Garantir o ingresso € a permanência com sucesso da criança na escola; Fortalecer parcerias e o Regime de Colaboração; Aperfeiçoar os Mecanismos de Avaliação; Assegurar a qualificação de todos os trabalhadores em educação; Sa EDUCAÇÃO INFANTIL | INTRODUÇÃO : , A educação infantil constitui hoje um segmento importante e decisivo do processo educacional. Sua trajetória nó Brasil tem mais de cento e cinquenta anos, mas só nos últimos 20 anos seu crescimento alcançou maior expressão. “ Ao tongo desses anos, creches e pré-escolas foram surgindo para atender a necessidades de cuidado e educação das crianças pequenas, ocasionadas por mudanças econômicas, políticas e sociais que ocorreram na sociedade. A incorporação das mulheres à força de trabalho, alterações havidas na organização das famílias, e uma nova distribuição de papeis na interior da farnília são os fenômenos mais evidentes. Mas a educação infantil também se construiu sobre os dados das ciências que se voltaram para a infância, principalmente a psicologia, a sociologia, a antropologia, a psicanálise e a própria educação. Um novo conceito de infância foi se elaborando e que teve em organismos internacionais, como as Nações Unidas, a OMEP, a UNESCO, o UNICEF, fortes defensores. Eles propugnaram a declaração e o compromisso dos paises com os direitos da criança, entre os quais o direito à educação a partir do nascimento. As ciências produziram uma enorme quantidade de dados sobre o processo de desenvolvimento da criança, sua capacidade de aprendizagem desde os primeiros momentos da vida e sobre os efeitos de uma educação adequada sobre todo o desenvolvimento posterior. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) define a Educação infantil como primeira etapa da Educação Básica, incorporando-a, portanto, ao sistema de ensino. Em decorrência dessa concepção, tornou-se incoerente e inconsistente estruturar a oferta de educação somente a partir do ensino fundamenta! ou mesmo da pré-escola. A Constituição Federal, oito anos antes da LDB já estabetecera o direito à educação a partir do nascimento e o dever do Estado em garanti-la em creches e pré-escolas. A concepção da Educação Infantil adotada pela LDB é a de um prócesso formativo global, que envolve o desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social, em complementação à ação da família (art. 29). - O artigo 4º da Lei destaca como dever do Estado para com a educação pública, também, a garantia do atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos, sendo oferecida em creches, para crianças de até três anos de idade e pré- escolas para crianças de quatro a seis anos de idade (art. 30);conforme proposta do MEC e do CNE:CEB 04/2004 passará de seis para cinco anos, com a inclusão da criança de seis anos no ensino fundamental. No artigo 11, institui a competência do município atuar nesse nível da educação básica, alem do ensino fundamental. Para que ele possa dar conta do atendimento da demanda com qualidade, a Constituição e a LDB dizem que essa responsabilidade será cumprida com o apoio técnico da União e do estado. A elaboração das propostas pedagógicas deve levar em consideração as Diretrizes Nacionais para a Educação infantil, as resoluções do Conselho Estadual de Educação, as Diretrizes das Secretarias Estadual e Municipais, como também a participação dos professores, equipe técnica e comunidade escolar. A melhor pratica pedagógica recomenda que a Educação Infantil acolha a criança na sua integralidade, atendendo às suas necessidades de cuidado e educação. Portanto, O acolhimento, a segurança, o respeito e a atenção à emoção da criança devem estar tão presentes no cotidiano dos espaços e das relações na creche e na pré-escola quanto às atividades entendidas como tipicamente educativas. Segundo as Diretrizes do CNE para assa sa etapa de educação, “as propostas pedagógicas para as instituições de educação infantil 8 &, devem promover em suas praticas de educação e cuidados à interaçal entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo-linguisticos e sociais da criança, entendendo que ela é. -, um ser. total, completo e indivisível. Dessa forma, ser, sentir, brincar, -expressar-se, “ relacionar-se, mover-se, organizar-se, cuidar-se, agir e responsabilizar-se são parte do tado de cada individuo”. E. EDUCAÇÃO INFANTIL — SUA EVOLUÇÃO NO ACRE Em 2001 com a ampliação, readequação de espaços e construção de unidades de educação infantil o número de matricula de alunos, na rede estadual aumentou cerca de 5% acima do número de matriculas registradas em 2000. Na rede municipal, não consta nenhum registro da Educação Infantil. No ano de 2002, registramos um crescimento em relação ao ano de 2001 de 9,74% e 15,58%, na rede estadual e na rede municipal o número de matricula foi de 259, respectivamente, conforme pode ser visualizado na tabela a seguir: O Mo — 2002 23.624 400 259 — 2003 - 390 280 [ 2004 - 695 267 LL Fonte: COORDEEI/SEE/AC e SEMEC | ML/AC e Censo /MEC - * inclusive escolas particular e federal il - NÚMEROS DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE MÂNCIO LIMA r No município existem 14 estabelecimento de educação infantil sendo, 9 pertencentes — a rede estadual e 5 a rede municipal. No total, são atendidos 483 alunos, de acordo com o Censo Escolar de 2008. Movimento rendimento escolar = Rede — | Localização | Admitidos | Abandon | Transferido: O E ERR Dire a ERR o Estadual Urbana 7 27 19 s Estadual Rural 0 õ o E o Municipal Urbana 0 0 Jd 0 ' | Municipal Rural 0 L 0 E Fonte: Censo MEC — 2002 Sao Outro dado importante é a existência de creches no município, : que atende 195 é; crianças de dois a quatro anos de idade. Atuando nesta modalidade de ensino encontram-se 25 professores, conforme demonstrativo abaixo: . 9 * [Pré-escolar |. entes — Rede municipais PEER] Completo | | Fundamental 4 EJA - Total 4 0 Fonte: CENSO/MEC —-2003 É importante destacar que a maioria desses docentes foram contemplados com O Programa dé Formação Continuada — Parâmetros em Ação — Educação Infantil, ocorrido no período de 1999 a 2000. E DIRETRIZES A Educação Infantil traz a necessidade de ser oferecida em espaços próprios e adequados, o que possibilita uma maior integração entre as funções de educar e cuidar. Além disso, é necessário que tenha propostas pedagógicas consistentes, dentro das diretrizes curriculares nacionais, LDB, resoluções do Conselho Estadual de Educação, referencia! de educadores, diretrizes das secretarias estadual e municipal. Outro ponto fundamental consiste no investimento na capacitação e qualificação dos profissionais que atuam nesta modalidade de ensino, habilitando-os com a formação exigida para o exercício do magistério e, se possível, constituindo um quadro de pessoal nas escolas de Educação Infantil com o mínimo de mobilidade possível. A constituição da escola como um espaço onde a comunidade tenha uma efetiva participação no seu gerenciamento e no seu cotidiano, ganha especial importância para a educação Infantil. As crianças matriculadas na pré-escola necessitam de um acompanhamento especial de pais e professores para que possam desenvolver suas habilidades com plenitude. o : A viabilização de todas estas ações na Educação Infantil, no entanto, só se tornam possíveis mediante uma política definida de financiamento por parte do poder público. Nesse caso, uma importante alternativa para garantir que os recursos cheguem até as escolas, seria o estabelecimento de políticas de repasses de recursos diretamente para as unidades de ensino, tendo como parâmetro à definição de um percapta/aluno. “+ V. OBJETIVOS E METAS ” Garantir o atendimento especializado às crianças, em unidades específicas de educação infantil e promover fóruns de debates, articulados com as entidades organizadas, mobilizando as famílias, objetivando um “novo olhar” para essa etapa de educação, visando assegurar: 4. A municipalização da educação infantil |- Assegurar a municipalização progressiva da educação infantil, definindo competências e responsabilidades entre os sistemas de ensino do Estado e dos Municípios, para atender a toda a demanda, de tal sorte que em três anos o município tenha assumido a responsabilidade da educação infantil; li-Melhorar as condições de funcionamento das escolas, com adequações para o atendimento às crianças portadoras de necessidades educacionais especiais, num prazo de três anos; Ht) - Assegurar o atendimento com qualidade às crianças de quatro a cinco anos da zona AN rural, observando suas especificidades, em 10% ate 2007 ampliando anualmente e à * gradativamente esse atendimento chegando a 25% em 2011; MY) - Elaborar propostas pedagógicas baseadas em conhecimentos produzidos cientificamente e que considerem a criança de dois a cinco anos como sujeito ativo e interativo, levando em consideração a diversidade cultural da nossa região e garantindo a participação de toda a comunidade escolar, iniciando em 2005; V) - Estabelecer uma política social para a infância, definindo competências e funções articulados entre as diferentes esferas (federal, estadual e municipal) nas áreas da educação, saúde, assistência social e segurança pública, até 2006; - VI) - Ampliar e flexibilizar o atendimento-às crianças de dois a cinco anos em período .. parcial ou integral, a construção de espaços adequados, a organização interna desses «espaços (rotinas, horários, calendários, passeios entre outros) e os critérios de acesso às “ instituições de educação infantil, até 2011; N Vil) - Fortalecer a articulação intercâmbio e cooperação técnica entre a SEMEC, Núcleo “. da SEE, Conselho Estadual de Educação, Conselho Municipal de Educação,UFAC, ONGS com vista a assegurar cumprimento das metas e acordos contidos no plano decenal — 2005; vit) - Inserção definitiva da Educação Infantil na Educação Básica como prioridade municipal! para 2005; IX) - Assegurar, progressivamente, padrões adequados de infra-estrutura e equipamentos tecnológicos de Educação Infantil, a partir de 2006. . cm 2, Universalização do Atendimento: !) - Ampliar o atendimento de crianças de 2 a 3 anos (em creches) em 50% até 2007, chegando aos 100% em 2011; E) - Universalizar o atendimento de crianças na faixa etária de 5 e 4 anos até 2006; de 3 anos até 2007 e de 2 anos até 2011; n tl) - Criar condições de acesso e permanência das crianças em escolas específicas ampliando o numero de espaços e oferta de vagas, na sede e interior, contemplando zona rural; 4) — Garantir através do Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Orçamento anual os recursos financeiros necessários para as metas da Educação Infantil desse-Plano; V) - Adequar os espaços, equipamentos e mobiliários das unidades de educação infantil, constituindo um padrão básico de qualidade, a partir de 2005; Vi) - Supervisionar as instituições de educação infantil visando a garantia de funcionamento de acordo com os critérios de qualidade fixados pelo sistema de ensino; VII) - Construir até o final de 2008 um Centro de Educação Infantil Padrão, para atender crianças de O a 5 anos; VIII) - Viabilizar, em parceria com instituições afins, programas informativos às mães de forma que possam orientar a educação dos filhos (O a 5 anos); IX) - Estabelecer um plano de metas de curto, médio e longo prazos para a adequação progressiva de todas as creches e pré-escolas às exigências da Lei; X) - Assegurar condições de atendimento de boa qualidade a crianças portadoras de necessidades educacionais especiais,- com o assessoramento e acompanhamento de profissionais especializados nas escolas de ensino regular. 2. Recursos para a Educação Infantil: ) - informar e mobilizar a sociedade civil, a mídia e o legislativo para aprovação de leis que ampliem o percentual gasto com educação infantil; Il) - Articular, a partir de 2005, com os demais sistemas de ensino, da União, de outros Estados e Municípios, com vista a criar fonte própria de recursos para a Educação Infantil ou fundo especifico que garanta sua progressiva universalização com qualidade, Hl) - Estabelecer parcerias com órgãos governamentais, não governamentais, universidades, empresas privadas, comercio, com vistas à cooperação técnica visando à melhoria do ensino — 2005. &, Formação dos profissionais: 1) - Elaborar e implementar políticas e projetos de formação continuada dos profissionais da Educação Infantil, visando sua atuação com qualidade — 2005; |) - Valorizar os profissionais habilitados em educação infantil em cursos de pedagogia, com especialização especifica, para que colaborem nos programas de formação em serviço nas escolas, SEMEC e Estado , na direção das creches e pré-escolas e, também no atendimento direto (cuidados e educação) das crianças de O a 5 anos para 2005; ll) - Garantir a participação efetiva dos diretores nos cursos de formação continuada referentes à Educação Infantil. 12 13 ENSINO FUNDAMENTAL 1 DIAGNÓSTICO A Legislação Federal e Estadual (Constituição Federal, LDB, FUNDEF e Resoluções do Conselho Estadual de Educação) ressaltam o caráter obrigatório do Ensino Fundamental, além da prioridade para sua oferta por parte dos Municípios e do Estado. O Estado do Acre e os Municípios vêm fazendo um esforço significativo para garantir o acesso a esse nível de ensino. Embora a matricula inicial de 140.176 alunos em 1998 tenha aumentado para 146.791 em 2001, a taxa de escolarização liquida ainda é de 76,35%. Isto significa que as políticas educacionais devem continuar priorizando o acesso, permanência, correção de fluxo e, essencialmente, a mefhoria do rendimento escolar. Taxas de Escolariza ão Liquidam na Faixa Etária de7a lá anos — 1998 a 2001. “Estado 1 Matricula no Ens, Rede/Ano ' Acre : “1998 140176 105365 75,3 E * 2001 146791. 1 112087 76,35 Rede Estadual TT 1998 95679 E 65147 68,08 RS ! 89593 67177 74,98 Rede Municipal | 1998 48299 33598 ER 69,56 2001 “49587 [7 37965 76,56% FONTE: COORBEE/SEE/AC * A Matrícula no Ensino Fundamental em 2001 é feita em relação a Mat. Inicial. Observa-se, no entanto, no período de 98 a 2001 uma certa estabilidade na matricula inicial de 1º'a 4º série e um incremento maior na matricula, de 5º a 8º série, tanto nos dados gerais da Estado, quanto nos da rede estadual, o que representa uma meihoria no fluxo de 4º a 4º série, corn mais alunos ingressando na 5º série (Tabela 2). O mesmo não se pode constatar no fluxo de 5º a 8º série para o Ensino Médio, pois os índices de abandono e reprovação, 15% e 12% respectivamente contribuem, sobremaneira, para um índice alto de distorção idade/série de 48,1% (tabela 3). A concentração no segundo seguimento do Ensino Fundamental vem demandando ações que visam a correção do fluxo, através do controle da frequência, o resgate do aluno faltoso e-o desenvolvimento -de um * Programa de Aceleração da Aprendizagem. ENSINO |. - Educação Infantil 15.921 19069 E NÍVEIS DE N |- | |” I- | Ensino Especial 986 975 1092 1148 mm 665 15. Ensino 140.176 | 114.284 | 144.650 | 146.791 1 88.933 | 89.137 | 90.378 |. undamental : 1 vm [a 4º séric 98.058 99.589 53.757 52.323 DR Pa staBlsério |42118 44.695 46.518 33.399 135.380 |38.055 (Ensino Médio |20.186 22.832 25.00 (25.181 22.862. 22.585 r 22.772 !S Educação 29.849 25.004 Jovens e adultos 40,237 165.304 [SCTAL 207.118 ÍZtziçd: . R FONTE: Coordenadoria de Estatística Educacional - SEE, Semelhante ao que ocorre no país, no Acre, a distorção idade-série se constitui no pior indicador. - o Os resultados do ENEM 2001 mostram que os alunos têm dificuldade de leitura + compreensiva e que o atraso escolar no Ensino Fundamental foi o que mais comprometeu o desempenho dos participantes. Os alunos que cursaram o Ensino Fundamental em 11 anos “ obtiveram as piores médias. ' Essa tendência, além de ser recorrente nas avaliações do SAEB, também ficou “evidente na avaliação do PISA (avaliação internacional envolvendo 28 nações desenvolvidas A £ quatro emergentes) configurando-se como o maior problema educacional do Brasil. Os “alunos sem atraso conseguiram resultados próximos aos: dos paises: “desenvolvidos, “ enquanto o resultado dos demais, colocou o Brasil em último lugar na referida avaliação. : No Acre, embora se observe de 98 a 2000 uma melhoria nas taxas de abandono, reprovação e distorção, esta ainda representa 48,1%. A retenção no segundo segmento do “Ensino Fundamental foi responsável! em 2001 pelo não preenchimento das vagas, ». disponibilizadas para o Ensino Médio. Taxa de Abandono, R eprovação e Distorção Acre/ Estado - Ensino Fundamental Ma o DE ESTADU : Abandono | Tispievação Distorção É Abqidons [Reprovação Distorção 1998 117,8% 13% 53,3% 3% 1999 1 15,4% 13% 50,7% 12% 2000 115% 12% 48,1% 1% FONTE: Coordenadoria de Estatística Educacional = SEE Se por um lado, o acesso à escola está quase universalizando, por outro, o desafio da permanência, do sucesso escolar e da qualidade da educação está ainda a exigir do Estado do Acre e de seus Municípios investimentos, estratégias e metas capazes de romper com as estruturas obsoletas ainda existentes nos sistemas de ensino. O ENSINO FUNDAMENTAL NO MUNÍCIPIO DE MÂNCIO LIMA Existem em Mâncio Lima 46 estabelecimentos de ensino fundamental. Destes 24 pertencem a rede estadual e 21 a rede municipal e 1 particular. De acordo com o Censo- 20083, nestes estabelecimentos estão matriculados 3.206 alunos, conforme tabela abaixo: Um problema que atinge tanto a rede municipal quanto a estadual é o da distorção idade/série. De 1º a 4º do ensino fundamental, na rede estadual, a distorção atinge o percentual de 32% do total das matriculas, enquanto na rede municipal a distorção é de 47.5%. Nas da rede municipal atinge 51.3% enquanto nas da rede estadual | atinge a a casa de áB%. : “ Matricula inicial por série e distorção” idade sério Fundamental A a 1 4? série | Rede | Localização 48 TI Dist Dist, série] Ei | Estaduai | “Rural 137. | 43 50 Estadual | Umbana [278 | 50 52 73 | 950 | 246 | Municipal, Rural 185 | 81 71 76 538 276 Municipal | Urbana 75 |. 16 49 |.20 [19 211 180 | Fonte: Censo MEC 2002 (* alunos com idade superior a 2 anos da idade e recomendada) A oferta de 5º a B? série do ensino fundamental é feita pelas duas redes. Neste caso, os índices de distorção são bastante elevados, principalmente nas escolas rurais. Na rede estadual, os índices de distorção nos estabelecimentos da área urbana atingem o percentual de 45.3% e na área rural-41%. Na rede municipal, a distorção atinge o percentual de 86%na área rural e de 55.1% na área urbana. ” Rede” nene TE “Dist” — | Estadual! Rural 18. 20 É Estadual Urbana 233 88 312 | | Municipal Rural at ! 107 92 Municipal | Urbana | 72 294 "| 182 Fonte: Censo MEC 2002 O elevado percentual de distorção exige que imediatas medidas sejam tomadas para a correção de fluxo, o que possibilita a abertura de mais vagas no ensino fundamental e consequente ampliação de matrículas no ensino médio. Movimento e rendimento escolar municipal no Ensino Fundamental Ê qã Série | 2º Série | 82. Sério [48 Sério [52 Série | 6º Série :|72Sério | 8º Sério = | Afastados por | 44 11 14 15 24 EI 08 02 abandono E | Afastados por 47 35 12: 28 11 19 [0/8] o8 “| transferência . . = “Njadmitidos após| - 42 15 17 07 24 06 05 - “| 31/03/2002 , L JJ: Aprovados 178 148 121 104 102 | 120 1.67 46 | Reprovados | 38 22 11 07 06 01 02 -0 = Fonte: Censo MEC — 2003 a Formação de Docentes — Rede municipal mo dus . “unda- : Magistério e Rede Localização ental...| Completo Municipal | Urbana |" 0 | 88. Municipal Rural 2 45 o Fonte: Censo/ MEC-2002 e Setor de Pessoal da Prefeitura de Mâncio Lima do A carência de profissionais, com curso superior em licenciatura para atuar no 7 magistério, foi fundamental para que um convênio entre a Prefeitura Municipal, o Governo do «Estado do Acre e a Universidade Federal do Acre fosse firmado, visando oferecer formação superior aos professores com nível médio. No caso especifico da zona rural, onde muitos dos profissionais que atuam como professores não possuíam sequer'a formação de magistério, “foi também firmada importante parceria entre a Prefeitura Municipal, o Governo do Estado do à Acreeo Ministério da Educação, o que viabilizou o programa PROFORMAÇÃO. e “OQ resultado destes investimentos já aparece no ano de 2004, quando o número de docentes sem formação atuando no magistério, apresenta-se de forma bastante reduzida. Percebe-se, no entanto, um predomínio de profissionais com formação de magistério “= atuando no ensino fundamental na área rural. DIRETRIZES |) Universalização do Ensino Fundamental nos primeiros cinco anos considerando a indissociabilidade entre: - acesso - permanência . - qualidade |) Necessidade de políticas educacionais destinadas à correção das distorções idade-série, criando: - Condições próprias para a aprendizagem de jovens em defasagem. - Adequação na maneira de usar O espaço, O tempo, os recursos didáticos e as formas de convivência dos jovens. Hi) A oferta qualitativa deverá: - Regularizar os percursos escolares (mais tempo de permanência na escola); - Eliminar rapidamente o analfabetismo; IV) Ampliação do atendimento social adotando procedimentos como: - Renda mínima associada à educação; o - Alimentação escolar; - Livro didático; - Transporte escolar. A V) Tratamento diferenciado para a escola rural considerando: - Peculiaridades regionais; ú - " Sazonalidade. , Vi) Aperfeiçoamento da Gestão escolar orientada por princípios democráticos e de | “" participação envolvendo: tus - Conselhos escolares; o - Comunidade; Sopa? Su - Alunos; : - Professores; i ND) - Pais; - Trabalhadores da educação. VI) Atualização do Currículo considerando: - —nterdisciplinaridade; - Diretrizes curriculares nacionais; - Parâmetros curriculares nacionais; - Pluralidade cultural. - Trabalho e consumo. Vil) Melhoria da infra-estrutura física das escolas, incluindo: - Condições para utilização das tecnologias educacionais em multimídia; --. Adaptações adequadas a portadores de necessidades especiais, Espaços para atividades artístico-culturais, esportivas e recreativas; IX) Ampliação dos programas de formação e qualificação de professores, como compromisso efetivo: : X) Consolidação e aperfeiçoamento do Censo escolar e do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, criando-se: - Sistemas complementares de avaliação na SEMEC e nas Unidades de Ensino e municípios. : tt OBJETIVOS E METAS b - Fazer a chamada anual dos alunos na faixa etária de 6 a:-14 anos para ingresso no Ensino Fundamental; Il) - Corrigir a distorção idade-série no Ensino Fundamental em 5 anos, na rede municipal de ensino, através do programa de aceleração da aprendizagem, e por em prática o que a LDB estabelece com relação à progressão continuada; H1) - intensificar programas de melhoria do Ensino de Lingua Portuguesa e Matemática em todas as escolas urbanas no período de 5 anos, IV) - Desenvolver formas mais flexíveis de organização do ensino, para assegurar num prazo de 5 anos a continuidade dos estudos a 50% da população rural que já concluiu as quatro primeiras séries, ampliando este número para 100% num período de 10 anos; V) - Assegurar no prazo de 3 anos a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e dos Referenciais Curriculares de 1º a 5º e de 6º a 9º série em todas as escolas da rede pública; 19 VI) - Reduzir em 50% as taxas de repetência e abandono, num prazo de 5 anos, nas *: : escolas de Ensino Fundamental da rede municipal; Vil) - Garantir que, até o final da 1º década de 2000, todos os professores do Ensino Fundamental tenham nível superior; vil!) - Assegurar que, em 2 anos, todas as escolas tenham um projeto pedagógico em execução; IX) - Criar um sistema de avaliação do ensino, complementando as informações do SAEB, até o final da década; X) - Garantir a continuidade do repasse de recursos para as escolas, desenvolvendo um sistema de controle externo por parte da comunidade; x) - Garantir, num prazo de 5 anos, a informatização de todas as escolas com mais de 200 alunos, interligando-as em rede com SEMEC; XH) - informatizar e unificar as matriculas na rede municipal de ensino, em Sa anos; XII) - Assegurar que ao final da década, todas as escolas da rede municipal atinjam os padrões minimos nacionais de infra-estrutura; XIV) - Definir e implementar, até o final da década, padrões mínimos de infra-estrutura para as escolas rurais, XV) - Desenvolver formas mais flexíveis de organização escolar para a zona rural observando as condições climáticas da região, pois os períodos chuvosos prejudicam o funcionamento das escolas, sendo impraticável um calendário único para zona urbana e rural; XV!) - Reestruturar a Secretaria municipal para funcionar como órgão coordenador das políticas educacionais articulando-se com as demais secretarias municipais e a Secretaria de Estado de Educação para que venham a funcionar como órgão de apoio às unidades de ensino, aprofundando seu caráter de assessoria pedagógica, assistência técnico- administrativa e financiamento, no prazo de 3 anos; XVII) - Estimular as escolas a produzirem suas informações, com ênfase nos indicadores de qualidade; XVIII) - Estabelecer parcerias com o Estado no gerenciamento das escolas rurais, em Regime de Colaboração; XIX - Tornar a formação continuada dos trabalhadores em educação parte integrante dos projetos das escolas; X) - Fortalecer a autonomia das escolas para que elas gerenciem seus recursos, trabalhem seus indicadores e definam planos de trabalho que respondam às suas reais necessidades, X!) - Construir uma escola de Ensino Fundamental no Bairro São Francisco. 20 el foi EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E DIAGNÓSTICO As novas concepções oriundas da LDBEN puseram fim à distinção: entre educação regular e supletiva, definindo. a Educação de Jovens e Adultos no mesmo nível de prioridade que a educação destinada às crianças. Na mesma perspectiva, o reconhecimento da especificidade da EJA abriu caminho para a construção de um modelo pedagógico apropriado a sua clientela, como recomendam: as Diretrizes Curriculares Nacionais aprovadas para esta modalidade da Educação Básica. Constituído por pessoas que na idade apropriada não tiveram condições de acesso ou permanência na escola, o público da EJA também está presente no meio dos alunos dos cursos regulares de ensino fundamental, onde mais de metade da matrícula é representada por alunos com pelos menos dois anos de distorção idade / série. Pensar estratégias de correção de fluxo para estes alunos em processo de exclusão da escolarização regular é tão urgente quanto melhorar a qualidade do ensino destinado âqueles que já engrossam as ileiras dos cursos e exames supletivos, “As desigualdades na oferta de EJA por zona de atendimento, historicamente justificadas pela ausência de professores habilitados nas áreas rurais, representam desafios emergenciais e um forte condicionante do desenvolvimento social e econômico da floresta acreana. : : As demandas de qualidade das oportunidades educacionais destinadas aos jovens e adultos, fartamente constatadas por altos índices de evasão e repetência dos cursos supletivos, trazem em seu bojo a centralização da gestão dos cursos e exames no âmbito da Secretaria de Educação e a consequente exclusão da EJA nos projetos pedagógicos das escolas. to tos Como a Educação de Jovens e Adultos se caracteriza por uma organização didática e curricular diferenciada da escolaridade regular, o sistema de coleta de dados do Senso Escolar não favorece uma análise do real desempenho dos alunos de EJA, pois a coleta anual não registra a matrícula do segundo semestre, nem informações sobre o número de alunos aprovados. TSem “| Outro: Jovens e Adultos |formação Magistério | “Cursos Rural 02 8 0 A Urbana (o) 08 0 “ad à exclusão daqueles que ainda insistem na escola regular, mesmo diante de sucessivos &3 fracassos, mediante estratégias que viabilizem a compensação do atraso escolar. À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO MUNICÍPIO DE MÂNCIO LIMA De acordo com o CENSO/MEC 2003, a rede municipal de ensino oferece Educação de Jovens e Adultos em 10 estabelecimentos. Matrícula inicial de EJA/ município — 2003 “Localização Rede Municipal E Rural Municipal Urbana 174 Fonte: CENSO/MEC 2002 No total, 16 professores, atuam no município nesta modalidade de ensino. A formação predominante desses profissionais é o ensino médio com magistério, conforme identifica a tabela abaixo: , Formação de Docentes - Rede municipal Educação ds, HE DIRETRIZES O direito à educação pública e de qualidade, apropriada ao perfil dos estudantes da EJA, assegurado pela Caria Magna e explicitado na LDBEN e nas Diretrizes Curriculares dessa modalidade da educação básica, determina a reorganização dos esforços do poder público na direção do resgate dessa enorme divida educacional para com as populações mais pobres. O caminho prioritário da nova ordem deve primar pela contenção do processo de 24 , A organização da oferta de oportunidades educacionais apropriadas a jovens e adultos deve considerar suas condições de vida e trabalho, seus interesses e dificuldades de aprendizagem. É urgente a inserção da EJA na escola, pois ela não é apenas o espaço onde funcionam os cursos de suplência, mas o ambiente onde esses cursos devem ser construidos, em bases fincadas no projeto escolar e nos interesses e necessidades da comunidade. Esta apropriação da EJA pela escola amplia seu raio de alcance, envolvendo os pais de seus alunos, antes simples parceiros, doravante também alunos em processo de escolarização. No caminho da escolarização da EJA, as tarefas exercidas pelas secretarias de educação na gestão pedagógica dos cursos de suplência devem ceder lugar (para) a ações de coordenação política, de avaliação e de suporte técnico e financeiro às atividades que são próprias da escola. A garantia de acesso, permanência e sucesso dos alunos da EJA reguisita o monitoramento de indicadores de desempenho que fundamentem avaliação uma permanente e o acompanhamento social dos resultados. E. OBJETIVOS E METAS |) - Estabelecer programas em parceria com estado e união, instituições da sociedade civil e setor privado, visando à erradicação do analfabetismo nos próximos cinco anos de vigência do plano; 1!) - Assegurar, em cinco anos, a oferta de educação de jovens e adultos equivalente às quatro séries iniciais do ensino fundamental para 50% da população de 15 anos e mais que não tenham atingido esse nível de escolaridade; HH) - Identificar, através de estudos especialmente desenhados com essa finalidade, a demanda de população não alfabetizada, visando programar a oferta de modalidades: de ensino adequadas a cada realidade; Iv) - Articular as políticas da EJA com as de combate à pobreza e de geração de emprego e renda; ' V) - Estabelecer diretrizes curriculares para (0) a EJA, complementares às nacionais, - definidas pelo Conselho Nacional de Educação, dando apoio técnico à escola para subsidiar a construção do seu projeto político-pedagógico; VI) - Assegurar, em cinco anos, o acesso dos alunos jovens e adultos aos programas de distribuição de livros e materiais didáticos; Vil) - Estabelecer um sistema de avaliação da EJA destinado a monitorar o desempenho dos alunos e a qualidade das oportunidades oierecidas, VI) - Efetivar o regime de colaboração estado / município na distribuição da oferta da EJA, de modo a assegurar em cinco anos a oferta do 1º segmento do ensino fundamenta! pelo município: . 25 IX) - Assegurar recursos financeiros para escolas, de acordo com o número de matriculas nona EJA . : X) - Buscar parcerias visando assegurar o atendimento educacional para jovens e aduitos fora da idade escolar que'sejam portadores de deficiência de acuidade visual no prazo de cinco anos para zona rural e para todos ate o final da década. XI) - Assegurar programa de formação continuada para profissionais da EJA visando qualifica-los para esta modalidade da educação básica. XI!) - Estabelecer mecanismos que assegurem o atendimento dos alunos da EJA nos cursos de educação profissional. XIil) - Estabelecer um fórum permanente de avaliação e formulação de políticas da EJA. XIV) - Estabelecer critérios na lotação de professores para educação de jovens e adultos priorizando qualificação e experiência docente. 26 ts o o EDUCAÇÃO ESPECIAL 1. DIAGNÓSTICO As políticas desenvolvidas tanto pelo governo federal como o governo estadual, basicamente a partir do ano de 1999, são direcionadas para o fortalecimento do processo de inclusão das pessoas com necessidades especiais nas escolas comuns. O principal objetivo desta política, consiste em apoiar a emancipação dessa parcela da população. Para que isso ocorra, no entanto, tornou-se necessário que todo um trabalho de adequação fosse desenvolvido de forma rápida e sistêmica, com um processo de capacitação de profissionais que atuam na rede regular de ensino sendo desenvolvido, bem como, a aquisição e concessão para as escolas de equipamentos e matérias didático- pedagógicos específicos, . e também, adaptações físicas e curriculares das unidades de ensino fossem realizadas, com vistas a facilitar a acessibilidade. DE acordo com o CENSO/MEC 2002, não existe o atendimento de nenhuma turma específica de educação especial no município de Mâncio Lima. Isto, no entanto, não significa que o município não deve buscar altemativas de atendimento para portadores de necessidades especiais, 0 que requer que um planejamento a médio e longo prazo seja desenvolvido com diretrizes, objetivos e metas traçados. Pontos fundamentais para que possa ocorrer o atendimento, consistem em direcionamento de recursos visando: a adequação física de escolas regulares, com construção de rampas e banheiros adaptados; a realização de cursos à distância, a oferta para professores que atuam na rede regular de cursos de capacitação em LIBRAS, que favorecem mais diretamente a inclusão de alunos com Deficiência Auditiva, cursos de Braille e Sorobã, que favorecem mais diretamente a inclusão de alunos com Deficiência Visual e cursos de atualização para professores de um modo geral, que atuam no ensino comum e que poderão vir a receber em suas salas regulares, outros alunos portadores de necessidades educacionais especiais. É As principais referências de atendimento de pessoas portadoras de necessidades especiais ocorrem na cidade de Rio Branco, capital do Estado e algumas experiências podem servir como referência para se tentar viabilizar esse tipo de atendimento no município de Mâncio Lima. . Com relação ao atendimento em todo o estado, de acordo com o CENSO/MEC constatou-se um total de 1092 alunos especiais no ano de 2000, sendo apenas 449 no ensino fundamental e pré-escolar para um total de 180.095 alunos do ensino regular nesses mesmos níveis de ensino. Considerando que a população especial escolarizável seria por estimativa de 10% dentro do ensino regular e deveria atingir 18.009 alunos especiais naquele ano, constatamos pelos dados oficialmente informados que a população atendida no ano referido correspondeu a apenas 0,40% da demanda potencial em todo o Estado, Se verificarmos a distribuição da matricula geral por modalidade de atendimento especial, facilmente verificamos que a maior parte dos alunos especiais estuda em escolas especializadas e classes especiais, em decorrência de que os gestores e docentes das escolas comuns ainda se sentiam despreparados para receber matrículas de alunos especiais em suas turmas regulares, e os currículos das escolas regulares ainda não previam abertura para se adequar aos alunos especiais dentro de uma realidade inclusiva. Esse diagnóstico mos leva a propor a intensificação das capacitações levadas a termo, principalmente na capital, priorizando no próximo mandato a interiorização com parcerias que nos assegurem uma ação mais fortalecida e consequente nos sistemas regulares de cada comunidade. . 28 Comparando a distribuição das matriculas por modalidade de educação especial nos anos de 1998 e 2000, verificamos que existia no ano de 1998 um total de 1.020 alunos assim distribuídos: 34 em classes comuns; 273 alunos em classes especiais; e 713 alunos em escolas especiais. Já em 2.000 existia 1092 com a seguinte distribuição: 121 alunos integrados em classes comuns; 249 alunos em classes especiais, 561 aluhos em escolas especiais; e 02 alunos com deficiência auditiva e visual matriculados em classe comum que recebiam reforço pedagógico específico em uma modalidade considerada sala de recurso, mesmo não sendo devidamente estruturada. “Ao analisarmos a variação de matricula geral da Educação Especiai, verificamos que O crescimento de novas matriculas foi pequeno (apenas 4,9%), o que pode parecer insignificante diante das aspirações projetadas no início desta administração. Mas se direcionarmos a análise para a distribuição dessa matricula geral entre as modalidades de atendimento acima especificadas o Departamento de Ensino Especial da Secretaria de Educação centrou seus esforços, durante os três últimos anos, em estimular a criação de apoios especiais aos alunos já incluídos e a transferência do maior números possível de alunos das suas Unidades Especiais e Classes Especiais, principalmente na capital, para as Unidades de Ensino Regular, que se manifestaram receptiva durante as palestras da campanha de inclusão, desencadeadas no ano de 98 e intensificadas em 99. Foi com grande satisfação que constatamos os resultados oficias nos censos do MEC: todos os esforços e recursos empenhados nesse período de dois anos, possibilitaram um aumento considerável, do atendimento especial dentro da modalidade de inclusão em classe comum, em torno de 250% daquela demanda, uma vez que o censo registrou 34 alunos em 98 e 121 em 2000. Verificamos também que o censo de 2000 registrou um aumento do número de escolas regulares tanto na esfera municipal como particular que receberam alunos especiais, atendendo aos apelos das campanhas nacional e estadual para “acolhimento” dos alunos com necessidades especiais nas suas classes comuns. Este fato, por si só nos alegra, quando visto pelo lado das características inclusivas e, certamente, também nos preocupa de forma desafiadora, quando visto pelo lado das responsabilidades com a qualidade do ensino ministrado a esses alunos. É preciso cuidar das estruturas internas mínimas nos órgãos centrais de educação de cada município, já previsto na legislação de ensino, para que se assegure a continuidade dos serviços já implantados pelo Estado, que devem ser assumidos pelas prefeituras, sem perda de qualidade. Daí nossa responsabilidade departamental com o devido assessoramento e acompanhamento dos sistemas municipais de ensino, também já prevista na nova Resolução do CEE para a Educação Especial no sistema de ensino como um todo. Some-se a esses compromissos sistêmicos ligados ao ensino, um outro mais abrangente que o Departamento de Ensino Especial não pode mais se furtar de abraçar, junto às comunidades em geral, como decorrência do processo-inclusivo; o qual uma vez atingindo as escolas regulares ultrapassa naturalmente os docentes, os gestores e técnicos educacionais e atinge os demais segmento da sociedade acreana, que desenvolvem políticas públicas básicas, e por onde estarão circulando e se dirigindo muitas pessoas portadoras de necessidades especiais no exercício de seus direitos como cidadãos ativos. Nigel tio És Sho É: Es il. DIRETRIZES As ações de Educação Especial voltar-se-ão para o processo de inclusão de pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais e para tanto deverá implementar políticas que propiciem : Ações que visem à implantação gradativa de salas de recursos onde os alunos já estejam em processo de inclusão. : “ Ações que visem otimizar o funcionamento do CAP para alunos com deficiência visual e fornecendo livro didático e paradidático a alunos cegos e portadores de baixa visão. Ações que visem fortalecer o processo de inclusão de nossa população alvo no ensino regular, capacitando professores, pessoal do corpo administrativo, alunos e pais para a importância do processo de inclusão, Ações que visem atender a pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais em Centros Especializados, tanto nos programas de estimulação essencial (a partir de zero- ano), como no início da escolaridade com alfabetização especifica indo, no máximo, até 12 sério Ensino Fundamental, quando se justificar necessário em preparação a uma segura inclusão no sistema regular. Quiras ações que visem contribuir para expansão das matriculas de pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais nas escolas comuns nos próximos censos. IH, OBJETIVOS E METAS 1) - Garantir assessoria por parte da Secretaria Municipal de Educação para a elaboração do Projeto Pedagógico. e Regimento Interno das escolas, incluindo informações sobre adaptações curriculares necessárias para o atendimento de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, no prazo máximo de um ano; tl) - Reduzir o número de alunos em turmas regulares onde houver inclusão de portadores de necessidades especiais, da seguinte forma: Educação Infantil —- 20“ alunos, Ensino Fundamental de 1º à 5º -25 alunos, ensino Fundamental de 6º à 9º 30 alunos no. prazo máximo de três anos, Wi) - Garantir durante a vigência deste Plano, percentual de vagas para profissionais portadores de deficiência quando da realização de concursos públicos pela Secretaria Municipal de Educação; IV) - A partir de 2005, construir e reformar escolas, adaptando-as e garantido acesso às pessoas portadoras de deficiência (na vigência do Piano); v) - Dotar a escola de acervo bibliográfico atualizado, inclusive para portadoras de deficiência; . Vi -Solicitar à Universidade para que inclua, no prazo de cinco anos, a disciplina de educação especial no currículo dos cursos de formação de professores, tod Vit) - Capacitar todos professores do Ensino Fundamental para o recebimento de :.: portadores de necessidades educacionais especiais: Educação Infantil e ensino Fundamental em 10 anos; vIll) - Reconhecer através de Lei específica a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como «língua natura! dos surdos na vigência do plano; IX) - “Reconhecer a função de Professor Intérprete de LIBRAS no quadro de servidores da Secretaria Municipal de Educação. X) - Garantir acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência em todas as escolas ; XI Incluir no prazo máximo de um ano, alunos com necessidades educacionais especiais | no Ensino Fundamental com rede de apoio, progressivamente extensiva na Educação Infantil e obrigatoriamente a partir da 2º série do Ensino fundamental, exceto aos alunos com graves comprometimentos que deverão ser atendidos nos centros especializados, XH) - Adeguar, no prazo de um ano, o fornecimento da merenda escolar considerando os alunos incluídos. Lo t> — ENSINO RURAL 1. DIAGNÓSTICO Mesmo diante dos esforços tanto pelo Estado como do município em oferecer O ensino fundamental rural nos lugares mais longinquo do município de Mâncio Lima, garantindo o acesso e a permanência dos alunos na escola, o ensino na zona rural ainda é um dos maiores desafios que se apresenta no momento. ' - Os obstáculos são diversos. Desde os geográficos — a longa distância da casa dos alunos para a escola, aos climáticos, que impedem as aulas em certas localidades alagadiças no período das chuvas, e no verão as famílias afastam os alunos das aulas para trabalhar no cultivo da roça. Dessa forma, poucos alunos permanecem na escola, e quando não se evadem, a maioria apresenta baixa aprendizagem. Dentre os fatores citados temos também as salas multiseriadas, comportando alunos de idade diferentes, o que impede um professor fazer um trabalho de qualidade que garanta o aprendizado de todos. Em virtude do que foi mencionado, ver-se a necessidade de ações políticas e educacionais urgentes que garantam verdadeiramente o acesso e a permanência do aluno na escola, com sucesso na-aprendizagem. Números de Escolas Rurais em todo Estado —- Censo 2001 Cone Mimi” | RedoEstadual | poa | Tom 01. | Acrelândia Tm og | 16.1. 197] | 92 | AssisBrasil 18 Em 22 ÃO [7 03 |Brasiléia : o 26 49 76 04 | Bujari Í 19 18 [5537 o 05 [Capixaba , 90 27 21 06 | Cruzeiro do Sul 42 67 109 ” 07 | Epitaciolândia 03 16 19 08 |Feijó. E Tal E 56 E o 09 |Jordão Ê 07 37 UA o 10 | Mâncio Lima 18 15 ls “| 1 | Manoel Urbano 03 36 39 | (3 12 | Marechal Thaumaturgo 06 93 1 9 ” 13 | Placido de Castro . 42 21 63 ” I4 | Porto Acre 23 22 185 /| na L 15 | Porto Walter . 07 49 5 1 No 16 | Rio Branco 109 14 123 No 17 | Rodrigues Alves 18 46 5 q 18. | Santa Rosa do Purus 10 14 24 o 19 | Sena Madureira a 87 65 152 ” 20 Senador Guiomard A 35 2 57 = 21 | Tarauacá : 30 30 so [722 |Xopuni — 38 1 E 56 ho 1 TOTAL GERAL 584 753 1.337 | Fonte: Coordenação de Estatística Educacional — SEE — Censo 2001. Quadro de professores rurais das redes estaduais e munici Nºde [uti E aqua A La O [Ordem |jRede “0 "| Permanente | Temporário "|: 01 Municipal . 22 21 Fonte: SEMEC - 2004. Matrícula de Ensino Fundamental por rede “Rede Rural OO] Urbana |O Total Estadual 23.755. 100.401 124.156 Municipal 23.804 [0 N99% 45.794 Particular ne 10.888 10.888 Total 47.559 133.279 180.838 | Fonte: Coordenação de Estatística Educacional - SEE — Censo 2001. Observa-se que total de 1.337 escolas rurais em todo o Estado, um número significativo não possue as condições físicas necessárias ao seu funcionamento. Dos professores em exercício na rede rural 1.483 tem contratos efetivos e 1.091 tem contratos provisórios. Aproximadamente 90% das escolas rurais funcionam com salas multisseriadas sem uma estratégia metodológica adequada que garanta uma melhoria na qualidade do ensino ofertado. pod : A inexistência de um currículo voltado a realidade rural é fator preponderante nos resultados do ensino ofertado. A ausência de uma política de regionalização da merenda escolar acarreta grandes despesas tanto na aquisição dos produtos como no transporte, comprometendo a melhoria significativa na qualidade do cardápio. O quadro de pessoal de apoio disponível as escolas rurais é insuficiente — ficando a maioria sem os serviços de limpeza, merenda, vigilância, secretaria, etc. Semelhante as demais dificuidades, assegurar Programas de formação continuada e acompanhamento do trabalho pedagógico junto às escolas não tem sido tarefa fácil. A Educação no Meio Rural no Contexto Legal A Constituição Federal de: 1988 ao dispor sobre a educação, em seus artigos 208 e 210, mostra as múltiplas faces do nosso país. : Inspirada nesses preceitos:e numa concepção e numa concepção de mundo rural, enquanto espaço específico, diferenciado e, ao mesmo tempo, integrado ao conjunto da sociedade, a Lei 9394/96 LDBEN — no seu artigo 28 estabeleceu que: Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente: i- conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural; H- — organização escolar própria incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agricola e às condições climáticas; Hl- | adequação à natureza do trabalho na zona rural. 34 “ Princípios da Política Educacional para o Meio Rural - Educação como direito do cidadão - Universalização do ensino - Identidade definida pela sua vinculação às questões inerentes a sua realidade - Organização coletiva do trabalho - Apoio à diversidade cultural - Calendário escolar salvaguardando os princípios da igualdade - Regime de colaboração através de parcerias governamentais e não governamentais - Participação da sociedade civil - Gestão democrática - Valorização dos profissionais da educação - Pesquisa de apoio - Inovação tecnológica - Apoio pedagógico a pratica educativa. Mm finálise situacional de 32003 em Mâncio Lima (Educação Rural) As escolas de Mâncio Lima estão em sua maior parte centrada na zona rural. Das 25 escolas estaduais apenas 8 estão na zona urbana e da rede municipai 15 das 17 escolas estão também na zena rural. : a Apesar do número elevado de escolas e alunos na zona rural, as condições de “— trabalho e atendimento aos alunos é. precário. Muitas escolas não possuem um padrão. mínimo aceitável para o funcionamento, tanto na sua estrutura física como funcional. Todos os professores possuem a formação de magistério no ensino regular e outros no PROFORMAÇÃO. Atendem salas multiseriadas e na maioria dessas escolas ainda são responsáveis pela limpeza do prédio e pela merenda. - Não possui bibliotecas, sendo os recursos didáticos apenas o professor, o quadro de giz eos livros dos alunos. RR , : "Na rede municipal apenas duas escolas rurais tem diretor, visto que necessita de no ” mínimo 100 alunos para que a escola tenha um dirigente legal, conforme a lei municipal = 20/2008. o , A “A maioria das unidades de ensino no município são financeiramente dependentes de suas secretarias, pois muitas não tem conselho escolar ainda, mesmo tendo o número minimo de alunos (20) para a formação de um conselho. - Política de atuação 2003-2007 Sent |- | Curso de capacitação anual para os professores da zona rural; o H- Reforma de escolas; ' í Hl — Formação de conselhos para as escolas com mais de 20 alunos; Iy- — Equipar as escolas com biblioteca; “o V- Ter um quadro efetivo de professores; «é Yi Ofertar ensino fundamental de 9 anos, Sao VE Efetivar a colaboração entre escola e sociedade; cs Viti- — Universalizar o acesso ao ensino fundamental de 5º a 9º série, E IX- Ampliar a oferta do ensino infantil e primário. + Ef 35 O ensino rural no município de Mâncio Lima De acordo com o CENSO/MEC 2008, existem no município 33 escolas que atendem o :. ensino fundamental na área rural. Destas, 15 escolas pertencem a rede municipal, 18 na Rede” [Tocalização [14º] ] Dist] 2º [Dist] 3º JDist] 4º T Dist] Mat. [Dist | - | Municipal Rural 185) 61 /152] 71/94 | 68 [107 | 76 | 538 | 276. Estadual | | Rural 1371/43/93 /50 169 [40 | 49) 34 | 348 [167 rede estadual. O número de alunos das 4 primeiras séries do ensino fundamental em distorção, ou seja, com idade superior a dois anos da recomendada, corresponde a 50%da matricula total No ensino fundamental de 5º a 8º série de um total de 156 alunos, 72% estão em distorção, segundo censo de 2003. Distorção idade/série — 1º a 4º Fonte: CENSOÍMEC - 2002 Bistorção idade/série - 5º a 8º Rede | — fosnicação [6a [Dist| 6 [Dist] 7º ]Dist[ 8 Toist'[Mat | Dist | Municipal Rural | 47/40/58 [43 | 5 |5 |/4 | 4 [107]92 Estadual |. Rural qa | 6 [42 |8 [14 |5 [5 | 1 |49 [20 Fonte: CENSCIMEC - 2002 Se somarmos os percentuais de reprovação e abandono na rede estadual, veremos que 36%dos alunos não concluíram o ano letivo com êxito. Por outro lado, 61 2% dos conseguiram a aprovação. Na rede municipal os números são bastante diferenciados. O percentual de abandono é de 16% e o de reprovação é de 8%. Se somados o abandono e a reprovação, teremos um percentual de 24% de alunos que não concluíram o ano letivo com êxito. Ainda não estão disponíveis os dados do censo 2002 sobre movimento e rendimento escolar no município, mas os dados do censo de 2001 servem como referenciais para se ter à clara noção acerca do número de reprovações, aprovações, abandono e repetência. Movimento e rendimento escolar Rede | | Abandono: |transferência. qe Ma fricuia) Estadual 84 14 [1328 106 |. 527 Municipal 103 49 443 | 52 647 Fonte: CENSO/MEC - 2001 TRIZES “o ) - Universalização do ensino fundamental, garantindo acesso, permanência e qualidade; Il) - Melhoria da infra-estrutura física das escolas destacando as necessidades de: :- Teconstruir, reformar, ampliar e mobitiar. . HI) - Atualização do currículo considerando: especificidades locais, novas concepções = Pedagógicas, : IV) - Diretrizes curriculares nacionais e Diretrizes operacionais para a educação rural; V) - Pluralidade cultural; V!) - Mundo do trabalho e do consumo N Vil) - interdisciplinaridade VI) - Tratamento diferenciado para a escola rural considerando: as peculiaridades -- - regionais e a sazonalidade. IX) - Ampliação do atendimento social tais como: merenda escolar, livro didático e transporte escolar. É = X) - Oferta do ensino fundamental de 1º a 9º série; o IX) - Ampliação da oferta de programas de formação continuada e qualificação de professores. HL OBJETIVOS E METAS o |) - Definir e implementar padrões mínimos de infra-estrutura para as escolas rurais, no . S, periodo de 3 anos, a partir da aprovação do Plano; E Il) - Estabelecer parceria entre Estado e Municípios, assegurando onde for necessário, transporte escolar adequado que garanta aos alunos dos ramais e áreas ribeirinhas e acesso às escolas de 6º a 9º séries; E = 1!) - Garantir, a partir de 2005, a formação de um quadro de pessoal nas escolas com “ mais de 100 alunos; e, IV) - Criar, a partir de 2005, mecanismos legais que garantam a gestão democrática nas * escolas com menos de 100 alunos, assegurando a legalização da área da escola; tus V) - Assegurar parceria com o Estado para que, em até 3 anos, seja oferecido Curso is Superior a todos os professores que trabalham e residem em áreas de difícil acesso; VI) - Universalizar em 3 aros o primeiro segmento do ensino fundamental em todo Município; VI!) - Universalizar em 3 anos o Programa Escola Ativa — FUNDESCOLA para todas as classes multisseriadas, em parceria com o Estado; VU) - Adegquar em 3 anos o Currículo Educacional à realidade rural do município, a partir do quadro de referência sócio-cultural de cada localidade; IX) - Criar em 2 anos um sistema único da avaliação extrema para as escolas rurais e urbanas de ensino fundamental (1º a 9º séries); X) - Incentivar em 1 ano a lei de concessões de telefonia para comunidades rurais com mais de 100 famílias. - FINANCIAMENTO E GESTÃO ” À DIAGNÓSTICO A construção do Plano Municipal de Educação propicia a elaboração de planos de metas, O que exige que sejam definidos os custos, identificados os recursos disponíveis e definidas as perspectivas e estratégias para suas ampliações. O ponto de partida para que sejam realizados esses diagnósticos, são as receitas constitucionalmente destinadas para investimentos na educação. Conforme se pode perceber na tabela abaixo: ANO TUNTRECURSOS APLICADOS | [E VALORES EM % 1999 343.036,31 25,51% 2000 616.440,81, 26,10% — | 2001 | 557.770,48 E 25,18% 2002 |, 718.566,56 25,06% 2008 | 813.420,91 DO 25,01% | FONTE: Prefeitura Municipal de Mâncio Lima A origem destas receitas, sobre as quais devem ser calculadas as vinculações dos recursos, estão definidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu Título Vit, artigo 58: Art. 68 serão recursos públicos destinados à educação os originários de: | - receita de impostos próprios da União, dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios; it — receita de transferências constitucionais e outras transferências, HH — receita do salário-educação e de outras contribuições sociais; ilt — Receita de incentivos fiscais; IV — outros recursos previstos em lei. Com a implementação do FUNDEF, um fundo de natureza contábil instituído pela Emenda Constitucional nº 14, de setembro de 19296, regulamentado pela Lei nº 9.424, de 24 de dezembro do mesmo ano, é pelo Decreto nº 2.264, de junho de 1.997, os recursos são repassados automaticamente para estados e municípios de acordo com coeficientes de distribuição estabelecidos e publicados previamente. Com este fato, ocorreu uma mudança no financiamento. da educação, especificamente do ensino fundamental. Passou a ocorrer uma sub-vinculação aos valores constitucionalmente estabelecidos para serem investidos na manutenção e desenvolvimento do ensino, constituindo-se um fundo com o objetivo de financiar o ensino fundamental. As contribuições para este fundo são oriundas de recursos do Município, do Estado e impostos federais, sendo distribuídos da seguinte forma: : 40 » “ORIGEM DOS RECURSOS “o | VALORESEMY | i.: | Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios (FPE/FPM o 15% c |ICMS : 15% , Lei Complementar nº 87/9 15% IPI — Exportação , 15% FONTE: Secretaria de Estado de Educação - A distribuição dos recursos do FUNDEF é feita na proporção das matrículas de ensino fundamental existentes nas escolas das redes públicas de ensino. (considerando-se para Matriculas por nível de ensino — 2003 esse fim as matrículas de 1º a 8º série do ensino fundamental.) No Município, as matrículas no ensino fundamental estão distribuídas da seguinte forma: jRede o = usada Calc sas Jo ii Total , Municipal - | 564 . 275 839 “ FONTE: CENSO MEC/2003 (1) O fato de o EUNDEE financiar apenas as escolas do ensino fundamental trouxe a necessidade do Estado e dos municípios definirem outras formas de financiamento para os outros níveis e (as outras) modalidades de ensiho. = A descentralização financeira deve ser implanta ensino, como experiência, possibilitando a aplicação e o gerenciamento de rec própria escola, através do Conselho Escolar objetivando maior administrativa/pedagógica e garantindo a Gestão Democrática. E, DIRETRIZES Pensar novas políticas da no município nas unidades de ursos pela autonomia de financiamento e gestão para a educação pública deve ter como principal referencial à perspectiva de práticas que possibilitem a inclusão social de “homens e mulheres que se encontram às margens das ações institucionais, possibilitando “ com isso a democratização do acesso e o desenvolvimento de fatores que possibilitem a TN permanência destes atores sociais no espaço da escola. Dessa forma, é necessário que a educação e seu financiamento não sejam tratados “ como um problema meramente econômico, mas, essencialmente, como uma questão de i cidadania. Essa perspectiva remete-nos então à necessidade de que os recursos destinados i- & educação tenham uma vinculação constitucional. Esta vinculação, que propicia um maior controle sobre as ações de governantes e administradores que não podem promover - reduções nos gastos com educação. tau? Mes se a vinculação constitucional dos recursos é importante, também é essencial é pensarmos a possibilidade de criarmos, com os recursos que constitucionalmente são “; repassados para a educação, sub-vinculações que possibilitem, cad ,. controle externo sobre como estes valores serão aplicados. estabelecermos percentuais definindo quais os valores mínimos que devem ser gastos com pessoal, com a manutenção das escolas, com capacitação e qualificação, com financiamento &:. para projetos inovadores nas escoias e com a manutenção da sede da SEMEC. a vez mais, um maior Assim, é possíveis od A regulamentação de como devem ser gastos os recursos destinados à educação, é; podem proporcionar a criação de fundos de natureza contábil, com contas específicas, o que permite um maior planejamento de como os recursos devem ser investidos e, consequentemente, um maior controle na prestação de contas. o * É importante, porém, que fique definido o princípio da equidade na distribuição dos “ recursos. O financiamento da educação deve ocorrer de acordo com O número de matrículas - que possuem as redes, ou as unidades de ensino a serem financiadas, o que se constitui em importante estímulo para a universalização do ensino e para corrigir distorções fazendo com que redes ou unidades de ensino diferentes, recebam recursos equivalentes. No instaurada a equidade, é importante que seja definido um padrão mínimo de “ qualidade, que deve estar presente em todos os objetivos e metas traçados por órgãos ” gestores do sistema e das unidades de ensino. A perspectiva é de pensar uma meta e/ou objetivo, a partir do custo que deve ser despreendido para que seja atingido e que resultado — espera-se atingir, a partir do referencial de qualidade mínima definido. ) . A perspectiva de ter definido um padrão minimo de qualidade, pode contribuir para NS que seja garantida a democratização do acesso e permanência na escola pública, *" propiciando assim políticas de inclusão, que devem ser somadas. a programas compensatórias que associem renda mínima à educação. . “ H CBJETIVOS E METAS |) - No prazo de seis meses, a partir de março de 2005, conseguir a aprovação do Projeto de Lei de Autonomia financeira e administrativa das escolas; 1) - Fica estabelecido o prazo de 2 anos, a contar de janeiro de 2005, para o Município ajustar seus gastos, tendo como princípio o aumento da arrecadação e o crescimento da produtividade no sistema educacional. Fica descartado o ajuste através de redução salarial, HW) - Em um prazo de cinco anos, informatizar a secretaria de todas as escolas urbanas, interligando-as em rede com a SEMEC, atentando para a questão de segurança N das unidades de ensino onde os equipamentos estejam instalados e sua manutenção t. permanente, de sorte a estarem sempre em perfeitas condições de funcionamento; I4) - Definir, as responsabilidades do Estado e do Município, a partir das seguintes prioridades: to - Estado: «= Ensino Fundamental de 6% a 9º série; Ensino Médio » Educação de Jovens e Adultos de 6º a 9º série e Ensino Médio “ (Ensino) Educação Rural de 6º a 9º série £: Municípios: e » Educação Infantil em creches e pré-escolas, , a Ensino Fundamental de 1º a 5º série; Cu » fducação de Jovens e Adultos de 1º a 5º série, bas “ (Ensino) Educação Rural de 1º a 5º série tuo * NY) - Estabelecer uma comissão de gestão permanente para acompanhar, orientar e :. avaliar a gestão nas unidades de ensino; VI) - Elaborar sistemas de avaliação das escolas e das instituições gestoras., de VII) - Ampliar, gradativamente, o percentual de recursos destinados às escolas para despesas de capital; ” VIlt) — Destinar às escolas, um percentual dos recursos para serviços de manutenção, = IX) - Desenvolver curso de capacitação para os conselhos escolares, X)- O cargo de Coordenador de Ensino e Administrativo fica regido pela Lei Municipal nº 471/03 e sua Normativa nº 001/04. ” À DIAGNÓSTICO AÇÕES VOLTADAS À INCLUSÃO DAS CRIANÇAS E JOVENS NA ' EDUCAÇÃO A Lei de Diretrizes e bases da educação, em seu Título Il, artigo 2º, afirma: Art. 2º a Educação, dever da familia e do Estado, inspirada nos principios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Portanto, a exclusão da criança da escola na faixa etária própria do ensino fundamental, seja por ineficácia do Poder Público ou por omissão da família e da sociedade, constitui-se numa das formas mais eficaz de exclusão social, negando-lhe o direito a cidadania, impondo-lhe a marginalidade e ausência de perspectivas futuras. O Piano Nacional de Educação reportando-se a esta situação faz a seguinte análise: “A existência de crianças fora da escola e as taxas de analfabetismo estão estreitamente associados. Trata-se, em ambos os casos, de problemas localizados, concentrando-se em bolsões de pobreza existentes nas periferias urbanas e nas áreas rurais”. : , Na maioria das situações, o fato de ainda haver crianças fora da escola não tem causa determinante o déficit de vagas, está relacionado a precariedade dio ensino e às condições de exclusão e marginalidade social em que vivem segmentos da população brasileira. Não basta, portanto, abrir vagas. Programas paralelos de assistência à familia são fundamentais para o acesso à escola € a permanência nela, da população mais pobre, que depende, para sua subsistência do trabalho infantil. Assim, o abandono da escola pela criança, está relacionado, entre outras causas, à desigualdade de distribuição renda existentes no país, levando o menor a, procurar uma atividade que lhe permita contribuir para O sustento da família. E 1. DIRETRIZES Visando atender às famílias carentes, selecionadas segundo rigorosos critérios, O município atende 1889 alunos com os programas Bolsa Família — 651 Programa de Erradicação do Trabalho Infantil -PETI — a ser pago preferencialmente as mães como contrapartida para matricularem todos os filhos em idade escolar, de 6 a 14 anos. vas sp a aí 1 OBJETIVOS E METAS. - Expansão dos programas Bolsa Família e PETI tendo como perspectiva o aumento - de um número maior de crianças a partir de 2005, Il) - Manutenção e expansão do Programa Saúde na Escola estabelecendo parcerias com outros setores; til) - Criação, divulgação e valorização das atribuições dos Conselhos Escolares no prazo máximo de dois anos; o 46 Acompanhamento E Avaliação Do Plano A Constituição Federal confere a sociedade civil, por meio de organizações representativas, a participação na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis (Art. 204, inciso DD). Este plano institui as seguintes organizações para fazerem o acompanhamento e avaliação: e s e 6 6 Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e valorização do Magistério — FUNDEF; Conselho Municipal de Educação — CME ; Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente — CMDCA; Sindicato dos Servidores Municipais - SINDSEM; Câmara Municipal na sua Comissão de Educação. O acompanhamento e a avaliação serão anuais, e se valerá dos dados dos indicadores de desempenho das diversas instituições, como os dados das escolas, da avaliação externa municipal, SAEB e outras instituições que realizem avalia Sua aprovação pela Câmara Municipal deve está inserida numa expressiva participação social. Para que de fato o acompanhamento e a avaliação do mesmo ocorra, + faz-se necessário a cobrança dos objetivos e metas propostas pelas instituições aqui instituídas para fazer este acompanhamento e avaliação. Miáâmeio Lima — Acre, 05 de Janeiro de 2095. ção externa. 48