PROJETO DE LEI Nº ____ DE 15 MARÇO de 2025
DISPÕE SOBRE A DENOMINAÇÃO
DO CEMITÉRIO DA COLÔNIA
AGRÍCOLA DO MATAPI E DA
PROVIDENCIA "
Art. 1º. Fica denominado de “Cemitério Municipal José Eufrazio da
Silva” o atual Cemitério Municipal, localizado na área Rural do Município Denominado
Cemitério, Situado no ferro.
Parágrafo Único. O Cemitério Público a que se refere o Art. 1° em
homenagem e reconhecimento aos relevantes serviços prestados pelo referido cidadão
desta Colônia agrícola
Art. 2º. Esta Lei tem fulcro legal na legislação municipal vigente,
respeitando todos os direitos normativos à espécie.
Art. 3º o poder executivo municipal providenciará a placa ou a pintura
contendo a denominação do referido art. 1º.
Art. 4º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, fica
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO JOSÉ ANTERO, Sede do Poder Legislativo.
Porto Grande-AP, 15 de Março de 2025.
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REGIANE DA SILVA PEREIRA
Vereadora – PL
JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI
Senhores Vereadores,
Este Projeto visa dar denominação ao Cemitério Municipal da Colônia Agrícola do
Matapi, bem como, prestar reconhecimento ao cidadão pelo relevante trabalho exercido
pelo senhor Jose Eufrazio da Silva, casado com Maria de Nazaré da Silva, e dessa união
tiveram 10 filhos, um falecido e enterrado no cemitério municipal do Matapi.
Como cidadão portograndense, morador da Colônia do Matapi contribuiu para o
desenvolvimento local com seu trabalho voluntário junto ao Cemitério Municipal onde
dedicando-se por aproximadamente 40 anos na construção de sepulturas. Assim sendo,
merece essa justa homenagem por todos esses anos de história e de trabalho pelos
cidadãos do município de Porto Grande. Assim como também deixou sua contribuição na
agricultura familiar.
BIOGRAFIA
JOSE EUFRAZIO DA SILVA conhecido
carinhosamente como “Zezão”, nascido em 15 de agosto
de 1928, Estado do Ceará na cidade de Quixeramobim,
filho de Dona Francisca da Silva. Ele relatou aos filhos
que tinha dois irmãos, mas não chegou a conhece-los.
Assim, saiu da sua cidade natal ainda jovem e nunca
mais voltou, junto com seu amigo “CUNHA” tinha um
espírito aventureiro. Neste contexto, vieram em busca de
melhoria de vida. Em meados de 1948 chegaram no
Estado do Amapá, sem destino, atravessando
diretamente para o município de Porto Grande / Colônia
Agrícola do Matapi, para trabalhar na agricultura familiar
do senhor Cordeiro na Linha A.
A sua vida na agricultura foi muito intensa dos seus 96 anos de idade 75 anos,
foram dedicados ao trabalho com a terra, por onde passava deixa seu legado. Já em suas
terras, plantou um pouco de bananas, laranjas, tangerinas, cana de açúcar, macaxeira,
batata doce, limão, mandioca, milho, coco, hortaliça, e vários outros produtos. Nos finais de
semana, ajudava os amigos agricultores nas suas roças, além de compartilhar da sua
colheita, teve a seu lado sua esposa dona “Maria Uchoa
“Maria de Nazaré da Silva, com quem teve 10 filhos:
Franscisca, Assis, Manoel, José Cleber, Nazaré,
Raimunda, Maria Socorro, Maria José, Maria de Jesus,
Maria Alcione residiram na Linha C em uma localidade
chamada de 3 volta. Anos depois, mudaram para Linha
B. O senhor Zezão era um agricultor que gostava de
ajudar e colaborar no cemitério, fazia um trabalho
voluntário de coveiro, onde se dedicava com objetivo de
acolher as famílias enlutadas, em um dos momentos
mais difíceis que é a despedida de um ente querido. Ele
também se despediu de muitos amigos desta forma.
Em 29 de agosto de 2024, o senhor Jose
Eufrazio, popularmente chamado por Zezão nos deixou
com muitas histórias para contar como coveiro
voluntário que foi durante 40 anos aproximadamente. E
assim, dos seus 96 anos de idade, 75anos deles foram
também dedicados a agricultura, que permitiu criar
seus filhos com dignidade. Tendo uma longa trajetória
recheada de muitos amigos e rodas de conversas ao
redor da lamparina. Atualmente seus filhos seguem seu
legado na agricultura, Assis, Manoel, Maria de Jesus e
Maria Alcione. Moram na linha B.
Os valores familiares e o exemplo de determinação que os filhos receberam dos
seus pais nos permitem continuar contribuindo com sua história de vida.
Fonte de pesquisa:
moradores da região do
Matapi/Porto Grande.
Jose Agenor de Sousa,
Francisco Jose dos Santos,
Manoel Marques Gomes, Odilon
Subriana de Oliveira, Joventino
Dias da Silva, pai da dona
Socorro trabalharam durantes
juntos, e seu Jose Felix Almeida