| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 643 / 2005 |
| Date | 2005-07-28 |
| Ementa | Institui o Plano Municipal de Educação do Município de Amontada e dá outras providências. |
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, b ; y Governo: Municipal de Amontada CNPJ. 06582. 449/0001-91 - C.G.F 06.920.220-6 Praça Coronel Antônio Belo N.º 651 - Centro AMONTADA CEP 62540-000 - Fone: (0xx88) 3636.1134 PRN, 'Amontada - Ceará = LEI Nº 0643/2005, de 28 de julho de 2005. INSTITUI O PLANO MUNICI- PAL DE EDUCAÇÃO DO MUNI- CÍPIO DE AMONTADA E DA OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O Prefeito Municipal de Amontada, Estado do Ceará, USANDO das atribuições que lhes são conferidas por Lei, FAZ saber que a Câmara Municipal de Amontada aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei, Art. 1º. — Fica instituído o Plano Municipal de Educação, com duração de 10 (dez) anos. Art. 2º - O Plano Municipal de Educação foi elaborado com a participação da sociedade, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto em conformidade com os Planos Nacional e Estadual de Educação. Art. 3º. — O Plano Municipal de Educação reger-se-á pelos princípios da democracia c da autonomia, buscando atingir o que preconiza a Constituição da República e a Constituição do Estado do Ceará, como também, a Lei Orgânica do município. Art. 4º - O Plano Municipal contém à proposta educacional do município, com suas respectivas metas, objetivos c ações, conforme documento anexo. Art. 5º - Compete à Secretaria Municipal de Educação, acompanhada pelo Conselho Municipal de Educação, realizar a execução e acompanhamento do Plano Art. 6º. — As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão a conta de verbas orçamentárias próprias, suplementadas se necessárias e de outros recursos captados no decorrer da execução do Plano. Art. 7º. - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. revogadas as disposições em contrário PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE AMONTADA-CE., aos 28 de julho Prefeito Municipal de 2005. Toganos 1arasgoa - qo ) ) AM DA PREFEITURA MUNICIPAL DE AMONTADA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Amontada 2005-2015 Apresentação: Prezados Cidadãos/Cidadãs de Amontada: Este Plano Decenal de Educação é um instrumento orientador do desenvolvimento sustentável em nosso Municipio. Nele estão contidos os anseios e as sugestões de uma parcela significativa do nosso povo que, reunido em um momento impar, aprofundou a discussão sobre este serviço em Amontada, identificando seus avanços, entraves e sugerindo metas e estratégias para o seu alcance. Não obstante ter sido elaborado em um tempo exíguo — em função das circunstâncias que assim o exigiram — o referido instrumento contém no seu cerne os produtos da participação democrática na medida em que foi elaborado pelo conjunto de representantes da sociedade municipal. Ele traz ainda consigo o compromisso de todos os que desejam ver Amontada com uma melhor qualidade de vida e, por isso mesmo, compreendem que o esforço para a consecução de suas metas será coletivo, cada um fazendo a sua parcela de movimento para que o todo alcance a sua unidade. Ele traça onze grandes objetivos, elaborados como a resultante de uma equação na qual se combinam as competências legais do Município, o diagnóstico de sua situação, a análise de sua atuação e o desejo dos seus entes. Esperamos, com este Plano, contribuir para a elevação da qualidade de vida do nosso povo a partir da sua instrumentalização diante dos grandes desafios que se apresentam no mundo contemporâneo. Esperamos ainda a sua publicização e apropriação por toda a nossa sociedade. Somente assim teremos a Amontada com a qual todos sonhamos: bela, justa e democrática. Edvaldo Assis de Jesus Prefeito Municipal ÍNDICE Apresentação O Município de Amontada Origens e Evolução Política Caracterização Geográfica Caracteristicas Ambientais Divisão Político-Administrativa Índices de Desenvolvimento Social e Econômico Aspectos Demográficos e Sociais Educação Nível de Escolarização da População Jovem Quantidade de Escolas por Nível e Modalidade Sintese da Situação das Escolas Municipais Educação Infantil Situação Municipal Taxa de Escolarização na Educação Infantil Objetivo 1 — Garantir os Padrões Mínimos nas Unidades de Educação Infantil Objetivo 2 - Aperfeiçoar a Prática Pedagógica na Educação Infantil Objetivo 3 — Tornar eficiente a Articulação Intersetorial no Desenvolvimento Infantil Objetivo 4 - Desenvolver a Gestão Democrática da Educação Infantil Ensino Fundamental Objetivo 5 — Garantir os Padrões Mínimos para Acesso, Permanência e Sucesso. Objetivo 6 - Melhorar os Resultados Escolares Objetivo 7 - Aperfeiçoar a Prática pedagógica no Ensino Fundamental Educação de Jovens e Adultos Objetivo 8 — Garantir a EJA ampliando a sua Oferta Educação Especial Objetivo 9 — Ampliar o Atendimento aos Portadores de Necessidades Especiais Valorização do Magistério Objetivo 10 — Assegurar a Valorização do Magistério Gestão Objetivo 11 — Desenvolver a Gestão Democrática da Educação Municipal Financiamento do Plano Implementação de Acompanhamento O MUNICIPIO DE AMONTADA ORIGENS E EVOLUÇÃO POLÍTICA: O Município de Amontada tem as suas origens relacionadas ao processo de ocupação das ribeiras cearenses no desenvolvimento da criação do gado. Assim é que em meados do século XVIII foi estabelecido um povoamento às margens do rio Aracatiaçu, denominado São Bento da Ribeira de Aracatiaçu. Com a criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Amontada, no ano de 1757, foi iniciado o processo de desenvolvimento populacional em tomo de uma capela cujo local ficou conhecido como São Bento da Amontada. Anos mais tarde, por volta de 1800, a Capela tomou-se sede da freguesia de Nossa Senhora da Conceição, condição que lhe seria tomada em 1845 com a transferência da Freguesia para Imperatriz. Nova Paróquia voltaria a ser instalada no ano de 1874. Amontada sofreu na sua estruturação política reiteradas elevações e depressões: foi distrito em 1757, suprimido em 1838 e restaurado em 1842; Município em 1876, extinto em 1878, restaurado em 1884 e novamente extinto em 1892; restaurado em 1897 e extinto em 1905; restaurado em 1963 e suprimido em 1965. Finalmente, em 1985 foi restaurada a sua condições de Município através da Lei 11.010 de 5 de fevereiro, sendo instalada a nova condição em 1º. de Janeiro de 1986. CARACTERIZAÇÃO GEOGRÁFICA ASPECTOS GERAIS Caracteristicas Município de Origem - Itapipoca Ano de Criação - 1985 Lei de Criação - 11.010 Toponímia - São Bento, São Bento de Amontada e Amontada. Gentílico - Amontadense POSIÇÃO E EXTENSÃO Situação Geográfica COORDENADAS GEOGRÁFICAS Latitude(S) 3º. 29' 40 * Longitude (WGr) 39º. 34' 43 * MUNICÍPIOS LIMÍTROFES Norte: Oceano Atiântico Sul: Miraima Leste: Itapipoca Oeste: Itarema, Acarau e Morrinhos Medidas Territoriais ÁREA Absoluta (km?) — 1.179,59 Relativa (%) - 0,79 ALTITUDE - 40m DISTÂNCIA EM LINHA RETA A CAPITAL - 163,3 km CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS CLIMA Tropical quente semi-árido / Tropical quente semi-árido brando PLUVIOSIDADE — 828,5 mm TEMPERATURA MÉDIA (Cº) - 26º. A 28º. PERÍODO CHUVOSO - Fevereiro a Abril RELEVO Glacis pré-litorâneo dissecado em interflúvios tabulares e Depressão sertaneja SOLOS Podzólicos vermelho-amarelo, areias quartzozas marinhas, planossolo solódico, Solonchak e Solonetz solonizado VEGETAÇÃO Caatinga arbustiva aberta. Floresta mista dicotilo-palmácia. Complexo vegetacional da zona litorânea e floresta perenifólia paludosa maritima DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Divisão territorial DISTRITOS / ANO DE CRIAÇÃO Aracatiara — 1936 Icaraí — 1934 Garças — 1988 Lagoa Grande — 1988 Moitas — 1988 Nascente — 1988 Poço comprido — 1988 Sabiaguaba - 1988 Regionalização REGIÃO ADMINISTRATIVA — 02 MACRORREGIÃO DE PLANEJAMENTO - Litoral Oeste MESORREGIÃO - Norte cearense MICRORREGIÃO - Itapipoca ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONÔMICO ÍNDICES VALOR POSIÇÃO NO RANKING Índice de Desenvolvimento Municipal IDM'! 18,06 149 Índice de Desenvolvimento Humano IDH 0,616 123 Índice de Desenvolvimento Social de Resultado IDS-R 0,339 8 FONTE: IPECEIPNUD No período 1991-2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Amontada cresceu 21,98%, passando de 0,505 em 1991 para 0,616 em 2000. A dimensão que mais contribuiu para este crescimento foi a Educação, com 62,6%, seguida pela Renda, com 24,0% e pela Longevidade, com 13,5%. Neste período, o hiato de desenvolvimento humano (a distância entre o IDH do município e limite máximo do IDH, ou seja, 1 - IDH) foi reduzido em 22,4%. Se mantivesse esta taxa de crescimento do IDH-M, o município levaria 10,6 anos para alcançar Fortaleza (CE), o município com o melhor IDH-M do Estado (0,786). 1991 2000 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 0,505 0,616 Educação 0,511 0,720 Longevidade 0,619 0,664 Renda 0,384 0,464 Fonte: PNUD Situação em 2000 Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Amontada é 0,616. Segundo a classificação do PNUD, o município está entre as regiões consideradas de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,5 e 0,8) Em relação aos outros municípios do Brasil, Amontada apresenta uma situação ruim: ocupa a 4366? posição, sendo que 4365 municípios (79,3%) estão em situação melhor e 1141 municípios (20,7%) estão em situação pior ou igual. Em relação aos outros municípios do Estado, Amontada apresenta uma situação ruim: ocupa a 123º posição, sendo que 122 municípios (66,3%) estão em situação melhor e 61 municípios (33,7%) estão em situação pior ou igual. ASPECTOS DEMOGRÁFICOS E SOCIAIS RENDA DA POPULAÇÃO Percentual da População de acordo com a origem da renda. Fonte 1991 2000 Renda proveniente do trabalho 83,9 34,88 De Transferências governamentais 13,16 24,85 FONTE: PNUD Indicadores de Renda, Pobreza e Desigualdade, 1991 e 2000 1991 2000 % da população com mais de 50 % de sua renda proveniente de transferências governamentais 11,87 ear Proporção de Pobres (%) 88,9 79,8 Índice de Gini 0,49 0,72 Renda per capita Média (R$ de 200) 38,9 628 FONTE: PNUD A renda per capita média do município cresceu 61,45%, passando de R$ 38,88 em 1991 para R$ 62,77 em 2000. A pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 75,50, equivalente à metade do salário mínimo vigente em agosto de 2000) diminuiu 10,22%, passando de 88,9% em 1991 para 79,8% em 2000. A desigualdade cresceu: o Índice de Gini passou de 0,49 em 1991 para 0,72 em 2000. DEMOGRAFIA População Total, 1991 e 2000 30.000 25.000 20.000 15.000 10.000 5.000 o E Urbana Rural No período 1991-2000, a população de Amontada teve uma taxa média de crescimento anual de 2,94%, passando de 25.161 em 1991 para 32.333 em 2000. A taxa de urbanização cresceu 3,94, passando de 35,12% em 1991 para 36,50% em 2000. Em 2000, a população do município representava 0,44% da população do Estado, e 0,02% da população do Pais. População Residente - 1991 a 2000 Total 25.161 100,0 32.333 100,0 Urbana 8.836 35,12 11.802 36,50 Rural 16.325 64.88 20.531 635 Homens 12.994 51,64 16.836 52,07 Mulheres 12.167 48,36 15.497 47,93 Fonte; IBGE — Censos Demográficos 19517200 Indicadores de Longevidade, Mortalidade e Fecundidade, 1991 e 2000 Mortalidade até 1 ano de idade (por 1000 nascidos vivos) Soa 520 Esperança de vida ao nascer (anos) 621 849 Taxa de Fecundidade Total (filhos por mulher) 78 42 FONTE: PNUD Estrutura Etária, 1991 e 2000 Menos de 15 anos 11.606 13.347 15a64anos 12.125 16.908 65 anos e mais 1.430 2.078 Razão de Dependência 107,5 % 91,2% FONTE: PNUD INDICADORES DEMOGRÁFICOS Densidade demográfica (hab/km2) 36,90 20,53 Taxa Geométrica de crescimento anual (%) (1 Total 0,45 2,83 Urbana 6,40 3,27 Rural -1,59 2,58 Taxa de Urbanização 35,14 36,50 Razão de Sexo 106,8 108,64 Participação nos Grandes Grupos populacionais (%) 0a 14anos 46,13 41,26 15a 64 anos 48,19 52,29 65 anos e mais 5,88 6,43 Razão de dependência 107,51 91,23 Fonte: IBGE — Censos Demográficos 1991 e 2000 (1) Tama pera os periodos 1980191 e 1991/00 para os anos de 1981 e 2000, respectivamente 2) Quociente entre pessoas dependentes, iso é, pessoas menores da 15 anos e com 65 anos ou mais de idade e a população potencialmente ativa, sto, pessoas entre 156 64 anos DOMICÍLIOS Total 6.759 4,76 421 Urbana 2688 4,38 410 Rural 4071 5,01 451 Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2000 rrosaoesasaçasat - 108 10 EDUCAÇÃO Nível Educacional da População Jovem, 1991 e 2000 Faixa Taxa de %commenos %commenos % fregiientando etária Analfabetismo de 4 anos de de 8 anos de a escola anos estudo estudo 1991 2000 199 2000 1991 2000 1991 2000 7al4 462 29,4 - - - - 69,2 93,5 10214 30,2 14,8 93,0 61,6 75,6 92,4 15a17 298 8,6 76,3 27,9 99.4 87,1 45,1 78.7 18324 29,9 15,3 63,9 40,7 91,6 72,0 - - QUANTIDADE DE ESCOLAS POR NÍVEL E MODALIDADE - 2004 ESTADUAL MUNICIPAL PARTICULAR Creche 24 01 Pré-Escola E 30 01 1º.a4º. - 58 01 52. a 8º. 02 46 - Ensino Médio 02 E = EJA presencial 01 47 - Educação Especial em salas sem recursos É 33 - FONTE: Censo Escolar 2004 Nº.DE SALAS EXISTENTES, UTILIZADAS E Nº. DE SERVIDORES E PROFESSORES ESTADUAL MUNICIPAL PARTICULAR Salas Existentes Permanentes 49 285 07 Provisórias - 25 - Salas Utilizadas No estabelecimento 20 255 07 Fora do Estabelecimento 29 53 = Funcionários 131 915 20 Professores 90 436 10 FONTE: Censo Escolar 2004 SÍNTESE DA SITUAÇÃO DAS ESCOLAS MUNICIPAIS - 2004 Quantidade de % Escolas 1. Quanto ao Local de Funcionamento Funcionando em prédio escolar 54 62,79 Funcionando em outros prédios 10 11,63 2. Quanto às dependências existentes Com Secretaria 55 63,95 Sala de professores 06 6,98 Diretoria 08 9,30 Almoxarifado 20 23,26 Cozinha 82 72,09 Depósito de alimentos 56 65,12 Cantina 37 43,02 Refeitório 02 2,33 Sala para TV - Biblioteca 0 1,16 Sala de leitura 12 13,95 Laboratório de informática E Parque infantil - Berçário - Quadra coberta 01 1416 “Quadra descoberta 14 16,28 Sanitários dentro do prédio 87 100,00 Sanitários adequados à pré-escola 06 6.98 3. Quanto ao equipamento Fogão industrial 8 94,19 Fogão doméstico 02 2,33 Geladeira 10 11,63 Freezer 0 1,416 Filtro 86 100,00 Liquidificador 20 23,26 Videocassete 14 16,28 Aparelho de TV 22 25,58 Antena parabólica 10 11,63 Ventilador Aparelho de som Microcomputador pentium ou equivalente Microcomputador 486/386 Impressora 4. Suporte Energia elétrica Linha telefônica exclusiva para internet Abastecimento de água Rede Pública Cacimba/Poço Rio Esgoto Sanitário Fossa Destino do lixo Coleta Queima Joga em outras áreas Programas Federais Renda Minima Programa Dinheiro Direto na Escola Programa Nacional de Transporte Escolar Programa Nacional de Biblioteca Escolar Outros Programas Municipais Programa de Alimentação Escolar FONTE: Secretaria de Educação do Ceará/Censo Escolar 27 01 01 01 86 Val 66 86 14 36 40 62 37 27 01 17,44 31,40 1416 1,16 1,16 100,00 24,42 76,74 465 100,00 16,28 41,86 46,51 72,09 51,16 43,02 31,40 1,16 EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil, por ser a primeira parte da vida escolar da criança, ocupa especial atenção para as particularidades dessa faixa etária pois as primeiras experiências da vida são as que marcam mais profundamente as pessoas. Grandes avanços têm sido obtidos pelas ciências nos últimos anos em relação ao desenvolvimento nessa faixa etária, o que tem possibilitado à pedagogia o desenvolvimento de uma reflexão sobre a sua prática e a definição de procedimentos mais adequados para oferecer às crianças interessantes, desafiantes e enriquecedoras oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem. É uma afirmação comum dizer que “A educação infantil inaugura a educação da pessoa”. O Plano Nacional de Educação estabeleceu como uma das metas para este nível de ensino que “todos os Municípios tenham definido sua política para a educação infantil, com base nas diretrizes nacionais, nas normas complementares estaduais e nas sugestões dos referenciais curriculares nacionais”. SITUAÇÃO NO MUNICÍPIO DE AMONTADA O Município de Amontada já apresenta avanços na oferta deste nível de atendimento: os professores são graduados e a oferta de matrícula abrange tanto pré-escola quanto creches. Entretanto, ainda não é satisfatória a qualidade nessa oferta à medida que, várias prerrogativas para isso não são plenamente atendidas, entre as quais a adequação fisica dos prédios, o número de vagas não atingir a possivel demanda populacional. Alguns fatores precisam ser verificados no planejamento dessa oferta. Um deles é a tendência de crescimento da população que, de acordo com a tabela abaixo vem caindo percentualmente ao longo da última década. População de 0 a 6 anos ANO 1991 ANO 2000 Faixa Etária Absoluta Percentual Absoluta Percentual Até 1 ano 742 2,95 797 2,46 1a3anos 2485 9,88 2451 7,58 4 anos 867 3,45 895 2, 5 anos 836 3,32 948 2,93 6 anos 887 3,53. 964 2,98 População Total 25.161 32.333 Por outro lado, a oferta de vagas mesmo não sendo suficiente, tem oscilado ao longo dos últimos anos. De acordo com o que expressam os dados na tabela seguinte, houve uma queda nessa oferta notadamente para crianças de 3 anos bem como uma pequena redução na ampliação que vinha acontecendo para o atendimento na faixa que vai de 4 a 6 anos. Isso pode ser uma consequência da adoção do ensino fundamental de nove anos que trouxe para esse nivel as crianças com 6 anos. Evolução da Matricula na Educação Infantil em Amontada ANO CRECHES PRÉ-ESCOLA MATRÍCULA | TURMAS MATRÍCULA | TURMAS 2000 314 08 825 23 201 | 30 14 E 46 2002 43 | 19 1342 67 2003 369 12 1222 57 [2004 220 07 1044 37 FONTE: Censo Escolar MEC Matrícula por Idade na Educação Infantil - Rede Municipal Idade 2001 2002 2003 2004 Menor de 3 anos 24 38 - - 3 anos | m 375 364 220 4anos 413 609 559 490 5 anos 480 | 73 668 554 6anos 178 E - - FONTE: Censo Escolar MEC Outro fator a observar em relação a este nível são os dados referentes ao movimento final demonstrado conforme os dados seguintes, onde é possivel verificar que o afastamento por abandono, mesmo ainda sendo preocupante, vem reduzindo ao longo dos anos. Matrícula Final na Educação Infantil - Rede Municipal 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 20040) Admitidos após o censo 72 18 22 5 Afastados por Abandono 223 92 104 83 Transferidos 16 8 1 21 Matricula Final 959 1204 1649 1135 Fonte: Censo Escolar (*) Dados ainda não divulgados Observando os dados seguintes, poderemos concluir que a taxa de escolarização liquida na educação infantil vem caindo nos últimos anos, o que demonstra a necessidade de empreender um grande esforço para que as metas do Plano Nacional que propõem “Ampliar a oferta de educação infantil de forma a atender, em cinco anos, a 30% da população de até 3 anos de idade e 60% da população de 4 e 6 anos (ou 4 e 5 anos) e, até o final da década, alcançar a meta de 50% das crianças de 0 a 3 anos e 80% das de 4 e 5 anos” e “Adotar progressivamente o atendimento em tempo integral para as crianças de 0 a 6 anos” possa ser realizadas no Município. TAXA DE ESCOLARIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM AMONTADA POPULAÇÃO ESCOLARIZAÇÃO População | Tide Escolartzação a ANO | pegasAnos | pra | ui desar a Forade cuida | anos | Bra | Linda | Mei. | Fato | Mate. | Fara 2000 3.248 9,7 55| 2807] 299) 299] 314] 433 825 0,0 2001 3.338 | 125 81] 2885] 338] 336] 379| 393 907 0,0 2002 3.399] 12,7 125| 2938] 47,6| 476] 413 0,0 | 1.342 0,0 2003 3469] 11,3 11.0] 2999] 432] 432] 369 14| 1.222 0,0 2004 3.541 70 67] 3059) 377] 374] 220 0,0) 1.044 0,0 Fonte: CREDE 02 Taxa de Escolarização Líquida de 0a 3e 4a 6 Anos 2000 a 2004 Define-se: E TAXA DE ESCOLARIZAÇÃO BRUTA É arelação entre o total de matricula e a população da faixa etária adequada a este nível de ensino. TAXA DE ESCOLARIZAÇÃO LÍQUIDA É a relação entre a matricula na faixa etária adequada e a população dessa faixa etária. Diante dessa realidade, torna-se imperiosa a definição de uma Política para o desenvolvimento da Educação infantil de modo que possa ser assegurada a expansão na oferta, a garantia de prédios com padrões mínimos de funcionamento, a articulação entre os diferentes setores e as demais garantias de qualidade neste atendimento. OBJETIVO 1 - GARANTIA DOS PADRÕES MÍNIMOS PARA O FUNCIONAMENTO DA REDE DE EDUCAÇÃO INFANTIL São Metas do Plano Nacional: e Elaborar, no prazo de um ano, padrões mínimos de infra-estrutura para o funcionamento adequado das instituições de educação infantil (creches e pré-escolas) públicas e privadas, que, respeitando as diversidades regionais, assegurem o atendimento das caracteristicas das distintas faixas etárias e das necessidades do processo educativo quanto a: a) espaço interno, com iluminação, insolação, ventilação, visão para o espaço externo, rede elétrica e segurança, água potável, esgotamento sanitário; b) instalações sanitárias e para a higiene pessoal das crianças; c) instalações para preparo e/ou serviço de alimentação; d) ambiente interno e externo para o desenvolvimento das atividades, conforme as diretrizes curriculares e a metodologia da educação infantil, incluindo o repouso, a expressão livre, o movimento e o brinquedo; e) mobiliário, equipamentos e materiais pedagógicos; f) adequação às caracteristicas das crianças especiais Em Amontada ainda existe uma precariedade bastante presente na rede fisica onde funcionam as creches e pré-escolas. São comuns a existência de salas funcionando em espaços inapropriados tais quais casas cedidas/alugadas com pouco espaço físico e precárias condições de higiene, ventilação, iluminação e equipamentos. Uma proposta feita pelos educadores da rede deverá contemplar a construção de creches com modelo padrão nas sedes dos distritos e na sede municipal que possam polarizar o atendimento, garantindo para isso, além do espaço adequado, o atendimento qualificado e a garantia do acesso a través do transporte escolar. Essa medida, com certeza, deverá auxiliar a racionalizar a distribuição da oferta com qualidade na rede de educação infantil municipal, reduzindo as escolas inadequadas e isoladas. Em paralelo, deverá ser realizado um levantamento fisico da rede objetivando planificar as intervenções de construção, reforma, ampliação e adequação de espaços. É importante considerar, nessas adequações, a implantação de espaços para lazer e repouso, higiene e adequação às necessidades especiais. Também deverá ser inserido no planejamento o equipamento de Parques infantis, brinquedotecas e bibliotecas infantis METAS AÇÕES Construção de Unidades de Educação Infantil e Elaboração de Projetos de construção padronizadas nas sedes dos distritos e Sede que contemplem a padronização no que Municipal diz respeito às condições mínimas definidas e Adequação da Rede de Transporte Escolar para a clientela da faixa etária Adequação dos espaços existentes nas| e Elaboração do Levantamento da | localidades situação fisica e dos Projetos de Adequação e Realização das Intervenções Fisicas OBJETIVO 2 - APERFEIÇOAR A PRÁTICA PEDAGÓGICA NAS UNIDADES DE EDUCAÇÃO INFANTIL A qualidade no atendimento da educação infantil envolve a oferta de serviços que reúnam o educar e o cuidar, o que constitui a essência do trabalho pedagógico neste nível da educação básica. Para isso é uma das metas: Assegurar que, em três anos, todas as instituições de educação infantil tenham formulado, com a participação dos profissionais de educação neles envolvidos, seus projetos pedagógicos. Em Amontada, nenhuma escola de Educação Infantil possui seu projeto político- pedagógico elaborado. Isso demonstra uma carência grave na política em desenvolvimento à medida que não se explicita com clareza qual o propósito e quais as orientações pedagógicas para este nível de ensino. Por outro lado, a formação inicial do educadores vem se comportando, no Município, de acordo com os dados expresso na tabela abaixo, o que indica que há uma preocupação com a busca da habilitação necessária para atuação no sistema. Isso não implica, entretanto, que essa formação venha a suprir as necessidades especificas para atuar na educação de crianças abaixo dos seis anos. Situação na Rede Municipal Formação [ 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 Fundamental Incompleto 19 10 06 06 - Fundamental completo 16 100 = 04 02 Magistério Completo 82 42 | 88 107 47 Outra formação Médio - 13 15 = 02 Superior com Licenciatura 05 48 59 49 21 TOTAL | 122 [123 [168 | 160 | 72) Desse modo, além da formulação dos projetos politico-pedagógicos, também será necessário o seu acompanhamento, a formação continuada dos educadores, a garantia dos recursos didáticos necessários e a articulação com os demais setores envolvidos. Para que isso aconteça, deverá ser realizada uma capacitação dos profissionais diante dos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação infantil, de modo que os mesmos possam orientar seus projetos pedagógicos a partir das orientações contidas nestes referenciais. A formação continuada deverá prosseguir diante das necessidades específicas para este atendimento Em seguida, caberá uma capacitação aos técnicos que irão orientar a elaboração das propostas onde deverão também ser capacitados para a definição de um sistema de acompanhamento e supervisão. 18 METAS AÇÕES Todas as Escolas de Educação infantil deverão ter o seu projeto Político Pedagógico elaborado nos primeiros dois anos de vigência do Plano e Capacitação de Professores e Capacitação de Técnicos Orientadores e Elaboração dos Projetos Políticos Pedagógicos e Acompanhamento dos PPP Todos os Professores de Educação infantil deverão ser capacitados diante dos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e Capacitação dos Professores diante dos RCN e Formação continuada dos educadores para as necessidades especificas do atendimento e Formação continuada para a educação inclusiva dos portadores — de necessidades especiais A Rede de Educação infantil deverá ter sua sistemática de acompanhamento desenvolvida e implantada até o terceiro ano da vigência deste e Realização de sessões de estudo e discussão e Formatação de uma sistemática de Plano acompanhamento pedagógico e Desenvolvimento do acompanhamento . pedagógico O Município deverá definir uma Política de e Revisão do Plano de Cargos e Carreira Valorização para os Profissionais de Educação do Magistério Infantil até o terceiro ano deste Plano e Definição de uma Política de Valorização do Magistério contemplando os profissionais da educação infantil OBJETIVO 3 —- TORNAR EFICIENTE A ARTICULAÇÃO INTERSETORIAL NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Já é de conhecimento comum o fato de que a educação infantil reúne as ações de cuidar e educar e que isso exige um articulação com os demais setores da sociedade que têm atuação junto a essa faixa etária. Isso significa que é uma meta a ser perseguida a formação de parcerias duradouras com os setores de saúde e assistência social tanto da rede pública quanto das organizações não governamentais existentes no Municipio. Em Amontada já existe uma Comissão Municipal de Educação Infantil que reune, além do setor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, também membros do COMDICA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), CMAS (Conselho Municipal de Assistência Social) e Comissão de Prevenção aos Maus tratos à Criança e ao Adolescente. Embora a referida comissão venha demonstrando esforços no sentido de atingir os propósitos de integração intersetorial, ainda é necessário que os seus membros sejam mais bem engajados e que os gestores das respectivas áreas possam dar maior atenção aos seus trabalhos. Outra meta a perseguir nessa articulação é relacionada à integração de programas e projetos inter setoriais , voltados para o desenvolvimento de ações sócio-educativas para crianças e suas famílias e otimização dos programas de apoio às famílias em situação de risco social. O Programa Saúde da Familia poderá ser um grande alavancador nessa integração intersetorial, na medida em que possui uma capilaridade no Município e já dispõe de uma rede de atendimento que permite chegar até às famílias envolvidas as ações que poderão ser propostas. O Plano Nacional da Educação propões como meta “Estabelecer, até o final da década, em todos os Municípios e com a colaboração dos setores responsáveis pela educação, saúde e assistência social e de organizações não-governamentais, programas de orientação e apoio aos pais com filhos entre O e 3 anos, oferecendo, inclusive, assistência financeira, jurídica e de suplementação alimentar nos casos de pobreza, violência doméstica e desagregação familiar extrema” , o que deverá ser alcançado a partir dos esforços realizados em busca da articulação acima descrita. METAS AÇÕES Formação de parcerias duradouras com os e Capacitação dos Membros da Comissão setores de saúde e assistência social tanto da de desenvolvimento Infantil rede pública quanto das organizações não e Desenvolvimento de projeto de governamentais existentes no Município. sensibilização institucional para a importância do trabalho parceiro e Definição de programa de ação comum entre os diferentes setores Integração de programas e projetos inter e Elaboração e desenvolvimento de setoriais , voltados para o desenvolvimento de projetos de desenvolvimento social para ações sócio-educativas para crianças e suas famílias em situação de risco, realizados famílias e otimização dos programas de apoio de maneira intersetorial às famílias em situação de risco social e Acompanhamento e Controle dos Programas e projetos em desenvolvimento e Garantir a alimentação escolar para as crianças atendidas na educação infantil, nos estabelecimentos públicos e conveniados, através da colaboração financeira da União e dos Estados OBJETIVO 4 - DESENVOLVER A GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO INFANTIL A gestão da rede municipal de educação infantil deverá perseguir o funcionamento em teia onde a informação possa fluir de maneira rápida, garantindo a eficiência nas ações e a possibilidade de respostas imediatas, seguindo os princípios da eficiência, da descentralização e da democracia. 20 Para que isso aconteça será necessário estabelecer parâmetros de qualidade dos serviços de educação infantil, como referência para a supervisão, o controle e a avaliação, e como instrumento para a adoção das medidas de melhoria da qualidade. Outra ação a ser realizada diz respeito à seleção e formação dos gestores , de modo que os mesmos possam desenvolver as ações necessárias para uma boa gestão da rede municipal de educação infantil. Também deverá constituir-se em uma meta a ser perseguida, a implantação de conselhos escolares e outras formas de participação da comunidade escolar e local na melhoria do funcionamento das instituições de educação infantil e no enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos. METAS AÇÕES Parâmetros de Qualidade Definidos até o e Definição dos Parâmetros de Qualidade segundo ano do Plano na Educação infantil e Desenvolvimento e implementação da sistemática de Acompanhamento Todas as Escolas de Educação infantil deverão e Definição do processo de seleção e ter constituídos mecanismos de gestão formação continuada dos gestores compartilhada com a sociedade até o final da e Implantação, acompanhamento e vigência do Plano reforço às ações de conselhos escolares e/ou agremiações similares 2! ENSINO FUNDAMENTAL De acordo com a Constituição Brasileira, o ensino fundamental é obrigatório e gratuito. O art. 208 preconiza a garantia de sua oferta, inclusive para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. E básico na formação do cidadão, pois de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu art. 32, o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo constituem meios para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de se relacionar no meio social e político. É prioridade oferecê-lo a toda população brasileira. O Plano Decenal de Educação Nacional estabelece que nos cinco primeiros anos de sua vigência, o ensino fundamental deverá atingir a sua universalização, sob a responsabilidade do Poder Público, considerando a indissociabilidade entre acesso, permanência e qualidade da educação escolar. O direito ao ensino fundamental não se refere apenas à matrícula, mas ao ensino de qualidade, até a conclusão. Para tanto, propõe como metas a alcançar: e Universalizar o atendimento de toda a clientela do ensino fundamental, no prazo de cinco anos a partir da data de aprovação deste plano, garantindo o acesso e permanência de todas as crianças na escola, estabelecendo em regiões em que se demonstrar necessário programas específicos , com a colaboração da União e dos Estados. e Ampliar para nove anos a duração do ensino fundamental obrigatório com início aos seis anos de idade, à medida que for sendo universalizado o atendimento na faixa de 7 a 14 anos. e Transformar progressivamente as escolas uni docentes em escolas de mais de um professor, levando em consideração as realidades e as necessidades pedagógicas e de aprendizagem dos alunos. e Associar as classes isoladas uni docentes remanescentes a escolas de, pelo menos, quatro séries completas. e Assegurar, dentro de três anos, que a carga horária semanal dos cursos diurnos compreenda, pelo menos, 20 horas semanais de efetivo trabalho escolar. e Eliminar a existência, nas escolas, de mais de dois turnos diurnos e um turno noturno, sem prejuizo do atendimento da demanda. e Proceder a um mapeamento, por meio de censo educacional, das crianças fora da escola, por bairro ou distrito de residência e/ou locais de trabalho dos pais, visando localizar a demanda e universalizar a oferta de ensino obrigatório. No Município de Amontada, a taxa de escolarização liquida já alcançou a sua universalização, como se pode observar nos dados que são expostos abaixo. 22 População de 7 a 14 anos e matrícula do Ensino Fundamental Total e de 7 a 14 anos 2000-2004 2000 7.292 11.909 7.904 |1633] 1084 2001 7496 11.945 7.936 [1594] 1059 2002 7.633 11.801 8.270 [1546] 1083 2003 TIN 11.581 8.226 | 1486] 105,6 2004 7.950 11.416 8.001 [143,6] 100,6 Fonte: SEDUC/CREDE 02 Matrícula do Ensino Fundamental na rede Municipal 2000-2004 Matrícula no Ensino Fundamental Rede Municipal Número de Escolas do Ensino Fundamental na rede Municipal Número de Escolas no Ensino Fundamental | Rede Municipal 2001 57 0,00 2002 58 1,75 2003 58 0,00 2004 58 0,00 Mesmo tendo atingido a universalização do atendimento, o mesmo ainda apresenta problemas que deverão ser corrigidos em nome da qualidade do ensino ofertado, entre os quais: 23 Existências de salas multi-seriadas Professores polivalentes nas series de 5. a 8º. Timida implantação do ensino fundamental de 9 anos Acompanhamento e monitoramento do atendimento precário Baixa qualidade em programas de apoio (transporte escolar e merenda) Insatisfações do magistério com relação à remuneração e à jornada de trabalho Resultados escolares preocupantes Alta distorção idade série Escolas sem projeto político pedagógico definido Inadequação de alguns espaços fisicos Carências fisicas e materiais nas unidades escolares Baixa participação da sociedade na gestão educacional ecc... o o 0 0 € Diante dos problemas expostos, este Plano propõe para o alcance das metas de ampliação da carga horária, da implantação do turno integral e da garantia de acesso, permanência e qualidade no ensino fundamental do Município de Amontada, os seguintes objetivos, metas e ações: OBJETIVO 5 - GARANTIR OS PADRÕES MÍNIMOS PARA O ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO ESCOLAR Em Amontada ainda existe a necessidade de construção de mais vinte e cinco salas de aula, além de ... de acordo com a demanda abaixo expressa: . . Escola | Localidade Construções Demandadas Dr. Perilo Teixeira! Mosquito 01 sala — 01 Secretaria Dr. Rigoberto Romero de Barros / Lagoa do Jardim 01 sala Francisco José Magalhães / Arengas | 01 sala Jonas Pereira Azevedo / Moitas 01 sala 01 Secretaria Raimunda Menezes Parente / Jurema 01 Sala Cirilo Gomes Garcez / Nascente 01 Secretaria José Coelho de Morais / Trinta e Nove 01 Sala Professora Luiza Teles - Aracatiara 01 Secretaria João Rodrigues de Melo — Campo Grande 01 Sala Antônio Damião Neto - Varjota 01 sala Antônio Elizeu de Barros - Cabatã 01 Sala Domingos Carlos Damasceno - Pacovas 01 Sala Edgar Flor dos Santos - Freixeiras 01 Sala Edimilsom Cardoso - Tucuns 01 Sala Eudes dos Santos Melgaço - Rodela 01 Sala Francisco Estevão de Assis - Sabiaguaba 01 Secretaria João Batista de Lima — Córrego das Moças 01 Sala Miranda 01 Escola de 02 salas Centro 01 Escola de 04 salas Buenos Aires 01 Escola de 03 salas Patos Bela Vista 01 Escola de 02 salas 24 Na fase de elaboração deste plano também foram identificadas diversas necessidades de recuperação, reforma, adequação entre outras interferências físicas, o que aponta para a necessidade de um estudo pormenorizado em relação à rede fisica do município de modo a identificar as intervenções urgentes e de médio prazo para que se estabeleçam as condições fisicas necessárias, a distribuição racional da oferta de vagas e a adequação das escolas, de modo que se atinja a meta proposta para a nação brasileira que é a de assegurar que todas as unidades escolares possam garantir padrões mínimos de funcionamento observando os oito itens seguintes: a) Espaço, iluminação, insolação, ventilação, água potável, rede elétrica, segurança e temperatura ambiente; Recomendações neste sentido são feitas no sentido de que as adequações e novas construções sigam as orientações da arquitetura tradicional da região de modo a aproveitar melhor a luminosidade e ventilação existente, o acesso e os devidos cuidados com as fontes hidricas e o aproveitamento da infra-estrutura já existente. Convém observar que muitas escolas demandam a pintura das paredes, construção de muros e reparos nas redes elétricas e hidráulicas. b) instalações sanitárias e para higiene; Todas as unidades escolares dispõem de sanitários dentro dos prédios, entretanto não há dados suficientes para verificar suas atuais situações em relação à existência de chuveiros e pias nessas dependências. No entanto, observando a forma do abastecimento hidráulico expresso nos dados abaixo é possível inferir a precariedade nas condições exigidas, o que deverá orientar o Municipio a buscar alternativas para a ampliação, não apenas das instalações sanitárias mas, Sobretudo, do abastecimento da água nas mesmas. Abastecimento de água No. de Escolas Percentual Rede Pública 21 24,42 Cacimba/Poço 66 76,74 Rio 04 465 c) Espaços para esporte, recreação, biblioteca e serviço de merenda escolar; Em relação a essa exigência, a situação do Município é expressa pelos dados seguintes: Espaço/Equipamento No. De Escolas Percentual Quadra coberta 0 1,16 Quadra descoberta 14 16,28 Almoxarifado 20 23,26 Cozinha 82 72.09 Depósito de alimentos 56 65,12 Cantina 37 43,02 Refeitório 02 2,33 25 Sala para TV . E Biblioteca 01 1,16 Sala de leitura 12 13,95 Laboratório de informática - - Parque infantil - - É possivel constatar a precariedade das escolas diante de espaços e equipamentos de lazer e de reforço cultural. Já com relação aos serviços de alimentação escolar, os equipamentos atingem a quase totalidade dos prédios públicos, havendo reivindicações relacionadas á melhoria na qualidade do serviço e dos produtos. Tal realidade aponta para a necessidade de investimos na construção de quadras esportivas e outros equipamentos de lazer, esporte e reforço cultural nas unidades ou em pólos que possam servi-las. d) adaptação dos edifícios escolares para o atendimento dos alunos portadores de necessidades especiais; Não existem dados que comprovem que os prédios escolares estão adaptados às pessoas portadores de necessidades especiais, devendo ser realizado um estudo pormenorizado, não apenas da rede fisica, mas da potencial demanda e especificidades para a referida adequação. Entretanto, já é recomendável inserir neste estudo e em projetos de novas construções, a implantação de rampas de acesso, o alargamento de portas e a adequação de sanitários para pessoas com dificuldades na locomoção. e) atualização e ampliação do acervo das bibliotecas; Apenas uma escola da rede possui Biblioteca, enquanto que doze outras possuem salas de leitura. Será necessário prever recursos orçamentários para a ampliação deste serviço bem como o desenvolvimento de campanhas junto à sociedade para o abastecimento de novos títulos e de periódicos. f) mobiliário, equipamentos e materiais pedagógicos; Em relação a este item será necessário desenvolver um programa de acompanhamento sistemático ao patrimônio de modo que eventuais perdas possam ser evitadas através de uma manutenção permanente, reforço na segurança dos prédios e aquisições permanente de móveis e equipamentos indispensáveis ao bom trabalho nas unidades. Mobiliário/Equipamentos seotas figa os Perceniial Fogão industrial 81 94,19 Fogão doméstico 02 2,33 Geladeira 10 11,63 Freezer 01 1.16 Filtro 86 100,00 26 Liquidificador 20 23,26 Videocassete 14 16,28 Aparelho de TV 22 25,58 Antena parabólica 10 11,63 Ventilador 15 17,44 Aparelho de som 27 31,40 9) telefone e serviço de reprodução de textos; Nenhuma escola possui linha telefônica que permita o desenvolvimento da inclusão digital a partir da escola. Também não há serviços de reprografia que permitam reduzir o tempo do professor na preparação das tarefas que necessitam de textos e/ou outros impressos. Portanto, é necessário estabelecer como meta que, pelo menos nas escolas sediadas nas vilas sedes de distrito, bem como na sede do municipio, possam vir a ter acesso à rede mundial de computadores seja via telefonia, seja por outras tecnologias em desenvolvimento. Também deverá ser estabelecido, como meta a aquisição de máquinas copiadoras nas escolas de maior porte, de modo a reduzir esforços dos profissionais com essa etapa de preparação. h) informática e equipamento multimídia para o ensino. De acordo com o censo escolar de 2004, apenas uma escola possui computador e utiliza-o apenas para serviços administrativos. Diante da conjuntura tecnológica atual, atrasar a inclusão digital dos alunos é condenar toda uma geração do municipio a ficar a margem dessa linguagem contemporânea, o que urge medidas no sentido de garantir espaços onde essa ferramenta possa ser apreendida e incorporada nos procedimentos educacionais do municipio. De posse com esse estudo — o qual deverá ser realizado em um prazo curto, já no primeiro ano da vigência do plano — buscar-se-ão os recursos financeiros necessários para o alcance da meta proposta, incluindo as ações nos respectivos planos plurianuais e na busca de parcerias com os demais entes federativos. METAS AÇÕES Dotar as unidades escolares com os padrões e Realização de estudo pormenorizado da minimos necessários, construindo, ampliando e real situação fisica da rede escolar adequando as unidades escolares previstas e Definição de Plano de ação visando à adequação, construção, ampliação e equipamento seguindo as orientações contidas neste plano OBJETIVO 6 - MELHORAR OS RESULTADOS ESCOLARES Os dados apostos a seguir, expressam os resultados que estão sendo alcançados pelo Município de Amontada nos últimos anos. 27 Movimento e Rendimento do Ensino Fundamental na rede Municipal Movimento e Rendimento no Ensino Fundamental Rede Municipal 2000 69,6 15.9 145 2001 701 144 15,6 2002 71,8 13,6 146 2003 73,6 129 13,4 Observando os números referentes ao rendimento escolar vê-se que a reprovação ainda é um fator de estrangulamento na rede de ensino o que tem contribuído para a preservação de uma alta taxa de distorção na relação idade série como se verá a seguir. Avaliar suas causas deverá ser um dos objetivos para correção neste fator perverso que afeta negativamente a vida dos alunos, o desempenho do sistema e o desenvolvimento municipal. Também será necessária uma avaliação mais aprofundada nas causas do abandono nas escolas da rede municipal de Amontada tendo por referência o alto índice em que isso ainda ocorre, principalmente na oitava série, etapa conclusiva deste nível, No entanto , mais grave ainda são os resultados expressos nas primeiras séries, cujo fracasso escolar chega próximo a 30 %, o que requer ações urgentes quanto às modificações na prática pedagógica nestas séries. MOVIMENTO E Rendimento por Série em 2003 SÉRIE É ABANDONO APROVADOS REPROVADOS Absoluto Percentual Absoluto Percentual Absoluto Percentual 48 161 10,75 1038 69,34 298 19,91 an 99 6,99 1028 72,60 289 20,41 se 142 9,59 1095 73,99 243 16,42 4º. 146 10,22 1062 74.32 221 15,47 sa. 273 17,14 1093 68,48 230 14,41 E 200 14,43 1090 78,64 96 6,93 78 130 13,28 798 81.51 51 S21 Le 231 25,47 669 73,76 07 0,77 TOTAL 1382 12,93 7873 73,65 1435 13,42 28 Entre as medidas que poderão ser tomadas para reduzir estes resultados negativos estão: capacitação de professores alfabetizadores, capacitação especifica para as séries de 5º. a 8º. reordenamento de uma proposta pedagógica que envolva currículo e sistemática de avaliação, e desenvolvimento de projetos de apoio ao reforço escolar e desenvolvimento de atividades artísticas, esportivas e culturais nas escolas recuperação de estudos paralela ao longo do ano Distorção Idade/Série do Ensino Fundamental na rede Municipal Distorção Idade/Série no Ensino Fundamental Rede Municipal 2000 5.571 546 2001 5.463 51,6 2002 4.969 46,7 2003 4.631 43,5 2004 3.846 36,3 É possível observar que a distorção na relação idade-série vem sendo reduzida ao longo dos anos, resultado do esforço que o Município vem desenvolvendo neste sentido. Entretanto ainda existem muitos alunos além da faixa etária adequada nas escolas de Amontada. Avaliações feitas durante a oficina de planificação apontam como outras causas, além das já identificadas, o preconceito existente com relação aos programas de Educação de Jovens e Adultos, que poderia absorver alunos já adultos que se encontram matriculados nas classes do ensino fundamental regular. DISTORÇÃO IDADE SÉRIE - 2003 SÉRIE DISTORÇÃO Absoluto | Percentual Es 206 113 2. 355 28,5 3 367 30,8 2 473 36,4 E 582 45,5 6. 563 50.8 7 484 457 8. 619 63,4 29 METAS AÇÕES Reduzir a Evasão Escolar para menos de 5 % até o 5º ano deste Plano Desenvolvimento e Adequação da proposta Politico-pedagógica do Município contemplando a estruturação curricular e definição da sistemática de avaliação e acompanhamento Capacitação continuada dos profissionais Desenvolvimento de programas culturais — artísticos — esportivos vinculados à escola. Reduzir a Reprovaç: escolar para menos de 3 % até o 5º. Ano deste Plano Capacitação dos professores em áreas específicas Desenvolvimento de uma sistemática de avaliação que permita identificar e agir com mais presteza sobre as dificuldades na aprendizagem Estabelecimento de um Programa de Avaliação de Desempenho que permita colher os dados para subsidiar o planejamento da rede. Assegurar a elevação progressiva do nivel de desempenho dos alunos mediante a implantação, em todos os sistemas de ensino, de um programa de monitoramento que utilize os indicadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica e dos sistemas de avaliação dos Estados que venham a ser desenvolvidos Realização de Verificações padronizadas de aquisição dos objetivos mínimos de aprendizagem por série Planejamento das interferências diante da avaliação dos resultados Reduzir a Distorção idade Série para menos de 10 % até o final da vigência deste plano Ampliação da Educação de Jovens e Adultos para as turmas de 5º. a 8º. Série Desenvolvimento de Classes de Aceleração de Aprendizagem OBJETIVO 7 - APERFEIÇOAR A PRÁTICA PEDAGÓGICA A prática pedagógica prerrogativa dos profissionais que atuam no ensino, é reforçada com as ações de gestão e complementada pelos suportes necessários à prática no cotidiano escolar. Para que a mesma possa acontecer, torna-se necessária uma capacitação permanente dos educadores, embasada na formulação de uma proposta pedagógica clara que contemple a 30 organização curricular em adequação às demandas para o desenvolvimento sustentável do Município. A capacitação dos educadores também precisa contemplar o reforço em áreas de estudo que apresentam resultados críticos vem como daquelas que vêm sendo relegadas à categoria de pouca importância tais como o estudo da Arte, da Educação Fisica e da Lingua Estrangeira. Essa proposta deverá incluir ainda a reorganização específica do ensino rural diante das particularidades locais, prevendo formas mais flexiveis de organização escolar bem como a inserção das temáticas transversais essenciais à educação cidadã: maio ambiente, saúde, sexualidade, ética e respeito à diversidade. Também será necessário ampliar a capacitação dos profissionais diante da educação inclusiva dos portadores de necessidades especiais, demanda que está sendo ampliada pela pressão que ora exerce a sociedade neste sentido. METAS AÇÕES O Municipio deverá desenvolver sua proposta político pedagógica até o segundo ano da vigência deste plano Realização de momentos de estudo e capacitação voltados par o desenvolvimento da proposta político- pedagógica Sistematização da Proposta O Município deverá desenvolver um programa de formação continuada Capacitação permanente dos educadores diante das necessidades especificas verificadas O Município deverá desenvolver um programa de monitoria e acompanhamento da implementação dos Projetos Pedagógicos | propostos Desenvolvimento da sistemática de monitoria e Acompanhamento w EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A Constituição Federal determina como um dos objetivos do Plano Nacional de Educação a integração de ações do poder público que conduzam à erradicação do analfabetismo (art. 214, |). Trata-se de tarefa que exige uma ampla mobilização de recursos humanos e financeiros por parte dos governos e da sociedade. Os déficits do atendimento no ensino fundamental resultaram, ao longo dos anos, num grande número de jovens e adultos que não tiveram acesso ou não lograram terminar o ensino fundamental obrigatório. Embora tenha havido progresso com relação a essa questão, o número de analfabetos é ainda excessivo e envergonha o País: atinge 16 milhões de brasileiros maiores de 15 anos. O analfabetismo está intimamente associado às taxas de escolarização e ao número de crianças fora da escola. Uma concepção ampliada de alfabetização, abrangendo a formação equivalente às oito séries do ensino fundamental, aumenta a população a ser atingida. Em Amontada o Município vem avançando na oferta dessa modalidade de ensino, apontado para os seguintes resultados: Expansão do Programa Ampliação e Capacitação permanente dos professores Ampliação para o segundo segmento (5º.e 6º. Ano) Aprovação de projeto para criação de um CEJA Acompanhamento pedagógico em desenvolvimento Embora alguns aspectos no funcionamento dessa modalidade sejam animadores — presença expressiva dos educadores nas reuniões e capacitações - ainda é alta a população analfabeta no Município. Percentual da População Analfabeta — 1991-2000 Faixa Etária 1991 2000 7a 14 Anos 46,18 29,37 | > 15 Anos 49,5 36,57 FONTE: PNUD Evolução das Matrículas Matrículas 2001 2002 2003 2004 Alfabetização | Turmas 10 - - - Matricula 233 - - - 1.2 4º. Turmas 26 54 75 86 Matrícula 789 1549 1885 “1983 5.a8º. | Turmas - - o Ca Matrícula E - - TOTAL Turmas 36 54 75 86 Matricula 1022 1549 1885 1983 32 Matrícula por Idade na EJA Faixa Etária 2001 2002 2003 2004 < 15 anos 9 8 1 12 15-17 42 0 69 62º | 18-24 158 238 283 240 | 58 145 20 | 257 264 L 30-34 144 239 244 281 35-39 154 199 255 252 > 370 586 776 872 Outros problemas são apresentados no desenvolvimento dessa modalidade: e Não há um compromisso em boa parte dos diretores da escolas Evasão alta Desvalorização e preconceito pela modalidade Atraso nas verbas dificultando pagamento de salários, merenda e material didático Problemas de deficiências visuais de alunos Falta incentivos para os alunos Em algumas escolas falta apoio de auxiliares de serviços. Além disso, também deverá ser perseguida uma formação especifica que contemple os aspectos da andragogia e a vinculação desse ensino com a preparação para o mercado de trabalho. OBJETIVO 8 - GARANTIR A EDUCAÇÃO PARA JOVENS E ADULTOS AMPLIANDO A OFERTA Ampliar o atendimento às crianças portadoras de necessidades especiais garantindo o atendimento adequado diante de suas necessidades nas unidades escolares. Deverão ser metas para o desenvolvimento dessa modalidade: METAS AÇÕES Ampliação da oferta de Educação de Jovens e Adultos incentivando o aumento da demanda para a redução do analfabetismo e Estruturação de um setor próprio para a modalidade e Formação específica para os professores e Ampliação da oferta de EJA para o | ensino médio | e Desenvolvimento de um programa de apoio à superação das deficiências visuais dos alunos e Inclusão do EJA no cotidiano escolar. EDUCAÇÃO ESPECIAL Essa modalidade no Municipio ainda é bastante incipiente. Houve um incentivo à matricula e um levantamento de dados por ocasião do censo escolar e no ato da matrícula mas, pelo que se verifica, foi constatado que as crianças com necessidades especiais estão frequentando as escolas porém não há nenhum direcionamento pedagógico que facilite a sua aprendizagem. Em relação a isso, falta formação para os professores, estruturação fisica e instalações adequadas nas escolas , profissionais especializados na área (psicólogos, psico-pedagogos, psiquiatras), recursos financeiros e pedagógicos, parceria e articulação entre as secretarias de saúde, educação e assistência social; acompanhamento familiar e transporte escolar próprio. OBJETIVO 9 - AMPLIAR O ATENDIMENTO ÀS CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS NAS UNIDADES ESCOLARES. Diante da situação acima exposta é uma meta: METAS AÇÕES Levantamento de dados e informações e Realizar censo sobre as necessidades completas e fidedignas sobre a população a ser especiais no Municipio atendida até os seis primeiros meses do plano e Divulgar os resultados em um fórum . específico o Capacitar 80 % dos professores do ensino e Identificação das necessidades fundamental e educação infantil no prazo de específicas de capacitação cinco anos e Capacitação de professores e o servidores das unidades escolares Estabelecer, no prazo minimo de dois anos de e Levantamento das necessidades vigência deste plano, os padrões minimos de e Definição dos padrões infra-estrutura das escolas e iniciar a sua e Adequação da estrutura fisica das adequação o escolas | Implantação de um Centro de Apoio à Educação e Formar uma equipe de apoio com Especial até o sexto ano de vigência deste profissionais capacitados (psicólogo, Plano terapeuta ocupacional, etc.) e Equipar espaço para constituição do o centro de apoio o Estabelecer parcerias com organizações e Elaboração de projetos governamentais e não governamentais para a e Aquisição de materiais especificos slecuço de projetos de suporte à educação e Adaptação de transporte escolar especial | o O VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO De acordo com os dados abaixo é possível verificar a evolução no processo de formação do magistério municipal, atendendo às determinações legais Professores do Ensino Fundamental por Formação. 2001 2002 2003 2004 Fundamental Incompleto rá - - - Fundamental completo 16 - 1 - Médio com Magistério 72 109 103 137 Outra formação Média 19 18 2 18 Superior com Licenciatura 180 176 221 240 TOTAL Ê 294 303 327 395 FONTE: Censo escolar PROFESSORES - QUANTIDADE POR NÍVEL / MODALIDADE DE ATUAÇÃO - 2004 ESTADUAL MUNICIPAL PARTICULAR Creche - 25 1 Pré-Escolar - 47 5 Ensino Fundamental 28 305 4 Ensino Médio 7 - - EJA 8 88 - TOTAL 108 466 10 FONTE: Censo Escolar 2004 Entretanto, vários são os problemas que circundam a valorização do magistério municipal: e Excesso de professores no quadro e Plano de Carreira desatualizado e negociações empacadas e Inexistência de critérios que orientem a lotação dos professores e Capacitação ainda pouca diante das demandas surgidas (em especial com a educação especial) Salário sem reajuste durante muitos anos, ocasionando perdas salariais. e Poucos programas de apoio/ reforço à formação cultural do professor. OBJETIVO 10 : ASSEGURAR AS VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO METAS AÇÕES | Implantação de Política de Valorização do | e Realização de estudo para revisão do Plano Magistério Municipal de Carreira do Magistério valorizando a progressão via desempenho. e Implantação progressiva do turno integral para todos os profissionais da rede municipal de ensino garantindo jornada de trabalho integral com horas destinadas aos estudos, planejamentos e atividades extracurriculares. e Elevação gradativa da remuneração e a carga horária dos profissionais do magistério a partir de estudo pormenorizado associado ao | Plano de Carreira GESTÃO OBJETIVO 11 - DESENVOLVER A GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL Para que seja desenvolvida a gestão democrática preconizada na legislação educacional, torNA-se necessário desenvolver um sistema onde se promova a efetiva desburocratização e a sua descentralização, apoiados em sistemas de informação e de avaliação, bem como dos mecanismos que garantam a transparência e o controle social. O Municipio de Amontada já desenvolveu a implantação de unidades executoras que gerenciam os recursos do programa Nacional Dinheiro Direto na Escola, pôs em funcionamento o Conselho Municipal de Educação e os demais conselhos setoriais (Controle do FUNDEF e Merenda Escolar) e vem desenvolvendo a comunicação entre os membros da rede através da realização de Fóruns, Seminários e Oficinas Pedagógicas. Entretanto alguns entraves ainda são visíveis no avanço rumo à gestão descentralizada e democrática: e Os gestores escolares não são selecionados através de um processo bem definido, o que resulta na escolha de diretores sem a devida capacitação para a gestão escolar. e A autonomia administrativo-financeira das escolas ainda é pequena. Isso é expresso na ausência de participação dos diretores no processo de lotação dos professores e no desconhecimento das habilidades dos referidos professores quando são lotados nas unidades por eles geridas. Também é queixa corrente as dificuldades na gestão cotidiana em relação à inexistência de recursos para suprir pequenas necessidades do cotidiano escolar. e Os problemas decorrentes das dificuldades no programas de apoio refletem na boa gestão da escola. Assim é que os atrasos nos processos licitatórios, as inadequações em alguns veiculos da frota de transporte escolar, o atraso na entrega dos diários de classe, dos livros didáticos e a não existência de uma ajuda de custo para os deslocamentos dos profissionais comprometem aspectos da gestão pretendida. Não existe uma avaliação de desempenho profissional e nem institucional. Isso dificulta tomadas de decisão e impede o desenvolvimento de uma valorização mais clara das funções de magistério. A articulação da rede municipal com a rede estadual é precária, dificultando a tomada de medidas comuns, base para o desenvolvimento do Plano de Educação. As escolas não estão informatizadas e nem conectadas à rede mundial de computadores. Este fato, diante da velocidade atual da informação, tem colocado as escolas numa posição de atraso frente ao mundo real. As articulações internas da rede municipal ainda são precárias. As informações provenientes da Secretaria Municipal de Educação ainda não conseguiram a eficiência na sua veiculação, sendo elemento entravador na boa gestão da educação. A atuação dos conselhos escolares ainda é restrita à operação dos recursos do PDDE ficando sua atuação na gestão escolar muito aquém da real função destes organismos. Não existe ainda uma cultura de agremiações nas unidades escolares, o que dificulta a participação dos estudantes na sistemática de gestão educacional. Diante do diagnóstico atual será necessário um reforço maior do Município na busca do alcance das metas abaixo descritas: METAS AÇÕES Até o quarto ano do Plano, o Municipio deverá ter desenvolvido uma sistemática de gestão que contemple, entre outras medidas, o processo de seleção e acompanhamento dos gestores Realização de Fórum Permanente para definição da sistemática de gestão, acompanhamento e controle Definição da Politica de seleção, capacitação e avaliação dos gestores Até o final da vigência do Plano, o Município | deverá ter desenvolvido um programa de descentralização administrativo-financeira que possibilite às escolas gerenciarem seus próprios recursos Definição de um Programa de repasse financeiro para as escolas com sua respectiva sistemática de acompanhamento e controle Definição de procedimentos para lotação e remanejamento de professores com a participação direta dos gestores. O Municipio deverá estabelecer uma sistemática de avaliação de desempenho profissional e institucional até o segundo ano do Plano Desenvolvimento e implantação da Avaliação de Desempenho do Magistério, associada à progressão horizontal na carreira. Desenvolvimento da Institucional permanente Avaliação Todas as escolas deverão ter constituídos os seus conselhos escolares e/ou agremiações similares até o final do Plano Capacitação dos conselheiros Capacitação dos gestores para a estimulação à participação e controle social 37 O Municipio deverá desenvolver um sistema de e Formulação de uma política de informação assentado na informatização de informação e comunicação na rede dados que contemple, pelo menos, 50 % das municipal escolas dentro de cinco anos e todas as escolas e Equipamento das unidades escolares até o final do Plano com recursos da informática e Capacitação permanente dos O profissionais A Secretaria Municipal de Educação deverá, no e Definição das necessidades de curto prazo, desenvolver uma política de cooperação mútua articulação com a rede estadual, de modo a e Pactuação entre as redes através de reforçar o regime de colaboração entre os dois instrumentos simples tais como acordos entes e/ou convênios de Cooperação FINANCIAMENTO DO PLANO As ações aqui previstas deverão ter por base de financiamento os recursos previstos na legislação para o desenvolvimento do ensino, acrescidos por outros recursos que o Município possa disponibilizar e/ou obter por outras fontes tais quais o FNDE, Programas desenvolvidos pelo Ministério da Educação, Governo do Estado e outros órgãos . Caberá ao Municipio definir, dentro da sua programação orçamentárias, quais as ações prioritárias a partir da sua previsão nos Planos Plurianuais e nas Leis de Diretrizes Orçamentárias. IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PLANO O Plano aqui aprovado deverá ser desenvolvido tendo como Coordenador o órgão gestor da educação municipal, no caso a Secretaria de Educação, e contar com as demais instâncias municipais na sua consecução e acompanhamento, com destaque para a participação do Conselho Municipal de Educação, Sindicato dos Servidores Públicos e conselhos setoriais e escolares. Como .estratégia de monitoria de avaliação, fica a sugestão da realização de um Fórum anual amplo que permita avaliar as ações realizadas, os avanços obtidos, os entraves verificados e apontar medidas para a correção de desvios. A g CUSCUCRNCNÇCUCÊ [q [q CCECECECRCECECECEsSICÇE vroeao ssassgae - 137