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materia nº 54/2016

Tipo Projeto de Decreto Legislativo
Número / Ano 54 / 2016
Date 2016-09-16
EmentaOFICIALIZA A DENOMINAÇÃO DE AVENIDA FARIAS BRITO UMA ARTERIA DO MUNICÍPIO DE EUSEBIO, SEM DENOMINAÇÃO OFICIAL, NO BAIRRO AMADOR, CONFORME CROQUI DE LOCALIZAÇÃO EM ANEXO.
native_id1880

Autoria

Tramitação (latest 4)

DateStatusTurnoTexto
2016-09-19 Arquivado Arquivamento por finalização de tramitação.
2016-09-19 Matéria Aprovada U Aprovado. Promulgue-se. Arquive-se.
2016-09-19 Incluído na Ordem do Dia U Para votação única.
2016-09-16 Para Apresentar no Plenário S Para o envio às comissões.

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2019-04-27T15:20:48.591412-03:00 Aprovado 12 0 0

Documents (1)

texto original #

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PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 051] 12016
)
Eu re Oficializa a denominação de Avenida
O Farias Brito uma artéria do município
L sem denominação oficial, no bairro
EA + Amador, conforme mapa de
localização em anexo.
A CÂMARA MUNICIPAL DE EUSÉBIO, no uso de suas atribuições legais e na
forma regimental,
DECRETA:
Art.1º Fica oficialmente denominado de Avenida Farias Brito uma artéria do
Município de Eusébio, no bairro Amador, conforme mapa de localização e
biografia em anexo.
Art.2º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
DEPARTAMENTO LEGISLATIVO DA CÂMARA MUNICIPAL DE EUSÉBIO,
EM 46 DE SETEMBRO DE 2015.

Raimundo de Farias Brito
Farias Brito
Nome completo: Raimundo de Farias Brito
Data de nascimento: 24 de julho de 1862
Local: São Benedito/CE
Data de falecimento 16 de janeiro de 1917 (54 anos)
Trabalhos notáveis O Mundo Interior
A Filosofia como Atividade Permanente do Espírito Humano
Raimundo de Farias Brito (São Benedito, 24 de julho de 1862 — Rio de Janeiro, 16
de janeiro de 1917) foi um escritor e filósofo brasileiro, sendo considerado como um
dos maiores nomes do pensamento filosófico do país e autor de uma das mais completas
obras filosóficas produzidas originalmente no Brasil, em que identificou os planos do
conhecimento e do ser, voltando dogmaticamente à metafísica tradicional, de caráter
espiritualista.
Filho de Marcolino José de Brito e Eugênia Alves de Farias, fez seus primeiros estudos
na cidade de Sobral, todavia, devido à seca, teve de mudar-se com a família para
Fortaleza, onde completou o curso secundário no Liceu do Ceará. Formou-se em direito
na Faculdade de Direito do Recife, onde foi aluno de Tobias Barreto, obtendo o título de
Bacharel em 1884.
Atuou como promotor e, por duas vezes, como secretário no governo do estado do
Ceará. Mais tarde transferiu-se para o estado do Pará, onde lecionou na Faculdade de
Direito de Belém do Pará (1902-1909) e trabalhou como advogado e promotor. Tido
como autor de prestígio, mudou-se para o Rio de Janeiro (1909) e venceu o concurso
para a cátedra de lógica do Colégio Pedro II. Mas, à época, a lei previa que o Presidente
da República escolheria o catedrático entre os dois primeiros classificados no concurso.
Graças à intercessão de amigos, o segundo colocado, Euclides da Cunha, foi nomeado.
Porém, este último foi alvo de occisão num crime passional, tendo exercido o
magistério durante poucos dias no Pedro II. Assim, com a morte do autor de Os Sertões,
Farias Brito acabaria ocupando o cargo em questão, exercendo-o pelo resto da vida. É
patrono da cadeira número 31 (trinta e um) da Academia Cearense de Letras.
Muito religioso, em suas primeiras obras criticou a filosofia da época, a seu ver
dissolvente, propondo-se a combater o materialismo, a teoria da evolução e o
relativismo, pregando um Deus como um princípio que explica a natureza e serve de
base ao mecanismo da ordem moral na sociedade. Nas obras seguintes evoluiu para um
espiritualismo mais pronunciado, abandonando o naturalismo inicial.
Obras
A obra filosófica de Farias Brito compõe-se de duas trilogias:
e Finalidade do mundo
A Filosofia como Atividade Permanente do Espírito Humano (1895)
A Filosofia Moderna (1899)
Evolução e Relatividade (1905)
e Ensaios sobre a Filosofia do Espírito
A Verdade como Regra das Ações (1905)
A Base Física do Espírito (1912)
O Mundo Interior (1914)

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