| Tipo | Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 20 / 1948 |
| Date | 1948-06-16 |
| Ementa | Isenta do pagamento aos cofres municipais dos impostos industriais e profissões e predial da Sociedade de Mineiros S.A. desta Capital. |
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CÂMARA MUNICIPAL TT Trabalhando junto com o povo DEPARTAMENTO LEGISLATIVO gp Lei: 000201948 E Projeto: oo18t948 Pd Autor: JOSE DENIZARD MACEDO CÂMARA MUNICIPAL pk FORTALEZA Assunto: ISENÇÃO PROJETO DE LEI Nº E ASSUNTO: —.) UI Á (O Pl VEREADOR LEI Nº | zo DE Le,ob,4% DIOM NE 12.8 É DE 1£,06 48 ARQUIVO “O vereador abaixo-assinado apresenta o seguinte: “A CAMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA DECRETA:- do | ART. 1º - Fica ar SOCIEDADE DE MINERIOS s/am, organização ih- R o “dustrial domiciliada nesta Capital, | isenta do pagamento |aos cofres muhi- Aa cipais dos. Impostos de Industrias e Profissões 8 Predial “pelo prazo de. º . a etneo anos ,a partir do vigente exercicio, aeremetarato | a | CAR Arte 2 - Revogam-se as disposições em contrário. | “o E Co mudo 0) presente. projeto de Lei encontra fundamento. legal nos termos É do arte aah - - s 2. , combinado como art. 117, da co jstituição do u | Estado do, Ceará. o a din fold “gamente explanados na representação: que a referida entidade industrial ces dirigiu a Camara + Municipal , nesta! data, Sala das Sessões da Cemaia Mipicipaa, . em 27 de Fevereiro de asus “Jose Denizard. Macedo 'de Alcantara - Vereador- * “os demais argumentos que: justificam esta propósição estão lar- EMENDA Nº À So Projeto de lei nº 18 = Substitua-se o tresho "oco çã partir dó vigente exer, eício”, o o | o o NA PARTIR DO. EXERCÍCIO BE 1947" e “Bala des Sesstos da Chance Montes pai do » Fortalona, a mão ão abril do 1948. = no ds z JULIO. EST PR VE DE PRE EO SAE pe dra PÇ á cs . da | ” há Ko . + 4 Exmo. Sr. Presidente da Camara lunicipal de Fortalez 1 ' , A "SOCIEDADE DE MINERIOS S/A", devidamente constituida, con forme se evidencia do inclúso Diario Oficial de 11 de Junho de 1947, e . representada pelo seu Conselho Diretor, abaixo assinado, - -proprietária/. “da Fabrica de Louças "SONDA", localizada no distrito de Parangaba, des | ta Capital, pede venia para expor e afinal solicitar. q seguinte: | l - Há cerca de dois anos vinha sendo construida e instala- da, e, finalmente, há cerca de oito mêses passou a fúrncionar regular- / | mente, com promissora atividade produtiva, em sua referida sede, a Fá- | vrica de Louças "SONDA", de propriedade ãa firma requerente. Sua ocrga- nização está nbste momento perfeitamente legalizada, gomo se infere na. " publicação oficial supra aludida, e -seu plano técnico de trabalho se// | acha conciente e. deliberadamente: estabelecido. pars o ' desenvolvimento// de uma futurosa e sem dúvida importante indústria em nosso Estado. lê =. Essa indústria visa a fabricação e coinércio de toda es- pécie de. louças e utensílios de porcelana, e já agora |ven. produzindo, com apreciável volume, peças de diferentes tipos e qualidades, tais |// como pratos,. tijelinhas, pires e chicaras de chá e café, leiteiras, fa nitários e material eletrico, auspiciando-se, daqui por diante, a mani. pulação de numerosos outros artigos de imediata necessidade e, por ig- "So megmo,. de facil negociamento no mercado. o Considerando que a mór parte dos artigos ãe porcelana,/ | no pais, e, sobretudo, no Nordeste e no Ceará, são adquiridos por ime/ portação estrangeira, .e que só “uma certa quantidade constitui produto/. "nacional, para cuja fabricação existe, apenas, em todo) o nosso territó rio, além da "SOLDA"; a. Fabrica Pedro Ty no Rio de Japeiro, e, tendo/ ria; apenas existe. Pabricação de Louça. comum de grahito, força é VA48 ' confessar e reconhecer a significação da igíciativa da; Sociedade de Mi nérios S/A, e não somente isso, também.a suã oportunidade e acentuado/ "“gréu de acertada previsão econômica, ao canalisar para|o nosso Estado/ e. aqui centralizar uma extraordinária fonte de adiantahento industrial,. progresso técnico e rendimento Financeiro tanto públicp. como privado,/ capaz de oriar vma nova distribuição de. riqueza em que por diferentep/. meios se beneficiarão o Estado; o capital e o trabalho nordestinos. 4 - O mais palpitante, porém, é o fato de todo o plano de// produção de porcelana da Fabrica "SONDA" ser baseado; ão em materia// | primá estranha ao nosso! meio, haa em materia prima e mão de obra em e * nentemente regionais, o que vem revalorizar o homem e à terra cearena * rados e aumentando as possibilidades do nosso sub-sold como fonte de// enriquecimento geral. . De fato, na produção da porcelana entram coro componentes es senciais o caulim, a argila, O feldspato, e o quartzo, e, cousa notá-/ vel, todos esses quatro elementos são concentrados em nossas proprias/ fontes, no caso, em jazidas que a firma. explora em Quixeramobim, Batu- rité e Cristais, para o que instalou em a fazenda de sua propriedade,/ | denominada "Berilandia', completas instalações destinadas à exploração e calcinação do feldspato e do quartzo, contando ainda, com outras ins- “talações para a manipulação do caulim e da argila, na segunda daquelas localidades. = | “Por ai se verifica que a iniciativa acha-se Intimamente liga da ao proprio destino ecológico da região, e tanto que, subtraindo-se/ por sua natureza aos efeitos das. crises climáticas, adapta-se melhor// . que outra qualquer ás condições regionais, possibilitando o pleno e // prouissor aproveitamento dos produtos do sub-solo cearense. > - Já se tem manifestado que as atividades industriais do// Nordeste, e do Ceará, portanto, Be deveriam sempre orientar em um sen- tido tipicamente regionalista, pela necessidade de adaptação ao meio e ao homem e pelo imperativo da revalori zação de um e do joutro face à e- conomi a geral do Pais e do mundo. A iniciativa da Fabrica "SONDA", /// pois, é das que se enquadram em tão altos objetivos e, assim, sôbre o/ seu caráter privado, ressalta 0d aspecto social de que te reveste, ao// traduzir ums atividade capaz de beneficiar a região e q seu Povo. | - Lamentável seria, por isso mesmo, deixá-la exterilizar-se // dentro. da relativamente incipiente capacidade do capital privado, que/ não conseguiu dispor até agora dos fundos necessários ão seuxpleno ren dimento produtivo e, portanto, constituindo a única indústria de porce “lana em todo o Norte e Nordeste do Pais, representando lum empreendimen “to que honra o espírito da Empreza e de realização da nossa gente rela cionando-se estreitamente ao progresso econômico mesmo do Ceará, esta- va a merecer as vistas e os auxílios dos poderes públigos. . 6 - Só, portanto, pela natureza do empreendinento faria jus/ aos adminiculos das autoridades administrativas, dada a vantagem de // consolidar .tudo o que objetive a exploração racional das riquezas vege tais e mínereis, evitando que feneça pela felta de amparo e estímulo./ A verdade, porém, é que outros fatores, ligados à econquia interna da/ empreza, requerem tembén a ação supletiva da pública administração. ' À firma proprietária - ! Sociedade de liinérios S/A", já desenvolveu ao// máximo as suas possibilidades financeiras afim de por a Fabrica /////X "SONDA! no gréu estável de produtividade e de rendimento que toda em-/ preza requer, além das instalações a que já se referiu, e localizadas/ no interior do setado, conta coii as instalações de Parangaba, às quais, de par cow a fábrica prôpriamente dita, anexou una ofigina mecânica, / para prover todo o necessário quanto a petas no gênero; uma carpinta-/ xia para a construção de pavilhões. econPednãa Ae FAtad À aa A Va A clio sitio. '* cearenses, encaninhando ao meto econômico elementos” Por o Sr dose ic so rr prateleirus : destinadas ao “armazenamento dos produté á fabricada den cerâmica para a fabricação de tijolos refratários, necessários não s6/ à construção de pavilhões como de fornos; e una casa dé tôrça, para às. deficiências elétricas que necessitem ser supridas. o Em vista dessas realizações, conseguiu-se já por sua qualidade, quantidade e aceitação, atesta perfeitamente não 86 que se trata de uma iniciativa vitoriosa, como que O séu futuro-seria/ o mais promissor e benefico a todas as classes, desde que não lhe fal. tassem o apoio e o estimulo da administração pública. É que o aumento da produção de porcelana e O densequente ajus tamento dos preços dos produtos fabricados à capaci dadé de consumo ãa/ grande maioria da população exigem que a Fabrica contifui a ampliar/// col urgêntia as suas instalações. aumentando o seu pesboal e melhoran- do a sua técnica até o porto de equilibrio imprescindível, sem o que// nao poderá enfrentar a politica dos preços da concurrência, nem conse- guir o legitimo dominio dos mexcados no norte e Nordeste, com o que: // contribuiria, alem do. mais, para a retenção do dinheirb que enteriormen te saia para as industrias do Rio e São Paulo, e para b aumento de nos sas reservas financeiras, através da exploração da manufatura aqui. pro duzida. Cumpre selienter, acima de tudo, como elementb mais ponderé-/ [ad vel a justificar a nossa pretenção, o fato de o aumentb das instalações da empreza permitir-lhe a enfrentar, de modo a não ser absorvida, as// outras industrias do gênero, com o que, em consequencia, ficaria habi- litada a concretizar o seu maior ohjetivo; qual o de por ao alcance da “bolsa do povo, das classes pobres, da massa de pequena economia, & pre ços reduzidos, os artigos em porcelana de que constantemente necessita — em sua vida: familiar. gm sintese, ampliação do aparelhamento e conse- quente produção popular, visando a beneficiar o povo e acorrer assim// ao encontro às ação social do Estado - eis as justificativas básicas// ãe nossas reivindicações frente à publica administração. Assim, a Fabrica "SONDA" deverá ser acrescida, entre outras// coisas, das seguintes instalações: a)- empliação das maquinas destinia- das à “produção de na ssa, tais como tambores rotativos, filtro-prensa,/ emassadeiras e irandolas; b)- aumento de tornos para |a produção de pe ças de porcelana e prensas para a confecção de material eletrico; e) aquisição de maquinas para a definitiva. ampliação de narte destinada// ao revestimento de caldeiras utilizadas na industria nordestina; 4)+// construção de mais dois fornos de porcelana, dotado dg instalações pa- ra oleo - o melhor combustivel utilizevel ns queima dg porcelang domes tica; e)- finalmente, instalação de uma: Cantina para q fornecimento de alimentação suplementar gratuita e racional aos operatios, cujo rendi- mento de trabalho, em -consequencia, melhoraria. | | 7 - Ora, toda essa ampliação importaria em uma despesa nunta/ inferior a um milhao de cruzeiros e, dado o seu vulto) não poderia ser levada a efeito nas condições atuais, quando. a emprez , tendo já empre '* gado enorme capital, não gaza de qualquer isenção de ireitos ou auxi-. «a auxilio que lhe corrobore, direta ou indiretamente, 08 recursos. E Em condições menos prementes e só pelo fato de constituir-se pioneira da industria de oleo, a "Brasil Oiticica S/A'!, embora não // fosse a única no gênero, pleiteou e obteve do Govêrno ido Estado O e8- timulo e as facilidades a que ora também fazemos jus. Esse precedente, e outros que nos dispensemos de apontar, as- n sinala indiscutivelnente uma politica louvável e progressista, acorde, aliás, com a orientação econômica emprestada ao nosso |sistena democrá tico pelas ultimas Constituições e Leis, inclusive pela vigente Cong- tituição Estadual. o | = | Pela Carta Politica do Estado, que, nesse passo, seguiu as. / pegadas da Constituição Federal, nos termos de: seus câpitulos sôbre a ordem Econômica e Sogial, especialmente nos artigos 126, 134, 156, n. VIII, e 114 $ 28 o Govêrno Estadual ficou autorizado a isentar impos tos e a prestar cooperação aduinistrativa, técnica e financeira, a tu ão quanto venha concórrer para . a. evolução economica elo bem estar da/ coletividade. | | supletiva do Poder Publico sá direta, já indiretamente, por meio de o— ri entação técnica, colaboração financeira e até mesmo| gestao direta em favor de empreendimentos privados do alcance social, aconselhando-se .- mesmo , em muitos casos, com o que concordam as lições] de Economia Poli tica, O estabelecimento de. org sani zação de capital misto, em que 0. pró-. prio govêrno colabore com os seus recursos, usufruindo os lucros res-; pectivos e concorrendo para a reprodutividade da riqueza. — B- Tendo em vista todo 6 exposto, e mais o gue a respeito / se oferecer á alta compreensão de V. Exciã., vem. a"Sociedade de Hiné-.. “rios S/A! pleitear da Municipalidade de Fortaleza, por meio da legis- lação e dos processos. administrativos adequados, & concessão, em seu/ favor e para a ampliação da Fabrica de Louças "SOMDA de sua propíie. dade; os seguintes favóres:- | o E “Isenção dos impostos predial e de Industria e Profissão, pe- Lo. prazo máximo que a à peratãr e sem prejuizo da |renovação do - fa- | vor, caso prevaleçam as condições atuais, logo extinto o primeiro prá zo ão beneficio. + Om confiante na Justiça de sua causa e no alto discernimento “de V. Excia. e de seus dignos pares, espera a péticignária ser satis- feita em sua. equanime pretensão. tento mais quanto ulterossa ao pro-/. prio desenvolvimento econômico do Estado. | ' o Heste! temos, . B. Deferimento. PROJETO DE LEI Nº 18 Jo ao | | = Isenta do pagamento sos cofres municipais dos Impostos de In- dustrias e Profissões e Predial a Sociedade de Minerios S/A., desta capita . Art. 1º - Fica a "SOCIEDADE DE MINERIOS S/A", okganização in-. dustrial domiciliada nesta Capital, isenta do pagamento sos co - fres municipais dos Impostos de Industrias e Profissões e Predial, pelo praso de cinco anos, bem como dispenssdas as pre existen tes em exercicios anteriores. Art. 22 — A presente lei entrará em vigor na data de sua publi- cação, revogadas as disposições em contrario. Sala das Sessões, da Câmara Municipal de | Fortaleza, em 26 de Abril de 1948. | a o