CÂMARA MUNICIPAL DE
SÃO GONÇALO
DO AMARANTE
Com o povo para seguir avançando
“Denomina de Antônio Moreira Barroso a
rodovia sem denominação oficial, situada na
nb 8 localidade de Curral Grande, em São
j O adia DES, Gonçalo do Amarante — CE”
/ Pfesidente
Faço saber que o plenário da Câmara Municipio de São Gonçalo do Amarante-Ceará,
aprovou e eu promulgo a seguinte LEI:
Art. 1º - Fica denominada de Antônio Moreira Barroso a rodovia sem denominação oficial, situada
na comunidade de Curral Grande em São Gonçalo do Amarante — CE.
Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Plenário das Sessões da Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante, 14 de agosto de 2025.
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Pedro Victor Barroso de Oliveira
Vereador
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Ryan cdr de MEDA oso
Assessor de Trâmites de
Proposições Legislativas
RECEBIDO EM
Avenida Prefeito Mauricio Brasileiro, SN ni
Liberdade, São Gonçalo do Amarante - CE, 62670-000
(85) 3315-4482
CÂMARA MUNICIPAL DE
SÃO GONÇALO
DO AMARANTE
Com o povo para seguir avançando
Avenida Prefeito Mauricio Brasileiro, SN
Liberdade, São Gonçalo do Amarante - CE, 62670-000
(85) 3315-4482
SRA
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+
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Mm
CAS
N
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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS
Certidão de Óbito
NOME
ANTONIO MOREIRA BARROSO
NÃO CONSTA
MATRICULA
018648 01 55 1998 4 00001 111 0000459 26
DATA DO FALECIMENTO DIA vês ANQ HORARIO
VINTE É OITO DE JUNHO DE MIL NOVECENTOS E NOVENTA E ONO | 28 l 6 J[ 1998 |[ 12:45 ]
MUNICIPIO DE FALECIMENTO ur
(SÃO GONÇALO DO AMARANTE | CE ]
sro ESTADO CIVIL Nome 66 ultimo conjuge ou convivente
| MASCULINO feasavora) | [Deixou vrúva ]
IDADE ma Mês ANO MUNICIPIO DE NASCIMENTO ur
[ 57 Il 2 J[ os | 19m I SÃO GONÇALO DO AMARANTE | CE ]
NOME DOXAIS GENITOR(ES)
JOÃO MOREIRA BARROSO; MARIA MORLIRA BARROSO
cr
LOCAL DE FALECIMENTO
IMICILIO CURRAL GRANDE. DISTRITO DE SERROTE,
ARANTE-OE
(O GONÇALO Dx)
CAUSA DA MORIE
CAUSA DESCONHECIDA
NUMERO DO DOCUMENTO NOME DO DECLARANTE
NOME DO MEDICO QUE ATESTOU O OBITO
fem INFORMAÇÃO ] [sem INFORMAÇÃO fsstosro MORFTRA NARROSO FILHO ]
LOCAL DO SEPULTAMENTOVCREMAÇÃO MUNICIPIO ur
fersarénio MUNICIPAL DO SALGADO DOS MOREIRAS ] são GONÇALO DO AMARANTE | CE ]
DATA DO REGISTRO DIA mês ANO
| ví ] Lu ] 1998 ]
[UM DE JULHO DE MIL NOVECENTOS E NOVENTA E OITO
EXISTÊNCIA DE BENS
EXISTÊNCIA DE FILHOS
fem | [perxou 12 FILHOS |
ANCTAÇÕES / AVERBAÇÕES
Ass registrado no Livro: C-1, às folhas Iv, sob o nº de ordem 489 em 01/07/1998. Segunda via de Certidão
ANOTAÇÕES VC UNTÁRIAS DE CADASTRO
CPF 000.000.000-00;
R$ 2,24 FRMMP: R$ 2,24 SELO: R$ 10,48
O Ccantondo do Cortiido é vendia, Dum te
SÃO GONÇALO DO AMARANTECE, 17 do de ass
EMOLUMENTO: R$ 44,74 FERMOJU!: R$ 5,64 FAADEP:;
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Biografia de Antônio Moreira Barroso
Antônio Moreira Barroso, popularmente conhecido por Antônio Moreira, nasceu
dia 12 de junho de 1911 na Fazenda Alto Teixeira, no lugar denominado Curral Grande,
pertencente ao atual distrito de Serrote no município de São Gonçalo do Amarante-CE.
Filho legítimo de João Moreira Barroso e de Maria Moreira Barroso, ele
fazendeiro e político da região do Vale do Curu e ela filha de fazendeiros da região.
Teve suas primeiras letras ali mesmo com sua mãe na Fazenda Alto Teixeira, mas sem
perspectiva de educação formal, adquirindo independência logo cedo, passou a se
dedicar à pecuária e à agricultura, mantendo com seus irmãos a fazenda que haviam
herdado de seu pai, além de se dedicar diretamente à criação de seu gado como
vaqueiro.
Em maio de 1956, Antônio Moreira pede a mão de Maria Augusta da Silva
Bezerra em namoro e, assim, passam a namorar por onze meses até o casamento, que
ocorre em 05 de abril de 1957. Após o casamento, o casal passa a morar nas terras do
pai de Antônio, na Fazenda “Alto do Teixeira”, povoado de Curral Grande, onde
nascem seus filhos.
Da união de Antônio Moreira e Maria Augusta, nasceram catorze filhos, dentre
eles cinco mulheres e nove homens — contando com o que faleceu com um mês de vida
— sendo eles: Raimundo Nonato Moreira da Silva, João Moreira da Silva, Antônio
Moreira Barroso Filho, Maria Goreti Moreira da Silva, Joaquim Moreira da Silva,
Francisco Moreira da Silva, Raimundo Moreira da Silva, Hermínia Moreira da Silva,
Antônio Moreira da Silva, Luiza Maria da Silva Moreira, José Augusto Moreira da
Silva, Paulo Henrique Moreira da Silva, Ana Gleici Moreira da Silva e Maria dos
Navegantes Moreira da Silva. Além dos filhos biológicos, Antônio Moreira e sua esposa
passaram a adotar outras crianças, algumas para fazer companhia aos seus filhos
biológicos e outros filhos de moradores que viviam nas fazendas “Esperança” e “Alto
do Teixeira”.
Ainda por volta da década de 1950, Antônio Moreira comprou alguns hectares
de terra da qual lhes deram o nome de “Fazenda Esperança”. A fazenda possuía uma
grande extensão e estava por ser concluída uma casa de pau-a-pique (taipa de mão),
onde eles foram viver no final da década de 1970.
Uma prática comum entre os moradores da zona rural à época de Antônio Moreira
era o sistema de “metade” ou “meeiro”, na qual passou a adotar nas Fazendas Alto
Teixeira e Esperança com os trabalhadores da região. A prática consiste na troca da
força de trabalho por parte da produção agrícola para o proprietário da terra que oferece,
em contrapartida, moradia para as famílias, lotes de terras para produzir e criar animais.
Antônio Moreira sempre foi um homem sério. Duas de suas maiores virtudes
foram o trabalho e a honestidade, sempre buscando ajudar os mais necessitados. Junto
com seu irmão Joaquim Moreira (Quinca Moreira), com quem desenvolveu uma
sociedade próspera com a criação de gado, na qual acordaram que o irmão passaria
administrar as terras da margem esquerda do Rio Curu, mais precisamente na Fazenda
Salgado, e ele, por sua vez, administraria as terras da margem direita, que compreendia
a Fazenda Curral Grande, onde eles passaram a comprar terras dos irmãos e de alguns
parentes, nas proximidades das duas fazendas. Na região, os irmãos se destacaram pela
criação de gado. Diferente do irmão Quinca Moreira, que a criação de gado tinha como
objetivo o corte para o beneficiamento da carne e do couro; Antônio Moreira, como seu
pai, João Moreira Barroso, se destacou pelo trabalho em prol do beneficiamento do leite
que era destinado à produção de queijo, e que, segundo os moradores mais antigos da
comunidade do Curral Grande, e à distribuição para algumas famílias mais carentes da
comunidade, ajudando na alimentação e no sustento destas pessoas, ficando conhecido
por tal ato.
Por ser o primeiro e um dos povoados mais prósperos da região no período, o
Curral Grande se destacava e acabava atraindo famílias de outras comunidades que
sempre vinham para as missas e festas de Nossa Senhora da Conceição. Assim, a
ligação entre a comunidade de Curral Grande e Salgado do Moreiras, que já prosperava
com a instalação do seu irmão Quinca Moreira, era constante, seu irmão estava sempre
vindo para as missas com os moradores, pois no Salgado ainda não existia Igreja e para
a Fazenda Alto Teixeira, onde ainda mantinha algumas faixas de terra, que em sua
ausência, eram administradas por seu irmão, Antônio Moreira.
O percurso destas famílias da margem esquerda do Rio Curu se dava pela antiga
estrada que ficava nas proximidades do cemitério do Curral Grande. Na época, com o
avanço da pequena vila e com a ocupação das terras, a estrada já estava ficando
inviabilizada, dificultando assim o deslocamento da população do Salgado dos Moreiras
para a comunidade do Curral Grande. Assim, seu irmão Quinca Moreira passa a
articular a construção da nova estrada que daria acesso à comunidade de Salgado dos
Moreiras e a outras comunidades da margem esquerda do Rio Curu, tendo a doação de
uma faixa de terra da Fazenda Alto Teixeira, que pertencia a Quinca Moreira, como
primeira atitude para a abertura do corredor que daria acesso ao Rio Curu no sentido
leste-oeste, no trecho onde atualmente está instalada a ponte sobre o Rio Curu.
Merece destacar também, o incentivo que Antônio Moreira dava aos grupos de
tradição da região, na qual chamava os antigos grupos de reisados e tocadores para
festas que ele realizava no "terreiro" da sede da Fazenda Alto Teixeira que acabava
agregando muitas famílias da região.
Por volta da década de 1970 com o objetivo de possibilitar o acesso de seus
filhos à educação formal, Antônio Moreira faz a aquisição de uma casa em São Luís do
Curu e envia os filhos para estudar na cidade, que ficava a alguns quilômetros da
Fazenda. Neste período, os filhos mais velhos eram incumbidos de cuidar dos mais
novos, e sempre Antônio Moreira c Maria Augusta mandavam mantimentos e dinheiro
para que eles pudessem se sustentar na cidade, pelo menos no período do inverno, pois
os riachos da região enchiam e impossibilitavam o envio de mantimentos no período das
cheias.
Na enchente de 1974, em meio às cheias do Rio Curu, que acabaram deixando
muitas famílias desabrigadas na comunidade de Curral Grande, Antônio Moreira passou
a assistir e receber algumas dessas famílias em sua fazenda Alto Teixeira, que se
destacava por está instalada em uma elevação, garantindo a segurança das famílias.
Em 1977, Antônio Moreira e Maria Augusta passam a morar na Fazenda
Esperança, que ficava a poucos quilômetros da Fazenda Alto Teixeira. Por um pequeno
espaço de tempo, já na Fazenda Esperança por desentendimento com sua esposa, passou
a viver só na sede da fazenda, na qual teve a grande missão de cuidar dos filhos.
Posteriormente, após as pazes com sua esposa Maria Augusta, ela retorna a “Fazenda
Esperança”, pois sua falta já era sentida por Antônio Moreira e seus filhos, já que ela era
quem ajudava na organização da fazenda, além da figura materna que os filhos
precisavam.
Em 03 de junho de 1994, no cargo de presidente da Câmara Municipal de São
Gonçalo do Amarante, morre seu filho primogênito João Moreira da Silva, vítima de um
câncer, que abala não só a família como também o povo de São Gonçalo do Amarante.
Já debilitado em 28 de junho de 1998, na Fazenda Alto Teixeira, Antônio
Moreira morre aos 87 anos.
Autor: Roberto Moreira Chaves