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materia nº 2/2026

Tipo Projeto de Decreto Legislativo
Número / Ano 2 / 2026
Date 2026-04-25
EmentaConcede Título de Cidadão Bananeirense (in memoriam) ao Venerável Padre José Antônio de Maria Ibiapina..
native_id2255

Autoria

Tramitação (latest 8)

DateStatusTurnoTexto
2026-05-14 Proposição Transformada em Decreto por Promulgação
2026-05-14 Aguardando Promulgação
2026-05-14 Aguardando assinatura do autógrafo
2026-05-14 Proposição aprovada
2026-05-07 Proposição inclusa na Ordem do Dia
2026-05-04 Proposição distribuída às comissões Proposição encaminhada a comissão para análise e emissão de parecer.
2026-04-28 Proposição inclusa no Expediente
2026-04-28 Analise Secretária Legislativa

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2026-05-12T19:34:28.169672-03:00 Aprovado por Unanimidade 9 0 0

Documents (1)

texto original #

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PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 02/2026
Concede Título de Cidadão Bananeirense (in 
memoriam) ao Venerável Padre José Antônio de 
Maria Ibiapina..
Vereadora Lucivânia Barbosa Oliveira da Silva, usando as 
atribuições que lhe conferem a Lei Orgânica Municipal e o Regimento 
Interno da Câmara de Vereadores, apresenta o seguinte Projeto Decreto 
Legislativo: 
Art. 1º – Fica concedido (in memoriam) ao Venerável Padre José 
Antônio de Maria Ibiapina. o Título de Cidadão Bananeirense. 
Art. 2º – A Mesa da Câmara Municipal de Bananeiras fica autorizada a 
providenciar a honraria que será entregue em Sessão Solene, previamente 
marcada e convocada para esse fim.
Art. 3º – Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação. 
Art. 4º – Revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões da Câmara Municipal de Bananeiras, 22 de Abril de 2026
 Lucivania Barbosa Oliveira da Silva 
 Vereadora PSB
Venerável Padre José Antônio de Maria Ibiapina (1806–1883)
O Venerável Padre José Antônio de Maria Ibiapina nasceu no dia 5 de agosto 
de 1806, na cidade de Sobral, Ceará. Foi o terceiro filho de Francisco Miguel Pereira e 
de Tereza Maria de Jesus, família profundamente marcada pela fé e pelo espírito de 
trabalho. Desde cedo revelou inteligência viva, sensibilidade religiosa e forte senso de 
justiça. Iniciou seus estudos em Icó, na escola de primeiras letras do mestre José 
Filipe, e posteriormente seguiu para Olinda, onde prosseguiu sua formação 
intelectual.
Antes do sacerdócio, Ibiapina destacou-se como homem público e jurista. 
Formou-se em Direito em Olinda, na primeira turma, exercendo com brilho a 
advocacia, inclusive com atuação marcante em Areia, na Paraíba. Ao longo de sua vida 
civil, exerceu relevantes funções como professor, advogado, deputado geral do 
Império e juiz de direito em Quixeramobim, no Ceará. Seu talento jurídico e sua 
retidão moral eram amplamente reconhecidos. Contudo, no auge da carreira, 
experimentou um profundo chamado interior que o levou a abandonar a vida pública 
para dedicar-se inteiramente a Deus e aos pobres.
Após um período de discernimento e vida recolhida, recebeu a ordenação 
sacerdotal em 3 de julho de 1853. A partir desse momento iniciou a fase mais fecunda 
de sua missão. Como sacerdote, percorreu incansavelmente o Nordeste —
especialmente Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte — tornando-se 
conhecido como o Peregrino da Caridade.
Padre Ibiapina não foi apenas pregador; foi verdadeiro construtor de 
esperança. Suas missões populares reuniam multidões e produziam frutos concretos 
de transformação social e espiritual. Entre suas principais obras destacam-se a 
fundação das Casas de Caridade — sendo a primeira em Gravatá do Ibiapina, atual 
Jaburú, no ano de 1860 —, a construção de igrejas e capelas, a abertura de açudes e 
cacimbas para enfrentar os efeitos da seca, a criação de cemitérios para o 
sepultamento digno dos pobres, a promoção da educação de órfãs e jovens e a 
organização do trabalho das beatas (superioras) e dos beatos, seus principais 
colaboradores. As Casas de Caridade tornaram-se verdadeiros centros de promoção 
humana e cristã, acolhendo órfãs, educando meninas e socorrendo os mais 
necessitados.
Aqui, em Parari, antiga povoação de Pombas, o Venerável Padre Ibiapina 
deixou também uma marca viva de sua caridade missionária em solo paraibano. 
Movido pelo zelo pelos mais pobres, promoveu entre nós a construção de uma das 
maiores Casas de Caridade de toda a sua obra, contando com o apoio generoso dos 
proprietários da região. Inaugurada em outubro de 1866, a casa tornou-se sinal 
concreto de esperança para o nosso povo, acolhendo necessitados, educando e 
promovendo vidas. Seu trabalho prestado à nossa cidade de Parari permanece como 
herança luminosa de fé e caridade. Até hoje, essa presença do Venerável é patrimônio 
espiritual de Parari e motivo de legítimo orgulho para todos nós que reconhecemos a 
grandeza de sua missão.
Uma das grandes intuições do Venerável foi estruturar uma ampla rede de 
colaboradores. As beatas, como superioras, eram responsáveis pela educação, 
disciplina e cuidado das órfãs, enquanto os beatos se encarregavam dos trabalhos 
externos, da agricultura, da criação de animais, das construções e, em alguns casos, 
também do magistério. Essa organização permitiu que sua obra se expandisse por 
amplas regiões do Nordeste, mesmo em contextos de extrema pobreza.
Nos últimos anos de vida, já enfermo e fisicamente limitado, Padre Ibiapina 
retirou-se para Santa Fé, em Solânea, na Paraíba, onde viveu seus últimos sete anos. 
Ali continuou orientando espiritualmente sua obra até falecer em 19 de fevereiro de 
1883, deixando fama de santidade profundamente enraizada no coração do povo. 
Segundo a piedosa tradição, em seus momentos finais foi consolado pela visão da 
Santíssima Virgem Maria.
A memória de sua vida santa nunca se apagou no Nordeste. Após o processo 
canônico, a Igreja reconheceu oficialmente a heroicidade de suas virtudes e, em 28 de 
março de 2025, declarou Padre Ibiapina Venerável, propondo-o como modelo seguro 
de vida cristã e de caridade heroica. Seu legado permanece vivo de modo especial no 
Memorial e Santuário Venerável Padre Ibiapina, em Santa Fé, Solânea-PB, que 
continua a acolher romeiros e devotos, mantendo acesa a chama da caridade que 
marcou toda a sua existência.

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