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materia nº 1/2026

Tipo Projeto de Lei da Câmara
Número / Ano 1 / 2026
Date 2026-01-22
EmentaFica nomeada a Policlínica Dr. Aldo Mota
native_id974

Tramitação (latest 2)

DateStatusTurnoTexto
2026-01-22 MATÉRIA PARA ÚNICA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO
2026-01-22 MATÉRIA PARA LEITURA DE EXPEDIENTE

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2026-01-23T11:07:23.013097-03:00 Aprovado por unanimidade 11 0 0

Documents (1)

texto original #

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PROJETO DE LEI 001 DE 20026
Ementa: Fica nomeada a Policlínica Dr. Aldo 
Mota 
Art. 1º Fica nomeada a policlínica do Município de Carpina como Dr. Aldo 
Mota, localizada na Avenida Presidente Getúlio Vargas no bairro São José.
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Fica revogada todas as disposições em contrário.
Sala das sessões da Câmara Municipal de Carpina em 23 de janeiro 
de 2026.
Júnior de Salete
Chic do Camarão
Dr. Fernando Augusto
Dr. Paulo Fernando
Dr. Wagner
Wedja de Bila
Faraó
Gaspar da Ambulância
G Motos
Guilherme de Lia
Heitor Lapa
Neto de Kakai
Preto do IPSEP
Xandinho
Cássia do Moinho
Biografia de Dr. Aldo Azevedo Mota
Médico e humanista pernambucano
Nascido em 6 de dezembro de 1936, na Fazenda Cajueiro, em Sanharó, 
Agreste pernambucano, Dr. Aldo Mota era o filho mais velho de Sr. Arthur Mota 
Valença, agricultor, e de dona Alayde Azevedo Mota, do lar. Teve três irmãos: 
Adilza, Adail e Almir.
Iniciou seus estudos em escolas municipais e concluiu o primário ainda 
em Sanharó. Mais tarde, já morando em Recife, foi aprovado no Colégio 
Oswaldo Cruz, onde cursou o Ginasial e o Científico, concluindo-os em 1959. 
Nesse mesmo ano, prestou vestibular para Medicina, sendo aprovado na 
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Faculdade de Ciências 
Médicas. Optou pela UFPE, formando-se em dezembro de 1964.
A escolha pela Medicina surgiu ainda aos dez anos de idade, quando 
perdeu seu irmão mais novo, Almir, vítima de apendicite aguda e de imperícia 
médica. O episódio marcou profundamente o menino Aldo, que decidiu dedicar 
sua vida a aliviar o sofrimento das pessoas, “foi achado pela Medicina”, como 
costumava dizer.
Durante a graduação, participou de cursos e estágios em maternidades, 
emergências e clínicas cirúrgicas, ortopédicas e obstétricas, em hospitais de 
Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao retornar a Pernambuco, prestou concurso 
público e iniciou sua carreira como médico cirurgião na Unidade Mista de 
Carpina, em 1965, onde chegou a ocupar o cargo de diretor.
Em 1967, foi transferido para o Hospital Pronto Socorro, no Recife, e logo 
participou da transição para o novo Hospital da Restauração (HR). Lá, construiu 
uma trajetória exemplar, atuando como cirurgião auxiliar, cirurgião chefe, chefe 
de emergências, diretor médico e vice-diretor. Por insistência dos colegas e 
funcionários, assumiu a Direção Geral do hospital, onde exerceu liderança com 
ética, sensibilidade e firmeza.
Durante sua gestão, coordenou uma grande reforma estrutural e funcional 
no HR, sem interromper os atendimentos de emergência, tanto adultos quanto 
pediátricos. Ao final de seis anos e meio de direção, deixou o hospital com 
Biografia de Dr. Aldo Azevedo Mota 1
duas emergências plenamente equipadas e uma estrutura de atendimento 
reconhecida em todo o estado.
Visionário, fundou e dirigiu dois hospitais privados, o Hospital de Paudalho 
e o Hospital das Clínicas de Carpina, onde continuou atuando como médico e 
diretor. Em 1983, a convite do então governador Roberto Magalhães e do 
presidente da Assembleia Legislativa, Dr. João Ferreira Lima, passou a integrar 
o Departamento Médico da ALEPE, onde exerceu as funções de diretor e, 
posteriormente, de superintendente de saúde, cargo que manteve com 
dedicação e profissionalismo exemplar.
A rotina de Dr. Aldo era admirável. Seus dias pareciam ter mais de 24 
horas. Acordava às 5h30, cuidava dos seus animais de estimação, tomava um 
café rápido e seguia para o hospital, todos os dias, inclusive feriados e fins de 
semana. Às 7h já estava atendendo pacientes, cerca de 20 por manhã, todos 
com a mesma atenção e empatia. Nos dias de cirurgia, pedia a conta de quantas 
horas passava no bloco cirúrgico. Quase nunca almoçava na hora certa; 
costumava juntar o almoço com o jantar para não “perder tempo” com a digestão. 
Seu dia terminava por volta das 21h, às vezes mais tarde.
A única exceção à rotina incansável eram as manhãs de domingo, quando 
fazia questão de tomar café da manhã com o seu filho, Aldo Mota Jr. Embora à 
tarde já voltasse ao trabalho, ou então seguisse para a Fazenda Cajueiro, em 
Sanharó. Mesmo após uma cirurgia de revascularização cardíaca, já aos 72 
anos, recusou a aposentadoria, dizendo: “No dia em que eu parar, estou morto.”
Essa frase traduzia sua essência: disciplina, amor à profissão e 
generosidade. Pai e avô dedicado, Dr. Aldo foi também um exemplo de 
humanidade.
Ao longo da vida, conquistou o respeito dos colegas e a gratidão dos 
pacientes. Soube unir técnica, liderança e compaixão. Desde que deixou a 
Fazenda Cajueiro, levou consigo os valores herdados dos pais, valores que 
enobrecem e dignificam o ser humano. Dr. Aldo Mota foi médico, cirurgião, 
gestor, pai, avô e, acima de tudo, um exemplo eterno de dedicação à medicina 
e à vida.
Texto de Maria Clara Mota, neta
Biografia de Dr. Aldo Azevedo Mota 

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