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materia nº 2/2026

Tipo Projeto de Decreto Legislativo
Número / Ano 2 / 2026
Date 2026-03-11
EmentaDispõe sobre a concessão de título de cidadão Araciense ao Senhor José de Souza Brandão Netto e dá outras providências.
native_id409

Autoria

Tramitação (latest 13)

DateStatusTurnoTexto
2026-05-08 Norma promulgada
2026-05-08 Proposição aprovada em turno único de discussão e votação
2026-04-24 Proposição inclusa na Ordem do Dia
2026-04-24 Aguardando a inclusão na ordem do dia
2026-04-24 Parecer favorável da comissão
2026-04-24 Parecer favorável da comissão
2026-04-24 Aguardando emissão de parecer da comissão
2026-04-24 Aguardando envio às Comissões
2026-04-24 Matéria lida no Expediente
2026-03-31 Incluído na Leitura
2026-03-31 Proposição aceita
2026-03-31 Aguardando aceitação
2026-03-31 Aguardando aceitação

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2026-05-05T10:24:59.855783-03:00 Aprovada por maioria simples 10 0 0

Documents (1)

texto original #

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PODER LEGISLATIVO
ESTADO DA BAHIA
CÂMARA MUNICIPAL DE ARACI
Avenida Sete de Setembro, 320, Centro – Telefone (75) 3266-1969
CEP: 48760-000 Araci/BA – https://www.camara.araci.ba.gov.br
cmvaraci2017@gmail.com
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 2 DE 10 DE 
MARÇO DE 2026
Dispõe sobre a concessão de título de cidadão 
araciense ao Senhor José de Souza Brandão 
Netto e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES 
DE ARACI, ESTADO DA BAHIA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 16, 
inciso IV, alínea “g” do Regimento Interno, faz saber que o Plenário aprovou e fica 
promulgado o presente Decreto Legislativo:
Art. 1º - Fica concedido o Título de Cidadão Araciense, ao Senhor 
JOSÉ DE SOUZA BRANDÃO NETTO em reconhecimento pelos bons e relevantes 
serviços prestados ao município de Araci.
Parágrafo único - A entrega do título será realizada em Sessão Solene 
da Câmara Municipal de Araci, em data a ser definida pelo Presidente, nos termos do 
art. 83 do Regimento Interno da Câmara.
Art. 2º - Este Decreto Legislativo entra vigor na data de sua publicação.
Plenário da Câmara Municipal de Araci, 10 de março de 2026.
JOSÉ AUGUSTO MOURA DE ANDRADE
Vereador
2
JUSTIFICATIVA
Proponho a outorga deste título de cidadão araciense para homenagear o juiz 
José de Souza Brandão Netto pela dedicação ao povo de Araci enquanto aqui exerceu 
suas atividades. 
O juiz José de Souza Brandão Netto foi concebido em Santo Estêvão; sua mãe, 
já com cerca de oito meses de gestação, deixou a cidade e seguiu para Conceição do 
Coité, onde ele veio a nascer, sendo, portanto, natural de Conceição do Coité. Passou a 
infância e adolescência entre Coité e Serrinha, cidade em que foi efetivamente criado e 
socialmente enraizado, experiência que marcou sua visão de mundo e seu vínculo com o 
sertão baiano. Filho de família simples, sempre seguiu os conselhos da mãe, 
especialmente a máxima “quem cedo madruga, Deus ajuda”, adotando desde cedo uma 
rotina de estudo disciplinada e sacrificando sonhos no futebol para priorizar a educação. 
No período pós-ensino médio, já decidido a priorizar os estudos, o então jovem 
José Brandão – conhecido em Serrinha como “Zezinho” – sonhava em fazer cursinho 
preparatório em Salvador, mas não tinha condições financeiras de custear integralmente 
as mensalidades. Em um gesto decisivo para sua trajetória, o educador José Nilton, da 
cidade de Araci, grande professor e pessoa reconhecida pela solidariedade e pelo apoio 
à educação para as pessoas que precisam, concedeu-lhe uma bolsa de estudos de 50% 
no Colégio Apoio, em Salvador. Graças a essa bolsa, obtida pela sensibilidade e 
generosidade do professor José Nilton, Zezinho pôde mudar-se para Salvador e dedicar￾se ao cursinho pré-vestibular, abrindo a porta para as aprovações em Direito na UFBA e 
em outra instituição, optando pela faculdade pública. Na UFBA, adotou um método 
rigoroso de estudo, com revisões sistemáticas dos conteúdos de semestres anteriores, o 
que lhe proporcionou um grande cabedal jurídico. Ao final do curso, foi aprovado de 
primeira na OAB, com excelente desempenho na prova objetiva e na segunda fase, e já 
vinha acumulando aprovações em concursos de estágio e em seleções públicas difíceis, 
confirmando a seriedade de sua formação acadêmica. 
Antes de ingressar na magistratura, foi aprovado em diversos concursos, 
inclusive em carreiras relevantes como IBGE, Ministério Público e cargos federais, 
chegando a exercer a função de advogado da União, experiência que lhe trouxe 
maturidade institucional e contato com temas federais relevantes. Posteriormente, 
ingressou na magistratura do Estado da Bahia, iniciando na área do consumidor em 
Salvador e, em seguida, atuando em diferentes comarcas do interior, incluindo Santo 
Estêvão, Maracás, Itapicuru, Olindina, São Gonçalo dos Campos, Cícero Dantas, Entre 
Rios e, mais recentemente, Araci, com jurisdição plena e grande volume processual. Na 
vida acadêmica, é mestre na área de violência doméstica, especialista em Direito 
Eleitoral e em Direito Penal e Processual Penal, e atuou como professor em faculdades 
como FAN e FTC, em Feira de Santana, sendo muito bem avaliado pelos alunos pela 
didática, profundidade técnica e proximidade humana. Escreveu diversos artigos 
jurídicos e trabalha na elaboração de livros nas áreas de Direito Eleitoral e Direito 
Penal, reforçando seu compromisso com a produção intelectual e a difusão do 
conhecimento jurídico. 
Uma das marcas mais conhecidas de sua trajetória foi o retorno, já como juiz, à 
região em que foi concebido: cerca de trinta e poucos anos depois de sua concepção em 
Santo Estêvão, voltou à cidade para brilhar na função de magistrado, implementando 
medidas inovadoras de proteção a crianças e adolescentes, conhecidas como “Toque de 
Acolher” (popularmente chamado “toque de recolher”). O projeto “Toque de Acolher” 
teve repercussão nacional, sendo objeto de reportagens, debates acadêmicos e 
3
reconhecimento institucional, com registros de redução de crimes contra crianças e 
adolescentes, diminuição de violência e do consumo de álcool entre jovens, e melhora 
na segurança pública local. Em razão desse trabalho, recebeu diversas moções de 
aplauso, inclusive da Assembleia Legislativa da Bahia, consolidando sua imagem como 
juiz vocacionado à defesa da infância e juventude e à proteção social dos mais 
vulneráveis. Sua postura firme em prol da legalidade e da proteção de crianças e 
adolescentes também o colocou em rota de colisão com interesses políticos locais, 
gerando ações e ataques pessoais, mas também decisões judiciais que responsabilizaram 
civilmente agressores e difamadores, demonstrando coragem institucional e 
independência funcional. 
Em Araci, o juiz José Brandão assumiu uma comarca de jurisdição plena com 
cerca de dez mil processos, conseguindo, com trabalho intenso e gestão organizada, 
reduzir significativamente o acervo para patamar próximo de seis mil processos, o que 
revela compromisso com produtividade, celeridade e prestação jurisdicional efetiva. Sua 
atuação é especialmente destacada nas áreas da infância e juventude, Direito Penal e 
Tribunal do Júri, bem como no Direito Eleitoral, onde é reconhecido pela firmeza na 
aplicação das normas, pela preocupação com a lisura das eleições e pelo combate a 
práticas que deturpam a vontade popular. Participa ativamente do projeto “TJBA Mais 
Júri”, atuando em dezenas de sessões do Tribunal do Júri em curto espaço de tempo, o 
que demonstra dedicação extraordinária à Justiça Criminal, ainda que isso tenha lhe 
acarretado problemas de saúde, como dores de coluna decorrentes do ritmo intenso de 
trabalho. Em reconhecimento à qualidade de sua jurisdição, já recebeu Selo Diamante￾Juizado de Cícero Dantas-Ba, Selo Ouro e Prata (por três anos consecutivos) na 
comarca, volumosa de processos de Araci, distinções que evidenciam sua produtividade 
e qualidade técnica em unidades com grande carga de processos. 
Uma das marcas pessoais do juiz José Brandão é a humildade aliada a um forte 
senso de cidadania e exemplo prático: nas épocas de eleição, é conhecido por catar 
santinhos nas ruas, no próprio dia do pleito, como forma de dar exemplo à população e 
mostrar que a Justiça também se preocupa com a limpeza urbana e com a dimensão 
ambiental e cívica do processo eleitoral. Sua postura contra a sujeira de santinhos e 
panfletos no dia da eleição dialoga com resoluções e orientações da Justiça Eleitoral que 
buscam coibir a propaganda irregular e a poluição visual e ambiental, contribuindo para 
um ambiente mais limpo, organizado e respeitoso durante o exercício do voto. Esse 
comportamento cotidiano – simples, mas simbólico – reforça perante a comunidade de 
Araci e região a imagem de um juiz próximo do povo, que não se limita a despachar nos 
autos, mas procura, com gestos concretos, ensinar pelo exemplo e fortalecer a educação 
cívica. Sua atuação em matéria eleitoral, inclusive no enfrentamento de práticas que 
sujam as ruas e desrespeitam o eleitor, contribuiu para debates que influenciaram o 
aperfeiçoamento de normas nacionais sobre propaganda no dia das eleições. 
O juiz José Brandão é apaixonado por futebol e esportes em geral, torcedor 
fervoroso da seleção brasileira e do Esporte Clube Bahia, tendo em Pelé e Neymar seus 
grandes ídolos esportivos. Na juventude foi atleta amador, campeão juvenil por clube 
local, mas, por orientação de sua mãe e limitações materiais (como a dificuldade até 
para comprar chuteiras), optou por priorizar os estudos, decisão que foi decisiva para a 
construção da carreira que hoje o credencia a receber homenagens. Católico praticante, 
fez a primeira comunhão e se reconhece como homem temente a Deus, valores que 
orientam sua conduta pessoal e profissional, reforçando o senso de responsabilidade, 
justiça e respeito ao próximo. Pai dedicado, teve duas filhas em seu primeiro 
relacionamento e, em novo relacionamento, já é pai de mais dois filhos, mantendo forte 
vínculo afetivo com a família e encarando a paternidade como fonte de motivação e 
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responsabilidade no exercício da magistratura. Seus valores pessoais – humildade, 
disciplina, solidariedade, fé e confiança no poder transformador da educação –
permeiam sua atuação profissional e sua relação com a comunidade
A trajetória do juiz José Brandão combina origem humilde no interior baiano, 
apoio decisivo de educadores solidários como o professor José Nilton, sólida formação 
acadêmica, múltiplas aprovações em concursos públicos e uma carreira marcada por 
coragem, inovação e compromisso com a proteção de crianças, adolescentes e da 
sociedade em geral. Em Araci, vem desempenhando papel relevante na redução do 
acervo processual, na garantia de direitos fundamentais, na realização de júris e 
na fiscalização da lisura do processo eleitoral, aproximando o Judiciário da 
população, com simplicidade, firmeza e senso de justiça social. Tudo isso faz com 
que a outorga do título de cidadão araciense represente não apenas o reconhecimento a 
um magistrado que escolheu servir o interior da Bahia em comarcas difíceis, mas 
também a homenagem a uma história de superação, estudo, ética, humildade, 
solidariedade e compromisso cotidiano com o bem comum.
JOSÉ AUGUSTO MOURA DE ANDRADE
Vereador

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