| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 1298 / 2013 |
| Date | 2013-05-08 |
| Ementa | INSTITUI O PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE ITABERABA PARA O DECÊNIO 2013-2023. |
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“A cultura é uma necessidade imprescindível de toda
uma vida, é uma dimensão constitutiva da existência
humana, como as mãos são um atributo do homem.”
José Ortega y Gasset
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PREFEITURA MUNICIPAL DE ITABERABA
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA - SeMulC
CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA CULTURAL - CMPCI
PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE ITABERABA-BA - 2013/2023
Prefeito: João Almeida Mascarenhas Filho
Secretária Municipal de Cultura: Olga Guimarães Carvalho Magalhães
Técnicos da Secretaria Municipal de Cultura: João Carlos Pereira dos Santos, Agamenon Mendes Cerqueira e Fábio Oliveira
de Souza
Nota: Durante a gestão de 2008 à 2012, a Secretária Municipal de Cultura era a Srª Maria das Dores Leão Brito
COMISSÃO DE ELABORAÇÃO:
• Bárbara Santos da Silva Magalhães – representante do Patrimônio Material no CMPCI
• João Carlos Pereira dos Santos e Agamenon Mendes Cerqueira – representantes da Secretaria Municipal de Cultura no CMPCI
• Jodelson Brito do Carmo – representante da Educação e Universidades no CMPCI
• Josias Santos Azevedo – representante das Políticas, Economia da Cultura e Gestão Cultural no CMPCI
• Leandro Vieira Santos – representante do Audiovisual, Radiodifusão e Culturas Digitais no CMPCI
• Maria de Fátima Araujo – representante das Expressões Artísticas no CMPCI
• Natanaelson dos Santos Miranda – representante do Planejamento e Finanças no CMPCI
• Olga Guimarães Carvalho Magalhães (Relatora do Plano) – representante titular de Patrimônio Material e
Pensamento/Memória no CMPCI.
COLABORADORES:
Vinícius Santos Galvão: Representante territorial de Cultura / SECULT-BA: Território Piemonte do Paraguaçu
Laurita Gomes de Jesus: Movimento Negro Quilombolas /Itaberaba-BA
PROJETO GRÁFICO: Olga Magalhães
Itaberaba – dezembro de 2012
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SUMÁRIO
1 MINUTA DO PROJETO LEI......................................................................................................................................................,,,,.05
2 APRESENTAÇÃO .........................................................................................................................................................................06
3 CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA CULTURAL...................................................................................................................07
4 A IMPORTÂNCIA DO PLANO MUNICIPAL................................................................................................................................. 08
5 CONCEPÇÃO DA POLÍTICA CULTURAL NA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL.......................................................................09
6 PLANO ESTRATÉGICO DE GESTÃO CULTURAL......................................................................................................................11
6.1 HISTÓRICO....................................................................................................................................................................................11
6.2 ORGANOGRAMA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA................................................................................................11
6.3 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DA POLÍTICA CULTURAL...........................................................................................................12
6.4 PRINCIPAIS PONTOS DE MUDANÇA NA POLÍTICA CULTURAL..............................................................................................12
6.5 RECURSOS PARA A CULTURA: ORÇAMENTO DA CULTURA DE ITABERABA. ...................................................................12
7 NOSSA REGIÃO NO PASSADO......................................................................................................................................................13
7.1 OS GRUPOS INDÍGENAS ............................................................................................................................................................13
7.2 PASSAGEM DOS BANDEIRANTES..............................................................................................................................................14
7.3 O QUILOMBO DO OROBÓ ...........................................................................................................................................................14
7.4 ENTÃO SURGE ITABERABA.........................................................................................................................................................15
8 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO ..............................................................................................................................................16
81 EXPLANAÇÃO DETALHADA DO MUNICÍPIO ..............................................................................................................................20
8.2 INFRA-ESTRUTURA......................................................................................................................................................................21
9 DIAGNÓSTICO CULTURAL DO MUNICÍPIO...................................................................................................................................37
10 PLANILHA DE ABRANGÊNCIA CULTURAL DO MUNICIPIO DE ITABERABA..........................................................................41
10.1 ÁREAS TEMÁTICAS / EXPRESSÕES ARTÍSTICAS...................................................................................................................43
10.2 PATRIMÔNIO IMATERIAL............................................................................................................................................... ............43
10.3 PATRIMÔNIO MATERIAL ............................................................................................................................................................44
10.4 OUTROS ESPAÇOS ALTERNATIVOS E PARTICULARES / AUDITÓRIOS E SALAS DE REUNIÕES......................................47
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12 CALENDÁRIO CULTURAL DO MUNICÍPIO DE ITABERABA......................................................................................................51
13 DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA CULTURA MUNICIPAL ....................................................................................52
14 DIRETRIZES ....................................................................................................................................................................................53
15 PLANILHA DE AÇÕES CULTURAIS...............................................................................................................................................55
17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................................................................................60
18 ANEXOS ...........................................................................................................................................................................................61
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PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE ITABERABA – DECÊNIO 2013 A 2023
3 APRESENTAÇÃO
Este Plano representa a conclusão de um ciclo, iniciado no ano de 2005, com a realização de Conferências municipais,
territoriais, estaduais e nacional de cultura, adquirindo reforço em 2011 com a criação da Secretaria Municipal de Cultura de
Itaberaba - SeMulC, que vem se empenhando para a elaboração do Plano Estratégico de Gestão Cultural, com atitude democrática
junto à sociedade ao longo desses anos. É o principal legado que a atual gestão deixa à cidade de Itaberaba, definindo conceitos e
princípios de política cultural, apresentando um amplo diagnóstico e apontando os desafios a serem superados, pensando e
estruturando o desenvolvimento cultural da cidade no horizonte dos próximos dez anos, propondo uma política de transversalidade,
onde a cultura atue integrada às outras áreas da gestão e interaja com a dinâmica da cidade e dos cidadãos.
O significado deste Plano Municipal de Cultura transcende a cidade de Itaberaba e representa, também, uma importante
contribuição à construção do Sistema Nacional de Cultura, estimulando outras cidades da Bahia e também do País a seguirem o seu
exemplo.
Este grande desafio foi vencido pelo total envolvimento dos integrantes da Secretaria Municipal de Cultura - SEMUC e de
outros órgãos governamentais e, principalmente, da sociedade civil representada pelo Conselho Municipal de Política Cultural em
todas as etapas de sua construção.
A metodologia usada nesse trabalho possibilitou uma tomada democrática participativa de diferentes grupos de trabalho
representativos dos diversos setores.
O presente Plano Municipal de Cultura de Itaberaba pretende ser um consistente instrumento de planejamento, capaz de
orientar a gestão cultural do Município a possibilitar o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura, apoiando
e incentivando a valorização e difusão das manifestações culturais.
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3 CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA CULTURAL DE ITABERABA – BIÊNIO 2012 À 2014
REPRESENTANTES
ÓRGÃOS OU ENTIDADES
TITULARES SUPLENTES
João Carlos Pereira dos Santos Agamenon Mendes Cerqueira Secretaria Municipal de Cultura
Leandro Vieira Santos ----- Audiovisual, Radiodifusão e Culturas Digitais
Maria de Fátima de Araujo Hilson Claudino Ramos Expressões Artísticas
Barbara Santos da Silva
Magalhães
Alexsandro Barbosa dos Santos Patrimônio Imaterial
Olga Guimarães Carvalho
Magalhães
----- Patrimônio Material e Pensamento/Memória
Josias Santos Azevêdo Reginaldo Brandão da Silva Políticas, Economia da Cultura e Gestão
Cultural
Marinalva Silva Mascarenhas Jodelson Brito do Carmo Educação, Universidades
----- ----- Desenvolvimento Urbano e Ambiental Turismo,
Esportes e Lazer, e A ação social
Natanaelson dos Santos Miranda ----- Planejamento e Finanças
----- ----- Legislativo Municipal
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4 A IMPORTÂNCIA DO PLANO MUNICIPAL DE CULTURA
Os Planos Municipais, Estaduais e Nacional de Cultura são peças fundamentais para a consolidação das políticas públicas de
cultura como políticas de Estado, no processo de implementação do Sistema Nacional de Cultura.
Este Plano Municipal de Cultura consolida o processo em curso na cidade de Itaberaba, elaborado pela Secretaria Municipal
de Cultura, Conselho Municipal de Política Cultural e uma comissão específica de artistas e agentes culturais, criada na Tribuna
Livre da Câmara Municipal, realizada em 03 de setembro de 2012, comissão esta dividida em grupos temáticos, conforme Portaria
14/2012. Esta ação resulta do Plano Estratégico de Gestão Cultural para a Cidade de Itaberaba, mediante diretrizes aprovadas em
03 de setembro de 2011, na Plenária Final da IV Conferência Municipal de Cultural de Itaberaba, das idéias e propostas
apresentadas por intelectuais, artistas, produtores, gestores públicos e privados e dos cidadãos itaberabenses.
Construído democraticamente pelo Poder Público e Sociedade Civil, este plano, representa a institucionalização das políticas
públicas de cultura que vêm sendo implementadas na cidade nos últimos anos, que agora ultrapassam o patamar de Políticas de
Governo para tornarem-se Políticas de Estado. Este Plano significa a consolidação de um grande pacto político no campo da Cultura
que, transformado em Lei pela Câmara de Vereadores dará estabilidade institucional, assegurando a continuidade das Políticas
Públicas de Cultura.
O Plano define os conceitos de política cultural, apresenta diagnóstico e aponta os desafios a serem enfrentados em cada
área cultural da cidade de Itaberaba, formula diretrizes gerais e estrutura a intervenção do Governo Municipal através de programas
estratégicos que agrupem tematicamente os planos, programas, projetos e ações a serem implementados nos próximos dez anos.
Foi importante, também, para a sua fundamentação, os dados socioeconômicos e de gestão pública resultantes dos estudos
e pesquisas de âmbito nacional, realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), agência local.
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5 CONCEPÇÃO DA POLÍTICA CULTURALNA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL
O Papel do Município na Gestão Pública da Cultura
A cultura é um direito fundamental do ser humano e ao mesmo tempo um importante vetor de desenvolvimento econômico e
de inclusão social. É uma área estratégica para o desenvolvimento do país. Sem dirigismo e interferência no processo criativo. Cabe
ao Município assumir plenamente seu papel no planejamento e fomento das atividades culturais, na preservação e valorização do
patrimônio cultural material e imaterial do município e do país, e na estruturação da economia da cultura, sempre considerando em
primeiro plano o interesse público e o respeito à diversidade cultural.
A cultura ocupa um papel central no processo de desenvolvimento das cidades. Assim, em Itaberaba, cidade da primeira
maestrina brasileira Zulmira Silvany, aponta culturalmente para o cenário nacional. Desde os primórdios, com as inscrições
pictóricas, na “Pedra de Itaberaba” atribuidas aos primitivos índios Maracás, como também testemunha o importante fato da visita do
poeta Antonio Frederico de Castro Alves, de julho a setembro de 1870, à Fazenda Santa Isabel – Rosário do Orobó (ItaberabaBahia), quando ai escreveu grande parte de suas obras, dentre elas: “A Cachoeira de Paulo Afonso”, “Saudação a Palmares”, “Anjos
da Meia Noite”, que Itaberaba se vê como municipio potencializador da cultura e das artes. Exige, portanto, das gestões locais o
planejamento e a implementação de políticas públicas que respondam aos novos desafios do mundo contemporâneo. Políticas que
valorizem as raízes históricas e culturais das cidades, que reconheçam e promovam a diversidade das expressões culturais
presentes em seus territórios, Intensificando as trocas e os intercâmbios culturais, democratizando os processos decisórios e o
acesso aos bens e serviços culturais e que trabalhem a cultura como um importante fator de desenvolvimento econômico e de
coesão social.
Uma Concepção Ampla de Cultura
A cultura deve ser considerada sempre em suas três dimensões:
1) enquanto produção simbólica, tendo como foco a valorização da diversidade das expressões e dos valores culturais;
2) enquanto direito de cidadania, com foco na universalização do acesso à cultura e nas ações de inclusão social através da cultura;
3) enquanto economia, com foco na geração de emprego e de renda, no fortalecimento de cadeias produtivas e na regulação da
produção cultural e dos direitos autorais, considerando as especificidades e valores simbólicos dos bens culturais.
Adotar essa concepção implica em reconhecer a cultura como fenômeno plural e implementar uma política capaz de
responder às demandas oriundas das suas diferentes manifestações, desde os conhecimentos e as artes tradicionais até os mais
elaborados produtos culturais da alta tecnologia. É, exatamente na condição de sujeitos e produtores de cultura, encarada nessas
três indissociáveis dimensões, que os cidadãos devem ser chamados a participar da elaboração da política cultural do Município.
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Esta concepção ampla de cultura implica em considerar todos os indivíduos, e não apenas os artistas, como sujeitos e
produtores de cultura. É nesta condição de agentes culturais, que o conjunto dos cidadãos deve se constituir no foco das atividades
e projetos da administração governamental.
Itaberaba Multicultural – A Valorização da Diversidade
Uma política cultural democrática reconhece a existência de múltiplas culturas dentro de uma mesma sociedade. Entendendo
a cidade como o grande cenário da produção cultural contemporânea - um espaço de liberdade e de encontro das diversidades –
deve buscar estimular a autonomia dos diferentes grupos culturais, facilitar os canais de comunicação com o poder público e,
principalmente, promover um diálogo intercultural envolvendo todos os atores presentes na cena cultural do município. Um diálogo
que ultrapasse as fronteiras territoriais do município e se estenda a outras cidades da Bahia, do País e do mundo.
Ao Município cabe reconhecer, valorizar, dar visibilidade e apoiar as múltiplas expressões culturais, contemplando as
diversas manifestações, sejam elas: eruditas e populares; profissionais e experimentais; consagradas e emergentes; e,
reconhecendo as dinâmicas inovadoras, como também aquelas gestadas nos diferentes movimentos sociais – comunitários,
religiosos, étnicos, de gênero, entre outros.
O conceito de um autêntico multiculturalismo deve estar associado umbilicalmente à valorização da diversidade cultural e ao
fortalecimento da democracia cultural.
A cidade de Itaberaba teve uma formação histórica caracterizada pelo encontro das culturas indígenas e posteriormente, ao
longo do último século, de migrantes das mais diversas nacionalidades. A cena cultural itaberabense é resultante desse processo
histórico e as políticas públicas devem buscar prioritariamente fortalecer a sua identidade como cidade multicultural, valorizando
todas as suas expressões culturais, tendo como meta estratégica para os próximos dez anos consolidar Itaberaba como a “Cidade
Multicultural da Bahia”.
6 PLANO ESTRATÉGICO DE GESTÃO CULTURAL HISTÓRICO
A Secretaria de Cultura de Itaberaba - SEMUC, criada em 20 de abril de 2010, mediante Lei Nº 1.185, tem como um dos
principais objetivos a consolidação do Sistema Municipal de Cultura, para favorecer consecutivamente a elaboração e
implementação do Plano Estratégico de Gestão Cultural para o Município de Itaberaba, o qual vem sendo enriquecido no debate
com a sociedade civil, através das diversas instâncias de participação do Governo Municipal: Fórum Territorial de Cultura,
Orçamento Participativo, Conselho Municipal de Política Cultural, Comissão para Consolidação do Plano Municipal de Cultura e
Conferências Municipais de Cultura.
O Plano Estratégico adotou como princípios básicos que orientaram todas as suas ações, a pluralidade, a participação e a
valorização da cultura local, definindo objetivos estratégicos para a gestão cultural da cidade e assinalando os principais pontos de
mudança que devem marcar a política cultural.
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Conselho Municipal
de Política Cultural
Coordenação de
Informações,
Programas e Projetos
Coordenação de
Espaços Culturais
Gerente de
Biblioteca
Coordenação de
Administrativo
Financeiro
Secretário(a)
Gerente de
Arquivo Público
Gerente de
Fomento Cultural
6.1 ORGANOGRAMA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA:
Gabinete do Secretário ( Orgão Executivo)
Conselho Municipal de Política Cultural (Órgão Colegiado)
Coordenação de Informações, Programas e Projetos
Coordenação de Espaços Culturais
Coordenação de Administrativo Financeiro
Gerenciamento de Fomento Cultural
Gerenciamento de Biblioteca
Gerenciamento de Arquivo Público
6.2 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DA POLÍTICA CULTURAL
Desenvolver a cultura em todos os seus campos como expressão e afirmação de identidade;
Democratizar o acesso e descentralizar as ações culturais, num movimento de ida e vinda: centro-periferia-rural / rural-periferiacentro.
Inserir a cultura no processo econômico como fonte de geração e distribuição de renda;
Consolidar Itaberaba no circuito estadual, nacional e internacional da cultura.
6.3 PRINCIPAIS PONTOS DE MUDANÇA NA POLÍTICA CULTURAL:
Implementar um modelo de gestão moderna, transparente e democrática;
Viabilizar uma política cultural ampla e integrada com as demais cidades dos Territórios;
Dar visibilidade, estimular e valorizar a produção cultural local;
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Estimular, através da cultura, o exercício da cidadania e da autoestima dos itaberabenses, especialmente dando aos jovens uma
perspectiva de futuro com dignidade.
6.4 RECURSOS PARA A CULTURA
Orçamento da Cultura de Itaberaba: a Lei Municipal nº 1.205, de 27 de outubro de 2010, criou o Fundo Municipal de Cultura
de Itaberaba – FMC, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, com o objetivo de promover a economia da cultura e fomentar a
criação, produção, formação, circulação e memória artístico-cultural, com custeio total ou parcial dos projetos e atividades culturais
de iniciativa das pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado.
Serão destinados ao FMC pelo menos vinte por cento da dotação da Secretaria Municipal de Cultura, possuindo o mesmo
orçamento próprio.
A origem das receitas que compõem o FMC são as sequintes:
I- Dotação orçamentária própria, prevista no artigo 18 da Lei Municipal 1.205/2010;
II- Contribuições, transferências, subvenções, auxílios ou doações dos setores públicos ou privados;
III- Resultados de convênios, contratos e acordos celebrados com instituiçõespúblicas ou privadas, nacionais ou estrangeuras, na
área cultural;
III- Outros recursos, créditos e rendas adicionais ou extraordinários, que por sua natureza, lhe possam ser destinados.
Com essa estrutura, haverá possibilidade da Secretaria Municipal de Cultura, com o seu trabalho ampliar ainda mais os
recursos para a cultura, através de convênios com instituições governamentais e de patrocínios de empresas públicas e privadas.
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7 NOSSA REGIÃO NO PASSADO:
7.1 OS GRUPOS INDÍGENAS
Na época do Descobrimento do Brasil, as
terras que hoje pertencem ao município de
Itaberaba que em tupí-guaraní, quer dizer
“Pedra que brilha”, já eram habitadas pelo
grupo indígena dos Maracás, da raça dos
tapuias, do grupo lingüísticos Quiriri, que antes
viviam no litoral de onde foram expulsos pelos
Tupinaes e/ou Tabajaras. Os Maracás eram
índios, fortes, valentes, guerreiros e bons
cantores, robustos e bem acondicionados, não
eram sanguinários, nem canibais. Traziam os
cabelos crescidos até as orelhas, enquanto as
mulheres da tribo os tinham compridos e
atados às costas, não entendiam nenhuma
outra língua que não fosse a tapuia.
Grandes flecheiros furavam os lábios e
as orelhas onde atravessavam pedras roliças
com as quais também ornamentavam seus
pescoços na crença que tinha grande poder
contra cólicas e dor nos rins e desta mesma
pedra - a nefrita – de cor verde, rara e dura
fabricavam seus machados e raspadeiras.
Na tribo, enquanto os homens cuidavam da caça e da guerra, as mulheres se dedicavam ao trabalho doméstico, à agricultura
e a cerâmica que manipulavam com perfeição. Os índios homens da aldeia eram polígamos, e toda tribo vivia em aldeias e dormia
em redes.
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7.2 PASSAGEM DOS BANDEIRANTES
Notícias remotas da época dos grandes desbravadores do sertão e vestígios de pequenos fortes encontrados em vários
locais que margeiam o médio Paraguaçu, afirmam a passagem dos temidos bandeirantes que atravessavam as terras do município
de Itaberaba.
Rezam as tradições antigas que lutas se travavam entre os primitivos habitantes e os primeiros descobridores, vindos para combatêlos na disputa pela posse da terra, ou para escravizá-los, na ambiciosa caça aos metais preciosos que acreditava haver na Serra do
Orobó, que significa “Ouro bom”.
O padre Leonardo do Vale conta em uma das “Cartas Avulsas dos Jesuítas”, escritas na Bahia, a 26 de junho de 1562, que
no ano de 1561 um determinado capitão (não nomeado na carta) seguiu com cem homens o rio Paraguaçu cerca de 60 léguas,
quando surgiram os aborígenes, habitantes daquela região de armas, em punho, e mataram muitos comandados dos chefes
bandeirantes, obrigando-os a se retirarem. Essa expedição não só atravessou a região do Orobó como foi muito além. Portanto, dos
rios brasileiros “a atrair a ação colonizadora dos sertões” o Paraguaçu foi o primeiro. Men de Sá (1556 – 1572) Governador Geral, no
documento de serviços prestados à Coroa Portuguesa, declarando as guerras neste rio, tendo como conseqüência a destruição de
160 aldeias indígenas.
Alguns anos mais tarde (1572), José de Anchieta relatou: “Há seis anos que um homem honrado desta cidade e de boa
consciência e oficial da câmara que então era, disse que eram descidos do sertão do Orobó naqueles dois anos atrás, 20.000 almas
por conta, e estes todos vieram para a fazenda dos portugueses”.
7.3 O QUILOMBO DO OROBÓ
Os diversos documentos existentes no Arquivo Público de Itaberaba nos leva a crer da existência de escravos negros na
região e no município. O mais interessante, está no fato de ter havido na Serra do Orobó um quilombo que levava o seu nome.
O Quilombo do Orobó caracterizou-se na época por ser um dos mais importantes do Estado da Bahia, chegando a ser temido
de tal forma pelos moradores da região que o Ministro D. Rodrigo de Souza Coutinho, Conde de Linhares, em 23 de setembro de
1786 escreveu ao então governador baiano, Capitão D. Fernando José Portugal, Marquês de Aguiar (1788 – 1801), uma carta
solicitando informações sobre os mesmos mocambos. Este por sua vez atendeu aos pedidos da população local e acionou o
capitão-mor de Entrada e Assaltos, Severino da Silva Pereira, que destruísse o reduto dos Mocambos.
Ao voltar para Salvador em 1796, o mesmo Capitão nomeou seu filho, Bento José Pereira, Cabo e Comandante, incumbindolhe do ataque que destruíra, em dezembro deste mesmo ano, os quilombos de Orobó e de Andaraí.
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Nessa disputa houve mortos e foram aprisionados treze escravos, sendo que uma boa parte conseguiu escapar reunindo-se
noutro quilombo conhecido pelo nome de Tupim, o qual em 29 de abril de 1798 foi aniquilado.
ENTÃO SURGE ITABERABA
Itaberaba surgiu da fazenda São Simão. em 1768,
fundada pelo capitão Manuel Rodrigues Cajado.
Em 1806, a fazenda foi comprada por Antônio de
Figueiredo Mascarenhas, que construiu em 1809 na parte
central uma capela consagrada a Nossa Senhora do Rosário,
aglomerando-se ao seu redor um núcleo de moradores. É
justamente aí neste centro histórico que estão as construções
mais antigas, casarões coloniais, que ainda guardam um
pouco da história antiga de Itaberaba.
„Em 1817 ficou conhecida por Rosário do Orobó, então
pertencente a vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto de
Cachoeira. Em 26 de março de 1877, o município elevou-se
a categoria de vila do Orobó com a Primeira Câmara instalada em 30 de junho de 1877, tornando-se emancipada políticoadministrativa, assumindo a função executiva e legislativa. Na data 25 de junho de 1897, vinte anos depois de emancipada
politicamente foi elevada pela lei estadual nº. 176 a categoria de cidade, recebendo o nome de Itaberaba, que em Tupi-guarani
significa pedra que brilha.
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8 CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
Situação geográfica e populacional
Itaberaba é um município do Estado da Bahia, no Brasil. Localiza-se na 11ª Microrregião Homogênea de Itaberaba que
compõe com os municípios de Baixa Grande, Boa Vista do Tupim, Iaçu, Ibiquera, Lajedinho, Macajuba, Mairi, Mundo Novo, Rui
Barbosa, Tapiramutá e Várzea da Roça, na Mesorregião Homogênea do Centro Norte Baiano, Séde da 18ª Região Administrativa,
e faz também parte da Região Cultural do Piemonte do Paraguaçu. Tem uma estimativa populacional, segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística,(2012) de 70 000 habitantes. Fica às margens da BR-242 - importante rodovia federal - que liga a Bahia
ao Distrito Federal.
É um Município de médio porte destacando-se no semiárido baiano com vegetação e clima próprios da caatinga CaatingaFlorestal estacional, Caatinga Arbórea densa com palmeiras nativas e cactos de diferentes espécies..
Toda divisa ao sul é margeada pelo importante e caudaloso “Rio Paraguaçu” sendo nosso Município beneficiado com 75
Km em extensão de margem, com largura média de 100m e profundidade de 2m. Com águas cristalinas e potáveis é uma das mais
importantes bacias do Estado sendo também responsável pelo abastecimento da cidade. A cidade está situada às margens do Rio
Piranhas que em seu leito foi construído de 1932 o Açude Juracy Magalhães Junior com excelente espelho d´água e alto potencial
para piscicultura e projetos de lazer.
Como todo Município do sertão baiano, tem um clima temperado, sendo mais quente no verão com temperatura média anual
de 30º C (trinta graus centígrados), sendo os meses de junho, julho e agosto os mais frios.
Possui solo: Podzólico Vermelho-Amarelo eutrófico, Planossolo Solódico eutrófico, Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico,
Regossolo euttrófico, ainda em sua geologia, possui Gnaisses chamockíticos, diatexitos, metatexitos, granitóides, rochas básicasultrabásicas, depósios eluvionares e coluvionares.
A Pluviosidade anual (mm): MÉDIA é de 744; a MÁXIMA de 1494; e a MÍNIMA é de 152.mm.
Topônimo
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"Itaberaba" é um termo da língua tupi que significa "pedra brilhante", Da junção dos dois termos itá ("pedra") e beraba
("brilhante"), originou-se o nome do Município, homenageando o grande bloco de granito situado nas proximidades da sede do
Município:
A pedra de Itaberaba.
Economia
A agricultura se destaca como atividade econômica de grande importância para o Município graças as águas do Rio
Paraguaçu que permitem o desenvolvimento de projetos de fruticultura irrigada, que aliada a solos férteis, boa temperatura e boa
luminosidade permitem excelentes índices de produtividade.
Destaca-se ao nível nacional a cultura do “Abacaxi de Sequeiro” considerado o melhor fruto por sua qualidade de “brix”,
possuindo a maior área plantada da Bahia. Hoje, Itaberaba é considerada como a terra do abacaxi.
As diversas indústrias de caçados e móveis, ( atendendo todo o Nordeste e exportando para os estados do Sul do País com
tradição há mais de 20 anos), dinamizam o forte comércio, e o comercio informal o que torna Itaberaba um dos maiores centros
regionais do Estado com centenas de estabelecimentos comerciais, tendo uma das mais frequentadas feiras livres da região.
A apicultura é uma das atividades rurais mais promissoras e rentáveis, tanto do ponto de vista técnico como econômico, com
uma excelente produção, tornando-se assim uma grande alternativa de sobrevivência e fixação do homem no campo.
É um dos principais centros regionais da Bahia, abrigando diversos órgãos estaduais e federais, a exemplo da Diretoria
Regional de Educação, (DIREC 18), Diretoria Regional de Saúde, (18ª DIRES), 11º BPM, 9ª CIRETRAN, Coordenadoria Regional l
de Trânsito, Fundação Nacional de Saúde (FNS ), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, (EBDA), Companhia de
Desenvolvimento e Ação Regional, (CAR). EMBASA REGIONAL, ADAB , 5ª Residência do DERBA , SEBRAE, Cordenadoria
Regional da COELBA, CDL, Agências do INSS, EBAL, Correios e Telégrafos, IBGE, Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) ,
agência da RECEITA FEDERAL, representação regional da OAB e Corpo de Bombeiros.
A cidade conta com agências bancárias do Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Bradesco e
Banco Itaú.
É conhecida como Portal da Chapada, sendo via de acesso a essa região baiana. As festas tradicionais, como o São João,
Natal, Páscoa, Festa da Padroeira Nossa Senhora do Rosário e a Festa de Nossa Senhora das Graças no Povoado de Alagoas,
que atraem milhares de visitantes e devotos, efetivando-se ai, também, o Turismo Religioso.
Outros Pontos Turísticos merecem destaques: o Açude Municipal Juracy Magalhães, Monte de Bom Jesus da Lapa e
Pedra do Vaqueiro; Pedra de Itaberaba, e o Povoado de Alagoas Local de Aparição da Santa à Maria Milza, (Turismo Religioso)
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Educação
Têm escolas regulares do Ensino Infantil e Fundamental e de Educação de Jovens e Adultos ,Municipais na cidade e no
campo (102); Ensino Médio Estaduais (04); Educação de Jovens e Adultos Estaduais( 03); Profissionalizantes Estaduais ( 01);
Programa “ Mais Educação” Municipais (04); estaduais( 03); Modalidades Ensino Fundamental e Médio em Escolas Particulares
(19); uma Universidade Pública a UNEB (Universidade do Estado da Bahia), com os cursos de Pedagogia, História e Letras), bem
com Universidades Particulares, a exemplo da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR),e a Faculdade de Tecnologias e Ciências (
FTC) com Diversidades de cursos, Faculdade de Santa Cruz e o Centro de Ensino de Santa Cruz com cursos múltiplos de
graduação, cursos de pós-graduação e cursos técnicos em várias áreas.
O Indice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB das escolas estaduais e municipais de Itaberaba:
REDE ESTADUAL igual a:
ESTDUAL 5º ANO
19
ESTADUAL 9º ano
REDE MUNICIPAL igual a:
REDE MUNICIPAL 4ª serie
REDE MUNICIPAL 8ª serie
Fonte MEC. 2012
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8.1 EXPLANAÇÃO DETALHADA DO MUNICÍPIO
Emancipação 26 de março de 1877
Localização
Localização na Bahia
Localização no Brasil
12° 31' 40" S 40° 18' 25" O12° 31' 40" S 40° 18' 25" O
Unidade Federativa
Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Itaberaba IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Ao Norte = Rui Barbosa; Ao Sul = Iaçu; Ao Leste = Ipirá; e a Oeste Boa Vista do Tupim
Distância até a capital 266Km
Características geográficas
Área 2 357,185 km² [2]
População 61 623 hab. IBGE/2010 [3]
Densidade 26,14 hab./km²
Altitude 265 m
21
Clima
Período Chuvoso
Semi-árido
Novembro a Janeiro
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,638 médio PNUD/2006
[4]
PIB R$ 281 714,404 mil IBGE/2008 [5]
PIB per capita R$ 4 595,52 IBGE/2008 [5]
8.2 INFRA-ESTRUTURA:
DISTRITO ÁREA CEP TELEFONIA ELÉTRICIDADE
Itaberaba 2.366,1 Km² 46880-000 (75) 3251 Voltagem 220 W
MICRORREGIÃO MESORREGIÃO RODOVIAS DE ACESSO TEMPERATURA ANUAL
Itaberaba Centro Norte Baiano BA 046, BA 488 e BR 242 Média 23.9º C
Máxima 30 0ºC
Mínima 20.1ºC
DISTÂNCIA DA CAPITAL DENSIDADE
DEMOGRÁFICA
ALTITUDE DA SEDE ANO DE EMANCIPAÇÃO
Normal Linha reta POLÍTICO ADMINISTRATIVA
266 Km 200,8 Km 24,9 habitantes p/ Km² 265 m 1.877
22
23
CULTURA DO ABACAXI
Tabela 1612 - Área plantada, área colhida, quantidade produzida e valor da produção da lavoura temporária
Município = Itaberaba - BA
Lavoura temporária = Abacaxi
Ano
Variável
Área plantada
(Hectares) Área colhida (Hectares) Quantidade produzida
(Mil frutos) Valor da produção (Mil
Reais)
2000 800 800 18.400 2.760
2001 1.200 1.200 33.450 4.014
2002 1.320 1.320 36.960 5.174
2003 1.350 1.350 38.000 5.320
2004 1.440 1.440 41.000 10.660
2005 1.460 1.460 41.569 10.808
2006 3.000 2.000 56.000 12.320
2007 2.100 2.100 59.850 21.546
2008 4.600 2.900 86.420 34.568
2009 2.300 2.300 66.700 58.696
2010 2.750 2.750 82.500 74.250
2011 2.900 2.900 81.200 73.080
Fonte: IBGE - Produção Agrícola Municipal
24
Tabela 1551 - Pessoas que frequentavam escola ou creche, por curso que frequentavam - Resultados Gerais da Amostra.
Município = Itaberaba - BA
Ano = 2010
Curso que frequentavam
Variável
Pessoas que frequentavam
escola ou creche (Pessoas)
Pessoas que frequentavam escola ou creche
(Percentual)
Total 19.352 100
Creche 382 1,97
Pré-escolar 1.583 8,18
Classe de alfabetização 1.334 6,89
Alfabetização de jovens e adultos 397 2,05
Fundamental 11.354 58,67
Médio 2.991 15,46
Superior de graduação 1.212 6,26
Especialização de nível superior,
mestrado ou doutorado 99 0,51
Tabela 1549 - População residente, total e a que frequentava escola ou creche, por grupos de idade - Resultados Gerais da
Amostra.
Município = Itaberaba - BA
Ano = 2010
Grupos de idade
Variável
População residente (Pessoas) População residente que frequentava escola ou
creche (Pessoas)
Total 61.631 19.352
0 a 3 anos 3.926 458
4 ou 5 anos 1.836 1.456
6 anos 1.007 953
7 a 14 anos 9.583 9.239
15 a 17 anos 3.467 2.898
18 ou 19 anos 2.330 1.142
20 a 24 anos 5.948 1.468
25 anos ou mais 33.533 1.739
Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010
25
Tabela 1554 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por nível de instrução - Resultados Gerais da
Amostra.
Município = Itaberaba - BA
Ano = 2010
Nível de instrução
Variável
Pessoas de 10 anos ou mais
de idade (Pessoas)
Pessoas de 10 anos ou mais de
idade (Percentual)
Total 51.228 100
Sem instrução e fundamental
incompleto 32.915 64,25
Fundamental completo e médio
incompleto 6.458 12,61
Médio completo e superior
incompleto 9.793 19,12
Superior completo 1.693 3,31
26
Tabela 1378 - População residente, por sexo e idade
Município = Itaberaba - BA
Variável = População residente (Pessoas)
Ano = 2010
Idade Sexo
Total Homens Mulheres
Total 61.631 29.935 31.696
0 a 4 anos 4.886 2.488 2.398
Menos de 1 ano 854 457 397
Menos de 1 mês 67 35 32
1 mês 68 34 34
2 meses 62 35 27
3 meses 89 47 42
4 meses 76 45 31
5 meses 63 32 31
6 meses 56 28 28
7 meses 68 37 31
8 meses 80 45 35
9 meses 77 40 37
10 meses 80 45 35
11 meses 68 34 34
1 ano 1.018 499 519
2 anos 1.093 524 569
3 anos 973 538 435
4 anos 948 470 478
5 a 9 anos 5.616 2.826 2.790
5 anos 1.064 544 520
6 anos 1.052 534 518
7 anos 1.139 580 559
8 anos 1.144 562 582
9 anos 1.217 606 611
10 a 14 anos 5.950 3.016 2.934
10 anos 1.283 638 645
11 anos 1.193 610 583
12 anos 1.148 576 572
13 anos 1.147 576 571
27
14 anos 1.179 616 563
15 a 17 anos 3.570 1.834 1.736
15 anos 1.252 676 576
16 anos 1.209 592 617
17 anos 1.109 566 543
18 ou 19 anos 2.227 1.063 1.164
18 anos 1.128 539 589
19 anos 1.099 524 575
20 a 24 anos 5.948 2.944 3.004
20 anos 1.090 540 550
21 anos 1.133 590 543
22 anos 1.271 616 655
23 anos 1.197 568 629
24 anos 1.257 630 627
25 a 29 anos 5.698 2.704 2.994
25 anos 1.234 590 644
26 anos 1.048 480 568
27 anos 1.178 568 610
28 anos 1.135 567 568
29 anos 1.103 499 604
30 a 34 anos 4.904 2.422 2.482
30 anos 1.055 525 530
31 anos 1.030 496 534
32 anos 1.055 526 529
33 anos 924 434 490
34 anos 840 441 399
35 a 39 anos 4.127 2.031 2.096
35 anos 896 447 449
36 anos 869 418 451
37 anos 827 390 437
38 anos 733 369 364
39 anos 802 407 395
40 a 44 anos 3.665 1.745 1.920
40 anos 806 390 416
41 anos 742 336 406
42 anos 769 369 400
43 anos 662 329 333
28
44 anos 686 321 365
45 a 49 anos 3.271 1.558 1.713
45 anos 695 335 360
46 anos 701 341 360
47 anos 627 289 338
48 anos 604 291 313
49 anos 644 302 342
50 a 54 anos 2.689 1.322 1.367
50 anos 645 324 321
51 anos 531 255 276
52 anos 540 270 270
53 anos 496 233 263
54 anos 477 240 237
55 a 59 anos 2.122 953 1.169
55 anos 486 226 260
56 anos 420 177 243
57 anos 384 176 208
58 anos 413 196 217
59 anos 419 178 241
60 a 69 anos 3.493 1.578 1.915
60 a 64 anos 1.862 853 1.009
60 anos 437 193 244
61 anos 335 148 187
62 anos 424 210 214
63 anos 354 173 181
64 anos 312 129 183
65 a 69 anos 1.631 725 906
65 anos 394 175 219
66 anos 346 155 191
67 anos 326 142 184
68 anos 303 124 179
69 anos 262 129 133
70 anos ou mais 3.465 1.451 2.014
70 a 74 anos 1.237 539 698
70 anos 380 159 221
71 anos 256 125 131
72 anos 206 81 125
29
73 anos 184 85 99
74 anos 211 89 122
75 a 79 anos 921 375 546
75 anos 185 83 102
76 anos 178 79 99
77 anos 171 63 108
78 anos 213 85 128
79 anos 174 65 109
80 a 89 anos 1.037 427 610
80 anos 167 71 96
81 anos 149 59 90
82 anos 116 56 60
83 anos 133 59 74
84 anos 106 44 62
85 anos 93 34 59
86 anos 61 28 33
87 anos 77 27 50
88 anos 71 27 44
89 anos 64 22 42
90 a 99 anos 246 101 145
90 anos 57 28 29
91 anos 30 12 18
92 anos 34 11 23
93 anos 25 12 13
94 anos 24
8 16
95 anos 26
8 18
96 anos 17
9
8
97 anos 13
6
7
98 anos 11
5
6
99 anos
9
2
7
100 anos ou mais 24
9 15
Fonte: IBGE
- Censo Demográfico
30
Tabela 3145 - População residente por situação do domicílio - Resultados Preliminares do Universo
Município = Itaberaba - BA
Ano = 2010
Situação do domicílio
Variável
População residente (Pessoas) População residente (Percentual)
Total 61.631
Urbana 48.485
Rural 13.146
Fonte: IBGE - Censo Demográfico
Tabela 6.1.1 - Domicílios particulares com rendimento nominal mensal domiciliar per capita de 1 a 70 reais, e
valor do rendimento nominal médio e mediano mensal domiciliar per capita dos domicílios particulares com
rendimento nominal mensal domiciliar per capita de 1 a 70 reais, por situação do domicílio, segundo as Unidades
da Federação e os municípios - 2010
Unidades
da
Federação
Município
Domicílios particulares
com rendimento
nominal mensal
domiciliar per capita de
1 a 70 reais
Valor do rendimento nominal
médio mensal domiciliar per
capita dos domicílios
particulares com rendimento
nominal mensal domiciliar per
capita de 1 a 70 reais
Valor do rendimento nominal
mediano mensal domiciliar per
capita dos domicílios
particulares com rendimento
nominal mensal domiciliar per
capita de 1 a 70 reais
BAHIA ITABERABA
Total
Situação do
domicílio Total
Situação do
domicílio Total
Situação do
domicílio
Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural
1647 1070 577 41,25 41,82 40,19 40,00 40,50
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2010.
31
Censo Demográfico 2010 - Resultados Preliminares do Universo
Tabela 6.1 - Domicílios particulares com rendimento nominal mensal domiciliar per capita, e valor do rendimento nominal
médio e mediano mensal domiciliar per capita dos domicílios particulares com rendimento domiciliar per capita, por situação
do domicílio, segundo as Unidades da Federação e os municípios - 2010
Unidades
da
Federação
Município
Domicílios particulares
com rendimento
nominal mensal
domiciliar per capita1
Valor do rendimento nominal médio
mensal domiciliar per capita dos
domicílios particulares com
rendimento nominal mensal domiciliar
per capita
Valor do rendimento nominal
mediano mensal domiciliar per
capita dos domicílios particulares
com rendimento nominal mensal
domiciliar per capita
Total
Situação do
domicílio Total Situação do domicílio Total Situação do domicílio
Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural
BAHIA ITABERABA 16720 13271 3449 435,51 465,80 318,93 255,00 300,00 189,00
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2010.
Tabela 1384 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por classes de rendimento nominal mensal - Universo
Município = Itaberaba - BA
Ano = 2010
Classes de rendimento nominal
mensal
Variável
Pessoas de 10 anos ou mais de
idade (Pessoas)
Pessoas de 10 anos ou mais de
idade (Percentual)
Total 51.129 100
Até 1/2 salário mínimo 6.876 13,45
Mais de 1/2 a 1 salário mínimo 16.187 31,66
Mais de 1 a 2 salários mínimos 4.294 8,4
Mais de 2 a 5 salários mínimos 2.340 4,58
Mais de 5 a 10 salários mínimos 625 1,22
Mais de 10 a 20 salários mínimos 144 0,28
Mais de 20 salários mínimos 36 0,07
Sem rendimento 20.627 40,34
Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010
32
Tabela 1381 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, total e com rendimento, Valor do rendimento
nominal médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade, total e com rendimento
Município = Itaberaba - BA
Ano = 2010
Variável
Pessoas de 10 anos ou mais de idade (Pessoas) 51.129
Pessoas de 10 anos ou mais de idade, com rendimento (Pessoas) 30.502
Valor do rendimento nominal médio mensal das pessoas de 10 anos ou
mais de idade (Reais) 397,68
Valor do rendimento nominal médio mensal das pessoas de 10 anos ou
mais de idade, com rendimento (Reais) 666,62
Tabela 6.1.2 - Domicílios particulares com rendimento nominal mensal domiciliar per capita de 71 a
140 reais, e valor do rendimento nominal médio e mediano mensal domiciliar per capita dos domicílios
particulares com rendimento nominal mensal domiciliar per capita de 71 a 140 reais, por situação do
domicílio, segundo as Unidades da Federação e os municípios - 2010
Unidades
da
Federação
Município
Domicílios particulares
com rendimento
nominal mensal
domiciliar per capita
de 71 a 140 reais
Valor do rendimento
nominal médio mensal
domiciliar per capita dos
domicílios particulares
com rendimento nominal
mensal domiciliar per
capita de 71 a 140 reais
Valor do rendimento
nominal mediano mensal
domiciliar per capita dos
domicílios particulares com
rendimento nominal
mensal domiciliar per
capita de 71 a 140 reais
Total
Situação do
domicílio Total
Situação do
domicílio Total
Situação do
domicílio
Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural
BAHIA ITABERABA 2478 1722 756 108,02 109,30 105,09 106,50 108,00 103,00
33
DISTÂNCIA DE ITABERABA (SEDE) PARA A ZONA RURAL
LOCALIDADE VIA KM LOCALIDADE VIA KM
Aldeia 36 Poço Dantas p/ Vila São Vicente 45
Alagoas (povoado) BA 46 13 Poço Dantas p/ Vila São Vicente 45
Alto Bonito 22 Reserva 40
Alto Vermelho BA 46 Roça Velha 46
Capada / Barro Duro (povoado) 35 São Vicente BR - 242 41
Barro Branco Santa Quitéria (povoado) BR - 488 38
Balisa 12 Santa Helena I(povoado) 40
Batata Serra Verde I 19
Canaã 23 Serra Verde II 20
Capivara 35 Serrote – Lagoa das Pedras 40
Duas Irmãs 46 Sobradinho 40
Ent. Boa Vista 25 Stª Quitéria (povoado) 38
Formosa 20 Tabuleiro 25
Guaribas (povoado) BR 46 23 Tanque Velho 12
Itaíba (povoado) 12 Tamburi 28
Ipoeira (povoado) 26 Testa Branca (povoado) 18
Lagoa das Pedras 45 Toen de Mita 40
Lagoa do Curral (povoado) 24 Tombador 35
Mandu 16 Tutí 25
Monte Verde 35 Vila São Vicente (povoado) 41
Novo Horizonte 30 Vila Nova 38
Periquito I 40 Vitório 20
Periquito II 45
Poço do Capim – Cajá – Vila 30
34
DISTÂNCIA DE ITABERABA PARA OUTRAS LOCALIDADES
CIDADE VIA KM CIDADE VIA KM
AMARGOSA 109 LENÇÓIS BR 242 / BA 850 137
ANDARAÍ BR 242 / BA 142 174 MACAJUBA 67
ARGOIM BR 242 87 MARCIONÍLIO SOUZA BAs 046 / 245 76
BAIXA GRANDE 96 MILAGRES BA 046 72
BARREIRAS BR 242 587 MUNDO NOVO 102
BOA VISTA DO TUPIM BR 242 / BA 130 52 NOVA ITARANA 55
BRASÍLIA BR 242 1286 PALMEIRAS BR 242 / BA 849 161
CASTRO ALVES 131 PORTO ALEGRE 2.841
FEIRA DE SANTANA BRs 242 /116 158 RIO DE JANEIRO BA 046 / BR 116 1.464
IBIQUERA BR 242 / BA 407 81 RUY BARBOSA BR 242 / BA 407 70
IAÇU BA 046 30 SÃO FELIX 192
ITAETÊ 155 SÃO PAULO BA 046 / BR 116 1.812
IBIQUERA 98 SALVADOR BRs 242 / 116 / 324 266
IBOTIRAMA BR 242 378 SEABRA BR 242 186
IPIRÁ BA 488 76 SERRINHA 215
ITAETÊ BAs 046 / 242 155 UTINGA BR 242 / BA142 167
JEQUIÉ BA 046 / BR 116 205 WAGNER BR 242 / BA 142 142
LAJEDINHO BR 242 98 ZUCA 42
35
OS SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO
Para representar o nosso município temos alguns símbolos que simbolizam nosso povo, a nossa terra e o que ela produz.
Nossa bandeira foi criada pelo Artista Plástico Edson Souza que venceu o concurso
promovido pela Casa de Cultura de Itaberaba em 13 / 05 / 1988.
Observe os detalhes:
A bandeira tem três cores que representam o nosso estado. (Branca, Vermelha e
Azul).
Branca – formadora da cruz representa a nossa fé
Vermelha – os retângulos de baixo o clima semiárido
Azul – os retangulos de cima representando as águas do rio Paraguaçú
Ao centro vê-se a Pedra que Brilha, cujo nome Itibiraba, em tupi guarani, deu origem a Itaberaba, apoiada por dois xiquexiques estilizados, juntamente às produções do município.
Por trás da Pedra, a lua cheia desponta (homenagem ao luar do sertão). O conjunto está envolto por duas faixas que
mostram a data de emancipação político/administrativa do nosso Município 26 de março de 1877.
BRASÃO DO MUNICÍPIO
36
HINO DE ITABERABA
Autoria: Donald Amorim (Nadinho) 19 / 06 / 1989
Itaberaba,
cidade reluzente,
Berço de valores culturais.
Seu passado revive no presente.
Sua história em belos madrigais.
Itaberaba,
cidade secular,
onde a vida é um prazer.
Sua grandeza sempre a brilhar
neste canto que a fez crescer.
Itaberaba,
cidade natural,
É aquela num belo entardecer.
Sua pedra de granito a brilhar
Para um povo que a faz engrandecer.
Em seus jardins,
canta alegre o passaredo.
Nas igrejas, há um convite a meditar.
Itaberaba, poesia em segredo,
É nossa mãe, é cidade singular.
37
9 DIAGNÓSTICO CULTURAL DO MUNICÍPIO
O Brasil é um país marcado por não preservar as origens das suas culturas. Muitos acervos importantes para a perpetuação
da história estão sendo destruídos, desconsiderados, ou levados para fora do país por negligência dos brasileiros que não
conseguem mirar que Cultura é: Política social; Política econômica; Política Urbana; Direito; Cidadania; Necessidade; Arte; Prazer;
Bem-estar; Desenvolvimento; Diversidade; Religiosidade. É VIDA na mais essência da significação da palavra.
Vale lembrar, que nos últimos 20 anos de administração pública, o pouco ou quase nenhum estímulo oferecido à Cultura
itaberabense não obstou o esforço e espírito dos seus artistas em conquistar posições de destaque no cenário artístico-cultural em
todo o estado da Bahia, em partes do Brasil e até mesmo no exterior.
Ao invés de perguntarmos: “que modelo de município está se criando para a nossa sociedade”, devemos perguntar:
“que modelo de sociedade estamos criando para o nosso município” se não existem espaços multiculturais para mostra das
produções como: artesanato, artes plásticas e literárias, música, dança, capoeira, teatro, entre outras expressões da cultura, uma
vez que, sem a integração dos jovens no contexto cultural, além de desfavorecer a preservação dos bens patrimoniais existentes,
desmotiva a descoberta de novos valores, e, consequentemente, incentiva o surgimento da marginalização (tráfico e uso de drogas,
prostituição infantil, brigas de gangs de bairros, assaltos e tantas outras delinquências).
Portanto, buscar recursos para criação de espaços culturais é uma atitude imprescindível, para favorecer por inteiro a
reconstrução cultural itaberabense que se perdeu no tempo e no espaço. E assim já dizia Golbert: “O tamanho de um município não
se mede pela expansão do seu território, mas pela cultura do seu povo”.
38
A explanação a seguir define com mais clareza a atual situação cultural de Itaberaba:
INEXISTÊNCIA DE UMA POLÍTICA CULTURAL NO
MUNICÍPIO E PLANO DE CULTURA
Poucos eventos
culturais relacionados
a dança, artes
plásticas, música,
literatura, etc.
Pouca divulgação
dos eventos
culturais no campo
e na cidade
Inexistência de
uma associação
de artistas em
geral
Falta de incentivos
fiscais para
investimento do
comercio na cultura
do município
Pouco estímulo
cultural dado à
população dos
bairros e zona rural
Regulamentação e
amplicação da Lei
Municipal de
Incentivo à Cultura
Inexistência de curso
de capacitação dos
profissionais nas
áreas de música,
dança, artes plásticas
Inexistência de
espaços
apropriados
destinados à cultura
do município
Pouco investimento nas
produções artisticas locais
Estruturação da
Secretaria Municipal de
Cultura, com assessoria
técnica e manutenção
financeira própria
VIDA CULTURAL INEXPRESSIVA
39
MANIFESTAÇÕES CULTURAIS EXTINTAS EM ITABERABA
A sociedade itaberabense mais jovem desconhece as manifestações culturais do passado. Itaberaba como celeiro cultural,
mas que infelizmente foi se perdendo através dos tempos em virtude de que nos últimos anos carregara consigo: “O que não é
vivido, sentido e apresentado, adormece no tempo e no espaço”
1. Terno de Reis – grupo de violeiros e percussionistas com seus trajes impetuosos, onde percorriam ruas e casas da cidade
cantarolando alegres canções populares e quadrinhas adaptadas para o momento.
2. Encomenda das Almas – canto de lamentação às almas, reunindo dezenas de pessoas que saiam pelas ruas da cidade com suas
barulhentas matracas.
3. Bumba-meu-boi – grupo de instrumentistas, cantores e coreógrafos, cujas vestimentas bastante estampadas, onde saiam pelas ruas
em épocas festivas com batuques e muita alegria. Na frente, um boi artesanal carregado por um integrante que fica ocultado em
baixo da montagem, conduzido por um regente. Durante o trajeto o “boi” “investia” sobre o público arrancando muitos risos e
aplausos.
4. Pífaro – grupo musical com dezenas de integrantes, cujos instrumentos eram pequenas flautas, onde saiam constantemente pelas
ruas da cidade tocando as modinhas populares.
5. Regionalzinho – Conjunto de corda, sopro e percurssão que animava as comemorações locais.
6. Filarmônica Lira Itaberabense – banda oficial fundada em 1928, com seus aproximadamente 30 (trinta) integrantes, cuja vestimenta
impecável e seus instrumentos rítmicos e de sopro tocando dobrados, marchinhas, hinos, etc., conduzindo assim o espírito cívico,
festivo e religioso do município.
7. Festivais e Feiras de ARTE – concursos regionais de músicas, teatro e poesias, que também marcavam presenças com
apresentação de artistas regionais. e exposição artesanais e de artes plásticas e literárias e de toda cultura popular da região.
8. Carnaval – nas ruas e clubes da cidade milhares de foliões de todas as faixas etárias saiam fantasiados em seus blocos ou cordões
usando máscaras, carros alegóricos, pulando e se divertindo ao som das charangas e bandinhas locais, exibindo as marchas e
canções carnavalescas.
9. As micaretas – festa em substituição ao carnaval com encontros de trios elétricos e blocos organizados que após desfilarem pelas
ruas da cidade se encontravam na praça principal.
40
10 Culturarte – feira de arte-cultura, com toldos, palco e sonorização, onde os artistas locais e da região circunvizinhas, bem
como estudantes exibiam seus valores, apresentando-se na Praça do Mercado Velho! Hoje praça comercial Jósé
Ribeiro.
11 Os cinemas: Cinema Ideal, Cine Teatro Itaberaba, Cine Bahia – uma das maiores opções de lazer e integração sóciocultural da época. O Cinema Ideal foi o primeiro, inaugurado em 1941.
12 As Festas de Largos – Nossa Senhora do Rosário (padroeira de Itaberaba), São Cristóvão (padroeiro dos motoristas),
quermesses..., com barracas de comidas e bebidas, apresentações musicais, teatrais, exposições de artes, parque de
diversões..., onde contavam com a participação de milhares de pessoas.
13 Gincanas – manifestações de abrangências sócio-culturais realizadas por comunidades estudantis e de bairro.
14 Exposições agropecuárias, com muitas novidades atrativas.
15 Cortejos de Pastorinhas no Natal e apresentação teatral NATIVIDADE .
16 Caminhada Folclórica, resgatando a cultura popular do município, organizada pela Casa de Cultura com as Unidades
Escolares das redes municipal, estadual e particular.
17 Queima de judas – bonecos figurando personagem do cenário nacional com imagem negativa, recheados de bombas e
com testamento humorado, cuja leitura era feita antes da sua queima à meia noite da Sábado de Aleluia.
10 PLANILHA DE ABRANGÊNCIA CULTURAL DO MUNICIPIO DE ITABERABA
41
DEMANDAS PONTO FORTE PONTO FRACO ESTRATÉGIA DE
EMPREENDIMENTO
OBS:
Secretaria de
Cultura
Criação mediante Lei
Municipal nº 1.185 de
20/04/2010
Ainda em estruturação
conforme organograma
Estruturar a sede
Nomear equipe
Em
andamento
Fundo Municipal
de Cultura
Criação, mediante Lei 1.205
de 27/10/2010
Falta implementar Incluir verbas no
Orçamento, com base no
percentual destinado à
cultura: 20%
Em
andamento
Mapeamento
Cultural
A diversidade cultural do
município
Registros realizados
de forma fragmentada
Fazer acontecer o
recadastramento
Em
andamento
Calendário
Cultural Anual
Diversidade de eventos
culturais
Existência de um
desatualizado
Atualizar e fazer acontecer
na prática
Em
andamento
Semana de
Cultura /Aniv.
da Cidade)
Criação mediante Lei
Municipal nº 1.148 de
19/06/2009
Falta de articulação
com os diferentes
setores da sociedade
Fazer acontecer Em
andamento
São João
Valorização da cultura
nordestina e do artista local;
Aquecimento da economia;
Oportunizar momentos de
integração e lazer
Ausência de patrocínio
de empresas de grande
porte
Elaborar projeto para
captação de recursos
através de programas de
incentivo a cultura dos
Governos Federal, Estadual
e empresas privadas
Em
andamento
DEMANDAS PONTO FORTE PONTO FRACO ESTRATÉGIA DE OBS
42
EMPREENDIMENTO
Audiovisual TV Web - Existência de
profissionais na área.
Maior divulgação da TV Lançamento de editais
através do fundo de cultura.
Fazer
calendário
de
lançamento
de editais.
Cinema/
Curta
metragem
Presença de projetos
estruturantes nas U,E.
do Estado (PROVE e
EPA)
Ausência de Cursos de
formação para os membros
da comunidade e
interessados.
Orientação para projetos
para concorrer a editais dos
Governos Federal e Estadual;
Elaboração de projeto para
investimento local.
Radio
pública/
Comunitária
Existência de rádio
comunitária.
Disponibilidade de
acesso à radio
comunitária.
Inexistência de programa
reservado para
apresentações das
produções locais.
Imparcialidade das políticas
partidárias.
Criação de uma agenda e
programa cultural do
município;
Divulgação das produções
artísticas.
TV Pública
Comunitária
Não se aplica Não se aplica Elaboração de projetos para
concorrer a editais dos
Governos Federal e Estadual;
Culturas
digitais
Profissionais na área.
Espaços alternativos de
produção (lan house e
pontos digitais)
Maior ampliação Lançamento de editais
através do fundo de cultura
10.1 ÁREAS TEMÁTICAS / EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
DEMANDAS PONTO FORTE PONTO
FRACO
ESTRATÉGIA DE
EMPREENDIMENTO
OBS
Artes Visuais Existência de artistas profissionais na área Não se aplicam
ações de
estímulo
Lançamento de
Editais através do
fundo de cultura;
Fazer
calendário
de
lançamento
de editais.
Dança Existência de artistas profissionais na área
Literatura
Existência de literatos na área (compositores,
poetas, escritores e cordelistas)
Teatro Existência de grupos e artistas capacitados na área
Música Existência de artistas na área (instrumentistas,
cantores solos, duplas e grupos musicais)
Circo Oportuniza instalações de circos itinerantes Não há
profissionais
43
10.2 PATRIMÔNIO IMATERIAL
DEMANDAS PONTO FORTE PONTO FRACO ESTRATÉGIA DE
EMPREENDIMENTO
OBS
Afrodescedentes Existência de grupos que
cultuam e defendem a
causa das africanidades
Falta de integração entre
os grupos e divulgação
das atividades e eventos
Incentivo às
manifestações artísticos
culturais através de
lançamento de editais
através do fundo de
cultura.
Fazer
calendário
de
lançamento
de editais.
Indígena Não se aplica Não se aplica
Culturas
populares
Existência de grupos que
mantêm as tradições
populares (samba de
roda, baianas, reis,
capoeira).
Fragilidade
organizacional dos
grupos;
Aplicação de ações
isoladas.
Festas e ritos
Existência de
manifestações
ritualísticas e religiosas e
festivais, tais como
(vaquejada/argolinha,
festa da Saudade, festa
junina e de devotos entre
outras)
Aplicação de ações
isoladas
Lançamento de editais
através do fundo de
cultura atendendo todos os
festejos e ritos tradicionais
44
10.3 PATRIMÔNIO MATERIAL
DEMANDAS PONTO FORTE PONTO FRACO ESTRATÉGIA DE
EMPREENDIMENTO
OBS
Pedra de
Itaberaba
Ponto turístico e histórico
tombado por Lei Municipal nº
656/1989 Parque ecológico
favorável a visitação e
pesquisas
Falta regulamentação
do tombamento como
patrimônio histórico,
paisagístico e cultural.
Não há política de
preservação.
Regulamentação da
lei de tombamento e
preservação;
Monumento
Largo do
Cruzeiro
Área recuperada e
preservada
Próximo ao centro
Ausência de
tombamento
Realizar
tombamento através de
projeto de Lei Municipal
Povoado de
Alagoas
Localidade túrística
religiosa, se destacando
como uma das maiores
romarias da Bahia
Perante Lei 817/1995
reconhecido como Patrimônio
Arquitetônico, HistóricoCultural e Religioso
Pouca atenção do poder
público diante da
importância do
Povoado.
Pouco envolvimento da
comunidade local
Buscar projetos de
urbanização e
estruturação para
acolhimento da
demanda de romeiros
Monte de Bom
Jesus da Lapa
Ponto turístico e histórico
tombado por Lei Municipal nº
726/1991
Favorável a visitação;
Área já preservada e
reconstruida, com
aconstrução do Mirante,
Monumento ao Vaqueiro e a
Praça do Poeta;
Espaço favorável a
programações culturais
Poluição visual (torres
de televisão, celular)
Ausência de sanitários
públicos
Regulamentação da
lei de tombamento e
preservação;
Instalação de
Sanitários
45
Açude Juracy
Magalhães
Ponto turístico e histórico
tombado por Lei Municipal nº
660/1989 Favorável à área de lazer,
visitação
e implantação de
um parque florestal e
ecológico Lei 1007/2003 de Criação
do Parque Ecológico
Municipal
Poluição da água;
Regulamentação da
Lei já existente para a
preservação do
patrimônio Elaboração de
projeto
s
culturais
Praça e Casario
de N. Srª do
Rosário
Ponto turístico e histórico
tombado por Lei Municipal nº
758/1992 Favorável à visitação; Reforma da Praça com
espaço cultural e de lazer
As fachadas das casas
estão sendo
modificadas por falta da
regulamentação da lei
.
Ausência de sanitários
Praça J. J.
Seabra
Localizada no centro da
cidade; Área de alimentação e
lazer; Oportuniza apresentações
artísticas.
Intensa poluição
sonora e falta de
fiscalização pelo
s
órgão
s responsáveis.
Ausência de
regulamento para o
funcionamento das
apresentações culturais;
Plano de ação
(regulamento e
fiscalização pelo poder
público
)
Praça de
eventos
Josenildo
Miguel de Brito
Localizada no centro da
cidade; Área favorável para
grandes eventos;
Falta de estrutura fixa
(palco com camarim e
sanitários) apropriados
para apresentações
multiculturais
Elaboração de Projeto
de viabilização da
estrutura
Concha
Acústica
(Estádio da
Primavera)
Espaço amplo e favorável
para grandes eventos; Próximo ao centro da
cidade;
Espaço ocioso e
depredado.
Elaboração de projeto
para revitalizar o
espaço; Captação de recursos
junto ao Estado, União
e/ou empresas privadas
46
Sede da
Filarmônica Lira
Itaberabense;
Filarmônica Lira
Itaberabense
(banda de
música) e
Escola de
Música Zulmira
Silvany
Localização central; Ponto de referencia histórica
e cultural; Espaço utilizado também
para funcionamento da
Escola de Musica Maestrina
Zulmira Silvani
Espaço depredado Inadequado para o
funcionamento da
Escola de Musica; Insuficiência de
instrumentos musicais; Inadimplência com a
Receita Federal;
Reativação da Lira; Elaboração de projeto
para reforma,
adequação e ampliação Capitação de recursos Regularização junto à
Receita Federal
;
Museu
Não se aplica
Inesistência de política
pública
Elaboração de
projetos para concorrer
a editais dos Governos
Federal e Estadual;
Arquivo Público
Municipal
Roque
Fagundes
Parceria com a
Fundação Pedro Calmon
(assessoria administrativa )
Inexistência de Prédio
próprio e adequado; Falta de material de
trabalho e
equip
amentos
Falta de
informatização Ausência de
climatização. Divulgação do órgão Falta de um arquivista
Elaboração de
projetos para concorrer
a editais dos Governos
Federal e Estadual; Captação de recursos
para construção de
sede apropriada
Biblioteca
Municipal A
DENARD
Localização central; Contemplada com o
projeto de informatização
.
Ausência de
climatização. Espaço inadequado
para atendimento da
demanda; Falta de bibliotecário
Captação de recursos
para construção de
sede apropriada
47
10.4 OUTROS ESPAÇOS ALTERNATIVOS E PARTICULARES / AUDITÓRIOS E SALAS DE REUNIÕES
DEMANDAS PONTO FORTE PONTO FRACO ESTRATÉGIA DE
EMPREENDIMENTO
OBS
Espaço Cultural da
Paróquia N. Srª do
Rosário
Adequado a
realização de pequenos
eventos sociais e
artístico-culturais
Não se aplica Não se aplica
Parque de
Exposições
Mandacaru
Área construída para
fim específico
Não se aplica Não se aplica
Antiga Estação
Ferroviária
Localização central;
Referencia Histórica
Área concedida para
uso da cultura do
município
Exploração
inadequada;
Espaço depredado;
Morosidade na
relocação dos
comerciantes;
Demora do início da
reforma
Criação de Lei e
Projeto destinando o
local como espaço
cultural : ESTAÇÃO da
CULTURA
Captação de recursos
para revitalização do
prédio.
MEGALOVE
CENTER
Espaço particular,
localizado no centro da
cidade, com grande
capacidade de público
AABB Associação afastada do
centro da cidade, com
grande capacidade de
público
CLUB DO CAFÉ Espaço particular,
localizado no centro da
cidade
CLUBE DOS
SARGENTOS
Associação afastada do
centro da cidade, com
grande capacidade de
público
48
CLUBE DOS
SOLDADOS
Associação afastada do
centro da cidade, com
média capacidade de
público
SÍTIO FEST Associação afastada do
centro da cidade, com
média capacidade de
público
BAHIA FEST HALL Espaço particular
localizado no centro da
cidade, com espaço
médio ao público
CENTRAL FEST Espaço particular
localizado no centro da
cidade, com espaço
médio ao público
MARIETA FEST Espaço particular
localizado no centro da
cidade, com espaço
médio ao público
SAYONARA FEST Espaço particular
localizado no centro da
cidade, com espaço
médio ao público
49
Auditórios e salas de convenções e ou / reuniões
DEMANDAS PONTO FORTE PONTO
FRACO
ESTRATÉGIA DE EMPREENDIMENTO OBS
Auditório do
CETEP
Acessível a parceria
Localização central
Auditório do
SEBRAE
Acessível a parceria
Localização central;
Auditório do
INSME
Acessível a parceria Distante do
centro;
Depredado;
Elaborar projeto de revitalização, adaptação e
ampliação como espaço multiuso.
Elaboração de regulamento para funcionamento.
Captação de recursos
Auditório do
Colégio Modelo
Acessível a parceria
Localização central;
Auditório do NTE
13
Acessível a parceria
Localização central;
Auditório da
Câmara Municipal
Acessível a parceria
Localização central;
Auditório WEB
Hotel
Localização central; Locação
Auditório da
Embasa
Acessível a parceria
Localização central;
Sala de reunião
da Coelba
Acessível a parceria
Localização central;
Auditório da
DIREC 18
Acessível a parceria
Localização central;
Auditório da CDL Acessível a parceria
Localização central;
Auditório da 18ª
DIRES
Acessível a parceria
Localização central;
Auditório da
UNEB
Acessível a parceria
Localização central;
Salão do Clube
do Café
Acessível a parceria Locação
50
11 CALENDÁRIO CULTURAL DO MUNICÍPIO DE ITABERABA
LEGENDA: DM = DATA MÓVEL DF = DATA FIXA
JANEIRO DF – 1º Reveillon – Dia da Confraternização Universal
DF - 06 – Dia de Reis
FEVEREIRO DM - Domingo - Festa do Vaqueiro de Guaribas
DM - Domingo - Festa de Argolinha de Serra Verde
MARÇO DF – 26 - Emancipação Político Administrativa do Município, resolução nº 1715 de 26/03/1877:
Semana de Arte e Cultura – Lei nº 1.148 de 19 de junho de 2009 - Feriado Municipal
DF - 19 – Festa de São José na Fazenda Lagoa Escondida
ABRIL Semana da Páscoa (festa móvel) - DM - Procissão do Senhor Morto
MAIO DF - 2º Domingo: Dia das Mães
DF - 21 – Festa religiosa em homenagem ao Divino Espírito Santo – Povoado de Alagoas
DF - 22 – Festa da Padroeira de Guaribas – Santa Rita
JUNHO DF - 13 – Festejos de Stº Antonio - Evento religioso
DF - 24 – Festa de São João
DM - São Pedro – No povoado de Testa Branca
DM – Argolinha no Lajedo de Cima
JULHO DF - 2º Quinzena – Novenário de São Cristóvão na Praça Lauro Silva
DM - 20 - Festa de Argolinha – Povoado de Santa Helena
DF - 26 – Festa da Padroeira Senhora de Santana em Ipoeira - Novenário
AGOSTO 06 – Procissão do Bom Jesus do Monte
16 – Festa de São Roque – Localidade Vila Nova (Zona Rural)
22 – Dia do Folclore
2ª Quinzena - Festa de Argolinha – Vila Santa Helena
SETEMBRO 1ª Quinzena: Festa de Argolinha - Serra Verde
07 – Independência do Brasil, feriado nacional
2º Quinzena: Festa de Argolinha da Vila São Vicente
DM - Festa de Argolinha na Localidade Vila Nova e Duas Irmãs
OUTUBRO 1ª Quinzena: Festa do Barro Duro – São Francisco de Assis – Festa de Largo
DM – Festa de Vaqueiros
DM – Lavagem da Igreja - É tradição a reunião de fiéis e representantes da comunidade
DM - Festa do Rosário - Novenário de Nossa Senhora do Rosário
DF – Festa das Crianças
NOVEMBRO DF - 27 – Evento religioso no Povoado de Alagoas onde são feitas romarias
DM – Encerramento do Circuito de Argolinha, no Povoado de Santa Quitéria
DEZEMBRO DM – Argolinha no Povoado do Mamão
DF - 25 – Natal
51
12 DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA CULTURA MUNICIPAL
Ao vivenciar as Políticas Públicas Culturais Municipais a comunidade itaberabense busca vencer desafios tais como:
Implementação de Processos Participativos para a Elaboração de Políticas Públicas;
Tornar a elaboração da agenda cultural mais participativa;
Transparência em todas as etapas do processo de construção;
Ampliar espaço para aprofundamento das discussões respeitando-se as divergências;
Garantir infra-estrutura adequada;
Considerar o ser humano em sua inteireza. Perceber a integridade das pessoas que participam dos processos e
construir metodologias condizentes é também um desafio que nos leva a implementar verdadeiros espaços de encontro
de pessoas, que trazem, além de ideias e posicionamentos, sonhos, emoções, corpos, vivencias e sentimentos que lhes
são próprios.
52
13 DIRETRIZES IMPLEMENTADAS NAS CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS DE CULTURA
1. PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL
Sensibilizar a comunidade para a importância do turismo como fator de desenvolvimento econômico:
Implementar o Turismo no povoado de Alagoas, no mês de novembro, viabilizando melhoria da rede hoteleira,
vias de acesso e transportes para turistas.
Promover e preservar as expressões artísticas e culturais itaberabense:
Regulamentar as Leis Municipais que estabelecem como Patrimônio Artístico Cultural Arquitetônico os casarios da
Praça do Rosário, O Monte Bom Jesus da Lapa entre outros, a Pedra de Itaberaba, o Povoado de Alagoas, Açude
Juracy Magalhães, fachadas residenciais e demais prédios coloniais e barrocos da praça do Rosário e a Ponte da
Via Férrea Federal Leste Brasileiro, localizada no Rio Piranhas.
Construção da Praça José Dias Laranjeira - Projeto aprovado pela Câmara Municipal:
Início da Avenida Rio Branco, local do Tanque de Pedra próximo ao Açude Juracy Magalhães, restaurando e
preservando um dos nossos marcos históricos: O PORTAL DE INÍCIO DA CIDADE, construído no final do século
XIX.
Instalar Núcleos de Estudos e Pesquisa em Simbologias e Diversidades Culturais, com espaços próprios em
parceria com Universidades e outras Instituições.
Ampliação do espaço físico, atualização do acervo, e informatização da Biblioteca Municipal e Arquivo Público.
Garantir recursos para realização de oficinas de Artes nos bairros e zona rural contemplando todas as linguagens
artísticas;
Transformação da Rodoviária Velha em Museu Municipal;
Transformação do recinto do Açude Juraci Magalhães em espaço turístico, que promova lazer, e geração de
emprego e renda;
2. CULTURA, CIDADE E CIDADANIA
Instalar um monumento histórico em homenagem aos Índios Maracás. Com local a ser decido em consulta
pública;
Garantir o tombamento, preservação e valorização dos monumentos históricos existentes no Município;
Transformar a Pedra de Itaberaba em Patrimônio Público e Museu natural difundindo as espécies de Plantas
medicinais da caatinga;
Descentralizar os bens culturais através de criação de bibliotecas itinerantes, de feiras e festivais culturais,
para circular em bairros, periferias, vilas e povoados, promovendo criação e divulgação cultural com valorização e
resgate das produções culturais de cada local;
Revitalizar a Filarmônica Lira Itaberabense, e para realização de oficina de produção de instrumentos e de
músicas para crianças e jovens;
53
3. CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Criação de uma TV Pública Municipal
Incentivar, através de concursos e festivais, a criação de um acervo cultural no município
Criar um centro digital para o protagonismo juvenil (cinema, vídeo, videoteca)
Estabelecer investimentos municipais para infra-estrutura e recepção às manifestações culturais locais e
regionais;
Promover o acesso igualitário da população à cultura, bem como o seu fomento e valorização no Município.
4. CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
Manter parceria com o empresariado local, a fim de esclarecer a respeito da lei de incentivo fiscal à cultura
através de fóruns, seminários para fomentar uma efetiva participação da iniciativa privada com o poder público
local no apoio às manifestações artísticas e culturais;
Garantir a regulamentação para a realização da Semana de Arte e Cultura do Município em parceria com as
Secretarias Municipais, Órgão Estaduais e Federais, de modo a valorizar a cultura local;
Promover a ampliação da divulgação dos atrativos turísticos de Itaberaba em parceria com o Governo do Estado;
Fortalecer e articular os componentes da cadeia produtiva da cultura rural e ecológica com participação do poder
público local e da comunidade;
Implantar e difundir calendário de eventos relativos à cultura itaberabense;
Fortalecer e ampliar as instituições voltadas ao apoio, à difusão e a comercialização da produção cultural local;
5. GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA
Censo Cultural Municipal amplo, levando em consideração especificidades e as vertentes de cada manifestação
artística, considerando as especificidades do gênero;
Divulgação da lei de incentivo à cultura como forma de implementação do plano Municipal, Estadual e Nacional de
cultura;
Criação e implementação do Sistema Municipal de Cultura;
Estruturar a Secretaria de Cultura obedecendo seu organograma, garantindo-lhe recursos materiais e humanos
bem como uma Acessória Municipal para elaboração de projetos;
Fazer valer a Lei Municipal 816/95 (lei do Silencio) com equipe para fiscalização e atendimento as ocorrências e
aplicar punições a quem a infligir.
54
14 PLANILHA DE AÇÕES CULTURAIS
I. ARTES CÊNICAS – linguagens relacionadas com os segmentos de teatro, dança, circo, ópera, música e congêneres;
II. ARTES PLÁSTICAS E GRÁFICAS – linguagens compreendendo desenho, escultura, colagem, pintura, instalação,
gravura em suas diferentes técnicas de arte em série como litogravura em metal e congêneres, com a criação e/ou
reprodução mediante uso de meios holográficos, eletrônicos, mecânicos, ou artesanais de realização;
III. CINEMA E VÍDEO - linguagens relacionadas respectivamente com a produção de obras cinematográficas ou
videográficas (composição e realização), ou seja, registro de imagens e sons através de câmaras obedecendo a um
argumento e roteiro;
IV. FOTOGRAFIA - linguagem baseada em processo de captação e fixação de imagens através de câmaras (máquina de
fotografar) e películas (filmes) previamente sensibilizadas, além de outros acessórios de produção;
V. LITERATURA – linguagem que utiliza a arte de escrever em prosa ou verso nos gêneros: conto, romance, poesia e
ensaio nas demais áreas;
VI. MÚSICA – linguagem que expressa harmonia e combinação de sons produzindo efeitos melódicos e rítmicos em
diferentes modalidades e gêneros;
VII. ARTESANATO – linguagem que expressa a arte de confeccionar peças e objetos manufaturados, não seriados e em
pequena escala, utilizando materiais e instrumentos simples, sem o auxílio de máquinas sofisticadas de produção;
VIII. PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL - conjunto de bens materiais ou morais pertencentes a uma pessoa, empresa,
instituição ou coletividade;
IX. TRADIÇÕES POPULARES - conjunto de manifestações típicas, materiais e simbólicas, transmitidas de geração a
geração, traduzindo conhecimentos, usos, costumes, crenças, ritos, mitos, lendas, adivinhações, provérbios, cantorias e
folguedos, entre outras;
55
X. MUSEU – instituição de memória, preservação e divulgação e divulgação de bens representativo da história, das artes,
da cultura, cuidando também do seu estudo, conservação e valorização;
XI. BIBLIOTECA – instituição de promoção de leitura e difusão do conhecimento, congregando um acervo de livros e
periódicos (jornais, revistas, boletins informativos) e congêneres, organizados e destinados ao estudo, à pesquisa e à
consulta, nas áreas da história das artes e da cultura;
XII. ARQUIVO – instituição de preservação da memória destinada ao estudo, à pesquisa e à consulta;
14.1 ATIVIDADES / AÇÕES:
I- CURSOS - Através de oficinas ou casas transitórias, com recursos materiais e humanos da região para cursos diversos
como: Artes Cênicas, Plásticas, Literárias, Fotográficas, Folclóricas; Dança; Música, Moda em geral... oportunizando aos
que sentem a sede do saber.
II- EXPOSIÇÃO DE ARTES - Criar meio de manifestações que possibilitem aos artistas expor suas obras de arte ao
público não só por idealismo sócio-cultural, mas também como meio de sobrevivência.
III- FESTIVAL - Seja a nível municipal ou regional torna-se imprescindível que a oportunidade seja livre a todas as
linguagens artísticas e culturais.
IV- PRODUÇÃO AUDIO VISUAL - Refere-se a discos, fitas, vídeos e propagação na mídia (rádio, televisão, jornais,
revistas...) aos artistas, priorizando os menos favorecidos e que possuam realmente talento para tais investimentos;
podendo ser em forma de coletânea (entre todos ou a maioria dos artistas) e individual a depender das perspectivas
favoráveis não só ao artista, mas também ao município.
V- PRODUÇÃO LITERÁRIA - As obras do tipo poesias, contos, simpatias, receitas medicinais e gastronômicas de
produtos naturais da região, bibliografias dos grandes vultos do município, histórias em quadrinhos com temas
educativos... também poderão ser produzidas e propagadas para o crescimento sócio-cultural e econômico do artista e
município.
56
VI- PALESTRA - Orientações, troca de aprendizados, apresentação de novas técnicas... introduzidas por profissionais
capacitados, favorece notoriamente o ímpeto de desenvolvimento prático dos artistas em suas atividades.
VII- OFICINAS - Desde o simples ao mais sofisticado padrão estrutural, as oficinas sempre serão os principais meios
favoráveis à descoberta, resgate e ao aperfeiçoamento teórico e prático da arte.
VIII- APRESENTAÇÕES - Uma das maiores formas de incentivo e valorização ao artista é oferecer-lhe oportunidades
para que ele possa mostrar ao público sua obra, sua capacidade prática de criação.
IX- PRÊMIOS - Esta é outra forma de incentivo e reconhecimento dos valores artísticos, podendo ser manifestado de
maneiras variadas como: medalhas, troféus, certificados, convites, carteirinha de identificação artística que favoreça o
livre acesso em apresentações diversas, produção e multimídia, contratos remunerados, propostas de trabalho...
X- AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS - De suma importância para estimular o resgate às fanfarras, grupos folclóricos,
oficina fundo de quintal, ao trabalho artesanal e demais artes, para que o artista menos favorecidos em especial, possam
sair do anonimato e assim desenvolver sua aptidão de maneira social e economicamente.
XI- CONSTRUÇÃO - Em se tratando de deficiências ou falta de espaços culturais, a zona rural é a mais sacrificada e,
diante de tantos improvisos para a prática da arte, o artista vai perdendo o estímulo e para evitar a perda dos valores
culturais nada mais prático do que construir salões, clubes, galpões, quadras...
XII- ACERVO MUSEOLÓGICO - O Brasil é um país marcado por não preservar as origens das suas culturas. Por
negligência os brasileiros não se importam com a cultura do passado e só pensam na renovação, o que acarreta uma
perda de grandes documentos históricos e que sem esses, nada se pode provar, ficando apenas com suposições e falsas
provas.
XIII- RESTAURAÇÃO - Existem muitas obras de arte em estado deplorável pela falta de visão política cultural de alguns
governantes. São obras históricas como: residências, patrimônios públicos, monumentos, acervo fotográfico, santuários e
tantos outros acervos arquitetônicos, históricos... que precisam e merecem uma atenção especial.
IVX- ACERVO BIBLIOGRÁFICO - Evidentemente, o registro literário dos nossos artistas e suas respectivas obras
contribui para a perpetuação histórica individual e coletiva da humanidade.
XV- SEMINÁRIO - A habilitação mental, psicológica e filosófica é imprescindível para a evolução do espírito artístico e
cultural num país onde ao invés de receber, é o artista quem paga para fazer Arte.
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XVI- HUMANIDADES - Literária – Com a mão-de-obra artística do município, podemos confeccionar cartilhas
educacionais com histórias em quadrinhos, charadas... nas mais variadas linhas do ponto de vista sócio-econômicopolítico-cultural, de maneira que estimule nas crianças o gosto e o hábito pela leitura. Veja modelos a partir da página 12.
XVII- HUMANIDADES - Musical – Dado ao riquíssimo acervo artístico do nosso município, poderá ser introduzido
especialmente às crianças, orientação musical a partir de uma didática de iniciação, ou seja, um ABC musical e
conseqüentemente será passado os princípios práticos. Veja modelo a partir da página 12.
XVIII- HUMANIDADES - Patrimônio Cultural – Infelizmente, os meios de comunicação deixaram de ser cultural, a
evolução, a modernidade..., substituem as modas de viola, cantigas de roda, contos... Toda aquela ingenuidade do
folclore, hoje é vista como filantropia e, se quisermos evitar a extinção total, não podemos medir esforços.
IXX- URBANISMO - Cultura e natureza são dois fatores presos a um mesmo elo. A natureza é fonte de inspiração do
artista...
Urbanizar refere-se à polidez da comunidade.
XX- ARTES INTEGRADAS - A Cultura é uma árvore que se “apequena” para caber na “finitude” da natureza humana.
Dela sairá muitos galhos e frutos nos mais variados campos de expressão. Basta planejar, praticar e se deliciar.
XXI- MAPEAMENTO CULTURAL- Cadastro Cultural do Município de Itaberaba - CCMI é um instrumento de
reconhecimento da cidadania cultural e de gestão das políticas públicas municipais de cultura. O cadastro organiza e
disponibiliza informações sobre os diversos fazeres culturais da cidade, bem como sobre seus espaços e fruidores. O
cadastro tem a função ainda, de identificar agentes, comunidades e entidades, até então não incluídas nas políticas
culturais do município, além de regulamentar o acesso a fontes de financiamento das atividades culturais.
XXII- INCENTIVOS FISCAIS – Promover parcerias com entes públicos e privados, objetivando campanhas de incetivos
fiscais, com o fim de agregar recursos financeiros para viabilidade das ações programadas, em observância a Lei
Municipal 1.152/2009.
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REFERÊNCIAS
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http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/regic.shtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Brasileiro_de_Geografia_e_Estat%C3%ADstica
http://www.portaldafolia.com/tudo-sobre-itaberaba/historia-de-itaberaba/
http://www.itaberaba.ba.leg.br/.../NOSSA REGIaO NO PASSA
http://blogs.cultura.gov.br/snc/files/2012/05/PLANO-MUNICIPAL-RECIFE.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Projetos/Nordeste_do_Brasil
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1Table
WordDocument
SummaryInformation
DocumentSummaryInformation
CompObj
Documento do Microsoft Office Word 97-2003
MSWordDoc
Word.Document.8
60
Metodologia da 1ª CNC: Ampliação e Qualificação da Participação Social na Elaboração de Políticas Públicas
João Carlos da cidade de ItaberabaBahia com o Grupo de discussão avalia
as contribuições do Momento
Interativo
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Conferências Municipais e Intermunicipais: Mapas e Tabelas
BAHIA
62
Equipe de elaboração do Plano Decenal de Cultura – Itaberaba-Bahia 2013/2023
63
Itaberaba-Bahia, março de 2013
Olga Guimarães Carvalho Magalhães
Secretária Municipal de Cultura
Dec. 019/2013
João Carlos Pereira dos Santos
Coordenação de Informações, Programas e Projetos Culturais
Decreto nº 020/2013