Estado da Bahia
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PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO 012/23
05 de setembro de 2023
Concede o Título de Cidadã Honorífica de Itapetinga,
Estado da Bahia, ao Sr. Aderbal da Silva Duarte
Filho e dá outras providências.
A MESA DIRETORA DA CÂMARA DE VEREADORES DE ITAPETINGA,
Estado da Bahia, usando de suas atribuições legais, conforme determina o inciso VI, do Art.
73, do Regimento Interno, D E C R E T A:
Art. 1º - Fica conferido Título de Cidadão Honorífico de Itapetinga, Estado
da Bahia, ao Sr. Aderbal da Silva Duarte Filho.
Art. 2º - As despesas decorrentes com o referido Título correrão por conta de
dotação orçamentária existe;
Art. 3º - Este Decreto Legislativo entrará em vigor na data de sua publicação,
revogando-se todas as disposições em contrário.
Valquirio Santos Lima
Vereador PSD
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JUSTIFICATIVA
Apresento a essa Egrégia Casa Legislava o presente Projeto de Decreto
Legislativo que concede Título de Cidadão Honorífico de Itapetinga ao Sr. Aderbal da Silva
Duarte Filho.
Nascido em 1° de agosto de 1949, em Boa Nova, interior da Bahia, Aderbal da
Silva Duarte Filho é filho do casal Aderbal da Silva Duarte e Aracy de Sá Duarte. Pertence a
uma família de quatro irmãos – Roberto, Aderbal, Ana Maria e Nelson – em que dois desses
irmãos residem em Itapetinga – Roberto e Nelson.
Numa parte significativa de sua juventude, assim como a maior parte de sua
família naquele período, residiu em Itapetinga, onde consolidou a sua musicalidade
estudando com o professor Carmélio de Sá.
Com a juventude Itapetinguense, conheceu e desfrutou dos bailes da cidade,
chegando a fundar, no município, o grupo *Os Apaches*, que tocava nas noites de fins de
semana de Itapetinga. Fundou também um grupo mirim de estudos musicais na cidade.
Além disso, é fundador do célebre grupo de música instrumental *Sexteto do
Beco*, que fez muito sucesso no Brasil e no mundo afora, sendo aclamado, sobretudo, no
Japão e na Europa.
Aderbal Duarte é maestro, graduado em Composição e Regência pela
Universidade Federal da Bahia. Discípulo dos professores Ernest Widmer e Walter Smetak,
é estudioso e pesquisador da MPB contemporânea, em particular, das obras de Baden
Powell e João Gilberto, que declarou publicamente a sua admiração e predileção pelo seu
trabalho. Concertista (violão), compositor e arranjador, vencedor do Prêmio Braskem
Cultura e Arte 2003, na categoria Instrumentista Solo, professor universitário, autor de
livros didáticos abrangendo as áreas de Pedagogia Musical, Teoria Musical, Execução
Instrumental, editados no Brasil e na Europa.
Atualmente, Aderbal Duarte reside em Salvador com a sua esposa, Duane
Badaró, onde continua firme com suas pesquisas sobre a Bossa Nova, dando aulas
particulares, lançando livro, fazendo lives semanais e se apresentando musicalmente.
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Embora sua vivência o ateste como cosmopolita, o próprio Aderbal deixa claro
que seu conhecimento, seu pensamento, sua musicalidade e sua sensibilidade têm como
ponto central na sua vida a cidade de Itapetinga, onde ele conheceu e teve acesso às ideias
basilares que o formou como o grande músico que atualmente é.
TEXTO DE APRESENTAÇÃO E CHAMADA DE ADERBAL
DUARTE EM SUA APRESENTAÇÃO NA FACI, DIA 27/05/23,
por Eduardo Duarte.
Que beleza é morar em um país que, embora complexo e
possuído de muitas contradições, ainda nos ofereça, de modo
particular, uma música riquíssima como a música brasileira.
Essencialmente binária, traz consigo uma multiplicidade sem
igual, que causa encantamento em qualquer ouvido pelo qual
ela trafegue.
Decifrar estética e tecnicamente, de forma minuciosa, a
grandiosidade da música brasileira é um trabalho que
raríssimas pessoas culminaram com virtuosidade, haja vista
que, para tal, faz-se necessário ser não somente um músico no
sentido estrito, é preciso, também, ser um melômano,
compreender a arte em seu sentido lato e entregar-se
devotamente àquilo que faz.
Como um dia escreveu o imortal baiano Gilberto Gil, “Minha
Música // Musa única // [...] // Ela que me faz navegador”.
Assim, Aderbal Duarte entregase à música e presenteia a
humanidade com a sua musicalidade, transfigurando a Bahia
em suas mãos, ao fazê-las passear pelas cordas do seu canoro
violão.
Em sua música, a contradição brasileira torna-se arte e, nela,
imprime o sotaque baiano no balanço constante do impulso
rítmico, embelezando e sofisticando ainda mais o que já é, por
regra, sofisticadamente belo! Itapetinga, chega de saudade:
com vocês, Aderbal Duarte!
Por estes motivos é que peço a aprovação do presente Projeto de Decreto
Legislativo.
O Autor