SECRETARIA GERAL
PROJETO DE LEI Nº22/2024
Dispõe sobre a denominação de Rua João
Bezerra da Silva, a atual Avenida B (Loteamento
Santa Mônica), Bairro Aírton Senna, Vitória da
Conquista.
A CÂMARA MUNICIPAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA , Estado da Bahia, aprova a
seguinte lei:
Art. 1° Fica alterada a denominação da Avenida B, (Loteamento Santa Mônica), Bairro Aírton
Senna, Vitória da Conquista.
Art. 2° A referida via pública passará a se chamar Rua João Bezerra da Silva.
Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em
contrário.
Plenário Vereadora Carmem Lúcia, 19 de Março de 2024.
Chico Estrella
Vereador Agir 36
CÂMARA MUNICIPAL
VITÓRIA DA CONQUISTA
PROPOSIÇÃO APROVADA EM
REDAÇÃO FINAL NA SESSÃO DO
DIA 26/04/2024
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PRESIDENTE
Hermínio Oliveira
JUSTIFICATIVA
Senhor Presidente,
Senhores Vereadores e Senhoras Vereadoras:
Estamos encaminhando para Vossa Excelência, bem como para meus dignos pares, o incluso
Projeto de Lei que dispõe sobre a nomeação de Rua João Bezerra da Silva a atual Avenida B
(Loteamento Santa Mônica), Bairro Airton Senna, nesta cidade.
João Bezerra da Silva nasceu em 24 de junho de 1898, na Serra da Colônia, município de Afogados
da Ingazeira no estado do Pernambuco. Filho de Henrique Bezerra da Silva e Marcolina Maria
Bezerra da Silva.
Ele foi um Policial Militar de Alagoas, que se tornou famoso no país todo depois do Massacre de
Angicos. Nativo de Afogados de Ingazeira, Pernambuco, aprendeu a atirar com o primo, Antônio
Silvino, se tornaria cangaceiro. Alvo de uma infância conturbada, decidiu fugir de casa ainda
jovem.
João Bezerra decidiu entrar no exército, migrando para Maceió em 1919, passando a fazer parte
definitiva do corpo da Polícia Militar em 1922. Com valentia, cresceu rapidamente na carreira,
realizando diversas operações com eficácia e recebendo promoções e indicações por bravura. O
principal local onde viveu era a cidade de Piranhas.
Nas operações que esteve envolvido, lutou ao menos onze vezes diretamente com cangaceiros,
tendo, em uma das ocasiões, sofrido um ataque em que perdeu quatro centímetros de perna e, assim,
se tornou manco. Por esse motivo, Lampião o apelidava de Cão Coxo, em referência à mobilidade
reduzida. Em retribuição ao apelido desonroso, Bezerra passou a chamar o Rei do Cangaço de O
Cego.
Em 1935, casou-se com Cyra Gomes de Britto, com quem construiu uma família enquanto
trabalhava no comando de volantes no estado de Alagoas. Nessa posição, ficou responsável pela
operação que identificou, perseguiu e assassinou o bando de Lampião durante reunião numa gruta
localizada na fazenda dos Angicos, município de Poço Redondo.
Em uma operação bem organizada, eles localizaram o acampamento dos cangaceiros e entraram no
local a noite, atirando com metralhadoras. Depois de mortos, Lampião e Maria Bonita tiveram suas
cabeças arrancadas. Sua atuação na operação o fez nacionalmente famoso, e recebeu diversas
honrarias.
Ele foi recebido pelo presidente Vargas no Palácio do Catete, sendo homenageado. Com o tempo,
chegou à posição de comando da PM de Alagoas. Em 1940, lançou o livro Como Dei Cabo a
Lampião, com descrições da operação mais famosa de sua carreira. Em 1955, entrou na reserva e
passou a trabalhar numa fazenda, plantando.
João viveu ate é 1970, quando sofreu um AVC em Garanhuns. Foi enterrado como herói no Parque
das Flores, em Recife, onde descansa até hoje.
Plenário Vereadora Carmem Lúcia, 20 de Março de 2024.
Chico Estrella
Vereador Agir 36