SECRETARIA GERAL
PROJETO DE LEI Nº 24/2024
Dispõe sobre a denominação de Rua Zé Rufino, a
atual Avenida Central (Loteamento Santa
Mônica), Bairro Aírton Senna, Vitória da
Conquista.
A CÂMARA MUNICIPAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA , Estado da Bahia, aprova a
seguinte lei:
Art. 1° Fica alterada a denominação da Avenida Central, (Loteamento Santa Mônica), Bairro
Aírton Senna, Vitória da Conquista.
Art. 2° A referida via pública passará a se chamar Rua Zé Rufino.
Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em
contrário.
Plenário Vereadora Carmem Lúcia, 21 de Março de 2024.
Chico Estrella
Vereador Agir 36
CÂMARA MUNICIPAL
VITÓRIA DA CONQUISTA
PROPOSIÇÃO APROVADA EM
REDAÇÃO FINAL NA SESSÃO DO
DIA 26/04/2024
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PRESIDENTE
Hermínio Oliveira
JUSTIFICATIVA
Senhor Presidente,
Senhores Vereadores e Senhoras Vereadoras:
Estamos encaminhando para Vossa Excelência, bem como para meus dignos pares, o incluso
Projeto de Lei que dispõe sobre a nomeação de Rua Zé Rufino a atual Avenida Central (Loteamento
Santa Mônica), Bairro Aírton Senna, nesta cidade.
Nascido em 20 de Fevereiro de 1906, o jovem Osório de Farias era fascinado pela música tendo se
tornado sanfoneiro muito novo. Ele rapidamente ficou conhecido como um dos mais respeitados
sanfoneiros da região.
Em muitos anos como um musicista ele foi apelidado de "José de Rufina", uma referência a sua
mãe, Maria Rufina.
Logo seu apelido seria cunhado: Ele ficaria conhecido como Zé Rufino.
Já com muita fama, o sanfoneiro conheceria o temido cangaceiro Lampião, tendo chamado a
atenção do mesmo, Rufino recebeu duas vezes o convite de juntar-se aos foras da lei comandados
por Virgulino, ele rejeitou ambas propostas, ele sabia que rejeitando os convites do criminoso,
jamais teria tranquilidade ao lado de sua sanfona.
Ele então se muda para a Bahia, com o objetivo de tornar-se oficial da Polícia Militar. Em alguns
anos o ex-musicista se tornaria Tenente, carregando em suas mãos as mortes de dezenas de
cangaceiros e criminosos ligados ao Cangaço.
Em meados de 1938, o nome e a reputação do tenente já havia chegado nos ouvido de Lampião que
decidiu tomar uma providência contra o policial, em julho daquele ano, o foragido da lei juntou seu
bando, planejando por um fim a Zé Rufino.
Na manhã de 28 de julho, no entanto, enquanto Corisco se dirigia ao bando, foi alertado que
Lampião havia sido executado pela tropa de João Bezerra da Silva, Corisco, agora cheio de raiva,
jurou vingar seu chefe. Então, em agosto de 1938, matou, à sangue frio, Domingos Ventura e toda
sua família.
Em 1940, com o cangaço já enfraquecido, Corisco e sua mulher, Dadá decidem por sair da vida de
cangaceiros e planejando sua fuga, buscando viver no anonimato. Enquanto passavam pela Bahia
eles se hospedaram na Fazenda Pacheco por certo tempo.
Com algumas informações, Zé Rufino descobre o lugar onde o casal de bandidos estavam
escondidos. O oficial e sua tropa, no 25 de Maio de 1940, surpreenderam Corisco e Dadá, exigindo
que eles se rendessem.
Os criminosos tentaram fugir, porém Dadá foi atingida na perna, e Corisco teve seu abdômen
alvejado, vindo a falecer algumas horas após.
Após a morte de Corisco, Zé Rufino ficou conhecido como o maior caçador de cangaceiros da
História.
Zé Rufino faleceu em 20 de fevereiro de 1969, dia em que completara 63 anos.
A localização de seu túmulo é incerta, ante à falta de identificação.
Plenário Vereadora Carmem Lúcia, 19 de Março de 2024.
Chico Estrella
Vereador Agir 36