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materia nº 102/2024

Tipo Projeto de Lei Ordinária do Legislativo
Número / Ano 102 / 2024
Date 2024-11-21
EmentaDenomina Rua Olga do Alaketu a atual Rua Cel. Maneca Santos que está localizada no Loteamento Vivenda Vale das Flores, no bairro Lagoa das Flores.
native_id19306

Autoria

Tramitação (latest 7)

DateStatusTurnoTexto
2024-12-18 Proposição arquivada — Proposição retirada pelo autor.
2024-12-13 Proposição aprovada em 1º turno — Proposição aprovada em primeira votação na Sessão do dia 13/12/2024.
2024-12-13 Proposição apresentada em Plenário B Proposição em primeira votação na Sessão do dia 13/12/2024.
2024-12-13 Parecer favorável da comissão — Parecer favorável da Comissão.
2024-12-09 Aguardando emissão de parecer da comissão — —
2024-11-22 Proposição autuada e cumprindo prazo de pauta — Proposição autuada e cumprindo prazo de pauta, aguardando envio de emendas durante três Sessões ordinárias/mistas até o dia 06/12/2024.
2024-11-21 Proposição apresentada em Plenário — Proposição em leitura na Sessão do dia 22/11/2024.

Documents (1)

texto original #

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PROJETO DE LEI Nº /2024
Denomina Rua Olga do Alaketu a atual Rua Cel. Maneca
Santos que está localizada no Loteamento Vivenda Vale das
Flores, no bairro Lagoa das Flores.
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições, faz
saber que o Plenário da Câmara aprova a seguinte Lei:
Art. 1° Fica denominada como Rua Olga do Alaketu a atual Rua Cel. Maneca Santos que está
localizada no Loteamento Vivenda Vale das Flores, no bairro Lagoa das Flores. 
Art. 2° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em 
contrário. 
Plenário Vereadora Carmem Lúcia, 19 de novembro de 2024.
Alexandre Garcia Araújo – Xandó
Vereador (PT)
LOCALIZAÇÃO DA RUA 
JUSTIFICATIVA
 Olga Francisca Régis, também chamada de Mãe Olga do Alaketu, foi uma conhecida Iyalorixá do
candomblé jeje-nagô da cidade de Salvador, herdeira de uma das mais antigas casas de candomblé da
Bahia, fundada na primeira metade do século XIX, Ilê Maroiá Laji, o chamado candomblé do Alaketu.
Foi Iyalorixá dessa casa por 57 anos e a deixou para sua sucessora, sua filha carnal Ebomi Jojó, Jocelina
Rosário Bispo. 
 Olga do Alaketu é descendente direta da fundadora do terreiro, mãe de santo Otampê Ojarô, africana,
que no Brasil foi chamada de Maria do Rosário. Nascida em 09 de setembro de 1925, ao tempo em que a
sacerdotisa da casa era sua tia-avó, Dionísia Francisca Régis, que a iniciou para a Orixá Oyá. Olga
tornou-se mãe de santo em 1948, quando tinha apenas 23 anos. Ficou rapidamente uma das mais
conhecidas Iyalorixás da Bahia e recebeu do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a Ordem de
Mérito Cultural por sua contribuição á manutenção dos valores culturais do Brasil. O terreiro do Alaketu
foi tombado em 2004 pelo IPHAN e é considerado patrimônio cultural do país.
 O terreiro Axé Yanguí, localizado na Estrada da Choça, situado no Loteamento Vivenda Vale das
Flores, quadra F, lote 22, está ligado ao terreiro do Alaketu, pois o Babalorixá Júlio Santana Braga,
fundador do terreiro Axé Loiá, localizado em Salvador, era não apenas amigo íntimo de Mãe Olga, mas
tinha importante cargo em sua casa e foi ele quem dirigiu as obrigações funerárias quando houve o
falecimento da Iyalorixá, levando ao terreiro Alaketu no momento dessa obrigação seus filhos de santo
mais chegados, dentre eles, pai Adauto Viana de Brito, Barilé, pai de Ègbón mi Jojó e de sua irmã
sanguínea, Èkéji Nirinha. Como o primeiro terreiro de candomblé localizado no Bairro Lagoa das Flores,
junto ao qual foi plantado um dos maiores arboretos botânicos do Norte-Nordeste. 
 A nomeação da rua “Olga do Alaketu” homenageia desse modo a tradição religiosa afro-brasileira,
fazendo com que nos recordemos de uma de suas sacerdotisas mais proeminetes em nível nacional, mas
também, se torna um indicador de que no Loteamento Vivenda Vale das Flores há uma casa de
candomblé cujas raízes rituais remoantam á Casa Branca do Engenho Velho e cujas relações,
ultrapassando essa casa matriz, se estende a outros terreiros matriciais da Bahia.
 Diante do exposto, segue o abaixo assinado com as assinaturas de todos os que estão ligados ao terreiro
e os presentes moradores da Rua Cel. Maneca Santos:

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