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Denomina de Avenida José Fernandes Pedral Sampaio a atual Avenida Perimetral, que se estende entre a Avenida Olívia Flores e Avenida Gilenilda Alves, nesta cidade.
A CÂMARA MUNICIPAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA, Estado da Bahia, decreta:
Art. 1º Passa a atual Avenida Perimetral, localizada entre a Avenida Olívia Flores e a Avenida
Gilenilda Alves, nesta cidade, a denominação de Avenida José Fernandes Pedral Sampaio.
Art. 2º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogado as disposições em
contrário.
Plenário Vereadora Carmem Lúcia, 16 de março de 2018.
Luís Carlos Dudé
PTB
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Justificativa
O presente projeto procura denominar a atual Avenida Perimetral entre as
Avenidas Olívia Flores e Gilenilda Alves, de Avenida José Fernandes Pedral Sampaio.
José Fernandes Pedral Sampaio é até hoje uma das figuras mais importantes da
história política de Vitória da Conquista. José Pedral era neto do coronel José Fernandes
de Oliveira, conhecido como Coronel Gugé, também líder político por quase 20 anos.
Nasceu na residência desse coronel, situada na Praça Barão do Rio Branco, no dia 12 de
setembro de 1925, sendo seu parteiro o médico Régis Pacheco, que futuramente seria seu
padrinho político.
Filho do engenheiro Sifredo Pedral Sampaio e de Dona Maria Fernandes Pedral
Sampaio, foi diplomado engenheiro civil no dia 11 de novembro de 1949 pela Escola
Politécnica da Universidade da Bahia. Fixou-se em Vitória da Conquista a partir de 1954,
com escritório de engenharia na Empresa “Construtora Prumo”. Como engenheiro deixou
suas marcas em prédios conhecidos como o Colégio Sacramentinas e o Clube Social
Conquista.
Casou-se pela primeira vez com Lícia Pedral. Depois de viúvo, casou-se com
Zica Pedral. Não tendo nenhum filho biológico.
Lançou-se na política em 1958, quando perdeu as eleições de prefeito para
Gerson Salles. Teve uma expressiva votação neste pleito e se credenciou como uma
alternativa para a oposição nas próximas eleições. Em 7 de outubro de 1962, apoiado pelo
PSD (Partido Social Democrático) de Régis Pacheco e MTR (Movimento Trabalhista
Renovador – de Fernando Ferrari), venceu facilmente seus adversários Jesus Gomes dos
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Santos (da UDN), Hugo de Castro Lima (do PTB) e Jorge Stolz Dias (do PSP), obtendo
votação superior aos três candidatos juntos.
Em Vitória da Conquista, as ideias de “Reformas de Base” de João Goulart
alcançaram repercussão. Na década de 60 eram aqui discutidas e se fizeram acompanhar
de movimento mobilizador. Os bancários realizaram greve. Os pedreiros fundaram seu
sindicato. Os estudantes organizaram seus grêmios e deu-se início ao movimento
estudantil na cidade.
Pedral assumiu a prefeitura em 7 de abril de 1963 e governou o município até 6
de maio de 1964. Na sua curta administração de 13 meses realizou as seguintes obras:
construção de chafarizes no Alto Maron e bairro de Olavo; calçamento da Rua do Triunfo;
arborização e calçamento da Praça Sá Barreto; convênio com a Coelba, transferindo a
esta a antiga “Empresa Municipal de Energia Elétrica”; e calçamento da Rua Plácido de
Castro.
Durante sua primeira gestão, Pedral transformou o prédio do antigo “Quartel de
Polícia” na atual Prefeitura, e comprou o sobrado de Manoel Fernandes dos Santos Silva,
transformando-o no “Fórum João Mangabeira”. Promoveu ainda a ampliação da Praça da
Bandeira com desapropriações e pavimentações, dando-lhe o nome de “Praça Dino
Correia” (onde foi construído o Conjunto Comercial do Mercadão na administração de
Fernando Spínola).
Em 1º de abril, veio o Golpe Militar, encurtando o primeiro mandato de Pedral
a modestos 13 meses. Os vereadores opositores a José Pedral e pró-ditadura fizeram
aprovar na Câmara Municipal uma proposição convidando a 6ª Região Militar para uma
visita ao município “para apuração de fatos”. Desembarcou na cidade, no dia 5 de maio
de 1964, a força-tarefa repressiva comandada pelo capitão Antônio Bendochi Alves Filho,
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com seu ônibus do terror, estacionado na Praça Rio Branco, no centro da cidade. A
delação, que cresce nesses momentos, economizou esforços do capitão.
No dia seguinte, 6 de maio, as prisões tiveram início, auxiliados pelo despudor
da delação. Para um ônibus, estacionado na praça Barão do Rio Branco, no centro da
cidade, eram conduzidos os prisioneiros. Dali foram levados às celas do Batalhão de
Polícia (o ex-9º BPM), onde eram interrogados, respondendo a IPM – Inquérito Policial
Militar, sob supervisão do sr. Antônio Bendochi Alves Filho, capitão do Exército.
Nesses primeiros dias, tendo o ônibus da Praça Rio Branco como quartel-general
e centro de triagem, José Pedral foi preso, junto com outros nomes como Franklin Ferraz
(juiz trabalhista), Reginaldo Santos (diretor do jornal “O Combate”) e Raul Ferraz
(advogado). O prefeito teve seus direitos políticos suspensos por 10 anos, prorrogados
por mais 10.
Em 1982, após cumprir 20 anos de suspensão, candidatou-se pela legenda 1 do
PMDB e, disputando o cargo de prefeito com Sebastião Castro, Ruy Medeiros e
Margarida Oliveira, foi eleito. As obras de infraestrutura que fez neste mandato,
Conquista usa até hoje, como as feiras do Ceasa e do bairro Brasil e o terminal de ônibus
da Lauro de Freitas.
Na década de 80 tornou-se o maior líder político de Conquista até então, ao
coordenar a campanha política de Waldir Pires para o Governo do Estado em 1986,
derrotando o candidato de Antônio Carlos Magalhães, Josaphat Marinho. Em 1987
assumiu a Secretaria Estadual dos Transportes. Waldir Pires renunciou do cargo de
governador, deixando nas mãos de Nilo Coelho, o qual exonerou Pedral da Secretaria de
Transportes.
José Pedral retornou à Prefeitura em 1988, se reelegendo em 1993. Esta última
gestão ficou marcada por salários do atrasados, fornecedores sem receber e lixo a
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recolher. Completamente diferente de sua administração anterior, quando construiu a
maioria dos equipamentos que está aí até hoje na cidade, abrindo espaço para a chegada
de Guilherme Menezes, o líder político de Conquista na primeira década do século XXI.
Faleceu aos 89 anos, em 16 de setembro de 2014, vítima de câncer.
FONTE: Taberna da História
Luis Carlos Dudé
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