br-locleg corpus explorer

← Andradas (MG)

materia nº 13/2026

Tipo Matérias Recebidas
Número / Ano 13 / 2026
Date 2026-02-13
EmentaManifestações do Cidadão Sr. Carlos José Rosa.
native_id15780

Autoria

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2026-02-18 Despacho Interno — —

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: ocr · backend: tesseract · confidence: 0.96 · pages: 13

WIND
Protocolizado
sobnº ME 1 Ei)
13 FEV Lito E
ED vt
Encarregado
Vereadores Ademir dos Santos Perez, Adilson Carlos dos Santos, Antônio Carlos de Lima, Carlos
Roberto da Silva, Cezar Augusto Ranzani, Diego Felisberto, Luiz Gustavo Gonçalves Xavier,
Valéria de Lima Souza e Regis Basso Andrade.
Prezados EDIS da Câmara Municipal de Andradas.
REF.: Matéria Jornal Andradas Hoje de 07/02/2026 — Cidade/Política.
Título: Biguá: “Presidência da Câmara é diálogo e compromisso com a população andradense”.
REFLEXÕES-PERGUNTAS-DÚVIDAS
Apesar do contexto de toda a minha fala estar mais voltado para o Presidente desta Casa
de Leis, também irei tecer alguns comentários de outros parlamentares e cidadãos sem cargo
público, entretanto, o foco será sobre a entrevista concedida para o Jornal Andradas Hoje do Sr.
Antônio Carlos de Lima (Biguá). Bem como, considero que o tema serve para todos, ou seja,
“Câmara é diálogo e compromisso com a população andradense”.
Tal qual o posicionamento do Biguá — me permitam esta minha deferência ao nome do
Presidente - em gostar de uma boa prosa, de buscar soluções por meio dela, peço que tudo que
passarão a ler sobre minhas reflexões, perguntas e dúvidas, possam ser encaradas como uma
boa prosa de um senhor desta maravilhosa cidade de Andradas, só que, na forma escrita.
Lembrando, que nossa responsabilidade aumentou agora que somos uma Cidade Gastronômica
em 2026, e, também a Capital Mineira do Vinho, viramos destaque estadual, nacional, e porque
não, internacional. DEPENDE DE NÓS!!! Para tanto, também almejo buscar soluções para os mais
diversos problemas nas mais variadas formas, tudo de acordo com as minhas convicções
literárias e gramaticais. Informo que adotarei uma conduta e estilo que usa da definição do
conceito e origem das palavras, passando a citá-las para melhor elucidar o que penso. A
exemplo, o conceito da palavra “edil” que deriva do latim aedilis, referindo-se a um antigo
magistrado romano responsável pela fiscalização da cidade, com funções similares às de um
vereador moderno; outro exemplo, as “convicções literárias e gramaticais”, referindo-se ao
conjunto de crenças, valores, princípios e certezas que um autor, leitor ou falante adota em
relação à produção, análise e uso da linguagem e da literatura. Essas convicções funcionam
como guias ou “filtro” que influenciam o estilo de escrita, a interpretação de textos e a escolha
de normas linguísticas. Também vou adotar o critério de citar trechos do texto da matéria
jornalística, Biguá: Presidência da Câmara é diálogo e compromisso com a população
andradense, para expressar as minhas ideias, opiniões e críticas, que serão acompanhadas das
minhas reflexões e perguntas. Agora, o Biguá será o novo timoneiro desta “nau” chamada
Câmara dos Vereadores. E será nessa nau, nome dado desde o século XVII a navio de grande
porte, com três mastros, velas redondas, e fortemente armado, que o novo timoneiro terá em
suas mãos o “timão”, que não tem nada a ver com o time do Corinthians, mas sim, com o
dispositivo em formato de roda ou volante utilizado pelo timoneiro para controlar a direção do
navio. Também conhecido como roda do leme, funciona como o volante do barco, transmitindo
os comandos manuais para mover a pá do leme, localizada na popa, permitindo alterar o rumo
para bombordo (esquerda) ou estibordo (direita). Assumido o leme, tudo se torna uma
“escolha” durante a viagem, para tanto, que o nosso timoneiro escolha conduzir nosso navio
por águas calmas, desviando das tempestades, ora para bombordo, ora para estibordo. Quero
adiantar e esclarecer, que na presente data de 13/02/2026 (62 Feira), não estou filiado a
nenhuma bandeira político partidária, portanto, não me sujeito ao ditame de qualquer cacique
e/ou liderança partidária, como imagino que “não aconteça” com vocês políticos filiados,
devendo fidelidade partidária, seguindo o Estatuto do Partido e suas ideologias. Para mim, a
“realidade” não se confunde com a “narrativa”, sendo que: REALIDADE, tem por definição a
qualidade do que é real, o conjunto de fatos e acontecimentos que têm existência objetiva,
independente das interpretações individuais. Tem como característica ser bruta, muitas vezes
caótica e nem sempre segue uma lógica linear ou um propósito claro. Fatos: A realidade é o que
aconteceu, as coisas com elas são. Já a NARRATIVA, tem por definição a narração de uma
sequência de fatos (reais ou fictícios) organizados em um tempo e espaço, relatados por um
narrador. Tem como função organizar a experiência, conferir sentido, criar conexões emocionais
e conduzir o pensamento. Aqui surge o elemento criativo, onde, toda narrativa envolve seleção,
ou seja, escolher quais fatos contar e quais omitir. Contudo, nestes tempos estranhos em que
vivemos, somado aos dias maus que virão, mais a chuvarada que não cessa, fará com que o mato
da intolerância cresça e as ervas daninhas da politicagem se proliferarem nesta estação chuvosa
de ano eleitoral. Espero ter deixado bem claro a minha escolha pela realidade, que mesmo
podendo parecer bruta, é a realidade. Na onda dos conceitos, deixo o meu pitaco na definição
da nobre profissão de “jornalista”, como sendo o profissional que coleta, apura, investiga e
divulga informações relevantes e de interesse público, atuando com ética para informar a
sociedade, formar opinião e fiscalizar o poder (minha citação: de todos os poderes públicos —
legislativo, executivo e judiciário — e privados) através de diversas mídias (Tv, rádio, impresso,
digital). Ele busca a verdade, contextualiza fatos, verifica fontes e combate a desinformação,
sendo essencial para a democracia, contribuindo para o senso crítico e a cidadania. E, que
assim seja. Porém, a sua entrevista ao Jornal Andradas Hoje me induziu ao desejo de refletir,
perguntar e tirar dúvidas, expressando as minhas ideias, opiniões e críticas, valendo-me de um
misto de salmos, frases prontas, provérbios, falas de famosos ou não, letra de música, e acima
de tudo de VERDADES. Certamente, essa minha produção poderá incorrer em momentos de
discordâncias e negações, e, até mesmo, em sensações incomodas. Entretanto, o meu objetivo
é, e sempre foi, o de melhorar o nosso meio, a nossa sociedade, aprimorando a sua qualidade
de vida através da cobrança objetiva e honesta sobre a prestação dos serviços públicos de forma
profissional e para todos, sem favores ou privilégios. Destaque para a célebre frase cunhada
pelo dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro, Nelson Rodrigues, que dizia:
“Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”.
Vamos lá, tudo começa com o AGO RA, com as 03 reflexões mais as 10 perguntas = 13,
na 6º feira do dia 13, com 13 páginas. Já dizia o influenciador Henrique Maderite, que nos deixou
recentemente, mineiro de BH, deixou marcas positivas com seus bordões, entre eles: “Sextou,
bebê”! E valendo-me do início do texto original do periódico Andradas Hoje: “Em um cenário
político marcado por mudanças, cobranças por mais transparência e maior participação da
população, a Câmara Municipal de Andradas inicia um novo ciclo sob nova presidência”.
REFLEXÃO 01 - Primeiro, buscarei conceituar o que vem a ser um “novo ciclo”, como
sendo o que simboliza o encerramento de uma fase e o início de outra, marcando um período
de renovação, crescimento e oportunidades de mudança, envolvendo muitas vezes,
autoconhecimento, abandono de hábitos antigos, planejamento de metas e reinvenção de
perspectivas, permitindo recomeçar com mais sabedoria e intenção. Sinceramente, e de
coração, o que eu mais desejo é que Deus abençoe o timoneiro Biguá, iluminando os seus
caminhos para começar com mais sabedoria e intenção. Entretanto, no presente momento eu
não consigo admitir que, com uma troca política possa ocorrer o encerramento de uma fase,
muito menos o início de outra. Em se tratando de coisa público, para mim, tudo é continuação
do trabalho do antecessor em torno de um único objetivo, o da existência da Câmara Municipal
com os seus nove vereadores em prol de um mesmo fundamento basilar, a elaboração de leis,
a verificação do seu cumprimento, a fiscalização de sua execução, e tudo, tudo mesmo, para o
bem estar da população que escolheu os seus eleitos através do V O T O secreto. Mas, será
mesmo pelo voto secreto!!! Aqui começa o engana que eu não gosto, afinal, os deputados e
vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, ao passo que o Presidente da República,
governadores, senadores e prefeitos são escolhidos pelo sistema majoritário, onde, quem
obtiver mais votos sagra-se vencedor. Em outras palavras, para conhecer os deputados e
vereadores que vão compor o Poder Legislativo, deve-se, antes, saber quais foram os partidos
políticos vitoriosos, para depois, dentro de cada agremiação partidária que conseguiu um
número mínimo de votos, observar quais são os mais votados. Encontram-se, então, os
“eleitos”. Inclusive, esse é um dos motivos de se atribuir o mandato ao partido e não ao
político. Mas, como diria o jargão mais falado nos últimos tempos por um dos lados do espectro
político nacional: Lei não se discute, se cumpre. E do outro lado do espectro político, como é
que fica!!! Uma pena os guardiões da Constituição Federal de 1988 não pensarem e nem agirem
assim. O típico, para os amigos do amigo do meu pai, tudo. Para os inimigos, a lei. Afinal, não
basta ser honesto, se faz necessário se mostrarem honestos. De novo, não me engana que eu
não gosto, querem que acreditemos que os representantes políticos dos poderes legislativos,
são escolhidos pelo POVO e com a maioria dos votos? Ou, serão escolhidos por intermédio da
matemática orquestrada pelos próprios partidos políticos através de uma fórmula milagrosa a
“La Tiririca”, elegendo a si próprio e a outros correligionários! Então, cadê a representação
popular? Então, quem representa o POVO, o político mais eleito, ou, o partido mais forte?
Adivinhe, e acredite se quiser, serão os partidos com mais verba do Fundo Eleitoral e do Fundo
Partidário capitaneados por seus caciques. É Nerso, você tinha razão, cadê o ganhou levou?
Resposta: Mooorreu... “Dura lex, sed lex”. “A lei é dura, mas é a lei.” Uma pena uns serem mais
iguais que outros. Quantos eleitores andradenses, mineiros e nacionais, foram informados pelos
políticos que não ganha o candidato a deputado ou vereador que mais teve voto popular nas
urnas? É como pagar e não levar, escolher e não ter. COMPRICADO...mais real. Pois é Boris
Casoy, você também tinha e tem razão: “Isto é uma vergonha”.
Considerando o trecho do texto original do periódico Andradas Hoje, que fala: “Reeleito
para o seu segundo mandato como vereador, Antônio Carlos, conhecido como Biguá, assume
agora a presidência do Legislativo em um momento em que o papel da Câmara ganha ainda mais
relevância no debate público e na fiscalização das ações do Executivo”. Fala também sobre o
caminho que o levou a disputar a presidência da Casa, a responsabilidade de conduzir o
Legislativo em um contexto de maior autonomia e independência, e os principais desafios que
se apresentam logo no início da gestão, como a busca pela sede própria da Câmara”.
REFLEXÃO 02 — Usando do conceito para a palavra “autonomia”, que vem do grego auto
(si mesmo) e nomos (regra), é a capacidade de um indivíduo ou entidade agir e governar a si
mesmo com independência, sem subordinação externa. Envolve autodireção, liberdade de
escolha, responsabilidade pelas próprias ações e a capacidade de definir os próprios interesses
e regras. PERGUNTO: Em que momento do ano de 2025, ou, na própria linha do tempo da
Câmara Municipal de Andradas, “não houve” maior autonomia, ou seja, em que momento a
Câmara “não teve” liberdade de escolha e/ou capacidade de definir os próprios interesses e
regras? Isso tudo, sem considerarmos o momento atual e factual das deliberações e votações
plenárias, terem por diversas vezes, um placar numérico favorável a ala considerada de oposição
ao atual governo, em 6 a 3 votos. Já, a palavra “independência”, é a condição de autonomia,
L
liberdade e soberania de um indivíduo, grupo ou Estado, caracterizada pela ausência de
subordinação, dependência ou controle externo. Refere-se à capacidade de autogoverno,
tomada de decisão própria e isenção. Assim, sendo a autonomia e a independência conceitos
sinônimos, correspondendo as palavras que apresentam conceitos parecidos ou muito
semelhantes, acho correto escolher o conceito de independência para caracterizar o Estado com
capacidade de autogoverno, tomada de decisão própria e isenção, sendo oposta a subordinação
ou dominação. E o conceito da “isenção” que significa em sentido mais amplo, ser imparcial ou
livre de deveres, agindo com neutralidade ou desinteresse, como fica? Atualmente, sabem me
dizer onde a isenção não vem acontecendo? DICA: começa com “S” e termina com “F”.
Assistimos, dia sim e outro também, a quebra deste princípio fundamental da isenção, que
assegura que uma decisão seja baseada estritamente nas provas e na lei, mantendo distância
equivalente das partes e evitando preconceitos ou interesses pessoais. PERGUNTO; Tendo como
um dos principais desafios logo no início da sua gestão, a busca pela sede própria da Câmara, de
quanto seria o gasto para a construção desta nova sede, já tem o terreno, projeto aprovado com
licitação de concorrência prontos? O valor pago do aluguel a terceiros, corresponderia a quantos
meses de aluguel, considerando o montante total do custo da obra? Com uma sede própria em
uma edificação novinha em folha, também teríamos um comportamento diferenciado dos
vereadores com mais autonomia, independência e isenção, com placares diferentes dos atuais
6 a 3? Uma nova edificação teria o poder de mudar a atuação dos vereadores ao ponto de
transformar a forma de agirem na sua fiscalização e na votação das matérias de interesse
coletivo da sociedade andradense? A título de conhecimento e informação, nas outras
tentativas passadas de construção de uma nova sede da Câmara, eu participei em uma delas na
elaboração do projeto de combate a incêndio e pânico, bem como, no fornecimento da mão de
obra técnica de um engenheiro civil para o acompanhamento da execução das obras, vindo a
ganhar o acompanhamento técnico, mas, perdendo na elaboração do PSCIP-Projeto de Combate
a Incêndio e Pânico. CURIOSIDADE: Quando fui buscar cópia de todo o projeto executivo para
estudo, as legendas das plantas estavam em nome da Prefeitura Municipal. Mas, o projeto não
era da Câmara! Era tanta independência e autonomia que tinha o dedo do Poder Executivo.
Considerando o trecho do texto original do periódico Andradas Hoje, que fala: “O
Presidente também detalha as prioridades para o ano, comenta a necessidade de aproximar o
cidadão do Legislativo, fortalecer a comunicação institucional e garantir que as emendas
impositivas, sejam efetivamente atendidas”.
REFLEXÃO 03 - Em 2026 com a necessidade de aproximar o cidadão do Legislativo,
fortalecendo a comunicação institucional, garantindo as emendas impositivas, que nada mais
são que o instrumento por meio do qual, os vereadores podem propor a destinação de 1% da
Receita Corrente Líquida (RCL) previsto no projeto da Lei do Orçamento Anual (LOA) para o ano
seguinte. PERGUNTO: Com foco na comunicação institucional, com referência a palestra do Caio
Coppolla intitulada “Dias maus” e entregue em mãos a todos os vereadores, quero destacar o
seguinte trecho: ... sobre coisas públicas com a divulgação dos atos públicos, a escolha dos
temas, a convocação pública, a participação social, o diálogo franco e aberto, o direito de opinar
e deliberar dos segmentos sociais organizados, ou, não organizados — palavra de cidadão; a volta
do direito de fala livre no púlpito da “Casa do Povo” sem filtros ou controles políticos; a
disponibilização antecipada para estudo de “todos” os atos públicos... etc. No meu
entendimento, toda citação se enquadra perfeitamente na aproximação do cidadão com o
Legislativo, bem como, fortalece a comunicação institucional com este mesmo cidadão. Assim,
no quesito comunicação, existe alguma possibilidade em adequar o regimento interno em
o
algum dos seus Art. 277, Art. 277-A 81º ao 68, Art. 279 ao Art. 282; de forma a devolver o direito
de fala ao cidadão no púlpito do plenário da Câmara durante o período de discussão de algum
projeto ou tema do seu interesse, durante a sua presença na sessão e sem a necessidade prévia
de fazê-lo com dois dias úteis de antecedência da próxima seção, com menção sobre a matéria
ao qual falará? O que vale hoje, o Art. 277 onde o cidadão que o desejar poderá usar da palavra
durante a primeira discussão dos projetos de lei, inclusive os de iniciativa popular, para opinar
sobre eles, desde que se inscreva em lista especial na Secretaria da Câmara, antes de iniciada a
sessão; ou, O Art. 277-A, onde o cidadão que queira fazer uso da palavra sobre assuntos de
competência da Câmara Municipal ou de interesse público, e que não guardem relação com
projetos de lei, poderá fazê-lo mediante requerimento protocolado na Câmara Municipal com
dois dias úteis de antecedência da próxima Sessão Ordinária. DÚVIDA: Desculpem pelo meu
desconhecimento e talvez interpretação errônea do Regimento Interno da Câmara, mas,
entendo que no Art. 277, eu cidadão, poderei fazer uso da palavra sobre projetos de lei se me
inscrever antes de iniciada a sessão. Mas, no Art. 277-A, eu cidadão, só poderei fazer uso da
palavra de competência da Câmara Municipal ou de interesse público, que não guardem relação
com projetos de lei e com dois dias de antecedência. Para mim, tudo que entra e sai da Câmara
é de competência dela própria, inclusive os temas de interesse público, mas, não podem guardar
relação com projetos de lei? Ambíguo para o meu raciocínio. Para somar ao meu raciocínio
ambíguo, vem o Art. 281 falando que o Presidente da Câmara promoverá ampla divulgação de
pauta da ordem do dia das sessões do Legislativo, que deverá ser publicada com antecedência
mínima de 24 horas do início das sessões. PERGUNTO: Como opinar, como emitir conceitos e
opiniões sem ler e conhecer o conteúdo dos projetos estudados anteriormente por dias pelos
vereadores, “sobrando para o cidadão 24 horas? Isto sem mencionar o pequeno expediente, o
grande expediente, os requerimentos, as indicações, as moções, etc. Se não trabalhar e nem
dormir, penso que dá mais ou menos umas 15 horas, deveria dar tempo de analisar algo. E outro,
o Art. 282 falando que qualquer associação de classe, clube de serviço ou entidade comunitária
do Município poderá solicitar ao Presidente da Câmara que lhe permita emitir conceitos e
opiniões junto às comissões do Legislativo, sobre projeto que nelas se encontrem para estudo.
Porém, no seu Parágrafo Único, diz que o Presidente da Comissão poderá deferir ou indeferir o
requerimento. E no caso de indeferimento, o Presidente teria a obrigatoriedade de justificar
formalmente ao solicitante o motivo da sua deliberação negativa sobre projeto que se
encontrava na Comissão para estudo? Já no quesito do dinheiro público que vai para as
emendas impositivas, respeitada a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), é composta pelas
Receitas Correntes tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de
serviços e transferências correntes. Podendo ter retirado ou ter deduções comuns, as
transferências constitucionais aos municípios, contribuições de servidores para previdência
RPPS), compensação previdenciária. Sua base de cálculo é a soma do mês atual mais os 11
meses anteriores (somatório dos últimos 12 meses), com a finalidade de servir de base para
calcular limites de gastos com pessoal, dívida consolidada, operações de crédito e garantias. E
para o caso de ser confirmada a arrecadação de R$ 222.192.690,00, com os descontos, sobrará
dinheiro, como ventilado por alguns? Mas, e se a arrecadação não se confirmar, como é que
fica? Devido a celeuma levantada entre o poder legislativo e o poder executivo sobre os VETOS
as emendas de pedido de dinheiro público, entendo da necessidade em seguir o que cabe fazer
em uma casa que elabora as leis, ou seja, caberá seguir as leis. Se estiver fora do quadrado da
lei os eleitos que legislam ou os eleitos que executam, estarão governando sem
responsabilidade. Onde, quem estiver com a verdade, sem as narrativas que escolhem quais
fatos omitir e quais apresentar, farão com que caiam muitas máscaras, indiferentemente do
espectro político partidário. Assim proferiu Jesus Cristo no versículo bíblico João 8:23 — “E
sd
conhecereis a verdade, e a verdade nos libertará”. Também, conhecendo o princípio de
proporcionalidade, e sendo público e notório o fato de que se deve governar com
responsabilidade, seja de que lado político for, não é possível desconsiderar os 9.577 votos =
46,28% transferidos pela maioria da população andradense para a atual chefe do poder
executivo, em contraponto aos 3.426 votos = 16,79% alcançados pelos 06 vereadores juntos,
que atualmente compõem a maioria numérica de vereadores dentro da Câmara Municipal com
Ademir, Antônio Carlos, Gustavo, Carlos Roberto, Diego e Valéria. Em números reais e concretos,
não representam tantos eleitores como pensam e gostariam. Entretanto, eu me nego em
discutir com os fatos e com os números, o tempo será o senhor da verdade, e, quem viver, verá.
Considerando o trecho do texto original do periódico Andradas Hoje, que fala: “Com uma
postura de diálogo e foco no serviço público, Antônio Carlos defende um Legislativo mais
acessível, útil e conectado à realidade dos andradenses. Ao longo da conversa, ele reforça que
a presidência é, acima de tudo, uma oportunidade de ampliar o compromisso com a população
e de contribuir para soluções concretas para o desenvolvimento do município”. Passemos,
então, para a fase das 10 perguntas e respostas do Jornal Andradas Hoje ao entrevistado.
12 PERGUNTA: O que motivou o senhor a se candidatar à presidência da Câmara Municipal de
Andradas? RESPOSTA: Nesta primeira resposta do entrevistado terá trecho resumido, sem a
perda do sentido original. No primeiro mandato como vereador, não passando pela sua cabeça
se candidatar à Presidência, optou primeiro em observar, aprender e entender melhor o
funcionamento da Casa. Já, no segundo mandato, se sentindo mais preparado, optou por
dialogar, articular e construir o caminho encarando posições políticas, como o da presidência,
abrindo oportunidades de servir ainda mais à população. PERGUNTO: Com a devida vênia, é
louvável querer entender melhor o funcionamento da casa, mas, sem a intenção de desqualificar
o seu empenho em observar, aprender, entender, dialogar, articular e construir; sou da opinião
que se tornará uma tarefa muito difícil entender o seu funcionamento seguindo a letra fria da
lei descrita em todos os seus 326 artigos ofertado pela Resolução nº 166, de 07 de fevereiro de
2023, que estabeleceu o novo Regimento Interno da Câmara Municipal de Andradas. Admitindo
ou não admitindo esta dificuldade, penso que complicou e dificultou em muito para o Presidente
administrar a Casa de Leis que, literalmente, muitas vezes se vê engessada e sem rumo. É como
se, ao digitalizar quase tudo, tornando os atos acessíveis pela internet com transmissão digital
e televisiva, substituindo os diálogos e debates ao vivo e a cores, na verdade, estariam
substituindo o diálogo por monólogos que não ouvem a outra parte que só assiste do outro lado
das câmeras. CURIOSIDADE: Eu já participei em tempos passados, de sessão da câmara nas
dependências do prédio da Prefeitura Municipal, em que, a simples presença de um certo
cidadão e empresário, bem sucedido em sua categoria profissional em nosso município,
sentadinho, quietinho, inibiu, e porque não dizer, mudou, a votação que iria retirar recursos da
sua área de atuação e transferir para áreas do lazer e do esporte, durante a votação do Projeto
de Lei Orçamentária da época. E vejam veneráveis vereadores, ele não subiu ao púlpito (naquele
tempo podia, sem inscrições de dois dias de antecedência, sem passar pelo filtro de Presidente
de comissão), ele não falou um “a”. Hoje, como fazer uma coisa destas sem a presença física ou
sem o direito a voz, só assistindo? Não basta o Presidente da Câmara Municipal de Andradas,
no uso das suas atribuições de seu cargo, de conformidade com as Leis em vigor, e com os
poderes que lhe são conferidos, promulgar leis difíceis de aplicar, que no jargão popular, são
conhecidas como leis difíceis de pegar. Penso ser uma covardia para com a população não poder
se expressar normalmente, bem como, seria hipocrisia ficar mencionando termos como a
participação popular nas sessões e audiência públicas. ACORDA BRASIL!
2º PERGUNTA: Como avalia a responsabilidade de assumir a presidência do Legislativo em um
novo momento político do município? RESPOSTA: Vivemos um novo momento, em que o
Legislativo se projeta de forma mais autônoma e independente. Com isso, a responsabilidade
da presidência aumenta. Não entanto, não só eu, mas todos os vereadores, estamos sempre
abertos ao diálogo. Estamos aqui para somar. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que
fomos eleitos e somos os legítimos representantes da população. PERGUNTO: Por acaso, a Chefe
do Poder Executivo e o seu vice, também não foram eleitos pela população? Por que, então,
também não seriam seus legítimos representantes? Será que o novo momento político está
acontecendo só no município de Andradas, em Minas Gerais e no Brasil, não estão tendo um
novo momento político? Aliás, fazer de conta que não está ocorrendo nada de mais relevante
na política nacional como um todo, ficando com cara de paisagem diante dos fatos vistos a olhos
nus, mantendo a criação das velhas e conhecidas narrativas do tipo acuse-os do que você faz,
chame-os do que você é, em nada vai mudar a realidade do momento político atual, como o
roubo dos aposentados do INSS (cadê o Estatuto do Idoso) que durante uma vida inteira
aguardaram suas economias conquistadas com o seu suor e trabalho, descontadas na folha de
pagamento, para terem um final de vida mais descente. No entanto, não só vocês vereadores
estarão sempre abertos ao diálogo para somar, eu, com estas minhas colocações, opiniões,
críticas e oportunidades de melhoria (termo do selo ISO) para todos nós, também estarei sempre
aberto para maiores e melhores esclarecimentos. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que
foi o POVO que elegeu todos os servidores públicos municipais, estaduais e federais. Bem como,
é importante ressaltar que o POVO pagador de impostos é quem banca toda esta gigantesca
estrutura governamental. Nós, o POVO, e não os partidos políticos, é quem somos os
verdadeiros e soberanos representantes de nós mesmos. Porém, não fomos nós que roubamos
nós mesmos. Tenho dificuldades em entender para que servem tantos órgãos fiscalizadores e
de controle do governo federal brasileiro, caros e morosos, que não deveriam ter indicação
política, como o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU), o
COAF, o.... focados na transparência, usando do sigilo de 100 anos, focados no combate à
corrupção, e não vendo o roubo bilionário dos aposentados, focado na administração pública e
política, mas levando a falência uma das instituições mais antigas e valorizada no Brasil em
tempos passados, os CORREIOS. E se deixar, em breve, vão quebrar mais estatais para que o
pagador de imposto pague para cobrir o rombo público, digo, roubo público. Não podemos
esquecer de conhecer a história passada para não incorrermos nos mesmos erros, ou seja,
vender estatais por um valor barato para um grupo de gringos qualquer. Como imaginar que a
CUT (PT - considerada a bombordo) nos idos de 1977, ser contra a privatização e venda da Vale
pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB — considerado a estibordo) por R$ 3,3
bilhões, valendo R$ 100 bilhões, deu um descontinho de R$ 96,7 bilhões. Fazendo as contas,
quanto cada estatal valia na administração do governo federal passado, e quanto vale hoje uma
Petrobrás ou um CORREIOS. Depois, em 2015 com o rompimento das barragens de Mariana e
Brumadinho, deixando um rastro de destruição e mortes, pergunta para o Senador de MG
Rodrigo Pacheco, se ele compartilha da opinião da CUT e o engenheiro civil Felipe Ferreira
Araújo, a época diretor da Associação dos Empregados de Furnas (ASEF) que: a Vale enxerga a
manutenção de uma barragem como custo, redução do lucro. Enquanto, se fosse uma estatal,
enxergaria como uma responsabilidade social. Tá!
32 PERGUNTA: Quais serão os principais desafios logo no início da sua gestão? RESPOSTA: Como
todos acompanharam ao longo de 2025, a Câmara tem como objetivo a aquisição de uma sede
própria. Queremos tirar o Poder Legislativo do Aluguel. No ano passado, avançamos bastante
nesse processo, e agora este é o ano da conclusão. Esse será sem dúvida, um dos principais
: O
desafios iniciais. PERGUNTO: Entendendo ter respondido em parte sobre uma nova sede, dentro
da Reflexão 02, quero fazer uma analogia com as corridas de Fórmula 1 e as corridas na Câmara
em busca de votos, onde, a escuderia da Ferrari que abrigava Michael Shumacher e Rubens
Bariquelo, ofertava a ambos os pilotos, o mesmo carro, ficando o diferencial sobre vitórias para
quem pilotava. Assim, mesmo que com um carro novo não seria garantida a vitória, em que uma
nova sede, que inevitavelmente dispenderá de outros novos gastos, com a troca de mobiliário,
copa/cozinha, sanitários de uso interno e coletivo, sistema de som e vídeo, sistema de segurança
e alarme, arquivos, etc.; tirando o Poder Legislativo do aluguel, como alterará e beneficiará a
população no tocante a melhoria dos trabalhos exercidos pelos servidores da casa e pelos
vereadores eleitos? Por acaso, não realizavam reuniões na sede antiga na prefeitura? Vamos
aqui, ressuscitar a fala do saudoso e querido Sr. Waldemar de Souza Franco: “Os homens
passam, mas, suas obras ficam”. Então, será o poder da fala e do novo? Além de uma nova obra,
o que mais será desafiado em 2026? Por falar em desafio, vou lançar um misto de “desafio” e
“pedido”, quero pedir para que considerem a opção em voltarem a fazer reuniões na sede da
Prefeitura Municipal, livrando a Câmara do aluguel, e, destinando os recursos à serem gastos
com a construção da nova sede neste ano ímpar de 2026, na divulgação e na estruturação do
Turismo de nossa cidade, legítimo gerador de emprego e renda para atender os turistas que aqui
vêm. A sede seria uma só edificação, o Turismo envolveria hotéis, bares, restaurantes, adegas
de vinho, laticínios, fábricas de móveis — bolachas — doces, etc. E além do emprego e renda, com
o engajamento da população, propiciarão o tal “sentido de pertencimento a nossa terra”,
mantendo viva a nossa rica e antiga história conquistada com muito amor e trabalho pelos
nossos antepassados, com respeito as culturas diversas e tradições repassadas de geração a
geração. Qual legado queremos deixar, de uma sede do Legislativo nova onde os homens
passam e as obras ficam, ou, da Cidade Gastronômica e Capital Mineira do Vinho, fervilhando
de turistas? E sem essa de Cidade Gastronômica da Margot, ou, a Capital Mineira do Vinho do
Rodrigo! Andradas é uma só, antiga Caracol. Afinal, quem te conhecer, sempre há de te amar.
Muito importante também, seria relembrar dos desafios ruins passados, para não repeti-los no
presente, ou seja, não permitir que na última sessão do ano, com o adiantado da hora, um
projeto que liberava vultuosos recursos financeiros e estruturais para uma empresa se instalar
no parque industrial com a contra partida em gerar 500 empregos, como que num passe de
mágica ficou definido a mudança para 250 empregos. Dá para imaginar o valor economizado
pela empresa em não manter mais 250 funcionários? Ou, referente a mesma empresa instalada
no parque industrial e um empreendimento imobiliário, ambos da iniciativa privada, com uma
votação rápida, não me lembro se de 6a 3,ou, 5 a 4, não importa, foi ampliado o marco divisório
que separa a zona urbana da zona rural, onde, numa proposta legalmente apresentada pela
escolha de um vereador e endossado por outros edis, o ônus de melhorar a via de acesso com
todos os aparelhos necessários a uma via pública da zona urbana (asfalto, bueiros, ponte,
iluminação, etc.), saiu do bolso do cidadão para atender o empreendimento localizado na zona
rural, deixando de lado investimentos em outras prioridades coletivas. Isto sim é um verdadeiro
poder da linha divisória.
42 PERGUNTA: Quais são as principais prioridades da sua presidência para este ano? RESPOSTA:
Quero que a população entenda que a Câmara é útil e está a serviço das pessoas. Nosso objetivo
é aproximar ainda mais o cidadão do Legislativo. Estamos estudando a possibilidade de oferecer
alguns serviços, como consultoria jurídica para pessoas de baixa renda, apoio a quem busca se
inserir no mercado de trabalho e, quem sabe, até transformar a sede em um ponto de confecção
de documentos civis. Se houver amparo legal para isso, vamos caminhar nesse sentido.
PERGUNTO: Como é que é!!! Apesar de não ser do ramo jurídico, mas, da engenharia, por
décadas eu pesquiso, leio e estudo sobre leis. E foi numa breve pesquisa no site da própria
Câmara que eu li sobre: DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL — Art. 34. Compete à Câmara
Municipal, com a sanção do Prefeito, dispor sobre todas as matérias do Município e,
especialmente de: | — instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar
suas rendas; até, XVII — estabelecer normas urbanísticas, particularmente as relativas a
zoneamento e loteamento. Art. 35. Compete privativamente à Câmara Municipal exercer as
seguintes atribuições, dentre outras: | — Eleger sua mesa; até, XXI — fixar, observado o disposto
no art. 29, V da Constituição Federal, em cada legislatura para a subsequente, a remuneração
do Prefeito, do Vice-Prefeito e Secretários Municipais ou Diretores equivalentes, sobre a qual
poderá incidir o imposto sobre rendas e proventos de qualquer natureza. Bem como, Art. 42.
Compete ao Presidente da Câmara: | — representar a Câmara Municipal em juízo; até, XXVII —
dar provimento ao recurso de que o parágrafo 1º do artigo 59 deste Regimento. Parágrafo Único
— As certidões de que trata o inciso VIII serão expedidas no prazo máximo de quinze dias se
requeridas para instruir ação civil pública ou popular e no prazo de trinta dias nos demais casos.
PERGUNTO: Dentre outras pesquisas e leituras feitas por mim, sinceramente, não encontrei
nada que fizesse menção a regularidade da prestação de serviços pela Câmara, ou, de fazer
consultoria jurídica para pessoas de baixa renda, ou, de dar apoio a quem busca se inserir no
mercado de trabalho, ou, quem sabe, de até transformar a sede em um ponto de confecção de
documentos civis. Salvo melhor análise, não verifiquei amparo legal para nada do pretendido, o
que me leva a questionar: Não teria sido mais correto e prudente, primeiramente, pesquisar e
consultar a legislação, ou valer-se da competente assistência jurídica da própria câmara, antes
de anunciar em um jornal municipal sobre a prestação de serviços pela Câmara em consultoria
jurídica para pessoas de baixa renda, apoio a quem busca se inserir no mercado de trabalho,
ponto de confecção de documentos civis?
52 PERGUNTA: Há alguma mudança administrativa ou organizacional prevista para o
funcionamento da Câmara? RESPOSTA: Não. A resposta anterior já ajuda a esclarecer isso. O
que queremos, neste momento, é explorar as possibilidades de prestar mais serviços diretos á
população. Se for possível, iremos fazer. PERGUNTO: O que queremos... iremos fazer, diz
respeito ao apoio de quais outros vereadores em explorar as possibilidades de prestar mais
serviços diretos à população? Fazer consultoria jurídica para pessoas de baixa renda, já não é
feita de longa data pela OAB, e com mais propriedade e eficiência? Apoiar quem busca se inserir
no mercado de trabalho, já não é feito por outras instituições como a ACIRA e a ASSEA, por
exemplo, com mais propriedade e eficiência? E, quem sabe, até transformar a sede em um
ponto de confecção de documentos civis, não incorreria os servidores da Câmara em desvio de
função, uma vez não terem sido contratados para tal fim? Bem como, na Prefeitura já existe
estrutura humana e material para a retirada de documentos civis já instalado e funcionando
muito bem obrigado. Posteriormente, e num futuro muito próximo, eu pretendo propor a este
Poder Legislativo algumas adequações administrativas e/ou organizacionais, que dizem respeito
ao bom funcionamento da Câmara, de forma a propiciar menos burocracia, um melhor
aproveitamento dos materiais de escritório no vai e vem de ofícios em papéis, e, uma melhor
utilização do tempo disponível de trabalho dos nobres edis nos seus atos e ações. Como exemplo
de sugestão, seria o desenvolvimento de formulários simplificados digitais online, do tipo
PROTOCOLO já existente, para o acesso direto da população junto ao Poder Executivo, sem
intermediários ou intervenções na efetivação de pedidos ligados a “manutenção” em geral e
“pequenas obras” como a construção de um redutor de velocidade, a solicitação de tapa buraco
na rua, da capina e limpeza de área verde ou jardim público, do cascalhamento de estrada, do
corte de árvore, do desentupimento de bueiro, etc. Ou seja, destinar para os atos e ações mais
10
nobres dos vereadores um maior tempo para pesquisa, análise, estudo e trabalhos em temas
mais importantes relacionados ao real exercício do papel da Câmara, o de fazer leis e fiscalizar
o Poder Executivo. Notifique-se o Poder Executivo que os vereadores abrem mão de serem
mensageiros de pedidos de serviços solicitados por seus correligionários, com a obrigação e
dependência de outro poder. Ou seja, para que assumir o ônus por serviços públicos que não
executam, ou, têm controle sobre a sua agenda. O Poder Executivo que se justifique com o
cidadão sobre a execução, ou, não execução de todo e qualquer serviço público conforme
solicitado no protocolo e dentro do prazo estabelecido. Aqui, sim, vale a pena “gastar tempo”
em elaborar uma legislação com regras mais confiáveis e objetivas para o desempenho dos
serviços de responsabilidade do Poder Executivo.
62 PERGUNTA: Que projetos ou pautas o senhor considera urgentes para Andradas neste
momento? RESPOSTA: A execução das emendas impositivas é, talvez, uma das prioridades mais
importantes. Os vereadores estão na linha de frente, em contato direto com a população. As
emendas foram elaboradas a partir de demandas mais urgentes dos cidadãos. Por isso, o
cumprimento integral dessas emendas e indispensável. PERGUNTO: A Câmara Municipal de
Andradas, se não me engano, chegou a possuir onze vereadores, sendo interpelada
judicialmente pelo Promotor de Justiça à época, determinando a sua redução para os atuais
nove vereadores. Neste mesmo período, o funcionamento da Câmara se fazia dentro do prédio
da administração da Prefeitura Municipal sem maiores problemas, entendo e respeito opinião
em contrário, mas, acredito que beneficiavam as reuniões e propiciavam um diálogo fácil com o
Poder Executivo por meio de diálogo/conversa ao pé de orelha, sem contar com a redução do
trâmite burocrático do envio e recebimento de ofícios e documentos, reduzindo o noticia-se
pelo conversa-se, puro corpo a corpo, olho no olho, logo ali no primeiro andar. Novamente, se
a ideia é tirar o Poder Legislativo do aluguel, beneficiando a população com mais investimentos
pela cidade, o que os impede de voltarem para lá? Uma vaga para o carro da Câmara pode ser
negociada com o estacionamento Paratí próximo da Prefeitura, contornando a falta de vaga de
estacionamento no próprio prédio. Outro tema importantíssimo tema que na minha opinião é
urgentíssimo, diz respeitoa FISCALIZAÇÃO, em particular as fiscalizações exercidas pelo
Poder Executivo, único e legalmente habilitado em fazê-lo nos diversos departamentos público
de saúde, trânsito, uso e costumes, meio ambiente, etc. Abusos, acidentes, contravenções,
ilegalidades, dentre outras ações passíveis de fiscalização não tem dia, hora ou local para
acontecerem, certo! Certo!!! Então, não seria lógico ter fiscalização com escalas de trabalho, ou
seja, abrangendo os sete dias da semana, em particular os finais de semana com a presença de
mais transeuntes na cidade e usuários dos serviços prestados pelo comércio em geral aos
turistas e moradores de fora da zona urbana que vêm para a cidade fazer compras. Os produtos
alimentares, por exemplo, estão sendo vendidos em conformidade com a vigilância sanitária.
Ou, não ocorrem crimes ambientais aos finais de semana passíveis de uma melhor e maior
fiscalização para atender as denuncias ofertadas pela população em geral! Sei que fiscalizar,
politicamente, pode perder votos, mas, sei também que fazer vista grossa, só irá acumular as
irregularidades e problemas gerados pelo não cumprimento das leis e regras eminentemente
técnicas. Deixa a política para os políticos e a fiscalização para os fiscais. Necessário rever os
conceitos de INDEPENDÊNCIA e ISENÇÃO, bem como aumentar o número de fiscais.
Tema este, que merece um maior aprofundamento sobre o que está sendo feito nas
fiscalizações está sendo produtivo, eficaz e, garantindo a conscientização dos fiscalizados sobre
estarem fazendo algo errado e contrário a lei, sendo passível de sanções punitivas públicas.
72 PERGUNTA: Existem ações planejadas para aproximar a população das decisões da Câmara?
RESPOSTA: Temos trabalhado para fortalecer a comunicação. O Departamento de Comunicação
1
tem divulgado o uso da palavra nas sessões, o empréstimo do plenário para eventos de
interesse público, entre outras ações. A população já tem aproximado mais da Câmara, e neste
ano vamos seguir nesse propósito. Além disso, como já mencionei, queremos ampliar ainda mais
essa aproximação por meio da prestação de serviços. PERGUNTO: Que grata surpresa depois de
longa data sem frequentar as seções da Câmara, exatamente pela falta de transparência e
desdenho aos munícipes que assistiam a sessão, ainda no prédio da prefeitura, reunindo-se em
sigilo em outra sala próxima ao salão principal no intervalo para café e banheiro, para só depois,
virem com uma posição e declaração diferente da discutida no plenário. Ou seja, depois da tal
reunião secreta, tudo se resolve da melhor forma para todos, só não falava, todos, quem! O
relatado não me foi contado, meninos, eu vi, estava presente, olho no lance!!!osso concluir que
o que mencionei na pergunta da reflexão 03, qual seja: No Regimento Interno da Câmara, o que
vale hoje é o Art. 277 onde o cidadão que o desejar poderá usar da palavra durante a primeira
discussão dos projetos de lei, inclusive os de iniciativa popular, para opinar sobre eles, desde
que se inscreva em lista especial na Secretaria da Câmara, antes de iniciada a sessão; ou, O Art.
277-A, onde o cidadão que queira fazer uso da palavra sobre assuntos de competência da
Câmara Municipal ou de interesse público, e que não guardem relação com projetos de lei,
poderá fazê-lo mediante requerimento protocolado na Câmara Municipal com dois dias úteis de
antecedência da próxima Sessão Ordinária.
8º PERGUNTA: O senhor pretende ampliar o uso das redes sociais ou outros canais de
comunicação institucional? RESPOSTA: A transparência e o acompanhamento passo a passo do
trabalho institucional são direitos dos cidadãos. Por isso, vamos investir cada vez mais nesses
canais. PERGUNTO: A exemplo do que está acontecendo com os órgãos públicos superiores no
atual governo federal, que mais que ninguém, por força de lei, deveriam mostrar transparência
com o passo a passo dos atos públicos, bem como, com o zelo e o gasto do dinheiro público, e,
não o fazendo, mesmo incorrendo em ilegalidade, escolhem decretar sigilo de longo prazo sobre
tudo e todos para a imprensa e a sociedade. Com o conceito de “transparência (O que/Por que)”
focando no conteúdo e na acessibilidade dos dados, refere-se à disponibilidade, clareza e
honestidade no compartilhamento de informações cruciais, permitindo o entendimento e o
controle. Portanto, não estaria a transparência se confundido com o conceito de “comunicação
(Como/Quando)”, que foca no meio, na frequência, e no diálogo, como sendo o processo geral
de transmitir mensagens? Existe alguma dúvida de que, por exemplo, erros administrativos,
falhas em projetos, processos com vícios de origem e tendencioso, ou, ações que possam
comprometer algum setor, cargo e função públicos, serão divulgadas/publicadas, ou, ficarão
descansando em berço esplêndido em alguma gaveta de conveniência como informação que
ainda não está publicada? Como fazer um pedido eletrônico de acesso à informação pelo
Sistema de Ouvidoria que atende pelo e-SIC, caso deseje alguma informação que ainda não está
publicada, ou, que ainda não conste em uma ata assinada por todos os presentes? Já, vivi na
prática o embromeichan para a negação do envio de informações, principalmente, no tocante
aos documentos públicos como ofícios, atas e pareceres. Me parece que tudo está virando
segredo de justiça por risco à segurança nacional. Por esta razão, acredito que a transparência
e o acompanhamento passo a passo do trabalho institucional são direitos dos cidadãos, bem
como, também acredito que são deveres dos servidores públicos informar bem sem importar a
quem.
92 PERGUNTA: Quais demandas da população andradense o senhor acredita que merecem mais
atenção do Legislativo? RESPOSTA: Vivemos um momento de muitas disputas de narrativas,
mas, como já disse, todas as emendas estão ligadas às demandas da população. Além disso,
considero prioridade a construção de um plano de pavimentação robusto e ousado, que permita
12 Cn
pavimentar trechos estratégicos, facilitar o escoamento da produção agrícola e reduzir
distâncias. PERGUNTO: Em linguagem técnica, o Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de
Andradas recém empossado, tem noção do custo de uma pavimentação robusta, ou seja, o valor
por trecho e/ou por metro quadrado de uma boa pavimentação? Isto posto, também tem que
contabilizar a construção das guias de capitação de águas pluviais, bueiros, contenção de
barrancos, trevos, sinalização de solo e vertical, guard rail ou defensa metálica, etc.? Já tem em
mãos alguma pesquisa com estudo de levantamento de preços para a execução de um plano de
pavimentação robusto e ousado? Por ser ousado também deverá ser merecedor de uma melhor
consulta sobre quais e quantas propriedades seriam beneficiadas com o escoamento da
produção agrícola. Sendo que, em muitas propriedades, a maior dificuldade está dentro dos
acessos internos da própria sede formada por locais de difícil acesso para veículos e caminhos,
ruins e sem manutenção. Confesso que não entendi sobre a redução das distâncias, pois, o seu
plano não seria trocar o piso de terra por um piso de pedra ou asfalto? Ou, seria mudado o
traçado original das estradas para receber a pavimentação?
102 PERGUNTA: Que mensagem o senhor deixa para os moradores de Andradas neste inicio de
mandato? RESPOSTA: Peço que a população acredite, não apenas em mim, não apenas nos
vereadores de oposição, mas em todos. Ninguém se candidata com o objetivo de fazer o mal.
Gostaria que as pessoas se envolvessem mais nos temas públicos. Também deixo uma
mensagem de tranquilidade: levo comigo os valores que aprendi com meus pais e com minha
família. Quero continuar contribuindo, como fiz durante o mandato passado, e a população
reconheceu isso ao me conceder a recondução. Agora, sigo contribuindo mais uma vez, com a
honra adicional de presidir esta Casa. O Biguá, lá do Campestrinho: motorista, servidor público,
alguém que gosta de conversar, fazer amigos e buscar soluções por meio da boa prosa.
PERGUNTO: “Gostei do acreditar em todos os vereadores”. Eu também acredito que ninguém
se candidata com o objetivo de fazer o mal, muito menos de administrar e executar algum
serviço para o mal, embora, saiba que é possível em se tratando que o homem, mesmo sendo
um animal racional, é o único que chega a matar por prazer. Sempre foi assim, a mesma mão
que acaricia, mata. Fique tranquilo Biguá, as pessoas estão mais do que nunca envolvidas com
os temas políticos, em particular com as ações dos políticos. Como diria minha querida e falecida
mãe, estou de olho em você! Porém, alguns ditos líderes governamentais federais, estaduais e
municipais, teimam em querer um estado grande e forte que controle tudo, teimam em querer
a liberação do aborto e a saidinha de bandidos; teimam em não sair de suas bolhas; teimam em
pensar que a máquina pública que nada produz, gera emprego e renda; teimam em criar novas
taxas e impostos; teimam em burocratizar o serviço público para terem o controle de tudo em
suas mãos; teimam em não aceitar que não adianta ser apenas de boa índole e acreditar que só
são responsáveis pelo que fazem, pois, o que deixam de fazer pode ser pior; teimam em não
servir o povo, mas, servir-se dele; teimam em dar aumento para os seus pares por engajamento
e apoio as causas não republicanas, e não, por merecimento — cadê a meritocracia; teimam em
criar narrativas e afastar-se da verdade; teimam em manter a população no regime do pão e
circo da Roma antiga — olha a bolsa família e o carnaval ai geeente!!! Até quando seremos o país
do futuro que dá o peixe e não ensina a pescar?; teimam em implantar um “sistema socialista
de esquerda” que não deu certo em nenhum lugar do planeta; teimam em demonizar o
“capitalismo selvagem” indo passear na Disney e morar em NY. Sinceramente, alguém acredita
que a China é contra o capitalismo? Como é que é...; teimam em ser o personagem Robin Hood
ao contrário, tirando dos pobres para dar para os ricos rentistas que vivem dos juros controlados
pelos bancos centrais de governos vendidos; teimam em brincar com o teatro das tesouras na
guerra da direita contra a esquerda — para o sistema, tanto faz qual lado ganha, desde que, siga
13;
o lema da dinastia da família Rotischild criado pelo seu fundador Mayer Amschel Rotischild
(1744 - 1812): “Me dê o poder de fazer o dinheiro, e não me interessa quem faz a lei”; teimam
em manter o padrão que deu muito certo no passado, ou seja: “Acuse-os do que você faz,
xingue-os do que você é”; por fim, teimam em teimar que estão preocupados com a população
e que se importam com os pobres e mais desfavorecidos, beneficiando os banqueiros e os
rentistas da Faria Lima e penalizando os empresários e agricultores que levam comida a mesa
do Brasil e do mundo. Ainda tenho esperança de dias melhores com alguns políticos, servidores
públicos, empresários e gente comum, descentes. Que Deus nos abençoe, ilumine e guarde.
Por fim, que mensagem eu, Carlos José Rosa, gostaria de deixar para os moradores de
Andradas? RESPOSTA: Tem uma música de autoria do cantor Taiguara de nome Piano e Viola,
e, na sua letra, tem o seguinte trecho que passo a destacar como minha mensagem: “Sorriso
bom só de dentro — Ninguém é bom sendo o que não é — Eu pra ser feliz com mentira - Melhor
que eu chore com fé — E quem não tiver do seu lado — A quem ama e quer ver feliz - Não diga
que não se importa — Diga só o que o amor lhe diz”... Apesar de saber que muitos de vocês não
faz ideia de quem era Taiguara (faleceu em 14 de fevereiro de 1996 aos 50 anos em São Paulo),
esta música em particular, me marcou muito, pois, entendo que mesmo sabendo dos inúmeros
sorrisos amarelos e interesseiros existentes por ai, só serão bons, se vierem de dentro de cada
um de nós. Ninguém pode ser bom sendo o que não é, fingindo e mentindo a todo momento. E
aqui, entra uma questão de escolha, afinal, Taiguara e eu compartilhamos da mesma opinião no
tocante em sermos felizes, não dá para fazê-lo com mentiras ou narrativas, melhor encarar a
verdade e escolher chorar com fé. Mais digno e honesto. E quem não tiver do seu lado, a quem
ama e quer ver feliz, não diga que não se importa, diga só o que o amor lhe diz. Sei da escolha
de cada um de vocês pelo caminho à bombordo e à estibordo, sei que não terei alguns de vocês
do meu lado, mas sei também que vocês amam Andradas e querem vê-la feliz. Não digam que
não se importam com os dias maus que virão em 2026, somem seus esforços e forças, diga só o
que o AMOR lhes diz. Ouçam os seus corações, não os seus egos e vaidades. Honremos nossos
antepassados. Já dizia o também cantor e compositor Cazuza: “Não façam com que suas ideias
não correspondam aos fatos, o tempo não para”. O caminho da OPORTUNIDADE está aberto,
cada dia a menos, o tempo fica mais escasso, sejamos sábios, contemos os dias usando-os com
sensatez, porque o homem sábio tem ideia da brevidade do tempo. Não existe adversidade
que supere o poder de escolha de cada um, estamos todos no mesmo barco sendo guiados por
vários timoneiros ao mesmo tempo. Então, façamos o melhor que puder com o que temos e
onde estamos. Não espere por um amanhã melhor, torne o hoje melhor. Hoje é Andradas, antiga
Caracol.
Muito obrigado pelas suas atenções, eu sou o que sou, e, doravante, adotarei a alcunha
de “Senhor Cidadania” = A cidadania é o conjunto de direitos e deveres civis, políticos e sociais
gue vinculam um indivíduo a um Estado, conferindo-lhe a condição de membro pleno de uma
comunidade. Ela vai além do status jurídico, envolvendo a participação ativa na vida pública, o
cumprimento de obrigações (como o voto e o pagamento de impostos) e a proteção de
liberdades fundamentais; em todasas minhas R EF FLEX Ô E SPERGUNTAS
eDÚVIDAS.
Sr. Cidadania.

open original →