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materia nº 24/2004

Tipo PROJETO DE LEI ORDINÁRIA
Número / Ano 24 / 2004
Date 2004-11-11
EmentaDENOMINA COMO IRINEU ALVES DA MATA O CONJUNTO HABITACIONAL LOCALIZADO NO BAIRRO SANTANA, NA SEDE DO MUNICÍPIO.
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PROJETO DE LEI Nº 024/2004 
Denomina como Irineu Alves da 
Mata o conjunto habitacional 
localizado no Bairro Santana, na 
sede do Município. 
O PREFEITO MUNICIPAL DE CABECEIRA GRANDE (MG), 
Faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei: 
 Art. 1º É denominado Irineu Alves da Mata o conjunto habitacional 
popular localizado no Bairro Santana, na sede do Município. 
 Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Cabeceira Grande (MG), 11 de novembro de 2004. 
VEREADOR ALBERTO MARTINS 
Pedro Caetano da Costa. 
Nasceu em Formosa – Goiás no dia dezesseis de outubro de hum 
mil novecentos e dez, filho do senhor José Caetano da silva e senhora Ana da 
Costa Vale. 
Ainda criança mudou – se para a fazenda São José, iniciando 
seus estudos com um professor chamado Paulo, na fazenda Moreira, da 
mesma forma que estudavam as poucas crianças daquela época, em 
escolinhas rústicas que funcionavam em casa de fazendeiros, onde 
trabalhavam durante o dia e freqüentava a escola a noite no pouco tempo que 
era permitido. 
Graças ao seu esforço e responsabilidade conseguiu se destacar 
nas séries iniciais mas foi impossibilitado de dar seqüência aos seus estudos 
pois ficou órfão de pai e mãe, carente de recursos humanos e financeiros 
apesar de toda a sua boa vontade, o estudo moderno encontrava-se muito 
distante e ele na sua condição de adolescente sem a presença dos pais viu 
assim destruídos os seus sonhos de concluir seus estudos já que teria que 
trabalhar prematuramente. 
Na ânsia e inquietude peculiar de todos os jovens adolescentes 
quis sair desta região em busca de novos horizontes. 
Deixou seus irmãos e viajou para o Estado de São Paulo onde 
passou alguns anos de sua carente juventude em busca de trabalho nas 
grandes fazendas produtoras de café que ofereciam um trabalho mais bem 
remunerado. 
Assim conquistou a sua independência financeira numa vida 
palmilhada por uma caminhada árdua mas compensadora sua origem, sua 
grandeza interior e seu caráter firme fez dele um vencedor. 
Regressando na alegria de seus objetivos alcançados encontrou 
aqui a sua alma gêmea e inesquecível na pessoa de Maria Mariano de Oliveira 
para partilhar seus ideais, casaram-se no dia doze de maio de hum mil 
novecentos e trinta e cinco e tiveram os seguintes filhos José Caetano da 
Costa já falecido, Pedro Geraldo Caetano da Costa, Maria Ruthe Caetano da 
Costa, Ana Caetano da Costa, Rosalina da Conceição Caetano, Carmem 
Caetano da Costa, Otaviana Caetano da Costa e Flaviana Caetano da Costa, 
Destes nasceram 20 netos e 19 bisnetos. Na década de 50 ainda com apenas 
40 anos sofreu um duro golpe do destino fazendo dele um viúvo com sete 
filhos que criou sozinho; sempre afirmando que a sua companheira era 
insubstituível, por isso nunca mais se casou. Sua vida foi inteiramente 
dedicada seus filhos num inigualável e ilimitado amor paternal, consagrado a 
sua família. 
Foi um pai sempre presente acompanhando e auxiliando a cada 
um de seus filhos. 
Era uma pessoa simples e dedicada que na humildade e condição 
de homem viúvo com os filhos dos vizinhos mais próximos, para que ali eles 
recebessem junto com seus filhos os ensinamento iniciais ministrados por um 
professor chamado Senhor Antônio de quem todos guardam saudosas 
recordações. Pois ali naquela humilde escola desprovida de recursos todos 
aprenderam a ler, escrever e contar, recebendo alimentação, carinho e 
hospitalidade. 
Para a seqüência dos estudos de seus filhos Pedro Caetano se 
deslocava da sua região para a cidade de Formosa, para que eles 
completassem os estudos, não medindo esforços para acompanha-los, já que 
alternava o trabalho na fazenda e as permanências naquela cidade, mas 
mesmo com grande dificuldade e sacrifício nunca foi um pai ausente. 
Devido ao seu incansável trabalho tornou-se um progressivo 
fazendeiro, produtor de leite e cereais, empreendedor enérgico, destacou-se no 
comércio de suínos. Oferecia trabalho a muitas famílias que lhe eram gratas 
pelo seu caráter justo honesto e transparente. 
Participou da criação e fundação do município de Unaí, foi sócio fundador da 
Cooperativa Agropecuária e Sindicato Rural de Unaí.
Era um passivo articulador nas decisões mais necessárias e urgentes de 
Cabeceira Grande. Participou e colaborou em festas na Escola Estadual 
Deputado Eduardo Lucas. 
Suas atitudes, sua humilde vida são sábias lições que servem de 
exemplo aqueles que não sabem aceitar os revezes da vida. 
Foi um grande homem que viveu com desprendimento de quem soube se 
impor, conquistando o reconhecimento e admiração de quem fez parte da sua 
convivência. 
Sua ausência no dia três de março de hum mil novecentos e 
noventa, deixou profundas marcas de ternura e saudades, mas a sua memória 
permanecerá como suave perfume e sua lembrança jamais se apagará porque 
o seu exemplo e trabalho permanece. 
Nasceu em 16.06.1910 
Faleceu em 03.03.1990 

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