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materia nº 1/2025

Tipo Projeto de Lei Ordinaria
Número / Ano 1 / 2025
Date 2025-04-15
EmentaDispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2026 e dá outras providências.
native_id44

Autoria

Tramitação (latest 10)

DateStatusTurnoTexto
2025-06-18 Encaminhado para o Executivo — Aguardando sanção governamental.
2025-06-12 Proposição aprovada S —
2025-05-22 Proposição aprovada em 1º turno — —
2025-05-22 Proposição inclusa na Ordem do Dia P —
2025-05-22 Aguardando a inclusão na ordem do dia P —
2025-05-22 Parecer em reunião conjunta das Comissões pertinentes P —
2025-04-24 Aguardando emissão de parecer da comissão P —
2025-04-24 Aguardando emissão de parecer da comissão P —
2025-04-24 Aguardando a inclusão na ordem do dia P —
2025-04-15 Encaminhado para o Destinatário P —

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2025-06-12T22:11:19.943576-03:00 Aprovada por unanimidade 8 0 0
2025-06-12T22:09:52.475271-03:00 Aprovada por unanimidade 8 0 0

Documents (1)

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status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 24

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE MINAS GERAIS
pRAeA PADRE joAQuiM DE CASTRO, 54 _ cEp 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
PROTETODELEINQ.®.®.i.,DE15DEABRILDE2025.
Disp6e  sobre  as  diretrizes  para  a  elabora€ao  da
lei or€amentaria de 2026 e da outras providencias.
0 Prefeito do Municipio de Caputira, Estado de Minas Gerais, no uso de suas atribuic6es
legais, em especial as previstas no artigo 68, da Lei Organica Municipal, prop6e ao Poder Legislativo o
seguinte Projeto de Lei:
Disposi€6es Preliminares
Art.1Q.  Sao  estabelecidas,   em  cumprimento   ao  disposto  no  artigo   165,   §  2Q,   da
Constitui€ao  da  Reptiblica,  e  na  Lei  Complementar  nQ101,   de  04  de  maio  de  2000,  as
diretrizes   para   a   elabora€ao   da   lei   or€amentaria   do   exercicio   financeiro   de   2026,
compreendendo:
I ­ as metas e prioridades da Administra€ao Ptiblica Municipal;
11 ­ orienta€6es basicas para elabora€ao da lei or€amentaria anual,.
Ill ­ disposi€6es sobre a politica de pessoal e servi€os extraordinarios;
IV ­disposi€6es sobre a receita e altera€6es ria legisla€ao tributaria do Municipio;
V ­ equilibrio entre receitas e despesas;
VI ­ crit6rios e formas de limita€ao de empenho;
VII  ­  normas  relativas  ao  controle  de  custos  e  a  avalia€ao  dos  resultados  dos
programas financiados com recursos dos or€amentos;
VIII ­ condi€6es e exigencias para transfer€ncias de recursos a entidades ptiblicas e
privadas;
IX ­ autoriza€ao para o Municipio auxiliar o custeio de despesas atribuidas a outros
entes da federa€ao;
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE  MINAS GERAIS
pRAeA PADRE joAQuiM DE CASTRO, 54 ­cEp 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
X ­ parametros para a elabora€ao da programa€ao financeira e do cronograma mensal
de desembolso;
XI ­ defini€ao de crit6rios para inicio de novos projetos;
XII ­ defini€ao das despesas consideradas irrelevantes;
XIII ­ incentivo a participa€ao popular;
XIV ­  as metas  de  resultado  fiscal,  em consonancia com uma  trajet6ria  sustentavel
para a divida municipal;
XV ­ as disposi€6es gerais;
Se€ao I
Das Metas e Prioridades da Administra€ao Pdblica Municipal
Art.   2Q.   Em  consonancia   com  o   disposto  no   art.   165,   §  2Q,   da   Constitui€ao   da
Reptiblica,  atendidas  as  despesas  que  constituem  obriga€ao  constitucional  ou  legal  do
Municipio,  as a€6es relativas a manuten€ao e funcionamento dos 6rgaos da administra€ao
direta, as metas e as prioridades para o exercicio financeiro de 2026 correspondem as a€6es
de acordo com os programas e a€6es estabelecidos no Plano Plurianual relativo ao periodo
de 2026­2029, as quais terao preced€ncia na aloca€ao de recursos na lei or€amentaria de 2026
e na sua execu€ao, nao se constituindo, todavia, em limite a programa€ao das despesas.
§ 1Q.  0 projeto  de lei or€amentaria para 2026 devera ser elaborado em consonancia
com as metas e prioridades estabelecidas na forma do caput deste artigo.
§ 2Q. 0 projeto de lei or€amentaria para 2026 contera demonstrativo  da observancia
das metas e prioridades estabelecidas na formado do caput deste artigo.
Se€ao 11
Das Orienta€5es Basicas para Elabora€ao da Lei Or€amentaria Anual
Subse€ao I
Das Diretrizes Gerais
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE MINAS GERAIS
PRACA PADRE JOAQUIM DE CASTRO, 54 ­CEP 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
Art.  3Q.  As  categorias  de programa€ao  de que  trata esta Lei  serao identificadas por
programas e a€6es (atividades, projetos, opera€6es especiais), de acordo com as codifica€6es
da  Portaria  SOF rf 42/1999,  da Portaria  Interministerial STN/SOF nQ  163/2001  e  da  Lei  do
Plano Plurianual relativo ao periodo 2026­2029.
Art.  4Q.  Os  or€amentos  fiscal  e  da  seguridade  social  discriminarao  a  despesa,  no
minimo, por elemento de despesa, conforme artigo 15 da Lei nQ 4.320/64.
Art. 5Q. 0 or€amento fiscal e da seguridade social compreendera a programa€ao dos
Poderes do Municipio, seus fundos e 6rgaos.
Art. 6Q. 0 projeto de lei or€amentaria que o Poder Executivo encaminhara a Camara
Municipal sera constituido de:
I ­ texto da lei;
11 ­ documentos referenciados nos artigos 2Q e 22 da Lei rf 4.320/1964;
Ill ­ quadros or€amentarios consolidados;
IV ­ anexos dos or€amentos fiscal e da seguridade social, discriminando a receita e a
despesa na forma definida nesta Lei,.
V  ­  demonstrativos  e  documentos  previstos  no  artigo  5Q  da  Lei  Complementar  nQ
101/2000,.
Paragrafo tinico. Acompanharao a proposta or€amentaria, alem dos demonstrativos
exigidos pela legisla€ao em vigor, definidos no caput, os seguintes demonstrativos:
I ­ Demonstrativo da receita corrente liquida, de acordo com o artigo 2Q, inciso IV da
Lei Complementar ng 101/2000,.
11 ­ Demonstrativo dos recursos a serem aplicados na manuten€ao e desenvolvimento
do ensino e no ensino fundamental, para fins do atendimento do disposto no artigo 212 da
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE MINAS GERAIS
pRAeA PADRE joAQulM DE CASTRO, 54 ­cEp 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
Constitui€ao   da   Reptiblica   e   no   artigo   60   do   Ato   das   Disposi€6es   Constitucionais
Transit6rias;
Ill   ­  Demonstrativo   dos  recursos   a  serem  aplicados  no  FUNDEB  ­   Fundo   de
Manuten€ao e Desenvolvinento da Educa€ao Basica e de Valoriza€ao dos profissionais da
Educa€ao, para fins do atendimento ao artigo 60 do ADCT, com as altera€6es introduzidas
pela Emenda Constitucional nQ 108/2020 e respectiva Lei nQ 14.113/2020;
IV ­ Demonstrativo dos recursos a serem aplicados nas a€6es e servi€os ptiblicos de
satide,  para  fins  do  atendimento  disposto na  Emenda  Constitucional nQ  29/2000  c/c  a  Lei
Complementar nQ 141/2012;
V ­ Demonstrativo da despesa com pessoal, para fins do atendimento do disposto no
artigo 169 da Constitui€ao da Reptiblica e na Lei Complementar nQ 101/2000.
Art. 7Q. A estimativa da receita do projeto de lei or€amentaria de 2026 considerara a
arrecada€ao dos tres riltimos exercicios, as modifica€6es na legisla€ao tributaria, bern como a
perspectiva de evolu€ao do Produto hterno Bruto (PIB) e da taxa inflacionaria para o bienio
2025/2026, sendo que a fixa€ao da despesa sera elaborada a valores correntes do exercicio de
2025, projetados ao exercicio a que se refere.
Paragrafo   dnico.   Sendo   necessario,   o   projeto   de   lei   or€amentaria   atualizara   a
estimativa  da  margem  de  expansao  das  despesas,  caso  ocorram  acr€scimos  de  receitas
resultantes do crescinento da economia e da evolu€ao de outras variaveis que impliquem
aumento da base de calculo, bern como de altera€6es na legisla€ao tributaria,  devendo ser
garantidas, no minimo, as metas de resultado primario e norfunal estabelecidas nesta Lei.
Art.  8Q.  0  Poder Executivo colocara  a  disposi€ao  do  Poder Legislativo,  no  minimo
trinta  dias  antes  do  prazo  final  para  encaminhamento  de  sua  proposta  or€amentaria,  os
estudos  e  as  estimativas  das  receitas  para  o  exercicio  subsequente,  inclusive  da  corrente
liquida, e as respectivas mem6rias de calculo.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE  MINAS GERAIS
PRACA PADRE JOAQUIM  DE CASTRO, 54 ­CEP 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
Parigrafo tinico. As entidades da Administra€ao Indireta e o Poder Legislativo, se for
o caso,  encaminharao ao Setor de Contabilidade)  do Poder Executivo,  ate  15  dias antes  do
prazo definido no caput, os estudos e as estimativas das suas receitas or€amentarias para o
exercicio  subsequente  e  as  respectivas  mem6rias  de  calculo,  para  fins  de  consolida€ao  da
receita municipal.
Art.  9Q.  0  Poder  Legislativo  encaminhara  ao  Orgao  Central  de  Contabilidade  do
Poder Executivo, ate o dia 31  de julho de 2026, sua respectiva proposta or€amentaria, para
fins de consolida€ao do projeto de lei or€amentaria.
Art.  10.  Na  programa€ao  da  despesa  nao  poderao  ser  fixadas  despesas  sem  que
estejam definidas as respectivas fontes de recursos, de forma a evitar o comprometimento do
equilforio or€amentario entre a receita e a despesa.
Art.11.  A  lei   or€amentaria  discriminara,   dota€6es   destinadas   ao  pagamento   de
precat6rios  judiciais   em   cumprimento   ao   disposto   no   artigo   100   da   Constitui€ao   da
Reptiblica.
§ 1Q. Para fins de acompanhamento, controle e centraliza€ao, os processos referentes
ao pagamento de precat6rios serao submetidos a aprecia€ao da Procuradoria do Municipio.
§ 2Q. Os recursos alocados para os fins previstos no caput deste artigo nao poderao ser
cancelados para abertura de cr6ditos adicionais com outra finalidade, exceto no caso de saldo
or€amentario remanescente ocioso.
Subse€ao 11
Das Disposi€6es Relativas a Divida e ao Endividamento Pdblico Municipal
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE MINAS GERAIS
pRAeA PADRE joAQulM DE CASTRO, 54 ­cEp 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
Art.  12.  A  administra€ao  da  divida  ptiblica  municipal  intema  tern  por  objetivo
principal  minimizar  custos,   reduzir  o  montante  da  divida  ptiblica  e  viabilizar  fontes
altemativas de recursos para o Tesouro Municipal.
§   1Q.   Deverao   ser  garantidos  na  lei  or€amentaria   os  recursos  necessarios  para
pagamento da divida.
§ 2Q. 0 Municipio, por meio de seus 6rgaos e entidades,  subordinar­se­a as normas
estabelecidas na Resolu€ao rf 40/2001 do Senado Federal, que disp6e sobre os limites globais
para   o   montante   da   divida  ptiblica  consolidada   e   da   divida  ptiblica  mobiliaria,   em
atendimento ao disposto no artigo 52, incisos VI e IX, da Constitui€ao da Reptiblica.
Art. 13. Na lei or€amentaria para o exercicio de 2026, as despesas com amortiza€ao,
juros e demais encargos da divida serao fixadas com base nas opera€6es contratadas.
Art. 14. A lei or€amentaria podera conter autoriza€ao para contrata€ao de opera€6es
de  cr6dito  pelo  Poder  Executivo,  a  qual  ficara  condicionada  ao  atendimento  das  normas
estabelecidas na Lei Complementar nQ 101/2000 e na Resolu€ao nQ 43/2001 do Senado Federal.
Art. 15. A lei or€amentaria podera conter autoriza€ao para a realiza€ao de opera€6es
de cr6dito por antecipa€ao de receita or€amentaria, desde que observado o disposto no artigo
38 da Lei Complementar nQ 101/2000 e atendidas as exigencias estabelecidas na Resolu€ao nQ
43/2001 do Senado Federal.
Subse€ao Ill
Da Defini€ao de Montante e Forma de Utiliza€ao da Reserva de Contingencia
Art.    16.    A    lei    or€amentaria    contera    reserva    de    contingencia    constituida
exclusivamente  com recursos  do or€amento  fiscal e  sera equivalente a,  no maximo  a 0,5°/o
(cinco d6cimos por cento)  da receita corrente liquida prevista na proposta or€amentaria de
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE MINAS GERAIS
PRACA PADRE JOAQUIM DE CASTRO, 54 ­CEP 36925­000
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2026,  destinada  ao  atendimento  de  passivos  contingentes,  outros  riscos  e  eventos  fiscais
imprevistos  e  como  fonte  de  recurso  para  abertura  de  cr6ditos  adicionais,  observado  o
disposto   nos   artigos   40   da   Lei   Federal   rf   4.320/1964,   e   no   artigo   8Q   da   Portaria
Interministerial STN/SOF rf 163/2001.
Paragrafo Onico.  Na hip6tese  de ficar  demonstrado que a reserva  de contingencia
nao precisara ser utilizada, no todo ou em parte, o saldo podera ser destinado a abertura de
cr6ditos adicionais para outros fins.
Se€ao Ill
Da Politica de Pessoal e dos Servi€os Extraordinarios
Subse€ao I
Das Disposi€5es Sobre Politica de Pessoal e Encargos Sociais
Art.  17.  Para  fins  de  atendimento  ao  disposto  no  artigo  169,  §  1Q,  inciso  11,  da
Constitui€ao da Reptiblica, observado o inciso I do mesmo paragrafo, ficam autorizadas as
concess6es de quaisquer vantagens, aumentos de remunera€ao, cria€ao de cargos, empregos
e  fun€6es,  altera€6es  de  estrutura  de  carreiras,  bern  como  admiss6es  ou  contrata€6es  de
pessoal  a  qualquer  titulo,  desde  que  observado  o  disposto  nos  artigos  15,  16  e  17  da  Lei
Complementar rf 101/2000.
§  1Q.  A1€m  de  observar  as  normas  do  caput,  no  exercicio  financeiro  de  2026,  as
despesas com pessoal dos Poderes Executivo e Legislativo  deverao  atender  as  disposi€6es
contidas nos artigos 18, 19 e 20 da Lei Complementar nQ 101/2000.
§ 2Q. Se a despesa total com pessoal ultrapassar os limites estabelecidos no artigo 19
da Lei Complementar rf 101/2000, serao adotadas as medidas de que tratam os §§ 3Q e 4Q do
artigo 169 da Constitui€ao da Reptiblica.
Subse€ao 11
Da Previsao para Contrata€5o Excepcional de Horas Extras
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE  MINAS GERAIS
PRACA PADRE JOAQUIM DE CASTRO, 54 ­CEP 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
Art. 18. Se durante o exercicio de 2026 a despesa com pessoal atingir o limite de que
trata  o  paragrafo  tinico  do  artigo  22  da  Lei  Complementar nQ  101/2000,  o  pagamento  da
realiza€ao   de   servi€o   extraordinario   somente   podera   ocorrer   quando   destinada   ao
atendimento de relevante interesse priblico que enseje situa€6es emergenciais de risco ou de
prejuizo para a sociedade.
Paragrafo  tinico.  A  autoriza€ao  para  a  realiza€ao  de  servi€o  extraordinario  para
atender  as  situa€6es  previstas  no  caput  deste  artigo no  ambito  do  Poder  Executivo  6  de
exclusiva competencia da Secretaria Municipal de Gestao de Pessoas e Prefeito Municipal e
no ambito do Poder Legislativo 6 de exclusiva compefencia do Presidente da Camara.
Se€ao IV
Das Disposi€6es Sobre a Receita e Altera€6es na Legisla€ao Tributdria do
Municipio
Art.  19.  A estimativa da receita que constara do projeto  de lei or€amentaria para o
exercicio  de  2026,  com  vistas  a  expansao  da  base  tributaria  e  consequente  aumento  das
receitas  pr6prias,  podera  contemplar  medidas  de  aperfei€oamento  da  administra€ao  dos
tributos municipais, dentre as quais:
I ­ aperfei€oamento do sistema de forma€ao, tramita€ao e julgamento dos processos
tributario­administrativos, visando a racionaliza€ao, simplifica€ao e agiliza€ao;
11 ­ aperfei€oamento dos sistemas de fiscaliza€ao, cobran€a e arrecada€ao de tributos,
objetivando a sua maior exatidao;
Ill ­ aperfei€oamento dos processos tributario­administrativos, por meio da revisao e
racionaliza€ao  das  rotinas  e  processos,  objetivando  a  modemiza€ao,  a  padroniza€ao  de
atividades, a melhoria dos controles intemos e a eficiencia na presta€ao de servi€os,.
IV  ­  aplica€ao  das  penalidades  fiscais  como  instrumento  inibit6rio  da  pratica  de
infra€ao da legisla€ao tributaria;
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE MINAS GERAIS
pRAeA PADRE joAQuiM DE CASTRO, 54 ­cEp 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
Art.  20.  A  estimativa  da  receita  de  que  trata  o  artigo  anterior  poderi  levar  em
considera€ao, adicionalmente, o impacto de altera€ao na legisla€ao tributaria, com destaque
Para:
I ­ atualiza€ao da planta gen6rica de valores do Municipio;
11   ~   revisao,   atualiza€ao   ou   adequa€ao   da   legisla€ao   sobre   Imposto   Predial   e
Territorial Urbano, suas aliquotas, forma de calculo, condi€6es de pagamentos, descontos e
isen€6es, inclusive com rela€ao a progressividade deste imposto;
Ill ­ revisao da legisla€ao sobre o uso do solo, com redefini€ao dos limites da zona
urbana municipal;
IV ­ revisao da legisla€ao referente ao Imposto Sobre Servi€os de Qualquer Natureza;
V ­ revisao da legisla€ao aplicavel ao Imposto sobre Transmissao Intervivos de Bens
Im6veis e de Direitos Reais sobre Im6veis;
VI  ­  institui€ao  de  taxas  pela  utiliza€ao  efetiva  ou  potencial  de  servi€os  ptiblicos
especificos e divisiveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposi€5o;
VII ­ revisao da legisla€ao sobre as taxas pelo exercicio do poder de policia;
VIII ­ revisao das isen€6es dos tributos municipais objetivando atender o interesse
ptiblico e a justi€a fiscal;
IX ­ institui€ao, por lei especifica,  da Contribui€ao de Melhoria com a finalidade de
tomar exeqtiivel a sua cobran€a;
X  ­  a  institui€ao  de  novos  tributos  ou  a  modifica€ao  em  decorrencia  de  altera€6es
legais daqueles ja instituidos.
Art. 21. Os atos de concessao ou amplia€ao de incentivo ou beneficio tributario que
importem em rendncia de receita obedecerao as disposi€6es do art. 14, da Lei Complementar
nQ 101, de 2000.
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Paragrafo dnico. Excluem­se os atos relativos ao cancelamento de creditos inferiores
aos custos de cobran€a, bern como o desconto para pagamento a vista de impostos e taxas,
desde que os respectivos valores tenham composto a estimativa da receita or€amentaria.
Art.  22.  Na  estimativa  das  receitas  do  projeto  de  lei  or€amentaria  poderao  ser
considerados os efeitos de propostas  de altera€6es na legisla€ao tributaria que estejam em
tramita€ao na Camara Municipal.
§ 1Q. Caso as altera€6es propostas nao sejam aprovadas, ou o sejam parcialmente, de
forma  a  nao  permitir  a  integraliza€ao  dos  recursos  esperados,  as  dota€6es  a  conta  das
referidas  receitas  serao  canceladas,  mediante  decreto,  nos  30  (trinta)  dias  subsequentes  a
publica€ao do projeto de Lei Or€amentaria de 2026.
§ 2Q. No caso de nao­aprova€ao das propostas de altera€ao previstas no caput, podera
ser efetuada a substitui€ao  das  fontes condicionadas por excesso de arrecada€ao  de outras
fontes, inclusive de opera€6es de cr6dito, ou por superavit financeiro apurado em balan€o
patrimonial do exercicio anterior, antes do cancelamento previsto no § 1Q deste artigo.
Se€ao V
Do Equilibrio Entre Receitas e Despesas
Art.  23.  A  elabora€ao  do projeto,  a  aprova€ao  e a  execu€ao  da lei  or€amentaria  do
exercicio  de 2026 serao orientadas no sentido  de alcan€ar o superavit prinario necessario
para  garantir  uma  trajet6ria  de  solidez  financeira  da  administra€ao  municipal,  conforme
discriminado no Anexo de Metas Fiscais constante desta Lei.
Art. 24. Os projetos de lei que impliquem em diminui€ao de receita ou aumento de
despesa do Municipio no exercicio de 2026 dever5o estar acompanhados de demonstrativos
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que os discriminem, para cada urn dos exercicios compreendidos no periodo de 2027 a 2028,
demonstrando a mem6ria de calculo respectiva.
Parigrafo  dnico.  Nao  sera  aprovado  projeto  de  lei  que  implique  em  aumento  de
despesa  sem  que  esteja  acompanhado  das  medidas  definidas  nos  artigos  16  e  17  da  Lei
Complementar nQ 101/2000.
Art.  25.  As  estrafegias  para busca  ou  manuten€ao  do  equilibrio  entre  as  receitas  e
despesas poderao levar em conta as seguintes medidas:
I ­ para eleva€ao das receitas:
a ­a implementa€ao das medidas previstas nos artigos 19 e 20 desta Lei;
b ­ atualiza€ao e informatiza€ao do cadastro imobilidrio;
c ­ chamamento geral dos contribuintes inscritos na Divida Ativa.
11 ­ para redu€ao das despesas:
a  ­  utiliza€ao  da  modalidade  de  licita€ao  denominada  pregao  e  implanta€ao  de
rigorosa pesquisa de pre€os, de forma a reduzir custos de toda e qualquer compra e evitar a
carteliza€ao dos fomecedores;
b ­ revisao geral das gratifica€6es concedidas aos servidores.
Art.  26.  Apurado  que,  no  periodo  de  12  (doze)  meses,  o  montante  das  despesas
correntes  ultrapasse  95%  (noventa  e  cinco  por  cento)  da  receita  corrente  arrecadada  no
mesmo periodo, conforme disposto no art. 167­A, da Constitui€ao Federal, com reda€ao dada
pela  emenda  Constitucional  nQ  109,  de  15  de  mar€o  de  2021,  e  facultado  aos  chefes  dos
Poderes Executivo e Legislativo aplicar o mecanismo de ajuste fiscal, mediante veda€ao dos
seguintes atos:
I   ­  Concess5o,   a  qualquer  tfulo,   de  vantagens  salariais,   aumento,  reajuste  ou
adequa€ao  remunerat6ria,  exceto  os  derivados  de  senten€a  judicial  ou  de  lei  municipal
anterior;
11 ­ Cria€ao de cargo, emprego ou fun€ao qiie implique aumento de despesa;
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Ill ­ Altera€ao de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
IV ­ Admissao ou contrata€ao de pessoal, a qualquer titulo, ressalvadas:
a)  a  reposi€ao  de  cargos  de  chefia  e  de  dire€ao  que  nao  acarretem  aumento  de
despesa;
b) a reposi€ao das vacancias nos cargos efetivos;
c)  as  contrata€6es  temporarias  de  que  trata  o  inciso  IX  do  caput  do  art.  37  da
Constitui€ao;
V ­ Realiza€ao de concurso ptiblico,  exceto para as vacancias previstas no inciso IV
deste artigo;
VI ­ Cria€ao de despesa obrigat6ria de carater continuado;
VII ­ Reajuste de despesa obrigat6ria acima da infla€ao medida pelo indice Nacional
de Pre€os ao Consumidor Amplo (IPCA),.
VIII­ Concessao ou amplia€ao de incentivo ou beneficio de natureza tributaria.
Se€ao VI
Dos Crit6rios e Formas de Limita€ao de Empenho
Art. 27. Na hip6tese de ocorrencia das circunstancias estabelecidas no caput do artigo
9Q e no inciso 11 do § 1Q do artigo 31 da Lei Complementar rf 101/2000, o Poder Executivo e o
Poder  Legislativo  procederao  a  respectiva  limita€ao  de  empenho  e  de  movimenta€ao
financeira, calculada de forma proporcional a participa€ao dos Poderes no total das dota€6es
iniciais constantes da lei or€amentaria de 2026, utilizando para tal fin as cotas or€amentarias
e financeiras.
§ 1Q. Excluem­se da limita€ao prevista no caput deste artigo:
I ­ as despesas com pessoal e encargos sociais;
11 ­ as despesas com beneficios previdenciarios;
Ill ­ as despesas com amortiza€ao, juros e encargos da divida;
IV ­ as despesas com PASEP;
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V ­ as despesas com o pagamento de precat6rios e senten€as judiciais;
VI ­ as demais despesas que constituam obriga€ao constitucional e legal.
§ 2Q. 0 Poder Executivo comunicara ao Poder Legislativo o montante que the cabera
tornar   indisponivel   para   empenho   e   movimenta€ao   financeira,   conforme   propor€ao
estabelecida no caput deste artigo.
§  3Q.  Os Poderes Executivo  e Legislativo,  com base na  comunica€ao  de  que  trata  o
paragrafo  anterior,  emitirao  e  publicarao  ato  pr6prio  estabelecendo  os  montantes  que
caberao  aos respectivos 6rgaos e entidades na limita€ao  do  empenho  e  da movimenta€ao
financeira.
§  4Q.  Se  verificado,  ao  final  de  urn bimestre,  que  a  realiza€ao  da  receita  nao  sera
suficiente para  garantir o  equilibrio  das  contas ptiblicas,  adotar­se­ao  as mesmas medidas
previstas neste artigo.
Se€ao VII
Das Normas Relativas ao Controle de Custos e Avalia€ao dos Resultados dos
Programas Financiados com Recursos dos Or€amentos
Art. 28. 0 Poder Executivo podera realizar estudos visando a defini€ao de controle de
custos e a avalia€ao do resultado dos programas de govemo.
Art. 29. A16m de observar as demais diretrizes estabelecidas nesta Lei, a aloca€ao dos
recursos na lei or€amentaria e em seus cr6ditos adicionais, bern como a respectiva execu€ao,
serao  feitas  de  forma  a  propiciar  o  controle  de  custos  e  a  avalia€ao  dos  resultados  dos
programas de govemo.
§ 1Q. A lei or€amentaria de 2026 e seus cr6ditos adicionais deverao agregar todas as
a€6es govemamentais necessarias ao cumprimento dos objetivos dos respectivos programas,
sendo que as a€6es governamentais que nao contribuirem para a realiza€ao de urn programa
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finalistico deverao ser agregadas num programa denominado ``Apoio Administrativo'' ou de
finalidade semelhante.
§  2Q.  Merecera  destaque  o  aprimoramento  da  gestao  or€amentaria,  financeira  e
patrimonial, por intermedio da moderniza€ao dos instrumentos de planejamento, execu€ao,
avalia€ao e controle intemo, visando a eficiencia e eficacia administrativa.
§ 3Q. 0 Poder Executivo promovera amplo esfor€o de redu€ao de custos, otimiza€ao
de gastos e reordenamento de despesas do setor ptiblico municipal, sobretudo pelo aumento
da produtividade na presta€ao de servi€os ptiblicos e sociais.
Se€ao VIII
Das Condi€5es e Exigencias para Transferencias de Recursos a
Entidades Ptiblicas e Privadas
Art.  30.  E  vedada  a  destina€ao  de  recursos  a  titulo  de  subven€6es  sociais  para
entidades  privadas,  ressalvadas  aquelas  sem  fins  lucrativos,  que  exer€am  atividades  de
natureza continuada nas areas de cultura,  assistencia social,  satide, educa€ao, esportes,  ou
seja,  associa€6es representativas de moradores urbanos e/ou rurais e,  ainda associa€6es de
produtores rurais e que preencham pelo menos uma das seguintes condi€6es:
I ­ sejam de atendimento direto ao ptiblico,  de forma gratuita, e estejam registradas
junto a 6rgao competente da Prefeitura Municipal;
11 ­ atendam ao disposto no art. 204 da Constitui€ao, no art. 61 do ADCT, bern como
na Lei ng 8.742, de 7 de dezembro de 1993;
Ill ­ sejam qualificadas como Organiza€ao da Sociedade Civil de Interesse Ptiblico ­
OSCIP, com Termo de Parceria firmado com o Poder Ptiblico, de acordo com a Lei ng 9.790,
de 23 de mar€o de 1999,.
IV ­se enquadrem nas hip6teses de parceria reguladas pela Lei 13.019/2014.
§ 1Q. Para habilitar­se ao recebimento de subven€6es sociais, a entidade privada sem
fins lucrativos devera apresentar declara€ao de regular funcionamento, emitida no exercicio
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de 2025 expedida por 6rg5o ou autoridade competente, e comprovante da regularidade do
mandato de sua diretoria.
§ 2Q. Serao, ainda, destinatario de recursos ptiblicos:
I ­ Associa€6es microrregionais;
11  ­  Cons6rcios  intermunicipais  de  satide,  constituidos  exclusivamente  por  entes
ptiblicos,  legalmente  instituidos  e  signatarios  de  contrato  de  gestao  com  a  administra€ao
ptiblica;
Ill ­ Outros Entes Priblicos da Federa€ao, observado em qualquer caso o art.  184 da
Lei 14.133/21.
§ 3Q. Sem prejuizo da observancia das .condi€6es estabelecidas neste artigo, a inclusao
de dota€6es na lei or€amentaria e sua execu€ao, dependerao, ainda, de:
I ­ publica€ao, pelo Poder Executivo, de normas a serem observadas na concessao de
auxilios, revendo­se clausula de reversao no caso de desvio de finalidade;
11 ­ identifica€ao do beneficiario e do valor transferido no respectivo convenio e/ou
termo de parceria conforme o caso.
Art. 31. E vedada a destina€ao de recursos a entidade privada a titulo de contribui€ao
corrente,  ressalvada  a  autorizada  em  lei  especifica  ou   destinada   a  entidade  sem  fins
lucrativos selecionada para execu€ao, em parceria com a Administra€ao Ptiblica Municipal,
de programas e a€6es que contribuam diretamente para o alcance de diretrizes, objetivos e
metas  previstas  no  plano  plurianual  ou  nas  areas  de  cultura,  assistencia  social,  satide,
educa€ao,  esportes,  agropecuaria  e  de  prote€ao  ao  meio  ambiente  ou,  ainda,  cons6rcios
constituidos  exclusivamente  por  entes  ptiblicos,  1egalmente  institu]'dos  e  signatarios  de
contrato de gestao com a administra€ao ptiblica municipal e que participem da execu€ao de
programas municipais.
Paragrafo  dnico.  i  vedada  a  inclusao  na  lei  or€amentaria  e  em  seus  cr6ditos
adicionais de dota€6es a titulo de contribui€6es para entidades privadas de fins lucrativos,
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ressalvadas  a   autoriza€6es  por  lei  especifica  que  sejam   destinadas   aos  programas  de
desenvolvimento industrial.
Art. 32. E vedada a destina€ao de recursos a titulo de auxilios, previstos no art. 12, §
6Q,  da Lei rf 4.320,  de  1964,  para entidades  privadas,  ressalvadas  as  sem fins  lucrativos e
desde que atendam uma das seguintes hip6teses:
I ­ de atendimento direto e gratuito ao priblico e voltadas para as areas de cultura,
assisfencia   social,   satide,   educa€ao,   esportes   ou   sejam   associa€6es   representativas   de
moradores ou produtores rurais,.
11 ­ voltadas para as a€6es de satide ou assistencia social e de atendimento direto e
gratuito ao ptiblico prestadas por entidades sem fins lucrativos, e que estejam junto a 6rgao
competente da Prefeitura Municipal;
Ill ­ signatarias de contrato de gestao com a Administra€ao Ptiblica Municipal, nao
qualificadas como organiza€6es sociais nos termos da Lei rf 9.637, de 15 de maio de 1998;
IV   ­   cons6rcios   constituidos   exclusivamente   por   entes   ptiblicos,   1egalmente
instituidos,.
V ­ qualificadas como Organiza€ao da Sociedade Civil de Interesse Ptiblico ­ OSCIP,
com Termo de Parceria firmado com o Poder Ptiblico, de acordo com a Lei nQ 9.790, de 1999,
e  que  participem  da  execu€5o  de  programas  constantes  do  piano  plurianual,  devendo  a
destina€ao de recursos guardar conformidade com os objetivos sociais da entidade.
Paragrafo  dnico.  0  Poder  Executivo  Municipal  podera  conceder,  ainda,  auxilios
financeiros a pessoas fisicas, em esp6cie ou em bens e/ou servi€os, observadas as hip6teses
condi€6es estabelecidas em lei de subven€6es, contribui€6es e auxilios ou na lei or€amentaria
anual.
Art. 33. A aloca€ao de recursos para entidades privadas, a titulo de contribui€6es de
capital fica condicionada a autoriza€ao em lei especial de que trata o art.  12, § 6Q, da Lei rf
4.320, de 1964.
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Art.  34.  Sem  prejuizo  das  disposi€6es  contidas  neste  capitulo,  as  transferencias  de
recursos   destina€ao  de  recursos   as  entidades  privadas  sem  fins  lucrativos   devera  ser
precedidas das medidas previstas na Lei 13.019/2014 e, nas hip6teses de exce€ao do art. 3Q da
citada Lei 13.019/2014, deverao observar as exigencias do art.184 da Lei rf 14.133/2021.
Paragrafo bnico ­ Compete ao 6rgao ou entidade concedente o acompanhamento da
realiza€ao do plano de trabalho executado com recursos transferidos pelo Municipio.
Art. 35. Podera ser exigida contrapartida, a ser definida entre os interessados, para as
transferencias permitidas na forma dos artigos 30, 31, 32, 33 e 34, observado o disposto nesta
lei.
Paragrafo  dnico.  0  disposto  neste  artigo  nao  se  aplica  as  entidades  de  assistencia
social e satide registradas junto a 6rgao competente da Prefeitura Municipal.
Art.  36.  Nenhuma  libera€ao  de  recursos  transferidos  nos  termos  deste  Capitulo
podera ser efetuada sem o pr€vio registro na Contabilidade Municipal em sistema pr6prio.
Paragrafo  rinico.  As  transferencias  previstas  nesta  Subse€ao  serao  classificadas,
obrigatoriamente,  nos  elementos  de  despesa  ``41   ­Contribui€6es'',   ``42  ­  Auxilio",   ``43  ­
Subven€6es Sociais'' ou ``45 ­Subven€6es Econ6mica''.
Se€ao IX
Da Autoriza€ao para o Municipio Auxiliar no Custeio de Despesas de
Competencia de Outros Entes da Federa€ao
Art.  37.  E  vedada  a  inclus5o,  na lei or€amentaria  e em  seus cr6ditos  adicionais,  de
dota€ao para a realiza€ao de transferencia financeira a outro ente da federa€5o, exceto para
atender  as  situa€6es  que  envolvam  claramente  ao  atendimento  de  interesse  ptiblico  do
Municipio observadas as exigencias do artigo 25 da Lei Complementar nQ 101/2000.
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§ 1Q ­ As transferencias para o Setor Ptiblico observarao o disposto no art.  62 da Lei
Complementar nQ 101, de 04/05/2000.
§ 2Q ­ A transferencia de recursos financeiros de uma entidade para outra, inclusive da
Prefeitura   Municipal  para   as   entidades   da  Administra€ao   Indireta   e  para   a   Camara
Municipal  fica  limitada  ao  valor  previsto  na  lei  or€amentaria  anual  e  em  seus  creditos
adicionais.
§ 3Q ­ 0 aumento da transferencia de recursos financeiros de uma entidade para outra
somente podera ocorrer mediante pr6via autoriza€ao legislativa, podendo haver previsao na
pr6pria lei que autorizou a transferencia inicial.
§  4Q  ­  i  permitida  a  inclusao  na  lei  or€amentaria  e  em  seus  creditos  adicionais  de
dota€6es  para  que  o  Municipio  contribua  para  o  custeio  de  despesas  de  competencia  de
outro  ente   da  federa€ao,   desde  que   autorizadas  mediante  lei  especifica  e  que  sejam
destinadas ao atendimento das situa€6es que envolvarn claramente o interesse local.
§ 5Q ­ A realiza€ao da despesa definida no caput deste artigo devera ser precedida da
aprova€ao de plano de trabalho e da celebra€ao de convenio, de acordo com o artigo 184 da
Lei rf 14.133/2021.
Se€ao X
Dos Parametros para a Elabora€5o da Programa€ao Financeira
e do Cronograma Mensal de Desembolso
Art.  38.  0 Poder Executivo estabelecera por ato pr6prio,  ate 30  (trinta)  dias  ap6s  a
publica€ao da lei or€amentaria de 2026, as metas bimestrais de arrecada€ao, a programa€ao
financeira e o cronograma mensal de desembolso, respectivamente, nos termos dos artigos 13
e 8Q da Lei Complementar nQ 101/2000.
§ 1Q. Para atender ao caput deste artigo, o Poder Legislativo encaminhara ao 6rgao
Central  de  Contabilidade  do  Municipio,  ate  15  (quinze)  dias  ap6s  a  publica€ao  da  lei
or€amentaria de 2026, os seguintes demonstrativos:
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I  ­  as metas mensais  de  arrecada€ao  de receitas,  de forma  a  atender o  disposto no
artigo 13 da Lei Complementar nQ 101/2000;
11   ­   a   programa€ao   financeira   das   despesas,   nos   termos   do   artigo   8Q   da   Lei
Complementar rf 101/2000;
Ill  ­  o  cronograma  mensal  de  desembolso,  incluidos  os  pagamentos  dos  restos  a
pagar, nos termos do artigo 89 da Lei Complementar nQ 101/2000.
§ 2Q. 0 Poder Executivo devera dar publicidade as metas bimestrais de arrecada€ao, a
programa€ao financeira e ao cronograma mensal de desembolso atrav6s do 6rgao oficial de
publica€ao do Municipio ate 30 (trinta) dias ap6s a publica€ao da lei or€amentaria de 2026,.
§ 3Q.  A programa€ao financeira e  o cronograma mensal  de  desembolso  tratados no
caput deste artigo deverao ser elaborados de forma a garantir o cumprimento da meta de
resultado primario estabelecida nesta Lei.
Se€ao XI
Da Defini€ao de Crit6rios para Inicio de Novos Projetos
Art. 39. A16m da observancia das metas e prioridades definidas nos termos do artigo
2Q desta Lei, a lei or€amentaria de 2026 e seus cr6ditos adicionais, observando o disposto no
artigo 45 da Lei Complementar nQ 101/2000, somente incluirao projetos novos se:
I ­ estiverem compativeis com o Plano Plurianual de 2026­2028 e com as normas desta
Lei,.
11   ­   as   dota€6es   consignadas   as   obras   ja   iniciadas   forem   suficientes   para   o
atendimento de seu cronograma fisico­financeiro;
Ill  ­  estiverem  preservados  os  recursos  necessarios  a  conserva€ao  do  patrim6nio
ptiblico;
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAPUTIRA
ESTADO DE  MINAS GERAIS
PRACA PADRE JOAQullvI DE CASTRO, 54 ­CEP 36925­000
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IV  ­  os  recursos   alocados  destinarem­se   a  contrapartidas  de  recursos  federais,
estaduais ou de opera€6es de cr6dito.
Paragrafo  tinico.  Considera­se  projeto  em  andamento,  para  os  efeitos  desta  Lei,
aquele cuja execu€ao iniciar­se ate a data de encaminhamento da proposta or€amentaria de
2026, cujo cronograma de execu€ao ultrapasse o t6rmino do exercicio de 2026.
'  Se€aoxII
Da Defini€ao das Despesas Consideradas Irrelevantes
Art. 40. Para fins do disposto no § 3Q do artigo 16 da Lei Complementar nQ 101/2000,
sao consideradas despesas irrelevantes aquelas cujo valor nao ultrapasse os limites previstos
nos incisos I e 11 do artigo  75  da Lei nQ 14.133/2021, nos casos,  respectivamente,  de obras e
servi€os de engenharia e de outros servi€os e compras.
Se€ao XIII
Do Incentivo a Participa€ao Popular
Art. 41. 0 projeto de lei or€amentaria do Municipio, relativo ao exercicio financeiro de
2026, deveri assegurar a transparencia na elabora€ao e execu€ao do or€amento.
Paragrafo  tinico  ­  0  principio  da  transparencia  implica,  alem  da  observancia  do
principio constitucional da publicidade, a abertura de participa€6es e a utiliza€ao dos meios
eletr6nicos disponiveis para garantir o efetivo acesso dos municipes as informa€6es relativas
ao or€amento.
Art. 42. Sera assegurada ao cidadao a participa€ao nas audiencias ptiblicas para:
I  ­  elabora€ao  da  proposta  or€amentaria  de  2026  mediante  regular  processo  de
consulta;
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ESTADO DE  IvllNAS GERAIS
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11   ­   avalia€ao   das  metas   fiscais,   conforme   definido  no   artigo   9Q,   §   4Q,   da   Lei
Complementar    rf    101/2000,    ocasiao    em    que    o    Poder    Executivo    demonstrara    o
comportamento das metas previstas nesta Lei.
Se€ao XIV
Das metas de resultado fiscal, em consonancia com uma trajet6ria
Sustentavel para a divida municipal
Art. 43. A administra€ao da divida ptiblica municipal intema e/ou extema tern por
objetivo principal minimizar custos, reduzir o montante da divida ptiblica, viabilizar fontes
alternativas de recursos para o Tesouro Municipal e manter a mesma em niveis sustentaveis,
conforme legisla€ao aplicavel a esp6cie.
§   1Q.   Deverao   ser  garantidos  na  lei  or€amentaria  os  recursos  necessarios  para
pagamento da divida.
§ 2Q. 0 Municipio,  subordinar­se­i as normas estabelecidas na Resolu€ao nQ 40/2001
do Senado Federal, que disp6e sobre os limites globais para o montante da d{vida ptiblica
consolidada e da divida ptiblica mobiliaria, e atendimento ao disposto no artigo 52, incisos
VI e IX, da Constitui€ao da Reptiblica.
Art. 44. Na lei or€amentaria para o exercicio de 2026, as despesas com amortiza€5o,
juros e demais encargos da divida serao fixadas com base nas opera€6es contratadas.
Se€ao XV
Das Disposi€5es Gerais
Art. 45. 0 Poder Executivo podera, mediante decreto especifico, remanejar, transpor
ou transferir, total ou parcialmente as dota€6es or€amentarias aprovadas na lei or€amentaria
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ESTADO DE fv]INAS GERAIS
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de  2026  e  em  seus  cr6ditos  adicionais,  mantida  a  estrutura  programatica,  expressa  por
categoria de programa€ao, conforme definida no artigo 3Q, desta Lei, conforme os conceitos:
I  ­  remanejamentos  ocorrem  sempre  no  ambito  da  organiza€ao,   decorrente  de
extin€ao de urn 6rgao e a institucionaliza€ao de outro para a sua substitui€ao.
11 ­ transposi€6es sao realoca€6es no ambito  dos programas  de  trabalho,  dentro  do
mesmo 6rgao.
Ill  ­  transferencias  sao  realoca€6es  de  recursos  entre  as  categorias  econ6micas  de
despesas, dentro do mesmo 6rgao e do mesmo programa de trabatho.
Parigrafo   bnico   ­   os   instrumentos   mencionados   serao   utilizados   quando   em
decorrencia da extin€ao, transforma€ao, transferencia, incorpora€ao ou desmembramento de
6rgaos e entidades, bern como de altera€6es de suas competencias ou atribui€6es.
Art.  46.  0  Poder  Executivo  Municipal  podera  por  meio  de  decreto,  promover  a
inclusao e ou altera€ao de Fontes e Destina€6es de Recursos na Lei Or€amentaria Anual de
2026, sempre na mesma dota€ao or€amentaria.
Art.  47.  A  abertura  de  cr6ditos  suplementares  e  especiais  dependera  de  pr€via
autoriza€ao  legislativa  e  da  existencia  de  recursos  disponiveis  para  cobrir  a  despesa,  nos
termos da Lei nQ 4.320/1964 e da Constitui€ao da Reptiblica.
§ 1Q. A lei or€amentaria contera autoriza€ao e dispora sobre o limite para a abertura
de cr6ditos adicionais suplementares.
§ 2Q.  Acompanharao  os projetos de lei relativos a cr6ditos  adicionais  exposi€6es  de
motivos   circunstanciadas   que   os   justifiquem   e   que   indiquem   as   consequencias   dos
cancelamentos de dota€6es propostos.
§  3Q.  Os  projetos  de  lei  relativos  a  cr€ditos  adicionais  do  Poder  Legislativo  serao
encaminhados a Camara Municipal no prazo de ate trinta dias, a contar da data do pedido
feito a Prefeitura.
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Art. 48. A reabertura dos cr€ditos especiais e extraordinarios, conforme disposto no
artigo  167,  §  2Q  da  Constitui€ao  da  Reptiblica,  sera  efetivada  mediante  Decreto  do  Poder
Executivo, utilizando­se os recursos previstos no artigo 43 da Lei ng 4.320/1964.
Art. 49. 0 Poder Executivo podera encaminhar mensagem ao Poder Legislativo para
propor  modifica€6es  no  projeto  de  lei  or€amentaria  anual,  enquanto  nao  iniciada  a  sua
vota€ao, no tocante as partes cuja altera€ao venha ser proposta.
Art. 50. Se o projeto de lei or€amentaria de 2026 nao for sancionado pelo Prefeito ate
31   de  dezembro  de  2025,  a  programa€ao  dele  constante  podera  ser  executada  para  o
atendimento das seguintes despesas:
I ­ pessoal e encargos sociais;
11 ­ beneficios previdenciarios;
Ill ­ amortiza€ao, juros e encargos da divida;
IV ­ PIS­PASEP;
V   ­   demais   despesas   que   constituem   obriga€6es   constitucionais   ou   legais   do
Municipio; e
VI ­ outras despesas correntes de cariter inadiavel.
§ 1Q As despesas descritas no inciso I a V deste artigo estao limitadas a 1/12 (urn doze
avos) do total de cada a€ao prevista no projeto de lei or€amentaria de 2026, multiplicado pelo
ntimero de meses decorridos ate a san€ao da respectiva lei.
§ 2Q Na execu€ao de outras despesas correntes de carater inadiavel a que se refere o
inciso  VI  do  caput,  o  ordenador  de  despesa  podera  considerar  os  valores  constantes  do
projeto de lei or€amentaria de 2026, para fins do cumprimento do disposto no artigo 16 da
Lei Complementar rf 101/2000.
§  3Q  Em  caso  de  Emenda  supressiva  ou redutiva  que  altere  a  dota€ao utilizada  no
caput deste artigo, o Poder Executivo utilizar­se­a de decreto para recomposi€ao dos valores,
utilizando­se dos limites de cr6ditos adicionais suplementares.
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ESTADO DE MINAS GERAIS
PRACA PADRE JOAQUIM DE CASTRO, 54 ­CEP 36925­000
CNPJ  18.385.138/0001 ­11
Art. 51. Em atendimento ao disposto no artigo 49, §§ 1Q, 2Q e 3Q da Lei Complementar
nQ 101/2000, integram a presente Lei os seguintes anexos:
I ­ Anexo de Metas Fiscais;
11 ­ Anexo de Riscos Fiscais
Art.   52.   Esta  Lei  entra  em  vigor  na  data  de  sua  publica€ao,   revogando­se  as
disposi€6es em contrario.
Caputira, 15 de abril de 2025.
EDG&atR'iLDO DE ARAU]0
Prefeito Municipal

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