PROJETO DE LEI Nº 21, DE 11 DE MAIO DE 2026
Altera a denominação da via pública atualmente denominada “Rua
da Prata” para “Rua Antônio da Costa Ribeiro”, no Município de
Carmópolis de Minas.
A Câmara Municipal de Carmópolis de Minas aprova, e eu, Prefeito Municipal,
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica alterada a denominação da via pública atualmente denominada Rua
da Prata, localizada no Bairro da Prata, passando a denominar-se Rua Antônio da Costa
Ribeiro, mantendo-se a mesma extensão e localização definidas na Lei nº 2.232, de 06
de maio de 2019.
Art. 2º Permanecem inalterados o traçado, início e término da via, conforme
croqui integrante da Lei nº 2.232/2019, que a define como a via que se inicia na estrada
de acesso ao Córrego da Areia e termina na propriedade da Senhora Cleonice Pereira da
Silva Gomes.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Carmópolis de Minas, 11 de maio de 2026.
Ver. Palmério Alex Castro Ferreira
PARTIDO NOVO
JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 21, DE 11 DE MAIO DE 2026
Altera a denominação da via pública atualmente denominada “Rua
da Prata” para “Rua Antônio da Costa Ribeiro”, no Município de
Carmópolis de Minas.
Excelentíssimo Senhor Presidente,
Senhores Vereadores e Senhora Vereadora,
O presente Projeto de Lei tem por finalidade alterar a denominação da atual Rua
da Prata, no Bairro da Prata, prestando justa homenagem ao Sr. Antônio da Costa
Ribeiro, cidadão que deixou relevantes serviços prestados à comunidade de Carmópolis
de Minas.
A alteração proposta não modifica a localização, extensão ou características da
via pública, mantendo-se integralmente o traçado definido pela Lei nº 2.232/2019,
tratando-se apenas de mudança de denominação.
Biografia do homenageado:
Antônio da Costa Ribeiro carinhosamente conhecido como “Tó da Prata”, nasceu
em 29 de maio de 1939, no povoado do Córrego da Prata, em Carmópolis de Minas.
Filho da roça, cresceu cercado pela simplicidade do campo, aprendendo desde cedo os
valores da humildade, da honestidade e do trabalho digno.
Lavrador por toda a vida, encontrou na terra seu sustento e também seu orgulho.
Plantava milho, feijão e arroz, enfrentando cada amanhecer com coragem e disposição.
Em suas mãos calejadas carregava a história de um homem trabalhador, que construiu
sua trajetória baseada no amor à família, no respeito ao próximo e na força da
simplicidade.
Casou-se com Margarida, sua primeira e única namorada, com quem construiu
uma família sólida e abençoada. Juntos tiveram sete filhos, aos quais dedicou sua vida
inteira. Foi um pai presente, cuidadoso e generoso, ensinando mais pelos exemplos do
que pelas palavras. Criou seus filhos com honra, humildade e caráter, deixando em cada
um deles marcas eternas de amor e ensinamentos.
Conhecido pelo coração imenso e pelo jeito alegre de viver, Tó da Prata fazia de
sua casa um lugar de acolhimento. Sempre disposto a ajudar, abriu as portas de seu lar
para pessoas que precisaram de amparo, como José Vaz, que viveu temporariamente
com a família, e Eni, que permaneceu ao seu lado por 57 anos, sendo considerada por
ele como uma filha.
Mesmo sem saber ler ou escrever, possuía uma sabedoria rara, adquirida pela
experiência da vida. Homem simples e matuto, sempre tinha um conselho sincero, uma
palavra amiga ou um gesto de carinho para oferecer a quem o procurasse. Para muitos,
foi mais do que um amigo — foi um verdadeiro pai.
Uma de suas marcas mais conhecidas era a inseparável companhia de seu cavalo
Catalão. Todos os dias, montado nele, seguia rumo à cidade para entregar o leite tirado
de suas poucas vaquinhas. De porta em porta, levava não apenas o leite fresco, mas
também simpatia, respeito e amizade. Pelo caminho, espalhava alegria, especialmente
entre as crianças, que aguardavam ansiosas pelos passeios em seu cavalo. Com
simplicidade, criava memórias inesquecíveis e encontrava felicidade nas pequenas
coisas da vida.
Entre suas grandes paixões também estavam as tradicionais caçadas de
domingo. Ao lado de seus cachorros e amigos de longa data, vivia momentos de
companheirismo, histórias e muitas risadas. Gostava de contar causos, reunir a família
e encantar os netos com suas lembranças e seu jeito cativante. Para eles, era puro xodó
— um avô amoroso que deixou recordações eternas.
Seu amor pela terra e pela família fez nascer um grande sonho: manter todos
unidos. Por isso, dividiu sua pequena roça em sete partes, para que cada filho pudesse
construir sua morada próximo dos demais, preservando a união familiar que tanto
valorizava. Com orgulho, costumava dizer:
“Sou o homem mais feliz do mundo, porque tenho a melhor família. E ainda vou
ter o prazer de ver todos aqui, construindo seus lares, reunidos.”
Com o passar dos anos, esse sonho foi se tornando realidade. Cada filho, à sua
maneira, manteve vivas as raízes daquela terra simples, onde permanecem o amor, a
união e as lembranças construídas ao longo da vida.
Homem justo, honrado e leal, Tó da Prata conquistou o respeito e a admiração
de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Seu maior refúgio era sua casinha
simples no povoado da Prata, lugar onde construiu sua história, cultivou amizades
sinceras e espalhou amor por onde passou.
No dia 2 de novembro de 2018, aos 79 anos, Antônio da Costa Ribeiro partiu,
vítima de um aneurisma da aorta. Sua partida deixou uma saudade eterna, mas também
um legado impossível de ser apagado: o amor pela família, a simplicidade, a
generosidade, a honra e a lealdade.
Tó da Prata não foi apenas um homem da roça. Foi um homem de alma
grandiosa, daqueles que deixam marcas profundas na vida das pessoas e permanecem
vivos para sempre na memória e no coração de quem o amou.
A homenagem por meio da denominação de via pública perpetua sua memória
e reconhece sua importância para a história e o desenvolvimento do município.
Diante de sua trajetória e dos relevantes serviços prestados à comunidade, a
presente homenagem revela-se justa e merecida.
Carmópolis de Minas, 11 de maio de 2026.
Ver. Palmério Alex Castro Ferreira
PARTIDO NOVO