PROJETO DE LEI N.º 14, DE 19 DE MARÇO DE 2026.
Denomina sala multiuso do Centro Cultural
“Cláudio Nogueira Azevedo” e dá outras
providências.
O Prefeito do Município de Cláudio, Estado de Minas Gerais, no uso de suas
atribuições legais, propõe a presente lei:
Art. 1º Esta lei denomina próprio público, na forma que especifica.
Art. 2º Fica denominada ―Sala Maria José Guimarães Tolentino – Dona Zezé ‖ a sala
multiuso localizada no Centro Cultural Cláudio Nogueira Azevedo, no Município de
Cláudio/MG.
Art. 3º O Município de Cláudio, por seu Poder Executivo, no prazo de 90 (noventa)
dias, contados da sanção desta Lei, promoverá a instalação de placa indicativa no local.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Cláudio (MG), 19 de março de 2026.
JOSÉ RODRIGUES BARROSO DE ARAÚJO
Prefeito do Município
Cláudio (MG), 19 de março de 2026.
Mensagem n.º 10/2026
Assunto: Encaminha Projeto de Lei n.º 14/2026.
Excelentíssimo Senhor Presidente:
Encaminho a essa Egrégia Casa de Leis, para apreciação dos Senhores Vereadores, o
incluso Projeto de Lei que “Dá denominação ao próprio público que especifica, e determina
outras providências”.
O presente Projeto de Lei, que tenho a honra de vos encaminhar, tem como objetivo
prestar uma justa e merecida homenagem à pessoa de Maria José Guimarães Tolentino,
carinhosamente conhecida como ―Dona Zezé‖.
Natural de Carmo do Cajuru/MG, Maria José mudou-se ainda na infância para este
Município, onde construiu sua vida pautada em valores sólidos, destacando-se pela dedicação
à família, pelo espírito acolhedor e pela forma respeitosa com que sempre se relacionou com a
comunidade. ―Dona Zezé‖ fez parte da construção da história de Cláudio, sendo reconhecida
por sua simplicidade, serenidade e constante alegria.
Foi mãe, avó e bisavó, exercendo papel fundamental na formação de sua família,
transmitindo ensinamentos baseados no respeito, na honestidade e na união. De personalidade
carinhosa e acolhedora, deixou como marca um exemplo de vida digno e inspirador, sendo
profundamente querida por todos que tiveram a oportunidade de conviver com ela.
A homenagem ora proposta, ao atribuir seu nome a um espaço público, representa o
reconhecimento do Município à sua memória e aos valores que deixou como legado.
O presente projeto está em conformidade com a Lei Municipal n.º 1.195, de 21 de
novembro de 2008, que traz regras específicas para a denominação de próprios públicos no
Município de Cláudio/MG, acompanhando esta mensagem todas as certidões e declarações
necessárias as quais são mencionadas na lei em destaque.
Assim, solicito a Vossa Excelência, que o presente Projeto de Lei seja submetido à
apreciação e deliberação dos senhores vereadores.
Atenciosamente.
JOSÉ RODRIGUES BARROSO DE ARAÚJO
Prefeito do Município
CERTIDÃO
Em cumprimento ao disposto contido na Lei Municipal n.º 1.195/2008 e
visando subsidiar o Projeto de Lei que ―Dá a denominação ao próprio público que especifica,
e determina outras providências”, certifico que não há no Município outro próprio público
com a denominação ―Maria José Guimarães Tolentino‖.
Por ser a expressão da verdade, assino a presente certidão.
Cláudio (MG), 19 de março de 2026.
JOSÉ RODRIGUES BARROSO DE ARAÚJO
Prefeito do Município
DECLARAÇÃO
Em cumprimento ao disposto contido na Lei Municipal n.º 1.195/2008 e
visando subsidiar o Projeto de Lei que ―Dá a denominação ao próprio público que especifica,
e determina outras providências”, declaro que não possuo grau de parentesco, tanto por
afinidade quanto por consanguinidade, com a Sra. Maria José Guimarães Tolentino.
Por ser a expressão da verdade assino a presente declaração.
Cláudio (MG), 19 de março de 2026.
JOSÉ RODRIGUES BARROSO DE ARAÚJO
Prefeito do Município
BIOGRAFIA
Natural de Carmo do Cajuru, Maria José Guimarães Tolentino — carinhosamente conhecida
como Dona Zézé — nasceu na Fazenda das Posses, em 12 de novembro de 1924. Era a quinta
dos 13 filhos de Custódio Teixeira Guimarães (Tótó) e Maria Rodrigues Guimarães (Neném).
Mudou-se para Cláudio aos 7 anos de idade para estudar na Escola Estadual Coronel Joaquim
da Silva Guimarães, passando a morar com os tios Neneco e Cloris, que a acolheram com
muito amor. O sorriso no rosto sempre foi uma marca registrada da família Guimarães, que
soube transmitir, de geração em geração, um legado de valores e exemplo — algo que Dona
Zézé representava com naturalidade.
Mais tarde, mudou-se para Oliveira (MG), onde estudou na Escola Normal Nossa Senhora de
Oliveira. Formou-se em 5 de dezembro de 1940, recebendo o diploma de normalista do
primeiro grau. Após a formação, iniciou o namoro com Quinto Guimarães Tolentino, o
―Branco da Quita‖ ou ―Quintinho‖, como era carinhosamente chamado por ela — com quem
estudou e se casou em 19 de julho de 1946.
Foi mãe dedicada de 11 filhos, avó de 28 netos e bisavó de 27 bisnetos. Ficou viúva em 1º de
junho de 1978. Sua vida foi marcada pela dedicação à família: ora na Fazenda Santa Inês,
confeccionando roupas para os filhos, ora na casa da cidade, sempre cuidando de tudo com
zelo e organização.
Mulher forte, determinada e trabalhadora, Dona Zézé fez parte da construção da história de
Cláudio, conquistando a admiração de todos. De personalidade simples e carinhosa, encantava
com seu sorriso constante e sua forma leve de viver. Quem a conhecia, admirava e respeitava.
Mesmo enfrentando a doença de Alzheimer, manteve sua elegância e cuidado, sempre muito
bem assistida pelas filhas. Católica, tinha grande amor pela música — especialmente as
canções da infância e as marchinhas de carnaval —, alegria que compartilhava com todos ao
seu redor.
Devotada à família, tinha profundo amor pelo pai e cultivava valores como respeito,
honestidade, hospitalidade e serenidade. Jamais se ouviu de sua boca uma palavra de ofensa.
Era intensamente amada pelos filhos, netos e bisnetos — um vínculo bonito e verdadeiro, que
marcava todos que conviviam com ela.
Conhecida de muitas formas — Vóvó Zézé, Mamãe, Dona Zézé, Bisa, Zezé do Quintinho ou
Zezé do Mano Totó —, deixou sua marca na vida de todos que tiveram o privilégio de
conhecê-la.
Faleceu em 20 de março de 2021, deixando um grande legado, além de saudade e admiração
eternas.