Praça Manoel Leite Lemos, 115
PREFEITU RA Telefone (0xx35) 3525-1522
MUNICIPAL DE CNPJ 17 894 064/0001-86
DELFINÓPOLIS Delfinópolis, MG
PROJETO DE LEI MUNICIPAL N.º É Ô / 2025
“AUTORIZA O PODER EXECUTIVO DE DELFINÓPOLIS A
ABRIR CRÉDITO ESPECIAL SUPLEMENTAR POR
ANULAÇÃO DE DOTAÇÃO, NO VALOR DE R$ 40.000,00
(QUARENTA MIL REAIS) CONFORME ESPECIFICA E DÁ
OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.
O PREFEITO MUNICIPAL DE DELFINÓPOLIS, ESTADO DE MINAS
GERAIS, no uso das suas atribuições legais, faz saber que a Câmara Municipal, APROVOU e
ele SANCIONA e PROMULGA a seguinte LEI:
Art. 1.º - Fica autorizado o Executivo Municipal a abrir Crédito Especial Suplementar
por anulação de dotação no valor de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), no Orçamento-Programa
para o exercício de 2025, Lei nº 2.604/2024, para a cobertura de subvenção a ser destinada para
medidas de conservação das pinturas parietais da Igreja Matriz. conforme ficha 05 de
inventário, que correrão por conta da seguinte classificação orçamentária:
02. PREFEITURA
02.13 SECRETARIA MUNICIPAL TURISMO, LAZER ESPORTE E CULTURA
02.13.03 DIVISÃO DE CULTURA
13 CULTURA
13.391 PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARTÍSTICO E ARQUEOLÓGICO
13.391.1301 DIVULGAÇÃO E DIFUSÃO CULTURAL
13.391.1301.2234 CONTRIBUIÇÃO A ASSOCIAÇÕES E INSTITUIÇÕES
3.3.50.41.00.00 CONTRIBUIÇÕES R$ 40.000,00
1500 RECURSOS NÃO VINCULADOS DE IMPOSTO R$ 40.000,00
Art. 2.º - Os recursos destinados à abertura deste crédito, serão os decorrentes da
redução das seguintes dotações:
02. PREFEITURA
02.13 SECRETARIA MUNICIPAL TURISMO, LAZER ESPORTE E CULTURA
02.13.03 DIVISÃO DE CULTURA
13 CULTURA PEDRO
PAULO ms
PINTO:70043 *=
876668
Praça Manoel Leite Lemos, 115
PREFEITU RA Telefone (0xx35) 3525-1522
MUNICIPAL DE CNP) 17 894 064/0001-86
DELFINÓPOLIS Delfinópolis. MG
13.391 PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARTÍSTICO E ARQUEOLÓGICO
13.391.1301 DIVULGAÇÃO E DIFUSÃO CULTURAL
13.391.1301.2083 MANUTENÇÃO DO FUMPAC
3.3.90.30.00.00 MATERIAL DE CONSUMO R$ 20.000,00
1500 RECURSOS NÃO VINCULADOS DE IMPOSTO R$ 20.000,00
02. PREFEITURA
02.13 SECRETARIA MUNICIPAL TURISMO, LAZER ESPORTE E CULTURA
02.13.03 DIVISÃO DE CULTURA
13 CULTURA
13.391 PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARTÍSTICO E ARQUEOLÓGICO
13.391.1301 DIVULGAÇÃO E DIFUSÃO CULTURAL
13.391.1301.2083 MANUTENÇÃO DO FUMPAC
4.4.90.52.00.00 EQUIPAMENTOS E MATERIAL PERMANENTE R$ 19.000,00
1500 RECURSOS NÃO VINCULADOS DE IMPOSTO R$ 19.000,00
02. PREFEITURA
02.13 SECRETARIA MUNICIPAL TURISMO, LAZER ESPORTE E CULTURA
02.13.03 DIVISÃO DE CULTURA
13 CULTURA
13.391 PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARTÍSTICO E ARQUEOLÓGICO
13.391.1301 DIVULGAÇÃO E DIFUSÃO CULTURAL
13.391.1301.2083 MANUTENÇÃO DO FUMPAC
3.3.90.33.00.00 PASSAGENS E DESPESA COM LOCOMOÇÃO R$ 1.000,00
1500 RECURSOS NÃO VINCULADOS DE IMPOSTO R$ 1.000,00
Art. 3º - Ocorrendo insuficiência de saldo nas dotações constantes do crédito adicional
especial de que trata o art. 1 º, fica o Poder Executivo autorizado a promover sua suplementação,
transferência e/ou transposição, bem como a alteração/inclusão de fontes de recursos para
realização da despesa.
Art. 4º -Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Delfinópolis-MG, 27 de outubro de 2025.
PEDRO PAULO Assinado de forma digital
por PEDRO PAULO
PINTO:70043876 einT0:70043876668
668 Dat; 2025.10.27 10:20:04
PEDRO PAULO PINTO
Prefeito do Município de Delfinópolis
CEP 37910-000
DELFINÓPOLIS Delfinópolis . MG
PROJETO DE LEI MUNICIPAL N.º0Y S /2025
EXPOSIÇÃO JUSTIFICATIVA
Senhor Presidente,
Senhores Vereadores,
Senhora Vereadora,
Temos a honra de encaminhar a Vossas Senhorias, a fim de ser submetido ao exame e
deliberação dessa Egrégia Câmara, o presente projeto de lei que visa autorizar o Poder Executivo
de Delfinópolis a abrir crédito especial suplementar por anulação de dotação, no valor de R$
40.000,00 (quarenta mil reais), para a cobertura de subvenção a ser destinada para medidas de
conservação das pinturas parietais da Igreja Matriz, nem material inventariado, conforme ficha 05
de inventário.
O instrumento de inventário, positivado no artigo 216 da Constituição Federal de 1988, é
um dos mais antigos mecanismos de salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, destacando-se
pela sua importância na identificação e contextualização dos diferentes bens culturais materiais e
imateriais.
Buscando concretizar o mandamento constitucional de proteção aos bens de reconhecido
valor cultural, foi aprovada a Lei n.º 1.888 de 24 de dezembro de 2008, a qual instituiu o Fundo
Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural- FUMPAC. O FUMPAC possui como escopo
prestar apoio financeiro, em caráter suplementar, a projetos e ações destinadas à promoção,
preservação, manutenção e conservação do patrimônio cultural local.
O artigo 7º da mencionada legislação municipal específica que os recursos do FUMPAC
serão aplicados nos programas de promoção, conservação, restauração e preservação de bens
culturais existentes no Município, mediante deliberação dos membros que o compõem.
Nesse contexto, foi realizado o inventário das pinturas parietais da Igreja Matriz do
Divino Espírito Santo, através da Ficha 05 (documento anexo), cuja importância se destaca:
“A realização deste inventário tem como objetivo reconhecer, documentar
e valorizar o importante acervo artístico e histórico presente na Igreja
Matriz do Divino Espírito Santo, em Delfinópolis.As pinturas sacras de
Alberto Ferrante, integradas à arquitetura eclética do templo,
representam um expressivo testemunho da religiosidade local e da
tradição iconográfica cristã em Minas Gerais. Além de constituírem um
legado cultural que ultrapassa os limites do município, essas obras
dialogam com a identidade e a memória da comunidade, sendo admiradas
PEDRO PAULO ARO
PINTO:7004387 | Epp
6668 102023 0300"
PREFEITU RA Praça Manoel Leite Lemos, 115
Telefone (0xx35) 3525-1522
MUNICIPAL DE CNPJ 17 894 064/0001-86
PREFEITU RA Praça Manoel Leite Lemos, 115
Telefone (0xx35) 3525-1522
MUNICIPAL DE CNP) 17 894 064/0001-86
DELFINÓPOLIS Deffiiórolis ME
por fiéis, moradores e visitantes. Preservar esse patrimônio é garantir a
continuidade de sua função simbólica, estética e educativa para as futuras
gerações, além de contribuir para a valorização da história e da arte
sacra regional. ”
Na data de 14/08/2025, após análise do projeto apresentado pelo Reverendo Padre
Francisco Abertin Ferreira, o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural do Município de
Delfinópolis autorizou a restauração das pinturas do Monte Calvário e demais pinturas
localizadas no interior da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, em Delfinópolis e, ainda,
deliberou por unanimidade, pelo repasse de recursos do FUMPAC, no valor de R$ 40.000,00
(quarenta mil reais), para auxiliar nas despesas da obra de restauro.
À vista de todo o exposto, o presente projeto de lei tem por objetivo a adequação legal e
orçamentária para o repasse supracitado.
Desta forma, pela relevância da matéria, encaminho às Vossas Excelências o presente
Projeto de Lei, aguardando dos nobres Edis sua apreciação e respectiva aprovação.
Delfinópolis-MG 27 de outubro de 2025.
PEDRO PAU LO Assinado de forma digital
por PEDRO PAULO
PINTO:700438 PiNTO:70043876668
Dados: 2025.10.27
76668 10:20:38 -03/00'
PEDRO PAULO PINTO
Prefeito do Município de Delfinópolis
PR E FE ITU RA Praça Manoel Leite Lemos, 115
Telefone (0xx35) 3525-1522
MUNICIPAL DE CNP) 17 894 064/0001-86
DELFINÓPOLIS Delfinópolis, MG
PEDIDO DE URGÊNCIA
Senhor Presidente,
Senhores Vereadores,
Senhora Vereadora,
Saudamos novamente os eminentes Parlamentares, oportunidade em que submetemos
à elevada apreciação de Vossas Excelências, o Projeto de Lei que "AUTORIZA O PODER
EXECUTIVO DE DELFINÓPOLIS A ABRIR CRÉDITO ESPECIAL SUPLEMENTAR
POR ANULAÇÃO DE DOTAÇÃO, NO VALOR DE R$ 40.000,00 (QUARENTA MIL
REAIS) CONFORME ESPECIFICA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.
Solicitamos que o referido projeto seja tramitado no regime de urgência/relevante
interesse público, conforme dispõe o artigo 89, $1º da Lei Orgânica Municipal, haja vista que
as medidas de conservação das pinturas parietais da Igreja Matriz já iniciaram e o repasse
aprovado pelos membros do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural é
imprescindível para garantir a continuidade do projeto.
Delfinópolis — Minas Gerais, 27 de outubro de 2025.
PEDRO PAULO Assinado de forma digital
por PEDRO PAULO
PINTO:7004387 Pinto:70043876668
Dados: 2025.10.27
6668 10:21:00 -0300'
PEDRO PAULO PINTO
Prefeito do Município de Delfinópolis
vd] CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
ópolis-MG
COMPA Delfinópolis
Ata da 1º (primeira) Reunião Ordinária do Conselho Municipal do Patrimônio
Cultural do Município de Delfinópolis-MG.
Aos 25 dias do mês de fevereiro de 2025 (25/02/2025), às 18h, reuniram-se Os
membros do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Delfinópolis,
presencialmente no CAT - Centro de Atendimento ao Turista, endereço: Avenida
Antenor Pereira de Morais, nº 330, Centro Delfinópolis-MG e também em ambiente
virtual, por meio da plataforma Google Meet — https://meet.google.com/tts-sbsy-hak.
A convocação de todos os membros efetivos e suplentes foi realizada por meio de
mensagens eletrônicas. Estiveram presentes os seguintes conselheiros (as) no CAT:
Michelle Ferreira Acorinti, Thais Aparecida Machado Lima e Paulo Sérgio Ferreira.
De forma online, participaram as conselheiras Michelle Aparecida Soares de Melo e
Paola Fernandes de Deus e Patrícia Garcia dos Santos. Também esteve presente
Platinny Dias de Paiva, diretor executivo da empresa de assessoria e consultoria
AME Cultura. Michelle Acorinti declarou oficialmente aberta a reunião ordinária do
Conselho e deu início a discussão e deliberação dos itens da pauta. I — Posse dos
membros do Conselho e definição da nova diretoria; II — Envio da documentação do
ano de 2024, exercício 2026 para o IEPHA- Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico de Minas Gerais; III - Saldo do atual da conta do FUMPAC e investimentos
nos bens culturais protegidos para 2025; IV- Apresentação das ações da Lei Aldir
Blanc; V — Substituição dos bancos da Praça Manoel Leite Lemos; VI — Realização
da Festa do Queijo; VII — Apresentação do memorando sobre a Igreja do Itajuí e
VIII - Pintura de artística no CAT. Na sequência Michelle Acorinti apresentou I —
os conselheiros regularmente nomeados e empossados conforme o Decreto
Executivo nº 023, de 24 de janeiro de 2025, com mandato de dois anos, e a ocorrência
da assinatura do Termo de Compromisso e Posse no dia 24 de janeiro de 2025 na
sede da Prefeitura do Município de Delfinópolis, na presença da Exmo. Prefeito
Pedro Paulo Pinto. Em seguida, foi aberta a oportunidade para que os conselheiros
apresentassem candidaturas aos cargos de presidente, vice-presidente e secretária.
Michelle Ferreira Acorinti candidatou-se à presidência, e Paulo Sérgio Ferreira vice-
presidente ao cargo de secretária Thais Aparecida Machado Lima. Todos os
candidatos à diretoria foram aprovados por unanimidade. Prosseguindo, Michelle
Acorinti informou II — que a documentação do ICMS do Patrimônio Cultural para o
*| CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
COMPAC : Detfinópols-MG
ano de 2024, referente ao exercício de 2026, foi enviada dentro do prazo ao IEPHA
(Instituto Estadual do Patrimônio: Histórico-de Minas Gerais) e que à divulgação da
pontuação provisória está prevista- para julho. Em seguida, Platinny explicou o
funcionamento do ICMS e sua importância. ando sequência, Michelle Acorinti
informou III — que, na data de 18 .de fevereiro, o saldo atual da conta do FUMPAC —
Fundo Municipal do Patrimônio Cultural — era de R$ 106.811,39 (cento e seis mil,
oitocentos e onze reais e trinta e nove centavos). Além disso, está sendo realizado
um levantamento para definir os investimentos nos bens culturais protegidos em
2025. Prosseguindo, Michelle apresentou IV — as ações da Lei Aldir Blanc, conforme
deliberado em ata anterior, abrangendo é reforma da biblioteca e a revitalização do
Memorial das Almas. Dando continuidade, Michelle apresentou V — o projeto que
propõe a substituição dos bancos danificados da Praça Manoel Leite Lemos. Ela
explicou que os novos bancos foram doados por empresários do município. Após a
discussão, os conselheiros aprovaram por unanimidade a substituição dos bancos e
elogiaram os empresários pelo apoio à preservação do patrimônio local. Na
sequência, Michelle anunciou VI — a data da Festa do Queijo, que será realizada nos
dias 11, 12 e 13 de julho de 2025, e sugeriu o uso de recursos do FUMPAC para a
locação da estrutura do evento. Após discussão, todos os conselheiros aprovaram a
proposta. Prosseguindo, Platinny apresentou e sanou as dúvidas relacionadas VII —
ao parecer técnico expedido pela consultoria sobre o processo de tombamento da
Capela do Itajuí, na categoria Bem Imóvel (BI). Colocado em discussão e
considerando também a impugnação apresentada pela proprietária do imóvel, os
conselheiros apontaram que: a discussão permanece exclusivamente acerca da
delimitação do perímetro de entorno do tombamento, sendo pontos incontroversos as
questões técnicas relacionadas à descrição do bem; aos fundamentos e justificativa
do tombamento; ao perímetro de tombamento; e às diretrizes de proteção específicas
do bem tombado e seu entorno, nos termos descritos no dossiê técnico de
tombamento. Salientaram a possibilidade de participação de reunião conjunta entre
todos os interessados, de forma 'a buscar uma solução consensuada para a melhor
proteção do bem cultural. Destacaram a importância da manutenção do tombamento
provisório, de forma a garantir a manutenção do diálogo, da transparência,
contraditório e ampla defesa. Após discussão, o conselho, por unanimidade,
CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
Delfinópolis-MG
deliberou o seguinte: pela ratificação da aprovação de todas as questões técnicas
relacionadas à descrição do bem; aos fundamentos € justificativa do tombamento; do
perimetra de tombamento; e às diretrizes de proteção específicas do bem tombado e
seu entorno, nos termos descritos no dossiê técnico de tombamento, ratificando todos
os atos administrativos e decisões relacionadas ao processo de tombamento,
Deliberaram também pela ratificação do tombamento provisório, solicitando à gestão
1 ! a e) ici rá
municipal que prorrogue a validade, nos termos do art. 10 da Lei Municipal n
1.719/2005 e Decreto Executivo nº 96/2024, de 27 de setembro de 2024. Ato
contínuo, aprovaram a realização de reunião com todos os interessados e garantia do
contraditório c ampla defesa. Dando continuidade, Michelle apresentou VII — o
projeto de pintura artística no € AT (Centro de Atendimento ao Turista), visando
valorizar a cultura c o patrimônio da cidade. além de incentivar a educação
patrimonial. O projeto contempla a pintura do queijo. memorial das almas. fauna e
flora. Foram apresentados três orçamentos, sendo o menor no valor de R$ 47.480,00
(quarenta e sete mil, quatrocentos e oitenta reais). Ela sugeriu que o projeto seja
financiado com recursos do FUMPAC. Após discussão, os conselheiros aprovaram
por unanimidade a realização da pintura artistica no CAT. Nada mais havendo a
tratar. à presidente Michelle Ferreira Acorinti encerrou a reunião agradecendo a
participação dos conselheiros nesta reunião, da qual, eu, Thais Aparecida Machado
Lima, Secretária, lavrei a presente Ata, que após lida e aprovada, será assinada por
mim e pelos (as) conselheiros (as) presentes.
Michelle Ferreira Acorinti Y! Ju
Thais Aparecida Machado Lima
Paola Fernandes de Deus Voda Ae
7
Patricia Garcia dos Santos — Y ati
Platinny Dias de Paiva
CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
4) Delfinópolis-MG
Ata da 1º (primeira) Reunião Extra-Ordinária do Conselho Municipal
Patrimônio Cultural do Município de Delfinópolis-MG.
Aos 02 dias do mês de abril de 2025 (02/04/2025), à às 17h30, reuniram-se os membros
do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Delfinópolis, presencialmente no
CAT - Centro de Atendimento ao Turista, endereço: Avenida Antenor Pereira de
Morais, nº 330, Centro Delfinópolis-MG A convocação de todos os membros
efetivos e suplentes foi realizada por meio de mensagens eletrônicas. Estiveram
presentes os seguintes conselheiros (as): Michelle, Ferreira Acorinti, Paulo Sergio
Ferreira, Thais Aparecida Machado, Michelle Aparecida Soares de Melo, Daniele
Aparecida Silva Rosa Ferreira e Lorena Taina Pimenta Perciliano. Michelle Acorinti
declarou oficialmente aberta a Audiência Pública e deu início a discussão e
deliberação do item da pauta. I - Reunião com os representantes da Mitra Diocesana
de Guaxupé sobre o Tombamento da Igreja do Itajuí. A procuradora Júlia Gmeiner
Caminhag Lopes explicou aos participantes sobre a situação do tombamento
provisório da Capela do Itajuí e todas as etapas já executadas até o momento. Em
seguida, Platinny Dias de Paiva falou sobre a sensibilidade histórica do local e sobre
a contribuição dos moradores da comunidade para a coleta de dados e elaboração do
Dossiê de Tombamento, explicando assuntos como a delimitação da área de
tombamento da Capela e da área imediata do entorno, sobre termos técnicos como
ambiência e as regras e restrições que o tombamento pode trazer ao comprador, que
deve se manter em constante contato com o Conselho de Patrimônio. A procuradora
da Mitra Dra. Ana Cristina tomou a palavra, garantindo que a Mitra não possui
oposição ao processo de Tombamento da Capela. O participante João Batista
Garcia dos Santos questionou a questão da ambiência, cuja extensão do perímetro
entrou em conflito com a Mitra, que acredita que deve ser protegida uma área menor,
de 2.500m?, que não leva em consideração as práticas culturais que acontecem no
local. A procuradora da Mitra Dra. Ana Cristina de Souza Serrano Mascarenhas
explicou o ponto de vista da Mitra sobre a área que acredita que deve ser protegida,
que não considera as práticas culturais pré-existentes no local. Edson das Neves falou
sobre sua experiência com a Folia das Almas, ação religiosa praticada no local há
muitos anos pontuando a importância do local para as práticas. A procuradora da
Mitra reafirmou que a Mitra não se opõe ao tombamento, ao sentimento de pertença,
na CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
RL Delfinópolis-MG
poe
apenas questiona a extensão da área de entorno proposta. Platinny explicou a situação
de que o local não possui matrícula, portanto não possui dono. João Batista continuou
explicando seu entendimento sobre a proteção do espaço do entorno, que garante a
manutenção da tradição religiosa praticada no local. O Participante Saulo Antônio
Lopes falou sobre uma procissão praticada no local e perguntou sobre a possibilidade
de restauro da capela e também sobre a permissão das práticas como procissão e
leilão, se podem continuar ou não após a venda. As chaves da capela ficam com o
Senhor Sebastião Ribeiro Lopes. O Participante Paulo Sergio Ferreira mencionou
que o Padre disse que qualquer obra deveria ser solicitada para a Diocese. O Senhor
Sebastião Ribeiro Lopes e Dênia Cristina Lopes pontuaram a necessidade de reforma
da capela, que está sofrendo danos por causa das chuvas e da reforma da casa
Paroquial. O Participante Belchior Francisco de Souza questionou se no âmbito rural,
a área de tombamento é naturalmente maior e Platinny explicou que a ambiência é
de fato mais difícil de definir precisamente, por isso as áreas delimitadas acabam
ficando maiores. Platinny explicou que não é possível fazer um desmembramento
parcial da matrícula, pois no meio rural, não é possível que este seja menor que 3 alq.
A participante Dênia falou sobre a preocupação dos moradores em relação às
possíveis intervenções de um comprador, que eles não aceitam. A procuradora Julia
leu uma mensagem deixada pelo comprador da área, Evandro Habendavid, que não
compareceu à reunião por outros compromissos e revelou suas intenções para a
compra do local. A participante Dênia leu uma mensagem que Ana Maria da Mitra,
deveria enviar ao Evandro, mas por engano enviou para ela. Mesmo sem as missas
recorrentes no local, a comunidade manteve práticas como terço, procissão, leilões -
visando a arrecadação de dinheiro para eventuais reformas da capela. A comunidade
não concorda com a proposta de entorno reduzida apresentada pela Mitra; a
comunidade apresentou preocupação pela gestão e autonomia do uso do local.
Platinny assegurou à comunidade que a ambiência do local está segura e não é
possível a construção de um empreendimento de grande porte no local. Platinny
propôs a procuradora Julia, levar essa questão para a Proteção Ambiental. Nada mais
havendo a tratar, a presidente Michelle Ferreira Acorinti encerrou a reunião
agradecendo a participação dos conselheiros nesta reunião, da qual, eu, Thais
pd CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
Delfinópolis-MG
Aparecida Machado Lima, Secretária, lavrei a presente Ata, que após lida e aprovada,
será assinada por mim e pelos (as) conselheiros (as) presentes.
Michelle Ferreira Acorinti EA ÃO
Thais Aparecida Machado Lima *
Paulo Sérgio Ferreira Fita Ea rss
Michelle Aparecida Soares de Melo A ul lu Boston gl Dye
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Daniele Aparecida Silva Rosa Ferreira Yh2uta q ho QUA Ad va a RARA
Lorena Taina Pimenta Perciliano AU na. Sê uid PRN DES n8
- RG ee
Ala CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
bd] Delfinópolis-MG
Ata da 2º (primeira) Reunião Ordinária do Conselho Municipal do Patrimônio
Cultural do Município de Delfinópolis-MG.
Aos 13 dias do mês de maio de 2025 (13/05/2025), às 14h, reuniram-se os membros
do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Delfinópolis, presencialmente no
CAT - Centro de Atendimento ao Turista, endereço: Avenida Antenor Pereira de
Morais, nº 330, Centro Delfinópolis-MG e também em ambiente virtual, por meio da
plataforma Google Meet = https
cet google. com/unp-vpmx-apz
- À convocação de todos os membros efetivos e suplentes foi realizada por meio de
mensagens eletrônicas. Estiveram presentes os seguintes conselheiros (as) no CAT:
Michelle Ferreira Acorinti, Daniele Aparecida Silva Rosa Ferreira, Michelle
Aparecida Soares de Melo, Lívia Maria Braz Costa Lemos e Paulo Sérgio Ferreira.
De forma online, participou a conselheira Thais Aparecida Machado Lima. Michelle
Acorinti declarou oficialmente aberta a reunião ordinária do Conselho e deu início a
discussão e deliberação dos itens da pauta. 1 - Saldo do atual da conta do FUMPAC
e investimentos nos bens culturais protegidos para 2025; II — Apresentação das ações
da Lei Aldir Blanc; II - Revitalização da Praça Manoel Leite Lemos; TV- Realização
da Festa do Queijo; V — Discussão sobre sobre a Igreja do Itajui; VI — Pintura de
artística no CAT; VII — Ofício recebido do Grupo das Almas. VIII — sobre os bens
inventariados e tombados em 2025; IX - desfile da cidade de Babilônia. Na sequência
Michelle Acorinti informou I — que, na data de 13 de maio, o saldo atual da conta do
FUMPAC — Fundo Municipal do Patrimônio Cultural — era de R$ 130.678,14 (cento
e trinta mil, seiscentos e setenta e oito reais e quatorze centavos). Será usado para
pagar as despesas da Encenação da Paixão de Cristo (estrutura no valor de
R$25.373,00 e transmissão ao vivo e gravação no valor de R$2.800,00). Após
discussão, os conselheiros aprovaram por unanimidade os gastos com a Encenação
da Paixão de Cristo. Prosseguindo, Michelle apresentou II — as ações da Lei Aldir
Blanc, conforme deliberado em ata anterior, abrangendo a reforma da biblioteca e à
revitalização do Memorial das Almas. Está na fase final da licitação dos materiais de
construção. Dando continuidade, Michelle apresentou IIE- o projeto que propõe a
revitalização da Praça Manoel Leite Lemos em conjunto com a Secretaria de
Urbanismo. E que posteriormente será apresentado os valores a serem gastos com
cada secretaria. Após discussão, os conselheiros aprovaram por unanimidade a
'
pa TD a Soho ge
| CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
COMPAC Deifinópolis-MG
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revitalização da praça. Na sequência, Michelle anunciou IV — a data da Festa do
Queijo, que será realizada nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2025, e sugeriu o uso de
recursos do FUMPAC para a locação da estrutyra do evento. E que posteriormente
será apresentado o valor a ser gasto. Após discussão, os conselheiros aprovaram por
unanimidade os gastos com o evento. Em seguida informou V — que foi publicado o
decreto sobre o tombamento provisório, está aguardando a publicação do edital e
posteriormente será agendada a reunião para fazer o tombamento definitivo. Dando
continuidade, Michelle informou que VI - que o projeto de pintura artística no CAT
(Centro de Atendimento ao Turista), irá iniciar nas próximas semanas. O projeto visa
valorizar a cultura e o patrimônio da cidade, além de incentivar a educação )
patrimonial. Em seguida apresentou VII — o ofício recebido do Grupo das Almas.
Após a leitura do ofício, Michelle disse que está tudo em andamento sobre a reforma
da biblioteca e a revitalização do Memoriai das Almas, que está na licitação para a
compra de materiais e posterior fazer o serviço. E já adianta que não será possível a
reinauguração do Memorial das almas, conforme solicitado em ofício em
07/06/2025, pois ainda temos muitos passos e como dependemos de outros setores
fica dificil estipular uma data. Pois tudo é burocrático e possuem prazos. Mas avisou
também que será feito uma reinauguração assim que tudo estiver pronto. Valorizando
a cultura e a história do Monumento. E que o valor gasto na revitalização com o
dinheiro da PNAB é suficiente para valorizar o Monumento. E também faiou que o
projeto apresentado pelo Coordenador Edson não tem legalidade de ser usado, pois
não temos como pagar o serviço que o Edson pediu para a engenheira. Aproveitando (A)
o assunto eu estou sendo muito cobrada que há anos o dinheiro do FUMPAC está
sendo gasto com a Folia das Almas, sendo que a cidade possui vários bens
inventariados e tombados. Nem as Folias de Reis sabiam que eram inventariadas e
estão precisando de ajuda para a compra de instrumentos e roupas. Após discussão,
os conselheiros aprovaram por unanimidade que os gastos estão correios e que
precisam valorizar os outros bens também. Dando continuidade, Michelle discutiu
VIII - sobre os bens inventariados e tombados em 2025 - Os bens a serem tombados
em 2025 será o Memorial das Almas e o CAT (Centro de Apoio ao Turista) - e os
bens a serem inventariados em 2025 serão: as pinturas da igreja matriz, O Poço do
Claro; a Encenação da Paixão de Cristo, o Modo de fazer o doce de leite e o Morro
alo
CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
Deifinópoiis-NiG
atado CÊ a CGA A io OS ÀS joy aid di A
das Cruzes. Michelle continuou falando sobre 1X - desfile da cidade de Babilônia - a
diretora Kátia enviou uma lista de materiais que estão precisando para organizar O
desfile, sendo um bem inventariado será feito o orçamento e será cedo para
os demais conselheiros. Após discussão, os conselheiros aprovaram por unanimidade
O gasto, pois são poucos itens. Nada mais havendo a tratar, a presidente Michelle
Ferreira Acorinti encerrou a reunião agradecendo a participação dos conselheiros
nesta reunião, da qual, cu, Thais Aparecida Machado Lima, Secretária, lavrei a
presente Ata, que após lida e aprovada, será assinada por mim e pelos (as)
conselheiros (as) presentes.
Michelle Ferreira Acorinti NchuliL Forzrexo
Lívia Maria Braz Costa Lemos,
Ea CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
| Delfinópolis-MG
COMPAC
RÃ)
Ata da 3º (primeira) Reunião Ordinária do Conselho Municipal do Patrimônio
Cultural do Município de Delfinópolis-MG.
Aos dezoito dias do mês de julho de 2025 (18/07/2025), às 13h, reuniram-se os
membros do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Delfinópolis,
presencialmente no CAT - Centro de Atendimento ao Turista, endereço: Avenida
Antenor Pereira de Morais, nº 330, Centro Delfinópolis. A convocação de todos os
membros efetivos e suplentes foi realizada por meio de mensagens eletrônicas.
Estiveram presentes os seguintes conselheiros (as): Michelle Ferreira Acorinti,
Daniele Aparecida Silva Rosa Ferreira, Michelle Aparecida Soares de Melo, Paulo
Sérgio Ferreira e Lorena Taina Pimenta Perciliano. Também participou da reunião a
Dra. Júlia Gmeiner Caminhag Lopes, procuradora do município, representando a
Prefeitura de Delfinópolis neste ato. Michelle Acorinti declarou oficialmente aberta
a reunião ordinária do Conselho e deu início a discussão e deliberação dos itens da
pauta. 1 — Apresentação do saldo atual da conta do FUMPAC- Fundo Municipal do
Patrimônio Cultural de Delfinópolis; II - Revitalização da Praça Manoel Leite
Lemos; III — Investimentos do FUMPAC na realização da Festa do Queijo; IV-
Atualização sobre o tombamento da Igreja do Itajuí; V — Conclusão da pintura
artística do CAT — Centro de Atendimento ao Turista; VI— Realização dos editais da
Lei Aldir Blanc e VII — Realização da ação da 10º Jornada Patrimônio Cultural. A
presidente Michelle deu as boas-vindas aos conselheiros que estavam presentes e,
enquanto aguardavam os demais, perguntou ao senhor Paulo se gostaria de esclarecer
algumas dúvidas que ela havia manifestado previamente sobre o uso do FUMPAC e Q
a PNAB, ou se preferia aguardar a chegada dos outros membros. O senhor Paulo,
visivelmente nervoso e agitado, manifestou-se contrário ao pagamento da estrutura
da Festa do Queijo. Logo em seguida, chegaram à reunião conselheira Lorena e a
procuradora Dra. Júlia. Ao perceber a agitação do senhor Paulo, a Dra. Júlia
questionou o que estava acontecendo. A presidente Michelle explicou que o senhor
Paulo já vinha levantando questionamentos no grupo de WhatsApp sobre o
pagamento da estrutura da Festa do Queijo, bem como sobre a Política Nacional Aldir
Blanc (PNAB). A Dra. Júlia perguntou, então, como são organizadas as reuniões do
conselho. Em resposta, Michelle Acorinti esclareceu que, conforme o regimento
interno, são realizadas seis reuniões ordinárias por ano. Acrescentou que, quando
ao DA
CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
Delfinópolis-MG
necessário, podem ser convocadas reuniões extraordinárias ao longo dos meses.
Informou ainda que as próximas reuniões estão previstas para os meses de setembro,
novembro e dezembro. Em complemento, a Dra, Júlia explicou que o conselho tem
a função de deliberar sobre bens inventariados, tombados e registrados, e destacou
que a PNAB segue uma lógica distinta, pois é executada por meio de edital público.
Na sequência, questionou o senhor Paulo se ele havia apresentado suas propostas ao |
conselho e se sua discordância cra em relação ao pagamento em si ou à suspeita de
que o poder público estivesse sendo lesado. O senhor Paulo respondeu que sente não
ter voz ativa no conselho e afirmou acreditar que o poder público está, sim, sendo
prejudicado, além de alegar que nada tem sido feito pelos distritos. Após esclarecer
o que as propostas para os gastos do FUMPAC poderiam ser apresentadas inclusive
por meio escrito, o que não justifica o senhor Paulo dizer que não teve oportunidade
de se manifestar, a Procuradora questionou ao sr. Paulo: " o senhor discorda da forma
como o dinheiro do fundo foi gastou ou o senhor está afirmando que houve
ilegalidade nos gastos"?. Na seguência, o senhor Paulo afirmou: "teve i legalidade, só
aquelas barracas e o palco não gastou esse dinheiro da nota, tem coisa errada'. A
Procuradora então afirmou que registraria um boletim de ocorrência com a acusação
do sr. Paulo e que isso seria apurado, sendo uma acusação grave contra a
administração. A presidente Michelle Acorinti rebateu, dizendo que o senhor Paulo
é um dos conselheiros que mais participa das discussões durante as reuniões, sendo
autor de algumas sugestões importantes, como a proposta de tombamento do CAT.
O) Acrescentou ainda que há, sim, programações voltadas para os distritos, e esclareceu
que as decisões administrativas e burocráticas são de responsabilidade da secretaria,
não exigindo aprovação do conselho. Diante da crescente agitação do senhor Paulo,
a Dra. Júlia pediu que ele mantivesse contato visual durante a conversa. No entanto,
ele recusou-se a olhar nos olhos da procuradora e, visivelmente nervoso, respondeu
em tom exaltado que “ouve com os ouvidos e não com os olhos”. A Dra. Júlia então
solicitou respeito, destacando que exerce sua função como servidora pública. A
presidente Michelle Acorinti também interveio, reforçando que o senhor Paulo
deveria respeitar todos os presentes. Diante da continuidade da postura agressiva, a
Dra. Júlia alertou que, caso não fosse respeitada, acionaria a Polícia Militar e
registraria um Boletim de Ocorrência. O senhor Paulo respondeu que ela poderia
18 Qu AR cia
ear OPS PTS neem
CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
Ds Delfinópolis. G
ente ivitchelle Acorinti, a Dra. Júlia
chamar. Diante disso, com o apoio. da presid
acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local e adotou os procedimentos
cabíveis, incluindo o registro de um Boletim de Ocorrência. Após a intervenção, o
senhor Paulo permaneceu participando da reunião. A. conselheira Michelle Soares
reforçou que, em todas as reuniões, o senhor Pauto tem voz garantida e que todas as
informações sobre os eventos vêm sendo apresentadas desde o início do ano. Afirmou
ainda que o senhor Paulo está sendo influenciado nor pessoas que não aceitam a
atuação da atual gestão. A conselheira Lorena complementou, destacando que todos
os eventos realizados são manifestações culturais e beneficiam toda a população de
Delfinópolis. Na sequência, a presidente Michelle Acorinti deu continuidade à pauta, Q
com o objetivo de encerrar o episódio desconfortável ocorrido durante a reunião. Em
seguida, a presidente Michelle Acorinti deu continuidade à pauta, com o intuito de
encerrar o episódio desagradável ocorrido. Informou I — que, na data de 18 de julho,
o saldo disponível na conta do FUMPAC — Fundo Municipal do Patrimônio Cultural
— era de R$ 52.909,59 (cinquenta e dois mil, novecentos e nove reais e cinquenta e |
nove centavos). Prosseguindo, Michelle apresentou II — o projeto que propõe a
revitalização da Praça Manoel Leite Lemos, em parceria com a Secretaria Municipal
de Urbanismo. Informou ainda que, posteriormente, serão apresentados os valores a
serem destinados a cada secretaria envolvida. Após discussão, os conselheiros
aprovaram por unanimidade a proposta de revitalização da praça. Dando
continuidade, Michelle apresentou III — a proposta de aplicação dos recursos do
FUMPAC na Festa do Queijo, evento que faz parte das ações de salvaguarda do id
Modo de Fazer o Queijo Canastra — bem cultural protegido em âmbito municipal,
nacional e internacional. Informou que já havia publicado, em 2 de julho de 2025,
uma enquete no grupo de WhatsApp para votação sobre a autorização do pagamento
das despesas com a locação de tendas para o evento, no valor de R$ 64.772,00
(sessenta e quatro mil, setecentos e setenta e dois reais). Após a enquete, a proposta
foi aprovada por unanimidade dos conselheiros participantes (8 votos favoráveis),
com exceção do conselheiro Paulo Sérgio Ferreira, que manifestou discordância em
relação ao investimento. Os conselheiros destacaram a relevância do Modo de Fazer
o Queijo Canastra, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
A Presidente ressaltou ainda que outras despesas da festa foram custeadas com
8 Bra Babo
% CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
0D:4) Delfinópolis-MG
APAC
recursos próprios da Prefeitura. Na sequência, Michelle informou IV — que foi
publicado, em 24 de junho de-2025, o Edital de publicidade e notificação do
Tombamento provisório da Capela do Itajuí. Explicou que, após o prazo de trinta dias |
corridos, contados a partir da data da publicação, será agendada uma reunião para
deliberação sobre o tombamento definitivo. Em seguida, a presidente Michelle
informou V — que a obra de pintura artística do CAT — Centro de Atendimento ao
Turista, foi concluída. Acrescentou que, em momento oportuno, será realizada a
reinauguração do espaço, com o objetivo de valorizar a cultura local e o patrimônio
histórico. Prosseguindo, Michelle esclareceu VI — que o edital da Lei Aldir Blanc foi
elaborado pela Assessoria, com seriedade e em conformidade com a legislação
vigente. O esclarecimento foi feito em razão de questionamentos feitos pelo
conselheiro Paulo Sérgio Ferreira no grupo de WhatsApp, acerca da veracidade do
referido edital. A presidente ressaltou que todas as aplicações financeiras relativas à
referida lei estão corretas e devidamente regularizadas. Na sequência, a presidente
Michelle apresentou VII — a proposta de participação do município na 10º Jornada
do Patrimônio Cultural, que tem como tema “Paisagem Cultural e Patrimônio
Toponímico”, promovida pela Secult-MG, por meio do IEPHA-MG. Informou-se
que foi elaborada uma ação local para integrar a jornada, caracterizada por uma visita
guiada com o grupo da terceira idade atendido pelo Centro de Referência de
Assistência Social (CRAS) aos bens protegidos do município, programada para
ocorrer no dia 13 de agosto de 2025. Michelle destacou a importância de envolver
o) essa faixa etária na atividade, ressaltando que os idosos têm muito a contribuir com
seus saberes e vivências. A visita será realizada aos bens inventariados e tombados
no entorno da Praça Manoel Leite Lemos. Acrescentou ainda que, no próximo ano,
pretende convidar o grupo da terceira idade para apresentar o projeto aos estudantes,
promovendo o intercâmbio de conhecimento entre gerações. Por fim, enfatizou que
a participação na jornada garante a pontuação de 0,50 ao município no Programa
ICMS Patrimônio Cultural. Ao final, a presidente Michelle Acorinti registrou que o
conselheiro Paulo Sérgio permaneceu presente até o encerramento dos trabalhos e se
recusou a assinar a ata. Nada mais havendo a tratar, a presidente Michelle Ferreira
| Acorinti encerrou a reunião agradecendo a participação dos conselheiros nesta
reunião, da qual, eu, Michelle Aparecida Soares de Melo, Secretária suplente, lavrei
CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
COMP, Delfinópolis-MG
a presente Ata, que após lida e aprovada. será assinada por mim e pelos (as)
conselheiros (as) presentes.
Michelle Ferreira Acorinti Mu ble. Foxx 1a, Bend
Daniele Aparecida Silva Rosa Ferreira.
Michelle Aparecida Soares de Melo x Ateite add duto
Paulo Sérgio Ferreira
Lorena Taina Pimenta Perciliano, Duo N tetadoa. Vuilyono
Dra. Júlia Gmeiner Caminhag Lopes Aba mora Õ Ê homo
Praça Manoel Leite Lemos, 115
PREFEITU RA Telefone (0xx35) 3525-1522
MUNICIPAL DE CNPJ 17 894 064/0001-86
DELFINÓPOLIS belfinópolis. MG
TERMO DE RECUSA DE ASSINATURA
Delfinópolis 02 de setembro de 2025.
Eu, Adrielle Soares de Carvalho Pinto, Coordenadora Municipal da
Cultura, informo que no dia 02/09/2025, apresentei as Atas do COMPAC ao
senhor Paulo Sérgio Ferreira e a senhora Daniele Aparecida Silva Rosa Ferreira,
ambos membros do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Delfinópolis,
e que após a leitura e análise da Ata da 3º terceira Reunião Ordinária, realizada
no dia 18/07/2025, os mesmos se recusaram a assinar o documento acima
mencionado, por não concordarem com o que foi apresentado em Ata.
Por ser a expressão da verdade, assino este termo sem dolo, má-fé ou
coação, com visto da Secretária Municipal de Turismo, Lazer e Cultura.
Adrielle Soares dg/Carvalho Pinto
Coordenadora Múnicipal da Cultura
Visto:
LVUMLOU
ichelle Ferreira Acorinti
Secretária Municipal de Turismo, Lazer e Cultura
Michelle Ferreira Acorinti
secretária Municipal de Turismo,
Esporte, Lazer e Cultura
CPF: 048.123.576-08
Si da ça RR ES GO
[ al CONSELHO MUNICIEAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
ab, 4h ; da:
Deiiinópolic
OMP
Ata da 4º (quarta) Reunião Ordinária da Conseiho Municipal do Patrimônio
Cultural do Município de Delfinópoia-MG.
3. às 8h, reuniram-se os membros
Aos quatorze dias do mês de agosto de 2425 (14/08/20
do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Deifinópoiis, presencialmente no CAT
- Centro de Atendimento ao Turista, endereço: Ás:enida Antenor Pereira de Morais, nº
330, Centro Delfinópolis. A convocação de todas os membros efetivos e suplentes foi
realizada por meio de mensagens eletrônicas. Estiveram presentes Os seguintes
conselheiros (as): Michelle Ferreira Acorinti, Pauir Sergio Ferreira, Daniele Aparecida
Silva Rosa Ferreira, Patrícia Garcia dos Santos, Ane Paula dos Santos Cardoso e Adrielle
Soares de Carvalho Pinto. Micheiie deu início a discussão e deliberação dos itens da
pauta. 1 -- Posse dos membros do Conselho e definição da nova diretoria; M — Aprovação
da atualização do inventário e dos novos bens inventariados no ano 2025, exercício 2027,
II - Saldo do FUMPAC — Fundo Miunicipal do Paitimônio Cultural de Delfinópolis; IV-
Aprovação da restauração e pintura da Paróquia Divino Fspírita Santo; V — Conclusão da
ação da 10º Jornada Patrimônio Culturai e VM — Outros assuntos. Na sequência, Michelle
Acorinti explicou I — que, em razão do pedido de desligamento de Thais Aparecida
Machado Lima e Michelle Aparecida Soares de Melo, foram nomeados novos membros
para o Conselho. Estes foram devidamente nomeados e empossados conforme o Decreto
Executivo nº 110/2025, de 11 de agosto de 2025, com mandato de dois anos. A posse
ocorreu mediante a assinatura do Termo de Compromisso e Posse, realizada no dia 11 de
agosto de 2075, na sede da Prefeitura do Município de Delfinópolis, com a presença do 7)
Exmo. Prefeito Pedro Paulo Pinto.Com a saída da secretária Thaís Aparecida Machado
Lima, Júlia Gmeiner Caminhag Lopes passou a exercer suas funções neste Conselho.
Após discussão, sem ressalvas os conselheiros aprovaram às substituições. Prosseguindo,
a presidente Michelle colocou em II — discussão a aprovação da execução do inventário
no ano 2025, exercício 2027. Após discussão, o Conselho aprovou a Execução do
Inventário na Área 01 e 02 conforme cronograma vigente e a divulgação dos bens
inventariados O Conselho do Patrimônio aprovou a execução dos bens relacionados
abaixo para execução nesse ano de 2025, exercício 2027. Não foram localizados bens nas
categorias de Núcleos Históricos Urbanos (NH) para execução de inventário, porém, o
município se comprometeu a realizar pesquisas periódicas para localização de novos
| CONSELHO MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL
Delfinópolis-MG
bens. Bens cujas fichas foram executadas, de acordo com o cronograma vigente: 01:
Encenação da Paixão de Cristo. Área OI — (PI); 02: Capela de Nossa Senhora do Rosário.
Área 02 = (BI); 03: Doce de Leite Artesanal de Delfinópolis. Área 01 e 02 — (PI); 04:
Claro Municipal. Área 02 — (CP) e 05: Pinturas da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo.
Área 01 - (BMI). A divulgação da execução do Inventário ocorreu por meio de publicação
no quadro de avisos da Prefeitura: Municipal. Na sequência, a presidente Michelle
Acorinti informou III — que o saldo atual do FUMPAC — Fundo Municipal do Patrimônio
Cultural de Delfinópolis, é de R$ 69.000,33 (sessenta e nove mil reais e trinta e três
centavos). Dando continuidade, Michelle fez a leitura do ofício IV — enviado pelo Padre
Francisco Albertin Ferreira, da Paróquia Divino Espírito Santo, no qual solicita
autorização para a restauração das pinturas do Monte Calvário e das demais pinturas
localizadas no interior da igreja. Também foi enviada a planilha orçamentária da obra de
restauro, com valor aproximado de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais), e foi
solicitado apoio financeiro para custear a execução da obra, uma vez que a igreja e suas
pinturas internas são bens inventariados pelo município. Após a análise dos documentos
e a discussão, os conselheiros aprovaram, por unanimidade, o repasse de recursos do
FUMPAC, no valor de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), à Mitra Diocesana de Guaxupé,
para auxiliar nas despesas da obra de restauro. Michelle ficou responsável pela
organização da documentação necessária para a transferência do recurso. Prosseguindo,
Michelle relatou V — que foi realizada, no dia 13 de agosto, a ação da 10" Jornada do
Patrimônio Cultural, com a participação do grupo de idosos, nos bens protegidos, com
ênfase na Praça Manoel Leite Lemos, finalizando com um café cultural na biblioteca.
Concluiu que foi uma vivência única, repleta de aprendizados, e informou que está
elaborando o relatório de comprovação da ação, que será encaminhado ao IEPHA —
Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. VI — Outros
assuntos. A conselheira Ana Paula dos Santos Cardoso informou ao Conselho que o
Coreto da Praça Nossa Senhora dos Remédios, no Distrito de Olhos D' Água, encontra-
se em situação precária e necessita de reforma. Tendo em vista que se trata de um bem
inventariado, a referida intervenção poderá ser custeada com recursos do FUMPAC.
Michelle esclareceu que solicitará ao engenheiro do município a elaboração de um laudo
sobre o estado de conservação do Coreto, bem como um levantamento orçamentário para
a realização da obra de manutenção. A documentação será apresentada a este Conselho
A yr :
na próxima reunião. Nada mais havendo a tratar, « presicente Michelle Ferreira Acorinti
encerrou a reunião agradecendo a participação dos conselheiros nesta reunião, da qual,
eu, Daniele Aparecida Silva Rosa Ferreira, Secretária suplente, lavrei a presente Ata, que
após iida e aprovada, será assinada por mim e peios '2s) conselheiros (as) presentes.
Michelle Ferreira Acorinti licita Era 8740 Aeounk
Paulo Sergio Ferreira SPOT Gra to
Daniele Aparecida Silva Rosa o
Patrícia Garcia dos Santos E É, ia É QRO
Ana Paula dos Santos Cardoso . ras dé Ea PRP AREA
Adrielle Soares de Carvalho Pinto mo S See ud Cuneo Connie Kunto
Inventário de Proteção do | Município de Delfinópolis | MG
Patrimônio Cultural Ano 2025 | Exercício 2027
Execução do Inventário
| 1. Fichas de Inventário
Ficha 01: Encenação da Paixão de Cristo — (PI)
Delfinópolis
Area 01
Praça Manoel Leite Lemos, s/n, Delfinópolis, MG, CEP:
37910-000
Coordenadas: -20.34472230046129, -46.855172053185
A realização do inventário do Teatro da Paixão de Cristo de Delfinópolis como patrimônio
cultural justifica-se pela relevância simbólica, social e identitária que essa manifestação
assume para a comunidade local. Retomada após um hiato de quinze anos, a encenação
mobiliza diferentes gerações de jovens, instituições religiosas e órgãos públicos, revelando-
se como um bem cultural de caráter coletivo, que articula fé, memória e pertencimento. Ao
documentar essa trajetória, o inventário visa reconhecer formalmente o valor histórico e
imaterial da prática, fortalecendo sua salvaguarda, incentivando sua continuidade e
possibilitando sua valorização como parte integrante da identidade cultural do município.
A encenação da Paixão de Cristo em Delfinópolis teve início no distrito de Ponte Alta. No
entanto, em 2009 ela já começa a acontecer na sede do município e em 2025, quando retoma
após uma pausa de 15 anos, acontece em frente à Igreja Matriz do Divino Espírito Santo.
Por esse motivo, colocaremos como local de referência dessa forma de expressão a Igreja
Matriz, onde o cenário foi montado.
Município de Delfinópolis | Prefeito: Pedro Paulo Pinto
Secretaria de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura
| Av. Antenor Pereira de Moraes, nº 330 | Bairro: São Gregório | CEP: 37.910-000 | Tel.: (35)35251662
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Inventário de Proteção do
Patrimônio Cultural
Execução do Inventário
Praça Manoe
R: Torquato Joséjde Almeida
seita
ce
A Encenação da Paixão de Cristo que aconte:
em Delfinópolis se identifica como um
Teatro Popular que segundo o Tesauro de Folclore e Cultura Popular brasileira é a
Quis , . x cs ; a
atividade ritual que se caracteriza pela função dramática traduzindo-se em representação,
geralmente com personagens e vestes característicos, com a finalidade de se exibir para uma
assistência e de estabelecer interação entre o artista e o espectador, independentemente do
tipo de atração exibida. O espaço cênico, sempre de acordo com o gênero de espetáculo,
pode ser tablado, arena, 'tamada' ou mesmo vias públicas.”
Município de Delfinópolis | Prefeito: Pedro Paulo Pinto
Secretaria de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura
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Execução do Inventário
As Formas de Expressão, de acordo com o IPHAN, reúnem as múltiplas formas de
comunicação desenvolvidas por atores sociais reconhecidos pela comunidade que são
relevantes para um determinado grupo social ou região e definem normas, expectativas e
padrões de qualidade. Trata-se da compreensão das performances culturais de grupos
sociais que consideram importantes para sua cultura, memória e identidade, como
representações literárias, cênicas, musicais, plásticas, paisagísticas e lúdicas.
Anual — acontece às 20h em toda Sexta-feira Santa, no mês de abril.
Encenação da Paixão de Cristo
O primeiro teatro que encenou a Paixão de Cristo em Delfinópolis, segundo Danilo
Araújo Santos, aconteceu na década de 1990, no distrito de Babilônia (também conhecido
como Ponte Alta). Foi realizado apenas uma vez e se caracterizou por uma Via Sacra
encenada na Capela de Nossa Senhora das Dores. Em 2005, quando Danilo era coordenador
do grupo de jovens do distrito (JOC — Jovens Orientados por Cristo), o grupo decidiu
retomar o teatro, realizando nesse ano também uma Via Sacra, encenada dentro da capela,
na Sexta-feira Santa. Segundo Danilo, esse primeiro ano foi mais simples e precário, com
poucos recursos, já que era a primeira vez que organizavam o evento.
Em 2006, o teatro voltou a acontecer, desta vez não mais como uma Via Sacra
encenada, e passou a utilizar um palco improvisado sobre uma plataforma de trator,
estacionada ao lado da capela. No ano seguinte, a estrutura foi aprimorada com o uso de
uma plataforma de caminhão, que oferecia um palco bem maior. O teatro continuou sendo
realizado até 2010.
A partir de 2006, o grupo passou a contar com um roteiro. Inicialmente, Danilo
utilizou o roteiro de uma encenação da Paixão de Cristo realizada no município de Passos,
fazendo posteriormente adaptações para atender às necessidades do grupo de Delfinópolis.
Até 2008, o JOC de Ponte Alta encenava a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.
Nesse ano, decidiram iniciar o teatro com o nascimento de Jesus, mas a encenação acabou
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Secretaria de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura
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Patrimônio Cultural Ano 2025 | Exercício 2027
Execução do Inventário
ficando muito extensa. Por isso, em 2009, passaram a começar com o batismo de Jesus.
Como o grupo contava com cerca de 50 integrantes e não dispunha de microfones para
todos, as falas eram previamente gravadas, e os personagens dublavam durante a
apresentação.
Até 2007, toda a produção do teatro era realizada pelo JOC, com ajuda de alguns
membros da comunidade da Ponte Alta. Até então, não havia nenhum apoio da Prefeitura
de Delfinópolis. No entanto, a partir de 2008, a Prefeitura passou a contribuir com som,
iluminação, palco e transporte, além de levar o grupo para se apresentar em outros locais,
como na sede do município e em outro distrito. Olhos D'Água. Em 2008, o teatro foi
gravado e Danilo possui uma cópia em DVD. Em 2009, a Prefeitura custeou figurinos novos
para todos os personagens.
Na cidade de Delfinópolis, o teatro era encenado em frente à Escola Cônego Marinho,
onde permaneceu até 2010. Após esse período, devido a dificuldades enfrentadas pelo
grupo, o teatro deixou de acontecer. Quinze anos depois, a tradição foi retomada no
município.
Em 2025, a Secretaria de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura, buscando resgatar essa
importante manifestação cultural, contou com a parceria do grupo de jovens da Paróquia do
Divino Espírito Santo, o Reflexo, para retomar a encenação na cidade.
Segundo Cauã Alves de Oliveira da Cunha, coordenador do grupo Reflexo, o desejo
de retomar a encenação sempre existiu, mas o antigo pároco da cidade era reticente quanto
à realização do teatro, motivo pelo qual a tradição havia sido interrompida. Em 2025,
incentivados pela Secretaria, na figura da secretária Michele Acorinti, e com a chegada do
novo pároco, Pe. Francisco Albertin (em dezembro de 2024), o grupo assumiu a
responsabilidade pela realização do evento, com apoio da paróquia e da Prefeitura
Municipal.
O novo teatro, totalmente executado pelos membros do grupo Reflexo, teve direção
de Cauã e José Henrique Acorinti. Para dar início aos preparativos, reuniões foram
realizadas e todas as decisões foram tomadas em conjunto. O roteiro foi montado a partir
de diversas referências de outros teatros, sendo constantemente ajustado ao longo dos
ensaios para atender melhor às necessidades e desejos do grupo, que conta com cerca de 35
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Secretaria de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura
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Execução do Inventário )
integrantes, sendo que 22 deles atuaram como personagens e os demais foram responsáveis
pelo apoio técnico.
Apesar do medo, ansiedade e insegurança por ser a primeira vez que realizavam o
teatro, os jovens se dedicaram intensamente e realizaram uma apresentação emocionante,
que foi muito elogiada por todos. Além da encenação, o teatro contou com trilha sonora
executada ao vivo pelos próprios jovens: Cauã e Lara foram as vozes principais, e outro
integrante tocou violão durante o espetáculo.
Dado o sucesso da apresentação, o grupo já possui ideias e planos para a próxima
edição do teatro, buscando aprimorá-lo a cada ano. Segundo os organizadores, o teatro é de
grande importância para o município, e o comprometimento dos envolvidos demonstra o
desejo de manter viva essa tradição.
A seguir, descrevemos como aconteceu a encenação da Paixão de Cristo em 2025, em
Delfinópolis:
Os ensaios ocorreram na Igreja do Divino Espírito Santo, no salão paroquial e, após a
montagem do palco, também em frente à igreja. As atividades aconteciam três vezes por
semana, sendo os ensaios gerais realizados sempre aos domingos à noite.
Todo o processo, desde a elaboração do roteiro até a organização, os ensaios e a
apresentação, foi conduzido pelo grupo de jovens Reflexo. A Prefeitura Municipal
colaborou com a estrutura necessária, disponibilizando palco, som e microfones.
A apresentação teve duração aproximada de 50 minutos e incluiu as seguintes passagens
bíblicas: julgamento de Pilatos, flagelação, condenação, caminho até o Calvário,
crucificação e morte de Cristo.
Antes do início do teatro, foi realizada uma procissão luminosa com velas, saindo da Igreja
Nossa Senhora Aparecida, percorrendo as ruas da cidade até a Igreja Matriz. A encenação
teve início às 20h, em frente à Matriz, e foi transmitida ao vivo pela DDTV Cássia.
O palco foi montado em frente à porta principal da igreja, e cadeiras foram disponibilizadas
para o público presente. Muitas outras pessoas acompanharam o espetáculo em pé,
formando uma grande plateia.
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Execução do Inventário
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Quanto aos figurinos, a Prefeitura cedeu 20 grupo as indumentárias confeccionadas em 2009
para o antigo grupo da Ponte Alta. No entanto, algumas roupas e adereços foram produzidos
pelos próprios integrantes do Reflexo, como as cruzes utilizadas na encenação, feitas com
a ajuda de um dos membros que trabaiha em uma madeireira. Também decidiram
confeccionar novas vestes para os guardas romanos, contando com o apoio da comunidade,
que doou tecidos e colaborou com a costura.
Wesley, que interpretou Jesus, iniciou sua preparação cerca de quatro horas antes da
apresentação. Para caracterizá-lo, foi usada massa para caracterização para simular
ferimentos. Durante a cena da flagelação, os guardas utilizaram uma garrafinha com sangue
cenográfico, que era jogado sobre o ator, realçando os machucados falsos.
Além da encenação, o teatro contou com trilha sonora executada ao vivo pelos próprios
jovens. Cauã e Lara foram as vozes principais, acompanhados por outro integrante que
tocou violão durante o espetáculo.
Todos os personagens utilizaram microfones de lapela, e as falas foram realizadas ao vivo,
o que contribuiu para a imersão e a emoção do público.
Após o encerramento do teatro, os integrantes se reuniram para um lanche, oferecido com
o patrocínio do Banco Sicoob.
Os executantes da encenação
Espírito Santo de Delfinópolis, o Reflexo “Fazer da vida imagem d'Ele”, que atualmente
conta com cerca de 35 integrantes.
À encenação da Paixão de Cristo em Delfinópolis começou de forma simples na década de
1990, no distrito de Ponte Alta, sendo retomada em 2005 pelo grupo de jovens JOC. Ao
longo dos anos, a estrutura foi se profissionalizando, com palcos improvisados, adaptação
de roteiros e gravação prévia das falas. A partir de 2008, a Prefeitura passou a apoiar o
evento, que ocorreu até 2010, quando foi interrompido.
Em 2025, a tradição foi retomada pelo grupo Reflexo, com apoio da Prefeitura e da
comunidade. A nova encenação trouxe melhorias como figurinos atualizados, falas ao vivo
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com microfones de lapela, trilha sonora própria e transmissão ao vivo, marcando uma nova
fase da tradição com mais organização e qualidade técnica.
A continuidade do teatro da Paixão de Cristo em Delfinópolis apresenta boas perspectivas,
pois o grupo de jovens Reflexo mostrou grande empenho e organização na retomada da
encenação, mesmo sendo a primeira vez que assumiram a encenação. Além disso, o apoio
da Prefeitura através da Secretaria de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura, além do respaldo
da paróquia com o novo pároco, garantem uma base sólida para a manutenção do evento.
Além disso, a participação ativa da comunidade, que contribuiu com materiais e prestigiou
a apresentação, reforça o interesse local pela tradição.
O modelo de organização desse teatro é comunitário e colaborativo, centrado no grupo de
jovens da paróquia, chamado Reflexo, que assume a responsabilidade por todas as etapas
do processo, desde a elaboração do roteiro, passando pela preparação, ensaios e
apresentação. As decisões são tomadas coletivamente em reuniões do grupo, garantindo
participação e engajamento dos integrantes. A Prefeitura Municipal, através da Secretaria
de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura fornecem apoio estrutural, como palco, som, figurinos
e divulgação, além do suporte logístico. A paróquia também atua como parceira importante,
oferecendo respaldo institucional e religioso. Além disso, a comunidade contribui com
doações de materiais e apoio na confecção dos figurinos, reforçando o caráter participativo
e integrado do evento.
Indumentária: Todos os figurinos que compõem acervo do teatro hoje foram fornecidos
pela Prefeitura Municipal. No entanto, algumas vestimentas, como dos guardas romanos,
foram adquiridas em 2025 pelo grupo. São os figurinos e acessórios que mostram ao
espectador as características físicas, psicológicas e sociais do personagem. São eles que
servem para identificar o personagem separando-o da pessoa que o interpreta.
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Cenários: O cenário utilizado foi montado pela Prefeitura Municipal, com o apoio do grupo
de jovens, que confeccionou algumas partes, como as cruzes de madeira. O cenário dialoga
com os personagens durante as cenas, tornando-se o ambiente onde toda a ação acontece.
Roteiro: O roteiro foi montado a partir 'de diversas referências de outros teatros, sendo
constantemente ajustado ao longo dos erisaios para atender melhor às necessidades e desejos
do grupo.
Nenhum.
Inventário para proteção prévia.
O próprio inventário da Encenação dá Paixão de Cristo é uma ação importante de
salvaguarda. Além disso é importante:
1.Estimular a divulgação dessa forma de expressão
É necessário a criação de instrumentos de valorização e repasse das tradições para que essa
forma de expressão não seja vista com desinteresse pelas novas gerações e possa ter
continuidade. Para isso é fundamenta! ocorrer a divulgação dessa tradição, através da
produção e publicação de materiais e estudos que promovam essa prática.
2.Criação de uma exposição sobre a Encenação da Paixão de Cristo
Uma importante forma de valorizar esse bem é produzir uma exposição sobre a encenação
com objetos, fotografias, registros audiovisuais, entre outros. Tal ação é importante para
que as pessoas possam conhecer mais sobre como o teatro acontece e sua importância.
3.Realização de um documentário sobre a Encenação da Paixão de Cristo
A realização de um documentário sobre a realização da Encenação da Paixão de Cristo, com
entrevistas com as pessoas que participaram há muitos anos e também os jovens executores
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atuais, com toda a preparação por trás da encenação, é uma forma de promoção e também
de registro da memória deste importante Patrimônio Imaterial de Delfinópolis.
4.Educação para o patrimônio
A educação para o patrimônio é fundamental na salvaguarda de qualquer bem. Ela deve ser
realizada amplamente, com diferentes faixas etárias, e discorrer sobre as caraterísticas,
saberes e memórias que perpassam a Encenação da Paixão de Cristo.
ACAD. Semana Santa: Delfinópolis terá encenação da Paixão de Cristo.
acadelfinopolis.com.br. Delfinópolis, 3 abr. 2025. Disponível em:
https://acadelfinopolis.com.br/2025/04/03/semana-santa-delfinopolis-tera-encenacao-da-
paixao-de-cristo/. Acesso em: 30 jun. 2025.
ENCENAÇÃO DA PAIXÃO DE CRISTO EM DELFINÓPOLIS —- AO VIVO.
YouTube, 18 abr. 2025. Disponível em:
https:/Avww.voutube.com/watch?v=2u8HwFKkRY5c. Acesso em: 30 jun. 2025.
FAMA. Inventário do Patrimônio Cultural: Encenação da Paixão e Morte de Cristo.
Prefeitura Municipal de Fama e AME Cultura, ano 2022, exercício 2024.
IPHAN. Tesauro do Folclore e Cultura Popular. 2004. Disponível em:
http:/Avww ..enfep.gov.br/tesauro/. Acesso em:.27 de jun. de 2025.
SEXTA-FEIRA Santa. Portal das Missões, 2020. Disponível em:
https://www.portaldasmissoes.com.br/noticias/view/id/2031/a-sexta-feira-santa-a-sexta-
da-paixao--seu-signifi.html. Acesso em 16 mar. de 2022.
Entrevistas:
Entrevista com Cauã Alves de Oliveira da Cunha, concedida a Jaíne Diniz Corrêa em
junho de 2025. ' |
N D)
Entrevista com Danilo Araujo Santos, concedida a Jose Diniz Corrêa em junho de 2025.
Entrevista com José Henrique Acorinti, concedida a Jaíne Diniz Corrêa em junho de 2025.
Entrevista com Michelle Ferreira Acorinti, concedida a Jaíne Diniz Corrêa em junho de
2025.
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Imagem 03: DVD do Teatro da Vida, Paixão e Ressurt dição de Jesus Cristo de 2008. Fotografia de Jaíne
Diniz Corrêa, jun/2025. Area 02.
Imagem 04: Encenação da Paixão de Cristo de 2025. Fotografia de Michelle Acorinti, abr/2025. Área 01.
Imagem 05: Encenação da Paixão de Cristo de 2025. Fotografia de Michelle Acorinti, abr/2025. Área 01.
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Imagem 06: Encenação da Paixão de Cristo de 2025. Fotografia de Michelle Acorinti, abr/2025. Área 01.
Imagem 08: Da direita para esquerda, Cauã e José Henrique, diretores da encenação e Pe. Francisco.
Fotografia de Michelle Acorinti, abr/2025. Area 01.
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ENCENAÇÃO DA PAIXÃO DE CRISTO EM DELFINÓPOLIS/MG - 18/04/2025 - AO VIVO
e DTTV Casei jo vivo «a É) Costi 1) Compertihar
Imagem 09: Print do vídeo completo da encenação. Disponível em:
www voutube.com/ 2v=2u8HwEkRY 5
junho de 202
Ferreira (Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) / Michelle
ge
Levantamento -
Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti
Ferreira Acorinti (Responsável pelo Setor).
Elaboração — junho de 2025: Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti Ferreira
(Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) / Michelle Ferreira
Acorinti (Responsável pelo Setor).
Revisão — novembro de 2025: AME (Agência Mineira de Entretenimento Ltda).
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Ficha 02: Capela de Nossa Senhora do Rosário — (BI)
Delfinópolis
Área 02 - Distrito da Babilônia (Ponte Alta)
Capela de Nossa Senhora do Rosário
A motivação para a realização do inventário da Capela de Nossa Senhora do Rosário como
patrimônio cultural reside em seu profundo valor simbólico, histórico e social para a
comunidade do distrito da Babilônia, em Delfinópolis. A capela não é apenas um espaço
de culto, mas um marco da fé, da memória e da identidade coletiva local, abrigando em seu
interior o túmulo de seu doador, Joaquim Hilário Pereira de Abreu, figura central na história
da formação do distrito. Sua trajetória, revela uma continuidade de práticas culturais e
religiosas que fortalecem os laços de pertencimento e sociabilidade. Inventariar esse bem
significa reconhecer sua importância como expressão viva da religiosidade popular e da
história social local, contribuindo para sua valorização, preservação e transmissão às futuras
gerações.
Rua José Sídio Maia, 294 - Babilônia, Delfinópolis - MG, CEP: 37910-
000
Coordenadas: -20.503432160954837, -46.63476482318104
Propriedade da paróquia do Divino
Espirito Santo de Delfinópolis, mas é a
comunidade da Babilônia que garante sua
conservação.
Padre Francisco Albertin e comunidade da Babilônia.
Utilizada para fins religiosos pela comunidade
da Babilônia (Ponte Alta).
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O bem cultural está localizado na zona urbana da cidade, em lote de esquina entre as ruas
Expedita Luiza de Oliveira e José Sídio Maia. Trata-se de uma malha viária ortogonal
simples, com quarteirões compactos e lotes predominantemente residenciais. As
edificações são, em sua maioria, casas térreas com recuos frontais reduzidos ou
inexistentes, padrão típico de bairros de urbanização consolidada em cidades de pequeno
porte. Os lotes possuem dimensões médias, com frentes variando entre 8 a 12 metros e
profundidade padrão. A ocupação é densa, mas homogênea, com construções em alvenaria,
cobertura cerâmica e/ou fibrocimento e presença de muros frontais baixos ou gradeados. O
trecho possui pavimentação asfáltica e traçado reto, com calçadas estreitas e arborização
bastante esparsa. Há predominância de uso residencial, com alguns pontos de uso misto,
como comércios e igrejas.
Imagem 01: Capela de Nossa Senhora do Rosário. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
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Imagem 02: Detalhes do pátio de acesso a capela. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
Imagem 03: Detalhe da placa afixada no cruzeiro em frente a capela. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa,
jun/2025. Area 02.
Imagem 04: Detalhes do estado de conservação da camada pictórica. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa,
jun/2025. Área 02.
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Imagem 05: Lateral esquerda da Capela. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
jun/2025. Área 02.
Imagem 06: Detalhe do telhado. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa,
Imagem 07: Interior da capela. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
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Imagem 08: Em destaque (tracejado vermelho) o local onde o túmulo de Joaquim Hilário está localizado.
Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
Imagem 09: Detalhes da demarcação do túmulo. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
Imagem 10: Detalhe da porta da lateral esquerda. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
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a reforma de 1992. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025.
Imagem 12: Placa com os responsáveis pel
Area 02.
Imagem 13: Capela vista do altar. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
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Imagem 14: Plantação de milho na lateral direita da capela, em terreno que pertence a Capela. Tal plantação
foi autorizada pelo pároco. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
Imagem 15: Vista da lateral direita. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
Imagem 16: Entorno da capela. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
Jaíne Diniz Corrêa, junho/2025
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Localizada no distrito da Babilônia, também conhecido como Ponte Alta, no
município de Delfinópolis, a Capela de Nossa Senhora do Rosário desempenha um papel
significativo tanto na configuração territorial quanto nas práticas religiosas da maioria dos
moradores.
Segundo Danilo Araújo Santos, a localidade era anteriormente conhecida como Dores
da Ponte Alta, em referência à padroeira Nossa Senhora das Dores. Em 30 de junho de
1876, a localidade foi elevada à condição de distrito de Desemboque (atualmente município
de Sacramento), data que passou a ser comemorada como o aniversário do distrito.
Posteriormente, o distrito pertenceu ao município de Cássia e, em 1925, passou a ser
denominado Babilônia. Já em 17 de dezembro de 1938, foi oficialmente incorporado ao
município de Delfinópolis, ao qual permanece vinculado até os dias atuais.
No início do século XX, o senhor Joaquim Hilário Pereira de Abreu, proprietário de
vastas terras na região, doou parte de suas posses para a construção de uma capela no
distrito, escolhendo Nossa Senhora das Dores como padroeira, em razão de sua devoção
pessoal. Essa primeira capela, entretanto, foi demolida em 1940 devido ao avançado estado
de deterioração e à limitação de espaço diante do número crescente de fiéis. Em 1954, com
apoio da comunidade local, uma nova igreja foi construída em outro endereço.
Além da Igreja de Nossa Senhora das Dores, Joaquim Hilário também doou terras
para a construção de outro templo religioso: a Capela de Nossa Senhora do Rosário, onde
seu corpo está sepultado. A capela está localizada a dois quarteirões da igreja principal, e,
segundo relatos orais, antes da sua edificação, havia no terreno um campo de futebol.
Não se sabe ao certo a data de construção da Capela do Rosário, apenas que ela foi
edificada após 1954. No chão da capela, próximo à porta de entrada, há uma marcação
indicando o local do túmulo de Joaquim Hilário. Embora a tinta esteja bastante desgastada,
é possível identificar parcialmente o número final “58”, o que permite supor que essa seja
a data de falecimento de Joaquim. Contudo, não foi possível confirmar essa data.
Segundo o casal Eulália Batista Machado (conhecida como Dona Lala) e Benedito
Rodrigues da Silva, que se casaram em 1970, a capela já existia na época e era
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Execução do Inventário
originalmente construída em adobe. Com base nesse relato, presume-se que a edificação
religiosa foi construída nas décadas finais do século XX. |
Anualmente, a festa da capela ocorre em dezembro, durante o Natal, e os recursos
arrecadados são revertidos para sua manutenção. Com esses fundos, uma grande reforma
foi realizada em 1992. Segundo Dona Lala e Benedito, na ocasião a estrutura de adobe foi
substituída por alvenaria, e o túmulo de Joaquim Hilário também passou por alterações.
Eles relatam que viram os ossos de Joaquim durante a obra. O túmulo, anteriormente
delimitado por um mosaico de pedras com suas iniciais, foi coberto com o mesmo piso do
restante da capela, e uma pintura foi feita no chão para sinalizar o local. Entretanto, com o
passar dos anos, essa pintura já se encontra bastante desgastada.
Em 2002, um cruzeiro foi instalado em frente à entrada principal da capela, junto a
uma placa em homenagem ao doador do terreno, Joaquim Hilário. Outras intervenções de
manutenção, como pintura, também têm sido realizadas periodicamente para garantir a
preservação do imóvel.
Durante a tradicional festa da capela, destaca-se a participação da Folia de Reis e das
Pastorinhas. Antigamente, o Terno de Moçambique da região também participava das
celebrações, mas ele não existe mais.
Atualmente, a Capela de Nossa Senhora do Rosário representa um importante símbolo
religioso e cultural do distrito, fortalecendo os laços comunitários e promovendo a
sociabilidade entre os moradores.
Religioso, para fins eclesiásticos e prática da fé.
Trata-se de uma capela de pequeno porte, construída em alvenaria e implantada seguindo o
alinhamento da calçada, ocupando uma posição de destaque na esquina de duas vias
residenciais da cidade de Delfinópolis/MG. Seu volume é simples e retangular,
característico das igrejas de nave única, com proporções modestas e arquitetura de
linguagem tradicional. Em lote amplo, além da capela, a porção lateral direita do terreno é
utilizada para o cultivo de pequenas plantações de milho.
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A fachada principal é marcada pela presença de uma torre frontal, centralizada, que se
projeta verticalmente e é finalizada por um coroamento em forma de pirâmide de quatro
águas, pintada em tom esverdeado. Essa torre abriga a porta principal da capela sob um
arco pleno, formando um pórtico de entrada protegido, que confere certo grau de
monumentalidade ao conjunto. apesar de sua simplicidade construtiva.
As paredes externas são em alvenaria de tijolos, totalmente rebocadas e pintadas em tom
de bege claro, com detalhes e molduras discretas em cor contrastante que acompanham a
linha da cobertura e os contornos da torre. O corpo da igreja possui cobertura em duas
águas, com telhado cerâmico, ocultado parcialmente pela platibanda lateral.
Nas laterais da nave principal, observam-se janelas em arco pleno, com vidro translúcido
ou vitrais simples, que permitem a entrada de luz natural suave. A composição das aberturas
segue ritmo regular, reforçando a simetria e o eixo central do edifício.
No entorno imediato da capela, há elementos que reforçam sua função religiosa e
comunitária: um cruzeiro em concreto está posicionado à frente da entrada principal,
instalado sobre base elevada, e dois bancos externos de concreto indicam a presença de um
pequeno adro que serve como espaço de permanência e encontro dos frequentadores. O
piso ao redor é cimentado e ligeiramente elevado em relação à rua, com escada frontal e
pequena rampa de acesso lateral, sugerindo preocupação com acessibilidade mínima.
Internamente, segue simplicidade construtiva e de ornamentação. O piso possui
revestimento cerâmico em tons terrosos e as paredes foram pintadas na cor branca, assim
como o teto. A alvenaria na porção posterior do altar foi pintada na cor azul claro, dando
destaque ao ambiente. O conjunto, ainda que simples, está em bom estado de conservação
e apresenta elementos típicos da arquitetura religiosa popular, com forte identidade
comunitária, sendo um ponto de referência no bairro onde está inserido.
“| Nenhuma.
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O edifício apresenta um estado geral de conservação regular. As superfícies externas estão
predominantemente íntegras, com reboco e pintura aparentando boa aderência e
uniformidade, embora se observe início de desgaste pontual na base das paredes,
possivelmente causado por umidade ascendente. As esquadrias e elementos integrados,
como a torre com cobertura piramidal e as molduras em destaque, estão preservados e sem
sinais evidentes de degradação, apresentando apenas leve desgaste provenientes do
intemperismo, como acúmulo de sujidades e formação de limo/biofilme. O telhado
apresenta alinhamento adequado, sem sinais visíveis de infiltrações ou deslocamento de
elementos. As aberturas (janelas em arco com vidro) também estão em bom estado,
indicando manutenção periódica. No entanto, há presença de sujidades e pequenas fissuras
em áreas próximas ao solo e no muro lateral, o que pode indicar necessidade de revisão da
drenagem pluvial e manutenção preventiva. Em resumo, o edifício se encontra funcional e
preservado, mas requer atenção a aspectos pontuais de umidade e acabamento.
A edificação está sujeita a diversos fatores de degradação que, se não forem monitorados e
tratados periodicamente, podem comprometer sua integridade ao longo do tempo. Observa-
se a presença de umidade ascendente na base das alvenarias, possivelmente causada pela
ausência de barreira impermeabilizante adequada, o que pode gerar eflorescências,
destacamento de revestimentos e proliferação de fungos. Além disso, a ação contínua do
intemperismo provoca desbotamento da pintura e favorece microfissuras por dilatação e
retração térmica dos materiais. As variações térmicas diurnas e sazonais intensificam esse
processo, podendo gerar trincas em alvenarias e coberturas. Também se identifica o risco
de colonização por fungos e líquens, especialmente em áreas com acúmulo de umidade e
menor incidência de luz solar.
A edificação está exposta ainda à poluição atmosférica, que pode acelerar o escurecimento
das superfícies e a degradação dos revestimentos. Por fim, o desgaste físico provocado pelo
uso contínuo e a ausência de manutenção sistemática contribuem para a deterioração de
elementos como bancos, pisos e esquadrias. Esses fatores, somados, demandam atenção
técnica para garantir a conservação do edifício a médio e longo prazo.
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Patrimônio Cultural Ano 2025 | Exercício 2027
Inventário de Proteção do Município de Delfinópolis | MG
Execução do Inventário
- Promover a impermeabilização da base das alvenarias externas, aplicando barreira
impermeável ou pintura hidrorrepelente para conter a umidade ascendente;
- Verificar regularmente o estado de conservação dos elementos compositivos da
edificação, no sentido de prever/sanar possíveis avarias tanto estruturalmente quanto nos
revestimentos;
- Realizar manutenção periódica no telhado, principalmente nos momentos imediatos a
grandes precipitações. levando em consideração não apenas o manto de cobertura em telhas
cerâmicas como também a própria estrutura do telhado;
- Promover a remoção das sujidades. fungos é manchas das fachadas, seguido de repintura
com tinta apropriada para ambientes externos;
- Vistoria técnica para mapeamento e vedação de trincas com argamassa ou produtos
específicos, conforme o grau de abertura.
- Para a vegetação próxima à edificação, promover podas regulares e afastamento de raízes
junto às fundações para evitar infiltrações ou danos estruturais;
- Promover a manutenção e conservação dos elementos compositivos em madeira (bancos,
portas, etc.);
- Realizar rotinas de limpeza periódica de forma geral.
Segundo as fontes consultadas. diversas intervenções foram realizadas ao longo dos anos,
sendo a mais significativa ocorrida em 1992, quando a estrutura de adobe foi substituída
por alvenaria. Em 2002, um cruzeiro foi instalado em frente à fachada, e outras intervenções
de conservação continuam sendo realizadas.
DELFINOPOLIS. Inventário do Patrimônio Cultural: Capela Nossa Senhora das Dores.
Prefeitura Municipal de Delfinópolis e AME Cultura, ano 2023, exercício 2025.
DELFINÓPOLIS. Inventário do Patrimônio Cultural: Festa de Aniversário do Distrito
Babilônia. Prefeitura Municipal de Delfinópolis e AME Cultura, ano 2024, exercício 2026.
SANTOS, Danilo Araújo. Vídeo de parabenização pelo aniversário da Babilônia.
Facebook, 30 de jun. de 2025. Disponível em:
https://www.facebook.com/danilofisio/videos/1429123618336206. Acesso em 30 de jun.
de 2025.
Município de Delfinópolis | Prefeito: Pedro Paulo Pinto
Secretaria de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura
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Patrimônio Cultural Ano 2025 | Exercício 2027
Execução do Inventário
Entrevistas: ,
Entrevista realizada com Benedito Rodrigues da Silva, em junho de 2025, concedida a
Jaíne Diniz Corrêa.
Entrevista realizada com Danilo Araújo Santos, em junho de 2025, concedida a Jaíne
Diniz Corrêa.
Entrevista realizada com Eulalina Batista Machado, em junho de 2025, concedida a Jaíne
|
Diniz Corrêa.
Não possui.
Levantamento - junho de 2025: Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti
Ferreira (Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) / Michelle
Ferreira Acorinti (Responsável pelo Setor).
Elaboração — junho de 2025: Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti Ferreira
(Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) / Michelle Ferreira
Acorinti (Responsável pelo Setor).
Revisão — novembro de 2025: AME (Agência Mineira de Entretenimento Ltda).
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Patrimônio Cultural
Execução do Inventário
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Ficha 03: Doce de leite artesanal de Delfinópolis — (PD
Delfinópolis
Área 01 e 02
e Dita Doces Caseiros
Rua Prof. Odilon José Rosa, nº 25, Delfinópolis - MG, CEP:
| 37910-000
Coordenadas: -20.348715148343985, -46.84648192537466
e Vó Áurea
Av. Padre Ivo Soares, nº 381, Delfinópolis - MG, CEP:
37910-000
Coordenadas: -20.346148405748455, -46.854710241406295
A motivação para a realização deste inventário parte da importância cultural, afetiva e
econômica que o doce de leite tradicional representa para a comunidade de Delfinópolis.
Em uma cidade já reconhecida pela produção do queijo canastra, o doce de leite artesanal
se destaca como um bem cultural associado à memória, ao saber-fazer transmitido entre
gerações e ao modo de vida das famílias produtoras. Diante da valorização crescente da
cozinha mineira como patrimônio imaterial e da atuação ativa de doceiras locais, torna-se
fundamental registrar, salvaguardar e dar visibilidade a esse conhecimento tradicional. O
inventário busca reconhecer os sujeitos envolvidos, os modos de produção, os elementos
simbólicos, os circuitos de comercialização e as transformações recentes, garantindo assim
a preservação e a valorização desse patrimônio gastronômico e identitário da região da Serra
da Canastra.
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Patrimônio Cultural . Ano 2025 | Exercício 2027
Execução do Inventário
O doce de leite artesanal em Delfinópolis é produzido tanto na área urbana quanto na rural
do município. No entanto, na presente documentação, colocamos o endereço de duas
doceiras que foram entrevistas para produção do presente documento, são elas: Maria
Benedita Silva, com o “Dita Doces Caseiros”, e Silma Assunção de Melo Lopes, com os
doces “Vó Aurea”.
Imagem 01: Doce de leite artesanal de Delfinópolis. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025.
Culinária/comida/prato típico. Segundo o Tesauro de Folclore e Cultura Popular Brasileira,
entende-se por “comida” um alimento, seja ele processado ou in natura, que é parte
integrante de um sistema culinário. Sendo assim, torna-se parte inseparável de um sistema
de relações sociais e significados coletivamente partilhados. O consumo está pautado,
geralmente, no fato de agradar o paladar.
Patrimônio Imaterial - Saberes
Diária
Doce de leite artesanal de Delfinópolis
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Inventário de Proteção do
Patrimônio Cultural
Execução do Inventário
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o.
E E E ER É fai
A cozinha mineira é sinônimo de acolhimento, de afeto, de hospitalidade, de
diversidade e, também, de desenvolvimento socioeconômico para o Estado. Nossa cozinha
atrai o turismo, investimentos, gera emprego e renda. Além disso tudo, a cozinha mineira é
um traço importante da formação da identidade coletiva do povo mineiro.
A culinária mineira representa um -.eio quê une o trabalho (desde a lavoura) e
promove o encontro entre gerações. linguas. cultiras e etnias distintas, que ultrapassa
barreiras físicas, econômicas e sociais. Sentados «o redor de um fogão a lenha, de uma
fogueira no quintal ou de uma mesa simples numa casa do interior somos todos iguais,
voltamos à casa da infância, ao cheiro da avó. ao acolhimento da mãe. A comida pode
representar pertencimento em qualquer lugar em que estivermos.
Dentre esses pratos que possuem verdadeiro significado afetivo para os mineiros
está o doce de leite.
A origem do doce de leite é incerta, sendo disputada por países como Brasil,
Argentina e Uruguai. Uma das versões mais conhecidas aponta que teria surgido por acaso
no século XIX, quando uma mistura de leite e açúcar foi esquecida no fogo, resultando em
uma pasta doce e caramelizada (CASCUDO, 2004).
No Brasil, o doce de leite tem raízes nas receitas trazidas pelos portugueses de doces
feitos com leite, açúcar e ovos, como o arroz doce e o leite-creme. Esses preparos foram
adaptados ao contexto colonial, aproveitando o leite abundante nas fazendas e o açúcar
produzido nos engenhos (FLANDRIN; MONTANARI, 1998).
Em Minas Gerais, o doce de leite se tornou um símbolo da culinária local, muito
ligado à cultura das fazendas e quitandas. Durante o ciclo do ouro, a fartura de leite e açúcar
permitiu a produção artesanal, geralmente em tachos de cobre sobre o fogão a lenha, técnica
tradicional que ainda persiste (ABDALA, 2006; BONOMO, 2014). O doce de leite é
amplamente consumido puro, como recheio de boios e biscoitos, ou acompanhado de
queijo.
Em Delfinópolis, na Serra da Canastra, região tradicionalmente conhecida pela
produção do queijo canastra, outra iguaria também é amplamente produzida e consumida
na cidade: o doce de leite tradicional. A produção artesanal desse doce é tão expressiva que,
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Execução do Inventário
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junto com a Festa do Queijo Canastra, o município realiza o Concurso do Doce de Leite
Artesanal, que em 2025 celebra sua 4º edição.
Entre as doceiras locais que produzem o doce de forma artesanal estão Maria
Benedita Silva, com o “Dita Doces Caseiros”, e Silma Assunção de Melo Lopes, com os
doces “Vó Aurea”.
A história dos doces “Dita Doces Caseiros”
Maria Benedita Silva, conhecida como Dona Dita, contou que aprendeu a fazer
doces caseiros sozinha, por necessidade financeira. Há cerca de 31 anos, para complementar
a renda da família, com três filhos pequenos, Dona Dita viu nos doces uma forma de ajudar
no sustento do lar. Foi assim que começou: primeiro fazendo geleia de mocotó, que vendia
de porta em porta nas casas de Delfinópolis. Nessa época, levava sua filha mais nova, Paula,
então com apenas um ano e meio, em um dos braços e, no outro, uma sacola com os doces.
Com o tempo, as pessoas começaram a pedir que ela fizesse também doce de leite.
Cerca de um ano depois de iniciar com a geleia de mocotó, passou a produzir o doce de
leite, tanto na versão cremosa quanto em pedaços. Assim como o doce de leite, outros
produtos surgiram por sugestão dos compradores, como doce de banana, pé de moleque,
doces em conserva, entre outros.
Desde o início de sua produção, Dona Dita sempre utilizou o fogão a lenha, uma
técnica que mantém até os dias atuais. Seus doces são preparados em grandes tachos de
alumínio, no fogão a lenha, usando leite de vaca adquirido de produtores locais.
Atualmente, Dona Dita vende seus doces na balsa, levando-os em um carrinho e
oferecendo aos motoristas e famílias que aguardam para atravessar o Rio Grande. Também
vende por encomenda, em sua casa em Delfinópolis e de porta em porta na cidade de Passos.
Além disso, participa da Festa do Queijo Canastra, em Delfinópolis, onde comercializa seus
produtos e concorre no Concurso de Doce de Leite Artesanal. Em 2022 conquistou o 1º
lugar, em 2023 o 3º lugar e, em 2024, o 2º lugar.
Desde 2018, Dona Dita possui o registro no SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e
comercializa o doce de leite por R$ 40,00.
A história dos doces “Vó Áurea”
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Silma Assunção de Meló Lopes, que também produz doces de forma artesanal,
aprendeu a receita com sua mãe, Áurea. Segundo Silmma, esse doce era tradicional em sua
casa desde a infância. Sua mãe teve dez filhos, e a mesa estava sempre farta. Mesmo com
os netos, Silma se recorda de que eles chegavam na casa da avó já perguntando se havia
doce.
Áurea sempre servia o doce para os familiares e visitas, acompanhado de queijo ou
biscoito. Essa tradição continuou com Silma. Ela conta que aprendeu a receita aos 15 anos
e, desde então, nunca deixou de fazê-la, sempre seguindo o modo como sua mãe ensinou.
Além de preparar o doce para consumo em casa, Silma tinha o hábito de presentear amigos
com ele. Foi a partir da reação positiva das pessoas que experimentavam e pediam mais que
ela decidiu criar a marca de doces “Vó Áurea”.
Como teste, participou da Festa do Queijo Canastra em Delfinópolis, em 2017. O
sucesso de suas vendas foi tão positivo que ela decidiu continuar e, hoje, comercializa seus
produtos em empórios da região, participa de eventos na cidade e envia os doces para todo
o país para quem se interessar.
Um diferencial dos doces “Vó Áurea” são os sabores que Silma desenvolve. O doce
de leite com canela, por exemplo, também foi ensinado por sua mãe. Mais tarde, ela passou
a criar versões autorais, como o doce com gengibre e o com café. Silma conta que gosta de
fazer essas experiências e, inclusive, está realizando testes com um novo sabor: doce de
leite com alecrim. ,
Desde 2023, Silma possui o registro no SIM (Sistema de Inspeção Municipal). Além
disso, seus produtos também têm o selo Arte, que é um certificado que identifica e garante
a qualidade de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal,
permitindo a comercialização interestadual. Ele assegura que o produto foi elaborado com
técnicas predominantemente manuais, com receitas e processos que possuem características
tradicionais, regionais e culturais. O selo é uma iniciativa do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Silma concilia o trabalho como dentista com a produção dos doces para atender à
demanda que possui. Apesar da rotina intensa, ela afirma que não pretende parar. Para ela,
é uma alegria continuar produzindo o doce que carrega tanta memória afetiva.
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Em Delfinópolis, embora a receita do doce de leite seja tradicional, cada doceira tem seu
modo próprio de preparo. A seguir, descrevemos como a iguaria é feita por duas das
doceiras mencionadas anteriormente:
Receita de Dona Dita
Dona Dita segue uma receita simples e tradicional: utiliza um copo de açúcar para cada
copo de leite. Ambos os ingredientes são colocados juntos no tacho de alumínio, no fogão
a lenha. A mistura é aquecida e mexida constantemente até atingir o ponto ideal.
Ela produz duas versões do doce de leite: cremoso e em pedaço. A diferença entre os dois
está no tempo de cozimento e no modo de resfriamento:
e Doce cremoso: quando a mistura atinge o ponto (textura pastosa e brilhante), é
imediatamente colocada em potes plásticos. Após o envase, os potes são vedados e
deixados em temperatura ambiente para esfriar. Depois de frios, recebem os rótulos
contendo os ingredientes, informações nutricionais, telefone, endereço, data de
fabricação e número do registro no SIM (Serviço de Inspeção Municipal).
e Doce em pedaço: após atingir o ponto mais firme, a mistura é retirada do fogo e
colocada para esfriar em formas. Depois de frio, o doce é cortado em pedaços e
embalado individualmente.
O doce de Dona Dita não contém conservantes e é feito com ingredientes naturais, todos
adquiridos na própria região.
Ela realiza a produção entre segunda e quinta-feira, trabalhando o dia todo no preparo e na
embalagem dos doces. Nos fins de semana, sexta, sábado e domingo, sai para comercializá-
los. Dona Dita vende seus doces na balsa, levando-os em um carrinho e oferecendo aos
motoristas e famílias que aguardam para atravessar o Rio Grande. Também vende por
encomenda, em sua casa em Delfinópolis e de porta em porta na cidade de Passos. Além
disso, participa de eventos na cidade.
Receita de Silma (Doces Vó Áurea)
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Diferente da receita de Dona Dita, Silma segue o modo de preparo ensinado por sua mãe.
Em sua versão, o açúcar é queimado no tacho antes da adição do leite. Esse processo inicial
de caramelização confere ao doce uma cor mais escura, característico dos doces “Vó
Áurea”.
O preparo é feito em fogão industrial, utilizando tachos de cobre e colher de pau, mantendo
a tradição artesanal. Após atingir o ponto ideal, o doce é envasado ainda quente em potes
de vidro, que depois são vedados e rotulados para comercialização.
Assim como o de Dona Dita, o doce de Silma não leva conservantes e é feito com
ingredientes naturais, todos provenientes da própria região.
Silma comercializa seus produtos em empórios da região; durante eventos locais e por
encomenda, com envio para diversas localidades.
Os executantes da produção do doce de leite artesanal em Delfinópolis são os doceiros e
doceiras locais, dentre eles citamos Maria Benedita Silva, com o “Dita Doces Caseiros”, e
Silma Assunção de Melo Lopes, com os doces “Vó Áurea”. Além dessas doceiras, outros
locais que comercializam doces artesanais produzidos por eles são a Queijaria Reserva do
Lago e a Queijaria Vale Encantado. Além disso, dentro das residências, a receita é
tradicionalmente produzida para consumo próprio.
Ao longo dos anos, a produção dos doces artesanais passou por diversas transformações.
Entre elas, destaca-se o aprimoramento dos detentores, que passaram a comercializar o
produto, a inclusão do Concurso do Doce de Leite na cidade, como forma de incentivar os
produtores, e a obtenção do SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e do selo Arte, que
atestam a qualidade e a tradição dos produtos.
A valorização dos saberes tradicionais, aliada à crescente profissionalização dos produtores,
indica um cenário promissor para a continuidade da produção artesanal do doce de leite em
Delfinópolis. O reconhecimento obtido por meio de selos como o SIM e o selo Arte, bem
como a realização de eventos como o Concurso do Doce de Leite Artesanal, fortalecem a
identidade cultural local e incentivam novas gerações a manterem viva essa tradição. A
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transmissão de conhecimentos dentro das famílias, o uso de ingredientes regionais e a
adaptação às exigências sanitárias e comerciais contribuem para que o doce de leite continue
sendo uma referência da gastronomia canastreira, com potencial de expansão e valorização
em mercados mais amplos.
A organização da produção doce de doce de leite em Delfinópolis segue um modelo
artesanal, familiar e pautado em saberes tradicionais.
Os elementos simbólicos relacionados à
produção artesanal do doce de leite em
Delfinópolis e à sua cultura local envolvem aspectos que remetem à identidade, à tradição
e ao modo de vida da comunidade.
O fogão a lenha: representa a tradição, o cuidado e a ligação com métodos antigos de
preparo, que preservam o sabor original e o saber-fazer passado de geração em geração. É
símbolo de resistência cultural e autenticidade.
O tacho de cobre ou alumínio: é o utensílio essencial para a confecção do doce, remetendo
ao trabalho artesanal e à paciência exigida no processo.
O leite de vacas criadas na região: representa a ligação com o território, a agropecuária
local e a sustentabilidade, reforçando a ideia de produtos genuínos e integrados ao meio
ambiente e à economia local.
A família e a transmissão oral do conhecimento: o fato de a receita e o modo de preparo
serem ensinados dentro das famílias simboliza a continuidade cultural e a importância das
relações afetivas no fortalecimento da identidade local.
O Concurso de Doce de Leite Artesanal: funciona como um símbolo de valorização e
reconhecimento público da cultura local, da qualidade dos produtos e do orgulho da
comunidade por sua tradição gastronômica.
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Execução do Inventário
O Selo Arte e o SIM (Serviço de Inspeção Municipal): Além do aspecto burocrático,
esses selos simbolizam a legitimação. o respeito às normas e a valorização da qualidade
artesanal, dando visibilidade e credibilidade aos produtores locais.
Nenhum.
Inventário para proteção prévia.
O próprio inventário do Doce de leite artesanal de Delfinópolis é uma ação importante de
salvaguarda. Além disso é importante:
1) Incentivo à produção dos doces no município
Deve-se promover o incentivo a produção artesanal dos doces no município de Delfinópolis,
principalmente para os pequenos produtores que vão ter garantia de trabalho, renda e melhor
qualidade de vida sociocultural a partir do comércio desses produtos.
2) Auxílio técnico para obtenção do SIM e do Selo Arte
Esses selos simbolizam a legitimação. o respeito às normas e a valorização da qualidade
artesanal, dando visibilidade e credibilidade aos produtores locais. No entanto, sua obtenção
pode ser difícil, por isso oferecer ajuda aos produtores pode garantir que mais produtores
locais consigam esses selos.
3) Valorização do doce de leite artesanal por meio de seminários, cursos,
concursos e festivais
A realização de eventos com a temática doce, como o Concurso de Doce de Leite que já
acontece na Festa do Queijo, pode promover a produção da cultura do doce artesanal na
cidade, contemplando cursos, palestras e concursos para os seus detentores.
4) Atividades de educação patrimonial para diversas faixas etárias sobre a
história do doce de leite artesanal em Delfinópolos
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PERA Spear O
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Execução do Inventário
Entende-se que uma efetiva educação patrimonial são fundamentais para a sensibilização
tanto dos produtores, assim como a população de Delfinópolis de forma geral. A educação
patrimonial é primordial para o conhecimento, a valorização e a promoção do bem cultural
imaterial em questão. Ela deve ser feita com todas as faixas etárias. A preservação e
conservação dos bens relacionados ao doce de leite artesanal em Delfinópolis são
fundamentais para a manutenção da prática cultural.
5) Difusão, divulgação e criação de roteiros de visitação
Impressão de mapas turísticos e indicativos da localização dos produtores do município
com inclusão de roteiros do doce além de difusão constante do modo de fazer e saber
relacionados ao doce, sempre com a informação de que o bem é um Patrimônio Cultural do
município.
6) Realizar um cadastro dos produtores da região
A criação de um cadastro municipal, que mapeio quem são e onde estão esses produtores
locais é importante para garantir ações direcionados aos detentores. Além disso, é
importante a atualização constante desse cadastro, para acompanhar o desenvolvimento da
atividade na cidade.
IPHAN. Tesauro “do Folclore e Cultura Popular. 2004. “Disponível em:
http://www .enfcp.gov.br/tesauro/. Acesso em: 30 de jun. de 2025.
ABDALA, Mônica Chaves. Sabores da tradição. Revista do Arquivo Público Mineiro,
Belo Horizonte, v. 42, n. 2, p. 118-129, jul/dez. 2006. Disponível em:
http:/Awww.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/rapm pdf/Sabores da tradicao.PDF. Acesso
em: 10 abr. 2024.
BONOMO, Juliana Resende. O que é que a quitandeira tem? Um estudo sobre a
memória e a identidade das quitandeiras de Minas Gerais. Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro, 2014. Disponível em: | http://www.repositorio-
bc.unirio.br:8080/xmlui/handle/unirio/1 1645. Acesso em: 30 maio 2024.
CASCUDO, Luís da Câmara. História da alimentação no Brasil. 3. ed. São Paulo: Global,
2004.
FLANDRIN, Jean-Louis; MONTANARI, Massimo. História da alimentação. 9. ed. São
Paulo: Estação Liberdade, 1998.
Entrevistas:
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Entrevista com Maria Benedita Silva, concedida a Jaíne Diniz Corrêa em junho de 2025.
Entrevista com Silma Assunção de Melo Lopes, coricedida a Jaíne Diniz Corrêa em junho
de 2025.
Imagem 02: Dona Dita com seu troféu de 2º lugar do Concurso de Doce de Leite Artesanal de Delfinópolis
Imagem 03: Dona Dita durante o preparo do doce de leite artesanal. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa,
jun/2025. Area 01.
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Imagem 04: Doce de leite artesanal de Dona Dita. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
Imagem 05: Durante o processo de envase. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
Imagem 06: Doces finalizados, ao fundo é possível ver os troféus que Dona Dita ganhou nas últimas edições
do Concurso de doce de leite. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Area 01.
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Imagem 07: Outros doces produzidos por Dona ; dentre eles 0 doce de leite em pedaço. Fotografia de
Jaíne Diniz Corrêa, iun/2025. Area 01.
Imagem 08: Áurea, mãe de Silma e que inspirou o nome da marca. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa,
jun/2025. Area 01
Imagem 09: Silma com o doce de leite artesanal produzido por ela. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa,
jun/2025. Area 01.
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Patrimônio Cultural j Ano 2025 | Exercício 2027
Execução do Inventário
Eos
Imagem 12: Doce de leite de gengibre. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
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Patrimônio Cultural DR Ano 2025 | Exercício 2027
Execução do Inventário K á
Imagem 14: Selo Arte. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
Levantamento - junho de 2025: Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti
Ferreira (Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) / Michelle
Ferreira Acorinti (Responsável pelo Setor).
Elaboração — julho de 2025: Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti Ferreira
(Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) / Michelle Ferreira
Acorinti (Responsável pelo Setor).
Revisão — novembro de 2025: AME (Agência Mineira de Entretenimento Ltda).
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Execução do Inventário
Ficha 04: Poço do Claro Municipal — (CP)
Delfinópolis cc
Área rural, estrada para São João Batista do Glória, Área 02
Poço do Claro Municipal
A realização do inventário do oço o Claro tem como principal motivação a necessidade
de reconhecer, proteger e valorizar esse importante bem de uso comum da população de
Delfinópolis. Trata-se de um espaço que, há mais de quatro décadas, integra o cotidiano
da comunidade como local de lazer, convivência, práticas esportivas e contato com a
natureza. Diante de recentes conflitos relacionados ao acesso público à área, o inventário
comprova sua relevância para a coletividade, subsidiando ações de preservação e
fortalecendo o direito da população ao usufruto desse patrimônio natural e cultural.
Localizado na margem esquerda da faixa de domínio da Rodovia BR-
464, sentido Delfinópolis-MG à São João Batista do Glória-MG, Km
| 6, Zona Rural, no lugar denominado Coronha.
Coordenadas: -20.344758934733335, -46.80690862451577
| LOCALIZAÇÃO 2044979, 46. KUTASO —
Bem público / Municipal
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Patrimônio Cultural
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Ano 2025 | Exercício 2027
nas E am
O Poço do Claro Municipal, localizado na zona rurai do município de Delfinópolis/MG,
está inserido nas imediações dos limites-do Parque Nacional da Serra da Canastra (PNSC)
e contempla, portanto, um cenário natural tico em fauna e flora característicos da região,
com estradas antigas margeando riachos" e” córregos, cachoeiras, campos de altitude,
pequenas edificações voltadas às atividades rurais, capelas e igrejas. A topografia
montanhosa cria vales, encostas e, juntamente com a vegetação diversa, típica do cerrado,
marcam e definem a paisagem. Muitas cachoeiras e regiões montanhosas configuram a
paisagem da região.
Imagem 01: Portaria de acesso aos poços. Fotografia do acervo da Prefeitura Municipal, dez/2024. Área
02.
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Execução do Inventário
Imagem 02: Acesso aos poços. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
Imagem 03: Um dos poços. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
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Imagem 04: Escada de acesso ao poço. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
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Inventário de Proteção do
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Imagem 05: Poço do Claro Municipal. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
Imagem 07: Detalhe da antiga ponte. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
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Execução do Inventário
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Imagem 09: Sinalizações. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 02.
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Imagem 10: Banheiros. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Area 02.
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Execução do Inventário
de água percorre uma rocha de composição resistente à erosão, formando degraus com
desnível acentuado.
A ação da água corrente é uma das causas mais comuns para a formação de
cachoeiras, uma vez que o fluxo contínuo desgasta o leito rochoso dos rios. No entanto,
cachoeiras também podem surgir em decorrência de movimentos na crosta terrestre que
provocam a elevação ou o rebaixamento de grandes blocos de rocha, criando paredões
sobre os quais os rios despencam. Além disso, grandes massas de gelo em movimento,
como as geleiras, também são capazes de esculpir o relevo e dar origem a cachoeiras.
Delfinópolis é um dos locais com maior diversidade de paisagens do país. Seus
vales e serras formam inúmeros cenários de beleza singular, repletos de cachoeiras e com
destaque para o magnífico Lago da Represa Mascarenhas de Moraes (antiga Represa de
Peixoto).
O município conta com rnais de 150 cachoeiras espalhadas por entre serras e vales,
com rios de águas cristalinas que compõem paisagens de rara beleza. No entanto, essas
cachoeiras estão localizadas em propriedades privadas, e o acesso a elas geralmente
requer o pagamento de uma taxa.
Porém, o Poço do Claro Municipal foge a essa realidade. Trata-se do único espaço
de acesso público disponível tanto para a população local quanto para os turistas.
O terreno do Poço do Claro, com área de 14.200 m? (1,42 hectares ou 0,5868 alqueires),
pertence à Prefeitura Municipal, conforme Escritura de Matrícula 20.658, registrada no
Cartório de Registro de Imóveis de Cássia-MG, em 23 de janeiro de 2012. A aquisição
ocorreu porque, há mais de 40 anos. o local já era utilizado de forma pública e gratuita
por banhistas.
No entanto, em setembro de 2024, os proprietários de um terreno vizinho à área
pertencente à Prefeitura iniciaram a construção de uma cerca que impedia a passagem dos
banhistas e anunciaram que cobrariam entrada. Diante do ocorrido, a Prefeitura registrou
um Boletim de Ocorrência junto à 23º Delegacia de Polícia Civil de Cássia e realizou a
retirada da cerca.
Outra medida tomada foi a elaboração de um abaixo-assinado intitulado
“Reconhecimento do direito histórico da população ao acesso aos poços de água do
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Claro”. O documento, que reuniu 102 assinaturas, também incluiu registros fotográficos
e geográficos que comprovam que a área é de propriedade da Prefeitura e de uso comum
da população de Delfinópolis há mais de quatro décadas.
O episódio evidencia a importância do Poço do Claro como espaço de lazer,
convivência, práticas esportivas e contato com a natureza, tanto para os moradores quanto
para os visitantes de Delfinópolis.
O Poço do Claro Municipal é utilizada para lazer, sendo um atrativo turístico da cidade.
O Poço do Claro Municipal, localizado na zona rural do município de Delfinópolis/MG,
está situado nas imediações dos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra (PNSC).
Suas águas pertencem ao Rio Claro e o local se destaca pela presença de grandes pedras,
elevado volume de água e um poço de águas cristalinas, propício para banho. O entorno
imediato é caracterizado por uma região montanhosa. A Prefeitura Municipal é
responsável pela manutenção da área e, em 2024, realizou a instalação de uma série de
equipamentos públicos para garantir infraestrutura ao espaço, entre eles: portaria,
banheiros e placas informativas. O acesso ao poço se dá por estrada de terra, e o terreno
é aberto ao público de forma gratuita.
Inventário para proteção prévia.
[] Excelente [X] Bom [] Regular [] Péssimo
O bem encontra-se em bom estado de conservação. No entanto, foi possível verificar
alguns resquícios de fogueiras e restos de uma antiga ponte que existia no local. Como se
trata de um bem natural é necessário a limpeza e fiscalização para mantê-lo preservado.
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Inventário de Proteção do Ea] Município de Delfinópolis | MG
A Cachoeira é muito utilizada pela população local durante os meses de verão, o que pode
construir para degradação. Além disso, o risco de poluição das águas é sempre uma
preocupação quando se trata desse tipo de bem natural. A mata ciliar deve ser mantida
para preservação do bem.
Inventário para registro das condições do bem no momento dos levantamentos de campo.
Deve-se promover em Delfinópolis programas de educação ambiental e patrimonial que
contemplem os bens inventariados e desperte o interesse e a consciência sobre a
importância da preservação ambiental e patrimonial no município. Pode-se, ainda,
promover a conscientização para que não retirem a vegetação nativa no entorno da
corredeira e do rio. Com exceção dos banheiros. não há lixeiras no local, os programas de
educação ambiental devem enfatizar que a população leve sacolas para recolher o seu lixo
quando usarem e deixarem o local, evitando assim que o lixo fique espalhado como
acontece atualmente.
A Prefeitura Municipal é responsável pela manutenção da área e, em 2024, realizou a
instalação de uma série de equipamentos públicos para garantir infraestrutura ao espaço,
entre eles: portaria, banheiros e placas informativas. No entanto, segundo Michelle
Acorinti, Secretária de Turismo, Lazer, Esporte e Cultura de Delfinópolis, anteriormente
no local também existia um bar, a Prefeitura pretende voltar com ele e uma concessão
será feita aos interessados.
Acervo da Prefeitura de Delfinópolis.
CACHOEIRA. Britannica Escola. Disponível em:
https://escola.britannica.com.br/artigo/cachoeira/482839. Acesso em 15 out. 2021.
Entrevistas:
Entrevista com Michelle Ferreira Acorinti. concedida a Jaíne Diniz Corrêa, em junho
de 2025. É
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Não há
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Levantamento - junho de 2025: Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti
Ferreira (Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) / Michelle
Ferreira Acorinti (Responsável pelo Setor).
Elaboração — julho de 2025: Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti
Ferreira (Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) / Michelle
Ferreira Acorinti (Responsável pelo Setor).
Revisão — novembro de 2025: AME (Agência Mineira de Entretenimento Ltda).
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:
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Ficha 05: Pinturas da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo — (BMI)
Sede
Igreja Matriz do-Divino Espírito Santo
Praça Manoel Leite Lemos, s/n, Centro, Delfinópolis-MG
Coordenadas: -20.344742533531296, -46.855146078910884
Paróquia do Divino Espírito Santo de Delfinópolis / Padre Francisco Albertin
Pinturas parietais da Igreja Matriz
* os
Ed + +
A realização deste inventário tem como objetivo reconhecer, documentar e valorizar o
importante acervo artístico e histórico presente na Igreja Matriz do Divino Espírito
Santo, em Delfinópolis. As pinturas sacras de Alberto Ferrante, integradas à arquitetura
eclética do templo, representam um expressivo testemunho da religiosidade local e da
tradição iconográfica cristã em Minas Gerais. Além de constituírem um legado cultural
que ultrapassa os limites do município, essas obras dialogam com a identidade e a
memória da comunidade, sendo admiradas por fiéis, moradores e visitantes. Preservar
esse patrimônio é garantir a continuidade de sua função simbólica, estética e educativa
para as futuras gerações, além de contribuir para a valorização da história e da arte
sacra regional.
As pinturas estão localizadas no teto em estuque e laterais superiores da Igreja Matriz
do Divino Espírito Santo de Delfinópolis.
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Execução do Inventário
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Pintura parietal
Alberto Ferrante
Delfinópolis-MG
Delfinópolis-MG
Madeira estruturante, tela de eploier, estuque e policromia.
As pinturas dos apóstolos possuem o nome de cada um deles escrito logo abaixo do
desenho.
Imagem 01: Alberto Ferrante. Fotografia retirada do site: https://hertznoticias.com.br/alberto-ferrante-
pintor-e-critico-da-escola-francana-de-belas-artes/. Acesso em 28 de jul. de 2025.
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Execução do Inventário
Imagem 02: Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, onde as pinturas estão localizadas. Fotografia de
Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Arca 01.
Imagem 04: Pintura do Juízo final. Fotografia de Jaine Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
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Imagem 05: Pintura da Descida do Espírito Santo. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área
01.
Imagem 06: Pintura da Ascenção de Jesus. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
Imagem 07: Pintura de Pentecostes. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
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Inventário de Proteção do
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Patrimônio Cultural
Execução do Inventário
Imagem 08: Nas laterais da Igreja é possível ver as pinturas de passagens bíblicas e no centro, o Monte
Calvário. Fotografia de Jaíne Diniz Ccrrêa, jun/2025. Area 01.
Imagem 09: Detalhes das pinturas no teto. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
Imagem 10: Detalhes de alguns dos apóstolos. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
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Execução do Inventário
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Imagem 11: Detalhes de alguns dos apóstolos. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
Imagem 12: Detalhe do estado de conservação da pintura de São Marcos. Fotografia de Jaíne Diniz
Corrêa, jun/2025. Área 01.
Imagem 13: Pintura de Santa Rita com Jesus. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa, jun/2025. Área 01.
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Execução do Inventário
Imagem 14: Detalhes dos anjos e das colunas ornamentadas. Fotografia de Jaíne Diniz Corrêa,
jun/2025. Area 91.
| Jaíne Diniz Corrêa. Junho de 2025.
Cie e
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versas pinturas e
nta di
A edificação religiosa aprese: m seu interior. No teto em estuque
abobadado, destacam-se quatro composições principais. Há também uma pintura
ornamental que percorre todo o contorno do teto em estuque, com representações de
anjos, além de colunas decorativas. Nas paredes laterais da igreja, o artista responsável
executou uma série de retratos sacros, incluindo as figuras dos doze apóstolos e cenas
bíblicas, além da representação de diversos santos populares da tradição católica.
e Pentecoste
A imagem apresenta uma pintura sacra localizada no forro abobadado da igreja,
emoldurada por um medalhão circular com ornamentos florais nos cantos. A cena
central representa o episódio bíblico de Pentecostes, momento em que o Espírito Santo
desce sobre os apóstolos e Maria, mãe de Jesus, conforme descrito no livro dos Atos
dos Apóstolos (At 2,1-4).
Ao centro da composição, uma pomba branca irradiando luz dourada — símbolo do
Espírito Santo — paira no alto da cena, rodeada por um halo luminoso. Abaixo, um
grupo de figuras masculinas e femininas se reúne em torno de uma figura de destaque,
provavelmente o apóstolo Pedro ou João, que gesticula com a mão erguida, indicando
a ação do Espírito Santo.
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À direita, Maria é retratada sentada, com vestes em tons de azul e branco, em posição
serena e contemplativa, acompanhada de outros discípulos. A disposição dos
personagens é semicircular, criando profundidade e dinamismo à cena. A arquitetura
do fundo, com colunas e arcos, remete ao espaço sagrado do Cenáculo, onde
tradicionalmente se situa o acontecimento.
A pintura se caracteriza pelo uso de cores suaves e pela harmonia compositiva, com
atenção à expressão dos personagens e ao simbolismo teológico da cena.
e Ascenção de Jesus
A composição está inserida em um painel com moldura decorativa de formato lobado,
que remete ao estilo barroco tardio, com elementos florais nos cantos.
Ao centro da cena, Jesus Cristo é representado com vestes brancas, flutuando e
ascendendo aos céus envolto por uma luz dourada e nuvens. Sua postura é serena, com
os braços abertos, simbolizando bênção e acolhimento. A luminosidade ao redor da
figura de Cristo destaca seu caráter divino e glorificado.
Na parte inferior da composição, sobre um cenário natural, estão os apóstolos, dispostos
em semicírculo. Suas expressões e gestos transmitem admiração, reverência e surpresa
diante da ascensão do Mestre. Alguns estão de pé, enquanto outros ajoelhados ou
sentados, o que cria dinamismo na cena. O uso de cores suaves e o cuidado com os
detalhes anatômicos e expressivos conferem à obra um caráter clássico e didático,
reforçando sua função catequética.
e Descida do Espírito Santo
A composição central está inserida em uma moldura de formato lobado, com decoração
floral nos cantos, semelhante a outras pinturas do conjunto.
No centro da cena, destaca-se uma pomba branca irradiando luz dourada, símbolo
tradicional do Espírito Santo na iconografia cristã. Ela aparece envolta por uma nuvem
circular, cercada por feixes luminosos que emanam de seu corpo, reforçando sua
natureza divina e celestial.
Ao redor da pomba, há seis anjos infantis com asas, posicionados simetricamente. Cada
um segura flores ou ramos, possivelmente lírios, associados à pureza espiritual e à
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Execução do Inventário
presença do sagrado. Os anjos flutuam sobre nuvens e reforçam o caráter celestial e
glorioso da cena. .
A composição transmite leveza, harmonia e-espiritualidade, com uso de cores suaves,
predominando tons de azul, branco ie dourado. Essa pintura celebra a presença do
Espírito Santo, integrando-se ao conjunto devocional que decora o templo.
e Juízo Final ad
A imagem mostra uma pintura sacra localizada nio'forro abobadado da igreja, inserida
em um medalhão circular ricarhente /ornamentado.: No centro da composição está
representada uma figura masculina de idade avançada, com cabelos e barba brancos,
envolta por um halo dourado. Essa iconografia remete à representação tradicional de
Deus Pai, uma das três pessoas da Santíssima Trindade na teologia cristã.
A figura divina emerge das nuvens com expressão serena e braços abertos, em gesto de
bênção ou acolhimento. Na mão esquerda, segura uma cruz preta, símbolo do
cristianismo e do sacrifício redentor de Jesus. A cena é emoldurada por um fundo de
céu azul e nuvens brancas, onde também aparecem três anjos infantis com asas. Dois
deles tocam trombetas, aludindo à anunciação celestial ou ao Juízo Final, enquanto o
terceiro parece em atitude contemplativa, reforçando a atmosfera de glória e
solenidade.
A moldura do medalhão é decorada com elementos dourados e florais nos cantos. Essa
pintura integra um ciclo iconográfico religioso que busca representar visualmente os
mistérios da fé cristã e está associada à tradição do Deus Todo-Poderoso como criador
e regente do universo, em diálogo com a arquitetura e os demais elementos decorativos
do templo.
e Anjos no contorno do teto
Uma série de afrescos pintados na parte superior, em ambos os lados, do teto em
estuque da Igreja. Esses afrescos estão organizados em nichos arqueados, como se
fossem janelas ou varandas, cada um com uma pequena cena.
Essas cenas mostram figuras angelicais, parecendo crianças ou adolescentes com asas,
interagindo entre si ou com objetos (como flores e animais). A arte tem um estilo
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Inventário de Proteção do Só Município de Delfinópolis | MG
clássico e suave, com tons claros e um fundo celeste, sugerindo um ambiente celestial
ou espiritual.
e Colunas decorativas
As colunas decorativas possuem ornamentos florais e padrões geométricos nas bordas.
Há também imagens da Virgem Maria, Jesus, Espírito Santo, Bíblia, entre outros, nos
painéis triangulares abaixo dos afrescos dos anjos.
e Apóstolos e santos
Estão representados nas paredes laterais superiores, sendo sete em cada lado. Retratam
os rostos dos apóstolos com auréolas douradas, representando a santidade e o caráter
Ú sagrado das figuras. Cada imagem está dentro de um medalhão oval decorado com
arabescos dourados sobre fundo escuro, e abaixo de cada retrato aparece o nome do
apóstolo representado. Além dos apóstolos, nessas pinturas também aparecem as
figuras de santos como São Marcos e São Bartolomeu.
e Passagens bíblicas
Também nas paredes laterais, diversos afrescos representam passagens bíblicas, como
o nascimento de Jesus e seu batismo, além de retratarem santos, como São José, Santa
Rita, São Sebastião, entre outros.
[X]Bom [ ] Razoável [] Ruim
Ú Nenhuma. Propõe-se o inventário.
Como se tratam de muitas pinturas e devido
a localização delas, não foi possível precisar
as medidas.
[ ] Excelente [ ]Bom [X] Regular [ ]
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O estado de conservação do estuque é considerado ruim, pois apresenta madeira com
elevado grau de ataque por cupins e brocas, além de sua argamassa estar desagregada,
necessitando de consolidação para recuperar sua coesão e função original. Em relação
às pinturas, o estado de conservação é regular. As principais patologias identificadas
referem-se a fissuras e trincas, causadas por movimentações estruturais ou variações
térmicas; descolamento da tela devido a ataque biológico ou umidade; perda de
aderência da camada pictórica (escamação, pulverulência); e escurecimento
ocasionado por fuligem, poeira ou envelhecimento dos vernizes.
Há registro de intervenções realizadas pelo pároco Padre Maia e anotado no coro da
Matriz. Entre as intervenções, estão a troca de telhas do telhado e a reforma dos
corredores laterais em gesso, substituindo a pintura original em estuque que cedeu.
A pintura feita diretamente sobre a superfície de uma parede — seja ela crua ou
previamente preparada — é conhecida como pintura parietal, também chamada de
pintura mural. Nessa técnica a pintura pode ser feita sobre o reboco ainda úmido
(fresco) ou sobre a parede já seca, com pigmentos diluídos em um aglutinante.
As pinturas da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, em Delfinópolis, apresentam
características estilísticas que remetem ao classicismo, mesmo tendo sido realizadas
em um contexto posterior, já sob influência do modernismo nas artes brasileiras. As
composições se destacam pela harmonia formal, simetria, equilíbrio entre figura e
fundo, e pelo naturalismo na representação das figuras humanas e celestiais. A postura
hierática dos personagens sacros, os gestos contidos e expressivos, a iluminação suave
e o uso de cores delicadas — especialmente os tons dourados, azuis e brancos —
contribuem para uma atmosfera de serenidade e espiritualidade. Elementos
ornamentais como molduras lobadas, arabescos dourados, medalhões e colunas
pintadas reforçam o diálogo com a arquitetura eclética do templo, criando uma unidade
visual coesa e devocional. As cenas bíblicas e os retratos de santos são tratados com
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clareza narrativa e detalhamento anatômico, refletindo a preocupação didática típica da
arte sacra tradicional. Esses elementos conferem às obras um valor artístico singular e
revelam a sensibilidade do artista Alberto Ferrante, que soube unir técnica refinada à
expressividade religiosa.
As pinturas da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo apresentam um rico repertório
iconográfico fundamentado na tradição cristã ocidental, com forte ênfase na catequese
visual e na exaltação dos mistérios da fé. A iconografia segue padrões litúrgicos
católicos, com influência barroca e neorrenascentista. Entre os principais temas
representados estão episódios bíblicos centrais, como o Pentecostes, a Ascensão de
Jesus, a Descida do Espírito Santo e o Juízo Final, além de passagens da vida de Cristo,
como o nascimento e o batismo, reforçando o conteúdo doutrinal católico. A presença
do Espírito Santo é simbolizada de forma recorrente pela pomba branca irradiando luz,
enquanto Deus Pai é figurado como um ancião de barba branca, em conformidade com
a iconografia clássica da Santíssima Trindade. As paredes laterais apresentam retratos
dos doze apóstolos, cada um com auréola dourada e nome identificador, bem como
imagens de santos populares, como São José, São Sebastião, Santa Rita e Santo
Antônio, refletindo a devoção local. Elementos como anjos infantis, lírios, cruzes,
colunas e medalhões decorados também compõem o vocabulário visual da igreja,
reforçando temas de pureza, redenção e glória. A disposição das figuras em
composições simétricas e cenográficas, com uso de halos, luzes celestiais e cenários
sacros, revela a intenção de criar um espaço litúrgico envolvente e espiritualmente
edificante.
A cidade de Delfinópolis teve como marco inicial a doação de 288 hectares de
terras, feita pela senhora Violanta Luzia de São José, para a construção de uma capela
em devoção ao Divino Espírito Santo, no século XIX. A senhora Violanta era esposa
de Ambrósio Gonçalves Pacheco, donatário de três sesmarias, área que hoje constitui
quase todo o território do município de Delfinópolis. Esse território compreende a área
entre os ribeirões Extrema, Forquilha, Engano, Rio Santo Antônio e a margem direita
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do Rio Grande (Represa de Peixoto). “A capela mencionada foi construída junto com
um cruzeiro, onde hoje fica a Rua Coronel Melo Santos. A capela já não existe, mas o
cruzeiro bicentenário permanece no local, tendo sido inventariado pelo município em
2009.
Ainda no século XIX, houve a descoberta de ouro e diamantes, o que impulsionou
o desenvolvimento do povoado, que recebeu o nome de Espírito Santo da Forquilha.
Esse nome era uma homenagem ao padroeiro, Divino Espírito Santo, e ao Rio Santo
Antônio que, em sua confluência, realiza uma volta parecida com uma forquilha.
Em 1850, Forquilha foi elevada a distrito de Desemboque (hoje povoado de
Sacramento-MG) e, em 1871, passou para a jurisdição de Santa Rita de Cássia (hoje
cidade de Cássia-MG). Em 20 de setembro de 1919, em homenagem ao então
governador de Minas, Delfim Moreira da Costa Ribeiro, a localidade recebeu o nome
de Delfinópolis, conforme a Lei Estadual 1º 747. Sua emancipação político-
administrativa só ocorreu em 17 de dezembro de 1938, data que é comemorada como
o aniversário da cidade.
Em meados da década de 1870, iniciou-se a construção de uma nova igreja no
distrito do Espírito Santo da Forquilha. Naquela época, os habitantes discutiam sobre a
necessidade de mudar a localização do templo, que estava muito próxima às margens
do rio. O novo edifício foi erguido na atual Praça Manoel Leite Lemos e financiado
pela população local, com o auxílio do padre Francisco Pugliesi, sendo inaugurado em
1875. Construída em madeira e adobe. a igreja não possuía torre, mas tinha um segundo
andar nas laterais e um porão. Com a transferência do templo para esse local, o centro
da cidade passou a se formar ao redor da praça.
Entretanto, em 1937, a antiga matriz foi demolida para dar lugar a um novo
templo, de estilo eclético, cuja construção foi ordenada pelo padre Raymundo
Somadossi. Segundo o Livro do Tombo da Paróquia, em 1943 o novo prédio já estava
erguido, embora ainda faltassem alguns acabamentos no interior, como o altar-mor e
os altares laterais, que foram concluídos no ano seguinte.
Em 1945, foi contratado o pintor Alberto Ferrante (1901-1955), artista plástico
autodidata natural de Franca, São Paulo, para realizar as pinturas do templo. Ferrante
foi um dos fundadores da Escola Francana de Pintura e também atuou como crítico da
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Escola Francana de Belas Artes. Sua obra inclui paisagens, naturezas-mortas, retratos,
murais, decorações residenciais e pinturas sacras, destacando-se especialmente pelas
suas paisagens ao pôr do sol, que revelam grande sensibilidade artística.
Entre suas principais contribuições estão as pinturas realizadas em diversos
templos católicos de cidades como Delfinópolis, Ibiraci, São Tomaz de Aquino,
Delfinópolis, Ponte Alta, Arceburgo, Botelhos, Palmeiral, Campestre, Areado, São
José do Rio Preto e Franca, representando um patrimônio artístico valioso para a cultura
regional.
Em Delfinópolis, ele foi o responsável pelas pinturas da Igreja Matriz do Divino
Espírito Santo. Nas paredes laterais da igreja, pintou os doze apóstolos e diversos
santos, como São José, São Benedito, Santa Rita, Santo Antônio e São Sebastião, entre
outros. No teto em estuque abobadado, quatro pinturas retratam cenas marcantes das
Escrituras: Pentecostes, a ascensão de Jesus, a descida do Espírito Santo e o Juízo Final.
No arco cruzeiro, figura a cena do Monte Calvário, que foi inventariada em 2010.
Desde a inauguração da Igreja Matriz, as pinturas de Ferrante têm sido uma das
principais atrações artísticas do município, admiradas tanto pelos moradores quanto
pelos visitantes da região.
DELFINÓPOLIS. Inventário do Patrimônio Cultural: Escola Municipal Cônego
Marinho. Prefeitura Municipal de Delfinópolis e AME Cultura, ano 2022, exercício
2024.
DELFINÓPOLIS. Inventário do Patrimônio Cultural: Pintura do Monte Calvário.
Prefeitura Municipal de Delfinópolis e Estilo Nacional, exercício 2012.
HERTZ NOTÍCIAS. Alberto Ferrante, pintor e crítico da Escola Francana de
Belas Artes. Disponível em: https://hertznoticias.com.br/alberto-ferrante-pintor-e-
critico-da-escola-francana-de-belas-artes/. Acesso em: 24 jul. 2025.
Entrevistas:
Entrevista realizada com Padre Francisco Albertin, concedida a Jaíne Diniz Corrêa,
em agosto de 2025.
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Não possui.
Ed
Levantamento - junho de 2025 Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana Negretti
Ferreira (Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista) /
Michelle Ferreira Acorinti (Responsável pelo Setor).
Elaboração — julho e agosto de 2025: Jaíne Diniz Corrêa (Historiadora) / Lorrana
Negretti Ferreira (Engenheira Civil) / Luis Phillipe Grande Sarto (Arquiteto Urbanista)
/ Michelle Ferreira Acorinti (Responsável pelo Setor).
Revisão — novembro de 2025: AME (Agência Mineira de Entretenimento Ltda).
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